comerciominho_18111879_1011.xml
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-
SFOBLOLA. RELIGIOSA,
g
u
--.'Sp;.Er
rSíL%
JE
IXfOTTBCMOSA..
REDACTORES—D. Miguel Sollo-Mayor e
Dr. Custodio Volloso.
7.° ANNO
111
ECO
DA ASSIGNATURA
*
12
mezes, com estampilha. . . 2&000
12
mezes, sem estampilha
.
1&600
Brazil, 12
mezes, moeda
forte. . 3&600
Folha
avulso................................... 10
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
1
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic. cada Jinhã
40
Annuncios
cada linha........................ 20
Repetição.........................................
10
Assignantes,
20 p,
c. d’ahatimento
N.° 1:011
HarriFMgii
EXP
ãí
S3»
S
Z^TJT
Toda
a
correspondência
deve
ser
remettida,
franca de porte,
á
administração do
jornal—O
«Commercio
do Minho», rua No
va,
n.° 4.
2F&. CS-
TERÇA-FEIRA
18 DE NOVEMBRO
DE 1879
ImmorlaSitlaiãe
da alma.
(Continuação)
Depois
da
sua
origem
divina e
da
sua
natureza,
fixemos-nos
em
suas aspirações
infinitas,
na sua sêde
imrnensa de
ver
dade,
de
bem,
de
belleza,
que
de
nênlium
modo
vê
satisfeita na
vida
presente,
se
guros
de adquirir
a
profunda
convicção
de que
a
existência
actual
é
o
preludio
de
outra
segunda,
onde verá realisados
seus
nobres
desejos.
Quem
póde
dar
nos
no
mundo
a
verdade
e a
sciencia
total
que anhelamos? A natureza
apresenta
ro
deados
de
mysterio»
todos
os
seres,
desde
o
astro
até ao
insecto.
0
que
é
o ele
mento
7
0
que
é
a
substancia?
Porque
vê
o
meti
olho
e
ouve
o
meu
ouvido?
Como
circula
o
sangue? Porque
digere
o
meu
estomago?
O
que
é
a
vida, que
faz
crescer
a
planta,
move o animal,
e
se
manifesta no
homem
pela
razão
e
pela
palavra?
Tudo
é mysterio
na
vida:
pensar
é
um
mysterio,
fallar,
outro
mysierio;
o
homem
é
um
enigma
e
a
vida
um
abys-
mo,
responde a
philosophia
que se
cinge
a
comprovar
os
phenomenos
e a
deter
minar
suas
leis,
sem
poder
revelar o
come
e
o
porque
íntimo
dos
seres.
Na
Reli
gião,
todos
os
artigos
do
Symbolo,
desde
o
Creio
até
á
vida
eterna
se
acham
oc-
eullos
com
um
veo,
que
a
meio
icem
levantado
os
Paulo,
os
Agostinho,
os
Chrysostomo,
e
os
Thomaz.
0
mais
sá
bio
dos
Reis, depois de ter
estudado
as
sciencias
do
seu
tempo,
possuido
da
se
creta melancolia
que
o
estudo
deixa
n
’
al
ma,
exclamou:
«Vaidade
de
vaidade, tudo
vaidade
e
afílicção
d’
espirito!
A
verdade
é
pedra
pteciosa
rodeada
de
sombras
mysteriosas;
e
o
homem
mais
sabio,
de
pois
de
percorrer a vereda
sombria
da
vida,
logra
uma sábia ignorância».
Ago
ra:
achaes,
já
que
não
a
verdade
com-
ple
a,
o
bem
perfeito
e
o
goso
pleno
que
vossa
alma antiela
na
terra? Ah!
o
ho
mem,
de quem
se
ha
dicto
que
é
o
maior
praser
do
homem,
se
converte
com
fre
quência
em
rival,
ou
in
migo
vosso.
Na
família
veem
se
a miude
azedados
os
âni
mos
pelo
iuleresse,
ou
divididos pelo or
gulho.
A
patria,
que
desejaes
unida
e
honrada,
fica
desaltendida
no
exterior
e
retalhada
no
interior
por
facções
que
põem
em
perigo
a
vossa tranquilli
fade,
a
vossa
bolsa,
e
talvez
a
vossa
vida.
A
decantada:
harmonia
da
humanidade
é
sempre illu-[
soria.
Onde
está
a
felicidade
humanitaria?
Nos
primeiros
povos
pastores?
Abel,
pri
meiro
pastor,
é
assassinado
por
Caim.
primeiro
laviador.
Nos
povos
caçadores?
0
arco
e
flecha
teem
matado
mais
ho
mens
do
que
leões.
Lm Esparta
e
Athe-
nas?
A
sua
historia
é
a
narração
de
sangrentas
rivalidades.
Em
Garthago
e
Ro
ma?
Derramaram
mais
sangue
do
que a
agua do
mar que
as
separava.
Na
Eda-
de-Media?
A
lucta
era
então,
não
só
en
tre
nação
e
nação,
mas
entre
cidade e
cidade,
entre
povoação
e
povoação,
entre
homem
e
homem.
Nos
tempos
modernos?
Ah!
Emquanto
alinham
a
cordel
as
ruas
de nossas
cidades,
e
convocam
em
bri
lhantes
Exposições
os
paizes
do
globo, o
lelegrapho
leva para
onde quer desafios,
declarações
de
guerra,
ordens
de carnifi
cina
e
destruição.
0
revolucionário
pre
para
o
petroleo
para
destruir
os
templos
do
luxo
e
da industria levantados pela
civilisação
moderna,
tendo-se
tornado a
polvora,
a
electricidade,
o
vapor
e
ou
tras
invenções,
em
elementos
de
destrui
ção
mais
vivos,
mais numerosos,
mais
se
guros.
Anhelo viver,
e
viver
ditoso,
por
mstincto
e
por
uma
paixão
atormentadora
e inextinguível;
mas,
ah,
dôr
!,
não
o
consigo
na vida
presente. Cifro
a
dita no
oiro?
Accumulo
com
pena,
guardo
com
inquietude,
perco
com
desesperação.
Nos
P'azeres?
Quanto mais encho
o calix
do
deleite,
mais
noto
o
seu
vacuo.
Na
mo
déstia
?
0
tédio
mora
em algum
recésso
do
coração. Na
companhia
dos
homens?
Rodeiam-me
as
invejas, as
traições
e
as
inconstâncias,
que
me enchem
de
má
goas.
Na
soledade?
Não
me
atrevo
a
olhar
sem
espanto
e
fice
a
face o
meu
cora
ção,
por
mais
que combata
os
maus
in
stinctos.
Luclas, tormentos,
dôres,
espe
ranças
frustradas,
decepções amargas
em
toda
a
parte:
na
creança
que
despedaça
os
seus
jogos
infantis,
no
jovem que
muda
os
seus
idolos,
no
homem
maduro
que
faz e
desfaz,
a
sua
fortuna,
no
anceão
que
chora
o seu
abandono.
Em
meio do
uni
verso,
onde
os
seres
inferiores
estão
con
tentes da
sua
sorte
desde
o
sol
até
á
estrella
microscópica, desde o
cedro
até
á
grama,
desde
o
leão
que
ruge
no
de
serto
até
ao
insecto
que
se occulla nas
hervas,
porque
o
seu
destino
se
cumpre
sobre
a
terra;
só
o
homem,
mysterio
vi
vente
d
’
esperanças e
decepções,
busca
a
luz
para
a sua
intelligencia,
a
dita
para
o
seu
coração
e
a
belleza para
a
sua
imaginação,
sem
a
encontrar
na
vida
pre
sente.
Será
o
unico desherdado e
o
unico
condemnado
a
não
ver
satisfeitas
as
suas
nobres
tendências
racionaes,
nem
os
seus
infinitos
desejos
de
felicidade?
Não; so
mos
immortaes; aqui
a
perturbação
e
além a
harmonia; aqui
a
sêde
da
ven
tura
e
além
a
saciedade;
aqui
o
sonho
e
além
a
realidade.
II
Somos
immortaes.
Não
nos referimos
á
immortaiidade
humana,
a
que
aspira
o
vate a
quem
consola
a
ideia
de
que
seus
versos
serão
cantados
pelas
gerações do
porvir. Não nos
referimos
á
immortaiidade
que
induz
o legislador a
acabar
os
seus
codigos, o
pintor
a debuxar
bellos
qua
dros.
o
erudito e
o
philosopho
a
reunir
livros
a
grande
preço,
ou
a
profundar
ar-
duas
matérias,
saboreando
o
prazer
pos-
Ihurno
de
suas
invenções
ou
descobrimen
tos,
considerando-se
felizes
se
os
seus
contemporâneos
lhes
levantam
em vida
uma
estatua
ou
dão
o
seu nome
a
uma
praça,
exclamando
com
Horacio: Non
omnis
rnoriarI
Não
nos referimos
á
im-
mortalidade
qne
move
também
o
campe
sino,
com
um
pé
já no
sepulchro,
a
plan
tar
terras
e
arvores,
cujos
trucios
não
ha-
de recolher,
sabendo
que
só
o cypreste
velará
a
sua
campa,
pelo
desejo
ardente
FOLHETIM
A
pennna
d
’
aço
é
a causa
final
dos
males
que
opprimem
actualmente
a
so
ciedade
inteira.
