comerciominho_03081880_1114.xml
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-
VIII
ANNO
TERÇA-FEIRA
3
DE
AGOSTO DE 1880
NUMERO
PLBLICA-SE
ÃS TERÇAS. QUINTAS
E SABBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40—
Annuocios
cnd
iinn.
20—Hepetição
10
rs,
—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’
abalimento.
BRAGA—5 DE
AGOSTO
festejam o
Coração
de
Maria,
Nossa
Se
nhora
da Graça,
Santo
Antonio,
e
S.
Sebastião.
Nao
ha
na
freguezia
ermida
alguma.
RI.
Pedro dn Torre
(Conclusão)
E
’
natural
d
’
esta
freguezia
o
snr.
José
Gomes
Martins,
um
dos
presbyteros mais
respeitáveis
d’
esle
século,
não
só pelos
seus vastos
conhecimentos
em
lheologia,
mas
e
principalmente pela
sua
rara
mo
déstia
e
exemplaríssimo
comportamento,
sobrinho
d’outros
dous
clérigos
também
muito
virtuosos,
de
que
já
falíamos.
E
’ filho
legitimo
de
Manoel
Alfonso
Gomes
e
D.
Rosa
Martins,
os
proprietá
rios
mais ricos de S.
Pedro
da
Torre,
«mbos
fallecidos
no
mesmo dia,
no
se
gundo
quartel d
’
este
século.
Malriculou-se
em
lheologia,
na Uni
versidade
de
Coimbra, no
anno lectivo de
1851
a
1852
e concluiu
a
formatura
no
de 1855
a
1857,
sendo-lhe
conferido
em
todos
os
annos
o
primeiro
prémio,
cons
tando
aliás o
seu
curso
de estudantes
distinctissimos,
que
hoje
occupam
posi
ções elevadas
na
sociedade.
O
snr.
dr.
José
Gomes Martins
rece
beu as
primeiras
ordens
em
Coimbra,
durante
a formatura,
e
concluiu
a
sua
ordenação
em
Braga,
sendo
logo
nomeado
professor
do
seminário
diocesano,
e,
pouco
depois,
conego,
deixando
o
professorado
em
1878,
depois
de
21
annos
de
exer
cício
em varias
cadeiras.
Já
em
Coimbra
era
cognominado
o
theologo,
em
rasão
dos
seus
vastos
conhe
cimentos
na
matéria.
Foi
sempre
de
costumes
irreprehensi-
veis,
e
tão
rigoroso comsigo
mesmo,
que
nunca
entrou
em
lheatro.
Sendo
con
vidado
para
ir ao
6.“
anno
e
tomar
capello
para
ficar
na
Universidade,
pre
feriu
ficar
em
Braga,
como
simples
cone
go
e
professor do seminario
de
S.
Pedro,
em
uma
humilde
cella, na
qual
residiu
os
21
annos
do
seu
professorado,
apesar
de
ser
um
clérigo que
dispõe
de
grandes
meios
de fortuna.
Ha,
porém,
a
lamentar
que,
apesar
de
tantas habilitações,
ainda
não
publi
casse
nem
sequer duas
linhas sobre
as
sciencias
em
que
é
tão
distincto
1
Todas
as
suas
distracções
se
reduzem a ler
as
melhores
obras
de
que
póde
haver
noticia.
Abriremos
aqui
um
parenthesis
ao
que
diz
o
snr.
Pinho
Leal.
De
quantos
e
quantos
padres
lemos
a
lamentar
a
mesma
falta!
Dotados
de
va
riada instrucção,
habilitados
para
escreve
rem
sobre
matéria
theologica
e ainda
so
bre
outras,
leem
se
comtudo
dispensado
d
’
esse
mister! Note-se
todavia
que
nem só
é
sabio quem
publica obras.
Se
assim
fosse,
o
numero
dos
sábios
seria
muito
limitado.
E
’
moda
hoje
apodar
o
clero
com
o
epilhelo
de
ignorante;
mas
é
certo
que
sempre
foi
a
classe
mais
illustrada,
e,
apesar
dos
tempos,
ainda
conta
no
seu
seio homens
esclarecidos,
sopposto
não
manifestem muitos
pela imprensa
a
sua
sciencia.
Continuemos
agora
a
faltar
da
fregue
zia de S.
Pedro
da
Torre, palria
do
snr.
dr.
José
Gomes
Martins.
O
snr.
padre
Diniz
Ferraz d’Araujo,
actual
abbade, é
natural
de
Villa
Nova
da
Cerveira,
onde
nasceu
a
6
de dezembro
de
1790, e filho legitimo
de Francisco
José
d
’
Ardtijo
Mendonça, que
foi
muitos
annos
pharmaceutico
do
hospital
militar
da
praça
de
Valença.
Recebeu
prima
tonsura, do
Bispo
de
Tuy, em
maio
de
1807
—ordens
menores,
do
Arcebispo
de
Braga,
em
outubro
de
1811—subdiacono,
em
maio de
1812
—
diácono,
em
junho
de
1813
—
e
presbytero,
em
março
de
1814.
Sendo
ainda diácono,
collou-se
na
reitoria
de
S.
Thiago
de
Pias,
em feve
reiro
de
1814,
tomando
posse
a
5
de
maio
do
mesmo anno.
Foi transferido
para
a
egreja
de Santa
Marinha
de
Rouças,
no
concelho
de
Mel-
gaço
(beneficio que rendia 8OO4OOO
reis
e
que
era
apresentado
por
um
fidalgo
de
Tuy)
collando-se
no
l.°
d
’abril
de
1826
e
tomando
posse
no
mesmo
mez.
As
mudanças
políticas
do
nosso
paiz.
o
obrigaram
a
abandonar
a
sua
egreja,
em
1834.
Foi perseguido
e
esteve
homi-
sidiado.
só
regressando
a
Rouças,
depois
da
concordata
com a
Santa Sé,
em
1X44.
Para
viver
mais
perlo
da
sua familia,
que
reside
em
Valença,
requereu
a
sua
transferencia
para
S.
Pedro
da
Torre,
para
onie
veio
em
novembro
de
1868.
egreja
que
se
achava
vaga
pelo
faiieci-
mento
do
abbade
D.
Bartholomeu
de
Nos
sa
Senhora
Menezes, do
qual
já
falíamos.
O
snr.
padre
Diniz
é um
verdadeiro
homem
de
bem,
de
trato
ameno
e
muito
caritativo,
tanto
que
nada
possue
além
do
rendimento
da
sua
egreja.
Está
cego
e
decrepito,
mas
vive
re
signado—
mesmo
apparentemente
satisfeito
—
dizendo
alegremente
que,
por
sua
mor
te,
não
haverá
demandas
por
causa da
herança.
|
(Accrescentaremos
que
o
snr.
abbade
i
Diniz
Ferraz
d
’
Araujo
é
um parocho
bas-
j
lante
(Ilustrado,
e um verdadeiro Icgili-
raista).
Ha
na
freguezia
de
S.
Pedro da
Torre
í
uma
associação
de lavradores,
que
por
j escriptura
publica
se
obrigaram
a
que,
quando
morra
alguma
rez dos
associados,
ser
paga
por
todos.
No
dia
13
d’
oulubro
de
1874,
pelas
■7
horas
da
manhã,
pairou
sobre
esta
fre-
■
guezia
uma
forte
trovoada.
Um
raio
foi
cahir
no
monte
contíguo
á
povoação,
ou
tro
veio
sobre
a
torre da
egreja,
deitan
do
por terra
e quebrando
a grimpa,
e
arrojando
ao
adro
duas
pyramides
e
parte
das
pedras do
zimborio.
Quebrou
alguns
vidros
das
frestas
da
egreja
e matou
um
boi
n
’
uma
casa pró
xima.
Os
prejuízos
foram
calculados
em
3004000
reis.
Cahiram
mais
dous
raios,
mas
não
cau
saram
estragos.
A
egreja
matriz
d
’
esla freguezia
é
um
templo
decente
e
n
’
elle
se
festejam
lodos
os
annos,
por
obrigação,
o
padroeiro
e
o
Santíssimo Sacramento,
e, desde
1874,
Nossa
Senhora
das
Dôres,
por
devoção
do
reverendo
Diniz
Ferraz
d
’
Araujo,
actual
abbade,
venerando
ancião,
com
quasi
90
annos de
edade
e
65
de
vida
parochial.
Também
—
quasi
todos
os
annos,—
se
Da
«Nação»;
amigos
da
Casa
de Bourbon,
unimos
as
nossas
felicitações
á
de
todos
os
jornaes
legitimisias que
por
esta
occasiào
as
di
rigem
aos
augustos
paes
do
recemnascido
Príncipe.
