comerciominho_01011880_1028.xml
- conteúdo
-
FOLIIAk
ttKMttíOSA,
A
0K AIOTICIOSA.
REDAGTOR
—
D.
MIGUEL
SOTTO-MAYOR
PREÇO
DA
ASS1GNATUBA
12
mezes,
ctn
estampilha
2^400
—12 mezes,
sem
estampilha
>
1&800
—Brail,
12
mezes,
moeda
forte
4&20C
—
Avulso
20
rs
PUBLICA-SE
AS TERÇÃS,
QUIWAS E SABBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—Annuncios
cada
linha
20—
Repetição
10
rs.—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’
abatimer.to
BRiGA
—I DE JANEIRO
O
COilHERCIO
i>O
niXHO
Enceta
hoje o
oitavo anno
da
sua
publicação
o
nosso
humilde
jornal.
Parece-ios
podermos
dizer
afoitamente
que
o seu
programma tem
sido
iielmente
cumprido;
e se
mais
não
lemos
feito,
é
por
defieimcia
de
forças,
que
não
por
falta de
voitade.
A
impressa
calholica é
aquellá
—
triste
é
dizel-o
—
que
em
Portugal
lucta
com
maiores
diíficuldades. Essas
<1
ilficuldades
lenlem
a crescer
de
dia a
dia.
e
só
á
custa
de
grandes
sacrifícios
se
poderá
sustentar
uma
empreza
d
’esta
ordem.
Que
todos
os
bons
catholicos
se
com
penetrem
d
’esla
verdade,
e
que
auxiliem
por
todos
os
meios
que
po
lerem
os pou
cos
jornaes
que
n
’
este
paiz outr
ora
fide
líssimo
defendem a
verdade
contra
o
êrro,
pelejando
as
batalhas
.
do
Senhor:
-------
—
E’
ocioso
repetir que
o
nosso
posto
continúa a
ser
aquelle
que até
hoje
—
mercê
de
Deus—
temos
occupado.
Fechamos estas
duas
palavras,
agrade
cendo
a
coadjuvação
que
tão
cavalheiro-
samente
nos
prestam
os
nossos
bons
as-
signantes,
e
a
excellenle camaradagem
dos
nossos collegas, e desejando
a uns
e
outros
que
o
novo anno lhes
seja de
perennes
felicidades.
Antiguidade do
homem.
(Continuação/
HAPtTACULOS
DO
HOMEM
Cavernas.
—
Antes
de tudo,
os depósi
tos
das
cavernas,
e
bem
assim
os depó
sitos
dos vJles,
são
depositos
d’
alluvião
e
de
transporte; da
coexistência
em
seu
a
mil;
o
habitante
d’
essa
caverna fica
convisinhando
com os
tempos
hisloricos.
Por
outro
lado
a
commissão
de sábios
illustres,
que
ha
feito
sobre
a
caverna
de
Torquay
um
grande
numero
de
rela
tórios
mui circumstanciados,
teem
por
mais
de
uma
vez
comprovado
que
o
sólo
1'ôra
removido
e
confundido
a
ponto
de
serem
os utensílios
de
pedra
e
de osso
mais
finamente
trabalhados
os
que
se
encontram
nos
uiveis
mais
inferiores.
Em
summa,
debaix
>
d
>
penna
preve
nida
dos anthropob gislas
as
cavernas
fi
cam
excessivamenle
sombrias
e
o
facto
absolutamenle
certo
da
recente
apparição
do
homem sobre
a
terra
aífasta-se
para
uma
distancia
assustadora.
Logo
porém
que
esses depositos
mysleriosos
se
osten
tam
á
luz do
dia,
eil
os
a
darem
tesli-
munho
d
’
esta
grande
verdade:
—
o
homem
das
cavernas
vivia
apenas
alguns
séculos
antes
da
era
chrislã.
Para
recuar
ainda
mais um
pouco
a
existência
do
homem
dos
silex
talhados,
Mr.
de
Mortillet
quiz
ver
n
’
estas
obras
humanas
cinco
typos
dilferentes,
a
saber
—
o
de
Saint-Acheul, o
de
Monslier,
o
de
Solutrè,
o
de
La
Madeleine
e o
de
Bodenhansen
—
cada um
dos quaes
corres
ponderia
a
um
período
de longa
dura
çào.
Entre
estes
períodos
elle
via,
de
iwaís
a
mais,
grandes
lacunas
ou-hiatos
correspondentes
a novos
períodos,
igual
mente
mui
longos.
Mas
isto
não
passa
'de
um
systema arbitrário
e
ousado,
que
'os
factos
estão
desmentindo
a
cada
in-
,
slaule.
Os restos
de
cusinha.—Sobre
diversos
pontos
da costa,
tanto
na
Dinamarca
co
mo
n’
oulras
parles,
eucontram-se
accu-
mulações
de
cascas de
molluscos,
com
I instrumentos
grosseiros
de
silex,
lareiras,
I
carvões, instrumentos
de
chifre
e
de
osso,
fragmentos
de
panellas
de barro etc.
Es
tes
montões
de conchas
são
talvez
os
restos
das
refeições
de
populações
indí
genas,
que
viviam
do
produclo
da
caça
e
da
pesca.
Mas
esses
homens
dos restos
de
cusinha
nada
teem
de
commtim
com
a
geologia;
viviam á
superfície da
terra,
nutriam-se
de
especies
de
janimaes
ainda
hoje
vivas; n
’
uma
palavra,
faziam
parte
da
nossa
raça;
são
antepassados
nossos,
aos
quaes
estamos
unidos
por
um
liame
invisível,
mas
real.
As
cidades
lacustres, ou
grupos
de
ca
sinhas construídas
sobre
estacas
de
ma
deira,
são
também
prehistoricas,
históri
seio
de
ossadas
e
de
despojos
humanos
com
ossadas
de
animaes
de
raças
extin-
ctas,
não póde
concluir
se a
coexistência
d
’
estes
mesmos seres
no
estado
vivo. Es
sas ossadas
e
esses
despojos
podiam
com
effeito
haver-se
confundido,
quer
origina-
riamente
por conducção
das
aguas,
quer
por
um
processo
natural
de data
mais
recente,
quer
mesmo
pela
mão
do
ho
mem...
Do
conjuncto
das
observações re
sulta
que
a epocha
do
enchimento
das
cavernas
é
a epocha
das
grandes
inunda
ções,
e que
o
homem
das cavernas
é
o
homem
dos
depositos
d’
alluvião,
cuja
exis
tência quasi
que
toca
nos
tempos
histó
ricos.
Além
d
’
isso
o
resultado
dos
attentos
estudos
sobre as
cavernas,
feitos
por
Mr.
Dupont
e
outros,
é
a
demonstração
zodo-
gica
da coexistência
do mammulh,
do
leão,
da
retina,
com
o
cavallo,
boi,
ca
bra,
ovelha,
etc.;
o
que
rejuvenesce
con
sideravelmente
a pretendida antiguidade
das
raças
exlinclas.
Essa incrível
historia
dos
troglodylas
ou
habitantes
das cavernas
da
Vezere,
não
passa
de
um
tecido
de estranhos
de
vaneios,
de
asserções
puramenle
gratuitas,
de
conlradicções ílagrautes.
A
esse
lyris-
mo
extravagante
viu-se
um
dos
princi
paes
chefes
d’esta
escola,
Mr.
de Mor-
lillet,
forçado
a oppôr
esta
realidade
mui-
tu
prosaica;
i
A
população
das cavernas
de
Langerie-Basse
tinha
relações
com o
Mediterrâneo,
onde
tomava
as
suas
cy-
prinas; linha
as lambem
com
o
Oceano,
como
o
provam
as
suas
conchas
de
lilto-
rina;
era
eminenlemente
nómade
e via
jante.
E
’
pois eiradamente
que
certas
pessoas
os
denominavam
Troglodylas.
Elles
acampavam
sómente
nas cavernas».
Ao
mesmo
tempo
MM.
Dupont
e
Soreil
eram
de opinião
que a
celebre caverna
de
Chauveau
unha
sido
habitada
pelo
homem
do
plaló
de
Spienne
e
do campo
do
Has-
lodou,
atacado
por
Cesai;
campo
em
que
se
tem achado
grande
numero
de
silex
talhados
e
de
outras
armas
de
pedra.
O
poeta
romano
Cláudio
conhecia
os
silex
das
cavernas dos
Pyreneus,
talvez
mesmo
a
caverna
de
Lourdes,
quasi
tão
celebre
como
as
cavernas
da
Vezere.
Falsos
cálculos
baseados
sobre
falsas
hypotlieses
tinham
levado Mr.
Martins,
professor
em
Monlpellier,
a
fazer
remon
tar
a
mais
de
trezentos
mil
annos os
homens
da
caverna
de
Kent ou
de
Tor-
quay.
