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- conteúdo
-
S8.EEÍÍÍIOSA, ÍBS>I^IT KC A. E XOTICIOSX.
REDÀCTOBES—
D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
7."
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PUBLIGA.-SE
PUBLICAÇÕES
N.°
994
12
mezes,
com
estampilha.
.
2&000
Correspondências
partic. cada
linha
40
12
mezes,
sem
estampilha
.
U600
ÃS TERÇÃS, QUINTAS
E SABB4D0S.
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
3&600
Repetição
.
................................
10
Folha
avulso..........................
10
Assignantes,
20
p,
c.
d
’abatimento
expeímeute
Toda a correspondência deve
ser
remettida, franca de
porte,
á
administração
do jornal—O
«Commercio
do
Minho», rua No
va,
n.° 4.
OinTÀ-FÊlRA
9 D
OUTÇBRO DE
1879
A
Familia
<le
Bourbon.
Parecia
a
muitos
questão
de pouco
mais
ou menos a
suscitada
em França
por
alguns
periódicos
ácerca
da
herança
natural
dos
direitos
de
Henrique
V ao
throno
de
S.
Luiz;
porém
nem
é
esta
a
primeira
vez que
tal
questão
se
ventila,
nem
deixa de ler
uma
importância
que
não
podem
apreciar
os
que
ignoram
a ge
nealogia
d
’
esta
familia.
Definitivamente
é
innegavel
que
o
ramo
dos Orleans nem antes
nem
depois
da
sua
submissão
chegou a
enthusiasmar aos
ver
dadeiros
legitimislas
francezes.
E
porisso.
tomquanto
fosse
perdendo
o
apoio
dos
amigos
da
casa
de
Orleans,
muitos
legi
timistas
desejariam
buscar
por
outra
parte
um
herdeiro
de
Henrique V,
que,
além
do
apellido da
familia,
conservasse
as
tradicções politicas
e
a
gloriosa
significa
ção
da
bandeira
branca
Eis
porque
neste
sentido
se
fallára
n
’
ontro
tempo,
como
outra
vez
se
ha
fallado agora, de
D.
Carlos
de
Bourbon
e
de
seu
pae D.
João, que
são
na
rea
lidade
os
herdeiros
mais
directos
do
Snr.
Conde
de
Chambord,
supposta
caducidade
do
tractado
de
Ulrecht
pela força
das
circumstancias.
Por
supposto
que
estas
aspirações
d
’
alguns
legitimstas
francezes
não
passam
de
sonhos
nascidos
do
abor
recimento
que
professam
á
casa de
Or
leans,
os
quaes não
podem
chegar
a
ser
realidades,
nem
agora
nem
nunca,
por
orna
larga
serie
de razões
que
é
inútil
indicar
nesta
occasião:
só
que,
morto
o
Conde
de
Chambord
e
elevado
ao
throno
da
França,
por
exemplo,
o
Conde
de
Pa
ris,
resultaria
um
facto extranho,
a
sa-
ter:
que
o
chefe
da casa
de
Bourbon,
oem
era
Rei
de nenhuma
parle,
nem
po
deria
sequer
usar
do
titulo
de
infante
em
seu
proprio
paiz.
Porém
deixando isto
de
parle, que
nos
levaria
a
outra
ordem
de
ideias
relacio
nada
com
a questão
dynaslicã
d
’Hespa-
nlra, que
não
queremos
nem
podemos
tractar,
por
mais
que
a
isso nos
tenham
provocado
as
intemperanças
de
certo
cor
respondente
que
«EI Tiempo» tem por
esses
mundos
de Deus, notaremos que
a
herança
dos
direitos
do
Conde
de
Cham
bord. póde estar
hoje
resolvida
favora-
v
e
’
mente
para
os
Orleans,
para
evitar
Maiores
males,
e
conglobar
maior
numero
“
e
vontades
em
pró
da
monarchia
e
con
to
a
republica;
porém não
é de
tal
ma-
eeira
indiscutível
e
inalterável essa
solu-
*>
ao
que
em
um
momento
dado
se
não
Procurasse
outra
perfeitamente
accorde
com
a
genealogia
da
familia,
com
os
in-
lfresses
do
primeiro
ramo
e
com
a
ideia
Que ahrigam
os
legitimistas
desaffectos
ao
segundo.'
Sabemos
que
os
Orleans
descendem
Jl,n>
irmão
de
Luiz
XIV,
que, ao perder
0
seu
apellido,
adoplou
o
de
seu
titulo
P
a
ra
fundar
uma
nova
casa,
que
tanto
*
'ao
tristemenle
figurou
em seguida
na
'sloria
de
França.
Pois
bem:
emquanto
crver
quem
tenha
o
apellido de
Bourbon,
Parece
extranho
e
anomalo
que
um Or
leans
vá
occupar
o
posto
dos
herdeiros
directos
de
Luiz
XIV.
Ha
quem,
como
herdeiro
directo
de
Luiz
XIV,
lenha
o
apellido
de
Bourbon,
além
dos
Bourbons
d
’
Héspanha?
Indubitavelmente.
As
famí
lias
reaes de Nápoles e
Parma estão
ahi
com
mais
direitos
que os Orleans
para
sollicitar
a herança
de
Luiz
XIV:
e
ainda
que
lenha
de
respeilar-se
a significação
dos
primogénitos,
que
naturalmente
não
hão
de
regeilar
as
suas
legitimas
preten
sões
á
herança
de seus proprios
Estados,
ha
outros
príncipes
n’
essas
mesmas
famí
lias
que
por seu
parentesco
com
o
Snr.
Conde
de
Chambord,
e
por suas
relevan
tes
qualidades
pessoaes,
mereceriam
se
guramente
cingir
uma,
coroa,
ainda que
essa
coroa
seja
tão
brilhante
como
a
da
França.
Os
jovens
condes
de
Caserta
e
de
Bardi,
irmão
o
primeiro
do
rei
Francisco
de
Nápoles e o
segundo
do
duque
de
Parma
e
de
D.
Margarida
de
Bourbon,
não
occupariam
dignamente
o
logar
dos
Orleans?
O conde
de
Bardi,
especialmen
te,
criado
e educado,
como
seus irmãos,
por
Henrique
V.
de
quem
é
sobrinho
car
nal,
parece
mais
que
nenhum
outro ad-
quado
ao
fim que
muitos
legitimistas
fran
cezes se
propõem.
O
condç
de Bardi
mais
proximo
parente
do
Conde de
Chambord
que
os
Orleans,
é
por
seu
caracter,
por
suas
condições
rnoraes, pela
viveza
de
sua
imaginação
e
pela
amplitude
de
seu
animo
expansivo
e
generozo
tão francez
como
podéra
sei
o
um
neto
de
Luiz
XVIll.
Educado
á
franceza,
e vivendo
sempre á
feição da
sua
educação,
ninguém
dizia
que
elle
nasceu na
Italia, paiz
de
que
até
perdeu
a
accentuação.
O
seu
valor
tem-se
ostentado
em
di
versas
occasiões,
e
claramente
o
demon
stra
a
cruz
de
S.
Luiz
que
adorna
o
seu
peito,
e
que
é
a
unica,
que em
sua
vida
ha
concedido
o Conde
de
Chambord.
Nós
fomos
quasi
testimunhá
do
modo com
que
ganhou
essa
cruz
n’um
dia
de
sangrenta
memória,
e
do
enthusiasrno
que
desper
tou o
joven
heroe em
quantos
o viram
desafiar
o
diluvio
de
bailas
que
cruzavam
roçando a sua
cabeça,
emquanto
se
diri
gia
de
braços
cruzados
para o inimigo,
dizendo
aos
que
procuravam
subgeitãr
o
seu
temerário impeto: «Não
sabeis
que
me
chamo
Henrique
de
Bourbon?»
Pois
bem;
se
algum dia
os
Orleans,
esquecendo
os
seus
deveres
e
menospre-
sando
os
seus
compromissos,
voltarem
a
alliar
se
com
a
Revolução,
de
que
hão
sido
constantemente
padrinhos,
quando
não
chefes;
porque
os
legitimistas
france
zes,
d'accordo
com
o
Rei, não
haviam
de
proclamar
o
conde
de
Bardi,
herdeiro
da
coroa
de
França!
Éis
uma
solução
em
que
talvez não
hajam
pensado
nem
ainda
os
mesmos
príncipes
de
Orleans,
que
se
julgam
acaso
indispensáveis.
(Extr.
do
excellente
diário de
Madrid
La
Fé).
doente
no
Porto,
e sem
meios
para
se
tractar!
