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-
7.° ANNO
TOTMA.
IftEIAíiSOSA,
TOTMTMJA. >3 NOTICIOSA.
REDACTORES
—D.
Miguel Soíto-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes..................................
1
»
6
».............................
Correspondências
parlic. cada linha
I Annuncios
cada
linha......................
|
Repetição........................................
15600
860
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
‘
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
I
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. . í
Folha avulso
................................
2&000
15050
35600
35600
10
N.° 976
«apparencias de verdadeira
honesti-
«dade
e
pura
doutrina,
attrahindo
«assim
os
imprudentes
amadores
de
«conciliação,
e
enganando
a
gente
«honesta,
que,
se
não
fóra
isso,
se
«opporia
com
firmeza
ao erro
decla-
«rado.
D’esle
modo
dividem
os
es-
«pirilos,
rasgam
a
unidade,
enfra-
«quecem
as
forças
que,
reunidas,
«deviam
dirigir-se
contra
os
inimi-
«gos».
Nós
sabemos,
tão
bem
como
o
snr.
G.
de
A.,
que
existem
ahi
gru
pos
inteiros,
chamados
liberaes,
os
quaes
sustentam
que
são
verdadei
ramente
catholicos,
e
que
o
seu
li
beralismo
não vae
além
de
uma
se
rie
de
formulas
e
reformas
políticas,
que.em
nada
—dizem elles
— affectarn
a
Egreja.
Elles
assim
o
asseveram,
com
effeito;
e
na
verdade
qual
é
o
catholico
liberal
que
como
tal
fran
camente
se
confesse?
Todos
protes
tam
adhesão
e respeito
á
Egreja,
e
ichegam
até
—
como disse
o
veneran
do
Pontífice
acima
memorado
—
a
[consagrar
á
defesa
do
Catholicismo
I
talentos
e
trabalhos; o
que
não
obsta
São
um
producto sui
generis,
um
[todavia
a
que
«forcejem
por
corrom-
f
____
_
,___ _
per-lhe
o
espirito
e
doutrina,
pon-
sem
embargo
os
Ido-sé
cada
um,
segundo
sua
parti-
diante
da Revolução,
os
que
se
pro-
nados
(h
Sanla
U
Sé7e
'e7pcc\aím"en7e'
?,ular ind<nação,
ao
serviço ou
de
põem
combatel-a
a todo
trance
TERÇA-FEIRA 26
DE AGOSTO DE 1879
Se
houvéssemos
de
responder
ca
balmente
ao
periodo,
que
abre
a
se
gunda
parte
da
correspondência
do
snr.
C.
de
A.,
de
24
de
julho
(n.°
2099
da
«Palavra»),
teríamos que
agitar
mais uma
vez
a
complicada
questão
do
liberalismo-catholico,
so
bre
a
qual
tanto se
ha
escripto,
e
nós
mesmo
o
temos
feito
por
varias
vezes
n’
este nosso
jornal.
Véda-nol-o
porém
agora
a
eslreitesa
dos limites,
que
nos
imposemos.
e
por isso
apenas
fallaremos
hoje
perfunctoriainente so
bre
o
assumpto.
Parece-nos
que
o
liberalismo
con-
demnado
por
Pio IX,
e
de
accordo
com
elle,
estigmatisado
pelos
mais
eminentes
escriptores catholicos
co
mo
um
dos mais
perigosos
inimi
gos
do
Catholicismo,
não
é
simples
mente o
liberalismo
philosophico
ou
esp
culativo,
mas
também
a
sua
ap-[
plicação
pratica
á
governação
pu-[
blica,
isto
é
o
liberalismo
político
adoptado
por
quasi
todos
os
gover-[
nos
contemporâneos.
Isto
se
depre-
hende
de
muitos documentos
ema-
dãrsegúinierpaiavias’
'do''g^ ou
de
guem. inania direitos
meçam
por
olhar
com
indillereuça
Ponliíte:
«0
que
eu
receio
nSo
são,“
f
avor
da
f
alsa
«esses
miseráveis
da communa
de!
«Paris,
verdadeiros
demonios
do
in-.
_
-
«ferno,
que
se
espalharam
sobre
a^S
que
ou
perfilharam
a
Revolu-,
«terra. Não,
não
é
isso;
o
que
eu
Ção,
ou
foram
por
ella
perfilhadas,
«receio
é
essa
desgraçada
politica,
[e
abraçar
e
defender
coin
máximo
j
_
---
----------
_
~
e...
«esse
liberalismo catholico,
que
é
empenho
as
formulas
políticas,
que
licanismo
ou
o
regalismo?
São
ainda
«um
verdadeiro
flagello.
Já
o
disse
a mesma
Revolução
inventou
e
pro-, os liberaes,
em cujo
campo
esses
«mais
de
quarenta
vezes».
i
clama
como
as
mais
consentâneas
com (i
ons
crros
teem
a
honra
de
ser
A
estas
palavras
juntaremos
ainda
'
P
°
f
G
defendlda e
|
elogiados,
imitados^
paraphraseados
outras,
em
que
o
monstro
é
fulmi
nado,
não já
nas
regiões
do
abstra-
cto,
em
que
a
alguém
apraz
sup-
pol-o sempre
que se
trata
das
con-
demnações
pon
li
Cicias,
mas
na
sua
applicação
pratica
ao
regimen dos
Estados,
e
até
quando
’
elle
se
oc-
culta
sob
o manto
apparenle do
zelo
pela religião,
reprovando
intransi
gências,
e
aconselhando
conciliações
e
Iransacções
entre
a
verdade
e o
erro.
«Estas
(as
doutrinas catholicas-
«liberaes)
appoiando-se
em pernicio-
«sos
princípios,
approvam
o
poder
«leigo
quando
invade
o
dominio
es-
«piritual,
e
impellem os
espíritos
ao
«respeito,
ou pelo
menos
á
toleran-
«cia
das
leis
mais
iniquas,
como
«se
não
estivera
escripto
que
—
nin-
«guem
póde
servir a
dous
senhores.
«Ora
estes
são mais
perigosos
e
fu-
«nestos
que
os
inimigos
declarados,
«não
só
porque
lhes auxiliam os
«exforços
sem
que
ninguém
o
saiba,
«ou
elles
mesmos
o
ignorem,
mas
«também
porque,
conservando-se
nos
«limites
das
opiniões
formalmente
«condemnadas,
apresenlam-se
com
regimen
parlamentar
com
D.
AfTon-
.
so,
principe
educado
aos
peitos
do
liberalismo, cujas
lições
já
mostrou
não
ter
escutado
debalde;
principe,
cujos
eminentes
dotes
de
catholico
sincero
são
para
nós
mais
que
pro
blemáticos,
em
vista
dos depoimen
tos
de
muitos
dos
seus súbditos.
Nós,
pelo
contrario,
acreditamos
que
a
Hespanha
só
poderá
ser
regene
rada
no
sentido
catholico
pela
res
tauração
da
monarchia
legitima
na
pessoa
de
D.
Carlos,
ou
de
seus
le
gítimos
herdeiros,
e
pela
realisação
do
programma
político
d
’
este illus
tre
principe:
«E’
minha
ideia
predominante
«e
meu
continuo
desejo
dar
á
Hes-
«panha
aquella
liberdade,
que
ella
«não
conhece
senão
de nome,
aquella
«liberdade
filha
do
Evangelho, que
«não
é
o
liberalismo filho da
Refór-
«rna;
aquella liberdade
emfim,
que
«é o
reinado
de
leis justas
e
con-
«fórmes
ao
direito
natural
e
á
mo-
«ral
divina».
Qual
de
nós estará
enganado
em
0
tempo o dirá.
E
emquanto
nos
despedimos do snr.