----------------------------------------------
Relação
das
Egrejas que foram
contempladas
com
o
subsidio
concedido pela Exc."3’ Junta Ge
ral da
Bulia
da Cruzada, para
esta
archidiocese de Braga.
PlitÇO
DA ASSIGNATUliA
12
mezes,
com
estampilha
2á»40U
—
lá
mezes, sem
estampilha
1&800
—Brazii,
12
mezes,
moeda forte
á&áiíO
—
Avulso
20
rs.
Al/andega
da
Fé
Parada.
S.
Thyago—Uma
capa
tôxa
de
damasco,
um
frontal
com
sebaslos
bran
cos
e encarnados, uma
casula
branca,
ou
tra
preta,
ambas
de
damasco,
e
apare
lhadas.
Amaranle
Mancellos—
1004000
reis
para obras
e
concertos
da
Egreja.
Freixo
de
Baixo
—
Uma
casula de
da
masco
branco
aparelhada.
Amares
Ribeira,
S.
Matheus—
Uma
casula
bran
ca,
outra
encarnada, outra
preta,
todas
de
dançasco
e
aparelhadas,
uma
alva
com
seu
cingulo
e
amito.
Villela,
S.
Thyago—
Um
calix
e
um
missal.
Arcos
Rio
Frio
—
504000
reis para
obras
na
Egreja.
Crasto,
S.
Martinho
—lOO^OOO
reis
para
obras e
concertos
na
Egreja.
Gondomar
—
Uma
casula
de
damasco
branco
aparelhada,
duas
alvas
e
dois
ami-
los
e
um
missal.
Barcellos
Perelhal
—Um
par
de
galhetas ntn
mis-
:
sal,
um Ritual,
uma
capa
dasperges
ej
uma
ca-ula
de
còr
preta
aparelhada. I
Arcozelo.
S.
Matnede—
40$000
reis para
reparos na
Egreja.
Aguiar,
Santa
Lucrecia
—
24$000
reis
para
reparos
na Egreja.
Braga
S.
Pedro
de
Maximinos
—
2004000
para
as
obras da
nova
Egreja.
Arenlim
—
Um
paramento
de
damasco
preto
aparelhado,
composto
de
casula,
deal-
malicas
e capa d
’
a*perges.
Nogueiró,
Salvador—50$000
reis para
obras
da
Egreja.
Caminha
Villa
Nova
de
Cerveira
—
2004000
reis
para
a
continuação
das
obras da
Egreja.
Argélia,
Santa
Marinha—Um
paramento
completo
de
damasco
branco,
composto
de
casula
e
dealmaticas
aparelhadas,
capa
de
asperges
e
véo
d
’hombros
da
mesma
còr.
Chaves
Corveira,
S.
João—Um
paramento
de
damasco branco,
composto
de
casula
e
dealmaticas
aparelhadas, capa d
’asperges
e
véo
d’
hombros da
mesma
côr.
Emeres,
Santa
Maria—
Um
paramento
de
damasco
branco
composto
de
casula
e deal
maticas
aparelhadas,
capa d’
asperges
e
véo
d
’
hombros
da mesina
côr, e
urna casula
de
damasco
rôxo
aparelhada.
Fafe
Queimadella,
S. Pedro
—
Um
baldaqui-
no
e
uma
casula
de
damasco
verde
apa
relhada.
Guimarães
Airão,
Santa
Maria
—
904000
reis
para
obras
e
reparos na
Egreja.
Mascotellos, S.
Vicente
—
Uma
umbella
Biarrdz,
24
de
julho,
S
h.
15
m.
da
manhã.
«Sua
Alteza
Real,
a
Senhora
Duquesa
de
Parma
deu
á
luz
um
príncipe
houlem
á
noite».
Publicando
esta
noticia,
que
não
póde
deixar
de
ser
bem
acolhida
por
todos
os
de
damasco
branco,
e uma
casula
apare
lhada
de
damasco
preto.
Creixomil.
S.
Miguel—
Uma
umbella
<le
damasco
branco,
uma
casula
de
damasco
encarnado
e
outra
dita
de
damasco
bran
co,
ambas
aparelhadas.
Caridoso,
S.
Martinho
—
Uma casula
de
damasco
branco,
outra
de
damasco
preto,
outra
de damasco
encarnado,
todas
apa
relhadas,
duas
alvas
e
dois
cingulos
Vizella.
S.
Miguel
—
904000
reis
para
obras
na
Egreja.
Monção
Valladares.
Santa
Eulalia--Uma
casula
de
damasco
branco,
outra
de damasco
encarnado,
um
paramento
de
damasco
pre
to,
composto
de
casula
e
dealmaticas
apa
relhadas,
e
uma
capa d
‘asperges
da
mes
ma
còr.
Capella
S.
Loure.nço
—Um
missal,
uma
umbella de
damasco
branco,
uma
casula
de
damasco
prelo
aparelhada,
e
uma
capa
d
’
asperges
da
mesma
côr.
Moncorvo
Felgueiras.
S.
João
Baptista—
504000
reis
para
obras
na
Egreja.
Carinho,
Senhora
da
Purificação
—454000
reis
para
obras
na
Egreja.
Poiares,
S.
Pedro—10O4000 reis
para
concertos
na
Egreja.
Peredo
dos <
aslelhaiios,
S.
Jnlião
—
Deve
declarar
os objeclos
do
culto
reli
gioso
que
mais
precisa.
Mogadouro
Paradella,
S.
Pedro
—Uma casula bran
ca
e
duas
dealmaticas
de
damasco
da
mes
ma
cór,
uma
casula de
damasco
preto,
tudo aparelhado,
quatro cingulos
e
uma
capa
d
’asperges
de
damasco
branco,
um
par
de
galhet^,
um
thuiibulo
e
naveta
de
metal
pialeádo,
e
urn
missal.
Gallegos.
i>.
Miguei
—
Um
paramento,
composto
de
casula
e
duas
dealmaticas,
tudo
aparelhado
e
de
damasco
branco,
e
um
missal.
Villa
d’
Ala, Senhora
da
Assumpção
—
Uma casula de
damasco
encarnado, ou
tra
de damasco
branco,
aparelhadas,
um
véo
d’
homhros
de
damasco
branco,
e
um
missal.
Ponte
do Lima
Ardegão,
Santa
Maria
—Uma
casula
de
damasco
rôxo
aparelhada,
um missal,
duas
alvas,
um cingulo.
e
um
par
de
galhetas.
Freixo,
S.
Julião—
Um calix
aparelha
do,
um
paramento composto,
de
casula
e
duas dealmaticas,
tudo
aparelhado,
de
damasco branco,
uma
casula
preta
de
da
masco
da
mesma côr
aparelhada.
Navió,
Salvador
—
Uma
casula
de damas
co
branco,
ouua
de
darnasco
encarnado,
ambas,
aparelhadas,
uma pedra
d'ara
sa
grada.
Povoa
de
Lanhoso
Ferreiros,
S.
Martinho
—
604000
reis
para
obras
na
Egreja.
Friande,
Santo André
—
Um
paramen
to de damasco branco, composto de
ca
sula
e
duas
dealmaticas,
tudo aparelhado,
uma
capa
d
’
asperges
de
damasco
branco,
e
um thuribulo
e
sua
naveta
de
metal
prateado.
Rendufinho,
Santa
Maria
—Uma
casula
de
damasco
branco,
outra
de damasco
pre
to,
ambas
aparelhadas
e
44800
reis
para
a
douradura
de
dous
cálices.
Valtnça
Gondomil,
S.
Christovão —
Uno
para
mento
composto
de
casula,
duas
dealma-
ticas,
uma
capa d
’asperges,
um véo d’hom-
bros.
tudo
de
damasco
branco
e apare
lhado,
unia
casula
aparelhada
de
daiuasco
prelo.
Coura,
S.
Marlinho
—
lOO^OOO
reis
para
obras
na
Egreja.
Verdoejo,
bania
Marinha
—
50^000
reis
para
obras
e
reparos
na
Egreja.
Villa
Flôr
Abreiro.
Santo
Estevão
—
Um
paramen
to
de
damasco
preto
aparelhado,
composto
de
casula
e
duas
dealmaticas,
uma casu
la de
damasco
branco,
outra
de
damasco
encarnado,
appan
Ihadas,
e
uma
umbella
de
damasco
branco.
Candoso,
S.
Sebastião
—
Uma
casula
de
damasco
preto,
ouira
de
damasco
encar
nado,
ambas
aparelhadas,
um
missal
e
uma
casula
de damasco branco
aparelhada
para
a
Egreja
de Barcel.
Frechas,
8.
Miguel—
Um
paramento
de
damasco
branco
aparelhado,
composto
de
casula,
duas dealmaticas,
capa
d’asperges
e
véo d’bombros, e
uma casula
de
da
masco
prelo
aparelhada.
