comerciominho_16011875_297.xml
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-
3.
”
ANNO 1875
FOLHA
COMMERC1AL RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO 297
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.°
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
3
correspondência
franca
da
porte.
==Às assi
naturas são
pagas
adiantadas
;
assim
com»
as
correspondên
cias de
interesse particular.
Folha
avulso,.
.10
rs.
A.-S
££
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
P
reços
: Braga, anno
1^9911
rs.=Semestre
850
rs.=Proi'úi-
cias,
ann»
2&4Ó0
rs
e
sendo
duas
4&000 rs.=Semestre lô
j
>50
rs.^Braztl,
anno
4^488
rs.=Senestre
2&300 rs.
moeda
forte
ou
19^090
reis
e
5^599
reis
moeda
fraca.
==Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
fl
/0
d
’a5atimento
BRAGA— SABBAOO
16 BSE
JA1ÍE1R»
».
<ffoí5o
Chrymtomo de Amorini
Pessoa, par
nsaerce de Iletus
e da
Snneta
Sé
Apostoliea, Areebso-
po ffletropolitano de
tòn,
Pri
maz do
Oriente, Doutor n» Sa
grai!»
T!ae®I®gia
pela Universi
dade
de Coimbra, <!<» Conselho
de
ftua Magestade Fidelíssima,
Commendador da
Ordem Hilitar
de IVossa Senhor» da Cuneeição
de Viila Viçosa, Par do B€eino,
ete.
[Continuação]
A
reforma,
importante
e
tão
necessá
ria,
dos
estudos
ecdesiaslicos
em
a
Nos
sa
querida
Archidiocese
está
feita
e
com
manifesto
aproveitamento,
como
hoje é
ge-
ralmeote
reconhecido.
O
Real
Seminário
de
Rachol,
no
methodo
de
ensino,
nos
compêndios
proprios,
na
capacidade
inlel-
lectnal
dos
Professores,
na
sua
disciplina
interna
e
em
todas
as
outras
condições
indispensáveis
a
uma
casa
de
inslrucção
e de
educação
ecclesiasiica,
não
é
nem
com
justiça
se pode
julgar
inferior
a
qualquer
Seminário
d
’
esle
rein».
Em
lodo o Orien
te
não
existe
hoje,
—e
com
grande
satis
fação
e
segurança
o
aílirmamus
—
outro
algum
estabelecimento
d
’
esle
genero,
que
o
exceda
;
nem
ainda
que
possa
com
elle
comparar-se.
Vós
porém,
Meus Filhos
em
Jesus
Chris-
lo,
sabeis
perfeilamente
que
o
Seminário
de
Rachol,
para se achar
nas
condições
que
hoje
o
fezem
considerar
como o
pri
meiro
entre
todos
os
que
existem nas ín
dias
Orientaes,
exigiu toda
a Nos.-a
Pasto
ral
sollicitude;
a
qual
até
agora lemos
assiduamente
continuado
a
empregar.
Deus
abençoou
os
Nossos
desvelos;
e
na
sua
infinita
bondade permitliu
que,
no meio
de
tantas
afllicções
de
espirito que
soílre-
tnos,
tivéssemos
a
grande
consolação
de
ver
completarnenle satisfeito o
Nosso em
penho.
O
vasto
edifício
do
Seminário, possuin
do
já
uma
Bibliolheca
escolhida
e
abundan
le
nas
matérias
eccíesiasticas
e
»as
outras
sciencias
necessárias
ao Clero
—
a
qual foi
por Nós fundada e
até
hoje
successivameu-
le
enriquecida
—
vae
ser
consideravelmente
augmentado
na
sua
capacidade,
segundo
o
plano que propozemos, e
que
o
Gover
no de
Sua
Mageslade
proraplamente
appro-
vou.
Ao
Nosso
Ex.
mo
Successor
incumbe
levar a
efleito
este
grande
e
tão
util
me
lhoramento,
e S.
Ex.
a
Rev.
ma não
dei
xará
de
assim
o
fazer.
Mereaeu-Nos
sempre
especial
cuidade
o
culto
divino
em
a
Nossa
Sé
Calhedral,
no
Seminário,
era
toda
a
Nossa Archidiocese.
bem
como nas Egrejas
e
missões
do
Real
Padroado;
e
nas
visitas
pastoraes,
que
an-
nualmente
íàzemos
dentio
dos
Estados
da
Índia
Porlugueza
ou
fóra
(felles,
lambem
não
deixamos
de
o
promover
ou
regular,
como
julgamos
necessário.
Promovemos d
’
nm
modo
igual
mente
ef-
feclivo
o
adorno
da
Nossa
Calhedral,
que
é
o
primeiro e
principal
templo
catholico
de
lodo
o
Indostão
pelas
suas
condições
architectonicas,
e
que
ainda
hoje
faz
a
gloria
dos
portugueses em Ião
remoías pa
ragens.
Monumento verdadeiramente
gran
dioso
e
respeitável,
excita
a
admiração
dos
viajantes
naiuraes
e
estrangeiros,
que
o
procuram
;
e
atlesla
ás
gerações
que
se
vão
succedendo
no
caminhar
dos
séculos
a
vetusta
grandeza
dos
varões
assigoala-
dos
que.
nas
terras do
Hidalcão,
foram
arvorar
a
Cruz de
Christo,
dando-lhe
por
base
as
quinas
lusitanas.
Conseguimos
augmeniar
as
pequenas
congiuas
de
cada
um
dos
membros
do
III.
“•
e
Rev.
mo
Cabido
da
Nossa
Sé Calhedral
;
reformamos,
usando
do
Nosso
direito,
o
seu Regimento
inlerao
para
o
accommo-
dar
ás
circumslancias
dos tempos
e
do
logar
; e
não
Nos
esqueceu
lambem
a
ad
ministração
dos
seus
rendimentos proprios,
augmeniando,
de
accord»
coin
o
Governo
de
Soa
Mageslade Fidelíssima,
os
fundos
dos
cafres
da
Fabrica
e
do
Prioslado.
A
este
respeito
porém não
fizemos
tudo
quan
to
tínhamos em
projeclo;
porqte
a
doen
ça
veio
surprehender-Nos, e
impossibilitar-
Nos
de
realisar
os
Nossos mais
ardentes
desejos.
O
111.
,H*
e Rev.
ino Cabido,
que
o«
conhece,
informará
o
Nosso
Ex.ra
®
Suc
cessor
sobre
tão
importante
objecto,
e
S.
Ex.
a
Rev.
,na
no
seu
pradente
e
reco
nhecido
ztd»
acabará
sem
duvida
o
que
não
podámos
concluir.
Estamos certo
de
que •
Nosso
Ex.
’
**
Successor
continuará
a provêr
as
Egrejas
pobres
de
alfaias
e
paramentos,
segundo
as
suas
provadas
e
respeclivas
necessida
des
;
e
que
do
cofre das missões nào dis
porá fundos
nem rendimentos,
senão
pa
ra os
fins
de
lâo util
e
louvável imlitui-
ção.
*
Se
as
necessidades
do
Real
Padroado
Portuguez,
nascidas
das
acluaes
coidições,
o
reclamarem
;
e
se
as
circumslancias
tam
bém
o
permittirem,
estamos
ainda
certo
de
qu«
o
Nosso Ex.
*
9
Successor
irá
vi
sitar
as
egiejas
e missões
subjeilas
á
sua
jurisdicçào
apost&lica
extraordinária
:
e,
sem
duvida,
encontrará
ainda
frescos
a
bem
im
pressos
os
vestígios
das
Nossas
visitas
pas-
toraes
em
Bombaim,
na
Ilha
de
Salsete,
em
Sadassigor,
no
Arcebispado
ad
hono-
rem
de
Granganor,
em
('.«chim;
assim
co
mo
em
Madrasta,
em
Ceilão,
em
Calciitlá,
em
Daccá
e
em
todas
as
egrejas
e
mis
sões
da
província de Bengala,
subjeitas
á
Nossa
jurisdicçào;
e
bem
assim
na
Costa
da
Pescaria,
onde
Deus
abençoou
d’
um
modo
lodo
maravilhoso
a
palavra
ardente
do
Grande
Apostolo
da
índia,
S.
Francisco
Xavier.
E
com
quanta
saudade
não
Nos
lem
bramos
ainda
dos
muitos e muito
sinceros
leslimunhos
de
amor
filial,
que
nos
foram
oílerecidos,
e
Nós acceitasoos
com
a
maior
graiidão,
durante
as
Nossas
visitas
pasto-
raes
n
aquellas
vastíssimas
regiões,
onde
depois
de
tantos
annos
não
havia
appa-
recido
um
Prelado
portuguez
? Ce<lamen
te
é com
grande saudade
qiie
Nos
recor
damos
ainda
hoje
dos
muitos e
muito
de
licados obséquios
que,
na
costa
do
Mala-
har,
na
antiga Taprobaua,
em
Meliapòr,
na
capital da
índia
ingleza
e
em
toda
a
parte
do
Indostão,
recebemos
não
só
dos
christãos,
pertencentes
a
outra
*
jurisdic-
çÕes
;
mas
tamoein
das
auctori
lades
de
Sua
Majestade
Bntannica
;
e
ainda
d’
aqoel-
les
que
infelizmente
não
professai»
a
Re
ligião
Chri-tã.
