comerciominho_02101880_1139.xml
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-
S.4BB4DO
2 DE OUTUBRO DE 1880
TURF.RO
1:139
Vífl
iwo
REDAGTOR,
D. MIGUEL SOTTO-MAYOR.—DIRECTOR,
JOÃO MARQUES SOARES DE AZEVEDO
HiEÇU
DA AbSÍGNAlUKA
PUBLICAÇÕES
11
mexes,
com
estampilha
áMou—tá
mezes,
sem
estampilha
ji
PURLiíiA-SE ÁS
TERÇÃS.
QUINTAS
E SABBADOS II
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—
Annuncios
cad..
uon;
1&8UU
—tírazil,
12
mezes,
moeda
íorle
4^200
—
Avulso
20
rs.
I
li
20
—
Repetição 10
rs.
—
Assignaules,
20
p.
c.
d
-
abatimento.
BRAGA
—2 DE OUTUBRO
Quem
es
entenderá?
que
sonhara
com
a
corôa
de
Hespanha,
que
era
um magistrado
sem seriedade!
E
assim
digna
e
respeitosamente se
queixavam
do
que
lhes
parecera
ser um
erro
político!
Queixaram-se, atacando
e
injuriando
com
a
mais brutal violência
e
llagr-inte
injustiça!
Emquanto
á
popularidade
que
os
pro
gressistas
sempre
desejaram
a
el
rei,
basta
ver
a
sinceridade
<Tesse
desejo, no
«Diário
Popular» de
30
d
’
abril
de
1878. Dizia
a
folha
progressista:
«...
as
accusações
e
ataques
ao
monar-
cha
echoaram
em
todo
o
paiz,
e
abriram
brecha
profunda
na
auclorida-le
da
corôa
e
no
credito
do
seu
actual
representante*.
Os
que
estão
á
frente
da
administra
ção
do
estado
e
que
mandaram,
com gran
de
contentamento
proprio
e
satisfação
da
malta
a
que
pertencem, annnnciar
assim
o
fecundo
resultado
dos
seus
honrados tra
balhos
e
esforços,
devem
dizer
a
el-rei
quando
lhe
forem
pedir
uma
nova
fornada
(que todos
os
princípios condemnam)
que
foram
elles
os
progressistas,
que
em
Por
tugal
abriram
brecha
profunda
na
auclo-
ridade
da
corôa
e
no
credito
do
seu
aclual
j
representante.
E
digatn-lhe
mais:
«é
verdade
que
nós
trabalhámos
para
a
destruição
da
monar-
chia,
que
abalámos
as
instituições,
q»e
injuriamos
a
vossa
magestade
e
que
no
seu
credito
abrimos
profunda brecha,
que
lançámos
a
nossa
baba
pestilenle
aos
pés
da
virtuosa
e
magnaninia
lilha
de
Victor
Manuel,
—mas
hoje
não
temos
senão
uma
i
preoccupação:
é
conservar e engrandecer,
a
camara
dos pares,
á
qual
hontem
ati-
:
ramos pedras.
Veja
vossa
magestade
quanto somos,
bons,
sinceros,
leaes
e
antigos
monarchicos;
|
ie
o
quanto
o
honesto
passado
e
honrado
i
presente, o
quanto
a
nossa
seriedade e
pro-
■
leedimenlo
sem vergonhosas
contradições
’
je
indeleveis
manchas,
nos
auclorisain
a
Do
«Diário
da
Manhã»
transcrevemos
um artigo,
que
é mesmo
uma
belleza.
Elles
não
se
entendem
e
o
«Commercio
do
Minho»
lambera
se faz
hoje
desenten
dido e
pergunta: quem
os
entenderá?
Com
a
mira
na
nova fornada,
os
pro
gressistas
qne
hontem ultrajiram o
rei,
pretendem
hoje
aduial-o. embora
para isso
tenham de engolir
as
miseráveis
calum-
nias
e
insultos
que
haviam
vomitado.
A
esmola do
poder
saciou-lhes
a
soffregui
dão
desvairada,
e,
para
c
nlinu-rem
a
fruir
vantagens
do
governo,
mentem
hy-
pocritameiite,
contradizem
se
com o
mais
torpe
cynismo,
rastejara
na
adulação
fe
mentida
e
traiçoeira.
Hontem
o
«Progresso»,
depois
de
ter
dirigido
uns
elogios
suspeitos
ao
snr. D
Luiz,
dizia
as
seguintes
palavras:
«Não
nos
estranhem
esta
homenagem.
Nós
somos
os
mesmos
que
nos queixá
mos
a
el-rei
do
que
nos
pareceu
ser
um
erro
político
seu,
mas
esta
leal
ftanqnez
não
obsta
a
qne
apreciemos
as
suas
emi
nentes
qualidades,
e
mórmente
aquellas
de
que,
seja-nos
licito
dizel-o.
desejaría
mos
até
qne
o
snr.
D.
Luiz
tivesse
mais
consciência.
Um
francez dizia-nos
hontem:
—
El-rei,
com
o
dom
de caplivrr
que
tem,
deve
ser
popularíssimo.
—
.4
enorme
popu
laridade
a
que
tem
direito
éo
mal que
os
progressistas
lhe desejaram
sempre e
lhe
desejam
ainda».
Dizem os
tartufos
que se
queixaram
a
el-rei! Não
era
má
queixa
essa,
em
que chamavam
ao
chefe do
estado cúm
plice
de
ladroeiras,
proteclor
de
ladrões,
defraudador
dos
dinheiros
da
fazenda, que
recebera
abonos
e
adiantamentos
illegaes,
fazer
a
declaração
publica
de
que não
so
mas
senão
uos
miseráveis
e
ambiciosos
especuladores sem
princípios,
sem
honra,
sem
brio
e
sem
dignidade».
E
podeis
ter
coragem
para
dizer
tudo
isso,
porque os
lacaios
do
paço
levarão
a
sua
condescendência
e
generosidade
até
ao
ponto de
vos
não
pôrera
na
rua
a
chicotadas.
-------
-«
j
S»
----
D
’
ura
nosso
amigo recebemos o
se
guinte
artigo:
.Ainda
oa
featejoa
da SS. Virgem
huiuaeulada
do
Sameiro
NO
SAMEIRO
Emquanto
que
as
portas
da
capella
se
conservam
todas
fechadas
e
a
ninguém
é
licito
o penetrar
dentro
d
’aquelle
re
cinto,
para
observar
os
trabalhos
da
col-
locação
da
Sagrada
ítuagem:
emquanto
que
uns
limpam
o
suor
produzido
ou
pelo
cançasso
do
caminho,
ou
pelo
esforço
em
ajudar
a
conduzir
o
carro
Itiumphal:
em
quanto
que outros
vão
e
vem
etn diíle-
rentes
dtrecções
procurando,
como
que
por
instincto,
algum
conforto
para
as
suas
forças
perdidas, vamos
ver
o
que
se
passa
n
’este
logar.
Fóra
da
capella
Tmha
Sua
Exc.*
Revd.ina
o
Snr.
Ar
cebispo
Primaz,
accedendo
gostssamente
ao
pedido
que
lhe
íôra
feito
pela com-
missão
do
Snueiro,
concedido
licença
parai
a
celebração
de
uma
missa
resada
ao
ar
livre,
para
maior
commodidade dos
ro
meiros.
Por
este
motivo
achava
se
collocado
'
junto
á
coíumna
do
Monumento
e
do
lado
í
do
sul
do
mesmo
um
altar
adornado
ei
preparado
para
n
’elle
se celebrar
o
santo
sacrilicio
da
missa.
,
O
commandaute
da
força
militar,
que
alli
se
achava em
serviço,
linha
pedido
ao
celebrante
que o
avisasse
quando
dis
sesse
a
missa,
porque
queria
assistir
com
a
sua
tropa
ao
Augusto
Sacritiç-jo
que
se
celebrasse
junio
ao
Monumento.
Logo que a
Sagrada
Imagem
entrou
na
sua
nova
capella,
o
revd.0
snr.
padre
José
Silverio
da
Silva,
encarregado
de
dizer
a
missa
no
Monumento,
paramentou
se e
dirigiu-se
para o
altar
collocado
no
mes
mo local,
o
que
foi
aununciado
aos
lieis
por
um
toque
de
campainha,
em
virtude
do
qual
toda
aquella
immensa
multidão
de
povo começou
a
estender-se
por
toda
a
extensa
plauicie
que o monte
oiíerecc
pelo
lado
do sul.
A tropa
postou
se
em duas
alas aos
lados
do altar,
em
volta
do
qual,
e
[
elos
degraus
e
paleo do
Monumento, se acha
va
tudo
cheio
de
povo.
Quando
o
sacerdote
fez
a elevação,
os
tambores
e
as
cornetas
fizeram
o
toque
de
continência
e
adoração,
tornando
este
acto
mais imponente,
e despertando
a
atienção
das
pessoas
que
estavam
mais
remotas
do altar,
para
que
n
’
aquelles
tuo-
meutos
solemnes
adorassem
profundameute
a
Deus
ires
vezes
Santo,
o
Senhor,
Deus
dos
exercilos
que
acababa
de
descer
dos
céos
á
terra*
Reinava
um
profundo
si
lencio,
que
só
era
interrompido
por
utn
leve
murmurio
do povo,
nos pontos
prin
cipaes do
saulo
sacrifício.
