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-
COMmCIO
DO MINHO
REUIGiOáiA, POMTICA. K NOTICIO»A.
REDACTORES—D. Miguel Solto-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.
c
ANNO
Braga,
12 mezes....................1&600
■»
<>
»...............
850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada
linha. ....
20
Repetição
...........................
jy
.
r '
1
.‘J: /’
*
PUBLIGA-SÊ
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
2&000
»
6
»
..........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
10
;
N.° 975
a®
ec
.u
B&
Havendo-se
agitado
na
imprensa
portugueza
a
questão
da
formação
de
um
—
partido
calholico,
o
«Com
mercio do Minho»,
fiel
aos
seus
prin
cípios
de
tolerância
para com todas
as
opiniões,
que
não estejam
em
opposição
com
o
seu
programma
de
jornal
religioso
e
legitimista,
admit-
tiu
em
suas
columnas
uns
artigos
de
dous
dos
seus
esclarecidos
colla-
boradores,
advogando a
ideia
acima
alludida.
Podendo,
porém,
alguém
suppor
que
a
doutrina
ahi
expendida
re
presenta
o
modo
de
pensar
da
re-
dacção
d’
este
jornal
sobre
o
assum
pto,
os
abaixo
assignados
declaram
terminantemente,
que
aquelles arti
gos, assignados
por
seus
auctores,
teem
apenas
o
valor
de opiniões in-
dividuaes,
em que
esta
redacção
não
tem
solidariedade
alguma,
não po
dendo
porisso
dizer-se
que é
aquella
a
opinião
do
«Commercio
do Minho»,
como
inexactamente
se
lê
em
uma
nota
apposta
por
um nosso
collega
portuense
a
um
dos
alludidos
arti
gos,
que
transcreveu
em
suas
co
lumnas.
Para
desfazer
taes equívocos
fa
zemos
a
presente
declaração,
que
assignamos na
qualidade
de
redacto-
res
do
«Commercio do
Minho».
D. Miguel Solto-Mayor.
Custodio
Vellozo.
SABBADO
23 DE
AGOSTO DE 1879
Duas
palavras.
Agradecendo
e
aproveitando-nos
da
to
lerância dos
esclarecidos
Redactores
do
«Commercio
do
Minho»,
vimos
dizer
duas
palavras
á
«Nação».
Quando
escrevemos
o
nosso
modesto
artigo
intitulado—
O
Partido
Calholico
—,
foi nosso
unico
proposito
mostrar-á
luz
clara
da
historia
contemporânea
a
impre-
terivel necessidade
de
organisar a
união
catholica
entre
os
independentes
e
since
ros
calholicos,
que
sentem
comprimir
seu
coração
ao
relleclirem
nas angustias,
que
está soíírendo
a
verdadeira
Egreja,
ao
contemplarem
as
vexações
por
que está
passando
a
classe
clerical,
ao perscruta
rem
os
tristes
acontecimentos,
que
espe
ram
a
sociedade
portugueza.
Não
nos
proposemos
resolver
o
pro
blema
e
só
lançámos
dois
largos
traços
so
bre
a
parle
organica d
’
essa união.
Quem
n
’
ella
deveria ser admittido?
Ao
transpor
os
seus
áditos,
deveriam
todos
ser
obrigados a
arrear
suas
bandeiras
políticas, a
abandonar
seus
camaradas
de
bem
ou
de
mal afortunados
combales?
A
tal
respeito
nem
uma
só
palavra
proferimos. Sómente
dissemos:
Acerque
mo-nos
todos
do
estandarte calholico, nós,
®s
calholicos sinceros
e independentes.
Hoje, porém,
somos
obrigados
a
ex
pressar
o
nosso
sentir,
já
que
a
«Nação»,
orgão
auctorisado
do
partido
legitimista,
não
sympathiza
com
a
formação
da
união
catholica,
proclamada
e
defendida
pelos
jornaes
accentuadamente calholicos,
que
se
publicam no
paiz.
Mas,
desejando
nós, que
o
nosso
pen
samento
seja comprehen
lido mesmo
por
aquelles
que
de tudo faliam
e
de
nada
entendem,
permitta-nos
a
sabia
«Nação»,
que
façamos
algumas
rapidas
e
claras ob
servações sobre
outros
párrafos
de
não
menos
importância
do
seu
conceiluoso
ar
tigo
de
13
d'agosto.
A
«Nação»
abra
o
seu
artigo
dizendo:
«Alguns
jornaes
leem
fallado
na
for
mação
d
’
um
partido
calholico;
respeitando
a
opinião
dos
nossos
collegas,
nem
por
isso
deixaremos
de
emittir
a
nossa».
Louvamos
a
tolerância
do
orgão
do
partido
legitimisla;
que
seja
ella
resposta
decisiva
aos
que
o
taxam
de
intolerante,
que
seja
ella segura
garantia,
de
que
nos
concederá
a
liberdade
de
expor
nossas
sinceras
opiniões.
Depois
diz:
«Se
nos
convidam
para
pertencermos
a
este
partido,
responderemos,
qne esta
mos
filiados
n
’
elle,
desde
qne
tivemos
a
fortuna
de
ser
regenerados
pela
agua
do
baplismo...
Estamos,
pois,
filiados
no
par
tido
colholico,
ainda
antes
de
sermos
pa
ra
isso
convidados
por
alguns
dos
nossos
collegas da
imprensa...»
Até aqui
não
se
nos
levanta
diflficul-
dade.
Ha
pleno accordo. A
«Nação» já
perlence
á
união
catholica.
Não
é
preci
so,
pois,
empregar
nem as
dores
da
rhe-
torica,
nem
as
intimações
do
raciocínio,
para
a
conduzir
ao
nosso
campo.
Mas
depois
acrescenta:
«Vós,
dir-nos-hão,
sois
calholicos
e
políticos
ao mesmo
tempo,
e
é
isso
exa-
clamente
o
que
se
não
quer;
queremos
um partido
calholico,
só calholico,
e
ex-
tranho
a
política.»
Pelo
qne
nos
respeita,
diremos,
que
não
pretendemos,
que
se
organise
a
união
catholica, sem uma polilica;
queremos,
que tenha
uma política,
—a
polilica
ca
tholica.
Já
manifestámos
esta
ideia em
o
nos
so
humilde
artigo.
Dissemos
nós:
«para
que
o
inimigo commurn
nos
não prostre
no
primeiro
recontro,
é
necessário,
que
os
homens
dedicados
á
Egreja organisem
um
partido
de
polilica
catholica.»
Continua,
dizendo:
«Não contem
comnosco;
nós
não
en
rolaremos a
nossa bandeira
por
caso
al
gum...»
Louvámos
tão
firme
constância
em
seus
princípios.
E
’ ella o
titulo
mais
aulhen-
tico
da
nobreza
do
partido da
legitimida
de.
Ter
sacrificado
todo
o
passado
e
ex
por-se
a sacrificar
um
largo
futuro, por
haver
mantido
e
manter
ainda os prin
cípios
havidos por
verdadeiros,
é
proce
dimento
diante
do
qual nos
curvámos
respeitosamente.
Considere,
porém,
a
«Na
ção»,
que para
entrar
na
união
catholica,
não
exigimos tamanho
sacrifício, como lo
go
mostraremos.
Diz
depois:
«De
todas
as seitas
inimigas da
Re
ligião
a
peior,
a
mais
prejudicial
é
a
ma
çonaria...
Pois bem,
em
Portugal
ha
dois
campos
políticos
; estão
arregimentados
n
’
um,
todos
os
franc-maçons
;
o
outro,
condemnando
a seita,
só
póde
ter
entre
si
algum
maçon
disfarçado...»
Admitíamos,
que
seji
verdadeira
esta
aflirmação.
Dizer que
n
’
um
dos
dois
par
tidos
estão
arregimentados
todos
os
fran
maçons,
não
é
affirmar,
que
todos
os,
que
estão
filiados
n’esse
partido,
sejnn
franc-maçons.
Logo,
alguns
ha,
que não
pertencem
á
seita
mais
prejudicial
ao cathalicismo.
E
esies
poderão
ter
ingresso
na
união
catholica
.
«Mas—
insistirá
a
«Nação»
—se
taes
par
tidários
não
s-ão
maçonicos, são
liberaes
e
os liberaes
não
pódem
ser
calholicos;
não
devem, pois,
ser
admitlidos
á
união
catholica.»
Perdão!
Todos
sabem,
que
no partido
liberal
ha
homens,
que não
professam
os
princípios
modernos
pelos
quaes
se
rege
a
sociedade
portugueza
e
que
em
sua
grande
parte
se
oppõem aos direitos
da
Egreja
e diíTicultam
sua
acção
civilisado-
ra.
Filiaram-se
por
motivos
especiaes, sem
que seu
espirito
se
elevasse
á
consideração
de
semilbantes
princípios.
