comerciominho_25101879_1001.xml
- conteúdo
-
nuDtn
do
minho
FOLHA
IOSS
í
.A
l
,
I’OIAT«€:A M
í
AOTILIOSA.
REDACTORES
—D. Miguel
Sollo-Mayor c Dr. Custodio Velloso.
7.°
A.NNO
PHEÇO
DA
ASS1GNATURA
12
mezes,
com
estampilha. .
.
2&000
12
mezes, sem
estampilha.
. . 1&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
ÍO
Annuncioscada
linha
.....................
20
Repetição
.
.
.
...
10
Assignantes,
20
p,
c.
d
’abatimento
i
N.°
1:001
xs
HL !■ K» H
>2
Sí
Toda
a correspondência
deve
ser remettida,
franca de porte,
á
administração
do jornal—O
«Commercio
do Minho», rua
No
va, n.” 4.
EB
HL
A.
CS-
A.
SABBADO
25 DOUTUBRO DE
487»
As
manifestações
legitimistas
em
França.
A
Revolução
finge
dar
pouca
ou
ne
nhuma
importância
ás
manifestações
da
França
legitiinisla,
de
que
havemos
dado
noticia
aos
leitores
em
os
últimos
nume
ros
do nosso
jornal.
Ião
seguro
julga
ella
o
mundo
em
suas
garras
malditas,
que não
admitle a
possibilidade
de
que a preza
se
lhe esca
passe
um
dia,
e
chega
mesmo
a escarne
cer
dos
exforços
da
victima,
que
séria
mente
parece procurar desemharaçar-se
de
tão
dilacerante
empolgadura!
Todavia
o
estado
da
França
não
póde,
imparcialmente
contemplado,
deixar
de
antolhar-se
verdadeiramente
auspicioso.
Damos
mais,
muito
mais,
por a
nobre
atlitude
do
partido
legitimista
francez,
com
o
qual
se
identificam
todos
os
ho-
roeus
de coração
e de
consciência,
a
quem
não
são
indifierentes
as
desgraças da
pa
tria,
do
que
por
essas
mysteriosas
com
binações
dos gabinetes,
por
essa
polilica
chamada
—
conservadora
—
de
certos
patli
dos
liberaes,
cujo
procedimento
em
face
da
Revolução,
de
que são
filhos
legítimos,
não
póde
ser
energico
porque
não
é
es
pontâneo,
nem
póde
ser
eílicaz
porque
não
é
sincero.
A
Revolução
desorganisadora,
corru
ptora
e
athêa,
que
ha
quasi
um
século
envolve a Europa como em
uma
rede de
ferro,
só
póde
ser
desarmada
por outra
revolução—
pela
revolução do
desengano.
Quando
os
povos
se
convencerem
de
que
estão
sendo
terrivelmente
explorados
por
homens
sem
consciência
e
sem
fé,
cujas
theorias
vertiginosas,
que
inculcam
como
proiuctos
da
verdadeira
sciencia
e
do
ver
deiro
progresso,
são,
pelo
contrario,
o
ultimo
resultado
do
orgulho nuinano
em
guerra aberta
com
a
luz
da
Revelação
e
com
a
experiencii
dos
séculos,
e
um
re
trocesso
aos
tempos
ominosos
da
falsa
civihsação
pagã;
quando,
dizemos,
os
po
vos
se
desenganarem
de
que
os
seus
mistificadores,
promettendo-lhes
femenli-
damenle
uma
nova
edade
de ouro,
só
forcejam para
arrastai
os
a
uma
voragem
insondável,
então
elles
reagirão
por
si
mesmos;
elles
sacudirão
o
odioso
jugo,
e
acolhendo
se
sob
a
egide
sagrada da
religião, do direito
e
da
justiça,
lerão
desarmado
por
uma
vez
o
monstro
revo
lucionário.
e
viverão felizes
no
seio
da
verdadeira
paz e
do progresso
bem
enten
dido.
Que
a
este
resultado
feliz
possam
con
duzir-nos
os
duvidosos
exforços dos
go
vernos. que
leem
pactuado
mais ou menos
com
os
princípios
revolucionários,
e
que,
vinculados
fatalmente ao
carro
do
libera
lismo,
lhe adoplam
as
fórmulas
viciosas
e
lhe
esposam
as
ideias
dissolventes,
é
o
que,
a
não
estarmos
todos
cegos
ou
loucos,
mal
poderemos
admitlir
ou con
ceder.
Mis
o
que
se observa
actualmen
e
além
dos
Pyreneus
são
symptomas
de
uma
ordem
muito
diversa
De
um
lado
é
a
Revolução que.
qual
outro
Ashaverus,
obedecendo
á
falilica
voz—caminha,
ca
minha
f
—
se precipita
de
contra-senso
em
contra-senso, de
excesso
em
excesso,
de
êrro
em
êrro,
de
crime
em
crime,
apro
ximando-se
cada
Jvez
mais
do
momento
em
que,
desmascarados
totalmente
os seus
perversos
intentos,
já não
conseguirá
illu-
dir
nem
mesmo
os
olhos
menos
perspi
cazes.
Do
outro
lado
é
utn
grupo
numeroso
de
homens
que,
firmes
na
sua
fé,
ina-
balaveis
nos
seus
principies,
depois
de
lerem
aguardado
com
heroica
constância
que
sôe
a
hora,
marcada
pela
Providen
cia,
da
salvação
da
palria,
agitam no ar
O
estandarte
salvador,
e
como
em
volta
do
qual começam
a
agrupar-se
os
desil-
lusos
de lodos
os partidos,
os
feridos
nas
luctas
tremendas
de
uma
política sem
esperanças,
os
naufragos
nos
mares
re-
vôltos
de
mentidos
programmas e
de
opi
niões
convencidas
de
êrro
e
de
esterili
dade
Todos
estes
vem
augmentar
a
cifra
já
avultada
dos
homens de
boa
vontade,
que,
profundamente
convencidos
de
que
Deus
fez
as nações curáveis,
se
voltam
para
o
único
remedio,
que
póde
e
deve
operar
essa
tão
desejada
cura—a
restauração
da
monarchia
legitima.
Ora
o
que
presentemeote se
dá
na
França,
porque
não
hade
repetir-se
nós
outros
paizes
da Europa,
igualmenle
vexados
por
governos,
ou
illegilimos
na
sua
origem,
ou
abastardados
pela
acçâo
deleleria do virus
revolucionário?
Porque
não
hade
ter
aqui lambem seu
cabimento
a
revolução
do
desengano,
se
por
toda
a
parte
abundam
os
desenganados,
cuja
lor-
ça
moral
e
numérica
é
de
sobejo
a
sup
plantar
aquelles,
que
a
cegueira
invencí
vel
de inveterados
preconceitos
ou
as
ne
cessidades
do
eslomago
ainda
conservam
no grémio de
irma
política
errada,
e
que
cada
vez
se
está
desacreditando
mais?
Teem
nos
ahi
chamado
por
apódo
os
«homens
do
passado»,
os
«visionários»,
os
«sebastianistas»!
Sim;
seremos
tudo
isso.
O
passado
teve
muita
cousa
boa.
que
não
é
vergonha
nem
deshonra
venerar,
e
for
cejar
por
trazer
de
novo
á
vida
N<>
seio
dos
chimados
sebastianistas
do século
XVII
fermentou a
grande
e
patriótica
ideia
da
nossa
restauração
de
1610,
e
se
forjaram
armas,
que
serviram
a
derribar o
governo
intruso
dos
Filippes
de
Castella. Seremos
do
passado;
mas
o
futuro
também
é
in
questionavelmente
nosso.
Não
são
os
mí
seros
naufragos,
que a
tempestade
submer
ge
no
seio
dos
abysmos,
aquelles
a quem
é
dado
reconstruir
o
baixel,
e lançal-o
novamenle
a
navegar
em
mar
bonançoso
e
seguro.
Essa
honrosa
tarefa
pertence
aos
que
desde
a
praia,
cheios
de
espe
rança
e
de
fé,
estiveram
notando
os
bai
xios
e
recifes,
pelo meio
dos
quaes
se
arriscára
o piloto
inexperto,
afim
de
os
marcar
sobre
a
carta
para
advertência
e
precato
de
futuros
navegadores.
Que
a
nobre
França
se
levante
pois
do
leito
de
Procru-to
em
que
ha
tantos
annos
a
tem
feito
jizer a
Revolução;
que
ella
arvóre
a
bandeira
branca,
syrnbolo
de
tantos
séculos
de
grandeza
e
de
pro
speridade.
e
que assente no
seu
throno
o
herdeiro
legitimo
de
S.
