comerciominho_04091880_1128.xml
- conteúdo
-
VIII
A.WO
SABBADO
4 DE
SETEMBRO DE 1880
NUMERO 11128
at&ijiGicíiSA,
*
s
j
««
ticiosa
.
REDAGTOR—
D. MIGUEL SOTTO-MAYOR
rniúÇV DA
AbSIGÍXAíLhA
II
mezes,
coai
estampilha
-
sí
-
í
O
u
—
\i
mezes,
sem
estampilha
1&800
—
Brazil,
li
mezes,
moeda forte
4^2(1
b
—Avulso
20
rs.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—Aunuucios
cad..
linu.
...............
■
-
Assignanles,
20
p.
c.
d
’
abalinicuto.
PUBL1CÃ-SE ÁS TERÇAS. QUINTAS E SABBÁDOS <
_
v
*
20
—
Repetição
10
rs.
—
A
BRAGA-4 DE
SETEMBRO
Por
se ter
esgotado
rapidamente
a
edição do n.° anterior,; e haver
grande
ernpenho
em oblel-o, repro
duzimos
o
artigo referente
ás festas
da Immaculada:
HOXRA
A
’
CSUA»E
Braga, tu
és benemerita
dos titulos que
te
eniiobrecem!
Tu
és
ainda
a
Bracàra
augusta,
a
Bra-
cara
liei, a
Bracara
antiga!
Augusta
pelos
respeitos
e
pelos
direi
tos
que
te
conferiram
os
antigos
domi
nadores
do
Mundo.
Os
Cesares
jnlgasam-
te
digna
de
associar ao
teu
o titulo
que
resumia
as
suas
glorias,
e
compendiava
as
suas grandesas.
Fiel
porque nunca
olvidaste o
Deus
que
accendeu
nos
teus
bracaros
uma
fé
ardente
e robusta e
unia coragem
indómita
que
fez
tremer
as
legiões
dos dominado
res
do
orbe,
e sustou o
ímpeto
dos
que
te
queriam
conquistar
pela
força
e
uão
pela
brandura.
Antiga porque sobre o
leu
berço,
per
dido
ua
uoile
dos
tempos,
pesam
tantos
séculos que
a
historia
com
suas
immen-
sas
luzes,
e
com
seus
olhos
de
lynce
não
poude
ainda
descobrir-te
a
origem
certa.
Todos,
desde
o primeiro
ao
mais
inti
mo.
aproximando-se, vindo
ao
encontro
uns
dos
outros
sem
se
lembrarem
de je-
rarchias,
posições,
empregos,
ou classes;
iodos dando
se
as
mãos,
cooperando e
ri-
vabsando. emulando-se
para
que
o
culto,
a
festa fosse grandiosa,
deslumbrante
e
solemnissima.
Todos
unidos
n
’
um mesmo
affecto,
n’um
mesmo
empenho,
no
empenho
sublime
e
digno de
dar
á
Mãe
Immaculada
o
mais
eloquente
e o
mais
esplendido
leslimunho
de
amor
ti
liai.
E
o
que
é
mais,
lodos
sem o
pensa
rem,
sem
saberem
como
subjugados
por
uma
força
irresistível
e
atirahidos
por
Ella,
pela
Mãe
Virgem,
pela formosíssima
Rainha,
para junto
da
sua
Imagem
ou
para
cerca
do
seu
carro
quando
subia
a
encosta
do monte
Espinho,
onde
é
ve
nerado
o
Filho
no
mysterio
da
sua
paixão,
e
a
ladeira
do
Sameiro.
onde a
piedade
nossa
quiz
perpetuar
a
memória
da ím-
maculada
Conceição
da
Mãe!
Foram
estas,
ó
bracarenses,
as
dulcis-1
simas
consolações,
e
a
vivíssima
cotnmo-
ção
excitada
no
animo
de
todos
nós.
Comprazamo-nos,
e felicitemo-nos
uns
aos
outros,
que
de
lodos
foi
a
festa;
de
lodos
o
regosijo
e
a
gloria.
i
Virá
occasião, que
devamos
procurar
!
de renovar
estes
gosos.
Está
perlo
o
Sa-
I meiro
e
monte
da Senhora,
a
eminência
sagrada
onde mora
Aqueila
que
tanto
jubilo
nos
deu
e
lauto
nos
altrahiu.
Tem
lá
um
altar
seu
erigido
pela
pie
dade de
todos,
e
uma
capella
onde
re
ceberá
nossas
visitas
e
nossas
preces.
Acceile
a
cidade
nossos louvores
e
parabéns,
e
quando
esta
voz
—Ao
Samei
ro!
se
lornar
a
ouvir,
acudamos
prestes,
que
é
a
Virgem
que
nos chama.
Honra
aos
habitantes da
Braga
augusta,
íiel
e antiga.
Gloria
ao
reino
da
Immaculada!
E
agora
te
aflirmas digna
do
que
foste,
e
do
que
és
ainda.
Ainda
te
coroam
respeitos
que
nenhuma!
tem maiores;
ainda
és
espelho
de
uma
!
fidelidade
intemerata;
ainda
tens costumes
que
como
os
teus
marcos romanos
e
teus!
restos
golhicos
dizem
a antiguidade
vene-i
ravel
do leu
berço
nobre.
Orgulha-te,
matrona
famosa
e
alegra-lei
que
os
iiihos
ainda
são
na
fama
augustos,
í
na
crença
lieis, e nos
costumes,
antigos,
i
Damos
parabéns
á
cidade,
porque
as
i
festas
e
os
júbilos
d
’
estes
dias
passados!
dão
rasão
aos
encomios
muitíssimas
vezes.
feitos
a
Braga,
e
que
nos
apraz
reme-
j
morar e
repetir.
Congratulamo-nos
com
lodos
os
filhos!
d
’
esta
provincia
e
es;
ecialmenle
com
os!
habitantes
d
’
esta cidade,
pela maneira
bri-j
lhantissima,
e
pelo
alvoroço
inexcedivel
com
que
aílirmaram
nas
festas
á
Imrna-
;
culada
Virgem
do
Sameiro, o
ardor
de
sua
fé
calholica e
a
devoção
que cousa-
j
gram
á
Padroeira
dos
portuguezes.
Em
varias
occasiões
temos
colhido ei
guardado
provas
do
espirito
sinceramente
'
religioso
e
da
nobre
dedicação
dos
filhos
d
’
esta
cidade;
mas
n
’
esta occasião admi
ramos
uma
tal
unanimidade,
uma
expan
são
e
um
alvoroço
tão universal
e
tão
extraordinário,
uma
cordialidade
de
aife-
ctos, demonstrações
tão
gratas
e lisonjeiras
ao
espirito
catholico
e
patriótico,
que
nos
entrou
n
’
alma
a
doce
persuasão
de
que
o
nosso
povo
tem
ainda
muito
de
reli
gioso
e
que
para
lhe
desarraigar
as cren
ças
verdadeiras
de
que
se
honra
terá
a
impiedade
de
trabalhar
ainda
muito.
Não houve
classe,
não
houve
corpora
ção,
não
houve
jerarebia
que
se não as
sociasse
e
tivesse
parle
neste jubilo,
e
n
’
esta
ostentação
magnifica.
Junto
aos
altares
em
preces
fervoro
sas,
ao
pé
do
confessionário
em
lagrimas
de compunção,
á
Mesa
Santa
em
aiíeclos
c
jaculatórias,
nas
ruas
alçando
cânticos,
ccendendo
lumes,
alando festões;
nos
ca
minhos
murmurando
preces;
no
alto
do
monte
levantando
hymuos
a
Deus e á
Virgem; eis
a
occupação
dos
bracarenses
nos
ires
dias que
findaram
domingo,
e
que deixaram
immorredoura
impressão
em
nosso
espirito.
Braga
nunca
presenceou,
e
tarde,
muito
tarde,
presenceará,
talvez,
lestas
tão
des
lumbrantes,
como
as
que
acabam
de
ter
logar.
Por
muito
que d
’ellas
disséssemos,
im
possível
nos
seria
dar
uma descripção exacta
d’
estes
festejos,
que
a
todos
deixaram ma
ravilhados.
Mesmo
quem
os
viu,
ainda
hoje
difficilmente
se
convencerá
de
que
não fôra
arrebatado a
uma
estancia
ver-
RUA
DO
SOUTO
Como
a
antecedente,
cujo prolonga
mento
é,
adornada
com mastros e
ban
deiras
e
damascos.
Ao
meio
um
rico pavilhão de
damas
cos.
LARGO
DO
BARÃO
Bellamente
adornado
com
bandeiras
e
damascos.
CAMPO
DE
SANTAXNA
(Lado
sul)
Extenso
arruado
de
mastros
e
llamu-
las.
Todas
as
janellas
e
sacadas
com
ador
nos
diflerenles.
ARCADA
DA
LAPA
Deslumbrantes
preparativos
de iilumi-
nação.
RUA
DOS
CAPELL1STAS
Vistosos adornos
de
bandeiras
e
da
mascos.
A
’
entrada
um
bello
pavilhão
armado
com muito
gosto
e riqueza.
