comerciominho_21101879_999.xml
- conteúdo
-
■no
n
minho
FOI^IIA
RÉkjlGioSA, POI.ITICA
í
E 1WOTICIOSJL.
REDACTORES—D. Miguel Sotto-Mayor c Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
DA
'ASSIGNATUBA
12
mezes,
com
estampilha.
.
.
2&000
12
mezes,
sem
estampilha
.
.
1fi600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte. .
3&600
Folha
avulso
......................................
10
PUBLICA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
..........................
20
Repetição............................................. 10
Assignantes,
20
p,
c. d’abatimento
Toda
a
correspondência
deve
ser remettida, franca de
porte,
á
administração do jornal—O
«Commercio
do
Minho», rua No
va,
n.°
4.
TERÇA-FEIRA
21
D OUTUBRO DE 4879
O
que
é
a
impiedade.
Se a
historia
nol-o
não
estivesse
mostrando
de
sobejo
em cada
utna
de suas
paginas,
bastariam
a esclarecer-nos
sobre
este
ponto
os
factos
da
actualidade.
Ha
tres
séculos que
a
Europa
se
re
volve
n’
ura
pélago
de
sangue, derramado
por
violentas
perseguições
religiosas.
E
cotno
se
ainda
fosse
pequeno
o
numero
das
victimas,
immoladas
aos mi
lhões
n
’
essas
guerras
impias,
travadas
con
tra
Deus,
o
secnlo
XIX encarrega-se
por
si
de
continuar
a
obra
do martyrio
em
homenagem talvez
aos
sentimentos
huma
nitários que
alardea.
Não recordaremos os
factos que
por
serem
de
hontem,
se
conservam
ainda
na memória
de
todos.
Quem
esqueceu
já
por
ventura
a
his
toria
da
communa
que
cobriu
Paris
de
sangue
e
de ruínas?
Quem
se
não
lembra
ainda das
sce-
nas
de horror, produzidas
em
a
nossa
visinha
Hespanha
pela revolução
dema
gógica,
que
por
alguns
annos
assoberbou
aqueUa
pobre
nação?
Pois,
ao
que
parece,
teremos
que
ver
talvez
em
breve,
repelidos
uma
vez
mais
esses dramas
de horror.
Se
em
França
tudo
mostra
encami-
nhar-se
a
um
novo
reinado
do alheismo
pelo
terror,
na
Hespanha
a
agitação
dos
inimigos
de Deus e
da
sociedade
sobre-
aalta
os
homens
de
coração
que
temem
ante
a
prespectiva de
uma
nova,
e
quiçá
mais
sangrenta
guerra
feita
a Deus.
São
estes
os
fructos
do
liberalismo
que
a
impiedade
perfilhou
como
o
melhor
instrumento
de
seu
odio
á
Egreja.
Que
valor
tem
os
palavrões
de
que
tanto
se
ufana,
se
elles apenas
servem
para
encobrir-lhe os
ruins
intentos
que
nutre ?
Ferry
esforçando-se
por
subtrahir
á
instrucção
os
seus
melhores
elementos,
apregoa-se
um
fervoroso
apostolo
da li
berdade
e
da
civilisação.
E
emquanlo
que
a
palavra
tolerância
cae
dos
lábios
de lodos
os
revolucioná
rios,
prohibem-se
as
solemnidades
do
cul
to
catholico e
em
Marselha
apedrejam-se
os venerandos
ministros
do
altar.
A
tanto
se reduzem
essa
decantada
civilisação,
essa
tão
preconisada
liberdade,
que
a
impiedade
disfarçada
nos
promette
como
os
seus
melhores
titulos
de
gloria.
E
’
a
civilisação do
vicio, e
a
liber
dade
do
punhal.
E
houve
quem
se
illudisse
imaginando
que
poderia
dar-se
grandeza
de
ideias,
de sentimentos
e
de
costumes
onde
a
re
ligião
não
apparecia
a
fertilisar
os
cora
ções
com o
sol de
sua
doutrina!
E
houve
espíritos
tão
superficiaes que
acreditaram
seria
possível
uma
civilisação
verdadeira
sem que o
Evangelho
a
fe
cundasse !
Pobres
loucos,
que
assim
vêem
dissi
par-se
o
fumo
de
suas illusões!
Como
poderia ser,
que
affrouxando-se
as
crenças
pela
impiedade,
surgisse
o
pro
gresso
como
uma
lei?
Na
ordem
das
ideias
tudo
se
encadea
de
fórma
que
o
nexo
é
indispensável
á
exislencia
e
fecundidade
das
mesmas.
E
porisso
é que
a
impiedade,
destruin
do
todas
as
verdades primas,
torna
se
por
si
mesma
uma
negação
das
grandes
con
cepções
do
espirito
e
do
coração.
Não
se
lhe
attribua
pois
um
só
pen
samento
generoso,
que,
infecunda
para
o
bem,
hade
seguir
sempre
as tendências
que
naturalmente
a
itnpellem para
o
mal.
E’
o
que
nos
diz
a
razão
e
a
histo
ria
confirma.
M.
MARINHO.
A*
redaeçfio
do «Commereio do
IHinhot.
Londres,
12
de
Outubro,
1879.
Algum
leitor
do
Commercio
do
Mi
nho
poderá talvez
lembrar-se
de
como,
no
tempo
que
eu
tinha
aqui quem
co
piasse
para
o
mesmo
Commercio
as
mi
nhas
cartas
ao
Apostolo,
eu
prognostiquei
ao
Príncipe
Bismark
as
consequências
fu
nestas
para
o
Império que
elle creara,
dos loucos
procedimentos
que
adoptava
contra
a
Igreja
Catholica
na
Aílemanha.
Demonstrei-lhe
como
por
ahi
reduziu
a
um
terço
a
força,
o
peso,
a
influencia
política
do
Império
que
elle
(ajudado
pela
infaluação
do Napoleão
Pequeno)
créara
para
os Hohenzollers.
Pois
que,
indispon
do
contra
si
e
seu
systema
—
um terço,
pelo
menos
—
e
este
o
mais
compacto,
o
mais consciencioso,
o
melhor,
emíim
do
novo
Império;
precisava
contrabalançar
e
neutralizar
a
influencia,
a
força
moral
(e
physica
também)
desse
terço, por
outro
terço
da
população,
da
força,
e
da in
fluencia
do
mesrno
Império; ficando
só
livre
o
outro
terço.
Bismark
porém
não
é
homem
de
sy
slemas;
é
homem
de
senso e
d
’estudos,
e
logo
que
a
experiencia
lhe
mostrou
que
tomara
caminho
errado, começou
a
pre
parar-se
a
tomar
outro.
Mas,
como
uma
grande
nao
que
não
volta
de
prôa
como
um
pião,,
mas muda
de rumo por
uma
curva
espaçosa;
lambem
o
Príncipe foi
virando
como
insensivelmente
do
errado
caminho
que
tenha
tomado
em
relação
á
Igreja
Catholica
e
ás
idéias
conservadoras
e
sãs
que
ella
inculca
e
promove.
Quem
d
’
isto
quizér
informar-se
de
ma
neira a
não
lhe
restar
duvida,
leia
a
mui
habil
correspondência
regular no
Times
dos dois
últimos dias,
hontem
e
ante-
hontem;
e
lá
verá sem equivoco,
como
o
novo
Parlamento
Prussiano.
sob
a
in
fluencia
e direcções
do
Príncipe
Grande
Chancellér,
sahiu
fortemente
conservador;
e
como
n'elle a
Secção
Catholica
(que
os
tolos
de
má
fé
continúam
a
denominar
Ullramontana
e
Clerical),
fórma
hoje
um
elemento
de
grande
importância
e
peso
no
confederado
Império
Germânico.
E
que
Bismark
olha
para
os
interes
ses
sólidos
do
Estado
e
da
nação,
e não
faz
política
de
seita
ou
de
crianças.
A.
R. SARAIVA.
Anniversario
natalieio
de
Henri
que
V.
(Conclusão)
HERAULT
<L
’Union
national»
de
Monlpellier
dá
noticias mais
circumslanciadas
do
que
as
que
já
demos
do
banquete
de
Mangtiio,
por
isso
fallaremos
delle
novamente.
No
domingo
(28)
pelas
seis
horas
da
tarde reuniram-se
300
realistas
de
Man
guio
em um
grande
banquete,
para fe
stejar
o
anniversario
do
nascimento
do
Se
nhor
Conde
de Chambord.
Reuniram
se
n’
este
dia, para
terem
a
satisfação
de
vêr
assentar-se
á
sua meza
os
snrs.
Rodez
Benevent
e Dubois,
que
tinham de
assistir
no outro
dia
ao
ban
quete
de
Monlpellier.
Os
convites
tinham sido
dirigidos
pelo
snr. Augusto
de
Massillan,
que
põe
to
das
as
suas
forças
e
toda
a
sua influen
cia
ao
serviço
da
causa
legitimisia
e
dos
seus
defensores
no
cantão
de
Manguio.
