comerciominho_03041880_1065.xml
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-
VIII
ANNO
S.ABBADO
X BB ABRIL DE 1880
NUMERO
1:06o
íL.SH
>
OSA»
l’<5iíSrr 2CA. ®<< IBOrif-iíOSA.
REDACTOR—
D. MIGUEL SOTTO-MAYOR
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
12
mezes,
cora
estampilha
2^400
—
12
mezes,
sem
estampilha
1^,800
—Brazil,
12
mezes,
moeda
forte
4^20(1
—Avulso
20
rs.
PliBLlCA-SE
ÃS TERÇAS, QLINTAS E
SABBABOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—Annuncios
cada
li
Ilh,
20
—
Repetição
10
rs.
—
Âssignantes,
20
p.
c.
d
’
abaliment
0
'
iasaa.—
í
.^
a
iBBAGA
—
3
DE
ABRIL
O
Snr Aircebiapo Primaz e ea aeuc
inimigo
*
VI
O
fogo
do
inimigo
vae
enfraquecendo.
Quem
compulsar
os
dois
últimos
numeros
do
«Diário
do
Commercio» reconhecerá
sem
«exfôrço,
que
as hostes
inimigas
estão
faltas
de
provisões
e
já vomitam
as
suas
ultimas
balas.
E
’
sempre
assim
!
Por
mais
que
se
es
bofem
os
defensores
das
causas perdi
das,
por
mais
que esbravegem
e
esconju
rem
o
que
ha
de
mais
sagrado,
por mais
que
arranquem
rancores, que
tumultuam
«m
seu
peito
com a
violência
do vulcão,
teem
de
ceder
á
fatal
lei,
que
domina
as
causas
más.
Firmados
sobre
areia,
julgaram
os
ini
migos
do
Snr.
Arcebispo,
que estavam
em
terreno-seguro
e firmei
Foi
uma
al-
lucinação
produzida
pelas
paixões,
que
haviam
creado
raízes
em
seu
coração
e
que.
tomando
corpo,
ensombraram
de
to
do
o
seu
espirito.
Desgraçados
combatentes,
que
nem
lhes
resta
a gloria
de
serem
os
vencidos
d
’uma
causa
honrada
!
A
vietoria,
que
temos
quasi
nas
mãos,
é
motivo, para que
a
nossa
prosa
côrra
hoje
alegre,
porque esta nossa causa,
co
mo tantas
outras,
é
desmentido formal
a
uma visão prophelica
d
’
uma
peuna
mui
hem
aparada,
que
principia
assim:
«o
rei
nado dos parvos
nos
assusta
com
a
tre
menda
ameaça
de
se
prolongar
além
das
raias
do
tolerável,
a
ponto
de
só
talvez
nos
restar a
desconsoladora
probabilida
le
de
o
vermos
substituído
pelo
reinado
dos
velhacos».
E
’
verdade,
que
<A commentos
depravados
Nunca
a
virtude
escapou».
Mas
também a
verdade
póde
arrostar
com
os
detractores
e
<
Vencei
os
z
Prostrai
os
Deixal-os
Sem
vida»
Porque
«Quando
a
censura desvaira,
ferindo
o
que
lodo
o
inundo
admira,
então
o
seu
mais
seguro
effeito
é
o
exaltar
a
gloria
que
procurava
rebaixar».
Mas
deixemo-nos
de
colloquios
e
pro-
Lvquioe;
o
tempo
urge
e
é
necessário
pas
sar
desde
já
ao
campo
da
controvérsia.
Vaiaos
a
elle.
XIII
accusação:
(1)
o
arcebispo
de
Braga
oceulla
as
accusações
aos padres,
que,
suspensos ha tres
annos,
requerem,
para
que,
ao
menos,
se
lhes
declare,
quaes
são
os
delictos
porque
tão
prolongadamente
são
castigados.
Não
sabemos quem
são
estes
padres
a
quem
o
«Diário
do
Commercio»
se
re
fere.
Nem
indagámos
os
seus
nomes
para
que
não
houvéssemos
de
discutir
as
suas
pessoas.
O
«Commercio
do
Minho»
conseTva-se
n
’
este
posto para
defender e
não
para
aggredir,
muito
menos
as
pessoas,
que
não
são
culpadas
das imprudências
do
accu-
sador,
que
pretende
arraslal-as
ao
campo
d
’
esia
discussão.
Se,
porém,
o
«Diário
do
Commercio»
entender,
que existem no
arcebispado al
guns
clérigos,
que
estejam
soflrendo
al
guma
injustiça
pela
fórma. que
indica,
queira
declarar
os
seus
nomes
e
assu
mir
perante
elles
a responsabilidade
d
’uma
discussão,
em
que
é
necessário
indagar os
seus
delictos,
ou
os seus
crimes
e
as al-
legações,
ou
considerandos
do
juiz,
que
lhes applicou
a
pena
de
tão
demorada sus
pensão,
se
não
fôr
segredo
de justiça,
ou
não
fôr prohibido pela
praxe observada
em
todas
as dioceses
e
muitas
vezes na
ordem
civil
e
política.
XIV
accusacão:
é
supremo
o
despreso
a
que
o
snr.
arcebispo
vota
os
negocios
ainda
os
mais
importantes
dos
seus
dio
cesanos;
é habitual
a
indifferença,
com
que
olha
os
legitimos
interesses de
todos
os
seus
súbditos;
por quanto:
1.°,
abafa
muitos
requerimentos nas
gavetas
da
sua secretária:
muitas
e
mui
tas
vezes os
requerimentos
são
lançados
na
caixa
com
testimimhas,
para
assim
se
obter
um
despacho;
outras
vezes
se
tiram
públicas-lórmas
e isto
se
declara
nos
requerimentos
e d
’
este
modo
se
ob-1
tem
um
despacho,
que
antes
linha
sido
por
vezes
indeferido
(sic).
E
’
falso
este
fundamento
da accusa-;
ção.
Nunca
se
abafaram
requerimentos.!
Venha
um
só
facto
authentico,
que
nos:
desminta.
(I)
Antes
d
’
esta
accusação
diz o
«Dia-!
rio
do
Commercio»
—
que o arcebispo odeia!
a
imprensa
e
quiz
amordaçal-a
com
a
re
servação
do
peccado
diffamalorio
A
estai
accusação,
que
trouxe
aqui
por
inciden |
te,
responderemos
íi
’
outro
logar,
onde
o
«Diário» a
desenvolveu.
—Allude
também
a
jesuítas
intrigantes.
Não sabemos
quem
elles
sejam,
nem precisámos
saber, por- ■
que
não
tractâmos da
defeza
dos
jesuítas.
—
Refere-se
ainda
aos
arciprestes
bypocri-j
tas.
Não
nos
occupâmos
agora
da
defeza
de
arciprestes,
portanto,
nada
diremos
so-
'
bre
similhante
incidente.
Fazemos
estas
declarações,
para
que
se
não
diga,
que
ommittimos
accusações
formuladas
contra
o
Snr.
Arcebispo.
Se
algumas
vezes
não
apparecem
na
secretaria
os
requerimentos
com os
seus
despachos,
outra
é
a
causa: ou
taes
re
querimentos
nunca
entraram na secreta
ria,
fingindo o
contrario
os
suppostos
in
teressados;
ou
os
inimigos
do
Prelado aba
fam
os
requerimentos
por diversos
moti
vos,
que não
podemos
discutir
aqui;
ou
a
petição
,é
feita
por
fórma
tão
cavillosa,
que
é prudente
não
lhe
dar
despacho;
ou
os
despachos
demandam
demoradas
infor
mações
e
apparecem
sómente
depois de
obtidas
nas
estações competentes.
Em
pouco
mais
de
oito
dias
se
rea-
lisarara
duas
d
’
eslas
hypolheses.
No
dia
24
de
março
pretenderam
requerer
cer
tos
esclarecimentos sobre o
numero
de
dispensas
de
proclamas
concedidas
no anno
lindo
e
mostraram
o
requerimento
ao
di
gno secretario
da
camara
eccfesiastica,
que
observou
ao
pretendente,
que
era
impos
sível,
que
fosse
despachado,
atlenta
a
fór
ma
cavillosa,
em
que
fôra concebido;
o
supplicante
declarou,
que
o
não
submet-
teria
a
despacho,
e
se
retirou.
Não lan
çou
a
despacho
o
requerimento;
no
dia
28,
porém, veio dizer o
«Povo
de
Braga»,
amiguinho
muito
amavel
do
Prelado,
que
«s. exc.
a
não
despachára
no
dia
24
um reque
rimento, em
que se
pedia
a
certidão,
de
quan
tas
dispensas
de
proclamas
se
tinham
pas
sado
no anno
findo».
Não
foi
lançado
a
despacho o
reque
rimento
e
alhrma-se.
que
o
solícito
Pre
lado
se
negara a
despachal-o!
Que
des
plante
na
mentira,
que descaro
na
ca-
iumnia!
Não
se
diga, que o
«Povo
de
Braga»
fôra
victima
d
’uma
falsa
informação.
