comerciominho_01041880_1064.xml
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ANNO
QUINTA-FEIRA 1 DE
ABRIL DE 1880
NUMERO
1:064
REDAGTOR—
D. MIGUEL SOTTO-MAYOR
PliEÇO
DA
ASSIGNATUBA
12
mezes,
com
estampilha
2^400—12 mezes,
sem
estampilha
1&800
—
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte
4&200
—Avulso
20
rs.
PUBLICA-SE AS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—
Aunuucios
cadu
liui.a
20
—Bepetição
10
rs.
—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’
abatimento
BiUGA-1 DE
ABRIL
demnado
pelas
leis divinas e
humanas.
E
os
poderes
públicos
não
alteram
o
seu
systema de toleraucia
perante
este
novo,
attentado!
Isto
significa
muito,
porque
relembra
aquelle
dicto
do
orador
romano:
—ai
do
paiz
onde
as
leis
se
não
cumprem
!
Se
d
’
eslas
considerações
subirmos
a
outra
ordem
de
ideias,
pergunla-se:
que
aucloridade
póde
imprimir
o
voto
d’estes
dois legisladores
n
’
aquelles
projeclos
que
o
parlamento
hade
converter
em
leis?
E
com que
direito
se
hade
exigir
dos
povos
o
respeito
por essas leis, exaucto-
radas
já
na
pessoa
de
dois
indivíduos
que
são
chamados
a
colaborar
n
’
ellas?
E
faliam
em
moralidade!
Mas
que
moralidade
é
essa
que
leva
dois
homens,
dislinctos
pela
sua
posição,
a
espadeirarem-se
mutuamenle
fóra
do
al
cance
da
policia
?
Como
é
possível
moralisar-se
o
povo,
onde
os
que o
governam
são
os
primei
ros
a feril-o
com
taes
exemplos de
des-
moralisação?
Não
proseguiremos
no
assumpto.
De
sobejo
está
elle
tractado,
para
que
alguém ignore
ainda o
que
seja
o
duello.
Nem
o
que
escrevemos
leve
outro
fim
em
vista que
não fosse
o
protestar
contra
esta
impudência
com
que
se
dá
publici
dade
a
um
crime,
sem
que aquelles
a
quem
cumpre
velar
pelo
cumprimento
das
leis,
se
preoccupem
com
o
castigo
que
elle
reclama.
Descubram-se,
que
é
a
civilisação que
passa
!
M.
MARINHO.
----------
—
O
eonvento da»
Ur«uliuaa
O
nosso
presado
collega
«Amigo
do
Povo»,
jornal
d
’esta
cidade,
no
seu
n.°
318
escreve
em defeza
do
Snr. Arcebis
po,
entre
outras
consideraçõ
s,
o
que
se
segue:
Já
o
dissemos
e
o
repetiremos
ainda,
o
Snr.
Arcebispo,
reconhecendo
que
o
edifício
do
Seminário
de
S.
Pedro
não
Dois legisladores
modelo.
Publicou
quasi
toda
a
imprensa
uma
coisa
a
que
deram
o
nome
de
aclas
de
um
duello,
entre
um
par
do
reino
e um
deputado.
Esta
publicidade
que
apenas
despertou
o
espirito
publico
pelo escandalo que
re-
velára,
parece
que
deveria
ser o
bastante
para
que
um
crime
de
tal
ordem
e
por
taes
criminosos
não
transitasse
em
julga
do
sem
que
sobre
elle
recaísse
a
acção
das leis.
Pois
não
aconteceu
assim,
que
nos
conste
até
hoje.
O
par
lá
continúa
occupando
a
sua
cadeira na camara
alta,
ufano de
si,
como
se
houvesse
alevantado
o
seu
nume
por
uma
grande
virtude
cívica,
em
quanto
que
o
deputado
procura
curar-se
das
es
padeiradas
que
apanhou, para
em
seguida
voltar
ao
meio
dos
seus
collegas
deputa
dos
a
pedir
talvez
o
cumprimento
das
leis
que
elle
nresmo
violou.
Que
dois
legisladores
!
Não
fazemos
dislincções,
porque
am
bos
são
culpados
n’
um
crime
que
o co-
digo
penal castiga.
O nosso
fim
unico
é
protestar
contra
essa
relaxação
immensa que,
apoderando-
se
das
leis,
como
dos
costumes,
nos
vae
arrastando
a
passos largos
para
o
abysmo
de
uma
anarchia
sem
limites.
Se
o
duello
é
um
crime,
os duellis-
las,
sejam
elles
quem forem,
devem
ser
cas
tigados.
Não
vae
ainda
ha
muitos
annos,
que
a
pretexto de
duello
se perpetrou
um
verdadeiro
assassinato.
Os poderes
públicos
curvaram
a
cabeça
ante
o
crime, que passou triumpante;
mas
a
moralidade
e a
justiça
soffreram
com
isso
um profundo
golpe, que se assigna-
lou
por
um
maior
desprezo
das
leis,
no
espirito
das
multidões.
Agora
repetiu-se
o
caso,
que
apesar
de
resultados
differenles,
não
deixou de
assumir
a
gravidade
de
um
crime,
con
tinha
a
capacidade necessária
e
as
con-
dicções
precisas
para
o
fim a
que
era
destinado,
pediu
ao
governo
que
lhe fosse
permitláda
a
mudança d
’aquelle
estabele
cimento
para
o
convento
das
Ursulinas.
Nada pediu
para
si,
nem
para
a
mi
tra;
pediu para
a
diocese,
pediu
para
bem
da
educação
e
instrucção
do
seu
clero
um
edifício
do
estado,
em
troca d’
outro
que
era
da
diocese.
O
governo, compenetrando-se da jus
tiça
d
’
aquelle
pedido e
depois
das
infor
mações
havidas
das
aucloridades, concedeu
dentro
dos
limites
das
suas
attribuições
por portaria
de
3
de
junho
de
1878
o
edifício
das
Ursulinas
para
o
novo
Semi
nário.
O
Snr.
Arcebispo
em
vista
d
’aquella
au-
clorisaçâo
mandou
tomar
posse
.
d
’
aquelle
edifício
e
das
suas
pertenças.
Era
isto
um
facto
novo, houve algu
ma
illegalidade
no
proceder
do
illuslre
Prelado,
os
precedentes
não
mostram
que
em
casos
idênticos
sempre se
fez
assim?
Sem ir
buscar
factos
muito
remotos,
nem fóra
d
’
esta.
cidade,
basta que
apon
temos
os
seguintes:
Em
1875
o
governo
concedeu
por uma
portaria
ao
asylo
de
D.
Pedro
V
d
’
esla
!
cidade
o
edifício
do
extincto
convento
da
i
Penha,
com
todas
as
suas
alfaias
e
per
tenças.
Apesar
d
’
esta
concessão,
só
qua-
:
tro
annos
depois
ter
sido
legalisada
pela
lei
de 12
de
maio
de
1879,
a
direcção
ido
asylo tomou
logo
posse d
’
aquelle
con
vento
e
de
todas
as suas
pertenças.
A
direcção
de
que
era
presidente o
snr.
dr.
José
Maria
Rodrigues
de
Car
valho,
fallando
a
este
respeito
no
seu
re
latório
do
anno de 1875
diz
assim:
«A
direcção
fez-se
investir
na
posse
ad-
ministrativa e
judicial do
convento, e acto
éontmuo
arrendou a
cerca
e
a casa do ca-
pellão, o
que no
futuro
anno economico
ha
de
produzir
uma
receita extraordinária
de
114&500
reis».
Veio
por
acaso alguém
acoimar
de
il-
legal aquelle
acto
da
direcção
do
asylo
de D. Pedro
V?
Por
ventura
o
seu
digno presidente,
o
snr.
dr. José
Carvalho,
que
por
vezes
tem
tido
logar
no
parlamento, e que
foi
um
interregimo
e
illustrado
juiz
de direito,
ignorava as leis
do
seu
paiz?
Não
por
certo
A
direcção
procedeu
assim
auclorisada
pelo
govorno.
que
to
mou
inteira
responsabilidade
do
facto
que
auctorisou.
Por
portaria
de 14
de
maio
do
anno
passado,
o
governo
depois
das
devidas
in
formações. concedeu
ao
collegio
da
Rege
neração
d
’
esta
cidade,
parte
do
convento
da
Conceição,
onde
ainda
existe
uma
freira.
