comerciominho_04051880_1078.xml
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-
VIH
ANNO
TERÇA-FEIRA 4 DE MAIO DE 1880
NUMERO
1:078
REDAGTOR
—
D.
MIGUEL
SOTTO-MAYOR
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
12
mezes,
com
estampilha
2&400
—
12
mezes,
sem
estampilha
1&800
—
tírazil,
12
mezes,
moeda
forte
4&20U
—
Avulso
20
rs
PIBL1U-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS
E SABBÀDOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—Annuncios cada
hnha
20—
Repetição
10
rs.—Assignantes,
20
p.
c.
d
’
ahatime
lt
to.
BRAGA—4 DE
MAIO
Vamos
transcrever
um
artigo
da
«Or
dem»,
illustrado
jornal
de Coimbra,
que
vem
tomar
parte
na
defeza
do
nobre
Pre
lado
Bracarense.
O
prezado
collega separa
mui
delica
damente
a
pessoa
do
Prelado
do
principio
da
aucloridade,
gravemente ferido
n
’esta
contenda.
Não
são
os
respeitos
e
consi
derações
humanas, que o demovem;
é
a
dignidade
do
Prelado
contra
quem
vê
uns
accusadores
assacando-lhe
insinuações que,
não já
todo
o
catholico,
mas
todo
o
homem
honrado,
repelle com
indignação,
havendo
logar
para
lhes
perguntar, se
é
assim que
se
respeita a aucloridade
d'um
Succestor
dos
Apostolos,
d
’um
Representante
de
Deus
sobre
a
terra;
se
é
licito
fazer
coro
com
os
inimigos
jurados
da
Egreja
e
da
ordem.
O
artigo
contém
duas palavras
só.
mas
graves
e
severas Agradecemol-o, pois, e
o
publicámos
em
seguida.
O
Ex.mo e Bevd.™ 8nr. Arcebispo
de
Braga
Duas
palavras
só,
mas
graves e
seve
ras,
a
respeito d
’essa
guerra
apaixonada
e
anti-chrislã,
utlimamente
movida
contra
o
Prelado
Bracarense.
Inspira-nos
a
nossa
consciência
de jor
nalistas
calholicos
e
por
isso
desde já pro
testamos que
pomos de
parle
todos
e
quaesquer
respeitos
e
considerações
huma
nas,
para
só attender
á causa
da ordem
gravemente
transtornada,
ao
principio
da
aucloridade,
gravemente
ferido na pessoa
d
’um
Pastor da
Egreja.
Não
vimos,
pois,
adular o Prelado;
que
essa
baixeza repugna
á
nossa
hombri
dade
de
jornalistas
da
«Ordem»,
ao
nosso
caracter
de
defensores
dos princípios
ca-
tholicos.
Vemos diante de
nós
unicamente
um
Prelado
revestido
da
sua
missão divina,
de
cujo
cumprimento
dará conta ao
juiz
supremo;
e
vemos
uns
accusadores
assa
cando-lhe
insinuações
que,
não
já
todo
o
catholico,
mas
todo
o
homem honrado
repelle
com indignação.
Aos
accusadores
do
Prelado
bracarense
perguntamos:
E
’
assim
que
se
respeita
a
aucloridade
d
’
um
Successor
dos
Apostolos,
d
’
um
Representante
de
Deus sobre
a
ter
ra,
encarregado
pelo
Espirito
Santo
de
pastorear
uma
porção do
rebanho
de
Jesus
Christo
?
Não
basta
que
os
impios
se
insurjam
contra
a
aucloridade
dos
Bispos,
para
que
venham
os
mesmos
calholicos
aggravar
o
mal
e
fazer
côro
com
os
inimigos
jura
dos
da
Egreja
e
da
ordem
?
Não
sabeis
que
os
Bispos
tem
uma
missão
divina a cumprir, que
para
isso
precisam
de
aucloridade
e
prestigio, e
que
essas
accusações,
diminuindo
aquella
e
destruindo
este,
os
impossibilitam
de
exercer
fructuosamente
o
seu
divino
apos
tolado?
Terão
os
inimigos do Snr. Arce
bispo
calculado
diante
de
Deus
a
tremenda
responsabilidade do
seu
proceder
injusto,
anli-christão
e
por
isso
mesmo
anti-so-
cial
?
Em
nome,
pois,
dos
interesses
da
Egreja
e
em
nome
da
ordem
social,
pro
testamos
energicamente
contra
o
modo
anti-calholico
por
que tem
sido
aggredida
a
auctoridade
veneranda do
Prelado
Bra
carense.
Era
necessário
levantar
este
brado
para
saldar
contas
com a
nossa
consciência.
E
depomos
a
penna
com
a
doce
tranquil-
lidade
de
ler
cumprido
um
dever.
Publicámos
mais
duas
manifestações de
subida
importância
contra
as
accusações
e
contra
os
accusadores
do
Exm.°
Pre
lado
Bracarense.
A
primeira
é
assignada
por
dois
mui
respeitáveis
sacerdotes
e pelos
moradora-
res
da freguezia
de
S.
João
da
Cova.
Tendo
em
muita
consideração
todos
os
signatários,
ainda
assim nos
abstemos de
publicar
os
nomes
dos
não
ecclesiasticos,
que
muito honram
tão
significativo
do
cumenlo.
Assim
temos
procedido
por
mais
vezes,
ao
apresentarem se-nos
moradores
de
freguezias
inteiras protestando
contra
as
aleivosias
e calumnias
arremessadas
impudentemente
ao
venerando Arcebispo
de
Braga,
e
sôbre
nós
ainda hoje
im
peram
os
mesmos motivos para nem se
quer
abrir
uma
excepção.
O
segundo
documento é assignado por
um
respeitável
parocho,
que
pertenceu
e
não
pertence
actualmente
a
este
arce
bispado. Os
calumniadores
não
lerão pejo
de
aífirmar,
que
este
respeitável ecclesias-
tico
também
teme
que
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
lhe
tire o
beneficio.
Pois
af
firmem e
calumniem
e
insultem
com
chas-
cos
baixos
o
nome
d
’
este
sacerdote
e
de
todos
os
que
espontaneamente levamtarem
a
sua
voz
contra
accusadores,
que
já
fo
ram
classificados
pelo
«Jornal
do
Com-
mercio»
e
pelo
«Amigo
do
Povo»
d
’um
modo
pouco
lisongeiro
para
os
que
lhes
mereceram
laes
classificações.
Cada
insulto,
dirigido
aos
respeitáveis
sacerdotes,
que
se
manifestam
tão
iinpo-
nenlemeule
vale
por
um
argumento con
tra
os
insultadores,
que
não
respeitam a
seriedade,
a
indepen
lencia e o
direito
dos
que
se
postam
ao
lado
do
seu
Pastor.
Venham
mais
insultos,
venham
mais
'
insultos!
A
opinião publica
vos
julgará.
O
menos
que merecereis
de
todo
o ho
mem
de
bem será
a
repulsão
e
o
des-
prêso
Sois accusadores do vosso
Prelado,
calumniando
por
meio
d
’
uma
linguagem
'desbragada,
calumniando
por
despeito
e
■rancor.
Que
mais
é
necessário
para que
lodos
vtos
desprezem?
Quem
confiará
nas
vossas
promessas
de
amisade?
Quem
vos
receberá
em
sua
casa,
quem
vos
aperta
rá
a
mão sem
receio
de
ser
apunhalado
na
sua
honra?
Ã
cuiiosidade
escuta
muitas
vezes
as
calumnias,
estima
mil
vezes
os
lermos
desenvoltos
e
baixos; mas
o
bom
senso
moral
despreza
outras
tantas
vezes
os
vis
calumniadores
e
os
arruaceiros
dissolutos.
Desculpem-se-nos
estas
phrases
vio
lentas.
Todos sabem que
é
em
justa
de
feza,
que
usamos
de
taes
armas.
O
ata
que
dos
nossos
adversários
é
violento
e
a
defeza
deve
estar
na
proporção
do
ataque.
Os
abaixo
assignados,
como
cathoiicos
e
súbditos
obedientes do
Exm.
“
e
Revm?
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
digníssimo Arcebispo
Primaz,
ma-
guados
da
injusla
e
salanica
guerra,
que
a
impiedade
lhe
tem
movido
na
impren
sa
e
no
parlamento,
adherem
de
todo
o
seu
coração ao
protesto
feito pelo
cor
po
docente do
Seminário
Conciliar bra
carense.
E
porque
esses
filhos
degenera
dos
da
Roma porlugueza,
e
outros
taes,
que
partilham similhantes
ideias,
tem
odio
figadal
ao
clero,
e
o
desejam
ridicularisar,
principiando
seu
malévolo intento pelo
prín
cipe
d
’
esta
diocese,
os
abaixo
assignados,
querendo
mostrar
aos
detractores
de
S.
Exc.
a
Revm.
