comerciominho_02031880_1053.xml
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-
VIII
ANNO
TERÇA-FEIRA 2 DE MARÇO DE 1880
NUMERO
l:0o3
PREÇO
DA
ASS1GNATURA
li
mezes,
coin estampilha
z£40b
—
lá
mezes,
sem
estampilha
1&800
—
Brazil,
li
mezes,
moeda
forte
4&200
—
Avulso
20
rs.
PUBLICA-SE ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—
Anmmcios
cada
linha
20
—
Repetição
10
rs.
—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’
abalimento
3
0E MARÇO
Eis
uma
data
que
não
passará
despercebida
para
os
catholicos
do
mundo
inteiro.
Dois
annos
são passados
depois
que
o
Santíssimo
Padre
Leão
XIII
foi
d
’um
modo
providencial
exaltado
á
mais alta
dignidade
sobre
a
terra.
•
Este
fausto
acontecimento,
visi
velmente
miraculoso, saúda-o
a
ca-
tholicidade
com
as
mais
espontâneas
e
cordeaes
manifestações de
santo
jubilo.
Rememoremol-o,
pois.
E
depondo
aos
pés do
nosso
amantíssimo
Pae
commum
os
pro
testos
do mais ardente
amor
filial,
redigamos o
que
a
todo
o
momento
repetem
no
seu
coração
todos
os
fiéis: — Dominus conservei
eum,
et
vivificet
eum,
et
beatum
faciat
eum
in
terra,
et non tradat
eum in
ani-\
mam
inimicorum
ejus.
BRAGA
—2 DE MARÇO
Encyclica
do Nosso Santíssimo
Padre Leão XIII,
pela
Divina
Providencia Papa
A
todos
os
Patriarchas,
Primazes,
Arcebispos
e
Bispos
do
Orbe
Calholico
em
Graça
e
Communhão
com
a
Sé Apostólica
Aos
Nossos
Veneráveis Irmãos
Patriarchas,
Primazes,
Arcebispos e Bispos
do
Orbe
Calholico
em
Graça
e
Communhão
com
a
Sé
Apostólica
LEÃO
XIII
PP.
Veneráveis
Irmãos,
saude
e bênção
apostólica.
Os mysteriosos desígnios da
Sabedo
ria
divina,
que
Jesus
Christo Salvador
dos
homens
devia
realisar
sobre
a
terra,
di
rigiam-se
a
que
o
mesmo
Jesus
Christo
por
si
e
rm
si
divinamente
restaurasse
0
mundo
que
se ia
consumindo
de
dia
a
dia,
carcumido
pela
velustez.
E
’
o
que o
Apostolo
S.
Paulo
quiz
significar
n'aqtiel-
le
brilhante
e sublime
conceito
consigna
do
na
sua
epistola
aos
fieis
d’Epheso:
Sa
cramentam.
voluntatis suae.
.
.
inslaware
omnia
in
Christo
quae
in coelis
et
quae
in
terra
sunt
(1).
—
E
na
verdade,
quando
Jesus
Christo
Senhor
Nosso decidiu exe
cutar
o
mandado
de
seu
Paef
para
logo
fez
desapparecer
a
vetustez,
e
todas
as
(I)
Ad.
Eph.
c.
I
9
e
10.
ininlerrompidas.
E
para
que
esta
união
do
homem
com
a
mulher
correspondesse
melhor
aos sapientíssimos
desígnios
de
Deus,
apresenta-se
desde
o
principio
com
duas propriedades
principaes,
nobilíssimas
entre
todas, que
lhe
foram,
por
assim
dizer,
profundamente
impressas
e
grava
das:
—
a
unidade
e
a
perpetuidade.
—
E
isto
mesmo
vemos
consignado
e
claramenie
confirmado
pela
auctoridade
divina
de
Je
sus
Christo,
o
qual affirmou
aos
Judeus
e
aos
Apostolos
que
o
Matrimonio,
em
virtude
da sua
instituição,
devia
ser
ce
lebrado
sómente
entre
dois,
isto é,
entre
um
homem
e
uma mulher;
que
os
dois
deviam
como
que
unir-se
em
uma
só
car
ne;
e
que
o
laço
nupcial
eslava
por
von
ta
te
de
Deus
tão
intima
e
fortemente
li
gado
que
nenhum
d
’
entre
os
homens
po
dia
quebral-o,
nem
desatai o:
Adhaerebil
(homo)
uxori
suae,
erunl
duo,
in
carne
uni.
Itaque
jam
non
sunt
duo,
sed
una
caro.
Quod
ergo
Deus
conjunxit,
homo
non
separei
(2).
Esta
fórma,
porém,
do Matrimonio,
tão
exeellente
e
tão
elevada,
começou
pouco a
pouco
a
corromper-se,
e
a
des
apparecer
entre
os
povos pagãos;
e
até
entre
os
proprios
Hebreus
pareceu
ecli-
| psar-se
e
obscurecer-se.—
Pois
que
entre
j
estes
se
introduzira
o
costume geral d’
um
'homem
poder
termais
que
uma
mulher;
]e
mais
tarde,
quando
Moysés
por
causa
da
dureza
do
seu coração
(3) d’elles,
be-
nignamente
lhes
permittiu
o repudio,
abriu-'
i
se
a
porta
ao
divorcio.
—
Na
sociedade:
;
pagã, porém,
custa
até
a
crêr
o
grau
de
i
degeneração
a
que chegaram
as
núpcias,
|
expostas
como
estavam
ao
fluctuar
con-
i
Istante
dos
erros
de
cada
povo
e
das pai-
!
i
xôes
as
mais
torpes. Todas
as nações:
pareceram
desconhecer
mais
ou
menos
a
'
noção
e
a
genuina
origem
do
Matrimo-;
nio
e
porisso
a
cada
passo
promulgavam
I
leis
que
pareciam
ser
convenientes
ao
;
Estado,
mas
que
não
eram
pedidas
pela
|
natureza;
os
ritos
solemnes,
introduzidos
i
a sabor
e
arbítrio
dos legisladores,
fa
ziam
que as
mulheres
recebessem
ou
o
nome
honroso
de
esposas,
ou
o
nome
torpe
de
comcubinas;
e,
chegou-se até
ao
ponto
de
que
os
príncipes
civis
determi
navam
a
quem
era
permittido
o
casamen
to
e a
quem
não,
pugnando
as
leis
mui
tas
vezes
contra
a
equidade
e contra a
justiça.
Além
d
’isso
a
polygamia,
a
po-
lyandria,
o
divorcio
deram
causa
a
que
o
vinculo
nupcial
muito
se
enfraquecesse.
Appareceu
também
grave perturbação
so
bre
os
direitos
e
deveres
muluos
dos côn
juges,
adquirindo
o
homem
o
dominio
so
bre
a
esposa
e
mandando-a,
muitas
ve
zes
sem
ter
justa causa,
tomar
conta
dos
seus
bens,
isto
é,
repudiando
a,
indo
elle,
por sua
parte, eugolfar-se
impunemente
na
mais desenfreada
e
indómita
devassi
dão
excurrere
perlupanaria
et
ancillas,
quasi
culpam
dignitas
faca,
non
volun-
las
(4).
Sendo assim desmedida
a
licen
ciosidade
do
homem,
nada havia mais
miserando
do
que
a
mulher, assim
lan
çada
em
tanta
humilhação,
como
a
de
ser
considerada
por
assim
dizer
mero
in
strumento
de
saciar
a
paixão
libidinosa
ou
gerar a prole.
E foi
tal o
impudor,
que
chegaram
a
comprar-se
e a vender
se
as
mulheres
para
o
Matrimonio,
como
se
comeram
e
vendem
as
cousas
corpo-
raes
(5),
facultando-se
muitas
vezes
ao
pae
e
ao
marido
o poder
de
castigar
a
esposa
com a
morte.
A
família
nascida
de
laes
consorcios
devia
necessariamente ou
coisas
receberam uma
nova
fórma
e um
aspecto
novo. E
assim é,
pois,
que
sa
rou
as
feridas
abertas
na
natureza
hu
mana,
pelo peccado
dos
protoparentes:
restituiu
á
graça
de
Deus os
homens
todos,
que
por
natureza
eram
filhos
da
ira; cançados
dos
erros seculares,
trou
xe-os
á
luz
da
verdade;
manchados
por
toda
a
casta
d
’
impurezas,
revesliu-os de
todas
as
virtudes;
e
restabelecidos no
direito
á
herança
da felicidade eterna,
deu-lhes
a esperança
certa
de
que
até
o
seu
proprio
corpo
mortal
e
caduco
al-
gum
’ora
teria parte na
immortalidade
e
gloria
celeste.
E
para
que
tão
assignala-
dos benefícios
ficassem
permanentes
na
terra
emquanto houvesse
homens,
insti
tuiu
a
Egreja
como
dispenseira
de
seus
dons, e,
olhando
para os
séculos
futuros,
mandou-lhe
que
pozessem
em
ordem
a
sociedade,
se
alguma
vez
fosse
perturba
da; que
restaurasse
tudo
quanto
visse
caido
em
ruinas.
