comerciominho_13091879_983.xml
- conteúdo
-
RELIGIOSA, IPOMTSSIA.
K WOTICIOSA.
REDACTORES
—D. Miguel Sollo-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.
7.° AííiVO
PUEÇO
DA fASSIGNATURA
12
mezes,
com estampilha. .
.
2^»000
12
mezes,
sem
estampilha.
.
.
1&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso............................... 10
1
PUBLIC
A-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
..........
20
j
Repetição..........................
.10
1
Assignantes,
20
p,
c. d
’abatimento
N.° 983
S
20.
q
.
SABBADO 15 DE SETEMBRO
DE 1879
A
MULHER COMO úEWIA
SEL-O.
PELO
li. P. VICTOR MAltCHAL
Versão cio
P.
Manuel
Joaquim
de
M.
Pimentel.
Ha
-dezenove
séculos
que
a
mu
lher
desempenha
um
papel
impor
tantíssimo
na
vida
moral
da
huma
nidade. Desde
que a maior de
entre
as
filhas
de
Eva
trouxe
em seu
ventre
puríssimo
o
Redemptor
do
mundo,
e
que,
associando-se
aos
seus
trabalhos
e
ás
suas
dôres,
mereceu
o titulo
excelso
de
co-redemptora
do
genero
humano,
a
mulher,
le
vantada
da
quasi
abjecção,
em
que
a
tivera
o
mundo
antigo,
entrou
com
o
homem
na
vida
activa dos
povos,
e
foi
um
coelficiente indispen
sável
na
realisação
dos
destinos
das
nações.
Foi
a esposa,
foi
a
mãe
christã
quem
poderosamenle
contribuiu pa
ra
que
a
velha
sociedade
pagã
se
regenerasse
pela
Cruz.
E
hoje
que,
arrastada
pelos
desvarios
de uma
falsa
civilisação,
a
sociedade
moder
na
retrocede
outra
vez
ao
paganis
mo,
é
lambem
reservado
á
mulher
retêl-a
em
sua
desvairada
carreira,
e apontar-lhe
a
estrada
segura,
que
deve
trilhar,
para
regenerar-se
de
novo,
e
ainda
por
meio
das
maxi-
mas
sublimes
do
Evangelho.
A
’
vista
do
tremendo
calaclysmo,
que
nos preparam os falsos
syste-
mas
engendrados
por
uma
sciencia
fátua,
que
em sua
soberba
ousa
di
zer
—
não
ha
outro
Deus
senão
o
homem —
os
espíritos mais
sãos
e
esclarecidos
tremem de
susto,
e
só
encontram
na
Religião
Santa
de
Je
sus
Christo
a
verdadeira
ancora
de
salvação.
«Christianisar
a
sociedade
para
salval-a»
eis
o
grande,
o
unico
remedio
aos
males
presentes,
reco
nhecido
por
milhares
d
’
intelligen-
cias,
aconselhado,
por
milhares
de
boccas,
anceado por
milhares
de
corações,
aos
quaes
confrange
a
horrível perspectiva do
que virá a
ser d’
aqui
a
pouco
uma sociedade,
que
se
desmantéla
ao
furioso
em
bale
de
todos
os
erros,
de
lodos
os
absurdos, de
todas
as
corrupções
e
de
todas
as
infamias.
«Christianisar
a
sociedade»
sim,
repetiremos nós lambem
com
todas
as
nossas
forças.
Mas
para
isso cum
pre
avigorar
a
mulher
nos
senti
mentos
christãos,
que
—
seja
dicto
em
honra
sua —tem
perdido
menos
que
o
homem,
para
que
o
seu
po
tente
e
benefico
influxo
seja
ainda
uma
vez
o
reparador
do
mundo.
Que
mães
perfeitamente
chrislãs se
de
brucem
sobre
o berço
da
geração
Sim.
senhor,
responderemos
á
sua
curiosidade, principiando
por
fazer
salientes
todos
os
artigos
de
accusação, formula
dos
pela
sua
monstruosa
imaginação
de
político
faccioso.
O
irado
e
facundo
collegi
articula
con
tra
nós
e
contra
todos,
que
não
recebe
ram
as
aguas
do
baptismo
na
egrejr
re-
generatoria:
1.
°
Progressista
é
hoje
synonimo de
absolutista.
2.
°
Seria
para
estranhar,
se
progres
sistas
e
absolutistas
se
não
dessem
as
mãos,
elles,
os
amantes
do
cacete,
n’
urna
lucta
contra
liberaes.
3.
°
O
celebre
prior
da
Lapa
não
teria
importância,
se
a
sua
troupe
mignelista
não
corresse pressurosa
era
auxilio
d
’
esle
governo.
4.
°
Não
hade
ser
só
em
Braga,
não,
mas
em
todo
o
reino,
porque
na
hora
do
perigo
é
que
os
amigos
se
conhecem.
5.
°
Como
é
que
a
«Nação» e
o
«Coin-
mercio
do
Minho»
consideram
essa
allian-
ça
com
os
progressistas,
a
quem
devem
os
processos,
em
que
estão
envolvidos?
Ao
l.°,
2.°
e
3.°
responderemos,
que
é
evidente,
que
n’
estes
articulados
ha
des
concerto,-
como
se
vê
á
luz clara
da
evi-
]
delicia;
até
mesmo
custa
a
acreditar
tanta
i
ingenuidade,
em
quem
pretende
ser
afa-
I
mado
orgao
d’
uma
política,
ou
tanto
ar-
i
rojo
em
pretender
fazer
engulir
tamanhos
[carapelões
aos seus
benevolos
leitores.
:
Mais seriedade, llluslradinho, e
menos
i
facciosismo;
mais
mel
do
Himetto
em sua
i
lingua,
e
menos
bílis
em
seu coração.
Ao
4.° responderemos, que
o
Illus-
tradinílo
terá
uma
vez
razão,
se
respon
der
satisfatoriamente
ao que diz
a
«União»
em
seu
numero
de
quarta-feira. Diz
ella:
«Reuniu
hontem
o centro
republicano
d
’esla
cidade,
presidido
pelo
snr.
dr.
Al
ves
da
Veiga,
e
decidiu
propor
pelo
cir
culo
da
Sé
o
snr.
11
Mrigues
de
Freitas,
'candidato
preferido
lambem,
ha
já
dias,
pelo
centro
progressista.
Os
centros
re
generador
e
miguelista
ainda
não
decidi
ram
propor
o
mesmo
candidato
pela
mesma
circutnscripçào
política,
mas
é
de
crer».
E
sobre
esta noticia não
fazemos
com-
mentos.
Só
notaremos
ao
collega
de
Lis
boa,
que d
’
esta
vez
lhe
cabe
o
celebre
dito
do
tão celebrado
Rosalino,
escriplor
afamado
da
Luza-Alhenas:
dois
de
contra
ao
snr.
Doutor.
Ao
o.°
responderemos
ainda,
que
a
«Naçia»
e
o
«Commercio
do Minho»
tan
to
morrem
de
amores
pelos regenerado
res,
como
pelos
progressistas.
São
todos
ejusdem furfuris
e
tanto
uns.
como
ou
tros
fariam
baixar
portarias
a
instancias
do
representante
hespanhol,
que
mandas
sem
a
perseguição
contra a
imprensa.
So
mos
muito
valentes
e
destemidos;
enche
mos o
papo mil
vezes
com
Aljubarrola,
Valverde
e
Montes-Claros, mas quar.do os
visinhos
hespanhoes nos
arregalam
de
lá
o
ôlho,
trememos, como
varas
verdes,
porque
sabemos,
que nem Fontes
dando
bofetadas
nas bochechas
dos
hespanbdts
com
o
seu
Pimpão
seria
capaz
de lhes
fazer voltar
as ventas sobre
Cartagena.
Ora
aqui
tem
a
re>posta
do
«Commer-
cio
do
Minho».
A
«Nação»
lhe dirá
o
resto,
se
entender,
que
em
tão
pouco
de
ve
desperdiçar
seu ingenho
e
arte.
nova;
e
esta
geração
será também
christã,
e
a
humanidade
será
salva.
Ora
o livro, cujo
titulo
estampa
mos
á
frente
d
’
estas
linhas,
é,
con
siderado
á
luz
das
verdades,
que
acabamos
de expôr,
um
verdadeiro
livro
de
ouro.
A
mulher,
que
o com
pulsar,
hade
comprehender
infaili-
velmente
a
importância
da
sua
mis
são
regeneradora,
e
comprehenden-
do-a,
hade
forcejar
por
desempe-
nhal-a cabalmente. O
P.
