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-
293
NUMERO
FOLHA COMMERC1AL RELIGIOSA E NOTICIOSA
3.
“ ANNO 1875
jl
-
s
se
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
TEBÇA-FBIBA * ®E
O Aatal
em
de
se
apre
se
REVISTA
ESTRANGEIRA
que,
como
tempestades
vergooho-
de
cadave-
do
melhor
ao
novo anno.
um
rápido
volver
de
olhos
9
animo
preciso
para
o
que de
nós
se
exija.
N
’
esta
esperauça
que
nos
serve
de
conforto
enviamos
a
lodos
os
■•ssos
as-
signanles
as
boas
festas
é
mau
e
desani-
das
grandes
lor-
edrtíla
alenta
novas
conspirações
suas
consequências
desgiáças
á
Hispa-
uma
eslreila
que
as
forças,
esliella
é
a
Egreja,
sau-
alegiia
d.;
iofancu
;
candidas
onde
o
ge-
não
b:
teu
st
as
azas
Na varra ,e
armas.
D
calorosas
felicitações
de
Vivo
interesse em
lodos
P
reços
:
Braga,
anno
rs.=Semcslre
850
r*.=Provin-
cias, anno
2&400
rs
e
sendo daas
4&000
rs.=Semestre
1S25Ô
r8
.
J^Brazil, anno
4^400
rs.=Semestre
2&300
rs.
moeda
forte,
ou
10&000
reis
e
5&500
reis
moeda
fraca.=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
$0
®/
n
d
’
abatimcnto.
á
terra,
tomou
carne
caf»|nho
da. Redempção.
om
seu
dedo
a
patria
<•<.
mo
prémio
do»
nos»
nossa
virtude.
/
(QUADRO
DE
FAMÍLIA)
Dedicado
fio
ejcc.
m
"
snr.
P
e
Pedro
Maria
d*Aguilar.
Assigna-see
vende-se
no
escripmrio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
Iodai
correspondência
franca
de
porte.
=•
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
; assim
como
as correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso 10
rs.
ra,
deixa
que tudo
se
tal
é
o
estado
em
que
nos
'tio
encontrar.
**Se porém
tudo isto
mador,
como
no
meio
meu'.as,
em
que
uma
anima
a
esperança
e
ha
lambem
para
a sociedade
norteada,
fé
e
lhe
ampara
Esta
sempre
no
meio
das
grandes
se
ostenta
grandiosa,
cheia
de
vida,
como
único
porto
de
salvamento
para
a
socieda
de
aco-sada
pelos
veodavaes
da
increduli
dade»
E
quando
a
vemos por
toda
a
parte
resistindo
impassível
aos
vagalhões
que
contra
Ella se desfasem, -luctando
sempre
Mais
um
anno
acaba
de
sumir-se
nas
voragens
insondáveis
do
tempo.
Não
o
assignalaram
grandes
aconteci
mentos
que
o
relembrem
ás
idades
futu
ras
;
mas
por
ve»es
o horisonie
social
se
ostentou
nebuloso
e
triste,
como
prenun
cio grave de
alguma
coisa
horrível.
A
Pouco
saudosa
é
a
memória,
que
ao
fiuar-se,
de
si
nos
deixa,
senão pelo
que
realisou,
ao
menos pelo
que
se
empenhou
em
realisar,
e
cuja
tarefa
parece
legar
em herança
Se com
sobre
o
anno
que
expira procuramos
no
passado
um
raio
dé
luz
que
nos
illumine
por
entre
as
trevas
do
futuro,
que
en
contramos
nós
d’
espeiançoso
para
esia
sociedade
que
ha
tanto
tempo
se debate
i)
’uina
convulsão
angustiosa?
Nada
Repiesa a
torrente
que
de
longe
vem
assolando
povos e
nações,
como
que
se
susteve
ante
as
fracas balisas
que
lhe
le
vantaram,
só
para
ura
dia
at>
superar
com
mais
força
Tremetn
os
fracos
reis
sobre
os fracos
thronos,
que a revolução lhes
preparsra.
Agilam-se
os
povos
em
frequentes
tur
bações sociaes,
políticas
e
religiosas.
E
em
quanto
uns
e
outro*
aguardam
apavorados
o
futuro,
agglomera-se
no
seio
da
sociedade
a
lava
que,
soando
a
liora.
nade
laser
do
nnnidv
tnteiro um
montão
de
minas,
Não
foil
tão
solida
a
paz
de
que
o
anno
de
1874
se
ufanará
talvez,
que
al
gumas
desordens no velho
e
novo
mundn
nào
viessem
prevenir
os
espíritos
da
gran
de tormenta que
se
prepara.
A
’s
prepotências
e
ameaças
da
Allema-
nha.
ás
oseillações
da
França, a*»s
sustes
da‘
líalia,
e
ás
crueldades
da
Hispanha,
como que
correspondem
as
perseguições
religiosas
no
Brasil, as
proscripções
liran-
nicas
do
México,
o
sangue
e
as
victimas
de
tantas
republicas, que
agitadas
pelo
tulão
revolucionário, se
despedaçam
frequentes
lucias
intestinas.
A
sociedade boiando á
superfieie
um
mar
revoltoso,
a
guerra
á
Egreja,
di-
lalaudo-se mais
e
mais,
o
atheismo
•
iudiíTerenlisino
alargando-se
de
dia
dia
no
espiiito
e
coração
dos
povos,
les
assoberbados
pela
impiedade
e
primeira
consequência
a
tirannia,
lodos
os
L
’
quadro
que
successão
ao
Diz-nos
lambe»
o
telegrafo
que
dois
dos
generaes
qne militavam
ás
ordens
de
D.
Carlos, Dorregvray e
Berriz,
abando
naram
o
campo
e
passaram
a
adorar
o
novo
sol
que
irrompe
á voz
do
ousado
militar
que fôta
a
causa da
morte
do
ge
neral
Concha.
Esta
transformação
que
tão
inexperada-
mente
aeaba
de
operar-se
no
governo
do
visinho
reino,
está
longe
de
produzir
os
resultados
que
desejam
os
revolucionário».
Bem
pelo
contrario.
A
causa
carlisla
está
mui
longe
de
ser
prejudicada
por
essa
nova
ordvm
de
coisas.
Os
republicanos
de
boa
fé
unir-sc-hão,
de
preferencia,
aos intrupidos
defensores
da
legitimidade,
e
não
a
D.
Affonso.
De
mais.
se
até
agora havia
dois
partidos
em
lucta
accesa,
d
’oravante multiplicar-se-hão,
porque
o
partido
aflonsino
é
aquelle
que
mais
antipathias
conta
em
toda
a
Hispanha,
como
ninguém
ignora
A
«Gacela»
publica
um
decreto
as-
signado
pelo
snr
Caoovas
del
Caslillo,
como
presidente
da
regencia.
nomeando
o
novo
ministério
afl'm»ista,
que
é
com
posto
do
seguinte
modo:
Estado,
Alexandre
de
Castro.
Graça
e
justiça, ('árdenas.
Guerra,
General
Jovtdlar.
Fazenda,
Savalenia.
Marinha,
Marquez
de
Mulina
Governação,
Romero Robledo.
Fomento,
Marquez
de
Drovio.
Ultramar,
Ayala.
Na
ausência
do
novo
ministro
d
’Esta-
dirigirá
esta pasta
o
marquez
de
Mo-
e
o
para
es-
sua
,
que
de
lados
os
acomelte,
eis
e
triste
o
anno
de
1874
deixa
em
anuo
de
1875.
Terá
este
o
animo
de
realisar o
tes
tamento
do
seu
predecessor?
Nào
o
cabemos;
mas
o
que
podemos
aílirmar
é
que
o
novo
anno
nào
senta
com
melhores
auspícios
do
que
co
meçara o
que
expirou.
A
mesma
incertesa
de
todos
e
de
tudo,
os
mesmos
receio»
e
desconfianças,
aggravidob
ainda
mais pelos novos
estra
gos
que
a
corrente
das
más
ideias
tem
feito
iodos
os
dias, a
funesta
acção
de
uma
política
que,
disendo-se
conservado
corrompa
e
vicie,
o
anno
de
1875
O
anno
de
1874
trouxe-nos,
ao
findar,
um
acontecimento
de
vulto,
e
para
o
qual
convergem
todas
as
allenções.
O príncipe
das
Asturius
é
proclamado
rei
de
Hispanha,
pelo
general
Marlinez
Campos
e
Jovellar.
