comerciominho_31071879_966.xml
- conteúdo
-
RKLWIOSA,
PO&.ITICA,
NOTICIOSA.
REDÂCTOIIES
—D.
Miguel Sotlo-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
. .
1&600
851)
40
20
10
Braga,
12
mezes.
8
0
»
.
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
PUBLIGÃ-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SAGRADOS.
PREÇO DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
!
»
6
».....................
»
sendo
duas
assignaturas
1
Brazil,
12 mezes, moeda
forte.
.
i
Folha
avulso................................
2&000
1&050
3&6C0
3<$>6<)0
10
N.° 966
3E
D"
8KE
.WJT
Sí
Tendo-se
retirado
da direcção
e
administração
d
’
este
jornal,
e
da
ad
ministração
da
«Semana
Pieligiosa»,
o
snr.
Antonio Joaquim
de
Mesquita
Pimentel,
prevenimos os
nossos
as-
signantese correspondentes, que
des
de
29
de
julho
em
diante
toda
a
correspondência
concernente
tanto
á
redacção,
como
á
administração,
do
«Commercio
do
Minho»,
e
bem
assim
a
que
diz
respeito
á
admini
stração
da
«Semana
Religiosa»,
de
ve
ser
dirigida
para
o
responsável
d
’
este
jornal, o
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva,
rua
Nova
n.°
4.
S
K
.«Hk,
O-
QUINTA-FEIRA
51 DE
JULHO
DE 1879
Deu
o
dito
por nío
dito.
Sapienti
esl
mulare
consilio.
Não
achando
nem
sequer
um
atalho
por
onde
possa
conduzir
o
meu nome
ao
templo
da
Immorlalidade,
puz-me
a
pa-
rafuzar, a
parafuzar
—
é...
eureka
!
—cá
achei
a
cousa.
Um
general
do
nosso
tempo, tornou-
se
mais
celebre pela
sua
prodigiosa
mul
tiplicidade
de
caras,
do
que
pelas
suas
fa
çanhas
militares.
Muitos
marquezes,
con
des
e
altos
figurões,
teem
feito
differen-
tes caras
e
porque
não
poderei
eu,
que
lambem
sou
gente
(nos queque
gens
su-
mus]....
levar
o
meu
nome
á
posteridade,
por
este
feitio?
Confesso
que,
desde
que
nasci,
até'
ha
poucos
mezes,
fui
um
miguelista in-
'
transigenle
—depois,
refleclindo
que
a cou
sa
não
rendia,
transformei-me
em
cotn-
munista,
internacionalista,
nihilisla.
etc.
—
Mas,
como
de
bom
chi
islão
não
póde
sa
bir
um
mau
mouro torno
á
primeira
fôr
ma.
A
cousa
não
é
lá
das
m>is
bonitas,
bem
sei;
mas,
as
reconsiderações
estão
na
ordem
do
dia.
Emfim—
cartas na
meza
—
vou
ser fran
co,
e dizer
tudo.
Quando
adoptei
o
communismo,
enten
di
que
hia
ser
um
grande
figurão,
á
cus
ta
dos
grandes
proprietários,
ficando
el
les
a pedir
chuva,
e
dizia com
os
meus
botões
—
«E
’
bem
feito!—
Até
agora
figura
ram
elles;
é
tempo
de
nos
chegar
a
vez»!
Entendia—
e
entendia
muito
bem—
que
assim
que
o
communismo (isto
é
—
o
li
beralismo
sem
mascara)
galgasse
ao
poder,
os
seus
sectários
se
hiriam
a
tudo
quan
to
era
dos
ricos
e
diria—
agora nós
—e
aaz
—
saltavamos
nos
palacrns,
nas
quintas,
nas
granjas,
etc.
etc.
e
cada
um
de
nós,
escolheria
o que
nos fizesse
mais
conta,
deixando
os
seus
donos
a
olhar ao
stgnal,
°.
u
a
ver
navios
no
alto
de
Santa.
Catha-
rina.
A
cousa é
assim
em
lheze,
mas
na
bypothese
muda
de
figura
Os
pobres
querem
todos
ficar
podres
de
ricos,
é como
a cousa
não
chega
pa-
r
a tanto,
principia
a desordem,
alirando-
se
uns
aos
outros
como
cães
damnados.
Se
não,
vejam.
Quando
eu
me
declarei
cotnmunista,
escolhi
o
que
me
fez conta,
para
a
minh)
partilha,
que
era
bem
pouco.
bois
mesmo
assim,
saltaram-me
mui
tos
dos
meus
numerosos
correligionários
logo
á
perna,
pondo-me
os
miolos
em
agua.
Alguns
realistas,
pediram-me
lambem
partilha
na
liquidação
geral:
outros
pu-
zeram-me
mais baixo
do que
a
lama
da
rua,
por
eu
ter
virado a
casaca.
Final
mente
as
cartas
de
uns
e
outros,
ferviam,
e
eu não dava
mãos
a
medir.
Não
quero
abuzar
da
paciência
dos
meus
leitores, e só lhes
dou
para
amos
tra
algumas
das
cartas
que
recebi
—
Eil
’as:
(Os
parenthesis
são
meus).
í.
a
caria
—
Snr.
communisla
de
káka-
ráká.
Você
(dobre a
íingtia,
ouviu?)
a
mim
é
que não me
intruja.
Você
é tanto com-
munista
como
eu sou papa O
que quer
é
pescar
nas
aguas
turvas.
Pois desenga
ne-se
—o
que escolheu
para
si,
já
eu
ti
nha
marcado
cá
para
a
pessoa
No
conti
nente
não
abixa
nada.
Escolha
em
Cabin-
da,
em
Ptingo-Adongo,
ou
na
Zambezia
(se
o
Paiva
de
Andrade
lhe
der
licença)...
algum
boccado
de
matto
virgem,
e
vá
pa
ra
lá
assentar
queijeira.
O
que
é
de
Por
tugal,
já
está
muito
bem
repartido.
Guilherme
Tell.
Sabe
que
mais,
snr.
Tell?
—
Vá
você
para
a África,
ou
para casa do diabo,
que
eu já
não
estou
pelos
autos.
2.a
caria
—
Snr.
communisla
das
dúzias,
(que
patife!....)
As
propriedades
dos
ri
cos,
não
são
para
os
communistas
da
ul
tima
hora;
são
para nós,
os
velhos e
ge
nuínos
filhos
do
liberalismo,
que
estamos
ha
59
annos
á espera
da
liquidação,
e
não
é
para
partirmos com
um
basbaque
(este, de
mais a
mais,
é
malcreado!....)
que
vem
só
quando
julga
a
cousa
segura
(isso
ainda
hade ser
o
que disserem
dous
boticários....... )
para
ter
quinhão
na
be-
zêrra.
Está
bem
servido;
escuza de
fal
tar
a
mais ninguém! O
mais
que poderá
obter—
se
com
effeito
quer
ser
commu-
nista—
é
algum
bocado
de
sertão na
ilha
de
Tirnôr;
e ainda
lá
fica
muito
perto.
Mu
cio
Scevola.
Este
patife não
tem
papas
na
lingua!
Olhe,
snr.
Scevola—ou
cebola
—
Quer
você hir
calcurriando
até
as
Ilhas
Ma-
riannas,
ou
até
á
Cochimchina?
Pois
vá,
que
eu
quero
ver
o
fundo
á
panella.
Já
não
quero
nada com
você,
nem
com
os
seus:
entende?
A terceira
carta, só
continha
estes
quatro
versos
sédiços—
Fame
coacla
Vulpis
alia
in
vinea
Uvam
adpetebat,
summis
saliens
viribus:
Quam
tangere
ut
non
potuit.
discendens, ail;
Nodurn
matura
est,
nolo
acerbam
sumere.
Cincinalus.
Nunca
cheguei
a
saber
se
este
figu
rão
era
realista
ou
liberal.
Pelo
latinorio,
parece-me
padre.
Pois se estão verdes
e
azedas,
deixe-as
amadurecer
e depois
fallaremos.
Ultima
carta.
Senhor
communisla
—
Vi
que V.
S
a
(está feito
—
este
ao
menos
é
bem
creado)
virou
a
casaca,
e
foi
logo
ás
do
cabo!
—
O
que
lhe
digo
é
que
está
o
mtyido
rô-
to.
Um
homem
qne
tanto
berrava
contra
os
malhados,
dar
inopina
iamente
semelhante
cambalhota
política,
é
de
fazer
pasmar!
Um
charelle,
um
Jorge
Cadoudal,
um
Aureles de
Paladine,
transformado
de
um
dia
para o
outro,
em
Robespierre,
Dan-
ton,
Marat,
Fuquier-Ti
u
vi
lie.
Barras
et'
reliqua!....
Communista!....
Sáfa diabo.
O
Senhor
quererá
porventura
ver
em
Portugal
re
produzidas
as
horrorosas
scenas da
Fran
ça
em
1793
e
1870;
e
as
de
Alcoy,
Ca-
dix
e
Carthagena?
—
Arrependa-se
emquanto
é
tempo.
Volte
á
bandeira
branca
dos
nossos
paes,
e
deixe
se
de
utopias.
Bem
vê
que,
mesmo
antes
de chegar
a
época
nefasta
do
communismo,
já
estamos
em
pleno
baixo-império.
