comerciominho_25111879_1014.xml
- conteúdo
-
FOB.KA
RELIGIOSA,
POLITÍCzã
«S NOTICIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Solío-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
7?
ANNO
FP.EÇO DA
JASSIGNATURA
PUBLICAÇÕES
12
mezes,
com estampilha.
.
.
i&GOO
12
mezes,
sem
estampilha.
.
.
l&ôOO
Brazii,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...............................
10
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
.....................................
10
Assignantes,
20
p,
c.
d
’ahatimento
N.°
1:014
■-C
3K.
S
"
3 <1
®
S
a H-G
' H?
a
-c
Toda
a
correspondência
deve
ser remettida,
franca de
porte,
á
administração
do jornal—O
«Commercio
do Minho», rua No
va,
n.u
4.
TERÇA-FEIRA 23
DE
NOVEMBRO
DE
1870
Antiguidade
do lioxnem.
(Continuação;
Silex
telhados.
—
Parece
fóra
de
duvida
que
em um
periodo
remoto, e
sobre
to
dos
os
pontos
do
globo,
assim
sobre
os
antigos
continentes
como
sobre
os
novos,
o
homem
recorra
ao
silex
ou
pedras
si-
liciosas
para
fazer
toda
a
sorte
de
instru
mentos, como
raspadeiras,
ponlas
de fré-
chas
e
de
lanças,
verrumas,
punções,
ma
chados, facas,
martelios,
almofarizes,
pi
lões,
percussores,
etc.
Os
silex,
que
se
encontram
por toda
a
parte,
são
de
Ires
generos:
naturaes
ou
lascados,
simplesmente
talhados
e não
polidos,
e
emiim
talhados
e
polidos.
Os
silex
naturaes
ou
lascados
pelo fogo,
pelo
rai
>,
pelo
choque,
pela
pressão,
por
mil
outros
jógos
da
natureza,
que
não
deno
tam
invencivelmente
um
trabalho
humano,
também
porisso
mesmo
não
accusam
de
modo
algum
a
existência
do
homem
n
’
uma
epocha
remotíssima.
E
como
realmente
são
só
estes
os
que se
encontram
nas
camadas
apparentemente
depostas
no
pro-
prio
logar
e
não
trazidas
de
longe,
em
terrenos
que se
podem
denominar
geolo
giccs.
terciário,
eóceno,
mióceno
ou
pleóce
no,
segue-se
d
’
aqni
que
a
existência do
ho
mem geologico ou
terciaio
não
está
de
modo algum
demonstrada
Os silex talhados,
obras
incontestável
mente
humanas,
são
simultaneamente
pre-
hisloricos,
hisloricos
e
contemporâneos;
portanto não
apresentam
por
si
mesmos,
leslimunhos
de
uma
antiguidade
mais
ou
menos
afastada.
Elles
só
faliam
pelos ja
zigos,
em
que
(oram
encontrados;
e
visto
que
jámais
se teem
descoberto
nas
camadas
incontestavelmente
geológicas,
não
se póde
de
maneira
alguma
considerar
coroo
aífir-
mada
por
elles
a
existência
do homem
nos
tempos
geologicos,
ou
do
homem
fós
sil.
Os
silex
talhados
só
se
encontram
nos
terrenos
de transporte
ou
remechtdos;
ora
porisso
meshio
que
um
terreno
foi
remecbido ou
transportado,
mal
se
póde
exigir
que
o
silex
esconda
no
seti
seio
a
edade
do
homem, que
o
lalhára,
a me
nos
que
se
não
conheça
a
data
em
que
o
mesmo
terreno
fóra
calabreado
ou
tra
zido de
outra
parle.
Em segundo
logar,
os
silex
talhados,
que
se tem
descoberto
a grandes
profun
didades,
em
certos
jazigos,
lambem
n
’ou-
tras
partes
tem
sido
encontrados
á
super
fície
do
sólo,
ou
mesmo
nas
sepulturas
históricas
ou
quasi
históricas,
e
é
evi-
dejite
que
a edade
real
d’
estes
silex,
como
obras
humanas,
é accusada, não
peia
sua
presença
em
profundidades
mais
ou
menos
grandes,
mas
pelas condições
da
soa
presença
á
superfície
do
sólo.
Qnanta
eloquência
n
’este
simples
confronto
feito
por
Mr.
Eugênio
Robert
!
«Em
Pré-
«cy-sur
Oise como
em
Saint-Acheul
nas
«margens
de la
Somme,
ha
profusão
de
«instrumentos
de
pedra
e
de
restos
de
«grandes
pachydertnes,
mas
com a
diffe-
«rença
capital
que
em
Precy
as
pedras
inimortalidade «la alma.
(Conclueã'>)
Diremos
que
a
philosophia
impoz
tão
universal
crença á
humanidade
inteira?
As
metropolis
do
Egypto,
os
tumulos
nas
ruinas
de
Babilónia,
e
Ninive,
as
inscri-
pções
e emblemas
achados
entre
os
es
combros
da
edade
elrusca,
mui
anterio
res
a
Socrales
e
a
Platão,
a
fé
dos
po
vos
grosseiros e
iiliteratos
do
novo mun
do,
descuberlos
no
século
XVI;
as
me-
tamorpiioses
ridículas
e
as
odiosas apo-
theoses
dos
povos
do
Norte
e do
Meio-
dia.
meras
desnaturalisações
do
dogma
primitivo;
as mesmas Athenas
e
Roma,
que ora
declaram
inimigos
do
Estado
os
que
negam
a
vida
futura,
ora
divinisam
os
seus cezares,
preferindo
abrir os
ceos
aos
monstros
antes
que
negar
a
vida
eterna, mostram
que
a
immortalidade
é
anterior
á
philosophia;
que
subsiste
ape
sar
dos
sophistas
e
dos
idolatras; que é
instinctiva
na
humanidade;
que
nenhuma
auctoridade
a
impõe;
que
se
impõe
pelo
sentimento
intimo
da
verdade. Será
fructo
das
paixões extraviadas,
que
hajim
acre
ditado
a
immortalidade
entre
os
homens?
O
que
estremece
o
soberbo
no
seu
trium
pho
é
a
ideia de
que,
arrojado
um
dia
!
do
seu
carro
faustuoso,
os
pobres
e
os
i
pequenos,
víetimas do
seu
luxo
e
oppres-
I
são,
o
emprazarão deante
de
Deus, cla-
!
mando
coro toda
a
fôrça
da sua
miséria:
'Justiça,
Senhor,
justiça!...
O
que
faz
i
empallidecer
o
avaro,
homem-metal,
é
o
pensamento
do
tribunal, onde
o
arren-
!
dador
e o
creado,
desvelando
as
suas
ra
;
pinas,
dirão:
Justiça,
Senhor,
justiça
!
•O que
teme
o
vingativo
empenhado
era
espesinhar
o
seu
inimigo,
são
as
repre
sálias
do
outro mundo. O
que
faz
tre
mer
o
voluptuoso
é
a
exhibição
no
mun
do
todo
dos
devaneios
da
sua
juventu
de,
dos
excessos
da sua
edade
madura
ou
da
sua
cynica
ancianidade;
longe
de
i
acreditar
um
dogma que as
contradiz,
o
í
que
quizerain.
era summa,
as
paixões
é
aniquilal-o.
Quão
arraigado
se
achará
na
humanidade
quando
resiste
ás
paixões
1
Seria
resulta
io
da
expeóencia
?
Os
sen
tidos
incapazes
de
ver
o
espiritual, apre
sentam-nos
a
morte
em
toda
a
parte,
e
nunca
a
immortalidade.
Sem
embargo
a
humanidade
preclama
a
vida
futura. Ha
seis
mil
anuos
que
ao
enterrar
ura
ca
daver
só vê uma
ruína,
uma
machina
que
se
desmorona.
Ha
seis mil
annos
que
as
mães
que sobrevivem
a
seus
fi
lhos
exclamam
no
fundo
do
seu
alancea-
do
coração:
Meus
filhos
vivem,
são
im-
m/rlaes,
escutam
me.
Emquanto
a
be>ta,
passadas
as
necessidades
da infancia,
não
se
occupa
de
seus
pies,
nem
allenta
nos
seus
cadavere*.
o
homem
reude
aos
res
tos
de
seus
similhantes
honras
saneias,
que
não
se
limitam
á
carne
e ao
sangue,
estendendo
se
â amisade,
ao reconheci
mento,
ás
simples
conveniências
sociaes.
Os
cortejos
fúnebres
que
acompanham
os
restos
morlaes
do visinho,
e
se
inclinam
respeilosaraenle
ante
o
seu
tumulo,
em
quanto
o orador
pronuncia
discursos
lau-
datorios,
que
induzem
os
circumslanles
á
virtude,
referem-se
á alma
immortal.
