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3.°
ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
305
Assigna-see
vende-se
no
escripiorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°3E,
para
onde
deve
ser dirigida
Iodai
correspondência franca
d«
porte.—As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PWJ» JELHWSí
ÁS
TERÇAS, QUINTAS K SA8BAD0S.
—yMWgWMBWM
aaLKBH
MWlglMW
j
ygifc
P
reços
: Braga,
anno
l$6fi®
rs.=Senaestre
850
^
—
Provín
cias,
anno 2&400 rs
e
sendo
duas
á^OOO
rs.=Semestre
1&250
rs.=/?r<m/, anno
4Ã400
rs
—
Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5Ô5Í9
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assijnantes
*
0
°l
fí
d
’
ahatiniento.
BBA®A-ÇUIST.1-FK1BA
a
1>K
fevereirb
e
liberalismo catlaslieo.
E
*
este
um
assumpto
importante,
que
tem
occupado
as
mais
abahsadas
pennas,
sendo
que
até entre
os
mesmos
catholicos
ha
dado
logar
a
questões
acaloradas.
E
eâectivamente
é
matéria
de
subido
alcance,
por
isso
que
descrimina
perfeita-
mente
os campos,
onde
pelejam
catholicos
e
inimigos
da
Egreja.
Fulminado
diUerenles
»eses pela
aucto-
ridade
suprema
do
Pontífice
Roman»,
pó
de (liser-se que
o
liberalismo já
era
can-
demnado
pela sã
rasão e
fé
sincera
do»
verdadeiros
crente.
*
.
A
voz auctorisada
de
Pio
IX
veio po
rem
dar-lhe
o
ultimo
golpe,
a
ponto
que
hoje
todas
as
duvidas
estão
desvanecidas.
Mas
oqueé
o
liberalismo
caiholic»?
Qual
a
esfera em
que
actuam
os seus
erros
?
Será
uma
questão
política,
social
ou
religiosa
?
Se
se
admittir, como
é
forçoso admit-
tir-se,
que
lonas
as grandes
questões
pren
dem
no
fundo
com
um
ponto
dogmático
ou religioso,
ha
de
convir-se
que
o
libe
ralismo
é
tudo
isso.
Mas se se
quiser
iovolver n’
esta
for
mula,
os
difierentes
sistemas
políticos que
regem
os
estados,
ou
as
encontndas
di
nastias
que r/elles imperam,
claro
está,
que
o
liberalismo,
supposto
o
vejamos
hoje
e<n
dia
como
que
incarnado
nas
in
stituições
políticas, é na
essencia
coisa
muno
distiiicta.
O
Papa
condemoa
todo
esse
con-
juncto
d
’
erros
qne
c®nslit«em
por
assim
diser
a
massa
do
liberalismo,
sem
se
im
portar
com
as
variadas
fôrmas
de gover
no
por que
se
regem <*s
pov#s,
certo de
que
esses
erros
podem
introdusir-se
e
etíeclivamenle
se
tem
inlrodusido
em
to
dos os
sistemas
políticos,
até
nos
mais
opposios.
E
de
feito
nós
temos
visto
o
libera
lismo
viciando
a
monarclua
pura,
como
a
republica, ao
mesmo
tempo
que
vemos
o
Papa
reconhecendo,
ou
pelo
menos
ac-
ceitando,
estas
tão
distinctas
fôrmas
de
governo
o«»de
merecem
ou
pedem
ser
re
conhecidas
e
acceites.
Não
quererá
isto
di»er
que
o Augusto
Representante
de Christo
não
se
importa
com
as
Variadas
«•nstiluições
políticas
dos
povos,
uma
vez
que sejam expurgadas
d
’
esse
vicio
chamado
—
o
liberalismo
calho-
lico
?
Não
será
isto
uma
prova
de
que
o
Cabeça
da
Egreja Catholica, só quer,
só
deseja
manter
pura
e
sem
névoas
que
lhe
obscureçam
os
raios,
a
verdade,
que
é
o
luseiro
dos
povos na
sua
marcha
sncial,
política e
religiosa?
Não
é
o
liberalismo um
sistema,
e
muno
errado
anda
quem
tema
apresentar-
nol-o
como
uma
conquista
d
’
este
século.
Bem
longe
d
’
isso
não
é
elle
mais que
a
agglomeração
de
todos
os
erros
í|ue
em
lodos
os
tempos
e
em
todas
as
épocas se
levantaram
contra
a
verdade
eterna
que
irradia
do
Calholicismo.
Será
por
ventura
da
nossa
edade
o
regalismo,
que,
prevalecendo-se da
força,
ar
ma o
braço
do
eslado sobre
os
direitos
e
iinmunidades
da
Egreja?
A usurpação
dos
bens
ecclasiasticos,
que
serviram
sempre
de
pasto
aos
here
ges
e
scismaiicos,
sob
o
falso
argumento
de
que
á
egreja
não
pertencem
tempora
lidades.
será lambem d
’
este
século?
A
invasão do
poder
leigo
na
esfera
ecclesiaslica,
outra
pretensão
do
liberalis
mo,
não
datará
lambem
de
longas
eras?
E
afora
estes,
quantos
outros
erros,
que
hoje
se
apresentam
á
moderna,
foram
já
objeclo
de
combate
pelo
lado
dos ca-
tholicos
?
O
que
é
novo, é
sim
o
empenho
qm
*
actualmente ha
em
sistemalisar
todos
es
tes
erros,
conglobando-os
debaixo
d um
falso
principio
—a
soberania
origiaariameute
popular,
—que
filho
legitimo do
panlheis-
mo
racionalista,
é
o
ponie
de
partida
paia
a
doutrina, tão
subversiva
da
ordem
so
cial e
religiosa,
como
da
política,
de
que
as
maioria
*
só
por
si
constituem
direita.
Eis
o
que
é
o
liberalism®
catholico
Não
teco
elle
nada
em
lhese
com
as
dinastias,
nem
a
*
imtituições
que
regem
os
povo
*
,
com que o
Papa
não »e
imper
ta,
senão
em
quanto
que
as
dinastias
e
as instituições
lhes dão
favor
e
guarida.
E’ o
inimigo
mais
temível da Egreja
Catholica pela
hipocrisia
de
que
se re
veste.
E
é
per
isso
mesmo que
Pio
IX
não
cessa
de
o
perseguir
swb qualquer
fôrma
que
se
apresente.
A
questão
não
é
de
monarchistas
ou
republicanos,
de
absolutistas
ou constilu-
cionae
*
,
mas
sim
d
’
erros
que
tanto
pedem
deturpar,
como
eflectivamenie
lem
detur
pado
lodos
os
sistemas
e
lodos
os
parti
dos.
11a
quem
regeu®
a
frase
—
liberalismo
catholico,
sustentando
que
uma
c«i
*a
não
póde
ser
outra.
E
realmenle
assim
é.
O
liberalismo
não
póde
ser
catholico.
cujo
adjunctivo
só
serve
para
designar
os
que
professando o
liberalismo,
querem
todavia
ser
considerado
*
catholicos,
e
co
mo
laes se inculcam.
São
os
que
pretendem
conciliar
a
luz
com
as
l-evas,
Deus
com
Belial
e
que
*
sem
hostilisarem
aberiament» a
Egreja,
tentam
minar-liie
a
pouco
e
pouco
os
fnndameu-
l
s.
O
sj
uvoengou
ItistoricoN dos libe-
rae».
ESTUDOS
ÁCERCA DOS FARISEUS
Eaiiseus
e
hberaes
!
Esta
confrontação
causará
talvez espanto.
Seria
por
certo
pue
ril
querer eslibelecer
um parallelo
sugeri
do
entre o
farisaismo
e
o
liberalismo
mo
derno.
Reconheço voluntariamente
que
os
liberaes
se
imporiam pouco com
as
obser
vâncias
rigorosas
ás
quaes
o
Farise»
era
sujeito.
Achar-se-ia
lambem
que o
feti-
chismo
com
que
um
bom
liberal
não
dei
xa
de
corear
certas
formulas
repisadas,
lem
alguma
cousa de
me-quinlio,
e
até,
a
alguns
respeitos,
de
ridículo.
Mas
ha
outras
feições pelas quaes
o
farisaismo
é
comparável
com
a
grande
he
resia
do
nosso
século.