A
desorganisação,
a
maçonaria
e
a
immoralidade,
reinam
por
toda
a
parle, desde
os
palacios
dos
po
tentados,
até ao
mais
reles
dos
beleguins
da
actualidade.
Tudo
marcha
a
passos
de
gigante
para
a
bancarrota,
para
o
ahys-
m
i;
e
se
Deus
nos
não
accode
breve,
e
os
verdadeiros
portuguezes se
não
apres
sam
a
sacodir
o
jugo
ignóbil
que
lhes
lançou a
pseudo-liberdade,
adeus
autho-
nomia;
adeus
independência;
adeus
pa-
tria.
Portugal
só
póde
ser
Portugal,
á
som
bra
da
bandeira immaculada
de
Ourique,
d
’
Aljuharrota,
de Montes-Claros
de
Cas-
tello-Rodrigo
,
etc.
etc.
—
Disse.
Fuas
Roupinho.
Pois,
Senhor
Fuas Roupinho
—
está
dito.
Volto
outra vez
para
os
meus
antigos
correligionários;
para
os
homens da
ver
dadeira e
bem
entendida
liberdade:
para
o
partido
onde ha
Deus,
onde ha fé,
onde
ha
amor
da
patria.
Os
falsos
liberaes,
os
mações,
os atheus,
e
toda
a
mais canalha
que
o
diabo
nos
impingiu
para
castigo
dos
nossos
pecca-
dos,
podem
hir
todos
para
os
mais
pro
fundos
abysmos
do
inferno,
onde
Satanaz
os
conserva
por todos
os
séculos
dos
sé
culos.
Araen.
Auguslo
de
Pinho Leal.
Circular
ao
Revd.
0
Clero dia dio
cese d'.4ngra
do
Heroísmo
e
IElias
dos
Afores.
(Conclusão)
C
urso
abreviado
de
R
eligião
pelo
Padre
F.
X.
Schouppe é também
um
li
vro
preciosíssimo,
que
lodo
o
Ecclesias-
tico
deve
possuir.
Em
355
paginas
o
il
lustrado
Auctor
comprehende
um
tratado
completo
da Religião
Catholica,
que
nada
deixa
a
desejar;
dividido
em
tres
partes
—
Apologética,
Dogmatica,
e
Moral.
Tudo
n
’
este
livro
é
recommendavel:
doutrina
pura
e
segura,
concisão
sem
lacunas,
me-
thodo
logico
e
claro.
Quem souber
este
pequeno
livro estará
suílicientemente
in
struído
sobre
o
que
diz
respeito á con
stituição
da
Egreja
Catholica,
ao
seu
Do
gma, aos
seus Sacramentos
e
á
sua
Mo
ral.
Semelhante
a
este
livro é
a
obra in
titulada
T
heologia
moral
em
quadros
do
Abbade
Martin, que
comprehende
e
expõe
com
maior desenvolvimento,
em
dois
tomos,
os tratados
de
Moral,
Sacramen
tos, Censuras
e
I
regularidades
com
tal
clareza
e
melhodo,
que
torna
suave
o es
tudo
d
’
aquellas
matérias.
E
’
livro
digno
de
fazer
parle
da
bibliotheca
do Sacer
dote.
R
espostas
populares
ás
objecções
MAIS
COMMUNS CONTRA A RELIGIÃO
pelo
Padre
Secundo
Franco,
em
dois
tomos,
é
obra
que
tem
merecido
os
maiores
elo
gios,
ainda
d
’
aquelles
que
não
são
afle-
ctos
ao Catholicismo.
Arma
prompta
e
facil
de
manejar,
para
com
ella se
de
fender
a
nossa Santa
Religião dos
contí
nuos ataques
que
por
todos
os
lados
se
lhe
dirigem,
não
só
os
Ecclesiasticos, mas
até
os
fieis
a
deveriam todos
possuir,
para
se
defenderem
dos
inimigos,
e
dissiparem
quaesquer duvidas
ou
difficuldades
que
occorram
a
seu
espirito
sobre
as
verda
des religiosas.
Nunca
esta
bella
obra
po
derá
ser
assás
recommendada.
R
esposta
ás
principaes
imputações
que
se
fazem
á
E
grej
* em pastoral
de
Mons.
fíourret,
Bispo
de
Rodez
e
de Va-
bres—é
obra que
tem
merecido applauso
geral,
posto
que
concisa, não
carecendo
de recommendação.
Os
D
iffamadores
do
C
lero
catiio
-
lico
pelo
Abbade
Tounissoux
é
outro opús
culo
apreciável
no
mesmo
sentido.
A
S
ciencia
hodierna
e
o
D
ogma
C
uristão
por
Roberto
G.
Woodhouse é
igualmente
recommendavel.
O
F
im
da
vida
—
E
studos
críticos
sobre
o
C
atholicismo
por
F.
V. Roger,
é outro
livro inapreciável,
escripto
em
estylo
claro,
qne
tem igualmente
por
fim
relutar
os
principaes
erros
modernos con
tra
o
Catholicismo,
e
expor
a
sua
dou
trina.
E
’
digno
de
ser
lido
e
possuído.
S
entido
litteral
moral
e
iiistoríco
dos
ritos
e
ceremonias
da
missa
,
livro
vertido
e
resumido
do
latim
pelo
Revd.0
Snr.
Padre
Antonio
Fernandes
Cardoso,
é um
livro mui
estimável,
porque
depen
dendo
muito
a
perfeição das
ceremonias
do santo
sacrifício
da
missa
do conheci
mento
das
causas
e
razões d
’ellas,
este
bello
livro
não
só
ensina
a fazer
as
mes
mas
ceremonias,
mas
expõe
com
clareza
e
illu-tração
a
historia
e
razão
d’
ellas.
Todos
os
Sacerdotes
deveriam
estudar
este
tratado,
para
conhecerem
a
importância,
e
razão
de
tão
augustas
ceremonias,
e
as
fazerem
com a perfeição e
devoção que
lhes
são
devidas.
Esta obra
tem
ainda para
Nós
um
outro
merecimento—
o
de
ler
por
auctor
um
digno
Ecclesiastico
do nosso conhe
cimento
e
amizade,
quasi nosso
p.-.tricio;
qne
Nos
apraz felicitar
d
’
este
modo,
por
ter
levado
felizmenle
a
efleito
tão
util
e
bem
acabado
trabalho.
O
C
onfessor
da
infancia
e
da
mo
cidade
pelo Padre Cros, é
um
resumo
da
doutrina
catholica
a
respeito
da
con
fissão
dos
meninos,
e
do
uso
da
cotnmu-
nhão
frequente.
Muitos
Prelados
teem
j
recommendado
a
leitura
d
’este
livro,
e
Mons.
Ségur o chama
excellente;
pois
que
retine tudo
o que
de melhor tem
sido
escripto
pelos
Padres
da
Egreja
a
taes
respeitos.
Pelo
que
é bem
digno
de
fazer
parte
da
livraria
do
Sacerdote.
A
R
accolta
,
publicada
por ordem
de
Sua
Santidade
Pio
IX,
que
dá conta
das
indulgências
concedidas
pelos Summos
Pon
tífices
pela
recitação
de
muitas
orações,
com
o
texto
d’
ellas,
e
pela
pratica
dal
gumas
obras
pias,
é
livro
por
si mesmo
recommendavel,
e
indispensável
a
toda
a
pessoa
piedosa
O
C(>D GO PENAL DA EGREJA, OU A
C
onstituição
Aposloliccee
Sedis,
commen-
tada
pelo
Revd.»
Snr.
Padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
é obra
indispensável
a
lodo
o
Confessor,
por
enumerar
os
casos
em
que
actualmente
se
incorre
em
censuras
a
jure,
e
por
que
modo. Além
da
tra-
ducção
da Constituição e
explicação
de
cada
uma
das suas
disposições,
traz
a
obra
um
breve
tractado
de
censoras,
os
textos
do
Concilio
Tridentino
e
das
Con
stituições
Apostólicas
a
que aquella
se
refere,
com
um
Appendix
contendo
a
Constituição
de Pio
IX
—
Rumanus
Ponti-
fex,
sobre
Vigários
Capitulares,
e
um
Supplemento
qne
enumera
as
diflerenles
proposições
condemnadas
sob
pena
d
’
ex-
coinmunhão
reservada
ao
Summo
Ponti-
(ice. Do que
se
vê
a
importância
da
obra,
e
o
boio
serviço
com
ella
leito
aos
Con
fessores,
que
alli
encontram
tudo
o
que
é
relativo
a
tal
matéria.
Depois
da
nossa
Circular
de 13
de
outubro
de
1876,
mais
teem
chegado
ás
nossas
mãos
as
seguintes
obras
de D.
Jayne
Balmes—
O
C
ritério
,
Philosophia
pratica,
M
iscellanea
religiosa
,
piiilo
-
sophica
e
litterahia
, e o C
urso
de
P
hilosophia
elementar
.
A
primeira
en
sina
a
pensar
reclamente,
e
a
descobrir
a
verdade;
é
uma
verdadeira
Lógica pra
tica-
a
segunda
traia
os
mais
importan
tes
problemas
sociaes,
de
modo
proprio
do
Auctor;
a terceira
é
um
tractado
de
Lógica,
Methaphisica,
Ethica
e
da
Histo
ria
da
Philosophia.
