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-
VIII
ANNO
QUINTA-FEIRA 2
DE
SETEMBRO DE 1880
NUMERO i;12<
LKEÇD
DA
ASSlGNATbRA
PUBLICAÇÕES
U
mezes,
com
estampilha
2è
‘
40U
—lá mezes, sem
estampilha
||
PLÍIL1CA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS
l
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—
Annuncios
cad<>
iii,?.*
1&800
—
Brazil,
lá
mezes,
moeda
forte
4&200
—Avulso
20
rs.
I
20
—
Kepeliçào
10
rs.
—
Assignaules,
20
p.
c.
d
abatimento.
BRAGA
—2 BE
SETEMBRO
a
festa
fosse grandiosa,
deslumbrante
e
solemnissima.
Todos
unidos
n
’
um
mesmo affecto, n’uin
mesmo empenho,
no
empenho
sublime
e
digno
de
dar
á
Mae
hnmaculada o
mais
eloquente
e
o
mais
esplendido
lestimunho
de
amor
filial.
E
o
que é
mais,
lodos
sem
o pensa
rem,
sem
saberem
como
subjugados
por
uma força
irresistível
e
attrahidos
por
Ella,
pela
Mãe
Virgem,
pela
formosíssima
Bainha,
para
junto da
sua Imagem
ou
para cerca
do
seu
carro
quando
subia
a
encosta
do
monte
Espinho,
onde
é
ve
nerado
o
Filho
no
mysterio
da
sua
paixão,
e
a
ladeira do Sameiro, onde
a
piedade
nossa
quiz
perpetuar a
memória
da
ím-
macnlada
Conceição
da
Mãe!
Foram
estas,
ó
bracarenses,
as
dulcís
simas
consolações,
e
a
vivíssima
comino-
ção
excitada
no
animo
de
lodos
nós.
Comprazamo
nos,
e
felicitemo-nos
uns
aos
outros,
que
de
todos
foi
a festa; de
lodos
o
regosijo
e
a
gloria.
Virá
occasião,
que
devamos
procurar
de
renovar
estes
gosos.
Está
perto
o
Sa
meiro
e
monte da
Senhora,
a
eminencia
sagrada
onde
mora
Aquella
que
tanto
jubilo
nos
deu
e tanto
nos
attrahiu.
Tem
lá
um
altar
seu
erigido
pela
pie
dade
de
todos,
e
uma
capella
onde
re
ceberá
nossas
visitas
e
nossas
preces.
Acceite
a
cidade
nossos
louvores
e
parabéns,
e
quando
esta
voz—
Ao
Samei
ro!
se tornar
a
ouvir,
acudamos
prestes,
que
é
a
Virgem
que
nos
chama.
Honra
aos
habitantes
da
Braga
augusta,
tiel
e
antiga.
Gloria
ao
reino
da
Immaculada!
IIOXRA
A
’
CSiiíAOE
Braga,
tu
és
benemerita
dos
titnlos
que
te
ennobrecetn!
Tu
és
ainda
a
Bracara
augusta,
a
Bra-
cara
fiel,
a
Bracara
antiga!
Augusta
pelos
respeitos
e
pelos direi
tos
que
te
conferiram os antigos
domi
nadores do
Mundo Os Cesares
julgaram-
te
digna de
associar
ao
leu
o titulo
que
resumia
as
suas
glorias,
e compendiava
as
suas
grandesas.
Fiel
porque
nunca
olvidaste
o
Deus
que
accenden
nos
teus
bracaros
uma
fé
ardente
e
robusta
e
uma
coragem
indómita
que
fez
tremer
as legiões
dos
dominado
res
do
orbe,
e
sustou
o iinpeto dos
que
te
queriam
conquistar
pela
força
e
não
pela brandura.
Antiga
porque sobre
o leu
berço,
per
dido
na
noite
dos tempos,
pesam
tantos
séculos
que
a historia
com
suas
iramen-
sas
luzes,
e
com
seus
olhos
de
lynce
não
poude
ainda
descobrir-te
a
origem
certa.
E
agora
te
aflirmas
digna
do
que
foste,
e
do
que
és
ainda.
Ainda
te
coroam
respeitos
que
nenhuma
tem
maiores;
ainda
és
espelho
de uma
fidelidade intemerata;
ainda tens costumes
que
como
os
teus
marcos
romanos e
teus
restos
gothicos
dizem
a
antiguidade
vene-
j
ravel
do
teu
berço
nobre.
Orgulha-te,
matrona
famosa
e
alegra-te
i
que
os
íilhos
ainda
são
na
fama
augustos.]
na
crença
fieis,
e
nos costumes,
antigos.
Damos
parabéns
á cidade,
porque
as
festas
e
os
júbilos
d’
estes
dias
passados
dão
rasão
aos
encomios muitíssimas
vezes
feitos
a
Braga,
e que
nos apraz
reme
morar
e
repetir.
Congratulamo-nos
com
todos
os
filhos
d
’
esta
província
e especialmente
com
os
habitantes
d
’
esta
cidade,
pela
maneira
bri
lhantíssima,
e
pelo
alvoroço
inexcedivel;
com
que aflirmaram
nas
festas á
lmma-1
culada
Virgem
do
Sameiro,
o
ardor
de]
sua
fé
catholica
e a
devoção
que
consa
gram
á
Padroeira
dos
portuguezes.
Em
varias
occasiões
temos
colhido
e
guardado
provas
do espirito
sinceramenie
religioso
e
da
nobre
dedicação
dos
filhos
d
’
esta
cidade;
mas n
’
esla
occasião admi
ramos
uma
tal unanimidade,
uma
expan
são
e
um
alvoroço
tão universal e
tão
extraordinário,
uma
cordialidade
de
alfe-;
cios,
demonstrações
tão
gratas
e
lisonjeiras]
ao
espirito
catholico
e
patriótico, que nosi
entrou
n
’alma
a
doce
persuasão de que
o
nosso
povo
tem
ainda
muito
de
reli
gioso
e
que
para
lhe
desarraigar
as
cren
ças
verdadeiras
de
que
se
honra
terá
a
impiedade
de
trabalhar
ainda
muito.
Não houve
classe,
não houve
corpora
ção, não
houve
jerarchia
que
se
não as
sociasse
e
tivesse
parte
n
este
jubilo,
e
n
’
esta
ostentação
magnifica.
Junto
aos
altares
em preces fervoro
sas,
ao
pé
do
confessionário
em
lagrimas
de
compunção,
á
Mesa
Sanla em
alfectos
e
jaculatórias, nas ruas
alçando
cânticos,
accendendo
lumes,
atando
festões,
nos
ca
minhos
murmurando
preces;
uo
alto
do
monte
levantando
hymnos
a
Deus
e
a
Virgem; eis
a
occupação
dos
bracarenses
nos
tres
dias
que
findaram
domingo, e
que
deixaram
immorredoura
impressão
em
nosso
espirito.
.
.
Todos,
desde
o
primeiro
ao
mais
ínfi
mo.
aproximando-se,
vindo
ao
encontro
uns
dos
outros
sem
se
lembrarem
de
je-
rarchias,
posições,
empregos,
ou
classes,
lodos
dando
se
as
mãos,
cooperando
e
rt-
valisando,
emulando-se
para
que
o
cuko,
Braga
nunca
presenceou,
e tarde,
muito
tarde,
presenceará,
talvez,
festas
tão
des
lumbrantes,
como
as
que
acabam
de
ter
logar.
Por
muito que
d
’ellas
disséssemos,
im
possível
nos
seria
dar
uma descripção
exacta
d
’
es(es
festejos,
que
a
lodos deixaram
ma
ravilhados. Mesmo
quem
os
viu, ainda
hoje
difficilinente
se
convencerá
de
que
não
fôra
arrebatado
a
nma
estancia ver
dadeiramente
phantastica,
onde
tudo
é en
cantador
e
bello
e
indescriplivel.
Nunca,
em
nossa
já
longa
vida jorna
lística,
nos
sentimos
tão enleiados
ao
pe
gar
da
peona
para
escrever
sobre
qual
quer
ássumpto,
como
n
’
este
momento:
tudo
presenciámos,
ludo vimos
attentamente
com
os
olhos
d
’alma e
com
os
olhos
do
corpo,
tudo
temos
gravado
indelevelmente
oa
me
mória,
e
pouco
poderemos
relatar.
Tentemos,
porém, uma
tão
rapida
quan
to
descorada
noticia
sobre
estes
festejos,
—a
mais
imponente
manifestação
da
re
ligiosidade
dos
habitantes
da
Homa
Por-
lugueza.
_Va
manhã de HHhhado
RUA
NOVA
Arrebatador
elfeilo.