Luiz
e de
Hen-
rique
IV;
e este
facto
importantíssimo
influirá
poderosamente
nos destinos
das
outras
nações
da
Europa,
e
a
Revolução,
vencida
n
’
aquelle
seu
primeiro
e
mais for
midável
entrineheiramento,
caminhará
de
derrota em
derroia
até
ser
totalmente
vencida
e
anmquillada.
Ahi
ficam claramente
formuladas
as
nossas
esperanças.
Podem
rir
se
d
’
ellas
e
de
nós;
mas
não
conseguirão
com isso
que
ellas,
mais
cedo
ou
mais
tarde,
não
venham
a
reaiisar-se.
D.
M.
S.
C
om
vista
a
todos
os
incrédulos
,
livres
-
pensadores
MACAQUEIROS,
ANTI-MILA-
GREIROS
E
ESPIRITOS-FORTES DE PoR-
TUGAL E SEUS DOMÍNIOS.
O
sabio
abbade
Moigno,
dirigindo
se
a
um
seu
compitriola.
inimigo
do
sobre
natural,
falia-lhe
nos
seguintes
termos:
«E‘
certo
que,
quando
se trata da
Bibíía e
da
revelação,
vós
começaes
por
não
querer
saber
nada,
por
vos
coudem-
nardes
a
uma
ignormvia
absoluta,
da
qual
vos
envergonharíeis n
outra
parte,
mag
de
que
aqui
vos
mostraes
uf.inos;
e
tamanha
é,
já
não
direi
a
vossa
raiva
cega,
mas
a
vossa
repulsão
instinctiva de
tudo
o
que
vos
culloea
fóra dos
limites
da visão
distincta
!
Mas
como
explicar
em
vós,
bem
como
em
tantos outros,
esta
repulsão
do
sobre-natural?
De
u na
maneira
bem
sim
ples.
Vós
estaes
immersos,
afogados no
FOLHETIM
INOIA
PORTOGOEZA
PELO
ABBADE DURAND
LÉNTE Dl
CNIVERSIDADE CATHOLICA DE
PABIZ
II
Eataclw
il»
índia
Religião.
—
As
possessões
portuguezas
da
Índia
estão sob
a
jurisdicção
do
ar
cebispo
de
Goa,
como as ilhas
de Ti
mor
e
Solor.
cuja
capital
é
Dilly.
Depois
de
ler
sido
a
metropole
de
uma
província
ecclesiastica
composta
de
8
cadeiras
episcopaes,
o
arcebispado ho
norário
de
Cranganor
e
os
bispos
de
Co-
chin,
de
Meliapor,
de
Malaca,
de
Nank
n,
de
Pekin, de
Funay,
no
Japão,
e
de
Macau,
Goa,
não
teem
mais
do
que
a
cathedral
de
Macau
por
suffraganea.
A
arcbidiocese
de
Goa é
administra
da
por
1
arcebispo,
55
conegos
e
capel-
làes
e
300
padres.
Encerra 98
fregue
sias,
servidas
cada
uma por
um
vigário,
um
ou
mais
coadjutores ou
curas,
um
capellão
para o
hospício
de
Culado
em
Bombay,
um
vigário
era
Angediva,
e
167
egrejas
ou
capellas.
Além
d
’isto
ha
2
parochias
em
Damão
com
2
vigários
e
1
coadjutor,
2
parochias
em
Diu
e
1
con
vento
de
Santa
Monica. em Goa.
Com
respeito
á
religião, a população
divide
se
em
232:139
clinstãos,
128:824
idolatras
e
2:775
musulmanos.
Da
todos os
lados,
o
rico
território
de Goa
está
juncado
de ruinas
de
egre
jas e de
conventos,
tristes
testimunhas
do
fulgor que
derramava
a
religião
em
seus Contornos,
pelo meado
do ultimo
sé
culo.
Possue
a
cidade
de
Goa
1
casa
de
or-
phãos,
I
estabelecimento
de
beneficencia
publica e
1
hospital
da misericórdia
ou
dos pobres.
Timor
e
Solor,
como
os
antigos
bi
spados
suffraganeos
â
metropole
de
Goa,
são
administrados
por
vigários
geraes
da
nomeação
do
arcebispo
de
Goa.
Situada
na
costa
Occidental
do
anti
go
Deccan,
a cidade
de
Goa
é a
capi
tal
da
Índia
porlugueza:
ella
se
compõe
de
2
bairros,
a
Velha
e
a
Nova Goa.
Ambas
são
sitas
n
’
uma
ilha
assombrada
por
palmeiras,
e
formadas
por dois
rios
que
a
banham
com
seus braços
de agua
tépida.
E
’
tão
fértil
e
tão
povoada
esta
ilha,
que
os
antigos
habitantes
lhe
deram
o
nome
de Tiçuary,
isto
é,
ilha
de
30
al
deias,
em
razão
do
numero
de povoações
que a
encerra. Mede
16
kilomelros.
700
metros
de
longura
e
41:700
quasi
de
cir-
cumferencia.
A
Velha
Goa
está
na
costa
septen-
trional
d’
esta
ilha, á
borda
do
no
Mando-
vi
a
42 kilomelros
da
embocadura
d
’es-
le
rio.
Desde
muito,
Goa
era
uma cidade
importante
e rica,
quando
Albuquerque
veio
conquistai
a.
Os
mouros
de Onor
e
de
Baticala
d
’
ella
tinham
feito
o
emporio
geral
de
toda a
costa
Occidental
da
Índia
com
a
Pérsia,
d
’
vnde
ella
importava
grande
nu
mero
de
cavallos
na
índia
sob
a
admi
nistração
porlugueza,
ella
veio
a
ser
a
metropole do
extremo
oriente
Porém in
felizmente
ella
era
fundada
ao
pé
4e
pin-
tanos,
que
a
faziam
insalubre.
Etn
1735,
as
suas
emanações
causaram
uma
epide
mia
que
disimou
a
população
de
Goa,
a
ponto
que
as casas,
abandonadas
pelos
habitantes,
se
desmoronaram.
N
’
essa
con-
juncção,
tratou
se
de transferir
a
capital
em logar
mais
sadio,
e ao
mesmo
passo
mais
favoravel
ao
commercio.
Este
pro-
jecio
começou
a
eíTecluar-se, em
1759,
no
tempo
do
vice
rei
conde
da
Ega. Com-
tudo,
para
revocar
aos
muros
da
metró
pole
os
seus
habitantes
transfugas,
se
reconstruiu
as
casas
arruinadas,
e
se
fez
melhoramentos
notáveis
em
ordem
a
la
zel-a
menos
insalubre.
Tiaballio
baldado;
foi
mister
resignar
se
a
proseguir
com
o
primeiro
projecto,
que
não
foi completa-
meote
executado
senão
em I8IIS.
Emquanto
os
ediíicios
públicos estive
ram
em
pé,
emquanto
os
mosteiros
não
furam
supprimidos,
a
Velha Goa
conser
vou
ainda
um
pouco
de
vitalidade.
Mzs
o
golpe
fatal
se
lhe
desferiu
pela
extinc-
ção d
’
estes,
em
1834.
H<>je
Goa.
a
cidade
doura
la,
a antiga
rainha
dos
mares
asialicos,
não
é
mais
do
que
um
montão
de
ruinas
encobertas
de
baixo
de
uin e-plendido
bosque
de palmei
ras.
Aqui
e
acolá
enire
palmeiras
avul
tam
alguns
ediíicios
desmoronados,
que
parecem
chorar sobre
as
ruinas
do seu
esplendor
passado:
elles formam um con
traste
notável
com
as
cabanas
miseráveis
que
as
rodeiam.
As
festas
civis
e
religiosas, taes
como
a
procissão
do
Corpo
de Deus,
as
festas
de
Santa
Calharini,
Padroeira
da
cida
le
de Goa.
e
de S.
Francisco
Xavier, Aposto
lo
da
Índia,
a
tomada
de
posse
dos
go
vernadores
e
dos
arcebispos,
lhe
resti
tuem em
certos
dias,
alguma vida, mas
no
dia
subsequente, torna-se
erma.
Por fim
a
Velha
Goa
media
cerca de
3:000
metros
de
largura
sobre
outros
tan
tos
de
longo
e
1:000
de
circumferencia.
T
nha
em
roda
um
muro,
possuia
algumas
ruas
commodas,
edifícios
numerosos
e
caes
de
pedra.
I
(Conhnúa)
natural,
diremos
mesmo
na
matéria,
como
um
passaro
no ar,
como
Um
peixe
na
agua.
O
ar,
a agua,
o
natural,
o sobre
natural
são
meios
excèflenfes
ím
si mes
mos,
aos
quafes
bemdizem
oS'entes
cha
mados
a
viver
no
sèu
sêio,'
e
maldizem,
pelo
contrario,
os
entes,
!
que
foram
or-
ganisados,
<>u
se
teein
organísado
para
viver
em
um
meio
differente.
