comerciominho_03061880_1090.xml
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VIII
ANNO
QUINTA-FEIRA
3
DE JUNHO DE 1880
NUMERO
1:090
ab'oiõL,jflaí
a
.
Kfc
a
. '
bf
iwotick
REDACTOR-D.
MIGUEL SOTTO-MAYOR
HlEÇO
DA
ASS1GNATURA
12
mezes,
com
estampilha
2^400
—Í2 mezes,
sem
estampilha
IÃ800
—
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte
4&2Ô0
—
Avtíso
20
rs.
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—
Ànnuncios
cad <
linha
20
—
Repetição
10
rs.
—Assignantes,
20
p.
c.
d’
abatin)ento.
BiiAGA—3 DE JUNHO
venerando
Prelado
da
archidiocese
de
Bra
ga
do
que
analysar conscienciosamente a
primorosa
obra
do
snr. Egydio
Azevedo,
tomaríamos
a
liberdade
de
dizer
a
s.
ex.
a
que
vinha
dar
indevida
importância
ao
que,
por
nenhum
principio,
a merece.
O
infatuado
zoilo da
«Aurora
do
Ca
vado»
é,
a
nosso
vêr.
useiro
e
veseiro
em
desvirtuar
n
’uma linguagem chata
e n’um
tom
bem
pouco
decente, os
actos
do
vir
tuoso
Prelado,
como
ainda ha tempos
suc-
cedeu
por
occasião
da
ultima
visita
Pasto
raI
do
snr.
D.
João
Chrysostomo.
Os
Escriptos
fíeligiosos,
livro
em
cujas
bellas
paginas
brilham,
por egual.
as
ma
mfestações
do
verdadeiro
talento
a
par
dos
mai»
nobres
sentimentos, serviu
ao
men
cionado
detractor
de
ensejo
para
mais
uma
vez patentear
os
ruins
sentimentos
que
o
caracterisam.
Mais
por isso que por defender-se,
destruindo
as malévolas
apreciações
sobre
alguns
pontos
da
sua obra,
crêmos que
s.
ex.
a desceu
á
arena
da
imprensa.
Talvez
porém
que
a
resposta
mais
ca
bal
e
peremptória a
insolências
e
a
uma
apreciação
d’
esse genero.
filha
do
c.ynismo
e
da
audacia,
não
devesse passar
d
’um
soberano
desdem,
para
se
não
cair
em
dar
importância
áquiilo
que
nem a
tem,
nem
a
merece,
nem
a
recebe
jamais do
publico
honesto
e
sensato.
Comtudo,
de
bom
grado
annuimos
á
publicação do
escripto
de
s.
exc.
a
,
por
que
as
nossas
colutnnas
estarão
sempre
Trancas
a
tão
distincto
escriplor
cathoiico,
’
cujas
producções litterarias
sempre
temos
ilido
com
prazer
e
até
com
admiração.
Como
não tractados <>
m
hoiuena
tín
justiça e da verdade
Transcrevemos
da
«Cruz»
os
períodos
seguintes:
O
Unigénito
Filho
de
Deus,
por
fallar
verdade
nua
e
crua,
que
cousas
e
de
que
classes
de
pessoas
deixou
de soffrer?
Foi
chamado
glotão, bebedor
do
vinho,
blasphemo,
endemoninhado,
violador
da
lei,
revolucionário,
perturbador,
faccioso,
iniquo, illitterato,
doudo, galileu,
seductor,
etc.
etc.
etc.;
Foi traido
por
Judas,
accusado
pelos
Escribas
e
Phariseus,
reprovado
por
Cai-
phás
e
Summos
Sacerdotes,
posposto
a
Barrabá»,
flagelado
pelos
carniíices,
co
roado
de
espinhos,
proclamado
pelo
povo,
para
ser
crucificado, condemnado
por
Pi-
latos,
crucificado
emre
dous
ladrões...
E
deixou
como
melhor herança
e
di
visa
aos
seus verdadeiros
discípulos,
o
serem
tidos
por
dignos
de
perseguições
e
tribulações
por causa
de justiça
e
ver
dade.
O
que
não
soffreram
os
Apostolos
e
a
Egreja
e
como
não
foram elles
denomi
nados?
Os
actos
dos
apostolos,
os
fastos
da
Egreja
altestam
unanimes os tormen
tos
que
a
iniquidade
dos homens
pó
le
escogitar.
O
santo
Pio
IX, este
prodigioso
Pon
tífice. devendo,
qual
dextro
cirurgião,
lan
cetar
e
pensar
a gangrena
que
minava
a
exislencia
da
humanidade,
por
meio do
nefasto
dragão
do
liberalismo,
d
’
essa
he
resia
geral
e
anli-social,
desde o primeiro
alarme
d
’
esla
Sentinella
da
verdade,
des
de o
primeiro
grito
dos
sentidissimos
e
pungentes
ais
do
eslremoso
Pae
da
Egreja
universal
e
da
humanidade
geral
até
o
seu
glorioso
fim
da
longa
lucta do
seu
prodigioso
pontificado
foi
perseguido
por
mil
e
um
modos,
por
mil
e
um
pode
rosos;
Foi
o
innocente
Pontífice
da
Immacu-
lada,
appellidado
fanalico, intransigente,
obscurantista,
retrogrado,
incendiario,
exal
tado,
revolucionário,
carrasco,
barbaro,
absolutista,
oppressor,
innovador,
maçon,
libertino,
etc.
etc.
Foi
despojado
dos
seus
bens,
reduzido
a
viver
de
esmolas,
prezo,
sugeito
a
mil
tillrages
e
desacatos
dos
maiores
homens
do
século;
Foi cercado
de horríveis
calumnias
e
objecto
de
maiores
sarcasmos
e
humilha
ções;
E
no
meio
de
tudo
isso
não faltaram
homens
que dizendo-se
amigos
cordatos,
de todas
as
calhegorias
e
posições,
que
condemnando
o procedimento
do
Santo
Papa,
como
contrario
ás
maximas
e
espi
rito
do
Evangelho,
achavam
toda
a
razão
aos
seus
perseguidores.
Da
«Palavra»
transcrevemos
o
com-
municado
que
se
lerá
abaixo,
e
a
inlro-
ducção
com
que
o
acompanhou
a
illu>trada
redacção
d
’aquelle
jornal:
Recebemos
do ex.m0
snr.j
Egydio
Aze
vedo,
secretario
do
Ex.m
e
Rev.
Snr.
Arcebispo
Primaz,
um
communicado,
em
que
s.
ex.
a
se
defende
das
misérrimas
asserções
criticas
feitas
por
um
escrevinha
dor
da
«Aurora
do
Cavado» á
sua bella
obra,
os
Escriptos Religiosos,
recentemen
te
editadas
pelo
snr.
Ernesto
Chardron.
Se
o
critico
da
«Aurora
do Cavado»
não
tivesse tido
mais
em
vista
aggredtr
o
< OHiTIUMICAí»»
Snr.
redactor.
Não
foi
sem
algum
pesar
que
li
no
nu
mero
644
da
«Aurora do
Cavado»
uma
critica
mordaz
feita
ao
meu
pobre
livro
Escriptos
Religiosos.
Não
foi
a
caridade
christã,
nem o
bem
da
seieneia,
nem mesmo
uma
sã
pluloso-
phia,
que
levaram
o
auctor a
fazer
aquella
critica
apaixonada.
Chama
elle
a
uma carta
de
pesames
uma
futilidade,
uma puerilidade.
que
não
ideve
ser
considerada
como
digna
de
fazer
parte
do
meu
livro.
Não verá
um
sentimento
religioso,
de
piedade,
a
magua,
que
a
nossa
alma
sen
te,
quando
nos é
arrebatada
d
entie
os
ca-
i
rinhos
e
as
meiguices
do
nosso
affeelo uma
! preciosa
exislencia?
Não
revelará
aquelle
pobrissimo
escripto
nobreza
de
sentimentos,
que mercê de
[)
eus
_foram
gravados
no
coração
do
auctor
dos
Escriptos
Religiosos
pela
sua querida
e
extremosa
Mãe,
a
quem
devo
a
minha
educação
christã?
Para
o
auctor
da
critica
um
bom
sen
timento
será
uma
puerilidade?
seja-o mui
to
embora
para
elle,
que
por mim
dou-me
bem
com
essas
puerilidades,
com
os
sen
timenlos que
tenho
e
revelo
designada-
mente
na
carta
de
pesames,
que
se
lê
a
pa
ginas
211
dos Escriptos
Religiosos.
Talvez
que
um
dia,
mais
tarde,
o
so
pro
da impiedade
venha crestar
as
mimo
sas
flores
de
minh
’
alma
e
entibiar
estes
aenerosos
sentimentos,
por
que
os
desen
ganos do
mundo
e
dos
homens
a
tudo
nos
arrastam!...
Mas Deus
permuta
que
tal
nao
succeda.
poisque
me
collocará
nas
ins
tes
condições
dos
que
mofam
dos modes
tos
sentimentos
e
da
nobreza
de
caracter
de
uma juventude
que
ainda
nao
descreu
do mundo,
nem
se sentiu
presa
de
ruins
paixões!
.
