comerciominho_19081879_973.xml
- conteúdo
-
FOLHJL
ML
ÍEMT
fia
U
*
■»
TMT»C
A.
M5
WOTI
€7«
O>aSAA -
REDACTORES—D. Miguel Sotto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
7.° ANNO
Braga,
12 mezes..................................1&600
»
6
»
.............................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha....................... 20
Repetição
........................................
1(>
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS,
QUINTAS
E SABRADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes..............2&000
»
6
»
..............1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&60G
Brazil,
12 mezes,
moeda forte.
.
3§600
Folha
avulso..................... 10
N.°
973
ES
2F1
& A
TERÇA-FEIRA 19 DE AGOSTO DE
1879
JlaiH
um bom
livro.
Foi-nos
oíTerecido peio benemerito
edi
tor
portuense
—
o snr.
Manuel
Malheiro—
um
exemplar
do
livro
intitulado
—O
Papa
e
a
Liberdade
—
escripto
pelo R.
Padre
Constant,
da
ordem
dos
dominicos,
e
cor
reclamente
vertido
em
linguagem
porlu
gueza.
Não
hesitamos
em recommendar
aos
nosscs
assignantes que
leiam
esta
precio
sa
obra,
como
uma
das
mais nervosas
refutações
da
moderna
mentira,
que pre
tende
fazer
passar
os
Pontífices
Romanos
por
iuimigos da liberdade.
Trazendo
nas
mãos
as
provas
forne
cidas
pela
historia
desde
os
primitivos
séculos
da Egreja
Catholica
até
aos
nos
sos
dias,
o
P.
Constant
demonstra
com
a maior
evidencia
a
magnifica
these,
que
elle
proprio
enuncia
nos termos seguin
tes:
—
«O
primeiro
paladino
de todas
as
li
berdades
humanas
é
o
Papa».
Exposto
assim
o
assumpto do
livro
—
O
Papa
e
a
Liberdade—o leitor facilmente
comprehenderá
a
opportumdade
e
o
al
cance
d
’
este
precioso
escripto.
Do
modo
como
o
auctor
se
desempenhou
da
sua
nobre
tarefa
são
abono
de sobejo
as
ap-
provações
e
felicitações,
que lhe dirigi
ram vários
prelados
francezes,
e
sobre
tudo
a
benevolencia
com
que
foi recebi
do
o
livro
por
S. Santidade
Pio
IX,
de
saudosa
memória,
cujas
palavras
o
au
ctor
regista,
com
bem
cabida
ufania,
no
prefacio
da
segunda
edição,
e
nos
seguin
tes
termos:
«Um
só
testemunho poderá
juntar
se
«áquelles
(refere-se ás
approvações
do
«episcopado
francez):
é
o
de
Pio
IX.
Me-
«nos
que
a
qualquer
outro não presumi-
«ramos
nós
aspirar.
Veio
coroal-os
todos.
«Aquelle
que
na
terra é
rico
em
bonda-
«de
como
Deus
no
Ceu,
não
esqueceu,
«em
meio
das
suas
immensas
solicitudes,
«o
humilde
esforço
de
nossa
boa vonta-
«de.
Mandou-nos
escrever,
que
se
com-
«prazia
na
nessa
obra, que
era
boa
e
«opportuna,
e
que
poderia
servir,
que-
«rendo
Deus,
a
desviar
muitos
espíritos
«transviados
por
seus preconceitos
e
opt-
«niões
perversas. Era
a
mais
alta
recom-
«pensa,
que
nós poderíamos
receber
n
’esle
«mundo».
Depois
d
’
islo
qualquer
encarecimento,
pela
nosèa
parle,
para recommendar
a
obra,
seria
mal
cabido
e
supérfluo.
Aprecie
o
leitor
per-si-mesmo,
e
fia
mos
que
não
dará
por
malbaratado
o
tempo
empregado
em
compulsar
tão
bem
escri-
ptas
paginas.
Ao
benemerito
editor
os nossos
cor-
deaes
agradecimentos
pela
sua
oílerta.
Agradecemos-lhe
como
amigo, e
agrade
cemos-lhe sobre
tudo
como
catfiolico,
pois
que,
com
mais
a edição
d’esta obra,
veio
augmentar
o
pecúlio
de bons
escriptos,
que
temos
a
oppor
aos inimigos jurados
da
Religião
e
da
Egreja.
Santa
e gene
rosa
cruzada
contra
o
erro,
na
qual
ao
snr.
Manuel
Malheiro
cabe,
como
editor
consciencioso
e
cheio
de
zelo,
uma dis-
tinctissima
parte.
D.
M
iguel
S
otto
-M
ayor
.
Habemua
eonfitentecu remn.
Cumprindo
a
nossa
promessa,
re
produzimos
hoje
mais um
testemu
nho
insuspeito
de
quanto
a
mora
lidade impera
nos
escuros
reinos
li-
berastas.
Vae
fallar
um
liberal.
E
’
mais
uma
pagina
negra
da
historia
dos
partidos,
que
felizmente
se
succedem
pelo
systema
rotatorio,
escripta
por
eiles
mesmos.
Mais
util
seria
ao
paiz,
se
se
re
tirassem
a
bastidores
e
pagina
bran
ca
lhes
fosse
a
vida
toda,
como
diz
Lamartine n’um
dos
seus
mais
ílo-
renlissimos
poemas.
E
’
o
«Conimbricense»,
que
vae
fallar.
Escutemol-o,
que
é
auctorisa-
do e
insuspeito.
Para
onde vae
o
dinheiro
do
povo!
A
’cerca
do
artigo
qne
ha
dias publi
cámos
com
este
titulo,
diz
o
nosso
col-
lega
do
«Diário
de Noticias»
o
seguinte:
«O
«Conimbricense»,
fazendo
um
extra-
clo
da estatística
do
commercio
de
Portu
gal
durante
o anno
de
1868,
diz que
a
companhia
dos
caminhos
de
ferro
do
norte
recebeu,
livres
de direitos,
e
quando
já
estava
extincto
o contracto
qne
lh
’
os
con
cedera,
mais
de 50:0000000
reis
de mer
cadorias,
que
deviam
pagar mais
de
reis
8:0000000
de
direitos».
Parece
incrível que isto se
diga em
vista
do
nosso
artigo
!
Essas
quantias,
em
numeros
redondos,
são
apenas
d>
anno
de
1868;
emquanto
que
nós mencionámos
além
d'esse
anno,
todos
os
outros
até
ao de
1876.
Para
que
se
veja, com
mais
facilidade,
qual
o
valor
das
abusivas
concessões
de
direitos
á
companhia
do
caminho
de ferro,
durante
os alludidos
9
annos,
publicamos
era
seguida
a
respecliva
estatística.
VAI.0R
DAS
MER
CADORIAS
1868
— 50:8160200
.
1869
—
45:7210100
.
1870
—
4:7910700
.
1871
—
41:0240500 .
1872
—
358:7.180500
.
1873—
281
9730000
.
1874
—
21:0450000 .
1875
—
172:4190000
.
1876 -
31:7820000
.
DIREITOS
QUE
SE
NÃO
PAGARAM
8:4450395
36:
1110565
13:0670755
16:658039)
174:5300480
36:1660415
5:9610105
2:2110810
4:5050310
monelarías
e
políticas do
reino,
sem
que
com
isso
haja
quem
se
incoinmode.
Toda
a
questão
versa, como
já
disse
mos,
ácerca
dos
atrevidos,
que
concorrem
para
trazer
á
luz
publica
esses
desaforos
em
prejuízo
da
fazenda
do
estado.
N
’
isto
se
encerra
a
política
em
Por
tugal.
Acresce
além
d
’
isso.
com
respeito
á
companhia
do
caminho
de
ferro,
o
acha
rem-se
cúmplices
nos
seus
abusos
todos
os
governos
que
ha
annos
tem
havido
n
’
este
paiz;
e
porisso
é
mister
guardar
si
lencio
a
esse
respeito,
porque
nenhum
dos
partidos
póde desassombradamente
atirar
a pedra,
na phrase
do evangelho.
A
esta situação
desceu
a
política
entre
nós
I
Apesar
de
tudo
continuaremos a
tra
tar
d’
este
assumpto.