A
direcção
d
’
aquelle
estabelecimento
tomou
immediatamente
posse
da parte
do
convento
que
lhe
foi
concedida, e
man
dou
logo
alli
proceder
a
obras
que
lá
con
tinuam.
Alguém, sollicito
propugnador
dos
in
teresses da
fazenda
nacional,
veio accusar
a
illegalidade
d
’
aquella
posse
e
queixar-se
da
direcção que
a
tomou
e
está
alli
fa
zendo
obras?
Pois
a
snr.
a viscondessa
de Pindella.
virtuosa
esposa
do
snr.
governador
civil
d
este
dislriclo,
que
é a
presidente d’
a-
quella
direcção,
podia
cousenlir
que
ella
intrusamente se
apossasse
do
que lhe
não
estava
concedido
definitivamente
por
uma
lei?
Podíamos
ainda adduzir
outros
factos;
mas
bastam
estes
para provar
a
boa
fé
d
’
esta
e
das
outras
accusações
feitas
ao
Snr.
Arcebispo.
Ao
governo
cumpria
fazer
boa
a con
cessão
do
convento
das
Ursulinas para
o
novo Seminário.
Não
o
fez
o
governo
passado,
não
o
fez
o
actual,
nenhuma
culpa
tem
n’
isso
o
Snr.
Arcebispo.
Falta
nos
espaço
para
proseguir
no as
sumpto.
Ficaremos
-hoje
por aqui.
Publicamos
hoje
um
artigo, que
nos
foi
enviado
por
um
respeitável sacerdote
d
’
esle
arcebispado
em
resposta
ás
argui
ções, que
tem
publicado
uma
meia
fo
lha
de
papel
á
laia
de
jornal,
como
diz
FOLHEM
SERMÃO
DO
MANDATO
PRÉOADO
PELO
EX.™°
E REVD.1U
“
SNR.
Arcebispo
Primaz das Hespanhas
Em
Quinta-feira
Santa
de
4880
NA
SÉ
PRIMAZ
DE
BRAGA
Trasladámos
hoje
para
as
columnas
do «Commercio
do
Minho»
o
discurso
pro
nunciado
pelo
sabio
e virtuoso
Prelado
d
’esta
arcbidiocese
na
ceremonia
edificante
do
Lavapedes.
Não o
reproduzimos
com
todas
as
suas
imagens,
em
todos os seus
pensamentos
profumtos,
porque
apenas
podémos
recom
por
d
’alguns
apontamentos
que tomámos
no
acto
da
sua
declamação,
o
que
hoje
offerecemos
aos
nossos
leitores
caríssimos.
Falta
lambem ao
discurso
a energia,
que
o
sabio
Arcebispo
imprimiu
na
recitação
á
sua
auclorisada
palavra;
fal
ta-lhe aquelle ouro
sobre
azul
entornado
pela
sua
figura
magestosa
de
Primaz
das
Hespanhas,
que
tanto
realce
lhe
dava
quan
do
o
escutávamos.
Mas
nãb
podémos
acabar
comnosco
e
deixar,
que as
palavras
do
velho Arce
bispo
ficassem sómente
no
recinto
da
sua
cathedral.
E
’
necessário patentear
estes
exemplos
tão
dignos da
benemerencia
de
todos os
homens
e
da
imitação
dos
legíti
mos
successores
dos
Apostolos da Egreja
de
Jesus
Christo.
Estava
repleta
de
ouvintes a
vasta
ca
thedral;
mais
de
dois
mil
fieis
estavam
anciosos
pela
palavra
do seu
Pastor,
quan
do
subia
ao
púlpito
o
venerando
Arcebis
po,
com
essa
energia,
que
elle
tantas
ve
zes
manifestava
nos
tempos
das
suas
maio
res
glorias
académicas
e
de
que
ainda
hoje
se
recordam
com
saudade lodos
os
seus
contemporâneos.
Parec
:
a, que sómenle a ideia,
de
que
subia
ao
púlpito,
remoçava
aquelle
velho
de setenta
annos.
E
todos
o
escutaram.
E
lodos
bem-
disseram
os
momentos,
em
que
recebe
ram
em
suas
inlelligencias
a
luz
da ver
dade
e
em
seu
coração
a
uncção
reli
giosa. Ao
vel-o
e
ouvil-o
nos transpor
támos
aos
tempos da
Egreja,
em
que
os
seus
mais
sábios
Bispos subiam
a
cathre-
dra
de
oradores
christãos.
Eis
o
discurso:
Exemplum
enim dedi
vobis,
ut quemadmodum
ego
feci,
ita
et
vos faciatis.
EV.
PE S. JOÃO, XIII,
15.
No
estudo
e
ensino
da
religião
christã
ha
um
livro
indispensável
e
que não
póde
soffrer
alteração
nem
na
forma,
nem
na
doutrina sem
perder
o
caracter
da
siia
genuinidade,
authentecidade
e divindade,
que
o
conslitue
regra
dos
costumes
e
das
nossas
acções:
são as
Escripturas
e
principalmente
os
santos
Evangelhos,
que
d
’ellas
fazem
parte.
Podem
se
fazer
sobre
ellas
muitos
com-
meniarios,
póde
sobre
ellas
exercer-se
a
razão
para
investigar
o
seu
sentido,
para
aproveital-as
no
ataque,
ou
na
defeza
das
verdades
religiosas,
mas
o
espirito
das
Escripturas
fica
sempre.
Se fôra
possível tirar
este
livro
do
meio
da
sociedade
christã, esta
retrogra
daria
até
quasi
á
barbarie.
E
com
effeito,
tirae-o da
sociedade,
negae,
despreiae
as
suas
verdades
e que
ficará
na
Europa
christã?
Na França
as
ideias da
commu-
na;
na
Hespanha
os
incêndios
de
Alcoy
e
Cartagena,
na
Ilalia o
carbonarismo
de
Mazzini,
na
Prussia
o
socialismo,
na
Rús
sia o
nihilismo;
ideias sómente
anti
reli-
giosas
e
quasi
todas
anli-sociaes
ficariam
pur toda
a
parte.
Nós,
porém,
que somos
christãos,
abra
mos
este
livro
no capitulo,
em
que
se
descreve
a
acção edificante,
a
ceremonia
solemne,
que
acabaes
de ver.
O
Filho
de
Deus,
depois
de
ler
insti
tuído
a Eucharislia
e
de
ler
lavado os
pés
conclue
com
aquellas
palavras:
exem
plum
enim
dedi
vobis,
ut
quemadmodum
ego
feci,
ita
et
vos
faciatis,
—
porque
vos
dei
o
exemplo,
para
que,
assim
como
eu
vos
fiz,
assim
vós
o
façaes
lam
bem.
Na
presença
de
qualquer
monumento,
ha
dois
modos
de
o
contemplar:
ou
pela
base
até
á
cúpula,
ou
pela cúpula
até
á
sua
base.
Assim,
na
analyse
de
qualquer
lei,
nós
podemos
considerar:
ou
o
auctor
no
seu
poder,
que
tem
para
a
constituir,
ou
o
resultado prático, que
ella
produz.
N
’
este
dia,
pois,
em que
nós
celebra
mos
um
grande
facto,
n'esla
hora
tão
memorável, em
que
Jesus
Christo
nos
mandou,
que
seguíssemos
sempre
o
exem
plo,
que nos
linha
dado,
eu
analysarei
esta
lei
na
sua
base
e
fundamento,
na
sua
aucloridade
e
em
dia
igual,
se Deus
o
permillir,
eu
a
considerarei
no
seu re
sultado
prático.
Sendo
cônsules
Sulpicio
Galba e Cor-
nelio
Felix,
786
annos
da
fundação
de
Roma,
na
província
da Judea
e
na
for
mosa
Jerusalem,
deu-se
um
fado
univer-
salmenle
celebrado:
pelo
Pae
commum
o
«Amigo
do
Povo»,
intitulada
«Povo
de
Braga».
Declaramos, que sómente
em
casos
extremos
publicaremos
escriptos,
que
por
qualquer
fórma
nos
sejam
enviados
em
resposta
ao
tal
«Povo
(publicação)
de
Braga».
Se
hoje
publicamos
um
artigo
etn
res
posta
ao
tal
papel
e que
transcrevemos
do
«Amigo
do Povo»
é
por
consideração
a este
nosso
illuslrado
collega,
que
se
collocou
francamente
ao
nosso
lado, na
questão,
de
que
espontaneamente
nos
en
carregamos
e
porque
é
resposta
decisiva
a
uma
accusação
grave.
