comerciominho_23101879_1000.xml
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-
ODUBCIO
DO
MINHO
1'OI.II k KEIuííCiSOSA, POLÍTICA. K NOTICIOSA-
REDACTORES
—
D. Miguel Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
7.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
12
mezes, com
estampilha.
.
. 2&000
12
mezes, sein
estampilha
.
.
1&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
.......................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha 40
Annuncios
cada
linha
..........................
20
Repetição
.
......
10
Assignantes, 20
p,
c.
d
’
abatimento
N.®
1:000
KXPSÍ
HSIÍ.kTK
Toda
a
correspondência deve
ser remçttida, franca de porte,
á
administração do jornal—O
«Commercio do Minho», rua No
va,
n.° 4.
QUINTA-FEIRA
23
DOUTUBRO
DE 1879
0
qne
está
para
vir,
a
Deus
pertence.
E
’
isto
o
que geralmente
dizem
dou
tos,
e
indoiros
quando
alguém
prevê
e
annuncia alguns
acontecimentos
que se
annunciam
por
signaes
caracierislicos,
mas
de
poucos conhecidos, e isto
tanto
na
ordem
physica, como na
moral.
Ha
quasi
um século
que
na
Europa
se
disputa
sobre
a
soberania
dos
povos,
o
direito
da
legitimidade
dos
reis;
questão
esta,
que
a
tem
trazido,
e
a
traz
em con
vulsão
permanente,
e
que
tem
desthro-
nado
em algumas
naçães
os
reis, e
fa
mílias
de
reis,
suhstituindo-os
por
chefes,
e
reis
que
reinam,
mas
que
não
gover
nam,
novo
genero
de espantalhos
para
metter
mêdo
aos
pardaes,
que
vão
aos
íigos 1
mas
em
que ninguém
póde tocar,
porque
são
invioláveis,
ou
trazem
vestida
a
camisa
de
Nesso!
As
rãs
pediram
a Júpiter
que
lhes
désse
um
rei; e
Júpiter
mandou-lhes
lá
do
alto
um
madeiro,
que,
cahindo
no
la
go,
esborrachou
algumas,
e
assustou
as
outras,
que
se
conservaram
escondidas
até
serenar
o
movimento
das aguas,
e
do
madeiro,
sobre
que as
rãs,
vendo-o
inerte,
saltaram,
despejaram
as
lijellas
da
casa,
e
as pás
do lixo.
E’
esta
a
figura que
leem
feito
os
FOLHETIM
INDIA
portugueza
PELO
ABBÂDE
DUB
â
ND
LENTE
DA UNIVERSIDADE CATHOLICA DE PARIZ
I
Então,
no
começo
do século
XVII
(1613).
vemos
um portuguez
chamado
Ri
beiro
de
Sousa,
acclamado
rei
pelos
pe-
guanos
em
Siriao,
cidade
de
Pegu.
Seu
patriotismo
teve
de
passar
por
uma
pro
vação
mui
dura,
pois
o
ciume
do
vice-
rei
da índia
e
as
ordens
da
côrie
de
Lisboa 0
obrigaram
a abdicar
em favor
de
el-rei de
Portugal.
Em cuja
conse
quência
uma
guarnição
portugueza
veio
occupar
Siriao,
mas
foi
só
por
pouco
tem
po,
porque
foi
assassinada
pelos
peguanos
revoltados.
Pelo que
Portugal não
gosou
muito
tempo
dos
resultados
que espera
va
d
’
este
acto
político,
egoísta
e
desastra
do.
Posteriormente em
1696,
Portugal
ad
quiria
paciíicámente
toda a
ilha
de
Cey-
ião.
0 rei
d’
esta
ilha,
João
Perea
Pandar,
vindo
a
ser
christão,
deixava,
ao
morrer,
o
reino
em testamento a
el-rei
de
Por
tugal,
e
este
era
acclamado
rei
de Cey-
lão
na
cidade
de Colombo.
Senhores
do
extremo
oriente,
os
portuguezes
adquiri
ram
uma influencia
preponderante
nos
reis
eleitos
pela densa
—
Soberania
popu
lar.
0
povo
das rãs
agila-se,
sauda-os.
da-lhes
vivas,
festeja-os
de
mil
maneiras
para
depois
os
mandarem
á
fava.
como
iizeram a
Luiz
Pbilippe,
a
Napoleão III
et
alleros
ejusdem
furfuris.
0
povo
das
rãs,
e as
rãs
do
povo,
que
precisam
de
um
que
as
governe,
e
que
conheceram
a
nullidade
do
madeiro
de
Júpiter
(ou
do
rei
que
reina,
e
que
não
governa)
começa
a
agitar-se
sobre
a
que
stão
da
legitimidade,
porque
não
compre-
hende
o
que
seja
reinar
sem
governar,
do
mesmo
modo
que
não
sabe
como
possa
haver
fumo,
sem
haver
fogo!
0
povo
das
rãs
sente-se
incommodado,
e
os
reis,
que
nasceram
reis,
porque
fi
lhos
de
reis
em
grande serie
de
succes-
sões. inquietam
se,
e
perturbam-se,
e
de
cornmum
accordo
dispõem-se
a
praticar
com os
eleitos
da
soberania
popular,
como
praticaram
os
súbditos
do madeiro'
de
Júpiter.
Examinada,
e conhecida
esta
tendencia,
que
se
manifesta
em
diversos
pontos
da
Europa,
e
sobre
tudo
em
França,
não
faltam
prophefas
a asseverarem
—
que
está
próxima
uma
guerra quasi
geral
da
Rús
sia
com
a
Inglaterra;
da
Prussia
com
a
França; da Áustria
com
a
Italia;
da
Hes-
panba
comsigo
mesmo
etc., e
que
estas
guerras
terminarão
por
fazer
restituir
aos
seus
thronos
os
dynaslas
desthronados,
e
fixar
os
que
ainda
o
não
foram.
Terá
probabilidades
de
successo
esta
prophecia,
que traz
assustadas
as
rãs
de
todos
os
charcos
?!
Para responder
a esta
pergunta
é
ne
cessário
primeiro
que
tudo
saber
—
1.“
Se
as
nações
precisam,
como condição
essen
cial
de vida,
ler
quem
as governe,
e di
rija
com
justiça,
equidade,
e
mão
firme
?
2
’
Se
os
reis,
a
que
chamam
bastardos.
ou
que
reinam,
e
não governam,
são
ca
pazes
de
desempenhar
esta
missão?
negocios
da
Asia.
Os
reis
de
Siam, de
Cambodja
chamaram-nos
a
seus
estados,
para os
defender
dos
pretendentes,
ou
de
seus súbditos
revoltados.
Foi
envian
do
corpos
de
tropa
para defender dos
seus
inimigos estes
fracos
reis, que
elles
fundaram
as
colonias
que
se
encontram
ainda
nas
margens
do
Ganges,
na
Ben
gala
oriental
e
nas
ribanceiras
do
rio
de
Cambodja.
Tão
admiráveis successos
excitaram
a
inveja
das potências
marítimas
da
Euro
pa.
Os
hollan
lezes
e
os
inglezes
não
tar
daram
a
apoderar-se
pouco
a
pouco
da
maior
parle das
cidades portuguezas.
Já
em
1661
Bornbay
era cedido á
Inglater
ra,
em dote
da
tnfanta
D.
Catharina
que
se
casára
com
o
rei
Carlos
II.
No
tim
do
ultimo
século
não
restava
mais para
Portugal
senão
o estado
de Goa.
E
tam
bem
as
fortalezas
que
defendem
a
entra
da
do
porto
de
Goa
foram
occupadas,
desde
1800,
até
1815,
por
uma
guarni
ção
ingleza.
Quando
a
paz
se
restabele
ceu
na
Europa,
o
tratado
de
18
lo
re
conheceu
a
Portugal
a
posse do
peque
no
território
continental,
dependente
da
cidade
de Goa,
como
lambem
das
cida
des decaídas
de Diu
e
Damão.
E
o
que
os
portuguezes
denominam ainda
hoje
Estado da Índia.
II
Itetad»
il»
índia
Limites,
divisões,
historia,
estatística,
religião.
A
costa
Occidental
das
Índias
é
Theses são
estas,
em
que
a
política
se
agita
actualmente
sem
descanço;
com
que
de
parte
a
parle
ha
grande
provi
mento
de
munições
para
o
combate
!
