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-
HEDACTORES—D. Miguel Solto-Mayor
e Dr. Custodio Velioso.
7
PREÇO
DA .ASSIGNATURA
12
mezes, com estampilha. .
. 2^000
i
12
mezes, sem
estampilha. .
.
1&600
j
Brazil, 12 mezes,
moeda forte.
. 3&6í)0
l
Folha avulso...................................
'?0
j
’
•
:
i
PUBLIC
A-SE
1
is
TERÇAS, QUITAS
S SAB8ADÔS.
i
i
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada linha....................... 20
Repetição
.
...................................
10
Assignantes,
20 p,
c. d’ahatimento
N.° SSO
32Sa
• ■-
ítJar
.z:'iK.
QIPTA-FEIBA 4 DE SETEMBRO
DE 4879
te,
multiplicarem-se
em
demasia
os
systemas
de
philosophia e
apparece-
rem
opiniões
diversas,
contradicto-
rias
até,
sobre
os mais
importantes
objectos
dos
conhecimentos
huma
nos. Da multiplicidade
de
opiniões
chega-se,
facilmente,
ás hesitações
e
á
duvida:
da
duvida
ao
erro
todos
vêem
que
é
curta
a
distancia,
e
fá
cil
o caminho.
Deixando-se os
homens
arras
tar
voluntariamente,
pelo
exem
plo,
pareceu
esta
paixão
da
novida
de
ter
invadido
em certos
paizes
o
espirito
dos proprios
philosophos
ca
tholicos,
que, desdenhando
o
patri
mónio da
antiga
sabedoria,
preferi-'
ram
edificar
de
novo
a
augmentar
e
aperfeiçoar
o
velho
edifício,
pro
jecto
sem
duvida
pouco
prudente,
e
que
só
com
grande detrimento
das
sciencias
se executou.
Effectivamente
estes
systemas
múltiplos,
apoiados
unicamente
so
bre
a
auctoridade e o
arbítrio
de'
cada
mestre
particular,
apenas
tem'
uma
base movediça
e,
por
conse-[
guinte,
em
logar
de
uma
sciencia;
firme,
perdurável
e robusta,
como;
era
a
antiga,
só
pódem
produzir
uma'
philosophia
vacillante
e
sem
firme
za. Se
ás
vezes,
pois,
acontece
a
uma
j
philosophia
desta
especie
não se
en-l
contrar com
forças
para
resistir aos;
ataques
do
inimigo,
a
si
própria
deve !
imputar a
causa
e a
falta
proveniente
da
sua
fraqueza.
Dizendo
isto,
não
é
nosso
intento
combater
esses
engenhosos
sábios;
que
entregam
á
cultura
da
philo
sophia
o seu
engenho,
a
sua
erudi
ção,
assim
como
as
riauezas
dos
novos
inventos. Comprehendemos
perfeitamente
que
todos
esses
ele
mentos
concorrem
para
o
progresso
da sciencia.
Mas cumpre-nos
fugir,
com o
maior
cuidado,
a
fazer
d’
este
engenho
e
d’
esta
erudição
o unico,
ou
mesmo o
principal
fim
da
nossa
'applicação.
O
mesmo
se
deve
dizer
i
relalivamcnte
á
lheologia:
é
bom
;levar-lhe
o
auxilio
e
a
luz
de
uma
erudição
variada;
mas
torna-se
ab
solutamente
necessário
tratal-a
pela
maneira
grave
dos
escholasticos,
afim
de
que, graças
ás
forças
da
revela
ção
e
da
razão,
reunidas,
não
deixe
de
ser
o
baluarte
inexpuqnavel
da
fé
(li)-
Foi,
portanto,
por
uma feliz
ins
piração
que
certo
numero
d
’
amigos
das
sciencias
philosophicas,
desejan
do
n
’
estes
últimos
annos
emprehen
der
a sua
restauração
de
um
modo
efficaz,
se
applicaram
ainda
a
pôr
em vigor a
admiravel
doutrina de
Thomaz d’
Aquino
e
a
dar-lhe
o
seu
antigo brilho.
Animados
do
mesmo
espirito,
muitos membros
da
Vossa
Ordem,
Veneráveis
Irmãos,
tem
en
trado
com
ardor no
mesmo
caminho.
(11) Xisto V
Bulia cit.
Carla
Encyclica do itosso Santíssimo Pa
dre o Papa Leão Xllf,
a todos os pa-
triarchas,
primazes, arcebispos
e bis
pos
do
mundo caíholico em
graça
e
coinmnnlião
com a Santa Sé
Apostó
lica.
(Conclusão).
Mas
ha
mais
ainda:
os
Romanos
Pontífices,
Nossos
Predecessores
não
cessaram nunca
de
dispensar
singu
lares
elogios e
valiosissimos
testi-
munhos
de
louvor
á
sabedoria
de
Thomaz
d
’
Aquino.
Clemente
VI
(1),
Nicolau
V
(2),
Bento
XIII
(3)
e ou
tros attestam
o
brilho que
sua
ad
mirável doutrina
déra
á
Egreja
Uni
versal;
S.
Pio V
(4) chega a
con
fessar
que
esta
mesma
doutrina
dis
sipa
as
heresias,
depois
de
as
haver
confundido
e
refutado,
e
que cada
dia
livra
o
mundo
inteiro
de
erros
pestíferos;
outros com
Clemente
XII
(5)
affirmam
que
de
seus
escriptos
dimanaram
abundantíssimos
bens
para
a
Egreja
Universal,
e
que
de
vem
tributar-se-lhe
as
mesmas hon
ras
que
se
dispensam
aos
grandes
doutores
da
Egreja,
Gregorio,
Am-
brosio,
Agostinho
e
Jeronymo;
ou
tros,
finalmente, não
duvidaram
propor
S.
Thomaz
ás
Academias
e
grandes
Lyceus
como
exemplar
e
mestre
que
todos
deviam
seguir
fiel
mente.
E
a
este
proposito,
sam
dignas
de menção
as palavras
do
B.
Urba
no
VI
á
Academia
de
Tolosa:
«Que
remos,
e
pelo
theor
das
presentes
vos
incitamos a
que
sigais
a
dou
trina
do
B.
Thomaz,
como
verídica
e
catholica
que é,
e
que
envideis
todos
os
esforços
para
desenvolvel-a
(6)
».
Mais
tarde,
Innocencio
XII
(7),
a
exemplo de
Urbano
V,
impõe as
mesmas prescripções
á
Universidade
de
Lovaina,
e Bento
XIX (8)
ao
Col
legio
Donysiano
de
Granada.
—
E
para
cumulo
dos
elogios
dos
Suin-
mos
Pontífices
a
S.
Thomaz
d
’Aqui-
no,
acrescentaremos
o
testemunho
de
Innocencio
VI:
«A
doutrina
de
S.
Thomaz
tem
vantagem
sobre
as
demais,
exceptuando
a
canónica,
pela
propriedade
dos
termos,
pela
expres
são,
pela
verdade
de
suas
proposi
ções, de
tal
sorte
que
aquelles
que
a
seguirem
nunca
se
desviam
do
(1)
Bulia in Orãine.
(2) Breve ad. Fratr. ord. Praed. á 451.
(3)
Bulia
Pretiosus.
(4)
Bulia Mirabilis.
(5)
Bulia
Verbo Dei.
(6) Const. V. daí. die 3 aug. 13 68
ad
Cancell.
Univ
Tulos.
(7)
Litt.
in forma Brev. die
6
febr.
16
49.
(8)
Litt,
in
forma Brev. die 21 aug.
17 52.
caminho
da verdade; e
todo
aquelle
que
a
impugnar
será
sempre
sus
peito
de
seguir o
erro (9)».
Também
por
sua
vez
os
concí
lios
ecuménicos,
em
que
brilha
a
flor
da
sabedoria,
colhida
em
toda
a
terra,
tem
rendido
sempre
a
Tho
maz
d’
Aquino
especiaes
elogios.
Nos
concílios
de
Lyon,
de
Vienna,
de
Florença,
do
Vaticano,
julgar-se-ia
vêr
Thomaz
fazer
parte
d
’
elles, pre
sidir
até,
d
’algum modo,
ás
delibe
rações
e
decretos
dos
Padres,
e
com
bater
com
indomável
vigor
e
o
mais
feliz
exito,
os
erros
dos
gregos,
dos
herejes
e
dos
racionalistas. —
A
maior
honra,
porém,
dispensada
a
S.
Tho
maz,
reservada
só
para
elle,
e
que[
nenhum
dos
doutores
catholicos
pó
de
partilhar,
vem-lhe
dos
Padres
do
concilio
de
Trento,
quando
quizeram
que,
no meio da Santa
Assembleia,
com
o
livro
das
divinas
Esciipturas,
e
os
decretos
dos
Pontífices
Supre
mos,
fosse depositada
sobre o
altar
a
Summa
de
Thomaz
de
Aquino,
aberta,
para
n’
ella
poderem haurir
j
conselhos,
razões,
e
oráculos.
Finalmente,
uma
ultima
palma
parece
ter
sido
reservada
a
este
ho
mem
incomparável:
soube
arrancar
aos
proprios
inimigos do nome ca-
;
j
lholiço
o
tributo das suas
homena
gens-, dos
seus
elogios,
da
sua ad-[
imiração.