Este
respeitável
cavalheiro
vê-se
reduzido
a
tão
triste
estado,
por
que
sempre
sacrificou
todos
os
seus
haveres e
forças
na
propaganda
das
mais
sãs
doutrinas.
Alguns
amigos
do
snr.
Francis
co
Pereira
de
Azevedo,
fervoroso
apostolo
dos
verdadeiros
princípios
religiosos
e
sociaes,
abrem uma
sub-
scripção
em
seu
favor,
e pedem
o
concurso
de
todos
os
catholicos
para
suavisar
a
penúria
d
’
aquelle infeliz
quão
benemerito
cavalheiro.
Recebemos
do
nosso
illustrado
assi
gnante,
snr.
José
Leite Ribeiro
Freire,
de
Coimbra,
9$000
reis.
SUBSCRSPÇÃO.
Nunca
nos dirigimos com
mais
acerba
mágoa
aos
nossos
leitores,
como
ao escrevermos
estas linhas.
Como
por
vezes
temos
dicto,
o
snr.
Francisco
Pereira
d
’
Azevedo,
antigo
proprietário
e
redactor
do
«Direito»
e
d
’oulros
jornaes
calho-
licos,
e
aclualmente
da
«Propagan
da
Catholica»
e
«Libertador
das
Al
mas
do
Purgatório»,
acha-se muito
GAZETILHA
Bonatívo
—O
snr.
Luiz
do Amaral
Ferreira.
proprietário
d
’esta
cidade,
offe-
receu
á
Commissão
do
Sameiro
50$000
reis
para
serem
applicados
ás
obras
do
templo
em
construcção
n
’
aquelle
local.
São
sempre
dignas
de
se
registrarem
com
louvor
estas
acções.
mormente
quando
como
esta
são
destinadas
a
um
fim
tão
ineritorio.
E’
por
falta
de
meios que
as
obras
do
Sameiro
não
tem
tido
o
devido
desenvol
vimento.
Concorram
os
fieis
com
suas
esmolas,
e
brevemente
teremos
o
gosto
de
ver
eregido
n
’
aquelle
formoso
local
mais
um monumento
em
honra
de
Maria
Immaculada
e
mais
um
testemunho
da
nossa fé
e
piedade.
Rendimento
telegcaphieo.
—
A
estação
teiegraphica
d'esla
cidade
rendeu
no
mez
de
setembro
findo
a quantia
de
164$600
reis.
Kxoneraçfto.
—
-O
snr. Francisco
d’
A-
raujo,
aspirante
de
2.
a
classe
da
repar
tição
de
fazenda
de
Lisboa,
em
serviço
na
d
’esta cidade, foi
exonerado,
pelo
re
querer,
d
’
este
cargo.
Sorteio
—
No
sorlern
que no
domingo
teve
logar
na sala das
sessões da
camara,
para
a
substituição
de
3
dos
vereadores
effectivos
e
3
substitutos,
saíramos
se
guintes
cavalheiros:
João
Antunes
Machado
Moreira,
An
tonio
de
Faria
Figueiredo
e
Mattos.
Ma
noel
José
da
Rocha
Velloso.
Substitutos
—
João
Baplista
Lopes,
Do
mingos
Jose
Gomes, Antonio
de
Fana
Figueiredo e Mattos.
Este
era substituto
e
está
aclualmente
corno
effeclivo.
Outro.
—
Procedeu-se
lambem
ao
sor
teio
dos
vogaes
da
Junta
geral
que leem
de deixar de fazer parte da
mesma
no
fim
do
presente
bieunio.
O
resultado
foi
o
seguinte:
Barão
de
Pombeiro,
Rodrigo
de
Me
nezes
e
Alberto
Sampaio,
pelo concelho
de
Guimarães.
João
José Fernandes
d
’
Azevedo,
por
Espozende.
Manoel Alves
Ferreira,
por
Celorico
de
Basto.
Francisco
de
Moura Coutinho
d
’
Almei
da
d
’Eça
e
Joaqnipa
José
Marques
de
Abreu,
por
Famalicão.
Nicolau
Barata,
por
Braga.
José
Joaquim
de
Faria
Machado
e
Eduardo
Salazar,
por
Barcellos.
E
procedendo-se
em
seguida
ao
sor
teio
em
relação
a
Barcellos
e
Braga,
por,
n
’
estes
concelhos,
só
ler
caído
a
sorte
a
parte
dos
procuradores,
indicou
a mesma
sorte,
por
Barcellos.
os
procuradores
sub
stitutos
Antonio
Luiz
Pereira
Carneiro
e
José
Marcallino
Coelho
da
Silva,
e por
Braga o
procurador
substituto
João
Maria
de
Sousa
Machado.
Em vista
,d
’
este sorteio
tem
de pro-
ceder-se
em
Braga á
eleição
d
’
om
eHecti-
vo
e
d
’
um
substituto,
em
Guimarães
de
todos
os
effectivos
e
substitutos;
Famalicão
lambem
á
de
todos
os
effectivos
e
sub
stitutos;
em
Espozende
á
do
effeclivo e
substituto, por
ter
fallecido
o
effeclivo
e
caido
a
sorte
no
substituto,
e
finalmenle
em
Celorico
de Basto á do
effeclivo
e
substituto.
Jorna!
de
Viagens.
—
Recebemos
o
n.°
19
d
’este
bello
semanario.
dirigido
pelo
dis
‘
lincto
escriptor
Emygdio
d’
Oli-
veira.
Eis
o
seu
summario:
Texto:
—
Aventuras de
terra
e
mar:
O
vulcão
nos
gelos:
Aventuras
d
’
uma
expe
dição
scientilica
ao
polo
do
norte
—
As
grandes
caças:
A
caça
dos
elephantes
—
Historia
dos
piratas,
corsários
e
negrei
ros
—
Os
heroes
do
continente negro:
A
viagem
do
major
Serpa
Pinto
atravez
da
Afrtca
Austral
—
Viagens
ás
cidades
dos
mortos:
Pompeia—Viagens
celebres:
as
re
giões
polares
—
Pelas
regiões
longinquas:
O
domador
de
serpentes
e o caçador
de
pan-
theras.
Chronica:
—
Os
heroes do
continente
negro:
Serpa
Pinto—
Estatistica—Socieda
des
de
geographia
—
População
das
49
pro
vincias
de
Hespanha
—
Santiago —
Viagern
arriscada—Zanzibar
—
-Um
navio
restaurante.
llluslrações:—O
caçador
de
pantheras:
Enterrou-lhe
duas
vezes
a
faca
no
cora
ção
Historia
dos
piratas:
A
falaque
—
Viagens
ás
cidades
dos
mortos:
A
de
struição
de
Pompeia
—
Viagens
celebres:
Os
barcos,
transformados
em
traineis,
parlem
cada
um
para
seu
lado.
Pos«e.
—
Tomou
ante-bontem
posse
do
cargo
de lhesoureiro
pagador
d
’
esle
distri-
cto
o
exc.mo
snr.
dr.
José Brandão
Pe
reira.
A
nomeação
do snr.
dr.
José
Brandão
foi
muito
bem
recebida n’
esta
cidade,
on
de
s.
exc? gosa
de
grandes
sympathias
a
que
lhe
dão
direito
as
excellenles
qua
lidades
que
tanto o
distinguem.
Reiteramos
os
nossos
parabéns
a
este
cavalheiro.
Congelli»
de «listrieto.
—
Em sessão
de
25
de
setembro o
conselho
de
distri-
cto
tomou
entre
outras,
as
seguintes
re
soluções:
.Approvou
as
contas
seguintes:
Das Almas
e S.
Roque,
da
freguezia
de
Figueiredo,
concelho
de
Braga
de
1816-
1817
até 1876-1877.
De
S. Amaro,
da
freguezia
da
Sé
Pri
maz.
respeitantes
a
1844-1845
até
1878-
1879.
Do
Santíssimo
Sacramento,
da fregue
zia
de
LomaT,
concelho
de
Braga,
respei
tantes
a
1863-1865
até
1877-1878.
Do
collegio
da
Regeneração,
respeitan
tes
a
1878-1879.
Consultivos:—
Foi
o
concelho
de pare- f
cer
que
estavam
correntes
os
seguinléb
orçamentos
respeitantes
ao
anno
economi-
co
de
1879-1880:
<Hi
‘
>
No
concelho
de Braga,
do Santíssimo Sa-
cramento,
da
freguezia
de
S.
Pedro
d
’
E^te.
