comerciominho_12011875_295.xml
- conteúdo
-
3.’ ANNO 1875
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
295
Assigna-see
vende-se
no
escripiorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.' 3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Iodai
correspondência
franca
do porte.
=»
As
assi-
gnaturas
são
pagas
Adiantadas
;
assim
como
as
corresponde»-
cias
de
Interesso particular.
Folha
avulso
10
rs.
-------------------------------------- ------ ---------------------
7
'
PUJBMCA-S
«C
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
F
reços
:
Braga,
anno
1^608
rs.=Semestre
850
rs.=Provin
das,
anno
2^400 rs
e sendo
doas
4&000 rs.=Semestre
1Ô250
rs.=Z?r«rzt/,
anno
4&400
rs.=Semestre
2&300 rs.
moeda
forte.
oulO^OOO
reis
e
5&500
reis
woeda
fraca.núncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/# d’
abatimento.
BRAGA-TF.RÇ1-I
E8K1 18 »K
JAOIRO
(
Continuado
do
n.
9
292]
Os
santos
são
nossos
iutercessoresjun
to
do
throno
da
mizericerdia
;
e
nós
ro
gamos e intercedemos
pelas
almas
retidas
no
logar
da
expiação:
iSanda
ac
salubris
esl
cogitaiio
pro
defunclis exorare
ut
a
pec-
catis
salvanlur».
(1)
O que,
finalmenie,
em
nossa
religião,
glorifica
e
santifica
os restos
mortaes
de
nossos
irmão»,
é
o
graude
dogma
da res
surreição
final
dos
corpos.
No
fim
dos
séculos,
Deus
fará
surgir
a
vida
d» pro-
prio
seio da
morte.
Após o
longo
somno
atravez
dos
tempos,
a
humanidade,
er
guendo-se
do
tumulo regenerada
para
sem
pre
em
sua dupla substancia, arrebatará
á
morte
o
desafio
de seu
eterno
triunfo.
Foi este
pensamento que
Tertuhano,
re
sumindo
ns
ensinamentos
da
fé, exprime
n
’
esla
admiravel
linguagem:
«Esta carne,
diz elle,
esta
carne
que
o
proprio
Deus
formou
á
sua
imagem,
que
animou
com
um
sopro
divino
á
similhança
de
sua
ener
gia
vital,
que
estabeleceu
«>o
Universo
pa
ra
o
habitar,
para
o
uzobuir,
e
para
im
perar
sobre
toda
*
as
obras
do
Omnipo-
teute;
—-
esta carne,
que
revestiu
de
sa
cramentos
como
se
a
revestisse
com
«m
habito
d’honra
,
—
esta
carne não
resusci-
tará,
gloriosa,
depois
de
ter
sido
taitas
vezes
e
por
tantos
titulos
a
propriedade
de
Deus?
Não,
não.
absil
;
longe
de
nós
o
pensamento de
que
Deus
abandona á
desbniçâo perpetua
a
obra
de
suas
mãos,
o
objecto
de sua
industria,
o
involucro
de
seu sopro,
a
rainha
da
creação,
a
her-
deira
de
sua
liberdade,
a
irmã
de
Chris-
t<>...
Não
me
exprobres,
por tanto,
as
(I)
11
Macch.
Xíl
v.
46.
fraquezas
da
minha carne,
porque
taes
fraquezas e
deshonras
são cousa»
que
sus
piram por
Deus,
que
esperam
e«i
Deus,
e
que
serão
honradas
de
Deus».
E
esta
é
a
fé
e
a
esperança christã.
Comprebende-se
agora
porque
os
chris-
tãos
consideram
a»
cinzas
de seus
irmãos,
como
objectos
sanctos, as
ultimas
home
nagens
que
lhes
prestam,
como
utn
acto
de
culto, 9
a
lerra
que es
cebre,
como
um
logar sagrado.
Explicam-nos
estes
con
soladores
ensinos
a
razão
do tizo
que
se
introduziu,
e
a
razão
porque
a
Egreja
quer
que todos
os
seus
filhos repousem
conjuwctameule,
depois
«la
morte, n
’
um
terreno
separado.
Os
cemitérios
christãos
são,
como
as
egrejas,
Jogares
consagrados
ao
culto.
Por
muilu
tempo
se
offerecia
lá mes
mo
o
santo
sacrifício
da
missa,
quando
não
havia
capella
no
recinto
do
cemitério,
mas
boje
que
raro
é
o
que
a não
possue,
observa-se
esse
costume
principalmenle
no
dia
da
commemoraçào
dos
defunclos.
Os
cemitérios
são,
como
as
egrejas,
logares
de
oraçã»,
onde
os
fieis são
con
vidados
a
reunirem-se
e
a
orarem
pelos
mortos.
Os
cemiterioí testimunham,
corno
a»
egrejas,
a
unidade
da grande
familia
chris-
lã,
a
communicaçáo
dos
santos,
e
todos
o»
famosos
dogmas
que
lhes
servem
de
fun
damento.
As
relações entre
o
cemiterio
e
o
tem
plo,
ião
claramente
designadas
no
ensinu
dogmático
da
Egreja
traduzem-se
frisante-
me»te
na
disciplina
canónica
desde a pró
pria
origem
do Christianisrno.
Eucoolra-
moi-as
oas
catacumbas,
—ubscuros
mas
glo
riosos
subterrâneos
que
os
primeiros
chris-
lãos
cavaram
•
abriram
não
só
para
se
abrigarem
os
viventes
contra
as
persegui
ções
sanguioarias
de
Roma,
mas até, e
principalmenle,
para
lá
celebrarem os
di
vinos
mistérios
e
depositarem
os
despo
jos
de
seus irmãos fallecidos.
E'a
sobre
os
tu
nulos
des
mártires
e
confessores da
fé
que
»e
ufferecia
o
san-
etn
sacrifício;
era
subre
esse»
túmulos
que os
fieis
vinham
orar,
para
se
inspi
rarem da
força
de
morrer
por
Jesus
Chris-
lo,
como os
mártires
confessores.
A
intima
associação
da sepultura
com
o
culto,
do
cemilerio
cem
o
templo, não
foi,
no»
primeiras
seculus,
o simples
eflei-
to
de
necessidades
momentâneas.
Essa
in
timidade foi
religiusamente
mantida mais
tarde
quando,
surgindo
triunfante
das
ca
tacumbas,
a
Egreja
ponde, por
toda
a
parte,
e
á
medida
que
se
engrandecia
e
desenvolvia na
plenitude da
liberdade
que
conqui^tára
á
custa
de
tanto
sangue
e
de
tantas
lagrimas,
quando
ella
poude
erigir,
á
luz
do
dia,
os
templos
onde celebrava os
augustos
mistérios, e
fazia
brilhar a
pom
pa
e
mageslade de
seu
culto.
Esses
tem
plos
foram
erguidos
sobre
os
tumulos
dos
mártires,
eujos
corpos
não
tinham
sido
depositados
nos
cemitérios
subterrâneos.
Que
se
observou
então?
A
veneração
que
os
fieis
consagravam
aos
restos
ve
nerandos
dos
alhlelas
da
fé,
excitavam-lhes
o
desejo
de
repousarem
em
sua
com
panhia
depois
da
morte.
Foi
desde
esse
tempo
que as
egrejas,
seus
porlicos,
e
os
terrenos
que
lhes
serviam
de
perímetro,
se
tornaram
o
logar
ordinário
das
inhu-
mações
christãs.
Desde
então o
ceraiterio
foi considerado
como
parte
da
egreja,
com»
uma de
suas
dependeucias,
como
um
de
seus
accesso-
rios.
Similhante
união
foi consagrada
pe
las
leis
etclesiasticas,
e
é
tão
inuma
que
a
violação
e
o
inlerdicto
da egreja
arras
ta
comsi^o
o
inlerdicto
e
a
violação do
cemitério.
Foi
sublime
e tocante o pen
samento
da
Egreja
em
collocar
o
logar or
dinário
da
sepultara
dos fieis
no
solo
dos
templos. O
chrislão
recebe
d
’essa
forma,
e
conlinuamente
os
graves
e
solemnes
en
sinos da morte. O
chrislão
é
advertido,
todas
as
vezes
que transpõe
os
umbraes
do
templo,
da
brevidade
da vida
e
do
na
da
de
ledas as
cousas
da
terra,
da neces"
sidade em
que está de
se
conservar
sem
pre promplo para
a
impreterivel
passagem,
e
de
não prender seu
coração
senão
aus
bens
imperecíveis
d
’
além
da
campa.