A
tal
rebaixamento
chegou
a socie
dade
actual,
que
se
acham
completamente
pervertidas
as
ideias
e
ttanstornidos
to
dos
os princípios,
que
servem
de
base
e
fundamento
para
a
felicidade
dos povos.
A
desmoralisação
lavra
tão
fundo,
que
as
virtudes
e as
acções
dignas
de
louvor,
que
enobrecem
a
quem
as pratica,
são dis-
figuradas
e
apontadas
perante
a
opinião
publica
como
actos criminosos
e
dignos
de
censura.
Triste
mister
o
d
’
aquelles
que
sendo
em
tudo
reprehensiveis.
querem que as
acções
dos
outros,
embora
boas,
sejam
niveladas
pelas
suas.
A
imprensa,
este
tribunal augusto,
onde
só se devia
advogar
a
causa
da
virtude,
da
justiça
e
do
bem,
serve
lambem
de
esconderijo,
onde
se
acouta
o
falsario,
que
com
um
cynismo revoltante
verbera
cara
cteres
impollutos
e respeitáveis,
esquecido
esle censor encapotado
de
que a sua
vida
talvez
seja
um
sudário de
torpezas e
in
dignidades.
Suggere-me
estas
reflexões a
leitura
d’
um papelucho
infame,
que
começou a
ver
a
luz
publica na
cidade
de
Braga,
e
cujo
fim
principal
é desprestigiar
a
aucto
ridade do
venerando
Prelado
da
diocese.
Já
no
parlamento
e
n
ralguns
periódi
cos
de
Lisboa
e
Porto
lem
sido
S.
Exc.a
Revd
ma
accusado
d
’
aclos
illegaes
e
pre
potentes;
mas
o
auctor
de
todo
este
es
cândalo
(que
outro
nome
não tem)
não
foi
nem
o jornal
do
«Commercio» nem
o
interpellante
parlamentar. O
inicia
lor
de
todas
estas
infamias.
segundo
é
voz
publi
ca,
acouta-se
dentro
dos
muros
de
Bra
ga,
e
é,
para
maior vergonha,
quem
no
acto
mais
solemne
de
sua
vida,
promet-
teu,
ao ser elevado
a
um
estado
subli
me,
obdiencia,
respeito
e
submissão
ao
seu
Prelado...
é
um
padre!
»
Pertenço a
essa
classe
e honro-me
de
pertencer
a
ella;
mas
córo
de
vergonha
quando
vejo
que
nas
circumstancias
cri
ticas
que
atravessamos,
e
quando
contra
o
clero
se
move
uma guerra
cruel
e
acin
tosa,
somos
os
primeiros
a
fomentar
essa
guerra,
e
a
pôr
nas
mãos
dos
inimigos
armas
com
que
nos
façam
fogo.
Não
venho
defender
S.
Exc.
*
,
nem
elle
precisa
da
minha
defesa.
A
sua
vida
já
longa
de pastor
da
Egreja,
o
seu
caracter respeitado
e
vene
rando,
os
seus
actos
dignos
e
meritórios
e o amor e
dedicação
de
lodos
os seus
filhos
são argumentos
bastante
fortes
para
rebater
as
infamias,
que
alguns extravia
dos
lhe
assacarem.
Não tema
S.
Exc.
a,
porque
a
baba immunda
do
possesso
ape-
!
nas
conspurca
a
quem
a
expectora.
Eu venho
apenas
levantar
um
brado
'
d
’indignação
e
manifestar
os sentimentos
■que
me
dominaram
ao
lêr essas
accusa-
çôes
tão
banaes
e
ridículas,
que
se
di
rigem
contra
o
meu
Prelado.
Como
homem,
como
catholico,
como
padre
e
como
parocho.
ter-me-ha
S.
Exc.
a
sempre
ao seu
lado,
e
na
pequena
por
ção
do
rebanho,
que
me está confiada,
eu
farei
para que
não
tenham
entrada
essas
ideias
deleterias,
com que
se
pre
tende
desprestigiar
a primeira
auctoridade
ecclesiaslica
da
diocese.
Espíritos
obsecaios,
que
não
conhe
cem
ou
esquecem
o
mal
que estão
fazen
do
á
sociedade
e
a si
proprios!
Fomen
tem
a
revolta,
desprestigiem
a
auctorida
de,
destruam
o
respeito,
a
submissão
e
a
obdiencia,
e
esperem
pela communa,
que
as
sementes
estão
lançadas.
Mas
que
di
go?
Talvez
seja
esse
o
estado
appetecido
de
muita gente;
talvez
aquillo
que
a
mim
me
horrorisa
sej
a
0 sonho
dourado
d
’
a-
quelles,
que
se
inculcam
como
os
defen
sores
da honra
e
da
dignidade
ultrajada.
Assim
o
parece.
N’
esse
pampheleio
a
que
me
venho
referindo,
assim
como
n
’oulros jornaes
ejusdem
furfuris,
e
na inlerpellação do
parlamento,
dirigem-se
a
S.
Ex.
a
Rev.
ma
varias
accusações,
em
cuja
analyse
eu
não entro, porque
apezar
de
conhecer
a
paixão
e
odio com que
são
formuladas,
faltam-me
dados
para
lhe
poder
respon
der.
Entre
ellas,
porém,
destaca-se
uma
que
bem
mostra
o
rancor e desejo
satâ
nico
d’
accusar
S. Exc.
a
.
E’
esta
a da
transferencia
da
ultima
freira
que
existia
no
convento
do Collegio
para o
do
Sal
vador.
Oh!
que
lagrimas
sentidas
não
vertem
esses
defensores
dos
institutos
religiosos!
Oh!
que
dôr
os
não
alanceia
por
ver
mudar
de
casa
um
habitador
de
conven
tos!
Oh!
que
crime nefando
commetleu
S
Exc.
a
,
pedindo
á ultima
freira
d
’
um
con
vento
que
para
se
fazer
uma
obra de
reconhecida
utilidade,
se
mudasse
para
outro,
onde
teria
aposentos
bem
mais
commodos,
do
que
onde
vivia!
Credite
posteri.
Só o
Arcebispo
de
Braga
praticou
este
crime;
só
o
Primaz
das
Hespanhas
violou
a
clausura,
e
fez
com
que
uma
freira
viva
n
’
um convento,
embora
não
o
seu,
com
as
nesmas
ou
talvez
mais
commo-
didades
do que
vivia
até
alli!
Cynismo
revoltante!
hypocrisia
requin
tada!
Aquelles
que
com um
furor
vandalico
expulsaram
os
frades, e
reluziram
a
um
montão
de
ruinas
esses
monumentos
ad
miráveis,
onde se
albergava
a
virtude
jç
a
sciencia,
e que
ainda
hoje,
ao
contem
plarem-se,
fazem
chorar
o
coração
de
saudades
—os
conventos,
expu|sapdo
vio-
lentamenle
seus
legítimos
possuidores,
dan
do-lhe
em
compensação
a
liberdade
de
pedir
esmolla;
são esses
mesmos
que
se
arvoram
em
accusadores
de
S.
Exc.
a
por
transferir
uma
freira
d
’
um
convento
para
outro!
Tal
é
a
sua
boa
fé
e
o
seu
amor pela
clausura.
Tristes tempos,
em
que
se
conculcam
e
postergam
os
mais
legítimos
direitos,
e
se
faz
tanto arruido
só
com
o
fim
de
macular
a
reputação
de
um
príncipe da
Egreja,
allegando
se
como
fundamento
de
estas
accusações
a
violação
da
justiça
e
invasão
da
propriedade
alheia!
Não
se
vê a
trave
no
olho
proprio,
mas
vê-se
o
átomo
no
do visinho.
O
parocho
—
Fonseca Martins.
D.
Miguel em Liaboa.
O
«Commercio
de Portugal»,
que
se
tem
distinguido
pela elevação
dos
sen
timentos,
que
lhe tem inspirado este
acon
tecimento,
publicou
o
seguinte:
«Para
dar
ideia
da
educação
portu
gueza dada
a
D.
Miguel
de Bragança,
pelo
sabio
Gomes
de
Abreu
e
o
amor
que desde
creança
consagrara
a
Portugal,
reproduzimos
aqui
a
noticia
de
um
fa
cto
que
se
deu
em
Bronnbach,
quando
o
príncipe
era
muito
novo
ainda.
Como
se sabe
as
illustres
familias
miguelistas
de
Portugal
costumam
faZer-se
represen
tar
nas
festas
da
familia
proscripta.
