comerciominho_02021875_304.xml
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-
3
a
ANNO 1875
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 304
Assigna-see
yende-se no escnp-ono
do.
Mra
d
eve
[
Josè
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
,
.
ser dirigida
Ioda
»
correspondência
fn P
correspoBC
[
en_
í
gnaturas
são pagas
adiantadas
; assi
’
1 *
*
*
(1)
Veja-se
o
n.°
131
do
Fischiello
(as
sobio), citado pela-
Sicília
Catlolicu
d
-,
12
de
setembro de
1874,
que
lemos
diante
de
nós.
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulS0
I
ás
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
P
heços
:
Braga,
annol^iH rs.
—
Semestre
850
K.=Provin-
cias,
anne
2&4Ó9
rs e
senda
dias
4&060 rs.=Semestre 1&25Ô
rs
.=/?razi/,
ann»
4&4H
rs.—
Semestre
2&300 rs.
moeda
forte,
ou
10^000
reis
e
oSoOO
reis
aieda
fraca.=Annuncios
por
Jjnha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
?0
®/
0
d
’
abatimento.
BRAGA-TE«Ç<H
,tfA
« BK
fevekeíbo
que
professamos,
e
do
melhor
serviço
de
Deus
e
da
sua
Egreja, concorram,
quan
to
em
si
caiba,
para
a
progressiva
des-
tribuição
de
summarios,
escriplos e
Bul
ias
da
Santa
Cruzada.
Por
esla
occasião
vos annunciamos que.
tendo
Nós
sollicilado
ao
Ex.
mo
e
Rever.1110
Núncio
Aposlolico
n
*
estes
Reinos
0
indul
to
e
dispensa
em
favor
dos
Nossos
dioce
sanos,
e
dos
Bispados
d
’
Aveiro
e
Pinhel,
para
poderem
fazer
uso
d
’
alimento
de
car
ne
durante 0
tempo
da Santa
Quaresma
do
corrente
anno
de
1873, e
sendo-Nos
benignamente
concedida
auctorisação
Apos
lolica
para facultarmos
tal
indnlto
; pela
presente 0
Concedemos
aos
fieis,
Nossos
súbditos,
que,
não
sendo
pobres
miserá
veis,
tomarem
0
summario
da
Bulia
da
Santa
Cruzada,
sob
as
seguintes
condicções
e
restricções
:
Q
ue
fica
salva
a
lei
do
jejum
para
aquelles que
são obrigados
a
guardal-o:
2/
—
Que
d
’esla
concessão
se
ex-
cepluamos
os dias
de
quarta
feira
de
cin
za
;
as vigdias
de
S. José
e
da
Annun-
ciação
da
Santíssima
Virgem
Maria,
e os
últimos
tres
dias
da
semana
Santa,
nos
quaes
se
não
poderá
usar
senão
de
co
midas
rigorosatnenle
magras,
e são
lam
bem
prohibidos
os temperos
de
unto,
e
manteiga
de
porco
;
salvo
o
antigo
pre-
vilegio.
3.a
—Q
ue
nos tres
dias
das
Têmpo
ras,
e
nas
sexlas
feiras
e
sabbados
não
comprehendidos
nos
dias
acima
indicados,
é
proliibido
0
uso
de
carnes,
mas
não
o
de
-temperos
de
gordura
;
4/
— Que
em
toda
a
Quaresma,
sem
exceplnar
os Domingos,
é
omnimodamen-
le vedada a
promiscuidade
de
comidas
de
carne
e
peixe,
e
as
pessoas
obrigadas
ao
jejum não
poderão,
exceplo
nos
Domingos,
usar
de
alimentos
de
carne,
senão
na
uni
ca comida
ou
refeição principal,
podendo
todavia
usar
de
temperos
de
gordura ne
pequena
refeição
ou consoada.
E
mais
concedemos
a
todos
os
Rev°
s
Parochos
e
Confessores
canonicamente
ha
bilitados
e
por
Nós
jurisdiccionados, as
seguintes
faculdades,
das
quaes
poderão
usar
em
beneficio
das
pessoas,
que
toma
rem
0
summario
da
Bulia,
e dos
pobres
miseráveis
que
a
não poderem
tornar
;
1.
a
—
Absolver,
tolies
quoties,
median
te
condigna
penitencia,
dos peccados
e
casos
a
Nós
reservados, precedendo
a
res
tituição
de
fazenda ou
credito,
quando
iôr
devido
;
2.
a
—
Habilitar
incestuosos
ad
pelen-
dum,
com
tanto
que
os
incestos
sejam
occullos
;
3.
a — Applicar,
por
um
anno,
aos
mo
ribundos a
Indulgência Pleiiaria,
concedida
pelo
Santo
Padre
Bento
XIV,
usando
da
formula
especial
estatuída
pelo
mesmo San
to
Padre,
e
ampliamos
esla
concessão
em
beneficio dos
fieis
que
não
tenham, ou não
possam
haver a
Bulia
;
4. a
— Commular,
tolies
quoties,
votos
simples, que
se
não
achem
acceilos,
mes
mos
de
penitencias
pessoaes,
recahindo
a
com
mutação em causa justa
;
exceplo
dos
reservados
a
Sua Santidade,
a
saber
:
de
castidade
perpetua, ingresso
em Religião,
e
perigrinação
aos
logares santos
;
5. a
—
Absolver
dos
casos
reservados
a
Sua
Santidade,
excepluados
os
dogmatisao-
les,
e
falsos
denunciantes
de
sollicilação
;
6.
a
— Finalmenle,
e
por
especial
fa
culdade
que
Nos
é
Aposlolicamente
con
cedida,
poderão
absolver
em
um
e outro
foro
quaesquer
Catholicos,
ecclesiaslicos
ou
seculares,
que
hajam apostatado
da
San
ta Fé
Calholica,
em scisma publico ou oc-
cullo,
canonicamente condernnado
pela
Egreja,
ou
em heresia
formal,
publica
ou
occulla, com
tanto que
relraclem
seus
erros,
impondo-lhes
grave
e
saudavel
pe
nitencia.
Todas estas
faculdades expirarão com
Confessores
vol-os
annunciarão
e
explica
rão,
como
cumpre
ao
fiel
desempenho
de
suas
obrigações, e
como
convém á salva
ção
de
vossas almas.
Por
difTerenles
vezes
vol-os
lemos
Nós
lambem
annunciado.
e
Damos graças
a
Deus
;
porque
não
tendes
ficado
surdos
á
Nossa
voz,
como
é
demonstrado
pela
de
voção
d
’
anno para
anno
crescente,
com
que
os
Summarios
da
Bulia são
tomados,
e
seus
benefícios
aproveitados.
De
duas
naturezas
são
estes
benefícios
:
uma
espiritual,
que
consiste
nas
graças
e
'indulgências,
que
conseguis
para
vós,
e
para
as
almas
do Purga lorio,
mediante
0
pequeno
obulo,
que
deveis
dar, segundo
vossas
posses
;
outra
temporal
e simul
taneamente
espiritual,
que
consiste
na
ap-
plicação
dada
a
esses
obtilos, em benefi
cio
da
instrucçào
e
morigeração
dos
as
pirantes
ao
sacerdócio catholico
;
—
das
missões
ultramarinas
;
e
da
reparação
ma
terial dos
Seminários,
Sés
cathedraes,
e
Egrejas
parochiaes
carecidas
de recursos
proprios.
Não
é
desconhecido
de
ninguém
a fiel
e
profícua
applicaçào,
que
sempre
se
tem
dado
ás
esmolas,
que
entram
no
cofre da
Bulia
da
Santa
Cruzada
;
e
Nós
vos
as
seguramos,
que
tem
sido
este
Arcebispa
do
Primaz
uma
das diooceses
mais
valiosa
mente
soccorridas.
O
Seminário
de
S.
Pe
dro
tem recebido
e
conlitua
a
receber
annualmente
importantes
subsídios,
que
já
montam
desde
1833
a
33
O
D-5000
rs.
:
—
a
fabrica
da
Nossa Calhedral,
além
do
subsidio annual
de
300^000
rs.
que
lhe
está
arbitrado,
já foi
ailendida com subsí
dios
extraordinários
no
valor de
4;394$000
rs.
;
—
e
ás
Egrejas
mais
pobres
de
Nossa
vasta
Archidiocese já foi
distribuída
por
ve
zes
a
importantíssima
verba de 6'2:603^363
réis.