Ha
não
sei
em
que
poeta
uma
eloquente
imprecação
contra
o
pri
meiro
que
açacalou
o
lerro;
e
que
fez
uma
espada
d
’
essa
massa
inerte,
mas
por
Deus!
maldito
seja
e cem
vezes mais
maldito
o
primeiro
que
fez
do
ferro
uma
penna!
Quem,
fabricou
a
primeira
espa
da
concorreu
apenas,
por lim
de
contas,
para
matar
corpos; quem
fabricou
a
pen
na
d
’
aço
maiou
a
alma,
assassinou
o
pen
samento!
Vil
scelerado
que
armou
a
es-
pecie
humana
com
um
eslylete
mais for
midável
do
que
todos
os
punhaes
enve
nenados
da
llalia!
Basta
comparar
a
penna
d
’
aço
de
que
actualmente
nos
servimos
com
a benévo
la
penna
de
pato,
de
que se
serviam
os
nossos
bons
e
amaveis avós.
A
penna
d
’
aço,
essa
invenção
moderna,
produz-
nos
immediatamente
uma
impressão
des
agradável!
Tem
uma
incrível
semelhança
com
um
punhalsinho
imperceplivel
mo
Ihado
em
veneno.
0
bico
é
aguçado
co
mo
uma
espada;
tem
dois
fios
como
a
lingua de
um
calumniador
A
esse
bico
junta-se
um
cabo,
um pedaço
de madei
ra
secco,
disfórme
e nú que
nos
magoa
a
face
emquanto
a
nossa
mão se
atrilha
cruelmente
á
força
de
carregar
n
’
esse
fer
ro
que
em torno
de
nós
range,
escarrando
no
papel
o nosso
pensamento.
Na
penna
d
’
aço
tudo
é
rude,
triste
severo,
e
faz-
nos
frio
na
vista
e
na
mão.
Mas
a penna de
pato,
pelo'contrario,
essa
é
que
é
uma
facil
e
querida
confi
dente
dos
nossos
mais
predilectos
pensa
mentos!
Associa-se
a
mil
felizes
e
bené
volas
recordações. Vimol
a
espanejar-se
brandamenle
no
crystal do
ligo
ou
en
xugar-se ao sol,
resplandecendo
com
a
luz
de
mil
pérolas;
essa
penna
é primaco-
irraã
da
macia
pluma eçn que recostamos
á
noite
a
cabeça;
o
animal
d
’
onde
sahiu
deu
nos
os
seus
(ilhinhos;
não
nos
póde
ella
traltir.
Que
ddferençi
no
duplo
as-
I
peclo d
’
esses
dois
instrumentos
da
ideia,
[que
sem
razão
léem
o
mesmo
nome.
A
I
penna
de
pato
é alva,
nítida,
leve!
0
seu
[canudo
flexível
freme de
prazer
entre os
[dedos
que
anima. A
sua
rama
affaga
li-
|
geiramente
a
face;
o
bico
docil
presla-se
[a
todas
as
combinações
do
estylo;
cami
nho
de
manso,
sem
exforço,
sem
u
n
só
d
’esses
horríveis
escarros
e
gritos
da
pen
na
de
aço.
Atravez
d’
esse
limpo
canal
parece-nos
que vemos
as
nossas
ideias
descerem
devagar
e
em
boa
ordem,
como
devem
brotar
de
uma
cabeça
bem
for
mada.
0
menor
inconveniente
da
penm de
aço
é
estar
sempre
e
a
lodos
os
instan
tes
prompla
a
escrever
sobre
lodos
os as
sumptos.
Não
agarramos
nós
a
penna
de
aço.
é
ella
que
nos
agarra;
segura-nos
pela redea,
obriga-nos
a
seguil-a.
E
’
an
dar,
correr
para
a direita
e
para
a
es
querda
por
montes
e
por
valles.
E’
a
machio?
do
vapor do
pensamento!
A
’
me
dida
que
a
nossa
mão se
cança
e
se
ir
rita
por
ler
de
segurar
n
’
este
horrível
es-
tylele,
o
nosso
espirito
irrita-se
também
e
exalta-se
involuntariamente;
fica
sendo
a
um
tempo
mais
irreílectido
e
mais
des
piedoso.
Perguntamos
porque
fulano,
de
génio
tão
meigo
e
amavel,
é
terrível
e
sem
piedade
com
a
penna
na
mão?
Es
creve
com
petiua
de
aço!
Porque é que
aquelle pobre
homem
que otilr
’
ora
se
en
trelinha
em
pescar
á
canna,
e
em
tomar
banhos de
calçotes,
hoje se
compraz
em
escrever
obscuras
e
ignóbeis
calumnias,
que
não
divertem pessoa
alguma,
e
o
hor
rorisam
e lhe
repugnam
a
elle mesmo?
E
’
a
influencia
da
penna
de
aço!
Faliam
da
polvora,
dos
fogueies á
congréve,
das
cartas
conslitucionaes! tu
lo
isso
são
insi
gnificâncias
comparadas
com
a
penna
de
aço.
Mas
a
penna
de
pato!
a
penna
de
pa
to,
pelo contrario,
é
a
penna
que
gera
as
obras
primas.
Devemos-lhe os mais
bellos
livros que
léem
honrado
o
espirito
humano;
é
a
mãe da
reflexão. Graças
á
penna
de
pato,
era
o homem
outr
’
ora
obrigado
a
escrever o
seu
pensamento
com
prudente
vagar,
e
esse
vagar
era
a
origem
de mais
apurada
bellesa
de
esty
lo.
A
penna
de
pato,
longe
de
esta,
prom
pla
sempre
como
a
penna
d
’
aço,
exige
mil pequenos
preparativos.
Em
primeiro
logar
temos
de
a
aparar com as
nossas
próprias
mãos;
e
é
esse
um
momento
so-
lemne
no nosso
trabalho.
Emquanto afia
mos
o
bico
da
penna,
o
nosso
pensamen
to
afia-se também;
vamos
procurar
a
ideia
no
fundo
do
cerebro,
assim
como
vamos
procurar
a
medulla
da
penna;
quando
a
penna
está aparada,
precisamos
de
a
ex-
primentar
antes
de
começarmos
a
escre
ver,
e
é
mais uma
pequena
demora
de
que
o nosso
pensamento se
aproveita,
se
o
nosso
pensamento
ainda
não
está
bem
nítido, se
uão
vemos d’
um
relance,
o
que
é
a
primeira
condição
d
’
um
escriptor,
o
principio, o
meio,
e o
fim
do
nosso
dis
curso.
Bem
sei
o
que
alguns
espíritos
me
podem
objectar
em
favor da
penna
de
aço.
Decende, dirão
elles,
do
eslylete
Scepe
slylum
verias.
Mas
que
péssima
e
fallaz defesa!
0
eslylete
antigo
traçava
as
letlras n
’uma
camada
de cêra
que
lhe
amortecia
a
furia, a
penna
de
aço
não
encontra
o
minimo
obstáculo; obri
gado
a
abrir camintro
n
’
essa
camada
re
sistente
ia
elle
a
passo;
ella corre
a
ga
lope.
Com muito
custo
gravava
elle
al
gumas linhas,
que
era
facil
apagar
vol
tando
contra
as
letlras
o
outro
bico
da
penna;
a
penna
de
aço grava
papel,
co
mo
se
gravaria
em
cobre
e
nunca
retro
cede. E
’
uma
improvisação
que
não
sabe
nem
apagar-se,
nem
corrigir-se,
mm sus
pender-se;
tem
de caminhar
sem
atten-
der
aos
erros,
aos
crimes
e
ás
calumnias
que
deixa
peia
estrada.
Dizem-me
que
grandes
génios
(que
mereciam
um
tiro)
se
estão
occupando
de
aperfeiçoar
a
penna
de
aço!
Aperfei
çoar
a
penna
de aço.
Deus
do
ceu!
Oh!
desgraçados,
com
que
fim?
Consistiria
esse
aperfeiçoamento
em
encontrar
uma
penna.
que
levasse
comsigo
e
distillasse
a
tinta.
Por esse
meio
uma nova rapi
dez se juntaria
a
esta
rapidez
já
assus
tadora;
a
mão
do
escriptor
ficaria
con-
slantemente
pregada
no
papel,
sem que
o
espirito
podesse
dispor
sequer
do
pe
queno
inlervallo, que ainda
separa
a
penna
de
aço
do
tinteiro
onde se
em
bebe.
