comerciominho_02031875_316.xml
- conteúdo
-
3.
’
ANNO
1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO!
316
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.*
*
3
E, para
onde
deve
ser dirigida
Iodai
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
As
seguintes
linhas que
transcrevemos
do
correspondente
^e
Madrid
para
o
«J.
da
Manhã»,
são
dignas
de
lêr-se
:
«Que
ha
graves
acontecimentos,
casos
transcendentes
nas
regiões
da
polilica
é
facto
averiguado.
Dil-o
a
vuz
publica,
de-
prehende-se
da linguagem
dos
oigãos da
situação,
senle-se
nas
ordens
terminai)
les
que ha
no
telegrafo para serem
detidos
todos
os
despachos políticos,
das
agencia*
•
u
de particulares,
que
se
queiram
ex
pedir
para
o
interior
ou
para
o
exlrangei-
ro.
A
verdade
é
porém desconhecida,
e
arriscado
stria
consignar
aqui
uma
im-
mensidade
de
boatos,
qual
d
’
elles mais
alarmantes
e
assustadores.
Os
fundos
continuam
a
descer.»
E
’
lambem
do
relendo
jornal
o
que
se
gue
:
A
ftGaceta»,
diário
oílicial
do governo
de
Hispanha,
diz
que
«las
noticias
referen
■-
»<: A.-S
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^'600 rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&460
rs e sendo
duas
4&000 rs.=Semestre 1&250
rs.
^Braztl, anno
4S401I
rs.=Semcstre
2&300.rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e 5&509
reis
moeda
fraca.=Annuncios por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os
assignantes
20
<*/
0 d
’abatimenío.
BKAGA-TERÇ4-E1IH1
« »E
MARÇO
Quanto se dero ao elero?
E’
uma
verdade
incontestável,
qoe só
a
religião
catholica
póde
garantir
a
paz
e
a
tranquilidade
dos
estados,
já
pela
obrigação restricla que
a
todos impõe
<l«
cumprimento
de
seus
deveres,
já pelo
res
peito
que
a
todos
igualmeute
infunde
polos
direitos alheios.
Esta
verdade
que
evidente
se
mostra
em
toda
a
doutrina
catholica,
é
alêm d
’is-
so
attestada
pela
historia
de
quasi
19
sé
culos.
Mas não
é
só
pela
santidade
de
seus
preceitos
e
elevação de
suas
maxiruas,
que
o
Chrisiianismo
se
torna
o
esteio
mais
firme
da
ordem
e
o
apoio
mais seguro
das
nações.
A
salutar
influencia que seus ministros
exercem sobre as
massas,
o
ascendente
que
o
saber
e
a virtude lhes
dão
sobre
o
auimo
dos
povos,
é
um
forte escudo
da
ordem
contra
o
qual
muitas
veses
tem
se
quebrado
as
ondas
tumultuosas
das
iras
populares.
A
historia
regista factos
d’
esta
ordem,
e
mostra
como
a
santidade
de
S.
João
Magno
salvou
Roma
das
ferocidades
d
’um
Atida.
Mas
estes
ensinamentos
da
historia,
apesar
de
confirmados todos os dias cot»
factos
recentes,
não
aproveitar»
aos gover
nos
d
’
esta
epoca revolucionaria
que
vae
correndo.
•
Quanto
não
utilisariam
os
soberanos
que
diiigem
os povos,
se
em
vez
de
hus-
tilisarem
a
Egreja e
os
seus
ministros,
tentando,
ora com calnmnias,
ora
com
avexações
iniquas,
subtrair
os
fieis ao
do
ce
ascendente
que
sobre
elles
exerce o
clero,
procurassem
reforçar
essa
tão
salu
tar
influencia,
acercando
o
sacerdócio
de
lodos
os
respeitos
qae
lhe
são devidos?
O
que uliimamente
aconteceu em
Pa
nillas,
uma
das
povoações
da
província
de
Pernambuco,
aceommellida
pela
agitação
popular,
é
sobeja resposta
a
esta
per
gunta.
Alli,
onde
um
governo maçonico
mais
ha perseguido
a
Egreja,
onde
os
preladus,
o
clero
e
os
catholicos
tem
sido
accusados
de
sobresallarem
as
consciências,
e
d
’
onde
os
jesuítas
foram
expulsos
sob
o
menti
roso
pretexto
de
que
instigavam
a
revolta,
provocada
unicamente
pelo
governo,
é
um
missionário
capuchinho
que,
com a
sua
palavra
auctorisada,
faz
conter
as
mas
sas,
e
serena
os
ânimos
e
exaltados!
E
foram
as
auctoridades
do snr.
Rio
Branco,'
aquellas
mesmas
auctoridades
que
talvez
momentos
ainda
em
antes, para
compraserem á
vontade
suprema do
gr.
*
.
or.
’.
<la
maçonaria
brasileira,
ajudavam
a
calumniar
e
a perseguir
os
padres
como
fautores
do movimento
popu
ar,
as
mes
mas
que,
reconhecendo
a
sua
fraquesa
e
impotência,
vão soccorrer-se
do
prestigio
do
pobre
capuchinho,
para
es
salvar
das
iras dos amotinados !
Eis
o
facto
tal
qual
o
narra
uma
cor
respondência
da
mesma
localidade,
e
que
o
«Diano
de,
Belem>
houve do
«Diário
de
Pernambuco».
Panillas
7
do
corrente.
«
l ivemos
lambem
por cá
a
agitação
popular e
seria ella
de
sérias
consequên
cias
se
não
houvessem
promplas
e
enér
gicas providencias
tomadas
pelas
auctori-
dades
Nesta
villa,
séde
da comarca,
espe
rava
se
os
sediciosos
no dia 19
na
occa
sião
da
feira, pois
disia-se,
que elles
vi
riam
incendiar
os
cartorios,
quebrar
pe
sos
e
medidas,
e
que
o
collector,
contra
quem
gritam
os
que
se
negam
ao
paga
mento
dos
impostos,
seria
a
victima
de
seus
desatinos.
Felizmente,
porém,
o
missionário ca
puchinho,
rev.°
fr.
Caetano
de
Mes»ina
Sobrinho,
passando
por
aqui
em
direcção
ao
povoado
do
Canholiaho,
a
pedido
ia»
aucloridade»
e
d'algumas
pessoas,
demo
rou-se
dois
dias
para
ver
a
egreja
matriz
que
se
acha
bastante
deteriorada, e
tra
tar da
soa
construcção,
sondo
que
a
pre
sença d
’
este
respeitável
ministro
de
Se
nhor,
as
suas predicas
e a
sua palavra
auctorisada serenou
os
espíritos
exacer
bados
d
’
aquelles
que
animavam •
levan
tamento
(seriam
jesuítas?]
e
®s
incautos
que
a
elle
se prestavam
..»
E
’
assim
que os
padres
ctnspiram,
e
é
assim
que
corresponde
aos
insultas
•
calnmnias dos qoe
os
perseguem.
Mas
o
perigo
passou em
Panillas,
e
talvez
ámanbã
aquelles
mesmos
que
fo
ram sahos pelo
virtuoso
capuchiah®,
b
®
s
venham
diser,
que
é
elle dos
amotina-
dores...
Kiiuboa
de
fevereire»
/
Correspondência
particular
]
Teremos
reforma
no serviço
do
cor
reio;
assim
se
póde
crer
do
projecto
apresentado
pelo
snr.
ministro
das
obras
publicas
homem
na
camara
dos deputa
dos.
Ha
abatimento
no
porte
das
ca^Las
que
passarão no
reino
a
pagar
20
reis
e
os
jornaes
2 e
me»o
reis.
Estabelece-se
portes
para
a
correspondência
d
’Africa.
E
’
este
o
ponto
mais
importa»te
da
ca
mara elecliva,
bem
como
a
aflixação
dos
recrutas,
e
a
da
força
do
exercito
em
30:000
homens
que
a
camara
voteu,
além
de
projecliculos
de
interesse
particular.
O
snr.
Rua
Vida
e
Osorio
de
Vascon-
cellos
pediram
que
o
governo
viesse
á
camara
responder
por
causa
da
questão
da
revolta
do
Sabugal;
e embora
eu en
tenda
que
os
deputados
leem
o
direito
de
laser
as
perguntas
<jue
entenderem
uteis,
ao
governo,
o
snr.
ministro
do
reino
pa
rece
estrunbal-as,
quando
diz
ao snr.