Dois renques
de
mastros
e
galhardetes
com
bandeiras,
collocados
symetricamente,
festões
de
myrtho
entrelaçados
ao
longo
da
rua,
todas
as janellas
adornadas
com
bandeiras
e
damascos.
O
magesloso
arco
que
em
1512 man
dou
construir o
grande
arcebispo
D.
Diogo
de Sousa,
enfeitado
graciosamente
com
numerosas
bandeiras,
damascos
e
com
um
rico
encerramento
azul
e
branco.
RUA
DO SOUTO
Como
a
antecedente,
cujo
prolonga
mento
é,
adornada
com
mastros
e
ban
deiras e damascos.
thusiasticas, porém,
porque
já
n’
e>sa
or-
casião
estavam
na
cidade tolas
as
bandas
de
musica
que
as
diflerenles
commissões
tinham
mandado
vir.
Ao
meio
um
rico
pavilhão
de
damas
cos.
largo
do
barão
Bellamente
adornado
com
bandeiras
e
damascos.
CAMPO
DE
SANTANNA
(Lado
sul)
Extenso
arruado
de
mastros
e
ílamu-
las.
Todas
as
janellas
e
sacadas
com
ador
nos
differentes.
ARCADA
DA
LAPA
Deslumbrantes
preparativos
de illumi-
nação.
BUA
DOS
CAPELL1STAS
Vistosos
adornos de
bandeiras
e' da
mascos.
A
’
entrada
um
bello
pavilhão
armado
cora
muito
gosto
e
riqueza.
RUA
DA
BOA-VISTA
A
’
entrada
um
grande
arco elegantis-
1
simo,
tendo na
base
das
columnas
as
duas
oitavas
que
seguem:
i
Rainha excelsa, Immaculada
Virgem,
Nossa
esperança
firme
e
poderosa,
Sobre
todas
as mães Mãe extremosa,
Fonte
perenne
d
’
entranhado
ainôr.
D
’ahi
d
’
esse
alto,
onde
le
ergueu
sentido
Preito,
que
a
nossa
crença
te
offeiece,
Do
povo
portuguez
escuta
a
prece
E
os
rogos
leva
ao
throno
do
Senhor.
E,
emfim,
como
vigia
de
atalaia
Os
passos do
inimigo a
senlinelia,
Assim
d
’esse
alto,
tu,
Senhora,
véia
Sobre
os destinos
d
’esse
povo
leu;
E
como
espalha
o
seu
fulgor
nos
valles
A
bella
aurora,
que
d
’alé<n
ascende.
Sobre
a
Augusta
Cidade
o
manto
estende,!
E
a
mãos
cheias
derrama
os
bens
do ceo. j
I
Toda
a
rua
embandeirada
profusa
mente.
RUA
DOS
BISCAINHOS
Embandeirada
e
adornada
com
damas
cos.
RUA DA
CRUZ
DE
PEDRA
Vistosaraente
embandeirada
com
cen
tenares
de
pavilhões.
Estes
eram
os
pontos
onde
os
feste
jos
mais
sobresaiam;
no
entanto
ne
nhuma
rua
em
toda a
cidade
deixou
de
apparecer
em
trajos
de
gala.
FESTEJOS
O
romper
d
’
alvorada
de
sabbado
foi
annunciado
pelos
sons
feslivaes
dos sinos
de
todas
as
torres,
por
salvas
de tiros
e
girandolas
de
fogueies
lançados
em
dif
ferentes
pontos
da
cidade,
e
pelos
hymnos
de
varias
bandas
marctaes.
Ao chegar
dos
comboios
ordinários
da
manhã
locou
no
largo da
Porta Nova
uma
excellenle
banda
de
musica.
Por
10
horas
começou
no
templo
do
Populo
a
funcção
d
’
egreja,
a
que
assistiu
grande
numero
de
fieis.
O
templo
eslava
gostamenle
decorado.
As mesmas
demonstrações do
romper
d
’alva
se
repeliram
ao
meio
dia;
mais
en-
A
PROCISSÃO
A
’
s 4
e
meia
horas da
tarde
saiu do
Populo
a
procissão, que.
como
prenoli-
ciamos,
seguiu
pelos Biscainhos,
ruas
Nova
e
do
Souto,
Largo
do
Barão
de
S.
Maninho,
Campo
de
SanCAona (lado
sul).
Cruzeiro da
Senhora
A
Branca,
Campo
de
Sanl’
Anna
(I
do norte),
rua
dos
Ca-
pellislas
e
Campo
de D. Luiz.
O
préstito
era
aberto
por uma ban
ia
de
musica,
locando
o
liymno
da Imina-
culada,
e
em
seguida
ia
a
ligura
de
Braga,
acompanhada
por
dois guardas
romanos
Depois
um
grupo de
tres anjos,
um
dos
quaes
conduzia
a
bandeira
em
que
se
I
a
o
seguinte:
Honra
e Gloria
á
Virgem
tio
Sameiro.
Seguia
se
a
bandeira
e
irtnan
io
de
de
N.
Senhora
da
Consolação,
do
Po
pulo,
a
da
Senhora
das
Dôres,
Senhora
A
Branca,
de
Guadalupe, do
Rosário,
io
Parlo,
das
Angustias,
d
’
Ajuda, do
Carmo,
Ordem
Terceira, Senhora da
Lapa,
com-
munidade
dos
Órfãos
de
S.
Caetano,
clero,
numerosos
auginhos,
todos
bella e
rica
mente
vestidos,
com emblemas
symbolicos,
dísticos
extrahidos da
Biblia
e da
Ladai
nha
e
outros
apropriados.
A
formosíssima
Imagem
da
Virgem
era
conduzida
n
’
tim
rico
an
lor,
junto
do
qtial
iam
dois
coros
de
virgens, que
alterna
damente
cantavam
versos
allusivos á
Im-
maculada.
Seguiam
o
pailio.
debaixo do
qual
era
conduzido
o
Santo
Lenho,
as
anctondades
civis
e
judiciarias,
camara ecclesiastica,
camara
municipal,
corpo
docente
do
lyceu,
juizes
das
irmandades
e
Commissão
do
Monumento.
No
couce
ia
todo o
regimento
d
’infan-
teria 8,
com
a
respectiva
b>nda.
Abrimos
aqui
um
parenthesis
para
tri
butar
ao
digníssimo
commandante
d
’
e»te
bravo
regimento,
o ex.
m
“
Henrique
José
Alves, os
altos
louvores
que
s.
exc.
a
me
rece
pela
boa
vontade
e
cxforços que
empregou
para
que
o corpo
do
seu
corn-
mando
abrilhantasse
o
mais que
possível
fosse
esta
procissão.
Nas
bênçãos
com
que
o
compensará
a
Rainha
dos
anjos, e
nos
applausos
da sua
consciência
de fervorosa
devoto
da
Virgem
achará s
exc.
a
o
pré
mio
á
bella
acção que
praticou.
Logo
que as
torres
do
Populo
annun-
ciarani
a
saida
da
procissão,
foram
lança
das
girandolas
em
differentes
pontos, o
que
se
repetiu
durante
o
trajecto
da
mes
ma.
Ao
chegar
ao
arco
da
Porta
Nova,
houve
a
ceremonia do
desencerramcnto,
e
logo um
côro
de
quarenta
virgens,
pastadas
em
estrados convenientemente
preparados,
vinte
do lado
do
poente,
e
as
ouiras
vinte
do
nascente,
todas
uniforme
e poeticamente
vestidas, cantaram,
com
acompanhamento
d
’instrumental,
um
côro
do efleilo
mais
bello
e tocante.
A
musica d’
este
côro,
que era
formo
síssima,
foi
composta
e
ensaiada
pelo snr
José
Maria
Pernau
da
Costa,
um
moço
tão
modesto
quanto
dislinctó
e
pento
na
admiravel
arte
de
Verdi
e
Rossini. Todes
os
que
ouviram
aquella
mimosíssima
com
posição
teceram ao
seu
talentoso
auclor
os
roais
justos
encomios.
Depois
de
ter
sido
por
uma
das
vir
gens
offerecido
um
riquíssimo
ramo
á
Senhora,
todo
o
côro
tomou
parle
na
procissão.
Quando
esta
chegou
á
entrada
da
rua
dos Capellistas
foi
lambem
oífe-
recido
á
Virgem
um
outro
ramo,
por
an-
ginfios
que a
aguardavam
no
pavilhão
a
que
n
’
outro
logar
nos referimos.
Na rua
do
Souto,
foi lambem
offere-
cido,
da tribuna,
um
ramo
de
açucenas,
por
um
anjo
ricamente-vestido.
Nada
diremos
do
brilhantismo
d
’esla
procissão,
a
mais cominovedora
que
se
tem
feito
n
’
esla
cidade.