A
igura histórica
da
seita judaica
é priocipalmente
c-racle-
usada pela
opposição
que
ella
fez
á
obra
divina
do
Messias.
Esta
ligura
sacrílega,
o
liberalismo
a
reassume
uetoaixo
d
’
uma
lórma
um
pouco
diíkrenle,
com
meios
d’ac-
ção
mais
numero»os e
mais
poderosos,
posloque
idênticos
na
essencia.
Nao
grilem.
Eu
não
lenho
intenção
de
fazer
injuria
a algum
liberai.
Sei
que
ha
degraus no
liberalismo
c«mo
os
havia
en
tre
os
Faiiseus.
Ao
lado
dos
furiosos
que
pediam
o
sangue
de
Jesus
para
suffocar
a
voz
que
castigava
seus vícios,
hipócritas,
que
pretend'am
legitimar seu
odio
ciumen
to
pelo
zèlo
da
lei
ou
pela
razão
d
’
Esla-
do,
vemos
um
grupo considerável
a
quem
>ó
o
medo
ou
o interesse
impediam
de
pronunciar-se
abenamenle
pelo
SaUador.
O
liberalismo
tem
também
seus
Caifaz.es
e
seus
Nicodemos.
Depois
dos'liberaes
da
Re
volução
radical e
aquelles
que,
como
o
imperador Guilherme e
Air. Garteret,
pen
sam
que
a
liberdade
do
calholicismo é
incompatível com
a
civilisação moderna,
conhecemos
os
moderados, perante
os
qua®s
a
Egreja
lem
o
unico
mal
de
aílirinar
muito
alto e
mu
*
lo
clarainenle
a
verdade
divina.
Por seu
principio,
o
liberalismo
moder
no,
seja
qual
fór
o
nome
com
que
se
rubra,
é
o
adversario-nato
do
reiaado
de
Jesus
Christo
sobre
as
Mações
chrislãs.
Separação
da
política e da
religião positiva,
ou
indiflerença
da
lei
a
respeito
da
reve
lação
chrisiã,
tal
é
»eu dogma
fundamen
tal.
Elle
tem
decidido
que
os
principies
sobrenaiuraes
não
seriam
mais
recebidos
oo
governo
das
causas
humanas.
Entre
tanto
a
Egreja Catholica, fundada
para
di
latar
e império
espiritual
do
Redemplor
sobre
as
sociedades
c«mo
sobre os
indi
víduos,
protesta centra esta
eliminação.
As-
s:rs
é
ella hoje
o
objeclo
de
lodos
os
fu
rores
liberaes.
Os
Fariseus judeus
pude
ram
matar
o
Filho
de Deus;
o
liberalis
mo
não
poupa
exforço
alguai
para
malar
a
obra
do
Filho
de
Deus,
a
Egreja,
na
qual
elle
mesmo se continua
sem
cessar.
A
pa
lavra
d’
ordem
é
iransmiilida
por
lodo
o
mundo,
e
por
ioda
a
pane
o» adeptos
a
se-
guena
com uma
perseverança,
usn
encarni
çamento
de odio
e
ao
mesm» lempe
uma
hipocrisia
nos
rneios.
que
deixam
muito
longe
alraz
«>
antigo
larhaisujo.
Mas
a
Egreja
não
pó
le
morrer.
Não é
o
mesmo a
.respeito
dos
povo
*
.
A
histo
ria
dos
Fariseus
mostra
como
pereceu uma
nação, por
se
haver
abandonado
a
uma
sei
ta
ao
ponto
de
renegar
seu
Deus
E'
por
i-sle
ululo
especialmenle
que um
quadro,
desenhando
em
suas
póncipaes
feições
a ac
ção
do
partido
farisaico no
seio
do
povo
judaico,
pode
pretender
a uma
especie
de
interesse
actual.
Uma
douuina
de
uma ordem
diíleren-
le,
mas
que
não
é
menos
de
uma
impor-
lancia
decisiva
nas
questões
d»
lempo
pre
sente,
receberá
lambem
deste estudo a
sua
Confirmação.
A
divindade da pessoa
e
da
doutrina
de
Cbristo deve
e<n
parie
sua
evi
dencia
aos
esforços
desesperados que
fez
o
íarisaisrno
para
a
combater.
I
— Os
Fariseus
antes
de
Jesus
Christo,
segundo
Josepho.
O
nome
de
Fariseus apparece
pela
pri
meira
vez
na
historia- no
lempo
do
se
gundo chefe
Asmoneu,
Jonathas,
irmão
e
successor
do
heroe
que havia
arrancado
Israel
ao
jugo
dos
Syrios
idolatras
(pelo
anuo
161
antes
de
Jesus
Christo).
O his
toriador
Josepho os
representa
formando já
uma
eschola
ou
antes
uma
verdadeira
cor
poração. que
tinha
seu
*
chefes
e
suas
leis
particulares.
Elles
gozavam
drsde
então
d
’
uma
alta
popularidade
e
exerciam
uma
in
fluencia
manifesta
sobre
os
proprios
prin
cipes.
Comludo
debaixo
de
João Hyrcan.
o
ultimo
dos
grandes
Asmoneus
(13Ò-107
antes de
J.
C.),
seu
favor
soílreu
um
eclipse.
Eis
aqui
os
prornenores
emiosis-
simos
que
se
leem
conservado
a
este
res
peito.
Em
soa
mocidade,
Hyrcan
havia
rece
bido
as
lições
dus
Fariseus
e
elles
lhe
eram
muito
aíTeiçoados.
Em
dia,
no
fim
d
’u.«n
sumptuoso
banquete
ao
qual
elles o
haviam
convidado,
o
príncipe
se
dirigiu n'esles
lermos
aos
seus
antigos
meslre>:
«Sabeis,
lhes
disse
elle,
qnaulo
eu
desejo
ser
jus
to, e quantos
exforços
faço
para
mc
tor
nar agradavel
a
Deus,
segundo
as
regras
que
vós
mesmos
fazeis profissão
«le
se
guir.
Comludo,
se
virdes
que eu
pecco e
me
desvio
do
recto
caminho,
peço-vos que
me
advirlaes
e
me
dirijaes.»
Esta
ques
tão
era
bem
conforme
ao espirito
dos
dis
cípulos
do
farisaismo.
Elles
timbravam
de
tender
sempre
para
um
^rau
mais
elevado
da
justiça,
isto
é,
da
perfeição,
e allecta
vam
perguntar
em
toda
a parte: «O
que
é
que
me falta?»
Os
Fariseus se apres
saram
em
responder
que
náo
viam
cousa
alguma
em
seu
príncipe
que deixasse de
ser
conforme
á
piedade,
e
elle
pareceu
muito
sensível a
este
bom
leslimnnho.
Um
só dos
convivas,
por
nome Eleazar, que
eia,
diz
Josepho,
um
homem de um
ca-
constituía, segund«j
as
especie
dr
impureza
com
as fuucções
Jo
Ma>
parece
que
a
al-
•
todo
o
caso,
o
prin-
i*
to,
e
os proprios
m
uma
viva
indigna-
racter
violento
e
amigo da desordem,
não
poude
conler-se:
«Já
qne vós procoraes
coihecer
a
verdade,
disse
elle
ao
prínci
pe,
penso
que,
a quererdes
ser justo
de
veis
renunciar o cargo
de
grande
pontífi
ce e
contentar-vos
com
a
auciondade
su
prema
na
ordem
cível.»
Hyrcan
não
dei
xou
de
achar
esta
replica
bastante
ines
perada
;
pedia
pois ao
Fariseu que lhe
des
se
as soas
rasôes.
«Nós
ternos
aprend
do
dos
antigos,
continuou
o
mesmo
Fariseu
que
vossa
mãe
fora
captiva
dos
Syrios
de
baixo
de
Aniiocho
Epiphauios.
E
*
te
Gcto,
a
ser
verdadeiro.
c~
ideias farisaicas, uma
nativa,
incompatível
soberano
sacerdócio.
legação
era f.lsa ;
em
cipe
irritou-se
com
Fariseus
teslimunliarai
çáo. Entretanto um Sadduceu, chamado Jo-
nalhas,
e grande
amigo
de
Hyrcan,
n’
islo
uma
boa
occasião
«le
hostilisar
inimigos
da
sua seita.
