comerciominho_20091879_986.xml
- conteúdo
-
FOLHA
POLITICA
ES J^OTICIOSÀ.
REDACTORES
—D. Miguel Sollo-Mayor e Br. Custodio Velloso.
7.° ANNO
PREÇO
DA
;
assignatura
12
mezes,
com estampilha.
.
.
2^000
12
mezes,
sem estampilha.
.
.
1&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte. .
3&6Ô0
Folha
avulso...............................
J0
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS. QUINTAS
E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic. cada
linha
40
i
Annuncios cada
linha
.....................
20
Repetição.....................................
10
Assignantes,
20
p,
c. d
’
ahatimento
N.'
986
3£
SOa SC."^T M-C
Toda
a
correspondência
deve
ser
remettida, franca de porte,
á administração
do jornal
—O
«Commercio
do Minho», rua No
va,
n.°
4.
SABBADO
20 DE
SETEMBRO DE
<879
O
mundo,
considerada
a
sua
civilisa-
ção
pelo
aspecto
externo das
nações
no
século actual
é
similhante
ao
mar,
que
em
noite
amena
do
estio,
apresenta
pra
teada
e
tranquila
a
superfície, quando
a
lua
volta
sua
face
para
o
mundo;
mas
que
em
seu
seio
guarda
comprimi
da
a
onda
furiosa,
que
soltando-se.
tor
nará embravecida e
espumosa
essa bri
lhante
superfície,
onde
se
sepultará
o
na
vegante
inexperiente.
Tal
é
o
quadro
que
nos offerece
o
mundo
actual! Por
fóra
muitos europeis,
por
dentro
a
miséria
e
a
devassidão
que
o
hão-de
prostraj.
Que
importa
que
o
escriptor,
cercado
de
prestigio,
inspirado
em
seu
genio,
ele
ve a
sua
vigorosa
palavra
entre
os
bra
dos
da
profanação e
morte,
que
as
tur
bas
fazem resoar
no
espaço
e n’
um
es
forço
sublime
combata
os
erros da epoca?
A
desmoralisação
que
lavra
entre o
povo,
nunca
abafará
a
voz
da
moral,
mas
não
a
deixam
ouvir
e
esse,
que
a
ousou
sodar do
peito,
vê-se
perseguido
por
quem
o
devera
proteger.
Os livros,
sob
a
apparencia
de
frívo
los,
ahi estão n’uma
grande
parte
dando
ao
vicio
o colorido
da
virtude, engran
decendo
as paixões
baixas,
maldizendo
todos os
podeies, e
inventando
tragédias,
em
que
o
ministro
de
Deus,
raro
é
não
exercer
o
mais
abominável
emprego
do
plano.
E
convidam
o
leitor
a
considerar
o
romance,
que
lêem,
não
o producto
d
’
um
coração
ulcerado,
mas
um
excedente
codigo
de
moral
mais
ou
menos
romanti-
zado
segundo
a
epoca!
Temos
ainda
os
jornaes
com
os
seus
folhetins
e
noticias
em
que
mais
ou
me
nos
é
atacada
a
religião,
os
bons
costu
mes
e
a
virtude.
Com
palavras
euphoni-
cas
e
harmoniosas,
mas
salpicadas
do
s»l
do sarcasmo,
dirigido
sobre
a
religião,
o
sacerdote,
a
virtude
e
a
familia,
o jorna
lista
ímpio
concorre
poderosamente
para
este mal-estar
da
sociedade.
D
’
antes
um livro
immoral,
apenas
lido
pelo
chefe
de
família,
vigiado
em
sua
edu
cação,
era
queimado,
ou
sumido
aos
olhos
do
pudor, mas
hoje,
é
o
contrario:
os
ro
mances
dos
auctores
mais
lascivos
e
im-
moraes,
disputam
o
lugar
aos
livros
reli
giosos
e
em
muitas
casas
aquelles
são
acceites
e
estes
repellidos!
Com
o
jorna
lismo
acontece
o
mesmo:
o
incolor
«Dia-
rio
de
Noticias»,
o
innocenle
«Jornal
do
Commercio»,
e
todos
os
mais
da impren
sa
impia,
são lidos
por
grande
numero
de
leitores,
ao
passo que
os
jornaes
catholi-
cos, como «A
Ordem»,
a
«Nação»,
a
«Palavra»,
o
«Commercio
do
Minho»,
são
banidos
de
grande
numero
de
casas,
como
prejudiciaes
á
sociedade!
A
desmoralisação
dos
costumes por
toda
a
parte.
A
prostituição
é
patrocinada
pe
las
auctoridades, ao
passo
que
o
profes
sar
n
’
esses auxílios
de
virtudes,
que
se
chamam
—
conventos
—
é
prohibido
em
no
me
da
lei
e
da
liberdade!
Se
entrarmos
em
muitos
lares
obser
varemos
o
pae
de familia
sobre
a
meza
do
jogo
preparando
o declive por
onde
deve atirar
á
voragem, á
miséria
e
ao
crime,
a
innocenle prole.
A
esposa, mui
tas
vezes, desfolha na
anle-camara
do
baile
as
ultimas
flores
dã
honestidade.
Mas
para
que
citar mais exemplos sobre
a
desmoralisação
que
lavra
por
toda
a
parte?
Quem
a
não
vê
e
não
conhece!
Quem
lhe
não
terá
sentido algum
de
seus terríveis
efleitos?
D
’
onde
virá
pois
o
remedio
para
tan
tos
males?
Do
christianismo.
Ajuntemo-nos nós
todos os
catholícos,
formemos
como
que
um
só
indivíduo,
tornemo-nos
bons
e
fer
vorosos christãos,
e'fortalecidos pelas
san
tas
crenças
que
aprendemos
na
infancia
procuremos
por todos
os
meios
debellar
a
origem
dos
males,
que
assoberbam
a
sociedade
moderna
—
o
liberalismo.
J.
M.
R.
Valente.
Da
«Nação»:
Recebemos
muito
boas noticias
da
Al
lemanha.
A
Senhora
Dona
Isabel
de
Bragança
e
o Príncipe
Recemnascido
continuam
bem.
O
Príncipe
nasceu
no
palaçio
de
Seu
Tio
o
Archiduque
Carlos
Luiz
em
Rot-
tensteih,
proximo
a
Meran,
Tyrol
aus
tríaco.
Esperava-se
que o
Baptismo
teria
lo-
gar
no dia
10,
sendo
Padrinho
Sua
Ma-
gestade
o
Imperador
d
’
Áustria,
represen
tado
por Sua
Alteza
Real
o
Senhor
Con
de de
Bardi,
e
Madrinha
Sua Alteza
a
Princeza
de
Lowensthein,
representada
por
Sua
Alteza Real
a Senhora
Infanta
Dona Maria
Antonia.
O
Recemnascido
receberia
o
nome
de
Francismo
José,
por.ser o
do
Seu
Au
gusto
Padrinho
O
Senhor
D.
Miguel
e
o
Príncipe
mais
velho
gozam
perfeita
saude.
Era
espe,rada
em
Rottenstein
a Se
nhora Dona
Adelaide de
Bragança.
De
todos
ps outros membros
da Fa
milia Real
Porlugueza
exilada
temos
igual
mente, louvado Deus,
óptimas
noticias.
GHRONICÂ
ESTRANGEIRA
Recentemente
os
ilalianissimos espe
ravam
muito
da
Prussia
e
faziam
do
chan-
celler
os
elogios
mais rasgados.
Mancmi
exclamou
um
dia
na
camara
dos
depu
tados:
«Qnizera
que
o
príncipe
de
Bismark
manejasse
o
timão
do
Estado
na
Italia»!
Segundo
parece,
a
scèna
mudou
intei
ramente.
A
Allemanha
vae-se
collocando
em
aclilude
que
assusta
oão
pouco
os
usurpadores
sacrílegos:
<L
Opinioue®,
pê-
riodico
revolucionário,
escieveu
ha
pouco.
«Na
Austria-Hungria,
como
na
Allema
nha,
na ordem
economica,
como
na po
lilica,
sopra um
vento
pouco profícuo
á
liberdade,
o
qual
póde
ler
efleitos
não
previstos
ainda
e que
se
não
podem
pre
dizer
nas
relações
com
os Estados
estran
geiros
liberaes»
Em
virtude
d
’isto, Cairoli,
presidente
do ministério,
dirigiu-se
ha
dias
á
Alle
manha,
desejoso
de
ver
em pessoa
o
que
alli
occorre,
de
visitar
os amigos, de
trazer
á
memória
promessas
antigas,
e
de
interessar
a
poderosos.
Por
desdita
sua
nem
sequer
foi
recebido
pelo
chanceller,
que
pretextou
«diplomaticamente»
uma
enfermidade.