Com
effeito
é
sabido,
que:
!
entre os
chefes
das seitas
hereticas,
jhouve
alguns
que
declararam
bem,
!
alto
que,
uma
vez
supprimida
a
dou-i
|
trina
de
S.
Thomaz
d
’
Aquino,
se.
1
compromettiam
«emprehender
uma'
j
«lucta
victoriosa
com
todos
os dou-
l«tores
catholicos, e
aniquilar a;
[«Egreja
(10)».
A
esperança
era
vã,
|
imas
não
o
é
o
testimunho.
Sendo
assim,
Veneráveis
Irmãos,
'
todas
as
vezes
que os nossos
olha-
I
res
se
fitam
sobre
a
bondade,
a
for-
iça e
a
incontestável
utilidade d’
esta
disciplina
philosophica,
tam
amada
por
nossos
paes,
julgamos
Nós
que
foi uma temeridade não
ter
conti
nuado, em
lodos os
tempos
e
em
todos
os
logares,
a
dispensar
a
hon
ra
que
ella
merece
tanto
mais,
quan
to
a
philosophia
escholastica
tem
a
seu
favor
a opinião d
’
homens
emi
nentes
e,
o
que
é capital,
o
suffra-
gio
da
Egreja.
Em
logar
da
antiga
doutrina
tem-se
introduzido, aqui
e
alli,
uma
especie
de
novo
methodo
de
philosophia,
o qual
não
tem
pro
duzido
os
fructos appetecidos
e
sa
lutares
que
a
Egreja
e
a sociedade
civil
desejavam. Sob
o
impulso
dos
innovadores
do
século
começou-se
a
philosophar
sem
nenhum
respeito
pela
fé,
com
plena
licença
de
dei
xar ir
o
pensamento,
de
uma
a
ou
tra
parte,
segundo
o capricho
e o
genio.
D
’
aqui
resultou,
naturalmen-
(9)
Serm.
de
S. Thom.
(10
Reza-Bucerus.
Com
a
maior alegria da
Nossa
alma
o
soubemos.
Ao
mesmo
tempo
que
os
louva
mos
com effusão,
exhortamol-os
a
preserverarem
n’
esta
nobre
empre
za:
quanto
aos
outros,
advertimol-os
de
que
nada
Nos é mais
agradavel,
nem
desejamos
tanto,
como vel-os
fornecer,
larga
e copiosamente,
á
mocidade
estudiosa
as
novíssimas
aguas
do
saber,
taes
como
o
doutor
angélico
as
espalhou
em
veias ricas
e
inexhauriveis.
Muitos
motivos
fazem
nascer
em
Nós
esle
vehemente
desejo.
Em
pri
mei
ro logar,
como
na
nossa
epoca
a
fé christã
está
diariamente
exposta
aos
tiros
e
aos sophismas de
certa
sabedoria
falsa,
é
necessário que to
dos,
particularmente
os
que
se
de
dicam
ao
serviço da Egreja,
sejam
alimentados com
o
pão
vivificante
e
robusto
d
’
esta doutrina,
afim
do
que,
cheios
de
força
e
revestidos
de
uma
completa
armadura,
se
habi
tuem de principio
a
defender a
re
ligião
com
vigor
e
sabedoria,
«prom-
ptos»,
segundo a
advertência
do
Apo
sto,
«a
dar
razão,
a
quem
quer
que
seja
que
a
peça,
da
esperança
que
está
em
nós
(12)»;
«assim
como
a
exhortar
n
’uma doutrina sã
e
con
vencer
aquelles
que
a
contradizem»
(13).
Em
seguida,
um
grande
nu
mero
dos
que,
afastados
da
fé,
odeiam
as
instituições
calholicas pretendem
não
reconhecer
outro
mestre
e ou
tro
guia além
da
sua
razão.
Para
os
curar
e
conduzil-os
á
graça,
ao
mesmo
tempo que
á
fé catholica,
depois
do auxilio
sobrenatural
de
Deus,
não
vemos
Nós
nada
de
mais
opportuno que
a
solida
doutrina
dos
Padres
e
dos
escholasticos,
os
quaes,
como
dissemos,
põem
sob
os olhos
os
fundamentos
inabalaveis
da
fé,
a sua
divina
origem,
a
sua
verdade
certa,
os
seus
motivos
de
persuasão,
os
benefícios
que
ella
procura
ao
genero
humano,
a
sua
perfeita
har
monia
com
a
razão,
e
tudo
isto
com
mais
força
e evidencia
do
que
a
ne
cessária
para
domar
os
mais
rebeldes
e
obstinados
espíritos.
Todos
Nós
vemos
em que
situa
ção
critica
o
contagio das
opiniões
perversas
tem
posto
a
familia
e
a
sociedade
civil.
De
certo
uma
e
ou
tra
gozariam
d
’
uma
paz
mais
per
feita
e
d’uma
segurança
maior,
se
nas
Academias
e
nas
Escholas
se
ensinasse
uma
doutrina
mais
sã,
mais
conforme
com
o
ensino
da
Egre;a,
uma
doutrina
tal
como
se
encontra
nas obras de Thomaz de
Aquino.
O
que
S.
Thomaz
nos
en
sina sobre
a
verdadeira
natureza
da
liberdade,
que
nos
nossos
tempos
degenera
em
licença, sobre
a
divina
origem
de
toda
a
auctoridade, sobre
(12)
I
Pet.
III. 15.
(13)
Tit.
i.
y
9.
as leis
e
o
seu
poder,
sobre
o
go
verno paternal
e
justo
dos
sobera
nos,
sobre
a
obediência
devida aos
poderes
mais elevados,
sobre
a cari
dade mutua
que
deve
reinar
entre
todos
os
homens;
o
que
elle
nos
diz,
sobre estes
assumptos
e
outros
do
mesmo
genero,
tem
uma força
immensa,
invencível,
para
aniquilar
todos
esses princípios
do
direito
no
vo,
perigosos,
como
se
sabe,
á
boa
ordem
e
á salvação
publica.
Emíim,
todas
as
sciencias
hu
manas tem
direito
a
esperar
um!
progresso
real,
e devem
proporcio
nar-se
um
auxilio
que
produza
a
restauração
que
acabamos
de
propôr,
das
sciencias
philosophicas.
Effecti-
vamente
as
bellas-artes
pedem
á
phi
losophia,
como
sciencia
modeladôra,
|
as
suas
regras e o
seu
methodo,
ei
vam
beber
n’
ella,
como
n
’uma
fonte'
commum
de
vida,
o
espirito
que
as
anima. Os
factos e
a
experiencia
constante
demonstram-nos
que
as
artes
liberaes
florescem, sobretudo,
sempre
que
a
philosophia
conserva
immune
a
sua honra
e
reclo
o
seu
juizo;
que,
pelo contrario,
permane
cem
desprezadas
c
quasi
esquecidas,
quando
a
philosophia
propende
para
o
erro
ou
se
envolve
em
inépcias.
Do
mesmo
modo
as
sciencias
physicas,
actualmente tam
aprecia
das
por
tantas
descobertas,
provo-
!
cam
por
toda
a
parle
uma
admira-’
ção
sem
limites,
estas
sciencias,
lon-s
ge
de
perderem,
muito ganhariam
com
uma
restauração
da
antiga phi
losophia.
Não basta
para
fecundar
o
seu
estudo
e
assegurar
o
seu
pro
gresso
limitarmo-nos ao exame dos
factos
e
á
contemplação
da
nature
za;
mas,
determinados
os
factos,
é
mister
subir
mais
alto
e
applicar-
mo-nos,
com
cuidado,
a
reconhecer
a natureza
das coisas
corporeas,
e
a
investigar
as
leis
a
que
ellas
obede-l
cem,
assim
como
os
princípios
d
’
on-j
de
derivam,
e
a
ordem
que
entre
1
si
tem,
e
a
unidade
na
sua
varieda-j
de,
e
a
sua mutua aflinidade na di
versidade.
Não
se
póde
imaginar
a
força,
a
luz
e
os
auxílios
que
a
phi
losophia
escholastica
traria
a
estas
investigações.
Importa,
com
este
fim,
precaver
os
espíritos
contra
a
soberana
in
justiça
que
se
faz
a
esta
philosophia,
accusando-a
de
levantar
obstáculos
ao
progresso
e
adiantamento
das
sciencias
naturaes.
Como
os
escho-
lasticos,
seguindo
n
’
isto
os
sentimen
tos
dos
Santos
Padres,
ensinam
a
cada
passo,
na
anlhropologia,
que
a
intelligencia
só
pelas
cousas
sen
síveis
se
póde
elevar
ao
conheci
mento
dos
seres
ir.corporeos,
imma-
teriaes;
comprehenderam
elles
a
utilidade
que
advinha
ao
philosopho
de sondar
attentamente
os
segredos
da
natureza,
e
de
empregar
longo
tempo
no
estudo assiduo
das
coisas
physicas.
Foi
isto,
effectivamente, o
que
fizeram
S.