Ha
n
’elles,
pois,
capacidade
suflicien-
te,
para
serem
adrailtidos
á
união
catho
lica.
Pois bem,
aproveitemol-os,
se
se
di
gnarem
unir-se
comnosco
em
tão
santa
cruzada.
E
aproveitemos
também
os
que
se
não
filiaram
ainda em
partido
algum.
São
numerosos,
porque
a
descrença
política
já
se
apossoq
de
muitos ânimos;
são
honrados,
porque
preferem
viver
exula-
dos
a
rebaixarem-se
até
ao
baixo
nivel
d
’
uma
polilica
facciosa.
E
a
«Nação»,
continuando
em
seu
ar
tigo,
diz
ainda:
«Se
um
republicano
calholico
fôr
escre
ver
em
um
dos
jornaes
do
tal
partido
um
artigo
em
que
deixe
perceber
quaes
são as
soas
idéas
políticas,
pondes
o
velo,
porque
não
está
na
indole
do
jornal;
se
um legitimista ..
horror,
pois
um
jornal
do
partido
calholico
havia
manchar
as
suas
columnas
com
idéas
leg
ti
nistas»!
A
«Nação»
interpreta
mal
o
pensa
mento,
que
deve
presidir
á
união
catho
lica.
Todos
podem
seguir
a
polilica,
que
julgarem
preferível
e
defendel-a
no
livro,
na
folha solta
e
no parlamento, com
tan
to
que
não
oíT&Qda
nem
a parte
organi
ca,
nem
a
parte disciplinar
da polilica
catholica,
que
juraram
seguir.
Quereis
a
lórma
republicana?
Podeis
defendel-a,
porque
a
fórma
de
governo
não
póde
oífender
a
polilica
catholica.
Pretendeis seguir
os
princípios
republica
nos
t
Segui-os,
com
tanto
que
não
ofien-
daes a
crença
e
a
disciplina
da
Egreja
Catholica
que
são
a
base
da
polilica
ca
tholica.
Quereis
a
lórma
monarchica?
Podeis
defendel-a
pelo
mesmo
motivo,
que
dei
xámos
expendido.
Pretendeis
seguir
os
princípios
da
legitimidade?
Segui-os,
com
tanto
que
realiseis
a
condição,
que
é
exigida
aos republicanos.
Advirta
a
«Nação»,
que,
se
os
seus
princípios
políticos
são a
verdade
e
o
bem,
como
tão
piamenle
acredita,
nunca
terá
que
receiar,
pois
a verdade
e
o
bem
são
os
dois
polos,
em
que
se
sustenta
a
po
lilica
catholica,
por quanto,
ella
tem
por
baze
a
doutrina
da
Egreja,
que
é
a
ver
dade
e
o
bem.
Outras
considerações
faz
a
«Nação».
Parece-nos
que
se
dirigem
á
«Palavra».
Pertence-lhe,
pois,
a resposta.
Que
da
polemica, que
porventura agi
tarem,
nasça
a
luz
e
que
vejam
bem
a
verdade
e
que
a
acceitem.
para
que
haja
sempre
harmonia entre
os
dois
denodados
lidadores
do
catholicismo.
Lucrará
a
causa
da
Egreja,
em
vez
de
lucrarem
os seus
inimigos e
adversários.
Jámais
voltaremos
á
polemica,
porque
não
queremos
contrariar
nas
columnas
do
«Commercio
do
Minho»
o
modo
de
pen
sar
dos
seus delicados
e
esclarecidos
Re
dactores.
M.
d
’A
lb
(
íquerque
.
A
’
reilacçãw
<lo
«Commercio
d<»
minho».
Londres,
15
de
Agosto,
1879.
Em
o
n.°
970
do
Commercio
do
Mi
nho,
de
9
do
corrente,
encontro
o
se
guinte
paragrapho:
—
«O
RETRATO DO PADRE
ANTONIO VlEI-
ra
.
—
Era
voz
constante
contra
os
archeo-
logos,
que
existira
um
retrato
d
’
este
in
signe
Jesuita,
feito
em
Roma
e
tirado
do
natural
quando
elle
ali
estivera; e
d
’
este
retrato
se tinham
tirado
as
gravuras
que
tão
conhecidas
sam.
Tal
retrato
porém,
unico
que
se,
fizera
em
vida do
famoso
Jesuita,
e
d'apres
nalure,
o
qual
se
jul
gava
perdido
appareceu
finalmente
era
Roma,
d
’onde
foi
trazido
para
Londres
nos
princípios
d
’este
século;
por
um
col-
lector
de
curiosidades,
que o
deu
a
um
cavalheiro
Portuguez
ali
residente
igual
mente
apreciador
das
glorias
nacionaes.
Por
morte
d
’
esle,
um
dos seus
her
deiros
trouxe
para
Portugal
aquelle qua
dro.
que
hoje
existe
na galeria
do
snr.
D.
Luiz».
Segundo
muitas
probabilidades
— que
me
parecem
quasi
certezas—esse
valioso
quadro
pertence-me
—
,ou
devia
pertencer-
me
—
a
mim
;
pois tem
todas
as apparen-
cias,
de
ser
o
mesmíssimo
que
foi
rou
bado, com
tudo
o
mais que pertencia
a
meu
Pai,
quando elle
morreu,
logo
de
pois
da
entrada
de
Lisboa,
dos
consciencio
sos
Liberangas,
em
1833.
No
meu
volume,
Saraiva
e
Castilho,
a
Proposito
de
Muita
Cousa,
publicado
ha
dois
annos,
escrevi eu,
largamente
a
paginas
XIII
das
Circumslancias
Prelimi
nares,
a
este
respeito,
depois
de
fallar
de
uns
retratos
de
Vasco
da
Gama,
e
de
Chrislovão
Colombo,
na
galeria
de Woolwich.
O
que
eu
porém
muito
estimara
saber,
é
se
acaso
o
retrato
de
João
de
Barros,
lambem
se
encontra
na
mesma galeria;
pois,
em
minha
opinião,
não
é
menos
valioso
que o
de
Vieira.
Tendo-se-me dito,
primeiro,
que
os
dois
retratos
estavam
na
Casa
da
Imprensa
Nacional;
e
depois,
que
se achavam
na
Bibliotheca
Pubiica
(o que
estimei
ouvir),
fiquei
um
tanto
satisfeito,
por
pensar que,
se
me
tinham
sido
roubados,
ao
menos,
agora estavam
em
um
logar
apropriado;
como sendo
monumentos
taes
da
gloria
nacional,
e de
nossas leiras,
do
bom
lempo.
O
aclual
Visconde
de
Castilho
porém,
lendo
visto,
no
volume
que
lhe offereci
do meu
livro, aquella
asserção,
de
acha-
rem-se
na
Bibliotheca Publica
aquelles
quadros;
teve
a
bondade
de
escrever-me,
dizendo,
que
as
pinturas
dos
dois
Gran
des
Homens,
das
quaes eu
falava,
não
eram as
que
eu
julguei;
mas
outras
mo
dernas,
ou
copias,
mais
pequenas,
etc.
Pensando
eu
então
que
estariam
ain
da na
Casa
da Imprensa
Regia
(ou
Na
cional
—
como
pedanlescamente
a
chrismá-
ram
nossos
nojentos
e
plagiários
Liberan
gas);
recebi,
não
ha
muito
tempo,
do
snr.
Visconde
de
Jurumenha
a
negativa
também,
de
que
os
meus
ditos
quadros
origiuaes
e valiosos,
estivessem
agora,
ou
tivessem
estado
ha
muito,
na
Casa
da
mencionada,
e
chrisjnada
Imprensa Na
cional.
O
paragrapho
que
copiei
do
Commer
cio
do
Minho
deixa-me
pouca
duvida,
de
que
o
quadro
e
retrato
do
Padre
Viei
ra,
é
o
que
me
pertence,
e
me
foi
rou
bado.
Oxalá
qne
o
do
nosso
grande Histo
riador,
do nosso Birros, lá
esteja
tam
bém—o
qne
eu
muito desejara
saber;
pelo
interesse,
ao
menos,
da
honra
e
gloria
nacional,
de tempos
em
que
a
terra de
Portugal
produsia
Portuguezes.
A
respeito
do naãonalismo
de
vento
que
nossos
Liberangas
afleclam
e
blaso
nam,
lembra-me.
que,
indo
eu
passando
a
cavado, em
1821,
quando
Borges
Car
neiro
(bom
homem, e
patriota,
mas
que
tinha
estado
maniaco
em
casa
do
Reitor
de
Fonle-arcada,
meu
amigo),
gritava
que
tudo o que
era
fíeal
devia
ser
d’
ora
em
diante
Nacional;
um
cavalheiro
mui
sé
rio,
qne
me
acompanhava
no
passeio,
ao
notar
eu
a
puerilidade,
em
transformar
o
real
em
nacional;
disse
mm
socegadamenle:
_
«Não
ha
duvida,
é
essencial
a mudan
ça,
e
até
d
’ora
em
diante,
em
vez
de
realnunle,
devemos
dizer
nacionalmente
•.