Era
já
noite fechada
quando a
Imagem
da
Immaculada
recolheu
ao
Populo.
1LLUMINAÇÕES
Tudo
bello,
tudo
indescriptivel.
Nem
uma
só
janella,
desde
as
casas
mais
opu
lentas
até
ao
mais
humilde
casebre,
dei-
í
sou
de
apparecer
illuminada.
O
aspecto que
em
a
noite
de sabbado
cflerecia
toda
a cidade,
era
encantador,
inexprimível.
phantastico.
A
rua
Nova,
rua do
Souto,
arcada da
Lapa,
Campo
de
Sant
’
Anna
(lado
sii|),
rua
dos
Capellislas,
rua
da
Boa
Vista, rua
dos
Biscainhos,
etc.
estavam
deslumbran
tes.
O
arco
da
Porta
Nova,
em
cuja
frente
se
destacava
um
painel
com
uma
óptima
imagem
da
Senhora,
estava
profusamente
iliuminado.
Estava
igualmente
brilhantíssima
a ar
cada
da
Lapa,
em
frente
da
qual,
assim
como
á
eolrada
da
rua
dos
Capellislas,
foram
queimadas
numerosas
peças
de
fogo
prezo.
Quasi
todos
os
templos
tinham
as
fa
chadas
illuminadas
e
embindeiradas.
Não nos
é
possível dar
noticia
cir-
cumstanciada
de
iodas
as
casas
particu
lares
que
mais
sobresaiam
pelas
illumina-
ÇÕes:
tontas
eram
ellas.
Achavam
se
postadas
bandas
de
musica,
que
tocaram
até
á
1
hora
da madrugada,
«os
seguintes
pontos,
em
palanques
apro
priados:
á
entrada
da
rua
do
Avelino,
Largo
da Porta
Nova,
largo
do
Paço,
lar
go
do
Barão
de
S.
Marlinho,
largo
da
Lapa,
Cruzeiro
da
Senhora A
Branca,
S.
Victor,
campo
de
D.
Luiz,
defronte
do
Populo,
á
entrada da
rua
da Boa-Vista
e
á
entrada
da
rua
dos
Biscainhos.
Depois
das
1 I
horas
foi
lançado
gran
de
numero
de
foguetes
em
diversas
ruas,
e
uma
numerosa
e
formosíssima
giran-
dola
no
campo
das
Carvalheiras.
TRASLADAÇÃO
A
’
s 3
horas
da
madrugada disse-se
a
missa no
Populo, terminada
a
qual
come
çou
a
sair
o préstito.
Calcula
se
em
reais
de
20:000 as
pes
soas
qne
n’elle se
incorporaram.
A
Imagem
da Virgem
ia
n
’
um
caixão
rematado
por
um
formoso
baldaquino,
e
çollocada
n
’
um carro
tirado
por pessoas
de todas
as
condições.
Um
coro
de
quarenta
virgens rodeia-
va-o,
cantando
o hymno
da
Immacula-
da.
Seguia-se
a força de
cavallaria, e
o
innumero
povo, que
acompanhado
por
tres
bandas
de musica
também
cantava
hymnos
allusivos
áquella
imponenlissima
ceremonia.
Nos
Piões
era
a
Senhora
esperada
por
utn
coro
de
virgens
e pastores,
que
de
pois dos
cânticos
se
incorporou
no
prés
tito.
Assim,
offerecendo
o
mais
bello
e
to
cante
quadro
do
enthusiasmo
religioso
do
nosso
bom
povo,
chegou
o
préstito
sem
difliculdade
ao
alto
do
Sameiro,
que
se
achava
graciosamente
cercado
de
mastros
com galhardetes.
Eram 8 horas da ma
nhã.
A
uns
300 melros
da
capella
estava
levantado
um
arco
triumphal,
d
’
onde
par
tia
o
etnhandeiramento.
Ahi
vieram
receber
a
sagrada
Imagem
as irmandades
da
freguezia
d’
Espinho,
em
cujo
termo
se
ergue
o
Monumento
da
Virgesi
Immaculada.
Começou
a
missa
campal
dieta
pelo
revd.mu
snr.
padre
José
Silverio,
secreta
rio
da
commissão
do
Monumento.
Concluída
a
missa
deu-se
principio
ao
basar,
onde
se
viam
riquíssimas
prendas
oíTerecidas
pelas
senhoras
d'esta
cidade,
o
qual
durou
até
ao
cair
da
tarde.
Ao
tempo
de começar
a
missa
solem-
ne, ás
11
horas,
presume se que já esta
riam
no
alto
do monte
cerca
de
50:000
pessoas.
Que
bello
não
era o
espectaculo
que então
davam
á
montanha
as immen-
sas
e
irrequietas
ondas
de
povo,
que
de
lodos
os
lados
a
subiam
soífregamente!
Aquiilo
vê
se,
não
se
imagina,
sequer.
Ao
jantar
da
Commissão
do
Monumen
to, que teve
logar
depois
da
missa
can
tada,
assistiu
lambem
o
exc.
mo
comman-
dante
d
’
infanleria
8,
administrador substi
tuto,
etc.,
etc.
Beinon sempre
o
mais sincero
enthu-
siasmo e
alegria.
Entre
os
numerosos
brin
des
que
se
levantaram,
notaremos:
o
do
digno
Presidente da
Commissão
do
Monu
mento,
o
exc.
”
10
conselheiro
Torres
e
Al
meida, ao
exc.
m0
commanlante
d
’infante-
ria 8 pelo
modo como
concorreu para
abrilhantar
esta
grande
solemnidade:
o
do
exc.'nu
commandante
ao
presidente
e mem
bros
da
Commissão
do
Monumento.
O
digno
Presidente
referiu-se
em
sen
tidos
termos
á falta
que
n’
aquelle
convívio
faziam
os
benemeritos
padres
Marlinho
e
João
Correia,
cuja
memória
será
sempre
saudosa.
Seguiu
se
o
sermão,
que foi
prégado
pelo
revd.rau
padre
Carlos
Gouveia.
Ex-
cellente,
tocanlissimo
discurso!
Bello re
mate
de ião
imponente
e
commovedora
festa!
De
tal
sorte
se
houve
este
distincto
orador,
que
fez
com
que
por
todas
as
faces
rolassem
lagrimas
da
mais
viva
com-
moção. E
’
quanto
basta
dizer-se
para
que
se
aquilate
a
excellencia
do
eloquente ser
mão
que
coroou
as
festas
á
Immaculada
Padroeira
de
Portugal.
Cantada
a
Ladainha,
começou
a
dis
persar-se
a
multidão,
em
cujos
semblan
tes
transluzia
uma doce
tristeza,
que
sem
pre
fará recordar
com
saudade
tão
bellos
dias.
Concluímos
esta
incompleta
e
pallida
descripção,
notando
que
em
tal
ajunta
mento
de
povo
como o
que
affluiu
de
todo
o
reino
a
esta
cidade,
não
se
deu
a
minima
desordem,
nem o mais
in
significante
furto.
Como tudo
foi
opiimo,
indefinido,
so-
lomne,
inconcebível
n
’
estas
festividades
extraordinárias!
Braga
é
incontestamente
a
Roma
Por-
lugueza.
Ainda
a proposito
do
suicídio
do ab
bade
Tavares,
publicou
o
«Primeiro
de
Janeiro»
uma
serie
de artigos,
que
nem
primam
pelo
rigor
da
argumentação
lógica,
nem
pela
sciencia
do
direito
canonico.
I
podendo,
quando
muito,
conceder-se
ao
(auctor
d
’
elles
uma
certa
habilidade
em
I
arredondar
períodos
e
em
escolher
phrases
j
sonoras;
o
que,
se
póde encantar
a
turba
[dos
leitores
ignaros,
não
vale
absoluta-
i
mente
nada
para
os
que
só
avaliam
pela
força
dos
argumentos
a
competência
dos
contendores.
Declinamos
de nós
a
tarefa
de
refutar
esses
artigos,
porque
d
’ella
se
encarregou,
e
magniticamente
a
tem
desempenhado
o
nosso
presado
collega portuense a
«Pala
vra» e um illuslrado
coliaborador
do
«Com
mercio
do
Minho». Tomaremos
apenas
por
alvo
de
algumas
reflexões o artigo
publi
cado no
«Primeiro
de
Janeiro»
de
24
de
agosto,
em
qne,
alludindo
já
á
resposta
da
«Palavra»
com
um
entono, que des
camba
para
o
ridículo,
falia ainda
das
resistências
dos
prelados
portuguezes ao
celebre
decreto
de
2
de
janeiro
de
1862;
e, ao
passo
que incita
o
governo
a
em
pregar
medidas
de
rigor
para
reprimir
as
suppostas
arbitrariedades
e
absorpções
dos
bispos,
intriga
com o
baixo
clero
para
o
pôr
em
desharmonia
e
confliclo
com
os
seus
superiores
hierárquicos. Estratégia
talvez
habil, mas de
que,
esperamos
em
Deus, nào colherá
os
desejados resulta
dos.