O
chrislão
recorda-se
simultaneamente
de
que,
alii, n
’
aquelles
tumulos
sobre
os
quaes pas
sa,
jazem
a
mãe,
o
pae.
a esposa, os
ir
mãos,
os
amigos,
cuja
alma
não
espera
talvez
mais
do
que
uma
oração
para
que
brar
as
algema
*
que
o
prendem
e
voar
para
a
morada
da
eterna
felicidade.
O
piedoso
costume
dos
cemilerios,
nas
egrejas
e
em
volta
d
’
ella
*
,
propagou-se
ra
pidamente e tornou-se
geral
na
sociedade
christã.
As
cidades
não
>e
demoraram
em
seguir
os
impulsos
da
fé.
Desde
o
6.°
sé
culo,-as
leis
romanas
que
ahi
probibiam as
inhumações
cahiram universalmente
em de
sumo.
Nas
aldeias,
a
maior
parle
das
pa-
rochias
poderam
conservar
até
então
essa
bellissima
e
christã
tradicção.
E
’
certo
que
em
algumas
nações
da
Europa,
na
Bélgica
por
exemplo, houve
cidades
que
retrotrahiram
ás
antigas
pra
ticas
romanas. No
paiz
que
citamos
José’
II
ordenou,
por
um
edicto de
26
de
junho
de
1784,
que se
trasladassem
para
fora
do
recinto
das
cidades
os
cemitérios
que
até então
lá
existissem.
Adoptou-se
esta
medida
n<>
intere-se
da
higiene
e
da
sa
lubridade
publica.
Mas
é
certo
que
sirni-
Ihanle
edicto
não
modificou
a
legislação
diiilurnamente
em
vigor
sobre
o
caracler
dos
logares
de
inhumaçâo.
Os
oovos ce
milerios
ficaram
considerados
como
cousas
sagradas;
conservaram-se
como
proprieda
de
da
parochia
e
excludvamenle
affeclas
á
sepultura
dos
fieis
fallecidos
ua
commu-
nhão
da
Egreja.
Aqtielle
edicto
a
que al-
ludimos
prescrevia
rjue
se
reservasse
urn
logar
separado para
se
estabelecer
o
ce-
milerio
particular
para
os dissidentes.
C. V.
(
Continua
)
O
HL.IIE
E'JTMM
A
ESTEAEIA DAS
AVES.
Reinava
a
primavera!
Alegre,
esplendida,
Vinha
rompendo
a
fresca
madrugada,
De rosas e
violetas
adornada,
A
’
s
campina»
trasia
almo
praser
!
A
relva
alcalifava-se
de
pérolas
;
O
lago
as
varias còres refleclia
;
Não
póde
a
mais sonora
poesia
Um
quadro
tão
famoso
descrever!
Era
tudo
bellesa
e
goso
plácido!
A
madrugada
com
seus
róseos dedos
la mosiranuo
o
sol
e
des segredos
Da
noite
ia
rasgando o
denso
veu
!
Acaso
ver
podia
esse
espectaculo
O poela,
que
canta
a
uaturesa
Sem ser
arrebatalo.da
bellesa,
Que
linha
n’
esse
dia
a
leira
e
o
ceu
?
Era
tudo
peesia
!
o venl»
gélido
Já
não
linha
poder!
Flores
mimosas,
Jasmins,
violetas,
o
tomilho e rosas
Seus
perfumes
gostavam
d
’
espalhar
I
Vinha
ás
veses
ião
meigo
o
brando
zéfiro
A
’s
lloriahas
roubar
utn
caslo
beijo,
Qual
o
forlivo amaute,
que
um
desejo
N
’
um
só
beijo
d’
amor
vae
apagar!
Avesiohas,
batendo
as
pennas
eandidas,
Deixam o
ninho
seu
e,
de
bem
perto,
As
mães
guiavam
o
seu
voo
incerto
Peia
primeira
vez
com
terne
amor
;
As
avesinhas,
ao
principio
tímidas,
Animadas
subiram e
pairaram
Nos
mansos
ares
e
depois
poisaram
N'um
iam»
de
ioureir» todo
em
flor!
As
mães
das
avesiabas
com caricias
As
guiam
nes
seus
vôos
e
outras
aves
As
animam
cem canlieos
suaves,
A
que
voltem
dos
ares
á
amplidão;
Espen^jam-se
ao
sol
em
doce
jubilo,
Todas
gosando
da
manhã
tão
calma ;
Como
em
prasei
se
espande a
innocente
alma
E
palpita
um
alegre
coraçãe!
Qual
será
o
praser
dos
tenros passaros
E
que
praser
terão
na
vez
primeira,
Quande
na
primavera
tão
fagveira
A
formosa
manhã
vão
a
saudar!
Quem
poderá
diser-nos que
mistérios
Se
passam
nos frondosos
arvoredos
E
se as
aves
tnsinam
seus
segredos
Aos
íiihinhos
que
eusinam a
voar!
Das
avesinhas
a
estreia
ai
1
lembra-me
E
lembra
com bem
intensa
saudade,
De
quand» a
vez
primeira,
em
tenra idade,
A rude
lyra
c®m
praser
tangi;
Também
das
aves se
escutava
a musica,
Também
foi
em
manhã de
primavera,
E
o
pobre canto,
que
eu
então
íisera,
Com
praser
ao
Eterno
dirigi
!
Oxalá,
que
eu
tivesse
’inda a
innocencia,
Que
tem deixando
o
ninho aves
implsmes,
Quando
vão a
gosar
doces
perfumes
Da
primavera,
Ioda
riso
e
flor;
Que
eu
podesse
elevar
o
meu
espirite
Sem
das coisas
do
mundo estar
manchado,
E
pelas
santas crenças
iaspirado
Elevar
doce
cântico ao
Senhor!
Então, feliz em arrobado
exlasis,
De
Deus
as
maravilhas
contemplai
a
E
ao
das
aves
meu
cântico
juntára
Quando
a
face do
sol
vem
a
romper
;
E
diria:
desprende
já
do
involucro,
-
O
’
Senhor,
a
minha alma
atlribulada,
Leva-a
da
santa paz
para
a
morada,
Tua
face
divina
quero
ver
! !
Aveiro,
15
—
12
—
74.
José
Reynaldo Rangel de
Quadros
Oudinot.
SAEVE, IdUX!
A
E.
C.
da
S.
P.
Amour,
rayon
de
lumière.
LAMAKTINE.
Raiaste,
fulgida
estrella,
nas
lievas
de meu
viver
!
Ao
teu luzir ergo
a
fronte,
qual
murcho
lírio
no
monte,
da
meiga
aurora
ao
nascer.
Salvé,
fanal
de
esperança
na
cerração
a brilhar!
Se
a
vida é átra
procella,
após lua
luz
sempre
bella
irei-me
ao
porlo
abrigar.
Que
importam iras
do
oceano,
se
me
guia o
leu
luzir?
Se
tu
és
seguro
norte,
quem
leme
parceis da
sorte,
que
vai
incerto
porvir?
!
No
mar
da
vida...
perdido
uo
reluctar
do
escarceu,
ao
ver-me
tão
sem
ventura,
de
lorva
dór na
anr.arguia
descri
os
gosos
do
céu
!
Sinstras
sombras
do
abismo
geraram-me ua
alma
o
horror
!
sem
rumo,
sem
luz,
sem
nórle...
a
paz
ao
seio
da
morte
pedi
co
acerbo
da
dôr.
Mas
hoje...
extático
adoro
o
clarão
que
surge
além.
Dobro
o
joelho,
reverente
;
ao
lábio,
outr
’
ora
descrente,
assomar
o
riso
vem.
Assereu«u-se
a
lormeiita,
de
leu
sorriso
ao
falgoi
!
Na
vida é
pois
meu destino
seguir-te,
ó
astro
divino,
dar-te
d
’
alma
o
caslo
amor.
Tu o
desprezas?
que
importa,
se
o
brilho
leu
me
conduz?...
Teu
clarão
não
tem
desmaios;
não
podes
retrair
teus
raios
:
—viverei
da
tua
luz.
(25
de junho de
1874)
M.
M.
a
j
;
■ j»«ct«âBWWr<adagfcaMw
«f
tire
in^ooa«
ú^w>anitfaattca^u
Lisboa 9
de janeiro
(
Correspondência
particular)
Existe
em
Lisboa
uma
reunião
de
de
votos
sob
o
titulo de
N. Senhora de
Lounires.
Tem
a
sua
séde
no convento
de
Santa
Martha
de
Lisboa,
e
além
da
festa annual
celebram
exercícios
annuaes,
com
sermão,
ladainha
e exposição
do
SS.