,
Chama-se
na
critica
á
narraçao
de uma
visita
pastoral
«uma
estirada
e
talvez
obri
gada
bajulação
a
um Prelado»,
e
censura-
se,
que
entre,
occupe
logar
n
’um
livro
re
ligioso
aquella
narração!
Uma
visita
pastoral,
toda
a
gente
o sa
be,
é
um
assumpto
religioso;
é
o
exercício
do
inunus
episcopal;
e
a
narração
da
visi
ta
d
’
um Prelado
aos
seus
diocesanos
não
póde
ser
considerada
como
uma
vistoria
judicial,
uma
dissertação
philosophica,
ou
um
tratado
de
jurisprudência.
Quadra-lhe
perfeitamente,
pois,
o
ca
racter
religioso
para
entrar
nos
Escriptos
Religiosos,
não
só
pelas
considerações, que
se
fazem
n
’
essa
pobre
memória
sobre
a
religião
calholiea,
mas
também
porque o
assumpto
é
exclusivamente
chrislão,
re
ligioso.
E
ha
uma
critica,
que
censura que
entre
escriptos
religiosos
occupe
modesto
logar
a
narração
da
visita
pastoral
do
Exc.
1110
Arcebispo
Primaz!
Mas
não
é
só
isto;
lambem
o
auctor
da
critica
lhe chama
«uma
estirada
e tal
vez
obrigada
bajulação.»
Proleslo
com
toda a
soberania
e
isem-
pção
contra a
insinuação
pérfida
do
auctor
critico.
Será
uma
bajulação
a
um
Prelado
a
narração
da
sua
visita
pastoral?
a
um
Pre
lado
que...
Suspende-le,
minha penna;
não
queiras
escrever
com
fel
as
palavras
odio
sas,
que
o
auctor da critica
sem
caridade
lança
sobre
um
dos
caracteres mais
pro
bos.
mais iliustrados
e
mais
virtuosos
do
nosso
Episcopadol suspende
te...
A
caridade
é
amor,
e
não
odio
que
cega;
a
caridade
recommenda-nos
resigna
ção,
o
odio incita-nos
a
malquerenças
e
a
calumnias!
Seja pelo
amor
de
Deus,
que eu
diga
duas
pajavras
sobre
este
assumpto
sem
animo
offensivo.
As Pastoraes,
que
o senhor
Bispo
Con
de
tem
publicado e
dirigido
ao
seu
clero,
dando-lhe
contadas suas
visitas
pastoraes
serão
uma
immodesla
bajulação
feita
a
si
mesmo pelo nobre
Príncipe
da Egreja
Go-
nimbricense?
Nunca
ninguém
em
tal
pensou!
A
causa
da
critica
do
meu
livro
não
estará
por
ventura
na
malevolência
e
no
odio
do
auctor d'ella
para
com
o
venerando
Primaz
das
Hespanhas?
Não será
o
pobre
livro
um
simples
pretexto
para
aggreli-
rem
S.
Ex.
a Rev.
‘
na
?
Não
nos
espanta,
pois,
que,
quando
o
famoso
cedro
é fulminado
pelo
raio
da
tem
pestade,
a
pobre
planta,
que
vive
junto ao
tronco
e
abrigada
pelo
mesmo
cedro,
seja
destruída,
queimada
simultaneamente
pelo
i
raio
lascadbr
Se
assim
é,
se
ha malevolência,
odios
e
rancores,
que
levam
o
auctor
da
críti
ca
a
espumar
maledicências
e
babar ca
lumnias,
recommendo
muito ao
mesmo
cri
tico
que
leia
o
escripto
que
vem
a
pag.
77
do
meu
livro.
Não
sei
escrever
portuguez;
mal
tra
duzir
em
rude
linguagem,
em
lermos bem
desmaiados
as
profundas
convicções,
os
Ín
timos
sentimentos
da
minha
alma,,
mas
que
bro
a
minha
penna,
rasgo
os
meus
Escri
ptos
de
folha
a
folha,
se o
auctor
critico
encontrar
n
’elles
u
na
linguagem
tão
falta
de
caridade,
tao
abstrusa
e
tão
inintelligi-
vel
como
a
sua.
Para
mostrar
a
sua
falta
de
caridade,
não
apontarei
pensamento
nenhum
seu,
porque
certamente
eu
peccana
contra
ella,
contra
a
caridade
evangélica;
mas
citarei
apeuas
uma passagem
da
celebre
critica
da
«Aurora»,
e
vera,
snr.
redactor, que não
ha
regras
de
gfammalica
alguma
que
pos
sam
auclorisar
uma
tal
linguagem,
nem her
menêutica
com
cujo
auxilio
se
possa
inter
pretar
o
sentido
que
teve o
auctor.
«Salvou-os
d’
aquella
impensadamente
a
«demasiada
benevolencia
e
amor
de
pae,
«sem
medir
e
alcançar,
que
mais
especta-
cuksa
esta
e
mais
sentida, pois.»
(sic)
Quem comprehenderá
isto?
Esta
é
a
linguagem
classica
tão
recommendada?
Pois
accusa-se o auctor
dos
Escriptos
Religiosos
de
exuberâncias gongoricas,
que
o
«Cotiimejrcio
do
Minho»
na
sua
critica
não
encontrou
n
’
elles,
e
vem
a publico
um
aceusador
oflicioso
com um
período
esdrú
xulo,
sem
grammatica,
nem
sentido
possí
vel?!
Tenho
em
grande
conceito
o
auctor da
critica,
que
me faz
honra
certamente,
res-
peilo-o
muito
e
acato
os
seus conselhos,
mas
dispa-os,
monde-os
das
exuberâncias
rancorosas,
cheias
de
preconceitos
infunda-
dos.
por
que
tão apaixonado
se
confessa...
E
’
com
toda
a
consideração que
tpe
•
assigno
Braga,
27
de
maio
de
1880.
De
V.
muito
grato
Egydio
Azevedo.
Damos
em seguida
o
prospecto
d
’
um
i
novo
jernal
que
brevemenle
vae
sair
em
,
Lisboa.
Da
sua
leitura
resulta
a grande impor
tância
de
tal
publicação.
Eil-o:
«A
Cruz
do operário,
Eis
o
titulo da
nossa
publicação
se-
,
manai.
Ante
os
progressos
gigantescos
da
ina-
i
licia
humana,
ameaçando
cada
vez
mais
a
sociedade
em
suas
bases
immulaveis,
i
a
parte
da
classe
operaria,
milagrosamen-
<
te
salva
do
contagio
da descrença,
tem
hoje
no
meio
de
seus
irmãos
desvairados
uma
grande missão
a
cumprir:
é
a
do
amor,
a
da
caridade
evangélica,
unica
es
teira
luminosa
por
onde
será
facil
esca
par
a
eminentes
desgraças,
originadas
de
paixões
e
lheorias perversas.
E
na
verdade,
desde
que
a
religião
catholica
começou a
ser
expulsa das
so
ciedades christãs,
agitados
pelo egoismo
e por
todas
as
fraquezas
humanas
os
seus
elementos
sociaes
começaram
a
desaggre-
gar-se, o poder
da
cohesáo
a diminuir
e
a
dissolução
social
a
apparecer.
Hoje é o
mesmo
egoismo,
são
as
me
smas
fraquezas,
que,
assopradas
pelo
ven
to
de
falsas
lheorias. congregam
esses
elementos
perdidos,
verdadeiros
fermentos
pútridos,
para
contaminar e
arruinar
de
todo
quanto
ahi
resta
de
bom.
E’
a
religião
do
odio
contra a
reli
gião
do
amor,
a
conjuração
do
inferno
contra
a
obra
do
céu.
Nada lhes
falta,
nem paixões
nem
miséria
que
os
excitem,
nem
ignorantes,
nem sábios,
que lhes
assegurem resultado
feliz.
E
como
se tudo
isto
não
bastara,
os
inventos
modernos
de
machinas
sem
numero,
dispensando
muitos
braços,
pro
duzindo
muito,
mais
barato
e
perfeito,
encaminhando
tudo
para
a
concentração
das
riquezas
da
terra
nas
mãos
de
pou
cos,
quasi
sempre
descaroados,
veem criar
por
momentos
graves
diíficuldades
econó
micas
que,
emquanto
se
não
removerem,
impellem
o
desgraçado
operário
á
conspi
ração rancorosa
contra
as
classes
favore
cidas.
Dir-se-hia que
todas
as
potências
da
natureza
se
conjuraram
<ontra
nós,
pon
do-se
ao
serviço
do
génio
da
destrui
ção.
Tal é
o
estado
das nossas
sucieda-
des
modernas,
tal o
estado
grave
a
com
bater.
Os remedios
são
evidentes:
á
irreli
gião
oppôr
a religião;
á
miséria
e
aban
dono
dos desgraçados
oppôr
o
bem-estar
e
o amparo
da
caridade A
diíficuldade
reduz-se apenas
á
applicação
ellicaz
de
remedios
tão
ca
pi
taes.
Quem?
e
como
applical
os?
Os
bons
pe
la associação.
unida
ao
Co.ação
d
’
Aquelle,
que
venceu
o
mundo
e contra
o
ain>r
do
Qnal não
ha
odio
capaz
de
vencer.
Em
nome
de Deus, pois,
vamos
as
sociar
nos,
vamos
órgani>ar-nos
em
ordem
de
batalha,
nasteando
em
nossa
bandeira
o
Coração
Amante
de
Jesus.
