comerciominho_01061880_1089.xml
- conteúdo
-
VIU
ANNO
TERÇA-FEIRA 1 DE JUXIIO DE 1880
NUMERO
1:089
REDACTOR
—
D.
MIGUEL
SOTTO-MAYOR
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
12
mezes,
com estampilha
2&40U—
12
mezes,
sem
estampilha
1Ô800
—Brazil,
12
mezes,
moeda
forte
4&20(i
—
Avtíso
20
rs.
I
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—
Annnncios
cad
>
linha
20
—
Repetição
10
rs.
—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’
abalimei:to.
BilAGA-1
DE JUNHO
O
Snr.
D.
Miguel
d«
Bragança
tinha
um
coração
de
portuguez,
e eis
a
rasão
porque
seu
augusto
filho,
quando
apenas
contava
nove
annos
de
edade,
via
junto
de
si
um
dos
mais
nobres
caracteres
de
esta
terra,
o
finado
Gomes
d
’
Abreu,
esse
vulto austero
que
sabia
alliar
a
corôa
da
sciencia com
o
sceptro
da
virtude.
Educado
por
este
sabio
portuguez,
o
augusto
príncipe
entra
mais
tarde no
col
legio
dos jesuilas
em
Metz.
d
’
onde
se
vê
forçado a
sair
em
consequência da
guerra
prussiana,
indo completar
a
sua
educação
no
Tyrol
austríaco.
O
Snr
D.
Miguel, vivendo
tão
longe
da
patria,
tem
sempre
dado
provas
do
maior
amor
aos portuguezes.
Este
amor
entranhado
é
herança de
familia:
ainda
ha
pouco
a
nobre
condessa
de
Bardi,
na
sua visita
a Portugal,
aca
bando
de
ou>ir missa
na
egreja
do
Loreto,
dizia
ao
meu
iilustrado
amigo
e collega,
o
snr.
D.
Jorge
Eugênio
de
Locio: —
«Não
sabe,
D.
Jorge,
o
que
eu
agora
acabei de
pedir
a
Deus?
Que
fizesse
o
mano
Miguel
digno
dos
porluguezesi.
Quando,
em
1864,
o
referido
cava
lheiro,
no
seu
regresso
á
patria,
pergun
lava
ao
snr.
D.
Miguel
o
que
queria
para
Portugal,
recebia em
resposta
estas
si-
v,
__________
-
«
;
gnificativas
palavras:
—
«Visitas
aos portu-
palacio
de
Heubach, no dia
6
de
setembro i
guezes,
a
todosf os
portuguezes
sem
ex-
de
18oi,
sendo
recebido
com
as
dislinc-
|
cepção»
ções
devidas
á
sua
lealdade,
virtude
e je-
rarchia.
Dias
depois,
a
4
d
’
outubro,
o
príncipe
recera-nascido, em
meio
de
numeroso
cor
tejo,
era
conduzido
á
capella do
palacio
O
Senhor 3>.
íUignel de Rra$j«nça
O
«Globo
Illustrado»,
um interessante
periodico
de
Lisboa,
trazia
ha
dias um
magnifico retrato
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança, acompanhado do artigo que
com
a
devida
venia
passamos
a transcrever:
O
Filho
do
nobre
proscripto,
—
proscri
pto
elle
mesmo
e
criminoso
desde
o
al
vorecer da
vida,
graças a
uma
lei
indi
gna
d
’
um
povo
culto,—nasceu no
castello
de
Heubach, a
19
de
setembro
de
1853.
O
respeitável
octogenário
e
venerando
bispo
da
Guarda, D.
Joaquim
José
Pacheco
e
Sousa,
sabendo
que
o sonho
dourado
do
Snr.
D.
Miguel, era
vêr-se
cercado
de
portuguezes
e
de
demonstrações
de
nacio
nalidade,
no
momento
em
que
abrisse
os
olhos
á
luz
o
filho
que
Deus
houvesse
de
lhe
conceder,
abandonou a
Italia,
onde
se
achava
exilado,
havia
vinte
annos,
e em
prehendeu a
viagem atravez
dos
Alpes,
para
auctorisar
com a
sua presença
o
acto
do
nascimento,
e administrar
por suas
mãos as
aguas baptismaes
ao
futuro
prín
cipe.
O
nobre
Prelado
dava
a
sua entrada no
D.
Miguel
de
Bragança
é
utn
caracter
nobre
e
sympathico,
inimigo
do fausto
e
I
da
adulação.
Quando
o
nosso mimoso
poeta,
o
snr
lejo,
era
conduzido
á
capella do
palacio,
Antonio
Pereira
da
Cunha,
visitava-o
—
onde
se
devia
celebrar o acto
religioso,
a
então—
discípulo
do
collegio
de
Metz,
ou-|
que
assistiram,
além
do
Snr.
D.
Miguel
'vindo
o
discorrer
com
o
maior acerto
a
e
do
Prelado
cfliciante,
muitos
príncipes proposito de
governação
publica,
dizia-lhe
u
fja
|
0
facho
incendiario, lodos estes
e
personagens
illusires,
e entre
estes
os
com aquella
lhaneza e
veidade que
cara- ma|
es
ameaçam
o
mundo
moderno,
seguintes
portuguezes:
—D.
Francisa
Joanna
cterisa
o
auclor
da Selecta.-
—
«Meu
senhor,;
Imprimem-se
por
anno
em
França
no-
dou
me
por
bem pago
do
incommodo quej
ve
(n
j|hões
de escriplos maus
e
lodosos
tive,
vindo
aqui,
e
do
risco
em
que
puz
j
las
S(
j
e(n
parj
s
utn
milhão e
quatro-
"
’
centos
mil
diários,
dos
quaes
só
cincoen-
;
ta
e
seis mil
são
catholicos,
o
que
quer
;
dizer
que Paris
lança
contra
nós
lodos os
I
j
dias
um
milhão, trezentos
e
cincoenta mil
i
periódicos,
que,
á
semelhança
d’
uma
for
midável
avalanche,
caem
sobre
as
cidades;
e
províncias,
produzindo
funestissimos
es-;
tragos.
Todos
os
potentados
modernos
como
<
Bismark
que
dispõe
de centenares
de
pe
riódicos
sustentados
por
enormes
subveo-
ições
do
governo,
comprehenderam
bem o
!
poder
da
imprensa,
da
qual
dizia Napo-
leão
I,
habil
conhecedor
dos
homens
e
das
instituições
:
«qualro
jornaes
causam
;
mais
damno
que
cem
mil
homens
em ple-
i
na
campanha».
Ha
tempos
o
mencionado conego
fran-
ce"z Schorderet
imprimiu
em
Friburgo
pu
blicações
boas
para
neulralisar,
em
par
le,
tantos
estragos.
Seis
operários escolhidos pela
inter-
cional,
que
se
jacta
publicamente
de
po
der,
se
quizer,
impedir
os
catholicos
de
escreverem
uma
só
linha
na
Europa,
amea
çaram
n’
o
com a
cessão
de trabalho
e ou
tros
males,
se
elle
não
anauisse
ás
suas
exorbitantes
pretensões,
que
arruinavam
a
sua
imprensa.
Occorre
então
a
este
res
peitável
sacerdote
substituir
os
operários
por
um
pessoal
feminino, docil
e
activo.
S»be
que
em
Lyon
havia
uma
imprensa
onde
se
lhes
ensinava
o oflicio,
e parte
para
aquelle
logar
com
sete
jovens
instruí
das e piedosas
e
com
decidida
vocação
para
uma
vida
de
trabalho
e devoção.
Porém antes, visita
com
sua
pequena
co
lónia,
em Ferney, o
grande
Bispo, o
il
lustre
desterrado Monsenhor
Mermillod,
que
acolhe
benevolamente
o
seu
projecto,
approva
o
e
abençôa
aquellas
jovens
hu-
do
Vadre
Almeida
Castello
Branco,
conde
de Bodadella,
visconde
de
Queluz,
D.
San-
cho Manuel
de
Vilhena,
Salvador
Correia
de
Sá,
Dr.
Frei
José
da
Silva
Tavares
(Sacra Família],
o
commendador
de
Mal
ta,
Augusto Antonio
da
Matta
e
Siha,
o
commendador
Antonio
Taveira
Pimentel
de
Carvalho,
Ventura
Malheiro
Reymão
Ma
rinho
Telles
de
Menezes, e
Antonio
de
Castro
Lemos
de
Menezes.
Acabavam de
ser
coroados
os
desejos
dos leaes
legitimistas.
O
Snr. D.
Miguel
respondeu
á
felici
tação que
lhe foi
dirigida
pelos portugue
zes. então
residentes
em
Heubach,
nos
se
guintes
termos:
tMeus
bons
e
leaes
portuguezes:
«Vejo
nas
vossas
expressões,
assim
co
mo
no
facto
da
vossa
presença
n
’esle
lo
gar,
e
por
este
motivo,
mais
uma prova
d
’
aquella
extremosa
dedicação
dos
portu-
gueze» que,
fazendo
a
minha maior
glo
ria,
teem
sido meu generoso
auxilio
na
adversidade
e
meu
constante
incentivo
aos
deveres
impostos
pelo
grande principio
que
represento.
«Aprouve
á
divina Providencia
conce-
der-me
um
novo
filho,
o
que significa,
por
mais
de uma
rasão, que
a
todos
se
nos
acrescentou
a
familia,
visto
que
não
tenho,
nem
quero
ler
oulra
senão
a
porlu-
gueza.
Em
confortnidade
com
este
pensa
mento,
que
me obriga a zelar
a
naciona
lidade
da
minha
descendencia,
protestei
á
face
da
Europa... e
renovo-o
agora,
com
a
mesma
força
e
intenção,
toraaodo-vos
a
vós
por
testemunhas,
a respeito
de meu
muito
amado
e
presado filho,
o
príncipe
D.