Sobre
o
merecimento
d
’eslas
obras
limitamo-Nos
a
repetir
que
são
producção
da
vasta
erudição,
agudo
engenho,
e
lé
viva de D.
Jaymes
tíalmes,
honra
do Sacerdócio
Hespanhol
nos
últi
mos tempos.
No
C
eo
nos
reconheceremos
pelo
P.
lilol
é
um
livrinho
que
enche
de
conso
lação
todas
as
pessoas
que
o
leem,
pela
fundada
esperança
que
lhes
dá
de
reco
nhecerem
no
Ceo
as pessoas que mais
caras
lhe
foram
n
’
este
Mundo,
e
de
vi
verem
elernamente
unidas.
Que
as
pes
soas que
choram
a
perda
de
urna
mãe,
d
’
nm tilho. d
’
um
esposo,
leiam
este
li
vrinho,
e
empreguem
os
meios para se
juntarem
no
Ceo:
e
d’
este
modo
se
re
generarão,
e
receberão
consolações
e
conforto
que
só
a
Religião
sabe
e
póde
dar.
J
esuítas
por
Paulo
Féval
é
obra
que
tem
por
lim
refutar as immensas
calum-
nias
inventadas
para
desacreditarem
a Com
panhia de
J
esus
.
E'
de
tal
merecimento
que tem
sido
traduzida
em muitas lín
guas; e
o
foi
também
em
portuguez
pelo
Revd.
0
Snr.
Padre
Senna
Freitas,
gloria
d'esta
Diocese onde
nasceu,
com
a
ele
gância
e
propriedade
própria
de
tão
dis-
tincto
escriptor
e
zeloso
Sacerdote.
A
O
rdem
T
erceira
de
S.
F
rancisco
,
por
Muns.
Ségur,
traduzida
em
portuguez,
é um
livrinho
que
dá
ideia
da
mesma
Ordem,
e
das obrigações de
seus
mem
bros,
que todos deviam
possuir;
para
bem
se
compenetrarem
do
espirito
que
os
deve
animar.
Aos
Veneráveis
Ministros
e
Com-
missarios
da
Ordem
recomraendamos
deem
conhecimento
d’
esle
thesouro
a
seus
con
frades,
para
o
adquirirem,
visto
ser
tão
facil
a
sua
acquisição
que
só
custa
160
reis!
C
olloqu
os
aldeões
de Cormenin,
vertidos
pelo
Visconde
de
Castilho,
é tam
bém obra
recommendavel
pela pureza e
elegancia da
linguagem,
e pelo fim
que
tem
em
vista—
instruir
o
povo, e tirar-lhe
muitos
prejuízos
e
maus
hábitos.
Sua
lei
tura
é
amena
e
inslrucliva;
e
muito
con
veniente
seria que,
em
logar
de
romances
immoraes,
se
espalhasse
pelo
povo
este
bom
livro.
E
terminamos
aqui
esta
longa lista,
louvando o
Senhor
por tão
esperançoso
movimento
lillerario
para
o
b-m,
e re-
commendando
ao
nosso
Revd.®
Clero,
e
pessoas
que
desejarem
instruir-se
sobre
matérias
religiosas,
ou
refutar
erros
e
ca-
lumnias comra
o
Catholicismo,
se
provejam
d
’
estas
beilas
obras.
Dada
em
esta
nossa
Quinta
do
Imma-
culado
Coração
de M
aria
aos
3
de
Ju
lho, lêsia
da
Pureza
da
mesma
Senhora,
de
1879.
João
Maria,
Bispo
d
’
Angra.
l.ÍMhou,
S6
de
julho
de
i&lO.
(Do
nosso correspondente-)
Dizem
os
amigos
da situação
que
ella
é
preferível
á que
se
finou.
Não
creio.
Tão
bons
são
uns
como
os
outros.
Não
posso
acceitar,
de boa
mente,
nenhum
governo,
que se pronuncie
pela
causa
da
irreligiosidade.
e
da
immorali
dade;
e
o
actual
não exhibiu
ainda
a
me
nor
prova
de
que está
resolvido
a
pôr
um
calço
na
roda
das
abominações,
que
ha
muitos
annos
se coinmettem impune
mente
no
paiz.
A
imprensa
libertina,
e
corruptora cam-
pêa
agora,
como
nos
dias
do
governo
regenerador.
A
religião
continua
a
ser
aflrontadi
publicamente,
e
a auctoridade
não
ouve,
nem
vê
os
obreiros
da desmo-
ralisação
cada
vez
mais
açodados
no
ca-
minho da
corrupção,
e
da
descrença.
Porque
diremos,
pois,
que estes são
me
lhores
do
que
os outros, meu
amigo?
Deixae vir a eleição da camara
dos
deputados,
e
então
os
crédulos
se desen
ganarão,
vendo
as
mesmas
violências, as
mesmas
tricas
em acção,
as
mesmas
al-
moedas
de consciências,
as
mesmas
pro
messas
de
campanario,
as
falsificações,
e
insólitas
arbitrariedades,
que
exornara a
historia
eleitoral
d
’estes
últimos
quarenta
e cinco
annos
Se
até
agora
temos
lido o
sophisma
do
systema
parlamentar,
a
mentira
mais
grosseira
na
representação
do
voto
popu
lar,
crêde,
e
crêdes,
certamente,
o
futuro
parlamento
será, na
sua
grande
maioria,
a expressão
mais
genuina
da
vontade dos
ministros,
em
vez
de ser
o
resultado
do
voto
do
paiz.
Segundo
a
opinião
geral
da
imprensa
legitimisla
franceza, o espirito patriótico
de
salvar
a
França
pelo
unico
meio,
por
que
póde
ser salva
—
a
legitimidade,
desen
volve-se
agora,
como
nunca, desde
1830.
O
nome
de
Rei
legitimo
anda
na
bocca
de
lodos
os
francezes
de
coração, ancean-
do
lodos
o
momento
de
chamar
o
nobre
conde de
Chambord
ao
throno de
S.
Luiz.
A
morte do
filho
de
Luiz
Napoleão,
e
as
abominações
da
republica,
apressarão,
sem
duvida,
a
regeneração
d
’aquelle
bello
paiz.
Lá
foram
os
patriotas
buscar
a
Cas-
caes
a
ossada
do
benemerito
patriarcha
Borges
Carneiro,
para
a
depositarem
no
jazigo
municipal.
Vieram com
ella os
os
sos
de
um
soldado,
ou
tambor,
que
fal-
lecera
na
torre
de
S.
Julião. Talvez
os
d
’
este
estejam
agora
occupando
o
logar
de honra,
e
os
do
grande
(e
bem grande)
liberasla de
1820
soterrados
na primeira
cova
destinada
ao
mais
obscuro
ferro
ve
lho.
Ao
menos
são
n
’
isto
coherentes
os
taes
fazedores
de
rebuçados,
e lampreas
d
’ovos,
e
discípulos
de
Esculápio.
Hon
tem
decretaram
que
o
campo
de
Sanl
’
-
Anna
se
denominasse
Praça dos
Mariyres
da
Patria,
agora
trazem
para
o
cemiterio
Occidental
os
restos
de
Borges
Carneiro,
a
cuja
memória
fazem
honras,
e
obsé
quios
outr
’ora
só
tributados
ao
verdadeiro
patriotismo,
comprovado
por
eminentes
serviços
á
nação.
Cousas
da
epocha,
meu
amigo
!
Tenho
assistido á
lacta,
de que
tem
sido
thealro
o
vosso
jornal,
entre
os
snrs.
Amoritn Barbosa,
e
Pinho
Leal.
Tenho
desejado
metter
a minha
colherada,
por
que
lambem
fui
teslimunha
de
alguns
fa
ctos,
a
que
os
dois campeões teem
al-
ludido;
mas,
para
que?
Comludo
sempre
direi
aos
vossos
leitores,
rapazes,
que
lamento
muito que
o
meu camarada
Pi
nho
Leal
tenha
gasto
o
seu
tempo,
fa
zendo
polemicas
cora
um
defensor do
ma
rechal
Saldanha
A
verdadeira
apotheose
do referido
caudilho
está
em
se
lhe cha
mar
o
que
foi:
Um
fidalgo
liberal.
Seria
um bom
general, optimo, se
quizerera;
mas
foi
um
fidalgo
liberal,
um
revolucio
nário
de
oflicio.
Mas
olhe
o
snr.
Bar
bosa,
que
se
ufana
de
ler
servido
ás
or
dens
de João Carlos
de
Saldanha,
que
nem
o
exercito íiberanga,
que
elle
com
mandava,
no dia
18
de fevereiro
de
1834,
era
apenas
de
pouco mais
de
3:000
ho
mens,
nem
o
exercito legilimista, que se
bateu
gentilmente no
referido
dia,
era
de
8:000
combatentes.
Não
faça
Jo
illustre
amigo do
marechal Saldanha
tão triste
ideia
dos
nobres defensores
da
legitimi
dade.
Elles
bateram-se
valenlemente. E
se
eram
cobardes,
se
fugiam
diante
de
poucos,
em
vez
de
fazerem
rosto ao
ini
migo,
porque
exalça
a
tão
alto
o
valor,
e
a
temeridade
dos liberaes
?
Pois
haveria
acaso
alguma
gloria
em
vencer
a
cobar
dia
commandada
pela
ignorância?!
