comerciominho_04101879_992.xml
- conteúdo
-
x
kí
^
íí
mosa
.,
pofitiíia
k
noticiosa
.
REDACTORES—D. Miguel Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.
7.°
ÁN'NO
/
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
I
12
mezes,
com
estampilha.
. .
2&000
I
12 mezes,
sem
estampilha
. .
1&600
I
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
j
Folha
avulso..........................
10
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS. QUINTAS E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição
.
10
Assignantes,
20
p,
c.
d
’
abatimento
N.°
992
Toda a
correspondência deve
ser
remettida,
franca de porte,
á
administração
do
jornal—O
«Gommercio
do Minho», rua No
va,
n.° 4.
»O-
ufix
SABB1D0 4 DOLTLBRO
DE 1879
HENRIQUE
V.
Henrique
Carlos
Fernando
Maria
de
Bourbon,
chefe
da
Casa
de
Bour
bon,
nasceu
a
29
de
setembro
de
1820. Poucos
mezes
antes
(a
14
de
fevereiro)
tinha
sido
assassinado
seu
pae o
duque
de
Berry,
e
poucos
annos
depois
do
seu
nascimento,
an
te
a
revolução
de 1830,
Henrique
de
Bourbon, com
seu
tio
o
Delfim
Luiz
Antonio
e
seu
avô
Carlos
X,
abandonava
o
território
francez.
A
desgraça
antecipou-se ao
nas
cimento
de
Henrique
V,
privando-o
do
pae
antes
do
mesmo;
menino
ainda,
presenciou
uma
revolução
que
o
condemnava
ao
ostracismo
por
largos
annos,
e
viu
a
mais
villã
das
usurpações
arrebatar-lhe
a
corôa que
só
a
elle pertencia,
e
viu-a
lambem
abusar
da
sua
facil
victoria, queren
do deshonrar
as
suas
victimas;
jo
ven,
cheio
de alentos,
amando
de
todo
o
coração
o
paiz
que
todo
de
via
aos
seus
antepassados,
cruéis
accidentes
deixaram
na
sua
formo
sa
natureza
sombras
indeleveis;
e
continuas
e
profundas
humilhações
de
sua patria querida,
porque
a usur
pação,
quando
não
é temeraria
e
tudo
compromette,
por um brilho
ephemero,
é
cobarde
e tudo
sacri
fica
a
um
egoismo
vergonhoso,
amar
guraram
os
mais
floridos
annos
da
sua
vida.
A
’
epoca
das humilhações da sua
patria,
que
o
envergonhavam,
suc-
cedeu
um
periodo
de
conflictos
e
de
luctas intestinas,
que
o
tinham
em
constante
angustia. A
França
n
’a-
quelle
tempo
voltava
quasi
unanime
os
olhof para
elle; porém
como
lhe
pediam
concessões
que
significavam
da
sua parte
a
abdicação do
seu
di
reito,
juntamente
com
a
dos
seus
princípios,
negou-se
.a
fazer
conces
são
alguma,
e,
forte
na
consciência
da
sua
missão, apartou-se
de
todas
as
luctas, e
antes
que
receber
a
co
rôa,
que
era
sua,
de
mãos
revolu
cionarias,
deixou
que
a
tomasse
o
homem
do
2
de
dezembro.
Então,
e
só
então,
por
mui
curto
tempo,
Henrique
V se
sentiu
satis
feito
em seu
amor
á
patria.
Repri
mida
apparentemente
a
anarchia,
que
abandonava
a
política
cobarde:
e
egoista
dt villã
e
cobarde
usur
pação
de
1870:
victoriosas
as
armas
’
franezas
em
uma
guerra
que
não
’
[era
injusta
nem
de invasão;
Henri-[
que
V
poude
crer que
outro
ho-
1
i
mem,
e
não
elle,
outra
raça
e
não ■
a
sua
nobre
raça,
era
chamada
a
'cerrar
na
França,
e
talvez
na
Euro-’
pa,
a
era
das
revoluções,
e
formou
em
seu
generoso
coração o
proposi-
to
de
sacrificar-se
pela
sua
patria,
obscurecendo-se
de
modo que,
ao
proclamar
sempre
o
seu
direito,
dei
xasse
ver
que
não
queria que
a
sua
patria
se
privasse
dos
serviços
da
nobilíssima
phalange,
que,
dentro
da
mesma
França,
só
a
elle
se
con
siderava
ligada.
Tão
bella
perspecliva
desappare-
ceu
‘
bem de pressa; bem
da
pressa
se
viu
que
o
homem
do
2
de
de
zembro,
ao
corôar-se,
recolhia toda
a
herança
de
seu
tio,
tinha
coroa
do
a
revolução
em
sua
fôrma
des
pótica
e invazora,
e
viu-se
igualmente
que
o herdeiro
do
homem
d
’
Auster-
litz
e
Jena
não
tinha
a
estatura
re
querida
nem
para levar
a
sua
gloria
e
os
seus
domínios
onde
seu
tio
os
levara,
nem
para
sustentar
o
que
o
azar
lhe
dera,
nem
para
reprimir
os
impetos
anarchicos
da
Revolu
ção.
Henrique
V
não
podia
equivo-,
car-se,
e não
se
equivocou.
Silen
cioso
por
alguns
annos,
ao
primeiro
passo
em
que o
homem
do 2 de
dezembro
deixou
conhecer
ao
mes
mo
tempo
a
sua
imperícia
militar
e
a
sua
imperícia
política,
e
o
seu
te
mor
indigno
ás
ameaças
pesssoaes
da
revolução
anarchica,
Henrique
V
assignalou
uma
a
uma
todos os
ca-
tastrophes
que
esses indignos
temo
res
deviam
trazer,
todos
os
desastres
que
iam
surgir
d
’essa
imprevidência
i
política,
todas
as
ignominias
que
de
essa
imperícia
militar
iam
resultar.
E
vieram
as ignominias, ainda maio
res
do
que
as
que
o
patriótico
pre-
sentimento dTIenrique
V
assignalára;
e
vie
ram
as
desgraças,
ainda
maiores
do
que
as
que
os mais
irreconciliáveis
inimigos
da
França
se
haviam
afigurado a
lodo
vôo
da
imaginação;
e
vieram
as
catastrophes
inauditas
que
deixaram
ver
reflectir-se
nas
agoas
enroxecidas
do
Sena
os
incêndios
de
Paris,
deanle
do
olhar
satisfeito d
’
um
invasor
aquartelado
nas
fortalezas
do
me
smo
Paris,
e
alojado
nas melhores
cida
des
da
França.
A
cada
um
d
’esses
golpes
da Provi
dencia,
que Henrique
V
assignalára,
pro
duzindo os
sorrisos
dos
que
nestes
tem
pos se
chamam
saõios,
a França
volvia
os
olhos
para
o
herdeiro
de
seus
antigos
Reis,
que
algumas
vezes
soflreram
desgra
ças,
porém
nunca
desastres; que
haviam
perdido ás
vezes
os seus
exercitos
e
a
sua
liberdade,
porém
nunca
a
sua
honra,
e
que,
entre
a
alternativa
das
suas
desgra
ças
e
revezes
e
de
seus
triumpbos
e
boa
fortuna,
alternativa
que
é
a
lei
da
vida
para
as
nações
como
para
os
indivíduos
constituíram
aquelle
formoso
reino,
cujos
limites
a
natureza
assignalou
nos
Alpes,
nos
Pyreneos
e
no
Rheno.
Tão
forte
foi
o
impulso,
que
os
re
presentantes
da
mesma
usurpação
de
1830
salvaram
a
fronteira
e
foram
reconhecer
Henrique
V
como
herdeiro
directo
de
S.
Luiz.
_
Tudo
estava
feito,
poréga
a
Revolução
não
se
deu
por vencida:
queria
ella
co
roar
Henrique
V,
porénj
queria que
elle
recebesse
a
coroa
das
suas
mãos,
e
outra
FOLHETIM
Modernamente,
as
provas
das
verdades
’
era
religião
demonstram-se
por
meio
de
processos
scienlificos.
O
sentimento as
idealidades, os affectos
movidos
rhelori-
caraenle,
passaram.
Veio
da
Allemanha o
exemplo,
a
aoalyse
miúda,
fria,
sem
en-l
thusiasmos
nem
grandes
apparatos
de re
gras
e
dogmas
estatuídos,
e
esteios
das
velhas
polemicas
desde
os primeiros im-
pugnadores da heresia
até
Lacordaire
e
Frayssinous.