_
«11
Diritto»
escreve
que
nao
póde pre
ver
quando, como
e
em
que ponto
se
deterá
o
príncipe
de
Bismark
em
a
nova
perigosa
senda
por onde
se
ha
meltido.
O mesmo
periodico
manifesta
o
desejo
de apellar cada
vez
mais
para
a força
para
impedir
a
derrota
dos
seus
amigos.
«Uma
suprema
necessidade,
escrevia
não
ha
muito,
deve persuadir
ainda
aos
mais
ardentes
fautores
d
’
uma
velha
fórmula
an
tiga
de
liberdade
absoluta, que
por
esta
via
não
se
sae,
ou
se
vae expeditamente
á
perdição.
Não
é
san
principio
de
liber
dadé
o
que se
reduz
a
deixar
fazer
e
a
deixar
passar,
contra
os interesses
reco
nhecidos
e
mais
sagrados
da
ideia
liberal».
Eis
outras palavras
suas,
que
conven
cem
do
medo
que o domina:
«De
veras
que
a
não
ler
se
a
fé
mais
segura
e
mais
absoluta
na
liberdade
e
na
sua
vicloria
definitiva,
existiriam
nos
momentos
actuaes
grandes
motivos,
se
não para
desesperar
da
sorte
reservada
a
este principio inde-
fectivel,
para
sérias
preoccupações».
Eis
um
facto
quasi
incrível
que
per
suade
até
á evidencia
a
situação
angustiosa
da Italia:
Está-se
restaurando
actualmente
o
pa-
lacio
ducal
de Veneza.
Terminada
a
obra
principal,
quizeram
pôr
debaixo
d’
uma
colurnna
uma
recordação
do
insigne
tra
balho
terminado
fehzmente. Reduzia
se
ai
uma
acta,
subscripta
por
um
notário,
e!
a
uma
moeda que
devia
ser
de
vinte
li-1
ras,.
com
a
imagem
de
Humberto.
Pro-1
curou-se
a
moeda
por
toda
a
parte
e!
não
se
poude achar, enviou-se
pedidos
pa<a
Roma,
Milão,
Turim,
etc.,
etc.,
e
succedeu o mesmo,
sendo
preciso
metler
uma
moela
equivalente, com
o
retrato
de
Victor
Manuel!
—
Na
França
continuam
a
ser
commetti-
dos
horrorosos
crimes
contra
a
Religião
e
seus
ministros.
No
dia
12
d
’
agos>o
foram
victimas
da
ferocidade
demagógica
vários
alumnos
do;
Seminário
das
Missões
estrangeiras,
que
|
ha
mais
de
iO
annos possue
perto
de;
Meudon
uma
casa
de campo, onde
os
se-|
minarislas
passam
annualmente
as
ferias.
Ha
dias
uns
30,
depois
de
assistirem
em
Clamarl
aos
Oílicios
da Adoração
per
petua,
voltavam
á
casa
de
campo.
De
súbito
ouviram
uma detonação, e
deitaram
a
fugir.
Tres
ficaram
feridos. De
gravi
dade um, Luiz
Laurenl,
que recebeu
no
corpo
vinte
e
quatro
grãos
de
chumbo.
Na
praça
da Bastilha
foram
accom-
mettidos
o cura
de
Corbeil
e
o
seu
vi
gário,
na
presença
d
’
umas
tres
mil
pes
soas.
Em
Donai,
o
abbade
Dazzer,
arcipres
te
de S. Pedro, ao
voltar
a
casa,
viu-se
seguido
por
um
oflicial
subalterno,
que
grilava:
«Eis
aqui
um
cura!
E’
preciso
cortar-lhe
a
cabeça»!
E
tirou
da
espada,
e
descarregou
um lorle golpe sobre
o
sacerdote.
Felizmente
a arma,
desviada
pelo
chapéu, deu
nas
costas
do
arcipres
te,
sem
o
ferir.
Accudiu
gente
e
pren
deu
o
canibal,
digno
de
figurar
na
pró
xima
Communa,
inevitável
sem um mila
gre
de Deus.
—
Já
vimos
como
na Allemanha
se
pensa
a
respeito
dos
ilalianissimos.
Poslo-
que
saibiamos
que
lambem
são
despre-
sados
na Inglaterra,
eis
um
facto
recente
que
o
confirma
d’
uma
maneira
victoriosa:
Saiu
de
Roma
sir
Augusto
Paget,
em
baixador
da
rainha
Vicloria.
Segundo
o
Paese,
antes
de partir leve
uma
larga
entrevista
com o
conde
MafTei, secretario
geral
dos
negocios
estrangeiros,
e
não
lhe
occultou
que
se
insinua certa des
confiança
no
gabinete inglez sobre
a
Ita-
lia,
pela
aclilude
excessivamenle
benevola
com
a
Grécia
que
utlimamente teem
to
mado
os
ministros
do
soberano
piemontez.
Maffei
defendeu-se
dizendo que
a
Italia
só
se
propõe
resolver, d
’accordo
com
as
demais
potências,
as
questões
importan
tes
que
se
agitam
na
Europa.
—Tudo
parece
indicar
que
a
Áustria
se
cançou
de
oolTrer
os
ilalianissimos.
e
que
tomará
contra
elles graves
determinações
por
pouco
que
tornem
a
desmandar-se.
Os
generaes
Thun
e
Keim
foram
ins-
peccionar
as
fortificações do
Tirõí, onde
se
construíram
novos
fortes
Dá-se
gran
de importância á
fortificação
do
Monte
Brione,
situado
entre
Torbole
e
Rivá;
do
mina o
caminho
que
conduz
de
Roveredo
ao
lago
de
G>rda.
Estes preparativos
teem
causado gran
de
alarma
no
mundo
político.
Nos
Annaes militares
austríacos
o
co
ronel
Haymerle
publicou
um
artigo in
titulado
Res
llaliae,
terrível
para
os ita-
lianissimos.
Eis
algumas
das coisas
que
recorda
o
articulista.
Recorda
que,
quando
era 1876
se
celebrou
a
festa
secular
da
batalha de
Legnamo,
se
levaram procissionalmente
as
bandeiras
de
Trieste
e
de
Trento,
pro-
nunctando-se
além
d’
isso
discursos
para
a
incorporação á
Italia d
’
aqoelles
dois
ter
ritórios
austríacos.
Accrescenla
que
um
prefeito
representou
alli
o
ministro
do
interior,
como lambem
não
faltaram
com-
missões
do
exercito,
da
marinha,
do
Se
nado
e
da
camara.
Recorda
que
em
1877
os que
comme-
moraram
o
de
Mentana,
atacaram violen-
lamente
o
império,
pronunciando-se
dis
cursos
favoráveis
á dieta união.
Recorda
que
sobre
o
tumulo
de
Vi
ctor
Manoel
se
collocaram
coroas
onde
se
lia:
Trento
(ou Tríesle) a
seu
Rei,
é
que
não se impediu
que
entre
os
escudos
das
cidades
que
adornavam
o
caminho
que
devia
seguir
o
fúnebre
cortejo
esti
vesse
o
da
cidade
austríaca
de
Capo
de
Islria.
Recorda
que
a
festa
commemorativa
das
Cinco jornadas, pela
retirada dos
tro-
pas austríacas
de
Milão,
que Radetzky
di
rigiu,
é
cada
vez
um
pretexto
para as
mais
acerbas invectivas
contra
a
Áustria.
Recoida
os
meelings
que
se
celebraram
depois
do
congresso
de
Berlim,
nos
quaes
se
convidava
abertameute
o
povo
a
tomar
as
armas
contra a
Áustria,
dizendo
que
eila
dispunha
massacres
nos
povos.
Ac-
cresceuta
que,
sem
consideiação
á
ho
spitalidade,
que
ainda
entre
os barbaros
é
sagrada,
o
escudo
do
consulado
auslro-
hungaro em
Veneza
foi
arrojado recente-
IIIÇIHC
30 C3U31, 3SSIIIJ COlliu
A]UC, COO
*
ira
os
consulados
de Liorna
e
de'Géno
va, houve
escandalosas
demonstrações
de
rua,
não
se
livrando d’
ellas
tão
pouco
a
embaixada
de Roma.
Erafim
recorda
que com
seu
irmão, o
embaixador
da
Áustria
junto
d
’
flumberto,
visitava
ha algum
tempo
algumas
escolas
ilalianissimas,
nas quaes
viram
o oMappa
do
reino
dTtalia
para
uso
das
escolas
compilado
por
A. t.,
quinta
edição,
Tu^
rin,
1873».
N
’elle
a
fronteira
italiana
es
tá
signalada
sobre
o
Brennero, com
a
mesma
cor
que
serve
para
as
demais fron
teiras
do reino;
o
Tyrol
meridional
está
indicado
como uma
província
italiana
do
Trentino.