Villa
Nova
de
Famalicão
Louro,
Santa Lticrecia
— 100$000
reis
para
concerto
do
telhado
e
outros
repa
ros
na
Egreja
Arnoso,
Santa
Maria
—45^000
reis
para
concerto
e
reparosna
Egreja.
Villa
Real
Villarinho,
S, Romão—
80$000
reis
para
concerto
do
telhado
da
Egreja.
Villa
Marim,
Santa
Marinha—
Uma
ban-
queta
prateada
com
seu
crucifixo,
um
va
so
de
metal
dourado
para
o
Sacrario,
um
paramento
de
damasco
branco
aparelhado,
composto
de casula
duas
dealmaticas,
ca
pa
d
’
asperges,
uma
casula
encarnada,
ou
tra
roxa, outra
preta,
tudo
de
damasco
e
aparelhado.
Caslello,
S.
Thomé
—
Um
paramento
de
damasco
preto
aparéiliado,
composto
de ca
sula,
duas
dealmaticas,
um
véo
d’
hombros
de
damasco
branco,
uma
pedra d
’ara sa
grada,
Ires
alvas,
ires
cingulos
e uma
cruz
processional.
Quinta,
8.
Barlholomeu—
Um
vaso
de
metal dourado
para o
Sacrario,
uma
ban-
queta
prateada
com
seu
crucifixo e
um
frontal
de
sebastes
brancos
e
encarnados
para
o
altar-mór,
de
damasco.
Gouvaes
do
Douro, Santa
Maria
dos
Anjos
—Um
missal,
uma casula de damas
co
branco,
outra
de
damasco
rôxo,
apa
relhadas,
e um
frontal
de
damasco
com
sebastes
brancos
e encarnados
para
o
al
tar
mór.
Paço
Archiepiscopal,
em
sessão
da
Com
missão
de
23
de julho
de^l880.
João,
Arcebispo
Primaz.
D. Manoel
Martins
Alves
Novaes.
Paulo
Lopes
Martins
Ferreira.
Pelo
secretario,
João
Fernandes
Cruz.
-------
•—u.
Au»»-—
A«
eleições
templos
Transcrevemos
do
nosso
excellente col-
lega
do
Rio de
Janeiro,
o «Apostolo»;
Graves
acontecimentos tem
occoTrido
nas
matrizes
de
algumas
freguezias,
por
occasião das
eleijçoes,
que
se realisam
presenteméntè,
para
vereadores
e juízes
de
paz.
.
..
|,
u
.
„
..i
.
i.
,.i'
■
0 sangue
tem
sido
derramado
a jorros;
cidadãos
de
ambas
as
parcialidades tem
cabido sob o punhal
assassino,
ou
aos
ti
ros
de rewolver,
dardejados
pelos
capangas
eleiloraes,
homens sem
consciência,
que
raãlbàrateiam
a vida
de
seus
similhantes.
Os
templos,
casas
de
oração,
em
que
deve
haver
o
maiòr respeito
’
,
porque
são
destinados
para
as
ceremonias
e
actos
re
ligiosos,
são convertidos
em centros de
baccbanaes,
ou farç.as
as
mais
ridículas
e
hediondas!/'
,
‘
*
i»
'
As
matrizes,
as
casas
de
Deus,
onde
deve
reinar
a
paz,
onde
os
catholicos
se
congregam
prir
as
suas
leis
e pfeceitos,
são
tiroía-
nadas!
,
E
produzem
em
todas
as
provtmuas,
e
mesmo
MT
W
>WV
tf
peia
de civitísaL-,
------
-------
America!
o.RíiuV
Ha
muito
clamam
os
Bispos
contra o
-abuso
de
’
se- proceder
iás
.êdeijções
nas
egrej
•jas.
Ha
muito clamam'
os
cailjolicos
contr|
esse
abuso
inveterado;
mas
todos
tem
clamado
em
vão.
Desgraçadamente,
sempre que
se
trata
de
reformas
tendentes
ás
eleições,
esque
cem-se
os
legisladores
de
apresentar
me
didas
que
possam
afastar
as mesas
eleiloraes
dos
centros
das
matrizes.
Eis o
que
se
deve
fazer
quanto antes,
para
qne
não
sejamos
indefinidamente tes
temunhas
das
scenas revoltantes,
que
se
representam
nos
templos,
por
occasião
das
eleições.
Continuaremos
a
clamar
contra esse
mau
habito
introduzido
na
nossa
patria.
Nos
paizes
que
estão
na
vanguarda
da
civilisação
e
do
progresso,
fazem-se
as
eleições
nas
municipalidades
e
casas
desi
gnadas
para
esse
fim.
Por
que
razão
não
os
imitaremos?
E’
tempo
de
fazer
cessar
taes
abusos.
Meditem
os
nossos
legisladores
sobre
tão
importante
a-sumpto.
e
livrem-nos
d
’esses
dramas
sanguinolentos,
<jue tanto
nos
de
gradam
aos
olhos
do
estrangeiro.
Lembre
mo-nos
das
palavras
de Nosso
Senhor
Jesus
Chrislo. expulsando
aquelles
que
haviam
convertido
o
templo
divino
em
espelunca
de ladrões.
Gs templos são
casas
de
Jeus,
casas
de
oração, e
não
centros
de distúr
bios
e
tragédias horríveis.
E
’
tempo
de
assegurer
á
religião
ca-
tholica
seu
livre
exercício.
Como
poderão
os
catholicos
cumprir
seus
deveres
reli
giosos
u
’
esses
dias, em
que
as
egrejas
ma
trizes
são
theatro
de
crimes
de
toda
a
especie?
E
se
forem
declaradas
pollutas.
como
poderão
assistir
aos
olficios
divinos
durante
o
tempo
em
que
estiverem
inter
dietas,
mórmente nas províncias,
onde
as
matrizes distam
muitas
legues
umas
das
outras?
Em
vez,
pois,
de
se
proteger a
seitas
dissidentes,
promovendo
a
elegibilidade
dos
acatholicos,
violando
assim
o
art.
5.®
do
pacto
fundamental,
seria
melhor
que
se
tomassem desde
já
medidas
sérias
contra
o
abuso de
se
fazerem
as
eleições
dentro
das
egrejas.
Concorram
os
nossos
representantes
no
parlamento para tão
nobre
causa, auxilie
o
governo
os
seus
esforços,
e
muito
lerão
contribuído
para
o
engrandecimento moral
de
nossa patria.
GAZETILHA
Clironicn religioHn.—
Hoje:
Na
Sé,
procissão
das
Ladainhas.
Começa
a
novena
de
Santa
Clara.
A’
b
Hlina*
caridosas.—
Chamamos
a
attenção
das
pessoas
caritativas
para
o
appêllo
que
sob aqueila
.epigraphe
vae
no
fim d
’
esla
secção.
Eataçfto telrgraphiea.—
Vae
ser
transferida
a
estação
telegraphica
para
o
edifício
da
Direcção
do
correio.
Convento
<la
Folperra.—
Foram
isentos
das
leis
de
desamortisação
o con
vento,
cèrca
e
montado
hoje
de
posse
da
irmandade
de
Santa
Maria
Magdalena,
na
sua
capella
no monte
da
Falperra.
tlanto
.VJisrcantil de
Braga.—
Por
falta
de
numero
não
se
realisou
no
sabbado
a
assembleia
geral
d
’
este
Banco;
Haverá
nova
reunião
no
dia
20 do
corrente.
iiaisar.—
Po.s
mal
informados
disse
mos
que algumas senhoras
d
’
esla
cidade
vão
realisar
um
basar
em
favor
da
Con
ferencia de
S.
Vicente
de Paulo.
Não
é
verdade:
o
basar,
que
se
fará
ainda
no
mez
corrente,
reverte
em
bene
ficio
do
Monumento
do Satneiro.
Acçilo
sneritorid.—O
ei.
mo
dr.
Antonio
Bernardino
de Menezes,
lente
de
prima
na
faculdade
de
Theologta
na
Uni-
versipade
de
Coimbra,'
otfereceu
ao
Hos
pital
de
S.
Marcos
a
quantia
de
300^000
reis
para
compra de
lençoes
de
linho.
—
Está
nesta
cidade
o
ex.'u
’
Gualdino
Valladares,
governador
civil
de
Faro.
Festividade.
—
TeVe logar
ante-hon-
tem
a
festividade
do Santíssimo em
S.
Victor.
Foi
feita com a
imponência
costuma
da,
e
como
era
d
’espeíac
do exc.
”
1®
juiz,
o
nosso amigo
Manoel Augusto
de
.
Meb-I
dotiçfi.
■
■■■'
•
Orou
o
nosso
antigo
lamigo
e
coilega
o
exc.nl®
Marnoco
e
Sousa,
que
se
houve
com
toda
a
proficiência.
A
egreja
estava
decorada
com
muitq
pjropí.