*
que suas
iníquas
arguições
desagradam
a
toda a
gente,
que
tem amor
ja
Deus,
e
respeito
ás
leis
ecclesiasticas,
novamente
protestam
contra
essas
aleivo
sias,
que
offendem
o
inclito
Prelado.
S.
João
da
Cova
15
de
abril
de
1880.
O abbade José
Bento
de
Campos.
Padre
João
Anlonio
dos Santos Soares.
Porisso
que,
como
diz
o Apostolo,
quando
um
membro
padece
todos
os
ou
tros
soffrem,
com
elle
devemos,
todos
os
que
nos
gloriamos de
cathoiicos,
sentir
devida
e
sinceramente,
como
nossas,
as
amarguras
que
devem
ter
aílligido
o bon
doso
coração
do
Sacerdote
Magno
d
’essa
archidiocese,
occasionadas
pelas
inveclivas,
seguramente
falsas e
aleivosas,
que
os ini
migos
da
religião
<le Jesus
Chri»to
leem
disparado
contra
o
venerando Prelado.
Pela
minha
parte, como
catholico,
como padre
e
como
filho
d
’
essa
mesma archidiocese,
comquanto
hoje
instituído
parocho na
dio
cese
do
Porto,
confesso que não só
taes
desregramentos
me
aflligem,
mas
mesmo
levam-me
até á indignação.
Uno
o meu
firme
protesto
contra
essas
falsissimas
arguições
ao
protesto
dos
meus
conterrâneos
e ao
de
todos
aquelles
que,
na
sua
melhor
boa-fé,
amam
a
justiça,
e
peço
a
Deus,
que
faça
conhecer
aos
au-
ctores
de
similhantes
aleivosias
a
sua sem-
razão
e
o
seu
êrro,
para
que,
retratando-
se,
como devem,
possam
ainda esperar
de
Deus
o
perdão
para
tão
enormes
fal
ias,
commettidas contra
um
Príncipe
da
Egreja,
sempre
digno
do respeito
e
amor
de
todos
os
fieis.
Porto
30
d
’abril
de
1880.
João
Antonio
Ayres
de Madureira,
abba
de d
’
Oliv»l.
Continuámos
com
a
publicação
dos
Nomeai
doa membro
*
do elero,
que
adheriram ao
Protesto do eorpo
docente
do
Seminário Conciliar
de
9. Pedro,
d’eata
eidade.
Arciprestado
de
Villa
Verde
Padre Simão
Antonio Domingues.
—
Padre
Bento
Miguel Fernandes
Lopes.
—
Padre
Antonio Joaquim da
Silva.—
O
diáco
no
Conslanlino
Lopes
Pogeira.
—
O
paro
cho
Antonio
Joaquim
Fernandes
de
Bar-
ros.—Padre
Manoel
de
Oliveira.—Padre
Anlonio
Joaquim
d
’Oliveira Quinlella.—
Padre
José
Gonçalves Coura da
Costa.
—
Padre
Manoel
Fernandes
Gomes.—Padre
Francisco Gonçalves
Coura
da
Costa.
—
Padre
José
Joaquim
da
Silva
Bacellar.
—
Fr.
Antonio
Germano
da
Silva.
—
Padre
José
d’
Oliveira.
—
Padre
José
Joaquim
da
Silva
Bacellar
Júnior.
—
O
parocho
João
Alvares
de
Souza.—
Padre Manoel
Joaquim
Ferreira
da
Cunha.
—
O
parocho
Anlonio
José
Ferreira
da Silva.
—
O
parocho
Ale
xandrino
de
Souza
e
Silva.
—
O en-
commendado
Luiz de
Nossa
Senhora
da
Guia.
—
O
reitor
José Antonio
d’
Oliveira
Barbosa.
—
Padre
Manoel
Freire
de
Barros.
—Padre
Joaquim
F.
de
Caídas.
—
Padre
José
Anlonio
Pereira d
’
Almeida.
—
O
rei
tor
José
Joaquim
Gonçalves
d
’01iveira.
—
O
parocho
Felix
Augusto
da
Costa
Re-
bello.
—
Padre
José
Antunes
Pereira.
—Pa
dre
João
José
da
Rocha.
—
Padre
José
Joa
quim
Antunes
da
Costa
Lobo.
—
Padre
Ma
noel
José
Antunes Lobo.
—
Padre
Bento
José Martins.—O parocho
Gaspar
Victor
de
Souza
e Castro.
—
O
coadjutor
José An
tonio
d’
Araujo.
—
O
reitor
João
Fernandes
Martins.
—
Padre
José
Joaquim
Martins
da
Silva
Meirelles.
-Padre
João
Xavier
de
i
Campos
d’
Azevedo
Soares.
—
O
coadjutor
í
Bernardino
José
de
Souza.—
O parocho
Luiz
Anlonio
Soares
Pinheiro.
—
Padre
Joa
quim
José
Fernandes.—O
encommendado
Manoel
José
d
’
Araujo
Abreu.
—
Padre
João
de
Araújo.
—O
encommendado
Anlonio
Fernandes Pi menta.—
Padre
Luiz Anlonio
Nogueira.
—O
parocho
Manoel
José
Pereira.
—Padre
Domingos
José
Rodrigues.—
O
encommendado
Manoel
José
Vieira.—
O
coadjutor Francisco
José da
Moita.
—
O
parocho
Manoel
Joaquim
Ferreira.
—
Padre
Francisco Manoel
Barbosa.
—
O
reitor Fran
cisco
Pinto
da
Silva
Rego.
—O
reitor
José
Joaquim
da
Silva
Araújo.
—
O
parocho
José
Narcizo
Leite
e
Mello
de
Vasconcellos.
—
Padre
Francisco
Anlonio
Monta.
—
Padre
Francisco
José
da
Rocha.—Padre
Joaquim
Narcizo
da Rocha.—
O
parocho
Manoel
Jo
sé d
’Araujo.
—
0
parocho
José
Fernandes.
Arciprestado
de
Villa
Pouca
de
Aguiar
O
arcipreste Francisco
Xavier Alves.
—Padre
Gervazio
José
Teixeira.
—
O
reitor
Bernardino
José
Gonçalves
Martins.—Pa
dre
Agostinho Joaquim
de
Oliveira.
—Pa
dre
João Alves
de
Carvalho. —
Padre
João
Lopes
Monteiro.
—Padre
Viclorino
José
de
Carvalho.
—
O
encommendado Domingos
José
Gonçalves
de
Carvalho.
—
Padre
Fran
cisco
Joaquim
de Carvalho
Pimenta.
—
O
parocho
João
Dias.
—
O
encommendado
José
Maria
Martins
da Fonte.—
Padre
Anlonio
Martins
Rodrigues
—
Padre
José
Joaquim
Fernandes.
—
Padre
José
iManoel
Teixeira.
—Padre
Manoel
Martins
Teixeira.
—
O en
commendado Ignacio
Alexandre
Ribeiro
Malheiro.
—
Padre
Luiz
Bernardo
Taveira
de
Miranda.
—
O
parocho
José
Mana
Vaz
d
’
Oliveira.—
Padre
Bento
Ribeiro
do
Valle.
—
O
encommendado
José
Rodrigues
da
Costa
Macedo.
—Padre
José
Antonio
Fer
nandes.
—O
encommendado Manoel
Baltha-
zar
Gonçalves.—
O encommendado
João
An
tonio
Rodrigues.
Vicanalo
geral
de
Villa
Real
O
parocho
Roberto Anlonio
da
Silva.
—
O coadjutor
Manoel
Rodrigues
Ribeiro.
—
Padre
José
Maria
Correia.
—
Padre
João
da
Silva
Monteiro.
—
Padre
José
Gonçalves
da
Fonseca.
—
Padre
Manoel
Gonçalves
Se-
rodio.
—
O
parocho
Anlonio
Alves
Cotreia
Teixeira.
—
O
reitor Manoel
Pinto
Villela.
—O
parocho
Dionizio
Teixeira
de
Sousa.
—
Padre
José
Joaquim
de
Sousa
Moulinho.
—
O
parocho
Antonio
Pereira
de
Sampaio.
—O
parocho
José Manoel
Fernandes Cou-
linho.
—
Padre
João da
Costa
Pereira
da
Moita.
—Padre
João
Borges
da
Veiga.
Arciprestado
de
Fafe
Padre
João de
Sousa
Pereira Magalhães
Feio.
CENTENÁRIO
DE
CAMÕES
Progmmma
formulado
pela
eem-
mieeAo executiva da imprensa,
associada
para a eelebraçAo do
Centenário
de Camões,
approva-
de
pela asseinblè
*
geril da gran
de
eommissio.