Accrescenla
que
o
dicto
Mappa
se
encontra
além
d
’
isso
no
buffel
da
es
tação
do
caminho
de
ferro
de Florencia
e
que
serve
lambem
para
o
ensino
nas
escolas
militares
e
civis.
Tendo
alguns
periódicos
dicto
que
a
relerida
publicação
está
pouco
conforme
com
os
costumes
diplomáticos,
a
Nord
Deulsche
Allgemeine Zeitung
escreveu
as
seguintes
linhas,
mais
graves
sem
duvida
do
que
o
artigo
a
que
se
referem:
«O
ministério da
Guerra
austríaco,
que
«pepmilliu
a
publicação, deve ser
em
glaes
questões
juiz
muito competente;
«tanto
mais
que
podemos
assegurar
ao
tNord
que
o
dicto
ministério
esláconfor-
«me
com
a
opinião publica
de todo
o
im-
«perio
austro-hungaro.
Em
face
de agi-
«tações
similhantes á
occorrida em
pró
«da
llalia
irridenla,
com
annuencia
das
«aucloridades
italianas,
ao menos das
«d
’
então,
cessam
as
obrigações
da diplo-
«macia,
substituindo-as
para
logo
o
mi-
«nislerio
da
guerra».
GAZETILHA
.Honte
pio
«!e
S.
Joaé.—
No
arti
go,
que
sob esta
epigrapbe
publicámos
em
o
n.°
anterior,
ha
uma
errata impor
tante.
Na
l.
a pag., coll.
3.
a
,
linh. 36,
onde
se
íê:
«para
a
minoria
dos
associa
dos..,»
deve
ler-se:
«para
*
a maioria
dos
associados...»
Ao
«Wiario
■IluBtrndo». —
Este
nosso
collega
diz
em
um
dos
seus
últi
mos
numeros,
que
lhe consta,
que
o par
tido
progressista
d
’esta
cidade
vae
tomar
conta
do
«Commercio
do
Minho».
Podêmos
afliaoçar
ao
illustrado
colle
ga,
que
a
notícia
não
é
verdadeira.
Fe«tividi«de.
—
Tem
amanhã
logar
a
festividade
que
costuma
fazer-se na
egreja
do
convento
do
Salvador,
em
honra
da
gloriosa
Virgem
Marlyr
Santa
Filomena.
Pelas
11
horas
da
manhã,
depois
de
exposto
o SS.,
canlar-se-há
missa
a
gran
de
instrumental,
e
de
tarde,
pelas
4
ho
ras,
subirá
ao
púlpito
um
familiar
de
S.
Exc.
a
Revd.
ma
,
que
fará
o
panegyrico
d
’aqnella
milagrosa
Santa;
concluindo
to-
•
da
a
festa com
um
solemne
Tu
Deum.
Esta
festividade
é feita
a expensas
de
alguns
devotos,
os
quaes
se
tornam
di
gnos
dos
maiores
gabos,
por
não
se
pou
parem
a
trabalhos
e
fadigas para
a
tornarem
o
mais
brilhante
possível.
Outra.—
A’manhã,
21
do
eorrenle,
celebra-se
na
capella
do
hospital
de
S.
Marcos,
a
festa
de
N. Senhora
das Dô-
res,
havendo
missa
solemne, exposição
e
sermão.
E’
orador
o
exc
,D0
dr.
Moreira Gui
marães, que,
como provedor da Misericór
dia
e
administrador
do
hospital,
louvavel
mente
a isso
prestou, aíim
de
que
esta
festa
se
fizesse com
a maior
solemnidade.
Ordens.
—
S.
Exc.a
Revm.
a confere
hoje
Ordens
maiores,
na
sua capella
do
Paço,
ás
8 horas
da
manhã.
Citroniea
Keligiosi
*
.
—
Começa
ho
je
a
novena
de
S.
Miguel-Archanjo.
Amanhã:
—
Be
manhã
procissão
do
Sa
cramento
na
Sé,
e
de
tarde
exercícios
nos
Terceiros e
Carmo.
Festa
das
Dôres
na
Caridade.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
CoiinelHio
«I®
«HiMtricto.
—
Em
sessão
de
12,
o
conselho
de
disbicto
tomou,
entre
outras
as
seguintes
resoluções:
Foi
de parecer
que
estavam
nos ter
mos de
ser
approvadós
os
orçamentos
das
seguintes
corporações,
respeitantes
a
1879-
1880:
No
concelho
de
Braga:
do
asylo de
S.
José,
e
da
irmandade
da
Senhora
da
La
pa.—
No
concelho
de
Guimarães:
do
San
tíssimo Sacramento,
da
fieguezia
de
Ron-
fe;
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
S.
Jorge
de
Selho,
Santo
Homem
Bom,
da
freguezia
de
S.
Paio.—
No concelho
de
Famalicáo:
do
Satissimo
Sacramento,
e
le
gado
dos
pobres,
da
freguezia
de
Te
lhado.
Approvou
as
*
seguintes
contas:
Da
camara
municipal
de
Lanhoso;
res
peitantes
de
1868-1869.
—Do
Espirito
San
to,
da
freguezia
de
Pedralva.
e
Almas,
da
freguezia
de Ferreiros,
do
concelho
de
Braga,
as
primeiras
respeitantes
a
1861-
1862
até
1877-1878,
e
as
segundas
a
a
1866-1867
até
1878-1879.
—Do
asylo
de
entrevados,
e
Almas,
da
freguezia
de
Pal
me, do
concelho
de
Barcellos,
as pri
meiras
dos
annos
de
1874-1875
até
1877-
1878, e
as segundas
respeitantes
a
1872-
1873
até
1877-1878.
Mandou
devolver
ao
administrador
de
Amares
as
seguintes:
Das
Almas,
das
freguezias
de
Barrei
ros,
e
Lago; Santíssimo
Sacramento,
das
freguezias
do
Lago,
Carrasedo.
e
Figuei
redo;
S.
Sebastião
e
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Dornellas.
Ao
administrador
de
Braga:
Da
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Santa
Lucrecia,
e
Senhora
do
Rosa-
rio,
da
freguezia
de
S.
Vicente
de
Penso.
Clerical.—
Alguns
de
nossos leitores
talvez
não
tenham conhecimento
da
gran
de
perseguição
em
França
levantada
con
tra
o
clericalismo,
isto
é,
contra
os
pa
dres,
ou,
para melhor dizer
a
verdade
d’
uma
vez,
contra
o
catholicismo.
Uma
testimunha
presencial
enviou
ao
«Figaro»
a
seguinte
noticia:
«Um
padre
tomou
logar
n
’um
orani-
bus,
que
faz
carreira
entre a
Magdalena
e
a
Bastilha.
Entra
um sugeito
que,
an
tes
de
sentar-se
em frente,
descobriu
se
e
o
cumprimentou.
O ecclesiastico,
jul
gando reconhecer
o
indivíduo,
pergun
tou
lhe:
—
Não
é
o
snr. F... a
quem
lenho
a
honra
de
fallar?
—
Perdão, meu
reverendo
senhor,
não
somos
conhecidos
um
do
outro. Nem
tampouco
eu
sou clerical; mas
em
vista
das
injurias que
dirigem
ao
clero
os
snrs.
Ferry
e
companhia,
deliberei,
fiz
voto
que
é
mais
alguma cousa,
de
cum
primentar
por
força,
mas
respeilosamente
lodos
os padres
com
quem
me
encon
trasse.
Fico
assim
mais
socegado.»
E
é
facto
que
esta
demonstração
está
muito
em pratica,
e
tanto
mais
onde
é
maior
a
perseguição
aos
padres.
Bom se
ria
que
por cá
se
praticasse
da
mesma
fórma;
infelizmenle
porém,
é graude
o
numero
de
pessoas
que
menosprezam o
padre,
principalmente
em
publico,
talvez
porque
se
envergonham
de
manifestar
o
respeito devido
de
homem
para
homem
por
meio d
’
um
aclo
de
civilidade,
quan
do
mais
não
seja.
O
que
mais pasmoso
é
ainda,
e
que
se
vê
repeti
lo
a
cada in
stante,
é
um
padre
encontrar
outro
e
fazer a
vista
grossa,
como
costuma
di
zer-se,
e
não
dar
a
menor demonstra
ção
de
civilidade.
Pois
em
sendo
um
pa
dre
petimetre que
encontre um
padre
com
distinctivo
do que
é,
já
é sabido
que
vira
a
cara,
ou
faz caras altas,
para
o
não
saudar!
«
Collegio
Aca«len»ieo
«I®
N.
Se-
nliora
ri®
(aiiiadielup®.
—
Chamamos a
atlenção
dos
paes
de
familia
para o an-
nuncio
que
na
quarta
pagina
hoje
publi
camos.
O
Collegio
Académico de
N.
