comerciominho_18101879_998.xml
- conteúdo
-
RIÍI^I
íí
IOSA,
■-«ML.ÍTTBC:A.
IWOT1CIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sotlo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
7.° ANNO
PREÇO
DA
;
assignatura
12
mezes, com estampilha.
.
.
2&000
12
mezes,
sem
estampilha
.
.
1&600
Brazil,
12
mezes,
moeda-forte.
.
3&600
Folha
avulso......................................
10
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências partic.
cada linha
Í0
Annuncios
cada
linha
..........................
20
Repetição
.............................................
10
Assignantes,
20
p,
c. d'abatimento
N.°
998
ex
.
pkbme
.
vtk
Toda
a
correspondência
deve
ser remettida,
franca de porte,
á
administração
do jornal—O
«Commercio
do
Minho», rua No
va, n.°
4.
SABBADO 18D0ETLBR0 DE 1879
Violação
da
lei
do
domingo.
(Continuação)
Eis
algumas
objeeções
contra
a
obser
vância
da
lei
do
domingo,
ás
quaes
é
pouco
menos
que
necessário
responder.
«O
povo
tem
mais necessidade
de
pão
do
que
de
festas».
O
povo
tem
necessi
dade
de
pão
e
de festas,
de
trabalho
e
de
repouso.
Rousseau
disse-o
eloquente
mente
fazendo-se
interprete
da
natureza
e
do
bom
senso.
Todos
os
povos
teem
o
seu
dia
de descanço.
Seria
mais
facil
achar
um povo
sem
lingua,
do
que
sem
festas.
E
não
cumpre
ter
em conta
a
vontade
de
Deus,
que exige
a
sua
parte
de
tempo
que
nos
concede?
«O
homem
deve
viver
cada dia; é
preciso
pois
que
trabalhe
cada
dia».
So-
phisiua
impiol
O
homem
seria profunda
mente
desgraçado,
e
deveria
desesperar
da
sua
sorte,
se
não ganhasse
em
seis
dias
para poder descançar no
sétimo.
O
que
tão
facil
era
a nossos
paes,
tornar
se-hia
a
nós
impossível?
Dir-se-ha
caso
que
a
civilisação
haja
retrogradado
de
uma
maneira
horrível?
Os
desenvolvimentos da
industria
lornar-se-hiam fatalmente
homi
cidas
?
O
ferro
e
o
carvão
não
seriam
feitos para
o
homem;
mas
sim
o
homem
para
o
ferro
e para
o
carvão!
A vida
moderna
se
resumiria
pois
n
’esla
excla
mação
brutal:
Um
homem
é
enterrado;
mas
um
tonel
de
ferro
no
commercio é lançado
!
Se
o tempo
não
basta
ao
homem para
ganhar
a
sua
vida,
é
isso evidentemenle
devido
a haver
elle
entrado
em
um
ca
minho.
de
que
convém
desvial-o
quanto
antes.
Este
caminho
é
o
alheismo
osten
tado
pelo
peccado
a
sangue-frio!
O
ho
mem,
regra
geral, nunca
bastará,
sem
Deus,
a
si
e
á sua
familia.
Se
não
pro
curar
primeiro
que
tudo
o
reino
de
Deus,
repelidas
vezes
sentirá
a
falta
do
neces
sário. Só
Deus
póde dar-lhe
o
pão
quo
tidiano.
Ha
sempre um
grande
lundo
de
verdade,
mesmo sob
a
lei evangélica do
solfrimento, no seguinte
oráculo
do
Rei
Propheta:
«Aquelles
qoe
bemdizem
o
Senhor,
«terão
a
terra
por
herança;
aquelles
que
<o
maldizem,
serão
dispersados.
Fui
joven
•e
envelheci.
Ora em
toda
a
minha
vida
«jámais
hei
visto
o justo
abandonar-o,
e
«seus
filhos
mendigando
o
pão».
A
mi
séria universal
e
o
pauperismo
inquieto
dos tempos
modernos
teem
a
sua
origem
única
e
necessária
no
esquecimento
de
Deus
1
Que
maior
aberração
que
excitar
o
ho
mem
a ganhar
dinheiro,
e
pensar tão
pouco
em
o
eusinar
a
economisal-o
?
Uma
das pragas dos
nossos
dias
—
e
lambem
isto é
ura
peccado
a
sangue
frio
—
con
siste
em
dissipar
os proprios haveres
Aquillo
que
a
immensa
maioria
dos
ho-
®ens,
mesmo
honestos,
do
século
XIX,
Kasta
além
das
despezas
da
casa
e
da
familia,
é
verdadeiratnenle
espantoso.
Os
domingos
e
as
festas
os
enriqueceriam
rdativamente.
ao passo que a
prodigali
dade
e
a
satisfação
de
mil
necessidades
factícias
os
arruinam
e
os matam.
«Quem
trabalha
reza».
Sim;
reza
quem
trabalha
na
ordem
da
Divina
Providencia,
debaixo
da
dependencia
de
Deus.
Reza,
por
exemplo,
o
pae
infeliz,
a
quem
a
mulher
e
os
filhos
pedem
o
pão,
que
elle
não
tem,
e
que
trabalha
deplorando
a
fa
tal
necessidade,
que
o
domina.
Mas o que
trabalha
sem
necessidade,
es^e
não
reza,
blasphema
e
apostáta.
Notemos
porém
que
a
guarda
do
do
mingo,
sem
a
sanctificação
do domingo,
não
passará de um vão
palliativo,
que
não
conseguirá
suster
a
torrente
impetuosa,
que
ameaça
arrasar
tudo.
Na
Inglaterra
qmsi
ninguém
trabalha
ao
domingo;
porém
mais
de
sete
milhões
de
inglezes
não
põem
os
pés
no
templo,
nem
fazem
a
mais
breve oração.
Eis
aqui
porque
a
embria
guez,
a dissolução
dos
costumes
e
a
mi
séria
crescem
alli
n
’
uma proporção
terrí
vel.
Na
França
acontece
quasi
o
mesmo,
e
o pauperismo se
desenvolve
a
olhos
vis
tos,
e como
a
auctoridade civil
olvida
fatalmente
os
seus
deveres,
o
descanço
do
domingo
entre
a
classe
operaria
tende
cada vez mais
a
ser
substituído
pelo
re
pouso da segunda-feira; novo
crime
a
sangue-frio,
conspiração
naturalmente
inex
plicável contra
Deus,
contra
o
homem,
contra a
familia,
contra
a
sociedade,
con
tra
o
progresso;
flagello devastador,
que
começa
a
encher
de
terrores
a
industria
nacional.
Todo
o
mundo
conhece
o
mal;
mas
para
o
coujtaar seria
mester
ura
conjuncto
de
^ne^aV
desgraçadamente
impossíveis
de
torfOF
oebaixo
da
pressão de
uma
mi
noria
falladora
e
odienta
de
livres-pensa
dores.
Se
os
governos
não
podem
impôr
aos
particulares
o descanço
do
domingo,
deviam
pelo
menos
dar-lhes
um salutar
exemplo,
mandando
suspender
os
traba
lhos públicos
nos
dias
santificados.
E
’
po
rém
o
contrario
o
que
ahi
se observa;
e
d
’
esl’arte são
os
proprios
poderes
pú
blicos
os
que, transgredindo
sem
puiôr
os
preceitos
de
Deus, se
declaram
aber
tamente
atheus,
e
excitam
o
povo
ao
alheismo,
que
conduz
fatalmente
ao
so
cialismo
!
Quereis
vós
pois
conservar
a
fé,
o
mais
precioso de
todos
os
dons
—
dom
gratuito,
é
verdade,
mas
que
Deus
não
recusa
áquelles,
que
o
imploram?
Guar-
dae
e
santificae
o
domingo.
Não
o
dedi
queis
nem
ao
trabalho,
nem
ao
descanço
puramente
humano,
nem
ás
excursões
de
prazer,
ás
partidas
do
campo,
da
caça
etc.
Orae
com
o
coração
e
lambem
com
a
bocca.
Ouvi
a
santa
missa—
a
missa
da
vossa
parochia,
e
com
toda
a
vossa
familia,
se
quereis que
os
vossos
lilhos
herdem
a
vossa
fé.
Para
ser
verdadeiramente cliri-
stão
e
para
gerar christàos,
é mister
pri
meiro
que
tudo
ser
fiel
parochiano.
Lède, não romances,
mesmo
religiosos,
que
afagam
docemente
a
imaginação
sem
instruir e sem
tocar,
mas
livros
sérios,
que
esclareçam
a
inlelligencia,
enrique
çam
o espirito
e
aqueçam
o
coração.
Abstende-vos
da leitura
de
toda
e qual
quer
obra
impia
ou
immoral,
e
ainda
mais,
e
porqtie
a
sua acç.ão
diaria
é
profunda
mente
deléteria,
da
leitura
de jornaes,
que
não
sejam
francamente
christàos.
