comerciominho_09011875_294.xml
- conteúdo
-
NUMERO
294
Assigna-see
vende-se no escriptorio
do
editou
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser dirigida
toda»
correspondência
franca
de
porte.
=»
A»
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim como
as
correspoadeo-
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ruis jik-si
ac
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E
SA1BADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«=°Semestre
850
rs.=Provin-
cias,
anno
2&4Ó0
rs
e
sendo
doas
4^000
rs.=Semestre
1&250
rt
—
Brazil,
anno
4^400
rs.=-Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição 10
rs.
Para
os assig»a»tes
Í0
®/fl
d
’abatimento.
BRAGA-SABH4DO 9 »E
JANtlR»
Os
acontecimentos
de Hispanha.
A
Europa
está
já
por
tal
fórma
ha
bituada
ás
variantes
do
visinbo reino,
que
a
não
surprehendem
aem
maravilham,
por mais
estravagaote»
que
sejam.
Os
pronunciamentos
militares
repelem-
se
com
tanta
fruquencia n
’
aq»«lle paiz
excepcional,
que
a
imprensa
europêa,
já
quasi
só
os
registra
como
a
titulo
do
inventario.
Parece
que
a
revoluçãi
está de
lodo
nos
hábitos
e
costumes
d
’aquelle
povo,
que affeilo
a
submetter-se
eom
doçura
aos
caprichos
de uma
espada qualquer,
considera a
revolta
como
o
seu
estado
normal.
E
como
se á
revolta
estivesse
sempre
ligada
uma
transformação,
ou
transtorno
completo
em
tudo
o
que era estabeleci
do,
ao
acto de
um pronunciamento
segue-
»c
como
consequência
uma
nova
fase
na
vi
ia
política
d’
aquelle
povo.
Quem
ha
que
ignore
as
aventuras
da
Hispanha
n
’
estes
seis
aonos
decorridos?
Um
pronunciamento
quebra
um
sce-
ptro,
desfaz
uma coroa,
e
deita
por
terra
um
dos thronos
mais
antigos
da
Europa,
ao
grilo
de
—abaixo
os
Bourbons
!
__
Como
consequênci
a
d
’
esse
pronuncia
mento,
constitue-se
uma
regencia,
que
vem
a
morrer
ás
mãos
de
um
rai em
prestado.
Um anno
depois
o
novo rei
foge,
ao
prever
talvez um
novo
pronunciamento,
e
proclama-se
a
republica.
Decorridos
mais
onze
mezes,
a
repu
blica
expira
aos
golpes da
espada
de
Pa-
via,
e
apparece
a
dictadura.
Decorre
um
anno
mais
e
a
dictadura
expira
ás
mãos
de
um
oulro
general,
res-
tabel&ce-se
o
velho
throno,
e
aquelks
mesmos
que
seis
annos
antes
bradavam
como
um
gloria
—
abaixo
os
Bourbons,
ex
clamam
agora
como
um
grilo
de triunfo
—
vivam'
os
Bourbons
!
Eis
o
que
em
lào
curto
praso
foi
a
Hispanhà,
e
eis
também
o
que
é
na
rea
lidade.
Monarehia,
ou
republica,
tudo alli
de
pende
da
vontade
militar.
E
assim
é
que
de
um
momento
para
outio
desapparece
alli
o
que
era
mais
soljdamente construído,
com
a
mesma
fa
cilidade
com
que
lambem
vê-se
realisado
o
que
se
aífigurava
mais
impossível
de
realidade.
Assim
pois
quem poderá
aílirmar,
que
os
caprichos
que
hontern destruíram
um
throno,
e
que
hoje
de
novo
o
levantam,
persistirão
n
’
esla
ideia
por
muilo
tempo?
Quem
poderá
aílirmar
a
estabilidade
da
monarehia
afloniina,
que
agora
resur-
ge
do
cahos
onde
havia
sido
submergida
?
A
Hispanha,
habituada
como
está
a
mudar
todos
os aunos
de
pessoas
e
de
sistemas,
deixar-se-ha
agora
adormecer
Iranquilla
á
sombra
do eceptro
de AÊon-
so
Xil?
Duvidamos
que
assim
aconteça.
Na
ordem
social
e
política do
visinho
reino
existe
um
vacuo
immenso,
que
é
por
assim
diser
a
causa
da
enfermidade
que
atormenta
aquella
nação.
Esle
vacuo
é
a
questão
religiosa,
le
vantada
pelos
revolucionários.
Terá
o
novo
rei
a
ventade
e
a
cora
gem necessárias
para
faser
com
que
des-
appareça
esse
vacuo?
Os
seus
primeiros
passos
não
nos
au-
clorisam
a
esperal-o.
Chamado
pelos
mesmos
revolucionários,
que
o
tinham
condemnado
ao
ostracismo,
influenciado
por
eiles,
partilhando
por
ne
cessidade
das
suas
doutrinas,
que
poderá
faser
Affonso
XII
para
serenar
os
animo
*
de
16
milhões
de
súbditos,
feridos
pela
revolução
na
sua
nusceplibilidade mai
*
fi
na,
qual
é
a
ideia
religiosa?
E
não
9
fasendo,
que outro
priacipio
hade
servir
d
’
esleio
a»
seu
aaal
alicerçad»
throno
?
Temos
para nós
que
a
preaente
ordem
de
coisa»
na
Hispanha
não
é
mais
do
que
nrna
nova
fase
revolucionaria.
Continuarão
subsistindo
as
mesmas
causas
que
tanta
tem
agitada
aquellt
des
graçado
paiz,
e
como consequência a se
guir-se,
subsistirão
ainda
as
mesmas
ca
lamidades
e
desgraças.
Oxalá
nos
enganemos,
mas
receiamos
muito
que
a
hora
da
regeneração
para
a
Hispanha
não soasse
ainda.
laiHben 4 de
janeiro
/
Correspondência,
pnrlicularj
Estamos no
novo
anno. Dou
as
boas
festas
á
redacção
que
m»
dá a
honra
de
ser
seu coriespondeme
n
’
esta
cidade,
e
aos
leitores
que
leem a
paciência
de
lerem
es
tas
cartas
mal
alinhavadas, e
ás
vezes
em
linguagem
que os criticos não
deixarão
passar
sem
seus sorrisos
de
mofa
O
meu
fim,
porém,
4
dizer
o
qoe
ha
por aqui.
Abriram-sa
as
cortes,
com
o
cereuio-
nial
do
costume
e
o
discurso
da
corôa
diz
pouco
ou
nada.
Não
falia
da
decantada
dotação
do
clero, nem
da
reorganisação
do exercito.
Prometle
ires
caminho» de
ferro, o
da
Beira,
do
Algarve,
e o
acabamento
do
do
Minho
5
fronteira
de
Gallha.
Do
ultramar
nem
palavra;
por
isso
ifalli
lamentam
a
tua
triste
sorte
e
o
aban
dono
da
mãe
paina.
Hoje
retine
a
camara
dos
Pares
p,ra
constituir
a
Meza,
e
a
dos
deputados em
junta
para
eleger as
commissões
de ve
rificações de
poderes.
No sabbado
á
noite
houve
reunião
da
maioria,
no
ministério do reino.
Estive
ram 47
deputados.
Fallou
o
snr.
Fontes,
que
pediu
á
maioria
coeslituisse
a
cama
ra
no
maior
espaço de
t»
mpo
Será
ellei-
to
o
snr.
Mamede
que foi
quem presi
diu
a
esta
reunião preparatória.
Está
promplo
o
codigo disciplinar
do
exercito.
São
excedentes
os
conselhos
da
investigação
para
as
faltas
das
praças
de
prel
porque
a
parte
do superior fará
lé
:
é
abolido
o
calabouço
e
são
creadas 3
com
panhias
de
disciplina,
duas
no
continente
e
uma
nas ilhas
;
onde irão
as
praças que
forem
indisciplinadas,
podendo
voltar
aos
corpos
se
derem
mostras
de
arrependimen-
io
.
Se
em
taes
corpos
forem
incorrigíveis
irão
para
África.
O
snr.
Carlos Testa,
publica
no
«Jor
nal
do Comrnercio»
uma
carta
declarando,
que
o
governo
com
a
compra
do
navio
couraçado
—
«Ariele»
não excedeu
a
auc-
lorisação
dos
4:700
de
reis
para
a
com
pra
dos
9
navios,
que
por
coma
de
Por
tugal
se
estão construindo
em
Inglaterra,
sendo
:
1
vapor transporte,
2
corvetas,
3
ca
nhoneiras, 2
canhoneiras
íluviaes,
e
1
na-
vio-ariéte
:
total
9.
Além
d
’
isso
ha
tarebem
as
2
ou 3
abe
lhas.
O
snr.
Testa
allirma que
o
couraça
do é
uma
neces>idade
para
a
defeza do
porto de Lisboa,
e
para
mim
lenho
tal
opinião
em
grande
valor.
