comerciominho_29071879_965.xml
- conteúdo
-
FOJLÍIA
POLÍTICA.
>í
j^OTICíOSz^.
REDACTORES—
D. Miguel Sotlo-Mayor c
B
f
.
Custodio
Velloso.
—RESPONSÁVEL—
Luiz
Baplísta da Silva.
PREÇO
DÁ ASSIGNATURA
PREÇO DA ASSIGNATUBA
7.° ANNO
Braga, 12
mezes..................................
1&6U0
»
(5
»
............................. 850
Correspondências
partic. cada linha
40
j
Annuncios
cada
linha........................ 20
;
Repetição.........................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBÀDOS.
Províncias,
12
mezes
............
2-&00Ô
»
6
»
............
l$050
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
. 3$600
Folha
avulso...................
10
N.° 965
expeiiieijíte
Aos
nossos
illustres assignati
tes e
correspondentes.
Prevenimos
os
nossos
assignan
tes
e
correspondentes,
que
d
’hoje
em
diante
toda
a
correspondência
con
cernente tanto
á
redacção,
como
á
administração
do
«Commercio
do
Minho», deverá
ser dirigida pira
o
responsável
d’
este
jornal,
o
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva.
s
cs-
a
.
TERÇA-FEIRt
29
DE
JULHO DE 1879
Tendo
Deus Nosso Senhor
attendido
be
nignamenle
ás
Orações
de
muitas
pessoas
piedosas,
qne
lhe
supplicaram
a
conserva
ção
da
Nossa
vida; e
ihe
tem
dado
publica
e
particularmente
as
devidas
aeções
de gra
ças
;
e
considerando
que
a
esmola
reparti
da
pelos
que
soffrem
e
padecem
é
uma
obra
muito
agradavel
tmto
a
Deus
como
aos
ho
mens,
e
um
meio
eíficaz
de
agradecer
os
beneticios
recebidos
;
Havemos
por
bem
or
denar,
que
peias
pessoas
necessitadas
n
’
es-
ta
cidade,
seja
repartida
a
quantia de cento
e
vinte
mil
réis
pela
maneira seguinte:
Na
freguezia
de
S.
Victor,
20
esmolas
de
500
rs.
e
70
de
200.
24&000
Na
de
S.
José
de
S.
Lazaro,
18
esmolas
de
500 rs.
e
85
de
200
20-5000
Na
da
Sé
Primacial,
18
esmolas
de
500
rs.
e
55
de
200
20&000
Na
deS.
João,
18
esmolas
de
500
rs.
e55
de
200
20^000
Na
de
S.
Pedro, 18
esmolas
de
500
rs.
e
55
de 200.
20&000
Na
de
S. Thiago, 12 esmolas de. 500
rs.
e
50 de
200
16$009
Aos
Revd.
Os
Parochos
serão
entregues
os
bi
lhetes
para
serem
repartidos
pelas
pessoas, que
julgarem
mais
necessitadas,
para
que
ellas pos
sam
receber
a
esmola
nos
bilhetes
designada,
na
forma
do
costume.
Paço
de
Braga,
23
de
julho
de
1879.
J.
Arcebispo
Primaz.
------
-U
ó
"
------ -
Manifestações
realistas
na
dia
de
Santo
Ifetarique.
Continuemos
a
fazer alguns extractos
da
Union
e
outros
jornaes:
Ao
numero
das cidades,
que
já
cita
mos,
em
que
se
resaram
missas,
celebran
do
o
dia
de
Santo
Henrique, devemos
ajnn-
ctar:
Donai,
Roobatx,
Tourcoing, Vitré,
^ichy,
Cauterels
e
Monte-Dore.
Houve
banquetes realistas
em muitas
cidades,
especialmente
em
Lyon,
Marseil-
le,
Rouen,
Poitiers.
Em
Lyon
foi
o
banquete presidido
pe
lo
snr.
Áflonso
de Boissieu.
Em
Marseille
terá
logar
um
segundo
banquete
no
proximo
domingo,
20
de
ju
lho.
As
noticias
que
recebemos
de
todos
pontos
são
unanimes
em
aílirmar o
en-
thusiasmo
que
se
revelou
n
’
eslas
patrió
ticas
manifestações
de
fé,
amor
e
espe-
ranças
realistas.