Recliíicados
porém
e
refeitos
esses
cálculos,
a
cifra
de 364
mil
annos
desceu
cas
e contemporâneas,
pois que
se
en
contram
ainda
entre
as
tribus
selvagens,
como
por
txemplo,
entre
os
Papus
dà
Nova
Guiné.
(*s
archedogos
concordam
geralmente
em reconhecer
que a
fauna e
a
flora
d
’essas
estações são a
fauna
e
a
flora actuaes;
que o
homem,
que
as
ha
bita,
é
bem posterior
ao
homem
das
ca
vernas,
e
que pertence á
edade
de
bron
ze.
A
epocha mais
iongíqna,
a
que se
podem
fazer
remontar,
é o decimo sexto
século
antes
da
era
chrislã.
As
ultimas
cidades
lacustres
datam
apenas
da
epocha
carlovingiana.
Os
terra
mares ou
marneiras
da Ilalia.
analogas
ás cidades
lacustres,
leem
sido
successivamente
habitadas
pelo
homem
da
pedra
talhada,
do
bronze
e
do
ferro.
Esta
successâo
ou
continuidade
ininterrupta
faz
o homem
da
pedra talhada
essencialmente
noachico
e
adamico.
Versão
de
D.
M. S.
(Continua
)
GAZETILHA
Falleeimento
—
Falieceu
ha
dias
em
Celorico
de
Basto
o
exc.
m’ snr. Domin
gos
de
Barros
Teixeira
da
Motta,
um
dos
mais
respeitados
membros
do
partido
le-
gilimista
nas
províncias
do
Norte.
Comprimentainos
a
nobre
familia
que
o
seu
fallecimento
enluta.
Enfermo
—
Tem estado
doente
o
nos-
iso respeitável
correligionário, snr.
Do
mingos
Manoel
de
M.
Freire Barata.
Fazemos
votos •
pelas
.suas
rapidas
e
'completas
melhoras.
Portugal
antigo
e moderno. —
Recebemos
o
fascículo
n.°
144
do
Portu
gal
antigo
e
moderno,
importantíssima
obra
de
de
que
é
auctor
o
nosso
dedicado e
esclarecido
correligionário, o
snr. Pinho
Leal.
Abrange
as
folhas
36 e
37
do
volume
8.°,
e
vae de
paginas
565
a 596
conti
nuando ainda as
leltras SAN,
e
conclue
a
minuciosissima
quanto
extensa
e
erudita
descripção
de
Santarém,.
FOLHETIM
0S
EXPLORADORES
portuglezes
de
HABITO
E DE ROUPETA
m
O
PADRE JERONYMO LOBO.
Havendo
nós
tratado até
aqui
dos
ex
ploradores
da
Ethiopia,
seria imperdoável
falta
se ommitlissemos
o
nome
do
Padre
Jeronymo
Lobo,
cujos
immensos
trabalhos
bem
merecem
que
lhes
dediquemos
um
artigo
especial.
Foi
elle
natural
de
Lisboa,
onde
viu
a
primeira
luz
no
anno de
1596
Aos
14
de edade professou
o
instituto
jesuí
tico,
e passando
á
Índia
Oriental, foi
um
dos
padres
destinados
á
tnissão
da
Ethio
pia,
devendo
fazer
para
alli
caminho
por
via
de
Meiinde
em
companhia
do
P. João
Velasco.
Eslava
aquelle
trajeclo
inteira
mente
inexplorado;
e os
dous
padres,
in
tentando-o,
se
acharam logo
a
braços
com
immensas
diíficuldades
e
perigos,
ha
vendo de atravessar
terras
inhospitas,
por
meio de
gentes
semi-barbaras,
que
nem
queriam,
nem
podiam
servir
lhes
de
guia
em
exploração
tão
longa
e
arris
cada.
Foram
pois os
dous
padres
seguindo
pelas
povoações da
costa
até Magadaxó,
sem
acharem
em
algum d
’estes
pontos
pessoa,
que
se atrevesse a
guial-os;
até
que,
vendo
baldados
todos
seus
extorços,
voltaram
á
India. No
anno
seguinte,
ha
vendo
de
passar a
Ethiopia
o
patriarcha
I).
Aifonso
Mendes,
acompanhou-o
o
P.
Jeronymo
Lobo,
e
com
elle
desembarcou
em
Bayltir,
fazendo jornada pelo
reino
de Dankali,
cujo
rei
os
recebeu
bem,
apesar
de
se
vèrern
alli
os
missionários
viajantes
em
grandes
apuros,
por
ser terra
pobrissima,
como
nôl a
descreve
D.
Aí
fonso
Mendes em sua
Carla
ao P.
Mulio
Vileleschi, proposito-gsral
da
Companhia
de
Jesus.
De
Dankali passou
o
patriarcha
com
seus
companheiros
ao
reino
de
Tigre, que
era já
dependencia
do
gran-negús,
demo
rando-se
algum
tempo
em
Fremoná,
até
serem afinal
recebidos na
côrle
do
sobe
rano
da
Abyssinia.
Já
vimos
n
’
outro
lugar
como
havendo
começado
a
missão
de D.
Affonso
Men
des
sob
os
melhores
auspícios,
depois
se
mudaram
as
cousas
a
ponto
de
serem
o
patriarcha
e
mais missionaiios expulsos
da
Ethiopia
por
uma
ordem do
impera
dor.
Achava-se
a
esse
tempo
o
P.
Je
ronymo
Lobo
em
Tigré,
onde o
alcançou
a
ordem
de
desterro;
e d
’
alli
sahtu
com
mais onze
companheiros, vencendo
gra
víssimos riscos,
pois
que
o
vice
rei
de
Tigré
lhe
havia
posto
a
cabeça
a preço;
ate
que
afinal
conseguiu reunir-se ao pa
triarcha, e
seguir
com
elle
a trabalhosa
jornada
até
Snakem,
onde
—
como
também
já
dissemos
—
D.
Aflonso
Mendes
ficou
ca-
ptivo
dos
turcos.
A tratar
do
resgate
do
patriarcha
se
partiu o
P.
Jeronymo
Lobo
para
Gôa,
com
o seu confrade
P.
Manuel
de
Al
meida.
De
Gôa
o
enviou
o
provincial da
Companhia
a
Portugal,
encarregando-o
de
expor
o
triste
estado,
em
que
ficava
a
missão
da
Ethiopia,
e
de reclamar pro
videncias
do
nosso
governo
sobre
este
objeclo
Embarcou
o
aventuroso
padre,
a
23
de
fevereiro
de
1635,
na
náu
Nossa
Senhora
de
Betem;
a
qual,
vindo em mau
estado,
teve
de
arribar á terra
de
Natal,
onde
a
1’uria
do
mar,
e
o
fogo,
que
se
pegou a
bordo,
acabaram
de
desfazêl-a.
N
’
aquetlas
desertas
praias
se
deteve o
P.
Jeronymo
Lobo com os
outros
com
panheiros
por
espaço
de
sete
mezes.
—
«Da
madeira,
que
na
terra
acharam
(diz
Balthasar
Telles)
e
das
relíquias
da
náu,
que
o
mar
lhes
lançava,
trabalharam
to
dos com
gram
cuidado em
fazer
duas
em
barcações
pequenas,
cada
uma
de 62
pal
mos
de
comprido,
15
de
largo e
8
de
pontal,
para
tentarem
se
em
tão
pequeno
lenho
poderiam
atravessar
os
tormentosos
mares
do
Cabo
de
Boa
Esperança,
que
em
uma
náu
tão
^rande
não podéram do
brar.
O
muito
que
o
P. Jeronymo
Lobo
aqui
irabalhou. foi
mais
do
que
aqui
com
tanta
brevidade se
póde relatar:
posso
eu
teslimunhar
que
ouvi
a quem
d
’aili
esca-
Eamola.
—
A
esmola
de 10-5000 reis
que
um
caridoso
anonymo
nos
enviou,
e
a
que
nos
referimos
em
o n.°
anteceden
le,
foi assim
distribuída:
Manoel
da Silva,
viuvo,
S. João da
Ponte,
2
.
200
José
Maria,
S.
Miguel-o
Anjo,
3
•
500
Antonio
Marques
da
Costa,
S.
Mi
guel-o-Anjo,
4
500
Maria
José
da
Silva, rua
dos Sa
pateiros,
7
500
Antonio
José,
rua
dos
Sapateiros
300
José
Fernandes,
de
Lamaçaes
200
Simão
José
dos
Santos,
ru
i
de
San
ta
Maria
500
José Antonio
Gomes,
rua
dos
Fal
cões
500
Antonio
Abes,
Senhora
Franca.