A.
R.
SARAIVA.
CI1R0MCÃ ESTRÀNGEIRÃ
Se
os
leitores
querem
ver
o
como
a
republica
é
beroquisla na
França,
leiam o
seguinte
facto
relatado
pelo
insuspeito
chronista
do
«Primeiro
de
Janeiro»;
Nem
toda
a
França,
segundo
inferi
mos
«los
jornaes
de
Lião,
está
contente
com a
sorte
que
tem.
Assim,
tocando-se
o
outro
«lia a
Marselhesa
nos
-concertos
da
praça
Bellecour
d
’
aquelia
cidade,
houve
assistentes
qne
rompessem n’
uma
assoa
da.
A
manifestação
repetiu
se
por
segun
da
e
terceira
vez.
suscitando altercações
entre
os
que
applaudiam
e
assobiavam
e
tendo
a
policia
de
prender
ajguns
dos ma
nifestantes,
entre
os
quaes'
se
contavam
officiaes do
exercito.
Alguns d’
esles
foram
postos
em
liber
dade
por
um
capitão
dos
guardas
de
paz,
a
pedido
do
general
commante
da
6,a
di
visão
de
cavallaria.
Outros perturbadores
tiveram
igual
amnistia
por influencias
de
varias
pessoas
importantes do
partido
conservador,
o
que
levou
o
prefeito
a
pe
dir
a
demissão
do
commissario
que
os
soltou.
A
demissão
não
tardou
em
ser
concedida pelo
ministro.
—A
fraeção
do
centro,
no
landtag
prussiana.
acaba
de
publicar
um
manifesto
motivado
peias
próximas
eleições
e
cujo
texto
é
reproduzido
por
lodos
os jornaes
catholicos.
A abolição
das
leis
de
maio,
a
diminuição
dos
impostos
directos,
o
desenvolvimento
da
administração
autóno
ma
das
communas,
dos
dislrictos,
das
províncias;
eis
os
pontos
principaes
do
programma
que
o
partido
do
centro
pro
clama
de
novo,
dirigindo
a
lodos os
cor
religionários
o
convite
para
tomarem
parte
o
mais
aciivamenle
possível nestas
elei
ções,
cujo
resultado
será,
nas
circumstan-
cias
actuaes
d
’uma
importância
decisiva.
A «Gazeta
Nacionais, orgão
do
partido
nacional-liberal
aconselha lambem
aos
par
tidários
que sustentem
energicamente
a
luçta
eleitoral.
—
O
«Figaros
publica
um
arligo
ácêrca
da
Italia,
o
qual
pinta
bem
ao
vivo
a
si
tuação
d
’
aquelle
desgraçado
paiz.
Depôs
de
dizer
que a
Italia
é
um
vulcão
prestes
a
estallar, accrescenta: «O
filho
de
Viclor
Manuel
não
lhe
succedeu
momentaneamente
fsicj
senão
no
throno;
não
occupou
o
seu
logar
em
nenhuma
parle,
e
quando
iodas
as
lardes,
ahi
pc
las
6
horas,
apparece
com
a
sua
cara
pallida
e
enfermiça
no
Corso,
os
pas-
seiantes
apenas
dirigem
a
vista
á
sua
car
ruagem.
«Comprehende-se
que
é
só
uma
som
bra
que
passa,
sombra
precaria
e
melan
cólica, que
se
dissipará
ao
primeiro
sô-
pro
da
Revolução.
«Physicamente
o
rei eslá
ferido
nas
fontes
da
vida.
Basta
vel
o
para
ter-se
d’
isso o convencimento, e
nenhum
italia
no
abriga
a
mais
pequena
illusão.
Hum
berto
deita
sangue
pela
bocca
e
não
se
decide
a
ir
para
a
ilha
da
Madeira,
porque
comprehende
as
consequências
prováveis
da
sua
ausência.
«Não basta dizer
que
a
republica
eslá
imminente
na
Italia;
póde
assegurar-se
que
já
triumphou.
Só
falta
proclamal-a,
—diffi-
culdade
que
a
esquerda
póde
varrer
no
dia
que
convenha.
«Melhor
ainda que
na
França
os re
publicanos
estão
organisados
e
disciplina
dos
d’
uma
maneira
admiravel.
Teem
con
fiança
nos
chefes
qne formam
o
gabinete
e obedecem fielmente
ao
grupo
que
os
dirige.
«Humberto
conhece
esta
situação
que
o
anulla,
porém
nada
póde
fazer.
E’
pri
sioneiro
.
da esquerda,
e
espera,
pondo
a
sua confiança
no
imprevisto.
«Se
na
Europa
não
houvesse
mais
do
que
a
França,
os
amigos
italianos
de
Mr.
Gambetla
teriam
seguido
o
bom
exemplo
que
lhes temos
dado.
Mas
ha
a
Áustria,
e
principalmente
a
Alletnanha,
e
a
alliança
intima
dos
dois
impérios
atestada
pela
cordeal
entrevista
de
Gastein, dá
que pen
sar
aos
republicanos
do
outro
lado
das
montanhas.
«De
todos
os
modos
o
throno
eslá
mi
nado,
e a
monarchia,
repito
o,
não
passa
d
’
tim
phantasma,
como
esses
corpos
len
tamente
consumidos,
que
o
menor
sopro
converte
em
pó.
«Só
ha
utua incógnita,
o
exercito,
com
quem
todos
creem
poder
contar,
e
que
quiçá
está
destinado
a desempenhar
no
momento
supremo
um
papel
imprevisto.
Quem
sabe?
-O
grande
patriciado
romano
não
ac-
ceitou
a
queda
do
Pontificado,
nem
a
usurpação
piemonteza.
As
trez
quartas
partes
da
nobresa
poseram
o
Quirinal
em
severa,
quarentena.
«Para
não citar
senão um exemplo,
mas
exemplo
que
causa
grande
sensação
n
’
esta
raça
impressionavel,
o
principe
Massimo.
que
occupa
uma
das
posições
sociaes
mais elevadas
do
paiz,
aflecta
não
saber
onde
resiie
o
rei,
a
quem
não
quer
conhecer,
e
vae
em coche
de
grande
gala
ao
Vaticano
para ver
o
seu
verdadeiro
Soberano.
«Por
cada
coche de
aluguer
que leva
um
pertendente
ao
Quirinal,
duzentas
car
ruagens
correm
a
S.
Pedro,
ao
Vaticano,
á
Propaganda,
á
Cancelaria
pontifícia, ás
egrejas,
a
todos
os
logares
onde
a
vida
catholica
mantém,
com
o
movimento
in
domável
das
crenças,
a
actividade
provei
tosa.dos
negocios»...
Nós
sómente
observaremos
que
é
um
liberal
avançado
que
falia.
—Na
Alletnanha
applica-se
actualmente
com
o
maior
rigor a lei
contra
os
socia
listas.
Foram
expulsas
de
Berlim
muitas pes
soas.
Em Breslau
fizeram-se
immensas
vi
sitas domiciliarias,
colhendo
a
policia
grande
quantidade
de
escriptos
socialistas,
principalmente
exemplares
da revista
pu
blicada
em
Londres
pelo
snr.
Most.
Em
Bremen um empregado
no
fabrico
de
tabacos,
qne distribuía
escriptos
do
snr.
Most,
foi
preso.
Em
Chemmtz
também
foi
appre-
hendída
grande
quantidade
de
numeros
da
mencionada revista,
que apparece
de
15
em
lê dias,
sempre
com
titulo
di
verso.
Estão
em
processo as
pessoas
a
quem
foram encontradas
estas
e
outras
publi
cações
analogas.
—
Segundo
referem
alguns
collegas
considera-se
imminente
na
Rússia,
tanto
pelo
lado
do
governo
como dos
nihilistas,
uma
grande
explosão.
Augmenla
de dia
para
dia
o
numero
dos
revolucionários.
Chegou
a
lucla
ao
seu
auge,
sendo o
problema
a
resolver
qual
dos
dois
poderes,
o
governo
legal
ou
revolucionário,
empre
gará
mais
resistência
em
um
certo
e
de
terminado
tempo.
Propagam-se
os
incêndios
por lodo
o
I
império.
A
própria cidade
de Moscow
está
ameaçada.
E
enorme
a
agitação nos
governos
de
Tsheryne,
de
Koursh;
os
lavradores
tra
tam
de
vender
as
suas
terras por lodo
o
preço.
São roubados
os
cofres
públicos
sem
que
as
aucloridades
possam
pôr
côbro.
Foi
prezo
no
governo
de
Langarog
o
principe
Miski,
que
dirigia
o
movimento
revolucionário
n
’aquelle
sitio.