A
commissão
executiva
da
associação
da imprensa
jornalística
de
Lisboa
para
a
celebração
do
centenário
de
Camões
entende
que
o
faclo
immorlalisado
na
obra
do
grande
poeta
e
symbolisado na pessoa
d
’elle
é
a
mais
poderosa
afíirmação
da
nossa nacionalidade,
assim
como
é
o
mais
glorioso
testemunho
da
acção d’este povo
no bem
da humanidade e na
civilisação
do
mundo.
Com taes
fundamentos
a
commissão
resolveu
que
á
celebração
alludida
convi
nha
dar
o
caracter, não
de
uma simples
commemoração
litteraria, mas
da
mais
am
pla
manifestação
popular.
Dentro
da
esphera
jornalística o
nosso
dever
n
’esla
occasião
seria
suggerir
ideias
patrióticas,
explicar
que,
symbolisando
a
obra
de
Camões
o
poder
da
individuali
dade
portugueza
no
concilio
das
nações
modernas,
a
celebração
do centenário
do
poeta,
por
exprimir
a
consciência
nacional
d
’
esse poder, seria,
para
este
povo,
pro-
fundametile
abatido
por successivas
catas-
trophes
subsequentes
ás
navegações
dos
séculos
XV
e
XVI,
como
que
a
prova
do espelho
posto
á
bocca
do
homem
exâ
nime
para
o
fim
de verificar
se
elle
res
pira
ou
não.
Constituídos
pelo
vosso
suffragio em
commissão
executiva
da
imprensa,
procu
ramos
exprimir
no
plano
d
’
uma
grande
manifestação
publica o
maior
nomero
de
ideias
que
como
escriptores
associavamos
ao
centenário
de
Camões,
tendo
princi
palmente
em
vista:
1. "
—
Vulgarisar
por
lodos
os
meios
ao
nosso
alcance
o
conhecimento
da obra
do
poeta
e
das
relações
d
’elle
com
a
nacio
nalidade
portugueza;
2.
°
—
Instigar
o genio
portuguez
para
a
producção
de
todas
as
obras
de
arte
em
que
elle
possa
manifestar
o sentimen
to
das
tradições
e
dos
destinos
nacio-
naes;
3.
°
—
Alliar o
nome
de Camões
a
fun
dações d
’
uma
forte
significação
moral;
4.o
—
Promover
na
praça
publica
o
es-
pectaculo
d
’
um
grande
cortejo triumphal
em
que
possa
expandir
se o
contentamento
de
um
povo que
pelas conquistas
lentas,
mas
successivas
da liberdade,
soube
re
mir-se
n
’
este século
d
’
aquella
antiga,
apa
gada
e
vil
tristeza,
que
prenunciava
ao
poeta a
decadência
da
palria.
N
’eslas
bases
a
commissão
elaborou
o
programma
que
vos
apresenta
e
que
se
divide
em
ires
partes:
—Preliminares
do
centenário
—
Parle
commemorativa
—
Parte
festival.
I
Preliminares
do
centenário
1.
u
—Inaugurar
se-ha
em
todo
o jorna
lismo
uma
secção
especial
com
o
titulo
—
Centenário
de Camões—
para
dar
noti
cia
de
todos
os
trabalhos
que se
projeclem
para
a
festa
naciona'
do
dia
10
de
junho,
preparando
assim
o
espirito
publico
para
a comprehensào
do
sentido
historico
de
esse
dia;
2.
°
—
Promover immedialamente
confe
rencias
históricas
e
leituras publicas
ácerca
de Camões,
da
sua
obra,
do
seu
século
e
das suas
relações
com
a
nacionalidade
portugueza;
3.
°—Que
todos
os
correspondentes de
jornaes
da
província
e
de
jornaes
e re
vistas estrangeiras
dêem
noticia dos
tra
balhos
da
organisação
do
centenário;
4.
°—
Que se
subdivida
a commissão
executiva
da
imprensa
para a
celebração
das festas
do
centenário
de
Camões
em
Ires sub-commissões:
1.
a
sub-commissão
encarregada
de tratar
com
o
governo
au-
ctorisado
por
decreto
de
10
de
abril
de
1880
a concorrer para
as
festas
do
cen
tenario,
afim
de
se
accordar
nos
meios
de
levar
a efTeito
a
parte
festival;
2.
a
sub-
commissão encarregada
de
realisar
a
parte
commemorativa
d
’
este
programma;
3.
a sub
commissão,
encarregada
de organisar
os
planos
de
instituições
immergentes
d’
este
projecto.
II
A
parle
commemorativa do centenário
1.
°_Os dias
8, 9
e
10 junho
são
consagrados
á
celebração
do
centenário
de
Camões.
2.
°
—
Será
inaugurada
no
dia
10
de
junho a
associação
dos
escriptores públi
cos,
competindo
a
esta
fundação
estabe
lecer
uma
bibliolheca
do
jornalismo
por
tuguez,
cursos
livres,
um
cofre de
coadju-
vação
editorial, um
jury
de
honra
para
os
confliclos
da
imprensa.
3.
°
—
Na
sala destinada
ás
conferencias
e
ás
leituras
ácerca
de
Camões, far-se-ha
nos
ires
dias
acima referidos
uma
expo
sição
publica
de
todos
os
trabalhos
con
sagrados
ao
centenário
de
Camões
pela
im
prensa
portugueza
e
estrangeira.
4.
«_Soílicitar-se-ba
da cainara
muni
cipal
de Lisboa que
pelo
mesmo
espaço
de
tempo se
expunha
ao
publico
a
cus
todia,
chamada
dos
Jeronymos, a qual
re
presenta
o
monumento
artístico
primei
ramente
consagrado
ás
navegações
portu-
guezas.
5
0—Submetter se-hão á
approvação
da
camara
municipal
de Lisboa
dois projectos
devidamente
fundamentados,
primeiro
para
que
a
municipalidade
funde um
Jardim
de
infanda ao
qual
fique
alliado o
nome
de
Camões
e
que
sirva
de
modelo
ás
de
mais
escolas
da
mesma
natureza,
segundo,
para
que
á similhança
do
que
propoz
Ale
xandre
Humboldt para a reproducção pela
pintura moral
dos quadros
que illuslram
a
grande
edição
dos
Lusíadas
pelo mor
gado
Matheus,
a camara
abra
concurso
publico
entre
artistas
portnguezes
para
a
pintura
das
casas
do
município
com
qua
dros
a
fresco
inspirados
pela
epopeia
ca-
moneana.
6.
°
—
O
dia
10
de
junho
será
feriado
em
toda
a
imprensa
jornalística.
7.
®—
Em
nome
da
imprensa
de
Lisboa
serão
saudados
pelo
telegrapho
n
’esse
dia
todos
os
escriptores
estrangeiros
que
por
meio
das
suas
traducçôes
e dos
seus es-
criplos
tenhim
tornado
conhecidas
as obras
de
Camões.
8. ®—
Nos
dias
8
e
9
far-se
hão
publi-
camente
conferencias
históricas
e
litterarias
ou
leituras
consagradas a
Camões.
9.
°
—
Todas
as propostas
enviadas
á
commissão
executiva
da
imprensa
serão
devidamente
registradas
e
archivadas
pela
associação
dos
escriptores
públicos
como
outras
tantas homenagens prestadas
a Ca
mões.
10.
0
-Ficará a
cargo
de
uma commis
são
da
associação
dos
escriptores
coorde
nar
em
um
volume
a
descripção
de
todas
as
festas celebradas
era
honra
de
Camões
por
occasião do
centenário.
11.
°
—
Serão
igualmente
coordenadas
em
livro
todas
as
conferencias
feitas
por
in-
scripção
dos
escriptores
de
Lisboa.
12.
°
—A
commissão
incumbirá
um mu
sico
portuguez
de coinpôr uma
ode
sym-
phonica,
a
qual
será
consagrada
a
Camões
e
executada
na
noite
de
10
de
junho no
theatro
de S.
Carlos.
(C0ultnúa)
SECÇÃO
AGRÍCOLA
maio
Continúa
a
actividade
agrícola
nos
cam
pos
Principalmente
no norte
do paiz,
é
um
dos
mezes
em
que
o
lavrador tem
mais
afazeres,
sobretudo
quando
a
pri
mavera
correu
húmida
e
que
por
isso
fez
com
que se
atrazassem os
trabalhos
das
sementeiras.
Applicam-se
estrumes
líquidos
e
gesso
aos
prados,
principalmente
áquelles,
que
são
formados
por
plantas
leguminosas,
como
luzerna,
trevo,
etc.
Lavram-se
as
terras
que
estão
de
pou
sio;
se porém
ellas
são
destinadas
a
pas
tagem
para
os
gados,
póde-se
retardar
a
lavoura
paratnais
tarde, especialmente
sen
do
terras
seccas.
Mondam-se trigos
serodios,
amanho
que,
se
fica
despendioso,
é
bem
recom
pensado
pela qualidade e
quantidade do
producto.
Semeiam-se
n
’este mez
couves-raba-
nos
e
rutabagas.