Dir-se-ia
que
se
sente palpitar
o
coração
debaixo
de
pano
mortuário
comquanto
só
se
vejam
ruínas e
miasmas
As
multidões,
ajoelhadas no
dia
dos
fieis
defunctos
com
a fronte
descoberta
ante
o
monumento d
’
um
heroe,
onde
depo
sitam
côroas
e
perpetuas,
querem
dizer
aos
que
foram:
«Varões
preclaros,
louvor;
lá
da
patria
que
habitaes,
dirigi
olhares
benevolos
aos
que
ainda
vivemos
dester
rados
na
lerra,
esperando
unir-nos
a
vós
«trabalhadas acham
se
sómente
á
super-
«ficie
da
terra
e
os
fosseis
mais no (un
ido,
ao
passo
que
em Saint
Acheul
as
«pedras
jazem a
uma
profundara
mais
ou
«menos
grandes,
algumas
vezes
mestno
a
«baixo
dos
ossos
fosseis».
Ura
outro
caracler, que
vicia,
ou
pelo
menos
que attenúa o
lestiinunho
das
pe
dras
talhadas
e
das obras
humanas
em
geral,
em
favor de
uma
antiguidade
fa
bulosa,
é
que ellas são
muitas
vezes
fal
sas,
já
absolulamente
por
haverem
sido
fabricadas
recentemente,
já
por
serem
in
troduzidas
em
jazigos,
a
que
eram
extra-
nhas.
Disto se
citam
numerosos
exem
plos.
Além
de que,
quasi por toda
a
parte
onde tem
sido descobertos, os
silex
talhados
estão
quasi sempre misturados
com
obras
humanas
mais
recentes,
histó
ricas
ou
quasi
históricas,
com fragmentos
de
vasos
e
até
cora
vasos
inteiros
de
bar
ro,
cora
instrumentos
de
bronze
e
de
ferro,
com
medalhas,
com
moedas
etc.
Ora
não
é
o
objeclo
antigo
que
póde
fa
zer
velho
o
objecto
recente;
pelo
contra
rio
é
este
que
remóça, por
assim
dizer,
o
objecto,
em
que se
pretendia
falsamenle
encontrar
uma testimunha de altíssima
antiguidade.
Os
silex
talhados
são
pois
hisloricos
ou
quasi
históricos, porisso
mes
mo
que
são
contemporâneos
de
objectos
reconhecida
mente
históricos.
Monumentos
de
pedra
não
talhada
D>1-
mins, men-hirs,
ou pedras levantadas,
cromlechs,
alêas-coberlas,
tumulos
etc.—
To
dos
estes monumentos
megalithicos
leem os
seus
idênticos
na
Biblia.
El
:
es
affirmam
a unidade
de
origem
e
a
apparição
re
cente
do
homem
sobre
a
lerra,
e
são
um
proteslo
eloquente
contra
o
polygenismo,
por
uma parle,
e
por
outra
contra
a
dou
trina
absurda
da
antiguidade
indefinida.
Não
são
esses
monumentos sómenle
pre-
historicos
e
históricos;
são
mesmo
con
temporâneos.
A
cem
kilometros
de
Cal-
cultá
encontrou
se
uma
tribu semi-selva-
getn
—os
Khasianos
-que
construem
habi
tualmente,
soo
o
nome
de
dolmins,
de
menhirs,
etc.,
monumentos
inteiramente
similhantes
aos
monumentos megalithicos
da Europa
e
da
Af
ica.
Obras d
’
arte
prehisloricas,
gravuras,
esculpluras,
desenhos,
etc.
—
O
sabio
col-
leccionador
suisso,
Mr.
Desor,
alfirma
que,
consoante
os seus
conhecimentos,
não
se
atreveria
a attribuir
uma
figura
qualquer
á
edade
de
bronze,
e
por
maioria de ra
zão
á
edade
de
pedra
polida
ou talhada
I
As obras d’
arte
achadas nas
cavernas
e
n’
outros
sities,
algumas
das
quaes
são
obscenas
(e
a obscenidade
suppõe
uma
civilisação
adiantada)
não
são
por
fórrna
alguma
aulhenlicas
Não
podiam
ellas ler
sido
feitas
nas
profundezas
da
tftrra;
logo
são também
a
seu
turno objectos
condu
zidos
ou
de
transporte.
Se
se tratasse
de
outra
qualquer
questão,
sem
relação com
a Revelação,
attender-se-ia
á voz
do
bom
senso,
e
não
se
hesitaria
em
admittir
que
estas
obras
de
arte
são mais
recen
tes
que
os
fragmentos
de
olaria
grosseira,
mui
proxitnos
já
ás
edades
históricas;
e
partir-se-ia
d
’esla
certeza
adquirida
para
se
concluir
pela formação
recente
do
de
posito
das
cavernas
e
pela
mistura
elfe-
ctivamenle
accidental
e
muito
posterior
d
’
estas
obras
d’
arte
com os
restos
d
’
ani-
maes
ou
com os
restos
do
homem e
da
industria
humana.
Versão
de
d
.
m
.
s
.
(C.antinúa)
para
sempre».
Que
veneração
infunde
um
cemiterio!
Quantas
esperanças
pendem
das
suas
arvores
sombrias
comquanto
sempre
verdes!
Como
faliam da vida
futura as
columnas
de
mármore
e
granito,
as
flo
res
entreteridas
pelo amor,
as
inscripções
dictadas
pela
gratidão,
as
abobadas
frias,
onde
a
luz
penetra
escassa, qual
debil
reflexo
da aura
immortal!
Oh!
E
’
inútil
que
se
fatiguem
os
materialistas;
ainda
que
convertessem
o
mundo
todo
em
vasto
cemiterio,
a
humanidade
inteira,
civilizada
e
barbara,
apesar
dos
sentidos,
que só
veem a
morte,
e
das
paixões,
tão
inte
ressadas
em
supprirnir
a
vida
futura
an
tes
e
depois da
philosophia,
exclamaria:
A
alma,
creada
por
Deus,
simples,
com
aspirações
infinitas
de
verdade
e justiça,
é immortal.
Tao
impossível
é,
sophistas,
arrancar-nos
a
fé
futura,
como
o
pensa
mento
de
nossa
mênte,
o
sentimento de
nosso
coração,
a
palavra
de
nossa
bocca.
Em
conclusão:
quem
são
os que
ne
gam
a
vida
futura,
e
quem os
que a
proclamara?
Os
avaros,
os
adúlteros,
os
hypocrilas,
os impios,
os que
traficam
com
o
suor
do
povo
e
o
sangue
das na
ções;
os
Cain,
que
matara
a
seu
irmão
Abel;
os Judas,
que
vendem
a
Deus;
os
Neros,
que
enterram
o
punhal
no seio
de
sua
mãe,
são
os que
querem o
nada.
Os
heroes,
pelo
contrario,
os
soldados
mortos
na
def
za
da
patria,
os
martyres
cravados
na
cruz, os
justos
vendidos,
as
mães,
immolalas
por
seus
filhos,
as
vir
gens
da
caridade,
os
sábios,
os
génios,
os
Abel
e
os
Noé,
os
Abraham
e
os
Moysés, os David
e
os
Macabeos.
os
Pe
dros e
os
Paulos,
os
Estevam
e
os
Igna-
cios,
os
Basilios
e
os
Agostinhos,
os
Bentos
e
os Bernardos,
as
Ignez e
as
Therezas,
em
representação
dos
aposto
las,
dos
martyres,
dos
confessores,
dos
monges
e
virgens,
proclamam
a
immor
talidade.
Senhor:
qual
voto
sanccionarás?
O
dos
lyrannos,
ou
o
das
viclimas?
O
dos
déspotas
monstruosos,
ou
o
dos
heroes
beneíicos?
Oh!
O
primeiro
é
incompatível
com
a
tua
perfeição, e
opposto
ao
que
dizem
a razão,
a
fé. a
moral e
a
huma
nidade
judiciosa.
Cremos,
em
virtude
de
isso,
que
Tu,
Deus
dos
vivos,
e
não
dos
mortos, saciarás
a
fome de
felicidade
de
nossa alma
immortal,
e
repararás
todas
as injustiças
n
’
mn
mundo melhor,
depois
do
juizo contrario
ao
impio
e
favoravel
ao
virtuoso.
UURONICA ESTRANGEIRA
Não faz
mister
muita
perspicácia
para
coinprehender
que
a
situação
da
Europa
não
tem
nada
de
animadora.
A Europa
vive
n
’uma
ordem
mera
mente
superficial,
e
um
rumor
qualquer,
uma
parte
lelegraphica, basta
para
pro
duzir o
pânico
rnais
grave
e
inverosímil.
■Assim succedeu
na
França,
onde
a
Bolsa
baixa
de
repente
em
proporções
extraordinárias.