Eis
o se
gredo
do
odio
ao
sobre
natural,
que
vae
crescendo
todos
os
dias,
e
que
nos
deve
tornar
tolerantes para
com
as
pessoas,
quando mesmo
lhes
detestamos
as
dou
trinas.
Quereis
uma
comparação, que
vos
frisará
melhor
?
Vêde.
Não
igooraes
por
certo
que
os orgãos.
qoe
deixam
de
ex
ercer
as
suas
íuncções, se
alrophiam:
os
peixes,
-
que
vivem
nas
ribeiras
subterrâ
neas
das
cavernas
gigantescas
do
Ketitu-
cky.
não
vêem,
porque o
seu
olho
fica
no
estado
rudimentar.
O
mesmo
se
dá
com
os
patos
e
gansos,
qoe
'se criam
nas
profundezas
das
salinas
da
Polonia,
inac-
cessiveis
á
luz.
Ora vós
haveis-vos
collo-
cado
voluntariamente,
por
fatalidade
dos
vossos
estudos
exclusivos.
n
’um
meio on
de
a
luz
da revelaçao
não
póde
attingir-
vos;
o
olho,
qne
exige
a
visão
do
sobre
natural, está
atróphiado,
e
a
sua
perce-
pção
lornou-se
para
vós
impossível.
'
ê-
des
o
artista,
que
cosinhou
o
vosso
opti-
mo
jantar,
a
pendula
ou
o
relogio,
que
voe
regula
o
tempo,
a
locomotiva,
que
vos transporta
no
espaço,
mas não
vêdes
o creador
e
o
organisador
dos mundos.
Aquillo
que a
nós
nos
parece
o
mais
simples,
o
mais
ahsolírtamente
necessário
e
certo—
a existência
de
Deus,
dos espí
ritos
bons e
maus,
da
alma
hnmana,
dos
sacramentos,
dos
milagres,
a necessidade
de
um
culto,
de
uma
lilhurgia,
etc.
—
tudo
isto
é
para
vós
o
que são as côres.
tão
boas
e
tão
bellas
sem
duvida,
para
um
cego,
ou
mesmo
para
um
photophó-
bo,
posto
sob
a
influencia
de
uma tne-
ningo-encephalite
ou
da
inflamação
das
membranas
oplicas.
Vós
oois,
com
effeilo,
uns
cegos
ou
uns
doentes,
muitas
vezes
voluntários,
e
algumas
vezes
lainbem
in
voluntários!
Mas
pelo
menos não nos
desprezeis.
O
cego
e
o
doente
não
tem
o
direito
de
desprezar,
nem
mesmo
de
lastimar
o
homem,
qne
'ê
bem,
e
que
tem
saude,
a
quem
a
triste
sorte
do en
fermo
arranca
uma
lagrima
de
compaixão».
CIIRONICA ESTRANGEIRA
A tVoce
delia
Ventá»,
depois
de
assignalar
a
largos
traços
a
situação
da
França
e
da
Italia,
alagadas
por uma
inun
dação
socialista,
termina assim
a
descri-
pção
da
situação
da
Europa:
<0
resto
da
Europa
não
logra obter
um
momento
de
tranquillidade.
A
Rússia
agita
se
no
seu
leito
d
’
espi-
nhos
que
lhe
foi confeccionado em
Ber
lim
e
voltou a compor
se
em
Vienna. To
dos
os
dias
se
teme
uma
sublevação
em
Constantinopla.
*
Na
Bélgica,
a
lucta
entre catholicos
e liberaes,
imprudentemente
incendida
pelo
governo
liberal,
toma
proporções
incalcu
láveis.
Finalmenle,
a Europa inteira
acha-se
n’
ui»
estado
tão
precário
e
tão
accentua-
damenle
de
transicção,
que
lodos
augu
ram
uma
mudança radical
mui
breve no
estado
geral
das
nações
que
a
compõem».
—
Da
guerra
do
Afghanislan ha
as
no
ticias
seguintes:
Os
inglezes
entraram
em
Cabul,
mas
as
tribus não se dão
por
vencidas
como
se
póde
ver
do
seguinte
despacho
de
Sim-
la,
publicado
pelo
«Standard»:
0
campo inglez
de
Ali
Khely
foi
ata
cado por
grande
numero
de tribus
visi-
nhas;
porém
as
nossas
tropas
que estavam
prevenidas,
rechaçaram valorosamente
o
inimigo,
conseguindo
pol-o
em
completa
dispersão.
Os
afghans
deixaram trinta
e
tres
mor
tos no campo,
porém poderam
levar
os
seus
feridos.
Nós
só
tivemos
alguns feridos ieve-
menle.
—
A
’
cèrca
da visita
do
príncipe
de
Bismark
a
Vienna,
o
«Times»
publica
o
seguinte
importante
lelegramma:
«Berlim
14.—
-Procedente
de
melhor
fonte'
dou-vos
a
noticia
de
que
o
resultado
da
visita
do
príncipe
de
Bismark
a
Vien
na
foi a conclusão
formal
d’
uma
alliança
entre
a
Áustria
e
a
Allemanha.
Durante
as
negociações,
uma
vez
acceite
o
prin
cipio,
formularam-se
com
grande
precisão
os
accordos
n
’
um articulado,
que
foi
fir
mado
pelos
plenipotenciários dos
dois
pai
zes).
A
«Gazeia de Colooia» confirma a
noticia
do
«Times»,
se
bem
que
o
impe
rador Guilherme
acceitou
a ideia de
Bis
mark
com
algum
desgosto.
—
«La
Voce
delia Veritá»
diz
qoe
a
rm
prevista
chegada
a
Roma
do
snr.
Ni-
gra, embaixador
do
rei
Humberto
em
isan
Petersburgo.
tem
causado
nos
círculos
de
Italia
grande
impressão.
—0
correspondente
da
«Independência
Belga»
em
Vienna,
confirma
a
noticia
da
approvaçào
dada
pelos
commissarios
da
Grécia,
á
declaração
dos
plenipotenciários
turcos
.
A
Porta
dirigiu
a
tal
respeito
uma
circular
ás
potências,
circular
que
o
«Ti
mes» crê
ter
sido favoravelmente
recebida
pelos gabinetes
de
Vienna,
Roma
e
Ber
liin.
0
governo
francez
instou
lambem
com
a
Giecia
para que cedesse nas
ulti
mas
duvidas
que
tnostrjra D’
esle
modo
ã
delimitação
rávtada
no
13.“
protocolo,
vae
começar
a
ser
discutida.
—
Segundo
uma carta
de
Milão. Hum
berto
intenta
desprender-se
dos
radicaes
e
chamar
os
conservadores,
dando
o
mi
nistério
a
Sdla. espaçando
as
eleições
para
que
sejam
dirigidas
por esle.
Segundo
o
jornal
acima
citado
o
con
servador
chamado ao
governo
e
a
presi
dir
ás
eleições
será
o
general
Cialdini.
Parece
que
nenhuns
comam
com
a
re
volução
que,
n’
esse
caso,
antes
ou
depois
das
elrições será
senhora
do
governo
e
arbitra
da
monarchia.
38=.Porto
(circulo
oriental),
Marianno
de
Carvalho,
progressista.
39=Porlo
(circulo
central),
Rodrigues
de
Freitas,
republicano.
40=
Porto
(circulo
Occidental),.
Adriano
Machado,
progressista.
41
—
Gaya,
visconde
das-
Devezas,
pro
gressista
42
—
Feira,
Pires
de
Uma,
progres
sista.
43=Arouca,
conde
de
Sabugosa,
pro
gressista.
41—
Oliveira
de
Azemeis,
Ernesto
Pinto
Basto,
progressista.
45=Ovar,
Manoel
Aralla
e Costa, re
generador.
46
—
Eslarreja,
Francisco
Barbosa,
pro
gressista.
47=\gueda,
Antonio
Alves
da
Fonse
ca,
progressista.
48
— Vveiro,
Dias
Ferreira.
constituinte.
49=Anadia, José
Luciano
de
Casiro,
progressista.
50
—Cantanhede,
José Luiz
Ferreira,
regenerador.
51=Figueira
da
Foz,
Antonio
Lopes
de
Guimarães
Pedroso,
progressista.
52
—
Monlemór-o-Velho,
Manoel
Joaquim
Macedo
Sotlo-
Mayor,
regenerador
53=Soure,
Antonio
Egypcio
Quaresma,
progressista.
54
—
Coimbra,
Antonio
Cândido
Ribeiro
da
Costa,
progressista.
u5=Louzà,
Francisco Wanzeller,
con
stituinte.
56—
Arganil,
Antonio
Augusto<ie
Aguiar,
constituinte.