Segundo
os teb
gramrnas,
o
exercito
do
centro
e
j
marinha
appmam
D.
Affonso,
e
Serrano
adhere
ao
movimento
aíl
usino
abandonando
o'exercito
do
norte,
com o
qual estava
prestes a dar
nma
batalha
decisiva
sobre
o cailismo.
do
D
lina
;
e
na dos
ministros
da
guerra
e
do
ultramar,
os
s«rs.
Primo
de
Rivera
e
Ro-
bledo.
D
’
um
correspondente
do <C.
do
Porto»
transcrevemos
os
seguintes
paragrafo*
:
<E
já grande
o
movimento de
demis
sões.
Uns
funccionarioK
demitlem-se,
ou
tros
são
demitlidos.
~A
maioria
da»
janellas estão ornadas
<le
colchas
;
veem-se
em
algumas
coberta»
de
chita
ou
lenços
brancos
com
fachas
de
paninho
azul, encarnado
ou
amarello,
e
grande
numero
se
vê
despidas
de
ador
nos. A
’
noute
haverá
illuminaçâo
por
or
dem
dos
alcaides.
Eu
fui
intimado
para
pôr
luminárias,
ás
4
da
manhã,
quando recolhia
a
casa,
pelo
sereno
da
minha
rua,
em
nome
do
alcai
de
do bairro.
Os
periódicas
aíTonsiuos
pubbcaram
to
dos
supplemento
hoje,
exaltando
o
acto
dos
generaes
que
iniciaram
o
saovimenlo,
o
governo,
o
capitão
general
de
Madrid,
e
lodos
os
que
directa
ou
iiidireclamenfce
contribui
’
am
para
o
triunfo
da
restaura
ção.
Dizem
lambem
estes
periódicos que
de
noute
percorreram
as
ruas
vario»
grupos
de
populares
dando
vivas
a
Affonso
XII
Não
é
verdade;
os grupos
eram
guar
das da
ordem
publica,
arrebanhados
pelos
oííiciaes, que
lhe
diziam,
em
tom
de
or
dem
de
serviço:
«Veoga
V.
comigo
!»
Ou
vi
esta frase
a
vários.
Crê-se
que
muitos
cabecilhas
carbstas
virão
apre*ent»r-se
cm
Madrid,
visto
ler
Uiunfado
o
seu
vvidadeiro partido
Como
é
sabido,
e
era
notado,
os
affon-
’
muos
haviam se
destacado
para
o
exercito
republicano, para
as
guenilhás
carlisla»,
e
mesmo
pa
(
a
a»
tristes
e
deplo aveis
exhi-
Lições
de
Cariagena
e
Alcoy.
Agora triun
fantes,
volvem
ao
seu quartel,
a
recebe,
a
justa
recompensa.
E’
um
período
de
que
começa,
e
que
«m
póde
acarretai
novas
nha.»
Da
gtui
;
a
carli»ta
O
«l
___ _
"
algumas
‘
---------
.
_
mas
tiliimo»,
e
de
referir as
ptrieudidas
deserções
des
generaes
carlislas
acima
di-
dos,
escreve:
fagueira
os
ânimos,
assim
des-
Ibe
aviva
a
i
temos
o
seguinte
:
Coireio
da Tarde-,
depois
de
faze>
>
considerações
ácerca
dos
telegram-
Descrever
as alegrias
d
alma
(.'eje
dia,
em
toda
a
chrislandade,
seria
impossível;
porque
os
sentimentos
nobres
e
sublimes
que
teem
origem
najlé,
não
podem
|
assar-
se á
tela.
Não
ha
festas,
em que
a
alma tanto
se
comprasa,
como
as
que
o
Christianismo
instituiu
;
e
estas
-a<»
tão
puras
e
santas
que,
embora
o
ancião
aveigado
pelo
peso
octogenário,
passe
um
an-o
iniei'0
recos
tado
ao
cure
do
leito,
e
avergado
pelo
soiTrimenlo.
não
sinta
um
cfflnvio
d
’esse
go.»o
que
o
tejuve-ce,
que
lhe
arranca
Ua face
o-
traços
do
padecimento,
e
que
o
IO'
na
apto
para
lhes
presidir,
comr
re
presentante
d»
íeoipo
f-
da
familia.
Na noite
natJicia
do
t
Mes»ias
ha
entre
as
famílias,
tradições tão
poéticas,
que
a
alma
se
abre
ua
m<is
suave
ex
>
nsao
;
costumes
tão
civilisadore»,
que
admira
o
tacto
político
de
nossos
avó».
N
’
esse
dia
cessam
os, odios
,dar
legar ao
amor.
Um
anno
inteiro
terá enlutado <
s mem
bros
d
uma
familia
;
mas
então
a
amr»ade,
camlida como
uma
virgem
♦-
b
’
lla tomo 3
esperança,
tocará
os
corações
d
’
onde
bro
ta sem
con?ti
angimeato.
O
’
dia
de
gos
»
e de
crença,
eu
t
lol...
Recordas
a
d
’e»s.)S
almas
uio
do
mal
ainàa
negregadas...
Recordas
essa
festa, em
que
cnmu
emoram
>»
o
nascimento
do
Filho
de
Deus,
em
que uma
das
pesst-as
(ia
Tiin-
da
e
SS.
b.iixo\i
humana,
abriu
e apontando-nos
eeleUe noi
’
a <1
isos
exforços,
da
<Ao
passo
quo o
telegrafo
está
traba
lhando
conlinuadamente, do
exercito car-
lista
do
Norte
e
do
Centro,
nem
uma
palavra,
á
excepção
d’
aquelles
dois
casos
que
podemos chamar
imaginários,
de
de
serção.
Enlrelai-lo
no
Centro
temos
diante
de
uÓ8
uma
carta
de Madrid
ern
que se as
severa
que
Saballs
obtiveia,
ha
poucos dias
uma
nov>
vicloria
sobre
as
forças
revo
lucionarias,
íazondo-lhes setecentos
prisio
neiro*.
Assegura
a
mesma
carta
que
não
pô
de
ser
melhor
o
espirito
dos
exercitos
reaes,
ao passo
que
esperam
sérios
con-
fliclos
entre
os
adversários.»
O
«Cuartel
Real»
publica
vários
tele
gramas
relativos
á
acção
de
Urniela,
de
que
os
leitores
já
leem
conhecimento.
Não
obstante, copiaremos o
ultimo
d
’
e<-
ses lelegramt»as
enviado
de
Soravilla,
em
D.
<
O
convnandante
general ao
snr!
minis
tro
da
Guerra.
Esta
manhã,
o
inimigo
principiou
o
ata
que,
retirando
em
seguida.
Recebo
n
’este
momento
parte do
chefe
de
partida
snr.
Igueldo,
dizendo
que
o
inimigo
se
reti
rara
para
S.
Sebastião.
Segundo
noticias
por
diflerenles
vias,
Loma
morreu,
e
acres
centam
que
Blanco está
ferido.
E*tão-se
recolhendo
uma
infinidade
d
’
armas,
cartu
xos
e
toda
a
casta
de
petrechos
de
guer
ra
que
o
inimigo
largou na
sua
sa
fugida.
O
campo
está
cheio
res.
As
forças
estão
possuídas
enthúsiasmo
Ha grande
entlinsiasino
na
Biscaia
pelo
triunfo
de
nossas
Carlos recebeu
toda*
as
partes,
pela
saude
do
gencal
Mogrovejo.»
As
demais noticias sao bastante
atra
sadas.
le sempre
vencendo, dever
é
não
dese»pe
rarmos,
certos
de
que
á
tormenta
as*»-
prada
pela
descrença,
*e
hade
seguir a
bonança
per
Ella
preparada.
Sejamos
pois
firme*
n«
posto
que rner.-
cê
de
Deus
nos
foi
confiado.
Façamo»
voto»
por
qua
o
novo
anno
em
qoe
entramos nos
traga o
sol
da
justiça, que
uos
é
de
tanta
necessidade.
Que
n
’
esles
dias
subam ao
céo
mai»
fervente»
a*
nossas
oraçõe»,
p«ra
q*e n’
es-
le
anno
vejamos desfritas
as
duras
prisões
que
algemam
a
Egreja
e
o
seu
Chefe.
E
animando
a
nossa
fé,
recobremes
se
Braga
presenceou na
tarde
do
dia
31
de
Jezembro uma
das
scena»
mais commoven-
es,
e
que diflicilmeote poderia
descrever-se.