Hootem
leslejou-se
a
Immacuhda
Con
ceição
da
Virgem
na
Magdalena,
onde
a
irmandade
vestiu
22
creanças
d
’
ambos
os
sexos, e
na
Graça
onde
houve
festa
lodo
o
dia
;
na
quarta-feira,
dia
de
lieis, ha
fes
ta
na
Sé,
e
no
Garnpo
Grande,
e
no
domingo em
S.
Cbristovão,
e
assim
fe
cham
as
festas a
N. Senhora
n
’esle
mis
tério.
Acabum
de
informar-me
que
pelo
mi
nistério
da
justiça
foiam
expedidas
ordens
severas
ás
auctoridades
ácerca
da
posi
ção
que
dever»
tomar
em
relação ao con-
fiiclo
de
Bragança,
taes
como
de
não
ac-
ceitarem
os
parochos
imp
*
»tos
p»lo
vigário
capitular
como
presidentes
das
juntas
das
cengrtas,
não
ser «nlregue
o
dinheiro
da
Bulia
nem
ao
seminário,
nem
á
fabrica
da
sé.
Não
«ei
como
o
encarregado
da
Bulia
no
bispado de
Bragança,
fez
entrega
do
dinheiro
no
Cofre
Central
do districlo,
quando
o
dinheiro
deve
ser
entregue
ao
thesoureiro
da
Bulia
em
Lisboa,
dinhei
ro
com
que
o
governo nada (em
porque
Á
esmola dos
fieis.
Tudo provas
de
Liber
dade.
A
questão
dos
enterramentos
nos
cemitérios
continua
a
ser
tratada
na
im
prensa,
com
especialidade pelo
«Paiz».
A
propaganda
Evangélica
íaz-se
acti-
vamente.
Hontern
dava
d
’
isso
noticia
uma
folha
e
acrescenta
que
o
«x-padra
Ribeiro
tinha
feito
abjuração
publica e entrado
pa
ra a tal
Egrejo
Evangélica
da
rua da Con
ceição,
da Praça
das
Floie»,
isto
sem per
der
a
nacionalidade.
Não
será
occasião
de
perguntar: E
•
codigo
penal, que
pune
com
o
desterro
para
fóra
da
paiz
o
padre
que
abjurar
a
religião
de
que
é
ministro,
está
ou
não
ein
vigor
?
Não
sei
se
lhe
disse,
que,
está
assig-
nado
o
contracto
com
a
casa
«Tomas
iron
woks de
Blak
Wael».
Custa
o
navio
49o
contos:
deve ler a
pôpa
redonda,
e
prôa
de
esporão ;
o
lote
é
de
4(>5
(ouelladas,
a
chapa
de
ferro
com
e-pessura
de
10
pol-
legadas;
a
machina
é
da
força
de
CòO
eavalles
trabalhando
com
2
helices,
dan
do
a
velocidade
de
12
milhas
por
hora.
Monta
só
3
peças.
O
«Diário d’
Avisos»
publica
o
texto
da
lei
formulada
pela
assembleia
franceza
ácer
ca
do trabalho das
crianças
nas
ollicinas,
e
as
que
tiabalham
como
gymnaslas.
E
’
um
documento
digno
de
ser
lido
e
que
os
nossos
governos
deviam
fazer
pas
sar
como para
obstar
ao
que
por ahi se
faz
nas fabricas.
As
noticias
de Hispanha
trazem
lodos
absortos,
e
admirados.
Parece,
pelo
quo
tem
vindo «
mi
lelegrammas,
que
a
procla
mação
aflonsista
vinga,
e
é
acceila
por
lodo
9
exereito.
Veremos
porém
o
que
sae
d
’
esla
embrulhada.
O
telegrafo dá-nos
a
agradavel
noli
cia,
que
dos carlistas
não
se sabe
nada,
e
que
o
cura
de
Santa
Cruz
linha
entra
do
na
Gallisa.
Dizem-nos
que
se
expediram
ardeosaos
delegados para
querelarem
dos
paroebos
que declarem
que
quem
comprar
os
pas-
saes
é
excommungaJo.
Traia-se
de
ven
cer
pelo
terror.
Não
obstante
o
discurso
da
coroa
não
dizer
cousa
alçuma
ácerca
de
uegocios
militares,
allirmam-me
que
será
creado
um
2.°
batalhão
de
engenheiros
com
quartel
no
Porto,
4.°
regimento de
arulheria,
e
2?
mas
de
posição
com quartel
em
Lis
boa,
mais
1 companhia de
saude
com
quartel no
Poilo,
e
não
sei se
mais
1
de
adminiílração
militar.
Os
tribunaes
milita
res leem
uma
outra
organisação,
mais
pró
pria,
e
é
definido
que
seja foro
mili
tar.
Em
quanto
á
creação
de comarcas jul
go
que nada.se
fará
senão
depois
de
finda
a
sessão parlamentar,
porque
o
governo
não
quer
levantar mais
celeumas
e
criar
mais
desaITeições.
Basta
já
o
que
tem
havido
com
o
snr.
Vaz
Prelo
por causa
das
prisões
feitas
pelo
coronel
Salgado.
Parece
que
serão
demiltidos muitos
administradores
dos
con
celhos
dos
districtos
da
Guarda e
Castel-
lo
Branco,
que
eram afiectos
ao
snr.
Vaz
Prelo,
a
quem
agora
se
faz
guerra
para
lhes
coarctar
o ascendente
que
alli
leem
ganho.
Por
aqui
tem
feito
muito frio
e
os
dias
<le
honlem
e
hoje leem
sido
de
continua
nebriu».
Grandes
transações
em
fundos
hispa-
nhoes.
Hoje íiciram a
16,20.
Villa
Aiova de Famalição 4 de ja
neiro.
(D
*
■<>«»•
««rraiirwadeHle.)
O
frio,
a
falta
de
novidades,
e
e
po»-
co
teehpo de
que
posso
dispor,
são
obs
táculo»
que
tenho
encontrado
para
o
pro-
»egnimento
da
minha
tarefa;
mas a
con
fiança
que
tenho
aos
boudo
*
os
leitores
do
«Commerci»
do
Minho»
em
me
des
culparem
e»la
involuntária
falta,
é
razão
suf-
licieate
para
que
ea
fique Iranquillo.
A
novidade
mais
recente
é
a
transfe
rencia
do
snr.
Julio
Augusto
Rainho,
es
crivão
de
fazenda
d
’
esie
concelho
O
snr.
Rainho vae para
escrivão
de
fazenda
da
cidade d» Porto;
e
consta
que,
para
aqui,
vem
o
escrivão
<Je
fasenda
de
Villa
Verde.
Estimarei qua o
snr.
Rainho sej»
mais
bemquislo
dos
portuenses
do
que
dos
villanovenses
;
assim
como
também
dese
jo
que o
seu successor
seja mais equita
tivo
para
com
os habitantes
d
este
conce
lho.
Houve
aqui
ha
dias
a
segunda acarre
tada
de pedra
para a
esquadria
do
edifí
cio
que
se anda
construindo
para
o
hos
pital
de
S.
João de
Deus.
Era interessante
o
ver-se
aquella
des
tilada
de
60
carros
lodos
embandeirados
e
ornado»
de
fiores.
Honra
seja
frita
aos
lavradores d
’
e>te
concelho,
porque
sabem
mostrar
bem
acla
ro
que
inda
conservam
as
ideias
religio
sas
;
pois
que, de
bom
grado
se
teem
pres
tado
a
transportar
as
matéria
*
precisas
para
o
<lilo
edifício.
São
dignas
de
louvor todas
as
pessoas
que
a
coadjuvam
a
uma
obra
tão
meritó
ria
como
precisa n
’
esla
terra
Disse
ha
dias
n
’
uma
das
minhas
cor
respondências,
que
o
caminho de
ferro
do-
Minho
estaria
promplo por
todo
o mez
<le
janeiro;
mas
visto
o
alrasarnemo
em
que
se
acha
a
ponte
do
no
Ave,'
leva-me
a
crer
qwe
só para
março
é
que
pó
le
es
tar
proinpta.
Esteve aqui
alguns
dias
o
preclarissi-
mo
estudante o
snr.
Jeaquim
Martiniano
d
’Azevedo;
o
qual,
depois da
limitada
de
mora,
voltou
para
o
seminário d’essa
cida
de,
onde
conlioúa
con»
us
seus
últimos
estudos
ecclesiasticos
Deixou
aqui
bastante saudade entre
os
seus
amigos;
pois
que,
não obstante
o
não
ter
aqui
residi lo. tem
nos,
e
dedica
dos,
pelo
seu
exemplar
comportamento
e
alractivas
maneiras para
com
aquellas
pes
soas
que
leem
a
honra
de
fallar
com
s.
s.
a
Nada
mais
por
boje.
K
REVISTA
ESTRANGEIRA
Como
n’
outro
logar
d
’
este
n.°
discor
remos
sobre os
acontecimentos
do
visinho
remo,
limitar-nos-hemos
á
transcripção
dos
últimos
tslegrammas.
Em
primeiro logar, porem,
aproveita
remos
algumas linhas
do
eC. das
Provín
cias»,
um dos
mais
sensatos
jornaes
do
liberalismo.