C.
de
A.
co
_
com igual
cortezia
aquella,
que
i
i
pregou
para
coranosco
em
toda
ou
mefcmo
por
adoptar-lhe
as
for- P^emica,
que
hoje
damos aqui
■■
■
deimilivainenle terminada.
criptos
de alguns
nossos
conterrâ
neos, que
a
opinião
ahi
traz
eleva
dos
ao
galarim
de
eminentes calho-
licos,
mas
atravez
de
cuja
pelle
un
gida
com
agua
benta
um olho
pers
picaz
poderá descobrir
o
veneno,
que
respiram
cora
os
ares
liberaes,
a cir
cular-lhes
lá
dentro
nas
veias,
tal
vez
mesmo
sem
que
elles
deem
por
isso.
0
snr.
G.
de
A. vem-nos
com
a
coarctada
de
que
lambem
o
gal-
licanismo na
França
e
o
regalismo
na
Hespanha
e
Portugal
fizeram
não
pouca
guerra
aos Summos
Pontífi
ces,
quando
ainda
não
eram
conhe
cidas no mundo
as
fôrmas
políticas,
que
hoje estão
em
voga.
De
passagem
notaremos
ao
leitor
a
verdade
consignada
nas
palavras,1
que
deixamos
sublinhadas.
As fôr
mas
políticas
hoje
em
voga,
são
mo
dernas,
são de hontem;
datam
ex-
actamente
do
tempo
da
Revolução.
Não
são
a
monarchia
temperada,
j
nem
mesmo
o
constitucionalismo; \
que
tudo
isso
é
muito
mais
antigo.
I
líU.
—
...
------
•
-----
■ ^nossas
esperanças?
fructo
da
arvore
revolucionaria.
EÍ
que
estremecem uguai
damos
esse
juizo
supremo,
aqui
Assim
é
que
nós os vemos
en-
mulas
pdilicas,
sem
se
recordarem
fileirar-se
sempre
ao lado
das
dynas-[sequer
do
conhecido
verso
virgilia-
!.• —
—
—
nn-------
_
■>—
1._
no;
'f
uneo
Danaos!
...........
Desmemoriados!
Alas
quem
deffende hoje
o
gal-
exalçada.
E
também
é
por
isso
mesmo
que
nós
olhamos
sempre
com
descon
fiança
para estes taes
homens, quer
isolados,
quer
formando
grupos
po
líticos
no
seio do grande
partido
chamado
liberal.
A
sua
acção na
governação
publica
não
póde,
a
nosso
ver,
deixar
de
ser
mais
ou menos
infesta
á
Egreja
Calholica,
alvo con
stante
das
seitas do liberalismo, seja
elle
philosophico ou
político.
Até
dos
mais
moderados
nos
,
arreceia-
mos,
porque
temos
sempre
presente
em
nossa
memória
a
grande
verda
de
exposta
por
um
illustre
publi-,
cisla
catholico
nos seguintes
lermos:
«Tão
impregnados
andam os
ares
d’
esta
péste
revolucionaria
ou
ma
çónica,
que,
se
a
todos
é
difíicil,
chega
a
ser
quasi impossível
a
quem
conversa
muito
de
perto
com
as
utopias
e
com
as ideias
políticas
dos liberaes o não
imbeber-se
del
ias,
e
não se
lhe transformarem
co
mo
que
em
sueco
e
em sangue,
mesmo sem
que
d
isso
se
apercebam».
A
exactidão
d
’este
asserto
facil
nos
seria
proval-a
até
com
os
es-
D.
M.
em-
esla
por
S.
Liquidação
Moeial.
Tal
é o
leina
que
a
revolução
escre
veu
modernamente
em
sua
bandeira.
A
este
grito
de
guerra
inove
se
o pu
nhal
n
is
mãos
dos reformadores
da
so
ciedade,
ao
mesmo
tempo
que
as labare
das
de
petroleo
illuminam
o
rnunio.
=Liquidaçã0
social!=-mas
o
que
gnifieam
estas
duas
palavras
que
a
»
e
esperanças,
outros
de
susto
e receio?
E
’
systema
adoptado
sempre
por
dos
os
grandes
revolucionários
chamarem
a
si
a
sympalfiia
das multidões.
E
como
o
erro, o
crime e
por
si
mesmos
se
desacreditam,
é
para
rnelli
r
se insinuarem,
que
com
palavras
e
phrases
pomposas,
procuram
adquirir
attrativos
entre
as
classes que
tem
por
fim
seduzir
e
alliciar.
Quando
surgia
a
revolta
do
protestan
tismo,
o
primeiro
cuidado dos
revoltosos
foi
conseguir
em
seu
favor
a
protecção
do
braço
secular.
A
revolução
fez-se então
pródiga
em
adulações
e
benefícios
aos
reis
e
monar-
chas,
aos quaes,
a mão
que
então
lhes
queimava
incenso,
se
reservava
para
mais
tarde
lhes
cravar
o
punhal.
Os
direitos
e
propriedades
da
Egreja
foram
o meio
de
que
a revolução
se
aproveitou
para
atlingir
o
seu
fim.
Mais
tarde chegou
a
sua
vez
aos
prín
cipes
e
monarchas
que se
haviam
deixado
illudir.
Foi
preciso
expulsar
os
reis;
e
a
re
volução,
sem
transviar-se
do
systema
ado
ptado,
arma
contra
elles
a
burguezia,
comprando-lhe
a
vontade
á
custa
d
’
aquel-
vlUglclLlUo,
ILilILdUVÔj
p<ll cipil 1 dotduUd
[de
mil
maneiras.
São
os
governos
liberaes
e
parlamentares
os
que
ainda
ihoje
fizem
a
apotheose
de
um
José
|II,
de um
Ghoiseul,
de
um
lanucci,i
enc
hem
d
’
enlh
usiasnio
de
um
Aranda,
de
um
Pombal,
cu
jas
maximas
adoptam,
e
cujos
exem
plos
seguem
à
risca
quando
se
trata
de
opprirnir
e
de
esbulhar
a
Egreja.
Pela
nossa
parle
intendemos
que
o
regalismo
e
o
gallicianismo
eram
cousas
más,
o
que
não
impede de
olharmos
o
parlamentarismo
como
coqsa
péssiTna.
Quem
detesta
aquel-
les,
não
póde gostar
d
’
este sem
ser
inconsequente,
porque
os trez
mon-
.
stros
brotaram
do
mesmo
tronco
e
surgiram
do mesmo
pensamento
de
rebellião
do homem
contra Deus.
Além
queria-se
elevar
o
rei, aqui
quer-se
elevar o
povo
sobre
a
Egreja
de
Jesus
Christo.
Variaram
as
for
mulas,
.mas
a
ideia
infernal
perma
nece
sempre a
mesma.
Vae
longo
o
nosso
arrasoado,
e
nós
temos
pressa de terminar
uma
questão,
que
talvez
só
o
tempo
virá
dirimir
em derradeira
instancia.
0
snr.
G.
de
A.
espera
grandes
bens
para
a
Religião, na sua
patria,
do
si-
uns
e
a
to-
o vicio
les
mesmos
despojos,
com
que
obtivera
a
benevoiencia
real.
Eram
dois
passos
agigantados
já,
mas
ainda
não
era
tudo.
Tornava-se
preciso
expulsar
a
burgue-
zia
do throno a
que
fôra
exalçada.
A
revolução
desejava
dar
o
remate á
sua
obra;
mas
para
isso
era
necessário
remover
previamente
o ultimo
obstáculo
que se
lhe
oppunha
á
sua marcha
trium-
phante.
E
para
isso,
emquanto
fazia
applau-
dir
nos
gabinetes
dos
governos
a
usur
pação
e
a
conquista,
penetrava
na
chou
pana
do
proletário
e
na
officina do
ar
tista,
vertendo-lhes
n
’alma
com
o
odio
ao
rico
a
guerra
ao
capital.
Tal
é
a
ideia
que
as theorias
e
os
factos
nos estão
dando
da
chamada li
quidação
social.
Não
constitue
um
direito, por
isso
que
é
a
negação
de todos
os
direitos.
Não
significa
o
allivio,
mas
a
exaspe
ração
da miséria.