N’
u-
ma
d
’
essas
occasiões
um
illustre
portu
guez que
nós
todos
respeitamos
pelos
seus
talentos
e
pelo
seu
caracter,
o
snr.
An
tonio
Pereira
da
Cunha,
estando
em
Bronnbach
resolvera
partir
no
dia
seguin
te
para
Portugal
Depois
de
se
despedir
de
D.
Miguel,
que
ainda
-vivia,
o
illus
tre
portuguez
dirigiu-se
ao
gabinete
de
Gomes
de
Abreu.
O
príncipe
estava
alli.
—O
que
quer
vossa
alteza
para
o
reino?
perguntou
o
esclarecido
portuguez.
—
Lembranças
aos
porluguezes,
res
pondeu
a creança,
com o
accento
de uma
expontaneidade
sincera.
—
Mas só
para os
seus
amigos,
que
os
outros.
.
—
Não.
Para
os
porluguezes
todos,
in
terrompeu
D.
Miguel
de Bragança.
Gomes
d
’Abreu
abraçou o
discípulo
e
n
’estas
palavras viu
que
começaram
a pro
duzir-se
os
resultados
da
sua
educação
sinceramente
portugueza.
Foi,
pois,
esta creança,
que ha
qoasi
vinte
annos
mandava lembranças
aos
por
luguezes
todos,
que agora
veio
provar que
lhe
não
esquecera
o
abraço
do
seu
mes
tre.
Não é crime
que
um príncipe
des
cendente de
príncipes
porluguezes
ame
e
bemqueira
Portugal.
Nós
respeitamol-o
muito porisso,
dar-lhe-hemos
sempre
a
mais
affavel
e
dislincta
acolhida.
Mas
se
algum
dia
o
príncipe
tentasse,
o
que
é
impossível,
restauração
ominosa,
seriamos
dos
primeiros
a
combater
como
um
só
homem
o
principio
que
quizesse
comba
ter
e
vencer
o
nossc principio.»
(1)
(1)
Podemos assegurar
ao
«Commer
cio
de Portugal»,
que
nem
o
Senhor
D.
Miguel
daria
um
passo para
restau
ração
ominosa,
nem
acharia
para
essa
um só auxiliar de
valia
entre
miguelis-
las.
Agora
uma
restauração,
como
aquella,
Podemos
accrescentar, que
não
só
as
ideias,
os
generosos
sentimentos,
as
pa.
trioticas
aspirações
de
Gomes
d
’
Abre®
eram
completamente
acceites
daquelle
que
o
povo
portuguez
chamou
Dom Mi
guel
I,
senão
que
todas
essas ficaram em
querida
herança
á
Augusta
Companheira
do
Rei,
exilado,
a
qual,
já
portugueza
de
coração
por
sentimento e
por
bem
conhecida
illustração
soube
perfeitamente
transmiltir a preciosa
herança
aos
que
tão
esplendidamente
vão provando
sabel-a
acceitar.
indicada
em
nosso
artigo
de
domingo,
não
cremos
que
podesse
ter
opposição
da
parte
de
nenhum portuguez,
que
po.
nha
o
bem
do
paiz
acima
de
quaesquer
mais
ou
menos injustas
e
irreflectidas
a
ver.
sões.
1
'
....—
GAZETILHA
PHEVEVÇiO
AOS
WOSSOS
«1.
SIGVIATE
*
Prevenimos
os
nossos
estimáveis
assi-
gnantes
de
que TODA
a
correspondência
deve
ser
dirigida
unicamente
A’
Administração
do
Commercio do
Minho.
Corrigenda.
—
Em
o n.°
anterior saí
ram
as seguintes
erratas:
Pag.
l.
a
,
col.
2.
a
:
como diz
Gioberli;
deve
lêr-se:
como
se
diz
de
Gioberti.
Idem,
col.
4.8
:
lambem
principiámos?
deve
lêr-se:
publicámos.
Pag.
3.
*
,
col.
l.
a:
arcipreste que; deve
lêr-se:
arcipreste.
O
Snr. Arcebispo
Primaz e os
geu»
inimigos.
—
Não
damos
hoje
arti
go
com
esta
epigraphe
por
falta
de
es
paço.
Chroniea
Religiosa —
Hoje:
—
Ex
posição
do
Santíssimo
na
egreja
do Car
mo.
Afmanhã:
Exposição
do
Santíssimo
ni
egreja
das
Therezas.
Começa
a
Novena
de
N.
Senhora
de
Guadelupe.
Homartaa. —
No
proximo
domingo
faz-se
a
romaria
de
S. Gregorio,
no
mon
te
d
’
esta
denominação,
nos
arrabaldeT
”
da
cidade.
—
A
que
teve
logar na
segunda
feira
em
Santo
Adrião
esteve
muito
concor
rida.
reinando
sempre
o
maior
socego.
Sermão da Soledade. —
Foi
este
anno
extraordinariamente
numeroso
o
coo.
curso
de
fieis
que
aflluiu
á Cathedral
para
escutar
o
sermão
da Soledade.
Foi
este
prégado
por
Monsenhor
Rebello de
Me
nezes.
Cremos
que
não
ha ninguém
n
’
esta
cidade
que
não tenha ouvido
a
palavra
verdadeiramenle
evangélica
d’
este
distin-
cto
orador;
escusamos
pois
dizer
o
modo
como
s.
exc.a se
houve.
Aszoeiaçâlo Catholiea.—
RealiSOU-
se
na
casa
da
Associação Catholica
d
’
esta
cidade
a
academia
annunciada
para o
dia
28
de
março
a
qual
por
justos
mo
tivos
ficou
transferida
para
o
dia
imme-
dialo.
de
lodos
os
fieis
em
Roma;
pelos
Patriar-
chas
de
Jerusalem,
Antiochia,
Alexandria
e
de Consiantinopla,
por
muitos bispos
em
suas
dioceses,
por
muitos
príncipes
christãos
e também
pelõ
czar
de
todas
as
Russias.
Este
facto
tão
solemne
foi
praticado
ha
19
séculos
por
um
homem,
que
lendo
convidado
alguns dos
seus
discipulos
mais
da
sua
particular
estima
e tendo-lhes
la
vado
os
pé»,
lhes dirigiu
esta
exortação:
sabeis
vós
qual
éa importância,
o
alcance
da
acção,
que
acabei
de
praticar?
scilis
quid
fecerim
vobis?
Vos
vocalis
me
Ma-
gisler
et
benedicitis,
sum
elenim;
vós
me
chamaes
Mestre
e
dizeis
bem,
porque
eu
o
sou
effectivamente,
e
se
eu sou vosso
Mestre,
segui e
praticae
o
que
eu
fiz.
Quem
era
este
homem,
que
dirigia
a
seus
discipulos
estas
palavras
ainda
hoje
repetidas?
quem era
este
homem,
cujo
exemplo ainda
hoje
é
seguido
geralmente
por
todos
os
crentes
de
boa vontade,
que
querem
viver
á
sombra
da bandeira
hasteada
no
Golgolha
?
Quem
era
este
homem,
tão
combatido
em
sua
doutrina
e
objecto
dos odios
dos
sacerdotes
do
paganismo
e
do
judaísmo?
Quem
era este
homem?
Era
porventura
um
rei
no
ex-
plendor
da
sua
gloria,
algum
guerreiro
ou
conquistador
famoso
da
Judea
tão
turbu
lenta
sempre,
algum
Creso
repleto
de
ouro
corruptor,
ou grande phiiosopho,
que
viesse
formar
escbql
*
em
Roma,
ou Athe-
nas
?
Não
era.
Mas1 era
mais,
que
qualquer
d
’
esles
personagens.
Quem
era,
pois,
esse
homem,
que,
não
lem
igual
na
carreira
do
séculos?
Senhores!
na
presença
d
’um
povo
tão
sinceramente
chrislão,
no
meio
d
’este
po
vo
não
ha
necessidade de
pronunciar
o
seu
nome.
Perdoae-me,
se
faço
injuria,
dizendo-vos,
que
era
o Filho de
Deus,
Deus
Elle
mesmo,
feito
homem,
que
nos
deu
este
exemplo.
E
quem,
se
não
elle,
podia
dar
esse
preceito,
quem,
se
oão
elle,
que
provo
cava os
seus
inimigos
dizendo-lhes
quis
ex
vobis
arquei
me
de
peccato?