57
—
Oliveira
do Hospital, Pedro M
Ca
stello
Branco, progressista.
58
—
Penainacova,
Allipio
de
Sousa
Lei
lão,
progressista.
59
—
Sauta
Comba Dão,
Joaquim
Paes
Abranches,
progressista.
60=Mangualde,
José
Simões
Dias,
pro-
jressista.
61
—
Vizeu,
Gaudencio
José
Pereira,
irogressisla.
62
—
Tondella, Antonio
Villafanha,
pro
gressista.
63
—
Vouzella,
Joaquim de Almeida e
Castro,
progressista.
61
—
s,
Pedro
do
Sul,
Bandeira
Coelho,
progressista.
65
—
Sinfães,
Manoel
Pereira
Dias,
pro
gressista.
66==Lamego,
visconde
de Arneirós,
progressista.
67
—
Armamar,
Julio d
’
Abreu
e
Sousa,
progressista.
68
—
Moimenta,
José
de
Nápoles,
pro
gressista.
69
—
Pesqueira,
Elvino
de Brito,
pro
gressista.
70=Pinhel,
J.
J
Fernandes
Vaz,
pro
gressista.
71
—
Figueira
de
Castello
Rodrigo, Joa
quim
Simões
Ferreira,
progressista.
72=Sabugal,
Antonio Bigotte, progres
sista.
73
—
Guarda,
José
de
Castro,
progres
sista.
74=Trancoso,
Manoel
Fernanles
Vaz,
progressista.
75—
Gouveia,
Julio
Rainha,
progres
sista.
76=Cêa,
José
de
Abranches,
progres
sista.
77
—Covilhã,
Manoel
Pinheiro
Chagas,
constituinte.
78=
Idanha
a
Nova,
Antonio
Augusto
d
’
Aguiar,
constituinte.
79=Castello
Branco,
Fernando
Caldei
ra,
constituinte.
80=»Fundão,
Saraiva
de
Carvalho,
pro
gressista.
81
— Certã,
Baima
de
Bastos,
regene
rador.
82
—
Figueiró dos
Vinhos,
Carlos
Ri
beiro,
progressista.
83=>Pombal,
juiz
Vasconcellos,
pro
gressista.
84
—
Leiria,
J.
C.
Melicio, progressista.
85
—
Alcobaça,
José
Antonio
de
Sousa
Lixa,
progressista.
86
—
Caídas
da
Rainha, Eça
e
Costa,
progressista.
87—
Cadaval,
J.
G.
Barros
e
Cunha,
avilista.
88
—
Alemquer,
Ignacio
do
Casal
Ri
beiro,
progressista.
89
—
Torres
Vedras,
J.
P.
Antonio
No
gueira,
avilista.
90
—
Mafra,
José
Ferreira
Garcia
Diniz,
progressista.
91
—
Cintra,
A.
D. Mazzioti,
progres
sista.
92—
Belem,
Pedro Franco, progres
sista.
93
—
Olivaes,
D.
Miguel
de
Noronha,
progressista.
ELEEÇÕES
Resultados conhecidos.
l=Monsão,
Luiz
José
Dias,
progres
sista.
2=Va!ença, Sousa Serpa,
progressista.
3
—
«Caminha,
Antonio
Xavier
Torres
da
Silva,
progressista.
4
—
Arcos
de
Vai
de Vez,
José
Teixei
ra
de
Queiroz
de
Moraes
Sarmento,
pro
gressista.
5=
—Ponte
do
Lima,
Antonio
José
da
Rocha, progressista.
6=»Vianna,
Goes
Pinto,
progressista.
7=-Espozende,
Francisco
de
Castro
Monteiro,
progressista.
8
—
Barcellos,
José
Barroso
Pereira
de
Mattos,
progressista.
9=Villa
Nova
de Famalicão,
Antonio
Alves
Carneiro,
progressista.
10=Guimarães,
Barão
de
Paçô
Vieira,
progressista
11=.
Braga,
Manoel
Joaquim
Penha
For
tuna,
progressista.
12=Villa
V<rde,
J.
Antonio
Sepulveda,
progressista.
J3=Povoa
de
Lanhoso,
empatada.
14
—
Cabeceiras
de
Basto,
Guilherme
de
Abreu,
regenerador.
15
—
Fafe,
Vieira
de
Casiro,
progres
sista.
16
—
Celoríco
de
Basto,
Joaquim
Alves
Malheus,
progressista.
17=Montalegre,
Henrique
de
Barros
Gomes,
progressista.
18=Chaves.
Antonio José
Antunes
Guer
reiro.
progressista.
19—
Valle
Passos,
Francisco
José Vieira,
regenerador.
20
—
Villa Pouca
de
Aguiar,
Antonio
José
de
A vila,
avilista.
21
—
Alijó,
visconde d
’
Arriaga,
regene
rador.
22
—
Sabrosa,
Lopo
Vaz,
regenerador.
23=Villa
Real,
Antonio
de
Azevedo
Castello
Branco, regenerador.
21
—
Peso
da
Regoa, Diogo
de
Macedo,
regenerador.
23
—
Moncorvo,
João
José Dias
Gallas,
progressista.
26
—
Mirandella,
Alexandre
Aragão, pro
gressista.
27
—
Macedo
de
Cavalleiros, Guerra
Jun-
queiro,
progressista.
28
—
Bragança,
João
Antonio Pires
Vil-
lar, progressista.
29
—
Mogadouro, Alvino
Vaz
das
Neves,
progressista.
30=Villa
do
Conde,
Manoel
Francisco
de
Almeida
Brandào,
progressista.
31—
Santo
Thyrso,
Rodrigues
Ferreira,
progressista.
32
— Felgueiras,
Julio de
Vilhena,
rege
nerador.
33
—
Amarante,
Antonio
Cândido
Ribeiro
da
Costa,
progressista.
34=Marco
de
Canavezes,
Antonio Pinto
de
Magalhães
Aguiar, progressista.
35
—
Penafiel,
Thomaz
Bastos,
progres
sista.
36=Paredes,
José
Guilherme
Pacheco,
regenerador.
37
—Bouças,
Antonio
Lucio Tavares
Crespo,
progressista.
94
—
Lisboa,
1.
’
,
Zofimo
Pedroso Go
mes
da
Silva,
progressista.
95
—
Lisboa,
2.°,
Barros
e
Cunha,
avi.
lista.
96
—
Lisboa,
3.°, Pereira
de
Miranda
progressista.
97=»Lisboa, 4.°, Ressano
Garcia,
pro
gressista
98
—Lisboa,
5.°,
Saraiva
de
Carvalho,
progressista.
99=\lmada,
Antonio
Ennes, progres
sista.
100
—
Aldêa
Gallega,
José
Maria dos
Santos,
regenerador.
101
—
Setúbal, Antonio
Maria Barreiros
Arrobas,
regenerador.
102
—
S.
Thiago
de
Cacem,
Joaquim
Ornellas
de Mattos,
progressista.
103
—
Gollegã,
Anselmo
Braamcamp,
progressista.
104
—
Cartaxo,
Ribeiro
Ferreira,
pro
gressista.
105
—
Santarém,
Henrique de
Barros
Gomes,
progressista
106
—
Torres
Novas,
Augusto
Victor
dos
Santos,
progressista.
107
—
Tbomar,
João Isidro
dos
Reis,
progressista.
108=»
\branles, Henrique
de
Macedo,
progressista.
109—
Niza
Empatada.
I
IO=Portalegre,
José
Frederico
Laran-
jo, progressista.
II I
—
Eivas,
João
Chrysostomo
d'Abreu
e
Sousa,
progressista.
112=wiz, Emygdio
Navarro,
progres
sista.
1 j
3—Monlemór 0
Novo
Francisco
Bei
rão, progressista.
114
—
Evora,
Domingos
Pinheiro
Bor
ges,
progressista.
115
—
Extremoz,
Luiz Jardim,
progres
sista.
116
—
Reguengos, Joaquim
de
Vascon
cellos
Gusmão,
progressista.
117
—
Moura,
José
Maria
Borges, pro
gressista.
118=Cuba,
João
Fialho
Machado,
pro
gressista.
119
—
Beja.
Manoel
Nobre
de
Carvalho,
constituinte.
120—
Odemira,
João Antonio das
Ne
ves, regenerador.
‘
2l=Mertola,
visconde
de
Bohões,
progressista.
122
—
Villa
Real
de
Santo
Antonio,
Joa
quim
Tello,
progressista.
123
—
Tavira.
José
Julio
de
Oliveira
Ba
ptista.
progressista.
124
—
Faro,
Luiz
B
var,
regenerador.
125
—
Loulé,
Angelo
de
Sousa Sarrea
Prado,
legitimista.