Miguel...
e
a
todos
os
portuguezes
voto
sempre
ardentes
desejos
de
prospe
ridade...»
Mui
poucos catholicos
ha em
Hespa-
nha
que conheçam
a
Imprensa
e
o
Apo
stolado
ou
antes
a
Obra
de
S.
Paulo,
que,
inspirada
pelo
Ceu
em
1871,
ao
co-
nego
Schorderet,
residente
em
Friburgo,
foi
inslallada
em
Paris, merecendo
as
ben
çãos
de
Pio IX
e
Leão
XIII
em
breves
de
24
de
julho
de
1872
e
26
de
março
de
1879..
Lêmos
com
sumrao
gosto
o
in
teressante
opusculo
publicado
pelo dire-
clor
da
mencionada obra,
e d
’
elle vamos
extractar
as
principaes
ideias
para
que
a
nossa
catholica
Hespanha
as
conheça,
apre
cie
e
applique
na
médida
do
seu zelo
e
caridade,
se
quer
salvar-se dos eminen
tes
e
sombrios
perigos
do
futuro.
Ha
tres
séculos
que
os
nossos inimi
gos
empregam
a
imprensa
como um
in
strumento
d
’effeitos
inevitáveis
e
seguros,
contra
a
Egreja
de
Jesus
Christo.
As
sociedades
secretas
lhes
propor
cionaram
vasto
campo
d
’acção
cora
im
mensos
recursos;
e
a
innegavel influencia
da imprensa
lhes
serve para
destruir
o
mundo
religioso,
moral
e
social.
Toda
a
terra
está
cheia
de
periódicos,
folhetos,
livros grandes
e
pequenos,
de
preços
summamenle
econotnicos,
muitos
dos
primeiros
rancorosos, néscios,
vís,
as-!
querosos.
e
alguns
escriplos
com
talen-
;
to
contra
Christo
e
a
sua
sublime
dou-
,
trina.
Qs folhetins
da imprensa
que envene-i
nam
a
familia,
destruindo
o
espirito
da|
fraternidade,
os
artigos
licenciosos
que lê
todos
os
dias
o
povo
ignorante
e sem,
critério,
artigos
que adulam
suas
paixões,
(
e
promellem
proinpto remedio
aos
seus;
,
maies, com
quanto
suscitando o
odio
no;
iseu
coração,
activando
o
fogo
das suas,
paixões,
armando
o
seu
braço
com
opu-j
!a minha
deteriorada
saude:
desejava
que;
|o
ouvissem
todos
os
portuguezes»...
Porém
o nobre
príncipe, que
não
co-;
nhecia,
de
certo,
a
austeridade
quasi
spar
I
■
lana
do
seu
interlocutor,
dava
lhe
em
res-
'
posta:
— «Pereira
da
Cunha,
peço-lhe que
não me diga
cousas
que
me
possam
li-
songear,
porque
nada
e
tão
prejudicial
a
um
prjncipe
como
a
lisonja».
Os aclos
do
Snr. D.
Miguel
teem
de
monstrado
até
á saciedade
que
era
digno
d
’um
throno, se
um
throno
não
fosse
a
,
sua
herança.
Cavalleiro
esforçado,
commetteu
a
teme-
i
ridade
de
vir
a
Portugal
para
vêr
o
ni
nho
seu
paterno;
amigo
dos
portuguezes,
i
quiz
vêr
muitos
portuguezes
reunidos
e,
j
aproveitando
um
ensejo
favoravel,
»
Sa-
cavetn,
onde
assistiu
a
uma
corrida
de
louros; admirador
de
tudo
quanto
é
por-
luguez,
entendeu
e
entendeu
bem.
que
não
descia da
sua
dignidade,
entrando n
’
uma
fabrica
de
louça
(no
largo
do Intendente),
para
fazer
uma
encommenda
de azulejo,
desenhando
elle
proprio
os
emblemas
que
desejava.
No
seu
regresso
a
Menlon.
escrevia
a
alguns
dos
seus
fieis
amigos,
celebrando
com o
maior
enthusiasmo
as
beilezas
d
’
es-
te
solo abençoado,
e
os
costumes
suavís
simos <io
povo
portuguez.
Lisboa,
14
de
maio
de
1880.
João
M.
M.
de
Seabra.
Com
o
titulo
de Apostolado da
im
prensa
o excellente
jo
*
nal
catholico
de
Madrid
«La
Fé»
publica um
optimo ar
tigo
que vamos
transcrever:
mildes
e
fervorosas,
novos
apostolos
para
a
regeneração
do
mundo.
Pôde
alfim
cumprir
os seus
desejos
depois
de
muitos
trabalhos
e
penosos con
tratempos,
sem
que
sê
suspendesse nem
um
só
dia
«A
Liberdade»,
valente
perio
dico
catholico
que
elle
dirigia.
Pouco
a
pouco,
a
nova
Obra,
que
se
chamou
de
S.
Paulo,
estenteu
os
seus
trabalhos,
e
a
Divina
Providencia
lhes proporcionou
re
cursos
para comprar uma
casa
e
estabe
lecer
uma
nova
imprensa
eschola
de
in-
strucção
das
jovens
compositoras.
Aos
insultos
e
pedradas
dos
interna-
cionalislas
responderam
as
operarias
com
o
silencio,
o
sacrifício,
o trabalho e
a
oração
;
e
a
directora.
vinda
de
R<
han.
dotada
de
bom
talento
e
excellente
cora
ção,
não
quiz retribuição
alguma
por
seus
trabalhos
de
servir a
Jesus
Christo;
e
as
vocações
multiplicaram-se,
e
o
bom
Co
nego
pôde
enviar a
Pariz
uma pequena
colonia
que,
apenas
chegou
a esta
cida
de,
visitou
Montmarte,
collina
santificada
pelo heroico
Santo
Ignacio
e
seus
com
panheiros
tres
séculos
antes,
e,
como
estes esforçados varões,
pediram
também
valor
e
perseverança
no
serviço
de Jesus
Chribto.
Immensos
trabalhos
passaram
no
principjo
por
falta
de
recursos;
mas
depois
celebrou
se
um
contracto
para
a
compo
sição da «França
Nova»
e
a
impressão
dos
«Annaes
Catholicos».
O
Presbytero
Martin,
que
se
consa
grou a
esta
obra
sob
a
direcção
do
Co
nego de
Friburgo,
pôde
comprar um
ter
reno
na
rua
de
Lille
pela
quantia
de
se
tenta mil
francos pagaveis
em
3
annos.
Sob
a
honrosa
presidência
de
Monse
nhor
de Ségm
,
valente
defensor
dos
in
teresses
catholicos, constituiu-se
um comi
té de homens
e
senhora^
respeitáveis,
com
o
fim
de
proporcionar
á
nascente
impren
sa
subscripções
e
donativos,
e
a
propa
gação
dos
seus
impressos.
Os resultados
corresponderam
perfei
tamente
ao
seu
zelo
e comprou-se
ter
reno
e
collocoti se
a
primeira
pedra
em
1877,
concluindo
a
edificação
rapidamen
te e
pagando-se
pontualmente
com
os
do
nativos
catholicos
todas
as
despezas
de
conslrucção,
de compra
de
imprensas
e
demais
misteres,
que
ascenderam
a
quin
ze
mil
francos:
Desde
então
não
lhes
fal
tou
trabalho,
e
as
bênçãos
papaes e
epis-
copaes
consolidaram
esta
Obra
que
teve
um
prolector
nomeado
por
Sua
Santida
de,
o
Cardeal
Barocchi,
Arcebispo
de
Bo
lonha.
M.
Baudou,
presidente
geral
das
Con
ferencias
de S.
Vicente
de
Paulo,
remei-
teu-lhes
um
donativo
de
dois mil francos
e
uma
carta
ao
presidente da
Obra,
na
qual
demonstrava
palpavelmente
a
neces
sidade
que
os
catholicos
teem
de
contri
buir
com
seus
recursos
para
a
sustenta
ção
da imprensa,
como
fazem
na
Allema-
nha,
considerando
isso
como
uma
das
suas
principaes
e
ruais
meritórias
boas obras.
«A
imprensa
catholica
—
diz
—
é
o ponto
de
partida
da
lucta
em
defeza
da
fé;
e
se
ha
dinheiro
para
reconstruir
velhas
abba-
dias
e conventos,
deve
havel-o
para
des
truir
os
arietes
infernaes
da
má
impretisa
que
tanto
contribue
para
a
soa demoli
ção».
Muitos
Bispos
de
França
e
do
estran
geiro
recommendaram
a
nascente
obra,
e
por
primeira
vez
o
revd
*
Padre
Marqui-
ny,
da
Companhia
de Jesus,
pronunciou
ilo
púlpito
elogiando
a
um
magnifico
dis
curso
na
*
egreja
de
S.
Roque.
Finalmente
o
nosso
Santo
Padre
Leão
XIII
acolheu
benignamente
o
Conego
Schor
deret,
abençoou-o
e
enviou
um
Breve
a
Monsenhor
de
Segur,
presidentes
e
mem
bros
ilos
comités da
Obra,
animando-os
a
proseguir
seus
trabalhos.
Esta
Obra
conta
hoje
a
approvação
de
mais
de
oitenta
Car-
deaes.
Arcebispos
e
Bispos, e
as
adhesões
dos
congressos
catholicos
de
Roma,
Suissa,
Charlres,
Soissons,
Bruxellas
e
Angers.
