comerciominho_12081879_971.xml
- conteúdo
-
RCIO
DO
HK
FOCHA
POS.ITICA
TS
I«OTl<nOS.%.
REDACTORES—D.
Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
PREÇO
DA ASSIGNATQRA
PREÇO
DA ASSIGNATURA
7? ÁNTÍO
Braga, 12
mezes..................... 1&600
»
0
.......
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios cada linha
............. 20
Repetição
..............................
io
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SAGRADOS.
Províncias,
12
mezes............................ 25,000
»
6
»
............................ 1&050
» sendo duas assignaturas
Rrazil,
12
mezes,
moeda forte. . 3&600
j
Folha
avulso.................................... 10
N.° 971
JS
20. A
&
TERÇA-FEIRA
12 BE
AG8ST0 DE £879
6» parir
***
,
o
*
frade
*
,
e
u
*
íibe-
rt»ea.
(Oflerecido
aos catholicos liberaes).
«Res,
noh
verba».
Não ha
uma unica
pessoa
de
juizo
que não
pasme
da
semceretnohia
(não
lhe
quero
chamar
desafôro,
qne
é
feio)
com
que
os
liberaes
viram
o
bico
ao
prégo,
mentem
e
calumniam,
á
face
de
Deus
e
de
todo
o
mundo,
conhecendo
perfeitamenle
que
lodos
lhes conhecem
as
patranhas
mal
urdidas.
Factos
contemporâneos,
e
geralmente
conhecidos,
são
por
ell
s
adulterados,
nar
rando-os
de
um modo
complelamenle
di
verso
do
que
elles
aconteceram, sem
ver
gonha
e
sem
receio de passarem
por
trapaceiros
e
calomniadores
descarados!
Praticaram
as
patifarias,
e
altribuem-as
aos
adversários,
gritando
aqui
d
’el
rei con
tra
os
resultados,
por
elles
e
por lodos
previstos—
quero
dizer—
fazem
o
mal
e
a
caramunha!.
—
Senão,
é vêr.
São
raríssimos os
liberaes,
que
não
acoimem de
estúpidos
e
máus,
os
padres;
e nenhum
deixou
de
exultar
com
a
sup-
pressão
das ordens
religiosas.
Ha
45
an
nos
que não
ha
frades,
e
a
sanha
im
placável
contra
elles.
ainda
continúa
tão
feroz
como
em
1834.
Querem
ver
comque
razão?
Ahi
vae.
Durante
o
reinado
do
Snr.
D.
Miguel
I,
havia
muito padre realista,
é
verda
de;
mas
também havia
muitos
que eram
liberaes—
talvez
em
numero
não
inferior
aos
primeiros.
Se
fossemos
a
contar
os
padres
liberaes
e
os indiflerentes,
havia-
mos de
achar
cértamente
um
numero
muito
superior
ao dos
verdadeiramente
realistas.
Devemos
todavia
confessar
que
enião,
o
nosso
clero
secular,
era, na
sua
ma-
xima
parle,
muito
instruído.
Notava-se
uma
coisa
sobremaneira
di
gna
de
reparo.
Os
padres
estupidos,
de
vassos,
e
relaxados
eram
todos
(ou
quasi
todos)
liberaes;
e
não
conheci
um
unico
padre
instruído
e
de
bons
costumes,
que
não
fosse
realista.
No
exercito
do Snr.
D.
Miguel, não
andava
um
unico
padre
de
trabuco na
mão—
no
éxercito
liberal,
andavam
cen
tenares.
Estes,
depois
de 1834, expulsa
ram
das
suas
egrejas
os
parochos
vir
tuosos
e
illustrados, e
os
substituíram.
Nem
só
os
simples
parochos
de 34
eram d’esta
gentinha;
vimos
com
horror
e
vergonha,
elevados
á
dignidade
episco
pal,
alguns que
fizeram
parle
dos
7:500,
e dos
façanhudos
defensores
das trinchei
ras
do
Porto
e Lisboa.
Esta bôa gente,
veio
para
as
egrejas,
cheirando
a pólvora,
a
aguardente
e
a
cigarros
brejeiros,
e
usando
a
linguagem
das
cazernas.
Criam
tanto
em Deus
e
Santa
Maria,
corno
eu
creio
no
Alcorão.
Em
summa.
eram
todos,
ou
quasi
todos,
pedreiros
livres
e
atheus.
Estes
padres, com os
seus
péssimos
exemplos,
fizeram
á
Religião
um
mal in
calculável.
Não
só corromperam
o povo,
mas
lambem
transformaram
muitos outros
padres,
em
devassos
como
elles.
Mais
—
Eu
tive
por
condiscípulos
alguns
brutos,
que
nunca
passaram
das
ordens
menores,
e conheço
dous
parochos
e
al
guns
clérigos
de
requiem,
a
quem
Dom
João de
Magalhães
e
Avellar,
bispo
do
Porto,
disse por
mais de
uma vez —«Fa
zem
mal
em
andar
a
derreter
a
paciên
cia
dos
seus
mestres, e
as
economias
de
seus
paes:
vão
pára
casa
lavrar
e cavar,
que
empregam
melhor
o
seu
tempo.
Em-
quanto
eu
for
prelado
d
’
esta
diocese, vo
cês
nunca
passarão
da
menoristas.»—
E
vae
—
chega
o
anno
de
1834,
e
quanto
patife
e quanto
bruto
havia,
que
quiz
ser
padre,
todos
foram
servidos
’
com
a
mais
escandalosa
facilidade!
Havia
o
scisma
em
Portugal,
e
todos
aquelles
alarves
conseguiram dos
bispos
eleitos
(que eram
frescos......)
e dos
go
vernadores
dos
bispados
(escolhidos
a
dê
d<r.
demissor.ias,
com
que
foram
bus
car
ordens
de subdiacono,
diácono
e
pres-
bytero
— tudo
de utna vez
—
a
Castella
e
á
Galliza.
Tudo
passoii!... .
Entre
estes ordinandos.
alguns
havia
(muito
poucos)
bons e
instruídos;
mas
o
resto,
nem o
seu
nome
sabia escrever
em
termog!
Esta
sucia,
junta
aos
soldados,
cabos,
sargentos
e
ofliciaes
coroados,
dos
polacos,
patacos,
qamellas, provisorios,
etc.,
etc.,
etc.,
invadiu
as
d'fferentes
parochias
do
reino,
e fizeram
todas
as
diligencias
por
desacreditar,
por todos os modos possí
veis, a Religião
Catholica.
Isto
são
verdades
incontestáveis
e
evi-
dentissimas;
mas, apezar disso, nas côr-
tes,
nos
jornaes
(d
’
elles)
e
em
toda
a
parte,
não
teem
cerrado
de
berrar
con
tra
a
itómoralidade
e
falta de
illustração
do
clero portuguez!—
Pois, diga-se
a
ver
dade, desde
que
o
diabo
foi
levando
para
o seu santo
reino
os
abbades
de
tarim
ba,
e
muitos
dos
outros
padres
de
fá
brica
gallega,
os
prelados,
quasi
lodos,
leem tiio grande
cautella
na
escolha d
’a-
quelles
a
quem
conferem
as
ordens
sa
cras,
e o
nosso
clero
actual,
com
peque-
I
nas excepções,
é
bom
e
instruído.
Temos
6 ou
7
padres apóstatas, que
se
fizeram
protestantes,
para
casarem
com
mulheres
ricas
e
lhes
devorarem
os
do
tes;
mas
esses
não
fizeram
cá
falta
ne
nhuma;
foi
jôio
que
se
limpou do trigo;
foi
matéria
pútrida
que
sahiu
pelo
cano
de esgota
do catholicismo.
Todo
o
mundo
tem
notado,
que
os
clérigos
mais
sábios
e
exemplares
do
protestan
tismo,
o
teem
abjurado,
e
são
hoje
catholicos;
e
os pa
dres
catholicos
que
aposta-
tam,
são
o
refugo
da
chris-
tandade.
Isto
ninguém
póde
negar.
Vamos
agora aos
frades.
Nos
últimos
annos
da
sua
existência
em
congregação,
residia eu
no
Porto,
e
sabia,
por
ser
geralmenle
sabido,
o
se
guinte,
com
respeito
aos
frades
d
’
aquella
cida
le—
Eram
quasi
todos liberaes
—os
francis-
canos,
de
S. Lazaro;
os
grillos
os
loyos
(do
Porto
e
de
Oliveira
do
Douro)
e
os
benediclinos
Também
eram
a
maior parte
liberaes,
os
conegos
da
Sé,
os
de
Cedo-
feila,
os
clérigos
e
os
congregados.
Eram
quasi
todos
realistas, os fran-
ciscanos,
da
Ferravía,
os cruzios,
da
Serra
do
Pilar,
e
os antoninhos,
de
Valle
de
Piedade.
Mesmo
entre
as
freiras
havia
muitas
que
pendiam
para a
parte
do
arrôcho
—
As beneditinas,
e
as
de
Villa
Nova
de
Gaia, eram
quasi
todas liberaes.
As
cla
ras,
eram
metade
liberaes,
metade
rea
listas.
As
franciscanas,
de
Monchique
e
as
carmelitas,
eratn
quasi
todas realistas.
Por
todo
esse
reino
acontecia
o
mes
mo; de
módo
que, se
fossemos
a
con
tar
separãdamenle
os
frades
e
freiras
rea
listas
e
liberaes,
havíamos
de
achar
maior
numero d’estes
do
que
d
’
aquelles.
Todas
as
freiras
exemplares e
sem
mancha,
eram,
por
via
de
regra,
realis
tas.
A
maior
parte
das
outras..........
Gom
os
frades
acontecia
exactamente
o
mesmo.
