comerciominho_06021875_306.xml
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-
3.°
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
3> 6
Assiçna-see
vende-se
no escrip-nrio
do
editou
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.° 3
E, para
onde
deve
ser
dirigida
Iodai
correspondência
franca
da
porte.
—
As
assi-
gnaluras
são
pagas
adiantadas
;
assina
conao
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
■•
bjb
vl
.
h
ja.
-
ame
:
ÁS TERÇAS,
QUINTAS £ SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annol^SOO rs.=Semeslre
850
rs.==Prorín-
cias,
anne
2^400 rs
e
sendo
dnas
4&000
rs.=Semestre
1&250
rs.=/?rflzr/,
anne
4&40»
rs.—Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
nS5O0
reis
moeda
fraca.
=
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
£0
°/
0
d
’
abatimento.
HHAGA
— SABBAUO
O »E
fevbbkib
®
I&esenlin
«I
a
conferencia feita na
AHKocinção
Catholiea
pelo ex.rno
dr.
Moreira
Guimarães.
Cumprindo
a
promessa
que
fizemos
em
o
n.°
antecedente,
«amos
resenhar
a
bella
conferencia recitada
na
casa
da
Associação
Calholica
pelo snr.
dr.
Moreira
Guimarães.
O
eminente
«rador,
a
exemplo dos
que
o
tem
precedido
n
’
aq®ella tribuna,
pro
cura,
pela
segunda
vez,
expor
d’
alli prin
cípios
de
crença
calbolica,
principalmente
d’
aquelles
qoe
na
actualidade
estão
se®do
o
objecto
da
mais
activa
impugnação,
e
escolhe
para
thema
da
sua
conferencia a
legenda
—
Progresso
e
sciencia
—
que
vaido-
samente
está inscripla
na
bandeira
hastea
da
pelas falanges
do
campo
anti-catholico.
Como
a
estreiteza do
tempo
lhe
não
permitte
iractar
por uma
so vez
o
assum
pto
em
toda a sua
plenitude,
limita-se
por
agora
a
mostrar
que
nós,
os
catholicos
somos
os
verdadeiros
progressistas,
e
em
occasião
opportuna
mostrará
que
a
verda
deira
e
solida
sciencia é
o
calholicismo,
e
não
os
absurdos
que
o
impugnam.
Define
em
seguida
o
que
seja
progres
so,
e
divide-o
em
duas
especies,
segun
do
o
seu
objecto
se
realisa
no
mundo
fisico,
ou
no
mundo
moral.
Cada
uma
(Ces
tas
especies,
porém,
para
ser
tal,
é
ne
cessário
que
assente
nos
esforços
empre
gados
no
conhecimento
da verdade
e
na
realisação
do
bem
:
porque
a
verdade
e
o
bem
sào
as
metas
para
onde
se
devem
dirigir
todos
os
passos
da
humanidade;
são
o
fim
para
onde
devem
canvergir
to
das
as
suas
força»
; são
o
cume
para
on
de
deve
levantar
suas
vistas.
Embora,
pela
nossa
contingência,
não
possamos
conhecer
a
verdade
em
toda
a
sua
plenitude,
e possuir
o
be<í»
em
toda
a
sua
totalidade,
isso
não
obsta
a
que
rnaichemos
incessantemente
no
caminho
que
á
sua
morada
nos
conduz.
E
’
n
’essa
progressão
incessante
que
está
o
verda
deiro
progresso
da
humanidade,
e
d
’
ahi
resulta
a
formação dos
artistas
illustres,
dos
poetas
iminorta^s.
do
*
oradores
poten
tes,
dos
sábios
abalisados,
das
sauciida-
des
heroicas.
Nem
sempre,
todavia,
o
homem,
por
falta
de
direcção segura,
prosegue
na
sen
da
da
verdade e
do
bem.
e
n’esse
desvio
ba
mister d
’
um
piloto
experiente
que
lhe
evite
o
naufragio
nos
mares
revoltosos em
que
navega.
Eis
aqui
o
beneficio
de
que
o
anti-catholicismo
se
jacta.
Mas
se
os
adversariws
da
Egreja
Ca
lholica
não
sabem
resolver
os
dois
pro-
l)lemas=d’
oode
vimos
e
para
onde
imos=,
sendo
podsso
ob
igados
a
confessar
que
a
humanidade
caminha
entre
dois
mistérios,
o
mistério
da
origem
e
o
mistério do
hm,
como
arrogarem-se
a
idoneidade na
direc-
çao
d
’
e
*
se
movimento incessante
do
ho
mem,
operado
por
uma
força
qoe
lhe
é
congénita,
e
que,
quando
conveuientemen-
te
dirigida,
se
denomina
—
progresso?
Po
derá
ser
mestre
quem
ignora os
princípios
fundãrnemaes
?
Poderá
ser
guia
quem
des-
conluce
o
termo da
jornada?
O
orador
examina
em
seguida
se
o
aper-
*
leiçoamento
da
matéria
que
se
uota
por
toda
a
parte
será
a
satisfação
das
poten
tes
aspirações
que
nos
dirigem,
e
longe
de negar
que
a
marcha crescente da in
dustria, o
domiuio
crescente
da
homem
sobie
a
matéria
seja
um
progresso,
de
monstra
que,
embora
não
haja
opposição
iircessaria
entre
o
progresso
material
e
o
progresso
moral,
não
se
segue que
este
jam
necessariamente
unidos,
como
preten
dem
os
lheorisias
acatholicos.
Examina
se
as
doctrinas
proclamadas
pelos
alheislas
podem
realisar
as
aspira
ções
do
homem, e
expõe
em
quadro
pal
pitante de precisão
e
verdade
o
que
seria
Os avoengoa historie»
*
doa
libe
raes.
ESTUDOS ÁCERCA DOS
FARISEUS
I
—Os
Fariseus
antes de Jesus
Chrisio,
segundo
Josepho.
[Continuação]
Alexandre
Jannen, terceiro filho
e
suc-
cessor
de
Hyrcan,
sentiu,
no
fim
de
sua
vida,
a
necessidade
de
readquirir
o
apoie
da
seita
popular. O primeiro
dos
Asmonaus,
elle havia
tomado
o
titulo
de rei
;
jul
gou-se sem duvida
com
direito
de
tomar
ao
mesmo
tempo os hábitos
da lirannia.
As
suas
crueldades o fizeram
detestar pelos
judeus
Assim,
ao ponto
de morrer,
du
rante
o
cerco
de
Ragoba, elle
ouvia sua
esposa
Alexandra
sobre
a
desgraçada
sorte
que
a
aguardava,
a
ella e a
s*
-us
filhos,
quando a
morte
do
rei
o
*
intrigasse
sem
defeza
á mercê
de
um
povo exasperado.
«
Esculae-tne,
lhe
disse
então o
mori
bundo,
e
se
quereis
conservar
o
remo
e
salvar
vossos filhos.
seguide
os
aviso»
que
vou dar-vos.
Occnltae minha
morie
aos
soldados,
até
que
tenbaes
tomado
a
pra
ça.
Depois, lomae
a
entrar
com pompa
ein
Jerusalém
e
ch
*
mie
os
Fariseus
a
to
mar
parte em
vosso
governo.
A
datar
d
’
es-
te momento,
não
teiei»
mais
fervorosos
corlezàds
nem
mais
úteis
servos.
Elles
em
breve
'OS
farão
conciliar
a affeição
de
to
da
a
nação.
Porque,
accrescenlou o
prín
cipe
com
uma certa
amargura,
elles
fazem
muito
mal
áquelles que
odeiam
e
muilo
bem
áquelles que
amam.
O
povo
os acre
dita
sempre, e
eu
não
incorri
em
seu
odio
senão
por
não
os
haver
bastante
attendi
do.»
Estes
conselhos
eram
d
’
um
fino
po
lítico
e
provam
que
Alexandre,
se
qui»e-
ra,
leria
feito
um bom
rei
constitucional,
ião
capaz
de
domar
as
opposições
mais
feroses,
dando-lhes
empregos,
antes
do que
reduzil-as
pela
f<>rça.
Alexandra
seguia
pontualmente
suas te-
commendações.
Todas
as
previsões
do
rei
>e
realizaram. Os
Fariseu»,
ganhados
pelas
promessas
liberaes
da rainha,
não tjveram
mais
do
que elogios
pela
memória
do
de-
ftiHClo.