A
simples
indicação
d’
estas
verbas
já
de
si
falia
bem
alto,
e justifica
a
pia.
religiosa
e utilíssima
applicaçào
dada
ás
esmolas
da
bulia, e
vós
sois
testemunhas
de
que,
se
por
um
lado
acodem
ás Cathe
draes,
e
Egrejas
parochiaes
cjam
a
iepa-
raçào
e
limpeza
dos
Temp
’
os,
e com
os
paramentos,
vazos
sagrados
e
alfaias
ne
cessárias
para
0
exercício
do
culto
divino,
pelo
outro
lem habilitado
0
Nosso
Semi
nário para
0 estabelecimento
e manutenção
dos
cursos
de
disciplinas
ecclesiaslicas,
e
para
dar
abrigo,
alimentação,
educação
religiosa
e
inslrucção
a
muitos ordinan-
dos
pobres,
que
já
se
acham
dissemina
dos
emre
vós,
exercendo
dignamenle
as
augustas funcções
do
sacerdócio
;
e
sobem
ao
numero
de
cincoenla os
que
no aetual
anno
ali
são soccorri<los, e
em
tudo
au
xiliados
para
conseguirem
suas ordenações.
Já
vedes, por
tanto,
que
as
vantagens
auleridas
do
pio
estabelecimento
da
Bulia
da
Santa
Cruzada,
testemunham
exuberan-
lemeule
-sua
utilidade ;
e,
em
vista d
ella,
confiamos
que
os
Muilo Rev.
uS
Vigários
Geraes
e
Arciprestes,
Rev.us Parochos,
Confessores
e Prégadores
se
exforçarão
comnosco
para
que
esta
devoção
progrida
de
dia
para
dia,
e
se
insinue
cada
yez
mais
no
animo dos
nossos
súbditos,
a fim
de
que
nem
elles
fiquem, por negligencia
dos Nossos Coope<adores,
privados
das
graças
indulgências
e
previlegios,
que
po
dem conseguir
;
nem a
Egreja
n’esles
Rei
nos
fique
destituída
dos
recursos, dos
quaes
urgentemenle
necessita
para
progre
dir
na
educação
e illuslraçào
de
seus
mi
nistros,
e
no
melhoramento
de
seus
tem
plos.
A
todos
recommendamos
e instante
mente
pedimos
sua
eflicaz cooperação n’
es-
ta
obra
tão
santa como
mentoria
;
e
es
peramos que
Nossa
voz
pastoral, dando
novo
alento
aos
zelosos
e
vigilantes,
acor
dará
os
imliíferentes,
e
convencerá
os
ad
versários
;
para
que
lodos
unidos
no
mes
mo
desejo
do
bem
das
almas,
do
explen-
dor
da
Santa
e
unica
Religião
verdadeira,
]).
JOSÉ
JOA
QU1M
D'AZE
VEDO
E
MOU-
ra por
mercê
de
Deus,
e
da
Santa
Se
Aposlolica,
Arcebispo e
Senhor
de
Braga
Primaz
das Hespanhas,
do Conselho
de
Sua Maqeslade
Fidelíssima,
Seu Minis-
Iro
e
Secretario
d’
Estado Honorário,
Commendador da Ordem
de
Chrisio,
Grà-Gruz
da
de
Santiago da
Espada
e
Par do
Reino.
Aos
muito
Rev.09
Vigários
Geraes,
e
Arciprestes,
Rev.
09
Parochos, Pre
gadores,
e
Confessores,
e
Fieis
d'es
te
Nosso
Arcebispado
Primaz,
saude
Paz
e
bênção
em
Jesus
Christo Nos
so
Salvador e
Redemplor.
Havendo
Sua
Santidade,
0
Santíssimo
Padre
Pio
IX, que
felizmente
prezide
á
Santa
Egreja
Calbolica,
concedido, por
suas
venerandas
lettras
apostólicas
de
26
d’
Agosto de 1873
a estes Reinos
Fidelís
simos
por
mais doze
annos
as
graças
e
previlegios
da
Bulia da
Santa
Cruzada,
em
continuação
ás
precedentes
idênticas
con
cessões,
é
com
vivo
e
religioso
contenta
mento que
voltamos
a
annunciar-vos
esta
nova
e
valiosissima mercê, devida á
nunca
exhausla
munificência aposlolica do
nosso
immortal
e
Soberano
Pontífice.
Não
se
esquece
Elle no
meio de
suas
constantes e
vehemenlissimas
angustias
das
necessidades espiriluaes e
lemporaes
dos
fi
lhos
da
Santa
Egreja
;
e
em
quanto
por
um
lado sustenta com
mão
firme e apos
tólica
fortaleza
os
direitos
do
Summo
Pon
tificado
;
pelo
outro
acode com mão
larga
e
sempre
caridosa
ás
instancias
dos
seus
filhos,
que
ora
lhe pedem
0
inlalivel en
sinamento
da
verdade;
ora imploiam
ie-
medio,
que
cure
suas
almas,
infeccionadas
pela
lepra
do
peccado
;
ora
até
lhe
exoram
0
pão,
que
tão cerceado
lhe
e
nas
actuaes
e urgentíssimas circumslancias.
Para
tudo
e
para
todos
é
mais
que
suliiciente
0
magnanimo
coração
e eleva
díssimo
espirito d’
esle
varão
forte
e
vigi
lante,
que
a
Divina
Providencia
collocou
no
vertice da
sua
Egreja
para
a
guardar
e
defender
dos
incessantes
e
iniquos
com-
mettimentos
de
seus
ímpios e
obsecados
inimigos! A
verdade
da
doutrina,
a pu
reza
da
moral,
e
exemplo
que
edifica,
a
fé
que
não deixa abalar-se.
a
esperança
que
nunca
se
desalenta,
e
sobre
tudo
a
caridade,
que
jámais
se
cança, encontram-
n
’
O sempre
sollicilo
para,
pressuroso
ac-
cudir,
ao menor
gemido
dos
filhos
da Egie-
ja
de Jesu-Chrislo
!
E
qual
será, amados
filhos
em
Jesu-
Chrislo,
o
meio mais
adequado
de
nos
mostrarmos
dignos
dos
benefícios
de
tão
excelso
e previdente Pastor
Supremo
! E
sem
duvida
aproveitando-nos
d
’elles
para
a
santificação
de
nossas
almas, remissão
de
nossos
peccados,
e
emenda
e
reforma
ção de
nossas
vidas.
Esla
obrigação,
que
sempre
nos
acompanha,
é
mais
urgente
na presente
occasiao,
porque
os
benefícios
da
Bulia
da
Santa
Cruzada
são
principal
mente
destinados
a
sanar
as
feridas,
que
a
culpa
deixa
em nossas
atribuladas
con
sciências.
Manancial
copiosissimo
de graças
e
in
dulgências,
n
’
elle
encontramos
remedio
pa
ra
abrandar
e extinguir
os
males
e
penas,
que
opprimem
nossas
almas,
corroídas
pelo
peccado
; e
para
satisfazer
á
Divina Jus
tiça pelas offensas,
com
que
a
temos
ag-
gravado.
Do
summario
d
’
este
Aposlolico
Diplo
ma
constam
as
graças
e
previlegios
que
nos
são
concedidos,
applicaveis
ainda
ás
almas
do
Purgatório ;
e
por
isso
não
vol-os
reproduziremos n
*
este
logar,
mesmo
por
que
no
longo
periodo,
durante
0
qual
os
temos
desfrutado,
já
se
lem
difundido
lar
gamente
0
conhecimento d
’
elles;
e
ainda
porque
os
Rev.os
Parochos,
Pregadores
e
a
publicação
da
Bulia
para
0
anno
de
1876.
E
para
que
esla
Nossa
exhortação
e
pastoral
Provisão
chegue
ao
conhecimento
de
lodos
vos,
Mandamos
a
lodos
os
Rev."5
Parochos
que
a
publiquem
em
um
dia
sanliíicado
á
eslação
da
Missa
conventual;
e
facultem
sua
leitura
aos
de
mais
Rev
°
s
Clérigos.
Dada
em
0
Nosso
Paço
Archiepiscopal
de
Braga
sob 0
Nosso
Signal e
sello
de
Nossas
Armas
aos
11
de Janeiro
de
1873.
Logar
do
sello.
José,
A
rcebispo
P
rimaz
.
Um
Ave
liberal e au
ladainha» «lo
petroleo.
Surent-tls
jámais.
ceux
qui
funl
relenlir
si
haul
les
mols
d
égahlé
el
de
fraternilé,
prac-
liquer
aulre
chose
que
l
égalilé
do
Sparle
el
la
fraternilé
de
Cain?
[
Etudes
Rei.
P/ril.,
tlc.,
n.°
3;
nov.
de
1875,
pag.
744.)
Os
homens
liberaes
do
liberalismo
con
tinuam
a
manifestar
por
toda
a
paUe
a
sinceridade
do »eu
mote liberdade, igual
dade. fraternidade;
—
liberdade
sataoica,
igualdade
de
Sparia
e
fraternidade
de C<«im.