Os
devassos,
os
relaxados,
os
incorregiveis,
e
que
estavam
—
uns
presos
nos
troncos,
outros
degredados
em
hospí
cios,
e
outros
andavam
á
tuna,
por
esse
mundo
de
Christo,
sem
distinctivo
algum
que
os
désse
a
conhecer como
frades
—
eram
todos
liberaes,
e
á
maneira
que
se
podiam hir
escapulindo,
se
incurralavam
no
Porto,
e
se
transformavam
em
solda
dos
libertadores,
fazendo-nos
fôgo, sem
alma
nem
consciência.
Não
lhes
digo
nada!
—
Assim
que
ter
minou
a
guerra,
em 1834,
os
laes
fra
des
tarimbeiros,-
saltàram
se
aos
parochos
legitimamente
cbllados,
expulsaram-os
das
suas
egrejas,
e
lá
se
encaixaram
auctori-
lale
qua
fungor, contra
todas
as
regras
do
direito
canonico,
e
então
é
que
foi o
bom
e
o
bonito!—
Não
houve
falcatrua,
indecência,
imm
'ralidade
e
patifaria,
que
não
praticassem
com
o
maior
descaramento
e
semeeremonia!—
Se
elles
eram
todos,
ou
quasi
todos
atheus
ou
mações!
......
E
estas
almas
do
diabo,
ainda
teem
cara
de
gritar
contra
os
padres
e
frades
estupidos
e
devassos.
Pois
lá
os
leem
nas
suas
fileiras; são
seus,
e
ninguém
mais
lhos
cobiça
—a não ser
para
os
mandar
de
presente a Satanaz.
Os
liberaes não
teem
cessado
de
grilar
contra
a
inutilidade,
estupidez,
e
ociosi
dade
fradesca.
Ah, paspalhões!
—
Aquera
deve
a
Europa,
a
America,
e
grande parte
da
Asia
e
da
África,
os
seus
melhores
livros,
sobre
todas
as
sciencias,
senão
aos
frades,
e
principalmente,
aos
jesuí
tas?
Os frades eram
ociosos,
dizeis
vós,
liberaes?
—
Vós
que
lhes
roubastes
os
seus
mosteiros e
cercas,
uns,
para
d
’
elles
fa
zerdes
as
vossas
residências,
ou
dardes!
aos
vossos
compadres,
e
outros
para n’
el-
les
estabelecerdes
as
vossas
cortes,
os
vos
sos
hospitaes,
os
paços
dos
vossos
reis,
os
vossos
tribunaes, e
as vossas
reparti
ções
publicas.
Trapalhões!
Dizei-vos
calholicos-liberaes —
dous
ad-
jectivos
que
se
repelem,
nem
mais
nem
menos
como
se
dissésseis
atheus
crentes
—
ou
diabos-santos!
Eu
sou
muito
parvo;
mas
não
acre
dito
—
apezar
de
toda
a
minha
tolice—que
alguém
possa
ser
liberal
e
catholico
de
boa
fé.
Antes
de
1834,
ainda
a
união
hybri-
da
d
’
aquelles
dous
adjectivos,
podia
en
trar
na
mioleira d
’alguns illudidos; mas
hoje.....
boje
estão totalmente
desmasca
rados.
Hoje
todo
o
mundo
sabe
quem
é
de
Deus,
e
quem
é
do diabo.
Na
minha
opinião (que pouco
ou na
da
vale) os
chamados
calholicos-liberaes,
ainda
são
mais
perigosos
para
a
religião,
do
qne
os
que
atiraram
com a
máscara
ás
horligas.
Estes,
se
quer
ao menos,
não
enganam
ninguém.
(Que
os
outros,
a
mim,
e
a muitos,
nunca
nos
enganaram.)
Vinde
cá
impostores-
se
sois
catholi
cos,
para
que
profanastes
com
o
mais
sacrílego descaramento
tantos
templos
ca
tholicos?
Ouvi
—
Quereis
saber
o
que fizestes
a
trinta
e
quatro
egrejas,
só
na
cidade
de
Santarém?
Eu
vos
digo
—
Egrejas
de frades.
1.
a
—
A
da
88. Trindade,
foi converti
da
em
paiol
de
utencilios
de
guerra
2.
a
—
A
de 8
Francisco,
depois
de
n
’
ella
se
commetterem
os
maiores
sacrilégios,
profanações
e
vandalismos,
serviu
por
mui
tos
annos
de
monturo
dos
soliados,
e
desde
1834,
está
transformada
em
ca
-
vallabiça
, servindo-lhe
de
pavimento,
os
ossos
venerandos,
dos paes
e
avós
dos
actuaes
sanlarenos!!!......
3.
a
—A
de
8. Bento, foi
por
vós
ar-
razada, sem d
’ella
ficar
o
minimo
vestí
gio.
4.
a—
A
do
Carmo,
está
profanada,
e
desmantellada.
5
a—A
dos
agoslinhos
calçados,
foi
com
prada
por
uin
homem
de
bem
<o
Snr.
Silverio
Alves
da
Cunha)
e assim
esca
pou
á
vossa
impiedade.
O
mosteiro é
que
não
escapou,
porque
o
reduzisleis
a
cin
zas.
6.
a—A
de
Jesus,
vae
cahindo
em
ruí
nas,
pelo
vosso
desprezo
e
descrença.
7.
a
—
A
dos
arrabidos,
está
reduzida
a
capella
do
cemiterio,
que
construisteis
no
chão
do
convento.
8.
a
—
A
de
Santa
Catharina,
reduzis-
lel-a
a
dinheiro.
Egrejas
das
parochias
suppr
unidas.
9. a
—
8.
Martinho.
Depois
de
lhe
rou
bardes
quasi
lodos
os
objeclos
do
culto,
fostes-lhes
roubando
a cantarú,
e
vendes
tes-lhes
os
restos,
que
vão
ser conver
tidos
em
nm
lheulro
e n
’
um
club.
10.
a—
8.
Lourenço.
fii
roubada,
e
de
pois
arrazada
de
tal
maneira,
que hoje
nem se
sabe o
logar
em
que
existia.
H.
a—8.
Thiago.
fizestes-Ibe
o
mes
mo.
12.
a
— S.
Matheus,
é hoje um
pa
lheiro
.
Capellas.
13.
a
— São
João
do
Alporão—
um
dos
mais
venerandos
monumentos
existentes
em
lodo
o
reino—
foi
roubada
e
profana
da
como as
outras,
e
por
fim,
transfor
mada
em
um
réles
theatro.
Hoje
é
mu
seu archeologico,
ou
eslá-se
preparando
para
isso.
14.
a—
8.
Sebastião
—
fizestes
d’
ella cel-
leiro,
e
depois
cocheira
.
Lá recolheis
as
vossas
bêstas;
e,
para
maior
escarneo
da
religião,
ainda
conserva
todos
os
ex
teriores
do
templo!
15.
a
—
Santo
Amaro,
é
hoje
celleiro.
16 a —
Espirito
Santo,
é
agora
pa
lheiro
.
17.
a
—
Santa
Anna,
vendida
e
arra
zada.
18.
a
—8.
Lazaro
—convertida
em
pa
lheiro
.
19.
a
—
8. fíoque
(ou Virtudes)—conver
tida
em
PALHEIRO,
E
CURRAL
de
BÊS-
TAS.
2<>.
a—Santo
Antão—
arrasada.
2L
a
—
N.
Senhora
da
Vtctoria—
idem.
22.
a—
N
Senhora
da
Gloria,
na
Ri
beira
—
idem.
23
a
—
N.
Senhora
das
Neves,
idem,
idem.
24. a—
N.
Senhora
de
Palhaes
—
idem,
idem.
(Ainda.existe
a
porta
principal
que
é a entrada
de uma
horta
feita no chão
da
capella.)
25.
a
—S.
Barlholomett
—idem,
idem.
26.
a—8.
Pedro—arrazada
coplelamete.
27.
a
—8.
Miguel
—
só restam
as
ruí
nas.
28.
a
—
Santo Milagre (a
ermida
da
rua
das
Esteiras)
desmantelada.
29. a—
N.
Senhora da
Conceição—arra
zada.
30.
a
—
S
antos Apostolo
.
(que
depois foi
dos
monges
benedictinos)
armada
e
o
*
mosteiro,
sem
deixarem
vestígios.
31.
a
—S.
Barlholomeu
íos
Caiulíeiros—
(templo
memorável
por
n
’
elle
instituir
D.
AfTonso
Henriques,
a
ordem
de
8.
Miguel
d
’
Ah)
arrazado.
32.
a
—
S inta
Êtt/éinía—
amzada.
33.
a
—
Maire de
Deus (ou
Senhora
da
Vallada)
—
arrazada.
3L
a
—S.
Djmingos
de Monlíráz—
des
mantelada.
E
dizeis
que
sois
calholicos!
......
João
Baptista
da
Silva Leilão
de
Al
meida
Garrett.
antes
de
ser
visconde,
di
zia
que
os
coinmendãdofes,
os
conselhei
ros
e
-os
barões,
forain
herdeiros
dos
fra
des,
e
os
vieram
substituir.
Em
Santarém
ainda
foi
pior.
Aqui
ha
via
antigarnente
muito
frade,
e
hoje
ha
muita.
...
bêsta.
Eu
não quero
dizer
n
’
isto
que
os
san-
tarenos
sejam
bestas
—Deus
me
livre
dei
pensar
em
semelhante
cousa —
o
que
pre
tendo
provar
é
que
hà.
Jioje
alli
muito
maior numero
de bêslas
(cavajlos,
ma
chos,
burros, porcos,
cabras,
etc.—
en
tenda-se
bem)
do
que>
havia
antes
de
-1831.
a
o
^
õçeu
c1oaft
Se
a
cidade tem diminuído
conside
ravelmente
de
população,
ibípede.,
dm
com
pensação,
tem
augmentado
prodigiooameo'
te
na
quadrúpede;
a
ponto
dos
catholicos-
liberaes
d
’alli,
se
vètfem
na
necessidade
de
converter
muitas
das
Suas
egrejas,
em
cavallariças,
curraes
e
palheiros,
co
mo
acabámos
de
vêr.
