comerciominho_06091879_981.xml
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-
FOLHA.
TOSUÍSE NOTICIOSA.
7."
ANNO
REDÀGTO&IES—D.-
Miguel
Sottc-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
da
;
assignatura
12
mezes,
oom
estampilha. .
.
2âô00
1
i
mezes,
sem
estampilha.
.
.
lètíOO
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3§6õ0
Folha
avulso
...............................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
ijflims E SASBADOS.
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repeliçio
.....................................
AsSfgnantes,
^í)
p,
c.
d’
abalimento
40
;
20
10
■
i
■
N.°
981
.1
SABBADO 6 BE SETE» DE 1879
a
ui
/
tivía
cauta
pastihul
ttO K.n.wo SXSS.
«ARORAL
M.
AMKMCO.
Recebemos
este
interessante
do
cumento,
que
o sabio
e
virtuoso
Prelado
acaba
de
dirigir
ao
clero
e
mais
fieis
da
sua
diocese.
Tem
por
fim
instruir
seus dio
cesanos
sobre
as
razões
e
motivos,
que
ha,
para
que
todos
concorram
para
o
Dinheiro
de
S.
Pedro
e
per-
suadil-os
a
que
offereçam
suas
col-
lectas.
Distingue-se
esta
Carta
Pasto
ral pela
boa
e
lúcida
disposição
das
doutrinas,
elevação
e
pureza de es-
tylo,
caracteristico
de
todos
os do
cumentos,
que
saem
da
penna
de
tão
illustre
Prelado
da
egreja
luzi-
lana.
D
’
ella transcrevemos
o
que
se
segue,
para
que
nossos
leitores,
me
nos
costumados
a
rebater
estultas
pretenções
dos
adversários
e
inimi
gos da
Santa
Sé, aprendam
a
refu
tar
os
que,
ou
zombando,
como
os
da
eschola
voltairiana,
ou
enfure
cendo-se,
como
os da seita
mazzi-
nista,
affirmam
e
proclamam,
que
de
nada
carece
o
pobresinho,
do
Va
ticano,
o
Antechristo do
século
XIX.
Mesmo
entre
nós,
um
jornal,
que
se
declara
protestante
e
que
se
publica
na
cidade
da
Virgem,
gra
vava,
ha
pouco,
em
suas
columnas
as
seguintes
palavras,
repassadas
de
odio
e
de
ironia:
«propaganda
ver-
dadeiraraente infame
é
a vossa
(a
dos
periódicos
catholicos) pois que
todos
os annos
annunciaes
indulgên
cias
papaes
ao povo,
extorquindo-
lhe
por
este
meio
o
suor do
seu
trabalho,
para
augmentar
com
elie
as
vossas
rendas
e
o thesouro
do
pobresinho
de
Roma...»
Não
ha
muito,
que
um
escriptor
francez,
inspirado
nas
ideias
da
re
volução
contra
o
papado,
affirmava
num
dos seus
livros:
«temos
razões
para
apontar
ao
mundo
chrislão
o
Papa
ultramontano,
como
o
precur
sor
do
Antechristo».
E’
necessária, pois,
a
propagan
da
da
verdade
contra
a
propaganda
do
erro.
E
o
Em.
mo
Cardeal
Bispo
do
Porto
assim
o
considera
e
con
tra
elle se
tem
opposto,
como
ba
luarte inexpugnável
da
fé
e
da
ver
dade
histórica.
Honra
lhe
seja.
I
i
I
I
I
1
i
Está
pobre!
eis
a
pura
e simples
ver
dade;
pobre,
não
como
lioinem,
mas
po
bre
e
pobrissimo
como
Papa.
Como
ho
mem,
por
certo
nada
exige
para Si,
e
bem
Se
lembia
que
é
Vigário
d
’Aquelle
que
não
linha
onde
reclinar a
cabeça
mente
matar
a
fome,
e
deixasse
de
ser
virtude,
quando
ainda
lhe
accresce
a
da
Religião.
frerá
Elle
então
ao
presencear
na
própria
Capital
do
Catholicismo
as
tentativas
do
erro
para
alliciar
a
juventude,
e
ao
vêr-
Se
sem
meios
para
lhe
abrir
escólas
Suas,
on
le
a
salve
da
heresia
peio
ensino
da
verdadeira
Fé?!...
E
todavia
isto
ainda não
é
tudo;
mais
extenso
é
o
sudário
da
pobreza
do
Sum-
mo
Pontífice.
São
muitas
e
continuas
as
calamidades que
assaltam
o
homem n
’este
valle
de
lagrimas;
e
os
olhos que
as
der
ramam,
volvem-se
como
que
por
instin-
cto
para
o
Vigário
d
’
Aqueile
que ensinou
por
palavras e
obras
ser
a caridade
a
primeira
das virtudes.
Também
Elle
lhes
céo
(Math.
cap.
VIIÍ.
v.
29).
Tão
modesto
é
o
Seu
viver
entre
as
galas
da
tiára;
de
tão
pouco
carece
para
o
que
está
ha
bituado,
que
com S. Paulo
póde
dizer:
Tendo
com
que
nos
sustentarmos,
e
com
que
nos
cobrirmos,
conlentemo-nos
com isto
(I. Tim.
cap.
VI!,
v.
8);
e,
se
agrade
cido
acceita
os
dons
voluntários,
com
o
mesmo
Apostolo póde asseverar:
Não
cu-
bicei
prata
nem
.ouro
de
ninguém.
(Act.
Cap.
XX,
V.-
33).
Não
damos,
por -tanto, para
o
ho
mem;
damos
para
o
Pontiíice,
que
é
Elle
o
necessitado,
e
é
de
nós
e
para
que
precisa
receber.
Como
Chefe
Espi
ritual
do
Orbe
Catholico
nenhuma
Egreja
fica
estranha
á
Sua
solicitude;
a
todas
abrange
e chega
o
Seu
poder
*
supremo
e
voz
de
Pasior;
á
Sua presença
sobem
as
causas,
de
maior
importância;
e
para
tra
tar
de todos
estes
negocias,
que mais
são
nossos
do
que
d'Elle,
é
indispensável
o
emprego
de
pessoas
hábeis.
São em primeiro
logar
os
Núncios,
Seus
Representantes
junto
aos
Governos
de
cada
nação,
para
que,
informado
das
necessidades
éspirituaes
d
’ellas,
as possa
remediar;
ou
para
que,
em
mutuo accor-
do
com
os
Imperantes,
perante
elles
re
solvam
os
melindrosos
assumptos
das
re
lações
entre a Egreja
e
o
Estado. Cargo
■
obediência;
.
.....
elevado,
que tanto
requer
aptidão
como
•
querem prescindir
dos
bens
da
sua
legi-
meios
de
fortuna
para
ser
dignamente.
I
lima
côngrua,
do que havel-os com
in-
desempenhado.
São
depois
os Em.
nios Cirdeaes,
o
Suinmo
Pontífice,
|
virtude
eleva
a
acerca
mento
côngrua
A uns,
Corretpondenela partieui^r
do
«©osetaMerciO
«ti» Minfeo»
iladrid,
30
de
agosto.
nós
estende
a
mão
e
com
a
bênção
do
lhes
distribue
o
óbolo
que póde
dar.
Mas
aos necessitados
de todos
os
pos
acrescem
agora
outros
a
quem
Elle
mais que
ninguém
é
obrigado
a
soccor-
rer,
«a
São
esses
venerandos
Sacerdotes,
expul
sos
da
patria
pela
fidelidade
aos
dictames
da consciência,
aos
quaes
uma
paternal
mão acolhe
junto
a
si
ou
vae
procurar
até
nos
presídios
da
Sibéria;
são
os
em
pregados
velhos,
antigos
súbditos
do
Rei
de
Roma,
a
quem
a
fome
não
póde
fa
zer
esquecer
os
primeiros
juramentos
de
são
até
Bispos,
que
antes
lem-
porque
corno
Elle
soffrem
por
amor
justiça, da
lealdade,
e
da
Religião.
iacceitaveis
condições,
e
do
Pastor
dos
que;
Pastores
recebem
uma
esmola
que
dos
pela
muita
sciencia,
;
Diocesanos lhes
não
é
consentido
mendi
distinguem,
gar.
e serviços
que os
essa
alta
dignidade,
e
de que
Se
para O
auxiliarem
a
cada
i.,..
------
------
....
-
--------
no
governo
da
Egreja,
e
cuja
I
que serão
labulosas
mas
só
para
aquelles
sustentação
está
a
Seu cargo.
I
que,
por
nada
contribuírem
para
ellas.
confia a direcção
das
Missões
!
ignoram
em
que sejam applicadas;
ou
para
a
propagação da Fé entre
os
infiéis;|
que,
pela modesta
esphera
em
que vivem,
a
outros,
a conservação
da
verdadeira;
avaliam
os
encargos
dos
outros
pelas
suas
doutrina,
e
solução
das controvérsias
em
i
próprias
caseiras
despezas.
assumptos
de
crença;
a
outros, as
con-|
Mais e
muito mais
que
fosse,
não
fal-
sultas
de
consciência
que
por
escabrosas
!
tariam
por
certo
obras
de
benelicencia
em
competem
á
Sua
jnrisdicção
suprema;
aí
que
o
empregar; e
proverá
a
Deus
que
outros,
a
manutenção
da
dignidade
e
de-1
para
todas
chegasse,
que
não
é
o Santo
coro
do
culto pela
fiel
observância
de
j
Padre
quem
ha
de
enttiesourar
para
aro-
seus
ritos
e
ceremonias;
a
outros,
emfiin.