A
alegria
e
a
amabilidade
reinaram
durante
o jantar,
e
ao
desserl o
snr.
de
Massillan
fez
um
brinde
agradecendo
ao
snr.
visconde
de
Rodez
Benevent
e
ao
snr
A.
Dubois
a
condescendência
com
que
acceitaram
o
seu
convite,
vindo
to
mar
parle
nos
festejos
dos
realistas
de
Manguio.
O
snr.
de Rodez
Benevent,
to
mando
então
a
palavra,
felicitou
os
rea-
FOLHETIM
INOIâ PORTUGUEZA
PELO
ABBADE
DURAIO
LENTE
DA UNIVERSIDADE CATHOLICA DE PABIZ
I
Quando
Vasco
da G<ma
descobriu
a
via
marítima das
Índias,
Portugal
não
le
vou
muito
tempo
a
senhorear-se
de
todo
o
littoral
africano
desde
Ceuia,
Alcácer
e
Mazagão
até
a
Abyssinia, e
dos
rios
asiáticos
desde Aden
no
estreito
de
Ba
bel
Mandeb
até
ao
Ganges,
e
desde
a
embocadura d
’
este
rio
até
ao
Japão,
e
logo
depois
até
ás
ilhas
de
Java
e
Bor-
néo.
O primeiro
plano
da
còrte
de
Lisboa,
não
era
fazer
conquistas territoriaes
na
índia.
Entendia
que
era
bastante
para
nma
nação,
o
ser
senhora
do
mar,
para
manter
n
’esses
paizes estabelecimentos com-
merciaes
de
volto.
Foi
por
isto
que
Ga
ma
e
Cabral
(1300-1502)
travaram
rela
ções
com
o
rei
de
Calcut,
e
estabelece
ram
uma
feitoria
n
’esla
cidade.
Então
os
Portuguezes
tratavam
directamenle com o
despacharam
frotas
a
piratear
no mar
da
índia.
Apossaram-se
elles
de
navios, blo-
queiaram
e
destruíram
muitos
estabeleci
mentos
portuguezes.
De
outro
lado os
Ín
dios,
instigados
por
elles,
insurgiram-se
e
trucidaram
os
recem-chegados.
Os
portuguezes
accommettidos
por
ini
migos internos
e
externos,
começaram
a
construir
fortalezas
com
auctorisação
dos
reis
malabares.
Porém
Albuquerque
convencido
da
im
possibilidade
de
resistir
a
tantos ataques
incessantes,
mudou
de
lactica
até
ahi se
guida.
Adoplou
o
unico
systema
rasoavel
em
matéria de colonisação
que
consiste
em
tomar
posse
do
solo.
Conseguintemen
te,
a
25
de novembro de
1510,
apos-
sou-se
do
poito
importante
de
Gôa,
que
veio a
ser
a
metropole
da
Índia portu
gueza.
Por
este
facto
o
grande
capitão
dava
á
sua
patiia
uma
verdadeira
colo-
nia
territorial,
a
qual
estabeleceu
solida-
mente,
adiantando-se
pelo
norte até
á
ilha
de Ormuz,
e
pelo
sul
até
ás
de
Cey-
lão
e
de
Sumalra.
Os
seus
successores tomaram
posição
na
ilha
de Tidore, nas
Molucas,
e
Lopo
Vaz
de
Sampaio
enviou
uma
expedição
sobre
o
littoral
do golpho
pérsico,
a
qual
subiu
o
Euphrates
até
Bassorá.
Feitorias
e
fortalezas
foram
desde
logo
construídas
n
’
esla
cidade,
como
nos
portos
do
gol
pho;
na
costa
da
Arabia,
em Mascate,
e
igualmente
na costa
da
Pérsia,
em
Badas-
sore
e
em
Bender
Buschir-Ormuz,
vindo
a
ser
este
um verdadeiro
Gibraltar.
Os
portuguezes
ficaram
pois
senhores
do
com
mercio
de
toda
a
Asia.
Em 1
q
33
possuíam
as
principaes
vias
commerciaes d
’
este
continente
com
a
Eu
ropa
:
o
estreito
de
Bad-el-Mandeb,
do
minado
por
Aden
e
a
ilha de Socotorá
onde
elles
tinham
uma
fortaleza
podero
sa;
o
golpho
pérsico,
pela
praça
de
Ma
scate
e a
ilha
com
o
estreito
de
Oimuz;
as
veredas da
Asia
Occidental
e
central
pelo
Chat-el-Arab
e
Bassoiá,
que
é
a
chave
do
l uphrates
e
do
Tigre,
a
da
Chi
na,
do
Japão
e
da
Oceania.
pelos
estrei
tos
de
Manaar
e
de
Malaca.
Na
mesma
epocha
estabeleciam
se
na
China
em
Nmg-
po
e
d’
a-bi
até
ás
ilhas
Licon-Tchtú.
de
pois
no Japão
(1542),
em
seguida
nas
Molucas
e
nas
Celebres,
e
o capitão
Fran
cisco
de
Castro,
impellido
pela
lormen-
la,
descobria
o archipelago
Mindanáo.
Durante
este
inlei
vallo,
outros
esta
belecimentos
se fundavam
nas
costas
de
Coromandel,
de
Orissa
e
de
Bengala.
Os
portuguezes
construíam
feitorias
de
esca
la,
nas
margens
dos
differenles
braços
do
Ganges,
e
d
’ahi
enlabola^am
relações
com
o
Grão
Mogol
Akbar.
I
sle
rei
travou
al-
liança
com
elles,
e
alcançou
do governo
dd
Goa
um
corpo
de
tropas,
para
guar
dar
as
cidades
da
fronteira
oriental
de
Bengala.
iContmúa
rei, que
só
lhes
vendia
as
especiarias
e
outros
produclos
do
Malabar.
Esta
feito
ria foi
roubada
e
seus
empregados
tru
cidados
pelos
Índios.
Cabral
a
restabele
ceu, e
fundou
a
segunda
em
Cochin
(1501)
e
Albuquerque a terceira
em
Qui-
lon
(Coulão).
Em
breve toJa
a
costa
Oc
cidental da
índia
foi coberta
de estabele
cimentos
poriuguezes,
que
se
elevaram
ao
numero de
30,
quando menos,
desde
o
cabo
Comorim
até
Cambaia;
sem
con
tar
os
que
se
haviam
fundado
nas
duas
margens do
golpho
Pérsico.
Porém
o
systema
adoptado
pela po
lítica
portugueza
não
podia manter-se
con
tra as
hostilidades
incessantes,
que
amea
çavam
anniquillar
as
feitorias
isoladas, no
meio
de
populações
inimigas.
Ora,
quan
do
chegaram
os
portuguezes,
o commer
cio
todo
da
Índia
eslava
nas
mãos
dos
arabes.
As
suas
Lotas
vinham
dos
por
tos
do
Mar
Roxo buscar
toda
a
casta
de
mercadorias
da
península,
e
voltavam
a
Suez,
aonde
eram
vendidas
aos
negocian
tes
venezianos,
que
tinham
o
monopolio
na
Europa.
Estabelecendo-se
na
índia
os
portuguezes
tinham
pois
dado no
com
mercio
de
Veneza
um
golpe
fatal,
do
qual
esta
rainha
do
Adriático
não
pou
le
le
vantar-se
nunca
mais.
Por
isso
é
que os
venezianos
nada
pouparam
para
insligar
os
negociantes
arabes
contra os
portugue
zes.
Os
negociantes
arabes,
de
sua
parle
ciosos
da
competência
dos
portuguezes,
listas
de
Manguio
pela
sua dedicação
e
inabalavel
lirmeza
política
e
religiosa.
Estas
felicitações,
pela
bocca
tão
aucto-
risada
do
antigo senador
de
Herault,
im
pressionaram
áquelles
bravos
agricultores,
reunidos sob
a
egide
da
bandeira
branca.
Depois
d’
esta
felicitação,
o
snr.
Du-
bois,
o
eminente
advogado,
levantou-se,
no
meio da
commoção
geral,
e
pronun
ciou
um
discurso
sobre
os
perigos
da
revolução,
e
os
benefícios da
monarchia
tradicional.
A
sua
palavra
energica
e
per
suasiva
produziu
um
grande
eíleito,
e
os
convivas,
com
diííiculdade
poderam
con
ter
o
grito
Viva
El
Rei'
de
que
lhes fa
riam
um
crime.
Mas,
os
bravos
legiumisfas
de
Man
guio
consolam-se
com a
certesa
de
que
poderão
muito
em
breve
levantar
legal
mente
este
grito
patriolico nas
praças
publicas.
Todos
elles
assignaram
com
en
thusiasmo
uma
mensagem
dirigida
ao Se
nhor
Conde
de
Chambord.