Senhora
de
Guadelupe
é um
estabelecimento
acre
ditadissimo.
A
instrucção
que
alli
se
sub-
ministra, é
alliada
a
uma educação
pu-
ramenle
religiosa.
Tanto
basta
para
que
o indiquemos
aos
paes
de
familia.
degrado
Wiotíeo.
—
Lêmos
co,m má
goa
o
seguinte
na
«Palavra»
de
ante-hon-
tem:
Hontem
pelas
10
horas
da
manhã
foi
Sacramentado
e
ungido
o
snr.
Francisco
Pereira
d’
Azevedo,
antigo
proprietário
do
«Portugal»,
«Monarchia».
«Direito»
e
ul-
timamente
da
«Propaganda
Catholica»
e
«Libertador
das
almas».
Pede
aos
seus
amigos que, se
falle-
cer,
eencommendem
sua
alma
a
Deus,
e
se Nosso
Senhor permittir
que
escape
da
gravíssima
moléstia
por que
está
passan
do,
o
protejam
cada
um
com
o
que po
der.
FubSsctsçõea.
—
Continuamos
a
accu-
sar
a
recepção
das
que ultimamente
ha
vemos recebido:
PORTUGAL
ANTIGO
E
MODERNO.—
Recebemos o fascículo
141
d
’esta
obra,
que
tornará immorredoiro
o
nome
do
seu
esclarecido
auctor,
o
snr.
Pinho
Leal.
Este
fascículo, que
vae
de
paginas
469
a
500 do
volume
VIII,
continúa,
e
ainda
não
conclue,
uma
extensa e
eru-
ditissima noticia sobre
Santarém.
O
Portugal
antigo
e
moderno é uma
das
publicações mais
motaveis
e
mais
prestimosas
que
se leem
feito em
Portu
gal
Hoje não
ha
já
quem
deixe
de
o reco
nhecer.
—
HISTORIA
DE
PORTUGAL,
1LLUS-
TRADA.
—
Publicou-se
o
fascículo
n.°
27
d
’
esta obra,
editorada
pela
Empreza
Lil-
leraria
de
Lisboa.
Comprehende as
folhas
37,
38
e
39
do
volume
II.
A formosa
gravura
que a
acompanha
allude
á
Morte
do
conde An-
deiro.
—
MARAVILHAS
DA
CREAÇÂO, por
Pedro
M.
Posser.
—
Recebemos
o
ultimo
fascículo
publicado.
Os
leitores
já
teem
conhecimento
do
que pensamos d’esle
li
vro;
só
nos
resta
dizer
que
a
sua
pu
blicação é
feita
com
toda
a regulari
dade.
—L.A
NATURALEZA.
—
Recebemos
o
n.°85
do 2.°
anno
d
’
esta
excellente
revista
madrilena.
Contém:
—A
erupção
do
Etna
—
O
cloruro
de
Metilo
e
a
producção
do
frio
—
Quatro
palavras
sobre
Lumen
—
A
bomba
injectora
Chiazzari —
Investigações
sobre
a
electricidade
—
Miscellanea.
Traz
lambem
varias
gravuras.
La
Naturaleza
é
um semanario
impor
tantíssimo
como
vulgarisador
das
scien-
cias physicas
e
naturaes.
O
seu
preço
é
modicissitno.
Atravez
«la
província.
—
Ao
anoi
tecer
do
dia
14
do
corrente,
no
logar
da
Feira,
freguezia
de
S.
Julião do
Freixo,
do
concelho
de
Ponte
do
Lima,
Manuel
Antonio
da
Costa,
viuvo,
do
logar
do
Eido,
freguezia
de
Villar
das Almas,
es
faqueou
um pobre
homem,
deixando-o
em
perigo
de
vida.
—
Os
preços
dos
cereaes
no
ultimo
mercado
semanal
da
cidade
de
Guimarães
são
os
seguintes:
—(Duplo
decalilro)
—
trigo,
800
—centeio,
650
—milho
alvo,
800
—
mi-.
Ihão
branco,
730
—
milhão
amarello, 680
—
painço,
540
—
feijão
vermelho,
800
—feijão
branco,
700
—
feijão
amarello.
600—
feijão
rajado,
560
—
feijão
fradinho,
540—
balatas.
400
—
azeite
(litro),
280
-vinho
(litro),
80.
—
Grassam
no
concelho
de Ponte
do
Lima,
as desinterias epidemicas,
ou febre
typhoide
benigna,
que
pede
os
maiores
cuidados
pela
facilidade
do
contagio,—
resultante
do
desleixo
com
que
dentro
das
casas
dos
atacados
são
conservadas
as
dejecções,
nos vasos, ou
nas
cloacas
em
que
são
aquellás
lançadas.—
Em
Fon-
tão
tem,
ha
oito
dias,
morrido
um in
divíduo
em
cada
dia.
—
O
preço
do
kilogramma
das
carnes
nos
talhos
do concelho
de
Vianna,
na
primeira
quinzena
do corrente
mez,
foi
o
seguinte:
—
Carne
de
vacca
240,
de
porco
320,
e
de
carneiro
60.
—
Na
manhã
do
dia
15 do
corrente
mez,
Custodia
Martins,
e marido,
Caeta
no
Gonçalves,
do
logar
d
’
Agua-levada
da
freguezia de
Souio
d’
Abbade,
do concelho
de
Ponte
do
Lima,
dirigiam-se para
a
feira quinzenal
de
S.
Julião
do Freixo,
conduzindo
uma
junta
de
bois.
—
A
mulher
levava
um
d
’
elles
pela
sôga,
tendo
metti-
do
no
braço
esquerdo a
aza
d
’
aquella
pri
são.
—
Na
occasião.
porém,
em
que che
gava
ao logar
de Fonte
Ribeira,
a
pouca
distancia
da
sua
residência,
o boi
que a
dita
Custodia
Martins
conduzia
assustou-
se,
lançou-a
por terra, e partiu
n’
uma
carreira
vertiginosa
pela
costa
abaixo,
por
entre
os
carvalhos,
arrastando
comsigo
a
infeliz
mulher.
—
O
marido
d
’
ella,
que
se
guia a
traz,
conduzindo
o
outro
boi,
pre
tendeu
salval-a,
mas
foram
inúteis
todos
os
seus
esforços.
—
A
desgraçada
mulher,
assim arrastada
até
perto
do
eido
de
João
Monteiro,
n
’
uma
distancia
de
198
metros,
só
ahi
parou,
pela
aza
da
sôga
ler
arrebentado,
mas já
cadaver,
pois
ti
nha
batido
de
encontro
a
diversas
arvo
res.
—
Na
semana
passada
foi
preso
em
Monsão,
e
entregue
ao
poder
judicial,
Manuel
José
Trancozo,
da
freguezia
de
Barbeila,
d
’
aquelle
concelho,
por
ler
rou
bado,
na
noite
de
6
para
7
do
corrente,
uma
junta
de
bois a
José Dignes,
da
fre
guezia
de
Ceivães,
do
mesmo concelho.
—O
preso
confessou o
roubo,
e
declarou
que havia
vendido
os
bois
em
Ponte
do
Lima.
—
Foram-lhe
ainda
encontrados
reis
38$000.
Testmaiento
falso
—
Lèmos
na
«União»,
diário do
Porto,
d’
ante-hon-
tem:
«A
’
s
onze e
meia
horas da noite
de
trinta
do
mez
passado,
falleceu
na
fregue
zia
da
Foz
do
Douro
a
snr.
a
D.
Marga
rida
Candida
da
Cunha,
viuva,
com
bas
tantes
meios
de
fortuna
e
sem herdeiros
forçados.
A
’
s
nove
horas
da
manhã do dia
trinta
e
um entraram,
porém,
na
casa
da
fallecida,
a
convite
d
’um sujeito muito
conhecido n
’
esta
cidade, o
tabellião
e
cin
co
testimunhas
respeitabilíssimas,
a
fim
de
se
approvar
o
testamento
da
morta.
O
indivíduo
que havia
feito
os
convites
referidos
e
que se suppõe querer apro
veitar
para si
os
haveres da
defuncta,
lendo
removido
do
leito
o
cadaver
de
D.
Margarida,
substiluiu-o
com o
corpo
e
alma
d
’
uma
velha,
convenientemente
en
saiada;
e,
cassada
cautelosamente
a luz
do
quarto de
cama da
sopposta
doente,
encetou
com a
mais bem fingida
tranqnil-
lidade
o
roubo
da
herança.
Mas,
como nem
sempre
as
coisas correm
como
se
quer,
o
ladrão
não
poude
levar
a
cabo
o
seu
plano
perante
o
contratempo
de
lh
’o
des
cobrirem
a
tempo
o
tabellião
e
as
tes
timunhas,
todos
incapazes
de protegerem
tamanha
e tão
descarada
ladroeira.