Só
Elle
é
que
podia
ser
o
exemplo
dos
costumes
e
só
Elle
é
que
poderia
impor
este
preceito
ao
homem
chrislão.
Era também o Mestre
da
vida moral
—
vos
vocalis
me
Magister
et
benedicitis,
sum elenim
—
me
chamais
Mestre
e
eu
o
sou;
e
se
era
Mestre,
não deveriam
seus
discipulos
seguir
o
seu
exemplo?
Ainda
mais:
vos
vocalis
me
Domine
et
benedicitis,
sum
elenim
—
,
dizeis
vós,
que
eu sou
Senhor,
dizeis
bem,
porque
eu o
sou.
Era,
na
verdade,
o
Senhor
do
céu
e da
terra,
dos
corpos
e
das
almas
e
que
podia no
mundo
conceder
a
paz
a
todos.
E
o
servo
não
estará
obrigado
a
se
guir
o
exemplo
do
Senhor,
que
lh
’
o
tem
dado
e
recommen
lado?
Certamente,
que
tinha
poder
para
impor-nos
este
preceito,
para
nos
dar
este novo
mandãmento,
de
onde
esta
ceremonia
tira
o
nome
de
man
dato.
E
não
somos
nós
christãos?
não
es
tamos
aqui
reunidos, para
celebrar,
este
myslerio
da
religião christã?
e
como
se
remos
christãos,
e
porque
é
que
celebra
mos
este
facto, se não
formos
discipulos
de Jesus
Christo?
e
como
poderemos
cha
mar-nos
discipulos
sem
imitar
a sua
lei
e
preceito,
a
sua
vida
e
o
seu
ensino?
Tendes
vós algumas
vezes
reflectido
n
’esta
verdade;
tem
ella
feito
objecto
das
vossas
meditações?
Ninguém
póde
ser
chamado
verdadeiro
chrislão,
senão
o
que obedecer
a
Christo,
disse
S.
Cypriano;
nunca
eu
poderei
ser
chamado
verdadeiro
chrislão,
senão
seguir
Jesus
Chiisto,
disse
S.
Agostinho.
Não
disse,
porventura,
Jesus
Christo,
que
era
Elle
o
caminho,
a
verdade
e
a
vida?
e
tereis
todos caminhado
por
esta
estrada,
que
é
a
da
bemaventurança?
Tendes
vós meditado
n
’esta
verdade
terrível
—não
seguir
o
exemplo
de
Jesus
Christo?
Quando
virmos
approximar
o
julgamento
d
’
Aquelle,
que
é
sempre
justo,
como
será
terrível
esta consideração?
Quando
na
hora
da
morte
o
crucifixo
for
approximado
dos
nossos
lábios,
quanto
não
será
terrível
ao
considerarmos, que
não
temos
imitado
a
Jesus
Christo; quanto
não
será
dolo
roso,
que
o
crucifixo,
devendo
ser
moti
vo
de
consolações,
seja
motivo
da deses
peração?
Exclamaremos
então:
oh,
meu
Deus,
meu;
Deus;
eu
confesso,
que
vos
não te
nho
seguido;
e
poderei
eu
reinar
com-
vosco
na eternidade?
Bem
sei,
que
a
vossa
misericórdia‘
é
infinita;
mas
a
vossa jus
tiça?!
V
Consideração
terrível
para
quem
ainda
não
renegou
’
a
sua crença!
Senhores!
eu
não
tenho
feito
estas
reflexões
para
vos
confundir,
mas’
sómen
te. como
Pastor,
para
dirigir
vossos
pas
sos
no
caminho
da
virtude
e.da
verdade;
Jesus
Christo
é
quem
nos
consola
etn
todas
as tribulações,
e Elle,
que
perdoou
á
mulher adultera
e arrependida,
que
etn
Damasco converteu
a
Paulo,
que,
já
so
bre
a
cruz,
orou
pelos
algozes,
tambetn
nos
perdoará,
se
imitarmos
e
seguirmos
o
seu
exemplo.
-
Perdoa
Deus
no
céu
ao peccador; Jí;
sus
Christo na
terra
á
peccadora;
o
rei
perdoa
aos
seus
vassallos.
Perdoemos
também
nós
lodos
aos nos
sos
inimigos;
perdoemos
do
coração
aos
inimigos,
para
que estes
nos
perdôem.
Perdoemos.
Depois
de
recitadas
as
orações que
marca
o
Estatuto,
abriu
a
sessão
o exm.
*
snr.
dr.
Messias
Fragoso,
digníssimo se
cretario da
Direcção,
no
impedimento
do
extn.°
snr.
dr.
Malheiro.
Em
seguida subiu
ao
estrado
o
exm.
0
snr.
'ir.
Manoel
d
’Albuquerque, o
qual
pronunciou
mn
excelleme
discurso,
toman
do
para
assumpto
as ddficuldades,
que
actualmente
oppõem á verdade histórica
ej
philosophica
da
Resurreição de
N.
S.
Jesus
Christo.
pedimos
aos
religiosos moradores d
’
esta
cidade a
esmola
de
alguma
roupa
de
ca
ma
e
de
vestir,
para
os
indigentes
que
aquella
conferencia
soccorre.
Acceita-se
e agradece-se
em
qualquer
selado
que
essa roupa
venha; no
largo
de S.
Migoel-o-Anjo.
n.°
14
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga.
SECÇÃO
DE
COMMUNICADOS
A
*
"
caridade
pnbliea.—
Moí
to
té-
commendamos
ás
pessoa»
caridosas
o in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rna
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.
”
4,
3
0
andar,
que
se
acha
na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’ caridade publiea.
—
Recommen-
damos
á
caridade
dos
bemfeitores
Antonia
Maria,
viuva,
moradora
na
rua
Nova
das
Carvalheiras.,
n.°
6.,
a
qual
se
acha
não
só
impossibilitada
de
trabalhar,
mas
com
tres
filhos
ainda
creanças.
Depois
d
’um curto
inlervallo,
um me
nino,
alòmno
da
escola
primaria,
pela
As
sociação
instituída,
Antonio
Alves
Perei
ra
Brandão,
recitou
com
muito
mimo
e
correcção
a
poesia
Slabil Maler
do
nos
so
grande lyrico
João
de
Lemos.
Foi
em
seguida
encerrada
a
sessão
pe-
O
snr.
dr.
Fragoso.
1
Novo romanoe.
—
Recebemos ante-
hontem,
das
mãos
do
seu
auctor
o
snr.
J.
M.
de
Moraes
Sarmento,
o
romance
Os
Miseráveis,
recentemente
saido
do
pre
lo,
no
Porto.
E
’
com
as
melhores
disposições
d’
ani-
mo
para com o
snr.
Moraes
Sarmento,
que
nos
pareceu
moço
estimável
e
distin-
cto, que
vamos
lèr
este
volume,
sobre
o
qual
diremos
a
nossa
desauctorisada
opi
nião.
De
novo
agradecemos
ao
snr.
Moraes
Sarmento
a
fineza
da
offerta
delicadíssima
do
seu livro.
O
romance
constilue
um volume
de
120
paginas, e
custa
500
reis.
Farpnv floilernaa,—
Com
este
titulo
recebemos
um
panfleto, n.®
1 d’uma
chro
nica
mensal
da
política,
das letlras
e
dos
costumes. Assim
o
diz
o
frontispício.
Firma-o
um tal
Gerio
Vaz,
que
não
temos
a
honra de
conhecer.
Basta
o seguinte:—
pretende
guindar
ás
nuvens
a
celebre
princeza Rattazzi
e
Theophilo
Braga,
e
vomita
sapos
e
la
gartos
a
respeito
do
nosso grande
escri-
ptor Camilio
Castello
Branco.
Arreda!
Hnnuinent»
da
Immaeulada
Coneeiffto,
no monte
Santeiro,
suburbio
*
de
Braga.—
A
commissão
administradora
das
obras
d
’
este
piedoso
monumento,
lendo
resolvido
activar
o
mais
possível o
acabamento
do
templo que se
acha
em
construcção
n
’aquelle
local
para
onde
deverá
ser
proximamente
conduzida
a
formosa
Imagem
da
SS.
Virgem,
ha
pouco
chegada
de
Roma, onde
foi
aben.-
çoada
e
enriquecida
de
muitíssimas
gra
ças
espirituaes
pelo
immortal
Pio
IX,
en
carregou
um
habil constructor
dos
traba
lhos
necessários,
e espera
que
por
todo
o
proximo
mez
de
julho
fique concluída
a
capella
mór
do
mesmo
templo
,
poden
do
alli
ser
solemnemenle
collocadã
a
Sa
grada
Imagem
no
mez
d
’
agosto
d
’
esle
anno.