.
—
Entre
as
cidades
em
que se
cele
braram
missas.
pelo
Rei,
no
dia de
San
to
Henrique,
devemos
mencon.r
Vanties,
Brest,
Cette, Clermond
Ferrand etc.
Depois
de
nos
ter
asseverado
que a
Egreja
de
S.
Roque,
de
Montpellíer,
era
j
muito
pequena
para
poder
receber
a mul
tidão
de
fieis
que
a
ella
concorreram,
pa
ra
rogar
pela
França
e
pelo
Rei, a Union
National,
diz-nos,
que
os
seus operá
rios
e
empregados,
que na
vespera
tinham
depositado
dois
magníficos
ramos ante
o
busto
do
Senhor
Conde
de Chambord,
se
reuniram
no
dia
15
á
tarde
em
um
ban
quete
fraternal.
A
redacção
eonvidada
pa
ra
esta
festa
de familia
teve
a
honra de
assistir
a ella.
Em
Cette,
accrescenta
a
excellente
fo
lha
realista
de Herault,
celebrou
se
na
egreja
de
S.
Luiz
uma
missa;
a
que as
sistiu
um grande
numero
de
operários
le-
gitimistas.
Em Villeveyrac,
Poussan.
Jacon,
Saint-
Bazille-de-Putois,
reuniram-se
os legitimis-
tas
em
banquetes
fraternaes.
Em
Ganges,
a
egreja
estava
cheia
co
mo
nos
dias
de
grandes
festas, e
á
tar
de
muitos
banquetes
reuniram em differen-
tes
pontos
os
operários
realistas
da
loca
lidade.
Em
Perpignam
lambem
se
celebrou
uma
missa,
e
uma
tocante
mensagem
foi
dirigida
ao
Senhor
Conde
de
Chambord.
—
Escrevem
dê
Avignon:
Os
festejos
que
o
partido republicano
quiz
celebrar
na
nossa
catholica
e
realis
ta
cidade
no
dia
14,
anuiversario
da
to
mada
da
Bastilha,
produziram
uma
reac
ção
n’
este
povo
tão
dedicado
á
causa do
throno
e
do
altar;
no
dia
15
pela
manhã,
sem
mais
convocação
que
um annuncio
da
missa na
Union
de Vaucluse,
a calhe-
dral
foi
invadida
por
uma
immensa
multi
dão.
E'
difficil
assistir a
um
espectaculo
mais commovente,
que
o
d
’
essa
massa
enorme de
pessoas
de
todas
as
classes da
sociedade,
apresentando-se
á
porta
da
ve
lha
basílica,
onde Papas
e
Reis
teem
vin
do
ajoelhar-se.
A
aíHuencia
excedeu
tudo
o
que
se
podia imaginar,
apezar
do
grande aper
tão
que
havia
no immenso
templo,
ape-
izarde
estarem
occupadas
as
capeilas la-
teraes
e
as tribunas,
era
insuíficiente
o
recinto.
Quando
o hymno
Salvae
lioma
e
a
França
se
fez
ouvir,
uma
commoção
se
apoderou
de
todos
os
corações,
e
as
lagrimas
chegaram
a
muitos
olhos;
nunca
tínhamos
assistido
a
um
tal
espectaculo.
A
’
tarde,
as
quintas das
visinhanças
da
cidade,
e
os
principaes
restauranls
de
Avi
gnon,
encheram se de
famílias
realistas
que
queriam
jantar
juntos,
e
fazer
uma
saúde
ao
Rei.
O
numero
d
’
estas
reuniões
particulares
foi
excessivamenle
importante,
e
excedeu,
como a
reunião da
manhã,
com
um
importantissimo
accrescimo,
to
das
as
festas
simiihantes, celebradas de
pois
de
1871.
Honra
á
nobre
cidade
que,
por
tal
modo
se
soube
desaffrontar
das orgias
dos
dias
13
e
14!
Honra
a
lodos estes fieis
realistas,
que
não
sabem
desanimar, e
cu
jas
preces
tocaram
hontem sem duvida
Aquelle
que desfaz os
impérios.