No
concelho
de
Cabeceiras
de''BâsTo
*
,
*
'
do
Santíssimo
Sacramento
da
frég^i-zia
de
Abbadim.
No
concelho
d
’
Espczende,
do
SafftíésimÓ
1
'
Sacramento,
da
freguezia
da
Apulia.
No
concelho
de
Guimarães, ffà Serthtí
!
-^
ra
da
Oliveira;
da
Senhora
do
Ilô^Flp/
1
da
freguezia
d
’
Abbação;
do
SantYèsrinòSã-
*
ciamento,
das
freguezias
de' Abbaçao
e
Moreira
de
Conegos.
,
"iio,
iiaiílio
loiiet
ura
vitiijG
ou
triiiví
fiboJ
sb êubyduiz
No
concelho
de
Lanhoso, da
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Garfe.
No
concelho de
Barcellos,
do
Santissi
mo Sacramento,
das
freguezias
de
Palmes,
e
Areias de
Vdlar,
SubMcripção
pura
o
Btir. Frwn-
eiaco
Pereira <!
’
Azeirtio,
ahería
e«n
casa
do
snr.
Tlannel
José
Viei
ra
da
Klociia.
Transporte
50$750
Um
anonymo,
D.
P.
C.
2$000
Um
dito
de
Braga
500
Um
dito
de
Braga
1$OoO
Padre
Antonio
Teixeira
Leite
4$500
Padre
José
Lopes
d
’
Araujo
Silva
500
Padre
Antonio
Luiz
Alves
Caídas l$000
Um
anonymo
R.
1$000
Um
dito,
B.
1^000
Um
dito.
F.
M.
500
Joaquim
Leal
lí-000
63^750
Braga
7
d’
oulubro
de
1879.
Manoel
José
Vieira
da
Rocha.
tt»reço
dos»
eereaes.
—
Na
terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo
....
..............................
740
Centeio.
.
.
•
...................................
5
40
Cevada.
.
.
.
...................................
520
Mdho alvo.
.
.
...................................
630
Milho
branco
.
...................................
480
Milho
amarello
.
...................................
460
Painço.
. .
.
...................................
500
Feijão
vermelho.
.....
800
»
branco
.
....................................
700
»
amarello.
....................................
540
»
rajado.
.
....................................
460
»
fradinho
.
....................................
460
Balatas.
.
.
.
....................................
480
Azeite
(almude).
...............................
60000
Atravez
da
provineíM.—
0
nume-
ro
de
exames
de
admissão
feitos
no
ly
ceu
nacional
de
Vianna, no
anno
lectivo
de 1878-1879,
foi
de
110,
sen
lo
104
do
sexo
masculino
e
6
do feminino.
Dos
primeiros
foram
6
approvados
com
dislinc-
ção,
78 simplesmente
e
20
addiados.
Das
segundas
foram
approvadas
5
com
distinc-
ção
e
1
simplesmente.
—0
preço
do
kilogramma
das carnes
nos
talhos
da
cidade
de
Vianna,
na
se
gunda
quinzena
do
mez
de
setembro
ul
timo,
foi
o
seguinte;
Carne
de
vacca
240
—carne
de
porco
320
—carne
de carneiro
60
reis.
—
O
contingente
da
contribuição
pre
dial
que
coube
ao
districto
de
Vianna
no
corrente
anno
foi
de
67:227^000, que a
commissão
executiva
da
junta
geral
distri
buiu
pela
fórma
seguinte
aos
differenles
concelhos:
Arcos do Valle
do
Vez
11:484^000
—
Caminha
3:000$000
—Coura
2:9il$000
—
Melgaço
4:2480000
—
Monção
6:0260000
—
Ponte
da
Barca
4:3710000
—Ponte
do
Li
ma
11:359$0O0
—Valença
4:6040000
—Vi
anna
do
Castello
16.4120000—Villa Nova
da
Cerveira
2:7820000=67:2270000.
—
Os
preços
dos
cereaes
no
ultimo
mercado
semanal
da
cidade
de
Guimarães
são
os
seguintes:
—(Duplo
decalilro)—trigo,
780
—
centeio,
700
—
milho
alvo,
720
—mi
lhão branco,
600
—
milhão
amarello,
560
—
painço,
500
—
feijão vermelho,
800
—
feijão
branco,
750
—feijão amarello,
600—feijão
rajado,
540
—
feijão fradinho, 540—
batatas,
400
—
azeite
(litro),
280
-vinho
(litro),
80.
—
Foi
presente
á
junta
consultiva
das
obras
publicas
o
projecto
da
ligação do
caminho
de
ferro do
Minho
com
o
de
Vigo
a
Orense,
e
bem
assim o
de
uma
ponte de dons
taboleiros
sobre
o
rio
Mi
nho.
—
Eis
um
processo
para
tirar
aos
quartos
pintados
de
novo,
o
cheiro
incommodo
que elles
teem.
Colloca-se
no meio
da
casa
um
foga
reiro
com
carvão accezo,
e
lança-se
nelle
dois
ou tres
punhados
de
zimbro.
As
portas
e
janellas
conservam-se
lilte-
ralmente
fechadas;
24
horas
depois,
o
mau
cheiro
está
completamenle
exlmcto.
O
fumo
do
zimbro
tem
a
vantagem de
não
deteriorar
nem
os
moveis,
nem
as
pinturas,
nem
as
tapeçarias.
E’
notável.—
Lè-se no
«Commercio
de Pena
fiel»:
«Duas
vides que
o snr.
barão do
Cal
vário
tem n
’
uma
ramada,
erguida
junto
das
casas
dos
caseiros,
ao
lado norte
da
quinta,
produziram
n
’este
anno,
tão
irre
gular
e
desfavorável
em
certas
partes
á
producção
vinicuía,
2:200
cachos,
uma
1:400
e
outra
800.
Estas
vides
são
de
qualidade vulgar
mente
chamada
«padeira»
Superabundân
cia
igual
dillicilmente
se
deparará
nos
vinhedos
de
toda
a província
do
Douro».
BellezaH
da
revolução
francesa
—
Como a
revolução
franceza
tem
tantos
admiradores,
e
como
os
seus
admiradores
se
não
cançam
de
fallar
dos
excessos
que
se
commettiam
no tempo
dos
reis
legítimos,
transcreveremos para
aqui
uma
parle
do
Inventario
da
Revolução Fran
ceza,
publicado
pelo
«Quotidienne».
Pessoas
victimas
da
revolução
Anno
de
1787.
Insurreição
con
tra o
imposto territorial
do
sello,
para cobrir
o
déficit
de
53
milhões,
qne deu
causa
á
convocação
dos
Estados
Ge-
raes,
pereceram
n
’ella
117
1788
Motim
de
Reveillon
87
1789
Contra
a
nobresa
em
Rennes
10
Estados
Geraes,
de
1
de
maio a
1
de
ou
tubro
de
1789
Indivíduos
assassinados
em
dif
ferentes
localidades
3:740
Assemblea
legislativa
de
outubro
de
1789
a
29
de setembro
de
1792
Desordem
do
dia
10
de agos
to,
assedio
das Tolherias,
mortandade
dos
suissos,
e
assassínios
commeltidos
nos
dias
2,
3,
4
e
5
de setem
bro
1:428
Nos
outros
dias
da
assemblea
legislativa
nos
differenles
pon
tos
da
França
8:044
Convenção
nacional,
desde
21
de setembro
de
1792 clé 28 de
outubro
de
1798
Assassínio
jurídico
do
Rei,
da
Rainha
de mad.
Izabel,
e
morte
do
Delíim.
As
proscripções,
fuzilamentos,
metralhados, cadafalsos
e
os
afogados
custaram
á
França
989:816
Nas
colonias
188.400
Francezes
mortos
nos
exerci-
tos
850:000
Na
lucta
civil
na
Vendée
202:000
Indivíduos
que
se
suicidaram
8:191
Mulheres
que
estando gravidas,
morreram
em
consequência
do
terror
ou
de
maus
tra
tos
3:402
Indivíduos
mortos
á
fome
20:090
Mortos
de
infecção
nas
cadeias
3:200
Peias'demolições
e
desabamen
tos
70
Doidos
por
causa
da
revolu
ção
1:550
Direclorio
desde
29
de
outubro
de
1795
até
10
de
novembro
de
\799
Pereceram
nos
exercites, na
lialia,
Aílemanha,
Suissa,
Egypto
e
Vendée
747:802
Fuzilados
e
decapitados
54
Consulado
e reinado
de
Bonaparle
A
conscripção
forneceu
a
Bo-
naparte
seis
milhões
de
ho
mens,
dos
quaes
pereceram
cinco
milhões
e meio
5.500:000
Total.