Não
é
o
rico
enxugando
com
mão
caridosa
as
lagrimas
do
pobre,
mas
o
po
bre,
talando
de sangue
e
minas
a
pro
priedade
do
rico.
A
liquidação
social
é
a
guerra
ao
tra
balho,
o
roubo legalisado.
Representa
no
campo
dos
factos
a
des
ordem
e
a anarchia, que
o
philosophis-
mo havia
estabelecido
na
ordem
das
ideias.
E
’
finalmente
a
revolução,
desvairando
os
povos,
para
que
mais
livremente possa
concluir
na
sociedade
a
sua obra de
deso
lação.
Filha
immediata
do
socialismo
que a
produziu
no
seio
da
negação
religiosa,
a
liquidação social
não
é
pois
outra
coisa
mais
que
um
engodo
lançado
ás
classes
proletárias.
E
apesar
de
todas
as
promessas
com
que
tenta
insinuar-se
no
espirito
das tur
bas,
destruição, ruinas
e
sangue
formarão
sempre
o
seu
lugubre
cortejo.
A
historia
contemporânea
offerece
em
abundancia
provas
decisivas
d
’
esta
ver
dade.
A
Rússia,
a
braços
hoje
com
o
ter
rível
nihilismo,
é
mais
um
exemplo
que
deve
escramentar
aquelles
que
uma
vez
se
deixaram
illudir
pelas
fallazes
utopias
revolucionarias.
E
não
só
esses,
como
lambem
os
que
tem
a
seu
cargo a
direcção
e
o
regimen
dos
povos,
porisso
que
foi
á
sombra
do
liberalismo
iinpio,
perfilhado
mais
ou
me
nos
abertamente
pelos
governos
de
todas
as
nações,
que
a
revolução
assumiu
a
força
e
a audacia
com
que
a
vemos
acommet-
tendo
a
sociedade
em
seus
differentes
mo
dos
de
ser.
E
’ uma
lição dada
a reis e povos,
pois que
uns
e
outros
se tornaram
res
ponsáveis
dos
perigos
que
ameaçam
a
ordem
social,
em
suas bases
mais solidas.
M.
MARINHO.
GAZETILHA
Perseguição
á
imprensa.—
Con-
sla-nos,
que
o
«Commercio
do
Minho»,
vae
ser
chamado
aos
tribunaes
por
abuso
de liberdade
de
imprensa.
Consta-nos
lam
bem,
que
o
fundamento
da
accusação
consiste
n
’
umas
allusões
á
pessoa
de
D.
Affonso
XII,
feitas
pelo nosso
correspon
dente
de Madrid.
Limitamo-nos
hoje
a
dar
notícia d
’
esle
boato,
que
n
’
um
futuro
proximo
se
es
clarecerá.
Mais
tarde
mostraremos
quanto
é
perigoso
a
um
jornal
legitimista dizer
a
millesima parte, do
que
aíTirma
a
im
prensa
liberal,
quanto
se
apraz
a
oppres-
são hespanhola
em
se
alargar
pelos
do
mínios
d
’esle
paiz
tutelado,
quanto é
pre
judicial,
que
os
nossos
governos
fomen
tem
as
exageradas
exigências
d’
um
gabi
nete
estrangeiro,
que
se
sorri
todas as
occasiões,
em
que
se
lhe
desperta
a
tão
afagada
esperança
da
união
ibérica.
E
’
mais
uma
hespantiolada
dos nos
sos
caros
hespanhoes,
que
teem
suas
ten
dências
para
diminuir
a
liberdade.
Muito
bem
diz
o
snr. Pinheiro
Chagas
n’
um
dos
seus
livros:
nós
dizemos
liber
dade,
observa
o
malicioso
escriptor,
e
os
senhores
hespanhoes
dizem libertad,
por
que
em
tudo
teem
gosto
de
cercear
a
li
berdade.
A
satiie
do
'Santo
Padre.
—
No
extracto
que costumamos
fazer
dos
tele-
grarnmas
da Agencia
liavas
tivemos sem
pre o
cuidado
de
eliminar
o que
alli
se
dissesse
referentemente
á
saude
de
S.
Santidade.
Se
nós
já
de
ba
muito
os
conhecemos..
«Peço-vos também
que
façaes
chegar
a
todos
os signatários
da mensagem, tão
eloquente
e
tão
bella,
os
meus
mais
ca
lorosos
agradecimentos
—
Henrique.
»
Transcrevendo
estes
períodos,
não
po
demos
deixar
de accrescentar
com o
nos
so
collega
acima
citado
que
o
dia
de
Santo
Henrique
foi
fatal para
a Revolu
ção.
Oxalá que
a pobre
França
reconquiste
o
logar
d
’
onde
a
aífaslou
o negregado
li
beralismo.
«travez
«ia
provinein.—
Dizem
de
Vianna:
Terminaram
os tres
dias
da
feira
fran
ca
de
N.
Senhora d’
Agonia,
mas
conti
nuam
abertos
ao
publico
quasi
lodos
os
estabelecimentos,
sendo
agora
alli,
de
tar
de
e
á
noute,
o
ponto
de
reunião
da
so
ciedade
viannense.
A
concorrência
nos dias
da
feira
não
foi
tão
diminuta
como
por
ahi
se
disse,
porque
só
0
caminho
de
ferro
n
’
aqnelles 3
dias
teve
um
movimen
to
de
16.500
passageiros.
Junte
se
a
isto
o
grande numero
de
pessoas
que
veio
embarcado,
em
trens
e
a
pé,
e
teremos
uma
concorrência
importante.
—
Um
indivíduo
de Espozende,
que
em
Vianna,
na
rua
do
Roque
de
Barros
examinava
um rewolver
que
havia
com
prado,
foi
o
causador
de
uma
grande
desgraça,
porque
disparando se-lhe
de
re
pente
a
arma,
a
bala
atravessou
o
ventre
de
um
menor
que
ia
passando,
e
que
está
em
tractamento no
hospital
da
Mise
ricórdia,
d
’
aquella cidade,
mas.
segundo
di
zem,
sem
esperanças
de
salvação.
—Falleceu na
freguezia
de
Santa
Mar-
tha
de
Porluzello,
concelho de
Vianna,
a
menor
Alice, filha
do
snr.
Abiiio
de
Se
queira
Pinto
de
Queiroz
e
da
snr.a
D.
Branca
da
Costa
Lima
Pimentel
Quei
roz.
Os
entliolíci»
*
belgas.
—
Os
calho
-
licos
belgas
estão
sustentando valente e
heroicamente
a
lucta
contra
a
impiedade,
que se
quer
assenhorear
da
educação
da
mocidade;
impondo
a
fundação
de
escolas
alheas.
Por sua
parle,
os
calholicos vão
fundando,
á
sua
custa,
escolas
religiosas
em frente das
alheas.
E n
’esta
lucta
de vida
ou
morte,
es
tão
sendo
ajudadas
eflicazmenle
pela
abne
gação
e
dedicação
dos
instituidores
con-
greganislas,
segundo
nol-o
aflirma o
«Bien
Public»
de Gand;
«Podemos
annunciar,
segundo
infor
mações
de
fonte
auctorisada,
que mais
de 500
religiosos
instituidores communaes
pertencentes
ás
duas
numerosas
congrega
ções
do
paiz
wallon,
vão dentro
em
pou
co
abandonar
o
ensino
oflicial
para
se
dedicarem
ao
ensino
livre.»
Este
facto,
por
imponente
e
significa
tivo,
póde
passar
sem
commenlarios,
por
que falia
bem
alto
a
eloquência
dos
al
garismos.
Perguntaremos
simplesmente com
a
«Ordem»:
onde
se observam d’estes
actos
de
abnegação,
fóra
da Egreja
Catholica?
Bortugnezes
fallecido
*
.
—
Desde
31
de julho
a
2
de
agosto
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Serafina
de Oliveira,
22
annos,
sol
teira;
José Antonio
da
Costa
Villaça,
13
a.;
Antonio Dias
Nogueira,
24 a.,
s.;
Augusto
de
Medeiros
Dourado, 2o a.,
s.;
Antonio
Moreira
Cardoso,
36 a.,
s.;
João
Babo de
Araújo, 74
a.,
viuvo;
Anna
Fer
reira
de
Sá,
5o
a.,
s.;
José
Machado
Coe
lho,
60
a.,
c.