Esle
nosso
collega depois
de
dar
aos
seus leitores
alguns
promenores
sobre
a
o
começo
do
movimento
affonsino,
e
de
exlractar
alguns
artigos que
produziram
a
«liberal»
suspensão
dos jornaes
republica
nos,
uma
das
primeiras
medida
*
no
novo
governo (?),
diz
:
Acabavamos
de
escrever
até
aqui, quan
do
recebemos
um
telegrainma,
que
diz
que
D.
Carlos
proseguirá com
a
campanha e
que é
falso
que para
as
fileiras
de
1).
Aflunso
passasse
um
só
corpo
carlista.
Sempre snp-
pozemos
que
assim
seria
quantu
á
primei
ra
parle,
e
nunca
demos
credito
ao
que
diz
respeito á
segunda,
attenta
a
dedica-
ção
com
que
tem
batdhado
por
'D. Car
los
os
generaes qtif
*
foram
alcunhados
de
traidores.
Temos
portanto
as
noticias
a
affirmarem
a
opinião
que
emitiimo»
acima,
de
que
não
está
dado
ainda o
ultimo
ti
ro na lucla marcial
ha
tantos
mezes
tra
vada.
Agora
tomará
tuna
nova
fase.
Te
remos
de
ver
em
campo
dois
príncipes
na
conquista
d
’um
só
throno.
—Assegora-se
qae
Moriones insiste
pe
No
dia
21
do
passado,
pela»
11
heras
da
manhã,
vieram á
Redacção
do
«Direi
to»
dous
cavalheiros
hispanhoes
bem
ves
tidos
e que
pareciam
de
fina
edac»ção,
in
titulando-se
: um batão
da
Palagonia
e ou
tro
coronel
carlista
Villar, querendo
fal
tar
com
«
Direclor
d«
periodico
o
«Direi
to»,
e
dizendo-lhe
que era
eu
mesmo,
e
intitulado
coroael
Villar, pixou
por
um
documento
naturalmente
falso
mas
que
pa
recia
verdadeiro,
pelo
qual provava
que
era
carlista.
Depois
de me
fallar
em
d
;
verso«
ne
gocies político
*
,
que
diziam
respeito
ao
parlido
legilimista,
cujas
asserções
foram
por
mim inteiramente
repellidvs
como
fal
sas.
« vendo
que
por este lado
nada con
seguiam,
mudaram de
plano
dizendo-me
qne
visse
se
lhe
descobria
algum
arma
mento
que
queriam
levar
para
Hispanha,
o
qual
pagariam
bem,
pois
que tinham
muito
dinheiro,
mas que
lambem o
ac-
ceilariam
de
graça
se
lh’o
dessem.
Res
pondi-lhe
que
sabia
quem tinha
umas cin
coenla
armas
de
sistema
antigo
compra
das
p^ra
negocio;
quizeram
vel-as,
e
tra
tamos
de
no
dia
22
pelas
11
horas
da
manhã
ir aonde
ellas
estavam.
Por
sua
ordem
aluguei
um
carro
para
mim
e
pa
ra
elles.
Partimos,
e
chegando
a
Alfeua,
dirigimo
nos
a casa
do
espiogardeiro Joa
quim
Pereira
dos
Santos,
aonde
as
ditas
armai»
estavam
para
compô'
ha
maia
de
dous
annos,
e
como o
espiogardeiro
as
não
tivesse todas
reunidas,
e
os
dois
his-
panhoes
as
quize-sem
ver
todas
juntas,
combinamos
em
alli
voltar
ne
domingo
27,
o
que
realisamos
chegand»
a
casa
do
dito
espiogardeiro
pelas duas
horas
da
tar
de,
e
lendo
este
as armas
reunidas
prin
cipiaram
a
coutal-as
e
a
separar
as
mais
compridas
das mais
curtas,
pois
o
arma
mento
«ra
irregular,
fazeudo
muito
baru
lho;
e
apenas
teriam
passado
cinco mi
nutos,
estando
eu,
os
dois
cavalheires
e
o
espmgardeiro
todos
juntos
n
’uma
sala
aonde
estavam
as
armas,
a
mulher
do
es-
pingardeiro
chamou
por
este
abaixo,
e
em
seguida
subiram
para
cima
dois
homens
de
barba
e
bigode
rapado,
os
quaes
mais
pareciam
dois
labregos
que
dois
policias;
deram-nos
a
voz
de
presos, a
mim
e
aos
dois
hispanhoes, pediram-rne
as
minhas
ar
mas,
disse-lhes
que as
armas
que
tinha
comigo
consistiam
n
’um
canivete
de
mar
ca
d
’anzol,
e
apezar
de
lhe
dar
palavra
d
’honra
que
não
linha
outras,
um
d
’
elles
chamado Rebello,
apalpou-me
e
metteu-
me
as
mãos
nos
bolsos,
emquanto
o
ou
tro exigia
as
dos
hispsnhoes, que
tinham
dois
rewolvers
«m
novo,
que
eu
tinha
levado
para amostra
e
o
outro
carregado
com
6
tiros.
N’
e$le
momento
«hegou
aci
ma
o
commissuriq
snr.
Lencaslre
com o
espingarueifO
e
um
gallego
que
nos
linha
acompanhado,
fazendo bastante
barulho,
e
enlrando-me
a
prégar
moral
e dizendo
que
por
rainha
causa tinha
passado
muito
frio
e
arrombado
uma
bota;
a
minha
resposta
foi
:
que
era
carlista
e
por
convicção,
que
as
armas
estavam
á
venda
por
toda
a
par
le
e
á
vista
de
lodos
e
para
quem
as
quizesse
comprar
;
que
não eram
para
fa
zer
guerra
no
meu
paiz, mas
sim
pa^a
o
estrangeiro.
Depois
de mais algu
mas
palavras
da
parte
d»
snr.
commissa-
rio
para
me
convencer
do
cantrario, o
que
tudo
era
muzica
celeslial,
mostrou-se
lambem
muito agastado
com
os
dois car-
listas,
com
o
espingardeiro e
gallego,
enjo
crime
era
ter
ido
fazer
um
carreto.
O
snr. coronel
Villar
chamou-o
á parle,
não
ouvi
o
que
lhe
disse,
e
dentro
em
pouco
voltaram
para
o
pé
de
nós;
o
coronel
Vil
lar
desceu
pela escada
absixo,
muito
á
saa
vontade,
fingindo
ir
beber
um
copo
de ague,
voltou
acima
para
juolo do
sor.
barão
da
Palagonia,
e
em
seguida des
ceram amb^s
os
cavalheiros á vista
do
snr.
commissario
e
do
guarda
Rebello
e
por
esta
occasião
disse o
snr.
Lencastre
:
como
eu lenho no bolso
os
passaportes
uão
tem
duvida —
continuou
a
contar
as
armas,
e
d’ahi
por
um
pouco,
quando
che
gou
outro
guarda
chamade
Lobo
na
com
panhia
d
’uma filha do espingardeiro,
com
uma
porção
de
baionetas
que
tinham
ido
buscar
fora
perguntou
o
sm.
commissario:
que
é
d«s
hispanhoes
?
fugiram?
cbegan-
ao
Porto
o
telegrafo
trabalha,
mas
o
peior
é
se
os
passaportes
são
falsos,
e
mos
trou-se
muito
assanhado
com
os
guardas
ameaçando-os
para quando
chegasse ao
Porto,
e
tudo
isto
era
muzica
celestial,
pois
o
snr.
Lencastre
e o
guarda
Rebello
li
nha-os
visto
descer
pela
escada
abaixo mui
to
de
seu
vagar,
estando
as
portas
da
ca
sa francas
para
entrar
e
sair
quem
qui
la
sua
dersissao.
—
Devia
chegar
segunda-feira
a
Madrid
o
general
Lopez
Domioguez,
sendo
lam
bem
alli
esperado
o
general
Lobo.
—A
primeira
fragata
que
sairá para
ir
buscar
o
rei será
a «Numaneia»;
em
se
guida
irão
esperal-o
a
«Navas», a
«Victo-
ria
*
e
outras
embarcações.
Para
«s
gastos
da
esquadra
mandaram-
se
abonar
24:000
duros.
Seguem
os
telegrammas,
todos
dado»
por
agencias
ofiiciaes
:
Madrid
4.
—Molins
saiu
hoje
para
Car-
thagena a
esperar
o
rei.
Asseguram
que
este
chegará
na segunda-feira
a
Barcelo
na,
quarta-feira
a
Valência
e
sexta-feira
a
Madrid,
às
tropas
de
Laserna
aclamaram
D.
Affonso.
O
Pretendente
sahiu honlem'
para
Navarra
levando 2
batalhões
de
na-
varros.
Asseguram
que o
banco
de
His-
panha
repartirá
pelos
accionislas
7
0/0
de
dividendo
no
semestre
vencido.
Naufragou
proximo a
Fmisterra
o
vapor
inglez
«Ros-
seul
l
».
Madrid
5.