126=''ilves,
Pereira
Caídas, progres
sista.
127—
Lagos,
Soares
d
’
Azevedo,
rege
nerador.
128
— Funchal,
Feliciano
Teixeira,
pro
gressista,
129
—
Santa
Cruz,
Manoel
Celestino
Emygdio,
progressista.
13(J=Ponta
do Sul,
Alfredo
d
’
01iveira,
progressista.
SUBSCRIPÇÃO.
Nunca
nos
dirigimos
com
mais
acerba
mágoa
aos
nossos
leitores,
como ao
escrevermos
estas linhas.
Como
por
vezes
temos
dicto,
0
snr.
Francisco
Pereira
d
’
Azevedo,
antigo
proprietário
e
redactor
do
«Direito»
e d
’outros
jornaes
calho
licos,
e
aclualmente da «Propagan
da
Calholica»
e
«Libertador
das
Al
mas
do
Purgatório», acha-se
muito
doente no
Por-to,
e sem meios
para
se
tractar!
Este
respeitável
cavalheiro
vê-se
reduzido
a
tão
triste
estado,
por
que
sempre
sacrificou
lodos
os
seus
haveres
e
forças
na propaganda das
mais
sãs
doutrinas.
Alguns
amigos do
snr.
Francis
co
Pereira
de
Azevedo, fervoroso
apostolo
dos verdadeiros princípios
religiosos e
sociaes,
abrem
uma
sub-
scripção
em
seu
favor,
e
pedem
0
concurso
de
todos
os
catholicos
para
sua
visar a
penúria
d
’
aquelle
infeliz
quão
benemerito
cavalheiro.
A
subscrição
fica
aberta
em
casa
do
snr.
Manoel
José Vieira
da Ro
*
cha,
na
rua do
Souto,
n’
esta
cidade
GAZETILHA
Chroniea
religiosa.
—
A
’manha:
Procissão
da Correia
no
Populo.
Exercícios
do
SS.
Coração
de
Maria
nos Retnedios.
Exposição
do
Santisimo
no
Salvador.
HoMpedes
—
Teem eslado
nesta
cida
de
os
snrs. viscondes
d
’
Aurora, e
dr. Pe
reira
Leite,
juiz
de
direito
de
Caminha.
UesUeameiitu
—
Chegou
hontem a
força
do,
regimento
8
que
tinha
ido para
Fafe
de
manter
a
ordem
por
occa-
sião
das
eleições.
Theatro.-A
antiga
companhia
dra-
mali
:a
do
Baquel,
deu
já
duas
recitas
no
ibeatro de
S.
Geraldo.
Levou
na
1.
a
á
scena o
drama
Jacques
—
o
Homem
das ruas,
que
agradou,
assim
como
o desempenho
que
foi
excellente
por
parte
de
Soller,
Gama,
e outros.
Ante
hontem
representou
o
drama No
breza
e
Arte e
a
comedia
As
cerejas.
Bom
desempenho,
constantemente
ap
plaudido.
Meneflci».
—
Na
segunda-feira
realisa
se
no
lheatro
de
S.
Geraldo
um
escolhi
do
espectaculo em
heneiicio
dos
adores
Abel
e
S.ntos,
dois
artistas
muito esti
máveis.
Fallrcimento.
—
Falleceu
na
quar
ta-feira
o
snr.
dr.
Alberto
Leite
Borges,
antigo
advogado
nos
audilorios
d'esla
ci
dade.
Vivia
pobremente.
bovernudnr
civil.—
Na
auz.encia
do
snr.
visconde
de
Pindella,
está
exercendo
interinamenle
o
cargo
de
governador
civil
d
’esle
districto
o
snr.
dr.
João
Lobato.
Jutiu
de
i-ev>MÃo.—
Na
quinta-feira
tnspeccionou
esta
junta
11
mancebos,
fi
cando
7 apurados,
3
isentos
e
regeitado
I
(substituto).
Jornal
das
damas.
—
Publicou-se
o
n.°
131,
pertencente
ao
mez.de
outubro,
contendo
figurinos
illuminados
das
ultimas
modas
de
Paris
para senhoras
e
meninas,
e
alternadamente
debuxos
para
bordar
e
moldes
para
cortar
falo,
descripção
de
differenles
toileltes
de
vestidos,
chapéus,
penteados,
etc.
Quem
assignar
pelo presente
semestre
—
julho
a
dezembro
—
paga
unica
mente
1
*
500
reis,
e
recebe
grátis
todos
os
numeros
publicados
desde
janeiro
a
ju
nho.
Recebem-se
assignaluras
em Lisboa
na
livraria
do
editor
Joaquim
José
Bordalo,
Travessa
da
Vicloria. 42, l.°
andar,
e
no
Porto,
Coimbra,
ilha
de
S.
Miguel,
Braga,
Beja,
etc. nas
prmcipaes
livrarias.
As
pessoas
das
províncias
pó
lem
re-
metfer
esta
importância
em
estampilhas
ou
valles
do
correio
ao
editor.
(Jnitt
grande
videira.
—
Escreve
O
«Coniinbricense»:
Diz
um
nosso
collega
que
na
f
egue-
zia
do
Pinheiro
da
Bemposta,
concelho
de
Oliveira
de
Azemeis,
districto
de Aveiro,
existe
uma
videira,
salgueiro
branco,
em
latada,
pertencente
ao
snr.
José Maria
Soa
res,
de
collossaes
dimensões
e
espantosa
producção.
Occupa
uma
área
de 63
me
tros
e
24
decimetros
quadrados,
e,
deu
este
anno 1:700
cachos,
que
produziram
10
almudes
e
meio
de
vinho,
ou
258
litros e
3 decilitros.
Esta
videira
foi
enxofrada
em
1860,
sem
resultado,
porque
nada
produziu.
O
proprietário,
desanimado
por
este
resultado,
deixou
de
enxofrar
por
espaço
de
13
an
nos,
nada
produzindo
a
videira
durante
este período.
Em
1873
foi novaraente
enxofrada,
produzindo
9
almudes
e
meio.
Continuou
o
enxolramenlo
nos annos
se
guintes,
produzindo
em
1874,
8
almudes
e
meio:
em
1875,
9
almudes
e
meio:
em
1876,
8
almudes
e
meio:
em
1877,
8
al
mudes:
em
1878
produziu
apenas
18
li
tros,
porque
umas
potnbas
que
crearam
proximo
da
videira,
comeram-lhe
os
ca
chos
ao nascer.
Vê-se pois,
que,
por
falta
de
perse
verança
o
proprietário
perdeu
grande
quan
tidade
de vinho.
Vem
a
proposito
esta
descripção,
para
fazer
vêr
aos
que pos
suírem
vinhedos,
a
utilidade
do
enxolra-
mento.
Ainda
as
Inundações
na
Hes-
psnha.
—
Murcia.
17
—
Os estragos
pro-
dusidos
pelo
tresbordo
espantoso
do
rio
Guadalentin são
terríveis. As
veigas
de
Lorca
e
Murcia,
completamente
inunda
das.
Os
pormenores
vão
dando
á catas-
trophe
proporções homéricas.
Aterram
os
cpisodios
referidos
por aquelles
que
tive
ram
a
dita
de
salvar-se
depois
de
angu
stiosos
momentos
de
perigo.
Desappareceram
aldêas
inteiras
pelo to
tal
desmoronamento
das
casas.
Centena
res
de barracas
foram
arrebatadas
siem
deixar
vestígios.
Os
prejuisos
não
se
podem
ainda
cal
cular.
11
O
populoso
arrebalde
de
S.
Bento,
de
esta
capital
foi
destruído.
Montam
a mais
de
200
os
cadaveres
até
agora encontrados.
As principaes
senhoras
da
povoação
sollicitam
e
recebem abundantemente
rou
pas
e
comestíveis
para
soccorrer
os
inun
dados,
que
ticaram
n
’uma
situação
lasti
mosa.
Expede-se
continuamente
pão
e
café,
este
ultimo
para
reanimar
os
desventu-
rosos
que
se acham em
meio
do
terreno
cenoso
que
os
regela.
Passam
de
duas
mil
as casas
que
fo
ram arrasadas
na
veiga.
A
alluviào pro
veio
das
vertentes
da
província
d
’
Alme-
ria,
causando
consideráveis
damnos
em
Lorca.
O
povo
d’Aguilas
soffreu enormes
pre
juízos,
ticando
sem
agua
potável,
em
con
sequência
de
ser
destruído
o
aqueducto.
A
praia,
na
extensão
de
tres kilometros,
está
coberta
de esperto,
moveis
e
ani-
maes.
—
Lê-se
no
«Diário de Murcia»
sobre
os
primeiros
efleitos
do
calaclysmo:
Por
toda
a
parte
se
vêem scenas
de-
z
ladoras.