. . .
8.564:947
O
numero
dos
emigrados
subiu a 125:799.
Palacios
e casas
de
solar incendiadas
240.
São
incalculáveis
os
outros
incêndios.
Em dinheiro custou
a
revolução
á Fran
ca.
16,390:988;729
francos.
Em moeda
portugueza
aproximadamente
7:376
milhões
de
cruzados.
Se
perguntarem
o
que a
revolução
deu
á
França,
responderemos
ainda
como
a
«Quotidienne»:
22:371
leis,
a
anarchia,
Bonaparle,
o despotismo,
o
assucar
de
beterraba,
os barcos chatos
e
a
comedia
dos Dois
Génios.
E
quantas
vidas
perderam
Portugal,
a
Hespanha,
a
Inglaterra,
a
italia,
a
Álle-
manha,
a
Rússia
e
o
Egypto?
Quantos
milhões
tem
ella
feito
gastar
a
cada
um
dos
paizes
da
Europa?
Que
estragos
não
tem
havido
desde
as
primei
ras capitaes do
mundo
até á
mais
humil
de
aldeia!!
E
todavia
não
falta
quem
dê
vivas á
revolução,
porque
não
falta
quem
tenha
ad
quirido
posição
e
fortuna
a
sombra
d
’
ella
e
servindo-se
d
’ella.
Paga
do
trabalho
intelleetual.
—
Traz
um jornal
americano
os
seguintes
dados
ácerca
dos
honorários
que
percebem
os
redactores
de
alguns
jornaes:
Os
redactores
do
artigo
político
do
«Times»,
de
Londres,
recebem
109:000
francos
por
anno
cada
um.
Na
America ha
alguns
jornaes que
teem
quasi
tanta
importância
como o
«Times»,
vas
a certas
especies
de
passaros
emi
grantes.
São
as seguintes:
Gallinholas—
Uma parle
é
sedentária-
passam
em
outubro
e
novembro,
fevereiro
e
março.
Narcejas
grandes
—
Passam
em
abril
e
agosto.
Ditas communs
ou pequenas
—
Uma
parte
faz
os
seus
ninhos;
passam
era
abril
e
junho.
Cegonhas
brancas
—
Uma
parte
faz os
seus ninhos;
passam
em abril e
julho.
Ditas
pretas
—
Passam
no
outomno.
Codornízes
—Chegam
em
abril
e
maio-
partem
em setembro.
Cucos
—
Chegam
em
abril; parlem
em
1
julho
e
agosto.
Engold-vento
—
Chegam
em
maio;
par-
tem
em
setembro.
Toutinegras
—Chegam
era
março
abril
e
maio; partem em agosto, setembro
e
outubro.
Andorinhas
de
caminhe
ou
de
caval-
lariça
—
Chegam em
março ou
abril;
partem
em
setembro
ou
outubro.
Ditas
de
janella
—Chegam
e
partem
mais
tarde
que as precedentes.
Poupas—Chegam
em
abril
e
maio;
partem
em
setembro
e
outubro.
Verdelbões—
Chegam
no
fim
de
abril
e
partem
em
agosto
e setembro.
Gaivões—
Chegam
no
íim
de
abri!
ou
maio
e
partem
em
agosto
Rouxinoes
communs
—
Chegam
em
mar
ço e
abril;
partem
em
setembro.
Ditos
de
muro
- Chegam
em março
e
abril;
partem
em
agosto
e
setembro.
Pintarrochos
—
Uma
parte
é
sedentária;
chegai»
em
março
e
parlem
em
outubro.
Rolas
—
Chegam
no
fim
de
março
ou
de
abril;
partem
em
setembro.
Torcicolos—
Chegaram
em
abril;
partem
em
setembro
e
outubro.
Pht-nonieno
geoEogieo.
—
Uma cor
respondência
da
ilha
de
S. Anlão
do
ar-
chipelago
de
Cabo
Verde,
dá
noticia
do
seguinte
phenomeno
geologico:
«Segundo
consta,
desabou
no sitio
de
Chachó,
(Ribeira
da
Torre), distante
la
kilometros
da
villa,
uma
alcantilada
mon
tanha.
que
encheu
de pânico
os
campó
nios
alli
residentes.
Pelas
informações
colhidas,
resulta
qne
antes
do
desabamento
da
rocha,
sentiu-se
um
choque
subterrano,
que
no
intervallo
de 5
minutos se
reproduziu, o
que
ser
viu
de
sobreaviso
aos
habitantes
d
’
aquelle
logarejo
para
abandonarem
as
suas
casas
e
se
retirarem
para
um outro
ponto,
que
os
pozesse
a coberto
do imminente
perigo,
que
os
ameaçava.
Medeando
poucas horas,
alluiu-se
a
rocha
d
’
alto
a
baixo,
deixando
entrever
lúcidas
chammas,
e
o
ar
ficou
impregna
do
d
’
um
cheiro sulphureo.
Uma
casa
ficou
soterrada
por
enormes
massas
da
montanha;
felizmenle
não
houve
victimas.
Teremos
o
principio
d
’algum
vulcão?
Não
podemos
afíirmar,
nem
confirmar
a
noticia, posto qne
seja
muito
natural,
por
que
o
povo
gosta sempre
de
misturar
o
sobrenatural
e
maravilhoso
em
suas
nar
rativas, reservamos
a ratificação d
’
esta
no
ticia
para
quando
tivermos
inteiro
conhe
cimento
do
objecto».
Seminário
do
Porto.
—
VeriflCOU-
se
no
domingo
ultimo,
5
do
corrente,
a
solemne
abertura
d
’
este
estabelecimento
de
educação ecclesiastica.
Seguindo
o
costume
dos
annos
prece
dentes,
por
volta
das
10
1 [2
horas
d»
manhã,
principiou
esta
sympathica
festivi
dade
lilteraria
pela
invocação
do
auxilio
de
Deus
na
egreja
do
Seminário.
Depois
de
Terlia entoada
pelos
aluin-
nos,
seguia-se
a
missa
votiva
do
Espi
rito
Santo
cantada
pelo reverendo
Luiz
Vianna,
director
espiritual
do
Seminário,
acolylado
pelos
seminaristas
Celestino
do
Silva
Ramalho
e
Antonio
Jorge
da
Costa
Amorim.
Terminada
a
missa, a
que
assistiu
o
Em.
mo
Snr. Cardeal-Bispo
da
diocese,
to
dos
os
seminaristas,
grande
numero
de
ecclesiasticos
da
cidade,
alguns
convidados
e
subido
numero
de
fieis, todos se
diri
giram
para
a
saia
em
que
devia
reahsar-
se
a
distribuição
dos prémios
aos
alu®-
nos
mais distinctos
pelo
seu
mérito
litte-
rario,
e
procedimento
moral,
civil
e
re
ligioso.
Com
effeito,
chegados
á
sala
convenien
temente
preparada
para
este
fim,
toman
do
a presidência o Em.
ino
Prelado, reci
tou
a
oração
de Sapientia o reverendo
José
Domingues
Mariz, Abbade
da
VicW-
ria
e professor
de
theologia
pastoral
e elo
quência
sagrada
no
Seminário.
S.
Exc.
a
discorreu
largamente
sobre
e cujos
honorários
são
aproximadamente
iguaes.
O
redactor
em
chefe
do
«Herold», de
Nova-York,
recebe
40:000
francos
por an
no;
o
do
«Tribuno»,
60:060;
o
do
«Sun»,
60:000;
o
do
«World»,
50:000;
e
na
maior
parle
das cidades mais
importantes,
os
di-
rectores
dos
principaes
jornaes
teem
30
a
50:000
francos.
Nunca
nenhum
jornalista
recebeu tão
grande honorário
como
que
o
«New
York
Herald»
dá
ao
litterato
Nordhoff,
notando-
se
que
elle
não
tem
obrigação
de
fazer
serviço,
podendo
escrever
apenas quando
queira.
Esse
ordenado
é
de
58
900 fran
cos.
Isto,
porém,
nada
é
em
vista
das
ex-
travagancias
de
alguns
outros.
James
Gor-
don
Bennel. editor proprietário
do
«New-
York
Herald», facilitou
ainda
ha
pouco a
Stanley
a
ousada
exploração
equatorial
que
elle
fez;
e
também
ha
pouco
ainda
equipou
dois
navios
a
vapor, de
exclusiva
proprieda
de
sua,
destinados a
explorar
as
regiões
arlicas.
