comerciominho_02081879_967.xml
- conteúdo
-
JFOSl-EIÁ RKI
j
IO
í
OSA,
1’OI.i
riCL'l NOTICIOSA.
REDACTORES—I).
Miguel SotU-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
7/
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga, 12 mezes.................................. 1&600
»
(>
»
.............................
8o0
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha....................... 20
Repetição.........................................
10
PUBLICA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.......................
»
6
»
............................
U050
»
sendo duas assignaturas
3&600
Brazil, 12 mezes,
moeda forte. . 3§6í)0
Folha
avulso.................................... 10
N.°
967
âw
CSr
JpJk
SABBADO
2
DE AGOSTO DE 1879
magistério,
porque
é que ihe
faltará
quando
se
arvora
juiz?
Se o
professor
d’um
curso
superior
é
juiz
reclo
quando
julga
seus
alumnos,
por
que motivo
é
negada
a
inteireza
ao
pro
fessor
da
instrucção
preparatória
quando
se
assenta na cadeira
de julgador?
Se
os
professores
são accessiveis ás
influencias
locaes. porque
razão
estarão
exemplos
de
praga tam
damninha
os
que
veem
de
diflerenles
terras? Ignorará,
tal
vez,
o
legislador
que.
ao
serem
publica
dos
os nomes
dos
commissionados.
se
des
envolve
a
mania
das recommendações par-
ticulares?
Acabem
com
as
commissões
e
o
en
sino
nao
solfrerá,
se
houver
uma
inspee-
ção
rigosa
e
um
castigo
indeclinável
sobre
os
que
prevaricarem quando
a
lei
os con
stituir
juízes
das
habilitações scientiíicas
dos
examinandos.
Dizia
um
sabio e antigo
professor
de
um
lyceu
nacional:
procuram
reformar
a
instrucção,
decretando
e
regulamentando
disciplinas;
nada
se
consegue, dizia
elle,
moralisem
o professorado
e
eis aqui a
chave
do
problema.
Somos
da
mesma opinião
sem
que
rermos
acceitar
em
toda
a
extensão
o
máu
conceito,
que
se
fórma
sobre
a
moralidade
do
professorado.
*
*
*
A
m
refuriua»
«Ia
inatrucção
aeeusa-
daria.
(
ao
correr
da
penna
)
II
Os
últimos
regulamentos
dos
lyceus
e
os
decretos
e
portarias, que
em
parte
os
teem alterado,
parecem
feitos
muito
de
proposito
para
afugentarem
de
semilhan-
tes
estabelecimentos
públicos a
classe
es
tudiosa;
tal ê o
absurdo
de
quasi
todas
as
suas
disposições!
Taes
regulamentos só
podem
ser
de
fendidos,
se
é
que
os
governos,
que
os
teem
decretado, tiverem
em
vista ensaiar
o
systema
dos
cursos
livres.
Talvez pre
tendam
inutilisar
por
algum
tempo
qs
ly
ceus
nacionaes,
para que
possam
con
cluir,
quea
instrucção
secundaria
progrilirá,
ainda
que
sejam
supprimidos, como
progre-
dio
durante
o
período,
em que vigoravam
dis
posições
regulamentares,
que
afugentavam
i
dos
lyceus
aquelles, que
em
seu
seio
a
j
procuravam.
Se
não
é
este
o
movei dos
governos
|
e
das
suas
juntas
consultivas,
não
sabe
mos como
explicar
o
seu
procedimen
to.
que
será
altamente
reprchensivel,
e
prova
clara
e
manifesta,
de
que
nada sa
bem em
matéria
de
organisação
de
ensino
secundário.
De
envolta
com
taes
disposições,
que
obrigam
a
abandonar
os
lyceus.
outras
ha,
cuja
defeza
é
por egual impossível.
Julgou-se
da
maxima
conveniência
cer-1
cear
as attribuições
do professorado de
j
cada
lyceu,
recusando
lhe
o
direito
dei
examinar
seus
alumnos
e
decretando se a
nomeação
de
commissões
ambulantes.
Qtial
!
o motivo, que
occasionou
esta
reforma?
seria
a
benevolencia
demasiada,
que o
pro-!
fessor
dispensava
ao
discípulo
no exame
íinal?
seria a
consideração,
de
que as
in
;
fluências
locaes
teriam
seu
império
sobre
o
animo
dos
julgadores,
que haviam
tra
vado relações
pessoaes
com
os
mandan
tes
políticos? ou
seria o
grande interesse
de
facilitar a
instrucção
e
ao
mesmo
tem
po
levantar
sen
uivei,
mandando
homens
competentes
a
todos
os
districlos
admi-
nistraclivos
para
examinarem
a mocidade
estudiosa?
Fosse
muito
embora
motivada
a
crea-
ção
de
taes
commissões por
qualquer ou
por
todas
as
ratões,
que
acabámos
de
expor.
O
que
é
indubitável
é
que
a
in
disciplina
escholar
entrou
simultaneamente
e
pela
mesma
porta
pela
qual
entraram
as
commissões
ambulantes.
O
alumno
do
lyceu
principiou
a
vêr sómente
commissio-
nados
e
não
professores,
e pouco
se
im
porta
com
o
estudo durante o
anno
leclivo,
interessando-se
somente
em
estudar
por
alguns
dias
proximos
aos
exames.
E,
d
’
esta
arte,
nem
ha
madureza
no
estudo,
nem
esperança
no
que
se
sabe,
mas sómenle
confiança
no
acaso,
que póde
favorecer du
rante
alguns
minutos
d
’
um
exame.
O
que
é
indubitável
é que,
se
o
pro-
fessorado-examina
or
commeltia
abusos,
es
tes
subsistiram,
sendo
certo
que
o Esta
do
foi
sobrecarregado
coiíi uma
despeza
de
dezenas
de
contos,
sem
que
a moralidade
lucrasse
e
a
instru
ção
se elevasse
acima
do
baixo
nível,
em
que
se
achaca.
Ha
considerações d’
uma
força
irresistí
vel.
que
condemnam
as
celebres
commis
sões
ambulantes.
Perguntamos:
se
o
professor
tem
di
gnidade
para
cumprir
com
os
deveres
do
O
correspondente
de
Braga
para o
«Primeiro
de Janeiro»
dizia em sua
cor
respondência de
30
de
julho:
«Consta-nos, que
o
«Commercio
do
Minho»
vae
deixar
de
ser
o
orgão
do
partido
legilimista
d’
esta
cidade,
resolven
do
o
centro
crear
para
esse
fim
um
novo
jornal. Por
este
motivo,
dizem-nos
que
já
dois
dos
seus
redactores
deixaram de
fazer
parte
da
redacção».
Aqui
ha
pelo
menos
duas
inexactidões,
que
vimos
desde
já
esclarecer
e
corrigir,
para
que
seja
mantida
a
verdade
e
soflra
seu
correctivo
a
leviandade
do
correspon
dente
da
muito
lida
folha
do
Porto.
Acre-
diiâmos,
que
fòra facil
em
dar
credito
a
boatos
infundados;
não queremos sup-
por,
que
fósse
mal-intencionado,
para
prejudicar
um
joroal, que,
se é
seu
adver
sário
em
pqlitica,
é
adversário
leal
e
de
coroso.
O
«Commercio
do
Minho»
não
vae
deixar
de
ser
o
orgão
do
partido
legiti-
misla
d
’esta
cidade,
porque
nunca foi
jor
nal
oíficial netn
semi-oíficial de
tão
nobre
partido
Nunca
d
’
elle
recebeu
imposições;
apenas
tem
procurado inspirar-se
nos in
teresses
do
partido legitimista
da
locali
dade.
que
é parle
da
grande
familia
realista.
Foi
sempre
em
política
denodado
cam
peão
da
legitimidade.
E
’
e
será
sempre
indefesso
lidador
de
lodos
os
princípios
d
’
ella.