Thomaz,
o
hemaven-
turado
Alberto
o
Grande,
e
outros
ornamentos
da
escholastica,
que
não
se
absorveram de
tal modo
na
con
templação
philosophica
que não
at-
tendessem
cuidadosa
mente
ao
co
nhecimento
das coisas sobrenatu-
raes: ainda
mais, n’
esla
especie
de
conhecimentos
muitas
das
suas
af-
firmações,
muitos
dos
seus
princí
pios
approvam-nos os
mestres
actuaes
que
reconhecem
a
sua
exaclidão.
Além
d
’
isso,
mesmo
na nossa
épo
ca,
muitos
doutores
das
sciencias
physicas,
homens
de grande
fama,
testimunham
publica
e
aberlamenle
que,
enlre
as
conclusões certas
da
physica
moderna
e
os
princípios
Hlosophicos da
eschola,
nenhuma
contradicção
existe,
na
realidade.
Nós, por
conseguinte,
emquanto
proclamamos
que
é
necessário
rece
ber
de
bom grado,
e
com
reconhe
cimento,
todos
os
pensamentos
sá
bios
e
descobrimentos uteis,
de qual
quer parle
que
venham,
exhortamo-
vos,
Veneráveis
Irmãos,
da
maneira
mais
instante,
a
pôr
novamente
em
vigor
e
a
propagar, quanto
possivel,
a
preciosa
doutrina de
S
Thomaz,
e
isto
para
defeza
e
ornamento
da
fé
calholica, para bem
da
sociedade,
para
adianta
mento
de
todas
as
scien
cias.
Dizemos
a
sabedoria
de
S.
Tho
maz
porque,
se
nos doutores
escho-
lasticos
se
encontra
alguma
questão
muito
subtil,
alguma aífirmação
in
considerada,
ou
alguma
coisa
que
não
esteja
em
harmonia
com
as
doutrinas
approvadas
nas
edades
po
steriores, que
seja,
n
’
uma
palavra,
despida inteiramente
de
probabili
dade, não
é
Nosso
intento
prppôl-a
de
modo
algum
á
imitação
do
sé
culo
actual.
Além
d
’
isso,
que
se
appliquem
alguns
mestres
designa
dos
pela
vossa esclarecida escolha,
a
fazer
penetrar
no
espirito
dos
seus
discípulos
a
doutrina
de
Thomaz
d
’Aquino,
e
que
tenham
o
cuidado
de
fazer
notar quanto
esta
excede
todas as
outras
cm
solidez
e
em
excellencia.
Que
as
Academias que
tendes
instituído
ou
vierdes
a
in
stituir, expliquem, defendam
e
em
preguem
esta
doutrina
na
refutação
dos
erros
dominantes.
—
Mas, para
evitar
que
se
beba
uma
agua
sup-
posta
pela
verdadeira,
uma
agua
lodosa
em
vez
de
uma
agua
pura,
velai
para
que
a
sabedoria
de
Tho
maz
seja
haurida
nas
suas
próprias
fontes,
ou,
pelo
menos,
n
’
esses
re
galos
que,
brotando
da
mesma
ori
gem,
correm
ainda
puros
e
límpi
dos,
em
conformidade
com
o tes-
timunho
seguro
e
unanime
dos dou
tores;
pelo
contrario
d
’
aquelles que
se
pretende
serem
derivados da
ori
gem,
mas
que,
na
realidade,
brotam
|d
’aguas
extranhas
e
insalubres, de
sviai
cuidadosamente
o
espirito
dos
'
adolescentes.
Nós,
porém,
sabemos
que
todos
los
Nossos
esforços
serão
vãos
se
a
■
nossa
empreza,
Veneráveis
Irmãos,
|não
fôr
secundada
por
Aquelle
que
se
chama
o
Deus
das
sciencias,
nas
divinas
Escripturas
(14),
as
quaes
igual
mente
nos
advertem que,
«todos
«os
bens
excellentes
e
lodos
os
dons
«perfeitos
vêm
do
céo,
descendo
do
«Pae
das
luzes
(15)».
E
ainda: «Se
«alguém tiver necessidade de
sabe-
«doria
peça-a
a
Deus,
o
qual dá
a
«todos
com abundancia
e
não lança
«em
rosto
os
seus
dons,
e
ella
lhe
«será
dada»
(1G).
Sigamos
lambem'
n
’
isto o
explendor
do-doutor
angé
lico,
que
nunca
se
entregava
ao
■estudo ou
á
composição,
antes
de
i
ter, pela
oração,
implorado
o
auxi
lio
de
Deus,
e
que
confessava
com
candura
que
tudo
quanto sabia
de
via-o,
menos ao
seu
estudo
e
ao
proprio
trabalho
do
que
á
elucida
ção
divina.
Oremos
pois
a
Deus,
lodos
jun
tos,
com
espirito
humilde
e coração
unanime,
para
que
espalhe
sobre
os
filhos
da
sua
Egreja
o
espirito
de
sciencia
e
de
intelligencia
e
que
abra
a
razão
á
luz
da
sabedoria.
E,
para
obter
em
maior
abundancia
os
fructos
da
divina
bondade,
fazei
intervir
junto
de Deus
o
poderosís
simo patronato da Bemaventurada
(14)
I Reg. II. 3.
(15) Jac.
I. 17.
(16) Ibid. V 5.
Virgem
Maria,
séde da sabedoria;
recorrei,
ao
mesmo
tempo,
á
inter
cessão
de
S.
José, o
esposo
castís
simo
da
Virgem,
assim
como
á
dos
grandes Apostolos
Pedro
e Paulo,
que
renovaram,
pela
verdade,
a
ter
ra infeccionada
do
contagio
do
erro,
e
a
inundaram
com os esplendo
res
da
celeste
sabedoria.
Emfim,
alentados
pela esperan
ça
do auxilio
divino,
e
fiados
no
vosso
zelo
pastoral,
a
todos
vós,
da
mos
Veneráveis
Irmãos,
do
fundo
■do
nosso
coração,
assim
como
ao
:
vosso
clero
e
aos
povos confiados
á
vossa
sollicitude,
a
bênção
Apostó
lica,
como
penhor
dos
dons
celestes
e
teslimunho
da
nossa
particular
attenção.
Dada
em
Rema,
em
S.
Pedro,
no dia
4
de
agosto
do
anno
1879,
II do
nosso Pontificado.
LEÃO
XIII,
PAPA.
Como
se
jirova
«j««e
o poi»
deve
jsatjssr
maia.
0
inquérito,
a
que o
actual
governo
do
paiz
mandou
proceder
nas
diíferentes
secretarias
d
’
Estado,
vae
revelando factos
altamehte
edificantes
e
summamente
hon
rosos
para
os
homens
do
systema,
que
felizmente
nos
rege.
Narraremos
dous
d
’
esses
factos
pela
bocca
do
nosso
apreciável
collega o
«Pri
meiro
de
Janeiro».
«Nas
despezas
de
policia
preventiva
do
anno
findo
apparece
uma verba de
2
contos
de
reis
passada......
a
favor
do
correio
do
entáo
snr.
ministro
do
reino
!
Que
funeções
de
policia
teve
de exercer
o
correio
para
receber
por junto
tão
avul
tada
quantia?
E
’
isto
o
que
ninguém
póde
descobrir,
e
provavelmente
(içará
s>m
se
saber,
porque
os
senhores
regene
radores,
afflictos
com
o
negro
caso
de
não
serem
providos n
’elles
alguns
logares
va
gos, não teem
tempo
nem
vontade
para
dar
explicações.
E
todavia bem
precisas
eram
ellas,
porque
o
facto
de
um
cor
reio
receber,
ou
declarar que
recebeu
do
seu
ministro,
e
por
uma vez
só,
tào
im
portante
quantia,
póde
dar
logar
a
cot)-
jecturas
mais
ou menos
temerárias,
mas
em
todo
caso
graves».
«Também
nas
despezas
especiaes
do
ministério
do
reino
apparece
uma
verba
mensal
de
10l)$000
reis,
que
se
diz
abo
nada
ao
ministério
da
guerra.
Que
servi
ços
tem
este ministério,
que
exijam
ou
permitiam
abonos
do
ministério
do
reino
7
Não
é
facil
descobrir.
Mas
o
mais extraor
dinário
é
que.
pediu
!o-se
ao
ministério
da
guerra
os
documentos
de
entrada
d
’a-
quella
quantia,
de
lá
responderam,
que
não
havia
documentos nenhuns,
nem
no-
j
licia
de
taes
quantias
entrarem
n
’
esse
ministério!
Evaporar-se
hiam,
talvez, no
caminho.
0
campo
íica
aberto
para
as
rnais
extravagantes
conjecturas,
porque,
se
é
facto averiguado
que
o
dinheiro
se
gastou
e
sahiu
do
ministério
do
reino,
é
lacto
iguaimente
averiguado
que
no
mi
nistério
da
guerra
não deu
elle
entrada.
E
’
possivel
que
se,
em
vez
de
se
fallar
de
ministérios,
se fallar
de
ministros,
o
caso
esteja
explicado,
e
em
conformidade
com
as
indicações
encontradas;
e
então
não
faltará
quem
supponha
ter
descoberto
uma parte
da
proveniência
das quantias,
cora
que
o
muito
alto
presidente
do
con
selho
de
ministros regalava
em
saraus
principescos
os
magnates
das
suas
hostes
lieis»!