E
posto que esta
divina
renovação,
de
que
falíamos,
próxima
e
directamente
se
refira
aos
homens
constituídos
na
or
dem
sobrenatural
da
graça,
comludo
os
seus
fructos
preciosos
e
salutares
lam
bem
se
derramaram abundantemente
na
ordem
natural; e d’
ahi
vem,
que
em
tu
do
receberam
grande perfeição, não
só
os
homens
em
particular,
mas
também
toda
a
sociedade
em
geral.
Porquanto,
estabelecida
a
ordem
christã.
chegou pa
ra
todos
e
cada
um
dos
bomens o
feliz
momento
em
que
aprendessem
e
se aco
stumassem
a
confiar
na
paternal
provi
dencia
de
Deus
e
a
alimentar
a
esperan
ça.
bem fundada, nos
auxílios
celestes;
e
d
’aqui
nascem
a
fortaleza,
a
moderação,
a
conslancia, a
serenidade
d
’animo,
e
fi
nalmente
muitas outras
virtudes
preclaras
e
feitos
herói
os.
—
E
em
relação
á
socie
dade
domestica
e
civil,
é
verdadeiramenle
admirável a dignidade, a
firmeza
e
a
ho-j
nestidade
que
receberam.
A
auctoridade!
dos
príncipes
tornou-se
mais
equitativa
e
mais
santa;
a obediência
dos
povos
mais
prompia
e
mais
facil;
mais
estreitos
os
vínculos
sociaes;
mais
seguro
o
direito
de
propriedade
N
’uma
palavra: a
religião!
christã
providenciou
e
attemleu
a
tudo
■
quanto na sociedade
se
reputa
util;
dei
fórma
que,
segundo diz Santo Agastinho,
i
parece
que
ella
não
poderia
offerecer
mais
vantagens
para
uma
vida
boa e feliz,
se
simplesmente
tivesse
sido
estabelecida
pa
ra
promover
e
augmentar
os
commodos
e
vantagens da
vida
mortal.
Não
é
porém
Nosso
intento
enume
rar
agora
todos
e
cada
um
d
’
estes
bene
fícios;
queremos,
sim.
fallar
da vida
do
mestica,
de
que o Matrimonio
é
principio
e
fundamento.
Todos
Vós
sabeis,
Veneráveis Irmãos,
qual
seja
a
verdadeira
origem do
Matri
monio.
—
Porquanto,
muito
embora
os
de-
traclores
da
fé
christã
não
queiram
co
nhecer
a
doutrina
constante
da
Egreja
n’
esle
ponto,
e
pretendam
já
d
’ha
muito
destruir
a
tradicção
de todos
os
povos
e
de
lodos
os
séculos,
ainda assim
não
conseguiram
extinguir,
nem
sequer
debi
litar
a
força
e
o
brilho
da
verdade.
Fal
íamos
de
coisas
a
todos
conhecidas
e
de
que
ninguém
duvida:
depois
que no
sexto
dia da
creaçâo
Deus
forrnou
o
homem
do
barro da
terra
e
inspirou
em
seu
rosto
um
s
pro de
vida,
quiz
associar
lhe
uma
companheira
que
d
’um
mod>
admravel
lhe
tirou
do
lado,
emquanto dormia.
E
d
’
este
modo
quiz
Deus,
em tudo
provi-
dente
que aquelles
dois
cônjuges
fossem
o
principio
natural
de
todos
os
homens,
d
’onde
com
effeito
convinha
que
se
pro
pagasse
todo
o genero
humano
e
se
con
servasse
sempre
por
meio
de
procreações
(2)
Malh. c.
19
5
e
6.
(3)
Malh. c.
19
8.
(1)
Hierony
oper.
tom.
1,
col.
455.
(5)
Arnob
adv.
Geut 4
ser
propriedade
do
Estado,
ou
escrava
dos
paes
(6) a quem
as
leis
concederam
tam
bém,
não
só
o
poder
de
fazer
contrair
e
e
dirimir
a
seu lalanle
as núpcias
de
seus
filhos,
mas
também
o
de
exercer
so
bre
elles o
deshumano
direito
de
vida
e
de
morte.
Mas,
finalmente, a
tantos
vicios
e
a
tão
grandes
ignominias
como
as
que
in
quinavam
o
Matrimonio,
í>
i
divinamente
applicado
u
u
soccorro,
um
remedio; pois
que
Jesus
Christo,
que
vinha
restaurar
a
dignidade do
homem
e
aperfeiçoar
a
lei
moysaica,
não
lev<-
por
menor nem
ultimo
cuidado o
traclar
do
Matrimonio.
Porisso
honrou
com
sua
própria
presen
ça
as
núpcias
celebradas
em Caná
da
Ga-
lilea,
tornando
as
memoráveis
por
n
’
ellas
operar
o
primeiro
de
seus
milagres
(7);
d
’
oude
resulta
que
desde esse
dia
pare
cem datar
os
princípios
d’
uma
nova
san
tidade
nos matrimónios
entre
os
homens.
Depois
restabeleceu-o
na
nobreza
de
sua
origem
primitiva,
já
reprehendendo
os
He
breus
por
abusarem
da
multiplicidade
das
mulheres
e
da
concessão
do
repudio;
já,
prmcipalmente,
preceituando-lhes
que
não
ousassem
diss^t^.
aquelle vinculo
perpe
tuo
d
’união
que
Deus havia atado. E
por esta razão, tendo resolvido
as
diffi-
culdades
creadas
pela
legislação
moysai
ca,
desempenhando
o
logar
de supremo
legislador,
sanccionou
ácerca
do
Matri
monio
a
lei
seguinte:
Dico
autem vobis
quia
quicumque
dimiserit
uxorem
suam
nisi ob
fomicalionem.
el
aliam
duxerit,
moechalur;
el
qui
dimissam
duxerit.
moe
chalur
(8).
Essas
mesmas
disposições
que
a
au
ctoridade
de
Deus
estabeleceu
e
sanctio-
nou,
foram pelos
Apostolos,
pregoeiros
das
leis
divinas,
mais
plena
e
expiessamen-
te
deixadas
na
tradicção
e
consignadas
na
f
scriplura. Na
verdade, devemos
ter
como recebido
dos
Apostolos
tudo
quan
to
Sancli
Patris
nostn
Concilia,
et
uni-
versalis
Ecclesiae
tradilio
semper
docue-
runt
(9),
isto
é,
que
Jesus
Christo
Se
nhor
Nosso,
elevara
o
Matrimonio
á
digni
dade
de
Sacramento;
e ao
mesmo
tempo
fizera com
que
os
cônjuges,
cercados
e
fortificados
pela
graça
celeste,
que
com
seus
merecimentos
lhes
produzira,
no
me
smo
Matrimonio
alcançassem
a
santidade:
e
n
’
elle,
madellado
pelo
seu
consorcio
my-
stico
com
a
Egreja,
aperfeiçoára
o
amor
natural
(
í
0)
e
unira
mais
inlimamenle
com
os
vínculos da
caridade
divina a socieda
de,
por
natureza
indivisa,
do
homem com
a
mulher.
Viri,
diz
S.
Paulo
aos
Ephe-
sios
diligite
uxores
veslras sicul
el
Chris
lus
dilexit
Ecclesiam
el
seipsum
Iradidit
pro
ea
ul
illam
sanclificar
et..
Viri
de-
benl
diligere
uxores
suas
ut
corpora sua...
nemo
enim
unquam carnem
suam
odio
habuit;
sed
nulrit
et
fovel
eam.
sicul
et
Chrislus
Ecclesiam;
guia
membra
sumus
corporis
ejus,
de
carne
ejus
el
de
ossibus
ejus.
Propler
hoc
relinquel
homo
palrem
et
malrem
suam
el
adherebit
uxori
suae,
el
erunl
duo
in
carne
una.
Sacramenlum
hos
magnum
esl:
ego
autem
dico
in
Christo
el
in
Ecclesia
(II).
Simdhantemente
nos
ensinam
os Apostolos
que
essa unidade
e
perpetua
estabilidade que
se exigia
no
Matrimonio
desde
a
sua
origem,
por
pre
ceito
de
Jesus
Christo
era
santa
e
para
sempre
inviolável,
lis
qui
matrimonio
jun-
(6)
Dionys.
d
’
Halicar.
lib.
II, cap.
26
27.
(7)
Joan.
c.
II.
(8) Malh.
c.
19,
9.
(9,
Trideutico
sessão
24.
in
pr.
(10) Trideu
sessi
24,
c. 1
de
reforma
matr.
(11)
Ad. Ephe.
c.
5
|
25
e seg.
di
sunl,
diz
o mesmo
S.
Paulo,
praeci-
pio
non
ego,
sed
Dominus
uxurem
a
viro
non
discedere:
quod si
discesserit,
manere
innuptam,
aul
viro
suo
reconciliari
(12).
.inda
coais:
Mulier
alligala
est
legi
quan
M
tempore
vir
ejus
vivit:
quod
si
dormie-
■t
vir
ejus,
liberala
est.
(13)
E
por
eslas
r<
azoes,
o
Matrimonio
é
Sacramentum
ma-
r
num
(14),
honorabile in
omnibus
(15)
pio,
^asto.
digno
de
veneração
como
imagem
c
figura
do
coisas altíssimas.
e
„ . .