—A
«Gacela»
publica
os
de
cretos
nomeando
governadores
civis
de
dif-
ferentes
províncias
e
acceitando
as
demis
sões
de
Topete
e
Maccrohon.
Nada
ha
im
portante
dos
ca
»
listas
Continuam
as
adhe-
sões.
—
Serrano
chegou
hontem
á
noite
a
Bayona
.
As
eleições
nos
Altos
Pyreneus
prova
velmente
farão sair
eleito ao
bonapartista
Cazeaux.
—
A
«Gaceta»
nomeia 25
governado
res.
O
ministro
da
çovernação
visitou
Sa-
gasta.
O
secretario da
embaixada
russa
par
tiu
honlem á
noite.
Castelar
publicará um
manifesto
na
Suissa.
Projecta-se
um
decreto
dictxndo as re
gras
a que
devera
sujeitar
se
a
impren
sa
e
restabelecendo o
deposite
prévio.
—
Crê-se
que
o
rei
não
resolverá
imme-
dialamente
a
questão
da
couvocatoria
das
côrteí.
Os
ministros
da
Rússia
e
Áustria
res
ponderam ácêrca
da
constituição
do
mi
nistério,
indo
cumprimentar o
snr.
Cano-
vas.
Chegou
o
ministro
de
Estado.
Os
bispos
preconisados
por
Castelar
apresentaram
se
ao
presidente
do
conse
lho.
O
snr.
Dantas,
ministro
de
Portugal,
visitou
o sub-secrelario
de
etlado.
Espartero
conliniía
bom.
Reappareceu a
«Bandeira Espanola»,
mantendo
commedidamente
o
seu posto.
Paris
4.
—
O
resultado
quasi
completo
das
eleições
de
Tarlvs,
Altob
e
Pyrineus
éo
seguinte
:
Cazeau,
bonapartista,
19
212
votos;
Alicot,
septenalista,
16:123;
Biau
hauban,
republicano,
12:989;
Puysegur,
legilimLla,
1:768:
n’esla
ha
empate.
Houve
immensa concorrência ao enter
ro
de
Ledm-Rollin.
Serrano
residirá
em
Biarritz.
DD-se
que
a
mãe
de
D.
Affon
so escreveu por occasião
do
novo
anuo ao
Papa
e
que
este respondera
agradecendo
ao
afilhado e
dando-lhe
conselhos
pater-
naes.
Não
houve
mais
nenhuma
corres
pondência
trocada
entre
elles.
Berlim 4.
—A
«Gazeta
da
Allemanha
do
Norte» espera
que
a
restauração
mo-
narchica
consolidará a
situação
da
Hispa
nha.
O
resultado
dos
depoimentos da
tri
pulação
da
escuna
«Gustaw»
é que
es
ear-
lislas,
fazendo
fogo,
impediram
aos
mari
nheiros
de
lançarem
terceira ancora
occa-
simanlo
assim o
naufrágio.
Londres
4.—
O
«Times»
traz um arti
go
muito
favoravel
a
D.
Affonso
que
con
sidera
o
símbolo
da
paz
e
da
união
da
Hispanha.
----------
-
—
raa.|.Q |
w
--------------
Cumprindo
a
promessa
feita
em
o
n.
e
pas-ido,
damos
em
seguida
logar
ao
se
guinte
documento,
em
queé
minuciosamente
historiado
o
facto da
apprehensão
das ar-
inas
ua
freguezia
de
Aliena,
e
a
prisão
do
direclor
do
«Direito».
Caílamos
tudo
quanto
a
indignação
nos
está
dictando,
e,
sem mais preâmbulos,
da
mos
a palavra
ao
nosso
correligionário:
A
verdade
sobre a apprehensão
de algumas
armas
na
freguezia d’
ALfena.
zesse
menos
para
mim,
para
o
espingar
deiro
e
gsllcgo. Emquanto ao
outro
guar
da. Lobo,
culpa
nenhuma
teve
pois
não
estava
alli
presente,
e quaido
o
snr.com
missario
perguntou
pelos hispanhoes, e
lhe
disseram
que
linhern
»aido,
elle
bem
os
viu
sair
pela porta
fora
muito
á
sua
von
tade,
lem
elle,
uem
nenhum
dos guardas
*e
moveram
d$
sitio
—
toda
a
caulella
era
camigo,
com
o
espingardeiro
e
com
o
gal
go.
Fvllando-se
na
fuga
dos
cavalheiros.
um
lavrador
disse
de lado:
elles
iam
pe
lo
caminho
abaixo
correndo já
á
um
bom
pedaço.
Purece
que
as
testimnnhas
no
seu
depoimento
fallaram d
’esia
vergonhosa
e
indecente
fuga,
que
não
deve dar
muito
credito
á
auctoridade
que
consentiu u’
el-
la.
Mas
é
voz
publica
que
a
denuncia
li
nha
sido
obra pactuada entre
os
dois car-
lislas
e
o
snr.
commissario,
e
por
isso
sua
exc.
*
foi
fszer uma
diligencia d’
aqt)i
mais
de
duaa
léguas
acompanhado
só
por
dois guardas,
aendo
certo,
que
o
povo
de
Aliena
por
mal
náo
é dos
melhores
de
assoar.
No
meio
do
juizo
que
tive,
in-
iaeommodos
que
pas«ei,
e
sentimento
por
aquella
*
arm»s tiã»
chegarem
a
ser
em
punhadas
pelos
carlistas
contra
o
inde
cente
Serrano
e
seus
aicarios,
acompa
nha-me
uma consolação
que
vem
a ser,
o
não
encontrar
o
snr.
commissario
dt
poli
cia
um partuguez que
servisse
de
denun
ciante
e
ser necessário que
viessem
dois
cavalheiros
hispanhoes
fazer
a
denuncia
ser
vindo-se
para
isso
de
meios
indecentes
e
infames,
e
segundo
parece de
combinação
com
s.
exc.’
Voltemos
outra
vez
a
Alfena
:
depois
das
arma»
contadas,
enfeixadas,
chama
ram-se
mulheres
e
homens
para
as
tra
zer
á
estrada
no
sitio
da
Flor
e
alli
eol-
locadas
no carro
que tinha
levado
o
snr.
commissario
e
os dois
guardas,
a cujo»
condactores
s
exc.
a
pagou,
menos
ao
gal
lego
que
fôra o que
trouxera
o maior
car
reto,
e
o
que
mais
trabalhou em
as
en
feixar.
E^qoeeia-me dizer
que o
snr.
Len
castre
quando
ainda
estava
em
casa
do
espingardeiro
maadou
a
uma
taverna
bus
car
meia
ou
uma
canada
de
vinho
verde
para
molhar
a
palavra
a
lodo
aqnelle
po
vo que,
segundo disse ani
jornal
d
’
esla
cidade que nem
sempre
mente,
andava
por
umas
duzentas
pessoas
fentre
homens,
mulheres
e
rapazes
não
chegavam
a
20j.
Depois
de.tudo aqwillo
estar
carrega
do
s.
exc?
fez
o
favor
de
entrar
para
o
meu
carro,
pagand«-me
a
portagem
vindo
eu
como
prisioneiro
ao
seu
lado,
e
a par
do
cocheiro
um
guarda,
e
no
carro
em
que
vinha
a
presa
de guerra,
vinha
outro guar
da
com
os outros
dois prisioneiros, es-
pinga-deiro
e
gallego,
e
as»im
entramos
n
’esl»
cidade
depois
de
trindades,
dirigin-
do-noí ao
Cactno aende
me
recommendou
ao
snr. ollici»I que
estava
de
estado
maior,
e
alli
estive
desde
o
domingo
á
noite
té
a
uma
hora
da
tarde
de lerç.a-feira,
sen-
io
os
outros
dois preses
mudados
na
se
gunda-feira
para
o
carcerc,
e
na teiça-
feira
d
’
uma
para a»
duas
horas
fomos
lo
dos
entregues
ao
Juizo
criminal,
sendo
»
’
aquella
mesma
tarde
perguntado
o
es
pingardeiro,
e
depois
conduzidos
para
as
cadeias
da
Relação;
na
quarta-feira
volta
mos
ao
Tribunal
sendo
eu
inquerido e
mais
o
gvllego,
toriaodo
depois
para
a
cadeia,
e
na
quinta-feira,
estando fechado
o
summario,
o
ex.
M0 snr.
juiz
Pinte
Re
bello cencedeu-nos
fiança, sendo ouvido
o
ministro
Publico
e fumos
postos
em
liber
dade
pelas
3
horas
da
laide.
tendo
ago
ra de
continuar
o
processo.
Tanto
na pri
são
do
Carm»,
como
no
Tribunal
fomos
o
mais
bem
tratados
que se
podia
desejar.
Disse para
ahi
um
periodico, que
eu
fiquei
aterrado
quando
um
guarda
me
apon
tara
ao
peito
o
cano
frio
de
um
rewol-
ver
:
falta
á
verdade,
pois
nem
eu fiquei
aterrado quando me
deram
a
voz
de
pri
são,
nem
me
apontaram
nenhum rewolver,
e
tanto
o
exc.11
”
snr. commissario como
os
dois
guardas
podem
dizer com#
eu
fi
quei
aterrado.