Fez
entender
príncipe que
Eleazar
não
linha
feito
mais
do
que expressar
o
seritirnemo
çommum
do
partido.
Ao
mesmo
lempo
elle lhe
sug
geiia
um
meio
fácil
de
se
convencer
d
is
to.
eia
perguntar
aos
Fariseus
que
pena
meiecia
Eleazar
pelo
iusuiio
que
;
•le dirigir
ao
chefe
da
i...Y....
propoz
tfleclivarnenle
esta
questão
e
nathas,
e grande
amigo
de
Hyrcan
Viu
OS
ao
acabava
naçao.
Hyrcan
!
os
Fa-
merecia
não
julgavam
a pena
de
mor-
riseos
responderam
qne
Eleazar
ser
açoitado e
prezo.
Elles
que
a
sua culpa
merecesse
te.
Mas,
a
dar-se
credito a
Josepho. Hyr
can
loi
profiiiidatnenie
ofíendido
d’e
*
u
de
cisão. Jonaihas
soube arredar ainda seu
veio
a
passar
do
------------
ccus
;
as
prescnpções
,
lememen-
penas
contra aquelles
cisão.
Jonaihas
ressentimento. O
príncipe
campo dos
Fariseus
para
o
dos
Sadduc
elle
chegou
até
a
abrogar
a,
farisaicas
impostas
ao
povo
preced
te
e
a pronunciar
que
persistissem
em observal-as.
Todavia
e
*
ta
desgraça
nada
fez perder ao
partido
de
sua
auciondade
na
opinião publica.
El
la
nao
servm
senão
de
excitar
os
odios
da
multidão
contra
João
Hyrcan
e
seus
hlhus.
(
Continua)
I.íHbou 1
tle fevereiro
/
Correspondência
particular)
Em
relação
a
trabalhos
parlamentares,
a
frase
usai
—
hontem
como
d'atiles
;
ape
nas
no
sabbado
a
camara
dos
eleitos
do
povo, votou
a
extineção
das
deçlucções
nos
ordenados
dos
funccionarios
públicos,
e
a
cessão
de
uma
casa
velha
em
Monção
a
camara
municipal.
Foram
estes
mais fe
lizes
«pie os
de
Guimarães,
na
cessão
do
extincto convento
de
S. Francisco
da
Or
dem
Terceira.
Dou-lhe
uma noticia
boa
para
os
que
não
só
amam a
boa
litteralura,
e os
bons
livros,~
como
a
boa
doutrina.
João,
de
Lemos vai
publicar
.4$ Can
ções
(la larde.
Recebem-se
assignaluras
nas
reducçÕes
da
«Nação»
e
«Correio
da
Tar
de».
Creio
que
ahi
se
prestarão
lambem
a
coadjuvar
o
poeta
catholico
e
porluguez.
Ha
socego em Cabo Verde.
E
’
bom
o
estado
sanilario.
Não
ha
noticias
da
Guiné,
que
é ponto
muito
mais importante,
e
que
meiecia
ser
pelo
menos elevado
o
gover
no
de
segunda
ordem.
Os
jornaes brasileiros
dizem
que a
po
licia prendera em
Pernambuco o
jesuita
Aiagnhelli,
embora andasse
disfarçado.
Não
acreditamos
o
facto
como elle
vem
contado,
mesmo
porque
lemos
á
vista
o
«Apostolo»,
do
Rio
de
Janeiro,
que
declara
qne
hade
mostrar
como
se
urdiu
este
traina,
para
tornar odiosos
os
jesuitas,
unico meio
do
gabinete Rio
Branco se
conservar
no
poder.
Começa
a
febre
bancariam
assustar
mui
ta
gente,
c
a
recearem
qne possa
dar
uma
crise.
Pela
parte
dos
pequenos
induslriaes
não
lhe
tem
vindo
beneficio,
porquanto
a
propria
Caixa
Industrial
só
empresta a
12
"l
0
em
quanto que
o
Banco
de
Portu
gal
empresta a
5
°|0.
Verdade
é
que a
Cai
xa
tem
dado
aos
accionistas
16 e
12
l„
de
dividendo.
Causou
aqui commoção
o
choque
ha
vido
entre
as
duas
machinas
no
caminho
de
ferro
do
Minho
entre
Ermeginde
e
S.
Romão.
Nunca
se
deu
tal
facto,
nos
ca
minhos
de
norte
e
leste,
mesmo
quando
em
construcção.
Uma
folha
franceza
diz
que está
orga-
nisada
a companhia
que
deve
construir
o
lunel
submarino
entre
a
França
e
a
In
glaterra
no estreito
de
Calais,
entre
Do
ver
e
Calais.
Vem
novo
ministro dos
Estados-Unidos
para
Lisboa ; é
o
snr.
Merau, secretario
da
legação
em
Londres.
O
snr.
Carlos
Le-
vis,
que
exercia
esle cargo
em Lisboa,
re-
lira-se
da
vida
diplomática.
A
Academia
das
Sciencias
encarre
gou o
snr.
visconde
de
Paiva
de
pro
ceder
á publicação
dos
documentos,
que
se
referem
á
conquista
da
índia.
Crê-se
que a
correspondência
de
AíTonso
de
Al
buquerque
será a
primeira
a
ver
a
luz
puidica.
O
snr.
Soromenho vai a
Lamego,
lam
bem
encarregadx) pela
mesma
corporação
sáientiíica.
copiar
o
obituário
da
Sé
d
’
aquel-
la
cidade.
São subsídios
para o
Porlugaha
in^iumenta
histórica.
^Este
académico
é
o
mesmo
que
que-
rja
trazer
os
documentos
do
archivo da
dessa
cidade,
pelo
que
houve
grande
contestação
com
o
cabido,
afim
de
servi
rem
como subsídios
á
historia
de
Portugal,
isto
se
a
memória
me
não
falha.
A
ordem
do
dia
dos
lilleralos
e
jor
nalistas
é
a
Paladini, artista
dramatica
ita
liana,
que
tem
representado
no
Theatro
do
Príncipe
Real,
e
no
sabbado
foi
a
S.
Carlos.
Fizeram-lhe
ovações
excessivas,
e
ainda
hontern
ás
2
horas
da
noite
a
acom
panharam
a.casa
entre
vivorio,
obrigando-a
a
apparecer
4
vezes
na
janella
e
dar to
das
as
ílores
aos
admiradores,
que
as
le
vavam
como
relíquias.
Esle
enlhusiasmo
nasceu,
á
terceira
ou
quarta
representa
ção,
pois
que
no começo
foi
recebida
fria
mente
; mas
a
empreza
soube
haver-se
com
certa
delicadeza
e
mimo
para
com os in
fluentes
das
causas
theauaes,
e
o
delirio
tocou
cm
o
extremo
;
por
isso
sem negar
o
talento
e
a
habilidade,
porque
Paladini
é
superior
a
todas
as
nossas
artistas,
as
ovações
excedem
ss
raias
do
bom
senso,
que
lambem
tem
limites.
Da
companhia
que
ella
trouxe
é
eHa
a
unica
cousa
a
admirar.
Emíim foi
moda
a
Paladini,
tan
to
qne
houve
titulares
que
cederam
o
ca-
mirote
por
bom
dinheiro,
ao
passo
que
alguns
burguez.es
se
conservaram
firmes
no preço
e
não
cederam
aos
conlractado-
res
;
contraste
perfeito
contra
a aristocra
cia
moderna que
assim
pratica
acções
fi
dalgas.
Ha
já
fado
á
Paladini,
pasteis
etc.
Delírio! pira lhe
não
chamar
outra
cousa.
A
Commissão
central
l.°
de
Dezembro
de
164<>
publicou um folheto ácerca
da
questão
levantada
entre ella
e os
subscriplo-
res
do Rio
de
Janeiro,
quando
o
snr.
vis
conde
de
Sanches
Baena
lhe
trouxe
reis
10:621^308
fortes, que
o
thesoureiro
Fon
seca
converteu
em
21
ou
22
contos
de
inscripções
averbados,
para
a construcção
d
4
um
monumento.
Serei
a
este
respeito
mais
extenso na
correspoedencia
de
quarta
leira.