Queremos
faltar
da
saida
das
irmãs de
reu
branco
e
das
meninas
do
coro
que
se
ichavam recolhidas
no
convento
de
N.
Senhora
da
Penha
de
França.
Em
nome, c
sob
inspiração
da
liberda
de,
que
tolera
e
permitte
a
multiplicação
ilos
lupauare»
«
dos
couvenliculos
da
pros
tituição,
acabam
de
ser expulsas
es^as
pie
dosas
senhoras,
que
tinham
ido
procuiar
na
austeridade
dos claustros
um
refugie
ás
seduções
mundanas,
para
se
entrega
rem
dedicadamente
ao
serviço
de
Deus.
Excellenle
liberdade!
O
acto
a que
nos
referimos,
deixou-DOf-
impressões
que
mui
difficilmente se apaga
rão
Vimos
correrem
muitas
lagrimas
e ou
vimos
soluços
euternecedores
que
nos
ma
goarain
profundamente.
Não
cremos
qoi
entre
o
crescido numero de
pessoas
qm
alli
estavam
«pinhoada»,
houvesse
um
co
ração
que
ficasse
impassível
ante
aquelli
especlaculo
desolador.
Entre
assenhoras
expulsas
havia
algu
mas
de
avançada
edade e
totalmente
de
samparadas,
porque não
leem familia
qm
lhes
possa
dar
abrigo.
Destas,
quatro
foram recolhidas
n<
convénio
do»
Ramedios,
para
onde
foraí
conduzidas
immediatamenie
ao
acto
d
expulsa».
Deve-se
esta
obra
de
subida
caridad
aos
esc.
1
"0
*
snrs.
Fernando Castiço, c»ne
go
Anlonio Lopes
de
Figueiredo e
Joaquii
Rodrigues
Valle,
os
quaes
não
só
promo
veram
as
necessárias
licenças,
mas
sobm
nisitam,
coadjuvados
por
algumas pessoa
caritativas. <>
parco
sustento
d
’aquellas
ii
felizes.
Acções d
’
esta
natureza
são
de
lã
subido quilate que
dispensam
todo
elogie
tantas
vezes bem
servilmente
barateadt
A*
restastes
que
lambem
ficaram
df
samparadas
de
Lmília,
loram
recolhid;
em
varias casas,
onde
lhes
dispensam
mais proteclor
agasalho.
As
bênçãos
do
céo
chovam «opiosamer
te
sobre
essas
generosas
almas,
qoe
U
bem
comprehendem e
sabem
praticar
mais
sublime
das
virtudes, a
dulcissin
Caridade.
Como
é
bello,
ver
em
mesa
redonda
oiiu
família
inteira,
desde a
ma
is
linda
creança
até o
mais
respeitável ancião
I...
Conto
é
bello, ver
as
laces de
todos
animadas
por
um
regosijo intimo,
profun
(lamente
commovedor,
onde transluz
a
mais
suave
expansão!...
E os
jogos
das
prendas
que se
prolon
gam
pela
noite
adiante,
e
a
estralada
dos
risos,
e
o
contentamento
nos
rostos
e
nos
corações
!...
(Jm
quadro
bem
desolador se
encontra
algumas vezes
nas
famílias,
quando
a
mor-
te
ceifou uma
exi>le<»cia
bem
cara
;
ou
quando
algum
dos
membros
mais
princi-
paes
se
acha
ausente.
Ha
60
annos,
na
Beira,
uma
familia
formava
o
’
uma
sala
este
ultimo
quadro
que
era
tào simpathico,
iw
assombreado por
negras
còres.
Uma
senhora
da
edade,
esposa
d
’um
capitão,
á
hora de
consoar
se
achava
re
clinada
sobre
um
escabelo
que
então se
usava,
e
com
um
chaile
cobrindo-se,
es
tatua
da
desolação,
grossas
e
ardentes
la
grimas
se
lhe leslisavau)
pela
face
que
a
dôr ruborisãra.
Algumas
tenras
vergouleas
d
’
aquella
saudosa
familia,
cujo chefe residia na
ca
pita!
se
achavam negligenlemeote sentadas,
ou
recostadas,
mas
toda
*
tinham
o
espe
lho
d
’
nlma
velado
por um
não
sei
que de
j-impatica, mas
triste
saudade,
que
torna
bem
saliente
este
retrato
da vida.
Fmalmente,
a
tri-te
consorte
com voz
magoada,
invoca
á
oração
seus
filho
*
pela
memória
de
seu
esposo
ausente
;
e
as
pa
lavras
da
prece
enlercortadas
pelo»
sus
piros
(Fuma
terna
amante
sobem
ao
céo
Tristes
ideias
preoecupam
a
mente
d?
todos
que
um
só
occupa
:
estes
recordam
os
doces
beijos
do
pae
que
tanto
estre-
cem
;
aquella
relembra
os
solernnes
pro-
metiimentos
do
seu
amor
conjugai.
Todos leem
pendentes
dos
lábios
a
palavra
doce e carinhosa
de
pae;
lodos
leem
pendentes
das
palpebras
uma
lagri
ma
sentida...
N
’este
momento
apparece
á porta
da
sala
um
militar
respeitável...
Compridas
barbas
lhe
cobrem
o
peito
;
« bonel
car
regado
e
a
espada
no
talim lhe dão
um
ar
marcial, e
as
lagrimas
que
em
turbilhão
lhe
banham as
faces
crestadas
pelo
sol
do
trabalho,
mostravam
um
coração
alTecluo-
so...
Mais
não...
continuar
a pintura,
era
estragar
o
quadro...
Contentemo-nos
em
fazer
algumas
con-
sideraçòos.
Quanta
crença
e
amor
aqui se
retrata
?
!..
Crença
em
Deus,
festejando
uma das
mais
sublimes
manifestações
do
seu
poder
e
do
seu
amor.
Amor,
elo
sublime
da
familia
entre
si
e
com
Deus;
eflúvio
divino
que
liga
os
homens
com a
divindade
;
»
terra
cum
o
céo
!...
Crença
e
amor
é
o fundamento
da
re
ligião
ch'istà,
que
é tão
amena
e
tão
suave
como
a
nota
que
a
harpa eólia sol
ta
ao
contado
da
brisa
Crença
e
amor,
columnas
formidáveis
da
sociedade
que
contém
os
instinctos
sel
vagens
do
homem,
e
o
torna
manso
como
o
cordeiro,
que
na
encosta
ledamente
bala.
Crença
e
amor,
eis
a
felicidade
na
ter
ra
e
a
esperança
da felicidade
no
céo.
Guimarães
24
de
dezembro.
A
P.
LITTERATURA
«.»
TOB.A.
S»SÍ
HEIS
Era
um
dia.
No
Oriente
De
repente
Nova estrella
refulgir»
;
De
seu
b
ilho
desusado,
Fascinado,
Todo
o
povo
se
admira.
Os
sábios
em
’spectativa,
Com
fé
viva
Consultam
as
profecias:
D’
ellas
colhem
(bello
achado
!;
Que
era
nado
0
verdadeiro
Messias.
Tres
reis põem-se a caminho,
Sem
do
arminho
Do
palacio
se
lembrarem
;
Segue-os
a
eslrel'
fulgente,.
Do
Oiien
*
’
Té
Jerusalem
e »..arem.
Ali,
apaga-se
o
brilho
Que
em
seu trilho
Os
havia
encaminhado
:
Mas
elles
não
desanimam,
Antes
firmam
Seu
proposito
encetado.
Perguntam ao
rei
Herodes:
«Tu
não pode
*
<
Dizer-nos ot
de
é
nascido
<U
novo
Bei
que
buscamos,
<Pois
<jne
vamos
«Render-lhe
o
preito
devido?»
Herodes empallidece,
Mas
esquece
Do
medo o
primeiro
effeilo
;
Besca-lhe
rovo
tributo,
E,
de
astuto.
Finje
o
mais
alto
respeito
:
«Não sei,
lhes diz,
onde
pára,
<M»s
folgara
«Poder
lambem
adoral-o.
«Ide
vós
:
se
o
encenlrardes,
<De
voltardes
«Por
aqui,
ouso
esperal-o.»
Foram-se
os
Reis,
e
da
estrella,
Sem
perdei
a,
Que
de
n
*
vo
lhe
fulgira,
Caminham
alumiados,
A
nimados
Da
fé
que
Deus
lhes
inspira.