II
500
Antonio
R
litigues,
Palhotas,
15
500
José
Pedro
da
Silva
rua
Direita,
54
500
Iria
do
Carmo,
Biscainhos,
13
500
Maria
Gracimia,
menor,
rua
do
Couto
d’
Arvoredo
500
Antonio
Antunes
Castro,
rua
do
Couto d
Arvoredo
500
Sebastião
de
Magalhães
500
Maria
das
Neves.
Cruz
de
Pedra
200
Alexandre
Ribeiro,
Reco
200
Maria
Rosa
de
Carvalho,
Beco
200
Antonio
Peixoto,
Monte
de
Penas
200
Maria
Rosa,
viuva,
Penedo
200
Malícia,
Penedo
200
Maria
Sapala,
Corrente
290
José
Carvalho,
rua
Direita
200
Thereza
de
Jesus,
Lameiro
200
Maria
Jqsepha,
Traz da egreja
de
Maxim
mos
200
Manoel
Antonio
das Neves,
viuvo,
rua
do
Pae
Amante
400
Anua
Maria,
cega,
com
3
netos,
da
mesma
rua
300
João d
’
Almeida,
casado,
com
4
filhos
300
Antonio
Joaquim,
casado,
com
2
fi
lhos,
rua
do
Pae
Amante
300
10^000
O
novo Arcebispo «Ia Rabia.
—
Eis
o
que
escreveu
a
«Semana
Religio
sa»
da
Bahia:
«Um
telegramma
da
côrte
para
o
«Diário da
Bahia»,
em
data de
13
do
corrente,
diz
estar
resolvida
a
nomeação
do
Ex.1110
Bispo
do
Ceará
para
Arcebispo
da
Bahia.
A
ser
verdadeira
a
noticia, como
tudo
leva
a
suppor,
não
podia
o
governo
im
perial,
em
nome dos
brazileiros,
dar
mais
solemne
lestimunho de
reconhecimento
e
de gratidão
que
ao Snr.
D.
Luiz
Antonio
dos
Santos
deve o
Brazil.
Que terríveis
provações
encaradas
com
o
mais
heroico
denodo
por parle
do
aposto
lo
de Jesus
Chrislo
I
Todo o
rebanho querido,
dizimado
pela
fome,
pela
peste;
as
ovelhas
dispersas,
sem
abrigo,
e elle
sempre
sereno
no meio
de
todas
as
aíHicçôes
que
o
cercam,
sem
pre
grande,
generoso
sempre!
O
seu
pa
lácio
entrega-o
ás
victimas
dos
horríveis
flagellos que
a.um
tempo assolam
o ter
ritório cearense;
o
pouco
que
possuia em
prega
tudo era alliviar
a
sorte
dos
seus
filhos
em Jesus
Christo.
E
quando
o
mal
parece
alliviar
um
pouco a
sua
dio
cese,
eil-o
solicito
a
reunir a
pequena
porção
que resta
do
dizimado
e
disperso
rebanho,
afira
de,
junto
ao
altar
do
Se
nhor
Deus
de misericórdia,
implorar
cle
mência,
perdão para
os
que
se
finaram
d
’esta
vida, emquanlo
aos vivos
exhorta,
anima
para
que
dêein
graças
ao Altíssimo
e
façam
passar
aos
vindouros
o
seu
re
conhecimento,
erigindo
em
monumento
um
templo
consagrado
ao
Santíssimo
Coração
de
Jesus.
São
estas,
por
certo,
as
virtudes
que
excitam
a admiração
dos
povos
e
pelo
reconhecimento captivam
as
gerações».
E
’
felizmente verdadeiro
o
telegramma,
assim
corno
é
justíssimo
o
juizo
expresso
pelo
nosso
digno
e illuslrado
collega,
ac-
crescenta
o
«Apostolo».
Maufragioa
oecnrrirloa na
*
®os-
<»■
«le ’
ort«ign!.—
O
«Diário
do
Go I
verno»
publicou
dons
mappas
relativos aos
naufrágios
occorridos
nas
costas
de
Por
tugal
nos
annos
de
1877
e
1878.
Por
elles
se
vè
que
durante o
anno
de
1877
deram-se
nas
costas
do
conti
nente do
reino
e
das
ilhas
da
Madeira
e
Terceira
23
naufrágios,
sendo:
Em
Caminha,
1
brigue;
em Vianna
1
cahique.
1
vapor
e
1
hiate; no
Porto,
1
lugre, 1
hiate,
1
patacho,
1 brigue,
1
escuna
e
1
barca;
era Aveiro,
1
hiate;
na
Figueira da
Foz, 1
barca,
1
escuna
e
2
hiales;
em
S.
Martinho, I vapor;
em
L'sboa,
1
brigue
e
1
vapor;
em Se
túbal,
1
barca
e
1
brigue;
em Tavira,
1 brigue-escuna; na
ilha
da
Madeira,
1
galera;
na
ilha
Terceira,
1
barca.
D
’
estes
navios
era
n
porluguezes
7.
in-
glezes
8,
allemães 3, hespanhoes
3,
ftan-
cezes
1
e
norueguez
1.
O
numero
de victimas
d
’estes sinistros
foi
de
11.
Em
1878
deram-se
30
naufrágios,
sendo:
Em
Caminha,
1
patacho;
no Porto,
1
lugre,
I
hiate
e
1
cachemarim;
em
Avei
ro,
1
escuna
e
I
hiate;
na
Figueira.
2
palhabotes
e
1
berga
nti
m
-
boleia
;
em
Lis
boa,
1
hiate
e
2
vapores;
em
Setúbal,
1
brigue,
1
patacho
e
1
vapor;
era
La
gos,
1
brigne,
2
vapores,
1
hiate.
1
pa
tacho
e
1
barca;
em
Faro,
1
brigue, 1
chalupa
e
1
hiate;
em
Tavira,
1 cah que;
na
ilha
Terceira,
I
vapor,
1
patacho
e
2
escunas;
na
ilha
do
Fayal,
1
escuna.
D
’estas
embarcações eram
portuguezas
10,
inglezas
8,
hespanaolas
4,
allemã 1,
francezas
3,
italiana 1,
austríaca
1,
no-
ruegueza
1,
brazileira
1.
O
numero
de
victimas
d
’
estes
naufrá
gios
foi
de
60.
Estes
algarismos
fazem
pensar
na
im
portância
dos
recursos
que
devem ter
as
costas
de Portugal
para
acudir
aos
nau
frágios,
e
na
urgência
de
multiplicar
o
alumiamento
que
em
todas
as
nações
ma
rítimas e de
extenso
litloral
como
o
nosso
devem
merecer a
maior
solicitude
das au
ctoridades,
ás
quaes
incumbi
tal
obriga
ção.
Afgitantstan.
—
O
«Times»
publica
o
seguinte
telegramma:
íCalcullá
21
de
dezembro:—«Terminada
a expedição
de
Laimukht,
a
columna
do
brigadeiro general
Titler,
composta
de
3:150
infantes,
800
dos
quaes
inglezes,
e
260 cavalleiros
indígenas,
está
dispo
nível
e
póde
fazer
uma demonstração
so
bre a
estrada de
Shutargardan
para ex
pulsar
das
visinhanças
de
Caboul
as
tii-
bus
de
Wardak
e
Logar.
Es
á
também
á
disposição
o pequeno
corpo do
general
Watson, que
compre
hende
1.000
cavalleiros
indígenas,
1:000
inglezes e 3:650
soldados
d
’
infanleria
in
dígena,
cora
20
boccas
de
fogo
concen
tradas
em Kohat
e
Kouroum.
Por
esta
fórma
as
forças
actualmenle
em
campanha,,
ou
que
estão
prestes
a
entrar
n
’
ella,
montam
a
42:500
homens
e
160
boccas de
fogo.
Este
effeclivo
póde
ainda
ser augmentado em
caso
de
neces
sidade.
O general
Gough.
intrincheirado no
antigo
forte
de
Jagdalak, recebeu refor
ços
e
viveres,
e
tem
ás
suas
ordens
1:400
homens
com quairo boccas
de
fogo,
e
parte
hoje
para Latabanal,
onde
vão
jnn-
lar-se-lhe os
700
honoes
do
coronel
Hud-
•son.
Espera-se que
chegue
a
Caboul,
abrin
do
as
communicações
com
esta
cidade
na
quarta-feira,
ficando
para
proteger
as al
turas
e
o
forte
de Jagdalak
uma
guar
nição
forte
debaixo
das orlens
do
coro
nel Norman.
Yacoub-Khan
chegou
a
Meerul, sendo
conduzido á
casa
onde esteve
o
aloja
mento
dos
olíiciaes
de
artilheria,
sendo
guardado
á
vista
peia
policia e
pelas
tro-
pas
regulares.