Esta
baixa
explicou-se
primeiro
por
ma
nejos
d
’
uns
tantos
especuladores,
e
ulli-
mamente
se
viu claro que
ella
obedecia
a
noticias
políticas
chegadas
do
estran
geiro.
Quaes
sejam
estas, bem
pódem su
speitar os leitores.
Não
se
tracta
da
questão
do
Oientè,
nem
da
rivalidade
entre
a
Inglaierra
e
a
Rússia,
nem
da
questão
da
Asia
Menor;
tracta-se
pura
e simplesmente
de
que
a
França
chegou
a
comprehender
que
a
al-
liança
germano
austríaca
tem
em
definili-
Jva
por
objecto
facilitar
a aeção
do
snr.
Incêndio
que dura
In» dois an
nos
—
Um
incêndio
subterrâneo
que
ha
dois
annos
se
propaga
ao
fundo
da
hu-
Iheira
Butler,
na Pensylvania,
attingiu de
algum
tempo
a
esta
parte
um
augmenlo
extraordinário
de aclividade.
A
conflagra
ção
abraça
hoje
urna extensão de dez
geiras
de
anlhracita. Os
operários
conti
nuam
trabalhando
por
baixo
do
foco
do
incêndio,
e,
bem
que separados por
uma
espessura
de
setenta
pés
de
rocha,
o
ca
lor
é
já insupportavel.
Uma
pobre
mulher,
expulsa de
Pillston
em
princípios
de
1817,
installou-se
em
urna
gruta
dos
arredores
da
cidade. N’
ella
fazia lume
para cosinhar
a
sua
frugal
co
mida.
Uma
noite
foi acordada
em
sobre-
salto
p>r
um
clarão
vivíssimo,
e,
vendo
que
ardia
a
cova
de
todo
um
lado,
fu
giu.
Até
ao
mez
de
junho
não
se
desco
briu
o
incêndio,
e,
n
’
aquella
data,
era
já
impossível
extinguil-o.
Actualmente,
o
fogo
ameaça
communicar
se
á
própria
Pen
sylvania,
e
já
não
é
facil
evitar a sua
destruição,
por causa do
esbrazeamento
que
lhe
devora
as
entranhas.
I.yc<»u de Coimbra.
—
A
aula
de
mathematica
elementar,
no
lyceu
de
Coim
bra,
está fechada, por
não
haver
alumnos
matriculados.
Horrãvei.
—
Escrevem
de
Alvaiazere,
que no
dia
14,
pelas
3
horas
da
tarde,
no
logar
da
Eira da
Pedra,
freguezia
de
Maçãs
de
Caminho.
d
’
aquelle
concelho,
deu-se
um
caso tristíssimo.
Na
occasião
em
que
Maria
Felizarda,
mulher
de
Manoel
Simões,
estava
deitan
do
grão n
’
um
moinho
de
vento,
enleou-
se
o
sacco
ao
varão da
mó,
e
indo
ella
para
o
retirar,
ficou-lhe
preso
o
braço
esquerdo,
sendo-lhe
decepada a
mão,
que
saltou
para
a
moenga,
e
descarnado
o
braço,
ficando
apenas
com
os
ossos
e
os
tendões.
Tolo
o
facto
da
cintura
para
cima
ficou
enrolada
ao
varão.
Se
a
pobre
mu
lher
não
succumbiu
logo,
deve
se
a
ter-
se
partido a moenga
e cair
o
milho para
olha!
do moinho,
fazendo-o
parar.
A
des
graçada
ficou em estado
gravíssimo
e
ia
ser
conduzida
para
o hospital
de S.
José,
afim
de
lhe
amptuarem
o
braço.
E
’
pobre
e
tem
tres
creancinhas.
Conversa».
—
Lêmos
na
«Cruz»,
de
Goa:
No
dia
29
do
mez
lindo,
achando-se
extenuada
de
fome
n
’
uma
das ruas
da
villa
de Bardez
uma
mulhei
gentia,
e reconhe
cendo
estar
proximo
o
termo
da
sua
vida,
pediu
as
aguas
do
baprismo,
que
efleeli
vamente’foram
administradas
pelo digníssi
mo
professor
de
ensino
primário
do 2.°
grau
o
snr
José
Ignacio
Roque
de
S.
Joaquim
Rebello.
Poucas
horas
depois
veio
a
fallécer
a biplisada,
nas
casas
do
albergue,
ganhando
a
mansão
dos
justos.
ftteeeiti»
par» experimentar.—
Experiência
que
lembramos para
as
se
menteiras
da
primavera.
Não
será neces
sário
mais
que
meia
duzia
de
cabeças
de
alho.
Ha
certos
hortelõe.s
que
gabam
muito a
efficacia
do
alho,
como
meio
de
afugentar
os
insectos
e
os
pequenos
ani-
t.oaes
que
fazem
destroços
nas
hortas.
Temos
motivos
para
acreditar
que
elles
léem
razão.
Esmagam
se
algumas
cabeças
de alho,
deita-se
agua
sobre
a massa e
mexe
se
bem,
afim
de
communicar ao
liquido
o
sabor
forte
e
o
cheiro penetrante
do
alho.
Feito
isto,
mergulham-se
na
mistura
as
sementes
que
léem
de
ser
empregadas,
deixando-as
demolhar
durante
seis
ho
ras.
E’
receita
para
experimentar
e
par-
ticularmeute
recommendavel
para
quem
tiver
empenho
de
livrar
as
sementeiras
de
ervilha
e
fava
do
dente
do
arganaz,
ou
do
bico
de
pega,
que
não
faz
grande
reparo
em
desenierral-as.
Jornttl de
Viagens.
—
O
n.°
26
d’
este
formosíssimo
semanario
contém
o
seguinte:
Texto:
As
grandes
caças:
Os
caçado
res
de
aguias
no
Alto
Minho
== Historia
dos
Piratas, Corsários
e
Negreiros=Es-
ludos
geographicos:
Os
Aleútos=Tragedias
do
Mar
= A
venturas
de
Terra
e Mar:
O
Vulcão
nos
Gelos=-Viagens
ás Cidades
dos
Mortos:
Herculanum=«
Estudos
geographi
cos:
Os
Estados-Unidos
da
America=Via-
gens
Celebres:
As
regiões
Polares.
Chronica:
Stanley
no
Congo
=
O
ca
minho
de
ferro
isthmico
—
Colonias
hollan-
dezas
na
India=»A
calçada
dos
gigantes
=A
estatua
de
Cook=População
da
Tur-
quia=Casas
de
carlão=A
hulha
na
China
=Ascensão
do
Monte-Branco.
Illustrações:
As
grandes
caças:
Os
ca
çadores
de
aguias
no
Alto
Minho-=Histo-
<1e
Bismark
no
(lia
em
que
convenha
vol
tar
a
Paris á
frente
de
seus hulanos.
í-
lsto,
que
é
evidente,
alarmou
os
fran-
cezes. que, se
bem confiam
em
a
nobre
e
cavalheirosa
aclilude
do
czar,
e
nas
sym-
pathias
do
gran-dtijue
herdeiro,
compre-
tiendem
que
entre
a
alliança
austro-ger-
manica
e
o
império
russo
existem
relações
creadas
por
interesses
communs
e
analo-
ga
maneira
de
considerar
a
questão
so
cial.
O
acreditado
diário «La
Fé»
conclue:
Os
francezes deviam convencer-se
de
que
só o illustre
Conde
de
Chambord
é
que
póde
proporcionar
á
França
allian
ças
efficazes
e
converter
em
proveito
pro-
prio
a
amizade
dos
tres
imperadores.
Um
despacho
lelegraohico annunciou
não
ha
muito
que
o
ministro da
fazen
da
de
Dinamarca
se
havia
demitlido,
ale-
morisado
pela ideia
de que
a
Rússia
tra-
ctava
de
se
apoderar
d
’
aquella
nação.
Os
que então
deram esta noticia
con-
veem
agora
em
que
é
a
Prussia,
e
não
a
Rússia,
a
que
abriga
planos
invasores
a respeito
do
reino
dinamarquez.
E,
com
effeito.
póde assegurar-se que as
conse
quências
da
primeira
guerra que
estalle,
hão
de
ser
fataes
para
a
Dinamarca.
—
O Summo
Pontífice
occupa-se
na
redacção
do
documento
apostolico
que,
sob
fórma
de
Encyclica,
ou
de
Allocu-
ção, ha
de
publicar-se
em
breve.
Este
documento
dirigir-se-ha
a
demonstrar
a
necessidade
da
harmonia entre
a
Egreja
e
o
poder
civil,
e
fazer
vêr
o auxilio
que
a
Egreja
póde
dar-lhe
para
bem
do
ge-
nero
humano
nas actuaes
desordens
mo-
raes
que
affligetn
a
sociedade.
Diz-se
que á
publicação
d
’esle docu
mento.
se
seguirão
actos
pontifícios,
en
caminhados
ao
mesmo
proposito.