Ao
espingardeiro,
que
é
man
so
como
um
cimeiro,
e
que
estava
á
en
trada
da
sua
porta, e
ao
gallego
é
que,
disseram-me,
apontaram
a
cada
um,
um
rewolver,
um
dos
quaes
nem
cano
linha.
—
Também nos
disseram
que
um
dos
guar
das
levava
uma
faca
ou
navalha bispanho-
la
que
com
o
cabo
e
folha
linha
mais
de
tres
palmos.
O
coronel Villar
tinha
um
rewolver
no
vo e
vasio, o qual
era
meu,
e
que
eu
le
vei
para
o
espingardeiro
examinar,
e
que
segundo
disse
a
gente que alli
estava
o
dit#
coronel
metteu
para
o
bolso
antes
de
ser
preso,
e o
barão
da Palagonia
ti
nha outro
carregado
com
6
tiros;
emquan
to
ao
segundo
lenho
a
certeza
de
que
fô
ra
apprehendido por
um
dos
guardas,
e
isto
mermo
me
fei
confirmado
pelo
snr.
commissario
perguntando-lhe
eu
por
elle,
porém
o
certo
é,
que
nem
o
novo,
nem
o
velho
foram
mencionados
na
parte
que
sua
exc.
a
deu
para
o
tribunal,
nem
para
alli
fôra#»
mandad#», e
por
conseguinte
ou
fiearam
na
policia
ou
foram
outra
vêz
entregues
«os cavalheiros,
o
qne
é
mais
provável.
Estes
doi»
cavalheiros
carlislas
em
logar
de
fugir para
fora
do
Porto
vol
taram
para
o
hotel
do
Louvre,
aonde nos
asseveram
cearam,
e dormiram muito a
seu
gosto,
e
na
segunda-feira contou-nos
um
nosso
amigo
que
bebe
do
fino,
que
tendo
ido
ao
commissariado
de
policia
alli
vira
os
mencionados
cavalheiros,
uão
como
pre
sos.
Estes
dois estrangeiros
que estavam
no
Louvre
ha
oito
dias,
nunca fôram
dadõs
na
parte
da
policia
que
é
costume
dar-se
todas
as manhãs, e
esta
não
se
importou
com
isso
como
ae
importa
com
os
de
mais.
O
fim
do
snr.
da
Patagsnia
e
seu
aju
dante
não
era
só
alliciar-me a
mim
ser
vindo-se
para
isso de
documentos
falsos
e
de
palavriado muito
bem
estudado, mas
eomprometter
todo
o
partido
legitimista
e
alguns
cavalheiros
do
partido
liberal, tra
zendo
para
isso, segundo
alguém
diz, car
ta
branca,
á
simiihança
d'uma
que
em
certa
época
foi
dada
a
um
sujeite
de
Mi-
dões
e
de
qua
n’
rsse
tempo
a
emprensa
se
occupou
muito.
E
’
vergonhoso
e in
decentíssimo
que se
sirvam
de
estrangei
ros
para
concertar
planos
de
perseguição
c#ntra
portuguezes
qua
estão
mansos
e
quietos.
Podia
fallar
mai«
claro
e
augmentar
muito este
asqueroto
sudário de
infamias
e
iudecencias,
mas
o
que
deixamos dito
deve
«ervir
de
sobejo
p»ra que
todos
os
lejitimistas
e
homen»
dc
bem
estejam pre
venidos
e
acautelados
contra
manejos
tão
torpes
e indecorosos.— A
tomadia
de
Al
fena
em
logar
de
sxaltar
a
auctoridade
que a
fez,
rebaixa-a
muito
pelos
meios
de
que
para
isso se
serviu.
Tudo o
que
deixo
dito
respeito
á
sce-
na
vergonhosa
que se
representa em
Alfe
na.
posso-o
provar
com
mais
de
uma
dú
zia de
teslimunhas.
Pedimos
á
imprensa
legitimista
e
independente
do paiz
que
pu
bliquem
esta
minha declaração,
a
fim de
que mais
ninguém
seja
viclima
de
ma
nejos
tão
vis
e
indecentes
pois
lenho
ra
zões
para
acreditar que
procuram
armar-
nos
um
laço.
Fiquemos
por
aqui.
Porto
2
de janeiro
de 1875.
O
direclor
do
periodico
o
«Direito»
Francisco
Pereira
d
’
Azeredo.
GAZETILHA-
CJuimarãe» t «fie
janeiro «le fi S15.
(Correspondência
d'esla
secção) —Celebrou-
se
honlem
na
egçeja
de
S.
Sebastião,
uma
fesla
em
honra
do
Menino
Deus,
com
mis-
sa
camada
a
grande
instrumental,
ve<pe-
ras
e sermão de
tarde,
sendo
orador o
snr. padre
Domingos
Ribeiro
Dias.
A
mu
sica
foi
da
capella
«União
Vimaranense».
Foi
ua
seiwaua
pas-ada
para
Lisboa,
onde
vae exercer a
clinica
no
novo
pos
to
medico
cirúrgico,
o
snr.'
dr.
Joaquim
Mattos
Chaves.
Também
me
disseram
que
vae
breve
mente
para
a
mesma
cidade o snr.
dr.
Queiroz
para
se
iralar
dos
seus
incom-
modos
de
saude.
Alguns
curiosos
d
’
esta
cidade
querem
levar
á
scena no
dia
24
do
corrente,
o
drama
em
dois
actos
Oppressão
e
liberdade
e
a
comedia
O
Taborda
no
Pombal.
Acha-se
gravemeote
enferma
a
exc.
ina
snr.
a D.
Adelina Ferreira
Lemos,
filha do
ill.,u0
sor. Joaquim
Lemos Ferreira da
Costa.
Acaba
de
fallecer
de
repente na
cidade
do
Porto,
para
onde linha
ido
tomar
pos
se,
o-ill.
ínu
snr Rodrigo
Mariius
da
Cosia,
escrivão
de
direito d’
esla
comarca
Receba
o
snr.
Virgílio
os
meus
sen-
limeutos
e
ioda
a
sua
familia.
—
A
Inaiiguraçftto
de
eseola. —
Verifi-
cou-se
na larde
do
dia
6,
na casa
da Asso
ciação
Catbolica,
a
inauguração
da
escola
d’
Iiisirucção
Primaria,
para
os filhos
dos
associados e meninos desamparados.
A
esle
acto
assisliu
o
exc.ino
snr.
se
cretario
geral,
servindo
de
governador
ci
vil,
e
grande
numero
de
socios.
Fez
o discurso d’
abertura
o
presiden
te
da
Associação,
o
snr.
conselheiro
F.
X.
Torres
e
Almeida,
faliando
em
seguida o
snr.
padre
Manoel F.
Marnoco
e
Sousa,
que
n
’
um bollo
impro»i«o
mostrou
a
excel-
lencia
de
seus
dolrs
oratorios
A
orchestra
desempenhou no
primei
ro
intervallo
e
no
fim
d
este
acto
variada»
peças
que muito
agradaram
ao espectado
res.
A
casa achava-se
gosto«
*
menie
decora
da
e
illuminad».
Falleeimento. —
No
dia
5 do corren
te
entrego»
a
alma
a Deus
o
snr.
José
Fernandes
Dias,
negociante
e
abastado
proprietário d
’
esla
cidade.
Em
razão
da
solemnidade
do
dia
6,
só
no
seguinte
poderam ler
legar
os ollicio
*
fúnebres,
que,
com
grande
pempa, foram
feitos na
egreja
do
Carmo,
sendo
em
se
guida
o
cadaver
conduzido
par»
o
cemité
rio,
com grande
préstito.
Tomamos
parte na
jtrsla
dor
que af-
ílige
a
viuva, filhos
e
demais
família
d©
finado.
Arvore do nc»tal.
—
Esta
lesta
de
família,
este
ion»ce«te
brinquedo
infantil,
tão
popahr
na
Allemanha
e
Inglaterra,
lambem
já
é
muito
usado em Portugal.
Collocâ-se
no
centro
d
’
uma
sala
um
ra
mo
grande
de
pinheiro,
ornando-se
todos
os
ramos com pavios
de
cera,
e
com
gran
de
numero
de
prendas,
brindes
e
doces
Na
noite
de
natal,
á
meia noite
em
pon
to,
depois
de illuminada a
arvore,
abrem-
se
âs
portas,
toda
a
família
e
convidados
entram
na
sala,
e
no
meto
das
mais
festivas
exclamações
de
enlhusiasmo
as creanças
apoderam-se
de
todos
os
brinquedos
e
da
divas
pendentes dos
ramos
do
pinheiro,
diz
o
«Conimbricenae».
Novo
christão.