1
.c
.slhbímieuf)
De'"tãrMè idrfli
a pf&lfcãtA^ue
etn
brilhantismo
nada.desmereceu
da
ikãs
ãfino!
anteriores.
!u
Falleeimento.
—
Fajleceu ^ptem
n
snr.
Joaquim
$0^
WU
■
,{k»na
d%
typngraphi^
pjade,
s^pjnprtme
o
«Amigo
do Povo».
Desordem.
—
Depois
da
meia noite
de
sabbado
houve
uma desordem
á
entra
casualidade,
parece
que
ainda
desconhe
cida
A
casa
ardeu completamente
podendo
apenas
salvar-se
um gado
que estava
nas
lojas.
As
tres
infelizes
creancinhas,
que
des
graçadamente
lá
haviam
ficado,
apparece
ram
no
leito,
muluainente
abraçadas,
e
carbonisadas
absolulamente.
Também
na
visinha
freguezia
da
Fei-
toza
uma creança,
deixada
só
em
casa,
poz-lhe
fogo
inconscientemente
do
que
re
sultou arder
parte
da
habitação.
A imprevidência sempre.
IlixtoE-in «ío prodigo iiaglez.—A’
Izabel
ou
Elizabelh,
de Inglaterra, fôra
um
judeu
offerecer
uma
pérola
de
tama
nho
prodigioso
e
de
extraordinária
belleza,
pola
quantia
de 20:600
libras.
A
rainha não
a
comprou
por
não
que
rer
empregar
tão
avultada
quantia
em
objectò
qué
verdadeira utilidade
não
tinha.
Pouco
satisfeito
se
retirou
o
hebreu,
resolvido
a
fazer
outra
viagem
com
o
fim
e
na
esperança
de
encontrar
differente
soberano
mais
e<n
estado
de
pagar
a
sua
joia.
Soube
do
caso
um
negociante
de
Lon
dres,
e
demais
que
o
judeu
não
se
pro
nunciava
favoravelmente
a
respeito
da
rai
nha,
parecendo suppor
que
ella
não
era
bastante
rica.
Convidou-o
a jantar;
e
depois
de
ha
ver
lhe
pago
’
as
29
mil
libras
que
o
he
breu
pedira
á
rainha,
mandou
vir
um
al
mofariz,
ordenou
que
moessem
bem
a
pérola,
deitou
o
pó
em
um
copo
de
vi
nho
e bebeu-o
á
saude
da
rainha
de In-
glaterra.
Difficil
é
descrever
a admiração
do
ju
deu
em
presença
d’
um
ficto
que
impor
tava
para
elle
indecifrável
enigma.
O
inglez
deu-lhe
esta explicação:
«A
rainha
de
Inglaterra tanto
podia
comprar
essa
pérola,
quanto
é
certo
que
sua
magestade tem
súbditos
que
podem
beber
a
mesma
pérola
á
saude
da
sua
soberana».
S
uímsa
.
—
Foi
recentemente
restabele
cida
a
pena
de
morte
n
’
um
dos
cantões
da
Suissa.
Está,
por
conseguinte,
a
pena
resta
belecida
nos
cantões
de
Unterwald-le-Haut,
Appenzell,
Uri
e
Schuwytz.
Segundo
a
proposta
do
conselho
d
’
este
ultimo
cantão,
serão
castigados
com
a
pe
na
de
morte
o assassinato
e
o
infanticí
dio,
sendo
a
victima
filho
legitimo;
no
caso
contrario
só
a
pena
será
applicada
no
caso
de
reincidência.
Blepubliea
<la
Chili.—
São
muito
satisfatórias
para
o
commercio
as
ultimas
noticias
recebidas
de
Valparaiso
com
data
de
12 de junho.
O
commercio
reanimava-
se
a
ponto
da companhia ingleza
dos pa
quetes
do
Pacifico
ter
de
restabelecer a
carreira
semanal como
já
houve
e
qtie
a
longa
crise
que
o
Chili
soffreu,
obrigara
a
ser
quinzenal.
A
companhia allemã
de
vapores
«Cos
mos»,
que
também
tem
uma
carreira
en
tre
Hamburgo
e
Valparaiso, já mandou
con
struir
novos
vapores
para
augmentar
0
numero
das
suas
viagens. Accresce a
tudo
isto
o terem-se
descoberto
novas
e ri-
qiiissimas
minas
de
prata.
Em salitre
e
guano
os
negocios
retomavam
a
sua
an
tiga
e altíssima
importância
A
Inglaterra
e
os
Estados-Unidos
são os
paizes
que
consomem
mais
salitre.
A
exportação
de
salitre
saído de Iquique,
porto
do
seu
embarque,
desde
25
de
novembro
de
1879 a
25
de
maio
ultimo, foi
de
368
mil
quintaes,
dos quàes
foram
300
mil
para
Inglaterra.
tr«n
bruto
gervindò de eserivfio
de
fazenda.—
Vieram-nos
á
mão duas
procurações
em
què
um
escrivão
supplente
dê
lazendá',
obrigou
as
partes
ao
paga
mento
do
sello
de^
5^000
reis
por
procu
ração
quando
não
devia
de
cada
uma pa
gar-se
senão
690
reis,
além
do
sello
do
papel.'
.
’
O
empregado
não
sabe
distinguir
os
documentos segundo
a
lei
e
por
não
sa
ber
procura
a
laxa maior.
E
’
dar
de
d»
1..ÍUJ
Sómente
as
procurações
para
gerencia
de
casas
eommerciaes
ou
mercantis
e as
passadas
por
riégòciatues
ou
prmàs
com-
mer
ciaes
para
assignãr~ou
acçeitar
letras
ou
fazer
compras
e
vendas
m»rcantes,
é
líWHFMlfo
WB^O^-Eèís^
Mas
nos
‘
^/“
Witys.^f^t^uí^ieBWttíái
das
duas
procurações
a
que
nos
referimos e
que
temos
presentes,
se trata
de
geren-
(W^enhuma
constá
que
as
pessoas
que
fizeram
as
pro
curações
sejam negociantes. O
empregado
leu
os
poderes communs
dirtod-as
as
pro
curações
na
parte
impressa
e
ignora
quo
•para
aquelles
casos
claramente
especifica-
da
da
rua
da Boa-Vista,
ficando
bastante
mallractado
um
moço
que
por
alli
pas
sava.
Liberdade,
igualdade, fraterni
dade.
—
Na
camara
do barco
almirante
hespanhol
«Colbert».
appareceram
as
se
guintes
caricaturas
que
exaltaram
a
bilis
dos
republicanos
de
mar
e
terra.
A
primeira
representava um
grande
cão,
armado
com
uma
colleira
de
pontas de
ferro,
arrastando
a
cadeira
que
acabava de
quebrar.
Por
baixo
lia-se:
A
liberdade
A
segunda
representava
dous
porcos
comendo
na
mesma
celha.
Por
baixo
lia-se:
A
igualdade
A
terceira
representava
dous
melian
tes
de aspecto
palibular,
de
braço
dado,
e que,
armados
dos
seus
respeclivos ca
cetes
esperavam
occullos
o
primeiro
que
passasse.
Por
baixo lia-se:
A
fraternidade
O ministro
de marinha,
a
quem
se
fez
queixa
dos
desafogos
da
oílicialidade
de
«EI
Colbert»,
promelteu
casligal-a
seve-
ramente.
liuporinnte
aehndo.—
Faila-se
em
uma
descoberta
importante
para
o
estudo
da
língua
vasco-navanense.
Consiste
em
um
mmusçripto
contendo
um
diccionario
d
’
aquella
lingua,
achado
em
S. Thiago
dé
Composlella
(Galliza).
A
lingua
vasca,
fal-
lada
pelas
antigás
populações
da
Ibéria,
remonta
á
mais
alta
antiguidade;
mas
até
hoje
ainda
se
não tinham encontrado
do
cumentos
relativos
a
ella
e
que
Contassem
mais
de
dous séculos.
Prop»gaçAo da Fé.—
A
receita
ge
ral
da obra
da
Propagação da Fé
subiu
no
anno
de 1879
a
6,031,648
francos
e
98
cêntimos.
Só
a
França deu
4,160,281
francos,
isto
é,
mais de
dois terços;
o
paiz
que
em seguida
deu
mais foi
a
Allemanha,
inscripta
com
417,815
francos.
Fome nn Ctnlliza.—
Ha
grande
mi
séria
era algumas partes
da
Galliza.
A
municipalidade
de
Luge,
está
dando
ha
mezes
esmolla
quotidiana
a
1:052
pobres;
muitos
dos
quaes
a davam
d’
antes
á
porta
das
suas
casas.
Em Mondonedo,
tem-se
distribuidó nu
merosos
soccorros
por
ordem
do
bispo
da
diocese.