O
Affonso
não
quiz
assiguar
o
decreto,
que
lhe apresentaram em
conselho, ten
dente
a
salvar
a vida
a
um
iufeliz
con-
detunado
á
morte
pelo crime
de
homici
dio.
Foi,
pois, justiçado o pobre crimi
noso,
só
por
obra,
e
graça
do
espirito
humanitário
do
rei
liberal
da
nação vi-
sinha.
Dá
esperanças.
Todo
vosso
A.
de
irmãos,
e
um
muito
numeroso
con
curso
de
fieis de
todas as
classes.
—No dia
13
do
corrente
teve
logar
na
egreja
de
Mancellos,
um
solemne
Te-
Deum
em acção
de
graças
pelo restabe
lecimento
da preciosa
saude
de
S.
Exc.
a
Revd.
ma
o Senhor
Arcebispo
Primaz.
Du
rante
a
enfermidade
de
S.
Exc.
a
Revd.
ma
tinha
o
revd.®
parocho
feito
orações
pu
blicas
por
S.
Exc.a
,
e pedido
a
seus
fre
gueses
que orassem
pelo
mesmo
fim.
Dignara-se
Deus
ouvir
os
seus
rogos;
devia-se-Lhe
pois
um
publico
agradeci
mento.
Foi
celebrante
o
muito revd.
0
ar
cipreste, assistiram
vários
ecclesiasticos,
sendo o
Te-Deum
executado
pela
musica
do
snr.
Freitas,
de
Figueiró,
que
o des-
empenhcu
perfeitamenle.
Assistiram
a
este
acto
as
principaes
pessoas
da
freguezia.
tanto
cavalheiros,
como
senhoras,
devendo
fazer^se
especial
menção
dos
ex.
m°
s
general
conde
da
Costa
e
seus irmãos
o
conselheiro
desembarga
dor
Joaquim
Guedes
de
Carvalho
e
Me
nezes,
e
Antonio
Guedes da
Costa,
ex
administrador
do
concelho
d’
Amarante.
Festividade
em
S.
I.aziaro.—
Te
ve
logar
no
domingo
a
grande
festividade
da
confraria
do
Santíssimo
em
S.
Lazaro.
No
sabbado
houve
vesperas
solemnes
a
instrumental
pela
capella
do
snr.
Luiz
Baplista
da
Silva,
e
no
domingo missa
solemne
com
sermão,
prégado
pelo
snr.
padre
Luiz
Gomes.
De
tarde
saiu
a
procissão,
que
ia muito
brilhante.
Foi
juiz
d
’
esla
funcção
o
exm.°
snr.
Joaquim
José Fernandes, que
se
não
pou
pou
a
esforços
pare
que
ella
fosse
feita
com
toda a
pompa.
Congideraffto
do
nosso
sabia
e
virtuoso
Prelado
pela
imprensa.
—
Do
nosso
dislincto
collega
da
«Ordem»
transcrevemos
o
seguinte:
Raras
são
as
freguezias
do
arcebispa
do
de Braga,
do
catholico
Minho,
que
não leem
lestimunhado sua
viva
alegria
>elo
restabelecimento
do
seu
bom Pastor
e
pae
espiritual;
em
quasi
todas
ellas
se
teem celebrado
solemnes
Te-Deums
em
acção
de graças
a
Deus
por
ter resti
tuído
a saude
ao
seu
Prelado,
o
Exm.®
e
Revm.®
snr. D.
João
Chrysostomo,
Ar
cebispo
de
Braga
e
Primaz
das
Hespa-
nhas.
Reconhecido
a
tão
inequívocas
provas
de
filial aífecto
manda
S.
Ex.
’
Revm.a
agradecer
a
todos os que por
sua sau
de
se teem
interessado,
da seguinte
fôr
ma
:
(Segue-se
o
agradecimento
que
lemos
inserido).
Este
agradecimento foi
publicado
pelo
nosso
collega
«Commercio
do
Minho»
de
28
do
corrente.
Vêmos
aqui
já
uma
prova
de
con
sideração
aos
jornaes
catholicos do
nos
so
paiz,
que,
regra
geral, morrem
á
min
gua
d
’
ella:
ao
contrario
do
que
succede
lá
fóra,
onde
os
bispos
lhe
dão
o má
ximo
appoio
e protecção.
dignando-se
el
les
mesmos
escrever
para
os
jornaes ca-
tholicos.
Haja
exemplo
o infatigável
e
heroico
bispo
d"Angers, uma
das
mais
brilhantes
pennas
jornalísticas
de
França
e
talvez
do
mundo.
E’
lambem
porisso
que
ella,
a
im
prensa
calholica,
lá
medra tanto,
e
cá
só
consegue
viver
vida
arrastada.
Desça
essa protecção,
e
alargar-se-ha
mais
e
mais a
obra
da
regeneração
social
pa
ra
o
restabelecimento
da
soberania
social
de Christo
na
sociedade, d
’
onde
foi
ex
pulso.
Damos
os
parabéns
ao collega
peia
subida
honra
que
leve,
e
a
S. Ex.’
Revm.
a enlhusiaslicos agradecimentos
pela
consideração
que
dispensou
a
um
collega
nosso.
Oxalá
os
exemplos
se
repetis
sem
e
amiudassem
e então
veríamos
nós
as
coisas
tomarem
outro
rumo,
para
melhor.
Romaria.—
Na
capella da
Falperra
teve
ante-honlem
logar
a
festividade
e
ro
maria
de
Santa
Marlha.
Avis
rara.
Não
houve
este
anno
pan
cadaria!
Cabem
muitos
louvores
aos illm.®
’
me-
zarios
que
promovem
alli o augmento
do cul
to.
E
’
juizda
irmandade
o
excm.
0
snr. Joa
quim
José
Fernandes.
Foi
grande
a
concorrência
de
povo
Entre
varias
promessas
que alli se cum
priram,
awulta
a
d
’uma junta
de
bois
ava
liada
em
30
libras.
Conferencia
de
S.
Vicente de
Pnwlo.
—
De
conformidade
com
a
dispo
sição
do
seu
Estatuto,
designára
esta
Conferencia
o
dia
25
do
corrente para
o
alcance
da
indulgência
plenaria
para
os
seus membros. Eífectuou-se,
pois,
pelas
&ÁZ1TILHÀ
J
*
eSí
*
«
melhoras
de
S.
Exe.
a
Kevd.
ma
—
Na
egreja
parochial
de
Santa
Eulalia
de Cabanellas, celebrou-se,
no
dia
25
do corrente,
um
solemne
Te-Deum
em
acção
de
graças
pelo
completo
restabele
cimento
de
S.
Exc.
a
Revd.
ma o
Senhor
Arcebispo
Primaz
Ciliciou
o
revd.0 arci
preste
de Villa
Verde,
parocho
da
fregue
sia;
assistindo
todo o
clero
da
mesma,
e
algum
de
fóra,
a
confraria
do
SS.
Sa
cramento
encorporada,
em
grande
numero
8
horas
da
manhã
do
referido
dia,
a ce
lebração
d
’
uma
missa
e
a
communhão
so
lemne
na
egreja
do
convento
do
Salva
dor,
a
que
lambem
concorreu
elevado
numero
dos
soccorridos
pela
mesma Con
ferencia.
A’
s
8
horas
da noite
teve
logar
n
’
um
salão
do
Paço
Archiepiscopal
a
sua
assembleia
geral,
a
que
concorreram,
além
dos
socios
da
Conferencia,
alguns
dos
mais
considerados
cavalheiros
d
’
esla
cidade.
Occupou
o
logar de presidente
hono
rário, na tribuna
que
lhe
estava
prepara
da,
o exm.0 snr.
Deão da
Sé
Primaz (em
logar
de
Sua
Exc.
a
Revm.
a
,
que
se acha
va
convalescente);
e
presidiu
aos
trabalhos
da
sessão
o
digno presidente
da
Confe
rencia,
o
exm.°
snr. dr.
Pinheiro
Torres,
que
depois
de
recitar
a oração
que
pre
cede
a
abertura
das sessões,
convidou
o
exm.
0
snr.
Deão
a
abrir
a sessão,
o que
este
fez,
pronunciando
um
discurso
com
a eloquência
que
lhe
é
peculiar,
demon
strando
a
excellencia
do
fim
da
Associa
ção.
Depois da leitura
da
acta da
sessão
antecedente, o
presidente
expoz
á
Assem
bleia
o
objecto
d
’esta sessão
—
orientar
os
socios
e
o
publico
sobre
o
desempenho
da
administração
a
cargo
da
Meza
e
dos
so
cios
activos.
Leu
o
relatorio,
por
elle
clara
e
concisamente
redigido;
mostra-se
n
’
el!e:
Receita
desde
24
de
novem
bro
de
1878
até
30 de
junho
do
corrente anno,
incluindo
a
subscripção
por
occasião
da
sopa
económi
ca,
de
reis
443$795
l:035$795
Despesa
no
mesmo
periodo
721$536
Receita
da
subscripção
para
a
sopa
economica
961
$962
Despesa
com
a mesma
518$167
Apoz
a
leitura
do
Relatorio,
fez
o
jresidenle um
eloquente
discurso
sobre
a
utilidade
de
tão
santa
Associação.
O
snr
dr. Medonça,
em breves
e elo
quentes
phrases,
fazendo
o
justo
elogio
do
presidente,
pediu
para
este
um
voto
de
ouvor,
qne
se
lhe
concedeu
unanime.