Foram
lam
bem
prezos
como
seus
cúmplices,
um
general,
tres
correios
e
vários
olliciaes
superiores.
â
À
1
a
& T 1 £1 I Ã
Festividade.
—Celebra-se
ámanhã
com
toda
a
pompa
na
egreja
do
conven
to
dos
Remedios
o Puríssimo
Coração
de
Maria,
com
missa
solemne, precedida
de
Tercia,
SS.
Sacramento
exposto
todo
o
dia, e
de
tarde vesperas
cantadas,
sermão,
ladainha
e
bênção
com
o
SS.
Sacramento.
E
’
orador
n
’
esla
solemnidade
o
revd.
0
prior
de
Monserrate,
de
Vianna
do
Cas
tello,
padre José
Maria
de
Birros,
e
a
musica
é
da
capella
dos
snrs.
Luiz
Ba-
plista
e
Esmeriz.
JW
ób
e
«
«Keformaí.
—
Esta
folha
evangélica,
como
ella
própria
se
chama,
que
se
publica
no
Porto,
diz
em
seu
n.°
2
de
21
d
’
agosto:
«Ao
«.Commercio
do
Minho»,
—
:
Es
ta
folha
que
se
publica
em
Braga,
e
que
n
’
esla
cidade
defende
as mesmas
ideias
religiosas
e
políticas
que
a
«Pala
vra»
apostolisa,
ha
oito
annos,
dentro
do
baluarte
das
nossas
liberdades
patrias
—
o
Porto
—
insere na gazetilha
do
n.°
971
uma
local,
assignada
por
tres
estrelinhas,
sob
a
epigraphe
Aderia,
com
o
fim
de
prevenir
os
ânimos
incautos
e cândidos
dos
seus
pios
leitores
ácerca
(palavras
tex-
tuaes)
de
uma
infame
propaganda
que
n’
a-
quella
cidade
se
anda
fazendo
com
uns
fo
lhetos,
onde
são
allacados
os
dogmas do
catholicismo.
Qne
o
«Commercio
do
Minho»
defen
da
o
lemma
da
sua
bandeira
—
Ihrono
e
altar-—
é
um
direito
que
nós
não
lhe
po
demos
negar; porém,
que
o
faça,
insul
tando
as
crenças
dos
outros,
servindo
se
de
uma
linguagem
de
soalheiro;
além
de
ser
uma
falta de caridade,
revela
ausên
cia
completa
dos
princípios
mais
rudimen
tares
da
boa
educação, e
é
contra
isto
que
nós
protestamos...»
Querem
saber
como
a
«Reforma»
en
sina
a
nunca
insultar
as
crenças
dos
ou
tros,
como
persuade á
pratica
da
virtu
de
da
caridade,
como
prelecciona
os
prin
cípios
mais
rudimentares
da
boa
educação!
Attendam
ás
suas
palavras:
«O
adjeclivo
infame,
com que
as
tres
estrellinhas,
—da
alludida
noticia
qualifica
a
propaganda
protestante, revela a
mais su-
pina
ignorância
da
religião
de
N.
S.
Jesus
Christo
e
do
seu
Evangelho.
Propaganda
hedionda,
negra,
e
infame
é
a
da'
seita
papista,
que
não
altende
aos
meios
para
conseguir
os
fins
da
Propa
ganda
que
merecia as
mais serias
e
escru
pulosas
atienções dos
governos
deste
paiz,
é
a
que
eslá
fazendo
em
Braga,
o
«Com
mercio
do
Minho», n
’
esla
cidade
a «Pa
lavra»,
e em
Lisboa
a
«Nação»,
ultima-
mente
chamada á
barra
dos
tribunaes
por
insultos
contra
a
pessoa
do
actual
rei
da
Hespanha.
Os
folhetos que
vós
alcunbaes
de
ím
pios
e
hereges
só
podem
prejudicar
os
vossos
mais
caros
interesses
pelo
motivo
de
conterem
em
suas
paginas
0
que
Jesus
Christo
exige
e
qu
r
do
homem para
a
sua
salvação,
e
é contra isto
que
os
mais
assanhados
cilholicos
papistas
barafus
tam...
Propaganda
verdadeiramente
infame
é
a
vossa,
pois
que
diariamente
concitaes
o
povo
contra
as
aulhoridades,
e insu
flai lhe
no
espirito
o
veneno
de
ruins
pai
xões...
Propaganda verdadeiramente
infame
é
a vossa,
pois
que
todos
os
annos
annun-
ciaes
indulgências
papaes
ao
povo,
extor
quindo-lhe
por
este
meio o suor do
seu
trabalho
para
augmeutar
com
elle
as vos
sas
rendas
e o
lhesouro
do
pobrezinho
de
Roma. .
Propaganda
verdadeiramente
infame é
a
vossa,
pois
que
ha séculos
tendes
des
figurado
a
historia
e
a
personalidade de
Christo...
Finalmente propaganda
verdadeiramen
te
infame
é
a
vossa,
pois
que
tendes
con
corrido
para
o indiíTerentismo
e
descrédito
da
religião».
Isto
é
que
é
ediíiante!
Quem
não apren
derá
aqui
a
mais
genuína
tolerância
reli
giosa,
a mais
acrisolada
virtude
da
cari
dade,
a
mais
fina
educação
de publicista?
Depois,
como
que
escarnecendo
de
seus
leitores
accrescenta:^
Agora
venha
a
excommunhão
do
«Com
mercio
do Minho»
sobre
nós,
e
emquan
to
que
assim
proceder
para
cornnosco,
nós,
pela nossa
parle,
como
chrislãos
aben
çoaremos os
que nos
perseguem
e
orare
mos
por
aquelles que
nos
calumniam».
Nós
agradecemos
á edificante
«Refor
ma».
Póde
continuar. Havemos
feril-a
cora
profundos boles
da
sua
çducaçao
de
publi
cista
soez.
Não
discutiremos
suas doutri
nas,
é
suíficiente
responder-lhe,
como
res
ponderia
um
galante
João
Tenorio
á
mis
siva d
’
uma
sua
irrequieta
apaixonada:
vol
te
folha
e
achará
resposta.
Sim, leia
«A
Reforma»
os
bons
tracladistas
da
dou
trina
catholica
e
encontrará
irrespondivel
resposta.
Se
o «Commercio
do
Minho»,
fosse
jornal
de
longas
controvérsia...
Que
pertmacia!
Desde
os
primeiros
sé
culos
da
Egreja,
que
os
apologistas
do
catholicismo
leem
refutado
os erros
de
lodos
os
reformadores
e estes importunos
a
quererem discutir
em toda
a
parle
e
por
todos
os
modos!
Lede,
lede,
homens
sem
fé
e
sem
cren
ças,
como
diz
o
auctor
clássico
do
«Qua
dro
de
S.
Bruno»,
e
vos
convencereis,
se
é
que
a
paixão
vos
não
ensombra
o
es
pirito.
Files
é
q«ie
o
dizem.
—
O
«Diário-
de
Noticias»
publica
a
seguinte
poesia
do-
poeta
popular
Luiz
de
Araújo:
Por
essas
terras
de
fóra,
—
a ordem
do
dia
agora,—é
fallar nas eleições,—
citar
immenso
zum-zum;
—
oão
ha
barbei
ro
nenhum,—
que
não
tenha
aspirações,
—a
proteger
figurões!
—
Marquezes
duques,
barões,
—
merceeiros, cangalheiros
—
relro-
zeiros,
fazendeiros,
—lavradores,
regedores,
—
o
velho, o
moço,
o
rapaz,
—
immenso
juiz
de
paz.
—
damas
até
do
bom
tom,
—
■
a
fallar
sem
tom
nem
som,
—
com
o
seu
mais
tino
tacto,—
escolhem
o
candidato,
—
que
lhes
é
mais
predilecto,
—
e
á
sua
política
affecto.
Um
diz
grilando
immenso,
—
queiman
do banal
incenso,
—
exclama
dando
um
berro:
—«
Ha
de
sair
o
Cereja,—
porque
ar
ranja ao
pé
da egreja,
—
mesmo
um
ca
minho
de
ferro.»
Outro
diz sae
o
Pancada,
—ou
então
o
Julio
Solte,
—
que
ao
povo
diz
que
promel-
te,
—
um
ramal
e
uma
estrada.
Outro
diz:
«Ha
de
sair,
—
José
Manoel
Silverio,
—
que promelteu
construir,
—
um
muro p’
ro
cemiterio.»
Outro
dtz;
—
«Caiam
os
votos,
—
no
pae
do
José
Diniz,
—
que
é
dos
nossos
mais
devotos,—
e
fará um
chafariz.»
Outro diz:
«Voto
no
Carlos,—
que
além
de bom
rapazola,
—
promette
pôr
cá
na
villa,
—
pelo
menos
uma
escola.»
