comerciominho_14011875_296.xml
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-
3/
ANNO
1875
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
296
H»KJKBHL.-B€2Jk-SSE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^606
rs.=Semestre
850
rs.=Provin-
cias, anno
00 rs
e
send®
dias
4&060 rs.=Semestre
lo230
rs.=Braztl,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
5&500
reis
naoeda
fraca. *
=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
®s
assignantes
80
d
’
abatimento.
Assigaa-see
vende-sc
no
escripiorio
do
eoitoh
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3E, para
onde deve
ser
dirigida
toda
i
correspondência franca d»
porie.=* As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim com® as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
1®
rs.
BRAGA-QUISTA-FEIRA.
4
4 B>E
JA3JEIJ51®
Começamos hoje a
publicação
da
seguin
te
bella
Pastoral
do ex.
m
»
e
rev.
rao
snr.
D.
Jwão
Chrysostomo
de
Amoiim
Pessoa,
coadjutor
e
futuro
successor
d’
esla
archi-
diocese.
E
’
um
documento
de grande
valor, que
será
devidamenle
aquilatado
pelos
nossos
illustrados
leitores.
I>.
João
Cliryoootoiiio de Amorim
Pessoa, por
mercê de Beu» e da
Saneia Sé Apostólica, Arcebis
po ftletropelitano de fcò», Pri
maz do Oriente, Iloutor na Sa
grada
TlteeKogia
pela Universi
dade de Coimbrn, dn CoísseiE»o
de
Sua
Nlagestade Fidelíssima,
Commendador da
Ordem TAilitar
de T¥o«jsa Senhora da Coneeiçãa
de
Villa Viçosa, Par do Reino,
etc.
Au
Cler® e
Fieis
da
Nossa
Archidioce-
se
de
Goa
saúde,
paz
e
bênção
em
Jesus
Chrisio,
Nosso
Salvador.
Deus,
Meus
Fíhos
eia
Jesus
Chrisio,
conserva
fechados
e
ccculios
em
suas
mãos
poíiei_os3S_
lis..destinos
dos
homens
;
e
só
Elle
sabe
o
que
melhor
convém
a
cada
am
de
nós,
para
conseguirmos
os
fies que
le
ve
em
vista
nas
obras
grandiosas
da
crea-
ção
do
mundo e
da
redempçào
do
genero
humano.
O
apostolo
S. Paulo,
escrevendo
aos
Romanos
sobre tão
importante objecto,
lor-
temenle
impressionado
com
a
grandeza
de
Deus
na
maravilhosa
economia
com
que
reparte
os
srus
dons,
solta
do
fundo
d<>
cotação
esta
frase
ião
admiravel:
«Oh!
Quanto
são
inexgolaveis as
riquezas da
sabedoria
divina
!
Quanto incornprehensi-
veis
os
seus juízos
e
inescrutáveis
os
seus
desígnios
!
Já
houve
alguém,
que
pedesse
conhecer
o
que
o
Eterno
tem
premedita
do?»
(I).
Esta
linguagem,
tão sublime
e
tão
energica,
tem
sido repetida
em
l^odos
os
tempos
e
por
todos
aquelles
que
humilde
e
consciosameuie
contemplam
e
estudam
lauto,
quanto
é permitlido
á
iutdligencia
humana,
as
obras
do
Todo
Poderoso
nas
suas
relações
com
cs
seres
da
creação.
(1)
O
aliitndo
divitiarum
sapientiae et
scieniiae
Dei
;
quam
incomprehensibilia
sunt
judicia
ejus
et
invesligabiles
viae
ejus!
Quis
eoim
coguovit
sensum
Domini?—Ad
Rom.
XI,
33,
34.
Nós,
Meus
Filhos eia
Jesus
Chrisio,
opprimido
pela
eafermidade
teimosa
e
mui
to
grave,
que por mais de
ires aunos
qua-
si
sem
interrupção
padecemos
—como
vós
foste»
testiauabas
—
nos
Estadas
da
Índia
Portugirza,
pedimos
licença a Su«
Mages-
ta
lo
Fidelíssima,
EI
Rei
o
Snr.
D.
Luiz
I.
não
só
para
suppliearmos
ao
Sandíssimo
Padre
Pio IX,
ora
reinante
na
Egreja de
Deus,
a
resignação
pura, simples
e
since
ra
do
Nosso
olficio
Pastoral;
mas
lam
bem
para
regressarmos
ao
reino
com
o
fim
de
achar
nos
ares
pátrios
—
como
effe-
ctiva
e
felizmente
encontramos
—
o
reme-
dio
aconselhado
pela
sciencia.
E, quando
assim
procedíamos,
não
tínhamos
em
vis
ta
—e
na
presença
dw
Denso
afirmamos
—
senão
repatar
os
estragos
muito
grandes
e
bem
patentes
que
os
trabalhos
e
os
dis
sabores
tinham
feito
et» a
Nossa
saude
no
clima
ardente
da
Asia;
para
que
d
’
esie mo
do
prolongássemos por mais
algum
tem
po
a
Nossa
exisiencia sobre
a
terra;
vis
to
que
a
morte
apressadamenie
se aproxi
mava
já
de
Nó<,
e
ella
era
em
taes
cir-
cumstaucias
um
sacrifício
inútil
para
o
Real
Padroado,
como
por
dilferenles
vezes
representamos
ao
Governo
de
Sua
Mages-
tade.
Desejamos
é
verdade
—
e
muito
eflicaz-
mente
—
ser
desligado
da
Nossa
querida
e
sempre saodosa Archidiocese
de
Goa,
pa
ra
onde
já
não podíamos
voltar
nem
pres
lar-lhe
alli
os
Nossos
serviços,
como
tí
nhamos
feno
por
espaço quasi
4e
sete
ân
uos
de
residência
no
Oriente.
Foi
por
este
motivo
que repelidas vezes e
com
ver
dadeira
instancia
togamos
a
Sua
Magestade
Fidelíssima
a
licença
—
como
é
costume
e
lei
do
rein®
—
para
levarmos
a
Nossa
sup-
plica
á venerável
presença
do
Pae
Com-
mum
dos
Fieis,
Pastor
Universal
e
Cabeça
Visível
da
Egreja
Calbolica.
Sendo
porém—como
então
e^a—
da
von
tade
de
Sua
Magestade
Fidelíssima,
que
nào
abandonássemos
inleiramente
o
atover-
ito
das egreja»
e missões,
stibjeitas
á
Nos
sa jurisdicção
espiritual
;
e
conhecendo
Nós
—
talvez
melhor
do
que
uinguem
—
as
necessidades
instantes
do
Real
Padroad»
nas
índias
Orientaes,
pedimos
um
Coadju
tor
;
e
acceilarnos o
que
Nos
foi
propos
to,
com
o fim
hem
determinado
de,
por
algum
modo,
prevêr de
Prelado
ordinário
a
Nossa
querida
Archidiocese
Metropolita
na
de Goa,
Primacial
do
Oriente.
E
todo
isto certamente
lem
chegado
já
ao
vosso
conhecimento.
Deus
porém,
nos
conselhos
da
sua
in
finita
sabedoria,
«lispoz as
cousas
por
ou
tra
fôrma
;
e
Nós,
resignado
com
os de
cretos
da
Providencia,
dirigimos
hoje tan
to
ao«
lieis
que
habitam
nos
Estades da
índia
Portugueza,
como
a®<
que,
sujeitos á
Nossa
jurisdicção
de
Delegaçã»
Aposlolica
Extraordinária, vive®
espalhados
pelas
vas
tíssimas
regiões
da
Asia,
da
África
e
da
Oceania,
esta
Nossa
Carta Pastoral,
como
«endo
a
vitima
palavra
d'um
Prelado sol-
licito e
affecluoso,
que se
despede
dos
sens
filhos
espirituaes,
que
elle
sempre
mui
to
amára.
Para
o
prompto
e
definitivo
provimen
to da
mais
extensa—
e
talvez
da
mais
im
portante
nas
suas
actuaes
condições
—
das
dioceses
do
orbe cath®lico,
foi
accordado
entre
a
Saneia
Sé Aposlolica
e
o
Gover
no
de
Sua
Majestade
Fidelíssima,
que
Nós
seriamos
transferido
para
a
Archidiocese
de
Braja,
Primacial
das Hi<pa
ni>as,
na
qualidade
de
seu
Coadjutor
e
Futuro
Suc
cessor
;
e
que
para
Prelado
da
Nossa
que
rida
Archidiocese
de Goa,
Primacial
da
*
Índias
Orientaes, seria igualmente
transfe
rido
o
Exc.
mo
e Rev.
ra#
D.
Ayres
d’
Or-
nellas
e
Vascencellos
,
Bispo d®
Fun
chal.
Era,
pois, Meus
Filhos
em
Jesus
Chris-
to,
Nosso
dever imperioso
subjeilar-Nos
a
este
accordo,
ao
qual
Nós,
com
grande
te
mor
mas
sem
demora,
Nos
haveiMOs
effe-
ctivamenie
submeliido;
e
por
Breve
Apos-
tolíco de
19
de
novembro
do
presente
an
no,
o
Sniciissimo
Palre,
usando a
Nos
so
respeito
d
Tuma
grande
benevolencia,
con
firmou
cons a soa
auctoridade
suprema
em
toda
a
Egreja
Calbolica
as mencionadas
transferencias.
Brevemente
pois
es
fieis
da
Nossa
Ar
chidiocese
de
Goa veião
o
seu
novo
Pas
tor,
e
Nós
não julgamos necessário
pedir-
vos
para
elle
nem
a vossa
obediência,
nem
o
vos
aílecio
;
porque
esperamos
confiada
mente,
que
S.
Ex.
a
Rev.™
’
será
bem
e
devidameme
recebido
por
vós,
como
é
proprio
dos
vossos sentimentos
religiosos,
lautas
vezes
manifestados a
Nosso
respeito,
e
como
muito
convém
á
gloria
de
Deus,
á
salvação
das
almas
e
aos
verdadeiros
in
teresses
do
Padroado
Portuguez nas
índias
Orientaes.
