comerciominho_28101879_1002.xml
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-
FOLIIJk
RKE.IGIOSA, ■"OI.ITICA SS NOTICIOSA.
REDACTORES
—D.
Miguel Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
DA
[ASSIGNATURA
7.° ANNO
12
mezes,
com
estampilha.
.
. 2&000
12
mezes,
sem
estampilha.
.
.
1&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
3&600
Folha
avulso
......................................
jp
PUBLIC
A-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha
..........................
20
Repetição
.............................................
10
Assignantes,
20
p,
c.
d
’
abalimento
N.° 1:002
BS3KL
!• 3S SB Hl E A”!’ fiS
Toda
a correspondência
deve
ser
remettida,
franca de porte,
á administração
do jornal—
O
«Commercio do Minho», rua No
va,
n.°
4.
TERÇA-FEIRA 28 DOIITLRRO
DE
4879
Algumas
eonslderafies sobre a
neeesaltlade da
edueaçdo
reli
giosa.
I
O
homem,
creado
por
Deus
á
sua
ima
gem e semelhança,
foi
destinado
a
viver
em
sociedade.
A
religião,
como
ninguém
póde
duvi
dar,
é
o
vinculo
mais
firme e
social,
e
porisso era
de
necessidade
que ella
fosse
transmiltida
de geração
em
geração
como
as
outras
instituições.
Peia
educação
o
homem lorna-se
tudo
o
qoe
elle póde ser;
isio
é,
suas
facul
dades
desenvolvem-se,
suas
luzes
augmen-
lam
se,
seus
hábitos
formam-se:
é por
ella
que
elle
deve
receber
a
religião.
Sim, a
educação
é
para
a
alma
o
que
a
cultura
é
para
a
terra.
Os
homens
destinados
a
viver em so
ciedade
não
podem
só
por
si
cumprir
tal
dever,
carecem,
nos
primeiros
annos,
de
soccorro
estranho,
com
o qual
mais
ao
diante
se
regem,
e
prestam
á
geração
que
os
segue
o
serviço
recebido
da
geração
que
os
precedeu.
Os
patnarchas,
chefes
civis
e
religio
sos
de
sua
familia,
eram interessados
em
lazer
reinar
n
’
ella,
pela
mesma religião,
a
subordinação
e
a
paz.
O
interesse commum
devia,
pois,
fazer
encarar
a
religião
como
um
deposito
pre
cioso; de
modo que
ao
passo
que
as
gerações
se
succediam,
este deposito se
tornasse mais
respeitável
peia
sua
anti
guidade.
E
com
effeito, se
alguma
cousa
ha,
como
diz um
excellenle
escriptor,
que
se
ligue
estreitam?!)
te
aos destinos
(furna
nação;
que
deva
excitar a
solicitude
dos
governos,
como
a
dos
particulares,
e
que
seja
capaz
de
precaver,
ou
preparar
a
ruina
das
gerações
futuras,
é
a
educação
dos
meninos:
eis
ahi
uma das
causas
prin
cipaes
da prosperidade
ou decadência
dos
Estados.
E
assim
é
que
a
educação
religiosa
tem sempre
si
lo olhada
pelos
maiores
phi-
losophos,
e
pelos
mais
famosos
legislado
res
como
a
ongem
a
mais
certa
e
segura
do
repouso
e
da
felicidade, não sómente
das
famílias,
mas
mesmo
dos
Esta los
e
dos
impérios.
E’
a
boa
educação
que
põe
lodos
os
cidadãos
em
estaOo
de
preencherem
di
gnamente
suas
difleremes
funcções.
A
mocidade
é
por
sem duvida o
vi
veiro
do
Estado,
visto
que
é
por
ella
que
o
Estado
se
renova
e se
perpeitía.
Ora,
sendo
isto
assim, tica
claro
qne
o
que
ha
de
bom.
ou
de
defeituoso
na
educação
d
’
aquelles
que
um
dia
hão
de
occupar altos empregos,
inílue
em
todo
o
corpo
do Estado,
e
lorna-se
como
o
es
pirito
e
o
caracter geral
de
toda
uma
nação.
Sabemos
que
as
leis
são
o fundamento
dos
impérios,
em
quanto são
feitas
para
promover
a
boa
ordem,
a
paz
e a
tranquillidade
dos
povos;
mas
podem
ellas.
porventura,
sem
os
bons costumes,
ser
uma lorte barreira contra
as
paixões
dos
homens? Quid teaes
sine moribus
vana
proficiunt?
(Diz
Horat
ml
25. I. 3.°)
Plularcho,
faltando
de
Lycurgo,
faz
a
este
respeito
uma
reflexão
mui sensata, e
que
merece ser
considerada
com
attenção.
«Diz
elle,—este
sabio
legislador
não
ju
!
gou
a
proposito
pôr
por
escriplo
suas
leis,
persuadido
que
o
que
ha
de
mais
forte
e
eflicaz
para
tornar
as
cidades
fe
lizes,
e
os
povos
virtuosos,
é
o
que é
impresso
nos
costumes
dos
cidadãos,
e
o
qoe
a
praclica
e
o
habito
lhes
teein
tor
nado
como
familiar
e
natural.
Porque
os
princípios
qoe a educação
tem
gravado
em
seus
espíritos,
permane
cem firmes
e
inabalaveis
como
sendo
fundados
sobre
a
convicção
interior,
e
sobre
a
mesma
vontade,
que é
um
viu
mio
sempre
mais
forte
e mais durável
que
o
do
constrangimento
ou
violência;
de
modo
que
esta
educação
touia-se
a
regra
da
mocidade,
servindo-lhe
de
le
gislador».
E
eis
ahi,
ao
que
parece,
a
ideia
a
ma
s
justa
que
se
pó
le
dar
da diflerença
que
ha
entre
as
leis
e
a
educação.
A
lei,
só
de
per
si,
é
uma
senhora
austera
e
imperiosa,
que
opprime
o
ho
mem
no
que
elle
tem
de
mais
caro
—
a
liberdade
—
A
educacão,
pelo contrario, é
uma senhora
affavel
e
insinuante,
ini
miga
da
violência
e
do
constrangimento,
que se
encaminha,
por
meio
da
persuasão,
a
tornar a
virtude
mais
fácil,
fazendo-a
mais
amavel.
Suas
lições
começam quasi
com
o
na
scimento
do menino,
crescem
e
fortificam-
se
com elle,
lançam
com
o
tempo
pro
fundas
raizes,
passam
d’
alli a
pouco
da
memória
e
do
espirito
em
o
coração,
im
primem-se
de
dia
em
dia
em
seus
costu
mes
pela
practica
e
o
habito,
tornam
se
n
’
elle
uma
segunda
naluresa.
exercendo
em
todo
o
decurso
de
sua
vida
as
func
ções
d
’
um
legislador
sempre
presente,
que
em
cada
occasião lhe
mostra
seus
deve
res,
e
lh
’os
faz
praticar.
Porisso
não
é
de
admirar
que
os
an
tigos
tenham
recommendado
com
tanto
cuidado
a
boa
educação
religiosa
da
mo
cidade, olhando-a como
o
meio
o
mais
seguro
de
tornar
um
império
estável
e
florescente.
E
eflectivamenle.
a
verdadeira
origem
de
prosperidade
publica
não
está
n
’
uma
agricultura
aperfeiçoada
que
augmenta
as
producções
da
terra
—
n
’
tim
commercio
flo
rescente
que augmenta as
riquezas—n
’
uma
população
sempre
crescente
—no
brilho
das
sciencias
e
das
artes—nem,
linalmenle,
messas
engenhosas combinações
políticas
que
mudam
a
face
do
mundo.
Todas
essas
cousas,
é verdade, são
mui
apreciáveis,
e taes que teern
excitado
a
solicitude
dos
governos,
e
fixado
a
atten
ção
dos
sábios
e dos
legisladores
em
todos
os
séculos.
Mas
se a todos
estes
bens,
e
a
todas
estas
exterioridades
faltar
a
verdadeira
ba
se,
o
solido
fundamento
da
sociedade,
isto
é.
se
faltarem
os
bons
costumes, os
prin
cípios
religiosos,
todas
essas
prosperida
des,
lodo
esse esplendor
que
fascina
nos
sos
olhos,
ha-de
pouco
a
pouco
decaiiir
até
tocar
a
ultima
ruma.
Tal tem
sido
a
sorte
de
lodos
os
po
vos
que.
perdidas
as
ideias
de
Deus
e
da
eternidade,
se
leem
entregado
a
todos
os
vicios,
e
devassidões,
vendo
d
’
este
modo
desapparecer
aquellas
fortunas
e
riquezas
de
que
tanto
se
ufanavam.
4.
e
B.
Lisboa,
29
de outubro
de
Íb99.
(Do
nosso correupondenle)
A
capital
(e
de
certo
o
resto
do
paiz
lambem)
acaba
de
ser
theatro
de
mais
uma
scena
de
aocorosa
corrupção
moral.
A
recente eleição
de
domingo
não
foi
de
cerlq,
menos
opulenta
de
palpaveis
of-
fensas
á
liberdade
do
voto
popular,
e
aos
dictames
da
honra,
e
da
consciência,
esse
juiz
incorruptível, que
nos
condemna,
ou
absolve
em
ultima
instancia, do
que
teem
sido todas
as eleições
desde
1834.