Desde
1868
até
1876
deram
de
pre
sente
á
companhia
dos
caminhos
de
ferro
do
norte
e
leste,
á custa
do
lhesouro
pu
blico,
os
difTerentes
ministros
da
fazenda,
pelo despacho
illegal
de mercadorias
livres
de
direitos, como
já
acima
dissemos,
a
importante
quantia
de
297:6580225
reis.
De
1868 até
1870
o
presente
foi
de
57:6240715
reis, ou
de 19:2080'238
reis
em
cada
anno.
De
1871
até
1876
foi de
240:0330510
reis;
ou
de
40:0050585
em cada
anno,
isto
é,
mais
do
dobro
do
primeiro
período.
Este
segundo
periodo
representa
a
ge
rência
do
chamado
partido
regenerador,
que
n
’estas
prodigalidades
era
insigne,
so
bretudo quando
se
tratava
dos poderosos.
Vamos
dizer
hoje ao
povo,
qne
é
o
partido
único
a
que
pertencemos,
qual
o
sophisma
com
que
lhe
tem
sido
extur-
quido
o
seu dinheiro.
Pelas
celebres
aclarações
do contracto
Salamanca,
approvadas
pela
lei
de
5
de
maio
de 1860,
e
passadas
ao
contracto
addicional
de
20
de
dezembro
do
mesmo
anno,
os prasos
para
a conslrucção
das
duas
linhas
de
leste
e
norte
foram
redu
zidos,
devendo
a
primeira
estar concluida
dentro
de dois
annos
e
meio
a
contar
d
’
aquella
data,
e
a
segunda
dentro
de
tres
I
annos
até
á
margem
esquerda
do
Douro,
]e
de
quatro
annos até
á
margem
direita
;
d
’aquelle rio,
incluindo a ponte sobre
elle.
Nos prasos marcados construiram-se
as
|
duas
linhas,
menos
a
ponte
sobre
o
Dou
ro,
e
o resto
do
caminho desde
Villa
Nova
de
Gaya
até
á
cidade
do
Porto.
E
como
a companhia
linha
os
seus
directo-
res
na
governação
do
estado,
foi
sempre
protegida,
não
se
lhe
exigindo
a
conclusão
da
5.
a
secção da linha
do norte,
e
não
se
lhe
impondo
as
multas,
a
que
pelos
seus
contractos
ficára
sugeila.
Assim
permaneceram
as
coisas
até
que
a
conslrucção
das
novas
linhas
do
Minho
e
Douto
trouxe
a todos,
á
companhia
e
ao
estado,
a
necessidade
de
concluir
aquella
parte
do
caminho,
para
a
viação
accelerada
não
ficar
interrompida.
Todos
sabem
as
scenas
deploráveis
que
se
deram
então
no
parlamento,
para
se
fazer
uma
lei,
que
concedia
mais
um
bó
nus
valioso
á
companhia, a
qual
ainda
em
cima
alcançou
a
elevação
dos
preços
das tarifas
por acto
seu,
approvado
pelo
poder executivo
!
Foi
n
’essa
occasião
que
se
despediram
de
directores
d
’ella
os
snrs.
Fontes
e
Ser-
pa,
a
quem
a
opposição
taxára
de
sus
peitos
n
’este
negocio.
Mas
durante
esse periodo,
e
ainda
de
pois d
’elle, a
companhia
não
se
conten
tando
com
ser
dispensada
das
multas em
que
incorrera,
e
parecendo-lhe pouco o
beneficio
proveniente
da
lei,
que
lhe
deu
mais que
a
importância
das
obras
da
5
a
secção,
e
o
lucro
que
tirou
do
augmento
1.045:3110000
297.6580225
Vê
se,
portanto,
que
em
logar
de
reis
5O:OOO0OO<>
de
mercadorias,
recebidas
pela
companhia
do caminho
de
lerro,
como
diz
o «Diário
de Noticias», furam
nada menos
de
1.045:3110000
reis;
e
os
direitos
que
a
mesma
companhia
devia
pagar,
e
escan-
dalosamenle
deixaram
de
lhe ser
exigidos,
não
foram
só
8:0000000
reis,
como
diz
o
collega.
mas
sobem
á
avultada
quantia
de
297:6580225
reis.
O
artigo
que
ácerca
d'este
importante
objecto
poblicáinos
no
«Conimbricense»,
apenas
foi
transcripto pelo
nosso
collega
da
«Nação»!
Os
outros
jornaes
não
se
importaram
com
este
assumpto,
talvez
por
ser
pequeno de
mais para com elle
se
dever occupar o
jornalismo.
O
qne
é
grave
e
importantíssimo
é
indagar
quem
nos
dá
as necessárias
infor
mações;
e
é
porisso
que certos
jornaes
só tratam d
’esse
objecto.
Podem-se
praticar
quaesquer
abusos
a
favor
da casa
real;
pó
ie
se
conceder
á
companhia
do
caminho
de
ferro
tudo
o
que
ella
pretender,
por
mais
illegal
e
escandaloso
que
seja;
póde
se
tolerar
toda
a
qualidade
de arbítrio ás
outras potências
das
tarifas,
foi
pedindo
isenção
de
direi
tos,
com
o pretexto
de
não
estar
ainda
a
linha
concluida
até
á
margem
direita
do
Douro
!
E
encontrou ministros
de estado,
al
guns
até
entre
os
seus
directores,
que
deferiram
illegalmente
ao
pedido,
esque
cendo
os interesses
da
nação,
que deviam
ser
os
primeiros
a
zelar, e transgredindo
as
expressas
disposções
do
contracto
de
14
de
setembro
de
1859!!!
Não
se
contentaram
ainda
com
esta
extorsão
dos
dinheiros
do
povo.
A
lei
de
9
de
abril
de
1874
sugeila
ao
imposto
de
5
por
cento
ad
valorem
todo
o ma
terial
fixo
e
circulante
dos caminhos
de
ferro de
qualquer systema; e não
obstante
continuaram a
ser
despachadas
livres
de
direitos
com
destino
aos
caminhos
de
ferro
de
norte
e
leste
as mercadorias,
que
a
companhia
quiz
introduzir,
chamando-lhes
material
fixo
e circulante!
E
’
de
mais
semelhante
escandalo
!
Já
demos
uma
amostra
dos
objeclos,
que
são
por
esta
maneira
subtraídos
aos
direitos
do
estado.
Até
quinquilherias,
lou
ça
de
porcelana,
e
oleo
de linhaça eram
irrisoriamenle
chamados
material
fixo
ou
circulante
dos
caminhos
de
ferro;
e nem
os
governos,
nem
os
seus
agentes
viam
'que
a
companhia se
tinha
obrigado
so-
lemnemente
a
acceitar
quaesquer
regula
mentos
para
prevenir
os
abusos
da
con
cessão
!
Assim
é que
se
consome
o
dinheiro
do
povo
!
Joaquim Martins
de
Carvalho.
E
digam
que
não
podemos
ex
clamai'
com
verdade:
Ilabemus
confitentem
reum!
Lisboa,
11
«ie
a^oisto
«ie
tM9.
(Do
nosso correspondenle)
Ou
1385.
ou
1879!
Ha
494
annos
D.
João
I
lograva,
nos
campos
de
Aljubarrota,
no memorável
dia
14 d
’
agoslo,
uma
das
mais protenlosas
victorias,
que
nos
indica a
historia
na
cional
!
uma
exigua
força
numerica
de
valentes
rompia, e
aniquilava
as formidá
veis
hostes bespanholas,
salvando
a
in
dependência,
e
a liberdade
do
paiz,
amea
çado
de
ser
preza
das
garras
aduncas
do
leão
castelhano;
hoje
o
vencido
de
Alju
barrota
escarnece
d
’
este
povo,
graças
aos
que
o
tem
enfraquecido,
e
posto
á
mercê
do
primeiro
ambicioso, que
nos
pretenda
roubar
os
foros
de nação
independente
!
Muito
deve
o
paiz
ao
liberalismo,
o
qual
vae
povoando
a
terra
porlugueza
de
monumentos
aos
seus
heroes,
ao
passo
que
esquece
as
glorias
do
passado,
lem
brando-se
apenas
de
erguer
estatuas aos
inimigos
da
patria,
ou
a
um,
ou
outro
pedante,
que
«soube
crear boa
fama,
e
deilar-se
a
dormir».
D.
Aflonso,
el-nino, anda
de
mal a
peior.