;
veilo
Seu. Iníelizmenle,
porém,
mal
dá
a
(iscalisação
superior
que
por
direito
i
para
o
indispensável;
e
o
que
mais
O
divino
Lhe
pertence
sobre
o
governo
es-i
tortura
e
o
reservado m
is
bem conheci
*
pmitual dos
proprios
Bispos.
Constituem;do intento
com
que
os
inimigos
da
Re-
™
q
(1(J l0(j0s 0
São
também
do
Pa-
,
Lhe
apontam
para
o
dilemma
em
que
contam
em
breve vél-0
apertado.
O
Chefe
Espiritual
da
Religião
Calho-
lica,
dizem
elles.
ou
quer
viver
a
todo
o
custo,
e euião
ha-de
sub nelter-Se a
uma
lista
civil;
o
que importa
o
mesmo
que
constituir
Se súbdito
coim
outro
qualquer,
e
reconhecer
o
direito
da força
com
que
o
Seu
Primado
foi
despojado
da
soberania
temporal;
ou
ainda
pretende
salvar
ilíesa
a
legitivnitade
d
’
e.ste;
e
n
’
esse
caso
perderá
a
própria
auihoridade
espi
ritual
por
impossibilidade
de
a
exercer
á
falta
de
meios
pecuniários, que
de
dia
para
dia
Llie
vão
escaceando
mais,
até
de
todo ficarem
exhauslos.
Eis
em
geral como
são
distribuídas
mo-
essas sommas
do
Dinheiro
de S.
Pedro.
elles
outros
tantos
Tribunaes
Su
leriores
;
ligião,
ou
Congregações,
sem
mencionar muitas
I
pado,
mais,
dos,
cuja
sómente
dos
Santo
Padre.
Para
um
andam
seus
seus Diocesanos;
e
ainda
assim
sabe
Deus
com
que
dilíiculdade,
nos tempos
que
vão
correndo,
encontra clero
sulficiente.
Mas
ao
Pastor
Supremo
nenhuma
circum-
scripção
territorial
loi
traçada.
Sua
acção
estende-se
ao
mundo
inteiro;
e
é
a
Elle
especialmente
que
incumbe
mandar
por
meio
de
Missionários
prégar
o
Evangelho
a
toda
a
creatura
escrava
do
paganismo.
todas
funccionando
com
emprega-
parca
subsistência
depende
subsídios
concedidos
pelo
Bispo
qualquer, limitados
cuidados
á
pastoreação
de
Tinha-os
até
agora e
em abnndancia
nas
Ordens
Religiosas
e
innumeraveis
estabe
lecimentos
scientificos,
que
Lhe
forneciam
sacerdotes
habilitados
para
todo
o
minis
tério
da Religião.
Hoje,
não'
obstante
for-
maes
promessas,
vê supprimirem-se
os
conventos uns
após
outros,
e
fecharem-se
as outras
casas,
verdadeiros
Seminários,
que
lhe
eram do
mais
efiicaz
auxilio.
Diz o
Em.m°
Cardeal
na
esquente
ci
tada
carta,
que
ao
Santo
Padre,
sangra
o
coração, porque
pala
deplorável
penu-
ria
de
recursos
e
p
ssoas
não
pó
ie
sa
tisfazer
aos pedidos, que
das
mais
longín
quas
regiões
diariamente recebe
pira
que
lhes
mande
Missionários.
O
que não sof-
Sabemos
que
d
’entre
vós os
que
mais
teern
contribuído
são
os
abastados
de
for
tuna;
e
confiamos
continuarão
a
aprovei
tar
este
ensejo
de
se
mostarem
gratos a
Deus
pelas
riquezas dispensadas,
tirando
d
’
ellas
a
lavor
do
Vigário
de
Ghristo o
que
seus
meios
lhes
permitlirem
e
a
de
voção
inspirar.
E nada os
demoverá
de
essa
resolução:
tomarão
na
devida
conta
a
apparente
sinceridade
dos
que
vem logo
apontar para
as
misérias d’
ao pé da
porta,
quando
alguém
se
lembra
da
que
ao
lon
ge
é
amargurada
no
Vaticano,
e
quisi
choram
o
dinheiro
d
’
outrem
que lhe é
enviado...
Gomo
se
caridade
fosse
unica
Começo
a
seguinte
carta
com
a
do
lorosa
noticia
do
fallecimenio
do
ex.mo
snr.
D.
José
Caixal
y Estrada,
Bispo
de
Ur
ge!
e
príncipe
de
Andorra,
o
qual
occor-
reu
no
dia 26, em
Roma,
no
convento
de
Santo
Adrião.
Aos
que
o
tínhamos
viito
e
com
elle
fallado
recentemente,
pou
co
nos
surprehende a
nova
luctuosa,
por
sabermos
até
que
ponto
lhe
era
fatal o
pouco exercício
que
fazia,
e
aié
que
pon
to
agitavam
o
seu conturbado
espirito
os
desgostos
qu
■
ultimamenle soffrêra
pelas
machinações
de
liberaes
encapotados.
Com-
quanto
se
tracle d
’
um
personagem
de
tanta
virtude,
depurado ainda
no
crisol
das
tribulações,
não
posso
deixar
de
pedir aos
religiosíssimos
leitores
do
«Commercio
do
Minho»
que
roguem
a
Deus
pelo
descanço
eterno
da
alma
do illustre
finado.
Nestes
últimos
dias
os
periódicos
dispu
tavam
sobre
se
elle
voltaria
ou
não
a
Hespanha;
é
inútil
dizer
que
os
liberaes
demonstravam
claramente
o
seu odio
se
ctário,
sustentando
que
não
o
deixariam
regressar,
e
dando a
entender
que
no
caso
que
regressasse,
dirigiriam
increpa-
ções
duríssimas
contra
o
ministério.
Como
de costume, allirmain
uma
coisa
inteira
mente
opposta
á
verdade. Creio
ter
dito
que
não
ha
muito
pedi
ao
presideme do
con
selho
que
o deixasse
ir
para
a
sua dio
cese,
e
que
Marlitiez
Campos se
negou
redondamente
ao
acto
de
reparação.
Cum
pre-me
accrescentar
que
o
respeitável
snr.
Bispo
de
Santander
lhe
pediu
lambem
ainda
ha
pouco,
e
que
o general
erntra-
biu
o compromisso
de
levantar
o
desterro
que
pesava
sobre
aquelle
venerável
Pre
lado.
E’
inútil fazer
aqui o
elogio
do
de
funto,
porque
o
maior
encomio se
faz
pronunciando
o
seu
nome.
Além
d
’
isso
seria
preciso
um
livro
para
o
tecer
di-
gnamente
Era
um grande
bispo,
e
um
grande
cidadão.
Um
theologo
profundo,
como
exhuberanlemente
o
provou
no
Con
cilio.
e
um
estadista
insigne,
qual
sempre
se
mostrou
até
ao
fim
da
sua vida.
Pro
fessava um odio
mortal
á Revolução,
e
linha
um
tino
extraordinário
para
adivi
nhar
os
planos
que
ella
machinava
con
tra
a
Religião,
assim
como
contra
a
so
ciedade.
Era o
seu
caracter
tão
integro
que
dizia
a
verdade,
amarga
ou
doce,
a
to
dos,
sem
excluir
o
Rei
ou
o
Papa,
a
respeito
do
qual
cumpre-me
dizer
que,
quando
o
governo
de
D.
AÍTonso,
depois
de
intentar
contra
o egregio
Prelado
as
cousas
mais
humilhantes,
conseguiu
que
Leão
Xlll
nomeasse
um
administrador
Apostolico
para
a
diocese
d
’
Urgel,
aquelle
tractou
de
o
fazer
com
assentimento
ex
plicito
do
defuncto.
A
resposta
do
Pre
lado
póde
reduzir-se a
isto:
«Santo
Pa
dre,
eu
sou
filho fiel
de
Vossa
Beatitu-
de, e acatarei
profundaraente
a
vossa
re
solução;
porém
julgo
dever
accrescentar
que
considero
inconveniente
o
que
pedem
os
ministros
de
D.
Aífonso». Faço
de
novo
esta
revelação
para
cumprir
a
vontade
explicita
do
que
acaba
de
passar
a
me
lhor
vida,
manifestando
também
que
do
seu
desterro
excitou
as
pessoas
mais
im
portantes
da
sua
diocese a
que
recebes
sem
perfeitamente
o
snr.
Casanas,
que
ia
em
certo modo
subslituil-o.
D
’aqui
a
uma
hora
se
celebrará
uma
perfidamente
propalaram
contra
os
Jesuí
tas
(pelo
medo
que lhes
teem);
é
um
movimento
combinado
da
Maçonaria
Con
tinental ou
Franceza,
dirigido
contra
o
Catholicismo.
Letrfbrem-se
os
leitores
da descoberta
casualmente
feita
em
Bruxellas,
ha
pou
cos
mezes,
dos
papeis
maçonicos, e
dis
cursos
os mais
direclos
contra
o
Chris-
tianismo,
pelo
indivíduo,
de outra
sorte
insignificante
e
desconhecido,
que
o
Ma
çonico ministério
Belga
actual
tinha
en
tão
mesmo
imposto
ao
Rei,
como
Minis
tro
da
Instrucção
Publica.