,
Eil-os correm
a
adoral-o,
Vão
achal-o
Sobre
palhinhas
deitado
:
Mesmo
wim não
vacillaram
;
Adoraram
N
’
Elle,
celeste
enviado.
CToa
*
e
«ceptros
pousados,
E,
prostrados
Em
reverente
homenagem.
Ouro,
incenso
e
mirrha ofertam,
E
lhe
prestam
A
mais
alta
vassalhgem.
Volvidos
ao
Oriente,
Leda
frente
Na
jornada
conservaram
:
Mas
á
côrte
do
orgulhoso
Rei
manhoso,
Inspirados,
não
voltaram.
Herodes desesperado,
Seu
reinado
Julga
lhe
vem
conquistar
E
esse
novo Rei
menino,
E,
ferino,
O
manda
logo
malar.
Porém
como
não
sabia
Qual
seria
O
menino
iadigetado,
A
lodos
decreta
a
morte;
D
’
esta
sorte
Pensa
havel-o
exterminado.
Mas
do impio
Deus
se
ria,
Pois
o
havia
Occultado
ao
seu
furor.
—
E
cuidando ter
vencido,
Cae
ferido
De
um
Deus
justo
e
vingador!
Braga 2—73
J. II.
da
Cunha
Júnior.
--
--------------------------------------------------------------------------------------------------
ASSOCIAÇÃO CATIIOCICA.
Por
deliberação
da
Direeção
da
Associação
Catholica,
d
’
esla
cidade,
annuncia-se
que
no
dia
6
do
corren
e,
pelas õ
horas
da
tarde,
terá
logar
a
inaugura-
ção
solemne
da
aula de
Ins-
trucção
Primaria
para
os filhos
dos
socios.
Convidam-se
os
snrs.
asso
ciados
e
associadas,
especial
mente
os
paes
dos
aluamos
já
matriculados,
cu
que
pretendam
sel-o, a
assistirem
a este
acto
que
se realisará na
casa
da
As
sociação
e
com
o
maior
esplen
dor.
wt
i
iwi ■ii
munru
—ma
—
—
GAZETILHA
A apprehensilo «Ia»
arma» na
fregsiezia de Alfena, e a priaão
do
Dkreeter
do jornal portuense
«®
SSirelto».
—
O
nut
*
o
rollega
e
correli
gionário
do
«Direito»
publica uma extensa
exposição
historiando
c
facto
de
ter
sido
apprehendidas
algumas
armas
na
frc-guezia
de
Alfena, ao
que
se
»eguiu
a
prDão d
’
a-
quelle
uos»o
presado
coilega.
Daremos
no
proximo n.
”
publicidade
t
esse
documento,
que
basta
a
fazer
co
nhecer
quanta
é a
felicidade
que
nos pro-
porciena
a
liberdade
dos
liberalões
<le cá,
e os
meios/
vergonhosos
de
que
se
ser
vem
para combater
os
adversários.
O
nosso
collega,
tendo obtido
fiança do
ex.lu
*
juiz
Pinto
Rebello,
foi
posto
em
li
berdade.
depois
de
fechado
o
surnmario,
na
passada
quinta-feira.
Anno
Manto.
—
Em
conformidade
com
a
Eucyclica
de
S.
Santidade,
o
Papa
Pio
IX,
devia
começar, no
dia 1.°
de
janeiro
o
jubileu
do
Atino
Snato,
que.
desde
re
melas
eras,
costuma
effeciuar-se
de
vinte
e
cinco
etn vinte
e
cinco
annos.
N
’este
inlervJlo
cont-crva-se
fechada
uma
porta
nas
Basílicas
do
Vaticano
e
Lateraoense.
e
a
qual,
sendo
aberta
no
principio
do
anuo,
só
é
fechad» no
dia
ultimo
de
de
zembro.
E
’
esta
a
segnnda
vez
que
o
immorlal
Pio
IX
preside
a
esta «olemnidade, facto
único
na
historia
dos pontífices.
Movos
jarnars. —
PublicoU-se O
1
.•
n.°
do
«Jornal do
Minhc»,
redigido
por
al
guns
cavalheiros
pertencentes
ao
partido
historico.
—
ATnanhâ
reapparece
a
«Regeneração»,
que
enceta o segundo
anno
da
sua
pu
blicação.
Ambas
estas
emprezas
contam
no
seu
seio
alguns
do«
mais
illustrados
cavalhei-
tos
d
’esta
cidade.
Felicitamos
os
uonsos
colleças
e
dese
jamos-lhes
todas as venturas
jnroalisticis.
PriaÃo.
—
E«>
a
noite
de
sabbado
deu-se
c-jça
aos
batoteiros
que
costumam
acoitar-se
n
’
uma
vendareis,
á
entrada
da
ma
«ia
Boa-visla. Foram
presas
e
reco
lhida
*
á
cadeia
a
dona
da
casa
e
ut«a
sua
creada.
Esta
diligencia
foi
feita
pelos
snr».
Parada
e
Alvun,
zeloso
regedor
da
fre
guesia
da
Sé,
e
illwstrado
pharmaceutico
d
*
esta
ci
lade.
Cal
hwmirn,—
A
’
maohã
de
madrugada
ha
calhandra
em
S.
Pedro
de
Maximiuos,
e
de
tarde
»o
Salvador
e
Guadalupe.
Serenata <e»a fav®r da» Almas
de Gaiata
«Susta.
-Nau
noites
d
’
l)oje
e
ámanhà,
em
cumprimento
do
que
deter
minam
os estatutos
da
irmandade
ds
*
Almas
de
Santa
Justa,
resolveram
os seus
mesarios
sahir
com
a
tocata
dos
mais
aunos
em
hcs
noites.
Sabemos
que
e
mordomo
do
r»rz,
en
carregado
da
»ua direeção,
procurou,
com
os
seus
companheiros, augmentar
essa to
cata,
e
ternal-a
superior
ás
dos
«utros
a
unes.
Felicitamos
por
isso
aquelle
mordem»,
e
é
de
esperar
que
seja
bem
recebida
por
aquellas
famílias
a
cuja
porta
fór
tocar.
Ohito. —
Falleceu
ha
dias
em
casa
de
seu
gearo,
na
Praça
«le
Santa
Thereza,
da
cidade
do
Port
>,
o
snr.
Minoel
José
Pereira
Lima,
acreditado
commerciante
c
preprietario
d
’
aquella
cidade.
Teve
oflicios
fúnebres
na
egreja
dos
Terceiros
d
*
Car
mo,
d
’
onde
foi
coudasido
para
o
jasigo
de
familia
no
cemiteno
da
Lapa..
Como
parentes
e
amigos
do
finado
en
viamos
a
teda
a
sua
familia
os
nossos
pesames, e pelo
seu
eterno
descanço
pe
dimos
as
orações
dos
leitores.
Sinistro. —
Em Scutori
na
Albama,
cahin
um
raio no
paiol
da
polvora.
Houve
a
destruição
de
parte
do
edi
fício,
e
de
muitas
casas
próximas.
Foram
200
as
victimas entre
mortos
e
fertd«<.
JVaiafragio.
—
Em
um
telegramma
par
ticular
dirigido
ao
«Jornal
do
Commercio»,
de
Lisboa,
lê
se o
seguinte:
Madeira 29
de
dezembro.
—
-
O
paquete
inglez
«Nyansa»,
que
chegou
á
Madeira
a
26
de
dezembro,
trouxe noticia da
perda
por
in<
<(jj
0
de
17
de
novemJoro, na
al
tura
d,>
Boi
Esperança,
da
gale
ra
mgleia
«Bespatfick»,
de 1:200
tonela
das
que
levava mais de
400
passageiros
para
New-Zealaod,
ssppõe-se ter-se
salva
do sómente
as
tres
pessoas
que chegaram
a
Santa
Helena a
6
de
dezembro,
na
bar
ça
«British
Seeptrc»,
e
qse
todos
os
mais,
tanto
tripulação
como
passageiros,
mor-
reiain
ou
queimados
ou
afogados ao
pé
do
i)3
’
io
ou
de fome
nas
lanchas.
Falleeimento.
—
No
dia
24
de
de-
zembr
*
fallecea
na
sua casa
de
Villa
Flor,
em
Traz-os-Monles,
o
ex.
rae
snr.
Jusé
Car
doso
Pereira
Pinto
de
Menezes,
d
’i<Ude
de
82
annos,
lendo
uma
morte
de
justo,
como
de
justo tiwha sido
sempre
a
sua
vida.