Illustre
por
seu nascimento
e
ainda
mais
pelo
saber
e
pelas virtudes que
formam
o
seu
caiacler, o
vosso
novo Prelado,
Meus
Filhos
tm
Jesus Chrisio,
merecerá
certa-
menie
mais
que
o
vosso
respeito;
porque
sem
duvida
se
tornará credor
á
vossa
es
tima e
ao
vosso
amorá
filial.
As
grandes diflicuidades,
que
Nós
en
contramos
e
felizmente
pudemos
vencer
—
ruas
que
no
principio
do
Nosso
governo
Nos
alienaram por
um
momento
o
animo
de
alguns dos
fieis
da
Nossa
jurisdicção»
causando-Nos
profundos
dissabores
core
o
seu
zelo
menos
esclarecido
e
prudente
—
essas
não
as e®contrará
S.
Ex.a
Rev.
ina;
porque
enlre
vós
ninguém
soffre
h»je
a
noia
degrada«ie
de
schismatico nem
o
vosso
novo
Prelado
tem
de
fizer
respeitar
—
porque
todos
respeitam
e
acatam,
como
é
seu
dever
—
a
ancloridade soberana,
que
de
instituição
divina
exerce
o
Ponlifice
Ro
mano
ea
toda
a
Egreja
Calholica
pela
sua
primazia'
de
honra
e
de
jurisdicção.
(
ContinuaJ
--------------------------------
CorrespoNulencia
estrangeir»
PARIS,
4
DE
JANEIRO
(
Correspondência particular
do
«
Commer-
cio
do Minho
d
)
A
camara
lem empregado utilrnamen-
le
as
sua#
curtas
ferias,
rcuninnindo-
se
ires
vezes
ao
Elyseo
com o
fim
de
se
estabelecer
um
accord®
sobre
a
votação
das
leis
constitucionaes.
As
negociações
hão
tomado
um
carác
ter
mais decisivo,
que
até
hoje
não
iinh«un,
posto
que
se
não
tenha
chegado
a
uma
solução
pratica.
A»
discussões
não
(endem senão a har-
monisar os
partidos,
o
que
hoje
é
mais
impossível
que
em
nenhum
tempo.
Das
ires
opiniões sustentadas
n
estas
conferen
cias,
nenhum póde produzir maioria
go
vernamental.
A direiia
declarou,
por
seu> represen
tantes,
não querer
ir
além
do
sepiunado
pessoal;
su
*
letitou
com
justiça
que a
lei
de
20
de
novembro
só
tinha
por fim a
organisação
do septennado
pessoal.
Estes
deputado»
permanecem
inabalaveis sobre
este
terreno,
e
como
v
duque
de
Broglie
lhes
fizesse
uoiar
que
elle
não
faihi
con
cessão
alguma,
M.
Oepeyre,
úm legilit:
is-
ta
sincero
e
puro,
respondeu:
«Nós
não
fazemos
concessões,
fazemos
sacrifícios,
porque
sacrificamos
o
rei
e <<s
nossas
niais
iniimax
convicções
a
um
interesse
pura-
menie
aetual
»
A
ainda na ultima reunião
a
extrema
direila
se
havia
abstido
de
comparecer,
e o
seu
presidente
declarou
que tanto
elle
como
os
seus
amigos,
nada
queriam
or^a-
msar
que
po^sa
alfasla'
durante
7
aunos
do
Uirooo
da
França,
o
prioc-pe
que
d
’
el-
le é
legitimo
possessor.
E
’ justo
que
a
direila
se
opponha
a
qualquer
exforços
tendentes a
ultimai
uma
JST
O
tLMIET
SM
». FSS.
CAETAMO BRAfVOÃO
Da
magnifica
publicação
do
sor.
Pinho
Leal,
Portugal
antigo
e
moderno,
extracta-
inos
a
seguinte
biografia
do
ínclito
arce
bispo
de-
Braga,
D. Fr.
Caetano
Brandão.
Faltando
ácerca
da
freguesia
de
Lou
reiro,
naturalidade
do samo
Prelado,
es
creve
aquelle
beneinemo
cavalkeiio:
Em
um»
casa
de um
andar,
proximo
da
egreja
matriz,
propriedade
do
aetual
parocho,
por
compra
feita em
1660,
a
Philippe
Jo-é
Pereira
Brandão,
da
villa
de
Eslarreja,
nasceu, em
11
de
setembro
de
1740,
o
famoso
D.
fr.
Caetano
Brandão,
arcebispa
de
Braga,
depois
de
ser
bispo
do
Pará.
Era
filho
legitimo
de
Thomé
Pacheco
da
Cunha,
sargento
mór
de
ordenaaças
e
de D. Maria
Josefa
da
Cruz,
que
além
do
arcebispo,
tiveram
mais
12
filhos,
e
uma
filha,
da
qual nasceu D.
Maria
Brandão,
a
sobrinha
preddecta
do
santo
arcebispo,
que
casou
na
villa
de
Eslarreja,
com seu
primo,
o
dr.
José
Soares
Pereira
do
Cou
to,
que
fui
capiião-mór
de
Eslarreja,
de
pois
de
ter
sido
juiz
de
fóra
de
Villa
do
Goude.
D.
fr. Caetano,
tomou
em
Coimbra
o
hálito
de
S.
Francisco,
da
lerceira
Ordem
da
peitencia,
na
edade
de
19
anuo»,
no
uia
28
de
novembro
de
1759.
Ém-seguida
frequentou
a
Universidade
de
Coimbra onde
tomou
o
grau
de
ba
charel
em
tbeologia.
Estando
em
Viauna
do
Alemlejo
a
to
mar
ares
(onde
a
sua
Ordem
tinha
um
convento)
íoi chamado
para
professor
de
philosophia
no collegio
de
Jesus,
em
Lis
boa, e alli
esieve
desde 1774
alé
1777,
ern
que
foi
mandado
pai a
o
novo collegio
da
Ordem
Terceira
em
Lisboa.
Em
1782
foi
nomead»
bispo
do Pará.
Em
2
de
fevereiro
de
1783, era
sa
grado
em
Lisboa,
e
em agosio
seguinte
partia
para
a
cidade
de
Btlem,
do
Grau
Pará,
onde
chegou
a
20
de
outubro
do
mesmo anno.
Tres
aunos
depois
de
aportar
ao
Pará,
conseguiu
ampliar
o
edifício du
antigo
seminário,
e
melhorou
lhe
o
fundo
do
rendimento
para
ter
um
numero
maior
de
almnnos;
e
já
n’este
tempo
tinha
vi
sitado uma
grande
parle
da
diocese,
em
penhado
em
emendar
os
erros
e
misérias
iio
seu
rebanho.
Para
soccorrer
os
enfermos
pobres,
ia
I).
fr.
Caetano
todos
os
sabbados
á
noite,
com alguns
irmãos
da
caridade
que elle
instituiu,
pelas ruas
a
pedir
esmola
para
os
desvalidos,
levando
nas
mãos
a
alcofa.
Em
1787,
menos
d«
4
aunos
depois
da sua
chegada
ao
Pará,
poude
obler,
por
esmolas,
mn
capital
com
que
edificou
um
hospital
para
os
pobres,
que
se
abriu
c
m
festa
soletBBt;
e
para isto
lambem
escre
veu
para
Porlugal
ao
ministro
Martinho de
Mello
e
á rainha,
e
a
todos
os
que
po
diam auxiliai-o.
Nào
poude
guardar
no
animo
uma lai
festa
;
e
em
carta
para
amigos
disia
assim;—
«Eslão
os
meus
po-
bresinhos
já
na
sua
casa;
e
então
que
casa!
Um
palacio
magnifico!»
Em
23
de
setembro
de
1788
chegou
na
charrua
«Aguia», a
sua
nomeação
para
arcebispo
de Braga,
e
em
agosio seguinte
t
sabia
para
Lisboa,
onde
vinha
expôr ao
governo
a
conveniência,
senão
a
necessi
dade,
de
o
deixarem
voltar
para
o
Pará,
afim
de que
se
não
perdesse
o
que
lá
dtixára
em
principio; que
vinha
a
ser
um
collegio
de
meninas orfãs e
desampa
radas, que
para e-la
obr;i
também
pediu
esmolas, pelas
porias
;
visto
<•
pouco
caso
que
fez
o
minisbo
Martinho :
t
Mello
da
protecção
que para isto
lhe
pedia
o
bispo.
Em
19
de
outubro
de
1789,
entrou
a
barra de
Lisboa
;
e
sahic em
16
de
agosto
seguinte
com
destino á
f eguesia
de
Loureiro,
terra
da
sua
naturalidade, '
onde
esperava a sua
dita
sobrinha,
D.
Maria
Brandão,
que
rasgou
ti-:,
elegante
ponal
com
o
fim
de
introdusir a
carrua
gem
que
por ventura
o
coniusisse
;
cujo
portal
ainda
existe.
Durante
a
demora
que leve
em Lou
reiro.
lodos os
dias
confessou,
pregou
e
cismou
por
e«paço
de
15
dias, que
foi
o
tempo
que
aqui
este»e;
e
no
dia 16
de
setembro ás
3
horas
da
im-drugada
n
on-
tado
na
sua liteira, cheio de
contenta
mento,
mas
deixando os seus
parentes
e
patrícios,
consternados
pela
sua
ausência.
Seguiu
caminho do
Porlo e
jantou
nos
Car-
organisação
governamental
que
estatua a
transmissão
de poderes
depois de
1880,
isto
é, que
perpetue
o
regimen
actual.
A
combinação
do septennado
impes
soal, ou
per
outros
termos,
uma
especie
de
instituição
republicana
independente
do
marechal
Mac-Mahoo,
devendo
durar
até
1880,
não obstante
a
mais
favoravel, pois
que
poderia
harmonisar
os
dois
centros,
abortou
igualmente,
e
Mr.
de
Broglie,
vendo
que
era
impossível
constituir
uma
maioria
governamental
fóra
da
direita,
dei
xou
ver
que
eram
inúteis,
quaesquer
ou
tra
*
deliberações.
Com
efleito,
nada
ha
esperar
das
ne
gociações,
e
a
ultima
sessão o
mostrou
d
um
modo
bem
frisante.