Já
vae
muito
longa
esta
estopada,
e
não
quero
quebrar
mais
a
cabeça aos
meus
leitores.
Para
a
outra
vez
nos
ri
remos
(com
rizo
amarello,
já
se
sabe)
das
coherencias
dos
liberaes,
e
da
sua
habili
dade
satanica
em
desfigurarem
as
cousas,
fazendo do feio bonito,
e
do
preto
bran
co,
e
vice
versa.
Por
boje
basta.
z
.
Augusto
de
Pinho
Leal.
—
— -«r
>"Ter-T£Sl
Ox-------
A’
retlncrAo
<
*
o
tConunareio dn
Minho
*
.
Londres,
5
de
Agosto, 1879.
Lendo
agora
o
Commercio
do Minho
de
31 de
julho,
n.
u
966,
encontro
na
pagina
3,
*
,
sob
a
epigraphe.
Historia
cur
ta
da
Locomotiva,
uma
relação,
dos
di
versos
homens
que
contribuíram
para
a
invenção
da
mesma locomotiva,
ou
da
ma-
china
de
vapor.
Entre
as datas,
pelo
menos,
que
alli
se
dam,
de 1750
e
1779
(e provavel
mente,
antes
da
primeira
das
duas), de
via
vir
o
nome
do nosso
grande
Sento
de Moura
Portugal,
natural
de
Moimenta
da
Serra,
perto
de
Gouvea;
que
primei
ro inventou
o
modo
de
a
maquina
de
vapor
se
mover
per
si
mesmo.
Na
çollecção
das
Transacções
Philoso-
phioas
da
sociedade
de
Londres
(da
qual
Bento
de Moura
era
socio),
vem,
no vo
lume
de
1753,
e
se
bem
me
recordo,
a
paginas
230,
ou
330
(ou
por
ahi
per
to,
pois
ha
59
annos
que
vi o
livro),
a
noticia
e
memória
d’
es.ta
invenção,
com
a
epigraphe:—
«Invento
para
a bornba
de
fogo»
(era
o
nome
que então
lhe
davam)
«da
invenção
de
Savary,
com a
maqeira
de
se
mover
por
si
mesma,
,
por
Bento
de
Moura
Portugal,
cavalheiro
Portuguez»;
Vem
acompanhada
a
descripção
pelo desenho
ou
estampa
da
maquina.
çr
Coino
ha
tantos
annos
que vi
q
(i-
vro,
poderá
haver
alguma
inexaclidão
nas
minhas
palavras; mas-
nenhuma
no
façtp.
Póde
a
cousa
ver
se
mais
exactamente
no
volume
que,
eu
publiquei,
tl
no
anno
da
minha
formatura,
em
Coimbra,
1821,
com
o
titulo:
—
Inventos
e
vários
Planos
de
Bento
de
Moura
Portugal
,(na
Imprensa
da
Universidade);
com unjas
breves noticias
preliminares,
que
lhe
aniepjM<ibi
_
exisd
■
Na
Historia
da
Maquina
de
vapor,
pe
lo
celebre
Doutor
Lardner,
dá
elle
noti
cia
d
’
esta
invsnção
do
nosso
Bento
de
Moura,
e
da
sua
prioridade
em
dar
as
sim
á
ruachina
o
self-movemenl,
«movi-
mento-proprto»;
ainda
que
acrecenla, hou
vesse
depois
obtido
por
differonte-maneira
o
mesmo
resultado.
>
_
Pela
apreciação
que
faz,
todavia,
Ben
to
de
Moura,
falando d
’
aquella
sua
inven
ção,
se
vê,
como
elle
calculava
já
os
im
portantíssimos
resultados
da
mesma
appli-
caçãu
do
vapor,
qua
elle
assim
tralavai
de
uliiisar.
—
E
’
notável
(e
faz
pouca
hqu-
ra
aos
Inglezes),
que
nas
ultimas edições
da
sobredita
Historia
do
Dr.
Lardner,
sup-
primiram
toda
a
menção
do invento de
Bento
de Moura.
a
.
H. SAKAIVA.
Liaboa,
9
de
agosto
de
lt»9O.
pu
«osso correspondente)
0
nobre
partido legitimista perdeu, no
dia
31
de
julho, um
dos
seus
mais disí-
linctos,
e
mais
lieis
membros.
D.
José
Manoel
de
Vilhena.
O
finado
foi
um va
lente
defensor
da
bandeira legitima,
pela
qual
verteu,
duas
vezes,
generosamenle
o
seu
sangue no campo
da
batalha.
Efa
um
nobre
caracter,
d
’
aquelles
que
sabem
que
noblesse
oblige.
São
já
poucos
nesta
epocha
de
asco-
rosa
degeneração.
D.
José
de
Vilhena
sacrificou
toda
a
sua
longa
existência
á
causa da patria;
o
Rei encontrou
netle
o
servidor
liei,
e
dedicadíssimo,
na
fortuna,
e
na
adversi
dade;
e
todavia
apenas
nove
pessoas
fo
ram
ao cemitério dizer
o
ultimo
adeus
ao
amigo,
e
tributar
á
memória
do
legi-
timisfa,
d
’
antes
quebrar
que
torcer, a
homenagem
sempre
devida
aos
caracteres
como
o
de
D.
José
de
Vilhena
!
Realistas, quatro!
0
honrado
conde
da
Redinha,
porém,
não
foi por
justo
motivo.
0
governo
segue
o
trilho
dos
seus
antecessores.
Já
entrou
no
caminho do
empréstimo,
isto
é,
deu
mais
um
golpe,
já
entre
tantos,
no
credito,
em
mui
pre
cárias
circumstancias
do
thesouro,
que
geme,
e ha
muito,
sob
o
enorme
peso
da
divida
contrahida
pelos
perdulários da
liberdade.
-on-obimcl
eob
Effectivamente
ella
não
sabe govçrnar
senão
estendendo
a
mãq
á
usura,
e
esma
gando
o
povo
com
p
tributo
excessivo
e
de
todo
ponto
vexatorió.
2£
b
0
çonde
de
Chambord
dirigiu
á
Eran-
ça
uma
,i;
ç^rfq,.
que
bem
lhe
pode^.(^s.
chamar
um
manifesto,
em
que.
o
ílluslre
representante
da
monarchia
de
S.
Luiz,
se
ostenta»
mais
outra
vez
ainda,
digno
de
ocçupar
o
throno,
e
conscio
de que
a
nação
o chamará,
em
breves
dias, como
p,
umco
meio
de
ser
salva.
Hontem
chegou a
Lisboa,
vindo
do
norte,
o ministro
da
guerra.
Foram
ao
eplfonçamenlo
alguns
olliciaes,
e muitos
á
estação
d
’esta
cidade
dar
as
boas
vin
das ao
recerachegado.
Os
cumprimentos,
como
sabeis,
são ao
poder,
não
ao
ho
mem Se
ám.anhã
o
demiitirem, nascem-
lhe
hervas
á
porta
Hontem
as
zumbaias
eram ao caro
Fontes,
hoje
ao
Abreu,
e
depois
ao
que
o
substituir.
No
(ira
de
tudo,
comedia.
A
Granja
tem
agora
o seu
S.
Marti
nho.
Os
uepotes
esfregam
as
mãos,
não
cabendo
de
contentes,
pois
vão
pescando
nãs
aguas
turvas.
0
Rego,
o orador
geral
das
baccanalias
progressistas, couta
com
o
logar
de
contador
da
junta
do
credito,
e
com
tanta
plausibilidade
que
me aflir-
mam
que
já
está
dado
o
logar,
que
deixa,
de
secretario
do Tribunal
do
Commercio
ao
Manoel
Emauz.
Hoje
é
trunfo, e
por
que
o é,
já
tem
empregado
na
camara.
ou
administração
de
Belem,
um
dos
fi
lhos.
Comtudo
ficou
classificado
em ter
ceiro
logar
no
concurso.
Hontem
devia
ter
sido
a
entrevista
do
imperador
Guilherme
com
o
seu
collega
o
imperador
d
’
Austria,
em
Gaslein.
Bismark,
e
Andrassy
acompanham
os
dois
impe
radores.
-
«'/.Aàdc
Belem,
dizem
me,
tem
este
anno
uma
novidade,
que
deve
agradar
muito
ao
lib,eralismo.
Ha
uma
barraca
com o
rotulo:
Deus
é
Amor.
E
sabeis
de
que
está
cheia?
De
livros
protestan
tes.
Á
aucloridade tem
olhos,
mas não
vê
aquelle
ultrage
á
religião
do
Estado,
e
aquelle
meio
de
corromper
as
multidões
inexpertas.
*
nttali>
’b
Mas
que
ijnporta
ao
governo
liberal
que
os
filhos
do
povo
sejam seduzidos
pela
voz
da
sereia
heretica,
elle que
hqs-
tjlisa,
quanto póde,
a causa
da
Egreja,
ha
tanto
perseguida
pela
maçonaria
enfei
tada
com
as
galas
da
liberdade?
Houve
em
Belem
ha
poucos
dias
sus
peitas,
de
febre
amarella,
em
virtude de
terem
adoecido
tres
pessoas,
uma
das
quaes
falleceu,
com
alguns
symptomas
da
ailmlida moléstia.
Reuniu-se
logo o
con
selho
de
saude,
mas
até
boje
não
ha
ra
zão
de temer
que
o
terrível
ílageilo
se
desenvolva,
e
nos
afflija.
0
duque
t|e
Avila
continua
doente,
mas
com algumas
melhoras,
gmbpra
va
garosas;
o que
não
admira,
porque
está
em
lucta
com uma
enfermidade
grave,
e
com os
annos,
que
não
são
já
poucos.
Deus o
restabeleça.
0
advogado
Midosi
pediu
que
se re
movessem
os
ossos
do
celebre
jurisconsulto
Pegas
de
uma das
cavallariças,
em
que
a
impiedade
liberal
converteu,
em
parte,
o convento
do
Carmo,
e
onde
jazem
ainda
soterrados
os
corpos
de outros
colholicõs.