—Ha
oito
ou
dez
mezes
surgiu
diante
de
Sdistria
um
conílicto
gravíssimo
entre
as
tropas
russas
e as roumanas
que
com
bateram
juntas
em
Plewna.
por
causa
da
posse
<io
reducto
de
Arab Tabiah.
Pretendiam
os
russos
que a linha
di
visória entre a
Bulgaria
e
a Bessarabia
devia
passar ao ésle
d
’aquella
posição,
ficando
comprehendida,
poi
tanto,
na
Bul
garia.
Os
roumanos,
que
occupavam
o
reducto,
não
queriam
entregai o.
Depois
de
varias
conferencias
um
tanto
desabridas,
concordou-se
em
levar
a
que
stão
perante
uma
commissão
lechíiica
para
que apresentasse
um relatório
motivado.
Esta commissão,
composta
de
delegados
das
potências
sigualarias
do
tratado
de
Berlim
terminou
jt
(im
trabalho
decidin
do a
questão
em
favor
da
Roumania.
D
’
este
modo
ficará
cumprido
um
dos
últimos
artigos
do
tratado
de
Berlim,
que
ainda
não
o
havia sido.
—
A
sessão
das
camiras
servias
foi
aberta
soiemnemente
em
Nisch.
O
discurso
do
príncipe
Milan
allude
As
boas
relações entre o
seu
governo
e
todas
as
potências
estrangeiras,
e
diz
que
os
convénios
commerciaes
foram ultima-
dcs
com
a
maioria
d
’
entre
ellas.
Além
d
’
est.1 passagem, nada contém
o
discurso
de saliente.
—O
decreto do
khédiva,
definindo
os
poderes
dos
fiscaes
geraes
inglezes
e
fran
cezes
no Egypto, decreto
que
foi
assigna-
do
no
dia
15
do
corrente,
modifica
nm
pouco as
propostas
originaes
da
Ingla
terra
e
da
França.
Aquelle documento
auctorisa
mrs.
Ba-
ring
e
Debftgnières a
fazer
um inquérito
mais
extenso
ácerca
da
administração
fi
nanceira
do
Egypto,
e
concede-lhes
voto
deliberativo
no
concelho
de
ministros.
Mrs.
Baring
e
Deblignières
só
lerão
dois
votes
no
gabinete;
a
sua
influencia
será,
pois, quasi
que
nulla, porque
as suas
propostas
não
se
imporão
ao
governo
do
khediva
Levantára-se
a
questão
de
se
lhes
dar
duplo
suflragio,
o
que
teria
si
do
uma
apreciável
vantagem. Todavia,
é
preciso esperar,
para
vermos
os
fiscaes
proceder,
e
então
se
julgará
da
efficacia
da
liscalisação
e
das
novas
condições
em
que
vae
ser
exercida.
GAZETILHA
Fuga de prezo.—
Em a
noite
de
quinta-feira
passada
evadiu
se
da enferma
ria
do
Hospital
de
S.
Marcos
um
prezo,
que
estava
condemnado
a
degredo
per
petuo.
Conseguiu serrar
uma
grade
e
fugir
pelo
lado
do
antigo
cemiterio.
Obíto.—
Falleceu
em
Coimbra
o
snr.
dr.
Raymundo
Venancio
Rodrigues, decano
da
Faculdade
de
Mathematica.
ria
dos Piratas:
Execuções
no
reinado
do
dey
Ali-Kadjia
=
Viagens
ás cidades
dos
mortos: O
templo
de Venus=Viagens Ce
lebres:
Restos
da
expedição
de
Franklin.
Cr anile roubo.—
No celebre
banco
Europeu, de que
era
director
mr.
Philip-
part, estabelecido
em
Paris na
Avenida
da
Opera,
foi
commettido
um
roubo de 300:000
francos
(cincoenta
e quatro
contos
de
reis).
Antiguidades.
—
A
escola
franceza
de
Athenas mandou
recentemenle
proce
der
a
pesquizas
em
Olympia,
destinadas
ao
descobrimento
das antiguidades,
cuja
presença
fôra
revelada
por
certos
indí
cios.
Estas
pesquizas
haviam
sido
interrom
pidas
por
circumstancias
locaes; foram
ago
ra
continuadas
e
deram
já
os
seguintes
resultados:
Encoutrou-se
a
cabeça
do
menino
ajoe
lhado
da
pyramide
oriental,
depois uma
cabeça
de
Titus,
que
dtz
com
a
estatua
do imperador
anteriormente
achada;
final
mente
uma
estatua
da
Fortuna.
O
exercito austro
húngaro.—
Dos
872:616
homens
que
compõem
o
exercito
austro
hunraro,
273
por 1:000
são alie-
mães,
177
são
magyares,
470
são
slavos
d
’
estes
191
tcheques,
moravios
e
slova
cos,
90
rulhenos,
76
polacos,
47
croa
tas, 36
slovenos.
31
servios),
71
são
rou
manos,
9
são
italianos.
Os
allemães
são
os
mais numerosos
na artilheria, os
menos
numerosos na
ca
vallaria.
Os
magyares
abundam
especialmente
na
cavallaria
e
na infanleria
ligeira.
O
tcheques
preferem
a
engenheria
e
a
cavallaria.
Os
polacos
servem
de
preferencia
na
cavallaria.
Os
rulhenos
alistam
se
principalmte na
cavallaria
e no
corpo
dos
artífices.
O
conhecimento
da
lingua tcheque está
muito
espalhado
entre
os
ofliciaes
da
ar-
lilheria
e
do
trem
das bagagens.
O
do
polaco
e
do
magyar
entre
os
ofliciaes
de
artilheria.
O
do
sloveno
no
corpo
de
caçado
res.
O
do
fraticez no estado
maior
e
en
genheria.
O
conhecimento
do
sloveno e
do
ru
ma
no está proporcional mente menos
es
palhado
no
estado
maior
que
no
resto
do
exercito.
Curiosidade.—
Assim
como
das
let
lras do
alphabeto
uma
das
mais impor
tantes
é
a
vogal
e,
o
numero
».
é
dos
algarismos
mais
valiosos
nos
cálculos,
co
mo
trataremos
de
demonstrar.
Escolha-se
por
exemplo
quatro
algari
smos
—
1,
2,
3e
4, e deixando-se
espaço
pa
ra cinco
fileiras
de
numeros,
o
resultado
da
addição
deve
ser
o
seguinte
21:232,
como
provaremos.
Os
algarismos
escolhidos
são
12
3
4
em
seguida
faz-se
um risco,
deixando
o
e>paço
necessário,
e
escreve-se
21:232;
em
seguida
manda-se
escolher
qualquer
outros
algarismos,
como 6:743,
e
por
bai
xo
d
’este,
devemos
pôr
3:256
para
que
estes
dois
numeros
prefaçam
9:999;
em
seguida
manda-se escolher
outros
algari
smos—5:514,
e
por
baixo
d
’
estes
colloca
remos
4:455,
de
modo
que
outra
vez
leremos
9:999,
e
o
resultado
será
o
se
guinte:
1234
6743
3256
5544
4455
21:232
De
modo
que
se
adivinha
o resultado
d
’
anlemão,
deduzindo
do
ultimo
numero
um
2
e
collocando
o
diante
do
primeiro
algarismo.
Por
exemplo
dão-nos
os
qua
tro
numeros
6:735,
e
o
resultado
deve
ser
26:733;
mas
se
o
ultimo
numero
fôr
uma cifra
como
6:730,
o
resultado será
26:738,
e
para
obtermos
este
resultado
só
temos
que
accrescentar
mais
1
na
se
gunda
linha
d
’onde
principiamos
a contar,
como
se
segue:
6730
3333
6676
4444
5655
26:738
nr»
=»
<r
—
»
O
que
acaba de
lêr-se
vem no
«Jor
nal
do
Porto».
Peça
Armstrong
de IO polega
da».
—
Segundo
alguns
jornaes
estran
geiros,
obtiveram-se
resultados muito im
portantes
nas
experiencias
em
Eswick
com
a
peça
de
10
polegadas,
25
cjm,
4,
e
que
peza
menos
de
20
toneladas.
Lançou
esta
peça
projectis
de
136
kilogrammas
com
a
velocidade
inicial
de 643
metros
por
segundo,
o
que
dá
uma
força
viva
total
de
2:868 toneladas-metros,
e
uma pene
tração
no
ferro
de
499 melimetros.
Tremor
de
terra.
—
O
tremor
de
terra
que
no mez
de
julho
leve
logar
em Kanson, na
China,
durou
onze dias,
succumbindo
umas
300
pessoas
nas
ruí
nas
das
casas.
Todos
os
sobreviventes
ti
veram
de bivacar nos
campos
circumvisi-
nhos.