Agora,
porém, que
se
viu
que
a
Guarda
Real
de
Maria
Santíssima,
erecta
no
con
vento
do
Rato,
não
póde
alcançar
a
egreja
porque
não
linha
nem
estatutos
approva-
d«s
pelo
governo nem
pelo
prelado,
a
associação que não
quer um dia
ver-se
fóra
do
convento,
vae
legalisar
sua
exis
tência
e
apresentar ao
governo
seus
esta
tutos,
mesmo porque
lendo
intuit«s de
orgaoisar
um asilo
a
que
dará
o
titulo
de
Pio
IX,
só
assim
poderá
existir.
Vae ser
vendida a
egreja
de
Tilheiras,
antigo convento
de
Franciscanos.
Fez-se
o inventario
do convento das
fieiras
do
Ralo,
hoje
fechado
pelo falleci-
mento d«
ultima
freira. A
commissãe
in-
ventariaule
ficou
composta
do
administra
dor
do
bairro
Occidental,
dr.
Veiga,
2.®
oíficial
da
repartição
de
faseada,
May,
e
do
ex-capellão
do convento,
fr.
Miguel
da
Especlaçào.
Vè
se
do inventario
ser
o
convento
possuidor
de
54 contos
em
inscripções,
ter
30
domínios
directos
avaliados em
5
98'5902
reis,
uma
propriedade
na
rua
Direita
do
Rato,
avaliada
em
2505090
rs.,
differenles
papeis
de
credito
sem
cotação
no
mercado,
no
valor
de
1:4095243
reis,
e
o
edifício
e
cerca
annexa
foi
avaliado
em
8:5255009
reis:
além
d
’isso
ha
al
faias,
vasos
sagrados,
Custudia,
cotôas
de
prata
e
boas
imagens
etc.
O
governo
apresenta
hoje
o
orçamento
á camara
dos
snrs.
deputa-los.
A
receita
é
calculada
.
em
23
452:4325900 reis e »
despesa
em
24.129:1335595 reis Ha
um
déficit de
976:7015595
reis.
Nas
despesas
estão
incluídas
as
verbas
para
a
exploração
do
caminho de ferro
do
Minho
e
Douro,
juros
e
amortisações
d’
esse
caminho,
e
o
encargo
a
realisar
com
a
compra
de
navios
de
guerra,
bem
como uma verba
para
construcção
de
re
des
telegrafica-i
Como
é
costume,
e
não
é
novo,
30
contos
dos beos
d®s
conven
tos
supprimidos
sáo
app
içados á
dotação
do
clero
das
ilhas.
A
receita
é
classificada
pela
seguinte
fórma
:
Impostos
directos
5.645:2095000
Sello
e registro
2.598.200(5000
impostos
iadirectos
11.831:3305900
Di
versos
2.683:9665000
Deduções
$
23.152:432-5000
Despesa
ordinaria.
Encargos
geraes
1.893:6475980
Junta
do
credito
publico
(juros
de
divida
interna
e
externa)
10.570:4055637
Serviço
particular
dos
mi
nistérios
10.229:1635978
22.693:2535595
Extraordinária
1.435:8805900
24.129
1335595
de
Seabra,
e Ahe»
de
Sá,
Cunha
Arauj»,
o« carlistas,
por
quem
foi já por
vezes
marquez
de
Pombal e
11
medalhões com
derrotado,
tem todavia
conhecimento
do
as seguintes
inscupções
:
Bartholomeu
Dias,
Cabo
da Boa Eaperança
1486—Gil
Eones,
Bojador 1429
—
Almeida, Calão 1505
—
Ca
bral,
Brasil
1500—Andrade e
Peres,
Chi
na
1509-1517—
Albuqaerq
oe,
Madaga»car
e
Ormuz 1510-1511—
Cabral,
Açores
1431
1432-Diogo
Cam,
Zaire 1486
—
Vasco
da
Gama, Índia 1498—Corte
Real,
Terra Nov»
1500
—
Sequeira
e
Magalhães,
Sumatr»
e
M»laca
1509-1517.
Aos
lados
da
cadeira
do
juiz
ha
as
estatuas
da
Lei
e da
Equi-
dade.
No tect® ha
utn
fresco
represen
tando
a
Lei,
lendo
ao
lado
o
Cemmercio
e
a
Abundância.
Sobre
a
cadeira
do
juiz
está
0
retraio
do
actoal
chefe
do
estado,
obra
do
pincel
do
snr.
José
Rodrigues.
A
sala
tem
2
lustres
com 36 bico#
cada
um
havendo
jurados,
para
os
de
capa
2
candelabros
de
8
bicos
cada
um.
para »az.
A
mobília
é
de
mogno,
além
das
cadeiras
dos
juises,
escrivães e advogadas, cadeiras
procuradores,
que
se apreseitarão
solta.
A
escada é alumiada por
GAZETILHA
terreno
em
que
tem combatido.
Maus
symptomas
são
estes
para
a
con
solidação
dos
novos
poderes
em
Madrid,
e
provam-nos
que 0
movimento
não
apre-
zenta
por
ora
0
resultado
que
se
espera
va,
convencendo-nos
quazi
de que a no
va
ordem
de
coizas
será tão
ephemera,
como
0
foram
todas
as
que
a
tem
pre
cedido.
Os
partidos
republicanos,
tanto
0
me-
derado,
de
que
é
chefe
0
sr.
Caslellar,.
Foi
eleita
na
camara
a
lista
da
presi
dência pela
seguinte fórma:
Dr.
Mamede,
que
será
0
presidente,
Francisco
Costa,
vice-presidente.
sspplentes
Sieuve
dc
Meneses,
Luiz
Vibar,
e
vis
conde
do
Carregoso.
Hoje
coiistiiue-se
a
camara
e
elege
os
secretários.
Ha
socego
na
nossa
longínqua
posses
são
de
Timor:
deve-se
ainda
aos
empre
gados
1
mez
de
soldo.
E’
bom
0
estado
sanitario.
O
coireio
d
’
alli
vindo
tem
a
data
de
10 de
setembro.
São
redactores
do
cCatholico» os
snrs.
padre
Seabra, e
Carlos
Jorge.
Este
logar
era
occupado
pelo
snr.
dr.
Alferedo
Car
valho
Teixeira.
A
Companhia
Real
Inglesa
abateu
0
porte
das
cartas:
assim
hoje uma
carta
para
0
Brasil
pagará
150
reis
por
10
grammas,
quando
pagava
igual
quantia
por
7
1/2
grammas;
os
jornaes
pagam 20
reis
por
cada
40
grammas.
E
’
de
crer
que
a
companhia francesa abala
0
preço.
Houve
grande
concorrência
ao
novo
tribunal
do coramercio,
estabelecido
no
torreão oriental
junto
á
alfandtga.
Como
ornamentação
tem 8
bustos
representando
Bernardo
Borges,
Ferreira
Borges,
Silves
tre
Pinheiro,
Pereira
da
Silva,
viscondes
S.
Vicente
Ferrer.
— Fesleja-se
no
proximo
domingo,
na
egreja
dos
Tercei
ros
a
Imagem
de
S.
Vicente
Ferrer.
Haverá no
domingo
missa
cantada,
a
gran
de
instrumental,
e
de
tarde
sermão,
pré-
gado pelo
ex.
1M
®
snr. conego
Figueiredo.
O novo «rci>
«ia Hinpanlia.
—
Lê-
se
na
<Demecracia»:
<A condemnação
do novo
rei reside
na
própria
acclamação; porque
D.
Affon-
80
uã»
é
já
una
principio,
senão
um
ex
pediente.
Não
o
cobre
0
manto constella-
do
de
Carlos V,
mas «m farrapo de
men
digo.
talhado
pelas mãos
avidas
dos
gene
raes
na
túnica
da
patria.»
Falleeinaentos.
—
Falleceu
ha
dias,
na
roa
da
Pente,
a
#nr."
D.
Anna
Maria
da
Costa
e Silva,
no
estado
de
solteira
e
com
cerca
de
90
anno».
Teve
no
dia
9
pomposos
oíficios
no
templo
dos Congre
gados.
—
Hontem
esteve
depositado
na
real
egreja
da
Misericórdia
0
cadaver
do
snr.
Luiz José Gomes,
da
Praça
da
Alegria.
Contava
86
annos de
edade.
— lem
hoje
na
Misericórdia,
officios
fú
nebres,
antes
d«
ser
conchisida
para
o ce
mitério,
a
ex.ma
snr.a
D. Iria
Candida
Pe
reira
Castiço
Loureiro,
viuva
do
snr.
dr.
José
Bernardin»
de
Castro Loureiro,
e
ir
mã
do snr.
Fernando
Castiço.
Suecumbiu,
ainda
nova,
a®
fim de
dolorosos
e
prolon
gados
padecimentos.