Estas
conferencias
do
Elyseo,
cujos
resultados
eram
de
prever,
são
menoi
im
portantes
em
si
do
que
pelas
resoluções
pessoaes
do
marechal,
das
quaes
são
o
preliminar.
Teremos,
pois,
demro
em
pouco
gra
ves
acontecimentos
Não
é
agora
occasião
de
me
explicar
ácerca
das
intenções
do
marechal presi
dente;
previno
os
leitores,
e
isto
fundado
em
indícios
verdadeiros,
para
que
não
os
surprehewdam
factos
que
sobrevirão
logo
que
o
marechal
Mac-Mahon
esteja
conven
cido
de
que
a
maioria
que em
1873
vo
tou
n
prorogação
de
seus
pdderes,
é
hoje
impotente
para
dar-lhes
uma
organisação
constitucional.
As
reuniões do
Eyseo
não
são
mais
do
que
uma
experiencu.
uma
ultima ten
tativa. Bem
depressa
os
factos
succederão
ás
palavras.
Ha
muito
tempo
que
tudo
o
que
se
passa,
foi
previsto
;
o
prograrnina
será
cumprido até
ao
iim.
—
Teve
hontem logar
no
departamento
dos
Altos-Pyreneas
uma
das
mais
impor
tantes
eleições
que
trasia
preoccupados
os
espíritos.
Quatro candidatos,
representando
di
versas opiniões, se disputavam o
triunfo.
Segundo
as
ultimas
noticias
que
lemos,
o
candidato
legilimista, M. de
Puységur,
o unico
pel»
qual
votavam
os eatholicos,
não
poude,
lofelizmeute,
obter
a
maioria
dos
suffragios ;
mas
sim,
ao
que
parece,
M
Caseneux,
bonapartista:
é,
porém,
pro
vável
que
tenha
de
recorrer
a
um
segun
do escrutínio.
Toda
a
gente
sensata está
de
olada ao
ver
os progressos do
bonapar-
tis
no,
que
de certo
modo
justificam
o
or-
gelho,
sempre
crescente, de
seus
partidá
rios.
—
•
A
’
manhã tem
logar
a
reabertura
da
camara,
e
no
dia
11
éa
primeira
reunião
do
novo conselho municipal
de
Paus.
Es
ta
sessão
lerá
por
fim
principal
o
orga-
nisar
uma
commissão,
que
será
encarre
gada
de
regular as
condições
d
’
um
em
préstimo
de
220
milhões.
Desde
o
l.°
de
janeiro
de
1870,
tive
ram
este anno
logar, pela
primeira vez,
as
recepções
olliciaes
do
corpo
diplomático
e
corpos
constituídos
do
Estado.
O
marechal
quiz
dar-lhes
toda
a
pom
pa
possível.
Mgr.
Meglta,
núncio aposlolico,
foi
quem,
segundo
o
uso,
apresentou as
feli
citações
do
corpo
diplomático; tanto
a
resposta
como
a
allocuçào
foram
de
taera
delicadeza.
O
presidente
da
republica tinha
á
sua
direita
o
geral
Cissey,
vice-presidente
do
conselho
de
ministros,
e
lodos
os oíliciaes
da
sua
casa;:
á
sua
esquerda,
S.
E.
o
cardeal
arcebispo
de
Paris,
e
os
ministros.
Este»
trocaram
algumas
palavras
com
o»
representantes
das
potências
estrangeiras.
A
nova
da
proclamação
de
D.
Afion-
so
na
Hispanha,
constituiu
geralmente
o
assumpto
das
conversas
durante
a
recep
ção.
Dir-se-ia
que
o
acontecimento
era
es
perado
naa
regiõe»
diplomáticas:
—
tão
pouca
impressões
parece
ter
feito.
O
re
cente
manifesto de
D.
Atlonso fasia
pre-
sentíl-o.
além
d’
isso ha algum
tempo eer-
los
indícios
entremostravam
que
não
tar
daria a
produzir-se
uma
tal
solução
dos
negociou
d
’
Hispanha
por ter
a
preferen
cia
do
gabinete
de
Berlim
Esta noticia
causou
principalmente
gran
de
surpreia
áquelles
que
tinham
tomado
a
serio
o
marachal
Serrano.
Ainda
não
se
sebe
precisamente
a
parle
que
elle
ba
to
mado
no movimento,
sobre
o
que
circu
lam varies
boatos
(Conclue
etn o n.
* de sabbadoJ
H.
Ijiwhoa
Ifl de janeiro
{Correspondência
ptrlicular)
Sahe
amanhã
no
comboio
da
manhã
o
chefe
do
Estado,
sua
família
e
comensaes
com
o
snr.
ministro
das
obras pablicas
para
Vil'a
Viçosa,
a exercícios
venatorios
n
’
aquella
riquíssima tapada des
duques
de
Bragança.
Creio
que a
demora
da
cone
alli
é
de
uns
8
a
15
dias.
Continua
■
camara
elecliva
na
sua
con
stituição.
Já
estão
eleitos os
secretários
e vice-secrelarios.
Hoje
deve
a
camara
eleger as
com-
missões
de
resposta ao
discurso
la
corôa,
fasenda,
e
administração. Enviar-lhe-hei
os
nomes
dos membros das
commissões,
por
que
entendo
fa
er
n
’isso
um
serviço
a
quem
queira
tratar
alguns
negocios.
Diz
hoje
um
jornal
que
os
lucros do
Banco de Porlwgal
no
anno liado
foram
para
mai«
de
600
contos.
Veremos
agara
se
dará
4
ou 5
p.
c.
de
dividendo
aos
accionistas.
No
sabbado
o
snr.
ministro
da
guerra
deu
reunião
em sua
casa aonde
concor
reram
lados os políticos
do
partido
:
es
tas
reuniões continuam
em
íguaes
dias.
Tem agradado
muito
a
«Revista
do
anno
de
1874
*
no
lheatro
da roa
dos
Condes.
Está
bem
escripta
e
com
chiste.
O
snr.
viscoade
de
Guedes,
governa
dor
civil
de Evora,
deu na
sua
c^sa
de
Lisboa
um
jantar a
diversos
indivíduos
da
situação
política
actual
Do
ministério
estiveram
presentes
os
snrs.
Serpa,
Barjona,
e
Avelino.
Botou
original
®pusculo ácerca
da
«li
bertação dos
libertos
*
o
snr.
marquez
de
Sá.
Pesseas q«e
alli
leem estado
disem
que
o
snr.
marquez
é
auctor
de ceitos
projecto» de
lei
sobre
o
ultramar,
porque
nunca
lá
esteve.
Esta
já
publicado
o
1.®
volume
da
«Choiographia
Moderua
de
Portugal
*
.
E
’
colleccionada
pelo
snr.
coronel
d
’
artilhena
reformado,
João Maria
Baptista,
coadjuvado
por
seu
íilho
Joà®
Maria
Baptista
d’Oli-
veira.
A
obra
foi
impiessa
na
typographia
da
Academia
das
Sciencias.
E
’
subsidiada
pelo
governo.
Deve
ler
6
volumes. Tam
bém
se
dislribue
o
3.°
volume
da
«His
toria
do
eslabeleciwent»
d®
governo
par
lamentar em
Poitugal»,
pelo
snr.
A.
Luz
Soriane.
Esta obra
é
importante
pela
franquesa
com
que
o
snr.
Soriano
falia
dos
homens
e
das
coitas
publicas.
O
novo
rei
de
Hispauha
já
chegou
a
Barcellona, onde
deu
entrada
(diz
o
tele
grafo)
no
meio
de
ruidosas acclamações.
Ora
todos
sabem
que
Barcellona
é
essen-
cialmeole
republicana...
Em
fim
os
tem
po»
e as caisas
mudam.
Um
jornal d’hoje
confirma
o
ferimento
grave
do general
Lomo
cm
Urnieta.
Cus
tou-lhe
a diser
a
noticia, mas
disse-a.
O
novo
governo
hispanhol
devolve
ao
clero
as
propriedade»,
que
o
estado
ad
quirira
e conserva
em
posse
desde
1860.
Devem
partir
para
Londres,
afim
de
assistir
a
c®nstrueçã®
das
machinas
para
os
novos
navios de
guerra, o
muchinista
naval
Anlonio
Martins,
e os
ajudantes
Martins, Moraes
Sarnsealo
e
Liberalo
Cor-
reia.
Fallei-lhe
em
tempos
das reformas
pra
ticadas
na
admi«istr#çã«
pelo
sor.
Canto
e Castro;
hoje »ei
que
estabeleceu
n
’
Aju-
da
um
deposito
dos
genero».
das
proprie
dades
reaes,
com
o
fim
de
servirem
a
casa,
e
ser
o
saldo
vendido em
proveito
da
mesma casa.
O
correspondente
de
S.
Thomé
para
o
«Diário
de
Noticias»
dá
as
seguintes
:
em
cenítrucção o
palacio
do governo,
hospital
e alfandega,
calcetamento
de
ruas
por
pedra
britada.
Cootiaua-se
enxugando
os
pantanos
Vae
consiruir-se uma
torre
com
relogio
para
o
município,
bem'
corno
se
projecta um
novo paço
do
conselho.
Trabalham
,as
commissões
para apresentar
seus
projecto»
de
colonias penitenciarias,
e
recrutamento,
bem
come
se
montou
um
engenho
de
serrar
madeira
em
Monte Ma
caco.
Contra
esta
administração
tem sido
pu
blicadas n
’
oulrosjornaes
graves
accusações.
Em
data
de
9
do
corrente sabe-se
que chegou
a«
Rio
de
Janeiro o
paquete
francez
«Gironde
*
e
<
Aconcagua
»
da
com
panhia
do Pacifico, e
tinha
d’
alli
sahido
o
paquete
da
companhia
iiglesa.
A
«Nação»
d
’
hontem
publicou
a
carta
euciclyca
dirigida
ao
orbe
catholico
pelo
Santo
Padre
Pio
IX,
concedendo
o jubi
leu do
Anno
Santo.
REVISTA ESTRANGEIRA
São curiosas
as
seguintes
transcripções,
que
sobre
a
acclamação
de
D.