BUA
DA
BOA-VISTA
A
’
entrada
um
grande
arco
elegantís
simo,
tendo
na
base
das
columnas
as
duas
oitavas
que
seguem:
Rainha
excelsa,
Immaculada
Virgem,
Nossa
esperança
lirme
e poderosa,
Sobre
todas
as mães
Mãe
extremosa,
Fonte
pereune
d’
entranhado
amôr,
D
’
ahi
d
’
esse
alto,
onde
te
ergueu sentido
Preito, que
a
nossa
crença
te
offerece,
Do
povo
portuguez
escuta
a prece
E
os
rogos
leva
ao throno
do
Senhor.
E,
emtim,
como vigia
de
atalaia
Os
passos
do
inimigo a
sentinella,
Assim d
’
esse
alto, tu,
Senhora,
véla
Sobre
os destinos
d
’
esse
povo
leu;
E
como
espalha
o
seu
fulgor nos
valles
A
bella
aurora, que
d’
além
ascende,
! Sobre
a
Augusta
Cidade
o
manto
estende,
i
E
a
mãos
cheias
derrama
os bens
do
ceo.
dadeiramente
phanlaslica,
onde
tudo
é
en
cantador
e
bello
e
indescriplivel.
Nunca,
em
nossa
já
longa
vida
jorna
lística.
nos
sentimos
tão
enleiados
ao
pe
gar
da
penna
para
escrever
sobre
qual
quer
assumpto,
cmno
n
’este momento: tudo
presenciámos,
tudo
vimos
atlentamente
com
os
olhos
d
’
alma e com
os
olhos
do
corpo,
tudo
lemos
gravada
indelevelmente
oa me
mória,
e
pouco
poderemos
relatar.
Tentemos,
porém,
uma
tão
rapida
quan
to
descorada noticia
sobre
estes
festejos,
—
a
mais
imponente
manifestação
da
re
ligiosidade
dos
habitantes da
Boma
Por-
lugueza.
X»
manhS
de
eabbndo
RUA NOVA
Arrebatador
elfeilo.
Dois
renques
de
mastros
e
galhardetes
com
bandeiras,
collocados
symetricamente.
festões
de myrlho
entrelaçados
ao
longo
da
rua,
todas
as
janellas
adornadas
com
bandeiras
e
damascos.
O
magestoso
arco
que
em
1512
man
dou
construir
o
grande
arcebispo
D.
Diogo
de Sousa,
enfeitado
graciosamente
com
numerosas
bandeiras,
damascos
e
com
um
rico
encerramento
azul
e
branco.
Toda
a
rua
embandeirada
profusa
mente.
RUA
DOS BISCA
1NHOS
Embandeirada
e
adornada
com
damas
cos.
RUA
DA
CRUZ
DE
PEDRA
Vistosamenle
embandeirada
com
cen
tenares
de
pavilhões.
Estes
eram
os
pontos
onde
os
feste
jos mais
sobresaiam;
no entanto
ne
nhuma rua
em
toda a
cidade
deixou de
apparecer
em
trajos
de
gala.
FESTEJOS
O
romper
d’
alvorada
de
sabbado
foi
annunciado
pelos
sons
feslivaes
dos
sinos
de
todas
as
torres,
por
salvas
de
tiros
e
girandolas
de
foguetes
lançados
em
dif-
ferentes pontos
da cidade,
e pelos
hymnos
de
varias
bandas
marciaes.
Ao
chegar
dos
comboios ordinários
da
manhã
tocou
no
largo
da Porta
Nova
uma
excellente
banda
de musica.
Por
10
horas
começou
no
templo
do
Pouulo
a
funeção
d
’
egreja.
a
que assistiu
grande numero
de
lieis.
O
templo
eslava
goslamente
decorado.
As
mesmas
demonstrações
do romper
d
’
alva
se
repetiram
ao
meio dia;
mais en-
thusiasticas,
porém, porque
já
n’
essa
oc
casião
estavam
na
cidade
todas
as bandas
de
musica
que as diílerentes
commissôes
tinham
mandado
vir.
A
PROCISSÃO
A
’
s
4
e
meta horas
da
tarde saiu
do
Populo
a
procissão,
que. como
prenoli-
ciamos,
seguiu
pelos
Biscainhos,
ruas
Nova
e
do
Souto,
Largo
do
Barão
de
S.
Maninho,
Campo
de
SanCAnna
(lado
sul;.
Cruzeiro
da
Senhora
A
Branca,
Campo
de
Sanl
’
Anna
(Ldo
norte),
rua
dos
Ca-
pellistas
e
Campo
de D. Luiz.
O
préstito era
aberto
por
uma
banda
de musica, tocando
o
hymno da Imma-
culada,
e
em
seguida
ia
a
ligura
de
Braga,
acompanhada
por
dois
guardas
romanos
Depois
um
grupo
de
tres
anjos,
um
dos
qnaes
conduzia a
bandeira
em
que
se
Da
o seguinte: Honra
e
Gloria
á
Virgem
do
Sameiro. Seguia
se
a
bandeira
e
irmanda
de
de
N.
Senhora
da
Consolação, do
!'o-
pulo,
a
da
Senhora
das
Dôres,
Senhora
A
Branca,
de
Guadalupe,
do
Rosário,
do
Parlo,
das
Angustias.
d
’
Ajuda, do
Carmo,
Ordem Terceira,
benhora
da
Lapa,
com-
munidade
dos
Órfãos
de
S.
Caetano,
clero,
numerosos
anginhos,
todos
bella
e
rica
mente
vestidos,
com
emblemas
symbolicos,
dísticos extrahidos
da
Biblia e
da
Ladai
nha
e
outros
apropriados.
A
formosíssima
Imagem
da
Virgem
era
conduzida n
’
.um
rico
andor,
junto
do
qual
iam dois
coros
de virgens, que aiterna-
Idamenle cantavam
versos
allusivos
á
lin-
!
maculada.
! Seguiam
o
paliio,
debaixo
do qual
era
I
conduzido
o
Santo
Lenho, as
auctoridades
i
civis e
judiciarias, camara
ecclesiastica,
íCamara
municipal,
corpo
docente
do
lyceu,
juizes
das
irmandades
e
Commissáo
do
Monumento.
No
couce
ta
lodo
o
regimento
d
’infan-
teria
8,
com
a respecliva
buída.
Abrimos
aqui
um
parenthesis
para
tri
butar
ao
digníssimo
commandante
d’
este
bravo
regimento,
o ex.
m
°
Henrique
J<sé
Alves,
o*
altos
louvores
que s.
exc.
a
me
rece pela
boa
vontade
e
esforços que
empregou
para que
o
corpo
do
seu
com-
mando
abrilhantasse
o
mais que
possível
fosse
esta
procissão.
Nas bençaos
com
qne
o
compensará
a
Rainha
dos
anjos,
e
nos
applausos
da
sua
consciência
de
fervoroso
devoto
da
Virgem,
achará s.
exc.
a
o
pré
mio
á bella
acçào
que
praticou.
Logo
qoe
as
torres do
Populo annun-
ciaram
a
saída
da
procissão,
foram
lança
das
girandolas
em
diíferentes
pontos,
o
que
se
repeliu
durante
o
trajeclo
da
mes
ma.
Ao
chegar
ao arco
da
Porta
Nova,
houve a
ceremouia
do
desencerramento,
e
logo um
côro de quarenta
virgens,
postadas
em
estrados
convenientemente
preparados,
vinte
do
lado
do
poente,
e
as
outras
vmte
do
nascente,
todas
uniforme
e
poeticamente
vestidas,
cantaram,
com
acompanhamento
d
’instrumental, um
côro
do
eíleilo
mais
bello
e
tocante.
A
musica
d
’este
côro,
que era
formo
síssima, foi composta e
ensaiada
pelo snr
José
Maria Pernau
da
Costa,
um
moço
tão
modesto
quanto
distincto e
perito na
admiravel
arte
de
Verdi
e
Rossini.
Todos
os
que
ouviram
aqueila
mimosíssima
com
posição teceram ao
seu
talentoso
auclor
os
mais
justos
encomios.
Depois
de
ter
sido por
uma
das
vir
gens
offerecido
um
riquíssimo
ramo
á
Senhora,
todo
o
côro
tomou
parle
na
procissão.
Quando
esta chegou
á
entrada
da
rua
dos
Capellistas
foi
também
olfe-
recido á
Virgem
um
outro
ramo,
por an-
ginhos
que
a
aguardavam
no
pavilhão
a
que
n’
outro logar
nos referimos.
Na
rua
do
Souto,
foi
lambem
ofiere-
cido,
da tribuna,
um
ramo
de
açucenas,
por
um
anjo
ricamente
vestido.
Nada
diremos
do
brilhantismo
d
’esla
procissão,
a
roais
commovedora
que
se
tem
feito
n
’esta
cidade.
Era já noite
fechada
quando
a
Imagem
da Immaculada
recolheu ao Populo.
1LLUM
IN
AÇÕES
Tudo
bello,
tudo indescriptivel. Nem
uma
só
janella,
desde
as
casas
mais opu
lentas
até
ao mais humilde
casebre,
dei
xou
de
apparecer
illuminada.
O
aspecto
que
em a
noite
de
sabbado
oílerecia
toda
a cidade, era
encantador,
inexprimível,
phantastico.
A
rua
Nova,
rua
do Souto,
arcada
da
Lapa,
Campo
de
8anl
’Anna
(lado sul),
rua
dos
Capellistas,
rua
da
Boa
Vista, rua
dos
Biscamhos,
etc.
estavam
deslumbran
tes.