Banco Cosnsnercial Agricela
de
Villa RSenl.—
Sabemos por
pesso«
fidedi
gna
que
este
banco
divide
15390 reis
por
acção.
Caile
*
<le
mascaras.
—No
theatro
de S.
Geraldo
d’esla
cidade
principiaram
na
noite
de
domingo
os
costumados
bailes
de
mascaras,
que
precedem
0
carnaval e que
terão
logar
todas
as
noites dos
domin
gos e
quintas
feiras
seguintes.
Os
preços
dos
logares
da
plateia
se
rão
nas
noites
dos
domingos
160
reis
e
nas
das
quintas
feiras
120
reis.
Wlorrer
eom frio.—
Tem
sido
tam
intenso
0 frio
em
Inglaterra
que
em
Glas-
gow
os
obilos tiveram
um
augmenlo
de
50
p«r
mil,
caso
vordadeiiamcHte
novo e
sem
precedentes.
Na
Suissa
tem
sido
também
extraordi
nários
os
frios.
Em
Fribargo 0
thermo-
melro
Reaumur
lera
de«cido
18
graus
abaixo
de
zero. Nos
sitios ha
neve,
corno
não
se
vê
ha
muitos
annos
;
no
canião
de
Vaiais
principalmente,
não ha
memória
de
urna
abundancia
assim.
Basta
dizer
que
ha
um
hotel,
o
de
Eggishorn,
em
que
0
guarda
faz
porta
de
uma
janella
do
4.°
an
ilar,
servimio-se
ordinariamente
por
ella
!!
Anedoeta.—
A
um
pobre
homem
so
brecarregado
de
familia
dizia
sua
mulher
algumas manhãs
:
—
Sabes
o
que
sonhei
e«ta
noite?
—
O
que
?
—
Sonhei
que
me
tinhas
comprado
um
vestido
de
seda.
—
Não
creias
cm
sonhos,
filha,
respon
deu
0
pobre
homem,
porque
é
peccado.
N
’
um
certo
dia
levantou-se
triste
a tris
te
e
terna
senhora.
—
Que
tens,
menina?
perguntou
assus
tado 0
marido.
—
Nada
;
um
pezadello...
—
Mas
0
que
é
que
tens?!
—
Sonhei
que
esta
noite
me
estavas
dando
uma
sova.
—
Pois
olha,
não
julgues
que
não;
ha
sonhos
que
sáem
certos.
Appelo á «aridade.—
Uma
família
dislincla
e
cutr’
ora rica
de
bens de
fortu
na,
composta
de
cinco
pessoas
sendo
pae,
mãe e
ires
innocentes
creancias,
encon
tra-se
hoje
a
braços
com
a
mais
completa
miséria.
A
favor
d
’
esta infeliz familia, tão
duramente
provada pela
Providencia,
vi
mos
hoje
implorar
a
caridade
de
nossos
assignantes
e leitores,
ficando
desde
esle
momento
aberta uma
subscripçâo n’
es(a
redacção
e
em
ca^a
do
snr.
Manoel José
Vieira
da
Rocha, rua do
Souto.
como
o
exaltado, capitameado
por
outros
vultos,
protestam
contra
0
novo
poder.
Aquelte
estadista
resignou
logo
todos
os
encargos
de
que
fóra
investido
pelo
go
verno
de
Serrano
e
passou
a
elaborar
um
importante
manifesto, para
dirigir ao
paiz.
Os
que
se
tornaram notáveis
pelos
distúrbio»
de
Alcoy
e
Carlagena
fizeram
os
seus
protestos
á
luz
dos
primeiros
acontecimentos,
e
agora
bradam
e
clamam
em
particular nos
seus centros
políticos,
por
isso
que
os seus
orgãos
na
imprensa
e
outros
recebe-
de
procedimento
Deslocou
um
braço 0
contra
almirante
foram
suí
pensos
uns,
ram
austeras
ameaças
egual.
José
Bernardo
da
Silva,
que
f®i
director
dos
telégrafos
• Está
«orneado
governador
de
Soíhla
0
tenente
de
marinha
(capitão)
Silveira
Ma
ciel,
que
serviu
por
bastante
tempo
em
Macau.
O
general
Rego, director
da
adminis
tração
milhar,
leve
hontem
conferencia
com
os
fiseses e
chefes
de
repartição.
O
que
sahiu
d
tquclle
senado
não
*e
sabe.
Parece
que
d
’
esla
vez
tornará
á
tela
da
discussã»
0
projecto
que
regula
as
pro
moções dos
empregados
da
direcçâo de
administração
miblar.
N
”
este
ponto
pare
cia-nos
que
0
mais
justo
era
adoptar
a
medida
que
se
tornou
para os
empregados
do
lhesoiro.
Na
camara,
a
verifreação
das
eleições
levou pouco
temp
*
.
A
de Belem
que
pa
recia
ser
aq«!
*
lla
onde 0
governo empe-
nhana
suas forças
foi
votada,
e
0
snr.
Pedre
August»
Fra«co
está
deputado
por
aquelle
circul»
Parece
que
será approvado 0
traçado
do
caminho de
ferro
da Beira
proposto
pelo
engenheiro
Boaventura.
BETISTA
ESTBANGEIBA
A
restauração da
monarehia
bourboni-
ca
é
ainda
assumpto
para
0
qual
se
vol
tam todas
as atlençõe
*
.
Os
mais circumspectos
jornaes
de
lo
dos
os
partidos
são
concordes,
em
negar
as
pretendidas
felicidades
que
a
acclama-
ção
de
D.
Aífonso virá
traser
á
desgra
çada
Hispanha.
Sobre
este
assumpto
oiçamos
ainda
uma vez
o
nosso
collega
do
-Campeão
das
Províncias»,
jornal cuja seriedade
e
illuslração
não
podem
ser
postas
em
du
vida
:
A
guerra
proseguirá
a todo
0
transe
!
E’
este
o
ecco
sinistro
que
retumba
do
Campo carlista,
e
que
se
diz
ser
pro
testo solemne
de
D.
Carlos.
Sabe-se
ao
mesmo tempo
que
por
emquanlo
não hou
ve
alli
defecções,
não
se verificando
0
que
em
termos
tão positivos
nos
trans-
mittira
0
lelegrapho
com
relação
ao alrai-
çoamento
feito a
D.
Carlos
por
os
seus
chefes
Dorregaray
e
Berriz.
Por
outro
lado
alguns
dos
generaes
que
estavam
ao serviço
da republica,
especialtuente
Moriones
e
Lopes
Dominguez,
valto#
im
portantes
do
exercito hispanhol,
depose-
ram, é verdade,
as
suas espadas
ante
0
movimento
aífonsista,
mas
0
primeiro
pe
diu
a
sua
exoneração,
declarando
não
po
der
servir
uma
situação
que
não se con
forma
com
as suas ideias,
e
0
segundo
resignou
0
cominando
que
exercia
no
exercito
da
Catalunha,
protestando
que
não
acceilaiia
mais
cargo
algum,
emquan-
to
não
houvesse
em
Hispanha
um go
verno,
filho
da
vontade
popular e
não
creado
esustenlado
pelas bayonelas.
Após
estas
mamtestações
de descontentamento,
é
provável
que
se
dèem
muitas
/
outras
por
parte
de
mais
alguns
vultos
militares,
que
não se
conformam
com
a
nova
or
dem
de
coizas,
ou
que
veem
eclipsado
0
brilho
da
sua
carreira
em
virtude d’
ella
O
novo
gabinete
hispanhol
não
acceilou
a
demissão pedida
por
Moriones,
mas or
denou
a
suspensão
das
operações
no
norte,
decerto
por
diíficuldades grandes
sendo
evidenlemenle
uma
d’
eslas
a
allilu-
de
do referido
general,
visto
que
não
são
muitos
os que
o
governo
aífonsista
tem
á
sua
disposição,
d’entre os
quaos
possa escolher
quem
substitua
no
com
inando
aquelle
que,
não
lendo
vencido
O
Correio
da
Tarde
publica
a
seguin
te
correspondência
de
Madrid,
com data
de
6:
Não acrediteis
na
homogeneidade
do
movimento
aífonsista.
O que
diz
a
Gizela,
e
0
lelegrapho
para
lá vos
transinitie,
está
muito
lon
ge
da
verdade.
Nos ires
corpos
de
exercito
do
Nor
te,
commandados
por
Laserna,
Loma
e
Moriones, ha
grande
sizania
e
descon
tentamento,
tanto
entre
os
officiaes
co
mo
entre
os
soldados.
Moriones
está
já
dimittido,
mas
isso
não
ba-ta,
porque 0
mal lá
ficou.