Dae
á
vossa
alma
o
seu
pão
transsub-
stancial; confessae-vos
e
commungae
nas
principaes
festas
do
anno.
Estes
preceitos
e
estes
conselhos
são
duros
para
a
natureza,
convenho
n’
isso;
mas
que
felicidade
que
elles
produzem!
Felizes os
que temem
o
Senhor
e
que
andam
pelos seus
caminhos! Vós come
reis
o
fructo
do
trabalha
das vossas mãos;
sereis felizes,
e
tudo
se
vos
tornará
em
bem.
Vossa
esposa
será na
vossa
casa
como
uma
vinha
fecunda;
vossos
filhos,
como
os
rebentos
rão
a
vossa
meza.
reinar
sobre
Israel
vossos
filhos.
da
oliveira,
circunda-
Vereis
a
celeste
paz
e sobre
os
filhos
dos
(Extrahido
da
magnifica
obra
do
abbade
Moigno
—Les
Splen-
deurs de la
Foi].
Antilvemario
natalício
«le
Henri
que
V.
Continúa
a
descripção do modo
como
por
toda
a
França foi
festejado o
dia
do
anniversario natalício
de Henrique
V.
NANTES
♦
A
Bretagne
e
a
Vandée
deviam
cele
brar, com
um
brilhantismo
particular,
o
anniversario natalício d
’
EI
Rei.
A
terra
dos
Bonchamps,
dos
Charet-
te,
dos
La
Rochejaquelen, da
Calhelineau
devia-se tornar distincta,
entre
todas,
pela
manifestação
da
sua
fé
realista;
e
soube
cumprir
o
seu
dever.
Que
festa!
Que
união
de
corações!
Que
alegria!
Que
doces
emoções!
Quinhentos
e cincoenta
realistas
se
reu
niram.
para
festejar
o anniversario
do
Se
nhor
Conde
de
Chambord,
e
a
commis-
são
teve
o sentimento
de
recusar
logar
a
muitos
por não
caberem
já
nas salas.
A
manifestação
realista
n
’este dia,
mo
strou
bem
o
sentimento popular
da
nossa
provincia;
mostrou
bem
que
somos
mais
fortes
do
que
suppunhamos.
As
salas
estavam elegantemente
orna
das
com
bandeiras
brancas
e
flores
de
liz,
e.
aqui
e
alli,
inscripções
extraídas
dos
manifestos d
’
EI-Rei
Reinava
a mais
perfeita
união
entre
todas
as
classes
da
socieda
le,
que
alli
se
achavam
representadas:
operários,
com-
merciantes,
advogados,
fidalgos,
burguezes,
todos
se suppunham
iguaes
no
dever
de
—saudar
o
Rei,
de
se
sacrificarem
por elle
e
pela
patria.
Na mesa
de
honra tomaram
logar
o
presidente
snr.
conde
Alexandre
de
Mon-
ti,
o
general
de Charette,
muitos
se
nadores,
deputados,
conselheiros geraes,
etc.
Distribuiram-se
photographias
do
Se
nhor
Conde
de
Chambord
aos centos,
assim
como
exemplares
de um
gracioso
soneto
feito
pelo
snr. Tribulel.
No
fim
do
banquete,
o snr.
conde
de
Monti
levantou
um
brinde
a
El-Rei,
com
um brilhantíssimo discurso,
sendo
frequen
tes
vezes
interrompido
por
calorosos
gritos
de:
—
Viva
o
liei!
Vna a
França!
Em
seguida,
o senhor
presidente
leu
á
assembleia o seguinte telegramma,
que
acabava
de
lhe
ser
enviado
em
nome
de
El-Rei:
Conde
Alexandre
de
Monti.
Dizei
aos
milhares
de
peregrinos
reu
nidos
em
Saint-Ann
d]Auray,
que
El-
Rei
está
no
meio
d
’
elles
tfelo
pensamento
e
pelo
coração.
Agradecei-lhèi,
com
a maior
effusão,
os
seus
votos,
o
seu
zetò e
a
sua
preserverança;
recommenda-lhes
união
e
concordia,
e
se
une
ás
suas
preces
a
Deus,
para
que
restitua á
França
com
a
sua
velha
monarchia,
no
interior,
a
prosperi
dade
e
felicidade,
no exterior, o
respeito
do
mundo.
C
onde
de
B
lacas
Este
novo
favor
do
Rei
foi saudado
com
as
mais
enthusiasticas
acclamações
e
com
os
gritos:—
Viva
o
Rei!
Viva
Hen
rique
V!
O general
Charette
exprimiu
em
phra-
ses
repassadas
de
sentimento
a
pena
d-
não
ler
combatido os
inimigos
da
Frane
ça,
á
frente do
seu
valente
regimento;
e
a
felicidade,
que n
’
este
momento
sentia
de
se
encontrar
no
meio
dos seus
bre
tões,
peneirados
da
mais
pura
fé
christã
e
monarchica.
Cada
phrase do heroico general era
interrompida
por
mil
gritos de
—Viva
o Rei!
Viva
Chatelle!
No
meio da
assembleia
levantou
se
uma
voz:
—
Viva
o primeiro
soldado
do
Papa,
o
primeiro soldado
do
Rei!
Um
vandeeano,
digno
a
todos
os res
peitos
de
representar
a
Vandée,
n
’esta
festa
bretã,
fez
o
seguinte
brinde:
—
«Se
nhores;
a
Vandée
agradece á
Bretagne
o
recebimento
lisongeiro
e
cordeal,
que
se
dignop
fazer
a
seus
filhos.
De
ha
muilo
que
a
Vandée e
a
Bre-
lagne
são
irmãs
pela
fidelidade,
pelo
amor
e
pela
dedicação.
Deixae
nos
dizer,
senhores;
a Vandée
julga-se
feliz
e
oigulhosa,
locando
o
seu
no
vosso
copo,
e
bebendo
á
saude
do
Rei.
Senhores;
A’
saude
de
S
ua
M
agestade
!
V
iva
o
R
ei
!
Depois
foi
lida
a
seguinte
mensagem:
Senhor!
Depois
de
lermos
ido
aos
nossos
san-
cluarios
previlegiados
orar
pela
nossa
ama
da
patria
e pela
vossa
Augusta
Pessoa,
quizemos
lambem
em
um
banquete
feste
jar
o
anniversario
do
vosso
nascimento;
festejar
este
dia,
em
que, ha
cincoenta
e
nove
annos,
toda
a
França
n
’
este
dia
Vos
saudava
com
o
nome:—
dado
por
D
eus
.
Então
ereis
o
Filho
do
Milagre,
can
tado
pelos
maiores
poetas;
hoje,
príncipe
completo,
sagrado
pelas
dôres
do
exilio,
nutrido,
pela
experiencia
e
pelo
estudo,
circumdado
de
lodos
os
respeitos.
Vós
nos
appareceis
destinado
pela
Providencia
a
levantar-nos
no
meio
das nações,
a
restituir-nos
a
nossa
antiga
fé,
as
nossas
mais caras liberdades, a nossa
prosperi
dade.
Depois
dos males
da
guerra.
Senhor,
e
das
tristezas
da
invasão,
cairam
sobre
nós
todas
as
desgraças:
o
espirito
revo
lucionário
dividiu
o
que
ainda
estava
uni
do; os
laços
de
familia
estalavam,
o
cre
dito
publico
foi
entregue
ás
mais
perigo
sas aventuras;
a
industria
soífre;
o
com
mercio
marítimo
está
ameaçado
de
pró
xima
ruina,
e
a
agricultura.
Senhor,
que
os
Vossos
avós tão
generosamenle
patro
cinavam,
vê
os
seus
mercados
nas mãos
do
estrangeiro.
O operário,
Senhor,
cuja
situação
oc-
eupa
tão
grande
lugar na
vossa
paternal
solicitude,
está
sem
trabalho.
Não
estaria
assim, se
a
revolução Vos não
detivesse
em longiquo
exilio,
pois
só
Vós
podeis
dar
remedio
a
esta
situação
cheia
de af-
llicção
e
perigos.
Ah! ao menos
deixando
a
terra
da
França,
deixaste
n
’
ella
ar
antiga
divisa
da
Vossa
Casa—
Esperança;
e
nós,
confiados
no
valor
d
’
essa
divisa
esperamos,
que,
ouvindo
os nossos
grilos—
Viva
o
Rei!
tuda
a
França
repelirá
brevetnenle
o grito
dos
nossos
paes
— Viva Deus!
Viva
o
Rei!
Então,
o snr.
barão
de
Onílroy
le
vantou
o
seguinte
brinde:
—
«A
’
s nobres,
leaes
e
fieis
povoações
de
Oeste,
da
Bre-
lagne
e
da
Vandée,
que, no meio
de
Io
das
as
revoluções,
leem
conservado
a
sua
fé
religiosa
e política e
saberão
conservai
a
sempre»
Por
toda
a
sala
repercutiu
o
echo
de
—
sim, sim;
sempre!