O
arco
da
Porta
Nova,
em
cuja
frente
se
destacava
um painel
com
uma
óptima
itnagem
da
Senhora,
eslava
profusajnenie
illuininado.
Estava
igualmenle
brilhantíssima
a
ar
cada
da
Lapa,
em frente
da
qual,
assim
como
á
entrada
da
rua
dos Capellistas,
foram queimadas
numerosas
peças
de
fogo
prezo.
Nas ires
janellas
da
frontaria
da
Lapa
realçavam
ires
painéis,
lendo
o
do centro
uma
bella
imagem
da Virgem,
e
os
dos
lados uma
eslrella
e
o monogramma
da
A^e
Maria.
Quasi
todos
os
templos
tinham
as
fa
chadas
illuminadas
e
embandeiradas.
Não nos
é possível
dar
noticia
cir-
ccmstanciada
de
iodas
as
casas
particu
lares
que
mais
sobresa
am
pelas
iljutnina-
ções:
tantas
eram ellas.
Achavam-se
postadas
bandas
de
musica,
que
tocaram
até
á
1
hora
da
madrugada,
nos seguintes
pontos,
em
palanques
apro
priados:
á
entrada
da
rua
do
Avelino,
Largo
da
Porta
Nova,
largo do
Paço, lar
go
do
Barão
de
S.
Marlinho, largo
da
Lapa,
Cruzeiro
da
Senhora
A
Branca,
S.
Vicior,
campo
de
D.
Luiz,
defronte
do
Populo,
á entrada
da
ma
da
Boa-Vista
e
á
entrada
da
rua
dos
Biscainhos.
Depois
das
II
horas
foi
lançado
gran
de numero de
fogueies
em
diversas
ruas,
e
uma
numerosa
e
formosíssima
giran-
dola
no
campo
das
Carvalheiras.
lodos
os
lados a
subiam
sotfregamente!
Aquillo
vê
se,
não
se
imagina,
sequer.
Ao
jantar
da Commissão
do
Monumen
to,
que
leve
logar depois
da
missa
can
tada,
assistiu
administrador
substituto,
e
outros
cavalheiros.
Reinou
sempre
o
mais
sincero
enthu-
siasmo
e
alegria.
Entre
os
numerosos
brin
des
que
se
levantaram, notaremos:
o
do
digno
Presidente
da
Commissão
do
Monu
mento,
o
exc.mo
conselheiro
Torres
e
Al
meida,
ao
exc.
rao
commanJante
d
’
infante-
ria
8
pelo
modo
como
concorreu
para
abrilhantar
esta
grande
solemnidade:
o
do
snr.
capitão Fajardo,
commandante
da
for
ça
que
alli estacionava,
agradecendo,
em
nome
do
exc.,no
coronel,
o
brinde
antece
dente
e
brindando
ao
presidente
e
mem
bros
da
Commissão do
Monumento.
O
digno Presidente
referiu-se
em
sen
tidos
lermos
á falta que
n’
aquelle
convívio
faziam
os
benemeritos
padres
Marlinho
e
João
Correia,
cuja
memória será sempre
saudosa.
Seguiu-se
o
sermão,
que
foi
prégado
pelo revd.'
no
padre
Carlos
Gouveia.
Ex-
cellente,
tocantissimo
discurso! Bello
re
mate
de tão
imponente
e
commovedora
festa!
De
tal
sorte
se
houve
este
distinclo
orador,
que
fez com
que
por
todas
as
faces
rolassem
lagrimas
da
mais
viva
com-
moção.
E
’
quanto
basta
dizer-se
para
que
se
aquilate a
excellencia
do
eloquente ser
mão
que
coroou
as festas
á
Immaculada
Padroeira
de
Portugal.
Cantada
a
Ladainha,
começou
a
dis
persar-se
a
multidão,
em cujos
semblan
tes
transluzia
uma
doce tristeza,
que
sem
pre
fará
recordar
com
saudade
láo
bellos
dias.
Concluímos
esta
incompleta
e
pallida
descripção,
notando
que
em
tal
ajunta
mento
de
povo
como o
que
afiluiu
de
todo
o
reino
a
esta
cidade,
não
se
deu
a
mínima
desordem,
nem
o
mais in
significante
furto.
Como
tudo
foi opiimo, indefinido,
so-
lemne,
inconcebível n
’estas
festividades
extraordinárias!
Braga
é
incontestamente
a Itoma
Por-
lugueza.
nos
trazem
a
paz
como
enviados
de
Deus,
que
são
nossos
irmãos,
e
a
quem
deve
mos
porisso
hospitalidade
franca
e
toda
commiseração?
Que
crueza!
nem o infortúnio,
nem
a
desgraça
vos
commove.
Sois
homens
ou
feras?
Alardeaes
humanidade
para
com
os
assassinos
e
facínoras;
fingis-vos
horrori-
sados
com a
pena de morte, tendes
a
fraternidade,
a
igualdade
e
a
liberdade
como
vosso
syinbolo,
e
quereis
fechar
as
gares,
e
as
portas
aos
que
buscam
refugio
entre
nós!
aos
que
vem
ás
nos
sas
praias
procurar
um
asylo
contra a
feroz
lyrannia.
Que
fraternidade
é
essa
que não
vê
senão
os
vossos
partidários,
os
vossos
amigos,
os
cúmplices das
vossas revoltas
e
das vossas
conspirações,
e
vota
á exe
cração
publica
pessoas
inoífensivas,
vossos
irmãos pela
redempção?
Que
igualdade
é
essa que
tem
um
nivel
para
os
vossos
e
outro para
os
es
tranhos?
Que
liberdade
é
essa
que
nega
até
as
consolações
devidas
ao
infortúnio,
e
tracta
como
párias,
ou
como
escravos
os
que
vem
a
nós
fiados
nas
palavras
e nos
vo
tos
humanitários
que
apregoaes?
Elles
viveram
tranquillos
talvez
entre
os cafres
e
os
holtenlotes,
quando
a
obe
diência
e
a
caridade evangélica
alli
os
chamou;
convisinharam
bem
e
em
paz
com
o
gentio,
e
o
anlropophago,
e
hão
de
viver
inquietos
e
desassocegados
entre
nós,
que somos
porluguezes
e
chrislãos!
Oh!
não
nos
envergonheis
deante
das
nações,
e
deante
da
humanidade.
Que não
pensem
ellas
que
aqui
só
ha
mandarins
a
governar;
que
este
paiz
é
de
barbaros
e
selvagens;
que
a
liberdade
é
um
feti
che
que
se
adora
por
egoismo,
ou
con
veniência
de
partido:
que
a
civilisação
está
longe,
muito
longe
de
nós, porque
a
roupeta
d
’
um
jesuíta
nos
inspira có
lera,
a
sombra
de
estranhos
tão
pacíficos
nos
intimida e
apavora.
Deixae
em
paz
os
jesuitas
em
qual
quer
canto
do
nosso
paiz que
elles
quei
ram
morar.
Deixae-os
viver
e trabalhar
em
proveito
do
paiz,
porque
elles não são
servos
ociosos;
não
são
perigosos
a
nin
guém,
não
são
suspeitos
senão
aos maus
e
aos
corruptos,
aos
que
não
sabem
aliar
Collegio
d*
S. Luiz.—O
digno
Di.
rector
d>
acreditadissiino
Collegio
de
S.
Luiz,
publica
hoje n
’
esta
folha
a
relação
dos
alumunos
d’
aquelle
estabelecimento qoe
fizeram
exames
no
anno
lectivo
passado.
Por
este
documento
poderão
os
leito
res
decidir se
são
ou
não
justíssimos
os
créditos
de
que
gosa o Collegio de
S.
Luiz.
Juiz
ordinário.
—
Foi
reconduzido
a
juiz ordinário
do
julgado
de
S.
Miguel
das
Caídas
de Viseila,
o
snr.
Bento
Gon
çalves.
Romeiros.—
Já
anle-hontem
começa
ram
a
atravessar
esta
cidade
grandes
ban
dos
de romeiros,
que
se dirig
u
m
para
o
sanctuario
de
N.
Senhora
do
Porto
d
’
Ave,
onde
se
faz
a
Novena
que procede
a
ro
maria
que
tem
logar
no
dia
8.
Movimento
do
filospitnl
de
S.
Tlarean.
—
Doentes
existentes
em
22
de
agosto
de
1880: 83 homens
e
85
mu
lheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
20
homens
e 20
mulheres.
Sahiram:
13 homens
e
16 mulheres.
Faileceram:
3
homens.
Ficaram
em
tratamento
em
28
de
agos
to:
84 homens
e
90
mulheres.
Companhia
Ediíieadora.
—
Reuniu
no
dia
31
do
passado
a
assembleia ge
ral
da
Companhia
Edificadora.
O
fim
da
convocação
era
a
discussão
do relatorio
da
direcção
e
parecer
do
conselho
fiscal.
Presidiu
o
snr.
dr.
João
Carlos
Perei
ra
Lobato,
servindo
de
secretários
os snrs.
dr.
Jeronymo da
Cunha
Pimentel
e
com-
mendador Fulgencio
José
da
Costa
Gui
marães.
Depois
de larga
discussão,
foi
appro-
vado o
parecer
do
conselho
fiscal,
e uma
proposta
do
snr.
dr.