Galcula-se
que
a
expedição
dos men
cionados
vapores custará
ao
snr.
Bennet,
cerca
de
300:000
dollars,
isto
é
1.500:000
francos.
Emigi-ação.
—
Continua
a
imprensa
da
Madeira
a
chamar
a
attenção
do
go
verno
para
o
incremento
que
vpe
toman
do
a emigração d
’
aquella
ilha
para
o
im
pério
do
Brazil, diz
o
«Diário
de
Noti
cias»,
perecendo
até
que
dentro
de pouco
tempo,
a
não
serem adoptadas
medidas
convenientes,
se
tornará
muito
sensível a
falta
de
braços
para
a agricultura
e
de
mais
trabalhos
necessários.
Consta
olíicialmenle
que,
no
trimestre
de
maio
a
agosto,
emigraram
da
Madeira
mais
de
mil colonos,
por
intervenção de
uma
agencia
de
engajadores
de
emigran
tes,
e
que
estes
infelizes
súbditos
portu-
guezes
se acham
no
Rio
de
Janeiro
na
maior
indigência.
E’
uma
atracção fatal,
irre-istivel,
cu
jas
funestas
consequências,
todos
os
dias
expostas,
não servem
de dique
á torrente
que
se precipita
n
’
este
golfão.
A
miséria,
a
doença,
a
anniquillação
das
forças
physicas e
do
ser
moral de 99
por
cento
dos
emigrantes
não
destroem
a
fatal
cegueira!
í
’<sj»»aífciçãn> da Alleznanlit», —
A
direcção
de estatística
da
Aílemanha
pu
blicou
um
extenso
trabalho
ácerca da po
pulação
do
império,
confórme
os
censos
elaborados
desde
1816.
O resultado d
’
este
estudo
é
muito
in
teressante,
porque a
vitalidade
e
o
des
envolvimento
de
um
povo esião
essen-
cialmenle
ligados
ao
incremento
da
sua
população.
Notou-se
em
França,
e
não
sem
mo
tivo,
como
facto
assustador, a tendencia
da
população
para
estacionar
ha
dez
an
nos,
ao
passo
que
o
extraordinário
incre
mento
da
população
na
Rússia
e
nos
Es-
tados-Unidos,
por
exemplo,
é de
grande
peso
para
a sua
importância
política
e
economica.
O
augmento
da população
na
Allema-
nha
não
parou
durante
um
longo
periodo,
excepto
os
annos
que se seguiram
ás
gran
des
guerras.
De
24.831:396
habitantes,
que
conta
va
a
Aílemanha
em
1816,
chegou;
se
gundo
o
censo
de
1875,
ao
numero
de
42.727:360,
o
que
dá
um
augmento
de
0
90
por
100,
termo
medio
aunual.
Este
calculo
estabelece-se para
a
Alle-
manha
inteira.
Quanto
aos estados
particulares,
obser
vam-se
entre elles' diíferenças
notáveis.
Assim,
ao
passo
que
na Prussia o
au-
gmento
annual
foi.
termo medio, Ale
1,03
por 100,
e
de
1,43
por
100
na
Saxonia,
só
foi
de
0,55
para
a
Baviera,
0,48
para
o
Wurtemberg, 0,06
para Baden
e 0,29
para
Alsacia-Lorena.
Fenso
para o
gmlo.
—
A
farinha
da
amêndoa
de
mendobi tem produzido
optimos
resultados.
Na
quinta-ensino
dis-
trictal
do
Porto,
o
director d
’ella, o
snr.
Le
Cocq,
diz-nos
que
essa
farinha,
pro
duzida
pela Companhia
União
Fabril
de
Lisboa, tem
dado em
resultado
que
as
vaccas
que
com
ella
se
arraçoam
produ
zem
optimo
leite,
augmentando
a
mantei
ga
de
modo
muito apreciável,
na
quali
dade.
E
não
é
só
para
as vaccas
que
a
fa
rinha
de mendobi
se
mostra
um
optimo
alimento.
Os cavallos,
os
bois,
os
porcos,
e
até as
aves
appetecem
muito
essa
fari
nha,
que
lhes
dá
uma
alimentação sabo
rosa
e
substancial.
Piissarog
emigrantes.—
O
Zoophilo
publica
algumas
indicações
geraes
relati
necessidade
e
vantagens
sociaes
do
ensino
(heologico,
emquanto
desenvolve
e
aper
feiçoa o
indivíduo,
considerando-o
ao
me
smo
tempo
como
ser
intelligente,
livre
e
social:
e
sua
oração,
uma
das
melhores
que
temos
ouvido
em
taes
occasiões.
deve
publicar-se
e
diffundir-se,
para
se
conhe
cer
quão
elevado
está
o
nivel
intellectoal
do
Clero
portuense.
Terminado este
discurso, usou
Sua
Eminência
da
pilavra
para
elogiar
o
ora
dor que
tão
bem
soubera
entreter
e pren
der
a
atlenção
do
numeroso
auditorio,
e
agradecer a
todo
o
professorado
o
serviço
prestado
á
instrucção
dos
alumnos,
bem
como
ao
reverendo
Vice-Reitor,
director
espiritual,
e
prefeitos
o
cuidado prestado
á
moralisação
dos seminaristas.
Sua
Eminência
referiu-se
á
offerta
feita
ao
Seminário
do
prémio
cio
Ca-deal
D.
Américo,
pela
primeira
vez distribuído
na
abertura
solemne
das
aulas,
e
louvou o
proceder
de
todos
os
alumnos,
premiados
e
não
premiados, pelo
muito
que
todos
se
esforçavam
pelo
cumprimento
de
todos
os
seus
deveres.
Depois de
Sua
Eminência
usar
da
palavra,
procedeu-se
a
distribuição
dos
prémios.
—
Palavra.
ssgificoSais
.—
Dizem
da
Ré
gua:
«Tem
corrido
propicio
o
tempo
á
pre
sente
colheita
vinícola,
melhorando
con
sideravelmente
a
uva
com
o
calor
inten
so
dos
últimos
dias.
Nos
areaes
marginaes
do rio
Douro
está
este
serviço
em
via
de
conclusão;
porém
nos
altos
ainda
se acha
bastante
demorado,
em
consequência
de se
haver
começado
mais
tarde.
Dizem-nos
que os
preços
se animaram
um
pouco
desde
segunda-feira
com
a
che
gada
a
estes
sitios
de
vários
comtnercian-
tes
inglezes.
Consta
que
se
hão
realisado algumas
transaeções
entre
reis
32^000 e
36$0íJ0.
Alguns
fabricantes
de aguardente
leem
recebido
dinheiro
adiantado
para
entrega
rem
breve
este
genero,
fejto
de
vinho
novo,
por
1155000
e 1290000
rs.
O
vinho
de
consumo,
de
anterior
no
vidade,
conserva
o
preço
de
350000
e
380000
rs.
Parece
que
vão
apparecendo preten
dentes
ás
geropigas
louras,
velhas,
das
quaes
se
mandam
extrair
amostras.
A
baga
de sabugueiro
tem
tido
pe
quena
sahida
para
fóra de
paiz,
conser
vando
porisso
o
preço
de
l$830
a
10900
reis»
Progresso
do
Cathalicistno.—
Es
crevem
de
Granganor
á
«Cruz»
de
Nova
Goa:
Depois
de
vencer um
mar
de
difficiil-
dades,
logrou
o prestante missionário rev.°
J.
P.
L.
Fonseca,
desilludir
a
grande
nu
mero
de indivíduos em
Christatur,
os
quaes
(mais
de
duzentas
famílias)
abjurando
o
scisma
mellusiano,
no
qual
tão aferrados
permaneceram,
reverteram
á
legitima
ju-
risdieção
do
padroado:
o
mesmo
fez
o
calhanar
Vallapil
Johaner,
da
freguezia
de
Parapur,
o
qual
desertando
do
seu
posto
de
vigário
porluguez
em
Colhecade,
tive
ra
a
infelicidade
de
se
bandear
pelo
intru
so
bispo.
Deus
permitia que
perseverem
no
seu
proposito.
—
Conseguiu
ainda
o
snr.
Fonseca,
re
generar
nas
agoas
Baplismaes,
no
dia
27
de
julho, um gentio
de 18 annos
de
edade,
impondo-lhe
o
nome
José.
—
Por
diligencias
do
rev.°
calhanar
José
Athanasio
Cultur,
algumas
outras rever
sões dos
seis
schismalicos
mellusianos,
tem
havido
estes
dias
em
Trincher
e
Arnatukase.