Se
Pegas
fóra
algum
mata
frades,
algum
Pedro
de
malasartes,
pedreiro-livre,
r
e
carrasco
de
portuguezes, ou
ainda
algum
.çaudilho
feliz,
mas nogento
alquilé
de
consciências
puras,
ler-lhe-hiam
por certo,
já
ha
muito,
levantado
um
monumento;
não
loi,
porém,
nada
d
’isso o ilíustre
Pe
gas,
e
por isso
lá
teem
jazido,
ha
mais
de
45
aunos,
os
seus
ossos
pisados
pelas
patas
da
cavallaria liberal!
Disse-vos
na
outra
correspondência
que a
-
egreja
patriarchal
se
fechava
ha
alguns
dias
muito
mais
cedo; agora
sei
que
o
motivo
do
alludido
facto
foi
o
go
verno
ler ordenado
que
se
retirasse
tl
’
a-
quella
egreja
a
guarda,
que
alli
existia
ha
muitos
annos.
Mas
a
do Banco
de Portugal
ficou...
Até
á semana.
Todo
vosso
.1
!■
I>1/í I
fi»63
KSSq
.
,
f
|
A.
ÍÚBTIMU
lixrà-iassiíikTSí
Tendo-se
retirado
da
direcção
e
administração
d
’
este
jornal,
e
da
ad
ministração
da «Semana
Religiosa»,
o
snr.
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimenlel,
prevenimos
os
nossos
as
signantes
e correspondentes, que
des
de
29
de
julho
em
diante
toda
a
correspondência
concernente tanto
á
redacção^
como á
administração,
do
«Commercio do
Minho»,
e
bem
assim
a
que
diz
respeito
á
admini
stração
da
«Semana
Religiosa»,
de
ve
ser
dirigida
para
o
responsável
d
’
este
jornal,
o
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva,
rua
Nova
n.°
4.
Proeitiaffo.
—Saiu
anle-hontem
de
manhã
a
procissão
dos
martyres
S.
Se
bastião e S.
Lourenço, venerados
na
ca-
pella
das
Carvalheiras.
Abria
o
préstito
a
«Philarmonica
Bra
carense»,
e
fechava
o
uma
furça
d
’inlan-
teria
8,
precedida
da
banda
do
mesmo
-R?1WB
e
9$>
0
eó
c
J
íie
?.
o
I
No
ceptro
das alas,
que
eram
com
postas
por
numerosas
confrarias,
duas
ir
mandades
e
communidade
de S.
Caetano,
iam
os
andores
de S.
Sebastião
e
S.
Lourenço,
e
muitos angjnhos
vestidos com
todo
o
esmew.,,
è
Debaixo
do
pallio
conduzia
o Santo
Lenho
o
revd.°
abbade
de
S
Thiago.
Recolhida
a
procissão,
que percorreu
o itinerário
dos antigos
muros
da
cidade,
seguiu
se a
funcção
d
’
egreja,
que
constou
dê
missa
solemne,
e
sermão,
prégado
pelo
revd.
0
snr.
padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
«A
I
*
«lavrai>
e
u
«Commereio
do
ffiiihu».-
0
nosso
presado
collega
«A
Palavra»,
transcreveu
em
seu
n.° desabbado
o artigo
publicado
n
’
esla
folha
pelo
nosso
digno
collaborador
M.
Mirinho,
sob
a
epi-
grapbe
—
Um
partido
catholico
em
Portu
gal
—
.
Sobre
esse
artigo
faz
o
illustrado
collega
as seguintes
considerações,
que
por
nós
e
pelo
nosso estimado
collabo
rador
agradecemos,
apesar
de
não
as
ac-
ceilarmos
em
toda
a
sua
extensão.
«Estimamos
vêr
os
nossos
correligio
nários
de
accordo
n
’um
ponto
do
maior
interesse
para
o
çatholicismo, qti ’
antes
para
o
paiz,
que
sendo
catholico
vê
hoje
nas
altas
espheras
do
poder desprezada
a
Religião
que professa.
Depois de
havermos
transcripto
tres
bera
elaborados artigos
do
nosso
collega
«A
Ordem»,
sobre
a
organisação
de
utn
partido
catholico
em
Pottugal,
nãó
qui-
zeraos
deixar
de
trasladar
este,
não
me
nos
apreciável,
publicado
pelo
«Commer
cio
do
Minho».
E
’
-nos
sobremaneira
agradavel
vêr
que
este
collega
concorda
coranosco
e
com
«A
Ordem»,
em
que
o
partido
catholico
po
de
empregar
os
seus
meios
(facção,
ins
pirado
sómenle
nos
altos
inleressès
re
ligiosos,
e
despreoccíipado
de questões pro
funda
e
meranaerite
políticas.
E
’
a
nossa
opinião
de sempre;
e
senti
remos
que
.
esse
ponto
sirva
de
obstácu
lo
a
alguém
para
abraçar
francamente
a
ideia
da
formação
de
um
partido catholi
co sem
aspirações
políticas.»
A
lerta
!
—
Acabamos
de
receber a
seguinte
informação,
para
a
qual
chama
mos
a
attenção da
auctoridade
e
dos
ca
lholicos:
Prevenimos
o publico
d’esta
cidade
que,
mercê
de
Deus,
é
catholico
aposto-
lico romano,
contra
uma
infame propa
ganda
que
por
ahi
se
anda fazendo
com
uns
folhetos,
onde
são
atacados
os
do
gmas
fundamentados do
calholicismo.
Tres
emissários
do protestantismo, ou
melhor,
do
inferno,
passeiam
a
cidade
oflerecendo
á
venda
a
sua
fazenda
a?v§-
riada;
e
como
as
suas
maneiras,
hypo-
critamente
piedosas, podem illudir
os
in
cautos,
e
as
leis
do
reino
fidelissimo
offe-
recem
interpretação
favorável
aos
inimigos
de Deus
e
da
Egreja,
não
seremos
nós
que
deixaremos
introduzir
o
lobo
no
meio
do
rebanho,
sem
gritar:
álehta
!
*
»
*
Novena.
—
Começa
depois
d
’
ámanhã
no
templo
dos
Remedios
a
Novena
do
Puris«imo
Coração
de
Maria.
Ilinrio
de
Viann».
—
Recebemos
O
primeiro
n.
’
d
’este
jornal, que começou
a
sair
na
cidade
de
Vianna
do
Costello.
Damos
as
boas
vindas
ao
novo
col
lega.
Caminhe»
de
fere»
do
Winho.
—
■
0
caminho
de
ferro
do
Minho
foi
percor
rido
por
312:918
passageiros,
desde
o
principio
do
exercício
anterior
até
7
de
junho
ultimo.
0
rendimento
n
’
este
pe
ríodo
foi
superior
a
159
contos
de reis.
Atravea
da
província.
—
Nas
obras
que
se
estão
effectuando
ua
egreja
do
col-
legio
dos
Jesuiias,
na
Passagem,
frqntei-
ra
a
Caminha,
dois trabalhadores
um
lies-
panhol,
outro
porluguez,
da freguezia de
Seixas,
cairam
d
’
om
andaime,
ficando
o
primeiro
instantaneamente
m
irlo
e o se
gundo
gravemente
ferido.
—
Devem ser este
anno
concorridissimas
as
feiras
francas
que
se
costumam
fazer nos
dias
18, 19
e
20
do
mezd’
agoslo.
em Vianna,
não
só
pela
facilidade
de
communicações
para
o
norte e sul do
reino
como
tam
bém
pela
abundancia
de
gado
que
existe
em
lodo
o
diOricto
e
pela
esperançosa
colheita
de
vinho
e cereaes,
diz o
«Dia-
rio
de
Vianna».
No
dia
18
haverá
um
magnifico
fogo
do
ar
com
illuminação
e
muzicas.
dado
por uma
briosa
commissão
de
mordomos
composta
de
vários
cavalheiros
d
’aqnella
cidade,
que
se
teem
esmerado
em
apre
sentarem
o
maior
apparato
e
brilhantis
mo.
A
19 haverá
a
festa
solemne de Nas
sa
Senhora
da
Conceição
da
Rocha,
que
se
venera
na
sua
pittoresca
ermida.
A
’
noule
queimar-s
-ha
um
variado
fogo
de
artificio.
A
20
festejar-se-ha
a
Virgem
da
Ago
nia,
havendo
n
’
esse
dia
grande romaria
ao
templo.
0
abarracamenlo
no
campo
já
está
qua-
si
terminado,
sendo
este
anno,
segundo
nos
consta, mais
amplo
e
variado.
—
N’
estes
últimos
dias
tem-se
achado
enfermo
em Guimarães
o
nosso
presado
amigo snr.
dr.
Antonio
Vieira
d
’
Andrade.
—
Por
despacho do
S.
T.
Administra
tivo, publicado
no
«Diário
do
“
Governo»
n.°
174,
foi declarado sujeito
ao
serviço
do
exercito
o mancebo
Antonio,
filho
de
Maria
Thereza
da
Silva,
dá
freguezia
de
S.
Pedro
da Torre,
concelho
de
Valença.
—
Por despacho
dã
mesma
data
foi
de
clarado
isento
.do
serviço
o
mancebo
Ma
noel,
filho
de Maria
Esléves,
da
f/egue-
zia
de Castro Laboréiro,
cOncèlho
de
Mel-
gaço.
O
homem
mais
velho <Io mun
do.
—
-A
imprensa
americana dá
noticia
de
ter
fallecido
em
Batopilas
um
sujeito
san-
tanderino, na
edade
de duzentos
cincoenta
e
dois
annos.
Esta
noticia
é
dada pela
imprensa
ame
ricana.
comprehendem?
Cabo
suh
marino.
—
0
èabo
sub
marino
que
deve
ligar o
Cabo
de
Boa-
Esperança
cora
Aden
já
está
collocado
até
Marques.