Contra
os
insultos
opporemos
a
picíencia.
contra
os
odios
o
amor,
contra
o
erro
a
verdade,
contra a
injustiça
a
justiça,
contra o egoís
mo
a
caridade,
contra
as raivas a
man
sidão.
e
contra
a
fome o
abençoado
pão.
Oh!
o
amor
sempre,
o
amor
a
lodo o
instante, o
amor
santo
por
todas
as
fôr
mas;
na oração
como
em
acção,
qualquer
que
seja
o
nosso
estado
Então
esses
queridos irmãos transvia
dos,
contemplando-nos
taes
como
somos
e
não
como
nos
imaginam
ser, cairão
em
si,
deixarão
as
suas prevensõas odio
sas
e,
mediante
a
divina graça,
correrão
a
abraçar
nos
n
’
um
abraço
reconciliador,
impellidos
por
seus corações
generosos.
Entretanto
vae
ser
este
o
nosso
or-
gão,
o
porta
voz
do no«so grito
de
guer
ra,
que
é
um
brado
de
amor.
Esperamos
que
este
brado
vá
encontrar
echo
no
co
ração
de
todos
os
cathoiicos
portuguezes;
elles
não
nos
deixarão
ao
abandono
n
’u-
ma
lucta
de
tanto
interesse
e
de
tanta
aclualidade.
Imploramos
pois
a
protecção
de
todos.
Bem
conhecemos
as
difficuldades;
á
vista da
primeira
desfalleceriamos pelo
co
nhecimento
que
temos
da
nossa própria
fraqueza;
mas
confiamos
em
Deus
e
no
Patrocínio
do
Glorioso
S.
José
e
de
Ma
ria Immaculada,
aos
quaes
dedicamos
esta
obra.
Temos
de combater
no
campo
da
re
ligião,
da
sciencia,
e
da
economia
poli
*
tica,
da
moral
e
da
própria
política;
n
’u
ma
palavra,
tem
s
de
combater no
cam
po
da
vida
pratica e
da
vida
theorica
E’
muito;
mas
se Deus
por
nós, quem
contra
nós?
E
se
nossos
projectos
vingarem,
co
mo
esperamos,
não
ficaremos em pala
vras
sómente;
estas
pódem
ser
boa se
mente
sem
duvida,
mas
jámais
darão
fru-
cto
de
bênção,
se
a
terra
não
fôr
de
qualidade
e
bem
arroteada.
Por
isso,
onde
quer
que
acharmos
elementos
convenien
les,
passaremos
á
acção,
e
prestes
ahi
acudiremos
a
organisar
círculos
calholi
cos,
onde
as
almas
crentes
se
encontrem
e
conheçam,
onde
as
forças
mdividuaes
se
associem
e
protejam,
onde
em
fim
pe
netre
o
àuxiho
valioso
das
classes
mais
abastadas.
E
com
a
quadrupla
alliança
da
im
prensa
e da
associação,
dos
capitaes
dos
pobres
e
dos
capitaes
dos
ricos,
é
possí
vel consolidar-se
o
nobre
edifício
calho-
lico
abalado
pelos
choques
repetidos
de
I
mal
entendido
progresso;
é
possível
res-
I
tabelecer
a
ver
fade,
fazer
triumphar
a
!
justiça,
a
oídem
e
a moralidade
por
to
lda
a parte
desacatada.
E
assim
é
que
j
d
’
aqui
poderá resultar a salvação
da
so-
I
ciedade.
E
’
preciso
porém
acabar
com
a
indif-
ferença,
empenhando
nos
na
obra,
econ-l
siderar
que
um
descuido,
ás
vezes pe-1
queno
em
si,
mas
grave nas
consequen-|
cias, pó fe ser
um
crime
terrível
na
pre-1
sença
de
Deus.
Cathoiicos
piedosos,
acudi nos,
acudi
e-j-
ajudae
estes
filhos
do povo,
que
invocam
j
os
vossos
sentimentos.
'
Cooperae comnosco,
cada
um
segun-
\
do
as
suas
forças;
acordemos
do
lethar-
'
go. trabalhemos pela
causa
santa;
e
o
ardor
da
fé
renascerá,
o
numero
das
boas
almas
subirá,
e
os
males
da
terra
tornar-
se hão
mais
suaves.
Menos
facilmente
ve
remos
o
infeliz
proleiario
sósinho
em
fren
te
de
si
mesmo
e
de
seus
filhos
devo
rados
pela
f"me,
na
hora
em que
o sof-
frimenlo
e
dôr
o
vierem
visitar.
Terá
um
abrigo
protector.
um amparo
benefico n
’es
ta
familia
chrislã
em
sociedade;
e
bem
dirá
ao Senhor
das Misericórdias
tantos
balsamos
consoladores,
que
veio derramar
sobre
os
descendentes
de
Eva
n
’
este
valle
de
amarguras.
Mas
lembrae-vos
que
somos
pobres,
que
se
abundam
em
nossos
corações
de
sejos
ardentes
de
pelejar
nas
batalhas do
Senhor,
escaceiam
todavia
os
meios
para
arrostarmos
com
as difficuldades male-
riaes.
Não
se
fundam
escolas,
não
se
criam
industrias,
tão
pouco
se
mantém
um jor
nal
sem
grandes
dispêndios
e
sacrifícios.
Se
amaes
o
pensamento
da
obra, se
amaes
a
Deus, não
vos
esqueçaes
que
Jesus
vae
pôr
á
frente
d
’esle movimento
santo hu
mildes
operários,
obscuras
criaturas a quem
tudo
falta
e
tudo
é necessário.
Em nome
de
Deus
e
dos
proletários
pedimos
pois
a
graça
de
nos
enviardes
o
prospecto
com
a
maior
brevidade
e
com
o
maior
numero
de assignaturas
que
vos
dignardes
angariar,
indicando
nomes,
mo
radas
e
direcção
do
correio.
Logo
que
tenhamos
numero
sufficien-
le
de
assignanies
sairá
o nosso
jornal,
e
depois
da
recepçã
»
do
primeiro
nume
ro,
esperamos
então da vossa
bondade e
dedicação
catholica
a
fineza
de
prompto
pagamento.
Qualquer
descuido
n
’esta
parte
seria
para nós
de
grandíssimas
consequências,
sendo
porém
o
nosso
appello
correspon
dido
cremos
que
edificaes.
com
um obo-
lo
realmente
pequeno,
uma
obra
realmen
te grande.
O
preço
da assignatura para
as
pro
víncia
é
de
l$000
reis
por
anno
—
semestre
600
rs.
Toda
a
correspondência
deve
ser
di
rigida
a J.
A.
A.
Donoso
de Mendonça,
rua
dos
Ferreiros
de
Santa
Calharina n.°
18,
l.9
,
Lisboa.
Communica-nos
o
telegrapho
a
tristís
sima
noticia
de
ter
fallecido
em
Lisboa
o
ex.
*
“
°
D.
Sancho
Manuel
de Vilhena,
distincto
redactor da
«Nação»,
e
um
dos
vultos
mais
respeitáveis
do
partido
legiti-
mista.
Foi
filho
do
•ill.mo
e
exc.mo
snr.
José
Sebastião
de
Saldanha
e
Oliveira,
do
con
selho
de S.
M.
e
do Ultramarino,
coro
nel
d
’um dos corpos
de
milícias
da
capi
tal,
commendador
da
ordem
de
Christo,
Senhor
de
Panças
e
da
Casa de
Arroios
pelo
seu
casamento
com
sua
prima
co-irmã,
a
ill.
ma
e
exc.
in
*
snr.a
D
Maria
Leonor
Carolma da
Conceição
Manuel
de
Vilhena
Costa
Freire Martins da
Fonseca.
Era
o
nobre
finado
um
d
’esses
cara
cteres,
que
já
hoje
vão
rareando,
genuina
e verdadeiramente
portuguezes.
A
Legitimidade
perde
em
D.
Sancho
de Vilhena um dos
seus
mais
austeros
e
bisarros
soldados,
e Portugal
um
dos
seus
mais
esclarecidos
filhos.
Associando-nos
ao luto
dos
nossos
pre-
sados
collegas da
«Nação»
e
ao
de
lodo
o
partido
em
cujas
fileiras
militamos,
com
os
nossos
leilores
enviámos
ao
Todo
Po
deroso
uma
prece
pelo
eterno
descanço
de tão
illustre e
benemerito
cavalheiro.
fíequiem
celernam
dona
ei,
Domine.
Chroniea
Religiosa.—
Hoje:
—
Na
Sé,
procissão
da
Oitava de
Corpus
Chrisli.
Exposição
do
Santíssimo
na
egreja
do
Carmo
A
’manhã:—Festa
do SS.
Coração
de
Jesus,
no
Collegio.
Exposição
do
Santíssimo
na
igreja
das
Therezas.
—
No
domingo
fesleja-se
na
Sé
a
de
votíssima
Imagem
de
N.
Senhor
da
Ago
nia.
Festividade do SS. Rooto do
Senhor.—
No proximo
domingo
leni
lo
gar
a
festividade
do
SS.
Rosto
do
Senhor,
venerado
á
entrada da
rua
do
Forno,
a
qual
será
feita na R. capella
da
Miseri
córdia.