E,
em
primeiro
logar.
observaremos,
que
estas
reluctancias
dos prelados,
de
que
tão
amargamente
se
queixa
o
nosso
collega,
estes
aitritos
entre
o
poder
ec-
clesiastico
e
o
secular,
que estão pedindo,
na
opinião
do
mesmo
collega,
urra repres
são prompla e
energica,
descobriu-os
elle
só depois
da
fatal
occorrencia
do
suicídio
do
padre
Tavares.
Antes
d
’isso
paiece
que
reinava
a
santa
paz
entre
o
governo
e
os
bispos;
a
Egreja
mantinha-se
estncta-
mente
dentro
da
orbita
das
suas
altri-
buições,
e
o
Estado,
vendo
por
ella
res
peitadas
todas
as
suas
prerogalivas,
abra
çava-a
em amplexo fraternal, e
assegura
va-lhe
uma
paz
inalterável
no
presente
e
no
futuro.
Exponhamos
o delicioso
quadro
de tan
tas
felicidades
traçado
peio
proprio
pincel
do «Primeiro
de
Janeiro»
em
um
seu
recente
artigo.
«Em
paiz
nenhum
do
mundo
(escrevia
o
collega)
são tão
cordeaes
tão sympa-
thicas,
tão
intimas
as
relações
entre
a
Egreja
e
o
Estado,
como
entre
nós; pó
de
também
dizer-se
que
em paiz
nenhum
do
mundo
o clero
gosa
de influencia
mais
salutar,
mais
leal
e
verdadeira
do
que
em
Portugal.
Este
estado
de
cousas
não
re
sulta
de
concordatas,
nem
de
textos
es
criptos,
e
só
do patriotismo
e
do
bom
senso de
lodos.
O
padre é,
entre
nós,
e
essencialmente,
um
cidadão.
Temos
reali-
sado,
sem
laivos
de
heresia,
na pratica
dos
fados,
por
este
caminho
insensível
de
boa
inlelligencia
e
boa
cordura,
a
creação
de uma Egreja
verdadetramenle
nacional,
que
o
é
sem
deixar
de ser
rigorosamente
calholica».
Oh! Tudo
isto
era
realmente
bello,
encantador,
sublime!
Porém,
infelizmente,
não
passava
de
uma
illusão...
.de
uma
miragem
linda,
mas sem
realidade!
A’
luz
sinistra
do
tiro
de
pistola,
que
poz
termo
á
exislencia do
abbade
Tavares,
o
collega
viu
cousas
terríveis.
Viu
os
prelados
por
tuguezes
a
reagir
contra
o
decreto
de 2
de
janeiro, a conspirar
contra
as
prero-
galivas
da
corôa,
a
absorver
ao
Estado
o
direito
de
apresentação
dos
benefícios,
a
inventar
exames
synodaes,
contra
a
lettra
e
o
espirito de
toda
a
legislação
secular
e ecclesiaslica
sobre
a
matéria,
a
promo
ver,
emfim,
um
tremendo conílicto entre
os
dous
poderes,
que
só
póde
ser
resol
vido
forjando
leis
de
repressão,
modela
das
talvez
pelas do
celebre
Bismark!
Foi
uma
desillusão
completa
e
fatal,
foi!
Aquella
paz
adoravel,
aquelle
sonho
dourado
do
collega,
aquella Egreja
nacio
nal,
sem laivos
de
heresia,
era
tudo uma
mentira.
Etn
logar
de
tudo
isso só
exis
tiam
abusos,
que,
por
muito
conhecidos
(menos
pelo
ingénuo
collega)
já
começam
a
melindrar
as consciências.
Os
senhores
bispos
e
arcebispos
vão
recalcitrar
contra
os
conselhos
de
boa
e
prudente
caridade
evangélica,
que o
collega,
muito
enten
dido
n
’
eslas
cousas, se serve
dar-lhes; e
n
’este
caso
cumpre
ao
governo
charaal-os
á
observância
da concordata
(?);
e
n
’
es-
te
caso
cumpre
propor,
já,
já,
ao
parla
mento
uma
lei de
dotação
parochial
e
FOLHETIM
a
on mtó®
d
©
wom
vxat
DE KIMBERLEY
A
TRANSVAAL
A
sua
partida
de
Kimberley
era,
no
verdadeiro
sentido,
um
adeus
dado
ao
mundo
civilisado.
Não
tomaram
elles
o
caminho
indicado pelo
snr.
Bailie;
mas
preferiram
não
sair
do
territono
inglez,
dirigindo-se
ao
Transvaal
pela
via
de
Zee-
rusl.
Este
caminho,
entre
outras
vanta
gens,
tinha
a
de ser
melhor
provido
de
agua;
mas
entre
Kimberley
e
Zeerusl,
trajecto
de
um mez
de
viagem,
os
dous
únicos
logares,
que
podiam
dizer-se
aldeias,
erath
Bloemhof
com
suas
dezoito
casas,
e
Christiana,
que
tem
oito
sómente. Ora
cs
Padres
começavam
uma
viagem,
em
que
a
anciedade da
esperança
e
juntámente
do
receio
devia
acompanhal-os
sempre.
A
sua
meta
era
Sciosciong,
no
paiz
ou
rei
no
dos
Mascos,
e
que
nas
cartas
ingle-
zas
se
escreve
Shoshong.
Mas
como
saber
se alli
seriar.v recebidos?
E
caso
o
não
fossem,
andando
mais
por
deante
leriam
melhor
successo?
Estes
pensamentos
eram
O objecto
das
orações,
não
sómente
dos
viajantes,
mas
lambem
dos
bons
amigos
da
Europa,
que em
espirito
os
seguiam.
Era
mister
confiar
em
Deus,
que,
n
’e.sse
vastíssimo
paiz,
que
se
lhes
abria
deante,
saberia
deparar-lhes
um
logar
onde exer
citassem
o
seu
zelo.
Confiados portanto
se
abandonaram
á
Providencia;
e
esta
os
abençoou.
Entretanto
não
tardaram
muito
a
aper-
eber-se,
por
meio
de
uma
árdua
expe-
c
riencia,
da
difliculdade
da
empreza. em
que
haviam
posto
mão.
Havendo
querido
tentar
um
atalho,
os
carros
se
acharam
logo
fóra da
linha
regular;
e
vendo
as
rodas
encravar-se
na
areia
até
aos
eixos,
e
lodo
o
comboio
ficar
immovel
quasi
que
de quarto
em
quarto de
hora,
aprende
ram
á
própria
custa que
tal
empreza
era
totalmente
impraticável,
e
viram-se
obri
gados
a melter-se
outra vez
no caminho
ordinário.
Mas eis
que surge
outra
difliculdade
mais
grave.
Costumam
os
viajantes, que
vem
de
Grahamstown,
mudar
todos
os
bois
em Kimberley, e
assim
com
juntas
frescas
partir para
o
interior.
A
prova
de
quanto
acertada
fosse
esta
medida
estava
em
que
ao
longo da
estrada
percorrida
n
’
esla
parte
da
viagem
não
se
havia
visto
uma
unica
ossada
d
’
aquelles
animaes,
ao
passo
que
entre Colesberg
e Kimberley
o
caminho
estava
semeado
de
despojos
de
gado, que
não
linha, de cançado, podido
continuar
«
jornada,
e
cujos
ossos
tinham
sido
immediataraente
descarnados
pelos
abutres,
que
mal
esperam
que
o
animal
expire
para
devorar-lhe
as
carnes.
Na
pre
sente
conjunctura
os
missionários
não
ti
nham
seguido
aquelle
costume; o
que
deu
occasião
a
grande
retardamento
na
sua
viagem;
e
com
quanto
jungissem
de quan
do
em
quando
bois
frescos e robustos
aos
outros
já
estafados
do
longo
caminhar,
impondo
d
’
esl’
arle
áquelles
todo
o traba
lho
d
’
estes,
nem
assim poderam
reparar
totalmente
o
èrro
commeltido.
A
estrada
se
abria
agora
em
meio de
uma região
coberta
de
hervas
altas
e
on
deantes,
com
poucas
arvores
disseminadas
aqui
e
acolá.
Ahi
se
viam
passar
em
gran
de
numero
pobres
indígenas,
que
todos
se
afadigavam
em
procurar a
fortuna
no
seio
de
tanta
riqueza;
e
tão
ávidos
esta
vam
estes infelizes
de
chegar
ás
minas
de
diamantes,
em
busca
das
quaes
vinham
a
pé
desde
o
interior
mais
remoto,
que
não
havia
paga,
por
mais
avultada
que
fosse,
capaz
de
convencel-os
a
retardar
um
pouco
a
sua
chegada
á
suspirada
mé-
ta.