No
meio
porém
de
tantos
obséquios,
quantas
vezes,
ao
receber
dos
pcvos
*
do
In
dostão tamanhos
leslimunhos
de respeito
e
amor
lilial,
nào
dissemos
aos
que
Nos
acompanhavam,
que
o
jubilo,
por
Nós
en
tão
sentido em
presença de
lautas
mani
festações
tão
puras,
sinceras e
cordiaes,
Nos
fazia
pre
*
agiar
dias
tristes
e
amargu
rados
1
E
não
se
fez
esperar
muito
a rea-
lisação
d
’
esle
infeliz
prognostico I
Vós
sabeis,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chris
to
—e
com
grande
mágoa
o
recordamos
—
quantos
dissabores
tivemos
que
soflrer
dos
inimigos, e
ainda
talvez
maiores
dos
falsos
amigos
do
Padroado
Portuguez
nas
Índias
Orientaes.
Homens mal
i:.formados,
talvez
pouco
reílectidos
e
meuos
respeitosos
do Nosso
caracter
sagrado
e
da
Nossa
dignidade
sa
cerdotal,
accusaram-Nos falsa
e desabrida
mente
;
e
não
duvidaram
espalhar,
pela
Im
prensa, aos
quatro
ventos
da
terra
as
suas
calumnies,
sem
que
tivessem
conhecimen
to
exacto,
nem
consciência
bem
formada
da
verdade
dos
factos,
^ue
Nos
atlribuiam
e
de
que
iojuslamenta
Nos
accusavam.
Es
quecidos
de
que a
Nossa
auctoridade
ec-
clesiaslica,
tão
necessária
paia
o
bom
re
gímen
da
Archidiocese
de
Goa
e
para
a
conservação
d»
Real
Padroado,
perdia com
esla«
accusações
calumaiosas
uma
grande
parte
do
seu
prestigio
e
da
sua
força mo
ral,
procuraram
desvairar
a
•pinião
pu
blica
e
c»nvertel-a em
Nosso
desfavor,
sem
moliv»
justificado,
sem
utilidade
conhe
cida.
[ Conlinúa]
-
-------------- ■«■.-»M8gWRrge>i»o
»- -- ---------
CarropiindeMaia
estrangeira
PARIS,
4
DE
JANEIRO
(
Correspondência particular
do
tCommer-
cio
do
Minho
*
)
(Conclusão
do
n.°
antecedente]
Os
leittr^s hão
de
ter
ouvido
fallar
do <Eeco
de
Roma»,
iiteressanle
revista
hebdomadaria,
honrada com
dois
breves
de S. S.
o
Papa Pio
IX,
e
que tem
p»r
sub-titulo:
Orgào
di
defesa
da
Egreja
e
da
Santa
Sé.
Ficarão, perétn,
surpreheodidos
ao sa
berem
que
esta folha acaba
de
incorrer
nos
rigores
Ja
justiça
francesa.
Por
jul-
gament»
do
tribunal
correccioaal,
em
data
de
30
de
desembro
ultimo,
M.
Viclor
Palmé,
o
«ditor
da
referida
revista, foi
condemnado
em
ires
meses
de
prisão e
1:000 francos
de multa,
assim
como
o
se»
impressor, M.
<Martinet,
por
terem
publicado
um
arlig»
onde
figurava
a
po
lítica. Além d
’isso
em
virtude
d
’
um
de
creto do governador de
Paris,
o
jornal
foi completarnenle
bupprimido.
Esta
tríplice
pena:
prisão,
multa
e
sippressão,
só
é
applicada excepcional-
mcnte, e
muito
para
sentir
quando
recáe
sobre
um
editor
tão
recommendavel
como
M.
Victer
Palmé.
A
embaixada
italiana
interferiu directa-
merite,
porque
o
<Ecco
de
Roma»
atiça
va
um
pouco
o
governo
de
Viclor
Manuel,
e
a
sua
i»terfereucia
foi
tomada
em con
sideração;
mas
em
lodo
processo
se in
vocam
ciicurnstancias allenoantes,
que,
seguido
creio,
não
faltam
a
M.
Palmé.
tfiecli'ameiile,
oras
para
uada
lhe
ser
viu
a
obra
collossal
dos Bollandislas,
as
Acla
Sanclorutn,
reimpressas
por
elle
em
(50
volumes,
ín-folio,
a
Histoire
littéraire
de
la
France,
pelo benedictinos
de
Samt
Maus (17
voloraes
io-lolio); o
Gallia Chris-
liana
(!6
volumes
in-folio)
A
primeira
d’
estas
obras
interessa
a
todo
o
mundo,
e
as
quatro
restantes
são
o
prodigi»so
e
unico rnoRumento
da
nossa
Historia
nacional e da
nossa grande
line-
ratura
francesa.
Por
outra
parle, o
jornal «Ecco
de
Roma»
parecia
excluir,
por
si
mesmo,
estes
excessivos
rigores;
porque
era ape
nas
uma
folha
hebdomadaria
;
no
entanto
é
tiactada
como urn
«los
orgãos
maiores
e mais
influentes
de
publicidade.
Tudo
isto
é
bem
triste
para
a
França,
porque
d’ahi
resalta
a
consequência
das
humilhações,
que
a
Revolução
e
as
nossas
divisões
acluaes
atrahem sobre
esle
paiz.
Mais gracdesa,
mais
independencia.
Hon-
tem
foi
perante
a
Allemaniia, a Italia
e
a
Hispatha;
ámanhã
será
a Suissa, a Be-
publica
de
Andoira
ante
quem
deveremos
iuclinar-nos. A
união produz
a
força
; a
divisa»
gera
a
fraquesa,
a
decadência,
a
ruina.
M.
o
conde
de
Chambord
acaba
de
subscrever
com
1:000
francos
para
a in
stituição das
bibliothecas
dos
sargentos
e
des
soldados.
Os
príncipes de
Orleães
tinham
sub-
seriptojá:
o
conde
de
Paris
com
500
francos;
o
general
de
divisão,
duque
de
Nemours,
com
1:000
francos;
o
almirante
príncipe
de
Joinville,
com
700
francos;
e
o
duque
de
Cbarlres
Os
M.
M.
Bufiet,
Martel,
Waddington,
Carimir
Perier,
duque
de
Broglie,
duqu-
de
Bisaccia,
Plichon,
conde
Daru, mare
quez de
Valh»uet,
Alfredo
Dupont,
conde
de
Bélhunes,
e
grande numero
de depu
tados
pertencentes a diversas fracçÕes
po
líticas
já
subscreveram
também.
Vários
conselhos
geraes
e municipaes
associaram-
se
a este
movimento
generoso. O
governo
«ão
é
estranho a
estes
resultados;
seca
o
concurso
da
commissão
instituída
no
mÍRÍsierio
da
guerra, os
esfurços
da
ini
ciativa
particular
não lerum
«btklo
um
tão
brilhante
successo.
E
’
quo
esta
ubra
grandiosa
interessa
a
toda
a
nação; por
que
na
presente
situação
toda
a
juventude
válida
da
Fraȍa
deve
militar
seis
meses,
um
ann» ou
cinco
annos.
Occopar os
ocios dos
nossos
jovens
soldados,
instruindo-os
para
os
restituir á
vida
civil depois
de
fortificado
o
seu
ca-
racler
e
salvaguardados
seus
bons
costu
mes,
é
um dever
que se
impõe
a
todos
•s homens
de
boa
vontade
que
desejam
concorrer
para
a
reedifieação
do
nosso
paiz.
A
Obra,
«perando
d’
accordo
com
o
ministério
da
guerra,
tem
dado,
no
curto
espaço
de nove
meses,
bibliothecas
em
numero
sufficienle
para
todos
o*
hospi-
taes
militares,
e
para
todos
os
corpos
da
guarda
da
França
e
da
Algeria, e
para
um
certo
numero
de
hosptlaes
mixtus.
Occupa-se
n
’
e*
te
momento,
ajudad»
pelos
«comités»
locaes
que
se
organisaram
por
varias
parles,
e
combinando
a
sna
acção
com
a
do
mioislerio
da
guerra,
em
mon
tar
bibliothecas em
todas
as
casernas
ain
da
não providas,
e
a
fornecer,
mesmo
uo
'interior
d
essas
casernas,
jogos
uteis
á
tropa.
Esta
mstiiuição
é
excellente.
Ella
tem
o
raro
privilegio
de
retinir lodos
os
par
tidos
eom o
fim de
cumprir paciíimenle
a
nobre e
patriótica
missão
de
instruir
e
fortificar a
mocidade
francesa
nos senti
mentos
elevados que
lasem
os
grandes
cidadãos.