Para
realisarem
esse
mole
prtei-am
po-
réiu antes
de lodo
deschnstianisar o
mun
do,
perverter
as
almas
com
a
propaganda
da
iinpiedade.
Para
isso
servrm-se
de mil
dillerentes
meios,
não
só
os
avançados
do
liberalismo,
mas
até
os
moderados
do
cons
titucionalismo
conservador
(da
Revolução),
s
oqne pro bono pacis epro
rolundilate
ven-
tris
fazem
opposiçâo
á
republica
;
e
estes
últimos
quasi sempre
com
malícia mais re
finada
e
com
prejuízo
mais
duradou-o
pa
ra
a
Religiãu,
e
por
conseguinte
para
o
bem-esiar
dos
povos.
Digam
n
’
o
as
penín
sulas
ilalica
e
ibérica
; diga-o
a
França,
a
Suiss», a
Turquia
bismarkisada
;
diga
0
a Euiopa,
0
mundo
imeiro.
Os
avançados
são
sempre
mais
francos;
mas
nem
por
isso
mais
perigosos.
A
quem
podem
elles enganar ? !
Se
ate
acabam
de
inventar
Ave. Paier, ladainha,
antífonas
para
0
seu
novo
culto
!
Damos
hoje
a
no-sos
leitores
esla
boa
noval
Sim
os bons
liberaes
avançados,
pro
gressistas.
ainda que mimigos
accerrimos
de
Maria
Santíssima,
não
se
julgue
que
podem
passar
sem
as
suas
devoções.
Oh
!
não
!
lambem
elles
tem
a
su<
ladainha,
0
seu
Avcl
Só
que,
em
logar
de
as
di
rigirem
á Virgem
Puríssima,
â
nova
Eva
que
esmagou
a
cabeça
da
serpente,
diri
gem
n
’
as
ao
bicharoco
ii-fernal
que
Ella
tem
debaixo
dos
pés
!
E
como
se
chama
hoje
a
tal serpente
?
—
Chama-se
P
etroleo
.
Pois bern.
ao
petroleo
serão
dedicadas
orações
\e
jaculalorias.
A
revolução
é
sempre
a
mesma
;
e
dá
a
Salanaz
a
honra
que lira a
Deus,
a sua
Mãe
Santíssima,
aos
S,>nlos.
A-si »,
na
França
de
1793
linha
um
Paler
nosler
re
publicano
e
os
«
hymnos e
orações
para
se
usarem no
templo
da
Razão:
—
Hymnes
cl
priêres
en
usage
dans
le
temple
de
la
Raison ».
Assm
na
llalia,
em
1860,
inventara
um
novo
calendário
(de
que
até
nus
falla^am
com
mal
disfarçado
elogio
certos
jornaes
porluguezes
moderadoles),
com
S.
José
de
camiza vermelha (Gaiibaldj),
S. Camilio
de
Lerios (Cavour),
S.
Henriqye
de
Castelfi-
dar
(Cialdmi),
S.
Carlos
aimirai-le
(Per-
sano) (1) ; e
publicou-se
n’es-e tempo
o
De
profundis
das
Marcas
(2),
e
uma
ím
pia
parodia
do
Slabat
Mat&r
(3).
Hoje
somos chegados ao
culto do
pe
lroleo
!
Um
jornal
flamengo,
diz-oos a
Unilá
Cal/iolica,
ainda
ha
pouco
imprimiu
cenas
orações
que
talvez
se
recitem
nos
antros
das
sociedades
secretas.
O
Journal
d
’
Anvers
as
reproduziu, e
o
Bien
Publi
que
de
Gand,
a
2
de
setembro,
as
reim
primiu
no seu
n.°
243.
Uma
tal
infamia
deve
ser conhecida,
para
que
os cegos
abram
fiRalmenle
os
olhos,
e
vejam
que o
problema
é exaclamente
como
Cezar
Canto
o
annunciou,
—
Ou pelroleo
ou
agua
benta,
—
ou
as
Ladainhas
Lauretanas,
ou
as
la
dainhas petroleiras
Eis
a
traducção
do
infernal
documento
:
LADAINHAS
DO
PETROLEO.
Licor
esplendido
j
EJixir
d
’amor
f
Mata
a
nossa
Vinho
dos
opprimidos
i
sêde.
Néctar
da
canalha
'
Oleo
da
pedra,
—
purifica-nos.
Luz
do
futuro,
illumina-nos.
Bandeira
da
Commona, —
guia-nos.
Percursor
da
Revolução, — unifica-nos
Arma
dos desarmados,
—
forlalece-uos.
Unica
taboa
de
rcfug'0,
—
salva-nos.
Imperadores,
reis
e
prin-\
cipes
i
Emproados
e
pioprie-f
p
|eQ
so(ro
.
l
a
rios
>
...
.
ca-os.
Ministros
e
generaes
I
Capitalistas
e
proprieta-I
rios
/
i
Todos
os
palacios e
cas-
i
lellos 1
Todos
os
conventos,
|
egrejas,
casernasf
paro|eo j.
Papas,
cardeaes.
bi
*
pos
>
Todos
os
jesuítas
e
pa
dres!
Todos
os
frades
e
frei-i
ras
I
Da
escravidão
e
do
des-
j
potismo,
Pelroleo
livra-
Dos
exercilos
e
das
leis^
nos.
de
sangue
'
Fanal da
Commona,
—
tem
piedade
de
nós.
Deus
da
Revolução, —
ouve-nos.
ORAÇÕES
PATER
NÓSTER
petroleiro
Nosso
pelroleo.
que
borbulhaste
sobre
a
terra,
seja
sanclificado
©
vosso
nome,
venha a nós
a vossa
abuudancia,
fazei
sen
tir
o
vosso
perfume
e
a
vossa
força
sobre
a
terra como
debaixo
da
terra.
Dae
nos
hoje
uma
rica
preza,
expulsae
os
nossos
carrascos,
como nós dezejaria-
mos
fazer,
e não
nos
deixeis
cair no abys-
mo,
mas
livrae-uos
de
todo
o
mal.
As
sim seja.
AVE
PETROLEIRA
Eu
vos
saudo,
oleo americano,
balsatno
salutar; a
communa
está
comvosco,
e
sois
bemdilo entre
todos
os
deuses,
e
bemdilo
é
o
fruclo
dos
vossos
incêndios
:
precioso
oleo forasteiro,
ajudae-nos
agora
e
na
hora
suprema
do
combale.
Assim
seja.
ORAÇÃO
JACULATÓRIA
Protegei-me,
ó
amado
pelroleo,
qoeimae
os
meus
lyrannos
e
dae-me
a
liberdade.
Basia
de
horrores,
infamias
e
blasfé
mias
embora
materiaes !
O
mais
notável
porém (aq«i para
nós
que
ninguém
nos
ouve), é
que
muitos
dos
que
com
ellas mais
se
horrorisam —
certos
moderados
e
conservadores,
especiaimenle
litieratos
e
jornalistas
que
nós conhece
mos
—
estão-n
’as
proferindo
e
publicando
todos
os
dias,
embora
por
outras
palavras.
Andem,
andem
!
...
Depois
:
—
Papa,
valei-nos
!
padres,
acudi-nos !
Meu
Deus...
nós
insensali
!...
erravimus
! —
Giiiarào
a
tempo
?
Pensem
a
’
isso...
(2)
«
Palavras
de
G.
Macchi
:
—
Paro-
di...
etc.—
Millão, 20
d
’outubro
de
1860—
Idem.
(3)
Vej.
Lago
Maggiore,
jornal
de
Inlra,
a.’
44,
de4 de
novembro
de
1860
—
Idem.
REVISTA
ESTRANGEIRA
uns
seus primos, aconteceu
qoe
estando
a
arma
carregada
sem
elle
o
saber,
esta
ao
terceiro
golpe
disparou-se,
e com
tanta
infelicidade
que
o
tiro
foi
acertar
na
ca
beça
d’
uma sua prima,
de
9 annos de
edade, filha do
snr. João
Evangelista
Pe
reira.
A
infeliz
creança
ficou
instantanea
mente
morta.
O
rapaz
ficou
fulminado,
e
foi
um
dos
que primeiro
gritaram
por
soccorro,
con
servando-se
n«
mesmo
sitio
até
á
chegada
do
snr.
administrador
do concelho,
e
de
pois
de
interrcgado
por
este,
voluntaria
mente
se reeolhen
á
prisão.
Foi
tal
o
slarido
que se
levantou
na
casa
onde
>e
deu
este fatal
acontecimento,
que
alguns
visinhos
supposeram
que
era
incêndio,
chegando a
dar-se
o
re-peclivo
signal em
algum»s torres.
«O
iVorte».—
Recebemos dois
n.
os
do
jornal
que
com
este
titulo
começou
a pu
blicar-se
em
Villa
Real.
Desejamos
ao
novo
collega
langa
vida
e prosperidades.