Victor
Mar
chai,
n
’
este
precioso
livrinho,
ensina
a mulher
a
ser
o
que
deve,
isto
é,
verdadeiramente
christã. Tanto
bas
ta
para
graduar
ao
certo
a
impor
tância
da
obra.
E
’
como
se
dissés
semos:
N’
eslas breves
paginas
está
um
segredo
importante
—
o
segredo
da
cura
dos
male4prese11.es
,
e
da
redempção
futura
da
sociedade.
Convidando
pois
as damas
por-
tuguezas
a
lerem
essas
bellas
pa
ginas,
que 0
nosso
amigo
M.
J.
de
Mesquita
Pimentel
trasladou
em
fluente
e
correcta
linguagem
portu-
gueza,
e
que
0
snr.
Chardron
—
0
benemerito e incançavel
propagador
de
bons
escriptos
—acaba de
editar
pela
segunda
vez
no
Porto,
crêmos
fazer-lhes
um
bom
serviço,
que
el-
las
nos agradecerão
por
certo
quan
do,
volvida
a
ultima
d
’essas
pagi
nas, se
sentirem melhores,
mais
!
ricas
de excellente
doutrina,
e
mais
efficazmente
dispostas
a
cumprirem,
cada
uma
segundo
0
seu
destino,
a
missão
difíicil,
mas
sublime,
que
á
mulher
está
reservada
sobre
a
terra
—
educar
a
humanidade
para
salval-a.
D.
MIGUEL
SOTTO-MAYOR.
KSsia
tle
eontrn.
O
desaraoravel
llluslradinho
de
Lisboa,
que
anda
tão
irado
e
facundo
desde
que
foi
inaugurada
a
governança
granjola,
diz
no
seu
numero
de
10
de
setembro:
«Os
progressistas
de
Braga
contam
com
o
apoio
dos
legitimistas nas próximas
eíei
ções.
Não
nos
surprehendeu
a
noticia;
progres
sista,
é hoje synonimo
de
absolutista.
Para
estranhar
seria
se
esses
partidos
ambos
perdidos d
’
amores
pelo
caceie,
se
não
dessem
as
mãos
n’
uma
lucta contra li-
beraes.
Além
d
’
isso,
que
importância
ficaria
tendo
para
com
os
seus
amigos
o
celebre
prior
da Lapa,
se a
troupe
de
sua
reve
rencia
não
corresse
pressurosa
em
auxi
lio
d
’
este
governo,
cuja
feroz
intolerância
lhes recorda
os
tempos
dourados
do
rei
chegou?
Não ha
de
ser
só em
Braga, não,
mas
em
iodo
o reino, porque
na
hora
do
perigo
é
que
os
amigos
se
conhecem,
e
a
liberdade
é
para
todos
elles
um
ini
migo
mortal.
Apenas
nos
occorre
fazer
uma
pergunta
á
«Nação»
e
ao
«Commer-
cio do
Minho», orgãos na
imprensa
do
absolutismo:
Como
é
que
consideram
essa
alhança
com
os
progressistas,
a quêm
devem
os
processos
em
que
estão envol
vidos?
Esperamos
a
resposta».
GAZETILHA
3»
SK iS » H HÍTSi
rr ara
A
administração
d
’este
iornal
enviou
ha
pouco
algumas
cartas
a
alguns dos
seus
assignantes
mais
remissos
no
paga
mento
de
suas
assignaturas.
Esperámos,
que
elles
mandem
satisfazer
ou
por
um
vale
do
correio, ou
por
estampilhas.
Ha
descuidos
imperdoáveis,
quando
n
’elles
se
é
pertinaz.
F
A
K<
K
j
EC
K
n
K
3
TO
Falleceu
repenlinamente
no
dia
30.
o
cavalheiro
Pecci.
irmão
mais
velho
de
S.
Santidade
Leão
XIII
Pedimos
que
os
leitores
unam
as suas
js
nossas
orações
pelo
eterno descanço
do
Illustre
Finado.
Chrnniten
ttSc-l.jjio/.n.
—
A
'manhã:
i
tem
logar
na
Sé
a
festa
de
N.
Senhora
da
Boa
Memória, com
.
missa
cantada
e
sermão.
Exercícios
de
N.
Senhora
da
Boa
Morte
no
Collegio.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
©rdestis
—
A
’
manhã.
pelas
9
horas
da
manhã.
S.
Ex.
a
Revm.a o
Snr.
Ar
cebispo
Primaz celebrará
missa
na
sua
capella
do
Paço,
administrará
o
santo
sa
cramento da
Confirmação
e
dará
ordens
menores
a
1
1
ordinand<>s.
No
dia 20,
sabbado
das
Têmporas,
pelas
8
horas
da
manhã,
S.
*
Ex.
a
Revm.a
o
Snr.
Arcebispo
Primaz
celebrará na ca
pella do
seu
Paço
missa
e
dará
ordens
sacras
a
53
de
subdiacono,
a
8
de
diácono,
e a
30
de
presbytero,
todos
d
’esia archi-
diocese.
I
jíí
vae
o
homesn!—
Apre!
que
ia
custando...
Mas,
afinal,
sempre
sahiu.
Sabe
o
leitor
de
quem
fatiámos?
E
’
do
nosso syinpathico,
do
nosso
es-
qiiipatbico,
do
nosso miriíico.
do
nosso
terrífico
escrivão
de fazenda.
Era
tão
bom
e
tão
querido
!
tão
recto
e
tão
benigno
!
Que
immensas
sau
fades
elle
não
deixa
bem
espetadas
lá
no
fundo
dos
nossos
corações
!
Vá,
nobres
e pobres,
repuxae
as
la
grimas
e
fazei dos
olhos
dois
chafarizes
que
não
se
esgotem
nem
com
a
estiagem
do
Ceará.-
Cubra-se
Braga
de luctuosos
crepes,
emquanto
nós
bradamos
no
meio da
maior
das
desolações:
Lá
vae
o
homem
!
Desgraça.
—
Um
homem
que
na
fre
guezia
de
Lomar
andava
em
cima
d
’
uma
figueira, caiu
d
’esta,
e
quebrou
uma
perna
Estimamos
—
O
nosso
amigo
o
snr.
João
Luiz Correia
Júnior
tem sentido
al
gumas
melhoras.
O
ocI
*
i
*
ngresB<»
CaClaoEico».
—
Rece
bemos
O n.° 21 d
’
este
excellente
jornal.
Eis
o
summario
d
’
este
n.°
A
calumnia contra
os
jesuítas,
pelo
conde
de
Samodaes
—
Secção
religiosa:
Car
ta Encyclica
do
Nosso
SS.
Padre
o
Papa
Leão
Xí
11
a
todos
os
Patriarchas, Prima
zes,
Arcebispos
c
Bispos
do
mundo
ca-
tholico
em
graça
e
e
communhão
com a
Santa Sé Aposlohca
sobre
a restauração
da
Philosophia
Christã nas
Escolas
Catho-
licas
segundo
o
espirito
do
doutor
angé
lico S. Tbomaz
d’Aquino
—
A
proposilo
da
negação
de
sepultura
ecclesiaslica,
por
um
agua,
para
o
salvar.
Dizem
que
era
da
freguezia
da
Lage,
concelho
de
Villa
Verde.
Pezos
e
medidas.—
Foi
dirigida
a
seguinte
circular
aos
governadores
civis:
«Havendo
chegado
ao
conhecimento
de
sua
magestade
el-reú
pelas
informações
dos oíficiaes
encarregados
do
serviço da
inspecção
dos
pezos
e
medidas,
que
em
diversos concelhos do
reino
se tem
sus
citado duvidas
nas
oíticinas
municipaes
de
afilamento sobre
o
modo
como se
ha
de
proceder quando
os
estabelecimentos
ou
os
particulares
apresentam
para
affe.-
rir
copos
de
vidro
de
que
se
faz
um
grande
uso
na
venda
de
bebidas
a
reta
lho:
Attendendo
a
qne
os
copos
de
vidro,
não
se
achando
comprehemiidos
nas
dis
posições
da portaria
de
13
de
dezembro
de 1867,
pela qual foram
estabelecidas
as
regras
para
a
afferiçào
das medidas
de
capacidade,
suas
dimensões
e
substan
cias
de que
devem ser construídas,
não
são
considerados
como medidas,
mas
sim
como
simples
recipientes:
Determina
o
mesmo
augusto
senhor,
pela
secretaria
d’estado
dos
negocios
das
obras
publicas,
commercio
e
industria,
que
os
governadores
civis
dos
districtos
do continente e
ilhas expeçam
as
mais
terminantes ordens
aos
administradores
dos
respeclivos
concelhos
e
camaras mu
nicipaes,
afim
de
que
^esse
a
pratica
abusiva
de
se empregarem
como
medidas
os
copos
de
vidro
na
venda
de
bebidas,
e sejam
obrigados
os vendedores que d’
el-
les
fizerem
uso
a
medir
primeiro
pelas
medidas legaes; cumprindo
que
a
esta
de
terminação
se
dê
a maior
publicidade
por
meto
de
éditos,
e
que
se
appliquem
aos
infractores
as
penas
comminadas
pela
lei.»