A
prova evidente do nosso
asserto
está
em
os nomes dos
seus
redactores
d
’
hoje
e
dos
que
foram,
cujas
tradições
realistas
ninguém
de
boa
fé
poderá
con
testar.
E
tão
profundas
são
as
convicções
dos
actuaes
redactores, que
não
é
licito
duvidar da sua
inabalavel
permanência
em
seus
princípios
políticos.
Não
esquece,
porém, nem
esquecerá
os
interesses
do
partido
legitimista
d
’
esta
cidade;
tem estado
a
seu
lado
e
se
man
terá
sempre no
mesmo
posto,
porque
os
princípios
do
nobre
partido,
cuja
cansa
defende,
devem
ser
idênticos
em
toda
a
parle. Não
foi,
nem
é orgão
do
par
tido legilimista
de
Braga,
é
seu
defensor
dedicado
e
sei
o-ha
sempre,
ainda
que
te
nha
de
soffrer
amargas
provações,
que
seus
adversários
políticos
tentem
prepa
rar-lhe.
O
«Commercio
do
Minho»
não
tem
de
lamentar
a
retirada
de
dois
de
seus
redactores:
os seus
redactores
são sómen
te
aquelles,
cujos
nomes
se
lêem
no
alto
do
jornal
legilimista. Mudou
de
director,
mas
quem
domina
as
ideias
d
’
esla
folha,
quem
representa
e
defende
o
seu
credo,
são os
seus redactores,
auxiliados
por
aquelles,
que se
comprometteram
a
nunca
trahir
suas
tradições.
Apressámo-nos
em
restabelecer
a
ver
dade,
porque
julgámos
rigoroso
dever
ob
star sem
demora a
equívocos, com
que
poderiam
lucrar
os
adversários
das
ideias
do nosso
jornal
e
os inimigos dos
interes
ses
da
empreza,
que
se
empenha
no
triumpiio
completo da
causa
da legitimi
dade
e
do
calholicismo.
Blaraiaonit»
entre
a
religião
e
a
Mciencia.
O
nosso
Santíssimo
Padre
o
Papa
Leão
XIII,
com
a aucloridade
da
sua
posição
e
do
seu
saber,
compendia
na
seguinte
carta
a
doutrina
catholica
ácerca
do
ac-
cordo entre
a
sciencia
e
a
fé.
Com
o
nosso
collega
da «Esperança»
recommendamos
a
leitura
d’
esle
precioso
documento:
«Ao
nosso
muito
querido
filho
Francisco
Moigno,
conego
de
S.
Dionisio.
LEÃO XIII,
PAPA
Querido
filho: Saude
e
Bênção
Aposlolica.
Não era
possível,
querido
filho,
que
o
sapientíssimo Auclor
da
ordem
pbysica
e
sobrenatural,
deixasse
de
combinar
as
scien
cias
das coisas
visíveis,
com o conheci
mento
das
verdades
por
elle
reveladas,
de
modo
que
o
homem
fosse
levado
pelas
obras
visíveis
ab
conhecimento
do
invisí
vel.
Por
esse
motivo,
assim
como
é
lou
vável
revelar
e
confessar
as
obras
de
Deus,
é
completamente
digno
de recommenda-
ção
aquelle
que
emprehende
a
tarefa
de
expôr
e
fazer
que
brilhe
essa
admiravel
ordem
de
cousas.
Porém,
o
que
sempre
é
uld,
tornou-
se
agora
ahsolulamente
necessário,
atlen-
dendo
ao
orgulho
dos tempos
modernos
que,
repelindo
o
antiquíssimo
grilo
da in
surreição
«Non
serviam»
e
com
o
fim
de
prescindir de
Deus
nas
cousas
humanas,
despreza
a
sua
soberania,
blasphema da
sua
magestade
e
voda
impiamente contra
Elle,
tudo
o
que
d’
Elle recebeu
geuero-
samente.
Torna
isto
muito rude
e
difficil a
lua
nobre
empreza,
que
exige
em
quem a
commette
solido
e
vasto
saber,
não
só
das
cousas
sagradas,
mas
lambem
das
phy-
sicas,
e
leitura
das innumeras
obras
es-
cnplas
em diversas
linguas,
ás
quaes
se
teem
ido
buscar
os
sophimas
antigos
e
modernos
que
se
oppõem
á
ordem
divina,
e,
por
ultimo,
á
iniciação
nos
progressos
quotidianos
das
sciencias
naluraes,
que,
com a
sua luz
dissipam as irevas.
Enviamos-te,
pois,
as
nossas
felicita
ções
porque,
após
largo
e
tenaz trabalho,
consagrado
a
aprender
e
a
ensinar
as
sciencias
philosophicas
e
theologicas,
te
dedicastes
com
tal
ordem
ás
sciencias
physicas
que,
na
exposição
e
illustração
de todas
ellas
mereceste
a
gloria
de
ser
chamado
publicamente
seu
promotor.
Estas
qualidades,
poucas
vezes
reuni
das,
em
uma
só
pessoa,
além
de conci
liarem,
entre
os
amigos
da
verdade,
gran
de auctoridade
á
tua
sabia
e
laboriosa
obra
—
Os
Esplendores
da
Fé. impedirão
aos
que
a
odeiam
regeitar
esses
livros
com um
desprezo,
que
não
póde
tocar
a
quem
tracta
com
habilidade
e justiça
matéria
tão
variada, tão
grave
e
difficil.
A
Providencia,
que
tudo
abrange
de
um extremo
a
outro,
e que suavemente
dispõe
de
tudo,
deu-te
em
dote
um espi
rito
penetrante
e
docil,
reunido
a
uma
te
naz
e fiel
memória,
que
te
faz
conhecer
a
questão
e
observai
a
desde
que
a
tens
çoriiprehenffido,
Ao
mesmo
tempo
concedeu-le
um
amor
imperturbável
e
insaciável
á
sciencia,
que
á lua penetração
expontaneamenle
apre
senta
lodos
os elementos
que
necessitas
reunir
para
redigir
uma obra
de
tão
varia
da
natureza.
Finalmente
multiplicar
as
occasiões
pa
ra
fazer
investigações
especiaes
relativas
ás
causas
physicas
obriga
a
iratal-as
de
modo,
que
aproveitem
ao
progresso
da
sciencia
e
á gloria
e
defesa
da
Reli
gião.
E
como
o reunir
e
redigir
os
ma-
teriaes adquiridos
durante
toda
a
vida
exi
ge um
longo
trabalho,
conserva
a tua
pessoa
n
’
um
estado
tão
vigoroso
de
corpo
como
de
espiriío,
de
tal modo
capaz
de
supportar as
fadigas de
um
trabalho
tão
constante e
longo,
que
faz
crer
que
rece
beste
a missão
especial
de
dar á
luz
esia
obra.
Isto,
além
de
Nos
levar
a
felicitar
te
novamente,
faz
Nos
esperar
não
pequena
utilidade da
tua
obra
tão
solida e
real,
que
por tantos
cuidados
Nos
privam
de
a
apreciar
por
Nós
mesmos.
O
rigor
da sua
lógica e
a
sua
erudi
ção,
não
obstante
o
caracter
proprio
da
obra
e
a
admiração
publica,
que
o
jeste-
ja.
foi
para
Nós
agradavel
e
apreciável
ho
menagem.
Recebe,
portanto,
este
testimunho
de
gratidão,
e
os votos
que fazemos
pelo
bom
exilo
de
um trabalho
de
tanta
tran
scendência, penhor que
tens
na
Bênção
aposlolica
que aífectuosamente
te
damos,
querido
filho, como prova
da
Nossa
pa
ternal
benevolencia.
Dado
em
Roma,
em
S.
Pedro,
a
3
de
julho
de 1879,
segundo
do
nosso
pontifi
cado.
LEÃO
PAPA
XIII.
------
-
_______
Portuga! e
ao
na;Sts
da
Europa.
Dolorosas
provações
tem
soflfrido
a
Egreja.