A
segunda
planta
dá-se
bem
no Minho, e,
como
mais
forragino-
sa,
é
d’
um
grande
recurso
durante
o
in
verno,
quando
esta
estação
corre fria
e
secca, e,
como
consequência
d
’isso,
ha
falta
de
forragens
verdes.
Começam
a
transplantar-se
pelo
fim
do mez
as
beterrabas,
que
foram
semea
das
em
alfobre
systema
que
é
preferível
a
semeal-as
no local
onde
se
hão
de des
envolver.
E’
este
o
mez em
que
ha
a
força
das
sementeiras
de milho. Também
se
se
meia
trigo serodio
nas
terras,
que
pelo
seu
eslido
de
humidade
não
puderam
ser
lavradas
antes,
para
ahi
ler
iogar
a
se
menteira.
Plantam-se
ainda
batatas. Semeia-se
milho
miudo,
sorgho
sacchanno
e
milho
caraguá.
Os
dous
últimos
constituem
ex-
cellente
e
abundante
forragem
para ser
consumida
duranie
o
verão
e para
ser
guardada
em
silos
afim
de
ser
dada
no
inverno.
Semeia-se
linho
e
canhamo.
Termina-
se
o córle
dos
centeios
e
cevadas
para
forragem.
Com
relação
a
esta
operação,
deve
ler-se
sempre
etn
vista
que
o córle
seja feito a
tempo,
isto
é,
quando
as
plantas
estão
no
periodo
de
floração, que
é
exactamente
quando
reúnem
maior có
pia
de
princípios
nutritivos;
mais
cedo,
estariam
excessivamente
aquosas,
mais tar
de,
tornam-se duras,
sendo
por
isso
re
jeitadas
pelo gado,
e
conléem
menos
prin
cípios
alimentares.
Por
isso quando
não
ha
gado
sufficiente para
consumir
as
for
ragens
que
é
tempo
de
cortar,
é
prefe
rível
deixal-as
fruclificar,
quando
o
grão
é aproveitável,
como
são
o
centeio,
a
ce
vada,
aveia,
etc.,
ou
cortai
as
em
tempo
competente
e
fazer
feno.
E’
tempo
de
aproveitar quanto
possí
vel
a agua
de
rega
para
as
culturas
que
a
exigem.
Convém
antes
que
esta
seja
feita
de
noite
que
de dia.
N
’
esle
mez é
preciso
ter
tanta
caute
la, como
no
antecente,
com
o
gado
ca-
vallar,
por
causa
das
alterações
de tem
peratura,
que
agora ainda
são
frequen
tes.
Muitas
vezes a
falta
de fechar uma
porta ou
janella
por
onde
se estabelece
uma corrente
d
’ar,
o
pouco cuidado
em
enxugar
a
pelle
com
palha secca
a
um
cavallo
que
chega
suado,
o
dar
agua
fria,
emquanto
os
animaes
estão
quentes,
dão
Iogar
a
uma doença grave
do
apparelho
respiratório
que
é
séria,
quando
não
de
termina
a
morte do
animal.
As
egoas podem
ainda
ser
cobertas
n
’
este
u.ez,
E
’
geral
mente
n’
este mez
que se costuma
«lar
verde
ao
*
cavallos;
é
mesmo
preferível
dal-o
agora
a
dal-o
no
mez anterior,
porque
em
abril
ainda
o
mez
corre
mais
frio
e
são
mais fre
quentes
as chuvas,
notando
que o
verde
molhado
é sempre mau
alimento
para ca
vallos.
Quando
se passar
do
regimen
secco
para
o
verde,
nunca esta
passagem
deve
ser
feita
repentinameote,
mas
sim
a pou
co
e
pouco,
dando
aos
animaes
apenas
alguma
herva
misturada
com
palha
du
rante
uns
oito
a
quinze
dias,
sendo
a
quantidade
de
verde
augmentada
gra-
dualmenle
até
ser
de
todo
excluída
a
pa
lha.
E
’
n
’este mez que
as vaccas
entram
em
cio,
devendo
essa
occasião
ser
apro
veitada
para
serem
cobertas,
tanto
mais
que
o
cio n’
estas
femeas
dura poucos
dias.
Com a alimentação
verde
d’
esta
es-
pecie
deve
haver
o
mesmo
cuidado,
que
com a
antecedente.
A
’
s
ovelhas
e
carneiros
póde
n
’este
mez
supprimir-se
a alimentação
secca,
ha
vendo
abundancia
de pasto.
No
entre
tanto
a
precaução
de
dar
ao
rebanho
al
guma
palha
secca
antes
da
sahida
de
ma
nhã
é sempre
proveitosa
e
de
pouco
des-
pendio.
Póde-se
fazer
sahir
ás
oito
ou
nove
horas
da
manhã,
recolher
ás
onze
ou
meio dia,
e
tornar
a
sahir
depois
das
tres
horas.
Isto segundo
o
tempo
correr
mais
ou
menos
quente.
Deve
notar-se
que
o
calor
é
mais
nocivo
ao
gado lanar
de
que
os
orvalhos.
Com
esta
especie
deve
haver todo
o cuidado
a
respeito da
pas
tagem
em
prados
de
leguminosas, que
lhe
podem produzir muito
facilmente
a
me-
teorisação.
E
’
n
’
este
mez
que
se
deve
fazer
a
tosquia
das
lãs.
Aos
porcos
póde
actualinente
substi
tuir-se
a base
de
alimentação do
inver
no,
que consistia
em
raízes
e
tubérculos
cozido
*
com
farinhas,
pela
alimentação
ver
de,
consistindo
em hervas
tenras.
Castram-se
os bácoros
nascidos
em
fe
vereiro.
Começa
se
n
’
este
mez a
primeira
en-
xofração
ás
vinhas
contra
o
oidium.
Começa-se
a semear
melões,
melan
cias.
aboboras,
pepinos,
etc.
Transplan
tam-se
tomates.
Semeiam-se
feijões.
Tam
bém
se
póde
ainda
semear ervilhas,
que
darão
fructo
mais
tarde,
e
por
isso
terão
melhor
venda.
gazetilha
PBEVENÇlO AOS NOSSOS «S-
SICNANTE9
Prevenimos
os
nossos
estimáveis
assi-
gnantes de
que
TODA
a
correspondência
deve
ser
dirigida
unicamente
A
’
Administração
do Commercio
do
Minho.
Invenção de Santa Cruz.—
Como
nos
annos
anteriores,
foi
muito
festejada
em
toda
a
cidade
a
Invenção
de
Santa
Cruz, um dos
festejos
mais
pittorescos
d
’esta província.
—A’
grande
romaria
das
Cruzes
na
próxima
villa
de
Barcellos
concorreram
d
’aqtú
innumeras pessoas.
rfello
trobollio
ortiztieo.—
Com
os
nossos
illustrados
collegas
d
’
esta
cida
de,
recommendamos
ao
publico os
traba
lhos
da
ourivesaria
do
snr.
Casimiro
da
Costa,
com
estabelecimento
na
rua
Nova
n.»
3.
Também
examinámos
o
diadema,
os
brincos
e
o
broxe
a
que
nos
seus
últimos
n.os
se referem
os
collegas
da
«Sentinella»
e
do
«Amigo
do
Povo»
Todos
e»tes
obje-
ctos
nos
pareceram
igualmente
aduiiraveis,
pelo gosto,
delicadeza e perfeição
tanto
da
concepção
como
da
execução,
de
todo
o
ponto
irreprehensivel.
E
’
innegavel,
e
cremos
que ninguém
o contesta
sériamente, que
os
snrs. Ca-
simiros
da
Costa
são
uns
artistas
distin-
ctissimos, igualados
sim, mas
não
exce
didos
pelos
melhores
na
sua
especialidade.
Sentimo»
sempre
grande
prazer quando
temos
de
fallar
d
’
este
tnodo
e
com
inteira
justiça
d’
um nosso
conterrâneo,
—
no
que
cumprimos
apenas
um
dever
de
consciên
cia.
Agrieultor
do
Norte de Portu-
gol. —
Recebemos
o
n.®
5
do
vol.
III
d
’
este
curioso
jornal
de
agricultura
pra
tica,
edilorado
pela
casa
Chardron D
’elle
transcrevemos
o
artigo
da
Secção
agrícola,
que
hoje abrimos
para
satisfazermos
ao
pedido
d’
alguns
dos
nossos
estimados
as-
signanles.
A
Conferencia de S. Vieente
de
Paulo em Guimarãe».—
Do
«Pro
gresso
Catholico» d
’
aquella
cidade
trans
crevemos
o
seguinte:
Quando
o
redactor
principal
d
’esla
Re
vista
devera
escrever
o
artigo
para
este
Iogar,
andava
elle,
o
padre
que
cuida
mais
dos
outros que
de
si,
atarefado
em
pre
parar
as
cousas
para
inaugurar
n
’esta ci
dade a
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Pau
lo.