Posso
aíliançar-vos
que
d
’aqui
&e
ex
pediram ordens
áquelles
generaes
para
mandarem para
cá
noticias
animadoras;
não
só
para
sustentar
a
Bolsa,
mas
pa
ra
levantar
os
ânimos
nas
províncias, e
fazer
crer no extrangeiro
que
todo
0
paiz e com
especialidade
0
exercito,
mor
re
de
amores
pelo
menino. iMas
com
isso nada
conseguem
;
a
verdade,
mais
tarde
ou
mais
cedo,
sempre
apparece,
e
a
verdade
é
que
0
movimento
aífonsimo
enfraqueceu
0
exercito
do
Norte,
por
que
foi
o
pomo
da
discórdia lançado
no
neio
d
’
elle.
Como
prova
posso
apresentar-vos
0
acto
de lerem
augmentado
muito
as
deserções
para
o campo
carlista,
e
mais
ainda
o
de
ler
0
exercito
revolucionário
abandonado
completamente
a oífensivs,
.lendo
os
seus
chefes
grande
receio
de
serem
atacados
pelos carlistas, pois
que
contam
muito
menos
com
os soldados
do
que contavam ate
aqui.
D.
Affonso. acreditai-me,
é
a
bandei
ra
menos
popular
que
tem
a
Hispanha.
Nestas
occasiões
é
necessário
dar as
noticias
sempre
com
reserva, porque
ha
grandes exagerações;
dir-vos-hei
todavia
que
se
afirma
ter
havido
no
exercito
do
Centro
importantes
defecções
para
os car-
listas.
Não
garanto a noticia,
mas
sei
que
dia
está
dando
cuidado
ao
governo.
Da
Catalunha
nada
dizem,
mas
esse
silencio
é
significativo, e
eu
creio
que
quando
se
fallar
de
Savalls
será
para
annunciar
alguma
nova
e
importante
vi-
ctoria;
As
noticias
que tenho alTiançam que
os carlistas
estão
animados como
nnnca.
e
que
contam
com
0 triumpho
para mui
breve.
E
’
lambem
certo
que
0
movimento
offonsino
foi
puramente
militar
;o
povo
não tomou
parle
alguma
n
’
elle
;
pelo
con
trario
aílirma-se
que
em
muitos pontos
se
leem
levantado
guerrilhas republicanas
para
0
combater.
/X
crença
geral
é
que
esta
nova
pha-
se,
que
tomou
a
revolução
durará
mui
to menos
que qualquer
das
outras.
Agora
aílirma-se
que
os
carlistas no
Norte
já
começaram
0
ataque
contra
os
aífonsislas
;
não
sei
se
é
exacto,
mas
se
ainda
não
começou,
não
tardará.
Consoada
para
o S8. Padre Pio IX
Transporte
recebido
.........................
IO586O
O
rev.°
parocho
e
fieis
da fregoe-
zia
de
Santa
Maria
de
Cauedo,
concelho de
Celorico
de
Basto.
235210
Um
anonimo
.....................................
790
345860
Estes fieis
imploram
a
bênção
de
Sua
Santidade.
Dinheiro reeebido
Transporte
.
.
185500
Em
casa
do snr.
M.
José
Vieira
da
Rocha:
Um anonimo
J.
C
............................
400
»
»
J.
A.
P.......................
55000
j
»
A.V.
A
............................
15000
245900
A
’
caridade.—
Na
rua
do
Charqueiro
n.°
12
existe,
em
grande
necessidade,
uma
3
nr.a
por
nome
D.
Anna
Aug®sta
do
Sa
cramento,
viuva,
velha, doeste e alienada.
Pede-se
em
nome
da
caridade
á«
pessoas
bemfazejas
a
soccorram
cem
uma esmola,
pelo
amor
de
Deus.
SECÇÃO
DE COMMUNIGADOS
Snr.
redaclor
Ha
tempos
que
aclundo-me
em
Cabe
ceiras
de
Basto,
por
occasião
da
feira
do
•S.
Miguel
que
é
no
lim
de
setembro
de
cada
anno,
tive logar e
ensejo
de
inter
rogar
a
certo
indivíduo
relativamente
â
desejada
commarca
n'aquella
l«calidade;e
este,
que era
pe»soa
competente
e
que
de
via
estar
mui
bem
informado do
que
a
este respeito
se
passava
nos circol«s
mais
auclorisados,
e
bem ao
facto da
conve
niência
ou
não
conveniência
para
aquelle
julgado,
chegand®
a
obter-se
a
«lita
comar
ca,
respondeu-me
simplesmente
que
havia
esperanças
e que
andava
pessoa
competen
te
trabalhando
para
esse
fim.
Creio
que as
sim
era.
Pelà
minha
parle
não
me
con
sidero
com
capacidade
ao
alcance de
poder
conhecer
absolutamente
o
bom,
o
commo-
do e
mil
que
era
um
tal
passo
para
os
habitantes
de
uma
area de
16
freguezia»
que
compoem
um
concelho
de
3281
fogo
*,
segundo
a
estatística
menos
moderna
de
1862,
(no
que
póde
ter
havido
alguma al
teração)
e
caja situação
topográfica a
8 lé
guas
de
Braga,
quero
dizer
a
cabeça do
julgado.
Mas
lendo
pedido
o
parecer
a
este
res
peito
de
pessoas
imparciaes
que
de
modo
algum
pódem
pertencer
para
alli
se
não
por
um
successo «xiraordinario,
jme
res
ponderam
aHirmalivamente
e estou con
vencido
que
dariam
seu
voto
se
tanto
fos
se
mister
para
um
tal
lim.
E
uão
seria
um
passo
no
caminho
do
progresso
uma tal
realisação?
Era
com
efieuo,
em
meu
humilde pen
sar.
Vamos
principiar
por
Ȑr
alguma
cou
sa
do
muito
que
encerra
em
si
esta
boa
terra
:
tomemos
por
centro
a
cabeça
do
julgado
aa
freguezia
de
Be fojos
nw ex
ti
ne
to
convento
«los
benedictinos,
onde
estão
tribunal,
repartição,
etc.,
tiremos
u«a
li
nha
recta
desde
este
a
oeste
—temos
na
extremidade
a
freguezia
de
S.
Clemente,
cuja
matriz
no
centro
a
legua
e
meia
ou
duas
pequenas,
do distancia,
estava
ca
so, em
minha
opinião,
de
podar
ficar
n®
arredondamento
uma
boa
pade pertencen
do
á
imaginada
comarca
em
Cãbeceiras-
qomdo
algum
devoto
não vá
em
contra,
rio por
causa da necessidade
d’
om
nume
ro
determinado
de fogos
na
velha
coinarca
de
Celonco
;
imaginemos
outra
linha
ou
raio,
partindo
do
mesmo
ponto
para
o
nascente
:
em
sua
extremidade
lemos
a
freguezia
de
Gondâes
e
Samão
a
distancia
de
duas
e
meia ou
t»es
léguas
aquelle
primeiro
que
é
do
concelho
de
Cabeceiras de
Basto,
e
que
muito
lacra
ria
em
se
criar
aqui
comarca.
Que
incommodos,
que sacrifícios e que
despuzas
não
occasiouariam
ao
pobre
la
vrador
ou proprietário o
ter
d
’
ir
d’ali
tra
tar
de
seus
negocios
e
quantas
vezes
dos
alheios
ou
por
via
d
’
elles
á
cabeça
do
co
marca,
como
acontece
ao
jurado
e
á
tes
temunha
—a
uma
distancia
de
cinco
a cin
co
e
meia
léguas, que
é
a
distancia
a
que
ficará
pouco mais
ou
menos
?
Imaginemos
agora
duas
outras
linhas
ou raios,
uma
desde
o
alludido
ponto
(Re
fojos)
para
o
norte,
outra para
o
sul
:
no
sector
ou
espaço
d
esta,
á
linha
traça
da
para
oeste,
se
contém
a
freguezia
de
Bacos, a
distancia
de
legua
e
meia,
a
de
S. Nicolau,
Pinzella,
Outeiro,
e Passos,
distancia
também
de legua
e
meia—desde
a
linha
que
está
para
oeste,
á
traçada
para
sul
e
d
esta
á
que
parte
para
leste,
n
’
este
espaço
ou
dois
seclors,
contam-se
as
freguezias
de
Alvite,
Santa
Senhorinha,
S.