A
’
voz
de
Luthero
renegavam
o ca-
tholicismo, a
Inglaterra,
a Hollanda,
a
Suécia,
a
Dinamarca
e
Allemanha,
no
sé
culo
XVI.
No
século
XVIII
teve
logar
em
França
a
grande
revolução
política
e
social
que
abalou
a Europa
inteira.
Leis, crenças,
instituições,
costumes,
tudo
foi
cfondemnado
como
resto
da ty-
rannia
e
superstição.
Luiz
XVI
subiu
ao
patíbulo,
e
a
re
volução
derramou
o
sangue do
povo
nos
carnificinas de Robespierre
e
Saint
Just.
Não
foram
só
esses tempos
«le
crimes
e
da
mais
desbragada
corrupção,
foram
também
de
luto
para
a
Egreja.
A
França
que
havia
vencido
o aria
nismo
com
a
conversão
de
Clovis,
re-
pellido
o islamismo
com
a
espada
de Car
los Martel,
e
lido
grande
parte
nas
guer
ras da
civilisação
christã
contra
a
barbá
rie
musulmana
nas
cruzadas,
perdeu
a
fé
religiosa.
Condemnou
o
sacerdote
do
Senhor
a
esperar
nos cárceres
o supplicio
do
ca-
dafalso
ou
as
-torturas
da
deportação,
e
renegou
a
Cruz.
Pobre
paiz!
Converteu-se
em
um
lago
de
sangue.
Na revolução
geral
da
Europa,
os
principio» proclamados
em
1789,
chegaram
a
Portugal.
A
França
democrata
tinha
destruído o
poder
dos
reis,
criado
o
culto
da
razão,
secularisado
o
ensino,
proscripto
a
no-
bresa
e
exclinclo
as
ordens
religiosas.
Portugal
aboliu
a
monarchia
absoluta,
os
antigos
tribunaes,
os
dizimos,
os
privilé
gios,
e
em
nome
da
liberdade
de
cons
ciência
extinguiu
as
ordens monásticas.
Foram
os
tempos
das nossas
luctas
ci
vis.
Invadimos
o
sanctuario
e
arrasamos
o
convento
O
sentimento religioso esmore
ceu.
A
lucta
de
ambições
e
intrigas,
de
vinganças
e
odios
tem
sido a
nossa
vida
publica.
Os
sentimentos
e
tradicções
christãs
perderam-se
em
grande parte
na
familia.
O
amor
dos
prazere
*
perigosos,
as
leitu
ras
frívolas
e
más,
o
luxo
exaggerado
e
pagão,
os
excessos
de uma vida material
são
as feições
preeminentes
dos tempos
que
ora
passam.
A
té,
porém,
é
necessário não decli
ne,
para
que
os
costumes
se
não
perver
tam.
A
Allemanha estremece
diante
do
so
cialismo,
a
Rússia
vê-se
a
braços
com
o
nihilismo.
A
Italia
e
a
Hespanha
viram
a tentativa
de
assassinato
na
pessoa de
seus
reis,
e
França
a
mão
nivelladora
do
coramunista
accender
as.logueiras
de
Pa
ris.
O socialismo
é a
uliima
expressão
da
anarchia
e
da impiedade. E’ o
odio
á
auctoridade,
á
fé, á propriedade
e
ao
ca
pital.
A
corrupção tem-se
infiltrado
nas
mas
sas.
e
só
as verdades
do
calholicismo
po
dem
conter
os
povos
que
caminham
para
om
novo catacbsmo.
Só
á Egreja
é
dado
dominar
a
re
volução.
Quando
os
governos sentirem
esta
necessidade,
á
Egreja
terão
chegado
os
seus
melhores
dias.
Erguerá
ella
en
tão
um
novo
hymno
de
esperança
e
fé
Será
o
cântico
"da
sua
liberdade,
a
li
berdade
da
palavra evangélica,
a
liber
dade
das
casas
teligiosas,
a
liberdade
de
ensino
e
da educação,
a
liberdade
das
associações
de
caridade,
todas
as
liberda
des
saneias.
Plenamente
livres
em
sua
acção,
mais
crentes
e
tnoralisadas
serão
as
multi
dões.
Aos
inimigos do
calholicismo
respon
derão
as
vozes eloquentes
que
se
levan
tarem
na
imprensa e na tribuna.
Aos
maos
livros
hão
de
corresponder
publicações
religiosas.
O
influxo salutar
da
educação chrislã
das
massas
hade
combater
as
más
ten
dências
da
epoca
Em
vez
do
suicídio,
em
todas as
des
graças
da
vida, em
meio
de
todas
as
penas
e
misérias
d
’ella, o
sentimento
da
fé
ha
de alimentar
na
alma
que
soflre
a
esperança
de
um
mundo
melhor.
A
religião
sacrosancta
do
Calvario será
em
tudo
respeitada,
desde
o matrimonio
que
nobilita
a
mulher
e
a
faz verdadeiro
anjo
do
lar,
até
o
requiem
dos
mortos
e
a
Cruz
que
guarda
o
jazigo.
Que Portugal,
que
da
extremidade da
Europa
mandou
a
Cruz do
calholicismo
ás
terras
da
Asia,
aos
areaes
da
África
e
ás
florestas da America,
continue
a
ser
o
reino
íilelissimo,
o
dedicado
tilho da
Egreja! O socialismo,
o
ultimo
flagello
so
cial
que
muito
aterra
as nações,
não
achará
entre
nós
terreno
para
nascer,
vi
gorar
e
progredir.
Padre
Pontes.
UZETIIIH
aíX.l
’
BÍD»«IS^’T8!:
Tendo-se
retirado da direcção
e
administração
d
’este
jornal,
e
da
ad
ministração
da
«Semana
Religiosa»,
o
snr.
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimentel,
prevenimos
os nossos
as-
signantes
e
correspondentes,
que
des
de
29 de
julho
em
diante
toda
a
correspondência
concernente
tanto
á
redacção,
como
á
administração,
do
«Commercio
do Minho»,
e
bem
assim
a
que
diz
respeito
á
admini
stração
da
«Semana
Religiosa»,
de
ve
ser
dirigida
para
o
responsável
d
’
este
jornal,
o
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva,
rua
Nova
n.°
4.
Pelas melhora
*
de
Sua
Exe.
1
Kevd.ma
—
Logo
que
Sua
Exc.
a
Rev.'
112,
o
Snr.
Arcebispo
Primaz,
regressou ao
seu
Paço
Archiepiscopal,
restabelecido
da
grave
enfermidade
que
o
accommetleu,
o
revd.
0
arcipreste
de
Monsão,
juntamenle
com
o
clero,
que
commodamenle
se
póde
reunir,
celebraram
na
egreja
matriz
de
Ceivães,
um
solemne
Te-Deu
m
em
acção
de
giaças
pelo
restabelecimento
do
mesmo
Exc.‘n°
e
Revd.
ino
Snr.
Festividade
do
Santi
**
inio,
em
s.
Vietor.
—
Tem
ámanhã
logar na
pa-
rochial
egreja
de
S.
Vietor
a
festividade
do
Santíssimo,
havendo
de
manhã
missa
solemne
a
instrumental
e
sermão,
e de
tarde
procissão
que
seguirá
o
itinerário
dos
annos
anteriores.
Hoje
de tarde
ha
alli
vesperas solem-
nes,
e
á
noite
brilhante
illuminação
na
fachada
do
templo
e
extenso
arruado,
quei
mando-se
muito
fogo
d’
artificio.
Esta
festividade
costuma
ser
feita
com
a
maxima
pompa.
Chroniea
religiosa.—
A
’manhã,
3:
Na
Sé,
de
manhã,
procissão
de
Ladai
nhas,
e
de tarde
da
Senhora
do
Rosa-
rio.
Nos Congregados,
procissão
das
Do
res.
No
Collegio,
exercícios
do
Santíssimo
Coração
de
Jesus.