As
mulheres,
quasi
nuas,
refu
giam-se
com
as
creauças
nos telhados,
escalando
com
muito
risco
as
paredes.
Algumas
d’
essas
infelizes
cabem na
agua
e
são
levadas
pela
torrente, que
vae
im
petuosíssima.
Na estrada
de
Alcanlarilla
flucluam
gran
:e
numero
de
cadaveres.
Foram
mortas
sele
pessoas sob
os es
combros
de
uma
casa
que
desabou
em
Aljucer.
Em Nonduermas
pereceram fa
mílias
inteiras,
uma de
seis
individuos.
Em
Beniajan
luctou
um
pobre
pae
de
telha
do
em
telhado
para
salvar
seus
filhos;
mas
abateu
um
prédio
sobre
o
qual
esta
vam
e
succumbiram
lodos.
Em
Alcanlarilla
contam
se
já
mais
de
40
mortos.
Toda
a
noite
se esteve
ouvindo
o
fra
gor
das
casas
alluidas
aos
fortes
embales
da
corrente.
Murcia,
18
—lnhumaram-.se n
’
um
só
cemilerio
mais
de
140
cadaveres
de
in
felizes que,
estando
a
dormir tranquilla-
menle
nos
seus
leitos,
foram arrebatados
pelas
aguas.
Ainda
se
não
poderam
retirar
todos
os corpos
das
victimas
que
estão
na
veiga
inundada.
Continuam
a
adoptar-se
as
me
didas sanitarLs
possíveis
para
obviar
que
a
decomposição
dos
cadaveres
insepultos
dê
origem
a quaesquer
enfermidades.
—
Lê-se n
’uma carta
que
na mesma
localidade
enviaram
ao
«Liberal»,
de
Ma
drid:
«A
ruplura do
pantano
de
Lorca
em
1802;
as inundações
de
Aleira
e
a
recente
de
Szegedin,
tudo
isso é
nada
em
com
paração
do
occorrido
aqui.
O
arrasamento
instantâneo
de
quasi
todas as
casas
e
barracas
de
Nonduermas,
Era-alta,
Rmcon
de
Seca, La
Raya,
el
Raad,
Llauo
de
Brujas,
Aljucer,
Alquerias,
etc.,
causou
centenares—
ha
quem
diga
milhares
—de
victimas.
Esta
manhã
(do
dia
18)
foram
aqui
enterrados
os
cadaveres
de 25
ho
mens,
55
mulheres
e
46
creanças. No
baino
de
S.
Bento
consta
que
faltam 200
pessoas. Estão
por explorar
muitos outros
pontos».
—
Almeria, 19
—
Em
Cuevas,
os
dam
nos
que
solfreram
as
propriedades,
tanto
rústicas
como
urbanas,
são
numerosos.
Desabaram
oito
casas,
duas
ticaram
quasi
destruídas
e
muitas
com
avarias
Vinte
e
uma
pessoas
foram
levadas pela
corrente
e não
se
lhes
sabe
do
paradeiro;
uma de
ellas
morreu
de
e
ectricidade.
Parece que foram
encontrados
oito
ou
dez
cadaveres nas
praias
de
Garrucha
e
Vera.
Diz-se
que
desappareceram
muitas pes
soas
de
Guevas.
Para
esta
costa
e
para
o
local
de
Palamores
tem
trazido
a
alluviào
grande
numero
de
corpos
sem
vida
Os
povos
que
mais
soffreram são:
Zur-
gena,
Cuevas
e
seus annexos,
Velez-Ru
bio,
Garrucha, Vera
e
Huercal
Onera;
crê-se
porém,
que muitas outras
povoações
ficaram em
circutnsiancias
deploráveis.
E’
impossível
calcular
desde
já
o
nu
mero das
desgraças
pessoaes,
mas
em
geral
reputam-se
em
mais
de
cem
as
victimas da
catastrophe.
Etapant&sf»
trovoada.
—
Transmiltem
de
Alvaiazere,
com data
de
14:
Uma
espantosa
trovoada,
que
sobre
esta
villa
rebentou
hontem
pelas
4
horas
da (arde,
destruiu
completamenle
com
as
suas
aguas
lorrenciaes
as
melhores pro
priedades
rústicas
d
’
esles
sitios,
no espaço
de
cinco
horas
arrastando,
inclusivamente
na
sua
impetuosa
corrente,
pela
raiz
não
só
as
terras
como
as
arvores,
muros,
pa
redes
e
tudo
o
que encontrava.
A'
b
almas earit^tivaa.—
Recom-
menfamos emuitojás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
JosÓ
da
Silváí,'
mo
radora
ria
nia
dóVSapateiiÀís, 7.
‘*
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de
doen
ça incurável.
‘
'
'
7
’
A
* eavidade
publiet
*
.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas caridosas o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa, morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
°
andar,
que
se
acha
na
maior
neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorrem com
alguma
esmola.
«A
Associação
de
jesus
,
maria
e
josé
,
erecla
na
cidade do Porto,
com
o
tim
de
abrir
escolas gratuitas
para
edu
cação
de
meninos pobres,
de
ambos os
sexos,
vendo
se
obrigada
a
deixar o
edi-
ticio
onde
se acham
funcciooando,
em
villa
Nova
de
Gaya,
as
duas
escolas,
uma
de
meninos
e
outra
de
meninas,
resolveu
em
sessão
de
14
de
setembro
do
corienle
anuo
de 1879,
mandar
construir
uma
casa
apta
para
receber
as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe
foi
dado,
para
este
fim, terreno
por
pessoa
caritativa;
mas
fallecem-lhe
meios
pecuniários
para
levar
ao
cabo obra
tão
util
á
humanidade.
A
Associação contia
muito
nos
senti
mentos
generosos
dos
snrs. associados
e
mais
pessoas
amantes
da
humanidade
que
a
coadjuvarão
de
bom
grado
em
uma
empreza
que
tem
por
tim
arrancar
da
ignorância
e
«lo vicio
a
tantas
creanças
que,
sendo
bem
educadas,
podem
vir
a
ser bons
cidadãos
e
prestar
relevantes
serviços
á
sociedade».
A
subscripção
fica
aberta
na redacção
d’
este
jornal.
APPELLO AOS GATHOLÍGOS
Desmente-se
o
boato
da
tomada
de
Merw
pelos
russos.
1
’
Também
desmentem
de
S.
Pelersburgo
a
existência
da
cõmmunicação
inglézã
á
Rússia
relativá
’á preponderância
da
Ingla
terra
no
Afghanistan.
Dizem
de Pesih ao «Standard» que
em
corisequencia
da
má
colheita,
o
governo
suspendeu
o
pagamento
dos impostòs
até
á
proxímã
colheita.
■
;
Roma 22
—
0
Papa
subscreveu
para
os
inundados
de
Murcia.
Berlim
22
—
Regressou
hoje
a
esta
ci
dade ó
imperador
Guilherme.
New Ybik
22
—Edwaris
pronunciou
um
discurso,
e
disse,
que
se a liberdade do
paiz
fôr
ainda
ameaçada,
o
povo
contiafá
a
salvação
ao
cidadão
que
meílhor
possa
man
ter
os direitos
eleitoraes.
Recordou
que
depois dá guerra o
p
>vo
conferiu
honras
supremas
áo general
Grani.
Noticias
do
México
em
15
do
corrente
dizem
que
Justo
Benitz,
principal
candi
dato
á presidência,
foi
nomeado
ministro
dos
estrangeiros.
ii/rinis
noticias
NECROLOGIA
Depois
de
receber
a ultima
visita
do
Mariyr
do
Golgolha,
foi
arrancada
pela
inexorável
parca,
do seio
de sua
familia,
no dia
dez
do
corrente
mez,
a
exm."
snr.
a
D. Maria Amélia
de
Carvalho
No
ronha,
filha
do
honrado
e
abastado
ne
gociante
n
’esta
villa,
o
illm.”
snr.
Manoel
Vicente
Gonçalves
de
Carvalho,
e
irmã
do
meu
estimável
amigo
e
antigo
condiscí
pulo
o
illm.
0
snr,
José
Manoel
de Carvalho
Noronha!
Esta
menina,
apenas
contaria
cinco
lustros
quando
a
chamou
ao
eterno
Abril
o
Omnipotente,
deixando
já
bem
impres
so
nos
corações
de
quem a
conhecia,
uma
viva
saudade,
fundada
na
caridade,
de
que
sua
alma
era
dotada.
Foi
esta
sublime
virtude,
que
exercia
em
larga
escala,
apar d
’oulras
excelsas
que
a
exornavam,
que
a tornou
sempre
adoravel.