Universidade
de
Coimbra.
—No
cia
1
de outubro
será
aberta
a
Universi
dade
de
Coimbra
com o
juramento
dos
lentes.
Nos
dias
2,
3
e
4
proceder-se-ha
na
sala
dos
actos
grandes
á
matricula
geral.
No
dia
16
verificar-se-ha
a
oração
Qe
Sapienlia
e
a
distribuição
dos
prémios,
e
no
dia
17
a
abertura
de
todas
as
aulas.
Phenonieno.
—
Lê-se
no
«Monitor
Campista»,
folha
brazileira:
«A
snr.
a
D.
Balbina Maria
da
Concei
ção,
filha
do
snr.
José
Nunes Coutinho
e
esposa
do
snr.
Manoel
Amaro
Carneiro,
residente
na
freguezia
das
Dores
de Ma-
cabú,
neste
município,
no
logar denomi
nado
Ribeiro
da
Pedra,
deu
á
luz
3
crean
ças
do sexo
feminino,
sendo
a
1.
a
no
dia
16, a
2.
a
no dia
19
e
a
3
a
no dia
21
do
passado.
A
ea
3.
a
nasceram mor
tas
e
a
2.
a
falleceu
pouco
depois
de
nascer.
No
dia
24
falleceu
a desditosa
mãe
quando
ia
dar á
luz
um
4.°
filho
ou
fi
lha, que
deixou
de
nascer»!
Baptismo d
’
um protestante.
—
A
«Ordem» publica a
seguinte
consoladora
informação:
Agora
acabamos de
ler
na
«France
Nouvelle»;
Excedente
razão
tínhamos
de
prevenir
os
nossos
leitores
contra
os
boatos
alar
mantes
que
nestes
últimos
dias
teem
feito
correr
ácêrca
da
saude
do
Santo
Padre.
Os
Núncios
do
estrangeiro,
commovi-
dos por
esta
nova,
escreveram
para
o
Vaticano.
O
ern.mo
Cardeal
Nina
respon
deu
lhes
com
o
despacho
seguinte:
«A
saude
do
Santo
Padre
é
relativa
mente
boa.
Quando
mesmo
o
desejassem,
é
impossível,
por
muitas
razões,
qne
o
Papa
deixe
o Vaticano».
Featívidade.—
Festejou-se
ante-hon
lem
nos
Remedios o
Puríssimo
Coração
de
Maria,
havendo
de
manhã
Tercia,
mis
sa
solemne,
com Exposição,
e
de
tarde
vesperas,
um
excellenle serrnão
prégado
pelo
snr.
padre
José
Maria
de
Barros,
prior de
Monserrate,
na
cidade
de Vianna
do
Castello,
Ladainha
e
Bênção
do
San
tíssimo.
Exumes.
—
O
resultado
dos
exames
que continuam
no
lyceu
d
’
esta
cidade
foi:
No
dia
23:
—Geographia—entraram 6
—
iddiados
5
e
distincto
1,
que foi
o
snr.
José
da
Silva
Braga.
Desenho
(l.a
parle)
—
entrou
I
—
appro-
vado.
Desenho
(curso completo)
—
entraram
18
—
approvados
7
e
addiados
11.
Bjamentavel
«le
*
grȍa.
—
Ha
tem
pos
que
o
snr.
João
Evangelista
Gomes
d
’
Az.evedo,
thesoureiro
pagador
d
’este
dis-
tricto,
manifeslára
symptomas
de
aliena
ção
mental.
Ullimamente
os
seus
padeci
mentos
aggravaram-se,
e
estando
na
Po
voa
poz
termo
aos
seus
dias
arrojando-se
ao
mar.
Nova
rua. —
Pelo
snr. commendador
Joaquim Machado
Cayres, foi
oílerecido
á
camara
o
terreno
necessário
para
uma
nova
rua,
que
vá
de
Maximiuos
á
esta
ção
do
caminho
de
ferro.
Vneca
hydropliobn.
—
Foi
ha
dias
morta
a
tiro
uma
vacca
pertencente
ao
caseiro
das
Hortas,
a qual apresentára
lodos
os
symptomas
de
hydrophobia.
Keparafío
d’
ea
*
ra<lws.
—
Vão
ser
devidamente
reparadas
algumas
eslradas
d
’
este
districto, as
quaes
se
acham
em
péssimo
estado.
Para
isso
foi
ordenada
pela
direcção
das
obras
publicas
a
arrematação
de 8:000
metros
cúbicos
de
pedra
britada.
incêndio.
—
No
sabbado
de
manhã
deram
as
torres
signaes
d’
incendio
na
circumscripção
da
Sé. O
fogo
linha-se ma
nifestado
n
’
tima
casa
da
rua
de
Santa
Maria.
Foi
exlincto
de
prompto.
Abaoteeimento d
’agu»
da
cida
de.—
Já
começaram os trabalhos-
d
’
explo-
ração
d
’
agoa
para
abastecimento
da
ci
dade,
nas
proximidades
do
Bom
Jesus.
Foram
ordenados
pelo
snr.
Azevedo
Magalhães,
vice-presidente
da camara,
ser
vindo
de
presidente na
auzencia
do
snr.
dr.
Malheiro
da
Silva.
Collegio
de
S Caetano.
—
Diz
um
correspondente
do
Porto,
que
as
obras
do
novo
edifício
para
o
collegio
de
S. Cae
tano
'ão começar
em breve, sendo
o
pla
no
do
edifício
do
architeclo d
’aquella ci
dade,
o
snr.
Sardinha.
O
custo
do
novo estabelecimento
é
calculado
em
80
contos.
Só
nos
alicer
ces
serão
gastos
cêrca
de
11
contos,
por
causa da
grande
diflerença
de
nivel
do
terreno.
Caixa
do eorreio
no
Bom
Jesus
do
Monte.-
O snr.
direclor
do
correio
mandou
collocar
uma
caixa
de pequena
posta
na
casa
onde
se
vendem as
estam
pas
no
Bom
Jesus,
sendo
as
cartas
tira
das ás 10 h.
e
30
m.
da
manhã,
e
ás
S
h.
30
m.
da
tarde.
A
correspondência
é
alli
distribuída
ás
8
h.
e
10 m
da
manhã
e
1
h. 40 m.
da
tarde.
Carta
de
Henrique
V
—
A
«Na
ção» transcreve
da
«Correspondência
de
Saint-Cheron»
os
seguintes
períodos
d
’
utna
carta
do
excelso
Henrique
V
ao
snr.
con
de
de
Blacas:
«Li
com
a
maior
altenção,
e
direi
ainda,
com
uma
emoção sempre crescen
te,
lodos
os documentos,
sem
exceptuar
um,
do
enorme
masso
de
papeis
relativo
aos
festejos
de
Santo
Henrique;
«Na
impossibilidade absoluta
de
res
ponder,
como
muito
desejava,
a
todos
os
que
me
teem
dado
provas
de
dedicação,
que
tanto
me
impressionaram,
e
particu
larmente
aos presidentes
das
commissões
de
Paris,
encarrego-vos
e
a
Sainl-Victor
de
serem
para
cada
um
d’elles
interpre
tes
fieis
dos
meus
sentimentos
e
da
mi
nha
sincera
gratidão.
Baplisou-se
solemnemenle
na
Parochial
Egreja
de Santa
Cruz,
d
’esta cidade,
no
dia 18 d’
agosto
de
1879,
um
indivíduo
do
sexo
feminino,
de
edade
de 33
annos,
a quem
se
poz
o
nome
de
Lucia, filha
de Guilherme
Hibbard,
empregado
na fa
brica
de
gaz,
n
’esta
cidade.