Cerca
das
9
e
meia horas
encerrou-se
a sessão
com
a
oração
que
a
Associação
prescreve.
Festejos
do
Sagrado
CorafSo
de
Harta
e
da
instalação
da
Associa
ção
da
Santa
Infaneia.
—
EfFectuaram-
se
no
domingo
ultimo, na
freguezia
de
San
ta Marinha
de
Pedreira,
concelho
de
Fel-
gueiras,
promovidos
pelo
seu
revd
®
e
ze-
losissimo
parocho, o
snr.
Francisco
Alves
Morgado
Júnior.
A
missa foi
cantada
pelo
revm.
0
snr.
Antonio
Bernardino
Soares
da
Silva,
que
por
obsequioso
convite d
’aquelle revd.®
parocho
foi
assistir
á esplendida
festa.
Foi
o
mesmo
revd.°
parocho
que, ao
Evan
gelho, subindo
ao
púlpito,
demonstrou
eloquenlemente
como
a
Virgem se
com
praz
em derramar
nos
corações
angustia
dos,
e
que
a
Ella
recorrem,
as
ineffaveis
graças
do
seu
maternal
Coração.
Expoz
também,
em
phrase
cornmovente,
o santo
lim
que
se
propõe
a
Associação
da Santa
Infancia,
e como não
póde
haver
obra
mais
pia.
e
que
mais
attraia
a
bênção
divina.
De
tarde
celebrou-se
um
solemne
Te-
Deum
pelo
restabelimento
da
saude
de_S.
Exc.
a Revm.’
,
orando
por esta
occasião,
com
a
eloquência
que
lhe
é
reconhecida,
o
snr.
padre
Antonio
Correia:
terminou
com
a
Bênção
do SS.,
que
estivera
ex
posto
no
throno desde
o
principio
da
festa.
Seguiu-se
uma
bem
ordenada
procissão,
compondo-se
d
’
uma
linda
imagem
da
Vir
gem
n
’
um lindo
andor,
d
’
uma
do Menino
Jesus,
rfoutro
andor
não
menos
elegante,
e
de
grande
numero
d
’
innocenles meninos
e meninas,
representando
a
Associação
da
Santa
Infancia,
e
conduzindo
symettrica-
mente
lindas
e
ricas
bandeiras
symboli-
cas.
Se o
brilho
da
festa
enlevava,
com-
movia em
justa
proporção
o
sentimento
religioso
d
’aquelle
povo,
que
se patentea
va
no
recolhimento
com
que
assistia
a
estes
religiosos
actos;
e
o
que
não
menos
é
para
admirar,
é
que
sendo
uma
povoa
ção
assás
afastada
dos
grandes
centros
po
pulosos, não o
é
dos centros
civilisados.
nenhuma
pessoa
deixava de se
confundir
cotn
o
habitante da
cidade,
pelo
trajo,
e
pelo
trato;
a
deséja.vel
decencia
na
classe
baixa,
o
esmerado
aceio
na elevada, e
ambas
a
honestidade
modelo.
,
Honra
a
tão
bom
povo
e
a
tão
exce
lente
pastor.
Acs
aBsignanteo
d»
«Prop»#®
*
1
du
Catbolieas.—
Foi
cora
amais
proinn-
da
mágoa
que
lêmos
na
«Propaganda
>
tholica»
as
linhas
que
alli
insere
o
no»
batn
e infortunado
amigo,
o snr.
Francis
co
Pereira d
’
Azevedo,
e
que
vamos
tran
screver.
Não
as
precedemos
de
nenhumas
con
siderações,
porque
nol-o
impede a
como
ção
que
nos
feriu.
Eil-as:
«Já
no
numero
passado
d
’esta folha
pedimos
aos
nossos assignantes desculpa
da
irregularidade
da
sua
publicação,
pois
a
nossa
doença
não
dava
lugar
a
outra
cousa.
Hoje os
males
aggravaram-se
e
não
só
a
nossa
doença
continua
cada
vez
com
mais
gravidade,
mas
luctamos
com
serias
difficuldades.
Estamos
doente
e
seriamente;
no
sab-
bado
19
do corrente
foi
sacramentada
uma
nossa
segunda
filha que
se acha
próxima
a
apparecer
diante
de
Deus.
Ha cinco me
zes
morreu
a
nossa
boa
mãe
e
uma
mi
nha
irmã,
sua
filha;
havia
um
anno ti
nham-nos morrido
duas irmãs,
sogra
e
um
nosso
amigo
que
vivia
na
nossa
compa
nhia
ha
muitos
annos.
Ha mais
de
trinta
annos
que sacrifi
camos
a
nossa
vida,
a nossa
fazenda
e
a
nossa saude á causa da
verdade
e
da
justiça
e
por
isso
temos
soffrido
perse
guições a ponto
de
deixar-nos
sem
nada.
Por
isso
pedimos
aos
nossos
bons as
signantes que
pelo
amor
de
Deus nos
pa
guem
suas
assignaturas
que
estão
em
di
vida,
tanto
da
Propaganda
como
do
Di
reito,
pois
não
temos
outro
recurso
para
nos
tratarmos
e
á
nossa
infeliz
familia.
Assim o
esperamos,
confiados na
hon
ra
do partido
legilimista
e
dos
bons
ca-
tholicos».
Preço «los
eereaes.
—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo...........................................................
750
Centeio
.........................................................
460
Cevada.......................................................... 500
Milho
alvo
..................................................
60o
Milho
branco
.........................................
540
Milho
amarello.........................................
540
Painço
...........................................................
600
Feijão
vermelho..........................................700
»
branco
..........................................
700
>
amarello
...........................................
480
»
rajado...............................................
400
»
fradinho
..........................................
440
Btatas...................................................
480
Azeite
(almude)
.....................................
60000
Alravez
«la
provineia.
—
Falleceu
repenlinamente,
na
cidade
de
Vianna,
na
occasião
em
que
estava recebendo
uma
quantia
no
B
hico
Mercantil,
o snr.
José
de
Sá
Solto-Maior
Leones.
—
Pela Meza
da
Santa
casa da Mise-
ricoidia
da
cidade
de
Vianna,
reunida
com
os maiorês
accionislas
do
Banco
Agrí
cola
e Industrial
Viannense,
segundo
o
disposto
nos
respectivo?
estatutos,
foi
approvado
o
relatorio
e
contas
do
refe
rido
Banco,
e
bem
assim
o
parecer
do
conselho fiscal,
que
conclue
por
applicar
pela
fórma seguinte a
verba
de
4:426^721
reis,
importância dos lucros
liquidados:
Para
dividendo
3:9550316,
representando
■5 p. c.
ou
10000
por
acção. Para
au-
gmento
de
fundo
de
reserva,
500000.
Para
gratificação
(ordenado)
á
gerencia,
reis
33(10000.
Para
a
nova
conta
de
ganhos
e
perdas,
710405.
—
Dizem
de
Vianna:
—
Um
pobre
ho
mem
que
na
festa
de
S.
Silvestre
lan
çava
foguetes
*
,
arrecatfoú
no
bolso
uma
bomba
de
dynamite,
que
não
tinha
re
bentado,
mas
que
pouco
depois
explosiu,
causando
lhe
graves
ferimentos.
Foi
reco
lhido
ao hospital
da
Misericórdia,
onde
se
acha
em
tratamento.
—
Falleceu
no
hospital
da
Misericór
dia de
Vianna o infeliz empregado
do
caminho
de
ferro
que
fôra
colhido
entre
boúibas
de
duas
carruagens
na
estação
de
S.
Pedro
da
Torre.
•
—O
snr.
Francisco
Joaquim
de
Mattos,
director do correio
da
Ponte da Barca,
loí
julgado
quite
pela
sua
gerencia
do
anno
de
1876-1877.
—
A
junta
geral
do dislrícto
de
Vian-
na
pediu que
os
lanços
da estrada dis-
trictal,
n.° 4, d
’
aquella
cidade
a
Villa
Verde,
comprehendidos
entre
Balugães
a Villa
’
er
de,
sejam
transferidos
para a
ordem
das
estradas
reaes,
ficando
por
edital do
governo civil,
aberto
o
inquérito
a
que
se
referem
os
artigos
He
12
da
lei
de
de
julho
de
1862;
e
sendo
convida
das as
camaras
munieipaes,
juntas
de
pa-
rochia,
aucloridades
e quaesquer pessoas
dos
concelhos
de
Vianna
do
Castello
e
onte
do
Lima,
atravessados
pela
alludi-
?
estrada,
que
quizerem
fazer
reclama
res
ácerca da transfererencia de
que
se
r
ata,
para
apresentarem
as
mesmas
re
clamações
na
secretaria
do
governo
civil
dentro
do
praso
de
30
dias,
que
come
çou
a
correr
desde
o
dia
26
do
presente
mez.
—
Na semana passada
falleceram cinco
pessoas
na cidade
de
Vianna.
Portuyueze»
falleeidog.
—
De
5
a
7
de
julho,
falleceram
no
Rio
de
Ja
neiro
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Manoel
José
Ribeiro,
19
annos,
sol
teiro;
Januario
José
de
Novaes,
45,
s.;
Guilhermina Rosa
Rodrigues,
58,
c.;
Ma
noel
Teixeira
Pimenta, 24,
s.;
Antonio
Augusto
Ferreira,
32,
s.;
Francisco
de
Oliveira
Souza,
28,
s.;
Antonio
José
Gon
çalves,
57,
c.
