comerciominho_28081879_977.xml
- conteúdo
-
folha
KBía.gCwBOSA,
folitica
k
noticiosa
.
REDACT011ES—D.
Miguel Sollo-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.
EM
7."
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes..................................;
»
. 6
».............................
|
Correspondências
partic.
cada linha
:
Annuncios cada
linha.......................
|
Repetição........................................
PREÇO DA
ASSIGNATURA
QUINTA-FEIRA
28 DE AGOSTO DE 1879
Carla Encyclica do Nosso
Santíssimo Pa
dre o, Papa Leão
XIlí,
a lodos os pa-
Iriarclias,
primazes, arcebispos e bis-
graça e
Aposto-
pos
do mundo
calholico em
commiiiiliâo
com
a Santa Sé
lica.
A
todos
os
nossos
veneráveis
Palrxarchas,
Arcebispos
e
1&600
830
iO
20
10
PUBLICA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS
tempo
a
obrigação
de
attenderem,
com
singular
vigilância,
a
que, por
toda
a
parle,
fosse
dado
o
ensino
de
todas
as
sciencias
humanas,
segundo
as regras
de
fé
calholica,
mas
sobre
tudo
a
da
philosophia,
da
qual,
em
grande
parte,
depende a
justa
noção
Irmãos
Bispos
do mundo catholico
em
graça
e
communhão com a
Sé
Aposlolica.
LEÃO
XIII, PAPA.
Veneráveis
Irmãos,
S.iude
e
bênção
aposlolica.
O
Filho Unigénito
de
Deus,
que
desceu
á
terra
para
trazer
ao
ge-
nero
humano
a
salvação
e
a
luz
da
divina
sabedoria,
oulhorgou ao
mun
do
um
beneficio
immenso
e
admi
ravel
quando,
prestes
a
subir
a<>
ceo,
irnpôz
aos
Apostolos
o
—
ide
e
ensi
nai
todas
as
nações
(1),
deixando
a
Egreja
por
Elle
fundada,
como
mãe
e
mestra de todos os povos
Aos
homens,
que
a
verdade havia
resgatado, só
a
verdade
podia
salvar:
■
e
os
fruclos
das
celestes
doutrinas,;
fructos
de vida
e
salvação
para
os
I
homens,
não
teriam
í__
ros,
se
o Senhor
não
houvesse in
stituído,
para
instruir os
espiritos
na
fé,
um
magistério perpetuo.
Se
gura nas
promessas,
e
apoiada na
caridade
de
seu
divino
Auctor,
a
Egreja
cumpre
fielmente
a
ordem
recebida, nunca
perdendo
de vista,
antes
proseguindo com
toda
a ener
gia,
o
seu
fim:
ensinar
a
religião,
combater
sem tréguas
o
erro.
Eis
o
fim
para
que
tendem
os
labores
e
vigílias
de
todo
o
episco
pado; eis
o
fim
que
tem
c...
as
leis
e
decretos dos
concilios,
e
muito
mais a
sollicitude
dos
roma
nos
Pontífices,
successores
do
bem-
aventurado
Pedro,
principe
dos
Apo
stolos,
e
herdeiros
não
só
de
seu
primado,
senão lambem
do
direito
e
munus
de
ensinar
e
confirmar
seus
irmãos
na
fé-
E
’ por
isso
que
o
Apostolo
nos
adverte,
de
que
é
pela
philosophia
e
vãs
subtilezas,
(2)
que muitas
ve
zes
o espirito
dos
fieis
de
Christo
se
deixa
enganar,
e
se
corrompe
entre
os
homens
a
pureza
da
fé.
E
’
lambem,
por
isso
que os
Pastores
Supremos
da
Egreja
entenderam
sempre,
que
o
seu
munus
não
os
dispensava
de
darem
todo
o impul
so,
compatível
com
suas
forças,
para
os
adeantos
da
verdadeira
sciencia,
o
que
sobre
elles
pesava
ao
mesmo
grande
parle,
depende a
justa
das
outras
sciencias.
Nós,
Veneráveis
Irmãos,
nhamos
tocado
este
ponto,
muitos
outros logares,
em
primeira
Carta
Encyclica,
que
vos
dirigimos; mas
hoje,
a
importância
já
li-
entre
nossa
Províncias,
12
mezes........................
»
6
».......................
»
sendo duas assignaturas
Brazil,
12 mezes,
moeda forte. .
Folha
avulso...................................
mem
por
eífeilo
da
liberalidade da
divina
sabedoria, que tudo
dispõe
com
força
e
suavidade;
e
dentre
to
dos esses
auxílios,
o
recto
uso
da
philosophia
é, sem
contestação
algu
ma,
o mais
potente.
Não
foi
inutilmente
que
Deus
fez
luzir
no
espirito
humano
o
fa
cho
da
razão;
e
nem se diga
que
a
luz
jorrante
da
fé
apaga
ou
amor
tece
o
vigor
da
intelligencia;
muito
pelo
contrario,
aperfeiçoa,
e
a
eleva
a
um
objecto
mais
sublime.
Entra,
do
assumpto
e
a
gravidade das.
cir-
p
jis,
também na
ordem
da
divina
cumstancias
obrigam-Nos
de
novoj
providencia,
que
para
chamar
os
a
combinar
comvosco
a
natureza
de'povos
á
fé
e
á
salvação,
se
procure
um
ensino philosophico,
que
simul-do
mesmo
modo o
concurso
da
scien-
2Ô000
M050
3Í600
3&600
ÍO
N.°
977
divindade
(8)
e
os
gentios
que
não
tem
a
lei....
mostram
da
lei
escripta nos
todavia
a
obra
seus
corações
Estas
verdades,
pbilosophos
pagãos
as
conheceram,
é
de
toda
a
opportunidade fazei-as
pôr
ao serviço
e
vantag m
da
dou
trina
revelada,
afim
de
que
se
co
nheça,
com
evidencia,
como
a
sabe
doria
humana,
e
ainda
o
testemu
nho
de
nossos
adversários,
redundam
em
favor
da
fé
christã.
Além
de
que,
é
sabido
que
esta
tactica
não
é
de
introducção
mo
derna,
mas
muito
antiga
e
frequen
temente
em
uso entre
os
Padres
da
Egreja.
Assim
é
que
estas
venerá
veis
testemunhas
e
guardas
das
tra-
dicções
religiosas
reconheceram
co
mo
um
modelo,
e
até como
uma
figura
d
’
este
processo,
o
facto
dos
Hebreus
receberem,
proximo
a
saí
rem
do
Egypto,
ordem
de
levarem
comsigo
os
vasos
d’
ouro
e
de
prata,
e
os
ricos
vestidos
dos
Egypcios,
a
fim
de
que
estes
despojos,
que
até
então
tinham
servido nos
ritos
igno
miniosos
e
nas
vãs
superstições,
fos
sem,
por uma
transformação
imme-
diata,
consagrados
á
religião
do
ver
dadeiro
Deus.
S.
Gregorio
de
Neocesareia
con
sidera
como
um
titulo
de
gloria
pa-
"')
o
ler
feito
suas,
>
engenhosamente
escolhidas
entre
as
dos
pagãos,
como
armas
ar
rancadas
ao
inimigo
e
lèl-as,
com
singular
destreza,
convertido
em
de-
feza
da
sabedoria
christã e
em
ruina
da
superstição. S.
Gregorio
de
Na-
zianzo
(11)
e
S. Gregorio de Nyssa
taes
como os
taneamente
diga
respeito
ás
regras
da
fé
e
á
dignidade
das
sciencias
humanas.
Se
prestarmos
dições
criticas
em
que
vivemos,
se,
pelo
pensamento,
olharmos
para
o
estado
das
coisas
[colares,
descobrir<.
......
--------
UVMIU
4
,
1V
iaiIVV,
„
dade,
que
a
causa de
tantos
males,
S.
Agostinho
resume
em
duas
pa-
que
nos opprimem,
como d
’
aquelles,
lavras
quando
atlribue
á
sciencia
que
nos ameaçam
já,
consiste
n
’
is-
humina
aquillo pelo qual a fé sa
io:
em
que
as
opiniões
erróneas
so- lutar
é
gerada,
alimentada,
defendi-
bre
todas
as
coisas
divinas
e
hu-
da,
fortalecida
(4).