A
Apologia
do
Chrislianis-
mo
de
Hellinger,
professor
lheologo
na
universidade
de
Wurzburg,
e
O
Popa
e
a
Liberdade,
do dominicano
Constant
são
as
mais
notáveis
obras
da
segunda meta
de
do
século
XIX,
pela elaboração
scien-
tifica
que
lhes
dá
uma
caraclerisação
par
ticular.
N’esta,
que
acabamos
de reler,
deparou-se-nos,
de
par
com
os mentos
de
eloquência,
os
quilates
superiores
da
verdade
que
brilha
de
per
si
sem
que
o
esmeril
do
estylo
pula
no
ouro
os
tersos
esplendores.
A
demonstração
é
uma
res
posta
victoriosa
aos
ataques
mais
rudes
que
tem
soffrido a Egreja,
symbolisada,
ás
vezes
iudiscrelainente,
nos seus
pon
titices.
Accusam-a de
adversaria
da
liber
dade.
O,
padre
Constant,
com
centenares
de
documentos,
demonstra que
a
moder
na
liberdade,
a
justa,
a
preciza, deriva
da
iniciativa
de
uns
pontífices,
e nenhuns
houve
que
a
engeitassem
de
filha
do
ca-
tholicismo.
A
Egreja,
com
raros intervallos
de
escuridades
e
cegueiras
humanas,
collo-j
cou
se
sempre
do
lado
dos
fracos
contrai
os
potentados.
Foi
ella
quem
ensinou
os
J
direitos
irmanados
com
os
deveres.
Da;
funda
noute
da
idade
media
os
clarões'
que
nos
chegam,
são
da
Egreja.
Ainda i
nas tristes memórias
pontifícias
do
século
X,
tão
caluinniadas pela exaggeração,
ha
paginas
que
podem
ser
inclusas
na
histo
ria
da
redempção dos
opprimidos, dos
servos
do
feudalismo.
Os
anathemas
de
esse
cyclo
são
fulminados,
quasi
sempre,
contra
os
tyrannos
Os
fracos
iam
buscar
amparo
no
Vaticano.
Em
Roma
ouvia-se
o gemer
dos
inermes
e
respondia-se
com
a
força
moral
aos
poderosos
que
lhe
en
viavam
a
ameaça
e
a
injuria,
por
que
os
pontífices,
em
nome
de
Jesus
rederaptor,
dardejavam
o
raio
da
excorainunhão
con
tra
os
déspotas.
Os
Papas
não
absorviam
a
omnipotên
cia
das
coisas
mundanas;
aceitavam
a
missão
de
árbitros
que,
umas
vezes, os
povos
e
outras
vezes
os
reis
lhes
delega
vam;
por
que
a
não
ser
em Roma,
onde
estaria
a
caridade,
a braudnra,
a scien-
cia,
o
lhesouro
das
consolações para
o
servo
e
das admoestações
para
o
senhor?
Gregorio
Vil,
tão
mal
comprehendido
pela
obcecação
de philosophos
pouco
es
clarecidos.
propugnou
tanto
pela
liberda
de
ecclesiastica
como pela civil: foi
elle
quem
traçou
os
limites
mais
profundos
entre
a
Egreja
e
o
Império,
entre
a ca
deira
de
S.
Pedro
e
o
throno
invasor
da
Áustria.
A
Egreja
conquistava
corações
de
desgraçados;
punha-lhes
ahi
o
germen
da
liberdade
pela
doutrinação
da
igualda
de
humana;
dizia
ao
escravo
que a
sua
servidão
eslava
ainda
debaixo
dos
olhos
piedosos
de
Jesus
Christo
agonisante
na
cruz.
Os
domínios
da
Roma libertadora
eram
as
reacções
que
a
prepotência
ia
encontrando,
de século para
secu'o,
na
rebellião
da
arraia
miúda,
protegida
pe
los
Papas.
Essas
reacções
chatnavam-se
a
Liberdade.
Depois,
a
civilisação,
o
pro
gredir
das
classes
que
a
Egreja
nivelara
hombro
a
hombro
da
lyrannia,
tornou
des
necessária
a
mediação
dos
Papas
na
vida
civil.
Elles
tinham
dado
quanto
podiam
para
a
liberdade
das almas
e
dos
pulsos. Ti
nham
cumprido
a
sua
missão,
bradando
aos
poderosos as
palavras
do
Levitico:
«Não conculqueis
os
fracos
com
a
vossa
força;
temei
o
Senhor.
—
Ne affligas
populum
per
puienliam,
sed
melado Deum
luum».
Aconteceu
depois
que a
Egreja
teve
de
enfrear
os
impetos
da
liberdade
indó
mita
contra
as
multidões
a
favor
dos
reis.
Era
ainda
a
arvore
sancta
da
liberdade
que
ella
hasteava
no
campo
onde
a li
cença
queria
devastar. Tinha
desarmado
os
déspotas
a
favor
dos
opprimidos;
ago
ra
retinha a foria das vinganças
sangui
nárias
protegendo
as
dynastias.
N’
éslas
luctas,
viveu
uma
vida
de
heroicos
sacri
fícios;
cabia-lhe
o
braço
em
que
pozera
a
balança
onde
pezava
as
iniquidades
dos
1
grandes
e
dos
pequenos.
Alguma
vez
te
r
ia
de arrepender-se
de
ser
fautora da li-
berdade;
mas a
sua
missão
era
consciente
e fatalmente
necessária.
Accusaram-na
mais
tarde
de
hostil
á
liberdade
quando
a
Egreja
contrariou a
dogmatisação da
heresia.
Confundiram
a
liberdade
do
pensamento
com
a
liberdade
de
deturpar
os
dogmas da
fé;
atguiram-
na
de nao
consentir
que
o
arbítrio
de
Lotheio
definisse
a
seu
bel-prazer o do
gma,
derruindo
o
edifício cimentado em
quinze
séculos
de
doutrina homogenea e
triumphante
dos
primitivos
heresiarchas.
Não havia
nada
comrnum
entre
a
liber
dade
que
os
pontífices
inauguraram
e
a
licença
de
anniquilar
o
pontificado.
Mas
a
inimiga
contumaz
da
Egreja
é
a
phi-
losophia
do
século,
a
filha
da
Reforma
que
hontem
trajava
uns
atavios
e
cha
mava-se
Voltaire;
hoje traja
outros
e
cha
ma-se
Conde;
ámanhã
virá
d
’
oatro
feitio
e
dirá
que
é
filha
de
Darwin.
Esta
é
que
é
a
contumacíssima adversaria dos
Papas
aos
quaes
irroga
a
censura
iniqua
de ini
migos
da
liberdade.
O
dominicano
Constant
responde
a
to-
dos
os
philosophos, sob
qualquer
deno
minação
que
se
lhe
offerecem,
com
o
magnifico
livro
que
o leitor,
de
boa
fé
e
de
prevenções
criticas,
tem
de
admil
rar,
porque
o
segundo
diflicilmente en
contrará avenida
por
onde
vingue agre-
dil-o
nos
seus
reductos.
A
versão
não
escrtipulisamos
em
asseverar
que
é
corre-
cla
e
djgna do
original.
Camillo
Caslello Branco.
vez
Henrique V
se
negou,
e
outra
vez,
e
mais
ainda
do
que
em
1850,
salvou a
França
e
a
Europa
com
a
sua
negativa.
«A
França,
disse
elle,
vê
em
mim
a
coroa
que
deu
aos
meus
antepassados
por
uma eleição qne
Deus
sanccionou
em
uma
larga
successão
de
gerações;
a
coroa
que
eu
cinjo é
a
da França, que
nenhum
partido
póde
dar, e
que
eu não
quero
receber
de
partido
algum.
Irei
á
França
com
a
minha
coroa
para
reatar
a
tra-
dicção
da
França
e
de
minha
família;
não
irei
á
França
para
servir
a
Revolu
ção
em
nenhum
dos
seus
matizes.
Pre
firo morrer
no
desterro
com
o
meu
di
reito
integro,
a
ir
á França
pela
abdica
ção
do
meu
direito;
e
prefiro
isto,
não
por
mim,
mas
pela
França,
que
só
vol-
jando ao
direito
póde
recobrar
a
tranquil-
lidade,
e
seguir
seus
nobres
destinos.»
E
Henrique
V
conlinúa
no
desterro:
porém
outra
vez
se
annunciam
para
a
França
as
ignominias,
os
revezes
e
as
ca-
tastrophes;
porém outra
vez
a
França
volve
os
olhos
para
Henrique
V, e
já
ninguém
poderá
interpor-se
entre a França
e
Henrique
V, pedindo
a
este
o
que se
sabe qne
não
hade
dar.