Era
uma
scena
sublime
e indescripli-
vel
ver
tanto
povo
ajoelhado
sobre
a
cristã
do
monte
Sameiro,
coberto
pela abobada
do
firmamento,
illuminada
peio
brilhante
astro
do dia,
que
veio projectar seus
raios
ainda
brandos,
por
sobre
todo
o
hoiisonte
que
se
descobre
e
desdobra
deaote
de
seus
olhos!
Em
frente da
capella,
e
proximo
do
Monumento,
fizera-se coilocar
o
pavilhão
das
prendas
offerecidas
pela
piedade
dos
fieis, para
serem
arrematadas
em
bazar.
Fazia
o
fecho
da brilhante exposição,
umas
FOLHETIM
D-
JOÃO
BOSCO
UM
APOSTOLO D^STE
SÉCULO
(Conclusão)
ísem religião, lerão
por
ventura elles
to-i
dos
juntos já
amparado, educado
e
col-
;
I
locado
quarenta
mil
indivíduos
—
40:000
'
I
infelizes
arrancados
ás garras
da
miséria
i
Ie
da desgraça
por
um
só padre!
—
nas
l
suas
escolas?..
Traga
cada
um
a
soai
l
addiçào que
queremos somrnar
as
de to-
■
Idos, a
ver
se
podemos
conseguir
uin
re-1
I
soltado
equivalente
ao
do
pobre
aldeão
I
João
Bosco.
Ficamos
esperando...
Ainda
mais:
Ouvimos
sempre
com profunda
mágoa
ie
dòr
pungente
faltar das casas
de
cor-
I
recção
e
penitenciarias,
não
porque
as
reprovemos
em
absoluto,
mas
porque
abi
;
não
se
coriigera,’
moderam,
regulam
e
governam
as
consciências,
pelo
systema
do
padre
Bosco.
isto
é,
consoante
o
en
sino
catholico,
unico
verdadeirainente
ci-
vilisador.
O
ensino
chrislão
(quando
te
nha
de
chrislão
alguns vislumbres)
ad-
mitte-se,
tolera-se
por
meros
respeitos
hu
manos,
algumas
vezes,
ou
por
qualquer
outro
motivo ou
fim,
que
não é o
prin
cipal motor do
zelo
do
simples
padre
italiano;
por
isso
os
resultados
não po
dem
equiparar-se
aos
d
’
este
verdadeiro
apostolo:
e
senão
veja
se
o
que
consegue
D.
Bosco
e
compare
se
a
obra
do apos
tolo
da caridade
com a
de todos
os
phi-
lanlropos
do mundo.
D.
Bosco
dirigia,
em
Turim,
nua
casa
de
correcção
de
trezentos
a
quatrocentos
rapazes
criminosos,
que alli
eram,
sob
sua
direcção
ensinados
e
educados,
e
guarda
dos
pelo
governo
com
senlinellas. Prepa
ram-se
grandes
e variadas
festas
na
ci-
Dando
aqui
logar
a
um
estrangeiro
não
fugimos
ao
nosso
programma,
muito
pelo
contrario
cumprimos
uma
das
suas
condições,
pois
que
abi
dissemos
que
da
ríamos retratos
de
indivíduos
sob
qual
quer
titulo
reçommendaveis porluguezes
ou
brazileiros.
ou
algum
estrangeiro,
que,
por
sua
notabilidade,
mereça
ser conheci
do,
com
uma
biographia; em
que
não
falte
o
louvor devido a
virtude
e
ao
mérito.
D.
João
Bosco
é
não
só
notável,
mas
até
apontado
como
sendo
o
renovador,
em
nossos
dias,
das
maravilhas
de
S.
Vicente
de
Paulo,
d’
esse
vulto
gigante,
que se
ergue
magesloso
e
venerando
en
tre
os
mais
acrisolados
aposlolos
da
ca
ridade.
Quarenta
mil
desvalidos,
ou
desampa
rados,
tem sido
educados
já,
ou
são edu
candos
ainda,
em
oitenta
e
uma
casas
de
asylo,
fundadas
por
um
simples
padre
catholico,
já
se vê,
porque
n'outro
campo,
não se podem
dar
successos miraculosos
como
este:
um
só padre
catholico,
po
bre
sem
posição,
dá
o
pão do
corpo
e
do
espirito
a quarenta
mil
pobresinhos!
....
E
os
inimigos do
padre,
esses
pregoei
ros
da
escola
sem
Deus,
dó
progresso
dade;
o
padre João Bosco
deseja
que
os
seus
dirigidos
vão
ver as
festas;
para
isso
apresenta-se
ao
Ministro
da
justiça
pedin-'
do
permissão
para
poder
ir
com
os
cri-1
ininosos
assistir
ás
festas publicas.
—
Impossível!
disse
o
ministro; isso:
seria
o mesmo
qne
soltar
enxames
de
gatunos
qne
iucornmodariam
muito
as
pes
soas
que
teem
lodo
o direito
á
inviola
bilidade
das
suas
algibeiras.
—
Mas
eu
comprometto-me
a
que
nem'
um
só
se
ha
de desmandar; hão
de
sair
,
commigo
e commigo
hão
de
todos
re
colher:
posso
assegurar
isto
sem o
me
nor
risco
de
que
algum
se
me
tresmalhe
do meu
rebanho,
disse
o
padre.
—
Que me
diz?
—O
que
já
disse, excellencia.
—
Mas
então
torna-se
indispensável
to
mar
algumas
providencias
com a
policia,
porque
é
negocio
muito
serio
apresentar
algumas
centenas
de
criminosos
no meio
d
’
uma turba
immensa.
—
Eu sou
o
responsável
por
tudo,
en
tretanto
v.
exc.a
fará o
que
entender
melhor.
D.
Bosco
recolheu
a
casa
e
faliou á
sua
gente,
dizendo-lhe
o
que
havia
e
que
o
ministro
não
queria annuir
com
receio
de
que
alguns
se portassem mal,
e
en
tão
que
vissem
se
podia,
sem perigo
de
compromelter-se,
afliançar
o
bom
com
portamento
de
lodos.
Tantas
boccas
quan
tos
eram
os
alumnos
proferiram
cada qual
o
seu
protesto.
—
Espero
era
Deus
e
confio nos
meus
amiguinhos
que
tudo
assim
será,
e
n
’
esse
caso
sentirei
um
grande
prazer,
quando,
tendo
regressado
a
nossa
casa,
os
vir
aqui
lodos
sem
motivu de
reprehender
algum, comendo
com
grande
appetite o
nosso
jantar
que,
n
essa
occasião,
ha de
ser
melhorado.
O
ministro
expoz
ao
rei
a
pretenção
do
padre
e
os receios
que
elle
tinha
de
que acontecesse
algum desgosto.
—Deixe
lá
sair
os rapazes: o
padre
João
Bosco
é
um
santo,
disse
o
rei.
Em
turmas,
algum
lanlo
distanciadas
umas
das
outras, sahiram
os
alumnos
de
D.
Bosco,
e
viram
os
festejos
recolhendo
depois
sem
que
tivesse
haiido
o
menor
motivo
de
queixa
ou
reparo.
Policias
disfarçados
pretendiam,
por
ordem
do
ministro,
pôr-se
de
iulelligen-
cia
com
D
Bosco
para
accudirem
a
qual
quer
successo
desagradavel.
D.
Bosco,
sorrindo-se
dizia-lhes:
—Não
haja
medo; a policia da
rainha
gente
sou
eu.
Este
caso
foi
referido
por toda
a
im
prensa
e
admirado
por
todos
que
tiveram
<i
’elle
conhecimento.
Quando
o
homem
é
governado,
ou
se
governa
e
regula
as
suas
acções
por
uma
consciência
recta,
em
harmonia
com
a
doutrina
da
Santa
Egreja
Catholica,
tem
attingido
no
inundo
moral
a
sua
perfei
ção.
Sem a
solida
base
do
santo
amor
e
temor
de
Deus
não
é
possível
haver
so
ciedade
perfeita.
Luiz
Pacheco.
casulas
<•<)
vestimentas
<ias
cores
diíferen-
tes.
que
lambem
Unham
sido
offertadas
por
generosos
bemfeilores,
o
que
dava
a
u
lo
:slo
um
caraeler
especial
de
serie
tdade-e
nobreza,
pouco vulgares
nos
ba
zares
dos
nossos
dias
Depois
di
missa celebrada
junto
ao
Monumento,
abritt-se
o
leilão
das
pren
das.
e
tomaram
parte
n
’este
importante
e
gravoso
trabalho
os
snrs. Joaquim
Eluar
do
de
Sousa
Menezes. Antonio
Joaquim
Moreira,
Manoel Ignacio
da
Silva
Braga
e
Antonio
da Silva
Mello,
membros
da
commissão
do
Sameiro,
e
outros
indiví
duos
estranhos a
eila,
mas
dotados de
cordeal devoção
pata
com
a
Santíssima
Virgem,
e
de summa
dedicação
d
’esla
santa
obra.
()
bazar prolongou
se
até
aos
(ins da
tarde,
e
devido
ás
dibgeacias
e
esforços
dos
cavalheiros
encarregados
do
leilão,
o
producto
das
prendas
expelidas
chegou
á
importante
cifra
de
uns 50^900
a
69$000
reis.
Agora
uma
vista
rapidã
sobre
a
pres-
pectiva
une
oflerece
o
Sameiro,
n
’esle
dia
solemni "iiuo.
Aos
lados
da
capella
estão
levantados
dous
cobêrlos,
para
oíferecerem
algum
resguardo
aos
romeiros,
e
facilitar-lhes
o
descanço
desejado,
depois
da
fadiga
da
viagem
Alli
vê
se
um
grande
barracão
coro
suas
compridas
mezas
e
seu
extenso
tol
de,
que
oflerece
a
necessária refeição,
sem
os
apparatos
de
um lleslauranle
de
caminho
de
[erro.