Todos
votam
a
seu
modo,
—
com
a
tenção
de acertar,
—
e
eu
voto
não
ter
voto,
—
para
o
voto
não
me...
errar.
Se
ha
verdade n
’
esta
poesia do con
sciencioso
escriptor,
poderá
havel-a
no
resultado
das
eleições?... Respondam
os
homens
do
parlamentarismo.
Todos
teem
seu
campanario,
como
tão
excellenlemenle
indica
o
satyrico
poeta.
E
eis
a
razão
porque
nós
(fizemos
com
Monlesquieu:
«la
veitu
polilique
est
un
renoncetnenl
à
soi-meme,
qui
£st
toujours
une
chose
tiès-peniblé.»
Examei.
—
O
resultado
dos
exames
que
continuam
no
lyceu d’esta
cidade
foi
:
No
dia
20:
—
Geographia—
entraram
6
—
approvados
5
addiados
1.
Philosophia
—entraram
o
—
addiados
to
dos.
Mathematica
oral,
entraram
6,
appro
vados
2,
addiados
4.
No
dia
21
“
Mathematica
—entraram 3
—
approvados
2
e
addiados
1.
Philosophia—
entraram
4—
addiados.
Geographia
—
entraram
6—approvados 3
e
addiados
3.
Paa-aEjenH.
—
Da
mol-os
sinceramente
ao
snr.
Domingos
Pereira
d
’
Azevedo,
honra
do
negociante
do largo
do
Paço,
pelo
mo
tivo
seguinte:
Tendo
este
cavalheiro
ido
com
outros
indivíduos tomar
um
banho
ao
Val-do-Bico,
um
d'elles
afoilou
o imprudenlemente
a
que
atravessasse
o
rio
n
’
um
sitio
que
é
muito
perigoso.
O
snr.
Azevedo
propoz-
se
a
atravessal-o,
porém
ao
chegar
ao
meio
foi
envolvido
pela corrente,
e
só
muito
tarde
poude
ser
salvo
do fundo
do
rio
por
um
moleiro
a
quem
pediram
soc-
corro.
Chroeiea
Religiosa.—
Amanhã,
24:
Exposição
do
Santíssimo
no Salvador.
Segunda-feira,
nos
Terceiros
missa
can
tada
e
sermão
de
S.
Luiz.
Arr.iiiíi.
—
Hoje
á
noite
ha grande
arraial
em
S.
João-da
Ponte, para
fes
tejar
o
Senhor
do
Bom-Fim,
venerado
no
seu
oratorio
no
logar
da
Deveza,
e
cuja
funcçào d
’
egreja tem
logar
ámanhã
na'
capella
de
S.
João.
Festividade.
—
A
’manhã fesleja-se
no
logar
do
Penedo,
na
freguezia
de
S.
Pe
*
dro
de
Maximinos, o Senhor
da
Agonia-
Hoje
á
noite
ha
alli
arraial,
—
com
il*
lumitíação
e
fogos
d’
arliíicio.
de
S.
Geraldo.
—
A
80
*
ti
h
3
6
!
ci
0
rf
d
r
c
g
0
n
r
ti
I
v
c
a
t
c
Ç
t
í
(
(
i
I
I
(
i
I
í
f
I
1
I
I
1
1
ti»a
companhia
dramalica
do
Baquet
dá
hoie
um
espectaculo
com a comedia em
3
actos
as
Cerejas, a
opereta
em
1
acto
0
relogio
de
Claudino,
e
a
comedia
em
I
acto
o
Primo
Luiz.
Og
«yrolezea.
—
Assistimos
ao
espe-
ctaculo
que
os
tyrolezes
vieram
dar
em
0
nosso
theatro, coadjuvados
pela
Eslu-
ianlina
portuense.
Não saimos
desdontentes.
As
peças
musicas
da
Estudantina
agra
daram,
e
muito:
os
montanhezes
do Ty-
r
ol
mostraram-se
toleráveis.
Se
os bra-
carenses
não
foram
prodigos
em
lhes
pa
gar
bilhetes
d
’entrada,
a
plateia,
que
os
o
uviu,
foi
excessivamente
liberal
em
pal
mas-
Não
embolsaram
muito
dinheiro,
mas
receberam
muitos
applausos.
Do
mal
o
menos.
ttrnvez
«Ia
província.—
Dizem
de
Vianna:
A
feira franca
e
romagem
de
Nossa
Senhora
da
Agonia,
se
bem
que
menos
concorrida
do
que
nos
annos
anteriores,
ao
que
nos
parece,
lera
todavia
estado
muito
animada.
Todas
as
tendas
e
barra-
cas
leem
feito
mais
ou
menos
transac-
ções,
mas em escala
inferior
á
dos
an
nos
passados,
pelos
motivos que são ob-
vios.
Os
romeiros e
visitantes não
teem
porém
motivos
de
descontentamento,
por
que
lhes
sobram
as
distracções.
Na noite
de
segunda-feira
apresenlou-se
lindamenle
illuminada
a
fachada
do
Sancluario,
e
uma
grande
parle
do
campo
que
lhe
fica
fron
teiro.
Tocaram
até
perto
da
meia noute
duas
bandas
de
musica,
e subiram ao
ar,
em
muita
quantidade,
fogueies de
magni
fico
eífeiio
A
noute
conservou-se
de
uma
amenidade
inexcedivel.
Hontem
repetiram-
se
os mesmos
divertimentos,
havendo
além
de urna
grande
porção
de
fogo
do
ar,
o
costumado
fogo
prezo,
em que
se
distin
guiram
algumas
peças,
que
apresentaram
novidade,
mas
que
foram prejudicadas
pe
la
densa nevoa
que
á noute
sobreveio.
A
concorrência
no
campo
foi
enorme.
—
Dizem
de Vianna que
proximo
da
estação
do
caminho
de
ferro
de
Monle-
dor
fóra
apanhada
pelo
comboyo
uma
mulher
que
ia
passando,
e
que
íicou
morta
instantaneamente,
assina
como
um
boi
que
ella
conduzia.
—Na
semana
passada
falleceram na
ci
dade
de
Vianna
nove
pessoas.
A
impreiísn
eatiaolie»
em
Por
tugal.
—
São
do
nosso illustrado
collega,
«A
Ordem»,
os
seguintes
paragraphos:
0
«Apostolo» de
2
de
julho
passado,
insere
a seguinte
local:
iDonalivos:
De
1
a
30
de
junho
fo
ram-nos remellidos
pelas
pessoas abaixo
declaradas,
os
seguintes:
Para
o
jornal
«Apostolo»:
Vigário
Joaquim
José
de
Carvalho—
70$000
reis.
Padre
Manoel
Lourenço
—
5$000
reis.
Manoel
José
Teixeira
Júnior
—2^340.
Total
—
77^540
reis».
0
Brazil,
é
certo, acha-se
muito
tra
balhado
pela
revolução
maçónica;
a
reli
gião
é lambem
alli
perseguida;
mas em
compensação
ha
muitos
calholicos
d
’
acção,
ha
a
protecção
a
todo
o
emprehendimento,
a
toda
a
boa
obra
que
tenha
por
lira
cooperar
na
reforma
social,
promovendo
o
bem estar
da
sociedade.
E
corno
a
imprensa
catholica
é
hoje
m
eio
indispensabilíssimo
para
annullar
os
tristes
e
calamitosos
effeitos
da
revolução,
qua
<la
imprensa
se tem servido sempre
e
ainda
hoje
serve
para
espalhar
seus
grosseiros
erros,
açular
as
multidões
e
Çhamal-as
á revolta, d
’
ahi a protecção
á
lm
prensa
catholica,
arma
forte
e
neces-
saria
hoje
para a
defeza
da
Egreja.
E
essa
protecção
ejfecliva-se,
não
só
promovendo
o
maior
n.°
de
assignalu-
ras
aos
jornaes calholicos,
mas
fazem
mais:
dão subsídios
para
ajudarem
a
sus
tentai
as
emprezas
I
Só
n
’
um mez
recebeu
o
«Apostolo»
’7$549
rei
s
!n
Será
isto
o
que
se vê em Portugal?
Aqui,
onde a
imprensa
catholica
conslan-
temente
lucla
com
diídiculdades
para
con
seguir
viver,
e
ás
vezes nem isso?
Não
estamos
observando
lodos
os dias?
E
ainda
dos
subsistentes,
quem
sabe
o
que
será, se
o
abandono
conlinúa?
Era
Portugal
jí
não
queríamos
tanto:
Jã
nos davamos
por
muito
satisfeitos
se
menos
o
saccorro
e
auxilio
se
mani
atasse
pelas
assignaluras.
,
E
é
de
notar,
que aquelles
que
por
ev
er e
obrigação
deviam
prestar
auxilio
?
uuprensa catholica,
recusam-lho,
para
fem
dil-o
á
imprensa
noticiosa e
liber
tina!