Não
foi,
porque
era
elle
o
interessado
no
despa
cho
do
requerimento.
Continuemos
a
narração
do
facto
e
leremos
n
’
elle
não
só
a prova
do
nosso
assérlo,
mas lambein
a
reahsação d
’
uma
outra
hypothese
das
que
acima
apresentá
mos
FOLHETIM
A CONDIÇÃO DO HOMEM
A condição
de
um
homem designa
o
logar
que
elle
tem
e
que
deve
manter
nas diversas ordens
que constituem
as
so
ciedades
e
a
economia
política.
Cada condição
tem
seus
deveres,
suas
obrigações,
suas
congruências.
Amovermo-
nos
d
’
ella é delinquirmos
mais
ou
menos
contra
a moral.
Guardando
a
nossa
condição,
não
quer
dizer
que
não
devamos
por amor
de
nós
mesmos,
por
amor de
nossa
familia,
mui
tas
vezes
por amor
do
bem publico,
me
lhorar
o
nosso
estado
exterior,
de
onde
a
nossa
condição
depende
tanto
como
do
nascimento.
Muitas
vezes
por
este
amelho
amento
mudamos
de
condição,
e, alçando-nos
a
uma
ordem
superior,
contrahimos
novas
obrigrçoes.
que
é
também
do
nosso
de
ver
cumprir
strictamenle.
As
simples
riquezas tornam
nos
d
’
uma
vaidade
ridícula
quando,
fazendo-nos
olvi
dar a
nossa
condição
primitiva,
nos
levam
a
pretender,
a
exigir
os
previlegios
de
uma
condição superior.
Se,
d
’
ui!i
outro
lado,
para
sahir
da
nos
sa
condição,
empregamos
meios
injustos,
criminosos
nos tornamos então.
Emiim,
erro não pouco
perigoso
é
o
julgar
do
mérito
ou
da
preeminencia
das
condições
pelo brilhar
dos
dispêndios ou
pelo
luzimento
de
algumas
dislineções.
E
’
a
utilidade
de
cada
condicção
com
referencia
á
sociedade
que
deveria
deter-
roiuar-lhe
o
logar; assim
como
a
estima
devida
a
cada
particular
deveria
ser ajus
tada
pela
maneira
como
cada
um
se
ha-
vem na
condição
em
que
a
Providencia
o
collocou.
Vê-se,
portanto, que
a
con
dição
de
um
homem se
refere
ao logar
que-
elle
deve
ler
e
ao
estado
que
mais
relação
tem
com
o
seu
genero
de
vida
ua
sociedade
Em
qualquer
condição,
porém,
que se
esteja
não é possível
validar
o
logar
que
ella
poderia
assignar-nos
sem
que
se
cum
pram
exactamenle
os
deveres do
estado
inherente
a
essa
condição.
Todo
o
homem deve
estar
contente
com
a
sua
condição.
E’
o
que
mui
raro
se
vê.
E
a
quem
impuiar
a
culpa? A
nós,
simplesmente
a
nós.
Não
ha
condição,
por
mais
má
que
seja,
que não
offereça
uin
lado
bom.
Cada
estado
tem o
seu
ponto
de
vista Devemos
attender
a
isso.
A
cul
pa
não cabe
ás
situações,
cabe nos
a
nós.
Devemos
queixar-nos
mais do
nosso
ca
rácter
do que
da
nossa
fortuna.
Attribui-
mos
aos acontecimentos os defeitos
que
não
provéem senão
do
nosso
caracter.
O
mal
está
em nós:
não
o procuremos
fóra
de
nós.
Amaciando
o
nosso genio,
muda
mos
muitas
vezes
a
nossa
fortuna.
E
’
-nos
muito
mais
facil ajustarmo-nos
ás
coisas,
do
que
ajustar
as
coisas
a
nós.
Frequen-
temente
a
applicação
em
procurar
o
re
médio
irrita
o
mal;
e
a
imaginação,
de
intelligencia
com
a
dôr,
augmenta-o
e
forlitica-o. O
attenlar
nas desgraças ag-
glomera
as,
con§ervando-as
presentes
á
al
ma.
Uma
resistência
inútil
retarda
o
ha
bito
que
ella contrahiria
com
o
seu
esta
do.
E
’
necessário
ceder
ás desgraças.
En-
viae-as
á
paciência:
só
a
ella
respeita
sua-
visal-as...
Attendamos
aos
bens
do
nos
so estado,
que
as
penas que d
’
elle
pro
vêm
serão
melhor
de
supportar.
Um
ho
mem
prudente,
em
condições
taes,
frue
evidentemenle
mais
bens
e soffre
menos
males.
Devemos
ter
sempre
em
vista
que
não
ha
condição
alguma
que
deixe
de
ter
as
suas
penas.
E
’
esse
o
estado
da
vida huma
na.
Nada
puro;
tudo
é
misturado.
Pretender
uma
felicidade
constante
e
absoluta
é
querer
isentar-se
á
lei
com-
mum.
As
pessoas qoe
se nos antolham
as
mais
felizes,
não
nol-o
pareceriam
de
modo algum
se
ponderássemos
a
sua
for
tuna
ou a
sua
alma.
Os
mais
elevados
são
muitas
vezes
os
mais desgraçados.
Com
grandes
cargos
e
maximas
vulgares
está
se
sempre
alvoroçoado. E’ a
razão
que
varre
os
cuidados da
atira,
e
não
as
posições.
Se
se
é
prudente
e
circumspe-
clo,
a
sorte
não
póde
augmenlar
nem
diminuir
a
felicidade.
Julguemos
por nós
mesmos,
e
não pela
opinião
d’
oulrem.
As
desgraças
e
os
des
regramentos
dimanam
dos
falsos
juizos,
os
falsos juizos
dos sentimentos
e
os
sen
timentos
do
trato
que
se
tem
Com
os
ho
mens,
da
sociabilidade.
Para
attenuar
a
impressão
que
elles nos
causam, e
para
moderar
os
nossos
desejos
e
os
nossos
males,
pensemos
em
que o
tempo
arre
bata
os
nossos
pezares
e
os
nossos
pra-
zeres;
que
cada
instante,
por muito jo-
ven
que
sejamos,
nos
rouba
uma
parte
de
nós
mesmos;
que
todas
as
coisas
no
subvertem
continua
e aceleradamente
no
itnmenso
sorw.doiro do
passado,
do qual
nunca
mais sahein.
Tudo
o
que
ha
de
maior
nem
por
is
so
é
mais
bem
tratado do que nós.
Es
sas
honras,
essas
dignidades, essas
prefe
rencias
estabelecidas
na
sociedade
pela
sociedade,
são
especlaculos
e
ceremonias
vazias
de
realidades:
não
se julgue
que
sejam
qualidades
ligadas
á essencia do
ho
mem.
Eis
como
devemos
olhar
aquelles
que
estão
acima
de
nós.
Mas
não percamos
de
vista
um
numero
infinito
de
desgra
çados
que
estão abaixo.
Não
devemos
se
não
ao
acaso
a differença
que ha de
nós
a
elles.
O
orgulho
e
a
alta
opinião que
temos
de nós mesmos,
faz
nos odiar
como
um
bem
que
nos
é
devido
o
estado
em
que
estamos,
e como
uma
extorsão
tudo
o
qoe
não
temos.
Ver
que
nada
ha
mais
injusto
do
que
isto não é
diílicil.
Gozemos
das
vantagens do
nosso
es
tado,
mas
sofframos
resigna
lamente
os
de
saires que
d
’
elle nos advém.
Pense-se
que
poi
toda
a
parle
onde
ha
homens,
ha
desgraçados.
Obtenhamos,
se
é possível,
uma extensão
de
espirito
que
faça
ver
os
acaidentes
como previs
tos
e
conhecidos.
Emiim.
lembremo-nos
que a
felicidade depende dos
costumes
e
do
proceder,
mas
que
o
cumulo
da fe
licidade
está
em
procural-a
na
innocencia,
ou
de
nunca
foi procurada
em
vão.
Adulpho
Salazar.
No
dia
l.°
do
correnle
o
que
lodos
apontam como
principal
redactor
d’
este
nosso
mellifulo
«Povo» apresenla-se
feito
testimunha
d
’
um
requerimento
igual.
Não
obteve
despacho
favoraveí,
porque
era
cavillosa
a
petição:
pretenlia
saber
o
produclo
das
multas
das
dispensas
dos
proclamas,
concedidas
durante
um
anno,
sem se
importar
com
a somma
das
esmo
las
e
mais
despezas
em
obras
pias,
para
aftirmar
mais
uma
vez,
que
não
se sabe
qual
a
applicaçào
,
que
o
Prelado
tem
dado
a
essas
quantias,
produclo
das
multas.
Mais
tarde
responderemos a
esta
torpe
insinua
ção.
Narrámos este facto
com
a
singeleza
da
verdade,
para
que
todos
avaliem
da
sinceridade
dos escribas
do
século
XIX.
Desculpem-nos
os
nossos
leitores
por
ha
vermos
cançado
sua
attenção
judiciosa
com
a longa
exposição do facto.