Ha até
quem assevere
que
na
ultima
os
elemen
tos de corrupção
se
desenvolveram como
nunca.
A
celebernma
circular
do
ministro
do
reino
produziu deveras
oplimo
etfeito
O
preço
do
peixe
In
to,
e
do
burrié
cosido
subiu
de
pooto
no
dia
19;
as
bo
degas
não
tinham mãos
a
medir;
os
galo
pins acotovellavam-se; os gatunos
da li
berdade
do
voto,
substituíram,
com
a
sabida
dexlreza,
os nomes
d
’
uns
pelos
de
outros; as
chulas,
as recriminações,
os
FOLHETIM
IHOIÂ
PORTUGUEZA
PELO
ASB
a
DE
DU3AN3
LENTE
Dl CNIVERSIDVDE
CATHOLICA
DE
PARIZ
II
Etstado
dn
índia
(ConcInsSo)
0
palacio dos
governadores foi
demo
lido
em
1820, não restando
agora se
não o
portal,
proximo
da
antiga porta
da
muralha
da
cilade,
pela
qual
Albu
Cerque
entrou
victorioso
á
primeira
vez.
No
alto
d
’este
arco triumphal
existe
a
estatua
de
Santa
Catharina,
ao
lâdo
das
armas
de
Goa:
estas
armas
compõem-se
de
um
escudo
coroado
com
as armas
reaes,
com
a
corôr,
o
timbre
de
el-rei
Manuel
e
a
roda
de Santa
Calhari-
°
a
por
cimeira.
»
A
Nova
Goa está construída
sobre
os
Pantanos
de
Pangim,
que
foram
entupi
*
dos
e
nivelados:
está
situada na
margem
esquerda
do
Mandovi,
na
coulluencia d
’
este
lio
com
o
Zuarim,
que
formam
juntos,
a
ilha
de
Goa a
3:800
metros
quasi da
embocadura
do
primeiro,
a
1:800
quasi
a
oeste
da
Velha Goa,
e
a
362
kilome-
tr«s
de
Bombay.
Ella foi
acabada
nos
annos
de 1827
a
1855.
pelas
diligencias
do
ultimo vice
rei
D.
Manuel
de Portu
gal
e
Castro: seu
clima
é mais
sadio
do
que
o
da
Vellía
Goa.
Nova Goa
é
a
residência
actual
das
auctòridades
civis
e
religiosas
e
a
séde
de
iodas
as
repartições
publicas.
Seu
com
mercio
é
quasi
nenhum; po
r
ém,
para o
o
desenvolver,
os
governadores
teem
man
dado
construir
tres
grandes
estradas
que,
atravessando
os
disirictos
portugoezes,
vão
entroncar-se
com
as
estradas
das
pr.ovin-
cias indo-inglezas,
onde
se
cultiva
o al
godão
em grande
escala.
Desta
sorte
d
’
ellas
aproveitam
os
inglezes
para
fazer
de
Goa
um
dos
principaes
portos
de
em
barque
d
’
esle
genero
do
seu
grandioso
império.
Sua
população
avalia-se
em
11:000
ak
mas.
Commercio:
O
commercio
da índia
por-
tngueza
está
de
todo
decaido. Outr
ora
Diu
e Damão
exportavam
tecidos
para a
costa
oriental
da
Aliica;
mas
h<je
vie
ram
a
tomar
Iogar
os
estofos
americanos.
Quanto
a
Goa,
ella
não
exporia
senão
fructas
e
uma
exigua
quantidade
de
are-
ca,
sal.
salitre,
pimenta
redonda,
canel-
la, especiarias
e
gommas
variadas. Goa,
a
rainha
do
Oceano
indico,
não
passa
de
ser
um
porto
inglez.
Comprehende-se
facilmente
que
o
com
mercio
d'e>le
pequeno torrão,
encravado
nas possessões
inglezas,
tenha
caído
nas
mãos
da
Inglaterra.
Por
ouiro
lado,
a
índia
porlugueza
não
produz
nada,
porque
carece
de
lodos
os
objectos
de
necessidade
e
utilidade;
re
cebe-os
do
estrangeiro,
especialmeule
da
Inglaterra
e
dos
portos
anglo
in
danos.
A
importação
da
me'ropole
não
figura no
seu
commercio
senão
muito
pouco.
A
navegação
entre
Lisboa
e
a
Índia
fazia-se
primilivamenle
pelas armadas
an-
nuaes;
estas
foram
substituídas
por
vasos
chamados
naos
de
viagem:
ao
presente
alguns
barcos
de pequena
tonelagem
são
mais
que
bastantes
para
o
commercio
na
cional.
Cototudo
havia
ainda
ha
pouco
tres
companhias
commerciaes
na
índia:
a
de
Goa,
fundada
em
1847
e auctorisada em
1851;
a
de
Diu,
creada
em
1859;
e
a
de Damão
organisada
em
1858.
Estas
companhias não
apresentam
estado
pro
spero..
Paralisada
pelo
commercio
inglez,
a
índia
porlugueza voltou
a
sua actividade
para
a
agricultura.
Depois
de
penosos
esforços
e
medidas
repressivas
adoptadas
em
1771,
o governo
alcançou
alguns
re
sultados
da
parte
d’
essas
populações iner
tes
ou
indolentes.
Na
exposição
dos
productos
na
Índia
em Madrasta,
em
1859,
os
da
In
ia por-
tugueza foram
assaz
numerosos
e
logra-
latu
mensão
honr
sa»
No
tocante
á
industria,
á
excepção
de
algumas
manufacturas
de
lecidus,
estabe
lecidas
em
Diu
e
em
Goa,
cordas,
cabo,
licores
e
ferro,
e
em
Taleigão
e
em
Ri-
baudar,
e uma
machina de
refinar
assu-
car,
é
quasi
nenhuma.
Em
ordem
a
facilitar
o
commercio
com
o centro
da
índia,
o
governo colonial
tem
aberto
quatro
estradas:—
a
de Usgão
no oiteiro
de
Tinem,
um dos
Gaites
oc-
cidenlaes,
atravessando
as
províncias de
BichMim
e Embarbacem
até
o
districlo
inglez
de
Darovar;
de
Sanguelim
a
Mas-
sordem,
atravessando
a
província
de
8a-
tary,
e
rematando
no mesmo pontp
que
a
precedente;
de
Paugim
a
Santa
Cruz,
Salsele
e
Canacona
até
Sadashigor,
cida-
dade
ingleza
na
fronteira;
de
Goa a Cam-
barjua.
A
índia
porlugueza
tem
sido
governa
da,
desde
1505
até
hoje,
por
94
vice-
reis
e
governadores.
Quilon (Malabar)
—
Maio,
1878.
C.
C.
Nazareth.
não falia
das
suas
façanhas
posteriores
á
convencão
de
Evora-Monte,
porque
as
con
tendas
foram
só
entre
liberaes.
Emquanto
se
tractava
de
guerrear
a
legitimidade
a
cousa
era
outra;
porisso
José
Paulino
faz
do
sainbenilo
gala; não
é
assim
em
re
lação
ás
luctas
de
revolucionários
com re
volucionários.
Tem vergonha
d
elias,
por
que
é
injustificável
a
matança dos
que
na
vespera
eram amigos,
e carrascos
dos
miguelistas;
ao
passo
que
é
uma
gloria
ler desembamhado
a
espada
uma,
e
muitas
vezes,
para
não
dar
quartel
aos
legili-
misias,
porque
esses
não eram
portugue
zes
!
Felizmenle
D.
Sancho
de Vilhena
está
livre
de perigo,
graças
a
Deus.
Falleceu
sabbado
a
duqueza
de
Loulé
Deploro profundajnénte
o
referido
tris
tíssimo
acontecimento.
A
finada
era
uma
senhora
altamente
estimável.
Tão
boa
esposa,
como
exem
plar
mãe.
Foi deveras
uma
grande
perda.
Era
Iilha
do
conde
de
Belmonte,
um
dos
muitos
fidalgos
fieis ao
Bei,
e
á
patria.
Está
linaimeule
salva
a
patria,
pois
lemos
outra
vez
deputado
o
Barros
e
Cunha,
avilista,
protegido
do
governo
granjola,
e
dizem-me
que
de
uma
parte
dos
legitimistas
do
circulo
95,
que
de
certo
lerão
ganho
muito
com
a escolha.
Já
Haveis de
saber
que
na
egeja
de
Santa Engracia,
d
’
esia
capitai,
houve,
no
domingo,
escandalosos
e
sacrdegos
desa-
guisados.
O
Alves
foi
convidado
com
em
purrões
e
sôcos,
a
força
armada
invadiu
o
templo,
a
grita,
e
os insultos
mais
gros
seiros
subiram
de
ponto,
parecia,
emfim,
que
se
eslava n
’
uma
praça
de
peixe,
e
nao
na
casa
do
Senhor.
Mas
viva
a
li
berdade,
e
os
que
ainda
se
enthusiasmam
com
eleições.
Corre
que vae
ser
dissolvida
a
camara
municipal.