A
hora
do
triumpho
pertence
a
Deus,
mas
ella
está
bem
perlo
de
soar,
e
o
exercito
fiel
está
de
pé.
—
Em
Marseille.
lambem houve
um
banquete
para
festejar
o
dia
de
Santo
Hen
rique.
no
hotel
Roubion,
no
caminho
de
la
Corniche.
Numerosos
convivas, entre
os
quaes
se
notavam
senhoras
pertencen
tes
á
mais
elegante
sociedade,
assistiram
a
esta
reunião.
Foram
pronunciados
mui
tos
discursos.
Domingo
proximo lerá
logar
um
ou
tro
banquete,
para
que
os operários rea
listas
possam assistir.
Este
banquete
será
presidido
pelo
snr.
marquez
de
Foresta.
—
Em Nimes,
a
festa
de
Santo
Henri
que
fui
celebrada
com
mais ruido
que
de
costume.
Houve fogos
de artificio,
balões,
etc.,
etc.
A
mais
franca
alegria,
diz
a
Union
Na-
tionale,
a
mais tocante cordealidade, não
deixou
de
reinar,
e os
corações
unidos
por
uma
mesma
fé
se
regosijavam
fatian
do
do futuro,
das
esperanças
que
nada
póde
destruir,
e
que
as
loucas
tyrannias
dos
nossos
senhores
cada
vez
robustecem
mais.
—
Em Toulouse,
muitos
banquetes reu
niram
os
realistas
em uma homenagem
commum
ao
illustre
Exilado.
Foram
pro
nunciados
muitos
discursos,
e
os
vivas a
El-Rei,
mil
vezes repetidos,
respondiam
aos
brindes feitos
ao snr. conde
de Cham
bord.
Circular
ao
Revd.
1
Clero
da
dio
cese d'Angrn
do
Heroísmo
e
lilias
dos
Açores.
Sendo
a
primeira
obrigação
dos
Bis
pos
—
ensinar,
e entrando
nc
ensino
a
in
dicação
dos
livros
onde
sem
perigo
de
perversão
se
possam
beber as
boas
doutrinas;
pois
que
o
Bispo,
ainda
que outra
cousa não
fizesse senão
ensinar,
nunca
lhe
seria pos
sível abranger
toda
a
boa
doutrina
que
convém
espalhar-se:
já
temos
indicado ao
nosso
amado
Clero alguns
dos
melhores
livros
publicados
ultimamente
em portu
gtiez,
que
directa
ou
indirectamente
se
referem
á
nossa
Santa
Religião,
e
que
estimaríamos
todos
possuíssem e
lessem;
porque
de
muito proveito
lhes
seria
essa
leitura
para
sua
illustração,
e
para
mais
facilmente
poderem
refutar
os
erros
que
nos
desgraçados
tempos
que
vão
correndo
por
todos
os lados
pullulam.
Graças ao Senhor,
a
publicação
dos
bons
livros
se
multiplica
de
maneira
ad
mirável
e consoladora,
como
se
vae
ver
da
longa
lista
que
vamos
fazer,
e
não
abrange
ella a
enumeração
de
todas
as
obras
dignas
de recommendação,
depois
da
nossa Circular
de
13
de
outubro
de
1876
a
tal
respeito,
mas
unicamente
al
gumas
das
mais recommendaveis,
que
leem
chegado
ao
nosso
conhecimento.
A
primeira
d
’
ellas
é
sem
duvida,
a
differentes respeitos,
a I
nstrucção
P
as
toral SOBRE O PROTESTANTISMO pelo
Exc."'°
e
Revd.
mi> Snr.
D. Américo, Bispo
do
Porlo,
hoje
Ern.
mn
Cardeal
da
Santa
Egreja
Romana.
N
’
ella
se
expõe
de
tal
modo
a
doutrina
catholica,
e
se
refutam
os
erros
dos Protestantes
que
quem
pos
suir
este
verdadeiro
tratado
estará
habi
litado
para
desfazer
todos os
erros
e
ar
gumentos
da
seita
que
tantos
esforços
faz
para descalholisar
o
Mundo.