E’
provável que
o
não
conservem
alli
por
muito tempo,
porque
a
visinhança
de
Dehli
e
d
’
outros
centros ou
tradição
mussulmana
tornam
esta
cidade
bastante
incommoda,
para
n
’
ella serem
guardados
os
prisioneiros
do
estado
mtissulmano».
Infitmia.
—
Sob este
titulo
o
«Conim
bricense»
publica
um
artigo
ácerca
do
incêndio
da
grande casa
da
Quinta
das
Lagrimas,
do
qual
estradamos
os
seguintes
paragraphos:
E
ainda
acima
de
tudo
raerecem
ser
expostos
á
execração publica, alguns
sol
dados
do
destacamento
de
infanleria
n.°
14,
estacionado
n’
esta
cidade, e guardas
da
policia
civil,
que em
vez
de vigiarem
e
obstarem
a
que
se
praticassem
esses
roubos,
foram
elles
proprios
que
deram
o
mais
ignóbil
e
deshonroso
exemplo.
Entre
outros
muitos
fados
escandalo
sos
e
desaforados
indicaremos
apenas
os
seguintes.
Soldados
de
infanleria
14
abriram
uma
gaveta
e
roubaram
d
’ella
uma
bolsa
de
prata
e
10
libras
em
ouro, pertencentes
ao
feitor
do
snr.
Miguel
Osorio
Cabral.
Já
foi
encontrada
a
bolsa,
apenas
com
uma
libra,
em
poder de
um
dos
solda
dos.
Igualinente
roubaram
alguns
ornatos
de ouro
e
roupas.
Tendo
sido
entregue
uma porção
de
queijos,
com
outros
objectos
á
guarda
de
ura
saldado
este
abandonou
o
seu
posto,
roubando
dois
queijos.
Em
vista
d
’isso
foi
encarregado
um
nolicia
civil
>fc
gnar<htr
esses
—
qin-ijo»
e
mais
objectos;
mas
da
mesma
fórma
aban
donou
o
seu posto,
roubando
um
dos
quei
jos,
e
não
sabemos
se
mais
alguns
obje-
clos,
porque
esses
não
estavam
contados.
Da
valiosissima
frasqueira
da
casa
po-
deram
salvar
se para
o
jardim,
8
a
10
dúzias
de
garrafas
de
vinhos
antiquíssi
mos e
preciosos,
do
valor
de
3$000
reis
e
mais
cada
garrafa;
e os guardas
da
policia
civil, soldados
e
bombeiros,
agar
raram
na
maior
parte
d’
ellas
e
beberam-
nas,
quebrando-lhes
primeiro
os
gargalos.
A
impudência
dos
guardas
civis
foi
tal,
que
depois
d
’
aquella
orgia,
quando
agarravam
em
algumas
garrafas
de
outros
vinhos
de
tuenos
merecimento
que
esta
vam
no
jardim,
as
rejeitavam
dizendo
publicamente,
que
lhes
não
serviam
por
não
serem da
qualidade
das
primeiras.
Por
toda a
parle
se viam
garrafas
par
tidas, e a embriaguez nos
soldados e
po
licias
era
quasi
geral,
e
tão
grande,
que
até
alguns
dos
primeiros
desconheciam
e
desobedeciam
ás auctoridades.
A
rapinagem chegou
a
lai
ponto, que
sendo
mandados
collocar
dois
guardas
a
vigiar a
casa
do
lagar;
estes
ir.di»nos,
em
vez
de
cumprirem
a sua rigorosa
obri
gação,
foram
elles os
mesmos
qut va
lendo
se da
ausência
dos
lagareiros,
lhes
saquearam,
ou
deixaram
saquear
os
b>|.
sos
da
roupa,
tirando
d
’
ellet
e
de u
n
quarto onde se
introduziram
o
dinheiro,
que
em
uma
e
outra
parle
charam.
Pidiamos
enumerar
muitoi
outros
fa
ctos
de
idêntica
natureza;
nas
basta os
que
ahi deixamos
apontados.
Agora é
mister
que
nos
entendamos:
se
a
nação
pag» para
manter
não quem
garanta
a
segurança
publica
mas
ban
dos
de ladrões infames
—enlio
é
mister
que
os
cidadãos
se
armem
pra
lhes
re
sistir.
Os
soldados
que
laes
facbs praticam
são a
deshonra
do
exercito
(orluguez; e
os
policias
nas
mesmas
circunstancias
são
a
vil
escoria
da
sociedade.
C
ôxm
êllusirea.
—
No
[rincipio
de
este
século,
os
côxos
abundvam
entre
as
celebridades.
Napoleão
gostava
muito
df
ver
repre
sentar
o
Heitor.
tragédia
de
Laiciod,
poeta
côxo;
Luiz
XVIII
gostava
miito
da
co
media
O
advogado,
do
côx<-
Roger.
O
poeta
por excellencia
era
lord
R
.
.,
côxo.
O
romancista
de
maior
nomeadi era
Wal-
ter
Scolt,
côxo.
O
pirlilo
rao-erado
fran-
cez
teve
por
chefe
Benjamin
Constant,
côxo.
Os possibilistas tinham
por
chefe
o
baião
Luiz, côxo.
Os
oppisicioni-tas,
depois
da revolução
de
julho,
’
.cllocaram-
se
debaixo
da
direcção
de
La
Fayette,
côxo
Luiz
Filippe
linha
em Lradres
Tal-
leyrand,
que
era
côxo
e
confiiu os
ne-
goctos
do
eslado
a
Sonlt,
que lambem
era
côxo.
Chateauhriand
coxeava. O
celebre
ge
neral
americano
Sinta Anna
tinha
apenas
uma
perna.
A’
m
nliniu
beaifazrjats, —
Pede-se
por
caridade
uma
esmola
para
o
infeliz
José
Maria,
morador
defronte
da
capella
de
S.
Miguel-O-Anjo, casa
n.°
3,
empre
gado
que
foi
no
Seminário
de
S.
Cae
tano,
e hoje
se
acha
paralítico
sem po
der
articular
palavra,_
e
imjiossibilHadò de
lodo
o
trabalho.
.
—
A’ earidfiile publica. —
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in-
Telia
A-i-Mftnprcs da Costa, niuiaiior
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
°
andar,
que
se
acha na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’
s almas caritativas.—
ReCom-
mendamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua
dos Sapateiros,
n.°
7.
Vive
em
extrema
penúria, e
padece
de doen
ça
incurável.
A
’ cnridaite
publica
—
Indigitámos
á
caridade
publica
Antonio Rodrigues,
solteiro,
morador na
rua
das
Palhotas,
n.°
15,
o
qual
se
acha
doentíssimo
e
na
miséria
extrema.
ILTITÍAt VOtlCIAM
Londres,
27.
—
Estão
interrompidas
as
communicações
telegraphicas
entre
Pecha-
var
e
Djellabad.
pou,
que
se
elle
não fôra
com
sua
muita
industria
e
grande
valor,
nem
uma
só
pessoa
se
salvaria.
E
o
mesmo
padre com
grande diligencia
e
igual
curiosidade
conta
o
que
alli
passou
nos
seus
Commenta-
rios».
Lançadas
ao
mar
as
duas
frágeis
em
barcações, tiveram
logo
de
luctar
contra
urna
furiosa
tempestade,
vendo-se
uma de
ellas
forçada
a arribar
á
mesma
praia,
d
’
onde
havia
partido. A outra
porém,
onde
ia
o
padre,
e
que
se
denominava
de
Nossa
Senhora
da
Natividade,
foi
se-
gttitldo
ávante,
apezar
de
combalida
por
urna
iiorrivel
tormenta,
de
que
escapou
milagrosaunente,
até
aportar
emitiu
em
Angola
a
15
de
março
de
1636.
Foram
alli
recebides
os ousados
navegantes
cora
pasmo geral de
quantos
os
viam
—
«por
que (continiía
o
P-
Telles)
com
virem
do
mar,
pareciam
de.?
en
l
erra
dos da
terra,
tendo
gastado
quarend®
®
oito
dias
nesta
viagem,
comendo em
Cada
um
só
meta
medida
de
arroz,
com
ui>3
quartilho
de
agua
para
o
cozer
e
bebsr;
andando
en
tre
dia
com
pelouros
’
de
chumbo
na
boca
para
aplacarem
a
secura;
que
na
verdade
para
quem
padece
grande
sêde
é
bem
triste
remedio
mastigar
chumbo,
quando
se
deseja
agua».
De
Angola em
direitura
para
Lisboa
não
havia
embarcação;
tendo
portanto o
P.
Jeronymo
Lobo
de
embarcar
se
em
uma
nau,
que
fazia
escala
pelo Brazil.
Ao avistar
porém as
praias
d
’
este
ultimo
continente,
foram
tomados por
uns
cor
sários
hollandezes,
que
os
lançaram
em
uma
ilha
deserta,
onde
alguns
dos
com
panheiros
do
P.