Boa
Vida
que
nem sempre
se
pensava
do mes
mo
modo,
alludmdo
d
’
esia
maneira
a®
snr.
Boa
Vida
ser
hoje
oppgsição
ao
go
verno,
quando
o
anno
passado
era
minis
terial,
teodo-se
filiado
no
partido
historico
desde
que
o
snr.
Barjena
lhe
negava
a
sahida
da
diocese
onde
elle
governa.
Nós
estamos
á
espera
de
ver
o
papel
que
este
snr.
vigário
pro-capitular
tomará
quando
o
snr.
ministro
da
ju-tiça
e reino
se
der
por
habilitado
pa>a
responder
á inlerpel-
lação
do *
or.
Guerreiro
sobre
o
conflrclo
de
Bragança, e não
pagamento
da
côn
grua
aos
parochos.
Esperemos
e
fallare-
inos.
Na
camara
dos
pares
discutiu-se
o
projecto sobre
o
modo
de se
pagar
os
direitos
de
mercê,
que
podem
ser
feitos
em
prestações
segunde
a
mente
do gover
no.
O
ministro
da
justiça
dèclarou-se
afinal
habilitado para responder
á
inlerpellação
que sobre
o
coníliclo
de
Bragança
lhe
di
rige
o
snr.
bispo
de
Vizeu.
Também
quero
ver
o
que
disetu
a
este respeito
o
snr.
patriarcha,
bispo
do
Porto,
e
não sei
se
o
snr.
arcebisp®
coadjuctor
d
’
es.-a
diocese,
porque
não
me
recordo
se
está
ou
não
na
camara. À
inlerpeliação
lem
logar no
primeiro
oia
de
sessão.
Deve
ser
curiosa,
e
liade
haver
enchente.
Continuam
as
reumões preparatórias
das
classes
induslriaes
para
se
pedir
o
abatimento
dos
40
p.
c.
addicionaes
ao
imposto
industrial.
Creio
que
haverá
uma
representação.
E
ácerca d’
este
assumpto
começam
a
haver
reparos
sobre a
demora
na
abertura
dos cofres
para
a
recepçã®
da
c®ulnbui-
ção
imlustrial,
que
deve
em
Lisboa
ser
satisfeita
aos
meses,
e
já
se
vae
entrando
no
3.° mez
do
1.®
trimestre
e
não ha
inoticias
de
se
abrir
o
cofre,
isto
uão
obstante
o
anno
passada
o uaini»tro da
faseada
diser
ao delegado
d®
tbe»®trro
q«e
se
tomassem
as
medidas
tecesstvi®®
p*»«
que
o pagamenl» se fisesse
m
epocha
do-
signada
na
l«i.
Aflirmam-me
que
v*®
wxhir o
2?
vo
lume de
Viagens
do
snr.
Luaiw»
Cor
deiro.
Di»e«-me (a»obe«i que
eRa tem
provido
de
tudo
quanto ácerca d
’
a*
te as-
sue»pto
se
tem
e»cripto
no
e»tra«geir®,
com
especialidade
e®n
fraacez,
inglez e
allemão.
Também
h®je
•
snr. Moraes S»r»e»t®,
redaclor
das
«revistes
Militares do estran
geiro», ao
«Diário de
tyotici&s»,
se
de
fende
de
»ma
argtiçã»
é®
«Re#»blica»
porque
ella
assevera
que
o
sor
Moraes
dissera:
se
queres
paz
pre^ra
a
guerra,
lradu®çào
que
o
referido
redaclor
nega,
declarando
que
tradusiu 5®
queres
paz
pre-
para-le
para
aouarra
asseverando
que para
isso
coasultou
um
di®ci«oario
francoz.
Pa
rece-me
não
ser
»ecesi
*
rio
taalo
incorn-
modo,
bastava
consultar
»aa
pequeno
le-
xicon,
ou
um
vocabulário. A
«Republica»
decerto
resfvonderá.
Também
se
levanta
p®lca»ica
entre
o
«Jornal
do
tmmmercio
*
e o
correspondente
do
«Commerci®
do
1’
orto»
sobre a
manei
ra
como
andou
Mr. Tourneur,
secretario
dos irmãos
Davenport
em
ir
tirar
a
ir
mã
ao
asylo
Maria
Pia,
declarwd®
achar-
se
n’
aquelle logar
porque
a
taulher
que
a
criara
fóra
levada
a u
*
4tel-a
alli,
ptrque
seria
abandonada dos
soccorros
da
família
T®ur-
neur.
Oxalá
mais
tarde
aão
haja
ma
novo
Juanito.
Ouvi
uma
conversa
entre
alguns
mem
bros
do
partido
historico, sentindo
que
o
partido
não dê
mais
signaes de
vida
po
lítica.
Aflirmam,
porém
que
o
mesmo
par
tido
tenciota
apr®
*
eiur
uns
certos
elemen
tos
e
reconstruir
o
antigo
«Centre
Pro
motor
dos
Melb
oramenlos
das
Classes
La-
bunosa»»,
a
fim
de
as-nn
lazer
entre
a
*
classes
operarias
cenhecidos
certas dos
seus
homeus,
visto
que
ain«la
ha
uma
com
missão
do
Centro
e
da
qual
faz
parte
al
gum
membro do
Centro
Historico.
Assevera-se
que
o
governo fecha
a
ca
mara
no fim
de
março tenha os
trabalhos
na
altura
que
estiver.
Nas
regiões oíliciaes
tem
feito
certa
impressão
o
que
os
jotnaes
asseveram
so
bre
a
carta
achada
n®s
papeis
do
general
Folque.
Ha quem
allirme que
as
palavras
achadas
na
carta
dirigida
em
nome
do
mioi-tro
ao general
Foljue
não
podiam
ser
dicladas
pelo
ministro,
pois
que lo
dos
lhe
reconhecem
delicadesa,
e
que
hou
ve
de
certo
má
!»lerprriação
da
vontade
ministerial,
e de
uma
reacção muilo
diversa
d
’
aquella
que
o ministro
mostrara
desejo.
A
«Democracia»
levantou a
ques
tão, que
merece
certa
curiosidade.
•
REVISTA ESTRANGEIRA
tes
á
la
insurreccion
carlista
carecen
de
itteré»».
Continuam,
portanto,
paralisadas
as
operações;
e
já
nos disse
um
nosso
ami
go
d»
Madrid que
só
em
abril
recome
çarão.
Para
que
tenha
logar
alguma
batalha
ir»?sortante
antes
d
’
esse
mez,
é
necessá
rio
que
o«
carlistas
ataquem
as
posições
qoe
alcançaram
ultimamente
as
tropas
af-
fonsioa».
No
monte
Esquinza,
oode
D.
Affonso
correu
o
perigo
de ser
prisionoiro
de seu
primo
D.
Carlos, estão
dezeseis
batalhões
das
divisões
Fajardo
e
Portilla, e
tres
ba
teria».
A divisão Tassara
está
em Oteiza
com
a
qual
estão
em
continuo tiroteio
as
for
ças
carlistas
que
occupam
Villatuerta.
A
posição
do
monte
Esquioza
domina
a
estrada
de Estella, segundo
o
aflirma
um
correspondente
da
«Epoca» de Madrid,
e
dá
facil
accesso
para
Abarzuza
e
ás
Amas-
cuas,
podendo-se
sem
grande
risco
entrar
em
Estella ou
involver
o
Monte
Jura
iso
lando-o
do
resto do
paiz
dominado
pelos
carlistas.
Diz
mais
o
mesmo
correspondente
que
nas
montanhas
do
Monle-Jura
está
o
gros
so do
exercito
carlista,
*
força
que « La
Paine»,
informada
pelo
seu
corresponden
te,
calcula em trinta
batalhões
e cinco
ba
terias
com
24
mil
homens
e
30 peças.
Havendo
as
referidas
facilidades, admi
ra
que
as
tropas
affunsinas
não
se
tenham
aproveitado
d
’ellas, e
o
governo
tenhd
re
solvido
com
os
respectivos
generaes
não
coniinuarem
as
operações
senão
no
mez
d
abril.
Alguma
cousa
receiam
de certo, e
de
muita
gravidade.
lauto
mais
é
i-lo
de
estranhar
que
a
imprensa
ministerial
informa
que
as
tro-
pas
affunsinas
esião
soflrendo
terríveis
in
clemências
de
tempo
nas
alturas que
oc
cupam,
nas
quaes
faz
um
frio
horrivef
porque
não
estão
ainda construídas
as
bar-
racas
destinadas
ao abrigo
de qiiatro
rnd
homens.