■
(Continua)
(12)
I
Cor.
c.
7 •).
10
e
H.
(13)
Ibid-m
39.
(14)
Ad.
Eph. c. V |.
32.
(15)
Ad. Hebr.
c.
XIII
J.
4.
A
HOllO I1E MOSAICO
A união
calholica
de
Inglaterra
enviou
a
Sua
Santidade
Leão
XIII
uma petição
para
que sejam
bealiíicados
Thomaz
Mo-
rus,
o
cardeal
João
Fisher,
Arcebispo
de
Rochesler, e
Oliveiros
Pleinkett,
Arcebispo
de
Armagh.
A
respeito
de
Morus,
li
em
um
jornal
que
a sua
beatificação
encontra
serias
dif-
ficuldades.
porque
elle
foi
tolerantissimo
em
matérias
religiosas,
como
o demonstram
a
sua
amisade
com
Erasmo e a
sua
Uto
pia.
Nem
a
amisade
com
Erasmo,
nem
o
livro
Utopia
são
ditficuldades
para
a
beati
ficação
de
Thomaz
Morus.
Foi
um
dos
homens
mais sábios e vir
tuosos
de Inglaterra, no tempo
de
Hen
rique
VIII,
e
a
sua
morte
foi
sempre
considerada
um
verdadeiro
marlyrio.
Teve
um
zelo
ardente
pela
religião
calholica,
e,
apezar
da
sua
tolerância
que
só
era
quanto
ás
pessoas,
nunca
consentiu
que
os
lutheranos
espalhassem
os
seus
erros
na Gram
Bretanha. A
Utopia,
não
obstante
ser
uma obra
de ideias
singulares,
não
contém
erros
contra
a
fé,
antes
respira
sabedoria,
virtude
e
zelo.
Em
lodo
o
caso
é
certo
que
Thomaz
Morus
morreu
pela
defesa
da
fé
catholi-
ca,
e
nada
mais
é
preciso
para
que
seja
inscripto
no
catalogo
doM?.'santos.
Mas
não
quero
prevenir
o
juizo da
Egreja,
que
julga
sempre
com
madureza
e rectidão
n
’estas cousas.
—
Publicam-se
actualmenle
no
império
da
Rússia
608
jornaes
e
revistas,
em
differentes
línguas.
O
maior
numero
de
elles
è
escripto
em
russo;
outros
são
em
polaco,
em
francez,
em
allemào,
em la
tim,
em lithuanio, em
esthonio,
em
íin-
landez,
em
hebreu,
em
armeno,
em
geor-
gico,
em
lartaro.
E’
uma verdadeira
torre
de Babel.
Por
falta de
luzes
não
deixa
de
ser il-
lustrada
a
Rússia.
Todos
esses
jornaes
são muito
lidos
e
acreditados,
como
se
co
stuma
dizer.
—
O
mhilismo
russo
acaba de dar um
signal
estrondoso
de
si.
Nada
menos
que
uma
explosão
no
palacio
imperial
de
In
verno!
Não
estava amdi
reunida
a
famí
lia
imperial,
e
a esta
boa
fortuna
se
deve
que
nenhum
dos
membros
d’
ella
foi
vi-
ctima.
Como
se vê, a lerrivel
seita
não
de
siste
dos
seus pl
nos
nefandos;
ella
in
tenta
acabar
com
os
thronos,
ou,
para
melhor
dizer,
com
a
sociedade.
Eslava
reservado
para
os
nossos
dias
o apparecimento
d’
uma
seita
com o
nome
de
nihilista.
Mas
que
querem? Quem
se
meia ventos
colhe
tempestades;
espalha
ram
as
doutrinas
perversas
da indepen
dência
individual do
homem,
proclamaram
a
soberania do
povo,
exaltaram
as pai
xões
humanas;
e
d
’ahi
uma
barafunda
de
syslemas
revolucionários
e
de
seitas
anar-
chicas.
O
liberalismo só
tem
produzido
fru-
ctos
de
morte.
—
Custa
a
coraprehender
que
haja
ca-
tholicos
que
adoplem
o
liberalismo,
e
ain
da
rnais
que
alguns padres
se
infileirem
ao
seu
lado, gloriando
se
do
nome
de
li-
beraes!
Pois
não
sabem
que
se
não
póde
ser
liberal
e
calholico
ao
mesmo
tempo?
•
O snr.
Alves
Matheus
elogiou
no
par
lamento
os homens notáveis
do liberalis
mo
porluguez,
que
mais
damno
teem
feito
á
Egreja!
Ora
veja-se
o
que elle disse
em
resposta
ao
snr.
Rodrigues
de
Freitas:
«Eu respeito
muito esses
homens
emi
nentes,
porque
deitaram
abaixo
os
apo
drecidos
andaimes
onde
se
firmava
o
ve
lho
absolutismo,
e
iniciaram
as
grandes
reformas
em
que
assenta
a
nossa
trans
formação economica
e
social;
mas
esses
homens
D.
Pedro IV, Mousinho
da
Sil
veira,
Joaquim
Antonio
de
Aguiar,
que
prestaram
á
liberdade
serviços
memorá
veis,
nunca
proferiram,
nem
em
conver
sações
particulares, e
muito
menos
nas
assembleias
políticas,
uma
palavra
só
que
podesse
ferir,
offender
ou
desconsiderar
os
princípios
e
as doutrinas da
religião
calholica
professada
por
este
paiz».
Com
efleito,
esses
homens
eminentes
foram muito bons
catholicos!
Deitaram
abai
xo
as
instituições
religiosas,
e iniciaram
uma
epocha
de
impiedade!
Não
é
assim?
O
relatorio
que
precede
o
decreto
exter-
minador
dos
conventos,
está
cheio
de
erros
crassissimos,
de
falsidades
e
de
ca-
lumnias.
A maçonaria
dominava inteira
mente
os
nossos
heroes
de
1834.
Grandes
benefícios
deve
a
religião
ca
lholica
aos
homens
eminentes
do
partido
liberal!
Em
seguida
diz
o snr.
Alves
Ma
theus:.
«Eu
podia
citar
ainda
outro
nome,
o
do
insigne
patriarcha
da
liberdade,
Ma
nuel
Fernandes
Thomaz, cujo
nome
é
para
mim
a
brilhante
personificação
da
honradez
mais
intemerata
e
do
mais
acrisolado
pa
triotismo.
«Este
homem
illuslre
dizia,
como
me
referiu
um amigo
meu,
ha
pouco
falleci-
do
—
sou
calholico;
nunca
seguirei
outra
religião.
O
que
não
quero
é
que
me
le
vem
para
o
ceo
aos
empurrões».
Aqui
temos
elogiado
como
um grande
calholico
o
patriarcha
da
liberdade
por-
tugueza,
o
corypheu
da revolução
de
1820,
Manuel
Fernandes
Thomaz!
Ignora
o
snr.
Alves Matheus
os
discursos
que
elle
pro
feriu
nas
côrles de 1820?
Manuel
Fernandes
Thomaz,
para
não
dizer
outra
cousa,
tinha
uma
religião
á
sua
moda:
mas não é
modelo
para
se
citar
em
orthodoxia
nem
em
patriotis
mo,
Deixemos
todavia
em
paz as
suas
cinzas.
Melhor
andariam
os
ecclesiasticos
que
se
sentam no parlamento,
se
não
tocas
sem
n
’
estas
misérias passadas,
e
defen
dessem
como
devem
os
princípios
reli
giosos!
Mas
em
tudo
hão
de
mostrar que
são
liberaes!
—O
snr.
Rodrigues
de
Freitas,
de
putado
pelo Porto, negando
a
infallibili-
dade
do
Papa
e
a
Conceição
Immaculada
da
Senhora,
com
o
fim de
deprimir a
Egreja,
citou,
entre
outros,
a
José
Libe-
ralo
Freire
de
Carvalho,
em
uma
con
versação
que
com elle teve
o
venerável
D.
Fr.
Caetano
Brandão,
Arcebispo
de
Braga.
José
Liberalo
refere
esta
conversação
nas
suas
Memórias;
mas
não
merece
cre
dito
algum
no
que
diz,
porque
é
bem
conhecido
o
mau
caracler
do
celebre re
volucionario. O
snr.
Alves
Matheus
diz
que José
Liberalo
era
frade
benedictino,
liberal
convicto
e
ardente
adversaria
da
nossa
alliança
com a
Inglaterra.
A
verdade
é
que
José
Liberalo
era
frade
cruzio (para
que nunca
teve
geitc,
como
elle
diz
nas
Memórias;
mas
se.cu-
larisou-se);
era
um
liberal
de
papo
ama
rello; maçon
convicto,
e
que
se gloriava
de
o ser;
em
uma
palavra,
um
homem
sem
religião.
Para
se
conhecer bem
o
seu caracler,
leiam-se
as
suas
Memórias,
escriplas
por
elle
mesmo.
O
snr.
Freitas
citou
uma
auctoridade
péssima;
e
o
snr.
Alves Matheus
não
an
dou
bem
na
resposta.
—
O
snr.