Acolá
depara-se
com
um
forno,
cons
trui
lo
adrede,
para
n
’esta
occasião
poder
servir
aos
freguezes
os
bons
assados d
’
oma
cosinha
á porlugueza.
Mais
ãqúem
encontra-se
um
extenso
arruado
de
botequins,
guarnecidos
d
’uma
variada
colleção
de
gárrJãs,
para
mimo-
sear
os
amadores
de
bebidas
espirituosas
Mais
além,
nota-se a profusão
das
me-
zas
de
doce,
que
de
variadas
fôrmas
e
qualidades,
está
patente
aos
olhos
de lo
dos,
para
excitar-lhes
o
apetite
e
a
von
tade.
Por toda
a parte
se
vê
o
fluxo
e
re
fluxo
de uma
massa
compacta
de
povo,
que
se
move
e
agita
em
todas
as
direc-
ções. «E
era
tal
a
concorrência
de
gente
ao
monte
que
de
lá até
á
cidade
era
um
verdadeiro
carreiro de
formigas,
na
si-
railhança
que
offerecia
na
ida
de
uns
e
na
volta
de
outros).
Podia
com
razão
exclamar
se:
Salvé
monde
mil
vezes
famoso
Entre
os
montes
do
bom
Portugal!
Em
teu
cimo
já
brilha visl.so
Da
ventura e
da paz o
signal.
Dentro
da
capella
Abriram-se
de
par
em
par
as
portas
da
capella,
e a
Sagrada
Imagem
appare-
ceu
collocada
sobre
elevado
pedestal,
á
bocca
do
camarim
do
novo retábulo,
e o
pequeno
recinto
d
’esle
iogar
sagrado,
em
hreve
é repleto
por immensa multidão,
disputando
enire
si a
honra
de
ser
do
numero
dos privilegiados pela admissão
a
venerar
pela primeira vez
na
sua nova
capella,
a encantadora imagem
da
Virgem
do
Sameiro.
Emqnanlo
se
apr
>ximavaiit>
as
horas
da
missa
solemne,
alguns
sacerdotes
que
tinham
tomado
par
e
na
solemne
trasla-
dação,
quizeram
celebrar
o
santo
sacri
li
cio.
O
primeiro
que
teve
a dita
de
subir
ao
santo
altar,
foi
o
venerando
missio
nário
apostolico
o
revd.0
padre João
Ma
no.;!
de
Souza
Teixeira,
que
muito
con
correu
com
avultados
dorutivos
por
elle
obtidos,
para
o
desenvolvimento
e
conclu
são d’
est:>
obra
importantíssima.
Depois
d
’elle
seguiu-se
o
revd."
abba-
de
de
Arnoia,
do
concelho
de
Basto,
e
n
revd.
0
padre
Luiz Martins
Bua,
capel-
lão das
ex.'
”
~s
snr.
a8
Torquatas,
da
ci
dade
do
Porto.
Seriam
11
horas
da
manhã,
quando
principiou
a
missa
da
festa,
sendo cele
brante
o
revd.
0
snr.
reitor
de Espinho,
que
por
sua
muita
devoção
para
com
a
SS.
V’
irgem,
mostrou
lodo o
desejo
de
ser
elle
o
que cantasse
a
missa solemne,
n
’este dia tão glorioso
para
a
excelsa
Rainha
dos cetis.
e
tão
memorável
para
os
habitantes
d
’
esta sua
freguezia.
Serviam
de
acolitos
o
revd.
0
reitor
de
Nogueiró
e
o
revd.0
padre
Custodio
José
da
Costa,
capellào
do
Real
Santuario do
Bom
Jesus
do
Monte.
E
’
digno
de
mencionar-se
aqui
um
rico
preseute
oflerlado
á
SS.
Virgem,
para
servir
pela
primeira
vez,
n’esta
festividade
que
lhe
era
consagrada.
Queremos
fallar de um
rico
véo
do
calix.
de
setirn
branco,
bordado primoro
samente
a
ouro,
pela
exc.
ína
snr.
a
D.
Joantia
Maria
da
Silva
Pinheiro,
esposa
do
snr.jCandido
Augusto
Martins
Pinheiro,
da
rua
de
S.
João;
e
da
bolsa dos
cor-
poraes
da
mesma
qualidade
e
bardada
igualmente
a ouro
com
toda
a
perfeição,
pela
exc.
1011
snr
a
D.
Maria
da
Conceição
d
’Oliveira
Costa
Gonçalves,
filha
do
snr.
José
Antonio
d’
Oliveira
da
Costa
Gonçal
ves,
da
rua da Boa
Vista.
A
musica
da
festa
foi
confiada
ao
snr.
Joaquim
José de
Paiva,
desta cidade,
que
com a
sua
banda
«Philarmonica Bra
carense»
desempenhou
com
todo
o
mimo
e
brilho
a
linda
e
harmoniosa
Missa
do
Maestro
Francisco Norberlo
dos
Santos
Pinto
Depois
da
missa
solemne
a
Sagrada
Imagem
ficou
exposta
á
veneração
dos
fieis,
que
continuamente se
revesavam.
entrando
uns
e
saindo
outros, a prestar
culto
á
Virgem
Iinmaculada.
Seriam
4
horas
e
meia,
quando subiu
ao púlpito
o
revd.®
padre
Carlos
Gouveia,
que
gratuitamente
e
de
muito
bom
grado
se
encarregou
do
sermão
d
’
esta
festivida
de.
Póie dizer-se
sem
lisonja
nem
exege-
ração:
que s.
s.
a
«fechou
com
chave
de
ouro
esta
esplendida
solemnidade». O
the-
ma
do
seu
brilhante
discurso
foi
—
Dealam
me
dicent
omnes generationes.
Apropriou
com
tanta
naturalidade
e
expressão
o
pri
vilegio da
Immacnlada
Conceição
ás
glo
rias
e
triumphos
de
Maria Santíssima na
presente
solemnidade pelas
palavras
por
Ella
dirigidas
a
Bernardelta: Eu
sou
a
immacnlada
Conceição;
que
a
lodos
fez
sentir
as
comrnoções
e
encantos
qoe
tão
profusamente
se
tinham
experimentado
na
solemnissima
procissão
do
dia
anleced
nle.
Era
digno
que
este
discurso
fosse es-
criplo
etn leiras
d
’
ouro
e
depositado
aos
pés
da
Santíssima
Virgem,
com
um dos
mais
brilhantes
tropheus
consagrados
em
sua
honra!
Concluiu-se
com
uma
simples
mas
har-
moniosissima ladainha,
cantada
diante
da
Sagrada
Imagem, á
qual
o
povo
respon
dia
com
vozes
repassadas
do
mais intimo
sentimento
de
verdadeira
piedade e
de
voção.
Assim
terminou o
dia
sempre
memo
rável
de
29
d’
agosto
de
1880.
Foi
um
dia
todo
consagrado
aos
cul
tos
da
Virgem
sempre
Immacnlada
e
foi
lambem um
dia
de
graças
e
bênçãos
do
ceo.
Gloria
á
Virgem
Immacnlada
do
Monte
Sameiro.
GA
ZET
í
LH
á
eí
s®
aí s»
a
bí
'.ar as
A redacção
d
’
este
jornal,
par
ticipa
aos
seus
benemeritos
as-
signantes,
que
cie
hoje
em
dian
te
toda
a
correspondência
tanto
!de
redacção
como
de
adminis
tração,
deve
ser
dirigida
ao
snr.
João
Marques
Soares
de
Azeve
do,
director
e
administrador
do
«Gommercio
do Minho».
CStroniea
Uteligios».
—
A
’
manhã:—
Excicio
do
SS.
Coração
de Jesus,
no
Collegio;
Procissão
do
Rosário,
na
Sé,
e
das
Dôres
nos
Congregados;
Exposição
do
SS.
n>
Salvador.
Segunda-feira:
Festa
de
S. Francisco,
i
nos
Terceiros
e
Remedios.
Terça-feira:
Indulgência
plenaria
nas
egrejas
Benedictinas.
Congremitiitas.
—
Chegaram
ante-hon
tem
a
esta
cidade
os sábios e
as
sabias
dos
congressos
litterario
e
anthropologico,
que
ultimamenle
se reuniram
em
Lisboa.
Entre
elles
veem
alguns
homens
notá
veis
nas
lettras
e
nas
sciencias.
Não
podê-
mos,
pois,
deixar
de
os
saudar
e
pedir
a
lodos,
que
façam
seus
estudos
conscien-
ciosamenle
nas
Citanias,
que
vão
explorar,
porque
cada
uma
de
suas
pedras
será
uma
pagina
do
que o
mundo
foi
Sim,
conscienciosamente,
para
que a
narração
do
hexameron mosaico
alcance
mais
um
triumpho
e
para
que
os
homens
da
sciencia
não
sirvam
de
apoio
aos
que
tudo
pretendem
negar.
Honra
no Cont
mereio.
—
Como
dissemos
no
numero
anterior
d
’este
jor
nal,
organisou-se
uma
commissão
de
hon
rados
commerciaules
d’
esta cidade,
afim
de
promover
a
creação
de outras commis-
sões
para
oíferiarem
alguns
objectos
de
valor
a
N. Senhora
do
Sameiro.