No
dizer de
Josepho (um
Fariseu,
não
esqueçamos
isto),
elles
levaram
a
ge
nerosidade
ou
a
lisonja
até
a
lazer sua
apo
logia
diante
do
povo,
e
isto
com
lauta
per
suasão,
que este
príncipe,
lia
pouco
tão
odioso,
foi
chorado
como nenhum
de
seus
predesssores
e
sepultado
com
om
apparato
d
’uma
magnificência
inaudita.
Convém
accrescenlar,
para
a
completa
explicação
d
’
este
successo,
que
Alexandra
não
tinha jamais lido
pade
no
odio
q<re
seu
esposo
inspirava
aos
judeus Ella ti
nha
sempre
parecido de»approvar suas
cruel
dades
; além
d
isto,
ella era
toda
dedica
da
aos
usos
do
farisaismo
tão queridos
á
»ua
nação.
Rebaixo
de
seu
reinado
que
durou
nove
annos,
o
poder
da seita
uào
conheceu
limites.
Alexandra po-sun
gran
des
talentos
de
administração,
ella
dobrou
as
forças
do
seu
reino
e
tornou-se
temí
vel a
seus visinbos.
Seu
unico
defeito
era
nada
taber
recusar
aos
Faiiseus.
<Ella
mau
a
sociedade
avassalada
pelo albeistno
dei-
íicador
da
matéria.
Termina
demonstrando, pelo
exame
da
doclrina
catholica
e
pelos
ensinos
da
his
toria,
que
so
o
calholicismo
tem em
si
a
verdadeira
direcção
do
homem
no
cami
nho
da
verdade
e
do
bem,
c que
como
tal
so
elle
pode
realisar
a
verdadeira civilisa-
ção
dos
povos,
o
verdadeiro
progresso
da
humanidade.
Este
magnifico discurso
foi
muilo ap-
plaudido
por
lodo
o
auditório,
que
m»i
*
uma
vez
leve
ensejo
de
apreciar
o
talen
to
possante
e
a
vastíssima erudicção
d»
orador.
dava
n
lodos
os
outros
diz
Josepho,
mas
os
Fariseus
a
mand«vam
a
ella.»
As
leis
farisaicas
abolidas
por
João Hyrcan
foram
tornadas
a
pôr em
vigor;
o
partido fei
até
servir
a
piedade
da
raiaba
?ara a
pros-
cripção
de
seu«
adversários.
Estes
rigo
res
preparar
am
as
divisões
dos
dou»
irmãos
Hyrcan
e
Arislobulo.
Este
ultimo,
incons
tante
e
ambicioso;
era
conservado
de
par
te
por
sua
mãe, com
receio
de
que
elle
creasse
embaraços
a
seu
irmão
mais
ve
lho.
Elle
tornou-sc
o
chefe
natural dos
de»contentes.
Os principae»
personagens
rfentre
os
judeus,
amaçados
pela
tirarmia
do
farisaismo,
procuravam um
refugio
jun
to
d
’
elle. Em
breve elles lhe
formaram
um
partido
bastante
poderoso para
que
a
favor
da
ultima
enfermidade
de
Alexandra,
elle
podesse
apoderar-se
da
corôa
do
fra
co
Hyrcan.
E»te
não
soube
reconquislal-a
senão
com
o
auxilio
de
Pompeu : os
Ro
manos,
por
preço de sua
intervenção,
co
meçaram
então
a
fazer pesar
sobre
a
Ju
deia
esse
patronato
oneroso
que
era
uma
conquista delineada.
Com seti soccorro
He
rodes
o
Idumeu
e«
breve
se
apoderou
do
throoo
de
David.
Os
Fariseus
curvaram-se,
bramindo,
ao
jugo
dos
estrangeiros. Foram
os
únicos
que
ousaram
recusar
a
Herodes
e
aos Ro-
naanos
o
juramento
de
submissão.
Conta
ram
se
mais de
seis
mil rebeldes
:
Hero
des
teve
<ie
coulentar-
*
e
de
lhes
impôr
uma
muleta.
Ella
foi
paga
pela
mulher
de
seu
irmão
Pheroras,
inteiramente
dedica
da
ao
partido,
como, de resto, ioda
a
por
ção
feminina da
nação.
Esta
cunhada
de
Herodes era
de
baixa
origem
:
por
esla
razão
e
por
causa
de
suas
intrigas,
espe-
cialrnente
pelo
apoio
que
ella
prestava
á
opposição
farisaica,
o
rei
procurou
por
muitas
vezes, nidS
em vão,
determinar
seu
irmão
a
repudial-a.
O
ascendente
que
ella
havia
tomado
sobre seu
marido
arrastou
este
a
entrar
nas
conspirações que
Anu-
pater,
iilho
de
Herodes, urdia
contra
»eu
proprio
pae.
Se
houvermos
de
dar
cre
dito
a
Josepho,
o
qual
aqui julga
muilo
severameute
seus
mestres,
o*
Fariseus não
teriam
sido
estranhos
a
estas
manobras.
Ao
menos
elles
as
teriam
animado
por
meio
de
profecias;
porque
tiles passavam
por conhecer
o
futuro
por
inspiração
di
vina.
Elles
anounciaram
pois
á
sua
pro-
tectora
e
a
Pheroras
que
Deus
havia
re-
sohido
tirar
a
corôa
a
Herodes
e
á
sua
raça
para
a
dar aos filhos d
’
elles.
Infeliz
mente,
o
rei
lev
e
conhecimento
do
que
se
tramava
e
se
apressou
a
fazei
executar
os
Fariseus
mais comprometlidos,
com
muitos
corlezãos
que
elles
haviam
com
prado.
Uma
circumstancia
tocante
deve
ser
notada
em
a
narração,
por
outra
parte
mui
lo
confusa,
de
Josepho.
O
rei
predestina
do
para
tomar
o
lo=:ar
de
Herodes,
se
gundo
os
bariseus
hllavam
a
seus cúmpli
ces,
devia
ter
lodo o
poder
sobie
as
leis
da
natureza.
E'
aqui
dillicil
deixar
de
pen
sar
no
Messias.
Os
«profetas»
mandados
malar
por Herodes
não leriam
elles
poi»
sido
culpados
senão
de
haverem
auuuncia-
do
a
próxima
vinda
do
Salvador?
Tem-
se
levado
mais
longe
a
conjeclura
e sup-
posto
que
esse massacre
'prendia
com
os
incidentes
occasionados pela visita dos
Magos
ao
Rei
dos
judeus
recemnascido.
Como
quer que
seja,
a
perseguição
não
podia
senão tornar
mais
popular
o
parti
do.
Debaixo
da
dominação
de
Herodes
r
dos
Romanos,
os
homens
empregados, co
mo
os
cida
laos
os
mais
ricos,
foram ge-
ralmente
dos Sadduceus
;'
mas
estes
mes
mos
subiueltiam-se á
lei
dos
seus
adver
sários.
No
exercício
de
suas
funeções pu
blicas
e»am
obrigados
a
conformar-se
ás
ptescripções
farisaicas
:
«Era
este,
diz
Jo
sepho,
o
unico
meio
ue
se
fazerem
sup-
portar
pelo
povo.»
/
Cotilin
úaj
Kjisbo
*
3 «le
fevereiro
(Correspondência
particular)
Ha
plena
calmaria
em
quanto
a
poli-
lica.
A
camara
dos
pares
não
funcciona.
A
dos deputados
começou a
discutir
o
projecto
«obre o
imposto
do transito
da
companhia
do
caminho
de
ferro
do
norte
e
leste.
Apresentou
sobre
este
assumpto
o
sir.
Marianno
de
Carvalho
uma
emenda
por si
e
em
nome
do
partido
reformista.
Creio
que
lh
’
a
regeitarão.
Julg
*
que
já
lhe
disse
que
acabaram
as
deducções
nos
ordenados
dos
emprega
dos
públicos,
e
qoe
aos
empregados
das
Misericórdias,
hospitaes
e
estabelecimentos
pios, ser-lhes-ha attendida
a
reclamação
para
não
ficarem
sugeitos
aos
14 OM
da
contribuição
industrial.
O
snr.
b
spo de
Vizen
annunciou uma
interpellação
ao
snr.
ministro
da
justiça,
sobre
o
c»nflicto de
Bragança
Disem-me
que
continuam
as
instancias
para
que
o
aetual
bispo
de
Macau
não
vá
para
a
sua
diocese
e
seja transferido
ou
para
o
Algarve,
d
’onde
ha
renunciado
o
snr.
dr.
Ayres,
ou
para
a
Ma.leira,
pois
que o
snr. dr.
Ennes
assevera que
estando
n
’
um
estado
perigoso
quando
fui
aos
Açores,
receia
que
uma
viagem
de
40
dias
lhe
possa
sor
faial,
ou
pelo
me
nos
collucal-o
numa
prostração
que
o
iiihiba
de
governar
a
diocese
macaense.
