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-
IlVi ANNO
QUINTA-FEIRA
1 DE
JULHO DE 1880
NUMERO
1:100
REDACTOR
—
D. MIGUEL
SOTTO-MAYOR
PREÇO DA
ASSIGNATURA
12 mezes,
com estampilha
20400—iz
mezes,
sem estampilha
1&800—Brazil,
iZ mezes, moeda forte 4^200—Avulso
20
rs.
mwwi
iBMMBMnaM
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M
i
iTaMWPM—
!WFwnmwT
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nirn
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ao^»BiimiTwn>i~rraiw»Mrwm
BM
PMM
»i
PLBL1GA-SE ÁS TERÇAS, QUINTAS E SABBADÔS
-------
------ £1-------------
|
aj.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
—
Annuncios
cada
linha
20
—
Repetição
10
rs.
—Assignantes,
20
p.
c.
d
’abatimento.
BRAGA-1 BE JULHO
GAZETILHA
l'm
artigo «la «íniiá Cntiolicu»
No
dia
13
de
junho
os
demagogos
cele
braram
em
lloma
um
meeling
em
favor
do
suílr-igio
universal,
onde chegou
a
exclamar-
se:
Abaixo
Deus!
—
Esta
horrível
blasphe-
mia
inspirou
á
«Unitá
Cattolica»
um
bello
artigo,
qué
passamos
a traduzir:
Abauvo
Deus!
Que
quer
dizer
este
grito?
Encerra
as
mais
espantosas
conse
quências;
quer
dizer:
Abaixo
o
rei! que
reina pela graça
de
Deus;
Abaixo
as leis!
que
sem
Deus
não
teem
nenhuma
rasão
de
ser;
Abaixo
a
autoridade!
que só
póde
vir
do
Senhor
do
ceo
e
da
terra,
por
quem
os
reis
reinara
e
governam
os
prín
cipes;
a
estes
abaixo
correspondem
ne
cessa
ria
mente
vivas:
Viva
o
roubo!
Viva
o
assassinato! Viva o
nihilismo!
Abaixo
Deus!
E
este
grito pronunciou-
se
em uma reunião
composta
principal
mente
de
obreiros.
Oh
pobre
operário!
Que
serias
tu
sem
Deus?
Que
serias
sem
o
Omnipotente
e
clementíssimo
Senhor,
cuja
natureza
é
a
bondade,
e cuja obra
é
a
misericórdia,
como
dizia bellamenle
o
grande
Papa
S.
Leão?
Sem
Deus,
onde
está
o
allivio?
Onde a
esperança? Onde
póde
achar-se,
ainda
em
meio
das
penas
da
vida,
um pouco
de
consolação e
um
principio
de
justiça?
O proprio
Voltaire
escrevia:
«Quero
que
os
príncipes
e
os
seus
ministros
reconheçam
um
Deus
que
castiga
e
perdoa.
Sem este freio
consi-
deral-os
liei
animaes
ferozes,
que
não
me
comerão
ao
sair
d
’
um
esplendido
banque
te,
emquanlo docemente
collocados
sobre
tim
sophá
digerem
a
comida,
mas
que
certamente
me
comerão tendo
me
debaixo
das
suas
garras,
quando
padeçam
fome;
depois
de
me
tragarem
não acreditarão
certamenle
haverem
commettido
uma
acção
má»
[Obras
de
Voltaire,
edição de
Kehl,
tomo
II,
pag.
513).
E
onde
se
grita:
abaixo
Deus?
Gri
ta-se
em
lloma,
em
uma
reunião
popu
lar,
na qual
se
pede
uma
lei
que
sanc-
cione
um
direito,
isto
é,
a
lei
que con-
coda
o
direito
do
suífragio
universal.
Que
contradicção
! Quem
póde conceber
uma
lei
e
um
direito
sem
Deus?
Nicolau
Ma-
chiavelli
no
seu
Discurso
sobre
a primeira
década
de
Tilo
Livio,
livro
primeiro,
ca
pitulo primeiro,
adverte
que
«não
houve
«nunca
orienador
de
leis
em
um
povo
«que
não
recorresse
a
Deus, porque
d
’ou-
«tra
mameira
não
haveriam
sido
acceites.
«Em
virtude
d
’isto,
os
hotnens
prudentes
«que querem
remover
esta dilfiiuldade
«recorrem
a
Deus. Assim
obraram
Licur-
«go,
Solon e
muitos
outros,
que
tiveram
«o
mesmo
proposito».
E
que
viremos
a
ser
se
nos
dão
o
suífragio universal
sem
Deus?
Viremos
a
ser companhias
sle
ban
didos,
sempre
em
guerra
fratricida,
para
deixarmos
primeiro
a
bolsa
e depois
a
viila.
No-enlanto
não
devemos
escandalisar-
mos-nos
de
que
haja
resoado
em
lloma
o
grilo
de: Abaixo
Deus!
porque
tal
foi
o
grilo do
primeiro revolucionário,
Luci-
fer,
e
resoou pela
primeira
vez
no
céo
ao
dar-se
uma
grande
batalha,
em
que
o
dragão
infernal
pretendia destruir
Deus.
Todavia
não
o conseguiu
caindo,
pelo
contrario,
aquelle
dragão,
serpente anti
ga,
que
se
chama
o
diabo,
e
seduz
a
terra:
et
projet
us
est
draco
iVe
nmimus
.
j
serpens
anliquus,
qui
vocalur
diabolus
el
Satanas,
qui
seducil
universum.
orbem.
Os
que
grilam
em
Roma: Abaixo
Deus
!
volvam
os
olhos
ao
castello de
Satdo
An-
gelo,
onde
verão recordada
em
S.
Miguel
a
primeira
revolução
on
guerra
sacrílega,
e
ao
mesmo tempo o
triumpho
de Deus
e
de
seus
servos,
assim
como
a
derrota
de
Salanaz
e
de
seus
sequazes.
Percor
rendo
as
historias,
cotnprehenderão
o
que
comprehendeu
o
proprio
Voltaire escre
vendo
na
Henriada
Les
oeuvres
des
humains
son
fragiles
com
ine
eux;
Dieii
dissipe
à son
gré
leur
desseins
fac-
tieux.
Festí».—
Tem
ámanhã iogar
na
Real
eapella da
Misericórdia
a
festa
de
Nossa
Senhora
da
Visitação,
havendo
missa
so-
lemne,
e
sermão de
tarde.
A»yle
d
’
Infi«nei>
*
Kesvatida
de
35.
i
s
edro
V.
—
Esteve
ante-hontem
ex
posto ao
publico
este
pio
estabelecimento,
que
foi
visitado
por innumeras
pessoas,
as
quaes
saiam
d
’al!i
extremamenle
mara
vilhadas
pelo
aceio
e
boa
ordem
em
que
se
acha
aquella
casa de educação.
Vimos
e
amlysaraos
alguns
trabalhos
das
meninas
asyladas,
e
achamol-os per
feitíssimos
—
costura,
crochets,
bordados,
etc.,—
e,
com
especialidade,
os
de
dese
nho
e
escripta.
Este
collegio,
dizcmol o
conscienciosa
mente,
é
dos
primeiros
do
paiz.
A
casa
estava
bellamenle
adornada
cora
bandeiras,
damascos
e
flores,
e
locava
no
jardim
da mesrna
a
banda
dos
Artistas.
Felicitamos
a
direcção
de
tão
piedoso
estabelecimento,
e a
sua
intelligenlissima
regente,
a
exm.»
snr.
a
D.
Maria
José
Soa
res
Pinto.
CJiesastia.
—
No comboio
da
tarde
de
segnnda-frira
cbegnn
a
esta
cidade
o
ex.1110
conde
de
Torres
Novas,
general
da
3.
a
divisão,
a
que
pertence
a
guarnição
d
’
esta
cidade.
S. exc.a foi
esperado
por
uma força
d
’
infanleria 8
e
a
respectiva
banda.
Está
hospedado
em
casa
do
snr.
vis
conde
de
Negrellos,
cm
Montariol.
Falleeimcnto.
—
Falleceu
o
snr.
Pe
dro
Ferreira
Airosa,
pae
do
revd.
a
snr.
padre
Airosa,
digníssimo
capellão
do
Car
mo.