Aííonso
en
contramos
no
«Correio
da
Tarde
*
:
«Us
jornaes
de
Vienna
do
primeiro
de
janeiro
quasi
que
se
não occupam
senão
dó
Príncipe
das
Aslurias,
ainda ha
pouco
assentado
uos
bancos
de
um
collegio,
na
Áustria,
e
hoje
proclamado
rei
de
Hispa
nha.
Os
jornaes
federalislas
e
os
calheli-
cos,
e
especialmente
o
«Vaterland»
não
veem
n’esta
resburação
mas que
uma
in
truja
prussiana, urdida ha
muito
tempo
entre
o
marechal
Serrano
e
o
snr.
de Bis-
maik,
para
obstar a que
triunfe
a
ideia
monarchica
e
catholica
na
Hispanha.»
O
«Tages
Presse
*
de
Vienna diz
•
«D.
Aííonso
vae
deitar-se
em
um
leito
de espinhos,
e
não
era
um
leito
de
ro«as.»
A
«Union»
de
Pariz
diz
:
•
Parece
que
o Rei
dos
Belgas
quiz
ser
o
primeiro
a
reconhecer
a
rezleza
do
filho
de
D. Izabel,
pois
lhe
expedio
esle tele-
gramma
cujo
texto
devemos
a
«Liberte».
«AS.
M.
Affonso
Xll
rei
de
Hispanha.
«
Vossa
Mageslade
conhece
os
sentimen
tos
da
minha
atleição.
Faço
votos
pela
vos-
»a
felicidade, e
pela
longa duração do
vosso
reinado.
«Leopoldo».
«A
Liberté»,
conlisúa
a
«Union»,
cha
ma
importante
a
este
despacho
;
não
sa
bemos
porque seja
importante.
Ainda
que
o
Rei Leopoldo
não
reinasse
em
um
paiz
condemnado
á
neutralidade,
o
appoio
d
’
es-
te
pequeno
estado não
asseguraria
o
triun
fo
á
tentativa
affousista.
«A
«Liberté
*
diz-nos,
é
verdade,
que
D.
Aífonso recebera
outros
despachos
de
príncipes
e
testas
coroadas. E
’
possível
;
mas
elle,
eslamos
certos,
estimaria
mais
tropas
e
dinheiro
para
lhes pagar,
do que
estas
felicitações platónicas.»
Na
«Union»
do
dia
5
lemos:
«Recebemos,
de
origem
otficial,
o
se
guinte
despacho,
que osjornaes
de
Londres
lambem
publicam
esta
inauhã :
OfficiaL
«Tolosa
l.°
de
janeiro
de
1875.
«O
movimento
aílonsista
uão
trouxe
mudança
alguma
a
situação
dos
carlistas.
«Nas
Mias
fileiras
não
houve
defecção
a
I
g
u
m
a
.
«O
exercito
carlista
cada
dia
se
tor
na
mais
fone,
e
o
de
seus
inimiges
mais
fraco
pela
mudauça
de
governo
que
acaba
de
ler logar.
«Como
;sempre,
*
conflicto
será
ter
minado
pelos
exercites
no
campo
da
bata
lha.
»
A
este
telegramma
junta
a
«Union»
as
linhas
seguintes
:
«Nem uma
defecção
teve
logsr oas
fi
leiras
reaes,
com
grande
desgostos
de
muitos
que
esperavam
que
este
pronun
ciamento militar
trazia a
desordem
ao
cam
po
carlfsla.
<0
seu
raciocínio
era
este
:
=
Muitos
affousistas
por
horror
á
republica,
alisla-
ram-se
nos
batalhões
de
D.
Carlos
para
comballer
a
democracia,
com
a
firme
con
vicção
de
abandonar
este
campo,
logo
que
se
estabelecesse
em
Madrid
um
governo
re
gular.
=
«Eoganaram-se
:
os
que
se alistaram
sob
as
bandeiras
de
Carlos
VH,-
são
homens
de
urna
crença
sincera, qno
leem
una
patrio
tismo
mais
eleva
lo
doqua
suppuuham
os
que
assim os
avaliavam.
Sabem
que
cotn
o
fi
lho
de
Izabel
nada
haverá
estável etn
His
panha,
e
que
a
sua
monarchia
se
não
fir
ma
em
um
principio
solido.
«Ligarara-se
á monarchia
legitima,
a
única
que
póde
levantar o
seu
paiz
adita
do
e
arruinado,
para fazer
triunfar
o
in
trépido
priucipe
que
a
representa.
«Ou
o
Rei
Carlos
VII
será
soberano
em
Madrid,
ou
a
infeliz
nação,
pela
iude-
penJencia
e
honra da
qual elle
combate
tão
vaiosamenie
ha dois
annos,
íicará
ca
da
vez
mais
abatida.
«Nas
fileiras
afíonsistas
já
se
notam
simplomas
de
discórdia.
•
Emli.n
a
democracia
bispanhola
não
disse
ainda
a
suã
ultima palavra.
Os
seus
chefes
combinam-se
provavelmente
para
uma
nova
lucla.»
De
um
artigo
da
«Union»,
aprecian
do
a
acclamação
de
D.
Affonso,
transcre
vemos
os
seguintes
períodos:
«As
trepas
que,
de
outro
lado
dos
Py-
reneos,
fazem
e
desfazem
governos,
cha
mam-se
tropas
liberaes.
Os
generaes
que
as
sublevam
são
do
partido liberal.
O
jo-
valhos,
em
casa
de
pasto,
onde
vieram
es-
peraLo
o
padre
Preposito
da
Congregação
do
Oralorio
de
Braga,
e
um
companheiro;
vieram
a
tempo
de
o
verem
a
jantar
e
re
pararam
ser
uma
ineza
pobre e
s«m
ap-
parato;
netaram
a
humildade
com
que
co-
hibiu
uru
saceidote,
que lhe
quiz
deitar
agua
ás
mãos,
dizendo-lhe
que
estimasse
mais
as
suas
ordens,
e
que
lhe
chamas
sem
um
familiar
para
tal
mistério;
findo
isto metleu-se
na
sua
liteira, e
se
foi
apear
proximo
ao
Douro,
onde
se
embarcou
no
escaler
do
regimento,
da
guarnição
da
ci-
dad
*,
e
todos
os
navios
festejaram
com
salvas de
artilheria
a
sua
chegada.
Desem
barcou
no
caes,
onde
o
esperava
a nobre
za
e
conegos,
lendo
primeirameote
visita
do
a
capella
do
Senhor
d
Além.
O
regimento
de
infanteria
o
cumpri
mentou
com uma
salva
geral,
o
que
elle
agradeceu,
e
mandou
efierecer
20
moedas
para
um
refresco
dos
militares:
atravessou
a
cidade
em
uma
berlinda
até
á
egreja
da
Lapa,
e,
despedindo-se
da
comitiva,
met-
t.-u-se na
sua
liteira,
e
foi
dormir a
Les-
sa
;
ás
3
horas
da
manhã
do
dia
17
met-
teo-se
na
liteira,
e
chegou
a
Braga
ás
4
horas
da tarde, onde
todos
o
esperavam.
No
meio
de
duas
alas de
ordenanças;
na
prmeira
capella da
cathedral,
tomou
as
vestes
pontifícias,
que
lhe
ministraram
dois
capitulares
:
e
assim
entrava
em
Bra
ga
o n®vo
arcebispo
esperado
por um
im-
menso
ajuntamento
de
pessoas
de toda a
diocese
que
com
magníficos
festejos
o
re
cebiam. Já
em
Lisboa
recebera
o
novo
arcebispo
grande cópia
de
cartas
aaonimas,
umas
accusalorias,
outras indicadoras
do
genero
de
vida largo e
principesco,
que
em
Braga
devia
ter
:
e
o
arcebispo
fez
o
con
trario
:
D.
frei Caetano
seguiu
lambem
aquelles
conselhos,
que
poucos
dias
depois
de
estar
na
diocese,
mandou
os damascos
do
paço
para
as
egrejas
desprevidas,
e
vendeu
os
coches e cavallos, baixellas
de
prata
e
de
ouro,
e
tudo
foi applicando
aos
pobres.
Tratou
logo
de
augmentar
os
estudos
ecclesiasticos
com
as
cadeiras
de
institui
ções
de
direito,
historia
ecclesiastica,
dog
ma
e moral,
além
das
do
seminário de
órfãs
e
outro
de
meninos.
Encontreu
a
mitra
empenhada
em
oitenta
contos
de
reis.
dia
14
eslava
ião
doente,
que
recebeu
o
Sagrado
Viatico.
No
dia seguinte
mos
trou,
de
madrugada,
algumas
melhoras,
mas
pouco
tempo
depois
lomou-se-lhe
a
res
piração
anciosa,
e
entrou
em
agonia.
Fei
ungido,
e
de
mãtjs
erguidas,
e
com
a
voz
de resignada
suavidade,
com
que
fôra
con
solação e remedio
a
tantas
dores,
hia di
zendo:
—
«Fiat,
fiai!
Senhor!
Mais...
ainda
mais...»
e
ás
duas
horas
da
tarde
de
15
de
dezembro
de
1805, entregou
ao
Crea-
dor
a
alma
generosa.
Então n’
aquelle
paço
que
elle
mudára
em
humilde
habitação,
entrou de
novo
a
magnificência do
passado.
Vesliram-se
de
seda
as
paredes
nuas
;
encheram-se
de po
vo
e
nobres
as
grandes
salas;
e
uma
tris
teza
immensa
fez
ainda
mais
augusta
a
pompa
fúnebre
d
’
aquellas
exequias.
Santo
arcebispo
!
Tão
pobre
e
humilde
em
vida,
leve
um
funeral de
rei;
e
ao
seu
tumulo,
na
cathedral
de
Braga,
acer
cam
se ainda
hoje, os
doentes
e
os
affli-
ctus
!
Sagrada
csnonisaçào,
e eloquente
epi
táfio...
!
I
Em
maio de 1792,
já
o
arcebispo
ti
nha
em
bom
andamento
a
casa
das
me
ninas
orfãs
e
expostas.