Padre
José
de
Sousa
Ama
do
acaba
de
publicar
o
tomo
IX
da
sua
Historia
da
Egreja
Calholica
em
Portu
gal.
Trata
do
império
do
Japão.
E
’
in
teressantíssima esta
parte
da soa
obra,
como
tudo
o
que sahe da
penna
do
il-
lustrado e
zeloso auclor, strenuo
defen
sor
da
verdade
calholica.
Faço
votos
por
que o
snr.
Padre
Amado leve
a
cabo
a
sua
ardua
empreza.
—
No
«Progresso
Calholico»
diz
o
snr.
Padre
Senna Freitas:
«
Mouros
na
cosia.
«Consta-nos
de
boa
fonte
que
andam
pm
ahi
certos
padres liberalistas
a
pes
car
em
aguas
turvas
a
ver
se
apanham
uma
mitra. Roçam
a
aza
ao
ministério
actual,
fazem-se
eleger
deputados, tregei-
team
amabilidades
aos
favoritos do
paço,
genuflectem nos
degraus do
throno,
af-
fectam
um
mutismo
evangélico
em face
das
parlendas
orlhodoxas
de S. Bento,
for
mulam,
talvez,
risonhas
promessas,
e
do
seio
de
tudo
isso
se exhala a
sincera
as
piração
de Suas Reverencias
a
ura
dos
bispados
vacantes».
Tudo
isto
vae
ás mil maravilhas!
Que
grandes
esperanças não dão
os
taes
padres
liberaes
que
estão
em
S.
Bento!
Padre
João
Vieira
Neves Castro
da
Cruz.
GAZETILHA
PRBVEKÇ&ft AOS NOSSOS IS-
SWNANTES
Prevenimos
os
nossos
estimáveis
assi-
gnantes
de
que
TODA
a
correspondência
deve
ser
dirigida
unicamente
k’
Administração
do
Commercio
do
Minho.
LaHuperenne.
—
Expõe-se
hoje
0
Sa
grado
Lausperenne
em
S.
Lazaro,
e
quinta-
feira
em
S.
Victor.
A'lerta, povo!
—
Consta-nos
de
boa
fonte
que andam
a
angariar assignaturas
para
uma
representação
que tem
por
fim
pedir
ao governo
que
melhore
a
fazenda
publica, e
que
afinal
de
contas
não
é
mais do que
uma
infame
cilada.
Os
emissários
dos espertos
politicôes
são
previamente
ensaiados
com
todo
o
cuidado
para
illudirem
os
simplices,
a
quem
devem
pilhar
a assignatura,
dizendo
que
é
para
ver
se
não
passam
os
impostos.
Fica
o
povo prevenido
d’esta tramoia
inqualificável.
A representação
que
todos devemos
as-
signar,
se
não
quizermos
ficar
sem
a
pró
pria
pelle,
é a que
publica
nos
em
o
n.°
antecedente.
Promellemos
estampar
em boa
lettra
redonda,
para
que
o
povo
os
fique
co
nhecendo,
os nomes dos
indivíduos
que
se
prestarem
á
patifaria
a
que
nos
re
ferimos
n’
estas
linhas.
O
b
nihiliataa.
—
Diz
o
«Times»
que
a
policia
de
Berlim
avisou
as auclorida-
des
russas
que
os
nihilistas
leem
o
pro-
posito
de
fazer
ir
pelos
ares
no
dia
2 de
março,
hoje,
as
ires
principaes
ruas de
S.
Pelersburgo...
E
que
tal?
Hui» de D.
Frei Caetano Bran
dão.—
Lembra
um
collega
que a exm.a
cnmara
deverá
denominar
a
nova
rua
do
campo
de
S.
Sebastião
á
da
Sé,
rua
de
D.
Fr.
Caetano
Brandão.
Já
ern
tempos
exposemos
igual
pen
samento,
que
muito
desejamos
que
se
rea-
lise.
P
oshp
.
—
No
dia
27
do
passado
tomou
posse,
dos
cargos
para
que
linha
sido
eleita, a
nova
Oirecção
da
Associação
Ca
lholica,
d’
esla
cidade.
Aasoeiaçõo
Catholiea.—
Esta
As
sociação
deliberou
coramemorar
o anni-
versario
da
Coroação
do
SS.
Padre
Leão
XIII,
mandand
>
celebrar
âmanhã
na
egreja
do
Populo,
por
9
horas
da
manhã,
uma
missa
em
acção
de
graças.
Será
celebrante
o
novo
Direclor
Es
piritual,
o
rxc.mo snr.
dr.
Gonçalo
Joa
quim
Fernandez
Vaz.
A
casa da Assoçiação
achar-se-ha
em
bandeirada,
e á
noite
será
illuminada.
Haverá
conferencia
allusiva
ao
dia
e
quarteltos
de musica.
A
conferencia
é
feda
pelo
novo
Dire
clor
Espiritual.
Exereieioa
egpiritUAeg.—A
Con
ferencia
de
S. Vicente
de
Paulo
deliberou
fazer exercícios
espirituaes,
que
começa
rão
na
s°xta-feira
das D
res,
por
7
ho
ras
da tarde
no
templo
da
V.
Ordem
Terceira.
Serão
conferentes
Monsenhor
Rebello
de
Menezes e padre Melli.
Haverá
em
cada
noite
duas
conferen
cias
que
terminarão
cora
Ladainha e
Bên
ção do
Santíssimo
Estes
exercícios
duram
até
Quinta
feira
Maior
e
n
’este
dia
haverá
communhão
ge
ral
que
por
especial
concessão
de
Sua
Exc.a
Revd.
<na
poderá
valer
como
deso
briga.
Durante
o
prazo
dos
exercícios
haverá
sempre
confessores
na
mestna
egreja.
Só
são
admitlidos
indivíduos
do
sexo
masculino.
Pasaos
em
Cabreiros
—
Como
o
dia
'esteve
esplendido,
foi
extraordinário
o
numero
de
pessoas
que
d
’esla
cidade
foram
assistir ante-hontem á
procissão
de
Passos,
na
proxiira
freguezia
de
Cabrei
ros.
Não nos consta
que occorresse
o
mi
nimo
incidente
desagradavel.
A
policia
era
feita
p
>r
uma
força de
infanteria
8,
commandada
pelo
snr.
alfe
res Couto.
Ilmlança
de
escriptorio.—
O
di-
stincto advogado,
revd.
mo
dr.
Constantino
Ferreira
de
Almeida,
mudou
o
seu
escri-
ptorio
para
a
rua
dos
Chãos,
n.° 31.
Hepresentaçíto.
—A
camara
muni
cipal vae
representar
contra
a
nova re
forma
d
’
instrucção
publica
pela qual
o
lyceu
d
’esta
cidade
é
considerado
simples
mente
como
districtal.
Conferenei».
—
Pelo
seu
editor,
o
snr.
Pereira
Maya,
foi-nos
offerecido
um
exem
plar
da
conferencia
recitada
pelo
snr.
Al
fredo
Campos, na
Sociedade
Democrática,
sobre
o
Trabalho.
Opportunamenle
dissemos
já
que
o
snr.
Alfredo
Campos
conseguiu
os
justos
elo
gios
de
quantos
o
escutaram,
porisso
que
o
seu discurso foi
em
tudo
excellenle.
Agradecemos
ao
editor
a
fineza
da
of-
ferta.
O
Santo
Padre e o retiro
es
piritual.
—
Nos
últimos
dias do
anno
findo
Sua
Santidade
não recebeu
pessoa
alguma;
esteve
em
retiro
espiritual com
um
simples
monge;
duraram
seus
exer
cícios
espirituaes oito
dias.
Diatineçõea
eoneedidae
por
Sua
Santidade.—
Sua
Santidade
concedeu
aos
conegos
da Sé
do
Porto,
a
permissão
de
usarem
roquete
sobre
a
batina
e
terem
calção
côr
do
cinto;
e
aos
beneficiados
da
mesma
Sé,
professores
e
perfeitos
do
Se
minário
diocesano
concedeu
também
o
uso
da
murça.
SubacripçAo
para
aoeeorrer o» ea-
tholieoa da Irlanda,
aberta
n’es-
ta
eidade.
Transporte
23^150
Recebido
dos
alumnos
do
Col-
legio
do
Espirito
Santo
Manoel
José
Rodrigues Ferreira
Antonio
J.
Rodrigues
Ferreira
9^000
500
300
32^950
Leão
XIII.-—0
«Figaro»
de
Paris,
publica
o
seguinte
artigo:
«Leão
XIII
é
alto,
lesto,
esguio,
de
apparencia
debil
e
quasi
diaphana,
mas
tão
depressa
como ande
ou
falle reco
nhece-se
que
uma
alma
valente
anima
aquelle
corpo
franzino
e
lhe transmitte
uma
força
particular. O
olhar
é
vivo
,e
penetrante.
A
fronte rasgada
e
alta
pa
rece
ihundar-se
do
grave
rellexo
do
pen
samento.
A
bocca,
um tanto severa
no
recolhimento
e
no
silencio,
lorna-se
gra
ciosa
e
sorridente
ao
entreabrir-se,
e
err-
tão
o
conjunclo
movei
da
sua
physionomia
é
radioso
de
suprema
dislincção
e
de
bon
dade.