Os
lavradores
de
Mazarica
e
de Ju-
las,
andam
em
bandos
numerosos
a
pe
dir
esmolla.
Nas
localidades mais
ricas
de
Orense
e de
Daldeoras,
senlè-se
hoje
extrema
penúria, mesmo
no
seio
das
famílias
uzual-
mente
remediadas.
Fseolaa
eatholieas.
—
Já
sobe
a
118,924
francos
e
40
c.
a
subscripção
para
as
escolas
calholicas
de
Lyão.
Viva
a
França!
Noticias
ii« Ponto do itima.—
Realisou-se o nosso
mercado
quinzenal que
esteve
bastante
concorrido.
Realisaram-se
regulares
transaeções
em
todos
os
genéros
á
venda.
O
dia
annunciou-se
chuvoso,
mas
con
servou-se.
regularmente
bello
no
decorrer
do
mercado.
—Está
gravèmente
enferqio
o
snr.
Do
mingos
José da
Silva
Machado,
antigo
ne
gociante
n
’
esta
localidade.
—Aproveitando
a
occasião
em
que
o
proprietário
estava
ausente, assaltaram
tres
gatunos na
noite
de sabbado
para
domin
go, uma
propriedade
do
snr.
Francisco
Marinho,
d
’
Alem da
Ponte,
que
contando
já
com
a
visita
e
prevenindo-se,
deixará
algumas
pessoas'
em
guarda
ao prédio
vi
sitado
por
já
não
ser
a
primeira vez
que
lhe
era
conferida
uma tão distincta
honra.
Alta
noite,
éffectivaménte,
lá
surgiram
tres
sujeitos
convenientemente
armados,
o
que
não.
obsWu a
que
um
d
’elles
cahissé
preso,
dando seguidamente
entrada
na
cal
Geia.
«
io
.
çí
;.<»
s
Q
,
Já
/pi
d’
Uto,
instaqra^jO
o respçclivq
prófòsàt)', ê
a
ójustiça tracta
de
desdobrid
os larapios
fugitivos.
.
■
;
—
$a
freguzi.a
da,
Çqbração d’est.e
conf
celho,
acaba
dé
SucceÀer
Itfiílêâiave
Wr!ç^
o,,n
‘
!
«««‘
i
an
Uma
mulher
d
’
aquella
freguezia
éhhft
de
casa ao
fazer
da
noite
do
dia
23
d<
passado,
deixando
ahi
;
tres
creanças di
pot)Cá
'
e&.fi“
,,,:
Algum
tempo
depois
e
inesperadamen
te
a
casa
incendiou-se
por
uma
qualquer
dos
na
lei,
são
necessários
poderes
espe-
ciaes.
Temos
dó
do
povo
que
tem
de
sof-
frer
empregados
estúpidos
e
maus.
—
(C.
de
Portugal).
Afghanimtau.—
As
ultimas noticias
que
o
governo
inglez
recebeu
da
India
levam
a contar
com
a
próxima
pacificação
do
Afghanistan.
Contirmam
a
intelligencia
a
que
chega
ram
com
Abdtil-Kahman
Klian.
Os
principaes
chefés
afghans,
Motihk-
Alatn.
Mahomed
Jau,
de
Asmutrollah
e
os chefes
da
poderosa
tribu
dos
Ghilzais.
reconheceram-no
como emir.
Abdul
Kahroan
parece
ser
um
homem
muito
prudeute
e
hábil.
Não
se
impoz
subitamente;
mas
deixou
que
os
seus concorrentes
se
fatigassem
uns
após
outros,
cançando
igualmente
as
populações.
Elle,
porém,
avançou
lenta
mente,
mas
com segurança,
até
Cabul,
reunindo
mais alhesões
a
proporção
que
se
ia
aproximando.
Hoje
parece
estar
reconhecido como
o
unico
capaz
de
tomar
o
papel
de
emir
de
Cabul.
Um
despacho d’esta
cidade
diz
que
o
governo
inglez
devia
proclamar
no
dia
22,
em
Sherpur,
o reconhecimento
de
Abdul-
Kahrnan,
como emir
do
Afghanistan.
Ao
mesmo
tempo,
a Inglaterra
infor
maria
as
populações
de
que
não
se intro-
melteria
em negocios
internos
do
Afgha
nistan.
A
entrevista
de
Abdul
Kahman
com
as
aucloridades
inglezas
deve
ter
logar
no
campo
dos
inglezes,
a
qualorze
milhas de
Cabul
O
exercito
de
Ayub
khan
chegara
no
dia
22
a
Welmun I,
a
12 milhas
de
Gi-
risk.
Reuniu-se-lhe
um
grande
numero
de
desertores
do
exercito
de
Utali
e
Shere-
Aii.
Burou
transportou o
campo
da
sua
brigada
para
tres
milhas
distante
de
Gi-
risk.
Reinava
em
Candanhar
uma
certa
agi
tação.
Excentrieidnde
fiismi
».
—
Nos
thea-
tros
de
Polonia-russa
adoptou-se
uma
ce-
reníonia
singular.
Acabado
o ultimo
acto
da
representação, a
policia
fecha
todas
as
portas
e
ninguém
póde sahir.
Levanta-se
outra
vez
o
panno,
e no
scenario
reu-
nem-se
os
comediantes
vestidos
de
sobreca
saca
preta
e
as
atrizes
vestidas
de
branco
inclinam-se
perante
um quadro
illuminado,
com o retrato
do
imperador.
A
orcheslra
loca
o
hymno
nacional
russo,
todos
se
levantam e
o
cantam juntos.
A
policia
está attenta
que
todos tomem
parle
no
canto; quando acaba a
musica
abrem-se
as
portas
para sahir
o povo.
Eis
um
excellenle
meio
de desenvolver
os
sentimentos monarchicos.
Oriente.
—
São
cada
vez
mais
graves
as
noticias
que
se
recebem
do
Oriente.
Em Constantinopla fazem-se
grandes
preparativo»
militares, fortifica-se
a
cidade
e
tomara
se
todas
as
providencias
na cer
teza
de
utna
próxima
campanha.
Autographo».—
Ha
poucos
dias
hou
ve
um
leilão de autographos
em
Leipzig.
Entre
os
mais
interessantes
que
se
ven
deram,
notava-se
uma
carta
da
rainha
Isa
bel
de
Inglaterra,
que
produziu 375
fran
cos;
uma
de
Locke,
201;
uma de Cal-
vino,
125;
um
manuscripto
de
Haydn,
344;
outro
de
Schubert,
162;
outro
de
Beethoven,
144;
uma
carta
de
Weber,
175;
um
bilhete
de
Frederico
o
Grande,
99;
um de
Voltaire,
149;
uma
carta
de
Goethe,
75;
duas
de
Scinller,
349;
duas
de Uessing
subira»
aos
preços
de
348
e
351
f
ranços.
KmpeiMti*
sH»
sello.
—
Pelo
ministé
rio
da
fazenda
foi
eifeclivaraenle determi
nado
que
o
livro
de
notas
dos
tabelliães
e outros
destinados
a
tçrnws
e a.utos
ju-
diciaes,
que
estejiin
compeienteraente
sed
iados,
mas
ainda
não
de
todo
escriptos,
continuem
a
sétvir
até
final,
embora
o
seu
formato
não,seja
o
prescriplo
pela
ultima
lei
do
sello.
E
’
uma disposição
justa.
No
«Diário
do
Govgrno»,
de
2£ do
corrente,
vem publicada a
porl.iriá,
que
se
refere
a
este
assumpto
e
que
é
do
o
obj
reííó
1
^
tabelliães
de? 'VicftSs
Jòtte;
W
’
PÇH
dein
continuar
a
escrever nos
livros
re-
gularinenle-
selladók á data da
publicai
cão
da Ui dp 22 -de.
iutxlia.sdn.
correníé
Os
ab>ixo
assignados,
esposa,
sobri
nha
e compadre
do
fallecido
snr.
Antonio
José
d’
Abreu,
antigo
negociante n
’esta
cidade,
exlremamenle
penhorados
com
lo
dos
os
ex.lllus
snrs.
que
os
comprimon.-
taram
por
occasião
de
tranze
tão
doloroso,
e
especiahnente
com aquelles que além
d'isso
se
dignaram
acompanhar
no
dia
26
o
(inado
á
real egreja
de Sinta
Cruz,
e
alli
assistiram
aos oliicios
fúnebres
no
dia
27,
e
o
acompanharam á sua ultima
mo
rada,
veem
por -este
meio
agradecer-lhes,
profunda mente
reconhecidos, protestando
a
todos
sincera
e
iudelevel
gratidão.
Braga,
29
de julhq
de
1880.
9tu
«i
n
ma.
asllaups
b
---------------------------.08,
lrir
g
H
t
>
rjsqT
(Jeçla.ra
ue]
ift
annexa
viasse
ia.
oa
taueiia
i».