Jeronymo Pimentel
parçt
se
nomear
uma
commissão
encarre
gada
de
estudar
as
condições
económicas
da
companhia
e
propor
quaesquer
refor
mas
precisas.
Esta commissão
será
eleita
nos
prin
cípios
de
novembro.
Procedeu-se
depois
á eleição
do
con
selho
fiscal,
sendo reeleito
o
mesmo,
com
posto
dos
snrs.
Henrique
Ferreira
de
An
drade,
dr.
José Alves
de Moura e
José
Fer
reira
de Magalhães.
TRASLADAÇÃO
A
’s 3
horas
da madrugada
disse-se a
missa
no
Populo,
terminada
a
qual
come
çou
a
sair
o
préstito.
Calcula
se
em
mais
de
20:000 as
pes
soas
que
tfelle se
incorporaram.
A
Imagem
da
Virgem
ia
n
’
um caixão
rematado
por
um
formoso
baldaquino,
e
collocada
n
’
um
carro
tirado
por
pessoas
de
todas
as
condições.
Um
coro
de
quarenta
virgens rodeia-
«a-o,
cantando
o hymno
da
Imroacula-
da.
Seguia-se
a
força
de
cavallaria, e
o
ínnumero povo, que
acompanhado
por
Ires
bandas
de
musica
tarabem
cantava
liymnos
abusivos
áquella
imponentissima
çeremonia.
Nos
Piões
era
a
Senhora
esperada
por
um coro
de
virgens
e.
pastores,
que
de
pois
dos
cânticos
se
incorporou
no
prés
tito.
Assim,
oíferecendo
o
mais bello
e
to
cante
quadro
do
entiiusiasmo
religioso
do
nosso
bom
povo,
chegou
o
préstito
sem
difíiculdade ao
alto
do
Sameiro,
que
se
achava
graciosamente
cercado
de
mastros
çom
galhardetes.
Eram
8
horas
da
ma
nhã.
A uns
300
metros
capella
estava
levantado
um
arco
triumphal,
d
’
onde
par
tia
o
etobandeiramento.
Ahi
vieram
receber
a
sagrada
Imagem
ias irmandades
da
freguezia
d’
Espinho,
em
cujo
termo
se
ergue
o
Monumento
da
.,Virgem
Immaculada.
,
Começou
a
missa campal
dieta
pelo
.revd.
011
’ snr.
padre
José
Silverio,
secreta
rio
da
commissão
do
Monumento.
Concluída
a
missa
deu-se
principio
ao
basar, onde se
viam riquíssimas prendas
offerecidas
pelas
senhoras
d’
esta cidade,
o
qual
durou até
ao cair
da
tarde.
Ao
tempo
de
começar
a
missa
solem-
ne,
ás
11
horas,
presume
se
que
já
esta
riam
no
alto
do
monte
cerca
de
50:000
pessoas.
Que
beltQjnão^era o
espectaculo
ipug
^bWoq^nlMi
ai
í(.wipen-
íWWWfipfindiWu
dà?1
pm,ij.quftná§
£U
oJtttq
oomoj
0105 O oboJ
,M0dlí5fí
Onde
estão
?
!
Levantou-se
grande celeuma
nos
ar-
raiaes
do
liberalismo.
Que
é?
que
foi
que
succedeu?
Por
que
lanla
celeuma,
tanta
voseria?
Caluda!
ninguém
pestaneje. Um
facto
incrível,
surprehendente,
monstruoso,
hor
rendo
acaba
de
dar-se.
Entraram
os je
suitas em
Portugal!... O
’ fatalidade
do
nosso
paiz!
ó desgraça!
Pois
não
bastava
o
oidium,
a
philloxera,
o
eterno
palavrear
do
parlamento,
a
praga
dos
jornaes
Ím
pios
ou
descrentes,
o formigueiro
dos
pre
tendentes
aos
empregos
públicos, os
pa
rasitas
do
orçamento,
as
arranhaduras
e
esfolladelas do
fisco
desalmado,
a praga
dos
escrevinhadores
sem
scieocia
nem
con-
a
liberdade
com a
caridade,
a civilisação
com
a
religião.
E
vós, ó liberaes,
por
honra
do
paiz
não
vocifereis
contra elles.
Pede-o
assim
a
dignidade
da nação,
a
honra do
paiz,
o
respeito
da humanidade.
GAZETILHA
ExposiçSo.
—
Expõe-se
ámanhã
o
SS.
no
templo
do
Salvador.
Arraini.
—
Dizem-nos
que será
bri
lhante
o
arraial
que
hoje
haverá
no
logar
do
Penedo,
freguezia
de
S.
Pedro de
Maxirainos.
Como
já
dissemos,
tocará
durante
o
basar
a
banda
de
infanleria
8.
Hospede.—
Tivemos
a
agradavel
oc-
casião
de
abraçar
ha
dias
o
nosso
que
rido
amigo
e
antigo
condiscípulo,
dr. Ber-
nardino
Pacheco
Alves
Passos,
guarda-mór
de
saude
na
ilha
das
Flores,
que
veio
passar
alguns dias
no
seio
da
sua fa
mília.
IV.
Senhora
ile
IVazareth.
—
Fes
teja-se
na
na
terça
e quarta
(eira
a Ima
gem
de
N.
Senhora
de
Nazareth,
erecta
no
arco
da
Porta Nova,
havendo
illutni-
nações,
arraial
e
bazar
de
prendas.
Misisa.—
A
Meza
da
irmandade
de
N.
sciencia,
a dos
serodios camoneanos
que
vieram
abrir
a
procissão
para
a republi
ca,
a
praga
das sangnesugas
e
dos
gafa
nhotos
que
devoram
lodos
os productos
do
trabalho
e industria
popular?
Vem agora,
a
final,
a
praga
dos
jesuí
tas!
O
’
numes
das
bagalellas
e
das
frio-
leiras,
ó
deuses
protectores
do
liberalis
mo,
que
é
do
vosso poder? Porque
não
obstastes
a
esta
grande
desgraça?
Porque
não
inspirastes
o
rneio de
evitarmos
tão
enorme
calamidade?
O
clamor
é
ingente,
mas
o
pavor
pueril
e
insensato.
Berram,
esfalfam-se,
escabujam
como
possessos,
como
energúmenos, e
porque?j
Porque
demos
hospitalidade
aos peregri-lSenhora
do
O
’
e
S.
Miguel-o-Anjo,
man-
nos; porque
recebemos
os
exilados
da
dou
celebrar
honlem
uma
missa
por
alma
patria; porque
acolhemos
os
aposlolos
do
J" *"
,na
r'
—
-
—*-
Evangelho,
nossos irmãos
pela
fé,
nossos
amigos
pela
religião;
porque
exercemos
a
fraternidade
e
a
caridade
christã
que
não
tem patria,
porque
comprehende
a
todos
os
homens,
sem
distineção
de raça,
de
sexo
ou
de
profissão.
Que
triste
conceito nos
deixaes
formar
de
vós mesmos,
dos
vossos sentimentos
e
liberdade
que
apregoaes!
Recebeis
iudifferentes
no
seio
da
patria
o
forasteiro
incognito,
o
pelrolisla dis
farçado,
o
criminoso
e
o
bandido
que
vem preparar
talvez uma
revolta,
armar
uma
insidia, commelter
um
altentado.
Acolheis
o sicário,
o
foragido,
o
revo
lucionário,
que
fugiu
ao
castigo,
o
assas
sino,
o
regicida encapotado,
e quereis
ve
dar
a entrada
a
homens
innocentes,
per-
seguidos
pelo
seu
amor
á religião,
aos
varões
justos
que
se
expatriam
por
hu-
«niid
adice
<
cviclitoas
aiinaceiTes
do
despuuisaift
aUioa>p.aos-jiapostxrf®sí^»q
ob
olqoiuj
oa
wojsatoo
asiotl
01 io4 |
da
ex'
na
D.
Maria
Gracinda.
Assistiram
numerosas
senhoras
e cava
Iheiros.
Outra.—
As
ex.
mas
snr.
’
8
D.
Angélica
Marcellina
Salgado
Carneiro
e
D.
Maria
Carolina
dos
Anjos
Nogueira
d’
Azevedo,
mandaram
celebrar
honlem
na
egreja do
Populo,
uma
missa
de
requien
com
res
ponso,
para
suffragar
a
alma da
mesma
ex.
ma finada.
Assistiram
á missa
muitas
pessoas
das
relações
d
’aquellas
senhoras e
pertencen
tes
ao
nobre
partido
legitimista.
'Trovoada.
—
Desde
a
madrugada
de
hontem
paira
sobre
esta
cidade
uma
forte
trovoada,
acompanhada
de
copiosos
agua
ceiros.
Cairam
algumas
faiscas para os
lados
de
Cervães,
a
uns
dez
kilometros
d
’
esta
cidade;
mas
não
nos
consta
que
haja
des
graças
a
lamentar.
inoa
A tarde
udTroqleai
:esleve
-
horrtrasa-
juerrtwaloraaoaíosao
.asuabuíd
aseoisouii
.oousnd
o íius
oíusujiÈnoami
oait
Valiozo
donativo.
—
O
snr.
dr.
José
Barroso Pereira
de
Mattos,
deputado
por
Barcelios,
entregou
ha
dias
ao
provedor
da
santa e
real casa da
misericórdia
d
’
a-
quella
villa
a quantia
de
450s5000
rs.
para
o
asylo
d
’
enlrevados.