AIN
A Bresse
como
a
Bourgogne
sairam da
sua
immobilidade.
Em
Bourg,
leve
logar
um
banquete
similhanle
ao
de
Dijon,
onde
se
reuniram
muitos
realistas,
a maior
parle
operários,
que.
á
ultima
hora,
vieram
tomar
logar
nas
fileiras da
realeza,
para levantar
a
França
pela monarchia.
Tomou
a
presidência
o snr.
Alfredo
de
La
Bastie,
que
brindou
Ei-Rei
com
um brilhantíssimo discurso,
notando
a
dif-
ferença
que
o
partido
realista
tem
leito
nos
últimos
dez
annos.
Quem
póde.
dis
se
o
orador,
deixar
de
vêr
a
mão
de
Deus
nos
successos,
que
ha
dez
annos
se
precipitam?
Tenhamos
confiança!
Por
mais
forte que
seja a
tempesta
de,
bem
vemos
que
cada
vez estamos
mais
proxiraos
do
porto.
A
minha
fé
de
catholicu
e
de realista
não
me
deixa,
nem
por
um
momento,
duvidar
da
próxima
restauração da mo
narchia
nacional.
A
republica,
no
nosso
paiz, não se
póde
acclimalar
nem durar.
Tudo
annuncia
o
seu
proximo
fim.
O
orador
traçou
depois,
habilmente,
o
quadro
da
situação,
e
concluiu:
«A
França
não
póde
prescindir
de
um
governo
estável.
Quando
teve
a liberdade
do
voto,
no
meou uma
assemblea
realista.
Um
ho
mem,
que
enganou
todo
o
mundo,
para
satisfazer
a
sua
insaciável
ambição,
obstou
a
que
se
proclamasse
a
monarchia,
e
en
tregou este
pobre
paiz
a
um
partido,
que
o
leva
á
ruma.
Mas
como
Deus di
ige
os
aconteci- í
mentos!
Os
partidos
conservadores
reuniram-se,
ou
antes
—
fundiram-se
em
um
só.
Ja
não
ha
mais do
que
o
partido
na
cional,
que
augmenta
lodos
os
dias;
e
a
republica,
que.
ou
pela sut
cegueira,
ou
deixando-se
arrastar
pelas
sociedades
secre
tas,caminha rapidamente
para
a
sua
total
rui
na.
Esta nova
situação
nos
impõe
um de
ver,
a
que
não
podemos
faltar:
—esclare
cer
a
opinião
publica;
combater
o
erro
e
dizer
constanlemente
aos
nossos
concida
dãos,
qne
o
descendente
dos
reis de
França será
um dia
a
sua
salvação;
que
só
elle,
pelo
principio
que
representa, póde
fechar
a
era
das
revoluções;
proteger
e
ampliar
as
liberdades
publicas;
assegurar
a
paz
e
a
tranquillidade
indispensáveis
ao
desenvolvimento
da
prosperidade,
que
só
elle,
finalmente,
póde,
contraindo
sofidas
allianças,
restituir â
França
o
seu presti
gio e
grandeza.
Teem
combalido
a
monarchia
legiti
ma
sómcnte
com
uma palavra,
dizendo
que
ella
era
impossível;
e,
sem
racioci
nar,
acceitavamos isto
como
uma
verdade.
Ouvia
se
a
cada hora
fazer
o
elogio
da
real
za
e d
’
aquelle
que
tão
nobremente
a
representa;
mas.
acrescentando
sempre
—
é
pena
que
não
possa salvar.
Devemos
mostrar
que
isto
não
é
as
sim.
A
nossa
causa
é
a
de
todos
os ca-
tholicos;
a
de
todos
os
francezes
que
amam
o
seu
paiz;
a de
todos
aquelles
que
pen
sam
no
futuro
de
seus
filhos.
Nós
esperávamos
o
triumpho,
hoje
te
mos
a
certeza
d
’
elle.
Assim,
senhores;
unamo-nos
no
me
smo
sentimento,
fazendo
uma
saúde ao
Senhor Conde
de
Chambord,
á
prorapta
restauração
da
monarchia
nacional,
á
fa-
milia
dos
Bourbons
e
á França:
Viva
o
Rei!
»
O
snr.
Noel
Le
Mire,
veterano
da
imprensa,
dá
conta
de
um
banquete,
igual
a
este,
que
se
verificou
em
Lyon.
Oitenta
operários
da
Cruz
Vermelha
exprimiram
o
desejo
de
effectuar
este'
banquete.
Elle
hesitava,
porque
Ih
pa
reciam
poucos;
os
operários
insistiram,
dizendo,
que
o
seu
numero
duplicaria
quando
descessem
a
montanha,
e
cumpri
ram
a
palavra: apresentaram-se
cento
e
cincoenla,
promeltendo,
que. na
primeira
festa,
não
se
reuniriam
menos
de
dois
m
i
I
O
snr.
Vilkfranche
pronunciou
em se
guita
algumas
palavras:
«Filho
de
povo,
disse
elle,
bebo
á
saule
da
verdadeira democracia^
e
á
re
conciliação
com
os
seus
melhores
ami
gos.-
.
enho.es
;
bebendo
á
saude
do
Senhor
Conde
de
Clumbord,
bebemos
pela
feli
cidade
d
>
povo;
pela
volta da
pr.
speridad
■
e
paz
social.
Se
tivéssemos
a
ventura
de
termos
entre
nós
o
Filho
e
Ir
ordeiro
dos
mo-
aarchas,
que
fizeram
a
França,
nenhum
brinde
iria
mais
direito ao
seu
coração
paternal
e
real
que
aquelie
que
íizessemos
aos
operários
francezes».
(Continua)
GAZETILHA
A.
’
reJaeção
do
aComutercio
do
Minho».
Londres,
9
de
Outubro,
1879.
Mandei
honlem ao
Apostolo,
a
traduc-
ção
que, por
segunda
copia
envio
ao
Comrnercio
do
Minho;
e
que
os
leitores
confessarátn
merecer
mui
séria
attenção,
por
isso
mesmo
que
o
Times,
como
noto
nas
observações
que
apontei,
desejou
que
passasse
pouco
ou nada
atlendida.
Como
o
Correspondente
nota,
a
situa
ção
de Pio IX eto
19 de Setembro
ha
10
annos,
era bem differente
da
de
Leão XIII
aclualmente
já.
No
Times
de
3
do
corrente,
vem
uma
carta
do
seu
correspondente
de Roma,
com
data
de
23
de
Setembro,
e
epigra
phada
—
«Roma
no
fim
de
nove
annos»,
—
que
muito
merece
a
attenção
dos
leito
res Calholicos.
E’
notável
que,
sendo
de
23
de
setembro,
e
as
correspondências
de
Boma
recebendo
se
aqui
dentro
de
tres
dias,
a
dita
caria
só
apparecesse
dez dias
depois
que
fôra
escripta.
•
A explicação
do
phenomeno é
facil: —
Uma
carta
que apparcce
assim
na
4,a
pagina
do
Times,
onde
as
outras
tres
não
contêem senão
annuncios.
não
é
lida
por quasi
ninguém;
e
ao
Times,
parti
dário
sempre da Revolução
Italiana,
con
vinha
pouco
se
visse,
por
testemunho
de
seu
proprio
Correspondente,
como
boxa
na Cidade
Eterna
o
crédito
da
monar
chia
revolucionaria,
e
cresce
o
do Pon-
lilice
—
-não
falo
de
crédito
financeiro, e
amda
d
’
este,
não
creio
seia
melhor
o
do
Quirinal
que
o
do
Vaticano.
Eis
aqui a
Carta
em
questão,
qne
traduzirei
toda,
se
podér,
ou em
parle,
se
me
não che
gar
u
tempo:
—
«Roma,
23
de
Setembro.
«Alguns
dos
papéis
publicam
artigos
a
propósito
do
anniversario
da
brecha
da
Porta
Pia, intitulando
os:
—
«Nove
annos
depois»
—
apresentando
em
côres
talvez
um tanto
rosadas,
as
várias mudanças
que
ham
tido
logar na
condição
e
bem-
estar
da
cidade, desde
que
entrárain
os
Italianos.
Sam
grandes,
sem
duvida,
e
muito
falta ainda, muito
se
tem
feito
n
’
esse tempo;
mas,
se
a
repetida
chega
da
do
20
de
Setembro
naluralmente
sug-
gere
considerações
do
que
era
Roma
em
1870,
do
qne
ella é
etn
1879, e do
que
poderá vir a ser
em
1880,
aconte
cimentos
que
tem
occorrido
nos
últimos
poucos
dias,
os
dos últimos
tres
especial
mente.
mostram qne
outras
mudanças
de
notável caracter
também
têm
occoirido,
e
se
vam
tranquillamente
desenvolvendo.
«Em.