A
voz
é
clara
e
sonora,
com
uma
accentuação
vibrante
que
fere
com
per
feita
limpidez cada
uma
das syllabas. 0
Papa
exprime
se
com uma certa lenli
Ião,
mas do modo
mais
nitido
e
mais
preciso,
coin
uma
dignidade
de
postura
e
uma
nobresa
de gesto que
realçam
ainda
as
menos
importantes
das
suas palavras.
Falia
a
nossa
lingua
(o
francez)
com
a
maior
facilidade
e
n
’
um estylo
de
uma
correcção,
de
uma
puresa
irreprehensi-
veis.
Leão
XIII
prepara
cuidadosamente
os
seus
discursos,
mas
de
ordinário
não
os
escreve,
e,
só
depois
de os
ter
pronun
ciado,
é
que
dieta
ao
seu
secretario
o
texto,
sempre
exacto.
«O
Papa
ergue-se
ás
6
horas
e
faz
os seus
exercícios
de
piedade.
A
’
s
sele
e
-
meia
vae
á
sua
capella,
onde celebra
a
missa,
e
assiste
seguidamente
a
uma
missa
de
acção
de
graças,
resada
pelos
seu- ca-
pellães.
Ao
domingo
costuma
admiltir
á
primeira
d
’
estas
duas
ceremonias
umas
trinta
pessoas,
por
quem
distribue
a
cota
ra
un
hão.
«Ao
sair
da
soa
capella
Sua
Santida
de
almoça
muito
sóbria
e
rapidamente,
e
depois
entrega-se
ao
trabalho.
Iodos
os
dns,
pelas
9
horas
e meia da
manhã,
recebe
successivamente
o
cardeal
e
secre-
lano
de
Estado,
os
car
leaes
prefeitos
das
congregações,
o
prelado
secretario
das
cartas
latinas
e o
secretario
dos
breves
aos
príncipes.
Em
seguida
admitte
em
au
diência
particular
as
diversas pessoas
que
leem
alcançado
este
favor.
«Janta
ás
duas
e
meia,
sendo
servi
da
a
sua
mesa
com
a
maior
simplicida
de.
Passado
um
quarto
de
hora de re
pouso,
recita
o
ofiicio
divino,
faz
a
sus
leitura
espiritual e torna
a
entregar-se ao
trabalho.
«A
’
s
5
horas,
admitte
os
bispos
em
audiência
particular
e
recebe
os
secretá
rios
das
congregações. Terminadas
as
au
diências,
volta
ao
seu
trabalho
pessoal,
não
o
interrompendo
senão
ás
dez e
meia
da
noite,
em
que
ceia
frugalmente.
Não
se
deita
nunca
antes
das
onze
horas.
«O
trabalho
do
Papa
é
verdadeirameiit®
prodigioso.
Pede a papelada
relativa
a
W’
dos os
assumptos
graves
que
as congre
gações
estudam;
examina
as
questões
mais
importantes,
sobretudo
as
que
dizem
res
*
peito ás
relações
da
Santa
Sé
com
os
go
vernos;
redige
pessoalmente
muitas
cartas
e
despachos,
e
modifica
não
poucos
de
estes
trabalhos
com
a
sua
própria
mão.
Chega
ás
vezes
a
proseguir
n’
esta
ardtia
tarefa
durante
as
refeições,
em
que
tam
bem
folheia,
|de
quanto
em
quando,
os
novos livros
que
lhe
offereceui,
preferindo
os
de
historia
e
philosophia.
.Se
faz
bom
tempo
e
Leão XIH
póde
gosar
alguns
momentos de
liberdade, per-
milte-se
a
diversão
de
um
pequeno
pas
seio
pelos jardins
do
Vaticano.
Desce
en
tão
em
cadeirinha
através
das galerias
de
Raphael
e
do
grande
escadoz,
entra
no
carro
e
dirige-se
para
uma
alêa
es
pecial, acompanhado
apenas
de
um ca
mareiro e
seguido
a
distancia
por alguns
guardas nobres
No
decurso
d
este pas
seio,
resa
no
seu
breviário
e
lê
despachos.
Depois
entra
na
cadeirinha
e
sobe
aos
seus
aposentos.
«O
Papa
tem
commumcado
em
torno
a
si.
ioda
esta
a<
lividade
laboriosa
e
in
cessante.
Os
romanos,
ao
verem todas
as
noites
nma
pequena
luz,
brilhando
como
uma estrella
á janella
que
faz
o
angulo
do
palacio
sobre
a praça
de S.
Pedro
e
que
fica
no
segundo
andar, dizem
com
um
sorriso
em
que
o
respeito
se
confunde
com
a
admiração:
«
—
Não
se
dorme
no
Vaticano!
«Leão
XIH,
ao
mesmo
tempo,
é
um
dos
espíritos
tnais
letrados
e
mais
cultos
da
Europa.
Tem.
com
especialidade,
um
grande enthusiasmo
por
Danle
e
sabe
de
cór
toda
a
«Divina
Comedia».
Ha
pouco
ainda,
um dos
seus
camareiros
apresen
tou-lhe
uma
edição
muito
antiga
e
muito
rara,
do
grande poeta
florenlino.
edição
qne linha
comprado
para
a
bibliotheca
do
Vaticano. O Papa, tendo-o
felicitado
pela
acquisição, acrescentou
sorrindo:
«
—
Posso
recitar
de
memória
a
«Di
vina Comedia»,
do
principio
ao
fim,
sem
discretar
n’
um
nnico
ponto;
e,
se
não,
experimentemos...
«O
prelado
indicou
numerosas
passa
gens
tomadas
ao
acaso
nos
divérses
can
tos
do poema.
O
Papa
não
hesitou
uma
vez
sequer.
De
vez
em quando
parava
para
fazer
notar
a
belleza
d
’algum
verso;
acto
continuo,
porém,
reatava,
x
e
seguia
fluentemente
na
recitação.
«Mas o traço
distinctivo
e
a
qualidade
predominante
do
novo Papa
é
a
firmeza,
a
energia, a
tempera
viril
do
seu
cará
cter.
«Dizia
elle
outro
dia
a
um
interlocu
tor
illustre:
«
—
Eu
escuto,
interrogo,
reflicto
largo
tempo antes
de
tomar
uma
resolução;
mas,
tendo-a
tomado,
não
é
faeil
que
a
aban
done».
attentnde contra o
czar.—
Escassos
são os
pormenores
que
podemos
acrescentar
aos
dos
telegrammas
do Im
parcial;
n
’
esta
mesma
folha
encontramos,
todavia,
o
seguinte
despacho
da
Agencia
Fabra:
«Berlim,
2!
—
Uma
correspondência
de
S.
Petershnrgo
amplia alguns pormenores
com respeito
ao
altentado
de
terça
feira
ultima.
«A
explosão
succedeu
minutos
antes
das
seis
e
meia,
a
cujt
hora
os
auctores
do
altentado
deviam
suppor
que
já
a
fa
mília
imperial
estava
jantando,
porque,
invariavelmente,
assenta-se
á
mesa
ás
seis
em
ponto».
(Acrescenta
as causas,
já conhecidas,
da
demora).
«A
dynamite eslava
collocadi
proximo
do
apparelho
central
de
calefacçao.
«Um
arame
eleclrico.
do
qual
se
en
contraram
alguns
pedaços,
que
havia
de
ser
cortado'
pouco
depois
da
explosão
e
qne
se
suppõe
proceder
de
longa
distan
cia,
foi
qne
produziu
o
fogo
da
mina.
«Ao
rebentar
esta,
apagaram-se,
por
effeilo
da
explosão,
as
luzes
de gaz do
palacio,
os
moveis e
baixellas da
casa
de
jantar ficaram
feitas
pedaços, e
feridos
dois
creado'.
que estavam n
’
aquella
casa.
«Diz-se
que
não
ficou
um
vidro
inteiro
em
palatyo
nem
nos seus
arredores.
«O
numero
de
soldados mortos,
segundo
noticias
officiaes,
monta
ji
a
12.
«Ao
remover
se
as ruinas, encontraram-
se,
além
d
’aquelles,
alguns
cadaveres
com-
pletameole
desfigurados».
Pelos
periódicos
francezes sabe-se,
não
obstante,
qne
a
explosão
não
causou
pre
jiiizos
na
parte
exterior
do
palacio.
Os
primeiros
que
acudiram
ao ouvir
o
estampido
foram
os
agentes
de
policia,
os
bombeiros
e
gendarmes a cavalio. De
pois
foi
chegando
a
multidão.
A
ninguém
se
permitliu
a
saida
nem
a
entrada
em
palacio.
A
’
cerca do
logar onde
estava
o
czar
na
occasião
do
sinistro
ha varias
versões:
umas,
dadas
pelo
«Daily-News» e
pelo
«Voltaire»,
dizem
que
Alexandre
II
esla
va
nos
aposentos da princeza
Dolgoruka;
outras,
como
as
do
«Figaro»
e
do
«Gau-
lois».
aífirmam
que
o czar
conversava
com
o
príncipe
Alexandre
da
Bulgaria
no
ga
binete
d
’
um
dos
ministros,
o
conde
Adel-
berg.