Até
aqui
o
nosso collega portuense.
Ora
tudo
isto
é,
como
dissemos,
al-
lamente
edificante,
e
prova
a grande
ne
cessidade,
que
ha,
de
que
o
povo
pague
mais,
para
matar
o
déficit
creado
pelos
governos
liberaes
em
beneficio dos me
lhoramentos
mateiiaes
e
moraes
e
da
prosperidade
publica
e
privada
do mesmo
povo,
E
a
verdade
é,
que
se
fôssemos
cavar
nas
ruinas
de
todas
as
situações
políticas
creadas
n
’
este
paiz
á
sombra
do
venturoso
systema
liberal,
faríamos
amplíssima co
lheita
de
abusos
tanto
e
mais
escandalo
sos
do
que
os
que
ficam
apontados;
e
assim
acharíamos
explicado
o
modo
como
se
evaporou
a
immensa
riqueza
roubada
á
Egreja,
e
os
successivos
e
avultados
empréstimos,
cuja
parte minima
é
talvez
a
que
se
tem
despendido
em
beneficio
do paiz.
Mas
no
fim
de tudo
isto
onde
está
epoca
de moralidade,
de.
extirpação
de
abusos,
de
regimen
franco
e
rasgadamente
patriótico,
qne
nos
promettiain
os
arautos
do
liberalismo
quando,
em
nome
das
des
graças
da
patria,
clamavam
pela
abolição
da
nossa antiga fórma
de
governo?
Sangrar
desapiedadamenle
a
bolsa
do
povo,
e
corrompel-o
com
o
immoralissi-
rao
espectaculo
de
inauditos
escândalos
e
de
continuas
malversações,
eis
o que
teem
constantemente
feito
todos
esses
governos
liberaes
de
todas
âs
fôrmas
e
feitios,
des
de que, para
desgraça
da
nação
portu-
gueza.
aqui
se
veio
anichar
enlre
nós,
trazido
no
meio
das
bayonetas
estrangei
ras,
esse
desgraçado
systema,
com
que
as
pérfidas
sybillas
da
Revolução
promet-
tiam regenerar-nos
e restituir-nos
a
nossa
pas-ada
grandeza
e
prosperidade.
E
o peior
é
que
já
agora
não
podem
haver
esperanças
de
que
as
cousas
mu
dem
de
rumo
emquanto
o
timão do
Esta
do
estiver
em
mãos
liberaes.
Quasi
meio
século
de
predomínio
de
um systema
es
sencialmente
corruptor
tem
enervado
as
forças
vitaes
do
paiz.
que
olha
para
tudo
isto
com
estúpida
indiíferença, deixando
que
se
digladiení
á
vontade
as
ambições
e
os
interesses
de
corrilho,
emquanto
que
a
salvação
da
patria se
torna
um
verbo
sem
significado,
e
a
governação
publica
vae
á mercê
das
ondas
revoltas
de uma
politica
facciosa
approximando-se
rapidamente
da
voragem da anarchia,
com
que
nos
ameaça
o estado actual
da
Eu
ropa.
Os
que,
no
primeiro
quartel
d
’
este
século,
predisseram
todos
estes
funestos
resultados
dado que
o
liberalismo
che
gasse
a
triumphar,
foram
cruelmente
apo
dados
de,
visionários,
servis, fautores
do
despotismo,
e
outros
nomes
feios.
0
que
dirão,
porém,
agora
os homens
imparciaes
e
sinceros7
Convencer-se-hão,
afinal,
da
verdade
?
Maldirão
do
fundo
do seu
co
ração
este
monstruoso
embuste,
de
que
lodos
nós estamos
sendo
victimas?
Assim
o
crêmos.
Mas
isto
só
não
basta.
E
’
preciso
que.
todos
os
homens
de
boa
vontade
se
collignem
para
oppor
um
dique
á
torrente
devastadora,
que
ameaça
envolver-nos.
Se o
não
hzeretn
desde
já,
não terão
direito
de
queixar-se
quando
o mal,
por
culpável
tardança
no
remedio,
se
houver
tornado
completamente
incurável.
D.
M. S.
,V
aConimereio
d»
33iitl9o».
Londres,
25
de
Agosto,
1879.
Ahi
envio
ao
Commercio do Minho
co
pia
maquinal
do
que
hontem
escrevi
ao
Apostolo,
sobre
uma
das questões
mais
importantes
que
agora
eslam
pendentes
na
Europa
—a
de
crer
ou
não
em
Deus,
de
substituir ou
não
o
Christianismo
pe
la
Maçonaria.
Estimarei
que
a
Redacção
recommende
aos
seus
compositores
que
tenham
a bon
dade
de
seguir
a minha
orlhographia;
não
posso
reconciliar-me
ás
heresias
orthogra-
phicas
com
que
na
imprensa
usual
se
está
conspurcando
a
nossa lingua.
Como
o manuscrito
que
envio
é
copia
repetida,
e
algumas
palavras
é
possivel
se
não
leiam,
talvez
mui
distinclamente,
lem
bro
aos
compositores, que
pondo
a
minha
copia
contra
a
luz,
perceberám
melhoras
palavras
ou
letras
que ficaram indistin-
ctas,
ou que
não
retoquei
—
tendo,
na
ver
dade, pouquíssimo
tempo
e
vagar
á
mi
nha
disposição.
Temos
tido aqui abundancia
de
chuva,
e
alguns
dias
assás
fria
na
semana
ultima.
Lá
estarám,
talvez,
abafando
em
calor.
I.
—
Uma doença
que
tive
me
impediu
de
escrever
ullimamente
para
o
Apostolo,
e
ainda
hoje,
provavelmente
o
não
faria,
se
não
fosse o pedido
de
uni
amigo
Brazi-
leiro,
por
gratidão
e
justiça ao
Estabele
cimento
de
Educação
de
Meninas,
cuja
noticia
incluo,
ao
mesmo
tempo,
como
informação
que
pode
ser
util
a
Famílias
do
Brazil que
desejem para
suas
Meni
nas
educação
Europèa.
No
dito
Estabelecimento
continuava
sua
educação
a Filha
do
bom
Doutor
Marques,
excellente
Menina,
muito
ama
da
e
estimada
pelas
mestras,
pelas
con-
discipulas,
e
por
todas as
pessoas do Es
tabelecimento;
quando
foi
atacada
da
doen
ça de
que falleceu, não
obstante
o
maior
desvelo das Superiores
do
Collegio, das
Mestras,
dos
Facultativos,
para
obstarem.
<e
fosse
possível,
ao
fatal desfecho
da
moléstia.
.
Tenho
o
testemunho
do
Pai
mesmo
(
]a
Menina,
por
quem
ella
era
estreme-
Jja
e
amada,
como
tanto
o
merecia;
a
[lirniando
que
nada podia exceder
o
cui
dado,
0
carinho,
a
assistência
o
mais
altenta,
com o
tira
de evitar,
se
fosse
possível, o
triste
resultado da enfermi
dade.
E
’
o
Doutor
Marques
mesmo, que. em
justiça ás
boas Mestras,
Superioras
e Re
ligiosas
do
Estabelecimento,
me
pede
com-
nujniqne estas
informações;
não
só
por
gratidão
ás
pessoas
do
mesmo
Collegin,
oade
sua
Filha
falleceu,
mas
porque
jul
ga
ser
um
bom
serviço
áquelles
de
seus
Compatriotas
que
desejem
fazer
educar
soas
Meninas
na
Europa, o
recommendar
aquella
Casa.
Incluo
o
Prospeclo
original
e
condi
ções
do
Estabelecimento
em
questão,
que
n
ào
lenho
vagar
de
traduzir;
e como
é
e(I)
Francez,
muito
haverá
quem
o
enten
da
no
original
mesmo,
em
que
o
Apostolo
poderia
inseril-o
se quizesse; ou
fazel-o
traduzir,
se
o julgasse
conveniente.
A.
R. SARAIVA
Lisboa, 31
«Me
ageat» de 4!jÇ9.
(Do
nusso
correspondente')
Não
se
verificou
a
conferencia,
que
a
flavas
annunciára,
entre
o
Conde
de
Chainbord
e
os seus
mais
notáveis
ami
gos. A
«Union»
desmente
a
liavas. A
noticia
levava agua
no
bico.
Era
preciso
iilodir
o
publico,
deitando
agua
na
fer
vura.
A agitação em
França,
pela
restau
ração
da
legitimidade,
é manifesta.
Era
preciso,
pois,
vir
com
uma
mentira,
que
até
certo
ponto
fizesse
esfriar
um
pouco
osanimos.
Imaginemos,
portanto,
disseram
os
republicanos,
uma
entrevista
de
Hen
rique
com
os
seus
amigos,
e
ponhamos
na
bocca d
’aquelle
príncipe
algumas
pa
lavras,
que,
desprendidas,
produzam
ef-
feito.
Façamos
pois
dizer
ao
Conde
de
Chambord
que
ainda
não
é
tempo,
que
é
mister
contemporisar,
e
ter
prudência.