Morre-lhe
a
mulher,
a irmã,
a
avó,
tentam
assassinal-o, e,
ha
poucos
dias
quebra-se-lhe
a carruagem,
e
por
um
triz
não
fica
a
Hespanha
sem
o seu
querido
“rei
1
O rapaz é
infeliz, decididameole, in
feliz.
Lá
está ainda
na
feira
de
Belem
a
barraca
protestante.
Tiraram-lhe
a
taboleta
—Deus
é
amor—mas
ficou
o
veneno
á
venda
publica,
para
honra
e gloria
da au
ctoridade
local.
Não
se
acreditai
ia,
se
não
vivêramos
em
plena
epocha
liberanga.
Ha
dias
falleceu
o
general
Maldonado,
progressista.
Os
medalhões
regeneradores
não
lhe
foram ao
funeral.
Sempre
mise
ráveis!
Até diante
do
tumulo
fazem
polí
tica,
mas
pequenina,
ascorosa !
Publicou-se
o n.°
8
do «Jornal
do
Povo».
Vem
muito
interessante,
como
leem
sido
lodos
desde
o
l.°
numero.
A
imprensa
revolucionaria
não
gostou
que os possuidores
francezes
de
litulos
do
empreslimo
do
tempo
do
governo
do
Snr.
D.
Miguel 1,
que
Deus
tenha
em
sua
santa
gloria,
dissessem
do
governo
liberal
o
que Mafotna não disse
do
toucinho.
Te
nham paciência.
O que
deve,
e não
paga,
podendo,
o que
é
senão
um
caloteiro?
O
nosso
moderno
Fernão
Mendes....
Pinto,
lá
anda pelas
côrtes
estrangeiras
a
papar
jantares
a
troco
de
contar
mui
tas
cousas,
muitas
cousas,
que
viu
n
’essas
regiões
ignotas,
por
onde passeiou ha
pou
co,
com
assombro
do
novo
e
velho
mun
do,
e
muito
regosijo
das
mães
Jacinthas,
e
paes
Paulinos
de lá.
Viu
a
luz
publica
outro
n.°
do
«Anto
nio
Maria».
A gaiola
do
Passeio,
que
a
Josephina
fez construir
junto
do
coreto-
figura no alludido
jornal, fielmente dese
nhada,
bem
como
os personagens, a
que
é
destinada.
O
Bordallo,
é,
effeclivamente,
o
nosso primeiro
caricaturista,
não
só
pelo
seu incontestável
genio
artístico,
se
não
pelo
humor
salyrico,
mas
sempre
honesto,
com
que escreve,
e
aos
recreia
muitas
vezes o
espirito.
Não correm
lá
por
fóra
galernos
os
venlos da
polilica,
para
os
revolucioná
rios
de diversos
matizes.
Alguns
gover
nos
parece
terem finalmente
sentido
que
é
urgente
entrar
n
’
uma
ordem
de
ideias,
que
repugnam
á
revolução,
e que,
por
consequência,
são
uleis
aos
povos.
Bismark
conhecendo
que
só
soccorren-
do-se
ao
elemento
religioso
poderia
con
ter
a
demagogia,
e
o
socialismo, aproxi
ma-se
da
Roma dos
Papas,
resolvido
a
fazer
cessar
a
inqualificável
perseguição,
que
lem
movido
contra
o catholicismo.
e
a
restituir
á
Egreja
as
suas liberdades;
e
o
imperador
Alexandre mostra
se
ago
ra
o
mais
afíectoo>o
para
com
o
Vigário
de Christo.
Na
França,
a
ideia
monarchi-
ca
conquista
todos
os dias innumeraveis
adeptos,
e
podemos
asseverar,
sem
receio,
que
a
revolução
moral,
alli,
está
feita
a
favor
de
Henrique
V,
cuja
elevação
ao
throno
de
S.
Luiz
não vem
já
longe.
Deus aprésse
a
epoca da
regeneração
dos
povos
vexados
pelo liberalismo.
O
perío
do
das
povoações
vae
já
muito
longo,
mas
creio
bem
que
estamos
no
principio
do
fim.
Continúa
o
commercio
em
deplorável
apalhia.
As
lojas estão, em
geral,
ás
mos
cas:
ha
muita
falta
de
trabalho
para
a
classe
operaria,
e
os
pobres
manipulado
res
de
tabaco,
ás
centenas, estão á mercê
dos
que
se
condoem
de
tamanha
infeli
cidade,
e
os soccorrem.
Pobre
gente!
No
tempo
do
monopolio
não
se
via
o
que
hoje
se
vê,
epoca
de
rasgada
liberdade,
menos
para
os
que
leem
fome,
e
não
podem ir
á
praça
pedir
o
pão
de
cari
dade
publica,
sem
risco
de
as
levarem
atê o
Limoeiro,
e
para
as
vocações
re
ligiosas, porque
é
um
crime
fallar de
conventos,
embora
os lupanares
se
mul
tipliquem
prodigiosamente, embora
os
rou
bos,
os
assassínios,
e
suicídios
frequen
tíssimos
estejam
gritando
o
muito,
que
a
corrupção
do
espirito vae
medrando
á
sombra
do
governo
liberal.
No
dia
24
temos
tourada
fidalga,
na
praça do
campo
de Sant
’Anna
E
’
em
beneficio,
dizem-me,
de
um
estanqueiro.
Dir-vos-hei
da
festa,
que
promelte
ser
esplendida,
mas
carita
Não
me
parece
que
a escolha
do
dia
foi
dos
melhores,
pois
anda o
diabo
sol
to....
E
solto
andará
até
que
o
braço
do
povo
o cace, e
engaiole,
para
bem
do
paiz,
a
quem
tem
convidado
com
um
temeroso
acervo
de
infortúnios.
Esse
dia
hade vir.
Estou
que
acredilaes
que
faço
inces
santes votos
para que o
veja
o
Vosso
correspondente
A.
6ÃZETILHÀ
Ao
eorrespoiidrnte
cio
«Primei
ro
«ie
Janeiro».
—
Em
o
n.°
186
volta
o
dislincto
correspondente
a
entreler-se
com
o
«Commercio
do
Minho» e
raos-
tra-se
amelindrado,
porque
reproduzimos
sem
o
menor
commentario
a
seu
respei
to
um
artigo
da
«Nação»,
que
contêm apre
ciações
menos justas,
pois
que
se
suppõe
que
o «
Commercio
do
Minho»
fóra
victi-
ma
da
perfídia
do
correspondente
do
«Pri
meiro de
Janeiro».
Responderemos:
E'
verdade,
que
reproduzimos
então
sem
commentarios, que
dissessem
respei
to
ao
illustre
correspondente,
o artigo
alludido,
porque
já
os
tínhamos
feito em
a
nossa
local
do
n.°
963.
Ao
publicarmos
o
artigo
da
«Nação»,
só
tivemos
em
vista mostrar aos
nossos
leitores
a
leal
camaradagem,
que
este
jor
nal
mantêm
com o
auclorisado
orgão
da
legitimidade.
Nunca
foi
nosso
intento
con
tradizer
o
juizo,
que havíamos
formado
respito
ao
caracter
do nobre
correspon
dente.
Nem
a
«Nação»,
nem
o
«Commercio
do
Minho»
suppoz
que
houvesse
perfídia
da
parte
do
illustre correspondente.
Nós
nunca
o
aífirmámos
e a
«Nação»,
apezar
de
fallar em
—
seita
e
aggressão
—
,
tam
bém
nos parece,
que
não
quiz classificar
tão
rudemenle
o
procedimento do
illus-
tre
correspondente.
Agora,
delicado
correspondente,
con
sinta,
qne
lhe
digamos
aqui
muito
á
pu
ridade,
que,
se
não
conhecessemos
o
seu
bom caracter,
éramos
capaz
de
suppor
uma
tal
pertidiazinha
na
seguinte
tran-
scripção:
«veio
o
Commercio
do
Minho
declarar
que não ia
deixar
de
ser
orgão
do
partido
legitiraista
d
’
esta terra,
por
que
nunca
fóra
jornal
olficial, ou
semi-
olficial
de tão
nobre
partido nem
d
’elle
recebera
em
algum
tempo imposições».
Deixou
de
djzer:
«apezar
de
estar
prom-
pto
a
defendel-o
denodadamente
em
todas
as
occasiões,
em
que
a
sua
defeza
fôr
necessária».
Olhe
que
nós
também tínhamos
aflír-
rnado esta
espontânea
promessa, que
ain
da
hoje jurámos
cumprir.