Jornal
ilaa llaina».—
Publicou-se
o
n.°
155,
pertencente
ao
mez
do
outu
bro,
contendo
figurinos
illuminados
das
ultimas
modas
de
Paris,
para
senhoras
e
meninas, e
alternadamente
debuxos
para
bordar
e
moldes
para
cortar
fato,
descri-
pção
de
differenles
toilettes
de
vestidos,
chapéus,
penteados,
etc.
Quem
assignar
pelo
presente
semestre
—julho
a
dezembro
—
paga l$500
reis,
e
recebe
grátis
lodos
os
numeros
publicados
desde
janeiro a
junho.
Recebem-se
assignaturas
em
Lisboa
na
livraria
do
editor
Joaquim
José
Borlalo,
Travessa
da
Vicioria,
42,
1.°
andar,
è
no
Porto,
Coimbra,
ilha
de
S.
Miguel,
Braga,
Beja
etc.
nas
principaes
livrarias.
As
pessoas
das províncias
podem re-
metter
esta
importância
em estampilhas
ou valles
do
correio
ao
editor.
Contingente
para
a
armada.—
O
«Diário
do
Governo»
publicou
o
de
creto
e
tabella
respectiva
á
distribuição
do
supprimento
de
300
recrutas
marítimos
por
conta
do
respectivo
contingente
do
anno
de
1878.
Eis
a
distribuição
proporcional
por dis-
trictos:
Aveiro
18,
Beja
9,
Braga
22,
Bragan
ça
11,
Castello
Branco
11,
Coimbra
20,
Evora
7,
Faro
12
Guarda
15,
Leiria
13,
Lisboa
31,
Portalegre
7.
Porto
29,
San
tarém
14,
Vtanna
14,
Villa
Real
15,
Vi-
zeu
26,
Funchal
8,
Angra
5,
Horta
5,
Ponta
Delgada 8.
Comanercio
torpe.—
Do
«Jornal
do
Commercio»,
do
Rio
de
Janeiro,
exlra-
ctamos o
seguinte:
«Em
vista
da
resolução
do
poder
exe
cutivo,
a
pedido
do snr. desembargador
Pindahyba
de
Mattos,
foi
resolvida
a
de
portação
dos
estrangeiros que
n
’esla
còrle
traficavam
com
mulheres.
Obtida
essa auctorisação,
o dr.
chefe
de policia
mandou
pôr em
custodia
os
indivíduos,
implicados
no
l.°
e
2.° in
quéritos
a
que
procedeu
o
dr.
Felix
da
Gosta,
3.°
delegado,
e
infimal-os
para,
no
prazo
de cinco
dias,
deixarem
este
paiz,
sob
as
penas
da lei,
podendo cada
utn d
’
elles
constituir
procuradores
para
seus
negocios.
Eslão
recolhidos
á
casa
de
detenção
os seguintes
indivíduos
que
já
receberam
essa intimação;
Marco
Schonner,
conhe
cido
por
Morilz
Schonner.
Herman
Gel-
tell,
conhecido
por
Herman
Tibre,
David
Ulleur,
conhecido
por
Moritz
Silberman,
Marco
Weinbach,
Tebel
Silbernstein,
co
nhecido
por
Moysés
Redam,
Moriz
Esem-
berg,
conhecido
por
Moritz
John
Font,
Adolpho
Bernstein, Tobias
Saphir,
Her
man E
isher
que
deu
o
nome
de
Fischer
Fischer
Misbach,
G.
Baum,
Marco Schwarlz,
Herman
Feital,
Marco
Freeman,
Pedro
Ausier,
Carlos
Berdowtz
e
Abraham
Ro-
bins.
Sugpenaão.
—
O
«Partido
do
Povo»,
orgão
republico,
suspendeu
a
sua
publi
cação
■lustiça
republieana.—
Lê
se
no
«Moniteur
universel»:
«Mgr.
Longénieux,
Arcebispo
de
Reiras,
tinha
cedido,
quasi
de
graça,
uma por
ção
de
terreno
á
cidade
de
Paris,
na
rua
Serven,
com
a
condição
expressa
de
n
’
elle
construir
uma
escola
dos
Irmãos,
e de
que
este
caracler
fosse
para
sem
pre
conservado.
A
cidade
de Paris ac-
ceitara
o
terreno,
e
n
’
elle
fizera
construir
a
mencionada escola
dos
Irmãos;
e
agora
o
snr.
prefeito
do Seine,
seduzido
pelo
exemplo
do
de
Gard,
expulsou
os
Irmãos
da
escola
da
rua
Servan
para n
’
ella
man
dar
estabelecer
os
instituidores
leigos.
«E'
ainda
como
se
vê,
uma
applica-
cação
do axioma
de
Proudhon:
A
proprie
dade
é
um
roubo;
M. H.,
só
expulsa
os
Irmãos
da
rua
de
Servan,
desprezando
um contrato livremente
acceite
pela
ci
dade.
Qual
o
nome que
se
deve
dar
a
este
aviltamento
e
desprezo
das
regras
mais elementares
do
direito
civil»?
Milagre.
—
E
tão profundo o
vácuo
em
que
se
agita
a
moderna
sociedade,
qua não
pó le
comprehender-se
a
sua
du
ração
senão
por
um
verdadeiro
milagre.
(h
que
negam
as maravilhas com
Deus
se
manifestava
aos
homens
primitivos,
os
que
se
riem
dos milagres, acreditando,
porém,
ás
cegas
os
enganos
irrisórios
do
espiritismo
e
das
sciencias
occulias, de
vem
abrir
os
olhos
da
alma
para
a
con
templação
d’
este
providencial
phenomeno.
Quem
é
qoe viu
nunca um
edifício
sem
os
cimentos
que
lhes
sejam
base
e
o
que
conservam
erecto?
E,
não
obstan
te
ao
edifício
social
em
que
vivemos
falta
o
mais
solido
o
mais indispensável
dos
seus
alicerces.
Uma
sociedade
quasi
exhausta
da
fé-
religiosa,
que
só
caminha
como
que
en
volta
no turbilhão
do mal,
como uma
ma-
china
abandonada
a
toda
a
força
do
va
por,
sem
guia
nem freio, por
escabroso
e
inclinado
terreno,
porque
não
se
preci
pita?
quem
a
delem
no
resvalar do
abys-
mo,
senão
a
mão
de
Deus
que
lhe
diz;
—
«Não
cairás
porque
és
obra
minha,
e
eu
te
salvarei,
ainda
a
leu
pesara?
Póde
haver
mais claro
e
patente mi
lagre?
—
(Trad. de
cast.
—
tLos
Ninosjt.
Os
effeitoa
das geadas.—A
gea
da
faz
bem
e
faz
mal
aos
cultivadores.
Levanta
as
terras
húmidas
e
descalça as
plantas;
arruina
as
regadeiras
e
as
val
ias;
desorganisa
as
plantas.
E
’
tanto
mais
de
temer
quanto
mais serôdia.
Todos
os
lavradores
a
temem,
muito
mais
nos
me
zes
de março
e
abril
do
que
nos mezes
de
dezembro
e
janeiro.
Quando
ella
chega
em
boa sazão e
gradualmente
sobre
uma
terra
quasi
sec-
ca,
faz-nos
bons
serviços,
dividindo
os
torrões,
e melhorando
a
terra
nova
tra
zida
para a
superfície
com
os
bons
alqnei-
vesdo outomno.
Dir-vos-hão
talvez
que
a
geada
des-
troe
os
insectos
nocivos.
E’ peta.
Os in-
sectos
presentem
os
rigores
da
estação
e
sabem
acaulellar-se
a
tempo
dos rigores
do
frio.
Sabem
optimamente
fugir
á
geada,
es
condendo
se
debaixo
de
bons
abrigos, ou
entrando
pela
terra
dentro.
Ítíniversiiri» da Primeiro de
Dezembro de
—
Ao poblieo
braearense. —
A
classe
académica
reu
niu
se
no
dia
28 do
passado,
afim
de
nomearem
uma commissão,
escolhida en-
re
os
proorios
académicos,
para
promo-
tver
os festejos annuaes
do
1.®
de
De
zembro.
Nós,
abaixo nomeados,
membros
da
mesma
commissão,
uni
los
com
uma só
vontade
e
desejando
abrilhantar
uma
festa
que
é
e
deve
ser
d
’
um paiz
inteiro,
vi
mos por este
meio
pedir
ao
povo
bra-
carense
o seu auxilio
e
vabmeoto.
Temos visto
o
brioso
povo
d
’
esta
ter
ra
proteger,
sempre
e
com
jubilo
as
em-
prezas
que
traduzem uma
ideia
grande,
e
é
porisso
que
nós appelUmos
para a
sua
protecção,
que
jámais
negou
ás
coin-
missões
anteriores e
que
de
sobejo prova
o
quanto
esta
cidade
é
briosa
e
patriótica.