Estas
bênçãos
produziram
os
seus na
turaes
resultados,
e
a
Obra
de
S
Paulo
teve
um donativo de cento
e
cincoenta
mil
francos,
com
os
quaes
pôde
fundar
a
sua
terceira
casa, comprando
em
Bar
le
Duc a
imprensa
chamada
dos
Celestinos,
onde
se
imprimiram
os
Pequenos
Bolan-
dislas
e
os
Annaes
de
Haronio.
As
humildes
operarias
qn»
se propn-
zeram
sobrenaturahsar
o
iumenso
poder
da
Imprensa
e
trabalham p
imeiru
que
tudo
em
santiíicar-se
a
si
mesmas,
não
só
el-
ias
senão lodos
os
membros
da
Obra,
teem
o
seu
regulamento,
e
realisam
os
desejos
que
previu
S.
Francisco
de
Salles:
«Oh!
quanto
me
alegraria—
d
zia
elle—
se
pudesse
ver
na
!
greja
de D^us uma
associação de
mulheres
sem
outro
dote
mais
que
uma
hoa
vontade,
ganhando
a
sua
vida
com
o
trabalho
de
suas
mãos,
e
sem
outro
coro
que
a
sala de
seu labor,
para
que
todas participassem da
felicida
de
de
que
falia
o
Propheta:
—
«Sereis
bem-
aventuradas se
comerdes
do
produclo
do
vosso
trabalho».
Sem
embargo,
a
obra
de
S.
Paulo
re
clama
hoje a
união
dos
catholicos.
união
que
não
ha.
porque
o
particularismo
nos
devora,
e
é
um
dever
de consciência
or-
gamsar
nos
sem
desanimarmos,
aprenden
do
dos
nossos
inimigos
que
o
fazem d
’
urna
maneira
iníinilamente
superior
á
nossa,
e
por
isso
liiumpham.
Empregamos
mal
os
nossos
recursos;
não
ha
firmeza
nem
segurança
em
nossos
meios
de
informar
o
publico; vemo-nos
obrigados
a
recorrer
aos
nossos
inimigos,
que
nos
fazem
pagar a
mentira
e a
ver
dade
a
peso
d'ouro
Que
força
d
’
auctorid«de
póde
ter
um
artigo
de
periodico
cujo fundo
procede de
um
telegramma
suspeito
ou
de
um
pe
riodico
impio?
Que
unidade
de
ideias
e
sentimentos
póde existir
quando
cem
cor
respondentes
remetlem
suas
noticias to
madas
de
tão
diversos
dias?
Necessaria
mente
faltará
a
união
em
nossos
movi
mentos
de
ataque
ou
defeza,
e
a
opinião
publica
permanece
insensível
aos
nossos
imponentes
exforços.
Muitos
dos
nossos
periódicos
publicam
os
despachos
telegraphicos
quando
são sa
bidos
em
quasi
toda
a
parte.
Não
é
pos
sível,
pois,
ter
grande
assignatura,
que
hoje,
mais que nunca,
são
primeiro
que
tudo
ávidos
de
noticias.
Os
nossos
inimigos
sabem
melhor
o
que fazem.
A
um
signal
dado
pela
Agencia
Havas
ou
por um
dos
seus
periódicos
encarre
gado
de
dirigir
occul
ta mente
o
movimen
to,
parlem
as
suas calumnias,
redobradas
e
concentradas,
que
repetem
mil vezes
os
echos
de todo
o
mundo;
e
um
homem,
antes de
ser
julgado,
fica
desprestigiado
e
deshonrado
pela
mentira.
Entretanto
não nos
lamentemos
inu
tilmente: sustentemos
com
nossos
recursos
a
boa
imprensa;
oremos
muito
por
ella,
pois pouco ha quem
o
faça,
e
não
esque
çamos
que
o
jornalismo
por
si
só
não
converterá
o
jornalismo,
assim
como
a
philosophia
não
corregirá
os
costumes,
nem
a philantropia
adoçará
as
pungentes
amarguras
da pobreza.
Sejamos
caritativos, porque
a
caridade
é
o
amor,
e
a
caridade
é
Deus.
A
imprensa
catholica
só
póde
viver
da
caridade,
acompanhada
do
espirito
de
oração e
de
sacrifício
da
abnegação, da
santidade
e
do apostolado.
Confiamos
estas
uteis
e
magnificas
fic
ções
ao
reconhecido
zelo
de
nossos
cor
religionários e
de
lodo
o
calholico
hespa-
nhoi que
se
interesse
verdadeiramenle
pelo
tnumpho
da
verdade.
Oxalá
que
estas
linhas
produzam
al
gum
resultado,
já
despertando
a
adorme
cida
aciividade, ou
suscitando
homens
de
valor
e
perseverança
que
consagrem
a
isso
toda a
sua
vida!
Com
este
intuito rogamos
aos
nossos
collegas
a
reimpressão
das
mesmas.
A
epocha
vae tão safara
de
livros
pro
pícios
á
causa
da
moralidade;
tão
avara
de
escriptos, onde
a
ideia
do
util
e
do
honesto
se
manifeste,
com
todo
seu
ex-
plendor,
ás
turbas
avidas
de
licções,
que
as
amestrem
no
caminho
do
bem;
tão
pobresinha
de
verdadeira
illuslraçào,
a
despe.to
do
século
se
denominar,
por
ex-
cellencia,
das
luzes,
que
a
publicação
de
um opuscuio,
vasado
no
molde
da antiga,
e
sã
Literatura
nacional,
é
um aconteci
mento
tão
raro,
como
de
applauso
para
toda gente,
que
devéras
quer
aos
bons
costumes
públicos,
e
deplora
que
a nobre
lingua
de
Barros,
e
de
Vieira
se
ostente
agora,
na
própria
palria
d
’
elles,
a
gemer
com
o
peso
de
phrases
exlranhas.
Como
se
o
bello
idioma
de
Beruardes,
e
de
Lu-
cena, carecera
de
ir
mendigar
fóra
ter
mos,
com
que
possamos
exprimir
qual
quer
ideia !
E um
dos
alludidos
casos deu
se
ha
poucos
dias.
Retbo-me ao folheio
a
De
cadência
da
Arte
Dramalica
em Portugal.
Não
pretendo
fazer
a
critica do
men
cionado
opuscuio.
Mero
leigo
da
commu-
nidade
dos escriptores
d’
o(Ticio,
não
nu
tro,
por
certo,
a
balofa
ideia
de me
ele
var
á altur«
dos
que,
pela
sua
intelligen
cia,
e
estudo,
podem,
sem
receio,
atirar
aos
ventos
da
publicidade
o
seu
voto,
de
muito
preço,
sobre
o
mérito, ou de
mérito
do
auct.r
de
uma obra
litleraria
qualquer.
Todavia,
embora
a
mingoa
do
meu
cabedal
litterario,
assiste-me,
sem
duvida,
o
direito
de mostrar
se
me agradou,
ou
não o
opuscuio
recentemente
publicado
pelo
snr.
Silva
Vianna.
E
sem
mais
delongas,
e
já,
vou
dizer
que
julgo digno
da
luz
publica,
e
do aco-
Inimento,
que tem
tido, entre todos os
caracteres
probos,
o
referido
opuscuio.
Talvez,
decerto,
muito»
refusem
os
princípios,
que
transluzem
n’
elle,
e
tal
vez
apregoem
que
a
ideia
é
fóssil,
que
que
a
fórma se
não coaduna
com
a
ma
gestade,
e a
elegancia
do
estylo,
e dicção
dos
actuaes Tnos
Livios,
e
Horacios
cá
de
casa;
o
opuscuio,
porém,
do
snr.
João
Vianna,
a
Decadência da Arte
Dramalica
em
Portugal,
hade
merecer
sempre
a
boa
sombra
do
publico
illustrado,
e
honesto,
porque
denunciando
a
origem
do
mal,
que
assoberba
actualmenie
os
thealros
nacio-
naes,
a
fustiga deapiedadamente
Ella
não
é
outra
senão
a
gangrena
moral, que
ahi
está
a
produzir
incalcu
lavei
damno
no corpo
social.
Bem haja, pois
o
snr.
João
Vianna,
embiaçando
o
escudo
para
defender
gen
tilmente
as
boas
ideias;
quando
castiga,
sem dó, a
corrupção moral
que
lavra
no
paiz,
ao
qual o
auctor
da
Decadência
da
Arte
Dramatíca
em
Portugal
acaba
de
prestar
um
bom
serviço.
Não terminarei,
comludo,
sem
obser
var
que
a
decadência,
irrefutável,
da
arte
dramalica,
não
se
deve apenas
ás
empre
zas;
deve-se
a
ellas,
aos
auctores,
aos
actores,
ás
plateas,
e
mormente
aos
go
vernos.
e
aos
seus
commissarios.
0
publico
applaude,
porque
se
deleita
com
um
néctar
suave,
mas
deleterio,
a
que
o
habituaram
a
má
educação,
o
in-
differentismo
religioso,
e
os
péssimos
exem
plos; os auctores,
porque
prostituem
a
sua
sua
penna,
no
intuito
de
tomarem
lambem
parte
no
concerto
de
lamentáveis
inconveniências, direi
ainda,
de
phrases,
e
gostos
em
completo
divorcio
dos
prin
cípios
de
sã
moral,
a
que
o
publico
as
siste
nos
theatros
de
Lisboa;
os
actores,
porque
se
prestam
a
offerecer
aos
espe
ctadores
aquelia
bebida
venefica;
os
go
vernos,
porque
leem
ouvidos,
e
não
que
rem
ouvir,
e
olhos,
e
não
querem
ver;
os
commissarios.
porque estão
nos
seus
camarotes
presenceando
os escândalos,
e
fazem
ouvidos de
mercador.