De manhã
haverá
missa
solemne
por
musica
vocal
e
instrumental
da
capella
dos
snrs.
Paivas.
Exposição
do
SS.
todo
o
dia,
e de
tarde
sermão
prégado pelo
revd.
mo
dr.
desembargador
Oliveira Gui
marães
e
Te-Deum.
Seguir-se-ha
a procissão,
que
percorre
a
rua
Nova,
largo
de S. Miguel-o-Anjo,
rua da Sé, Rocio
de Traz
da.
Sé,
e re
colhe
á
Misericórdia,
depois
de ser
collo-
cado
o
SS.
Rosto
no
seu
oratorio.
Esta
procissão,
que
será
abrilhanta
ia
com
numerosos
anginhos,
será
aberta
por
uma
banda
marcial
e
fechada
por
uma
guarda
de
honra
precedida
da
banda
do
regimento.
A
procissão
sae
pur 6
horas
da tarde.
Tricentenário de Caiuõr«.—
Em
conformidade
do
convite
que da
«Semana
Religiosa»
transcrevemos
em o
n.°
penúlti
mo,
instalou-se
n
’
esta
cidade
u na
Commis
são
para
este
fim,
de que é
presidente
o
revd.
mo
snr. Dr.
Vigário
Geral,
Manoel
da
Conceição
da
Costa
e Silva.
No
dia
10
pelas
10 2
/
4
da
manhã, ha
verá
na
Egreja
do
Collegio
uma
missa re-
sada
pelas
almas
de
tantos
heroes
que
im-
mortalisaram
o
nome
Portuguez na
índia,
e
de
Camões
que
tão
bem
cantou estes
louvores
e
estas
façanhas;
e
no
fim
can-
lar-se-ha
um
solemne
Te-Deum
em
acção
de
graças
por tantas
glorias concedidas
oulr
’
ora
ao
nome
Poriuguez.
Monte pio de S Jomé.—
No
domin
go
reúnem,
em
assembleia
extraordinária,
os
socios
do
.Monle-pio
na
casa
da
Asso
ciação,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
afim
de
resolverem
o
que
convier
relalivamente
ao
fornecimento
de medicamentos.
Movimento do
Hospital de S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
23 de
maio
de
1880:
84
homens
e
85
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
27
homens e 25
mulheres.
Sahiram:
24
homens
e
25
mulheres.
Falleceram:
3
homens.
Ficaram
em tratamento em
29
de
maio:
84
homens
e
90
mulheres.
O
m
estudantes
e o Centenário.
—
Sempre
nos
quiz
parecer
que
os
aca
démicos
d
’esla
cidade
por
preço
algum
FOLHEM
AS VESTIIRAS
ílj RIQUEZA
(Conclusão)
—
Se
não
é
coisa
que eu
possa sa
ber,
murmurou
elle,
não
pergunto
mais;
mas
o que
dirão
os
visinhos?
A
estas
horas
está
por
ahi
tudo
a pé.
—
Foi
um
sonho
de
teu
pae,
disse
a
tia
Smel;
a
herança
transtornou-lhe a
ca
beça.
Vae-te
deitar,
Paulo.
—
Que
oiço?
disse
o limpa-chaminés
de
novo
aterrado. Ouvia-se
na
rua
o
estrondo
de
pesados
vehiculos,
que
se
aproximavam
rapidamente.
—
E
’
a
artilharia
que
vae
para
o campo
de
manobras,
disse
Paulo.
Admira-me
que
passe
pela
nossa
rua.
—
O
que
será
isto
bradou
a
tia
Smet.
Param
á
nossa porta.
Paulo abriu
a
janella,
olhou
para
a
rua.
e,
voltando
para
dentro,
disse
com
uma
gargalhada:
—
Cada vez melhor!
São
as
bombas
Bateram
violentamente
á
porta
da
rua,
cada
pancada
era um
baque
no
coração
do
limpa-chaminés,
que
nem
podia
abrir
a
bocca
Paulo
voltou
á
janella,
e lallando
para
baixo:
—Quem
está
ahi?
disse
elle.
Vão
an
dando
o
seu
caminho
e
deixem
dormir
a
gente.
—Onde é
aqui
o
fogo!
bradou
uma
voz.
—O
fogo? redarguiu
Paulo.
E
’
no forno
da
padeira,
a
oito
portas
d
’aqui,
á sua
di
reita,
ao
pé
do
logar
da
fructa.
—Eu
o
ensinarei
a
mangar
com a
gente,
só
pelintra, disse
o
sargento
dos
bombeiros
em
tom
ameaçador.
Abra
ou
arrombo
a
porta.
—
Não
se
zangue,
sargento,
acudiu
um
bombeiro.
Aquelle
é
Paulo
o
jovial, não
sabe
fallar senão
assim
Deixe-me
cá.
Che
gou
debaixo
da
janella
e disse:
—
Paulo,
houve
fogo
em
casa?
—
Ha
todos
os dias
uma
hora
antes
de
jantar.
—
Deixa-le
de
chalaças,
Paulo;
eu ain
da
agora
atravessei
a
rua
cora
este
meu
camarada; teu
pae
grilava:
Fogo!
fogo!
como
se
estivesse
a rua
toda
a
arder.
—
Sim,
era
meu
pae
a
sonhar
alto.
A
cólera
do
sargento
fez explosão.
—Espera,
espera,
exclamou
elle,
eu
já te
ensino
a
mangares com
a
policia!
Cabo
d
’
esquadra,
vá chamar o
commissa-
rio,
arrombamos a porta
em
nome
da
lei:
todos
estes
trocistas irão
dormir
á
cadeia.
A
palavra
commissario
fez
uma tal
im
pressão
no
lio
Smet,
que
logo
correu á
janella
bradando:
—
Oh!
meus
queridos
bombeiros,
um
in-
stantinho,
eu
vou
abrir.
E,
seguido
por seu filho,
saiu
do
quar
to.
Ao
descer
a escada,
disse
com
voz
tremula.
—Paulo,
a casa
está
embruxada!
Os
bombeiros
entrarem
cá,
Deus do céu!
Estou
mais
morto
que
vivo.
.
—
Mas,
meu
pae,
os bombeiros
não
nos
comem.
—
Tu sabes
lá
o que
eu
soffro,
meu
filho,
disse
o
limpa-chaminés
com
voz
desanimada.
Paulo
elles
hão
de
querer
dar
busca,
para
ver
onde
foi o
fogo.
Se
isso
se
não poder
evitar,
leva-os
tu
que
eu
nem
me
posso
suHer
nas
pernas.
O
mancebo abriu
a porta,
em
quanto
seu
pae
se
sentava
em
cima do
bahu
onde
estava
o
thesouro.
Cinco
ou
seis
bombeiros
entraram.
O
sargento
conheceu
o
joven
cassoista
e
agarrou-o
pelos hoinbros,
dizendo:
—Insolente,
queres
ir
para
a
estação?
Paulo
deu
ura
salto para
traz, e
res
pondeu
rindo
francamente:
—
O
’
senhor bombeiro,
repare
que eu
sou
um homem
livre,
e,
se
me
toca
ou
tra
vez,
olhe
que
o
atiro
ao
meio
da
rua.
Vendo
que
não fazia
farinha
com
o
moço
e
resoluto
limpa
chaminés,
o sar
gento
vollou-se
para
o tio
Smet,
e
per
gunlou-lhe
severamente:
—
Diga me
onde houve
o
incêndio?
—Meu
digno
senhor,
isso
é
engano;
aqui
não
houve
incêndio
—
Ah!
não
quer
dizer
para
se
livrar da
cadeia?
—
Não senhor,
até
lhe
agradeço
pelo
trabalho
que teve.
Mas
aqui
não
houve
nem
faísca.
—
Mas
o
senhor
grilou
que
tinha
fogo
em
casa?
—
E’
que
uma
pessoa
tem
ás
vezes
sonhos
exquisitos...
Eu
tenho
estado
hoje
muito
nervoso.
-Levante-se,
disse
o
sargento
n
’um
tom imperioso
e
mostre-nos
a chaminé.
—
Não
me posso
ter
nas
pernas,
respon
deu
Smel
com
voz
plangente...
Paulo
vae
com
este
senhor.
O
sargento
fez
sigtial
ao
cabo
que
se
guisse
o
mancebo,
depois
disse
para
Smet:
—
O
’
homem,
você
está
ahi
pespegado
em
cima
do
bahu
que
parece
que tem
medo
que
o
roubem.
O
suor da
angustia
aljofrou
a
lesta de
Smel.
—Ha-de-lhe
sair
cara a brincadeira,
continuou
o
sargento;
hade de
pagar
uma
multa.
—
Duas ou
tres,
balbuciou
o pobre
homem
inquieto;
mas
por
amor
de Deus,
saiam
de
minha
casa.
A
lia
Smet,
que
se
fôra
vestindo,
ap-
pareceu messe
momento
de
semblante
ale
gre,
e,
logo
que
viu
o
que
se
passava,
disse
para
o
commandante
dos
bombei
ros:
—
Sargento,
olhe
que
tudo
isto foi
feito
sem
má
tenção.
Eu
lhe
explico.
Recebe
mos
noticias
da
minha
tia
da
Hollanda.
O limpa-chaminés
estendeu
as
mãos
para
soa
mulher
para
lhe
pedir
que
se
calasse,
mas
ella
não
fez
caso, e conti
nuou:
—
Havemos de
herdar
não
sei
quantos
mil
porins.