Consta
que
a
policia,
tomando
conta
do
caso,
ja
interrogou
todos
quantos
o
presenciaram
em
boa
fé
e
o
participara
ao
juízo
criminal.
Já
não
é
o
primeiro
attentado
d
’esta
natureza
n
’esta
cidade,
e
bom
será pôr-lhe
cobro,
por
meio
d
’um castigo
severo
e
bem publico
para exemplificar.
Diz-se por
ahi,
que
o
criminoso,
por
ser
commerciante e muito
metlidiço,
conta
ficar
impune,
por
pedidos
ou
por
dinheiro».
Óptimo!
Sinistros
orcorrislos
nos
eaaui-
nlios
de ferro
etn
Inglaterra
__
Durante o
primeiro
semestre
do
corrente
anno,
os
sinistros
occorridos
nos
cami
nhos
de
ferro
em
Inglaterra
causaram
a
morte
a
404
pessoas,
e
ferimentos
mais
ou
menos
graves
a
1:397.
Houve 50
choques,
37
descarrilamen-
tos, e
1:282 rails
quebrados;
34
passa
geiros
mortos e 215
feridos
por
causa
da
sua
própria
imprudência.
O
numero de empregados
de
differen-
les
companhias
que
talleceram
no
exercí
cio
do seu cargo
é
de
188,
e
de
820
e
dos
quaes
se
aleijaram.
UM
j
TIMAS
NOTICIAS
Lisboa.
18—Na
Bolsa
venderam-se:
8
acções
do
empréstimo
á
cidade
de
Lisboa
a
88$800
reis;
11
obrigações
prediaes
a
92$300;
4
acções
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro
a
89$700; 10
contos
em
inscripções
a
51.19;
10
a
51,20;
10:000
pezetas
do
dividendo
interno
amorlisavel
a
35.20.
A
alfândega
rendeu
a
quantia
de
reis
9:974$145.
Paris,
16.
—
A
bolsa
fraquejou
hoje
em
consequência
do
boato
da
morte
do
czar.
A
embaixada
russa
não recebeu
tal
noticia,
que
se
considera
destituida
de
fundamento.
Londres,
16.
—
Embarcaram
para
as
tropas
inglezas
do
Afghanistan
40
ofiiciaes
e
1:100
praças
de
pret.
E
’
formalmente
desmentida
a
morte
e
doença
do
imperador
da
Rússia.
Brevemenle
será
levantado
o
estado
de
sitio
de S.
Petersburgo.
Berlim,
16.
—
Foi dissolvida
a
camara
dos
deputados
prussiana.
Os
eleitores
do
primeiro
grau
foram
convocados
para
30
de
setembro.
A
eleição
de
deputados
foi
lixada
para
7
de
outubro.
Londres,
17.
—
Dizem
de
Bombaim
ao
«Standard»
que
alli
se acredita o
boato
do
emir
se
ter
reunido
aos
insurgentes;
foi
espalhado por
esíes afim de
excitarem
as
tribus
á revolta,
mas
a
tentativa
parece
que
se
mallogrou porque
as
tribus mani
festam disposições
amigaveis.
Lm
telegramma
de
8.
Petersburgo
diz
que
é
excellente
a
saude
do
czar.
New-York, 16
—
O ministro
do Chili
desmente
que
haja
negociações
entre
o
Chili
e
o Peru.
O
Chili
não
cederá
nenhum
territó
rio.
Londres
17
—
Annunciam
do Cabo
da
Boa
Esperança
em
29
d
’
agosto
que
Cet-
tiwayo foi
aprisionado.
SECÇÃO
BE fiOWlJiWWS
Estimulo e exhortação aos devo
tos e bemfeitores
da devoção
da SENHORA DO DESTERRO
DE
JESUS, MARIA, JOSÉ, na
Povoa
do
Varzim.
Nunca
são
de
mais
as
devoções reli
giosas,
manifestadas
pelo
culto
sagrado das
imagens.
Para
o
indifferentismo
religioso é
a
tendencia
da
epcba;
é preciso
mostrar
que
não esquecemos
as
doutrinas
santas
e ver
dadeiras
que
nos
ensinaram
nossos
paes.
como
condição indispensável
para
nossa
felicidade
espiritual
e
temporal.
Façamos
vêr
que
não se apagaram em
nossos
co
rações
esses
sentimentos
suavíssimos
de
nossa
santa
religião;
e
que,
pelo
contra
rio,
são
cada vez
mais
avivados
pelo
fer
vor
da
Fé
que
nos
allumia
os
passos
no
caminho
da
vida.
O
indivíduo
como a
familia,
deve
considerar a
vida
como
um
desterro
temporário,
onde
se
depuram ou
se
perdem almas.
Se
seguem o
caminho
da
virtude,
depuram-se
e
saniiticam-se,
se seguem
o
caminho
dos
desvarios
hu
manos,
perdem-se
e
anniqudam-se.
N
’
es-
te
desterro
da
vida ha,
pois
um
modelo
sagrado que
nos
deve
servir
de
guia
a
nossos
passos:
é
a
familia
Sagrada de
—Je-
sus,
Maria José.
Jesus
espelho divino,
de divinas
per
*
feições,
que
nos
deu
a
prova
maior
que
podemos
conceber
da
amor
de
um
pae:
o
sacriíicio
pela morte;
Maria
a
Rainha
dos Ceos e
da
terra,
concebida
sem
ma
cula,
typo
sem
igual do
amor
de
mãe.
o
amor
divino
que
Deus
lhe
infiltrou
n°
seio;
José
o
protector
eleito
pela
divin
dade
para salvaguardar
o
Redèmptor
do
mundo até
chegar
a epocha
do
grande
sacrifício,
e
ainda
inais:
José
é
hoje
o
protector
da
Egreja
Catholica,
como
defi
niu
o
SS.
Padre
Pio IX.
Não
podemos
portanto
duvidar
de
que
a
devoção
a
Jesus,
Maria, José
conside
rado
este
grupo divino
como
exemplo
na
familia
na
terra,
é
uma
das
devoções
mais
gratas
a
Deus
e
ao
homem:
a
Deus
glo-
rilicando-0
na
sua
obra
misericordiosa
da
redempção;
ao
homem
regulando a vida
pelo
espelho d
’aquella
familia
Sagrada.
Devemos, porisso.
prestar
cuíto
e
ho
menagem
a
Jesus, Maria,
José,
pelos meios
que
a
religião
regula e
a occasião
pro
porcionar.
E’
para
isso
que
se
creou
esta
sublime
devoção
de
Jesus,
Maria,
José,
com
o
titulo
vulgar
de Senhora
do
Des
terro
n’
esta
villa
da
Povoa
de
Varzim,
e
levar-se
a
effeito
dando
principio a
uma
capella
com
a
invocação
do
mencionado
titulo Senhora
do Desterro.
Todos
os
bons
catholicos
habitantes
d’
esta
villa,
podem
concorrer
sem
grande
custo para esta
piedosa obra,
por
diver
so
modo,
cada
qual
em
proporção de
seus
haveres,
este
póde concorrer
com
material
para as
obras,
aquelle
com
es
molas
em
dinheiro, estoutros
com
seu
proprio
trabalho em
dias
disponíveis,
pa
ra obras
da
supradita
capella.
Em
dons
de
maio
de
mil
oitocentos
e
setenta
e
cinco,
promoveu-se
a
creação
de
um fendo,
para
quando as circumstan-
cias
o
premittireui
se
désse
principio
á
mencionada
capella;
esta
tentativa
foi
pou
co
feliz,
porque
desde
então
até
esta
data
não
tem
appareeido
um
corajoso
devoto
que
désse
o
impulso
de
que
depende
o
custeio
da
mesma,
e
por
este
motivo
não
se
deve
descançar
sem
que
se
dê
o
prin
cipio,
para
que depois appareça
quem
lhe
dê
o
fim,
com
grandeza
e
explendor
devido.
O
terreno
para
a
mesma
já
foi
oílere-
cido
por um
benemerito
bemfeitor
e
au
xiliador
o
illm.0
snr
Carlos
de
Mello
Pin
to Cabral,
d
’
esla
villa, em
um
logar
ao
norte d
’
esta
villa.
Esta
valiosa
offerta gra
va
com lettras
de
ouro
o
nome
d
’
este
bemleitor,
nos annaes
da historia
d
’
esta
devoção;
o mesmo
succederá
aos
que
de
futuro
beneficiarem esta
obra
pia,
santa
e
justa.