49
Caítiulieisisaio
aa»
Bnglaterra.
—
O
«Times»
dá
conta
da
grande
festa an-
nual
das
Sociedades
calholicas
de
tempe
rança,
que
teve
logar em
Londres
no
dia
26
de
agosto
proximo
passado.
A
reunião
foi
no
Palacio
de
Cryslal,
sob
a
pre
sidência
do
Eminente
G>rdeal
Manning.
Mais
de
20:000
catholicos
reunidos
atravessaram,
com
musicas
na
frente, al
guns
quarteirões
de
Londres,
quando
se
dirigiam
para
o
local
da
festa.
O
«Times»
confessa
que
o
espectaculo
não
deixava
de
ter
uma
certa imponência
e
gran
deza.
O
Cardeal
Manning
recebeu
ovações
enthusiastas,
como
o
mesmo
jornal
con
fessa.
Não
estará
aqui
o
dedo
de
Deus?
Não
será
para
notar
o
enlhusiasmo
sempre
crescente
dos
catholicos
inglezes
para
o
alargamento
das
conquistas
para
a
Egre
ja, comparado priucipalmente com o ma
rasmo
que
até
hoje
nos
tem
possuído,
e
que
oxalá
não
continue?
Não
é
verdadniramenle
admiravel
aquel-
!a
actividade apostólica
dos
bispos
ingle
zes,
que, porque
o
são,
apenas
faliam
se
vêem
logo
rodeados
por
milhares
de
fieis?
AntiguidadeM«Se
SlSraga.
—
Na
claus-
tra
da
Sé
houve
antigamente tres cemité
rios:
um para
conegos,
que era
todo
o
vão da
capella
de
D.
Diogo
de
Sousa
e
o
átrio
fronteiro; o
segundo
era
de
gente
cornmum,
e
hoje
é
claustra;
o
terceiro
era
de
pessoas
reaes,
onde
itoje
está
a
capella
de
S.
Jeronymo,
Nossa Senhora
da
Boa
Memória,
Santo
Amaro
e
tudo o
mais
circumposto.
Aqui
se
enterravam
os
reis
suevos
catholicos,
e
por
isso
delraz
do
retábulo
da
Senhora
da
Boa
Memória,
haverá sessenta
annos
(1)
foram achadas
ires
sepulturas
com
eíliges
de
vulto
em
cima
e coroadas;
as
quaes
a
confraria
barbaramente
sotterrou
quando
fez
obras.
Como
aqui
era cemiterio real,
mortos
que
foram
o
conde
D.
Henrique
e
sua mulher
a
rainha
D.
Thereza,
D.
Aflonso
Henri
ques,
fundou
a
capella
boje
chamada
de
S. Thomaz
no
que era
ceiriterio
real,
para
trazer
para
alli,
como trouxe,
os
ossos de
seus
paus,-
e
aqui
jazeram até
o
tempo
de D.
Diogo
de
Souza
que
os
trasladou
para
a
capeila-mór
da
Sé.
Ha
poucos annos
que na
capella
de
S.
Tho
maz
appareceu
uma
sepultura
com
uma
eífige
em
vulto
de mulher
coroada
e
aos
pés
um
leão.
Por se
fundar
a capella
no
logar
onde
se enterravam
os
reis,
se
fi
cou
chamando
«Capella dos
Reis».
D.
Afifonso
Henriques
a
dedicou
ao
Evange
lista
S.
Lucas,
e n
’
ella
collocou
uma
cana
do
braço do
Santo,
qne
lhe
tinha
man
dado
de
Roma
um cardeal, e
não
Paulo
Horosio
como
alguns
dizem.
Aqui
estava
uma
imagem
que
depois
se
mudou
para
(I)
Em
1868,
como
faz
notar o
snr.
Camillo
Castello
Branco,
o
manuscripto
onde
foram
colhidas estas
noticias
contava
havia
mais
de
cem
annos.
Catholico.—
Secção
scienlifica:
Cálculos
da
scieucia
na
iminensidade
da
creação—
11
—
A
iminensidade
do universo
e os cálcu
los
da
scieucia
materialista,
por
T. da C.
C.—
Secção
litteraria; A
proposito
de
Gio-
berti
por um
Vimaranense
—
Thereza
de
Jesus,
por
D
Maria
del
Pilar Smués.
tra-
ducção
do Padre
Lima.
—
Os
nossos
Bispos
na
camara
dos pares:
Discurso
de
s.
exc.
a
r
ev.
ma
o snr.
Bispo
de
Bragança
e
Mi
randa, na
sessão
de
14
de
junho.
—
Edi
ções
de Propagantla Catholica:
Historia
Popular dos
Papas;
Bonifácio
VII!
pelo
padre João
Vieira
Novaes
Castro
da
Cru/.
—
Retrospeclo
da quinzena,
por
J.
de
Frei
tas.
—Ultimas publicações
por
A. Teixeira.
Conueihn
de dâesírietí».—Ern
ses
são
de
3
do
corrente
o
conselho
de
dis-
tricto
tomou,
entre
outras,
as seguintes
resoluções:
Foi
de
parecer que estavam
nos
ter
mos
de
ser
approvados
os
orçamentos
das
seguintes
corporações,
respeitantes
a
1879-
1880:
No
concelho
de
Barcellos.
do
SS.
Sacra
mento,
da
freguezia
d
’
Adães;
Nossa
Senhora
do
Rosário,
das
freguezias
d
’
Areias
de
Villar,
e
S.
Pedro
de
Villa Frescainha;
Senhor
dos Passos,
da
fregtiezia
de
Ma-
nhenle,
e
Senhora da
Conceição,
da
fre-
guezia
de
Basluço. —
No
concelho
d
’
Espo-
zende,
do
Santíssimo
Sacramento,
da
fre
guezia
de
Gemezes.
—
No
concelho
de
Gui
marães,
do
Santíssimo
Sacramento,
das
freguezias
do
Souto.
Santa
Eulalia
de
Fermentôes;
das
Almas, das freguezias
de
Guandizella
e
Fermentôes.
Foi
mais
de
parecer
que
estavam
nos
termos
de
ser
approvados
os
seguintes
estatutos:
No concelho
de
Braga,
da Senhora
do
Campo,
da
freguezia
de Tebosa.—Nocon
celho
de
Guimarães,
de
Nossa
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia de
S.
João de
G
m-
dar.—
No
concelho
de
Villa Verde,
da
Se
nhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Moure;
de
S.
Pedro
e
Almas, da
freguezia
de
Santa
Maria
do
Prado,
e
do
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de Freiriz.
Contenãosos.
—
Approvou
as
seguintes
contas:
No
concelho
de
Braga,
do
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de
Santo
Este
vão
de
Penso,
respeitantes
a
1854-1855
até 1877-1878;
das
Almas,
da
freguezia
de
Santa Lucrecia.
respeitantes
a
1862-
1863
até
1877-1878.
Luaia
*
!
*
».
—
Está
quasi
concluída
a
edição
latina
dos Lusíadas,
por
ír.
Francisco
de
Santo Agostinho Macedo.
E’
precedida
de
um
prologo,
escripto
pelo
snr.
conselheiro
Viale.
Atravei «ta
província.
—
Dizem
de
Barcellos:
Apresentam-se
des
pouco
tempo
cres
tados na sua ramaria
inferior
quasi todos
os
pinheiros
das
bouças
circumvisinhas
«festa
villa e
em
toda
a
direcção
do
poen
te
até
o
mar.
Será
prenuncio
de
alguma
nova
moléstia
que
venha atacar
arvore
tão
prestimosa?
Oxalá
que
não.
—
Finou-se
em
Barcellinhos,
pelas
2
horas
da
manhã,
no
dia 8
do
corren
te
o
snr.