«O
Ministro
do
baptismo
foi
o reve
rendo
coadjutor
de
Santa
Cruz,
Luiz
José
Maria
d
’
Almeida,
servindo de
mestre
de
ceremonias
o
reverendo
Antonio
Augusto
Coelho,
bacharel formado
em
Theologia.
«
V
profusão
de
lumes
na
Egreja
era
immeosa:
81 vellas
accesas durante
a ce-
remonia
do
baptismo.
«A baptisada, antes
de
receber
o
ba-
plismo,
foi
cathequisada e instruída
nos
principaes
myslerios
da
nossa
Religião;
affirmou
detestar
todos
os
erros
da
sua
religião
protestante,
promettendo,
debaixo
de
juramento,
seguir
em
tudo
as
decizões
da
Santa
Egreja
Catholica
Aposlolica Ro
mana,
e
de
transmiltir aos
seus
descen
dentes
esta
mesma
doutrina,
educando-os
na
mesma
Religião Catholica
Apostólica
Romana.
«O
Calhequista
foi
o
qne
se
assigna
—
Luiz
Josè Maria d
’
Almeida,
coadjutor
de
Santa
Cruz.
Canal
entre
o
mar
<?aspi«»
e
o
mar
Negro.
—
O
«
Vedomosli
», jornal
de
S.
Pelersburgo,
assegura
que
o
conselheiro
Danilofl fôra convidado
pelo governo russo
a
apresentar
um
relatorio-projecto
sobre
o
modo
de
ligar
o
mar
Caspio,
por
meio
de
um
canal,
ao
mar
Negro.
líortsa
e
prizAo.
—
Escrevem ao
«Diário
de
Noticias»,
de
Lisboa:
Torres
Vedras, 20.
—
No dia
15
do
corrente
foi
encontrado
morto
n’
um
po
ço,
no
logar
de
Fernandinho
freguezia
de
S.
Mamede
da
Ventosa,
Maria
do
Es
pirito
Santo,
viuva
e
de
avançada
edade;
ignora-se
por
emqu
nto
a
causa
d
’
esta des
graça.
No
mesmo dia,
no logar
do
Cadonço,
da
mesma
freguezia,
uma
creança
de
7
annos
andando
a
brincar, foi
colhida
por
uma
carroça
onde
queria
fazer
balou
ço,
causando-lhe
a
morte
qtiasi
inslan-
tanea
Deu
entrada
n
’
um
dos
dias da se
mana
passada, na
cadeia
d
’
esta
villa, por
ter
sido
capturado,
no
logar do
Vimei
ro,
d
’
esta
comarca.
Victorino
dos
Santos,
pronunciado
em
21
de
outubro
ultimo
por ier
voluntariamente
arremessado
com
uma
pedra a
José
Rodrigues
do
mesmo
logar,
do
que
resulou fraclurar-lhe
uma
perna.
Enveiienamento
por
meio
de
umas
luva
*
.
—
Um
jornal
estrangeiro
re
fere
o
seguinte
caso
de
envenenamento
por
meio
de umas
luvas:
Von
B,
indo
de
Schleswig
a
Berlim,
comprou,
em
Hamburgo,
um
par
de
lu
vas azues, de
pellica,
e
depois
de
estar
n
’
aque!la
capital
calçou-as
para
ir fazer
umas
visitas.
Pouco
depois
sentiu-se doente,
voltou
para Scheswig
e consultou
o
seu
medico.
Além
de
uma
debilidade
geral
em
to
do o
corpo, as
mãos
apresentavam
uma
erupção
estranha,
cuja
origem
o
medico
não
poude
descobrir.
O
doente,
rellectindo
sobre
a
appari-
ção da
enfermidade
nas
mãos,
lembrou-
se que a
causa podia
estar
nas
luvas
e
communicou
a
sua lembança ao
medico,
que
não
deixou
de
sorrir no
primeiro
momento;
porém,
depois,
pegando
nas
luvas
e
submettendo-as
a
uma
analyse
chimica,
reconheceu
n’ellas
uma grande
quantidade
de arsénico,
com
que
as
lu
vas
tinham
sido
preparadas;
isto
é,
a
pel
lica,
para
melhor
estender.
Eis
a
causa do envenenamento.
Erupção
em
perspestiva.—
-Um
telegramma
de Triesle,
recebido
por
uma
folha
de
Madrid,
diz
que
em
Wiclizka
(Gallitzia),
reina
grande pânico,
motivado
pelo
receio
de uma
erupção
de
aguas
subterrâneas.
O
governo
mandou
engenheiros
reco
nhecer
os
arredores
do
vulcão.
CoiiMervnção
«ta
*
uvas.—
A
’
«Ga-
zetla
de
la
Compagne»
communicarara
o
seguinte
modo
de
conservar
as
uvas, de
baixo
da
terra:
Ha
annos,
por
efleito
de
uma tem
pestade
que devastou
uma
vinha, algu
mas
cêpas
derreadas
de
uvas quasi
ma
duras
ficaram
sepultadas
no
sólo
durante
quasi
todo
o
inverno.
Na primavera
se
guinte,
ao
arrancar-se
a
vinha,
encontra
ram
se algumas
cêpas
com as
uvas
bem
conservadas
e
frescas
como
no
outomno.
O
viticulor
pensou que
as
uvas
pr°
*
ximas
do
sólo
poderiam
conservar-se
al
gum
tempo
do modo
seguinte:
praticou
uma
cova na terra e
lançou
n
’ella
os
ar(nenios
das
cêpas
carregadas
de
uvas,
ofocurando
que
os
cachas
não
locassem
L
terra
de
tnodo
algum, para
o
que
as
suspendeu
em paus
atravessados
e
finca-
nas
paredes
da escavação.
Em
seguida
cobriu
esses paus
com
ramos
e sobre
estes
uma
boa
camada
de
lerr3i
para
que
a
cova
ficasse
perfeita
mente
tapada,
e
as
uvas
livres do
con
tacto
do
ar.
Assim
deixou
as
uvas
todo
o inver-
oo« nos
u'limos
dias
de
março
descobriu
a
escavação
e
deu
com
os
cachos
tão
frescos
como
em
outubro.
ilussio.
—■
Entre
Bosna e
Schlussel-
bour,
fortaleza
e
prizão
russa
perlo
de
S. Petersburgo,
encontra-se
ou
encontra-
va
.
5
e
um
armazém
de
polvora
chamado
Nikobkor.
Segundo
parece,
muitos
des
conhecidos
trabalhavam
ha
mezes
em
pre
parar
subterrâneos,
que,
partindo
de
qua
tro
pontos
se
dirigiam
ao
centro do paiol,
cheio
de
dinamite
e nitro
ghlicerina.
Quando
tudo
estava
disposto,
deu-se
o
signal,
produzindo-se
quatro
explosões
sticeessivas,
ás
quaes.se
seguia
uma
es
pantosa detonação,
causando
o
desmoro
namento
de muitas
casas
de
lugares
pro-
ximos.
Os moinhos
de
moer
a polvora
e
o
edifício
desappireceram
absolutamente.
Os
nihilislas,
auctores
d
’
este attenla-
do,
esco heram a
occasião
em
que se
achavam
fóra
os
operários
em numero
de
quarenta
a
cincoenia,
mas
assim
mesmo
pereceram tres
vigias
e
a
guarda militar
alli estacionada.
Os
conspiradores
julgavam que
se
acha
va
no
interior
do
armazém
o
director,
coronel
Wiener, por fortuna
ausente.
Os
depositos
continham
cento
e
vinte
mil
kilos
de
polvora.
No
dia
30
do
mez
pissado
foram
justi
çados
mais
tres
reus
implicados
de
nilii-
lismo.
A
’
s
10
horas
da manhã
saiu
do
carcero
o
carro
dos
condetnnados, diri
gindo-se
vagarosamenle
pira
o logar
do
supplicio,
por
entre grande
multidão
que
auginenlava
á
medida
que
o
cortejo
avan
çava
para
o
logar
da
execução,
mostran
do-se
sempre
serena
e
silenciosa
e
pou
co sympathica
aos
reus,
pois
que
respon
dia
com
absoluto
silencio
aos seus
dis
cursos.