O
recto
Julgador
ha
de ter
premiado
tão
candida
alma
inebriada
dos
sagrados
preceitos.
Oh!
se as
saudades
que
deixaste
na
terra,
são
bênçãos
que
levam
uma
al
ma
ao
ceo,
bemaventurada
és
tu,
como
creio.
Os
meus
senlidissimos
pezames
á
fa
milia
da
finada.
Peço aos
leitores
caridosos um
P.
N.
por
sua
alma.
Ribeira
de
Pena,
15
de
outubro
de
1879.
(2671)
Antonio
José
da
Cruz.
Lisboa,
22
—
«Diário».
Portaria
ordenando
aos
governadores
civis
que
lembre
i>
ás
commissões execu
tivas
a
necessidade
de
se
designar
quanto
antes
o
dia
em
que
se
deve
preceder
ás
eleições
dos
juízes
de
paz,
lendo
em
ai-
lenção
que
estas eleições não
podem
ef-
feciuar-se no mesmo
dia
em
que
se rea-
lisem
as das
camaras
municipaes
ou
de
pa-
rochia.
Portaria
mandando
admittir
no
corpo
de policia
civil
e
nas
respectivas
classes
empregados
addidos
ao
mesmo
corpo.
Aviso
convidando
os indivíduos
e
so
ciedades
que
pretendam
concorrer
á
ex
posição de
pesca
em
Berlim
a
enviarem
o seu
nome
á
direcçâo
geral
do
commer
cio
onde
lhes
serão
fornecidos
os
pro-
gramraas
e
quaesquer
esclarecimentos
que
desejem.
Idem
23.
Na
Bolsa venderam-se:
15
acções
do
Banco
Commercial
de
Lisboa
a
86
*
000;
10
do
Banco Lisboa
e
Açores
a
94
*
500;
24
obrigações
da
companhia
das aguas
a
33
*
000;
10
dos
caminhos
de
feiro
do
Mi
nho
e
Douro
a
91
*
600;
5
externas
a
90
*
800;
30
contos
em
inssripções
a
51,60;
5
a
51,62; 47
a
51,64;
2
para 31 do
corrente
a
51,65.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
12:085
*
815.
Londres
21
—
Crese,
outro filho
de
Yakub
Khan,
tem 5
annos
de
edade
e
succede-
rá
a
seu
pae
como
emir do
Afghanistan
que
será administrado
por
os
inglezes,
durante
a
menoridade
do emir.
São
difficeis
os transportes pelos
des
filadeiros
de
Khiber porque
as
tribus
das
proximidades
de
Djeliabad
mostram-se
ho
stis
aos
inglezes.
O
ministro
do
Haiti,
Washington,
par
ticipou
que
no
dia
3
do
corrente
reben
tara
uma
revolução
em Port-au-Prince,
sendo
destituído
sem
lucta
do
governo
pro-
visorio.
Eslabeleceu-se uma
nova administração
sob
a
presidência
do
general
Salomon.
As
camaras
seriam
convocadas
para
o dia
15.
No
fim elegerão
o
presidente
da re
publica;
provavelmente será
o
general
Sa-
lomon.
Londres
22
-Está
constituída
a
Liga
territorial
na
Irlanda.
O
presidente
parté
dentro
em
pouco
para
. a
America
para
dirigir
um
appelo
aos
irlandezes
alli
resi
dentes.
ANNUNCIOS
Arrematação
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’
mfanteria
8,
faz
publico, que
no
dia
7
do
proximo
mez
de
novembro,
pelas
11
horas
da
manhã,
na
sala
das
sessões
do
mesmo conselho,
tem
de
proceder
á
arrematação
dos
seguintes
materiaes
ne->.
cessarios
para
as
obrãs
do quartel:
Pás
de
ferro,
enchadas,
brocas
d
’
aço,
cinzéis,
pregos,
parafusos,
cavilhas, areia,
cal
em
pedra,
cestos
de
vergas(
cabos
para
machados
e
picaretas,
polvora; '
ra
stilho, cordas,
chumbo
em
barra,
canta
ria, pinheiros,
grade
de
madeira
para
am
paro
das
paredes
e
quaesquer
outras
pe
ças
de
materiaes
que
se
julguem neces
sárias.
Quartel
em
Braga,
22
d
*
outubro
de
1879.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(2670)
Tenente
d’infanteria
8.
Arrematação
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
comarca
de
Braga
e
pelo
escrivão
do
6.°
officio
do
mesmo
juizo,
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pes-
sa, no
dia
nove
do
luluro
mez
de
no
vembro,
por
dez horas
da manhã,
na
praça
publica, á
porta
do
Tribunal
Ju
dicial
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho.
d
’
esla
cidade, se
tem
de
proceder
á
ar
rematação
de
vários
moveis
e
roupas,
e
bem
ass
m
uma morada
de
casas
terreas
e
terreno
para
horta
com
arvores fructi-
feras,
e
junto
a
esta
casa
e terreno
uffl
campo
de
terra,
tudo
situado
no
logar
d'Avelheira,
freguezia
de
Priscos, d’
esta
comarca,
prédio
este
que
tem
a
entrarem
praça
por
preço
superior
á
avaliação
que
é
a
quantia
de
5005000
rs. Bens
estes
que foram
mandados
arrematar
para
pa
gamento
de
pasúvo
no
inventario
orpha-
nologico
a
que
se
procede
pelo
carlorio
do
dito
escrivão
do
6."
otficio.
por
falle-
cimento
de
Maria
Thereza
da
Silva,
viu
va,
moradora que
foi no logar d
’
Azevido,
freguezia
de
Priscos,
no
qual
é
lingua
in-
venlariante
a
filha
d’
aquella
fallecida,
Ro
sa
da
Silva,
solteira,
do
mesmo
logar
e
freguezia.
Por
este
annuncio
e
pelos
edi-
laes
que
se
a
(fixaram
são
citados
para
as
sistirem
a
esta praça
e
usarem
do direi
to
que
a lei
lhes
faculta,
todos
os
cre
dores
incertos do
casal
inventariado,
e
bem
assim
os
certos
Antonio
de
Faria
e
Tobias
de
Faria
Braga,
auzentes
em
parte
incerta,
a
cada
um
dos
quaes
o
casal
es
iá
devendo
a
quantia
de
355864
2/7
de
real.
Braga
17
de
outubro de
1879.
O Escrivão
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
Verifiquei a
exactidão.
(2673)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
BILHAR
Vende-se
um
bilhar
em
bom
uso,
as
sim
como
quatro
mezas de
pedra
már
more,
por
preço
commodo.
Trata-se
com
José
Sec.undino
da Cunha,
na
Feira
Nova,
em
Amares.
(2672)
Venda
d'uma formosa quinta
Vende-se
por
preço
rasoavel
a
deno
minada Quinta
de
Baixo, situada
no
lo
gar
do
mesmo nome,
freguezia de
S Tor-
quato.
concelho
de Guimarães,
pertencente
a
José
Joaquim
de
Abreu
Vieira.
Acha-se
esta
rica
propriedade
colloea-
da
no
delicioso
valle
do
Velho,
junto
da
estrada
de
Guimarães,
que
parte
para
o
mosteiro
de
S Torqualo, a
distancia
de
3
kilometros da
referida
cidade.
Vende-
se
com
todas
as
suas
pertenças,
a
saber:
agoa
de rega,
magníficos
bravios,
casas
nobre
e
de
caseiro,
que
se
acham
situa
das
no
ponto
mais
elevado
da
Quinta,
d
’onde
se
avista
um formosíssimo horison
te.
E’
uma
quinta sadia
pela
sua
posição
e
d
’um
recreio
inexplicável
pelas bellezas
com
que é
adornada.
Recebem-se
propostas
de quem
a
qui-
zer
comprar
—
em
Braga,
na
roa
de
San
to
André, casa
n.°
13,
—
em
S.
Torquato,
pódem
se dirigir os
compradores
ao
exm.°
snr.
Antonio
Ribeiro
de
Faria,
da
casa
de
Corruvidella.
O
proprio
caseiro
da
quin
ta
está
encarregado
de
a
mostrar
ás
pes
soas
que
a
queiram
vêr.
Declara-se,
para segurança
do
compra
dor,
que
estão
legalmenle
íinalisadas to
das
as
questões, que
em
tempo
houve
com
esta
propriedade.
(2674)
EDITAL
A Camara
Municipal
da Cidade
e
Con
celho
de
Braga
Faz
saber,
que
no
dia
7
de novem
bro proximo
futuro pelas
11
horas
da
ma
nhã,
no
Paço do
Concelho,
se
ha
de
pro
ceder ás
arrematações
seguintes:
Dous
canos
colleclores no
campo
das
Carvalheiras;
Cinco grades
de ferro na
frente
e
trazeiras
do
edifício
municipal;
Estrumes
existentes
no
deposito
do
mer
cado
do
Salvador.