Se
cahimos
n
’
esse
progresso, aca
bou-se!
está
proximo
o
fim
do
mundo, o
espirito
humano fica
sem
defeza
contra
os
seus proprios excessos, e
a
sociedade,
invadida
de
súbito
por
uma
improvisação
sem
fim,
sem
termo,
e
sem
contrapezo,
voltará
á grande
confusão
de
Babel! Na
verdade
não
conheço
perigo
mais terrí
vel
do que
o
progresso!
JÚLIO
JAN1N.
de
viver
na
memória
de
seus
netos;
nem
á
immortahdade
que leva
os Eróslratos
de
todas
as
edades,
que
não
podem fazer-
se
famosos
por
sua
sabedoria,
a
incendiar
o
templo
de
Diana, para
que
a
posteri
dade pronuncie
o
seu
nome,
sequer
mal
dizendo-o.
Somos
immortaes
com
a
eterna
immorlalidade,
em
que
as
almas
dos
bons,
unidas a
Deus,
libarão
a
dita
até
á
sa
ciedade,
recebendo
as
dos
maus
o
castigo
merecido
da
Justiça
divina.
Não
impera
no
mundo
a
justiça,
sen
timento
vívido e ardente,
nobilíssima
e
divina
aspiração da humanidade, que
pede
ha
seis
mil
annos
proprorção
exacla
en
tre
a virtude
e
a
recompensa,
assim
co
mo
entre
o
vicio
é
o
castigo,
sem odios,
sem
favores,
sem
paixão,
sem cegueira,
sem
excepções,
sem
reservas,
sem
am
biguidades.
Eis
um problema
tão
diílieil
de
resolver
como
o
do
movimento
perpé
tuo,
o
da
quadratura
do
círculo,
ou o
da
pedra
pbilosopiial.
A
sancção
natural
não
é proporcionada sempre
ao
merilo
ou
demerilo do
homem.
Ao
lido
de
vi
ciosos
cadavéricos achaes outros
cuj
> tem
peramento,
ain Iaque
pareçim
esqueletos,
resiste
sem
dúvida
ao
abuso
dos
[traze
res
até
nos
dias
da
sua
ancianidade
dis
soluta,
sem
sentirem
a
pma
e o
casti
go.
Ao mesmo
passo,
ao
lado de
virtuo
sos
cuja
vida
sóbria
se prolonga
por
largo
tempo
com o
uso
de
suas
sãs
fa
culdades,
vêde*
mil
homens
de enfermos
e
achacosos.
que
não
colhem
o
prémio
da
sua
honradez
nem
de,
seus
heroicos
trabalhos.
Ainda
sendo
recla
a
lei,
limi
ta-se
aos actos
externos, sem
se
oceu
par
da
piedade
para
com
Deus,
nem
do
respeito interior
para
com
o
proximo; se
é defeituosa
em
si,
ou
incerta
em
sua
ápplicação;
se
o
juiz
seduzido
castiga
os
innocentes e
favorece
os
malfe
tores,
a
justiça
é
então
uma
irrisão.
Emquanlo á
sancção
social ou
da
opinião publica,
é
tão
variavel
e
apaixonada,
que
mui
a
miúdo
recebe
hoje
o Justo
entre
palmas
e
hosannas,
crucificando-o
quatro
dias
depois
entre
alfronlas
e
maldicções,
justi
ficando
o
celebre
diclo
do
sabio
allemão:
Se
a
opinião
me
accusa
de
ler
roubado
o
sol,
começarei
por
fugir,
sem
deler-me
a
provar
a
minha
innocencia.
Chega-se
ao
ponto
de
que a
mesma
aucloridade,
os
Titos
e
o;
S.
Luiz,
cercados
de adu
ladores que
pintam
a
virtude
como
sus
peitosa.
necessitam muita
grandeza
d
’
alma
para
distinguir
o
mento
e
buscar
na
ob
scuridade
os
.nobres
caracteres.
Que sue-
cederá
se
o
mundo
se acha
em
mãos
de
verdugos?
Fica
a
sancção
da
consciência,
a
salisfacção
do
bem
obrado
pe
o
homem
fiel,
e
a vergonha
do
mal
executado
pelo
mao,
justa
sempre,
ainda
que relativa;
porque
emquanlo
as
almas
sensíveis
sa
boreiam
as
iniff.ivcis consolações
da
vir
tude,
ou
se
affligem
ante
a
recordação
ac.brunhadora
da
sua
culpa,
ha
muitas
insensíveis
que
praticam
o dever
com
frieza,
ou
se
entregam
ao
vicio
com
cal
culada
e
pavorosa
premeditação.
Por
doces
que
«sejam
as
delicias
da
virtude,
o
habito
as
amolece,
passando á
cathegoria
de ordinárias
emoções, em
que
o merilo
não
acha
proporcionada
recom
pensa.
O
u.ao
similhantem
óte,
por
hor
ríveis
que
sejam
ao
principio
as
sins
noi
tes
agitadas,
impregnadas de fúrias
e
de
espectros,
espoja-se
por
último no
vicio,
e
goza
sem
lagrimas
nos
olhos
e sem
estremecimentos
na
alma,
como Nero,
que,
esquecendo
se
de
que
havia
elle
me
smo
assassinado
a
sua
mãe.
a
seus
mestres
e a seus
irmão;,-
como
também
de que
era
o
auctor
do
incêndio
de
Roma
e
o
verdugo
do
genero
humano,
só
pensa
em
seu
talento
artístico
ao
expirar,
e
exhala
o
seu
prostremo
suspiro
com esta
phra-
se:
Que
musico
vae morrer! Qualis
arli-
fex
pereo!
Ainda que cada
acto
achára
o
seu
prémio
on
o
seu
castigo
em suas
consequências
naturaes;
ainda
que
a
lei
castigasse
todos
os
culpados; aindaque a
opinião,
sempre
recta,
só
tivesse
louvo
res
para
o
honrado
e anatliemas
para o
pérfido;
ainda
que a
consciência
remune
rasse
sempre
o
justo
com
posições
ce-
lestiaes
e
atormentasse o
mau
com
vivos
remordimentos, ha na
terra
baixezas
e
heroísmos
para
os
quaes
a
opinião
e a
consciência não teem tormentos
nem
co
roas.
Como
póde
castigar o
mundo
ao
suicida,
que abandona
o
posto
em
que
o
collocou
a
Providencia,
ou
premiar
ao
va
lente
marlyr
da
palria,
que
morre
nos
campos
da
batalha? Que
importam
as
censuras
ao
primeiro ou
as
admirações
estereis
e os
mausoléus
ao
segundo,
se
do
outro
lado
do
tumulo
não encontram
as
suas almas
immortaes
um
tribunal
recto
e
um
juiz
inappelavel?
lAaboa,
11 de
novembro de 1S39.
(Do
nosso correspondente)
Chegou o novo
Núncio
de
Leão
XIII.
Foi
conduzido
ao
hotel
Bragança,
sua
residência provisória,
em
um
dos
coches,
que
serviram
aos
reis
portuguezes.
Os
granjeias
andam
muito contentes,
porque
lerão
na camara,
aléin
de
ou
tros.
tres
padres
de
grandes
dotes
ora-
torios
—
o
Pires
de
Lima,
o
Caslello
Bran
co,
celebre
prégidor
d«s
virtudes
de
Ca-
vour.
nas
exequias
maçónicas,
em
San
to
Antonio da
Sé,
e
o
Garcia
Diniz.
Falta-lhes
ainda
um
outrc.
E
’
p
na!
Temos
o
theatro
lyrico
aberto.
A
no
va
epocha
estreiou-se
com
a
Africana,
e
leem-nos
dado
a
Traviata,
e
ensaia-
se
a
Aida
e
Favorita.
O elenco
não
des
agrada
;O
publico;
comquanlo
esteja
mui
longe
de
satisfazer
cabalmenle ás
exigên
cias
dos
frequentadores
d’
aquelle
thea
tro.
A empreza
elevou
os
preços
e
obri
ga
a
pagar
200
rs.
aos
que
desejam
en
trar no
salão, sem
estarem
munidos
de
hiíhete
para
alguma
das
plateias,
ou
de
chave
de
camarote.
Progresso!
O
alio
auxilio
pecuniário,
que
o
lhe-
souro
presta
ao
theatro
lyrico,
é mais
um
escandalo
do
tempo;
pois
além
das
insuperáveis
d
fficuldades.
que
trabalham
o
erário, pobre, como
é
notorio,
como
Job,
apenas
uma
mui exigua parte, re
lativamente fallando,
dos
habitantes
da
capital
gosam
los
espactaculos
lyricos,
porque
não
pódem;
e muito menos o
resto
do
paiz,
a
quem,
todavia,
o
gover
no
liberal,
exige,
á
má
cara, que
subsi
die grossamenle
a
empreza
do
alludido
theatro.