Thiago
da
Faia,
Villa
Nune,
Arco
de
Vaulhe,
Cavez
e
Pedraça,
todus
a
distan
cia
mui pouco
considerável ; no
ultimo
espaço
ou
sector que
se
contém
de»de
aquella dita
linha
até
á traçada
desde
Re
fojos
(que é o
centro)
para norte, ficam
as
freguezias
de
Riodouro,
Abbadim e par
te
da
de
Refojos,
tudo
a
pequena
distan
cia, ficando
ao
norte
a
de
Salto,
cujos
povos
se
não
todos,
uma grande parte
pelo
menos,
de
bom
grado
viria
para
Ca
beceiras,
visto
que
muito
melhor
é andar
legua e
meia,
duas
léguas,
decendo por
bom caminho
para
paiz ameno,
etc.,
etc.,
do
que
tres
léguas
e
mais
para
Mont
’
ale-
gre,
por
iohospitas
e
asperas
serras,
su-
geitos
a
todas
as
inclemências
dos tempos;
porém
não
quero
dizer
com
isto expres
sando-me
por
aquella frase
vulgar
e
bem
conhecida,
que
«e
não
dê
—
o
seu,
a
seu
dono
—
mas
aflirmativamente
:
não
desco
nheço graças
ao
Altíssimo,
aquelle
pre
ceito sublime :
Dilige
proximum
tum
sicul
te ipsum.
Como
lambem
esfoutro:
Quod
tibi
nonvis
alleri
ne
facias
Não
soo
egoís
ta.
não
desejo
o
bem unicamente
para
mimte
ou
para
aquella
terra que
não
obstante
me
não pertence
como
pa-
tria
natal
ainda
me
cara
ao
menos
pelas relações do
saugue
e
da
amisade,
porque
queira e
deseje
alli
uma
comarca
em
prejuiso
d'uotra
ou
d
’outros
povos
—
já
protestei em
contrario.
Desejo
o
progresso,
o proprio
bem. é
verdade,
was
o
de
todos
igoalmente.
Ora
pergunto
eu,
e
que
faltará a
Cabeceira
*
para
se
poder criar
comarca
ali
?
O
qoe
falta
n
’
e»te
abençoado
paiz
para
satisfazer
ás
necessidade da
vida?
O
famigerado vinho
do
Douro,
talvez
seja
esta
a
única
excepção
fallando
de
seus
prodacto
*
.
E
cofno
a
ideias da
cria
ção da
referida
comarca,
suppoem
desde
logo
ou
antes comprehende
a de
uma
af-
fluencia considerável
de
povos,
ahi
temos
todas as
commodidades, o
necessário
em
fim
para os prover
nos
diversos
misteres
da
vida.
Se
olhadas
pela
parle
prodocliva, ve
mos
a
«bundancia,
pela parle
commercial,
grande
desenvolvimento, muitas
feiras
taes
como:
do
S.
Miguel, Pereiras,
etc
con
tando
numerosos
estabelecimentos
prin
cipalmente
Arco de
Baulhe, Ponte
de
fé,
e
Raposeira.
Que
esta
boa
terra
mereceu
as
atten-
ções
e
o
titulo
de predilecta
de
alguns
reis
e
pessoas
illustres,
dil-o
a
hbloria
e
alteslam-n
’
o
alguns monumentos:
o
exlin-
cto
convento
de
Refojos, monumento
riquís
simo,
a
capella
do
Santíssimo
Sacramen
to
da
egreja
de
Santa
Sehorinha, onde
se
viam
dois
ricos
tumulos,
sendo
nm
o
d
’
a-
quella
Santa.
Esta
egreja
foi
visitada
por
el-rei
D.
Sancho
e
D.
Pedro
«s
primeiros
do
nome, onde
este
ultimo
deixou
ou
es
tabeleceu
um
legado
para
uma
missa
quo
tidiana
pela
alma de
D
Ignez de
Castro.
Não
posso
demorar-me
por
aqui,
atten-
la
a
brevidade
que
me
propuz seguir;
e
ainda
que
linha
muito
a
dizer,
posto
que
pouco
habilitado, desta
terra de
Cabeceiras,
pouco
mais
direi.
Sc
o
Senh-r
D.
Pedro
V,
de
saudosa
memória, vivesse,
se
empenharia
por
cila,
que
com
tanto
cnihusiasmo
o
festejou,
se
bem
me
recordo,
em
1853.
Presenciei
ainda
muito
criança
e*
sa
pomposa
festi
vidade
que bem
manifestava
o
am«r,
de
dicação
e afieclo
ao
seu
Rei.
E
’ de
crer
que
uão esqueceria
uma
terra,
onle
segundo a
historia,
poseram
seus
olhos
benignos
alguns de
seus
an
tecessores;
mas
se
aquelle
infelizmente já
uão
existe
para
se
empenhar
em nosso
fa«or,
comludo
creio
que
um
governo,
qual
é
o
adual,
que
viu
passar
tantos,
aliás
alguns
governos
ephemeros,
coutando
a
seu
respeito
considerável duração,
não
está
cercado
sómente
de
satellites
de
fer
ro
que
as
insurreições
despedaçam
não
poucas
vezes
com a
facilidade com
que
ba
queiam
os
thonos,
e
sã®
depostos
os
m®-
narchas
tiranos;
mas
parece
que
do
amor
dos
povos
;
e
se assim
é
não
deveremos
esperar
do
governo
actual,
justiça
?
Certamenle,
e
só
a
justiça
que
cons-
cienciosamenle
em
sua
alta
sabedoria
en
tender.
Peço snr.
redaclor,
se
entender
con
veniente
a
publicação
do
referido,, pelo
qoe
lhe
ficará
agradecido o
De
v.
etc.
P.
H.
P.
Falcão.
BANCO
DO
MINHO
No
dia
9 reuniu-se
a
assembleia
g-ral
dos
srs.
accionistas
d
’
esle Banco, aos
quaes
foi
lido
o relalorio
da
gerencia
e
pare
cer
do
conselho
fiscal. D
’
estes
documen
tos
se
vê
a
confiança
e
credito
d
’este es
tabelecimento,
pois
que durante
o
anno
o
seu
movimento
bancario
foi
o
seguinte
:
Descontaram-se
4:297
letras
na
importância
de . .
1.614:714^088
Os empréstimos
sobre
penho
res
foram
no
valor
de
.
.
60:004^237
As contas
correntes
com
ga
rantia,
importaram
em .
.
754:223^950
A
entrada
e
sahida dos depó
sitos,
tanto
á ordem
como
a
praso,
attingiu
á
cifra
de
6.177:693^711
As
transferencias
de
fundos
que
se
eíTecluaram
entre
diversas
praças nacionaes
e
estrangeiras
deram
a
sotu
rna
de
.................................
5.175:079^726
Foi
o
movimento
geral
da
Caixa
na
quantia
de . 11.195:634^598
Das
operações
eflectuadas
no
decurso
do
anno resultou
para
o
Banco o
lucro,
livre
de
todos
os
encargos
e
despezas,
de
55:485^747
reis,
a
que
deduzindo
reis
24:000^000
do dividendo
do
1
0
semestre
na
razão
de
4
já distribuído,
fica
o
sol
do
disponível
de 31:485^747 reis.
Foi
proposto,
d’
accordo
com
o
con
selho
fiscal, que
o
dividendo deste
segun
do semestre fosse
na
razão
de 4
°/
0
,
ou
4$000
rs. por
acção.
Foi
marcado
o
dia 14
para
a
discus
são
do
relalorio.
Em
seguida foi
eleita
a
meza
e
o
con
selho
fiscal,
ficando
aquella
composta
dos
snrs
:
Presidente
—
Visconde
de S. Lazaro.
Vice-presidente
—
João
Luiz
Pipa.
1.®
secretario
—
João Gonçalves
Pereira
Bastos.
2/
secretario=
J.
F.
da
Cunha
Reis.
Conselho
Fiscal
Anlonio
José Antunes
Reis.
Manoel
José
Fernandes
Pereira.
João
Bapiisla
Lopes.
Domingos
José
Gomes.
Resumo
do
aclivo
e
passivo
em
31
de
dezembro
de
1874.
Aetivo
Dinheiro
em
caixa
:
metal.
.
Letras descontadas
e
a re
ceber..............................
Inscripções
e
mais papeis
de
credito
........................
Devedores
no
paiz
.
.
.
Ditos
no
estrangeiro.
.
.
Empréstimo
sobre
penhores.
Contas
correntes.
. .
.
Acções
de
c.
própria.
.
Edifício
do
Banco.
.
.
.
Letras
em
liquidação
.
.
104:043^573
781:801^806
221:779^622
543:523^119
159:614^795
105:864^905
483:943^381
64:800^000
10:762083
7:236003
2.423:369087
Passivo
Capital........................
Depositos
a
praso .
Depositos
á
ordem
Leiras
a
pagar. .
.
Credores
no
paiz.
.
Fundo
de
reserva. .
Dito
para
prejuízos
luaes..................
Notas
em
circulação
Dividendo a pagar.
.
Ganhos
e
perdas.