Convirá,
para
as
pessôas
que se
não
recordem
do
fa
cto
importantíssimo,
ou
que
o
não
te
nham visto
notado,
repetil-o
aqui bre
vemente;
pois
o
projecto Ferry
não
é
mais
que
um
complemento
maçonico
do
mesmo
plano combinado
da
Maçonaria
Franceza
com a
da
Bélgica, da
Ita-
iia,
etc.
Deverá
recordar-se
o
facto,
que
em
seu
tempo
relatei,
de
que,
coincidin
do mesmo
com
a imposição
ao
Rei
da
Bélgica
pelo
maçonico
Primeiro
Ministro
Frere
(POrban,
de ura obscuro indivíduo,
como
Ministro
da
Instrucção
Publica;
um
jornalista
comprou
por
accaso,
e
por 2
ou
3
vinténs,
n
’
uma venda
publica,
um
rolo de
papeis
velhos
impressos. E
quan
do
em casa
veio
a
examinal-os encon
trou,
que
nada menos
eram,
do
que
dis
cursos
maçonicos, impressos
maçonicamen-
te, e
que
tinham
sido pronunciados
pelo
novo
Ministro
da
Instrucção
Publica n
’
um
congresso maçonico
que
tivera logar
era
Bruxellas,
e
ao
qual
tinha
sido deputa
do
pelos
Maçons
d
Antuerpia,
este
mes-|
mo
indivíduo
trazido
agora
á
luz
por|
Frere
d
’
Oft>an
como
Director
e
Ministro
da
Instrucção
Publica!
Nos
taes
discursos
soleranes,
recuados
no congresso maçonico
—
e
sem
duvida
;
impressos
para circulação
entre a Irman
dade
—
tratava-se
o
Ghrislianismo
(Catho-
hco principalmente)
como
uma
cousa
ob-
suleta, e
já
sem
razão
de
ser. O
Belgico
Ferry
queria, já se
entende,
como
ago-
i
ra
o
Ferry
Francez,
dar
um
golpe
(que
um
outro
fátuamente
julgavam
mortal)
no
Catholicismo.
Um
e
outro
dos
Ministros
d
’
Instruc-
ção
[da
Trolha]
cobardemente
pertendiam
usar
da
auctoridade ministerial,
em
que
as
influencias
e
intrigas
maçónicas
os
constituíram,
para
darem
no Catholicis
mo
um
golpe
que
elles,
com
toda
a
Maçonaria,
julgariam,
cobardemente,
golpe
capital.
Não
se
atrevendo
a lutar braço
a
braço e
cara
descobeTa.
com
os
Filhos
de
Santo
Ignacio.
sobem,
por
intrigas
e
influencias
maçónicas,
ao
poder;
e
então,
armados
de
uma
auctoridade usurpada,
sabem
a
campo,
contra
antagonistas
cuja
força
consiste,
na
razão,
na
lógica,
na
demonstração,
nos factos,
nos argumen
tos!
E
’
tal
a
evidencia
de
má
fé,
de
pro-
posito
maçonico
e
anli-christão
que
pre
side
a
este
infame
projecto
Ferry,
que
nem
os
Protestantes sinceros deixam
de
vêr
o
danado
intento
maçonico
existente
no
fundo
do
tal
projecto
infame.
Leia-se
o que
sobre
isto
escreve ao
Standard
(o
principal
orgão,
o
mais
autorisado,
na
imprensa
Protestante,
e
qne escolhe
Cor
respondentes sérios e
imparciaes),
o
seu
Agente
em
Paris;
dizia-lhe
este
em
data
de
18
do
corrente:
—
«O
relatorio
do
Senador
Pelietan
so
bre
as
petições
pro
e
contra
o
Bili
edu
cacional
de
Ferry,
apparece
hoje
publi
cado.
Foram
apresentados
de
Cotnmissão
seis
petições
em
favor
do
dito
Bill,
e
trinta
e
seis
contra
elie;
mas
as
petições
d'esta
ultima
especie»
(isto é
contra
o
mesmo
Bill)
«continuam
chegando
diaria
mente.
«Quando
o
Snr. Pelietan
eslava
ter
minando
o
seu
Relatorio,
chegaram
mais
petições
contra,
com
um
milhão
e
cem
mil
assignabiras
contra
o
Bi.l.
M.
Lu-
ciano Brun,
Senador
Catholico,
informou
a
Commissão,
de
que as
petições
contra
o
Bill
tinham sido
assignadas
por
onze
mi
lhões
de
Calholicos;
e
n
’outra
sessão
seguin
te,
M de
Bavignan
disse, que
subiam
a
dezeseis
milhões
as
mesmas
assignaturas.
«Em
seu
relatorio
disse
Palletan
em
conclusão:
—
Que as
petições
não
eram
a
obra
espontânea
da
população,
ou
a
ex
plosão
de opinião
de
victimas
que
se
sentiam
offendidas
e
aggravadas.
Que
a
agitação
era
primeiro
organisada
em
Pa
ris,
e
depois
successiva
ou
simultanea
mente
em
toda
a
França,
pelo clero
re
gular
e
secular,
e
seus
numerosos se
guidores
de toda especie.
Que
linha
sido
animada,
propagada
e
sustentada
pelas
fo
tra
que
coadjuve nossos
planos directa ou
indirectamente,
e
que
não
veja,
nem
oi
ça,
nem pen-e,
ainda
quando
tenha
olhos,
ouvidos
e
entendimento.
Não importa
que
com
a
tua
consorte
tenhas
de
comer
em
breve o
amargo
pão
do
exilio
O
impor
tante,
o
necessário,
o
indispensável
é
que
nós vivamos
e
goremos».
Desventurados
Príncipes
os
que
dependem
da
Revolução!
No
dia
2,
pelas
8
da
manhã,
sairá
d
’
aqui
o
trem
especial
que
ha
de condu
zir
a
Lourdes
os peregrinos
de
varias
províncias
hespanholas.
Não é arriscado
dizer
que
se
reunirão
no
famoso
sanctua-
rio
mais
de
quatro mil
filhos
do
nobre
solo
hespanhol
enaltecido
por
santos
e
por
heroes
innumeraveis
em
tempos
melhores,
encerrados
por desgraça
no
frio
pan’
heon
da
historia.
S.
Santidade
não
se
limitou a
abençoar
os
romeiros,
mas concedeu
uma
indulgência
plenaria
aos
que
com
as de
vidas disposições
tomem
parte
activa
na-
imponente
manifestação catholica
que
se
prepara.
Assim
o
comrnunicou
ha
pouco
ao
snr.
Bispo
de
Barcelona
o
cardeal
;
Nina.
A
preciosa
Encyclica
de
Leão
Xíil
tem
produzido
aqui
gianfe
effeilo
entre
os
bons
catholicos. Segundo
o meu
modo
de
ver,
o
Papa
não
lena
causado
mais
con
tentamento
aos seus
filhos
leaes
ainda
que
por
arte
milagrosa
fizesse
sair
das
en
tranhas
da
terra
um
exercito
de
cem
mil
homens
armados
de ponto
em branco, co
mo aqueile
deus
que
saiu
da
cabeça
de
Minerva.
Dizer que
a
Encyclica Aelerni
Palris
é
uma
especie
de
corroboração
do
Syllabus
—
é
dizer
pouco,
na
minha
opinião
Segundo
o meu
juízo.
o
memorável
docu
mento
de
S.
Beatilude
vae
muito
mais
além
que
os
do
immortal
Pio
IX,
o
qual
se
limitou
a
condemnar
os erros
moder
nos. Leão
XIII
faz o
mesmo;
porém
quer
que
se prescinda d’
uma
porção
de
sys-
temas
e
de
melhodos
mais
ou
menos
apar
tados
da
linha
inflexível,
para assim
o
dizer,
que
S.
Thomaz
e
os
Escolásticos
mar
caram
para
o
estudo
da
sciencia
das sciencias,
e
para
o
da
philosophía,
base
solida
dos
de
mais
conhecimentos
humanos,
A
Encycli
ca
produzirá
effeilos
incalculáveis
mesmo
no
mundo
político,
e
destruirá
não
pou
cos
intrincheiramentos
nos
quaes
se
gua-
rece
a
Revolução
abominável.
Não
ha
no
mundo
força
bastante
para
resistir
ao
Ím
peto
da
benefica reacção
religiosa
e po
lítica
que
ha
de
trazer
o documento
me
morável.
E
’
certo
que
no
consistorio immedia-
to
receberá
a
Purpura
cardinalícia Mon
senhor
Cattani,
Núncio
Apostolico
de
S.
Santidade
em
Hespanha,
pessoa
de
ideias
saníssimas
e
de
sentimentos
nobilíssimos.
Subslitue-0
Monsenhor
Bianchi,
mas não
D.
Elias, como
assegura
o
corresponden
te
da
«Palavra»,
cujas
observações caem
naturalmente
pela
bise,
senão
1).
Angel,
secretario
actualmente
da
Congregação
de
Bispos
de
Regulares.
Ainda
que não
le
nho
o
gosto
de
o
conhecer,
informam-
me
que
a
eleição
de S.
Beatilude
não
podia
ser
mais
acertada.
Não
póde
a
sua
vinda
legitimar
as
esperanças
que
fazia
conceber,
não sem motivo,
a
determina
das
liberaes,
o
regresso do
outro.
E’
possível
que
lambem
receba
a
pur
pura
no
consistorio
indicado,
o ill."10
e
exc.
mo
snr. D. Joaquim
Lluch, arcebis
po
de
Sevilha.