™"""
’
“
J
E
primeiramente,
a
philosophia,
donde,
em
tempo,
ellas
sairam,
se
entendida
no
seu verdadeiro
senli-
i
tem
introduzido,
pouco
a
pouco,
em
d())
t
em
a
virtude
de
aplanar,
e
de
itodas
as
classes
da
sociedade
e
leito
alguma
fórma
reforçar
o
caminho
vaçau
uata
us,
a
9ej
lar
P
01
g
ran
de
numero de es-'que
conduz
á
verdadeira
fé,
dispon-;
ía
Origenes
(10)
sido
duradou-
'
P
lll
^0S‘
como
é
natural
ao ho- it|0
convenientemente
os
espiritos
dos
1
ideias
imem
tomar
por
guia
de
seus
actos
q
ue
a
estudam
para a
aceitação
dai
sua
própria
razão,
succede
que
as
.
cevelação:
é
por
isso
que
os
anli-'
aberrações
do
espirito
trazem
com- g
()S
,
não
sem
razão,
umas
vezes
aí
:sigo
as
da
vontade;
e
é
por
isso,
chamavam instituição preparatória.
que
a falsidade
das
opiniões,
que
para
a
fé
christã (5), outras
o
pre- i
!
tem
sua
séde~
na^intelligencia, inllue
j
fado
e auxiliar do
christianismo
(6),
outras
ainda
o
preparador
para
louvam
e
approvam
em
S.
Ba-
a
doutrina
do
Evangelho
(7).
jsilio Magno este
methodo
de
discus-
Effectivamente,
na
ordem dasí
s,ã°
’
Jeronymo
exalta-o
em
Qua-
coisas divjnas,
o
bom
Deus
rnani-
festou-nos
pela
luz
da
fé
não
sómente
aquellas
verdades que a
intelligen
cia
humana
não
póde,
por
si
mes
ma,
allingir, senão ainda
muitas
ou
tras que
não
excedem
absolutamente
a razão,
mas
que,
assim
sancciona-
das pela
aucloridade
divina,
tornam-
se
accessiveis
a
todos sem receio de
errar.
D’
aqui
vem
que
até
os
phi-
losophos
pagãos,
guiados
só
pelo
»
facho
da
razão
natural,
conheceram,
*'
demonstraram,
e
sustentaram
certas
verdades
propostas
aliaz
á
nossa
crença
pelo
ensino
divino,
ou
que
por
laços
inlimos
se
ligam
á
dou
trina
sobrenatural.
Pois as coisas
d'elle
(Deus),
como
diz
o
Apostolo,
que
sam
invisíveis
se
vêm
depois
da
creação
do
mundo,
considerando-as
pelas
obras
que
foram
feitas;
ainda
a
sua
virtude
sempiterna
e
a
sua
attenção
ás
con-
publicas
e
parti-
•se-ha
sem
difificul-
cia
humana:
processo
engenhoso
e
admiravel,
de
que
os
mais
illuslres
Padres
da
Egreja
usaram constan
temente,
como
nol-o
altestam os
monumentos
da
antiguidade.
E
com
eífeito,
esses
Padres
a
cada
passo
dão
á
razão
uma
funcção
não
me
nos
acliva
que
importante,
a
qual
manas
e
as
escholas
philosophicas í
*
o
>>
«
v»r» .
a
-
a
r<
za
'
:
é
por
isso
que
os
anti-
nào
sem
razão,
umas
vezes
a
(1)
Math.
XXVIII, 19.
(2)
Coloss.
II. 8.
i
sobre
as
acções
humanas,
depravan-
do-as.
Pelo
contrario,
se
a
intelligencia
I
está
sã,
e
firmemente
apoiada,
em
princípios
solidos e
verdadeiros,
ella
'será
então fonte
inexhaurivel
de
cm
vista
tnnumeras
vantagens,
tanto
para
o
interesse
publico
como
para
os
in
teresses
particulares.
Não
que
Nós
concedamos
á
phi
losophia
humana
tanta força
e
au-
ctoridade,
que
a
reputemos
capaz
de,
per
si só,
repellir
ou
destruir
absolutamente
todos
os
erros.
Mas
assim
como
p
estabelecimento
da
religião
christã
foi
a
luz
admiravel
da
fé diffundida
não
pelas
palavras
da
sabedoria humana,
mas
pela
ma
nifestação
do
espirito
e
da
força,
(3)
que reconstituiu
o
mundo
em
sua
primitiva
dignidade:
assim
tam
bém,
nos
tempos presentes,
é
da
omnipotência
da
virtude
e
do
soc-
corro de
Deus,
que
devemos
espe
rar
o acordar
dos
espíritos, arran
cados,
finalmente,
ás
trevas
do
erro.
Mas nem
por
isso
devemos
des
prezar
ou
pôr
de
parte
os
soccorros
naturaes,
postos
ao
alcance
do
ho-
i
drato,
discípulo
dos
Apostolos,
em
i Arislides,
S.
Juslino,
S.
Irineu,
e
muitos
outros
(13).
«Não
vemos
nós,
diz
Santo
Agostinho,
com
que
quan-
i
lidade d
’oiro,
prata,
e
vestidos
pre
ciosos
saiu do Egypto
Cypriano,
dou
tor
suave
e
martyr
bemaventurado?
E
Lactancio,
e
Victorino,
e Opiato,
e
Hilário?
E
para
passar em
silen
cio
os
vivos,
esses
innumeraveis
gregos
(14)».
Ora,
se
a
razão
na
tural,
antes
de ser
fecundada pela
virtude
de
Christo
conseguiu
produ
zir tam
rica
messe, por
certo
a
pro
duzirá muito
mais
abundante
agora
que
a
graça
do
Salvador restaurou
e
augmentou
as faculdades
nativas
do
espirito
humano.
—
E
quem
não
vê
a
senda
commoda
e
facil
que
es
te
processo
abre
para
a
fé?
Todavia,
a
utilidade
d
’
este
mes-
•7
..........................
~
e
Hilário?
E
para
passar em
silen-
(3)
I Cor.
II. y. 4.
(4)
D
ò
Trin.
lib.
XIV, c.
1.
(5)
Ciem. Alex.
Strom., lib. I, c. XVI,
I.
VII, e. 3.
(6)
Orig. ad Greg.
Thaun
(7)
Ciem. Alex.
Strom.,
1, c. 5.
(8) Rom.
eap
1, jL 20.
(9)
Ib. II, 14
e 15.
(10)
Orat. paneg. ad Orig.
(11)
Vit.
Moys
(12) Carm I, hyb.
(13)
Epist. ad Magn.
(14) Dr, doct. Christ., livr. II, cap 40.
(11)
I'7í.
Moys
cutivo.
a approvação
ou
confirmação
é
di
reito
incontestável
do
poder
ecclesiasrco,
em
cujo
grémio
para
os
effeitos
religio
sos
o poder
civil
não
póde
introduzir
mi
nistros
que
não tenham
as
condições
que
a disciplina
e
leis
ecclesiasticas
exijam.
E’ portanto
indispensável
a
harmonia,
e esta
é
incompatível
com
o
direito ex
clusivo
e
absoluto
do
poder
executivo.
Se
ticou inutilisada
a
apresentação
de
um
presbytero
em
Goa;
se
quasi
em
idênti
cas
circumslancias
se
acha
a
apresentação
de
um
bispo
no
Algarve;
o
que
estes
ta
ctos
provam
é
que
este
paiz
não
é
a
Rússia,
onde
o
chefe civil
é simultanea
mente
o
chefe
religioso,
e
o
que
acon
selham,
quando
a
religião
do
Estado
é
a
religião
Catholica
Auostolica
Romana,
não
é
de
certo
que
vamos
imprudentemente
converter
em
regra
as
raríssimas
exce-
pções
de
Goa
e
do
Algarve,
como
infal-
livehnenie
succederia
se o
poder
executi
vo
se arrogasse excíusivamente
o
direito
de
apresentar
e
de
confirmar,
mas
sim
que
pela
conciliação
e accordo
entre os
dois
poderes
se
mantenha
a
indispensá
vel
harmonia
que
é
direito consuetudina-
rio
e escripto, e
que
nos
paízes
calholi
cos
é
o
unico
meio
de evitar
ou reme
diar
as raras
excepções
ao
accordo
ira-
inediato
e
constante.
Estes
princípios
geraes
pouca
applica-
ção immediala
podem
ter
á
ultima
parte
do
artigo
que
chamou
a
nossa
attenção
sobre
este
assumpto,
e
todavia
essa
ulti
ma
parte
parece
a
mais
importante.
Nós lambem
vimos
publicadas no
«Dia-
rio»
não
só
uma,
mas
duas
listas,
rela
tivamente
extensas,
de
parochus
a
con
curso.
.Nós
sabíamos
antes
de
as ver,
como
sabemos
depois,
que
muitas
paro-
chias
estão
providas
ecclesiaslicamente
em
encora
mendações
Mas
será
isto
mero
acto
ou
arbítrio
do
poder
ecdesiastico?