Ora,
tudo
isto
sabe,
tudo
isto
sente
tudo
isto
denuncia,
fidalgamente,
o
snr.
Silva
Vianna,
cuja
estreia,
na
imprensa
periodica,
foi
no
jornal
a
«Nação»,
onde,
por
muitas
vezes, e
em
mui
verdes
an
nos,
fez
publicar
os seus
folhetins
sempre
inoffensivos
e
respeitadores
das
ideias
d
’
aquelle
jornal,
embora,
infelizmente,
já
então
mditasse
n
’
um
dos
campos
oppos-
tos
á
bandeira
d
’
Ourique.
Perdoe-me
o
auctor da
Decadência da
Arte Dramalica em
Portugal, se
no
que
deixo
diclo
offendo a
sua
proveibral
mo
déstia;
mas
heide
sempre prestar
home
nagem
ao
verdadeiro
merecimento.
Do
que
tenho
escripto
sobre
o
alludido
opuscuio,
não
se
deprehenda,
porém,
que
eu
applauda
tudo
quanto n
’elle
li.
0
snr.
Vianna,
seguindo
os
preceitos
da
sua
es-
chola,
não perde o
aso
de
helliscar
no
jesuitismo,
e
na
reacção.
Não
appaudo,
e
pela
razão
muito
simples
de entender
que
o
melhor
elogio
que
se
póde
tecer
a
favor
da
Ordem
de Jesus,
é
dizer
que
ella
é
perseguida
implacavelmente
p
los
filhos
da
revolução,
ou
liberalismo.
Francisco
Manique.
gazetilha
Hei
Eueharistieo.
—
Nos
templos
dos
Remedios,
Penha
e
Therezas
come
çou
huntem
a
piedosa
devoção
do
Mez
Eucharistico.
ProciMaão.
—
Terminou o triduo
na
Calhedral,
com
uma
esplendida
procissão
que
percorreu
o
itinerário
da
do
Corpo
de
Deus.
0
préstito,
aberto
por
uma
banda
de
musica,
era
formado
por
todas
as
confra
rias
da
Sé,
irmandades de N.
Senhora
da
Ajuda
e
N.
Senhora
do
Ó,
communidade
de
S. Caetano,
etc.
Numerosos
anginhos
ricamente
vesti
dos a
abrilhantavam.
0
Santíssimo
era
conduzido
pelo
rev.
m
*
conego
José
Gomes
Martins.
ConcluHão
do Mez de Maria.—
Teve
hontem Iogar
a conclusão
da
poética
devoção
do
Mez
de Maria nos
templos
on
de,
como
prenoticiamos,
se
fizeram
os
exercícios,
á
excepçào
da Senhora
A
Bran
ca e
S.
Viclor.
—
Nos
Remedios
foi
o
solemnidade
fei
ta
cora a
pompa costumada
e
na
fórma
porque
annunciamos
em
o n.
0
precedente.
—
No
Populo
foi
lambem
feita
com
grande
esplendor,
havendo
de
manhã
com-
munhão
geral e
missa
solemne
por
mu-
RILHEM
AS
VENTURAS DA RIQUEZA
(Continuação)
Emquanto
eslava
n’
estas
disposições
de
espirito,
um
novo
pensamento
lhe
passou
pela
cabeça
e
disse
em
tom
mais
soce-
gado:
—
Quando
eu era
simples
homem
d
’of-
ficio,
SQecorria
a
pobre
viuva da esquina
segundo
os
meus
meios.
Tinha tanto dó
dos
seus
infelizes
filhos
que
muitas
vezes
desejei ser
rico
para
lhes
poder
valer. 0
»eu
defuncto
marido
era
o
meu melhor
amigo,
e
prometti-lhe,
no
seu
leito
da
morte,
fazer
bem
aos
seus
filhos.
Agora
sou
opulento,
posso
cumprir
a
minha
pro
messa.
Ai!
Mas
quanto
hei
de
eu
dar
á
pobre
viuva?
Cincoenta
florins?
E
’
muito.
Gastariam
a
somma
em
coisas
supérfluas,
e
depois, se
eu
vou
a gastar
assim,
es
tou
arranjado.
E
para
que?
para
talvez
fazer
ingratos.
Se
eu
lhes
désse
dez
flo
rins?
Parece-me
que
é bastante.
Nunca
viram
tanto
dinheiro
junto
na
sua
vida.
E
depois
é
para
os
não
costumar
á
man-
driice.
Não
devo
animar
a
mendicidade.
0
limpa
chaminés
calou-se
e
ficou
en-
gelphado
nos
seus
pensamentos.
Em
breve
uma
expressão de
horror
se
lhe
pintou
no
rosto:
—
João,
meu
rapaz,
murmurou
elle
em
tom
severo,
quando
eras
pobre,
deste-lhe
aos
poucos
mais
de dez florins.
Para
isso
ás vezes
deixaste
de ir
beber a
lua pinga
com os amigos.
Que
horrível pensamento!
Se
a
riqueza
me
tornava
sovina
e
descom-
passivo!...
Não!
Leve
a
breca
o
egoísmo!
Hei
de
pôr
de parte
cincoenta
ftorins
para
a
viuva,
e
dou-lhe
uma
porção
todas
as
semanas.
Talvez
Deus
para
me
recompen
sar,
me
torne
mais
leve
a
riqueza,
e
me
livre d
’e
s
ta aneiedade
ignota que
a
lodo
o instante me
faz
tremer.
Levantou-se,
passeiou
em torno
du
quar
to
um olhar
inquiridor,
e abriu
o
babu.
Alguns
instantes
contemplou
em
silen
cio
o monte
de
moedas
de
oiro
e
prata,
que,
á
luz
tremula
da
lampada,
sciulilla-
va
a
seus
olhos
como
radiosa
cuiisiella-
ção.
Tirou
sete
moedas
de
dez
florins,
e
metteu-as
na algibeira
da jaqueta
mur
murando
em tom alegre:
—Junto
mais
duas;
a
pobre
viuva
é
tão
infeliz,
e
faz-me
tanto
bem
a
ideia
de
valer
aos filhos
do meu amigo.
Com os olhos
cravados
no
thesouro,
caiu
eui
mudo
scismar,
caiculando
ao
que
parecia,
a
quanto
montaria
o
dinheiro.
Depois, como
se houvesse
tomado
uma
resolução,
metleu
a
mão
no
bahu, tirou
uma
grande
quantidade
de moedas
e
foi
contal-is
para
cima
da
meza.
Cincoenta
moedas
disse
elle
comsigo,
são
quinhentos
florins;
e
quinhentos
‘flo
rins
são mil
e
cincoenta
trancos
(189$U00
reis).
Escondo
esta
somma
n
’um
sitio
onde
nem
minha
mulher,
nem
meu filho
a
pos
sam
encontrar.
Se
vierem
os
ladrões
ou
os
policias,
se
minha
mulher
estragar o
dinheiro,
sempre
isto
nos fica
para
po
dermos
estabelecer
o
Paulo
quando
elle
casar
com
Trinelte.
Embrulhou
a
somma no
lenço
de
as
soar trepou
á
chaminé,
e
foi
pôr
o
di
nheiro
naturalmente
n
’
alguma
saliência
por
elle
só
conhecida.
Desceu
e
disse
com
alegre
sorriso:
—
Ah!
tenho
o coração
mais
leve,
agora
posso
dormir.
la
para apagar
o
candieiro
e
subir
a
escada,
quando
estacou
de
súbito
com
re
pentino
pavor.
Pareceu-lhe
que
procuravam
arrombar
pelo lado de
fóra
a
janella
da
rua.
E
com
efFeito
ouvia
se
a
bulha
que
fazem
mãos
que
procuram
abalar
os
vidros.
Estava
já
Stnel
com
os
olhos
esga
zeados,
e
tremendo
a ponto
que
lhe
os-
cillava
o
candieiro na
mão,
quando
ouviu
passos
que
se
affastavam
e urna
voz
rouca
de
bêbado
a cantar:
Passa-se
bem
na
taverna
Lá
um
homem
folga
e
ri!
Dó,
ré,
mi.
fá,
sol,
lá,
si.
—
Maldito
bêbado,
resmungou
o
lio
Smel.
Vadio! Já
não
ha
policia;
pois
os
ricos
é
que
pagam
á
policia.
Por
conse
guinte
os
ricos
deviam
dormir
descança-
dos.
Depois
de
ter
ainda
escutado
algum
tempo,
cora
o
ouvido grudado
á
janella,
apagou
o
candieiro,
subiu devagarinho
a
escada,
metleu
a chave
na
algibeira
de
sua
mulher
e
deitou-se
vestido
em
cima
da
cama.
Afinal
adormeceu,
e
durante
meia
hora
não
deu
outros-
signaes
de
agitação
que
não
fossem movimentos
convulsos
dos
bra
ços
e
das
pernas.
De
repente
ouviu-se
um
barulho
no
sobrado,
como
se
alguma
coisa tivesse
caido
no
chão.
•
Smet
acordou
em
sobresalto,
deu
ain
da
estremunhado
um
pulo
para baixo
da
cama,
e
tropeçou
n
’
uma
cadeira
que foi
ao
chão
com muita bulha.
A mulher
acordou,
e
gritou
encoleri-
sada.
—
Tu
tens
o
diabo
no
corpo?
o
que
foi
isso?
—Ladrões,
disse
elle
com
voz
tremula.
Onde
está
a
espada?
—
Estás a
si
nhar,
disse
a
mulher
zom-
beteanJo.
Julgas
que
os
ladrões
farejaram
o
dinheiro?