Era
necessá
rio,
que
a
luz
se
fizesse,
para
que
fique
bem
conhecida
a
enormidade
da estatura
d
’estes
heroes
d
’
utna
causa
perdida.
Não
respondemos á segunda
parte
d
’
es-
te
fundamento
da
14.
a
accusação,
porque
não
sabemos
qual
é
o
seu sentido.
Escla
reça
nos
o
nobilíssimo
articulista
do
«Dia-
rio
do
Commercio».
A
resposta
será
prom-
pta
e
franca.
2.°,
demora
a
collação
dos parochos,
qne
esperam
dois
e
Ires
metes,
para
que
o
arcebispo
marque
dia
para
o
exame
synodal.
E’
falso.
A abundancia de
negocios
e
oulros
exames
demandam
algumas
vezes,
que
a
instituição
canónica
dos presbyle-
ros
apresentados
se
demore,
mas
nunca
pelo
tempo
de
dois
ou tres mezes.
Se
assim
fóra,
muitos
pretendentes
de
tão
vasta
arcbidiocese
estariam
esperando
pelo
dia
da
sua collação;
succede,
porém,
o
Contrario:
actoalmente
apenas
dois espe
ram,
que
se
lhes
marque
o dia
para
o
seu
exame
synodal.
Andae,
accusadores,
é
aílirmar
tudo
quanto
satisfaça
vossa
má vontade.
Taes
affirinações
seriam
para
vós
o
mais
en
cantador
dos
idyllios,
se a
voz
da
verda
de
lhes
não
cantasse as
elegias
mais
cho
rosas.
Quanto
é
ephemera
a
vossa
illu-
são
! Após
ella
vem a
realidade
e a
realidade
é
tão
triste
!
Pois
fiquem
hoje
abraçados
á
sua
triste
realidade.
Mirem-se, revejam-se
n’
ella;
talvez
se
lisongeiem,
seus
Narcizos
de
nova
e
me
donha
especie!
Talvez...
Traqscrevemos
do
«Jornal
da
Manhã»
o
que
se
segue.
E’ mais
uma
resposta
eloquente
a uma
falsa
accusação,
que um
correspondente
d
’
esta
cidade
levou
ao
«Primeiro de
Ja
neiro»
Quanto
nos
é
grato
ver,
que
os
pou
cos
inimigos
do Snr.
Arcebispo Primaz
deixaram
as
conversas
particulares
em que
se
difamava
o
bom
nome
do
virtuoso
Arcebispo,
para
virem
á
imprensa
com
todas
as difamações,
que
em
seus conci
liábulos
rominavarn!
Quanto
nos
é
grato,
repelimos,
ao
lermos na
mesma
imprensa
a refutação
de
tantas
e
de
tão mysteriosas
ac
cusações!
Receiámos
por
momentos,
que
a
guerra
promovida
contra
o
Snr.
D.
João
Chry
sostomo
de
Amorim
Pessoa
diffamana
o
seu
nome
e abalaria
o
principio
de
aucto
ridade.
Mas
hoje
estamos convencidos,
que
o
homem
e
o
Prelado
leem
alcançado
um
iriumpho
completo.
Segue-se
o
que
diz
no
«Jornal da
Ma
nhã»
o
seu illustrado
correspondente
d
’
es-
ta
cidade:
«O
«Primeiro
de
Janeiro»
de
sabbado
publicou
um communicado
d
’
esta
cidade,
lendo
por
epigraphe
— O Snr.
Arcebispo
de
Braga
—
que
é
mais
uma
diatribe
mi
serável, uma
calumnia
infame contra
o
venerando e
respeitabilíssimo
prelado
d
’
esta
diocese.
E
’
sempre
a
mesma
mão
covarde
que
se
levanta
a arremessar
as pedradas da
in
juria;
partem
sempre do mesmo
lodaçal
as
insinuações
pérfidas,
as
mentiras,
as
accusações
que
utlimamente
e
por
moti
vos
que
ninguém
aqui
ignora,
se
lem
le
vantado
contra
o
Primaz
das
Hespanhas.
Esses
motivos
já
os
disse
o
«Jornal
da
Manhã»
e
não
é
mister
relembral-os
por
agora.
N
’
esse
communicado,
a
que
alludimos,
por
entre
umas
banalidades com
preten
sões
a
erudição
balôfa
e
a
espirito
chocho
e
umas
declamaçóes
malévolas,
vem
uma
insinuação
pérfida
que
carece
d’
uma
ex
plicação.
Falla-se
alli
d’uns
castiçaes
de
prata,
|
que o
generoso
prelado
desejava
mandar
de
mimo
a
S.
Santidade
e
que
(içaram
a
um
canto,
sem
que
fossem enviados
para
Roma.
Expliquemos
esse
facto,
adrede
em
brulhado
e
invertido,
e
mais uma
vez
se
conhecerá
a falsidade
da insinuação
e
a
perversidade
do
miserável
insinuador.
Antes
do
Snr.
Arcebispo
aqui
chegar
para
tomar
posse
da
diocese,
tinham-se
promovido
uns donativos para
S.
Santida
de,
que
montaram,
cremos
nós,
a
uns
12
contos
de
reis.
Tinham
ficado
300000
reis,
ou
porque
se
receberam
depois
da
remessa
d
’
aquella
quantia
para
Roma, ou
por
qualquer
ou
tro
motivo,
que
ignoramos, mas que pou
co importa
para
o
caso.
Deram
parle
d
’
isto
a
s.
exc.
as
os
snrs.
D.
Deão
e
conego
Martins,
e
accordaram
esperar
ensejo
de
por
qualquer
fórma
fa
zer
chegar
a
S.
Santidade
a
importância
d’
aquella
quantia
de
300000
reis.
Tempo
depois
promovia
no
Porto
o
snr.
D.
Antonio d’
Almeida
um bazar, com
o
fim- de
dar
ao
seu
produclo o
mesmo
destino,
enviando-o
para
Roma.
Foi
então
que
o Snr.
Arcebispo,
de
combinação
com
os
mesmos
snrs.
Deão
e
conego
Martins,
resolveu
empregar
aquel-
les
’
300000
reis na
compra
d’
um
objecto
je
deslinal-o
ao bazar
que
no Porto
se
promovia,
visto
que
o
fim
era
o
mesmo.
Encarregaram-se
os
snrs.
Deão
e
Mar
tins
da
compra
d
’
aquelle
objecto,
e esco
lheram
uns castiçaes
de
prata.
Como
se
demorasse
a
realisação
d’a-
quelle
bazar
e
se
dissesse
que
o
seu
pro
duclo
ia
ser
destinado
para
as
victimas
da
innundação,
entenderam
que
melhor
se
correspondia
á
intenção
e á
vontade
dos
subscripiores
fazendo
chegar
a
S.
San
tidade
por
qualquer
fórma
aquella
quantia
de
300000
reis,
reslo
da
subscripção
pro
movida n
’
esta
diocese,
e
não
lhe
dar
uma
applicaçào,
embora
justa,
mas diversa da
vontade
de
quem
subscreveu.
Organisava-se
por
esse
tempo
a
pere
grinação
a
Roma
e
resolveram
alguns
ca-
tholicos
d
’
esta
cidade
enviar
por
essa
oc-
casião
ao
Papa um
objecto
de
valor,
que
fosse
um
teslimunho
da
religiosidade
dos
fieis
d
’
esta
diocese,
e
uma
prova
do
seu
affecto
e
do
seu respeito
pelo
Chefe
da
Egreja
Catholica.
Julgou
então
o Snr. Arcebispo
que
era
boa
occasião
de
fazer
chegar
ao
seu ver
dadeiro
destino
a
importância
d’aquelle
resto
da
subscripção.
Enviar
ao
Papa
os
castiçaes
que não
tinham
merecimento
algum
arlistico,
pare
ceu
pouco rasoavel
e
que
não
devia
fa
zer-se.
Entregou
então
á
commissão
encarre
gada
de
promover
donativos
para
o
obje
cto
de
arte,
que
foi
enviado
ao
Papa,
a
quantia
dos
300000 reis,
obrigando
se
as
sim
a
ficar com
os
castiçaes
comprados
pelos
snrs.
Deão
e
conego
Martins
n’
um
estabelecimento
de
ourivesaria
d
’esta ci
dade.
No
volume
3.
*
da
«Semana
Religiosa»
a
paginas
79
na
relação
dos
subscripto-
res
para
a
acquisição
d
’
aquelle
objecto
de
arte
enviado
para
Roma,
lá
vem meneio
nada
aquella quantia dos
300090
reis,
não
como
donativo do
Snr.
Arce
ispo,
mas
como
quanlia
qne
elle
entregou.
Esta
é a
verdade
dos
factos, exposta
com
toda
a
singeleza,
que
mostra
a
re
gularidade
como procedeu
s.
exc.a
Se
fosse
necessário
o
teslimunho
dos
snrs.