Faz-se
sem
inter
venção
nem
conhecimento
do
poder
exe
cutivo?
Ninguém
o
póde
affirmar
sem
grave
erro
e
flagrante
injustiça.
Todos sabem
que
o
poder
executivo
tem
e
sempre
teve
conhecimento
perfeito
e immediato
de
to
das
as
vacaturas
parochiaes.
Se não
abre
concursos
para
a
apresentação, que
con-
Islitue
attribuição
excíusivamente
sua,
não
|é
por
acto
nem arbítrio
do
poder
eccle-
Isiastico,
é
antes
como
ninguém
ignora,
j
pela
necessidade
e
conveniência
de
rea-
lisar
com
o
poder
ecdesiastico
o
accordo
indispensável
para
a
reducção
das
paro-
chias
e
para
a
dotação
do
culto
e
clero
em condições
superiores
ás
actuaes.
Se
o
governo,
por
uma lamentável
imprudência
ou
por
conveniências
d’outro
genero,
fosse
prover
definitivamente
.
as
quatro
mil
parochias d
’
este
paiz,
inutilisa
ria
completamente
o
esforço
e trabalho
de
tantos
annos
e
de tantos governos,
porque
a dotação
conveniente
de quatro
mil
parochos
não
está
nas
forças
da
na
ção.
Não
vemos
inconveniente
algum
no
provimento
provisorio
por
encommenda-
ções.
Os
prelados
portuguezes
inspiram
plena
contiança
e
tanto
a
merecem
na
qualidade
de bispos
catholicos como
na
de
cidadãos
portuguezes.
As
medidas
que tendem a
desconside-
ral-os,
como
menos
rapazes
ou
convenien
tes
para
estes
provimentos
uteis,
pare-
cem-nos
injustas
e
perigosas.
As
diver
gências
religiosas
são
as
mais fataes
em
lodos
os
paizes.
O
provimento
dos
be
nefícios
ecclesiasticos
não
é
entre
nós,
por
lei
nem
por
costume,
attribuição
ex
clusiva
do
poder
executivo.
A.
A.»
mo
processo
philosophico
não
se
circumscreve
n
’
este
limite.
Com ef-
feito, os
oráculos
da
sabedoria divina
fulminam graves
imprecações
áquel-
les
homens
que pelos
bens
visíveis
não
poderam comprehender Aquelle
que
é;
e
considerando
as
obras
não
poderam
reconhecer
o
Artífice
(15).
D
’
esl’arte,
a demonstração
que
a
razão
humana
nos
dá
da
existência
de
Deus,
é
já
o
primeiro
fructo
d’
el-
la, fructo
grande
e
precioso acima
de
todos: porque
pela
magnificência
e
belleza
das crealuras
póde
visi
velmente conhecer-se
o
Creador
d
’
el-
las
(16).
Depois,
a
razão
mostra-
nos
a
singular
excellencia
de
todas
i
as perfeições
conglobadas
em
Deus1
que,
não
sómente
é
verídico,
mas
é
a
própria
verdade,
que não
póde
enganar-se, nem enganar-nos,
E
d
’aqui
resulta
com
a maior
evidencia que
a
razão
humana
deve
á
palavra de
Deus
fé
pleníssima
e
submissão
absoluta.
Similhantemen-
te
ensina-nos
a
razão
que
desde
a
sua
origem,
a
doutrina evangélica
foi
confirmada
por
milagres,
argu
mentos
certos
d
’uma
verdade
certa,
e
que,
por
esta
razão,
aquelles
que
creem
no
Evangelho
não
são
teme
rários
como
se
dessem credito
a
fa
bulas
especiosas
(17);
mas
subjeitam
a
intelligencia
e
o juizo
á
auctori-
dade
divina
por
uma
obediência
in
teiramente
conforme
á
razão.
Final
mente,
e
isto
não
é
menos
precioso,
a
razão
evidenceia
de
que
modo
a
Egreja
instituída
por
Jesus
Christo
(como
define
o
Cone,
do Vaticano)
«na
sua
admiravel
propagação,
na
sua
eminente
santidade
e
na
fecun
didade
inexaurível que
desenvolve
em todos
os
logares;
na
unidade ca
tholica
como
na
estabilidade,
nos
offerece
um
seguro
e
perpetuo
mo
tivo
de
credibilidade
e
um
testemu
nho
irrefragavel
da
divindade
de
sua
missão
(18).
(
Continua
).
(15)
Sap.
XIII, jL 1.
(1G)
Sap.
XIII, V 5.
(17) II
de Petr. 1, j'. 1G.
(18)
Const.
dog. de Fid.
cath., cap. 3.
-------
.r
--------
Reproduzimos
do
«Commercio
de
Lis
boa»
o
seguinte:
«Do
«Commercio
do
Porto»
transcre
vemos
o
seguinte artigo
que
suppomos
devido á
penna
de
um
dos
nossos
mais
babeis jurisconsultos.
O
i»
rovimeiato
«I
om
benríicios
ec-
elets
insticos.
E’
sem
duvida
importante
este
assum
pto,
ao qual o
«Jornal
do
Porto»
con
sagrou
o
seu
artigo principal,
de
14
do
corrente.
E
não só o
assumpto
é
impor
tante, mas
pódem
ser
de
tal
gravidade
as
consequências, qne
toda
a
reflexão
é
pouca
antes
de
adoptar
uma
solução
que
possa
produzir no
paiz
conflictos.
de
que
felizmente
estamos
deshabiluados
e
que
cumpre
evitar em
tolos os
ramos
de
ad
ministração
e
muito principalmente n’
a-
quelles
que,
próxima
ou remotamente,
afie-
ctem
os
sentimentos
religiosos
do
povo.
Concordamos
com
o
nosso esclarecido
collega
em
que
algumas
vezes
não
se
cumpre
e
outras
se
illude
a
lei
fundamen
tal
do
Estado
e
em
que infelizmente
Por
tugal
se
tem
distinguido
mais
pela
fabri
cação
do
que
pelo
respeito
e
cumprimento
das
leis.
Não podemos
concordar,
porém,
em
que
sei.)
tão
absoluta,
como ao
collega
quiz
parecer,
a
disposição
que
altribue
excíusivamente
ao
poder
executivo
o
pro
vimento
dos
benefícios
ecclesiasticos.
Essa
disposição,
pelo
contrario, além
de
limi
tada
pela
outra
que
estabelece
a
religião
do
Estado
e
com
a
qual
nunca
póde es
tar
em
contradicção,
tem
de
ser
enten
dida
de
fôrma
que
semp-e
se
mantenha
o
perfeito
accordo
entre
o
poder
civil
e
o
tcclesiasiico.
Se a
apresentação
perteu
ce
excíusivamente
ao
poder
civil
ou
exe
*
LtMboa,
?.»
de
agosto
de
sociedades
cultas,
embora
condemnada
pe
los
codigos penaes».
A
reparação,
que
o
offendido exigiria,
a
despeito
de
criminosa,
como
o
protesto
assevera,
seria
o
dneflo, se
o snr.
capi
tão
podesse
descer
a
bater-se
com
um
correio
(muito
amigos
da igualdade
são
estes
nossos
liberaes
!];
como
porém
não
póde,
a
ofíicialiJade
protesta,
e
um
dos
signatários
do
protesto
é
o
padre capellão
do
batalhão
.'
Só
a
desigualdade
entre
o
queixoso,
e
o
supposto
offensor
obsta
a
que se vá
ao
campo
do
duello,
emito
a
as
leis
o
condemnem;
e todavia
um
clérigo
faz
cau
sa
commurn
com
os
protestantes,
accei-
tando
a
doutrina repellida
pela
Egreja,
de
que
elle
é
ministro!!!
A
crise
do
trabalho
subsiste
em
quasi
todas
as
classes
operarias.
E
’
um
grande
mal,
mas
pregoeiro da
precaria
situação
do
paiz.
Não
faltam
artistas, e
officiaes
mechanicos,
mas
falta
consumo,
porque
não
ha dinheiro
que
baste
para
os
indis
pensáveis
meios
de
occorrer
ás
primeiras
necessidades
da
vida.
O
luxo
excessivo
não
prova
a
riqueza
nacional,
prova
a
de
cadência.
A
«Correspondência de
Portugal», que
é
insuspeita,
assevera
qne
os
negociado
res
do
empréstimo
uliimanaente
con'rahi-
do,
lucraram
a
bagalella
de
oito
centos
e
noventa
contos
de
reis,
tendo
se
outra
companhia
estrangeira
oflerecido
para
rea-
lisar
o
al
udido
empréstimo
por
duzentos
e noventa
contos
I
E
’
por
este
caminho
qne
a
liberdade
tem
levado
o
thes"uro
publico
á
explen-
dida
situação
em
que
o
vemos.