—
(Da
correspondên
cia
de Lisboa
para
a
«Palavra»
:
Na
egreja
de
Sanclos
o
Velho
deve
effectuar-se
hoje
(6)
por
volta do
meio
dia
uma tocante
ceremonia, que
muito
deve
edificar
os
que
a
ella
assistirem
ou
d’ella
tiverem
conhecimento. E
’
o
baptismo
de
um
neophylo
de
côr
preta,
de
edade
de
18
aunos.
O
novo
christão
pertence
á
tripulação
do
brigue
Conceição
de
Maria que faz via
gens
entre este
porto
e
a
costa d’África.
Seu
pae,
que
é
uma
auctoridade
africana,
vendo
o
desejo que
seu
filho
manifestava
de
reerber
a
instrucção christã
e
entrar
no grémio
dos
verdadeiros
crentes,
or
denou
ao
capitão
do
brigue
o
que
o dei
xasse
em
terra
em
uma
aula
de
inslrucção
primaria.
Assim
se fez,
e
o
joven
negro,
ajudado
pela
sua
vocação,
tão
bem
aproveitou as
lições
do
mestre
que
dentro
de
breve
tempo
conhecia
tudo
quanto
é
mister
pa
ra ser
bom christão.
Assistem
á
ceremoma
o
professor
e
alumnos
da
freguezia,
onde o neophylo
foi
inslruido
nas verdades
da
fé,
e parece
que
também
o
proprietário
do
Conceição
de Maria e
empregados
de
sua
casa.
R®r<»I»wga»»«la
socialista. —
Na
re
união
dos
velhos
culholicos
de
Munich
o
professor
.Huber
inaugurou
uma
serie
de
discursos
sobre
indagações
históricas,
d
’on-
de,
enire
outras,
resulta a
seguinte
no
tável
estatística.
O
socialismo
tem publica
ções
periódicas
na
Allemanha
................................
20
Suissa
............................................
24
Áustria
......................................
20
Ilespanha
......................................
19
Hollanda.......................................II
Portugal
........................................
3
Bélgica ....
.
.
24
Italia
............................
'.
.
76
Temos,
pois,
tres publicações
socialis
tas
em
Portugal
!
Do mesmo
modo,
os
protestantes
em
Londres
declaram as
grossas quantias,
que
as
sociedades
de
suas missões
dispendem
em
Portugal
e
que
são
muito
superiores
ao
orçamento
que
ahi
se
póde
fazer
das
visíveis
e
conhecidas.
Temos,
pois,
uma
propaganda
socialis
ta
e
outra
protestante
sustentadas ou
au
xiliadas
com
dinheiro
estrangeiro. Porque
se
não
occupará
d
este
estrangeirismo
a
imprensa
reaccionaria
?
Far-nos-iam
sorrir,
como
trabalhos
em
vão,
essas
propagandas
a
dinheiro
;
mas
dada a
situação
moral
e
política
da
Obra
do
Mindello
é
evidente,
que
o
terreno está
bom
para essas
sementeiras
venenosas.
O
Estado
liberaiisado
professa
em gran
de
socialismo,
emquanto
que
o
direito
de
propriedade
da
Egreja,
descarrega
golpes
morlaes
na
enfiteuse,
reduzindo-a
do
valor
de
20
a
30
prestações
ao
de
10
a
13,
e
outras que laes
medidas legislativas.
O
protestantismo
anda
ahi
infiltrado
no
liberalismo
emquanto
que
se
intenta
fazer
do
rei
o
chefe
real e
eífectivo
da
Egreja.
O
decreto
de
agosto
de
34
sobre
padroados,
o
direito
pretendido
de
insi
nuação,
a
exigencia da
confirmação
obri
gatória
dos
prelados, o
caracler
de
func-
cionarios
públicos
dados
ás
auctoridades
e
dignatarios
ecclesiasticos,
em
fim
a
tendên
cia
constante
de
abatera acção
da
Egreja
e
de
levantar e
de
estender
a
do
Èstado,
feição caracteristica do
Mindelleirismo,
são
provas
claras
de
quanto
este
tem
trabalha
do
em
favor
do socialismo
e
do
protes
tantismo.
Os
catholicos
mindelleiros
é
que
são
sublimes
!
Adoram
o
Deus Vivo
na
Egreja
e
o
Deus
Estado na
vida
social
e
política.
Dçs-
fructar
o
mundo
e
propagar
a
vida
eterna
eis
a
sua
faina.
Mas
está
escripto
:
«Não
se
póde
servir
a Deus e ao
diabo
juntamente!
..
. .>
—
(Nação).
Um «lialogo.—
Enviam nos
o
seguin
te,
enja
publicação
nos
pedem
:
«Eu
e
o
ermitão
de
Nossa
Senhora
da
Cabeça, que
se
venera
em
uma
capella no
monte
de
Cacheiros,
da
freguezia
d’
xlvo-
ra,
d
’
e«te
concelho,
conversamos
muito
ante-hontem
ácerca
dos
procedimentos
do
prussiano
Bismark,
isto é,
vobre
a
perse
guição que,
por
sua
iniciativa,
está
soí-
frendo o Catholicistno
;
e
ultimamos
o
col-
loquio
com
estas
duas quradras
:
(Eu
ao
dito ermitão)
Pensa
o
chanceller
Bismark,
Que
quantos
sonhos
dourados
Lhe
pinta sua fantasia.
Todos serão
realisados?
(Resposta
do
ermitão)
Coitado!
Quem não
escuta
O
ensinamento
da
Histoiia...
E
não
acata
sua memoria,
E
’, não
só
máo,
—
insensato
!
J.
Bandeira.
MlimKWnatnaaíV «PUII
WMIW
SECÇÃO DE COMMUMICADOS
E’
costume
sempre
seguido
na
fregue
sia
de
Nogueira,
d
’
onde
escrevo, o
reuni
rem-se
os seus
habitantes,
na
oitava
do
Natal,
para
nomearem
um
juiz e dois
mordomos,
os
qtiaes
devem
seguir
a
cruz
nos
acompanhamentos,
cumprir
as
resas
dos
legado
*
,
etc.
Ha
alguns
aunos
que
o regedor
d
’
esta
fregue
ia,
liado
na
sua
prosapia
e alto
valimento,
tem
o
bom
gosto
de
compare
cer
n
’e
*
tc
neto
com
o
lirme
proposito
de
perturbar
a eleição,
visto que
a
sua
im
portância,
d
’
clle regedor,
é
pouco
presa-
da
pela
gente
de
senso.
N
’
e
*
te
ultimo anuo
continuou no
seu
agradavel
costume.
Depois
de
esgotar
todos
os
meios
para
vencer a
sua
vontade,
n
vendo
que
esses
meie
*
eram
pouco
produceotes,
começou
de
injuriar
escandalo»amcnte alguns
dos
presentes,
entre
os
quaes
fui
eu
o
que
mais farto quinhão teve
nas
iejurias
de
palavras
esvurmadas
pelo
tal despeitado.
Como
este
snr. está
irremissivelrnente
perdid» no
conceito
publico
pelas
suas
notonas
gentilezas
e devassidões, vesho
lembrar
ao
ex.
in#
administrador
do
con
celho
a
necessidade
de
demittir
do cargo
de
regedor
e*
«e
homem, cuja vergonhosa
biografia
publicaremos n’
esl? logar,
se
nã<>
formos
alteodidos.
N
’
esse
caso
mostraremos
com
docu
mento
o
encadeamento de
crimes,
que
a
tal
auclortdade conta entre
os
seus per
gaminhos, e faremos
bem
patentes
os
seus
escandalosissimos
aclos
como
regedor
e
como
homem.
Ficamos
em
espectativa.
Freguesia
de
Nogueira
—-janeiro
de
1875
(2234)
José
Barbosa
Gomes.
Snr.
redaclor
Peço
a
v.
queira
dar
publicidade
ás
seguintes
linhas,
referentes
a
um
facto,
sobre
o
qual
pesa
a
indignação
não
só
dos
que
o
presencearam,
como
d
’
aquelles
que
d’elle
tiveram conhecimento.
N»
tarde
do
dia
14
de
desembro,
no
logar de
Paço-Vedro,
freguesia de
Maga
lhães,
coacelho
da
Birca,
foi
accommettido
um carro
pertencente
a
João
Baptista Fer-
nandes,
da
Portella
do
Vade, por
uns
in
divíduos
do
logar
de
Villela,
freguesia
de
Prado
(8.
Miguel), do mesmo
concelho.
Do
assalto
resultou
ficar
mal-ferido
o
dono do
carro,
e
um
seu
filho.
Os
es-
pancadores
são
useiros
e
veseiros
de
gen
tilesas
d’
esta
ordem,
e
ufanam-se
de que
ninguém
do
dito logarejo
é
culpado
no
acontecimento
referido,
nem
jámais
o
fôra
por
qualquer
desordem,
especialmente
por
crimes
da
natureza
d
’
aquelle
que
venho
narrando.
O
auto
de
corpo
de
delicte
foi
levan
tado
pelo
juiso
de
direito
do
concelho
de
Villa
Verde,
e
rernettido
pelo
ex.
ra
®
de
legado
ao
delegado
d«
julgado
da
Barca.