E
assim
se
gasta
da
magra
fortuna
publica,
deixando
se,
ao
mesmo
tempo, de
pagar
dividas
sacratíssimas.
As
negociações
entre a
Rússia
e
o
Vaticano
parece
que estão
em
via
de ter
minar
com
o melhor exilo
para
os
vas-
sallus
calholicos
do
Czar.
Chegou aqui
o
general
Talaya.
Dizem
que
encontrou
um
alcance
no
bata
hão
12,
superior
a dous
contos de
reis.
Podia
ser
mais.
Os
alcances
estão
em
moda.
Falleceu
Antonio d
’Ornellas, um
dos
cavalheiros
legitmiistas
mais
nobres,
mais
probos,
e
dedicados
á
causa
realista.
Vejo,
com
profunda
magua.
irem
ra
reando
nas
fileiras
legitimistas
os
velhos
soldados,
que
acompanharam
o
rei
até
á
convenção
d’Evora
Monte,
e
que
ain
da
se
não
habituaram
a
fazer
corlezias
á
revolução,
e
aos
revolucionários,
e
nada
querem
com
ella,
nem
com
os seus
se
quazes.
emquanlo
não
abandonem
o
erro,
e
venham
para
o
campo
da
verdade
O
provérbio
—
Adorant
quia
Alexander
esl,
não
toma
applicação
possível
com relação
ao
grémio
dos
..veteranos
da
legitimidade.
O
simples tempo
não converte
o
vir-
tualmenie
illegitimo
em
legitimo.
Se
o
avô
não
linha direiL-s,
como
os
terá
o
filho,
e
o
nelo?
Porque
o
avô
falleceu
ha
muitos
annos,
e
o
paiz
vive
á mercê
da
Uberdade
ha
cêrca
de
meio
século?
Mas,
o
dominio
hespanhol
durou
sessenta
annos,
e
aiu
la
ninguém
acre
ditou
que alguns
dos
Filippes
fosse
legiti-
timo
rei
da
nação porlugtieza.
Eu
perguntaria
se,
estando
no
throno
o
Snr. D.
Miguel
I,
algum
legilimista
chamaria,
por exemplo,
duque d’
Avila,
conde
de
Cabral, visconde d
’isto,
ou
d
’
a-
quillo a
qualquer,
a
quem
D.
Pedro,
ou
a
Snr.
a
D.
Maria da
Gloria,
ou o
Snr. D
Pedro, augusto
filho
d’
ella,
ou
o Snr.
D.
Luiz
tivesse
feito
duque,
conde,
visconde?
A
resposta
é
de
certo
negativa.
E
porque?
porque
qualquer
realista
negaria, sem
du
vida,
aos
allu
lidos
Príncipes
o
direito
de
agraciar
este,
ou
aquelle
súbdito
portu
guez,
arrogando-se
a
qualidade
de
rei
le
gitimo,
embora fóra
do
throno.
E’
me
nos
illegitimo,
porventura,
o
Príncipe,
in-
contrastavelmente
repellid»
pelo
direito
publico
de uma
nação,
porque
a
fortuna
lhe
sorriu,
e occupa
o
throno
ha
longos
annos?
E
’
possível
que
me
chamem
outra
vez
intolerante;
mas
o
que
não
é
possível
é
deixarem
a
lógica incólume
quan
do
se
pronunciam
contra
o
princi
pio,
e
lhe
acceilam
as
consequências
com
toda
espontaneidade.
A
questão
do
Oriente,
que
muitos
jul
gavam
definilivamente resolvida
pelo
ac-
cordo
de
Berlim,
comp!ica-se.
A
impren
sa da Rússia
accusa asperamente
a
In
glaterra,
e
a
da
nossa
fiel
alliada
não
se
queixa
menos
do governo
do
Czar,
a
quem
lança
em
rosto
o
modo
como
a
Rússia
tem
protegido,
por
traz
da cortina,
os
inimigos
da
Inglaterra,
no
Oriente.
Tal
vez
me
engane,
mas
convenço-me,
lodos
os dias
mais,
de
que aquellas
duas
na
ções
rivaes
não
deixarão
de
se
baterem,
e
que
muito
mal
irá
á
Inglaterra
se
a
não
auxiliarem.
E
auxilial-a-hão?
Em
substituição
de
Pedro
Roberto
foi
occupar
o
logar
de
deputado
da
junta
da
bulia
da
Cruzada
o prior
do
Coração
de Jesus,
hoje
commendador,
e
não
sei
que
mais.
Para
elles
é que
está
o
tempo.
A
nação
geme,
a
revolução
tripudia;
virá,
porém,
o dia da
liberdade
para
o
paiz,
farto
alé
á
saciedade
de
mentidas
promessas,
e
funestissimas
realidades.
GAZETILHA
As
exrqulns
do Snr. 1). Miguel
«le Brognfiça. —
Estiveram
esplendidas
as
que se celebraram
na
egreja
de
S.
Marcos
no
dia
14-
do
corrente,
por
ini
ciativa
da commi-são
da
mocidade
legi
limista, d’esla
cidade.
O
templo
achava
se
elegantemenle
de
corado, erguendo-se
no
centro
um
mo
desto
cenoiaphio.
onde
se
via
collocado
o
retrato do
real
Proscriplo.
Duas
ordens de
luzes
em
castiçaes
de
prata
e
serpentinas
circumdavam
aquella
phanlasia
funerária,
que fazia
relembrar
a
memória
d
’
aquelle
que occupou
o
thro
no
dos
nossos
maiores
com
o
nome
de D.
Miguel
I.
De
manhã,
ao
loque
da Ave Alaria,
dobraram
os
sinos
de
quasi
iodas
as
tor
res
da
Cidade, e,
em
seguida,
celebra
ram se muitas
rnissas
geraes,
suffragando
a
alma
do
real
Proscriplo.
A
’s
10
e
meia, deram
novamente as
torres
signal
de
que
se
ia
principiar
a
soletnni lade,
a
qual
terminou
cerca
do
meio dia.
Foi
celebrante
o
exm.°
conego
Aguiar,
de
Barcellos.
acolytado
pelos
revd
os
ca-
pelião
da
Conceição, e
José
Francisco
da
Silva,
dirigindo
o
ceremonial
o revd.
0
padre
mestre,
capellào
de
S. Vicente.
A
musica,
que
erá da
capella
dos
snrs.
Luiz
Biplista, e
Esmerizes,
desempe
nhou
magistralmente
a
sua
missão.
Houve
bastante
concorrência
de
fieis,
desde
pela manhã até
ao
fim
das
exe
quias,
achando-se
o
templo quasi
litteral-
mente
cheio.
Recorda-nos
vêr
alli,
entre
outros
ca
valheiros,
os excm.os
snrs.
drs.
Pedro
Barbosa,
Daniel,
de
Tresesle,
Marques
da
Silva e
Luiz
Maria;
Marlinho
Barata,
Este
vão,
de
Macádi,
Leonel
d’Abreu,
Madu-
reira,
Amorim,
Vieira
da
Rocha,
padre
José
Siiverio,
Frei
Manoel de
S.
Bento,
pa
Ire
Ignacio
e
padre
Francisco, de
Ma
çada,
pad>e Anlonio
da
Conceição,
Ro
cha
Couto,
padre
José Lopes,
Paulo
José
da
Costa,
Ribeiro Braga.
Manoel
Ignacio,
José
Rodrigues
Braga,
Francisco Azeve
do.
Cândido
Martins
Pinheiro,
Vieira
Ma
chado,
José Maria
Pereira,
João
Torres,
José
Anlonio
Alves,
Joaquim
Antunes Pe
reira,
Narciso
Correia,
Domingos
Paiva,
Joaquim
Antunes
Alves,
Vicente
Francisco
da
Silva,
Santos
Coelho,
Manoel
Teixei
ra,
A
de
Castro,
cap
dlão mór do Bom
Jesus,
Francisco
Carvalho,
Anlonio
Tor
res,
Martins
Costa,
das
Hortas,
padre
An-
lonio
Cunha,
Manoel
Moita
e Anlonio
Gon
çalves
Silva
Moita,
de
S.
Victor.
Também alli
vimos
senhoras
da
primei
ra
aristocracia
d
’
esta
cidade,
vestindo
ri
goroso
luto.
Correu
tudo
com
a
ma-
xima
regularidade.
Emfim,
as
exequias
estiveram á
altura
da
memória
d
’aquelle
que
foi
nosso
Rei,
e que
a
revolução
desthronou,
morrendo
longe
da
patria
que
tanto
ainára.
Porisso receba
a
illustre
commissão os
nossos fouvores, por
tão
piedoso
acto,
digno
dos
nobres sentimen
tos
dos
indivíduos,
de
que
a
mesma
se
compõe.