—Durante
o
mez
de
maio
findo,
fal-
ieceram
na
cidade
de
Santa
Maria
de
Be-
lem,
no
Pará,
os
seguintes:
João
Francisco
Fernandes,
50
annos,
viuvo;
Joaquim
Custodio
Fernandes,
40,
c.;
Joaquim
Matta
de
Jesus,
38,
s.;
José
de
Castro
Murta,
58,
c.;
José
Ferreira
Dias,
30,
s.;
Ludovina
dos
Santos
Quei
roz,
45,
c.;
Manoel
Alves
Maia, 48
s.;
Manoel
José
de
Rezende,
4<>,
s.;
Manoel
Luiz
Gomes,
56,
s.;
Manoel
Simões,
22,
s.
Cereaen,
—
o
«Mensageiro
d
’
Odessa»
dá
noticia
de
haver
n
’
aquella
cidade um
enorme
deposito
de
trigo,
superior
a
to
dos
quantos
alli
tem
existido.
Cada
dia
chegam
100
a
150
vagões
carregados
do
precioso
cereal. Os
pedidos
não
tem
sido
avultados.
Os
preços
dimi
nuem.
Exposição
internacional
no
Mé
xico.—
Está annunciãdõ officialmente
que
será
aberta
em 15
de
Janeiro de
1880 uma
exposição
internacional
na cidade do
Mé
xico.
W»
niltiliAtoM,
—
Uin
dos
uliimos
actos
que
se
sabe
ter
commettido
a junta revo
lucionaria
de
S.
Petersburgo
é
de todos
o
mais
atrevido.
Consistiu
na
distribuição
de
medalhas
de
cobre,
destinadas
a
comrne-
morarem
o
attenlado
contra
o
Czar.
A
medalha
representa:
de
um
lado o
Czar,
á
cabeça
de
quem
é
apontado
um
rewolver, no
qual
se
lê:
Abaixo
o
depotis-
mo!
Do
outro
lado
vê-se
uma
figura
sym-
bolica
da
liberdade,
offerecendo
sal
e
pão
a
um
grupo
de
camponezes; lê-se
por
bai
xo
a
inscripção
seguinte:
Pela
liberdade
e
pelo
povo.
Muitas
d’essas
medalhas
circularam
um
dia
inteiro
entre os agentes
da
policia,
os quaes,
não
sabendo ler, as
tomaram
por
uma
obra
de
arte
commemoraliva
do
mallogro
do
lentamen de
regicídio contra
o
imperador;
mas
tudo
se
descobriu
quan
do,
por
seu
turno,
os
chefes
da
policia
re
ceberam
a
medalha.
Hintorin
eurta «la
locomotiva.
Uns
200
annos
antes
de
Ghrislo,
Hero,
de
Allexandria,
no
seu livro Spiritualia
seu
Pneumalica
iratou da
força
expansi
va
do vapor,
descreveu
o
uso
de
válvu
las
e
do
embolo
metallico.
A.
C.
1640
—Salomon
de
Caio,
fallou
do
transporte
terrestre
pelo
vapor,
como
coisa
possível.
1750
—
Robinson
suggeriu
a
James
Watt
que
a
força
do
vapor
podia
fazer
mover
carros
ordinários.
1769
—Foi
feita
a
primeira
locomovei,
capaz
de
se
pôr
por
si
em movimento,
pelo
Francez
Nicholas Joseph
Cugnot.
1771—
Foi
feita
por
Cugnot
uma
lo
comotiva
para
o
governo
francez,
agora
em
posse d’
ella.
Çylindro
simples
de
13
polegadas,
caldeira
de
cobre
e uma
roda
dianteira
de 4
pés
e 2
polegadas
de
dia-
melro.
1774—Walt
propoz
os
meios
de
dar
movimento
aos
carros,
tendo
feito
um
mo
delo
por
Murdock,
conlra-mesire
de
Watt
em
1774
1787—
Oliver Evans,
de
Philadelphia,
applicou
o
vapor
a
um
wagon.
1803
—
John
C.
Slevens,
de
New-York,
inventou
a
caldeira
em
fórma
de tubo,
de
que
tirou
patente.
1804
—
Trevethick,
de Inglaterra, obte
ve
patente
para
uma
locomotiva.
1826
—
James
de
Nevile,
de Inglaterra,
inventou
a
caldeira
multi-tubular.
1828— Seguin,
engenheiro
francez,
lem
brou
o
emprego
de
pequenos
tubos
para
a
chaminé.
1829
—
Teve
logar
a
experiencia
da
lo
comotiva
de
Stefenson
sobre
o
caminho
de
ferro
de
Liverpool a Manchester.
1830
—
Foi conslruido
por Edvvard
Bury
o
primeiro typo
permanente
da locomo
tiva moderna.
Os
primeiros rails
de ferro
foram
em
pregados
em
1805, em
Inglaterra.
W
b
zulus.—
Ha
novos
promenores
ácêrca
da
derrota dos
zulus.
boi a
ca-
vallaria
ingleza que
decidiu
a
victoria.
O
exercito
inglez
compunha-se
de
4:000
europeus, 1:100
indígenas
e
8
canhões.
O
numero dos
zulus não
era
inferior
a
20:000.
Os
inglezes tiveram
10
mortos
e
alguns
feridos,
e
os
pretos
cêrca
de
1:000
mortos.
As
tropas
avançaram
e
consegui
ram
apoderar-se
da
praça,
commandada
pelo proprio
rei
de
Cettiwayo,
que a
abandonou, continuando
os inglezes
a
sua
marcha
até
ao interior
do
acampamento
do
inimigo.
Sir
Garnet
Wolseley
partici
pou
ao
governo
que
não
precisava
de
mais
reforços,
pois
julgava
a
guerra
terminada.
OS
deseendentes
de
Napolefto
I.
—
Lê
se
no
«Figaros:
Julga-se
por
ahi
que
a
familia
Bona-
parte
é
numerosíssima,
e
que
ella
conta
sobretudo
muitos
príncipes
d
’
este
nome.
Ainda
outro
dia
um
nosso
collega
fat
iava
em
16.
Ora,
eis
aqui
exactamènle
a
lista da
familia;
não
mencionaremos
as
mulheres,
porisso
que
ellas
perdem
o
seu
nome
em
França
ao
casarem-se.
Do
príncipe,
Carlos,
filho
de
Luciano
Bonaparte,
segundo
irmão
de
Napoleão
1,
nasceram:
Os
príncipes
Luciano
Bonaparte,
car
deal,
e
Napoleão
Carlos,
antigo
presidente
do conselho
geral
da Córsega.
Luiz
Luciano,
antigo
senador,
vive
em
Londres.
Pedro
Napoleão,
tem
um
filho,
o
prín
cipe
Rolando
Bonaparte,
alumno
da
escola
de
Saint-Cyr.
De
Jeronymo
Napoleão,
filho
de
Jero-
nymo,
quarto
irmão de
Napoleão 1,
nas
ceram
os
príncipes
Victor
e Luiz.
Ao
todo
oito
Bonaparles,
tres sobri
nhos
e
cinco
segundos sobrinhos
do pri
meiro
imperador.
O
primeiro
homem
que
fez
a
barba
em
Portugal.
—
Os
egypcios
nobres
Iraziam por
divisa
da nobreza
as
barbas
compridas.
Os
godos
e
suevos
usa
vam
de
cabellos muito
compridos,
atados
com um
nó.
O
maior
castigo
que
n
’
esse
tempo
se
podia
dar
a
um
nobre
era
man-
dar-lhe
cortar
o
cabello.
Wamla
mandou,
por
castigo
de
traição
que
contra
seu
po
der
inlentou
Paulo,
cortar-lhe
o
cabello.
O
costume
dos
cabellos
e
barbas
grandes
o
usaram
por
muitos
annos
os
porlugue-
zes.
Diz
a «Nobliarchia»,
de
Villas
Boas,
que:
«El-rei
D.
Fernando
foi
o
primeiro
que
fez a barba
em
Portugal,
e
já
no
tempo
de
seu
irmão,
el-rei
D.
João 1,
andavam
os
portuguezes
com o cabello
cortado,
que
era
o
de
que
os
motejava
el-rei
D.
João
I,
de Castella,
quando,
chorando
a perda
da
memorável
batalha
de Aljubarrota,
disse
que...
não
podia
le
var
á
paciência
que
o
vencessem
os
cha
morros,
porque
chamorro
quer
dizer
tos
quiado»,
conclue
o
aticlor.
Videira
prodigiosa.
—
Em
Santa
Barbara,
na Califórnia, existe uma cêpa,
que
parece
ser a mais
colossal
de
que
ha
noticia.
Esta
cêpa
tem
oito
pés
de
altura,
e
mede
no
nivel do
terreno
quatro
pés de
circumferencia.
A
rama
cobre uma
superfície
de
4:000
pés
quadrados.
No
ultimo
anno
produziu
12:000
libras
ou
arrateis
de
uvas.
Isto
é
dicto
por
um
collega.
Cabo
telegrnphico
Mubniarimo.
—
Em
setembro
proximo
começará
a im-
mersão
do
novo cabo
telegraphico
entre
Paris
e
New-York.