Convinha
aproveitar
as
facilidades
de
emrar
em
Estella.
se
ellas exislissem.
Realmente,
Ser
facil
dar
cabo dos car
listas,
e
não
caminharem *
obre tiles
as
tropas
de
D.
Aflonso,
é
uma
cousa
sin
gular.
O
que
nos
cremos
é
que
pelo
contra
rio
são
poderosos
os
obstáculos;
que
os
carlistas
são
tao
temidos,
que
as
opera
ções
proseguirão
unicamente
depois
de
entrarem
nas
lileiias
os
mancebos
do
re
crutamento.
Em
Ondarroa
fez-se
um
desembarque
de
carabinas
e peças
de
artdheiia
para
os
carli-tas, sem que
podes-em evitar
o
de-
sembarque
as
foiça-
navaes
por
estarem
auxiliamio
o
tercei
o
corpo
sobre
o
Orio.
A «Epoca»
confirma
o
desembai
que,
e
este facto
confirma
egualmente
que
D.
Car
io-
cootinúa
a
receber podero-os
recursos.
GAZETILHA
EXPEDIEKIT^
Aes
assignantes
d'este
jornal,
e
aquelles
que
o
eram
do
Futuro,
os
quaes
são
con
siderados
lambem
como
nossos assignanle
*
,
rogamos
o
favor
de
mandarem
satisfazer
o
seu
debito,
o
que podem
realisar
enviando-o
em
valles
do
correio,
ou ordens pelos agen
tes
dos
Bancos
dfesla
cidade,
ou
enlregan-
do-o
aos
nossos
correspondentes.
Esperamos
lambem, n^s
avisem
quando verifiquem
qual
quer
entrega
e
se
continuam
ou
não
a
coad
juvar
esta
empresa.
Para
obviar
a
reiteradas
queixas
que
se
nos
leem
feito
quer de
lerem
pago,
ou
mandado
suspender
a
remessa,
o
que
mui
tas
vezes
não
chega
ao
nosso
conhecimen
to,
resolvemos
publicar,
em
secção
especial,
♦s
nomes
dos
snrs., que remellerem
carias
a
administração
d
’esle
jornal,
pospondo
aos
novies
a
palavra—
recebemos
—
,
quando
se
ja
remessa
de
dinheiro,
e
esfoutra—scien-
les
—
,
quando sejam
avisos,
ele.
Os
correspondentes
auclorisados
para
receber
as
assignaluras são
os
seguintes
ill.
mns
snrs
:
Em
Lisboa,
Ignacio
Francisco
de
Mo-
raes, rua
de
S.
Lazaro
n.°
38.
—
No
Porto,
José
Carlos das Neves,
rua das
Flores.
—
Na
Covilhão,
Luiz
Antonio
de
Carvalho.
—
Em
Vianna,
Francisco
José
d
’Araujo
Jumor.
— Em
Ponte
do
Lima,
Antonio
Ferreira
Salça,
redacção
do
<Ecco
do Lima ».—
-Em
Guimarães,
J.
A.
Teixeira
de Freitas
Guimarães,
S.
Darnaso
17.
—
Penafiel,
Victorino
José
de
Carvalho.
—
Barcellos,
Francisco
José
Leite.
Ijansperenne. —
Expõe-se
hoje
»a
egreja
do
Collegio
das Ursolinas.
Conferencia. —
Houve
ante-hontem
na
A>sociação
Cattiolica a
terceira
confe
icncia
aos
rocios
da
Associação
Catho-
lica.
Foi
©rador
o
sor.
Dias
Freitas.
No
proximo
n.°
daremos
a
resenha
d
’
e»-
le discurso.
Carta do
Pará.
— l)
’uin
nosso
ami
go
e patrício residente
no
Pará recebemos
uma
caria
de
3 de
fevereiro,
de
<jue
ex-
tractamos
o seguinte
:
D:pois
da
minha
ultima,
nadi
tem
oc-
corrido
que mereça
menção.
Hoje,
porém,
lemos
que
registrar
um
assassinato
não vulgar.
Ante-hontem
foi
encontrado
assassina
do
dentro
do
seu estabelecimento,
á
rua
de S.
Vicente,
o
nosso
patrício
Balthasar
Guedes
Feneira,
de
vinte e
tantos
annos
de
edade.
A
casa
achou-se
aberia, sem
indicio
de
ter
sido arrombada,
e
em
cima
do
bal
cão
encontrou-se
uma
botija
estranha
á
casa,
com
alguma aguardenie.
O
cadaver
foi
encontrado
dentro
do
balcão
entre
bar
ris
de
manteiga
e
garrafões
com
vinho,
com
as
pernas
e
as mãos
amarradas
com
cordas,
e o rusto
envolvido
em
um
lenço,
uo
qual
dizem
reconhecer
a
leitra
M Ti
nha
a lace
muilo
injeclada
e
assim
tim-
bem
o
pescoço
e
o
peito:
no pescoço es
tava
ainda enrolaMa
uma
corda:
a língua
eslava
presa
entre
os
denies,
e
as
mã<>s
atadas
de tal
forma
que
houve
desarti
culação.
A
morte
foi
pois
produsida
por
estrangulação.
A
policia
aoda
hzendo
pesquisas,
mas
até
agora
nada
se
poude
descobrir.
No
dia
30
do
p.
p.
foi
recolhido
ao
quartel
de
Santo
Antoaio
o
governador do
bispa
lo, Sebastião
Borges
de
Castilho.
Hoje,
ás
seis
horas
da
manhã,
suspen
deu
o
ferro
do
ancoradouro
do
Pará
a
corvecta
portugueza
«Sagres»,
com
desti
no
ao
Bio
de
Janeiro e
com
escalas
por
Pernambuco
e
Bahia. Toda
a colonia
por
tugueza fica
saudosa e triste.
A
officia-
lidade
foi
muilo bem
recebida
e
já estava
bastante
familiarisada.
Pelo
dislincto
Club Filarmenico
foi-lhes
oflerecida
uma
brilhante
soirée
á
qual
as
sistiram
s.
ex.
a
o snr.
presidente da
Pro
víncia,
chefe
do
mar,
e
mais
authoridades.
Terminou
ás
4
horas
da
madrugada
Que
vento bonançoso leve a
«Sagres®
a
seu
destino.
Queira
Deus
não
tenha
mos mais
tarde
que
lamentar
a
falta d
’
al-
tenção
que
Portugal
prestou
aos
negocios
relativos
á
colonia
portugueza no
Pará.
A
«Tribuna®
publicou
hontem
um
pasquim
insultando
o
mais
possível
a
nação
por
tugueza,
a
sua
bandeira,
e
a
briosa
oth-
cialidade
da
«Sagres».—
Jí.
R.
Jantar.—
O
snr.
dr.
Augusto
da
Cu
nha
Pimentel
foi
obsequiado
na
sua
despe
dida
por um jantar
dado
na
casa do
snr.
visconde
de
S.
Lavaro,
e
por
um
outro
que
no
domi.ngo
teve
logar
no
Bom
Jesus
do Monte,
dado
por
alguns
dos
amigos
de
s.
ex.a
Favoroao
ineeattlio. —
Ardeu parle
da
fabrica
de
fosforos,
chamada
Vulcano,
situa
la
em
Gueteborg,
segundo
dizem
de
Steokolmo.
As
perdas
maleriaes
eram,
de
pequena
importância,
mas
as
desgraças
pessoaes
foram
muitas
e
causaram
alli
profunda
aí-
flicção. Sabia-se
que
tinham
sido
queima
das
44
pessoas
empregadas
na
fabrica,
e
estavam
9
gravemente
feridas.
Notável deposito de gele.—
Lê-se
no
«Jornal
do
Commercic»:
Em
Bruxellas,
no
fim
da
calçada
de
Charleroi,
em
uma
collina
exposta
ao
nor
te,
construíram
ha
pouco
um
enorme
de
posito,
que
merece
menção
pelas
suas
es-
peciaes
condições.
A
superfície
coberta
é
de
mil
e
seiscentos
metros
quadrados,
di
vidido
ena
quatro
partes,
e
a
coaslrucçào
foi
feita
de
maneira
que
trinta
e
seis
car
ros
podei»
a»
mesmo
tempo
entrar
e
sair,
sem
embaraço, para o
serviço
do
descarga
do
gelo.