Lobo perecêram
de fome,
vindo
elle
e
os
restantes a
ser íimlmenle
salvos
por
umas
almadias,
que
os
trans
portaram
a
Cartaghena,
cidade
da
Nova
Granada.
D
’alli
passou
o
P.
Lobo
á
ilha
de
Cuba,
vindo,
depois
de
trabalhosa
via
gem,
em
que
passou,
sem
poder
desem
barcar
á
vista
de
Portugal,
a
saltai
fi
nalmente
em
terra
no
porto
de
Cadiz,
onde
terminou
esta
aventurosa
odyssêa,
que
lhe
adquiriu
com
justiça
a
fama
de
um
dos
mais notáveis
viajores
d
’
aquelles
tempos.
«Os
trabalhos
(diz
ainda
o
P.
Baltha-
sar
Telles)
que
este
grande servo
de
Deus
o
P. Jeronymo
Lobo
padeceu n’
eslas lar
gas
jornadas,
foram
grandíssimos;
estes
seguro
eu
que
na
côrte
do
Ceu,
melhor
que
nas
da
terra,
lhe
renderam
as mais
preciosas
corôas
de
gloria,
devidas a
tan
tos
cançaços
e
tantos
caminhos,
todos
levados
em
serviço de
Deus; e
alguém
tem
pera
si,
que
este
religioso
é
o
que
por
amor
de D
ius
mais terras correu,
e
mais
aguas
navegou,
porque
andou
e
des
andou
o
mundo todo de popa
a
prôa,
de
Norte a
Sul,
de
Leste
a
Oeste e de Oriente
a Poente;
correu
as
quairo
parles
do
mundo,
e
em
cada
uma
d
’
eilas
esteve
por
vezes;
de
sorte
que
lançadas
bem
as
contas
por
muito
bons arithmeticos,
elle
navegou
por
mar
e
andou
por
terra mais
de
trinta
e
oito
mil
léguas, donde
con-
liadamente
lhe
podemos
dar
a
venlagem
que
a
Hercules levou
Augusto
Cesar,
como
d
’elle
cantou o. Mantuano:
Nec
verò Alei
des
tanlnm
telluris
obivit.
De sorte
que
á vista
das
voltas,
que
este
servo
de
Deus tem da lo
ao
mundo,
ou
havemos
de
dizer
que
este
globo
é
mais
pequeno
do que nos
ensinam
os geometras, ou
que
o animo
do
P.
Jeronymo
Lobo
4
maior
do
que
cuidam
os
homens»^-^
O
P.
-Lobo
escreveu
um linerario
das
suas
viagens,
que
nunca
se
impri
miu, e cujo
authographo
foi
oílerecido
em
1829
á
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa,
pelo
seu socio
M.
J.
M.
da
Costa
e
Sá,
e
deve
existir entre
os
maauscri-
plos
pertencentes
áquella corporação,
sendo
bera para
desejar
que
ella
um dia
se
re
solva
a
publicai
o
pela
imprensa.
Ha
d
’
esta
importante obra
traducções
em
inglez,
francez
e italiano,
que
todas
foram
im
pressas
nos
séculos XVII
e
XVIII.
O
P.
Jeronymo
Lobo,
depois
de ter
ido
ainda
uma
terceira
vez
á
índia
Orien
tal,
voltou
a este
reino,
e
morreu
na
casa
de
S.
Roque,
em
Lisboa,
a
29
de
janeiro
de 1678,
com
82
annos
de
edade
e
69
de
religião.
s.
(Continúa)
Dizem
hoje
de
Calcuttá
que não
ha
noticia
alguma
dos generaes
Gongh
e
Ro
berls,
em
consequência
do
nevoeiro
im
pedir
os
signaes.
Rebentaram
desordens
em
Prisrend,
na
Albania.
Foram
saqueadas
e incendia
das
duas egrejas
gregas e
varias
casas.
Philadelphia,
29.
—
O general
Grant.
respondendo
á mensagem
da
sociedade
uni
versai
da
paz,
disse
que
esperava
uma
epocha.
em que
um
tribunal
internacio
nal
resolverá
os
conflictos
internacionaes;
mas
duvida
que as
nações
consintam,
s°m
decorrer
muito
tempo,
em
admittir
a
ar
bitragem
d’
esse
tribunal
na
questão
do
Oriente
entre
paizes
que
mutuamente
am
bictonam
o
commercio
oriental.
Berlim.
28.—A
policia
descobriu
em
Berlim
uma imprensa
clandestina
socia
lista.
O
impressor
e
2
operários
foram
pre-
zos.
Londres,
26.
—
Noticias
de
Buenos-Ay-
res
dizem
quesejulgi
terminada
a
guer
ra
peruana.
Comtudo
os
exercilos
alltados
estão
promptos
á
primeira
voz
porque
os
go
vernos
do
Perú
e
Balivia
temem
revoln
juções
internas
se
os
governos
pedirem
paz.
A
republica argentina
enviará
ao
Cbili
um encarregado
especial
aíiin
de
participar
o
estado
das
negreiações.
Roma,
26.
—
O
cardeal
Nina
enviou
ao
Brazil
uma
nota
annnnciando
que
os
ul
timos
relatórios
recebidos
do
Brazil
cer
tificam
o estado de
aggravaçpo
crescente
da egreja
brazileira.
Paris, 26
—
Um
telegramma
de
Roma
publicado
pelo »Estaffeltes
.
annuncia que
na
ultima
terça-feira indo
o
rei
d
’
Italii
á
caça precedido
pelos gendarmes
do
cor
tejo,
estes
encontraram
um grupo
de
in
divíduos
que
se
recusaram
dispersar,
ati
rando
alguns tiros de
espingarda
aos
gen
darmes, a
que
estes
responderam.
Então
fugiram.
Fazem-se
aclivas
pesquisas
e jnl-
ga-se
que
foram encontrados
quatro
dos
principaes
chefes
do bando.
Paris,
29.—
O
«Jornal
oílicial»
publica
a
relação
do
novo
gabinete;
é
assim
com
posto:
Freycinet,
a
presidência
e ministro
dos
estrangeiros
Lepere,
do
interior
e
dos
cultos.
Gazot,
da
justiça.
General
Farre, da
guerra.
Magnin.
da
fazenda.
Almirante
Jaurigniberry,
da
marinha
e
colontas.
Jnles
Ferry,
da
instrucção
publica.
Varnoy,
das
obras
publicas.
Ttrard, da
agricultura
e
do
commer
cio.
Cocbcry,
dos
correios
e
telegraphos.
Londres
29.
—
Dizem
de
Dtindée que
uma
terrível
ventania
derrubou
a
ponte
do
c.mmho
de
ferro
do
rio
Tay,
na
oc-
casião da
passagem
do
comboyo
de
Edim
burgo.
Pereceram
aíogadas
200
pessoas.
SECÇÃO
DÊ
CÔMMMCADOS
Uma
das
classes
sobre
que
hoje
se
expectora
com
mais
rancor
a
bilis revo
lucionaria
que
referve
dentro do
peito de
muita
gente
—
é a
sacerdotal.
A
tonsura
ecclesiastica
que
outr'ora
atlrahia
o
re
speito
de
lodos,
porque,
apesar
de ho
mem, indicava
um
ministro
da
unica re
ligião
verdadeira,
é
um signal
que
hoje
a
certa
gente
causa
taes
arrepios,
que
antes
quereriam
vêr
diante
de
si os
ni-
hilistas
de
facho
acceso
e
de
punhal
ar
mado,
do
que
um
padre.
Desde
a
mais
elevada
catbegoria
so
cial,
que
se ufana
de
possuir
a scien-
cia,
até
ao
tugurio
do
pobre,
onde
se
alberga
a ignorância,
se
tem
infiltrado
por
tal
modo
a
impiedade e
a
descrença,
que
tudo
o que cheirar
a
religião
é
objecto
de
ludibrio
e
de
escarneo.
Mettem^se
a
ridículo
as
cousas mais
santas
e
vene
randas;
discursa-se
e
argumenta
se
sobre
pontos
de
fé,
com
a
mesma facilidade
com
que
se
questiona
sobre
as
vantagens d
’
um
systema político;
a
cada
canto
apparece
um
cicerone,
que
ornado
com
o colori
do
scientifico
com
que se
pavoneia,
jul
ga
ser
o
censor d
’
aquelles
que não
lhe
invejam
a
sciencia,
mas
que leem
o
di
reito
de
não
serem
insultados.
A
Carta
Constitucional
da
Monarchia
Portugueza
(e
lambem
o
direito
natural)
garante
a
todos
a
inviolabilidade
pessoal;
mas
esta
inviolabilidade
não
se
limita
uni
camente
á
conservação
physica
do
ser
cor-
poreo,
abrange
lambem
a
entidade
moral.