E
a
nova,
falsa
como
Judas,
lá
saiu
dos
antros
liberaes,
e
foi
correr mundo,
e
cá
chegou,
mas
para
logo
desmentida
pelo
jornal
official da
legitimidade
franceza.
Já
tomou
posse
do
logar
de
l.°
cili
ciai
da
junta
do
credito
o
Cunha
Re
go.
Sempre
pilhou
posta.
Lá
fica
espe
rando
occasião
para
subir
a
contador,
se
os
da
Granja
continuarem
no
poder.
N
’es-
la
epocha
de
podridão
moral
só os
fi
lhos
de
qualquer
facção
dominante
con
quistam
os
melhores
cargos.
E
’
assim
que
o corrupto
liberalismo
interpreta o
que
a
carta prescreve
sobre
Sabre
o
movimento
dos pretendentes
a
empregos
públicos.
Synicos,
e
tartufos
sempre!
A
auctoridade
administrativa
de Be-
lem
prohibiu
as
sortes
aos
feirantes,
que,
aa
melhor
boa
fé pagavam
por
bom
pre-
Ço,
o
terrado
pensando
que
os
não
le
variam
a
fechar
as
suas
barracas
por
«ercerern
uma industria, para
a
qual
ti
nham
obtido
previa
licença.
Mas
a
barra-
Ca
protestante
continua
a
vender
toda
Wa
de
peçonha
sem
que
o
calholico
administrador
dê
por
isso!
Que
gentalha!
Appareceu, finalmente, o
decreto da
dissolução
da
camara
dos
deputados.
E
supérfluo
dizer
que
se
repelirão,
®ais
uma
vez
os
escândalos,
e
que a
‘nlura
eleição
mostrará
que
o
voto
na
cional
fôra
immolado
no
altar
das
vio-
■íncias,
e
tranquiberirias
liberaes.
.
0
tripuiii
será ruidoso,
e
tal
qual
e
d
esperar
dos
Granjolas,
em
cujo
nu-
®
er
<»
se
contam
alguns
despresiveis
tran
cas
do
campo
realista.
Lá,
na
vossa
“ra
ga,
tendes
da
tal
fazenda
avariada,
o
de
certo,
vos honra
muito.
a
Havas
não
mentiu d’esta
vez,
pisou-se
no
dia
26,
em
Gastein
a
con
■=rencia
de Bismark
com
o
conie
An-
flrasa
y.
Os
dous
espertalhões
conversaram
penas
cinco
horas.
Mas
o
que
disseram?
a
gencia fez-se
de
manto
de
sêda, dei-
■wlo
a
Cada
q(ia
|
a
larefa t
|
e
adivinhar.
e,a
rainha
parte,
agradeço-lhe
muito.
"eço-vos
que
me desculpeis, mas o
estado
de
saude
não
me
permitte
Prever
agora
mais.
bó
por
desejo
de
não
faltar
vos
envia
«la
o
Vosso
pobre
correspondente
A.
GAZETILHA
Missa de
arequíem».—
Celebrou-
se
hontem
no
Real
templo
da Misericór
dia,
a
missa commemorando
o
anniversa-
rio
do
fallecimento
do snr. José
Miria
Dias da
Costa, fundador
d’
este
jornal
Foi
celebrante o revd.
‘
n
°
snr.
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
dignís
simo
Vice-Reilor
do
Seminário
Conciliar
de
S. Pedro.
Finda
a
missa
o
revd.m°
capellão
da
Misericórdia resou
um
responso
junto
do
tumulo.
Assistiram
a
estes
actos
muitas
se
nhoras
e
vários
cavalheiros,
entre
os
quaes
nos recordamos
de
ter
visto
os
e.xc.mos
snrs.
conego
Gomes Martins,
conego
Costa,
dr. Manoel de Albuquerque,
dr.
Francisco
Barbosa.
Maninho
Ba
rata,
Silva
Pereira;
e
os
snrs. Magalhães
Júnior,
Bento Gnçalves Santos,
Joaquim
Leal, João
Baptista
da
Silva
Braga,
Luiz
Baptisia
da
Silva,
João
Esmeriz, Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
João
Baptista
Ribeiro,
João
Casimiro
da Costa,
Manoel
Casimiro
da
Cosia,
José
Maria Esteves
Antunes,
João
José
Vieira da
Silva, e,
outros; o
pessoal
da
redacção
e
da
typo
graphia
do
«Diário
do
Minho»,
e
o
da
redacção
e
da
typographia
d
’
este
jornal,
ele.
S. Exc.
a
Revd.
ma
o Senhor
Arcebispo
Primaz
fez
se
representar
por
um
seu fa
miliar.
ClaroBilca
—
Hoje:—
Ex
posição
do Santíssimo
na
egreja
do
Car
mo.
Amanhã, 5:—Exposição do Santíssimo
na
egreja
das
Therezas.
Maravilha»
da Creaçíão.
—
Rece
bemos
o
fascículo
n.°
21
das
Maravilhas
da
Creaçã), obra
muito
importante,
de
vida
á
penna
do
snr.
Pedro
M.
Posser.
Continuamos
a
aflirmar
que
esta
pu
blicação
é
de
grande
utilidade, e
mere
ce
a
coadjuvação
de
todos.
A
correspondência deve
ser
dirigida
para
o
escriptorio
da
empreza,
no
pri
meiro
andar da
Livraria
Franco-Lusitana,
Lisboa, rua
do
Ouro,
246
e
248.
Mart®
«lo
bi»g»o
<7aix.nl.
—
Segundo
nos
communicou
o
telegrapho
e
noticia
ram
alguns
jornaes,
falleceu
em
Roma
o
venerando
bispo
Caixal,
de
Seo d’Ur-
gel
(Hespanha).
Sev«
jornal.
—
Começou
a
publicar-
se
no
Porto
um
diário,
que
se
intitula
a
•
«União».
Promette
ser
imparcial
em
polilica.
Seja
bem-vindo
o
novo collega,
a
quem
desejamos
muita
vida
e
muitas
prosperi
dades.
Trnvonda.
--Na
madrugada
de
hon
tem
pairou
sobre
esta
cidade
uma
trovoa
da,
das
mais
horríveis
de
que
por
estes
sitios
ha
memória,
acompanhada
de
gran
des
chuvadas.
Não
nos
consta
que tenha
pro
luzido
desastres.
Anniver^ario
jornaliatico.
—
O
«Commercio
Portuguez»,
excedente
diário
portuense,
entrou
no
quarto
anno
da
sua
existência.
Felicitamos
o
estimável
collega.
A Mosltv
Illustrada.—
Publicou-se
o
n.°
17
da «Moda
lllustrada»
correspon-
a
I
de
setembro.
O
summario
é
o
se
guinte:
Gravuras:
Vestido
de
falhe,
selim
e
pekin.—
Trajo de gase
e
setim.
—
Cesto para
papeis.
—Trajo para
senhora
nova
(frente
e
cosias).
—Ponta
de
gravata.
—
Dois
entre
meios.—
Entremeio
feito
de bordado
inglez
e
ponto
cheio—
Babadouro.—
Trajo
curto
feito
de
pekin
e
falbe.
—
Sanéfa
bordada.
Quadrado
de
rede
bordada
—
Vestido
cur
to
para
menina
de
quinze
a vinte
annos
(frente
e
costas).
—
Enygma.
Supplemenlos:
Figurinos
de modas,
co
loridos.
—
Folha de
moldes
e
debuchos.
Artigos:
Correio
da
moda.
—
De
relan
ce.—
A
’
sombra
dos
lilazes.—
Entre-actos.
—Creanças
e
flôres.
—
Os
lilazes
brancos
(romance,.
—Correspondência.—Mil
e
uma
recitas,
etc.
Assigna-se
na
Empreza
Horas
Românti
cas,
rua
da
Atalaya,
42,
Lisboa.
«4 Afrieo
Bny»tcrio»a».
—
A
Em
preza
editora
do
excellente
«Jornal
de
Viagens»
vae
publicar
o
notável
trabalho
de
Jacolliot,
intitulado
A
África
Myslerio-
sa,
que
distribuirá
semanalmente
aos
seus
assignantes
em
fascículos
de 32
paginas
com
gravuras,
a
preço
de
100
reis
cada
fascículo,
e
150
reis para
os
não
assi
gnantes.
A
’
cêrca do
auctor e
da
obra
diz
o
prospeclo
que
temos
á
vista:
«
Jacolliot
é
mais
brilhante,
mais co-
lorista
que
Julio
Verne, educando
e
il-
lustrando
o espirito
com
os
conhecimen
tos
mais necessários
da
sciencia,
apresen-
lando-os
debaixo
de uma
fórma
pitloresca,
scintillante,
magica.
A
obra
que
enceta a
Bibliolheca
geo-
graphica
illuslrada
do «Jornal
de
Via
gens»,
é
uma
das
que
mais
incontestável
successo
obtiveram
nos
mercados
littera-
rios
da
Europa,
estando
hoje traduzida
em
quasi
todas
as
linguas
vulgares
e
con
tando
innumeras
edições
esgotadas.