O
seu cadaver foi ante-hontem á noite
condiizido
para
o
templo
do
Carmo,
onde
hontem
teve
ollicios,
sendo
em seguida
dado
á
sepultura
no
cemiterio
publico.
CuniiixiiiicHilo.—
Chamamos a
atlen-
ção
do
publico para o
communicado
que
o
snr.
Casimiro
da Costa,
honradíssimo
e
distincto
ourives d
’
esta
cidade,
publica
hoje
n
’
esla
folha.
A
guerra
movida
ao
snr.
Casimiro
da
Costa,
é
simplesmente
miserabilíssima,
e
nojenta.
Inceiulio.
—
Por
2
1/2
horas
da
ma
drugada d
’
hontein
manifestou-se
incêndio
n
’
utii
coberto
da
Travessa
da
Palha, on
de
eslava
grande
porção
de
lenha,
mat-
lo,
etc.
Ardeu
parte
do
cobêrio.
Ha todas
as
probabilidades
de
que
o
incêndio
não
fóra
casual,
pois
antes
de
elle
se
manifestar linha sido
alli cominet-
tido
nm
fui
to
de
gollinhas
e
outras
aves,
encontrando
se
ainda
lançada
ao
muro uma
escada que eslava
no
mesmo
coberto.
Compareceram
as duas companhias de
bombeiros
e
algumas auctoridades.
Convento <lo« Remed■<»■.—
No
dia
27
do
corrente
entrou
para o convento
dos Remédios,
d
’
onde
tinha
saido
ha
dois
mezes,
a
exm.
1
snr.
a
D.
Maria
da
Glo
ria
Monteiro
Machado.
Foi
acompanhada
pela
exm.
a
snr.
a
D.
Maria
dos
Anjos
e
mando,
e recebida
ná
portaria
pela
exm.»
abbadessa,
e
por
gran
de
numero
de
senhoras, que lhes
testi-
munharam
as
mais
altas
provas
de
es
tima.
A
exm?
snr.
a D. Maria
da
Gloria
é
geraltn
cata
estimada
n
’
aqrnr+r
casa;
—
orme—
com a
fna
auzeiicio tinha
deixado
muitas
saudades,
e
por
isso
fui
grande
o
prazer
das
suas
amigas
quando
a
viram
voltar,
Ke«nlta<Io
«loa deb<
*
te«
anti re-
ligiosoa
em França,—
De
<La
Civili-
saciou»,
revista
catholica
de
Madrid,
tran
screvemos
o
seguinte:
«Escrevem
a
nm
diário,
que
em
Fran
ça,
depois
da
promulgação
dos
decretos
de
29
de
março,
as
casas
dos
Padres
Je
suítas
teem
sido
pequenas
para
receber
o
numero
considerável
de
noviços
que pe
dem
para
vestir
o
habito
de
Santo
Igna-
cio.
Alguns,
que
pertencem
á
primeira
no
breza
pediram
que
sua
admissão
datasse de
29
de
março,
dia
em
que
Grévv
subscre
veu
os
famosos
decretos,
que desterram
os
Jesuitas
de
França
e
perseguem
as
outras
congregações
religiosas.
FOLHETIM
0S
BISPOS
NOME
IDOS PELO SNR.
D. MIGUEL
ESBOÇOS
BIOGKAPIIICOS
V
D.
Fr.
José
da
Assumpção
Curvemo-nos
respeitosos
ante a
me
mória
de
um
varão
pio,
zeloso
e
illustra
do,
que
como
simples
missionário
fóra
um
verdadeiro
apostolo,
e
como
Bispo te
ria
sido
um
ornamento
do
episcopado
portuguez
se
os
desgraçados
tempos,
em
que
viveu,
não
paralysassem
logo
desde
o
começo
a energia
do
pastor
para lhe
deixarem
sómente
a
coróa do
sollrimen-
lo
e
a
conslancia
do
confessor
de Jesus
Chrislo.
Na
aldêa
de
Nariz,
hoje
parochta
in
dependente,
mas n
’
esse
tempo
incorpora
da
na freguezia
de
llequeixo,
da
dioce
se
de
Aveiro,
nasceu,
a
15
de
março
de
1781,
I).
Fr. José
da
Assumpção, li-
lho
de
Valerio
José e
de
sua mulher
Joanna
Vieira,
moradora
na
sobredita
al
dêa,
sendo
aquelle
natural
de
Villa-nova
da
Palhaça.
O
recem-nascido
recebeu
as
aguas
do
baplismo
a 22
do referido
mez
e
anno.
Dedicando
o
seus
paes
á carreira
ec-
clesiastica,
frequentou
as
aulas
na cidade
de
Aveiro,
com
créditos
de
abalisado
es
tudante;
e
alli
mesmo
tomou
ordens,
re
gressando
á
terra
da
sua
naturalidade
de
pois
de
elevado
ao
sacerdócio.
Decorrendo por
esse
tempo
a
inva
são
do
exercito francez,
do
commando
do
marechal
Soult,
peio
norte de
Por
tugal,
e
adiantando-se as
tropas
invaso
ras
até
á
margem
direita
do
Vouga,
foi
o
joven
padre
José
em
companhia
de
al
guns
seus
visinhos
observar,
desde
a
es
querda
do
mesmo
rio,
os
movimentos
do
inimigo. Ao
descobrirem,
do
lado
oppos-
to,
um
soldado
francez
isolado,
um
dos
da
companhia,
dominado
pela
aversão,
que
o
povo
portuguez
votava
aos
seus
injus
tos e
desalmados aggressores,
fez-lhe
lo
go e estendeu o
francez morto
sobre
a
areia.
Tal
scena
fez no
animo
piedoso
do
saceidote
a
mais funda
impressão.
Vol
tou
a
sua
casa
taciturno
e
pensativo;
e
na
manhã
seguinte
a
familia
deu
pelo
seu
desapparecimeuto,
encontrando sobre
a
me
za
do
seu
quarto
um
bilhete,
em
que
de
clarava
partir
para
o
Varalojo
a
tomar
o
habito
n’
aquelle
exemplaríssimo
convento.
Assim
o
fez
effectivamente,
podendo
bem
suppor-se
com
que
zelo
e
perseverança
faria
elle
as
provas
do
noviciado
até
pro
ferir os
votos
solemnes,
que
o
ligavam
á
austera
congregação
dos
Prégadores
da
Penitencia.
Alistado
emfim
n
’
aquella
evangélica
mi
lícia.
começou
Fr.
Jssé
da
Assumpção
a
missionar
pelo
reino,
adquirindo
logo os
créditos
de
orador
persuasivo
e
facundo,
como
já
linha
os
de
religioso
grave
e
exemplar.
Permittam-nos
que
especialisemos
uma
das
suas
mais
notáveis
missões,
servin
do-nos
das
próprias
palavras
de
um
nos
so
dislinclo
e
sympalhico
escriptor
con
temporâneo.
«Corria
o
mez
de
janeiro
de
1830,
quando
a
esta
cidade
(de
Coimbra) che
gavam
dous
pobres
descalços,
vestidos
de
grosseiro borel,
com
um
crucifixo
ao
pei
to
(a). Começam
a
prégar
na
Sé
Calhe-
dral;
resôa
nas
cercanias o trovão
do
Evangelho;
acodem
os
íieis
a
enxames.
A
vastidão
d
’
aquelle
magnifico
templo já
não
chega
para
o
desmedido numero de
concorrentes; é
necessário
transferir
a
ca
deira
da
verdade
para
as
praças
e
cam
pos.
Vêem-se
auditórios de
seis,
oito
e
dez
mil
pessoas,
como
suspensas
da
voz
de
um
penitente
filho
do
seminário
do
Va-
(a)
Eram
Fr.
José
da
Assumpção
e
Fr.
Joaquim
do
Espirito
Santo.
ratojo.
E
não se
julgue
que sómente
o
povo
rude
corria a
saciar-se
da Divina
Palavra
n
’
estas
puríssimas
fontes
da san
ta
doutrina.
Sábios
de
prirreira
ordem,
doutores
insignissimos
ouviam
os varões
apostolicos.
A
própria
mocidade
acadé
mica
deixava
de
boa
mente as
suas
di
versões
costumadas
para
escutar
estes
oráculos
sagrados. Reformaram-se
n’
essa
feliz
epocha muitas
vidas,
houveram
con
versões
numerosas.