Longevrâdade.
—
Um
jornal
brasileiro
diz
que
existe
na
cadeia publica
do Ma
ranhão,
presa desde 1815,
uma
preta
que
conta
a
avançada edade
de
119
annos,
59
dos
quaes
pasmados
na
prisão.
Chama-se
Maria
Rodrigues.
Acostumada
a
tão
longa reclusão
não
deseja
d
’
alli
sair
e
pede
que a
deixem
terminar
alli
os
seus dias.
A
egeravatura
em IVIadagaaear.
—
Foi
abolida
a
escravatura
na
ilha
de
Madagascjr.
Por
um
edito, assi
*
n<sdo
no
dia
2
de
outubro
do anno
passado,
pela
rainha
Ranovalomauyako
I,
e referendado
pelo
seu
primeiro
rniniítro
Rainiloiarivony,
to
dos
os
escravos
importados
n
’
aquella
ilha
de
9
de
junho
de
1865
em
diante,
data
do
ultimo
tractado
celebrado
com
a In
glaterra
para
a
abolição
da
escravatura,
ficam
considerados
libertos.
Os
que
se
opposerem
á
execução
do
mencionado
edito
serão
condemuados
a
dez
annos
de
cadeia.—
(«Paiz»)
A
arte dramatica ean
Ktaiia.—
E
’
extraordinário
o
movimento
dramatico
na Italia
;
elle
demonstra
a
importância
d’essa
nobre profissão
alli
e
explica
o
cs-
lad»
de
aperfeiçoamento
a
que
tem
che
gado.
N
’
uma
nota
que
«11
Trovalore»,
de
Milão,
publica
c»m
respeito ao
movimento
das
companhias
drarnatica» em outubro
ultimo,
vemos que eram
99
as
compa
nhias
italianas de
declamação
que
n
’
esse
mez
funccionavam.
A
Parquali
eslava
en
tão
em
Milão,
a
Rístori no
Bio
de
Ja
neiro,
a
Gasilini
em
Livorno,
o
Rossi
em
Génova,
o
Salvini
em
Buenos-Ayres,
a
Pa-
ladini
em
Lima.
O
Bozzo
dirigia
uma
companhia
em
Calauzaro
e
o
Boi
Irini
outra
no
Rio
de
Janeiro. Todqs as
demais
eram
dirigidas
por
artistas
<le
primeira
ordem.
Calcule-
se
que
cada
uma d
’
essas
companhias
tem.
pelo
menos,
15
artistas,
e
teremos
cerca
de
1:500
aclores
e
aclrises
a
representa
rem
com
a
correcção
com
que
temos
vis
to
representar
as
companhias
italianas que
nos
teem
vi
itado.
—(«Diário
de
Noticias»)
Achado
curioso.
—
Na
Foz
do
Sena,
não
longe
do
Ilavre.
acaba
de
fazer-se
um
achado
bastante
curioso.
E
’
um
cubo de
una
pé
por
lado
pouco
mais
ou
menos,
com
um
buraco
no
qual
se
achava
um
frasco
de
vidro muito
gros
so.
Trataram
de
abrir
e
viram
que
con
tinha
um
bilhetesinho perfeitamente
pro
tegido
da
agua
do
mar
por
meio
de uma
rolha. No
bilhete
estavam
escriptas
«stas
palavras,
em
leltra
tão
fresca como
se
da
tasse
da
vespera
:
«Expedição
do
príncipe
Napoleão
ao
po
lo
norte
;
procura correntes
25
de junho
de
1860,
por
73
graus
de
latitude
norte.
12
graus
longitude
leste.»
Todos
os
dias,
a
expedição
lançava
por
cima
da
borda
cubos de madeira
assim
preparados
cujo achado
posterior, em
to
dos
os
pontos
do
globo,
devia determinar
a
direeção
«las
correntes
que
sulcam
os
mares.
Ha
15 anaos,
é
este
o
primeiro
dos
taes
cubos que
se
encontra.
Parece pois
resultar
d
’esla
descoberta
que
uma
cor
rente,
partindo
dos
mares
polares,
vem
entrar
n’
elle
o
mar
norte
e contornar
a
Frauça
pelo
Pas
de
Calais
e
pela
Man
cha.
—
(O
Popular).
Portuguezes
fallecitiog.—
Fallece-
ram
no
Rio
de
Janeiro
desde
2
a
7
do
corrente
os
seguintes
súbditos
portogue-
zes
:
Antonio
José
de
Faria
Machado,
41
an
nos,
solteiro
;
Anlonio Moutinho, 40 a.,
s.
;
Marianua de
Jesus
Barboza,
40
a.,
viuva
;
Antonio
Soares
de
Oliveira,
44
a.,
v.
;
Manoel
Francisco
Carneiro
Guimarães,
40 a.,
casado
;
Francisco
Rodrigues
da
As
noticias
mais importantes
da
guer
ra
carlisla
são
as
seguintes,
qoe
transcre
vemos
do
«Correio
da
Tarde»:
Emquanto
esperamos
noticias do
Nor
te.
vejamos
o
que
se
passa
pela
Catalu
nha,
onde
as
armas
reaes
estão
obtendo
vantagens
sobre
vantagens.
O
«Roussillon
•.
recebeu
o
seguinte des
pacho
:
«Uma
columm,
ás
ordens
de Martinez
Campos,
dirigiu-se
para
Olot, que
julgava
desguarnecida
pelos
carlistas
; mas
infor
mados
de
^ue
Savalls
procurava sair-lhe
ao
encontro,
retrocedeu para
Gerooa.
A
sua
rectaguarda foi
atacada
pelos carlistas,
que
e
perseguiram
por
muito
tempo, fa
zendo-lhe
sofTrtr
perdas
consideráveis.
«Os
carlistas,
depois
de
um
combate
muito
renhido, entraram
em
Granollers.
A
guarnição
refugiou-se
na
egreja,
mas
será
obrigada
a
teriJer-se
á
discrição. Granol
lers
está
a pequena
distancia
de
Barcelo
na.»
—
A
«Indepeadencia Belga»
recebeu o
seguinte
despacho
:
Barcelona,
22
de janeiro—
«Na
quarta-
feira
(20)
3
000
carlistas,
ás
ordens
de
Tristany,
tomaram
d
’
assalto
Granollers,
a
seu
*
léguas
de
Barcelona.
<Aflirma-se
que
os
carlistas
se
prepa
ram
para marchar sobre
Barcelona,
espe
rando
entrar
alli
com o
concurso
dos
re
publicanos.
«Martinez indo para
Olot
foi
obrigado
a
retroceder.»
A
isto
accrescenla
a
«Union»:
«Ha
poucos
dias,
dizia
a
«Independên
cia
Belga», no momento
em
qoe
o
joven
rei
de
Hispanha fazia
a
soa
entrada
em
Barcelona,
era
perturbada
a
alegria dos
seus partidários
pela
noticia
de
qoe
os
carlistas da
Catalunha
ameaçavam a
cida
de
de
Mataro, e
o
general
Martinez
Cam
pos,
auctor
do
movimento
de
Valência,
fqi
a
toda
»
pressa
pôr-se
á
frente
das
tro-
pas
do
governo
para
castigar
o
inimigo.
«Vias parece
que
em
Hispanha
é mais
facil fomentar
insurreições
militares
que
vencer
no
campo
da
batalha.
Marlmez
Cam
pos,
nemeado
marquez
de
Sagunto,
em
recompensa
dos
serviços
feitos
á restau
ração,
acaba
de
o
experimentar á
sua
cus
ta.
Seis
tail
carlistas,
commandados
por
Tristany,
não
só
o
obrigaram
a
retroce
der,
quando
elle pretendia
ir a
Olot,
mas
apeder-iram-se
da
cidade de
Granollers,
a
seis léguas
de
Barcelona.
«Em
Barcelona
ha
grande
commeção.
especiaimenle
por
se
ter
espalhado
a
noti
cia
de
que
Tristany
marchava
sobre
aquel-
la
praça.»
—
Da
«Voix
de
la
Patrie»:
Um
despa
cho
telegráfico
de
procedência
liberal,
da
tado de Madrid
20
diz:
«Quarenta
e
sele
ofliciaes
carlistas
apre-
sentaiam-se
ao
cônsul
de
Hispanha
em
Bayona, para
fazerem
a
sua
adhesào
ao
rei.
»
Asseguramos
a
nossos
leitores
que es
ta
noticia é
absolulamente
falsa.
Basta
de
mentir
senhores
libcraes
—
O
cura
de
Alcabon
foi
surprehendi
do
com
a sua
partida
no
mez
passado,
e
deixou
em
poder
do
inimigo
108 prisio
neiros.
Estes
ÍG8
foram
assassinados no
acto
pelas
forças
do
coronel
Porlillo.