Esta
noticia poz
meu
mari
do
n
um
estado
febril.
Sonhou
que estava
a
casa
a
arder...
Mas
eu
quero
retribuir
aos
senhores
o
incomrnodo
que
tiveram....
Bebam
um
quartilho
á
nossa
saude,
e
estejam
certos
que
lhe ficamos muito obrigados.
A estas
palavras
metteu
nas
mãos
de
um
dos
bombeiros
uma moeda de
cinco
francos.
N
esse momento
voltava
Paulo
com
o
cabo
de
esquadra.
Este
poz-se
diante do
sargento, levando
a
mão
ao
boné,
e,
disse
em
tom
solemne:
—
Sargento,
não houve
fogo.
Depois
de
algumas reprehensões pouco
severas, os
bombeiros
foram se
embora.
A
lia
Smet
fechou
a
porta,
correu
0
ferrolho,
e
seu
marido
exclamou,
erguendo
as
mãos
ao
céu:
—
O
meu
Deus,
se
os
pobres
soubes
sem
o
que
passa
quem
é
opulento,
não
de
sejam
a
riqueza.
A
tia
Smet
empurrou-o
para
a
esca
da,
dizendo-lhe
meio
zangada
meio
zom
beteira.
Tens feito
bonitas
coisas.
A
’manhã
(aliaremos.
Agora vae-te
deitar
e
vê
se
não
sonhas
mais. Pateta!
Sem
dizer
palavra
e
verdadeiramente
extenuado
pelas
angustias
que
softrera,
o
limpa-chaminés
subiu
muito
a
custo os
degraus
da
escada.
Henrique
Conscience.
consentiriam
em
ticar inferiores aos
seus
collegas
dos
outros
lyceus,
em
provas
de
brio
e
de
patriotismo.
Não
nos
enganamos;
e
a
prova
é
que
se
acha
organisada
uma
commissão de
distinclos
estudantes
para
levarem
a
effeito
esplendidos
festejos
em
commernoração
do
proximo
tricent-nario
de
Camões.
Logo
que o
obtenhamos,
publicaremos
gostosahienle o programma
dos
mesmos.
Falleeimento
—
Na
sua casa
de
Ta
ditn.
falleceu
na
segunda-feira
a
snr.» D.
Bibiana
Bosa
de
Jesus,
mãe
do sor.
Luiz
Antonio
da
Costa Braga, e
senhora
muito
virtuosa.
Contava
93
annos.
A
finada
deixa
5
filhos,
32
netos
e
27
bisnetos
!
Ftnprezs
*
«Voiteo *
U»n«antiei»8»
.
—
Esta
acreditada
Empreza
editora,
com
escriptorio
na
rua
da
Atalaya, n.°
18
—
Lisboa,
traz
em preparação e
devem
come
çar
brevemente a
distribuir
os
seguintes
romances
inéditos
de
Ponson do
Terrail:
O
juramento dos
Homens
Vermelhos,
—
(h
subterrâneos
de
Bouquey,
—
e
O Cavàlleiro
Negro.
Os
dois
primeiros
romances
serão
pu
blicados
ás
cadernetas
semanaes
de
3
fo
lhas
ou
4
e
uma
estampa,
sendo
duas de
um
e trez
do
outro,
e quando
o primeiro
concluir,
segue
da mesma
fórma
o
tercei
ro.
isto
para
não
fazer
maior
pr
ço
do
que
o
estipulado
de
50
réis
semanaes pagos!
no
acto da entrega.
Cada
volume
por
assignalura
custará
!
4o0
réis Toda
a
pessoa de
Lisboa
que;
obtiver
10
ou
mais
assignaturas
realisa-!
veis,
terá
direito
a
um exemplar
grátis
e;
respectivo
brinde
Para
as províncias ei
ilhas,
a
expedição
é feita
por
fascículos
de
10
(olhas,
custando
cada
um
100
réis,
e
sendo
o
porte
á
custa
da
Empreza.
As
>
pessoas
que
desejarem
assiguar
deverão
mandara
importância
de
um
ou
mais fas-i
ciculos,
para
estes
lhes
serem expedidos,
!
na
certeza
de
que
a
Empreza
não
enviará!
fascículo
algum
sem
ter
recebido
o
seu
■importe.
Coniiuutiifíis
«ie pena.—
Uma com
missão
de terceiranistas
da
faculdade
de
direito
foi ha
dias
a
Lisboa
pedir
ao
che
fe
do
Estado
commulação
da
pena
para
Albino
de
Sá
Carneiro,
por
uma
la
mentável
fatalidade
recluso
nas
cadeias
d
’esta
cidade,
nas quaes tem
prestado
grandes
serviços
na
regeneração
e educa
ção
dos
presos,
com
a
aula
que
plii
in
stituiu
e
rege.
Collegio dn KegeneriifAv. -
O
«Diário
do
Governo»
já
publicou
a
carta!
de
lei
concedendo
ao
collegio
da regene-!
ração
da
cidade de
Braga
o
edifício
doí
convento
de
Nossa
Senhora
da
Conceição!
da
mesma
cidade,
com a
egreja
e
suas
alfaias,
cerca
e
mais
dependencias.
Esta
concessão
não
se
tornará
desde
já
eíTectiva,
sendo
pelo
que
respeita
á
parle
do edifício
a
que
se refere
á
portaria
do
ministério
da
justiça
de
II de
maio
de
1879.
Do resto
do
edifício,
e bem
assim
da
egreja. alfaias,
cerca
e
mais
dependencias,
o
sobredito
collegio
só
poderá
tomar
pos
se
para
todos
os
effeitos,
desde
que no
convento
não
existira
religiosa
que
actual-
menle
alli
reside.
O
convento,
egreja,
cerca
e
alfaias
vol
tarão
prra
a
posse
do
estado,
quando o
collegio
da
regeneração
deixe
de
satisfa
zer
aos
fins
da
sua
instituição,
ou
de
em
pregar
n
’
elles
tudo
quanto
por
esta
lei
lhe
é
concedido.
Duaij
publicações eninmemora-
tivuai
do
Centenário.—
Do
arroja
lo
e
estimável
editor lisbonense
o
snr.
David
Corazzi,
acabamos
de
receber
um
exem
plar
de duas
das
publicações
com
que
aqnelle
illustrado
cavalheiro
commemora
o
centenário do
nosso
epico
immorlal.
Intilula-se a
primeira:
Camões
—
Home
nagem por
occasião das
festas
nacionaes
do
tricentenário,
por
Alexandre
da
Con
ceição.
E
’
um
opusculo
como os sabe engen
drar
aquelle
desazado
critico
a
que
se
tem
referido
o
nosso
illustradissimo
collabora-
dor,
o
exc.
1
"®
padre
Neves
Castro
da
Cruz,
em
alguns dos
seus
excellentes
artigos,
n
’
este
jornal.
O
tal
pampheleto
dá
em
somma
total:
—Um amontoado de purulentas
heresias,
ascorosas
impiedades
e
gordas
sandices.
E
isto
aproposito
de
Camões!!!
Que
litteratos
e
que lilteralura!
—
Intitula
se
o
segundo.
—
Luiz de
Ca
mões
marinheiro
—
Estudo
por
Almeida
de
Eça.
Eis
o
reverso
da
medalha.
Ain
la bem:
aqui,
n
’
estas
65
paginas,
correm
os ares
lavados
que
dão
saude.
E
’
ver
como
logo
na segunda
pagina
do
texto
o auctor. alludindo
á
crassa igno
rância
que
os
modernos
litteratiços
leem
de
obras
eminentemente
nacionaes,
avalia
isso
a
que
por
’
hi
chamam
realismo:
«E
o
mal
é
tanto
maior
quando
uma
audaciosa
escola
contemporânea
tenta
ar
rogar-se
o
exclusivo
de
falar
verdade,
de
photographar
a
natureza,
como
dizem
os
seus
coripheus,
dando
a
entender
que
o
que
antes d.elles
se
escreveu
era
tudo
fal
so,
que
ninguém
Uuha
habilidade
para
co
piar
a
natureza
e
que só
elles sabem
chamar
as
coisas
pelo
seu
nome!»
0
livro
do
snr.
Almeida
d
’
Eça,
eru
dita e el-gautemente escripto
demonstra
cabalmente
o
asserto
de
que
o
grande
Camões
fo<
«um
marinheiro
tocado
da
di
vina
scentelha
da
inspiração, que lhe
fez
ver os
grandiosos
especlaculos
da
nature
za
laes
como
elles
se
manifestam».
Não resistimos
ao
desejo de
transcre
ver
as
palavras
com
que
o
illustrado
au
ctor
termina
o
seu
livro,
que
são
uma
chave
de
oiro
de
lei.
Eil-as:
«Acontece
com
a
historia
das
Litera
turas
como
com
a das
nacionalidades
Quando
o
espirito
de
uma
nação
está
de
caído,
quando
latam
os
nobres
impulsos
que
a
itnpelliram no
seu
progresso
ascen
dente,
quando
está
morto
o
patriotismo
que,
centuplica
as
forças
do
indivíduo,
quando
o
egoísmo
íórpe
substituiu
a
ab
negação
e
o
amor
da
palria,
é
então
que
se
recordam
os
tempos
de
gloria
e
se
levantam monumentos
aos
heroes
que
já
uão é
possivel
imitar;
são
os
vãos lamen
los
dos filhos
de
Israel
caplivos
em
Ba-
byloma,
suspirando
pela
liberdade de
Sião,
que
tão
mal
souberam
defender.