Portugtiezrs
fnlleeidos.
—
No
dia
18
de julho
falleceram
no
Rio
de
Janei
ro
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
André
Fernandes
Correia,
42
annos,
casado;
Maria
Isabel,
36
a.,
s.;
Manoel
José
da
Rocha,
38 a.,
s.;
Josepha
Gm-
Ihèrminã
Correia, 62
a., c.;
Eliseu
de
Oliveira
Damaso, 26
a.,
s.;
Eugenia
Ei»i-
lia
de
Azevedo
Coutinho,
43
a.,
c.;
Fran
cisco
de
Azevedo
Pinlreiro,
27 a.,
s.;
Caetano
José
Mendes,
30
a.;
José Estevès
Ferreira,
19
a.,
s.
da
índia.
—
Uma
corres-
i
para
«0
Ultra-
seguintes
noticias
da
In-
j^otieias
non
de«
cia de Bombai,n
«
« ..... ...
dia: , .
(Bombaim
31
de
maio
de
1879.
—
Em
fiin
M
0 ral°
est
^
na
8
a
'o
l
a
"
Yakub-
f.
'
0
dominante do
vasto
império de
rabul, ma
*s
exlenso
do
que
a
França,
assou
a
ser
feudatario
do
governo
in-
Lj
da
calhegoria
do
nisan
de
Hydera-
ou
goikowar
de
Barodá.
Eis
o
re-
Jrça
dos
termos
do
tratado.
™
Ari.
l.°
Baz
tínlre
o
governo
indio
e
o
amir
*
Art.
2.°
Este
dá
amnistia
a
lodos
os
seus súbditos, que
durante
a
guerra
ti
veram
relações
amigaveis
com os
ingle-
tcs.
'
,
~
.
Art. 3.°
As
suas
relações
com
as
po
tências
estrangeiras
ficam sob a
tutela
do
noveruo
britânico,
e
este
o
deve
auxiliar
e
proteger
contra
as aggressões
estra
nhas
*
.
Art.
4.°
Um representante
inglez
com
es
co1ta
condigna residirá
em
Cabul,
com
jjêeííõ
a
ter
seus
agentes por lodo
o
lerritorio
em
caso
de
necessidade:
igual
direito
se
concede
ao
amir
para
ter
os
sftuk
residentes no império
indio.
Art.
5-
u
0
amir
garante
a
segurança
individual,
e
um
tratamento
honroso
aos
agentes
brita
únicos no seu
territorío.
Art.
6.
’
e 7.
’
(negocios
commerciaes).
Art.
8.°
Será
aberta
uma
linha
lele-
graphica
até
Cabul.
Art.
9.’
0
governo
britânico
restitue
o
território
tomado
pelo
seu
exercito,
re
lendo
apenas
os
valles
de
Rhurrim,
Pes-
liin,
e
Sibi
(que íicam adjudicados
ao
império inglez
com
obrigação
de
pagar
jd
ainir
os
sobejos
da
receita,
dedozidas
todas
as despezas
da
sua
administração),
e
os
passos
de
Ryber
e
Michinis
sobre
os
quaes
exercerá
soberania
completa.
Art.
10. 0
império
indio
pagará
ao
amir
um
subsidio
annual
de
6
Iaques
de
ru
pias.
(Pagava
outr
’
ora
10
Iaques.)
Como
o
amir
questionasse
muito
so
bre
a
garantia
das
pessoas
dos
agentes
inglezes,
resolveu
o
governo
britannico
ter
em
Cabul uma
força
de
3
mil
ho
mens.
Falleceu em
Ceylão
o
indígena gentio
snr.
S.
Camarara,
vogal
do
conselho
le
gislativo
local,
e
distincto
advogado,
casa
do
com
uma
eoropea
0
seu
cadaver
foi
incenerado segundo
o
seu rito;
toda
a
'aristocracia
da localidade
assistiu
aos
fu-
neraes.
.
f
Conta-se
que
em
Bengala
um
lavrador,
jpara
se
eximir
de
pagar
uma
rupia
de
imposto,
corrompeu
o
exactor
com
10!!
Acham
isto
extraordinário,
mas
não se
Admirarão
quando
souberem
que não é
raro
haver
exaclores
que
ém
vez
de I
exigem
100
e 1:000.
llniveraidade
eatholiea
de
I,o-
vaini».
—
Na
Universidade
calholica
de
Lò-
vaina
foi
ha
pouco
sustentada a seguin
te
thesé
pelo
barão R.
de
Reding,
para
alcançar
o prémio
grande
—
Laiírea
—
ém
sciencias
políticas,
consoante o
diz
o
«Etudiaot Calhohque»:
.
«A
moral
independente,
diz
Reding
na
sua
dissertação,
no
sentido
dos
atheus,
isto
é,
independente de
D:us,
carece
de
fundamento
necessário
a
toda
a moral,
porque
se
não funda
em
auctoridade
al-
jjuma.
A moral
independente
ho
sentido
dos
déislas,
isto
é,
independente
da
or
dem
revelada,
é
uma
moral
illegitima
pa
ra
a
consciência
christã,
e, considerada
em
si
mesma,
impotente.
Logo
não
é
ra-
çional,
nem
legitimo considerar
esta
mo
ral
como
base
das
leis
d
’
uma
sociedade
christã,
ou
d
’
um systema
de
educação
pa-
jovens
christãok.
«A
Egreja
tem
a
missão
divina
de
dirigir
o'
ensino
religioso
e
moral
de
seus
dlhos,
r
donde se segue
que
todo
o
sys-
fegtá
de
instrucçào
e educação, em
que
plenamente
não
seja reconhecido
e
elficaz-
oieniè
protegido
este
direito,
deve
ser
re
jeitado
pelos
catholicos.
A
constituição
ideial
da
sociedade
in-
lernacional
serâ
o
reconhecimento
da
au
toridade
da
Santa
SÓ,
como
existência
lejíSIariva
e judiciaria,
como
existia
de
bctõ
na
edale-media».
E
os
larlu£#
di
cá
a
teimar
e
a
es
palhar
que
a
Egreja
aborrece
a
luz,
que
fomenta
e
propaga
a
ignorância!
Que
entenderão
elles por
isso?
Neces-
•Siriaineute
ha
por
lá
grande
confusão
de
'leias,
e
depois
de
palavras.
Se
elles
são
^pazes
de
ir
jurar
que os
triórcêgós
vôttn
e
dia e
dormem
de noite!
O socialismo
deamawcarado.—
A
Jmade
de
Breslau,
a
segunda
do
reino
a
Prussia,
a
terceira
do
império allemão,
eve
de
eleger
um
deputado
ao.
parla
mento
do
império
no
dia 18
de
julho.
Dois
eram
os
candidatos,
Hasenclever,
so
cialista,
e
Leonhardl,
nacional
liberal.
Aquelle
foi
eleito
por
7:589
votos,
con
tra
6:390, dados ao
seu
competidor.
Este facto
mostra
bem
o
perigo,
em
que
ia
lançando
o
império
a aliiauça
do
Chanceller
com
os
liberaes.
Em uma
das
primeiras
cidades
da
Allemanha,
não
só
não
houve candidato
conservador,
senão
que
nem
pôde
passar
um
liberal,
e
saiu
eleito
um
socialista!
Eis ahi
o
resultado do
Kwllurkampf.
Nem
já
os «liberaes»
pólem
sopear
a
ir
rupção
dos
seus
filhos,
mais
logicos,
os
socialistas!
Bismark
jt
vê
o
perigo,
e
tra-
cta
de
reformar
o
seu
exercito
para enér
gica resistencia.
M«s
se
elle
não
voltar
de vez
aos
verdadeiros
princípios
de ordem
e
de
con
servação,
o
liberalismo,
continuando
a cor
romper
o
povo,
prepara
o terreno
á
ac
ção
socialista.
—E.
Propheela
do
tempo.
—
O
snr.
Henry
Roe
expoz no
«Temps»,
de
Paris,
uma
theoria
para
prophelizar
os
verões
hú
midos,
ou
os
calmosos.
1.
a
Quando
o
anno
é
par
e
divisível
exaclatnente
por
3,
o verão
d’este
anno,
é
o
segundo
de
tres
frios
e
húmidos.
2.
’ Quando
o
anno
é
impar
e
egual-
menle
divisível
por
3,
o
verão d’este
an
no
é
o
segundo
de
tres
seccos
e calmo
SOS.
Exemplos:
1860
é
par
e
divisível
por
3;
pois
os
verões
de 59 e
61,
como
o
de
60,
são írios
e
húmidos:
1863
é
im
par
e
divisível
por
3:
pois
1862
e
1864,
como
1863.
serão
seccos
e
calmosos.
Applicando
esta
regra
póde
prophetisar-
se
que
os annos
de
1880.
81
e
82
serão
bons.
/Indo.
—
1.°
semestre
de
1878,
7:165,
1.®
semestre
de 1879,
5:713.
Differença
a
favor
do
corrente
anno,
1:452,
ou
242,
termo
medio
por
mez.
Mortalidade
pela
febre
amarella. — l.c
semestre
de
1878,
1:128,
i.°
semestre
de
1879,
867.
Differença a
favor
do
corrente
anno,
261.
Mortalidade
por
outras febres.—
1.°
se
mestre
de
1878,
671,
1,°
semestre
de
1879
476.
Differença
a
favor
do corrente
anno,
195.
A
cdra
da
mortalidade
geral
no
l.°
trimestre
foi
em
1878,
3:808,
1879,
3:044.
Pela
febre amarella,
em
1878,
906,
1879,
563.
Por
outras
febres,
em
1878,
432,
1879,
280.
uoV
A
’
eavitíade
publica.—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
°
andar,
que se acha
na
maior
neces
sidade
e
doente, vivendo
só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorretn
com
alguma
esmola.