Antonio
Maria
do
Amaral
Ri
beiro.
—
Dizem
de
Vianna:
Já
principiou
a
colheita
dos
milhos
das
terras
altas.
A
sua
prodttcção
é
mais
que regular. Os
milhos
das
(erras
fun
das e
os
denominados
da
«restiva»
apre
sentam
magnifico aspecto,
em
consequên
cia
do
calor
que
sobreveio
nas
ultimas
semanas
e
da
copiosa chuva
que
agora
os
tem regado.
As
vindimas ainda
não
principiaram
no
nosso
concelho.
As
uvas
estão
atrazadissimas, havendo
silios
era
que
ainda
se
não vê
um
bago pintado.
Calcula-se
que
a
producção será
igual
á
colheita
do
anno
de
1877.
Em
algumas
localidades
do
concelho as latadas
e
uvei-
ras
estão
carregadas
de
cachos,
escapan
do
sem
«otdium» todas
as
que
foram
cpi-
dadosamenle
enxofradas.
Os
nabaes
estão
magníficos.
—Os
preços
dos
cereaes
no ultimo
mercado
semanal
da
cidade
de
Guimarães
sáo
os seguintes:—(Duplo
decalitro)
—
trigo.
750
—centeio,
560
—milho
alvo,
840
—mi
lhão
branco,
700—
milhão
amarello,
620—
painço,
550
—
feijão
vermelho,
800
—feijão
branco,
650
—
feijão
amarello.
600—
feijão
rajado,
520
—
feijão
fradinho,
52o
—
batatas,
400
—
azeite
(litro),
289
-vinho
(litro),
80.
—
Na
semana
passada falleceram
na
cidade
de
Vianna
seis
pessoas.
—
No dia
6
do
corrente,
afogou se
na
praia
d
’
Apulia,
da
parte
de
manhã,
victima da
sua
imprudência
um
homem
que
se
mettera
a
tomar
banho
só
entre
un»
penedos,
sendo
inúteis
os
esforços
empregados, depois
de
ser
retirado
da
o
corpo
da
Sé
»m
frente
de
Santo
Agos
linho.
Depois
da
batalha
de Aljubarrota,
o
arcebispo
D.
Lourenço
reedificou
a
dita
capella
dos
Reis
para um
jazigo;
e
é
de
advertir
que
do
corpo
da
Sé
havia
uma
porta
para
o
dito
cemiterio
real
por
onde
os
conegos
iam
fazer
os
anniversarios,
a
qual
depois
se
empedrou,
e
ficou
por
detraz
do
altar
de
S.
Francisco,
e
saía
onde hoje
está
o
corpo de D.
Lourenço;
e por
esta
razão
nos
remates
dos
arcos
da
abobada
se'
vêem
escadas
e
n
’
ellas
grelhas,
cascos
de
navios
e
corvos
*
allu-
dindo
a
S.
Lourenço
e
S.
Vicente,
San
tos do
seu
nome, pois
se
chamava D.
Lourenço
Vicente;
e
no
allar-mór
pôz
os
dois
Santos,
e
no
meio
Nossa
Senhora
da
Apresentação.
Os
quaes
Santos
esti
veram
no
altar
até que
enirou
a
confra
ria
de
S.
Thomaz,
á
qual
o cabido
deu
licença,
para
erigir
Santo
no
altar
com
obrigação
de
ter
n
’elle
os
acima
referi
dos.
Na
dita
capella
e
no
remate
do
re
tábulo
se
aclum as
armas
d
’
El-Rei
D.
João
I.
(E
’ transcriplo
da excellente
«Folha
Avulsa»).
A
eeonomin
republicam
*
.
—
O
delphim
Gambetta man loi>
preparar, á
custa
do
Estado,
uma
luxuosa
sala de
banhos.
O
presidente
Julio
Grévy
recla
ma,
por
sua vez. uma galeria
envidraça
da,
lambem
á
cu-ta
do
estado
para
for
mar
o
seu
jardim
de
inverno
no
palacio
do
Elyseu. Esta
significante
phanlasia
presidencial
custará ao
povo
francez
a
ba-
gatella de
180,000
francos,
cerca
de
33
contos
de
reis.
Mas
alto
lá!
a
França
é
ainda
assaz
rica, apezar
de
estar
em
Re
publica,
para
pagar
um
jardim
de
inver
no
ao
mais
spartano dos
seus presiden
tes.
E
é
esta
gentinha
que
vem
alardear
as
economias
republicanas,
continuando
sempre
d
’
esla
fórm
*
?
D
’esta
maneira
fica
a
pobre
França
rica
em
pouco
tempo.
TurkeMnn.
-
*
A
expedição
russa
ao
Turkeslan
não
caminha
como
na
verda
de o
governo
moscovila
desejiria.
As
tropas
russas
que a
emprehende-
ram
sob
o
cominando
do general
Laza-
reff
tinham partido no dia
20
de
julho
para
Tchat
e
Duzolhom,
divididas
em pe
quenas
columnas
de
duas
a
quatro
com
panhias,
afim
de
aplanar
as
dilíiculdades
dos
transportes
e
prover-se
de agua
com
menos
sacrifícios.
As
duas
cohimnas
expediccionadas
sof-
frem affecções
aphlalmtcas, dyarrheas
e
escoburto,
e conforme
dados
olliciaes,
pó
de calcular-se
a
mortalidade
em
uns
25
por
cento.
A
noticia
da restituição
de Kuldja
aos
chinas
produziu
muito
mau effeito
na
po
pulação do districto. As auctoridades
rus
sas,
temendo
por
este
motivo
um
grave
conflicto, mandaram
tres
batalhões
de
in-
fanteria,
cinco
sotanas
de
cossacos
e al
gumas
peças de arlilfieria
para
manter
a
ordem
em
Kuldja.
E»<»ríugíaezies
faíleeidos.
—
Desde
13
a
17
de
agosto
falleceram
no Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Antonio
da
Cruz,
53
annos, casado;
Manoel
Fernandes
de
Miranda,
81
c
;
Fran
cisco
Joaquim
Alves,
21 s.;
Rosa Joa-
quina
Perpetua,
48
s
;
Antonio
da Cos
ta,
40
s.;
Maria
da
Conceição
Reis,
64
ç.;
Joaquim
Pinto
Seabra,
30
c.; José
Augusto
da
Costa,
20 s.;
Francisco
da
Rocha
Veiga,
53
v;
Joaquim
José
dos
Reis,
53
s;
Francisco
Augusto
de
Andra
de Magalhães Machado,
26
s.;
Maria
Ju-
dice
Aguiar
Couto,
26
c.;
José
Alves
de
Mattos
40 s.;
Rosa
Helena
de
Oliveira,
30
c
; José
Antunes
das
Neves,
40 s.;
Francisco
Marques
Correia,
4!
c.;
Alfre
do
Zeferino
da
Silva Oliv.eira,
33
s.; An-
lonio
Alves
de
Cerqueira
Bastos,
38
s.;
Carlota
Joaquina
da Silva,
30
s.;
Antonio
Portella
Guimarães,
37
s.;
Manoel
Rosa
Gulart,
44
c.;
.luslino
José
da
Silva,
48
v.;
Gonçalo
Rodrigues,
26
s.;
Antonio
Marques
de Carvalho,
31;
Antonio
da
Cos
ta
Gouveia,
36
c.
Nos
mezes
de
abril e
maio
lindos,
fal
leceram
na
Bahia
os seguintes:
José
Cabral,
26
annos,
solteiro;
Vicen
te
Ferreira
da
Silva Amaral
59
v.;
Do
mingos
Ferreira
da
Silva
Rezende,
47
s.;
Francisco
Xavier
Peixoto
Noronha,
63
v.
que
em
anno nenhum,
e
eis
que
surge
já
um
outro,
eis
que
se
annuacia
já
ao
I
cidadão um
novo
gravame!
Lisboa
10
—
«Diário»:
—
Aberto
concurso
|
Nós não
sabemos
de
nada
que
justi-
documental
para
provimento das
seguintes
fique a
exigencia
perante
as
privações
do
e
ê
ie
J
as:
I
maior
numero
de
contribuintes.
NOT1C9AS
Agua
Longa
e
S.
Paio,
do
concelho
de
Coura,
em
Albegaria Cabril; Senhora
da
Assumpção,
do
concelho
de Arouca-
Alturas
de
Barroso
e
Magdalena,
do
con
celho
de
Boticas;
Areias,
Senhora
da
Conceição, Sernancelhe, Barreiros,
Bestei
ros
e
S.