Por
uma
felicidade
muito
especial
ob
tivemos de
M. Jacolliot,
o
primeiro
ro
mancista
dos costumes
indianos,
auctori-
sação
para
vertermos
para
a
nossa
lingua
a sua
primeira
obra
sobre
a África, in
titulada
/I
África
Mysleriosa,
um drama
esplendido,
de
situações
graciosas
e
fortes,
descriptas
com
as tintas
mais
preciosas
da
sua
penna
de
artista.
Contamos
para
ella
com
a
protecção
do nosso
publico,
e
basta
para
isso
que
A
África
Mysleriosa
alcance
a
mesma
chu
va
de
applausos,
a
mesma
acceitação
be
névola,
que
adquiriu
o
«Jornal
de
Viagens»,
que
veio
encetar
entre
nós
os
estudos
da
geographia
popular,
educando
e
instruin
do,
sem
esforço
e
sem
violência».
luu
obra
utiliMaima
—
Tal
é
a
publicação
do
Diccionario
hespanhol-portu-
guez
e portuguez-hespanhol,
emprehendida
pela Empreza
Editora
d'Obras
classicas
e
illuslradas.
A
falta
d
’
este
diccionario
era
geral
mente
sentida,
porisso
é
indubitável
que
os
exforços
d
’
aquella
excellente
Empreza
hão
de
ser
coroados do
melhor
resultado.
O
Diccionario
dividir-se-ha
em
20
fas
cículos,
que
formarão
dois
volumes.
Custa
o
fascículo,
que
consta
de
qua
tro
folhas
de
impressão
(64
paginas)
120
reis,
por
assignatura,
e
135
para
a
pro
víncia.
A
correspondência
deve
ser
dirigida
a
José
Antonio
Castanheira,
gerente
da Em
preza
Editora
d'Obras
classicas
e
illuslra
das.
—
Porto rua
dos
Fogueteiros,
24.
Atrnvez
«h» província.
—
Dizem
de
Valença:
Na
tarde do
dia
19
do
corrente
saiu
do
porto
de
Cangas,
proximo
a
Vigo, em
direcção
ás
ilhas
Cies
uma
lancha
de
pes
cadores
tripulada
por nove
homens.
Pro
ximo
á
noite pairou
junto
ás
rochas
da
embocadura
norte da
ria,
afim
de
largar
o
beliche;
depois
de
feita
esta
operação
começaram
a
navegar,
quando
sobrevieram
forlos
rajadas
de
vento
e
successivos
gol
pes
de
mar,
que
voltando
a
lancha a
despedaçaram contra
os
rochedos.
Oito
dos
tripulantes
pereceram
afogados.
E o
que
pôde
salvar-se
foi
recolhido
por
uma
outra
embarcação,
que
o
o conduziu
a
Cangas
gravemenle
ferido.
Esta
desgraça
lançou
muitas
famílias
na miséria.
—O
numero
de
recrutas
com
que
o
districto de
Vianna tem
de
contribuir
para
o
contigente do
exercito e
armada,
no
anno
de
1879,
é de
608.
—
Falleceu
em
Vianna,
na
avançada
edade
de
88
annos,
a snr.a
D.
Antonia
Henriqueta
de
Menezes.
—Na
freguezia
de
Barbeita,
concelho
de
Monsão,
foi
espancado,
achando-se
em
perigo
de
vida,
João
Manoel
Presa,
sem
que
o
criminoso
podesse
ainda
ser
desco
berto.
—
Na semana passada
falleceram
na
ci
dade
de
Vianna
sete pessoas.
SSaíti.
—
O
«Daily-Telegraph»
publica
os
seguintes
promenores
da
horrorosa
ses
são
que
fez cair
o
governo
do
Haiti:
«Um
deputado,
irmão
do presidente
da
republica,
magoado
por
uma
observação
que
saiu
da
bocca
de
Larm,
membro
tam
bém
da
camara,
tirou
do
bolso
tun
rewol-
ver,
fez
fogo
e
deixou
cego
o offensor.
Os
deputados
da
opposição,
erguendo-
se
como
um
só
homem
com
assombrosa
rapidez, pegaram
lambem nos
seus
rewol-
vers
de
seis
tiros
e
romperam
um
fogo
continuo.
Semelhantes
argumentos
produziram
o
efleito
que
era de
esperar.
Quarenta
membros da
honrada
assem
bleia
ficaram
depressa fóra
do combale.
O
publico
das
tribunas,
deixando-se
levar
pela excitação-geral,
para
acalmar
os
combatentes,
principiou
a
atirar sobre
uns
e
outros.
Então
começaram
a
brilhar
sabres,
bayonetas
e
toda
a
especie
de
armas.
A
iníanteria,
a
cavailaria
e a artilhe-
ria,
tomaram
parte
na
peleja,
e, não
bas
tando
as metralhadoras
para
restituir
á
razão
os
paes
da
patria,
recorreu-se ás
bombas
e
granadas,
uma
das
quaes,
ao.
rebentar,
matou
o
presidente
do
Senado.
E
que
tal?
llomieidio
horrível.—
Descobriu—
se
um
homicídio
horrível
em
uma
lier-
dade
nas
proximidades
de
Extremoz,
da
freguezia
de
S. Bento
do
Ameixial.
Foi
encontrado
o
cadaver de um
des
conhecido
apresentando
muitos
signaes
de
violência, entre
os
quaes a cabeça es
magada.
O cadaver
denotou,
pelo estado de
putrefacção
em
que
foi
encontrado,
ter
a morte
sido
perpetrada
ha
alguns dias.
A
ni<xi«
*
r
arvore
«lo
miKido.—
O
«New-York-Herald
dá
noticia
do
maior
colosso
vegetal
que até
hoje
se tem
co
nhecido
no mundo.
Este gigante
prodigioso
da
natureza
foi
descoberto
em
1874
n
’
uma
floresta
da
Califórnia,
não longe
do
rio
Rule
(conda
do
de
Rulare)
a
75
milhas
de
Visalia.
O
vertice
havia
sido cortado
ba
muito
e
posto
que
o diâmetro
da
secção
medisse
ainda
13
pés,
a
altura
da
arvore,
no
mo
mento
em
que
foi
descoberta
era
de
240
pés.
Só
o tronco
media
III pés.
Este
monarcha da
floresta
denomina-
se
o
Velho
Moysés.
Este
nome
fôra
gravado
n
’
um
rochedo
nas
proximidades
da
arvore.
Calcula-se
a sua edade
em
4840
an
nos
e
é
a
maior
arvore até
hoje
desco
berta.
O
logar vasio
no
interior
do
tronco
tem
75
pés de
circumferencia
e
25
de
diâmetro.
Estabeleceu-se
alli
um
salão
que
póde
receber
150
pessoas.
A
mobília
consta
de
piano,
sofá,
mezas
e
cadeiras.
As pa
redes
são
ornadas
de
vistas
da
Califórnia.
O
publico
póde
entrar
alli
livremente.
Tudo
póde
ser...
Portugnezeg
faHeeido».
—
Desde
7
a
II de
agosto
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portngue-
zes:
Bernardino
da
Cunha,
36
annos, sol
teiro;
João Jacintho
de
Mello,
48 c.;
Ja-
cintha
Luiza
Flores,
47
v.;
Martinho
José
Rodrigues
Guimarães,
44
c.;
José
Fer-
nandes,
35
s.;
Luiz
da
Cunha
Alves,
30
c.;
Maria
Adelina
da
Cunha, 42
c.;
Fran
cisco
Teixeira
de
Carvalho,
42
s.; Nar
ciso
José
Rodrigues
Lima,
57
v.;
Manoel
Teixeira
Liça,
34
c.;
Sebastião
da
Costa
Teixeira
Pão-de-Assucar,
61
c.;-Anna
Carlota Cabral, 67
v.;
Antonio
Gregorio,
42 c.;
José
Maria
Peixoto,
44
s.;
Maria
Thereza
da
Silva.
75
v.; Francisco
Fer-
nandes,
44
c.;
Manoel
Rodrigues
da
Sil
va
Roxo,
64
v.;
Mathilde
Conslança
Kea-
ting,
72
v.;
Antonio
Francisco de
Me
deiros,
45
c.; José
Martins
Areias
Jú
nior,
30
s.;
Maria
Ulinda, 28
s.;
Manoel
José
Pereira
dos
Reis,
36
s.;
Antonio
José
Correia,
58
LEITURA.S POPULARES
Convidam
se
os
snrs.
assignantes
d’
es-
ta
publicação,
no
circulo
de Braga,
a
pa
garem
suas assignaltiras até
ao
fim
do
Í9.°
vol.
na
rua
Nova
n.°
4,
a
Domin
gos
José
de
Sousa
Aguiar,
em
poder
do
qual
estão
-os respectivos
recibos
da
dita
publicação.
ULTIMAS
NOTICIAS
Lisboa
1
—
«Diário»:
Portaria
circular
dirigida
aos
delega
dos
do
lhesouro,
declarando
lhes
que cum
pre
exercer
escrupulosa
vigilância
sobre
os
empregados
sujeitos
á sua
superinten
dência,
para
que
não
succedam
factos
analogos
aos
que
se
deram
na
Feira,
On
de
dois
escripturarios do
escrivão
de
fa
zenda
se
haviam
constituído
em
sociedade
para
deposito
de venda de
tabacos,
na
própria
localidade
em
que
tinham
de
exer
cer
as
suas
funeções
de
empregados
fis-
caes;
visto
o
governo
considerar
taes
fa
ctos
como
absolulamente
irregulares
e
incompatíveis
com
o
exercício independen
te
e
imparciaj
das
funeções
que
compe
tem aos empregados íiscaes.