Os
commandanles
d'armas
carlistas
que
são
surprehendidos
no
centro
são
lodos
as
sassinados
no
acto
pelo
exercito
liberal. Não
dizemos
mais
nada.
GAZETILHA
W.
Senhora da l«uz.
—
Fesleja-se
hoje
a
devota
Imagem
de N.
Senhora da
Luz, em S
Vicente,
em
Guadalupe
e
no
Collegio.
Telegramma.
—
O
nosso
collega
da
«Regeneração»
recebeu
o
seguinte
lele-
gramma
:
Foi votado
na
camara dos
deputados
o
projecto
extinguindo
as
deducções
aos
empregados.
—
Apre-entados
pareceres
regeitando
as
emendas
ao accordo
do
caminho
de ferro
do
norte
—
e
approvando
o
contracto
da
camara de
Guimarães
com
a
companhia
de
bachos de Visella.
Desgraça.—
No
domingo 31,
por 8
horas
da
noite, deu-se
na
rua
da
Boa-
Vista uma
desgraça lamentável,
que pas
samos
a
narrar.
Estando
um
moço
de
18
annos
de
edade
a
brincar
com
uma
arma,
batend
i
a
esporeia
e
dando
estalos
para
divertir
Silga
Rego,
46 a.,
s ;
Antonio
Correia,
44 a.,
v.
;
Joaquim
José
Cardoso,
47
a.,
c.
;
Serafim Ferreira
da
Siha Pinto,
54
a.,
s.
;
Maria
Delfioa
Bittencourt,
36
a.,
s.
;
José
de
Sons», 14
a.
;
Salvador
An
lonio
de
Oliveira
Mendes, 54
a., v.
;
João
José
de
Lima,
43
a.,
«.
;
Antonio
Leite,
29
a.,
s.
;
Carlos
Gomes
de
Araújo, 40
a.,
s.
;
Custodio
Exposto,
50
a.,
s.
p«He»t
enpere, eapint.— A
«Corréspondencia
de
Coimbra»
depois
de
fazer,
ainda na
semana
passada,
grandes
elogios
a
uri
rermão
do
snr.
Ayres
de
Gouvêa, «bispo
eleito
do
Algarve»
sae-se
em
seu
n.°
de
24
de
Janeiro
com
varias
impertinências
contra
a
«reacção»,
as
«pre
tensões
ecclesiasticas» e
o
«partido
cleri
cal,
aflirmando
que
-o
novo
governo
de
Madrid procura
por
lodos
os
meios
captar-
lhe
as
sympalhias.
Estes
homens
descobrem-se demasia
do,
—
o
que
é
certamenle providencial
;
—
e
se
ainda
illudirem
alguém, não
pode
rá
ser senão áquelles
que
desejam ser
il-
ludidos.
«Qui
potest capere, capial.»
Mas
se
lhes
parece
que
isto
é
pouco
claro,
e
desejam
que
ponhamos
os
pontos
noos
ii,
fallern.
—
(Correio
da
Tarde).
BS
fwvpm
co
fhçõcms
pulico-rc-
li{gi«»«ns
a
proposilo
de BegiCimi-
«lade.
—
Lê-mos
ha
dias que
«um
jornal
intitulado
«Catholico». não
pódo
de
fórma
alguma
ter
política,
«e
que
por
tanto
se
não
póde
manifestar
«legilimista.
> A
nós
parece-nos
exaclamenle o
contrario,
tra
tando-se
de
jornaes
militantes,
e
só com
exclusão
dos
que
se
dedicam
unicamente
a
tratar assumptos
myslicos
e de
piedade,
no
sentido
mais
stricto
da
palavra.
E
as
rasões
que
lemos
para
assim
pensar,
são
duas,
que
abragem
muitas
outras.
Eil-as
em
resumo
:
1. a
Em
lheoria,
um catholico,
hade
e
não
póile
deixar
de
ser
necessariamente
LEGLTIM
sta
,
ist©
é
súbdito
obediente
e
constante
de
um
governo
legitimo
;
poden
do tão
sómenle obedecer ao
intruso
e
il-
legilimo,
de
um
modo
pasdvo
e
em
casos
de
força
maior.
Isto é
evidenie
á luz
do
bom
senso
e
da
boa rasào, apoiada
em
nu
merosos
textos
bíblicos
que
pude
amos
citar,
e
até
na
decisão
«syllabica»
que
ful
mina
os
que
admittem
ou
propagam
im-
moral
e
absurda
lheoria
do «respeito»
aos
«facto
consummados.
»
Não
ser legilimista
n
’
este
sentido,
é
ser
revolucionário,
sectá
rio
do direito
da
força,
essencialmente
an-
li-chrislão, que
não
só anli-calholico.
Ques
tão,
póde
havel-a
só
em
casos concretos,
a
saber
onde
se encontre
a
legitimidade.
Tudo
o
mais são
escassos
paralogismos
ou
ridículos
sophismas.
*
2. a
Descendo
da
lheoria á
pratica,
e
do
abstraclo
ao
concreto,
em
Portugal
por
exemplo,
como
é
possível
que um
jornal
religioso,
um
jornal
deveras catholico
e
mi
litante,
não
mostre
pelo
menos
tendências
legilimislas
no
sentido
vulgar
e
concreto
da
palavra,
vendo
que
fóra
d
’
este
partido
não
se
encontra
algum outro
verdadeira
mente
catholico
que
possa
formar
governo ?
Ha certamenle
alguns
indivíduos
—
bons
calholicos pessoalinenle
—
republicanos,
ou
monarchicos
que
tem
por
legitima
aactual
dynaslia
;
não
temos
duvida
em
confes-
sal-o ;
mas
em
pequeníssimo numero
:
e
em
lodo
o caso, partido qualal
não
existe,
nem
coisa
que
se
assimilhe. E
se
não,
digam-nos
qual
é
o
orgão
desse partido
na
imprensa política,
quaes
são
os
seus
de
putados,
os
seus
chefes,
e
as
probabili
dades
de
triumpho,
que
levando-os
ao
po
der
lhes
permitia
a
realisação de
suas
dou
trinas
?
Na la,
absolulamente
nada
disse
exis
te.
Logo.
.
.,
se
os
calholicos
portugue-
zes
não
querem
ser illotas
em
sua
pró
pria
palria
;
se
não
querem
continuar
in
definidamente
a ser
explorados
por
um
ban
do,
relativamente
pequeno,
de
franc-ma-
çons,
como
ainda
não ha
muito
confessou
o
insuspeito
snr. conde
de
Samodães
que
estava
acontecendo
em
quasi
toda
a
Eu
ropa,
a
consequência
é
lógica
e
neces
sária.
Quem a não
quizer
tirar
das
permis-
sas,
não
sabemos
com
que
direito
se
possa
queixar
da
impiedade,
mais
ou
menos
ma
nifesta,
de
lodos
os
partidos
dominantes
no
liberalismo,
desde
o
moderado
até
ao
ma'» exaltado.
Auxilia
os
!.
.
E'
de
si
que
primeiro
se
deve
queixar.
E
’
moda,
e
préga-se
por ahi
muito,
é
verdade,
a
separação
entre
a Religião
e
a
política
;
mas isso
—
permitta-se-nos
fal-
lar
com
toda a
franqueza
—
ou
é
uma
ba
nalidade,
como
dizem
os gallicistas,
ou
uma
inépcia.—
Uma
banalidade,
se
com
is
so
se querem comballer
os
que
«afíirmam
em lheoria,®
ou
se
suppõem aífirmr, que
3
a
Religião
Catholica
só
se
dá
bem com
este
ou
com
aquelle systema
.
político, —
absurdo
que nunca vimos nem
ouvimos
sustentar a
ninguém
:
n
’esta
caso,
é
prégar
a
convertidos.
—
Uma
inépcia,
se com
is
so
se
quer
dizer
que
na
pratica,
e
n’
upi
dado paiz,
lodos os partidos, to los os
sys-
lemas
do
governo,
e
todos os homens
que
os
dirijem
são
indifferenles
para
a
Re
ligião.
ainda
que
uns sejam
repassados
dc
impiedade
e
outros
piedosos,
uns
moraes
e
outros
immoraes.
Considerem
isto
os
que
ainda
o
não tem
considerado
..
J.
[
Correio
da
Tarde.)
Banco mercantil de Braga. —
Com
este
titulo
trata-se de
instalar
mais
um
banco
n
’
esta
cidade, que
como
verão
os nossos
leitores
do
annuncio
que
vae
no
respcctivo
logar,
acha-se aberta
nos
dias
3,
4
e
5
do
corrente a
raclificaçâo
das
acções.