Paio,
do
concelho de
Amares;
Redondo
e
S.
João
de
Nellas,
do
conce
lho
de
Castello
Melhor;
Espirito Santo,
do
concelho
de Foscoa; Figueiredo, S.
Pedro
de Amares,
Janarde.
S.
Barnabé,
Arouca.
Lordello
e Santa
Maria,
do
con
celho
de
Monção;
Manolellos
e
S.
Vicente,
do
concelho
<te
Guimarães;
Monçós
e
Sal
va
lor,
do
concelho
de
Villa
Real;
Pare
des,
Seras,
S.
Migu<-I,
Santa
Marlha
do
Douro,
Pecegueiro,
S.
Simão,
do
conce
lho
de
Pampilhosa; Pindo,
S.
Martinho,
Penalva do
Castello,
Taboaços
e
S.
Ju-
lião,
do
concelho
de
Vieira;
Nalhelhas
e
Santa
Maria,
do
concelho
da
Guarda;
Valle
de
Nogueiras
e
S. Pedro,
do
concelho
de
Vi la Real;
Arões
e
Santa
Maria,
do
con
celho
de
Lamego.
Idem
11
—
Transferidos reciprocamente
os
escrivães
de
fazenda
de
Braga,
Costa
Moraes,
e
de
Santarém,
José
Parreira.
Na
Bolsa
venderam
se:
17
obrigações
dos
caminhos
de ferro do
Minho a
89$2()0;
10
da
companhia
das
aguas
a
8í$300;
11
do
empréstimo
para
a
compra de
na
vios
de
guerra
a
89^800;
5
contos em
inscripções
a
60
93;
10 para
30
do
cor
rente
a
51,10;
6
mil
escudos
de
fundos
hespanhoes
a !5,07.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
13:180^675.
Sabe
ámanhã o
decreto
fixando
as elei
ções
para o
dia
19
de
outubro.
Londres
10
—A
cavallaria
e
infanteria
ingleza
avançaram
para
o Afghanistan,
mas
virem-se
forçadas
a
esperar
pela
ar-
tilheria.
O
conde
Schouvaloff
tomou
influencia
decisiva
sobre
os negocios
internos
e
ex
ternos
da
Rússia.
A
«Gazela
da
Aílemanha
do
Norte»
certifica
que
recomeçaram
os
ataques
da
imprensa
russa
contra
a Aílemanha.
Paris 10
—
Corre
o
boato
de
que os
commissarios gregos acceitariam
a
discus
são
conforme
as
exigências
da
Porta.
Fo
ram
devoradas
por
um
incêndio 200
ca
sas
de camponios de
Viazma,
no
governo
de
Simolense,
Rússia
da
Europa.
Londres
10
—0
morticínio
de
Caboul
póde
unicamente
ser
obta
do fanatismo
que
desde
ha muito
tempo
havia
sympto-
mas
ameaçadores.
\
insurreição
Afghan
toma mai-res
proporções.
C<ê-se
qne
as
forças do general
Roberts
na
actualidade
são insufficienles
para
reprimir
a
insurrei
ção.
SECÇÃO
BE
COiWOTICABOS
A<»
governo.
Atravessamos
uma
crise
agrícola
te
merosa.
Não
ha
nada m
agricultura
que
não
seja
devastado
por um llagello. Os
vinhedos,
os
milharaes, as árvores
e
em-
fim
todas as
plantas
esmorecem,
seccatn
e morrem.
Não
sabemos
por
onde
espa
lhar
os olhos
que não
encontremos os
vestígios
d
’
estas
ruinas.
Não
ha
ninguém
que
o
ignore.
Até
ás
cadeiras dos
ministros
chegou
já
uin
grito
de
angustia.
A verdade
que
costu
ma
chegar
alli
obscurecida,
n
’
esle
ponto
mostrou-se
a
toda
a
sua luz,
ao
que
pa
rece.
Ha
já
uma
commissão
de inquérito
nomeada para
estudar
as
causas da
crise
porque
passamos,
e
levar-lhe
o
reinedio
que ser
possa.
Dignos
de
louvor
são,
por
certo,
os
homens
que
tentam
alguma
cousa
a
fa
vor
da
pobresinha,
que
se
definha
e
pede
a
altos
brados lhe
acudam.
Ha
porém
quem
parece
ignorar,
para
não
dizer
mostrar-se
indiíferente
a
este
estado
affldivo.
Ao
imposto do Estado
já
de
si
pesa
do
pela excessiva
desigualdade
e
desordem
em
que anda,
accresce
o
imposto
local
que
sobrecarrega
em demasia os
povos,
e
augmenta
o
mal,
com
especialidade,
n’
este
momento
de
crise,
em
que as
co
lheitas
passadas
foram
escassíssimas,
e
as
futuras
são
pouco esperançosas.
Temos
um
exemplo
do
que
avançamos
na
camara
municipal
d
’esta
cidade.
Ainda
ha
pouco
foi
posto
em
cobran
ça
o
imposto
directo,
mais
avultado
do
maior
numero
de
contribuintes.
Se
as
obras
do
município
são
neces
sárias,
mais
necessário
é
o
pão
para
o
operário
e
para
o
lavrador.
Se
as obras
município
são
urgentes,
mais
urgente
é
acudir-se
do
proprietário
que
tem uma
lucta
de
lodos
os
dias,
para
sustentar a
sua
propriedade
contra
os íbgellos
que
jh'a
devoram. Sabemos
que
as
cainaras
tniinicipáes estão auctorisadas
por
lei
a
lançar
o
imposto
directo.
Não
dizemos
por
tanto
que
a
camara
de
Braga
exor
bitasse
das
suas allribuições. Temos
até
em
muita
conta
os
cavalheiros
que
regem
o
município.
Mas
contra
o que
chamamos,
contra
o
que
levantamos
a
nossa
humilde
voz,
e
para
o
que
pedimos
toda
a
alten-
ção
do
governo,
é
contra
a
occasião,
que
se
nos
não
figura
opportuna
nem
conve
niente.
Parece-nos
que
o
que melhor
convi
nha,
no Estado actoal, n
’
esle
momento de
crise,
era
que a
camara
prescindisse
do
direito
que
a
lei
lhe
faculta,
e
alliviasse
<]
’esta
fórma
o
município,
que
só
leria
bênçãos
e louvores
pua
um
feito tão
no
bre
e
elevado
—
qual
o
de
pugnar
pelos
interesses
populares.
Ao contrario,
terá
de carregar
com
um
odioso,
pouco
para
appetecer
e
desejar,
sendo
os
membros
da
camara. como
são,
homens
de
bem
e
ca
valheiros
estimáveis.
E
’
o
que
sentimos,
sem
animosidade
pessoal
ou
pressão
política
e
o
que
nos
appressainos
a
levar ao
conhecimento
do
governo,
pois
que
este
parece
decidido
e
empenhado
a
accudir
á
agricultura,
que
é,
e deve
ser.
entre
nós
o
ramos
mais
importante
da
riqueza
publica.
C.
luaes.
.
.
.
Ganhos
e
perdas.
8:0000000
16:4500555
873:0350533
Villa
Real,
3
de
setembro
de
1879.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da C^sla
Agarez.
Agostinho
José
da
Costa.
AGK % DECIMESTO.
0
abaixo
assignado,
penhoradissimo
para
com
todas
as
pessoas que, durante
a
enfermidade que ullimimente
o
accom-
melteu
por
espaço
de
dois mezes, se
dignaram
visilal-o
e
se
interessaram
pelas
suas
melhoras,
vem
por
este
meio
agra
decer-lhes cordealrnente .
tantas
provas de
verdadeira estima
que d’ellas
recebeu,
e
confessar-lhes
o
seu
muito
reconhecimento
8
profunda
gratidão.
Braga,
11
de
setembro
de
1879.
(2608) Antonio
Vieira
de
Araújo.
BANCO
1)0
MINHO
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
em 31 de
Agosto
de
'1879.
Acti
vo
Caixa:
existência
em
metal.
72:0960971
Agencias
no
paiz
....
112:4210502
Acções
de
c. própria
.
.
64:8000000
Papeis
de
credito
Fundos
publicos, nacionaes
e
estrangeiros.
.
.
.
Acções
de
Bancos.
.
Obrigações
districtaes.
.
Hypothecas de
raiz
.
.
Empréstimo
sobre
penhores
Empréstimos
a
Gamaras
Mu
nicipaes
e
á
Junta Geral
Leiras
descontadas
.