Era
o
illustre
íi»ado filho
de
Luiz
Car
doso
Pereira
Pinto
de
Menezes,
Moço fi
dalgo
da
casa
real,
e
capilâo-mór
de
S.
Martinho de
.Meuros
e de
D.
Maria
Rita
de
Mello
Almeida
Barres
Sousa Girão
Sei-
xas
Cardoso. Nascera
na
Villa
de
Vouzel-
la
aos 9
de
agosto
de
1793
Por
morte
de
sens
paes
foi
viver
pa
ra
Villa
Flor,
onde
lhe
pertencera
um
an
tigo m
*
rgado,
que
fòra
instituído
por
um
nobre
fidalgo,
seu
ascendente,
Lopo Ma
chado
Pereira,
e
sua
mulher
D.
Brites
de
Menezes,
da
antiga
casa
de
Cardoso,
solar
dos Cardosos,
coevo da
monarchia.
Foi
sua
vida
sempre
de
verdadeiro
chris-
tão.
e
cheia
de virtudes,
pnncipalmente
da
caridade
para
com
os
pobres
que
n’
elle
foi
em grau subido,
chegando
ás
vezes
a
piivar-<e até
de
comtrfbdidades
para
soc-
correr
os
miseráveis
;
nunca
á
sua porta
bileu
o
infeliz
que não
encontrasse
alivio
e conforto.
Era
legitirnista
sincero
e
do
coração.
A
perseguição
que
hoje
se
está
fazen
do
á
Egreja
o
aflligia
em
extremo,
de sor
te
que
nunca
fáilava
no
Santo
Padre
que
não
ehoras-e.
e
não
levantasse
sur;
mãos
tremulas
pedindo
a
Deus
o
deffendcsse
e
á
sua
Egreja
contra
os
aloques
de
tão
cruéis
inunigos.
Foi
sempre
casto
e
mo
desto, honrado e
exemplar.
Tal
foi a
sua
vida,
por
isso
sua
morte
devu
ser
lambem
de
justo.
Um
anno
vi
ve»
entrevado
e
emão
redobrou
sua
pie
dade
confessando-se
e
comraungaudo
amiu
dadas
vezes
o
que
fazia »ewpre
com
moi
tas
lurimas
de
compunção;
e
tendo
re
cebido
pela
ultima
vez
o
Sagrado
Viatico
começou
a
orar,
e
assim adormeceu o
som-
no
dos
justos,
sem
afllicçôes sem
remor
sos,
sem
angustias,
no
meio
das
lagrimas
e
das
bênção»
d
’
uma
povoação
inteira
que
o
amava
e
o
re
*
peitava
do
coração.
Seu
sobrinho,
padre João
Rebello
C.
de
Menezes,
foi
chamado
tclegrulicamente
mas
já
não chegou
a
assistir
á
sua
morte.
F
bi
enurrado
no
jiizigo
de sua
famí
lia, na
egreja
de
S.
Barlholomeu
de Villa
Flor,
onde
sua
sepultura
é
orvalhada
to
dos
os dia»
com
as
lagrimas
dos
pobre-
sinhos
que ahi vão
orar
pele
eterno
des
canso
do
seu
pae.
Fez
testamento
publico
deixando
her
deiro
do
usufructo
de
lodos os
seus
bens
ao
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Me
nezes,
seu
sobrinh»,
e
a
raiz
dos meamos
a
suas
sobrinhas
viscondessa de Margari-
de
e
D.
Anlonia
Casimira
Rebello
Cardo
so
de
Menezes,
e
aos
seus
sobrinhos Ber-
nar
lino
Rebello
Cardoso
de
Menezes e Jo
sé
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
Estão
pois
de
loto
muitas
familias da
Beira,
Traz-os-Monies
e
Minho
de
quem
o
illustre
finado
era
parente
proximo.
Pedimos,
pois, orações pelo
eterno
des
canso
da
alma
do
nobre
fidalgo,
portuguez
e
chiistão
modelo.
Tributo
de gratidiio. —
No
San-
ctuario de
Nossa
Senhora
do
Allivio
em
Soutello,
mandou
a
respectiva
irmandade
celebrar
dois
oflicios
fiiaebres
de
14
padres
com
missa
cantada,
no
dia 23
do
corren
te,
suffragando
a
alma
de
dois
bemfeitores.
O
templo estava
lodo
coberto
de
cre
pe,
e
no
centro d
’
elle elevava-se
uma
eça
gostosamente
decorada.
Começaram
os
oflicios pelas
8
horas,
e
findaram
ás
11.
Entre
o
povo
que
assistiu
achavam-se
os
parentes
e
amigos
dos
finados, notan
do-se
o
ex.
‘
ao
snr.
visconde
da
Torre,
e
os
sms.
Manoel
Pimentel, Machado,
rege
dor, Manoel
de
Sousa
etc.,
que honrando
o
acto
com
sua
assistência
deram
á
illus-
tre
meza
da
irmandade
um
testimunlio
ine
quívoco
de
sua
deferencia,
que
de
certo
■t
libongeou,
e aos
parentes
dos
finados
motivos de respeito
eslinaa
e
dedicação,
que
os
deve
penhorar.
Os
suflragados
n
’
este
religioso
acto
fo-
ram
o
rev.
”
Manoel
Ignacto
Rodrigo
s, ’tira
que
foi
de
Soutello
pelo
espaço
do
12
an
nos.
e
mesario
da
mesma
irmandade,
Lourenço José
d
’Araujo,
natural da mes
ma
freguezia, e fallecido no
Pará, bemfei-
tores
da
irmandade,
e
contemplada
por am
bos
com
avultados
legados
em
seus
tes
tamentos
deixados
sem
condições.
Felicitamos
a
meza
da
irmandade
por
este
tributo
da
sua
gratidão.
•
•
*
Carta
de
Kieulau Simplicio » seu
ti».
Desculpe
por
Deus
o
tio
Uma
demora tamanha
I...
Desde
que
vem
a
castanha
E
o
fervente
rascante
Nao descanso
um
só
instante.
Aqui,
assisto
á
vindima
;
Vou
ver
o
nabal,
depois
;
Mais
logo,
guardo
os
meus
bois;
Mando
o
milho
esfolhar;
A*
(toule
vou
pTa
o
lagar.
Depois,
qual
gato
em
brasas,
Leio
os
jornaes
a
fugir:
Ceio
já quast a
dormir;
E
de
fiio congelado
Entro na
cama estafado.
I
Bem
vê
que
é
impossível
Escrever-lhe
uma só
linha
:
Demais
a
mais Carlolinha
Bem
lhe
podia
escrever,
Mas
tem
tanto
que
fazer!.,.
A’
caridade.—
Na
rua
do
('barqueiro
n.®
12
existe,
em
grande
necessidade,
uma
snr.a por
nome
D.
Anna
Augusta
do
Sa
cramento.
viuva,
velha, doente e
alienada.
Pede-se
em
nome
da
caridade ás pessoas
bemfazejas
a
soccorratn
cora
uma
e«raola,
pelo
amor
de
Deus.
Premiota da
Koteria. —
Os
nume
ros
premiados
na
ultima
loteria
de
Hes-
panba,
extraída
em
23
de
dezembro
que
o snr.
Lourenço
Marques
d’
Almeida,
ven
deu
no
seu
feliz
estabelecimento,
no
Porto,
foram
os
seguintes
:
Numera
17810
com
50:000
pesetas,
ou
rs.
9.000^000 !
Numero
16967
com
25
000 pesetas, ou
4.500^000
rs.
Numeros
22,
4í02,
5362,7182
8062,
8282,
9412,
9492,
9742,
18072,
19342,
com
3.00o
pesetas,
ou
549^)00
rs.
cada
u
m
.
Numeros
378,
449,
498,
570,
1399.
1435,
1674,
1675.1791,
1908,
2397.
2633,
28
1
7,
3061,
3139,
3173, 3595. 3760,
3845.
3859,
3973,
4595,
4686,
5014,
5054
5066,
5195.
5206, 5263; 5365
5454,
6063,
6235,
6299.
6643,
6709.
6956,
7350,
7367,
7557,
7644,
8040,
8046,
8210,
8648
8691.
9413.
9414
9115,
941(5.
9418,
9419,
9420,
9497,
9498.
9499.
9936,
9988.
10131,
11449,
12688,12806.
1469
1,
14230,
14235,
15586,
16313,
16630,
16990,17124,
17(506.
17638,
17807.18150,18210.19139.19384,
19810,
1985
i,
19859,
com
2:500.
ou
450^,X)0
rs.
cada um.