E
assim
com
as
litteraturas.
Quando
passaram,
para
nunca
mais
voltar,
os
seus
tempos
de explendorosa
florescência,
vem
os
commentadores
estudar
as
obras
pri
mas,
mas
não
apparece
um só que
as
imite.
Onde estão
hoje
as
pennas
que es
creveram
os
Lusiadas
e
as
Décadas?
E,
deixando
esses
monumentos, que
são
co
mo
que
as
estreitas
de
primeira
grandeza
de
um
firmamento
de
elerno
brilho,
onde
estão
os
successores de
Diniz,
de Bocage,
de
Garção,
de
Alexandre
Herculano,
de
Bebello
da
Silva,
de
José
Estevão, de
Garrett,
de
Castilho?
Transformaram
se
os
lagos
cristalinos'em
charcos
n
.useabundos,
as
campinas
viri lentes
em
áridos
pragaes;
calaram
se
os
trinados
dos
rouxinoes, só
se
ouve o
coaxar das
rãs;
e
a
consciên
cia publica,
festejando
o
tri-centenario
da
morte
de
Luiz
de
Camões,
manifesta
em
doloroso
grilo
o
arrependimento
que
sente
por
se
ter
deixado resvalar no
plano
in
clinado do mau
gosto,
e
marca na
histo
ria
da
lilteralura portugueza o
periodo da
ultima
decadência».
Adliesão.—
0
revd.0
snr.
padre
Ma
noel
José
da
Cosia,
encommendado
de
Covelfo
de
Gerez,
escreve-nos
declarando
que
adhere
plenamente
ao protesto
do
corpo
docente do
Semmario
contra
as
aleivosas accusações
feitas ao Exc.
1,10
e
Revd."
10 Snr.
Arcebispo
Primaz.
Jornal
de Vinyens. —
O
n.°
53,
que
fecha
o
2.®
volume
d
’esle
sempre
notável
semanario,
traz
o
seguinte:
Texto:
Os
dramas
do
mar:
Os
piratas
arabes —
Estudos
geographicos:
O
Globo,
oitenta
narrações
de
geographia popular —
Digressões
e
phanlasias:
A
índia
—Aventu
ras
ne
terra
e mar:-0
Vulcão
nos
Gelos
—
Estudos
geographicos:
População
da
Áfri
ca
—
pdas
regiões
longínquas:
A
fome
na
China.
Chronica:
Os
mármores
japonezes—A
altilu
ie
dos
principaes
la^os
da
África—
Os
mires
do
Japão.
Illustrações:
Os
dramas
do
mar:
Os pi
ratas arabes
—
A
Índia:
Maneira
de
viajar
nas
planícies
dè
Penjabe:
Durhar
de
Ra-
m»h,
no
Himalaya
—
Pelles
Vermelhas
era
um
acampamento
nas planícies.
Atravez «la |iri»vii«cia
—Escrevem
de
Ponte do
Lima:
No
23
do
passado
houve
na
casa
da
camara
uma
grande
reunião,
promovida
pela
commissão
que
teve
o
pensamento
de
coinmemorar o
tricentenário
de
Luiz
de
Camões,
coin
a
iniciação
de
um
asylo
de
inválidos,
denominado de
Camões.
Foi
applaudida
a
ideia,
sendo
nomeada
uma
commissão para a
pôr
em execução.
A
Camay
municipal e
o
snr.
adminis
trador
do
concelho
e
aquella
commissão
en
traram em
combinação
sobre
o seguinte
programma
dos
festejos:
De
madrugada,
uma
salva
de
21
tiros
de dynamile
e
musica.
A’s
9
horas
da
manhã,
estando
todas
as
ruas
por
onde passará
o
préstito,
em
bandeiradas.
sahirá
da
casa
da
camara
uma
procissão civil,
formada
de
todos
os
funccionarios
públicos,
corporações
e con
vidados particulares,
em direcção
á
egreja
Matriz,
onde
será
celebrada
uma
missa
por alma
de
Luiz
de Camões,
D.
Vasco
da
Gama
e Jao.
Continuará
depois
o
préstito
para
a
casa da
escola
do
conde
Ferreira,
onde
se
fará
a
destribuição
da
prémios
a
5
alum
nos
classificados
no
dia
5
por
exame
pu
blico
como
os
mais
approveitados.
Em
seguida
continuará
o préstito
até
o
novo
largo,
á
bocca
da
ponte,
o
qual
será
baptisado
com o nome
de
Camões,
lavrando
se
a
acta
em
livro
especial, a
qual
será
assignada por
todos;
—e
reco
lherá
á
casa da
camara,
onde
o senado
farão
sessão extraordinária.
Durante
o
dia
percorrerão as suas
e
praças
bandas
de
musica.
A’
noule, thealro
de
gala em
benefi
cio
do
projeclado
asylo
Camões,
para
o
qual
se
abrirá
subscnpção n
’
esse
dia.
—
Por mão
da
snr.
a
D.
Maria
R
isa
Alves -da
Cunha,
recebeu
no
dia
16
do
corrente
o
asylo
dhnfancia
desvalida
de
Ponte
do
Lima
—
I).
Maria
Pia—a
quantia
50$000
reis,
oflerecida
pelo
snr.
Domin
gos
Gomes
Ferreira.
natural
da
comarca
de
Barcellos, negociante
residente
na
ei
Uade
de
Petropolis,
império do
Brazil.
—No
dia
22
do
passado
fizeram
exa
me
para
agrimensores,
os snrs. João
Bip
lista
Duarte
e
João
Manoel
Malheiro, de
Ponte
do
Lima.
Ponte
internacional «obre o Ali
nho.
—
Do
projecto
apresentado
ás <ôrtes
hespanholas
pdo snr.
ministro
do
Eornen-
to, relativo
á
construcção
da ponte
sobre
o
Minho,
extrahimos
o
seguinte,
diz
o
«
Valenciano»:
Artigo
1,®
Declara
se
de serviço geral
a
parte comprehendida
em
lerritorio
hes-
panhol
do
caminho
de ferro
que
ha-ie
ligar
a linha
de
Orense
a Vigo
com
a
de
Valença
ao Porto, em
Portugal.
Esta li
nha
ferrea
entroncará
na
estação
de
Gui-
lharey
cora
a primeira
d
’
estas
linhas
e
cruzando
o
rio Minho
nas immediações
de
Tuy
se unirá
em
Valença á reie
de
ca
minhos
de
ferro
portuguezes;
tudo
em
con
formidade
cora os
projeclos
approvados
para
o
lançamento
da
ponte
e
caminho
de
ferro
de
ligação,
e
em conformidade
com
o
que
se
acha determinado nas
actas
da
Com
missão
Internacional
de
engenheiros hes-
panhoes e
portuguezes que
trataram
o as
sumpto.
Ari.
2.° Auctorisa-se
o
ministro
do
Fomento
a
estipular
com
o
governo
por
tuguez,
de comraum
accord >,
a
construc
ção
da
ponte
internacional
sobre
o
Minho.
A
forma
de se
levar
a
cabo
as
obras
da
ponte
será
determinada
no
referido
con
vénio.
Art.
8.®
Se
aos
interesses
das
duas
nações
convier
e
seus governos
assim
con
cordarem,
poderá
estabelecer
se
o
imposto
de
portagem
sobre
peões,
cavalleiros
e
ve-
hiculos
que
se
ulilisaram da
parle
infe
rior
do
tabuleiro da
ponte
internacional
so
bre
o
Minho.
Aehadii
importante
—O
nosso
col
lega
do
«Diário
Illustrado»,
o
snr.
Fran
cisco Serra, esteve
em terapis
encarrega
do
de
escolher
os
livros
das
arcas
orpha-
nologicas,
que
deviam
ir
para
a
caixa
geral
dos
depósitos.
Lembrava-se
elle
de
ter
visto
entre
os
diversos
documentos
ura
autographo
de
Camões.
Agora
que
se
trata
de
comrnemorar
o
centenário
do
imtnor-
tal
poeta,
o
snr.
Francisco
Serra deu
se
ao
diíficil trabalho
de
procurar
o
docu
mento
e
achou-o.
E’
uin
livro
de
capa
de
pergaminho, que
contém
vários
lermos
da
provedoria
dos
orphãos
de
Torres
Ve-
dras,
e
alli
se
encontram
ires
assignaiti-
ras
«Luiz
de
Camões».
E
’
um achado
importante
e
que
devidamenle
deve
ser
apreciado.
Papei
*
velhos.—
Ha
era
França
uma
instituição
catholica,
ontre
tantas
e
tan
tas, designada L’ceuvre
des
vieux
papiers
fundada
pelo
revd.'"'
Abbé
Narlel;
consiste
na
colleção
dos
papeis
velhos
e
desneces
sários,
que são
vendidos
e
o
produclo
en
tra
no
Dinheiro de
S.
Pedro;
por
tal
modo
o
referido
sacerdote
tem
podido pôr
aos
pés
de
Sua
Santidade,
até
hoje
e
em
dif
ferentes
occasiões,
a
sotmna
de
56,000
francos.