Para
isto
estão
empregados
mais
de
cincôenta
operários
fazendo
uma despe-
za
súperiér
a
quinhentos
mil
reis
men-
saes.
E’
porém
certo
que
a commissão.
nãojtem-stwffts
algòiis
”
para
custear esta
imménsa
despeza,
que
até
hoje
tem
fei
to
com
muitíssimo sacrifício
e
apenas
aju
dada' com a
piedade
e
devoção
dos
fieis
e
adiantamentos
gratuitos
a
que
se
teem
prestado
pessoas devotas.
Resolve
pois
fazer um appello
a
to-
do^-
*
os
porluguezes, pedindo-lhes
o
auxi
lio
de
suas
esmolá's
para
ajudar
o
cnstea-
mento
das
despeza.s
d
’
esle
monumento
ver^adeiramefitfe
nacional,
pois
que
é
eri
gido
em
honra
da
gloriosa Padroeira
d
’
este
reino
fidelíssimo.
Eia,
pois,
fieis
porluguezes,
que
o
mundo
diga
que
ainda
entre
nós
existe
forte
e
inquebrantável a
fé
e
as
crenças
piedosas
de
nossos
maiores!
Um
pequeno
sacrifício
de
todos,
e
teremos
o
gosto
de vêr
erigido
na
mais
bella
das nossas
províncias
e
n
’
uma
das
suas
mais
piltorescas
montanhas, onde o
coração
humano
se
sente
desprendido
da
terra e
enlevado
aos
ceus,
um testimu-
nho
perenne
da
nossa
fé
e
esperança.
A commissão acceita
toda
a
qualida
de
de donativos
como
dinheiro, madei
ras
e
objeclos
proprios
para
o
culto
e
decoração do
templo,
ou
prendas,
as
quaes
serão
vendidas
em
basar.
Recebe em
Braga
o
thesoureiro
da
commissão
Antonio
José
Vieira
Machado,
praça
Municipal,
n.°
17
—
no
Porto,
An
tonio
Xavier
Lourenço
da Costa, rua
das
Flores, n.
9 59
a 63
—
em Lisboa, Miguel
Ferreira de
Lacerdá,
ao
Chiado,
n.°
s
58
e
60.
Pedido.—
Chama-se a
altenção
das
almas
bemfasejas
para
a
humanitaria e
pia
instituição
da
conferencia
de
S.
Vi
cente
de
Paulo.
Em
nome
d
’
esta
piedosa
conferencia
Uma
«dvertenein ao
anr. C. C.
B.
Quem
lesse
os
«Echos
Humorísticos
do
Minho»,
escriptos
pelo
illustre
litte-
rato
portuguez,
sem
conhecel-o
d
’
ante-
mão
e
formar
d
’
elle
exacto
conceito,
não
ficaria
tomado
de
surpreza
cora a
conclu
são
d
’
essa
pagina
de
litteratura,
em
que
a
frivolidade
de
um
gracejo
vulgaríssimo,
repetido
á
saciedade,
desafia
a gargalha
da
aos
galhofeiros,
mas
sómente
consegue
provocar
um leve
sorriso
dos
leitores
sé
rios
e
sensatos.
Porém eu
que faço
justiça
ao
talento
do
festejado
romancista,
admiro muito
mais
a
profundidade
da
queda
litteraria,
do
que
a
impetuosidade
do
furacão
que
arrebatou
o
mirante
da casa
do
livreiro
bracarense Germano
Barreto.
Este
bom
homem
tão
chão
quanto
honrado
e
laborioso,
que
antes
de
ser
commemorado
nos
«Echos
Humorísticos»,
do
snr.
C.
C.
B.
já
havia fallecido, le
gando
á
sua
viuva
e
filhos
o
parco
fru-
cto
das economias
de
honroso
trabalho,
e
ura
nome
humilde,
mas
sem macula,
ti
vera
a
dita
de gozar em
vida
das
boas
graças e
altenções
do
auctor
da
satyra
posthutna,
a
quem
muitas
vezes
guindou
ás
alturas
de sua
humilde
habitação,
sem
marear
lhe o
brilho
lillerario.
Ahi
naturalmenle o snr.
C. C. B.
le
ria
então
alegrado
o
coração
ao
singelo
provinciano,
sentando-se
á
sua
modesta
meza:
procedimento
este
honroso
e
me
ritório,
que jámais
deveria
querer con
trastar
com
a
critica
hyperbolica e
chilra
que
nos seus
Echos
Humorísticos
d'além
tumulo
fez a
respeito
do
vicio de
pronun
cia
do
finado
livreiro
Germano
Barreio.
O
nobre
sentimento
de
gratidão
e o
respeito
devido
á
ancianidade, cuja
vio
lação nem
ao
menos
póde
ser
allenua-
da
pela
ignorância,
quando
quem
a
pra
tica
é
um escriptor
bem
conhecido,
estão
apontando ao snr.
C.
C.
B.
estas
pala
vras
do
Lev.: «Levanta-te
diante
dos
que
tem
a
cabeça
cheia
de
cans
e honra
á
pessoa
do
velho.»
A
puerilidade
do
gracejo
sobresahe
á
gravidade
da
ofTensa
para
ainda
mais
cas-
ligal-o
com
o
ridículo.
Com efleíto.
diga
nos
xt
snr.
C. C.
B.
se
na
sua
província
todos
são
illustrados
e
tem
boa
e
correcta
pronunciação?
S.
s.
mesmo,
que faria melhor
em
diffundir
por
lodo
o
reino,
nomeadamen-
te
n’
aquella
província,
um
diccionario
de
pronuncia,
escapou
talvez
de
contrahir
o
defeito
gentílico
por
ter
lido
o
privilegio
singular
de
fíascer
romancista
consum-
mado.
E
’
preciso
que
a
litteratura
seja
um
pouco
séria,
prese
as
affeições e
respeite
a
lei
divina,
do
contrario
não
passará
de
cousa
vã;
porque
sómente «sahindo
da
vaidade
litteraria
é
que
se
entra nas pro
fundezas
de Deus»,
como
diz
o
Psal-
mista.
Eis
as
palavras
que
entende
de seu
imperioso
dever
publicar,
como
um
pro
testo,
contra
a
oftensa
levianamente
fei
ta
á
memória do
livreiro
Germano
Bar
reto.
(165^
Um
bracarense.
almas bemfasejaa. —
Pede-se
por
caridade
uma
esmola para o
infeliz
José Maria,
morador
defronte
da
capella
de
S.
Miguel-O-Anjo,
casa
n.°
3,
empre
gado
que
foi
no
Seminário
de
S. Cae
tano,
e
hoje
se
acha
paralilico sem
po
der
articular
palavra,
e
impossibilitado
de
lodo
o
trabalho.
<’ caridade publica.
—
Recommen-
damos
muito
e
muiio
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
doloroso.
Pedimos
que
pelo amor
de
Deus,
se,
lembrem
de
o soccqrrer.
Mora
na
rua
dos Sapateiros, n.°
24.
<
’
caridadeaVt^nea.—
Indigitámos
á
caridade
publica
Antonio Rodrigues,
solteiro, morador
na
rua
das
Palhotas,
n.
#
15,
o
qual
se
acha
doentíssimo
e
na
miséria
extrema.
A
’
m
alntaa
caritativas.—
Recom-
mendamos
e
muito ás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua da
Escoura,
n.°
19
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de
doença
incurável.
amudecimhítos
Os
abaixo
assignados
agradecem
por
este meio,
na impossibilidade
de
o
faze
rem
pessoalmente,
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações que
os
cumpri
mentaram por
occasião
do
falieeimento
de
sua
esposa,
irmã
e
prima,
Antonia
Maria
da Costa
Lopes.
A
todas
se
confessam
summamente
reconhecidos.
Braga
30 de
março
de
1880.
Anlonio
Gonçalves Vieira.
Anlonio
da
Costa
Lopes.
P.6
João
José
Vaz
da
Costa
Amorim
.
(164)
Os
abaixo
assignados,
filhos,
nora
e
genro
do
fallecido
José
Joaquim
Lamego,
não
podendo
agradecer pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
os
obsequiaram
por
occasião do
enterro
do
mesmo,
o
fazem
por
este
meio,
protestando
o
sua
grati
dão
immorredoira.