Muito folgarei
que
assim
seja,
por
se
tractar
d
’
um
prelado
a
quem
um
desconhecido
calumniou ha
mezes
n
’
um
libello
asqueroso
Parece
que
o
seu an-
ctor
é
um
desgraçado
sacerdote de
Bar-
cellona,
contra
quem
devia
ter
tomado
graves
determinações
o actual
bispo
da
capital
do
Principado da
Catalunha.
Posso
accrescentar
que
dois
amigos
do
successor
de
S.
Leandro
estão
preparan
do
uma
Biographia
d
’
aquelle
bispo,
a
qual
opporão
naturalmente
ao
folheio im-
mundo
da
infeliz
pessoa
alludida.
L.
ABIDENSE.
missa
por
sua
alma
na
egreja
de
Sanlo
Antonio do
Prado
Suspenderei
a presen
te
correspondência
coin
o
tim
de
dar
uma
prova
da
minha veneração ao ho
mem
iíluslre
anie
cujo^
Unnulo,
que
se
acaba
de abrir,
me descubro
com
dor
e
com
respeito
A indicada
demonstração
humilde
e
religiosa
em
honra
do
Snr.
Caixal
deve-
se
á
iniciativa
dos
redaciores
de
«EI
Si-
glo
Futuro»,
que
D.
Ramon
Nocedal
di
rige.
Ante
hontem
alguns periódicos
liberaes
começaram
a
dar
a
noticia
de que
Car
los
VII
coníiára
a
direcção
do
seu
par
tido
(se
com
este
nome
tão
desauctori-
sado
póde
desiguar-se
a
grande comrnunhão
catholica-monarchica)
ao
snr. D.
Cândido
Nocedal.
Devo
dizer-lhe
que d
’esla
vez
não se
afastam
da
verdade.
Çumpre-me
accrescentar que ao
ver
o egregio
Prín
cipe
que
não
desejavam
formar
parte da
Junta
directiva
quatro
das
seis
pessoas
que
designara,
nomeou
recenlemenle
ao
dicto
snr.
para
que
dirija
os
legiliinistas
hespanhoes.
A
meu
ver
a
demonstração
religiosa
de
que
acima
dou
noticia
é
a
primeira
que
faz desde
que
recebeu
a
especie
d’
investidura
indicada.
Como
sabem,
um
tribunal
de Paris
declarou'
ha
pouco
indirectamente
que
os
periódicos
podem
offeuder e
injuriar
quan
to
quizerem o
excelso
Duque
de
Madrid.
Eis
porque
me
surprehende
a
determina
ção
tomada
pelo
juiz
de
Milão,
que
in
struiu
o
processo
referente
ao
Tosão
de
oiro
d’
aquelle Príncipe.
E’
sabido
que
Boet
procurou
infamar
ao
seu
Piei,
sup-
pondo
que
a
dieta
joia
não foi
roubada,
mas
vendida
por
disposição
de
seu
dono.
Aqueile
homem
de
toga
não
fez
menos
do
que
rechaçar
a
injuria
feroz,
reco
nhecer
a
existência
do
roubo
e
conduzir
ao
cárcere
o desventurado monstro
de
in
gratidão.
Felicito
me pelo
resultado
que
quasi
me
assombra,
por
saber
até
que
ponto
tem
rebaixado
também
a
judicatura
o
sysle-
ma
liberai,
verdadeira
caixa
de
Pandora,
que
sem
cessar
verte
no
mundo
lodo
o
ge-
nero
de
males,
desgraças
e
desventuras.
Visto
o
afan
de
calmnniar
os Príncipes
que
não
se
prostram
ante
a
estatua
de
bairo
doirado
da
Revolução,
não
surpre-
benderá
que
procurem
corromper
o
juiz
de
Milão
e
que,
não o
conseguindo,
le
vem
a
causa
em
apellação
a
um
tribunal
superior,
para
obterem
contra
o
Príncipe
uma
sentença
infamatoria.
Para
verdades,
o
tempo.
Os
nossos
adversários
teem
dupla
ne
cessidade
de
offenderem
os
representantes
da
justiça
espesinhada,
desde
que
obser
vam
que
sopram
para
nós
ventos
favorá
veis
em
quasi
toda
a
Europa.
Assusta-os,
com
motivo,
a
preponderância
que o
Pae
commtim
dos
fieis
vae
conseguindo; o
descrédito
profundo
dos
revolucionários
da
Italii,
os
quaes
demostram
que.
como
dizia
o
P.
Felix,
a
civilisação
liberal
con
duz
directamente
á
barbarie;
as
tendên
cias
da
Rússia
e
da
Allemanha
favoráveis
a
um
accordo
com
a
Santa Sé;
a
eleva
ção
crescente
do
império
austríaco,
que,
segundo
observa
um estadista
insigne,
parece
n'nm dia
desmoronar
se.
e
no
se
guinte
não
só
recobra
o antigo
poder,
mas
que
vem
a
converter-se
quasi
mila
grosamente
no primeiro império
do
mun
do;
a
persuasão
intima
de
que
a França
não
póde
continuar
regida
por
um
go
verno
republicano;
o
enlace
decidido
de
D.
Aílonso
com a
princeza
Maria
Ghristi
na,
e
outros
sympiomas
verdadeiramente
fataes
para
elles.
Quando
se
vejam
per
didos
não
se
limitarão
a
escarnecer
dos
legitimistas
procurando
afogal-os
em um
mar de sangue.
Em
todas as
parles
se
dispõem
a
commelter
crimes
inauditos,
que
obscurecerão os
rnais
horrorosos
que
registram
os
annaes
da
perversidade
hu
mana.
Por
motivo
da
estada
de
D.
Affonso
em
Arachon,
onde
actualmente
reside
a
joven
archiduqueza,
os periódicos
hespa
nhoes
enchem
as
suas
columnas
com
no
ticias
e
considerações
sobre
as bodas.
Como
a
imprensa
libera! chegou
a
urna
grande
prostração,
e
a
um
decaimento
extrordinario,
inútil
é
accrescentar
que
desgostam
e
irritam
as
frivolidades
e
os
nadas
que,
no
geral,
consignam
nos
seus
papeis
ou
papeluchos
Mais
ainda
do que
isso
enoja
o
temor
que
a
domina,
de
que
a
Princeza
influa
em
pró das
sãs
ideias,
e
impeça
que
para já
se
apoderem
do
mando
os
constilucionaes,
ou
outros
re
volucionários
ainda
peiores.
Se
bem
se
reflexiona,
dizem
elles a
D.
Affonso: «Não
qberemos
ver
ao teu
lado
uma princeza
que
arraigue
o
teu
throno, ou
retarde
a
tua
queda.
E
’
preciso
que
te
unas
a
ou
A
’
reilaeçfto do «Cointnercío do
Minho».
Londres,
25
de
Agosto,
1879.
(Conclusão)
II.
—
Uma
das
mais importantes
ques
tões
que
actualmente
se
ventilam
na
Eu
ropa,
é
a
da
Educação
suscitada
pelo
projecto
maçonico
de
Julio
Ferry
em
França.
Como já
notei ha
mezes,
n’
uma
das
cartas
d
’
esta
correspondência,
esta
cam
panha
contra
a educação
Catholica,
pelos
Maçons
alcunhada
de
Jesuítica
— para
o
tim
de
lançarem
sobre
ella
o odioso
que
lhas
dos
ires
partidos
monarchicos unidos
em
seu
odio
contra a
Republica,
pop
confrarias,
por
clubs
catholicos,
por
cor
porações
religiosas
de
toda
especie
e
de
nominação. »
Continúa
Pelietan
allegando
assim
uma
quantidade
de
razões
por
onde
diz
que
a
gente
fóra
induzida
a
assignar
as
peti
ções
contra
o
projecto
maçonico
de
Fer-
ry.
Porém
o
proprio
Correspondente
e
o
Standard,
lhe
respondem
que
assignalu-
ras
assim
de
metade
da
população
de
França,
não
se
corrompem
e
subornam
como
Pelietan quer
inculcar;
e
a
opinião,
tanto
do sensato
Correspondente
como
de
toda
pessoa,
de
senso
cornmum,
será,
de
qne
o
sentimento
da
grandíssima
porção
da
maioria, do
povo
Francez
é
oppos-
ta.
e
repudia
a
pérfida
medida
e
pro
posta
maçónica de Ferry.
Uma
cousa
que
admirou
a
muita
gen
te, inclusivamente
a
mira,
foi
o
proce
dimento
de M.
Julio
Simon,
n
’
esia ques
tão
do
projecto
Ferry.
Eis
aqui
como
o
mesmo
imparcial
Correspondente
do Stan
dard
dá
conta
d
’
ella,
e
da
occasião
que
a
provocou;
diz
elle:—
«Um
numero
de
eleitores
livres
e
in
dependentes
de
Charonue,
escreveram
a
M.
Julio
Simon,
perguntando,
como é
que
elle
podia
oppor-se
ao
artigo
7.°,
(do
projecto
Ferry)? Respondeu aos
per-
gontadores:
—
«Senhores,
o artigo 7.°,
sobre que
me
escrevestes
fará
prejniso
á
Republica,
e
de
resto, a
ninguém prejudicará senão â
Republica.
Os
estabelecimentos
que elle
quer
encerrar,
nada
mais
farám
que
al
terar
a
denominação
de
seus
mestres,
mas
sem
fazer
mudança
alguma
na
realidade
de
suas
doutrinas.
Assim
os
Republica
nos terão
feito
o
erro
de
renunciar
ao
principio
da
liberdade
do
ensino,
que
é
uma
das
mais
essenciaes
de
nossas li
berdades.