Por
quanto tempo assistiremos
a este
espectaculo
desolador,
e
vergonhoso?
IVihiliHtas
em
Heipanhn.
—
Além
dos
incêndios
que
noticiou
o
nosso
illus
trado
correspondente
de
Madrid,
e
d
’outros
que
teem
sido
noticiados
pelos
jornaes
te
mos
ainda
os
seguintes:
Ha dias foram
incendiadas
ein
Huelva
nove
casas
de
campo
sem
que
os
crimi
nosos
tenham
ainda
sido
presos.
Os jor
naes
dão-nos
noticia
de
outros
fogos
um
no
caminho
de
Beas,
outro
de
muita
con
sideração
nos
pinhaes
d
’
Aljaraque
e Cartaya.
Foi
lambem
destruído
por
um
violento
incêndio,
na
serra
de
Cuenca,
um
grande
deposito
de
madeira.
Foram
baldados
to
dos
os
esforços
empregados
para
extin
guir o fogo.
Dizem
de
Salamanca
que
houve
in
cêndios
na
azenha
do
Muladar
e
nos ba
nhos
do
mesmo
nome;
n’
uma
padaria
de
Vigo e n
’
uma
mercearia
contígua;
em
qua
tro
curraes
de Huercanos;
no
monte
de
Corrales
(Zamora)
e
n
’outros
pontos.
líinaR
de
ouro.
—
Foram
descober
tas
na
Australia,
nas
margens
do
Pieman,
ao
occidenle
de
Tasmania, ricas minas
de
ouro.
Foi
recebida
com
grande
enthusiasmo,
em
todo
o
continente
austrasliano,
a
no
ticia
d
’
este
importante
descobrimento.
Titulo concedido
por
o
Santo
Padre L«ã« XIII. —
O
Santo
Padre
Leão
XIII
acaba
de
conferir
o
titulo
he
reditário
de
marquez,
ao
conde
Gerard
de
Naurois,
bisneto
do
fallecido poeta
francez
Racine.
Assassínio.
—
No
quartel
do
regi
mento
II
de
infanteria,
em Thomar,
foi
ha
dois
dias
assassinado
com
3! bayo-
netadas
um
soldado do
mesmo
corpo,
que
passava
por
uma
das suas mais
morige-
radas
praças.
Parece
que
já
fóra
prezo,
por
suspeito,
um
dos
camaradas
di
vi-
ctima
e
são
grandes
as
diligencias
para
se
descobrirem
auctor
e cúmplices em
tão
horrido
atlentado.
—
Eis
mais
alguns
promenores
d’
este
as
sassínio:
Thomar,
18.
—
Continuam
as
indigações
e
as pesquizas, para descobrir
o
veo
que
parecia
encobrir
o
grande crime.
H<>je
já
podemos
avançar
mais
algu
ma
cousa, sem
compromelter o
sigilio
ne
cessário
para
bem
da
justiça.
Acham-se
prezos
dois soldados,
o
93
da
3,
a
compa-
pan-hia,
Hermenegildo,
e
o
HO
da
mesma
Antonio
da Graça;
o
primeiro
natural
do
Rocio
de
Abrantes,
e
o
segundo
de
Car-
regueiros,
concelho
de
Thomar.
Entre
as
mil
versões
que
correm
n’
es-
la
cidade,
a que
parece
mais
verosímil,
com
relação
ao crime, e
que se acceila
sem duvida,
consiste
em
que
os
dois
sol
dados,
sendo
íntimos
amigos
do
quarte-
leiro, e
sabendo
os fundos
que
elle
pos
suía,
e
mais
o
que
elle
guardava
de vá
rios
camaradas,
combinaram
de
commum
accordo
desfazer-se d
’elle
por
qualquer
meio
para
se
locupletarem
com
tudo
que
elle
tivesse.
Assim fizerem.
Bateram-lhe
á
porta
entre
a
meia
noite ás
tres da
madrugada,
com
o
fim
de
lhe
compra
rem
cigarros.
O
quarteleiro
abriu
a
porta
e
recebeu
pouco
depois
uma
grande
pan
cada
na
nuca,
que o prostrou
immedia-
tamenle.
O
numero
110
pedira
para
estar
n
’es-
se
dia de
guarda
ao
quartel,
sendo-lhe
concedido.
Ao
toque
de
alvorada
saiu o
93,
e
logo
se
dirigiu
a
casa da amante,
e
de
clarou-lhe
o
que se
passara.
Houve
des
confianças
da
mulher
e a
aucloridade
man
dou-a
prender.
Na
administração
a pre
za
fez
um
depoimento,
que deu
em
re
sultado
a
immediata
prizão
do
110.
A
’
cerca
deste
sojdad.o,
devemos
nar
rar
um
facto
que
merece
mencionar-se.
Quando
se
descobriu
o
crime
foi
no
meado o
HO
para
estar
de
sentinel-
la
ao
cadaver.
No
dia
immedialo
ain
da
lhe
pertenceu
ir
na
guarda,
que
de
via
dar
as
tres
descargas
fúnebres;
mas,
como
no
cemiterio
não
tivessem
aberto
a
cova com dimensões
convenientes
para
receber
o
caixão, foi
necessário
nomeàr-
se
uma
força
para
alli
ticar
de
guarda
ao
cadaver,
emquanío
se
procedia
áquella
operação.
Novamente
foi
nomeado
o
HO.
N
’essa
occasião o
homem
mostrou-se
muito
agitado
e
o
sargento
perguntou-lhe
o
que
tinha.
—
Admiro
como
haja
um
homem
que
faça
isto
a
outro—respondeu
elle.
VariafSes atint»»pl
*
erisi
*
«.
—
■
Di
zem
os
aslronomos
e
meiereOlogistas
com
petentes,
a
proposito
do
tempo
anormal
que
tem
reinado
em
1879,
que
existe
certa
relação
entre
os
annos
seccos
ou
húmidos
e
as
manchas
do
sol.
Nota
o
snr.
Meldrum
que
nos
annos
em
que as
manchas
se
mostram
nume
rosas
na
superfície
solar,
se
vêem
pas
sar
mais
cyclones
que
de ordinário no
oceano indico,
entre o
equador
e
a la
titude
de
25
graus
sul.
As
manchas
solares
apparecem
pe
riodicamente.
Durante
7
annos
e
meio
o
numero
de
manchas
vae
diminuindo;
au-
gmenta
depois até
atlingir
o máximo
du
rante
tres
annos
e
meio.
Todos
os
dez annos,
ao
máximo
das
manclfãs
corresponderá
ao
oceano
indico
um
anno
abundante
em
tempestades;
to
dos
os
10
annos
corresponderá
ao
míni
mo
das
manchas
um
anno
secco.
Na
Europa
succederá
o
inverso.
O
máximo
das manchas
coincidirá
cem
um
anno
secco
e
o minimo
com
um
anno
chuvoso.
Assim
em
1866,
houve
chuvas.
Não
se
notaram
namchas
no
sol;
em
1870,
anno
muno
secco, notaram
se mais
de 3:000
manchas.
Em
1879,
depara-se
novamente
com
o
minimo
das
manchas.
Portuguezes
falleeidog.
—
De
31
a
2
de
agosto,
falleceram
no
Rio
de
Ja
neiro
os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
Serafim
de
Oliveira,
22
annos,
sol
teiro;
José
Antonio
da
Costa
Villaça,
13
a.;
Antonio
Dias
Nogueira,
24
a.,
s.;
Au
gusto
de
Medeiros
Dourado,
23
a.,
s.;
Antonio
Moreira
Cardoso,
36
a.,
s.;
João
Babo
de
Araújo,
74
a.;
viuvo;
Anna
Fer
reira
de Sá,
53
a.,
s.;
José
Machado
Coe
lho,
60
a.,
casado.
ILTIHAS
XOT1CIAS
Lisboa
20
—«Diário»:
Transferidos
os
professores:
da
fregue
zia
de
Alvize,
concelho
de
Moimenta da
Beira,
para
S. Romão,
concelho
de
Ar-
mamar,
e
vice-versa
os
de
Fragosella,
concelho
de Vizeu,
para
Soulello,
conce
lho
da
Pesqueira.
Providos
por
3
annos:
João
Baptista
Figueira,
na
cadeira
de
Caparosa,
conce
lho de
Tondella;
e
na
de
Abbadim,
con
celho
de
Cabeceiras
de
Basto,
João
Casi-
miro
da
Costa.
Transferido
o
professor
de
Mollelos,
para
S.
João
do
Monte,
concelho
de
Ton
della,
e
vice-versa.
Idem
21.
—No
proximo
mez
de
setem
bro principiará a funccionar
para
a
Áfri
ca Occidental
uma nova
carreira
de
vapo
res
da
companhia
ingleza,
sendo
agente
em
Lisboa
o snr.