Tão
importante
consideramos
este
bem
escriplo
tratado,
que
oíferecemos
um exem
plar
d
’
elle
a
cada
uma
das
Egrejas
pa-
rochiaes
d
’
esta
nossa
Diocese,
o
qual
re
ceberão os
Revd.
os Parochos
dos
Mt.
e
Revd.
os
Ouvidores
respeclivos,
e
o depo
sitarão
no
archivo
da Egreja
parochial,
para
d’
elle
se
servirem
quando
julgarem
conveniente,
como
arma
sempre
preparada
para repellir
aquelles
inimigos
da
nossa
santa
Religião.
Em
ponto
muito
mais
pequeno,
mas
com
igual
fim
e
com
summa
clareza
e
illustração,
foi
publicado
o C
atecismo
para
USO
DO
Povo CONTRA O
P
r
OTES
ANTISMO
pelo
Em.'"®
Cardeal
C
uesta
,
Arcebispo
de S.
Thiago
na
Galliza,
que
em
resu
mo
diz
quanto
é
suíliciente
para
preser
var
as
pessoas
menos instruídas
das
se-
ducções
dos
Protestantes.
Pessoa
zelosa pela salvação
das
al
mas,
e
tão
modesta
e
humilde
que
não
permiltiu
ao
menos
que
seu
nome
fosse
conhecido,
mandou
fazer
á
sua
custa
uma
grande
edição
d
’
este
precioso
opusculo,
para
ser
distribuído
gratnitamenle
pelos
povos.
A
esta
Diocese
coube
considerável
porção
d
’
estes livros,
que
vão
ser
remet-
tidos
aos Mt.°
Revd.
ts
Ouvidores,
para
os
distribuírem
pelos
Revd.
os
Parochos,
que pela
sua
vez
os
distribuirão também
pelos
seus
freguezes,
preferindo
os
Revd.«
s
Ecclesiasticos
que
houver
na freguezia,
os
Professores
d
’insirucção
primaria,
os
meninos
que
frequentarem
as escolas
e
os
que,
sabendo
ler,
concorrem
á
cate-
chese.
Posto
que
o
Senhor
ha-de recompen
sar
largamente
o
zelo e
generosidade
da
pessoa
que
fez tão
boa
obra,
com
tudo
é
do
nosso
dever
agradecer
aqui
pela
parte
que
Nos toca, já
que d
’outro
modo
o
não
podemos
fazer,
tão bom serviço
á
nossa
Santa
Religião,
que muito
Nos
edi
fica
e
penhora;
e
pedimos
a
todas
as
pessoas
por
quem
fôr
distribuído
o
opus
culo
dirijam
fervorosas
orações
ao
mesmo
Senhor
por
essa
alma
generosa,
que
gra-
tuitamente
lh
’o
fez
chegar
ás
mãos.
°
C
onversas
so
«
re
o
P
rotestantismo
hodierno
tem
também por
fim
comparar
o
Calholicismo
com
o
Protestantismo,
mos
trando como a
verdade e
santidade
está
da
parte do
primeiro
e
o
erro
e
fraude
da
parle
do
segundo;
levantando
assim
forte
barreira
ás
conquistas
d
’esle.
E’
obra
de
Mons.
Ségur; e
nada
mais
é
necessá
rio
dizer
em
seu abono.
Depois
temos
a
satisfação
de
annunciar
aos
Revd.
os
Parochos
e
Curas
capellães
um
livro
preciosíssimo,
um
thesouro
in
estimável,
que
lodos
devem
possuir,
que
devem
trazer
continuamente
na
mão,
e
até
saber
de
cór!
Com elle
se
fará uma
verdadeira
revolução social
para
o
bem,
como
barreira
insuperável
á
que
por
to
das
as
partes
e
de
todos
os
modos
se
fiz
para
o
mal.
Este
livro
intitula-se
C
a
tecismo EXEMPLIFICADO.
Todos
sabem
que
da educação e
in-
strucçã)
religiosa da mocidade
está
de
pendente
o
bem
futuro da sociedade, e
quem
d
’
ella
está encarregado
conhece
pela
experiencia
as
grandes
diffictildades
que
se
encontram
em
se
eífeituar.
sendo
logo
a
primeira e
capital
a
falta
de
freqoencia
dos meninos
á
calechese.