Tomando
nós
por
iniciativa
festejar
com
luzimento
uma
empreza
tão arrojada
e
tão
nobre
como
foi
a
restauração da
nossa
perdida
independencia,
parece-nos
que,
recordando
a
gloriosa
data
de 1640,
não
haverá
ahi
um
só
portuguez
que
dei
xe de
nos coadjuvar tanto
quanto
possa.
Confiados
na generosidade e
mais
que
tudo
no
sentimento
do
patriotismo
que
anima
este
povo
bracarense,
esperamos
uma
espontânea
coadjuvação, sem
a
qual
não
poderemos
levar
a
effeito os
fins
a
que
nos
propomos.
Para
governo
de
todos,
outrosim,
ro
gamos
que se
attenle
bem
para
as
sub-
scripções
que
se
vão
promover
alim
de
que
se
não
falsifiquem;
devem
elias
le
var
para
ser
verdadeiras
uma carta im
pressa
junto
e
a
competente
rubrica
do
snr. presidente.
Presidente—Antonio
José
de
Lima.
Vice-presidente
—
Narciso
Antonio
Re-
bello
da
Sdva.
Secretario
—
José
Maria Rebello da Silva.
2.°
secretario
—
João
Antonio Affonso
B.
Thesoureiro—Adolpho
d
’
Almeida
Bar
bosa.
Vogaes:
José
Martins
Peixoto,
3.°
anno
do
curso
theologico.
João
de
Faria,
2.°
anno
do
curso
theo
-
logico.
Manoel
José
Rodrigues
Portuguez,
1.
’
anno
do
curso
theologico.
Antonio
Faria
Peixoto Braga.
Egydio
Herculano
Carvalho
Malheiro.
Fernando
Antonio
Gomes
Ferreira
de
Oliveira.
Agostinho
Teixeira
da
Motta
Guedes.
José
Maria
Figueiredo.
Fortunalo
d
’
Azevedo
Varella.
Julio
Baptista
da Cunha
Braga.
Joaquim
Augusto
da
Cunha.
Manoel
Joaquim
Rodrigues
Pinto.
A
’s
almas
bemfazrjas. —
Pede-se
por caridade
uma
esmola
para o
infeliz
José Maria, morador
defronte
da
capella
de
S.
Miguel-O-Anjo,
casa
n.°
3,
empre
gado
que foi no
Seminário
de
S.
Cae
tano,
e
hoje
se
acha
paralítico
sem
po
der
articular
palavra,
e
impossibilitado
de
todo
o trabalho.
A*
b
almas
earitativas.—
Recom-
mendamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua
dos Sapateiros, n.°
7.
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de
doen
ça
incurável.
A’
caridade
publica.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguei-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3.° andar,
que
se
acha
na
maior
neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
SUBSGRIPÇÃO.
Nunca
nos
dirigimos
com
mais
acerba
mágoa
aos
nossos
leitores,
como ao
escrevermos
estas
linhas.
Como
por
vezes
temos
dicto, o
snr.
Francisco
Pereira
d’
Azevedo,
antigo
proprietário
e
redactor
do
«Direito»
e
d
’outros
jornaes
catho-
licos,
e
actualmente
da
«Propagan
da
Calholica»
e
«Libertador
das Al
mas
do
Purgatório»,
acha-se
muito
doente
no
Porto,
e
sem
meios para
se
tractar!
Este
respeitável
cavalheiro
vê-se
reduzido
a
tão
triste
estado,
por
que
sempre
sacrificou
todos
os
seus
haveres
e
forças
na propaganda
das
mais
sãs
doutrinas.
Alguns
amigos
do snr. Francis
co
Pereira
de
Azevedo,
fervoroso
apostolo
dos
verdadeiros
princípios
religiosos
e
sociaes,
abrem
uma sub-
scripção
em
seu
favor,
e pedem
o
concurso de
lodos
os catholicos
para
sua
visar
a
penúria d
’
aquelle
infeliz
quão
benemerito
cavalheiro.
A
subscrição
fica
aberta
em casa
do
snr.
Manoel
José Vieira da
Ro
cha, na
rua
do
Souto,
n’
esta
cidade.
APPELLO
AOS
CATHOLICOS
«A
Associação
de
jesus
,
maria
e
josé
,
erecta
na
cidade
do
Porto,
com
o
fim
de
abrir
escolas
gratuitas
para
edu
cação
de
meninos
polires,
de
ambos
os
sexos,
vendo-se
obrigada
a
deixar
o
edi
fício
onde
se
acham funccionando.
em
Villa
Nova
de
Gaya, as duas
escolas,
uma
de meninos
e
outra
de
meninas,
resolveu,
em
sessão
de
14
de
setembro
do
corrente
anno
de
1879,
mandar
construir
uma
casa
apta
para
receber
as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe
foi
dado,
para
este
fim,
terreno
por pessoa
caritativa;
mas
fallecem-lhe
meios
pecuniários
para
levar
ao
cabo
obra
tão
util
á
humanidade.
A
Associação
confia
muito
nos
senti
mentos
generosos
dos
snrs.
associados
e
mais
pessoas
amantes
da humanidade
que
a
coadjuvarão
de bom
grado
em
uma
empreza
qoe
tem
por
fim
arrancar
da
ignorância
e
do
vicio
a tantas
creanças
que,
sendo
bem
educadas,
podem
vir
a
ser
bons
cidadãos e
prestar
relevantes
serviços
á
sociedade».
A
suhscripção
fica
aberta
na
redacção
d
’este
jornal.
ULTIMAS
NOTICIAS
Lisboa
21
—
Foram
transferidos
os
de
legados:
de
Portalegre
para
Villa
Pouca
e
o de
Gelorico
da
Beira
para
Portale
gre.
Foram
agraciados
os
snrs.:
José Bento
Leitão
dos
Santos,
com a medalha
da
Torre
Espada;
José Augusto
de
Sousa
e
Marcellino
Vasques
Rodrigues,
com o ha
bito
de
Christo; Joaquim
Mascarenhas
de
Mello,
com
o
de Aviz.
Foi
nomeado
o
snr. Antonio
Concei
ção Rodrigues,
amanuense
do
governo
civil
de
Aveiro.
Foram
exonerados
os
administradores
dos
concelhos
de
Aguiar.
Beira,
e
o
sub
stituto
do
concelho
de
Algodres.
Foi
aposentado
o
porteiro
do
lyceu
de
Vizeu.
Londres
20
—
Ha
agitações
em
Dublin
por
causa
das
prisões
d'hontem.
Foram expedidos mandatos
de
prisão
a
dezesete
pessoas
mais.
Constantinopla
20
—
A
Porta
pediu
ex
plicações
ácerca
da
presença
da esquadra:
esta
não
tem
caracter
algum político
e
vae retirar
brevemenle.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Segunda-feira
í.°
de
dezembro
Espectaculo
de
gala
O
drama
patriótico
em
3
actos
HEROÍSMO
pôbtbuez
A
comedia
em
1
acto,
de
costumes
escolásticos,
ornada
de
couplets
8
msíò 8’ÁCTÒ
Principia
ás
8
horas.
Os bilhetas desde já se
acham
á venda em
casa
do encaderna
dor
MATTOS—Biscainhos,
15.
liaiBSCUEITOS ■
As
abaixo
assignadas
veem
por
este
meio
agradecer
a
todas
as pessoas
das
suas
relações
que
se
dignaram
cumprimen-
tal-as
por occasião
do fallecimenio
de
seu
sempre
chorado
filho
e irmão
Joaquim
Augusto
Marques
da
Costa,
especialmente
ao
III.
mo
Snr.
Manoel
da
Rocha
Braga,
aos
III
mcs e
Revd.mos
Snrs. Ecclesiaslicos
que
se
dignaram
assistir
graluitamente
ao
ofiicio
de
sepultura
que
leve
logar
na
Real
Capella
de
Santa
Cruz,
e
aos
seus
colle-
gas
pelos
relevantes
serviços
que
lhe
pres
taram durante
sua
enfermidade
e
pela
parte
activa
que
tomaram
no
seu funeral. A
todos protestam
sua eterna
gratidão.
Candida
Angélica d'Abreu.
Emilia
da
Cosia.
Maria
Augusla
da
Cosia.
Candida
Maria
da
Cosia.
(2709)
ANNUNCIOS
»ECL<RAÇÃO.
O
abaixo
assignado
declara,
para
os
fins
convenientes,
que
n
’
esia
data
tres
passou
o
seu
estabelecimento
de
ferra
gens,
situado
no
largo de
S.
Francisco,
na
antiga
casa
denominada
do
—
Cachapuz
—
,
aos
snrs.
Joaquim
da
Silva
Campos
e
Ma
noel
Joaquim
Machado
Brandão,
confor
me
consta
da
escriptura
lavrada
nas
no-
las
do
escrivão,
d
’
esta
cidade,
o
snr.