Decidi
lamente
o
tempo
é
dos Marian-
nos,
dos
Sabugosas,
dos
Ennes,
dos
Gar
cias, e
de
lodos
que
mais ou
menos
di-
recia,
ou
ihdirectamente
secundam
a
cau
sa
dos padres liberangas,
a causa
da
Gran
ja,
de
quem
os
parvos
esperam
vantagens
publicas,
lamas
quantas
o
paiz
tem co
Ihido
da liberdade
liberal.
A
vossa cidade
parece
estar
lambem
affeclada
um
tanto da mesma
moleslia.
Faz pena,
devéras,
aos
que
a
conhece
ram,
e
a
veem
agora
!
Não
se
queixem depois.
Quem
não
está
çompletamente
desilludido,
depois
de
cèrca
de
cincoenta
annos
de
amarga
expe-
riencia,
não tem
cura.
Todavia,
cá
por
Lisboa,
a
despeito
de
não ser a
Braga
fiel,
a descrença
dos
âni
mos
com
relação
á
mentida
liberdade
do
Mmdello,
é
manifesta.
E
se
assim
não
fôra,
como
se expli
caria
a
falta
de
uma
incalculável
multidão
de
gente
recenseada
nas
diversas
egrejas,
onde
se
deu
a
farça
eleitoral
?
Nas
differentes
urnas
entraram
onze
mil
e
tantas
listas.
Ora,
Lisboa
não
tem
menos
de
trinta
e
cinco
mil
votantes.
Lo
go,
não
furam
votar,
pelo menos,
vinte
e
quatro mil.
E
porque?
Porque
o
systema
está
desacreditado,
porque
Lisboa,
na
sua
immensa maioria,
nao
espera
nada
util
dos
governos
liberaes;
porque
sa
’be
que as
promessas
tem
sido
só
de
campanario;
que
não
ha
boa
fé
nos
corrilhos;
que
o
fim
de
lodos
elles
é
empolgar
a
vara
do
poder
para
comerem
á
custa
da
barba
longa,
e desvirtuar
cada
vez
mais
b
pobre
povo.
Lisboa
acaba
de
darás
provincias
uma
lição
eloquente.
Foi,
é
verdade, muita
gente
á urna;
mas
muito
pouca
em
relação ao numero
dos
recenseados.
A abstenção,
no
caso
subjeito,
é,
de
certo,
um bom
meio
de
mostrar
aos
ini
migos
do
paiz a
descrença
que
lavra
do
systema
parlamentar,
e
tudo
que
tem
com
elle
parentesco.
E
ella
manifestou-se,
ainda
no dia 19,
na
capital
do
reino.
Esta vae
já
longa,
e
porisso
vos
diz
adeus
até
á
semana
próxima
O
vosso
correspondente
A.
apódos,
as
injurias
d
’
ailo
calibre
confun
diam-se
com as
zumbaias,
com
as
blan
dícias,
com
as
promessas
e olferlas
dos
corretores
d’
aquellas
praças
de
indecentes
veniagas,
d’
aquellas
aimoedas
devassíssimas,
em
que
se
procurava,
a
lodo
o
transe,
e
infelizmente
se
conseguiu, illudir a
cre
dulidade
de
uns,
assaltar
a
consciência
d’outros,
perverter
o
coração
d
’
esles,
con
spurcar
o
bom
nome
d
’aqueles,
envidar,
emfim,
lodos
os
esforços
possíveis,
no
in
tuito
de
que
a
urna
desse
a
victoria
ao
candidato
protegido.
Isto,
meu
amigo,
não é
systema
par
amentar,
é
o
sophisma,
é
a
ourla,
é
a
hnenlira
do
systema, que
a
revolução
nos
iiupoz,
secuuJada
pela
torça
de
tres
na
ções
formidáveis
Mas,
depois
dirão que
a
camara
dos
deputados
exprime a
vontade
do
paiz,
que
é
filha
legitima
do
voto
nacional.
Deixal-os
dizer, que a
consciência
do
paiz
os
desmentirá, a elles,
que
estão
tão
convencidos
de
que
a
nova
camara
é
an
les
uma
ailronla
á
liberdade
do
voto na
cional,
um
escarro
ascoroso cuspido
na
face
do
paiz,
do
que
a expressão
da von
tade
do
povo.
Elle,
porém,
tem
grudes culpas
no
carlorio.
Se
quizéra
reagir
contra
a
sedncçãó
dos
devassos
bufarinheiros,
que
ahi
lhe
estão
a
vender
galo
por
lebie,
quem
o
venceria?
Mas,
a
corrupção
é
enorme,
e
o
numero
dos parvos
incalculável.
Porisso
os
espertos
alquilés
da
consciência
alheia,
tripudiam,
e
se
riem d
’
este
povo
sobera
no,
a
quem a
liberdade
vae
fustigando
cada
vez
mais
com o
azorrague
do im
posto
excessivo,
a
quem
vae
ensinando,
com
os
exemplos,
que a
sociedade
sem
Deus,
sem
bons
costumes,
sem
auclori
dades
intransigentes
com
os
apostados
ini
migos
de
todo
principio são,
de
toda ideia
do
justo,
e
do
honesto,
é a
melhor,
a
mais
prospera
de
todas
as
sociedades
pos
síveis.
Meu
caro
amigo,
lodos
os
dias me
convenço
mais
de
que
é
indispensável
uma
mu
lança radical
para que
o
paiz
possa
viver
independente.
Um
povo
á mercê
de
meia
duzia
de
corrilhos
egoístas,
sem
chefe
supremo,
que saiba, que
possa,
e
queira
governar
para
a
nação,
e
pela
nação,
sem
lições de
moralidade,
e
de
religiosidade
partidas
das
altas
regiões;
sem verdade
nos
que o
dirigem;
sem
espirito
de economia nos
qt:e
lhes
administram
a
fortuna;
sem
iner-
gia, e
incorruptibilidade
nos
tribunaes,
e
nos
magistrados;
sem
pastores,
que
o
guiem
convemenlemenle;
sem nada, ou
quasi
nada,
do
que
é
mister
a
qualquer
nação
para
que
viva,
se robusteça,
e
prospere
moral
e materialmenle, e
com tudo,
que
a
enerva,
que
a
enféza, que
a
atropina,
que
a
marasma,
que
a
avilta,
que a
in
fama,
caminha
para a
dissolução neces
sariamente.
Pois
o
povo
portuguez,
meu
excellente
redaclor,
está
no
plano
inclinado,
por
onde
vae
escorregando
até
se
despenhar
no abysmo
da
sua
aniquilação.
Não
me
chameis,
por
Deus,
pessimis
ta!
Os
factos
ahi
nos
estão
grilando
a
lodos
que
não
exaggero.
.âinda, porém,
a
salvação
é
possível.
Despeitem,
e
unam-se
lodos
os
ho
mens
de
boa
vontade,
e
portuguezes
d
’
al-
ma,
vida,
e
coração;
abram
a
historia,
inspirem-se
nos
grandes
exemplos
de pa
triotismo,
que
ella
nos oflerece aqui
e
alli;
convençam-se
de
que
não
ha
difli-
culdades insuperáveis
para
um
povo,
que
se
resolve
a
luclar,
que
lucta,
no
intuito
de
evitar,
que
o
seu
nome
se
oblitere
do
mappa
das
nações
livres,
e independentes;
queiram,
querer é poder,
e
o
sol
da
ver
dadeira liberdade
brilhará
de novo nos
horisontes
da
patria,
ha
longos
annos
op-
primida
pelo
ominoso
despotismo
das
facções.
Talvez
me
acoimem
de
ulopisla,
tal
vez;
mas
sel-o-hei
para
os
que
acham
mais
commodo
espreguiçar-se
no
leito
da
ocio
sidade, ou apenas
prestam
cultos
ao ido-
lo
Eu.
As noticias
são boas
com
respeito
ás
negociações
entre
o Vaticano
e
a
Alle
manha.
Tudo
indica
que
em
breves dias
se
tirmará
o
accordo, com
vantagem
dos
interesses
catholicos,
e
quem
sabe
se
também políticos...
José
Paulino
foi
ao
«Diário
de Noti
cias»
contar
os
seus altos
serviços
ao
li
beralismo,
em
resposta
a
umas
certas
ar
guições,
que
elle
julgou
que empanavam
o
brilho
dos
seus
feitos
a favor
da
dy-
nastia
liberal,
e
da
mentida
liberdade,
que
desembarcou
na
praia
dos Ladrões.
Mas,
o
melhor
é
dizer
o
illustre
general,
que
gnifica
serenata,
que
tocou
em
casa do
illustre
deputado
e percorreu
algumas
ruas
da
cidade.
Em
breves,
mas
eloquente
palavras,
agradeceu
o
novel
deputado
á
mocidade
estudiosa,
que
láo espontaneamente
<>
ob
sequiava
com tão
sincera
manifestação;
disse, que
era
amante
da
classe
académi
ca,
porque
já
pertencera a ella
e
d
’
esSe
tempo se
recordava
com
saudade;
que
muitos
vínculos
o
ligavam
aos
moços,
que
o
cumprimentavam,
sendo
um dos
mais
poderosos
o
da
sciencia,
que
mestre
e
discípulos
cultivam;
e
que na sua
pessoa
tinham
um
incentivo
para
o
trabalho
scienlifico,
porque
fôra
pelos
seus labores
no campo da
sciencia, que saira
da
clas
se
do
povo
para
ser
um
dos
seus
repre
sentantes.