Muitos
d’
estes
desventurados,
lendo
de
fazer
a
sua
jornada
mal
providos
de
man
túnento
e
ainda
peior
vestidos,
e constran
gidos
a
passarem
a
noite
ao
sereno,
ti
nham
sido
encontrados
mortos
de
frio
no
proprio
logar
onde
se
deitaram
para
des-
cançar.
Outros
também,
que
no
campo
dos
diamantes
haviam
trabalhado durante
alguns
mezes,
por
uma libra
por
semana,
e
que tinham
ganhado
todas
aquellas
ri
quezas,
que
o
seu
coração
desejava,
se
tornavam
depois
a casa,
não
de
espingar
da
ao hombro
(o
mais
bello
prémio
para
um
cafre)
porque
o
governo
lh
’
o
prohi-
bia,
mas carregados
de objectos de
ne
nhum
uso,
como chapéus de sol de
côres
variegadas,
e
outras
bagatelas
pueris.
Po
bres
creaturas!
Só
o
vel-as
inspira
os
mais
tristes
pensamentos;
e
não
se
sabia
bem discernir
se
eram
mais dignos
de
lastima áquelles,
cujas
aspirações
não
es
tavam
ainda satisfeitas,
ou
áquelles,
que
já
nada
mais
tinham
a
desejar.
A
27
de
maio
chegou
a
nossa
cara
vana ao
Vaal, que
é
um
bello
rio guar
necido
de
margens
ricas
de
bastissima
fo
lhagem.
Veio
logo
ao pensamento
dos
Padres o
bchelda,
a
que
o
Vaal
se
assi-
melha;
mas
este
é
tão baixo e
pedregoso,
que
em
alguns
logares
póde
atravessar-se
facilmente saltando
de uma
pedra em
ou
tra.
Os
missionários
o
vadearam
no
dia
28,
e
assim
passaram da
republica
de
Orange
para
o
Transvaal,
precisamente
em
Christiana,
pequena
aldeia,
como
dissemos,
de
poucas
casas.
No
ultimo
do mez
che
garam
a
Bloemhof.
Estas
duas
villasinhas
estão
ambas
collocadas
na
margem
direita
do
mesmo rio,
e
pertencem
á
republica
do
Transvaal.
Em
lôrno
d’
esta
ultima
po
voação nada
apparecia
que
alludisse
ao
seu
nome,
que
quer
dizer
jardim
de
flo
res.
No
meio
da
desolação
religiosa,
que
o
calvinismo
dos
colonos
hollandezes
le-
vára
comsigo a
esta
região, achavam-se
to
davia
tres famílias
calholicas,
cujo
espiri
tual
proveito
fôra
crescendo
em
despeito
de
ioda a
carência
de
meios
para
susten-
ial-o.
A
chegada
dos
missionários
foi
uma
verdadeira
festa
para
esta
boa
gente.
Ce
lebrou se
missa
em
uma
das
suas casas;
houve
sermão
de
manhã
e
de
tarde;
e
quando
este
pobre
povo foi
admiltido
aos
Sacramentos,
o seu
coração
trasbordava
de alegria.
Parecia
que
estas
boas
famí
lias
nada tinham de
seu,
que não
quizes-
sem
dar
aos
missionários;
pão,
manteiga,
carne
e
batatas eram
ás
mãos
cheias
ac-
cumuladas
deante
dos
Padres;
e
já
estes
iam
a
uma
hora
de
jornada
distantes
d
’
a-
queiie
logar,
quando
se
lhes
apresentavam
alguns portadores,
que
lhes
levavam
bis-
couto
e
leite
fresco.
Quando
uma
tal
ca
ridade
se
encontra,
não
é
de certo
gran
de
soifrimento
sentir-se
a
gente
cançada
e
com
fome.
No trajecto de
Bloemhof
a
Zeerust
gas
taram-se
dezeseis dias.
Abundava
agua
e
herva,
assirnilhando-se
o
paiz
a
um
bello
prado
já
maduro
para
a
fouce:
escaceava
porém
a
lenha.
Não
é
mister
contar
aqui
os
pormenores
da
viagem.
Basta
observar
os
nomes
de
Riet fontein,
Bamboo spruil,
Magnasie spruil, Flack-fontein, Malkas
fon-
lein,
Tyaboek-spruil
e
Bevanden-fontein,
que indicam outros
tantos
logares,
aonde
o
precioso
elemento ha
attrahido
os
in
dustriosos
Bóeres,
e
onde
os
viajantes
po
dem
achar
repouso
e provisões.
(Cínlinúa)
episcopal,
constituindo
com
os
fundos
das
mitras
um
fundo
geral, nas
mãos
do
Es
tado,
do
qual
os prelados
receberão
a
subvenção,
que
lhes
lòr
assignada.
«Esta
providencia
(são
palavras
do
col
lega)
mais
amplamenle
generalizada,
dará
ensejo
a
que
os
prelados
portuguezes
se
compenetrem
de
que
o estado
é
alguma
cousa
mais
do
que
uma simples
ficção,
e
que
póde proteger
os
parochos com
mais
particular
sympalhia,
visto
que
os
senho
res
bispos
e
arcebispos
os
opprimem com
intransigente
falta
de
caridade».
Tudo
isto
é
magnifico!
Realisada
a
indicação
do
collega,
o
go
verno poderá
nomear
desassombradamente
para qualquer
beneficio
o
padre,
que
hou
ver
dado
maiores
provas
de
aptidão
para...
as
galopinadas
eleitoraes.
Nada
de
exame
synodal;
ou,
se
houver
algum
exame,
este
seja
feito
na
secretaria
do
ministério
sobre
as
artes
e
manhas,
com
que
se
compram
votos
e
se
corrompe
a
consciência
publica.
O
bispo
não
tem
voto
nestas
cousas; ac-
ceita
o
proposto
sem tugi'-
nem
mugir;
e
se
tiver
a
velleidade
de
se
oppor
á
vontade
do
governo,
directa
ou indirecta-
inente,
suspende-se-lhe
a subvenção,
isto
é,
deixa-se-lhe
apenas
a
parte
superior
da
mitra,
porque
o
fundo
está
nas
mãos do
governo.
L>’
est’arte
ficam
protegidos
os
parochos
contra as
descaridades
dos
prelados.
Mas
como
os
parochos
também
hão-de comer
pela
mão
do
governo,
se
algum
se
mos
trar
esquivo
ou
recalcitrante,
se não
qui-
zer
subjeitar-se
ao
honroso
mister
de
ga
lopim eleitoral,
ou
outro
idêntico,
appli-
car
se
lhe-ha
a
salutar
medida
da
repres
são,
mais amplamenle
generalisada,
e
será
rendido pela fome!
O
’
amavel
collega!
A
cousa
está
real
mente
bem archilectada.
Se
o clero
se
deixasse
ilIuJir
pehs
suas
caridosas pala
vras,
se
se
deixasse
arrastar
para
esta
tenebrosa
intriga contra
os
direitos epis-
copaes,
pondo-se
em
divergência
com os
seus
legitimos
pastores,
a
obra da
escra-
visação
da
Egreja
ao
Estado
ficaria
con-
summada
entre
nós,
e
o
suicídio
do
ab-
bade
Tavares
seria
o
prenuncio
do
suicí
dio
moral do
clero
porluguez.
Não
será
porém
—firmemente
o cre
mos
—
nas
paginas do
«Primeiro
de
Ja
neiro»
que
o
nosso
alto
e
baixo
clero
irá
boscar
a
norma
da
sua
conducta.
E
se
o
governo
se
lembrar
um dia
de seguir
as
indicações
do
collega
a
este
respeito,
estamos
bem
certos
de
que,
não
só
o
clero,
mas
todos os catholicos portugue
zes
saberão
denodadamenle
resistir-lhe.
D. M.
S.
GA
ZÉ
II
lha
Festividade.
—
No
domingo
festeja-se
o
Senhor
da
Agonia,
venerado
no
logar
do
Penedo.
No
sabbado
haverá arraial,
onde to
cará
a
banda
do
regimento.
Patifaria.
—
Os
malandros
e
vadios
que
de
noite
percorrem
as
ruas
de
Braga,
quebraram
12
vidros
das
portas
dos
srs.
Azevedo
&
C
a
Este
acontecimento
deu-
se
na
noite
d'ante
liontem
para honlem.
Ao
estrondo que
lizeram
os
malvados,
levantaram
se
os
caixeiros
da
casa
e
só
passado
tempo
é
que
appareceu
um
poli
cia
que
disse
ter
ouvido
o
estrondo
e
cor
rido
para
o
local.