Pois
bem
—mu
na-se
o
Revd 0
Parodio
d
’
este livro,
faça
por
elle
as
explicações,
exponha os
exem
plos edificantes que
n
’elle
se
encontram
sobre
cada
ponto
de
doutrina;
e
verá
como
as
creanças, sempre
avidas
de
ouvirem
historias
maravilhosas,
tomam
gosto
por
estas palestras,
como
convidam
as
outras
a
virem
assistir a
ellas,
contando-lhes
o
que
alli
se passa;—
como
a
doutrina,
em
pratica
por
meio d’estes
exemplos,
se fixa
na
memória;
—
como
se
espalha
pela
pa-
rochia
por
meio
da
recitação
d
’
estes
exem
plos
edificantes,
que
se procuram
imitar;
—
como
os costumes
melhoram;
como à
mocidade cresce
vigorosa,
fortificada
com
a
seiva
da
verdadeira
doutrina;
n
’
uma
pa
lavra
com
todos
se
regeneram.
Não
nos
sendo
possível discorrer lar
gamente
sobre
tão
precioso
livro,
concluí
mos por
pedir
com grande
encarecimento
a
todos os
Revd.
os
Parochos
e
Curas
ca
pellães
d
elle
se
queiram
provêr;
porque
só
lendo-o poderão
fazer
ideia do
precioso
thesouro
que
n
’
elle
se
encerra.
(Conlinúa)
Írisbísa,
$4
s5e
jtilbu
«5e
(a'
(Do
nosso correspondente)
Se aqui
estivesseis
hoje,
meu
caro
amigo,
e
não
soubésseis
que
a
revolução
vicloriosa
altribue
muitas
vezes
ao
povo,
que a
tolera, sentimentos,
que
não
nutre,
enthusiasmos.
que
não
manifesta,
que
não
poderia
manifestar
sem
se
expor
á
irri
são,
e
aos
despresos
de todos
os
cara
cteres
honestos,
e
prudentes,
direis, por
certo:
Lisboa inteira
secunda
effectivamenle
a bandeira,
symbolo
de
lodos os
infor
túnios.
que
trabalham
o
paiz
desde
o
anno
de
1834,
e
a
capital
desde
o
dia
24
de julho
de 1833.
O
liberalismo
tripudia
agora
diante
da
obra
da
iniquidade; mas
o estrondo
das
suas
girandolas,
o
ecco
dos
seus
hymnos
marciaes,
e
sacrílegos,
a
algazarra
des
composta
da
canalha,
que
lhe faz
corte
jo,
o
clarão
das
suas
illuminações
ofli-
ciaes,
e facciosas,
todo
este
tropel de
manifestações
festivas,
a
que
Lisboa as
siste
n’
este
momento,
e
desde
o
alvore
cer
d
’
esle
dia, de
ominosa
memória,
que
não
recorda
senão
que
Lisboa
foi
abandonada
miseravelmente
ao
dorninio
do
livre
pu
nhal,
do
incêndio,
e
do
roubo,
que
se
inaugurou
aqui
um
governo
impio,
e
de
vorisía
incançavel
no
caminho
da vin
gança
atroz
auctor despotico d
’
urn
acer
vo
de
leis
atlenlatorias
dos
direitos
da
Egreja,
e
das justas
liberdades,
costumes,
e
interesses
nacionaes.
E
diz
o liberalismo
que
Lisboa
toma
parte
nos
festejos
do
dia
24 de
julho!...
Se
assim
fóra,
a capital
estaria
agora
dizendo
ao
resto
do
paiz:
a
minha cle
mência,
ou
cynica devassidão
sobe á al
tura
da protervia,
e
libertinagem
revolu
cionaria.
Os
jornaes estrangeiros
continuam
a
mostrar
que
as nuvens
caliginosas,
que
leem
toldado,
e
ainda
toldam,
os
hori-
sonles
políticos
de quasi
toda
Europa,
da
rão,
em
breves
dias,
logar
ao
appareci-
mento
do
sol
da
verdadeira
liberdade
dos
povos ainda
opprimidos pela
revolução.