O
governo
resolveu
adjudicar
o
cami
nho
de ferro
da Figueira
á companhia
do
caminho
de ferro da
Beira
Alta,
visto
nào
querer
subsidio
A
companhia
do
caminho
de
ferro
do
norte
protesta.
O
governo
sujeita
a questão a
arbi
tragem,
fazendo a adjudicação provisória
á
companhia
da
Beira
Alta, dependente
dos resultados
de
arbitragem.
Idem
2
—Na Bolsa
venderam-se:
78
acções
do
Banco
de
Portugal
&
Brazil,
a
46$00il reis;
18
obrigações perdiaes
de
assentamento
a
92^200; 4
ditas
de emprés
timos
feito
á
cidade
de
Lisboa
a
88$600;
9
contos
em
inscripções
de coupons a,
51,16;
3
ditos
de
assentamento
a
51,10;
10
mil
escudos
de fundos hespanhoes
a
14,58.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
10:168^716.
S.
Petersburgo
30
—
Mais
tres
nihilis-
tas
coudemnados
á
morte.
Foram
enforca
dos
em
Odessa.
Os jornaes
russos
attribuem
importân
cia
á
chegada
do
general
allemão Manteuf-
fel
a
Varsóvia
para
comprimentar
o
czar.
Vienna 30
—
0
conde
d
’Andrassy
per
manecerá
ainda
algum tempo
á
frente
da
chancelaria
austro-hungura,
aíim
de
regu
lar
as
questões
pendentes.
New-York
30—
Appareceu
novamente
em
Nova
Orleans
a
febre
amarella.
A
epidemia
não tem
decrescido
em
Memphis.
O
abaixo
assignado
não
podendo
agra
decer pessoalmenle,
como
lhe
cumpria,
as
muitas
e
inequívocas
provas d
’
amisade
e
consideração
que
recebeu
d
’
um grande
numero
de
pessoas
de
suas
relações
por
occasião
da
fatal
desgraça
de
que
esteve
a
ser
victima
no rio
Cavado,
no
dia 20
do
corrente,
e
de
que,
pela
misericórdia
de
Deus, foi
salvo,
lança
mão
d
’
este
meio
para
a
todos
patentear
a
sua
indelevel
gra
tidão.
Outro
sim
agradece,
e
mui especial-
te.
áquellas pessoas que
tanto
se
empe
nharam
em
salvar-lhe
a
vida,
e
promo
veram
e
assistiram
no
dia
23
a
uma
mis
sa
solemne
em acção
de
graças a N.
Se
nhor,
na
egreja
do
Populo,
d
’esta cidade.
Braga
29
d
’
agoslo
de 1879.
(2576)
Domingos
Pereira
d
’
Azevedo.
Os abaixo
assignados,
não
lhes
sendo
possível,
por
justos
motivos,
agradecer
pessoalmenle,
como
era seu
desejo
e
de
ver,
vêem por
este meio,
em extremo pe
nhorados para
com
todas
as pessoas
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
falle-
cimento
de
sua
sempre chorada esposa,
cunhada
e
mãe,
patentear
mais
uma
vez
o
seu alto
reconhecimento
e
sincera
gra
tidão,
com
especialidade
aquelles
senhores
que se
dignaram
acompanhar
o cadaver
da
tinada
ao
cemiterio;
pelo que
se
con
fessam
elernamente
gratos.
Manoel
José Tinoco d'Azevedo.
Roza
Maria
Tinoco.
Maria
do
Carmo
Tinoco
d'Azevedo.
Luiz
Maria
Tinoco
d
’Azevedo.
(2575)
Extremamenle
penhorado
para
com
as
pessoas
qne
me
cumularam
de
benefícios
durante
a
enfermidade
e
por
occasião
do
fallecimenlo
e
enterro
de
minha
infeliz
mulher
Maria Candida, moradora
que foi
no
solão da casa
n.°
4,
rua
de
S.
Mi-
gutl-o
Anjo, venho cumprir
o
dever
de
parlicularisar
o
meu
reconhecimento eter
no:
á
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Pau
lo,
ás
angélicas
Irmãs
Hospitaleiras,
á
exm.
a
Familia Pindella,
á
exm.
a
D.
Anna
Bran
dão,
ao
exm.
0
dr.
Pinheiro
Torres,
ao
illm.
0
snr.
José
Cardoso
da
Silva
Gui
marães.
e
sua exm.a
esposa,
aos
illm.
os
snrs Francisco Rebello
Bizarro
e
Luiz
José
Gomes
da
Costa,
e
a
algumas
pra
ças
dos
bombeiros voluntários
e
aos
mn-
nicipaes.
Os
obséquios
e esmolas
que
recebi,
não
ma;s
varrerão da
minha memória
estes
nomes.
nascente
com
a
rua
publica
ou
congos-
la
que
da
mesma
rua
atravessa
para
a
do
Banco,
norte
com
a
rua
publica, sol
com
a
rua do
Binco,
e
do poente
com
casas
de
José
Fernandes Moquenco;
ten
do
dentro
do
mesmo
eido
ou
quintal
uma
morada
de casas sobradadas,
com
servi
dão
para
as
mesmas
casas
pelo
portal
de
pé,
bois
e carro, com
frente
para
a
rua
do
Banco,
de natureza
de
praso
á
casa
dos
herdeiros
de
Macario de
Castro,
da
cidade
de
Lamego;
cujas
propriedades
vão
á praça
por
metade
do
seu
valor
cuja
metade importa
na
quantia
de
novecentos
oitenta
e
um
mil
setecentos
sessenta
e
dous
reis;
cuja
propriedade
foi
penhorada
ao
executado
Antonio
Ferreira
de
Mattos,
viuvo
de Thereza
Maria
Lopes
Soares,
e
hoje
segunda
vez
casado
com
dona Maria
dos
Desamparados
Ferreira
d
’
Almeida.
da
freguezia de
S. Jeronymo
de
Real,
d
’
es-
ta
comarca,
na
execução hypothecaria
que
lhe promove o juiz
e
mezarios
da
irman
dade
de
S.
Vicente,
d
’
esta
cidade.
Porisso
todas
as
pessoas
que
nas
mesmas
pro
priedades
quizerrem
lançar,
deverão
compa
recer
no dito
dia, hora
e
f
cal
designado.
Braga
25
d
’
agosto
de 1879.
O
escrivão
João
Marcos
d
’Araújo Ribeiro.
Verifiquei
a exactidão.
(5589)
Sampaio.
carirAMia»
bashos
íje
V1SELEA
Sociedade
anonyma,
responsabilidade
limitada
A
Direcção
convida
os
snrs.
accionis-
tas
a
pagar
a
l.a
prestação
de
1('$000
reis
por
acção. até
o
fim
do
corrente
mez,
o
qual
pagamento
pódem
mandar
satisfazer
n’
esta
cidade
ao
1.°
ou
3.
”
si
gnatários, em
Visella
ao
2.°,
e
no
Porto
aos illm.
os
snrs.
José Duarte
d
’
Oliveira
&
C.
a
Guimarães
1
de
setembro
de
1879.
Os
Directores
Antonio
José
Ferreira
Caídas
Joaquim
Ribeiro
da
Costa
Antonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
(2590)
Aluga-se
uma
casa
na
rua
de
S
Marcos
n.°
52.
Tem
bons
commo-
«
v
-
írm
(j
os p
ara grande
familia.
Para
vêr
e
tratar, na
mesma rua,
n.°
5.
(2591)
pbevbkção
Antonio
Alves da
Silva,
negociante
na
província
do
Pará,
império do
Brazil,
e
natural
da Villa
da Certã,
reino
de
Por
tugal,
previne todas
as
pessoas,
geren
cias
de
Bancos,
companhias
e
agencias,
afim
de
que
não
façam
entrega a
pessoa
alguma da
herança
e
espolio
pertencente
ao
finado
Manoel
Teixeira
Pinto,
morador
que foi
na
rua
das
Agoas
d’
esta
cidade,
cujo
decesso
se
deu
no estado
de
solteiro,
e
sem
descendentes
nem ascendentes;
pois
o
annunciante
acha-se
devidamente
habi
litado
com
o
seu
testamento
solemne
de-
vidamente
legalisado
tanto
no
império
do
Brazil como
na
secretaria
dos
negocios
dos
estrangeiros
d
’
este
reino
para receber
e
arrecadar a
sua
herança
e
dar
cumpri
mento
a
todas as disposições
lestamenta-
rias; cuja
prevenção
se
faz
afim
de
sur
tir
todos
os
eífeitos
legaes
e
jurídicos,
e
ninguém
poder
allegar ignorância.
Braga
29
d
’agosto
de
1879.
Antonio
Alves
da
Silva.
Oq-.-.-si
n
declara,
que,
com
relação
á
cou
:
a-prevenção
dos
snrs.