Passados
a'guns
minutos
parou
o
cortejo
diante
das
tres
forcas,
que
esta
vam
preparadas
e
pintadas
de preto.
Ef-
lectuou-se a execução
no
meio
de um
silencio
significativo.
Um
dos
condemnados,
qne
fora con
duzido
de
S.
Petersburgo,
confessou ter
sido
o
auctor
do
attentado contra
o ge
neral
Deutrelen.
Foi-lhe
encontrada no
acto
da
prisão
uma
carta
que o
com-
promeltia
de
tal
sorte
que
não
poude
dei
xar
de lazer
algumas
revelações.
A’
caridade
publiea. —
Muito re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da Costa,
morador
na
rua
de
S. Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3.»
andar,
que
se
acha
na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’
earitltide
publiea.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna
Joaquina,
de
8
annos
de
idade,
que
está
entrevada
ha
8
mezes.
Vive
em penúria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
ULTIMAS
NOTICIAS
Lisboa
23
—
«Diário»:
Despachos do
ministério do
reino
e
da
justiça
já
enviados.
Apresentados
os
presbyteros Francisco
Luiz
Ferreira Montalvão,
na
egreja
de
Villarelho
da
Raia, diocese
de
Braga;
Luiz
Clemente
Sequeira, na
de
S.
Pedro
do
Souto,
e
Manoel
João Varanda, na
de Tropeço,
ambas
da
Diocese de
La-
mego.
Declarada
sem
effeito
a
apresentação
do
presbytero
Manoel
G
tmes Tavares
de
Almeida,
na
egreja
de
Tropeço.
Decreto
mandando inserir
na
pauta
se
guinte
que o
cobre
simples
ou
ligado em
poeda em curso
legal
no
continente,
se
ja
livre
de
direitos.
Exonerado
o
actual governador
de
Macau,
sendo
nomeado
o
coronel
Quin-
tella.
Portaria
enviando ao
procurador
geral
da
coroa
a
exposição
documentada
do
snr.
Paiva
de Anirada,
consultando:
1.
”
Se
algumas
concessões
do
decreto
de
26 de
dezembro polem tornar eflecli-
sem
alterar as
leis
vigentes,
designa-
damenle
se
o
privilegio
para
a
explora
ção
de
minas
não
contraria
a
lei
de
11
de
dezembro
de 1869.
2.
°
Quaes
os
actos
necessários
da
parte
concessionária
para
entrar
no
goso
das
concessões.
3.
°
Se
os
actos
praticados
pelo
con
cessionário
teem
valor
jurídico
obrigatorio
para
o
estado.
Aviso declarando
que não
foram
accei-
tas
as
propostas
para as
construcções
na
Guiné.
Foi
aberto
novo
concurso.
Nomeada
uma
commissão
para
exami
nar
as
novas
propostas.
Na Bolsa venderam-se:
45
acções
do
Banco
Ultramarino
a
505000
reis;
20
di
tas
do
Banco Lisboa
&
Açores
a
915300;
25
ditas do
B
•inco
União
de Portugal
e
Brazil a
455
*
00;
4
obrigações da
com
panhia
das
aguas
de
coupon
a
815200;
5
ditas
prediaes
a
915800;
10
ditas
a 925000;
8
ditas
da Companhia
Fiação
de
Ttiomar
a
305000; 50
ditas
dos
caminhos
de
ferro
do
Mmho
e
Douro
de
coupon
externo a
895800;
10
ditas
a
905000;
4
ditas
a
895600;
20
ditas
de
coupons
internos a
895100;
10
contos de
reis
em
inscripções
a
50
98;
2
ditas
a
51;
40:000
escudos
de
fundos
hespanhoes
a
14,60.
Os fundos portuguezes
em
Londres
regularam
a
51
3|8
e
51
5|8;
os
hespa
nhoes
a
15
118; e
os
consolidados
ingle-
zes
a
97
7|8
e
98.
Paris
21.
—
A
Rússia
comprou
á
Ame
rica navios
cruzadores.
No
julgamento
dos
nihilislas
em
Odes-
sa,
cinco
foram
condemnados
á
morte
na
forca,
uma
mulher
a
deportação
e
22
a
trabalhos
forçados.
Constantinopla
20.
—
Está
fechado
o
mi
nisterio
da
guerra
porque
os
empregados
não
recebendo
os
ordenados
fizeram
greve.
Alhenas
21.
—
Foi
publicado
um
de
creto
chamando
ás armas
3
mil
homens
pertencentes
á
segunda
reserva
do
exer
cito
territorial.
O rei
adiou
a
sua
viagem ao
occi-
dente.
Paris
22.
—
Rebentou
um
enorme
in
cêndio
em Bordeox,
está
ameaçado
lodo
um
quarleiião
da
cidade.
Houve
um
tumullo
em
Paris
nos
jar
dins
do
Palais
Royal em
consequência
de
ler
sido recusada
a
execução
da
Marse-
Iheza pedida
pelo publico.
Paris
23.
—
Um
telegramma
publicado
pelo «Figaro»
diz
que
appareceu
o
cho-
lera
em
Oslende na
Flanders
Occidental.
Augmentam
os
tumultos
m
Bulgaria,
e
a
milicia
búlgara
é
incapaz
de
repri-
mil-os.
Lonlres
23
—
O
«Daily Telegraph»
an
nuncia
qne
na
semana próxima
se
reaíi-
sará
a
entrevista do principe
Bisnaark
com
o conde
de
Andrassy.
ANNUNCIOS
DECLARAÇÃO
Cândido
Augusto
Martins
Pinheiro,
ten
do
acceitado
0
juizado
da
meza
do
San
tíssimo
Rosto
do
Senhor,
venerado
na
rua
do
Forno,
declara
que
renuncia
á honra
que
lhe fizeram,
por motivo
de
divergên
cias
que
se
dão
entre
os
mesarios,
e
nas
quaes
se
não
quer
envolver
por
modo al
gum.
(2570)
EDITAL
A
Camara
Municipal
da
cidade
e conce
bo
de
Braga
Faz saber, que
foi
novamente
espa
çada
para
0
dia
29
do corrente pelas
11
horas
da manhã,
no
Paço
do
concelho,
a
arrematação
do
rendimento
do
armazém
por
baixo do
Tribunal
Judiciário,
por
tempo
d’um
anno,
com principio
em
30
de
selembio
proximo
futuro,
e
com
as
condições
que
acliam
patentes
na Secre
taria
Municipal.
Braga
22
d
’
agosto
de
1879.
E
eu Anlonio
Manoel
Alves
Costa
es
crivão
da Camara 0
subscrevi.
O
Vice
Presidente
Anlonio
Santos
Azevedo
Magalhães.
Arrenda-se
uma
quinta
em
Coimbra
com
óptimas
condições
para
residir
uma
familia que
tenha
filhos
para
educar;
quem
a
pretender
póde
fallar
com
0
snr.
José
Anlonio
dos
Santos
Coelho,
rua
do
Souto
em
Braga, que
dará
os
esclarecimentos.
(2568)
CAMBIO
LOTERIAS
Tem
distribuído
esta
casa
cerca
de
2.000:0005000
em
prémios
no
paiz e
Brazil.
O
cambista
Antonio
Ignacio
dat
Fonse
ca,
rua
do
Arsenal,
56
e
58,
com
filial
no
Porto,
Feira
de S
Bento, 33, 34
e
35,
faz sciente
ao
respeitável
publico
que
tem
sempre
nos
seus
estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de
bilhetes
e
suas
divi
sões
das
loterias
porlugueza
e hespanhola.
Satisfaz
lodos
os
pedidos
das
provín
cias,
ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com
prom-
ptidão
e
diminutas
commissões,
quer
se
ja
para jogo
particular
ou para
negocio.
iNas
terras
onde
não
tenha
ainda
corres
pondente
acceita
para seu agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que
dê
boas
refe
rencias.