Começa
a
concorrência
a
invadir
thealrus,
bailes
de
mascaras
públicos,
repe
lindo-se
com
frequência
tsla
semana
os
bailes,
e
as
reuniões
particulares,
e
as
das
sociedades
recreativa
*
.
i
iincipiam
as
carreiras
a
vapor
para
o
Algarve
no
dia !5
do
corrente, e no
dia
5
sahe o
vapor
para a
África.
Houve
di»tribuição
de
prémios
i»o
col
legio
Luzo-Btilanico,
succursal
da in-titoi-
ção
do seminário
inglez
de
S.
Pedro
e
S.
Paulo,
para
o»
alumnes
que
se
não
destinam
á
vida
ecclesiaslica. Fdlaram
o
dr.
Ricardo, vite-reitor
do
seminário
iii-
glez,
commissitio
dus
estudos,
o
alumno
Severiano
Martins,
e
o
p
rofe»»<>r
Carvalho,
que
alli
en»iiia
filosofia e
que
combateu
as
ideias
materialistas,
positivistas,
e
fez
ver
a
Necessidade
da
educação
chiistã
E
*
um
bom
professor
de
filosofia.
Esteve uma
festa
esplendida,
O
«Diari® Iilustrado»
publica
uma
cor
respondência do
Rio
de
Janeiro,
na qual
diz
que
o
governo
brasileiro
prohibiu
que
o
snr.
visconde
de
Santa
Cruz
pode»se
usar
das
insígnias de
grau-cruz
<le
Chris
io,
e
que
averiguado
o
caso
o
visconde
recebera o
diploma de Portug.,1,
mas
que
se
conheceu
ser
falso.
Diz-se
que
o
vis
conde
v
u
e
querellar
do
indivíduo
que
e»tá
em
Lisboa,
e
que
se
disia
seu
agente
para adquirir a
grau-cruz.
Diz
lambem
que
fôra
agraciada
uma
criança.
Dá conta
de
existir
crise
commercial
no
Rio
de
Janeiro
por
causa da falta
de
capitaes
para
as
transações,
não
podendo
occorrer
os
bancos
por
teieio
os
fundos
empregados em empréstimos.
Diz
igual
mente
que
a
assembleia
legislativa
reunira,
e
que
corre ser
para
conceder
ao
impe
rador
licença
para
viajar n» Europa.
Vamos
ter
mais
um
circo.
E
’
fundado
por
Withoyne, na
cerca
do marqnez
de
Castello,
em
frente
da
entrada
do
Passeio
Publico
do
Rocio.
Na
correspondência
seguinte fallarei
do
folheto
da
commissão
central
I
de
De-
»embio,
para
o
que
anuo
colhendo
in
formações.
REVISTA
ESTRANOISA
Disse nos
o
telegrafo
qoe as
operações
tinham
começado
no
dia
26
de
janeiro,
e
até
hoje ainda
nada
nos
transmiiiiu
que
interesse
ao
mais indiferente das
coisas
de
Hispanha
Temos
por
ve-es
desejos
de
transcre
ver
os
telegrammas de
origem afionsista.
Não o
temos
feito, mas
talvez
dos
resol
vamos a
isso, abrindo
uma
secção nova,
que
epigrafaremos—
«Para
rir».
Nos
transes
por
que
nos
faz
passar
a
taclica,
por
demais
conhecida, dos
ser
vidores
del
nino,
valem-nos
os
nossos
correligionários
da
capital,
dos
quaes
tran
screvemos o qoe
segue
:
Uma
carta
de
Ripo!, datada
de 23,
diz
a-sim
:
«Sor.
director
de «La
Vox
de
la
Pá
trio:—No dia
17,
peia
noite,
entraram
por
assalto
as
forças
reaes
em
Graoollers,
povoação
importante
de
16:000
almas, e
distante
de
Barcelona
4
léguas.
O
inimi
go
leve
uns
30
mortos
entre
elles
o
che
fe
e
3
olliciaes;
fisemo»
alguns
prisionei-
res.,
■■
<
As
nossas
forças
destruíram
as
mura
lhas,
e
todas as
obras
de
fortificação.
Apanhamos alguns
cavallos,
bastante
armamento e munições.
Hontem (22)
o
intrépido
general
Sa-
valló
entrou
em
Badalana,
villa
importan
te
da
costa
e
a
meia
legua
de
Barcelona.
N’
esta
capital
houve
um
grande
alarme;
as
cornetas
tocaram
todo
o
dia,
e reuni
ram-se
todas
as
forças;
construíram
algu
mas
barricadas
;
e
as
aucloridades toma
ram todas as
precauções,
temendo uma
invasão.
As nossas
forças
passearam
todo
o
dia
pela
povoação,
cobraram
as
contri
buições
e
retiraram-se
depois.
Não
póde
v. imaginar
a
admiração
qoe
causou aos
aflonsinos
a
entrada
dos nos
sos
voluntários
em
Badalona,
estão
com
tal
medo
que
não
lhes
chega
a
camisa
ao
corpo.
Badalona
é
um
arrabalde de
Barcelona
e
uma
povoação
riquíssima
e
unida
á
ca
pital por
uma
via
lerrea,
e
duas ruas-es-
l
radas»
.
Do
«Cuartel
Real»
transcrevemos
os
seguintes
lelegrammas, de
Vergara
:
S.
M
,
acompanhado
pelos
Príncipes
de
Paima
e
Nápoles,
esteve
hoje
(!l)em
Aramayona
(Alava).
»end«
recebido
pelos
deputados
da
província.
Em
lodos
os
po
vos
:1o
transito
foi
acclanudo
com enthu
siasmo
indescriptivel.
Todos
os
chefes e
olliciaes
que
estavam
com licença
por
doentes,
se
apresentaram
a
renovar
a sua adhesão
entre
elles, o co
ronel
D.
Carlos
Calderon
e
o
filho
do
du
que d
’
Aliaga,
snr
Silva.
Não
ha
novidade
na
linha de
Bilbau
e
Valmaseda.
—
Na
secretaria
da
guerra recebeu-se
esta
(arde
(20)
o
seguinte
lelegramma
trans-
millido
pelo general
Benabide
*
;
«A linha
de Bilbau
sem
novidade.
O
commandante
general
de
Bisoya,
effectuando um
duplo
movimento
nos
valles
de
Mena e
Carran-
za,
obrigou
a
concentrar-se
iodas
as
guar
nições
inimigas
sobre Ramales.
O
inimigo
procurou
disputar
a
passagem
aos
nossos
batalhões
em
Guardamino
;
porém
graças
aos
certeiros
tiros
da nossa
arlilheria
e
uma
brilhante
carga
a
bayoneta,
o
inimi
go
foi
desalojado,
emrando
em
Ramales
em
completa
Ioga.
Os nossos
voluntários,
no
ardor do
combate,
precipitaram-se
no
povo,
apossando-se
das
c^sas
e
susten
tando
uma
lucia
corpo
a
corpo,
o
que
obrigou
o
exercito
alfonsino
a
refugiar-se
nt
povoação
de
Iriarte,
qoe está
fortifica
da.
Conseguindo
o fim
a
que
se
propu
nham,
as
nossas
forças
retiraram-se
per
noitando
nos povos
do
partido.
As
perdas
do
inimigo
são grandes : as
nossas
tres
mortos
e
nove
feridos.»
Da
«Nação»
:
A
’
ultima
hora
•
Agora
mesmo
nos
transmitte
um
ami
go
uma
carta
que
recebeu
de
Madrid,
da
tada
de 29,
em
que
se
lê
:
«Faz
estremecer
e
que
se
conta
da
Na-
varra.
Os
affoijMslas
atacaram
as
posições
do
Caraascal, o
combale
durou
dois
dias,
e
as baixas do exercito
são
aos
milhares;
ha
quem
aílirrne
que
n
’
aquelles
dois
tris
tes
dias
não perdeu
o
exercito
aflonsino
menos
de
dez
mil
homens
;
teve
dois
ge
neraes
feridos,
e
deixou
em
poder
dos car
listas
mais
de vinte
canhões.
Os carlistas
occupavam
óptimas
posições,
e
muito
bem
fortificadas e a
sua
arlilheria,
que
é
hoje,
for
nida-el,
fazia
estragos
horrorosos
nas
hlebas
do
exercito, batalhões
inieiros
fu
ram
victimas
d
’
eila.