REVISTA
ESTRANGEIRA
As
noticias
vindas
de
Hispanha,
refe
rem-se
aos
festejos
com
que
o
nino
Af
fonso
foi
recebido
em Barcelona,
e
aos
que
se
lhe
preparavam
em
Madrid.
A
subida
dos
fundos
públicos, vê
se
dos
lelegrammas que foi
efemera,
como
efemero será
o
postiço
enthasiasmo,
que
nos
apregoam.
O
pouco
que ha sobre a
guerra
é
o
seguinte
:
—
Do
«Jornal
de
Lisboa»;
Na
província
de
S.
Sebastião
estão
G
batalhões
guipuzeoanos,
e 2
biscaiuhos
carlistas,
afora grande
numero
de
partidas
volantes.
—
O
general
carlista
Meodiri
publicou
no
dia
2
uma
allocução
excitando o
ardor
béllico das hostes
do
Prelen
lente.
Recom-
menda
lambem aos
chefes
d->
divisões
e
commaodantes
de batalhões,
que
só
façarn
fogo
quando o inimigo
esteja
mui
pioxi-
mo,
e
que
quando
este
consiga
alcançar
as
trincheiras
lhe
deem
uma
carga
getal
de
baioneta.
—
O general
Dorregaray
continua
no
campo
carlisla,
desempenhando
as
fuuc-
ções
de
commandanle
do
exercito
uo
cen
tro.
Esle
chefe tem
mudado
quasi
completa
mente
o
quadro
dos
ofliciaes
das
forças do
seu
cominando.
D»
«Correio
da
Tarde»:
—
Os jornaes de
Londres
publicam
uma
carta
de
D.
Carlos a
lord
Beaumonl,
no-
meando-o
seu
encarregado
de
negocios jun
to
á
corte
de
Sainl
James,
dando-lhe
a
uu-
Ictorisação
necessária
pai
a
constituir
unia
commissão
carlisla,
seb
sua
presidência na
Già-Brelauha.
Eis
o
texto
da
carta
:
«Meu
caro
Beaumont.
—
Apreciando de-
vidamente
as
vossas
simpathias e
a
vossa
dedicação
pela
minha
pessoa e
pela
cau
sa
qoe represento,
resolvi,
á
vista
dos
of-
ferecimenlos
que
me
tendes
feito,
nomear-
vos
meu encarregado de negocios na
côrte
da
Grã-Bretanha.
O
meu secretario
d
*
eslado
dos
negocios
estrangeiros
fará que
se
cumpra
esta
mi
nha
resolução.
Desejo
ao
mesmo
tempo
que
crieis ahi
uma
cotnmissão de
que
vos
nomeio
chefe.
Dou-vos
assim
a
maior
prova
da
esti
ma
que
me
in<piraes.
A
vossa
intelligen-
cia
e
o
vosso
zelo
farão
o
resto.
—
Vosso
affeiçoado
—
Carlos.
Ao muito
honrado
lord Beaumont
etc.»
Os
mesmos
jornaes
publicam
uma
outra
carta
do
mesmo Augusto Snr.
dirigida
ao
snr.
John
de
HavilIan J, «orneando-o
gene
ral
de
brigada no
exercito carlisla
e
seu
representante
militar
na
Inglaterra.
—
■
E
’
tamanha
a
falta
de
viveres em
Pamplona,
que
o
governador
d
’
e»ia
praça,
impetrou
licença
do
chefe carlisla comman-
dante
das
foiças
do
cêrco.
para
deixar
sair
as
mulheres
e
crianças.
A
licença
foi
immediatamente
conce
dida.
—
Uma
força
carlisla
de
tres
mil
ho
mens
estava
ultimamenle
postada
nos
arre
dores
de
Lerida.
—
Uma
força
penetrou
em
Padella,
a
uma
legua
de
Valência,
e
levou
todos
os
cavallos
que
encontrou.
A
«Union
publica
o
seguinte
telegram-
ma
:
Telegrafia
carlisla
Baydnna
8
de
janeiro,
11, 45
m.
Começam
as
demissões
dos
generaes
do
exercito,
ainda
ha
pouco
republicano,
do
Norte.
Podemos
já
citar
os
nomes
de
Merelo,
Marina,
Coitijo,
Colotna
Olal.
Ha
um
descontentamento,
que
ameaça
séria
tempestade,
em
muitos
batalhões.
Grande
indiflerença
nas
populações,
á
vista
do
novo
golpe
d
’
estado.
O
ministério
affiasista
é
mal
visto;
alguns
dos
seus
*
membros
contribuíram
muito
por
seus
aclos
anteriores a
1868,
para
a anarchia
e
bancarota,
que
ameaçam
sempre
a
Hispanha
liberal.
Todos
os
corpos
cadistas,
todos
os
chefes
e
officiaes,
todos
©s
voluntários
combaterão
o
novo governo
da
revolução
com
a
mesma
energia
com
que leem com
balido
os
seus numerosos
predecessores.
—
Do
mesmo
jornal
:
Recebemos
boje
(9)
as
mais
satisfacto-
rias
noticias
de
Hispanha.
No
dia
4 de
janeiro
era
já
conhecido
nas
províncias
de
dicadas
á
causa
do
Rei
Carlos
VJ1 o
pro
nunciamento
militar
que
elevou
ao
throno
o
filho
de
Isabel.
Dizem
que,
longe
de
abalar
na
sua
fé
e
na
soa
fidelidade
o
exercito
real,
este
exercito
está
cheio
de
eothusiasmo
e
de-
sejeso
mais
que
nunca
de
medir armas
com
as
iropas
aflvivistas.
As
províncias
receberam
a
noticia
d©
pronunciamento
com
extrema
indiflerença.
Estão
lodos promptos
a
cumprir seu
de
ver.
Uma
,carta
de
França
datada
de
7,
diz
:
«Foi mesquinho
o
cortejo
que
foi ago
ra
despedir-se
de
D.
Aflonso.
D.
Isabel
foi;
mas
ninguém
viu
alli
D.
Francisco
de
Assis...
Não
foi
p«r
causa
da
mãe,
ou
por
causa
do
filho
?
Ou
deixou
de
ir
por
causa
de
ambos?
Qualquer
que
fosse
a
causa,
o
facto
é
para
notar.
Emquanto
um
pequeno
numero
de
amigos
diziam
ao
Príncipe:
Adeus
1 Nós
disiamos-lhe
mentalmenle
:
Até
á
volta
!
Quando
se
sobe
tão
bruscamenle
por
um
pronunciamento,
desce-se
lambem
brus
camente
por
nm
outro
pronunciamento.
D.
Aflonso
chegará
á Hispanha,
como
D.
Amadeu,
por
mar
.
Porque
não
segue
linha
recta
de
Paris
a
Madrid?
Porque
seu
primo,
Carlos
VII,
forte-
mente
organisado
nas
províncias
vasco-na-
varras,
lhe
diria
:
Não
se
passa
por
aqui
!
M:s
chegado
a
Barcelona
porque
não
segue
o
caminho
de
ferro
até
Saragossa?
Porque
os
generaes
Tnstany
e
Saballs
lhe
diriam
também
:
Não
se
passa
por
aqui
?
D.
Aflonso
tem
o
projeclo
de
desem
barcai
em
Valência e
de tomar
o
caminho
de ferro
até
á
capital.
Mas
não
é
impossível
uma rajada de
vento
com
a
da
Trafalgar,
e
n’
esse
caso
o
nosso
valente
general
Dorregaray,
que
acaba
de
chegar
a
esta
província,
lhe
di
ria também
:
Não
se
passa
por
aqui!
Nós
sabemos
já
como
começou
a
via
gem
de
D.
Affanso,
mas
não
sabemos
ain
da
corno
ella
terminará.
Os
nossos
inimigos
inve«tanm
que
Dor-
regaray
e
Berriz
se
tinham
pronunciado
a
favor da
filho
de
D.
Isabel, e não
con
tentes
com isso
deram
lambem
ofliciahnen-
le
a
noticia
de
que
o
conde GuroWski
et
Bourbon
tinha
adherido
ao
movimenio af-
fousLta.
Esta
noticia
é
tão calumniosa
cimo
as
outras;
o
joven
conde
é
un»
dos
officiaes
ás
ordens
de
Carlos VIL
E
como
todos
os
srus
camaradas,
elle
combate
e combaterá
sem
trégua»
o libe
ralismo.
A
Hispanha
carlisla
defenderá
até
ao
fim
esta
divisa,
que
a
manarchia
consti
tucional,
a
fórma mais perigosa da revo
lução, não poderia
defender.
Deus,
a
unidade
catholica
;
Patria,
independência
nacional ;
Rei,
que
reine
e
governe.—
Lazarl.
LITTERATURA
Ao anniversario
do
meu amigo
~
f
.
j
.
n
’
o.
sâ
chaves
pinto
.
A
aurora
rompe.
Os
teus
annos
festejem
no
prado
as
flores
no
sinhedrio
dos
amores
dos
seus infantes
enganos.
Os
prazeres
venham lhanos
bafejar-te,
animadores
:
vista
o
ceo
mais
bellas
côres
n'este
dia
dos
teus
annos.