Animados por
estes
auspiciosos
auxílios
os
abaixo
assignados constituídos
em
commissão
auxiliadora
d
’
esta
devoção,
imploram
a
todos
os
bons
catholicos
e ha
bitantes
d
’
esta
villa
e
suburbios,
a
sua
piedosa
coadjuvação
n
’
esta
obra
tres
vezes
santa, porque
é
de
todos,
e
para
todos,
para
a
qual
devem concorrer
com
donati
vos
em
dinheiro
ou
material
para
as
obras
da
sobredita
capella, e
tudo
mais
que
lhes
sugerir
os
seus
religiosos sentimentos
in
spirados pela
flevoção
do
Desterro
da
Sa
grada
familia
Jesus,
Maria,
José.
Povoa
do
Varzim,
30
de
julho
de
1879.
José
Rodrigues
Barbosa.
Carlos
de
Mello
Pinto
Cabral.
Subscripcão
e
origem
dos
primeiros
fundos
para
custear
as
obras
da
projectada
ca
pella
da
Senhora
do
Desterro, da
Povoa
do
Varzim.
Leilões
de
prendas
em
1875
4$a00
Migalheiros
em
1876
9$300
Liem
em
1878
_
_
7:120
José.Rodrigues
Barboza
em ’
879
78^880
José
Martins
de Oliveira
2:230
D.
Maria
Rosa Martins
Rios
2^250
Anonyma
5!,0
0. Anua
Fernandes
de Castro
500
Anonyma
600
Francisco
Alves dos Santos
2:000
Migalheiro
de
José Rodrigues
Bar
bosa
5$000
Joaquim
Gonçalves
Lima
2$250
Somma
rs.
115$230
SEGUNDO
PORTE DS SUBSCRIPÇÃO
Manoel
Antonio
Martins
de
Terroso
of
ereceu
um
pinheiro
em
taboado.
Manoel
Anlonio
Igreja,
idem
em ta-
taado.
Antonio
Balbute,
um
dia
de
trabalho
de
carpinteiro
com
seus oííiciaes.
Joaquim
Gonçalves
Lima,
um
dia
de
trabalho
de
carpinteiro.
A
obra
de
pedreiro
foi
tratada
por
108$000
reis
—
espera-se
a
coadjuvação
dos
Lemfeitores,
para
concluir
a
obra
que
está
Grava
bem
no
coração
Os
preceitos
de
Jesus.
Se
n
’esle
desterro
queres
Encontrar
seguro
guia,
Recorre, que
é
infalli
vel,
a
’
Virgem
Santa
Maria.
Se
nas
agruras
da
vida
Sentes
vacilar
a
fé,
Busca
alento
nas
virtudes
Do
Patrono
S.
José
ASSÀBrasmos
á
Os
abaixo
assignados
não
podendo
pessoalmente
manifestar
o
seu
eterno
re
conhecimento
a
lodos
os
ill.
nios e
ex.
11105
snrs. que os
cumprimentaram
por
occa
sião
do
fallecimento
de
seu sempre
chora
do
filhinho,
fallecido
no dia
7
do
corrente,
acompanhando-o
á
Real
Capella
de
Santa
Cruz,
e assistindo
á
missa
solemne
que
para
maior
gloria
de Deus
alli
se
cantou
no
dia
9,
e
finalmenle
o
acompanharam
ao
cemitério
publico, prestando-lhe
assim
as
ultimas
honras,
o
fazem
por
este
meio,
protestando
a
lodos
infinda
gratidão.
Braga,
15
de
setembro
de
1879.
Anna
Adelaide
de
Jesus
G.
Vieira
de
■
Campos.
Anlonio
Fernandes
Gomes
de
Campos.
(2618)
«5|t
w
Luisa Maria
Barbosa,
e
filhos, agra
decem
a
todas
as pessoas
que
compar
tilharam
da
sua
grande
dôr,
pelo
infausto
e
permaturo
fallecimento
de
seu
muito
presado
esposo
Estevão
Barbosa,
e
o
obsé
quio
de
terem
acompanhado
os
seus res
tos
mortaes
ao
cemiterio
publico
d
’
esla
cidade.
Braga 17
de
setembro
de
1879.
(2620)
ANNUNC10S
O
abaixo
assignado declara que
é
se
nhor no
dominio
directo
dos
prédios
ur
banos
com
os
n.
os
36.
37, 38
e
39,
si
tuados
na
rua
do
Anjo, e
de
n.
os
poli-
ciaes
10.
11,
12,
13
e
14,
situados ao
largo
do
antigo
arco
de
S.
João,
praso
faleusim
de
que
é
cabeça
a casa de
n.°
40
da quina
ao
entrar
para
a
dita
rua
do
Anjo,
com
frente
principal
para
esta,
e
para
o
dito
largo
para
onde
tem o
n.°
9,
com
o
laudemio
da
quarentena parle,
por
ter
ai
rematado
ern
hasta
publica
o foro
dominical
que
á
camara municipal
se
pagava.
Por
isso
declara que
ninguém
faça
con
trato
algum
d
’alienação
dos
ditos prediós
menos
que
não vá com o
dito
encargo
do
onus
referido
como encargo inheren-
te, que os affecta,
pelo
que
protesta.
E
para que chegue
ao
conhecimento
de lo
dos
e
de
futuro não
poderem
allegar
ignorância,
se faz a
presente
declaração
e
protesto
para
os
fins
e
efleitos
que fo
rem
convenientes
Braga
18
de
setembro
de
1879.
(2621)
Manuel
José
Vieira.
SANGTUARIO
DE
S
TORQUATO
Aviso
aos
empreiteiros.
No
dia
28 de setembro,
por
volta
das
onze
horas da
manhã,
na
secretaria
da
irmandade
de
S.
Torquato,
terá
logar
a
arrematação
das obras
que
hão
de
ser
executadas
no
terreiro
inferior do
men
cionado
Sanctuario.
As
propostas
serão
feitas
em
cartas
fechadas.
O licitante,
no acto
da
arrematação,
depositará
a
quantia
de
sessenta
mil
reis,
para
garantia
do
fiel
cumprimento
do
seu
contracto.
As cdndicções
e
o
projecto
podem
ser
examinadas
todos
os
dias
na
secretaria
da
irmandade.
ARREMDA-SE
Uma
casa de
dois
andares
com
P
e(
Jueno
quintal
e
agua,
na
rua
de S.
Geraldo, n.°
20. Trata-se
na
mesma
rua
n
0 17.
(2623;
ahbskviataç
A
o
Pelas
10
horas
da manhã,
do
dia
5
do
proximo
futuro
mez
d
’
outubro,
á
porta
do
tribunal
judicial,
d’
esta
cidade
e
co
marca
de
Braga,
que
é
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
se
tem
de
proceder
á
hasteação
e
arrematação
pela
segunda
vez
e
por
ametade
do
seu
valor,
das pro
priedades
penhoradas
a
Manoel
Antonio
d
’
Araujo
e
mulher
Maria
Fernandes
e
seu
filho
e
nora,
lodos
da
freguezia
de
Paranhos,
comarca
d
’
A
mares,
para
paga
mento
da
execução
hypothecaria
que
por
este
juizo
e
cartorio
do
escrivão
abaixo
assignado
lhes
movem
as Religiosas do
Convento
Ursulino, d’
esta
cidade;
cujas
propriedades
são os
seguintes:—A
leira
do
Pedro sita
no
logar
de
Paranhos
de
Ci
ma,
freguezia
de Paranhos, comarca de
Amares,
com
agua de
rega;
é
de
natu
reza
allodial
e
foi
louvada na
quantia
de
148$000
reis
e
entra
agora
em
praça
pela quantia
de
74:000
reis
—O
campo
do
Talho
Rodrigo,
prédio
rústico
de
terra
lavradia,
com
agua
de
liiqa
e
rega,
si
tuado
no
mesmo
logar
e
freguezia;
é
de
natureza
allodial
e
foi
tomado
na
quan
tia de
80$000
reis entrando agora
em
praça
no
valor
de
40^000
rs.—O
campo
do
Freirozo
e
leira
da
Farrapilha,
terra
lavradia
com
agua
de
rega,
sita
no
mes
mo
logar
e
freguezia
de
natureza allo
dial;
foi
louvado
na
quantia
de
176$0l>0
reis
e entra
agora
em
praça
no
valor
de
88$000
reis.
De
todas
estas
propriedades
é
depo
sitário
José
Anlonio
Soares,
viuvo,
pro
prietário,
do já
dito
logar,
freguezia
e
comarca.
«9
<sj
Ádoptido em todos
os Hospitaes.
decommendado por
todos os Médicos. jj
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE, DEBILIDADE, FRAQUEZA, PERDAS
BRANCAS, etc.
O Ferro
Bravais
[ferro'liquido em g.ottas concentradas) é o uni-o JH
exempto
de qualquer acido;
não tem cheiro nem sabor, não produz «a
prisão
do
ventre, diarrhea,
irritação nem cança o estomago; alem d’islo
e
o unico que não faz os dentes pretos.