Todo
o indivíduo
tem
tanto
direito
a
não
ser
offentido
no
seu
corpo,
como
tem
e
mais a
não
ser
lesado
na
sua
honra
e
na
sua
dignidade, a
menos
que
pra
tique
actos
que
o
façam perdel-a.
Não
o
entende,
porém,
assim
o
snr.
dr.
Carvalhaes,
que,
sentado
provisoria
mente
n
’uma
cadeira
cujo
proprietário
a
tem
conservado impoliuta,
pela
rectidão
com
que
tem
sabido
desempenhar
o
seu
cargo
espinhoso,
se
julga
com
direito
a
insultar
aquelles
que mais
odeia e a
lan
çar
ás
vaias
do
povo
a
quem
dignamen
te
cumpriu
o
seu
dever,
mas
a
quem
s.
exc.a
não
podia
tragar,
porque
era
padre. Comprehende-se que
o
accusador
se
exforce
por
attenuar
a
defeza, exal-
tan
io
a
accusação,
dentro
d
>s
limites
do
justo;
mas
que
no
desempenho d
’esle
cargo
nobilíssimo,
em vez de
se
apurar
a
verdade,
se insulte
a
pessoa
que depoz
só pelo facto
de
ter
um certo
caracter,
com
que se
não
sympatisa,
é
até
onde
póde rebaixar-se um
magistrado no
desem
penho
de suas
funeções.
Estranhou
s.
exc.
a
que
um
parocho
fosse polluir
a
santidade
do
juramento,
dando
em
pleno
tribunal
o
triste
e
mi
serável
exemplo
de prejuro’! D
’
accordo.
Mas
quem
disse
a
s.
exc.
’
que
esse
pa
rocho jurou
falso?
Porque
caminho
en
trou
s.
exc.’ no
sanctuario
de
sua
con
sciência?
Quaes
as
provas
e
os
motivos
para
proferir
em
pleno
tribunal
uma
as
serção
tão
grave
e
injuriosa?
Pois esse
parocho
diz publicatnente
que
sabe
tam
bem como
sua
exc
3
o
que
seja
jura
mento,
qual
a
sua
santidade,
qual
a sua
obrigação,
quaes
as
suas
consequências;
que
disse
a
verdade
e
só
a
verdade,
e
que de
novo
reclifica
tudo o que disse
no
tribunal,
sem
mêdo
de
ser
desmenti
do. Lamentou
s.
exc.
a
com
una
zelo
que
antes
parecia
odio, que
o
clero,
deven
do
se
r
a
luz
do
mundo,
estava
sendo
a
pedra d
’
escandalo,
que
corrompia
em
vez
d
’edi(icar,
que
conhecendo a
verdade,
di
zia uma
cousa
e
praticava
outra,
sendo
assim
o
canal
por
onde
a
jorros
se
tinha
infiltrado
no
mundo
a
corrupção
e
a
im-
moralidade.
Não
venho
aqui
defender
a
classe
sa
cerdotal.
mas,
se
o
quizesse
fazer,
so
bejam
me
argumentos
com que prova
ria
a falsidade
das
asserções
proferi
das
por
s.
exc.
a
E’
certo
que
a
im
moralidade
campeia
e
se
desenvolve
em
proporções
assustadoras;
e,
desgraçada
mente,
todos
leremos
concorrido
com
o
nosso
contingente,
já
positivo,
já
nega
tivo
para
esse
desenvolvimento:
mas
o
que
é
certo
é que
o
clero,
felizmenle,
salvas
raras
excepções,
não
tem sido
a origem
d
’essa
desmoralisação
e
descrença;
muito
outra
tem
sido
a
sua
cansa
principal.
Talvez
sua exc.
a
com
os
seus arrasoa-
dos
e
com
as suas
invectivas
tenha
con
corrido
para essa
obra
com
materiaes
mui
bem
mais
importantes.
Aquelle
que
devia
ser
o
primeiro
em
mznter
illeso
e
inta
cio
o
principio
da
auctoridade
e
da
ordem,
porisso
mesmo
que
representa
a
justiça,
todo
o
seu
desejo
era
vêr
exposto
ao
escarneo
e
á
irrisão
publica
o
clero
ca-
tholico,
isto
pelo azedume
com
que
in-
vectiva
contra
elle.
Pois
olhe,
snr.
dr
Carvalhaes,
pouco seguro
fica
o
poder
civil
quando
não
tem
para
base
a
reli
gião,
e
pouco
religioso
é
o homem
que
não
respeita
seus ministros.
Eu
talvez
ficasse no
silencio,
se
o
que
ouvi
a
sua
exc.
a
fosse
proferido
por
uma
pessoa
particular;
mas
por
uma
pessoa
publica,
que
falia em
nome
da
lei
cuja
missão
nobilíssima
é
a conservação
do
equilíbrio
social,
a
applicaçâo
da justiça
e
a
contenção
da
desordem
e
da
anar-
chia pelo
respeito
mutuo
dos
cidadãos
emre
si,
não
se
comprehende
nem
se
explica.
Foi
isto
o
que
me
indignou,
e,
com
magna
o
digo,
não
deveria
ser
ou-;
vido
no
tribunal
d
’
urn
reino,
que se
ula-
1
na
de
fidelíssimo,
e
onde
a
Religião
Ca-
tholica Apostólica
Romana
é
a
religião
do
Estado.
(2761)
F.
M.
iiiíCLAMOS
Lemos
nos
diários
de
Hollanda:
«Um dos
nossos
collegas e
amigos
rogou-me
por
varias
vezes
que
experi
mentasse
um novo
prodncto
que
occu-
pa
aclualmente
a
attenção
de
numerosos
facultativos.
Inimigo,
por
principio,
de
toda a
,
especialidade
pbarmaceulica,
e,
em
geral
d
’
aquella
cuja
composição
não
conheço,
negava-me
sempre
a compra
zer-lhe,
e
seguramenle
não me
teria
de
cidido
a
fazel-o,
se um
dos meus
clien
tes, a
quem
professo
vivíssimo
interesse
não
tivesse triumphado
da
minha natu
ral
repugnância
obrigando-me
a
prescin
dir
de
meus
princípios.
Resolvi,
etn
vista
dos
seus
soífrimentos,
vivos
e
cruéis
que
se não
podiam
acalmar
com
remedios
or
dinários,
ensaiar
tudo,
para vêr
se
me
lhorava
o
seu
estado.
Quem
não
viu
ainda
na
pratica,
al
gumas
d’
essas
ulceras
varicosas
e
pro
fundas, que
tanto
fazem
soffrer
ao pobre
paciente,
e
que,
rebeldes
a
todo
tracta-
mento,
desesperam
alíim
o
enfermo
e
o
medico?
—Pois
bem;
uma ulcera
d’
essa na
tureza
foi
completamente
cicatrisada
ao
cabo
de tres semanas com
o
emprego
exclusivo
e
methodico
do Balsamo
da
Cruz
Roxa,
com
base
ie
alcatrão
da
Noruega.
Desde
as
primeiras
apphcações,
o
pus
mui
acre
e
abundante
havia
mu
dado
de índole
e
notavelmente
diminui-
-
do;
o trabalho
de
cicatrisação
fez-se
na
segunda
semana
mui rapidamente
e
d
’
um
modo
completamente
normal;
a
dôr
di
minuiu,
e
a
inflamação, antes
muito for
te,
era
quasi nulla;
etntim
o
estado
ge
ral
do
meu
emfermo
não
podia
ser
mais
satisfaclorio.
Em
vista
d
’
este
primeiro
e
inesperado
exito,
tenho applicado o Balsamo da
Cruz
Roxa
em
casos mui
graves,
entre ou
tros
em uma
queimadura
em
segundo
grau,
de
espantosa extensão,
e
visto
ope
rar-se
com
notável
rapidez
a separação
dos
tecidos.
Devo
accrescenlar
que li
mui
altenla-
mente
um
folheto
sobre
esta preparação
com
base
de
alcatrão
e
tendo
estudado
as
deedarações
dos medico- importantes
que
a leem
empregado
posso
assegurar
que
nada leem
de exaggêro.
Convido
a
to
dos
a ensaiar
o
Balsamo
da
Cruz Roxa
e
não
temo
assegurar-lhes
que
ficarão
por
demais
satisfeitos
com
os
seus
resulta
dos... »
Não
estamos
auciorisados
a
nomear
a
pessoa
que
faz estas
declarações,
porém
aíFirmamos que é
um pratico
eminente,
mui
justamente
apreciado na
Hollanda e
n
’ontros
paizes.
Accrescentaremos
em
conclusão
que
o
Balsamo
da
Cruz
Roxa
recenteraente
im
portado
pela
conhecida
Agencia
Fran-
co-hispano-porlugneza
se
vende
por ata
cado na
sua
casa
de
Madrid, rua
del
Sordo,
31,
e
a
retalho
nas
principaes
pharmacias.