Foi uma bella
e
magnifica
festa.
MANCHE
Escrevem
d
’
esle
departamento:
O
nos
so departamento
de
que
nenhuma
chro-
nica
fallou
até
aqui,
não
ficou
estranho
ao
movimento
realista
de
29
de setem
bro.
Em muitas
de
nossas
cidades
se
ce
lebraram
Missas, em
muitas
houve
ban
quetes.
Citarei
entre
outras Avranches,
Grandville,
Coutances,
Sainl-Ló
e Sainl-
Michel.
O1SE
Dizem
de Compiegne:
Na
Missa
celebrada
no
dia
de
S.
Mi
guel.
a
nossa
cidade, residência
real
nos
primeiros
tempos da
monarchia,
estava
representada
por uma
grande
multidão
de
pessoas
de todas
as condições, e
tivemos
a
prova
de que
a
nossa bella divisa
Rege
et
regno
(idelissima, continua
a ser
reli-
giosamenle respeitada
entre
nós.
L1MOGES
Limoges
teve
no
dia
29
uma
magni
fica
festa
realista.
Começou de manhã,
por
uma
missa
e
terminou
á
tarde
por
um
banquete,
presidido
pelo
snr.
conde
José de
Montbron.
Depois
do
brinde
feito
a
El-ftei,
pelo
presidente,
o snr
de
Margerie,
decano
da
faculdade
de
letras
na universidade
ca
tholica
de
Lille,
foi
convidado a
tomar
a
palavra.
O
seu
discurso
é
uma
pagina
bem
digna
de
figurar,
a
todos
os
respei
tos,
ao
lado
d’
aquelles
que
nos
transmit-
tiram
os
ecos de Chambord,
de
Paris,
de Sainl-Anna, de
Dijon
e
de
Nanles;
sentimos
não
o poder
publicar na
inte
gra,
por
causa da sua
extensão,
daremos
comludo
algum
dos seus
•
períodos:
«Senhores.
Para
obedecer
ao
nosso
estimável
e
caro
presidente,
e
para
ob
servar
fielmente
a
disciplina,
que
é
uma
de
nossas
forças e
um
de nossos
deve
res,
vou
failar
n
’esla
reunião
de
irmãos,
onde
um
sentimento
só
um,
faz.
bater
todos
os corações
—
O
indivisível
amor da
França
e
da
realeza; da
França, que
ne
cessita da
realeza
para
retomar
a
sua
or
dem
e
a
sua
missão no
mundo;
da
rea
leza,
sem
a
qual a França é
um
corpo
sem
alma,
um
navio
sem
piloto.
(Muito
bem,
muito bem).
«O
convite
que
se
me
fez,
não
foi
feito
a
mim,
que
nada sou;
dirige-se
na
minha
pessoa,
ás
duas
bellas
provincias
que
a
monarchia
deu
á
França, a
esta
cara
e infeliz Lorraine
cujas
dores
par
tilho
(Applausos)
a
esta
poderosa
e
pa
triótica
região
do
Norte,
aonde o
meu
dever
me
transplantou
ha
tres
annos.
Agradeço
vos
por
uma
e
outra,
esta
pro
va
de
sympathia
á
causa
que
sirvo
em
Lille,
e
que vós
defendeis
aqui
contra
o
atheismo revolucionário,
á
causa
da
liber
dade do
ensino
calholico
(Vivos
applau
sos) que.
é
a
causa
da
liberdade
das
al
mas
e do
direito
das
famílias.
«Procurarei,
ainda
que
conheço
a
mi
nha
insulliciencia,
satisfazer
aos
vossos
desejos,
e
interpretar
o
pensamento
que,
esta
manhã,
de
uma a
outra
extremidade
da
França,
reuniu
milhares
e milhares
de almas,
em
uma prece
commum,
e
que
n
’
este
mesmo
momento
se
traduz,
em
quasi
lodos
os
departamentos,
por
mani
festações
brilhantíssimas.
Nada d
’
isto
se
tinha
visto
depois
de
1830; parece que
fomos
transportados
á
memorável
data
de
29
de
setembro
de 1820, quando
uma
immensa
acclamação
saudava
o
nascimento
do
real
menino,
que
tinha
enganado
o
punhal
de Louvei,
e
no seu
berço
nos
assegurava
o
futuro
da
França.
Longos
annos de
exilio
teem
passado
sobre
esta
augusta
cabeça,
e
bastantes
vezes
os
fal
sos
prophetas
teem
annunciado
ler
aca
bado
a
realeza
legitima,
e
que
a França
não
necessitava
delia
para
acabar
com
a
revolução. E
a
revolução
continúa
a
durar.
Mas,
eis
que
a
fé
nos
destinos
communs,
na indissolúvel
união
da
Fran
ça
e
da
realeza
apparece
mais
viva
do
que nunca.
Eis que
n
’esta
festa
do
glo
rioso
Archanjo,
que,
á
frente
das
milí
cias
fieis derrolou
as
legiões
infernaes,
os
corações
e
as mãos
se
voltam
para
Hen
rique
de França,
como para
lhe
dizer:
Vinde,
Senhor,
vós
sois
o
general unico
e necessário
do
exercito
do bem, con
tra
o
exercito do
mal.
(Bravo!
bravo
!
Procuremos,
senhores,
a
explicação d
’este
movimento
espontâneo,
que
a
revolução
aífecta
despresar,
mas
que,
e
muito
bem
o
sabe
ella,
mostra
o
estado
das
almas,
e
da
sociedade.
Diremos
que
foi
um
acor
dar
da
opinião?
Não,
porque,
graças
a
Deus,
o
partido
realista
nunca
se
deixou
adormecer.
Direinos
antes,
que
isto
é
um
signal, que
mostra
que
a
França
começa
a
comprehender
que
ha-de
optar,
ou
por
se
deixar
morrer,
ou
por
voltar
á
antiga
alliança da
nação
e
do
Bei.
Este
signal
quer
dizer
que a França,
cançada
de expedientes sem
futuro,
co
meça
a
conhecer
que lhe
falta
um prin
cipio.
Quer
este
signal
dizer
que
a
Fran
ça
tem
medo
do
abysmo
visivel
e
pro
ximo
para
onde a
arrastaram
os
seus
pi
lotos
olíiciaes,
levados
pela
fatalidade
da
sua
situação,
e
pelas
imperiosas
exigên
cias
das
pessoas que
os
cercam.
Quer
dizer
que a
França começa
a
entrever
a
salvação
e
a
luz.
N
’esta
crise
das
almas
e
da
sociedade,
nós
lemos
o
direito
de encarar
o
futuro
com
confiança,
e
o
dever
de
o
preparar
tal
qual
as
nossas
orações
o
pedirem
hoje
a
Deus.
A
desanimação,
sempre cobarue
b
funesta,
seria
hoje
simples
mente
absur
da;
hoje
que
para
succumbir, seria
ne
cessário
fechar
os
olhos
á
luz.
Desanimem
áquelles que
não leem
um
futuro que
offerecer
ao
paiz,
nem
vèem além
do
mar
vermelho,
a
terra
promeltida.
Mas
nós
que,
em
cada
pagina
da
hi
storia
do
nosso
século
vemos
a
confir
mação
da
nossa
fé;
nós
que
vemos
todos
os
dias
engrossar
as
nossas
fileiras
com
tantos
bons
cidadãos,
cujo
luto
e
lagrimas
sabemos
honrar,
assim
como
applaudimos
a
gua
união
comnosco,
como
um
acto
de
lealdade e
coragem;
nós,
cujo
Prín
cipe
não
tem
competidor,
e
se
apresenta
só
de pé em
face
da
religião
anti-christã
e
anli-social.
não
seriamos
nem france-
zes,
nem
rasoaveis,
senão
protestássemos
em nome
do
bom
senso
e
do
patrio
tismo,
quando
nos
faliam
da
impossibili
dade
da
realeza. Oulros que
digam:
A
realeza
é impossível,
a
Fiança
morrerá!
A
nós,
como homens
de consciência e
de coração,
cumpre-nos
dizer:
A
França
não
morrerá;
ella
necessita
da
realeza,
logo,
a
realeza
é
possível,
porque
é
ne
cessária.
A
realeza
é
necessária,
porque
só ella,
em
França,
é
auctoridade.
Onde
o
di
reito não
existe,
póde
encontrar-se
a
for
ça,
auctoridade,
nunca».
GA
RD
A
’s
cidades
e localidades
do
Gard
que
celebraram
o
dia
29 de
setembro,
deve
mos
ajuntar
a
importante
communa
de
Sauve
que
manifestou
os
seus
sentimen
tos realistas,
reunindo
se
pela manhã
ante
os
altares
e
de
tarde
em
um
banquete
fraternal
cheio
de alegria
e
enthusiasmo.