E
olhe,
amavel
correspondente,
que
esta
aflirmação
tem
seu grau
de
valor,
como
sua
fina
critica
re
conhecerá,
se
se
dignar
reflectir
sobre
esta
parte
do
nosso
pleito,
qne
é
muito
serio,
porque
lem
mais
importância,
do
que
o
das
tres
cabrinhas
ridicularisado
por
Marcial.
A
utsino
dá
a
força.
—
Querem
sa
ber
o que
vale
a
união n’
esles
tempos,
em
que
só
é
respeitado
quem
no animo
dos
outros
incute respeito?
Vejam
o
que
succedeu
ha
pouco
na capital.
Só
porque
um tal correio
d
’
um
dos
snrs.
ministros
tractou
mal
um
olficial
do
exercito,
os camaradas d
’
esle
protestaram
contra
o
insulto,
e
houve
conselho
de
minisUos,
e
houve portarias, e
houve...
não
houve,
mas
ia
havendo
estado
de
si
tio.
Porque
fado
se
produziu
tão
pavoro
so
abalo
na
cabeça
da sociedade
portu-
gueza?
E
porque
«Repentino
lá
surge um
guerreiro,
Torvo o
cenho,
a
armadura
de
ferro?»
E
’
porque
o
militarismo
é
o
primei
ro
podêr
do
estado,
e é
o
primeiro po-
dêr,
porque
se
faz temer,
apontando,
á
uma,
para
suas
espadas.
Se
o
clero
apontasse,
á
uma,
para
o
seu
prestigio
moral,
levaria
de
vencida
o
proprio
militarismo
e
occuparia
elevada
posição
entre
os
podêres
do
estado.
Todos
os
espíritos
fortes d
’
este
sabio
paiz
não
achariam
ridículo,
se
tanta
aza
fama,
tanto
apparato
bellico
fosse
pôsto
em
pé
de
guerra
peio facto
de ser
insultado
um despresivel
sotaina?
Una-se,
porém,
o
clero
com
os
calho-
licos independentes
e
verá,
que
não
é ri
dículo,
que
o
respeitem
como
ministro
da
religião
do
estado
e
como
cidadão n
’um
paiz
civilisado.
Una-se,
se
o
julgar
conveniente, e
experi
mentará
vida
nova.
............................
«onde
prezados
São
a
virtude
e
o
talento
e
onde
impia
guerra
Stulto
o
podêr
não
faz
aos
mais
honrados»,
como
diz
o
italiano
Paggi,
interpretado
por
Garrett.
Cihroniea Beligiowa. -
Começa
hoje
no
Populo
a
Novena
de
Santo
Agostinho.
—
A
’
manhã:
Indulgência plenaria
nas
egrejas
dos
mosteiros
de
S.
Bernardo.
N.
Senhora
«li
*
SSoa
Morte.
—
la
muito
linda
a
procissão
de
N.
Senhora
da
Boa
Morte, que
na
sexta-feira
de
tarde
saiu
da
vasta egreja do
Collegio
de
S.
Paulo.
Levava
nm côro
de virgens
junto
do
esquife
da
Senhora,
bom
numero
d’
angi-
nhos,
a
irmandade
da Senhora
e
a
de
Santa
Cruz,
communidade
dos orfãos,
etc.
Era
aberta
por
utna banda
de
musica
e
fechada por
uma
guarda
de
honra
e
a
banda
regimental.
.Vlain
feutiviciacles
—
No Salvador
festejou-se
ante-honlem
o
SS.
Sacramento,
havendo
missa solemne
e
sermão,
prega
do
pelo
disiinctissimo
orador
revd.'no
José
Vieira
de Sousa
Coutinho, abbade
de
Re-
quião.
—
Em
Guadelupe
festejou-se
com
muita
pompa a Virgem
de
Piedade,
havendo
missa
solemne,
Exposição do
Santíssimo,
sermão
prégado
pelo
revd.0
abbade
de
Sabariz
e
Te-Deum.
No
sabhado
um
foguetão
de
dynamite
esteve
para
causar alli
grandes
desgraças,
pois
foi
esloirar
no
centro
do
quadro
onde
locava
a
musica.
—
Na
sexta
feira
leve
logar
no
templo'
da
Senhora
Branca
a
festividade
de N
Senhora
das Neves,
com
missa solemne,
sermão
e
Ladainha
de
tarde.
Foi
orador
o
nosso
antigo
collega
e
particular
amigo
padre
Marnoco
e
Souza,
que
proferiu
um
discurso
de todo
ponto
brilhante.
Komb»
saerilego.
—
Um
larapio
rou
bou
a
uma
Imagem
de
N.
Senhora,
ve
nerada
na
egreja
de
Gualtar,
alguns
obje-
ctos
de
ouro,
entre
os
quaes
uns
brincos,
um
atinei
e
um
colar.
Lamentável
desgraça, —
Na
rua
Nova
de
Santa
Cruz,
perto
da
Fabrica
de Chapéus,
aconteceu
uma
desgraça
de
lodo o
ponto
lamentável.
Uma
creança
que
com
mais
duas
irmãs
ticára
só
em casa,
incendiou
uma
porção
de linho,
cujo
fogo se
communicou
a
um
berço
onde eslava
uma
criancinha, que
ficou
horrivelmente
queimada.
O
fogo foi
extinclo
pelos
visinhos,
que
acudiram
aos
gritos
das
creanças.
Quando
acabará
o
maldicto
desleixo'
que dá
causa
a
eslas
honorosas
desgra
ças,
que
estão a
acontecer
lodos
os
dias?
VÍMÍta
á
eadein.
—
O
ex 1110
snr.
dr.
Lobo
d
’Avila,
illustradissimo
e
zeloso
de
legado
do
procurador
regio
d’
esta
comar
ca,
e
o
snr. vice-presidente
da
camara,
foram
ha
dias
visitar as
cadeias
da
cidade,
e resolveram
mandar
construir
immediata-
mente,
além
das obras
projectadas
e
de
que
já
dêmos
noticia,
dois
quartos
de
malta,
e
reparar
os
tres
que
existem,
que
se
acham
n
’
um
estado
vergonhoso.
Grandes
louvores
merece
o
snr.
dr.
delegado
pela
muita
sollicitude
que em
prega
no
bem-estar
dos
pobres
prezos,
para
o
qual
não
concorre
pouco
o me
lhoramento
material
das
cadeias.
Ttieatr».
—
Agradou
muito
e
muito o
espectulo
dado
ante-honlem
pelo
notabilís
simo prestidigitador dr.
Nicolay,
e
sua
filha
Elenila Nicolay.
Os
trabalhos
d
um
e
d’
outra
são
na
verdade
maravilhosos
e os
mais
perfeitos
que
temos
visto.
Chega-se a
desconfiar
que
estamos
em
presença
de dois
entes
extraordinários,
ou
sobrenaluraes;
e
por fim
de
contas
não
te
mos em frente
senão
um
homem
notá
vel, e
uma
galantíssima
e
intelligente
creança.
Estas duas
creaturas
apparenlemenle
sobrehumanus
confirmaram
d
’
esta
vez
a
boa
fama, que
teem
sabido
conquistar
por
toda
a
Europa
e
America.
Regulamento.—
Da
exc.
“
‘a
Commis
são
executiva
da
Junta
Geral
acabamos
de
receber
um opusculo
intitulado
Regu
lamento
para
a
conservação
das estradas
muni
ipaes
do
districto
de
Braga.
Era
de
lodos
reconhecida
a
falta
do
regulamento
que
acaba
de publicar a Com
missão
districtal,
porisso
significa
esta me
dida um
bom
serviço
par
ella
prestado
aos
povos
d
’este
districto.
Agradecemos
o
exemplar
oífertado
e
a
duplicada
delicadeza
do
offerecimenlo.
Exames.
—
O
resultado
dos
exames
que
continuam
no Ivceu
d
’
esta
cidade
foi:
No
dia
13:
—Inlroducção
—
entraram
5,
approvados
4
e
dislincto
1,
que
foi o snr.
Francisco
Gomes de
Castro.
Mathemalica
(oral)
—
entraram
6,
appro
vados
1
e
addiados
5.
Latim
—
entraram
6,
approvados
5
e
addiado
1.
Francez
(3
mezas)—entraram
18,
ap
provados 9
e
addiados
9.
Portuguez
—
entraram
10,
approvados
1
e
addiados
9.