Sabbado,
á
noite,
voltaram
a
casa
do
talentoso
deputado
os
mesmos alumnos,
acompanhados d’
uina
banda
de
musica
e
de
muitos
populares.
Por
essa
occasião
levantaram
se
alguns
brindes.
O
snr.
dr.
Albuquerque, levan
tando
um
brinde
disse;—que brindava á
eleição
do
seu
collega
dr.
Luiz
José Dias,
porque
significava
ella
tres
ideias
muito
sympathicas:
a
emancipaçao
dos
eleitores
d
’
um
importante circulo,
que
já
podiam
escolher
livremente
um
dos
seus
conter
râneos,
para
advogar
seus
interesses
no
seio
da
representação
nacional; a glorifi
cação
do
talento
e
do
trabalho,
pois
era
elevado
a
um
cargo
imp-rlante e honro
so um filho
do
povo,
que
soube
tornar
se
digno do
man
lato
popular
pelã
sua
:
robusta
intelligencia
e
aturado
estudo;
e
a
consideração, que
o
povo
do
circulo
de
Monsão
e
Melgaço
tributava
a
um
profes
sor
do
Seminário
de
Braga,
de
que tam
bém
era
humilissiino
professor.
Pouco
depois,
o snr.
Joaquim
José
de
Magalhães,
imelligente
alumno
do 2.°
an
no
proferiu
o seguinte
discurso,
que
foi
muito
applaudido:
GAZETILHA
Regresso
e
festejos.
—
Regressou
de
sua
casa
a
esta
cidade o
snr.
dr.
Luiz
José
Dias,
ultimamente
eleito
deputado
pelo
circulo
de Monsão
e
Melgaço.
Na
noite
do
dia
da
sua
chegada
foi
cumprimentado
pelos alumnos
de
theolo-
gia,
que
se
fizeram acompanhar
de
ma
Assim
como
da
fiôr em
chrysalida
co-
lóre
suas
assetinadas
pétalas
o dôce
rocio
da
aurora,
assim
hoje nossos
corações
exultam
de
prazer
ao
vêr
elevado
a
uma
das mais elevadas
e
nobres
posições
da
sociedade
aquelle,
que
em
nossos
espíritos
vasa
o
Cyathu,
que encerra
o
sacro
leite
de
Minerva!...
Sim!...
nós
discípulos
do
exin.0
snr.
dr.
Luiz
José
Dias
a
quem
o
primeiro
circulo
do
reino houve
por
bem
eleger
defensor
de
seus
direitos
e
regalias,
sen
timos por
esta
causa
do
coração
em
jorros
entornar-se
um
jubilo,
uma
alegria
tão
ridente
e
ineffavel que outra igual
não
poderiam
accordar
em
nossas
almas
as
divinas
composições
dos
dedicados
gé
nios
de
Heyerber,
Bellini,
Haysin
e
Meu-
delssonh!...
Mas...
quantas
endechas,
quão
deliran
tes
cantares
desejaríamos
endereçar ao
jo-
ven
defensor
e pae
da
patria,
ante
cujas
sacratíssimas
aras
em
breve
levantará
sua
vi>z
em
pró
do
berço
cuja
inebriante
brisa
lhe beijou o
rosto
na
alvorada
da
vida!...
em favor
d
’
um
povo,
cujas
vozes
libradas
nas
azas
do
zephyro,
na
festival
harmonia
com
que
sau
lavam
sua
entrada
no
jardim
da
exislencia,
deixavam
tran
sluzir
já
o
pronuncio d’
algum
dia
ir
elle
expor
por
esse
mesmo
povo, nas frago
rosas
luctas
da
nação,
seu peito
como
baluarte,
e
como fogo os raios da
sua iri-
lelligencia!
Eu,
porém,
não
possuindo
a
linguagem
d’
oiro
necessária
para
nitidamente
manife
star
todo
o
delirio
da
alegria
que
refer
ve
no
peito
de meus
condiscípulos,
chamo-os
a
elles
para
que
suas
vozes,
á
minha
unidas,
possam
mais precisamente
fazer
ouvir
o
que
a
mim
se
antolha
demaziado
diificil!
E
assim
eslieitadamente
unidos
em
ar
rebatado
brinde patenteemos
nosso re
fulgente e vivido
almejar
pela
longevi
dade
do
futuro diaphano
e
franjido
de
esperanças que desde
hoje
começa
a
sor
rir ao
nosso
illustre
professor!
Eia, pois,
viva o exm.
0
sr. dr.
Luiz
José
Dias,
nosso
preclarissimo
professor! Viva!
Obra
importantíssima.—
Começou
a
pubhcar-se
em
Viseu
a
traducção
por
tugueza,
que
ha
tempos
annunciámos,
da
importantíssima
obra
de Pedro
Scavini,
Theologia
moral
universal
segundo
o
pen
samento
de
S.
Affonso
M.
de Ligorio,
Bispo
e
Doutor.
E
’
vertida
da
duodécima
edição
pelo
erudicto
P.
José
d
’Almeida
e
Silva,
e pelo
traductor
accrescentada com
algumas
con
stituições
do
bispado
de
Viseu
e
algumas
disposições
da
nossa
legislação.
Esta
traducção
é
de
grande
vantagem
e
importância para
os
ecclesiasticos
e
para
os
indivíduos
que
se
destinam ao sacer
dócio.
A correspondência
deve
ser
dirigida
aos
editores
Almeida
ã
Salvador
—
Viseu.
Eleições.—
No
proximo
domingo
teem
logar
as
eleições
d
’
um
procurador á
junta
geral
e
subsiituto,
e
tres
vereadores
e
tres
substitutos
da
camara
municipal.
Deputado
por
Braga
—O
snr.
dr.
Penha
Fortuna,
deputado
eleito
por
este
circulo,
publicou
no
«Diário
do
Minho»
um
agradecimento
aos
eleitores, do
qual
transcrevemos
o
seguinte paragrapbo:
«Nascido
no
meio
de
vós
filho d
’
esta
formosa
terra, a
quem
amo,
tenho
a
ina
balavel resolução
de
empregar
lodos
os
meus
eslorços,
toda
a
minha
dedicação
e
toda
a
minha
boa
vomade, para
tudo
quanto
disser
respeito
aos
seus legítimos
interesses,
ao
seu
progresso,
ao
seu
en
grandecimento,
á
sua
prosperidade».
Estabelecimento
das
agtaas
Serez.
—
Consta
a
um
correspondente
de
esta
cidade
que
o
habilíssimo
operador
Alves
Passos
tomára,
por
contracto
com
a respecliva
camara,
p
>r
60
annos,
os
estabelecimentos
das
aguas
do
Gerez,
e
que
vae
alli proceder
a
indispensáveis
me
lhoramentos,
sem
que
comludo
possa
ele
var
os
preços
acluaes
aos pobres. A ser
certo,
podemos
aífiançar,
que
o
snr.
Al
ves
Passos
é
competentíssimo
para
dar
àquelle
local
a
feição
que
merece
e
os
melhoramentos
que
o
hão-de
tornar
mui
tíssimo
concorrido, facilitando
ao mesmo
tempo
aos frequentadores
commodidales
que
actualmente
se
não
encontram
alli.
Portugal antigo
e
moderno
—
Recebemos
o fascículo
142.°
do
Portugal
antigo
e moderno,
comprehendendo
as
folhas
32 e
33
do
volume
VIII.
Continúa
n’este
fascículo
e
não
con
cilie
ainda
uma
extensissima,
quanto
cu
riosa
descripção
de
Santarém,
na
qual
se
encontram
muitos
e
valiosos subsídios
para
a
historia
contemporânea.
Esta
obra
monumental
é
uma
gloria
para
o
seu
indefesso
auctor,
o
nosso
col-
laborador
e
correligionário
snr.
Pinho Leal,
e
não
menos
para
o
paiz.
is eleições
liberaes.—
D'nma
car
ta
que
nos
endereçam
de Villa Pouca
d
’Aguiar
copiamos
os
seguintes
paragra-
plios:
Tomo
o atrevimento
de me dirigir
a
vv.
para
levar
ao
seu conhecimento, a
fim
de ser
transmiltido
ao
publico
por
meio
do
seu
estimável
jornal,
um
expe
diente
eílicacissimo
para
levar
á urna
das
eleições
um
bom numero
de eleitores,
que
sem
constrangimento
se conformam
com
os
galopins assalariadores d
’
estes
es
candalosos
ajuntamentos.
Foi
elle
desco
berto
e
posto
em
pratica
com
bom
re
sultado
n'uma
assembleia
d’
este
concelho
de
Villa
Pouca
d'Aguiar
por um....
(náo
quero
pôr
o
nome
do
inventor,
nem
de
clarar
seu
estado).