N
u meros
272,
282,
342,
362,
372,
432.
442.
502.
512,
662,
702,
892,
932,
1222,
1242
1292.
1662,1772, 1792,
1882,
<902,
1932,
1952.
1972
2032.
2062. 2082.
2112,
2212,
2292,
2302,
2332,
2362,
2372,
2392,
2532,
2632,
-276^
^1
±
2892.
,3
002
1
3062,
3072,
3092,
3172,
3132, 3512,
3512, 3662,
3782,
3912,
4002
4082,
1202,
4232,
4302,
4322, 1342,
4392,
4112.
4462,
4472,
4592,
4682.
4732,
•1782,
4832,
1882,
4962,
1982,
5012,5122,
5202,
9402.
5312,
5472,
5482.
5622.
5802,
5852,
5892,
5922,
5962,
6042,
6062,
6092,
6102,
6252,
6292.
6372,
6412.
6602,
(>732,
6872,
6932,
6972,
7052,
7362,
7512,
7552,
7572,
7582
7612,
7622,
7642,
7:>82.
7722,
7802,
7832.
7922.
7972.
8032,
8202.8212,
8222,
8362,
8392,
8112.
8
472,
8652,
8692
8712,
8922
8952.
9092,
9242,
9662,
9912,
9922.
10132.
10522
10642,
I09o2,
10972.
11402,
12682,
12802,
13282, 13692,
13901,
13972,14092.
I
i272,
14892,
15032.
15032,
15
82,15582,
<6082,16292
16622.16702.
.
16882,
16952,
16962, 16972,
16982,
16992,
17122,
17332
17342,
17352,
17372,
17602,
17652 17712,17
*
02,
17812,18152,18162,
18172
18182,18192,
18202.19032,19172,
19232,
19292,19302.
19312,
19322,
19332,
19352,
19362.
com
500
pesetas,
ou
90^000
reis
cada
ou».
■
W;
w
as.
a'E
s>
ws
E
como
é assignante
D
’
um
lindo jornal
de
modas,
Passa
quasi
as
«outes
todas
As
modas
a
estudar
E
torniús
a
talhar.
O
tio
sabe
o
que
é
9
Eu
lho
digo
—é um
folie
Cheio
de
gomina,
não
molle,
Que
as
damas,
bem
ou
mal
PÕem
na
parte
Occidental.
Tem só
por
fim
esta
tnoda
O
tornai
a* aleijadas,
Quer solteiras
quer
casadas,
E
p
’ra
andar
do
mundo
ao
geito
Onde
nada
ha
direito.
Fazem
outras,
que
tem
sizo,
D
’
elle
sacco
de
viagem
E
metem-lhe
com
vantagem
Pará
o
passeio
e
merenda,
Chinéllos,
queijo
da lenda !
Não
pára
aqui
o
capricho
Dc
moda
tão mal azada !
Faz-lh
’
a
cabeça aleijada
Trazer
sobre
os
penteados
Tres cnouriços
desmarcados.
Deus
nos
livre
d’
esta
praga
!
Deste
mal
contagioso,
Que
faz
um pae
invejoso
D
’
outras
eras,
d
’oulros
tempos
Em
que
havia
conventos!
Então
sim,
então
podia
Qualquer
pae
ler
vinte
filhas;
Embrulhav’
as
nas
mantilhas
E
mandav
’as
sem receio
A
* meia
noite
ao
correio.
%
Agora,
com
este
luxo
E
com
as contribuições
Não
sobra
p’ra uns
tacões
:
Suo
o
tupéte
e
o
caco
E
não arranjo
pataco.
Para
ctírta gente
vae
bem
E
*
les
tempos
—
muito
azados;
P
’
ra
ministros,
empregados,
Médicos,
engenheiros,
Marchantes
c
funileiros.
Também
corre
bem
a
cousa
Para
uns
certos
tratantes.
Das
passaes
arrematantes.
Que.
levados
d
’ambiçao.
Esquecem
a
escommunhão.
A
nossa
velha
justiça
Passou
a
novo
direito,
Direito
que
só
tem
geito
De
fazer
justiça
torta
A
’s
riquezas
de
mão morta.
Nada
escapa
a
esta
gente!
O
*
conventos
engoliram,
Gtandes
riquezas
sumiram
!
Vão
hoje
santas
herdades,
A'manhã
as
irmandades.
Assina
ficarão
os
parochos
Do
governo
empregados.
Para
serem
castigados,
Retirando-lh
’
a
papança,
Como
na
Sé
de
Bragança.
O
nosso
suor
tanihem
Vão
elles
bebendo já
:
Depois,
o
tio
verá
Q
ie
nos
deixam
sem
calção
Como
Sam
Sebastião.
Mas
em
troca
da
miséria
Em
que nos
põe
esta
gente,
Fica
o
povo
mui
contente
Por
só
haver
quem
o
sélle
Sem
lhe
tirarem
a
pelle.
D’
Hispanha
nada
se
sabe?
E’
uma
grande
noticia
;
Pois
sei
que a
nossa
milícia
Leva
a
serrana
esmagada,
A
’ força
de
bordoada.
Se
não
fosse
o
tal
Bismark,
O
pae
da
maçoneria,
A
republica
aonde
iria?!...
Por
todo
este
inverno
la
parar
ao
inferno.
Adeus
tio
da
minha
’
alma
;
As
cousas
vão
bem
paradas...
Não
esqueça as
consoadas,
Arroz
farinha
de
pau
Cá
para
o seu
Nicolau.
P.
S.
Disse
me
a
lia
ha
pouco
(Não
sei
se
n
’
isto
ella erra)
Que
viera
á
nossa terra
!...
Tal
não
posso acreditar
Por
me
não
vir
visitar.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes
nem
despezas
cem
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
ann»« dPinvariave!
«uceeaao
4
Qualquer
doente
acha
por
meio
da
deliciosa
fíevalesciére,
saude,
energia,
ap-
petite,
boa
digestão
e
bom
somno.
Cura
as
indegesiões
(dispepsia)
gástricas,
gas-
tralg.as,
llegmas,
arrotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
piluitas.
nauscas;
vo
mito»,
irritação
intestinal,
diarrea,
disente
ria,
collicas,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos nervos,
diabeihe, debilidades,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta, do
ahto,
das
bron-
chites,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
Intestinos,
da
mucosa, tio
cerebro
e
do
sangue:
75:090
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
e
da
ex.
ma
snr.
a
marqueza
de
Bréhan, dos
doutores
Manuel
Saens
de Jejada
da
universidade
de
Cordova,
etc. etc.
Adra,
província
de
Almeria, (Hispanha),
10
de outubro de
1867.
Meus senhores:—Tenho
a
satisfação
em
fazer-lhe
sciente que
minha
filha
com
o
uso
d’
esta
dHiciosa
farinha
chamada
He-
valeseière
eSioieolaftnds»,
curou
radi-
calmenie
de uma
erupção
cuiam-a,
que
lhe impedia
dormir
por
causa
da comixão
insuportável
que
padecia.
—
De
V.
S.a
at-
tento
venerador,
P
errin
de
lá
H
ittoles
,
ao
Visconsulado de França.
Cura
78:421.
(Herpesj
—
Valença
14
de
setembro
de
1873.
Uma
minha
amiga
que
padecia
havia
muitos
atinos
de
Herpes,
foi
curada
com-
pletamente
com
a
fíevalesciére.
—
J.
B
atl
-
lori
,
fabrica
de
massa,
Praça
de
8.
Ca-
tharina,
9.
Cura
56:936.
Barr
(Baixo
Reno)
4
de
junho
de
1862.
Senhor:—A
fíevalesciére
tem
feito
na
minha pessoa
uma
mudança
maravilno^a.
lendo
readquirido
não
sómente
as
minhas
íorças,
mas
tombem
porecendo-me
que es
tou
completamente
remoçado, tornou-me
o
appetite,
que
desde
muito
tempo
linha
per
dido.
e
a
oppressão
e
o
pezo
que
padecia
haviam
já
40
annos,
já
não
me
atormen
tam.
D
avid
B
uff
,
proprietário.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
econornisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço em
remedios.
—
Preços
tixos
da
venda
por
miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
i
*
*
*
*
*
/
i
kilo,
500
;
de
i/i
kilo
809
rs
;
de
um
kilo,
16400
reis;
de
2
</
2
kilos,
36200
reis;
^e
6
ki-
los,
6^400
reis,
e
de
12
kilo<,
126000
reis.