Tanto
as
arles,
como
o commercio,
também
se
achavam
alli
representadas
por
modestos
artistas
e
honrados
negocian
tes.
Festividade
de
Xoasa Senhora
d*Apresentação.—
Começou no dia
12
ás
7
horas
e
meia
da manhã,
na
paro-
chial
egreja
de
S.
João
do
Souto,
a
no
vena de
Nossa
Senhora
da
Apresentação
e
continua
até
ao
dia
20.
N
’
este
dia
de
tarde
haverá
vesperas
solemnes
com
o
SS.
Sacramento
exposto;
e
no
dia
21
missa
solemne,
e
de
tarde
sermão,
Ladainha
e bênção
do SS.
Sacra
mento.
Ha
alguns
annos
que
esta
solemnida-
de
costumava
celebrar-se n
’este templo,
não
no
dia
proprio,
mas
no domingo
im-
mediato
ao
dia
21
de
novembro,
em
que
a
Santa
Egreja
nos
recorda
este
mysterio
da
vida
da
SS.
Virgem.
A
Meza
actual,
administradora
da
Con
fraria
d
’
Apresentação,
erecta
n
’esta egreja,
julgou
não
haver uma
razão
forte
para
a
transferencia
da
festa,
e
resolveu
fazel-a
no
seu
proprio dia. E
se
no
dia
21
de
novembro
se
resa
em toda
a
universal
Egreja
d
’
este
mysterio,
não
será
mais
con
forme
ao
espirito
da mesma
Egreji
a
cele
bração
da
sua
solemnidade?
Nem
obsia
o
ser
dia
de
semana,
porque
a
devoção
á
Mãe
de Deus no
mysterio
da
sua
Apre
sentação,
está
por
tal
fórma
arraigado
no
coração
dos
habitantes
d
’
esta
terra,
e
mórmente
nos
dos
filhos
d
’
esta
freguezia
de
S.
João
do Souto,
que
a
nenhum
d
’
elles será
impedimento o
dia
de
sema
na
para
irem
ao templo
render á
Virgem
as
suas
homenagens.
Porventura
as
festi
vidades
que
annualmente
se
fazem
n
’esta
cidade
em
honra
da
Santa
Cruz,
de
S.
Vi
cente
Martyr,
de
S. Sebastião, Santa
Lu
zia, Santo Amaro, etc.,
deixam
de
ser
muito concorridas
dos
lieis, por serem
ce
lebradas
no
dia
proprio?
Não,-ao
contra
rio;
esta
união
de pensamentos e
<l
’affe-
clos
é
inquestionavelmente
motivo
de
mor
animação,
de
mais
concorrência
«le
fieis,
e
conforma-se
melhor
com
a
intenção
da
Egreja
Catholica.
Jisbilen
d®
Amnioeulada».—
Pre
param
se
brilhantes
festas
para
celebrar
este
Jubileu.
A Commissão
do
Sameiro
dirigiu
cartas
a
muitos
particulares
rogan
do-lhes
queiram
associar
se
á
Commissão,
p>ra
na egreja
do
Populo
se
fazerem
ma
tinas
solemnes como
no
anno
passado,
communhão
geral
e
pomposos
cultos.
Cre
mos
que
o,s
desejos da
illustre
Commissão
serão
satisfeitos, porque
a
festa
da.
Imma-
culada
Conceição é
de
devoção
nacional.
M. Kxe a
aiev«l.
ma
.
—
Foi
h
miem
o
5.°
anniversario
da
Confirmação
de
S.
Exc.
a Revd.
ma
em
Arcebispo
de
B'aga.
Eacota gratiaít»*.
-Na
escola da
As
sociação
Catholica,
d
’
esta
cidade,
ha
logar
para
alguns
alumnos
pobres;
e
porisso
se
os
paes
quizerem uma
escola
gratuita
e
christã
para
seus
filhos,
requeiram
á
As
sociação,
que
francamenle
admille aquelles
que
alli
couberem.
Soeios
««cftdemieog. —A
(lirmam-nos
que
fôra
nomeado
socio
da Real
Acade
mia
de
Historia de
Madrid
o
snr.
dr.
Pereira-Caldas,
professor
do Lyceu
Bra-
carense.
Esta
Associação
li iteraria
e
scientilica,
é
a
principal
de
Hespanha.
—
O
sm. dr. Francisco Martins
de
Moraes
Sarmento
acaba
de
ser
lambem
nomeado
socio do
Instituto
Archeologico
de
Roma,
e é
por
consequência
tanbem
consocio
do
snr.
dr.
Pereira-Caldas
FMll«>e>men<o.
—
Falleceu
nos
Arcos o
snr.
Ir.
José
Teixeira de
Quei
roz
Moraes
Sarmento,
deputado
eleito
por
aquelle
circulo.
aj®reativ®.—
Uma
dama
d
’
esta
cidade
offereceu
umis
riquíssimas
pulsiras
á
Vir
gem
das
Dôres, venerada
nos
Congrega
dos.
Conselho «Se Diatrieto.—
Em
ses
são
de 6
o
Conselho
de
Dislricto
resolveu
os
negocios seguintes:
Approvou
as
contas
da camara muni
cipal
de
Vieira,
respeitante
a
1877-1878,
e
1878-1879.
Approvou
as
contas
da
Senhora
dos
Remédios,
da
freguezia
de
Palme,
do
con
celho
de Barcellos,
respeitantes
a
1876
a
1878-1879.
Consultivos.—
Foi de
parecer
que
esta
vam
nos
termos
de
ser
approvados
os
se
guintes
orçamentos, respeitantes a
1879-
1880'
No
concelho
de
Barcellos,
das Almas,
da
freguezia
do
Salvador
do
Campo;
da
Senhora
do
Rosário
das
freguezias
de
Creixomil,
e
Ronz,
Senhora
das Dôres,
da
freguezia
de
Roriz.
Um
espeetncuto atrahente.
—No
proximo
domingo
vem
dar
um espectaculo
Mr.
Bargeon
de
Viverols,
com
o
admirá
vel
invento
de
Edison,
o
phonographo,
uma
machina
que
falia
e
canta.
A
imprensa
de
Lisboa,
e
Porto
onde
aclualmente
está
este
cavalheiro,
tem
diclo
maravilhas
d
’estes espectaculos.
E’
d’esperar
que
no domingo
não
fique
um
só
logar
devoluto
no
theatro
de
S.
Geraldo.
Jornal de
Viagens.
—
Temos
pre
sente
o
n.°
25
d’
esle
semanario,
que
contém
:
Texlo:
Pelas
regiões
longínquas:
Uma
Visita
ao
Rei
de
Dakar ==■
Aventuras
de
Terra
e
Mar:
O
Vulcão
nos Gelos,
aven
turas d
’
itma
expedição
scientifica
ao
polo
ANNUNCI
OS
do
norte=Viagens
ao Paiz
do
Algodão
e
do
Ouro:
O
Caminho
de ferro do
Paci
fico
= Assumptos
de
geral
interesse:
a
Doutrina
Monroé=Costumes
e
Religiões
dos
Povos
Barbaros:
O
Urna=Viagens
Ceie
bres:
As
regiões
Polares
—
Estudos
geo-
graphicos:
Os
Estados-Unidos
da Ameri-
ca=»Historia
dos
Piratas, Corsários
e
Ne
greiros
=
Geographia
Florestal
—
\
cidade
e
a
cidadella
de Herat.
Chronica:
O
pico Mongo-Ma-Lobat—
O
tu
nnel
do
Hudson=O
canal
inter-oceani-
<o=O
museu
postal
de
Berlim=Caminho
deferro
cluleno=
Vjirn
>es
ferozes
na
índia
ingleza=A
Venus
Negra.
Ilustrações:
Pelas
regiões longínquas:
Uma
visita
ao rei
de
Dakar=O
Vulcão
nos
gelos:
A
boia
de
salvação
do Polo
Norle
=Viagens
Cdebres:
Os
esquimós
a
bor
do
do
Príncipe
_4MerZo=Historia
dos
Pi
ratas: A
cidade
d
’
Oran
é
destruída
por
um
terremoto
=
Venus
Negra:
Os
nego
ciantes
de homens.
No
fim
de
cada
semestre
o
numero
é
acompanhado
de
um
indice
e
de uma
capa,
entregues
gratuitamente
aos
assi-
gnantes.
Além
d
’
isso
haverá
capas
de
lu
xo
em
percalina,
a
traços
de
verniz
e
let-
tras
de
ouro=-que
custarão
para
os
snfs.
assiguanles 500
reis,
avisando
com
anlici-
paç.âo.
Estas
capas
não
custão
menos
de
1090
em qualquer
encadernador.