São
nove
as
aberturas
para
os
reser
vatórios
propriamente
ditos, em cada um
dos
quaes
podem estar depositados
mil
metros
eubicos
de
gelo.
E
’
de
15
metros
a
profundeza
de
cada
deposito.
Ao
redor,
ha
tres
galeras,
e»
outros
tantos
pavimentos,
eom
tres
melras
de
largur»,
e
qui«le«los
de
ctmprirnenio.
Em
eada
mu
dos
perioentos
ha
una as
censor,
o
(H
galorHi
respectiva
um
carril
de
ferre, e
carros
pera
o
serviço.
As
gnlerits
sèo
ventiladas
^or
36
cha
minés
de
aspira绩.
As
paredes
são
ocas,
e
a
«avidade
em
cada
u«
*a
4
’
eltas
enche-
se
co«a
serradura
«
mosgo
seceo,
interce-
ptande-se
assim
ompleta
utente
a
trans
missão
de
«alor e ia
humidade da
atmos
fera
exterior.
Snr.
redaclor
A
que
viria
á imprensa
o
íncognilo
de
Villa
Verde?
Viria
refutar
a
minha cor
respondência,
mostrando
que
a
Santa
Sé
não
fizera
taes
notas,
e
protestos
? Não
senhor
!
Não
veio
!
Veio
sim
insultar
um
ministro
do
Senhor, que disse
verdades
puras.
Veio
metter
a
ridículo
uma
pes
soa
sagrada,
por
não
ter
forças
de
com
bater cousas
tão
evidentes,
que
immen
sas
pessoas
podem
testificar.
A
miriha
correspondência
causou
tal
impressão
ao
incognilo
de
Villa
de
Villa
Verde,
que
o
obrigou
a
vir
a
imprensa
declarar
seu
aífeclo ao
praticado
pelos ju
deus
na
pessoa
de
nosso
Divino Salvador,
os
quaes
nào podendo
negar
a
verdade
de
sua
doutrina
e
milagres,
chamavam-lhe
seduilor,
embusteiro
e
outros
nomes,
que
sabe
o
incognito
de
Villa
Verde.
E’
um
dever
parochial,
ser
a
correc-
ção
publica dada
em
geral,
e
não
se
en
dereçar
a
pessoa
alguma
em
particular,
e
por
isso
tomei
•
todo
pela
parte;
pois
sabia
que
alguns
meus
collegas
de
Villa
Verde
assignaram
a
tal
represeetaçao
só
por
condescendência,porque
estão
bem
cerlos
das
verdades,
que-relatei,
sendo
até
um
natural
d
’
este
concelho,
que
foi
uma
das
victimas
da
perseguição
religiosa
a
titulo
de
política.
E’
pena
o
tal
incognilo não
advogar,
porque
na
defeza
d
’
algnm
reo
apresenta
va argumentos
para
a
condemnaçãe de
seu
cliente,
sem
grande
trabalho
do
advogado
acusador.
O
v. 23
do
cap.
18
de
S. João,
Não
serve
este
eiiícia
sómentn pva
deposito
de gelo. Foi
construí#»
também
para
guardar
a
carne
dos
açougues,
o
pei
xe
dos
mercados, a
cerveja,
etc., me
diante
deter
minada
retribuição.
[Veste
edifício
empregaram
os
cooslru-
ctore»
cerca de
nave
milhões
de tijo-
les
!
Publtasçõeg.
—
Recebemos e
agrade-
cetíios
as
seguintes
:
—
Aventuras
do
capitão
Hatepus, por
Jnlio
Vtirtie.
2
a
parle
O
deserto
de
gelo.
E
’
editorado
pela
Empresa
das
Horas
Ro
mânticas.
—
O
marido
em
questão.
Comedia
em
1
acto,
ornada
de cnopleis
por
José
de Cas
tro
Sousa
e
Silva, estudante
da
3.°
anuo
de
Direita.
(«•emdiog. —
Na
noute,
de
14
para
15
d’
este
mez,
foram
incendiadas
em
Per-
sellada,
concelho de Taboa,
6
palheiros
onde
estavam
madeiras
e
instrumentos
de
lavoura,
sendo
tudo
devorado
pelas cham-
mas.
Averiguado
o
caso,
cbegou-se
ao
ce
nhecimenlo
do
inceodiario
que,
instigado,
confessou
o
seu
crime,
dizendo conjuncta
mente
que
deitaria o fogo
a
mais
tres
casas,
na
noute
seguinte.
Já
foi
preso,
e
é
natural da
povoação
onde
praticou
os
crime
*
.
Que
barbaro!
—
(Atalaia,
de
Vizeu/.
l
B
rcM
*
or»l.
—
Do
«Direito»
transcreve
mos a
pastoral
que o
bispo d
’Urgel
dirigiu
ao
clero
e
po
**
da
sua jurisdicção,
man
dando
fazer
preces
:
«Quando
regia
os
destinos de Judá o
grande
e
piedoso
rei
Josafat,
congregaram-
se,
diz
o sagrado
texto
(II
Paralip.,
XX.
1-25),
os
filbos-
de
Moab
e
de
Amou,
cha
mando ein seu
auxilio
os
idumeos
e
os
syrios,
para
lodos
jumos se
lançarem
so
bre
o
reino
de
Judá,
esmagar
o
povo
de
Deus,
e arrancal-o
da
terra
qoe
o
m-s-
mo
Deus
lhe
tinha
dado.
Mas,
que
fez
JosaLt
ao
<onhecer
o
extremo
perigo que
ameaçava
o
povo
de Deus
?
Não
se
con
tentou
com
o
fazer
lodos
os
preparai
1
vos
guerreiros
que
aconselha
a
prudência em
taes
cas«s,
mas
que,
bem convencido
que
o
Senhor
é
a
vicloria,
e
que
para a
dar
tanto
lhe
faz
»s poucos
como
os
muitos,
voltou-se
para
Deus,
pondo
u’
elle
toda a
sua
confiança,
ordenou
um
jejum a
Ju
dá, e
convocou
todo
o
seu
po»o
para
a
oração,
e
dLse
ao
Senhor
em
voz
alta
diante
de
todos:
Deus
nosler,
in
nobis
nun
esl
tanta
forliludo,
ut
possimus
huic
mul-
litudini
resistere,
quoe
irruit
super
nós.
Sed
cum
ignoremus
quid
agere
debeamus,
tioc
solum habeamus
residui,
ul
oculos
noslros
dirigumus
ad
le.
«Uh D
us
nosso!
Nao
é
tanto
«
-nosso
valor
que
possamos
resistir a
essa
multidão
que se precipita
sobre
nós ;
porém
ignorando
o
que have
mos
de
fazer,
uma
só
cousa
nos
resta,
e
é
leva«lar para Vós
os
«ossos
olhos.»
Pode
dar-se,
caríssimos
irmãos
nossos,
cousa
mais
parecida á
situação
em
que se
achava
ha
dois
mezes
S
M.
o
magnani-
tno
Rei
logitimo
das
Hispanhas, o Snr.
D. Carlos
VH
de
Bourbon,
ao
diclar
a
soberana
resalução de
vinte
d
’
oulubro
ul
timo,
ordenando
tres dias de
preces
e
procissão
publica
n
’
um d
elles em
todos
•s
seus
domtsios,
para obter
da
miseri
córdia
divina
o
triunfo
de
sua
jnsta
cau
sa,
que
não
é
outra
senão
a
do
catho-
licismo! Acolá
eram
as
noções visinhas
do
reino de
Judá, ao qual estava enião re
duzido
o
povo
de
Deus,
as
que
se
colh-
gavam
e
vinham reunidas
para
o
esmagar
e
deixar
o
Deus
de
Israel
sem
oullo
so
bre
a
terra
;
aqui
luctam
eolligados con
tra
o
povo,
que
lem
permanecido
fiel
na
Hispanha calbolica,
não
só as
seitas
ma
çónicas
que
a
’
ella
se
formaram,
mas
lau-
beto
todos,
meaos um,
os
governos
atheus
da descrida
Europa
com
o
seu
reconhe
cimento
e apoio
moral e
até
material.
Os
hispanhoes
catholicos
em
todas as provín
cias
de
Hispanha
leem
dado
provas
mui
patentes
de
que
na
sua
immensa
maioria
detestam
a
revolução
anti-catkolica
;
mas
dominados
por
o
maçonismo,
sfto
esmaga
dos
ao
levantar-se,
e áquelles
qoe
podem
leem
de
ir
organisar-se
no
Norle e
outros
pontos
privilegiados. E
não deveriam
o*
governos
da
Esrops»
apoiar
estes unico
*
elementos
da
verdadeira
ordem,
a
cuja
frente
se
acha o
unico
Rei
catholico
que
se
atreva
a
proclamar-se
tal,
levantando
a
gloriosa
bandeira
de
nossos
paes
calholi-
cos,
Deus,
Pairia
e Rei?