Foram
crscendo
os seminários, e
luzindo
em
numeno
de
alumnos
e
em
dÍMinctos
proveitos.
E
’
chegado o
anno de
1805.
D. Frei
Caetano
havia
feito
no
espaço
de
quinze
annos
treze
visitas á
sua extensa diocese,
e
em
cada
uma
deixara assignalada a
sua
beneficente
passagem.
Como
arcebispo,
linha
tido
os
mes
mos
costumes
de
vida,
simples
e de
par
ca
ineza,
sempre
com
um
pobre
á
mão
direita,
costume
que
no
Pará estabele
ceu.
A
sua organisação,
que
nunca
fóra
ro
busta,
eslava
n’
este
anno de
1805
muito
quebrantada:
qualquer
passei®
o
fatigava
a ponto
de
mal
poder
respirar
;
o
somno
era
inquieto,
e
as
furças diminuíam
ea
cada
dia.
Apesar de
conhecer
que
a morte
se
aproximava,
hia
preparando
tudo
para
a
decima
quarta
visita; não
se
eximia a
nenhum
dos
antigos
trabalhos.
Assim
ain
da
no
dia
12.
de dezembro assistira
por
al
gum
tempo
aos exames
de
ordens,
e
no
3
ven
Affonso
que
acceita
a corôa
das
mãos
de
alguns
cabos
de
esquadra,
nos
diz
qut
fôra
educado
nas
ideias
constitucieoaes
e
liberaes
:
e
os
jornaes
de
Paris
que
mal
podem
oecultar
a
sua
alegria á
vista
d’e«-
le
novo
governo
saido
d
’
uma
caserna
«ão
os
orgãos
mais
acreditados
do liberalismo
francez...
A revolução
tem
o
privilegio
de
nos
dar
espectaculos d
’esles, e
os
liberaes
prostram-se
ante
elles...
«Ha
n
’
este
momento
duas
Hispanhas
:
uma
presa
dos
conspiradores
e
joguete
la
torça;
muda
de
senhores,
sem
mudar
de
destinos
:
subjeita-se
a
tudo
o
que
lhe
impõem
os
pretorianos...
e
perfeitamenle
corrompida,
já
não
se
envergonha
com
a
sua
decadência.
A^outra
Hupanha
e»tá
de
pé
e
ao
lado
do
sew
Rei.
E
’ representada
por
cem
mil
voluntários,
extranhos
a
t«das
as
vergonhas
da
Península
; sentindo
as
infelicidades
da
sua
palria,
mostram
se
im
pacientes
pela
fazer
levantar
;
fieis
a
Deus
e
ás
santas
tradicções
como
nos tempos
de
Pelagio
e
do
Cid,
levam
a
sua
dedica
ção
ao
heroísmo.
Esta
Hispanha
é
a
His-
panha
realista
e
catholica,
empunhan
do
as
armas
e
com
um
chefe
digno
d
’ella,
apresenta
o
mais
bello
espectaculo
d
’
este
século;
fiz
reapparecer,
resplandecente
de
vida,
o
que
se
suppunha
morto;
tem
ac-
cumulado,
em
um
curto
espaço
de
tempo,
tudo
o
que se
admira
nas
mai«
gloriosas
epopeas;
o
que
tem
feito
nào
póde
esque
cer,
nem
póde morrer.
<0
affousismo
pertence
a
uma
d’
estas
duas
Hispanhas. á
Hispanha
da
corrupção,
da sedição e
da
decadência
;
não
é
mais
que
uma face
de
uma
situação
produzida
por
quarenta
annos
de intrigas,
d
aventu
ras
e
de
crimes;
o
affontismo
é
a
revo
lução,
e
nunca
será
mais que
a
revolução
;
é
por
isso
que
oblem
a
adhesão
dos
libe
raes
e
a
protecção
da
Prussia.......
>
VERSALHES 8
—
Estão assentes
as
ba
ses
do
n0'0
ministério.
Parece
que
farão
parte
d’elle
Bioglie,
Decazes
e
Fourtoo
(lo
dos
do
centro
direito).
Os
outros
mem
bros
não
*
slão ainda
designados.
WASHINGTON
9
—
A intervenção
mi
litar
na
Inglaterra
de
Nova
Orleans,
cau
sou
giande
indignação.
0
senado
approvon
uma
resolução,
pedindo
informações.
PARIS
9
—
Depois
de
uma nova
entre
vista
com Dufaure,
Mac-Mahun
chamou
o
duque
da
Audifbel-Pasquter,
o
qual
recu
sou
a
missão
de
formar
ministério.
Crê-
se
que
Mnc-Mahon
chamará
o
duque
de
Broglie.
PARIS
10—
Broglie
declarou
que
nào
podia
formar
gabinete antes
da
Assembleia
se
pronunciar
Sobre
as
leis
constilucionaes.
0
conselho
de
ministros
está
actualmen-
te
reunido
no
Elyseo.
PARIS
9
—
M
dC-Mahôa
confiou
a
Bro
glie
a formação
do
ministério.
Julga-se
que
Decases será ministro
dos
negocius
estran
geiros.
MADRID
10—
D.
Carlos
mandou
con
tinuar
a
guerra
energicamente.
O
governo procederá
com
igual
ener
gia.
Salaverria
approvon
o
convénio
de
Co-
mach-j
relativo á
■
«vida
hispanhola.
GAZETILHA
SSPE3Í2SBT®
Rogamos
aos
nossos
illustres
assignan-
les
que estão
em
debito,
tanto
do Futuro
como
do
Commercio
do
Minho,
de
manda
rem
satisfazer
o
importe
de
suas
assigna-
turas,
quer
seja
entregando-o
aos
corres
pondentes
do jornal
abaixo declarados,
quer
enviando-o
;
os
do
Futuro
ao
snr. Francis
co
Marques, Soares
d
’
Azevedo,
rua
de
San
to
Antonio,
n.°
ê,
e
os
do
Commercio
do
Minho,
ao
proprietário d'esle
jornal,
J
M.
Dias
da
Costa, rua
Nova,
n.°
3.
Qualquer
quantia
deverá
ser
remelhda
em
vales
do
correio,
podendo
descontar,
querendo, na re
messa
o
prémio
do
seguro. Repelimos
por
esta
occasião
que
são
considerados
como
as-
signantes
do
Commercio
os
que
o
eram
do
Futuro
e
que
não
leem
até
hoje devolvido
ede
jornal,
como
signal
de
recusa.
Espe
ramos
portanto,
se
dignarão
satisfazer
o
quanto
antes
os
seus
débitos,
com
cuja
de
mora
estão
causando
grandes
prejuisos
a
esta
empresa,
a
qual,
muito
contra
sua
vontade,
se
vê
forçada
a suspender a re
messa
aos
que
estejam
em atraso
de
mais
de
um anno.
Os
correspondentes
auclorisados para
receber
as
assignaturas
são
os
seguintes
ill.
mos snrs.
:
Em
Lisboa,
Ignacio
Francisco
de
Mo-
a
contravenção
com
injurias,
desobediên
cia,
resistência
ou
violências
aos
guardas
da
linha
ou
agentes
quer
das
emprezas,
quer do
governo,
além da
multa
serão
punidos
com
a
pena
imposta
pelo
codigo
penal.
§
2. Se
alguém
arrombar
a
vedação
ou
abrir as
barreiras
nas
passagens
de
nivel,
soílrerá
o
dobro
da
multa
impos
ta
no
principio
d
’
esle
artigo
e
mais
pena
de
3
a
30
dias
de prisão;
e
se
obrigar
o
guarda
a
abrir as
barreiras,
será
pu
nido
com
as penas
impostas
aosqueçom-
meltem
violências
contra
a
auctoridade
publica.
Arl
32.—
Serão punidos
com
as
pe
nas
do
art.
466,
inclusive
do
codigo
penal
todos
os
indivíduos
que,
por
quaesquer
meios,
impedirem
ou
tentarem
impedir
a
execução
dos
trabalhos
auclorisados
pelo
governo
ou a
exploração, e
aquelles
que
destruírem
ou
de
qualquer
modo
damni-
íicarem
os
trabalhos
e
obras
feitas
ou
em
construcção
e.o
material
da
exploração,
praticando
qualquer
dos
fados
incrimi
nados
nos
citados
arligos.
Arl.
33.
—Serão
punidos
com
as
pe
nas
de
sedição
ou
assuada, nos
termos
da
lei
penal, todos
os
indivíduos
que
se
reunirem
ou
amotinarem,
qualquer,
que
seja
o
seu
obejecto,
fim
e intento,
cons-
tragendo
ou
tentanddo
constranger,
im
pedir
eu
perturbar
as
'emprezas
ou
os
seus
empregados e
agentes
na
execução
dos
trabalhos
e
obras
approvadas
pelo
governo
ou
na
exploração,
ou
os
fis-
caes
por
este
nomeados
e
qualquer
dos
seus subalternos
ou agentes.
i®art0 telegraAca.—
O
nosso
colle-
ga
da
«Regeneração» recebeu
um
lelegram-
ma
do
seu
correspondente
em
que
diz
que
o
ministro
da
fazenda
apresentou
o
rela
tório,
e
as
seguintes
propostas:
Modificando
os
direitos
do
arroz.
Pi
opondo
a
cunhagem
de
400
contos
de
prata
miuda,
e
deus
contos
de
cobre,
em
moedas
de
5
rs.
A
troca
de
moeda
nas ilhas.
Creando
caixas
geraes
de
depositos.
Acabando
o
sistema
aclual
de
separa
ção
das
doas
alfande^as
de
Lisboa.
Propondo-
a
renovação por
dous
an
nos
p»ra o
registro
dos
onus
reaet
e
pa-
ia
os foros
da
Fazenda.
Modificando
o
impo«to
industrial
; e
pedindo
a
mesma s»mma
do
anno passado
do
imposto
predial.
Propõe
um
favor de 50
por
cento
aos
foreiros
devedores.
Oa&le <le
mascaras.—O
baile
de
mascaras
que estava
aununciado
para
a
noite
de
hoje,
não
póde,
por
justos
mo
tivos,
ter
logar,
ficando transferido
para
domingo.
Um
papa-flna.