Co
mo
meros
espectadores,
diremos
o que
temos visto,
e
vamos
vendo.
De
um
lado
vemos
a
Rússia
dominada
pelo
desejo de
avassalar
o
oriente,
e o
occidente,
e
a
Inglaterra
a meter-lhe
a
divisão
em
casa,
a
levantar-lhe
embaraços
na
Turquia,
e
a quebrar-lhe
as
allianças
que
tinha
com
a
Prussia,
e
com
a
Áustria;
e
eis
aqui
o pretexto
para uma guerra,
que
não
tardará
muito
a desenvoiver-se
entre as
duas potências.
Do
outro
lado
vemos
que
a
Rússia
e
a
Áustria
se
ligam
para
evitarem
o
con
taclo
da
republica
franceza,
e
por
des
truir-lhe
a
influencia,
e
alastração, e con
tagio;
e
por
este
lado
é
facil
de prever
a
guerra
entre
a Prussia
e
a França,
á
medida
que os
acontecimentos
se
forem
desenvolvendo,
e
que
os
Gambetas
não
cessam de
impellir,
porque
é
do
contagio
no
exterior,
que
depende
essencialmente
a
conservação
no
interior
para
não
mor
rer
afogada no sangue que
se
lhe
acumula
na cabeça.
A
Italia
é
das
suas
visinhas
a que
mais
se
empenha
por
seguir-lhe
o exemplo;
mas
a
Áustria,
que
não
quer
o
logo
ao
pé
da
porta,
tem
sobre
ella
os
olhos
pre
gados,
prescruta lhe
os
movimentos
e
refresca
as fronteiras
com
alguns
milha
res
de
saldados,
e
algumas
dezenas
de
canhões.
Logo que
a
republica
abra
a
banca
na
Italia,
a
Áustria
meler-lhe-ha
uma
carta
na
esquerda,
e
leval-a-ha á
gloria.
porque
sabe
melhor
do
jogo, e
não
tem
competidores,
que
lho
disputem.
Mas por
fim
de
contas
a banca
dos
Gambetas
está
vacilante,
porque
é de
pau
velho, e
não póde
com
o
pezo;
ou de
pau
novo
e
colhido
em
estação
imprópria,
e
empena
de dia
para
dia,
e
de
hora
-
312-------
„
--------------------------------------
retalhada
em
certo
numero
de
ilhas,
for
madas
pelos
braços
de
pequenos rios
que
descem
da
cadeia
dos
Gaites.
Foi
n
’estas
ilhas
populosas
e
ferieis,
assombradas
por
elegantes
e
uleis
coqueiros,
e
defendidas
pela
natureza,
que
os portuguezes
fun
daram
os
seus
primeiros
estabelecimen
tos.
As
possessões
actuaes
de
Portugal
es
tendem
se
desde
Torcem
até
Palem,
pe
quenos
logarejos
banhados
pelo oceano
indico,
e
desde
Mormugão
até
Guessin,
nos
Gaites, o
que
lhes
faz
medir
80
kil. de
longura
de
norte
a
sul,
40
kil.
de
lar
gura
de
leste
a
oeste,
entre
os
14°
48
’
e
15®
19
’
de
latitude
seplentrional
e
os
71°
30
’6”
e
71°
2
’
39
”
de
longitude
leste
de
Paris.
0
estado
portuguez
é
separado
das
possessões
inglezas
pelas
montanhas
dos
Gattes
a
oeste,
do
Malabar
ao
sal,
pelo
rio
Mandovi,
e
ao
norte da
província
de
Bicholim,
pelo
rio
Chaporá
ou
Colvaile,
que
limita
a
província
de
Bardes.
Divide-se
em
duas
partes:
as
Velhas
e
as
Novas
Conquistas.
Velhas
Conquistas.
São
as
primitivas
possessões
de
Portugal:
compõem-se
de
dez
ilhas
de
Goa,
das
províncias
adja
centes
de
Salsete
e
de
Bardez,
das
cida
des de
Diu
e
de Damão
e
da ilha
An-
gediva,
que
formam,
todas
tres,
comar
cas.
As
Novas
Conquistas
formaram-se
dos
territórios
cedidos
a
Portugal,
durante
o
século
XVIII,
ou
conquistados
depois
d’
esta
epocha:
compõem-se
de
dez
pequenas
pro
víncias,
a
saber:
Pernem,
Sanquelim
ou
Salary,
Bicholim,
Ponda
ou
Antruz,
Ca
para
hora,
com
os
manjares
de
que
?a
sobrecarregam:
por
um
ou
outro
d
’
esies
motivos,
a
quilanga
política
dará
em
bre
ve
tempo
comsigo
em
terra,
para
a vara
do
governo
ser
empunhada
pelo
monar-
cha
legitimo;
exemplo,
que
servirá
para
abrir
o
caminho
ás
nações
que
tem
reis
que
não
governam.
Tal
é
o vaticínio
que me
parece
ter
mais
probabilidades
de successo
no actual
estado
da
Europa. Quem
viver,
verá;
e
pouco
viverá
quem
o
não
vir...
mas
não
se
assustem:
Portugal
é
um
menino,
que
hade
ir
pela mão de
quem se
encarregar
de
conduzil-o.
José
de
Freitas
Amorim
Barboza.
GAZETILHA
Chroniea
Religiosa.
—
Hoje:
—Ex
posição
do
Santíssimo
na
egreja
da
Mise
ricórdia.
Começa
a novena de
Todos
os
San
tos.
O
snr.
Franeheo
Pereira
d
’
Aze-
vedo.
—
Acabamos
de
receber
do
Porto
o
seguinte,
que
com
profunda
mágoa
pu
blicamos:
Francisco
Pereira
d’
Azevedo,
que
foi
proprietário
dos
periódicos
legitimistas:
«Portugal»,
«Monarchia»,
«Direito»,
e
ul-
timamente da
«Propaganda
Catholica»,
e
«Libertador»,
vendo-se
proximo
a
dar
con
tas
a
Deus,
pede
a
lodos
os
seus
amigos
padres,
que
lhe
digam
algumas
missas
pela
sua
alma,
pois
não
tem
meios para
as
mandar
dizer:
ás
cinco
Chagas
de
N.
Senhor,
ás
Dôres
de
N
Senhora,
aos
santos
da
sua
devoção
e ás
Almas
do
Purgatório.
Pede
perdão
a
todos os seus
amigos
e
inimigos
das
olfensas
que lhe
tenha
feito;
e
também
a
todos
perdoa
do
nacona.
o districto
de
Tiracol,
a
jurisdic-
ção
do
Cabo
de
Rama,
das
cinco
pro
víncias
Aslragar,
Bally,
Chondravaddy.
Ca-
corá,
Embarbacem, que
se
designam
pelo
nome
de
Zambanlim
ou
de Panchemal.
Conteera
estas
províncias
281
povoações.
Os
dois territórios
juntos
teem
uma
superfície
de 673
kiloinelros
quadrados.
A
sua população
orça
em
372:788
ha
bitantes, dos quaes cerca
de 200
euro-
ropeus
ou indivíduos
de
procedência
eu-
ropea.
D
’
esta
população
são
180:240
ho
mens,
e
183:549
mulheres,
isto
é,
3:308
mulheres
mais
do que
varõas.
E
’
repar
tida
n
’
uma
cidade
de primeira ordem,
doas
villas
de
2.
a
,
e
481
aldeias
compo
stas
de
83:556
fogos.
Conta-se
perlo
de
334
habitantes
por
milha ou 1:851
melros
quadrados.
O
estado
da
Índia
reparte-se:
l.°,
no
tocante
ao
judiciário,
em
tres
comarcas;
2.°,
quanto
ao
civil,
em
tres
concelhos
nas
Velhas
Conquistas
e
em
quatro
ad
ministrações
(iscaes
nas
Novas;
3.°,
em
cinco
commandos
militares;
4
°,
em
98
parochias
religiosas.
Desde
1558
até
hoje,
a
diocese
de
Goa tem
sido
governada
por 26
prelados,
2
bispos
e
24
arcebispos.
As
Velhas
Conquistas
regem-se pela
legislação
portugueza,
modificada
por
al
gumas
leis
especiaes,
mas
as
Novas
con
servam
seus
usos
e costumes.
(Continua)
fundo
do
seu
coração,
e pelas
Chagas
de
N.