Em
França
poucos
já
duvidam
da
res
tauração
do throno
legitimo;
e
poucos,
relativamenle,
deixam
de sentir
a
neces
sidade
de chamar
Henrique
V
A
republica
está
agonisante.
«Deus
o
quer»,
para
que
o
povo
chris-
tianissimo
seja
salvo.
Lá
irá
para
Hespanha,
em
breves dias,
mais
uma
verba
de numerário,
de
certo
muito
importante,
que o
povo
tem
de
pagar
aos
nossos
visinhos
pelo
confliclo,
que
seu
deu
entre alguns
portuguezes,
e
fiscaes
aduaneiros hespanhoes.
Como
sa
beis,
houve
mortes,
e
ferimentos;
mas
porque
hade pagar o justo
pelo
peccador?
Pois
a
algibeira
do
portuguez
ha-de,
ain
da
outra
vez,
ser
sangrada,
a
favor
dos
castelhanos,
só
porque
uns
tantos
contrabandistas se
bateram
na
fronteira,
e
feriram
e
mataram
alguns
guardas
da
alfandega
hespanhola?!
Segundo
nos disse
o telegrapho.
o
ministro
do Affonso
em
Lisboa,
já
recebeu
instrucçÒes para
tra-
ctar
a
questão amigavelmente.
Este ami
gavelmente,
em
portuguez
genuino,
quer
dizer:
a
bolsa,
ou
a
vida.
Graças
aos
que
habiluáram
os solda
dos hespanhoes
a
pisirem
o
solo
portu
guez impunemenle, a
questão
ha-de
ser
resolvida
de
modo
que
fiquemos
sem
mais
uns
contos
de
reis,
e
com
mais
uma
hu
milhação
ainda dos
que
outr
’
ora
se
roja
vam
diante
da
bandeira
nacional.
Mas era
a
bandeira
branca,
a
de
On-
rique,
e
de
1640,
não a
bastarda, que
ahi
tremula
ha
quarenta
e
cinco
annos.
Dizem-me
que
o
padre
Diniz, prior
da
Encarnação,
clérigo
liberasla,
e
por
isto
muito bom
clero,
é aspirante
a
de
putado ministerial.
Estava
lhe
a
matar
ser
granjola.
Se
a
maioria da
futura
camara
for
toda
como o
revd.0
dr.
Diniz,
nave
gará
a
nau
do
Estado
com maré
de
ro
sas.
A
que
tempos
chegamos,
meu rico
amigo!
As
parochias
entregues
aos DinizeS,
aos
Viegas,
e
outros
que
taes!....
Está
justo
o
casamento da
illustre
fi
lha
do
nosso D.
José
de
Vjlhena,
com
o
tenente
da
cavallaria
municipal,
Moraes
<le
Carvalho,
mancebo,
dizem-me,
muito
estimável.
A
noiva
é
uma
das
douzellas
mais
amaveis
da velha aristocracia,
por
seus
dotes,
e prendas. Foi
educada
no
convento
do
Bom
Successo,
onde
deixoo
gratas
recordações,
e
muitas
saudades.
0
bonapartismo está
moribundo,
se
não pertence
já á
historia.
A
ex-impera-
triz
Eugenia
retirou
os subsídios
que
seu
filho
prestava á
imprensa
napoleonica,
a
qual
vae
emmudecendo, ou pronunciando-
se
aqui
e alli
pela
causa
da
legitimidade,
cujo
triumpho
é
para
mim
já
indubitável
’
Dtus
o
traga
breve para
que
todos
os
homens
d
’
ordem,
e
de
coração
tenham
um
dia
de
verdadeiro
regosijo.
Todo
Vosso
A.
(1)
Quando
recebemos
esta
correspon
dência
já
estava
na
macbina
o
nosso
n.°
anterior
a
que
devia
ser
destinada.
gâotilba
ColIaçA».
—
Na
sexta-feira foi
por
S.
Exc.
a Revd.
ma
collado
parocho
de
S.
Mi
guel
de
Poiares,
concelho
do
Pezo
da
Regoa,
o
snr.
padre
Antonio
Ignacio de
Sampaio.