A
’
earidnde
publica.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna
Joaquina,
de
8
annos
de
idade,
que está
entrevada
ha
8 mezes.
Vive
em peouria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
A
’
earidnde
publica.
—
Recommen-
damos ás almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito
ha
mais de seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada para
ga
nhar
a
vida.
Vive
em
extrema pobreza.
Habita
no
sotão
da
casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o
Anjo.
loiiutirreio fran«ez.
—
O
«Journal
Official» publica o
estado
do
commercio
francez
nos seis
primeiros
mezes
do
cor
rente
anno:
Desde o
l.°
de
janeiro
até
30
de ju
nho
as
importações
subiram
a
2,232:468.000
francos,
ou
cerca de 400 mil contos
e
as
exportações
a
1,530:494.000
francos
ou
perto
de
260
mil
contos,
havendo
por
tanto
um
excesso
nas importações
de
140
mil
coutos
aproximadamente.
Só
a
importação
de
objectqs
de ali
mentação,
que
em
egual
periodo
do
anno
passado
apenas
importava
em
541,501,000
francos,
este
anno
subiu
á cifra
de
francos
822,853,000,
ou
uma
differença
para
mais
d
’uma quantia
superior
a
50 mil
contos
Je
rejs.
Em
idêntico
periodico
do
anno
passa
do
também
havia
excedente na
importa
ção, mas
foi
apenas
dè
433
milhões
de
trancos,
ou
cerca
de
78
mil
francos.
Mortalidade no
Hio
de Janei-
ro-0
presidente
da
junta
centrai
de
bygiene
publica dirigiu
o seguinte
otficio
ao
ministério
do
império,
em
11
do
cor
rente:
«III.
in
°
e
exc.
1110
snr.—
Tenho
a
honra
de
passar
ás
mãos de
v.
exç.
a
o
quadro
da
mortalidade
comparada,
não
só
entre
o
2,®
trimestre
d
’
este
anno
e
do
anno
fin
do,
compfehendendo
os
fallecidos
de
febre
amarella
no
hospital
da
Jurujuba, mas
lambem
o da
mortalidade
do
l.°
semes
tre
dos
mesmos
annos.
Por
elle
verá
v.
exc.
“
que
a
cifra
da mortalidade
no
2.°
trimestre
d
’
este
an
no
apresenta para
menos
a
differença
de
688.
Que
a
de todo
o
semestre
é
de
1:452
para menos ou 242, termo
medio,
por
mez.
Que
a
da
febre
amarella em
lodo
o
semestre
apresenta
a
differença
para
me
nos
de 261 e
a
das
outras
lebres
a
de
195.
—
Deus guarde
a
v. exc.a
»
Quadro
da
mortalidade
comparada
en
tre
o
2.°
trimestre
deste
anno
e
o
de
1878,
incluídos
os
que
falleceram de
fe
bre
amarella
no
hospital
da
Jurujuba,
e
do 1.°
semestre
dos
mesmos
annos.
Mortalidade
geral
do
2.°
trimestre —
48781
abril
1:030,
maio
1:176,
junho1:151,
total
3:357<:rxo'isofi'ia
<-
tá
1879:
abri!
940,
maio
879,
junho
8o0,
total 2:669.
Differença a favor
do
corrente
anno
688.
18 «obfibivftí
Mortalidade
de
febre
amarella.
—
1878:
abril
139,
maio
69,
junho
23, total
222
1879: abril
169,
maio
81,
junho
54,
total
304.
Differença contra o
corrente
anno
82.
Mortalidade
por
outras
febres.
1878.
abril
88,
maio
66,
junho
85, total
239.
1879: abril
77,
maio 58, junho
61,
total
196.
Differença
a
favor
do
cotrenle
anno
43.
CompcivcLção
CYitvc
d
Ynortulidddc
ç/cral
no
d.°
serneslre
d
’
este
anno
e
a
do
anno
Lisboa
9--«Diario»:—
Aviso
declarando
aberto
o
concurso
para
o provimento
das
seguintes
egréjas:
Diocese
da
Guarda
—
As
de
Adão,
Al
deia
do
Bispo,
Fernão
Joannes,
Meios,
Pega, Porto
da
Carne,
Pouzade,
Prados,
Rapa
e
Sortelha.
Diocese
de
Braga—
As
de
Arões,
Ba
lança,
Faia,
Lordello,
Pena,
Revelha,
Santa
Comba
da
Vdlariça.
Diocese
de
Aveiro—
A
de
Barzanina.
Diocese
de
Castelio
Branco
—
A
da
Bem-
posta.
Diocese
de
Vizèu
—
As de
Covas
do
Rio
e
Rio
de Moinhos.
Diocese
do
Porto
—
A
de Santa
Maria
de
Villar,
no
concelho
de
Villa
do
Conde.
•
t
Apresentados os
preshyteros:
José
Mar
ques
de
Madeira,
na
egreja
de
S. Miguel
de
Paços;
Luiz
Augusto
Correia
da
Silva
Cardoso, na
de
Mortagua,
concelho
de
Coimbra;
Manoel
Gomes
Tavares
de
Mi
randa,
na
de Santa
Marinha
de Tropeço,
concelho de
Lamego;
;
José
Lourenço de
Almeida
Costa,
na
de
S. Vicente,
conce
lho de
Oliveira
de
Frades, districto
âe
Vizeu.
—
Nomeados
administradores:
de Vi-
nhaes
o
snr.
Constantino Pegado,
de
Cas-
tello
Branco
o snr.
Adelino
Pinto,
da
Covilhã
mes,
de
Anionio
ÍJprgal,
Anionio
o
snr.
Carlos Nobrega
Júnior,
de
Coura
o
snr. Júlio
Cesaí
Menezes
Abreu,
de
Mirandella
o
snr
Álvaro
Machado Araú
jo
e
de
Mondim o snr.
Sarmento
de
Vas-
concellos.
Foram
nomeados
administradores
sub
stitutos:
de Eslarreja
de
Espinho,
Almeitla
I
ça; de
Paços
de
Ferreira,
J
>ão
Ferrei-
ra
Aleirelles;
de
Castelio
Branco,
João
Gon
çalves:
de Fundão,
Augusto
Cabral;
de
Fafe,
João d
’
Oliveira
Bastos;
de Paredes,.
João
da
Rocha
Lobo.
Foram
exonerados
os
administradores
da
Covilhã,
Idanha
é
Mirandella;
e
os
sub
stitutos
de
Eslarrejí,
Grandola,
Fafe,
Çqu-
ra,
Paredes
e
Chaves.
Na
Bolsa venderam-se:
65
obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro
a
890400
;
8
ditas a
890500;
20
ditas
do
empréstimo
feito
á cidade
de Lisboa
a
880000;
25
ditas
do
novo
empreslimo
li
beradas
a
reis
840300;
25
ditas
com
120000
de
desembolso
a
120500;
6
di
tas
com
40500
a
50000;
29
ditas
do ca
minho
dè
terro do
Minho,
externas,
a
890600;
5
contos
em
inscripções
a 50,61;
10
ditas
a
5'1,6
1;
20
ditas para
!
corrente
a
50,70.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
!
14:1860630.
)
Londres
7
—
No
banquete
de
I
Beaconsfield
disse
que o
tractado de
Ber
lim
teve
plena
execução.
Que
o
tractado
foi
feito em condições sufficientes
contra
qualquer
eventualidade
que
possa
lesar
este
accordo
com todas
as
potências,
e
que
garantirá
a manutenção
da
paz.
Foi
attendido
o fim
da
guerra
do
Af-
ghanistan.
Quanto
á
guerra
dos znlus,
espera-se
boa
solução.
Assegura-se que
a
esquadra
chilena
le
vantou
o
bloqueio
do
porto
de Iquique.
Constantinopla
7
—
E
’
provável
que
Sav-
fet-Pachá
seja
nomeado
gran-vizir,
Aariff-
Pachá
ministro
dos
estrangeiros,
o
Khe-
reddine-Pachá
presidente
do
conselho
de
estado.
Londres
8-j-A
camara
dos
deputados
discutirá
na próxima semana
a
questão
do
Egyplo.
.
Dizem de
Alhenas
que a
eleição
dos
deputados
foi
decretada
para 5
de
outu
bro e
a camara
foi
convocada
para
22
do
mesmo
rnez.
As
negociações
entre
a
Turquia
e
a
Grécia
começaram
a 6
do
corrente.
A
Porta continúa
os
seus
preparativos
militares
O
governo
turco
contraiu
um
emprés
timo
para
pagar
á
guarnição
de
Constan
tinopla.
:1
;
'
>
Resumo
do aclivo e passivo da
Banco Commercial, Agrícola e
Induslrtaj
de
Villa
Real, em
31
de julho de 1879.
Aetlvo
Caixa,
dinheiro
existente
.
15:0180465
Letras descontadas e
a
rece-
UI.TKHAS
1VOTICIAS
o
snr.
Alexandrino
da
Silva
Go-
Idanha
Nova
o
snr.
Domingos
Torres,
de
Fundão
o
snr.
Luiz
de S.
Vicente
da Beira
o
snr,
da
Fonseca Fabião,
de
Villa
Real
ber.
,:
'?
c
.
srmc
\
\
Letras
caucionadas
com
hy-
pothecá
1
sobre
bens
de raiz
Leiras em
liquidação.
.
.
Letras
protestadas
.
.
.
Lelfas
em
execução.
.
.
Títulos
e
obrigações
a
receber
(II
Li’ 2^)02
113^
4
®ÍK|O
i
,fimprestimos
sobre
penhores:
De
acções
deste
Banco.
De
diversos
objectos d
’ouro
e
prira'. .
.
.
.
.
De
vinhos,
J
).,V
í
í!
Operações
a
longo
prazo
com
hypotljeca
sobre
bens
de
sa.'°d
n
*
Acções
dè
conta
própria
em
numero
de
415.
.
,
.
.
Contas
correntes
com
garantia
De acções
deste
Banco.