— Os
leitores
d
’
esla
cidade
estarão
lembrados
d
’
um
pobre
diabo,
chamado padre
Manuel
Sardinha,
que
mais
tarde
se
transformou
em
Sardenha?
Pois,
snrs.:
tem
feito
coisas
do
arco da
velha
Oiçamos
o'
«Diário
lllustradu»,
que
nos
dá
boas
novas
do
tal sugeilo
:
Diz
na
Republica
o
snr.
Manuel
Sarde
nha
bom
poeta
petroleiro
e
máo
padre ca-
tholico,
o
segainte
:
O
vai
ameno
dá íleres,
O
sol
torrentes
de luz
E
o
catholicismo
joias
Gomo o
cura
Santa
Cruz.
E
padres
como
o
snr.
Manuel
Sardenha
lambem.
Felizmente
essas
joias
e
esses padres
são excepções.
Gontinua
o
mesmo
bom padre
:
O tufão
revolucionaiio
Investe
sem
descançar.
E
’
um
vento irresistível...
Pobre
throno
e pobre
altar
!
Gom
que uneção
religiosa,
com
que
fé
sincera
ha
de
o
snr.
Manuel
Sardenha
su
bir
ao
altar, que antevê tão
breve
derro
cado
pelo
veuto
oesabrid»
da
revolução ’.
A
nós
nào
nos
incornmoda
um
padre
d
’estes.
Faz-nos um
dó
profundo!
E
ás
vezes lambem
nos
faz
rir.
Por
exemplo,
quando
diz
:
Já
ahi
vem
D. Republica,
A’
frente
dos
seus
dragãos.
D.
Republica!
que
ratice!
e
quem
se
rão
os
dragões
da
tal
senhora
D.
Repu
blica?
Não
pode
deixar
de
ser
utn
d
’
eiles
o
snr.
Sardenha.
Aquillo
é
que
são
republi
canos
!
aquillo
é
que
são
dragões
!...
E
que
medo
elles mellem!
raes,
rua
de S.
Lazaro
n.°
38.
—
No
Porto,
José Carlos
das
Neves,
rua das
Flores.
—
Na
Covilhão,
Luiz
Antonio
de
Carvalho.
—
Em
Vianna,
Francisco
José
d
’
Araujo Júnior.
—
Em Ponte
do
Lima,
Antonio
Ferreira
Salça, redacção
do «Ecco
do
Lima
i».—
Em Guimarães,
J.
A.
Teixeira
de
Freitas
Guimarães,
S.
Damaso
17.
—
Povoa
de
Varzim,
José
Joaquim
de
Fa
ria
Machado,
Largo de
S.
Roque
n.
7
a
12
—
Penafiel, Victorino
José
de
Carva
lho.
— Barcellos,
Francisco
José
Leite.
Rogamos
aos
snrs.
correspondentes,
que
além
de
não
demorarem a
remessa
das
quantias
que
tiverem
recebido,
tenham
a
bondade
de
enviar
as
relações
dos
que
tiverem
pago
e
nào
declarem
que
deixam
de
ser
assignantes,
para
que
a
suspensão
do jornal
não
venha, por acaso,
a
recair
sobre
estes
nossos
obsequiosos
cooperado-
res.
Aovem» e
festividade. —
Principiou
no
dia
42
do
corrente
a
novena
de
S.
Vi
cente
.Mártir,
na
capella
de
sua
invocação,
e
no
dia
22
celebrar-se-ha
a
sua
festivi
dade
com
toda
a magnificência
e
appara-
lo,
havendo «ia
quinta
feira
immediata vés
peras
solemnes.
Consta
nos
que
está
incumbido de
fazer
o
panegírico
do
Santo o
distinco
orador
o
snr.
padre
João
Velloso.
A
circumstancia
de
haver
desde
lon
gos
annos,
da
parle
do
povo
de Braga
e
das
freguezias limilrofos,
a
maior
devoção
para com
aquelle
ínclito
Mártir,
a
fim
de
o
preservar das
bexigas,
sobre
ser
esta
bolemnidade uma
das
prioeipaes
da
nossa
terra,
torna
sempre
esta
festa
concoen-
dissima
;
e
por
certo
sel-o-ha
ainda
mais,
attendendo
a
que
é
a
primeira
que
se
faz
n
’
aquelle templo depois
que
se
concluíram
os
grandes
melhoramentos.
ConiHbriceaase.
—
D
’
este
jornal
tran
screvemos
o
seguinte
:
A
cidade
de
Pariz.
—
Em
1815
não
se
coutavam
mais
de
10.000
negociantes
na
capital de
França.
Actualmente
existem
mais de
100:000.
N'aquella epocha
o
nu
mero
de
operários
não era
superior
a
40
mil,
hoje
anda
por
500:000.
A
receita
or
dinária do
orçamento
municipal,
que
em
1815
não
subia de
25
milhões,
é
hoje
de
150
milhões.
As
ruas
de
Pariz
são
illuminadas
por
130.000
candieiros,
que
consomem
men
salmente
800:000 melros
cúbicos
de
gaz.
Os
theatros
consomem em
cada
mez
150
mil
metros
cúbicos
de
gaz.
Conlam-se
o
’
esla
cidade
1:316
edifícios
munipaes.'
Os
seus
jardins
e
passeios
pú
blicos
occupam uma
extensão
de
570:000
melros.
Mais
de
100:000
arvores
estão
planta
ias nas
ruas
e
praças
publicas,
im
portando
as
despezas
da
sua
cultura
e
con
servação
em
perlo
de
190:000
francos
an-
ouae».
A
cidade
de
Londres.
—
A
capital
da
Gran-Bietanha
mede
25
kilomelros
de
com
primento
e
13
de
largura.
Sua
superfície
é
de
34:000 hectares,
6
a
7
vezes
maior
que
a
de
Pariz.
A sua
população
ó
de
4
milhões e
25
habitantes.
As
suas
23:000
tuas,
dispostas
em
linha
recla
e
continua,
tem uma extensão
de
10:000
kilomelros,
isto
é
um
comprimento
egual á
distancia
que
vae
de
Londres
á ilha
de
Ceylão.
A
illumiuação
publica
conta
perto
de
500:000
candieiros.
que
consomem
em
24
horas
15
milhões
de pés
cúbicos
de gaz
O
numero
de
tabernas
é
superior
a
4:500.
Os
casos
de
mortes violentas
e
iragicas
regulam
annualmenle
por 2:600.
Mais
de
1
15:000 pessoas
exercem
profusões
sus
peitas e
fraudolenlas.
Em
18'
8
foram
en
contradas
nas
ruas
perto
de
10
mil
pes
soas
ébrias,
sendo
mais de
4
mil
mulhe
res.
No
mesmo
anno
foram
presos
em
fla
grante
delicio
mais
de
23
mil
ladrões
de
profissão.
*
Caminho
de
ferro
do
JEinBio. —
Gomo
e>lá
próxima
a
chegada
da
machi-
na
locomotiva para
o
serviço
da
linha,
foi
mandado annunciar
que
d
’oravanle
fi
ca
prohibida
a enirada no
recinto dos
trab;
lhos
do
caminho
de
ferro.
Esta
prohibição
funda-se
no
Titulo
3.°
do
Decreto
de
31
de
dezembro
de
1864,
que
passamos
a
transcrever
;
Artigo 31.
—
Nenhum indivíduo
es
tranho ao
serviço dos
caminhos
de
ferro,
assim
durante
a con»lrucção
como
duran
te
a
exploração,
póde
transitar
pelo ca
minho,
demorar-se
n’elle
ou
alravessal-o,
não
havendo
passagens
de
uivei,
ou es
tando
estas
fechadas.
Aquelle
que
prati
car
qualquer
destes
factos,
será
imme-
dialamenle expulso
da
linha,
autoado
e
entregue
á
auctoridade
competente
para
ser
cotreccionalmente
punido
com
a
multa
de
3$000
a
30^000
reis.
§
1.
Se
os
transgressores
aggravarem
Os
reis
desmaiam
no
leito,
Os
reis
desmaiam
no
banho.
Os
reis desmaiam
no
throno!
Jesus!
que
medo
tamanho!
O’ deslumbrante
quadro
magico
!
ó
rei»
desmaiados!
ó
faniquitos das
cabeças
co
roadas
!
Depressa
o
vídrinho
dos saes
que
rea
nimam
a
Margarida, para
reanimar
este»
pobres
reis
desfalecidos,
no
throno,
no
leito,
no banho...
Jesus
!
que
medo
tamanho
!
Exemplo de «I iticiplsnt
*
ií prus-
•iana. —
Do
«Paiz»,
transcrevemos
a
seguinte
noticia
:
Fomos
competentemente
informados
de
que
sua
exc.
a
o
sr.
general
Amaral
or
denara
ao
sr. commandante
de
cavalla-
rta 3,
que
mandasse
recolher
a
força
que
andava
acompanhado
o
sr.
coronel
Sal
gado
(na
camiianha
da
frigideira.)
O sr.
coronel
Amaral
ciliciou
ao sr.
Salgado communicando-lhe a
ordem
do
sr. general
;
porém
o
sr.
Salgado,
que
é
disciplinador,
respondeu
que
não
re
cebia
ordens
do
sr.
coronel Amaral!!!
Porem
o
sr.
Amaral
não
lhe
dava
ordens
;
transmitia-lhe
as
ordens
do sr.
general.
Ainda
assim
o
sr.
coronel
Amaral é
mui
to
mais
antigo
do
que o
sr. Salgado,
e
por
isso tinha
lodo
o
direito
ao com-
medimento
da
phrase
do
sr. Salgado
dis
ciplinador
á
prusúana,
se o
sr.
Salgado
quizesse
para
os outros
o
que
quer
pa
ra
si.
O
sr. Amaral
respondeu
devidamen
te
ao
oílicio
do
sr.
Salgado,
e
em
se
guida
enviou
toda
a
correspondência
ao
sr.
general
da
2.°
divisão.
Do
conhecimento d’ella
dimanou a
or
dem
de
prisão
do
sr.
Salgado.
O
resto
estamos
para
vel-o.
. Correspondência
parn o Hra-
25il.