Ainda
mais:
A
illostre
commissão
propõe
se
a
fa
zer
uma
peregrinação
que
lerá
logar
no
dia
21
do
corrente, á
capella
da
Santís
sima
Virgem,
que
não
deixará
de
ser
im
ponente,
pois
demasiado
conhecidos
são
os
sentimentos
religiosos
do
commercio
bracarense.
Honra
lhe
seja.
A commissão é composta
dos
seguin
tes
cavalheiros:
João
Baptisla
Gomes
Ferreira.
João
Henrique Pereira Pinheiro.
José
Cândido
Pereira
Pinheiro.
José
Antonio
da
Silva
Lomar.
Manoel
Gomes
Rocha
Graça.
Antonio
José
Rodrigues
Ribeiro.
José
Fernandes
Carneiro
Braga.
í
xmues
flnuea.
—
Os
professores
que
na
circumscripção
do
Porto
teem de
com-
i
pôr
as inezas para os
exames
íinaes
de
instrúcçào primaria
a
que
se
ha
de
pro
ceder
em
outubro proximo
são os
seguin
tes:
Presidente
da
commissão,
Arnaldo
Fer
reira
Pinto
Braga.
Vi
gaes
da
commissão:
Para
os
exames
de
poriuguez e
latim
—
Presidente,
dr.
Manoel
Emygdio
Garcia;
Albino
Cesar
Augusto
de
Aguiar,
profes
sor
de latim
no
Lyceu
de
Aveiro;
José
Joaquim Martins Lima,
professor do Ly-
ceu
de
Vianna
do
Caslello.
Para
os
exames
de
francez
e
inglez-—■
Presidente, Antonio
de
Azevedo
Maia,
len
te
da
Eschola
Medico-Cirurgica
do
Porto;
Luiz
Antonio
Pinto
de Aguiar,
professor
pio
Lyceu
do
Porto;
João Manoel
Correia,
■
professor
do Lyceu
de
Braga.
Para
os
exames
de
malhemalica —
Pre
sidente
da
l.
a
meza, dr.
Antonio
dos
San
tos
Viegas,
lente
da
Universidade;
presi
dente
da
2.a
meza,
dr.
José Joaquim
Pe
reira
Falcão,
lente
da
Universidade.
Vogaes para
as
duas
mezas
—Dr. An-
lonio
de
Meirelles
Garrido, lente
da
Uni
versidade;
Pe
iro
de
Atnorim
Vianna,
len
te
da
Academia
Polylechnica;
José
Gui
lherme
de
Parada
Silva
Leilão,
lente
do
Instituto
Industrial
do
Porto;
Antonio
Vi-
ctorino
da
Moita,
professor
do
Lyceu
de
Villa
Real.
Para
os
exames
de
desenho
—Presiden
te,
dr.
Adriano
Paiva
Faria
Leite
Bran
dão,
lente
da
Academia
Polylechnica;
José
Guilherme
de
Parada
Silva
Leitão,
lente
do
Instimto Industriai
do
Porto;
José
Mi
guel
de
Abreu,
professor
de
desenho
na
Universidade.
Para
os exames
de
historia
e
philoso-
:
pliia
—
Presidente,
dr.
Antonio
de
Assis
Teixeira
de
Magalhães,
lente
da
Univer
sidade; Clemente
Gomes
de
Carvalho,
pro-
I
fessor
do
Lyceu
de Aveiro; Manoel
Joa-
jquiin
Teixeira,
professor
do
Lyceu
de
Coimbra.
Para
os
exames
de introducção
—
Pre
sidente,
Agostinho
Antonio
de
Sousa,
len
te
da
Eschola
Medico
Cirúrgica
do
Porto;
i
Manoel
Rodrigues da
Silva
Pinto,
lente
da
mesma
eschola;
José
da
Costa
e
Silva,
>
professor
do
Lyceu
de
Portalegre.
IWwwimen®®
do
Haspãlaí
d®
S.
iMstreos.
—
Doentes
existentes
em
19
de
setembro
de 1880: 67
homens
e
i(>2
mu
lheres.
Entraram
duranie
a
semana
finda:
14
homens
e
13
mulheres.
Sahiram:
15
homens
e
28 mulheres.
Fallecerara:
I homem.
Ficaram
em tratamento
em
25 de
setem
bro:
65
homens
e
87 mulheres.
3í®mefâçSo.
—
A
associação
do
Mon-
te-pio
dos
artistas
d
’
esta
cidade
nomeou
seu
facultativo
em
sessão
de
30
do
cor
rente,
ao
exc.mo
snr.
dr. Antonio
Casi-
miro
da
Cruz
Teixeira,
medico
dislincto
e
que
ha
dois
annos exerce
com
justos
créditos,
a
clinica
n
’um
dos
partidos
ca-
mararios
da
província do
Alentejo.
A no
meação
foi
acertadissima
e
porisso envia
mos
as
nossas
felicitações
ao
nosso
par
ticular
amigo
o
exc.
in°
dr.
Cruz
Teixeira
e
assim
á
illustre
associação
do
Monte
pio
dos
artistas
que
não
podia
fazer
me
lhor
escolha,
pois
que
o
snr. dr.
Cruz
Teixeira
é
um
medico
dislincto
e
excel-
lente
cavalheiro.
Cavaquinho.—
O
«Partido
do Povo»
em
supplemento
ao
seu
n.°
252
dá
o*ca-
vaquiuho
porque ao
voltar
a
troupe
que
foi
saudar
a
esquadra
franceza.
surta
nas
aguas
do
Tejo,
o
snr.
commissario
da
2.a
divisão
prohibiu
que
na
area
do
seu
dis
trato
se
locasse
a
Marselheza.
Tenha
paciência,
collega.
que
a
mu
sica
da
Marselheza,
se
agrada
ao
ouvido,
relembra
as
scenas
de
sangue
deante
da
guilhotina.
Lá
que
se
toque
no
mar
vá,
que
d’ella
podem
gostar
os...
tubarões.
Bneendio
pavoroso.
—
Um
telegranj
’
ma
de
Lisbo?
para
o
«Primeiro
de
Ja
neiro», em data
de
30,
diz
que
pelas
qu
a
-
tro horas da
manhã
do
dia
29
teve
prin-
pio
um
pavoroso
incêndio
na
loja de
mo
veis n.° 102
da
rua
Nova
do
Almada,
rompendo
com
violência
por
causa
da
madeira
que
alli existia.
O
soccorros
foram
promplos,
mas
não
havia
agm,
e
as machinas
só
principia
ram
a
trabalhar
ás
cinco
heras.
O
fogo
communicoti-se
pelas
janellae
ao
hotel
dos Embaixadores
e
depois
ao
de
Gibraltar
e
ao
d
’
Europa.
Da
casa
do
merceneiro
ardeu
todo
o
prédio.
Os
boteis
ficaram
quasi
des
truídos,
principalmente
pelo
lado
da
rua
do
Crucifixo.
Ao
meio
dia
é que
o
fogo
foi domi
nado.
Todas
as
bombas
de Lisboa, Belem,
esquadra
e arsenaes
trabalharam
e
ainda
lá
se
trabalha.
Os estabelecimentos
dos
baixos
dos
boleis
ficaram deteriorados
pelo
fogo
e
pela
agua.
O
incêndio
foi
casual
na
officina
do
marceneiro,
e
se
houvesse
agua
ficava li
mitado
á
primeira
casa.
Calculam-se
os
prejuisos
em
seiscen
tos
contos.
Houve
grandes
derrocadas.
Cinco
bombeiros
e
sapadores
ficaram
feridos,
sendo dois gravemente.
O
serviço
de exlincção
foi
excel-
lenie.
O
prédio
do
hotel
Gibraltar
eslava
seguro
em
200
contos
nas seguintes
com
panhias: Bonança
;>0. Garantia
20.
Fide
lidade
35,
Fenix 20,
Hespanhola
35,
Nor-
vvich
30.
London Lanscasin 30.
A
mobilia
do
hotel
Gibraltar
eslava
segura
em
25
contos,
sendo
cinco
em
cada
uma
das
companhias
Fidelidade,
Bo
nança,
Qneen,
Norwich
e
Segurança.
A
mobilia
do
hotel
Europa
eslava
se
gura
em
2
contos
na
Fidelidade
e
2
na
União.
A
filha
do
snr.
visconde
do
Rosário
foi
salva
das
chammas
pelo policia n.
’
107
da
segunda divisão.
JSJtr spnehog
ec®iesis*síie«»si.
—
Pela
direcção
geral
dos
negocios
ecelesiasticas
elfectuararn-se
os seguintes:
O
presbylero
José
Antonio
de Almei
da,
paroefio
coila lo
na
egreja
de
Santa
Justa, no arcebispado
de
Évora,
apresen
tado
na
egreja
parochial
de
Nossa Senhora
da
Assumpção
de
Montoulo,
no
concelho
de
Redonde,
da
mesma diocese.
O
presbylero
Antonio
Joaquim
da
Cos
ta, apresentado na
egreja parochial
de
S.
Lourenço
de
Sebadelhe.
no
concelho
de
Foscôa,
diocese
de
Lamego.
O
presbylero
Manoel
Joaquim Pereira,
apresentado,
precedendo
concurso
por
pro
vas
publicas,
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Coimbrão,
no concelho e dio
cese
de Leiria.
0
presbylero
José Pereira
da
Cosia,
apresentado,
precedendo
concurso
por
pro
vas
publicas, na
egreja
parochial
de
S.
João Baptisla
de
Porto
de
Moz,
no
con
celho
de
Porto
de
Moz,
diocese
de
Lei
ria.
O
presbylero
Domingos
da
Silva,
pa
rodio
collado na egreja
de S. Sebastião
da
Pedreira, da
cidade
de
Lisboa,
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
S.