E'
o mais economico de
(oflos os ferruginosos, pois que um frasco dura um mez.
||
K
Deposito geral em Pariz, 13, rue
Lafayette (Perto da Opera), e em todas as Pltarmacias. ®
$
Desco.ifiar-se
das imitações perigosas feexijir a marca de fabrica que vae jiuicta.
ja
ífeEuvia-se grátis a quem o pedir
por carta franqueada, um interessante foi neto sobre a Anemia e o seu tratamento.^
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão
e
nas
principaes pJiarmacias do
reinno.
Empregadas
com
o mais
grão successo,
depois
mais
de
40 annos por a maior parte
dos
médicos
por curar a
chlorosis (fluxo
branco)
doança das
mancebas filhas e to
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião dos
mais eminentes
médicos que as
tem
experimentado :
«
Depois 35
annos que exerço a medicina,
«
tenho
reconhocido
a
este medicamento
«
(Pílulas
de
Biand)
vantagems incontesta-
«
veis sobre
todos
os
outros
ferreos e
eu
«
o
miro como o melhor anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE,
ex-prisidente da Academia
de Medicina.
«
De todas
as preparações ferreas
que
«
nos hão
dado bons resultados no trata-
«
mento das
afleições chloróticas, as pilu-
«
las
de Blaud parece-nos devem estar
na
«
primeira
tila. » —
Diccionario unir, de
Medicina,
t. n,
Como
prova da
nome
do Inventor
cada pílula
como
Depositos
: Paria,
», r.Pavenne.
authentlcidade.
lunto
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêlo
n.°
28
—
3
â
Vendem-se
duas
moradas
de casas
ambas
mixtas,
sitas
na
rua
das
Aguas,
designadas
com
os
nume
ros
104
e
105.
Trata-se
direclamente
na
Pharmacia
Alvim
á
Porta
Nova,
ou
na
rua
do Carvalhal
u.°
47
com
o coramen-
dador
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
(2600)
ALCCI
AJÍ-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo,
n.° 22, com
bons
commodos
para nma
numerosa
familia, agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2537)
Pelo presente annuncio
também
são
citadas,
chamadas
e
requeridas
todas
as
pessoas
incertas
e
quaesqner
credores
desconhecidos
e
residentes
fóra
da co
marca,
para ficarem
scientes
do
dia
da
praça
e
uzarem,
querendo,
dos
seus
di
reitos.
Braga
1
de
setembro de
1879
e
nove.
O
escrivão
Gaspar
Augusto
d
’Oliveira
Faria
Bastos.
Verifiquei
a
exaclidão.
(2619)
Manoel
Joaquim
Correia
Velloso.
GUANO
FRÃHCEZ
Concentrado
ptsra
todas
as
cul
turas
SYSTÊWIA
G.
VILLE
Fabrica
na
quinta (1
’Alegria, junto da
Pedra Salgada
(DEFRONTE
DE
CAMPANHÃ)
PORTO
Administração
—
Rua
das
Taypas, 44
Adubo
muito
especial
para
as
terras
e
muito
superior
aos
estrumes
geralmente
empregados.
De grande
resultado
para
as
arvores
e
vinhas.
Transporte
era sacos ou
barricas
—Preço
450
rs.
por 15
kilos.
(2615)
VE.VaJA
BE
PIAAIO.
Vende-se
um
piano
de
meza,
d
’
oitavas
completas e
de
soli
da
construcção.
Modicidade
de
preço.
Quem
o
pertender,
falle
na
rua
do
Souto,
n.°
55.
(2616)
IT.CHDXCBÍA.
Vende-se
ou troca-se por casas velhas
—
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
muitos
commodos
e
lindas
vistas
—
situa
da na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar,
acha-se auctorisado
o
snr.
Fran
cisco
José
Ferreira Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua—
e
póde-se
vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
AKIG.<-SE
Uma boa
morada
de
casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo,
n.°
20
e
20 A.
Está
encarregado
de
a
mostrar
e
tra
tar
do
aluguel
o
snr.
Oliveira,
aferidor,
morador
na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
Vende-se
ou
aluga-se
uma
mora
da
de
casas
n.°
8 na
rua
de
D.
Pedro
5.°
com
bons
commodos,
quintal
e
boa
agua;
a
casa
é
decente pa
ra.
qualquer
familia.
Tanto
para
uma
co
mo outra cousa, trata-se
na
mesma
rua
casa
n.°
76.
(2559)
Aluga-se
uma
casa
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
52.
Tem
bons
commo-
''
'
dos
para
grande
familia.
Para vêr
e
tratar, na
mesma
roa,
n.°
5.
(2591)
Vende-se
nma
machina
de costura de
Singer.
Quem pretender falle
com
o
ta
noeiro,
no
largo
de Santo
Agostinho.
(2613)
Quem
precisar
de
um
cosinheiro
ha
bilitado,
dirija-se
á
rua
de
8. Geraldo,
n.°
15.
(2597)
Jesus,
Maria,
José
Se queres
ventura
na'terra,
Se
no
ceo
queres
vida
e
luz,
S.
Torquato,
17
de
setembro
de 1879.
O
secretario
da
meza
(2622)
Francisco
Martins
Fernandes.
Aluga-se
toda
ou
separada,
a
casa n.°
7
da
rua
do
Forno. Tem
commodos
para
ecclesiasticos,
ou
mesmo
pessoas
particu
lares.
Tem
lojas
para
armazém. (2614)
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPUlA
LUSITANA —I 879
COLLEtltí lUffliíO
E M fflflffi Bi
ffflfflm
EM
BRAGA
ÍBOS ALUMIVOS
APPRQVAÚOS
Eiltt
I K7!»
INSTRUCÇÃO PRIMARIA
Adriano
Cabral
da
Silva
Torres.
Albino
Gonçalves
d
’
Oliveira.
Alfredo
Antonio
Anton
:
o
Antonio
Antonio
Augusto
d'Azevedo
Varella
.
Augusto
Machado
Bento
José Marques
.
Bento
Lopes
de
Carvalho
Bernardino
Julio de
Moura
Machado
Custodio
José
Bragança
Francisco
Branco.
.
.
.
Francisco
dos
Anjos
da
Costa
Arauj
Francisco
Firmino
Fernandes
de
Mou
Francisco
Hilário
de
Campos
Moreira
Herculano
Pereira
Osorio
João
Antonio
Pereira da Costa
.
João
Luiz
da
Cunha
...
João
Gonçalves
d’
Oliveira
.
,
João
Rodrigues
da
Cruz
Joaquim
Antonio da
Silva
Falances
Joaquim
Rodrigues
José Alves
de
Brito .
José
José
José
José
J c 'é
José
Lucio
Dias
Fanha
Lu'"
da
Cunha .
Li”
'z
Rodrigues
Soares.
Manuel
Manuel
Manuel
Manuel
Manuel
Manuel
Manuel
Pedro José Alves
Affonso Pinhein
Pedro
José
de Freitas.
Pompeu
Pereira
Osorio
Severino
dos
Santos .
Simão
Pereira
da
Silva
Ribeiro .
.
.
.
d'Araújo
Corrêa
Cabral
da
Silva
Torres .
Cândido
Nogueira .
Rodrigues
Lagues
.
Cândido
da
Silva
de
Sousa
Izidro
Brenha
Maria
de Jesus
e
Sousa
Paulo
d
’
Araujo
Barrozo
Rodrigues Martins
Antonio
d
’Azevedo
.
Antonio
Ferreira
Leite
Joaquim Pereira
Pinto
Joaquim
Rodrigues
Lima
José
da
Loureiro
Marinho
.
Lomba
da Silva
.
o
a
.
.
.
Villa
de
Paredes
.
.
.
Povoa
de
Varzim
.
•
.
Villa
Verde
.
.
.
Braga
.
.
.
Villa
de
Paredes
.
.
.
Coura
•
.
.
Terras
de
Bouro
.
.
.
Vizella
.
.
.
Santo
Thyrso
.
.
.
Amares
.
.
.
Cabeceiras
de
Basto
(D
istincto
)
Celorico
de
Basto
.
.
.
Povoa
de
Lanhoso
Chaves
.
.
.
Vieira
.
.
.
Boticas
.
.
.
Vieira
.
.
.
Braga
Villa
Verde
.
.
.
Villa
Verde
.
.
.
Povoa
de
Varzim
.
.
.
Monção
.
.
.
Terras
de
Bouro
Terras
de
Bouro
Monção
.
.
.
Povoa
de
Lanhoso
.
.
. Villa
Verde
.
.
.
Povoa
de
Varzim
.
.
.
Povoa
de
Lanhoso
.
.
.
Bareellos
.
.
.
Braga
(S.
P.
d’
Este)
.
.
.
Braga
(Palmeira)
.
.
.
Villa
Verde
.
.
. Monção
.
.
.
Amares
.