HERAULT
Dizem
de
Beziers:
Desde
o
momento
em
que
pela sua
misericórdia
Deus
deu
á
Casa
de
França
o
Príncipe
que
tem
por
missão
destruir
a
revolução,
fazendo-o
nascar
no
mesmo
dia
era
que
a Egreja
celebra
a
festa
do
Archanjo
S. Miguel,
aquelle
que
também
venceu a
revolução
no
Céo;
desde
o
dia
29
de
setembro
de
1820,
digo
eu,
todos
os
annos
em
igual
dia tem
sido
oílere-
cido na
egreja
da
Magdalena, pedindo a
Deus
salvação
para
a
França.
Mas
n
’este
anno
a
cerimonia
teve
um caracter
impo
nente.
A
corrente
eleclrica
que
parece
ler
atravessado a
França,
não
podia
deixar
de
tocar
em
Beziers.
Toda
a
nossa po
voação
estava
electrisada.
Confundidas
as
classes da
sociedade,
corriam
ao
templo,
nolando-se
entre
ella
muitos servidores
do império
que comprehendem
que
hoje
não
ha
salvação
para
a
França senão
no
Rei.
Muilos dos
concorrentes
chegaram
á
Sagrada
Mesa,
pois
commungaram
165
pessoas,
sendo
um
terço
homens,
e
esle
aclo
foi
a
parte
mais
commovente
desta
grande
manifestação
patriótica.
WORD
No
dia
29
também
se
celebrou
Missa
por
intenção
d’
EI-Rei
em
Harebrouck,
a
concorrência
foi
extraordinária.
18
de
outubro
«le
1S7®.
(Do
nosso correspondente)
A
patria e<lá
em
vesperas
de
ser
sal
va,
meu
caro
director.
Domingo
dá-se
a
grande
batalha.
E
’
inútil
annunciar
quem
hade
sahir
do
cam
po
engrinaldado
com os
louros
da
victoria.
O
governo
vencerá,
porque
é
governo.
O povo
será
vencido
porque
é...
um
bom
povo.
E
se
o
não
fora,
á
fé
que
não
soíTre-
ria
os
que
ahi
o
estão
a
ludibriar,
e
o
opprimem
ha
cêrca
de 50
annos.
Não
o
vèdes
agora,
em
grande
parle,
esperando
coisas,
e
loisas
dos
granjolas?
Parece pêta,
mas
é verdade.
Como
se
o
progressismo
quizesse emendar
os
êrros
dos
antecessores,
e
caminhar
pela
estrada
da
moralidade,
e da
economia;
como
se
o
seu
objeclivo
fôra
provar
com
os
actos
que
antepunha
a
causa
da
nação
á
de
lodosos
corrilhos
possíveis!
Domingo
os
papalvos
lerão
mais
um
desengano
monumental,
e
os
espertos mais
um
bom
ensejo
de
se
rirem
d
’
elles
eslre-
pilosamente.
Que
esperam
os
parvos,
do
Barjona,
do
Sabugosa,
e
quejandos?
Pois
não
são
acaso
defendidos
pelos
Ennes,
e pelos
Mariannos,
não
é
a situação
prima
co
irmã
do
republicanismo,
não
intimaram
elles.
pela
voz de
utn dos
seus
arautos
mais
auclorisados,
o
chefe
do
Estado
a
que
pozesse
escriptos,
embora
hoje
sejam
mais
dynaslicos
do
que
o
proprio
snr.
D.
Luiz?
E
vão
votar
nos homens
do
governo
!
E
deixam,
ainda
d’esta
vez,
correr
á
revelia
a
sagrada causa
do
paiz
!
Muito
podem
o
pão,
e
quejo,
meu
amigo,
a
cobardia,
e
a
sórdida,
e
parvoa
ambição
!
Pobre
gente
!
Etnquanto
aqui, neste nosso
Portugal,
feliz porque
é
regido
liberalmente,
as elei
ções
são
leitas
de
modo
que
a
victoria
6
sempre
a
favor
dos que
secundam
a
escola
da
corrupção,
e
da
impiedade,
na
Prussia,
o
povo corre á
urna,
e
pronun
cia-se
pela
causa
da
ordem,
contra a
demagogia,
mais
ou
menos
embuçada.
Se
gundo
as
nolicias
lie
Berlim,
a
nova ca
mara
será
a
genuina
expressão
da
vontade
do
partido
reaccionario,
isto é
defensor
dos
princípios
d
’
ordem,
e
de
moralidade,
de
tolerância,
e justa
liberdade,
contra
os
quaes o
liberalismo
conspira
incessante
mente.
Aqui é o
contrario.
Vae-se
á
urna
para
proteger
uma
qualquer
facção,
que
esteja
cavando
a
mina
do
paiz,
desdenhando-se
os
mais
vitaes
interesses da
nação!
O
fado do
governo
ter nomeado
ad
ministrador
de
um
dos concelhos
da
Ma
deira,
segundo
asseverou
um
dos
jornaes
liberaes,
um
dos
agentes
da
emigração
clandestina
da
referida
ilha,
é
mais um
florão para
a
coroa
do
progressimo.
Tem
esiado
gravemente
enfermo D.
Sancho
de
Vilhena,
um dos nobres fun
dadores
do
jornal
a
«Nação»,
e
um
dos
caracteres
mais
illustrados,
e
honestos do
grande
partido
legitimista.
Deus
o
melho
re,
e
o
restabeleça
brevemente.
Domingo,
e
segunda-feira
houve
cor
ridas
no
hipodromo
de
Belem.
Pouca
gen
te.
Parece-me que
não lograrão nunca
que
no
povo
da
capital
se
desenvolva
ver
dadeiro
enthusiasmo
por
aquelle
genero
de passatempo.
Todavia,
grande
parle da
sociedade
elegante
esteve
lá, e
parece ler
sahido
saudosa.
Tem
dado
muito que failar
a
demissão
do
administrador
da
casa
pia, depois de
longos
annos
de
serviço.
Não
soube
ainda
a
causa,
mas
heide
sabel-a,
porque
aqui
tudo
vem
para
o
soalheiro
mais ou
me
nos
cedo.
O
demitlido
reagiu,
repellindo
a competência
do
provedor,,
e
conserva-se
no
seu
posto.
Cousas
do
tempo.
Voltando
á próxima
eleição,
dir-vos-hei
que
ha
círculos
em Lisboa,
onde
ha
tres
'
aspirantes
á
posta, v
gr. Barros e Cu-!
nha,
avilista,
e
protegido
pelo
governo;
!
Elias
Garcia,
republicano; e Pereira
Lima,
1
progressista.
Todos
pelo
circulo
9|.
q
melhor
é
que o
progressista
é
hostilisado
pelo
governo
progressista!
Pois
eu.
se
estivéra
recenceado, não
votaria
decerto
pelo
Barros
e
Cunha,
a
quem
os
legitj.
mistas auxiliaram
na
outra
eleição,
a
ponto
de
lhe
darem a
victoria.
E
por
fj
m
nada
fez,
na
camara,
nem
a
favor
do
paiz
*
nem
da
classe
militar
d
’Evora-Monte, à
qual
continúa
na
miséria,
em
que a
lançou
a
fatal
convenção
de
.1834,
de
bem
triste
memória.
Pode-se-lhe
bem appiicar
ao
tal
Barros
o
provérbio:
«Villão
servido,
villão
esquecido».
Continuam
as transferencias
no
exercito
bem
como
dos
escrivães
de
fazenda,
è
administradores.
Tolerância
progressista
e
coherencia
com
a
famosa
circular
do'
ministério
do
reino
çom
respeito
á
liber
dade
do
voto.
E
ha
tolos, que
preferem
a
situação
á
transata,
como
se
uns
e
outros não
fossem
da
mesma massa,
todos
liberaes,
Meti
amigo,
cada
vez
mais creio
no
aphorismo
—
stultoruin
in/inilus
esl
numwus.
Quando
se
desenganarão
que
não
ha
nada
a
esperar,
que
possa
ser
ulil
á
na-
ção,
do
liberalismo
cartista,
ou
pregres-
sisla,
absolutista,
ou
republicano?
Pois
se
continuarem
no
êrro vir-lhes-
ha
um
dia
o
remorso mordel-os.
Talvez
então
desejem
evitar
a
cataslrophe,
mas
será
já
tarde.
Todo
vosso
A.
SUBSCRIPÇÃO.
Nunca
nos
dirigimos
com
mais
acerba
mágoa
aos
nossos
leitores,
como
ao
escrevermos estas linhas.
Como
por
vezes
temos
diclo,
o
snr.
Francisco
Pereira
d
’
Azevedo,
antigo
proprietário
e
redactor
do
«Direito»
e
d
’outros
jornaes
catho
licos,
e
actualmente
da
«Propagan
da
Catholica»
e
«Libertador das
Al
mas
do
Purgatório»,
acha-se
muito
doente
no
Porto,
e sem meios
para
se
tractar!