Arranjou
por
esta ma
neira:
Concluída
a
missa—
que
se
celebrou
para
o
povo
cumprir
o
preceito—
autes
que
o ajuntamento
se
dispersasse,
fez col-
locar
á
sua
frenta
um
burro,
que
sobre
o
dorso linha
seguros,
de
um
lado
um
sacco
de
pães trigos,
e
do
outro
um
odre
de
vinho;
e,
como
se
dissessem: o
burro
e a
nossa guia,
o
odre
a
nossa
ban
deira,
lá
se
lhe
associaram
uns
tantos,
que
seguiram
para
o
logar
da
assembleia
eleitoral,
e
ahi
com
a
melhor
vontade
lan
çaram
na
urna
infernal
uma
tira
de
pa
pel,
sem se
importarem
com
o
que
n
’elle
estava
escripto,
porque todos
os
seus
cui
dados se
empregavam em
não
perderem
de
vista
o
buno
seu
guia,
e
o
odre
sua
bandeira.
Era
seguida
agglomeraram-se em
roda
do burro,
e
depois
de
devorados
os
pães
e
escorroyichado o
odre,
seguiu-
se
o
discurso
de um
bobo,
que
no
adro
do
templo
parodiou
com alarvadas
o
mi
nistério
da
predica
sagrada.
Terminado
este
acto
politico-bachanaI
retiraram-se
alegres
a
suas
moradas,
deixando
sanccionado
com
o
seu
voto
o mandato
de
um
re
presentante da
nação,
que
não
conhecem,
nem
ainda
sabem
o
seu
nome
Por
outras
partes, como
já
devem
sa
ber,
houve
mortes, desacatos
e
sacrilégios;
n
’esta
assembleia
a que
me
refiro,
nao
se deram
estas
desgraças e
escandaios,
houve
apenas
o
arremedo
sacrílego do
ministério
Aposlolico,
com
que
se
diver
tiram,
que
o
influente
e
inventor d’
este
expediente
honrou
com
sua
assistência,
e
maneiras prasenteiras e
joviaes.
Não lhes
parece,
snrs.
redaclores,
que
tendo-se
ampliado
consideravelmente o
re
censeamento
dos
#
eleitores
por
urna
refor
ma
da
lei
eleitoral,
e
sendo
a
liberdade
do
voto
uma
promessa
que
nunca
se cum
priu,
nem
se
cumprirá, será
o
expedien-
le
mencianado
mais
conveniente
e
efíicaz
para
adquirir votos
de
um
grande
nume
ro de eleitores,
do
que
as
importunações,
promessas
e
ameaças
das
auctoridades,
e
de
seus
galopins?
E
que
grandes
coisas
não
temos
a
esperar
de uma
camara,
cuja
eleição vae
effeituada
com
sacrilégios,
e
desacatos,
e sanccionada
cotn
o
sangue
dos
cidadãos!
Folhetim.
—
O
interessante
folhetim
que
hoje
terminamos,
é
transcripto
do
«Dia-
rio
de Noticias».
Jornal
«le
viagens.
—
Acabamos
de
receber
o
n.°
22
d
’esle
formosíssimo
se
manário, magistralmente
dirigido
pelo
snr.
Emygdio
d
’Oliveira.
Este
n.°
contém:
Texto:
—
Costumes
e religiões
dos
Povos
Barbaros:
O
Bamhula.=Aventuras
de
Ter
ra e
Mar:
O
Vulcão
nos
Gelos.=Viagens
ás
Cidades
dos
Mortos:
Pompeia.
—
A
vida
Selvagem:
Devorado
pelos
Crocodilos.
—
\s
Grandes
Caças:
A
’
caça
dos
Elefantes.
=
Pelas regiões
longínquas:
A
população
da
África.=Historia
dos
Piratas,
Corsários
e
Negreiros.=Sociedades Sabias:
Congresso
Internacional
de Geographia
Commerciai
em
BruXellas.
C/ironica:
—
-A
moda
entre
os
kanacas.
==Caminhos de ferro=Caminho de
ferro
tran-aipino=Ã
índia Ingleza=Um
rioChi-
nez==Feslas
populares
do
Radjepulanah=»
Pontes
em
França=\sia
Central=Ocea-
nia.
Illustr
ações:—
Costumes
e
Regiões
dos
Povos
Barbaros:
O
Bambnla.
=
A
Vida
Sel
vagem:
Devorado
pelos Crocodilos. —
Hi
storia
dos
Piratas:
O
Padre
Lavacher
pre
zo
â
bocca
d
’uma peça.
O
nensageir
*
Coração
de
Je«u«.
—
Recebemos
o
caderno
7
0
do
tomo
6.°,
correspondente
ao
mez
de
ou
tubro.
do
Mensageiro
'do
Coração
de
Je
sus
—
Boletim
mensal
do Apostolado
da
Oração.
E
’
este
o
summario
do
presente
n.°
—
Boletim
dos
interesses
do
Sagrado
Co
ração
de
Jesus—Festa
do
Sagrado
Cora
ção
de
Jesus
em Argélia—Fruclos
mara
vilhosos
d
’um
riliro no Palay-le-Monial
—
Relatorio
do
Apostolado da
Oração
em
Portugal
—
Intenção
geral
do
mez
de
ou
tubro.
Alrnvez
«1»
provineia.
—
A
popu
lação do
districto
de
Vianna.
em
31
de
dezembro
de
1878,
era
de
212:636
habi
tantes,
sendo
98:361
do
sexo
masculino,
e
114:27o
do feminino.
—0 numero
dos
nascimentos no
referido
anno
foi
de
5:555,
e
o dos
obilos
de
4:485.—
0
districlo
ti
nha
67:148
fogos.
—
A
população
do
concelho dé Vian
na,
era
de
43:656
habitantes,
sendo
20:0'26
do
sexo
masculino,
e
23:630
do
femini
no.—
0
numero dos nascimentos
loi
de
1:124,
e
o dos
obilos
de
954.
—
0
concelho
linha
9:322
fogos.
—
0
numero
de
habitantes das
duas
freguezias d'aquella
cidade
era
de 8:638,
sendo 3:531 de Monserraie, e
5:107
de
Santa
Maria Maior,
e
d
’estes
2.150
do
sexo
masculino,
e
2:957
do
feminino
e
daqueíles 1:706
do
masculino,
e
1:825
do
feminino.
—
0
numero de
nascimentos
em
Monserraie foi
de
121,
e
o
dos
obi
los
de
94:
em
Santa
Maria
Maior
foi de
170 o
numero
de
nascimentos,
e de
166
o
dos
obilos
—
Monserraie
tinha 859
fo
gos,
e
Santa
Maria
Maior 1:280:—
total
2:139.
—
Dizem
de
Ponte
do
Lima:
Apresentam os
campos,
nas
terras
fun-
daes,
um aspecto
muito
agradavel.
—
O
tempo,
como
utlimamente
tem
esiado,
até
o
dia
20, e
está
hoje,
—
enxuto
e
quente,
—tem
desenvolvido
os
pés
de
mi
lho,
tornando-os
fortes
e viçosos,
vendo-
se
nas
espigas
fartos
grãos
que
represen
tam
abundancia
de
farinha.
—
Se
o
tempo
continuar
a
correr
assim,
por
mais
tres
Semanas
a
um
mez,
teremos
pão
quasi
em
dobro
do anno
passado.
—
Concorre
também
para
tal
abundancia
o
não
lerem
padecido
os
milheiros,
no presente
anno,
a
moléstia,
a
que
os
nossos
lavradores
chamam
arejo,
que
consiste
na
queima
apparecida de um
dia
para
outro,
nas
fo
lhas dos
milheiros,
que,
sendo
como
os
pulmões
das plantas,
lhes communicam
irremediável
plitysica,
denunciada
pela
quasi
rapida
secca.
—
Os proprietários e
lavradores
estão
n’
esta
parle,
pelo
emquan-
lo,
muito
animados.—
Deus
queira
que
os
factos
venham
a
corresponder
ás
espe
ranças
—
Os preços dos
cereaes
no ultimo
tnercado
semanal da
cidade
de
Guimarães
são
os
seguintes:
—
(Duplo
decaiiiro)
—
trigo,
780
—
centeio,
700
—
milho alvo,
72J
—ni-
ihão branco,
600
—
milhão
amarello, 540—
painço, 500
—
feijão
vermelho,
800—
feijão
branco,
750
—
feijão
amarello,
600
—feijão
rajado,
510—
feijão
fradinho.
540
—
batatas.
400
—azeite
(litro),
280
—
vinho
(litro),
80.
—
Na
segunda-feira
passada,
20
do cor
rente,
os
empregados
da alfandega,
em
serviço
do
real
d’
agua,
em Ponte
do
Li
ma, Thomaz
José
de
Faria
e
Pedro
Viei
ra,
tizeram
uma
importante
apprehensão
de
fazendas de
origem
liespãnhola
que
eram
condusidas
para
Braga, n’um
dos
carros
da
carreira
—
Nas
saidas
d
’aquella
villa.
para
esta
cidade,
os
tiscaes
dirigi-
ratn-se
para
o
carro,
que
o
conductor
fez
parar,
e
vigiando o
encontraram
den
tro
o
seguinte:
13 dúzias
de
camisolas
d algodão,
19
cachenez,
24
pares
de
meio-
tes
de tear,
1
chaile,
1
retalho
de baèta
escarlate,
e
outro
retalho
de
duraque,
além
de
uma
porção
de
pimentão.