Festa do Santíssimo
Sacramento
em
S.
Vietor.
Exposição
do
Santíssimo
no Salvador.
S.
Domingos.
—
Na
segunda-feira
tem
logar
na
capella da
Tamanca
a
festa
de
S.
Domingos,
havendo
missa
solemne
e
sermão.
Novo
matadouro
publieo.—
O
snr.
Joaquim
Pereira
da
Cruz,
engenheiro
da
camara
municipal,
está elaborando o
pro
jecto
definitivo
para
o
edifício
do
novo
matadouro
publico,
que
será
situado,
co
mo
já
dissemos,
no
extremo
da
rua da
Boa-Vista.
O
local já
foi
vistoriado
pelo
snr.
dr.
Pinheiro
Torres,
delegado
de
saude,
que
o
achou
appropriado.
Corrida
*
.
—
Nas
corridas que
terão
logar
na
segunda-feira
no
hypodromo
pro-
visorio
na
matta
do
Bom
Jesus
do
Mon
te,
tocará
a
excellente
banda
do
regimen
to
d
’
infanteria
8.
lioMpede.
—
Tem estado
n
’
esla
cidade,
donde parle
para
as Caídas
de
Vizella,
o
snr.
Carlos
Relvas, abastado
proprietário
da
Gollegã.
Novo
enrdeol.
—
Vae
ser
elevado a
cardeal
o em.
tno
Núncio
de
Lisboa,
Mon
senhor
Sanguini.
Dando-se
esta
nomeação,
será
transfe
rido
para
Lisboa Monsenhor
Masella.
Partida.
—
Partiu
ha dias
para Villa-
Flor
o
revd.
m
*
snr.
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
digníssimo
vice-reitor
do
Seminário Conciliar
de
S.
Pedro.
Atravez
da
provineía.—
Dizem
de
Valença:
A
moléstia
que
ha
annos
atacou
os
castanheiros,
eslende-se
agora
a
quasi
to
das
as
arvores.
Na
freguezia
de
Verdoe-
jo,
d
’
este
concelho,
leem
ultimamenle
sec-
cado
bastantes
cerejeiras,
laranjeiras
e
alamos.
A
moléstia
dos
castanheiros cau
sou
graves
prejuízos
aos
proprietários,
e
se
se
estende
ás
ouiras
arvores,
como
infelizmente
ha
já
indícios,
será
muito
para
lamentar.
—
Na
noite
de
25
de
julho
pelas 11
horas
e
um
quarto
foi
apedrejada
a
casa
da
estação
do
caminho
de
ferro
da
villa
de Barcellos,
e
quebrados
na
sua
maior
parte
os
vidros
das
janellas
do
andar
su
perior da
mesma,
tanto
pelo
lado
da
ave
nida como
pelo
da
gare.
Não
podia
ser
este
praticado por menos
de
3
a
5
pes
soas.
—
Falleceu
em
Vianna
o
rev.0
frei
Ale
xandre
da Espectação,
egresso
do
con
vento
de Mosteiro, do
concelho
de
Va
lença.
—No
dia
24
do
corrente,
pelas
II
horas
da
manhã,
no
logar
do
Soulello,
freguezia
de
Sanfins, do concelho
de
Va
lença.
ardeu
a
casa
de
habitação
de
Joan-
na
Alves,
sendo
victimas
das
chammas
duas
filhas,
ambas
do
genero
feminino,
que
contavam
uma
cinco
annos
e
outra
pouco
mais
de
dois.
Joanna
Alves
tinha
saido
de
casa
deixando
as
duas filhas
fe
chadas
dentro.
Suspeila-se
que
as
crean-
ças
lançaram
mão
dos phosforos,
que
a
mãe
tinha
em
casa,
e
que
depois
de ac-
cenderem
algum o
lume
se
communicára
a
uma
porção de
palha
e
d’
ahi
resultasse
o
incêndio.
Frequentes
vezes
a
impren
sa
regista
casos
idênticos
produzidos
pe
las mesmas
causas,
mas,
apesar
d
’isso,
os
descuidos repelem-se
e
as
desgraças
succedem-se!
Deu-se na
occasião
do
in
cêndio
um
facto,
que
tem
indignado
to
das as pessoas
que
d
’
elle
leem
tido co
nhecimento.
No
principio
do
incêndio
um
visinho
da
casa
incendiada
ouviu
a
crean-
ça
mais
velha
gritar
que
lhe
acudissem.
Aproximou-se,
mas
vendo
a
porta
fecha
da
e
não
sabendo
da chave para
a abrir,
relirou-se
para
casa
—
muito
descança-
do — (!!!)
e
não
procurou
salvar
as
in-
nocentes
creanças!
Esta
circumstancia
—
diz
o
<
Noticioso
»
—se
nos
não
fosse refe
rida
por
uma
pessoa respeitável
da
fregue
zia,
não
a
acreditavarnos.
Pois
ás
11
ho
ras
do diji
não
se
encontraria
um ma
chado
para
arrombar a
porta
e
livrar
da
morte
as desventuradas
creanças?
O
pro
cedimento
do
deshumano
visinho
torna
se
mais
aggravante,
sabendo-se
que
a
porta
pouca
resistência
oflerecia e
facilmente
se
arrombaria,
mesmo
sem
auxilio
do
ma
chado.
Uma
tal negligencia
chega
a
in
dignar
e
revelia
maus
sentimentos
que
bom
seria
que
fossem
premiados.
—
Contináa
prejudicando
os vinhedos
do
concelho
de
Ponte do
Lima
o
terrível
oidium.
Os
agricultores
teem
sido
incan
sáveis
na
enxofra,
para combater
tão
per
nicioso
mal.
Os
vinhedos,
ainda
assim, se
não
annunciam
abunJancia
extraordinária,
prometlem
um
bom
anno.
Ha
alguns
que
por
muito
carregados
de
cachos,
surpre-
hendem.
—
Foi
denegado
provimento
pelo
su
premo
tribunal
administrativo,
aos recur
sos
interpostos,
no
recrutamento
de
1877
por Francisca
Thereza,
viuva,
por
seu
neto
José
filho
de
Domingos Pereira de
Gusmão,
d
’Oliveira;
e
no
recrutamento
de
1878
por
Antonio
José Coelho,
por
seu
filho
José,
de
Gamil;
por
João
Go
mes
Carreira,
por
seu
filho
Anlonio,
de
Gilinonde;
pela
Rita
Mana
da
Costa,
por
seu
filho
Francisco,
d
’
Oliveira; por
José
Antonio
d
’Abreu,
por
seu filho
Antonio,
d’
Egreja
Nova;
por
João da
Costa,
casa
do
com
Francisca
d
’Araujo,
por
seu
fi
lho
Antonio
José,
de Marlim;
por
Maria
d
’
Araujo.
solteira,
por
seu
filho
Antonio;
por
Maria
Rosa
Ferreira,
viuva,
por
seu
neto
Antonio,
filho
de Luiza
Ferreira;
por
Thereza
Pereira,
pelo
irmão
José,
filho
de
Joaquim
Pereira;
por
Domingos
de
Viilas-Boas,
por
seu filho
José,
lodos
de
Roriz;
por
Manoel
José
da
Silva,
pelo fi
lho José,
de
Sequiade.
Obteve
provimen
to
o
recurso
de
1878
interposto
por
João
Pereira,
por
seu
filho
João, da
Pouza.
—
Por
ordem
administrativa foi
reco
lhida
ás
cadeias
da villa de
Barcellos,
Maria
da
Silva,
solteira,
da
freguezia
de
Mondim,
accusada de
haver
furtado
di
versos
objectos
de
ouro
a
Custodia,
mu
lher
de
Domingos
Antonio d
’Amorim,
da
mesma
freguezia.
— Procedeu-se
na
quarta
feira á eleição
da
gerencia
do
Ranco
Agrícola
e
Industrial
Viannense,
que tem de
servir
o
anno
de
1879-1880.