SECÇÃO
DE COMMUNICADOS
Snr.
redactor
O
couHicto
dado
entre o illustre
cabi
bo
de
Bragança
e
o
governo
de
Sua
Ma-
gestade,
é
utn
exemplo
do
que
hade
acon
tecer
aos
parochos
quando
forem
p.ages
do
thesouro;
é urn espelho
para
verem
sua
futura
sorte
os
que
de
bom grado
firmaram
seus
nomes
na acla
de
nomea
ção
de
louvados
para
a
venda
dos
foros
e
paçaes
de
suas
egrejas;
é
uma
lição
para
os
que
suspiram
pela
dotação
do
clero.
Não
me
agradou
urna
representação
do
clero
de
Villa
Verde,
pedindo a
s.
exc.
a
rev.
‘
na sua
alta
protecçào
para
com
o
go
verno,
afiu»
de
que
a
venda
dos
paçaes
fosse
aoctorisada
pela
Santa
Sé,
para
se
não
suscitarem
embaraços
no
tribunal da
penitencia.
Quem
hz
d
’
estas
supplicae
não
s«be
a
hhtoria
portugueza
d
’
ha
quarenta
an
nos
a
esta
parle
I
! !
Estamos
no
século
das
luzes,
e
por
is
so
também
nas
altas
montanhas
se
sabe
a
cartilha
do
abbade
de
Sdamonde,
e
se
v.
consente
ouvirá
a
sabença
de
ui»
hu
milde
pastor,
que
apascenta seu
rebanho
entre
as
serras
do
Gerez
e
Cabreira.
No
principio
do reinado
da
Sor.a
D.
Maria
II
(que
Deus
tenha
no
ceo) (oram
abolidas as rendas
ecclesia^ticas,
expulsos
os
frades
dos
conventos,
e
vendidos
seus
bens,
ingerindo-se
o
governo
na
nomfeação
de
vigários
capitulares.
O
Núncio
vendo
n
’
um
paiz
catholico
calcadas
aos
pés
as
leis
ecclesiasticas,
re
tirou-se,
e
como
alguns
padres
escrupuli-
savam
de
ter
jurisdicçào
dos
intrusos,
e
assistir aos
oíhcios
divinos
com
os
que
não duvidavam
de
taes jurisdicções,
prin
cipiou
o
schisma
a
ter
vigor-,
e
as
auclo-
ridades
locaes
fizeram
suas
perseguições
a
titulo
de
política,
como
aconteceu
lambem
n
’este
concelho
nas
freguez.tas
de
Frades,
e
Parada
de
Bouro.
O
Papa
Gtegorio
XVI,
de
saudosa
me
mória,
na
sua
allocução
de
1833
protes
tou
contra
a
venda
dos
bens
da
Egieja
feita
pelo
governo
de
Lisboa,
declatando
nullas
taes
vendas.
O
mesmo
Summo
Pontífice
vendo
o
schisma
a
braços
com
o
povo
fidelíssimo,
nomeou
vigários
espirituaes
para
as
dio
ceses,
sendo
para
Braga
nomeado
fi. An-
lonio,
que
depois
foi snbsiiluido
pelo
pa-
dre-mestie
Antonio Pereira,
da
Congrega
ção.
Veio'o
Inlernuncio
Mrg. Capacini,
que
apresentou
ao
governo
de
Lisboa
novo
pro
testo
do
Santo
Padre
contra
as
dilas
ven
das
dos
bens
ecclesiasiicos.
O
Summo
Pontífice
Pio
IX fez
uma
nota
ao
governo
de
Lisboa
por
via
do
Car
deal
di
Pielro,
Núncio
em
Lisboa,
em
que
protestou
contra
a venda
dos
bens
dos
frades,
freiras,
mitras, cabidos,
mi
sericórdias,
confrarias,
hospitaes,
e
paçaes
dos
parochos,
e
deu
como
nullas
taes
ven
das.
O
mesmo
Summo
Pontífice
Pio
IX
em
1860
fez uma
nota
ao
governo
de
Lisboa,
por via
do
Núncio,
na
qual protestou
con
tra
a
venda
dos
bens da
Egreja,
contra
a
abolição
dos
vínculos por
causa dos
lega
dos
pios,
que
lhes
estavam
annexos.
A
Sagrada
Congregação
da
Universal
Inquisição
respondeu
ao
Cardeal
Filippe
de
Angelis
Bispo de Fermo,
que
o» com
pradores
dos bens ecclesiasticos
incorriam
nas
penas
impostas no
cap.
XI
De
reforma-
lione
do
Concilio
Tridentino.
Se
o
Santo
Padre auctorisasse
a
venda
dos
bens da Egreja portugueza,
que
diria
o
go-eroo
Italiano
?
Talvez
dissesse,
qne
havia
um
Deus
para
Roma,
e outro
para
Portugal.
Ah!
meus
irmãos
no sacerdócio!
Pa
ra
fallar
é
necessário estudar-,
para
escre
ver
é
necessário
ler.
O
Grande
Pio
IX
em
parte
alguma transige
com os inimigos
da
Egreja
Catholica
;
se
telera
algumas
cou
sas,
é
para
evitar
o
schisma,
e
grandes
perseguições
a
seus
fieis
súbditos.
Ahi
tendes
esse
guardanapo
pira
vos
limpardes
até vir a
sobremeza, que
é
de
vossa
representação
o
resultado
profeti
sa
d o
por
15-1—
75
Um
parocho
de
Vieira.
cpmíiiercií
)
B
olsa
de
B
raga
Em
29
de
janeiro
de
1875
EíTeetHado
Banco
de
Villa
Real
345450.
•Banco
Commercial
de
Vianna
1285300.
Obrigações
do
caminho
dc ferro
do
Minho
e
Douro
875800.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE
A
TODOS
sem medicina,
pur
gantes
nem
despezas
com o
uso
da
delicio
sa farinha de
saúde,
REVALESCIEHE
L)U
IMRllY
de
Londres.
3
7
annois
«Fínvoriave!
b
«
bc
©®88
o
2
Saude a
lodos
peia
deliciosa
Beva-
lesciére
Du
B
arry
,
que
cura
as indiges
tões
(dispepzia)
gastnca,
gastralgia,
fleg-
ma,
arroios,
amargor
na
bocca, pituilas,
nausças,
vomilos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
desenteiia,
cólicas,
tosse,
asthma,
feita
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
aos
nervos, diabelhe,
debilidade,
to
das
as
desordens
<io
peito,
na garganta,
do aluo, das
bonchites,
da bexiga,
do
li
gado,
dos
rins,
dos
intestinos, da
muco
sas,
do
cerebro
e
do
sangue.
75.000
cu
ra,
entre
as
quaes
cootam-se
a
de
de
S.
S.
o
Papa,
do
duque
de l
‘
lu>kow,
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
dos
dos
dou
tores
Manoel
Saeuz de
Cejada
da
Univer
sidade
de
Cordova,
etc. etc.
Cetlificadodu
celebre
dr.
Rudolph
Wur-
zer
:
Bonn,
19
de
Julho
de
1854.
Esta
ligeira e
agradavel
farinha
é
o
melhor absorvente; ao
mesmo
tempo
nu
tritiva
e restaurante
substilue
admiravel
mente
toda
a
medicação
em
muitas
doen
ças.
E
’
de
grande
utilidade, sobre
tudo
nas
renitências
habituaes
do
ventre,
bem
como
nas
diarrheas, alfecções
nos
rins,
e
na
bexiga, na
pedra,
irritações,
inflam-
mações,
e eaimbras
da
uretra,
dos
rins
e
bexiga,
nos
apertos
e
beftiorroides
bem
co
mo
nas enfermidades pulmonares,
bianchi-
tes,
na
tosse
e
consumpção.
Tenho
a
con
vicção
que
a
Bevalesciére
du
Barry
tem
a
propriedade
preciosa
de
curar
as
mo
léstias
hecticjs.
Dr.
Rud.
Wurzer
membro
de
muitas
sociedades scientificas.
Seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar, economisa cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
— Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de kilo,
500
;
de
i
/i
kilo 800
rs ;
de
um
kilo,
l$400
reis;
de
2
kilos, 3$200 reis;
de
6
ki-
los,
6$400 reis,
e de
12
kilos,
12$000 reis.
Os
biscoitos
da
Bevalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é
a
Bevalesciére eboeulatada
ella
res-
titue
o
appeilite,
digestão,
soinno,
energia
as
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
e
mais
fracas,
e
susteuta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
paus,
ou
em
pó
em caixas
de
folha
de
lata
delO chavenas,
500
reis
;
de
24 cháve
nas,
820
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120 chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BARRY BU BARRI &
C.
a~Pla-
ce
Vendòme,
26,
Pariz;
77
Regent-Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
<fc
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Tisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Carlos
Barreio,
rua
do Lorelo, 28;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porto,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua da Ba
nharia
77
;
de
Sequeira ;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir
;
Coimbra,
V.