Deve
notar-se
que
os espancados
nun
ca
entraram
na
mais
insignificante
desor
dem,
e
que
os
espincadores
o
sãe
de
profissão,
como,
vendo
precise,
mostrarei
documeutadamenle.
O
tewipo
do
curativo
para
o
ferimento
do
alludido
dono
do carro
foi
dado
pelo
facultativo
como
auperior a
vinte
dias.
Pedimos
ás
auctoridades
competentes
tedo
o rigor
da
lei tfeste negocio,
para
que
de
faturo
»e
evite a
repetição
de taes
factos.
Ficamo»
d
’
atalaia, promettendo
voltar
ao
assumpto
*
Villa
Verde
—
deiembro
de
1874.
(2238)
«
connERCio
B
olsã
de
B
ráca
5
de
janeiro de
1875
SfiTeetMado
Banco
do
Minho
124^500.
Dito
dito
125^000.
ianco
de
Villa
Real 34$!00.
Banco
Commercial
de Braga
62$300.
Dito
dito
62^400.
3anco
da
Covilhã
42$700.
danco
do
Douro
68$300.
nscripções
d
’
asseolamento
47,85.
7
de
janeiro
de
1875
Efíeetcaado
3aoco
de
Villa
Real
34$300.
Banco
Commercial
ds
Vianna
12íiS000
Banco
Commercial
de
Braga 62$400.
Banco
do
Douro
—
68^400.
Banco
de
Guimarães
102$000.
Obrigações
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro 84$OOO
Fundos
hispanhoes para
31
de
janeiro
18,0.
O
director
’
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
AGUIDECIMENTOS
Thereza
de
Jesus de Sousa
Ferreira,
tendo
deliberado
fechar
o
seu
botequim
na
rua
de Traz
da
Sé,
agradece
a
lodos
os
seus freguezes
e
anrgos,
o
lavor que
lhe
dispensaram
com
sua
frequência
durante
o
longo
periodo
do
seu
estabelecimento.
Braga
8
de
janviro
de
1875.
Thereza
de Jesus de
Sousa
Ferreira.
(2231)
âKNUNGIOS
(2232)
Bolsson
Pombar.
ALUGAM-SE
BANCO
COMMÈRCIAL
DE
BH
à
GA
Acham
se
na
lhesouraria do
mesmo
Banco
as listas
dos
snrs.
accionistas
onde
podem
ser
procuradas
pelos
mesmos.
Precisa-se
de
uma
crinda
para
cosinha
e
outra
para
sala,
que
tenha
de 33 a 40
ânuos e
que
saiba
engommar
e
coser.
N
’
esta redacção
se
dão
os
esclareci
mentos.
(2239)
MODISTA
DE LISBOA
Bua
do
Souto n.° 32
—
1.°
andar.
Trabalha com
perfeição e
pelos
últi
mos
figurinos,
em
chapéus
e
todo o
facto
de
senhora.
lambem
ha
chapéus
feitos.
(2229)
No
dia
30
do corrente
mez
de
Janeiro»
por 10
horas
da
manhã,
tem
de
arrema
tar-se no
tribunal
judicial,
collocado no
extincto
convento
de
S.
Domingos,
da
cidade
de
Guimarães,
a
raiz,
fruclos
e
rendimentos
da
propriedade
da
Bouça
Ve
lha
ailudial
sita
na
freguezia
de
Santa
Eufemia
de Pragil,
comarca de
Guimarães,
e
o
fóro
de 970,900 litros
(50
alqueires)
de
milho
branco,
imposto
na
propriedade
d
*
Azeoha
das
Valles
na
mesma
fteguezia,
tudo
avaliado
para
sempre
livre,
na
quan
tia
de
860^000
réis,
e
isto
por
execução
hypothecaria
que
D.
Iria Candida Ferrei-
ta
Barbosa
e marido,
d
’
esta
cidade,
pro
movem
a
João
José
Rodrigues
de
Freitas
e
mulher,
pelo
juizo
de
direito
da dita
comarca
de
Guimarães
e
eartorio
do
escri
vão
Oliveira.
(2233)
O conselho
administrativo
d
’
mfanteria
8,
aununcia,
que
no
dia
29
do
corrente,
pelas
11
horas da
manhã,
porá
em
arre
matação
o
fornecimento
de
lanifícios e pa
no
d
’algodão
cru
para
•
vestuário das
pra
ças
de
pret.
As
pessoas
que
quiserem
comparecer,
devem
vir
munidas
das
respectDas amos
tras.
As condições
para
a
alludida
arre
matação
acham-se
patentes
desde
hoje na
sala
das
sessões
do
mesmo conselho.
Quartel
em
Braga 7 de janeiro
dej
1875.
O
secretario,
José
da Silva
Aguiar.
(2240)
Alferes
graduado
rrmõa
Quem
quizer
comprar
uma
rica
cruz de
melai
que serve para
qualquer
confraria
e por
preço
muito
rasoavei,
falle
na
Pra
ça
d
’
Alegria
em
casa
do
negociante
Ma
noel
Ignacio
da
Silva
Braga, onde
a
refe
rida
cruz
se
acha
para
ser vista
por
quem
a
pertender.
(2233)
ATTENÇAU
No estabelecimento dos
oculistas
Bols-
son
&
Pombar, de
Coimbra, filial
ern
Bra
ga,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho
n.
e
21.
Acaba
de
se
receber
diicctamente
de
Pariz
um
no
*
o
systema
de
tinteiros
má
gicos inexgotaveis,
os
quaes,
deitando-lhe
agua
pura instantaneamente
apresenta
tin
ta
de
ires
côres
a
escolher
: preta,
azul
e
vermelha
A
sua
existência
é
tie
100
aunos,
garantidos.
Além
d’isso ha
um
variado
sortimen
to
de
octilos
e
lunetas
de ouro,
prata,
aço,
tartaruga
e
búfalo; um
bonito
sortido
de
lunetas
sem
aro,
ultima
novidade,
baró
metros
metálicos,
termómetros,
binoculos
e
oculos
de
alcance,
microscopos
compos
tos
e
simples,
bussulas
e canta-fios,
vis
tas de sterioscopos e
entre
ellas
os
Passos
da
Paixão.
Aviso
ás senhoras:
No
dito
estabele
cimento
receberam-se
já
platinas
grandes,
regalos
par.<
mãos
e
pés,
e
gravatas de
diíTerenles
gostos.
Tudo
venderá por
preços
limitadíssi
mos.
Faz-se
toda
a
classe
de
concertos
que
pertencer ao
ramo
d
’oplica.
Os
altos
da
casa
n.
”
22,
na
rua do
Campo,
em
Braga,
com
excellentes
com-
modos
para
uma
numerosa
familia.
Quem
a
pertender,
dirija-se
á
mesma.
.2237)
José
Francisco
d
’0li»eira
,
lavrador
pro
prietário
da
freguezia
de
Santa Lucrccia,
suburbios
da
cidade
de
Braga,
tem uma
earvalba
lombuda
com
todas
a» proporções
para
quilha
de
navio,
a
qual
tem
45
pal
mos
de
comprido
e faz livres,
3
de
gros
sura.
Quem
a
pert«nder,
dirija-se
ao
mes
mo.
(2230)
Rapaz
para
negocio
Precisa-se
d
’um
rapaz
de
12
annos,
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
23
e
24
—
Braga.
(2223)
A’
LOJA
CVCIIAPUZ
Armas
de
caça
vindas
direc-
tarnente
da
Bélgica.
(2236J
Banco
Commeráal,
Agrícola
e
In
dustrial
de Villa
Real.
Por
ordem
do
exc.™°
snr.
presidente
da
assembleia
geral, são
convidados
os
sors.
accionistas
d
este
Banco a
reuoirem-se
nos
dias
16
e
17
de
janeiro
proximo
futuro,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
Ban
co,
rua Central
n.
Q 59;
sendo
no
dia
16
para os
fins designados
no
art.
42
dos
Es
tatutos,
e
no
dia
17,
para
se
proceder
á
eleição
d
’
um
gerente substituto.
GRANDE
DEPOSITO
DE
De
diversos
auctores
as
melhores
e
as
mais
aperfeiçoadas
para
as
famílias,
alfaiates,
costureiras
e
sapateiros.
*’
2r - ncx KBJE stf. VICENTE — >
(Antiga,
Chãos
de
CimaJ
Villa
Real 30
de
dezembro
de
1874.
o
2
O secretario
da
assembeia
geral,
(2227)
Dr.
José
Ayres
Lopes
Júnior.
■
o
José
Cardoso
de Carvalho,
vende
ou
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões
qoe
recebe
nas
comarcas
de Villa Verde,
Bar-
cellos,
e
Braga.
Trata-se em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Anlonio
José Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
EANGO
DE GUIMARAES
São
convidados
os
snrs. accionistas
d
’
es-
le
Banco,
para a
reunião
da
Assembleia
Geral
ordinaria,
que
deve
ler
logar
na
ca
sa
do
Banco,
no
dia
1
1
do
corrente,
pe
las
10
horas
da
manhã.