Custodio
José
Maria
Lamego.
Elvira
Adelaide
Sophia
Lamego.
Luiza
Maria
das
Angustias
Lamego.
Maria
da
Conceição
Pereira
Braga.
>u
J?erna
bê
da
Costa.
.,
,„(1Ô0)
_
ANNUNCIOS
ZACHAESIAS »A
SILVA
Com
deposito
de
enxofre
de primeira
qualidade,
tnoido
em
pó
fino,
no
campo
da
Feira,
d
’esla
cidade.
Vende-se
por 500
reis
a arroba, 14,688
gr.
(163)
Collegio de Nossa Senhora da Conceição,
de
Penafle!
Este
collegio,
em
que
se
ensinam
to
das
as
mateiias
preparatórias,
tem
por
fim
facilitar
aos
paés
de fáinilia
a
instruc-
ção
e
educação
religiosa
de
seus
filhos.
Admilte
alumnos
internos
de 6 a
14
annos.
PREÇOS
Instrucção
Primaria.................
,
60^500
Todas
as
mais
linguase
sciencias
75$000
Este collegio
já
o
anno
passado
man
dou
alguns
alumnos
a
exame,
os quaes
ficaram
approvados.
O
director
d'este
collegio
pede a todos
os
paes
de
familia,
que
aqci
tem seus
filhos,
o
dislincto
obséquio
de
vir
a este
collegio no dia
16
de
abril, porque
tem
de
haver
aqui
exames
públicos
para
se
deliberar
quaes
são
os
meninos
que
tem
de
fazer
exame
d
’lnstrucção
Primaria
na
presente
epocha.
Penafiel.
21
de
março
de 1880.
O
director
Henrique
de
Carvalho.
SELEGTA
POR
Pereira da
Cunha
Acha-se
á
vemja n
’
esta
cidade
na
veslimenlaria
Rocha,
rua
do
Souto.
CMIPIIS
ft líillWÍ#
SLCCESSORES
DO
CACHAPUZ
Receberam
grande
sortido
de
ferragens
nacionaes
e eslransgeiras,
bem
assim:
Armas
e
rewolvers
de
superior
quali
dade.
Camas
de
ferro
modernas.
Ferros
d’engomar,
do
melher
systema.
Bacias
estanhadas,
de
todos os
tama
nhos.
Cannas
da
india
para
bengalas.
Cosinhas
de
ferro.
Goma
estrangeira,
a melhor
até
hoje
c®-
nhecida.
Preços
sem
competência.
(142)
A IGHEJA
CATHOLIC1 ROQAMA
EOS SEUS
PERSEGUIDORES
Crises
principaes
porque
ha passado
a
Egreja.
Seus
triumphos. Castigos
de
seus
inimigos.
Por
D.
Miguel
Solto-Mayor
Um
elegante
vol. de
190 p.
500
rs.
A RELIGIÃO
ENSINA
AOS
MENINOS
Por
Mgr.
de
Ségur
TRADUZIDO
EM VULGAR
POR
D.
MIGUEL
SOTTO-MAYOR
3.a
edição
muito
correcta
e
augmentada
E
’
um
volumesinho
nitidamente
im
presso,
e
que
em 96 paginas qne
con
tém
encerra
a
Doutrina
Christã
explica
da
com
toda
a
clareza
e
ao
alcance
de
todas
as
intelligencias,
tornando-se porisso
recommendavel
para a
mocidade.
Preço
120
rs.
Para
os
snrs.
Professores,
Parochos
e
Juntas
de
Parochia
que
comprarem
porçã®
de
exemplares,
faz-se bom
desconto.
CARTILHA
OU COUPEIDIO
DA
POR
Antonio
José
de
Mesquita
Pimenlel
Bacharel
formado pela
Universidade
de
Coimbra,
Abbade
de
Salamonde
no
arce
bispado
de Braga.
—
5.
a
edição
muito
au-
gmentada.
E’
a
mais
completa
de
todas
as edi
ções
que até
hoje
se
leem
publicado,
ten
do porisso
merecido
a
upprovação
do
exm.
*
e
rev.
’
snr.
D. José
Arcebispo
Primaz,
e
em.° D. Américo
Cardeal
Bispo
do
Porto.
Contém 278 paginas e
custa
120
reis
•encadernada, Qualquer
d'estas obras
se
envia
franco
de
porte
a quem
enviar
a
sua
imporlanca
em
estampilhas
de
25
reis,
á livraria dos
editores.
VIUVA
JACINTHO
SILVA
&
C.
a
Í34,
Rua
do
Almada
138
—
Porto.
N’
esta
livraria
também se
encontra
um
vasto
e
seleclo sortimento
de
livros
religio
sos,
estampas,
medalhões
religiosos,
cru
cifixos,
etc.
etc.
0
PROGRESSO MODERNO
E
O
UJUUUPâlDiaiJ!
(BOWftâ
ou
UMA
PALESTRA
AO
CAHIR DA TARDE
POR
CORNELIO
ARGUS.
Preço
.......................
80
réis.
CATIDXISUO UE COXiHUViRSIA
CONTRA OS
PROTISTANTES
E
outros
inimigos
da
Religião
e da Egreja,
PELO
DR.
D.
JOÃO GONZALEZ
TRADUCÇÃO DE
A.
MOREIRA
BELLO.
Com
permissão
do
es.
**
Cardeal
Bispo
do
Porta
Preço
......................................
460 réis.
Ambas
estas
obras
se
vendem
no
escri-
ptorio
da
administração
da
typographia
d
’
es-
te jornal.
VENDA
DE
CASA
Vende-se
a
linda
casa
de
S.
Miguel-o-
Anjo,
n.
*
33,
forrada
de azulejo
amarello.
Tem
commodos
para numerosa
familia,
quintal
e
poço
com
bomba,
agua
e
gaz
em
todos
os
andares.
Está
acabada
a
ca
pricho.
Tem
vistas
surprehendentes;
é
perfeitamente
arejada,
soalhosa
e confor-
tevel. E
’
,
finalmente,
uma
magnifica
vi
venda.
Para
vêr
e
tratar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
8,
com
Francisco
da
Silva
Araújo.
(120)
ALU6AII-8E
Os
altos da
casa da rua do
Campo,
B.®
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista. Quem
pretender
dirija-se
á mesma.
(2716)
MÊÇÀ0
BÍÀB.
Esta
maravilhosa
injecção, como
cal
mante,
é
a unica
que
nao
causa
apertos
d
’
uretra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
attestar.
Deposito
em Braga
na pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de Santa
Cruz
—
40
Porto
—
Cardoso
—Praça
de
D
Pedro
—
113.
(2631)
PBDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de pannos e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’este
acto
de
caridade
a
devoção de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia G.
Pereira
Bernardes.
Caixa penhorista Braearense
na
Travessa
de
D.
dualdim d’esta
•idade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores todos
os dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
ires
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar, senão
se
rão vendidos.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções indul-
genciadas, e concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de S.
Exc.
*
Bevm.
*
o
Snr.
Ô.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na typographia
Lusitana,
rua Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
PreçO
“
160
em brochura,
e
240
enca
dernado.
PEDIDO
A
Meza
do
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do Monte
roga
a
todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins,
que
te
nham
superabundância
d
’arvores
de
ador
no,
arbustos,
camélias
ou
outras
quaesquer
plantas,
se
dignem
favorecer
com
ellas
o
mesmo
Sanctuario,
para
embellezar
este
tão
piltoresco
local;
dando
parte
ao the-
soureiro
o
snr. Manoel
José
Rodrigues de
Macedo,
rua
do
Souto,
n.°
42,
n
’
esta
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe
fôr
indicado
as
traga
com
o
necessário
re
sguardo.
A
Méza,
esperando que
este
pe
dido
será
altendido,
fica
desde
já
agra
decendo
qualquer
offerta
que
n
’
este
gene
ro
lhe
fôr dada.
Em
nome
da
Meza
—
O procurador
Antonio
Alves
dos Santos
Costa.
Empreza
editora de
Francisco
Arlbur da
Silva
—Lisboa.
BRI.VÍDE
V
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
(lesar
Ciiníu
Desde
a creação do mundo
até
1862—
con
tinuada
até
1879
por.
D.
NEMESIO
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
2
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de
1867 e
acompanhada
da
versão das
citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
Manoel
Bernardes
Braneo
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
dasiinguas gregae
latina,
etc.