Eis
o
que
é
«zelo»,
eis
como
a
cari
dade
é
engenhosa.
ÀGRÀDKCIMElfTOS
«à
àwtídote'
Ler
O
abaixo
assignado,
summamente
pe
nhorado
para
com todas
as
pessoas
que
o
procuraram
por
occasião do.
fallecimen-
lo
de
seu
innocente
e
presadissimo
filho,
bem
assim
aos
que
se dignaram
assistir
ao
enterro,
que
leve
logar
no
dia
20
do
corrente;
não
lhe
sendo possivel,
pelo seu
estado
de
saude
lh
’o
nã
>
pirmiltir,
agra
decer
pessoalmente,
o
faz
por este
meio,
manifestando
a
todos
o
seu eterno
reco
nhecimento.
Braga
25
de
maio
de
1880.
(275)
Antonio
Augusto
Pereira.
ANNUNCIOS
José
Jorge
Soares Russel,
Bicha
rei
forma lo em
direito
pela
Universilale
de
Coimbra,
Al-
ministrador
do C
mselho
de
Braga,
por
S.
Migedal'-
Fi-
delissim
i
elo.
Faço
saber
que
na
A imiiiislração
do
Conselho
de
Braga,
foi requerida
licença
por
José
Baplista da
Silva
Taxa,
morador
na
rua
de D.
PeJro V.
freguezia de
S.
Victor
d
’esta
cidade,
pira montar
umi
ma
quina
a
vapor
de
baixa pressão para
fa
bricação
de chapéus
de pello.
na
roa
de
D.
Pedro V, n.® 33
e
31
li
mesma fre
guezia,
que
se
achi
comprehendida
na
2
a
classe
da tabelia
aonexi
á lei
de
21
de
outubro
de (873,
e
|ii
tem
o<
in
convenientes defumo
e
explosões
ni
cal
deira,
pelo
que,
em conformidade
do
art.
6.°
da
citada
lei,
são
convidadas
todas
as
auctoridades
e
classes,
ou
gerentes
de
quaes-
quer
estabelecimentos
e tolas
as
pessoas
interessadas
a
apresentar
n
‘
esta
Adminis
tração.
dentro
de
3
(
) dias,
a
exposição
de
qualquor
motivo de
opposiçá
» que
ti
verem
contra
a
concessão
da
mesma li
cença.
E
para
constar,
nos terra
is
do
mesmo
decreto
foi
lido
um
e alfixad
>
no alrio
da
Administração,
e
outro
idêntico
na
por
ta
da
egreja
matriz
d
’
aquella
freguezia.
Braga
28
de
maio
de
1880.
E
eu
An
tonio
Maria
Peixoto,
o
subscrevi.
(283)
José
Baplista
da
Silva Taxa.
Manoel
Joaquim
Dias
Paredes, da
Fei
ra
Nova
d
’
Araares,
participa
aos
seus íre-
guezes
que
de
comraum
accordo
retira
a
sua
carreira que
traz
diiriamente
entre
Braga
e
Amares,
pela
Ponte
do
Bico,
no
dia
2
de
junho
lo
corrente,
ficando
só
com
a
corrida
diariamente
do
correio
nas
horas
já
annunciadas.
Escriptorios:
em
Braga
em
casa do
snr.
Manoel
José
d
’Abren, e em
Amares
em
ca-a do
snr.
José
Maria
d
’
Abreu.
Feira
Nova
1
de
junho
de
1880.
Manoel
Joaquim
Dias Paredes.
Visto=
Azevedo
Magalhães.
Joaquim
José
de Barros,
da
cidade
de
Braga,
participa
aos
seus
amigos
e
fre-
guezes
que
desde
o
dia
2
de junho er»
diante
retira
a
sua
carreira,
que
traz dia-
riamente-^ntre
Braga
e
Amares, pela
linha
da
Ponte
do
Porlo.
Braga 1
de junho
de
1880.
Joaquim
José
de
Barros.
Visto=
Azevedo
Magalhães
(284)
caixeiro
»
No
estabelecimento
de
sola
da
rua
dos
Chãos,
28,
admitte-se um
caixeiro,
coai
pratica,
ou
mesmo
sem
ella,
d’
aqueHe
negocio.
RAPAZ
I
No
mencionado estabelecimento
de
so
la,
admitte-se
um de
bom
comportamento.
'
(285)
DOS
FESTEJOS
BRACARENSES
NO
TRICENTENÁRIO IICAIOES
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
B?nharia,
77
e
79.
Unico
successor
dos
Carmelitas
Rue de l’Abbaye,
14
Contra
a
Apoplexia,
o
Cholera.
Flatos.
Desmayos, Indigestões,
Febre
amarella. rtc. Veja-se
o
prospecto
que
deve
envolver
cada
frasco.
Cxlja-se
o
rotulo
branco
e
preto
que
devem
levar
pegado,
os
irascos
de
tod>
-
tamanlios.
e
a assitmatura
Inclusa
:
73lRttKl'Àl
PARIS
çôes.
AGUA
de
MELISSA
dos
Carmelitas
BALSAMO OA
CRUZ ROXA
Promovidos
pela Sociedade Democrática Recreativa, no seu salão
e no Theatro de S. Geraldo
Preparação
com base
de
alcatrão para uso externo
PHIH
x
KAIIIIA
Nos
dias
8
e
9
de
junho,
exposição
de
edicções
e
versões
de
Camões, no salão
da
Sociedade,
desde
as
9
horas
da ma
nhã
até
á
1
da
tarde,
e
das
4
horas
da
mesma
até
ás
8.
A Sociedade
illuminará
o
seu
edificio
nas
duas
noites.
Na
noite
de
(0, sarau
litteiario
e
musical
no
Theatro
de
S.
Geraldo,
com
intermeação
de poesias
em
cada
conferencia
Apparição
da
publicação
esplendida,
com
que
a Sociedade
solemnisa
litterariamente
o dia
do
tricentenário,
depois
da
inau
guração
apparatosa do
retrato
de
Camões.
A
Sociedade
illuminará
nesta
noute
o
theatro,
assim
co
mo
o
largo
Ircpteiro,
onde
estacionará
uma
banda musical
du
rante
os
festejos,
e
continuará
a
illuminar
igualmente
o
seu
edificio,
como
nas
duas
noites
anteriores.
O
sarau litterario
começará
ás
9
horas:
e
nas
suas
suc
cessivas
conferencias,
em
que discursarão
com
os
seus
orado
res
anteriores
alguns
de
novo,
considerar-se-ha
a
importância
social
do tricentenário;
Camões
na
bibliographia
patria
e
estran
geira;
os
Lusiadas
em
suas
paiodias,
e
nas
suas
palavras
pe
regrinas;
Camões
como
precursor
da
restauração
de
1640,
e
como
soldado
e maiinheiro,
além
d
’amante
estremosissimo.
Cem
estes
assumptos tralar-se-hão
denvolta outios
analogos,
condignos da
solemnidade
do
dia.
Pela
manhã,
ao
meio
dia
e
á
noute
serão
annunciadas
estas
horas
á
cidade
com
salvas de
21
bombas
reaes.
Uma
banda
musical
percorrei
á
também
opportunamente
as
ruas
principaes
da
cidade.
Tornarão
mais
solemnes
estes
festejos
da
Sociedade,
ou
tros
conjunctos
com
elles.
O
bello
jardim
do
campo
de
SanfAnna
estará
illuminado
á noite
no dia
do
tricentenário
por
iniciativa
da
Camara
Mu
nicipal; e
no
dia
8
haveiá
tand
em
á
ncute
represent;
ção
con
digna
no
Theatro
de
S.
Geraido,
por
iniciativa
dos
snrs.
Fran
cisco
Araújo e Lcurenço Moreira: representar-se-hão
as
peças
dramaticas
Camões
e
o
Jau,
de
Casimiro
d
’Abreu, e
os
Últimos
Momentos
de
Camões
do
nosso
Mendes
Leal.
A banda
regimental,
por obséquio
do
Exm.®
Coronel
do
regimento
8,
(ceará
nas
tres
noutes
dos
festejos
no
seu
coreto;
conconendo
assim
para
maior abi ilhantamento do
tricentenário,
a
que
nada
faltara
’
das galas
próprias
da
occasião.
No
templo do
Cclltgio,
a
’s
10 heras
e
meia
da
manhã
do
dia
10, ha
vera
’
missa
resada,
a
que
leia
’
de
seguir-se
um
Te-
Ikum
;
sulh agando-se
assim as
almas dos
heroes,
que
immortali-
saram
o
nome
poiluguez
na
índia,
e a
alma
do
cantor,
que
nos
Lusíadas
ap
regoara
ao
mundo
estas façanhas
em
epopeia
até
hoje
inexcedida.
'
(381)
MONTE-PIO DE
S.
JOSE
’
Por
ordem
do
snr.
presidente
da
Me
za,
são
convidados
todos
os
socios
que
estejam
no
goso
dos seus
direitos,
a
reu
nirem-se
em
assembleia
geral
extraordi
nária,
no dia
6
de
junho
proximo,
pela
1
hora
da
tarde,
na casa
da
Associação,
no largo
de
Santo
Agostinho,
afim
de
se
resolver
o
que convier,
relativamente
ao
fornecimento
de
medicamentos,
confor
me
foi
requerido
por
diversos
socios.