Senhor
Jesus
Christo.
Pede
encare-
cidamente
ás
illuslres
redacções
do «Com
mercio
do
Minho»,
da «Nação
*
e
da
«Pa
lavra».
que
se
encarreguem
de
as
fazer
saber
a
todos,
elle
pedirá
a
N.
Senhor
por
elles;
e
declara
que
morre
pobre de
bens
de
fortuna.
Porto,
20
de
outubro de
(879.
SubseripçAo para o
snr. Fran-
eiaeo
Pereira dAzevedo, aberta
em eawa
do
snr. Manoel
José
Viei
ra
da Hoeha.
Transporte
750300
D. Ludovina
Maxima
Moreira
de
Paiva
500
Recebi
da
Redacção
do
«Com
mercio
do
Minho»,
que
lhe
foi
remettido
pelo
ex.
mo snr.
José
Leite
Ribeiro
Freire,
de
Coimbra
90000
D.
E.
A.
G.
M.
20250
Anonymo
(Dr.)
10000
Dr.
Florentino
de
Santo
Thomaz
Alhaide
e
Brito
25230
900500
Braga,
20 d’
outubro
de
1879.
Manoel
José
Vieira
da
Rocha.
Jornal
de
Viagens
—
Recebemos
o
n.° 21
do
Jornal
de
Viagens,
cujo
sum-
mario
é
o
seguinte:
Texto:
Peninsulares:
O
Esquife
de du
plo
fundo —
As
grandes
caças:
A
’
caça
dos
elephanles
—
Historia
dos
piratas, corsários
e
negreiros—
Viagens
ao
paiz do
algodão
e
do ouro:
O
caminho
de
ferro
do
Pa
cifico
—
O
vulcão
nos
gelos:
Aventuras
de
uma
expedição
scientitica
ao
polo
do
norte
—
Viagens
celebres:
As
regiões
polares
—
Pelas
regiões
longínquas:
O
domador
de
serpentes
e
o
caçador de
panlheras
—
Chronica:
Perigo
de exercer
a
medicina
entre
os
indios
do Fall-River—
Mulheres
a
dous
tostões
—
Descoberta
d
’uma
cidade
no
lago
de
Genebra
—
Uma
colonia
islan-
deza—
Descoberta
d
’
uma
ilha
nova
—
Costu
mes
lapões
—
Banhos
ambulantes.
llluslrações: O
esquife
de duplo fundo:
na
posada
Real:
A
Venus
Negra:
O
abra
ço
de ferro
—Viagens
ao
Paiz
do
algodão
e
do
ouro:
O
caminho
de ferro
do
Paci
fico
encontrando
um bando
de
búfalos
—
O
Domador
de
serpentes
e o
caçador
de
panlheras:
Atiraram
lhe os
lazos
e
envol
veram
Cnlebra.
Eleições
liberaes.—
Belleza
das
elei
ções
de
dorningo:
—
Em
Carrazeda.
Montenegro,
circulo
de
Valpassos.
houve
granle
desordem;
(i
caram
mortos
um
sargento
e
dois
pai
sanos;
um
eleitor
fugiu
com
a
urna.
—
(C.
Porluguez).
—
Na
assembleia
de
Santa
Engracia,
circulo
94,
(Lisboa),
houve
grande
dis
túrbio.
O
presidente
da
meza,
Alves,
que
era
candidato da
opposição,
foi
envolvido
por
um
grupo
governamental,
sendo tra
zido
para
fóra
da
egreja
por
os
seus
amigos.
—
(
Idem).
—
Em Foscoa
grave
desordem,
(içan
do
Adelino
David, pedreiro,
ferido
com
tres
facadas,
uma
de
gravidade.
—
(Diário
de
NoticiasJ.
—Proximo
á
assembleia
eleitoral
de
Nossa
Senhora
das
Mercês,
Lisboa,
hou
ve
pequenos
conllictos
pessoaes,
murros
e
bengaladas,
fazendo-se
algumas
prisões.
—
(Idem).
—
Houve
desordens
em
Mesãofrio;
Bra
gança, de
que
resultaram
ferimentos;
Ma
cedo
de
Cavalleiros;
Trancoso;
Arouca;
Terras
de Bouro.—(P
de
Janeiro).
—
Graves
desordens
em
Macedo
de
Ca
valleiros,
ficando
muita
gente
ferida;
gra
ves
desordens em
algumas
assembleias
do
circulo
de Villa
Nova
de
Gaya.—(Dez
de
março
).
—
Graves
desordens
em Condeixa,
em
Felgueiras,
onde
houve
basta
cacetada
e
tiros,
em
Cuba,
em
Torres
Vedras,
etc.
—
;D. Illustrado).
«1»
Progresso
Catholico».
—
Te
mos
presente
o
n.°
24,
correspondente
a
■15
d
’
oulubro,
d’
esta
excellente
revista
re
ligiosa, scientifica,
lilteraria
e
noticiosa,
publicada
sob
a
direcção
intelligentissima
do elegante
e
primoroso
escriptor
padre
Senna
Freitas.
Completa
este
n.°
o volume
i.°,
que
consta
de
243
paginas
em quarto
grande
a
tres
columnas,
de
variadíssima
e
instru-
ctiva
leitura.
Felicitamos
o
snr.
padre
Senm
Frei
tas,
e
o
editor
o
snr.
Teixeira
de
Freitas,
pelo
gran
le
quanto digno
acolhimento
queí
tem
tido
a
louvável
empreza
do
«Progresso-
Catholico».
Segue
o
summario
d’
esle
n.°
A
Era
da
immoralidade,
pelo padre
Senna
Freitas.
—
Secção
religiosa:
Leão XIII
e
a
Encyclica,
pelo
conde
de
Samodães;
De
Vianna
a
Caminha,
polemica
sobre
os
conventos,
pelo
padre
Senna
Freitas.—
Secção
scienti/ica:
A
medicina
em
nossos
dias,
por
Bernardino
J.
de
Senna
Freitas.
—
Secção
crilico-bibliographica:
Saraiva
e
Castilho,
pelo
padre Senna
Freitas.
—Sec
ção lilteraria:
Thereza
de
Jesus,
por
D.
Maria
del
Pillar
Sinués,
traducção
do
pa
dre
Lima.—
Edições
de
propaganda
calho-
Uca:
Historia Popular
dos Papas,
pelo pa
dre
João
V.
Neves
Castro
da Cruz.
—
Re-
trospecto
da
quinzena,
por J.
de
Freitas.
Eleições
em
Celorieo <le
Rasto.
-Informa-nos
um
nosso
illustre
assignan
te
de
que
as
eleições
em
Celorico de
Basto
foram
feitas
no
meio da
maior
tranquillidade
Noticia-nos
lambem
o
alludido
cava
lheiro,
que
na
assembleia
de
Arnoia o
acto
eleitoral
teve
Iogar, não dentro
da
egreja,
mas
nos
claustros, a
pedido
do
digníssimo
parodio
d’
aquella
freguezia.
o
revd.
0
padre
João
Baplista
da
Guerra
Ma
chado.
e
do
seu
coadjutor,
padre Rodrigo
José
Cardoso
da
Fonseca,
ao que
do
me
lhor
grado annuiram
o
digno
presidente
o
snr.
dr.
Novaes
e
dr.
Rodrigo
Mari
nho,
que
representava
o administrador
do
concelho.
Este
procedimento
deveria
ser
segnido
por
tolos
os
revd.
0
’
parochos.
afim
de
se
evitarem as
incríveis
irreverencias
e
profanações
e
patifarias
de
que
em laes
actos
costuma
ser
theatro
a
Casa
do
Se
nhor.
Muitos louvores cabem
pois aos
revd.
os
parocho
e
coadjutor
de Arnoia,
e
igual
mente
aos
dois
cavalheiros
indicados.
Piabiieações
—Teem-nos
sido
envia
das
varias
publicações
que
iremos
noti
ciando,
consoante nol-o
permitta
o
es
paço.
ALMANACH DA
IMMACULADA
CON
CE1ÇÃO
—
DEDICADO
A
’
S FAMÍLIAS
CHRISTÃS-PARA
1880.
—
E’
um
livri-
nho
formosíssimo,
que
muito recommenda-
mos ao
leitor.
A
sua
leitura
é
saníssima
e
os
arti
gos
escrupulosamente
escolhidos.