Será
para
nós
uma
vergonha
perdurável
o
termos
pedido
essa
liberda
de
quando
eslavamos na opposição,
e ne-
gal-a
quando
eslavamos no
poder.
E
’
pre
cisamente
porisso
que
eu
prometti
ser
sempre
um
campeão
da
liberdade;
que
combato
uma
clausula
que
a
infringe.
Não
sou
mais
partidário
d
’
esco!as
mantidas
por
uma
corporação
religiosa
do
que
vós
o
sois.
Creio
que
as
escolas
mantidas
pelo
Estado
sam
superiores
ero
todo sentido.
Mas
admittem
melhoramentos.
^Porque
nos
não applicamos antes,
pois, energicamen
te
a
aperfciçoal-as.
antes
que
a
procla
mar
como
o
fazemos
pelo
Sétimo
Artigo,
que
lemos
medo
de
ser
batidos
em
com
bate
franco?
^Para
qne
recorrer
a
medidas
de
proscripção
como
se
fossemos
um
re
gímen despotico?»
Estas
palavras e
opinião
de
Julio
Si-
mão.
não
pódem
deixar
de
ter
produ
zido
eileito
considerável.
Julga-se
que
o
Ministro
dos
Negocios
Estrangeiros
e
Primeiro
Miuistro, Waddio-
ton,
qne
em
varias
cousas,
mesmo
no
Congresso
de Berlim,
se
tinha
mostrado
sensato
e
moderado,
seria
um
dos
que,
no
Gabinete
actual
Francez, desapprova-
ria
o
projecto
Ferry;
principalmente
des-
que
uma
tão
grande manifestação
se
des-
involveu
contra
a
medida
maçónica.
Tan
to
mais, que
n
’
uma
relação
que
recente
mente
appareceu
não
me
lembra
bem em
qual das
folhas
de
Paris,
dos
Membros
do
Governo,
do
Senado,
e
da
Camara
dos
Deputados,
que
eram
maçons,
Waddington
não
vinha
incluído.
O
seguinte
paragra-
pho
porém,
na
Correspondência
regular
de Paris no Times
de
ante-hontem,
faz-
me duvidar
da
exactidão
da carta men
cionada
a respeito
dos
maçons
no
Gover
no
e
nas Camaras. Parece-me,
que
só
pedreirismo
podia
inspirar
as
palavras
de
Waddington,
concernentes
ao
mesmo
in
fame
projecto
Ferry. Eis
aqui o
paragra-
pho
a
que
me
refiro
da
dita
Correspon
dência,
—
datada
de
2!
do
corrente:
«Hontem, n
’um
jantar dado
pelo
Per
feito do
Departamento
d
’Aisne
ao
Conse
lho
Geral,
M.
Waddington,
que
é
Pre
sidente
(Taquella
corporação,
pronunciou
um
discurso,
em
que
tocou
na
grande
questão do
dia—
o
Projecto
Ferry.
Disse:
—
Qne o
projecto
era
inteiramente
uma
medida política,
e
o
seu
fito
era
resti
tuir
ao
Estalo
seus direitos
inalienáveis,
e
impedir
uma
notoria
Corporação
reli
giosa,
condemnada
pelas
leis de
França»
(devia dizer
da
Maçonaria]
«de
continuar
a
dar
instrucção
contraria
aos
princípios
da
sonedade moderna
d
[da
mesma Maço
naria]
—
«instrucção
que
necessariamente
havia
de
vir
a
dar
em
crear
duas
clas
ses
hostis
em
a
nação.
Quanto
á
liber
dade de
consciência,
e
de
educação,
não
devia
a
gente
enganar-se. O projecto
de
Ferry
não
as
infringia
(!!!);
era
simples-
fljente
constituir
o
Estado
em
posse
de
direitos
que
tinham
sido
minorados
em
consequência
de
circumstancias
excepcio-
naes.»
—
O
lal
Waddinglon
devia
ter
fra
quíssima
ideia da
intelligencia
dos
seus
ouvintes
para
se
attrever
a
pronunciar
solismas
tão
calvos!
—
uComo
partidário
da
discussão
livre,
admittia perfeitamente
que
se
criticasse
o
projecto;
mas
quanto
á
st)a
matéria, julgava
absolutamenle
neces
sário
defender
o
projecto,
e
o
Governo
estava
mais
determinado
que
nunca
a
defen-
del-o-»
Este
discurso
faz-me lembrar
o
de
um
sujeito,
que
fazia
um
grande
espalhafato
elogiando
e
exaltando
a inteira
liberdade
do
pensamento,
e
que
se
lhe
não
devia
pôr
o
mínimo
obstáculo
ou
reslricção
—
co
m tanto
e
sómente
que
lodos
pensassem
como
elle
mesmo.
A.
R. SARAIVA.
GAZETILHA
Expediente.
—
Em
razão
de
costu
mar
guardar-se nesta cidade o
dia da
Natividade
de
N.
Senhora
(segunda-feira,
8),
não
podemos
dar
o n.°
correspon
dente
á
proxitna
terça-feira,
do
que
pe
dimos
desculpa
aos
nossos bons
assignantes.
jf,
sien!»
r»ra
de
Mmaretli,
—
A
’
custa d
’
algnns
devotos
é
amanhã
festeja
da
N.
Senhora
de
Nazaret,
erecta
no
Ar
co
da Porta
Nova.
0
Arco
estará
á noite
lindamente
il-
Inminado,
e
haverá
no
largo
da
Porta
Nova
um
bazar
de
prendas
durante o
qual
tocará
a
magnifica
banda
do
regimento
8.
Chroniea
sieligi,ts$s
.
—
Vmanhã:
—
Procissão
do
Rosário na Sá, e
das
Do
res
nos
Congregados.
Exercícios
do Santíssimo
Coração
de
Jesus
no Collegio.
Exposição
do Santíssimo
no
Salvador.
Segunda-feira:—
Festa
de N. Senhora
da
Misericórdia,
da
Lapa,
da
Ajuda
nas
Carvalheiras,
do
Pilar
em
Santa
Cruz,
e
do
Soccorro
em
S.
Lazaro.
Exercícios
de
N.
Senhora
da
Torre
no
Collegio.
Exposição
no
Bom
Jesus
do
Monte.
Exereieion.
—
No
dia
8 começam
na
capella
do
Paço
Archiepiseopai
os
exer
cícios
aos
ordinandos,
que
são
os
seguin
tes:
Minoristas
11
Subdiaconos
57
Diáconos
8
Presbyteros
30
-
—
Total
106
Festividade.
—
Festeja-se
ámanbã na
capella
da
Congosta
do
Populo a
Imagem
de
N.
Senhora
das
Necessidades
e
S
Lourenço
da
Ordem.
Hoje
á
noite
haverá no
largo
do
Po
pulo
um
esplendido
basar,
duranie
o
qual
tocará
a
banda
deSande,
e o
qual
concluirá
ámanhã
de
tarde.
A
funcção
d
’egreja
consta
de
duas
missas
cantadas
a
grande
instrumental,
e
dois
sermões,
um
de
manhã
outro
de
tarde,
seguindo-se
a
este
ultimo
a La
dainha.
Romagem.
—
Teem
passado por
esta
cidade
numerosos
bandos
de
romeiros que
se
dirigem
para a
romagem
de
N.
Senho
ra
d<>
Porto
d
’Ave,
que
depois
d
’
atranhã
tem
logar
na
freguezia
de
Thaide.
Fegta
no
aeeaS.
—
A
’manhã
festeja-se
com
grande
pompa a
Imagem
de
N-
Se
nlior
do
Alecrim,
no
Areal,
havendo
mis-
sa
solemne
de
manhã,
e
de
tarde
sermão
c
bazar
de
prendas.
Hoje á
noite
ha
alli
fogo
preso
e
do
ar,
e
tocará
uma banda
de
musica.
Feira
—Depois
d’
amanhã
tem
logar
Misericórdia,
na
proxitna
freguezia
de
ferreiros,
a
feira
annual
de gado
vacctim,
csvallar e muar.
Costuma
ser
muito
concorrida.
tlonte-pio
di,
S.
Jío«é.
—
O
snr.
ír
-
João
Baplista
da
Silva
Ramos, facul-
hlivo
d
’
esta
associação,
retirou-se
para
banhos
do
mar
e
pediu
nos.
declarássemos
Ia®
o
ficava
substituindo nas
suas
funcções,
J,
todos
os
resoeitos,
o
snr.
dr.
Vieira
da
Cruz.
®
SenSior
Conile
ale
Cliwmbord
.
''ftenna
24
de
agoslo.—O
Senhor
Conde
1,6
Chambord
foi
recebido
em audiência
aales
de
hotilem,
22
de
agosto,
pelo
Im-
P^rador
Francisco
José,
das onze
horas
P
ara
o
meio
dia.
audiência
durou
uma
meia
hora.
..
Durante
o
dia,
o
Conde
de
Chambord
1
visitar
muitos
francezes
que
residem
® Menna;
depois voltou
pira
Frohs-
Era
exactamente n
’
esse
dia,
22 d
’
a-
gosto
que
a
«Patrie»
dizia
que
o Senhor
Conde
de
Chambord
estava
em
Paris.
Como
de
certo
ninguém
suppõe
que
a Agencia
Hivas
está
de
combinação
com
a
«Union», este
despacho
é sulíiciente,
para
destruir
algumas
noticias absurdas
que
teem
sido
postas
em
circulação.
—
E.
Preço
«los
eerenea.—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos cereaes
foi
:
Trigo
..........................................................