’9 de Setembro,
ha
nove
an
nos,
o
Soberano
Pontifice
achava
se
desola
do,
e
sentado
no
seu
gabinete,
cabisbai
xo
com a
cabeça
apoiada
nas
mãos;
não havia
para
elle
soccorro
de
parle
alguma.
Qual
era
n
’
aquelle
tempo
a
sua súpplica
é
bem
sabido,
e
no
dia
seguinte
tragou
até
ás
fezes
o
calix
d
’
amargura.
Fui
quasi
sub
mergido
nas
ágoas
da
afflição;
seu
domí
nio
temporal tinha
passado,
e
muitos
pen
savam
que
seu
poder
linha
desapparecido
para
sempre.
«Cada
20
de
Setembro
que
voltava
era
dia
de
abstinência
e
humilhação
no
Vaii
cano;
e
ao
passo
que
os
Italianos se
re-
gosijavatn, os servos
do
Papado
iam
çon-
doer-se
com o
Santo
Padre,
e prestar-
lhe
o
que parecia
serem
vãs
ass
gurações
de
fiuciidade.
tuas
tem
paà-àuO
ííòvc
an
nos
e
com
elles
tudo
isso
passou.
«O
Soberano
Pontífice
já
não
procu
ra
sympalhias,
e recebo
congratulações;
mas,
escolhendo
a
véspera
d’
aque
’
4e
dia
de lásti
-
a,
sentou
se,
no
Sábbado
ultimo,
em
solemne
Consistório, cercado
de
toda
a
pompa
e
appmto formal
do
Esta
lo
Ec-
clesiastico, e
levantou
seus
Embaixadores
nas Côr
les
de
França, d
’
Am-iria,
de Por
tugal
e
d'Hispanba
á
categoria
de
Prín
cipes
da
Igreja;
mandou
out
os
que
fos
sem
occupar
os
logares que
estes tinham,
e
homem
(segunda-feira)
celebrou
a
esplen
dida
ceremouia
de
colíocar
o
clnpéo
ver
melho
na
cabeça
de
quatro
de
seus
pró
prios
cardeaes,
e
de
um
creado
pelo
Papa
seu
predeces-or;
r-pelin
I
<.
ao
lazer
isto,
a
cada
um,
a
fórmula,
basuiite
signiti-
>
cativa era
lal
anniversario;
mau
'ando lhes
se
lembrassem,
que
a
sua
côr
havia
sido
prescrita
como
um symbolo
e
constante
advertência
a
elles,
de
que
deviam
em
todo tempo estar promptos
a
derramar
o
seu
sangue
em
defeusa
da
liberdade
ecclesiastica do
povo
christão.
«Nem
a
cereinonia
de
hontem
se
li
mitou
no
Vaticano.
Os
dois
Cardeaes
Austro
Húngaros
volvêram
á residência
do
seu
Embaixador
junto
<la
Santa Sé;
abri
ram
se as portas
do
Palacio
de
Vene
za
(
*
),
e
os
purpurados
receberam
em
ce
remonia
(Testado,
como se
fazia d
’antes,
os
cumprimentos
de
lodos
os
que
quizé-
ram
ir
congratulal-os.
(*)
O
magnifico
Palacio
e
residência
da
Embaixada
Austríaca,
o
mais
soberbo,
lai-
vez,
ein
Roma.
«Se
o
que acabo
de
referir
houvéra
sido tudo,
poderia
considerar-se
como sim
ples
mudança
de
láctica;
mas
uma
obser
vação
exacla dos aconlecinfenios
como
elles
se
seguiram,
mostra
que
Leão
XIII
não
assumiu
fronte
mais
ousa
ia
sem
sufficien
tes
fundamentos
para pensar
que
póde
mantel
a.
e
que
não obsuaute
ficar o
re
sultado
provável
um
tanto
a
traz
do
que
elle
desejaria,
vai,
comtudo firmemenle
ganhando
terreno.
«H
j
nove annos,
direi,
ha
quatro
an
nos
ainda,
os
padres
eram
repelidas
ve
zes
insultados
nas ruas; não
se
atreviam
a
sahir
á
noite
salvo
em
trajo
leigo,
e
toda
expressão
desusada
de
sentimento
re
bgioso
era
>ignal,
e
muitas
vezes provoca
ção
intencional,
para
demonstração
hostil.
|
!'uJo
isto
passou.
«No
dia
20 d
’abril
ultimo,
chama
Leão
|
.
XIII
o
Povo
Romano
a proleshr
contra
um
insulto
feito
á
Virgem,
indo
n
’
esse
dia
em
procissão
solemne
. ás
tres
gran
des
Basílicas.
Correspondeu o
Povo
em
dezenas
de
milhares,
e
nao
se
ouviu na
multidão
uma
só
voz
dissincienle.
..No
mez
passado,
o
Cardeal
Vigário,
vestido
em
plenas
vestes
p.mlilicaes,
loi
colíocar
a
pedra
fundamental
de uma
igre
ja
n
’ura
espaço
aberto do
Esquilino, em
presença
de
todos
os
que
quizéiam
alli
juntar-se;
e
notei
na
multidão,
que tres
quartas-partes
d
’
ella eram
compostas de
Liberaes, muitos
d
’eíles
fortes
antagonistas
do
poder
Papal,
e
Pedreiros
Livres
Italia
nos
de
alta
categoria
no
officicio
ou
ir
mandade, olhando
mui
tranquillamente
para
o
que
se
fazia.
«Ha
poucos
dias
o
Papa
excotnmun-
gon
publicamente
um Arcediago.por
pro
fessar opiniões
Liberaes,
e
o
que ain
da é iníiniiamente
mais
significativo,
um
mmistro
Protestante
Italiano
—homem
pes
soalmenle
merecedor
da estima
de todos,
—
foi, um dia
da
semana
passada,
impe-
seu
re
na
ca-
n-
——-|Vl, U m
'l'U
---
(--
dido
de
visitar
um
membro
jjlo
banho
que
se achava morib
ma; pondo se
toda
a
gente
ça
da parte
dos
clérigos
Calho
tinham
tomado
posse
da
casa
vontade
do
moribundo.
«Interpoz
lambera
a
policia
cloridade
por
parle
da
Igreja,
ergueu
uma
só
voz
contra
ella
ministros.
Os
papéis
clericaes
jubilosos,
e
o
Osservalore Romano
salíri-
cameule concluía
um
artigo sobre
o
ca
so, advertindo outros
ministros
Protestan
tes,
que
tivessem
cuidado
para
que
etn
outras
occasiões
semelhantes
lhes
não
acon
tecesse
peior
ainda.»
Eis
ahi
traduzida
exaclissimamenle
a
carta
inteira
no
Times;
por
seu conteu
do
se
poderá,
creio,
deprehender
a
razão
porque
o Times
assim
reservou
a
carta
para
matéria velha,
de
que
a
grande
maio
ria dos leitores
não
tomava
já
conheci
mento;
especialmente,
vindo
n
’
aquella
pa
gina,
para
a
qual
pouquíssimas
pessôas
olham.
Quanto
a
mim,
semelhante
Lcto,
e
vindo
de
semelhante
auctoridade,
que
não
permitle
duvidar se
da
sua
exactidão,
co-
j
meça
a
indicar
um
d
’
aquelles
milagres!
quietos
e
surdos
por onde
a
Providen-j
cia
Divina
sahe
sempre
acuuir
á
igreja,
c-etno
obra
Sua,
em
tempo
e
occasião
competente.
E
permiti-se
uma
observa
ção,
que
julgo
verdadeira,
e
é,
que no
Governo
Civil
de Roma
havia
antes
abu
sos
que
muito
precisavam
correcção;
e
que
a
bor.asca
revolucionaria
purificara
os
ares, emendando
esses
defeitos
—
que
havia
uo
Governo Temporal
do
Papa,
como
n
’oulros
Governos.
A.
II. SARAIVA.
{
Saraiva.)
Viajante illustre.—
No
dia
lo
pe-
las
2 horas
e
14
minutos da
tarde,
sa-
hni
d’
esta
cidade
para
Lisboa,
Monsenhor
Rebello
de
Menezes,
dhmde regressará
en
tre
breves
dias. Desejamos-lhe feliz
via
gem.
«Partido <lo
Povo».
—
Este
jornal
desesperadamente republicano, que se
pu
blicava
em Coimbra, vae
publicar-se
no
vamente
em Lisboa em dia
muito
proxi
mo.
Desejamos-lhe
muita
vida
e
boas
fi
nanças
e
lhe
pedimos,
que não
seja
tão
facil
em calumniar a Egreja
e
o
clero,
corno o
fez
na
sua
primeira
estancia.
Fazemos-lhe
este
pedido
em
nome
da
boa
criíica
e
da
muita
lealdade
com
que
devem
ser
tractados
assumptos
sérios.
Viyeginat»
quinto
anni'versario
ds» deílmiçfôo
dogMatiea
da
Samsia-
eiilnda
Coneeiçdo
—
Faz
no
dia
8
de
dezembro
proximo
futuro
23
annos, que
foi
definida
pela
Egreja
como
dogma
de
fé
a
Iminaculada
Conceição
de
-Maria
San
tíssima.