Ficam,
pois,
os
nossos
leitores priva
dos
do
artigo
que
costuma
firmar
o
padre
Senna
Freitas;
mas
em
compensação
teem
as
familias pobres
de
Guimarães,
aquellas
que se
estorcem
com
os
horrores
da
fome
antes que
estender
a
descarnada
mão
a
implorar
o obulo
da
caridade,
uma
asso
ciação
de
verdadeiros
calholicos,
que
vão
de
hoje
em
diante
cuidar d
’ellas,
procurar
allivial-as,
roubal-as
das garras
medonhas
da fome
!
Pelas sele e
meia
heras
da
tarde
do
dia
19
do
corrente,
os vastos salões
do
palacete
dos
nobres
condes
de
Villa
Pouca
estavam
abertos
e
illuminados
como
que
para
grande
festa.
Ao
vel-os
assim,
a
jorrar
torrentes
de
luz
pelas
elegantes
ja-
nellas,
e
a julgar
pelas
carroagens
que
chegavam
ás
portas
da
aristocratica
vi
venda,
dir-se-bia que
os
illuslres
titulares
haviam
convidado
todo
o
Guimarães
para
assistir
a
alguma
festa
esplendida.
A
pouco
e
pouco
se foram enchendo
as
sales de gentis damas
e
cavalheiros,
notando-se entre
estes,
representadas
to
das
as
classes da
sociedade
virnaranense.
Mas
nada indicava
uma
d’
essas
festas
que
n
’aquelles
salões
se
costumam
dar!
—
Fi
nalmente
a curiosidade
de
todos
ia
ser
satisfeita.
Um
padre,
envolto
no
humilde
habito do
missionário, chama
com
sua
presença
a
attenção
de
lodos,
e
com
sua
palavra
inspirada prende
todos
os
pensa
mentos,
enlhusiasma
todos os
corações.
Era
o
padre Senna
Freitas,
que
paten
teava
o
fim
d’
aquella
reunião,
que
inau
gurava
a
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo.
O
discurso
de s.
exc.a
foi
o
que
são
os
seus
discursos!
i\
’
uma linguagem
cor
rente,
despretenciosa,
mas
prenhe
de
ele
gância,
expuz
os
fins
da
Conferencia
e
os
truclos
espantosos
que
d
’
ella
podem
colher
os
desprotegidos
de
fortuna.
Em
seguida
fallou
o
snr. dr.
Malheiro,
de
Braga,
que
veio, com
outras
pessoas,
representar
a
Conferencia
d
’
aquella cidade.
Foi
eleito
presidente
o
exc.ma
snr.
dr.
José
Teixeira
de
Queiroz
Botelho Pi-
mentel e Vasconcellos, digno
juiz
de
di
reito
da
comarca;
secretario o
ill.mo
snr.
Manoel
Maria
Fructuoso,
o
mimoso
poeta,
que
tem
enriquecido
as
columnas
da
nossa
Revista;
lhesoureiro
o
ill.
rao
snr.
Fran
cisco
Joaquim
da
Costa
Magalhães,
hon-
rado
^e
abastado
negociante
d
’
esta
cidade.
E
,
pois,
um
facto,
Conferencia
de S.
Vicente
de
Paulo
em
Guimarães.
Louvo
res
ao
digno
padre
das
Missões
que lem
leito surgir
em varias terras
do
paiz
esta
pia
instituição,
em
meio
da
descrença
geral,
em
meio
da «
philantropia
»
do
sé
culo,
e
que
não
se
esqueceu
lambem
de
que
em
Guimarães
havia
quem
carecesse
de
se
acoitar
sob
a
protecção
do
Santo
da
caridade.
Tribu
dezeonhealda.—
No
«Inicia
dor»
de
Corumbá
(Brasil) vem
o
seguin
te,
que faz
parle
de
uma
carta
escripta
de
Taquary
a
um
commerciante d
’
aquel-
la
localidade:
«Peguei
um
indio
de
tribu
desconhe
cida, homem
de
60
a 70
annos,
com
os
cabellos
pelo
lado
de
trás,
cabidos
nas
costas,
e
pela
frente
enleiados, conser-
vando-se
em
pé
como
plumas.
Estes
ín
dios
ha
reais
de
30
annos
que
sabemos
existirem
n
’estes campos,
não
só
pelos
vestígios
encontrados,
como
por
terem
si
do
algumas
vezes
vistos
de
longe.
Ago
ra. porém,
encontrei
este descuidado,
achando-se
a
esfolar
um
jacaré.
Estou-o
tratando
bem,
até
que
se
costume
um
pouco,
e
mandarei
depois
deixal-o
no
lo-
gar
onde
foi
encontrado,
para
ver
se
elle
póde
seduzir
os
outros
a
virem
vi
ver
entre
nós
>
Progremio
original.
—
O
«Times»
diz
que. segundo
noticias
de
Cincinnali
(Estados-Unidos),
as auctoridades
munici-
paes
d’
aquella cidade
tomaram
a
resolu
ção
de
auctorisarem
o
estabelecimento
de
um
systema de
tubos
subterrâneos
nas
ruas
para
o
aquecimento
dos
edifícios
e
das casas
por
meio
do vapor.
Mr.
Jacobs,
maire,
já
assignou
a
con
cessão
a
uma
companhia
de accionistas,
a
qual
se
compromette
a
ajudar
a
em-
preza,
que adoptou
o systema
conhecido
sob
o
nome
de
Hally.
O
jur«manto
ii
h
Inglittvrra.
—
Existe
em Inglaterra
uma
lei
contra
as
pragas,
blasphemias
e
juramentos.
O
tri
bunal
de
policia,
em
Londres,
acaba
de
condemnar o
carpinteiro
Doswon
a
5
schellings
de
multa
por
ter
«jurado
como
um
pagão»,
n
’
um
domingo á
tarde.
E
’
para
crer que
esta
lei
só
se
applica ra
ras
vezes,
a
julgarmos
pelo
eterno
God-
dam,
que
é
a
menor
das
juras
ingle-
zas.
Jeauitan. —
Os
jesuítas
expulsos
da
França
acabam
de
comprar,
proximo
de
Madrid,
um
castello
magnifico
que
perten
cia
ao
duque
de Prastrana.
Grande
ama
dor
de
quadros, conhecido
em
toda
a
Hespanha,
o
duque
de
Prastrana
possuia
no
seu castello
uma
das
mais bellas
col-
lecções
dos
pintores
italianos,
hespanhoes,
flamengos
e
francezes.
As suas galerias
rivalisavatn
com
as
de
D.
José
Madrazzo,
do
marquez
de
Remira
e
do
duque
de
Infando.
Estes
quatro
amadores
possuem
talvez
as
mais
bellas
maravilhas
artisticas
da
Hespanha.
O vasto castello
que
o
duque cedeu
aos
jesuítas,
data
do
século
X.
Está
edificado na
vertente
de
uma
collina
em
cujo
sopé corre
um
riacho.
Os
duques de
Prastrana
sustentaram
ou-
tr
’
ora
ahi
a
guerra
contra
os
sarracenos.
Em
1464,
Gastão
de Foire
estabeleceu
n
’
elle
a
sua
residência.
Do
parque,
situa
do em
um
ponto
muito
elevado,
avisia-
se
n’
um
valle proximo,
a casa
piedosa
mente
c
nservada,
onde
nasceu
o
poeta
Calderon.
ifli««ionarioa.—
Lêmos
no
«Monitor
Sul-Mineiro»;
«iVesla cidade
estiveram
por
espaço
de
quinze dias
os
tres
distinctos
e
illus-
trados
missionários
jesuítas,
do
collegio
de
S.
Luiz,
em Ilú,
reviu.0*
snrs.
pa
dre
José
Giorrine,
superior
da
missão,
padre
Bento
Scheltini
Guimarães e
padre
Lourenço
Rossi,
commissionados
pelo
exm
0
snr.
Bispo de
S.
Paulo,
para
visitarem
a
cidade
de
Caídas.
Dizem-nos
que
os
piedosos
missioná
rios
são
homens
de
austeras
virtudes,
de
vasta
illnstração
e
de
sincera
fé
reli
giosa.
O
povo
de
Caídas
tratou-os
de
modo
condigno, centando-se
por
milhares
as
confissões
feitas
pelos
fieis,
que
cheios
do
amor
de
Deus
frequentavam
diaria
mente
a
Egreja,
entregando-se
a
piedo
sas
praticas
e fortalecendo
a
fé
na
reli
gião
santa
em
que
foram
creados.
Os
importantes
resultados
e
meritórios
serviços
devidos
aos illustres
ministros
da
religião do
Calvario, em
sua beneíica
estada
em
Caídas,
fazem
honra
não só
aos
illuslrados
sacerdotes
como aos
dignos
habitantes
d
’aquella
boa
cidade.»