Os
abaixo as>igna
los
agradecem
por
este
meio,
por
o
não poderem fazer
pes
soalmente,
a
todas
as
pessoas
que
de
bom
grado
nos
dias
21
e
22
d
’
este
mez
se
dignaram
acompanhar
e assistir
aos
ofli
cios,fúnebres na
egreja
dos
Congregados,
assim
como
ás
pessoas de
suas
relações,
que
durante
a
enfermidade
se
interessa
ram
pelas
melhoras
da
nossa
muito
pre-
sada
e
chorada
esposa,
mãe,
filha,
irmã,
sobrinha
e
cunhada,
Maria
das
Angustias
da
Cunhi
Pinheiro:
a
todos
protestam
a
sua
gratidão.
Francisco
Alves
Pinheiro.
Antonio
Alves
Pinheiro.
Maria
da
Luz
Cunha
Antonio
José Veiga.
Maria
das
Neves
Pereira
da
Cunha.
José
Pereira
da Cunha.
(2759)
ANNUNCIOS
A’5REJI ATAÇÃO
A
Direcção
do
theatro
de
S.
Gereldo,
faz
publico
que
resolveu
pôr
em
arre
matação
o
mesmo theatro
para
bailes
de
mascaras,
a contar
desde o
dia
10
de
de
janeiro
proximo
até
igual
data
de
fevereiro. Quando
assim
não
convenha
aos
licitantes,
acceilam
se"
propostas
para
os
bailes
que
devem ter
logar nos
dias 1,
8,
9
e
10
de
fevereiro.
A
arrematação
verificarse-ha
no
mes
mo
theatro,
pelas 11
horas
da
manhã
do
dia
4
de
janeiro
proximo.
Antonio
Santos Azevedo
Magalhães.
Anl
nio
José Pereira
de
Magalhães
Júnior.
Antonio
Maria
Peixoto
Vieira.
(2760)
IH CL
AHAÇÃO
O padre
José da Costa
e
Oliveira,
da
Covilhã,
declara, que do
dia
l.°
de
janeiro
de 1880
em
diante
se
assignará=padre
José
da
Costa e
Oliveira
Pinto=,
toman
do
a
responsabilidade
de
todas
as
assigna-
luras
até
então
firmadas
com
o
nome
de
que
presentemente
usa.
Covilhã,
23
de
dezembro
de
1879.
(2756)
VEMH
BE
CASAS
Vende-se
uma
morada
de casas na
rua
de
S.
Domingos n.°
5,
antiga
rua
do
Assento,
na
freguezia
,de
S.
Viclor.
Quem
a
pretender lalle
na
rua
de S.
Victor.
com
Clemente
José
Fernanles.
(2757)
EDITAL
4
Camara
Municipal
d'esla Cidade
e
Con
celho de Braga
Faz
saber,
que
fica
espaçada
para o
dia
2
de janeiro
proximo
futuro
pelas
12
horas
da
manhã,
no Paço
do
Concelho,
por
não
convir o preço
offerecido, a ar
rematação
da conducção
dos
cadáveres
dos pobres
ao
Cemitério, que
se achava
annunciada
para
o
dia
de
hoje.
Braga
27
de
dezembro de
1879
—E
eu
Antonio
Manoel
Alves
Costa,
Escrivão
da
Camara,
o
subscrevi
O
Presidente
Joaquim
José
Molheira da
Silva.
Rapé
meio
grosso,
botes
de
250
grs.
240
Rnpé
vinagrinho
))
250
Rapé
secco
)■>
250
Rapé
Rosa
250
HB.
«7
A
BR
S
RUA
DO
CARVALHAL N.° 50
BRAGA.
(2724)
Caixa penlsfflrâsta Breenrenae na
Travessa de
B,
Ceinldim «Cesta
eldade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noute
na
mesma-
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuários que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa com
atrazo
de juros
de
ires mezes
os
venham
pagar
ou
resgastai.
senão
se
rão
vendidos.
SUmR
FELIZiltlh
LISA
Arte
de
aprender
a
escrever
e
ler
em
vinte
lições, lanto
menores
como
adultos;
experimentado
em
muitas localidades
do
paiz
com
optimos
resultados,
e
a
par
dos
últimos
progressos
da
filologia
e
linguística.
Preço
500
rs.
Aos
snrs.
professores
-dá-se a
commis-
são
de
15
p.
c.
fazendo
seus
pedidos
aos
editores
do
SYSTEMA
FELIZARDO
LIMA
=
Fafe.
A
’
venda
nas
principaes livrarias
do
Porto,
Lisboa,
Vianna,
Coimbra,
e
em
Bra
ga
na Typographia
Lusitana
e
em
casa
de
Julio Mattos,
rua
Nova
de
Sousa
n.°
44.
Precisa-se de
empregados
de
ambos
os
sexos
que
tenham
reconhecido
bom
com
portamento,
aos
quaes
se
dará
ordenado
não
inferior
a
120^600 reis,
depois
d
’
uma
pratica
de
dez
dias.
Dirigirem-se
a
Fafe,
casa
de Sá,
a
Felizardo
Lima.
VESJBE-SE
A
casa
n.°
21
da
rua
do
Souto,
d
’esta
cidade
de
Braga.
(2722)
MBIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo em
consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos e fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’este acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da Costa
G.
Pereira
Bernardes.
Empreza
editora de Francisco Artliur da
Silva
—Lisboa.
BRINDE
\
TODOS OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
Cegar
Cantil
Desde
a
creação
do
mundo
até
1862
—con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMES1O
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a PORTUGAL
Z
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de
1867
e
acompanhada
da
versão das citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
Manoel
Hernardea Branco
Dl
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
nrofessor
das
línguas grega
e
latina,
etc.
J
edição,
illuslrada com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
13 volumes
in-4.° grande.
O
editor
proprietário
d’
esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hen
lendo
a
necessidade
de publicar
um
13.°
volume
para
que
esta
2.
’
edição
da
HISTORIA UNIVERSAL
tique
mais
com
plela,
resolveu
olferecer
aos
>nrs.
assignan
les
que
o
auxiliaram
n
’esta
empreza
e áquel-
ies
que
de
hoje em
diante
o continuarem
a
coadjuvar,
como
brinde
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin-
co
capítulos,
seis
gravuras
e
dois indices,
sendo o
primeiro
chronologico
e remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para a procura
dos
factos
que
u’
ella
vem
exarados,
e o
segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
titu
les
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração desenvol
vida
dos
acontecimentos
hisloricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879, escriptos
em
hespanhol
por
D. Nemesio
Fernandes
Cues-
la,
e
accrescentados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
200000
reis
fortes
Encadernada
.
.
.
270000
»
»
Para
facilitar
a acquisição
d
’
esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignalura
em
Portugal
e
no Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições
da
assignalura
:
—
A
assigna
lura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
-por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.
—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura, 140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.
CADA
VOLUME:
l.° vol. br. orn. de
9
grav.
10870
2
o
>
•
»
6
»
10665
3.°
»
>
>
»
7
»
10605
4.°
>
»
>
»
5
»
10525
5.°
D
>
•
»
6
»
10615
6.°
>
»
6
>
10690
7.°
>
>
D
»
6
»
10640
8
0
D
»
6
»
10615
9.°
n
•
>
»
6
»
10565
10.°
>
>
»
6 >
10615
11.°
>
>
>
>6 »
10610
12.°
>
»
>
»
6
»
10815
13
.«
E
ULTIMO,
ornado
de
6
gravu-
ras,
brinde
a lodos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos vol.
1 a 7.
Este
decimo
terceiro volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado
a
todos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume
Os
assignantes leem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignalura
póde
fazer-se
por
entregas,
fascículos,
e
por
volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcadis,
pagando
ao
distribuidor
no
acto
da
entrega
a
sua importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:—
A
assignalu
ra
póde
fazer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o primeiro
fascículo ou
volume
franco
de
porte, e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que não
re
ceberá
o
segundo
sem que
tenha
satisfeito
o primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
REA
USÁVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
direclamente ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor
—
rua
dos
Douradores.
72,
LISBOA ;
me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do reino,
ilhas
e
Brazil.
72, rua
dos Douradores. 72—LISBOA.
Francisco Irthur da Silva—editor
Vende
papeis
pinta- &
$
dos para guarnecer sailas,
$
lindíssimos gostos,
a prin- g
cipiar em
80 reis
a peça.
fe ----- í
B Vende olio, tintas e li
$ vernizes para pinturas de jg
3
casas, tudo de boa
quab- %
g dade.e preços muito resu- íf
midos.
Vende cimento roma
no
para vedar aguas,
ges
so para estuques de ca
sas,
tudo de primeira qua
lidade.