Letras
a receber
.
.
.
Letras
em
liquidação.
.
Agencias
no
estrangeiro.
Contas correntes
garantidas
Diversos devedores.
.
.
Contas
em
liquidação.
Caução
da
gerencia.
.
.
Eíleitos
depositados.
.
.
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Saques
e
remessas
de
n.
Mobilia
................................
Ediíicio
do
Banco.
.
.
128:7310134
48:3780435
2:3000000
123:8630933
6:9140940
141:8910423
177:3520734
27:1250536
56:5000272
57:8350475
486:3680836
71:4870948
38:6730916
12:0000000
76:8470550
5:7200745
52:1470541
1:8840305
35:0000000
1.80^:3430196
llesumo
do actwo e
passivo do
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial de Villa Real
31
de agosto de 1879.
em
Faawivo
Capital
....................... .....
Fundo
de
reserva.
.
.
Reserva
para
decima.
.
Notas
em
circulação. .
.
Depositantes
á
ordem.
Deposilos
a
praso.
.
.
Diversos
credores
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Gerencia
do Banco.
.
.
Credores
d
’
eíTeitos
depositad
Ganhos
e
perdas
.
AetiVO
Caixa, dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
e
a
rece
ber...................................
Letras
caucionadas
com
hy-
potheca
sobre
bens
de
raiz
Leiras
em
liquidação.
. .
Letras
protestadas
.
.
.
Letras
em
execução.
.
.
Tilulos
e
obrigações
a
receber
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste
Banco.
De
diversos
objectos
d
’ouro
e
prata
..............................
De
vinhos.
.....
Operações a
longo
prazo
com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz.
...
...
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
-415.
12:1220586
637:9410341
63:0040000
6:6080472
6:35>0560
11:8940310
5:1670825
3:8450000
1000000
5000000
12:5010949
19:4300000
dos,
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Quartel
de 1879.
(2603)
em Braga,
10
de
setembro
O
aecrelario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
Tenente
d
’
infanleria
8.
ACHADO
Quem
perdesse
certa
quantia
de
di
nheiro,
desde
o Penedo
até o Pinheiro,
na
estrada
que segue
dando
os
signaes
certos,
tanto da
quan
tia
como
da
especie,
e
pagar
a
despeza
d
’esle
annuncio,
póde intender-se
a
tal
respeito
na
freguezia
de
Santiago
d’
Oli
veira.
Povoa
de
Lanhoso,
com
o
revd.0
abbade
da
dita
freguezia.
(2604)
para Salamonde,
VENDE-SE
Quem
quizer
comprar
uma
grande
quin
ta,
faciada
com
a
estrada
que
vae
para
Ponte
do
Lima,
na
freguezia
de
S.
Mi
guel
de
Frossos,
denominada
a
quinta
da
Goja.
Quem
a
pertender
dirija-se
á
rua
do
Souto
n.°
55.
(2605)
(OVVOtAÇÃO
CREWOSKES
Por
despacho' do
juiz
commissario
da
massa
fallida
de Apparicio
&
Malheiro,
negociantes
que
foram
n’
esta
cidade,
está
marcado
o dia 24
do corrente
mez
de
se
tembro pelas 11
horas
da
manhã,
no
tri
bunal
judicial
desta
mesma,
para
verifi
cação
de
créditos
e
mais
termos
legaes,
ordenados
no n.°
1184
do
Cod.
Com.;
porisso
convida-se
todo
dor
á
dita
massa
para
dito
dia,
hora
e
local,
com
o
provativo
do
seu
credito afim
verificar,
bastante
e
qualquer cré-
comparecer no
titulo
com-
de
se
lhe
procuração
sivè
ás
6
horas
da
manhã,
chegando
ar
Barcellos
ás
sae
ás 9
e
hora;
nhã,
mora
ga
a
dia.
Braga
12
de
setembro
Manoel
Gonçalves
volta
chega
uma
Braga
(2611)
8
e
meia;
demora
uma
hora;
meia,
chega
á
Povoa
á
uma
da
Povoa ás
5 horàs
da ma-
a
Barcellos ás 8
e meia;
de-
hora;
sae
ás
á
meia
hora
9
e
meia,
e
che-
depois
do
meio
de
1879.
Vieira
Prim.
Verifiquei
Antunes
Reis.
DESPEDIDA
Anlonio
José Pereira
Pedregaes,
resi
dente
n
’
esta
cidade,
tendo
de retirar-se
para
o
Rio
de
Janeiro e
não
podendo
despedir-se
pessoalmetite
de
todas
as
pes
soas
de
sua
amisade,
o
faz
por
este
meio,
e
alli
lhes
oflerece
os
seus
serviços.
Braga
13 de setembro
de 1879.
(2609)
Casa
barata
Arrenda-se
uma
morada
com
ires
an
dares
e
quintal,
sita
na
rua
de
Santa
Margarida
n.°
47,
por preço
baratíssimo.
Quem a
pretender
falle na
Tabacaria
Bra-
carense, rua
do
Souto.
(2610)
600:0000000
160
0000000
3:7580062
3250000
171
5350793
671:1808860
88.9480816
1.8520444
12:0000000
76:8470550
13:8940671
1.800:3430196
Braga,
5
de
Setembro
de
1879.
Pelo
Banco
do
Minho
OS
GERENTES.
João
Marques
da
Silva.
Antonio
José
Gonçalves
Braga.
(2595)
2606)
ou
procurador
com
e
legal.
O
solicitador
Paulino
Evaristo
da
Rocha.
SANTA
CASA DA
MISERICÓRDIA
DO
PORTO
Resposta á prevenção do snr.
, A.ntonio
José Ferreira,
da
fre
guezia de Chorente,
inserta
em
o n.° 204
do «Diário do
Governo» de 10 de setembro
do corrente anno.
Contas
correntes
com
garantia
De
acções
deste
Banco.
.
De
leiras
e
cartas
de
credito
De
vinhos.............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
.
.
Moveis
e
utensílios .
Despezas de installação
Maria
das
Dores
Pinto
Couto, sua
fi
lha
Maria
Julia Pinto
Couto
Reis,
seu
genro
Francisco
Antonio
de
Araújo
Reis,
penhoradissimos
com
iodas
as
pessoas
da
sua
amisade,
que
tantas
provas
lhes
de
ram
de
sua
bondade
e
caridade
em
sup-
plicar
a
Deus
pelo
restabelecimento
da
enferma
Maria
Julia,
e
não
lhes
sendo
possível,
de prompto,
agradececer pes
soalmente
a
todas,
como
desejavam,
o
fazem
por
este
meio,
com
o protesto
da
sua
indelevel
gratidão.
(2598)
3:4500000
5:5260695
7000000
70:9560672
5:2730861
5:6940921
6100400
1:3390000
873:0350533
AHUNCIOS
Arrematação
Pasatvo
Capital
do
Banco. .
.
Deposito
á ordem.
Deposito
a
prazo.
Dividendos
a
pagar
.
Fiíndo
de
reserva.
.
Quantia
destinada
para
o
posto
industrial.
.
.
.
Reserva para
prejuízos
even-
8OO:OOí)0óOO
29:5990928
8:2940900
2:6700150
11:8200000
im-
5:2000000
PELO
Padre
Coiisíntil
(
Obra
honrada
com
um
Breve
do
Soberano
Pontífice
e
approvada
por 22
arcebispos
e
bispos]
Versão
portugueza
revista
e
prefaciada
por
CAMILLO
CASTELLO
BRANCO.
Um
grosso volume 600 rs.
A
’
venda
na Livraria Portuense,
edi
tora,
121—
rua
do
Almada,
123—Porto.
A
Administração
da Santa
Casa da
Misericórdia
d’esta
cidade,
tem
a
preve
nir
as
pessoas que desejarem
concorrer á
arrematação
das
propriedades,
que
foram
legadas
á
mesma
Santa
Casa pelo
insi
gne
bemfeilor
d
’
ella, o
snr.