Mas
o
que fa
ziam
era ceder
vergonbosamente
ás
intri
gas
do
grande
inimigo
de
calholicismo, o
furioso
Diocletiano
do
século
XIX.
Que
poderia,
pois,
fazer
etn
tão
criti
ca
situação
o
Rei
catholico
das
Hispanhas
’
O
que
fez
proximo
a
Jerusalem
perto
de
tres
mil
annos
atraz
o
grande
rei
Josa
fat
; adopiar
iodas as
medidas
que
dieta
a
prudência;
redobrar
a
sua
confiança
em
Deus
dos exercitos, e
esperar
de
sua
mi
sericórdia
o
triunfo
da
maia
santa
das
causas.
Quam
acenado,
pois
quam
saute
e
quam
digno
da
piedade
do
Rei,
calho-
lico
por
excellencia,
foi o
pensamento
de
recorrer
a Deus
com
preces
publicas,
nào
duvidando
de
que
lhe
fará
justiça
o
Se
nhor,
Deus
das
batalhas, que,
cimo
nos
faz
dizer
elle
mesmo
(II
Machab.,
XV.
21)
proul
ipsi
placel,
dal
dignis
vicloriam:
segundo
o
seu
beneplácito, dá
a
victoria
áquelles que
d
’
el!a se
lornam
dignos.
Em
favor
.do
rei
Josafat
e
do
seu
po
vo,
que
com
um
coração
coobicto
e
hu
milhado
recorreu ao Senhor, fez
Deus
o
milagre
de
que
os
mesmo
*
inimigos se
destruíssem
uns
aos
outros
sem
aquelle
dis
parar
uma
só frecha, nem
mesmo
desem-
baiar
a espada, e
para
que
não
duvidasse
d
’
oode
vinha
tanto
bem
lho
mandou
di
zer
antes
pelo-
profeta Jahaciel,
filho
de
Zacarias
(11 Paralip.,
XX,
14).
E
em
nos
so
favor,
que
fará
o
ceo
se
recorrermos
ao
Senhor com aquele
espirito
contriclo
e
humilhado,
que
Deus
nunca
despresa
?
Não
o
sabemos,
caríssimos
irmãos;
porém
se
houvermos
de julgar
pelo
passado
es
peramos
confiadameme
que
nos
dará,
e
que
não
tardaiá,
um
completo
triunfo,
esmagando
os
orgulhosas
que
nos
irou
xeram
um
século
de
guerras,
e
lalvez
permittindo
(pie
se
destruam
uns
aos ou
tros como
então
fizeram.
Porque
a
nossa
causa é a
causa
da
Egreja
Calbolica,
a
qual
combatem
com
todo o
encarniçamen
to todas
as
seitas maçónicas,
especiahnen-
le
a
mais
pérfida
de
todas,
o
hipócrita
moderanlismo, que
engana
as
pessoas çirn-
plices com
a
sua fingida
religiosidade,
e
canonisa
os
sacrilégios
e
impiedades das
outras
seitas
Iiberalescas
.
Demais,
a
His
panha
é
quiçá
a
nação
menos indigna
de
scr
a
primeira
a
sacudir
o jugo
maçoni-
co,
porque nunca
se
submetleu
de lodo
ao
monstro
da
revolução.
No
anno
23, a
Hispanha,
auxiliada
pelo
exercito
fiancez,
em
menos
de
6
mezes
a
expulsou
de
seu
sagrado
solo,
no qual
não
teria
voliado a
iolronisar-se
mais
sem
a
perfídia
de
duas
napolitanas
que
violen
taram
a
mão
desfallecida
de
um
rei
mo
ribundo.
A
Hispanha
luctou
com a
revo
lução desde
o
anno 33
ao de 40,
e
teria
triunfado
sem
o
apoie
estrangeiro, e uma
traição
das
mais
vis.
Voltou
a
luctar
de
47
a
49;
luciou
em
55
e
72,
quando
o
rei deu
ordem aos verdadeiros
hispanhoes
de
empunhar
as
armas
contra a
revolu
ção
pérfida, já que
os
comícios lhe fe
chavam rs
perlas
;
levantou-se
com
tanto
brio,
que
já estaria
aniquilada
a
revolu
ção
se
não
fosse
o
apoio
moral
e
mate
rial
que
lhe
dá
o
estrangeiro,
porque
Deus
tem-nos
protegido
d’um
modo
visivel.
Ah
caríssimos
irmãos
!
Se os
nossos
peccados
não
impedissem
que
a
mão
de
Deus
se
manifestasse
de
uma
maneira plenameute
visivel, nem
á
iaflueucia
estrangeira
apro
veitaria
nada
a
revolução,
nem
os cente-
res
de
milhares
de
jovens
que
arranca
do
lar
paterno
para
os
arrasiar
aos
combales
teriam
detido
a
marcha
triuifal
de
nos
sos
invencíveis
batalhões,
porque
Deus
es
taria
inteiramenle por
nós.
Por
conseguinte,
convertamo-nos,
ca
ríssimos
irmãos; convertamo-nos
para
Deus:
destruamos
com
a
penitencia
o
peccado,
que é
o »oss«
inimigo
poderoso;
que
pe
guem
em
armas
todos
áquelles que po
dem,
que concorram
com
seus cabedaes
aquelies
que os leem
como
é
dever
d
’uns
e
outro»,
e
lancemo-nos todos
com
lagti-
mas e
gemidos,
aos
pés
do
Omnipotent
e
Deus dos exércitos,
e
clamemos
com
todas
as
veras
implorando
sobre
Hispanha
e
so
bre
a
perseguids
e
attribulada
Egreja,
as
suas
immensas
misericórdias.
Ah!
Se
as
sim
o
fazemos
de
veras,
quam
prompto
vi-
rá o
triunfo
! Quam
prompto,
aterrada,
fugirá
para
se
sepultar nos
abismos
a
bes.
ta
infernal
da
revolução,
que
nos
conso
me,
que
nos
deshoura
e
envilece
!»
(Seguem-se
as
instrucções
e
forma
de
fazer
as
preces,
etc.)
Bttzaisie.—
Oex-marechal
Bazaine, que
tencionava
estabelecer
residência
em
San-
lander,
demorou-se
n
’esla
cidade
apenas
dois
ou
tres
dias
e
voltou
para
Madrid.
Na
segunda
noute
que
elle
alli
passou,
diflerentes
indivíduos
da
colonia franceza
foram
para
defronte
das
suas
janellas
fa
zer uma a«suada
infernal
com caçarolas
e
griles
que recordavam
ao
traidor
de
Metz
a
soa
negra
traição.
No
dia
da
partida,
a
policia
teve que
postar-se
no
caminho do
ex-marechal,
pa
ra
editar-lhe
algum
dissabor.
—
(Justiça).
Cofitliieíotr
de torpedos.
—
Cons
truiu-se
na
logletarra
um
vapor
de
cin-
coenta
pés
de
comprido
por
sele
de
largo,
destinado
ao
governo
da
republica
Argen
tina,
que serve
para
collocar
torpedos
no
costado
dos
navios inimigos.
Teta
á
próa
um comprido
apparelho,
na
extremidade
do
qual
ha
um
recipien
te
de
cobre,
com
capacidade
para
conter
trinta
kilograminas
de
dynamyle.
Está
n’
isto
a
vantagem
no
apparelho,
pois
quan
do
a
ex|rlosão
se
verifica
sob a linha
de
fiuciiiaçãí,
perde
o
fulminante
empregado
a
maior
parle
da
sua
força.
O
recipiente
de
cobre
está
collocado
de
maneira
que
a
reacção
não
produza
maus
cíleitos
sobre
os tripulantes
do
va
por,
'e
as
dimensões
d’este
permitem
a
maxima
ligriresa
nos
movimentos
Exercito» da
Europa.—()
império
germânico
conta
um
exercito
aclivo
de
888.000 homens; a
Rússia
de
760.000,
uárt
coutando
as
reservas
do
Gaucaso
e
as
tropas
a-iaticas
;
a
Fiança
de
636:000;
a
Aintria
de
562:000;
a
Italia
de
340
mil
;
e
a
Inglaterra,
incluindo
a
milicia
de
280
000.