PEDIDO
A
Meza
do
Real
Sanctuario do
Bom
Jesus
do
Monte
roga
a
todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras de
jardins,
que
te
nham
superabundância d
’arvores de
ador
no,
arbustos,
camélias
ou outras
quaesquer
plantas,
se
dignem
favorecer
com
ellas
o
mesmo
Sanctuario,
para
embellezar
este
tão
piltoresco local;
dando
parte ao
the-
soureiro
o
snr.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo,
rua
do
Souto,
n.°
42,
n
’esta
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza
enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe
fór
indicado
as
traga
com o
necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que
este
pe
dido
será
atlendido,
fica
desde
já
agra
decendo
qualquer
ollerta
que
n
’
este
gene-
ro
lhe
fôr dada.
Em
nome
da
Meza
—
O
procurador
Anlonio
Alves
dos
Santos
Costa.
Thesouro do
cosinheiro, confeiteiro
e
copeiro
ou
collecção
de
varias
receitas
com
applicação
á
arte
de
cosinha, con
feitaria
e
copa e
geralmenle
ulil
para
uso
de todas
as
famílias
—
Precedido
das
regras
que
se
devem observar
em pôr
a
meza
e
servir
a
ella.
ainda
nos banquetes
de
mais
etiqueta,
e
ampliado
com o
methodo
de
trinchar
e
fazer
conservas,
fatias
douradas,
vulgo,
rabanadas
—
3.
a
edição
muito
augmentada.
Um
volume
de
319
paginas,
com gra
vuras
intercaladas
no
texto,
500
reis bro
chado,
ou
800
reis
com
uma linda
en
cadernação
de
paninho
E
’
ornais
ulil
brinde
que
por
occasião
das
festas do
Natal e
anno
Bom
se
póde
offertar
ás
famílias.
Para
a
mocidade
também
lembramos
o
resumo da
HISTORIA
BÍBLICA
ou
narrativas
do
Velho
e
Novo
Testamento,
pelo
Bispo
do
Pará,
illustrada
com
200
estampas
e
um
mappa
da
Terra
Santa.
Esta
utilissima
publicação, que
explica
com
clareza
todos
os
trechos
da
Bíblia,
está
approvada
por
lodos
os
snrs.
bispos
da
Suissa,
França,
Ilalia,
Brazil,
e
pelo
excm.®
D.
Américo, cardeal
bispo
do
Porto.
E
’ um
elegante
volume
de
290
pagi
nas
nitidamente
impresso
etn
papel
su
perior.
Preço:
Cartonado
400
reis;
encaderna
do
em
paninho
com
o titulo
dourado na
pasta
700
reis;
a
mesma encadernação,
dourado
pela
folha,
10000
rs.
Todas
estas
encadernações
são
de
bo
nito
gosto.
Qualquer
d’
eslas
obras
será
remcllida
pelo
correio,
franco
de porte,
a quem
en
viar
a
sua importância
em
estampilhas
de
25
reis
á
livraria dos
editores
Viuva
Ja-
cintho
Silva
&
C.
*
,
134,
rua
do
Almada,
138,
Porto.
BREVE
COMPENDIO
DE
OKAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADO1TADAS PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas orações
e devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S. Exc.
A Revm.
a
o
Snr.
1).
João
Chrysostomo
d
’Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende
se
em
Braga,
na
lypographia
Lusitana,
rua
Nova n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e Catholica,
de
Lisboa.
Preço—
160
em
brochura, e
240
enca
dernado.
FOLHINHA
ROMANA
Já
se
acha
á
venda
para
o
anno
de
1880;
em
Braga
no escriptorio
da
Typo-
graphia
Lusitana, rua
Nova
n.°
4,
e
em
casa
do snr. Bernardino
José
da
Cruz
Vestimenlaria
Rocha
e Viuva Germano,
rua
do
Souto,
e
na
loja
do snr.
Clemente
José
Fernandes
Carneiro
rua
de
S.
Vi-
ctor,
e
em
todas
as
mais localidades
do
costume:
preço
140
rs.
Nas
mesmas
casas
e
localidades
de
vem
achar-se
opportunamente
as
folhinhas
Bracarenses,
e
Almanach Civil ou de
al
gibeira.
AIIUAZKU B
'
DO
ALTO DOURO
DA CASA
DF VIM. A POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.° 15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de vinhos
engar-
afados:
Vinho tinto
de meza. (sem
garrafa)
150
>
»
»
»
.
190
»
Lagrima .
...................................
200
>
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
240
»
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
o
Malvasia
de
2.
a
.
...
360
»
»
velho
.....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e Moscatel
a
500
>
Roncão
........................................
700
»
Velho
de
1854
....
600
»
a retalho para
meza
60 e
80, o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
lodo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar por
meio
de qualquer
processo
cbymico.
EMPRAZAMENTO
Como
são constanlemente,
por
alguns
meus
collegas
e
notoriamente
pelo
con
traste
do
ouro,
desacreditadas
as
minhas
obras
que
contenham
a
marca particular
de
garantia;
emprazo solemnemente
este
e
aquelles
para
que
apontem
aqui,
ou
no
poder
judicial,
qualquer
objecto,
vendido
depois
de
aberto o
meu
estabelecimento,
que
não
tenha
as
seguintes
condições:—
í.
a
que
o
ouro
exteriormenle
ensaiado
seja
inferior
ao
marcado
pelo
contraste do
Porto;
2.
a
que
o
seu fabrico
esteja
viciado
por
qualquer
fórma.
Dou-lhes
a
minha
palavra
d
’
honra
que,
caso
appareça
algum
íóra
d
’
eslas
condi
ções,
não
apresentarei
para
represália
ou
tros
marcados
pelo contraste: para os
meus
collegas
o
meu fim
não é
este.
Se
lenho
procedido
a
comparações
en
tre
algum
objecto
meu,
desacreditado
pelo
contraste
e
outro
por
elle
marcado;
é
para
não
-
perder o
credito
e
os
fregue-
zes.
Assim
aconteceu
no
dia
20.
—
Vendi
um
objecto
ôcco,
com
a
minha
marca
e
garantia.
A
compradora
foi ao contraste,
o
qual
pezando o
a
389
rs.
a
gramma,
disse:
«Leve o
objecto
a
quem
lh
’o vendeu
e
vá
comprar
a
outra
parte» --Logo
que
isto
suhe,
mandei
por
segunda pessoa
com
prar
um
objecto d
’
igual
natureza,
marcado
pelo
contraste;
convidei
uma
pessoa
de
certa
con-ideração,
e
na sua
presença
e
de mais alguém
foram
derretidos
os
dois
objectos.
Depois
d
’
ensaiados
ficou
o
se
gundo
no
loque
relativo
ao
valor
de
205
reis
a
gramma,
tendo
sido pesado
a
467
reis:
o
meu
ficou
no
dobro
do
valor
e
toque,
sendo
pesado
como
já referi
I
Ficaes
por este
meio
emprazados, de-
tractores do
meu
credito.
Acabemos
com
isto:
ou
eu,
ou vós.
Braga 22
de
dezembro
de
1879.
(2752)
Anlonio Casimiro
da
Costa
JOSE
’
DA
SILVA
FE.\DÃO
Com
loja de fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho—13
Participa
aos
seus
amigos
e fre-
llwil
8
,iezes’
tanto d
esta cidade
como
aírw
d
as
Prov'
[
*
c
*
as
*
l
ue
tem
una
bonito
III
I
e
var
'a
d°
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
10500,
20000
e 20500
reis;
tudo
fazendas modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades,
de
500 rs.
até
801
•;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer obra
que lhe
seja encommendada,
e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
qoando
não
fique
á
vontade
do
fieguez.
(2249)
Fabrica a
vapor
de fundição
de
ferru
e metaes
Travessa de S. João—Braga.
N
’
esta
fabrica,
única
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
pcis
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem obras
de
lodos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos
no Porto
N’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de 5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
avul
sas,
como são:
buxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
alé
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para copia
dores, fuzos
de
novo
systema para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
lodos
os
tamanhos.
Além
d’estas
obras,
que
ha
feito,
toma
encommendas
para
todas que
possam
fazer-se
de
ferro,
aço
ou
metal.
Também
concerta todas
as
obras
d’este
genero
principalmente
bombas
de
poços.
O proprietário
Antonio
Germano Ferreirinba.
Esta
maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
unica
que
não
causa
apertos
d
’
uretra,
curando
todas as
purgações
ainda
as
mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
atlestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de Santa
Cruz—
40
Porto—Cardoso—
Praça
de
D
Pedro
—
•
113.
(2631)
RESPONSÁVEL—
Domingos J. S. Aguiar.
BRAGA,
TYPOGRAPUIA LUSITANA—1880
Parte de Comércio do Minho (O)