Feira
Nova
.
.
.
Coura
.
.
.
Espozende
.
.
.
Terras
de
Bouro
.
.
.
Celorico
de
Basto
.
.
.
Celorico
de
Basto
(
distincto
).
Monção
(
distincto
).
Boticas
.
.
.
Braga
.
.
.
Terras
de
Bouro
.
.
.
Monção
Pedro
José
Alves Affonso Pinheiro
Poncio
Augusto
Martins
(
distincto
).
Monção
(DISTINCTO).
Villa
Real
GEOMETRIA
Abilio
José
da
Cruz
......
Antonio
Affonso
Tavares
.....
Antonio
Luiz
de
Rego.
.....
Antonio
Profirio
Rodrigues
.
.
.
Joaquim
Francisco
Vieira
.....
José
Rodrigo
Marinho
da Cruz ....
Luciano Augusto
Pereira
.
.
.
.
.
Manuel
Alves
Corrêa
e
Araújo
....
Manuel
Rodrigues
Cachiço .....
RHETORIGA
Agostinho
José
Domingues
.....
Augusto
Cezar
da
Silva
Corrêa
Peixoto
Balthazar
Castiço Loureiro
.
Eleutherio
d
’
Azevedo
Araújo
e
Gama.
Francisco
Augusto
Dias
Ferreira
Cruz.
Joaquim
Augusto
Pereira
da
Silva
José Cezar
Corrêa
de Carvalho
.
.
(
distincto
)
Guimarães
Ribeira
de
Pena
Santo
Thyrso
Terras
de
Bouro
Braga
Fafe
Chaves
Famalicão
Monção
Cabeceiras
de
Basto
Amares
Braga
Ponte
do
Lima
Villa Verde
Braga
Famalicão
FRANCEZ
Adelino
José
Gonçalves
de
Campos
.
Agostinho José
Domingues.
Antonio
José
Alves
da
Costa
Pereira.
Antonio
José
da
Silva
.
.
.
Antonio
Leite
dos
Santos
.
Augusto
Cezar
da
Silva
Corrêa
Peixoto
Augusto
Cezar
Nogueira
Arthur
Mamede
da
Silva
Pereira
Bento
Luiz
Gomes
....
Eleutherio
d
’
Azevedo
Araújo
Gama
Gaspar
da
Silva
Ribeiro
.
.
João
Manuel
Pereira
Sobrinho
.
Joaquim
Antonio
Dantas
Guerreiro
Joaquim Freitas
de
Carvalho
Joaquim
Justiniano
d’
Araujo
L. Martins
José
Alves
de
Brito
....
José.
d
’
Almeida
da
Costa
Amorim
José
Joaquim
da
Silva
José
M.
Pereira Pimenta
de
B.
Sousa
e
José
d’
Oliveira
da
Costa
Gonçalves
Antonio
Esteves
.
Lino
Luciano
Augusto
Pereira
Ltdz
Rodrigues
Soares
.
.
.
Terras
de
Bouro
.
.
. Cabeceiras
de
Basto
.
.
.
F.spozende
'
.
.
Terras
de
Bouro
.
.
•
Famalicão
.
.
.
Amares
.
.
.
Coura
.
Villa
Verde
.
.
.
Monção
.
.
.
Ponte do
Lima
.
.
.
Guimarães
.
Terras
de
Bouro
(DISTINCTO).
Monção
.
.
.
Braga
•
.
.
Guimarães
(DISTINCTO).
Monção
.
Povoa
de Varzim
.
Villa
do
Conde
.
Ponte
do
Lima
.
Braga
.
Monção
.
Chaves
.
Monção
LATINIDADE
Francisco
Branco.
.....
Joaquim
Antonio Dantas
Guerreiro
Joaquim
Bonifácio
da
Silva
....
José
Alves
de
Brito
.....
José
Cezar
Corrêa
de
Carvalho
.
José
Fernandes
da
Silva
....
Manuel
João
Urzal
.....
Pedro
José Alves
Affonso
Pinheiro
INGLEZ
Albino Cezar
Martins
.
Antonio
Augusto
d
’
Araujo
Leão
Martins
Antonio da
Silva
Ribeiro
....
Joaquim
José
dos
Reis
....
José
Augusto
Ferreira
Machado
.
José
dos
Santos
Andrade
.
José Fernandes
Silva
.....
José
Ferreira
Machado
Aguiar
.
DESENHO
Albino
Cezar
Martins
.....
Delfim
Maria
de
S.
Neves
.
.
.
Fortuna
to
d’Azevedo
Varella
Luiz
de
Sousa
Gonçalves
....
Rodrigo
Machado
Paes
....
INTRODUGÇÃO
João
Maria
de
Sousa
Machado
.
José
de
Sousa
Machado
.
.
.
.
.
PHILOSOPHIA
Antonio Augusto
Gomes
da
Costa
Antonio
Joaquim
Monteiro
....
José
Lourenço
do
Poço
....
José Manuel
de
Sousa.
....
Manuel
Augusto da
Cunha
Vaz
.
.
Chaves
.
Monção
. Celorico
de
Basto
.
Monção
.
Famalicão
.
V
’
lla
do
Conde
.
Mont
’Alegre
.
Monção
.
Boticas
.
Guimarães
.
Guimarães
Ponte
do
Lima
.
Famalicão
.
Famalicão
.
Villa
do
Conde
.
Famalicão
Boticas
.
Vizella
.
Braga
.
Bareellos
Braga
Braga
Villa Verde
Melgaço
Caminha
Bareellos
Arcos
de
Val-de-Vez
GEOGRAPHIA
Castro.
Carvalho
Abilio
José
da Cruz
.
Agostinho
Evangelista
Rodrigues.
Antonio
Joaquim da
Silva
.
Francisco
Nunes
da
Costa
Torres
José
Maria Braga
.
.
Manuel
Rodrigues
Portuguez
Mathias
da Costa
Branco
.
.
.
.
Guimarães
.
.
.
Monção
•
.
.
Povoa
de
Lanhoso
•
•
.
Braga
(
distincto
).
Amares
(DISTINCTO).
Monção
•
.
. Vianna
I
nstrucção
primaria
elementar
.
.
(Methodo
João
de
Deus)
I
nstrucção
primaria
complementar
.
P
ortuguez
(l.°
e
2.°
anno)
.
.
.
.
P
ortuguez
(3.°
anno),
oratoria,
poética
e
literatura................................
F
rancez
(l.°
e
2.°
anno)
.......................
C
onversação
franceza
.......................
L
atim
(1.°,
2.°
e
3.°
anno)
....
L
atinidade
.............................................
M
athemathica
(l.% 2.°
e
3.°
anno).
.
P
hilosophia
(l.
a
parte)
.......................
ISTÍ
M
1BSBO 1
WIMU
PHA
IflDÁS
Jltt®
(João
José
Alves
d
’Araujo.
)P.e
José
Maria
Bernardes
Mendes.
(João
Alves
Corrêa.
(Francisco José
de
Campos.
João
José
Alves
d
’
Araujo.
»
»
»
»
Dr.
João Manuel Corrêa.
» »
»
.
»
Alferes
Zeferino
Moraes
e
Motta.
Dr.
Manuel
Messias
Mendes Fragoso.
musica
,
gymnastica
,
etc
.
P
hilosophia
(curso
completo).
G
eographia
,
chronologia
e
historia
.
D
esenho
(l.°,
2.°
e
3.°
anno).
.
.
.
D
esenho
(curso
completo).
.
.
M
athemathica
(4.°
e
5.°
anno)
.
.
.
I
nglez
(l.°,
2.° e
3.°
anno)
.................
A
llem
Ã
o
....................................................
G
rego
..........................................................
P
hisica
,
chimica
e
introducção
á
his
toria
NATURAL.....................................
D
esenho
e
pintura
de
figura
e
pai
sagem
...............
Dr. Manuel
Messias
Mendes
Fragoso.
»
»
»
»
»
Antonio
Celestino
da
Silva.
»
»
s
Dr.
Joaquim
Malheiro
da
Silva.
Dr.
João
Manuel
Corrêa.
’
»
»
»
»
»
»
»
Dr.
Manuel
Joaquim
Alves
Passos.
Antonio
Celestino
da
Silva.
^L"LAS
NOCTURNAS PARA AS CLASSES
A
HTAS
I
nstrucção
elementar
..........................................................
í
T
«
T
■
(Lêr,
escrever
e
contar)
|
Methodo
de
Joao de Deus
?
dose
Alves d
Araújo.
D
esenho
liniar
e
princípios
d
’
ornato
...................................
,
.
Maria Bernardes Mendes.
*..........................................................................
Antonio
Celestino
da
Silva,
O
D
ikectob
,
JOÃO
JOSÉ ALVES DE
ARAÚJO.
Parte de Comércio do Minho (O)