—
Eslã no
soião,
ouve,
ouve!
mur
murando Smet,
pallido
de susto,
com
os
cabellos
em
pé.
e apontando
para
o
teclo.
EITectivamente soavam
na
escada
pas
sos
de homem,
e
de
ahi
a
um
instante
b»teram com
muita
força
á
porta
do
quarto.
Com
a cabeça
perdida,
Smet
abriu
com
violência
a
janella
que
deitava
para
a
rua,
e gritou:
—Soccorro!
soccorro!
ladrões!
assas
sinos!
E,
para
acordar
mais
depressa os vi-
sinhos.
accrescentou:
—
Fogo!
fogo!
Viu
ao
longe
duas
pessoas,
que,
ou
vindo os
gritos,
partiram a
correr.
A
’
porta
da
alcova
ouviu-se
uma
voz
anciosa:
—
Meu pae,
abra,
meu
pae!
Ha
fogo
em
casa?
—Sempre
és
um
doido!
resmungou
a
tia
Smet.
Ahi está
Paulo!
Abre-lhe
a
porta
depressa,
meu
tonto.
—
Onde
é
o
fogo?
perguntou
Paulo as
sim
que
se
abriu
a
porta.
—
Não
é
nada...
fui
eu
que
sonhei,
balbuciou
o
pae.
—
Ora
diga-me,
o
que
vem
a
ser
isto?
disse
o
mancebo
com
surpreza.
Parece
que
andam
por
ahi
almas do
outro
mun-
>
do.
Eu
ainda
não
pude
pregar
olho.
Os
ralos
fazem
um
barulho,
que
parece
que
estão
damnados.
Oiço
vozes
cá
em
baixo,
cadeiras
a
cair,
gritos
de
«ladrões!
fogo».
E
quando
venho
todo
aiUicto, dizem-me
que
não
foi
nada.
Ora,
com
o
devido
res-
ptito,
parece
que
o
pae
está
a
brincar.
Smet
deixara
se
cair
n
’uma
cadeira, e
mal
respirava
suffocado
pela
commoção
de
terror
que
o
ferira.
Houve
um
instante
de
silencio
durante
o
qual
Paulo
esperou
uma
respeitosa
com
espanto.
(Continua)
sica
vocal e
instrumental,
e
de
tarde
ser
mão
prégado
pelo
distincto orador,
o
snr.
padre
João
Antonio
Velloso,
que
se
hou
ve
com
aquella
proficiência a
que
estamos
acostumados
a esperar
da
sua
piedade, elo
quência
e erudição.
Foi
encerrada
com
Te
Dewn
soiemne.
—Na
capella
de
S.
Miguel-o-A
njo
hou
ve
a
consagração
do
Mez
de
Maria,
com
missa
cantada,
e
de
tarde
Ladainha
a
ins
trumental,
—
solemnidade
promovida
por
tres
devotos.
—No
templo
da
Senhora
A
Branca
hou
ve
communhão geral
no
dia
30,
e hon-
tem
uma
segunda
communhão,
e
consa
gração
á
SS.
Virgem.
A
festa
far-se-ha
no
dia
20
do
corrente. Foram
muitas
as
prendas
oflerladas
á
milagrosa
Imagem
da
Senhora,
durante
o
mez
findo, e
algumas
de
grande
valor
e
merecimento.
—
Em
S.
Victor
também
a
festividade
é
feita
mais
tarde,
no
dia
que
opportuna-
mente
annunciaremos.
drafa.
—
Acaba
de ser
agraciado
com
a
commenda
da
Conceição,
o
snr.
Domin
gos
José
Ferreira
Braga,
genro
do
habil
facultativo o
snr.
Manoel
Marques
da
S.
Pereira.
Venha de
Eá
enaiH essa albarda.
—
0
deputado
por
Chaves
acaba
de
apre
sentar
na camara
elecliva
uma
proposta
para
que
o
governo
fique
auctorisado
a
mandar
construir
o
caminho
de
ferro
de
Famalicão
a
Chaves,
por
Guimarães
e
Fa-
fe,
e
um
ramal
que
ligue
Chaves
com
o
caminho
de
ferro
do
Douro
por Villa Pou
ca
de
Aguiar a Villa
Real,
levantando
pa
ra
isso os
fundos
necessários.
Ora
isto
traduzido
lilleralmente
diz:
—
a
morte
da
terceira
cidade
do
reino.
Ficamos
entendidos,
e
cá
esperamos.
Festividade
do Coraçào
de
Je
mus
—
Na sexta
feira
lerá
logar
na egreja
do Collegio
a
festividade
do
Santíssimo
Coração de
Jesus,
havendo de
manhã
mis
sa
soiemne
e
Exposição
do
Santíssimo
e
de
tarde
sermão por
Monsenhor
Rebello
de
.Menezes,
e
TeDeum.
Chegada.
—
No
comboio
das
11
ho
ras
da
manhã
d
’
hontem
chegou
a
esta
ci
dade o
exc.
mu
dr.
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna,
illustre
deputado
por
este
circulo.
S.
ex.
*
foi
esperado
na
gare
por
gran
de
numero
dos
seus
amigos
pessoaes
e
políticos.
Trezen».
—
Começa
hoje
a
Trezena
de
Santo
Antonio
na
capella
da
Praça
Munici
pal.
rrovimrnto
d’egrejag.—
O
rev.°
Joaquim Barbeitas
Pinto
foi
apresentado
na egreja
parochial
de
Bella,
concelho
de
Monsão,
e
o
rev.°
Antonio
José
Rodri
gues, na de
Faia,
concelho
de
Cabeceiras,
ambas d’
esla
diocese
Operafão.
—
Retirou
ha
dias
para
a
terra
da
sua
naturalidade,
Anna
Ferrei
ra,
do
concelho
de
Vianna
do
Castello,
que
no dia
16
de
maio
foi
operada
d
’
um
cancro
no
peito
pelo
exm.
0
Alfredo
Al
ves
Passos,
habilíssimo facultativo d
’
esla
cidade
e
digno
filho
do famigerado
ope
rador ha
pouco
fallecido,
Alves
Passos.
Com
tanta
felicidade
e
perícia correu
a
operação,
que
em
menos
de
quinze
dias
a
doente
se
viu
no
goso
de
perfeita
saude.
Lá
diz
o
povo, e
diz
bem,
na
sua
adoravel
singeleza:
—
Filho
de
peixe
sabe
nadar.
Atrnvez dn provinda.—
Segunda-
feira,
24
do passado,
no
momento
em
que,
pelas dez horas
da
noite,
passavam
n
’um
carro
no
largo
da
Regeneração,
da
villa de
Ponte
do
Lima
o
snr.
Antonio
Fernandes
de
Mattos
e
familia,
voltou-se-
lhes
o
carro
em
que
iam,
que
era ape
nas
tirado
por um unico cavallo,
ficando
mais
ou
menos
magoadas
as
pessoas
que
n’
elle
vinham,
não havendo
ainda
assim,
felizmente
nenhuma
desgraça
de
maior
vulto
a lamentar.
—
Dizem
de
Vianna:
—
Tem
sido
de
grande
proveito
para
a
agricultura
esta
temporada
de
calor.
As
uvas
entram
já
a
purgar,
e
se
n
’
esta
crise
não
correr
adversa
a
temperatura,
parece
que
lere
mos
um anno
abundante de
vinho.
As
searas
estão
boas,
e
os
milheraes
muito
promeUedores.
—
Acham-se terminadas
as
obras
de
estucamento
da
capella
do
SS.
na
Colle-
giada
de
Barcellos.
Ficaram
muito
bem
acabadas.
—
Durante
a samana
finda
em 22
do
corrente
deram se á sepultura
nos
cemi
térios
publico
e
da
Ordem
Terceira
da
cidade
de
Vianna
os cadaveres
dos
se
guintes
indivíduos:
—
Rosa
Rodrigues, 35
annos
casada;
Eusebio Pinto
de
Moura,
12
a.; José Augusto
Malafaia
da
Costa,
14
m.
-
todos
da
freguezia
de Santa
Ma
ria
Maior.
d
’aquella
cidade.
—Rosa
das Ne
ves,
85
a.,
viuva.;
Joaquim
da Cruz Vian
na,
2
m.:
ambos
da
freguezia de
Mon-
serrate, da
mesma
cidade.
—
Maria Jose-
pha, 76
a.,
v
,
de
Balogães,
concelho de
Barcellos.
—
A
camara
municipal
do
concelho
de
Barcellos resolveu
na
sua
ultima sessão,
acceder
ao
convite
que
lhe
foi
dirigido
pela
commissão
da
imprensa
para
se
fa
zer
representar
nas
festas
do
Centenário
de
Camões,
e
delegará
para
isso o
seu
presidente
o
exm."
sor.
dr.
José
No-
vaes.
Condeiitt de Chsmbord.—
Refere
o
(Boletim da
Côrte
de
Vienna»,
que
a
Augusta
Esposa
de Henrique V regres
sou
a
Goritz
depois
de
ler
estado
alguns
dias
em
Gratz.
A
senhora
condessa
de
Chambord
es
teve
hospedada
em
casa
de seus
sobri
nhos
D,
Affonso de
Bourbon
e
Este
e
D.
Maria
das
Neves
que residem
no
seu
palacio
de
Graben,
proximo
a Gratz.
Sua
Magestade
D. Maria
Thereza Bea
triz
todos
os
dias
visitou
o
convento
do
Carmo
d’
aqueila
cidade
onde
está
reco
lhida
sua
Augusta
irmã
Archiduqueza
de
Modena,
Áustria,
mãe
de
Carlos
VIL
—
E.
Sentimos,
—
Segundo retere
a
«Na
ção».
continúa
gravemente
doente o exm.0
snr.
D.