Braga
28
de
maio
de
1880.
O
l.°
secretario
(280)
Joaquim
da
Silva
Gonçalves.
«Vereis
amor
da
patria
não
movido
«De
prémio
vil,
roas
alto
e
qtiasi
eterno».
lusíadas
,
i
—x.
Grandíssimo
exito
nas
guerras
da
America,
llalia,
franco-allemã
e
do
Orien
te,
no
sitio
de
Paris.
<•
uhiu
an enie
na
Hollauda,
Bélgica
e índias
—
Numerosos
cer
tificados
dos
principaes
médio
s
e
aitesiações
dos
enfermos
curados.
As
chagas
m<
is
itbtlues
os
offecçôis
herpeticas,
escrofidosas e
cancerosas,
as
feridas,
que<niaaui
as
e
ulceras
de
ledas
as classes,
os
panarícios, fui
uneulos, etc.
curam-se
rapidanonte
<<
n<
<
1ALSAMO
D
a
CRUZ
ROXA.
Croução
IVIVII . lí i VB'A
<la
der ^Tratamento INFAIJLlVKIi.
Vende-se
por
junto.
>nrs. H.
'auassche
&
C.
a
em
Merxem-les-Anvers (Bél
gica)—
Em
Madrid,
Agencia
franco
Inspano-portugueza,
Soído,
31.
Venda
a
retalho
i.o
Porto,
snrs
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
CiKAIVDK
PRCH1WCHA
Vende-se
dois
caleches
montados
e
re
formados
de
novo,
em
muito
bom
uso,
juntos
ou separados;
quem
pretender
póde
dirigir-se
a
José
Luiz Ferreira,
rua
das
Aguas, onde
se
pódem vêr
a
toda
a
hora.
(267)
APPELLO
A
’
COMPAIXÃO
Conlinúa
aberta
na
casa
do
snr.
José
Antonio
da
Silva
Lomar,
rua
do Souto,
n.°
28
e
29,
a
subscripção
em
favor da
desventurada
Ermelinda
Carvalho
de
Ma
galhães,
de
Eira
Vedra,
concelho
de
Vieira.
(223)
wfl
r
iarhónàto
de
ferro
tffãl
WBM1
k
pro^aMos
com o
mais
grão successo.
k
,
,
o.- mais de 40 annos por a maior parte
dos
médicos
por curar a chlorosis (fluxo
branco)
doança das mancebas filhas e
to
das as
moléstias chloróticas.
Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos
que as
tem
experimentado
:
« Depois
35
annos
que exerço a medicina,
.« tenho
reconhocido a este medicamento
«
(Diluías de Blaud) vantagems
incontesta-
«
veis sobre todos os outros
ferreos
e eu
*
o miro como o melhor anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE,
ex-prísidtntt da Academia
de
Medicina.
d
De
todas as preparações ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affelções chloróticas, as pilu-
«
las
de itlaud parece-nos devem estar na
«
primeira
fila. » — Diecianario aniv. de
Medicina,
t. n, page M.
Como
prova
da
autbanticidade,
nome
do inventor eiU gravada aobrerçtW-lJTa]
cada
pílula como aqai julo
U
smí
U
Depositos: Ptrit, t,
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèlo
u.°
28—3.
GLOBULOS
SECRETAN, piiarin”
laureado
c
decorado.
Uuico
reiuedio
iufai-
5
livel,
iuoíTensivo,
fácil
de
tomar e
digerir,
y'
empregado
com
êxito
constante
nos
hospi-
V/laes
de
Paris.
—
Sempre bom
resul-
r^tado. —
Depósito:
SECRETAN,
37. avenue
Friedlantl.
PAUIS.
— 10
fkancoh
em
P
arib
.
Evitar
as
Imitaçoea.
Em
Braga
—
Pharmacia
dns
Órfãos.
Vende-se
duas
n
oradas
de
ca
sas na rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas
foreims
ao
Cabido, com
21
e
22.
Também
se vende
outra
na
travessa
das
Chagas,
com
o
os
n.
os
morada
n»°
1.
Quem
as
pretender comprar
falle
na
rua
das Chagas
n.°
li.
(286)
ASYLO
DE
D.
PEDRO
V
A
Direcção do
Asylo
dTnfancia Des
valida
de
D.
Pedro
V
faz
publico
que,
em
consequência
de
não
ler
sido
levada
a
effeito
a
arrematação
a que
se
referia
o
annuncio
de
8
de
maio
tindo,
de
no
vo recebe
propostas,
em
carta fechada,
para
o
fornecimento
de
todas
as
ferra
gens
que
forem
precisas
para as portas,
portadas
e
caixilhos
do
edificio
do
exlin-
clo
convento
da
Penha,
executadas
con
forme
os
modellos
que
esiáo
patentes,
lo
dos
os dias uleis,
nas obras
do
referido
edificio.
As
ferragens
serão de ferro
suecio
de
boa
qualidade
e
obradas
com
a
perfeição
dos
modellos.
Os proponentes
obrigar-se
hão
a
for
necer
as
ferragens
para
uma
porta
e
vinte
e
nove
janellas
dentro do
praso
de
40 dias,
a
contar da
data
da
arrematação,
e
as
res
tantes
no praso de oito
mezes
depois d’a-
quelle
fornecimento,
e
apresentarão
um
fiador
idoneo
que
garanta
a
pontual
exe
cução
do
contracto.
As
propostas
designarão
o
preço
de
cada
peça
de
ferragem,
referido
ao
nu
mero
designado
no
modello que
lhe
cor
responder,
e
serão
entregues
no
referido
edificio
do
exlincto
convento
da
Penha,
até
o
dia
7
do
corrente,
ás
seis
horas
da
tarde,
em
que
serão
abertas
perante
a
Direcção,
sendo
acceite
a
que
offerecer
preços
mais
favoráveis,
se
estes
convierem.
Braga
1
de
junho
de
1880.
O
secretario,
José
Maria
Gomes
Bello.
RECLAMAÇÕES
A
junta de
parochia
dé
S.
João
do
Souto
d
’esta cidade,
faz
saber
que
se
acha
em
reclamação
por espaço de
15
dias,
a
contar
de
hoje,
a derrama
para
as
des
pezas
da
parochia do
anno
de 1^78
a
1879.
Convida
portanto
os
parochianos
d
’
esta
freguezia
a
examinar
a
*
colectas
que
lhes
pertence
pagar,
o
que
poderão
vêr
e
exami
nar
desde
as
8
até
ás
6
horas da
tarde,
em
casa
do
tbesouieiro
d»
junta,
o
snr.
M.
J. Barbosa de Brito, na
Praça
do
Ba
rão.
Braga
24
de
maio
de
1880.
O
presidente
(278)
João d
’Oliveira
e
Silva.
jos
Í
antõmo
da
silva
lomar
Kua
do
Souto, J9 e 8»
Recebeu
directamente do
estrangeiro
uma
linda
collecção
de
lãs
para
vestidos,
linhos,
cretons,
capas,
manteletes,
ru-
meiras,
íichus,
sombrinhas,
saias
de
côr
e
brancas,
laços,
mantas,
vestidos
para
criança,
chapéus
para
snr.
a
e
criança,
grande
quantidade
de leques para
lodos
os
preços,
mantas
e
colarinhos
para
ho
mem,
e muitos outros
artigos
de
moda,
que
vende
por
preços
muito
rasoaveis.
(279)
VENDA
DA
LAPA DOS
ESTEIOS OU
DOS POETAS
Volta
novamente
á
praça
no
1.°
do
proximo
mez de
julho,
ao
meio
dia,
a casa
e
quinta
das
Cannas,
aros
de
Coimbra,
no
valor
de
doze
contos
de reis,
e
será
impreterivelmente
entregue
n
’
esse
dia
a
quem
mais offerecer
sobre
a referida
quan
tia.
A
praça terá
Iogar
na
casa da
me
sma
quinta,
e
declara-se
que se
não
ven
de
a
mobilia,
gados,
e
mais objectos
alli
existentes;
e
bem
assim
se
declara
que
são
completamente
destituídos
de
funda
mento
os
boatos
propalados
de
se
toma
rem
lanços
para
depois
entregar
o
prédio
a
certa
e determinada
pessoa.
—
Entrega-
se
a
quem
mais
der na
fórma
do
presen
te
annuncio.
(266)
CAP8LLANÍA
A
Meza
administradora
do
Real San-
ctuario
do Brm
Jesus
do
Monte
faz
pu
blico que
se
acha
vago
um
Iogar
de
capellão
do
mesmo
Sanetuario,
com
o
or
denado
annual
de I80$000
reis,
casa
para
viver,
e
obrigação
de
missa
diaria
com
tenção
preza.
Os
revm.
”
8
snrs.
sacerdotes
que
o
pretendam
devem
apresentar
seus
reque
rimentos,
com
declaração
de
que
se
acham
habilitados
para
confessores,
ao
secretario
da
Meza,
no
largo
do
Paço n.°
4,
até
ao
dia
10
.
de
junho
proximo
futuro.
Braga
21
de
maio
de
1880.
O
presidente
João
de
Paiva
Faria
Leite
Brandão.
(262)
Parte de Comércio do Minho (O)