““
AY
.
mesma
lei,
.ld&rçptÍUMti
-TajmídtJs
(Jb
pa
pei
de marca
-jodrcial;
ou
se
esses
livros
teem
.'de
trancados
na
parte
ainda
tnã4
escripta,
e
ser
substituídos
por
outros,
de
conformidade
com
o
que está
ordenado:
Manda
sua magestade
el-rei
declarar,
pela
direcção
geral
dos
proprios
nacio-
naes,
que
os
livros
de
notas
dos
tabel
liães,
e
de
todos
os
demais
destinados
a
termos e
autos
judiciaes, ou a
quaesquer
assentos
do
serviço
publico,
que
a
lei
de
22
de
junho
proxitno
tindo
obrigou
ao
imposto
do sello
em
determinadas
con-
dicções,
já
sellados
e
ainda
não
totalmenle
escriptos,
continuem
a
servir até
final;
e
concluídos
os
termos
oti
assentamentos
que n
’
elles
se
devem
exarar,
os
que se
lhes
succederem
sejam
então
do
formato
de
papel
da
marca
judicial,
nos
termos de
que
dispõe
o
artigo
43.°
do
regulamento
de
14 de novembro
de
1878,
e
a
pre-
scripção
estabelecida
na
mencionada
verba
9
da
classe
15.a
da
labella
n.°
1,
annexa
á
nova
lei».
I)m envenenador.
—
Ha
coisa
de
tres
mezes,
parte da
população
de
Saint-
Denis
(França)
achou-se envenenada.
Tre-
sentos
habitantes
foram
atacados
de
ce-
phalalgia
e
voruitos.
Abriu-se inquérito
para
se
verificar
qual era
a
causa
do
en
venenamento.
Entre
os
atacados havia
um
cão, que
só
tinha
comido
pãò
da
padaria
Dubosc,
e
facil
íoi
então
conhecer-se
a
proveniên
cia
do
envenenamento.
0
dono da
casa
protestou
com energia a
sua
innocencia,
e
declarou que
o
criminoso
devia
ser
um
dos
seus
moços,
um
tal
Baude,
a
quem
linha
despedido
na
vespera.
Baude
já
por varias vezes
linha
rou
bado
o
patrão;
recebia
o
dinheiro
dos
fre-
guezes,
guardava-o
e
dizia
que
não lhe
tinham
pago.
Ameaçado
muitas
vezes de
ser
despedido,
decidiu
vingar-se.
Arranjou
uma
porção
de
arsénico,
e
envenenou
o
cavallo
do
dono da
casa. 0 snr.
Diibrosc
comprou
outro
cavallo,
que também
mor
reu
envenenado d
’alli
a
quinze
dias.
Despedido
finalmente,
Bauie
antes
de
partir
deitou
um
pouco
de
arsénico
na
massa
do
pão. Goinprehende se o
resto.
Depois
de
preso,
Baude
confessou
ludo,
mas
agora
no tribunal
negou.
Foi con-
demnado
á
morte.
Pedido.—
Chama-se
a
attenção
das
almas bemfasejas para
a
humanitaria
e
pia
instituição
da
conferencia
de
S.
Vi
cente
de
Paulo.
Em
nome
d’
esta
piedosa conferencia
pedimos
aos
religiosos
moradores d
’esta
cidade a
esmola
de
alguma
roupa
de
ca
ma
e
de
vestir,
para
os
indigentes
que
aquella
conferencia
soccorre.
Acceita-se
e
agradece-se
em
qualquer
setado
que
essa
roupa
venha; no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo. n.°
14.
em
casa de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga.
A.
’S ALMAS DASlinOSAS
Pedimos
ás
almas
caridosas
que
soc-
corram
uma
infeliz
e numerosa
familia
que
se
vê
em
dolorosa
necessidade,
—
tanto
mais
dolorosa
quanto
pela
sua po
sição
e
antiga
abastança
se
obriga
a
soflrer
grandes
privações
ignoradamente.
Qualquer donativo
póde
ser
entregue
ao
snr.
Luiz
Pinto
Martins,
largo de S.
Miguel-o-Anjo,
n,°
2,
(em
frente
da
ca-
pella)
por
obsequioso
intermédio
do
qual
será
entregue
á
desditosa
familia.
A
‘ CAHISDADE JtJWDICA
Implora-se
lodo o auxilio
das
almas
caritativas
para
uma pobre
envergonhada,
que
vive
gravemenle
enferma e
en*
extre
ma
necessidade.
‘
As esmolas podem
ser
entregues
ao
snr.
Antonio
José
Vieira
Machado,
na
Praça
Municipal.
y
i
Keclumu
n.°
5
SAUDE
k
TODOS
sem
medicina, pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saude,
' BEVALESOIEXE
^mivlA
siwnifiriq
su
oa-rnobim?
DÚ
BARRY
DE LONDRES
•is/l
r»b
avbii**'
hsd
.xnlbisB sb
.aon-uiiri.l
i
32
annos
cTinvariavel successo
guinda,
gastr~algíá,
flégina, IrrôtoS;
Tla
-I
tos,
amargoL-aaJiat^ij
liiluilas,
nauseasj
vomitos,
irrlláçoes
miefiThaes,
bexigas,
diarrhéa,.disentefia
,
rfjqlKasotqsiie, asijima,
ifaUa dftqesi^ftçãílíiiAPÍíWflPfrp
^onjgfl®e§,
mal'
dosilaífítft^»
das as
desor-JertS
ao
ua
ÍJ
r8íftW
’
do
hálito,
dos
bronchios,
<la
b^^j
do
finado
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mu
cosa
do
cerebro e
do sangue; 99:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
exm.
a
snr.a
mar-
queza
de
Brehan,
de iord
Stuart
de
De-
cies,
par
dTnglaterra,
do
doutor e
pro
fessor Wurzer,
do professor
e
doutor
Be-
neke,
etc.,
etc.
Cura
n.*
63:476
Mr.
Comparei,
cura,
de
dezoito
annos
de
gastralgia.
de sotfrimenlos d
’
estomago,
dos
nervos,
fraqueza
e
suores
nocturnos.
Cura
n,°
47:422
Prostração. —
Baldwin,
da
mais
com
pleta
decadência
de
saude,
de
paralysia
dos
membros
por
efleilo
de excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448
Verdum, 16
de
janeiro
de
1872.
Havia cinco annos
que
soflria
graves
incommodos
no
lado
direito
e
na
cavida
de
do estomago,
más
digestões,
etc.
Não
hesito
em
certificar
que
a
sua
Beva-
íeaeíère
me
salvou
a
vida.
E
rnesto
C
atté
.
(Musico
do
63.°
de
linha).
Cura
n.°
62:986
M.ie
Martin,
de ainenorrhea.
Suppres-
são
de menstruação
e
dança de
São
Gui-
do,
declarada
incurável,
perfeitamente
cu
rada
pela
Seva
! escière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos
da
venda em
toda
a
península:
Em caixas de
folha
de
lata,
de
‘
/*
kilo,
509
reis;
de
kilo 800
reis;
de
um
kilo.
ls$400
reis; de
2
*/a kilos, 3^200
reis;
de
6
kilos,
65400; de
12
kilos, 12^000
reis.
OD
B^nUY <Ss C.a
UniTCU —
Place
Vendôme, 26,
Paris;
77
Regen-Streel,
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
DEPOSITOS. —B^íHbont
Serzedelio
&
C.
a
,
largo
do-Corpo
Santo,
16;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31
e
32;
Bar
rai
&
Iritiãos, rua
Aurea,
12.
—
Porto»
John
Cassei
&
C.
a
;
J.
de Sousa
Ferreira,
rua
da
Banharia,
77.
D
epositos
n
’
esta
.
pbovíncia
:
Braga»
Antonio
Alexandre
Pereira
Maia,
pharmaceutico,
rua
dos
Chãos, 31;
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto; Domingos
José
Vieira
Machado, droguista,
praça
Municipal,
17.
—
tSareelSos»
Antonio João
de
Sousa
Ramos,
pharmaceutico,
largo
da
Ponte.
—
Viuntui do Caatello:
Aflonso,
droguis
ta,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
dro
garia,
rua
Grande,
149.—
Gutn»nrile»i
A.
J.
Pereira
Martins,
pharmaceutico;
An
tonio
d
’
Araujo
Carvalho,
mercearia,
cam
po
da
Feira,
1;
José Joaquim
da
Silva,
droguista,
rua
da
Rainha,
29
e 33.—
Pon
te do
Lima»
A. J. Rodrigues
Barbosa,
pharmaceutico.
—
Vulonça
do Minho»
Francisco
José
de Sousa,
pharmaceutico.
ISIADÍCIIOTOS
D.