Quantas
mortes
temos
a
lastimar,
quantas
viuvas
e
orphãos
não
vem
augmen-
tar
o
numero
dos
infelizes!
«
\S'i;n
começou D. Affonso o
seu
reiuó
lo
;
ou
antes
podíamos dizer,
assim
acaba D. Affonso
o
seu
reinado,
se
acre
ditássemos
tudo quanto
se
diz,
pois
ha
quem diga
mais
de
que
eu conto.
«Eu
creio
que
é
verdade
ter
o
exer
cito
soflrido
e
soflrido
muito
;
más
se
a
derrota
é
tal
como
por
aqui se
diz,
D.
Affonso
pouco
se póde
demorar
cm
His
panha
«
A
Gazela
nada
diz,
e nos centros
<dh-
ciaes
limitam-se
a dizer
que
não
ha no
ticias
do
Norte,
embora
nã<»
possam
oc-
cultar o
desgosto
que
levra
nas
mais
al
ias
regiões.
«Quando
tiver
noticias
mais
circums-
lanciadas,
transmiuil-a
*
-hei.>
—
Não nos
podemos
responsabdisar
pe
la
noticia,
supposta
lermos
já
pela
mes
ma
vta
recebido
outra»
que se
lêem
con
firmado.
E
’
coniludo
para
notar
que
o
comba
le
começasse
no
dia
26,
como
ofFicialinen-
t<3
nos
disseram,
e
de
então
para
cá
não
tenham
feito
mais
que
entreter-nos
com
lindos
nadas,
o
que
faz
presumir
que que
rem
occuliar
os
suecessos
do
Norte.
Os
revolucionários,
léem
sempre
men
tido,
mas nunca planto como
depois
que
a
revolução tomou a
phase
affonsina
;
de
en
tão
para
cá
lêem-nos
dado
centenares
de
noticias
importante
*
,
e
todas
ellas
lêem
já
sido
desmentidas
;
que muito
é
que
não acreditemos
os
lelegrammas
que
pu
blicou
agora cora
relação
ao
Norte?
Esperemos que
os
jornaes
de
França
nos
conlem
o
que
por
alli
se
tem
passa
do.
GAZETILHA
1'hroniea
reliyioMa
—Começa
ama
nhã no
Carmo
a
Exposição
das
40
horas;
lem sermã
*
de
tarde.
Na
Sé faz-se
pro
cissão
do
ftcsario,
e
das
Dòres
nos
Con
gregados.
No
Cnllegio
ha
exercício do
Sd.
Coração
de
Jesus.
N.
Braz.—
E
’
ámanhã
a romaria
de
S.
Braz
que annualrnente
se
costuma
fa-
ser
na
capella
de
Santo Adrião,
nos
aros
d
’
esta
cidade.
EBenefieio.—
Alguns Curiosos
tencio
nam
levar
brevemente
á
scena,
em
o
theatro
de
S.
Geraldo,
um
especlaculo
em
beneficio
d
’o« estudante
que
se
acha em
circumstancias
precaria
*
.
São
dignos
de
louvor
os
cavalheiros que
ivmaram
a ini
ciativa
d
’
esla
obra
meritória.
Prémios.—
Aflirmam-nos
que
nos
tres
dias
de
carnaval
serão
destribmdos pré
mios
ao
mascara
que
no
theatro
se
apre
sentar com
a
melhor
exhibição.
Slesordeini
na cadeia.—
Hou
*
e
an-
te-honlem
uma
desordem
na
cadeia
d’
esla
cidade
entre
Joaquim
Alves
do
Rego,
e
o
juiz
da
enxovia
u.°
8,
Jacinlho
José da
Coata, que
ficou
gravemenle
ferido
por
aquelle,
sendo
em
seguida
recolhido
ao
hospital.
O
aggressor
foi
encerrado
no
caste
I
lo.
Desgraça.
—
No
dia
3
do
corrente,
uma
pobre
creada
de
servir,
por
nome
Josefina
e
moradora
no
campo
da
Senhora
a
Branca,
indo
a
subir
acima
da
lareira
para
atar
uma
corda
na
chaminé,
c«m-
municou-se-lhe
o
logo
ao
fato,
deixando-a
horrivelmente
queimada.
A
infeliz rapariga, que
tem
apenas 18
annos,
foi
recolhida ao Hospital
de
S.
Marcos.
Disem-nos
que se
acha
em
peri
go
de
vida.
Outra.
—
Ante-hontem
na
occasião
em
que
um
carro
de
bois
ia
passando
na
es
trada
de
Palmeira,
uma
creança que
por
alli
andava
a
brincar
agarrou-se
ao
ral)<>
d
’
um
dos
bois,
e
com
tanta
infelicidade
<|ue
para
lago
foi
por este
lançada
ao
chão,
do
que
resultou
passar-lhe
uma
das
rodas
por cima
da
cabeça.
Foi
recolhida
ao
hospital,
mas
disem-
nos que
não
escapa.
Funestas consequência» «lo jo
go.
Treme-nos
a
mao
ao
transcrever
a
seguinte
noticia,
doloroso
quadro das
fu
nestas
consequências
do
jogo.
No
dia
27
de
setembro,
diz
o
«Jornal
do
Recife»,
e no logar
de
Orobo,
ler-
mo
do Bom
Jardim, José
Francisco
dos
Santos,
tendo
perdido
algum
dinheiro
no
jogo,
na
occasiáo
de
entrar
cm
casa foi,
e
com rasão, por
sua
mulher
censurado,
dLendo-lhe
esta
que
o
dinheiro
que
elle
perdêra
poderia
muito
bem
ler
aproveitado
a
>eus
filhos.
Santos,
qae
não gostava de ser con
trariado,
exasperou-se,
e
por tal
fóima que
tomando
d
’
uma
faca
feriu
sua
desditosa
esposa
com
tres
golpes, e quando
ella
ame
drontada
procurava
salvar-se
e
fugir
ás
gairas
d’
aquelle
monstro,
o
seu
algoz
cor
rendo
ao
encalço,
feriu-a
de
novo
uma
ou
mais veses,
bem
como
a
menina,
sua
fi
lha,
de
4
anaes de
idade,
e
que
banhada
em
lagrimas
lhe
pedia
que
não
matasse
sua
mãe!
Mãe e
fllha, passados
poucos
m©men-
los.
eram
duas
victimas,
sacrificadas
pela
funesta
piaixão
do
jogo
: a
esposa
morta
pelo
marido,
a filhinha
assassinada
por seu
proprio
pae
!
O
criminase
foi
preso
e
e«tá sendo pro
cessado.
—(Da
«C.
de
Coimbra».)
FaiSeelmeB»
to.
—
Em
a
noite do
dia
26
entregou
a alma
ao
Creador,
na
sua
casa
de
Pias,
do
concelho
de
Monsão,
<>
ex.
ni
”
Joaquim
Pereira
Pimenta
de
Cas
tro.
grande
vull»
do
partido
legilimista,
ao
qual
prestou
relevautissirnos
serviços.
Era
um
cavalheiro
adornado
das
mais
excellentes
qualidades,
que
o
tornavam
respeitado
por
quantos o
conheciam.
Enviando
á
sua
nobre
familia
os
nos
sos
semimenlos,
pedimos
as
orações
dos
leitores
pela
alma
do
illustre
finado.
«Canções «la tarde».—
Com este
li-
lulo
vae o
nosso
primeiro
poeta
liiico,
João
de
Lemos,
publicar
mais
um
volume
de
poesias.
E
’
dividido
em
duas
partes:
l.a
Últi
mos
reflexos,
2.a
Horas
vagas
de
Buar-
cos.
O
nome
do auctor
dispema
recommen-
dações.
Subgcripçãti».
—
Na
casa Ilavaneza,
largo
do
Barão
de S.
Marlinho,
está
aber-
la
uma subscripção
a
favor
da
infeliz
viu
va
e
filhos
de
Rodrigo da Costa
Leite,
cujo
fallecimento
noticiamos
no
passa
do t».°
Imploramos
o
concurso
rias
almas
ca
ridosas,
para
a
realisação
de
tão
gralo
pensamento.
Prisâio.
—
Deu
hontern
entrada
nas
cadeia
*
d
’
e-13
cidade,
Antonio José
Pimen
ta,
natural
da
freguezia
de
Santa
Eulalia,
do
concelho
de
Bouro,
por
ter
furtado
»
José
Ferreiia
d’
Azevedo
um
jaquetão
de
panno
♦
Segundo
nos
informam,
o
referido
pre
zo
havia
sido
creado
do
snr.
Azevedo,
que,
segundo
aquelle
allirina,
lhe
ficá>a
deven
do
uns
BUO
reis.