Esta
patifaria
exige
toda
a
vigilancra
da policia.
.
Sinistro.—
Na
tarde
de
terça-feira
deram
entrada
no
Hospital
de
S. Marcos,
dios
homens
que
estando
a
carregar um
tiro nas
obras
do
Elevador,
a
broca
tez
fogo,
seguindo-se
uma
grande
explosão
que
os
deixou
gravemente
feridos.
Tribun»! judiei»!.
—
Começaram
honlem
as
ferias
ifeste
tribunal.
Protesto.
—
Em
Monl-Mart reumram-
se
ha
poucos
dias
mais
de
tres
mil
fran
ceses
para
protestarem
contra
as met
i-
das
arbitrarias
do governo
republicano.
São
os
proprios
jornaes
liberaes
que
dao
a
noticia,
e
mostram
receio
do
movimento
que
se
vae
pronunciando
em
França.
Apesar
da
sanha
revolucionaria,
quasi
todas
estas
reuniões
teem
terminado
com
vivas
ao
Snr
Conde
de
Ghambord.
São
demonstrações
de
natural allec o
do
povo
francez.
Forçada.
—A
viagem
do
prisidenle
da
reppblica
franceza
a
Cherbourg
foi
uma verdadeira
forçada.
Mr. Grévy,
pobre
advogado, que
nada
entende
de
manobras
militares,
assistiu
a
uma
parada
e
foi
visitar
as
duas
frotas,
que
se
achavam
nas
aguas
de
Cherbourg.
Em
uma
carta
ao
ministro disse:
<
J’ai
admiré
le
magnifique
aspecl
des
navires
et
la
belle
tenue
des equipages».
Mr.
Grévy
admirou
o
aspecto
dos
na
vios,
como
qualquer
creança
admira
um
ourang-outango.
Nós
também
admiramos
as
facécias
e
macaquices da republica
franceza.
Deapnehoa
ecelesiastico*. —
Pela
direcção
geral
dos
negocios
ecclesiasticos
effecluaram-se
os
seguintes:
O
presbytero
Antonio
Augusto
de
Aze
vedo,
parocho collado na
egreja
do
Salva
dor
de
Medrões,
diocese
primaz
de
Braga,
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Sal
vador
de
Mouçós,
no
concelho
de
Villa
Real,
da
mesma diocese
O
presbytero João
Baptista
Fernandes,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Pedro de
Montouto,
diocese
primaz
de
Braga,
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
S.
Cypria-
no
de
Villar
de
Ossos,
no
concelho
de
Vinhaes,
da mesma diocese.
Declarado
sem
effeito
o decreto de
1
de
julho
ultimo, pelo
qual o
presbytero
Antonio
Hermenegil
lo
Botelho foi
apre
sentado na
egreja
parochial
de
Santa
Eu-
lalia
de
Goujoiin,
na
diocese
de
Latnego.
O
presbytero
José
Gonçalves
Coura da
Costa,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Fragoso,
no
concelho
de
Barcellos,
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbytero
Casimiro
Gonçalves
da
Cunha,
apresentado
na
egreja
parochial
do
Salvador
de
Ribas,
no
concelho
de
Ce-
lorico
de
Basto,
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbytero
Antonio
Francisco
da
Sil
va,
parocho
collado
na
egreja de.
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Rio
Maior,
dio
cese
de
Lisboa,
apresentado
na egreja pa
rochial
de
Santa Maria
do
Castello
de
Torres
Vedras,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
João
Bernardo
de
Sá,
apresentado, precedendo concurso
por
pro
vas
publicas,
na
egreja
parochial
de S.
João
dos
Montes,
no
concelho
de
Villa
Franca
de
Xira,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero
João
Coelho
Jorge
Pes
soa,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Manhouce,
no
concelho
de
S.
Pedro do
Sul,
diocese
de Vizeu.
Pedido.—
Chama-se
a attenção
das
almas
bemfasejas
para
a
htimanilaria
e
pia
instituição
da
conferencia
de
S.
Vi
cente
de
Paulo.
Em
nome
d
’
esta
piedosa conferencia
pedimos
aos
religiosos
moradores
d
’esta
cidade a
esmola
de alguma roupa de
ca
ma
e
de
vestir,
para os
indigentes
que
aquella
conferencia
soccorre.
Acceita-se
e
agradece-se
em
qualquer
setado
que essa
roupa
venha; no largo
de
S.
Miguel-o-Anjo.
n.°
14.
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga.
AI.HAS
CARIDOSAS
Pedimos
ás
almas
caridosas
que
soc-
corram
uma infeliz
e
numerosa
familia
que
se
vê
em dolorosa
necessidade,
—
tanto
mais dolorosa quanto pela
sua
po
sição
e
antiga
abastança
se
obriga
a
soflrer
grandes
privações
ignoradamenle.
Qualquer
donativo
póde ser
entregue
ao
snr.
Luiz
Pinto
Martins,
largo
de S.
Miguel-o-Anjo,
n.°
2,
(em frente
da
ca-
pella)
por
obsequioso
intermédio
do
qual
será
entregue
á
desditosa
familia.
L
’m
anonymo
240
reis.
J.
L.
S.
G.
500
reis.
Em
nome
da
familia
soccorrida
agra
decemos
este donativo.
Subscripção
da
diocese de
Bra
ga
para a fundação d
um Hos
pital
na
cidade de Belem da
Palestina,
Transporte.
.
.
53^000
sesçío
as
coâiMamm
Cerva, 89 de
«gosta de 19199
Snr.
redaclor.
Rogo-lhe
a
fineza
de dar
publicidade
ás
seguintes
linhas
:
Muito
nos
compraz quinlo
noticiamos
para
um
jornal
o
bom
comportamento
de
qualquer
indivíduo,
mas
ficamos
comple
tamente
contristados quando
temos
de
re
correr
ao
mesmo
jornal
para
apontarmos
defeitos
alheios.
E’
bem cruel
a
missão,
todavia
para
haver
a
devida
correcção
temos
de
re
correr
ao
disiinclissimo
snr.
Fiscal
da quar
ta
secção
dos
corpos
auxiliares
das
alfan-
degas=-em
Boticas =«para
que
fique
saben-
de
que
nos mandou para
este
concelho
de
Ribeira
de
Pena
um
traste
d
’um guar
da,
que
conjunctamente
com
a
sua
futu
ra
sogra
tem
a
desfaçatez de
insultar
in-
direclamente alguns
indivíduos
d
’
este
con
celho.
Lembramos,
pois,
ao
mencionada
snr.
Fiscal
para
que
reprehenda
o
dito guarda,
e
nós
aconselhamos-lhe
para
que
faça
uso
do
compendio
de
civilidade, a
fim
de
que
sej»
mais
moderado
d
’aquella
lingua,
por
que
do
contrario...
(4tílJ
X.
I>cli«ino
n.° 3
SAU3EA
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
com o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saude,
EEVALESCIERE
DU
BARRY
DE LONDRES
32
annos cTinvariavel
succasso
Combatendo
as
indigestões
(dispepsias),
gastrica, gastralgia,
flegma,
arrotos,
ven
tos,
flatos,
amargor
na bocca,
pituilas,
nauseas,
vomilos,
irritações intestinaes,
bexigas,
diarrhéa,
disenteria,
cólicas,
tos
se,
asthma,
falta
de
respiração,
oppres-
são,
congestões,
mal dos nervos,
diabe-
tis,
debilidade,
todas
as desordens no
pei
to,
na
garganta,
do
hálito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
(igado,
dos
rins,
dos
in
testinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue;
90:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
Pluskow,
da
exm.
’
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de
lord
Stuart
de
Decies,
par
dTuglaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
do
professor
e
doutor
Beneke,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:311
Vervan,
28
de
março
de
1866.
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
a
sua
Revaleseière
salvou-me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naturalmente
fraco,
estava
arruinado
em
consequência
de
uma
hor
rível
dispepsia
que durava
ha
oito
annos,
tratado
sem
resultado
algum
favoravel
pe
los médicos,
declaravam que
alguns me
zes
de
vida
me
restariam,
quando
a emi
nente
virtude
da
sua
ESevoleseière
me
restituiu
a
saude.
A.
B
runeliere
,
cura.
Cura
n.®
45:270
Tisica.—
M.
Roberts,
d
’
uma
constipa
ção
pulmonar
com
tosse,
vomilos,
cons
tipação
e
surdez
de
23
annos.
Cura n.®
74:442
Courmes,
por
Vence
(Alpes-Marilimos),
Julho.
1871.