Que
haveria
suc-
cedido,
pelo contrario,
se
Henrique
V
ti
vera
cedido
em
1874?
"E'
fácil
que
a
es
tas
horas a
Revolução
tivesse
derribado
o
throno
de Henrique
V
como
feitura
sua.
e
para
a França
não
haveria
esperança
de
salvação.
Henrique
V
deu
ao
mundo
um
grande
espectaculo
nestes
tempos
de
rachiticos
egoístas,
de miseráveis
ambições,
de
cri
minosas
debilidades,
e
Deus
dá
em Hen
rique
V
uma
grande
lição
acs
povos.
Henrique
V
que
poderia
ler
reinado
com
só
querel-o;
Henrique V,
que poderia
morrer
reinando
com
só
algumas
conces
sões
mais
á
Revolução;
Henri
|ue V,
que
só
em si
parece
que
deve
pensar,
prefe
riu e
preferirá
viver no desterro
a
man
char
a
realeza
com
um
acto
indigno;
e
sem
haver
reinado
é
Rei,
é
o
Rei,
e
esse
titulo
lhe
reconhecem
os proprios repu
blicanos
francezes.
E
Deus,
ao
trazer
nos
acontecimentos
que
a
sua
providencia
dirige, esse
impulso
dos
povos
á
monarchia
legitima
que
hoje
representa
Henrique
V, Rei
sem
filhos e
já
entrado
na
vida, ensina
ao
mundo
qual
é a
força e
a
virtude
do
principio
da
legitimidade
na
vida
das
sociedades.
GAZETILHA
Monte-pio
ile
S.
J
omó
—
Foi
lavra
do o decreto,
que
approva
os
novos
esta
tutos
d’
esta
sympattiica instituição.
Por
elles
são
mais
seguras
as
garantias
dos
socios
e
mais
em
harmonia
com
as
ne
cessidades
de cada
um
dos
artistas
asso
ciados.
Por
ler constado n’
esta
cidade,
por
meio
d
’
um
telegramma,
que
o
decreto
eslava
lavrado,
os
socios
foram agradecer
ao
snr.
governador
civil
os
esforços
que
empregara,
para
que
o
governo
referen
dasse
a
approvação
dos
seus
novos
esta
tutos.
Em
numero
muito
considerável
e
le
vantando
diversos
vivas
se
dirigiram,
acom
panhados
d’
uma
musica,
a
casa
do
snr.
governador
civil,
onde
foram
recebidos
com
todas
as
attenções
pelo
nobre
visconde.
Novo
Caim.
—
Anie-hontem,
ao
pas
sar
no largo
da
Sé um
cavalheiro
d
’esta
cidade,
foi
aggredido
por
um
seu
irmão,
que
em
tempo
tempo
tinha
sido expulso
de
sua
casa por
motivos
de
mau
com
portamento.
Disparou
sobre
elle
dois
tiros
de
rewol-
ver
e
se
dispunha
a disparar terceiro
quando
foi
delido
pela
policia.
Felizmente,
não
conseguiu
assassinar
o
seu
proprio irmão.
Que
alma
tão
mal
intencionada
e
que
coragem
tão
desviada
de
louváveis
com-
metlimentos!
Que
a
justiça
lhe
seja
pe
sada
.
Falleeimento
e
diaposiçSes
tea
tassientiírãas
-Quarta-feira
passada
faT
leceu
n
’
esta
cidade
o
snr.
João
Pereir"
Braga,
rico
proprietário,
natural
da
fret
suas
attribuições
rasoaveis,
que
lhes
con
cedamos
desculpa
e
justificação
do
modo
como
tem procedido,
e
na
preturbação
que
tem causado no serviço
publico.
Pois
um
governo
que
diz
liberal,
que
nos
fez declarações e
promessas
tão
ras
gadas
no
seu
progranama
escripto
e
nas
suas
declarações
verbaes
e
jornalísticas,
pode
acaso
manifestar
sé
intolerante
e
per
seguidor,
ingerindo-se
no
exercício
dos
seus
empregos,
insinuando
porventura
no
animõ
dos
libios
ou
dos indifferentes
a
perniciosa
doutrina,
de
que
mais vale
ao
empregado
abdicar
dos
seus
direitos
civis,
perder
a
qualidade
de cidadão,
do
que
malquistar-se
com
os
homens
a
quem
mais
direclamente
corre
a
obrigação
de
respeitar
esses
direitos,
e
deixar libér
rimo o
exercício
d’elles
dentro
da
esphe
ra
legitima
da
sua
acção?
Mas
bem
diversàmente
do
qne
era
li
cito
esperar
se
de
um
partido quasi
re
volucionário,
ávido
de
liberdades
e
rega
lias
civicas,
ungido
sempre
das
santas
ideias
de
tolerância
e
liberdade, eis-nos
observan
do-o,
mau
grado
nosso,
na
inauguração
de
um
systema
perigoso e
nefasto,
banido
de
ha
muito
dos
fastos da
historia
polí
tica
contemporânea.
Ao
avisinharem-se
as
eleições, as
ten
dências
pessoas
dos
ftiinistros, as
infrenes
exigências
dos
corrilhos
e galopins
elei-
toraes,
a
cubiça
sempre
ávida
dos
inve
josos teem,
mais
do
que
o
receio da la
cta,
soprado
os
pristinos
odios,
avivado
os
amortecidos
ressentimentos,
comprimi
dos
e
condensados
durante
o
largo
tem
po
de
impotente
vindicta.
Mos
do
que
o
proprio
respeito,
mais
do
que
as
considerações
ás
empenhadas
promessas
e preconisado
programma,
tem
iallado
alto
ao
espirito
transviado
do
go-
ver
o insensato
projecto
de
impór, pela
força,
a
sua
política,
de,
pelo
-recreio,
consolidar
e
manter
a
sua
duração
na
gerencia
nos
altos
cargos
do
estado.
Não
somos
opposição
ao
gabinete,
e
cremos que,
lavrando
esta
censura,
não
somos
nem
parciaes
nem injustos.
Aiaxlt
*
sito elles
que o
«flizeen.
—
Escreve
ó
«Diário
da
Manhã»:
No
artigo
que
transcrevemos
do
«Pro
gresso»,
e
que
nos
esqueceu dizer
que
foi
publicado
em
1878,
n’
esse
artigo
di
zia
o
«Progresso»
o
seguinte:
«Entre
os
muitos
desconcertos
de
que
ao
presente
fazem
uso
os
agentes
da
au
ctoridade
figura
o
aphorismo
que
precei
tua:
<sque
o
funccipnalismo
publico
não
deve
votar senão
com
o
governo,
porque
é
o
governo
quem
lhe
paga»
Este
dislate
que
pecca
tanto pela
ex-
travagancia
da fórma,
como
pela
repel-
lente
selvageria
da
essencia, corre
como
matéria
acçeilayel
em direito
publico,
nos
a>raiaes
dos
homens
do
governo;
não
fal
tando
quem,
por
imbecilidade
ou
corru
pção,
pense
em
considerar
como
doutrina
tão
rematado
absurdo».
Era portanto
doutrina,
dos
progressis
tas
quando subiram ao
poder
que só
por
imbecilidade
ou
por
corrupção
é
que
se
podia
admittir que
os
empregados
públicos
ti
vessem
obrigação
de
votar
com o gover
no, e
que
portanto só
por imbecilidade
ou
por
corrupcão
é
que
se
poderiam
pu
nir
os
funccionarios
que
seguissem
uma
política
diversa
da
governamental.
Mas
oiçamos
de
novo
o
«Primeiro
de
Janeiro»
:
guezia
de
S.
Pedro
d
’
Oliveira
e
morador
na rua
de
S.
João, d
’
esta cidade.
No
seu
testamento leem-se as
seguin
tes
disposições:
Deixou
ao
hospital
de
S.
Marcos
d
’es-
ta
cidade
cinco
contos
de
reis,
com
a
obrigação
d
’
uma
missa
annual.
Aos
asglos, e
casas
da
indole d
’estes,
apezar
de
diversa
denominação,
existentes
em
Braga,
dois
contos
de
reis, que
se
rão
distribuídos
á
vontade
do
seu
testa
menteiro.
Para
as
obras
da
egreja
da
freguezia
em
que
nasceu,
um
conto
de
reis;
e
mais
quatrocentos
mil
reis
para
serem distri
buídos
pelos pobres
da
mesma
freguezia.