CHilí.—
Os
recentes
successos
mili
tares do
Chili (ornam
interessantes
os
se
guintes
promenores,
relativos
á
população
d’
esta
republica
e
ao porto de
Valpa-
raiso.
A
«população
do
Chili
é
actuahnente
de
2.319:264
habitantes,
não
comprehen-
dendo
o
’
este
numero
os
44:000
indios
que
habitam
a
Araucania,
a
Palagonia
e
a
Terra
do
Fogo.
A
bahia
de
Valparaiso
foi
visitada pe
la
primeira
vez
em 1536.
por.
um
pe
queno
navio,
o
«Santiaguilho»,
cotnmau-
dado
por Alonzo
Quinlero,
contemporâ
neo
de Álmagro
que
descobriu
o
Chili.
Em 1513, um
outro
navio
proceden-
•e do
Peru
tocou
em
Valparaiso
que
foi
declarado
Porlo
para
o
serviço
do Pe
r’
-t
e
da
cidade
de
Santiago.
A 4
de
setembro
de
1544, Baptista
de
Pastene,
commandando
o
«S.
Pedro»,
deixou
o
porto
de
Valparaiso,
por
ordem
do
governador
Pedro de
Valdivia,
para
:
ir
reconhecer
a
costa
austral
do Chili.
j
Depois
desta
epocha, foi
Valparioso
visitado de
tempos
a tempos,
por
alguns
navios
enviados
do
Peru,
porém,
duran
te
muitos
annos,
não
teve
um
unico
ha
bitante.
A
5
de dezembro
de
1578,
Francisco
Drake encontrou
ahi
doze
a
quinze casas,
uma modesta
egreja
e
dois
armazéns
que
o
celebre
corsário
saqueou
completa
mente.
Em
1594 um
outro
corsário,
Kawkins,
assolou
de
novo
a cidade
nascente.
Em
1640,
o
hollandez Van-Voork
des
truiu
quatro
navios no
porlo
depois
de
haver
saquado
a
cidade.
Em
1615,
Spielbenger,
menos
feliz
que
os
seus
predecessores,
foi
expulso
pe
los
habitantes.
Em
1674
construíram
os
hespanhoes
um forte
ao
N. O. da
bahia, o
qual guar
neceram
com
6
peças
enviadas
de Cal-
lao.
Em 1682
começaram a
construir
o
forte
da
Conceição,
que foi
destruído
por
um
tremor
de terra
em
8
de
julho
de
1730.
Em
1802,
no
começo
da
era
da In
dependência,
recebeu
Valparaiso,
o
titulo
de
cidade;
a
sua
população
era
então
de
6:000.
A
cidade foi
elevada
a
capital de
província
em
1842. A
sua
população
co
mo
dissemos, é
hoje
de 98:000 almas
e
está
defendida
por
14
fortes
e
139
pe
ças.
Exeellente aequiaiç
*
».
— O
colle-
gio
de
iNossa
Senhora
da
Conceição á
Es
perança,
Lisboa,
de que é
proprietário
e
direclor
o
snr.
Carreira
de
Mello,
fez
uma
excellente
aequisição
tendo
como
profes
sor
interno
o reverendo
padre
Guilherme
Bobbio
de
Porzia, bernabita
italiano,
mui
to
conhecido
da
alta
nobreza
por ter
si
do
por
oito
annos
o
educador e
mestre
dedicado
do
exm.
0
snr. D.
João
de
Len-
castre
(marquez
de
Abrantes).
O
reverendo
padre
Bobbio,
tendo acom
panhado
seu
interessante
discípulo
a
Alle-
manha
veio
tomar
collocação
no
collegio
do
snr.
Carreira
de
Mello
por própria
ini
ciativa
do
joven
marquez.
E’
bom
que
as
famílias
saibam
que
o
collegio
de
Nossa
Senhora da
Conceição
se
reforça
em
professores
habilíssimos
co
mo
é
o
reverendo
padre
Bobbio
di Por
zia.
Monumento
da
Immaeulada
Conceição, no
monte Santeiro,
«iibnrbio
*
de
Braga.
—A
commissão
administradora
das
obras
d
’
este
piedoso
monumento,
tendo
resolvido
activar
o
mais
possível
o
acabamento
do
templo
que se
acha em
construcção
n
’
aquelle
local para
onde
deverá
ser proximamente
conduzida
a
formosa
Imagem da
SS. Virgem,
ha
pouco
chegada
de
Roma,
onde
foi
aben
çoada
e
enriquecida
de
muitíssimas
gra
ças
espiriluaes
pelo
immortal
Pio
IX, en
carregou
um
habil constructor
dos traba
lhos
necessários,
e
espera que
por
todo
o
proximo
mez
de
julho íique
concluída
a
capella
mór
do
mesmo
templo poden
do
alli
ser
solemnemenle
collocada
a
Sa
grada
Imagem
no
mez
d
’agosto
d
’
este
anno.
Para
isto
estão
empregados
mais
de
cincoenta
operários
fazendo
uma
despe-
za superior
a
quinhentas mil
reis
men-
saes.
E
’
porém
certo que
a
commissão
não
tem
reditos
alguns
para
custear
esta
immensa
despeza, que até boje
tem
fei
to
com
muitíssimo
sacrifício
e
apenas
aju
dada
com a
piedade
e devoção
dos
fieis
e adiantamentos
gratuitos
a
que
se
teem
prestado
pessoas
devotas.
Resolve
pois
lazer um
appello
a
to
dos
os
portuguezes,
pedindo-lhes
o
auxi
lio
de
suas
esmolas
para
ajudar
o
enstea-
mento
das
despezas
d
’
este
monumento
verdadeiramenle
nacional,
pois
que
é
eri
gido
ein
honra
da
gloriosa Padroeira
d’
este
reino
fidelíssimo.
Eia,
pois,
fieis
portuguezes,
que
o
mundo
diga
que
ainda
entre
nós
existe
forte
e
inquebrantável a
fé
e
as
crenças
piedosas
de
nossos
maiores!
Um
pequeno
sacrtftcio de
todos,
e
teremos
o gosto
de
vêr erigido
na
mais
bella
das
nossas
províncias
e n
’
uma
das
suas
mais
pittorescas
montanhas,
onde
o
coração
humano
se
sente
desprendido
da
terra
e enlevado
aos
ceus,
um
lestimu-
nho perenne
da
nossa
fé
e
esperança.
A
commissão
acceita
toda
a
qualida
de
de
donativos
como dinheiro,
madei
ras
e objectos
proprios
para o
culto
e
decoração
do
templo,
ou
prendas, as
qnaes
serão
vendidas
e
n
basar.
Recebe eaa
Braga
o
thesoureiro
da
commissão
ArUoniff
José
Vieira
Machado,
praça Mumcípal,
n.°
17—
no
Porto,
An
tónio
Xavier
Lourenço
da
Gosta,
rua das
Flores
n.°
59
a 63—
em
Lisboa, Miguel
Ferreira
de
Lacerda,
ao
Chiado,
n.
”
58
e
60.
Pedido.
—
Chama-se
a
attenção
das
almas
bemfasejas
para
a
humanitaria
e
pia
instituição
da
conferencia
de
8.
Vi
cente
de
Paulo.
Em
nome
d
’
esta
piedosa
conferencia
pedimos
aos
religiosos moradores
d
’
esta
cidade
a
esmola
de
alguma
roupa
de
ca
ma e
de
vestir,
para
os
indigentes
que
aquella
conferencia
soccorre.
Acceita-se e
agradece-se
em
qualquer
setado
que
essa
roupa
venha; no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo, n.°
14.
em
casa de
Manoel
Ignacio da
Silva
Braga.
.<
* caridade
publica.—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas Leonardo da Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é extremamente
doloroso.
Pedimos
que
pelo amor
de
Deus,
se lembrem
de o
soccorrer. Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
ÀêiOiSCilWTOS
Joaquim
Antonio
Ferreira,
abbade
da
freguezia
de
Sanflago
da
Cruz, do
con
celho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
vem
por
este
meio,
por
o
não
poder
fazer
pessoalmente,
agradecer
a
lodos
os exm.
’s
snrs.,
e
bem
assim
a
todos
os
snrs.
ec-
clesiasticos que
se dignaram
comprimen-
tal-o e prestar-lhe
seus
serviços,
por
oc-
casião do
fallecimento
de
seu
sempre
cho
rado
irmão
padre
Antonio Joaquim
Fer
reira;
a
todos
protesta
cordealmente
seu
indelevel
reconhecimento de
gratidão.
Sanflago
da
Cruz
30
d’
abril
de
1880.
O
abbade
Joaquim Antonio
Ferreira.
(221)
Boaventura
José da
Silva
e
sua
mu
lher
Maria
da
Graça,
agradecem
do
co
ração,
pelo
não poderem
fazer
pessoal
mente,
a
todas
as
pessoas
que
por
fa
vor
e
caridade
tiveram
a
bondade de
acompanhar, na tarde
do
dia
18
do
cor
rente, sua
extremosa
filha Maria
da Con
ceição
da Silva
ao
cemilerio
publico,
e
d
’
assistirem aos
responsos
de
sepultura.