Os
biscoitos da
fíevalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
íui
caixas
a
800
e
16400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
SHSewuBestcàère
eBwcolattínli
*
|
ella res-
titue o
appeitite,
digestão,
somuo, energia
as
carnes
duras
ás pessoas, e ás
creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou em
pó
em caixas de folha de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
16409
;
de
120 chavenas,
36200
reis, ou
25
reis
cada
chavena.
BALKRY
C.
a
-Pla-
ce
Vendòtne,
26,
Pariz;
77
Regent-Slreet
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos, droguistas, mer-
eieiros,
etc.,
das províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr. Serzedello <5c C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16, Usb»
*
,
(.por
grosso
e miúdo);
Carlos
Barreio,
rua
do
Lorelo,
28; Bar
rai
hmãos,
rua Aurea, 12.
Fort»,
J.
de
Sousa
Ferreira
á
Irmão,
rua da
Ba
nharia
77
;
de
bequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Bahir
;
Coimbra,
V.
Botelho de
Vas-
concellos
;
Aveir®. F.
E.
da
Luz e Costa,
pharm.;
Barcelios,
Ramos, pharm.;
Oragt»,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pbarm.;
**
GiaimarAe
*
,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pcna-
Rel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
d» Uma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm. ;
Po
voa
d» Varzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianna
do
Caatell»,
Aflonso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
AGRADECIMENTOS
Francisco
José Ribeiro,
José
Luiz
Ri
beiro.
José
do
Nascimento
Lopes,
João
Ribeiro
Lopes,
Pedro
Antonio
Ribeiro,
e
D.
Thereza
Maria da
Conceição
Peixoto,
irmãos
e
sobrinhos
do fallecido João Ri
beiro
Soares,
não
podendo,
como
dese
javam,
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
por
occasião
do
falleeimen-
lo
d’
aquelle
seu
irmão
e
thio
os
obse
quiaram,
cumprimentaram
e
assistiram
aos
oflicios
fúnebres
que por
sua
alma
se
fi
zeram
na
capella
dos exlinctos
Congre
gados,
e
acompanharam
ao
cemilerio
os
restos mortaes
d’
aquelle,
veem
p<»r
este
meio
significar
a
todos
os seus
sinceros
e
puros
agradecimentos.
(2218)
Rapaz
para
negocio
Precisa-se
d
’um
rapaz
de
12
annos,
oa rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
23
e
24
—
Braga.
(2223)
João
da
Cosia
Palmeira,
Tem para vender
em
sua
quinta
em
San
ta Eulalia de
Tenôes
os
seguintes enxer
tos
:
Macieiras
francezas,
Espriégo
pardo,
dito
Hispaiihrd,
e
Camuês
de Rája, ditos
de
pereira
franceza,
varias
qualidades,
pe
reira
Marmella
e
de
Chfislo,
ameixoeiras
Rainha
Claudia,
(ou
Carangueija)
Dame
Ruberle
muito
grande,
Jeflorson
grande
amarella,
e
avermilhada,
pecegueiros
ma-
rucutão
prelo,
amarello
e
encarnado,
no
gueiras,
larangeiras,
damasqueiros,
liem
como estacas
de
choupo,
salgueiros
com
raiz;
para
jardins, roseiras
Iraticezas
de
varias
qualidades,
ditas
camélias
ou
do Ja
pão,
Sensitivas.
Tudo preços
favoráveis,
(2224)
Banco
Commercial,
Agrícola
e
In
dustrial
de
Villa.
Real.
Por
ordem
do
exc.
0
snr.
presidente
da
assembleia
geral,
?ào convidados
os
srirs.
accionislas
d
este
Banco
a reumrem-se
nos
dias
16
e
17 ile janeiro
proximo
futuro,
pelas
10
horas da
manhã,
na
casa
de
Ban
co,
rua
Central
n.°
59
;
sendo
no
dia
16
para
os
lios
designados
no art.
42
dos
Es
tatutos,
e
»»o
dia
17,
eleição
d’
um
gerente
Villa
Real
30
de
O
secretario
da
(2227)
Dr.
José
para
se
proceder
á
substituto.
dezembro
de
1874.
assembeia
geral.
Aijres Lopes
Júnior.
José
Cardoso
de
Carvalho,
vende ou
ri
me
lodos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Villa
Verde,
Bar-
cellos,
e
Braga.
Tiata-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e em Braga
com
o
snr.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
rua
do
Souto.
(2226)
BANCO
DE
GU1MARAES
São
convidados
os
snrs. accionislas
d
’
es-
te
Baoco,
para a
reunião da
Assembleia,
Geral
ordinaria,
que
deve
ter
logar
na
ca
sa
do
Banco,
no dia
1
1
do corrente, pe
las
10
horas
da
manhã.
O
Presidente
da
Assembleia
Geral,
(2228)
Barão
de
Potnbeiro.
IJWMt
liHIttl W
.
‘
:
x
•
-
•
AKJIAKEM
»E PIAVOS
1
Casa
de
confiança
—
Filial
de
Joseph
Delereu
93, Rua
de
Santo
André, 93
BRAGA.
N
’
eMa
casa
se
vendem
musicas,
metho-
dos,
etc.
tanto
nacionaes
caino
estrangei
ros,
e
pianos
dos
melhôres
fabricantes,
ofierecendo
mais
vantagens
que em
outro
qualquer
estabelecimento
n
’
eale
genero.
Afiança-se
to^a
e qualquer
compra.
0
agente,
(2225)
Jf.
A.
S.
Ramos.
BANCO
COMMERCÍAL
DE
BRAGA
Convidam-se
os snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
para
comparecerem
na
sessão
da as
sembleia
geral
ordinaria,
que
deve
ler
lo-
gar
no
diã
11
do
corrente
mez
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa
do
mesmo Ban
co,
para
os
fins determinados
no art.
25
dos
seus
Estatutos.
Braga
2
de
janeiro
de
1875.
O
secretario,
Antonio
Luiz
da
Costa Pereira
do
Vilhena.
Folhmha
de
resa
Bracarense
Para 1»7&
Acharn-se
á
venda
nas
livrarias
do
cos
tume.
Preço
com
a
resa
de
S.
Bonifácio,
220
rs.
.
Retrato
do
S.
Padre Pio
IX
A
Sociedade
Oleografica
de Bolonha
(Italia)
grata
ao
seu
magnanimo
bemfeilor
o
Sjunmo
POnliíice
Pio
IX,
que
lhe
fez
a
honra
de
mandar
um
breve
de
benignissi-
mo
eujcoíijio,
deliberou
reproduzir
um
re
trato
de Sua, iS^ntidade e
náo
poupando
fadigas
nem
despezas
para
que
saisse
di
gno
d’
Aqueile
que representava,
encarre
gou a vários
dos
mais
acreditados
pintores
italianos a
execução
do
quadro
em
meio
corpo
e tamanho
natural.
0
Conselho
direclor
da
referida
Socie
dade
escolheu
entre
os
diversos
retratos
o
que
lhe
pareceu
mais
ani«iico
e
parecido,
de
soTe
q,ue
pode
ser
lido
como
obra
prima.
Já
ha
mais
de
dois
mezes
que se
tra
balha
assiduamente
no
grandioso
estabele-
limento
da
mesma
Socieda
le,
e
antes
das
próximas
festas
de
Natal
estará
concluído
o
trabalho
de
reproducção,
e
prompto o
quidro
para
er remetlido
áquelies
que o
pedirem.
O
rosto
do
S.
Padre
é
representado
ao
vivo
com
arte
estupenda.
Nelle
se
ad
mira
aqnella suave
majestade,
aquella ama-
bilidade
toda prapria
de
Pio
IX
que
so
bre
maneira
commove
e
encanta
a
quem
0 vê
Seus
olhos
lixam
palernalmente,
e
sua
dextra
se
eleva
em
aclo de
abençoar.
Este
retrato,
sobre
léla,
pintado
ma
chaakamente
a
oito
se
envia
fanco
pelo
correio,
enrolado
em
um
cylindro
de
ma
deira
pelo
preço de
4^500
reis
foles
(22
francos).
Esta
quantia
se
deve
enviar
em
carta
registrada
comendo
letras
de
cam
bio
sobre
Paris,
Berlim,
Londres
etc.