REVISTA
ESTRANGEIRA
A
«Nação recebeu a
seguinte
carta
d
’
um
porluguez
ha
pouco
alistado
nas
ban
deiras
carlistas
:
Srs.
sedactores
Artazu 19
de janeiro
de
75.
Estou
em
Hispanha,
e
contentíssimo
por
ter
tomado
esta
resolução,
tendo
pa
ra
maior
felicidade
encontrado
no bata
lhão a
qne
pertenço
o 2.°
de
Alava,
um
alferes
porluguez,
natural
da
ilha da
Madeira,
que
me
tem
obsequiado
sum-
mamente.
Paço-lhes,
snr.
redaclores.
o
obséquio
de publicarem
isto no
seu
jornal
para
assim
dar
noticias
minhas
ás pessoas
de
Portugal
que
n’
ellas
interessam, e
ao
mesmo
tempo
dar
solemoe
desmentido
a
quanto
espalham
as folhas affonsistas,
noticias
que
quando
aqui
chegam.
só
nos
fazer
rir.
E’falso
quanto
os
liberaes
dizem
ácer
ca
de
apresentações
de
carlistas
a
indul
to,
pelo
contrario
de
lâ
continuam
a
vir-
para
cá.
sendo
raro
o dia
em
que
se nos
não
opresenla
álguem,
vindo
do
campo
inimigo
E
’
falso
quanto dizem
das
victorias
que
leem
obtido;
prova o
augmento
dos
nossos
batalhões,
e
o
modo como a
guer-
se
vae
estendendo.
E’
falso
que
haja
desanimação
no
campo
carlista
;
pelo
contrario
todo»
os
partidários
de
Carlos
VII
estão
anima-
dis-imos,
e
para
nos
animar
bastaria a
presença
do
Rei,
e confrontar
a enthu-
siastica
recepção
que
o
povo
lhe
faz,
em
toda
a
parte
onde
se
apresente,
com
o
modo
como
tem
sido
recebido
D.
AíTon-
so,
de
que
temos
exaclas
informações,
e
eu
proprio
observei.
Eu
atravessei
toda a
Hispanha
do
Po
ente
para
o
Nsrle.
A
primeira
força
carlista
que
encontrei,
era
commandada
por
Monet
e
Vallés,
e
compunha-se
de
4:000
homens;
depois estive
em
Chelva
ás
ordens
de
D. Vicente
Acona;
d
’
aqui
passei
a
reunir-me
ás forças de D.
An-
tonio
Lizarraga,
6:000
homens, ires dias
depois
estava
no
quartel
general
de D.
Gera
rd
o
M.
de
Velasco, cujas
forças
es
tavam divididas
por
differenlçs povos:
dois
dias
depois
entrei
em Zaragoza,
onde era
acclamado
AíTonso
XII.
ou
Ama
deu
II,
como
geralmente
alli
lhe chama
vam.
Receei
encontrar
diíliculdades
para
sa-
hir
d
’aquella
cidade;
mas
ninguém
me
perguntou
coisa
alguma.
Os habitantes
foram
completamente
indifíerentes
,
todos
tratavam
dos seus
negocios
sem
darem
importância
ao
aclo
;
aíliançó-vos
que
não
vi
alli
uma
unica
demonstração
de rego-
sijo.
nem
ao
menos luminárias.
Passei
depois
a
Tafala.
o
mesmo;
nem
a
presença
de
Moriones
podia
enlhusias-
mar
os
novos
vassallos
do
novo
rei.
Mo
riones
era
o
primeiro
’
caudilho
da
exlin-
cta republica,
hoje
serve
D.
AíTonso,
mas
diz
que
o
faz
só
para
acabar
com
os carlistas,
conseguido o
que
se
retira
rá á
vida
privada.
Acabar
com
os
car
listas
!
quando
por
mais de
uma
*
vez
pou
co
tem
faltado
para
que
os
carlistas
aca
bem
com
elle
!
As«o©im-7ãt>
CalSíiolica.—
Em
todos
os
domingos
da
proxitna
Quaresma tem
de
haver,
na
casa da
Associação
Catholica,
conferencias,
que
principiarão
ás
7
horas
da
tarde.
Romarias.
—
Estiveram
extraordina
riamente concorridas
as
romarias
de S.
Braz.
que
aunualmente
se
costumam fazer,
no
dia
2. nas
freguezia';
de
S.
Braz
do
Carmo, Guallar
e
Ferreiros,
no
logar
da
Misericórdia.
IBa-inde.
—
Recebemos e
cordealmenle
agradecemo*
o
brinde
com
que
nos
mimo-
senil o
iro^s»
collega
da
capital,
o
«Diário
de
Noticias».
E
’
um
bonito
volume
de
148
psginas
contendo
()
degredado,
por
D. An
ua
Maria
Ribeiro
de
Sa,
Bosinha,
por
João Cesario de
Lacerd»,
/Vos
casebres
do
Loreto,
por
Brito
Aranha,
e
Lenda
das
ruínas,
por
Eduardo
C<»elh».
Cwnfére?Meia
.
—
Houve
ante-honiem
conferencia,
na
Associação
Catholica,
sen
do
orador
o
ex.
1110 dr.
Moreira Guimarães.
D
’este
bello
trabalho
diremos
mais
de
espaço
em
o
n.°
seguinte.
^«aililieittçõc».
—
Recebemos
e
agrade
cemos
as
seguintes
:
iVdVO
secretario universal
commercial
porluguez, ou
melbodo
de
escrever
toda
a
especie
de
cartas.
Compilado
por
M.
A.
S.
E’
esta
a
13.
a
edicção,
de qne
é
editor
o
snr
J.
J Bordallo.
—
O
crime (A
proposito
do
assassina
to
do
alferes Brito).
Por
Guerra
Junquei-
ro.
E’
editoiado
pela
casa
Chardren.
—
Manifesto
do
cabido
da
Sé
de
Bra
gança.
—
Problemas
para
uso dos
meninos
que
se preparam
para
exame de
Inslrucçào
pri
maria.
Por
José
Nicolau
Raposo
Botelho
(ollicial
do
Exercito).
Choque de BMachinaa na linha
ferrei»
«lo Itlinlao.
—
No
dia
30
houve
no
caminho
de
ferro do
Minho,
e*lre
Er-
meginde e S.
Romão,
um
choque de
duas
machinas.
Ficou morto um
trabaliiador,
e
algumas
pessoas fendas,
entre
eslas
o
snr
Aiberto
Costa, conducior, e
o
snr.
Silva
Heitor,
desenhador.
Nao sabemos mais
promenores.
Desorileus.
-
O
dia
de ante-hontem
foi
fecundo
em
desordens.
Temos conheci
mento
das
seguintes
:
Uma
em
S.
Jeronymo
de
Real
de
que
re.ouhou
ficarem
gravemehle
feridos
José
Pe
reira
Mourào, e
Bento
da
Cunha,
os
quaes
deram
entrada no
hospital
de
S. Mar
cos.
—Ouira
na
Meia
Laranja, entre
dois
rapazes
da
qual
resultou ficar
ievemenle
ferido,
Manoel
Gonçalves,
por
Luiz
Fer-
rei
ra,
sendo
este
prezo.
—
Onlra
em
S.
Victor
sendo
prezo
Custodio
Joaquim
Ferreira
Gumes,
por
suspeita
de
ferir
outio
com
uma
pedra.
Prisão.—
Deram
entrada
nas
cadeias
d
’
esla
cidade
os
dois
irmãos
Paranhos,
de
Adaufe,
por
desordem,
que,
segundo
cre
mos,
se
deu na romaria
de
Gualiar.
Morte repentina. —
No
dia
2, na
occasião
em
que
passava
defronte
do
ex-
tincto
convento
da
Penha,
caiu,
fulminado
por
uma
congestão
cerebral,
o
ex-musico
da
banda
regimental
e
ullimamenle
da
<Philarmonica»,
Rodrigo.
Deixou
em
precárias
condições
a sua
mulher
e duas
(ilhas
de
menor
edade.
Coniniereio
odioso.—
Durante
o
an
no tindo saíram
de
Peruambuco
para
o
Rio
de
Janeiro
1:421
escravos,
a
fim
de
ahi
serem vendidos,
diz o
«Diário
de
Noti
cias».