«Depois
que fiz uso
da
sua
benefica
lie-
valeseiere,
sinto
novo
vigor;
a
laryn-
gile
de
que
soffro
ha
dois
annos
tende
a
desapparecer,
assim
como
os
incommodos
que
sentia
em
todos
os
membros.
M
eyffuet
,
cura».
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda em
ioda
a
península:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de kilo,
500
reis;
de
4
/
s
kilo
800
reis;
de
um
kilo.
1
$400
reis;
de
2
kiios,
3$200
reis;
de
6
kiios, 6$400;
de
12
kiios,
12^000 reis.
8»8J
SSvKKSX
&
V.*
Jbl.íIíT®»
—-
Place
Veudôme, 26,
Paris;
77
Regen-Street,
Londres;
Valverde,
1,
Malrid.
DEPOSITOS.
—
Serzedello
&
C.
a
,
Ergo
do
Corpo
Santo, 16;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31
e
32;
Bar
rai
&
Iruiâos,
rua
Aurea,
12.
—
Porto»
John
Cassei
&
C.
’
;
J.
de
Sousa
Ferreira,
rua
da
Banharia,
77.
D
epositos
n
’
esta
província
:
Braga»
Antonio
Alexandre
Pereira
Maia,
pharmaceutico,
rua
dos
Chãos, 31;
í
’ipa &
Irmão,
rua
do
Souto;
Domingos
José
Vieira
Machado,
droguista, praça
Municipal,
17.
—
Barcellos»
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharmaceutico,
largo da
Ponte.
—
Vianna
do
(tualellut
Alionso,
droguis-
ta,
rua
da
Picota;
J.
A.
de Barros,
dro
garia,
rua
Grande,
140.
—
GuimarSeai
A.
J. Pereira
Martins,
pharmaceutico;
An
tonio
d
’
A’aujo
Carvalho,
mercearia,
cam
po
da
Feira,
1; José
Joaquim
da
Silva,
droguista.
rua
da
Rainha,
29
e
33.
-Posa-
te
tio Limai
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pbarmacetilico.
—
Valença do Slinlioi
Francisco
José
de
Sousa,
pharmaceutico.
ANNUNCIOS
RAPAZ
Preciza-se
de
um
sem
pratica
para
negocio
de
couros
curtidos.
Prefere-se
da
aldeia.
Rua
dos
Chãos,
47.
(462)
CAMPOS
a- IIIIRIliO
SECEESSORES no CACHAPUZ
Receberam
grande sortido
de
ferra
gens,
nacionaes
e
estrangeiras,
cora gran
de
reducção
de
preços
:
Grande
sortido
de
prego
de
arame
pelos
preços
das fabricas
do
Porto
com
o
mesmo
desconto
de
10
por
cento,
sendo
porções
não
inferiores
a
20
k.
de
cada
qualidade,
e
pagos
á
vista.
Cofres,
camas
de
ferro
e
fogões
do
acreditadissimo
deposito
de
João
Tnomaz
Cardoso,
preços
do
Porto
; bacias
esta
nhadas,
armas, rewolvers,
ferros
a
vapor
de
novo
systema
muito
aperfeiçoado,
bombas
para
poços
qne
vendem
garantidos,
ferro
em
barra,
aço e
melaes.
Preços
sem
competência.
(142)
Associação
Gominercial
de
tíeneíicencia
CONTRA-ANNUNCIO
Tendo
sido
prevenidos
os
srs.
associa
dos
pelo
annuncio
publicado
no
n.°
1125
d
’esle
jornal,
de
que
durante
a
ausência
do
facultativo
d’
esta
associação,
podem
ser
procurados
os
srs.
dr.
Valle e
Baptista
Ra
mos,
são
de
novo
prevenidos
de
que
é
uni
camente
o
snr.
dr
Valle
quem
o
ficou
a
substituir
no
serviço
clinico
d
’
associação.
Braga, 31
de agosto
de 1889.
O
secretario,
(463/
José
Maria
Gomes
Hello.
Arrematação
Pelas
19
horas
da
manhã
do
dia
26
do
mez
setembro
e tribunal judicial
d
’esta
cidade
e
comarca
de
Braga,
que
é sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
e
local
das
arrematações,
tem
de
andarem
praça
pa
ra ser
arrendada
pelo
tempo
de
quatro
annos
e
pelo
maior lanço qne fôr
offere-
cido
uma
morada
de
casas
sobradadas
com
seti
quintal
e
poço, sita
na
rua
de
D. Pedro
V,
outr
’
ora
das
<
asas
Novas,
freguezia
de
S
Victor
d'esta
cidade,
de
signada
pelo
n.®
23
pertencente
ao
au
sente
no
império do
Brazil,
Luiz,
filho
do
fallecido
Ignacio José Ribeiro
da
Costa,
negociante,
morador
que foi
na
dita
rua,
e que lhe
foi
aformula
la no
inventario
orphanologico
a
que
por
este
juisoe
car
torio
do
escrivão,
que
este
ha
de
sub
screver
João
Marcos d’Araujo
Ribeiro
se
proceder
a fallecimento
do
dito
seu
pae
Ignacio
José
Ribeiro
da
Costa,
cuja
pro
priedade
tem
de
entrar
em
praça
pela
renda
de
trinta
e
seis
mi!
reis
annuahnen-
te.
Por tanto
quem
na
mesma
quizer
lan
çar
pó
le
comparecer
no]
dia,
hora
e
local
designado.
Braga
30
de
Agosto
de
1880.
O
escrivão
do
processo,
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exaclidão,
[464]
Adriano
Carneiro de
Sampaio.
CARREIRA
DIARIA
Entre
EIr»gn
e Povoa <le
Varzim
Narciso
José
Marques.
d
’
esta
cidade,
annuncia
ao
publico
que
abre
carreira
dia-
ria
de Braga
á
Povoa
de
Varzim
e
vice-
versa
a
principiar no
dia
3
do
corrente,
a
sahir
de
Braga
de
sua
casa
na rua de
S.
Marcos n.°
8
è
da
Povoa,
do escriptorit»
do
snr.
Joaquim
Gonçalves
Mirtinho,
no
largo
dos
Banhos,
a
sahir
de
Braga, ás
9
horas da
noite,
chegando
a Barcellos
ás
12
horas,
demorando
{alli
1
hora,
sae
da
Barcellos
á
1
hóra
da manhã, chega
á
Povoa
ás
4
horas
da
manhã; volta
da
Povoa
á
1
hora,
chega
a
Barcellos
ás
4
da
tarde,
demora
ali
1
hora,
sae
ás
5.
chega
a
Braga
ás 9
horas
da
noute.
Preços
de
Braga
á
Povoa
e vice-ver-
sa,
dentro
600, tóra
500
reis.
Braga,
1
de
setembro
de
1880.
0
vereador
fiscal
—
Antunes
Reis.
(465)
Narciso José
Marques.
EM
BOM
SITIO
Aluga-se
já
ou
ao
S.
Miguel, com
re-
ducção
de
preço,
á
casa
n.°
7
da
Praça
«TAlegria,
tem
bons
commodos
e
urna
ri
ca
sala
de
visitas,
assim
como
uma
loja
de
23
palmos
de
allora
própria
para
qual
quer
negocio,
quem a pretender,
falle
na
rua
Nova
de
Souza,
n.u
56.
(440)
*9—Rui» de S.
Vieente—99
BRAGA
Deposito
de
tabacos
das
principaes
fabricas
Grandes
descontos aos
snrs.
ESTANQUEIROS
RAPE BARATO
Garante-se
a
boa
qualidade
do
rapé.
(449)
Meio
grosso,
"Vinagrinho
boles
>
de
250
>
gr-
b
240
reis
240
reis
Meio
grosso.
XABREGAS
boles
de
350
g
f-
350
reis
Cruz
de
Malta
>
D
D
400
reis
Secco
>
D
»
D
560
reis
PANOS CRUS LISOS,
SAJR-
JADOS,
E
ALGODÕES
Largo
de N. S. Branca, n.° 4 e 5
BRAGA
Manoel
Bento
de
Carvalho
tem
o
de
posito
da importante
fabrica
de
fiação
a
vapor
em
Salgueiros,
que vende
por
jun
to
pelo
preço
da
fabrica
e
respectivo
des
conto,
havendo
ainda
o
beneficio
do
car
reto
do
Porto
para
esta
cidade.
Tem um
sortido
completo
de
panos
crus lisos
e
sarjados,
principiando
os
pre
ços
d’
aquelles
em
l$5(J0
reis
até
3$450,
a
peça
de
27'
“
,50.
A
fabrica
de
fiação
a
vapor,
em
Sal
gueiros,
é
uma
das
mais
bem
montadas
do
paiz,
e
os
seus
productos
rivalisam
com
os
estrangeiros
em
preços
e
quali
dades.