—
Pelo
administração
central
do
cor
reio
de
Lisboa,
se
previne
o
publico
do
seguinte
:
Em
virtude
de um
novo
contrato
celebrado
entre
o
correio
britânico
e
a
companhia
denominada
«Royal
Maib,
os
paquetes
d’
esla
companhia
farão,
de
ora
em
diante,
duas
carreiras
mensaes
entre
o
Reino
Unido
e
a
America
do sul,
par
tindo
de
Soulhampton
a
9
o
24
de
cada
mez, e
tocando
em
Lisboa a 13
e
28,
lambem
de
cada mez.
Os
portes,
que
ficam
competindo
ás
correspondências
que se
expedirem
para
a
America
do
Sul,
ou
d
’
ali forem rece
bidas
pelos
referidos
paquetes,
são
os
seguintes
:
a
saber :
Cartas:
até
10
grammas
(inclusiva
mente)
—
150 reis;
até
20
grammas (in
clusivamente)—
300
reis,
e
assim
por
diante,
augmentando-se
150
reis,
em
cada
10
grammas,
ou
fraeção
d’
este
peso
que
acrescer.
Os
paquetes,
que
na
vinda de
Sou-
thamplon
tocarem
em
Lisboa a
13
de
cada
mez,
farão
escala
por
S.
Vicente
de
Gabo
Verde,
Pernambuco,
Bahia, Rio
de
laneiro,
Monlevideu
c
Buenos
Ayres,
hem
como
não
farão escala
por
Pernambuco
e
Bahia
os
que
locarem
em Lisboa
a
28.
Ileloyío
inysterioao,
—
Le-se
na
Correspondência
de
Coimbra
.
No
importante
estabelecimento
de ou
rivesaria
do »r. Abilio
Augusto
Martins
lia
um
exemplar
de relogio
myslerioso
cujo
rnachinismo
passamos
a
descrever
:
O
ponteiro
dos
minutos
é
uma
ba-
ança
ou
alavanca
de
braços
desiguaes,
e
perfeitamenle
equilibrada.
O
braço
maior
é
a
extremidade
in
dicadora
;
o
mais
curto
termina
em
urna
caixa
redonda,
dentro
da qual,
e
em
torno
de
toda
a
circumferencia
gira
um
peso
de
platina,
movido por
meio
de
um
mechanismo
de
relojoaria..
Como
em
virlude
d
?
este
mechanismo
o
centro
da
gravidade
está
sempre
fôra
do
seu
logar,
o
ponteiro dos
minutos é
obrigado
a
seguir
o
movimento
do peso,
que
dá
volta
em
uma hora;
e,
pela dis
posição
especial
de
uma
minuteira
das
horas.
Assim,
sendo
ambos
os
ponteiros
de
pendentes,
ficam
independentes
no
mo
vimento.
Vê-se
pois,
que
o
mechanismo
do re
logio
myslerioso
é
muito
simples,
e,
com-
quanlo já
se
tenha
querido
dar
movimen
to
aos
ponteiros
dos
relogios
por
um
mechanismo
similhante,
é
certo
que o
principio em
que
se
funda
o
trabalho
de
mr.
Robert
é
inleiramente
novo
e
in-
volve
grande
aperfeiçoamento.
Orama •»>»
mnr.
—
Lê-se
n
’am
jor
nal
de
Sydney
:
*
Recebemos
noticias
de
Numes, Nova
Caledónia,
dizendo
que
o
cutler
Lapwing
,
r
W
M
ggg
gig
?7>T r j wfliiiiii i
de
Auckland,
que
fazia
o
trafico
das
ilhas,
foi
atacado
pelos
naturaes
da
ilha
de
Tafulia, que
faz
parle
do grupo
de
Santa
Cruz,
e
que
a
tripulação
foi
as-
sasinada
e
queimado
o
navio.
A
noticia
chegou
a
Numia.
Segundo as
informações
obtidas,
re
sulta
que
a
tripulação
não
tendo
vive
res,
o
segundo se
mettera
em uma
lan
cha
a
fim
de se
dirigir a terra
e procu-
ral-os.
Os
naturaes
alacaram-n’o,
assas-
sinaram-n’
o,
bem
como
a
tripulação, e
tendo-se
apoderado
do
navio
mataram
o
capitão
e
os
homens que
haviam
ficado
com
elle
e
que
eram
todos
kanacks.
Um
só
pôde
escapar
e
foi
por
elle
que
tudo
se
soube.
Antiguidades da villa de Carra-
zeda
d’
Anei2««.
-
A
5
e
meio
kilomelros
d
’esta
villa,
oflerece-se-nos
á vista
um logar
deshabitado,
denominado
Castello
d
’An-
ciãe», logar
onde
oui
’
ora estrava edificada
a
villa
d
’
Anciães, e actualmentc
Carraze-
da
d
’Anciães.
E
’
pasmoso
ver
aioda
hoje,
atravez
de
tantos
séculos,
levantar-se
a
pequena
dis
tancia
cfesta
v«lla,
cercado
de
grossos
mu
ros
ie
ameias,
o
antigo
Castello
de
An
ciães.
Não se
sabe
ao
certo
o
tempo
da
sua
fundação; só se
sabe
por
varias
moedas
que
alli
tem
apparecido
com
a
effigie
de
alguns
imperadores
romanos,
que
fora
fun
dado
muito
antes
de
Christo,
isto
segun
do a
opioião
mais
provável.
Dão
entrada
para
o
castello
duas
gran
des
portas,
hoje
em
misero estado;
no
cimo
d’
uma
das
quaes
se
encontra
a
se
guinte
curiosa
legenda
:
«=
Anciães
sem
pre
leal
ao
rei
de Portugal^.
No
meio
do
castello
havia
uma grande
pirâmide
com
o
retrato
d
’um fidalgo
de
barbas
grandes,
o
que
talvez
quizesse
si
gnificar,
que era
aos
grandes
e
anciães
que
estava
confiada
a
alcaidaria
mór
do
castello.
Ha via dentro do
castello
duas
mages-
tosas
egrejas,
uma
de
S. João
iotra-moros
onde
segundo
a
tradição,
se
vinham fa
zer
alguns
enterramentos
de
Villa Real,
em
quanto
lhe
foi
sufiraganea
;
outra
de
S. João
extra-muros,
aonde
ainda
hoje
se
divisam
com
bastante
custo,
alguns
carnei
ros
com
o
nome
de
pessoas
illustres.
Fóra
do
castello
veem-se
ainda dois
pequenos
cubículos
um
dos quaes
ainda
hoje
se
acha
em
soflrivel
estado.
Pelo
que
respeita
ao
estado
de
conser
vação
d
’este
castello é lastimoso,
depois
que
em
1734, ha
141
ânuos,
se
efTectuou
a
mudança
da
antiga
villa
para o
logar
de
Anciães,
e
aclualmeote
Currazeda
d
’
Anciàes.
José
de
Moraes
Neves.
SECÇÃO
DE COMMUNICADOS
Snr.
redaclor
do
Commercio
do
Minho.
Convencido
de
que
a
polilica
só
pro
duz
desgostos
e
dissabores
aos
que
n’
el-
la
militam
de
boa
fé,
e
que
não
dá
re
sultado profícuo
senão
aos
especuladores,
resolvi
retirar-me
de
toda a
polilica qual
quer
que
fosse
a
parcialidade
a
que
me
julgassem ligado.
Declaro,
porém,
que
fi
co
á
disposição
de
todos
os
meus
ami
gos
para os coadjuvar
e
auxiliar
com o
meu humilde apoio,
sem
que
me impor
te
a
bandeira,
que
esses
amigos
repre
sentem.
Pela
inserção
d'estas
linhas
ficará
muito
obrigado
quem
é
De
V.
amigo,
altenlo
e venerador
Braga 11
de
Janeiro
de
1875.
Antonio
Maria
Pinheiro
Ferro.
COHUEllCIO
B
olsa
db
B
raga
'1
i
de
janeiro de
1875
Efíeetuado
Banco
Commercial
de Braga
.
.
62
>'500
>
>
de
Vianna
.
127$500
>
de
Guimarães 102$f)00
j>
do
Douro
.
69^500
»
do
»
.
.
60&6
o
»
da
Covilhã
.
42^960
d
>
de
Coimbra
.
11
$000
»
União
.
.
.
117$500
>
C.
de
Villa
Real . . . 35$000
Ob
rg.
do
C.
de
ferro
do
Minho
.
85$000
d
2
de
janeiro
de
1875
F.fTectuadu
Banco Commercial
de
Coimbra
H$500.
Banco
de
Villa
Real
35$000.
Banco
do
Minho 125$500.
Banco
da
Covilhã
43$200.
Banco
Portuguez
U4$7OO.
Obrigações
do
caminho
de
ferro do Minho
e
Douro
85$200
ínscripções
d’
assentamenlo
46,75.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE
A TODOS
§em medicina,
pur
gantes
nem despezas
com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
satide,
KEVALESCIEilE
DU
BARRY
de
Londres.
37
annss
dPiravariavel «ueeeaso
5
Toda
a
moléstia
acaba
com
o
uso
da
deliciosa
Revalesciére
du
Barry
que
tor
na
a
dar
a
saúde,
a
energia, a boa
di
gestão
e
o
somno. Cora
as
indigestões
(dispepsia)
gastrica,
gastralgia,
flegmas,
arrotos, flatos,
amargor
na
bocca,
piiui-
tas,
nauseas,
vomilos,
irritações
intesli-
naes,
diarrhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressào,
con
gestões,
mal
aos nervos,
diabethe,
debi
lidade, Iodas
as
desordens
no
peilo,
na
garganta,
do
alito,
das
broochrtes,
da
be
xiga,
do íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,,
do
cerebro e
do
sangue.
75 000
curas
enlre
as
quaes
conlam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
da
exc.
ma
snr.
a
marqueza
de
Brehan, dos
doutores
Manoel
Saens
de
Jejada
da
Universidade
de
Cordova
etc.
ele.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe-
ninsula :
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
;
de
*
/
s
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$4O()
reis;
de
2
*
/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
12$000
reis.