Não
desmereçam,
no
entanto,
os
sons
da
lira;
singela
;
se
não t
’
em o
mago encanto
dos
quebros da filomela,
só
aspirei,
no
meu
canto,
a saudar-te
a
quadra
bella.
Braga—
janeiro
de
187o
fí.
T.
GAZETILHA
F.ncyclica.
—
Como
andamos
publican
do
a
Pastoral
do
ex.
n10
e
rev.""0 snr.
Amo-
rim
Pessoa, coadjutor
e
futuro successor
d’
este
arcebispado,
não
podemos,
porora,
dar
logar
á
Encyclica
de
S. Santidade
Pio
IX,
concedendo
o
jubileu do
Anno
Santo.
Santo
Amaro. —
Feslejou-
c
e
hontem
na
Sé,
oode se
venera,
a Imagem de San
to
Amaro.
Teve
anie-hontein
vesperas
so-
lemnes,
e
hontem
missa
respondida
a
gran
de
instrumental, e
sermão,
prégado
pelo
sor. padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Desgraça.
—
0
temporal
tem
causado
n
’
estes
últimos
dias alguns
estragos
no
Alemtejo,
e hontem (12)
pela
manhã,
se
gundo
referem ao
«Diano
de Noticias»,
o
vento
era
alli
tão tempestuoso,
que
der
rubou
vários
postes
das
linhas
telegráfi
cas,
caindo
um
d’
elles
com
tanta
força
sobre
a diligencia
que
saira
de
Portalegre
para
a
estação
do
caminho
de
ferro,
que
matou
o
cocheiro
e
escangalhou
o
tejadi
lho,
indo
ferir
um
passageiro.
C«mmissão recenseadora. — Ve-
riíicou-se
ante-houlem
a
reuniã®
dos
40
maiores
contribuintes
do
concelho
afim
de
elegerem
a commisȋo
recenseadora.
Reu-
niram-se
33
membros,
sendo
23
governa-
mentaes
e
8
da opposição.
Venceu pois
a
lista governamental.
Publicações.
—
Recebemos
dois
opús
culos,
que
muito
recommendamos
aos
lei
tores.
Intitulam-se
:
0
Papa
é infallivel,
e
A
Desobriga, ambos
devidos
á penna
de
M.
Segur.
A
versão
é
da
lavra
do
talentoso
pa
dre
M.
F.
Marnôco e
Sousa,
ao
qual
per
tencem
varias
traducções
d
’outras
obras
religiosas
de grande
merecimento.
Ambos
os
dois
opúsculos
foram
edilo-
rados
pelo
snr.
t.hardron,
a
quem agrade
cemos
a
remessa.
Consorcio.
—
Realisou-se
no
dia
14,
por
5
horas
da
tarde,
na
egreja
de
Nossa
Senhora
do
Carmo,
o
consorcio
do exc
,n
°
snr.
José
Borges
Pacheco
Pereira
Junior,
com
a
sua
prima,
a
exc.ma
Snr.
a
D. Maria
Ignacia
de
Faria
Barbosa
Pinto Rubi,
so-
lemnidade
que foi celebrada com granJe
aparato,
e
a
que assistiram
todos
os
pa
rente»
dos
noivos.
Os
jovens desposados tencionam ir
pas
sar os
primeiros
dias
no
aprasivel
local
do
Bom
Jesus
do
Monte.
Enviamos-lhes os
parabéns e
com
el-
les
os
»«tos
que
fazemos
pela
soa
felici
dade.
ftaiico
<2o TI inibo.
—
No
dia
li,
na
conformidade
do
que disjsõem
os
Estatu
tos,
e
respectiv»
innuncio,
houve
a
reu
nião
ordinária
dos
snrs.
accionistas
(Les
te Banco,
os
quaes aprovara»
unanimenle
o
relalorio
e
parecer
do
Conselho
Fiscal,
procedeodo-se
em
seguida
á
eleição
dos
gerentes
e
substitutos
que
devem
adminis
trar
os fandos
do Banco
no
seguinte
bien-
nio,
sendo os
mais
votados
os
seguintes
snrs.
:
Para gerentes
Francisco
Casimira
da
Cruz
Teixeira,
com
161
voto»;
Manoel
Luiz
Ferreira
Bragi,
cora
131
;
Minoel
Sitiões
Braga,
com
124;
Francisco
da
Silva
Araújo,
com 43; José
Baptista
Com
40.
Substitutos
Domingos José Soares,
com
116
votos;
Francisco
da
Siha
Araújo,
com 114; Ma
noel
Joaquim
Gomes,
com
111; Dr
Gon-
çalo
Anlão
de Macedo Sá
e
Abreu,
47
;
Francisco
Biptista da Silva,
com
41
;
Ma
noel
José
Feroandes Pereira, com
36.
Companhia do» banh«M <ie Vi-
sella.
—
Na
sessão
de
12
o
snr.
ministro
do reino
mandou
para
a
meza
uma
pro
posta
de
lei
para
a
appro»ação
do
con
tracto
feito
entre
a
camara
municipal
de
Guimarães
a
companhia
de
banhos
das
Caí
das
de Visella.
Concurso.
—
Está
aberto
concurso
para
o
provimento dos
logares
de
guarda
de
gabinete
de
física
e
chimica dos
lyceus
do
Porto
e
Braga,
com
o
ordenado
an-
nual
de
11)0^000
r».
Premioa
«la loteria.
—
Os
nume
ros
premiados
na
ultima loteria
de
Hes-
panha,
extraída
em
31
de
dezembro
que
o
snr.
Lourenço
Marques
d’Almeida,
ven
deu
no
seu
feliz
estabelecimento,
no
Porto,
foram
os seguintes
:
Numeros
745,
3436,
3891.3892,
3894,
3894,
6680.
14251,
15810,
16953,
17751,
18826,
20061,21610,
21654,
com
300
pe-
zelas, ou
54^000
rs.
cada um.
Na
loteria
de
9
de janeiro
de
d
875
Numeros
1129,
2980, 3155.
5781,
6615.
8547,
9496,
9655,
12990, 13644,
com
600
pezetas,
ou
108$0t>0
rs.
cada
um.
Numeros
140,
981,
2030,
3013,
3888
4233.
4856, 10344,
11017,
11524
12278,
14441,
15062,
15451,
15782.
15901. com
400
pezetas
ou
72^000
rs.
cada
um.
Uireitos
do
vinho.—
Do
correspon
dente
de
Lisboa
para
a «Palavra®
:
Disseram-ine
que se
conseguira
no
tra-
ctado
de
comwercio
que
ha
dias
foi
assi-
gnado
entre
Portugal
e a
HAlanda
uma
con
dição
importante
para
o commercio
dos
nossos vinhos. O
direito
que
pagavam
os
de
18
graus de
alc
*
oi
absoluto
passos
a
ser
applicado
aos
que tiverem
até
21
graus.
Estas graduações correspondem
pouco
mais
ou
menos
a
37
ou
38
graus
de
espirito
de
prova,
e
por
isso
ficara
incluídos
|na
laxa
estabelecida
lodos
os
nossos vinhos
genuínos.
Salteadores
na Sndia.—
Uma
folha
da índia,
faltando dos
salteadores
que
in
festam
aquella
província,
diz:
«Estão
reforçados
estes monstros
e
so
bem
"ao
numero
d’
além
de
sessenta.
Divididos
em
3
quadrilhas,
sob
a direc-
ção de
cada um dos
filhos
de Loximoné
Runes,
occupam
tres
pontos da
província
de
Satay, e
parece
que
vão
começar
as
suas
cruéis
operações.
Informam-nos
que a
quadrilha dirigi
da
pelo
terceiro filho
de
Loximoné
é
a
mais
reforçada,
por
ser porventura
ainda
joven o seu
dircctor,
e
acaba
de
praticar
as seguintes
atrocidades
:
Na
semaaa
finda
atacou
ella
a aldeia
Pissurlein,
e tendo
precedide
á
tomada
de
diversos
efleilos
e
dinheiros,
assassi
nou
um
sypai
que
lá
se
achava,
da
renda
de
Hirba
Ranes,
por
rixa
velha.
Em
Hoonlét»
despojou
um
gounly
a
quem
cortou
as
mãos
e
deixou
ir.
De
Bicholim
partiu uma força, mal
soube
do
assalto
de
Pissurlem
;
mas
len
do
chegado
tarde,
voltou
sem
nada
con
seguir.
Viu
apenas o
cadaver
do
sipay
e
o
pâ
nico
de
que
estava possuída
a
povoação.
A
alçada
judicial tendo
tido
participa
ções
sobre
a occurrencia,
tansportou-se
pa
ra
o
logar
da
scena e levantou
o
compe
tente
auto
de corpo
de
delicio.»
Concursos
ecclesiastieos.