O
landsturn
calcula
se em
205:000
ho
mens
;
e
a
França
e
a
Rússia
podem
fa
zer
ascender
a
800:000
homens
as
suas
reservas
ou
exercito
territorial.
a
>
urtugal nntigu e moderno.
—
Recebemos
o
66
fascículo
d’
esta
interes
sar-te
publicação,
sendo
as
folhas
6 e
7
do
ò
0
volume
nas
quaes
trata
entre
iras
noticias
as da
antiga
villa
de
Lamas
ou
Mamei,
junto ao Vougo
Marraze
*
,
nas
proxi
midades
de
Leiria.
Santa
Marta
de
Penaguiao
Martim
Longo,
S.
Martinho
de
Cedofeita,
da
cidade do
Porto,
occupando-se
largamente
dos
privilégios
desta
antiga
colegiada
fundada
por
Theodomiro,
rei
dos
suevos
em
559.
Tem
hoje
2
409
fogos
e
ainda
em
1787
linha
só
805.
S.
Martinho de
Mouros,
no
concelho
de
Rezende
—
S.
Martinho
do
Porto
e
Marvão,
villa
e
praça «o
Alemlejo.
SECÇÃO D£ COMMUNICADOS
diz
assim
:
«Se
eu
fallei
mal,
dá
tu
les-
timunho
do
mal;
mas
»e
eu
fallei
bem,
porque
me
feres.»
Este
logar
da
Sagrada
Escriptura
mais
se
póde
aplicar
em
meu
favor do
que
em
favor
do
incoguito,
por
que
este
nào dá
testimuoho
do
mal,
e
eu
dou.
Pedir
para
que
se
tendem
os
paçaes
com
auctorisação
da
Santa
Sé, é
querer
ver a
Egreja
luclar
com
diíficuIdades,
e
ver
seus ministros sujeitos aos
caprichos
dos
estadistas,
como
já
suffreu
o
illustre
Cabido
de
Bragança.
Espere,
pois,
o
incógnito
de
Villa
Ver-
de
pelo
resultado
da
tal
representação
e
ficará
desenganado...
A
representação
devia
ser para
que
se
não vendessem os
paçaes
nem
os
íoros,
para
que
se
respeitassem
as
leis
ecelesias-
ticas,
qoe
se tivesse
em muita
conside
ração
o
concilio
Tridentino.
O
incoguito de
Villa
Verde
não
achou
na
minha correspondência coisa
capaz de
aproveitar,
porque
quem
tem
a
vista
no
inundo,
nào
olha
para
o
céo,
e
de
certo
o
incoguito
quer
ser
herdeiro
da
Egreja
sem com
ella
ter
parentesco.
Se
o
incoguito
de
Villa
Verde
appro-
va,
e
quer
defender a
venda
dos
paçaes,
volte
á
imprensa ; mas sempre
peça a
quem
lhe
faça
uma
correspondência
séria,
e
não
venha
com disparates,
porque
o
entrudo
já
passou...
Ha
cada
alma
n’
este
reino
fidelíssimo,
que
faz
pasmar
o
mundo
inteiro!!!
Com
especialidade a
Um
parocho
de
Vieira.
Vieira
25
de Fevereiro
de
1875.
COXFFSSFVCI4*
VA.
ASSOCIA
ÇÃO
CATHOLICA.
Continuam
todos
os
domin
gos
conferencias
aos socios
da
Associação
Catholica,
na
casa
da
mesma.
Principiam
ás
7
horas da
tarde.
ASSOCIAÇÃO
CATHOLICA.
Por
parte
da
Junta
Director»
da
As
sociação Catholica
d
’
esta
cidade
se
faz
pu
blico que
serão
admittidos
graluitamenle
na
Escola
da Associação
alé
vinte
alum-
nos, filhos
de
paes
pobres,
embora
não
sejam
socios.
Os
que
quizerern esle
beneficio
para
seus
filhos
requeiram quanto
antes
com
attestado
do
respeclivo
parocho.
.
.
O
secretario,
João
Anlonio
Velloso.
EXPEDIENTE
»A
A1PIIN 1STRA-
ÇÃO.
Cartas
e
avisos
recebidos
em
27
de
feve-
•
reiro :
Mirandellaí
—
Manoel
Iguacio Machado
de
Moraes.—
Recebido.
Carrazeda
d
’
Aneiães.
—
Rev.°
Joaquim
José
Lopes
Borges.—
Recebido.
COfflUERCIO
B
olsa
de
B
raga
26
de
fevereiro
de
1875
EÍTectuado
Banco
Commercial
de
Braga
584000.
Banco Commercial
de
Braga
(nova
emis
são)
19^'100.
Dito
dito
204000
Banco de
Guimarães
34300.
Banco
de
Villa
Real
424800.
Banco
Commercial
de
Bragança
24550.
Dito
dito
24500.
Dito
dito
24400.
Banco
Mercantil
^e
Braga,
24400.
27
de
fevereiro
de
1875
BíTectuado
Banco
Portuguez
1064500.
Banco
Commercio
e
Industria
H&30.0.
Banco
Mercantil
de
Braga
2^300.
Banco
Mercantil
de
Vianna 54700.
Banco
de
Villa
Real 434500.
Dito duo
424900.
Baoco
Commercial
de
Guimarães
344OO.
Banco
de
Bragança
24500.
Dito
dito
24450.
Banco
da
Covilhã
604700.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
0
uso
da
delicio
sa
farinha de saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
97
annw» tFinvarâaveí Hiieceaso
2
Saude
a
todos
pela
deliciosa
Reva
lesciére
Du
B
arry
,
que
cura
as
indiges
tões
(dispepzia)
gastrica,
gastralgia,
fleg-
ma, arrotos,
amargor
na
bocca, pituitas,
nauseas,
vomilos,
irritações
iolestinaes,
diarréa,
desenteiia,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabelhe,
debilidade,
to
das
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do alito, das
bonctiites,
da bexiga,
do
li
gado,
dos
rins, dos.
intestinos,
da
muco
sas,
do cerebrn
e
do
sangue.
75.000
cu
ra,
entre
as
quaes
contam-se
a
de
de
S.
S.
0
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.raa
snr.
a
marqueza
de
Brehan, dos
dos
dou
tores
Manoel
Saenz de
Cejada
da
Univer
sidade
de
Cordova,
etc.
etc.
Certificado
do
celebre
dr.
Rudolph
Wur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de 1854.
Esta ligeira
e
agradavel
farinha
é
0
melhor
absorvente
;
ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e restaurante
substilue
admiravel
mente
toda
a medicação
em
muitas
doen
ças.
E’
de
grande
utilidade,
sobre
tudo
nas
renitências habiluaes do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas,
alfecções
nos
rins,
e
na
bexiga, na
pedra,
irritações,
inflam-
mações,
e
caimbras
da
uretra,
dos
rins
e
bexiga,
nos
apertos
e
bemorroides
bem
co
mo
nas enfermidades
pulmonares, branchi-
tes,
na
tosse
e consumpção. Tenho
a
con
vicção
que a Revalesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
preciosa
de
curar
as
mo
léstias
hecticas.
Dr.
Rud.
Wurzer
membro
de muitas
sociedades
scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0
seu
preço em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula :
,
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
kiío,
500
;
de
*
/
2
kilo
800
rs
;
de
um
kilo..
14400
reis;
de
2
kilos,
34
*200
reis;
de 6
ki-
los,
644OO
reis,
e de
12
kilos,
124000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
14400
reis.
O melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Revalesciére eBiweasIatada;
ella
res-
litue 0
appetlite,
digestão,
somoo,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas, e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em
caixas
de
folha
de
latadelO
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
14400
; de
120
chavenas,
34200
reis,
ou 25 reis
cada
chavena.
BAHK1
1>U BARRY C.a
-
Pla-
ce
Vendôme, 26,
Pariz
;
77
Regent-Street
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
à
C.
a
Largo do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28;
Bar
rai
&
limãos,
rua
Aurea,
12.
P«rto,
J.
de
Sousa Ferreira &
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
;
Barcellos,
Ramos, pharm.;
Braga,
Pharmacia Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
phar«i.;
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
fiel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte do Lima,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
voa
do
Varzina,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do Castello,
Afionso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
BISPOfflÂ
Antanio
Joaquim
Pereira
de
Moraes,
tendo
de
se
retirar
para
0
estrangeiro,
serve-se
d
este
meio
para
se
despedir
de
todos
os
sens
amigos
e
da
companhia
de
incêndios, pedin
Jo
desculpa de
0
não
fazer
pessoalmente.