José
Luiz
d
’
01iveira
Pessa,
ficando
a car
go
dos
mesmos
e
sob
a
firma
commercial
de
Campos
ã
Brandão,
todo o
aclivo
e
passivo
do
dito estabelecimento.
Braga,
20
de
novembro
de
1879.
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho Júnior.
AO
PUBLICO.
Joaquim
da
Silva Campos
e
Manoel
Joaquim
Machado
Brandão,
participam
que
tomaram
de
trespasse o
estabelecimento
de
ferragens
do
snr.
Francisco
José
Viei
ra
de
Carvalho
Júnior, situado
no
largo
de
S.
Francisco
na
antiga
casa denomi
nada
do
—
Cachapuz—,
sob
a
designação
commercial
de
Campos
St
Brandão,
fican
do a cargo
d’
esla
firma
lodo
o
aclivo
e
passivo
do
mesmo
estabelecimento,
segun
do
a
escriptura
lavrada,
n
’
esia
data,
nas
notas
do
escrivão,
d
’esta
cidade, o
snr.
José
Luiz
d’Oliveira
Pessa.
Braga,
20
de
novembro
de
1879.
(2711)
Arrematação
A
Meza
da
Irmandade
de
N.
Senhora
d
’Ajuda e
S.
Sebastião das
Carvalheiras,
d
’
esla
cidade, faz
publico
que
no
dia
30
do
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
lugar
a
arrematação
dos
fôros
e
pen
sões
em
generos
pertencentes
a mesma
Irmandade,
vencidos
no
S.
Miguel
de
1879.
Braga 22
de
novembro
de
1879.
(2710)
ÉDITOS
DE 50 DIAS
Pelo
Juiso
de
Direito
d
’esta
comarca
e cartorio
do
sexto
ofiicio,
de
que
é
Escrivão
Pessa,
correm
éditos
de
30
dias
citando
e
chamando
todos
os
credores
e
outros
legalarios
desconhecidos
e
residen
tes
fóra
d
’
esta
comarca,
para
que
no
re
ferido
praso
de
30
dias,
contados
da
se
gunda
publicação
d
’
este annuncio,
venham
deduzir
qualquer
direito que lhes
assista,
no
inventario
a
que
no
mesmo
Juiso e
cartorio
se
procede
por
fallecimento
de
João Ferreira
Villaça.
morador
que foi
no
logar
da Egreja,
íreguezia
de
Ruilhe,
em
que
é
invenlarianle
Thereza
da Sil
va,
viuva
do
inventariado,
e
moradora
no
mesmo
logar
e
freguezia;
e
isto
sob
pena
de
lhe
não
ser
admillida qualquer
reclamação
findo
que
seja
o
referido
praso.
Braga
19
de
novembro
de
1879.
E
eu
José
Luiz
d
’Oiiveira Pessa,
Escrivão,
o
subscrevi
e
assigno.
O
Escrivão
José
Luiz d'Oliveira
Pessa.
Verifiquei
a
exactidão.
(2708)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
CAMPO
DE D.
LUIZ
I, N.° 9
Grande
sortimento
de
vinho
velho
d»
Douro,
superior qualidade,
da
casa
do
bacharel
A.
J.
da
Silva
Gerqueira,
vindo
directamente pela
nova
via
ferrea.
sem
re
ceio
de
fraude. Preço
por
quartilho 60
rs.
(2712)
SYSTEMA
FELIZ18DB LIMA
Arte
de
aprender
a
escrever
e
ler em
vinte
lições,
tanto
menores
como
adultos;
experimentado em
muitas
localidades
do
paiz
com
optimos
resultados,
e
a
par
dos
últimos
progressos da filologia
e linguística.
Preço
500
ts.
Aos
snrs.
professores
dá-se
a
commis
são
de 15
p.
c. fazendo seus
pedidos
aos
editores
do
SYSTEMA FELIZARDO
LIMA
=Fafe.
A
’
venda
nas
principaes livrarias
do
Porto,
Lisboa,
Vãanna,
Coimbra,
e
em
Bra
ga
na
Typographia Lusitana
e
em
casa
de
Julio
Mattos,
rua
Nova
de
Sousa
n.°
44.
Precisa-se
de empregados
de ambos
os
sexos
que
tenham
reconhecido
bom
com
portamento,
aos
quaes
se
dará
ordenado
não
inferior
a
120^000
reis,
depois d
’
uma
pratica
de
dez
dias. Dirigirem-se
a
Fafe,
casa
de
Sá,
a
Felizardo
Lima.
iHmwa
Bum.
Esta
maravilhosa
injecção,
como cal
mante, é
a
unica
que
não
causa
apertos
d
’uretra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais rebeldes
como
muitas pessoas
o
podem
altestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de
Santa
Cruz—40
Porto
—Cardoso—
Praça
de
D.
Pedro
—
H3.
(2631)
BILHETES,
SERIES
E FRACÇEÕS
JA
A’
VENDA
RAPE
DA.
OíMl
16111108
IAD1ID
(Fxtracçíío a
«8 de dezembro
de
483»)
Em casa do cambista Antonio
Ignacio da Fonseca,
de
Lisbca, com filial no Porto.
0
capital
que
se
distribua
nesta
loteria
é,em
moeda
porlugueza,
2.6<28:000#000
iifciS
Chama-se a
attenção dos consumidores cfeste
artigo, para
a
imitação feita pela fabrica
BOA-FÈ do Porto, dos rotulos do
rapé da acreditada fabrica de SANTA APOLONIA; imitação
não
só
dos desenhos e marca da fabrica, mas até dos seus dizeres,
resultando
d
esta
pratica tão pouco regular, que alguns consu
midores
menos
escrupulosos na apreciação dos empapelos, com
pram
como rapé da fabrica de SANTA APOLONIA, outro de
qualidade
infinitamente inferior.
(2695)
í
VELOUTINE
CH
le“ FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL PREPARADO
CON
BI8MUT
INYISIBLE Y
ADHERENTE, di al oútit fntoura y traapannoia.
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
, PARIS
Se
vende
en
las Farmacias,
Perfumerias, Peluquerias y tiendas de quincalla.
&
'armacias,
Perfumerias, tfeluquenas y uenoas de quincalla.
► Desconfiar de
las lalsilicaciones.
CERCA DE TRES WL
CO.VTOS!!!
0
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca,
com
casa
de cambio
e
loterias
na
ma
do
Arsenal,
56.
58
e
60,
Lisboa,
e
filial na
Feira
de
S. Bento,
33,
3i
e
35,
Porto,
faz sciente
ao
respeitável publico
da
capital,
províncias,
ilhas
e
Brazil,
que
tem
nos
seus
estabelecimentos
um variadíssimo
sortimento
de bilhetes
e
suas
divisões,
como
abaixo
se
vê.
da
loteria
MONSTRO
que
se
verifica
em
Madrid no
dia
23
de
dezembro
do
corrente
anno
de
1879.
O
annuncianle
satisfaz
lodos
os
pedidos
que
se lhe façam,
quer
sejam
para
jogo
particular
quer
sejam
para
negocio (porque dá
boas
commissões;,
na
volta
do
correio,
lecebendo em
pagamento
letras,
ordens, valles,
sellos do correio
cu
em
outra qualquer
especie,
que
mais
convenha
ao
consumidor,
excepluando
sellos
de
verba.
Remetle
em
tempo necessaiio
planos,
listas
e
lelegrammas.
Promptiíica-se
a
fazer
o
pagamento
de
qualquer
prémio,
que tenha
a
fortuna
de
vender, nas recebedorias
das
comarcas,
se
tanto
quizer
o
interessado.
Becommenda
ao
publico
a
leitura
do
plano
d’
esta
grande
loteria,
e em
especial
a
parte
em
que
garante
um
prémio
certo
a
quem
tiver
DEZ
numeros
seguidos!!!
HOGG,
Pbamaceiitico, rue Castigiioae,
n" 2, em Pariz, único proprietário do
DE
OLEO
NATURAL DE FÍGADO
DE BACALHAO
As
experieneias
feitas
durante mais
de
vinte annos,
tem provado que este
oleo é
de unia cfficaeidade certa, contra as moléstias do peito,
aTisiea..
Hronehíti-q
l
s
ri;ôe
fio
ventre, Catnrrhos,
fosses
chroní-
eas, AflToceôeM
eser:>rt:losas, Tumores
glanduíarios, Mo
léstias sLs, p.elie, Àímpágens,
Fniquez» geral,e também effierr
p
ira
lo: tiíicar
as criaueas fracas e delicadas. E
’ agradavel
e
facil de tomar.
s cle
s orCinaiíos o principalmente de todas as composições inve, -
para sul
»st tu r o oleo natural, com o pretexto de tornal-ó mais efc-
c ijo re
ulle.do
é cansar e irritar o e tt inágo inutllnK.nl'. Est s
sao
até
perigosos.