Por
um
tal motivo,
em
muitas
partes
do
mundo
calholico,
se
preparam
os
fieis
pira
ctlebrar
este
acontecimento,
com
a
j
pompa
e
explendor
que
lhe
são
devidos.
Portugal
que,
apesar
de
minado
pela
impiedade,
é
ainda o
reino da
Imrnacu-
lada,
e
esta
cidade
de
tradicções
Ião
glo
riosas
e
que tanto
deve
á
protecção
da
Virgem,
não
deixarão
de
rivalisar
em
zelo
com
os
catholicos
das
outras
nações,
para
darem’
á
virgem
esta
prova
do
seu
amor
filial e da
sua
ardente
fé.
Será,
pois, festejado
este
dia cotn
desusado
explen
lor
e
brilho,
e,
mais
do
que
isso,
com
confissões,
communhões
e
I
preces fervorosas,
como
o
sabem fazer
os
servos
fieis de
Maria
Santíssima.
E
’
esta
a
nossa
convicção profunda,
não
seremos
illudidos.
E
assim,
Maria
volverá
dosos
para as
desgraças
da
patria,
trabalhada fortemente
dissolventes,
e
abeirada
do
abysmo
pelos
proprios
que
deviam
sal
vai
a; e
as
nossas
preces,
recebendo
a
virtude
das Suas,
chegarão
ao
throno
do
Omnipotente,
e
0
moverão
a
embainhar
a
espada
da
sua
justiça,
prestes a
descarregar
o
golpe
so
bre
o
outr’ora seu
povo querido,
e
hoje...
hoje,
sim,
despresador
dos
seus
manda
mentos
e
adorador
do
egoismo.
dos
pra-
zeres e
do
ouro
=
*
Regina
sine
labe
origi-
nale
concepta,
o>a
pro
nobis.
contra aró?
Mesatutre.
—
De
Portalegre participam
o
seguinte
ao
«Progresso»:
«Tendo-se
notado
honlem
de
manhã.
e,
de
certo,
os olhos
pie-
nossa
cara
pelas
seitas
a
sua
au-
«lendo-se
notado
honlem
de
manha,
e
não
se
10,
no
seminário
diocesano
de
Portalegre,
.
t
estabeleci-
,
padre Antonio
Chambel
da
Rosa,
que
a
pouca
distancia
d
’elle
habitava
era
companhia apenas
d’
uma velha
criada;
e
extranhando-se que,
contra
o
hábitos
dos
inquilinos,
se
conservasse
a
habitação
por
tanto tempo
fechada,
começou
de
suspei
tar-se
a
existência
d
’algum
desastre.
Dada
parte
da
occorrencia
ás
auetori-
dades
policial
e
de
juizo,
procedeu-se
á
entrada
na
casa
da
residência
por
meio
d
’uma
escada
adaptada
á
janella,
encon
trando-se o
inquilino
sobre
o
leito
do
seu
quarto
em
um
completo
estada
apoplético,
e
no
quarto proximo, lambem Sobre
o
leno,
a
velha
criada
já
cadaver.
Encontraram-se
também
mortos
alguns
animaes
domésticos.
Averiguada
a
causa
que
teria
dado
origem
áquelle
lamentável
acontecimento,
facil foi
conhecer
que elle
havia
sido
motivado
pelo
acido
carbonico,
emanado
da
combustão
latente
e
casual
ou
seus
i
a
falta
do
professor
d
’aquelle
estavam
mento,
padre Antonio
Chamb
'd
’
uma
carga
de
carvão
que
se
achava
ar
rumada
no
pavimento inferior,
situado
mesmo
por
baixo
dos
quartos
dos
infe
lizes.
Aos
promptos
socc
>rros
prestados
pelo
habil
facultativo
João
Dias
da
Silva,
que
correra
ao local
do
desastre
para prestar
os
seus
serviços
médicos,
caso
que
d
’
el-
les
houvesse
necessidade,
se
deve
o
ter
o
moribundo
podido voltar
á
vida,
q
ue
prestes
estava
a
abandonal-o.
A
’
hora
em
que
escrevo
póde
dizer
se
que
o
snr.
padre
Chambel
da
Rocha
está
livre
de
perigo, posto que
não
se
saiba
ao certo
quies
os
estragos
que
n
’
eile
pro
duziria
o
envenenamento
pelo
oxido
de
carbone,
tão
funesto
a
vida
animal».
Conflict».
—
Segun
lo -parece,
surge
agora
um
confliclo
entre
a
Allemanha
e
o
Peiú,
porque
os
tribunaes
de
Lnna
declaram
boa
preza
um
vapor
ailemão
de»
dica
to,
segundo
a
sentença,
a
elfectuar
o
cont<abando,
de
objeclos
de
guerra.
Os
armadores
fizeram
em
Berlim
um
energico
protesto.
phenomeno.
—
Escreve
o
«Commer-
mercio
de
Penafiel»:
—A’
abundancia de
producção
vinícola
de
que
dêmos um
exem
plar
pouco
commum
em duas
vides
da
quinta
do
snr.
baráo
do Calvario,
no
ul
timo
numero
do
nosso
jornal,
temos
a
noticiar
aos
nossos
leitores
mais
outro
não
menos
phenomenal.
E
’
uma
outra
videira
d
’
um
só
tronco
com
1:619
cachos!
Esta
vide
excepcionalmente
productiva
pertence
á
quinta
do
snr.
barão
das La-
ges,
e
a
contagem
dos
cachos
foi
feita
solemnemente
perante
sete
teslimunhas.
Attestad»
—
Um
rapaz,
de
sejando
livrar-se
de
miliciano
pediu
ao
cirurgão
da terra
que
lhe
passasse um
attestado.
Eil-o:
«Bertolo
Angustio
Cirurgião
Cirúrgico
e
Freumaceutico
aprovado
pelio
Porto
Men-
dicato
e
pello
mesmo destinado
á
plicar
a
materea vaginosa,
essa
invenção
tão
util
á
Mortalidade,
que neste
piqueno
recinto
chamado
pellos Aslrologos
ilha
terceira,
foram,
vaginadas
setle mulheres
gravidas
por
mim
em
só
um dia, e
nenhuma
mor
reu
nem
leve
bexigas.
Allesto
que
o
suplicante
padesse
hurna
inconsequência,
por
isso
não
pode
servir
Sua
Rial
Mageslade.
—
Bertolo Angustio.
A
aítu
*
çiEo
«1«
E^uropa
—
-Guerra!
é
a
palavra
que anda
na
bocca
de
todos
os
políticos,
e
que,
desgraçada
mente,
den-
iro
em
pouco,
será
uma
realidade.
Ha
questões
pendentes,
ha
choques
de
inte
resses,
ha
rivalidades
de
nações,
que
fa
zem
prever
esse
proximo
futuro,
e
se
havemos
de acreditar
os
jornaes
estran
geiros,
que
hoje
recebemos, são
inevitá
veis
ires
guerras.
Jesus
amadoras
e
possuidoras de
jardins, que
te
nham
superabundância d
’arv.ores
de
adór-i
no,
arbustos,
camélias
ou
outras
quaesquer
plantas,
se
dignem
favorecer
com
rd
ias
,
o
mesmo
Sanctuario,
pira
mnbellçzar
este
tão
pdtore.si.o loe.d;
-lando
jiarte
ao
the-
soureiro
o
snr.
Macedo,
rua
do
dade
de Braga,
para
a Meza.
enviar
pes
soa
competente
que
do
sitio
que
lhe.
fôr
indicado
as
traga
com
o, necessário
rç-n
sguardo.
A
Meza,
esperand^ípuft.jfiíje.^w
Os periódicos allemães dizem
que
em
Berlim
ninguém
duvida de
que
a
França
provocará
uma
guerra
á
Allemanha,
e
que
assim os allemães
não
podem ser
considerados
agressores
por
tomarem
a
dianteira
aos
francezes.
Os
periódicos
russos
dizem,
sem
ro
deios.
qne
está
imminente
uma
guerra
da
Rússia
com
a
Inglaterra,
e
que
o
exercito
russo
da
Asia
central
deve desde
já
tomar
posições,
para
a
começar
por
aquelle lado.
O
que
escreveu
o coronel Hrymerlé
ácerca
das
relações
da
Áustria
com
a
Italia,
não
póde
esquecer,
e
porque
não
esqueceu
acabam
de
lhe
responder
o
ge-
neial
Mezzacapo
e
Garibaldi.
Promette,
pois, a
próxima
primavera
mais
cheirar
a
polvora
do
que
a
flores.
Bismark,
para
proseguir
em
seus
planos
nao
lhe
falta
á
a
força
no
parlamento,
poS póde
contar
com
202
votos
contra
1'21;
fazem
parte
da
maioria
92
catholi
cos.