Braga
21
d
’
abril
de
1880.
Boaventura
José
da
Silva.
(205)
Maria
da
Graça.
ANNUNCIOS
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esla
cidade e
comarca
de Braga
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
no
dia
16
do
proximo
mez
de
maio,
por 10
horas
da
manhã, á
porta
do
tribunal
da
justiça
d
’
esla
comarca,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
da dita
ci
dade,
tem de
proceder-se
á
venda
em
hasta
publica,
as
propriedades
seguintes:
O
cam
po
da
Mangra
de lavradia e vidonho
com
agua
de
lima
e
rega
que
por
rata
lhe
pertence
do
rio,
no
liquido
valor
de
reis
48^000.
Campo
da
Cortinha do
Souto,
de
lavradia
e
visonho,
com agua
e
lima e
rega
do
rio,
no
liquido
valor de
1524000
reis.
Leira
por
cima
do
socalco
na
mesma
Cortinha
do
Souto,
de
lavradio,
com
agua
de
lima e
rega
da
fonte
do
logar
e
do
rio,
no
liquido
valor
de
29$200
reis.
Leira
chamada
de
Maria
do
Rego,
de
lavradio
e
vidonho com
servidão
de
caminho
que
vae
para
o monte,
e agua
de
lima
e
rega
da
fonte
do
logar
e
da
levada
do
rio,
no
liquido valor
de
8$J00 reis.
A
borla
e
eido
que foi
de
Ignacia,
de
lavradia
e
vi
donho
com
agua
de
lima
e rega
da
mi
na
do
caminho
com
servidão
do
caminho
publico,
no
liquido valor de
8420,0
reis.
Todas
as
referidas
propriedades
são
de
naturesa
alludial
e
sitas
na
freguezia
de
Aboim
d»
comarca
de
Villa
Verde, pe
nhoradas
na
execução que
o
governador
civil
d
’
este
districlo
da
cidade
de
Braga,
na
qualidade
de
administrador
dos San
tuários
e
residios d
’esle arcebispado, pro
move
contra
Manoel
Luiz
Dias
de
Abreu,
viuvo,
e
sua
lilha
e
genro
Maria Victoria
e
marido
João
Baptista
Martins, do
logar
de
Barges,
da
dita
freguezia
de
Aboim
comarca
de Villa
Verde,
para
cujo
fim
se
passarão
editaes,
e
por elles são
ci
tados,
João
Baptista
Martins casado,
pro
prietário,
do
logar
de
Barges,
da
sobre
dita
freguezia
de
Aboim
comarca
de
Villa
Verde,
como
credor
cessionário
de
Fran
cisco Ignacio
Xavier, da cidade
do
Porto,
pela
importância de
seu
credito
registado,
de
seis
contos
noventa
e
seis
mil
seis
centos
e
sessenta
e
cinco
reis,
álém
dos
juros
e custas
que
acrescerem
na
execu
ção
que
aquelle cedente promovia
ao
so
bredito
executado
Manoel
Luiz
Dias
de
Abreu,
pelo
juizo
de
direito da
terceira
vara
da
dita
cidade
do
Porto,
João
Ro
drigues da
Fonseca;
e os
credores
incer
tos, estes
e
aquelle para dedusirem
seus
créditos
e
direitos
na
falia
da
execução
em
conformidade
das
leis
novíssimas.
Braga
20
de
abril de
1880.
O
escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei a
exactidào.
(222)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
flAMPOS
a
ffllliO
SUCESSORES
DO CACHÃPLZ
Receberam
variado sortido de ferra
gens
nacionaes
e
estrangeiras,
bem
assim
deposito de
vinhos
engarrafados,
do
Alto
Douro,
qualidade
garantida,
de
150, 170,
200.
240,
300.
360
.
400
e 600.
Idem deposito
de
camas
de
ferro
do
acreditadissimo
deposito
de
João
Thotnaz
Cardoso,
bombas
para
poços, fogões
para
cosinha,
armas
e reworvers, ferros
a
va
por,
bacias
estanhadas,
e
bom
sortido
de
ferro,
aço e melaes
Preços
sem competência.
(142)
RIFA
No
dia
6
de
maio,
pelas
11
horas,
da
manhã, no
café
Vianna,
proceder-se—
ha
á rifa
dos
sessenta
volumes de diver
sas
e
magnificas
obras
scientilicas
e
lit-
terarias,
pertencentes
a
José
Anlonio
de
Araújo.
Os bilhetes
premiados
hão
de
ser
apre
sentados
pelo
dono
para
ser
entregue
o
respectivo
prémio.
Braga
30
d
’abril
de
1880.
APPELLO
A’
COMPAIXÃO
Continúa
aberta
na
casa
do
snr.
José
Antonio
da
Silva
Limar,
rua do
Souto,
n.°
28
e
29,
a
sub
eripção
em
favor
da
desventurada
ErmelinJa
Carvalho
de
Ma-
galhães,
de
Eira
Vedra,
concelho
de Vieira.
Os bemfeitores
que
até o
presente
a
tem
beneficiado
(e
pago)
são
os
seguin
tes
exm.0’
snrs;
An
mymo, (J J.
M.
F.)
do
Porto
44500
Manoel
Joaquim
Vieira
de
Carva
lho,
do
Porlo
4
$500
Manoel
d’
Oliveira Sousa
e
Mello,
de
Penafiel
24250
Anonymo,
de
Braga
1$000
Dito
»
500
Anlonio
Silveira
de
Paiva,
de
Braga
200
Anlonio
José
Vieira Machado,
de
'
Braga
500
(223)
134450
-----------
,
----------------
—-----------
—
----------
Quem
quizer
comprar
engenhos
de
ti
rar
agua
de
rios,
fazer
moagens
e
fontes
arlificiaes,
póde
dirigir-se
á
comarca
e Ter
reiro
da
Feira
de
Villa
Verde,
ao
snr...
José
Pedro dos Santos,
e
ao
snr.
Alexan
dre
de
Mello
Barros
e
Abreu,
em Vianna
ao
snr.
Manoel
Joaquim
Vieira, em Pon
te
do
Lima ao
snr.
José de Mello Pereira
e
Sousa,
em
Barcellos ao
snr.
Francis
co
Antonio
Maciel,
escrivão
de
notas,
em
Guimarães
ao
revra.
0
snr.
padre
Rodrigo
Lobo
de
Sousa
Sotlo-Maior,
na
Villa
da
Barca
ao
snr.
João
Anlonio
Pereira
de
Azevedo.
Estes
engenhos
são
de
muita
utilidade:
pódem limar, regar
proprieda
des
e fazer moagens
e
fontes arlificiaes;
são
movidos
com
agua
do
rio
sem precisar
de
motor
estranho;
são
de
muita
duração,
e
o
preço muito
diminuto;
no fim
de
3
annos
ficam
de
graça,
attendendo ao seu
rendi
-
mento;
são
afiançados
por
todo
o
tempo
até
que
fiquem
fôrros.
O
inventor
tem
privilegio
de
exclusivo,
e
lambem
vende
o
direito
que
tem
ao
mesmo
privilegio.
Villa
Verde
16
de
abril de
1880.
Alexandre
de
Mello Barros
e
Abreu.
(224)
Do
Banco
Commercial
da
Madeira
Do
Banco
de Bragança
Do
Banco
da
Covilhã
Do
Banco
Portuguez
Do Banco
do
Douro
Do
Banco de
Villa
Real
Do Banco do
Alerntejo
Do Banco
Nacional
Ultramarino
Do Banco
Nacional
Insulano
Do
Banco
Commercio
Industria
Do
Banco
Commercial
de
Guimarães
Do
Banco
do
Minho
Ku»
dou <?apeili
*
t
**
,
30
(192)
CONIFRAM-SE
ÂCÇÕES
9—LARGO
DE S. FRANCISCO
—9
LOJA
DE
SOLA
Do
Banco
Commercial
da
Madeira.
Do
Banco
da
Covilhã.
Do
Banco
Portuguez.
Do
Banco
de
Bragança.
Do
Banco
de
Villa
Real.
Do
Banco
do
Douro.
Do
Banco
Commercio
Industria.
Do
Banco
do
Alerntejo.
Do
Banco
do Minho.
Do
Banco
Commercial
de
Guimarães.
(200)
Manoel
de
Sampaio
annuncía
aos
seus
freguezes
e
ao
publico
que
o
armazém
de
vinhos
que linha
no
largo
dos
Pene
dos
n.°
23.
de
sociedade
com
Francisco
Alves
da
Fonseca,
continua
por
conta
e
UNICA
responsabilidade
do
annunciante,
visto
ter-se
dissolvido
aquella
sociedade.