Duas prinçipalmenle
deram
nos
olhos
pela
extranheza
das pes-.
soas,
em
que
se
operaram.
Frequenta
vam
na
universidade
a
faculdade
de
Di
reito
dous
mancebos
dislinctos
por
seus
talentos
litterarios.
Estavam-lhes
patentes
as
portas
para
um
dia
chegarem
ás
mais
altas
dignidades
da
Egreja. ou aos
car
gos
mais
eminentes
do
Estado.
Ouvem
os
missionários;
todos
os
seus projeclos
de engrandecimentos
se
desvanecem;
e,
procurando
o
santo
asylo
do
Varatojo,
alli
fazem
a
sua profissão
religiosa
(b)>.
Um d
’
estes
extndantes
era José Bento
Ribeiro
Gaspar,
depois
Fr.
Agostinho
da
Annunciação,
fundador
do
collegio
dos
Meninos
Órfãos
de
8.
Fiel,
no
districto
de
Castello
Branco.
Digno
imitador foi
(b)
O snr.
F.
A.
Rodrigues
de
Gusmão,
em
um
communicado
na
«Nação»,
n.
1375,
de
1852,
*
Heroísmo de
quatro senhoras
ootholiens.—
Os jornaes estrangeiros
re
feriram
ha
dias
um
facto,
que
revela
o
extraordinário
valor
e
heroísmo
de
quatro
senhoras calholicas
do Norte,
eil-o:
Em
quanto
a
religião catholica
prospe
rava
e
a cada
hora
fazia
novas
conqui
stas
na
ilha
de
Seio,
os
scisrnaticos
gre
gos,
enraivecidos
ao
verem
suas
egrejas
abandonadas, e
concorridas
aquellas
em
que
os
missionários
catholicos
prégavam,
offereceram tão
grossas
quantias
ao
com-
mandante
do
exercito
turco,
que
o
obri
garam
a
mandar
affixar
em
toda
a
cida
de
um
edifício
contra
a
verdadeira
egreja.
Desde
esse
dia
o
governador prohibiu
que
se
professasse
a
religião
do
Papa,
e
comminou
pena
de
morte
contra
os
que
fossem
encontrados
fazendo
exercícios es-
pirituaes.
Todavia,
como
tal
ordem
foi
despre
zada
pelos catholicos,
queriam
da ameaça
e
estavam
dispostos
a
transgredir
o
de
creto
primeiro
do
que
renunciar
a
sua
lei,
os
scisrnaticos,
para
incutir
terror
e
pro-
hibir
completamente
o
rito latino,
pedi
ram e
obtiveram,
á
força
de
dinheiro,
a
morte
de
quatro
dos
principaes catholicos
dois
dos
quaes
eram
da
casa
Justimani.
Estes
quatro indivíduos,
lidos
pelos
me
lhores
caracteres
do
paiz
e
que não
tinham
outro
crime senão
o
de
serem
verdadei
ramente
religiosos,
acceitaram
alegremen
te
a
morte,
desprezando
com
o
mais
so
berano
desdem
todas
as
oflertas
de
gran
des vantagens lemporaes,
que
lhes
foram
propostas,
se
abandonassem
a
sua
reli
gião.
No
dia
immediato á
sua
morte,
as
espo
sas
d
’
estes,
apezar
da
delicadeza
e
fran
queza própria do
seu
sexo,
apresentaram-
se
com
seus
filhos
pela
mão
diante
do go
vernador
turco,
ao qual
disseram,
possuí
das
de
grande
coragem
:
—
«Senhor
;
hontem,
fizestes
morrer
os
nossos
maridos
pelo
unico
crime
de
se
rem
catholicos; fazei
hoje
o
mesmo
a
nós
e
a
estes
innocentes,
porque
professamos
e
confessamos
a
mesma
religião
e nunca
havemos
de
apostalar».
O
cominandanle,
surprehendido
e
en-
thusiasmado
em
presença
de
tão
grande
valor
e
de
um especlaculo
de tal ordem,
mandou dar-lhes
tecidos
bordados
a
ouro,
respondeu-lhes
em
tom
compasivo
:
—
iNãu
me
acctiseis
da
morte
dos
vos
sos
maridos
:
não
fui cu que os
fiz
mor
rer :
foram
esses...»
e
n
’
isto apontou
para
os prelados
gregos.»
Isto
revela
duas
cousas
;
uma,
que
os
renegados
catholicos
são os
mais
encarni
çados
inimigos
da
religião que abandona
ram
;
outra, que
só
a
verdadeira
religião
produz
d
’esles
heroísmos.
Onde
estão os
martyres
das
religiões
dissidentes ?
Onde estão
os
philosophos
positivistas,
macaqueiros,
onde os
materialistas
capa
zes
de
tão
elevada
e
superior abnegação
?
A
’
carídiade publica.—
Recommen
damos
muito
e
muito
ás
pessoas carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria é
extremamente
doloroso.
Pedimos
que pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros, n.°
24.
Continuámos
com
a
publicação dos
do
*
membros
do elero, que
ailheriram
ao Protesto d» eorpo
docente do Seminário Coneilior
de
8. Pedro, d’esto
eidtt-ie.
Arcipreslado
de
Amarante
O
arcipreste
João Teixeira
dc
Sousa
Duarte
Sampaio.
—
O
reitor
Joaquim
Lopes
de
Carvalho.
—
O
encommendado
José
Vi-
clorino
Pinto
de
Carvalho.
—Padre
José
Teixeira
Guimarães.
—
Padre
Justino
d
’O-
liveira.—
Padre
Joaquim
Pinheiro
Pinto
de
Carvalho.—Padre
Domingos Pinheiro Pinto
de Carvalho.
—
O
encommendado José
Tei
xeira
Sanches.
—
Fr.
José
de
Santa
Eu-
lalia.—
O
parocho
José de Mesquita
Costa
e
Mello.
—
O
coadjutor
J
o
ão
da
Silva
Ma
cedo.—O
encommendado
Zeferino
Mendes
de
Araújo.
—O
encommendado Manoel Jus
tino
Teixeira
de
Carvalho.—
O
parocho
João
de Vasconcellos
Carvalho
e
Mello.
—
Padre
Antonio
José
da
Silva
Freitas.
—
Padre
Miguel
José
da
Costa
e Oliveira.
—
Padre
José
Bento
de Vasconcellos
Pereira
de
Mello.
—
O encommendado Francisco
Peixeira
de
Carvalho.
—
Padre
Manoel
Jus
tino
de Sampaio.
—
O parocho
Gaspar
Tei
xeira
Machado
de
Faria.—O
parocho
An
tonio
Teixeira
Pinto.—
Padre
José
da
Silva
Botelho.
—Padre
Joaquim Teixeira da
Moita
Almeida.
—O
parocho
iMoreira de
Carva
lho Coulinho.—O
parocho
Manoel
Alves
de
Carvalho Machado.
—
O
capellão José
Maria
Fernandes.
—
O
parocho
José
Manso
da
Cruz.
—
O
parocho
Garcia
José
Bento
Almeida.
(Continua)
CORRES
I
*
OV«i:VCl
a
Crande
phenoineuo
Povoa
de Lanhoso,
23
de
junho
de
1880.
Snr.
redaclor.
lia
acontecimentos
de
tal
magnitude
que
não
podem
nem
devem
ficar
envol
tos
no
espesso
veo
d
’
um
criminoso
olvi
do,
e
um leve logar
n
’
esta
villa,
cuja
narração
espero
que
v.
se
dignará publi
car
nas
columnas
do
seu
muito acredi
tado
jornal.
No
dia
3
do
corrente,
dia d
’ora
avante
memorável
nos
annaes
d
’esta
villa,
abrin
do-se
a
sepultura
n.°
6
da
capella
de
N.
Senhor»
do
Amparo
para
um
enterramen
to,
e
profundando
se
a
dita
sepultura
por
indicação
do
ill.rao
snr.
padre
Francisco
José Barbosa,
digno
professor
n
’
esta
villa,
foi
encontrado
um
caixão
com um
corpo
incorrupto;
o snr.
padre
Francisco
man
dou
cobril-o
e abrir
outra
sepultura, guar
dando
o
conveniente silencio,
porém
que
rendo
Deus a manifestação
de
suas
obras
e
das
virtudes
dos
seus
servos,
bem
de
pressa
se
divulgou
a
noticia
do
achado,
SECÇÃO
DE COMMUNICÀDOS
que
de
dia
a dia
augmentava
de
propor
ções.