A
cada
um
dos
presos
da
cadeia
d’
es-
ta
cidade
mil
reis.
A
cada
um (los
seus
afilhados
trezen
tos
mil
reis
Tudo
moeda
fraca.
Convite.
—
Convidámos
o
illustre
se
nado
a
dar
um
passeio
de
recreio
em
car
ro
descoberto pela rua Nova
de Soúsa.
Verá
e
sentirá,
que
esta
rua, sendo
uma
das de maior
transito
da
cidade,
está
n
’
um
estado
deplorável.
Os
solavancos são
de
arrancar
e
esbandalhar
os
intestinos
de
qualquer
creatura
humana,
que
se
propo
ser
passeial-a
de
carro;
um
visitante,
que
entrar
para
a
cidade
por
esta
rua
fica
desapontado e
principia
a
torcer
o
nariz
á
nossa
querida
Brachara
Augusta.
Ora remedeie
o
nobre
senado
este
de
feito
da
sua
administrada
e
não
consinta
que
em
vez
de
antiga
lhe
chamem
velha
Augusta.
Folhetim.
—
O
excellente
escripto
que
hoje damos
em
folhetim
é
o
prefacio
do
rnagniíico livro
O
Papa
e a
liberdade,
pe
lo
R.
Padre
Constam,—
edição
portugueza
do
snr.
Manoel
Malheiro,
benemerito
edi
tor
do
Porto,
revista
e
prefaciada
pelo
grande
escriptor
Camillo
Castello
Branco.
Chronien
ESeíígiosa.
—
Hoje:
—
In
dulgência
plenaria
nos
Conventos e
Ter
ceiros
de
S.
Francisco.
Festa
de S.
Francisco
nos Terceiros
e
Remedios.
Amanhã:
—
Indulgência
plenaria
nos
Mosteiros de S.
Bento.
Procissão do Rosário
na
Sé,
e das
Dores
nos
Congregados.
Exercícios
do
SS.
Coração
de
Jesus
no
Collegio.
Exposição do Santíssimo
no
Salvador.
Segunda-feira
6:
—
Começa
a
Novena
de
Santa Thereza.
Estraiia
do
rio
Caldo
ao f.erez,
—A instancias
do
exc.
1
"
”
snr.
dr. Pires
de
Lima,
que
esteve
ultimamente
no
Ge-
rez,
foi
ordenado
que
seja
concluída
com
toda
a
brevidade
aquella
estrada.
Weimire.
—
Ante
hontem,
entre
as
estações
Arentim
e
Tadim.
foi
victima
de
um desastre
o
snr.
Barrós,
empregado
do
caminho de
ferro.
Para
evitar
um
perigo,
que
estava
imminenle
ao comboio,
sahiu
da
sua
car-
roagem,
mas com
tanta infelicidade qne
cahiu
na
via
ferrea,
ficando gravemente
ferido
na
cabeça
e
com um braço
fraclu-
rado.
Sentimos
a
infelicidade do
dedicado
empregado.
Elle»
é que
o
dizei».
—
Diz
o
«Jor
nal
da
Manhã»:
Uma
das folhas
mais
consciluadas
da
capital,
que não defende
o
partido
rege
nerador,
o
«Commercio
de
Portugal»
es
creveu
o
seguinte
e
judicioso
artigo.
Não
nos
poderão
dizer
que
a
alludi-
da
folha
é
suspeita. Eil-o:
«A
ordem
reina
em Varsóvia!.
Os
successos,
dia
a dia, nos levam
a
arreceiarmo-nos
pelo
futuro,
quando
ob
servamos,
no
presente, pronunciadas ten
dências
e
nocivas
indicações
da
parte do
governo
para
uma
política
de
pressão
e
ter
ror,
de
que
ha
muito
andavam
desaco
stumados
os
povos,
e
a
que
fôra
sempre
avessa
a
indole
e
as
praticas
dos
nossos
governos
nacionaes
depois
de
1851.
A
folha
oflicial
quotidianamenle
nos
annuncia
a
extraordinária
profusão
de
trans
ferencias
de
empregados
dependentes de
todos
os
ministérios,
e
por
tal
fórma, que
parece
termos
volvido
aos
tempos
omino
sos,
e
já
quasi
de
todo
olvidados,
em
que
cada
governo,
na
sua
ascenção
ao
poder,
transferia,
suspendia
ou
demitlia,
a
seu
talante,
todos
os
empregados
alheios
á
sua
política,
ou
que
não
partilhavam
a
mesma
comrnunhão
de
ideias.
Comprehendemos
e
temos
por
natural
que
o
governo
nomeie
os
seus
empre
gados
chamados
de
confiança; achamos
justo
e
razoavel
que
elle
faça
á sua
ima
gem
e
similhança
os
seus governadores
civis
e os
seus
administradores;
não
pode
mos dar,
todavia, latitude tão
vasta
ás
«Bem
averiguado
o
caso,
sabemos
que
o districto
de
Castello
Branco
foi
um
de
aquelles,
em
que
mais
rapidas e
profun
das
se
fizeram
estas
alterações
de
pessoal;
e
o
«Diário
da
Manhã»,
acolitado
pelo
correligionário
das
«Novidades»,
não
só
não
protestaram
contra
aquellas
transfe
rencias
e
perseguições,
mas
parece
que
se
extasiavam
com
ellas,
visto
que
te
ciam
ao
governo
os
mais levantados
en
cómios
e
lhe
prestavam
o
mais
decidido
apoio».
E
com
isto
quer
dizer
que a
pedido
do
snr.
Vaz
Preto
é
que
se
fizeram
as
transferencias
de
pessoal
n
’
aquelle
distri
cto!
Ora
se
os progressistas
entendiam que
só per imbecilidade
ou
por
corrupção
é
que
se
podia
acceitar
a
doutrina
de que
os
funccionarios
públicos
deviam
seguir
a
mesma
política
que
o
governo,
como
é
que
os
pedidos
do
snr.
Vaz
Preto
ou
de
qualquer
homem,
por
mais
influente
que
fosse,
poderam
levar
o
governo
a
decla
rar-se
imbecil
ou
corrupto?
Mas vamos
adiante.
As transferencias
que
se
fizeram
no
districto
de
Castello
Branco
significa
ram
simplesmente
a
reparação
de
violen
cias
commellidas. Um
delegado
honradís
simo
fôra
arrancado pelos
regeneradores
do
districto,
para
fins
eleitoraes.
O
snr.
Adriano
Machado
desfez,
e
com
pleníssi
ma
rasão,
essa
violência,
um
delegado
do thesouro fôra transferido
de
Castello
Branco
para
fins
eleitoraes,
voltou
para
Castello
Branco,
um
cirurgião-ajudante
fôra tirado
de
cavallaria
8
por motivos
eleitoraes,
voltou
para
cavallaria 8
et
sic
de
coeteris.
Entendeu
o
governo
decerto
que
estas
transferencias tinham
motivos
justos
e
le
gítimos,
e
esses
motivos não
podiam
ser
os
de
uma
política
facciosa,
porque
aliás
os
ministros
seriam
imbecis
ou
corruptos
na
phrase
fulminante
do
«Progresso».
Pois
chegaram
já
á
impudência
de
re
negar
a
sua
assignalura,
e
de dizer:
Nós
se
fomos
imbecis,
ou
corruptos,
foi
por
que
o
snr.
Vaz
Preto nós
pediu isso
ama
velmente?
Nós,
ministros
da
eorôa,
nós
seus
conselheiros
responsáveis,
transferi
mos
magistrados
e
agentes
(iscaes,
não
porque
estivessemos
convencidos
da legi
timidade
d
’
essas
transferencias,
mas
por
que
assim
no!
o
pedia
um
influente
polí
tico,
a quem
queríamos
n
’
essa
oceasião
lisongear!
•
E,
se
não
foi
por
isso
que
fizestes
as
transferencias,
se
as fizestes
por
julgar
des
perfeitamenle
legitimo
que se
impo
nha
aos empregados
públicos a política
do
governo
ou
a
política dos
seus
amigos,
então,
vós
mesmos o dissestes,
sois
im
becis ou
corruptos;
se
fizestes
as transfe
rencias
sem
saber
porque,
só
porque
o
snr.