Botelho de
Vas
concellos
;
Aveiro,
F.
-E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
;
Bureellos,
Ramos,
pharm.
;
Braga,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça
Municipal.
Figueira,
Antonio
V
ieira,
pharm.
;
Guimarães,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
Pena-
®el,
Miranda,
pharm.
;
Fonte do
Tinia,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo» do Varsim,
P.
Machado
de Oli
veira,
pharma.
;
Vianna «lo Castello,
Aflooso
e
Barros,
droguistas;
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
AGRADECIMEITOS
Henrique
Guilherme
Thòmaz (Btanco,
summamenle
penhorado
para
com
todas
as
pessoas
que
de
qualquer
modo
lhe
dis
pensaram honrosas
distineções
e
provas
de
consideração
e *
estima,
por
occasiào
da
perda
inepara^el
de sua
muito presada
e
sempie
chorada
mãe,
diligenciou
agrade
cer
pessoalmenle
tão
distinctps
obzequios,
mas
podendo
involuntariamente
ler
olvida
do
alguma
pessoa, por
este meio
pede des
culpa
e
tributa
os
seus
agradecimentos
a
quem tenha
deixado de
o
fazer,
testemu
nhando
a
todos
a sua pereune
gratidão.
Braga,
27
de
janeiro
de
1875.
(2271)
Francisco
Antonio
da
Rocha
Couto,
D.
Leopoldina
Aurelea
Jacome
da
Rocha
Pe
reira
de
Lago, D. Carolina Julia
da
Ro
cha
Jacome
Pereira
de
Lago,
D.
Candida
Carmelina
da
Rocha
Couto,
Joaquim
da
Rocha
C«uio
e
sua
mulher,
em
extremo
penhorados
para
com
todas
as
exc.
*
”
as
snr.
as
e
snrs.
que
se dignaram
cumprimenial-os
por
occasiào
do
fallecimenlo
de
seu
muito
presado
pae, irmão,
e
cunhado, o
snr. An-
tomo
da
Rocha
Couto
Ribeiro, aproveitam
esie
meio
para
desde
já teslimunhar
a
sua
gratidão
e
reconhecimento.
Festividade
e
arraial.
Domingo
7
do
c«rrente
lerá legar
na
capella de
Santo
Adrião,
subúrbios
d’esta
cidade,
a
festividade
de
S.
Braz.
que se
venera
na
mesma
capella,
havendo de
manhã missa, e de
tarde
arraial,
durante
o
qual
locará
uma
bunda
de
musica.
(2270)
EANCO
DE
PORTUGAL
Bivitlendo
«lo
S.° semestre
tle
tS74
Na
thesouraria
do
Banco do Minho
principiará
a
pagar-se
no
dia
3
do
cor
rente
o
dividendo do
2?
semestre
de
1874
das
acções
do
Banco
de
Portugal,
na
ra-
são
de
4
0/
q
eu
20$<»00
por cada
titulo
de
5
acções.
Braga
1
de
fevereiro
de
1875.
MODISTA DE LISBOA
.
Bua
do
Suulo
n.°
32
—
1.°
andar
Trabalha
com
perfeição
e
pelos
últi
mos
figurinos, em chapéus
e
lodo
o
fato
de
senhora.
Também ha
chapéus
feitos)
(2275)
-im
irirur-si
rci
nr
ni
im
■»!■■■
■«■■!■
i
—
i
—
■
uimi
mib
i
i
i
—
Banco Commercial,
Agricola
e In
dustrial
de
Villa
Beal
Sociedade
anónima
«le responsabi
lidade
limitada
A
gerencia
annuncia
que o
dividendo
do
anno
proximo findo
é
de
5
p.
c.
do de-
sembolço,
ou
reis
l$500
por
acção, e
que
o
pagamento
principiará
amanhã,
continuan
do
em
todas
as
segundas
feira,
quartas
e
sabbados,
desde
as
11
horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde,
na thesouraria
do
Banco.
Os snrs.
accionistas
do Porto
e Braga,
póJem receber
o
dividendo
em
casa
des
agentes
do Banco n
’
estas
cidades.
No
Banco
e
nas agencias
fornecem-se
os
impressos
para
os
recibos.
Villa
Real,
27
de janeiro
de
1875.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da
Cosia
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães,
Sociedade
anonyma de responsabi
lidade
limitada
São
convidados os snrs.
accionistas
a
realisarem
a
4.
a
prestação
na
razão de
20
p.
C.
ou
reis
10^000
por
acção,
na
casa
do
Banco,
rua
central
n.
‘
59,
desde
o
dia
6
até 16
de fevereiro
proximo
futuro,
e
nas
outras
terras
do
reino
aonde
o
Banco
tiver
agentes.
Villa
Real 27
de
janeiro
de 1875.
Os
gerentes,
Agostinho
José
da
Costa
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães,
(2274)
Continua
aberta
a subscrip-
ção
por
rr.ais
alguns
dias,
em
casa
do visconde de S.
Lazaro,
para
a
Companhia
de
lleboques
e
Transportes
Fluviaes
no
Rio
Amazonas.
Quem
quizer
tomar
acções
póde
fazel-o
das
9
horas
da
manhã
ás
5
da
tarde.
Braga
29
de
Janeiro
de 1875.
(2273)
.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Terça feira
2
de
Fevereiro
6RANDE
BAITF BE MASCARAS
Principia
ás
8
horas
e
acaba
á
meia
noite.
D1CU0VH90
P^RTIJíHJEZ
ou
THESOURO
DA
LINGUA
PORTUGUEZA
ITELO
Br. Frei Bomingos Vieira
Publicação
feita
sobre
o
manuscripto
original,
inleiramente
revisto
e
considera
velmente
augmenlado.
A
’
venda
a
caderneta
127
(Ter-To.do).
A
obra
estará
concluída
em
Março.
1.
°
vol.
A-B............................
4-5500
2.
®
>
C-D
............................
45500
3. ”
»
E-L............................ 55500
>
M-P
.......................
45000
5-°
>
Q-Z........................
45000
Preço
da
assignalura
.
.
225500
■=■£=5:5=3
Ainda se
recebem
assignaluras
até
Março.
Xa livraria
do
editor Ernesto
Chardron, no Porto,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
0
CAMINHO
DA SALVAÇÃO
POR
SANTO
AFFONSO MARIA
DE LIGORIO
Bispo
de
Santa
Agalha
dos
Godos
Traduzido
do
italiano
para francez
Pelo
abbade G. . .
E
do francez
para
portuguez
Por
A.
A. LEAL
Preço
....
200
reis
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Por
tuense,
editora,
Praça
de
D.
Pedro,
131
;
em
Lisboa
na
Livraria Catholica, Roa
No
va
d
’
El-Rei
;
e
em Braga,
na
Livraria
Catholica,
rua do Souto.
«ASA
FELIZ
PORTO
1
-
RUA
DAS
FLORES
-
3
NA
QUINTA DE RORIZ
1,
3-RUA
DAS FLORES-1
,3
PORTO
(
junto
à
egreja
da
misericórdia
)
Ç;
COnPRl
K
VENDE
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
Extr
acção
a
3
dt
Fe
vereir
9
Inseripçftes
de assentamento
Ditas
de coupons
FORNECEDOR
DA
CASA REAL
PRIMEIRA
E
ANTIGA
t
RORIZ
f
(jRNTA
Á
EGRAJA DA MISERICÓRDIA)
SORTE
GRANDE 5.000$000
Loterin da
Santa Casa
«la Misericórdia de
Lisboa
DEPOSITO
CENTRAL, RUA
DAS FLORES, 35 37 E 39
O proprietário
anouucia
aos
seus
freguezes,
e
ao
publico,
que
em
lodo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma se
vender,
ou no
Deposito Cen
tral,
se
fará
o
desconto
de
6
por cento sobre
os
pre
ços
estabelecidos,
de uma
caixa
para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer pedido
que
seja
feito
do di
to
genero,
tanto
d’
esta
cidade
eomo
das
províncias
e
se garante a sua
boa
qualidade.
O
v>
É
h
r
Ditas
de divida externa
Titulos
liispanhoes internos
Ditos
externos
Coupons dos ditos já vencidos.
so-
©CF Sacca,
toma
letras
e
dá cartas
de credito
bre
Lisboa e
diversas
praças
estrangeiras,
e se encar
rega
de
compra
e
venda
de
titulos
de
divida publica
nas
mesmas
praças.
JOSÊ
IGNACIO
FERREIRA RORIZ |
AFIANÇADO
NO GOVERNO CIVIL DO PORTO, NA C0NF0R-
MIDADE
DO EDITAL
DE
28
DE
JILEO
DE 1860
£
Tem
á
venda
nu
seu
e*
lab«l«oime»te
bilhetes
iniei-
1
ros
a
5^000
rs.-Meios
ditos,
a
2,|600
—
Quartos, a 2
1^300
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellss
de
500,
250
e
130
rs.