Eduarlo
Pinto
Bisto.
Na
Bolsa venderam-se:
10
acções do
Banco
Lisboa
e
Açores
a
94$000
reis;
24
ditas
da
Companhia
Predial
a
16^330;
20
ditas
da
Companhia
de
Credito
Com
mercial
a
8$000;
40
obrigações
da
Com
panhia
das
Aguas
a
84$200;
4
ditas
pre-
diaes
a
92$200;
50
ditas
a
92^5000; 10
do
empréstimo
da camara de
Lisboa
a
88$400;
16
ditas
dos caminhos
de
ferro
do
Minho e
Douro
a 89$300;
26
ditas
a
89^200;
12
ditas
externas
a
89$500;
15
contos
em
inscripções
a
50,92;
2
ditos
a
51.
A
alfandega
rendeu
hoje
a
quantia
de
10:852^984 rs
Roma 19
—
Aggravaram-se
os
padeci
mentos
do
general Garibaldi.
A
Italia
reclamou
do
Chili
uma
indem-
nisação
de
seis milhões.
Vienna
19
—
0
imperador
Francisco
Jo
sé
regressa
amanhã
a
Vienna,
e
então
se
resolverá
se
o conde
Andrassy
persis
tirá
em pedir
a
demissão.
Paris
19
—Um
telegramma
de Haya
aununcia
que
está
constituído
o
ministé
rio
hollandez
da seguinte
fôrma:
Van
Lynden,
ministro
dos
negocios
es
trangeiros.
Dr.
Sid,
ministro
do interior.
Londres
20
—
0
«Standard»
diz
que
a
Inglaterra
é
a
nnica
potência
que
não
foi
convidada
a
enviar
oíficiaes
para
assis
tirem
ás
manobras
do
exercito
russo.
As
republicas
do
Chili,
Peru
e
Bolívia
ainda
não
responderam
ás
offerlas
de
me
diação
dos
Estados-Unidos.
Londres
21.
—A
Porta
reclamou
vários
territórios
indevidamenle
cedidos á Ser
via.
Ha
sério desaccordo
entre
os
commis-
sarios
russos
e
inglezes,
encarregados
da
delimitação
das fronteiras
na
Azia
menor.
SECÇ10 D£
C0MMU1ÍIC1D0S
Snr.
redactor.
No
dia
13
de agosto teve
logar
na
egreja
matriz de Villa
Nova de
Famalicão,
um
solemne
Te-Deum,
em
acção
de
gra
ças
pelo
feliz restabelecimento
de S.
Ex.
*
Revd.
ma
o
Snr. D.
João
Chrysostomo de
A
morim
Pessoa,
Arcebispo
e
Senhor
de
Braga,
*
Primaz
das
Hespanhas.
A
iniciativa
d’
esta
solemnídade
impo
nente
partiu
do
digno
arcipreste
da
co
marca
de
Famalicão,
o
revd.‘n
°
snr.
Do
mingos de Magalhães
Silva
e
Barros,
ab-
bade
de
Gavião,
que
para
este
fim
insta
lou
urna commissão
presidida
por
elle
e
composta
dos
revd.
os
abbades
de.S.
Thia
go
d
’
Antas,
Villa
Nova de Famalicão,
Santa
Maria
de
Arnoso,
Santa
Maria
de
Abbade,
Vermoim
e
do
conego
Campos.
O
acto
religioso
principiou
ás
5
horas
e
10
minutos
da
tarde,
e
esteve edifi
cante.
Tomou
a presidência
e
officiou
o
ex
310
snr.
José
Alves
Pereira
da Fonseca, co
nego
abbade
de S.
Thiago
d
’
Antas,
e
ser
viram
lhe
de
ministros
assistentes
os
rev.os
snrs.
abbades
de
S. Miguel
das Aves,
e
de
Dellães.
Exposto
o
Santíssimo
Sacra
mento
no throno
e
cantado
o
Tanlum
ergo,
o
oíTiciante
entoou
o
hymno
—Te-
Deum
laudamus,
que
foi
desempenhado
rasoavelmente
pela
orchestra
dos
snrs.
Paivas
de
Ruivães,
sobresaindo
o
solo
Dignare
Domine,
do
revd.0
parocho
de
Vermoim.
A
egreja
estava
primorosamenle
ador
nada,
sendo
a armação
do
snr.
Manoel
da
Cunha,
da
mesma
villa;
e
foi
tal
o
esmero,
bom
gosto
e
aceio que
deu
á
armação,
que
foi premiado
pela commis
são.
Assistiram
51
eccletiaslicos,
sendo
33
parochos,
alguns
dos
quaes,
octogenários
e
não
mui proximos
da
villa,
compare
ceram
da
melhor
boa
vontade.
Assistiram
os
exc.
mos
snrs.
drs.
juiz
de
direito da
comarca,
delegado,
administrador
do
con
celho,
alguns
membros da
camara,
exc.m(>
barão
de
Joanne,
juiz
ordinário,
e
a
res
peitável
Ordem
Terceira,
com seu
unifór-
me,
além
d
’
um
concurso
numeroso de
gente
d
’
aldeia,
e
muitas
snr.
as
e
cavalhei
ros
da villa.
Antes
do
Te-Deum
subiu
ao
ar
uma salva
de
21 tiros,
e
outra
igual
no
fi
m.
As
despezas
foram
feitas
á
custa dos
donativos
espontâneos
dos
ecclesiaslicos,
e tão
generosos
e
cavalheiros
se
mani
festaram,
que
não
só
nenhum
se
recusou
a
subsc
ever,
mas
até
houve
um
saldo
de
contas
não
pequeno,
que
vae
ser
des-
tribuido
aos pobres,
ou
applicado
em
uma
obra
de
beneticencia
que
a commissão de
liberar.
Louvor ao
digno
snr.
arcipreste
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
que
d
’
um
modo
tão
eloquente
testemunha
o
respeito
pelo
seu Prelado,
e
com
este
e
outros
factos,
com
que
assignalou
o
começo
do seu ar-
ciprestado, tem
já
conquistado
as
sym-
patias
geraes.
Louvor
aos revd
os
paro
chos
e
ecclesiaslicos
d
’
este
concelho, que
assim
adherem
ao seu chefe,
e
tanto
se
enthusiasmam
pela
causa
da
religião
e
esplendor
do
culto
catholico.
O
publico
aceitou
esta
reunião
e
o
solemne
Te-Deum
como
um testemunho solemne
e
inequí
voco
de
que
o clero
de
Famalicão
é
unido
entre-si;
é
respeitador
do
seu digno
Pre
lado,
e
das
auctoridades
ecclesiasticas;
possue
sentimentos
nobres;
cotnprehende
e
sabe desempenhar
a
alta
e
divina
mis
são
do
sacerdócio...
ANNUNC10S
A
camara
deliberou
mandar
propinar
veneno
aos cães vadios desde
o
dia
25
do
corrente
á
noite.
Braga
22
d
’agoslo
de 1879.
O
escrivão
da
camara
A.
M.
Alves
Costa.
Arrenda-se uma quinta
em
Coimbra
rom óptimas
condições
para
residir
uma
familia
que
tenha
filhos
para
educar;
quem
a
pretender
póde
fallar
com
o snr.
José
Antonio
dos
Santos
Coelho, rua
do
Souto
em
Braga,
que
dará
os esclarecimentos.
(2568)
Pelo
juizo
do
tribunal
do
commercio
de
primeira
instancia
n
’
esta
cidade
de
Braga
e
seu
dislriclo
e
cartorio
do
es-
Crivão
do mesmo
tribunal
—Freitas,—
a
requerimento
de
José
Ferreira
de
Maga
lhães.
d
’
esla
mesma
cidade,
correm
édi
tos
de
40
dias, citando,
requerendo
e
cha
mando
o
reo
Antonio
José
Martins,
do
logar
de
Via
Cova, freguezia de
Paredes
Seccas, comarca
d
’Amares,
e
óra
auzente
em
parle
incerta
do
Império
do
Brazil,
para
na segunda
audiência
do expediente
de
este
juizo
do
commercio,
depois
de
pas
sados
40
dias
a
contar
da
publicação
do
segundo
annuncio
na
folha
oílicial
e
ou
tra
d’
esla
localidade-,
assignar
termo
de
confissão
ou
negação
de
sua
assignatura
constante
da
letra
junta
nos
autos
d
’
onde
esta
se
extrahiu,
sob
pena
de
se
haver
a
acção
por confessada, como
dispõe
o ar
tigo
1086
do
citado
codigo
commercial,
e
quando
compareça,
confesse
a
firma
mas
negue
a
obrigação,
prestar
a
garantia
or
denada
no
artigo
1087
do
mesmo codigo,
e
ver
assignar-lhe
o
teimo de
tres au
diências
para contestar
sob
pena
de
re-
belia
e
lançamento; declarando
que
as
audiências
n
’
este
juizo,
se
fazem
ás
se
gundas
e
quintas-feiras
de
cada
semana,
não
sendo
dia feriado
ou
sancliíicado,
porque
sendo-o
se fazem
nos
immedia-
tos,
no
tribunal
commercial,
sito no
largo
de
Santo
Agostinho.
d’
esta
mesma.