Vaz
Preto
vol-âs
pediu,
se
assignan
tes
de
cruz então
sois
idiotas
de
marca,
perfeitamenle
incapaz-s
de
gerir
as
pas
tas
que
vos
foram
confiadas.
eotnmsrele
Hong
K»n),
—
Situado
na pequena
ilha do
mesmo
no
me, o porto
de
Hong
Kong
não
produz
de
per
si
cousa
que
valha
a
pena men
cionar
se;
mas,
sob
o
ponto
de
vista
com-
mercial.
pó
le
ser
comparado a O-aka,
a
cidade
do
Japão
que é
centro
de
todo
o
commercio
do
interior do
piiz.
Hong
Kong
é
como o
deposito
geral
de todas
as
mer
cadorias
provenientes
dos
paizes
orientaes
e occidentaes
da America,
da
Áustria,
etc.
Deve
attribuir-se
o
vasto
movimento
commercial
á
liberdade
de
trocas,
pois
sabe-se
que
não
ha
alfandega
em
H.mg
Kong.
A
falta
de
alfandega não
perraitte
for
mar
estatísticas
regulares
ácerca do com
mercio
d
’
essa
colonia;
mas
póde
se
fazer
um
calculo
pelo
movimento
da
barra.
No
10.
0
anno
de
Deidji
entraram em
Hong
Kong
2:869
navios
estrangeiros,
com
o
total de
2.445:755
toneladas,
e
23:500
navios
cliinezes,
com 1.798:788 tonela
das.
Com
simílhanle
movimento
não
ha
duvidar
que
Hong
Kong
tornar-sé-ha
para
o
Oriente do
Pacifico
o
que
5.
Francisco
é
para
o
Occidente.
Envenenamento
peí-as
tarlu-
liioa
—
No
caso
de
envenenamento
pelos
tortulhos,
a
primeira
coisa
que
se
deve
fazer
é
obrigar a
vomitar
o
padecente,
mediante
5
ou
10
centigrammas
d
’
emeti-
co
em
um
copo
d
’agua.
A
’
falta
de
eme-
tico
emprega-se
agua
morna,
e
provoca
se
o
vomito
com
o
dedo.
Ao
mesmo
tempo,
um
ou
dois
clyste-
res
com
agua lépida,
á
qual
se
ajuntará
duas
colheres
de
azeite
e
outro
tanto
de
sal. Emíitn, faz-se
beber
de
tempos
a
tempos
ao
doente
uma chavena
d
’agua
assucarada,
á
qual
se
accrescenta
4 a
16
grammas
d
’ether
sulfurico.
A’
falta
de
ether
emprega
se
vinagre
ou
sumo
de
li
mão.
Por
esta
fórma
consegue-se
aplacar
as
agonias
até
que
o medico
chegue.
Maneira
eiffieaz
da
dwr
eai»o
da» formigas.
—
A
formiga
é
muitas
vezes
o
flagello
mais
terrível
dos
vege-
taes.
A
formiga
loira,
ou
rabica,
como
lhe
chama
a nossa gente
beirôa,
é,
por
exemplo,
grande
destruidora
do
trigo.
Não
ha
expediente
que
não
tenha
sido
lem
brado
para
minorar
os
seus
destroços.
Vamos
lembrar
uni,
recommendado
por
um
agricultor
estrangeiro de
bons cré
ditos:
«fendo
experimentado,
escreveu
elle,
todos
os
meios
recommendados
para
de
struir
as
formigas; só
um
me tem dado
resultados
completamente
satisfatórios;
e
consiste
elle em
molhar
com
saliva
a
ex
tremidade
de
uma
palha,
mergulhando-a
ao
depois
em sublimado
corrosivo
^deuto-
klorureto
de mercúrio).
Basta
collocar
duas
ou
tres
febras
de palha
assim pre
paradas
na
entrada
de
um
formigueiro,
para immediatamente
começar
uma lacta
encarniçada
entre
as
formigas,
que
acabam
por
se
destruir.
Repete-se
a operação
no
ia
seguinte;
e
tanto
basta
para
extin
guir
os
habitantes
dos formigueiros.
E
’
o
meio
que
emprego
ha
trinta
annos
para
pôr
ao
abrigo
de
similhante
praga
as
pa-
veiras
empilhadas
na
eira».
Cabo
submarino.
—
O
cabo
subma
rino
qaae
liga Natal
ao
Cabo
da
Boa
Es
perança
e
a
Zanzibar
funcciona
já
até
Moçambique.
Foi
por
esta
via
que
se
transmiltiu
ullimamente
a
noticia
da
ca
ptura
de Cetliwayo.
A
ultima
secção
d’
este
cabo
ficará collocada
brevemenle
T&otl»
I
Ilustrada.—
Publicou-se
o
n.°
19
correspondente
a
1 de outubro.
O
summario
d
’esta formosa
publicação,
que
dá
honra
ao
paiz, è o
seguinte:
Gravuras:
Vestuário
para
casa
(freme
e
costas).—Tres
rendas
de
crochet.—
En
tremeio
de
Croclíel.
—
Capa
de
livro.
—Qua
drado
de
panno
e renda Renascença.
—
Duas
guarnições
bordadas.
—
Ramo.—
Can
to
bordado.
—
Eslrella
para
dobrar
as li
nhas.
—
Tres
botões
bordados.
—
Canto
de
lenço.
—Ourella bordada
a
ponto
cheio.
—
Duas
guarnições
bordadas.
—
Tapete de
pullucia
e
cacheinira
da
índia.—Tres
ren
das
de
crochet.
—Fiioleiras
—
Tira
borda
da
a
ponto russo
e
ponto
cheio.
—
Trajo
curto.
—
Vestuário
para
casa
—Tres
mode-
•os
de
chapéus—
Vesti
lo
de
lã
e tnoiré.
—
Corpo
para
vestido sobre
o
collele.
—
Ves
tido
para
creança
de
mezes
—
Corpo
afo
gado'(frente
e
costas).
—
Eoygma.
Supplementos:
Figurinos de
modas,
co
loridos.
—
Folha
de
moldes
e
debuchos.
Artigos:
Correia
da
moda.
—
De
relan
ce.
—
A
’
sombra
dos
lilazes
—
Entre-actos.
—
Uma
companhia
incommoda
(romance).
—
Mil
e
uma
receitas.
—
Correspondência.
Assigna-se na
Empreza
Horas
Român
ticas.
rua
da
Alalaya,
42,
Lisboa.
Cavallo envenenado
com
ehsí.
—
A
«Lancet»
narra
um
caso
de
morte,
resultante
da
grande
quantidade de
ab-
sorpção
de folhas de
chá,
que
parece
ser
sem precedentes
nos
annaes
veterinários,
ou
mesmo
na
loxicologia
humana.
Durante
a
ultima
guerra
dos
zulus,
um
groon
cafre,
como
encontrasse
aban
donado
jnn'o
d
’
oma
tenda um
sacco
de
chá,
commett-eu
a
imprudência
de o
dar
ao
cavallo
pertencente
a
lord
Boresford.
eu!
vez
de
aveia.
AquePas
folhas
foram
avidamente
de
voradas;
o seu
effeito, porém,
foi
horrí
vel.
0
cavallo
saltava,
cahia,
espojava-se
no
chão;
parecia
accommettido
de
uma
vertigem.
A
final
morreu.
A
autopsia
que
fizeram
ao animal
de
monstrou
que
o
chá
que
elle
comera
em
tão
grande
quantidade
lhe
linha
produzi
do
convulsões,
uma
paralysia
de’
membros
sensitivos,
emfim,
uma
congestão
cerebral.
Ersipções
e
trímores de
terra.
-Publicou-se
na
llalia
um
relatorio
mi
nucioso
sobre
a
ultima
erupção
do
Etna
e
áeerca
dos
tremores
de
terra.
Eis
aqui
algumas
cifras
extrahidas
do
mencionado relatorio:
A
lava
destruiu
230
hectares
de
ter
renos
cultivados
no
território
de
Gasti-
glioni.
Os
prejuízos
alli
causados
foram
avaliados
em 524:250
francos.
Os
tremores
de
terra
entenderam-se
sobre
uma
superfície
de vinte
kilometros
quadrados.
280
famílias
ficaram
com
as
suas
casas
destruídas.
Os
prejuízos
são
calculados em
f,027:082 francos.
As
povoações
mais
prejudicadas
são
Bangierdo,
Pisano, Santa
Venerina
e
Li-
tiíra,
IiiMta
*
de
tiro
ao
alvo.—
Be
um
jornal
do
Porto
tomamos
o
se
guinte:
«Principiou
ante-honlem
a
instrucção
do
tiro
ao
alvo para
os
corpos
da
3.
a
divisão
militar,
devendo
os
da
província
de
Traz-os-Montes,
qoe são
cavallaria
6
2
infanteria
13,
de
Chaves,
e
cavalleria
'
e
caçadores
3,
de
Bragança,
ser
ins
truídos
na
carreira
de
tiro
na
esplanada
fórle
de
S.