2.
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
*
18
volume» in-4.® grande.
O
editor
proprietário
d
’
esta
publicação,
grato
aos
favores do
publico, e
compre-
hendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.°
volume
para
que
esta
2.a edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
tique
mais
com
pleta,
resolveu
olferecer
aos snrs.
assignan
tes
que
o
auxiliaram
n
’esla
empreza
e
àquel
es
que de
boje em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
BBINíDE o decimo
terceiro
volume,
contendo trinta
e cin
co
capilulos,
seis
gravuras e dois
indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de toda
a Historia
Universal,
servindo
iara
a
procura
dos
factos
que
n’
ella
vem
exarados,
e
o segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
titu-
os
geraes
de todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879, escriptos
em
jespanhol
por
D.
Nemesio Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a segunda edi
ção
da HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada ....
200000 reis
fortes
Encadernada
.
.
.
270000
»
»
Para
facilitar
a
acquisição
d
’
esta
tão
importante
obra
ás
pessoas menos abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o editor deliberou
conservar
aber
ta
a
assignalura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16 paginas
a
duas
colum-
nas,
50
rs.—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40 rs.
Condições
da
assignalura
:
—
A
assigna-
tura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas, e
as
gravuras
como
convier
—
por
asciculos
de
cinco folhas
e uma
gravura,
e por
volumes
brochados.
—
Cada entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de 80
paginas
e
1
gravura.
290 rs.
CADA
VOLUME:
l.°
vol.
br.
oi
n.
de
9
grav.
10870
2.°
>
»
>
>6
>
10665
3."
»
>
>
>
7
»
10605
4.°
>
>
>
>5
»
10525
5.°
> >
•
>6
»
10615
6.°
>
>
>
»
6
»
10690
7.»
>
>
>
>
6
»
10640
8
0
D
»
>
>
6
»
10615
9.°
P
•
>
»
6 >
10565
10.°
>
>6
>
10615
11.
> >
>
»
6
>
106ÍO
12.°
>
»
>
>
6
•
10815
13.®
E
ULTIMO, ornado
de
6 gravu
ras,
brinde
a
todos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das 81 gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos vol.
1
a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois de
completo
e
brochado
a
lodos
os
assignantes
que tenham
pago o
decimo
segundo volume.
Os
assignantes leem as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entreis,
por
fascículos ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignalura
póde
fazer-se
por
entregas,
fascículos,
e
por
volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de duas
folhas
por
semana,
pelo menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor
no
acto
da
entrega
a sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:
—
A
assignatu-
ra póde
fazer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas, valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o segundo sem que
tenha
satisfeito
o
primeiro, e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
S1GNATURAS
REALISAVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor
—
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA
;
em
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
genio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Franeisco Artfiur
da Silva—
editor
72,
rua
dos
Douradores,
72
—
LISBOA.
I
moubar
^RUA
DE
S.
MARCOS,
N.°
õ.|
H
Vende
papeis
pinta-
H
dos
para
guarnecer
sallas,
B
lindíssimos gostos,
a prin-
||
S
cipiar
em
80
reis
a
peça,
g
Vende
olio,
tintas
e
jfe'
vernizes
para
pinturas de
||
casas, tudo
de
boa
quali- J/
dade.e
preços
muito resu
midos.
Vende
cimento
romã-
£
no
para
vedar
aguas,
ges-
jb
so
para
estuques de ca-
4
sas,
tudo de primeira
qua-
HOGG, Pharmaceutico,
rue
Castiglione, n° 2, em Pariz, unico proprietário do
OLEO
DE
HOGG
OLEO
NATURAL
DE FÍGADO DE BACALHAO
As experiencias
feitas
durante
mais
de vinte
annos, tem
provado
que
este
oleo
é
de uma
efficacidade
certa,
contra
as
moléstias
do
peito,
a
Tísica,
Bronchitis, Prisões
<lo
ventre, Catarrhos, Tosses chroni-
cas,
AíFecçôes escrofulosas,
Tumores
glandularios,
Mo
léstias
da peite,
Empigens, Fraqueza geral,
e
também
efficaz
para
fortificar as
crianças
fracas
e
delicadas.
E’
agradavel
e
facil
de
tomar.
Deve-se
desconfiar
dos oleos
ordinários e principalmente de todas as composições inven-
!í \:das pela especulueào para substituir o oleo natural, com o pretexto de lomal-o mais effi-
~|
az
e
mais agra'lavei,
cujo reullado é cansar e irritar o estomago Inutilmente. Estes
oleos
são
até perigosos.
Para se ter certeza de tomar
o
verdadeiro oleo de flgado de bacalhao natural
e puro,
ieve-se comprar sómente o
oleo
de
hogg
,
que se vende em vidros
triangulares
(o
'modelo
foi depositado em Lisboa, segundo
a regra da lei).
Deve-«e
exigir
o
nome
de liou.;,
e
de mais, o certificado do
Snr
LESUEUR, Chefe dos traba
lhos
chimicos dá Faculdade de Medicina de Pariz, que vai impresso
no rotulo colado em cada
vidro
triangular. O oleo de Hogg vende-se em todas as principaes Pharmacias.
*«
Déposltarios
: Em
Lisboa,
Pharmacia AVELLAR, rua Augusta, 225-227;
í
-
í
No
Porto,
ferreira
e
Í
rmà
Ô,
Bainharia,
77-79
Em Coimbra, J.L. M/FERRAZ, largo do Castollo.
v
balsamo
da
cboz
Preparação
com base de alcatrão para uso externo
Grandíssimo
exilo nas guerras
da
America,
Ilalia,
franco
allemã
e
do
Orien
te,
no
sitio
de Paris, e
utlimamente
na
Hollanda,
Bélgica
e
índias—Numerosos
cer
tificados
dos
principaes medieis
e
attesiações
dos
enfermes
curados.
As
chagas
m<ds
tebtlães.
as
offecçõts
herpeticas,
escrofulosas e
cancerosas,
feridas,
queinuiduras
e
ulceras
de
todas
as
classes,
os
panarícios,
furunculos,
etc.
curam-se
rapioamrnte ccm
o
BALSAMO DA
CRUZ
ROXA.
CeMBaffio
inni
DIATA da dor^Tratomenlo 1.VFALL1VFL,
Vende-se
por
junto,
snrs.
H. \anassche
&
C.
a
em
Merxetn-les-Anvers
(Bei'
gica)
—Em
Madrid.
Agencia
franco-hispano-portugueza, Sordo,
31.
Venda
a
retalho no
Porto,
snrs.
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
Gran
êxito
en
Paris
SIOIOIOXOIOIOIOIOX®
VELOUTINE GH
“
S FAY
£
POLVO
OE ARROZ ESPECIAL PREPARADO
CON
BISMUTO
INYI8IBLE
Y ADHERENTE, di tl eOtlt frttaur» r tntpartnth.
♦
t
_____ _
a
r>T T7C
TT- A -XZ- n ——— , .
™ T-> A T-.Tr-
INTBNTOR
CHARLES
FAY,
9,
RUB
DB LA
P
aix
,
PARIS
S«
vsnde en
las Faimacias,
Perfumarias, Belnquerias j tUndas
de quincalla.
Desconfiar
flu
1»
falsíflcaclones.
ÇOIOIOZOIOIOX»
X
AIIMAZBM
DB VIMOS
DO ALTO DOURO
»A
(
ASA DE VILLA POICA
RUA
DO SOUTO
N.°
15
—Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de vinhos
engar-
afados:
/
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
>
»
»
. 190
»
Lagrima
. ........................................
200
»
Branco
de
meza.
.•
.
.
•
210
>
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
» de
prova
secca
....................
300
»
Malvasia
de
2/.
.....
360
»
»
velho................................. '
400
>
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão..................................
700
>
Velho
de
1854
....
600
>
a
retalho para meza 60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a pureza e
boa
qualidade
de lodos
estes vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer consumidor
man-
da!-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
JOSF
DA SIL VA FUNDÃO
Com loja
de fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S. Martinho
—
13
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d
esta
cidade
como
J/rV
das
Prov
*
ot’
as
'l
ue
tem
ura
bonito
lil
1
e
var
i
ac
l
0
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
faio
muito
baratas,
cortes
de
calça a
10500,
20000
e
20500
reis; tudo
fazendas modernas.
Guarda
pós
de
casimiia e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de casimir»
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
fregnez.
(2249)
I
Parte de Comércio do Minho (O)