Ambos
os
aposentos estão
muito
pró
ximos
da
sala
de
jantar;
o
da
princeza
Dolgoruka
só
está
separado
da
sala
por
um
corredor.
A
imperatriz
dormia quando
foi
a
ex
plosão,
e
o
ruido d’
esla
não chegou
a
desperlal-a
do
seu
profundo
somno,
o
czar
mandou
que
se
demorasse
o
mais possível
o
dar-lhe
noticia
do
succedido.
Os grã-duques
Aleixo,
Sérgio
e
Paulo
deviam
jantar á
mesa
imperial,
assim
como
a
duqueza
de
Edimburgo,
filha
do
czar,
casada
com
o
duque
de
Edimburgo,
filho
da
rainha
Viclorta.
O
grã-duque
herdeiro,
que
móra
no
palacio Anitscbin,
não
estava
no
palacio
de
inverno.
A
policia
não
perdeu
nem
um
momen
to,
e
tratou
de
proceder
a
minuciosas
indagações.
Descobriram-se
uns
fios telegraphicos
que, partindo
da
abbobada
do
palacio.,
onde
estava
a
dynamite,
conduziram
os
agentes
de
policia a
Mdlionaja
Oulitsa
(rua
dos
Milhões),
mas
os
fios
estavam
cortados
na
carvoeira
de
que
fallavara
os
telegrammas
do
«Imparcial»;
perdeu-se
alii
o
rastro
dos
conspiradores.
Os
agen
tes
revistaram
então
todas
as
casas
da
visinhança,
desde
os
subterrâneos
até
ás
aguas-furtadas; o
povo
offerecia-se
para
os
ajudar,
mas
os
chefes
de
policia,
com-
prehendendo
que
entre
a
multidão
pode
riam
estar
conspiradores
interessados
em
fazer
perder
todo o
rastro
do
crime,
es
tabeleceram
um cordão
de
seminellas que
affastavam
quantos
se
apresentavam
para
offerecer
o
seu
auxdio.
Toda S.
Petershnrgo
estava
de
pé.
Fizeram-se
numerosas
prisões,
especial
mente
entre
os
serviçaes
de
palacio:
onze
d’
esses
foram
presos
n
’
uma sala, guar
dada por
um
piquete
de
soldados; pouco
depois
foram
interrogados,
mas
guardava-
se
a
maior reserva sobre
os
processos
judiciaes
n
’
este
assumpto.
Alguns
altos
funccionarios,
sem
estarem
oíBcialmenle
presos,
foram
guardados
á
vista
desde
os
primeiros
instantes.
Eflectivamente.
parece
impossível
que
os
nihilistas
podessem
collocar
nos sub
terrâneos
do
palacio
as
suas garrafas
de
dynamite,
sem
cornarem
primeiro
com
a
cumplicidade
de um
ou
dois
creados
e
do
intendente
encarregado especialmente
da
vigilância d
’
aquella parte do
palacio de
Inverno.
O
pi»yll«»
*
era.
—
Appareceu
o
phyllo-
xera
em
Gueirinhas,
freguezia de
Voura,
concelho
de
Murça.
O
presidente
da
coramissão
central
encarregado
do
tratamento
das vinhas
piiy
loxeradas,
o
snr dr.
Manuel
Paulino
de
Oliveira,
esteve
ha dias
em
Murça,
se
gundo
o
mesmo
senhor
acaba de
parlici
par
a um
digno
vogal
da
referida
com-
missão
nesia cida
<e.
e
verificou
a
inva
são
do
parasyla, encontrando grande
numero
de
nodoas
phylloxericas.
Em virtude
d
’
isto
rcuniu-se
a
com
missão
de
vigilância,
afim
de
explicar
o
tratamento que
se
deve
appliear ás
vinhas
para
evitar
a
propagação
do
mal.
Assistiram
a
esta
reunião
muitos
pro
prietários
e
lodos estão
anciosos
porque
principie
o iralamenlo
insecticida
por
meio
do
sulphureto
de
carbone.
O EJiogropho.
—
Recebemos
o n.°
2
d
’
esla
interessante
publicação.
Traz
um
retraio, do
fallecido
general
D.
Cailos
de
Mascareuhas,
com
uma
bio-
graphia do
snr.
J.
A.
Oliveira
Pires.
Ireiinçn
*
aiqiliyxiailaíi
ou eu
mayiitlas.
-
Na
Inglaterra,
morreram,
du
rante
os
últimos
oito
annos.
nada
menos
de
3:606
creanças
asphyxiadas
ou
esma
gadas,
na
cama,
p
I
js
mães.
A estatística,
mandada
fazer
pela au-
ctoridade
competente,
attribue
o maior
numero
de
obitos á
bebedice das
mães,
especialmente
nas
noites de
sabbado
para
domingo,
depois
de
terem recebido
o
sa-
lario
da
semana.
Pobres
innocenles!
trime
horrível.—
No
dia
18
do
corrente
foi
encontrado
proximo
de
Cas-
teilo
Branco, o cadaver
degolado
de
uma
mulher,
quasi
nua.
A
pequena distancia
eslava
o
craneo
Iraclurado
e
com
o
ca-
belio cortado
Mais
adiante
alguns
peda
ços
de pannos,
que
pareci
r
lerem perten
cido
aos vestidos
da
assassinada.
O
cadaver,
além
da falta
da
cabeça,
estava crivado
de
facadas.
A
auctoridade
judicial
procedera a in
quirições
para
descobrir
o
auctor
de
tão
barbaro
assassínio,
porém
das suas
inda
gações
nada
colhera.
Caridade de
I»e
*
o
XIII.—
S.
San
tidade,
considerando
a tristíssima
situa
ção
da
generosa
Irlanda,
acaba
de
enviar-
lhe
a
quantia
de,
dois
contos
de
reis!...
Morte
d’um niHaionario apo-
stolieo.—
Falleceu
na
Italia
o
benemerito
sacerdote
D.
José
Destefanis,
missionário
aposlolico
de
reconhecido
zelo
e
ardente
caridade.
Novo
bispo
inglez.—
Em
conse
quência
da
renuncia,
por motivo
de
doen
ça,
de
monsenhor
Amherst, bispo
de
Nortkampton,
será
nomeado,
para
o
sub
stituir,
monsenhor
Patterson,
superior
do
collegio
de
Santo
Edmundo
em
Wan.
V»
infames engaja iores.—
Lê-se
na
«Gazeta
de
Noticias»
do
Rio
de Janeiro,
de
27
de
janeiro:
«Na
barca
portugueza
«África»,
que
hontem
aqui chegou
procedente
do
Porto,
vieram
oito
mulheres
contratadas
pelo
cosinheiro
de bordo
e
que
eram
destinadas
á pros
ituição.
Tiveram
d’
isso
denuncia
as
auctorida-
des
competentes
e,
logo
que o
navio
fun
deou,
foram
para
bordo
conjunctamente
com
a
policia
do
porto,
o
snr.
cônsul
de
Portugal
e
o
snr.
3.°
delegado
de
po
licia.
O
snr.
cônsul
tomou
as
necessárias
providencias
e
foram
imtnedialamenie
presos
o
cosinheiro
e
um
indivíduo
que
se apre-
sentára
para receber as
mulheres».
Calamidades.—
Todas
as calamidades
que podem
aflligir
o
genero
humano
sof-
frem-n’as
aclualmente
os
habitantes
do
im
pério
russo.
A
fome
faz
grandes
estragos
no
Cau
caso,
não
bastando
para a
alliviar
os
mui
tos
e
grandes
donativos
que
fazem
os
par
liculares
mais remediados. Centenas
de
pessoas
morrem
de
inanição,
e
não são
poucas
as
que
põem
termo aos
seus
dias
para
não
soflrerem tanta
miséria.
Os es
forços
ofliciaes
lambem
não
conseguem dar
algum
remedio
ao
mal, e em
S. Petersburgo
trata-se
de
adoplar
alguma
providencia
extraordinária.
No
governo
de
Zozlof
appareceu
uma
enfermidade
exquisita
e
desconhecida
até
hoje.
Principia
por
um
forte
calafrio, ao
qual
se
seguem
violentas
dôres
de cabeça
com
febre
e
delirio
e
uma
transpiração
muito
abundante.
A
morte
é
inevitável
poucas
horas
depois
de se
manifestarem
os pri
meiros
sympiomas.
As
victimas
d
’
esta
cruel
enfermidade
são
as
crianças
e
os
adolescentes.
B1MO
Tí EHUAVTIE
1)1 BBA6A
Resumo do
aclivo e passivo d
’
este
banco em
31 de
Janeiro de 1880.
Aetivo
Caixa
...................................
12:3060893
Letras descontadas e
a
receber
........................
'-
95:6440180
Letras
em
liquidação
. .
■
2:1050320
Empréstimos
sob
penhores
73:7690545
Empréstimos
com
hypotheca
28:9330636
Créditos
com
caução
.
.
73:1970829
Agencias
no
Reino
e
Estran
geiro
.......
52:7180237
Agencia
da
Madeira.
.
•
16:1/80338
Acções
recolhidas.