—
Aclia-
»e
aberto
concurso
por
praso
de
trinta
dias,
a contar
de
7
do
corrente,
peran
te
os
respeclivo»
prelados
diocesanos,
para
o
provimento
das
egrejàs
parochiaes
de
Nossa Senhora
da
Asiumpção
de
Ceira,
concelho
e
bispado
de
Coimbra,
e
de
Santa
Maria
Maior
de
Tarooquella,
con
celho
de
Sinfães,
bispado
de
Lamego.
Mais.—
Acha-se
lambem
aberto
Con
curso
para
o
provimento
da«
seguintes
egrejas
parochiaes
:
Anta
(S.
Martinho),
concelho
da
Feira.
Louredo
(S. Vicente),
concelho
(LAi
ouca.
Meadella
(Santa
Christina),
concelho de
Vianna.
Nevogilds
(S.
Veríssimo),
concelho
de
Louzada.
Pas»ô
(S. Tliiago),
concelho
de
Moi-
menta
da
Beira.
Pinheiro
de
Azere (S.
Miguel),
conce
lho
de
S.
João
de
Areias.
Poiares
(S.
Thiago),
concelho de
Ponte
do
Lima.
Porco
(Santa
Maria), concelho da
Guarda.
Refonioura
(8.
Cyprian®),
concelho
de
Felgueiras.
lerena
(S.
Pedro),
concelho do
Aian-
droal.
Vide
entre
Vinhas
(Nossa
Senhora
da
Annunciação),
concelho de
Celorico
da
Beira.
Caouinhos
de ferro na
làiaqgjia.
-
—
Sabe-se
c»m
que
rapidez os
caminhas
de
ferro
se
desenvolvem
na
Rússia.
Dezeseis
mil
kilometros
de
caminhos
de
ferro
em
exploração
e
cinco
mil
em
construcçào
não
bastam
ás
povoações.
Não
ha
paiz
onde
os
caminhos
de
ferro sejam
mais
ueces-
saiios
por causa
do
estado
das
estradas,
e
ouds
exerçam
influencia
mais
decisiva
so
bre
a
marcha
da prodacção.
Assim
é-
lambem
que
a
progressão
do
commercio
é
extraordinária.
Secundo
o
ultimo
relalorio
eíficLI,
e
augmeulo
geral
de
1873 tobre
1872
fui de
20
1|2
por
cen
to.
e
para ceitas
linhas
de
48
poi
cento.
Este
progresso
tem
continuado.
O
rendi
mento
dos
eamiohos
de
ferro
de
Koalow-
Vorvnege-Rostow
e
de
Orei
Griazi
durante
o
primeiro
semestre
de
187 4,
augiaeulou
40
por
cento
sobre o
periodo
conespon-
dente
de
1873.
Aaufragio
<io
«Oelílua.»
—
Os
jor-
oae«
de
Londres
trazem
os
seguinte»
pio
*
menores a
respeito
do
uaufragio
do
vapor
«Deliiua»
:
O
proprietário
do
navio
estasa
a
bordo
e
salvou-se
com
mais cinco
pessoas
na
umea
lancha
que
estaca
cw
estado
de
ser
viço.
Outros
trinta
indivíduos
sJlaram
para
a
canoa
de
salvação,
nias
viram
que
eslava
tão
solidamente
amarrada
que
não
conseguiram
movel-a.
Na
tentativa
feita
para
cortar
as
amar
ras,
o
barco
virou-se
e
cairam
todos
ao
mar,
ficando
lhe
por
cima
a canoa. Seguiu-
se
uma
scena
terrível;
alguns d
’
estes
úl
timos
poderam
ganhar
o
naOo
que
se
ia
submergindo;
mas
o
maior
numero fui
arrastado
pelas
ondas
e
pareceu.
Tendo-se
o
vapor
dirigido
para
a
praia,
alli
encalhou
;
as
ga»eas
ficaram
fie
fóra,
e
meia
duzia
de
marinheiros
poderatn
agar-
rar-se
a
ellas,
e assim
estiveram
até
ao
despontar
do
dia,
hora
a
que
foram
re
colhidos.
O
segundo
na\io
esteve
por
espaço
de
quatro
horas
agarrado
a
um
madeiro
que
se
achava á
flor
d’
agua.
Não
cessou
de
bradar
aos
que
lhe
ficavam
por
cima
que
•lhe
atirassem
uma
corda
para
se
salvar;
mas
não
tendo
sido
possivel
fazel-o,
o in
feliz
foi
airastado
pelo
mar.
Todos
os
passageiros,
com
excepçào
de um,
quasi
lodos
os
wachinistas
e
ajudantes
de
ma-
chinistas
eram
inglezes.
O
sinistro
deu-se na
costa Occidental
da
America
do
sul.
exemplo.
—
Dois
agricultores
francezes,
os
irmãos.
Saint-Deuis,
de
Cham-
pagne,
vendo
a
sua
fortuna
arruinada
pe
las
guerras
e
invassões
de
1814
e
1815,
entregaram
se
á
agricultura
de
um
peque
no
dominio
rural.
A
’
força
de
trabalho
e
perseverança
poderam
realisar
algumas
economias,
que
empregaram
na
cultura
das
matas,
principiando
por
arborisar
alguns
ter
renos
incultos
proximos
da
sua
proprieda
de.
Previram
logo
as
vantagens
que
re
sultavam da
aua
empresa,
e
dedicaram-se
cada
vez
com
mais
esmero
a
multiplicar
e
estender
as
suas plantações
e
viveiros.
Hoje
os
seus
arvoredos
cobrem
uma
superfície
de
mais
de
2:060
hectares,
e
os
seus
viveiros
estabelecidos
em
larga
esca
la,
abastecem
de
plantas
os
proprietários
das
regiões
visinhas.
Estes
homens
mlel-
hgeotes
e
laboriosos
tiram
annualmenle
de
suas
culturas
um
rendiment
*
superior
a
40
mil
trancos,
mais
de
7
couto»
de
reis
!
Os
irmãos
Sainl-Deni»,
pelo
seu amor
ao
trabalho,
por
suas
virtudes
domesticas,
e
pela
applicação
dos
melhores
methodos
agrí
colas,
mereceram
e
receberam,
como
re
compensa de
seu
merecimento
a
grande
medalha
d
ouro,
que
lhes
«onferiu
a
socie
dade
central
de
agricultura
franceza.
Quando
veremos
em
Portugal
exemplos
similhantes?
Quando
chegará
entre
nós
a
obter
uma
carta
de
conselho ou
«m
titu
lo de
nobreza
um
homem,
que prestou
serviços
relevantes
á
agricultura
?
O ouriço cacheiro.
—
Esle
animal
bem
conhecido
é
um
doi
mais
inoffensi-
vos
que
Deus creou. Já
•>
antigos
diziam
—
a
raposa sabe
muitas
cousas,
mas
•
ou
riço
só
sabe
uma
e
importante;
que
é
defender-se
sem
combater,
e
ferir sem
atacar.
Os
numerosos
espinho»
de
que
o
seu
corpo
é
provido,
constituem
uma
ar
madura defensiva, que
é
sufliciente
para
o
pôr
ao
abrigo
dos
ataques de outros
animacs,
mas
que é impotente
para
o
sal
var
da
guerra
brutal e
selvagem que
o
homem
lhe
faz. Esta guerra
cruel
e
injus
ta não
tem
principio
algum
que
a
justi
fique.
O
ouriço é um
animal
mais
carnívoro
que
herbívoro
e muito
voraz.
O
seu
prm
cipal
sustento
são
os insectos e
molluscos,
como
*
ão
larvas de
borboletas,
besouros,
escaravelhos,
grillos,
lesmas,
caracoes,
e
outros,
todos
inimigos
do
lavrador
e
de
suas
searas.
Como
complemento
á
sua nu
trição
habitual
jetnia
alguns ífuctos
que
caem
das arvores,
que
escapam
á
colheita
e
que apodrecem
na
terra
£
’
uma
pura
ficção
e
um
verdadeiro
conto
da
carroxi-
nha
a
industria
que
attribuem
a
este
ani
mal
tão
preguiçoso
ern
seus
movimentos,
que
até
nem sabe
fugir,
suppondo
que el-
le
sobe
ás
arvores,
carregando-se
de
fruc-
ta
com
o
auxilio
dos
espinhos.
O
homem
não
deve
por tanto
matar
este
animal,
que
presta
tantos
serviços
á
agricultura,
destruindo e
•
xtermioando
muitas
pragas
que
Hagellam
as
plantas
e
os
campos.
—
/
Conimbricense)
SECÇÃO
DE COMMUIÍICADOS
ViBfls» fVova
de Fama lição 19 de
janeiro de
4 875
Devia
ser
commovenle o
quadro
que,
em tempos remotíssimos e quasi
mytholo-
gicos,
nos
apresentou
Eneas,
quando,
so
vada
em
feroz
morticínio
a
vingança
dos gregos,
assolada
e
lolalmente destruí
da
Tróia,
a
sua
patria
querida, eile
bus
cando
a
salvação
na
fuga, cirregára
aos
hombro
o
decrepilo
Anchises,
guiára
pe
la
mão o
pequeno Ascanio,
e,
ao
clarão si
nistro
do
incêndio
da
capital
de
1
‘
riamo,
demandava
a«
poéticas
regiões
da
pequena
Hesperia.