Tnmbein
lt» o« Isa.
—
Encontramos
no
Courrier
de
Bruxelles o
seguinte
:
Um
genlleman
vestido
no
rigor
da
tno-
Sahindo
d
’
aqui,
vi
satisfeitos
os
meus
desejos,
e
coroados
os
meus
trabalhos,
pois
consegui
apresentar-me
ao comman-
dante em chefe
do
exercito
do Norte,
o
bravo
general Mendiri,
que
me
tratou
muita
bem.
S. Ex.
a
ordenou
que
me
des
sem
guia para
o
2.°
de
Alava, onde
me
apresentei;
aqui
encontrei
o
oflici.nl
por-
tuguez
de que
já
fallei,
e tenho
sido
muito
estimado
por
toda
a
oílicialidade
e
pelos
da
minha
classe.
O
general
Mendiri
tem ás
suas
im-
medialas
ordens
trinta
batalhões,
muito
bem
fardados
e
disciplinados
e
todos
ani
mados
do
melhor
espirito.
Esta
é
a
ver
dade.
snr.
redaclores,
verdade
de
que
sou
leslimunha
ocular.
Hoje
ficarei
por aqui
;
depois
dar-lhes-
hei
conta
das
grandes
operações
que
vão
começar.
De
vv.
amigo eíTecluoso
João
Salgado
Branco,
Sargento
do 2.°
batalhão de
Alava.
—
Da
«
Palavra»
:
Quarta-feira (20
de
janeiro)
3:000
car
listas ás
ordens
de
Trislany tomaram
de
asallo
Granollers
a
seis
legoas
de
Bar
celona.
Levaram
comsigo
lodos
os
membros
do
ayunlamieulo.
—
Diz-se
que
os
carlistas
se
prepa
ram
para
marchar
sobie
Barcelona,
onde
esperam
entrar
com
o
concurso dos re
publicanos.
— Marlinez Campos,
marchando
para
Ollo.
foi
obrigado
a
retroceder.
— Segundo
noticias
de
procedência
carlista, publicados
pelo
Courrier
de
Bay-
onne,
diz-se
que
um
personagem
impor
tante
do
quarlel
general
de
Moriones se
apresentou
a
.Mendiri
sollicitando
o
seu
con
sentimento
para
a troca
de
prisioneiros
por
uma
e
onlra
parle
havendo
respon
dido a
isto o
chefe
carlista
que
não
via
nenhum
inconveniente
em
que
os carlis
tas
prisioneiros
em
Vitoria,
Logrono.
Tu-
dela
e
Tafalla
fossem
trocados
imme-
diatamente
por
egual numero
de
prisionei
ros liberaes
—
Segundo
se
lê
nas
Provindas
de
Valeneia,
Dorregaray,
que
se
encontra
no
Maestrago,
publicou
um
bando
mandando
entregar
rações
em
metálico,
taxando
em
uma
peseta
o
valor
de
cada
ração.
A
Benasal
pediu
800
raçõe
*
,
ou
800
pesetas
;
a
Villafrança
800,
a
Iglesueta
500,
e
ou
tras
500
a
Cantavieja.
Além
d
’
eslas
ra
ções
em
metálico,
pede
como
emprés
timo
de
guerra
5:000
duros
a Cantavieja.
6:000
a
Villafrança,
4:000
a
Iglesuela
e
quantias
proporcionaes
ás
demais
povoa
ções
do districto
O mesmo
Dorregaray,
escreve
ainda
o citado
penodico,
dirigiu de
Benasal
uma
allocução
a
seus
companheiros
de
insurreição,
dizendo-lhes
que
até
agora
o
carlismo
não
tem
sido
n
’estas
provín
cias
mais
qne
o
bandoleirismo
armado
e
termina assegurando que
tudo
muda
rá
sob o
sen
commando
e
sob
sua
ban
deira, que
é
a da
justiça,
paz
e
ordem.
Dizem
uns
que
Dorregaray
levou com
sigo do
Norte
100
navarros, outros
afíir-
marn
que
o
seu
numero
é
de 500. O
que
parece
indubitável
é
que
o
acom
panharam
qualro
canhões.
GAZETILHA
* *
da
apresentou-se
em casa
de um
primei"
ros
dentistas
:
recebido
na
sala,
em
a
quJ
o
pratico
dá
suas
consultas
e
faz
as
ope
rações,
disse
:
—
Sou
o
conde
de
X..
Trocaram
cumprimentos.
.
.
—
Desejo,
disse
o
elegante,
fazer
uma
mudança
completa.
-
Nada
mais
simples,
respondeu
o
den
tista.
—
Não
é
simples
como
pensa.
Tenho
ainda
alguns
dentes
que
devem
ser
ar
rancados. A
idéa
das
dôres
que
lerei de
sofírer
me
tem
feito
recuar, porque
sou
muito
nervoso.
Aflianço-vos,
senhor,
que
nada
soflre-
reis.
—
E
’
verdade
que
ouvi
fallar de voso
systhema
de
insensiblidade.
.
. por isso
vos
procurei.
—
E
’
infallivel,
senhor.
—
Oh!
infallivel!
infallivel!...
—
Cerlamenle.
—
Os
srs.
faliam sempre
assim,
mas
onde
está
a
prova
?
— A
prova...
Eil-a aqui
!
em
aspirar
a exhalação
deste
liquido,
e
então vereis.
—
Que
ficareis
insensível
?
—
Completamente...
Podereis
beliscar-
me...
podereis...
—
Quero
ver!
E
*o
dentista,
assim
instigado,
senta-
se,
aspira
e
adormece.
Quando
despertou
o
genlleman,
que
era
nem
mais
nem
me
nos
um
gatuno,
linha
desaparecido,
levan
do
o
relogio
e
quantos
luizes
encontrou
na
gaveta.
Tinha
ficado
insensibilisado...
e
depois
roubado.
»
Apostolo.
A
TotK<
*
iu
ronMohdoí'».
—
Lê-se na
correspondência
de Paris
para
a
«
Palavra».
Acabo
de
saber
uma
agradavel
noti
cia.
Alguns
estudantes, sobre
a
direcção
do
reverendo
Padre
Dulong
de Rosnay
(
um
de
nossos
melhores
oradores
de
Paris,
que
tem
consagrado todos
os
seus
cuidados á
ju
ventude
e
aos
circiilos
de
opera
rios
de
que
é
chefe
)
constiluiram-se em
commissão
alim
de
remirem
fundos
para
a
construcção
d’
uma
capella
especial na
futura egreja
do
Sagrado
Coração
que
se
vai
levantar
em
Montmaríre.
Seria
bom,
declaram
os
ao-
clores
d
’
este
pensamento,
que
houvesse
um
altar
por
cada
uma
de
nossas
faltas
nacionaes,
sobre
o
qual a
França
e seus
sacerdotes
fossem chorar
e
pedir
miseri
córdia.
Ora
entre
as
falias de
nossa
in
feliz
patria,
uma das
mais capazes
de
atlra-
hir
sobre
nós a
justiça
divina
é
a
insen
sata
invenção
da eschola
sem
Deus
Com
este
fim
foram
convidados
os
estudantes
a
tomar
parle
em
uma
manifestação
que
terá
por
fim
aflirmar
a
necessidade
da
re
ligião
nas
escholas.
Aqui
temos
um
gran
de generoso
pensamento.
Os
acontecimen
tos
de
lodos
os dias parecem
demonstrar
d
’
um
modo
quasi
irrecusável
que pouco
se
deve
esperar da presente geração,
e
que
só a mocidade
póde
assegurar
o
futuro.
Havendo
em Paris
tantos
mancebos
que
malbaratam
o
tempo
e
a
inlelligencia,
não
podemos
deixar
de
saudar
com
alegria
esies
jovens
catholicos que
querem
protestar
contra
as
invasões
do
espirito
anti
reli
gioso.
Lembra-me
por
isto que
o
snr. de
Alontalemberl
citava
ha
annos
a
alguns
mancebos
esle verso de
Lacretel
:
«
Don-
nez moi
vos
vingl
ans
si
vous
nen
faites
rien.
»
Os
estudantes catholicos
compre-
henderão
reparação
que
deve
a
Deus
uma
grande
nação
que o
offendeu. Saberão que
que um
povo
que,
segundo
a
expressão
de
S.