AGKADECIMENTOS
D.
Anna
Casimira
da
Cunha
e
Silva,
D.
Anna
Julia
d
’Almeida
e Serra, e
seu
marido
Augusto
Eduardo
d
Araujo
Cerveira
e
Serra,
agradecem
penhoradissimos,
a
todos
os
ill.
m0#
e ex.
mos
snrs. e
snr.
as
que
se
dignaram curnprimenlal-os
por
oc
casião
do
fallecimento de
seu
muito
que
rido
e
chorado
neto
e
filho
Francisco,
bem
como
a
todas
as
pessoas
que
assistiram
aos responsos
de
gloria,
que na
capella
do
cemiterio
publico
tiveram
logar
por
alma
do
mesmo
séu
neto
e
filho.
Pedem desculpa
de
cumprimentos.
(2308)
Na
impossibilidade de
podermos
agra
decer
pessoalmente a
todos
os
ill.
m
°
s
e
exc.
n,°
s
snrs. que
fizeram o
distincto
ob
séquio
de
assistirem ao
respondo
de
se
pultura,
que
se resou
no
dia
22
de
feve
reiro
proximo (iodo
na
capella
do
cemittrio
publico,
por
alma
de
nossa
muito
presa-
da
e
querida
filha,
irmã
e
sobrinha,
D.
Engracia
Augusta
Arantes
d
’
Azevedo, e
se
dignaram
cumprimentar-nos
por tão
dolo
rosa
occasião;
0
fazemos
por
este
meio,
protestando
a todos
nosso
eterno
reconhe
cimento
;
e
bem as-um
a
todas
as exc.mas
snr.38
que
por
igual
motivo
lambem
nos
cumprimentaram
antes
e
depois
do
seu
fallecimento.
Jo
e
é
Joaquim
de
Sousa Azevedo
Júnior
Jostfa
Maria
Arantes
d’Azevedo
Guilhermina
das
DoresAranles
d'Azevedo
Pedro
Viclor
Arantes
d
’
Azevedo
Engracia
Luisa
Arantes
Maria
da
Graça
Arantes
Braga
Rosa
Candida
Arantes
de
Mello
José
da
Rocha Veiga. (2310)
Arrematação
judicial
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
cidade
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Fortuna,
se tem
d
’
arrematar no
dia
14
do
corrente
mez
de
março,
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
silo
no
largo
de
St.
0
Agostinho
d
’esta
cidade
0
campo
chamado
da
Tomada,
silo no
lo
gar
do
Esparido
ou
Gandra,
da
freguezia
da
Louteira,
comarca
de
Villa
Verde,
forei-
ro
á
camara
muinicipal
da
mesma
comar
ca,
que
se acha
avaliado livre
de
lodos
os
encargos
na
quantia
de
71141
00
rs.
penho
rado
a
Manoel
Joaquim Pereira
Basto,
da
dita
freguezia,
na
execução
hiputhecaria
que
lhe
move
0
procurador e
mesarios
da
real
irmandade
da
Misericórdia
e
adminis
tradores
do
hospital
de
S.
João
Marcos
d
’esta
mesma.
Como
procurador,
Bernardo
da
Cunha
Pinto
Barbosa.
(2309)
Monte-pio
dos artistas
de
8.
José
Convido
a
lodos
os
artistas
do
Moote-
Pio,
que
estão
no
goso
de
seus
direitos,
a
reunirem-se
em
Assembleia
Geral
no
dia
7
do
corrente
mez,
ua
casa
n? 1
da
rua
de
S.
João,
pelas
11
horas
da
manhã,
para
se
dar
cumprimeuto
ao
disposl
■
no
arl.'
*
41
§
2.
*
dos
Estatutos,
e
bem
assim
para
se
marcar
ahi
d^a
para
a
discussão
do
projecto
da
reforma
dos Eslaluios,
se
n
’
esse acto
não
houver
tempo
para
se
ve
rificar
ou
começar
esle
importante
serviço.
Braga
1
de
Março
de
1875.
O presidente,
(2311)
Henrique
Freire-
d'Andrade.
METAES VELHUS
Na
travessa
de
S.
João
n.
*
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
d« metaes,
e ferro
velho
até mesmo
fundido.
(860)
Ama
de
leite
Precisa-se d
’uma
ama
de
leite que te
nha bom comportamento.
A
que
estiver
n
’
estas
circumstancias,
dirija-se
a
esta
re-
dacção,
que
se lhe indicará
com
quem
deve
tratar.
(2307)
PHARMACIA
Vae
ser
arrematada em
praça,
no
dia
7
de
março,
uma
das
melhores pharmacias
(je
Ponte
do
Lima,
construcção
moderna.
Dá-se
sociedade, querendo,
a
quem
arre
matar,
sendo pessoa
habilitada.
Dirigir
á
rua
de
D.
Pedro n.°
1,
em
Ponte
do
Lima.
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assenlamento
e
eoupons.
(I)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA
Em
virtude
da
deliberação
d
’assembleia
geral
de
15
do
corrente,
que
approvou
a
proposta
da
direeção
para
a
elevação
do
capital
inicial
de
600
a
1:000
contos,
fa
zendo-se
para
este
fim
uma
2.a emissão
de
400
contos em 8:000
acções
de
504000
reis
com
0 prémio
de
44500
reis
por ca
da
uma,
a
direeção
no
sentido
e
em
con
formidade
com
0
disposto
nos
§ §
2.°
e
3.°
do
artigo
4.°
dos
estatutos
convida
os
snrs.
accionistas
a
declararem
na
thesou-
raria
do
Banco,
©u
na
sua
caixa
filial
do
Poito,
desde
15
até
25
de
Março
proximo
futuro,
se
acceilatn
as
acções
da
2
a
emis
são
que
lhes
couberem
em
proporção
das
que
actualmente
pessuem
devendo
no
acto
nào
só
aprezeutar
as
acções que
possuírem
para
se
eflecluar
0
rateio,
se
não
lambem
verificar o pagamento
do
pré
mio
correspondente
ás
acções
que
accei-
tarem,
e
a
l.
a
entrada
de
25
p.
c
,
ou
124500
reis
por
acção.
A
falta
da
dita
declaração
e
pagamento
no
mesmo acto será
considerada
como
re
nuncia
das acções correspondentes,
as
quaes
ficam
de
conta
do
Banco para
as
col-
locar
(nunca
por
prémio inferior)
quando
e
pela
fórma
que
a
direeção
julgar
con
veniente,
d
’
accordo
com
0
conselho
fiscal,
conforme foi
resoivid»
pela
mesma
assem
bleia
geral.
Biaga
18 de fereiro
de
1875.
Pelo
Banco
Commercial
de
Braga
Os
directores,
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e Almeida,
Manoel
José
da
Costa
Guimarães
Luiz
Antonio da
Costa
Braga.
(2298)
iíetralista
e
pintor
Caetano
de
Brito,
mudou
a
sua
resi
dência
para
a
rua
da
Ponte,
n.°
96,
on
de continua
a
exercer a
sua profissão
de
retratista
e pintor,
que
d
’
ha
muito
tem
exercido
n
’
esta
cidade.
Espera
dos
seus
amigos e
patrícios
continuem
a
procural-o,
que
serão
servi
dos
commodainente.
(2304)
POR
J
0E LEMOS
Com
esle
titulo
vae
publicar-se
breve
mente
mais
um
volume
de
versos
do
au-
clor
do
Cancioneiro.
De duas
parles
contará
esle
livro
:
—
1.°
Vitimou
Refle-
Kos
|
2.°
lloraa
Vagas
de Buareoa.
Receiando
0
auctor
de
que,
por
seu
silencio
de
motins annos,
0 favor
publico
se
tenha
esquecido
do seu
nome,
fez-se
acompanhar, n’este
volume,
por
dois dis-
linctos
e
estimados
nomes litterarios,
0
Visconde
de
Jerumenha
e
A. X.
R.
Cor
deiro.
A
benevolencia, que
não
poderá
obter
p»r
si,
lh
’
a
grangearão, de
certo,
estes
dois
nomes,
de
cuja
boa
sombra
se
serve
para
desvanecer
0
esquecimento
de
antigos
leitores, e alcançar outros
novos.
Preço
do
volume:
600
reis.