Ignacio
Tei
xeira
Pinto
e
Antonio
Teixeira
Pinto,
é
•'"li
«restituída de
fundamento,
já
porque
a
s'.itença
qne
os
julgou
habilitados
e
que
publicaram
cm
exlracto. ainda
não
transitou
<
m
julgado—sem o que
não
pro
duz
effeito
juri
lico’e já
porque,
mesmo
que
tivesse
transitado,
nem
assim
podia
elia
offender e
estorvar
de
se
dar
cum
primento
á
(iisposição
testamentaria
do
fallecido,
acto
este
que
é
solemnissimo
aos
olhos
da lei
e
respeitado
pelo
arti
go
1735 e outios do
Cod.
Civil;
pois
aquella
sentença,
ainda
transitável
era
julgado,
foi
proferida na
snpposição
de
se
ler
dado
o decesso
—
ab-intestato
— e
porisso
fica em
pé a
prevenção
do an-
annunciante
na
qualidade
d
’uuico
repre
sentante de
todo
o
expolio do
fallecido
Manoel
Teixeira
Pinto,
morador
que
foi
n
’
esta
cidade.
Braga
1 de
setembro
de
1879.
(2581)
Antonio
Alves
da
Silva.
PKEVBSÇÃO.
Manoel
Joaquim
Alves
Passos,
medi
co
cirurgião
de
Braga,
tendo
de fazer
uso
das
aguas
do
Gerez,
no
lugar
da
sua
nascente,
durante
o
mez
de
setembro,
previne
os seus clientes e
as
pessoas,
que
de
longe
costumam
procurar
o
sen
consultorio,
estabelecido
no
campo
de
SanfAnna,
n.°
37,
de que
só
no
pri
meiro
de
outubro
poderá
voltar aos
tra
balhos
da
clinica
na
cidade
e
no
seu
dito
consultorio.
Braga
30
de
agosto
de
1879.
(2588)
Pelo
juizo de
direito
da
cidade
e
co
marca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
se passaram
éditos
de
trinta
dias
a
contar
da
publicação
do
segundo
annuncio
que sobre
este
mesmo
objecto
se
publicar
em
uma
das
folhas, da
mes
ma
cidade, citando,
chamando
e
reque
rendo
a
todos
os
credores
e
legatários
desconhecidos
da
finada
Maria
Joaquina
Ferreira,
mulher
que
foi
de
José Rodri
gues,
do
logar
do
Salgueiral,
freguezia
de
Santa Lucrecia,
da
mesma
comarca,
para
no
referido
prazo
deduzirem
seus
direi
tos
no
inventario
orphant
logico
a
que
se
anda
piocedendo
por
obito
do
dito
fina
do,
sob
pena
dhste
seguir
seus
termos
até
final,
ás suas
revelias
quando
não
compareçam.
Braga
21
de
agosto
de
1879.
O
escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei a
exactidão.
(2587)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Pelo
juizo
de
direito
da
cidade
e
co
marca'
de
Braga,
e
cartorio
do escrivão
Gonçalves,
no
dia
sele
do
mez
de
setem
bro,
proximo
futuro,
por
dez
horas
da
manhã,
na
casa
que
foi
da
habitação
do
finado
padre
Narcizo
Pinheiro
Alves
de
Carvalho,
sita
no
largo
de
S.
Lazaro,
da
mesma
cidade,
tem de
proceder
se
á
ven
da
e
arrematação
judicial
dos
moveis
per
tencentes
ao
expolio
do
dito
finado, para
cujo
fim
se passaram os
respectivos
edi-
taes.
Braga
25 de
agosto
de 1879.
O
escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
a
exactidão
(2586)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
Rapé
meio
grosso,
pacotes
de
250
Kapé
vinagrinho
»
»
Knpé
secco
a
jo
Rapé
rosa
o
»
zsapé,
paeotinhos
de
25
gr.
gr.
260
»
260
“
260
»
26o
30
DA
FABRICA
XABREGAS
Rnpé
meio
grosso,
em
250
gr.
86»si»é
Cruz
de
Malta
»
»
»
secco
» »
»
400
430
580
Tabacaria,
rua
do Carvalhal, 5o
(2582)
PRAGA.
MONTE-PIO
DE
S.
JOSÉ~"
A
Meza
da
Assembleia
Geral,
usando
da
faculdade
que
lhe
é
conferida
p
e
|
0
art.
44 dos
Estatutos,
convida
todos
os
snrs.
socios
que
estejam
no
pleno
g
Osa
dos
seus
direitos,
a
reunirem-se
em
as-
sembleia
geral
extraordinária
no
dia 7
d
0
proximo
setembro,
ás
duas
horas
da
tar
de,
na
casa
da
Associação,
para
se
resolver
definitivamente
a
creação e
dotação
do
no
vo
logar
de
facultativo,
para
o
serviço
clynico
da
mesma
Associação.
N
’
esla
assembleia
tratar-se
hão
também
alguns
outros
assumptos,
que
a
Mezajul-
ga
de
interesse
geral
da
Associação.
Braga
30
do
Agosto
de
1879
Presidente =
Antonio
Dumingues
Alvim.
Vice
presidente
—
Antonio
José
da
Silva
Mello.
l.°
Secretario
=
Antonio
Luiz
Rodrigues.
2
0 Secretario
—
Zeferino Antonio Gonçal
ves
Vieira.
(2580)
Vendem-se
umas
estantes
e
balcão
qua
si
novas.
Quem
as
pretender
dirija-se
ao
estabe
lecimento
de
mercearia
na
rua
dos
Cbãos,
n.°
24.
(2583)
Precisa-se
d
’
um cosinheiro habilitado
e
de
bom
comportamento. Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção,
onde
receberá
mais
esclarecimentos.
(2584)
EMMI VINJiKO VEB»E
Do
snr.
José Lopes,
da
freguezia
de
Esporões:
vende-se na
rua
de S. Thiago
n.°
3.
(2574)
DEPOMT® BE
niSVEH SA I»®»-
TE
BARÇA.
Acha-se n
’
esta
localidade
um
deposito
de
moveis
que
se
vendem
por
preços
muito
rasoaveis
e
que
mais
tarde
terão
de
ser
vendidos
em
leilão,
em dias
que
seião
annunciados.
(2573)
AEi
ra<-sE
Uma
boa morada
de
casas com
dois
andares,
sita
na
rua do
Anjo,
n.°
20
e
20
A.
Está encarregado
de a
mostrar e
tra
tar
do
aluguel
o
snr.
Oliveira,
aferidor,
mor-ador
na
mesma rua
n.°
22.
(2547)
PECHIXCHA.
Vende-se
ou
troca-se
por
casas
velhas
—
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
muitos
comrnodos
e
lindas
vistas
—situa
da
na
rua
de S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar,
acha-se auctorisado o
snr.
Fran
cisco
José
Ferreira
Torres,
negociante,
morador na mesma
rua
—
e
póde-se vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
_____________
_
_____
—
---
—
—
Caixa
penhm-ista
JJracarense
n®
Travessa
de ».
Gtiiiidini
eidade.
B8H
ANNUNCIOS
Desconfiar
das
falsificações.
AMREWATAÇÃO
Pelo
juiso
de
direito
da comarca
de
Braga
e
cartorio
de
Ribeiro,
no
dia 14
do
proximo
mez
de
setembro
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta do
tribunal
ju
dicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esla
mesma
cidade,
onde
se
costumam
fazer
as
arrematações,
se
tem
de arre
matar
pela
segunda
vez=uma
morada
de
casas
e eido
junto,
sobradadas,
d
’
um an
dar.
com
sallas,
quartos,
cosinha
e lojas;
e
bem
assim
uma
outra
morada
de
casas
contíguas
e
terreas,
e
ambas
com
fren
te
para
a
lua
da
Ponte,
freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real d’
esta
comarca,
aonde
tudo
é
situado;
confrontando
do
AGUA
de
MELISSA
dos
Carmelitas
Unico successor
dos Carmelitas
FARIS,
14,
Rue
de
l
’Abbaye,
14
FAR1S
Contra
a
Apoplexia,
o
Cholera, Flatos,
Desmayos, Indigestões,
Febre
amarella.
etc.
Veja-se
o
prospecto
que
deve
envolver
cada
frasco.
Exija-se
o
rotulo branco e preto que devem levar pegado, os
frascos de todos os tamanhos, e a assignatura
inclusa :
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8 horas
da
manhã
até ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
h*
verem
objeetos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
rc-sgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
AECGAM-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo.
n.°
22,
com
bons
comrnodos
para
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bei
a
vista.
Quem
pretender
dirija-se á
mesma.
(2557)
s
.
WIWWMW
—W
——WWW
——
W*^*^*^^^^
*
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplisla
da
Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
Gran
êxito
en
Paris
VEL0UTINE
GH'“ FAY
POLVO DE
ARROZ ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE Y
ADHEfíENTE. dá al cõtis frescura
y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rve
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias, Peifumerias,
Eeluquenas y tiendas d.- quincalla.
Desconfiar
de
las
lalsiíicaciones.
rox»
Parte de Comércio do Minho (O)