Segundo
o
relat
>rio
feito
em
Paris, a
companhia
dos
caminhos de
ferro p
rtu-
guezes
conta
qne
a
linha
da
Beira
Alta
fará
com
que
o
trajecto, entre
esta
capi
tal,
e
Paris,
tique
reduzido
a
430
kilome
tros
meno«,
e
que
se logrará
chegar
a
Paris
dentro
de
40
horas.
Como
vistes,
D.
Jorge
de
Locio,
abra
çando
a
nuvem
por
Juno,
pegou
na
fe-
rula,
a
despeito
de não
vivermos
era
tem
pos
de
palmatoadas,
e
descarregou-me
uma
boa
duzia
d
’
ellas,
qne
me
deixaram
as
pobres
mãos
a
escorrer
sangue,
porque
eu
vos
disséra
qne
apenas
quatro
realistas
tinham
ido
ao
enterro
de
D.
José
de
Vi
lhena,
e
que
o
honrado
conde
da
Redi-
nha não
fóra
por
justa
razão.
D
’
aqui
ti
rou
D.
Jorge
o
coroliario,
de
que
eu
lan-
çára
o
sligma
da
ingratidão
sobre
todo
partido legitimista,
e
por bons
modos,
denomina-me
calnmniador.
Sou
chrisião.
embora
muito
peccador,
e
porisso
perdôo
a
offensa;
agradecendo,
ao
mesmo
tempo,
a
Francisco
Manique
o
ter
tomado
a minha
defeza.
O
incidente
passou,
e
o
publico
nos
terá
julgado.
Pe
dra
em cima.
Para
amostra
do
espirito
humanitário
dos
nossos visinhos,
dá-nos
uma
das
fo
lhas
a
noticia
de que
desde
1870
leem
soffrido
a
pena
ultima
em
Hespanha,
mais
de
cento
e
trinta
pessoas
.'
E
querem
que
sejaipos
Ibéricos!
Henrique
V
esteve
ha
pouco
etn
França
com
os
seus
mais
notáveis
amigos.
A Ha-
vas
quer
saber
o
que
se
passou
na
con
ferencia,
e
diz que
o Rei
recommendou
prudência,
e
nada
de
pressas.
Bem
sabe
a
verdadeira
Agencia
Havas
o
que
lá
se
passou.
O
que
se
póde
affirmar
é
que
Henrique
V
conferenciou,
em
França,
com
uma
parte
dos
homens
mais
eminentes
do
partido
legilimista.
Tenho estado
graveraenle
enfermo,
e
porisso
vos
não
tenho
escripto.
Acho-me
ainda
em
estado de
vos
não
poder
dizer
mais
agora?
Se
Deus
permiltir
será
mais
noticioso
o
Vosso
correspondente
♦
A.
(Do
uosbo
correspondente)
Ha
dias,
meu
excellente
director,
li
no
vosso
estimável
jornal
que
o
actual
clero
portuguez
é
bom,
e
instruído,
com
pequenas
excepções;
isto
porque
o
bispa
do
nacional
tem
tomado
muito
a
peito a
regeneração
da
classe
sacerdotal.
Só vos
digo
que
ha
gente, que
está
na aldeia, e
não
vê
as
casas.
Mas,
o
que
o
illustre
auctor do
allu-
dido
asserto
não
póde
negar
é
que
ha
clérigo em
Lisboa, que não
duvidou as-
sigoar,
como
capellão
de
um
corpo
mi-
lila_r,.um protesto,
no
qual
a
oíliciaIidade
do
referido
corpo
diz
o
seguinte:
«A
manifesta
differença
de
condições
(a
questão
é
entre
um
capitão,
um
cor
reio,
e
cocheiro),
que
se
dá
entre
o
ofli-
cial
offendido.
e
o
offensor,
inhibem-no
de
poder
exigir
a reparação
admittida
nas
CHilOMCA
ESTRANGEIRA
São
destituídas
de
interesse
as
noticias
do
estrangeiro.
O
«Figaro»
publica
um
artigo
de
que
vamos
traduzir
alguns paragraphos
para
os
leitores
fazerem uma ideia aproxima
da
das
preoccupações
que
embargam
o
animo
e apequenam
as satisfações
dos
governantes
da
desgraçada
França.
Diz
o
articulista:
«E
’
difficil precisar d’onde
nascem
os
temores
n
’
este
momento.
Nascem
d
’
aqui,
d
’
al!i,
de
dentro
e
de
fóra:
crê-se
qne
procedem
da
direita,
e procedem
da
es
querda.
Hoie
inquieta
o
Papa,
ámanhã
o
imperador,
passado
manhã
qualquer
ou
tro.
Teme-se
o
que
preparam os
adversa-
rios
da
republica;
teme-se
mais
ainda
o
que
preparam
os
seus
partidários.
Tem-se
visto
o
espanto
que
causam
os
Jesuítas
e
o
clero,
e
o
afan
a
qne
se tem
consagrado
os republicanos
contra
as
Congregações.
Porém
ha
um
medo
que
se
revela
e
outro que
se
occulta.
Certamente,
a
republica
tetne
as
sotai
nas negra-; e
o
só
pensamento
de
que
Jnlio
Simon
vae
reclamar
para
ellas os
direitos
de
cidadãs,
infunde
espanto
em
lodos
os ministros; porém,
não
ha
oc-
cultal-o. os
amnistiados
de
Numea,
os
quaes
dentro
de
poucos
dias
desembarca
rão
por milhares
em
Port-Vendres,
não
deixam
de
perturbar
o
somno
do
snr.
Lepere, do
snr.
Royer,
do
snr.
Grèvy
e
ainda
do
snr.
Duhamel.
Ninguém
póde
prever
que
conducta
observarão
esses
re-
iractarios
que tiveram
a
honra
de
servir
a
Communa. Com
que
desdem,
com
que
rancor
não
filarão
os
qne
não
sympa-
thisaram
com
a
sua
instituição!
Que
re
paração
exigirão
elles
aos
que
os
leem
combatido?
Consta
que,
antes
de
sacudirem
o
pó
do caminho,
receberão
uma
medalha
que
levarão
na
abotuadura do casaco
pen
dente
d
’
utna fita
vermelha.
Ternos
as
me
dalhas
de
Santa
Helena,
as
medalhas
d
’Ita-
ha,
as
medalhas
de México,
as
çruzes da
Legião
d
’
Hónra.
Agora
vamos
ter
cavalleiros
da
Com
muna.
Grave
motivo
de
alarma.
Grèvy
não distribuirá
as
novas
condecorações",
que
se
subtrairão
á
paternal
'igdancia
de
governo
e
poderão
propagar-se
até
ao in
finito,
produzindo
uma
perigosa
rivalida
de
com a Legião d’
Honra.»
Vejam
o
que
sairá
d
’
esle
estado
de
coisas.
Para
nós
é indublavel
que
a
repu
blica
está
prestes
a
despedaçar
se
a
si
mesma.
—
A
política
ingleza
no
Oriente
não
satisfaz
nem
aos
conservadores,
nem
aos
liberaes. Gladstone
accusa
a
lord
Beacon-
síield
de
não
ter
sabido oppor-se
trium-
pho
da política
russa,
e
a
Áustria
trata
de
separar
os
seus
interesses
dos
da
In
glaterra,
e
fazer
política
própria
no
Orien
te,
d
’
accordo
com
a
Allemanha,
e-pecan
do chegar
a
uma
acção
commum
com
a
Rússia.
Não
póde
negar-se
que
a
lógica
está
da
parte
de Gladstone.
A
Inglaterra
po
dia
impedir
a
guerra
russo-turca
saindo
decididamente em
defeza
dos
christãos,
viclimas
dos
musulmanos.
Porém
a
fazer isto, prefere fazer e
desfazer
sultões,
e
alentar
a
Turquia
para
que
resista
á
intervenção
russa,
confian
do em
que
a
campanha
não
seria
tão
ra-
pida,
e
creando-se
-a
illusâo
de que
os
officiaes inglezes
que
formavam
parte
do
exercito
ottomano,
e
os
soccorros
da
Gran-Bretanha
poderiam
deter
a
marcha
do
vencedor
Os
generaes
russos,
com
o
seu
arrojo e celeridade
de movimentos
estratégicos,
resolveram
a
questão
antes
do
que
a
Inglaterra
queria. Recorreu
en
tão
esta
á
tactica
diplomática; havia
po
rém
um
facto
que se
impunha
a
toda
a
Europa.
A
Turquia
estava
vencida
pelo
seu
inimigo
tradiccional.