. .
.
206:0000000
Devedores
diversos.
.
.
13:7410773
Valores
.fluctuantes.
.
.
80:7620090
Efleilos
"depositados
.
.
55:3700000
Inslallação.......................
3:5000000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:4090300
Gastos
geraes
e
cotnmissões
3310385
710:2680526
Hasmivo
Capital
...................................
600:0000000
Fundo
de
reserva ....
4:2440127
Reserva
para
liquidação.
.
4:5000000
Depositos
a
praso
•
21:3420631
»
n
ordem.
.
.
5:9620915
Credores
d
’
etfeilos
deposita
dos
....................................... 55:3700000
Credores
diversos
.
.
.
5:2710831
Lucros
e perdas.
.
.
.
13:5770022
710:2680526
Braga
5
de
Fevereiro
de
1880.
Os
Direclores,
José
Antonio
d'Oliveira
da
Costa.
José
Joaquim
Lopes Cardoso.
ANNUNCIOS
VENDA
DE
CASA
Vende-se
a
linda
casa
de
S.
Miguel-o-
Anjo,
n.°
33,
forrada
de
azulejo amarelio.
Tem
commodos
para
numerosa
familia,
quintal
e
poço
com
homba,
agua
e
gaz
em
todos
os
andares.
Está acabada
a
ca
pricho. Tem vistas
surprehendentes;
é
perfeitamenle
arejada,
soalhosa
e
confor
tável.
E
’
,
finalmenle,
uma
magnifica
vi
venda.
Para
vêr
e
tratar na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
8,
com
Francisco
da
Silva
Araújo.
(120)
LKILÃO
O
encarregado
da
succursal da
Com
panhia
União
Popular
Penhorista,
sita
ua
rua
dos
Biscainhos,
n.°
9, faz
publico
que
o leilão annunciado
no numero
1047
d
’
este
jornal,
terá
principio
no
dia
1.°
de
março
ás
10
horas
da
manhã, e consta
de
roupas
novas,
usadas
e
objectos
de
ouro.
Braga,
28
de
fevereiro
de
1880.
O
encarregado
.(119)
Faustino
José
de
Sousa.
1>ECL
IHiÇiO.
José Ferreira
Mauriz,
cora estabeleci
mento
de
carnes
no
campo
de
SaufAnna
(lado
de
baixo)
vem
declarar
ao respei
tável
publico
e
especialmente
aos
seus
bons
freguezes,
que
são
coinplelamente
falsos
os
dizeres
de
uns
pasquins
alfixa-
dos
n
’
esta
cidade,
nus quaes
o
declarante
é
vil e
traiçoeiramente
atacado.
O
declarante,
caprichou
sempre
em
bem
servir
as
pessoas
que procuram
o
seu
estabelecimento,
porque
procura
sem
pre
gado
bom, e
pa<a
prova
d
’
isto,
apella
para
o
testemunho
de
todos
ossnrs.
empre
gados fiscaes
do
matadouro.
Os
seus
detractores,
mordenlo-se
de
raiva
por vêr
a
estima
que
o
publico
em
geral
dispensa
ao
declarante,
só
podem
soccorrer-se
de
pasquins
para
o
atacar,
porque
as
almas
mesquinhas
que
só
se nu
trem
com a calumnia,
só
em
pasquins
é
que
podem
dar
expanção
á inveja que
os
dilacera
e
consome.
Braga,
28 de
fevereiro
de
1880.
Jo
*
é
Ferreira
Mauriz.
Kmi
dnw
CapelliataM, 80
Do
Banco
dó-
Minho
a
950000
Do
Banco
da Covilhã
a
580000
Do
Banco
do
Alemlejo
a
300000
Do
Banco
Portuguez
a
600000
Do
Banco
de
Villa
Real
a
370000
Do
Banco
do
Douro
a
820000
Do
Banco da
Regoa
a
300000
Do
Banco
Comnaercio
Industria
a 620000
Do
Banco
Nacional Ultramarino
a
650000
Do
Banco
Nacional
Insulano
a 660000
Do
Banco
União
Portugal
e
Brazil
a
500000
Do
Banco
Mercantil
de
Vianna
a
230000
Do
Banco
de
Vianna a
300000
Do
Banco
Mercantil
de
Braga
a
200000
Do
Banco
Cotnmercial
de
Guima
rães
a
280000
Do
Banco
de
Bragança
a
480OOÔ
Do
Banco
Uniáo
do Porto
a
600000
Da
Companhia
Geral
Bracarense
a
140
8)0
Do
Banco
Lusitano
a
750000
Do
Banco
Lisboa
&
Açores
a
950000
ttua de S. Victor, 31.
(124)
KETIRiUA.
Os
abaixo
assignados
lendo
de
reti
rar-se
d
’esia
cidade
e
não
podendo des
pedir-se pessoalmenle
de
todas
as
pessoas
que
os
honraram
com
a
sua
atnisade,
vêetn
por
este
meio
significar-lhes
a
sua
eterna
gratidão,
e
oílerecer lhes
o
seu
leuiitado
préstimo
na
freguezia
de
Mogeje,
concelho
de
Familicão,
aonde
vão
fixar
a
sua residência.
Braga
1
de
março
de
1880.
Maria
Angelina
de
Sousa
Lima
Vieira
da
Cruz.
Thereza
de
Jesus
Sousa
Lima
Vieira
da
Cruz.
Abbade
Manuel
José
Vieira
da
Cruz.
(125)
sKWfó
lo (tas
hsmuo
DO
m
woi
-
1.
’ SECÇÃO DE CONSTRUCÇÃO
ESTRADft
REAL
N. 28
DE BtjIGá
u
CHAVES
Lanço de Salamonde ao Pouzadouro de Ruivães
A
Direcção
das
Obras Publicas
d
’
esle
Districto
faz
publico
de
que
no
dia
2
do
mez
de
março do corrente anno,
pelas
11
horas
do
dia,
se
tem
de
arrema
tar,
no
edificio
da
referida
Direcção,
a
conslrucção
do
simples
para
a
ponte sobre
0
rio
de
Ruivães,
comprehendendo
madeira
e
lerragens,
tudo
conforme
o
projeclo
e
condições
respectivas,
sendo
a base de licitação.......................................... 1:450^000 reis.
0
praso
para
a
execução
d
’
este
trabalho
será
de
30
dias uteis
a
contar
da data
do
contracto.
As
condições
da
arrematação,
bem
como
o
projecto
da
obra,
compehendendo
*
sua
medição
e desenho,
pódem
ser
examinadas
todos
os dias
não santificados,
desde
as
9
horas
da
manhã
ás
3
da
tarde, na
secretaria
da
mesma
Direcção,
Para ser
admiltido
a
licitar
é
preciso
mostrar
por
documento
ter
feito
no
co
fre
central
do
Districto
o
deposito
provisorio
de
72(5500
rs.
Braga 11
de
fevereiro
de
1880.
0
engenheiro
chefe
de
secção
(93)
Henrique
Carlos
Freire
d'Andrade.
HOGG,
Pharmaceulico, rue Castiglione, n° 2, em
Pariz, unico proprietário do
OLEO
DE
HOGG
MWW
MS
WUS IPWMUS
DO
DISTRICTO
O
BOGA
2,
a
SECÇÃO
DE
CONSTRUCÇÃO
ESTRADA
REAL
N.° Ò5 DE GUINURÀES
A VíLLA
REAL
Ponte de Mondim de Basto sobre o rio Tamega
OLEO
NATURAL DE FICADO DE BACALHAO
As
experiencias
feitas
durante
mais
de
vinte
annos,
tem
provado
que
este
oleo
é
de
uma efflcaeidade
certa, contra
as
moléstias do
peito,
a
Tísica,
Bronchí
ti-i,
Prisões :1o ventre, Catarrhos, Tosses chroni-
ras,
AÍT.'cçôes
escroFulosas, Tumores
glandularios, Mo
léstias
da
pelle,
fcanpigens, Fraqueza geral,
e
também
efficaz
para fortificar
as
criancas
fracas
e
delicadas.
E
’
agradavel
e
facil
de
tomar.
Deve-se
desconfiar dos
oleos ordinárias e principalmente de todas as
composições itwen-
‘
udus
pela
‘
especàlacdb para subst
tuir
o oleo 'natural, com o pretexto de tomal-ó mais effi-
■az
e
mais agrauavel, cujo
resultado é cansar e irritar o estomago inutilmente. Estes
oleos
são até perigosos.
para
se ter certeza de tomar
o verdadeiro oleo
de flgado de bacalhao natural e puro,
:
leve-se
comprar
sómente
o
oleo
de
hogg
,
que se vende em vidros
triangulares
(o
modelo
foi
depositado em Lisboa, segundo a regra da lei).
I>o»e-se exijiir
o nome de
bsííl
e de
mais, o certificado do Snr LESUEUR, Chefe dos traba
lhos chlmtcos da
Faculdade de
Medicina de Pariz que vai impresso no rotulo colado em cada
vidro triangular. O oleo
de
Hogg
vende-se em todas
as principaes Pliarmacias.