Sancho
Manoel
de Vilhena.
A
medicina
ainda
não
perdeu
as
esperan
ças,
e
nós
para
as
robustecermos
oremos
ao
Senhor,
pedindo-lhe a
conservação
de
uma
vida
vão
preciosa.
Centenário de Camões
—
Eis
o
extracto
do programma
dos
festejos,
com
que
os
alumnos
da Universidade delibe
raram
commemorar
o
passamento
do
gran
de
epico:
Os dias 8,
9
e
10
de
junho
serão
considerados
para
a
Academia dias
fes
tivos.
No
dia
8
haverá
uma
serenata
Aca
démica
musical,
a
qual
percorrerá, pe
las
9
horas
da
noute,
as ruas
da
ci
dade.
No
dia
9,
peias 8
horas da
noute,
será
inaugurado
o
retraio
de
Camões
no
gabinete
de
leitura
do
Club
Académico
e
em
seguida
haverá
no
thealro
Acadé
mico
um
sarau
lilterario,
no
qual
dis
cursarão
sobre
assumptos
apropriados ao
acto,
todos
os
oradores que
se dignarem
inscrever.
No
dia
10
será
a inauguração
do
mo
numento
a
Camões
na
Alameda
da Uni
versidade
pelo
digníssimo
reitor
da me
sma.
A
’
noite
terminarão
os
festejos com
illuminação
a
luz
electrica no
largo
da
Feira até
ás
3 horas da madrugada,
mu
sica
etc.
—Está
já
sendo aberto
na
Alameda
da
Universidade, o
cavouco
para o
monumento
que
a
Academia vae
erigir
em
honra
do
grande
Camões.
tVKorte do
enrdenl Pie.
—
No
dia
18
do
passado
uma
noticia
dolorosa se
espaihava
por
toda
a
França com
a
ve
locidade
do
relampago;
morria
um car
deal
illustre
da
Egreja
Romana,
uma
das
glorias
da França
chrislã
: era
sua etn.a
o
cardeal
Pie,
bispo
de
Poitiers.
A
in
spirada
penna
de
Luiz
Veuillot
dedica-lhe
as
seguintes
linhas:
«Uma grande
dôr
acaba de
ferir
a
Egre
ja
de França:
o eminente cardeal
Pie
é
morto.
Tinha ido
ler
com
o
seu
colle-
ga,
o
bispo
de
Angoulême,
ao dar
co
meço
á
siia
vida pastoral,
e
sua
saude
gravemente
cornpromeltida
desde
algum
tempo,
parecia
querer
restabelecer-se.
An
tes
de
tomar
alguns
instantes
de
repou
so, havia elle
presidido
a
uma
reunião
ecclesiastica
e
achava
se
muito
occupado
com
alguns
negocios
de
sua
província.
Nem
elle
tinha
outros.
Na
província
de
Angoulême,
fadando
de
Roma
e o
Papa,
era como
se
estivesse
em
sua
casa.
«Am
la
um
dia
fatiaremos
sobre
este
ponto.
Felizes
d’aquelles
que
o ouviram!
Terminou
aquelle
dia.
descançando
por
alguns
momentos
e
fez
suas
ultimas
ora
ções.
O
padre de
Poili
*
rs,
que
occupava
o
quarto
visinbo,
ouviu
chamar
pelo
seu
nome.
Era
a
hora
suprema
que
se
apro
ximava.
O
bispo
linha
recebido
em Ro
ma
suas
ultimas
bênçãos.
«Não
lhe falta-am
nunca,
nem o
tra
balho,
nem
a paciência,
nem
o
aflecto, nem
as
grandes
alegrias,
nem
a
paz
serena
que
acompanha
sempre
o
homem
de
bem.
Em
redor
de
sua
pessoa
encontra-se
o
cortejo
inteiro
de disliucções, de
quali
dades
mode-tas
e
sérias
que
a
historia
assiguala
ao
homem
<ie
mérito,
que
tem
a
consciência de
si
mesmo.
O
bispo
li
nha
o
justo
sentimento
do
seu valor.
Sa
bia
claramente
o
que
Deus
d
elle
que
ria. Viveu
e
morreu
em paz,
fiel
a
esta
luz.»
I
E
*
uma
penna
notável,
prestando
o
tributo
de
sua
dôr
a
ura
grande
heroe
na
virtude.
O
trance
da
morte
foi
cur
to;
durou
pouco
mais de
meia
hora.
Pa
decia
o
illustre
finado de
grave
enfermi
dade;
tinha
utna
neurisma.
Chegou
a
ho
ra. rebentou,
e
seu
corpo
finou-se.
Foi
uma
per
la
para
a
Egreja,
mais
ainda
pa
ra
a
França,
que
carece
d’
estes heroes
Çta
lucta
que
traz
empenhada
contra
os
emissários de
Satanaz.
Manifestando
nosso
sentimento
por
latn
dolorosa perda,
fazemos
votos
com
o
nos
so
illustrado
collega da
«Ordem»,
por
um
digno
successor.
*
gazeta anait»
antiga.—
Na
biblio-
theca
da
Universidade
de
Leipzic
conser
vasse
um
exemplar
da
gazeta allemã
in
titulada
«Relações»,
que
se
julga
ser
a
mais
antiga.
Tem
a
data
de
1494
e
traz
uma
relação da
descoberta
d»
America.
atevoluçAo
geologiea.
—
Jornaes
re
cebidos
do
Pacifico
narram
promenores
a
respeito
da
revolução
geologiea
que
ul-
;
timamente
occorreu
na
republica
de
S.
I
Salvador,
onde
em
certo
dia
sentiram-se
200
tremores
de
terra,
durante
os
quaes
surgiu
um
vulcão
no
profundo
lago
de
lio-
pango.
Esses
imponentes
e
desastrosos
espe-
ctaculos da natureza
reproduziram-se
no
mar.
Em Aajutla,
ás
8
horas
da
noite,
sentiram-se
varias
detonações semelhantes
a
tiros
de peça
longínquos,
de
um navio
em
perigo,
reconhecendo-se
que a
800
ou
1:000
varas
do
porto o
mar
se
ale-
vantava
como
se
fosse
impellido
por
gran
de força subtnarinha. Esse
fenorneno
re
peliu-se
quatro
vezes,
com
intervallos
de
utn
minuto
O
rio
Jiber,
que
desagua
no mar,
sa-
hiu
do
leito,
alagando
uma
grande
exten
são
dos
seus
mangues.
O
vulcão de
Izaico
estava
fazendo
erupção.
Porluguezes
fallecidog. —
De
29
de abril
a 6
de
maio,
falleceram
no Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Joaquim
Bernardo
Infante,
35
a.,
s.;
Antonio
Lourenço,
41
a.,
s.;
Antonio
Ferreira
Rola,
42
a.,
s.;
Constanlino
Nel-
to,
25
a.,
c.;
Domingos
José
Alves,
50
a.,
c.;
João
Gonçalves
Bello,
22
a.,
s.;
Nuno de
Medeiros
Correia,
42
a.,
c.;
Joaquim
Cardoso
da
Silva.
50
a.,
c.;
Ma
noel
Fidalgo
da
Silva 32
a.,
c.;
Anto
nio
da
Silva
Santos, 25
a.,
c.;
Antonio
Soares
da
Silva,
26
a.,
s.;
José
Moniz
Correia,
47
a.,
s.;
Manoel
Moreira
Bor
ges,
32
a., s.;
José
Hermano
Machado,
14
a.,
s.;
Maria
Balhina,
23 a., s
;
Ma
noel
Moreira
de Queiroz,
18
a.,
s
;
João
Maria
de Oliveira
Carvalho,
16
a.;
Theo
tonio
José
de
Moniz.
50 a.,
s.;
Fran
cisco
José
da
Silva
Pimentel,
52
a., s.;
Albino
Antonio
de
Oliveira,
46
a.;
Ca
mila
de
Jesus Pereira da
Silva, 37
a.,
v.;
Serafim
Moreira.
21
a.,
s.;
Manoel
Viclorino
de
Aguiar,
35
a.,
s
; Antonio
Rodrigues
da
Cruz,
45
a.,
s.;
Leonardo
José
Coelho,
16
a.,
s.;
Antonio
Fernan
des,
28
a.,
c.;
Manoel Fernandes
Martins,
26
a.;
Luiz Antonio, 41
a.,
c.;
João
Gonçalves Lemos, 15 a.;
João
Urbano
Tavares
de
Mattos, 38
a.,
c.;
José
Au
gusto
Neves,
29
a.,
s.;
Manoel
da
Silva
Moreira,
51
a., s.;
Antonio
Izidro,
40
a.,
c.;
Francisco
Barbosa,
54
a.,
s.;
Ma
noel
de
Sousa,
34
a.,
c.;
Cypriano
de
Abreu
Leite,
31
a.,
s.; Maria da
Concei
ção,
28
a
,
c.;
João
Baptista
de
Abreu,
37
a.,
s.;
Marcelino
Varanda,
23
a.,
s.;
Manoel
Joaquim
Liranga,
25
a., s.; Luiz
da
Silva,
37
a.,
c.; Bernardo
Duarte,
24
a.,
s.;
Antonio
de
Oliveira,
31
a.,
c.
Continuámos
com
a
publicação
dos
doa
membros do alrro,
que
■
ilheriram
ao Proteito do eorpe
docente
do
Seminário Conciliar
de
S. Pedro,
d’
ecta cidade.
Arcipreslado
de Guimarães
(Continuação)
Padre
Joaquim
José
Lopes
Pimenta.—
O
parocho
Joao Antunes
Moreira.—O
pa
rocho
João
Evangelista
da
Costa
Veiga.