Em
consequência
da
voz
publica,
sem
pre
crescente,
reuniram-se
no
dia
18
de
este
mesmo corrente
mez
varias
pessoas
d
’esta
villa,
e
ávidas
pela
verdade
do
fa
cto
dirigiram-se
á
capella
e
procederam
á
exhumação
do
corpo,
que
effectivamenle
acharam.
Foi
geral
a
admiração
dos
circumstan-
tes
quando
viram
coroados
os
seus
louvá
veis
esforços;
collocado
o
caixão
fóra
da
sepultura,
e
tirada
a
terra
que
continha
por
falta
de
tampa, appareceu
um
corpo
de
mulher
perfeitamente
conservado,
tendo
as
carnes
com
admiravel
elasticidade,
fle
xíveis
os
membros, e
os
cabellos
tão
per
feitos
como
se
nem
um
dia
tivesse
de
corrido
depois
do
seu
enterramento!
Os
hábitos
foram igualmente
izentos da
acção
da
terra,
do
tempo,
achando-se
intactos
e
conservando
as
respectivas
córes;
al
guns
d
’
elles
estão
guardados,
e
uma gran
de
parle
foi
levada
pelo
povo
em
pequenos
fragmentos
como
relíquias.
No
dia
seguinte
foi
o corpo
vestido
com
hábitos
novos
e
collocado
em
novo
caixão,
mandando-se
logo
fazer
um
de
chumbo
para
o
encerramento,
que
ainda
não
foi
possivel
ler
logar.
Suppõe-se
ser
o referido
corpo
de
Chris-
tina
de
Bragança,
exposta,
creada
por
Gertrudes
Maria
Pereira,
mulher
de João
Antonio
de
Paulo,
moradores
n
’esta
villa,
casada,
sem
successão,
com
José
Antonio
Gonçalves,
e
fallecida ha 36 annos.
Ainda
vivem
pessoas
do seu
tempo,
que aflirmam
ter
ella
sido
dotada
de
edi
ficantes virtudes,
e admirada por
sua
inal
terável resignação
em muitos
soffrimen-
tos
phisicos
e
moraes,
de
que
foi
vi-
clima.
•
Os
homens
da
sciencia,
que
teem
exa
minado
o
corpo,
não
explicam
o
pheno-
meno,
que
acham fóra da
orbita
do
na
tural,
e
o
povo, na
sua
religiosidade,
pro
clama
o
milagre,
crendo
piamente,
e
eu
com
elle,
que
esse
previlegiado
corpo
foi
involucro
d
’
uma
alma
gloriosa.
Não
se
póde
allribuir
á qualidade
da
terra
a
conservação
do
corpo,
porque na
mesma
sepultura
tem
sido
anterior,
e
posteriormente
sepultados
outros
cadáve
res,
de que
não existem
signaes;
pois
affirma-se
que
já
ha
16
ou
18
annos,
por
occasião
d
’
um enterramento,
o
dito
corpo
foi encontrado,
rebaixada
a
sepul
tura
e
collocado
em maior profundidade
para
sepultar
outro,
e
que
mais
se
tem
sepultado
desde
essa
epoca,
sendo
todos
consumidos
pela
terra.
Já
se
falia
em alguns
mibgres,
que
não
aflirmo
nem
nego,
porém
a concor
rência
é
espantosa
e a admiração cres
cente.
Sou,
snr.
redactor,
de
v.
etc.
Um Povoense.
Snr.
redaclor.
Mais
uma
vez
me
vejo
compellido
a
vir a este
tribunal
da
imprensa,
e
agora
como
n'outras
occasiões,
em
defeza
minha
honra.
São numerosos
os
meus
inimigos,
e
eu
quasi
só;
no-entanlo
co
mo tenho
consciência
de haver
sempre
trilhado caminho
recto, não os
receio.
Acaba
de
me
ser
armada
por
elles
mais
uma
cilada,
que
passo
a desenvenci
lhar.
A
exposição
que
segue
mostrará
cla
ramente
o
requinte
da
patifaria:
No
dia
19
ou
20
deste
mez,
veio ao
meu
estabelecimento,
Maria
da
Conceição,
creada
d
’
uma
casa
da
rua
do Anjo,
ro
gar-me
a
compra
d
’uns brincos
de
dia
mantes.
Disse-lhe
que estando este
ge-
nero
muito
barato,
fosse
ella primeiro
offerecel-os
aos
meus
collegas,
e
depois
voltasse que
eu lhe
daria
mais
alguma
cousa
que
a
avaliação
d’
elles.
Por
este
motivo não
prestei
aos
brincos nenhuma
atlenção.
No
dia
21,
chegando
eu
do
Porto,
no
comboio
da
tarde,
já
encontrei
no
meu
estabelecimento a
vendedora,
a
quem per
guntei
o
que
havia
a
respeito
dos
brin
cos.
Respondeu-me
que
tinha
ido
com
elles
ao
snr.
Antonio
da prata,
e
ao
con
traste
da prata,
o
primeiro dos
quaes
lhe
oflferecèra 55000
reis,
e
o
segundo
55300
reis;
mas que
não
os
dava por menos
de
65000
reis.
Segundo
o que piomellêra,
dei
lhe 65000
reis
pelos brincos
e
200
reis
para
ella.
Se
da
primeira
vez
não
prestei
atten-
ção
aos
brincos,
menos
a
prestei
ao pa
gai
os
por
estar
um
pouco
fatigado da
viagem,
e
por
confiar
(como
ainda
hoje
confio)
na
offerta
dos
meus
collegas
ci
tados;
porque
devendo
os
brincos
de
diamantes
ter
seis
grãos,
a
offerta
estava
em relação.
Em
seguida
mandei
limpal-os
e
no
dia
seguinle
foram
expostos
á
venda.
No
dia 23 appareceu
no
meu
estabe
lecimento
0
snr.
Francisco
Moreira, sapa
teiro,
morador
na
rua
de
Santa
Marga
rida, 0
qual
apresentando-me
uns
brincos
de
prata
com
pedras
falsas,
me
pergun
tou
se eu
leria
uns
iguaes.
R.espondi-lhe
que
não;
mas
que
tinha
uns
de
diaman
tes,
já
usados,
que
lhe
ficavam
em
con
ta.
Mostrei-lh
’
os,
e
vendi-lh
’
os por
75500
reis.
Pediu-me
0
referido
indivíduo
que
lhe
passasse
um
bilhete
do
meu
estabe
lecimento:
passei
lh
’
o
cora a
maior
fran
queza.
Da
minha
compra
e
venda
não
ha
tes-
timunha
alguma.
Na
tarde
do
mesmo
dia
entrou
no
meu
estabelecimento,
Luiz
Joaquim
dOliveira^
ourives,
e
disse:
que
tendo
precisão
d'uns
brincos
iguaes
mandára
comprar
os
já
in
dicados,
pelo
tal sapateiro,
e
que
não
viera
compral-os
pessoalmenle
por
andar
zan
gado
commigo:
que
precisava
saber
se
effectivamenle
eu
os
havia
vendido,
e
se
eram
de
diamantes,
pois elle
entendia
que
não
eram.
Contei-lhe tudo
e
accrescenlei,
que,
se
elle
entendia
que
não
eram
diamantes,
eu
elle
do varão
apostolico,
a
quem
devêra
a
sua
notável
conversão,
que
por
si
só
bastaria
a
coroar
dignamente
esta
missão
de
Coimbra
em
1830.
Seis
annos
estivera
em
viuvez
a
egre
ja laraecense,
desde
a
morte
do
Bispo
D.
José de
Jesus
Maria Pinto,
occorrida
em 6
de
março
de 1826.
Para
pôr ter
mo
a
este
estado
recahiu
acertadamen-
te
a
escolha
do Senhor
D.
Miguel
em
Fr.
José da
Assumpção,
cuja
fama
de
lettras
e
virtudes
já
andava
assaz
divul
gada em
lodo
o paiz.
Custou
muito
a
vencer
a
repugnância
do
humilde
mis
sionário,
que
nas
dissenções
da
epocha
e
nas
outras
calamidades, com
que
a
Divina
Justiça
ameaçava
castigar
este
reino, via
complicadas
as
diífieuldades
do
oflicio
pas
toral.