750
Centeio
.........................................................
480
Cevada
..........................................................
520
Milho
alvo
..................................................
700
Milho
branco
.........................................
550
Milho
amarello
........................................
520
Painço.......................................................... 600
Feijão
vermelho.......................
.
720
»
branco......................................... 600
»
amarello..........................................
500
»
rajado
..............................................
500
»
fradinho
....................... .....
.
440
Batatas.........................................................
480
Azeite (almude)
.....................................
6$000
Atravex
da
provineia.
—
Dizem
de
Villa
Verde:
Os
milheraes
estão
magníficos
e
pro-
mettem
um
anuo
abundantíssimo
de
pão.
Outro
tanto
não
poderão
dizer
do
vinho.
O
oidium atacou
muito
os
cachos,
e
só
os
proprietários
que
enxofraram
mui
to
e a
tempo,
é
que
poderão
colher
al
gumas
pipas
de
tào
delicioso
néctar.
A
colheita
das
balatas
se
não
foi
abundan
te
foi
pelo
menos
regular.
Fructa,
muito
pouca,
e
de
regular
qualidade.
—
Dizem
de
Valença:
E’
melhor o estado
agrícola
do
con
celho.
As ultimas
chuvas
foram
de
gran
de
vantagem.
Agora
voltou
o calor,
que
é
muito proveitoso.
Hontem
estava
um
dia
de
calor
intensissimo.
Desceu
o pre
ço
do
milito
no
nosso
mercado.
—
Dizem
de
Vianas:
Continua a
ser
abundantíssima
a pes
ca
da sardinha
na nossa
costa.
Todos
os
dias
chegam
as
lanchas
com
enorme
car
regamento d
’aquelle
peixe,
vendendo
se
a
bordo
cada
cento
por
100
reis.
Já
ha
an-
nos
que isto
não acontecia.
—
Na
segunda
quinzena
do
mez d
’a-
gosto
o
preço do
kilo
das
carnes
nos
ta
lhos da
cidade
de
Vianna
foi o
seguinte:
carne
de
vacca,
240
reis: —
dita
de
porco,
320
reis:
—
dita de
carneiro,
60
reis.
—
Na
tarde do
dia 27
de
agosto.
Ati
na
Exposta,
creada
de
Antonio
José
de
Miranda,
caseiro
da
quinta
da
Barreta.
de
Barcellos,
encontrando,
segundo
o
re
lata,
no
chão
uma
bomba
das
de
dyna-
raile,
levou
a
para
casa,
e
tendo
toda
a
imprudência
de
lhe
lançar
fogo,
a
explo
são
foi
de
lal ordem
que
lhe
esmigalhou
a
mão e
a
deixou
bastante
ferida
no
ros
to.
O
estado
em
que
aquella
lhe
ficou,
torna
necessária
a
sua
amputação,
e
re
ceia-se
muito
pela
sua
vida.
—
Os
snrs.
drs.
Alberto
de
Vasconcel-
los
e
Antonio
Ignacio
Pereira
de
Freitas,
facultativos
e
clínicos
do
hospital
da
San
ta
Casa da
.Misericórdia
de
Ponte
do
Li
ma,
o(Tereceram-se
graluilamente
á
direc-
ção
do
Azylo
d
’
Infancia
Desvalida de
D.
.Maria
Pia.
para
médicos
d
’
aquella
casa
de
caridade,
estabelecida
n
’
aquella
villa.
Montunent®
—
Foi
fundida
no
arse
nal
de
Turin
a
estatua
de
bronze,
que
ha
de
ser
collocada
sobre
o
monumento
levantado
na
praça do
Estatuto
em
me
mória
da
perfuração
dos Alpes. A
esta
tua
representa
o
genio
da
Sciencia,
que
tem
na
mão
direita
uma
penna, com
que
traça sobre
uma
mesa
os
nomes
dos
en
genheiros
Grattoni,
Grandis
e
Semmeiller.
O genio
está
em
altitude de
levantar
o
vôo
sem
fazer
caso
d
’
uns
gigantes
que
debalde
tentam
escalar
os
rochedos,
e
que
representam
a
força
bruta
vencida
e
domada pelo
talento.
A estatua
mede
mais
de
quatro
melros
de altura
e
pesa
6.000
kilogram
mas.
gloMgiítrtl
portuguez.
—
Em
Campi
nas,
província
de
S.
Paulo,
Brazil.
foi
inaugurado
com
pompa o
hospital
da
So
ciedade
Portogueza
de
Beneficencia.
Após
a
bênção
das
imagens,
alfaias e casa,
o
revd.® vigário
da
partchia
de
Sinta
Ephi-
genia,
da
capital,
celebrou a
primeira
tnissa
na capella,
proferindo
depois
do
Evangelho,
uma
allocução
analoga
á
cere-
monia.
Os snrs.
dr.
Barata
e
Paulino
Mo-
tiiz
pronunciaram
também
discursos.
Epidemia.—
Em
Aljustrel
teem
gras
sado
febres
de mau
caracter,
havendo
alguns
casos
fataes.
Durante
a
semana
passada
foram
ata
cadas
130
pessoas.
Também
em Thomar
é mau
o estado
sanitario
em
vários
logares.
O
oidium.
—
O
Agricultor
do
norte
de\
Portugal
dá
a
seguinte
receita
contra
o
oidiu
m.
Para
combater
esta
doença
da
vinha
vem
aconselhada
n
’
uma
revista
italiana
a
seguinte mistura:
Cinza
.................................................
50
parles
Enxofre
em
pó..............................
40
»
Carbonato
de
soda
anydro.
...
10
»
Emprega-se
como
enxofre
e
dizem
que
é
mais
aclivo
do
que
o
enxofre
empre
gado só.
A
’ caridade
publàea.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
0
andar,
que se
acha
na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo
só da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorrem
com
alguma
esmola.
A’
caridade
publica.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna Joaquina,
de 8
annos
de
idade,
que
está
entrevada
ha
8
mez.es.
Vive
em
penúria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
LEITURAS
POPULARES
Convidam se
os
snrs.
assignantes
d
’
es-
ta
publicação,
no
circulo
de
Braga,
a
pa
garem
suas assignaluras
alé
ao
fim
do
19.°
vol.
na
rua
Nova n.°
4,
a
Domin
gos
José de
Sousa
Aguiar,
em
poder
do
qual
estão
os
respeclivos recibos
da
dita
publicação.
UI/TIIIAS
NOTICIAS
Lisboa
3
—
Foi
assignado
com
todas
as
formalidades
o contracto adjudicando
á
companhia
do caminho
de
ferro
da
Bei
ra
Alta
sem
subsidio
a
linha
da
Figuei
ra,
sendo
resalvado
o caso
de
arbitragem
ser
contraria
ao governo.
Idem
4—Na
Bolsa venderam-se:
10
obrigações
prediaes
de
assentamento
a
925200
reis;
10
ditas
do
caminho
de
fer
ro
do
Minho
e
Douro
a 89$100;
2
ins-
cripções
a
51.
Os
fundos
porluguezes
em
Londres
re
gularam
a
51
1|2
e 51
5|8;
os hespanhoes
a
15
3|
16;
os
consolidados inglezes
a
97
5|8
e
97
3
(
4.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
11:274^764.
Paris 2
—Ha
divergências
entre
o go
verno
da
Roumelia
e
a
Porta.
A
«Gazeta d
’
Allemanha
do
Norte»
des
mente
que
não
tenha
alcance
político a
missão
do
general
Manteuffel
em Varsó
via.
Recomeçou
uma polemica
irritante
en
tre
os
periódicos
russos
e
allemães.
O
imperador
d
’
Allemanha parte
amanhã
para
Berlim.
O
czar
é
esperado
na
Livadia.
Londres
3—
Noticias
do Cabo
da
Boa
ísperança
dizem
que
as
tropas
inglezas
perseguem
Cettivayo,
e
que ires
filhos
do
rei
dos
zulus
se
submetteram.
NECROLOGIA
Lá
desfolhou
a
morte
mais
uma
odo
rante
flor
no desabrochar!...
Tinha cêrca
de
dois
annos! Pobresinha
!... Ao
raiar
da
aurora da
tua
existência
a
morte
veio
coriar
te
o fio
que
te prendia
á
vida.
Maria
do
Rosário,
estremecida
íilhinha
do
snr.
dr.
Minoel José
Dias
Paredes,
de
Terras
de
Bouro,
trocou esta
por
outra
melhor
exislencia.
De
nada
valeram os
disvelos
da
sua
família.
Estava
escripto que
um
anjo
mais
iria
tomar
o
seu
logar
nas
celestes
fileiras...
E
ella
partiu.
Consolações
á
sua triste
família
não
lh
’
as
sabemos
dar:
apenas
lhe
diremos
com
nm
mavioso
poeta:
«()
’
mães
que
tendes
filhos,
mães
piedosas,
Quando
elles
morrerem
criancinhas,
Enfeitai-lhe
os
caixões
de
brancas
rosas.
Deixai, deixai
voar
as
andorinhas
Em
busca
das paragens
luminosas.
Não acordeis
as
limidas
creanças
No
pequenino
tumulo
risonho:
Ditosos
os
que vivem como
esp
’ranças,
Felizes
os
que
morrem
como
um
sonho».
Braga,
4
de
setembro.
M.
A.