O
seu
custo
é
de 100
reis apenas,
em
casa
do
piedoso
editor
o
snr.
Joaquim
Antonio
Pacheco,
proprietário
da
Livraria
Calholi-
ca,
praça
de
D.
Pedro,
Lisboa.
-A
C1VILISAÇÃO
CATHOLICA
—
PU
BLICAÇÃO
MENSAL
REDIGIDA
PELO
DR.
LUIZ
MAP.H
DA
SILVA
RAMOS,
LENTE
CATHEDRATICO
DA
FACULDA
DE
DE
TIIEOLOGIA
NA
UNIVERSIDADE
DE
COIMBRA.
Recebemos
o
n.° II d
’
esta
magnifica
revista,
cuja
alta
importância
temos
pas-
sim
constatado
n
’estas
columnas.
Eis
a tabella
das matérias
d
’
esle
n.°
—
Encyclica
do
Santo
Padre
Leão
XIII
—
A
cosmogonia
genesiaca
perante
a
phi-
losophia
e
a
sciencia
—
Noticias
scientifi-
cas
— Lilteratura
— Bibliogra
pliia—
Vária—
Jurisprudência
canónica.
-O AGRICULTOR
D0
NORTE
DE
PORTUGAL. — Recebemos o
n.°
II
do
volume II,
d
’
este
jornal
de agricultura
pratica
publicado
pela
casa Chardron
—
ATRAVEZ
D
’
AFRIC\
—VIAGEM
DE
ZANZIBAR
A
BENGUELLA.
—Recebemos
o
fascículo
15.°,
que
comprehende
as
fo
lhas
3
e
6
do
volume
II
d
’esta
mui
no
tável
publicação,
traduzida
primorosamente
pelo snr. Francisco de
Lencastre
e pri
morosamente
editorada
pelos
snrs.
Mattos
Moreira
&
C.
a,
de
Lisboa.
—
VESPER
AS,
POR
THOMAZ
RIBEIRO.
-Recebemos
as
primeiras
folhas
d
’
um
vo
lume
de
versos
que o snr.
Chardron
está
publicando
em
edição
luxuosa.
Do merecimento
d
’
esla
obra
falia
bem
alto
o
nome
illustre
de
Thomaz
Ribeiro.
Todos
sabem
que
não ha hoje em
Por
tugal
um
poeta
que
exceda
o
laureado
auclor
do
D.
Jayme.
—
AS
MIL
E
UMA
NOITES
PARISIEN
SES,
POR
ARSÊNE
HOUSSAYE.—
Per
tence
este
romance,
tradusído
pelo
snr.
Pedro
dos
Reis,
á
Collecção
Pedro
Cor-
reía,
cujas publicações
annunciamos
ha
dias.
Ainda
o
não
lemos,
porém
o
seu
ti
tulo
revela
claramente
que
é
obra
de
ima
ginoso
enredo.
—
DICCIONARIO
HESPANHOL-POR-
TUGUEZ
E PORTUGUEZ-HESPANHOL.
—Está
publicada
a
segunda
caderneta
de
este diccionario,
cujo
emprehendimento
saudamos
condignamente,
porque
a
sua
falta
era
de
todos
lamentada.
E’
publicação
da
Empreza
Editora
de
Obras
classicas
e
illuslradas,
de
que
é
zeloso
gerente o
snr.
José
Antonio
Ca-
stanheira
.
—
A
PROPRIEDADE
LITTERARIA
—
CARTA
A
SUA
M.AGESTADE
O
IMPE
RADOR DO BRAZIL
POR
M.
PINHEIRO
CHAGAS.-E
’
um
opusculo,
nitidamente
publicado
pelo
snr.
Chardron,
em
que
o
distincto
escriptor que
o
firma
se
occupa
da pirataria
de
que
teem
sido
victimas
os escriplores
e os
editores
portuguezes,
exercida
descaradamente
pelos
especulado
res
do
Brazil.
—
MARAVILHAS DA CREAÇÃO,
POR
M.
POSSER.
—
Publicou-se
o
fascículo
27.°
d
’
esta
obra,
muito
curiosa
e
digna
de
apre
ço,
como
por
vezes
temos
dicto.
—ALMANACH
D.A
EMPREZA
LIT-
TERARIA
DE
LISBOA.
—
Recebemos
este
bonito
almanach
para
1879.
Contém
todas as
tabellas
de interesse
publico,
um
desenvolvido
calendário,
variada
e
interessante
parte
lilteraria,
e
uma
secção
de
annuncios.
Fórma
um
vo
lume
de perto de
200 paginas,
em
lypo
miudo.
Preço,
120
reis.
—
ORAÇÃO
FÚNEBRE
QUE
NAS
EXEQUIAS DA
EXC.'
“
3
SNR.»
D.
MA
RIA
DA
CONCEIÇÃO
PEREIR
A
DA
SILV
a
FORJAZ
E
MENEZES
RECITOU
ANTO
NIO
CÂNDIDO
RIBEIRO DA COSTA.
—
O
exc.
,uo
snr.
Miguel
Osorio
Cabral
de
Castro,
filho
da
illustre finada,
teve
a
delicadeza
de
nos
offerecer
um exemplar
d
’
esta
eloquente
oração
fúnebre,
—
distinc-
ção
que muito apreciamos.
—
DICCIONARIO
DE
GEOGR.APHIA
UNIVERSAL,
POR
UMA
SOCIEDADE
DE
HOMENS
DE
SClENCIt.
—
Continua
com
a
regularidade
possível
a publicação d
’
esle
importante diccionario
com
que
a muito
acreditada empreza
das
Horas
Românticas
está
enriquecendo
a lilteratura.
Os últimos
fascículos
recebidos
são
os
85
e
86
que
conlintíam
as
lettras
FRA
a
FBI.
—
ALMANACH
DE
LEMBRANÇAS
LU
SO-BR
AZILEIRO.—
Já
n
’
um
dos
n.
GS
pas
sados
publicamos
minuciosa
indicação
do
conlheudo
d
’
este
formoso
livrinho,
que
já
vae
no
30.°
anno
da
collecção.
Muito
agradecemos
a
oíferta
de
dois
exemplares.
—
MUSEU
ILLUSTRADO
—
ALBUM
LlTTERAfllO.
—
Do
snr.
Januario
Joaquim
da
Silva,
gerente
da
filial
da
Livraria
Moré
n
’
esta
cidade
e
correspondente
do
Museu
Illustrado,
recebemos
o
fascículo
d
’
este
periodico
respeitante
a
setembro.
—O
AMOR DA
PATRIA.
ROMANCE
ORIGINAL MARÍTIMO,
POR
FRANCISCO
GOMES
DE
AMORIM.
—
Não
lemos
ainda
este
romance,
mas
dcmos-nos
pressa
em
noticiar
a
sua
publicação,
pela
muita
con
sideração e
sympathia
que
temos
pelo
seu
auclor.
Podemos,
porém,
desde
já
aíTiançar
que
ninguém entre
nós
cultivaria
com
su
perior
facilidade
o
genero
do
romance
marítimo.
Este
asserto
é
altestado
por ou
tras
obras,
que
conhecemos, do distincto
poeta
e
elegante
prosador.
Diremos
d
’espaço
quando
o
acabarmos
de
lêr
Para
dar,
todavia, uma
ideia
d
’esle
livro,
que se vende
por
600
reis
na em
preza
Horas
Românticas,
42,
Lisboa,
e
na
livraria
Chardron
d
’esta
cidade,
transcre
vemos
o
seguinte
paragrapho d
’uin
pros-
peclo:
«A
exaltação
de
um
nobre
sentimen
to,
seja
elle
qual
for,
faz
obrar
prodígios.
O
assumpto
do
Amor
da
Palria
é
os
prodígios
praticados
por
meia
duzia
de
bravos
que,
de
volta
a
Portugal,
encon
tram
a
palria
entregue
á
tyrannia
dos
sol
dados
da
primeira
invasão
franceza. E
’
uma verdadeira epopeia
que-se
desenrola
sobre
as
quatro
laboas
de
um
navio,
e
a
que
F.
Gomes
de
Amorim
soube
dar
todo
o
colorido
que
exige
um romance
de
um genero tão
apreciado,
mas tão
difficil,
o
romance historico
marítimo».
S
*
reço
dos
cereáes.
—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos cereaes
foi:
Trigo
....
. .
.