Este
respeitável
cavalheiro
vê-se
reduzido
a
tão
triste estado,
por
que
sempre
sacrificou
todos
os
seus
haveres
e
forças
na
propaganda
das
mais
sãs
doutrinas.
Alguns
amigos
do snr.
Francis
co
Pereira
de
Azevedo,
fervoroso
apostolo
dos
verdadeiros
princípios
religiosos
e
sociaes,
abrem
uma
sub-
scripç.ão
em
seu
favor,
e
pedem
o
concurso
de
todos os
catholicos
para
sua
visar
a
penúria
d
’
aquelle infeliz
quão
benemerito cavalheiro.
A
subscrição
fica
aberta
em
casa
do
snr. Manoel
José
Vieira
da
Ro
cha,
na
rua do
Souto,
n
’
esta
cidade.
GAZETILHA
na
Penha.—
Espera se que
no
proximo
anno seja
installado
o
asylo
de
D. Pedro
V
no
ediíicio
do
exlincto
convento
da
Penha,
cujas
obras
vão
nauilo
adiantadas.
Theatro.—
A excellente
companhia
do
Príncipe Real
do
Porto
(antiga
do
Ba-
quet)
vem
dar
algumas
recitas
no
thea-
tro
de
S
Geraldo.
Está annunciada
para
hoje
a
primeira
com
o
Homem
das
ruas,
drama.em
5
actos
do
snr.
Augusto
Garraio.
Contingente
para
o
rreriitf»'
meais.—
Deve
verificar-se na
quinta
fei
ra,
nos
paços
do
concelho, o sorteamento
e
extracçâo
do
contingente
para
o
recru
tamento militar
de
1879.
Collegio
«So
lEapirito
Santo.—®
1
dia
7
do
corrente
mez
abriratn-se
as
au
las
d
’
este
notável estabelecimento
d
’
edu-
cação, sem
duvida
um dos
mais
impor
tantes do
paiz,
tanto
pelo
crescido
ni>-
mero
dos
seus
alumnos,
como
pelo
tí
'e
'
vado
algarismo
dos
seus
exames.
Sabemos,
que
os
dignos
directores
en
*
vidam os
maiores
esforços para poderem
reunir
no
mais
breve
praso
possível
110
seu
novo
e
belio
ediíicio
em
S.
Vicente
as
duas
secções
de
Instrucção
Primaria
e
Secundaria,
presentemente
separadas,
e
esta
reunião
não deixará
de
contrib
11'
1
poderosamente
para
melhorar
mais
atn
a
as
condições
do
Collegio.
Consta-nos,
e
sentimos,
que
por
via
da
crescente
aflluencia
d
’
alumnos
internos,
que
já
sobem
a
170,
e
por
falta
de
lo
cal,
os
dignos
padres
teem-se
visto na
penosa
necessidade
de
limitar
cada
vez
mais o
numero
dos
alumnos
externos,
que
desejariam
frequentar
as
suas
differentes
aulas.
Foram
117
os
alumnos apresentados
este
anno
pela direcção
do
Collegio
aos
exames
íinaes,
fenos
na
maxima
parta
no
lyceu
d
’
esta
cidade:
d’
esles
117
fica
ram
approvados
103,
dos
quaes
10
com
distineção, o
que
dá
quasi
uma
media
de
8 approvos
para
9
exames.
Repartem-se
pela
seguinte
fórma:
Instrucção
Primaria—
apresentados 27,
approvados 26,
sendo
3
distinctos.
Porluguez
(Rhethorica)
—
apresentados
17, approvados
16,
sendo
3
distinclos.
Francez
—
apresentados
27, approvados
23,
sendo
3 distinclos.
Inglez—
apresentados 3, approvados
3.
Latim
l.
a
e
2
a
parte
—
apresentados
10,
approvados
8.
Mathematica
l.
a
parte
—
apresentados
4,
approvados
3.
Geograpbia,
e
Historia
—
apresentados
10,
approvados
7.
Philosophia I
a
e
2.
a
parle
—
apresen
tados
4,
approvados
2.
Introducção—
apresentados
4,
approva
dos
4.
sendo um
distincto.
Desenho
1
a
e
2?
parle
—
apresenta
dos
1 1,
approvados
9.
Total
dos
exames
d’
lnstrucção
Secun
daria 90,
tendo
ticado
approvados
77,
dos
■quaes
7 com
distineção.
Este
resultado
tanto
mais
lisonjeiro,
quanto
todos
sabem,/que nos
exames íi
naes
do
lyceu
d
’
esta
cidade
os approvos
estiveram
apenas
na
proporção
de
50
por
100,
é
a
melhor
resposta
que
se
possa
dar
aos
inimigos
do
ensino e
da educa
ção
religiosa.
Eleições.
—
Correm
boatos
de
lerem
havido
desaguisados
em
alguns
círculos
d
’
esle
dislricto, onde
a
eleição
era mais
renhida.
Ainda não
sabemos o que
se
tenha
passado.
N
’
esta
cidade
a
farça
correu
so-
cegada,
por
não
haver
opposição.
Foi
pois
eleito
o
snr.
dr.
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna,
distincto
advogado.
Haneo
Coainiiiereial
de
«ragn.
—
Principia
amanhã,
desde
as 10
horas
da
manhã ás
2
da
tarde,
o
pagamento de
30
O|
q
sobre
seus créditos
aos
credores
do
Banco
Commercial
de
Braga
por
pro
missórias.
Canuãnltw
de
ferro
do
Bougndo.
—
Foi
concedido
aos
snrs.
Antonio
de
Moura
Soares
Velloso
e
visconde
da
Er
mida,
representantes
dos
concessionários
do caminho
de
ferro
do
Bougado
a
Gui
marães,
a
proragação
até
16
de junho
de
1880,
para
adquirirem
os
6
kilomelros
de
linha
ferrea
já
construídos
entre
Bougado
e
Santo
Thyrso.
Qiir
prenença
d
’espirito ! —
A
im
prensa estrangeira
publica
a
seguinte
ane-
docla:
No
dia
em que
a
França
declarou
guer
ra
á Allemanha,
em 1870, o
marechal
Mollke
achava-se
gravemenle
doente.
Ao
saber
a
noticia,
o
rei
Guilherme
dirigiu-se
á
casa
do
chefe
do
seu
estado-
maior
general,
e
entrou
dizendo:
—
Está
declarada
a
guerra.
Moltke,
exclamou
espantado:
—Contra
quem?'
—
Conira
a
França.
—
Meia
volta
á
direita!
disse o
mare
chal.
E
voltando-se
para
o
outro'lado
adormeceu.
Huggoit»
ao
leme.—
Parece
qoe
a
grande
navegação
dispensará
brevemenle
o
serviço
dos
homens
que
vão
ao
leme
do
navio.
Uma
bússola
em
communicação
directa
com
o
leme
imprimir-lhe-ha
os
seus movimentos,
sem
perigo
de
erro.
E’
descoberta
americana.
Gente velE»<».—
Segundo
os
últimos
recenseamentos
da
população,
nos
diver
sos paizes
da
Europa,
existem
no
conti
nente
europeu
102:831
indivíduos,
que
já
passaram
os
90
annos.
Entram
n
’
este
numero
60:303
mulheres.
O numero
de
naacrobios
é
maior
no
sexo
feminino.
Na
llaiia,
contam
se
241
mulheres
centená
rias
e
141
homens;
na
Áustria,
229
mu
lheres
e
193
homens; na
Hungria, 526
mulheres
e
524
homens,
etc.
Hatiees
«mericanas.
—
Um
ameri
cano,
ten
io de se
retirar
por
algum
lem-
Po
da
casa
da
sua residência
habitual,
lixou
no
vestíbulo
um
grande
cartaz em
<jue
dizia:
.4os
ladrões
e
raloneiros
Deixo
toda
a
minha
prata,
ouro
e
vá
rios
outros
objeclos
de
valor
na
socieda
de dos depositos
em
cofres
á
prova de
fogo. As
malas,
armarios,
etc.,
conteem
apenas
alguns
objeclos
já
usados
que
lhes
não
pódem
servir
de
grande coisa.
As
chaves
ficam á
esquerda,
no
buffet
do
salão,
para
o
caso
de
não
acreditarem
no
que
lhes
digo.
Lá
os
deve
esperar
lambem
um
che
que
de
50
dolars
para
os
indemnisar
do
tempo
que
perderam
e
da
viva
decepção
que experimentaram.
Queiram
limpar
os
pés
no
capacho
e
ter
muito cuidado
em
que
não
caiam
no
tapete
pingos
de
vela.
E
passem
por
cá
muito bem.
A
balei».
—
A
baleia
é
o maior
ani
mal.
que
actualmente
se
conhece
no
glo
bo
terrestre.
O
seu
volume
orça
pelo
de
100
elefantes.