D. B.
(2592)
AGRADECIMENTOS
O
abaixo
assignado não
podendo
agra
decer
pessoalmenle,
como
lhe
cumpria,
as
muitas
e
inequívocas
provas
d
’
amisade
e
consideração
que
recebeu
ifiitn
grande
numero
de
pessoas
de
suas
relações
por
occasião
da
fatal desgraça
de
que
esteve
a
ser
victima
no rio
Cavado,
no
dia
20
do
corrente,
e
de
que,
pela
misericórdia
de
Deus,
foi
salvo,
lança
mão
d
’
este
meio
para
a
lodos
patentear
a
sua
indelevel
gra
tidão.
Outro
sim
agradece,
e
mui
especial-
te.
áquellas
pessoas
que
tanto
se
empe
nharam
em
salvar-lhe
a vida,
e
promo
veram
e
assistiram
no
dia
23
a
uma
mis-
sa
solemne
em
acção
de graças
a
N. Se
nhor,
na
egreja
do
Populo,
d’esla
cidade.
Braga
29
d
’
agosto
de
1879.
(2576)
Domingos
Pereira
d’
Azevedo.
Jeronymo
Alpuim
da Silva
e
Menezes,
penhorado para
com
todos
os
snrs.
que,
não
só
assistiram
ao oílicio de
corpo
pre
sente
como
os
que acompanharam
ao
seu
ultimo
jazigo
os restos
morlaes
de sua
muito
prezada
irmã,
D.
Margarida
Alexan
drina
d
’
Alpuim,
agradece
por
este
meio
emquanto
o
não
faz
pessoalmenle,
pedin
do
desculpa
de
qualquer
falta.
(2594)
ANNUNCIQS
COMPRA.-SE
Uma
talha
de
folha
para
gaz,
que
le
ve
168
litros
pouco mais
ou
menôs.
N
’
esta
redacção
se
diz quem
a
pretende.
(25931
PStEVF.AÇÃO
Antonio
Alves
da
Silva,
negociante
na
província
do
Pará,
império
do
Brazil,
e
natural
da
Villa
da
Certã,
reino
de
Por
tugal,
previne
todas
as
pessoas,
gerên
cias
de
Bancos,
companhias
e
agencias,
afim
de
que
não
façam
entrega
a
pessoa
alguma
da herança
e espolio
pertencente
ao
finado
Manoel
Teixeira
Pinto, morador
que
foi na
rua
das
Agoas
d
’
esla
cidade,
cujo decesso
se
deu
no
estado
de
solteiro,
e
sem
descendentes
nem ascendentes; pois
o
annuncianle
acha-se
devidamente
habi
litado
com
o
seu
testamento solemne
de-
vidamrnte
legalisado
tanto no
império
do
Brazil
como
na
secretaria
<fos
negocios
dos
estrangeiros
d
’este
reino
para
receber
e
arrecadar a
sua herança
e
dar
cumpri
mento
a
todas
as
disposições
teslament
a-
rias; cuja
prevenção
se
faz
afim de sur
tir
lodos
os
effeitos
legaes
e
jurídicos,
e
ninguém
poder
allegar
ignorância.
Braga
29
d’
agoslo
de 1879.
Antonio
Alves
da
Silva.
Outro-sim
declara,
que,
com
relação
á
contra-prevenção
dos
snrs.
Ignacio
Tei
xeira
Pinto
e
Amonio
Teixeira
Pinto,
é
ella
desliluida
de
fundamento,
já
porque
a
sentença
que
os
julgou
habilitados e
que
publicaram em
exlracto.
ainda
não
transitou
em
julgado
—
sem o
que
não
pro
duz
efíeilo
jurídico
—
e
já
porque,
mesmo
que
tivesse
transitado,
nem assim
podia
ella
offender
e
estorvar
de se
dar cum
primento á
disposição
testamentaria
do
fallecido,
aclo
este
que
é
solemnissimo
aos
olhos
da
lei
e
respeitado
pelo
arti
go
1735
e
outros
do Cod.
Civil;
pois
aquella
sentença,
ainda
transitável
em
julgado,
foi
proferida
na supposição
de
se
ler
dado
o decesso
—
ab-inleslato
—
e
porisso
fica
em
pé
a
prevenção do
an-
annuncianle
na
qualidade
d’
unico
repre
sentante
de lodo
o expolio do
lallecido
Manoel
Teixeira
Pinto, morador
que
foi
n
’
esta cidade.
Braga
1
de setembro
de
1879.
(2581)
Antonio
Alves
da
Silva.
ARREMATAÇÃO
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
carlorio
de Ribeiro,
no
dia
14
do
proximo
mez
de
setembro pelas
10
horas
da
manhã,
á
poria
do
tribunal
ju
dicial,
sito
no largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esta
mesma
cidade,
onde
se
costumam
fazer
as arrematações,
se
tem
de
arre
matar pela segunda
vez=uma
morada
de
casas
e
eido
junto,
sobradadas,
d’um
an
dar,
com sallas,
quartos,
cosinha
e
lojas;
e
bem assim
uma
outra
morada
de
casas
conliguas
e
terreas,
e ambas
com
fren
te
para
a
rua
da
Ponte,
freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real d
’
esta
comarca,
aonde
tudo
é
situado;
confrontando
do
nascente
com
a
rua
publica
ou
cOngós-
la
que
da
uesma
rua
atravessa
para
a
do Banco,
norte
com
a
rua
publica,
sul
com
a
rua
do
Banco,
e
do
poente
com
casas
de
José
Fernandes
Moquenco; ten
do
dentro
do
mesmo
eido
ou
quintal
uma
morada
de
casas
sobradadas,
com
servi
dão
para
as
mesmas
casas
pelo
portal
de
pé,
bois
e carro,
com
frente
para
a rua
do
Banco,
de natureza
de
praso á
casa
dos
herdeiros
de
Macario
de
Castro,
da
cidade de
Lamego;
cujas
propriedades
vão
á
praça
por
metade
do
seu
valor
cuja
metade
importa
na
quantia
de
novecentos
oitenta
e
um
mil
setecentos sessenta e dous
reis;
cuja
propriedade
foi
penhorada
ao
executado
Antonio
Ferreira
de Mattos,
viuvo
de
Thereza
Maria
Lopes
Soares,
e
hoje
segunda
vez
casado com
dona
Maria
dos
Desamparados
Ferreira
d
’
Almeida,
da
freguezia
de S.
Jeronymo
de
Real,
d
’
es-
ta
comarca,
na execução
bypothecaria
que
lhe promove
o
juiz
e
mezarios
da
irman
dade
de
S.
Vicente,
d
’
esla
cidade.
Porisso
todas
as
pessoas
que
nas
mesmas
pro
priedades
quizerrem
lançar,
deverão compa
recer
no
dito
dia, hora
e
local designado.
Braga 25
d
’
agosto
de
1879.
O
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(5589)
•
Sampaio.
MONTE-PIO
DE
S.
JOSÉ
A
Meza
da
Assembleia
Geral,
usando
da
faculdade que
lhe é conferida
pelo
art.
'44
dos
Estatutos,
convida
todos
os
snrs.
'áócios
que
estejam
no
pleno
goso
dos
seus
direitos,
a
reunirem-se
em
as
sembleia
geral
extraordinária
no
dia
7
do
proximo
setembro,
ás
duas
horas
da
tar
de,
na
casa
da
Associação,
para
se
resolver
deíinitivamente
a
creação e dotação
do
no
vo
logar
de
facultativo, para
o
serviço
clynico
da
mesma
Associação.
N
’
esta
assembleia
tratar-se
hão
também
alguns
outros
assumptos,
que
a
Meza
jul
ga de
interesse geral
da
Associação.
Braga
30
do
Agosto
de
1879
Presidente•= Antonio
Domingnes
Ahim.
Vice
presidente
= Antonio
José
da
Silva
Mello.
l.°
Secretario
=
Antonio
Luiz
Rodrigues.
2
°
Secretario
—
Zeferino
Antonio
Gonçal
ves
Vieira.
(2580)
Rapé
meio
grosso, pacotes
de
250
gr.
260
Itapé
vinagrinho
»
»
»
260
lia
i>é
secco
»
»
»
260
Rujié
rosa
»
»
»
260
Tabacaria,
rua do Carvalhal, 50
(2582)
BRAGA.
CURPA
vIItl
IMAS
BANHOS
l>B
Sociedade
anonyma,
responsabilidade
limitada
A
Direcção
convida
os
snrs.
accionis-
tas
a
pagar
a
l.a
prestação
de
reis
por
acção.
até
o
tim
do
corrente
mez, o
qual
pagamento
pódem
mandar
satisfazer
n’
esta
cidade ao
1.°
ou 3.°
si
gnatários,
em
Visella
ao
2.°,
e
no
Porto
aos
illm.
uS snrs.
José Duarte
d
’
Oliveira
&
C.
a
Guimarães 1
de
setembro
de 1879.
Os
Direclores
Atifcíiio
José
Ferreira
Caídas
Jcaquim
Ribeiro
da Coslu
Antonio
Peixelo
de
Mallos
Chaves.
(2590)
As
casas
n.°
8
A,
9
B,
e
10
B.
sileS
na
rua
de
Santa
Marga-
«éL.
- rida,
próximas
ao
largo
da
Se
nhora
Bi
anca.
Jrata-se
em
Braga,
na
rua
de
Saulo
Audié,
u.*
5
39.
(2579)
Precisa-se
d
’
um
cosiuheiro
habilitado
e
de
bom comportamento.
Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção,
onde
receberá
mais
esclarecimentos.