No
dia
14:—
Portuguez
—entraram
12,
approvados
6
e
addiados
6.
Francez—
entraram
18,
approvados
8
e
addiados
10.
Latim
—
entraram
3, approvado
1
e
ad
diados
2.
Latinidade
—entraram
3,
approvados
2
e
addiado
1.
Malhemathica
—
entraram
6, approvados
2
e addiados
4.
Inlroducção
—entraram
o,
approvados.
No
dia
16.
—
Francez
—
entraram
18 —
approvados
9
e
addiados
9.
Portuguez—
entraram
12
—
approvados
6
e
addiados
6.
Mathemalica
(l.a
parte)
—
entraram
6,
addiados.
Philosophia
— entraram
5
—
approvados
2
e
addiados
3.
Latim
(1.a parte)—entraram
3
—
appro
vados.
Latinidade
—
entraram
3—
approvados
1
e
addiados
2.
Inlroducção
—entraram
5
—
approvados
3
e
add>ados
2.
Publicações.—
Temos recebido
va
rias
publicações,
que iremos
mencionan
do
consoante
nol-o
permilta
o
espaço:
Recebemos
o
n.°
10 da «Civilisação
Catholica»,
correspondente
ao
mez
de
ju
lho,
redigida
pelo
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
lente
cathedralico
da
faculdade
de
lheologia
na
Universidade.
E
’
a
mais
importante
publicação, de
este
genero,
que
tem
sido
publicada
em
Portugal.
Vem
interessante
este numero,
como
todos
aquelles,
que o
illustre
cathedralico
tem
publicado.
E’
este
o
seu
summario:—
os aulho-
graphos
de
S.
Thomaz,
—a
liberdade do
Papa
e
a halia,
—noticias
scientificas,—
chronica
contemporânea,—
a morte
do
prín
cipe
Luiz
Napoleão,
—
do
inferno
ao parai-
zo,
—Bibliographia,
—jurisprudência canóni
ca,
—
vária.
Em
lodos
os
artigos
ha
verdade
ca
tholica,
fina
critica e
estylo
claro
e
vi
goroso.
Esta
famosa publicação tem
revelado
em todos
os
seus
numeros,
que
todos
os
seus
collaboradores
são
homens
dedicados
á
causa
da
Egreja e do
Catholicismo.
De
seu
redactor não
fallemos.
Todos
sabem,
que
o
sabio
professor
de
lheolo
gia
na
Universidade
é
um
vigoroso
ta
lento,
um
eslylista
aprimorado,
uma
von
tade
energica
posta
ao
serviço
da
reli
gião.
Alravez
d
’
África
—
Viagem de
Zanzibar
a
Benguella,
por
V.
L.
Cameron—
,
Lis
boa,
1879.
Temos
presente
o
primeiro
fascículo
do
volume
II
o
’
esta
obra,
de
que
já
por
vezes
dissemos largamenle
com
o mereci
do
elogio.
E
’
trasladada
a
portuguez,
e
portu
guez
de lei,
pelo
snr.
Francisco
de
Len-
caslre,
escriptor
de
provado
merecimento.
A
edicção
pertence
á
respeitável
casa
Mattos
Moreira
&
C.a,
de
Lisboa,
e
é
feita com
nitidez
e aceio.
—
Maravilhas
da
Creação,
por
Pedro
M.
Posser
—
Lisboa,
1879.
Quando
annunciamos
a
próxima
appa-
rição
deste
livro,
lizemol-o
com
aquella
reserva de
que
usamos,
sempre
que te
mos
de
fazer
obra
pelos
simples
prospe-
clos.
Estamos
hoje
convencidos
de
que
é
trabalho
de
vasto
interesse
e
utilidade.
Já
recebemos
as
folhas
17
e
18
do
l.
°
volume,
cuja
publicação
tem
sido
re
gularíssima.
—Historia
Popular
dos Papas,
desde
S.
Pedro
até nossos
dias,
por
J.
Chan-
lrel~
Guimarães,
1879.
Vae
muito
adiantada
a
impressão
d
’es-
la
obra,
com
cuja
vulgarisação
o
dislin
cto
editor
vimaranense, Teixeira
de Freitas,
está
prestando
valiosos serviços á
boa
causa.
Repelidas
vezes
temos
constatado
o
seu
alevantado
merecimento,
para
cuja
garan
tia
basta
o
nome
de Chantrel,
o grande
jornalista
e
polemista
dos
Annales
Catho-
liques.
O
nome
do
traductor,
o
snr.
Antonio
José
de
Carvalho,
é
também
penhor
bas
tante
da
fidelidade
e
esmero
da versão
porlugueza.
—
Jornal
das
Damas,
revista
de
lillera-
lura
e
modas
—Lisboa, 1879.
E
’
o
mais
antigo
dos jornaes
portu-
guezes
de
modas,
pois
coma
já
treze
an
nos
d
’
existencia.
O
ultimo
n.°
que
recebemos,
lai-®,
correspondente
a
julho, contém
uma
de
talhada
revista
de
modas,
e
alguns
artigos
em
prosa
e
verso.
—
O
Mensageiro
do
Coração
de
Jesus—
Boielim
mensal
do
Apostolado da
Oração.
Este
boletim
é
dirigido
pelo
revm.®
dr.
Jjsé
Rodrigues
Cosgaya, e
presta
optimos
ser
viços á
piedosa
obra
do
Apostolado
da
Oração.
Corresponde
esta caderneta
ao
mez
de
agosto
corrente.
—
A
Moda
llluslrada
—
Jornal
das fa-
Wiíias-Lisboa,
1879.
0
snr.
David
Corazzi
tem
mostrado
„|
enamente
o
seu
grande
arrojo,
em
nu
merosas
em
prezas
editoras;
mas bastaria
a
publicação
d
’
este
periodico
para
a
sua
aífirmação
completa.
Na verdade,
a
Moda
llluslrada
com
ete,
e
vanlajosamente,
com
as
melhores
publicações
do mesmo
genero
no
estran
geiro-
—
La
Naluraleza
—Revista
de
ciências
ii
de
su
aplicacion
a
las artes
y a
la
in-
àsfría
—
Madrid,
1879.
Recebemos
o
n.° 82
d
’
esta
revista
il-
lustrada,
que
se
destina
á
vulgarisação
das
sciencias
physicas.
E4e
n.°
contém
o
seguinte:
—A
aber
tura
(lo
ultimo
de
Suez
—
O
dique
flucluan
te
El
Nicolaieff
—
Moinhos
de
vento
em S.
Francisco
—
O
caminho
de
ferro
atravez
do
deserto
de
Sahara—
A
circulação
dosan-
gue—
Miscellanea—
Luz
eleci
rica—
Compa
ração
dos
syslemas
de
incandescência
e
dos
systémas
de arco
voltaico.
Traz
igualmente nítidas
gravuras.
—
O
Museu
llluslrado
(5.°
fascículo
do
2.
°
anno).
Subintitnla-se
Album
litterario
esta
pu
blicação,
e se
o leitor a
percorrer
com
a
vista,
ha
de
convencer-se
de
que
mui
to
melhor
lhe
ajusta
o
titulo
geral
de
Re
positório
de
sandices
0
snr.
Oscar
Tidaud,
que dirige o
sobredicto,
é
já
nosso
conhecido
pelas
parodias,
que
a
uma
sua
moxinifadà
de
dislates
bolsados
no
«Partido
do
Povo»,
se
publicaram
n
’
esta
folha
’
.
—
Diccionario
de
geographia
universal,
por
Uma
sociedade
de
homens
de
sciencia.
Sempre
que noticiamos
a publicação
dum
novo fascículo d
’
este
diccionario, te
mos aífirmado
que
é
elle
o
trabalho
mais
completo
que
no
seu genero
conhece
mos.
N
’
esto
sentir
nos
acompanha toda
a
imprensa
nacional
e
alguns
dos
mais
au-
clorisados
jornaes
estrangeiros.
Estão
publicados
os fascículos
81
e 82,
que
conleetn
as
folhas
34
e
33
do
vo
lume
IV
—
tom.
II
T
e vão de
lettras
TER
a
F
L 0.
—
Diccionario
Popular,
Hislorico, geo-
yaphico,
etc.
Rec-bemos os fascículos
até
hoje
pu
blicados,
—
o
que
muito
agradecemos
á em
preza.
—0
Papa
e
a
Liberdade,
pelo
P.