Contando
esta
circunstancia
a
utn
tal
Manoel
Cardoso,
foi
por
este
aconselhauo
a
que se
introduzisse
na
casa
do
snr.
Aze
vedo,
e
lhe
furtasse
tudo
quanto
podesse,
pa^ando-se
«pelas
suas
próprias
mãos».
Pondo
em
pratica
o
conselho,
pene
trou
na
alludida
casa,
e
tendo-se
apode
rado
do
primeiro
objecto
que encontrou,
que
foi
o
jaquetão,
ao
presenlir
gente
es-
coodeu-se
n
’
um
lagar
e
cobriu-se
com
al
gum
*
palha
qoe
alli
eslava.
N
este
coinenos
entrou
alli
um
rapaz
da
casa,
e
o
ratoneiro,
crendo-se
descuber-
io,
fugiu
a pés
de
gamo.
Correu
o
b«aio
de
que
n
’
esta
occasião
elle
varára
com facadas
o
rapaz;
mas isto
nao
é
verdade,
são
os
pontos
qot^
o
po-
vinho
costuma
accrescenlar
aos
contos,
e
nada
mais.
HJue
é
a
maçonnria A
maçona
ria
é
uma
instituição
puraiHCtile
humani-
taiia;
nada
tem
com
a
Religião,
é
uma
associação
de
beoíficencia
que
tende só
a
minMrar
soccorros
aos
seus
Irmãos,
que
a
fortuna
desampara
e
faz
cahir
na
mi
séria. A
maçonaria,
é
por
outras
palavras,
uma
especie
de
Monte-pio.
Isto,
e
oulias
coisas
mais, nos
querem
fazer
crer
os
maçonicos,
boiaudo-nus
as
sim
poeira
nos
oloos
em quanto
a
coisas
de
religião.
Mil
casos se
tem dado
que
a
tem
des
mascarado,
e
descarnado a
ponto
de se
lhe
verem
sem
diíliculdade
as
enlraihas ;
em
186o deu-se ui»
que
nós não
podemos
calar.
Na
occasião da sua
retraclação,
um
maçooico,
proximo
a
morte,
entregou
ao
padre
que lhe
ministrava
os
soccorros
es-
piiituaes,
uma
carta
de
que
elle
dá
conta.
O
caso
passou-se
em
Brooklyn,
e
re
lata-o ctrcumslaociado
o
jornal
francez
—
«Monde».
Nós
publicamos
só
o
qoe
interessa
lêr-
se
depois
de sabida
a
conversão.
«............. ........................................................................
Abri
a
carta
fechada em
presença
de
sua
filha.
Era um
juramento
assigiiado
com
sangue.
Eu linha
ouvido
fallar
d
’
este
gé
nero
d
’
escriptos
usados
por
algu:
s
chefes
da
Maçonaria
;
mas
á
proporção
que
per
corria
este
papel,
não
podia
crer
o
que
viam
os
meus
olhos
:
era
o
juramento
d
u
ma
guerra
sem
tim,
e
sem
ireguas
á
Egre
ja,
ao
Papado
e
aos
Reis,
com
as
mais
execráveis
maldições para
o
que
violasse
a
sua
palavra.
Este
papel
entreguei-o
nas
mãos
do
Arcebispo
afim
de
qne
elle
po
desse
apreciar,
como
eu
o
tinha
feito,
a
malicia
infernal
Ja
Maçonaria.»
Salvem
se
d
’esta,
se
podem, os amigos
maçonicos,
que
nós
continuaremos
a
di
zer
da
maçonaria
—
Lalel
anguis.
A
maçonaria
está
definida, porque
é
completamente
innegavel
que o
seu prin
cipal fim
é
atacar
ás occullas, mas de
mo
do
o
mais
infame, a
Religião
Catholica.
O
veneno está n
’
ella,
mas
muito
ado
cicado,
para que
facilmente
se
não
des
cubra.
—
(Atalaia).
Liberdade liberal.
—
Ha
tres
dias
que
na
margem
direita
do
Minho
são
mi
nuciosamente
revistadas
todas
as
pessoas
que vão
para
Toy,
»
fim de
ver
se
lhe
encontram
jornaes
portuguezes.
Nem
as
senhoras
são
isentas.
E
,
porém,
cerlo
que
os
carabineiros
são
sobremaneira
delicados
e
atteuciosos,
quando
leem
a
cumprir as
ordens
supe
riores.
Podemos
d'isso
dar
lestimunho.
Se
na
occasião da
revista
encontram
algumas
folhas,
levam-nas
ao
commandau-
le
militar,
que só
depois
de
examinadas
é
que
as
manda
entregar,
se
entende
que
podem
circular,
porque
do
contrario
que
dam.
Quando chega
a mala
da
correspondên
cia
de Portugal,
vae
uma
ordenança
mi
litar
á
administração
cio
correio
<l’
aquella
cidade
buscar um
numero
de
cada
um
dos
jornaes
que
ella
conduz
para
irem
á
censura
prévia,
sem
o
que
os
empregados
postacs as não
podem
mandar
aos
seus
destinos.
O
administrador
do
correio
de
Tuy
lem
ordens
superiores
para
não
dei
xar
distribuir
os
seguintes
jornaes
poriu-
guezes:
—
«A
Republica»;
«A
Palavra»;
«O
Correio
da
Tarde»;
«Jornal
da
Manhã»
;
«Commercio
do
Minho»;
e
ainda
outros
de
que
não
nos
recordamos. O
«Noticioso»
lambem
tem
ido
á
censura previa.
Está
pois
em
vigor na
Gallisa
a lei
das
ro
lhas.
A
indole
d
’
esta
folha
não
nos
permit-
te
fazer
as
considerações a que
o
as
sumpto
se
presta.
DPeraos unicamente que
esta
intolerância
para
com
a
imprensa,
não
estando
a
Gallisa
declarada
oílicialinente
em
estado
de
sitio,
não
se
pode
admit-
tir
no
sistema
constitucional,
e
faz
sus
peitar
que
se
leem
dado
acontecimentos
desfavoráveis
ao
governo
que
elle
preten
de
occuliar.—(«Noticioso».
<fe
Valença).
A eidade
«le Ctranollers.—
Do
«Jor
nal
de
Lisboa»
transcievemos
o
seguinte:
A
cidade
de
Graoollers
uhimamente
to
rnada pdos
carlistas
está
apenas
distante
6 léguas
de
Barcellon>. O
ataque
foi
da
do
por
ires
mil
carlistas
cornmandados
pe
lo
chefe
Tristany,
o
qual
esperava
a
che
gada
das
tropas
dos
cabecilha»
Savalls
e
Mirei,
para
marchar
sobre
Barcelluua,
on
de
tencionava
entrar
c<»m
o
concurso
re
publicano.
O
general
Martioez Campos
que
rendo
soccorrer
Gianolleis
foi
derrotado, e
teve
de
retirar
apressadamenle.
salteatl«»reM
na inatim.
-
Os
ban
didos
continuam
a
trazer
em
sobresalto as
diversas povoações
da
índia
porlugueza.
Os
povos
armam-se
e
ao
saberem
da
ap-
proximação
dos
malvados
tocam
a
rebate
para que
todos
saiam
para
a
rua
a
dar
combate.
Utlimamente
em
numero
de 60
esti
veram na
aldeia
Dabém,
mas
não
conse
guiram dar
saque
por
causa da
altitude
bellica da
povoação.
•
O snr. administrador da 4.a
divisão
tendo
pedido
ao
governo
uma
força
de
100 homens
para
perseguir
os
bandidos,
por ser
insulficiente a que
estava
encar
regada
d
’
esse
serviço,
teve
em
resposta
que não
havia
então
mais
força
disponível
e
dias
depois
foram-lhe
enviados
apenas
19
sypaes
como
reforço, escreve
o
«Dia-
rio
de
Nolicias»
*
.
Aovoconvento.—
Principiou
a
cons-
truir-so
em
Beziers,
França,
um
novo
convento
de
franciscanos,
assistindo
á
coliocações
da
primeira
pedra
cerca
de
2H:i
00
pessoas.
Presidio
ao oacto
do
geral
districto.
1 nnundação. —
A
cidade de
Cham-
bery
foi
ha
dias
innundada
pelos
dous
rios
que
a atravessam.
O successo
deu-
se
de
madrugada
e
os
habitantes
mal
tive
ram
tempo
de
fugir.