Os
catholicos
estão
po
;
s
com
muita
mais
força
no
parlamento
do
que
tinham
na
sessão
passa
la:
e
snpposto
não
tenham
maioria,
teem comtudo numero
pira se
fizer respeitar.
Tanto
mais,
quanto
é
innegavel.
que
Bismark
não
está
tão
hostil á
Egreja
como
era;
diz-nos
o
telegrapho
que
elle,
faltando
acerca
do
Vaticano,
dissera:
En
tre o
Nn
possumus
e
as
leis
de
maio
ha
um abysrno
insondável;
mas
os abys-
mos
passam-se
cem
pontes,
e
as
eleições
do
Lanslrag
deitaram
os
alicerces’
de
estas.
Para
nós,
0
problema
a
resolver
é,
se-
3
Allemanha
fará
guerra
á
França
ou
á
republica
franceza
Antes
da
visita
de
Bismark a
Vienna,'não
achavamos
tanta
difliculdade
na
pruíieira
d’
estas
hypolheses.
Dir
nos
hão
lalvete
que
a
ultima
guerra
não
foi
á
republica
franceza,
mas
á
Fran
ça,
e
não
obstante
a Áustria
ticou
impas
sivel.
A
isto
póde
respónder-se
que
a
situação
da
França
e
até
a
da
Au
iria,
era
então
muito
diflerenle
da
de
hoje.
Em Vienm,
teve
logar
a
abertura do
parlamento; o
discurso
do Imperador
foi
como
costumam
ser
lodos
os
discursos
da
abertura do
parlamento;
o
Imperador
assegnn
u
que
estava
nas
melhores
rela
ções
com todo
o
mundo,
fingiu
até
que
se
esquecia
das
provocações
da
Ialia
i
r-
ridenta.
do
folheto
de
ILymerlé.
e
das
respostas
que já
teve
da
Italia,
de
Hum
berto
e
de
Garibaldi.
E
’
verdade qne
fadou
em
projectos
de
lei
para
augmentar
as
forças
do
exer
cito
austríaco,
mas
declarou
logo
que
era
no
interesse
da
poz.
A
diplomacia
ingleza
trabalha
acliva-
mente,
porque
se
vê
ao mesmo tempo
tnettiiia
entre
dois
fogos.
Os
jornaes
inglezes
faliam
de
vanta-
«
gens uitimam:
nte
obtidas
sobre
os
afghans,
tnas
que
significam
essas vantagens,
se
o
exercito
russo
tomar
posições? E
ainda
que as
não
tome,
nós
acreditamos
muito
pouco
nas vantagens
obtidas
pelos
ingle
zes, ou antes
no resultado
d
’essas
vanta
gens.
A
posição
e
o
caracler
dos
afghans
dizem-nos
que
os
inglezes
só
os domi
nariam,
se
occupassem
militarmente o
paiz.
mas podem
elles
fazel-o?
E
consentd-o-ia
a
Rússia?
E'
bem
clara
e
positiva
a
linguagem
dos
jornaes de S.
Petersburgo;
elles
jul
gam indispensável
a
guerra,
ainda
sem
esta
provocação
da
Inglaterra,
quanto
mais
se vissem
o
Afghanislan occupa lo
pelas
forças
britannicas.
O
outro
ponto,
que
incommoda
os
diplomatas
inglezes,
é
a
alliança
da
1’
rus
sia
com
a
Áustria.
O
ultimo
conselho
de
ministros
tratou
da
convocação
do
par
lamento,
e
allirma-se
que
aquelle
conse
lho
estava
ainda
mais
impressionado
pela
alliança
das
duas
potências,
do
que pela
altitude
ameaçadora
da
Rússia.
lai
é
em
globo o
estado
em
que
vemos
a
Europa, a
que
podíamos
ainda
acrescentar,
que
a
Hespanha
lambem
pro-
melte
dar
o
seu
contingente,
e
que
mais
fogosos
do
que
os
povos
do
norte,
os
nossos
visinhos
não teem
talvez pacien
cia
para
esperar
pela
primavera;
apezar
das
felicidades
em
que
nada
a
Hespanha,
segundo
nos alíirmam
algumas
pessoas
mercenárias,
e
os
jornaes
do
governo.
—
«
Esperança».
Mariyr
chrigtão.
—
Lê
se
no
«Jor
nal
da
Noite»:
«Segundo
noticias
de
Hu-
nan
(China),
foi
batbaramente
manyrisa-
do
por
ordem
dos tribunaes
ordinários
de
Shang-niughien,
aldeia
da
citada
pro
víncia,
um
chrislão,
chamado
João
Lien-
pen-kiaw.
i
Parece
que
os
habitantes
d
’aquelia
al
deia.
extremamente
hostis
ao
chrislianis-
mo,
o
accusara-m
de
praticar
artes dia-
'
bolicas.
Levado
o
rnartyr
de
que
falíamos
1
perante o
tribunal,
fui
despido
e
açoita
do.
para
declarar
que
os
christãos eram
os
causadores
de
todos
os
males
que so-
1
bre
elles pesavam,
e foi
intimado
ao
mesmo
tempo
para
qoe
renunciasse
a
sua fé.
Depois
de
soffrer
com heroica
resigna
ção
o
principio
de tão
cruel
martyrio,
foi
abandonado
pelos
verdugos,
emquanto
deliberavam ácerca da
sua
sórle.
O resultado
d’
essas
deliberações
foi
condemnarem-no
a
ser
queimado
vivo,'não
sem
lerem
insistido
primeiro
em
o
fazer
renegar
da
sua fé;
mas
tudo foi
embalde.
Nem
os
tormentos
soffridos
nem
o
desgraçado
fim
que
o
esperava
o
fizeram
recuar
um
passo na senda emprehendida,
decidido
cjjno eslava
a
derramar
o
seu
sangCÀlem
’
favor
da
religião
chrislã.
O
desventurado
João
foi atado a
um
poste,
e colloearam-lhe
sobre
os hombros
um
barril,
deixando
um pequeno
espaço
entre
o
seu
corpo
e
o
circulo
que
o
li
mitava;
depois
accenderam
uns
troncos
que
lhe
collocaram
á
altura
da
cinta,
o
que
produzia
a
natural
subida
do
fumo
pira
a
cabeça. O
resultado
d
’este
suppli-
cio
foi
o
desmaio da
victima
e
uma gran
de
liemorrhagia
pelos
olhos,
bocca,
ouvi
dos
e
nariz.
•
Assim
que
recuperou
os
sentidos,
col-
locar.im-no
sobre um
monte
de lenha,
untaram-lhe o
corpo
com
matérias
resi
nosas,
e
pozeram
fogo
á
lenha.
A victima
de
tão
inqualificável
acto
resou
emquanto
lhe
foi
possível,
oílerecendo
a
Deus
em voz
aba
o
sacrifício
da
sua
vida.
E
*
optuguez«N
faltecidos.
—
Desde
19
a
23
de
setembro,
fallecerain
no
Rio de
Janeiro,
os
seguintes súbditos
porlugue-
Z0S
I
Bernardo
Teixeira
de
Andrade
Macha
do,
33
annos,
solteiro;
Manoel
Joaquim
Baptista,
42
c.;
José
Hypolilo
Guimarães.
28
s.;
Antonio
Luiz
Fernandes
Guimarães,
42
s.;
Manuel
Fernandes
Jumor,
60
s.;
Maria
Ignez
Alhaide,
23
c.; João
José
de
Oliveira,
68
s.;
José
Moreira
da
Fonseca,
39;
Maximmo
dos
Santos,
23
s
;
Maria
Luiza, 59
c.;
José
Barbosa
Magalhães,
25
s.;
Eulalia
Carneiro
Vieira
Nunes,
32
s
;
Antonio
Manoel
de
Oliveira,
43
s.;
Anto
nio
José
Correia,
45
s.;
José
da
Costa
Oliveira
Jnnior,
19;
Joaquim
Anlon
o Al
ves
de
Brito,
38
s.;
José
Antonio
de
Al
meida
23
s.;
João
Maria
Vieira,
45
s.;
Maria
’de
Jesus,
32
s.;
Antonio
Rodri
gues do
Amaral Silva, 50
c.;
Manoel
Jmiz,
51
c.; Antonio
Rodrigues
Atilhmo,
59
c.;
Antonio
de
Pinho,
48
c.;
Joa-
S;i--a
Moreira,
31
c.;
Antonio
Macieira,
26
s.;
Paulino
José
45
c.;
Joaquina,
18
s.jfMíd
Novo,
36
s.;
Maria
Teixei
a,
35
c.
Jtfov®
S»iman»e8»
de
aeas»bpaaça<s
liara
tsso.
—
Um
elegante
volume
de
528
pagmas
compactas,
com
o
retracto
Francisco
quim
-ia
Fr-an
cisco
de
Castro,
noel
da
Gosta
gravado
em
aço
e
o
elogio
biographico
dç
dislincto
escriplor
José
Luciano
de
Gafstilho, por
Antonio
Xavier
Rodrigues
Cordeiro,
bacharel
formado
em
direito.