Braga
18
de
agosto
de
1879.
O
escrivão
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
Verificado.
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
(2566)
Por
despacho
do
juiz
commissario
da
massa
fallida
de
Anlonio José
da
Fonse
ca,
negociante que foi n
’esta
cidade,
está
marcado
o
dia
29
do
corrente
mez,
por
10
horas
da
manhã,
afim
de
se
reunirem
todos
os
credores
da
mesma
massa,
no
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
afim de
se
deliberar
sob
a
proposta
de
concordata apresentada
pelo
fallido,
ou
formar
contracto
d
’união e
no
mearem
administrador
á
massa.
GRANDE
FESTIVIDADE
No
sabbado
á
noite illuminar-se-ha
a
montanha,
e
esca-
dorio
do
Monumento,
tocando
as
musicas
e
eslrondeando
os
fogos
dartificio.
No domingo
de
manhã,
pelas sete
horas,
sahirá
da
egre
ja
do
Bom Jesus
do
Monte
o
Clamor
que vae
até
ao
Mo
numento
cantando
a
Ladainha Lauretana,
e
os
cânticos
da
Virgem
ao
som
dos
instrumentos
músicos.
Em
frente
da
Virgem
se
cantará
a
«Magnificat»,
e
se
resarão
outras
orações
em
favor
das
necessidades
da
Egreja
e
do
Summo
Pontífice,
terminando
por
uma allocução ou
pra
tica
religiosa
feita
do
pulpiío.
A
’
s
onze
horas
começará
a
«Tercia», cantada
depois
de
exposto
o
Santíssimo,
seguindo-se a
Missa solemne,
depois
da
qual
se
dá
a
Bênção
com
o
Santíssimo.
Pela
tarde
costuma
ir
nova
visita
ao
Monumento.
Fieis
portuguezes:
Vinde
ao alto
do
Sameiro.
Vossas
tris
tezas
serão dissipadas,
vossos
males
sentirão
allivio,
e
vossas
almas
ouvirão as
vozes
de
Deus,
da
Viigem, sua
Mãe,
e
da
mesma
natureza, que
alli
falia
eloquentemente
aos
cora
ções.
(2564)
Braga 19 de
agosto
de
1879.
0
curador
fiscal
(2567)
Azevedo
8:
Companhia.
ALVIÇAKAS
Quem
achasse
uma cruz
d’ouro,
per
dida
no
dia
da
festa
da
Senhora
do
Carmo,
desde
a
rua
de
S.
Marcos
até
ao
jardim,
e
rua
dos
Capellistas,
e
a
queira
entregar
n
’
esta
redacção,
receberá
alviçaras.
(2569)
BRINCO.
—
Achou-se
um
brinco
d
’ouro
0
qual
se
acha
na
mão
do
revd.
0
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
d
’esta
cidade.
A
pessoa
que
provar'pertencer-lhe
e
pagar
o importe
d
’este
e outros
annuncios,
se
lhe
entregará.
(2565)
PROMPTO
li.ILLim
BARATÍSSIMO
TBAMEHT0
EDITAL
A
Camara
Municipal da
cidade
e
conce
lho
de
Braga
Faz
saber
que
no dia
5
de
setembro
proximo
futuro
pelas 11
horas
da ma
nhã,
no
Paço
do
concelho,
se
hade arre
matar
o
fornecimento
de
919
melros
cu-
bicos
de
pedra
britada
para
a
reparação
da
estrada
d’
esta
cidade
á
Ponte
do
Por
to,
na
conformidade
das
condições
que se
acham
patentes na
secretaria
da
mesma
camara.
Braga
16 de
Agosto
de
1879
—
E
eu
Antonio
Manoel
Alves Costa,
Escrivão
da
Camara,
o
subscrevi.
O
Vice
Presidente
cura
os
rheumatismos
agudos;
Anlonio
Santos
Azevedo
Magalhães.
Precisa-se
d
’
um
cosinheiro
habilitado
e
de
bom
comportamento.
Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção, onde
receberá
mais
esclarecimentos.
(2550)
CASA
Vende
se
uma,
d’um
andar,
com
bom
e
grande quintal, boa agua
*
de
poço
mieiro,
na rua
da Cruz
de
Pedra,
n.°
52 A. Póde vêr-se
das
2
horas
da
tarde
em
diante.
(2562)
ALUGA-SE
Uma
boa
morada
de
casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo,
n.°
20
e
20
A.
Está
encarregado
de
a
mostrar e
tra
tar
do.
aluguel o
snr.
Oliveira, aferidor,
morador
na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
os
rheumatismos
chronicos;
©
min
cura
as
gottas
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
o
lumbago;
IMXa
SiMlffl
e»n
as
dôres
sciaUeas;
ELIXIR
SARRA1IN
ADOPTADO
POR
TODOS
HOSPITAES FRANCEZES
PREMIADO PELAS ACADEMIAS
Deposito no Porto—FERREIRA & IRMÃO
77
—
rua
da
banharia
-
79
3.a MORADA
ACIMA DA ESQUINA DA PONTE NOVA
PREÇO..........................
. . .
!,JOOO
REIS.
PECHINCHA.
Vende-se
ou
troca
se
por
casas
velhas
—
a
bonita
casa
construída
de
novo,
com
muitos
commodos
e
lindas
vistas—situa
da
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar,
acha-se
auctorisado
o snr.
Fran
cisco
José
Ferreira
Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua—
e
póde-se
vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
S Hllt
A
nova
firma da
Livraria
Nacio
nal
e
Estrangeira do
failccido
Ger
mano
Joaquim
Barreto,
23,
rua
do
Souto,
23
B,
Braga,
é
Viuva
Ger
mano
Filho.
Pedem a
todos os
freguezes
e
ami-
gos
para que os
procurem
na
dita
rua
e
n.°
Os seus
preços
serão mais
rasoaveis
do
que
em
outro
qualquer
estabelecimento.
(2552)
Acaba
de
chegar
á
Livraria
Nacional
e Estrangeira
do
fallecido
Germano
Joa
quim
Barreto
(successores viuva
Germano
&
Filho),
rua
do
Souto,
23
B,
Braga,
O
PAPA
E
A
LIBERDADE,
pelo
Padre
Constant
—Approvada
por
vinte,
e
dous
arcebispos
e
bispos—
-Prefaciada
pop
Camillo Caslelio
Branco
—
1
volume
600
reis;
ALMANAK
DAS
SENHORAS
para
1880
—
preço 210;
e
muitas
mais.
obras.
(2553)
LIVRARIA
NACIONAL E
ESTRANGEIRA
DO
FALLECIDO
Germano
Joaquim Barreto
Successores
Viuva
Germano &
Filho
23, Bua
do
Souto,
23
B
—
Braga.
Acaba
de
chegar
a
este
abastado
estabelecimento
grande
e
variado
sorti
mento
de
livros,
tanto
clássicos
como
scienlificos,
e
de
piedade,
podendo
sortir
todos
os lyceus,
seminários e
aulas
par
ticulares,
sendo
as
ultimas
edições.
Tem
também
um grande
e
variado
sortimento
de
romances de
todos
os andores,
fazen
do
a
tudo
preços
do
Porto,
com
abatimen
tos. Recebem-se
assignaturas
para
todos
os
jornaes
de
modas,
e
de
outros
diversos,
tanto
nacionaes
como
estrangeiros;
rece
bem-se
encommendas
para
todas
as
par
les,
tanto
em
Portugal
como
no
estran
geiro, o
que
serão logo pontualmente
sa
tisfeitas. Encontra-se
lambem
n’
este
esta
belecimento
grande
sortido
de
papeis
para
escriptorios,
e
outras
mais cousas, ven
dendo
tudo
mais
barato
do
que
em
ou
tro qualquer
estabelecimento.
(2560)
VIMIO VEKDF,
BOJX,
Pl
Ktl
E
GiMIVO
Vende-se
aos almudes
e
meios
almudes,
ao
preço
de 3$600
rs.
cada
almude,
em
casa
de
seu
dono,
no
campo
de
Santa
Anna,
n.°
53—
lado
de baixo.
(2555)
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONABIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcla
e
muito
augmenlada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
a
Bevm
*
o Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’Amorim
Pessoa,
Arcebispo Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua do Almada.
Porto,
e
Calholica, de
Lisboa.
Preço
—
160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
(
Jaix.it
penhorigts
*
Brae«rens
*
Travessa
de
D.
Gualdim
d
’
est®
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobro
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
U-
verem objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com atrazo
de
juros de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