José,
da
mesma
cidade.'
O
presbylero Joaquim
Soares
da
Cu
nha.
thesoureiro
vitalício
da
egreja
paro
chial
do Santíssimo
Coração
de
Jesus,
da
cidade
de
Lisboa,
provido
na
serventia
vitalícia
da
thesonraria
da
egreja
parochial
de Nossa
Senhora
das
Mercês,
da
mesma
cidade.
JFnltn
«Se
trabais»».
—
Cento
e
trinta
casas
ebenistas
fecharam
os
seus
atelieres
no arrabalde
de
Sainl-Aotoine
em
Paris.
Esta
medida
foi
decedi
la
em
uma
reu
nião de
patrões que
leve
logar
na
antiga
casa
Krieger.
Ficaram
sem
trabalho
cerca
de
dois
mil
operários
por
alguns
dias; estes
po
-
réin
convidados
alguns dias
depois
para
en
trarem
nas
oflicinas formaram greve
e
pe
diram reducção
nas
horas
de
trabdho.
Os
operários
pedem
qoe
o
preço
de
cada
hora
seja
regulado
por
uma
cotnni
|S
‘
são
de homens
prudentes,
e
este
foi
m
3
'
do provisoriamente
em
65
cêntimos.
Effeitoa
de
um
raio.—
Escre
1
"®
de
Maranhão:
,
No
iogar
do
Retiro, entre
a
cl°
3
do
Brejo
e
a
província
do
Piauhy.
casa
do
snr.
José
Raposo,
cunhado
snr.
Avelino
Neves, d
’
esta cidade, csl
no
dia
23
do
mez passado, á
meia
n»
1
um
raio
que
derribou
uma
parede
d
o
-quarto
onde
se achava
a
senhora
do
s
’
Raposo
e
quatro
filhos,
tirou
os lenç
que
envolviam
a
estes sem
offendel-os,
passou
a
loja,
onde
estragou
varias
mer
cadorias
e
sahindo
pela
varanda matou
dous
porcos
c
cinco
leitões
que
ahi
se
achavam.
Trngedía.
—
O
«New
Zeii»
de
S.
Leo
poldo
dá
noticia
de
uma
tragédia
que
pa
rece
inverosímil
e
sobre
a
verdade
da
qual
entretanto parece
não
restar
a
menor
du
vida.
Eis
como
o
facto
é
descripto:
«Um
colono
estava
preoccupado
em
lavrar
a
sua
terra,
acontecendo
porém,
que
os
bois
não
estivessem
puxando
cou-
venientemente a
charrua,
aquelie
atirou-
lhes
com
uma
pedra,
aíim
de
animal-os
para o
trabalho.
«Mas
quiz
a
infelicidade que o
pro-
jectil
fosse
acertar
em
um
menino de
II
annos
de
edade
e
filho
do
referido
colo
no.
que se
achava
na
frente
da
charrua,
e
tão
fatalmente
feriu
a
pobre
creança
que
esta
cahiu
instantaneamente
morta
por
terra.
«A
mulher
do
colono, que
estava
alli
perlo,
corre
para
junto
do
cadaver
de
seu
lilh
>,
porém,
depois
de
ter
deitado
sobre
a
relva uma
creança
de peito,
que
trazia
ao
collo.
Mas
emquanto
os
infelizes
paes
se
acercam
do
filho
mono,
alguus
porcos
que
andavam
por
alli
approximam-
se
da
creança
de
peito
e
rasgarain-a
em
pedaços
«Facilmente
.póde
se
fazer orna ideia
da
dôr
que dilacerava
os
corações
des
ses
pobres
paes,
qne
por
uma maneira
tão
desastrosa,
se viam
privados
de seus
queridos
filhos!
«O
pae,
não tendo
animo
para resis
tir
a
tamanha
desgraça,
lança
mão
de
uma
pistola
e
suicida-se,
e
a
mãe.
para
a
qual
a
desgraça
era
ainda
muito
maior,
enlouqueceu
completa
mente»,
Case5»ões
—
EíTectuam-se
aclualmente
em Woolwich
novas
experiên
cias
com os grandes
canhões
Armstrong,
de
100
toneladas.
Quatro d
’eslas peças
giganteas,
compradas
ha
dois
annos
nas
fundições
de Elswick.
vão
ser
transpor
tadas
para
Malta
e
Gibraltar.
Antes
de
as
embarcar
experimeularam-nas
era
pre
sença
de
oflicinas
superiores
dos
exerci-
tos de
terra
e
mar,
e
atiraram
pela
pri
meira vez
na
quinta-feira
passada
para
a
meta
de
areia de
Woolwich,
a
uma distan
cia
de
cerca
de
3:000
metros.
Um
dos
canhões
de
100
toneladas,
collocado
so
bre
uma
base
de
pedra,
onde
uma ma
china
o
faz
girar
automaticamente
sobre
o
eixo,
foi
carregado
com
425
arrateis
de
polvora
e
uma
baila
qne
pesava 2:020
arraieis
e
linha
17 3/4
pollegadas
de
diâ
metro.
A
denotação
foi
espantosa,
o
solo
tremia
nos
arredores,
mas
verificou-se
que
nenhum
estrago
houve
nem
nos
alicerces,
nem
na trincheira,
nem
no interior do
canhão.
Será
conseltn»
w.aertadtvT—Um
pe
riodico do
Porto
dirige
o seguinte
conse
lho
ao
snr.
I).
Luiz:
«Senhor
!
n
e
a
o
u
n
r.
>S
«Se vossa
magestade
se
compenetrasse
da
situação
e
dos infortúnios
‘
que atra
vessa
este
desventurado
paiz,
estamos
con
vencidos
que
um
rei
illuslrado e
humano
ao
ter
de
deffroutar-se
com
a
altitude
ameaçadora
de um
povo
provocado
pelas
suas desgraças,
preferiria
seguir
o
nobre
exemplo
do
rei
Amadeu
que
depoz
o
se-
piro
e
a
purpura
tio
throno
de
S.
Fer
nando
para
ser cidadão livre
e indepen
dente,
a
innodoar
a
sua
historia
e
o
nome
de
seus
lilhos
com
o
sangue
de
cidadãos
porltiguezes
diante
de
uma
tremenda
ie-
voluçào
que
se
está preparando
na
con
sciência
d’
esle
povo
opprimido
e
liumi
lhado».
Se
tal
conselho
losse
dado
por
um
jornal
iegitimista, levantava-se
a
imprensa
liberal
a
gritar
conlra
a
falta
de respeito
ã
primeira
auctoridade
do
paiz;
mas
co
mo
o
jornal
é
republicano
póde
correr.
Ssisitilaero
«ie
grnnde
ince>a<3*o.
_
pó
«Jornal
da
Noite».
de
28.
Os
dois
quarteirões
de casas
do
lado
oriental
da
praça
de
D. Pedro
serviram
hontem
para os bombeiros
fazerem
um
simulacro
de
incêndio
na
presença
de
alguns
membros
do
congresso.
A
’
s
3
horas
e
meia
da
tarde
chega
ram
ao
local
designado,
umas
apó>
-ou
tras,
as
5
companhias
em
que
se
divide
a
corporação
dos
incêndios
e
a
cotiipa
uhia
dos
bombeiros
voluntários
as
quaes
se
collocaram
em
linha
proinptas
ao
pn
meiro
signal.
Meia
hora
depois compareceram
os
congressistas
acompanhados
da
camara
mu
nicipal,
e
logo
o
apito
deu
o
signa
e
sentido,
percorrendo
o
inspeclor
e
mais
convidados,
toda
a
linha a
examinar o
pessoal
e
material.
Finda
a
revista
foram
trazidos ao
meio
da
rua
os
dois
carros
Fernandes
e arvo
radas as
escadas
d’
estes
a
toda
a
altura
e
desamparadas,
subiram
por
ellas
dous
bom
beiros
que
fizeram
com
bastante
preci
são e
agilidade
diversas evoluções
a
toques
de apito.
Seguidamente
fez-se
o
ataque
do
fogo
constando
de manobras
com
as escadas
das
bombas,
as chamadas
prussiadas,
as
de
carros,
mangas
de
salvação e
agulhe
tas,
levando
os bombeiros
estes
utensí
lios
até
aos
terceiros
andares
dos
pré
dios.
iVestas
manobras,
diga-se
a
verda
de,
sobresairam
os
bombeiros
voluntários
pela
rapidez
e
perfeição
como
as
execu
taram,
e
o
publico
notou
lambem a
boa
execução,
porque
applaudiu
com
palavras
de
louvor os
benemeritos
rapazes.
Alguns
bombeiros
mais
práticos
co
nheceram
que as
manobras
não
tinham
corrido
regularmente
e
davam
como
cau
sa
de
tal
irregularidade
a
confusão
que
lhes
fazia os
novos
signaes
de
apito
e
os
toques
de
corneie,
pela
similhança que
uns
teem dos
outros,
e
qne
os
obriga
va
a
vacillar
ao
começar
qualquer
mano
bra.
Também
se
manobrou
pela
primeira
vez
com
as
escadas
prussianas.
O
exercício
terminou
depois
das
6
ho
ras
da
tarde.
Aicool
de
<l«ee.