Deão
e
conego
Martins.
elles
não
duvidariam
vir
confirmar
a
exactidão
des
tes
factos
Como
esta são
todas
as
outras
insi
nuações
por
ahi
levantadas
com
o unico
fim
de
magoar
o
virtuoso Prelado.
Nada
conseguem,
a
não
ser
a
conti
nuação
do
desprezo publico
a que
estão
desde
ha
muilo votados
os
calumniadores
abjeclos
do
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa».
=T-—
------
D. Miguel
em
Ltaboa.
A
imprensa
provinciana
continua
a
occupar-se
do notável
acontecimento.
Nós
não
(aremos
menção
dos
que
sómenle
copiam
os jornaes de Lisboa.
Registraremos
porém
os que
dizem
mais
alguma
coisa.
Assim
diz
o «Conimbricense»:
«Ha
dias
dêmos
noticia
da
vinda
a
Lisboa,
no
mais rigoroso incognito
da
infanta
D.
Aldegunles,
uma
das
filhas
do
(Senhor)
D.
Miguel.
Agora
temos a
noticiar a
vinda
do
filho do
mesmo
príncipe,
mantendo
igual
mente
todo
o incognito.
A
esse
respeito
diz
o
nosso collega
do
«Diário
da
Manhã»
o
seguinte:
(Segue
a transcripção
do
artigo
do
«Diário» e
depois
a
do
nosso
primeiro
artigo
sobre o
acontecimento).
Por
fim
o
redactor
do
«Conimbricense»
accrescenla:
Estes factos
veem
provar
cada
vez
mais
a
sem-razão
com
que
se mantém
a
lei
de 19
de
dezembro
de
1834
com
respeito
á
descendência
do
(Senhor) D.
Miguel.
E
esta
nossa opinião não é só de
hoje.
Já
ha
mais
de
13
annos
que
apre
sentamos
n
’
este
jornal.
Em o
n.°
2017
do
«Conimbricense»
de
20
de
novembro
de
1866
dissemos o
seguinte:
«Existe
de
menos
um
membro
da
■Casa
de
Bragança;
e
á
borla
de um
tu
mulo que
se
abre,
só
se devem
ouvir
pa-
■
lavras de
paz.
«Pela
lei
de
19
de
dezembro
de
1834
foi
banido
de
Portugal
o
snr. D. Miguel
de
Bragança
e
toda
a sua
descendencia.
Esta resolução,
que
linha
n
’essa epocha
a
sua
justificação
como medida de
segu
rança publica,
não
lem
hoje
razão
de
ser.
«Somos
liberaes
e
progressistas,
e
por
isso mesmo
entendemos,
que
as
portas
da
palria devem
estar francas para
todo
o
portuguez.
N
’
um
paiz
livre,
como
aquel
le
em
que
felizmente
vivemos,
não
deve
haver proscriptos
políticos;
e
porisso
en
tendemos,
que o
governo
que
propozer.
e
as
côrles
que
abolirem aquella
lei,
le
rão
bem
merecido
da
palria.»
No
«Conimbricense»
de
24
de
feve
reiro
ultimo
repetimos
a
mesma
opinião,
por occasião
de
publicar
a
mencionada
lei
de
19
de
dezembro de
1834.
Somos
liberaes,
e
p
>r(,so
mesmo
não
defendemos
medidas
tyrannicas
e
até
ab
surdas
»
(1)
Joaquim
Martins
de Carvalho.
O
«Commercio de
Penafiel» diz em
sua
correspondência
de
Lisboa
de 17
de
março
:
«Esteve
entrenós
o
snr.
D.
Migual
II,
filho
do
infeliz
(Sénhor)
D. Migue!
I,
que
a
política
do seu
tempo
arreraessára
para
longe
da
patria,
que
elle
tão
ardente
mente
adorava, recordando
e
proferindo
no
exilio
o
nome do
seu
querido
Portu
gal.
Esse
mesmo
amor
e
dedicação
por
Portugal
transmiliiu-o
a
seus
filhos,
dois
dos
quaes
o
visitaram
já
debaixo
do
mais
rigoroso
incognito.
O
sor.
D.
Miguel
enlrou
no
dia
11
no
Tejo,
saindo no
dia
15
de
tarde. Não
esteve
hospedado
em
ho
tel,
como
disseram
alguns
jornaes.
Viu
tudo
o
que ha
de
mais
agradavel
em
Lisboa
e
seus
arredores,
Cintra,
Queluz,
Ajuda;
passeiou
pelo
Chiado, Passeio Pu
blico
e
Estrella;
e
no
domingo
foi
assis
tir
á
tourada
que se
realisou
em
Saca-
vem,
saindo
como
disse
na segunda de
tarde.
Em
Cintra
jantou
á
meza
redonda
com
o cunhado
o conde
de
Bardi,
conde
de
Cedern
e
outro cavalheiro, conversando
sempre
em
francez,
pelo
que
os
serven
tes
os
julgavam
de França, ficando
ad
mirados
quando
ao
levantarem
se
da
meza
os
quatro
hospedes,
lhes
disse
o
snr.
D.
Miguel: «Digam
ao
cocheiro que
pare
on
de
se
vendem
as
queijadasL
Cm
saloio
que
conhecêra
o snr.
D.
Miguel
I,
disse
ao
vêr
apear
o filho:
«Nunca
vi
pessoa
tão
parecida
com
o
snr.
D.
Miguel
que
Deus
tenha
na
glo
ria».
O
«Campeão
das
Províncias»
exlrahe
as
noticias, que
dá,
dos
jornaes
de
Lis
boa
e
conclue:
«O
príncipe
guardou
o
mais
rigoroso
incognito, e
apenas
se
soube
da
sua
ar-
(1) O
redactor
do «Conimbricense»
é
assaz
imparcial
e sisudo
por
crer,
que,
se
a
ordem
de
cousas
estabelecida
em
1828
houvesse
continuado
em
paz,
sem
resistências
cruentas,
os
males,
que
sur
giram
depois,
não
leriam
existido;
que
se
em
vez
de um
34
liberal,
tivesse
ha
vido
um
34
miguelista,
certo
que
se
não
teriam
presenceado
o 34
e
seguintes
tão
liberaes.
como
nós
sabemos;
que
emfim
este
fausto
34,
ha
muito,
teria
sido
co
roado pela
união
de toda
a
família
por
tugueza.
rojada
excursão,
depois
que
o
yacht
lar
gou
do
Tejo».
Os
adversários
de
boa
fé
reconhecem,
que
a
excursão
foi
arrojada;
que
portan
to
a
situação
não
era
de
lodo
segura.
Nós
não
precisamos
ir mais
longe.
A
«Correspondência
de
Coimbra»
diz
que
«o
caso
extraordinário
passou
desaper
cebido.»
Isto
é
simplesmente
impagavel!
«Os
jornaes
apenas
noticiaram»
mais
impagavel!
«O
caso
pareceu
naturalíssimo»
impa
gabilíssimo!
D
’estes
taes
resava
o
grande
poeta
italiano:
....
guarda
e
passa....
Um
semanario,
ou
o
que
quer
que
é,
que
se
compraz
em
annunciar
as
pre-
lecções, que
celebram
o anniversario
da
communa,
devia
lambem
dizer
a
despro
pósito
varias coisas
innominaveis
por sem-
saboria,
parvoíce,
e
arrieince.
Não
merece
inais
palavra...
GAZETILHA
fHEVEVÇÃO
AOS
NOSSO
*
4M-
SWNANTES
Prevenimos
os nossos
estimáveis
assi-
gnanles
de
que
TODA
a correspondência
deve
ser
dirigida unicamente
A’
Administração do
Commercio
do
Minho.
Régio
anniverstirio.—
Perfaz
hoje
49
annos
a
Senhora D.
Adelaide Sophia,
mãe
do Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
As
nossas
felicitações
á
augusta Famí
lia
proscripta.
Chroniea
religiosa.
—
A
’m
*
nhã:
Expõe-se
o
Santíssimo no‘
templo
do
Sal
vador.
Exercício
do SS.
Coração
de
Jesus
no
Collegio.
Procissão
do
Rozario na
Sé,
e
das
Dôres
nos
Congregados.
Festa
e
romaria
de S.
Gregorio
na
sua
capella,
suburbios
da
cidade.
A
eupella-mór do Bom Jema
do
Monte.
—
Tem
sido muilo visitada ul-
timamente desde
que
«stá exposta
ao
pu
blico
a
nova
pintura
e
decoração,
a
que
mandou
proceder
a
digna
Meza.
Também
lá
fomos,
e
deixou-nos
a
mais
grata
im
pressão
o
trabalho
executado.
O elegante
e
magesloso
templo
do
Bom
Jesus
estava
requerendo
uma
completa
suppressão
das
suas
escaiolas
grosseiras,
e
muito será pa
ra
lastimar
que
a
decoração
limitada
por-
ora
á
capella-mór,
não
continue
em
breve
por
todo o
templo.
O
aspecto geral
da pintura é
extrema
mente
agradavel,
não
só
pela
correcção
do
desenho,
mas
muito
principalmente
pela
grande harmonia
de
lons,
que
indi
cam
bem
clarainenle,
que
o
pintor
mr.