Manoel
José
Ferreira
Braga,
sitas
no
districto
de
Bra
ga,
freguezia
de Guizande,
que
pódem
sem
receio
algum licitar n
’
ellas,
porisso
que
é
menos
verdade,
que
esta
Santa
Casa esteja
respondendo
a acção alguma
na
cidade do
Rio
de
Janeiro,
e
nem
o
poderia
ser,
porisso
que
o
domicilio
d
’el-
la
é aqui, e
não
lá,
para
onde
a
querem
chamar,
declarando
esta
Aministração
que
se
responsabilisará
em tudo
e
por
tudo,
para
com
os
arrematantes
das
mesmas
propriedades,
e
protestando
desde já por
este meio
contra
os
irmãos,
sobrinhos
e
seus
parentes
d
’
aquelle
finado bemfeilor,
Manoel
José
Ferreira
Braga,
pelas
perdas
e
damnos
que
leem
causado
e
causarem
com
pleil<
s injustos, como, os
que
lhe
moveram
no
Rio
de
Janeiro,
de
que
teern
dtcahido
em
todas
as
instancias
até
ao
Supremo Tribunal
de
Justiça,
como
pó
dem
verificar
as
pessoas
que
o
deseja
rem
pelos
documentos authenlicos,
exis
tentes
na
secretaria
d
’
esta
Santa
Casa.
Porto
e
secretaria
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
11
de
setembro
de
1879.
O Provedor
Antonio
Augusto
Soares
de
Sousa
Cirne.
(Segue-se
o
reconhecimento).
(2607)
O
conselho
administrativo
do regimen-
d
’infanteria
8,
faz
publico,
que
no
dia
do
corrente,
pelas 11
horas
da ma
nhã,
na
salla
das
sessões
do
mesmo con
selho, tem
de
proceder
á
arrematação
do
fornecimento
de pão
alvo
para
consumo
no rancho
do regimento,
e
bem
assim
á
dos
estrumes
das
latrinas do
quartel
do
mesmo
corpo.
Convida,
pois,
as
pessoas
que
deseja
rem
concorrer
ás
ditas
arrematações
a
comparecerem
no
local,
dia
e
hora
acima
mencionadas.
As
condições
estarão
patentes no mes
mo conselho
todos
os
dias
não
samifica-
to
25
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo,
n.° 22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia, agua
encanada
e
bellas
vista. Quem pretender dirija-se
ã
mesma.
(2557)
NOVO HORÁRIO.
EBIT®S »E 30 BUS
direito
da
comarca
de
do
1.°
oíficio
Freitas,
30
dias,
a
contar
de
6
Pelo
juizo
de
Jraga
e
cartorio
correm éditos
de
de setembro corrente, citando
os
credo
res
e legatários
desconhecidos,
ou
mora
dores
fóra
da
comarca,
para
virem
assis
tir,
querendo,
ao
inventario
co
por
Pinto,
que foi
cidade,
tia
D.
ma rua, e
deduzirem
seus
direitos
no
mes
mo
inventario
sem prejuízo do
andamen
to
orphanologi-
fallecimento
de Manoel Teixeira
solteiro
de maior-edade,
morador
na
rua
das
Aguas
d
’
esta
mesma
e
em
que
é
inventariante
sua
Maria
Thereza,
moradora
na
mes-
d
’
este.
Braga
6
de
Setembro
de
1879.
O escrivão
ajudante
Manoel Gonçalves
da
Maia
Verifiquei
(2602)
Lobato.
AS
j
UGAMI-SE
As
casas
n.°
8
A,
9
B,
e
10
B,
sitas
na
rua
de
Santa
Marga-
,
próximas
ao
largo
da Se-
'
■•
sL
G
,
o
*rida,
nhora
Branca. Trata-se
em
Braga,
na
rua
de
Santo
André,
n.°
39.
(2579)
DEPOSETO
í»E
HtlVF.IS
NA
PON
TE
»A
BAKCA
Acha-se
n
’
esta
localidade
um
deposito
de
moveis
que
se
vendem
por
preços
muito
rasoaveis,
e
que
serão
vendidos
em
leilão
nos
dias
12, 13
e
14 do
corrente.
(2573)
Aluga-se
uma
casa
na
rua
de
S.
‘
Marcos
n.°
52.
Tem
bons
commo-
(
|
os
|
(a(a
gratl
(j
e
familia.
Para
vêr
e
tratar,
na
mesma
rua,
n.°
5
(2591)
ALUGAM-SE
Manoel
Gonçalves
Vieira
Prim,
d
’esta
cidade,
faz
publico,
que
a
sua
diligencia,
que
sae
da
casa
do
snr.
Ribeiro
Braga
para
a
Povoa
do
Varzim ás
9
horas
da
noite,
fica
saindo
desde
o
dia 15 inclu-
Vende-se
ou
aluga-se
uma mora-
da
de
casas
n.°
8
na
rua
de
D.
PeJro
com bons
commodos,
quintal
e
boa
agua;
a
casa é
decente
pa
ra
qualquer
familia.
Tanto
para
uma co
mo
outra
cousa,
trata-se
na
mesma
rua
casa
n.°
76.
(2559)
CAMBIO
Siji"/'
LOTEIUAS
Tem
disiribuido
esta
casa
cerca de
2.000:0004000
em
prémios
no
paiz e Brazil.
O
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonse
ca,
rua
do
Arsenal,
56
e
58,
com
filial
no
Porto,
Feita
de S
Bento.
33,
34
e
35,
faz
sciente
ao
respeitável
publico
que
tem
sempre
nos
seus,
estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de
bilhetes
e
suas
divi
sões das lolerias
portugueza
e
hespanhola.
Satisfaz
lodos os
pedidos
das
provín
cias,
ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com prom-
plidão
e
diminutas
commissões,
quer
se
ja
para
jogo
particular ou
para
negocio.
Nas
terras
onde não tenha
ainda
corres
pondente
acceita
para
seu
agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que dê
boas
refe-
. rencias.
Os
vendedores
leem
boas
vanta
gens,
sendo
uma
d’
ellas o poderem
re
cambiar,
o
que
não
tenham
vendido,
até
á
vespera do
sorteio.
E’
negocio
que
tem
tudo
a
ganhar
e
nada a perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos
e lelegrammas.
O
l.°
sorteio,
é
o
da
loteria
de
Madrid,
a
15
de
setembro.
O prémio
grande
é
de
2^:8004000
reis
e
os
prémios
minimos são
de
IO84OOO
e
724000
reis.
Os
preços
dos
bilhetes
e
fracções
d
’
es-
ta
loteria
são
os
seguintes: bilhetes
intei
ros,
H46OO;
meios 5:800;
quintos
2:320;
décimos,
1:160;
fracções de
600,
480,
240,
120
e
60
reis.
Dezenas
de
6:000,
4
800,
2:400, 1:200
e
600
reis.
O
2.°
sorteio,
é
o
da
loteria
portugue
za,
a
18
de
setembro.
O
prémio
grande
é
de
8:0004000
reis.
Os
preços
dos bilhetes
e
fracções
d
’
esta
loteria
são
os
seguintes:
bilhetes
inteiros,
4$80O;
meios.
2:400;
quartos 1:200; oita
vos,
600;
fracções
de
520, 440,
330,
260,
220,
130
110,
65.
55, 45,
e
30
rs.
O
3.°
sorteio,
é
o
da
loteria
de
Ma
drid,
em
24
de
setembro.
O
prémio
grande
é
de
11:4004000
reis
e
o
prémio
minimo
é
de 544'100
reis.
Os preços
dos
bilhetes
e
fracções
d
’
es-
ta
loteria
são
os
seguintes:
bilhetes
intei
ros,
54800; meios,
24900; quintos,
1^160;
décimos,
580;
e
fracções
de
480,
240,
120
e
60
reis.
O 4.°
sorteio,
é
o
da
loteria
portu
gueza.
a
29
de
setembro.
()
prémio
grande
é
de
8:0004000
reis.
Os
preços
dos
bilhetes
e
fracções
d
’
esta
loteria
são
os
seguintes:
bilhetes
inteiros,
44800;
meios.
24400;
quartos,
14200;
oitavos,
600;
fracções
de
520,
440.
330,
260,
220,
130,
110,
6a,
55, 45
e 30
rs.
Grande
loteria
eí»
Madrid
No
dia
7
d
’oulubro
Prémios
distribuídos
em moeda
portugueza
Heis
3»dltOO^OOO
pela
seguinte
fórma:
1
de
90:000^000
1
de
45:00(^000
1
de
22:5004000
1
de
14:4004000
1
de
7:2004000
2 de
1:8004000
2
de
1:4404000
50 de
9004000
2
de
8104000
600
de
2704000
661
prémios
Os
preços
dos
bilhetes
e
fracções
são:
bilhetes
inteiros,
484000;
meios,
244000;
quintos,
94600;
décimos.