Mais
tétrica,
lugubre
e
sinistra
de»ia
ser
a
scena
que
depois
Carthigo,
a rival
de
Roma,
oflereceu
ao
mundo,
quinio
reduzida
a um
montão
de cinzas,
aque
cia ao
seu
fogo
devorador
os
descenden
tes de
Romulo.
que,
tripudiavam
ébrios
de
furor
ao
som
dos
prantos
e
lamento-
d
’
aquelles
que
carpiam
a
aniquillação
da
patria.
Tudo
isto
era
triste
e
medonho
;
mas
como
contará
a
historia
as
scenas
de
de
solação,
como descreverá
as
angustias,
suspiros
abafados,
lagrimas
soluçaotes,
que
verterão
os
famalicenses
n
’
um
dia que
raia
rá
breve?!
Oh!
dia
grande e tremendo
aquelle em que o
escrivão
de
fazenda lim
par os
pés
ás
portas
da
nossa
villa
!
Famalicão,
agora
risonha
e
«coquellai.
odalisca
formosa
que
se
espreguiça
languida
ao
receber
os
beijos
da
brisa,
sultana
al
tiva,
que,
meigamente
reciinada
em
alcati
fas de
amena
verdura
e
sob
um
docel de
flores,
recebe
as
homenagens
dos
zeíiros
enamorados,
bem
cedo
brotará
lagrimas
de
fel
;
e,
traçando
fúnebre
crepe,
despi
rá
as
galas
da
juventude
!...
Não
faltou
na hora
extrema
da
cidade
Santa,
quem,
em
thonos
doloridos cantas
se
a
elegia
da
desditosa
Jerusalém,
por
certo
não
faltará
também
quem
celebre
em
lucluoso
communicado
o
apartamento
do
snr.
Rainho.
Mais
feliz
que
o
Tolijella.
o
snr.
Julio
Augusto,
espera
sarar da perna
para
que,
ao
som
do
fado
q»e
tão
bem
dedilha
e
em
concumilancia
dos
seus
queridos
Pena
tes,
se
dirija
á
cidade
da
Virgem
que
o
Fontes
e
companhia
lhe
deu
para
quartel.
Porém
nós,
os
famalicenses,
não
deve
mos esquecer
o
Julinho;
corramos
a
Lis
boa,
peçamos
a
conseivaçào
do
nosso
fa
zendeiro,
mettamos
á
cara
dos
ministros
os
serviços que elle
praticou
em
nosso
fa
vor
e, se
conseguirmos
a
sua
demora,
restituiremos
o
colorido
a
esta linda villa
que
já
lagrimeja
com
a
lembrança
de
que
o
Julinho
foge.
Ora
se
nem
assim
conseguirmos
o nos
so
intento,
então...
inventemos
uma
leme'
rosa,
e
o
governo
creudo
ver
a
republica
e
a
reacção
de
màos
dadas
para
empolga
rem
a» redeas,
premiará
a nossa
desco
berta
e
deixará
Romeu
á
sua
Juliela.
E’
e*
le
o
meio de
rejuvenescermos a
nossa
triste
e
acabrunhada
villa,
e
se
elle
não
descer
de projeclo á
pratica, em breve
Villa
Nova
de
Famalicão,
viuva,
inconso
lável,
lacrimosa
e
delirante,
asfixiará de...
prazer,
e
n’
esse
dia,
eu,
profeta
d’Ana-
thel,
cantarei
os
threnos famalicenses
n
’
um
funereo dilhyrambo.
CSHMERCIO
B
olsa
di
B
raga
43
de
janeiro
de
1875
EíTectiiado
Banco
Commercial de
Braga
62$500.
Banco
Commercial
de
Coimbra lí$300.
Banco
da
Covilhã
435300.
Banco
do
Douro—
70$000.
Banco
de
Villa
Real
355400.
14
de
janeiro
de
1875
EfTect uadu
Banco
do
Minho 126$000.
Banco
do
Douro
70$800.
Banco
Commercial
de
Vianna 1295100
Banco
da
Covilhã
43$600.
inscripções
d
’
assentamento
46,73.
O
director
Antonio
Teixeira
Barbosa.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes nem
despezas
com
o
uso
da delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
@7
nnnoc d’inv$»riavel oueeesoo
1
Nenhuma enfermidade
resiste
á
de
liciosa
Revalesciére
que
cura
as
indiges
tões
(despepzias)
gastrica,
gasiralgia,
fle,
gina,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas-
uauseas,
vomilos,
irritação intestinal,
diar-
rhea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
aos
nervos,
diabeihe,
debilidade,
todas
as
desordens no
peito,
na
garganta, do
alilo,
das
broochiles,
da
bexiga,
do
fíga
do,
dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa
e
do
sangue.
Mr.
Liviiigstone,
celebre
explorador
da
África
central,
no
seu
relatorio
que
fez
á
Sociedade
Real
Geográfica
de
Londres
so
bre
a sua
viagem
diz
:
«Os habitantes
da
província
d’
Angola
«parecem gozar
uma
grande
fellicidade, el-
«les
não
precisam
nem médicos
nem
pur-
«ganles,
o
seu
principal
alimento
sendo
a
«Revalesciére
que
Du
Barry trouxe
em
«Europa,
veem-se
i
*
entos
das
moléstias,
<e
a
tisica
pulmonar,
e?crophulas,
empin-
«gens,
câncer,
febres, diíliculdade
de
eva-
^cuar,
diarrhea,
etc.,
etc.,
são
moléstias
«completamente
desconhecidas,
como
lam-
«bem
desconhecem
as
bexigas,
o
saram-
«po,
etc.»
Certificado
do
Dr.
Manuel
Saeiis de
De-
jada,
doutor da
faculdade
Medica
Cirúr
gica, lente
da
Universidade livre
de
Cor
dova,
medico
em
proprio e
do
caminho
de
ferro
de
Merida
a
Sevilha,
etc.
Certifico:
Que
com
o
uso da
Reva
lesciére,
obtive
na
minha
clinica
varias
cu
ras em
moléstias
gravíssimas
em
alguns
clientes
residentes
u
’
esia
cidade,
lembran
do-me
o
de D.
Filippe
Zíppina
emprega
do
publico,
hoje admmistradoí
da
alfan-
dega
de
Manila
nas
ilhas
Filippinas,
a
de
D.
Amélia
Gomes,
casada
com
um
chefe
do
exercito,
a
qnal
continua
a
melhorar
com
o
seu uso;
de
D.
Rarnon
Alonzo,
rapaz de
vinte
annos
que
soffria
havia
al
guns
mezes
de
uma
moléstia
de
peito
de
muita
gravidade.
E
para
fazer
constar
em
toda
a
parte,
a
assigno
em
Cordova
em
13
de outubro
de 1873.
Doutor
Manuel
Saens
de
Jejada.
•
Seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de lata, de
*
/
4
kilo,
500
;
de
*
/
2
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
15400
reis;
de
2
*
/
2
kilos, 35200
reis;
de 6 ki-
los,
6$400
reis,
e
de
12
kilos,
125000 reis.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem comer a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
PtevaBegeíère
cBsaectlwfiRefB
j
ella
res-
titue
o
appetliie, digestão,
somno,
energia
as
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
e
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em paus,
ou
em
pó
em
caixas
de
folha
de
lata
de
10
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
820 reis;
de
48
chavenas,
15409;
de
120
chavenas,
3$200
reis, ou
25
reis cada
chavena.
BAKKY
MU RAKSn
C.
a-Pla-
ce
Vendòme, 26,
Pariz;
77 Regent-Street
Londres
;
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaccuticos,
droguHas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
3c
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo);
Carlos
Barreto,
rua
do
Loreto,
28;
Bar
rai
& Irmãos,
rua
Aurea,
12.
Porlo,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Ba
nharia
77
;
de
Sequeira
;
J.
Pinto
;
Desí-
ré
Rahir;
Coimbra,
V.
Botelho de
Va&-
concellos
;
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.;
BureelEoa,
Ramos,
pharm.;
Bragn,
Pharmacia
Maia,
rua
dos
Chãos,
Pipa
3c
Irmão,
rua
do
Souto,
Domingos
J.
V.
Machado,
praça Municipal.
Figueira,
Antonio
Vieira,
pharsi.;
GuimarAe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
;
í
*
esaa-
Hel,
Miranda,
pharm.
;
Ponte
«ia Liraii
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
;
Po
vo» do
Warzim,
P.
Machado
de
Oli
veira,
pharma.
;
Vianans»
do Cantello,
Aflonso
e Barros,
droguistas;
Tilia
do
Conde,
A. L.
Maia
Torres,
pharm.
ESPEC'rACULOS
THEATRO
DE S.
GERALDO
Domingo
17
de Janeiro
GRODE
BAILE MLASCAKAS
Principia
ás
8
horas
e
acaba
á
meia
noite.
Preços
:
—
Camarotes
800 rs.
—
plateia
160
rs.