Neulel,
em Chaves; e
os
dps
províncias
do
Minho
e
Douro,
que
são
caçadores
7,
de
Guimarães;
infante-
r
'a
3.
de
Vianna
do
Castello;
infanteria
de
Petiafiel; infanteria 8,
de
Braga;
e
^Çadores
9,
infanteda
11)
e
18
da
guar-
n
'Ção
d’
esta
cidade,
ter a
instrucção
na
carreira
do
tiro
na
praia
entre Espinho
e
wiorir».
Em harmonia, pois,
com
as
ordens
c®anadas
do ministério
da
guerra,
o
quar-
le
'getieral
d’
esta
divisão
determinou
que
grupos
de
instrucção
se
compazessem
íe
,l
capitão,
1
tenente,
2
alferes,
1
pri-
"tetro
sargento, 7
segundos
sargentos, 1
"criei,
8
cabos,
56
soldados
e
2
corne-
eir°s;
sendo o
l.°
grupo
de
caçadores
9,
"«evenloter
cada
um
10
dias
uteis
d’
in-
rilcção,
que constará
de
tiro
ao alvo
para
o
que
irão
municiados
com
6
car
tuxos,
e avaluação
de
distancias.
De
eoano
««
prova,
que
o ensi
no
doa
Jesuítas
deve
ser
proliibi-
do.—
Sobre
os
307
alumnos
declarados
adrniltidos
á
matricula
na
eschola militar
de
Saint
Cyr,
vejamos
a
proporção
em
que
os
discípulos
dbs
Jesuítas
estão com
parados
com
os
alumnos saidos
dos
esta
belecimentos
do
Estado:
Escholas
dos
Jesuítas
Santa
Genoveva,
apresentou
177
Foram
approvados
•
104
Eschola
de
Toulouse,
apresentou
63
Foram
approvados
44
Escholas
do
Estado
Lyceu
de
Luiz-o-Grande, apresentou
103
Foram
approvados
47
Dito
de
Charlos
Magno, apresentou
40
Approvados
*
14
Dito
de
Santa
Barbara,
apresentou
25
Approvados
7
Eschola
Monge,
apresentou
16
Approvados
4
Agora
é
confrontar'
os
a'garismo,
que
é
lógica
que
ninguém,
d
’algum senso,
recusa.
Vê se
aqui
que
a
Eschola
de
San
ta
Genoveva,
dirigida
pelos
RR. PP.
Je
suítas, teve
quasi
dois
terços
de
approva-
ções;
a
de
Toulouse teve ainda
mais
do
que
dois
terços de
approvações.
Ao
passo
que
os
Lyceus
do
Estado
nenhum
chegou
a
ter
metade de
approva
ções.;
tendo
até
os
últimos
apenas um
ter
ço de
approvações;
o
opposto
do
resulta
do
obtido
pelos
Jesuítas.
D.
Carlos
de
Bourbon
e
a
Fran
ça.—
Lê-se
em
um
dos
últimos
nume
ros
da
.folha
parisiense,
«A
Ordem»:
«Sabemos
que,
mesmo
antes
da
pu
blicação da
carta do
snr.
Eduardo
Her-
vé,
um
certo
numero
de
legitimislas,
e
dos
mais militantes,
pensavam
em
reco
nhecer
D.
Carlos,
de
Hespanha
como
herdeiro
do
conde
*
de Chambord.
«Estes
legitimislas
allegam
que
os Bour
bons d’Hespanha
não
tinham
renunciado
á
corôa
de França
senão
emquanto
rei
nassem
na
Hespanha.
«D.
Carlos, não
tendo
podido
recon
quistar
o
throno
(Peste
ultimo
paiz, foi
indicado,
ao
que
parece,
para
herdeiro
êm
França dos
direitos
do
conde
de
Cham
bord.
«Os
legitimislas
de
que
vimos
fatian
do
projectam
aproveitar
se
de
alguns
dos
banquetes
que
devem
ter
logar
a
29
do
corrente,
afim
de proclamarem
esta
nova
ordem
de successão e
desherdarem defi-
nilivamenteos
príncipes
d
’
Orleans,de
quem
o
snr.
Eduardo
Hervé
se
fez
interprete.»
O «Figaro», porém,
nega
terminante
mente
que
I)
Carlos
tenha
pretensões
ao
throno
de
França,
e
apoia
a
sua
ne
gativa
em
alguns
documentos
plausíveis.
Hfov»
opera
de
Wagner.
—
O
«Fi-
garo».
dá
publicidade
á
seguinte
noticia:
«Um
dos
nossos
amigos,
de
passagem
aclualmenle
em
Vienna,
condemnou-se
a
engolir
até
ás
fezes
o
calix
da
agonia
sob
a fôrma
da
«Gotterdammerung», de
Ricardo
Wagner: consta
que
se
viu
em
papos
d
’aranha.
Cedemos-lhe
de
bom gra
do
a
palavra:
«Era
a
ultima
noite
de
trilogia.
Eu,
se
a
coisa
dura
mais
uma
hora, com
certeza
deixava
este
valle
de lagrimas
que
dá
pelo
nome
de
vida.
«Imaginem quatro horas
e
meia
de
musica
(sic)
sem uma
única
melodia e
sem
entre-actos.
Queria
eu
que o
dire-
ctor
da
Opera
assistisse a
uma
d
’
estas
representações
para
se
livrar
de
qualquer
velleidade
wagneriana.
L
’
mortal.
Com isto,
um cavallo
que
está
constantemente
em
scena
e
que
os
artistas
moem
de
prin
cipio
a
fim, cantando
lhe
umas
arias es-
druxadas,
horrivelmente
cerebrinas!»
A's
rísiiiís
caritativas.—
Recom-
menlamos
e
muito
ás
pessoas
caritativas
a
desventurada
Maria José
da
Silva,
mo
radora na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
7.
Vive
em
extrema
penúria,
e
padece
de doen
ça
incurável.
A
’
caridade
publica.—
-Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Anlonio
Marques da Costa,
morador
na
rua
de
S. Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
0
andar,
que
se
acha
na maior
neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das pessoas
que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’
caridade
publica.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna
Joaquina.
de
8
annos
de idade,'que
está
entrevada
ha
8
mezes.
Vive
em penúria
extrema.
Mora
atraz
do Theatro,'
n.°
14.
UIZTI.HAS
3IOT1CIAS
Lisboa,
f.
—
Nomeada
a
commissão.en
carregada
de
elaborar o
regulamento
do
ministério
publico
perante
o
tribunal.
Idem para
propor
o
projecto
completo
da
organisação para
a
engenharia.
Idem
encarregada
de elaborar
os
re
gulamentos
para
uma
escola
pratica
de
infanteria
e
cavallaria
no campo
de
Tancos.
Idem
para
escola
idêntica
para
arti-
Iheria.
Collocado
na
inaclividade
o
major
Nu-
no
Pacheco,
inspector
do
material
de
guer
ra,
por
faltas
no
serviço.
Inslrucções
sobre
o
modo
de
regular
as
relações
entre
as
auctoridades
civis
e
commandantes
militares.
Idem 2—
«Diário»:
Aviso
declarando
aberto
o
concurso
para
o
provimento
das
egrejas:
Cauiçada,
S.
Mamede,
Gastellões,
Santo
Estevão,
Ruivães,
S.
Maninho,
todas
do
coicelho
de
Vieira;
Mangoalde
da
Serra,
S.
Vicen
te,
Portella,
Sinto
André,
Arcos
da
Por
tella, Fojo,
Senhora
da
Paz.
Pampilhosa
Rebordello, Senhora
das
Neves,
Amaran-
te,
Mansores,
Santa Chrislina
e
Arouca.
A
nota
do
estado
da divida
lluctuan-
te
até
dia
30
de
setembro
foi a
se
guinte:
Escriplos
do
thesouro
2:000
coutos:
á
ordem
de
bancos
particulares, 3:634:500$
reis;
letras
do
estrangeiro,
500
000 libras;
em contas
de
credito
do
contracto
de
9
de maio,
400:000
libras.
Deu-se
um
incidente
com
um
desta
camento
de
infanteria 12,
estacionado
em
Almeida.
Vinte
e
dois
soldados
insubordinaram-
se
pelos maus tractos
que
recebiam
do
capitão,
que
havia
dias
dava indícios
de
algum desarranjo
mental.