Perseguida
incessantemente
pela
cobi
ça
humana,
tende
a
desapparecer,
e
um
dia
será,
como o
mastodonte,
um
animal
fóssil.
Sua
bocca
é
tamanha, que
um
homem
póde em
pé
passear
francamente
dentro
d
’
ella.
Não
tem dentes
mas em logar
d’estes
possue
uma
substancia
cornea,
que
lhe
sae pela
bocca
fóra;
é
aquillo que
se
conhece
no
commercio
com o
nome
de
«barbas
de
baleia».
Todos
sabem
a
lenda
cbrislã do
pro-
pheta
Jonas
que
800
annos
antes
de
Jesus
Christo, foi
levado
á Ninive
no
ven
tre
de uma
baleia,
vivendo
ahi
3
dias,
sem
ser
digerido
e
tendo
ar
bastante
para
respirar.
A
baleia
carece
de
respirar
de
tem
pos
a
tempos o
ar
athmospherico,
e
pa
ra
esse
effeito possue
2
fossas
no
alto
da
cabeça,
pelas
quaes expelle
grande
porção
de
agua, que
sobe a
notável
al
tura
como
repuxo,
e
lhe
cae
estrondo-
samenle
sobre
a
cabeça.
E
em
seguida
absorvendo
o
ar
que
lhe
é
necessário,
mergulha.
E
’
n
’
esla
occasião
em
que
ella
se
não
occupa
do
que a
circunda,
que
o
ho
mem
a
ataca,
fere
e
mata.
Um
«arpão»,
espada
larga
bem
afia
da,
munida
na
extremidade
de
um
triân
gulo
pezado,
também
afiado,
lhe
é
lan
çado,
seguro
pelo
cabo
com
uma
corda;
em
virtude
do
triângulo,
o
arpão cae
sempre
verticalmente
sobre
as
costas
do
cetáceo,
interna-se,
produz-lhe
uma
dôr
intensa
e obriga-o
a
fugir,
deixando
as
aguas
tintas
do
seu
sangue.
A
corda,
muita
comprida,
segue
o
animal
e
indica
a
sua
direcção.
Não
po
dendo
desembaraçar-se
do
instrumento
que
o
incommoda,
e
carecendo
de
respirar,
volta
á
superfície,
em
logar
que
o
en
genho
humano,
pela
pratica, sabe
calcu
lar.
Apenas
altinge
á
flòr
da
agua,
ou
tro ferro
abre'
nova e cruel
ferida,
até
que
o
cetáceo
morre.
Então,
amarrado
ao
lado
do
navio,
a
sua carne
é
cortada aos
pedaços,
para
d
’
ella se
obterem
muitos
toneis
de
oleo,
as
barbas
são
aproveitadas,
e
a
ossada
é
deixada
ás
aves
marítimas ou
aos pei
xes.
Apparecia
oulr
’
ora
nos
climas
tempe
rados,
mas a
perseguição
humana
tem
a
forçado
a
esconder-se
nas
regiões
polares;
mas como
ainda
alli
a
vão
buscar,
e
a
matança
é
superior
á
reproducção, as pro
babilidades
são de
que o
cetáceo
venha
a
desapparecer.
A
baleia
é
vivapara;
de
cada
vez
não
produz
mais
do
que
um
filho;
e
para
que
este
chegue
a edade
reproductiva
lon
gos
annos tem
de decorrer,
pois
que
se
lhe attribue
a
vida
de
mais
de
1:060
an
nos.
Antes
que
um
ser
novo
possa
ap-
parecer,
muitos
dos
existentes
vão
sendo
mortos
todos
os
annos,
e
ha
crescente
diiíicil
na
sua
reproducção.
A
femea
é
tão
extremosa
com
seu
filho,
que o
defende
com
o
maior
desvel
lo
e
coragem
;
sacrifica
a
própria
vida
antes
de
o desamparar.
Perigosa
é
pois
a
condição
dos
barcos
que
atacarem o
filho
d’
uma
baleia, porque
a
mãe
destroe
tudo
o que
encontra diante
de
si.
A
força da
oaleia
é
prodigiosa;
a
sua
velocidade
é
de
11
melros
por
segundo
ou
39
1/2
kilomelros
por
hora,
muito mais
rapida
que
a
d
’um
barco
a
vapor.—
P.
Pombalense.
Exposição
portugurza.—
Do
«Apo
stolo»:
Ultimou
anle-hontem
os seus
traba
lhos
de
apreciação
o
jury
do
3.°
grupo
(tecidos,
vestuário
e
accessorios)
d’
esta
exposição.
E
’
composta
dos
snrs.
Anto
nio Augusto
de
Oliveira
Braga,
José
Mo
reira
Freire,
Augusto Weguelin,
Adolpho
Simonsen, José
de
Barros
Garvalhaes,
José
Gonsand,
Joaquim
Álvaro
da
Ar
mada,
Gaspar
Villan,
Manoel Cosmes
Pin
to,
C. F.
Cathiard,
Luiz
Augusto
Schmidt,
Francisco
Salgado Zenha.
João
Dias
Fer
nandes
Leite,
José
Pinto
de
Carvalho
Ramos,
Frederico
Augusto
Schmidt
e
An
tonio Xavier
Carneiro.
Apenas dois
tem faltado
ás
successi-
vas
sessões
por
doença.
Ao
encerrar
se
a de
anle-hontem
o
snr.
Augusto
Wegue
lin
em nome
do
jury
dirigiu
ao
presi
dente
snr.
Lticianp Cordeiro e ao
secre
tario
snr.
Jeronymo
Silva
algumas
pala
vras muito
honrosas
para
a
exposição
e
agradecendo
a
maneira
porque
o
jury fô-
ra
sempre
recebido
e
presidido.
Respon
deu
o
snr.
Cordeiro
protestando
que
a
companhia,
os
industriaes
portuguezes
e
o
seu
paiz
não
podem
deixar
de
senlir
um
jubiloso
reconhecimento pelos
affectos
e
justiça
que
haviam encontrado
os
seus
productos não
sómenle
entre
compa
triotas,
mas
entre
o
esclarecido
com
mercio
brazileiro
e
estrangeiro,
e
que
á
associação
commercial
se
achava profun
damente
agradecido.
A's
altnns
caritativa».
—
ReCOm-
meniamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora
tia
rua
dos
Sapateiros,
n.°
7.
Vive
em extrema penúria,
e
padece
de
doen
ça
incurável.
A
’
cnri<lu<l»
publiea.
—
Muito
re-
cominendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S. Vliguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3°
andar,
que
sé
acha
na
maior
neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soççorrem
com
alguma
esmola.
iacnMMMMt.3:-£
APPELLO
AOS
CATHOLICOS
«A
Associação
de
jesus
,
maria
e
josé
,
erecta
na
cidade
do
Porto,
com
o
fim
de
abrir
escolas gratuitas
para
edu
cação
de
meninos
pobres,
de
ambos
os
sexos,
vendo-se
obrigada
a
deixar
o
edi
fício
onde
se
acham
funccionando,
em
Villa
Nova
de Gaya,
as
duas
escolas,
uma
de
meninos
e
outra
de meninas,
resolveu,
em
sessão
de
I
í
de
setembro
do
corrente
antío
de
1879,
mandar
construir
uma
casa apta para
receber
as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe
foi
dado,
para este
fim,
terreno
por
pessoa
caritativa;
mas
fallecem-lhe
meios
pecuniários
para
levar ao
cabo
obra
tão
ulil
á
humanidade.
A
Associação
confia
muito
nos senti
mentos
generosos
dos
snrs.
associados
e
mais
pessoas
amantes
da
humanidade que
a
coadjuvarão
de
bom
grado
em
uma
empreza
que
tem
por fim arrancar
da
ignorância
e
do
vicio
a
tantas
creanças
que,
sendo
bem educadas,
podem
vir
a
ser
bons
cidadãos e
prestar
relevantes
serviços
á
sociedade».
A
snbscripção
fica
aberta
na
redacção
d
’este
jornal.
EETI.73AS
NOTICIAS
Lisboa
18
—Decretos:
Foi
exonerado
o
snr.
governador
civil
substituto
de
Ponta
Delgada.
Foi nomeado
amanuense
do governo
civil
do
Porto
o snr.
Ernesto
Pinto
Basto.
Nomeado
adjunto
provedor
do
recolhi
mento
da
capital
o snr. Domingos
Con-
stancio.
Foi
aposentado o professor
de
Miusella
concelho
de
Sabugal.
Mappa
dos
expolios do
consulado
do
Maranhão
desde
julho
a
novembro
de
1877.
Aberto
concurso
para
o
logar
de
escri
vão
da camara municipal
de
Lisboa.
Lista
dos
bens
propiios
nacionaes
que
se
hão
de
arrematar nos
districtos
do
Porto,
Coimbra,
Leiria
e
Guarda.
O
snr.