Gladstone
assegura
que
a
guerra
podia
evitar-se.
A
Inglaterra
não viu
claro
no
primeiro
momento,
e
não
é
suflieiente
compensação,
assim
ella o
comprehende,
per
nda
hoje
a
influencia,
a conquista
de
Ghypre
Ifil
KMBlTrwrnaWKSrrfMM
—
MM
gazetilha
Festividade.
—
A
’
raanhã
tem
logar
na
parochia!
egreja
de
S.
João
do
Souto
a
festa
da
Degolação
de
S.
João
Baptis
ta,
com
missa
cantada,
que
começará
ás
8
horas
da
manhã,
e
sermão
prégado
pelo
nosso
amigo
o
dislincto
orador
padre
Luiz
Gomes
da
Silva
nostio
«©riresjíondeirite
de
I
jís
-
boa.—
Tem
estado
gravemente
enfermo
o
nosso
estimável
correspondente
da
capital,
motivo
purque
não dêmos, em o
numero
anterior,
a
sua
correspondência,
que
só
ante-hontem
recebemos
e
que
hoje
publi
camos.
Fazemos
votos
pêlo
seu
promplo
e
completo
restabelecimento.
Mosped®.—Tem
estado
no
Bom
Jesus
do
Monte
o
grande
romancista
Cainillo
Castello
Branco.
Prisfto
—Foi
preso
na
freguezia
de
S.
Paio
de Merelitn José
Santeiro,
p»1,
suspeita
de
pertencer
a
uma corja
de ga
tunos
que
tem
feito
das
suas
por
gquella
freguezia
e
visinhas.
jnupeeçS».
—
A
junta
de revisão ins-
fcionoti
na
ultima
sessão 22
mancebos,
los
quaes
Acaram
apurados
9,
esperados
.
e
escusos
8.
0 Chroniea
religiosa.
—
Hoje:
—
Festa
Santo
Agostinho
no
templo
do
Populo.
Exposição
do
Santíssimo
na egreja
da
ujsericordia.
'
rã
Xaturaiezi».
—
Recebemos
o n.°
jo
semanario
La
Naluraleza,
publica-
,j0
illustrada,
cujo
fim
é pôr
ao
alcance
de todos os
progressos
«científicos
moder
ou,
0
seu
summario é o
seguinte:
Emigração
das
mariposas
no
mez
de
iaolio
de
1879. -O caminho
de ferro
atra-
vez
do
deserto
de
Sahara
(conclusão).—
Puatro
palavras
sobre
«Lumen»
por
M.
Camillo
Flammarion.
—
O
Vespero
ou ca-
pricornio
das
vinhas.—O
Almirante
Duper-
barco
couraçado
de
primeira
classe,
glt,
E«te
n.°
contém
12
gravuras.
jlissa «fle «requiem»
—A
Direc
ção
do
Asylo
de
D.
Pedro
V
mandou
ce-
.jebrar
na
segunda-feira
uma
missa por
alma
do
fallecido
bemfeitor
d
’
aquelle oio
estabelecimento,
o
conego
José
Narcizo
da
Costa
Rebello.
Assistiu
a este
acto
a Direcção
e
as
asyladas.
*
jflaravilliaB
di
*
Crração,—
Rece
bemos
o
fascículo
n.°
20
das
Maravilhas
da Creaçãò.
por P
edro
M.
P
osser
.
Agra
decidos.
Exaones.
—
O
resultado
dos exames
que
continuam no
lyceu
d’
esta
cidade
foi:
fio
dia
23:
—
Geographia
—
entraram
6
-approvados
2
e
addiados
4.
No
dia
26-
—
Geographia
—
entraram
6
-approvados
2
e
addiados
4.
preço
«los
eere»e».
—
Na
terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
ui:
Atravez <it»
província.
—
Dizem
de
Ponte
do
Lima:
Trigo........................................
.
.
750
Centeio
.......................................
.
.
480
Cevada
........................................
.
.
520
Milho
alvo....................................
.
.
6^0
Milho
branco..........................
.
.
550
Milho
amarellô..........................
.
.
520
Painço........................................
.
.
700
Feijão
vermelho..........................
.
800
,
branco
.....
.
.
600
>
amarello...........................
.
.
550
>
rajado................................
.
.
500
»
fradinho..........................
.
.
440
Btatas
...........................................
.
.
400
Azeite (almude). .
., . .
.
. 60000
Effeclua-se
na
próxima
quarta-feira
a
montaria
aos
lobos
na serra do Formi
gos»,
na
freguezia
da
Cabração.
As
ba
tidas
serão
feitas
como
de costume
pelos
povos
d
’
este
concelho
e
dos
de
Arcos,
Camiiih),
Coura,
Villa
Nova
da
Cerveira
e
Vianna.
São
muitas
as
pessoas
d
’
esta
villa que
tencionam
ir
para
aquella
caça
da,
a
que lambem
assistirá
a
auctoridade
administrativa.
—
Dizem
de
Valença:
A
agricultura
no
nosso concelho e
nos
concelhos
proximos
está atravessando
uma
grande
crise.
0 continuado
calor
que
tem
feito
tem prejudica
lo
immenso
as
semen
teiras
do
milho,
que no
nosso
mercado
já
subiu
a
um
preço
excessivo.
Felizmente,
na
manhã
de hontem
caiu
sobre
os
cam
pos
uma
chuva
branda, que,
mfiltrando-
se
nas
terras,
é
de
um benefico
eflfeilo.
boi
comtudo
pouca
em relação ás
ne
cessidades
da
agricultura.
Esta
rega
fer-
lilisadora
foi
lambem
de grande
vanta
gem
para
os
vinhedos.
Oxalá
a
ella se
sigam
outras
para
que não tenhamos
um
Moo
de
fome. São
boas,
felizmente,
as
noticias
agrícolas
do
visinho
concelho
de
Ca
ura.
Alli
ha
esperanças
de
uma
boa
colheita
de
milho.
Como
a
maioria
das
‘
«iras
são
lentas,
o
muito
calor
é-lhes
pro
veitoso.
—
Na
semana
passada
falleceram
na
ci
dade
de
Vianna
do Castello cinco pes
soas.
-hon
a
1
Villa
t
con-
uma
—
Dizem
de
Fafe,
em
22:
Deu-se
um
caso
lamentável
ante-
’í!n
pela
2
horas
da
ma
Irugada.
kdotnetro
d
’
esta
villa,
na estra
la
de
rooca
de
Aguiar.
Uma
carroça,
que
au
da seu
proprio dono,
mulher e
cuohada,
com
direcção
a
Braga,
lombou-
8e
>
resultando
que
uma
pipa
de vinho
•]ue
ia
dentro
da
carroça,
rolou
sobre
os
res
infelizes,
matando
instantaneamente
®s
dois
primeiros.
—
Falleceu
em Guimarães
a
snr.
a
D.
daria
da
Gloria
Pinto
da
Cunha, esposa
'/
snr.
Antonio
Monteiro
Pinto
da
Cu-
liaa
'
honrado
negociante
d’
aquella
cidade.
K*
l»JoaSa.
—
Consta a
um
collega que
at>
deposito
da
polvora
das
obras
do
ca
O
perfeito
de
Génova,
conde
de
Ca-
salis,
tomou
um
sem
numero
de
precau
ções
para
impedir
um
assalto
como
o
de
Passavanti
em
Nápoles.
Assim
foi
que
no
dia
em
que
chegaram
os
reis estavam
pre
sos
todos
os
indivíduos
suspeitos,
que
só
foram soltos
quando
SS. MV.
parti
ram.
Se
alguém
se
approximava
afim
de
apresentar
um
memorial, esse
alguém
era
abruptamente
rechaçado,
como
se
fôra
um
Passavanti.
Oegpnclios
eceleaiaistieoB.
—
O
«Diário»
publica
os
seguintes:
O
presbytero Francisco
Luiz
Ferreira
Montalvão,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Thiago
de
Villarelho
da
Raia,
no
concelho
de Chaves, diocese primaz
de
Braga.
O
presbytero
Luiz
Clemente
de
Sequei
ra,
parocho
collado
na
egreja
de S.
Pe
dro
do
Souto,
diocese
de
Lamego,
apre
sentado
na egreja
parochial
de S. João
da
Pesqueira,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Adriano
Augusto
de
Vas-
concellos,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S. Maninho
das
Amoreiras,
no
con
celho
de
Odêmira,
diocese
de
Beja.