Collegio de
Santa
^uiterin
em
! Felgueirn». —
Transcrevemos
do
«Pri
meiro
de
Janeiro»:
Na
secção
de
annuncios
vae
inserido
o
que
diz respeito
ao
resultado
dos
exa
mes
que
os
aiumnos
d
’
esle
collegio fize
ram
ulliuiamenle
no
lyceu
do
Porto,
sum-
marios
de
Braga
e
Porto,
e
de inslrucção
primaria
em
Lamego.
Na maior
parte
das
disciplinas
que
alli
se
professam,
instrucção primaria,
fran-
cez,
desenho,
latim, pbilosopbia,
geogra-
phia,
historia
e
portuguez, não
houve re
provações.
Ha
coisa
que
mais abone
a
perícia dos
professores,
a
excellencia
dos
methodos
e
o
zelo
e
escrupulo do
uire-
etor,
o snr.
padre
Cleroeniiao
Teixeira
da
Costa?
O numero
total
dos
examinados
foi
51 e
o
dos exames
feitos 62.
Addiados
8.
Com
tão
lisonjeiro resultado
não
fará
seuão
crescer
em
reputação
aquelle
acre
ditado
estabelecimento
de
instrucção
se
cundaria.
Eslimamol o,
porque
nos
apraz
ver
a
mocidade
estudiosa rasgar
clareiras
de
luz,
sob
os cuidados
dos
que
se
de
votam
a
formar-lhe
o
coração
e
a
allu-
miar-lhe
a
intelligencia.
Parabéns
a
todos,
aos
mestres,
aos
dis
cípulos,
e
a suas
famílias.
Ais
Irmãs
Hospitaleiras
e
o
go
verno
progressista.
—
Pedida
a
ne
cessária
auctorisação ao
nosso
estimável
collega
da
«Correspondência
do
Norte»,
vamos transcrever
do
ultimo n.°
da «Or
dem»
as seguintes
linhas:
«Pessoa
de toda a
nossa
confiança,
agora
residente
em
Lisboa,
acaba de
participar-
nos,
com
data
de
17
do
corrente,
que
o
governo
progressista mandou
sair
as
Irmãs Hospitaleiras
do
convento
que
ainda
não
ha
muitos annos
lhes
deu,
afim de
para
lá
mandar
o
regimento
de
infanteria
n.
u
7;
prometiendo
que lhes
daria
qual
quer
outro
convento
da
capital
que
esco
lhessem
para
habitação.
O
facto
dispensa
commentos:
no
en
tanto,
ainda
notaremos
a
circumslancia
re
voltante
que
reveste
este
acto
d
’
arbitrio
■e
,dt|Sp«itíèm«6Hè^ue=<éie
fsfta
a
'dòlettifie
•proniessií
fé-idòs * conttaciõs:
1
’
.utiuqeo
oeaou
Hospitaleiras,
desde
que tomaram
posse
do
convento
das
Trinas
de
Mocambo,
tem
n'elle
feito
reformas
e melhoramentos
im
portantes.
Agora
são
postas
na
rua,
sem
mais
que,
nem
para
que;
sendo
forçadas
a
ter
por
inútil
e
perdido
todo
o trabalho
e
despeza
havida em
sua
própria casa,
que
ellas
estiveram
melhorando
e
afor-
moseando
para,
á
ordem
do
governo
pro
gressista,
a cederem
ao
regimento
de
in
fanteria
7!
Em
compensação,
que
lhe
dá
o go
verno?
Um
convento
qualquer,
esboroado
e podre, capaz
de
enterrar em
suas
ruí
nas
todos
os ministros
maçons d
’
este
in
feliz
reino.
E
depois
d
’este
melhorado
e
reformado,
o
governo
mandará
novamente
pôl-as
na
rua, para
o
ceder
a
qualquer...
regimento
de
libertinos.
Vejam
nossos catholicos
leitores
se os
factos
não
estão
mostrando ser
verdadeira
aquella
especie
de
prolecção
do
governo
progressista
á
Egreja,
de
que
temos
e
con
tinuaremos
fallando»!
EgrejnM a
concurso. —
Está
aberto
concurso para provimento
das
seguintes
egrejas
parochiaes:
Aguas
Bellas
(Santa Maria
Magdale-
na),
concelho de Sabugal,
diocese
da
Guarda.
Alcongosta
(Nossa
Senhora
da
Annun-
ciação',
concelho
de
Fundão,
diocese
da
Guarda.
Aldeia
Nova
do
Cabo
(Santa
Cruz),
con
celho
de
Fundão, diocese
da
Guarda.
Almaceda
(S.
Sebastião),
concelho
de
S.
Vicente
da Beira, diocese
de
Castello
Branco.
Alverca (S.
Pedro',
concelho
de
Villa
Franca
de
Xira.
diocese
de
Lisboa.
Assumar
(Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho
de
Monforte, diocese
de
Porta
legre.
Barcellinhos
(Santo
André),
concelho
de
Barcellos,
diocese
de
Braga.
Bismula
(Nossa
Senhora
do
Rosário),
concelho
de
Sabugal,
diocese
de
Pinhel.
Cardosas
(S.
Miguel),
concelho de
Ar
ruda,
diocese
de
Lisboa.
Carrazedo
(S.
Martinho),
concelho
de
Amares, diocese
de Braga.
Caslanheira
(S.
Bartholomeu),
conce
lho
de
Villa
Franca
de
Xira,
diocese
de
Lisboa.
Constantim
(Santa
Maria
da
Feira),
con
celho
de.
Villa
Real, diocese
de
Braga.
Couto
de
Cima
(S.
Martinho),
concelho
de
Vizeu,
diocese
de
Vizeu.
Ermida
(Santa
Comba),
concelho
de Villa
Real, diocese
de Braga.
Espargo
(S.
Thiago),
concelho da Feira,
diocese
do
Porto.
Fiães
(Santa
Maria),
concelho
de
Mel-
gaço.
diocese
de
Braga.
Gave
(Santa
Maria),
concelho
Melga-
ço, diocese
de
Braga.
Loureira
(Santa
Eulalia), concelho de
Villa Verde,
diocese
de
Braga.
Luzio
(S.
Veríssimo),
concelho
de
Mon-
são,
diocese
de
Braga.
Manique
do Intendente
(S. Pedro de
Arrifana),
concelho
de
Azambuja,
diocese
de
Lisboa.
Miranda
(Santa
Maria),
concelho
dos
Arcos,
diocese
de
Braga.
Montemór o
Novo
(Nossa
Senhora do
Bispo), concelho
de
Montemór o
Novo,
diocese
de
Evora.
Ois
da
Ribeira
(Santo
Adrião),
conce
lho
de
Agtieda,
diocese
de
Aveiro.
Pega
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
con
celho
da
Guarda,
diocese
da
Guarda
Portalegre
(S.
Lourenço).
concelho
de
Portalegre,
diocese
de
Portalegre.
Povoa
do
Concelho (Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho de
Trancoso,
diocese
de
Pinhel.
Proença a Velha
(Nossa
Senhora
da
Silva),
concelho
de
Idanha,
diocese
de
Castello
Branco.
Qúinlam
(S.
Bartholomeu),
concelho
de
Villa
Real,
diocese de
Braga.
Santarém
(S.
Nicolau),
concelho
de
Santarém,
diocese
de
Lisboa.
Souto
de
Lafões
(S.
João
Baptisla),
concelho
de
Oliveira
de
Frades,
diocese
de
Vizeu.
Totiquinhó (Salvador),
concelho
de Villa
do
Conde,
diocese de
Braga.
Tramagal
(Nossa
Senhora
da
Oliveira),
concelho
de
Abrantes, diocese
de
Castello
Branco.
Valle
(S.
Martinho),
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
diocese
de
Braga.
Veiros
(S, Bartholomeu),
concelho
de
Estarreja,
diocese
do
Porto.
Villa
Boa
(S.
Miguel),
concelho
de Sa
iam,
diocese
de
Vizeu.
Villa
Cova
(SaniTago),
concelho
de
Villa
r
>o.»
r
nublica
uma
portaria
dissolvendo
a
03^
—À
ma
TROJ TtlHIAfltDOIYT
commissão
nomeada
em
1869
para
pro
por
um
plano
de
reforma
das
egrejas
e
missões
ultramarinas,
por
se
não
reunir
desde
1870, e
estar
muito
reduzida
pela
morte
d
’
alguns
dos
seus
membros;
e
ou
tra
nomeando,
para
estudar
o
serviço
das
missões
e
examinar
o
estado
dos
semi
nários,
uma commissão composta
dos
snrs.
arcebispo
de
Goa,
bispo
de
Bragança,
bispo
de Cabo
Verde,
bispo
eleito
do
Algarve,
prelado
de
Moçambique,
Pires
de
Lima,
Garcia
Diuiz,
Antomo
Luiz
de
Carvalho,
conego
da
Sé
de
Macau,
cone-
go
Ferreira Pinto,
bacharel
Almeida
Pe-
droso
e
Luciano
Cordeiro.
Gmnbetta
pintado
por
Felix Fiat.
—
Apesar
dos
triumphos
de
Gambella,
pa
rece
que
bem
cedo
o
veremos
recolhido
aos
bastidores.