,S
ira
sc ter certeza de tomar o verdddriro oleo cie fígado de Vacalhao natural e pu o,
.e-sé comprar somente o
oleo
de
hogg
,
que se
vende em vidros triangulares í>
.iiodelo
foi depus lado em Lisboa, segupdo a regra da lei).
sseve-se
exifir
o n «le »«>•;»>.-,
e de
mais. o cert.ficado do
Snr LESUEUR, Chefe dos traba
lhos chimicos da Pacui>UuUi
de
Àledici.id cie
1'arlz. que v;d impresso no
rotulo colado em cari-
vidro
iria-.guiar. O oleo de H --gg vende.-se em todas as principa s PI armacias.
Dép
;sit::rios :
Sm Liròoa, Fha-macia A.VELLAR. rua .Auzusta.
225-227;
N
i
Porto, FEBRZIIRA
e
IBM
ão
,
Edininrui,
77-7»:—Em
Coimbru, J. L. M.FERRAZ, l
i:
r
>
õ.
Casleli-.•.
1>OS PftlElUKOS
em moed.a hespanhola
em
moeda portugueza
1
de
2.500:000
pesetas
1
de
450:0000000 reis
1
de
1.250:000
»
1 de
225:0000000
1 de
750:000
>
1 de
135:0000000
>
2 de
250
000
2
de
45:0000000
4
de
125:000
4
de
22:5000000
20 de
50:000
20
de
9:0000000
30 de
25:000
30
de
4:50(10000
»
1:758 de
2:500
1:758
de
4500000
D
3:999
terminações
500
»
3:999
terminações
900000
>
99
approximaçôes
2:500
99
approximaçôes
4500000
»
99
2:500
>
99
»
4500000
99
2:500
>
99
»
4500000
>
2
»
50:000
2
>
9:0000000
))
2
>
34:000
>
2
»
6
1200000
»
2
6:119
>
prémios
22:500
»
2
6:119
»
prémios
4:0500000
9
EXPLICAÇÃO
DAS APPROXIMAÇÔES
lAnixnnnto BOYER-MICHEL para caval-
ies,
fazendo
as vezes de
fogo
e
não deixando
vestígios
do seu emprego
michbl
, pharma-
ccutico
em Aix
(na Provença) França.
—
S
ttoç
®
1,000 reis. —Em
Lbisoa, o snr
Barreto, Loreto, n.° 8
—
30. (225,1
Os
numeros
anterior
e
posterior do
prémio
de 450
0000000
reis
tem,
cada
um,
approximação
de
9.COO0OOO
reis,
além
de
outro
prémio
que
lhe
possa
pertencer
no
sorteio.
Os
numeros
anterior
e
posterior
do
prémio
de
225:0000000
reis
tem
também,
cada
um,
approximação
de
6:1200000
reis,
independente
de
qualquer
prémio
que
lhe
possa
pertencer.
Os
numeros
anterior e
posterior
do
prémio de 135:0000000
reis
tem,
cada
um,
a
approximação
de
4:0500000
reis,
assim
como
outro
prermo
que
lhe
possa
caber.
Nas
Ires centenas
dos
prémios
maiores
são
todos
os 297 numeros
premiados
com
100
libras
cada
um.
Quer
dizer:
se
sair
no n.°
1:416 todos
is
numeros
de
1:401
a
1:415
e
de
1:417
a
1:500
tem
este
prémio.
Se
sair
no
n
’
6:587
o
segun
do
prémio
são premiados
com
100
libras
os
numeros
de
6:501
a
6:586
e
de
6:588
a
6:600.
Se
sair
o terceiro
prémio
no
n.°
7.731
são
premiados
com 100
libras
os
numeros
de
7:701
a
7:730
e
de
7:732 a
7:800.
Todos
os
numeros
cuja
terminação
seja
igual áquella
do
que
obtiver o prémio
de
450:0000000
reis
são premiados
com
20
libias;
quer
dizer
se
sair
o
prémio
grande
em
n.°
7:545,
todos
os
numeros que
terminem
em
5
teem
este
prémio,
e
por
conseguinte
quem
tiver
DEZ
numeros
seguidos,
uma
SERIE, tem
já
certo o
prémio
de
20
libras,
e
póde
ler
ires
vezes todos
os dez
numeros
premiados,
por
as
approximaçôes
de
centenas,
além
do
que
lhe
caiba por sorteio,
e para
isso
ba
stará
que
a
dezena
seja beneficiada
com
os
Ires
prémios
maiores.
Creio
que
deixo
bem
explicada
a
combinação
das
approximaçôes.
PREÇOS.
—
Bilhetes
inteiros
a
930000
reis,
meios
a
470000,
quinlos
a
190000,
decimes
a
90500,
fraeções
de
60000,
40500,
30000,
20400,
10200,
600,
480,
240,
120
e
60
reis.
Series
de
10 numeros
seguidos,
tendo
cada
uma
um
prémio certo,
de 6000(
0.
480(100,
240000,
120000,
60000, 40800,
20400,
10200
e
600
reis,
ha
vendo
grande
variedade
de
numeração
e
podendo-se
alcançar
grande
quantidade
de
numeros
em
series.
Considerando
se
esta
casa
uma
das
mais
bem sortidas pede
aos
seus
numerosos
amigos e
freguezes
o
(azerem
os
seus
pedidos
com
alguma
antecedencia.
As listas cbigam
no
dia
26
e
o
pagamento
dos
prémios
é
feito
em
seguida.
Pedidos ao
cambista
Antonio Ignacio da Fonseca, rua do
Arsenal,
56,
58 e 60, Lisboa, ou á filial no Porto, Feira de S.
Bento, 33, 34 e 35.
O
abaixo
assignado,
tem
á
venda
em
sua
quinta na
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenôes,
as
seguintes:
Grande
quantidade
de salgueiros com
raiz,
choupos,
ditos
em estacas,
casta
nheiros,
nogueiras,
datnasqueiios,
peceguei-
ros,
laranjeiras,
nespreiios,
ameixoeiras,
ditas
do
Canadá;
enxertos
de
pereira
e
ma
cieira.
E
’
tudo
bom
Pódem
ser
vistas a
qualquer
hora
do
dia.
Tem
lambem
gran
de
quantidade
de
japoneiras,
roseiras
fran-
cezas,
azálias,
e
reduguengos.
(2693) João
da
Costa
Palmeira.
CATECISMO DE
CONTROVÉRSIA
lontra
os
protestantes e
outros inimigos «la Religião
e dn
Egreja
pelo
Dr.
D.
João
Gomalez
Traducção
de
A.
MOREIRA
BELLO
Cotn
permissão
do
Em.m"
Cardeal
Bispo
do
Porto.
Vende-se
em
Braga,
em
casa
dos
snrs.
Manoel
João
de
Faria
&
C.
a
,
largo
de
S.
Francisco,
n.° 4.
IV. B.
—
Grande
variedade de
bilhetes
e
suas
divisões
para
os
sorteios ordina
rios
das loterias
porlugueza
e
hespanhola
pelos
preços
já
annunciados.
U.2703)^
FOLHINHA
ROMANA
Já
se
acha
á
venda para o
anno
de
1880;
em
Braga
no
escriptorio
da Typo-
graphia
Lusitana,
rua
Nova
n
0
4,
e
em
casa
do
snr.
Bernardino
José
da
Cruz
Vestimenlaria Rocha
e
Viuva
Germano,
rua
do Souto,
e
na
loja
do
snr.
Clemente
José
Fernandes
Carneiro,
rua
de
S. Vi-
clor.
e
em
todas
as
mais
localidades
do
costume:
preço
140
rs.
Nas mesmas
casas
e
localidades
de
vem
achar-se
opporlunamente as folhinhas
Bracarenses,
e
Almanach Civil ou
de
al
gibeira.
AEiUGAM-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons comrnodos para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
ga
de
sabugueiro,
legitima
do Douro,
por
preços
comrnodos;
a
quem
a
pretender,
dtrija-se
á
mesma
casa.
(2640)
Caixn p«*nlaorista
Brnearenae xaa
Trave»»» tl? 1$.
Ctualdim d’esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
la
manhã
até
ás
9
da noule
na
mesma
caixa.
Vende-se toupas
Pede-se
a
todos
os mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa com
atrazo
de juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOt-TADAS PELOS
MISSIONAI-. IOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmenlada
com
novas
orações
e
devoções indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccolta.
Com.
approvação
de
S.
Exc.A
Revm*
o
Snr.
D.
Jocto
Chrysostomo
d'Arnortm
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na typógraphia-
Lusitana,
rua Nova
n.°
4,
e nas
livra-
r
ias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=l6u
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
PEtílIJO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo em consideração-
a
avulladbsima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’este acto de
caridade
a
devoção
de
seus
conétóàdlos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia
G.
Pereira
Bernardes,
Parte de Comércio do Minho (O)