O
presbytero
Emygdio
Duarte
Ferreira,
parocho
collado
na egreja
de
Nossa Se
nhora da
Conceição
de
Castro
Verde,
diocese
de
Beja,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
de
Entre as
Vinhas
de
Mertola,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Carlos
Augusto
Botelho
Palma,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Sebastião
de Gomes
Ayres, diocese de
Beja,
apresentado na
egreja parochial
de
S.
Miguel
do Pinheiro, no
concelho
de
Mertola, da
mesma
diocese.
Declarado
sem
eflfeito,
a
requerimento
do
interessado,
o
decreto
de
7 do cor
rente
mez.
pelo
qual
o
presbytero
Ma
noel
Gomes
Tavares
de
Almeida,
paro
cho
collodo
na
egreja
de
S.
Miguel da
Junqueira,
diocese
de
Vizeu.
foi
apresen
tado
na
egreji
parochial
de Santa
Ma
rinha
do
Tropeço, no
concelho
de
Arou-
ca,
diocese
de
Lamego.
O
presbytero
Manoel
Joóo
da
Varanda,
apresentado
na
egreja
de
Santa
Marinha
do
Tropeço, no
concelho
de Arouea,
dio
cese
de
Lameso.
Origem
do«
cereaes.
—
E
’
curiosa
a origem
e
procedência
d’
alguns
cereaes,
publicada
por
uma
folha
hespanhola:
O
trigo
procede
da
Pérsia.
A
cevada,
da
Pérsia
segundo
uns, e
segundo
outros
da
Atica.
O
centeio,
da
Prussia
onde
o
empregam
para
a
bebida
chamada
gwas.
O
milho
é originário das
Américas.
O
arroz
procede
da
índia.
O
canhamo
também
da
Índia.
O
linho
foi
descoberto por
uma mulher
grega
chamada
Panfila
de
Leos.
A
batata
foi
descoberta
nas
Américas
jor
um inglez
chamado Walter
Raleig.
Assassínio
d
um
portuguez.
—
Os
jornaes
do
Rio
de
Janeiro
noticiam
o
seguinte
crime
perpetrado
na
pessoa
d'um
nosso
compatriota:
Cerca
das
9
horas da
noite
de 23
do
mez
passado,
dois
soldados
do
l.° re
gimento
de
cavalleria,
aquartellado
em
S.
Christovão,
assaltaram,
para
roubar,
o
portuguez
José
Correia
de
Sá,
que
esla
va
só
do
lado
anterior
do
balcão
da
sua
taverna,
na
rua
de
S.
Januario
n.®
33.
N
’
essa
occasião
Sá travou renhida
lu-
cta
com os
assaltantes,
o
que
se
verifi
cou
pelo
estado
de desordem
em
que
fo
ram
encontrados
diversos
objeclos
do
es
tabelecimento.
Os
visinhos,
ouvindo
os
gritos
de
sot-
corro
e
grande
barulho
na
taverna,
cor
reram
para
alli,
mas
só
encontraram
o
cadaver
de
Sá,
crivado
de
facadas,
tendo
já
os assassinos fugido
por
uma
porta
que
deita
para
o
logar
denominado
Re
tiro
da
America,
onde
ha muitas cha-
caras.
O
cadaver
foi
removido
para
o
necro-
teiro,
e
autopsiado
pelo dr.
Thomaz
Coelho,
que
declarou
ter
uma
das facadas
atraves
sado
o
pulmão
esquerdo
e
outra
o
esto-
mago,
além
da
fractura
do
craneo.
Sá vivia
sem companhia,
e
pessoas
que
o
conheceram
informam
que
elle
era
homem
sério
e pacato.
O
subdelegado
da
freguezia,
compare
cendo
no
logar
do
crime,
encontrou
uma
faca
de
cabo
de
chilre
pontuada
e
en
sanguentada,
um
barretão
do
1
0 regi
mento,
tendo
na
carneira
do
forro o
n.®
36; no
logar
denominado
Retiro
da
Ame
rica,
achou-se
uma
gravata
de
couro
e
uma
farda
quasi
nova,
do
uniforme
do
mesmo
regimento,
tendo
na
aba
direita
as
iuiciaes
T.
I.
minho
de
ferro
do
Douro,
na
secção da
Regua
ao Pinhão,
houve
uma
explosão
ficando
mortos
e
mal
feridos
muitos
ope
rários.
Arcebispo
Moldado.
—
Na
edade
me
dia,
a
dignidade
sacerdotal
não embaraçava
o
exercício
das armas.
Frequentes
vezes
os
historiadores
fa
zem
menção
das
façanhas
militares
de
monges
e
de abbades,
de bispos
e
de
arcebispos,
que,
largando
o
breviário,
ou
o
báculo,
vestiam
a
armadura,
e
brandin
do
a
lança e
a
espada,
muitas
vezes
fa
ziam
morder
o
pó
a
cavalleiros
de
gran
de fama.
Na lista
dos
portuguezes,
que
estavam
com
o
mestre
de
Aviz na
batalha
de
Al-
jubarrota,
encontra-se
o
nome
de
D.
Lou
renço
Vicente
de
Lemos,
arcebispo
de
Braga.
Este
valoroso
portuguez
recebeu
n
’
a-
quelle
sanguinolento
combale
um golpe
no
rosto;
passados
tempos,
leinbrando-se
de
mandar lavrar
o
seu
tumulo,
incumbiu
a
um
habil
pintor
de
lhe
tirar
ao
natural a
imagem,
para
depois
ser
esculpida
sobre
a
pedra
da
campa,
para
que
esta
indi
casse
de
quem
eram
os
restos
mortaes
que
alli
estavam.
Esmeron-se
o
artilice
na
obra,
e
quan
do
a
leve
por
acabada
foi
convidar
o
arcebispo
para que
visse
se
estava
á
sua
vontade.
D.
Lourenço
logo mostrou
não
estar
contente,
porque
achou não
estar
bem
eííigiada.
nem
hem
tiradas
as
feições
—
Faltava-lhe o
signal
do
golpe, que devia
lembrar
um
dos
maiores
casos
da
sua
vida
—
o
ter
derramado
sangue, pelejando
pela
independencia
da
sua
patria.
Entendendo
o
arcebispo
que
o
cinzel
mais
proprio para este
retoque
era
um
da
mesma
tempera,
e da
mesma
fórma
daquelle
com
qne os inimigos o
tinham
golpeado,
pegou
n
’
uma
espada
e
entalhou
um
signal de
golpe
na
face da
imagem,
no
logar
onde
havia
sido
ferido.
Despedindo então
ao
artífice
lhe
disse
que
o
retrato
ficava á
sua
vontade.
Este
illustre
arcebispo
nasceu
no
ca
sal
da
Charrua,
junto
á
villa
da
Louri-
nhã,
e morreu
em
Braga
no dia
28
de
abril
de
1397.—
Ecclesiasterium.
Conspiração de Gentiv».—
Os
pe
riódicos
italianos
deram
noticia
de
certos
rumores
que
circulavam
sobre
uma
nova
tentativa contra
a
existência
de
Humber
to
1.
tentativa
que
devia
realisar-se
por
occasião
da
sua
ida
a
Génova,
como
tam
bém
noticiámos.
A
imprensa ministerial
negou a
exacti-
dão
de
similhantes rumores;
mas
as
pre
cauções
recommendadas
pelo
ministro do
interior
aos
prefeitos
deram
credito
e con
sistência
áquelles
boatos.
H>je
refere-se
circumstanciadamente
quanto
havia
de
certo
sobre
o
assum
pto.
Segundo
«EI
Pungolo»,
eram
nove
os
conjurados.
Um
d
’
elles
é audaciosissimo,
caracter
nada
vulgar
e
súbdito
allemão.
D
’
estes
filiados, tres
são romanos, dois
marselhezes,
um toscano
e dois
italianos
condemnados
e
homiziados
em França.
Os
italianos
chegaram
a
Leorne, e
d
’
este ponto n
’
um
barco
á
vela,
dirigi-
ram-se
a
Génova
tendo-se
unido
a
alguns
de
seus
companheiros.
Parece
que o
plano primitivo
era
fa
zer
saltar
com
dinamite
uma
das
pequenas
pontes
que
ficam
cerca da
estação
de
Génova.
Depois de
maduras
cogitações
re
nunciariam
a
este
projecto,
por
julgarem
perigoso o
local,
visto
que no
momento
em
que
passasse
o
trem
não
estaria
alli
bastante
gente
para
o
indivíduo
que
dei
tasse
fogo
á
mina
se subtrahir ao
risco
de
o
verem
e
reconhecerem.
Abandonado
áquelle
sitio
foi-o
tam
bém
o
meio
da
dinamite,
e
os
assassinos
deliberaram
servir-se
de
uma
clavina
em
fôrma de haste,
coberta
de
terciopello
roxo coroada
por
uma
bandeira trico
lor.