—
0 parocho João
Gomes d
’
Oli»eira
Gui
marães.—
O
reitor
João
Antonio
Vaz
da
Costa.
—
Padre
João
José
da
Fonseca
Quei
roz.
—
Padre
Francisco
Antonio
Peixoto
de
Lima —
-Padre José
Joaquim
Ribeiro
de
Castro
Meirelles.
—O
parocho
Francisco
Ventura
de
Sousa
Marinho.
—
O
parocho
João Antonio
Domingues.
—
O
parocho João
José
Lopes
Pimenta.—O
reitor
José
Maria
da Silva
Amorim.
—
O
parocho José Maria
Nogueira.
—
O
parocho
Joaquim
José
de
Abreu.
—
O
parocho
Antonio Jacome
da
Costa.—Padre
José
Alves
de Campos —
Padre
José Custodio
Ferreira
Pinto.
—
Pa
dre
Antonio
José
Vieira
Cominho.
—
Padre
José
Antonio
de
Faria
Guimarães.
—
Padre
José
Antonio
Marques.
—
O
encommendado
João Manoel
de
Souza.
—
Padre
Francisco
de
Paula
e
Souza
—Padre
Luiz
de
Barros
Magalhães.
—Padre
Januario
Luiz
Pereira
da
Silva.
—Padre
José
Antonio
de
Souza.
—O
reitor
Torquato
José
Rodrigues.
—
Padre Anlouio José
Rodrigues
de
Freitas.
—
O
encommendado
Paulino Manoel Fer
nandes Alves.
—Padre
Antonio
José
Alves
Neves.
—O
parocho
Cosme
J
isé
Muniz
de
Antas.
—
O coadjutor
Antonio
José
Cândido
d
’
Almeida.—Padre
José Joaquim
Fernan
des
da Costa.—
O
parocho
Francisco
Go
mes.
—Padre
José
Maria
Martins.
—
Padre
Anlouio da
Cunha
Mendes
de
Oliveira.
—
Padre
Franeisco
Joaquim
de
Souza.
—
O
encommendado
Constanlino
Antonio
Bar
bosa.
—O
reitor
Antonio
da Costa
Mello.
—
Padre
Antonio
Vieira
de
Castro.
—
O eu-
commendado Joaquim
Alvares
Cardoso.
—
Padre
Joaquim
José da
Costa
Guimarães
—
O
encommendado
Antonio
José
d
’
01i-
veira.
—
O
encommendado José
Joaquim
Martins.
(
ContinuAí
declamo
n.° 3
SAUOEA TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com o uso
da
delicio
sa
farinha
de
saude,
REVALESCíSRE
1)U
BARRY
DE
LONDRES
32
annos
cTinvariavel
successo
Combatendo
as
indigestões (dispepsias),
gaslrica, gaslralgia,
flegina,
arrotos,
ven
tos,
flatos,
amargor
na
bocca.
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações intestinaes,
bexigas,
diarrhéa,
disenteria,
cólicas,
tos
se,
asthma,
falta
de
respiração, oppres-
são,
congestões,
mal
dos nervos,
diabe-
tis,
debilidade,
todas
as
desordens
no
pei
to.
na
garganta,
do hálito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
in
testinos, da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue;
90:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do duque Pluskow,
da
exm.
’
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de
lord
Stuart
de
Decies,
par
dTnglaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
do
professor
e
doutor
Beneke.
etc.,
etc.
Cura
n
°
65:311
Vervan, 28
de
março de
1866.
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
a
sua
Hevaleseière
salvou-me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naluralmente
fraco,
eslava
arruinado
em
consequência
de
uma
hor
rível
dispepsia
que
durava
ha
oito
anoos,
tratado
sem
resultado
algum
favorável
pe
los
médicos,
declaravam
que
alguns
me
zes
de
vida
me
restariam,
quando a
emi
nente
virtude da
sua
Bevalesoière me
restituiu
a
saude
A.
B
runeliere
,
cura.
Cura n.°
45:270
Tisica.—
M.
Roberts,
d’
uma constipa
ção
pulmonar
com
tosse,
vomitos,
cons
tipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442
Cotirmes,
por
Vence
(Alpes-Marilimos),
Julho,
1871.
«Depois
que
fiz
uso
da
sua benefica
Re-
valeoeiere,
sinto
novo
vigor;
a
liryn-
gite
de
que
soífro
ha
dois
annos
tende
a
desapparecer,
assim
como
os
incommodos
que
sentia em
todos
os
membros.
M
eyffret
,
cura».
E
’seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cineoenta
vezes o
seu
preço
em remedios.—
Preços
fixos
da
venda
em
toda
a
península:
Em caixas de
folha
de
lata,
de
•/
*
kilo.
500
reis;
de
*
/j
kilo 800
reis;
de um kilo,
1^400
reis;
de
2
*
/a
kilos,
3^200
reis;
de
6
kilos, 613400;
de
12
kilos,
12$000
reis.
OU
B IIRY C.a
lilrlITKU
—
Place
Vendôme,
26,
Paris; 77
Regen
Street,
Londres;
Valverde,
1,
Madrid.
DEPOSITOS. —
Lisboai
Serzedello
Sc
C.
a
,
largo
do
Corpo
Santo,
16;
Azeved»
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31 e
32;
Bar
rai
&
Irmãos, rua
Áurea,
12.
—
Portai
John
Cassei
&
C.’
;
J.
de
Sousa
Ferreira,
rua
da
Banharia,
77.
D
epositos
V
esta
província
:
Brttgnt
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto;
Domingos
José
Vieira
Machado,
droguista»
praça
Municipal,
17;
Antonio
Alexandre
Pereira Maia,
pharmaceutico,
rua
dos
Chãos,
31.
—
«wreelloMi
Antonio
João
de
Sousa.
Ramos,
pharmaceutico,
largo
da
Ponte.
—
«
Vianna»
do
Cantelloi
Affonso,
droguis-
ta,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
dro
garia,
rua
Grande.
140.—
Kuimarirat
A.
J.
Pereira
Martins,
pharmaceutico;
An
lonio
d
’Araujo
Carvalho
mercearia,
cam
po
da Feira,
1; José
Joaquim
da
Silva,
droguista,
rua da
Rainha,
29
e
33.—
Pon
te
do
Limai
A.
J. Rodrigues
Barbosa,
pharmaceutico.
—
Valem»
do
iflinhoi
Francisco
José
de
Sousa,
pharmaceutico.
iGiADECIMEHTOS
U
a Ute
Uk tóK
UlitíãátítíM
0
abaixo
assignado,
summamente
pe
nhorado
para
ccm
todas
as
pessoas
que
o
procuraram
por
occasião
do
fallecimen-
to
de
seu
innocente
e
presadissimo
filho,
bem
assim
aos
que
se
dignaram
assistir
ao
enterro,
que leve
logar
no
dia
20
do
corrente; não
lhe
sendo
possível,
pelo
seu
estado
de
sande
lh’o
não
permittir,
agra
decer
pcssoalmente.
o
laz
por
este
meio,
manifestando
a
todos
o seu
eterno
reco
nhecimento.
Braga
25
de
maio
de
1880.
(275)
Anlonio Augusto
Pereira.
ANNUNCIOS
RECLAMAÇÕES
A junta
de
parochia
de
S.
João
do
Souto
d
’
esla
cidade,
faz saber
que
se
acha
em
reclamação
por
espaço
de
15
dias,
a
contar
de
hoje, a
derrama
para
as
des-
pezas
da
panchia
do
anno
de 1878 a
1879.
Convida
portanto
os
parochianos
d
’
esta
fregmziaa
examinar
as
colectas
que
lhes
pertence
pagar,
o
que
poderão
vêr
e exami
nar desde
as
8
até
ás
6
horas
da
tarde,
em
casa
do
thesouieiro
da
junta,
o
snr.
M.
J.
Baibosa
de
Brito,
na Praça
do
Ba
rão.
Braga
24
de
maio
de
1880.
O
presidente
(278)
João
d
’
Oliveira
e Silva.
JOSÉ AATGMO DA
SILVA LOMAR
■Sim
do Souto, e 99
Recebeu
direclamenle
do
estrangeiro
uma
linda
collecção
de
lãs
para
vestidos,
linhos,
cretons,
capas,
manteletes, ru-
meiras,
íichus,
sombrinhas,
saias
de côr
e
brancas,
laços,
manias,
vestidos para
criança,
chapéus
para
snr.
a
e
criança,
grande
quantidade
de
leques
para
lodos
os
preços,
manias
e
colarinhos
para
ho
mem,
e
muitos
outros
artigos
de
moda,
que vende por
preços
muito
rasoaveis.
(279)
MONTE-1'IO
DE
>SE
’
Pr
r
ordem
do
snr.
presidente
da
Me
za.
são
convidado»
lodos
<s
socios
que
estejam
no
goso
dos
seus
direitos,
a
reu
nirem
se
em
issir.Lkia
geral
extraordi
nária.
no
<iia
6
de
junho
proximo.
pela
1
hora
da
tarde,
na
casa
da
Associação,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
afim
de
se
resolver
o
que
convier,
relativamcnte
ao
fornecimento
de
medicamentos,
confor
me
foi
requerido
por
diversos
socios.
Braga
28
de
maio
de
1880.
0
1.°
secreta' io
(280)
Joaquim
da
Silva
Gonçalves.
Arrematação
O
conselho
administrativo
do regimen
to
d
’infanteiia
8,
faz
publico,
que
no
dia
15
do
proximo
mez de
junho,
na
sala
das
suas
sessões,
ttm
de
precederá
arremata
ção
dos
generts
para
consumo
no
rancho
do
regimento
e
dietas
dos
doentes
em
tra
tamento
no hospital
militar,
e bem
assim
da
leni
a
para
factura
do
mesmo
rancho.