—Dizem
de Vianna
que
na
quarta-
feira o
comboyo
das
10
horas
matou
uma
pobre
mulher
na
freguezia
de
Darqne.
que
impru
ienlemente
caminhava
sobre
a
linha.
—O
machioista
apitou,
quiz
deter
a mar
cha
do
comboyo,
mas
nada
pôde
conse
guir
porque
a
mulher
era
surda
e
não
iugin
por
isso
do
enorme
perigo, succurn-
bindo instantaneamente
ao
choque
que
le
vou
e
que
a
sacudiu
a
grande
distancia.
Conde
Alberto de
JKun.
—
O
elo
quente
orador
cathohco francez.
conde
Alberto
de
Mun,
anda
aclualmente
per
correndo
algumas
cnlades
da França,
pro
nunciando
conferencias em
defeza
da li
berdade
dos
paes
de
familia
na
educação
de
seus
filhos.
Fez
ha
poucos
dias
uma em
Moulins,
a
que
assistiram
1:600
pessoas;
muitas
mais
havia
para
ouvir
tallar
o grande
orador,
mas
não
couberam
no
local. Ter
minou
por
dizer:
«Os
calholicos
devera
resistir energi
camente,.
no
terreno
da lei,
a
um
pro-
jecto
que
nos
rouba
a
liberdade,
e
que
ataca
a
rehgião
nos
seus
mais
caros
in
teresses».
Foi
coberto de
enlhusiaslicos
e
calo
rosos
applausos,
com
que
saudaram
o
orador.
Em seguida o
presidente
M.
de
Paus
levantou
se,
e
propôz
á
assembleia
que se
renovasse
energicamente
o
protesto
que
haviam
enviado
no
mez
de
maio
ul
timo contra o
projecto de
lei
submettido
ao
Smado,
e
que
é
um
grave
e
iniquo
altentado
contra
a
liberdade
de
ensino
e
contra
os direitos
do
pae
de
familia.
A
proposta foi
votada
por
unanimida
de: quasi
lodos
os
assistentes
eram
paes
de
familia
No
dia
12
do
corrente, o
illustre
cau-
dilho
da
liberdade
e
da
causa
catholica,
foi a
Lyon
fazer
outra
conferencia:
a reu
nião
foi
presidida
por
Lucian
Brun,
sena
dor
realista.
—E.
Vlarrer
a
brinear.
—
Tem
graça
um
facto
que,
com
este
titulo, narra
o
«Diário
de
Noticias»:
«Decorreu
utlimamente
em
Chaves um
caso
originalíssimo
e
que
não
deixa
de
ser
engraçado.
Entrou um
indivíduo
no
hospital
da
Misericórdia
d
’
aquella
villa
pira
curar se
d
’
nma
doença
qualquer.
Na
ves-
pera
do
dia em
que
falleceu.
mandou
cha
mar
ura
tabellião
aíim
de
fazer
testamen
to,
e entre outras
disposições, disse
que
legava
ao
referido
estabelecimento
um
pré
dio
que
tinha
em
Vai
Passos,
fornecendo
as
indicações
altinenles
no mesmo
pré
dio.
Vae
depois,
quando
foram
tomar
posse
da
casa
em
questão,
descobriram que
era...
a
cadeia»!
Kmígraç»».
—
Em
1878
entraram
no
Brazil
49.500
emigrados
dos
quaes
eram
hespanhoes
6.224.
Morreram
no
mesmo
anno
cerca
de
11:000,
mais da
quinta
parte,
e
só acha
ram
trabalho
3:240,
nem
a
decima ter
ceira
parte.
D
’estes
só houve
113
que
não
eram
portuguezes.
Que
eloquente
estatística
para
a
emi
gração!
Mais
ainda:
Em
fins
d
’
este
mez
espera-se
em Santa
Cruz
de
Tenerife
ura vapor,
que
se
de
stina
a
levar
para
o
Brazil
emigrantes.
Vão
contracla
los
por
tempo
fixo.
Trata
se
simplesmente
d
’
uma
escrava
tura
mais
ou
menos
longa.
Ainda
inundações
na
Hes-
paniis».
—
-Murcia.
20
—
Dois
episodios,
cuja
descripção
extractamos
d
’
uma
correspon
dência
de
Murcia, publicada
no
«Liberal».
N
’
uraa
vivenda,
que
demora
a
uns
59
melros
da
minha,
morava
uma
pobre
fa
mília
composta
de
marido,
mulher,
uma
íilha, um
neto
de oito
annos
e
outro de
tres
mezes.
Ao
ser derribada a casa
o
pae
vingou
salvar-se
n
’
uma
amoreira,
o
neto
de
oito
annos,
levado
pela
corrente,
pôde
filar-se
a uma
figueira
e
a
mãe,
com
a
filha
e
neta
enlaçadas em
torno
a
si,
foi
arrebatada
a
longa
distancia,
para o
meio
d
’
um
cannavial.
N
’
esta situação
terrível,
sobreveio
um
vigamento,
e,
com
um
forte
embate
no
braço
da
avó,
arrancou
lhe a
neiinha,
que
se
sumiu
na
voragem.
A
mãe
e
a
avó
salvaram-se
n
’
um
poste
d
’
utna
nora.
A
creaoça ninguém
mais
a
viu,
e
á
mãe
resultou
do
sinistro
uma
pneumonia
mortal.
—Outro
caso
não menos
pathetico,
bem
que
menos
desastroso,
occorreu
uns
vinte
e
cinco
metros
mais
longe.
Vivia
n
’
ui»a
casa
uma
familia
que
se
compunha
de marido,
mulher
e
dois
filhos,
um
de
19
annos
e outro
mais
novo. Ao
ser
de
struído
o prédio,
todos
foram
dispersos.
O
pae
conseguiu
segurar-se
ao
tronco
de
uma
figueira; n
’islo
á
luz
de
um
relâm
pago.
vê
fluctuar
ao
pé
de
si
uma
crean-
ça;
agarra-a
pelos
cabellos
e
olha-a
des
vairado:
era
seu
filho
menor.
O
maior
le
vara-o
a
agua,
convulsamente
abraçado
á
mãe.
A
pequena
distancia
recebeu
o
cho
que
d
’utr.a
trave,
qne
o
deixou
sem
sen
tidos;
quando os recobrou,
a
mãe
havia
desapparecido.
O
infeliz
transportado
pela
corrente
pa
ra
a
via
ferrea,
trepou
a um
telhado
e
alli,
exposto
ás
fúrias
do
temporal,
es
perou
que
fosse
dia.
A
mãe,
que
elle
julgava perdida,
encontraram
na
de
manhã
n
’
um
cannavial,
viva
ainda, apesar
do
que
sofirera,
entre as
aguas,
toda
a
noite,
mas
exhausta
de
foiças
e
desmaiada»
—
No
dia
27
percorreu
as
ruas
de Ma
drid,
executando
varias
peças
de
musica,
uma
esludantina
que
solicitava
soccorros
para
as
provincias
inundadas.
Enconlran
lo
um
general
russo,
que estava
n
’
aqtiella
capital
havia
dois
ou tres
dias,
dirigiu-se
a
elle
no
mesmo
intuito.
O
nobre
militar
entregou
aos
peticio
nários
quanto
dinheiro
levava
comsigo,
e
não
quiz
acceitar
a
bolsa
d’
ouro
em
que
o
tinha.
A
estudantina
recolheu
ao
todo,
n
’
a-
quelle
dia.
2:8095960
reis.
A
snbscripção
aberta
em
Paris
ascen
dia
na
mesma
data a
12:0005000.
O
barão
de Rolhschili
contribuiu com
2:0005000.
A
rainha
Isabel
concorreu
com
reis
1:0005000.
O
Papa
também
subscreveu
com
uma
quantia
avultadissima.
Foram
já
enviadas
de
Madrid
para
Mur
cia
150:000 arrobas
de
farinha.
Muitas famílias
de
vários
pontos
da
Hespanha
adoptaram
como
filhos
as
crean-
ças
que,
pela
morte
dos
seus,
ficaram
ao
desamparo.
Foi concedida moratoria
aos
contri
buintes
das
povoações
inundadas,
para o
pagamento
das
respeclivas
quotas;
aguar
da-se
todavia
que
o
governo
outorgue
ou
tros
perdões
mais
consideráveis.
—
Uma
coincidência
notável:
A
14 d
’
oulubro
de
1851
(dia
de
S.
Caiixto,
Papa
e
marlyr),
houve
uma inun
dação
terrível
do
rio
Segura,
da
qual
se
conservam
tristíssimas
recordações
etn
Murcia
e
Orihuela.
Em
igual
dia
de
1879
sobreveio
uma
cataslrophe
ainda
maior
para
aquelles
dois
povos.
—
Em
Murcia
leem-se
enterrado
até
hoje
uns
600
cadaveres.
Calculam-se
em
perto
de
1:500
as
pessoas
que
succum-
biram
A'
b
almas
earitati
vas.—
Recom-
meniamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
7.
Vive
em
extrema
penuria, e
padece
de
doen
ça
incurável.
A
* cavidade
publiea.