Teve
porém
de
ceder
ás
instancias,
quasi ordens,
do governo; e
confirmada
a
sua
eleição
pelo
Santo
Padre
em
con-
sislorio
de
29
de
junho
de 1833,
aguar
dava
D.
Fr.
José
que
lhe
chegassem
as
respêctivas
bulias,
para
entrar
a
reger
a
sua
diocese,
quando
superiormente
lhe
foi
ordenado
que
fosse
tomar
conta
de
todos
os
bens
da
mitra
como
se
da
mesma
hou
vesse
tomado
posse.
Partiu
logo
D.
Fr.
José para
Lame
go,
onde
chegou
já
de
noite. Foram
sur-
prehendid
s os
habitantes
da
cidade
pelo
repicar
dós sinos
da
calhedral;
correram!
mivt
s
a
informar-se
da novidade; sou
beram
que
era
chegado
o
novo
Bispo,
e
viram
um pobre
frade,
coberto
com
o
humilde
habito,
trazendo
por unica bi-
gagem
o
breviário, e
acompanhado
ape
nas
por
outro
religioso. Os
lamecenses
poderam então
convencer-se de
que
iam
ter
por
pastor um verdadeiro
apostolo.
Abriu
elle
d
’a!li
a
poucos
dias
uma
missão
na
Sé.
Por
efleilo
da
sua
palavra
evangélica
o
povo
corria
pressuroso
ao
conlissionario
e
á
Sagrada
Meza.
Só estra
nhavam
alguns
que
elle
foliasse
desabri
damente
contra
o
partido
político,
que
então
disputava
o
poder
contra
o
rei
li
vremente
proclamado
pela
nação
portugue
za. Mal
cabida
estranheza!
O
homem
de
Deus
era
apenas
um profeta
dos
males,
que
ameaçavam
a
Egreja
Lusitana.
E
o
futuro
—
ai!—
justificou
o
de
sobejo!
As
bulias
de
confirmação, expedidas
por
via
de
Hespanha,
não
poderam
che
gar
a
Portugal.
Entretanto
precipitavam
se
os
acontecimentos,
e
as tropas
liberaes
acercavam-se
de
Lamego.
D.
Fr.
José
da
Assumpção
retirou-se
prudentemente
da
cidade,
seguindo
a
estrada
de
Trancoso
e
Celorico
da Beira, e
fazendo
conduzir
as
pratas
da
mitra,
que
confiou
á
guar
da de
uma
senhora
de
Celorico, recorn-
mendando-lhe inviolável
segredo,
e
que
só
houvesse
de
enlregal-as
a
elle
ou
a
seu
legitimo
successor.
Perdida
a
causa
do
Senhor
D.
Miguel,
e
forçado
este a
expatriar-se, o
nosso
Bispo
conseguiu,
depois
de
muitos
traba
lhos,
recolher-se
a
Lisboa.
Foram-lhe
lo
go exigidas
pelo
governo
liberal as
alfaias
da
mitra
lamecense;
mas
elle
recusou-se
a
declarar
onde
paravam. Instaurou-se
processo
criminal;
foi
pronunciado
um
clé
rigo,
que as acoinpanhára
até
Freixinho,
e
o proprio
prelado
foi
acoimado
de la
drão
por
um dos
ministros
d
’Estado!
Ven
do
então
immiuente
a
perseguição,
tomou
a resolução
de
se
esconder,
e
assim
se
conservou
por
uns
poucos
d
’annos,
já
nos
arredores
de
Lisboa, já
dentro
da
própria
capital.
O
tempo
do
seu
homizio
não
o
pas
sou
elle
na inércia. Empregou-o sim
em
escrever
algumas
obras
religiosas,
a
mais
notável das quaes
tem
por titulo
O Defensor
da
Religião,
que
mereceu
as
honras
da
traducção
em
hespanhol
por
um sacerdote
da
diocese
de Orense. Es
creveu
também
as
Homilias
para
lodos
os
domingos
e
festividades
principaes,
cuja
1.
*
parle se
publicou
em
1810.
De
ou
tras
suas
obras
se
faz
menção
no
Diccio-
nario
Bibliographico
de
fnnocencio
F. da
Silva
—
tomo
IV,
pag.
239—ainda
que
nos
parece
incompleto
o
catalogo
d
’ellas,
que
alii
se
lê.
Não
temis
porém
agora todos
os
elementos
precisos
para
o
completar
e
rectiíicar
como
muito
desejávamos.
Em
1811
achava-se D. Fr. José da
Assumpção
ainda
escondido
em
uma
casa
na
travéssa
do
Pintor,
em
Lisboa,
quan
do
a
morte
soltou
emíim
das
prizões
ter
renas
aquella
piedosa
alma,
no
dia
18
de
outubro,
contando
elle
a
esse
tempo
69
annos
e
alguns
mezes
de edade.
O
go
verno
liberal
só
nomeou
Bispo
para
a
dio
cese
de
Lamego
em
1811;
e
apenas
es
te
—
que foi
D.
José
de
Moura
Coulinho
—
entrou
na
posse da
mitra,
foram-lhe
im-
mediatamente
restituídas
as
pratas, que
se
julgavam perdidas,
pela
snr.
a
D.
Ma
ria José
Esleves,
de
Celorico, não
se
no
tando
n
’
ellas
a
mais pequena
falta.
Concluindo
este
esboço
biographico,
te
mos
a
firme
esperança
de
<jae um
dia
a
historia
fará
plena justiça
ao
varão
ver
dadeiramente
apostolico
que,
a
não
cor
rerem
tão
adversos os
tempos,
teria
silo
um dos
mais
illuslres
e
exemplares
pre
lados
da
egreja
lamecense
(c);
M.
(c)
Devemos
preciosos esclarecimentos
para
a
biographia
de D.
Fr.
José
da
As
sumpção
á
generosa
condescendência
do
revd.
0
snr.
José Marques
Vidal, aclual-
menie
parocho
da
freguezia de.
Requeixo.
Aqui
daixamos
pois
consignada
a s.
s.
a
a
sincera
expressão
do
nosso
cordeal
agra
decimento.
lhe tornaria
o
dinheiro.
Respondeu-me
que
não
queria
o
dinheiro,
que
ia
proceder
contra
mim.
Não lhe
pedi o
contrario,
antes
o
animei
a
que
procedesse
como
quizesse.
Esta
conversa
foi
presenceada
pelo
ill.'
no
snr. Alvim, e
por
um
negociante
da
rua
das
Aguas.
Do
qne
deixo
exposto
se
infere
qne
comprei
os
brincos
como
diamantes
e
co
mo
laes
os
vendi.
E
’
crivei
que
nos ti
véssemos
enganado
o
contraste
da
prata,
O
snr.
Antonio,
e
eu?
Como
seria
que
depois
de eu
os
ler
vendido
ao
sapateiro
se
transformaram
em
pedras
falsas?
Que
precisão
teria
o sapateiro
de
comprar
uns
brincos
de
diamantes?
Se
eram
(seriam?)
para
o
snr.
Luiz,
como
advinhou
este
snr.
que
eu tinha uns
que
lhe
convinham.
Se
acto
contínuo
á
venda,
e
esta
com
testimunhas,
os
brincos
fossem
deposita
das
na
auctoridade
competente,
a
haver
maroteira,
já
eu
não
podia
ser
victima
senão
da minha boa-fé; mas
estando
os
brincos
na
mão
do
snr.
Luiz
até
ao
dia
26,
que
diacho
estiveram
a
fazer os
prá
ticos?
Em
Braga, sonhei
que
se
descra
varam
algumas
pedras, e
qne
uma
das
pessoas
competentes
não podéra
dizer
que
nào
eram
diamantes.
Também sonhei que
os
brincos
foram
viajar
até
ao
Porto.
O
que
iriam
elles
lá
cheirar?
Para
saberem
se
eram
ou não
diamantes,
não
precisa
vam
da
viagem, pois
temos cá
dois con
trastes,
e
muitos
ourives
práticos.
Para
esta
tratantada
ter
vizos
de
se
riedade,
o
sapateiro
comprador,
quando
não
confiasse
em
mim,
deveria
recorrer
aos
contrastes,
que
o
desenganariam.