Os
soldados
par
tiram
para
o
corpo,
mas
a
meio
do
ca
minho
sahiram-lhes
ao
encontro dos
offi-
ciaes
e
dois
sargentos,
que os
persuadi
ram,
sem
difficuldade,
a
regressar
ao
de
stacamento
em
Almeida
Na
Bolsa
venderam-se:
1
titulo
do
Ban
co
de
Portugal
por
542$000
reis;
74
obri
gações
da
companhia
das aguas
a
83$700;
30
prediaes
a 92$200;
23 dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e Douro
a
90$090;
12
externas
a
90$500; 5
contos
em
in-
scripções
a
51,57.
A
alfandega
rendeu
a quantia
de
reis
10:386$888.
Paris,
30.
—
Os
jornaes
russos
assegu
ram
que
a
visita
de Bismark a
Vienna
obteve
unicamente
um
échec;
os
jornaes
austríacos
insistem
na
existência
de
ex-
cellentes
relações
entre
a
Áustria
e
a
França.
Paris,
1.
—Ferry
annunciou
em
Lyon
que
não
fará
transaeção
alguma
ácerca
do
artigo
7.°
da
lei
do
ensino.
New-York, 30.—O
congresso
mexicano
reuniu
no
dia
16.
A
mensagem
do
presi
lente
Diaz
diz
que
as
relações
estrangeiras
são
mais ami
gáveis. Nenhum
novo embaiaço
de
mo
mento
torna
dillicil
o
accordo
completo
com
os
Estados
Unidos.
As
finanças
me
lhoram. A
paz existe em
toda
a
republica.
Berlim,
30.
—
Os embaixadores
das
po
tências
em
Constantinopla
e
Athenas
re
ceberam
inslrucções
para
fazer negocia
ções
collectivas
e idênticas
para
<>
accordo
sobre
as
bases
do
tractado
de
Berlim
ANNUNCIOS
AKRlin AT
iÇÃO.
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
d
’infanteria
8
faz
publico,
que
no
dia
14
do
proximo
mez
d’
oulubro,
pelas
11
horas
do
dia,
e
no
quartel
do
dito
regimento,
tem
de proceder
á
venda,
em
hasla
publica,
de
um Bombardino,
,um
Clarinete,
um
Sax-trompa,
tres
Trombo
nes,
um
Flautim
e
differentes
prtigos
de
mobilia
julgados
incapazes
para
o serviço
do
regimento.
Quartel
em
Braga,
30
de setembro
de
1879.
O
secretario do
conselho
Bernardo
Ozorio,
I
(2642)
Tenente
d
’
infanteria
n.°
8.
EDITAI..
Pela
repartição
dislrictal
de
obras
publicas
de
Braga
Faz-se
publico
que
no
dia
15
do cor
rente
mez
se arrematarão,
por licitação
verbal,
em
hasta
publica,
treze tarefas
para
feitura
da estrada
dislrictal
n.°
6,
d
’
Amares
a
Refojos
de
Basto,
lanço
de
Cima
de
Villa
á Portella
da Bage.
A
arrematação
terá
logar
pelas
12
ho
ras
da manhã,
dQ
dia supra
mencionado,
na
administração
do
concelho
da
Povoa
de
Lanhozo,
e
as
peças
desenhadas
e
escriptas
do
respectivo
projecto,
podem
ser
vistas, desde
as
9
horas
da manhã
até
ás 3
da
tarde,
na alludida
repartição.
Repartição
districtal
de
obras
publicas
de
Braga, 1.®
de
outubro
de
1879.
Ó 1.®
engenheiro,
Antonio
Plácido
de
Vasconcellos
Peixoto.
(2643)
ACÇÕES
DO
B4WO
DE
VII.
I.
A
.
REAL.
Compram-se
3 na rua de D.
Pedro
V
n.°
25.
(2644)
CWSDLTOIilt)
CimiA
E
lliClItMCA
BESTAL
J.
M.
Pinheiro
CIRURGIÃO DENTISTA
DA
ESCOLA
AMERICANA
Mudou
a
residência
da rua
do
Campo
para
a
rua
dos Chãos
n.°
39
—Braga.
(2645)
Manoel
Martins
Canellas,
acaba de
mudar
o seu
armazém
nos
baixos
do
Tri
bunal
Judicial,
ao largo
de
S.
Agostinho,
para
o
campo
da
Feira,
proximo
á
anti
ga
fabrica
de
sabão.
Espera,
pois,
que seus
numerosos
freguezes
continuarão
a
honral-o,
concorrendo
ao
seu
estabelecimento;
dan
do
assim
uma
prova
de
que
sabem
apre
ciar, na sua devida
altura,
a excellencia
dos
vinhos
da
Bairrada,
tão
juslamente
afamados
em toda
a
parte
onde
são co
nhecidos.
Braga
30
de
setembro
de
1879.
.
(2646)
XVBIU.GAS
Rapé
Meio
grosso,
botes
de
250
gr. 400
450
600
Bap6
Cruz
Malta
Hapé
Secco
>
»
B
B
»
B
B
B
LEALDA
DE
Rapé
Meio
grosso.
boies
de
250
g
r
-
300
Rapé
»
»
1
a
B
B B
B
350
Rapé
Cruz
Malta
»
B o
B
350
Rapé
Secco
B
» ))
B
300
Rapé
Vinagrinho
B
»
»
D
300
5J
—
Rua
do Carvalhal —59
BRAGA
(2647)
AVISO
VIUVA GEMAM JOAQUIM BARRETO
23,
RUA
DO
SOUTO,
23
RUACA
Faz
publico
que
todos os
livros
adoptados
no
Lyceu,
d’
esta
cidade,,
e aulas
particulares
se
acham
á
ven
da
na
sua
acreditada
livraria.
Preços do Porto
com
abatimen
tos.
(2638)
I.EITE
DE
JUMENTA.
Fornece-se
por
900
reis
cada
mez,
ou
30
reis
cada
quarteirão,
em
S.
Jero-
nymo de
Real.
Quem
necessitar
dirija-se
a
Joaquim
Pasteleiro,
rua
do
Campo
—
■
(Hospedaria
Aguia
Douro).
(2639)
CURSO
1’
IUTICO E milHTICÁL
DA
LÍNGUA
franceza
SECUNDO
O
PDANO
DO
PROFES
SO»
AHV
POR
ALBINO
COELHO
l.°
VOLUME
Obra
approvada
pela
junta
consultiva
de
Inslrucção publica
e
adoptada
no
Se
minário
Concihar de Braga.
Preços
500
reis.
Vende-se
no
escriptorio
d
’esla typo-
graphia.
(2636)
Reunião
de
credores da
massa
fallida de Domingos
José
Alves Braga.
Pelo snr
juiz
commissario
da
massa
fallida
de Domingos
José
Alves Braga,
negociante
que
foi
n
’
esta
cidade,
foi
de
signado
o
dia
15
do
corrente,
pelas 11
horas
da
manhã, para
a
reunião
de
todos
os
credores
da
mesma
massa,
no
tribu
nal
judicial,
silo
no
largo de
Santo
Ago
stinho,
afim
de
se
dar
cumprimento ao
disposto
no
art.°
1202
do
Cod.
Comm.
e
nomear-se
administradores
á
massa.
Braga
1
d
’outubro
de
1879.
Pelo curador
fiscal
O
solicitador—
João
Ferreira
Torres.
(2641)
PECHINCHA.
Vende-se
ou
troca-se
por
casas
velhas
—
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
muitos commodos
e
lindas vistas—situa
da
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar, acha-se
auctorisado
o
snr.
Fran
cisco
José
Ferreira Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua
—e
póde-se
vêr
a
qualquer hora.
(2542)
AHG4-SE
Uma boa
morada
de
casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo, n.°
20
e
20
A.
Está encarregado
de
a
mostrar
e
tra
tar
do
aluguel
o
snr.
Oliveira, aferidor,
morador
na
mesma
rua n.°
22.
(2547)
AEUGAM-SE
Os
altos da
casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons commodos para
uma
numerosa
familia,
agua encanada
e
bellas
vista.
Quem pretender dirija-se
á mesma.
(2557)
Na
rua do
Campo
n.°
22
vende-se
ba-
ga de
sabugueiro,
legitima do Douro,
por
preços
commodos;
a
quem
a
pretender,
dirija-se
á
mesma
casa.
(2640)
ARRENDA SE
Uma
casa
de
dois
andares
com
pequeno
quintal
e
agua,
na
rua
Ra&isiíX
je
S.
Geraldo,
n.°
20.