Eis
como
o
communista
Felix
Piat
d
elle
falia:
<Que
seria
elle
e
que
serieis
vós
se
eu
não
fosse um presidiário,
se eu não
tivesse
cumprido
o
mais santo
dos
deve
res,
se
com
a
communa
não tivéssemos
salvo
a
republica?
Os melhores
de
vós estariam hoje
des
terrados,
e
os
peiores
como
elle,
volta
riam
a
prestar
juramento
ao
monarcha.
Isto
é
mais certo
do
que
imitar
a
Bau-
din.
Gambetta,
graças
aos
vossos
esfor
ços,
é
vosso
chefe,
tem
100,600
francos,
palacio de
inverno,
palacio
de
verão,
al
gibeira
e
pança
de
rei;
parodia
a Barras
com
caricaturas de
Aspasia; tem
cozi
nheiros
melhores
do
que
os
tem os
se
nadores;
laz
votar
seus
molhos
na
ca-
mara,
e
os
dá
ao
povo para
provar; no
meia
embaixadores
a
seus
cães,
e
de seus
asnos faz ministros;
come como
o rei da
Grécia;
dá
bailes como
Luiz-o-Grande,
e
tem
parques
aux
veuves
como
o
Ama-
dissimo...
Elle é
o
sol,
e
Grévy
a
lua;
é
o
todo
poderoso.
Pois
bem;
quer
queira, quer
não,
seu
tempo
já
passou.
Não
basta
a
amnistia.
A
questão
é de
maior
monta.
Não
quiz
a
paz,
terá
a
revolução.
Ainda
ha
uma de
mocracia
contra
a
classe
média,
Paris
con
tra
Versailles,
a
assembleia
popular
con
tra
a
real
—a communa. Apesar
de ser
tão
corruptor,
não póde
matar
a
consciên
cia
publica,
como
inalou
a
sua.
Póde ma
lar
os
remorsos,
mas
não o crime.
Todo
ca-
o crime
deve
ser
punido.
Que
gose
do
que lhe
resta.
Que
reclame a
S.
Geno-
veva,
que
commemore
a
Bastilha,
que
corôe
o
edifício
com a graça.
O
voto
do
povo lhe
prepara
outro
pantheon.
Os 300,000
eleitores
da
communa
gritam
por
minha
voz,
mais
forte
do
que
os
tambores e
as peças
de
artilheria,
o
que
gritou
o
povo a
Carlos
X,
a
Luiz Philippe,
aos
Bonapartes
e
a
todos
os
tyrannos.
Já
é
muito
tarde».
Pobre
Gambetta!
Estás
mettido
em
mizas
de
11
varas!
Sebo
nas
canellas em-
quanlo
é tempo!
Trovaniian.
—
As
chuvas
de
pedra
que
cahiram
nos últimos
dias,
nos
casaes
visinhos
de
Ciudad
Real,
fizeram
estragos
incalculáveis
nas
vinhas e
olivedos.
Pelas
informações
obtidas
e
que
se consideram
muito
incompletas,
sabe-se
que
estão
des
truídas
mais
de
400:000
videiras
e
100:000
oliveiras.
Te«ijuiru
?
s
na MesjsanSia.
—
Alba-
cete,
29—
Tormenta
horrível.
Campos,
ta
lados.
Via
ferrea,
cortada.
O
comboio
32,
delido
em
Hellin
;
ignora-se
o
paradeiro
do
31.
O-
outros
caminhos,
intransitáveis.
A
povoação
de
Montalvo
é
das
que
mais
damnos teem
soffrido.
Das
121
casas que
n
’
ella
havia,
ticaram
28
completamente
des
truídas,
e
as
outras
ameaçam desabar.
A
altura
das aguas
no
interior
das casas
é
de
um
metro.
Os
habitantes
houveram
que
refugiar
se
na
egreja,
unico
edifício
habi
tável
;
faltam-lhes,
porém,
os
alimentos.
O
gado
morreu
quasi
lodo.
Granada,
29
—Hontem,
ás
3
h
e
1o
m.
da
tarde, desencadeou-se
pavorosa tem
pestade
sobre
a
povoação de
Cullar
Baza,
occasionando
immrnsos
prejuízos
Inteiramenle
inundados
os
campos,
e
levados
na
corrente
alguns
homens
e gran
de
numero de
animaes.
Muitas
casas
aluí
das.
Consternação
geral.
Mareia,
29
—
Grande borrasca
em
Ve-
lez-Rubio Trasbordou
o
rio
Guadalentin.
Povoação e
campos,
inundados.
Abateram
algumas casas. Não
tem havido
falleci-
mentos.
Aqui, tomam-se
todas
as
precau
ções.
As
aguas
vão 2
m.
sobre
o
nível
ordinário.
Toledo.
—Nos
dias 25 e
27
houve
em
Talavera
violentas
tempestades,
que
de
ram
causa
a
prejuízos enormes.
O
quar
tel
de
infanteria
civil
e
a
egreja
soffreram
d
am
a
M
•
cens
ide
f
ave
i
v,
-po
r-d
á
-c
a4t
ir
etn-d
u«s
ta
*
Tep,.
e'
Àlteraie.
<S3S
,a
„
Ha
telegrammas
analogos—
de
Sarago
ça,
Avila,
Guadalajara,
Almanza,
Baides,
Siguenza,
Lorca, Alícante,
etc.
Aguai»
do
rio
Minho
—
Tem
bai
xado
consideravelmente
as
aguas
do
rio
Minho.
Em
alguns
sitios, da
freguezia
de
S.
Pedro da
Torre
para
cima,
a
navega
ção
das
barças
faz-se
com grande dif
ficuldade
e
não
ha
memória
do
rio
estar
tão
secco.
A madeira,
que
d’
antes
era
condusida
nas
barças,
lem
vindo em
jan
gadas
pelo
rio abaixo.
Nas
Ranhas, em
frente
das freguezias
de Verdoejo
e
S.
Mamede,
a
carga
que
aquellas
transportavam
é
tirada
para
pe
quenos
barcos,
que
a
vão
pòr para
fóra
dos
seccos,
o que
causa
muito trabalho
e
perda
de
tempo.
Se
assim
continúa
o tempo,
a
nave
gação
em alguns
pontos
do
rio ficará
completamente interrompida
para
barcos
de carga,
o
que
é muito
prejudicial
para
o
commercio,
principalmente
de sal,
ma
deiras
e
vinho,
que
para
o
Alio-Minho
não
tem
outro
meio de
transporte,
que
fiie
fique
mais
commodo
do
que
a
via
flu
vial.
l
m
touro
de
palanque.
—
Duran
te
uma
tourada
na
praça
de
Monleagu-
do
(Navarra)
um
touro
conseguiu
saltar
a
trincheira
e
entrar
no
governo civil.
O
alcaide
e
os seus
companheiros
salva
ram-se
atirando-se
da janella
abaixo,
e
quando
o
touro appareceu
á
varanda,
de
pois
de
substiluida
a
presidência,
segun
do
diz
o «Diário
de
la
Ribera»,
não
faltou
quem
o convidasse a
deitar
dis
curso.
A
referida
folha
não
accrescenta
se
o
bruto
annuiu
ao
pedido.
—
C.
P.
A’S
ALMAS
ClKllllim
Pedimos
ás
almas
caridosas
que
soc-
corram
uma
infeliz
e
numerosa
familia
que
se
vê
em
dolorosa
necessidade,—
tanto mais dolorosa
quanto
pela
sua
po
sição
e antiga
abastança
se
obriga
a
soffrer
grandes
privações ignoradamente.
Qualquer
donativo
póde
ser
entregue
ao
snr. Luiz Pinto
Martins,
largo
de S.
Miguel-o-Anjo,
n.°
2,
(em
frente
da
ca-
pella)
por
obsequioso
intermédio do
qual
será
entregue
á
desditosa
familia.
Subscripção
da
diocesa
de
Bra
ga
para
a
fundação
d
’
um
Hos
pital
na
cidade de
Helena
da
Palestina,
Transporte.
.
. 53$000
Do
snr.
reitor
de
S.
Paio (Villa
Fior)
10300
Summa
54$300
VARIEDADES
F
rfk
«
aspar
Deixemol-o
passarl
Na
fronte
annuviada.
Reflecte-se
a
loucura,
e
o
pobre
frei
Gaspar
Já
tem
do soffnmento
a
coiôa
conquistada,
E
’
longo
o seu
marlyrio,
atroz
o
seu
penar!
Deixae
o
vivo
espelho:
é
límpido
o
crystal;
Que
n
’
elle
se
reveja
o
impio
executor.
Que
fecha
do claustro
as portas
á
vestal,
E
quer
prostituir
as
virgens
do
Senhor!
Deixai
passar
o louco!
Em
nome
dp
Progresso
Fechado
está
o
claustro
ao
santo
cenobita;
Agora
passa
o
louco:
é
elle,
o pobre
egresso.
Cumprindo
atroz
sentença, atroz,
cruel,
maldita!
Com
ligeiro
passo
Se
vê
perpassar,
Fitando no
espaço,
O
limpido
olhar
O bom
frei
Gaspar.
Os
moços
e
velhos
Lhe
dizem
chalaça,
Na
roa
e
na praça
Para
0
azedar;
Mas
elle,
coitado!
Typo
de
paciência
Lá
corre
seu
fado
Em
triste demencia
Deixando-os
faliar:
Seguindo
0
caminho
Lá
vae
sem parar
Fallando
sosinho
A
monologar;
í
.