O
Presidente
da
Assembleia
Geral,
(2228)
Barão
de
Pombeiro.
BANCO
COMMERCÍAL
DE
BRAGA
Convidam-se
os
snrs. accionistas
d’
esle
Banco
para
comparecerem na
sessão
da as
sembleia
geral
ordinaria,
que deve
ler
lo
gar
no
dia.
1
!
do
correnle mez
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa do
mesmo
Ban
co,
para
os
fins
determinados
no
art.
25
dos seus
Estatutos.
Braga 2
de
janeiro de 1875.
O
secretario,
Anlonio
Luiz
da
Cosia
Pereira
do
Vilhena.
Folhinha
de resa Bracarense
Para
1935
Acham-se á venda
nas
livrarias
do
cos
tume.
Preço
com
a
resa
de
S.
Bonifácio,
220
rs.
ATT^AÇAO
A
Nova
Empreza
de Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
o
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado,
o
snr. Manoel
José Ribeiro
Braga,
do
largo do
Barão
de
S.
Marlinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e
Egreja
Nova,
sahindo
todas
da sua
casa
no
largo
de
S. Francisco
n.°
2,
jun-
clo
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
L.
'
O
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
Collegio
da
Regeneração
N
’esle
collegio
e
casa
d’abrigo,
situa
do
na
rua
dos
Pelames,
faz-se
toda
a
qualidade
de
cusiura,
obra
branca
e
de
cor,
cosida
á
machina
e
sem
o
ser.
Q.iem
perlender
póde
ali
dirigir-se
que
encontrará
pessoa
coinpeleme que
se
en
carrega
das
encommendas
que
piomelie
bem
servir—
o que
além de
ser
uma cari
dade,
os
preços
serão
commodos.
Aluga-se
ou
vende-se
Uma
morada
de
casas
de
dons
andares
na
ma
de
Santo
Anlonio
das
Travessas
n.°
16.
Trata-se
na rua
do
Souto
n.°
59.
Pede-se
a
lodos
os
snrs.
compradores
que
dezejarem
comprar
machinas
de
cos
tura
venham
visitar
este
novo
deposito
;
pois
encontrarão
n
’
elle
machinas
de
todos
os preços
e
de
todos
os
syslemas.
O
dono
d
’
este estabelecimento faz
sciente a
todas
as
pessoas
que
dezejarem
munir-se
d
’
um
objeclo
d
’
estes
tão
util
n'uraa casa, que
não
só
ensina
a
cozer
com
perfeição
e
a
trabalhar
com
lodos
os
ferros
sem
ser
preciso alinhavar,
como
iam-,
bem
a
resolver
todas
as
difficuldades
que
póde apresentar uma
machina
pela gran
de
pratica
e conhecimento
que
tem
ha
mais
de
oito annos
de
ensinar
e
compor
todos
os syslemas
de
machinas
até
hoje
conhecidos em
Portugal
;
de
maneira
que
todas
as
pessoas
que
comprarem n’
esle
deposito não
luctarão
com
as pequenas
e
grandes
dilliculdades
que
d
’
um
momento
para
o
outro
ellás
aprezentam,
motivadas
por
falta
de
verdadeiro
ensino.
A
modicidade
dos
preços
favorece
os
snrs.
com
pradores.
Vendas a
dinheiro ou
a
prestações
mensaes
conforme
se
convencionar.
Toda
a
machina
vendida
n
’este deposito
é
garantida. Concerlam-se
machinas
de
costura
de
todos
os
syslemas.
Vende-se
oleo,
algodões,
torçaes
e
agulhas.
N.
B.
A
’
s
povoações
distantes
5
legoas
d’
esla
cidade,
promplifica-se
o
dono
d’
es-
te
estabelecimento a
hir
ou
mandar lodos
os
mezes
ver
as
machinas,
que
são
com
pradas
no
seu
deposito,
de
maneira
que
os snrs.
compradores
nunca
poderão
Inctar
c
om
dilliculdades
em
cozer
com ellas.
(2134)
NOVA LOJA
AFílHTUNADA
DE
112
—
Rua
das
Flores
—
114
PORTO
N’
este
estabelecimento
que,
como
é sabido,
é,
no seu
genero,
um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
lodos
os
sorteios
das
lolerias,
cujas
extraeções
geralmente
teem
logar
maiM
<ie tree
vezets
por mez.
Salisfaz-se
com
promplidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas das
províncias
(em pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em vales
do correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo pequena
quantia.
Recebem-se
em pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes
que
em
outros
sorteios
hajam
saido premiados,
niegmo que sejam <l’oulrot» estabelecimentos.
E
iinal-
menle
remeltem-se
«grátis»,
lindas
as
extraeções,
as
respectivas
listas
geraes
de
todos
os numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos e
caulellas
de 600,
500,
300,
250,
130,
100
e 40
reis;
dezenas
de
dez numeros
seguidos,
de
6$000,
3$000,
1£000
e
400
reis;
e
finalmente,
collecções
de 50
numeros diifereni.es,
pelos preços
de
2$000,
5^000,
15^000 e 30^000 reis.
a
CWVIEB.
Este
estabelecimento
fornece
convenientemente todas
as
pessoas
que,
em
qualquer
ponto
das
províncias,
queiram vender
este
genero
á
commissão.
Oíferece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que em tal
ramo
de
negocio
se
podem
gosar,
as
quaes
se
podem
compréhender
assim
:.
Negoeíar
sesn rhco ;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta, a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
extraeções
os pretendentes
não hajam
podido
vender.
Remeltem-se as
listas,
parles
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atiende se
a
toda e
qualquer
reclamação
justa
que
seja
feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou afiiançado
por
qualquer
nego
ciante
d’esta
cidade,
em cujo
caso póde
ser
feito
no
fim
das
extraeções.
Ao
me>mo
estabelecimento
se
encontram já
os
bilhetes
e fracções
para
a
loleria
ex
traordinária
de
Dezembro.
(947
G.)
(235
F.)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERRO:
DE
Anlonio
Germano
Ferreirinha
«A
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz toda
a
obra,
assim
como
bombas,
conçollas,
columnas
para
gaz, pe-
zos
novos,
panellas
á
ingleza de todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de metal,
sinos
e
outros
ob-
jectos
de
igual
teor
etc.,
pelos
preços
do
Porto.
Venda
de
ca a
Vende-se
uma
r»a
rua
dos
Pelames,
de
um
andar
n.
® 45,
próxima
á
capella
de
Santa
Justa.
Quem
a
perlender
íalle
com
Ignacia
Rosa,
moradora
na
mesma
rua
n.
®
55.
(2202)
Recibos das
inscripções
Acham-se
á
venda
na
lypograíia
Lusi
tana,
rua
Nova
n.®
3,
os
novos
recibos
alterados,
e
conforme
os
annuncios
do
snr.
Delegado
do
Thesouro.
TAUACARIA
BRACARENSE
Hua
do
Souto n.° 91,
91 A, 91 B.
Esquina
da rua
de
Jano.
Grande deposito
de
tabacos
Os
acreditados
tabacos
da
Companhia
Lisbonense
em
Santa
Apolonia
continuam
4
venda
n’
esle
estabelecimento,
assim
como
tabacos
das
primeiras
fabricas
na
cionaes
e
estrangeiras,
especialinente
CAa-
rulo
Bahiano.
Grande
reducção
nos
preços
dos
Rapés.
Aos
snrs.
consumidores das
seguintes
fabricas
:
Companhia
Nacional
de
tabacos
em
Xabregas
—
Companhia
Lisbonense em San-
le
Apolonia— Beal
fabrica
Lealdade
e
Fa
brica
Portuense.
Grandes
descontos
aos
Snrs.
Es
tanqueiros
da
cidade
e
pro
víncia.
Procurações,
sellos
e
estampilhas
Vendem-se
na
Tabacaria
Bracarense,
aonde
se
continua
a
receber
letras
inu-
lilisadas.
(2144)
Folhinha
Benediclina
para
875
Acham-se
á
venda
no
escriptorio
d’
es-
ta
Typographia.
—Rua Nova
n.° 3.
Preço
.......................
240
rs.
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com-
pra-se
toda a
qualidade
de metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
ACÇÕES
João
Manoel
da
Sdva
Guima
rães.
—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra e vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
ALMEIDA
&
PEREIRA
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho n.°
18
Compram
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias,
e
inscripções
d
’
assentamento
e coupons.
(I)
Paramentos
para
egreja
Acham-se
para vender na rua
do Sou
to,
d
’
esia
cidade,
casa
n.° 41
de
Manoel
José
Vieira
da
Rocha,
os paramentos se
guintes
:
Paramento
quasi
novo,
de
seda
de
ma
tizes
de
ouro,
com
galões
e
franjas
do
mesmo,
constando
de
casula
doas
dalma-
licas, com suas
eslolas
e
maoipulos,
véo
de
hombio,
bolsa dos
corporaes,
véo
de
calix
e
dous
panos
d
’esianle,
louvados
em
130$000
reis.
raga
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_09011875_294.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)