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
17.
(2623;
Caixa penhorista Braearenso
na
Travessa
de
D.
Gualdim
d
’
esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até ás
9
da
noule
na mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objeclos
empenhados na
mesma
caixa
com
alrazo de juros
de
Ires
mezes
os
venham
pagar qu
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avulladissnna
despeza
que
está
custan
do o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital de
S.
Marcos,
empenha
n
’este
acto
de caridade
a
devoção de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Xourenço
da
Cotia
G.
Pereira
Bem
ardes
2-KUÂ
DE 8. MARCOS-2
BARATEIKO
SEM
COMPETIDOR
Participa
ás
suas
ex.
mas
freguezas
que
recebeu
um
esplendido
sor
tido
de
fazendas
de
lã, de
gostos variadíssimos
e
modernos.
Bem
assim
recebeu
grande
sortido de
chitas de
todos
os
padrões,
que
vende
por
60,
70,
80,
90,
100,
120, 140,
etc.
No
seu
estabelecimento
encontram-
se
também a
preços
convidativos
outros
muitos
objeclos.
(2637)
Deposito
no Porto,
Ferreira ôc
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccolla.
Com approvação
de
S. Exc.
*
Revm.
a
o
Snr.
D.
João
Chrysostumo
d’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em Braga, na
typographia
Lusitana,
rua Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=l60
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
CAMBIO
LOTERIAS
Tem
distribuído
esta casa
cerca
de
2.000:0006000 em
prémios no
paiz e
Brazil.
O
cambista
Antonio Ignacio
da
Fonse
ca,
rua
do Arsenal,
56
e
58,
com
filial
no
Porto,
Feira
de
S
Bento, 33, 34
e
35,
faz
sciente ao
respeitável
publico
que tem
sempre
nos
seus
estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de
bilhetes
e suas
divi
sões
das
loterias portugueza
e
hespanhola.
Satisfaz lodos
os pedidos das
provin
cias,
ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com
prom-
plidão
e
diminutas
commissões, quer se
ja
para jogo particular ou
para
negocio.
Aas
terras
onde
não
tenha
ainda
corres
pondente
acceita
para
seu
agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que dê
boas
refe
rencias.
Os
vendedores
teem
boas
vanta
gens,
sendo
uma
d
’
ellas
o
poderem
re
cambiar.
o
que
não
tenham
vendido,
até
á vespera
do
sorteio.
E
’
negocio que
tem
tudo
a
ganhar
e
nada
a
perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos
e lelegrammas.
(■randt
*
loteria em IVlniirid
No
dia
7
d
’
oulubro
Prémios
distribuídos
em
moeda
portugueza
Reis
394t
«OO^OOO
pela
seguinte
fórma:
1
de
90:000^000
1
de
45:00(^000
1
de
«
22:5006000
1
de
14:400^000
1
de
7:2006000
2
de
1:8006000
2 de
1:4406000
50
de
9006000
2
de
8106060
600
de
270^000
661
s=
s=s
=e
prémios
Os preços
dos
bilhetes
e
fracções
são:
bilhetes
inteiros,
48$000;
meios,
24$000;
quintos,
9$600;
décimos,
46800;
series
de
dez
numeros,
de
24$000,
12$000,
6$000,
4$800,
2$400,
1$200
e 6G0
reis;
fracções
de
um
só
numero
de
3$000, 2$400,
1$200,
600,
480,
240,
120
e 60
reis.
Chamamos
a
allenção
do
publico
para
um
ponto
importante.
As
fracções
da
nos
sa
firma,
tem um
pertence
muito
mais
vantajoso
para
o
jogador,
que
o
das
ca
sas
das
provincias.
Por
exemplo:
em
uma
fracção
da
nossa
firma
do preço
de
600
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário
da lo
teria
de
Madrid,
toca
lhe
na
sorte
grande
1:1006000
reis.
Em igual
fracção,
com
qualquer
dos
prémios mínimos
toca-lhe
4$500
ou 36000
reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
de
loteria,
um
dos
primeiros.
O
que
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico e
em especial dos
que
não vivem
nas duas principaes
cidades.
Os
prémios
são pagos
á
vista das
competentes
listas.
Querendo,
os possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas localidades,
por
meio
de
remessas
de
letras
ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das comarcas.
Rece
be-se
em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio,
valles,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier aos
freguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca, rua
do Arsenal,
56, 58
e
60,
Lisboa,
ou
Feira
de
S. Bento, 33,
34
e
35,
Porto.
,2529)
Empreza
editora dé Francisco
Arlhur
da
Silva
—Lisboa.
BRINDE
V
TODOS OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
C»»ar
Cantu
Desde
a
creação
do
mundo
até
1862
—
con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMES10
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
2
BRAZIL
Traduzida
da edição
franceza
de
1867 e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas e
latinas,
e
annolada
por
ÍVSnn«.eS
Hernardcg
Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das linguas
grega
e
latina,
etc.
2.à
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
13 volumes 5ia-4.° grande.
O
editor
proprietário
d’
esta
publicação,
grato aos
favores
do
publico,
e
compre-
hen
lendo
a
necessidade
de
publicar
um
I3.°
volume
para
que
esta
2.a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
tique
mais
com
pleta,
resolveu
offerecer
aos
snrs.
assignan
tes
que
o
auxiliaram
n
’
esta
empreza
e áquel-
les
que
de
hoje em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
BHiNBE
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin
co
capítulos,
seis
gravuras
e
dois
indiees,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de toda
a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
factos
que n
’
ella
.vem
exarados,
e
o segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de todas
as
matérias,
servin
do
de auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
185I
até
1879,
escriplos em
hespanhol
por D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados
na
parle-que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber
na
rd
es
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
iu-4.
u grande
e
custará:
Brochada ....
206600
reis
fortes
Encadernada
. .
.
27^000
»
»
Para
facilitar
a acquisição
d
’esta
tão.
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber-.
ta a
assignalura
em
Portugal
e
no
Brasil.,
Cada folha
de
16
paginas
a
duascolum-.
nas.
50
rs.
—
Cada gravura
primorosamen
te
executada.
40
rs.
Condições
da
assignalura
:
—
A
assigna-
tura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier—por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.—Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs
—Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.,
CADA
VOLUME:
1.°
vol.
br.
orn. de
9
grav.
16870
2
o
>
t
6
1$665
3.»
»
>
»
7
16605
4.°
»
»
> 5
16525
5.°
•
»
6
d
16615
6.°
>
>
>
»
6
>
1
$690
7.°
>
>
»
> 6
D
16640
8.°
t)
9
»
>
6
>
16615
9.°
V
•
>
»
6
>
1$565
10.°
»
>
>
»
6
>
16615
n.°
>
>
>
t
6
»
16610
12.°
>
»
>
»
6
>
1$815
13
.0 K
ULTIMO,
ornado
de
6
gravu-
ras,
brinde
a
todos
os assignantes, no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81 gravuras
de que consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1
a
7.
Este
decimo
terceiro volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado
a
lodos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume.
Os
assignantes
teem as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
d.a
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zeretn,
por
entregas,
por
fascículos ou
por
volumes.
LISBOA:
—A
assignalura póde
fazer-se
por
entregas,
fascículos, e
por
volumes. 0
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor
no
acto
da
entrega a
sua
importância.
PROVINCIAS
E
ILHAS:
—A
assignatu-
ra
póde
fazer-se
por
fascículos
e por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo ou volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio ou
ordens,
na
certeza que
não
re
ceberá
o segundo
setn
que
teoha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim successivámente.
As
pessoas tanto
de Lisboa
como das
provincias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
REAl.lSAVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directainente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor-
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA
;
me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Cbardron, e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Francisco
Arthur
«la
Silva—
editor
72,
rua
dos Douradores, 72—LISBOA.
JOSE’ DA SILVA FUNDA0
Com
loja
«te fat<»
feito
13
—
Largo
do
Barão
de S.
Martinho
—
13
Participa
aos seus amigos e
fre-
|
guezes,
tanto
d
esta
cidade
como
feW
das
provinciasque
tem
um
bonito
fie
variado
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
lata
muito
baratas,
cortes de
calça
a
l$500,
2$000
e
26500
reis;
tudo fazendas modernas.
Guarda
pós
de
casimira
e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima,
ceroula®
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de casimira de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
to
*
dos
os
feitios.
Encarrêga-se
de
fazer qualquer obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompí
1
'
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fiq
15
®
á
vontade
do
freguez.
(2249)
Parte de Comércio do Minho (O)