.
.
800
Centeio.........................................................
530
Cevada
..........................................................
520
Milho
alvo..................................................650
Milho
branco.........................................440
Milho
amarello........................................ 43o
Painço...........................................................
48o
Feijão vermelho.........................................
73o
»
branco.........................................
36.9
»
amarello.......................................... 600
»
rajado.............................................. 480
»
fradinho
..................................
500
Batatas..........................................................
400
Azeite
(almude)
.....................................
60000
iVIullieres n
dnut
tostões.—
O
hor
rível
flagello
da
fome
conlinúa
a
fazer
consideráveis
estragos
no
extremo
orien
te. E’ nas
províncias
do
norte
do
celeste
império,
em
Chan-si
e
Cben-si,
que
elle
mais se
faz
sentir.
Dura
ha
tres
annqs,
e
0
que
mais
preoccupa
as
populações
aterradas
é
a
lembrança do
inverno
pro
ximo,
porque
então,
no
dizer
de
Mon
senhor Louis,
um
dos
bispos
de
Chan-
si,
a
fome póde
ser
mais
terrível
do
que 0
anno
passado.
O
anno
passado
a
fome
foi
tamanha,
que
os
esfomeados
de
Chan-si
e
de
Chen-
se,
não
tendo
para
comer
nem
sequer
raizes
misturadas
com
lerra,
ou
terra
mi
sturada
com
pedras
moidas,
chegavam
a
desenterrar
os
mortos
e
a
malar
os
vivos
para
os
comer!
Foi
porisso
que
os maridos,
os
paes,
os
irmãos,
para
não
verem
as
mulheres,
os
filhos,
as
irinãs,
nas
terríveis
convul
sões
da
fome
preferiram
vendel-os
a
mer
cadores
chinezes,
traficantes
de
carne
hu
mana,
que
os
revenderam
aos turcos
do
Kan-son. No
mercado
de
Nin-Tjao-Leang,
ou
Chen-si,
estiveram
expostas
muitas
mulheres
com
os filhos.
Missionários
que
alli
foram
para
adquirir
algum
arroz
ou
grãos
com
que matassem
a
fome
aos
christãos
famintos,
viram
com
dôr
inex
primível
mulheres, mães
e
filhas, expo
stas
á
venda
para
a
escravidão
e
para
a
infamia!
Venderam
se
mulheres
a
dous tostões
e
creanças
a
vintém'
—
[J.
de
Viagens).
JPaciencin
de
relojoeiri»
—
Um
relojoeiro
de
Chatid-de-Fonds
acaba
de
enviar
á
exposição
industrial
actualmente
aberta
n'esla
localidade
uma pendula
astro
nómica
d’
um
trabalho notabilíssimo.
Este engenhoso
tnechanísmo,
obra
de
paciência
e
de
sabT,
mostra
a
hora,
0
nqinuto,
0
segundo
e
0
meio
segundo,
os
sele
dias
da
semana,
0
dia
do
mez,
as
décadas,
os
doze
mezes
com
os
signaes
do
zodiaco,
0
numero
dos dias
de
cada
mez,
a
equação
solar,
as
phases
da
lua,
0
systema
solar,
as
horas do nascer
e
pôr
do
sol,
as
quatro
estações
com
os
equinócios
e
os
solstícios.
Sobre
0
al-
algarismo
VI
do
mostrador
vê
se
um
iher-
momelro
Reaumur
e
centígrado
e
0
pen
dulo
é
um
barometro
holosterico.
Emfim,
depois
de
cada
hora,
loca
uma
peça
de
musica,
que
póde
variar
oito
vezes.
Perrgríiiaçãii.—
Honve,
em
princí
pios do corrente,
uma
peregrinação
ao
sanctuario
de
N.
S.
do
Camino,
dio
cese
de Leon.
Hespanha.
Calcula-se
que
perto
de
21:000
peregrinos
assistiram
á
festividade,
e que
houve nada
menos
de
10:000 communhões!
Entre
tanta
agglomeração
de
gente
não
se
notou
um unico
incidente
desagradá
vel,
um
começo
de
desordem.
E’
porque
os
catholicos
attenlam
contra
a
liber
dade!
E
sirva
este
facto
para
se
vêr
como
na
Hespanha
se
celebram as
romarias,
entre
nós
tão
•
paganisadas,
que só
por
maravilha
se
vê
chegar
alguém
á
Meza
da
Sagrada
Communhão.
Entre
a
China
e
o JapS».
—
A
China
e
0
Japão,
os
dois
impérios
do
oriente
asiatico,
estão
em
vesperas
de
se
envolverem
em
uma
guerra,
motivada
pela
posse
das
ilhas
de
Liu
kui.
Os
chinezes
e
os
japonezes
estiveram
sempre
entre
si
animados
por sentimen
tos
pouco
benevolos.
Os
japonezes professam
muito
pouca
estima
pelos
seus visinhos
de
terra
fir
me
e
faliam d’
elles
com
grande
de
sprezo.
Os
chinezes,
por
sua
parte,
conside
ram
os
seus
visinhos
insulares
como
asiá
ticos
renegados que
seguem
os
exemplos
e
os
costumes
da
Europa.
As
ilhas
disputadas
são em
numero
de
trinta
e
quatro,
e
estão
situadas
no
mar
da
China,
a 400
milhas
das
praias chi-
nezas
e
japonezas.
São pequenas,
porém
ferieis
e
muito
povoadas,
sendo
a
sua
posição
bastante
importante
para
lodo
0
que
aspire
á
su
premacia
n
’
aquelles mares.
As
ultimas
noticias lelegraphicas an-
nnnciam,
porém,
que
em Yokohama
hou
ve
modificação
ministerial,
que
é
consi
derada
como
indicio
favoravel
para
a
paz.
1
ca
ai
ntlaçõea na
Hespasaha
—As
folhas
do
reino
visinho
trazem
numerosos
pormenores das
terríveis
inundações
quo
alli
houve
recentemente.
Mareia,
Oiiltuela,
Malaga,
Alicante
e
muitos
outros
pontos
elevam
um
largo côro
de lastimas
e
re
correm
afflictivamente
ao
governo
para
que
lhes
acuda n
’
aquelle
angustioso
trance.
Para
que
o
leitor
faça
uma
ideia,
posto
que leve,
das
proporções
do
cataclysmo
e
dos
sinistros
por
elle
occasionados,
ahi
vão
os
seguintes
telegrammas:
.«Orihuela,
16
—
0
governador cliegou
a
esta
cidade
á
uma
hora
da manhã.
To
das
as ruas, exceplo
duas,
estão
inun
dadas, chegando
as
aguas
em
alguns
sitios
a
ires
metros
de
altura.
Não
ha
memória
de
tão
grande cata-
clysmo
u’
esta
localidade.
Por
einquanlo
não
temos
noticia
de
desgraças
pessoaes.
0
zelo
das
aucloridades
excede
todo o elogio.
0 governador
percorreu
as
ruas
inun
dadas
em
carruagem,
que
lluctuava
sobre
as
aguas.
Tomaram-se
todas
as
medidas
para
que
não
faltem
os artigos
de
primeira
necessidade
aos
habitantes.
A
inundação
principia
a decrescer.
__
Murcia.
16
—
0 governador de
Mur
c
ia
conferenciou
esta
manhã com o ge
neral
Alarcon.
0
general
teve
que
vir
de
Regueron,
com
iodo
até
á
cintura.
A
tropa
e
os
marinheiros
occupam-se
em
recolher
em
lanchas
as
pessoas
que
salvaram a
vida
sobre
as ruinas
ou
enca
rapilando-se
nas
arvores.
Começa
a
manobrar-se
nos
campos
ad
jacentes
da
povoação
Foram
já
encontra
dos
30
cadáveres, mas
deve
alli
haver
mais
de
cem.
Estabeleceu-se
uma
cosinha
economica
destinada
a
800
pessoas
que
ficaram
re-
dusidas
á
maior
penúria.
Como
a
inundação
foi
á meia-noite,
nada
pôde
salvar-se alogandose
centenares
de
porcos,
bois, mulas,
etc.»
Cirlagena,
13
—
A
estação
de
Murcia
acha.se
çompletamente
isolada
da
povoa
ção, em
consequência
da
enorme
cheia
dos
rios
Segura
e
Mun
lo.
São
numerosas
as
desgraças
pessoaes
que
occorreram.