—
Acaba
de
chegar
á
ilha
Terceira
uma
grande
machina de
destiliação,
comprada
em Pa
ris e destinada
ao
fabrico
de álcool
com
a
base
de
batata
doce
(convolvulus
balata
de
Linneu)
que
alli
se,
propaga
prodigio
samente. O
álcool
obtido
é
de
primeira
qualidade,
e
uma
gran
ie
casa
vinícola
de
França
reclamou
a
remessa
de
lauto
quan
to
se possa
obter,
porque
o
acha
etn
magnificas
condições
para
o
preparo
dos
vinhos
e
fabrico
de
cognacs
e
licores.
O
dislincto
engenheiro
e dois industriaes
fran-
cezes
foram
aos
Açores montar
a
machina,
qne
é
a
primeira
no
genero
que
.se
ven
deu
para Portugal,
e
custou
25
contos
de reis.
Tem-se alli
desenvolvido conside
ravelmente
a
cultura
da
batata
a
ponto de
que sobe
a
alguns milhares
de
moios
a
colheita
realisada.
H
nilkilísta
Eãnrtiuaiin. —
Este
fa
migerado
socialista
russo
acaba de
en
viar
a
seguinte
carta
á
gazela londrina
o
«Daily
Telegraph»:
«Snr.
redactor:
A
allusão,
qoe
fez
nos
seus
numeros
de
16
e
2
i
do
corrente,
á
supposla
con-
nexão
entre
os
nihilistas
russos
e
a
ten-
tatativa
de
fazer
saltar
um
comboio
sobre
a
linha
do Norlh-Western
Railway,
por
meio
de
dynamite,
impõe-me
o
dever
de
lhe endereçar
estas
poucas
linhas
em
no
me
dos
meus
amigos
(la
Rússia e
em
meu
proprio
nome,
como
o
unico
de
entre
elles
qne
já
teve
alguma coisa
de commuiu
com
a
dinamite.
Os
socialistas
russos,
ou,
como
vulgar
mente
lhes
chamam,
os
nihihstás, nunca
deram
e
espero
que jáinais
darão
a
mí
nima
causa
de
os
aceusarem
de
ingrati
dão
ou
de
comportamento
pouco
leal
pa
ra
com
as
nações
europeas
qi»e
lhes
te
nham
concedido
hospitalidade.
Quaesquer
que
sejam
os princípios políticos
do
nosso
partido, elle
nunca
tentará
perseguir
um
personagem
político
a
pôr
em perigo
cen
tenares
de vidas.
Quanto ao
gran
duque
Constantino,
leni
tão pouca
influencia
po
lítica
na
Russia,
que
está
etn
segurança
no
seu
proprio
paiz.
Esperando
que
v. não
duvidará
inse
rir
esta
carta,
sou,
etc.
Hartmann.»
0
ph«t«ph»a».-
Outra
maravilhosa
descoberta
scientifica
se
fez
ha
pouco
nos
Estados
Unidos. E
’
nada
menos
que
a
transmissão
do
som por
meio
da
luz.
O
professor
Bell,
inventor do
telephono,
de
monstrou
evidentemente
que o
som
póde
ser
transmittido
mediante
um
simples
raio
de
luz.
O
recepior
n
’esle
caso
é o
selenio.
Regulando
a
fôrma ou
caracler
das
vi
brações
la
luz
sobre
este
corpo,
a
quan
tidade
do
som
é
muito
sensível
e obteem-
se as
variedades da
voz
humana.
O
pro
fessor
Bell
Miou
assim,
lendo
por
velncn-
lo
UIU raio
solar,*á
distancia de 2'JO
metros.
Basta
que
as
pessoas
que pre
tendam
entrar em
communieaçào verbal,
na
ausência
de fio
melallico,
possam
ver
se.
O
novo
apparelho
tem o nome
de pho-
tophono.
_
,
conflieíws
em
CantAo.
—
lelegrara-
mas
de
Shanghai
participam
que
em Can
tão
se
deram
graves
coivflictos.
A
colo-
nia
europea
está
ameaçada.
O povo
ata
cou
a
missão
catholica.
As
tropas,
ao
dispersar
a
multidão,
tiveram algumas
mor
tes.
Ficaram
feridos
tres
missionários.
Proersio
para
ar
«nneluirrm
eom
rnpidez
hm
obrai do
Sainri-
ro.
—Consiste
este
processo
em
offerecer-
se
cada
um
dos cavalheiros,
ou
famílias
abastadas
d
’
esla
cidade, a
pagar o
jotnal
a
um certo
numero
d
’
operaríos,
por
um
praso
mais
ou
menos
longo,
consoante
a
sua devoção.
D
’
esta
maneira
concluir-se-hiam
as
obras
era breve
espaço,
sem
pezo
para
ninguém.
Além
d
’
isso,
como
o
exemplo
dos
gran
des
é
um
insentivo
á imitação
dos pe
quenos,
não
faltariam
proprietários
ape
nas
remediados,
que
se
oíTerecessem
a
pagar
o
seu
dia
de jornal.
Experimentem
os nossos
concidadãos
visitados
pela sorte
esle
processo,
e
ve
rão como
elle
produz
os
resultados
appe-
lecidos.
Já
que
um dia
acordamos,
não
torne
mos
ao
somtio
mortal
em
que
eslavamos
mergulhados,
para
que
não continue a
di
zer-se:
«Braga
não
é
para empreza al
guma—
é
uma
cidade
morta».
Isto
otivimol-o
nós
muitas
vezes,
com
desgosto;
porém
não
nos
era
possível
des
mentir
factos
apontados.
O
director
do
Collegio
dos
Orphãos
de S.
Caelano,
em
extremo
penhorado
pelos
obsequiosos serviços
prestados
por
occasião da peregrinação
que os
orphãos
fizeram
á
Sagrada
Imagem
de Nossa Se
nhora
da
Conceição
do
Monte Sameiro,
agradece
cordealmente
e
protesta
seu
in-
delevel reconhecimento
tanto ao exin.
0 e
revoa.
0
Monsenhor
Rebello
de
Menezes
que
se
dignou
prégar
na
capella,
c
mio
ao
illm.
”
snr.
Joaquim
José
de
Paiva,
compositor
de
uma
nova
musica
que
em
tal
occasião
se
tocou,
e
a
lodos
os
mais
snrs.
que
compõem a
sua
banda,
os
quaes
todos,
gratuilamente,
e
animados da
melhor
von
tade,
tanto
concorreram
para
abrilhantar
esle
acto
edificante.
(509)
Os
abaixo
assignados, penhoradissimos
para
com
todas
as
pessoas
que
se
di
gnaram
assistir
aos responsos de
sepultu
ra,
que tiveram
logar
na
parochial
egre
ja
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
pela alma
de
seu
esposo
e
irmão,
Manoel
Antonio
Pe
reira,
assim
como
para
com
aquelles
que
se
dignaram acompanhar
o
cadaver
até
ao
cemilerio,
veem
por
este
meio,
na impos
sibilidade de
o
fazerem
pessoalmente,
tri
butar
a
todos
a
sua
eterna
gratidão.
Braga,
16
de
setembro
de
1880.
Anna
Joaquina
Gomes
Maria
Clementina
Pereira
Maria
da
Conceição
Pereira
Maria
Rosa
Gomes. (512)
' ANNUNCIOS
A
commissão
central
organisada
para
a
peregrinação
dos
artistas
á
Virgem
do
I
Monte
Sameiro,
tendo
resolvido
offertar
i
conjuntamente
uma cruz de
prata,
pede
I
respeitosamente
a
todas
as
pessoas
habi
litadas,
a
darem
um
risco
para
a
mesma
cruz;
e
mais
pede
para
que o
risco
seja
remetiido
em
carta fechada, até
ao
dia
10 d
’
outubro,
ao
snr.
presidente,
Antonio
José
Fernandes,
na rua de
S.
Victor.
O secretario
(511)
Antonio
Luiz
Rodrigues.
N.°
56
Ei
TA
1)0
8OUT»
Joaquim
Leal
mudou
o
sen estabelaci-
mento
para
esta
casa
—
do
Snr.
Padre
Aguiar.
(614)
RAPAZ
Na
rua
dos
Chãos
n.°
5
precisa-se
de
um com
alguma
pratica de
negocio
de mercearia.
(516)
NOVO
HORÁRIO.
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão.
fazem
publico
qne desde
o
dia
2
do
corrente
os
seus
carros
que
sahem
d»
seu
escriptorio
da
casa
do snr Antonio
Joaquim
Loureiro,
d’
esta
cidade
para
a
Povoa do
Varzim
e
vice-versa
ás
5
ho
ras
da
manhã,
continuam
a
sair
ás
(i
horas.
Braga 1
de outubro
de 1880.
José Antonio Duarte
Pregueiro
ík
Irmão.
Visto.
O
Vereador
Fiscal
(515)
Faria
Ribeiro.
Na
rua
de
S.
Marcos n
0
10,
vende-
se
uma
armação
de loja,
que
serve
para
qualquer
negocio,
e
que
é
em
parte
envi
draçada:
a
(aliar
na
rua
dos Chãos
n.°
33.
(483)
MUDANCÀ
Araújo
&
Faria
mudaram
o
seu
estabe
lecimento
de
fazendas
brancas,
do
Campo
de
Sant
’
Anna,
para a
sua
antiga
casa
na
rua dos
Capellistas
n.°
20—
1.°
andar.
(513)
MISS4 UO SETÍVIO »1A
Tendo
fallecido
em
Maxambomba,
im
pério
do
Brazil,
no
dia 28 de setembro
a
exm.
a
snr.
11
D.