—
Muito re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
0
andar,
que se
acha
na
maior
neces
sidade
e
doente, vivendo
só da
caridade
das
pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
APPELLO
AOS
CATHOLICOS
«A
Associação
de
jesus
,
maria
e
josé
,
erecta
na cidade
do
Porto,
com
o
fim
de
abrir
escolas
gratuitas
para
edu
cação
de
meninos
pobres,
de
ambos
os
sexos,
vendo-se
obrigada
a
deixar
o
edi
fício
onde
se
acham
funccionando,
em
Villa
Nova
de
Gaya,
as
duas
escolas,
uma
de meninos
e
outra de meninas,
resolveu
em
sessão
de
14
de
setembro
do
corrente
anno
de
1879,
mandar
construir
uma
casa
apta
para
receber
as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe
foi
dado,
para
este
fim,
terreno
por
pessoa
caritativa;
mas
fallecem-lhe
meios
pecuniários para levar ao
cabo
obra
tão
ulil
á
humanidade.
A
Associação
confia
muito
nos
senti
mentos
generosos
dos
snrs. associados
e
mais
pessoas
amantes da
humanidade
que
a
coadjuvarão
de
bom grado em uma
empreza que
tem
por fim
arrancar
da
ignorância
e
do
vicio a
tantas
creanças
que,
sendo
bem
educadas, podem
vir
a
ser
bons
cidadãos
e
prestar
relevantes
serviços
á sociedade».
A
subscripção
fica
aberta
na
redacção
d
’
este
jornal.
ANNUNCIOS
Arrematação
Pelo
jniso
de
direito
d’
esta
cidade e
co
marca
de Braga
e
carterio
do
escrivão
do
l.°ofiicio. Freitas, se
faz
publico
qne
no
dia
9
do proximo
futuro mez
de
novembro
por dez horas
da
manhã,
á
porta
do
Tri
bunal
Judicial,
situado
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esla
mesma,
se
tem
de
pro
ceder
á
arrematação
da
raiz
e
rendimentos
da
bouça
de
Santa
Marlha, avalia
ia
m
quantia
de
485000
rs.
A
raiz
e
rendimen
tos
presentes
e
futuros da
bouça
do
Fei-
jô,
freguezia
de
Nogueiró,
avaliada
na
quantia
de
1645'100 rs.
A
raiz
e
rendi
mentos
presentes
e
futuros
da
quinta
de
nominada
da Gandra,
na freguezia
de
S.
Lazaro,
avaliada
na
qmnlia
de
6:3915560
reis.
O
foro
annual
pago
ás
freiras
do
convento
dos
Remedios
de
644,760
de
pão
meado a
32,4
cada
litro,
205890
reis,
que
por vinte annos
é
o
seu
valor
a
quan
tia
de
4175800
rs.
Fica
liquido
5:9765760
reis
abatendo
o
laudemio
da
quarentena
na
importância
de 1495419
rs.
Fica
o
prédio
no liquido
valor
de
5
8275341 rs.
A
raiz
e
rendimentos
presentes
e
futuros
da
casa
e
ei
to,
situada
no
logar
da Fon
te
Secca,
freguezia
de
Fraião,
avaliada
na
total
quantia
de
8365740
rs.
Fruclos
pre
sentes,
relativos
á
quinta
da
Gandra:
9672
I.
de
pão a
30
reis
cada
litro,
reis
2905160;
1185
I.
de vinho a
cincoenta
reis
cada
litro
595250
reis; 645
I.
de
feijão
a
35
reis
cada
litro
255575 reis;
de fructa
15090
reis:
somma
3725985
reis:
somma
total
7:2855066,
penhorados
ao
executado
Carlos
Augusto José
Corrêa
da
Cunha,
da
rua
da
Ponte,
d
’
esta
cidade,
nos
auclos
de
execução
de
sentença
d
’acção
commerciai,
por
letra,
que
lhe
promove
Antonio
José
Antunes
Reis.
d
’esta me
sma',
pela
quantia
de 2005000 rs.
Braga
18
de
outubro
de
1879.
O
escrivão
José Firmino
da
Costa
Freitas.
•
Verifiquei
a
exactidão.
(2675)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
Por
acçõesdos
Bancos
de VILLA
BEAL,
MINHO
ou
DOURO
trocam-se
duas
mora
das
de
casas
de
dons andares,
sitas no
largo
da Ponte,
n.'
1’
9
e
10.
Trata-se
na
rua
de
S.
Marcos,
com
Antonio
Sil-
verio
de
Paiva.
(2676)
4V8SO
Antonio
Vieira d'Araújo,
recebedor
da
co
marca
de
Braga
Faz
publico
que
0
cofre
da recebe
doria
a
seu
cargo, se
achará
aberto por
espaço
de
30
dias
consecutivos
desde
2
de
novembro até
I
de
dezembro!
para
a
cobrança
volunlaria das
contribuições
se
guintes
do
anno
de 1869:
Predial
ordinária.
»
especial.
Industrial.
Renda
de
casas
e
sumptuaria.
Decima
de
juros.
Findo aquelie
praso,
se
não
tiverem
pago
as suas
colleclas
pagarão
mais
3
por
cento,
ou a
quota
minima
de
40
reis
de
multa
calculada
sobre
a
importância
das
contribuições;
isto
desde
2
a
31
do
mez
de
dezembro,
e
findo
este
praso fi
cam
os
contribuintes
remissos
sugeilos ao
pagamento
dos
juros
da
mora
na
rasão
de
6
por
cento
ao
anno
e
ás
despezas
do-
relaxe
até
integral
embolso
da Fazenda,
Nacional.
(2677]
È' fe
MOV.
No
dia
2
de
novembro
proximo. pelas
11
horas
da manhã,
vende-se
em
leilão
par
ticular
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
excedentes
vistas
e
muitos
commo
dos
para uma
grande familia,
situada
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
52.
Também
se
venderá
mais
tarde
a
mobilia
que
a ador
na.
Aproveitem-se, que
vae
por
todo
pre
ço,
se
assim
convier
ao
proprietário,
o
qual,
n
’
aquelle
acto,
apresentará
aos
pre
tendentes
os
respectivos
titulos.
Não
falte
ninguém,
pois
o
negocio
é
d
’
aproveitar.
(2678)
Arrematação
Pelo
juiso
de
direito
d’
esla
comarca
de
Braga
e pelo
escrivão do
6.®
oíhcio
do
mesmo
juizo,
José
Luiz d’
Oliveira
Pes-
sa, no dia
nove
do
luturo
mez
de
no
vembro,
por
dez
horas
da
manhã,
na
praça
publica,
a
porta
do
Tribunal
Ju
dicial
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esta
cidade,
se
tem
de
proceder
á
ar
rematação
de
vários
moveis
e
roupas,
e
bem
assim
uma morada
de
casas terreas
e
terreno
para
horta
com
arvores
frucii-
íeras,
e
junto
a
esta
casa
e
terreno um
campo
de terra,
tudo
situado
no
logar
d
’
Avelheira,
freguezia
de Priscos,
d
’
esla
comarca,
prédio
este
que tem
a
entrarem
praça
por
preço
superior
á
avaliação
que
é
a
quantia
de
500^000
rs.
Bens
estes
que
foram
mandados
arrematar
para
pa
gamento
de
pas>ivo
no
inventario
orpha-
nologico
a
que se
procede
pelo
cartorio
do
dito
escrivão
do
6.°
oíficio.
por falle-
cimenlo
de
Maria
Thereza
da
Silva,
viu
va,
moradora
que
foi
no
logar
d’
Azevido,
freguezia
de
Priscos,
no
qual
é
lingua in-
venlariante
a
filha
d
’
aquella
fallecida,
Bo-
sa
da
Silva, solteira,
do
mesmo
logar
e
freguezia.
Por
este annuncio
e
pelos
edi-
taes
que
se
aífixaram
são citados
para
as
sistirem
a
esta
praça
e
usarem
do
direi
to
que
a
lei
lhes
faculta,
todos
os
cre
dores
incertos
do
casal
inventariado,
e
bem
assim
os
certos Antonio
de
Faria
e
Tobias
de Faria Braga,
auzentes
em
parle
Incerta,
a
cada
um
dos quaes
o
casal
es-
iá devendo
a
quantia
de
35^864
2/7 de
real.
Braga
17
de
outubro
de 1879.
O
Escrivão
José
Luiz
d
’Oliveira
Pessa.
Verifiquei
a
exactidão.
(2673)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
BILHAR
Vende-se
um
bilhar
em
bom
uso,
as
sim
como
quatro
mezas
de
pedra
már
more,
por
preço
commodo.
Trala-se
com
José
Secundino
da
Cunha,
na
Feira
Nova,
em
Amares.
(2672)
Ml
Esta maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
única
que
não
causa
apertos
<i'uretra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
attestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga—
Esquina
de
Santa
Cruz—
40
Porto—Cardoso
—
Praça de
D.
Pedro
—
H3.
(2631)
Caix»
penhorista
Braetirrnae
na
Travessa
de
D.
Gtualdim
d
’
esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da noule na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objeetos
empenhados
na
mesma
caixa
com
alrazo
de
juros
de tres mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
Consultoria
Medico-Cirúrgico
10
—RUA
DE S. JOÃO —10
Alfredo
Passos
ouve
de consulta
to
dos
os
dias do
meio
dia
ás
2
horas
da
tarde.