Luiz,
se
põe
«
a
guerroyer
Dieu
et
ses
dons»,
deve fazer
penitencia
ou
perecer.
Appelo
i» caridade,—
Uma
familia
d
stincia
e
coir
’
ora
rica
de
bens
de
foilu-
na,
composta
de
cinco
pessoas
sendo
pae,
mãe
e
ires
innocentes creancias, eucon-
Ira-se
hoje
a
braços
com
a
mais
completa
miséria.
A
favor
d’
esia
infeliz
familia, ião
duramente
provada pela Providencia,
vi
mos
hoje
implorar
a
caridade
de
nossos
assigoanies
e
leitores,
ficando desde este
momento
aberta
uma
subscripçào
n
’
esta
redacção
e
em ca^a
do
snr.
Manoel
José
Vieira
da
Rocha,
rua
do
Souto.
Dinheiro recebido
Transporte
..........................................
24$900
Em
casa do
snr
M.
José
Vieira
da
Rocha
:
Um anonimo
J.
S.
C
.......................
200
»
»
..................................
1^000
>
»
..................................
í$000
»
27^100
A
’
caridade
*
—
N>
rua
do
Charqueiro
n.°
12 existe.
em
grande
necessidade,
uma
snr.
a
por
nome
D.
Anua
Augesta
do
Sa
cramento,
viuva,
velha, doente
e
alienada.
Pede-se
em
nome
«la
caridade
á>
pessoas
bemfazejas
a
socconam com
uma
esmola,
pelo
amor
de
Deus.
COMnEHCIO
B
olsa
de
B
raga
30
de
janeiro
de
1875
EíTcctuado
Inscripções
d
’
a.«sentamento
paro liquidar
em 6
de
fevereiro
47,00.
Obrigações
do
caminho de
ferro
do
Minho
e
Douro.
880000.
Em
1
de
fevereir»
de 1875
Effeetnad»
Banco
de
Villa
Real
350000.
Banco
Commercial
de
Braga
600000.
Banco
Commercial
de Vianna
1220000.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEVALESClEllE
DU
BARRY
de
Londres.
3?
annoa d
*
invariavel
«siecessio
3
Depois
das
adessiÔes
de
muitos
mé
dicos e
de
vários
hospilaes,
ninguém
po
derá
duvidar
da
eílicacia
d’
esta
deliciosa
farinha
de
saude
que
cura
as indigestões
(despepzias)
ga^trica,
gaslralgia ,
ílegma,
arrotos, ventos, flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas, nauseas,
vomilós,
irritação
intes
tinal,
diarrea,
dizerileria
,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
con
gestões,
mal
aos
nervos,
diabethe,
debili
dade, todas
as
desordens
no peito,
na gar
ganta,
do
alito,
das
broocbites,
da
bexi
ga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
«la
mucosa,
do
cerebro
e
<lo
sangue.
75.000
coras
entre
as
quaes
contam-se a
de
S.
8.
o
Papa,
do
duque
de
Pluskow,
da
ex
ni8
snr.
a
marqceza de
Brehan,
dos
doutores
Manoel
Saenz
de
Jejada,
<Ja
Universidade
de
Gordova,
etc.
etc.
Cura
72.448.
Cadiz
3
de
junho
de
1808
Não
posso
fazer
menos
de
manifestar
a
w.
s.
as
os
beilos
resultados
que
obtive,
administrando
o
seu
chocolate
de
Revales
ciére
á
minha
senhora.
Havia
muitos
an
nos
que
padecia
inlensissimas
dores
in
testinas,
e
insomoias
pertinazes
;
graças
a
este
surprehendeute
especifico ficou
com-
pletamenle
restabelecida.
Ficando
reconhe
cidos, aproveito
esta
occasião
para
demon
strar
a
consideração
com a qual
o
distin
gue
o
seu
attento
venerador
—
V
icente
M
oyàno
.
Cura
69.7
18.
Ticheville
(Orne)
20
de
março
de
1867.
Achando-me
pei
feita
mente
com
o
uso
que
tiz
dmante
certo
lapso
de tempo da
Revalesciére,
tenho-a
administrado
a
varias
pessoas,
ás
quaes
produziu
inestimáveis
effeilos,
em
particular
inodo n
’
aquelles
que
padecia
1»
de
hydropesia. Tres
d
’
esles
cu
raram
completamente.
—
A
tosse
produzida
por
uma
constipação
desappareceu
instan
taneamente
e
lambem
produziu
os
mesmos
resultados
nas
moléstias
da
retenção
de
orina
e
das
moléstias
de
estomago,
afas
tando
de
qualquer
indivíduo
a
hypocon-
dria.
P
adre
L
angevin
.
Seis
vezes
mais nutritiva
do
que a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preçò em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas de
folha de lata, de i/l
kilo,
500
;
de
l
/
2
kilo
800 rs
; de
um
kilo.
10400
reis;
de
2
*
/
2
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
60400
reis,
e
de
12
kilos,
120000
reis.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
Revalesciére
el
*
oeelnl«&«Sn
$
ella
res-
titue o
appettite, digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
e
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis; de 21 chave
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
1040'1;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
BARRY
DU BARKY
C.a
-Pla-
ce
Vendòme, 26.
Pariz;
77
Regenl-Street
Londres;
Valverde, 1, Madrid.
Os
pharmacíiuticos,
droguRlas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
JPwrto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra, V.
Botelho de
Va&-
conceilos
;
Aveiro. F. E
da
Luz e
Costa,
pharm.;
RarceBlos,
Ramos,
pharm.;
Rraga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
GíaimaríSes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
; Fen»-
Ael.
Miranda,
pharm
;
Ponte
cio>
K/iesia.
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
B
*
«»-
d®
Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
CasteíS®,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
«lo
Conde,
A.
L. Maia
Torres
pharm.
Ã&BAúECIffiEHTOS
Henrique
Guilherme
Thomaz
t
Bianco,
summameote
penhorado
para
com
todas
as
pessoas
que
de
qualquer
modo
lhe
dis
pensaram
honrosas distineções
e
provas
de
consideração
e
estima, por
occasião
da
perda iriepara^el
de sua muito
presada
e
sempre
chorada
mãe,
diligenciou
agrade
cer pessoalmcnte
tão
disliuctos
ob/equios,
mas
podendo
involuntariamente
ler
olvida
do
alguma
pessoa,
por
este
meio
pede
des
culpa e
tributa
os
seus
agradecimentos
a
quem
tenha
deixado
de
o
fazer,
testemu
nhando
a
lodos
a
sua
perenne
gratidão.
Braga,
27 de
janeiro
de
1875.
(2271)
Festividade
e
arraial.
Domingo 7
do
c»rreuie
terá
logar
na
capella
de
Santo
Adrião,
subúrbios
d
’e»la
cidade,
a festividade
de
S.
Braz
que se
venera
»a
mesma
capella,
havendo de
manhã
missa,
e
de
tarde
arraial, durante
o
qual
locatá uma
banda
de
musica.
(2276)
MODISTA
DE LISBOA
Rua do
Souto n.° 32
—
l.
tí
andar
Trabalha
com
perfeição
e
pelos
últi
mos
figurinos,
em
chapéus
e
lodo
o
falo
de
seohota.
Também
ha
chapéus
feitos)
(2275)
COROIÍK
á
FIA
iwmueza
e
5H
M
RIPÇÃO TOPOGRÁFICA
Do
famoso
reino
de
Portugal,
com
as
noti
cias
das
fundações
das
cidades,
villas
e
lo-
gares
que
conl-m,
varões
illuslres,
Genea
logias
das famílias
nobres,
fundações
de
conventos,
cathalogos
dos
bispos, antigui
dades,
maravilhas
da
natureza,
edifícios,
e
outras
curiosas
observações
Autor o
P.e Antonio Carvalho da
Costa
Nova
edição copiada
fielnaenle
da
anti
ga,
mas ampliada
com
um
iodex
alfabético
de
todas
as
freguezias
com
a
declaração
dos
nomes e
Oragos,
que
actualmente
tem,
nu
mero
de
fogos, dioceses e
concelhos
a que
perlencem, e correios respectivos,
o
que
a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
5,
em
casa
de
Manoel
Joaquim
de
Castro
Loureiro.