Antonia
Violanta
de
Mello
Gonçalves,
os
abaixo assignados.
esposo, filha
e
genro,
pedem
a
todos
os
seus
parentes
e
pessoas
de
sua
amizade
o
distincto
obséquio
de
assistirem
á
mis
sa do
sétimo
dia
que
pela
alma
da
mes
ma
fallecida
mandam
celebrar na
capella
de
Nossa
Senhora
A
Baanca
no
dia
4
do-
corrente
pelas
dez
horas
da
manhã,
por
cujo acto de
caridade
e
religião
se
con
fessam
eternamente
agradecidos.
Braga
I
d
’
outubro
de 1880
Antonio
Baptista
Gonçalves
(anzente)
Carlota
Baptista
Gonçalves
de
Araújo
Francisco
José
de
Araújo.
(517)
■
>
.■■■•'
■
.
.
'
.
k
Arrematação voluntária
Vende-se
em
hasta
publica, mas
vo
luntariamente. no
dia
2í
do proximo
fu
turo
mez de
outubro,
em
Barcellos,
a
quantia
denominada
—
Os
campos
da
Varge
e
Azenhas
de
Santo
Antonio, quasi
á
ponte
de Barcellos,
e
tudo
junto
e
situado
na
freguezia
de
Barcellinhos,
com
frente
para
a
estrada
nova,
que
conduz
d
’
esta
villa
á
cidade
de
Braga,
onde
póde
fazer
se
um
grande arruamento
de
casas,
e
produzir
uma
grande
renda.
E
’
terra
de
primeira
classe,
e muito
rendosa que
com
as
aze
nhas
já
rendeu
em
tempos
500^000
reis
annuaes.
Paga
de
fôro 4$300 ■
reis
á casa
do
Infantado. Aproveitem
a
occasião para
fa
zerem um
bom
emprego
de capital,
pois
n
’
aquelle
dia 24
e
local
que
se
designar,
pelas
10
horas
da
manhã
apparecerá
pes
soa
legalmente habilitada
com
procuração
do
proprietário
para
fechar
o
contracto,
entregando
o
ramo
a
quem
mais
offere-
cer, quando
assim convenha ao
mesmo
proprietário,
procedendo-se
depois
a
todas
as
formalidades legaes,
estatuídas
na
lei.
Braga 21 de
setembro
de
1880.
Pelo proprietário
(499)
Julio
Pereira
de
Lima.
Aluga-se
por
preço
rasoavel
a
,
,
casa
de
dous
an
lares
e
suas
per-
fenças,
com
bom
quintal
e
boa
agua em
poço
de
meação,
n
’e*-la
cidade,
rua
das
Palhotas,
n.°
83;
quem
a
preten
der
dirija-se
ao
snr.
Cerqueira
da Silva
Gonçalves,
largo
da
Lapa n.°
1.
(503)
f
5 4 B
Vende-se
nas
Carvalheiras
n.°
9, de.
primeira
qualidade.
BRAGA.
(500)
COLLEGIO
FBANCHZ
31A
—
RUA.
I>«
SAJSTA
CAT1URISA
—
S9A
(Esquina
de
Fernandes Thomaz
e de
Santa
Calharina)
NUMERO
LIMITADO
DE
ALUMNOS
Preparação
para
todos
os
exames de
lyceus
e
carreira
commercial
—
Numero
limitado
de
alumnos—
Professores
distinctos
internos,
nacionaes
e
estrangeiros
para
«
ensino
pratico
das
linguas
allemã,
franceza
e
ingleza.
Falla-ae
só
as
ditas linguas internamente.
Situação
agradavel
e bem-estar material.
As
famílias
acham
n
’
esta
instituição
o que
ellas reclamam
desde
ha
muito
tem
po:
um
ensino
perfeitamente
organisado e
lodos
os
benefícios
da
educação
de
fa-
railia.
Recebe
alumuos
internos,
semi-internos e
externos
Resultado
dos
últimos
exames
Esta companhia
previne
o consumidor dos
generos
da
sua
fabrica
que,
para
não poler ser
illudido
com
os
de
outras,
resolveu
mudar
os
desenhos
e
legendas
dos
invólucros
dos
seus diversos
tabacos,
começando pelo
rapé.,
cujos
invólucros
te
rão
n’
uma
face
o
nome
da
companhia
com
as
armas
reaes,
n
outra
o
desenho
do
edifício
da
sua
fabrica, na
terceira
o
facsimile da
assignatura
do
seu
antigo
mestre
de
rapé
J.
Joannis,
e
na
quarta
as
medalhas
que tem conquistado
em
todas
as
ex
posições a
que
tem
concorrido,
e
finalmente
n
’
um
dos
topos
o
monograma
das
let-
tras
C.
N.
T. X.,
e
no outro
a
designação
da
qualidade
do
rapé e
seu respectivo
pezo;
isto
nos
volumes
de
500
e
250
grammas,
e
nos
volumes
de
100,
50
e
25
grammas
uma
cinta
com
o
desenho
da
fabrica
e
a
referida
assignatura
J.
Joannsi.
Mais
previne
que continuará a
fornecer
este
artigo
nos
mesmos
volumes
de
1:000,
500,
de
250,
de
100,
de 50
e
de
25
grammas,
e
ainda
n’
outrcs
de menos
pezo,
posto
não
aconselhar
aos
seus
agentes
a
requisição
d
estes,
porque
julga
uão
estar
similhanle
fabrico
nem
no
interesse
do estanqueiro
nem
no
do
consumidor.
Lisboa
3 de
junho
de
1880.
(309)
INSTRUCÇÃO
PRIMARIA
—
Dos
12
discípulos
apresentados,
9
approvados e
um
distincto.
INSTRUCÇÃO
SECUNDARIA
—
Em portuguez, francez,
inglez,
alle-
mão
e
introducção,
todos
foram approvados, menos
um,
e
CINCO
D1S-
T1NCÇÕES.
Em
commercio
ficaram
6
promptos.
Foi
agradavel
aos
examinadores
encontrar
alumnos
bem
preparados
e
fallando
correctamente
as
linguas
estrangeiras.
Quasi
todos
os
jornaes,
fazendo
o
elogio do
alumno
Fruiieóe#
Antonio
Moreira,
unico
distincto
em
inglez
na epocha
ul
tima
entre
os
alumnos
dos
mais
collegios,
registaram
as
lisongeiras
phrases
do
exami
nador
snr.
Hermann:
«Cada
vez
me
convenço
mais
de
que
só
os
alumnos
do
Col
legio
Francez
faliam
com
distincção
a
lingua
ingleza. E’
isto,
pelo
menos,
o
que
tenho
presenceado
até
hoje».
Quasi
iguaes
phrases
mereceu
aos examinadores o
alumno
Julio
la
Roeque,
distincto
em
allemão.
Para
exercícios
escolares
de
gyn»nastíea,
cuja
influencia é
tão
reconhecida
vantajosamente
na
reparação
e
desenvolvimento
das forças do corpo
e
do
espirito,
apesar
de
sacrifícios
vae construir-se
um
gymnasio.
cujos
apparelhos
já
estão
encom-
mendados
em
França,
que
ficará
a
cargo
de
Heínrich
Priíw,
distincto
pro
fessor
da
Escola Real
Central
de
Gymnastica
de
Berlin.
As ferias
principiam
no
fim
de
agosto e
terminam
no
1.°
de
outubro.
Haverá
frequência durante
as
mesmas,
só
para
alguns alumnos.
sobretudo
para
Instrucção
Primaria,
Francez,
Latim,
Allemão
e
Inglez.
Para informações
e
programmas,
dirigir
se
ao
director.
Porto
29
de
agosto
de
1880.
Carlos
Luiz
d
’
Archambeau .
ibo
e:
ee
iw
DISCIPLINAS
PROFESSORES
,
.
_
t
Elementar
pelo
systema
de
inslrucção
Jo5o
de
Delis.
.
.
.
primaria
/£
omp|
einen
t
ar
para
exames
.
Traducção
franceza
;
Conversação
franceza..................................
Correspondência
Commercial
franceza
.
Traducção
ingleza
.........................................
Conversação
ing
eza...................................
Correspondência
Commercial
ingleza.
.
Traducção
allemã.........................................
Conversação
allemã...................................
Correspondência
Commercial
allemã.
.
Latim
e
lalinidade (para
exames).
.
.
Curso
completo de
portuguez.
. .
.
Geographia,
Chronologia e
Historia
. .
Introducção
...............................................
Mathemalhica
(1.® e
2.
a
parte)
.
.
.
Desenho
(curso
completo)
.......................
Commercio
.....................................................
Piano
..........................................................
Flauta..........................................................
Gymnaslica
e
Esgrima
.............................
Porto
29
de
agosto
de
1880.
José
Augusto
Ferreira
Jtinior.
José
da
Costa
Azevedo.
José
da
Costa
Azevedo.
Julio
Cesar Pereira
da
Cerveira
Pinto.
Carlos
Ltnz
d
’Archambeau.
C.
L. d
’
Archambeau.
J.
A.
Pinto
Barbosa.
Banfield Hawke, de
Londres
(interno).
Banfield
Hawke.
D.
Frederico
Filippe
de
Sousa
Holstein.
Henrich
Prinz de
Saxe
(interno)
e
Banfield
Hawke.
Henrich
Prinz.
Julio
Cesar
Pereira
da
Cerveira Pinto.
Julio
Cesar Pereira
da
Cerveira
Pinto.
Augusto
Cesar
do
Amaral
Semblano.
Dr.
Joaquim
Duarte
Moreira
de
Sousa,
Lente
do
Lyceu
do Porto.
Dr.
Joaquim
Duarte
Moreira
de
Sousa.
Anionio
Francisco de
Fontes
Soares.
Augusto
da
Silva
Jorge.