,
OU
então em
selos
de
correio:
e
em
qual
quer
oestes
casos
eis
qual
deve
ser
o
endereço
:
ALLA
SOC1ETA
’
OLEOGRAFICA
Slrada
Maggiore
208-209
/
Ilalia)
BOLOGNA
EXÇAu
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao pubiico
que
desde
o
dia
30
de
No
vembro
proximo
passado,
o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Marlinho,
deixou de
ser
agente
das
suas carreiras
do Porto,
Arcos, Monsào
e
Egreja
Nova, sahindo todas
da
sua
casa no
largo de S.
Francisco
n.°
2,
juu-
clo
aos Terceiros.
Braga
1 de
Dezembro
de
1874.
O
gerente,
(2174;
Eduardo
Pacheco.
»>C
;
a
wtm
Paquetes
a
sair de
Lisboa
:
DOURO
. . 13
de
Janeiro
|
MINHO
.
. 29
de
Fevereiro
MONDEGO
.
29
de
>
|
BOYNE .
.
13
de
Março
NÈVA
.
.
i3de
Fevereiro
|
TIBER. .
.
29
de
»
O
paquete
de
13
toca
em
S.
Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres.
O
paquete
de
29
toca
em
S. Vicente,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Bue
nos-Ayres.
Oa
preços
são
muito
rasoaveis
Èsta companhia
para
maior vantagem,
resolveu ter
a
bordo
de
todos
os
seus
vapores,
criados
e
cosinheiros
portuguezes
para servirem
os
passageiros
de
todas
as
classes,
cujo
tratamento
se
torna
hoje
o
melhor possível.
Cada
passageiro
de
3.a
classe tem grátis,
belixe
com
colchão
e
roupa
de cama,
vinho
e
comida
á
portu-
gueza,
tudo
em
abundancia.
O
transporte
do
caminho
de ferro até
Lisboa
é
por
conta
da
companhia
bem
como
outras
despezas.
Para
mais
esclarecimentos
prestam-se
em casa
do
agente
n
’
esta
cidade,
rua
do
Souto
n.®
43.
—
Era
Braga.
(580)
•
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
COMPANHA
BE
NAVfiflACÂO
A
VAPOR
DO PACIFICO
Riò'de
Janeiro,
Montevideu,
Buenos-Ayres,
Valparaiso,
Arica,
Islay
e
Callao
CARREIRA
A^BCCO
E
BAHIA
A
Cempanhift
reduziu
os
preços,
conservando
as
mesmas
vaaitafjeus
como
até
aqui
tem
ofterecido
aos
snrs.
passageiros
:
excellente»
cooiian
<»<!«>«,
bom tra
tamento,
bastante espaço para
bagagens e viagens ritpi^as,
pois que
OS
Paquetes «lo
Pacifico
tem
gasto
SÓmente
13
dias de ILisho» ao Kio de
Janeiro.
Preços
das
passagens incluindo
o
caminho
de
ferro
do
P >rto para
Lisboa
Pernambuco.................................................. .
Bahia
.............................................................
Rio
de
Janeiro
.............................. .
...
Montevideo e
Buenos-Ayres
.........................
Valparaiso,
Arica, Islay
“e
Callao
.
.
. .
3/
CLASSE
2/
CAMARA
1/
CAMARA
4($000
81&000
108&000
40^000
90&000
117&000
45^000
90^000
’
121^500
54&000
90&000
157^500
126&000
189&000
308^300
Crianças des
passageiros
Até aos
12
annos
meia
passagem. A
*
é
aos 8
annos
a quarta
parle.
Até
aos
3
annos
grátis, uma só de
cada
familia.
Todas
as
terças
feiras
sahirá
de
Lisboa
um
paquete,
os
passageiros de
3.a
classe
teem
beliche
com
colchão
e
roupa,
comida
a
portugueza
em
abundancia
e vinho
duas
vezes
por
dia
AGEXTES
EM
BRAGA
—
AJrneida
& Pererií.
Trata
a
passagem
a pagará
vista
e
a
prazo com
fiança.
(K)
BANCO
DO
M1NHQ
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
Banco a reunirem-se
em
assembleia
ge
ral
ordinaria, no
dia
9
do'
proximo
mez de
janeiro,
pelas 10 horas da manha,
na
casa
do
mesmo
Banco,
para
os
(ins
determina
dos
no
art.
34.°
dos Estatutos.
Braga
22
de dezembro
de 1864.
O
Presidente
do
Conselho
Fiscal,
Visconde
de
S.
Lazaro.
AUGÕES
*3
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.—
Rua
do
Souto
n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de todos
os
Bancos e
Companhias,
Inscripções
de As
sentamento
e
coupons.
(581)
A
nova
Companhia
Viação
Portuen
se, faz
publico,
que desde
o
dia
l.°do
futuro
mez
de
Janeiro,
a
sua
carreira
diaria
já
estabelecida
d
’esla
cidade
para
a
de
Guimarães, segue
desta
para
Bas
to,
e
a
venda dos
bilhetes
é
no
escri-
ptorio
da
Nova
Empreza
de
Trens,
es
tabelecida
no
Largo de
S.
Francisco
n.°
2,
(vulgo
largo
dos
Terceiros)
e
em
cu
ja
localidade
receberá
as
bagagens
e
pas
sageiros.
Braga
26
de
Dezembro
de 1874.
(2215)
ALMEIDA
&
l/EBEIRA
Largo
do Barão
de
S. Marlinho
n.°
18
Comprarn
e
vendem
acções
de
todos
os
bancos
e
companhias, e
inscripções
d
’
assentamento
e
coupons.
(I)
*
AG A
Vendem-se
duas
moradas
de
casas
si
tas na
rua
das
Aguas.
Quem
as
perten-
der, dirija-se
a
João
Teixeira
de
Araú
jo
Queiroz,
morador
na
cidade de
Pena-
liel,
como
também
o
mesmo snr.
vende
uma
propriedade
no
logar
do
Sobrado,
freguezia de Santa Christina de Longos,
concelho
de
Guimarães.
(2213)
THEATKO
DE
S.
GERALDO
Até
o
dia
14
do
proximo
futuro mez
recebcm-se
propostas
para
o
arrendamen
to
do
thealro
e
café
para
o
carnaval.
Os
pretendentes devem
dirigir
as
suas
propostas
em
carta
fechada
á
administra
ção
do
mesmo
theatro
áté
áquella
(data.
(2219)
Venda
de
ca
<i
Vende-se uma
na
rua
dos
Pelames,
de
um
andar
n.
®
45, próxima
á
capella
de
Santa
Justa.
Quem
a
pertender
falle
com
Igoacia
Rosa,
moradora
na
mesma
çua u. *
55.
(2202)
NOVA
FUNDIÇÃO
DE
FERllO
DE
Aastoziio GerniRno
Ferreirinlaa
NA
Travessa
de
S.
João
Aonde
faz
toda
a
obra,
assim como
bombas,
conçollas,
columnas
para gaz,
pe-
zos
novos, panellas
á
ingleza
de
todos
os
tamanhos,
canos
para agoas
e
gaz,
e
toda
a
obra
de
fundição,
como
grades
para
sacadas,
obra
de
metal,
sinos
e
outros
ob-
jeclos
de
igual
leOr
etc.,
pelos
preços
do.
Porto.
Folhinha
Benedictina
para
Acham-se
á venda
no
escriplorio d
es
ta
I
ypegiaphia.
—Rua
Nova
o.°
3.
Pieço
......................
240
rs.
METAES
VELHOS
Na
travessa de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda
a
qualidade
de metaes,
e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
Recibos
das
inscripções
Acham-se
á
venda
na
lypogralia
Lusi
tana,
rua
Nova
n.®
3,
os
novos
recibos
alterados,
e
conforme
os annuncios
do
snr.
Dehgado
do
Thesouro.
i
aramentos
para
egreja
Acham
se
para vender
na
rua
d>» Sou
to,
<l
’
esta
cidade,
casa
n.°
41
de
Mahoel
José
tetra
da
Rocha,
os
paramentos
se
guintes
:
Pdiaineoto
quasi
novo,
d.e
seda
de
ma
tizes
de
ouro,
com
galões
e
franjas
do
mesmo
constando de
casula
doa»
dalma-
ticas.
cvm
suas
estolas
e
manipulus,
véo
de
h
inb
o,
bolsa
dos
corporaes,
*
éo
de
calix
e
dons panos
d
’
esiante,
louvados
em
130^0
;:0
reis.
BRAGA : TYPOGRAPHIA
LUSITANA — 1875. - É o formato de
-
comerciominho_05011875_293.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)