4
0
mesmo
satisfaz
com
promplidãe
todas
e
quaesquer
encommendas
que lhe
sejam
feita
*
das
províncias,
ain-
$
da
que
sejam
em grande
quantidad»,
•
vindo
acompa-
Sj
nhadas
do
seu
importe
em
vale
*
doa
correio
;
e
no
S
fim
da
extracção remette
a
litia
dos
prémios
aos
seus
$
freguezes,
mas
quando a
aão
recebam
em
tempo
com-
pelente
terão
a
bondade de
a
requisitar.
(G
*
)
X
NOVIDADE
44, Rua
do Souto, 44
Campos &
Almeida,
acabam
de
rece
ber
grande
sortido
de
chapéus
de
feltro
e seda,
«ultima
moda»,
da
acreditada
fa
brica dos
snrs.
Maia
e
Silva,
do
Porto,
que
vendem
pelos
preço» da
fabrica.
Também
se
fabricam
e
consertam
cha
péus
de
todas
as
qualidades.
(2272)
METAES
VELHOS
Na
travessa
de
S.
João
n.°
5,
com
pra-se
toda a
qualidade
de metaes, e
ferro
velho
até
mesmo
fundido.
(860)
A
’ LOJA
CUJI.WUZ
Armas
de caça
vindas
direc-
tamente
da
Bélgica.
f2236J
Venda
de
ca
a
Vende-se
uma
na
rua
dos
Pelames,
de
um
andar n.
®
45,
próxima
á
capella
de
Santa
Justa.
Quem
a
pertender
lalle
com
Ignacia
Rosa,
morauora na
mesma
rua
u.
®
55.
(2202)
José Cardoso
de Carvalho,
vende
ou
ri
me
todos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Vilia
Verde,
Bar-
cellos.
e
Braga.
Trata-se
em
Ponte
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso
e
em
Braga
com
o
snr.
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira, rua
do
Souto.
(2226)
NOVA
LOJV
AFORTUNADA
DE
yáiprp
fflWJJSS
M
MffiSTC
12
—
Rua das
Flores
— 114
*
P
O R
T O
N
’
este
estabelecimento que,
como
é
sabido,
é,
no
seu genero,
um
dos
mais
felizes
do
Porto,
encontra-se
á
venda um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os
sorteios
das
lolerias,
cujas
exlracções
geralmente teem
logar
mais
de tre»
tezes
por i»ez,
Satisfaz-se
com promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do seu
respectivo
importe
em
vales do
correio,
ou mesmo
estampilhas
sendo
pequena quantia.
Recebem-se
em pagamento ou
desconto, os
bilhetes
que
em
outros sorteios
hajam
saído
premiados,
mesmo
que
sejam <l’outros estabelecimentos.
E
final
—
mente
remettem-se
«grátis»,
findas
as
exlracções, as
respectivas
listas
geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas,
se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos,
décimos
e caulellas
de 660,
500,
300,
250,
130,
100
e
40
reis;
dezenas
de dez
numeros
seguidos,
de 6$000,
3$000,
í$000e
400
reis;
e
finalmente,
collecções
de 50
numeros
diflerenies,
pelos
preços
de
2^000,
5S000,
15$000 e 30$000
reis.
A QUEBI
C^EÍVIER
|
Este
estabelecimento
fornece
convenientemenle
todas
as
pessoas
que,
cm
qualquer
ponto
das
províncias, queiram vender este
genero
á commissão.
Oflerece
para
isso
vantajosas
commissões
;
e
dispensa
as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de negocio
se
podem gosar,
as
quaes
se
podem
comprehender
assim
:
Negociar sem risco ;
porque
se
acceila
de novo,
em
conta,
a
fazenda que
até
ás vesperas das
exlracções
os pretendentes não
hajam
podido vender. Bemettem-se
as
listas,
parles telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende-se
a
toda
e
qualquer
reclamação justa
que
seja feita.
O
pagamento,
porém,
tem
que
ser
adiantado
ou
aífiançado
por
qualquer
nego
ciante
d’
esta
cidade,
em cujo
caso
póde
ser
feito
no
fim
das
exlracções.
Ao
me-mo
esl
tbelecimenlo
se
encontram já os
bilhetes
e
fracções
para
a
loleria ex~
(raordinaria
de
Dezembro.
(947 C.
)
(235
F.)
COROGRAFIA
PORTOEZ
á
E
D
KSCi€I PÇÃD TD
PDG K
A FIC A
Do
famoso
reino
de
Portíigal. com
as
noti
cias
das
fundações
das
cidades,
vdlas
e
to
gares
que
cont m. varões illuslres,
Genea
logias
das
famílias
nobres,
fundações
de
conventos,
calhulogos
dos
bispos,
antigui
dades.
maravilhas
da
natureza,
edifícios,
e
outras
curiosas
observações
Autor
o P.e
Antonio
Carvalho «la
Costa
Nova
edição
copiada
fielmenle
da
anti
ga,
mas
ampliada com
um
iodex
alfabético
de
todas
as
freguezias
com
a declaração
dos
nomes
e
Oragos,
que
aclualmente
tem,
nu
mero
de
fogos,
dioceses
e
concelhos
a
que
peilencem,
e
correios
respectivos,
o
que
a
torna
mais
preferível.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
5,
em
casa
de
Manoel
Joaquim de
Castro
Loureiro.
Preço
(tres
volumes)
l$500
reis.
Para
os
snrs.
livreiros,
tem
abatimento.
(2263)
BANCO
i»E
GU1MARAES
O
dividendo
dr
3$2OO
reis, ou
4
p.
c.
por acção, relativo
ao
2
°>emeslre de
1874,
será
pago
n’
este Bwco,
desde
o
dia
26
do cociente,
todos
os
d
as
não
santificados,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ao
meio
dia.
e no
Porto
e
em
Braga
nas
respecti-
vas
agencias.
Guimarães,
25
de
janeiro
de
1875.
Os
gerentes,
Francisco
Ribeiro
Martins
da
Cosia
(2269)
Francisco
Jo>é da
Cosia
Guimarães.
ICÇÔIS
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—Rua
do
Souto n.°
43.
Compra
e
vende
Acções
de
todos
os
Bancos
e
Companhias,
Inscripções
de
As
sentamento
e
coupons. (581)
Banco
Mercantil de
Braija,
so-
ciedade
anónima
de
respon
sabilidade
limitada.
Capital «le 1»«OOjOllOçOOO
em duas
series
de 600:000^060
Acções
de
õ
<1^000
São convidados os
snrs.
subscriplores
d
’
este
Banco
a
recteficarem
com 5 °l
o
ou
2$50()
rs.
por
acção,
as
acções
com
que
subscreveram
para este
Banco.
Nos
dias
3,
4
e
5
do presente
mez
de
Fevereiro,
está
aberta
a
rectiíicação
de
12:000
acções correspondente
a emissão
de
1.a
serie,
em
casa do
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães
em Braga,
desde
as
10
horas
da
manhã até
ás
3
da
tarde,
e
no
Porto
em
casa
do
exm.®
snr. commen-
dador
José
Julio
da
Costa,
largo
da
Feira
de
S.
Bento
em eguaes
dias
e
ás
mesmas
horas.
Braga
1.°
de Fevereiro de 1875.
Os
instaladores,
Anlonio Lopes
de
Figueiredo.
Anlonio
B.
Pinto
de
Madureira.
João
da Costa
Palmeira.
Francisco
José Pereira
d'Araújo.
Bernardo
José
Fernundes Carneiro.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo.
(2277)
atte
^
çao
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
o
dia
30
de
No
vembro proximo passado,
o
snr.
Manoel
José
Ribeiro Rraga, do
largo
do
Rarão
de
S.
Marlinho,
deixou
de
ser agente
das
suas
carreiras
do
Porto, Arcos,
Monsào
e
Egreja Nova, sahindo
todas
da sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2, jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
0
gerente,
(2174)
Eduardo
Pacheco.
Collegio
da
Regeneração
N
’
esle
collegio
e
casa
d
’
abrigo,
situa
do
na
rua
dos
Pelames,
faz-se toda
a
qualidade
de
custura,
obra
branca
e
de
côr,
cosida
á
machioa e
sem
o
ser.
Quem
pertender
póde
ali
dirigir-se
que
encontrará
pessoa
competente
que
se en
carrega
das
encommendas
que
promelte
bem
servir
—
o
que
além
de
ser
uma
cari
dade,
os
preços
serão commodos.
BRAGA : TYP0GRAPIIIA LUSITANA —
1875. - É o formato de
-
comerciominho_02021875_304.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)