Aos
desvelos d
’
este
mesmo
missionário
é
devida
a conversão
ao
Ca-
tholicismo
do
snr.
Nilly,
protestante
que
occupa
um Iogar
importante
em
Trichor.
Fame
na
heisptanha.
—
São
assusta
doras
as noticias do
reino
visinho.
A
fome
bale
ás
portas
de
Madrid,
e
vae-se
alastrando
formidavelmente
por
to
da
a
Hespanha.
A
colheita
de
pão
foi alli
este
anno
muito
insignificantissima. e
em
geral
tão
msutliciente,
que,
bem
que
estejunos
ain
da,
por assim
dizer, na
epoca
das
colhei
tas,
já
em
Madrid
subiu
aquelle artigo
a
10 cuartos por
libra.
Vicloria das
armas
partnrjus-
na
quinta
parte
d»
nuinil».
—
As
ultimas
noticias
da
nossa
colonia
de
Timor
(Oceama) são
assaz
lisonjeiras:
a
victoria
das nossas
tropas
sobre
os
revol
tosos foi
completa, brilhantíssima.
A po
voação
de
Laclubar
e
os
mais
pontos
on
de
os
rebeldes se
refugiaram,
tudo
foi
in
teiramente
arrasado.
As
forças
portugue
sas
compunham-se
de
60
praças
de linha
com
tres
boccas de fogo,
140 moradores
de
Dilly
e
gentios d’
alguns
reinos
próxi
mos.
Assim
o
refere
um
collega.
O
pniz
doa zulus.
—
Um
despacho
oílicial
communicado
aos
periódicos
de
Londres
notifica
a
organisação
que
o go
verno
inglez
vae
dar
á
Zulandia.
Os
estados
de
Cettywaio
serão
divi
didos
em
tres
governos
confiados
a
che
fes
indígenas
e
sujeitos
á
vigilância
de
dois
funccionarios
inglezes sem
poder
ad
minislrativo.
O
despacho
dá
também
o
íexto
de
um
compromisso
que sir
Garnet Wol-
seley
fez firmar
aos
mencionados
chefes.
Supprime-se
o
systema
militar
dos
zulus,
proclama-se
a
liberdade
matrimonial
en
tre
os
soldados,
e
o
respeito
á
vida
hu
mana,
e
consignam-se
no
mesmo
docu
mento
outras
medidas
constitutivas
de um
verdadeiro
progresso,
cujos
fruetos
reco
lherá
dentro
em
pouco a população
da
Zulandia.
A’
s
almas
caritativas.
—
Recom-
mendamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria
José
da
Silva,
mo
radora na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
7.
Vive
em
extrema
penúria, e padece
de
doen
ça
incurável.
A
’
cavidade
publica.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques da Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3 0
andar,
que
se
acha
na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’ caridade
psiblica.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna Joaquina,
de 8
annos
de
idade,
que está
entrevada
ha
8
mezes.
Vive
em penúria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
CDTÍMAS
NOF1CXAS
Lisboa
7
—
Na
bolsa
venderam-se:
10
acções
do
Banco
de
Portugal
e
Brazil
a
450000
reis; 26
obrigações
da
companhia
das aguas
a
860000;
80
do
empréstimo
para
a
compra
de
navios
de
guerra
a
880900;
6
contos
em inscripções
a
51,30;
*500
escudos
de fundos
hespanhoes
a
14
62.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
16:438-5527.
Paris
4
—
Assegura-se
que a
Porta
re
solveu
notificar
ás
potências
a
sua
inten
ção
de
occupar
a
Rournelia
e
destituir
Aleko-Pachá.
A
imperatriz
da Russia
chega
a
Can-
nes
no
dia
9
do
corrente.
Foi
ordenado
ás auctoridades
que
recebam condignamente
a
esposa
do
czar.
Dizem
de
Berlim
que
o
imperador
Gui
lherme
empenha-se
na
reconciliação
dos
príncipes
Bismark
e Gortschakofl
Londres 4
—
Dizem
de Simla que
a
co-
lumna
do
cominando
do
general
Roberts
chegara
hontem
a
Zabidabad.
Os
inglezes
repelliram
no dia
2
os
ataques
das
tribus
dos Ghilzais
sobre as
cristãs
de
Shutar-
gardan.
Londres
5
—
0
«Standard»
publica
um
despacho
de
Peshawar,
dizendo
que as
tribus
das
montanhas
cercam
o
coronel
Gordon
em
Peiwar Kolal.
A posição
do
coronel
é
critica.
Foram-
lhe
enviados reforços.
AHUNC10S
O
Juiz
e
mezarios
da
devoção
de
Nosso
Senhor
das
AÍIlições,
que
se
venera
na
sua capelia
erecta
no
Iogar
da
Naia,
su
búrbios
d
’esia
cidade,
teem
destinado
fa
zer a
festa
á
mesma sagrada Imagem
no
dia
12
do
corrente
mez
de outubro,
havendo
de manhã
4
confessores
na
ca-
pella,
para todas
as
pessoas que
se
qui-
zerem
aproveitar,
e
missas
para
no
acto
d
’
ellas
ministrar a
Sagrada
Communhão
aos
fieis
para poderem
alcançar
as
indul
gências
concedidas
por
Sua
Exc a Revd.
nia
o
Snr.
Arcebispo
Primaz,
por
sua
vene
randa
Portaria
de
12
de
junho
de
1876,
que
são
10
dias
de
verdadeira indulgência,
a
todas
as
pessoas que
devida
mente
pre
paradas
rezarem
de joelhos
5
Padre-Nos-
sos
deante
da mesma
sagrada
Imagem.
No dia
11,
a banda de
musica
dos
«Artistas»
percorrerá as
ruas
da
cidade,
annunciando
a
festa, e
no
dia
12
pela
1
hora
da
tarde, depois
de
ler
também
percorrido
algumas
ruas,
se
dirigirá
ao
dito
local
da
Naia,
onde tocará
escolhi
das
peças para
entreter
o
publico
no
ar
raial
antes
e
depois
do
sermão,
havendo
lambem
leilão
de
prendas.
Os
mesmos
devotos
teem
mandado
di
zer
peias
almas
de
todos
os bemfeitores
vivos
e
defuntos
que
tem
concorrido
com
suas
esmolas
e
serviços
para
as
obras
da capelia e
augmenlo d
’
aquella
devoção,
no
espaço
de
16
annos
até
o
fim
do
anno
de
1875=192
missas
celebradas
pelo
revd.
0
reitor da
freguezia
de
Ferreiros,
e
pelo
seu
antecessor
e
outros
padres;
e
depois
de
construída
a
capelia
e
ter-se obtido
do Exc.mo
e
Revd.
mu
Snr.
Arcebispo,
Pro
visão
para
na
mesma
se
poder
celebrar
missa
e
todos
mais
actos
do
culto
di
vino,
em
21
de janeiro
de
1876,
tem-se
celebrado
já
na
mesma
153 missas
pela
mesma
tenção,
isto
aos
domingos
e
dias
santos,
que
todas
perfazem
a
-totalidade
de
345,
e
n’este anno
mais
64,
que
to
das
perfazem
o n.°
de
409.
(2653)
EDITAL
A Camara Municipal
do
Concelho de
Braga
Faz saber,
que
desde
o
dia
9
do
corrente
mez
estará
aberto o cofre
Mu
nicipal
d
’
este
Concelho,
por
trinta
dias
snccessivos (exceptuados
os
sanctificados),
desde
as
nove
horas
da
manhã
até
ás
duas
e
meia
da
tarde,
para
a
cobrança
voluntária
da contribuição
direcla
do
2.°
semestre
de
1879,
cujo
praso
findará
em
15
de
novembro
proximo
futuro indefecti-
velmente.
Os
que
não
satisfizerem
suas
colle-
cias
dentro
do
prazo
indicado,
ficam
su-
geitos
ás
mesmas
penas
estabelecidas
pa
ra
as.
da Fazenda Publica;
serão
relaxa
dos
administrativamenle, e
terão
de
pa
gar
mais
as
custas
da execução.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
se
mandou
afíixar
este
edital,
e ou
tros
do
mesmo theor,
em todas
as
pa-
rochias.
Braga
3
de
outubro
de 1879. E
eu
Antonio
Manoel Alves Costa, Escrivão
da
Camara
o
subscrevi.
O
presidente
Joaquim
José
Malheiro
da
Siha.
NOVO HORÁRIO.