Lefebvre
é
um
habil
colorista.
Além
d
’isso
ha
sobriedade nos
orna
tos, o
que
não
podemos
deixar
de applau-
dir
sempre,
e
muito
principalmente
no
templo
do
Bom
Jesus,
onde
o architecto
soube
harmonisar
a
verdadeira
elegância
com
uma
grande
simplicidade
de
linhas.
Esta
sobriedade,
porém,
não
prejudica
o
effeito
lestivo
e
o aspecto
de riqueza,
que
a
mesma
decoração
apresenta
em
virtude
das
molduras
a
oiro
que
a
vista desco
bre
por
toda
a
parte.
O
calvario
foi
lam
bem
reformado
pelos
esculpiores
Domingos
Vieira
e
filho,
moradores
na
rua
da
Pon
te,
d
’
esta
cidade.
São
dignos
d
’
elogio
os
distinclos
ar
tistas
que
no
curto
espaço
de
ires
mezes
conseguiram
melhorar
consideravelmente
as
antigas
esculpturas
dos soldados
roma
nos, dos
dois
ladrões
crucificados
e
dou
tras
figuras.
Damos os
parabéns
á
infatigável
Meza
do
Real
Sanctuario,
e
fazemos
votos
para
que
brevemente se
continuem
os
traba
lhos
de
decoração
no
reslo
do
templo.
Festividade.
—
Sexta-feira,
9
do
cor
rente, effectuar-se-ha
na sua
capella,
junto
do
Hospital
de
S.
Marcos,
a
festividade
a
S.
Bento,
transferida
do
dia
21
do
mez
findo.
A
’s
10
horas
da manha
can
tar-se
ha
missa,
havendo
depois do
Evan
gelho
sermão,
prégado
pelo
revd.” fr.
Manoel
da
Madre
de
Deus.
E’
d’esperar
que
tão
milagros.
Santo,
que
fornece
annualmente
para
os
doentes
do
Hospital
cerca
de
10:000
ovos,
se
ja
visitado
por
grande concurso
de devo
tos.
dos
donativo
*
recebido
*
pelo 4
*
ylo
de 9. Jto
*
é
durante
o
mez de março <ie
1990.
Os
illm
os
snrs.
e
snr.”
:
Arcebispo
Primaz,
200000
rs.
D.
Anlonia
Rita
dos
Prazeres,
reis
500000.
D.
Maria
Amalia
d
’
Almeida.
50000
rs
D.
Marta
José
Soares
Pinto,
20250
rs.
Policia
Civil
n.°
20,
70
rs.
Diversos,
50250,
lançadas
na
bandeja
no dia
de
S.
José.
Condessa
de
Bertiandos,
24,178
litros
de
feijão.
D.
Maria
José
Capella, 11,850
de
vi
nho.
José Antonio
Rebello
da
Silva,
40
es
tampilhas.
Anonymo,
6,045
litros
de
castanhas
seccas.
fdem,
1
carneiro
e
2,295
kilog. de
massa.
Em nome
dos pobres
asylados
a
com-
missão
administrativa
agradece
a
todos
os bemfeilores
a
esmola
que
se
dignaram
dar,
e
bem
assim
ao
exm.°
snr.
Henri
que
José
Alves,
por
ter
prestado gratui-
lamenle
a musica e
guarda
no
dia da
festa
de
S.
José;
ao
exm.®
Manoel
de
Brito
Furtado
de
Mendonça
por ter
man
dado
fazer
gratuitamente
o
serviço
de
policia,
e
ao
illm.®
snr.
Manoel
João
de
Paiva, peia
musica
da
capella
que gralui-
tamente
arranjou
para locar na
missa da
referida
,
festa.
Braga
e
secretaria
de
S.
José,
31
de
março
de 1880.
O
secretario
J.
P. de Castro.
Atrave
*
da
província. —
No
dia
25
do
passado,
foi preso
era
Barcellos,
José
Gomes dos
Santos,
da
freguezia
de
Terroso,
do
concelho
da
Povoa
do
Var-
zim,
na
occasião
em
que offerecia á
ven
da
uma
copa
do
calix
e
uma patena
de
prata dourada. Depoi»
de
haver
declarado
primeira
e segunda
vez,
que
comprara
es
ses
objectos
a
um
poveiro,
confessou
lel-os
furtado
no
dia
29
do
corrente,
da
sachris-
tia
da
egreja
da
sua
freguezia.
Comrau-
nicado
o
caso
lelegraphicamente
pelo
snr.
administrador
do
concelho de
Barcellos
ao
da
Povoa
do
Varzitn, e confirmada
por
este
a
verdade
d
’
elle,
foi
José
d,>s
Santos
envia
do
para alli
com
os
objectos
furtados
e
respectivos
autos.
—
Ha
dias
foi
presa
ua
freguezia
de
Poiares,
do
concelho
de
Ponte
do
Lima,
a
celebrada
Josefa
Ayres,
na
occasião
em
qne
eslava
fazendo
missão,
e
esperando
pelo appareciraento
do
anjo S.
Bernardo.
Deu ella
com
seu
marido
Antonio
José
d’
Andrade
entrada
na
cadeia
de
Ponte
do
Lima,
no
mesmo
dia,
aonde
esperarão
pelo 3.° julgamento
e
provavelmente
3.
a
condemnação.
As
dez
pessoas
que
forma
vam
o
auditorio
da
«inspirada»
na
occasião
da
prisão, e
eram de
Vianna
e
das
fre-
guezias
de
Serreleis,
Porlella
de
Azão
e
de
Poiares,
lambem
foram
levadas
em
custodia
á
presença
da
auctoridade
admi
nistrativa,
mas
postas
em
liberdade.
—
Na
tarde
de
27
do
passado uniram-
se
pelos
sagrados
laços
do
matrimonio,
o
snr.
Manoel
A.
da Silva
Villaça,
e
a
exc.
‘
na snr.
’
D.
Idalina
Dias
de
Castro,
filha
do
snr.
João
Dias
de
Caslró;
de
Gui
marães.
A
ceremonia
nupcial
teve
logar
na
pa
rochial
egreja
de
S. Miguel
de
Creyxo-
mil,
com
a
assistência
de
numerosíssimos
amigos
e famílias
das
relações
do
snr.
João
Dias.
—
Durante
a
semana
finda
em
27
do
passado
deram-se
á
sepultura
nos
cemité
rios publico
e
da ordem
terceira
da
cida
de de
Vianna os
cadaveres dos
seguintes
indivíduos:
Manuel
Pedro
Coulinho, 22
a.,
s.;
Manuel
da
Cruz
Vianna, 18
a.,
s.;
ambos
da
freguezia
de
Santa
Maria
Maior,
d
’
esta
cidade.—
João
Fiúza,
80
a.,
s.;
Antonio
de
Freitas.
70
a
,
c.;
Francisco
de
Bar-
ros
Soulinho,
63
a.„
v.;
lodos da fregue
zia de Monserrate.
d'esta
cidade.
—
Maria
Rosa,
44
a.,
s ; da
Labruja, concelho
de
Ponte
do
Lima.
—
Miguel
de
Castro,
50
a.,
s.;
da
Galliza.
—Está
graveraente
enfermo
em Gui
marães,
o
ill.
m<
*
snr. dr.
José
Antonio
de
Castro
Meirelles.
—
Dizem
de
Vianna:
Solemnes
correram
as
ceremonias
com
que
nas differenles
egrejas,
a
que
ha
dias
nos
referimos,
se commeirforou
o
sangrento
drama
da
redempção do
genero
humano.
alcançada
á
custa
do
ingente
sacrifício
do
Filho
de
Deus, e
operada
nos
braços da
cruz
levantada
nas
cumiadas
do
Golgolha.
Os
templos
em
que na
quinta-feira
houve Sagrado
Lausperenne
estavam illu
minados
e
decorados
com
esplendor,
so-
bresahindo
aos
demais,
pela
profusão das
luzes,
bom
gosto
dos ornatos,
e
grande
quantidade
de
vasos
de
flores,
as
duas
egrejas
parochiaes
e
a
do
Carmo.
A’
noite
safira
da
egreja da
Santa
Casa
da
Misericórdia
a
costumada procissão do
Senhor
da Cana
Verde, que ia
na
melhor
boa
ordem,
e coai a
devida gravidade.
Na
sexta
houve nas
egrejas parochiaes,
e
nas
dos conventos
das
religiosas,
as
solemnidádes
próprias
do
dia,
taes
como
a
;
doração
da-
Cruz,
e
Enterro,
e
á
noite
officios
em
S.
Domingos,
findos os
quaes
prégou
o
sermão
da
Soledade
o
revd.®
prior da
freguezia
de
Monserrate.
No
domingo
houve
a
costumada
pro
cissão e
missa
da
Resurreição
nas
duas
egrejas
parochiaes,
finda
a
qual sahiram
a
dar as
boas
festas aos
seus
freguezes
os
respectivos
parochos.