Thomaz
Augusto
Neves,
foi
no
meado
escrivão
tabellião
de
Penella.
Falleceu
o
snr.
duque de
Loulé.
Na
Bolsa
venderam-se:
10
acções
do
Banco
Commercial
de
Lisboa a
860000;
10
do
Banco
de
Lisboa
&
Açores
a
940500;
8
de
coupons
do empréstimo
para
compra
de
navios
de
guerra
a
880500; 20
obrigações do
caminho
de
lerro
do
Minho
e
Douro
a
910000.
A
alfandega rendeu
a
quantia
de
reis
14:3040889.
Paris
17
—
Houve
desordens
entre
os
Drusos
e
Maronislas
em Libano.
Foram
mortos
vários
Maronistas.
Está
eminente
uma
crise
ministerial em
Constantinopla.
O
duque
de
Bailéu
partiu
hoje de ma
nhã
para
Vienna.
Londres
18
—
0 marquez
de
Salisbury,
no
discurso
que
pronunciou
em Manche-
ster,
disse
que
já
não
ha
a
receiar
da
aggressão
russa
nos
Bilkans
e
que
a
Áu
stria
bastante poderosa
para
os
deter.
O
ministro
accrescentou
que
o
fim
da
Inglaterra
no
Afghauislan
é
a
sua
defesa
e
não
engradecimento.
ANNUNCIOS
Antonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
par
ticipa
ao
publico'que
no
dia
23
do
cor
rente
contintía
com
a
carreira
que
an
tigamente
tinha
entre Villa Verde
e
Braga,
saindo de
Villa
Verde
para
Braga
ás
6
horas
da
manhã,
chega
a
Braga ás
8,
volta
de
Braga
ás
2
e
meia da tarde,
chega
a
Villa
Verde
ás
4;
nas
terças-
feiras
tem
mais
um
carro que
sae
de
Villa Verde
ás
7
da
manhã,
e
de
Braga
ás
3 horas
da
tarde.
O
annunciante
tem
em
sua
casa,
em
Villa
Verde, carros
para
fretar
para
ioda
a
parte,
para
o
que
tem diligencias,
phae-
tons,
victorias
e
caleches,
o que
todo
freta
por
preços
muito
commodos.
Todos
aquel
les
snrs.
que
se
dignarem
fretar-lhe
pro-
melle
satisfazer-lhes
o
melhor
que
esteja
ao
seu
alcance.
PBEÇOS
DA
CARREIRA
De
Braga
a
Villa
Verde,
ou
vice-versa,
dentro
200
reis,
fóra
160.
Villa
Verde 20
de
outubro
de
1779.
Antonio
Garcia.
(2666)
O
Vereador
Fiscal=Farta.
Manoel
Martins
Canellas,
com
arma
zém
de
vinho
no
Campo da
Feira,
n
’
esta
cidade
de Braga, em
vista
de ter
mui
tos vinhos velhos,
faz
publico
por
estes
annuncios
que
d’hoje
em
diante
vae
pôr
os
seus
vinhos
de 60
a
50
reis,
e o
de
50
a 40
rs.
Braga
19 de
outubro
de
1879.
(2667;
Manoel
Maitins
Ctnellas.
EDITAL
A
Camara
Municipal da
Cidade
e
Con
celho
de
Braga
Faz
saber, que no
dia
7
de
novem
bro
proximo
futuro
pelas
11 horas
da
ma
nhã,
no
Paço
do
Concelho,
se
ha de
pro
ceder
ás
arrematações
seguintes;
Dous
canos
coilectores no
campo
das
Carvalheiras;
Cinco
grades
de ferro
na
frente
e
trazeiras
do
edifício
municipal;
Estrumes existentes
no
deposito
do
mer
cado
do
Salvador.
Os
projeclos
e
desenhos
das
obras e
condições
restantes acham-se
patentes
na
secretaria
da
mesma camara,
para
po
derem
ser
examinados
pelos
licitantes.
Braga
18
d
’oulubro
de
1879.
E
eu
A.
M.
Alves Costa,
Escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O
Presidente
Joaquim José
Milheiro
da
Silva.
O
Gerente
da Caixa Penhorista
Bra-
carense, das
Travessas,
previne
a
todas
as
pessoas
que
teem objeclos
empenha
dos
na mesma Caixa,
que
venham
pagar
os
juros
em
divida
até
o
dia
24 do
cor
rente;
os que
não
pagarem
serão
vendi
dos
em
leilão
nos
dias 25,
26,
27
e
28,
o
que
se
faz
publico
para
Os
devidos
ef-
feitos.
AMIGA-SE
Uma
boa
morada
de casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo,
n.°
20
e
20
A.
Está
encarregado
de
a
mostrar e
tra
tar
do
aluguel
o snr. Oliveira,
aferidor»
morador
na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
ws
No
dia
23
do
corrente,
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
no Paço
do
Concelho,
hade
Droceder-se
ao
sorteamento
e
extrac-
ção
do
contingente para
o
recrutamento
militar
de
1879.
Braga 17
d’
oulubro
de
1879.
O
escrivão
da
camara
A.
.V.
Alves Cosia,
Banco
Commercial
de Braga em
liquidação
São
chamados
todos
os
credores
por
pro
missórias
a
virem
receber
30
0
/°
sobre
seus
créditos,
principiando
o
pagamento
no
dia
22
do
corrente,
em
lodos
os dias
ateis,
desde
as
10
horas
di
manhã
ás
2 da
tarde,
na
intelligencia
de que
não
comparecendo
desde
o
dia
disignado
até
ao
dia
8
do
futuro
mez
de
novembro,
iicam privados
do
vencimento
de
juros
sobre
a quantia
que
hoje
lhes
cabe
em
rateio.
Braga
17
de
outubro
de
1879.
A
commissão
liquidalaria
Francisco
José
d
’Araújo.
Manoel
Duarle
Goja.
Manoel
Antonio
da
S.
“
Pereira
Guimarães.
Antonio
José
Antunes
Reis.
João
Luiz
Pipa.
C4MB'O
LOTERIAS
Tem
distribuído esta
casa
cerca
de
2.000:000^000
em
prémios
no
paiz
e
Brazil.
O
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonse
ca,
rua
do Arsenal,
56
e
58,
com
filial
no
Porto,
Feira
de
S Bento,
33,
34
e
35,
faz
sciente
ao
respeitável
publico
que
tem
sempre
nos
seus estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de
bilhetes
e
suas
divi
sões
das
loterias
portugueza
e
hespanhola.
Satisfaz
lodos
os
pedidos
das provín
cias,
ilhas, ultramar
e
Brazil,
com
prom-
ptidão
e
diminutas
commissões, quer
se
ja
para
jogo
particular
ou
para
negocio.
Nas
terras
onde
não
tenha
ainda
corres
pondente
acceita para
seu agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que
dê
boas
refe
rencias.
Os
vendedores
leem
boas
vanta
gens,
sendo
uma
d’ellas
o
poderem
re
cambiar,
o que
não
tenham
vendido,
até
á
vespera
do
sorteio.
E
’
negocio
que tem
tudo
a
ganhar
e
nada a
perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos
e
telegrammas.
O
3.°
sorteio,
é
o
da loteria
portu
gueza, a
22
de
outubro.
O
prémio
grande é de 8:0005000
rs.
Os
preços
dos
bilhetes
e
fracções
d
’es-
la
loteria são
os
seguintes:
bilhetes
intei
ros,
4$800;
meios, 25400;
quaitos,
15200,
oitavos.
600;
fracções
de
520,
440,
330,
260, 220,
130,
110,
65,
55,
45
e
30
rs.
Os
pedidos
das
províncias
são
satisfei
tos
na volta
do
correio.
Chamamos
a
atlenção
do
publico
para
um ponto
importante.
As
fracções
da
nos
sa
firma,
tem
um
pertence
muito mais
vantajoso
para
0
jogador,
que
0
das
ca
sas
das
provincias..
Por
exemplo:
em uma
fraeção
da
nossa
firma
do
preço
de
600
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário
da
lo
teria
de
Madrid,
loca-lhe
na sorte
grande
1:1005000
reis.
Em
igual
fraeção,
com
qualquer
dos
prémios
minimos
loca-lhe
455OO
ou 35000
reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
de loteria,
um dos
primeiros. O que
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico
e
em
especial
dos
que
não
vivem
nas
duas
principaes
cidades.
Os prémios
são
pagos
á
vista das
competentes
listas.
Querendo,
os
possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os nas
suas
localidades,
por
meio
de
remessas
de
leiras
ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Rece-
be-se
em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio,
valles,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como melhor convier
aos
Ireguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca, rua do
Arsenal,
56,
58
e
60,
Lisboa,
ou
Feira
de
S.
Bento,
33,
34
e
35,
Porto.
(2529)
EELLAS
ARTES
Lições
de
Desenho,
Pintura,
Gravura,
Lithographia
e
Pbotographia,
pelo
Cava
lheiro
de
Salles.