Con-
tlunl,
Dominico
e
L-nte
de
Theologia
—
Versão
porlugtieza
revista
e
prefaciada
por
Camillo
Castello
tíranco.
A
’
cerca
d
’
este magnifico livro,
publi
cação
da
muito
acreditada
Livraria
Por-
luense,
um
esclarecido
redactor.
d
’
esta
folha
escreve
d
’
esoaço
n
’
oulro
logar do
».•
d
’
hoje.
Remeltemos
o leitor para
o
artigo
res-
peclivo,
que
vae
na
primeira
pagina.
Gréve
—Escrevem
do
Funchal
que
cs
operários
da
docka
fizeram «grève»
contra
as
deliberações
da
junta
adminis-
hativa
das
obras,
sobre
as
diminuições
de
2|)
0|0
nos
jornaes
e
salarios
dos
mes-
®os
operários
e
mais empregados,
dirni-
fl
uição
que
devia
começar
em o
l.°
do
corrente
mez.
Ponte
gigante.
—
Está quasi
conclui-
«
ponte
pênsil, tão
audaciosamente
«nçada sobre
o
braço
de
mar,
que se
denomina
o
rio
de
leste,
em
New-York.
Eoi
principiada
em
1869,
segundo
os
planos
do
engenheiro
Roebling,
o
mesmo
W
lançou,
em
1833,
sobre
o Niagara
’
ponte
pen-il,
que é
a
admiração
de
to-
os
os viajantes.
Roebling
morreu,
mas
seu
filho
sue-
cedeu-lhe
na
construcção
da
gigante
ponte
0
rio
de leste.
A
obra
é realmente
colossal.
O
la-
deiro
do
centro,
sustentado
por
duas
jornaes
torres,
tem
300
metros
de
ex-
C[>são.
Toda a
ponte tem
mais
d
’
um
ki-
'«metro.
.
! Js
quatro
cabos que
sustentam
o
la
dro
são
formados
de
grossos
tios
de
reunidos,
tendo
cada
um
dos cabos
centímetros
de diâmetro,
ou
a
espes-
ra
do
corpo
humano. No
Campo
de
J
rle
>
na
exP<>sição
universal
de
1878,
ni'se
specimens
d’
estes
cabos.
As
pilastras
que
sustentam
o
taboleiro
teem 84
melros
d
’
altura,
mais
18
metros
que
as
torres de
Nossa
Senhora
de
Pa
ris,
e
os
alicerces
descem
no
solo
até
á
profundidade
de
30 metros.
A
altura
do
taboleiro,
acima
do
nivel
da
agua,
passa
de
40 metros,
de modo
que
os
navios
poderão
passar
por
debaixo
da
ponte
sem
arriar
nenhum
dos
mas
tros.
O
taboleiro
tem
uma
largura
de
26
metros
e
comprehende
2
vias para
car
ros, 2
vias
terreas
e
ao
centro
um
pas
sadiço
para
a gente de
pé,
3
metros
acima
do
nivel
do
taboleiro.
Segundo
os
cálculos
dos
engenheiros,
a
ponte, depois de completa,
não custará
menos
de
12:600
contos,
mas
como se
calcula
que
passem
annualmente
por
ella
70
milhões
de
pessoas,
a
passagem dará
um
rendimento
de
10
0/0
sobre
a despesa
total.
Jfiiramentoi
de
Talleirand
—
A
«Gazette anecdolique»
enumera-os
pela
se
guinte
fórma:
’
0s
juramentos
que
prestou
o
príncipe
Talleyrand
foram
treze:
1.
®
A
Clemente
XII
quando
foi
orde
nado
de
presbylero;
2.
”
A
Clemente
XIV quando
foi
no
meado
Bispo
de
Antun;
3.
°
A
Luiz
XVI
em 1780
(Convenção
dos
Estados
Geraes);
4.
°
Ao
Rei
e
á
Constituição
(Federa
ção
<lo
Campo
de
Marte!;
5.
°
Ao
Direciono
em
1793;
6.
°
Ao
mesmo
Direclorio
em
1796 como
ministro
dos
estrangeiros;
7.
®
Aos
trez cônsules—Bonaparte, Sieyés
e
Ducos;
8
°
A
Napoleão,
quando
já estava
unico
cônsul;
9.°
A
Nppoleão
quando
já
imperador;
10° A
Luiz
XVI etn 1814;
11.
°
A
Luiz
XVIII
na
segunda
restau
ração
em
1815;
12.
°
A
Carlos
X
em
1824;
13. °
A
Luiz
Philippe
em 1830».
Era
capaz
de jurar
obediência
até
ao
bey
de Times,
observa
a
«Esperança».
Aecidentes
occorridos
nas
vias
férreas
da
Inglaterra,—
O
«Board
of
Trade»,
folha ingleza,
publicou ha
dias a
estatística annual
dos
accidentes
occorri-
dos
nas
vias ferreas
da
Inglaterra
duran
te
o
anno
de 1878.
O
numero
de
mortos
elevou-se
a
1103
e
o
dos feridos
a
4.007.
D
estes,
corres
pondem
125
mortos
e
1732
feridos
aos
passageiros,
544
dos
primeiros
e
2:007
dos
últimos
aos
agentes
das
companhias
e
traficantes
(traficantes!
na
boa
accepção
do
termo),
e 384
mortos
e
232
feridos
foram-o
nos
passos de
nivel
por causa
de
inobservância
dos
regulamentos,
ou
por
suicídio.
Houve
um
morto
por
cada
4,320:000
passageiros
e
um
ferido
por
ca
da
322:00,1.
O
numero
de kilometros
explorados
foi
de
27:888.
ULTIMAS
IVOT1CÍA.S
Lisboa
14—
Despachos
pelo
ministério
da
justiça:
O
padre
Francisco
Luiz Montai
vão foi
apresentado na
egreja de S.
Thiago
de
Villarelho
de
Ruiz,
concelho
de
Chaves,
diocese
de Braga;
padre
Luiz
Clemente
de
Sequeira
na
de
S.
João da
Pesquei
ra. diocese de
Lamego.
Liem
15
—
Foram
commutadas
ou
per
doadas
as
penas
aos
seguintes
presos:
Anna
de
Nazareth,
Bernardina
Rosa,
Eduardo
Augusto
Dias,
Maria
Joaquina
de
Rezende,
José Geraldes
dos Santos,
Carlos
Augusto
Maia.
Não
houve
nenhu
ma
amnistia.
Vai
ser
enviado uma portaria
á
com-
missão
de
inquérito
agrícola,
chamando
allenção
especial
para
a
agricultura
da
ilha
da
Madeira, que
demanda
promptas
pro
videncias.
Idem
16—Na
Bolsa
venderam-se:
6
acções
do
Banco
Commercial
de
Lisboa,
por
82^000
reis;
20 ditas do
Banco
Lis
boa
k
Açores,
por
93$300;
1
dita
da
Companhia
das Lezírias,
por
58^300;
20
ditas da
Companhia
do
Gaz
de
Lisboa,
por
82$300;
29
obrigações
da
Companhia
das Aguas,
por
84$it00;
3
ditas prediaes
de
assentamento
por
920000;
5
contos
em
inscripções
de
coupons
a
50,78;
di
tas
13:100^000
a
50,76; 6000 escudos
de
fundos
hespanhoes.
A
alfandega
rendeu
hoje
a
quantia
de
21:1770906
reis
Paris
13
—0
presidente
da
republica
assignou
um
decreto
indultando
63 indi
víduos
condemnados
por tomarem
parte
na
revolução
communista
actualmente
de
portados
na Nova
Celidonia
Vienna 14—Persistem os boatos
da
demissão o
gabinete
ausiriaco, presidido
por
Stromayer.
Foi
encarregado
de
formar
o
novo ga
binete
o
conde
de
ThaíTe.
Constantinopla
13 —
Em
consequência
de innumeros roubos
commettidos
em
Constantinopla,
os
embaixadores
preveni
ram
a
Porta
de
que
se
não
tomasse
pro
videncias
os
marinheiros
dos
navios
de
guerra
estrangeiros
desembarcariam
e
fa
riam
a
policia
da
cidade.
Berlim
14—
Diz
a
«
Volk-zeilung»
que
em
Dresde,
Leipzig
e
Zittan
se
tizeram
visitas
domiciliares
na
residência
d’
algun$
socialistas,
entre
elles
um
deputado,
sen
do apprehendidas
varias cartas
e
brochu
ras.