Preço
(Ires
volumes)
l$500 reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
(2263)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
In
dustrial
de
Villa
Real
Sociedade
anónima
de responsabi
lidade
limitada
A gerencia
annuncia
que
o
dividendo
do
anno
proximo
findo
é de 5 p.
c.
do
de-
sembolço,
ou reis
1^500
por
acção,
e
que
o
pagamento
principiará
amanhã,
continuan
do
em
todas
as
segundas
feira, quartas e
babbados,
desde as
11
heras
da
«sanha
até
á 1
da
larde,
na lhesouraria
do Banco.
Os
snrs.
accionibtas
do
Porto
e Braga,
pódetn
receber o
dividendo em casa dos
agentes
do
Banco
n
’
eslas
cidades.
No
Banco
e
nas
agencias
fornecem-se
os
impressos
para
os recibos.
Villa
Real, 27
de
janeiro
de
1875.
O
*
gerentes,
Agostinho
José da
Costa
Joaquim
José
d
’Oliveira
Guimarães.
_______
4
Sociedade
auonyma dc responsabi
lidade lianitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
realisarem a
4.
a
prestação
na
razão de 20
p.
c.
ou
reis
10^000 por
acção,
na
casa
do
Banco,
rua
central
u.
6
59,
desde
o
dia
6
até
16
dc
fevereiro
proximo futuro,
e
nas
outras
terras
do
reino
aonde
o
Banco
trer agentes.
Villa
Real
27
de
janeiro
de 1875.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da
Cssla
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
(2274)
Banco
Mercantil
de Braga,
so
ciedade
anónima
de
respon
sabilidade
limitada.
Capital de 8«?t
*
O;O(>O;0l>4>
em
duais
series
de
ftO
Acções
de
50$000
São
convidados
os snrs.
subscriplores
d
’este
Banco
a
recleíicarem
com 5 °l
0
ou
2$50D
rs.
por
acção,
as
acções
com
que
subscreveram para
este
Banco.
Nos
dias
3,
4
e 5
do
presente
mez
de
Fevereiro,
está aberta
a
rectificação de
12:000
acções correspondente
a
emissão
de
l.
a
serie,
em
casa
do
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães
em Braga,
desde as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde,
e
no
Porto
em
casa
do
exin.0
snr.
commen-
dador
José
Julio
da
Costa,
largo
da
Feira
de
S.
Bento
em
cguaes
dias e
ás
mesmas
horas.
Braga
1.°
de
Fevereiro
de
1875.
Os
instaladores,
Antonio Lopes
de Figueiredo.
Antonio
B.
Pinto
de
Madureira.
João
da Costa
Palmeira.
Francisco
José
Pereira
d'Araújo.
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo.
(2277)
NOVIDADE
44, R
ua
do
Souto, 44
Campos
&
Almeida,
acabam de rece
ber
grande
sortido
de
cbapeus
de
feltro
e
seda, «uliima
moda»,
da
acreditada
fa
brica
dos
snrs.
Maia e
Silva,
do
Porio,
que
vendem
pelos
preços
da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2272)
LfflUIllÀ
KilUL
oun
E
ARNIAZE?» »F PUXOS
Casa
de
confiança
—
Filial
de Joseph
Delereu
33, Rua de Santo André, 33
BRAGA.
N
’
esla casa
se
vendem
musicas,
metho-
dos,
etc. tanto
nacionaes
como estrangei
ros,
e
pianos
dos
melhores
fabricantes,
ofierecendo
mais
vantagens
que
em
outro
qualquer
estabelecimento
n
’
esle
genero.
Afiança-se toda
e qualquer
compra.
O
agente,
(2223)
M.
A. 8. Ramos.
METAES VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de
metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido. (860)
Armas
de
caça
vindas
direc-
tamente
da
Bélgica.
('22^6)
Venda
de
ca
.a
Veo<le-se
uma
na
rua
dos
Pelarnes,
de
um
andar
n.
°
45,
próxima
á
capella
de
Santa
Justa.
Quem
a
pertender
falle
com
Ijinacia
Rosa, moradora
na
mesma
roa n.
°
55.
(2202)
José
Cardoso
de
Carvalho,
vende ou ri
me lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas comarcas
de Villa
Verde,
Bar-
cellos.
e
Braga.
Tiata-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
GKAM)E
D11X10NMU0
mTlGlJEZ
ou
THESOURO
DA
LÍNGUA
PORTUGUEZA
PELO
Dr.
Frei Domingos Vieira
Publicação
feita
sobre
o
manuscriplo
original,
inteiramente
revisto
e
considera
velmente
augmenlado.
A
’
venda
a
caderneta
127
(Ter-Todo).
A
obra
estará
concluída
em Março.
l.°
vol.
A-B
............................
4^500
2.
0
»
C-D............................ 4^500
3.
0
>
E-L
............................
5$500
4..
>
M-P............................
4^000
5.»
>
Q-Z............................
40000
Preço
da
assignatura
.
. 220500
Ainda
se
recebem
assignaluras
até
Março.
A’
a
livraria do
editor Fruesto
Ohardron, no s
*
orto,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
João
Manoel
da
Silva Guima
rães.
—
Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
Collegio
da
Regeneração
N
’esle
collegio
e
casa
d'abrigo,
situa-
.
do
na
rua
«los
Pelarnes,
faz-se
toda
a
qualidade
de
cuslura,
obra
branca
e
de
côr,
cosida
á
machina
e
sem
o
ser.
Q.iem
pertender
pó
le
ali dirigir-se
que
encontrará
pessoa competente
que
se
en
carrega
das encommendas
que
promette
bem
servir—o
que
além
de
ser
uma
cari
dade,
os
preços
serão
commodos.
0
CAMINHO
DA SALVAÇÃO
POR
SANTO AFFONSO MARIA
DE
LIGORIO
Bispo
de
Santa
Agalha
dos
Godos
Traduzido
do
italiano
para
francez
Pelo
abbade
Cí. . .
E
do
francez
para
portuguez
Por
A.
A.
LEAL
Preço
....
200
reis
A
’
venda na
Livraria Catholica
Por
tuense,
editora,
Praça
de
D.
Pedro,
131
;
em
Lisboa na
Livraria
Catholica,
Rua No
va
d
’
EI-Rei
;
e
em Braga,
na Livraria
Catholica,
rua
do
Souto.
ATTENÇAO
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde o dia
30
de No
vembro
proximo
passado,
o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga, do
largo
do
Barão
de
S.
Martinbo,
deixou
de
ser agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja
Nova, sahindo todas da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2, jun-
cto aos Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
MU ID® SOTTO H.° W
Queiroz,
com
loja
de
calçado
feito
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades,
encarre
ga-se
de
toda
e
qualquer
encommenda
que
se
lhe
faça,
tanto
para
homem
ou se
nhora como
para
criança.
Todas
as
suas
obras
são
feitas
com perfeição
e
aceio
e
de
boa
qualidade, e
tudo
por
preços os
mais
rezumidos
possível
;
espera
pois
que,
o
publico o
obsequeie
sempre
com
novos
favores, os quaes
promette
retribuir
com
a
exactidão de
seu
trabalho.
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
Í8
Compram
e
vendem
acções
de todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assenlamento e
coupons.
(1)
iía/mi iiníSr
DO ALTO DOUKO
DA
CASA DE
VILLA POUCA
RUA DO
SOUTO
N.°
15
BRAGA.
Acaba
de
ser
sortido
este
armazém
com
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engarrafados
e aquartilhados
:
ENGARRAFADOS
Vinho
tinto
de
meza............................. J5()
>
»
»............................ 190
>
Lagrima
.
..................................
200
>
Branco de meza............................
210
>
tinto
de
meza
íiuo.
. .
.
270
>
de
prova
secca
.............................
300
»
Malvasia
de
2/........................... 360
>
í
velho
...................................
400
>
Bastardo........................................50*'
>
Moscatel........................................
500
»
Malvasia
.......................................
500
»
Roncão
.......................................
700
*
Aivaralhào................................. 560
>
Velho
de 1854
.........................