Os
projeclos
e
desenhos
das
obras
e
condições
restantes
acham-se
patentes
n»
secretaria
da
mesma
camara, para
po
derem
ser
examinados
pelos licitantes.
Braga
18
d
’
outubro
de
1879.
E
eu
A.
M.
Alves
Costa,
Escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O
Presidente
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
ALlGAriSE
Os
altos
da
casa
da
rua do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
jiymerosa familia.
agua
encanada e
bellas
vista.
Quem pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
LOMBRIGA
ftOI.lTARlÀ
Cura
segura
peto»
GLOBULOS
teniafugos
(ao
extracto
verde
F
'Wr,
de rhizomo8 frescos
de feto
mecho
dasVosges)
de UCklTil,
jPharmaceatieo, laureado e ma
*
dalhado.
Unico remedio infalli-
▼•1, faal a engulir
e digerir;
experimentado com
e
maior sucee»so e adoplado no» hospitaes de Pari».
Sem carenciade aucceaso.Depoiito.-SECRETÁl,
>7, Atenue Friedland, PARIS, ■ iu»
boa
»
pharma
-
OÀl M
CUÀ
«1MM. ( AlítMMf •
*
/WmflOKÍWj
Preço,
em
Paris.
10
francos.
—
Depo
sito no Porto,
Ferreira
& Irmão—Ba
nharia
—
77
e 79.
Llnlmant.
BOYER-MICHEL para cavai-
los,
fatendo
as vezes de fogo e nao deixando
vestígios
do
seu emprego
M
ichbl
,
pharma-
ceutico
em
Aix
(na Provença) França. -
Preço
1,000
reis.—
Em
LbtPoa. o *nr Barreio,
Loreto, n.° 8 30.
ASYLO
DE D.
PEDRO
V.
São
convidados
todos
os
bemfeitores
do
mesmo
asylo
a
reunirem-se
em
ses
são
d
’Assembleia geral
ordinaria no
dia
26 do
corrente
pelas
11 horas
da
manhã,
para
se
dar
cumprimento
ao
que
é
de
terminado
nos
Estatutos
do dito
asylo.
Braga,
secretaria
do Asylo
de D. Pe
dro
V.
19 de outubro
de
1879.
Por
ordem
do
exm.°
presidente
O
secretario
(2668)
José
Maria
Gomes
Bello.
NOVO HORÁRIO.
Narciso
José Marques,
faz
publico
que
o
seu carro
que
sae
d
’
esta
cidade
para
Guimarães
ás
4
1/2
horas
da
manhã,
prin
cipia
no
dia
24
a
sair
ás
5
1/2
horas
da
manhã.
Braga
21
de
outubro
de
1879
Narciso
José
Marques.
(2669)
O
Vereador
Fiscal=Fana.
PEPIIfO
A
Meza
do
Real
Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Monte
roga a todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins,
que
te
nham
superabundância
d
’arvores
de ador
no,
arbustos,
camélias
ou outras
quaesquer
plantas,
se dignem favorecer
com
ellas
o
mesmo
Sancluario,
para
embellezar
este
tão
pittoresco
local;
dando
parte
ao the-
soureiro o
snr.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo,
rua
do
Souto.
n.°
42,
n’esta
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza
enviar pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe fôr
indicado
as
traga
com
o
necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que
este
pe
dido seiá
altendido, tida
desde já
agra
decendo
qualquer
olíeria que
n
’esle gene
ro lhe
fôr
dada.
Em
nome
da
Meza
—O
procurador
Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
Caixa
penhorista
Bracarenae
na
Travessa
de
D.
Gualdim
d
’eata
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
alé
ás
9
da noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objeelos empenhados
na
mesma
caixa com alrazo de
juros
de ires mezes
os
venham
pagar ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
Ceremontal
segundo
o
rito
Romano
que
deve
observar-se
na
Ter cia e
missa
conventual
cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbytero
JOÃO
REBELLO CARDOSO DE MENEZES,
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário,
e
no
escriptorio
d
’
este
jornal.
Preço
..................................
120
rs.
Na
rua
do
Campo
Ti.®
22\endeseba-
ga
de
sabugueiro,
legitima
do
Douro,
por
preços
commodos;
a quem
a pretender,
dirija-se
á mesma
casa.
(2640)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de S. Exc
*
Revm.
*
o
Snr.
D. Joao
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova n.° 4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua do
Almada,
Porto,
e Catholica, de
Lisboa.
Preço-=160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Empreza
editora de Francisco Arthur da
Silva—Lisboa.
BKiililIE
V
TODOS OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
Cesar
Cantu
Desde
a
creação
do
mundo
alé
1862—
con
tinuada
alé
1879
por
D.
NEMESIO
FERNANDEZ
CUESTA;
Com a
noticia
dos
facios
mais notáveis
relativos
a
PORTUGAL
Z
BRAZIL
Traduzida
da
edição
(ranceza
de
1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
Manoel
Bernardea Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das linguas
grega
e
latina, etc.
2.
*
edição,
illuslrada
com
SI
gravuras
primorosamente
executadas.
13
volumes
in-A.
0
grande.
O
editor proprietário d’
esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hemlendo
a
necessidade de
publicar
um
13.0
volume
para
que
esta
2.
’
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais com
pleta,
resolveu
offerecer
aos
snrs.
assignan-
les
que
o
auxiliaram
n
’esla
empreza e áquel-
les que de
hoje em
diante o
continuarem
a
coadjuvar,
como
HRIXDE o
dreímo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin
co
capilulos,
seis
gravuras e dois
indices,
sendo
o primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de toda
a Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
facios
que
n
’
ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio ao
primeiro
Compreliendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879,
escriplos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
la,
e
accrescenlados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto completa
a segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
205000
reis
fortes
Encadernada
.
.
.
275000
»
a
Para
facilitar a acquisição d
’
esta
tão
importante
obra
ás pessoas menos
abasia-
das
que
a
não
possam comprar
de
uma
só
vez,
o editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a duas
colum-
nas, 50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições da
assignatura
:
—
A
assigna
tura
póde fazer-se
por entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier—
-por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e por
volumes
brochados.—
Cada
entrega
de
32
paginas
e 1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.
CADA
VOLUME:
l.°
vol. br.
orn.
de
9
grav.
1^870
2.°
>
>
x>
6
>
15665
3.°
>
>
>
> 7
15605
4.»
>
n
>
>
K»
a
>
15525
5.°
>
•
> 6
>
15615
6.°
>
>
>
> 6
15690
7.
’
>
>
>
>
6
>
1^640
8
n
i
>
6
1:5615
9.°
»
f
>
»
6
1^565
10.° »
>
>
6
>
M615
11.°
>
>
>
»
6
>
156
9)
12.°
»
>
>
6
>
15815
Í3.<»
K ULTIMO,
ornado
de
6
gravu
ras,
brinde
a
lodos
os
assignantes .
no
pre
o,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas 43,
pertencentes
aos vol.
1 a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado
a
todos os
assignantes
que
tenham
pago
«
decimo
segundo
volume
Os
assignantes teem
as
seguintes van-
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem.
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde
fazer-se
por
entregas,
fasciculos. e
por
volumes.
0
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcadas, pagando
ao distribuidor
no
acto
da
entrega
a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:
—
A
assignatu-
ra
póde fazer-se
por
fasciculos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas, valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
RE
a
LISAVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
direclamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor-
rua
dos
Douradores, 72,
LISBOA
;
me-
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Franeiieo
Arthur
da
Silva
—editor
72, rua
dos
Douradores, 72
—
LISBOA.
A
Meza
da
Santa Casa
da Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e fios
para
o
curativo de feridas
no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Remardes.
Consultoria
Medico-Círurgico
10
—RUA DE S.
JOÃO—10
Alfredo
Passos
ouve
de consulta
to
dos
os
dias
do meio
dia
ás
2
horas
da
tarde.
Faz
operações
de
grande
e
peque
na
cirurgia.
Especialidade
—
partos.
(2617)
|
rua
dl
s
.
MARCOS.
N.°
õ
.
U
Vende papeis pinta-
dos
para
guarnecer sallas,
$ lindíssimos gostos, a
prin-
X
cipiar em
80 reis
a peça.
AS
Vende
olio, tintas e jg
vernizes
para pinturas de $
casas, tudo de boa quali-
g
dade.e preços muito
resu- g
S midos.
8
jg Vende
cimento roma-
1
$ no
para
vedar
aguas, ges- a
so
para estuques
de ca- |
L
sas, tudo
de
primeira
qua-
B
íidade.
1
Parte de Comércio do Minho (O)