Os
vinhos,
que
agora
se
acham
á
ven
da
n
’
aquelle
mesmo armazém
vieram
ha
pouco do Douro, e a
sua
boa qualidade
e
pureza
é
gaianlida
pelo
annunciante,
Sor
serem produzidos nas suas proprieda-
es.
Vende-se
vinhos
a
retalho
por
50,
60
e
120
reis.
Vinho
de
meza
de
superior
qualidade
a
150 a
garrafa.
Vinhos
velhos
de
200, 300,
400, 500,
600,
700 e 800
reis
a
garrafa.
(203)
FABRICA
DE
PAPEL
DE
^^5
Papel
de
jornal,
1.
*
e
2.
a
qualidade.
Idem
d’
embrulho.
Idem
almaço,
liso.
Idem
almaço,
pautado.
Preços
sem
competidor.
AGENCIA
EM
BRAGA
TABACARIA
BRACAREMtSE
(202)
LIVRARIA
EDITORA
DE
Todas
as
edições
feitas
por
esta
livra
ria,
estão
á
venda n
’esta
cidade
de
Bra
ga em
casa
do snr.
padre
Manoel
Joaquim
Martins,
rua
dos
Capellistas,
n.° 10,
cor
respondente
da
dita
livraria
em Guimarães,
e
do
«Progresso
Catholico»,
publicado pela
mesma.
Venda
de
casas
em
Braga
Vende
se
urna
de
utn
andar,
com
quin
tal
murado,
agua,
ramada
de castanheiros
e
arvores
de
fructa,
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
18.
Para
tractar,
em
Braga,
campo
de
D. Luiz
1,
8,
no
Porto,
Clérigos,
47.
(217)
Que
servem
para
marcar
muitos
e
diversos
objeclos, especialmente
papel,
roupa
branca,
madeira
e
solla,
e
também
se
fazem
pequenos para
marcar
com
lacre
Fazem-se
estes
carimbos
pelo
systema
inglez
o
mais
perfeito
e
conhecido,
e
ga
rantidos
por
15
annos,
de
800
reis
para
cima.
Estes
carimbos,
pela
sua
perteição,
são
preferíveis
aos
de metal
ou
d’
outro
qualquer
material,
pois
já
estão
fazendo
uso
d
’
elles
lodos
os
bancos
do
Porto, e
diversas
ci
dades,
e
muitas
casas
commerciaes,
dan
do
resultados
os
mais
satisfatórios.
Fa
zem-se
com armas,
emblemas
e
monogram-
mas,
e
mesmo
firmas,
ou
nomes
a
imi
tar
a
própria
assignatura,
etc.,
á
vontade
do
pretendente.
Quem
pretender dirija-se
por
escripto
ou
pessoalmente
a
Antonlo Germnno FerreilUnli
*
,
Rocio
de
8.
João n.°
Í4
e
15
—Braga.
Compra-se
um
prelo
com
todas
as
suas
pertenças.
Quem
quizer
vender,
póde
di
rigir-se
á
rua
do
Campo n.u
15,
ao snr.
João
Correia
Braga.
(218)
Esta
maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
unica
que
não
causa
apertos
d
’
uretra,
curando todas
as
purgações ainda
as
mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
atlestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—Esquina
de
Santa
Cruz
—
40
Porto
—
Cardoso
—
Praça
de
D
Pedro
—
113.
(169)
ALUOA1H-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons
comrnodos
para
uma
numerosa
família,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se á
mesma.
(2716)
venha
de
casa
Vende-se
a
linda
casa
de S.
Miguel-o-
Anjo,
n.°
33,
forrada
de
azulejo
amarello.
Tem
comrnodos
para
numerosa
família,
quintal
e
poço
com
bomba,
agua
e
gaz
em
todos
os
andares. Está
acabada
a
ca
pricho.
Tem
vistas
surprehendenles;
é
perfeitamente
arejada,
soalhosa
e
confor-
tevel.
E
’, finalmente, uma
magnifica
vi
venda.
Para
vêr
e tratar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
8,
com
Francisco
da
Silva
Araújo.
(120)
Linimento
BOYER-MICHEL para eaval- -
tos,
fazendo aa vezes de fogo
e nío delxand»
vestígios
do
seu
emprego M
ichbl
, pharmv
eeutico
em Alx (na
Provença) França. —
Preço
1,00»
reis. —Em
Lbisoa,
o snr.
Barreto,
Loreto, n.° 8—30. (2Í5J
200^00
i
REIS
Dão-se
a
juro
de
5
p. c.
sobre
hy-
potheca
na confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
(196)
Caixa penhorista Braearrnso na
Travessa
de ■>, Gtualdisn d’esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias desde
as
8
horas
da
manhã
até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados na
mesma
caixa
com atrazo
de
juros de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
*
Revm
*
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e nas livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do Almada,
Porto,
e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço
—
-160
em
brochura, e
240
enca
dernado.
Empreza
editora de Francisco Arlliur da
Silva
—Lisboa.
BRINDE
V
TODOS OS
ASS1GNANTES
DA
HISTOBIA UN1VERUL
POR
Ce»«r
Cantu
Desde
a creação
do
mundo
até
1862
—con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMES1O
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
X
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de
1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e annolada
por
Ranoel
Bernarde»
Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das linguas
grega
e
latina,
etc.
2.
*
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
£3 volume»
in-4.° grande.
O
editor
proprietário
d
’esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e compre-
hendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.
"
volume
para
que
esta
2."
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL tique
mais com
pleta,
resolveu
offerecer
aos
snrs.
assignan-
tes
que
o
auxiliaram
n
’esta
empreza e
áquel-
les
que
de hoje em
diante
o
continuarem >
a
coadjuvar,
como
BR
ísdi
:
o
dreimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e cin
co
capítulos,
seis
gravuras e dois indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para a
procura
dos factos
que
n
’ella
vem
exarados,
e
o segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na historia,
e
os títu
los
geraes
de todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio ao primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879, escriptos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
200600
reis
fortes
Encadernada
. . .
270000
»
»
Para
facilitar
a
acquisição
d
’
esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não possam comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou conservar
aber
ta
a assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16 paginas
a
duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
condições
da
assignatura
:
—
A
assigna-
lura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier—
por
asciculos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.
—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
|
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura, 290
rs.
CADA
VOLUME:
l.° vol. br. orn. de
9
grav.
10870
2.°
>
>
>
»
6
»
10665
3."
»
>
>
»
7
»
10605
4.
’
>
>
>
>5
»
10525
5.°
>
>
«
»
6
»
10615
6.°
>
>
>
»
6
»
10690
7.»
>
>
»
6
»
10640
8
0
»
>
>6
»
10615
9.°
*
*
>
»
6 »
10565-
10.°
D
*
>
>6 »
10615
11.°
>
>
>
»
6
»
.
10610
12.°
>
».
>
»
6
»
10815
13 .» K ULTIMO, ornado
de
6
gravu-
ras, brinde
a
todos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1
a
7.
Este
decimo terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado
a
todos
os
assignantes
que
tenham
pago o
decimo
segundo
volume
Os assignantes
leem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do complemento da
obra,
e
poder
receber
como e
quando
qui-
zerem,
por entregas,
por
fascículos ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde
fazer-se
por
entregas,
fascichlbs,
^.por
volumes.
0
assignante
receberá
uma
eiitbega de
duas
folhas
por semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor
no
acto
da
entrega a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:
—
A
assignatu
ra
póde
fazer-se
por fascículos
e
por
vo
lumes. O
assignanle
receberá
o
primeiro
fascículo
ou volume franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
no
certeza
que não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
REA USÁVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no escriptorio
do
editor-
rua
dos
Douradores, 72.
LISBOA
;
em
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Franeiaco Arthnr da
Silva—editor
72,
rua
dos
Douradores,
72
—LISBOA.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está custan
do o fornecimento
de
pannos
e fios
para
o
curativo
de feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardes.
Vende papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
0
PROGRESSO
MODERNO
E
O
(ROIPaiDiO
(BOWIRA
ou
UMA
PALESTRA AO CAI11R DA
TARDE
POR
CORNELIO
ARGUS.
Preço.......................
80
réis.
WBMlil)
ÍS «ATROVIRSIA
CONTRA
OS PROTESTANTES
E
outros
inimigos
da
Religião
e
da
Egreja
PELO
DR.
D.
JOÃO
GONZALEZ
TRADUCÇÃO
DE
A.
MOREIRA
BELLO.
Com
permissão
do
ess.
*
’
Cardeal
Bispo
do
Perl
*
Preço.......................................
160
réis»
Ambas
estas obras
se
vendem
no
escri'
ptorio
da administração
da
typographia
d
’
es-
te
jornal.
RESPONSÁVEL
—Domingos
J. S.
Aguiar-
braga
,
typographia
lusitana
—
1880
Parte de Comércio do Minho (O)