Este
annuariosinlio
litterario
entrou
no
30.°
anno
da
sua
publicação.
Sem
cousa
al
guma
perder
do
caracter, que
o
tem
tor
nado
por
assim dizer
popular,
e
a
que
deve
a
sua
já
longa
existência,
abre no
pre
sente
anno
uma
interessante
secção
de
quotidiana
utilidade
publica, qual
é
a
de
scripção
burocrática
de Portugal,
çom-
prehendendo
a
relação
de
todos
os
con
celhos
e comarcas
do
reino
e
ilhas,
com
o
respectivo
numero
de ireguezias
e
julga
dos
e
--população,
conforme
o
censo de
1877;
aã
divisões
judiciaria,
aduaneira,
militar,
tdegraphica
e outras,
incluída
a
relação
nominal
dos principaes
funcciona
rios
administrativos,
judiciários
e
políti
cos,
e a enumeração
das
principaes
cor
porações,
estabelecimentos
e
sociedades
de
Lisboa e
Porto,
e
seu
pessoal
superior,
a
saber:
advogados
e
solicitadores; conser
vatórias;
policia
civil;
camaras
municipaes;
postos
médicos
e
consultorios;
bancos
e
companhias
de segiiros;
hotéis
e
restaura-
les;
secretarias;
tribunaes,
etc. E
para
completar
quanto
possível
e
vulgarisar
o
conhecimento dos
serviços
do
estado,
o
Almanach
insere pela
prim
ira
vez,
inclu-
clusivè
em
publicações
d’
este
genero,
as
principaes tabedas
de
toJo
o
serviço
do
correio
e
condições
de
permutação
de cor
respondência.
a saber:
permutação
entre
os
correios
do
continente
do
Reino
e
ilhas;
Províncias
Ultramarinas;
Paizes
da
União
ás
de
las
do
Postal;
differeules
paizes,
por
intermed
o
dos
Estados
da
Umão
Postal
e
vias
re-
speenvas;
vales
internacionaes
e respecti-
va
tabella
de redueçáo
de
câmbios;
car
tas
registadas
com
declaração
de
valor.
O
âlíJÍQhEclíUJnté
m
também
as
costuma
das labellas
de
todas
as linhas ferreas
portitguezas;
tabella
de preços
e
distancias
principaes
cidades
da
Europa;
tabella
preços
dos
lugares
nos
theatros;
tabel-
dos
eclipses,
das
marés,
da
equação
tempo;
dos
signaes
de
incêndio,
etc.,
etc.
Além
dos
referidos melhoramentos
in
troduzidos
este
anno,
modificou
se
tam
bém
o
genero
da
cartonagem,
substituin
do
a
de
papel
pela
cartonagem
inteira
de
percaline,
muito mais
elegante,
solida
e
duradoura,
elevando
o
seu
custo
apenas
de vinte
reis;
sendo
portanto
os
preços
actuaes:
em
brochura 240
reis,
cartona
gem
inteira
de percaline
320 reis. Remel-
tido
pelo
correio
mais
23
reis
em
brochu
ra
e
30 reis
cartonado.
O
«Almanach
de lembranças»
é
o
li
vro
mais
barato
,que
se
publica
em
Por
tugal,
e
aquelle
que
porventura
offerece
melhor
pretexto
de
aprazível
convivência
litleraria
e
maior
somma
de
matérias
de
utilidade
publica.
Deposito
geral
em
Lisboa,
LIVRARIA
BERTRAND,
73,
Chiado,
73.
Moela Iiiustrada,
—
Pubicou-se
O
n.°
20
da
Moda
lUuslrada
corresponden
te
a
13
de
outubro.
O
guinte:
G
avaras:
Capa
de
costas)
—
Vestido
para
a cinco
annos (frente
vestuários
para
menina,
seis
desenhos
le
(frente
e
costas).
=
capas
e
palelots
para
inverno.
=
Enygma.
Supplementos:
Figurinos
de
modas,
co
loridos.=Folha
de
moldes.
Artigos:
Correio da
moda
=De
relan
ce.=A
’
sombra
dos
lilazes.
=
Uma
compa
nhia
incommoda (romance). =
Ca.'
leira
do
doutor.
—
Recommendações uteis.
-=
Mil
e
uma receilas.=Correspond:
ncia.
Assigna-se
na
Empreza
H>ras
Roman
Ucas,
rua
d
’Alalaya,
42, Lisboa.
summario
é
o
se
viagem
(frente
e
creança
de
quatro
e costas).
=
Sele
creança.=Penleado
para
=
Mantelete
elegan
Sete
modelos
de
A.s
alsuoM
caritativas.
—
Recom-
men
íamos
e
muito ás pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
7.
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de
doen
ça
incurável.
A
’
«aridade
publiea.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S. Miguel-o-Anjo, casa
n.°
4,
3
0
andar,
que se acha na
maior
n<>ces-
sidade
e
doente, vivendo só da
caridade
das
pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
>
s.,
aia->
ria
líabel”
AP.3ELLO
AOS CATHOLICOS
«A
Associação
de
jesus
,
maria
e
josé
,
erecta
na
cidade
do
Porto,
com
o
fim
de
abrir escolas
gratuitas
para
edu-
cação de meninos
pobres,
de ambos o
*
sexos,
vendo se
obrigada
a
deixar
o
edi"
ficio
onde
se
acham
funccionando,
en»
Villa
Nova
de
Gaya,
as
duas
escolas,
uma
de
meninos
e
outra de
meninas,
resolveu,
em
sessão
de
14
de
setembro
do
corrente
anno
de
1879,
mandar
construir
uma
casa
apta
para
receber as
duas
mencio
nadas
escolas.
Já
lhe
foi
dado,
para
este
fim,
terreno
por pessoa caritativa; mas
fallecem-lhe
meios pecuniários
para
levar
ao
cabo obra
tão
util
á
humanidade.
A
Associação
confia
muito
nos
senti
mentos
generosos
<los
snrs. associados
e
mais
pessoas
amantes
da
humanidade que
a
coadjuvarão
de
bom
grado
em
uma
empreza
que
tem por
fim
arrancar
da
ignorância
e do vicio
a
tantas
creanças
que,
sendo
bem educadas,
podem
vir
a
ser bons
cidadãos
e
prestar
relevantes
serviços
á sociedade».
A
subscripção
fica aberta
na
redacção
d
’este
jornal.
Os
abaixo
assignados
não
podendo
agra
decer
pessoalmente,
como
eia
o
seu
de
sejo,
a todas
as
pessoas
qne
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião do
falleci
mento
de
sua
extremosa
neta,
fiifii
e
ir
mã
O.
Maria Ameba
de
Carvalho
Noro-
meio,
proles-
seu
eterno
reconhecimento
Pena
13
de
outubro
de
de
Noronha
Borges
de
Noronha
ronho,
fazem-no
por
este
lando
a
todas
o
e
gratidão.
Ribeira
de
1879.
Izabel
Joaquina
Maria Joanna
Herm>nia
Candida
de
Carvalho
Noronha
Manoel
Vicente
Gonçalves
de Carvalho
José
Manoel
de
Carvalho
Noronha
João
José
de
Carvalho
Noronha.
(2663)
ANNUNCIOS
No
dia
23 do corrente,
pelas 10
ho
ras
da
manhã,
no Paço
do
Concelho,
hade
proceder-se
ao
sorteamento
e
extrac-
ção
do
contingente
para
o
recrutamento
militar
de
1879.
Braga
17
d
’
oolubro
de
1879.
O
escrivão
da
camara
A.
M.
Alves Costa.
ILmci)
Commercial
Je
LJraga
em
liquidação
São
chamados
todos
os credores por
pro
missórias
a
virem
receber
30
0
/° sobre
seus-
créditos,
principiando
o
pagamento
no
dia
22
do
corrente,
em
todos
os
dias
uteis,
desde
as
10
horas
da manhã
ás
2
da
tarde,
na
inlelligencia
de
que
não
comparecendo
desde
o
dia disignado
até.
ao
dia
8
do
futuro mez
de
novembro,
ficam
privados
do
vencimento
de juros
sobre
a
quantia
que
hoje lhes
cabe
em
rateio.
Braga
A
17 de
outubro
de
1879.
eommissão
liquidalaria
José
d
’
Araújo.
Francisco
Manoel
Duarte
Gója.
Manoel Antonio
da
S.
a
Pereira
Guimarães.
Antonio
José
Antunes
Reis.
Joà>
Luiz
Pipa.
M
za
do Real
Sanctuario
do
Bom
dn Monte
roga
a
todas
as
pessoas
Manoel
J
Rodrigues
de
Souto,
n.°
42-,
tfesla
ci-
«lido
será altendido. fica
desde
já agra
decendo
qualquer
offerla
que n
’
esle
gene
ro
lhe
fôr dada.