Estrada.—
A’
junta
gera!
d
’
este
dis-
tricto
foi
dada
auctorisação
para
a
con-
strucção
do lanço
d’
estrada
districtal
de
Amares
a
Refoios.
Companhia
Edificadora
e
In-
dnatrial Hraearenae.—
Na
quinta-fei
ra
tem
de
efíectuar-se
a
eleição
da
ge
rência
e conselho
fiscal
d
’esta
companhia.
lleeriitamento.—
O
snr. Antonio
de
Freitas
Lima,
tenente-coronel
reformado,
foi
proposto
para
substituir
os vogaes
da
commissão
districtal
do
recrutamento,
snrs.
Talaia e
Amorim,
que se acham
enfermos.
Incêndio.
—
Na
madrugada
de domin
go
pegou
fogo n
’
uma
casa
pertencente á
quinta
do
Lopo
do
Tanque,
na estrada
que
vae
para
o
cemitério.
Não
obstante
serem
demorados
os
soccorros,
foi
extin-
clo
antes
de se communicar
ao
edifício
principal.
Theatro
de
S.
Geralda.
—
Annun-
cia-sa
para
sabbado,
2
d
’
agosto,
uma úni
ca
recita
dada
pela Companhia
Dramalica
Nacional,
que
funcciona
no Baquet.
O
espectaculo
compõe-se
da
comedia
em
3
actos
Naufragar
em [terra firme e
da
comedia
em
um
acto
O
diabo
atraz
da
porta.
Esmola.—
Do
snr.
Joaquim
C.
L. P.
recebemos
523
reis para
entregar
a
Leo
nardo
da
Silva
Guimarães,
para
quem
temos
pedido o
auxilio
da
caridade, neste
jornal.
Já
fizemos
entrega d’aquella esmola,
que
em
nome
do
soccorrido agradecemos
ao
caridoso
cavalheiro.
CorridaM
de
jumento
*
e
eavisl-
I
om
no
hippodromo
proviMorio
nn
motta
do
Bom
Jesuu
do Vlonte.
—
Em
beneficio
das
obras
d
’
este
famo
síssimo
monumento,
vae realisar-se
no
dia
4
do
proximo
agosto
uma
corrida
de
cavallos
e
jumentos,
promovida
por
al
guns
cavalheiros
d
’esla
cidade.
Este
divertimento ellectuar-se-ha
na
matla
do
sancluario,
na
qual
se
está
construindo
ura hippodromo provisorio
para
este
fim.
N’
outro
logar
d'esta folha
damos
hoje
publicidade
ao
respectivo
programma,
para
o
qual
chamamos
a
altenção
dos
leitores.
ilelegado <!u theaonro.—
Chegou
no sabbado
a
esta
cidade
o snr.
Henri
que
Francisco
Bizarro,
delegado
do
the-
souro
n
’
esle
districto, logar
que já
em
tempo
exerceu
a
contento
de
lodos.
A
inauguração
«la
catatua
de
w.
Pedro v.
—
Foi
designado pelo
nosso
senado
o
dia
31
do
corrente,
para
a
inau
guração
da
estatua
d
’
aquelle
que
occupou
o
throno
de
nossos maiores
com
o nome
de Pedro
V,
seguindo
assim a
ordem
chronologica
na
serie
dos
monarchas
por-
luguezes.
Filho
primogénito
da
snr.
a
D.
Maria
II,
succedeu-lhe
em
todos
os
seus
direitos,
taes
quaes
a
revolução
lh
’
os
havia
tran-
smitlido...
O
seu
reinado,
com quanto
não
fosse
dos
mais
felizes
para
o
povo, foi-o,
com-
ludo, d’
amarguras
e
angustias,
que
feri
ram
o
seu
bondoso
coração.
Era
dotado
de bons
sentimentos,
e
pos
suía grande
cabedal
de inslrucção;
poris-
so,
embora
fossemos
seu
adversário
polí
tico,
não
podemos
negar
lhe os
predicados
que o
adornavam.