Quartel
em
Braga 29
de
maio
de
1880.
O secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(282)
tenente
d’
infanteria
8.
PROKKAIIVIV
DOS
FESTEJOS
RRACARENSES
NO
Wffliílí
i
I. VHÒES
Promovidos
pela Sociedade
Democrática Recreativa, no seu salão
e
no Theatro
de S. Geraldo
«Vereis
amor
da
patria
não
movido
«De
prémio
vil,
mas
alto
e quasi
eterno».
lusíadas
,
i
—x.
Nos
dias
8
e
9
de
junho,
exposição
de
edtcções
e
versões
de
Camões,
no
salão
da
Sociedade,
desde
as
9
horas da
ma
nhã
até
á
1
da
tarde,
e
das
4
horas
da
mesma
até
ás
8.
A
Scciedade
illuminará o
seu
edifício
nas
duas
noites.
Na
noite de
1
0,
sarau
litlerario
e musical
no
Theatro
de
S.
Geraldo, com
intermeação
de
poesias
em
cada
conferencia.
Apparição
da
publicação
esplendida,
com
que
a
Sociedade
solemnisa
litttrariamenle
o
dia
do
tricentenário,
depois
da
inau
guração
apparatosa
do
retrato de
Camões.
A
Sociedade
illuminará
n
’
esta
ncute
o
theatro,
assim
co
mo
o
largo
fronteiro,
onde estacionai
á uma
banda
musical
du
rante
os
festejos,
e
cditinuaiá
a illuminar
igualmente
o
seu
edifício,
Como nas
duas
noites
anteriores.
O
sarau
litlerario
começará
ás
9
horas:
e
nas
suas
suc-
cessivas
conferencias,
em
que
discursarão
com
os
seus
orado
res
anteriores
alguns
de
novo,
considerar-se-ha
a
importância
social
do
tricentenário;
Camões
na bibliographia
patria e
estran
geira;
os Lusiadas
em
suas
parodias,
e
nas
suas
palavras
pe-c
regrinas;
Camões
como
precursor da
restauração
de
1640,
e
como
soldado
e
maiinheiro,
além
d’
amanle
estremosissimo.
Ccm
estes
assumptos
tratar-se-hão
denvolta
outros
analogos,
condignos da solemnidade
do
dia.
Feia
manhã,
ao
meio
dia
e
á
noute serão
annunciadas
estas
horas
á
cidade
com
salvas
de 21 bombas
reaes.
Uma
banda
musical
percórreiá
também
opportunamente
as
ruas
principaes
da
cidade.
Tornarão
mais
solemnes
estes
festejos
da
Sociedade,
ou
tros
conjunctos
com
elles.
O
bello
jardim
do
campo
de
SanfAnna
estará
illuminado
á noite
no
dia
do
tricentenário
por
iniciativa
da
Camara
Mu
nicipal;
e
no
dia
8
haveiá
tamlem
á noute
representação
con
digna
no
Theatro
de
S.
Geraldo,
por
iniciativa
dos
snrs.
Fran
cisco
Araújo
e
Lourenço
Moreira: lepresentar-se-hão as
peças
dramaticas
Camões
e
o
Jau,
de
Casimiro d
’
Abreu,
e
os
Últimos
Momentos
de
Camões
do
nosso
Mendes
Leal.
A
banda
regimental,
por
obséquio
do
Exm.®
Corunel
do
regimento
8,
tocará
nas
tres
noutes
dos festejos
no
seu
coreto;
concorrendo
assim
para
maior
abrilhantamento
do
tricentenário,
a
que
nada
faltara
’
das
galas
próprias
da
occasião.
No templo
do
Collegio,
a
’s
10
horas
e
meia da
manhã do
dia
10, havera
’ missa
lesada,
a
que
teia
’
de
seguir-se
um
Te-
Ddtm
; suíliagande-seassim
asalmasdos heioes,
que
immortali-
saram
o
nome
poi luguez
na
índia,
e
a aln
a
do
cantor,
que
nos
Lusiadas
apregoara
ao
munoo
estas
façanhas
em
epopeia
até
hoje
inexcedida.
(381)
Ml
*
a Mimo
~~
SUCLESSORES DO
CACHAPUZ
Beceberam
variado
sortido
de ferra
gens
nachnaese estrangeiras,
bem
assim
deposito
de
vinhos engarrafados,
do
Alto
Douro,
qualidade
garantida,
de
150.
170,
200.
240,
300.
360. 400
e
600.
Idem
deposito de
camas
de
ferro
do
acreditadissimo
deposito
de João
Thomaz
Cardoso,
bombas
para
poços, fogões para
cosinha,
armas
e
revvorvers,
ferros
a
va
por,
bacias
estanhadas,
e
bom
sortido
de
ferro,
aço e
melaes
Preços sem
competência.
(142)
GHAXtA
PECHINCHA
Vende-se
dois
caleches
montados
e
re
formados
de
novo,
em
muito
bom
uso,
juntos ou
separados;
quem
pretender
póde
dirigir-se
a
José
Luiz
Ferreira,
rua
das
Aguas, onde
se
pódem
vêr
a
toda
a hora.
(267)
APPELLO
A’
COMPAIXÃO
Continúa
aberta
na
casa
do
snr.
José
Antonio
da
Silva Lomar,
rua
do Souto,
n.®
28
e
29,
a subscripção
em
favor
da
desventurada
Ermelinda
Carvalho de Ma
galhães,
de
Eira
Vedra,
concelho
de
Vieira.
(223)
Llzumanto
BOYER-MICHEL para
caval-
ios, fazendo
as vezes
de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ichbl
,
pharmi-
ceutico em
Alx
(na Provençaj França. —
Preço 1,006
reis. — Em
Lbisoa,
o snr.
Barreio,
Lcreto,
n.“
8—30.
(225)
CAPRLLANIA
A
Meza
administradora
do
Beal
San-
ctuario
do Bom
Jesus
do
Monte
faz
pu
blico que se
acha
vago
um
logar de
capellão
do
mesmo
Sanctuario,
com
o
or
denado
annual
de
180,5000
reis,
casa
para
viver, e
obrigação
de
missa
diaria
com
tenção
preza.
Os revm.
os
snrs.
sacerdotes
que
o
pretendam
devem apresentar seus reque
rimentos,
com
declaração
de
que
se
acham
habilitados
para
confessores,
ao
secretario
da
Meza,
no
largo
do
Paço n.°
4,
até
ao
dia
10
de
junho
proximo
futuro.
Braga
2í
de
maio
de
f880.
O
presidente
João
de
Paiva Faria
Leite
Brandão.
(262)
~SEM
COMPETÊNCIA
ALGODÕES
Pereira.
Aguiar
&
C.a
,
tem o
deposito
da
fabrica
do
Bogio.
que
vende
por jun
to
e
a
retalho
(não
sendo
menos
de
meio
maço),
pelo
preço
da
fabrica.
Algodões
torcidos
de
todos
os
nume
ros.
Tramas.
Tramas
cruas
e
branqueadas
de
todos
os
numeros.
Estes
algodões
tornam-se recommen-
daveis
a
lodos
os
consummidores,
por
que
são
os
melhores
até
hoje
conhecidos;
e
tanto
o
tem
mostrado que
para
o
Por
to
tem
tido
lamo
consummo
que
é
im
possível
cumprir
as
encommendas.
O
fim
da
fabrica
é
tornar
os
seus
al
godões
conhecidos
em toda
a
parle
do
paiz,
porque
tem
a
certeza
de
que
os
consummidi
res
lhe
darão
a
sua
preferen
cia .
(256)
Venda
de
propriedade
Vende-se
a
quinta
denominada
Baixe-
tes
de
Cima,
freguezia
de
Santa Eulalia de
Tenões,
arrebaldes
d
’esta
cidade;
tem
moi
nhos,
é
muito
bem situada,
ficando
muito
proximo
da
estrada
do Bom
Jesus
do
Monte
e
da
que segue
para
Chaves.
Para
tratar
falla-se
na
mesma.
(269)
Um
proprietário,
expôz
á
venda
vinho
verde,
só
de
uvas
colhidas
nas
suas
pro
priedades,
na
terceira
loja
abaixo
do
Tri
bunal
Judicial.
(277)
VENDA
DA
LAPA
DOS
ESTEIOS
OU
DOS POETAS
Volta
novanoente á
praça
no
1.’
do
proximo
mez
de julho,
ao
meio
dia, a
casa
e
quinta
das
Cannas,
aros
de
Coimbra,
no
valor de
doze
contos
de
reis,
e
será
impreterivelmente- entregue
n
’
esse dia
a
quem
mais offerecer sobre
a referida
quan
tia.
A
praça
terá
logar
na
casa
da
me
sma
quinta,
e
declara-se
que se
não ven
de
a
mobília,
gados,
e
mais objectos alli
existentes;
e
bem
assim
se
declara
que
são
completamente
destituídos
de
funda
mento
os
boatos
propalados
de
se
toma
rem lanços
para
depois
entregar
o
prédio
a
certa
e
determinada
pessoa.
—Entrega-
se
a
quem
mais
der
na
fórma
do
presen
te annuncio.
(266)
Dinheiro
a
juro
sobre
hypotheca
ft
’
esta
redacção
se
diz
quem
dá
pof
juro
modico a
quantia
de
um
conto de
reis; sendo
o juro
das
hypothecas
no
ter
mo
de
Braga
5
0/0.
(273)
200^000
RFIS
Dão-se
a juro
de
5
p.
c.
sobre
hy-
potheca
na
confraria de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
(196)
Parte de Comércio do Minho (O)