—
Dizem
de Ponte
do
Lima:
O
mercado
quinzenal
d
’esta villa,
que
se
realisou
no
dia
28
do
corrente,
este
ve
pouco
animado
e
pouco
concorrido,
como
é
de
costume
n
’
esta
epocha,
em
que
as
aguas
e
os
trabalhos
agrícolas
mais braços
reclamam.
Ainda
assim fize
ram-se algumas
transaeções em
gados,
suino
bovino,
madeiras
e
cereaes.
Os
gados
conservaram
preços
baixos,
e
o
mi
lho amarello regulou
por
560
reis
e o
branco
por
540,
e
550
o
alqueire
de
17,125.
—
Na
noute de
sabbado
passado
foi
barbaramente
espancado
o
escrivão
do
juizo
ordinário
do
julgado
de
S.
Marlinho,
con
celho
de
Ponte
do
Lima,
Constanlino
Jo
sé Teixeira,
quando
voltava
de
fazer
um
embargo
a
um
indivíduo
conhecido
pelo
nome
de
João
Navió.
—
Pela
commissão
dislrictal
de
Vianna
foi
approvada
a arrematação
da
conslruc-
ção
do
terceiro
lanço
da
estrada
municipal
de
Ponte
do
Lima
a
Coura.
Trabalho
das
abelhas.
—
Foi
sem
pre
admirado
o
trabalho
das
abelhas
e
com
razão;
uma
folha
allemã
dá
ideia,
n
’
um calculo,
da
laboriosa actividade
des
tes
interessantes
animaesinhos.
A
abelha
procura
o
néctar
das
flores,
onde
póde
achar
assucar;
ora
o
trevo
contém
gran
de
quantidade
d
’esta
matéria, e
calcula-se
que,
em
cento
e
vinte
seis
cabecinhas
de
trevo,
se
acha
uma
gramma
de
assucar,
o
que
dá
para
cento
e
vinte
e
seis mil
e
um kilogrammas.
Em
geral,
cada
ca-
becinha
de
trifolio
tem
sessenta
floresi-
nhas
separadas;
d’
ahi
resulta que
a
abe
lha,
para
reunir
um kilogramma
de
mel,
tem
de
visitar
sete
milhões
quinhentas
mil
flores,
tornar
ao
cortiço,
e
ir
depôr
na
cella
o fructo
do
seu
trabalho
Tão
diligente
applicação merece
a
admiração
dos
homens,
que
fariam
bem
em
seguir
sempre
tão
bom
exemplo.
Surdo
*
mudou.
-
Conforme
uma
es
tatística,
o
numero
de
surdos
mudos
em
Hespanha,
sobe
a nove
mil
oitocentos
e sessenta;
sendo
as
províncias
de
Ovie-
do,
Lugo,
Leão,
Lerida,
Orense,
Gerona
e
Valência
as
que
mais
contém.
O
nu
mero
de
cegos
sobe
a
dezesete
mil
tre
zentos
cincoenta
e
nove,
e
onde
mais
abundam
estes
tristes
enfermos
é
nas pro
víncias
de
Valência,
Cordova,
Murcia.Se-
vilha.
Cadiz, Almeria,
Alicante,
Corunha
e
Granada.
Obra
«la
Propagação
da
Fé.—
A
receita
em
1868
foi
de
1.186:513^410
reis
—
mais
do
que
em
1877
—
70:786^655
reis.
A
França
concorre
com
a
maior
parte
—787 contos.
A
Hespanha
não
chega
a
dar
1:800$006
reis,
mas
lambem
compre
saber,
que sus
tenta
missões
directamente.
Os
outros
paizes
concorrem
com
ver
bas
relativamente
pequenas
como
dese-
gtiaes.
E’
certo
que
as
necessidades
são
im-
mensas
e
que
as
receitas
são
relativamente
inferiores.
Deve
porém
ter-se
em
conta,
que
os
catholicos
são
em
geral
desfavorecidos
dos
governos
e
leem
de
concorrer
para as mil
obras
da
caridade,
que crescem todos
os
dias
iinmensaménle.
No
entretanto é
lamentável
que
a
gran
de
Obra
da
Propagaçao
da
Fè,
não
te
nha um
rendimento
duplo
e
triplo,
por
que
as
missões
teriam
um desenvolvimento
incalculável.
As vocações,
as
dedicações
não faltam;
mas
falta dinheiro
para sus
tentar
missionários
e as
mil
obras da ca
ridade
missionaria.
Deve-se
isso,
em
grande
parte,
á
re
volução,
que,
devorando
os bens
da
Egreja
tem
com
isso
impedido
o
desenvolvimento
da
missão
catholica.
Praza
a
Deus
que todos
os
catholicos
se
desenganassem
de
que
prima
entre
os
seus deveres
para
com
Deus,
aquelle
de
estender o
seu reinado
por sobre
os
povos
sentados
á
sombra da
morte.
—
E.
lima
cima
<le
papel. —
Um
indus
trial
francez
enviou
á
exposição
de
Side-
ney
uma
verdadeira
curiosidade que
por
falta
de tempo
para
terminar,
não
foi
exposta
em
Paris.
E
’
uma
casa
de
papel,
chamada
pa-
per-house,
composta
de
um
simples rez-
do-chão.
O
corpo
da
edificação
é
de
madeira,
mas
no
interior
um
vestimento
de
car
tão-pedra,
garante-a
contra
o
calor,
o
frio
e
os
insectos.
O interior
é
ornado
de
um
revestimento
identifico,
fixo
dire
ctamente
contra a
madeira.
Uma
camada
de
cartão
pedra
cobre
também
o
teclo.
As portas,
tapeçarias,
os
lustres,
os
Stores
e
estoques, as
cortinas,
a
mobilia,
mezas,
cadeiras
etc.,
é
tudo
de papel.
Os
convivas
que
forem
convidados
para
qualquer
confecção
servir-se-hão
de
gar
fos,
facas,
copos
lambem
da
mesma
sub
stancia.
No
quarto
da
cama,
o
leito,
as
cor
tinas,
o
vestuário,
tudo
á
ultima
moda,
é
feito
sempre
de
papel.
Conversão.
—
Acaba
de
se
converter
ao calholicismo
o
snr.
de
Sturum.
addi-
do
á
embaixada prussiana
junto da
Santa
Sé e actualmenle
primeiro
secretario
da
embaixada
allemã
em
S.
Petersburgo.
O
neophylo
recebeu
por
esposa
uma
joven
senhora
americana,
sendo
dadas as
bênçãos,
na
calhedral
de
F tilda,
por
mons.
Hanhe,
governador
d
’aquelle
bispado.
Visconde
*
.
—
O
primeiro visconde que
houve
em
Portugal,
foi
D.
Leonel
de
Lima,
elevado
a
esta
dignidade
por
el-
rei
D.
Affonso
V, que o
fez
visconde
de
Villa
Nova
da
Cerveira
e
alcaide-mór
de
Ponte
do
Lima.
O
segundo
foi
Marlinho
Correia
de
Sá,
a
quem
o
snr.
D.
Affonso
VI
deu
o
ti
tulo
de visconde de
Asseca.
E
cremos que
fôra o
terceiro
Pedro
Jacques
de Magalhães,
que,
sendo
general
da
província
da
Beira,
vencera
o
duque
de
Ossuna
na
famosa batalha
de
Caslello
Rodrigo,
dando-lhe
então
o
príncipe
D.
Pedro,
em
remuneração
de
tão
importante
feito
d
’
armas,
o
titulo
de
visconde
de
Fonte
Arcada.
O
*
zuius.
—
Os
últimos
pormenores
do
combale
de
Ulundi
dizem
que
os
ne
gros
tiveram
2:000 baixas,
entre
mortos,
geridos
e
prisioneiros.
Os
inglezes
tiveram
‘
tos
e
53
feridos.