Este
deposito
tem
a seu
cargo
o
for
necimento
para
as
seguintes
localidades:
Braga, Ponte
do
Lima,
Ponte
da
Barca,
Arcos
de
Val-de-Vez,
Villa
Nova
de
Fa-
malicão,
Barcellos
e
Povoa
de
Lanhoso.
(347)
SEM
COMPETÊNCIA
ALGODÕES
Pereira,
Aguiar
&
C.a
,
tem
o deposito
da
fabrica
do
Bogio,
que
vende
por
jun
to
e
a
retalho
(não
sendo
menos
de
meio
maço),
pelo
preço
da
fabrica.
Algodões
torcidos
de
lodos
os
nume
ros.
Tramas.
Tramas
cruas
e
branqueadas
de
lodos
os
numeros.
Estes
algodões lornam-se recommen-
daveis a
lodos os
consnmmidores,
por
que
são
os
melhores
alé hoje
conhecidos;
e
tanto
o
tem
mostrado
que
para
o Por
to
tem
tido
lanio
consummo
que
é
im
possível
cumprir
as
encommendas.
O
fim da
fabrica é
tornar
os
seus
al
godões
conhecidos
em toda
a
parle
do
paiz,
porque
tem
a
certeza
de que
os
consnmmidores
lhe
darão
a
sua preferen
cia.
(256)
CASCOS
NOVOS AVINHADOS
Vvendem-se
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
21.—Braga.
(4-43)
ÔRAT0110
Vende-se
um
muito
rico,
e
trata-se
com
Manoel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho,
campo
de
SanfÃnna. (386)
HRIU NACIONAL
DE T1MS
EM
XAB11EGAS
Esta
companhia
previne
o consumidor
dos
generos
da
sua
fabrica
que,
para
não
poder
ser
illudido
com
os
de
outras,
resolveu
mudar
os
desenhos
e
legendas
dos
invólucros
dos
seus
diversos
tabacos,
começando
pelo
rapé,
cujos
invólucros
te
rão
n
’
uma
face o
nome
da
companhia
com
as
armas
reaes,
n’
outra
o
desenho
do
edifício
da
sua
fabrica,
na
terceira
o
faesimile
da assignatura
do
seu
antigo
mestre
de
rapé
J.
Joannis,
e na quarta
as
medalhas
que tem conquistado
em
todas
as ex
posições
a
que
tem
concorrido,
e
finalmente
n
’um
dos
topos o
monograma
das let-
tras
C.
N.
T.
X.,
e no
outro
a
designação
da
qualidade
do
rapé
e
seu
respectivo
pezo;
isto
nos
volumes
de
500 e 250 grammas, e
nos
volumes
de
100, 50
e
25
grammas
uma
cinta
com
o
desenho
da
fabrica
e
a
referida
assignatura
J.
Joannsi.
Mais
previne
que
continuará
a
fornecer este anigo
nos
mesmos
volumes de
1:000,
500,
de
250,
de
100.
de
50
e
de
25
grammas. e
ainda n
’cutros de
menos
pezo,
posto
não
aconselhar aos
seus agentes
a
requisição
d
’
estes,
porque
julga
não
estar
similhante
fabrico
nem
no
interesse
do
estanqueiro
nem
no
do
consumidor.
Lisboa 3
de
junho
de
1880.
(309)
ATTENÇAO
Aluga-se
na
rua
de
S. Marcos
n,°
14,
o
segundo andar
e
officina
de
retratista
que
na
mesma
se
acha
montada.
Tracta
se
na
mesma
casa,
e
numero.
(451)
PASSA
SE
uma
loja
com
diflerentes
utensílios para
negocio,
na
rua da
Boa
Vista n.°
112,
vende-se
também
separado
qualquer
utensílio.
(453)
F.IBHICA
IIE
1'iI
’
Et
DE
hu
A
es
Papel de
jornal,
l.
a
e
2,
a
qualidade.
Idem
d
’
embrulho.
Idem almaço,
liso.
Idem
almaço,
pautado.
Preços sem
competidor.
AGENCIA
EM
BRAGA
TABACARIA
BMACAEEXSE
(202)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇOES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcla
e
muito
augmentada
cum
novas orações
e
devoções indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
3-
Revm.3
o
Snr.
1).
Joao
Chrysostumo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro, rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=l60
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
INJECÇÃO
HYGIENICÃ
BAESAMICO
PROriIIEATICO
Esta
injecção é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em
seis
ou oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga na pliarmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em Coimbra,
pliarmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar-
macia
Madureira.
rua
do
Triunfo
n.
a
742,
proximo
ao
Palacio
de
Chrystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
reis.
MAS
mEOiS
Vendem-se
na
pliarmacia
Alvim, Praça
d
’
Alegria, aguas
de
Vidago,
Verim,
de
Entre-rios,
de
Seidlitz.
das
Caídas
da
Rai
nha,
do
Gerez,
das Pedras Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Alcalinas
de
Moura, de
Vichy,
de Looches, e
de
Janos.
(333)
PEDIDO
A
Meza da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em consideração
a
avultadissima
despeza
que está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Remardes.
A AUCTORIDADE E A LIBERDADE
POR
lEgr.
EiantSi-io*
ARCEBISPO
DE REIMS.
Este
opusculo, traduzido
pelo
snr.
Ma
noel
Carvalho, acha-se
á
venda
no
escri-
ptorio
d
’esta
typographia
e
na
Praça
Mu
nicipal
n.°
17.
Parte
do
prodncto
d
’
esta
obra, é
applicada
pelo
editor
para
as
obras
do
monumento
de
N.
Senhora
da Concei
ção
do
Sameiro.
Preço 300
rs.
penhorista
Braearenae na
Travessa de
S>.
tutiidiui d’
esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
la
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
cáixa
com atrazo
de
juros
de tres
mezes
os venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão vendidos.
AiLti/.GD
Dlll
HUIUâ
DO ALTO DOBRO
BA CASA BE VII. EA ÍMÍICA
RUA
DO
SOUTO
N.° 15
—Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar-
afados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
>
>
>
.
190
»
Lagrima
........................................
200
»
Branco
de
meza.............................
210
»
tinto
de meza
fino.
.
.
.
240
>
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2/
............................
360
>
»
velho....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão........................................
700
>
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza 60
e
80,
o
quartilho
tinto, e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de
lodos
estes
vinhos, po
dendo todo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
Ç Vende
papeis
pinta-
g
H
dos
para
guarnecer
salías,
||
lindíssimos
gostos,
a
prin-
5
cipiar
em
80
reis
a
peça.
§
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
g
casas,
tudo
de
boa
quali-
È
dade.e
preços
muito resu-
®
mi
dos.
i
5,
Vende
cimento
roma
no para
vedar
aguas,
ges
so para estuques
de
ca
sas,
tudo de
primeira
qua
lidade.
JOSE
’ DÁ
SILVA
FUNDÃO
Cotn
loja
<te fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho—
13
t
Participa aos
seus
amigos
e
fre
gueses,
iaotod'esta
cidade
como
das
províncias
que tem
um bonito
e variado
sortimento
de
fato fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
qties
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500 rs. até 800
;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que lhe
seja
eocornmendada,
e
prompti-
íica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(2249)
ALFREDO
DE
SARMENTO
OS
SERTÕES D’AFRICA
Apontamentos
de
viagem,
com
um
prologo
de Manoel Pinheiro
Chagas
—
Um
volume
in
8.°
illustrado
com 15 gravuras
e
um
mappa do
Ambriz ao
Bembe
pelo
conselheiro
contra-almirante
José
Baptista
d
’Andrade—
600
reis, franco
de
porte
para
as províncias.
Remette-se
a
quem
enviar
a
sua
im
portância
em
estampilhas
ou
vales
do
cor
reio
ao
editor
Francisco
Arthur
da
Silva,
rua
dos
Douradores, 72,
Lisboa.
ALIGAM-SE
Os
altos
da
casa da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender dirija-se
á
mesma.
(2716)
FABRICA
DE TECIDOS DE SEDA
DE
Joaé
Joaquim tI
Olsveira
20
—
Rua
do
Souto,
26—Braga
N’
esta fabrica
se
tecem
com toda
a
perfeição
damascos
de
todas
as qualidades
proprios
para
cobertores,
cortinados
e
para
mentos
d
’
egreja,
lustrina
e
sedas
matizadas
a
oiro,
selim
para
opas,
nobrezas
e
tafetá.
N
’
esla
mesma
ca>a
se
fazem
paramen
tos
proprios
para
egreja,
por
preços mui
to
rasoaveis,
garantindo-se
a
perfeição
das
obras
que
lhe
sejam encommendadas.
(431)
RESPONSÁVEL
—
Domingos J. S.
Aguiar.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1880
Parte de Comércio do Minho (O)