Á Svgreji*
Catiinliea
e o revo-
—
Adap
’amos
este titulo
aos
seguintes paragraphos
da
«Ordem»;
A
Egreja
Calholica,
na
expressão
de
todos
os
revolucionários
e
barateiros,
está
nos
paroxismos
da
morte,
quasi
asphixiada:
e
a
Inglaterra,
não
ha
muitos
annos,
to
da
protestante,
conta
já
hoje:
3
Cardeaes;
14
Arcebispos;
192
Bispos.
Os
ires
Em.
”
*
10
’
Cardeaes
são
—
SS.
Em.in,s
Manmng.
Howard
e
Newman
ULTIHA8 NOTICIAS
Lisboa
13.
Na
bolsa
venderam-se:
2
titulos
do
Banco
de
Portugal
a
553009;
10
acções
do
Banca Lusitano
a
68^000;
10
do
Ban
co
Lisboa
&
Açores
a
97000;
5
do Ban
co Insulano
a
71000,,
20 obrigações
de
coupons
da
companhia
das
aguas
a
86000;
10
prediaes
a
93000; 10
de
coupons
para
compra
de
navios
de guerra
a
89000;
6
contos
em
inscripções
a
32;
3
a
52
03,
de
coupons
a
52,05;
32:690 escudos
de
fundos
hespanhoes a
14,77.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
16:118084.
Londres
13—
0
«Morning Post»
asse
gura
que
Bismark
e
Schowaloff
terão
pro
ximamente
uma entrevista.
A
côrte
de Berlim
será representada
na
festa
dos cavalleiros
de
S.
Jorge
em
S.
Pelersburgo, o
que
é
indicio
de
appro-
ximação
amigavel.
O
«Standard»
diz
que
se as
relações
entre
a
Rússia
e
a
Aliemanha
melhora
rem, Schowaloff
será
nomeado
embaixa
dor
em
Berlim.
Paris
14
—Tendo
as auctoridades
rus
sas
impedido
a
viagem
pelo
Niemen
russo
dos
vapores
da Prussia,
esta
embargará
as
viagens
dos
vapores
russos
no
Niemen
prussiano.
Bruxellas 14
—
Os periódicos da
Euro
pa publicam
um
despacho
de
Roma
di
zendo
que
lodos
os
ministros
ofiereceram
a
demissão ao
snr.
Cairoli.
Londres
15
—
Dizem
de
Copenhague ao
«Standard» que o
ministro
da
guerra
quer
a
demissão,
convencido
de
que
a
Prussia
se
propõe
occupar a
Dinamarca
na
pri
meira
occasião.
Constantinopla
14 —
0
sultão
disse
ao
snr.
Layard
que
a
resolução
de introdu
zir
refórmas
não
é
explicada
pela
pressão
da
Inglaterra; essa
só
teria
o
resultado
de
deminuir
a
auctoridade
do
sultão.
Os
Esta
ios-Unidos
têem
também:
I
Cardeal
—
S.
Em.
ula
Mis-Closkei;
12
Arcebispos;
62 Bispos;
e
mais
de
2:000
membros
de Ordens
Be-
ligiosas.
Hão
de
concordar
que
tudo
isto
são
signaes
de
morte
próxima
da
Egreja
Ca-
tholica,
que ha
um
século
não
contava
nem
sequer
um
Bispu
n’
estas
regiões!!
Estas
falsidades são
baratas,
porisso
apparecem
por
lodo
o
preço. Mas
nós
so
mos
mais
amantes
dos
factos
e
das
esta
tísticas.
Ahi
ficam,
por
agora,
alguns
nu
meros;
e
não
(içaremos
por
aqui.
,%'ova
comlemnação
tio
elrre nn
Priwiiin.-
O
Cardeal
Ledokowski
foi
condetnnado
a
um anno
de
prisão
e
a
tres
mil
marcos
de
multa
por
ter
excom-
mungado
o
padre
Lizak,
intruso
em
Schroz.
O
parocho
de Duchorna,
Gioburowski,
foi
condemnado
a
um
anno
de
prisão,
por
ter
censurado
os
actos
do governo.
VStort»
desastroBA.
—
Na
quinta-feira
passada,
nas
pedreiras
de
Campo
de
Ou-
riqne,
cabia
uma
grande
pedra
sobre
um
homem,
malauda-o
iuslantan
aamente.
Curso noeturno pura
aitiitíos.
—Abriu-se
em
Vianna,
em
casa
do
respe-
clivo
professor,
o
curso
noclurno
para
adultos,
a
expensas
da
congregação
de
Nossa
Senhora
da
Caridade.
Fome
is
»
Chins».—A
fome
na
Chi
na
continua a
fazer
centenares
e
milha
res
de
victimas.
As
ruas
em
muitas ci
dades,
villas
e
aldeias
estão
cheias
de
cadaveres
humanos,
que
servem
de
man-
timuitv
a
não
poucos
esqueletos
vivos
que
por
meio
d
’
ellas
vagueiam.
O
novo ainneio.
—
Escreve
a
«Na
ção»,
de
14:
O
snr.
Núncio,
monsenhor
D.
Caeta
no
Aloisi
Masella,
acha-se
ainda
hospe
dado
no
hotel
Bragança,
e
tem
continua
do
a
dizer
missa,
ás 8
horas,
na
capella
do
hospital
da
venerável
Ordem
Terceira
de
S.
Francisco
da
Cidade
e
honlem vi
sitou
o
editicio
ficando
muito
satisfeito
pelo
aceio
e ordem
que
encontrou
em
todos
os
compartimentos
d
’
aquella
casa,
em
que se
administra
a verdadeira
cari
dade,
conforme
o
estatuto
que
a
rege.
Na
visita,
foi
s.
exc.a
acompanhado
pela
enfermeira
mór
D.
Maria
Germina
Gonçalves
Rahmann,
rev."10
auditor,
rev.»
commissario
desembargador
Bomão Gui
marães,
mordomo
Santa
Rita,
3.° vigário
Paes
Baeta,
fiscal
João
Pedro,
e
mais
irmãos
que
alli
se
achavam áquella
hora,
e
lambem
do
snr.
Figueiredo,
digno
em
pregado
da
Nuncialura
e
seus
filhos.
S.
exc.
a
dirigiu
palavras
de
consola
ção
aos
enfermas,
recomtnendando-lhes
toda
a conformidade no
mal que
os
adi
i-
gia,
agradeceu
á
zelosa
mesa
administra
tiva
da
casa
o
dispensar-lhe
occasião
para
ver
um estabelecimento muito
condigno
aos
benefícios
que
prodigalisa
aos
seus
ifmãos
enfermos
e
impossibilitados
de
po
derem
agenciar
os
meios
para
a
sua sub
sistencia
e
que
Deus
abençoasse
as
in
stituições
que
sabem
religiosamente
cum
prir
a
regra
que
as
dirige.
Amiivergarto da
Primeiro de
Dezembro de 1840 —
Ao
pnblieo
brnearense. —
A
classe
académica
reu
niu
se
no
dia
26
do passsdo,
afim
de
nomearem
uma
commissão,
escolhida
en
tre
os
próprios
académicos, para
promo
ver os festejos
annuaes
do 1.®
de
De
zembro.
Nós,
abaixo
nomeados,
membros
da
mesma
commissão,
unidos
com uma
só
vontade
e
desejando
abrilhantar
uma
festa
que
é
e
deve
ser
d
’um
paiz
inteiro,
vi
mos
por este
meio
pedir
ao
povo bra-
carense
o
seu
auxilio
e
valimento.
Témos
visto
o
brioso
povo
d
’
esta
ter
ra
proteger,
sempre
e
com
jubilo
as
em-
prezas
que
traduzem
uma
ideia
gran
le,
e
é
porisso
que
nós
appellamos
para
a
sua
protecção,
que
jámais negou
ás com-
missões
anteriores
e
que
de
sobejo
prova
o
quanto
esta
cidade
é briosa e patriótica.
Tomando
nós
por
iniciativa
festejar
com luzimento
uma
empreza
tão
arrojada
e
tão
nobre
como
foi
a
restauração da
nossa
perdida
independencia,
parece-nos
que,
recordando a gloriosa
data
de 1649,
não
haverá
ahi
um
só
porluguez
que
dei
xe
de
nos
coadjuvar
tanto
quanto
possa.
Confiados
na
generosidade
e
mais
que
tudo
no
sentimento do patriotismo que
anima
este
povo
bracarense,
esperamos
uma
espontânea
coadjuvação,
sem
a
qual
não
poderemos
levar
a
effeito os
fins
a
que
nos
propomos.
Para
governo
de
todos,
ontrosim,
ro
gamos
<pie
se
attente
bem
para
as
sub-
scripções
que
se vão promover
afim
de
que
se
não
falsifiquem;
devem
ellas
le
var
para ser
verdadeiras
uma
carta
im
pressa
junto
e
a
competente
rubrica
do
snr.
presidente.