O abaixo assignado
participa
ao
pu
blico
que
o
seu
carro
que
sae
de
Orís
para
Braga ás
5
horas
da
manhã,
e
que
volta
de
Braga
ás
3
da
tarde,
principia
a
sair
no
dia
10
do corrente
ás 5
horas
da
manhã,
chega
a
Braga
ás
9, volta
de
Braga ás
2
horas
da
tarde,
chega
a
Orís
ás
5.
Pico
de
Regalados
8
de outubro
de
1879.
(2652)
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
AOS
SNRS. PROFESSORES
No Collegio
Académico
de
N.
Senho
ra
de
Guadelupe,
abre-se
no
dia
20
de
outubro,
um curso destinado
aos snrs.
professores
que
desejarem
habilitar-se
com-
petenlemente
no
melhodo
de
leitura
do
snr.
dr.
João
de Deus.
Este curso
é
regido
pelo
director
do
collegio,
João José
Alves
d
’
Araujo.
'
(2654)
DESPEDIDA
O
abaixo
assignado,
tendo
de retirar-
se
para
o
Rio de
Janeiro
e
faltando-lhe
tempo
para
se
despedir
de
seus amigos,
o
faz
por
este
meio,
pedindo
a
todos o
desculpem
de
similhante
falta,
e
lhes
of-
ferece
o seu
limitado
préstimo
n
’
aquella
cidade.
(2655)
Guilherme
Baplista
Lopes.
Na
rua
do
Campo
n.°
22
vende-se
ba
ga
de
sabugueiro,
legitima
do
Douro,
por
preços
commodos;
a
quem a
pretender,
dirija-se
á
mesma
casa.
(2640)
XABREGAS
Rapé
Meio
grosso,
botes
de
250
gr. 400
Rapé
Cruz
Malta
»
»
» »
450
Rapé
Secco
»
»
»
»
600
LEALDADE
Rapé
Rapé
Rapé
Rapé
Rapé
Meio
grosso,
botes
»
»
1
a
»
Cruz
Malta
»
Secco
»
Vinagrinbo
»
de
250
gr.
300
»
» »
350
»
»
»
350
»
»
» 300
» »
»
300
50—Rua do Carvalhal —50
BRAGA
■ (2647)
EOITAJL.
Pela
repartição
dislrictal
de
obras
publicas
de Braga
Faz-se
publico
que no
dia
15
do
cor
rente mez
se
arrematarão,
por
licitação
verbal,
em
hasta
publica,
treze
tarefas
para feitura
da
estrada
dislrictal
n °
6,
d
’
Amares
a
Refojos
de
Basto,
lanço
de
Cima
de
Villa
á Portella
da
Bage.
A
arrematação
terá
Iogar
pelas 12
ho
ras
da
manhã,
do
dia
supra
mencionado,
na administração
do
concelho
da
Povoa
de
Lanhozo,
e
as
peças
desenhadas
e
escriptas
do respectivo projecto,
podem
ser
vistas, desde as
9
horas
da manhã
até
ás
3
da
tarde, na
alludida
repartição.
Repartição
dislrictal
de
obras
publicas
de
Braga,
l.°
de outubro de
1879.
O
l.°
engenheiro,
Antonio
Plácido
de
Vasconcellos Peixoto.
(2643)
COHSULTOBIO.
CAMPO DE SANT ANNA
N.° 37
Manoel Joaquim Alves
Passos,
regres
sando
das
Caídas
do Gerez, reabriu o
seti
consultorio,
no
campo
de
SanUAnna,
onde
póde
ser
procurado
desde as 10
horas
até
ao
meio
dia,
para
consultas
medico-cirur-
gicas,
especialmente
para
doença d
’
olhos.
Braga
6
d
’
outubro
de
1879.
(2650)
DECLARAÇÃO.
O
abaixo
assignado,
declara
pelo
pre
sente
annuncio
que,
para
cortar
duvidas,
em
rasão
de
havei
em
nomes
igtiaes;
de hoje
para
o
futuro
assignar
s
*
-ha Antonio
Fer-
nandes
Lopes Cabanellas.
Braga
6
d
’
outuuro
de
1879.
Antonio
Fernades
Lopes Cabanellas. '
(2651)
Manoel Martins
Canellas,
acaba
de
mudar o
seu
armazém
nos
baixos
do
Tri
bunal
Judicial,
ao largo
de
S.
Agostinho,
para
o campo
da
Feira,
proximo
á
anti
ga
fabrica
de
sabão.
Espera, pois,
que
seus
numerosos
freguezes
continuarão
a
honral-o,
concorrendo
ao
seu
estabelecimento;
dan
do
assim uma prova
de
que
sabem
apre
ciar,
na
sua
devida
altura,
a
exceílencia
dos
vinhos
da
Bairrada,
tão
justamente
afamados
em
lofa
a parle
onde são
co
nhecidos.
Braga
30
de
setembro
de
1879.
(2646)
ARRESDA-flE
Uma
casa
de
dois
andares com
JíijifL pequeno
quintal
e
agua,
na
rua
ís
&
í
M
de
S.
Geraldo,
n.°
20.
Trata-se
na
mesma rua n.“
17.
(2523)
ACÇÕES
OO
BCíCO
S>E
VSEI.A
KEAI
j
.
Compram-se
3
na
rua
de
D.
Pedro
V
n.°
25.
(2644)
AI.LG
VSE
Uma
boa
morada
de casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo,
n.°
20
e
20
A.
Está
encarregado
de
a mostrar
e
tra
tar
do
aluguel
o snr. Oliveira,
aferidor,
morador
na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
£'■
CONSULTORA
DE
CIRURGIÃ
E
MECIIAMGA blNTÁL
J.
M. Pinheiro
CIRURGIÃO DENTISTA
DA
ESCOLA
AMERICANA
Mudou
a residência
da
rua
do
Campo
para
a
rua
dos
Chãos
n.°
39
—
Braga.
(2645)
(TRAPIJCÇÃO DE
PEDRO DOS REIS)
AVISO
VIUVA
GERMANO
JOAQUIH BARRETO
23, RUA
DO
SOUTO,
23
BKAGÃ
Faz
publico
que
todos
os
livros
adoptados
no
Lyceu,
d
’esta
cidade,
e
aulas
particulares
se
acham
á
ven
da
na
sua
acreditada
livraria.
Preços
do
Porto
com
abatimen
tos.
(2638)
HERANÇAS E DIVIDAS
Compram-se
direitos
e
acções
a
heran
ças
e
dividas;
ou
liquidam-se
por
conta
dos
interessados
abonando-se-lhe
as
des
pesas
sendo necessário.
Braga
—Rua
dos
Pelames
24
(2648)
As
mil e
umis
noit«-ia
parisienses,
é
um
dos
romances
mais
notáveis
da
moderna
lilterstura
franceza.
Attestam-o
as numerosas
edições.
E
’
a
vida
intima
do
grand-monde
e do
demi-
monde
de
Paris, que o
auctor
se
propoz
descrever
£
o que
conseguiu
com
toda
a
exactidão.
A
empreza da
Gollecção Pedro Corrêa
já
publicou
os
dois
primeiros
vo
lumes
d
’
esle
excellente
romance,
e
o terceiro,
que
é
ultimo,
está
prompto
em
15
dias.
Custo de toda a obra em Lisboa e Porto
600 reis
c nas províncias e ilhas 6G0 reis
As
mil
e
uma
noites
parisienses,
dividem-se
nas
seguintes
partes:
Sua
excellencia
o
diabo
—
O
thesouro
d
’
um
marido
—
Um
anjo
na
terra
—
D.
João
vencido—O senhor Paulo
e
a
menina
Vir
gínia
—
O
peccado
de Joanda
—A
resurrei-
ção
—
A
confissão <Je
Carolina
—
Por
uma
bofetada
uma punhalada —
As
corlezãs
—
Aventuras
de Joanna
de
Armeilac—A
vir
tude
da
menina
Rosina
— Vinganças
femi-
CAMPO
DE D. LUIZ
I N.° 9.
Novo sortimento
de vinho
do
Douro,
superior
qualidade,
sem
aguardente,
da
casa
do
bacharel
A.
J.
da
Silva
Cerquei-
ra.
vindo
directamente
pela
nova
via
fer-
rea;
sem
receio
de
fraude.
Preço
por
quartilho
60
reis.
(2619)
Caixa
penhorista
Bracarense na
Travessa
d®
B>. CvUAltfliiiA
dPesta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro sobrt
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados na
mesma
caixa
com
alrazo de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmenlada
com
novas
orações
e devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
a
Revm.
a
o
Snr.
B.