Anionio Vicente
de
Magalhães
Queiroz.
Lauriano
dos Santos
Marti.
Hinrich
Prinz.
Professor
da Escola Real
Central
de
Gymnaslica
de
Belin.
v
O
Director
(491)
Carlos
Luiz
d
’Archambeau.
Aula de inslrucção
primaria
Na
rua
de
D.
Gualdim,
n.°
8,
leccio-
na-se esmeradamenle
instrucção
primaria
completa.
Habilitam-se
alumnos
para
os
exames
de
admissão
no
Lyceu;
assim
como para
o
commercio.
Os
primeiros
elementos
de
leitura
lec-
cionam-se
com
toda
a precisão
pelo
me-
thodo
do
dr. João
de Deus. (471)
Medicamentos
homeopathicos
Na pharmacia—
BRAGA
—no
Largo
de
Santa
Cruz, vende-se,
por
preço
convida
tivo,
uma
pequena
caixa
contendo
103
medicamentos
homeopathicos
diversos,
pre
parados
pelo
Dr.
VVilImar
Schwabe,
de
Leipzig.
(474)
SUCLESSORES
D0 CACHAPUZ
Receberam
grande
sortido de
ferra
gens,
nacionaes
e
estrangeiras,
com gran
de
reducção
de
preços
:
Grande
sortido
de
prego
de arame
pelos
preços
das
fabricas
do
I
J
orlo
com
o
mesmo
desconto de
10
por
cento,
sendo
porções não
inferiores a
20
k.
de
cada
qualidade,
e
pagos
á
vista.
Cofres,
camas
de ferro
e
fogões
do
acreditadissimo
deposito
de
João
Thomaz
Cardoso,
preços
do
Porto
;
bacias
esta
nhadas,
armas,
rewolvers, ferros
a
vapor
de
novo
systema
muito
aperfeiçoado,
bombas
para
poços
que
vendem
garantidos,
ferro
em
barra,
aço
e
metaes.
Preços
sem
competência.
(142)
HOGG,
Pharmaceutico,
rue
Castigiioae,
n°
2,
em
Pariz,
unico
proprietário
do
®
DE
OLEO
NATURAL
DE
FÍGADO
DE
BACALHAO
As
experiencias
feitas
durante
mais
de
vinte
annos,
tem
provado
que
este
-
oleo
é
de
uma
efficacidade
certa,
contra
as
moléstias do
peito,
a T
ísica,
Éronchitis,
Prisões
do
ventre,
Catarrhos,
Tosses
chroni-
eas,
líTeccôesi
escrofulosas,
Tumores
glandularios,
Mo
léstias
da
peile, Mnipigens, Fraqueza
geral,
e também efficaz
para fortificar
as
criancas
fra'cas
e
delicadas.
E
’ agradavel
e
facil
de
tomar.
Dcve-sc
desconfiar
dos
oíeos
ordinários
e prlncipalmente
de
todas
as
composições
inven
tadas
pela especulação
para
snbst-tuir
o
oleo natural,
com
o
pretexto de
tornal-o
mais
efE-
■i7.
e mais
agra
lavei,
cujo
reultado
é
cansar
e
irritar
o
e-tomago
inutilmente. EsUs
ile.,s
são
até
perigosos.
Para
se
ter
certeza
de
tomar
o
verdadeiro
oleo
cie
flcjailo
de
bacalhao
natural
e
puro,
:cve-se
comprar
sómente
o OLEO DE
HOGG,
que
se
vende
em
vidros triangulares
(o
«tmodelo
foi
depositado
em
Lisboa,
segundo
a
regra
da
lei).
«e
exisir
«
nome
<le
:,
c
de
mais.
o
certificado
do
Snr
LESUEUR,
Chefe
dos
traba-
lhõs~
~
ch.tr/iicos
da
Faculdade
ile MeMi-ina
de
Pariz,
que
v.d
impresso
no
rotulo
colado em
cada
vidro
triangular.
O
oleo
de
Hogg
vende-se
em
todas
as
principaes
Pbarmacias.
’
>
Dép
-sitarfos
;
l-li»
Lisboa,
Fharmacia
avei
.
lar
,
rua
Au:msta,
225-227;
No
Porto.
FERREIRA
e
IRMÃO,
Bainltirla.
77-79;
—
Em
Coimbra,
J.L.IÍ.
FERRAZ.
largo
do Castello.
>
►
Im.'.
..
BLOEJI.OS SECR1
fv-il
.la
tomar o digeri:
tado.
Evitar
as
Imitações.
Sempre
bom resul-
SECRETAN,37,
avenus
S. —
lf>
ri.ANCo»
km
P
ari
».
Em
Braga—
Pharmacia
dos
Órfãos.
se»;
os
COLLEGIO
DE S. LUIZ
CAMPO DE S. THIAGO
Arrematação
No
dia
10
de
outubro
futuro,
pelas
II
horas
do
dia
se
venJerá
em
praça pu
blica
uma
morada
de
casas de
dous an
dares
e
competente
terreiro,
com o
nu
mero
dous
e
dous
A,
sita na rua
de
S.
Bento, freguezia
de S.
João
do
Souto,
d
’
esla
cidade,
de
natureza
de
praso
ao
hospital
de
S.
Marcos, aonde
paga
aonual-
menle
de
fôro
670
reis
e
laudemio
de
quarentena.
Rende
annual
de
aluguel
“
reis
364000,
cuja
propriedade
pertenceu
ao
ausente
Francisco
Fernandes
Rato,
como
consta
do
inventario
a
que
se
procedeu
por
failecimenlo
de
seu
pae
Manoel
Fran
cisco
Rato,
pelo cartorio
do escrivão
Gon
çalves,
e hoje
pertence
a
Manoel
José
da
Silva
Godinho,
como
seccionario
do mes
mo
ausente.
A
praça
será
á porta
da
mesma
propriedade
á
hora
acima indica
da,
e
se
o
lanço
convier
se
entregará
detinilivaraente,
.apresentando-se
no
acto
da praça
os
documentos legaes
(496)
Corpo
docente
para
o
anno
lectivo
de 1880
a
1881
Inslrucção
primaria
elementar
(Metho-
do
de
João
de Deus)
—
Padre
Adelino
Gon
çalves
Pereira.
Instrucção
primaria
complementar
—
Pa
dre Bernardino
Augusto da
Motta
e
Silva.
Desenho
— Antonio
Pereira
da Silva
Braga.
Portuguez
—
Padre
João
Baplista
Ribei
ro
Coelho.
Francez
—
Dr.
João
Manoel
Correia.
Inglez
»
»
»
Allemão
»
»
»
Latim
—
Padre
João
Baplista Ribeiro
Coelho.
LatiniJade
—
Padre
Manoel
José Pereira.
Mathematica
l.a
parte
—
Dr.
Antonio
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Geographia
e
Historia
—
Padre
José
Au
gusto
Ferreira.
Introducção
—
Dr.
Antonio
Maria
Pi
nheiro
Torres.
Philosophia
—
Dr.
Gonçalo
Joaquim
Fer
nandes
Vaz.
A
abertura
geral
das
auías
é
no
dia
4
d
’
outnbro.
(518)
VENDA
DE PBOPBIEDADE
NO BOM
JESUS DO MONTE
Vende-se
a
linda propriedade
da
Com
panhia Carris
de
Ferro
de
Braga,
junto
ao
arco das
primeiras
capellas
do
Bom
Jesus do
Monte.
Compõe-se
de casas
e
terras
lavradias,
tudo
circuitado
sobre
si,
com
umas ricas
nascentes
d
’
agoa.
Defronta
com a
linha
dos
Americanos
e
com
o
Elevador,
e
está
na
melhor
po
sição
possível
para
lucrativo
restaurante,
oflerecendo magníficos retiros.
Quem
pertender
dirija-se
ao
escripto
rio
da
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga.
(505)
PANOS
CRUS
LISOS. SAR-
JADOS,
E
ALGODÕES
Largo
de
N.
S.
Branca,
n.°
4 e 5
EM
BOM
SITIO
Aluga-se
já
ou
$o
S.
Miguel, com
re
ducção
de
preço, á
casa
n.°
7
da
Praça
d
’Alegria,
tem
bons
commodos
e
uma
ri
ca
sala
de
visitas,
assim
como
uma
loja
de
23
palmos
de
altura própria
para
qual
quer
negocio,
quem a
pretender,
falle
na
rua
Nova
de Souza,
n."
56.
(440)
RR.AOA
Manoel
Bento
de
Carvalho
tem
o de
posito
da
importante
fabrica
de fiação
a
vapor em
Salgueiros,
que
vende
por
jun
to
pelo
preço da
fabrica
e
respeclivo
des
conto,
havendo
ainda
o
beneficio
do
car
reto
do
Porto
para
esta
cidade.
Tem
um
sortido
completo
de panos
crus lisos e
sarjados,
principiando
os
pre
ços d’
aquelles
em
l$500
reis
alé
3$450,
a
peça
de
27
m
,50.
A
fabrica
de
fiação
a
vapor,
em Sal
gueiros,
é
uma
das
mais
bem
montadas
do
paiz,
e
os
seus productos rivalisain
com
os
estrangeiros em preços
e
quali
dades.
Este
deposito
tem
a
seu
cargo
o
for
necimento
para
as
seguintes localidades:
Braga, Ponte
do Lima, Ponte
da
Barca,
Arcos
de
Val-de-Vez,
Villa
Nova
de
Fa-
mahcão,
Barcellos
e
Povoa
de
Lanhoso.
(347)
Parte de Comércio do Minho (O)