Mas
não,
a
marosca estava
planeada
dante-
mão.
Conhecendo-a,
chamei
ao
meu
esta
belecimento
a
mulher
que
me
vendeu
os
brincos
e
perante ires
testimunhas
ella
raclilicou
o que
havia
dicto
ácerca
da
offerta
dos
seus
collegas.
Snr.
redactor:
eu já sabia, desde
que
procedi
contra
os
que
mandaram
quebrar
■a laboleta
do
meu
estabelecimento,
eu
já
sabia que
os meus
inimigos
preten
diam
arranjar-me
um
sarilho
para
eu
ir,
segundo
os
seus
desejos,
até
á
África.
Será
este?
Para
que
não
teem
cançado
em
fazer-me
arguições
refalsadas,
provo
cações,
e
esperas?
E
as pasquinadas
qne
de
tempos
a
tempos
mandam
correr
mundo
?
No
entretanto,
collegas,
prefiro que
mandeis
quebrar
mil
vezes
a
laboleta
do
meu
estabelecimento,
ou
que
lanceis
fogo
á
minha
casa,
do
qne
me
imputeis
o
eu
ter
vendido
gato
por
lebre.
Se
entendeis
que
era
promover-me
uma
querella,
a
mi
nha
honra
ficará
manchada
e o
meu
cre
dito
abalado,
andae
para
diante.
Nem
o
vosso
numero,
nem
a
minha
situação
de
presumido
reu
me farão
ladear
do
cami
nho
que encetei. Tenho
a
certeza
que
mais
cedo ou
mais tarde
tereis
malasar-
les
de
me
fazerdes
reu
á
força;
mas en
tão
eu
farei
como
que
ensarilheis
armas
para sempre. Cada
um
de
vós
me
com-
prehende
por
seu
turno.
Tende
a certeza
que
nada
conseguireis
contra
a
minha
honra,
que
está
muito
acima
das
vossas
artimanhas
e
das
vossas
torpíssimas
vinganças.
Braga
29
de junho
de.
1880.
(216)
Antonio
Casimiro
da Cosia.
Rectaasin n.° 45
SAUDE
A TOJOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de saude,
HEVALESCIE3.E
DU
BARRY
DE
LONDRES
32
annos
cl
invariavel
succasso
Combatendo
as in
ligestões
(dispepsia),
gastrica,
gaslralgia,
llegma.
arrotos,
amar
gor
na
bocca,
ptluilas,
nauseas,
vomitos,
irritações
inteslinaes,
diarrhéa,
disenteria,
cólicas, tosse,
asthrna,
bexigas,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabetis,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
há
lito,
dos bronchios, da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa
do
cerebro
e
do
sangue; 90:000
curas,
com-
prehendendo
n'ellas
as
da
duqueza
de
Castlestuart,
do
duque
de
Pluskow,
da
marqueza
de
Brehm,
de
lord
Stnart,
par
d
lngiaterra, do doutor
e
professor
AVur-
’
’
r, do
professor
e
doutor
Beneke, etc.,
etc.
Cura
n.°
65.811
Mr.
A.
Bruneliere,
cura,
de
uma
dis
pepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos
médi
cos
lhe
darem
só
poucos
mezes de
vida.
Certificado n.°
69:719
Hydropisia,
retenção.
—
Tres
d
’
estes
ca
sos
foram
radicalmente
curados.
Para
as
tosses adquiridas
por
um
resfriamento,
produz
a
suspensão
repentinamente;
para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
es
tomago,
produz
o
melhor
effeito
e dissi
pa
a
melancolia.
L
angevin
,
cura.
Cura
n
0
48:816
C
ertificado
do
celebre
doutor
R
odolpiio
VVURZER
Bonn,
19
de
janeiro
de
1855.
A
Kevaieweiere
substituiu
admira
velmente
toda
a
medicina em
muitas
doen
ças,
sobretudo
nas
diabetis,
constipações
obstinadas
e
habiluaes,
assim
como
nas
diarrhéas,
nas
aílecções
dos
rins
e
da
bexiga,
nas
conlracções
e
nas
doenças
pulmonares
e
dos bronchios,
nas
tosses
e
na
tísica.
D
outor
R
od
W
urzer
,
Membro
de varias
sociedades
scienlificas.
E’seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
reraedios.
—
Preços
lixos
da
venda em
toda
a península:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
300
reis;
de
*
/»
kilo
800
reis;
de ura
kilo,
l$i00
reis;
de 2
kilos,
3^200
reis;
de
6
kilos, 65400;
de
12
kilos,
120000
reis.
I»1
B 4KHY
«S
j
C.a MfUTEO —
Place
Vendôrne,
26,
Paris;
77
Regen-Streel,
Londres;
Valverde, 1,
Malrid.
DEPOSITOS.
—
Lisboai
Serzedello
&
C.
a
,
largo
do
Corpo
Santo,
16;
Azevedo
Filhos,
praça de
D.
Pedro,
31 e
32;
Bar
rai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12.—
t
,«irtni
John
Cassei
à
C.
a
;
J.
de
Sousa
Ferreira,
rua
da
Banharia,
77.
D
epositos
n
’
esta
província
:
Br
*
g»i
Antonio
Alexandre
Pereira
Maia,
pharmaceutico,
rua
dos
Chãos,
31;
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto;
Domingos
José
Vieira
Machado,
droguista,
praça
Municipal,
17.
—
Bareellosi
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharmaceutico,
largo da
Ponte.
—
Vianna
do
Caatelloi
Affonso,
droguis
ta,
rua
da
Picota;
J.
A.
de Barcos,
dro
garia,
rua
Grande,
140.
—
Guimarãr»i
A.
J. Pereira Martins, pharmaceutico;
An
tonio
d
’
Araujo
Carvalho,
mercearia,
cam
po
da
Feira,
1; José Joaquim
da
Silva,
droguista,
rua
da
Rainha,
29
e 33.—
Pon
te «to lAmat A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharmaceutico.
—
Valença
«lo
Hinlioi
Francisco
José
de
Sousa, pharmaceúlico.
A8BADKHS3T0S
«■tMManoMMno
Os abaixo
assignados,
irmãos
e
sobri
nhos
do
fallecido
padre
Joaquim
Maria
Lamego
da
Maia,
prolessor
do
lyceu de
Braga,
não
podendo
pessoalmente
agra
decer
a todas
as
pessoas que
o
honra
ram
com os
seus
cumprimentos,
durante
a
fatal
doença
que
o
acoinmeteu,
e
se
digna
ram
assistir
aos
oíficios
fúnebres
que,
por
alma do
finado,
se
rezaram
na
egreja
de
S.
Lazaro
no
dia
14
do corrente,
vena
por
este
meio
significar
o
seu
eterno reconhe
cimento
e
gratidão.
Braga
26
de
junho
de
1880.
Rodrigo
Maria
da
Maia
Lermont.
D.
Maria
José
Albertina
da
Maia
(ausente).
L)
Maria Francisca
Adelaide
da Maia.
Joaquim
Maria
da
Maia
Lermont.
D.
Malhtlde
Candida
da
Maia
Lermont.
(329)
ANNUNCIOS
ARRENDAM-SE
quatro
casas
na
rua
de
S.
Geraldo, n.os
10, 11,
•tóOM
is e
22,
tendo
duas
d
’
ellas
um
pequeno
quintal
e
agoa. Para
ver
e
tra
tar
na
mesma
rua
n.°
10.
(3oa)
EBSTOS BE 3® DIA»
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
do
6.°
olficio
José
Luiz
de
Oliveira
Pessa,
se
procede
a
inventario
orfanologico
por fal-
lecimento
de
Luiza
Pinto,
moradora
que
foi
na
freguezia
de
Sequeira, d
’esla
co
marca,
em
que
é
ínvéntãriante
Fr.ánçtsco
Grainha,
viuvo
que
ficou
dá inventariada,
e
morador
na
mesma
freguezia,
e
estão
a
correr
éditos
de
trinta
dias
a
contar
do
segundo
d’
estes
annuncios
a
citar
e
chamar
lodos
os credores
incertos
do
casal
inventariado,
e
legatários
ou
resi
dentes
fóra desta
comarca
de
Braga,
para
assistirem,
querendo,
aos
termos
do
so
bredito
inventario,
e
virem deduzir
seus
direitos,
pena
de
não
comparecendo
se
proseguir
nos
termos
do
inventario
ás
suas
revelias
até
final.