—
De leiras
e
cartas
de
credito
De
vinhos
.............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a cobrar. . .
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
<4 í
.?
.
Moveis
e utensílios
.
.
Despezas
de
installação
rnp
.ood.ji.q
m
872:1530603
632:7310701
65:0040000
6:6080472.
5:9820500
8:7440310
5:8190918
3:7550000
1000000
5000000
12:5010949
19:4300000
3:4300000
5:5340695
7000000
74:2840099
5:2730862
4:7510232
6100400
1:3500000
Passivo
CapitaFdo
Banco.
. .
.
Deposito
á
ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
p»gar
l
.
Fundo
de reserva.
.
Quantia.destinada
para
o
itn
posto
industrial.
.
. .
Reserva
para
prejuízos even-
tuaes.i
Ganhos
è
perdas.
.
.
800:0000000
20:0590928
10:0760930
4:6210950
11:8200000
5:2000000
8:0000'100
12:3740793
872:1530603
Villa
Real,
4 de
agosto
de
1879.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
A/jarez.
Agostinho
José
da
Costa.
mimiii
i
ui
ANNUNC10S
31
do
de
reis
Mayor
Pelo
juízo
»de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
de 1.®
ofli-
cio
—Freitas
-
se
faz
publico
que
no
dia
24 do
corrente
mez
de
agosto
por
dez
botas
da
manhã,
á porta
do
Tribunal
Ju
dicial
situado
no
largo
de
Santo
Agosti
nho,
d
’esla mesma,
se lern
de
proceder
á
arrematação
d
’uma
morada
de casas de
dois
andares
com
seu
quintal
e
poço.
mieiro,
situadas
na
rua
da
Potllê,
desi
gnadas
pelo
numero
de
policia 31
e
31
A, avaliada livre de
todos
os
encargos
na
quantia
de
1:7440920
íeis
penhorada
aos
executados
Carlos
Augusto
José Cor-
reia
da
Cunha
e
mulher, moradores
na
rua
da
Ponte
nos
autos
de execução
que
contra
os
mesmos
promove
a Gerencia
do
Banco
do
Minho,
com
séde
n
’esta
ci
dade.
Braga
2
de
agosto de
mil
oito
centos
setenta
e
nove.
O
escrivão
José Firmino da
Cosia
Freitas.
Verifiquei.
(2511)
A.
Carneiro
Sampaio.
CEKT1OÃO.
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
escrivão
do
Tribunal
do
Commercio,
de primeira
instancia,
n
’esta
cidade
de
Braga
e
seu
distrícto, por
Sua
Magestade
Fidelíssima
que
Deus
Guarde.
Certifico
que
no
processo
de
fallencia
de
Antonio Joaquim
Eiras,
negociante
que
foi na
rua
do
Conselheiro
Januário,
d’
esta
cidade,
proferiu
o
Tribunal
a
seguinte
sentença:
SEN
TENÇA—
OTribunal
Commer
ciai
d
’
este
distrícto,
attendendo
á
exposi
ção
documentada apresentada
pelo
nego
ciante
Antonio
Joaquim
Eiras,
com
es
tabelecimento
de
mercearia
nesta
cidade;
e
mostrando-se
pelo
balanço
que o
pas
sivo
é
superior
ao
aclivo,
—
attendendo
a
que
o
requerente
é
commerciante
e
as
dividas são
commerciaes—
declara
o
reque
rente
em
estado
de
fallencia a
contar
de
seis
de
julho
ultimo—
e
nomeia
para
Juiz
Commissario
o
Jurado
Commercial
Manoel
Gomes
da Rocha
Graça,
e
para
curador
fiscal
provisorio
o credor
João
Anlonio
d
’Oliveira
Braga,
negociante
na
rua
do
Souto,
d
’esta
cidade,
ou
Antonio
José
Fernandes
Lopes,
seu
socio.
—
Cumpra-se
o
disposto
ms
artigos
1155
e
1158 do
Codigo
Commercial, expedindo-se
a
esse
fim
os
competentes
oíficios.
Braga,
oito
de
agosto
de
mil
oito
centos
setenta
e
nove.
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
José Fer
reira
de Magalhães. João
Pedro
Soares.
Joaquim
Augusto
de
Carvalho
Braga. Ma
noel
Gomes
da
Rocha
Graça.
—
Braga
oito
de
agosto
de
mil
oitocentos
setenta e
nove.
O
Escrivão
do
Tribunal
do
Commercio
(2540)
José
Firmino da
Costa Freitas.
BtCTIFICAÇÃO
DE
A.Y.H.VCIO
Manoel Joaquim
Dias
Paredes,
doma
res,
e
José
Anlonio
de
Sousa
Leite
Car
neiro,
de
Braga,
fazem publico, que
no
dia
18
do
corrente,
estabelecem
uma car
reira
diaria d
’Amares
e
Monsul
á
Povoa
de
Varzim, por
esta
cidade
e
vice-versa,
saindo
d
’
Amares
e
Monsul
para
Braga
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
a
Braga
ás
7 *
/
2
e
tem
meia
hora
de
demo:a,
e
sae
de
Braga
ás
8
e
chega
a
Barcellos
ás
11
e tem
uma
hora
de
demora
e
sae
de
Barcellos
para
a
Povoa
á
meia
hora
da
tarde
sobre
o
meio
dia
e
chega ás
3
e
sae
da
Povoa
ás
5
horas
da
manhã
chega a
Barcellos
ás
8
e
tem
1 hora
de
demora
e
sae
de
Barcellos
ás
9
e
chega
a
Braga
ás 12,
e sae de
Braga
para
Amares,
e
Monsul
ás
3
da
tarde.
Preçom
De
Amares e
Monsul
á
Povoa
dentro
800
reis
e
fóra
700
reis.
De
Braga
á
Povoa
vice-versa
dentro
600
reis
e
fóra
500
reis.
Tiram-se
os
bilhetes
em
Amares
na
casa
do
annunciante,
em
Braga
em
casa
do snr. Francisco
Freitas
de
Carvalho a
S.
Vicente
e
na
Povoa
em
casa
do
snr.
Joaquim
Gonçalves
Marlinho,
no
largo
dos
Banhos.
Braga 9
de Agosto
de
1879.
Verifico
—
O
vereador
fiscal.
(2539).
A.
J.
Antunes
Reis.
Quem
perdesse
um objeclo
de
ouro
pertencente
a
corrente
de
relogio
falle
em
casa
do
ourives
Mello:
dando
os
signaes
certos
será
entregue
pagando
o
annuncio.
(2543)
®
<
K.
A
commissão
promotora
lo
basar
em
beneficio
das
obras
da
cgieja
de
Santa
Maria
Maior
da
Covilhã,
annnncia qne
re
solveu
abril-o
nos
dias
21
e
.28
de
se
tembro,
e
5
d
’
ou'ubro
proximo
futuro
continuando a
receber
quaesquer
prendas
ou
donativos
para
o mesmo
até
ao dia
15
de
setembro.
Covilhã
8
d
’
agosto
de
1879.
PECiaiACSE
A.
Vende-se
ou
troca
se
por
casas
velhas
—
a
bonita
casa
construída
de novo,
com
muitos commodos
e
lindas
vistas—situa
da
na rua
de
S.
Marcos,
n.°
53.
Para
tratar,
acha-se
auctorisado
o snr.
Fran
cisco
José
Ferreira Torres,
negociante,
morador
na
mesma
rua
—e
póde-se
vêr
a
ualquer boia.
(2542)
I.EIEÃO
DE
HUíVUS
Pela
retirada
d
’
uma familia
No
domingo
18
do
corrente,
pelas
10
horas
da
manhã.
A.
S,
VICTOR
N.° 41.
Consta
de
mobilia
de
pau
mogno,
dita
de
nogueira,
um
bom
piano
de
7
oita
vas, secretária.
commodas,
camas,
meza
de
jantar,
guarda-louça,
toileite,
guarda-
vestidos,
caixas
de
cabeceira,
lavalorios,
louças
e
finalmenle muitos
outros objeclos
que
estarão
patentes
(2544)
CAMBIO
LOTERIAS
Tem
distribuído
esta casa cerca de
2.000:0000000
em prémios
no
paiz e
Brazil.
O
cambista
Antonio
Ignacio
da
F>
nse-
ca,
rua
do
Arsenal,
56
e
58,
com
filial
no
Porto,
Feira
de
S
Bento.
33,
34
e
35,
faz
sciente
ao
respeitável
publico
que
tem
sempre
nos
seus estabelecimentos
variadís
simo
sortimento
de
bilhetes
e suas divi
sões
das loterias
porlugueza
e
hespauholq.
Satisfaz
lodos
os
pedidos
das
provin
cias,
ilhas,
ultramar
e
Brazil,
com
prom-
ptidão
e
diminutas
commissões,
quer
se
ja
para
jogo
particular
ou
para negocio.
Nas
terras
onde
não
tenha
ainda
corres
pondente
acceita para
seu
agente
qualquer
cavalheiro
estabelecido
que
dê
boas
refe
rencias. Os vendedores
leem
boas
vanta
gens,
sendo
uma
d’ellas
o
poderem
re
cambiar,
o
que
não
tenham
vendido,
até
á
vespera
do
sorteio.
E
’
negocio
que
tem
tudo
a
ganhar
e
nada
a
perder.
Envia
em
tempo
listas,
planos
e telegrammas.
O
l.°
sorteio,
é
o
da
loleria
de
Madrid,
em
16
d
’
agosto,
que
tem
-o
seguinte
plano
(moeda
porlugueza):
1
de 28:8000000
1
de
14:4000000
1
de 9:001'0000
1
de
4:5000000
15
de 5400000
2
de
45t
0000
2
de 2700000
400
de
1080000
451
de
720000
874
prémios
e=s
=
Os
preços
dos bi
lhetes
e fracções
d’
es-
ta
loteria
são
os
se
guintes:
bilhetes
in
teiros,
110600;
meios
5:800;quinlos
2:320;
décimos,
1:160;
frac
ções
de
600,
480,
240,
120
e 60
e
de
zenas
de
60000
reis.