Com
esta
arma
devia
atteiilar-se con
tra
a
existência
do
monarcha, disparan
do-a
de
uma
casa
que
demora
no
itine
rário
por
onde
8. M.
havia de
seguir.
A
policia
descobriu
a
trama,
e submi-
nislrou
numerosos
dados
ás
anctoridades
superiores.
O
governo
dictou
ordens
rigorisissi-
mas
e
adoptaram
se
todog
os
meios pa
ra
que
gorasse
o
tenlamen
de
regicí
dio.
Havia-se
descoberto
a
casa
d
’
onde
se
resolvera
desfechar,
e
a policia
tinha
a
convicção
de
apoderar-se
dos
criminosos;
estes
porém,
avisados
a
tempo, sumiram-
se,
e
por
tal
sorte
que
não
ha
dar
com
elles
.
As portas do estabelecimento
foram
tran
cadas,
e
as
chaves
remeltidas
ao
consu
lado
portuguez.
O
morador
da casa
visinha,
n."
33,
foi o
primeiro
que
correu
em
sôccorro
Jo
infeliz
Correia
de
Sá,
por
ter
ouvido
barulho e um grilo angustioso;
«ai
que
me matam!»
Chegando
alli
apitou
duran
te
mais de
dez
minutos, sem
que
appa-
recesse
a
patrulha,
que
só
acudiu
muito
mais
tarde.
Depois
d’
aquelle
visinho,
vieram
ou
tras
pessoas,
mas
os
assassinos
tinham
trancado
as
portaS. que a
custo
forain
abertas.
N
’
esta occasião
alguém
viu, pe
la
abertura
da
porta,
um
soldado
que
puchava
a
gaveta
do
balcão
da taberna,
e
o
infeliz
Sá
já
estava
morto.
Ouvindo
vozes,
os
soldados fugiram
precipiladamente,
não
lhes
restando
tem
po
para
carregar
coisa
alguma.
Os
dois
soldados
do
1.°
regimento
de
cavallaria
ligeira,
indiciados
como
auctores
do
crime,
os
quaes se chamam
João
Felix
da
Sdva
e
Antonio
Felix
da
Costa,
re
colheram-se
ao
quartel escalando
um mu
ro,
na
noite
de
21
do
corrente. Silva
pro
curou
logo o 2.®
sargento da
sua
com
panhia,
e
contou-lhe
que
assassinara
um
homem
na
rua
de
S.
Januario.
Os dois
indiciados
foram
interrogados
pela
auctoridade,
e
negaram
a
verdade
do
crime,
mas contradisseram-se
nas
suas
declarações.
Foram
também inqueridas
cin
co
testemunhas
a
respeito
do
crime;
o
barretão achado
foi
reconhecido
por
Silva.
Tanto
este
como
Casta
portaram-se
altaneiramente
diante
da
auctoridade,
mas
depois
de
ouvirem
as
testimuohas
depôr,
mostraram-se
perturbados.
Consta
que
são
ambos
de
maus
pre
cedentes,
e
já
cumpriram
sentença,
sendo
a
de Silva
pelo
crime
de
ferimento
grave
e
morte.
A
’
caridade
publica.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna
Joaquina.
de
8
annos
de
idade,
que
está
entrevada
ha 8
mezes. Vive
em
penúria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
ILTltllS
NOTICIAS
Lisboa
26
—
«Diário»;
Porlaria
determinando
que
o
domici
lio
para
a
inscripção
nos
recenseamentos
é
do
concelho
ou
bairro,
e
nada
impor
ta
para
a
legalidade
do
recenseamento
que
a
inspecção
se
faça em freguezias
diver
sas.
Concursos
para
os
logares:
de
guarda
do
gabinete
de
physica
do
lyceu
de Braga
r
e
de
ollicial da
bibliolheca
do
lyceu
de
Lisboa.
Na
Bolsa venderam-se:
20
acções
do
Banco
Lisboa
& Açores,
a
94$600
reis;
100
ditas
do
Banco
de
Portugal
e
Brazil,
a
44$500;
16
ditas
da
companhia
carris
americanos
de
Lisboa, a
78$000;
30
obri
gações
da
Companhia
das
Aguas,
a
84^300;
22
ditas
prediaes
a
92$000;
28
ditas
de
coupon
a reis
92$0i>0; 10
do caminho de
ferro
do
Minho e
Douro
a
89^100;
8
di
tas
externas
a
90$000; 100
ditas
para
31
do
corrente
a
89$900;
20
inscripções
a
31,15;
4
ditas
a
51,13; 4 ditas
de
cou
pon a
51,17;
10 ditas
para
31
do
corren
te
a
51,15.
A
alfandega
rendeu
hoje
a
quantia
de
12:418^751
reis.
Paris 23
—Realisou-se
hontem
a
pri
meira
conferencia
da
commissão
turco-
grega,
em
Constantinopla.
Savfet-Pachá
deve
responder
no
praso
de
tres
dias
ás
reclamações
gregas,,
se
o
traçado marca
do
pelo
congresso
de
Berlim
fôr
adoptado
como
base
das
negociações.
A
«Palrie»
annuncia que
se
realisou
hontem,
em
França, uma
entrevista
do
conde
de
Chambord
com as
notabilidades
do
partido
legilimista.
Na
entrevista teriam
prevalecido
as
ideias
de
temporisação
e
prudência.
O
conde
de
Chambord
acon
selhou
os
seus
amigos
a
que
não
promo
vam
agitação
alguma.
Vienna
23
—
Foi
destruída por
um
in
cêndio
a
caserna
da
artilheria
em
Sófia.
O
incêndio
propagou-se
a
muitas
casas
da
vismhança,
e
ainda
continúa.
Morreram
queimados
muitos
cavallos,
e
ficaram
inu-
lilisados
bastantes
canhões.
Londres
2G
—
Noticias do
Haiti
dizem
que
as
tropas
do
governo
provisorio,
de
pois
de
vivo
combale
apoderaram
se
da
ci
dade
Gonalves,
que
foi
incendiada
parcial
mente.
As
outras
cidades
submetteram-se.
A
revolução
terminou.
Dizem
de
Pesth
ao
«Standard»
que
é
provável
seja
nomeado
o
snr.
Aymerle
pa
ra substituir
Andrassy.
ANNUNCIOS
GRANDE FESTIVIDADE
Kelnção
do
*
alumno
*
do
Collegio
de
S. Luiz,
estabelecido
no
pa-
laeio
dos
Falcões,
campo de S.
Thiago,
que,
no
eorrente
anno
leetivo,
fizeram
exames
no
Ly-
eeu
Nacional
e Seminário
Con
ciliar
de
Braga.
Instrucção
Primaria.
Alberto
Julio
da
Gosta
approvado
com
11
valores.
Álvaro
Antunes approvado
com
13
valores.
Arnaldo
Augusto
Rebello
da Silva
ap
provado
com
12
valores.
Domingos
Pereira
approvado
com
15
valores.
Francisco
Botelho
de
Carvalho
Oliveira
Leite
approvado
com
13
valores.
Francisco
José
d
’
Oliveira
approvado
com
15
valores
Francisco
Xavier
de
Carvalho
approvado
com
10
valores.
José
Ferreira
de
Souza
approvado
com
12
valores.
José
Marques
d
’Azevedo
Braga
approva
do
com
11
valores.
Manoel
Joaquim
Gonçalves
approvado
com
11
valores.
Manoel-
Leite
da.
Costa
Vasconcellos
ap
provado
com 14
valores.
Pedro
José
de
Freitas
approvado
com
15
valores.
Addiados
1.
Francez.
Antonino
Álvaro
Vieira
Lisboa
appro
vado.
Antonio
Bernardino
Pinto
Cesar
Salgado
approvado.
Arthur
da
Fonseca
Gouveia Guedes
Me
nezes approvado.
Francisco
Ferreira Monteiro approvado.
Heitor
Correia
da
Sdva
Sampaio
ap
provado.
João
Machado d
’
Araujo
approvado.
José
Augusto Correia approvado.
José
Luiz Gonçalves
Vianna
appro
vado.
Quirino
Augusto
Souza
da
Cunha ap
provado.
Silvestre
José
Gonçalves
dislincto.
Addiados
2.
Latinidade.
Augusto
Carlos
da Silva
Ferreira
Coim
bra
approvado.
Domingos
Pereira
approvado.
Manoel
Maria
de
Miranda approvado.
It/ietorica.
Augusto
d
’Azevedo
Araújo
Campos
ap
provado.
Clemente
José
Silverio
Pinto
Guedes
approvado.
Domingos
Antonio
Guerreiro
approvado.