Joao Chrysostomo
d’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Rraga,
na
typngraphia
Lusitana,
rua Nova
n.°
4,
e nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço=!60
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avulladiísima
despeza
que
está
custan
do o fornecimento de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de feridas
no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de caridade
a
devoção de
seus concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia
G. Pereira
Remardes.
IXJEÍÇî
BRAGA.
Esta
maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é a
unica
que
não
causa
apertos
d
’ureíra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais
rebtldes como
muitas
pessoas
o
podem
attestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—Esquina
de
Santa
Cruz—40
Porto—
Cardoso
—
Praça
de
D.
Pedro—
113.
(2631)
|
Brochada ....
200000
reis
fortes
Encadernada
. .
.
270000
»
»
Para
facilitar
a
aequisição
d
’esta tão
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignalura
em
Portugal
e
no
Brasil,
Cada
folha
de
16
paginas
a
duas
colum-
nas,
50'
rs.—
Cada
gravura primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições da
assignalura
:
—
A
assigna-
tura
póde fazerse
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
por
fascículos
de cinco
folhas
e uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e 1
gravura,
290
rs,.
CADA
VOLUME:
ninas—A
princeza
do
signal no
rosto—
Os
duellos
—
Mademoiselle
Radiante
—As cartas
perdidas
—
As
sextas
feiras
da
princeza
—
As
aventuras
amorosas
—
Veneza
—
Os
no-
ctambnlos
—
A
dama
dos
diamantes
—
Ma
demoiselle
de
Monville
—
Historias
parisien
ses
—Últimos
ainores
da
princeza—
O
ulti
mo
acto
do
drama.
I.
9
vol. br. orn. de
9 grav.
10870
,2.°
>
>
>
»
6
>
10665
■3.8
>
>
»
7
»
10605
4.°
>
»
>
»
5
>
10525
5.°
•
»
6
>
10615
6.°
>
>
»
6
>
10690
7.°
>
>
»
6
»
10640
8.°
»
>
» 6
»
10615
9.°
•
•
>
» 6
10565
10.°
>
>
>
6
>
10615
n.°
>
>
9
6
>
10610
12
0
>
»
>
» 6
>
10815
A
Collecção Pedro Corrêa,
que
é
a
publicação
mais
elegante
e
economica
que
se
tem
feito
em
Portugal,
pois
que cada
volume
de
240
a 320
paginas
de
oita
vo
francez, custa apenas
200
reis em
Lisboa
e Porto e 220 nas pro
vindas e
ilhas,
tem
já publicado os seguintes
romances,
traduzidos
por
AL
BERTO
PIMENTEL,
FERNANDES
COSTA,
GUIMARÃES
FONSECA,
PINHEIRO
CHAGAS,
XAVIER
DA
CUNHA,
etc.,
etc.
Guilherme
Kobb
— Os
dramas
de
Nov-York
1 vol.
Xavier de
Montépin
—
Os
elegantes
d
’
outro
tempo
1
s
Mery—Um
carnaval
de
Paris
1
>
A.
Dumas—
O
capitão Paulo
1
»
Molé-Gentilhomme
—
As
casteliãs
de
Nesle
1
»
Chardall—
Os
abutres de
Paris
2
»
Amadeu
Achard
—
Os
descendentes
de
Lovelace
2
»
Dumas
filho
—
A
Dama
das Camélias
1
»
Gondrecourl—
Os
cárceres
da Basti
lha
2
>
Condessa
Dash
—
Amor
criminoso
1
»
Julio
Sandeau
—
O
Doutor
Parreira
1
»
Lugenio
Chavette
—
Chiffarde,
a
pec-
cadora
2 »
PauloSauniére
—O
senhor de
Barba
Azul
2
»
Pierre Zaccone
—
O
homem
das
mul
tidões
.
*
1
»
X.
de
Montépin
—O
palacio dos phan-
tasmas
1
»
Charles
de
Bernard
—
As
azas
de
ícaro
I »
H.
Escolher—
O
manequim
1 »
Alexandre
Dumas—
A
ilha
do
fogo
1
»
F.
Soulié
—
O
casal
das
.gietas
3
»
Adolfo
Bclot
—Oartigo
47
1
»
Gonzales
&
Moleri—Os
sete
beijos
de
Buckingban
1
i
Theodoro
Guerrero—
Heroes
e
Mar-
tyres
.
1
vol.
Emílio
Gaboriau
—
O
desmoronar
do
império
3
»
Emilio Gaboriau—A caçada
aos
mi
lhões
1
»
Charles
Deslys
—
O
juramento
de
Ma
gdalena
I
»
Gustavo
Drouineau
—
Irmão
e
marido
1
»
Clemence Robert
—
O
poeta
da
rai
nha
I
»
Gondrecourt
—Brancos
prelos
e
mu-
1
>
latos
1
»
Emilio
Gaboriau
—
Os voluntários
de
92
1 »
Mery
—
Heva
1
»
Pierre
Zaccone
—
Os
prazeres do
rei
1
»
X.
de Montépin
—
Os
dramas
da
vida
1
»
Charles
Juliet
—As mulheres
infer-
naes.
1
»
E.
Enault
&
L.
Judieis—
O
homem
da
meia
noite
1
>
Xavier
de
Montépin—A
morta
viva
3 »
A
rsene
Houssaye
—
As mil
e
uma
noites
Parisienses
3
»
X®
PKBL»
Julio
Sandeau—
O
marquez
de La
Sei-
gliére,
traducção de Pinheiro Chagas
—1
volume.
13.°
K
ULTIMO,
ornado
de
6
gravu
ras,
brinde
a
lodos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
I a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será dis
tribuído depois de
completo
e
brochado a
lodos
os
assignantes que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume.
Os
assignantes
teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignalura póde
fazer
se
por
entregas,
fascículos,
e
por
volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier, pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao distribuidor no
acto
da
entrega a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:—A assignalu
ra póde
fazer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua importância
em
estampilhas,
valles do
correio ou
ordens,
na
certeza
que não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim
soccessivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas que angariarem
DEZ
AS-
S1GNATURAS
REA
USÁVEIS terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor
—
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA
;
me
BRAGA,
na livraria
Internacional
de
Eu
gênio Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Estes
romances vendem-se
em
Lisboa
e
Porto
a
200
reis
por
volume
e
serão en
viados
para
as
províncias e
ilhas
franco
de
porte,
a
quem
enviar
á
empreza
220
rs.
por
cada
volume.
Escriptorio
da
empreza
—
Collecçã»
Pedro
Corrêa
—
I5
ub
do
Curvallio,
19
Empreza
editora de Francisco Arlliur da
Silva—Lisboa.
BK1XBE
A
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTOMá
UIIVEaSÀL
POR
Cernir
Ca
catei
Desde
a
creação
do
mundo
até
1862
—con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMES10
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
2
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de
1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas e
latinas,
e
annolada
por
iVInnoel
Bernardes
Bronco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das
linguas
grega
e
latina, etc.
2.a
edição,
illuslrada
com
81 gravuras
primorosamente
executadas.
13
vôlnsitea
in-4.
0
gratad®.
O
editor
proprietário
d’
esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hen
lendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.°
volume para que
esta
2.
a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais
com
pleta,
resolveu
offerecer
aos
snrs.
assignan-
tes
que
o auxiliaram n’esta
empreza
e
áquel-
les
que de
hoje em diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
BítsÁBK
o
dteímo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e cin
co
capítulos,
seis
gravuras e
dois indices,
sendo o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
laclos
que
n
’
ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabelico,
con
tendo
os nomes
de todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
titu
leis
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio ao primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos acontecimentos
hisloricos occor-
ridos
desde
1851
até
1879, escriptos
em
hespanhol
por
D. Nemesio
Fernandes
Çues-
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber
nardes
Branco.
Fica
portanto completa
a
segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
cm
treze
volumes
in-4.° grande
e
custará:
Ersnciseo
Artliur da
Silva
—editor
72,
rua
dos
Douradores,
72—
LISBOA.
BA
CASA BE
VULS
j
A
F<FI
CA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—
Braga.
N
’
este armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar-
a
fados:
Vinho
tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
»
»
.
190
>
Lagrima
.
..............................
200
»
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
»
de
prova
secca.
300
»
Malvasia
de
2.
a
........................
360
»
»
velho................................
400
b
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
.......
700
»
Velho de 1854
.
. .
.
600
»
a
retalho
para
meza
60
e
80,
0
quartilho
tinto,
e
branco
120,
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
RESPONSÁVEL
—
Luiz Raptislíi da Silva
BRAGA,
TYPOGRÁPHIA
LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