ímiçi>
de estrada.—
Foi
approvado
o
projecto
relativo ao
lanço
situado
en
tre
Valladares e
Birbeita,
comprehenden-
do
a
ponte do
rio
Mouro,
na
estrada
real
n
0
20
de
Caminha a Melgaço,
no
com
primento
de
4
498
metros.
O
director
das
obras
publicas
do
di-
striclo
de
Vianna
foi
auctorisado
a
dis-
pender
n’
este
serviço
a
quantia
de reis
31:1560200,
não
devendo
porém
exceder
a
despeza
no
corrente
anno
a
2
contos
de
reis.
Kgrejttg
h
eonourao.
—
Perante o
vigário
capitular
do
bispado
de
Beja,
se
acha
aberto concurso
por
provas
publicas
para
provimento
das seguintes
egrejas
pa
rochiaes:
S.
Bernabé
e
Santa
Suzana,
concelho
de
Almodovar.
S.
Barlholotueu
da
Serra,
concelho
de
S.
Thiago
de
Cacetn.
Nossa Senhora do
Rosário,
concelho
de
Almodovar.
s.
João
Baptista
de
Casevel,
çoncelho
de Castro
Verde.
Santa
Iria,
concelho
de
Serpa.
Nossa
Senhora da
Assumpção
das
Oriol-
las, concelho
de
Portei.
S.
Barlholomeu
do
Outeiro
das
Oriollas,
concelho
de
Portei.
Santa
Margarida
de
Sadam,
concelho
de
Ferreira.
Santo
André,
concelho
de
S. Thiago de
Cacem.
Santa
Luzia
de
Garvào,
concelho
de
Ou-
rique.
Santa Catharina do
Valle,
concelho
de
Odemira.
S. Jorge
de
Villa
Verde
de
Ficalho.
con
celho
de
Serpa
DiMtineçõe
*
pontifleia
*
.
—
O Papa
Leão
XIII
dignou-se
agraciar
as
pessoas
que
formavam
o
séquito de sua
eminencia
o
snr.
cardeal
bispo
Dr.
Américo,
com as
seguintes
dislincções:
Titulo de
cavalleiro
da
Ordem
Piana
ao
sobrinho de
sua
eminencia,
o
snr.
Ame
rico
Ferreira
dos
Santos
Silva;
cavalleiro
da
Ordem
de
S.
Gregono
Magno,
ao
snr.
Antonio
de
Sousa
e
Vasconcellos,
secre
tario
secular;
camareiro
secreto
de S.
S.,
ao
revd.
0
Antonio
José
de
Mesquita;
pre
lado
domestico
de
S
S.
ao
revd.0 conego
dr.
Manoel
Ignacio
da
Silveira
Borges,
vice
reitor
do
Sem nario;
e
finalmente
ca
mareiro
secreto de
S.
S..
ao
revd
0
Luiz
I
Augusto
Rodrigues
Vianna.
Entre
archiduque
e bandido.—
Dramatica
é
a
scena que
refere
o
«Da
núbio»
de
Vienna
occorida
ha
dias
no
gabinete
de
trabalho
do
castello
archidu-
cal
de
Asluc
e
de
que
foi
em
parte
heroe
o
archiduque
José
Eram
5
horas
da
tarde.
Um
creaio
ouviu
ruido
no
gabinete,
e
não atinando
com a
razão,
porque
o
amo
havia
saido,
entrou
para
ver
quem
o
causava,
e
viu
um
ladrão
forçando as
gavetas
da
secre
taria.
O
malfeitor,
sentindo-se
perdido,
ti
ra
uina'
pistola
do
bolso
e
aponta-a
ao
creado,
que
tem temp>
de se
lançar a
elle. Trava-se
a
lucta
entre
os
dois. O
tadrão
porém
já
leviva
de
vencida
o
crea
do que
segurava
debaixo
dos pés, quando
appan.ce
o
archiduque. Ao
vel-o,
o
la
drão
volta
conlra
o
príncipe
o
cano
da
pistola
com
a
mão
que
poderá
livrar
da
prêza
do
creado
O archiduque
José,
executando
enlao
uma
manobra usada
no
exercício
de
lo
go
das
guerrilhas
avança
descrevendo
breves
ondulações,
e apodera-se
da
mão
armada do
bandido,
que
poucos
momen
tos
depois
se
achava
em
poder
da
jus
tiça.
Fallecimento.
—
Falleceu
ante
hon-
tem
o
revd.®
padre Carlos
Ennes
Vieira,
capellão
do
côro
de
N. Senhora
da
Glo
ria,
e
irmão
do
revd.® padre
Feliciano
Ennes
Vieira.
Era
ecclesiaslico
de
todo
ponto exem
plar.
O
seu cadaver foi
honlem
de
tarde
conduzido
para
o
templo
de
Santa
Cruz,
onde
hoje
ha
oflicios
fúnebres.
.Votieia grave. —
Do
«Diário
Illus-
trado»;
Chamamos a
allenção
dos
poderes
pú
blicos
para
o
seguinte
lelegramma
que
jul
gamos
da
maxima
importância:
L
ondres
,
29,
m
.
Dizem noticias
de Caboul
que ha
gran
de
agitação
na
linha
das
communicações
inglezas.
A
«Pall
Mall
Gazelte»
assegura
que
a
China
vae
reclamar
a
posse
de
Macau,
sendo
esta
sua
reclamação basea
da
no facto
de
Portugal
haver
occupado
Macau
sem
permissão
do
Celeste
Império,
sem
guerra
nem
tratado.
Desgraça.—
Noticiam
de
Villa
Real
que
na
povoação de
Lordello, que
fica
a
pequena distancia
d
’aquella villa,
foi
ar
rastado
e
morto
por
uma
cavalgadura,
um
rapaz
de dez
annos
de
edade.
Suppõe-se
que
a
creança
condusindo
um
machof
apertára
a
corda
ao
braço
ou
ao corpo, e
espantando-se
o
animai,
ar
rastou
o
infehz.
A
cabeça
ficou
feita em
pedaços
pelas
pedras
do
caminho.
Pó
le
imaginar-se
qual
seria a
afllição
dos
paes
vendo-se
experimentados
por
ta
manho desastre.
Iin
barometro eeonoinieo.
—
E’
uma
leia
de
aranha.
Quando
está
para
chuver
ou
ventar,
a
aranha
encolhe
mui
to
os
últimos fias que
suspendem
a
teia,
e
deixa-se
n
’
esle
estado
emquanto
o
tem
po
se
conserva
variavel.
Se
o
inseclo
alonga
os
fios,
é indicio
de
bom
tempo,
e
póde
ajuizar
se da
sua
duração pelo
grau
de
comprimento
dos
mesmos
fios.
Se
a
aranha está
indecisa,
é
signal
de
chuva;
se,
pelo
contrario,
se
dedica
ao
trabalho
emquanto
chove, o
mau
tempo
é
de
pouca
duração
e póde
esperar-se
tempo
firme.
Outras
observações demonstram
que
a
aranha
faz
mudanças
na
sua
leia
todas
as
vinte
e
quatro
horas,
e
que
se
estas
mudanças
se fazem de tarde, um pouco
antes
do
pôr
do
sol, a noite
será
bella
e
clara
—
D.
de
P.
ExpediçAo polar
portuguesa em
1504
*
.
—
Gaspar
Corte
Real,
fidalgo
da
córle
de
el-rei
D.
Manoel,
movido
pelo
desejo
de acrescentar
novas
glorias
ás
que
para o
seu
rei
e
para
a
nação
es
tavam
conquistando
tantos
navegadores au
dazes,
se
propoz
investigar
o
ultimo ter
mo
da
Am rica
sepientnonal
e
procurar,
pelo
polo
Arctico, caminho para
a
índia.
Compunha
se
de
d
ns
navios
a expedição
que
saiu do
Tejo
na
primavera
do
allu-
dido anno,
e
descobriu e correu toda
a
terra
de
Labrador,
que
também
se
cha
mou
terra
de
Corte
Peai,
a
ilha
dos
Ba
calhaus,
e
outras
que
tomam
o
seu
no
me,
indo,
ao
que
se
crê,
á
ilha
e
es
treito
de
Ha
ison,
que
denominou
de
Ca-
ramilo,
qoe
o
cardeal
Saraiva
diz
ser
corrupção
de
Caramelo,
allusão
á
neve
congelada.
Corre
Real
tratou,
como
o
snr.
Nordenskiold,
mas
quasi
380
annos
antes
com os esquinaus,
e
talvez
com
os
seus
visiuhos
Tehouktches,
com
que o
illustre
navegador sueco lidou,
e
de
quem
refere
os
singulares
costumes
Corte Real
voltou a
Lisboa
a
15
de
Maio de
1501;
partiu
de
novo
para
emprehender
nova e
mais
larga
’
viagem
;
tão
longa foi
que
nunca
mais
houve
noticia
d
’
elle.
apesar
de
duas
expedições que
el-rei
D.