Quem
quizer
assignar
esta
publicação,
dirija-se
a
Dias
Freitas,
na redacção
do
«Commercio
do
Minho».
â
JL
PRIMEIRA
E
AITI6A
RORIZ
usa
&:uz
■l
NA
QUINTA DE
RORIZ
PORTO
POílTO
1,3-RUA
DAS FLORES-1,
3
(JUNTO
À
EGREJA DA MISERICÓRDIA)
g®«W®4&
1
- RUA DAS FLORBS
- 3
FORNECEDOR
DA CASA REAL
DEPOSITO
CENTRAL, RUA DAS FLORES,
33 37 E 39
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
«MM»
O
proprietário
annuncia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
todo
o
sabào
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou
no
Deposito Cen
tral,
se
fará o
desconto
de
6
por cento
sobre
o
*
pre
ços
estabelecidos,
de
uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com promptidão
qualquer
pedido
que
seja
feito
do
di
to
genero,
tanto
d
’esia cidade
como
das
províncias e
se
garante
a
sua
boa
qualidade.
ALUGAM-SJÍ
Os
altos
da
casa
n.
22,
na
rua
do
Campo,
em
Braga,
com
excellenles
com-
laodos para
uma
numerosa
famalia.
Quem
a
pertender,
dirija
se á
mesma.
(2286)
PRELO
Vende-se
um
magnifico Prélo pequeno
com
pouco uzo,
do sistema
mais moder
no
até
hoje
conhecido. Imprime
todas
as
obras
em
formato
não inferior
a
36
centí
metros
de
largura
e
a
46
ditos de com
primento,
garantindo-se
a
perfeição
do
trabalho.
O seu
custo é
de
110$(l00
mas
vende-se
por
80$000.
Quem
o
pertender
póde
dirigir-se
á
typographia
do
«Campeão
das
Provinciasi
em
Aveiro
a
Augusto
Pinto
dos
Reis
Cane-
do,
com quem
se
póde
tratar.
Deposito
de
vinhos,
vindos
de
Monsão
Itua d’InAas casa n.° 40
BRAGA
Quem
quizer
comprar
vinho
da
colhei
ta
passada,
vindo
de
Monsão
e armazenado
n’
aquella
rua
e
casa
acima mencionada,
queira
dirigir-se
ao
proprietário
do
estabe
lecimento
do
Castello, junto
á
capella
de
Nossa
Senhoia
de
Guadalupe.
onde
lam
bem
os
consumidores
o
acharão
a
reta
lho.
A
sna
qualidade
é
garantida
por
mui
tos particulares
d
’
esta
cidade,
que
d
’
alli,
o
tem
mandado
vir
para
consumo
de
sua
casa.
(2285)
NOVA FUNDIÇÃO DE
FERRO
DE
Antonio
Germano Ferreirinha
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde faz
toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas, columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de
todos os
tamanhos,
canos
para agoas
e gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jeclos
de igual teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
ACÇÕES
João Manoel da
Silva
Guima
rães.
—
Rua
do
Soído n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
COIIPKA
E
VEMBÈ
Inscripções
de assentamento
Ditas de coupons
Ditas de divida externa
Titules hispanhoes internos
Ditos externos
Coupons
dos
ditos já vencidos.
so-
©□P
Sacca,
loma
leiras e
dá
carias
de
credito
bre
Lisboa e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega do compra e
veoda
de
litulos de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
(
junta
á
egraja
da
jiisbricordia
)
SORTE GRANDE
»
èi
»
5.000S000
Leteria da Santa
Caca
da Miaarieordia de
liisbea
Extracçio
a
6
d*
Março
J8
$
JOSÊ
IGNACIO
FERREIRA RORIZ
AFIANÇADO NO
GOVERNO CIVIL DO
POBTO, NA CONFOR
MIDADE
DO EDITAL
DB 28 DK JtLBC DB 1860
Tem
á
venda
no sea
estabelecibilhetes
intei
ro
*
a 5>000
rs.
—
Meias
diíss,
*
—
Qaarios,
a
1$300
—Oitavos,
a
680
—Cautellas àa 500, 290
e
130 rs.
O
mesmo
satisfaz
com
pramplidõc
toda»
e
quaesquer
encommendas
que
lho
sejam feitas d»
províncias,
ain-
da
que sejam
em
grande
quantidade,
•
vindo
acompa-
.
ohadas
do
seu importe
em
valas
doa
correio;
e
no
fim
da
exlracção remette
a
lista
doe
preniaa
aos
seus
íreguezes.,
mas
quando
a aão
recebtaa
e»a
tempo com-
££
pelente
terão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
*
)
«•w***«
JLX
111.*
S
JUWUAMiJkU
A*
W
fc
**
**
DO PACIFICO
Rio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
A
rica,
Islay
e
Callao
UAHREIRA QIJ1NÍZEXAL PARA PER NA HBVCO E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagem»
como
até
aqui
tem
oíferecido
aos
snrs.
passageiros:
excellentes
«onímodo»,
bom tra
tamento,
bastante
espaço
para bagagens e viagens rapinas,
pois
que
os
Paquetes do Paeifleo
tem
gasto sómente
13 dias de Lisboa ao Kio de
Janeiro.
Preços
das
passagens
incluindo
o
caminho
de ferro
do
P
rlo
para
Lisboa
Criança»
dos
passageiros
3/ CLASSE
2/ CAMARA
1/ CÂMARA
Pernambuco
.........................................
40^000
81^000
108&000
Bahia
...................................................
40&000
90^0 00
117^000
Rio
de
Janeiro
. .
.
45^000
90&000
121&500
Montevideo
e
Buenos-Ayres.........................
54^000
90&000
157&500
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
....
126§000
189^000
3
08&Í00
Até
aos
12
annos
meia
passagem.
Até
aos 8
annos
a quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.a
classe teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia e
vinho duas vezes
por
dia
AGENTES EM
BRAGA
—
AJmeida
à
i
ereria.
Trata
a
passagem
a
pagará
vista
e
a
prazo
com
fiança.
ftíimO
m
<?A
Jk
fc
ú
KA
QU
1
>
&
A
Êh
Paquetes
a
sair
de
Lisboa
:
BOYNE
.
.
13
de
Maiço
|
MONDEGO
.
29
de
Abril
TIBER.
.
.
29
de
>
|
NÈVA
. .
13
de
Maio
DOURO
. .
13
de
Abril
.
|
MINHO .
.
29
de »
O
paquete de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
0
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Oi
preço»
ȋo muito rasoaveh
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu ter
a
bordo
de
lodos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes, cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possível. Cada passageiro
de
3.
a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
0
transporte
do caminho
de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem como outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
enTcasa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
NOVIDADE
44, **
•
dto
S««ito, 44
Campos
& Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e
seda,
«ultima
rnoda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
sors.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vende» pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
o
consertam
cha
péus de
todas as
qualidades. (2272)
No
largo
de
S.
Miguèl
o-Aojo,
n.°
7,
leccionam-se
as
seguintes
disciplinas :
Dese»ho
(curs®
completo).
Arithmetica
e
Geometria.
Philosophia
(curso
completo).
Preço
de
cada disciplina.
8U0
reis.
Para
tractar
das 8
ás
10
horas
da
manhã.
CWtOAFIA
PUllRGUEZA
•
E
DESCRIPÇÃO
TDPOGKAFICA
Do
famoso
reino
de Portugal,
com as
noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas e
lo-
gares
que
contem,
varões
illustres.
Genea
logias
das familias
nobres,
fundações
de
conventos,
calhalogos
dos
bispos,
antigui
dades,
maravilhas
da
natureza,
edifícios,
e
outras
curiosas observações
Autor o
f“.e Antonio Carvalho «la
Costa
Nova
edição
copiada
fielmente
da
anti
ga,
mas
ampliada
com
um
index
alfabético
de
todas
as
freguezias
com
a
declaração
dos
nomes
e Oragos,
que
actualmente
tem,
nu
mero
de
fogos,
dioceses
e
concelhos
a
que
pertencem, e
correios respectivos,
o
que
a
torna
mais
preferirei.
Vende-se
em
Braga, na rua
Nova
n.°
5;
em
casa
de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(Ires
vtlumes)
l$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
ATT
KVÇ,VO
A Nova Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico que desde
o
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado, o
snr.
Manoel
José Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e Egreja
Nova,
sahindo
todas
da sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pachico.
BRAGA:
TYPOGRAPHIA LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_02031875_316.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)