Londres
13
—
O
snr.
Steonope
defen
deu
na
camara
dos
deputados
o tratado
do Afghanistan.
Celtiwayo, mandou
per
guntar
se
submettendo-se
teria
a vida
salva.
Foi-lhe
respondido
que
sim.
Paris 15
—
Foram
afixadas
em
Bruxel-
las
varias
proclamações
ameaçadoras
em
papel vermelho,
allribuidas
aos
socialis
tas.
Paris
16
—
Houve
um choque
entre
os
dois
comboyos da
linha ferrea
d
’
Argenlin
Olme,
resultando
30
pessoas
mortas
e
13
feridos.
A
Áustria
e
a Allemanha
impedirá
a
extenção
da
Rússia
nos
Balkans,
e
for
tificará
as
relações da
Roumelia
e
Bul
gária
com
a
Servia
e
Montenegro
O
sultão
parece
resolvido
a
acceitar
o
prograroma
de
Khereddine-pachá.
E
’
provável
um
armistício
entre
o
Chili
e o
Perú.
ÀfiOMciraios
Rosa
da
Conceição
Rodrigues,
extre
mamente
penhorada
para
com
todas as
pessoas,
que
a
cumprimentaram
por
oc-
casião
do passamento
de
seu
estremoso
marido, João
Rodrigues
Gomes,
vem
por
este
meio
teslimunhar-lhes
a
sua
eterna
gratidão;
bem assim
ás
que
acompanharam
o
cadaver
para
a
egreji
dos
Congregados,
assistiram
aos
oílicios,
que
na
mesma
egreja
tiveram
logar
no
dia
10,
e
ás
que
no
dia
13
assistiram
á
missa
de
requiem,
que
teve
logar
no
templo
do
Populo,
pa
ra
suffragar
a
alma
do
finado.
(2536)
«ragsnHBnniiíms
ANNUNCIOS
EDITAL
A
Camara
Municipal
da
cidade
e
conce
lho
de
Braga
Faz
saber,
que
foi
novamente
espaça
da
para
o dia
22
do corrente
pelas
II
horas
da
manhã
no
Paço
do
Concelho,
a
arrematação do
rendimento
do
arma-
sem
por
baixo do
Tribunal
Judiciário,
por
tempo
d
’
um
anno
com
principio
em
30
de
setembro
proximo
futuro,
e cam
as
condições
que
acham
patentes na Secre
taria
Municipal.
Braga
16
de Agosto de
1879
—E
eu
Antonio
Manoel
Alves Costa,
Escrivão
da
Camara,
o
subscrevi.
O
Vice
Presidente
Antonio
Santos
Azevedo
Magalhães.
Vende-se
ou
aluga-se
uma
mora-
d
a
casas
n.°
8
na
rua
de
D.
Pedro
3.°
com
bons
commodos,
quintal e boa agua;
a
casa
é decente pa
ra
qualquer
familia.
Tanto
para
uma
co
mo
outra
cousa,
trata-se
na
mesma rua
casa
n.°
76.
(2559)
VISIIO
VEKDE,
HftTI,
PURO
E
(SENUI&4)
Vende-se
aos
almudes
e
meios
almudes,
ao
preço
de
30600
rs.
cada
almude,
em
casa
de
seu dono, no
campo
de
Santa
Anna, n.®
53
—
lado
de
baixo.
(2335)
AlLVCtAin-SE
Os
altos
da casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se
á
mesma.
(2337)
MtOTE
PIO DE S. JOSÉ
Por
ordem
do
snr. presidente
da
me
za,
são
convidados
todos
os
socios
que
estejam
no
goso
dos
seus
direitos,
a
reu
nirem-se
em
assembleia
geral
extraordiná
ria de
harmonia
com
o
art
44,
dos
res-
peclivos Estatutos,
no
dia
22
do
corrente,
ás
2
horas
da
tarde,
na
casa
da
Associa
ção
no
largo
de
Santo
Agostinho,
afim
de
resolver-se
o
que
convier respeito
a
admis
são d’
um
outro
snr.
facultativo,
para
tra
tar
dos
socios
doentes
e
suas
famílias,
con-
orme
requerem
diversos
socios
em
re
querimento
de
6
do
corrente.
Braga,
15
d
’ago«to de
1879.
O
secretario
(2558) Antonio
Luiz
Rodrigues.
£
iHSO
A
nova
firma da
Livraria
Nacio
nal
e
Estrangeira do
failecido
Ger
mano
Joaquim
Barreto,
23,
rua do
Souto,
23
B,
Braga, é
Viuva
Ger
mano
Filho.
Pedem
a
todos os
freguezes
e
ami
gos para
que
os
procurem
na dita
rua
e
n.°
Os
seus
preços
serão mais
rasoaveis do
que
em
outro qualquer
estabelecimento.
(2552)
Acaba
de
chegar
á
Livraria
Nacional
e
Estrangeira do
fallecido
Germano
Joa
quim
Barreto
(successores viuva
Germano
&
Filho;,
rua
do
Souto,
23
B,
Braga,
O
PAPA
E
A
LIBERDADE,
pelo
Padre
Constant—
Approvada
por
vinte
e dous
arcebispos
e
bispos
—Prefaciada
por
Camillo
Castello
Branco
—
1
volume
600
reis
;
t
ALMANAK
DAS
SENHORAS
para
1880
—
preço
240;
e
muitas mais
obras.
(2353)
LIVRARIA
NACIONAL
E ESTRANGEIRA
DO
FALLECIDO
Jeremano
Joaquim. Barreto
Successores
Viuva Germano & Filho
23,
Rua
do
Souto,
23 B
— Braga.
Acaba
de
chegar
a
este
abastado
estabelecimento
grande
e
variado
sorti
mento
de livros, tanto
clássicos
como
scientificos,
é
de
piedade,
podendo
sortir
todos
os
lyceus,
seminários
e
aulas
par
ticulares,
sendo as
ultimas
edições.
Tem
lambem
um
grande
e
variado
sortimento
de romances
de
lodos
os
auctores.
fazen
do
a
tudo
preços
d>>
Porto,
com
abatimen
tos.
Recebem-se
assignaturas
para
todos
os
jornaes
de
modas,
e
de
outros
diversos,
tanto
nacionaes
como
estrangeiros;
rece
bem-se
encommendas
para
todas
as
par
les,
tanto
em
Portugal
como
no estran
geiro,
o
que
serão
logo
pontualmenle sa
tisfeitas.
Encontra-se
lambem
n
’esle
esta
belecimento
grande
sortido
de
papeis
para
escriptorios,
e
outras
mais
cousas,
ven
dendo
tudo
mais
barato
do
que
em
ou
tro
qualquer
estabelecimento.
(2360)
No dia
29
do
corrente
mez. pelas
11
horas
da
manhã,
no
quartel
do
regimento
d
’
infanleria 8,
tem
de
se
proceder
á ar
rematação,
em
hasta
publica,
do
trans
porte
das
rações
de
pão
que
da estação
do
caminho
de
ferro
tem
de
ser
con
duzidas
para
o
qnartel
do
dito regimento.
Os
concorrentes
á
dita
arrematação
teem
de
fazer
o
deposito
de 80000
reis
para
garantia
das
respecúvas
condições,
as
quies
poderão
ser
examinadas
no
conselho
ad
ministrativo
do
mencionado
campo,
onde
eslarào
patentes
lodos
os
dias
não
san
tificados,
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Quartel
em
Braga,
18
d
’agoslo
de
1879.
Bernardo
Ozorio,
(2551)
Tenente
d
’
infanteria 8.
i(íLi.!;;;to
juo
uori
successo
N
’esle collegio,
em
Villa
Nova
de
Gaya,
ao
pé
da
ponte pênsil,
admiltem-
se
alumnos
internos
d’
ambos os
sexos,
por
6,
7 e
8
mil
reis
mensaes,
conlór-
me
as
edades.
0
ensino
da leitura é
pelo
systema
de
João
de Deus.
Dirigir
ao
di-
rector
M. J.
G.
de
Mello.
(2554)
Precisa-se d
’um cosinheiro
habilitado
e
de
bom
comportamento.
Quem
pretender
dirija-se
a
esta
redacção,
onde
receberá
mais
esclarecimentos.
(2550)
ARREMATAÇÃO.