O
serviço
de trens,
çompletamente pa-
ralysa
lo
Não
ha
noticia
do
carro
n.°
'31.
de
Cartbagena.
Murcia, 13—A inundação
dos
campos
Testa
cidade
causou
victimas
e
destroços
sem
conta. O
pânico é
immenso.
Chegou
de
Alcantarrilla,
com
grande
risco,
um agente
policial,
que
viu
oito
pessoas
afogadas
na estrada.
A
pequena
povoação
de Nonduermas
desappareceu.
sendo muitas
as casas
e
barracas
destruídas.
As
pessoas
salvas
estão
alojadas
no
palacio
episcopal.
Alicante,
13—
Augmentou a
cheia
do
rio,
estendendo-se
a
inundação a
toda
a
cidade,
m-nos
uma
das
ruas.
Felizmente,
não
tem
morrido
pessoa alguma. Vão-se
tomando
as
medidas necessárias
Malaga,
13—Terça
feira
de
madrugada
fomos surprehendidos
por
um
temporal
desfeito.
A
cidade
foi
quasi
toda
inunda
da.
Succumbiu
um
operário
quando
sabia
á rua
a
ver
se
apanhava
uma
caixa
que
era
levada
na
corrente».
A
cummeinnrnfSo
da
destrui
ção de PompeU.-Un
correspondente
do
«Diário
de Bir.elona» <iá
conta
para
este
jomai
da
imponente
ceremonia da
cominemoração
do
118.° anniversario da
da
destruição
de Potnpeia.
Todas
as
ruas
e
praças
estavam
reple
tos
de gente.
Mais
de dez
mil
represen
tantes
da flor
da
aristocracia
da lta'ia
coutando
se
entre
elles
muitas
damas
de
Nápoles,
Portici, Sorrento,
etc.,
haviam
chegado
n
’esse
dia
á
cidade.
Todos
co
miam
ao
ar
livre,
em
casas
derrubadas,
c
sobre pedras,
tendo
em
frente
o
Vesu-
’
io.
que
na
noite
anterior
se
tinha
co
berto
de
grossas
chammas,
como
se
qui
sesse
recordar
a
terrível
calastrophe
que
Se
commemorava.
Estavam
alb
representadas
innume.ras
corporações
scientificas da
Allemanha,
da
Áustria,
da
França,
e
da
Inglaterra. A
1(nprensa
de
um e outro
continente
tam
bém
se
fez
representar.
Era
curioso,
no
momento
das
escava-
íòes,
ver
a
lucta
que
se
travara
entre
08 escriptores
dos
primeiros
jornaes
do
mundo,
de
cada
qual
d
’
elles
devia
colher
®tois
precisas
e
rapidas
informações
de
‘
udo que
se
ia
descobrindo
nas
ruinas
fie
Pompeia.
Em
tres
horas
encontraram-se
em
dif
erentes
partes onde
se
fizeram
dez
esca
nções
mais
de cem objectos,'
sepultados
ffesde
o
momento
da
destruição. Acha-
tom-se
restos
de
uma
tenda
de
vendedor
passaros,
encontrando-se
corpos
de
Sves
.
bebedores,
e
utensílios
adaptados
a
Ss'
a
industria;
achou-se
também
um
es-
Pelho
de
metal,
um
candelabro
modesto,
multidão
de
moedas,
braceletes
de
prata
e
bronze
e
um
punhal
com
cabo
de
marfim.
Em
outra
das
escravações
deparou-se
com
os
esqueletos
de
tres
cada
veres
e
com
amphoras
de
metal
Esta
parte da
ceremonia
foi
a
mais
importante,
assistindo
a
toda
ella além
das
aucloridades, os
ministros
de
Hespa-
panha,
Portugal
e
Allemanha,
e
outras
pessoas
distinctas, representando,
no
ge
ral,
academias
scienlificas.
A's almas
caritativas.
—
Recom-
mendamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na rua
dos
Sapateiros,
n.°
7. Vive
em extrema
penúria,
e
padece de
doen
ça incurável.
A
’
caridade publica.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
0
andar,
que
se
acha
na
maior
neces
sidade
e doente,
vivendo
só
da
caridade
das pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
APPELLO AOS
CATHOLICOS
«A
Associação
de
jesus
,
maria
e
J
osé
,
erecla
na
cidade
do
Porto,
com
o
fim
de abrir
escolas
gratuitas
para
edu
cação
de
meninos
polires,
de
ambos
os
sexos,
vendo-se
obrigada
a
deixar
o
edi
fício
onde
se
acham
funccionando,
em
Villa
Nova
de
Gaya,
as
duas
escolas,
uma
de
meninos
e
outra
de meninas,
resolveu,
em
sessão
de
14
de
setembro
do
corrente
anno
de
1879,
mandar
construir
uma
casa
apta
para
receber
as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe fm
dado,
para
este
fim,
terreno
por
pessoa
caritativa;
mas
fallecem-lhe
meios
pecuniários
para levar
ao
cabo obra
tão
ulil
á
humanidade.
A
Associação
coníia
muito
nos
senti
mentos
generosos
dos snrs.
associados
e
mais
pessoas
amantes
da
humanidade
que
a
coadjuvarão
de
bom grado em uma
empreza
que
tem
por
fim
arrancar
da
ignorância
e
do
vicio
a
tantas
creanças
que,
sendo
bem
educadas,
podem
vir
a
ser
bons
cidadãos
e
prestar
relevantes
serviços
á
sociedade».
A
suhscripção
fica
aberta
na
redacção
d’
este
jornal.
irum-Triwr i
-ia rr-—-irnrrufr-nnr
'
íi
W
iiii
M
mb
ma»>~annn i■ hiiiii.nn—
mu
—
1'LTITEAS
NOTICIAS
Lisboa
21
—
Na
bolsa
venderam-se:
15
obrigações
da
companhia
das
aguas
de
coupons
a
86$300;
57
preliaes
a
92$300;
5
a
82$600;
10
dos
caminhos
de
ferro
do Minho
e
Douro
a
90(08)0; 11
contos
em
inscripções
a
51,50;
10
para
31
do
corrente
a
51,51.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
20:031£373.
Paris
18—
Chegaram
hoje
de
manhã
a
Paris
o
czarewitch,
czarina,
o
príncipe
e
a
princesa
de
Galles.
Está
quasi
estabelecido
o
accordo
en
tre
a
camara
roumania
e o governo
ácerca
da
questão
israelita.
Na
embaixada
de
Hespanha
em
Paris
foi
aberta
uma
suhscripção
em
favor
dos
inundados
de
Murcia.
Constantinopla
18—
Está nomeado
novo
ministério,
tendo Said-Pachá como
gran-
vizir,
e Mahmoud-Nedhim-Pachá
ministro
do
interior.
New-York—
Noticias
do
México de
10
do
corrente,
dizem
que
em
consequência
das
contestações
ácerca
das
fronteiras
en
tre
diversos
estados
da
federação mexicana
o
congresso
federal
approvou
a
lei exigin
do
varias
partes
de
território
de
Chihua-
hna.
Durango
e
Coahuda
formam
em
districto
federado
com delegações
separadas.
Áquelles
tres
estados,
porém,
protesta
ram
contra
esta
resolução,
allegando
que
viola
os
direitos dos
estados.
Madrid
19
—A «Época» diz
que
o
mar
invadiu
Aguilts
província
de
Murcia,
de
struindo
os
edifícios.
O
rei
parte
ámanhã
para
Murcia.
Despachos
officiaes
da
Almeria
annun-
ciam
que a
inundação
produsiu
grandes
prejuisos nas
aldeias
Cuevas
e
Vera
e
em
outras
localidades.
Abateram
muitas
casas,
outras
ficaram
bastante arruinadas.
Crê-se que
excede
a
100
o
numero
das
victimas.
ANNUNCIOS
ASYLO
DE D. PEDRO
V.
São
convidados todos
os
bemfeilores
do
mesmo asylo
a reunirem-se
em
ses
são d’
Assembleia
geral
ordinaria
no dia
26
do
corrente
pelas 11
horas
da
manhã,
para
se
dar
cumprimento
ao que
é de
terminado
nos
Estatutos
do
dito
asylo.
Braga,
secretaria
do
Asylo de
D.
Pe
dro
V,
19 de
outubro de
1879.