Os
vendedores
leem
boas
vanta
gens,
sendo uma
d
’ellas o
poderem
re
cambiar,
o que
não
tenham
vendido, até
á
vespera
do
sorteio.
E
’
negocio
que
tem
tudo
a
ganhar
e
nada
a
perder.
Envia
em
lempo
listas,
planos
e
telegrammas.
O
l.°
sorteio,
é
o
da
loteria
de
Madrid,
em
26
d’
agoslo,
que
tem
o
seguinte
plano
(moeda
porlugueza):
1
de
-14:4005006
1
de
9:001'5000
1
de
3:6005000
1
de
1:8005000
2
de 9005000
36
de
4505000
1737 de
545000
1:779
prémios
Os
preços
dos
bi
lhetes
e
fracções d
’
es-
ta loteria
são os
se
guintes:
bilhetes
in
teiros,
55800;
meios
2:900;quintos
1:160;
décimos,
580;
frac
ções
de
480,
210,
120
e
60
reis.
O 2.°
sorteio,
é
o
da
loleria
porlugue
za,
em
29
d
’agosto,
que
tem
o
seguinte
plano:
1
de 8:0005000
1
de
1:0005000
1
de
4005
*
100
1
de
2005000
20
de
1005000
1
de
725000
589
de 105600
605
prémios
Os
preços
dos
bi
lhetes
e
fracções
d
’
es-
ta
loteria
são
os
se
guintes:
bilhetes
in
teiros,
45800;
meios,
2:400;quartos
1
:200;
oitavos,
600;
frac
ções
de
520,
440,
330,
260,
220,
130
110,
65.
55,
45,
e
30
rs.
O 3.°
sorteio,
é
0
da
loteria
de
Ma
drid,
em
5
de
setembro,
que
temo
seguin
te
plano
(moeda
porlugueza):
1
de
28:8005000
1
de
14:4005000
1
de
7:2005000
1
de
3:6005000
1
de
1:8005000
18
de
5405000
2
de
3605000
2
de
I8O5OOO
400
de
1085000
416
de
725000
837
prémios
Os
preços
dos bilhetes
e
fracções
d’es-
ta
loleria
são
os
seguintes:
bilhetes
intei
ros, 115600;
meios,
55800;
quintos.
25320;
décimos,
I5I6O;
e
fracções
de
600.
480,
240,
120
e
60
e
dezenas
de
65000,
45800,
25100,
15200
e
600
reis.
Os
prémios
saidos
n
’esta casa,
na
ultima
loteriajque
foi
a
porlugueza
em
19
de
agosto,
são
os seguintes:
—
2:417,
2005000;
605,
823, 3:097
e
3:653,
IOO5OOO;
459,
1:338,
1:560 e
3:760, 405000.
Chamamos
a
allenção
do
publico
para
um
ponto importante.
As
fracções da
nos
sa
firma,
tem
um
pertence
muito
mais
vantajoso
para
0
jogador,
que
0 das
ca
sas
das
províncias.
Por
exemplo: em
uma
fracção
da
nossa
firma
do
preço
de
600
reis
em
qualquer
sorteio
ordinário
da
lo
leria
de Madrid,
toca-lhe
na
sorte
grande
1:1005000
reis.
Em igual
fracção,
com
qualquer
dos prémios
mínimos
toca-lhe
45300 ou
35000
reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
de loteria,
um
dos
primeiros. O
qne
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico
e
em especial dos
que
não
vivem
nas
duas
principaes
cidades.
Os prémios
são
pagos
á
vista das
competentes
listas.
Querendo,
os
possuidores
dos
prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas
localidades,
por
meio
de
remessas
de
letras ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Rece
be-se
em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio,
valles,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier
aos freguezes.
Pedidos
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca,
rua
do
Arsenal,
56,
58
e 60,
Lisboa,
ou
Feira
de
S.
Bento,
33,
34
e
35,
Porto.
(2529)
Pelo juizo
do
tribunal
do
commercio
de
primeira
instancia
n’
esla
cidade de-
Braga
e
seu
districto
e
cartorio
do es
crivão
do mesmo
tribunal
—
Freitas,
—a
requerimento
de
José
Ferreira
de
Maga
lhães.
d
’
esla
mesma
cidade,
correm
édi
tos
de
40
dias,
citando,
requerendo
e
cha
mando
0
reo
Antonio
José
Martins,
do
logar
de
Via
Cova,
freguezia
de
Paredes
Seccas,
comarca d
’
Amares,
e
óra
auzente
em
parle
incerta
do Império
do Brazil,
para
na
segunda
audiência
do
expediente
de
este
juizo
do
commercio,
depois
de
pas
sados
40
dias
a contar
da
publicação
do
segundo
annuncio
na
folha
ollicial
e ou
tra
d
’
esta
localidade,
assignar
termo
de
confissão
ou
negação
de sua
assignatura
constante
da
letra
junta
nos
autos
d
’
onde
esta se
extrahiu,
sob
pena
de
se
haver
a
acção
por
confessada, como
dispõe
0 ar
tigo
1086
do
citado
codigo
commercial,
e
quando
compareça,
confesse
a
firma
mas
negue
a
obrigação,
prestar
a
garantia
or
denada
no
artigo
1087
do
mesmo
codigo,
e
ver
assignar-lhe
0
termo
de
tres
au
diências
para
contestar
sob
pena
de re-
belia
e
lançamento;
declarando
que
as
audiências
n
’
este
juizo,
se
fazem
ás
se
gundas
e
quintas-feiras
de
cada
semana,
não
sendo
dia feriado
ou
sanctificado,
porque
sendo-o
se fazem nos
immedia-
tos, no
tribunal
commercial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d’
esta
mesma.
Braga
18
de
agosto
de
1879.
O
escrivão
José
Firmino
cia
Costa
Freitas.
Verificado.
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
(2566)
Por
despacho
do
juiz
commissario da
massa
fallida
de
Antonio
José
da
Fonse
ca,
negociante
que
foi
n
’esta
cidade,
está
marcado
0
dia
29
do
corrente
mez,
por
10
horas
da
manhã,
afim
de
se
reunirem
todos
os
credores
da
mesma
massa,
no
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho, afim
de se
deliberar
sob
a
proposta
de
concordata
apresentada pelo
fallido,
ou
formar
contracto
d
’união
e
no
mearem administrador
á
massa.
Braga
19
de
agosto
de
1879.
O
curador
fiscal
(2567)
Azevedo
& Companhia.
EDITAL
A
Camara Municipal
da
cidade
e
conce
lho
de
Braga
Faz
saber
que
no
dia 5 de setembro
proximo
futuro
pelas 11
horas
da ma
nhã,
no Paço
do
concelho, se
hade
arre
matar
0
fornecimento
de
919
metros
cu-
bicos
de
pedra
britada
para
a reparação
da
estrada
d
’
esta
cidade
á Ponte
do
Por
to,
na
conformidade
das
condições
que
se
acbain
patentes
na
secretaria
da
mesma
camara.
Braga
16
de
Agosto
de
1879=E
eu
Anlonio
Manoel Alves
Costa,
Escrivão da
Camara,
0
subscrevi.
O
Vice
Presidente
Antonio Santos
Azevedo
Magalhães.
ALVIÇARAS.
Quem
achasse
uma cruz
d
’ouro,
per
dida
no
dia
da festa
da Senhora do
Carmo,
desde
a
rua
de
S.
Marcos
até
ao jardim, e
rua dos Capellislas,
e
a
queira entregar
n
’
esta
redacção,
receberá
alviçaras.
(2569)
BRINCO.
—
Achou-se
um
brinco d
’onro
0 qual
se
acha
na
mão
do revd.
0
abbade
de S.
Pedro
de Maximinos,
d
’esta
cidade.
A
pessoa
que
provar
pertencer-lhe
e pagar
0
importe
d
’
este
e
outros
annuncios,
se
lhe
entregará.
(2565)
ALUGA-SE
Uma
boa
morada
de casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do Anjo,
n.°
20
e
20
A.