Manoel Joaquim
Teixeira
Alves
appro
vado.
Addiados
2.
Geometria
fl.a
parte).
Antonio
José
Pinheiro
Vieira
Braga
approvado.
Manoel Maria de Miranda
approvado.
Geographia.
Augusto
Carlos
da
Silva
Ferreira
Coim
bra
approvado.
Francisco
Pereira
de
Queiroz
e
Lacerda
approvado.
Manoel
Joaquim
Teixeira
Alves
appro
vado.
Addiado
1.
(2571)
Arrenda-se
uma
quinta
em
Coimbra
com
óptimas
condições
para
residir
uma
familia
que
tenha
filhos
para educar;
quem
a
pretender
póde
fallar
com o
snr.
José
Antonio
dos
Santos
Coelho, rua
do
Souto
em
Braga, que
dará
os
esclarecimentos.
(2568)
ALVIÇ1KAS
Quem
achasse
uma cruz
d’
ouro,
per
dida
no
dia da
festa
da
Senhora
do
Carmo,
desde
a rua
de
S.
Marcos
até
ao
jardim,
e
rua
dos
Capellislas,
e
a
queira
entregar
n
’
esta
ledacção,
receberá
alviçaras.
(2569)
ALUGA-SE
Uma
boa
morada
de
casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo,
n.°
20
e
20
A.
Está
encarregado
de
a
mostrar
e tra
tar
do
aluguel
o snr.
Oliveira,
aferidor,
jnorador
na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
KOMARIA
DA
No sabbado
á
noite
iiluminar-se-ha
a
montanha, e
esca-
dorio
do
Monumento, tocando as
musicas
e
estrondeando
os
fogos
dartificio.
No
domingo
de
manhã,
pelas
sete
horas,
sahirá
da
egre
ja
do
Bom
Jesus
do
Monte o
Clamor
que
vae
até
ao Mo
numento cantando
a
Ladainha
Lauretana, e
os cânticos da
Virgem
ao som dos
instrumentos
músicos.
Em
frente
da
Virgem
se
cantará
a
«Magnificai»,
e
se
resarão
outras
orações
em
favor
das
necessidades
da
Egreja
e
du
Summo
Pontífice,
terminando por
uma allocução ou
pra
tica
religiosa
feita
do
púlpito.
A’s
onze
horas
começará
a
«Tercia»,
cantada
depois
de
exposto
o
Santíssimo,
seguindo-se
a
Missa
solemne,
depois
da
qual
se
dá
a
Bênção
com
o
Santíssimo.
Pela
tarde
costuma
ir
nova visita
ao
Monumento.
Fieis
porluguezes:
Vinde
ao alto
do
Sameiro.
Vossas tris
tezas
serão
dissipadas,
vessos
males
sentirão allivio,
e
vossas
almas
ouvirão
as
vozes
de
Deus,
da
Viigem,
sua
Mãe, e
da
mesma
natureza,
que
alli
falia
eloquentemente
aos
cora
ções.
(2564)
Adoptado
em
todos
os
Hospitaes.
^iRKO
D1ALYSAD0
BRAVAIS
Recommendad
>
por
todos
os
Médicos
.5$)
Contra
a ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS,
etc.
O Ferro Bravais (ferro liquido
em gottas concenti adas) é o unico
exempto de
qualquer acido;
não tem cheiro nem
sabor,
não produz <2
prisão
do ventre, diarrhea, irritação nem cança o estomago; alem dhsto
e
o
unico que não faz os dentes pretos. '
E’ o
mais economico de
lodos os ferruginosos, pois gue um frasco dura um mez. È
Deposito
geral
em
Pariz, 13, rue
Laíayette (Perto da Opera), e em todas as Pkarmacias.
Desconfiar-se
das imitações perigosas & exijir a marca de fabrica que vae
juucta.
Envia-se grátis
a
quem
o
pedir
por
carta franqueada,
um
interessante
folheto
sobre
a
Anemia
e
o
seu
tratamento.
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Lmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
M
DIâ
Empreza
editora de
Francisco Arthur da
Silva—Lisboa.
HKEAÍtE
X
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
Cegar
Canta
Desde
a
creação
do
mundo
até
1862
—con
tinuada até
1879
por
D.
NEMES1O
FERNANDEZ
CUESTA;
Com a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
2 BRAZIL
Traduzida
da
edição
Irancezade
1867 e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annolada
por
Manoel
ilernarde
*
Rraneo
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das
linguas
grega
e
latina, etc.
2.
a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
13
volume
*
in-4.°
grande.
O
editor proprietário d’
esta
publicação,
grato
aos favores
do
publico,
e
compre-
hendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.°
volume para
que
esta
2.a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais com
pleta,
resolveu
offerecer
aos snrs.
assignan-
les
que
o
auxiliaram
n
’esla
empreza
e áquel-
les
que de
hoje
em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
BRINDE
o
dreinio
terceiro
volume,
contendo
trinta
e cin
co
capítulos,
seis
gravuras
e dois
indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de
toda a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
factos
que
n
’ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os homens
no-
I
laveis
que
íiguram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de todas
as matérias,
servin
do
de
auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
hisloricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879,
escriptos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio
Fernandes Cues-
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda edi
ção
da HISTORIA UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
200000
reis
fortes
Encadernada
.
.
.
270000
»
»
Para
facilitar
a
aequisição
d’
esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a
duas
colum
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições
da
assignatura
:
—
A
assigna
tura
póde
fazer
se por entregas de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
por
fascículos
de
cinco
folhas e
uma
gravura,
e
por volumes
brochados.
—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.
CADA
VOLUME:
l.° vol. br. orn. de
9
grav.
10870
2_o
>
D
>
»
6
»
10665
3.°
»
>
»
7
»
10605
4.°
>
»
»
5
»
10525
5.°
D
0
>
6
»
10615
6.°
>
•D
»
6
»
10690
7.°
>
5
D
»
6
í
10640
8
0
D
>
» 6
»
M6I5
9.°
D
>
>6
»
10565
10.°
D
D
»
6
»
10615
11.°
»
6
»
10640
12.°
»
»
6
»
10815
13.
.0
K
ULTIMO,
ornado
de 6
gravu-
ras,
brinde
a
todos
os assignantes
lo,
GBATIS.
’
’
pre
‘
Das
81
gravuras
de
que
consta
a
ob
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
\ol.
|
a
?
Este
decimo
terceiro volume
será
<f
*
tríbuido
depois
de
completo
e
brochado
*
lodos
os
assignantes
que
tenham
pa
g0
a
decimo
segundo
volume
Os asçignanles
teem
as
seguintes
va
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
d
obra, e
poder
receber
como
e
quando
qni
zerem,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde fazer-se
por entregas, fascículos, e
por
volumes.
Q
assignante
receberá
uma entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
.
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcad'
s,
pagando
ao
distribuidor no
acio
da
entrega a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:
—
-A
assignatu-
ra
póde
fazer-se por
fascículos
e
por
vo-
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte, esó
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na certeza que
não
re
ceberá o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS REAl.lSAVEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se no
escriplorio
do
editor
—
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA ; me
BRAGA,
na
livraria
Internacional de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias,
do reino,
ilhas
e
Brazil.
Francisco
Arílitir
da
Silva—editor
72,
rua
dos
Douradores,
72—
LISBOA.
rECHiwcaiA.
Vende-se
ou
troca-se
por casas velhas.
—
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
muitos
commodos
e
lindas
vistas—
situa
da na
r»a
de
S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar,
acha-se
auclorisado
o
snr.
Fran
cisco
José
Ferreira
Torres,
negociante,
morador na
mesma
rna—
e
póde-se
vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
Precisa-se
d’
um
cosinheiro
habilitado
e
de
bom comportamento.
Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção,
onde
receberá
mais
esclarecimentos.
(2550)
CASA
Vende
se
uina,
d
’
um
andar,
com
:.í
bom
e
grande
quintal,
boa
agua
x
de
poço
mieiro.
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
52
A.
Póde
vêr-se
das
2
horas
da
tarde
em
diante.
(2562)
Caixa
penhorigta
Briíearenue
na
Travessa
de
11.
Gualdim «Festa
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
9
da noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa com
alrazo de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão se
rão
vendidos.
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
a
fíevm.
a
o
Snr.
D. João Chrysostumo
d
’
Amorún
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Rraga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova n.°
4, e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
ymVPBIIIMaBMtMeMBBMWBBMWmWMMMBBMBgMBgMjMMMMWmMWWMWMDgggSSBr
RESPONSÁVEL
—Luiz Raplisía da Sihl
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—18'9
Parte de Comércio do Minho (O)