Por
ordem
do
exm.°
presidente
O
secretario
(2668)
José
Maria
Gomes Bello.
NOVO
HORÁRIO.
Narciso
José
Marques,
faz
publico que
o seu
carro
que
sae
d’
esla
cidade
para
Guimarães
ás
4
1/2 horas
da
manhã,
prin
cipia
no
dia
24
a
sair
ás 5
1/2
horas
da
manhã.
Braga
21
de
outubro
de
1879
.Narciso
José Marques.
(2669)
O
Vereador
Fiscal=Farta.
EDITAL
A
Camara
Municipal
da Cidale
e
Con
celho
de
Braga
Faz
saber,
que
no dia
7
de
novem
bro
proximo
futuro
pelas
11
horas
da
ma
nhã,
no
Paço
do
Concelho,
se
ha
de
pro
ceder
ás arrematações
segumles:
Dous
canos
colleclores
no
campo
das
Carvalheiras;
Cinco
grades de ferro
na frente e
trazeiras
do
edifício municipal;
Estrumes
existentes
no
deposito
do
mer
cado
do
Salvador.
Os
projectos
e
desenhos
das
obras
e
condições restantes acham-se
patentes
na
secretaria
da
mesma camara,
para
po
derem
ser
examinados
pelos
licitantes.
Braga
18
d
’outubro de
1879.
E
eu
A.
M.
Alves Costa,
Escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O Presidente
Joaquim
José
Milheiro
da
Silva.
Manoel
Martins
Canellas,
com
arma
zém
de
vinho no
Campo
da
Feira,
n
’
esta
cidade
de
Braga, em
vista
de
ter
mui
tos
vinhos
velhos,
faz
publico
por
estes
annuncios
que
d
’
hoje
em
diante
vae poi
os
seus
vinhos
de
60
a
50
reis,
e
o
de
50
a
40
rs.
Braga 19
de
outubro
de
1879.
(2667)
Manoel
Martins Canellas.
LEIL
A.
O
O
Gerente
da
Caixa
Penhorista
Bra-
carense,
das
Travessas,
previne
a
todas
as
pessoas
que
teem
objectos
empenha
dos
na
mesma
Caixa,
que
venham
pagar
os
juros
em
divida
até
o dia
24
do
cor
rente;
os
que
não
pagarem
serão
vendi
dos
em
leilão nos
dias
25
26,
27
e
28,
o
que
se
faz
publico
para
os
devidos
ef-
feitos.
ALIJCtA-SE
Uma
boa
morada
de
casas
com
dois
andares, sita
na
rua do
Anjo, n.°
20
é
20 A.
Está
encarregado
de
a
mostrar
e
tra
tar
do aluguel
o
snr.
Oliveira,
aferidor,
morador na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
Caixa penhorista
Braearense
na
Travessa
de I>.
uaidini
d’
esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã até
ás
9
da
noulena
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
alrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
ven
lidos.
ora
No
dia
23
do
corrente,
pelas
10
ho
ras
da
manhã, no
Paço
do
Concelho,
hade
proceder-se
ao
sorteamento
e
extrac-
ção
do
contingente
para
o
recrutamento
militar
de
1879.
Braga
17 d’
oulubro
de
1879.
O
escrivão
da camara
A. M.
Alves
Costa.
Banco
Commercial
de Braga em
liquidação
São
chamados
todos os
credores
por
pro
missórias
a
virem
receber
30
0
/°
sobre
seus
créditos,
principiando
o
pagamento
no
dia
22
do
corrente,
em
todos os
dias
uteis,
desde
as
10
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde,
na
intelligencia
de
que
não
comparecendo
desde
o
dia
disignado até
ao
dia 8
do futuro
mez
de
novembro,
ficam
privados
do
vencimento
de juros
sobre
a
quantia
que
hoje lhes
cabe
em
rateio.
Braga
17
de
outubro
de
1879.
A
commissão
liquidataria
Francisco José
d’Araújo
Manoel
Duarte
Goja.
Manoel
Anlonio da
S.a
Pereira Guimarães.
Antonio
José Antunes
Reis.
João
Luiz
Pipa.
Esta
maravilhosa
injecção, como
cal
mante,
é
a
unica
que
não
causa
apertos
d
’
uretra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais
rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
attestar.
Deposito em
Braga
na pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de
Santa
Cruz
—40
Porto
—Cardoso—
Praça
de
D
Pedro—
113.
(2631)
___________________________________
*
HERANÇAS
E
DIVIDAS
Compram-se
direitos
e
acções
a
heran
ças
e
dividas;
ou
liquidam-se
por
conta
dos
interessados
abonando-se-lhe
as
des
pesas
sendo
necessário.
Braga
—Rua
dos
Pelames
24
(2648)
PEDIDO
A
Meza
do
Real
Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Monie
roga a
todas
as
pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins, que te
nham
superabundância
d
’
arvores
de
ador
no,
arbustos,
camélias
ou outras
quaesqtier
plantas,
se
dignem
favorecer
com
ellas
o
mesmo
Sancluario, para
embellezar
este
tão
piltoresco
local;
dando
parte
ao
ihe-
soureiro
o
snr.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo,
rua
do
Sculo,
n.°
42,
n’
est^
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza
enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que lhe
fôr
indicado
as
traga
com
o
necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que este
pe
dido
será
atlendido,
fica
desde
já
agra
decendo
qualquer
oíTerta
que
n
’este
gene
ro
lhe
fôr
dada.
Em
nome
da
Meza—O
procurador
Anlonio
Alves
dos
Santos
Costa.
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
ga
de
sabugueiro,
legitima
do
Douro,
por
preços
commodos;
a
quem a
pretender,
dirija-se
á
mesma
casa.
(2640)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n'este acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia
G.
Pereira
Bernardes.
Consultoria Media
-Cirúrgico
10
— RUA
DE S.
JOÃO—10
Alfredo
Passos ouve
de
consulta
to
dos
os
dias
do
meio dia
ás
2
horas
da
tarde.
Faz
operações
de
grande e peque
na
cirurgia.
Especialidade—
parlos.
(2617)
Empreza
editora de
Francisco Ãrthur da
Silva
—
Lisboa.
BRINDE
V
TODOS OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA UNIVERSAL
POR
Ceaar
Cantu
Desde
a
creação
do
mundo
até 1862
—con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMESIO FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL X
BRAZIL
Traduzida
da
edição
Iranceza
de 1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
Manoel
Bernarde»
Braneo
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de Lisboa;
professor
daslinguas
grega
e
latina, etc.
2.
*
edição,
illuslrada
com
8i
gravuras
primorosamente
executadas.
13
volume»
ín-4.°
grande.
O
editor proprietário d’esta
publicação,
gralo
aos
favores
do
publico,
e compre-
bendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.°
volume
para
que
esta
2.a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais
com
pleta,
resolveu offerecer
aos snrs.
assignan
tes
que
o
auxiliaram
n
’esla
empreza
e
áquel-
les
que de
hoje em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
brinde
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin
co capítulos,
seis
gravuras
e
dois indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo de toda a
Historia
Universal, servindo
para
a
procura
dos
laclos
que n
’ella
vem
exarados,
e
o segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes de lodos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia, e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio
ao primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851 até
1879,
escriplos
em
hespanhol
por D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
ta,
e accrescenlados
na
parle
que
diz
res
peito
a
Portugal
e Brazil, por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.u
grande
e custará:
Brochada
....
20$000
reis
fortes
Encadernada. .
.
27^000
>
>
Para
facilitar
a
aequisição
d
’
esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignalura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de 16 paginas
a
duas
colum-
nas, 50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições
da
assignalura
:—
A
assigna-
tura
póde fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como convier
—
por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.
—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140 rs.—Cada
fasciculo de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.
CADA
VOLUME:
l.°
vol. br. orn.
de
9
grav.
1^870
2.°
>
>
>
»
6
»
1^665
3.»
»
>
>
»
7
>
1
«J605
4.