AGRADECEflENTOS
Antonio
Polycarpo
Cardoso
Cruz,
Fran-
cisca
Amélia
de Magalhães
Cruz,
e
seus
fi
lhos,
agradecem
a
todos
os
Exc."10
’ surs.
e
exc.
lnas
snr.
as
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
mui
to
presada
irmã,
cunhada
e
thia Emilia
Candida Cardoso
Cruz.
â
MWONOÍOS
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
cidade
de
Braga
c
cartorio
do
escrivão
Motta,
se
tem
d
’
arremalar
no
dia
31 do
corrente
mez,
pelas
10
horas
da
manhã
á
porta
do
tribunal
judicial
da
mesma
cidade,
em
pra
ça
voluntária
duas
propriedades
chamadas
do
Privilegio,
situadas
na
freguezia
de
S.
Victor da
mesma
cidade,
que comprehen-
dem um
praso
da
Real
Collegiada de N.
Senhora
d
’
01iveira,
feito
pelo revd.
0
cabido
da
cidade
de
Guimarães,
com
o
foro
de
560
rs.
em
dinheiro
e
2 gallinhas,
cm
cuja
praça
»e
declararão
as
condições
com
que tal
arrematação
das ditas
propriedades
é
feita,
as
quaes
propriedades
são
perten
centes
aos
menores
filhos
que
ficaram
dos
exc.,uos
João
Pereira
Coutinho
de
Vilhena
e
Menezes,
e
sua
esposa
D.
Maria Joanna
de Castro,
da
casa
das
Brolhas,
da cida
de
de
Lamego.
(2244)
BANCO
DO
MINHO
A
gerencia do
Banco
do
Minho
annun-
cia
que
o
devidendo
do 2.°
semestre
do
anno
1874, é na
rasão
de
4
0
/°,
ou
4-5000
reis
por acção,
e
que
principiará
a
pagar-
se
na
próxima
segunda
feira
18
do
corrente,
continuando
em
todas
as
quartas,
sextas
e segundas feiras,
desde
as 10
horas
da
manhã
até
á
1
da
tarde.
Os snrs.
aecionistas
do P^rto, pódem
receber
o
dividendo
na
Caixa
Filial
do
mes
mo
Banco.
Braga
15
de
Janeiro
de
1875.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA
São
convidados os
snrs.
accionistas
d’
es-
le
Banco a
reunirem-se
em
assembleia
geral exlraordioaria,
no dia 15
de
feverei
ro
proximo
futuro,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
casa do
mesmo
Banco,
afim
de
discimr
a
proposta
da
Direcção,
para
ser
aherado
o
§
8
do
art.
2.°
dos
Esta
tutos bem
como
a
elevação do
capital
do
Banco.
Braga
14
de
Janeiro
de
1875.
O
presidenteda
aisembleia
geral,
Francisco
de
Campos
d'Azevedo Soaras,
Previne-se
a
lodos os
snrs.
que
com
pram
cobre,
e
aos
snrs.
guardas
barrei
ras,
que
vindo-lhe
a
rogar
uma
bicha
de
um
fambique,
inteira
ou partida,
ter
a
bondade
de
prevenir
o
snr.
Antonio
Mo
reira
Coelho,
morador
na
rua
de
D.
Pe
dro V, que
sendo
a
mesma
que
se
quer,
dará
a
gratificação
de
95000
rs.
(2247)
Antonio
Moreira Coelho.
Arrematação
de
moveis
N»
dia
17
do
corrente,
por
volta das
10
horas
da
manhã,
na
casa
n.°
12
da
rua
dos
Capellistas,
d’
e»ta
cidade,
se
tem
de
arrematar o
resto
dos
moveis,
que
não
foram
remidos,
pertencentes á
massa
fallida
de
Antonio
José
Pimenta
Gonçal
ves,
d’
esta
mesma.
O
administrador
da
masa,
^2248)
M.
A.
da
S.
Pereira
Guimarães,
ATTENÇÁO
No
estabelecimento
dos
oculistas
Bols-
son &
Pombar,
de Coimbra,
filial
ern
Bra
ga,
Praça
do
Barão
de
S.
Maninho
n.®21.
Acaba
de
se
receber
directamenie
de
Pariz
um
novo syslema
de
tinteiros
má
gicos
inexgotaveis,
os
quaes,
deitando-lhe
agua
pura
instantaneamente
apresenta tin
ta
de
ires
côres a
escolher
:
preta,
azul
e
vermelha
A
sua exislencia é de
100
annos,
garantidos.
Além
d
’isso
ha
um
variado
sortimen
to
de
oculos
e
lunetas
de
ouro,
prata, aço,
lauaruga
e
búfalo;
um
bonito sortido
de
lunetas
sem
aro,
ultima
novidade,
baró
metros
metálicos,
termómetros,
binoculos
e
oculos de
alcance,
•
microscopos
compos
tos
e
simples,
bussulas
e
conta-fios,
vis
tas de sterioscopos e entre ellas
os
Passos
da
Paixão.
Aviso
ás
senhoras:
No
dito
estabele
cimento
receberarn-se
já
platinas
grandes,
regalos
para
màos
e
pés, e
gravatas de
differcnles
gostos.
Tudo
venderá por
preços
limitadíssi
mos.
Faz-se
toda
a
classe
de
concertos que
pertencer
ao
ramo d
’
optica.
(2232)
Bolsson
\
Pombar.
A
Nova
Empreza
de
Trens,
annuncia
ao
publico
que
desde
o
dia
30 de No
vembro
proximo
passado,
o
snr.
Manoel
José
Ribeiro
Braga,
do
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
deixou
de
ser
agente
das
suas
carreiras
do
Porto,
Arcos,
Monsão
e Egreja
Nova,
sahindo
todas da
sua
casa
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
2,
jun-
cto
aos
Terceiros.
Braga
1
de
Dezembro
de
1874.
(2174)
O
gerente,
Eduardo
Pachico.
PORTO
NA QUINTA DE RORIZ
1,3-RUA
DAS
FLORES-1
,3
PORTO
(JUNTO
À EGREJA DA MISERICÓRDIA)
COMPRA
E
VE.VDE
JOSE
’
I.
FERREIRA
RORIZ
Extracção
a
25
de
Janeirt
IiAserigiçõeg
de assentamento
Ditas
de eoupons
FORNECEDOR DA
CASA REAL
1
-
RUA DAS
FLORES
-
3
PRIMEIRA
E
ANTIGA I
RORIZ
X
CASA
FELIZ
(
junta
Á
EGRAJA
D
a
misericórdia
)
SORTE
GRANDE
RÉIS 5.000$000
Loteria da
Santa Casa «la Misericórdia de
Lisboa
DEPOSITO CENTRAL, ROA
DAS FLORES, 35 37 E 39
O proprietário annuncia
aos
seus
freguezes, e ao
publico,
que
em
todo
o
sabão
fabricado
na
sua
fabri
ca,
e
que
na
mesma
se
vender,
ou no
Deposito
Cen
tral,
se
fará o
desconto
de
6
por cento sobre os
pre
ços
estabelecidos, de
uma
caixa para
cima.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer pedido que
seja
feito
do di
to genero,
tanto
d’esta
cidade
corno
das
províncias
e
se
garante
a
sua
boa qualidade.
Ditas de divida
externa
Titulos
liispanlioes internos
Ditos
externes
Coupons dos ditos já veneidos.
so-
©O
’
Sacca,
toma
letras
e
dá
cartas
de credito
bre
Lisboa
e
diversas
praças
estrangeiras,
e
se
encar
rega
de
compra e
venda
de
titulos
de
divida
publica
nas
mesmas
praças.
JOSE
IGNACIO
FERREIRA
RORIZ
AFIANÇADO
NO GOVERNO
CIVIL DO
PORTO, NA
CONFOR
MIDADE DO
EDITAL
DE 28 DE
JULHO DE 1860
Tem
á
venda
no seu estabelecimento
bilhetes
intei
ros
a
R$000
rs.
—
Meios
dilns,
a
2$600—
Quartos,
a
1$300
—
Oitavos,
a
680
—
Cautellas
de
500,
250
e
130
rs.
O
mesmo
satisfaz
com promplidãe
todas
e
quaesquer
encommendas
que
lhe
sejam
feitas
das
provincias,
ain
da
que sejam
em
grande
quantidade,
e
vindo
acompa
nhadas
do
seu
importe
em
vale»
dos
correio
;
e
no
fim
da
exlracção remette
a
lista
dos
prémios
aos
seus
íreguezes,
mas
quando
a
aão
recebam
em
tempo
com
petente
lerão
a
bondade
de
a
requisitar.
(G
»)
Ã¥
(Sígg)
‘9K
‘
uo]nos
opuna
eu
BJeSauj
-uo
os ‘
soiounuuB
sop
uzod
-sop
u
opuuxhd
‘
odioquip
tua
up
-uunb
Bum
assapuod tuónQ
0CIVH9V
BANCO
COMMERCÍAL
DE
BRAGA
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’este
Banco
a
comparecerem na
sessão
da
as
sembleia
geral
ordinaria
que
bade ter
lo
gar
no
dia
16
corrente
pelas
10
horas
da
manhã
na
casa do
me^mo
Banco,
para
os
fins
designados
no
art.