.
Braga
5
de
janeiro
de 1875.
OS
GERENTES.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
José
Joaquim
Lopes
Cardozo
BANCO
COMMERCIAL
DE
BHAGA.
Veritieou-se
honlem,
11, a
reunião
^da
assembleia geral dos
snrs
accionistas
d
es
te
Banco,
os
quaes,
depois de
lhes
ser
li
do
o
relalorio
e
parecer do
Conselho
fis
cal,
foi
resolvido
que
a
sua
discussão
fos
se
no
dia
16
do
corrente.
1
’assando-se
á
eleição
da meza
e
Con
selho
fiscal
sahiram
eleitos
os
seguintes
snrs.
:
Presidente
— Conselheiro Francisco
de
Campos
de
Azevedo
Soares.
Vice-presidente
—
Jeronymo
da
Cunha
Pimemel.
Secretários
—
Antonio
Luiz
da
Costa
Pereira
de
Vilhena,
e
Gonçalo Aolão
de
Macedo
Sá
e
Abreu.
Conselhe
Fiscal
Antotio
Ignacio
Marques.
João
Luiz
Pipa.
Francisco
José
Fernandes
d
Azevedo.
José
da
Rocha
Veiga.
Substitutos
Manoel
José
Fernandes
Pereira.
Antonio
Baplista Gonçalves.
José
Cardoso da Silva
Guimarães.
Do
relalorio
que
foi
lido,
mostra-se
até
á
evidencia
ioda
a
confiança e
credito
que
esie/nascente
estabelecimento
tem sabido
grangear,
e
para
os
que
o duvidarem bas
ta
mostrar-lhes
pelas
cifras
que
O
movimento da
caixa
foi
de
reis
11.560:090050
Importaram os
emprésti
mos
sobre
penhor
178
680085
Descontaram-se
4106
le
tras
na
importância
de
1.948:866
040
Transferencia de
fundos
entre
diversas
praças do
reino e estrangeiras
1.849:974060
Depositos
para
entrada
e
sahida
8.792:932069
Das
operações
eflectua
das,
resultou
para
o
Banco
um
lucro
liqui
do
de
60:341014
Havendo feito
o
dividen
do
do 1.®
semestre
de
1025
ou 3 1/2
0/0
por
cada acção,
importou
em
14:700000
Fica
o saldo
de
45:661014
O parecer
do
Conselho
Fiscal
foi
fa
vorável,
não
só
elegiando
a
Direcção e
Gerencia
da
Caixa
Filial no
Purio,
votan
do-lhes
um
voto
de
louvor,
e
foi
confor
me
em
que
o dividendo
do
2.°
semestre
fosse
na
razão
de
4
1/2
0/0
ou
2050
rs.
por
cada
acção.
Transcrevemos
em soguida
o
balanço
do
mez
de
dezembro
findo.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga em 31
de dezembro
de
1874.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
1:265000
Dinheiro
em
caixa.
. .
.
80:963086
Leiras
descontadas
e
a
receber
846:157030
Empréstimo
sobre
penhores.
118:519082
Contas correntes com garan
tia
.
.
......................
551:6580
75
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro. 516:947085
Títulos
e
papeis
de
credito.
65:5730
80
Diversos
devedores.
. .
.
42:504003
Despezas de inslallação. .
6:176099
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:392080
2.231:158020
.
.
600:000000
.
.1.158:6725800
.
.
146:716073
. .
80
679029
.
.
270.082017
. .
30:000060
even-
.
.
17:469005
.
.
87:010000
.
.
1:253016
. .
31:485047
2.423:369087
Capital......................................
600:000 0
00
Obrigações
a
praso.
.
.
.
900:890079
Depositos
á
ordem.
.
.
. 129:644040
Agentes
no
paiz
e
estrangeiro
262:631083
Diversos
credores
...
97:589079
Leiras em
deposito. .
. .
26:444095
Letras a
pagar
......................
55:4)1043
Notas
ein
circulação
.
. .
109.510000
Fundo de
reserva.
.
.
.
3:078062
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
326025
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
45:641014
Fas«ivo
2.231:158020
Braga 5 de
janeiro
de
1875.
Os
Directores
João
Evangelista
de S.
Torres e Almeida.
Manuel José da
Costa
Guimarães.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
COMVÍERÇIO
B
olsa
db
B
raga
8
de
janeiro
de
1875
KfTeetuado
Fundos
hespanhoes
para
15
do corrente
com
o
ultimo
semestre
vencido
18,00
Banco
Commercial
de
Braga
62000
Dito
62000
Banco Commercial de Vianna
124000
Dito
124000
Banco
de
Guimarães
102000
>
do
Douro
68000
Dito
68000
Banco Commercial
Agrícola e
Industrial
de Villa Real
34000.
Obrigações
do Caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
2,a emissão
liberal
das
84000.
9
de
janeiro
de
1875
EfTectuado
Banco
Commercial
de
Braga
62000.
Banco
Commercial de Coimbra
11000.
Banco
Commercial
de
Vianna 125000
Banco
do
Douro—
69$000.
Companhia
Geral
Bracarense
16$000.
O
director
Anlonio
Teixeira
Barbosa.
ESPECTAUCLOS
THEATRO
DE
S. GERALDO
Quinta feira 14
de
Janeiro
GRANDE
BAILE DE MASCARAS
Principia
ás 8
horas
e
acaba
á
meia
noite.
Preços
:
—Camarotes
800 rs. —
plateia
120
rs.
F
AGRADECIMENTOS
Thereza
de
Jesus
de
Sousa
Ferreira,
tendo
deliberado
fechar
o
seu
botequim
na
rua de
Traz
da
Sé,
agradece
a
lodos
os
seus
freguezes
e
amigos,
o
favor
que lhe
dispensaram
com
sua
frequência durante
o
longo
periodo
do
seu
estabelecimento.
Braga
8
de
janeiro
de
1875.
Therez
*
de
Jesus
de
Sousa
Ferreira.
(2231)
Os empregados
das
obras
P.
da
Direeção
de
Braga,
julgam ler
agradecido
a
iodas
as
pessoas
que se
dignaram
assistir,
uo
dia
30
de
Dezembro
uliimo,
na real
capella
do
Hospital
de
S.
Marcos,
a
uma
missa
resada
pela
alma
da
exc.1
*’
»nr.
’
D. Joa-
quina
da
Lapa
Alve»
da
Rocha
Branco,
mãe
do
seu
exc mo
e
digno
chefe o
sor.
Hearique
Guilherme
Thomaz
Branco;
mas
se,
por
esquecimento
ou
omissão, deixa
ram
de
cumprir
este
sagrado
dever
para
com
alguém,
veem
por
esle
meio
mani
festar
a
sua
eterna gratidão
e
mdelevel
reconhecimento.
Braga
9
de
janeiro
de
1875.
(2242)
ANNUNGIOS
LANGO
DO
MINHO
São
convidados os
snrs.
accionistas
des
le
Banco
para
comparecerem
na
sessão
da
assembleia
geral
ordinaria,
que
se hade
constituir
no
dia
14
do
corrente,
pelas
11
e
meia
horas
da
manhã,
na
casa
do
Ban
co, para
os
fins
determinados
no
arligo
35.°
dos Eslaluios.
O presidente
da
assembleia
geral
Visconde
de
S.
Lazaro.
banco
commercial
de
COIMBRA
Sociedade
anonyma
—
reaponsabi
*
lidade limitada
São
conddados
os
»nrs. accionistas
d
este Banco,
a
entrarem
com
a 4
a
pres
tação
de
1^070
ou
5$000
reis
por
acção,
na
conformidade
dos
artigos
10
e
11
dos
Eslaluios, nos
locaes abaixo
designados,
desde
o
dia
1
I
alé
ao
dia
20
do corren
te
e
das
11
horas
du
manhã
alé
ás
3
da
larde.
Os
agentes
do
Banco no
Porto,
o
snr.
José
Júlio
da
Costa,
em
Braga,
os
snrs.
Jeronimo
José Pereira
Pinheiro
A
Filhos,
em
Lisboa,
snrs.
Correia
&
C.
’, 105, rua
dos
Fanqueiros;
estão
anclorisados
a
re
ceber a
importância
d
’
esta
prestação
e
a
rubricarem
o
recibo
nas
acções.
Em
Coimbra
o
pagamento
far-se-ha
no
edifício
do
Baaco.
Banco
Commercial
de
Coimbra
9
de
aneiro
de
1875.
j
Os
gerentes,
Manoel
dos
Santos
Júnior
José Barbosa
Lima
José
Melchiodes
Ferreira
Santos
(2241)
COMPANHIA GERAL
BRA-
CARENSE
São conndades os
surs.
accionistas
pa
ja
se
reunirem
no
dia
18
do
corrente,
pelas 10
horas
da
manhã,
no
escriptorio,
da Companhia
campo
de
D.