’
>
»
>
>5
>
1^525
5.°
>
>
0
>6
»
1^615
6.°
>
>
>
>6
>
1^690
7.o
>
»
>
>6
»
U640
8.°
D
>
>
»
6
»
1^615
9.°
n
•
>
>6
»
1^565
10.°
>
>
>6
>
1^615
11.°
>
>
>
>6
s
1^6
ÍO
12.°
>
»
>
> 6
»
1^815
13
E
ULTIMO, ornado
de
6
gravu-
ras,
brinde
a
lodos
os
assignantes,
no
pre
lo, GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de
que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1 a 7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e brochado a
todos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume
Os
assignantes teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza do complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zeretn,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignalura
pódee
fazer-se
por
entregas,
fascículos,
e por volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as gra
vuras
que lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcadt
s,
pagando
ao distribuidor no
acto
entrega
a
sua
importância.
PROVINCIAS
E
ILH
AS:
—
A assignatu
ra
póde
('azer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fasciculo
ou volume franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que não
re
ceberá
o segundo
sem que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim successtvamenle.
As
pessoas
tanto de Lisboa
como
das
provincias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
RE
a
LISAVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
direclamenle
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor
—
rua
dos Douradores,
72,
LISBOA
;
me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
genio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do reino,
ilhas
e
Brazil.
Franeiieo
Arthur
da
Silva—
editor
72,
rua
dos
Douradores, 72
—
LISBOA.
CAMBIO I
j
ISI
Híl.iZ L0TEI!IAS
Tem
distribuído
esta
casa
cerca
de
2.000:000^000
em
prémios
no
paiz e
Brazil.
O
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonse
ca,
rua
do
Arsenal,
56
e
58,
com
filial
no
Porto,
Feira
de
S
Bento. 33, 34
e
35,
faz
sciente
ao respeitável
publico
que tem
sempre
nos
seus
estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de
bilhetes
e
suas
divi
sões
das
loterias
portugueza e
hespanhola.
Satisfaz
todos
os
pedidos
das
provin
cias,
ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com
prom-
ptidão
e
diminutas
commissões,
quer
se
ja
para
jogo
particular ou
para
negocio.
Nas
terras onde
não
tenha
ainda
corres
pondente
acceita para
seu
agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que
dê
boas
refe
rencias.
Os
vendedores
leem
boas
vanta
gens,
sendo uma
d
’
ellas
o
poderem
re
cambiar,
o que
não
tenham
vendido,
até
á vespera
do
sorteio.
E
’
negocio
que tem
tudo
a
ganhar
e nada
a
perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos
e
telegrammas.
Os
pedidos
das
provincias
são
satisfei
tos
na
volta
do
correio.
Chamamos
a
attenção
do
publico
para
um
ponto
importante.
As
fracções
da
nos
sa
firma,
tem
um
pertence
muito mais
vantajoso para
o jogador,
que
o
das
ca
sas
das provincias.
Por
exemplo:
em
uma
fracção
da nossa firma
do
preço
de
600
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário
da
lo
teria
de
Madrid,
loca-lhe
na
sorte
grande
1:100^000
reis.
Em
igual
fracção,
com
qualquer
dos
prémios
minimos
toca-lhe
4$500
ou
3$000
reis. Consideramo-nos,
em
ramo
de
loteria,
um
dos
primeiros.
O
que
esperamos
é
a
continuação
do favor
pu
blico e
em
especial
dos
que
não
vivem
nas
duas
principaes
cidades.
Os
prémios
são
pagos
á
vista
das
competentes
listas.
Querendo,
os possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas
localidades,
por
meio
de remessas
de
letras
ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Rece
be-se
em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio, valles,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier aos
freguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca,
rua do
Arsenal,
56, 58
e
60,
Lisboa,
ou
Feira
de S.
Bento,
33,
34
e
35,
Porto.
,2529)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmenlada
com
novas
orações e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.A
Bevm.a
o
Snr.
D.
Joao Chrysostomo
d'Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Cathohca,
de
Lisboa.
Preço=l60 em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Ceremontal
segundo
o rito
Romano
que
deve
observar-se
na
Tercia
e
missa
conventual
cantada na capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbylero
JOÃO
REBELLO CARDOSO DE MENEZES,
Vice-Reitor
do
mesmo Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário,
e no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço..................................
120
rs.
Deposito
no
Porto,
Ferreira &
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
_ _ _ _ _
Gran
êxito
en Paris
VELOUTINE CH
‘
“
FAY
POLVO
DE
ARROZ ESPECIAL PREPARADO CON BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHEfíENTE, dá tl oútit frttourt j trasparanaia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rub
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en
las Fannacias,
Perfnmeriu, Beluqueriu j tiendu
de
quincalla.
Desconfiar
de las lalsificaclones.
C<X<X<XOXX<X<XCX<
XX<X<X<X<X<X<X<X<
^coxxoxxcxcxcx^
Uoptedo
ea todos os Bospitaes.
aecomaendado por
todos os Médieos.
J
B
CoBtr
‘
* flKEM,S-
CHL0R0SE- DEBILIDADE. FRAQUEZA. PERUAS BRANCAS, etc.
S
H
O
ferro
Bravais
(ferro
liquido em
gottas concentradas) é o unieo
S
exempto
de qualquer
acido; não tem
cheiro nem sabor, não produzas
m
P
r's^° d°
ventre, aiarrhea, irritação nem
cança
o estomago; alem d’isto ã
K
e
o
unico
que não
fai os
dentes pretos.
k
£
’ 0
majS economico de todos os ferruginosos, pois
gue nm frasco dura um mez.
3
ar
Deposito geral em Paris,
13,
rue
Lafayette
(Perto di Opera), e
em todas as P/iarmacias. çj
B
Desconfiar-se
das
imitações
perigosas
oexijir
a marca
de
fabrica
que
vae
jtincla.
M
Ktíuvia-se
grátis a quem
o pedir por carta
franqueada, um interessante foliieto sobre a Anemia e o seu tratamento. $
Deposito
no
Poilo,
Ferreira
&
limão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
I
—
I
|
rua
de
S.
MARCOS. N ’ 5.|
H
Vende
papeis
pinta-
g dos para guarnecer salfas,
lindíssimos
gostos,
a
prin- $
cipiar
em 80 reis
a peça. S
B Vende
olio,
tintas e fí
vernizes
para pinturas <ie p
casas, tudo de boa quali- g
dade.e
preços muito resu- &
Vende cimento roma
no
para
vedar aguas, ges
so para
estuques
de ca
sas, tudo
de primeira qua
lidade.
1
ALIGAM-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos para
uma
numerosa
familia.
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem pretender
dirija-se
á mesma.
(2557)
JOSE
’
DA S1L VA
FUNDÃO
Com
loja de
fato
feito
43—
Largo
do
Barão
de
S.
Mar
linho—43
t
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
goezes,
tanto d
esta
cidade
comi
das
provincias
que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça a
l$500,
2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e meotes,
bonets de gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mautas
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
peompti-
íica-se
a
ficar
com
ella quando
não
fique
á
vontade
do freguez.
(2249)
(IIMI
lili M
DO
ALTO
DOURO
Dl
CANA DE VIEEA POICA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar-
afados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150
>
>
>
>
.
190
»
Lagrima........................................
200
»
Branco
de
meza
............................
210
»
tinto
de
meza
fino. ... 249
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a............................
360
>
»
velho
....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e Moscatel
a
500
>
Roncão
........................................
700
»
Velho
de
1854
.....
600
»
a
retalho
para
meza
60
e
80;
o
quartilho
tinto,
e
branco 120.
Responde-se e garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
ro
cesso chymico.
Fabrica a vapor
de fundição
de
ferro
e metaes
Travessa
<le N.
João—
Braga.
N
’
esta
fabrica,
unica na
província
do
Minho,
fabrica-se toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como de
metal.
0
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a sacrifícios para poder
elevar
este
melhoramento
de industria á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto e outras
loca
lidades,
pois
que no
seu estabelecimento
se
fazem
obras
de lodos
os
tamanhos
e quali
dades
pelos preços
que
possam
ser
encontra
dos
no
Porto
N’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de pezo
de
5:000 kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já muitas
obras
fundidas,
avul
sas, como são:
buxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas.
piL
para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira, bancos
para
jardins,
bombas
de qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos de novo
systema
para
la
*
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos, canos
e
joelhos
para agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Além d
’
eslas obras,
q
ue ia
feito,
toma
encommendas
para
todas
qu
possam
fazer-se
de
ferro,
aço
ou n
’®la'
Também
concerta
todas
as
obras
dts
genero
principalmente
bombas
de
poç°
•
O
preprieí«r«
o
Antonio
Germano Ferreirinha-
Parte de Comércio do Minho (O)