Está
já
preparada
uma
extensão
de
mais
de mil kilometros de
cabo,
prompto
a
ser
lançado,
e
augmenta
na
proporção
de
60
a
89
kilometros por
dia.
Parles
constitutivas
dos
fru-
ctos.-------
Compõe-se
o
fructo
de
tres
par
tes
distinctas:
á
mais exterior
dá-se
o
nome
de
epicarpo,
e
consta
da pellicula
externa. A
mais
interior
chama-se
endo-
corpo;
é
a
divisão
que
encobre
immedia-
tamente
a
semente.
A
parte intermédia,
mais ou
menos
espessa,
mais ou
menos
carnuda
recebe
o nome
de
sarcocarpo.
A
reunião
das
tres
partes
constilue
o
pe-
ri
carpo.
Por
exemplo:
em
uma
maçã,
a pellê
fina
e
córada
que
veste o
fructo é
o
epi
carpo;
a
parle
carnuda
que se
come
é
o
sarcocarpo,
as
pequenas
membranas
que
se
veem
no
centro formam o end
carpo; en
fim, a
maçã
inteira
é
o
pericarpo.
A
’
caridade
publica. —
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
o
andar,
que
se
acha
na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das pessoas
que o
soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’
caridade
publica.—
Recommen
*
damos
ás
almas caridosas
Anna Joaquina.
de
8
annos
de
idade,
que esiá entrevada
ha
8
mezes.
Vive
em
penúria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
A
’
raridade
publiea.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito
ha
mais
de
seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida
Vive
em
extrema
pobreza.
Habita no sotão
da casa n.°
4, na
rua de
S.
Miguel-o-Anjo.
ULTIMAS
NOTICIAS
Lisboa
28.
—
Foram
nomeados: gover
nadores
do
forte
de
Valença o
coronel
Ferreira
Quaresma
e
da praça da
mes
ma
o
coronel
José
Zagallo;
ajudante
de
caçadores
4
o
tenente
João
Gualberto;
director
dos
depositos
do material
de
guerra
o
tenente-coronel
Francisco
Er
nesto.
Transferidos:
para
caçadores
4
o ca
pitão
Emilio
Nogueira,
para
o
6
o
capi
tão
Gonçalves
Pereira,
para
o
12
o
te
nente
Venancio
e
o
alferes
Carlos
Tei
xeira;
para
infanteria
4
o
tenente
Branco
de
Moraes
Sarmento,
para
o 6 o
capi
tão
Viraedo,
para
o
13
o
tenente
Sebas
tião
de
Mesquita,
para
o
18
o
tenente
Leopoldino
Rodrigues.
Foram
transferidos
mutuamente
os
es
crivães
de
fazenda
de Amares
e
o
de
Fraguas,
e
os
escriptorarios
de
escrivães
de
fazenda
de
Barquinha
e
de
Sardoal.
Idem
29—Na
Bolsa
venderam-se:
1
titulo do
Banco
de
Portugal
por
5280000
reis;
15
obrigações
da
Companhia
das
Aguas
a
830000;
100
ditas do
emprésti
mo
feito
á
cidade
de
Lisboa
a
870000;
500
ditas
para
a
compra de
navios de
guerra
a
880000;
26
ditas
a
reis
880700;
26
ditas
dos caminhos
de
ferro
do
Mi
nho
e
Douro a 880200;
2
ditas
de cou-
pons
externos
a
880000;
1400
libras
da
divida
externa
portugueza
51,40;
12
con
tos
em
inscripções
a
50,35;
7
ditas
de
coupons
a
50,43;
10:000
escudos de
fun
dos
hespanhões
a
14,50.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de reis
11:6300415.
Paris
27.
—
O
arcebispo
de Paris
es
creveu
uma carta
aos senadores,
protes
tando
em nome
da
liberdade
contra
o
projecto
da lei
de
Ferry.
A
«Ordre»
declara
que
o
príncipe
Jeronymo Napoleão é
o
unico
candidato
ao
império.
Madrid
27.
—
Noticia
a
«Corpondencia»
de
hontem á tarde,
que
quando
o
rei
se
dirigia
á
basílica
de
Atocha
afim
de
assisiir
á
tSalvè
Rainha»,
uma velha
louca
arremessou
uma
pedra á
carruagem
real
ao
passar
na
rua
de Trajineros.
Pariz 26.—
Foi
derogada
a
quarentena
nos
portos
francezes
para
as
procedên
cias
dos
mares
Negro
e
Azoff.
Dizem
de
Constantinopla que
a
crise
ministerial
parece
terminada
em
favor
de
Khereddine-pachá.
E
’
esperada
hoje
a
mo
dificação
do
gabinete.
O
rei
da
Hellanda
encarregou
o
snr.
Van
Lytiden,
ex-ministro conservador,
de
formar
o
novo
ministério.
New-York,
26.
—A
febre
amarella au-
gmenta
rapidamente
em
Memphis.
A
me
dia
dos
obitos
é
de
cinco
por
dia.
A
Republica
Argentina
renovou
as
ne
gociações com
a
do
Chili
para
a
solução
amigavel
da
questão
de
limites
da
Pata-
gonia.
Londres
28.
—
Ha
grande
excitação
na
Roumelia.
Receiam
se
desordens.
Surgiam
novas
difficuldades
em
Constantinopla. Foi
adiada
a assignatura
do
programma
de Ke-
reddine-pachá.
Paris
28
—
A
camara
approvou
o
or
çamento
do
ministério
de
instrucção
pu
blica.
A
’
manhã
discutirá
o parecer
sobre
o
projecto da demolição
das
Tulherias.
A
camara
terminará
os
seus
trabalhos
provavelmente
sabbado.
Partiram
para as
províncias
bastantes
deputados senadores.
Suppõe
se
que
o
se
nado
addiará
para
depois das
ferias
a
dis
cussão
da
lei
Ferry.
A commissão
senatorial
approva
lodos
os
artigos
d
’
esla
lei,
á
excepção
do
sé
timo.
Tendo o
sultão
rejeitado
o
program
ma
de
Khereddine-Pachá.
este
pediu
a
sua
demissão
sendo
substituído
por
Aarifi-
Pachá.
New
York
27—Houve
hontem
nove
obi-
to
de
febre
amarella
em
Memphis.
S.
Petersburgo
28
—Os
jornaes
men
cionam
uma
tentativa
de
incendiar
Krem
lin.
Este
facto
parece
redusir-se
ao
incên
dio
casual
de
alguns
moveis.
RECLAMOS
ANNUNCIOS
LETRA PERDI»
’
.
Perdeu-se
no
dia
28 do
corrente
uma
letra
e
seu
protesto
junto
da
quantia de
1500000
reis,
datada
de
21
de
outubro
de
1878
a
3 mezes da
sua
data
acceita
por
Antonio
José
Martins, da
freguezia
de
Paredes Seccas,
da
comarca
de
Ama
res,
saccada
por
José
Antonio
da
Cunha
Moreira,
d
’
esta
cidade,
e
por
este
indos-
sada
a
José
Ferreira
de
Magalhães;
roga-
se
a
quem
a
achasse
fizesse
o
favor
de
entregal-a
no
escriptorio
da
Companhia
Geral
Bracarense pois
que
já
estão
dadas
providencias para
não
ser
paga
senão
ao
dito
José
Ferreira
de
.Magalhães.
(2526)
SAUDE Â
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
iiEVAIiESClÈKE
DU
BARRY de Londres.
30
aunou
d
’lnvariavel
■uceeaao
1
Combatendo
as
iodegestões
(dispepsias)
gastrica,
gaslralgia
,
flegma
,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo,
mitos,
irritação
intestinal, bexigas,
diarrea-
disenteria,
collicas,
tosse,
aslhma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal dos
nenos,
diabethes, debilidade, todas as
des
ordens
no
peito, na
garganta,
do
aiito,
dos
broncbites,
da
bexiga,
do ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue, 83:000
curas
entre
as quaes con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
mas
snr.
as marqueza de
Biéhan,
duqueza
de
Castlestuail,
dos
exm.
fcS
snrs. Lord
Sluart
de Decies,
par
d’
lngl.iterra
o
doutor
e
professor
Wurzer,
etc. etc.
N.®
49.842; M.
me
Mane Jurie Joly,
de
cincoenia
annos
de constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insomnias,
aslhma, tosse,
flatos, espasmos
e
nauseas.
—
N.°
46:270:
M.
Roberts,
d’uma
constipação
pulmonar,
coin
tosse,
vomitos, consiipação
e
surdez
de
23
annos.
—
N.°
46:210:
O
doutor
em
medicina
Mailir»,
d
’
uma
gaslralgia
e
irrita
ção
de
eslcmago,
que
faziam vomitar
13
a
18
vezes
por
dia,
duiante
oito
annos.
—
N.®
46.218;
o
coionel
Watson,
de
got-
ta,
nevralgia
e
constipação obstinada.
—
N.°
18:744: o
doutor
em
mediciua
Shorland,
d
uma
hydropisia
e
constipação. —
N.®
49:322;
M.
Baldwin,
completa
prolação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
tonsequencia
de
excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenia
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
;
de
l
/t
kilo
800
rs
; de um
kilo,
104OC-
reis;
de
2
*
/ t
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
60400;
e
de
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
etiocotttíBiia
|
ella
res-
tilue
o
appetlite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário
sem esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
800 reis;
de
48 chavenas,
10400
;
dt
120
chavenas, 30200
reis,
ou
25
reis
cadí
chavena.