A
cidade
apresen
tava
um
aspecto
estranho
:
em
algumas
ruas
a
agua
corria
socegada
e
mageslo-
sa,
n’
outras
dir-se-ia
uma
corrente
furio
sa. As
perdas
occasionadas
pela
cheia
calculam-se
em
2
milhões
de
francos. Pare
ce
que
não
houve
desastres
pessoaes,
por
que
a população
pôde
fugir a
tempo.
Monumento. —
Organisa-se
na
Sué
cia
uma
subscripção
com
o
fim
de
levantar
3
Appelo
«
©aridrtíle.—
Uma
familia
distincia
e
cotr’
ora rica de bens de
forni
ria,
composta de cinco
pessoas
sendo
pae,
mãe
e
ires
innocenies creancias,
eucon-
Ira-se
hoje
a
braços com a
mais
completa
miséria.
A
favor d’
esta
infeliz familia, tão
duramente
provada
pela
Providencia,
vi
mos
hoje
implorar
a
caridade
de
nossos
assignanies
e
leitores,
ficando desde
este
momento
aberta
uma
subscripçào
n
’eèta
redacção
e
em
casa
do
snr.
Manoel José
Vieira
da
Rocha, rua
de
Souto.
um monumento
ao
chimico
Scheele,
cujas
descobertas
deram
um
grande
impulso á
chimica
no
século
XVIII.
Poríufluezes
falleei«l«s.—
r
allece-
ram
no
Rio
de Janeiro desde
1
1
a
14
do
mez
findo
os
seguintes
súbditos portugue-
zcs
•
Francisco
José Pereira,
30
annos,
casa
do
;
Izidoro
Joaquim
Lscorcio.
46
a.,
sol
teiro
;
Joaquim
Pinto
Brandão,
21
a.,
s.
;
Anlonio
Joaquim
da
Silva
Guimarães,
26
a.,
s.
;
Zacarias
Alves
Villela,
48 a.,
s.
;
João
de
Oliveira
Barreto.
34
a.,
s. ;
c.
;
Maria
Magdalena
de Almeida
Reis,
51
a.,
c.
;
Joaquim
José
Teixeira,
56
a.,
s.
;
Maria Candida Pires,
30
a.,
c.
;
José
Fernandes
Rodrigues
Pinto,
38
a.,
Fran
cisco
de
Freitas,
52
a.,
c. ; Francisco
José
da Costa.
52
a., viuvo
;
Joaquim
Novaes
Peixoto,
60 a.,
c.
;
Anlonio
Perei
ra
Dias,
49
a.,
c.
;
Alexandre
Vieira
Gon
çalves,
53 a.,
s. ;
Anlonio
Joaquim
Alves,
53
a.,
c.
; José
da
Silva,
39
a.,
s. ;
Domingos Valente
de
Oliveira.
56
a.,
c.
;
Anlonio
Francisco
Loureiro
Sanlos,
50 a.,
s.
;
C0ncus
*
MO8.
—
Foi
mandado
abrir no~
vamenle
concurso
por provas
publicas,
perante
o
arcebispado
de
Evora
para
pro
vimento
da egreja
parochial
de Nossa
Se
nhora
da
Graça
da
Villa
de Móra
e
peran
te
o
bispado
de
Coimbra
para
provimen
to
da
egreja
parochial
de
Santa
Cathari-
na
de Villa
Facaia,
concelho
de
Pedro-
gão
Grande.
Também
se abriu
concurso
para
pro
vimento
das
seguintes
egrejas
parochiaes
:
Castanheira de
Vouga
(S. Mamede)
con
celho
de Agueda
;
Freixo,
Nossa
Senhora
da
Assumpção,
concelho
de Redondo
;
Glo
ria
(Nossa
Senhora
da
Gloria)
concelho
de
Exlremoz,
S. Lourenço
(S.
Lourenço)
con
celho
de
Exlremoz
;
Oleiros
(S.
Paio)
con
celho
da
Feira
; Redufinho
(Santa
Maria)
concelho
da Povoa
de
Lanhoso
;
Verim,
(Santa
Maria)
concelho da Povoa de
La
nhoso.
Promenorea
«Sesustre.
—Nosa-
bado
ultimo deu-se uma grande
cataslrophe
nas obras
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
entre
Ermesinde e
S.
Romão. Duas ma-
chinas,
que
caminhavam
pela mesma
li
nha
em
sentido
contrario,
foram
de
en
contro
uma
á
outra,
resultando
do cho
que
um
indivíduo
morto
e
vinte
e
seis
feridos,
parte
dos
quaes
vieram
para
o
hospital
d
’esta
cidade
depois
de
receberem
os
primeiros
curativos
no
logar
do
sinis
tro,
prestados
pelo
snr.
dr.
Faria,
que
immediatamente compareceu
acompanhado
do
snr.
Mattos,
director
do
caminho.
O choque
deu-se
entre
as
machinas
n.
os
2 e
23,
que, em
consequência
d
’
uma
curva
que
existe
no
logar do
sinistro,
só
se
poderam
descobrir
a
mais
de
cem
me
tros
de
distancia.
A
machina
de
mais força
ao
avistar
a
outra
travou,
mas
apesar
d
’esla
prevenção
o
choque
desfez-lhe um wagon, inulilisan-
do
completarnenle
a
outra
machina.
Dos
infelizes
que
foram
victimas
d’esla
catástrofe, já foram
operados
no
domingo,
no
hospital
da
Misericórdia,
Francisco
Evangelista
Vianna,
solteiro,
natural de
Vianna
do Caslello.
serralheiro,
e
Joaquim
Pinto
de Figueiredo,
de
20 annos.
solteiro,
serralheiro,
natural
de
Massarellos,
d’
esla
cidade.
Ao
primeiro
foi-lhe
amputada
uma per
na
pelo
terço
inferior da
coxa,
sendo
ope
rador
o
snr.
dr. Joaquim
José
Dias,
lendo
como
ajudantes os
snrs.
Azevedo,
Nogueira,
Caídas, Pimenlel
e
Ferreira.
Ao
segundo
foi-lhe
amputada
lambem
uma
parte
pelo
terço
superior,
sendo
ope
rador
o
snr.
dr.
José
de
Mello
Ferreira.
e
ajudantes
os mesmos
senhores.
Fancisco Fernandes
Leite natural
de
Paranhos,
que
na
mesma
cataslrophe
ficou
com
os
braços esmagados.
Está
em
obser
vação
para
ver
se
será
possível
deixar
de lh
’
os
amputar,
porque
do contrario
ficará
completarnenle
inulilisado.
Ante-honlem
apresentou-se
no
hospi
tal
o
snr.
direcler
do caminho
de
ferro,
e
pediu
para que
lhe
íossem
entregues
os feridos,
porque
desejava
que
elles
fos
sem
tractados fóra
do hospital,
para
o que
ia
mandar
alugar
e
preparar
uma
easa
;
po
rém
as
infelizes
victimas
do
desastre
re
cusaram-se
a
acceitar o
ofiérecimeato,
di
zendo
que
já tinham
sido
reclamados
por
suas
famílias.
Ante-honlem,
pelas
5 horas
da
tarde,
só
existiam
no
hospital
4
dos
feridos
d
’es-
ta
cataslrophe,
e
estes
mesmos
também
tinham
sido
reclamados, mas
o
seu
esta
do
era
grave,
visto
terem
soíTrido
a
ampu
tação
e um
d’
elles
estar
em observação,
como
acima dizemos.
(Palavra).
Dinheiro recebido
Transporte
..........................................
24$900
Em
casa
do
snr.
M.
José
Vieira
da
Rocha:
Um
anonimo
J.
S.
C.............................. 200
»
»
..................................
1$)00
>
»
..................................
10000
270100
A
’
caridade.—
Na
rua
do
Charqueiro
n.°
12
existe,
em
grande
necessidade,
uma
snr.
a
por
nome
D. Anna
Augnsta
do Sa
cramento,
viuva,
velha,
doente
e
alienada.
Pede-se em
nome
da
caridade
ás
pessoas
bemfazejas
a
soecorram
com
uma
esmola,
pelo
amor
de Deus.
B
olsa
de
B
raga
3
de
fevereiro
de
[875
Fffeclinado
Banco
de
Villa
Real
350100.
Dito
duo
.350200.
Dito
dito
350300
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Minho
e
Douro.
880000.
Ejn
4
de
fevereiro
de
1875
E
íTect uad»
Banco
da
Covilhã
630300.
Banco
de
Villa
Real 350200.
Dito
dito
350300.
Banco
do Minho 1200000.
Dito
dito
1195500.
Banco
Commercial
de
Braga
600000.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE
A TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da delicio
sa farinha
de
saúde.