Presidente
—
Antonio
José de
Lima.
Vice-presidente
—
Narciso Antonio
Re-
bello
da
Sdva.
Secretario
—
José
Maria
Rebello
da
Silva.
2.°
secretario
—João Antonio
Aífonso
B.
Thesoureiro
—
Adolpho
d’
Almeida
Bar
bosa.
Vogaes:
José
Martins
Peixoto,
3.®
anno
do
curso
theologico
João
de
Faria,
2.®
anno
do curso
theo-
logico.
Manoel
José
Rodrigues
Portuguez,
l.°
anno do
curso
theologico.
Antonio
Faria
Peixoto
Braga.
Egydio
Herculano
Carvalho
Malheiro.
Fernando
Antonio
Gomes
Ferreira de
Oliveira.
Agostinho
Teixeira
da
Moita Guedes.
José
Maria
Figueiredo.
Forlunato
d
’
Azevedo
Varella.
Julio
Baptista da Cunha
Braga.
Joaquim
\ugusto
da Cunha.
Manoel
Joaquim Rodrigues
Pinto.
A
’a
alssias
heawfazejai*.
—
Pede-se
por
caridade
uma
esmola
para o
infeliz
José
Maria,
morador
defronte
da
capella
de
S.
Miguel-0
Anjo,
casa
n,°
3,
empre
gado que
foi
no
Seminário
de
S.
Cae
tano,
e hoje
se
acha
paralítico
sem
pu
der
articular
palavra,
e
impossibilitado
de
lodo
o
trabalho.
A
’a aisnas
«ariíativaí».—
Recom-
memiamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua
dos
Sapateiros, n.°
7.
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de
doen
ça
incurável.
A
’
publica.—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S. Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
°
andar,
que
se
acha
na
maior
neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que o
soccorrem
com
alguma
esmola.
AGR
ADEGIMENTQ.
A
commissão da
mocidade
legitimista
promotora
das
exequias
que
se
celebraram
no
dia
11
do
corrente,
na
egreja
do
Hos
pital
de
S.
João Marcos,
para
suífragar
a
alma
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bra
gança,
agradece
verdadeiramente
reconhe
cida
a
todas
as pessoas d’
ambos
os
se
xos
que
acederam
ao
seu
convite,
as
sistindo
áquelle
religioso
acto,
e
em
es
pecial
ao
exc.m
®
conego
Aguiar,
de
Bar-
cellos,
celebrante
e
aos
aprestes
os
rev.
08
José
Francisco
da
Silva
e
capellão
da
Conceição,
e
ao
ceremonial
o revd.
0
ca
pellão de
S. Vicente,
á
exc.
ma
mesa
da
Real
Irmandade
da
Misericórdia,
que
da
melhor
vontade
franqueou
o
templo
e
pa
ramentos,
e
a
todos
aquelles
snrs.
que
a
coadjuvaram
e
auxiliaram
nas
despezas,
concorrendo-
com
a
sua
espórtula
pecu
niária,
a todos
agradecem
profundamenle
reconhecidos.
Braga 16
de
novembro
de
1879.
Francisco
Marques
Soares
d'Azevedo.
José
Maria Pereira.
Cândido
Augusto
Martins
Pinheiro.
Mandsl.
Ignacio
da
Silva
Praga.
Domingos
J.
S.
Aguiar.
João
Jerreiru
Torres.
José Anlonio
A
Ives.
Joaquim
Leal.
Joaquim
José Vieira
d<i
Rocha.
Anlonio
José
da Silva
(2701)
APPELLO
AOS CATHOLÍGOS
«A
Associação
de
jesus
,
mauia
e
josé
,
erecta
na
cidade
do
Porto,
com
o
fim
de
abrir
escolas
gratuitas
para
edu
cação
de meninos
pobres,
de
ambos
os
sexos,
vendo-se
obrigada
a
deixar
o edi
fício
onde se
acham
funccionan lo,
em
Villa
Nova
de
Gaya,
as
duas escolas,
uma
de
meninos
e
outra de meninas, resolveu
em
sessão
de
14
de
setembro
do
corrente
anno
de 1879, mandar
construir
uma
casa
apta
para
receber
as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe
foi
dado,
para
este
fim,
terreno
por
pessoa
caritativa;
mas
fallecemlhe
meios pecuniários
para
levar
ao
cabo
obra
tão
util
á
humanidade.
A
Associação confia
muito
nos
senti
mentos
generosos
dos
snrs.
associados
e
mais
pessoas
amantes
da
humanidade
que
a
coadjuvarão de
bom grado em
uma
empreza
que
tem
por fim arrancar
da
ignorância
e do vicio
a
tantas
creanças
que,
sendo
bem
educadas,
podem
vir
a
ser
-
bons
cidadãos
e prestar
relevantes
serviços
á sociedade».
A
subscripção
fica
aberta
na
redacção
d
’este
jornal.
Arrematação
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
l.°
ofiicio,
Freitas,
se
faz
publico
que
no
dia
23
d
’
este
cor
rente mez
de novembro,
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
Tribunal Judicial,
silo
no
largo
de
Santo
Agostinho, d
’esta
mesma,
se
tem
de arrematar em
hasta
publica as
fazendas
que
ao
executa
do
Paulo
Dias
da
Moita Braga,
negocian
te
de
tabacos
da
rua
do
Souto
d
’esta
cidade
foram arrestadas
nos
autos
de
re
querimento
para
arresto,
que
contra
o
mesmo
promove
Carlos
Ventura
Teixeira
Pinto,
negociante
da
cidade
do
Porto,
na
importância
de
85030
reis,
pela quantia
de
383073
reis,
que
a
este está
devendo.
Braga
12
de novembro
de
1879.
O
Escrivão
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verifiquei
a
exactidão.
(2699)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Venda
de propriedade
Vende-se
em
Palmeira,
logar
do
Ou
teiro,
em
praça
voluntária,
no
mesmo
lo
cal a propriedade
de
José
Antonio
de
Sousa,
que
consta
de
casas
terreas,
ter
ras
que produzem
pão
e
vinho,
com
boa
agua
de
poço,
a
qual
póde
vêr-se
a
todi
a hora.
E’
avaliada em
500009
rs.
(2709)
No
dia
23
do
corrente pelas
10
ho
ras
da
manhã,
vende-se
em
leilão
parti
cular
a
boa
mobília,
que
adorna
a
casa
n.®
53 na rua
de S.
Marcos—compõe-se
de
excellentes
cadeiras,
sofá,
commoda,
oralorio,
mezas,
cosinhas
de ferro
e
mais
objectos.
Appareçam,
que
é
pechincha.
(2702)
wHíSS
■
Achando-se
por
cobrar
tres
quartas
partes
da
contribuição
directa
municipal
lançada
pelo
corrente
semestre,
a
Cama
ra
faz
saber,
que
serão
aggravadas
com
a
importância
do
aviso
e
do
juro
da
mora
tolas
as collectas
que
no
dia
30
do
cortenie
mez
não
estiverem
pagas.
Braga
15
de
novembro
de
1879.
O
Presidente
J.
J.
Malheiro
da Silva.
Banco Commercial de Braga em
liquidação
3.®
e
ultimo rateio por saldo
A
Commissão
liqmdataria
d’este
Bin-
co convida
por
este
meio lodos
os
cre
dores
por promissórias
a
virem
receber
o
restante
de
seus
créditos
até
ao
dia
20
do
corrente
mez,
na
certeza
de
que
não
vindo
até
aquelle
dia,
ficam
sujeitos
ao
deposito
de
seus
créditos,
e
não
per
ceberão
juros
d
’aquella
data
em
diante.
Braga
13
de
novembro
de
1879.
A
commissão
liqmdataria do
Banco
Com
mercial
de
Braga
Manoel
Duarte
Goju.
João
Luiz
Pipa.
Francisco
José d’
Araújo
Antonio
José
Antunes Reis.
Manoel
Anlonio
da
S.a
Pereira
Guimarães.
Albano
da
Silva.
EDITAL
A
Camara
Municipal
d
’
esla Cidade e
Con
celho
de
Braga
Faz
saber,
que
no dia
28
do
cor
rente
pelas
11
horas
da
manhã,
no
Paço
do
Concelho,
se
ha
de arrematar
a
obra
de
calcetaria,
abertura
de
caixa,
regularisa-
ção,
e
cylinJramento,
para
a grande
re
paração
da
estrada
da
Coníeileira
á
Pon
te
do
Porto,
Lanço
da
Confeiteira
á
La-
ge
dos
Ovos,
sob
a base
de
licitação
de
362000
reis,
e
na
conformidade
do
re-
spectivo projecto,
existentes
na
Secretaria.,
municipal,
e
com
as
condições da porta
ria
de
8
de
março
de
1861,
na
parle ap-
plitavel.