A
guerra
póde
-jerar-se terminada.
O
rei
Cettiwayo
ao
general inglez
a
espada
do
en
1
Napoleão.
O
tenente
Carey, que
f condernnado
á
morte,
partiu
no
dia
c
a
bo
no
vapor
«Euphrates»,
para
Mlaterra.
A
ex-imperatriz
Eugenia
diri-
uma
sentida
carta
á rainha
Vicloria
^liniio
0
perdão
para
o
tenente Carey.
—
Refere
a
«Gazeta
de
S.
Pelersburgo»
que
Alexandre
Herzen,
di-
ctor
q
ue
do
periodico
revoluciona-
re
^olokol», confiou
por
sua
morte
a
rl
casa
de Londres
um
capital
que
pro-
?
anoualmenle
60:000
rublos destinados
subsidiar
a
imprensa
russa
e
a
conti
nuar
a
publicação
do
«Kolokol».
Se<nmdo
a «Gazeta»,
esse rendimento
•
a<
’
ora
repartido
entre
tres
periódicos
revolucionários,
dos
quaes dois
se
publr-
caiu
em
Genebra
e 0
terceiro
é
0
nihilis-
ia «Terra
e
Liberdade»,
que
vê
a
luz
na
Rússia,
e
causa
0 desespero
da
poli
cia
*
Virtude» liberaes.
—
O
snr.
deptv
la
do
Franzini
apresentou
qa
camara
uma
estatística dos
crimes commetlidos
em Por
tugal
no
primeiro
anno
da
liberdade:
Roubos
614
õ
“
9
90
595
313
378
620
CdDSI
entregou
Districto
»
Assassinos
194
283
»
de
Lisboa
de
Faro
;
de
Castello
Branco
84
de
Portalegre
da
Guarda
do
Porto
de Braga
89
221
528
41
companhia
de seguros
Fidelidade
a
reis
3005000;
10
ditas da
Companhia
Predial
a
165750;
32 obrigações da
Companhia
das
Aguas a
835300
reis;
17
ditas libe
radas
a
835200;
60
ditas
a
835200;
38
ditas prediaes
a
925000; 10
ditas
a
925300;
10
ditas
dos
camihos
de
ferro
do
Minho
e
Douro
a
885300;
6
ditas
a
885500;
10
contos
em
inscripções
a
50,38;
144
pesos
hespanhoes
a
33,42;
12:400
escudos
de
fundos
externos
a
15,30;
200
mil
escudos
internos
a
14,54.
A
alfandega
rendeu
a quantia
de
reis
12:65'25406.
Foi
concedido
o
titulo
de
conselheiro
ao
snr.
José
Borges Pacheco
Pereira.
Foram
nomeados
administradores
sub
stitutos.
da
Pesqueira,
o
snr Antonio
Au
gusto
Sarmento:
de Moucorvo,
o
snr.
■Garfos
Augusto
Ferreira
de
Carvalho; de
Miranda do Douro,
o
snr.
Domingos
Mar
tins;
de Vouzella, o
snr.
Antonio
d’
Almeida
Campos e Mello;
do
Cartaxo,
o
snr.
José
Ribeiro
da
Costa
Júnior;
de
Moura,
o
snr.
Manoel
Gonçalves
Perfeito; da
Guarda,
o
snr.
Antonio
Sampaio
Coelho
e
Sousa;
de
Villa
Verde,
o
snr.
Lourenço
Soares
Ro
drigues;
da
Regoa, o
snr.
José
Peres
Gou
veia;
de Poiares, o
snr.
João Ferreira
Lima
Foram
nomeados
administradores,
de
Moocorvo,
o
snr.
Abílio da
Costa
Pontes;
o
snr.
José
Pina
Callado
nomeados
governadores
civis
preparações
ferruginosas
liquidas
são
que
melhor
0 eslomago supporla.
Reune
portanto
0
Ferro
Bravais
(fer
ro liquido
em
gotlas
concentradas)
tan
to
para 0
medico
como
para
0
enfermo,
quantas
qualidades
se
podem
desejar
de
baixo
do
ponto
de
vista
da
administração,
posto
que não communica
nem
cheiro,
nem
tão
pouco
sabor
algum
ao
liquido
no
qual
se toma
(agoa,
vinho,
etc.)
em
dozes
de
15
a
20
gotlas
antes
de
cada
comida.
Emquanto
á
sua
efticacia,
é
incontes
tável;
os
numerosos
testimunhos dos
mais
eminentes
médicos
contidos
no
folheto sobre
a
anemia e
seu tratamento 0
justificam
ir
recusavelmente.
(Este
folheto
envia-se
grátis
a
quem
0
pedir
ao
deposito
geral,
rua
Lafayelte,
13,
Paris;.
Os
resultados
que
se
obteem
sobre
a
saude
geral,
ao cabo
d
’
alguns
dias
de
tratamento,
são
verdadeiramente
surpre-
hendenles
e
cada
qual
pode fazer d’isso
a agradavel
e
barata
experiencia.
«Quem não
é
alguma
cousa
anémico?...»
Doutor
PAULO
LABARTHE.
(Copiado
do Evêneinent,
de
Paris).
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
aa
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO E
MI,
NH0.=»
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa-
pharm.
—
Hareellos,
Antonio João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal, 17 — Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31—
-Pipa
’rmão, rua
do
Souto.—
Vianna
do
C»s-
tello,
Aftonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande. 140.
—GuimarAM.
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Penad
*
!,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
K. J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
fe
lofeita,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D. Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado, Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.
—
Ponte
do Id-
ma.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
do Varzirn,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valença
do
Mtnho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.—
Villa
d«»
Conde,
A. L.
Maia
Torr
s.
pharm.
Tótal
1:442
3:119
era
de-
Accrescentou
que
este
mappa
ficiente,
tálvêz
tim
quinto,
e
qiie
porisso
se
podiam
calcular
em
1:730
os
assassí
nios
commellidos
em um anno nos
dis-
trietos
indicados,
e
que
fazendo
o
calculo
extensivo
a todos
os districlos
do reino,
dava
em
um
anno 3:530
assassínios
e
7:900
roubos.
Assassinato.
—
Andando
a
passear
no
campo
do
Bomfim,
etja
Setúbal,
o
jiro;
fessor
Rocha,
irmão
do
redactor
prínfcipal
da
«Gazeta
de SeGibal».
recebéu
tres
fa
cadas,
de
que
morreu.
Ignora
se
por
em-
quanto
quem
foi
o
assassino.
A
’
cavidade
publica.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da Gosta,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
o
andar,
que
se
acha na
maior
neces
sidade
e doente,
vivendo só
da
caridade
das
pessoas
que
o
soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’ earidude
publiea.—
Recommen
•
damos
ás
almas
caridosas
Anoa Joaquina.
de
8
annos
de
idade,
que
está
entrevada
ha
8
mezes.
Vive
em
penúria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
A
’
«aridade publica.
—
Recommen-
damos ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito ha
mais de
seis
mezes, e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida Vive
em
extrema
pobreza.
Habita
no
sotão
da
casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o
Anjo.
iltshas
noticias
Lisboa 30
—
«Diários:
—
Mandado
abrir
concurso
perante
os
respeclivos
prelados
para
o
provimento das
egrejas
de
Oleiros,
na
diocese
do
Porto, para
a
de
Caldel-
las,
na
de
Braga,
e
para a
de
Almagrei-
ra,
na de
Coimbra.
Na
Bolsa
venderam-se:
1
titulo
do
Banco
de
Portugal
por 5295900
reis; 2
ditos
a:
3295300;
1 dito
por
5305000;
5
acções
do
Banco
Insulano
a
605000;
14
õa
Companhia
do
Gaz
de Lisboa a
805300;
3
ditas
da
Companhia
de Algodão
de
Xa-
bregas
a
145000; 14
obrigações
da
Com
panhia
das
Aguas
a
835000;
30
ditas
do
caminho
de
ferro
do
Minho
e
Douro
a
885250;
5
ditas
a
885260;
23
contos
em
inscripções
a
50,38;
2*
ditos
a 50,40.