Custodia Ma>ia
de
Jesus.
D.
Custodia Graça
Pereira.
Anlfinio
José
Pereira
(899)
Braga,
29
dç julho
de
1880.
O
Reitor
n»9
ishiiiW
f^u
ir-.
'
moõ
1
S
por
mao
José
Joaquim
Gom
.^^Ht^
g
||uyÚça
6 l^rad.
registada,
no
IriblnR
cidade,
sob
a
firma
de
pies à
Irmão,
e
todas
as
co^as
de
feiDo
d
obra
e
compra
de
preparos
e>
gharoiÇõés
para
a
mesma serão
feitas
cm
nôfhfe'
da
firma
social.
(409)
■
4:000^000
BEIS
Tomam-se
a
juro
sobre
hypotheca.
No»
escriptorio
da
lypographia
Lusitana
se
diz.
quem
os
pretende.
(406)
BANGO
DA
COTÍLHA
Por
ordem
do
Ex.mo
Snr.
Presidente
da
Assembleia
Geral, são
convidados
to
dos
os
accionistas
do
Banco
da Covilhã,
para
a
reunião da
Assembleia
Geral,
que
deve
ter logar
na
casa do
referido
Banco,
no
dia
22 d
’
agosto
proximo
futuro,
ás
seis
horas
da tarde, a
pedido
da
Direcção
e
Conselho Fiscal,
para
se
nomear ntn*
commissão,
para
examinar
a
escripturação
do
Banco,
e os
actos
da
sua
gerencia,
desde
a
installação do
mesmo
Banco,
e
dar
o
seu
parecer
sobre
se
existem
res
ponsabilidades,
quaes
e
a
qnem
competem.
Covilhã,
29
de
julho
de
1889.
O
Secretario
da
Assembleia
Geral
Francisco
fíodrãjues
Antunes
Castanhinha.
(407)
CALLIGRAPH1À
Aperfeiçoamento
de letra em
lições
POR UM
METIIODO CLARO, E
QUE TEM
PRODUZIDO
OPT1MOS RESULTADOS
GruliflcuçAo por tuna
hó
vm
rei»
LUIZ
ADELINO
LOPES
DA
CRUZ,.
CaUiqrapho
honorário
da Casa
Real
r
premiado
na Exposição
Industrial
Por
tuense
e
na
dislriclal
de
Coimbra
(actualmente
leccionaudo
no
Porto)
ANNUNCIA
que,
tendo
de fixar a
sua»,
residência,
por espaço
d
’
um
mez
n
’
esta:
cidade
de
Braga,
abrirá no
dia
10 da
corrente
um
curso
de Calligraphia, em
que
ensina
a
transformar
em
12
lições
a
letra
de
qualquer
indivíduo,
por
mais
ordinaria
que
seja a
sua
forma,
tendo
obtido
os
melhores
resultados
os numerosos
alurn-
nos,
que
tem
leccionado
nas
cidades
do
Porto
e
Coimbra,
e
na
villa da
Figueira
da Foz.
Igualmente
ensina
letra
gothica, e
de
phantàsía
a
todos
os
alumnos que o
pre
tendam.
A
matricula
está'
aberta
na
Tabacaria.
Bracarenqe,
rua
do
Souto.
n.°
27
e
nos
estabelecimentos
dos
il‘.m
'
s
snrs.
João
Antonio d'Oliveira
Braga
e
Almeida Maia,
ambos
residen'es
na
mesma
rua, n
os
3.?
e
44,
onde
estão
expostos
alguns
quadra»
desenhados
e
escriptos
á
penna
pelo
refe
rido
calligrapho,
e
bem
assim as
primeiras,
e
ultimas
escriptas
de
muitos
de
seus
discipulos.
(408)
EDITAL
Domingos
Moreira
tíuimarães,
Reitor
e
Commissario dos.
Estudos
do
Lyceu
Na
cional de
Draga,
ele.
Faço
saber
que segundo
o que
a esta
Reitoria
lõi
participado
em
telegramma.
pelo
Ex.
1110
Snr.
Prpsidente
da
3.* cir-
cumscripção
de
exaiues
de instrucção
se
cundaria,
lerão
logar
os
exames
de
por-
tuguez
no dia
2
e seguintes
do
proximo
mez
de
agosto,
e
o.s
de
desenho
nos
dia»
5, 6
e
7,
ê
os
de
lalinidade
nos
dias
H
e
seguintes.
O.que
se
faz
publico
para
conhecimen
to
dos
interessados.
(403)
Dóniin^os
Móréira Guimarães.
‘
NO P0KT0
u s
AUA
MQl
IW4R
Vmide-se
a
rris
a
arroba
de.
eniofcfe
bberp
moid<>)o ensacado.
dil
zrlHZ
(iíl
Qualidade
garantida
P.
S.
Também
se
entrega
na
estação-
das
Devezas
por
este
preço.
(37o)
mu
m
mm
Na casa
que
foi
do
fallecido
Martins,
no
campo
de
D.
Luiz
I,
n.°
10,
ha
para
vender
os
seguintes moveis:
Commodas,
cadeiras,
escrivaninhas,
mezas de
jogo,
ditas
de
jantar, grandes
armarios
de
cas
tanho,
guarda
louça,
toucadores,
espelhos,
bancos
de
encosto
antigos,
oratorio
com
o
Menino
Jesus,
relogio
de
meza,
piano
de
estudo,
tachos
de cobre,
colchas
bran
cas,
e
muitas
outras
coisas
que
na
mes
ma
casa
se
podem
ver
todos
os
dias
das
9
horas
em
diante.
Para
tratar,
com
João
Baptista
Ribeiro,
rua
Nova
de
Souza,
x».°
56.
(392)
ÉDITOS DE 50
DIAS
Pelo
juizo
de
direito
da comarca
de
Braga
e
cartorio do
escrivão do
l.° cili
cio,
Freitas, correm
éditos
de
30
dias
a
contar
de
20
d
’este
corrente
mez,
citan
do
todos
os
credores
e
legalarios
desco
nhecidos,
ou moradores
fóra da
comarca,
para
virem
assistir,
querendo,
ao
inventario
por fallecimento
de
D.
Maria
Victoria
de
Beires,
moradora
que foi
na
rua
e
cam
po
de
Nossa
Senhora
A
Branca.
d
’
esta
cidade
de
Braga;
em que
é
in
ven tarianle
■O
doutor
Rodrigo
Lobo
d’
Avila,
morador
no
dito
campo,
para
dedusirem
seus
di
reitos
no mesmo
inventario sem
prejuízo
do
andamento
d
’
elle.
Braga,
20
de
julho
de
1880.
O
escrivão
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verifiquei
a
exaclidão.
<404)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
AI<U<2A-SE
A
casa
com
dois
andares,
com
bastantes
commodos,
tendo
poço
com
agua e
grande
quintal, si
tuada
na
rua
da Ponte,
n.°
95.
Para
tratar
com
Custodio
Manoel dos
Santos,
morador
nó
campo
de
Sanl’Anna,
a.°
65—Loja.
(405)
Diligencias
diarias entre Fama-
licáo
e
Povoa do Varzim
O
abaixo
assignado
annuncia
que
desde
3
de
agosto
do
corrente
anno, principiará
com
uma carreira
diaria entre Famalicão
e
Povoa
do
Varzim,
sahindo
de
Famalicão
á
chegada
do
comboio
que
sae
de
Braga
ás
6
horas
e
40 minutos da
manhã,
isto
até
o dia
15, porque
d
’
esle
dia em diante
haverá
diligencias
á
chegada
dos
comboios
de
manhã
e
de
tarde.
O
escriptorio
em
Braga
é em
casa
do
snr.
Baptista,
rua
dos
Capellistas.
Preço,
300
reis.
Braga,
26
de
julho
de
1880.
(393)
José
Maria Fernandes.
M ÍÍMS
Tendo de
proceder-se
á
partilha
de
todos
os
bens
do
casal
por
fallecimento
de
José
Manoel de
Barros.
da
freguezia
de
S.
Paio
Dantas, concelho de
Barcel-
los, sendo
cabeça
de
casal Thereza Ro
drigues
Meira,
da
mesma
freguezia,
pelo
presente
annuncio
são convidados
lodos
e
quaesquer
credores que
se
reputarem
com
direito
ao mesmo
casal,
para
que
os
residentes
no
reino
no
praso
de
30
dias,
e
os
de
fóra
no
praso
de
90
dias,
apre
sentem
as
suas
reclamações,
e
lindos
elles
se
procederá
á
partilha
entre
os
interes
sados,
não
sendo
mais
atlendidos quaes-
qner créditos
que
não
sejam
reclamados
no
referido
praso.
Freguezia
de S.
Paio
Dantas,
19
de
julho
de
1880.
(398)
Thereza
Rodrigues
Meira.