Braga,
23
de junho
de
1880.—E
eu
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa
o
subscrevo e
assigno.
Verifiquei
a
exaclidão.
Manoel
Joaquim
Corrêa
Velloso.
O
escrivão
(336)
José
Luiz
d'Oliveira
Pessa.
Massa
fallida
de
Leonardo
da
Silva Pereira
Lima
Pelo snr.
juiz
coramissario
foi
desi
gnado
o
dia
3
do
proximo
futuro
mez
de
julho
para
a
reunião
dos
credores
da
mesma
massa,
atira
de
se
tratar
da
ve
rificação
dos
créditos, o
que
terá
logar
pelas
10
horas da manhã
do
indicado
dia,
no tribunal judicial,
sito
no
largo
de Santo
Agostinho,
tudo
em
conformi
dade
do
que
dispõe
o
God.
Comm.
Braga, 26
de junho de 1880.
Pelo
Curador
Fiscal
O
Solicitador
—João
Ferreira-
Turres.
(337)
INJECÇÃO HYGIENICA
BALSAHICO
PROFHILAT1CO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eíficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharraacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Era Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no Porto
ni
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.
a 742,
proximo
ao
Palacio
de
Chrystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
reis.
mi
iraras
Vendem-se
na
pharmacia
Alvim,
Praça
d
’
Alegria,
aguas
de
Vidago,
Verim,
de
Entre-rios,
de Seidlilz.
das Caídas
da
Rai
nha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas, de
Cabeço de
Vide,
Alcalinas
de
Moura,
de
Vichy,
de
Looches,
e
de
Janos.
(333)
A junta
de
parochia
da
freguezia
de
S. Pedro
de Gondarem, concelho
de
Villa
Nova
de
Cerveira,
lera
no dia dez
de
julho
do
corrente
anno,
de
pôr em
arre
matação
a
refundição
d
’
um
sino do
pezo
superior
a
369
kilogrammas,
a
quem
pos
menos
o fizer;
portanto
convida
a
todor
os fundidores
que queiram
comparecer
no
referido
dia
na
sachrislia
da egreja
paro
chial.
As
condições
desde
já
achara
patentes
para
quem
as
quizer examinar.
Secretaria
da
junta
20
de junho
de
1880.
O
presidente—
João
Alves.
(331)
cwos
it
iinmio
SUCESSORES
DO
CACHAITZ
Receberam
variado
sortido
de ferra
gens
nacionaes
e
estrangeiras,
bem
assim
deposito
de
vinhos
engarrafados,
do
Alto
Douro,
qualidade
garantida,
de
150, 170,
200,
210,
300, 360,
400
e
600.
Idem
deposito
de
camas
de
ferro do
acrediladissimo
deposito de
João
Thomaz
Cardoso,
bombas
para
poços,
fogões
para
cosinha,
armas
e
reworvers,
ferros
a
va
por,
bacias
estanhadas,
e
bom
sortido
de
ferro,
aço
e
metaes.
Preços
sem
competência.
(142)
DINIEEIH?» A JURO
Na
irmandade
da
Senhora
da
Boa
Mor
te,
da egreja
do
Collegio,
ha 130$000 reis
para
dar
a
juro.
(316)
DESPEDIDA
Gaspar
Falcão
Cotia
de
Menezes,
ten
do
de
relirar-se
para
Evora,
onde
vae
fixar a sua residência,
e
não
lhe
sendo
possível,
como
desejava,
despedir-se
m-
dividualmente
de
todas
as
pessoas
que
o honram
com a
sua
amisade,
recorre
a
este
meio
para
lhes
offerecer
o
seu
limitado préstimo
n
’
aquella
cidade.
Braga
8
de
junho
de
1880.
(315)
OURO
E
PRATA
Na ourivesaria
á
Porta
Nova
com
pra-se
ouro
velho
e
cm
barra,
prakt
e
pedras
preciosas.
(311)
|V
E
N
D
A
DA
LAPA DOS ESTEIOS OU
DOS POETAS
Volta
novamente
á praça
no
1.® do
proximo
mez
de julho,
ao
meio
dia,
a
casa
e
quinta
das Cannas,
aros
de
Coimbra,
no
valor de doze contos
de
reis,
e
será
impreterivelmente
entregue
n’
esse
dia
a
quem
mais
offerecer
sobre
a
referida
quan
tia..
A praça
lerá
logar
na
casa
da
me
sma
quinta,
e
declara-se que
se
não
ven
de a
mobília,
gados,
e
mais
objectos
alli
existentes;
e
bem
assim
se
declara
que
são
completamente
destituídos
de
funda
mento
os
boatos
propalados de
se
toma
rem
lanços
para
depois
entregar
o
prédio-
a
certa
e
determinada
pessoa.
—
Entrega-
se
a
quem
mais
der
na
fórma
do
presen
te annuncio.
(266)
SEM
COMPETÊNCIA
ALGODÕES
Pereira,
Aguiar
&
C.
a
,
tem
o
deposito
da
fabrica
do
Bogio,
que
vende
por
jun
to
e
a
retalho
(não
sendo
menos
de
meio
maço),
pelo
preço
da
fabrica.
Algodões
torcidos
de
lodos
os
nume
ros.
Tramas.
Tramas
cruas
e
branqueadas
de
todos
os
numeros.
Estes
algodões
tornam-se
recommen-
daveis
a
todos
os
consummidores,
por
que
são os
melhores
até
hoje
conhecidos;
e
lanto
o
tem
mostrado
que
para o
Por
to
tem tido
tanto
consummo
que
é
im
possível
cumprir
as
encommendas.
O
fim
da fabrica é
tomar
os
seus
al
godões conhecidos em
toda
a
parte
do
paiz,
porque
tem
a
certeza
de
que
os
consummidores
lhe
darão
a
sua
preferen
cia.
(256)
RAPE’ BUI
ATO
Garante-se
a
boa qualidade
d
’
este
rapé.
Meio
grosso,
botes
de250grams.
300
Vinagrinho
>
>
300
Roza
»
300
Secco
>
»
300
TABACARIA
9T,
rua
de S. Vieente,
RRAGA.
(312)
FAB1HU BE
PAPEL
DE
eiu
A
es
Papel
de
jornal,
l.
a e
2.
a
qualidade.
Idem
d
’
embrulho.
Idem
almaço,
liso.
Idem
almaço,
pautado.
Preços
sem
competidor.
AGENCIA
EM
BRAGA
TABACARIl
BSt AIli VSE
(202)
Caiaxa
penlaoriata
JSrraearenae na
Travesim
de M>. Gualdína d’
eata
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
«lias
desde
as
8
horas
da manhã
até ás
9
da
noule
na mesma
caixa.
Vcnde-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
çoin
alrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
BOM
E
BONITO
PATRIMÓNIO
A
2
kilonietros
da
estação
da
via
ferrea
de
Baicellos,
pela
estrada
de
Vianna
até ao
Faia],
no
entroncamento
que
segue
para
Ponte
do
Lima,
e
cerca
de
200
melros para
o
norte,
lado
direito,
freguezia
de
S.
João
de
Villa-Boa,
vende-
se pela
sua
louvação
de
3:000^000
reis
aproximadamente
uma
linda
e
agradavel vivenda
de
campo,
medindo de
comprimen
to 336
metros
e de
largo
144
—constando
de
casas
sobrada
das
com
capacidade
para
familia numerosa,
medindo
de
com
primento
26
metros
e de
largo 9
e
50
centímetros,
com
11
janellas
envidraçadas
e
varanda
vistosa ao nascente e abri
gada
do
norte
e
sudoeste,
tudo
construído
de
solidas paredes
de
cantaria
e
grossas
madeiras
de
castanho e
carvalho;
es
paçosos
cobertos e
cortes;
grande
terreiro
apropriado
a
toda
a
casta
de
animaes:
abundancia
d
’agua
nascente
caindo
num
grande
tanque
de
pedra
por
meio
d
’uma
bomba
de
feiro;
grande
pomar
e
horta,
etc.
O
vinho
passa
por
ser
um
dos
melhores
do
concelho.