Faz
operações
de
grande
e
peque
na
cirurgia.
Especialidade—partos.
(2617)
CAMBIO
C
LOTEBIAS
Tem
disiribuido
esta casa
cerca
de
2.000:
OOOáOOO
em
prémios
no
p<-:z
e
Brazil.
Ocatnbisli
Antonio
Ignacio
da
Fonse
ca,
rua
do
Arsenal.
56 e 58.
com filial
no
Porto,
Feira
de
S
Bento
33.
34
e
35
faz
sciente
ao
respeitável
publico
que tem
sempre
nos
seus
estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de bilhetes
e
suas
divi
sões das
loterias
portugneza
e
hespanhola.
Satisfaz
todos
os
pedidos
das
provín
cias.
ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com
prom-
ptidão
e
diminutas
commissões.
quer
se
ja
para
jogo particular
ou para
negocio.
Mas
terras
onde
não
tenba
ainda
corres
pondente
acceita para
seu
agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que dè
boas refe
rencias.
Os
vendedores
leem
boas
vanta
gens,
sendo
uma
d
’
ellas
o
poderem
re
cambiar,
o
que
não tenham
vendido,
até
á
vespera
do
sorteio.
E
’
negocio
que
tem
tudo
a
ganhar
e
nada
a
perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos
e
lelegrammas.
O
2.°
sorteio,
é
o
da
loloria
portugtie
za,
a
30
d
’
oulubro.
O
prémio
grande
é
de
8:000^000
rs.
Os
preços
dos
bilheres
e
fraeções
d
’
esta
loteria
são os
seguintes:
bilhetes
inteiros,
4$800;
meios,
2^400;
quartos.
t$200;
oi
tavos,
600;
fraeções
de 520. 440,
330,
260,
220, 130. 110. 65
55,
45
e
3<>
rs.
O
3.°
sorteio,
é
o
da
loloria
de
Ma
drid.
no dia
6
de
novembro.
O
prémio grande
é
de
28:800^000
reis
e
os
preinios
minimos são
de
IO8$000 e
72^000
rs.
Os
preços
dos
bilhetes
e
fraeções
d
’esta
loteria
são
os
seguintes:
bilhetes
inteiros,
11$600;
meios. 5$800;
quintos,
2$320;
décimos,
1$I6O;
fr»cções
de
600.
480,
240,
120 e
60
e dezenas
de
6$000,
4^800,
2,5400,
10200
e
600.
Os
pedidos
das
proviocias
são
satisfei
tos na
volta
do
correio.
Chamamos
a
atlenção
do
publico
para
um ponto
importante.
As
fraeções
da
nos
. . . . . . . . . . . .
Gran
êxito en
Paris
VELOUTINE
GH
les
FAY
POLVO
DE ARROZ ESPECIAL PREPARADO CON
INVISIBLE
Y ADHERENTE, di al eõtii frateurt j trtipartnoit,
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
RUE
db
la
P
aix
,
PARTS
Se
vende
en
las Farmacias,
Perfumeriu,
Beluquerias y tiendas
de
quincalla.
Desconfiar
de las
Ialsificaciones.
éXX<X<X<X<X<X<X<X<
«XOIOIOIOIOIOX x<
BISMUTO
X
i.
2
KX<XOXXOXX<X<
FERRO
BRAVAIS
1
Adoptado
em todos os Hospitaes.
tecommendada
por todos os
Médicos.íl
Coítra
»
ANEMIA,
CHLOROSE, DEBILIDADE, FRAQUEZA, PERDAS BRANCAS, etc. <|
O Ferro
Bravais
(ferro
liquido em gottas concentradas) é o uníco
jgAexempto de
qualquer acido; não tem cheiro nem sabor, não produz^
prisão do ventre,
aiarrhea, irritação
nem cança o estomago; alem d’isto
r
e
o unico que não faz os dentes pretos.
E’
o mais economico de todos os ferruginosos, pois qne
nm frasco dura em mez.
;
Deposito geral em
Pariz,
13,
rue
Lafayette
(Perto
da Opera), e em todas as P/iarmacias.
i
Desconfiar-se
das
imitações perigosas
&
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
jiuicta.
lEnvia-se
grátis 1 quem o pedir
por carta franqueada, um interessante folimto sobre a Anemia e o seu tratamento.lia
Deposito
no Porto,
Ferreira
&
Irmão, e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
A
Meza
do
Beal
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
roga
a
todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins,
que
te
nham
superabundância
d arvores de ador
no,
arbustos,
camélias
ou
outras
quaesquer
plantas,
se
dignem
favorecer
com ellas
o
mesmo
Sanctuario,
parã
embellezar este
tão
pittoresco
local;
dando
parte
ao
lhe-
soureiro
o
snr.
Manoel
José
Bodrigues de
Macedo,
rua
do
Souto,
n.°
42,
n’
esla
ci
dade
de
Braga
para
a
Meza
enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe fôr
indicado
as
traga
com
o
necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que
este
pe
dido
será
attendido, fica
desde
já
agra
decendo
qualquer olferla
que
n
’
este
gene-
ro
lhe
fôr
dada.
Em
nome
da
Meza
—
O
procurador
Anlonio
Alves dos Santos
Costa.
Fabrica
a
vapor
de
fundição
de
ferro
e metaes
Travetma
de
S.
João
—
Braga,
N
’
esta
fabrica,
uuica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
sa
firma,
tem
um
pertence
muito
mais
vantajoso
para o
jogador,
que
o
das
ca
sas
das
províncias. Por
exemplo:
em
uma
(racçào
da
nossa
firma
do
preço
de
6O<>
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário da lo
teria
de
Madrid,
toca
lhe
na
sorte
grande
1:1000000
reis.
Em
igual
fraeção,
com
qualquer
dos
prémios minimos loca-lhe
40500
ou
30000
reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
de
loteria,
um dos
primeiros.
O
que
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico
e
em
especial
dos
que
não virem
nas
duas
principaes
cidades.
Os
prémios
sao
pagos
á
vista
das
competentes
listas.
Querendo,
os
possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas
localidades, por
meio
de
remessas
de
leiras
ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Bece
be-se
em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio,
valles,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier
aos
freguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca,
rua
do
Arsenal.
5b,
58
e
60,
Lisboa, ou
Feira
de
S.
Bento,
33,
34
e
35,
Porto.
,2529)
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOI'TADAS PELOS
MISSIONÁRIOS
QUABTA
EDIÇÃO
Novamenle
correcla e
muito
augmenlada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente á
ultima
Baccolla.
Com
apprvvaçào
de
S.
Exc.'
A
Revrn.
3
o
Snr.
1).
Joao
Chrysostumo
d
’Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço=l6o
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
♦
v.
melhoramento de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras loca
lidades,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos
no Porto
N
’
esia
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
avul
sas,
como
são:
buxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer tintas,
pés para
me
zas
de mármore
ou
de madeira,
bancos
para jardins,
boicbas
de qualquer
pres
são
até
á
altura de 200
palmos,
grades
para sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeôes,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo systema
para
la
gares, ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e joelhos
paia
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Além
d’
eslas
obras, que
ha
feito,
toma
encommendas
para
todas
que
possam
fazer-se
de ferro,
aço ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
esle
genero
principalmente
bombas
de
poços.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
ga
de
sabugueiro,
legitima
do
Doqro,
por
preços
commodos;
a quem
a pretender,
dirija-se
á
mesma
casa.
(2640)
i
■S
|RUA
s
.
marcos
.
N°
õ
\
ende
papeis piuta-
dos
para
guarnecer sallas,
çM lindíssimos
postos, a prin-
cipiar em 80
reis
a peça.
Vende olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
-le í
cursas,
tudo de boa qmdi- S
dade.e preços muito rèsu- 15
midos.
Vende
cimento roma- j
no
par a vedar aguas, ges- S
so para estuques de ca-
5
sas,
tudo de primeira qua- i
lida
le.
DO ALTO DOURO
BA
CANA
DB
VIÍiI.A
FBI
CA
BUA
DO
SOUTO N.°
15-Braga.
N
’este armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar-
afados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
>
>
.
190
»
Lagrima
........................................
200
»
Branco
de meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino. .
.
.
240
>
de prova
secca. ... 300
»
Malvasia
de
2/
............................
360
»
»
velho.....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Boncão
.........................................
700
>
Velho
de
1854
....
600
»
a,
retalho
para
meza
60
e
80,
o
quartilho
Unto,
e
branco
120.
Besponde-se
e
garante-se
a
oureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
ACUfiAllI-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissirna
despeza
que
está
cuslan»
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospilal
de
S.
Marcos,
empenha
n’esle
acto
de
caridade
a devoção
de seus concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G. Pereira
Bernardes.
Ceremoniat
segundo
o
rito
Romano
que
deve
observar-se
na
Ter
cia
e
missa
conventual cantada na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbytero
JOÃO
REBELLO CARDOSO DE? MENEZES,
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no mesmo Seminário,
e
no
escriptorio
d
’
este
jornal.
Preço
..................................
120
rs.
RESPONSÁVEL—Luiz Baplisia da
Silva
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