SmttTSS
S
BALCàO
Vende-se
tudo
ainda
novo
na
rua
dos Chãcs,
26.
(385)
1'111111)11^
III. \LldlbUI
<>■ melhores eonheeidos
até hoje
pnra ntechlna e costura ií m2o
silo
os dos fabricantes
JOHN CLARK JÚNIOR & C.” DE GLASGOW,
MARGA ELEPHANTE M >3
200
JAKDAS GABAKTIDAS, 6 FIOS, PAU PRETO
A
superioridade
d
’este
algodão
sobre
todos os outros (o
que
lhe
tem merecido
uma
reputação europeia) é
recommendação
bastante
para todas
as
pessoas
que
consommem
d
’
este
artigo.
Grande
sortimento
de
lodos
os
numeros,
tanto
em
prelo,
como
branco e
côres.
Vende-se
por
junto e
a
retalho
nos
estabelecimentos
de
CUSTODIO
MANOEL
DOS
SANTOS E JOSÊ JOAQUIM DIAS PEREIRA
Por
intermédio
da
Agencia
de
Publicidade
no
Porto.
(369)
Ldnlmenta
BOYER-MICHEL para caval-
tos, fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios do
seu emprego
M
ichbl
, pharm t-
ceutico
em
Alx (na
Provença)
Franca. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lioboa.
o xnr
Barreto,
Loreto, n.° 8 — 30. (225)
ORATORIO
Vende-se
um
muito rico,
e
trata-se
com
Manoel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho, campo
de
Sanl
’
Anna.
(386)
Arrenda-se
o
2.°
andar
da casa
n.°
11
na
rua
das
Aguas.
Braga,
27
de
julho
de
1880.
(395)
Francisco
José
Gomes Pacheco.
SEM
COMPETÊNCIA
ALGODÕES
Pereira,
Aguiar
&
C.
a
,
tem
o
deposito
da fabrica
do
Bogio,
que
vende
por
jun
to
e
a
retalho
(não
sendo
menos
de
meio
maço),
pelo
preço
da
fabrica.
Algodões
torcidos
de
lodos
os
nume
ros.
Tramas.
Trainas
cruas
e
branqueadas
de
todos
os
numeros.
Estes
algodões
tornam-se
recommen-
daveis
a
todos
os
consummidores,
por
que
são
os
melhores
até
hoje conhecidos;
e
tanto
o
tem
mostrado
que
para
o Por
to
tem
lido
tanto
consummo
que
é
im
possível
cumprir
as
encommendas.
O
fim
da fabrica
é
tomar
os
seus
al
godões
conhecidos
ein
toda
a
parte
do
paiz,
porque tem
a certeza
de que
os
consummidores
lhe
darão
a
sua
preferen
cia.
(256)
PANOS
CRUS
LISOS,
SAR
JA
DOS,
E
ALGODÕES
Largo de N.
S. Eranca, n.° 4 e 5
BKAGA
Manoel
Bento
de
Carvalho tem
o
de
posito
da
importante
fabrica
de fiação
a
vapor
em
Salgueiros,
que
vende
por
jun
to
pelo preço
da
fabrica
e
respectivo
des
conto,
havendo
ainda
o
benelieio do
car
reto
do
Porto
para
esta cidade.
Teu» um
sortido
completo
de panos
crus
lisos
e
sarjados,
principiando
os
pre
ços
d
’aquelles
em
l$500
reis
até
3$Í50,
a
peça
de
27
“
',50.
A
fabrica
de
fiação
a
vapor,
em
Sal
gueiros,
é
uma
das
mais
bem
montadas
do
paiz,
e
os
seus
productos
rivalisam
com
os
estrangeiros
em
preço»
e
quali
dade».
Este
deposito tem
a
seu
cargo
o
for
necimento
para
a»
seguintes
localidades:
Braga,
Ponte
do
Lima,
Ponte
da
Barca,
Arcos
de
Val-de-Vez,
Villa
Nova
de
Fa
malicão,
Barcellos
e
Povoa
de
Lanboso.
(347)
IMIPOS a BllfflW
SUCCESSORES DO CACIIAPUZ
Receberam
variado
sortido
de ferra
gens
nacionaes
e
estrangeiras,
bem
assim
deposito
de
vinhos
engarrafados,
do Alto
Douro,
qualidade
garantida,
de
150,
170,
200,
240,
300,
360, 400
e
600.
Idem
deposito
de
camas
de
ferro
do
acrediladissimo
deposito
de João Thomaz
Cardoso,
bombas
para
poços,
fogões para
cosinha,
armas e
reworvers,
ferros
a
va
por,
bacias
estanhadas,
e
bom
sortido
de
ferro,
aço
e
metaes.
Preços sem
competência.
(142)
FABRICA HE
PAPEL
DE
Papel
de
jornal,
l.
a
e
2.
a
qualidade.
Idem
d
’embrulho.
Idem
almaço,
liso.
Idem
almaço, pautado.
Preços
sem
competidor.
AGENCIA
EM
BRAGA
TABACARIABRACARBKSR
(202)
Caixa
penhorista
Bruearenae na
Travessa de
O.
Gualdim d’esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
dx
manhã
até
ás
9
da noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
alrazo
de
juros
de tres
mezes
os
venham
pagar
ou resgaslar,
senão
se
rão
ven
lidos.
INJECÇÃO HIGIÉNICA
RALSAniCO PROPIIILATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz
que
cura
em
seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim.
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.
a
742,
proxmio
ao
Palacio
de
Chrystal.
Preço
de cada
frasco
—
4U0
reis.
A6W
ÍÍHMm
Vendem-se
na
pharmacia
Alvim,
Praça
d
’
Alegria,
aguas
de
Vidago,
Verim,
de
Enlre-rios,
de
SeidIÚz.
das Caídas da
Rai
nha,
do
Gerez,
das
Pedras Salgadas, de
Cabeço
de
Vide,
Alcalinas
de
Moura,
de
Vichy.
de
Looche»,
e
de
Janos.
(333)
AUUCtAnt-RE
Os
altos
da
casa da
rua
do
Campo,
n.*
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua encanada
e
bellas
vista. Quem
pretender
dirija-se á
mesma.
(2716)
PRATA.
D’APULLA
N”esla
praia
principiará
em
agosto
a
haver
casa
de
pasto
e
banhos
quentes
d
’
agua
do
mar,
na
casa
do
Eiras.
A
principiar
desde
já
também
o
an-
nunciante
tem
carro
para
ir
buscar
e
con
duzir
famílias a
qualquer
localidade
por
preços
muito
rasoaveis.
(323)
Vende-se
uma
porção
de madeira
de
castanho
muito
secca.
Quem pretender
dirija-se
a
João d’
Oiiveira,
na
Quinta
do
Souto,
em
S.
Pedro
d
’Esle, a
uma
legua
da cidade,
estrada
de
Chaves.
(402)
Vende-se
a
caza
do
Campo
de
D. Luiz
n.°
27
junto
ao
qoartel
da
Cavallaria,
bem
como
uma quinta
no
logar da Gan
dra
freguezia
de
Ferreiros
pertencente
a
D.
Anna
Margarida
de
Castro
Loureiro,
quem
pertender
fale
com
seu
Irmão
mo
rador na
rua Nova
n.°
5.
(362)
FABRICA
DE TECIDOS DE SEDA
DE
José Joaquim d’
Oliveira
20,
Rua
do
Soído,
20—Braga
N
’
esta
fabrica
se
tecem
com
toda
a
ierfeição
damascos
de todas
as
qualidades
proprios
para
cobertores,
cortinados
e
para
mentos
d
’egreja, luslrina
e
sedas
matizadas
a
oiro,
selim
para
opas,
nobrezas
e
laftá.
N
‘esta
mesma
casa
se
fazem paramen
tos
proprios
para
egreja,
per
preços
mui
to
rasoaveis,
garantindo-se
a
perfeição
das
obras
que
lhe
sejam
encommendadas.
(237)______________________________
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇOES E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc*
Revm.*
o
Snr.
D.
Joao
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Prirnaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=l60
em
brochura, e
240
enca
dernado.
Wffllí
hh
U\iiílS
D0
ALTO
D0UE0
BA
CASA
BE VSI.I.A POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engai-
aià dos:
Vinho tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
>
>
»
»
. 190
>
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de
ineza
.....................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
249
>
de
prova secca.....................300
»
Malvasia
de
2/
.............................
360
>
»
velho
....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
..........................................
700
>
Velbo
de
1854
....
600
>
a
retalho
para
meza 60
e
80, o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
A
Meza
da
Santa
Casa da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de feridas
no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’esle
aclo
de
caridad»
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardes.
RESPOINSAVLE—Domingos
J. S.
Aguiar-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1880
Parte de Comércio do Minho (O)