600
A
RETALHADO
Vinho
para
meza
50
e
80,
o
quar
tilho
tinto
e
120
o
branco.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
lodo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
N’
esles preços
nãa fica
incluído
o
valor
da
garrafa
que
o
comprador
apre
sentará
ou
pagará
50
reis
por
cada uma
________ ______________________
(4/
’
Folhinha
de
resa
Bracarense
Para
1895
Acham-se á
venda
nas livrarias
do
cos
tume.
Preço
com
a
resa
de
S.
Bonifácio,
220
rs.
Paquetes
NÉVA
.
.
13
de
Fevereiro
MINHO
.
.
29
de
>
BOYNE
.
.
13
de
Março
Opaquete
de 13
toca
em
S.
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
nos-Ayres.
a
sair
de
Lisboa:
|
TIBER.
.
.
29
de Março
|
DOURO .
.
13
de
Abril
|
MONDEGO
.
29
de
>
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue-
O« preços
mío
muito ratsoaveia
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu
ter
a
bordo
de
lodos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes para
servirem
os
passageiros
de todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possível.
Cada passageiro
de
3.a
classe
tem
grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de cama,
vinho
e
comida
á
portu
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de ferro até
Lisboa
é
por
conta
da companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
cm
casa
do agente
n’
esta cidade, rua
do
Souto
n.°
43.
—
Em
Braga.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
C a
r
r
e
ir
a
semanal
'
A’
s
quartas
feiras
COMPANHIA
DE
NOVBHACÃO
A
VAPOR
DO
PACIFIC
Jio
de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
A rica,
Islay
e
Gallao
CARREIRA QUINZENAL PARA
PERX AHBUCO
E BAHIA
A Companhia
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vantagens
como
alé
aqui
tem
oílerecido
aos
snrs.
passageiros
:
excedentes
eoiaimodon,
bom tra
tamento,
bastante
espaço para bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes <io Pacifico
tem
gaslo
sómente
13
dias
de Lisboa ao Rio de
Janeiro,
Preços
das
passagens incluindo o
caminho
de
ferro do
P-rlo para
Lisboa
Crianças
dom
passageiros
Alé aos
12
annos
meia
passagem.
A'é
aos
8
annos a
quarta
parle.
Alé aos
3
annos
gralis,
uma
só
de
cada
farnilia.
3.
a
CLASSE
2/
CAMARA
1.
*
CAMARA
Pernambuco...................................................
40&000
81
$000
108$000
Bahia
.
. .
.
■
.........................................
40&000
90&000
117&000
Rio
de
Janeiro....................................
45^000
90&000
121$o00
Montevideo e
Buenos-Avres.
.
.
.
54^000
90&Ô00
157$o00
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Cailao
....
126^000
189$000
308&500
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.
*
classe
teem
beliche
com
colchão e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BK
AG
A
—
Almeida
&
Beberia.
Trata
a
passagem
a
pagará
vista
e
a
prazo
com
fiança.
ACHADO
Quem perdesse
uma
quantia
em
dinheiro,
pagando a
despe-
za
dos
anuuncios,
se
lhe
entre
gará
na
rua do
Souto
n.
”
16
(2266)
BANCO
DE
GU1MABAES
O
dividendo
de
3$200
reis, ou
4
p.
c.
por
acção,
relativo
ao
2
0
semestre
de
1874,
será
pago
n
’
este
Banco,
desde o dia
26
do
corrente,
todos
os
d^as
não
santificados,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ao
meio
dia.
e
no
Porto
e
em
Braga nas
respecti-
vas
agencias.
Goinaarães, 25 de
janeiro
de
1875.
Os
gerentes,
Francisco
Ribeiro
Martins
da
Costa
(2269)
Francisco
José
da
Costa
Guimarães.
Continún
aberta
a
subscrip-
ção
por
mais
alguns
dias,
em
casa
do
visconde
de S. Lazaro,
para
a.Companhia
de
Reboques
e
Transportes
Fluviaes
no
Rio
Amazonas.
Quem
quizer
tomar
acções
póde
fazel-o
das 9
horas
ua
manhã
ás
5
da
tarde.
Braga
29
de
Janeiro de
1875.
(2273)
EANCO
DE
PORTUGAL
mvidendo
do Í8.0 semestre de 1894
Na
thesouraria
do
Banco
do Minho
principiará a
pagar-se
no
dia
3
do cor
rente
o
dividendo
do
2?
semestre
de
1874
das
acções
do
Banco
de
Portugal,
na
ra-
são
de
4
0/
q
ou
20$' 00
por
cada
titulo
de
5
acções.
Braga
1
de
fevereiro
de
1875.
MEDALHA T»K
HOAKA
FERRUGINOSO,
CLARO E
TRIGUEIRO
DE CHEVKIEH
Cavalleiro
de
Legião de
Honra, O/ficiai
do Medjidiê e Commendador da ordem
ti'lzabel
a Catholica.
O
oleo de Chevrler
deve 0
seu
aroma
a
subtancias balaamieas que
aindr-
lugmentâo
as
sua
*
propriedades
thrrw-
p»
uticas
ao mesmo tempo que
o torníV'
gradarei ae tomar
se.
O
senhor Chovrier completou a
su;<
le
*
?cuberta
associando o
lodureto
de
ferro
w
seu oleo
de flgado de Bacalhau. Este
oleo
de fígado de
baralha» ferrti-
ginoM>
possue todas
as propriedades
do
>ieo
e do
terro, é de fácil
digestão e
utica
causa prisão do ventre
Todas
a»
celebridades medicas o pre
'rrem
às outras preparações
ferrugino
sas. Convém em
todos os casos em que
••
emprega
o ferro :
Tislca
pulmonar.
Dronchites,
Racbitismo,
Eserofula
*
.
Empigens, Gota,
Rh^umatismo,
Dys-
pepsia,
Convalecencias demoradas «-
Eraqueza de
constituição.
obpositoem
paris
: Pharm.
CHEVaxEK
21,
Faubourg M ontmarlre.
No
Porto ;
pharniocia Albano praça de
D.
Pedro, 96 cm Ln»boa :
pharmaria Oli
veira,
roa do»
Hetro5>eiro»,40
(776)
ECGLESIASTICO
E
CIVIL
DO
Areebiapado de Braga
PARA
Publicou-se
este
almanak
o
unico
au-
clorisado
por
S.
Ex
a
Rev.nia
e
que
se
pode
seguir
com
segurança
n
’
este
arce
bispado
emquanlo
a
jejuus e
dias
Santos
etc.,
etc.
Acha-se
á
venda
em Braga, rua
do
Souto
casa dos
snrs.
Rocha
e
Germano,
rua
Nova
casa
do
snr. Bernardino
José
da
Cruz defronte
da
Mizericordia
;
em
Gui
marães,
Vianna,
Villa
do Conde,
Arcos
de
Val-de-Vez,
etc.
Preço
....
40
réis.
Cara
mentos
para
egreja
Acham
se
para
vender
na
rua
do Sou
to.
d
’esia
cidade,
casa
n.°
41
de
Manoel
José
Vieira da
Rocha,
os
paramentos
se
guintes
:
Paramento
quasi
novo,
dc
seda
de ma
tizes de
ouro,
com galões
e
franjas
do
mesmo
constando
de
casula
doas
dalma-
ticas.
com
suas
e>tolas
e maoipulos,
véo
de
homb»o,
bolsa
dos
corporaes, véo
de
calix
e
dons panos
d
’
estanle, louvados
em
I3O$OOO
reis.
ttecibus
aas
inscripções
Acham-se
á
vemla
na typografia
Lusi
tana,
rua
Nova
i>.°
3,
os
novos
recibos
alterados,
e
conforme os
anuuncios do
snr.
Delegado
do
Thesouro.
NOVA
FUNDIÇÃO DE
FERRO
DE
Antonio
Geriiiuiio
Ferreiràniiu
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz,
pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de fundição, como grades
para
sacadas,
obra
dc
metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Paquetes
para o
Brazil
Recebem-se
pas
sageiros
para
se
guirem
viagem
nos
mesmos
com
a
fa
culdade de
paga-
em
as
suas
passagens
nos
portos
do
seu
destino.
Trata-se
com
Soares
e
Irmãos,
no lar
go
do
Correio
n.°
117,
defronte
da
fonte
dos Ferros
Velhos,
no
Po<lo.
(633)
BRAGA
: TYPOGRAPHIA
LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_04021875_305.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)