Tira
retratos
a
oleo,
e
restaura
as
pin
turas
antigas.
RUA
DO
ANJO,
15,
BRAGA.
(2664)
Eànpregadas
com
o
mais grão successo,
depois
mais de 40 annos por a maior parte
dos
médicos
por curar
a
chlorosis (fluxo
branco) doança das mancebas
filhas e
to
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem
experimentado:
« Depois 35
annos que exerço a medicina,
« tenho
reconhocido a esto
medicamento
«
(Pílulas de Biaad) vantagem* incontesta-
<
veis
sobre todos os outros ferreos
e eu
«
o miro como
o melhor anti-chlorótico. »
D'
DOUBLE,
ex-présidente dn
Academia
de
Medicina.
<
De
todas as preparaçOes ferroas
que
«
nos
hão dado bons resultados
no
trata-
« mento
das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de Biaad
pareco-nos
devem estar
na
*
primeira
fila.
» —
Diceiaãaria unir. de
Medicina, t.
n, pago 9>.
Como
prova
da
autkoetteMado,
o,
nome do
invantor
astt
cravado sobrei
cada
pilai
*
como
aqal
Jealo
I
Depósitos
: Pnrit, t,
r.PattOM.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
11."
28
—
3
AHHKVIH-SE
Uma
ca«a
de
dois
andares
com
pequeno
quintal
e
agua,
na
rua
de
S
Geraldo,
n.°
20.
Trata-se
na
mesma
rua
n
°
17.
(2623,
HERANÇAS
E DIVIDAS
Compram-se
direitos
e acçôes
a
heran
ças
e
dividas;
ou liquidam-se por
conta
dos
interessados
abonando-se-lhe
as
des
pesas
sendo
necessário.
Braga
—
Rua
dos
Pelames
24
(2648)
Gran
êxito en Paris
'
VEL0UTINE
GH
“"
FAY
POLVO
DE ARROZ
ESPECIAL PREPARADO CON BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, dá al adtia frescura j tratparanoia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
, PARIS
k
Se
vende
en
las Farmacias,
Peifomeriu, Eeluqueriu y tiendas
de
quincalla.
Desconfiar de las lalsilicacíones.
CSâSSElZSi
>XX<>X>X>X>X>X>XX<
1XX<XOXX<XOXX<X<
Idoptado
em todos os Hospitaes.
decommendado
por todos os
lédicos.'
FERRO
BRAVAIS
Contra a
ANEMIA,
CHLOROSE, DEBILIDADE, FRAQUEZA, PERDAS BRANCAS, etc.
O
Ferro Bravais
(ferro
liquido em gottas
concentradas) é 0 unico
exempto
de
qualquer acido; não tem
cheiro nem sabor, não produz .
prisão
do
ventre, diarrhea, irritação nem cança
0 estomago; alem d’isto ■
e
0 unico que nao faz os dentes pretos.
E’ 0
mais economico fle
todos os
ferruginosos, pois qne um frasco dura nm mez.
Deposito geral
em
Pariz,
13,
rue Lafayette
(Perto
da Opera),
e
em todas as Pharmacias.
Desconfiar-se
das
imitações
perigosas
o
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
juncta.
Envia-se
grátis
a quem 0 pedir
por carta franqueada, um interessante folheto sobre a Anemia e 0 seu tratamento.
Deposito
no
Porto,
Ferreira &
limão,
e
nas principaes
pharmacias
do reinno.
COLLEGIO 1>O
0OM
SUCCESSO
N
’este collegio, em
Villa Nova
de
Gaya,
ao
pé
da
ponte
pênsil,
admillem-
se
alumnos
internos d
’ambos
os sexos,
por
6, 7
e
8
mil
reis
mensaes,
confór-
me
as
edades.
O
ensino
da
leitura
é
pelo
systema
de
João
de
Deus.
Dirigir
ao
di-
reclor
M. J.
G.
de
Mello.
(2554)
IAJEEÇé
BRAGA.
Esta
maravilhosa
injecção,
como cal
mante,
é a
unica
que
não
causa
apertos
d
’
uretra,
curando
todas as
purgações
ainda
as
mais rebtldes
como
muitas
pessoas
0
podem
attestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de
Santa
Cruz.
—
40
Porto
—Cardoso—Praça
de
1)
Pedro—
113.
(2631)
Caixa
pv-nhnristH
Krueai-enHe
na
Travei»»»
de
A».
Gualdien
d
’
esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
9
da
noule
na mesma
caixa.
Vende-se roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuados
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
Consultoria
Medico-Cirurgico
10
—
IlUA DE
S.
JOÃO —10
Alfredo
Passos
ouve
de consulta to
dos
os
dias
do
meio
dia
ás
2
horas
da
tarde.
Faz
operações
de
grande
e
peque
na
cirurgia
*
Especialidade
—
partos. (2617)
C(OSlLHiUt)
Ur C1RVLGIA
E
HEÍIHNICA
DENTAL
J.
M.
Pinheiro
CIRURGIÃO
DENTISTA
DA
ESCOLA
AMERICANA
Mudou
a
residência
da
rua
do
Campo
para
a
rua
dos
Chãos
n.°
39
—
Braga.
(26-45)
PEIHDO
A
Meza
do
Real
Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Monte
roga a
todas
as pessoas
amadoras
e
possuidoras
de
jardins,
que
te
nham
superabundancia
d
’
arvores
de
ador
no,
arbustos,
camélias
ou
outras
quaesquer
plantas,
se
dignem
favorecer
com
ellas
0
mesmo
Sancluario,
para
embellezar
este
tão
pittoresco
local;
dando
parte
ao
the-
soureiro
0
snr.
Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo,
rua
do
Souto,
n.°
42,
n’
esta
ci
dade
de
Braga,
para
a
Meza
enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe
fôr
indicado
as
traga
com 0 necessário
re
sguardo.
A
Meza,
esperando
que
este
pe
dido
será
altendido, fica desde
já
agra
decendo
qualquer
offerla
que
n
’
esle
gene
ro
lhe
fôr
dada.
Em
nome
da
Meza
—
O procurador
Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
ALIIJATI-SE
Os
altos da
casa
da
rua
do
Campo,
o.° 22,
com
bons
commodos para
uma
numerosa
familia. agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
ga
de
sabugueiro,
legitima do
Douro,
por
preços
commodos;
a
quem
a
pretender,
dirija-se
á mesma casa.
(2640)
PMIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
0 fornecimento de
pannos
e fios
para
0
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’
esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia
G.
Pereira
Remardes.
Fabrica
a vapor de fundição
de
ferru
e metaes
Trave«
*
a
<le
S.
João—
Braga.
N
’esla
fabrica,
unica
na
província
do
.Minho, fabrica-se toda a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com as
fabricas
de
igual
genero
do Porto e outras
loca
lidades,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos
no
Porto.
N
’
esta
fabrica
fundem
-se
peças
depez
0
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
avu|l
sas, como
são:
buxas
para
eixos
de carrua.
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para me
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
aié
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e con
solas
para
lampeões,
prensas para
copia-
dores,
fuzos de
novo
systema
para la.
gares,
ferros
para
alfaiates
e chapelieiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de todos
os
tamanhos.
Além d'estas
obras,
que
ha
feito, toma
encommendas
para
todas
que
possam
fazer-se
de
ferro,
aço
ou
metal.
Também
concerta
todas
as obras
d
’
este
genero
principalmente
bombas
de
poços.
O
proprietário
Antonio
Germano Ferreirinha.
BREVE
COMPENDIO '
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e devoções indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima Raccolta.
Com
approvação
de S.
Exc.3
Revm.
3
0
Snr.
D.
Joáo
Chrysostomo
d
’
Atnorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=>160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
|
r
UA
DE S. MARCOS, N.° õ.|
Vende
papeis
pinta- g
dos
para
guarnecer sallas,
g
lindíssimos
gostos,
a priu- $
cipiar em 80 reis
a peça. S
Vende
olio, tintas e |
vernizes para pinturas
ie
casas, tudo de
boa quali- 3
dade.e
preços
muito resu-
|
midos.
í
Vende
cimento roma-
no para vedar aguas, ges-
-
á
u so para estuques de ca- g
0
sas, tudo de primeira
qua-
fí'
lidade.
B
v-
St
JOSE’ DA SILVA FU
A'
DÃO
Com
loja
de
fato
feito
13
—
.Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—
13
e
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
guezes, tanto
d
esta
cidade
como
das
provincias
que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
15500,
25000
e
25500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimita
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para cima,
ceroulas
de
400
reis até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonels
de
gorgurão
de
seda
6
de
casimira
de todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda de to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e prompti-
fica-se
a
(icar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade do
freguez.
(2249)
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplisla da Silva
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
18’9
Parte de Comércio do Minho (O)