Ai,
falia
tão
pouco,
,,
«911
plrecá
loucS,
'-j
'
Quem
ha que
não
sympalhise
Com
o
bom
do
frei
Gaspar,
E
quem
não
se
penalise
Quando
triste
o
vê
passar?
Sempre
o
sorriso
nus
lábios.
Sempre
o
espaço
a
medir.
Sempre
o
remoque
dos
sábios
Deixa
dos
lábios
fugir.
Veste
uma
jaqueta
grossa
Qual habito
que
trazia,
Dasperrima
saragoça,
Como
no
claustro vestia;
Um
dia,
ahi para a
Lapa,
Um
divertido
jarreta
Veio
mansinho,
á
socapa,
Puxar-lhe
pela
jaqueta;
Já
que
o
habito levaste
(Disse
o
bom
do
frei
Gaspar)
Deixa
ao
menos
este traste,
Deixa a
jaqueta
ficar!
Tem
a
loucura,
lem
um
pensamento
Que
nunca
deixa o pobre
frei
Gaspar;
E foi
que,
n
’
esse
Incido
momento.
Dos
lábios a
verdade
fez saltar.
O
bom
do
frei
Gaspar
em
Braga
habita
Nem
se
faz
velho
aquelle
pobre
egresso;
Oh!
não
zombeis
do
santo
cenobita.
Tornado
louco
em
nome
do
Progresso!
Merelim, 25
de
agosto.
João
Azevedo.
ANNUNCIOS
(99t)
•sopomuioo sajueisEq
a
sbjsja
seoq
uiai -11001103 up cru
cp
o’u
ksbo
ep
.ispue uift
ÍIS-V9Í11V
EDITAL
A Camara
Municipal
d'esta
Cidade
e
Con~
cel/10
de
Braga
Faz
saber,
que
está
em
reclamação
por
tempo
de
dez
dias,
a
contar
desde
2
até
11
do
corrente
inclusivé,
a seguin
te
postura
por
ella
approvada
em
sessão
de
27
de agosto
ultimo.
POSTURA
Art.
unico.
Fica
prohibido
0
transito
pela
rua
dos Chãos,
d
’
esta
cidade,
de
todo
e
qualquer
carro
de viação
accelerada,
puehado
por cavalgaduras,
sob
a
coima
de
Ires
mil
reis
por
cada um.
§
unico.
São exceptuados
os
carros
em
serviço
particular
dos
moradores
da
mesma
rua.
E
por
isso
quem tiver
que
reclamar
a similhante
respeito
deverá
apresentar
a
competente
reclamação
na
secretaria
da
mesma
Camara
até
ás
3
horas
da tarde
do
iudicado
dia
11
do
corrente
sob
pena
de
não
ser
acceite
Braga 1
de
setembro
de
1880.
E
eu
A.
M.
Alves Costa
Escrivão
da
Camara
0
sub
screvi.
O
Presidente
Joaquim
José
Malheiro da Silva.
NOVO
HORARip.
Manoel
Vieira
Prnn.
d
’
esta
cidade,
fax
publico,
que
a
sua carreira
que
sae de
Braga
da
Porta
do
Souto
para
a
Povoa
do
Varzim
ás
nove
horas
da
noite,
prin
cipia
a
sahir
desde
0
dia
cinco
do
cor
rente
ás
seis
horas
da manhã
e
chega
a
Barcellos
ás
oito
horas
e
meia,
lem
uma
hora
de
demora,
sae
ás
nove
e
meia
e
chega
á
Povoa
á
uma
hora
da
tarde.
Volta
da
Povoa
do
Varzim
ás
cinco
horas da
manhã,
chega
a
Barcellos
ás
oito,
lem
uma
hora
de
demora,
chega
a
Braga
ao
meio
dia.
Preços os
mesmos
jí
annuucia-
dos.
"
l
..........
4
O
imismo annunciante Jjaz
publico
nue
ja
^(iã^carr^irâ
!
Brag^
á'Sa-,
lamonde
e
vice-versa
a
sahir
de
Braga
ás
4
e
meia
horas
da
manhã,
principia
a
sahir
desde o
dia
5
ás
a
e
meia
horas
da
manhã.
Braga,
2
de
setembro
de
1880.
Manoel
Gonçalves
Vieira
Prim
O
Vereador
Fiscal
(467)
Faria
Ribeiro.
Desenho,
curso
completo
José
Carlos
Peixoto
Soares,
approvado.
Mathematica,
primeira
parte
Abei
Vieira de
Campos
de
Carvalho,
'
approvado.
Francisco
José
de
Sousa,
approvado.
Manoel
João
Lopes,
approvado.
Geographia,
Chronologia
e
Historia
EM
X
$
COLLEGIO
DE S. LUIZ
ttelaçúi»
dou
alumnon
que
fizeram
exame no
presente
iinnn
leetivo
Inslrucçào
primaria
Alberto
d
’
Aranjo
Marques,approvado.
Alfredo
José
de
Carvalho,
approvado.
Antonio
de Carvalho
Júnior,
approvado.
Antonio
Fernandes
Tinoco. approvado.
Aurélio
Antunes
da
Silva
Monteiro,
ap
provado.
Decio
Augusto
Lopes
Cardoso,
appro
vado.
Delfim
José
de
Carvalho,
approvado.
Francisco
Vieira
de
Macedo, approvado.
Guilherme
Gonçalves
Branco,
appro
vado.
João
Antonio
da
Silva
Ferreira
Coim
bra,
approvado.
João
Leite
de
Moura,
approvado.
João
Manoel
da
Silva,
approvado.
José
Affonso Alves de
Medeiros,
appro-
vado.
José
Bento
de
Sousa,
approvado.
Manoel
Alves
Leite,
approvado.
Victor
Manoel Gonçalves
Branco,
ap
provado.
Francez
Adelino
Soares
Rodrigues,
approvado.
Adolpho
Maria Barbosa de
Medeiros,
distincto.
Alberto
Julio
da
Costa,
approvado.
Antonio
Elirio
Novaes
Villaça,
appro
vado.
Antonio
Maria
da
Cunha
Osorio,
appro
wado.
Arthur Novaes
Villaça,
approvado.
Francisco
Botelho
de
Carvalho
e
Oli
veira Leite,
distincto.
Francisco
José
de
Carvalho,
approvado.
Francisco
José
d
’Oliveira,
approvado.
Gonçalo
de
Brito
Furtado
de
.Mendon
ça,
distincto.
João Ferreira
da
Silva Braga,
distincto.
Joaquim
Pimenta Castello
Branco
e
Mello,
approvado.
José
Joaquim
Barbosa,
approvado.
José
Paulo d
’
Araujo
Barroso,
distincto.
Manoel Leite
da
Cunha
Vasconcellos,
approvado.
Nuno
Freire
d
’Andrade,
approvado.
Raul
Ferreira
de Mello,
approvado.
Purluguez,
curso
completo
Anlonino
Álvaro
Vieira
Lisboa,
appro
vado.
Augusto
Carlos
da
Silva Ferreira Coim-
ira,
approvado.
Bernardino de
Azevedo
Couto,
appro
vado.
Bernardo
Pinto
Sousa
e
Vasconcellos,
approvado.
Fabio
d
’
Araujo
e Silva
Figueiredo,
ap
provado.
Joaquim
Pimenta
Castello
Branco
e
Mello,
approvado.
José
Augusto
Correia,
distincto.
Manoel José Aguia,
approvado.
Latim,
primeira
parle
Eduardo
Augusto
de
Mattos,
appro
vado.
José
Carlos
Peixoto
Soares,
approvado.
Latim,
curso
completo
Antonio
Affonso de
Miranda,
approvado.
Antonio
Teixeira
da
Silva,
approvado.
Fernando
Maria
Allen
Urcullu,
appro
vado.
Francisco
José de
Sousa,
approvado.
Guilherme
Gonçalves
Branco,
appro
vado.
José
Affonso
Alves
de
Medeiros,
ap
provado.
Victor
Manoel
Gonçalves
Branco,
ap
provado.
Desenho,
primeira
parte
Arthur
da Fonseca
Guedes
e Menezes,
approvado.
Bernardo
Pinto
Sousa
e
Vasconcellos,
approvado.
Heitor
Correia da
Silda
Sampaio,
ap
provado.
Joaquim
de
Brito
e Rocha
Aguian,
di-
slinclo.
José
Augusto
Correia,
distincto.
José
Fernandes
Magalhães
Bastos,
ap
provado.
Manoel
João
Lopes,
approvado.
Manoel
Theolonio
Pedreira
de
Moura,
approvado.
*
Quirino
Augusto
Sousa
da
Cunha,
ap
provado.
Philosophia,
primeira
parle
José
Carlos
Peixoto
Soares,
approvado.
Philosophia,
curso completo
Antonio Floreucio
d’
Azevedo
e
Nunes,
approvado.
Augusto
Carlos da
Silva
Ferreira
Coim
bra,
approvado.
Fernando
Maria
Allen
Urcullu,
appro
vado.
José
Fernandes
Magalhães
Bastos,
ap
provado.
Braga
3
de
setembro
de
1880.
O
Director
Padre
José
Maria
Vieira
da
Rocha.