Manoel
mandou a
procurai-o. Pinherlon
disse
no
seu
competi
tio
de
geographia:
No
anno
de
15
**
0,
Corte
Real,
capitão
portuguez,
buscou
uma
passagem ao
norte,
que
des
cobriu
toda
a
vasta
extensão
da
costa,
comprehendida
entre os
57.®
e
70.®
de
longitude
O.
de
Paris,
e
os
52°
e
62°
de
latitude
septentrional.
Maltebrun
diz
que:
a
idea
de
um estreito
ao
norte
da
Ameri
ca
parece ler
tido
origem
nas
relações,
ain
da
mal
conhecidas
de
Gaspar
Corte
Real,
navegador portuguez.
emigrante
*
.
—
Com
o
nosso
collega
iia
«Democracia»
julgamos
fazer
um serviço
aos
nossos
compatriotas
que
tendem a emigrar
para
o
Brazii,
publi
cando uma nota que vem
no
«Journal
oílicial»
do
governo
francez.
E
’
a
se
guinte:
«O
governo
brazileiro
por
decreto
de
20
de
dezembro
do
anno
passado,
tendo
decidido
suspender
provisoriamente
o
re
gulamento
annexo
ao de
19
de
janeiro
de 1867,
concedendo
aos
emigrantes
que
se
estabelecem
nas
colonias
do
estado
fa~
vores
e
soccorros,
ficam
prevenidas
as com
panhias
de
navegação
que
transportam
emigrados
da
Europa
com
destino
ao
Bra-
zil,
que o
governo
brazileiro,
d’
oravante,
não
toma
compromisso algum
para
o
des
embarque,
recepção, commodo
e
collocação
dos
colonos com
destino
ao
império:
os
quaes
deverão
desembarcar
e
estabelecer
se
como
elles
julgarem
conveniente,
e á sua
própria
custa.»
Vejam-se
n
’
este
espelho.
TIonuinento da
Imtnaeulada
ConceiçAo,
no
monte
Santeiro,
suburbio
*
de
Hraga.—
A
commissão
administradora
das
obras
d’
este
piedoso
monumento,
tendo
resolvido
activar
o
mais
possivel o acabamento
do
templo
que
se
acha
em
construcção
n
’
aquelle
local para
onde
deverá
ser
proximamente
conduzida
a
formosa
Imagem
da SS.
Virgem,
ha
pouco
chegada
de
Roma,
onde
foi
aben
çoada
e
enriquecida
de
muitíssimas
gra
ças
espiriluaes
pelo
immortal
Pio
’
IX,
en
carregou
um
habil
constructor
dos
traba
lhos
necessários,
e espera
que
por
todo
o
proximo
mez
de
julho
íique
concluída
a
capella
inór
do
mesmo
templo
poden
do
alli
ser
solemnemenle
collocada
a
Sa
grada Imagem
no
mez
d’agosto d
’
este
anno.
Para
isto
estão
empregados
mais
de
cincoenla
operários fazeulo
uma despe
za
superior
a
quinhentos
mil
reis
men-
saes.
E’ porém
certo que
a
commissãtx
não
tem
reditos alguns para
custear
esta
immensa
despeza,
que
até
boje
tem
fei
to
com
muitíssimo sacrilicio
e apenas
aju
dada com a
piedale
e
devoção
dos
fieis
e
adiantamentos
^gratuitos
a
que
se
teem
prestado
pessoas
devotas.
Resolve
pois
fazer um appello
a
to
dos
os
portuguezes,
pedindo-lhes
o
auxi
lio
de suas
esmolas
para ajudar
o
custea-
menlo
das
despezas
deste
monumento
verdadeiramente
nacional, pois que
é
eri
gido
em
honra
da
gloriosa
Padroeira
d’
este
reino
fidelíssimo.
Eia,
pois,
fieis
portuguezes.
que
o
mundo
diga
que
ainda
entre
nós
existe
forte
e
inquebrantável
a fé
e
as
crenças
piedosas
de nossos
maiores!
Um pequeno
sacrifício
de
lodos,
e
teremos
o
gosto de
vêr
erigido
na
mais
bella
das
nossas
províncias e
n
’
uma
das
suas
mais pittorescas
montanhas, onde o
coração
humano
se
sente
desprendido
da
terra
e
enlevado
aos ceus,
um
teslimu
nho
perenne da
nossa
fé
e
esperança.
A
commissão acceila
toda a
qualida
de
de donativos
como
dinheiro,
madei
ras
e
objectos
propiios para
o
culto
e
decoração
do
templo, ou
prendas,
as
quaes
serão vendidas em
basar.
Recebe
em
Braga
o
thesoureiro
da
commissão
Antonio
José
Vieira
Machado,
praça
Mumipal,
n.°
17
—
no
Porto,
An-
louio
Xavier
Lourenço
da Gosta,
rua
das
Flores,
n.® 59
a
63
—em
Lisboa, Miguel
Ferreira
de
Lacerda,
ao
Chiado,
n.
”
58
e
60.
Pedido.
—
Chama-se
a
altenção
das
almas
bemfasejas
para a
huinanitaria
e
pia
instituição
da
conferencia
de
8.
Vi
cente
de
Paulo.
Em nome
d
’esta
piedosa conferencia
pedimos
aos
religiosos
moradores
d
’esta
cidade a
esmola de alguma
roupa
de
ca
ma
e
de
vestir,
para
os
indigentes
que
aqnella
conferencia
soccorre.
Acceila
se
e
agradece-se
em
qualquer
sela
lo
q
te
essa roupa
venha; no
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
n.°
14
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga.
A
’
* alma
*
bemfazrja
*
.
—
Pede-se
por caridade
uma
esmola para
o
infeliz
José
Maria,
morador defronte
da
capella
de
S.
Miguel-O-Anjo,
casa
n.°
3,
empre
gado
que foi no
Seminário
de
S.
Cae
tano,
e
hoje
se acha
paralítico
sem
po
der
articular
palavra,
e impossibilitado
de
todo
o
trabalho.
A’ earidade
publica.—
Rtcommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
doloroso.
Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de o soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A’ enridade publica.—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
8.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
o
andar, que
se
acha
na
maior
neces
sidade
e doente,
vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
<’ earidade publlea
—
Indigitámos
á
caridade
publica
Antonio
Rodrigues,
solteiro,
morador
na
rua
das
Palhotas,
n.#
15,
o
qual
se
acha
doentíssimo
e
na
miséria
extrema.
A’ earidade publíea. —
Recommi n-
damos
á
caridade
dos
bemfeitores
Antonia
Maria,
viuva,
moradora
na
rua
Nova
das
Carvalheiras,
n
0
6,
a
qual
se
acha
não
só
impossibilitada
de
trabalhar,
mas
com
tres
filhos
ainda creanças.
A
’
« alma
*
caritativa
*
.
—
Recom-
mendamos e
muito
ás pessoas
caritativas
a
desventurada Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua da
Escotira, n.°
19
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de
doença
incurável.
rJTMM
«32 A.T ■«
«>
DE
S.
GERALDO
Companhia
do Príncipe
Real
do Porto
Sabbado
3
de
abril
Ultima
reeita
e
deapedida da
Companhia
%
_________
A
opereta
cómica
em
3
aclos
e
4
quadros.
O
MILHO DA PADEIHA.
Principia
ás 8
horas
e
meia.
Os
abaixo
assignados,
filhos,
nora
e
genro
do
fallecido
José
Joaquim
Lamego,
não
podendo
agradecer
pessoalmente
a
todas as pessoas que
os
obsequiaram
por
occasião
do
enterro
do
mesmo,
o
fazem
por
este
meio, protestando
o
sua
grati
dão
immorredoira.
Custodio
José
Maria
Lamego.
Elvira
Adelaide
Sophia
Lamego.
Luiza
Maria
das Angustias
Lamego.
Maria
da
Conceição
Pereira
Braga.
Bernabé
da
Costa.
(166)
ANNUNCIOS
Vendem-se
2
moradas
de
casas,
ou
trocam-se
a
acções
de
Ban
cos;
estão
situadas
no
largo
da
Ponte,
n.°
9
e 10.
Trata-se
com A.
S.
de
Paiva.
(167)
SUCCESSORES
DO
CACHAPEZ
Receberam
grande
sortido
de
ferragens
nacionaes
e
estrangeiras,
bem
assim:
At
mas
e
rewolvers de superior
quali
dade.
Bombas
para
poços,
de
systema
muito
aperfeiçoado,
vindas
directamente
do
es
trangeiro.
Bacias
de ferro,
estanhadas,
de
supe
rior
qualidade.
Fogões
para
cosinha,
de
diversos
sys-
temas
e afiançados.
Canas
de diversas
grossuras,
para
ben
galas.
Goma
estrangeira,
muito
superior.
Ferro
em
barra,
e
metaes
de todas
as
qualidades.
Preços
sem competência.
(142)
APPELLO
A
’
COMPAIXÃO
Reside
em
Eira
Vedra,
comarca
de
Vieira,
uma
infeliz,
por
nome
ERMELIN-
DA
CARVALHO
DE
MAGALHÃES, que
se
vê
nas mais
diíliceis
circumslanciás,
depois
que
seu
marido,
condemnado
a
de
gredo
para
a
África, lhe
deixou
a
casa
espanlosamenle
individada,
e
seis
filhos
para
quem não
raro
lhe
escassea
o
pão.