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
carlorio
do
escrivão
do
2.°
oíli-
cio
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
no
dia
24
do
corrente
mez
d
’Agosto,
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
ju
dicial, sito
no
largo
de Santo
Agostinho,
d
’
esta
mesma
cidade,
onde
se
costumam
fazer
as
arrematações,
se
tem
de
proceder
em hasta
publica
á
arrematação
d
’umas
moradas
de
casas,
com
quintal
e
poço,
com
os n.os
17
e
18,
sitas
na
rua
de
S.
Domingos,
freguezia
de
S.
Viclor,
desta
mesma
cidade,
de
natureza
de
praso
á
casa do
fidalgo
do
Tanque,
d
’es’
a
mesma,
com
o
fôro
annual
de
1$800
reis
em dinheiro,
com
o laudemio
da
quaren
tena;
confronta
do
nascente
com
a
rua
publica,
poente
com
a
quinta
do
fidalgo
do
Tanque,
norte
com
prédio
dos
her
deiros
de
José
da
Cunha,
sul
com
prédio
de Domingos
José
Fernandes;
e
foram
penhoradas
ao
executado
Antonio
José
Ferreira
Buzêna,
solteiro,
de
maior
eda-
de,
da
mesma
rua
de
S.
Domingos,
fre
guezia
de
S.
Victor,
d
’esta
cidade,
nos
autos
de
requerimento
de
execução
que
Domingos
José
Fernandes,
viuvo
que
ficou
de
Fraucisca
Thereza Buzêna,
da
mesma
freguezia,
lhe
promove
por
este
juizo
e
carlorio
do
predicto
escrivão; cujas
pro
priedades
voltam
á
praça
segunda
vez
por
não
haver
na
primeira
lançador,
por
meta
de
do
seu
valor
que
é
a
quantia
de
489<5000
reis.
Todas
as
pessoas
que
nas
ditas
casas
queiram
lançar,
poderão
comparecer
no
dito
dia,
hora
e
local
designado.
Braga,
11
d
’agosto
de 1879.
O
escrivão
João
Marcos
d
’Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão
4.
Carneiro
de
Sampaio.
(2548)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’
esta cidade,
faz
publico,
que se
acha
vago
um
logar
de capellão
do
Hos
pital
de
S.
Marcos.
Cs revd."
s
sacerdo
tes
que
pretenderem
occupar
o
dito
lo
gar,
dirigirão
seus
requerimentos
á
dita
Meza
até
o
dia 31
do corrente,
e
colhe
rão
quaesquer
esclarecimentos
que
preci
sem
na
secretaria do
mestno Hospital.
Braga,
II
d
’agosto
de 1879.
O
Escrivão
da
Meza
Lourenço
da
Cosia
Gonçalves
Pereira
Remardes.
(2549)
OFFERECE-SE
para
qualquer serviço,
um
homem
que
necessita
de ser
arruma
do, e
que
dá
abonamento
n’
esta
cidade.
Já
foi
soffrivelmente
remediado,
mas
pre
sentemente
necessita
ganhar
pelo
trabalho
os
meios
de
subsistência
para
si e
para
uma
filha.
Quem
d
’elle
precisar,
mesmo
que
seja
por
caridade,
póde
dirijir-se
á
rua
dos
Sapateiros,
n.°
6.
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPH1LATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em seis
ou
oito
dias toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais rebeldes.
Vende-se
em Braga
na
pharmacia Alvim,
á
Porta
Nova.
Em Coimbra,
pharmacia
Barata Di-
niz,
rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal
no Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo n.°
742,
proximo
ao Palacio
de
Chrystal.
Preço
de
cada
frasco
—4(
0
rs.
(2506)
PECHIMCHA.
Vende-se
oti
troca-se
por
casas
velhas
—
a
bonita
casa construída
de
novo,
com
muitos
commodos
e
lindas vistas
—
situa
da
na
rua
de S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar,
acha-se
auclorisado
o
snr.
Fran
cisco
José
Ferreira
Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua
—
e póde-se vêr
a
qualquer
hora.
(2542)
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77 e
79.
AUG
A-SE
Uma boa morada de
casas
com
dois
andares,
sita
na
rua
do
Anjo,
n.° 20 e
20
A,
Está
encarregado
de
a
mostrar
e
tra
tar
do
aluguel
o
snr. Oliveira,
aferidor,
morador
na
mesma
rua
n.°
22.
(2547)
llI
CLAIl
«ÇÃO
O
abaixo
assignado
declara para
todos
os
effeilos
que
d’ora
em
diante
se não
assignará
mais
Domingos Antonio d’
Arau-
jo,
mas
sim Domingos
Antonio d
’Araujo
Simões
Antunes
Macuas.
Villa
Verde
10 d
’
agosto
de
1879.
Domingos
Antonio
d
’Araújo
Simões
Antunes
Macuas.
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam-
p
0
(
|
e
Sanl
’Anna, n.°
68.
(2298)
Vinhos
puros
do
Douro,
colhidos
em
casa
do
proprietário,
e
enviados
sob
a
vi
gilância
do
mesmo
para esta cidade.
Garante-se a
sua
pureza,
e
agradeci
do
se
acceita
qualquer
analyse que
pre
tenda
fazer-se-lhes.
Vende-se
no
campo
de
S. Thiago
n.°
8
ou
na
rua
do
Farto
(traz
da
Sé)
n.°
9
a
2$100
reis
o almude
ou
dezeseis
li
tros
e
oito decilitros.
(2545)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de Santo
Antonio da
Pra
ça Municipal
tem
65()$000
reis
para
mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
VENDE-SE
a
casa
da
rua do An-
jo
n.°
11
e
11
A.
Quem
a pre-
t
eriter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Quem
perdesse
um
objecto
de
ouro
pertencente a corrente
de
relogio
falle
em
casa
do
ourives
Mello;
dando
os
signaes
certos
será
entregue
pagando
o
annuncio.
(2543)
Caixa
penhorista
Brucnrense na
Travessa
de
B>. Gualdian
d
’
esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
lodos
os mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com alrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
Fabrica a vapor de fundição
ferro
e metaes
Travessa
de
S.
João
—
EBraga.
N
’
esta
fabrica,
unica na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra, tanto
de
ferro
como
de metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras loca
lidades,
pcis
que
no
seu
estabelecimento se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos no
Porto.
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
avul
sas, como
são: boxas
para
eixos de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bornbas
de
qualquer pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para copia
dores,
fuzos
de novo
systema
para
la
gares, ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Além
d
’
eslas
obras,
que
ba
feito,
toma
encommendas
para
todas
que
possam
fazer-se de
ferro,
aço ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
d’este
genero
principalmente
bornbas de
poços.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e
10, d’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construí
das
de
novo;
tracta-se
com
Antonio
Sil-
verio
de Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2431)
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
saltas,
||
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar em 80
reis
a
peça.
£»
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas de
casas, tudo de boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo de
primeira
qua
lidade.
BREVE COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
pelos
missionários
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação de S.
Exc
*
Revm
*
o
Snr.
1).
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Ceremomal segundo
o
rito
Romano
que deve
observar-se
na
Tercia
e
missa
conventual
cantada na capella
do
Seminário
Conciliar Bracarense.
Escripto
pelo
Presbytero
JOÃO REBELLO
CARDOSO DE MENEZES,
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário,
e
no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço
....................................
120
rs.
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia
fabril
SINGER
Í5—
rua
de
S.
Vicente—
t,
BRAGA
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o mundo
conhece
e
que
nunca
tive-
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Vendeu no
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1877,
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Vende
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e
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ao
alcance
de
todas
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fortunas,
a
prestações
de
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sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga-
mento.
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famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros e
sapateiros
A
COMPANHIA
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Garante
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suas
machinas
não
só
no seu
bello trabalho, como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o publico
que te
nha
todo
o cuidado para
não
ser enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas,
por infelicidade
d’ellas,
o
tem sido.
As
machinas
legitimas
SINGER
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE S.
VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districios
de
Portugal
e His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão GRÁTIS.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericor
dia,
de
Braga, tendo
em consideraç
a avultadissima
despeza
que
está
cus
’
do o
fornecimento
de
pannos e
A
l0S,/s,
o
curativo
de feridas no
Hospital
de •
Marcos,
empenha
n
’
esle
acto
de
cari
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bei
i
evu iw
w »r
Tir'.w«mv J «M——
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da Sil^
- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
4 S79
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITANA-
Parte de Comércio do Minho (O)