Idem
31
—
«Diário»:
—
Considerando in
ficionados
de
febres,
desde
0
dia 13 de
julho,
os
portos de
New-York
e
New Jer-
Se
y,
e
suspeitos
todos
os
demais
da
União,
sobre
0
Oceano
Atlântico.
Transferidos
os
professores:
de
Figuei-
ra
-
de
Castello Rodrigo
para
Torre,
con
celho
de
Trancoso
e
de
Cervos, conce
bo
de
Montalegre
para
Bobadelli, conce
lho
de
Boticas.
Approvado para ajudante
do
conserva-
°
r
de
Monsão 0
snr.
José
Rodrigues
Ri-
beiro
Cesar.
Na
Bolsa
venderam-se:
2
acções
da
Monc
da
Certã,
Foram
substitutos,
de
Castello
Branco,
snr. Pe
dro
Ordaz
Valladares;
do
Funchal,
0
snr.
dr.
João
Paris
approvou
a
demolição
do palacio
das
To
lherias.
O
senado
elegeu
uma
commissão
de
parecêr
sobre
0
projecto
Ferry,
relativo
á
reorganisação do
conselho
superior
de
jnslrucção
publica.
A
maioria
da commis-
sao
é
favoravel
ao projecto.
Roma
29
—
Vae
ser
transferido
para
a
nunciatura
de Lisboa monsenhor
Masela,
núncio
da
Baviera
O
senado
italiano
approvou
a proroga-
ção
dos
.tractados
do commercio.
A
policia
apprehendeu
em
Roma
grande
ntifnero
de.exemplares
do
piogramma
da
Associação
Universal Republicana.
O
pro-
gramma
previne
os
filiados que
estejam
promptos
para
um
movimento
proximo.
Fizeram-se
algumas
prisões.
Constantinopla 20
—Os
«ulemas»
reu
nidos
em assembleia, declararam que
0
programma
de
Kheredine-Pachá
é
incom
patível
com 0 korão.
Foi
este
0
principal
motivo
da
demissão do kheredine.
O
Sultão
suprimiu
0
logar
de
gran-visir
nomeando:
Aarifi-Pachá
primeiro
ministro.
Savfet-Pachá,
ministro
dos
estrangei
ros.
Riza-Pachá,
ministro
da
lista
civil.
Alifnad-Pachá,
secretario
do
Sultão.
Londres
29—0
snr.
Bourke
disse
na
camara
dos
deputados,
que
teem havido
na
Bnlgaria innumeras
prisões
e deporta
ções
por
delictos
políticos,
ignorando-se
0
destino
dos
prisioneiros.
A
Inglaterra
po
rém
não
tenciona
fazer
observações
á
Rússia.
New-York
29
— 0
monitor
peruano
«Huascar»
entrou
no
porto
de
Iquique
depois
de
se
bater
com
os navios
da
es
quadra chilena,
um
dos
quaes
foi
posto
fóra
de
combate.
Londres
30-0
«Morning
Post» diz
que
0
governo
espera
adiar
0
parlamento
para
16
d’ag<>sto.
No dia
27 do
corrente
embarcou
em Bourgas
0
ultimo
destaca
mento
russo que eslava
na
Roumelia.
O
«Standard»
menciona
0
boato
de
que
virá
á
Inglaterra
e França
uma
em
baixada
mexicana
afim
de
renovar
as
re
lações
n
’
esles paizes
com
a
republica
fe
deral
do
México.
Uma canonheira
peruana
entrou
no
porto
de
Tocopilla
e destruiu
todos
os
bar
cos
das
minas
de
carvão. O
snr.
Solaz
foi
nomeado
ministro
das
finanças
do
Pertí.
Paris
30
—
0
«firinan»
da
investidura
do
novo
Khediva reconhece
lodos
os pri
vilégios concedidos
em
18/3 ao
khediva
Ismail.
da
Camara.
29 —
X
camara
dos deputados
MXLAMOS
Uma
revolufáo
em
niedleinti.
O
professor
Hardy
fazia
ha alguns
me
zes
notar,
com
muitíssima
razão,
em
uma
de
suas clinicas
do
hospital
da
Carida
de,
de
Paris,
á
qual
eu assistia,
que as
SAuDE
À
TODOS
sem
medicina, pur
gantes,
nem despezas,
com
0
uso da delicio
sa
farinha
de.
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
30
ansies
d’
invni
*
iavel
auceeaat»
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gastrica,
gastralgia,
llegma, arrotos, amargor
na
bocca,
pituitas, nauseas,
vomitos,
irrita
ções
inlestinaes,
bexigas,
dizeuleria,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos, diabeihes, debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito, na gar
ganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
tigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro e
do
sangue,
83:000
curas
en
tre
as
quaes
conlam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
Lord
Stuarl
de
Dicies,
par
d
’
lo-
glaterra,
0
doutor
e
ptofessor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.
—Vervant,
28
de
mar
ço,
1866.
—
Senhor.—
Bemdito
seja
Deus!
A
sua
Revalesciére
salvou
me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naluralmente
fiaco,
estava arruinado
em
consequência
de uma
horrível
dispepsia
que durava
ha oito an
nos,
tratado
sem resultado algum
lavora-
vel pelos
médicos,
que
declaravam
que
al
guns
mezes
de
vida
me restariam,
quan
do
a
eminente
virtude da sua
Revales
eiére
me
rastituiu
a
saude.—A.
B
rune
-
lière
,
cura.
Cura
n.°
78:364.
—
Mr.
e m.me
Leger,
de doença
do
fígado,
diarrhea, tumor
e
vo
mitos.
Cura
n.°
68:471.
—
Mr.
Pierre
Castel-
li,
abbade,
de prostração
completa
na
edade
de
85
anhos
;
a
Revalesciére
re
moçou-o.
«Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou grandes
passeios
a
pé,
e
sinto
0
espirito
lúcido
e
a
memória
fresca.»
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
0
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
tixos
da venda
por
miudo
em
toda
a
pie-
ninsuia
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/ t
kilo.
500
;
de ‘/j
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
Í5400
reis; de
2
*/
s
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los,
65400;
ede
12
kilos,
125000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
*
que
se
po
dem
comer
a
qualquer hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
cb®a®l«ta«la $
ella
res-
titue
0
appettite, uigestão,
somoo,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mai»
|ue
a
carne,
e
que
0 chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
de
iaia
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
15400
;
dt
120
chavenas, 35200
reis,
ou
25
reis
cadt
chavena.
aíj
barsuk
c.a
unrra:».
-
Place
Vendòrae,
26,
Paris.
77
Regent-
■Street, Londres.
Valverde,
í,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Centra!
.
>nr.
Serzedeilo &
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
lasboa,
(por
grosso
e miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
ANNUNCIOS
FABRICA
DE
VIDRAÇA
Temos
a
satisfação
de
participar
ao
respeitável
publico,
e
em
particular aos
snrs.
consummidores
de vidraça, que
a
empreza
fabril
Maceirense,
já
fez
as
pri
meiras
fornadas, cujas
experiencias
deram
0 melhor
resultado
possível,
podendo
por
tanto
os
snrs.
consummidores
fazer os
seus
pedidos
desde
já
á
empreza
Macei
rense.
MACEIRA
(2527)
LEIRIA
ARRENDA-SE
do
S.
Miguel
em
dian
te
0 primeiro
andar
da
casa
n.°
71 do
campo
de
SanfAnna, esquina
da
rua
das
Aguas, onde
actualmente
está
a
Socieda
de
Democrática. Tem bons
commodos
pa
ra
qualquer
repartição
ou
escriplorios.
Póde ver-se a
qualquer
hora
do
dia.
Tra
ta-se
na
rua
de
Santo
André,
n.°
10.