25
dos
Estatutos.
O
secretario,
Àntonio
Luiz
da
Costa Pereira
de
Vilhena.
m
OOO
i
No
dia
30
do
corrente
mez de
Janeiro,
por
10 horas
da
manhã,
tem
de arrema
tar-se
no
tribunal
judicial,
collocado
no
extincto
convento
de
S.
Domingos,
da
cidade de
Guimarães,
a
raiz,
fruclos
e
rendimento
*
da
propiiedade
da
Bouça
Ve
lha
alludial sita
na
freguezia de
Santa
Eufemia
de
Prazins,
comarca
de
Guimarães,
e o fóro
de
970,900
litros
(50
alqueires)
de
milho
branc»,
imposio
na
propriedade
d’
Azenha
das
Valles
na
mesma
freguezia,
tudo
avaliado
para
sempre
livre,
na
quan
tia
de
860$000
réis,
e
isto
por
execução
hypolliecaria
que
D.
Iria Caudida
Ferrei-
ra
Barbosa e marido,
d’
esia cidade
de
Bra
ga,
promovem
a
João
José
Rodrigues
de
Freitas e mulher, pelo
juízo
de
direito
da
dita
comaica
de
Guimaiães e cartorio do
escrivão
Oliveira.
(2233)
COMPANHIA
GERAL
BRA
CARENSE
São
convidados
os
snrs.
accionisias pa
ra
se
reunirem
no
dia
18
do
corrente,
pelas
10
horas
da manhã,
no
escriptorio,
da
Companhia
campo
de
D.
Luiz
I
n.°
37,
para
os
fins
designados
no
art.
26.°
do
Estatuto.
Braga
9
de janeiro
de
1875.
O
presidente,
Francisco
de
Campos
d’Azevedo
Soares.
(2243)
A’
LOJA
C1LHAPUZ
Armas
de
caça vindas direc-
tamente
da
Bélgica.
(2236J
NOVA
LOJA
AFORTUNADA
DE
fflAMra-s n&s
imk
H
112
—
Rua
das Flores
—
114
PORTO
N
’
este
estabelecimento
que, como
é
sabido,
é,
no seu
genero,
um
dos
roais
felizes
do Porto,
encontra-se á
’
venda
um
grande
e
variadíssimo
sortimento
de
bilhetes
de
todos
os sorteios
das
loterias,
cujas
extraeções
geralmente
toem
logar
mais
de tres
vezeM
por mez.
Salisfaz-se
com
promptidão
todas
as
encommendas
que
sejam
feitas
das
províncias
(em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
acompanhadas
do
seu
respectivo
importe
em
vales do
correio,
ou
mesmo
estampilhas
sendo
pequena
quantia.
Recebem-se
em
pagamento
ou
desconto,
os
bilhetes
que
em
outros sorteios
hajam
saido
premiados,
mesmo qtie sejam
d’outi
*
os
estabelecimentos.
E
final
mente
remettem-se
«grátis»,
findas
as extraeções,
as
respectivas
listas
geraes
de
todos
os
numeros
premiados.
Para
que
este
licito
e
vantajoso
jogo
se
ache
ao
alcance
de
todas
as
pessoas,
mes
mo
as
menos
abastadas, se
encontra
no
mesmo
estabelecimento
:
além
de
bilhetes
in
teiros,
meios
bilhetes,
quartos,
oitavos, décimos
e
cautellas
de
600,
500,
300, 250,
130,
100
e 40
reis;
dezenas
de
dez
numeros
seguidos,
de
6$000,
3$000,
l$000e
400
reis;
e
finalmente, collecções
de 50 numeros
diflerenies,
pelos
preços
de
2$000,
5$000, 15$000 e 30$000 reis.
Á
QUEBS COWISH
Este
estabelecimento
fornece
convenientemente
todas as
pessoas que,
em qualquer
ponto
das
províncias,
queiram vender
este
genero
á
commissão.
OíTerece
para
isso vantajosas
commissões
; e
dispensa as
mais
apreciáveis
vanta
gens
que
em
tal
ramo
de
negocio
se
podem
gosar,
as
quaes
se
podem comprehender
assim
:
Aegocíar sem
riseo ;
porque
se
acceita
de
novo,
em
conta,
a
fazenda
que
até
ás
vesperas
das
extraeções
os
pretendentes
não
hajam
podido vender.
Remettem-se
as
listas,
partes
telegraphicas
em
caso
de
conveniência,
e
planos;
e
atlende-se
a
toda e
qualquer
reclamação
justa
que
.seja
feita.
O pagamento, porém, tem
que
ser
adiantado
ou
affiançado
por
qualquer
nego
ciante
d’esta
cidade,
em
cujo
caso póde
ser
feito
no
fim
das
extraeções.
No
me^mo
estabelecimento
se
encontram
já
os bilhetes
e
fraeções
para a
loteria
ex
traordinária
de
Dezembro.
(947
G.
)
(235
F.)
Lanco
de
Guimarães
Pur
ordem
do
exc.
m0
snr.
presidente
d
assembleia
geral,
são convidados
os
srs.
accionistas
d
’
este
Banco,
para se
reunirem
no
dia
25
do
corrente,
pelas
10 hora
*
da
manhã
na
casa
do
Banco,
para
se
discu
tir
o
relalorio
e
coutas
da
gerencia
e
pa
recer
do
conselho
fiscal,
en>
conformidade
do
art.
42
dos
Estatutos.
Banco
de
Guimarães
12
de
janeiro
de
1875.
O
secretario
da
assembeia
geral.
José
Cardoso
de
Carvalho,
vende
ou
ti
me
todos
os
foros,
sensos,
e
pensões
que
recebe
nas
comarcas
de
Villa
Verde,
Bar-
cellos,
e
Braga.
Trata-se
em
Ponie
do
Lima
com
o
snr.
Manoel
Gomes
Cardoso e
em
Braga
como
snr.
Anlonio
José
Gonçalves
Nogueira, rua
do
Souto.
(2226)
Aluga-se ou
vende-se
Uma
morada
de
casas
de
dons
andares
na
rua
de
Sanlo
Anlonio
das
Travessas
n.°
16.
Trala-se
na
rua
do
Souto
n.°
59.
ILUftAM-Sfi
Os
altos
da
casa
n.°
22,
na
rua
do
Campo,
em Braga,
com excellenles
coro-
modos
para
uma numerosa
familia.
Quem
a perlender, dirija-se
á
mesma.
(2237)
MODISTA
DE LISBOA
Pua do
Souto
n.°
52
—
1.°
andar.
Trabalha
com
perfeição
e
pelos
ulti
mo» fignriaos,
em
chapéus
e
lodo
o
facto
de
senhora.
Também
ha
chapéus
feitos.
(2229)
(2243
A)
Anlonio
Peixoto
de Mattos
Chaves.
João
Manoel
da
Silva
Guima
rães.
—
Bua do
Sotdo
n.°
43.
Compra
e vende
Acções
de todos
os
Bancos
e
Companhias, Inscripções de
As
sentamento
e
coupons.
(581)
Domingos
Clemente
Vieira
Machado
escri
vão
de
Fazenda do
concelho
da
capital
do
districto
de
Braga,
por
mercê
de sua
Magestade
El-Rei
que
Deus
guarde,
etc.
Fax
saber,
em
observância
do
Begnlainento
de
28
de
Agosto
de
18/2,
que
convida
todos os
industriaes
d
’este
concelho,
para
que
desde
o
dia
11a
3
1
do
cor
rente
entreguem as
suas
decla-
rações
na
Repartição
de
Fazen
da
do
mesmo
concelho,
desde
as
1.U
horas
da
manhã
até ás
3
da
tarde,
em todos
os dias
não
san
tificados,
em
cujas
declarações
deverão
mencionar
as
industrias,
profissões,
artes
ou
ofíicios
que
exerçam
;
as
rendas
das
respec
tivas casas de
morada, próprias
e
arrendadas,
e
em
que
as
referi
das
industrias
são
exercidas;
e
bem
assim
mais,
qual o
numero
de
criados,
cavalgaduras
e
vehi-
culos,
e
d’estes
qual
o numero
de
rodas
que
contém
;
e
se
nos
mesmos
usam
de
brazão d ar
mas.
E
para
chegar
ao
conhecimen
to
de
todo,
foi
aílixado
este
edital em
todas
as
^freguezias
do
concelho.
Repartição
de
Fazenda
do
concelho
de
Braga,
9
de
Ja
neiro de
1875.
(2249)
Domingos
Clemente
Vieira
Machado.
Rapaz
para
negocio
Precisa-se
d
’
um
rapaz
de
12
annos,
oa
rua de
D.
Pedro V,
n.°
23
e
24
—
Braga.
(2223)
BRAGA : TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1875. - É o formato de
-
comerciominho_16011875_297.pdf
Parte de Comércio do Minho (O)