40800,
20400,10200
e
600
rs.
O
2.®
sorteio,
é
o
da
loleria
portugue-
za,
em
19
d’
agosto,
que
tem
o
seguinte
plano:
1
de
8:0000000
1
de
1:0000000
1
de
3000000
2 de
2000060
15
de
101'0000
1
de
840000
15
de
400000
56 I
de
100600
596
prémios
Os
preços
dos
bi
lhetes
e
fracções
d
’es-
ta
loleria
são os
se
guintes:
bilhetes
in
teiros,
40800;
meios,
2:400;quartos
1:200;
oitavos,
600;
frac
ções
de
520,
440,
330.
260, 220,
130
110.
65,
55,
45,
e
30
rs.
O
3.®
sorteio,
é
o da
loleria
de
Ma
drid,
em
26
de
agosto,
que
tem
o
seguin
te
plano
(moeda
porlugueza):
1:757
de
1
de
1
de
1
de
1
de
1
de
2 de
36 de
14:4000000
9:0000000
3:6OO0O(iO
1:8000000
9000000
5670000
4500000
540000
1:800
prémios
=3
E=!
=■
Os preços
dos
bilhetes
e
fracções
d’
es
la
loleria
são
õS
segtiínbs:-
bilhetes
intei
ros,
50800;
meios,
20900;
quintos,
10160;
decimes,
580;
e
fracções
<le
480. 240,
120
e
60
rs.
Os prémios
saidos
n
’esta
casa,
na ultima
loleria,
que
foi
a
poi
tngiieza,
em
9
de
agosto,
são
os
seguintes:
—959,
8:0000000;
2:860,
4
00000;
439,
1000000;
772,
1000000;
3:984.
1000000;
com
400000,
305,
500,
963,
1:595,
1:596
e
3:560,
vendidos
em
cautellas
de
dillerentes
preços.
Chamamos a
allenção
do
publico
para
um ponto
importante.
As
fracções
da
nos
sa
firma, tem
um
pertence
muito
mais
vantajoso
para
o
jogador, que o
das
ca
sas
das
províncias.
Por
exemplo:
em uma
fracção
da
nossa
firma
do
preço
de
600
reis
em
qualquer
sorteio ordinário
da
lo
teria
de
Madrid,
toca
lhe na
sorte
grande
1.1000000
reis.
Em
igual
fracção,
com
qualquer
dos
prémios
minimos
loca-lhe
40500
ou
30900
reis.
Consideramo-nos,
em
ramo
<1e
loleria,
um
dos
primeiros.
O
que
esperamos
é
a
continuação
do
favor
pu
blico e
em
especial
dos
que não
vivem
nas
duas
principaes
cidades.
Os prémios
são
pagos
â
vista
das competentes
listas.
Querendo,
os possuidores
dos prémios,
po
dem
recebel-os
nas
suas
localidades,
por
meio
de remessas
de
letras
ás
ordens
so
bre
os
recebedores
das
comarcas.
Rece
be-se
em
pagamento
dos
pedidos
sellos
do
correio,
valles,
ordens
sobre
qualquer
pra
ça
ou
como
melhor
convier
aos
freguezes.
Pedidos'
ao
cambista
Antonio
Ignacio
da
Fonseca, rua
do
Arsenal,
56.
58
e
60,
Lisboa,
ou
Feira
de
S.
Bento,
33,
34
e
35,
Porto.
(2529)
DECIÃRtÇiO
O
abaixo
assignado
declara
para
lodos
os
effeitos
que
d’
ora
em
diante
se
não
assignará
mais
Domingos
Antonio d
’
Arau-
jo,
mas
sim Domingos
Anlonio
d
’Araujo
Simões Antunes
Macuas.
Villa
Verde
10
d
’agosto
de
1879.
Domingos
Anlonio
d
’
Araújo
Simões
Antunes
Macuas.
EDITO9
DE
30
DIAS
Juizo
de
direilo
da
camarca
de
Braga
Por este
juizo
e
cartorio
do
escrivão
do
6.®
officio,
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa,
se
processam
e correm
seus
devidos
termos
uns
autos
eiveis
d
’
inventar
io
orphanologico
a
que
se procede por
fallecimento
de An-
tonia
Fernandes,
casada
que
foi
com
An
tonio
da Silva
Monta,
do
lugar
do
Car
reiro,
freguezia
de Palmeira,
d
’esta
mes
ma
comarca
de
Braga,
no
qual
é
lingua
invenlariante
o dito
viuvo
da
inventaria
da,
Antonio
da
Silva Moula.
no
qual
in
ventario
correm
éditos
de
30 dias,
ci
tando
e chamando
lodos
os
credores
in
certos
e
legatários
desconhecidos
ou
do
miciliados
fóra
d
’esta
comarca
de
Braga,
que
se
julguem com
algum
direito
e
ac
ção ao
cazal
inventariado,
para
que
o
venham
deduzir
no
mesmo
inventario,
que
se
processa
no
cartorio
do
sobredito
es
crivão,
dentro
do referido
praso
de trinta
dias
a
contar
do
segundo
annuncio
publi
cado
n
’
esla
folha,
sob
a
pena de
revelia,
quando
não
compareçam,
e
sem
prejuízo
do andamento
do
mesmo
inventario.
Braga 24
de
julho
de
1879.
=-E
eu
José
Luiz
d
’
OIiveira
Pessa,
escrivão
o
subscrevi e assigno.
Verifiquei
a
exactidão
A.
Carneiro
de
Sampaio.
O
escrivão
(2537) José
Luiz
d’
Oliveira Pessa.
Sociedade Proprietária
do Thea-
tro
Bracarense
Por
ordem
do
Exm.°
Snr.
Presidente
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
sociedade a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral extraordinária
no
dia
13
do
corrente
mez,
pelas
6
horas
da
tarde, no
salão
do
mesmo
theatro,
para
deliberar
sobre
as
sumptos
de
interesse
da
sociedade,
segun
do
o
disposto
no
artigo
8.°
§
l.°
dos
es
tatutos.
Braga
4
d
’agosto
de
1879.
O
Secretario
(2535)
Luiz
Pinto
da
Cunha
e
Sousa.
Alexandre
José Pereira
Calheiros
a
Pico
de
Regallados,
faz
publico
quedes
de
o
dia
5
do
corrente
reiira
o
seu
carrn
que
sae
d’esta
cidade
todas
as
terças
fei.
ras
ás 3
horas
da
tarde
para
o Pi
C0)
g
’
cando
sómente
o
da
carreira,
que sae
á
mesma
hora.
Braga
4
d
’
agosto
de
1879.
(2538)
Alexandre
José Pereira
Calheiroí
alvga
-
se
«
Uma
morada
de
casas
sita
no
campo
Novo,
designadas
por
n.»
10,
do
lado
de cima, por
cima
da
fonte,
por
preço
muito
raspavel
A
tratar
na
mesma.
(2536;
INJECÇÃO
HYGIENI
c
F^
BALSAMICO PROPHÍLATIC0
Esta
injecção
é
a
pica
e
êfficazq
U9
cura
em
seis
ou
oito
dias, ioda
a
qualída-
de
de
purgações
tqnto
antigas
corno
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em
Coimbra,
pharmacia
Barata Di-
niz,
rua
de S.
Barlholomeu
Deposito
principal
no Porto
na
Phar-
macia Madureira,
rua
do
Triuníp
n.®
742
proximo ao
Palacio de
Chrystal.
Preço
de
cada
frasco—400 rs.
(2306)
Linimento
BOYER-MICHEL
para
cavat-
ios,
fazendo
as
vezes de fogo e não deixando
vestígios do
seu emprego
michel
, pharmv
ceutico em
Aix (na Provença) França.
-
Preço
1,000 reis. —Em
Lisboa, <> sur
Barreto, i.creto, n 0 28 — 30-. (25)
EDITAL
A
Camara
Municipal
do
Concelho
de
Braga
Faz
saber, que, no
Paço
do
Concelho
está
em
reclamação por
espaço
de
dez
dias
uteis,
que
começam
no
dia
11
e
lin
dam
em
21
do
corrente,
desde
as nove
horas
da manhã
até
ás
tres
da
tarde,
o
lançamento
da
contribuição
direcla
rela
tivo
ao
2.°
semestre
de
1879.
E para
que chegue
ao
conhecimento
de
lodos,
e
ninguém
possa
allegar
ignorância,
se
faz
publico
pelo
presente
edital,
e ou
tros
do mesmo
theor,
nos
logares
do
costume, e
pela
imprensa.
Braga
4
d’
gosto de
1879.
Eu
A.
M.
Alves
Costa,
Escrivão
da
camara
o
sub
screvi.
O
Vice-Presidente
A. S. a’
Azevedo
Magalhães.
______________________________
__________
—
-
“
■
Vende-se
uma
casa
na
rua
de
'jv.
D-
Pedro
V, n.°
90,
de
sobrado,
C0(n
q
U
jn
ia
|
e
poço,
por
doze
ac-
ções
do Banco
do
Minho,
ou
qualorzedo
Banco
do
Douro,
ou
trinta
do
Banco
de
Villa
Real.
Póde
ser
vista
a
qualquer
hora;
e
pa
ra
tratar
no
largo da
Senhora
Branca
m
II,
das 4
ás
5
horas
da tarde.
(2530)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal
tem
6560000
reis
para
mu
*
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
VENDE-SE
a
casa
da rua
do
An-
jo
n.°
11
e
11
A.
Quem
a
pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
0.
P^
or
V
n.°
1.
(2423)
TODÍ-SI
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e
10,
desta
cidade,
duas
moradas
de casas
construí
das
de
novo;
tracta-se
com
Antonio
bi-
verio de Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2431)
RESPONSÁVEL
—Luiz
Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
Parte de Comércio do Minho (O)