(2528)
CARREIRAS DIARIAS
Florindo
da.Silva
Maia
&
Companhia,
fazem
publico
que
principiam
as
suas
di
ligencias
diarias
de Villa
Nova
de Fama-
licão á
Povoa do
Varzim
a
entroncar
com
0
caminho
de
ferro
que
sae
de Braga
ás
6
horas
e
quarenta
minutos
da
ma
nhã
e
2
horas
e
quatorze
minutos da
tarde,
lendo seu principio
dia
1.°
de
agosto
do
corrente
anno,
preços
300
rs.
dentro
e
fóra.
Os
bilhetes vendem-se
em
Braga
na
tabacaria
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
em
Villa
Nova
de
Farnalicão,
na
caza
do
annunciante,
na
Povoa
do
Varzim,
na
caza
do
snr.
Serra,
na Junqueira.
Braga
28
de
julho
de
1879.
Pelos
an-
nuncianles
(2523)
Ribeiro
Braga.
ATTESÇÃÍ»
Por
escriptura
de
21
de'
julho
de
1878
lavrada
na
nota
de
João
Marcos d
*
Aranjo
Ribeiro,
labellião
11’
esta
cidade
de
Braga,
foi
dissolvida
a
sociedade
sem
firma,
ver
balmente
eslabellecida
entre
Manoel da
Silva, mulher
Calharina
Rosa e
seu
filho
Joaquim
da
Silva
Gonçalves, casado
com
Anna
Thereza
de
Jesus, todos
da
mesma
cidade,
escriptura
que
se
fez
registrar
no
tribunal
commercial
da
dita,
0
que
se
faz
publico
para
todos
os eífeitos.
(2324)
ARRENDAM-SE
dous
campos
de
terra
lavradia,
silos
na
freguezia
de
Lomar.
pertencentes
ao
collegio
dos
Orphãos
de
S.
Caetano.
(2325)
V n.°
1
VENDE-SE
a
casa da rua
do
An
jo
n.°
II e
11
A.
Quem
a
pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
(2423;
DINHEIRO
A
JURO
A confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
M
unicipal
tem
650^000
reis
para
mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
PEDÍDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
lendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
ç
fios
para
o
curativo
de
feridas no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n'esle
acto
de
caridade
a
devoção
de seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia
G.
Pereira
Bernardes.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONAIS IOS
QUARTA EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações e
devoções indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccolta.
Com
approvação
de S.
Exc.
a
Revm.a
o
Snr. L). Joao
Clirysostumo
d’Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em Braga,
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova n.° 4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua do
Almada,
Porto,
e Catholica,
de
Lisboa.
Preço
—
160
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Caixa
penhorista
Bracarense na
Travessa
de
B.
Gualdim
d
’
esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as 8 horas
da manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti-
vere«i
ohjectos
empenhados
na
mesma
caixa com
atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão vendidos.
Ceremonial
segundo
o
rito
Romano
que
deve
observar-se
na
Ter
cia
e missa
conventual
cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbytero
JOÃO REBELLO
CARDOSO DE MENEZES,
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário
Vende-se
no
mesmo
Seminário, e
no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço
.............................
120
rs.
Fabrica a vapor
de fundição
ferro
e mrtaes
Travessa
de
S.
João—
Braga.
N
’
esta
fabrica,
única
na
província
do
Minho, fabrica-se toda a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios para
poder
elevar
este
melhoramento de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
pois
que
no
seu estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos
no
Porto
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas, avul
sas,
como são:
buxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de mármore
ou
de madeira, bancos
para
jardins,
borobas
de
qualquer
pres
são até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas ou
jardins,
columnas e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo syslema
para
la
gares,
ferros
para alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
paia agua,
de todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Além
d
’
estas
obras,
que
ha
feito,
toma
encommendas
para todas
que
possam fazer-se
de
ferro,
aço
ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
este
genero
principalmente
bombas
de
poços.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
3.
2-7
S
S
A. SJ
M
à
CH^
á
S
para
coseu
DA
Companhia
fabril SINGER
—
rua
«ie
S.
Vicente
—lí
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
que
lodo
o mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de 1877,
$38:81®
machinas
de
costura!!!
mais
sot4S>6
que
em
1876.
A
Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações de
&®o
reis
semniities
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por cento a menos a
prompto
paga
mento.
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A
COMPANHIA FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
1
-seu bello trabalho,
como
na
sua
immensa duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o
publico que te
nha
todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações, como algumas pes
soas.
por infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas
8ISGEU
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPAMIIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GBATIS.
ARRENDAM-SE
Tres
moradas
de
casas
de
dons
an
dares,
construídas
de
novo,
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
S.
Geraldo n
os
18,
20
e
22.
Para
ver
e traclar
na
mesma
rua n.°
17.
(2466)
No largo
da
Ponte
n.°
9
e
10, d’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construi-
das
de
novo;
tracta-se
com
Antonio
Sil-
verio
de
Paiva,
na
rua
de S.
Marcos.
(2431)
PROMPTO
IffllLim
BABATISSIMO
TEiMEEm
UB
MIMWI
O
ELIXIR SARRAZIN
cura
os
rheumatismos
©
uni
sbmhb
cura
as
goltas
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
o
lumbago;
0
Mffl
SMMM
cura as
dôres
sciaticas;
ELIXIR
SAHSAHM
cura
as
enxaquecas.
ADOPTADO
POR
TODOS
HOSPITAES FRANCEZES
PREMIADO PELAS ACADEMIAS
Deposito no Porto—FERREIRA & IRMÃO
77—RUA
DA BANHARIA—79
3.a MORADA ACIMA
DA ESQUINA DA
PONTE NOVA
PREÇO
............................
. . .
l$U00
REIS.
0
3
1
RUA
DE
S.
MARCOS. N.° 5
5
\
endè
papeis
pinta-
§
dos
para guarnecer
sallas,
£
lindíssimos
gostos,
a
prin-
£
cipiar
em 80 reis a.
peça.
«■
1
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dàde.e preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
pará
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua-
AGUAS
«ÍIKERAES
Vende-se
na pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria
—de
Vidago,
Verim,
d’
Entre-os-Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerei,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço de
Vide.
Al
calinas
de
Moura
e
de
Vichy.
(2505)
A
APPARIÇÃO
DE
N. SENHORA DA SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no
escriptorio
d’
este
jornal.
Preço.
...
30
reis.
cura
os
rheumatismos
agudos;
ÍNJECÇÃO
3YGIENICA
BA
LS
AMIGO PROPHILATICO
Esta
injecção
é
a unica e
efficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em Coimbra,
pharmacia
Barata Di-
niz, rua
de
S.
Barlholomeu
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira, rua
do
Triunfo n.° 742,
proximo
ao
Palacio de
Chrystal.
Preço
de
cada
frasco
—
TOO
rs.
(2506)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se no cam
po
de
SanCAnna,
n.°
68.
D0
ALTO
DOW
B»A
CASA
íni
Wajhl<A POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
1
o—Braga.
N
’este
armazém
se
encontram a
retalho
as seguintes
qualidades
de
vinhos eup
1'
rafados:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
i 130
190
200
210
240
300
360
400
500
700
600
80,0
D
Branco
de
meza.
. .
•
-
»
tinto
de
meza
fino.
•
•
de
prova
secca.
.
.
•
•
»
Malvasia
de
2.“
.
.
.
•
•
s
velho.............................
■
Malvasia
Bastardo e
Moscatela
Roncão
........................
•
>
Velho
de 1854
•
•
•
9
a
retalho
para
meza
60
e
quartilho tinto,
e
branco
120.
,
Responde-se
e garante-se
a
P
urezâ
boa
qualidade de
todos estes
vinhos,j>
dendo todo
e
qualquer consumidor
oia
dal-o
experimentar
por meio
de
q
ua
1
processo
chymico.
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptisla da siin‘
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
Parte de Comércio do Minho (O)