Em
nome
da
Meza
—
O
procurador
Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
CAMSIO
fjíjj/. LOTERIAS
Tem
distribuído esta
casa cerca
de
2.000:6004000 em
prémios
no
paiz
e
Brazil.
O
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonse
ca,
rua
do
Arsenal,
56
e
58,
com filial
no
Porto,
Feira
de S
Bento,
33,
34
e
35,
faz
sciente ao
respeitável
publico
que
tem
sempre
nos
seus
estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de bilhetes e
suas (irri
sões
das
loterias
portugueza e
hespanhoia.
Satisfaz
lodos
os
pedidos
das
provín
cias, ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com
prom-
ptidào
e
diminutas
commissões,
quer
se
ja
para
jogo particular
ou
para
negocio.
Mas terras
onde
não
tenha
ainda
corres
pondente
acceita
para
seu
agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que
dê
boas
re.'
•
rencias.
Os
vendedores
teem
boas
vanta
gens.
sendo
uma
d
’ellas
o
poderem
re
cambiar,
o
que
não
tenham
vendido,
até
á
vespera
do
sorteio.
E’
negocio
que
tem
tudo
a ganhar
e
nada
a
perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos e
telegrammas.
O
3.°
sorteio,
é
o
da
loteria
portu
gueza,
a
22
de
outubro.
O
prémio
grande
é
de
8:0004000
rs.
Os
preços
dos
bilhetes
e
fracções
d
’
es-
la
loteria
são
os
seguintes:
bilhetes intei
ros,
4$8OO;
meios,
24400;
quaitos,
14200,
■oitavos.
600;
fracções
de
520,
440,
330,
260,
220,
130,
110,
65,
55, 45
e
30
rs.
Os
pedidos
das
províncias
são
satisfei
tos
na
volta
do
correio.
Chamamos
a
atlenção
do
publico
para
um
ponto
importante.
As
fracções
da
nos
sa
firma, tem um
pertence
muito
mais
vantajoso
para
o jogador,
que
o
das
ca
sas
das
províncias. Por
exemplo:
em
uma
fraeção
da
nossa
firma
do preço
de
606
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário
da
lo
teria de
Madrid, toca-lhe
na sorte
grande
1:1004000
reis.
Em igual
fraeção,
com
qualquer
dos prémios
minimos
toca-lhe
44500
ou
34000
reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
de
loteria,
um
dos primeiros.
O
que
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico
e
em
especial
dos
que não
vivem
nas
duas
principaes
cidades.
Os
prémios
são
pagos
á
vista
das
competentes
listas.
Querendo,
os
possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas
localidades,
por
meio
de
remessas
de
letras ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Rece
be-se em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio,
valies,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier
aos
freguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca,
rua
do
Arsenal,
56,
58
e
60,
Lisboa,
ou Feira
de
S.
Bento,
33,
34
e
35,
Porto.
(2529)
EELLAS ARTES
Lições
de
Desenho,
Pintura,
Gravura,
Lithographia
e
Photographia,
pelo Cava
lheiro
de Salles.
Tira
retratos
a
oleo,
e
restaura as
pin
turas
antigas.
RUA
DO
ANJO,
15,
BRAGA.
(2664)
miIL i
OltIO l)E ClIlllitilA
£
1IEC1IAMCA
DENTAL
J.
M.
Pinheiro
CIRURGIÃO
DENTISTA
DA
ESCOLA
AMERICANA
Mudou
a
residência
da
rua
do
Campo
para
a
rua
dos
Chãos
n.°
39
—Braga.
(2645)
AI
a
UGA-SE
Uma boa
morada
de
casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo, n.°
20
e
20
A.
Está
encarregado
de
a
mostrar e
tra
tar
do
aluguel
o
snr.
Oliveira, aferidor,
morador
na
mesma rua
n.°
22,
(2547)
MMPTil
IMAI.I.IIH
BílllATISSIMO
TBATAMEMTO
O
ELIXIR
SAIIHAZIN
cura
as
gottas;
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
0
lumbago;
8
SLIIIS
SMMffl
cura
as
dôres
sciaticas;
0
ELIXIR
8ERRAZIM
cura U
enxaquecas.
ADOPTADO
POR
TODOS
HOSPITAES
FRANGEZES
PREMIADO
PELAS
ACADEMIAS
Deposito
no Porto—FERREIRA & IRMÃO
77—
RUA
DA
BANHARIA—79
3.
a
MORADA
ACIMA
DA
ESQUINA
DA
PONTE
NOVA
PREÇO
.......................
.
.
.
10000
REIS.
Dtsconfiar
das falsificações.
Rue de
1’Abbaye,
14
Contra a Apoplexia,
o
Cholera, Flatos, Desmayos, Indigestões,
Febre
amarella, ete.
Veja-se
o prospecto
que deve
envolver cada (rasco.
Exlja-se o rotulo branco e preto que devem levar
pegado, os
frascos
de
todos os tamanhos,
e a assignatura Inclusa :
Unico suocessor
dos Carmellteus
FARIS
AGUA
de
MELISSÁ
dos
Carmelitas
*
ALIGAM-SE
Os
altos da
casa da
rua do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
Deposito
no Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
i;a
de
sabugueiro,
legitima
do
Duuro,
por
ireços
commodos;
a quem
a
pretender,
dirija-se
á
mesma
casa.
(2646)
ARREIVDA-SE
~
Uma
casa de dois andares
com
pequeno
quintal
e
agua,
na
rua
tóá».
(
|e
g
Geraldo, n.°
20.
Trata-se
na
mesma rua
n.°
17.
(2623
HERANÇAS
E DIVIDAS
Compram-se direitos
e
acções
a
heran
ças
e
dividas;
ou liquidam-se
por conta
dos
interessados
abonando-se-lhe
as
des
pesas
sendo
necessário.
Braga—Rua
dos
Pelames
24
(2648)
Fabrica
a vapor
de
fundição
de ferro e metaes
Travessa
de
S.
João—
Braga.
N
’esta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de metal. O
proprietário
da
mesma não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento de industria
á altura
dê
poder
competir
em tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
pois
que
no
seu
estabelecimento se
fazem obras
de
lodos
os tamanhos
e
qualiJ
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra?
dos no Porto.
'Êí
N
’
esta
fabrica
fundem
-se
peças.
de
5:000
kilos e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas, avul
sas,
como
são:
buxas
para
eixos
de
carrua
cura
os
rheumatismos
chronicos;
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
pâra jardins,
bombas
de qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de novo
systema
para la
gares,
ferros para
alfaiates
e
chapelieiros
tapeies e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de todas
as grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de todos
os
tamanhos.
Além
d’
estas
obras,
que
ha
feito,
toma
encommendas
para
todas
que
possam
fazer-se
de
ferro,
aço ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
esle
genero
principalmenie
bombas
de poços.
O
proprietai-io
Antonio
Germano
Ferreirinba.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito augmentada
com novas
orações
e
devoções
indul-
.genciàdas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.3
Revm.
a
0
Snr.
1). Joáo
Chrysostomo
d'Arnorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
RjjjPvehde-se
em
Rraga.
na
typographia
'Lusitana,
’
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de Manoel
Malheiro,
rua do
Almada,
Porto,
e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço=160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração,
a
avultadissima despeza que
está
custan
do
0
fornecimento
de pannos e fios
para
0
curativo
de feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardes,
Cnixa penhorista Hraearense
na
Travessa
de
D.
Gualdim
d
’
esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a todos
os mutuários
que
ti-
verem
objectos
empenhados
na mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
ires
mezes
os venham
pagar
on
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
ííl
m
DO ALTO DOURO
DA
CASA
DE
VILLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO N.° 15
—
Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar-
afados:
Vinho
tinto
de meza. (sem
garrafa)
150
>
>
»
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
» de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a
.............................
360
»
»
velho.....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e Moscatel
a
500
»
Roncão
...........................................
700
>
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para meza 60
e
80,
0
quartilho
tinto, e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
o
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
||
Vende
papeis pinta-
jg
g
dos para guarnecer saltas, g.
$ lindíssimos
gostos,
a priíh- g
cipiar
em 80 reis a peçia.
W
Vende
olio,
tintas
e j
vernizes
para pinturas de $
casas, tudo de boa
quali-
dade.e
preços muito resu
midos.
T;
1
jg
Vende
cimento roma-
§
7}
no
para
vedar aguas, ges-
à*
®
so para estuques
de ca
*-
g
V) sas,4udo de primeira qua-
I
iidade.
|
Ceremoniat
segundo
o
rito
Romano
que
deve
observar-se
na
Tercia
e missa
conventual
cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar Bracarense.
Escripto
pelo
Presbylero
JOÃO
REBELLO CARDOSO
DE
MENEZES.
Vice-Reilor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário,
e
no
escriptorio
d
’este jornal.
Preço
..................................
120
rs.
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplisla da Silva
•
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