'
*
Dépositarios
: Em Lisboa, Pharmacia AVELLAR,
rua Augusta, 225-227;
No
Porto, FERREIRA
e IRMÃO, Bainharia, 77-79;—Em
Coimbra, J.L.M.FERRAZ, largo do Castello.
BALSAMO DA
CBDZ SSOXa
Preparação
com base de
alcatrão para uso externo
Grandíssimo
exilo
nas guerras
da
America,
Italia,
francoallemã
e
do
Orien
te,
no
sitio
de
Paris, e
ullimamenle na
Hollaoda,
Bélgica
e
índias—
Numerosos
cer
tificados
dos
principaes
médicos
e
aiiesiaçôes
dos
enfermos
curados.
As
chagas
mds
rebeldes
as
affecções
herpeticas, escrofulosas
e
cancerosas, as
feridos,
queimaduras
e
ulceras
de
Iodas
as
classes.
os
panarícios,
furunculos,
etc.
curam-se rapidamente
c<
m o
BALSAMO
DA
CRUZ
ROXA.
CeHdafiio 1M .VILSJI AT A ela dor—Trntamento IKFALLIVF.Ii.
Vende-se
por
junto,
snrs.
H.
Ví,nassche
&
C.
3
em
Merxem-les-A
nvers
(Bél
gica)
—
Em
Madrid.
Agencia
franco-hispano-porlugueza,
Sordo,
31.
Venda
a
retalho
no
Porto,
snrs
Ferreira
&
limão. Banharia,
77
e
79.
Gran
êxito
en
Paris
C<X<X<X<X<X<X<X<X<
|
VELOUTINE
CH
Ies FAY
§
POLVO
OE
ARROZ ESPECIAL PREPARADO CON BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, di tl eOtit fmourt j trtspartnoit.
*
I
nventor
CHARLES
FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
* k
Se
vende en
las Farmacias,
Perfnmerias, Beluquerias y tiendas
de qutncalla.
Desconfiar
fle
las
falslficaclones.
Faz-se
publico
que
no dia 6
de
março,
do
corrente
anno,
pela».
11 horas
da
manhã,
terá
logar
na
secretaria
da
Direcção das
Obras
Publicas,
perante
uma
com-
missão
nomeada
para
este
fim,
a
arrematação
da
conslrucção
de
arcos
de
canta
ria,
cornija,
passeios
e
guardas,
na
ponte
de
Mondim
de
Basto sobre
o
rio
Ta-
mega,
sendo a
base de licitação......................... 16:500^000 reis.
Para
ser admittido
a
licitar
é
preciso
mostrar
por
documento ter feito
no
co
fre central do
Districto
o
deposito
provisorio
de
400$000
reis.
Este
deposito
será
elevado
a
5
por
cento
da
importância
d
’
arrematação,
pelo
licitante
a
quem
fór adjudicada
a
empreitada,
levantando
os outros
concorrentes
os
deposites provisorios.
0
praso
para
a
conclusão
d
’este
trabalho
será
de
18
mezes
a contar
da
data
do
auto
da
adjudicação.
As
peças
desenhadas
e
escriplas
do
projeclo,
bem
como
as
condições que
re
gulam
e
approveitam á
execução
d’estes
trabalhos,
pódem
ser
examinadas
na
secre
taria
da
Direcção
das Obras.Publicas,
em
Braga,
todos
os
dias
não
sanclificados
desde
as
9
horas
da
manhã
alé
ás
3 da
tarde.
Braga
14
de
fevereiro
de
1880.
0 chefe
de
secção
(94)
Anlonio
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães.
Chama
se a attenção dos
consumidores d’este artigo, para
a
imitação
feita
pela fabrica BOA-FÉ do Porto, dos rotulos
do rapé da acreditada fabrica de SANTA APOLCNI ; imitação
nao
só dos desenhos e marca da fabrica, mas até dos seus di
zeres,
resultando cUesta pratica
tão
pouco regular, que alguns
consumidores
menos escrupulosos
na apreciação dos empape-
los, con pram
como rapé da fabrica de SANTA APOLONIA. ou
tro de
qualidade
infinitamente inferior.
(1Ó5)
HISLO
DE
ViUVl
Soeiedade anonyuia de responsabi
lidade
limitada
0
dividendo
complementar
de
1879,
1^500
reis
por
acção, pagar-se-ha
desde
o
l.° de março proximo:
Vianna
—
Casa
do
Banco.
Porto—
Caixa
Filial
Lisboa
—
Banco
Commercial
de
Lisboa.
Braga
—
Banco
Mercantil
de
Braga.
Vianna
do
Castello,
27
de fevereiro
de
1880.
—
Os Directores:
—
João
Abel
de
Oliveira —Anlonio Maria
Baptista
Camacho
—José
Martins
Barbosa.
(121)
REPARTIÇÃO DISTRKTAL DE
OBRAS
PUBLICAS DE
DRAGA
Faz-se
publico,
em
virtude
do disposto
em
portaria de
27
de
fevereiro findo,
que
fica
sem
effeito a
arrematação
das
obra
s
da
estrada
dislrictal
n.°
8
de
Famalicã
0
a
Ermezinde.
lanço
de
Famalicão
a
Sant0
Thyrso
annunciada
por
edital
datado
d
e
13
do
mez
supra
mencionado.
Repartição
districtal
de
obras
publicas
de
Braga,
1
de março
de
18S0.
0
engenheiro
chefe
da
repartição,
Anlonio
Macedo
de
Vasconcellos
Peixoto.
(127)
BASCO
MERCANTIL PORTUE1VSE
A
reunião
d
’
este
Banco
que
devia
rea-
lisar-se
no
Porto,
no
dia
1.°
de
março,
ficou
addiada
por deliberação
da
assem
bleia
geral
para
outro
qualquer
dia
do
mesmo
mez,
que
será
annuncia.do,
afim
de
poder
cumprir-se
o
disposto
no
artigo
31
da
lei
de
22
de
junho
de
1867.
(123)
Constanlino
Ferreira
de
Almeida
mu
dou
o seu
escripiorio de
advocacia
para
a
rua
dos
Chãos
de
Baixo
n.°
31.
(126)
AVISO
No
dia
21
do
corrente tem
de
ir
á
praça
publica
uma
linda
morada
de
casas
com
tres
andares,
tudo
a
pedra,
situada
na Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
da
cidade
de
Braga,
designada
com
o
n.°
policial
de
16
A
base
para
a
licitação
é
de 3^943^450
reis,
segundo
consta
do
respeclivo
inventario
a
que
se
procede
pelo
juiso
de direito
da
comarca
de
Braga, e
carlorio
do
escrivão
Pessa.
(128)
LI4T0S DE 50 Dl AS
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
escrivão
do
6
U
officio
Pessa.
se
procede
a
inventario
orfanologico
por
lallecimenlo
de Antonia
Maria,
mulher
de
Joaquim Pereira,
do
logar
do
Barreiro,
freguezia
de Esporões.
d’
esta
comarca,
em
que
é
inventariante
seu filho
José
Perei
ra,
e estão
aífixados
éditos
de
30
dias
a
contar
do
segundo
d
’
estes
annuncios
a
chamar
e
citar
todos
os credores
incertos
e
legatários
do
ca>al
inventariado,
ou
re
sidentes
fóra
d’
esta
comarca
para
assis
tirem,
querendo,
aos
termos
do
dito
in
ventario,
e
virem
deduzir
seus
direitos,
pena
de
revelia.
—
Braga, 23
de
fevereiro
de
1880.
—
Eu
José
Luiz
d
’Oliveira
Pessa,
esciivao
o
subscrevo
e
assigno.
Verifiquei
a
exactidão.
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
0
escrivão
(117)
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa.
Caixa
penhorista Rraearenae na
Travessa de
D. Guahlim
d’esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
1a
manhã até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
loupas
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objeclos
empenhados na
mesma
caixa
com
alrazo de
joros
de
ires
mezes
os
venham pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc
*
fíevm
*
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo d'Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga
na
typngraphia
Lusitana,
rua
Nova n.°
4,
e
nas
livra
das
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto, e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço=t69
em brochura,
e
240
enca
dernado.
Na
casa
n.°
15
da
rua
do
Poço
ha
bilitam-se
professores
e
professoras
para
o
magistério
primário;
e
os
leccionados
praticam
alli
mais
de
cem
problemas
e
quesitos
que
tem
feito parte dos exames
nos
dillerentes
lyceus.
Braga,
24
de
fevereiro de 1880.
(115)
Esta
maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
unica
que
não
causa
apertos
d
’
uretra,
curando todas as purgações
ainda
as
mais rebeldes
como
muitas
pessoas o
podem
attestar.
Deposito
em
Braga
na
pharraacia
Bra
ga
—
Esquina
de
Santa
Cruz
—
40
Porto
—
Cardoso
—
Praça
de
D.
Pedro
—
113.
(2631)
SELECT
ã
POR
Pereira da
Cunha,
Acha-se
á
venda
n’
esta
cidade na
vestimentaria
Rocha
rua
do
Souto.
rr
i
ranir
11<
una—F
B
TBf
B
—
RESPONSÁVEL—Domingos
J. S. Aguiar-
PRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1880
Parte de Comércio do Minho (O)