(468)
Arrematação
Pelas
10 horas
da
manhã
do
dia
26
do
mez
setembro
e
tribunal
judicial
d
’
esta
cidade e
comarca
de
Braga,
que
é
sito
no
largo de Santo
Agostinho
e
local
das
arrematações,
tem
de
andarem
praça
pa
ra
ser
arrendada
pelo
tempo
de
quatro
annos
e
pelo maior
lanço
que
for
offere-
cido
uma
morada
de
casas
sobradadas
com
seu
quintal
e
poço,
sita
na
rua
de
D.
Pedro
V,
oulr
’
ora
das
Casas
Novas,
freguezia
de
S.
Victor
d
’esta
cidade,
de
signada
pelo n.°
23
pertencente
ao
au
sente
no
império
do
Brazil,
Luiz,
filho
do
fallecido
Ignacio
José
Ribeiro
da
Costa,
negociante,
morador
que
foi
na
dita
rua,
e
que lhe
foi
aformulada no
inventario
orphanologieo
a
que
por
este
juiso
e
car
tório
do
escrivão,
que
este ba-de
sub
screver
João
Marcos
d'Araujo
Ribeiro
se
proceder
a
fallecimento
do
dito
seu
pae
Ignacio
José
Ribeiro
da
Costa,
cuja
pro
priedade
tem de
entrar
em
praça
pela
renda
de
trinta
e
seis mil
reis
annualmen-
te.
Por
tanto
quem
na
mesma
quizer
lan
çar
póde
comparecer
no|
dia,
hora
e
local
designado.
Braga
30
de
Agosto
de 1880.
O
escrivão
do processo,
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a exactidão,
(464) Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
98
—
Hti»
de
9.
Vieente
—
99
BRAGA
Deposito
de
tabacos
das
principacs
fabricas
Grandes
descontos aos snrs.
ESTANQUEIROS
BAPÈ
BAKATO
Garante-se
a
boa
qualidade
do
rapé.
(449)
Meio
grosso, boles de
250
gr.
240 reis
Vinagrinho
>
»
>
>
2-40
reis
XABREGAS
Meio
grosso.
botes
de 250 gr.
350
reis
Cruz
de Malta
>
»
>
>
400
reis
Secco
>
>
>
>
560
reis
’
Esta companhia previne
o
consumidor
dos
generos
da
sua
fabrica
que,
para
não
poder
ser
illudido
com
os
de
outras,
resolveu mudar
os
desenhos e
legendas
dos
invólucros
dos
seus
diversos
tabacos,
começando
pelo
rapé.,
cujos
invólucros
te-
rão
n
’
uma
face
o
nome
da companhia
com
as armas
reaes,
noutra
o desenho
do
edifício
da
sua fabrica,
na terceira
o
facsimile
da
assignatura
do
seu
antigo
mestre
de
rapé J.
Joannis,
e
na
quarta as
medalhas
que
tem
conquistado
em
todas
as
ex-
posições
a
que
tem
concorrido,
e
finalmente
«'um
dos
topos
o
monograma
das
let-
tras
C
N.
T.
X
e
no outro
a
designação
da
qualidade
do
rapé e
seu
respeclivo
pezo; isto
nos
volumes
de
500
e
250
grammas,
e
nos
volumes de
100,
50
e
25
grammas
uma
cinta
com
o
desenho da
fabrica
e
a
referida
assignatura
J.
Joannsi.
Mais
previne
que
continuará
a
fornecer
este
artigo
nos mesmos
volumes de
i:(
00, 500,
de 250, de
100.
de
50
e de 25 grammas,
e
ainda
n
’outro&
de
menos
pezo,
posto
não
aconselhar
aos
seus
agentes
a
requisição d
estes,
porque
julga
não
estar
similhante
fabrico
nem
no
interesse
do
estanqueiro
nem
no do
consumidor.
Lisboa
3
de
junho
de
1880.
(309)
CARREIRA
DIARIA
Entre
Braga
e
Povoa
de Varzisn
Narciso
José
Marques.
d
’
esta
cidade,
annuncia
ao
publico
que
abre carreira dia-
ria
de
Braga
á
Povoa
de
Varzim
e
vice-
versa
a
principiar
no
dia
3 do
corrente,
a sahir
de
Braga
de sua
casa
na
rua
de
S.
Marcos n.°
8
e da
Povoa, do
escriptorio
do
snr.
Joaquim
Gonçalves
Maninho,
no
largo
dos Banhos,
a
sahir
de
Braga,
ás
9
horas
da
noite,
chegando a Barcellos
ás
12
horas,
demorando
jalli
I
hora,
sae
do
Barcellos
á
1
hora
da
manhã,
chega
á
Povoa
ás
4
horas da
manhã; volta
da
Povoa
á
1
hora,
chega
a Barcellos
ás
4
da
tarde,
demora
ali 1
hora,
sae
ás
5,
chega
a Braga
ás 9 horas
da
noute.
Preços
de
Braga á Povoa
e
vice-ver
sa,
dentro
600,
lóra
500
reis.
Braga,
1
de
setembro
de
1880.
O
vereador
fiscal
—
Antunes
Reis.
(465)
Narciso
José
Marques.
EM
BOM
SITIO
Aluga-se
já
ou
ao
S.
Miguel,
com
re-
ducção de
preço,
á
casa
n.° 7
da
Praça
d
’Alegiia.
tem
bons
commodos
e
uma ri
ca
sala
de
visitas,
assim
como
uma
loja
de
23
palmos
de
altura
própria
para
qual
quer
negocio,
quem
a
pretender,
falle
na
rua
Nova
de
Souza,
n.°
56.
(440)
RAPAZ
Preciza-se
de
um
sem
pratica
para
negocio
de
couros
curtidos.
Prefere-se
da
aldeia.
Rua
dos
Chãos, 47.
(462)
SIMESSORES
DO CACIIAPUZ
Receberam
grande
sortido
de
ferra
gens,
nacionaes
e
estrangeiras,
com
gran
de
reducção
de
preços
:
Grande
sortido
de
prego
de
arame
pelos
preços
das
fabricas
do
Porto
com
o
mesmo
desconto de
10
por
cento,
sendo
porções
não
inferiores
a
20
k.
de
cada
qualidade, e
pagos
á
vista.
Cofres, camas de
ferro
e
fogões
do
acreditadissimo
deposito
de
João
Thomaz
Cardoso,
preços
do
Porto
; bacias
esta
nhadas,
armas, rewolvers,
ferros
a
vapor
de novo
syslema
muito
aperfeiçoado,
bombas
para
poços que
vendem
garantidos,
ferro
em barra,
aço
e
raetaes.
Preços
sem
competência.
(142)
CASCOS
NOVOS
AVINHADOS
Vvendem-se
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
21.
—
Braga.
(4-43)
0BAT0M0
.
Vende-se
um
muito rico, e
trata-se
com
Manoel
Joaquim
da Cunha
Vieira
de
Carvalho, campo
de Sanl'Anna.
(386)
PASSA
SE
uma
loja
com
differentes
utensílios
para
negocio,
na
rua
da
Boa
Vista n.°
112,
vende-se
lambem
separado
qualquer
utensílio.
(453)
SEM
COMPETENC1A
ALGODÕES
Pereira,
Aguiar
&
C.
a
,
tem
o
deposito
■la
fabrica
do
Bogio,
que
vende
por
jun
to
e
a
retalho
(não
sendo
menos
de
meio
maço),
pelo
preço da
fabrica.
Algodões
torcidos
de
todos
os nume
ros.
Tramas.
Tramas
cruas
e
branqueadas
de
todos
os
numeros.
Estes
algodões
tornam-se
recommen-
daveis
a
todos
os
consummidores,
por
que
são os
melhores
até
hoje
conhecidos;
e
tanto
o
tem
mostrado
que
para
o
Por
to
tem lido
tanto
consummo
que
é
im
possível
cumprir as
encommendas.
O fim
da
fabrica
é
tomar
os
seus
al
godões conhecidos
em
toda
a
parle
do
paiz,
porque
tem
a certeza
de que
os
consummidores
lhe
darão
a sua
preferen
cia.
(256)
PANuS
CRUS
LISOS,
SA1T-
JADOS,
E
ALGODOES
Largo
de N. S. Branca, n.° 4 e 5
BRAGA
Manoel Bento
de
Carvalho
tem
o
de
posito
da
importante fabrica
de
fiação a
vapor
em
Salgueiros,
que
vende
por
jun
to
pelo
preço
da fabrica
e respeclivo
des
conto,
havendo
ainda
o
beneficio do
car
reto
do
Porto
para
esta cidade.
Tem
um
sortido
completo
de
panos
crus
lisos
e
sarjados,
principiando
os
pre
ços
d
’aquelles
em
l$500
reis
até
3$44>0,
a
peça
de
27
ra
,50.
A
fabrica
de fiação
a vapor,
em Sal
gueiros,
é
uma
das
mais
bem
montadas
do
paiz,
e
os
seus produclos
rivalisam
com
os
estrangeiros
em
preços
e
quali
dades.
Este
deposito
tem
a
seu
cargo
o for
necimento
para
as
seguintes
localidades:
Braga,
Ponte
do
Lima,
Ponte
da
Barca,
Arcos
de
Val-de-Yez,
Villa
Nova
de
Fa-
malicão,
Barcellos
e
Povoa
de
Lanhoso.
(347)
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender dirija-se
á
mesma.
(2716)
RESPONSÁVEL
—Domingos
J. S.
Aguiar-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1880
Parte de Comércio do Minho (O)