Está
encarregado
de
a
mostrar
e tra
tar do aluguel
o
snr.
Oliveira, aferidor,
morador
na
mesma rua
n.°
22.
(2547)
PECHINCHA,
Vende-se
ou troca-se
por
casas velhas
—
a
bonita
casa
construída
de novo,
com
muitos
commodos
e
lindas
vistas—
situa
da
na
rua
de
S. Marcos, n.°
53.
Para
tratar, acha-se
auctorisado
0
snr.
Fran
cisco
José Ferreira
Torres,
negociante,
morador na
mesma
rua
—
e
póde-se
vêr 1
qualquer
hora.
(2542)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPHILATICO
GRANDE
FESTIVIDADE
Esta
injecção
é a
unica
e
eíficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
ma>s
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pbarmacia
Alvim, á Porta
Nova.
Em Coimbra, pbarmacia
Barata Di-
niz, rua
de
S. Barlholomeu
Deposito principal
no
Porto na
Phar
macia
Madureira, rua
do
Triunfo
n.°
742,.
proximo
ao
Palacio
de Chrystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs. (2506)
DA
J3
KOlIAIfilli
TC.TE
«S I TTM
A.S
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia
fabril
SINGER
tJ—rua
«le
S.
Vicente—
1Ç
Vende-se
ou
aluga-se
uma
mora-
da de
casas
n.°
8
na
rua
de
D.
Pedro
5.°
com
bons
commodos,
quintal e
boa
agua;
a casa
é
decente
pa
ra
qualquer
familia.
Tanto
para
uma
co
mo
outra cousa,
trata-se
na
mesma rua
casa
n.°
76.
(2559)
Os
altos da
casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e
10,
d
’esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construí
das
de novo;
tracta-se
com
Antonio
Sil-
verio
de
Paiva, na rua
de
S.
Marcos.
(2431)
No
sabbado
á
noite
illuminar-se-ha
a
montanha,
e
esca-
dorio do Monumento,
tocando
as
musicas
e
eslrondeando
os
fogos
d
’artificio.
No
domingo
de
manhã,
pelas
sete
horas,
sahirá
da
egre
ja
do
Bom Jesus
do
Monte
o
Clamor
que
vae
até
ao
Mo
numento
cantando
a Ladainha Lauretana,
e
os
cânticos
da
Virgem
ao
som
dos
instrumentos
músicos.
Em frente
da
Virgem
se
cantará
a
«Magnificai»,
e
se
resarão
outras
orações
em
favor
das
necessidades
da
Egreja
e do Summo
Pontífice,
terminando por
uma
allocução
ou
pra
tica
religiosa
feita
do
pulpilo.
A
’
s
onze
horas
começará
a
«Tercia»,
cantada
depois
de
exposto
o
Santíssimo,
seguindo-se a
Missa
solemne,
depois
da
qual
se
dá
a
Bênção
com
o
Santíssimo.
Pela
tarde
costuma
ir
nova
visita
ao
Monumento.
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
quÉ
.
todo
o mundo
conhece
e
que
nunca
tive-
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
machinas
de
costura!!! mais «o«49«q
Ua
em
1876.
A Companhia Fabril
Vende as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance de todas
as
fortunas,
a
prestações
de
soo reig
«emanueg
sem
prestação
de entrada
ou
10
por
cento
a
menos a
prompto
paga-
mento.
AtlGiHSi:
Vinhos
puros
do
Douro,
colhidos
em
casa
do
proprietário,
e
enviados
sob
a
vi
gilância
do
mesmo
para
esta
cidade.
Garante-se
a
sua
pureza,
e
agradeci
do
se
acceita
qualquer
analyse
que
pre
tenda
fazer-se-lhes.
Vende-se
no
campo
de
S.
Thiago
n.°
8 ou
na
rua
do
Farto
(traz
da
Sé)
n.°
9
a
20100
reis
o almude
ou
dezeseis
li
tros
e
oito
decilitros.
(2515)
COLLECilO
DO
BOM Sl
SSO
N
’
esle
collegio,
em
Villa
Nova
de
Gaya,
ao pé
da
ponte
pênsil,
admittem-
se
alumnos
internos
d’
ambos
os
sexos,
por
6,
7 e
8
mil
reis mensaes,
confor
me
as
edades.
O
ensino
da
leitura
é
pelo
systema de
João
de
Deus.
Dirigir ao
di-
reclor
M.
J.
G.
de
Mello.
’
(2554)
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
k>s, fazendo as vezes de
fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ighbl
. pharm>
ceulico em Aix (na
Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lbisoa,
osnr Barreto, Lcreto, n 0 8—30.
(225,)
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas, jg
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
b
__
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa quali-
dade.e preços
muito
resu
midos.
£
M
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
<31
Fieis
portuguezes:
Vinde
ao alto
do
Sameiro.
Vossas
tris
tezas
serão
dissipadas,
vcssos
males
sentirão allivio,
e
vossas
almas
ouvirão
as
vozes
de
Deus,
da
Viigem,
sua
Mãe,
e
da
mesma
natureza,
que
alli
falia
eloquentemente
aos
cora
ções.
(2564)
AHIlÃZIiãi
ííE
IHWii
DO
ALTO
DOURO
DA CASA
DF.
VILLA
POUCA
RUA
DO SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazem se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
>
v
»
»
.
190
»
Lagrima
....................................
200
» Branco
de
meza
........................
210
t
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
24'
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2,
a
........................
360
»
»
velho
................................
400
i> Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
....................................
700
>
Velho de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza 60
e
1 10,
c
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualque:
processo cbymico.
Caixa
penhorista
Brucarenue
na
Travessa
de
D.
Cualdim
d
’
esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa Casa
da Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o curativo de feridas no
Hospital
de S.
Marcos,
empenha
n
‘
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G,
Pereira
Bernardes.
Fabrica a vapor de fundição
ferra
e
melaes
Travessa
de
S.
João
—
Braga.
N
’
esla fabrica,
unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário da
mesma não
se
tem pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria á
altura
de
poder
compelir em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero do
Porto
e
outras
loca
lidades,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos
preços
que possam
ser
encontra
dos no Porto.
N’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de 5:000 kilos e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
avul
sas, como
são:
bnxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para moer
tintas,
pés
para
me
ras
de
mármore
ou de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer pres
são
até á
altura de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos de
nover
systema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e joelhos
para
agua,
de todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
lodos
os
tamanhos.
Além
d’
eslas obras,
que
ha
feito,
toma
encommendas
para
todas
que
possam
fazer-se
de
terro,
aço
ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
d’
esle
genero
principalmente
bombas
de
poços.
O
proprietário
Anlonio
Germano
Ferreirinba.
Precisa-se
d’
um
cosinheiro
habilitado
e
de
bom
comportamento.
Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção,
onde receberá
mais
esclarecimentos.
(2550)
CASA
Vende-se
uma,
d
’um
andar,
com
A
bom
e
grande
quintal,
boa
agua
■
de
poço
mieiro,
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.«
52
A.
Póde
vêr-se
das 2
horas
da
tarde
em
diante.
(2562)
VIVHO
VERBE, BOM,
PURO
E
GEVIIVU
Vende-se aos
almudes
e
meios
almudes
ao
preço
de
30600
rs.
cada
almude,
em
casa
de
seu
dono, no
campo
de
Santa
Anna,
n.°
53—
lado
de
baixo.
(2555)
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e
sapateiros
4
COMPANHIA FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o
publico
que te
nha
todo
o cuidado
para
não
ser enganado com as machinas
imitações, como algumas
pes
soas,
por
infelicidade d’ellas,
o
tem
sido.
As machinas
legitimas
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
Ceremonial
segundo o rito Romano
que
deve
observar-se
na
Ter cia
e
missa
conventual cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbytero
JOÃO
REBELLO CARDOSO DE MENEZES,
Vice-Reilor do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no mesmo
Seminário,
e
no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço
.....................................
120
rs.
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da Silva
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879j
Parte de Comércio do Minho (O)