1)U
BABHY
<J.«
LIYHTEI».
-
Piace
Vendòme,
26,
Paris. 77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
tner-
cieiros,
etc., das províncias devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miúdo).
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Por
•o,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI,
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da Luz
e
Costa-
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Vrmão,
ru
>
do
Souto.—
Vianna
do
Ca&-
tello,
Affouso
drog.,
rua
da Picota;
J,
A.
de Barros, drog.,
Rua gra«ude, 140.
—
Guimarie»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da silva, drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaflel,
Miranda,
pharm.—
Porto, M.
J.
de Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm..
Casa
Veimelha; E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Plw
macia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 225
a
227.
—
Ponte
do
Li-
ata,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
P«vna da
Vawiin,
P.
Machado
Oliveira,
pbarma.—
Valença
«2» .rAsnh&,
Francisco
José
de Sousa,
pharm.
—
<£.«
Cende,
A.
L.
Maia
Tor»' s,
ph;rm
de 32
paginas e 1
gravura,
140
rs.—Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravata,
290
rs.
IftUA
Dt< S. MARCi )S, N.° 5.|
B
Vende
papeis
pinta-
4
’
g
dos
para
guarnecer
sailas,
g
lindíssimos
gostos, a
prin-
g
.■o
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
$
íí;
vernizes
para
pinturas
*’
e
g
casas,
tudo
de
boa
quali-
5
dade.e
preços
muito
resu-
í|
midos.
íf
jg
Vende cimento roma-
g
g.
no
para
vedar
aguas,
ges-
g
so
para
estuques
de
ca-
6
sas,
tudo de primeira
qua-
2
pt
íi-.iade.
||
CARREIRAS DIARIAS
Florindo
da
Silva
Maia &
Companhia,
fazem
publico
que
principiam
as
suas
di-
igencias
diarias
de Villa Nova
de
Fama-
icão á
Povoa do
Varzim a
entroncar
com
o caminho de
ferro
que
sae
de
Braga
ás
6
horas
e
quarenta
minutos
da
ma
nhã
e
2
horas
e
quatorze
minutos da
tarde,
lendo
seu
principio
dia
1.°
de
agosto
do
corrente
anno,
preços
300
rs.
dentro
e
fóra.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga
na
tabacaria
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
em
Villa
Nova
de
Famalicão, na
caza
do
annuncianle,
na
Povoa
do
Varzim,
na
caza do
snr.
Serra,
na Junqueira.
Braga
28
de julho
de
1879.
Pelos
an-
nunciantes
(2323)
Ribeiro
Braga.
ATTESÇÃO
Por
escriplura
de
21
de
julho
de 1878
lavrada
na nota
de João
Marcos d
’
Aranjo
Ribeiro, tabellião n’
esta cidade
de
Braga,
foi
dissolvida a
sociedade
sem
firma,
ver
balmente
estabellecida
entre
Manoel
da
Silva,
mulher Catharina Rosa
e seu
filho
Joaquim
da
Silva
Gonçalves,
casado
com
Anna
Thereza
de Jesus,
lodos
da
mesma
cidade,
escriptura
que
se
fez
registrar
no
tribunal commercial da
dita, o que
se
faz
publico
para
todos
os
effeitos.
(2524)
ARRENDAM-SE
dous campos
de
terra
lavradia,
sitos
na
freguezia
de Lomar,
pertencentes
áo
collegio
dos Orphãos de
S.
Caetano.
(2525)
O
secretario
da
direcção
do
Asylo
de
Infancia
Desvalida
de
D.
Pedro
V, na
rua
do
Anjo n.°
32,
está
authorizado
a
receber
propostas
em
carta
fechada
para
o
apiamento
e
reconstrucção
da
parede
do
edifício
do
extinclo
convento
da
Pe
nha,
voltada
ao
poente,
e
abertura
de
vinte
e
oito
janellas
no
pavimento
terreo
e
andar
nobre,
na
referida
parede.
O
prazo
da
recepção
das
propostas
começará
a
ser
contado
no
dia
24
do
corrente
mez de julho e terminará
no
dia
3 do
proximo
mez
de
agosto
pelas
12
horas
da
manhã.
As
propostas
deverão
designar
sepa-
radamente
o
preço do
apiamento
e
re-
conslrucçào
da
parede,
e
o
preço
da
con-
slrucção
das
janellas,
e não deverão
in
cluir
disposições
em desaccordo
com
as
condições
e
projecto
das
obras,
que
es
tarão
patentes
ao
publico
todos
os
dias
das
10
horas
da
manhã
até
ás
3
horas
da
tarde', em
casa
do
ill.mu snr.
João
Augusto
da
Cunha,
no
largo do
Barão
de S.
Marlinho.
As propostas
serão
abei
tas
no
dia
3
do
proximo
mez
de
agosto,
pelas
12
ho
ras
da
manhã, na
secretaria
do
mesmo
Asylo,
perante a
respectiva
direcção
e
na
presença
dos
proponentes,
e
seçá
acceile
o
que
offerecer
preços
mais
favoráveis,
se
estes
convierem.
Braga,
22
de
julho
de
1879.
O
secretario
(2520)
José
Maria Gomes
Bello.
Empreza
editora de Francisco
Arlhiir
da
Silva—Lisboa.
BHILVDE
l
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
Cesar
Canta
Desde a
creação
do
mundo
até
1862
—con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMESIO
fERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a PORTUGAL 2
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de
1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
Manoel
Bernardea
Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das
linguas
grega
e latina,
etc.
2.a
edição, illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
í
;< volumes
in-4.®
grande.
O
editor
proprietário
d’
esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hemiendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.°
volume
para
que
esta 2.a edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais
com
pleta,
resolveu
offerecer
aos
snrs.
assignan-
les
que
o
auxiliaram
n
’esla empreza
e
áquel-
les
que
de
boje em
diante
o continuarem
a
coadjuvar,
como
BRINDE
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin
co
capítulos,
seis
gravuras
e dois
indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos lactos que n
’ella
vem
exarados,
e
o segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram na
historia,
e
os títu
los
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio
ao primeiro
Compréhendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
hisloricos
occor-
ridos
desde
1831
até
1879,
escriptos
em
hespanhol
por
D.
Netnesio
Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda edi
ção
da HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada ....
2O0GOO
reis
fortes
Encadernada
.
.
.
270000 »
»
Para
facilitar
a
aequisição
d
’
esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a
duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen-
te
executada,
40
rs.
Condições
da
assignatura :
—
A
assigna
tura
póde
fazer-se por entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes brochados.
—
Cada
entrega
CADA VOLUME:
1.°
vol. br. oro. de
9
grav.
10870
9
o
>6
»
10665
3.°
»
»
7
»
10605
4.°
D
»
5
»
10523
5.°
>
n
» 6
»
10615
6.°
8
6
»
10690
7.°
>
»
6
»
10640
8
0
»
D
»
6
»
10615
9.°
•
>
>6
»
10565
10.°
>
»
6
»
10615
ll.°
s
6
»
106 40
12.°
>
»
>
> 6
»
10815
13.» K ULTIMO,
ornado
de 6
gravu-
ras, brinde
a
todos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
8.1
gravuras
de
que
consta
a
obra
estão
tiradas
43,
pertencentes
aos vol.
1
a
7.
Esle
decimo
terceiro volume
será
dis
tribuído depois
de
completo
e brochado
a
lodos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume
Os
assignantes
teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder receber como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde
fazer-se
por
entregas,
fascículos, e
por
volumes.
0
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao distribuidor no
acto
da
entrega a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:—
A
assignatu-
ra
póde
fazer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou
volume franco
de porte, e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o
segundo sem que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ AS-
SIGNATURAS
REA
USÁVEIS
terão UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
direclamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor-
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA
;
me
BRAGA, na livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Francisco
Arthtir
dn Silva—
editar
72,
rua
dos Douradores,
72
—
LISBOA.
Caixa
penhorista
Siracarense
na
Travessa
de
I>. ftualdiu»
d
’
ei>ta
eidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
lodos
os
mutuaiios
que
ti
verem
objeclos
empenhados
na
mesma
caixa
com alrazo
de
juros
de
tres mezes
os venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
WHIM
â HM
José
de
Carvalho
Mattos, rua
de
S.
Viclor,
n.®
76,
tem
para dar
a
juro
a
quantia
de
3300000, por escriptura,
a
5
p.
c.
(2521)
DINHEIRO A JURO
A
confraria
de Santo Antonio
da
Pra
ça Municipal
tem 6500000
reis
para
mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
___________________________________________ _ _______ __ ____ _
—
•
VENDE-SE
a
casa
da
rua
do
An-
K
jo
»-°
U
e
11
A.
Quem a
pre-
t
en
t
er
diriia-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Ceremonial
segundo
o
rito Romano
que
deve
observar-se
na
Tercia
e
mtssa
conventual
cantada
na
capella do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto pelo Presbylero
JOÃO
REBELLO
CARDOSO DE MENEZES.
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário,
e
110
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço.................................... 120
rs.
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA, TYPOGRAPRIA
LUSITANA—18^
Parte de Comércio do Minho (O)