44800;
series
de
dez
numeros,
de 2l$000,
124000,
6$000,
44800,
24400,
14200
e
600
reis;
fracções
de
um
só
numero
de
34000, 24400,
14200,
600,
480,
240,
120
e
60
reis.
Chamamos
a
atlenção
do
publico
para
um
ponto
importante.
As
fracções
da
nos
sa
firma,
tem
um
pertence
muito
mais
vantajoso
para
o
jogador,
que
o
das
ca
sas
das
províncias.
Por
exemplo: em
uma
fraeção
da
nossa
firma
do
preço
de
600
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário
da
lo
teria
<le
Madrid,
loca-lhe
na
sorte
grande
1:1004000
reis.
Em
igual
fraeção,
com
qualquer
dos
prémios
minimos
loca-lhe
44500
ou
34000 reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
de loteria,
um
dos
primeiros.
O
que
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico
e
em
especial
dos
que
não
vivem
nas duas principaes cidades.
Os
prémios
são
pages
á
vista
das competentes
listas.
Queren
lo.
os
possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas
localidades,
por
meio
de
remessas
de
leiras
ás ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Bece
be-se
em
pagamento
dos pedidos
sellos do
correio,
valles.
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier aos
freguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
ignacio
da
Fonseca, rua
do
Arsenal,
56.
58
e
60,
Lisboa,
ou
Feira
de
S.
Bento,
33.
34
e
35-,
Porto.
(2529)
Precisa-se
d
’
um
cosinheiro
habilitado
e
de bom
comportamento.
Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção,
onde
receberá
mais
esclarecimentos.
(2584)
3
4»
3 rHT® 1» A. W
MACHINAS
para
coser
DA
Companhia
fabril SINGER
—
B-sia
tle
S.
Vicente—
4
9
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
que
todo
o
mundo
conhece e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
«88:81»
machinas
de
costura!!! mais
S©:49®
que
em
1876.
A
Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas, a
prestações
de
5®®
reis
gemanaes
sem
prestação
de
entrada ou
10
por cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelieiros
e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico que te
nha
todo o
cuidado para
não
ser enganado com as machinas
imitações, como
algumas pes
soas. por
infelicidade
d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas legitimas SINC9KR
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districtos
do
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de preços,
que se
enviarão
GRÁTIS.
VlÃJíLiLÀ
Sociedade
anonyma,
responsabilidade
limitada
A Direcção convida
os
snrs.
accionis-
tas
a
pagar
a
7.a
prestação
de
H'^000
reis
por
acção. até
o
fim
do
corrente
me?, o
qual
pagamento
pódem
mandar
satisfazer
nesta
cidade
ao
1.°
ou 3.° si
gnatários,
em Viseila ao
2.“
,
e
no
Porto
aos
illm.
os
snrs.
José
Duarte
d
’Oliveira
&
C.
a
Guimarães
1
de
setembro
de
1879.
Os
Directores
Antonio
José
Ferreira
Caídas
Joaquim Bibeiro
da Costa
Antonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
(2590)
COMPRA-SE
L
’ma
laiba
de folha
para gaz,
que
le
ve
168
litros
pouco
mais ou
inenos. N
’esta
redacção
se
diz quem
a
pretende.
(2593)
PECMIVURB 4.
Vende-se ou troca-se por
casas
velhas
—
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
muitos
commodos
e
lindas
vistas
—situa
da
na
rua
de
S.
Marcos,
ti.°
53.
Para
tratar,
acha-se
auctorisado o
snr.
Fran
cisco
José
Ferreira
Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua
—e
póde-se
vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
ALUGA-SE
Uma
boa
andares,
sita
20 A.
morada
de
casas
com
dois
na
rua
do
Anjo, n.°
20
e
Está
encarregado
de
a
mostrar
e
tra
tar do
aluguel
o
snr.
Oliveira,
aferidor,
mor-ador
na
mesma rua
n.°
22.
(2547)
Adoptado
em todos os
Hospitaes.
(FERRO
DIÁLYSADO BRAVAIS)
Jtecomm
ndad
> por todos os Médicos. Jii
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE, DEBILIDADE, FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS,
etc. $
O
Ferro Bravais ([erro liquido em gottas
concenL adas)
é o uni-o
exempto
de qualquer acido;
não tem cheiro
nem sabor,
não
produzis
prisão
do
ventre, diarrhea, irritação nem canca o estomago;
alem
d
’:sio
rX!
e
o unico que não faz os
dentes
pretos.
'
-g
E’ o mais
economico
de
tolos os femiBinosos, pois que
nm
frasco
dura
um
mez. li
Deposito
geral
em Parte, 13, rue
Lafayette (Perto da Opera), e
em todas as
Pitarmacias.
Desconfiar-se
das
imitações
perigosas
o
exijir a
marca
de
fabrica
que
vae
jiincta.
ÈbSnvia-se
grátis
a quem o pedir por carta franqueada, um interessante folheto sobre a Anemia
e
o
seu
tratamento.
®
Deposito
no
Porto,
Ferreira &
Irmão,
e
nas principaes
pharmacias
do
reinno
Gran
êxito en Paris
íM
VELOUTINE
GHles
FAY
POLVO DE ARROZ ESPECIAL PREPARADO
CON BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, di al cútis frsscura / traspanncia.
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
, PARIS
Se
vende
en las Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tiendas d- quincalla.
Desconfiar
de
las íalsificaciones.
INJECÇÃO
SIGIENICA
BALSAMIGO
PROPHÍLATIGO
Esta
injecção
é
a
nnica e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias toda
a
qualida
de de purgações
tanto
antigas
como
hio-
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de S. Bartholomeu
Deposito
principal no
Porto
na
Phar
macia
Mídureira,
rua
do
Triunfo
n.°
742,
proximo
ao
Palacio
de Chrystal.
Preço
de
cada
frasco—
400
rs.
ç2506)
COUUSíClI®
R>®
ÍSOTI SUCCESSO
N
’
este
collegio,
em
Villa
Nova
de
Gaya, ao pé da ponte pênsil,
adiniltem-
se
alumnos
internos
d
’ambos os
sexos,
por
6,
7
e 8
mil
reis
mensaes,
conlór-
me
as
edades.
O
ensino
da
leitura
é
pelo
systema
de
João
de
Deus. Dirigir
ao
di-
rector
M.
J.
G. de
Mello.
"
(2554)
Fabrica
a vapor de fundição
ferra e
m taes
Travessa
<Ie
S.
«Róão—
Braga.
N
’esta
fabrica,
única
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade de
obra,
tanto de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não se
tem
pou
pado
a
sacrifícios para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á altura
de
É
LOMBRIGA
MHinai
i
Cura
segura pelos GLOBULOS
teniafugos
(ao
extracto verde
de rhizomos frescos
de feto
macho
dasVosges) de
SECRF.TAN
Pharmaceutico,
laureado e me^
dalhado.
Unico
remédio infalli-
ir
e
digerir; experimentado com
jadoptado
nos hospitaes de Paris
successo.Deposito: SECRET AN
land, PARIS,
b
nas
boas
pharma
-
jb
.
(Evilense as falsificações.)
Preço,
em
Paris.
IO
francos.
—
Depo
sito no
Porto.
Ferreira
&
Irmão
—
Ba-,
nharia
77
—
79.
Caixa
pentanristi
*
Braearetsse
nii
fravesM»
«Se í>.
d
’
esSa
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sohr
b
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
lodos
os
mutuaiios
que
ti
verem
objeetos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de juros
de
tres
raezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
AÍ.VZÇ
HIA?;
Dão-se
a
quem
entregar
na
Povoa
do
Varzim,
ou
em
Braga,
nos escriplorios
do
snr.
Ribeiro
Braga
um
rôlo
com
estam
pas.
perdido
desde
a
Povoa
até
Fama-
licão.
A
Meza da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan-
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardes.
poder
competir
em
tudo
com
às
fabrica8
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
-
lidades,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos preços
que
possam
ser
encontra
dos no
Porto
N
’esta
fabrica
fundem-se
peças
de pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
avul
sas,
como
são:
buxas
para eixos
de
carrua
gens, moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de mármore
cu
de
madeira,
bancos
para
jardins,
borobas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
sy<stema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelieiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Além
d’
estas
obras,
que
ha
feito, toma
encommendas
para
todas
que
possam
fazer-se
de
ferro,
aço
ou metal.
Também concerta todas
as
obras
d
’
este
genero
principalmente
bombas
de poços.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
RESPONSAVEL-Lniz Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1^79
Parte de Comércio do Minho (O)