Os
biscoilos
da
Revalesciére que
se
po
dem comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
u'm
caixas
a
800
e
1$400
reis.
O
melhor chocolate
para a
saúde
é
a
KevaleNcicre
eíi«se
**
Jt»fiada
;
ella
res-
titue
o
appetlile,
digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
u
checulale
ordinário,
sem
esquentar.
’
Em paus,
ou em pó
em
caixas
de
folha
de
lata
dr
10 chávenas,
500
reis;
de 24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou 25
reis
cada
cbavena.
BAiunr sw
c.a -pia-
ce
Vemlòme,
26,
Pariz;
77
Régent-Streel
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharrnaceulicos,
droguislas,
tner-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbasa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Lorelo,
28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12.
J.
de
Sousa
Ferreira
á
Irmão, rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
; J.
Pinto
; Desí-
ré
Rahir>;
Ceimbrn, V.
Botelho
de
Vas-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
;
ABareellos,
Ramos,
pharm.;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado, praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharm.;
CíMiimarães,
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
;
ff
*
esaa-
ílel.
Miranda,
pharm. ;
JPoiate
do Eãma.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.;
Po
voa
dlo
Varziin,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Wianna
do Caetelío,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Vila»
«i«
CwjtxtSe,
A.
L.
Maia
Torres,
phdrm.
AGRADECIDIEHTOS
Thereza
de
Jesus
de
Sousa
Ferreira,
tendo
deliberado
fechar
o
seu
botequim
na
rua
de
Traz
da
Sé,
agradece
a
todos
os
seus
íreguezes
e amigos,
o
lavor
que
lhe
dispeosaiam
com
sua frequência
durante
o
longo
período do
sou estabelecimento.
Braga
8
de
janeiro
de
1875.
Thereza
de
Jesus de Sousa Ferreira.
(2231)
Os empregados
das
obras
publicas
da
Di-
recção
de
Braga,
julgam
ler
agradecido a
to
das
as
pessoas que se
dignaram
assistir,
no
dia
30
de
Dezembro ultimo,
ua
real
capella
do
Hospital
oe
8.
Marcos,
a
uma
missa
resada
pela
alma da
exc.™
’ snr.
a
D.
Joa-
quina
da
Lapa Alves
da
Rocha
Branco,
mãe
do
seu
exc
mo
e
digno
chefe o si»r.
Henrique
Guilherme
Thomaz Branco;
mas
se,
por esquecimento
ou
omissão,
deixa
ram
de
cumprir
este
sagrado
dever
para
com
alguém,
veem
por este
meio
mani
festar
a
sua
eterna
gratidão
e
mdelevel
reconhecimento.
Braga
9
de janeiro
de
1875
(2212)
fcvgg)
9P
o
‘
u
opiog
op
ma
bu
bicooj
)
-U9
Dl{[
0S
‘
SOIDimUUE
sop
BZ?d
-sap
e
opuTjíjBd
‘
o.tpquip
ma
Ei]
-uunb
Btiin
assopaed
uianf)
0(1
VHP
V___________
BANCO
COMMLRCIAL
DE
BRAGA
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d’
esle
Banco a
comparecerem
na
sessão
da
as
sembleia
geral
ordinária
que
hade
ter
lo
gar
no
dia
16
corrente
pelas
10
horas
da
manhã
na
casa do
mesmo
Banco, para os
fins designados
noart.
25
dos
Estatutos.
O secretario,
Antonio
Luiz
da Costa Pereira
de
Vilhena.
j
anco
de
Giiwnarâes
Por
ordem
do
exc.™0
snr.
presidente
d
’
assernbleia
geral,
são
convidados
os
srs.
accionistas
d’
esle Banco,
para
se
reunirem
no
dia
25
do
corrente,
pelas
10
hoías da
manhã
ua casa
do
Banco,
paia
se
discu
tir
o relalorio
e
contas
da
gerencia
e
pa
recer
do
conselho
fiscal,
em
conformidade
do
arl.
42
dos Estatutos.
Binco
de Guimarães
12
de
janeiro de
1875.
O
secretario
da
assembeia
geral,
(2243
A)
Anlonio
Peixoto
de
Mattos Chaves.
EANCO
DO
M1ÀÍ1U
São
convidados
os
snrs.
accionistas
des
te
Banco
para
comparecerem
na
ses-ão
da
assembleia
geial ordinaria, que se
hade
constituir
no
dia
14
do
corrente,
pehs 11
e
meia
horas da
manhã,
na
casa
do
Ban
co.
para
os
fins
determinados no
artigo
35.°
dos
Estatutos.
O
presidente da assembleia
geral
Visconde
de S. Lazaro.
COMPANHIA
G1.ÍHAL
BliA-
CAlíHNSE
São convidados
os
snrs.
accionistas pa
ra
se
reunirem
no
dia
18
do
corrente,
pelas
10
horas
da manhã,
no
escriptorio,
da
Companhia
campo
de
D.
Luiz
I
n.°
37,
para
os
lim»
designados
no
arl. 26.°
do
Estatuto.
Braga
9
de
janeiro
de
1875.
O
presidente,
Francisco
de
Campos
d
’Azevedo
Soares.
José
Francisco
d
’0liveira,
lavrador
pro
prietário
da
freguezia de
Santa
Lucrccia,
subuibios
da
cidade de
Braga,
tem uma
carvalha
lombuda com
todas
as
proporções
para
quilha
de
navio,
a
qual
tem
45
pal
mos
de
comprido
e
faz livres, 3
de
gros
sura.
Quem
a
perlender,
dirija-se ao
mes
mo.
(2230)
BANCO COMMERCIAL
DE
COIMBRA
Sociedade
anouyma — responsabi
lidade
limitada
São convidados
os
?nrs.
accionistas
d
’
esie
Banco,
a entrarem
com
a
4
a
pres
tação de
1^070
ao 5$000 reis por
acção,
na
conformidade
dos artigos
10
e
11
dos
Estatalos,
ues
locaes
abaixo
designados,
desde
o
dia
11
até
ao
dia
20
do
corren
te e
das 11
horas
da
rnanhã
até
ás
3
da tarde.
Os agentes
do
Banco
no
Porto, o
snr.
José
Julio
da
Costa,
em
Braga,
os
snrs.
Jeronimo
José
Pereira Pinheiro
Sc,
Filhos,
em
Lisboa, snr».
Correia
Sc
C.
*
.
105, rua
dos
Fanqueiros;
estão
auctorisados
a
re
ceber
a
importância
d
’
esta
prestação
e
a
rubricarem
o
recibo
nas acções.
Em
Coimbra
o
pagamento
far-se-ha
no
edifício
do
Basco.
Banco
Commercial
de
Coimbra
9
de
janeiro
de
1875.
Os
gerentes,
k
Manoel
dos
Santos
Júnior
José
Barbosa
Lima
José
Melchindes
Ferreira
Santos.
(2241)
No dia 30 do
corrente
mez
de
Janeiro,
por
10 horas
da manhã,
tem
de
arrema
tar-se
no
tribunal
judicial,
collocado
no
exlinclo
convento
de
S.
Domingos,
da
cidade
de
Guimarães,
a
raiz, fruclos
e
rendimentos
da
propriedade
da
Bouça
Ve
lha
alludial sita na
freguezia
du
Santa
Eufemia
de
Prazins,
comarca
de
Guimarães,
e
o
fóro
de
970,900 litros
(50
alqueires)
de
milho
branco,
imposto
na
propriedade
d'Azenha das
Valles
na
mesma
freguezia,
tudo
avaliado
para
sempre livre,
na
quan
tia
de
860^000
réis,
e
isto por execução
liypothecaria
que
D.
Iria
Candida
F<rrei-
ia
Barbosa
e
marido,
d’
esta
cidade
de
Bra
ga,
promovem
a
João
José Rodrigues
de
Freitas
e
mulher,
pelo
juízo
de
direito
da
dita
comarca
de
Guimarães
e
cartorio
do
escrivão
Oliveira.
(2233)
Ãfiwõ
No
estabelecimento
dos
oculistas
Bols-
sou
&
Pornbar,
de Coimbra,
filial
em
Bra
ga,
P
aça
tio
Barão
de
S.
Marlinho
n.°21.
Acaba
de
se
receber
diiectameme de
Pariz
um
novo sysletna
de
tinteiros má
gicos
inexgotaveis,
os
quaes,
deitando-lhe
agua
pura
instantaneamente
apresenta tin
ta
de
lies
cores
a escolher
:
preta,
azul
e
vermelha.
A
sua
existência
é
de
10O
auoos,
garantidos.
Além
d’isso
ha
um
variado
sortimen
to
de
oculos
e
lunetas
de
ouro,
prata,
aço,
taitaruga
e
búfalo; um
bonito
sortido
de
lunetas
sem
aro,
ultima
novidade,
baró
metros
metálicos,
termómetros,
binóculos
e
oculos
de
alcance,
microscopos
compos
tos
e
sirnples,
bussulas
e
conta-fios,
vis
tas
de
slerioscopos
e
entre ellas
os
Passos
da
Paixão.
Aviso
ás
senhoras:
No
dito
estabele
cimento
receberam-se
já
platinas
grandes,
regalus
para
mãos
e pés, e
gravatas
de
diííercnles
gostos.
Tudo
venderá
por
preços
limitadíssi
mos.
Faz-se
toda
a
classe de
concertos
que
pertencer
ao
ramo d’optica.
(2232)
Bolsson
§
Pornbar.
José
Cardoso
de
Carvalho, vende
ou
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe nas
comarcas
de
Villa
Verde,
Bar-
cellos.
e
Braga.
'
Tráta-se
em
Ponte do Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e
em
Braga com
o
snr.
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
x
(2226)
mwào
Quem quizer comprar
uma
rica
cruz
de
metal
que
serve
para
qualquer
confraria
e
por
preço
muito
rasoavel,
falle
na
Pra
ça
d
’
Alegria em casa
do negociante
Ma
noel Ignacio da
Silva
Braga,
onde
a
refe
rida
cruz
se
acha
para
ser
vista
por
quem
a
pertender.
(2235)
bbagã
:
typographia
lusitana
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_14011875_296.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)