Braga
8
de
novembro
de
1879
=E
eu
Antonio
Manoel
Alves
Costa,
Escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O
Presidente
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
EDITAL
RAPE
Chama-se
a attenção
dos consumidores d’este artigo, para
a
imitação feita pela fabrica BOA-FÉ
do Porto, dos rotulos do
rapé
da
acreditada fabrica de
SANTA
APOLONIA; imitação não
só
dos desenhos e marca da fabrica, mas até dos seus
dizeres,
resultando d’
esta pratica tão pouco regular, que alguns consu
midores
menos escrupulosos
na apreciação dos empapelos,
com
pram como
rapé
da fabrica de SANTA APOLONIA,
outro de
qualidade
infinitamente inferior.
(2695)
A
Camara
Municipal da Cidade
e Con
celho
de
Braga
Faz
saber,
que
no
dia
28
do
corren
te
pelas
12
horas,
no
Paço
do
Conce
lho,
se
ha
de
arrematar
a
obra
de re-
conslrucção
das
ruas
de
5.
Thiago
e
do
Poço,
sob
a
base
de
licitação
de
240^000
reis
e
conforme o
projeclo
e
orçamento
existentes
na
Secretaria
Municipal.
Braga
8
de
novembro
de
1879.=E
eu
Antonio
Manoel
Alves
Costa,
Escrivão
da
Camara
o subscrevi.
O
Presidente
Joaquim José
Malheiro
da
Silva.
Éditos
de
30
dias
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
caitorio
de
Ribeiro,
correm édi
tos
de
39
dias
a
citar
todas
as
pessoas
incertas
e
quaesquer
credores
e
legatários,
desconhecidos
e
residentes
fóra
da
co
marca
que
porventura
tenham
algum
di
reito
á
herança
e
expolio
do
finado Fran
cisco
Ignacio
Peixoto,
viuvo,
morador
que
foi
na
rua
do
Anjo,
freguezia
de
S.
João
do
Souto
d
’
esta
cidade,
para
que
no
dito
praso
o
venham
deduzir
e
allegar
no
in
ventario
a
que
por
tal
fallecimenlo
se
an
da
procedendo
por
este
mesmo
juiso
e
carlorio
do
predito
escrivão,
sob
pena
de,
á
sua revelia,
ser
o
mesmo
julgado
por
sentença.
Braga
5
de
novembro
de
1879.
O
escrivão
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei a
exactidão.
(2696)
Adriano Carneiro
de
Sampaio.
HMA
88
í>LMMg
O
abaixo
assignado,
tem
á
venda em
sua
quinta
na
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenôes,
as
seguintes:
Grande
quantidade
de
salgueiros
com
raiz,
choupos,
ditos
em
estacas,
casta
nheiros,
nogueiras,
damasqueiros,
peceguei-
ros,
laranjeiras,
nespreuos,
ameixoeiras,
ditas
do
Canadá;
enxertos de
pereira e
ma
cieira.
E
’
tudo
bom
Pódem
ser
vistas
a
qualquer
hora
do
dia.
Tem
lambem
gran
de
quantidade
de
japoneiras,
roseiras
fran-
cezas,
azálias,
e
reduguengos.
(2693)
João
da
Cosia
Palmeira.
Arrematação
No
proximo
domingo,
23
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
da
egreja
do Populo,
teem
de
ser
arremata
das as
pensões
que
se
pagam
á
Irman
dade
da
SS.
Trindade.
(2698)
Consultorio
Medica-Cirui
gico
10
—RUA
DE
S. JOÃO —10
Alfredo
Passos ouve de
consulta
to
dos
os
dias
do
meio dia ás
2
horas
da
tarde.
Faz
operações
de
grande
e
peque
na
cirurgia.
Especialidade
—
partos.
(2617)
IIHCCAO MAGA.
Esta maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
unira
que
não
causa
apertos
d
’urelra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
atlestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de
Santa
Cruz—
40
Porto
—
Cardoso
—
Praça
de
D.
Pedro
—
113.
(2631)
AIiUGAM-SE
Os
altos
da
casa
da
rua do
Campo,
a.°
22,
com
bons
commodos para
uma
numerosa
família,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
Deposito
no
Porto,
Ferreira &
Irmão,
B
nharia, 77
e
79.
>x>x>x>x>x>xx<>i<Í3
> Gran
êxito en
Paris
VELOUTINE CH FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, di
a/
oúti»
fntcura y traspannaia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en
las Farmacias, Perfumerias, Beluquerias y tiendas de qnincalla.
Desconfiar
de
las
falsificaciones. <
1‘
iwmitíí
iwilim
BARATÍSSIMO
TBATAItíTO
ABTI-BHIHffiATICO
®
H.ÍXM
O ELIXIR SARRAZIN
©
ami
cura as
gottas;
O
ELIXIR SARRAZIN
cura
o
lumbago;
0
Slim
cura
as
dôres
sciaticas;
0
ELIXIR SEKBAZIM
cura
as
enxaquecas.
ADOPTADO
POR
TODOS
HOSPITAES
FRANCEZES
PREMIADO
PELAS ACADEMIAS
Deposito
no Porto—FERREIRA &
IRMÃO
77—RUA
DA BANHARIA—
79
3.a
MORADA
ACIMA DA
ESQUINA DA PONTE
NOVA
PREÇO
........................ . . .
I^UOO REIS.
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
ga
de
sabugueiro
legitima
do
Douro,
por
preços
commodos;
a
quem
a
pretender,
dirija-se
á
mesma
casa.
'
(2640)
Ctatxa
penBsiiristt»
Sruearease ss«
Travessa iíe fi>. (Sualdisn iVesta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se roupas
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
ires
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
a
cura
os
rheumatismos
agudos;
cura
os
rheumatismos
chronicos;
Fabrica a vapor de fundição
de ferro e metaes
Tr«vesi«ii ile S.
JoSo—Hruqn.
N
’
esta
fabrica,
nt.ica
ua
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades.
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de lodos os tamanhos e
quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos
uo
Porto
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
avul
sas,
como
são:
buxas
para eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me-
zas de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
syslema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua, de
todas
as
grossu-
ras,
guinchos
de
pedreiro
de todos
os
tamanhos.
Além
d’eslas
obras,
que
ha
feito,
toma encommendas para todas que
possam
fazer-se
de
ferro,
aço
ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
este
genero
principalmente
bombas
de
poços.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
Arrematação
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’
infanleria
8,
faz
publico
que.
no
dia
3
do
proximo
mez de dezembro,
pelas 11
horas
da
manhã,
na sala
das
sessões
do
mesmo
conselho,
tem
de
proceder á
ar
rematação
dos
medicamentos
para
os
doen
tes
em
tratamento
no
hospital
militar,
no
periodo
que
decorrer
do l.° de
jam iro
a
31
de
dezembro de
1880,
devendo
os con
correntes
á
dita
arrematação
fazer
no
acto
da
mesma o
deposito
de
25$000
reis
para
serem
admiltidos
á
licitação.
As
condições
estarão
patentes
no men
cionado
conselho
todos
os
dias não
san
tificados
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da tarde.
Quartel
em Braga
15 de novembro
de
1879.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(2704)
tenente d’
infanleria
8.
FOLHIHHÁ
ROMTOA
Já
se
acha
á
venda
para
o
anno
de
1880;
em
Braga
no escriptorio
da Typo
graphia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
em
casa
do
snr.
Bernardino
José
da
Cruz,
Veslimenlaria
Rocha
e
Viuva
Germano,
rua
do
Souto,
e na loja
do
snr. Clemente
José
Fernandes
Carneiro,
roa
de
S. Vi-
clor,
e
em
todas
as
mais
localidades
do
costume:
preço
140 rs.
Nas
mesmas
casas
e
localidades
de
vem
achar-se opportunamenle
as folhinhas
Bracarenses,
e
Almanach
Civil
ou
de
al
gibeira.
I'EDI
DO
A
Meza
do
Real
Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Monte
roga
a
todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins,
que te
nham
superabundância
d
’arvores
de
ador
no,
arbustos,
camélias
ou
outras
quaesquer
plantas,
se dignem
favorecer
com ellas
o
mesmo
Sancluario,
para
embellezar
este
tão
pittoresco local;
dando parte
ao
the-
soureiro
o
snr.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo,
rua
do
Souto,
n.°
42,
n
’
esla
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza
enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe
fôr
indicado as
traga
com
o
necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que
este pe
dido
será
attendido,
fica
desde
já
agra
decendo
qualquer
offerta
que n
’
este
gene
ro lhe
fôr dada.
Em
nome
da
Meza—
O
procurador
Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em consideração
a avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardes.
RESPONSÁVEL
—Luiz BaptisU da Silva
BRAGA.
TYPOGRAPHIA LUSITANA- 1879
Parte de Comércio do Minho (O)