Se
merece
a
compaixão
geral quem
desde
a
infancia nunca
sentiu
uma
sorte
adversa, não menos
se
torna
credora
d'ella
a
pessoa que,
remediada
e
feliz,
foi
arro
jada
á
penúria
pelo proceder
de outrem
a quem
tem unido
o
seu
coração.
Para
minorar
as
agruras
da
sorte
d’
esta
infeliz,
acha-se
aberta
uma
snbscripção
n
’
esta cidade
em
casa
do
respeitável
com-
mercianle
o
illm 0
snr.
José
Antonio
da
Silva
Lomar,
á
rua
d<>
S<
uto,
n.
*
28
e
e
29,
para
onde se poderão dirigir lodos
quantos
se
compadecerem da
infeliz
mãe.
(168)
ZACHAKIAS
DA
SILVA
Com
deposito
de enxofre
de
primeira
qualidade,
moido
em pó
fino, no
campo
da
Feira, d
’
esta
cidade.
Vende-se
por
500
reis
a
arroba,
14,688
gr.
(16
)
~
• SELECTA
POR
Pereira
da
Cunha
Acha-se
á
venda
n
’
esla
cidade na
vestimentaria Rocha,
rua
do
Souto.
A
KC9REJTA IATIIOLIC4
KOUAA A
EOS
SEUS PERSEGUIDORES
Cri-es
principaes
porque
ha
passado
a
Egreja. Seus
triumphos.
Castigos
de
seus
inimigos.
Por
D.
Miguel
Solto-
Mayor
Um
elegante
vol.
de
190
p.
500
rs.
A
RELIGIÃO
ENSINA
AOS
MENINOS
Por
Mgr.
de
Ségur
TRADUZIDO
EM VULGAR
POR
D.
MIGUEL SOTTO-MAYOR
3.a
edição muito correcta
e
augmentada
E
’
um
volumesinho
nitidamente
im
presso,
e
que
em
96
paginas
que
con-
lém
encerra
a
Doutrina
Christã
explica
da
com
toda a
clareza
e
ao
alcance
de
todas
as
inlelligencias,
tornando-se
porisso
recommendavel
para
a
mocidade.
Preço
120
rs.
Para
os
snrs.
Professores,
Parochos
e
Juntas
de
Parochia
que
comprarem
porção
de
exemplares,
faz-se bom
desconto.
CARTILHA
OU COHPEWDIO
DA
eOBTRIHA
fflíUSTÀ
PO11
Antonio
José
de
Mesquita
Pimentel
Bacharel
formado
pela
Universidade
de
Coimbra,
Abbade
de
Salamonde
no arce
bispado
de
Braga.
—
5.
a
edição
muito
au-
grneniada.
E
’
a
mais completa
de
todas as
edi
ções
que
até
hoje
se
teem publicado,
ten
do porisso
merecido
a
apmovação
do exm.°
e
rev.
’
snr.
D.
José
Arcebispo
Primaz,
e
em.°
D. Américo
Cardeal
Bispo
do
Porto.
Contém
278
paginas
e
custa
120
reis
encadernada.
Qualquer
d’eslas
obras
se
envia
franco
de
porte
a
quem
enviar
a
sua
importanc
a
çm
estampilhas de
25
reis,
á
livraria
dos
editores.
VIUVA
JACINTHO
SILVA
&
C.
a
134
Bua
do
Almada
138—
Porto.
N
’
esla
livraria
lambem
se
encontra
um
vasto
e
selecto
sortimento
de
livros
religio
sos,
estampas,
medalhões
religiosos,
cru
cifixos,
etc. etc.
JOSE DA SILVA El
\DÁO
Com
loja
de
fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
—
13
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
goezes,
tanto
d
esta
cidade
como
Af/r»
das
províncias
que
tem um
bonito
J/i
1
e
var
'ado
sortimento
de
fato fei-
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de
calça
a l$500,
2$000
e
2$500
reis
;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
patino
familiar,
e
meotes,
botiets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.‘ até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(2249)
ato
carbonato
de
ferro
inãlteri
0'DfBLAU]
com
o mais
grão suceesso,
mipois
mais
de 40 annos por a maior parte
dos
médicos
por
curar a
chlorosis (fluxo
branco!
doança das mancebas filhas e to
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado :
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pílulas de Biaad) vantagems incontesta-
«
veis sobre todos os outros
ferreos e eu
«
o miro como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE, ex-préeidente da Academia
de
Medicina.
«
De todas as preparações ferreas que
«
nos hão dado
bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
«
las
de
iilaud parece-nos devem
estar na
<
primeira
flla..» —
Diccionario unir. de
Medicina,
t.
n, page 99.
Como
prova
da autheDticidada, o.
nome
do inventor
eitâ cravado
sobrei
cada
pilnla como aqui junto I
Deposites:
Parie,
t,
r.AWMM.
Em Lisboa,
snr. Barre^ Lorèto
u.~
3
0
PROGRESSO
MODERNO
E O
(BOIIWO
««IM
ou
IMA
PALESTRA
AO
CAII1R DA TARDE
POR
CORNELIO
ARGUS.
Preço.......................
80
réis.
IMIMiHI
OLwrRJÍI
CONTRA OS PROT ST NTES
E
outros
inimigos
da
Religião
e
da
Egreja
PELO
DR.
D.
JOÃO
GONZALEZ
TRADUCÇÃO
DE
A.
MOREIRA
BELLO.
Com permissão do
ex.'’Q
Cardeal
Bispo
do Porto
Preço
.......
160
réis.
Ambas
estas
obras
se
vendem
no escri-
ptorio
da
administração
da
lypographia
d
’
es-
te
jornal.
Caixa
penhnristH Rrarureme na
Trave»»# de D.
Giinldim
d’esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8 horas
da
manhã
até
ás
9
da
nonte
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na mesma
caixa com
atrazo
de juros de
tres
juezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
ven
fidos.
PBDIBO
A
Meza
da
Santa
Casa
di
Misericór
dia,
de
Biaga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
otá
custan
do o
fornecimento de
paonos
e
fios
para
o
curativo
de feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
este
aclo
de caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da Costa
G.
Pereira
Bernardes.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
.
Novamenle
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
*
Revm.
K
o Snr. 1).
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
lypographia
Lusitana,
rua
Nova n.°
4, e nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço=>160
cm
brochura,
e
240
enca
dernado.
PEDIBO
A
Meza
do
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
roga a todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins,
que
te
nham
superabundância
d
’
arvores
de
ador
no,
arbustos,
camélias
ou
outras quaesquer
plantas,
se
dignem
favorecer
com
ellas o
mesmo Sanctuario, para
embellezar
este
tão
pittoresco
local;
dando
parle
ao
ihe-
soureiro
o
snr.
Manoel J<sé Rodrigues
de
Macedo,
rua
do
Souto,
n.°
42,
n’
esia
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza
enviar pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe
fôr
indicado as
traga
com
o
necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que
este pe
dido
será
altendido,
fica desde
já
agra
decendo
qualquer
offerta
que
n
’
esle
gene-
ro
lhe
fôr
dada.
Em
nome
da
Meza
—
O
procurador
Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
4
N
1
ItlCAfwA
te
RUA
DE
S.
MARCOS, N.°
5.W
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer salias,
jg
lindíssimos gostos,
a
prin-
&
cipiar
em
80
reis
a peça,
Vende
olio,
tintas
e
$
vernizes
para pinturas
de
$
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
Ãg
midos.
Vende
cimento roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
C
V
sas,
tudo de
primeira
qua-
B
lidade.
DO ALTO DOUEO
DA CASA DE VILLA POULA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar-
a
fados:
Vmho
tinto
de meza.
(sem garrafa)
150
>
>
»
»
190
»
Lagrima
.
..........................
200
»
Branco
de
meza
.................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
»
de
prova
secca.
....
300
«
Malvasia
de
2.
4
.
.
.
.
.
360
»
»
velho.
....
400
>
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.................
700
»
Welho
de
4854
....
600
»
a
retalho
para
meza
60
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumido»
man-
dal-o
experimentar por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
VENDA
DE
CASA
Vende-se
a
linda
casa
de S.
Miguel-o-
Anjo,
n.°
33,
forrada
de
azulejo
amarello.
Tem
commodos
para
numerosa
familia,
quintal
e
poço com
bomba,
agua
e
gaz
em
todos
os
andares.
Está
acabada a ca
pricho.
Tem
vistas
surprehendentes;
é
perfeitamente
arejada,
soalhosa
e
confor-
tBvel.
E’
,
finalmente,
uma
magnifica
vi
venda.
Para
vêr
e
tratar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
8,
com
Francisco
da
Silva
Araújo.
(120)
RESPONSÁVEL
—
Domingos J. S. Aguiar.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1880
Parte de Comércio do Minho (O)