O
sitio,
além
de
muito
agradavel
e
pit-
toresco,
é
sadio,
como
tem
mostrado
a
experiencia, chegando
a vir
do
Brazil para ahi
se
restabelecerem
muitos
indivíduos
doentes.
Muitas vantagens
offerece
esta
propriedade,
que
só
mente
|
óde
ser
bem
apreciada
vendo-se.
Acha-se
encravada
no
importante,
mimoso
e mais bem cultivado
passal
do
con
celho,
que
brevemente
vae
ser
arrematado em
Lisboa,
e
por
tanto
em
condições
de
com
este
formar
uin
agradavel
e
ren
doso
património
ao
alcance
de qualquer
pequeno
capitalista
que
deseje
viver
nu
campo
com
todas
as
commodidades,
e
perto
da
primeira
e mais
concorrida e
abastada feir
a
semanal
do
reino.
Pagamento
em
prestações.
Para
tratar
e
dar
os
convenientes esclarecimentos,
em
Barcellos,
na
loja
do
111
° Snr.
ANSELMO
ANTONIO
DA
COSTA
LEITE,
Campo
da
Feira.
(305)
EM
Esta
companhia previne
o consumidor
dos
generos
da
sua
fabrica
que,
para
não
poder
ser
illudido
com
os
de
outras,
resolveu
mudar
os
desenhos
e
legendas
dos
invólucros
dos
seus
diversos
tabacos,
começando
pelo
rapé,
cujos
invólucros
le
rão
n
’
uma
face
o
nome
da
companhia
com
as
armas
reaes,
n
’outra
o
desenho
do
-edifício
da
sua
fabrica,
na terceira
o
faesimile
da
assignatura
do
seu
antigo
mestre
<Je
rapé J.
Joannis,
e
na quarta
as
medalhas
que
tem
conquistado
em
todas
as
ex
posições
a
que
tem
concorrido,
e
finalmente n’um
dos
topos
o
monograma
das
let-
«ras
C. N. T.
X.,
e
no
outro
a
designação
da
qualidade
do
rapé
e seu
respectivo
■pezo;
isto nos volumes
de
SCO
e
250
grammas,
e
nos
volumes
de
100,
50
e
25
gran
mas
uma cinta
c<
m
o desenho
da fabrica
e
a
referida
assignatura
J.
Joannis.
Mais
previne
que
continuará
a
fornecer
este
ar
ligo
nos
mesmos
volumes
de
1:CCO,
500,
de
250, de
100,
de
50
e
de
25
grammas,
e
ainda
n
’
outros
de
menos
jiezo, posto
não
aconselhar aos
seus
agentes
a requisição d
’esles,
porque
julga
não
estar
similliante
fabrico
nem
no
interesse
do
estanqueiro
nem
no
do consumidor.
Lisboa
3
de
junho
de 1880.
(309)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga, tendo em
consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
.Lourenço
da
Cosia
G,
Pereira Bem ardes.
VENDA DE BENS
Vende-se
a
quinta
ou
casal
de
Areias,
e
o
eido
do
Lameiro,
com
suas
pertenças;
dão
pão,
vinho,
azeite,
laranja
e
mais
fructas;
tem
aguas
de
rega
e
lima,
e
mat-
tos
necessários para
a
cultura,
silos
na
freguezia
de
Crespos.
Metade
do
seu
va
lor
póde ficar
em poder do
comprador
a
5
p.
c.
ao
anno.
Trata-se
n
’
esta
cidade,
freguezia
e
rua
de
S.
Victor,
n.° 38 a 40,
Braga.
(314)
Desconfiar
das falsificações,
RllKl-AIM
Rue
de 1’Abbaye, 14
b
AGUA
de
MELISSA
rÉ
dos
Carmelitas
Unico
successor
dos Carmelitas
Contra
a
Apoplexia, o Cholera, Flatos. Desmayos, Indigestões,
Febre
amarella, etc. Veja-se o prospecto que deve envolver caaa (i asco.
Exíja-se
o
rotulo branco c preto que devem levar pegado, os
frascos de todos os tamanhos,
e a assignatura incitisa
.
Deposito
uo
Porto,
Ferreira &
Irmão,
Banharia,
7<
e
id.
BALSaBIO
SA CZWZ
EtOZâ.
Preparação com base de
alcatrão para uso externo
Grandissimo
exito
nas guerras
da
America,
Italia,
franco-allemã
e
do
Orien
te,
no
sitio
de
Paris,
e ultimamente na
Hollauda,
Bélgica
e
índias
—Numerosos
cer
tificados
dos
principaes
médicos
e
attesiações dos
enfermos
curados.
As
chagas
mais
rebeldes,
<is
aff&ções
herpelicas,
escrofulosas e
cancerosas, as
feridas,
queimaduras
e
ulceras
de
Iodas
os
classes,
os
panarícios,
furunculos, etc.
curam-se
rapidamente
com
o
BALSAMO
DA
CBUZ
BOXA.
I.VIYIEOBATA da
dor=Tr«t«>nento IXFALLEVF.L.
Vende-se
por
junto, snrs.
II.
Vanassche
&
C.
3
em
Merxem-les-Anvers
(Bél
gica)
—
Em
Madrid,
Agencia
franco-bispano-portugueza,
Sordo,
31.
Venda
a
retalho
no Porto,
snrs.
Ferreira
&
Irmão, Banharia,
77
e
79.
A: "A A
V
BUA DE S.
MARCOS,
N.°
5.B
Vende
papeis
pinta
dos para
guarnecer
sal!as,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
p
cipiar
em
80
reis
a
peça.
®
—
s
■
í,
V-
>
-V
jb
Vende
olio,
tintas e
A
vernizes
para
pinturas
de
cg
H
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende cimento roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques de ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
JOSE
’
DA
SIL
VA FUNDÃO
Com
loja de faio
feito
tf.
AiniAZKU
iik
ums
DO
ALTO DOURO
DA
CASA 1>E VILLA POLCA
RUA
DO SOUTO
N.°
15-Braga.
N
”
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos engar-
a
fados:
Vmho
tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
»
»
.
190
>
Lagrima
...............................
200
>
Branco
de
meza
...................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
24°
»
de prova
secca................... 300
»
Malvasia
de
2/
............................
360
»
»
velho.....................................400
>
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a 500
>
Roncão
.........................................
700
>
Velho
de 1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
A
AUCT0R1DADE
E
A LIBERDADE
POR
Tígr.
Lnndriot
ARCEBISPO
DE
REIMS.
Este
opusculo,
traduzido
pelo
snr.
Ma
noel Carvalho,
acha-se
á
venda no
escri-
ptorio
d
’esta
typographia
e
na
Praça
Mu
nicipal
n.°
17.
Parle
do
producto d’esta
obra,
é
applicada pelo
editor
para
as
obras
do
monumento de
N.
Senhora
da
Concei
ção
do-Sameiro.
Preço
300
rs.
13—Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
—
13
Participa
aos
seus amigos
e
fre-
goezes,
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um bonito
•|
e vatiado
sortimento
de
fato
fei-
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a l$500,
2$000
e 2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de alpa-
qties
inglezes, roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
le
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonels
de
gorgurão
de
seda
e
de- casimira de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
lica-se
a
íicar
com
ella
quando
não
fique
á vontade
do freguez.
(22iy>
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇOES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmenlada
com novas
orações
e devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolla.
Com
approvação
de
S.
Exc.
3
Bevm.
3
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica, de
Lisboa.
Preço-^160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
200^00'J
REIS
Dão-se a
juro
de
5
p.
c.
sobre
hy-
potheca
na
confraria
de Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
(196)
MM
MWB
Aluga se
a
casa
n.
*
7,
na
rua
da
Mi
sericórdia. Está
reformada
de
novo;
tem
excellemes
commodos
e
é
óptima
para
qualquer
negocio.
Quem
a
pertender
íalle
na
ourivesaria
da
Porta
Nova.
(310)
SKHscia
Mm.
Esta
maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
unica
que
não
causa apertos
d
’
uretra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
atteslar.
Deposito
em
Braga
na
pbarmacia
Bra
ga—Esquina
de Santa
Cruz—
40
Porto
—
Cardoso
—
Praça
de
D.
Pedro
—
H3.
(169)
RESPONSÁVEL—Domingos
J. S. Aguiar-
o
o
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1880
Parte de Comércio do Minho (O)