DU
BARRY de
Londres.
aiasaoiei
dPiRivariavel aueeeaao
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
Revalesciére, saude,
energia,
ap-
petiie,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegestões
(dispepsia) gaslricas,
gas-
tralgias,
flegmas,
arrotos,
venlGS,
flatos,
amargor
na
bocea, piluitas.
nauscas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria, eollicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debilidades,
todas
as
desordens
no peito,
na
garganta, do
ahlo, das bron-
chites,
da bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucôsa,
do
cerebro
e
do
sangue
:
75:000
curas
entre as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex,ma
snr.
a
marqueza
de
Bréhan,
dos
doutores
Manoel
Saens de
Jejada da
universidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Adra,
província
de
Almeria,
(Hispanha),
10
de
outubro
de
1867.
Meus
senhores:
—
Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
scienle
que minha
filha
com o
uso
d
’
esla
deliciosa
farinha
chamada
Re-
valescière
cboeolatucla,
curou
radi-
calmente
de uma
erupção
cutanea,
que
lhe
impedia
dormir
por
cansa da comixão
insuportável
que
padecia. —
De
V.
S.
a
at-
icnlo
venerador,
P
errln
de
la
H
ittoles
,
ao
Visconsulado
de
França.
Cura
78:421.
(Herpes)—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia havia
muitos
annos
de
Herpes, foi
curada
com
pletamente
com
a
Revalesciére.
—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica de massa,
Praça
de
S.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor
:
—A
Revalesciére
tem
feito
na
minha pessoa
uma mudança
maravilhosa,
tendo
readquirido
nào
sómente as
minhas
forças,
mas
também
parecendo-me
que
es
tou
completarnenle
remoçado,
tornou-me o
appelile,
que
desde
muito
tempo
linha
per
dido,
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
R
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem esquentar,
economisa
cincoenla
vezes o
seu preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe-
niusola
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
í
/
i kilo,
500
;
de
*
/
2
kilo
800 rs
;
de
um
kilo,
1
5406
reis;
de
2
*
/
2
kilos,
3$200
reis;
de
6 ki-
los,
6$4OO
reis,
e
de
12
kilos,
12$000 reis.
Os
biscoilos
da Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800,
e
l$400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde é
a
Revaleseière
choeíiltítada
;
ella
res-
litue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e sustenta
dez vezes mais
que a carne, e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou em
pó em caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de2í
cháve
nas, 820
reis;
de
48 chavenas,
1-5400
; de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
RARHY
DU BAKBIY
C.
a
-Pla-
ce
Vendòme,
26, Pariz;
77 Regenl-Slreet
Londres; Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
ILisbo»,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos Barreto,
rua
do
Loreto, 28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua Aurea, 12.
Porto,
Jj»
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da
Ba
nharia 77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho de
Vas-
concellos
;
Aveiro.
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pbarm.
; Bareellos,
Ramos,
pharm.;
■Sra^a,
Pharmacia
Maia,
rua dos Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Anlonio Vieira,
pliarm.
;
Cuiannrães,
A.
J. Pereira
Martins,
pharm.
;
Penn-
flel,
Miranda,
pharm
;
Ponte <lo Lima,
A.
J. Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voo
do
Vnrzim,
P.
Machado
de Oli
veira,
pharma.
;
Viann»
do CasteBS©,
Aflonso
e
Barcos,
droguislas;
Villu
do
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
ESPECÍÃCULOS
TIILATRO
RE
S. GERALDO
Domingo
Segunda 8 e
Terça
feira
9
de
Fevereiro.
6R4IDE fiSAILE
I>E
1TÍASCAHAS
Preços
para
as
3
noite»
:
Camarotes
de
1.
a
ordem 4^500;
2.a
ordem
6(5000;
3.
a
ordem
2(5400
Entrada
geral
240.
reis.
Principia
ás
8 horas
e
acaba
á
meia
noite.
BANCO
DA
POVOA
DO
VARZ1M
O
dividendo
de
400
reis por acção,
equivalente
a
6
por
cento
ao anno,
do
capital
realisado,
paga-se
no
Banco
Com
mercial
de Braga
e
no
Banco
de
Gui
marães,
desde
as
10
horas até
á
1,
de
vendo os
snrs.
accionistas
apresentar
os
seus
titulos
legalisados.
Povoa
do
Varzim,
30
de
Janeiro
de
1875.
Os directores,
José
Gomes
Moraes.
A.
R.
da
S.
Vieira.
Ao
possuidor
dos
titulos
de
15
acções
que
nào
realisou
a
segunda
entrada, lem-
bra-se
a
disposição
do
art.
6.°
e
seus pa_
ragrafos
dos estatutos.
(2278)
BANCO
COMMERCIAL
JE
GUIMARAES
Sociedade
anonyina
de
responsa
bilidade limitada.
A
commissão
installadora
participa
aos
snrs.
subscriplores
que,-
em consequência
da grande
cifra
a
que
montou
a
ratifica
ção
provisória,
resolveu
elevar
o
capital
do
banco
a
600:000(5000 dividido
em
12:000
acções
de
50(5000
reis
cada uma,
fazendo
em
seguida o
seguinte
rateio,
que
foi
o
mais equitativo fpossivel,
allendendo
ao
grande
numero
de
subscriplores que houve
para menos de
100
acções
:
De
1
acção
até
25 .
.
.
1/
a
de acção
<
26
«
« 50
.
.
.
‘
/
2 de «
«
51
<
<
100
.
.
1
de
«
<
101
«
<
199
.
.
.
i
1/
2
de
<
«
200 <
« 299 . .
.
2
de
«
<
300
«
< 399
.
.
.
3
de •
<
400
<
« 499
.
.
.
4
de
<
< 500
«
«
599
.
.
.
5
de
«
«
600
<
<
699
. . .
6
de
<
<
700
<
« 799
.
•
.
7
de <
<
800
<
«
1200 .
.
.
9
de
<
«
1201
para
cima
3
/
4 p.
c.
São
pois
convidados
os
snrs.
subscrip-
tores
a ratificar definitivamente
as
acções
que
lhes
tocaram
em
rateio
nos
dias
9,
II
e
13
do
corrente, pagando
n
’
essa
oc-
casião
2$500
por
cada
acção
que
lhes
lo
cou,
recebendo
no
mesmo
acto as som-
mas
que
entregaram
como
ratificação
pro-
viscrio,
o
que
terá
logar
:
Em
Guimarães,
em casa do snr. Domin
gos
Fernandes Guimarães,
praça
do Toural.
No
Porto,
em
casa
do
snr.
Joaquim
Ferreira
Monteiro
Guimarães, rua
dos
In-
glezes.
Em
Braga,
em
casa
dos
snrs.
Almeida
&
Pereira.
Para
melhor
regularidade
do
pagamen
to
e
ratificação
lerá
esta logar
no
1.®
dia
para
os
subscriplores
de
1:000
acções
pa
ra
cima
;
no
2.°
dia
para os
subscripto-
res
de
500
até mil e no
3.°
para
os
res
tantes.
A
commissão
desejava
apresentar
des
de
já
aos snrs. subscriplores
o
estatuto
do
banco,
mas
não
lhe
sendo
isso
possí
vel
em
consequência
do
muito
trabalho
que
tem
havido,
fal-o-lia
o
mais
breve
que
lhe
for
possível
e
n’
elle serão
indicados
os
indivíduos
que
a
commissão,
em
con
formidade
com
a
faculdade
que
lhe
dá
a
lei
de
22
de
Junho
de
1867,
escolheu
pa
ra
os diversos cargos do banco.
Guimarães,
3
ale
Fevereiro de
1873.
Os
instaladores,
Domingos
Fernandes
Guimarães.
Joaquim
José
de
Azevedo
Machado.
José
Ferreira
Mendes
da
Paz
José
Chrgsoslomo
da
Silva
Basto.
Anlonio Cândido
Augusto
Martins.
(2280)
NOVO
HORÁRIO
José Anlonio
Monteiro
e
Joaquim
Vi na-
greiro,
annunciam
ao
publico
que
a
dili
gencia
que
sahe de
Braga
para
Ponte
do
Lima
ás
9
horas
da
manhã,
principia
a
sahir
desde
o
dia 8
do corrente
ás 8
ho
ras
da
manhã
e
chega
a
Ponte
ás
12 e
continua
a
sahir
de Ponte
para Braga
ás
horas
já
annunciadas.
Braga
5
de Feveriro
de
1873.
O
gerente,
(22-9)
A.
J.
Loureiro.