Luiz
I
n.°
37,
para
os
fins
designados
no
arl.
26.®
do
Estatuto.
Braga 9
de
janeiro
de
1875.
O
presidente,
Francisco
de
Campos
d’
Azevedo
Soares.
(2243)
BANCO
COMMERCIAL DE
BRAGA
Acham
se
na
thesouraria
do
mesmo
Banco
as
lislas
dos snrs. accionistas
ondó
podem
ser
procuradas
pelos mesmos.
Precisa-se
de
uma
criada
para
cosinha
e
outra
para sala,
que
tenha
de
35
a
40
annos
e
que
saiba
engommar
e
coser.
N
’
esta
redacção
se
dão
os
esclareci
mentos.
(2239)
€
A
í&í
i
a li
A
8JM
A
S
J
Paquetes a
sair
de
Lisboa
:
DOURO
.
.
13
de
Janeiro
|
MINHO
.
.
29
de
Fevereiro
MONDEGO
.
29
de
>
|
BOYNE
.
.
13
de
Março
NÈVA
.
.
13
de
Fevereiro
| TIBER.
.
.
29
de
>
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S.
Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Os
preços
são muito rasoaveis
Esta
companhia
para
maior
vantagem,
resolveu ter
a
bordo
de
lodos
os seus
vapores,
criados e
cosinheiros portuguezes para servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo tratamento
se
torna
hoje
o
melhor
possivel.
Cada
passageiro
de
3.a
classe
tem
grátis,
belixe com
colchão
e
roupa
de
cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia. O
transporte do
caminho de
ferro
até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se em casa
do agente
n
’
esta cidade,
rua
do
Souto
n.® 43.
—
Em
Braga.
João
Manoel da Silva
Guimarães.
Garre
ir
a
semanal
A’
s
quartas
feiras
■BHC
COMPANHIA
DE
NAVEGAÇÃO
A
VAPOR
DO
PACIFICO
3io
de
Janeiro,
Montevideu, Buenos-Ayres, Valparaiso,
A
rica,
Islay
e
Callao
CARREIRA QL1NZENAU PARA
PERNAMBUCO E BAHIA
A
Companhia
reduziu
os
preços,
conservando as mesmas
vantagens
como
até aqui tem
oíferecido
aos
snrs.
passageiros:
exceilentes
eoEnmodos,
bom tra
tamento,
bastante
espaço para bagagens e viagens rapidas,
pois
que
OS
Paquetes do
Pacifico
tem
gasto
sómente
18
dias de
Insboa ao Rio de
Janeiro.
Preços
das
passagens incluindo
o
caminho
de
ferro
do
Porto
para
Lisboa
Crianças
dos
passageiros
3/
CLASSE
2.’
CAMARÁ
1/
CAMARÁ
Pernambuco.........................................
40&000
81&000
108&000
Bahia
...................................................
40&000
90&000
H7â000
Rio
de
Janeiro....................................
45&000
90^000
121&500
Montevideo
e
Buenos-Àvres.
.
5U000
90&000
157&500
Valparaiso,
Arica,
Islay'e
Callao
....
126^000
189^000
308^500
Até
aos 12
annos
meia
passagem.
A
’é
aos
8
annos
a
quarta
parte.
Até
aos
3
annos
grátis,
uma
só
de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de Lisboa
um
paquete,
os
passageiros
de
3.a
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e
vinho
duas
vezes
por
dia
AGENTES
EM
BRAGA
—
AJmeida
&
Pereria.
Trata
a
passagem
a
pagará
vista
e
a
prazo
com
fiança.
MODISTA
DE
LISBOA
Rua
do
Souto
n.
n
52
—
1.°
andar.
Trabdha
com
perfeição
e
pelos
últi
mos
figurinos,
em
chapéus e
lodo
o
facto
de senhora. 'lambem
ha
chapéus
feitos.
(2229)
ATTENÇÃO
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
o
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado,
o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto, Arcos,
Monsão
e
Egreja
Nova,
sahindo
todas
da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga 1
de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
*
(2174)
Eduardo
Pacheco.
No
dia 30 do
corrente
mez
de
Janeiro,
por
10
horas da manhã,
tem
de
arrema
tar-se
no
tribunal
judicial,
collocado
no
exlincto
convento
de
8.
Domingos,
da
cidade
de
Guimarães, a
raiz,
fructos
e
rendimento
*
da proprielade
da
Bouça
Ve
lha
alludial sita
na
freguezia
de
Santa
Eufemia
de
Prazins,
comarca
de
Guimarães,
e
o
fóro
de
970,900
litros (50
alqueires)
de
milho
brance,
imposto
na
propriedade
d
’Azenha
das Valles
na
mesma
freguezia,
tudo
avaliado
para
sempre
livre,
na
quan
tia
de
860^000
réis,
e
isto por execução
hypothecaria
que
D.
Iria
Candida
Frrrei-
ra
Barbosa
e
«árido,
d*
esta
cidade
de
Bra
ga,
promovem a
João
José
Rodrigues
de
Freitas
e
mulher,
pelo
juizo
de
direito
da
dita
comarca de
Guimarães
e
cartorio
do
escrivão
Oliveira.
(2233)
mi®
"
Quem
quizer
comprar
uma
rica
cruz
de
metal
que serve
para
qualquer
confraria
e
por
preço
muito
rasoavel,
falle
na
Pra
ça
rfAlegria
em
casa
do
negociante
Ma
noel
Jgnacio
da
Silva Braga,
onde
a
refe
rida
cruz
se
acha
para ser vista
por
quem
a
pertender.
(2235)
ATTENÇÃU
No estabelecimento
dos oculistas
Bols-
son
<5c
Pombar,
de
Goirnbra, filial
em
Bra
ga,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho n.°21.
Acaba
de
se
receber
diieciamente
de
Pariz
um
no»o systema
de
tinteiros
má
gicos
inexgotaveis,
os
quaes,
deitando-lhe
agua
pura
instantaneamente
apresenta tin
ta
de
tres
cores a
escolher
:
preta,
azul
e
vermelha,
a
sua
exislencia
é
de
100
annos,
garantidos.
Além
d
’isso
ha
um
variado
sortimen
to
de
oculos
e
lunetas
de
ouro,
prata,
aço,
tartaruga
e
búfalo
;
um
bonito
sortido
de
lunetas
sem
aro,
ultima novidade, baró
metros metálicos,
termómetros,
binoculos
e
oculos
de
alcance, microscopos
compos
tos
e
sirnple»,
bússolas
e
conta-fios,
vis
tas de
sterioscopes
e
entre
ellas
o<?
Passos
da
Paixão.
Aviso
ás
senhoras:
No
dito
estabele
cimento
receberam-se
já
platinas grandes,
regalos para
mãos
e
pét, e
gravatas
de
diíTerenles
gostos.
Tudo
venderá
por preços
limitadíssi
mos.
Faz-se
toda a
classe de
concertos
que
pertencer
ao
ramo
d
’
oplica.
(2232)
Bolsson
$
Pombar.
Banco
Commercial,
Agricola e
In
dustrial
de
Villa
Real.
Por
ordem
do
exc.
mo
snr.
presidente
da
assembleia
geral,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
este
Banco a reunirem-se
nos
dias
16
e
17
de janeiro proximo futuro,
pelas
10
horas
da
manhã, na
casa
do
Ban
co,
rua
Central
n.°59;
sendo
no
dia
16
para os
fins
designados no arl. 42
dos Es
tatutos,
e
no
dia
17, para
se
proceder
á
eleição
d
’um gerente
substituto.
Villa
Real
30
de
dezembro
de
1874.
O secretario
da assembeia
geral,
(2227)
Dr.
José
Agres
Lopes
Júnior.
ATT8NÇAÍ
José
Cardoso de
Carvalho, vende
ou
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Villa
Verde, Bar-
cellos,
e Braga.
Trata-se
em
Ponte do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Soulo.
(2226)
moim
i
o
a
José
Francisco d
’
01i»eira,
lavrador
pro
prietário
da
freguezia
do
Santa
Lucrecia,
suburbios
da
cidade de Braga,
tem
uma
carvalha
lombuda
com
todas
a« proporções
para
quilha
de
navio,
a
qual
tem
45 pal
mos
de
comprido
e
faz livres,
3
de
gros
sura.
Quem
a
perlander,
dirija-se
ao
mes
mo
(2230)
BBAGA
: TYPOGRAPHIA LUSITANA
— 1875. - É o formato de
-
comerciominho_12011875_295.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)