(2584)
B
i.r.iprcpudus
com
o
mais
grão
successo,
S
”
depois
mais dê 40
annos
pora maior parte
dos médicos
por
curar
a
chlorosis (/ltu»o
ora.icoj
doança
das
mancebas filhas e
to
das
as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes
médicos
que as
í
tem
experimentado :
«
Depois 35
annos que exerço a medicina,
g «
tenho
reconhocido
a este medicamento
S
«
(i-ilulas
de Blaud)
vantagems incontesta-
g
«
veis
sobre
todos
os outros ferreos e eu
S
-
o toii
o
como
o melhor anti-chlorótico. »
|
Dr
DOUBLE,
ex-prísidente da Academia
cie
Medicina.
S
«
De
todas as preparações ferreas
que
-I
<
tios hão
dado
bons resultados no trata-
«
mento
das
affeições
chloróticas, as pilu-
Ç
las
de
í.laud
parece-nos
devem
estar na
primeira
fila.
» — Diccionario
univ.
de
|
ledicina,
t. n, page 99.
g
Gomo
prova
da
authantlcldade, o
g
nome
do
inventor
està gravado sobre
£
cada
pílula
como
aqui junto
3
Deposites
: Parú,
s, r.fapmne.
Einpreza
editora de Francisco Arlliur da
Silva
—Lisboa.
íí
St
3
JS
Si
E
V
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA UNIVERSAL
FOR
Cisar
Ganiu
Desde
a
creação
do
mundo
até
1862
—
con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMES1O
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
Z
BR
a
ZIL
Traduzida
da
edição
franceza de 1867 e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
iHanoel
Eles-nardesr
Branco
Da
Academia
Real
das Sciencias de
Lisboa;
professor
das
linguas
grega
e
latina,
etc.
2.
a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
£3
valunea
in-4l.
0
graMní».
O
editor proprietário d’esla
publicação,
grato aos
favores
do
publico,
e
compre-
hemlendo
a
necessidade
de
publicar
um
13."
volume
para
que
esta
2.
a
edição
da
HISTORIA
UN1VERS1L
fique
mais
com
plela,
resolveu
offerecer
aos
snrs. assignan-
tts
que
o
auxiliaram
n
’esla
empreza
e áquel-
les
que de
boje em diante
o continuarem
a
coadjuvar,
como
KKBNJSSE
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin
co
capítulos,
seis
gravuras
e
dois
indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
factos
que
n’
ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de todas
as matérias,
servin
do
de
auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879,
escriptos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a segunda
edi
ção
da HISTORIA
UNIVERSAL,
em treze
volumes in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
203'300 reis fortes
Encadernada. .
.
27$900
»
»
Para facilitar
a
aequisição
d’esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a
duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen-
le
executada,
40
rs.
Condições da
assignatura
:
—
A
assigna
Rapé,
pacolin
hos
de
25
gr.
30
DA
FABRICA
XABREGAS
Rapé
meio
grosso,
em
250
gr.
400
llapé
Cruz
de
Malta
»
»
»
450
Rapé
secco
» »
»
580
K
Deposito geral
r
Adaptado
em Wos
os
Hospitaes.
(FcRKO
BL.LlSAuU BRAVAIS
Rer.cmni-n.1itr
>r
Castra a
ANEMIA,
CHLORSSE, DEBILIDADE, FRAQUEZA,
PERBA3
O Ferro
Bravais
Çferro
liquido
em goltas
conceiit a.lii-sj
é
o
;uii-
exemplo
de qualquer acido; não
tem cheiro nem sabor,
não
,pro:l i
prisão do
ventre, aiarrhea, irritação nem cança
o
estomago; alem
dbsio
e
o
unico
que
não
fiz
os
uenlesprelos.
E’
o
mais economlco fle todos os lonusiuonos, pois que ain írasco te um
mez.
! em
Pariz, 13, rue Lafayette (Perto
da
Opera), e
em lo
las as
plmi-macias.
Desco.;fiar-se
das
imitações
perigosas
o
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
jmicla.
_
Envia-se grátis
a quem o pedir por carta
franqueada, um interessante folheto sobre a
Anemia
e o seu tratamento.
‘
Êi
Deposito
no
Porto, Ferreira &
Lmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reiuno.
AJLUCI
i-SE
Uma
boa
morada
andares,
sita
na
rua
20
A.
Está
encarregado
tar
do
aluguel o snr
morador na
mesma
ru
de casas çóm dois
do
Anjo, n.°
20 e
de
a
mostrar
e
tra
Oliveira,
aferidor,
a n.°
22.
(2547)
PECHIXCH4.
Vende-se
ou
troca-se
por casas
velhas
—
a
bonita casa
construída
de novo,
com
muitos
commodos
e
lindas
vistas
—situa
da na
rua
de
S.
Marcos, n.°
53.
Para
tratar,
acha-se auctorisado
o snr.
Fran
cisco
José
Ferreira
Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua—
e
póde-se
vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
Aluga-se
uma
casa
na
rua
de
S
Marcos
n.°
52.
Tem
bons
commo
dos
paia
grande
familia.
Para
vêr
e
tratar,
na
mesma
rua,
n.» 5.
(2591),
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
n.°
28-3
tura
póde
fazer
se
por
entregas
de
duas
folhas,,
e as
gravuras
como
convier —
por
fascictrlos
de
cincó
folhas
e uma
gravura,
e
por volumes
brochados.—
Cada entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs
—
Cada
fascículo
de
80
paginas'e
1
gravura,'
290
rs.
CADA VOLUME:
1.°
vol. br. oro.
de 9 grav.
1^870
C)
0
d
»
6
1-5665
3.°
d
7
»
1
-5605
4.°
»
5
-Ò
1-3525
5.°
»
B
0
>
6
13615
6.°
»
■»
d
6
z>
13690
7.°
»
6
i»
15640
8
0
u
»
D
6
D
13615
9."
»
•
>
»
6
13565
10.°
*
>
6
13615
11.0
6
»
13610
12.°
»
>
6
d
13815
13.°
K
ULTIMO,
ornado
de
6
gravu
ras,
brinde
a
lodos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
8!
gravuras
de
que
consta
a
obra
estão
tiradas
45, perteocentes
aos
vol.
I
a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado
a
todos
os
assignanles
que
tenham
pago
o
decimo
segundo volume
Os
assignantes
leem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra, e poder
receber como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde fazer-se
por entregas,
fascículos,
e
por
v-lumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier, pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor
no
acto
da
entrega a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:—A
assignatu
ra
póde
fazer-se
por
fascículos e
por
vo
lumes.
O assignante
receberá
o primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte,
e
só
depois de
recebidos
mandará
<alisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
vailes
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o
segundo
sem que
tenha
satisfeito
o primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e.
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
RE
a
I.IS
a
VEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio do
editor
—
rua
dos
Douradores. 72,
LISBOA
; me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
génio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Frunetaco
Arthsir
Silva
—
editor
72, rua
dos
Douradores,
72
—
LISBOA.
Os
altos da casa
da
rua do Camp0
o.°
22,
com
bons
commodos
para
utnà
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma
(2557)
Vende-se
ou
aluga-se
uma
mora-
da
de
casas
n.°
8
na rua
de D
' Pedro
5.°
com
bons commodos'
quintal
e boa agua;
a
casa
é
decente
pa
ra
qualquer
familia.
Tanto
para
unia
co
mo
outra
cousa,
irata-se
na
mesma
rua
casa
n.°
76.
(2559)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
adoptadas
pelos
missionários
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcla
e
muito augmentada
com novas
orações
e
devoções indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á ultima Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.A
Revm.
3
o
Snr.
i).
Joao Chrysostomo
d
’Amoriin
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua do
Almada,
Porto,
e Calholica,
de
Lisboa.
Preço=l60
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Caixa
jAíES&íss-âsís»
SBracareuiae
h
»
Treveasa <íe
S9.
Gsaaidim
iTegta
eítlaile.
Continua
a
emprestar dinheiro
sobrt
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se roupas.
Pede-se
a
todos
os
mnluaiios
que
ti.
verem objectos empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão se
rão
venlidos.
Fabrica a vapor de fundição
ferru
e
m taes
«Soão—-
EBs-aga.
unica
na
província
do
toda
a
Travessa
de
N
’
esta
fabrica,
Minho,
fabrica-se
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
j
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou-
i
pado
a
sacrilicios
para
poder
elevar
este
i
melhoramento de industria
á
altura
de
poder
competir em
tudo
com as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem obras
de lodos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos preços
que
possam
ser
encontra
dos
no Porto.
N’
esta
fabrica
fundem-se
peças de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas, avul
sas,
como
são:
boxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de mármore
eu
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de 200 palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo syslema para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para agua,
de
todas
as
grossu
ras, guinchos
de
pedreiro
de todos os
tamanhos.
Além d’estas
obras,
q
ue
"
a
feito,
toma encommendas
para todas
qw
possam
fazer-se
de
ferro,
aço
ou
n>e
la1.
Também
concerta
todas
as
obras
déStfr
genero
principalmente
bombas
de
poços.
©
projerieiwrio
Antonio
Germano Ferreirinha.
qualidade
de
PEDIDO
i
x\
Meza
da
Santa
Casa
da
iMisenw
*
idia,
de Braga,
lendo
em
consideraça
a
avultadissiina
despeza
que
está
cust>>n
j
do
o
fornecimento
de
pannos
e
lios
P
a
•o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
•
jMarcos,
empenha
n'este acto de
car>
ua
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
RESPOASAVEL
—
Luiz fiaplish da Siha.
""
’
i
s79
BllAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA-»
>
Parte de Comércio do Minho (O)