NOVIDADE
44, Rua do Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam
de rece
ber
grande
sortido
de
chapéus de
feltro
e
seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
sors.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus de
tod s
as qualidades.
(2272)
CASA
KLIZ
P0HT0
PAUTO
1
-
RUA DAS
FLORES
-
3
NA
QUINTA
DE RORIZ
1,3-KUA
DAS FLORES-1,3
POBTO
(JUNTO
À
EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA E VENDE
JOSE’
I.
FERREIRA
RORIZ
Extr
acção
a
13
de
Fe
vereir»
In»eripçSe» de
meiitamento
FORNECEDOR
DA
GASA REAL
Ditas
de eoupong
Ijoteria
da
Santa Caia da
Misericórdia de
Ijisboa
PRIMEIRA
E
ANTIGA
X RORIZ I
I
tí lí
-j
(JBNTA Á
EGRAJA
D
a
MISERICÓRDIA)
SORTE GRANDE
RÉIS
5.000$000
JOSÉ
IGNACIO
FERRRIRA.
RORIZ
DEPOSITO CENTRAL, BlIA D AS FLORES,
33 37 E 39
O proprietário annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
»
publico,
que
em todo
o
sabão
fabricado
na
sua fabri-
L
ca,
e
que
na
mesma se
vender,
ou
no
Deposito
Cen-
£
trai,
se
fará
o
desconto
de
6
por
cento
sobre
os pre-
?
ços
estabelecidos,
de uma caixa
para
cima. Satisfaz-se
J
com
promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do di-
S
to
genero,
tanto
d
’
esta
cidade
como
das
províncias
e
ç
se garante a
sua
boa
qualidade.
Ditas
de
divida externa
Titulo»
laiiapaulaoe» interno»
Dito» externo»
Coupoia»
do» dito» já vencido».
so-
©□P Sacca,
toma
leiras
e
dá
cartas de
credito
bre
Lisboa e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra
e
venda
de
tilulos
de
divida publica
nas
mesmas
praças.
AFIANÇADO
NO GOYERNO CIVIL DO PORTO, NA CONFOR-
MIDADE
DO
EDITAL DR t28 DR JiLHO Dl
1860 «g
Tem
á
venda
no
seu
e»tab
*
leci»eaio
bilhetes
iniei-
ros a
5-5000
rs.
—Meios dit»«,
a
2£600
—Qaarlos,
a
1$300—Oitavo»,
a
680
—Cautellas
de
300.
250
e
131)
rs.
0
mesmo
satisfaz
com
promptidão
Iodas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
províncias,
ain-
da
que
sejam
em grande
quantidade,
•
vindo
acompa-
nhadas
do
seu
importe
em
vales
dos correio
;
e
no
fim
da
exlracção
remette
a
lista
do»
prémios
aos
seus
íreguezes,
mas
quando a
nào
recebam
em
tempo com-
petente
terão
a
bondade
de
a
requisitar. (G
*
)
àX
Banco
Commercial,
Agrícola e In
dustrial
de
Villa
Real
Sociedade
anónima de responsabi
lidade
limitada
A
gerencia
annuncia
que
o
dividendo
do
anno
proximo
findo
é de
5
p.
c.
do
de-
sembolço, ou reis
l$500
por
acção,
e
que
o
pagamento principiará
amanhã,
continuan
do
em
todas
as
segundas
feira,
quartas
e
sabbados,
desde
as
H
horas da
manhã
até
á
I
da tarde,
na
lhesouraria
do
Banco.
Os
snrs.
accionistas
do
Porto e
Braga,
pódem
receber
o
dividendo
ern
casa
dos
agentes
do
Banco
n
’
estas
cidades.
No
Banco
e
nas agencias
fornecem-se
os
impressos
para
os
recibos.
Villa
Real,
27
de
janeiro
de
1873.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da
Costa
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães.
Sociedade anonyma
de responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
realisarem
a
4.
a
prestação
na
razão
de 20
p.
c.
ou
reis
10$000 por
acção,
na casa
do B
nco,
rua
central
n.
1
59,
desde
o
dia
6
até
16
de
fevereiro
proximo
futuro,
e
nas
outras terras
do
reino
aonde
o
Banco
tiver
agentes.
Villa
Real
27 de janeiro
de
1873.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da Costa
Joaquim
José
d
’Oliveira
Guimarães.
*
(2274)
Festividade
e
arraial.
Domingo
7
do
corrente
lerá
logar
na
capella
de
Santo
Adrião,
subúrbios d
’
esla
cidade,
a
festividade
de
S.
Braz qne
se
venera
<>a
mesma
capella,
havendo
de
manhã
missa,
e
de
tarde
arraial, durante
o
qual
locará
uma
banda
de
musica.
_____________________________
(2-276)
MODISTA DE LISBOA
Rua
do
Souto
n.°
32
—
1.°
andar
Trabalha
com
perfeição
e
pelos
últi
mos
figurinos,
em
chapéus e
todo
o
fato
de
senhora.
Também
ha
chapéu»
feitos)
(2273)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de lodos
cs
bancos e
companhias,
e
inscripções
íTassenlamento
e
coupons.
(I)
NOVA
LOJV
AFORTUNADA
DE
1
2
—
Bua
das
Flores
—
114
P O
R T O
N
’
este
estabelecimento
que, como
é
sabido,
é,
no
seu
genero,
um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se á
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os sorteios das
loterias,
cujas
extracções
geralmenle
teem
logar
unais
de tre»
vezes
por mez.
Satisfaz-se
com promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
‘
respectivo
importe
em
vales
do
correio,
ou mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em pagamento ou
desconto,
os
bilhetes
que
em
outros sorteios
hajam
saido
premiados,
anesmo que
sejam d’outroM estabelecimentos.
E
final
mente
remeltem-se
«grátis»,
findas
as
extracções,
as
respectivas
listas
geraes
de
todos
os numeros premiados.
Para
que
esle
licito
e
vantajoso jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas, se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos
e cautellas
de
6<>(f,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de dez numeros
seguidos, de
6$000, 3$000,
1^000
e
400
reis; e
finalmente,
collecções
de
50
numeros
diíferenies,
pelos
preços
de
2$000,
5>000,
15$000 e
30$000 reis.
A QUEBS
Este
estabelecimento
fornece convenientemente
todas
as pessoas
que, em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram
vender
esle
genero
á
commissão.
Oíferece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio se podem
gosar, as
quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar »em ri»co ?
porque
se acceita de novo, em conta,
a
fazenda
que
até
ás vesperas
das
extracções
os
pretendentes
não
hajam
podido
vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e atlende-se
a
toda e
qualquer
reclamação justa
que
seja feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que ser
adiantado
ou
afliançado
por
qualquer
nego
ciante
d’
esta
cidade,
em
cujo caso pode ser feito
no
fim
das extracções.
Ao
me^mo
esl
tbelecimenlo
se
encontram
já
os
bilhetes
e
fracções
/tara a
loteria
ex
traordinária
de
Dezembro.
(947
C.)
(235
F.)
iNOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO
DE
Antonio Germano
Ferreirinlta
NA
Travessa de S. João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim
corno
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz, pe-
zos novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos, canos
para
agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de fundição,
como
grades para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
José
Cardoso
de
Carvalho, vende
ou ri
me
ledos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe nas
comarcas
de
Villa Verde,
Bar-
cellos,
e
Braga.
Traia-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
C AÍJÍ
Armas
dc
caça
vindas
direc-
tamente
da
Beigica.
(
J2dõj
ATTENÇA
u
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico que
desde o
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado, o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
deixou
de ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja Nova,
sahindo
todas
da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco n.
“
2, jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n? 5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
du
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
E
ARMAZEVI
DE
PUXOS
Casa
de
confiança—
Filial
de
Joseph
Delereu
93, Rua <le Santo André, 93
BRAGA.
N’
e
*
ia
casa
se
vendem
musicas,
metho-
dos,
etc.
lauto
uacionaes
como
estrangei
ros,
e
pianos
dos
melhores
fabricantes,
oflerecendo
mais
vantagens
que
em
outro
qoalqner
estabelecimento u
’
esle
genero.
Aliauça-se
io<la
e
qualquer
compra.
O
agente,
(2225)
M.
A.
S.
Ramos.
A0ÇÕ18
João
Manoel
da Silva
Guima
rães.
—Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(381)
Recibos
das
inscripções
Acham-se
á venda na typograíia
Lusi
tana,
rua
Nova
u.°
3,
os
novos
recibos
alierados,
e
conforme
os
annuncios
do
snr.
Delegado
do
Thésouro.
braga
:
typograpiiia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_06021875_306.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)