A
revolução,
que
havia
preparado
d
’
an-
te-máo
o
throno
dos
portuguezes
para
sua
mãe,
folgou
com
a
ascensão
do
filho pri
mogénito;
porque
esperava d
’
elle
mais
al
guma
cousa
Porém,
o
moço
príncipe,
comprehendeu
perfeitamenle
qual
a
sua
nn
’
ssáo
de
reinar;
e
não
se
amoldando
ás
suas
ideias
o
machinismo
revolucionário,
que
sC
oppunha
muitas
vezes
aos
seus
desejos, .'ralou
de
lhe
sondar o
desarranjo
das
mollas,
E
depois
de
minucioso
exame,
conhecendo
a
declividade
do
lerreno
em
que
se
assentara,
v.’via
triste
e
melancólico,
porque,
na
perigosa
situação
em
que se
achava,
ao
mais
pequenino
movimento
po
dia
rolar
pelo
seu
rápido
declive.
Em
vista
d’
islo,
estudava,
pensava,
e
chora
va.
Era
uma
bella
alma!
Não
linha
nas
cido
para
ser
rei
de revolucionários,
co
mo
varias
vezes
fez
sentir.
A
sua
morle
também
foi
chorada
por
nós.
—
Uma
das manias
da revolução, é
levantar
estatuas
a
seus idolos,
para d’este
modo perpetuar
a
sua
memória, que mui
tas
das
vezes
não
passa
d’um
escarneo
cuspido
nas
faces
do
povo
sensato,
para
mais tarde
serem
derribadas e
quebradas,
com
a
mesma
facilidade
com
que
se
eri
giram,
pelos
seus
coripheus,
como
acon
teceu
em França
c-im
a
columna
Vando-
me,
que
representava a
degradação
da
pa-
tria
de
S.
Luiz.
Para
nós,
socialmenle fallando,
só
te
mos
como
verdadeiras
estatuas
aquellas
que
se
levantam
á
fé
e
heroísmo
dos
que
pereceram
em
defeza
de
Deus
e
da
Pa-
tria.
Tudo
mais
são
phantasmagorias.
A
mania
das
estatuas
no
século
pre
sente
faz-nos
lembrar
a
febre
bancaria,
de que
resultou
não
haver
villa
nem ci
dade que
não possuísse
um estabelecimen
to
bancario
para
servir
de
proveito
aos
agiotas
e
especuladores.
E
porisso
não
nos admiremos
de que
os
zultis
façam
erigir
nos seus
bosques
uma
estatua de
zagaias,
pa
ra
perpetuar
a
morte
do
infeliz
príncipe
Luiz
Napoleão.
Ao»
agricultores.—
A
imprensa
in-
gleza,
e
morraeute
os
periódicos
de
agri
cultura,
teem
recommendado
cora insis
tência
a
cultura
de
uma planta,
cuja
uti
lidade
se
descobriu
recentemente
E
’
a
alfalfa,
que
se
desenvolve
admiravelmente
nos
terrenos
seccos,
e
que
por
suas
qua
lidades
nutrientes,
fornece
um
optimo
ali
mento.
As prolongadas estiagens
da
Austrália
foram
um
dos
motivos
determinantes
da
adopção
da
cultura
da
alfalfa n’
aquellas
regiões,
e
os
cultivadores
teem
obtido
extraordinários
proveitos.
Nas
províncias
do
sul
de
Portugal on
de
predominam
os
terrenos
seccos,
esta
planta
póde
ser
um recurso
precioso;
mas
convém
saber
que ha
duas
qualidades
de
alfalfa,
e
que
a inferior
não
serve
para
pastos,
nem
possue
elementos
nutritivos
sufficienles.
Uma
notieia
d
enehsr
o oiho.—
Quantas
lojas
maçónicas
existem
na
su
perfície
do
globo,
para
fazerem
a
felicida
de do
genero
humano?
Treze mil
desseminados
pelos
seguin
tes
pontos:
Em
Portugal
existem
22
(parece-nos
pouco);
em
Hespanha
300;
na
França
287;
na
Italia
110;
na
Aliemanha
342;
na
Suis
sa
36;
na
Hungria
44;
na
Rumania
11;
a
Suécia
e Noruega
18;
na
Servia
1;
na
Grécia
II;
na
Turquia
26;
no
Egypto
28;
na
África meridional
101;
em
dilfe-
rentes
paizes
africanos
25;
em
Aden
1;
na
índia
118;
nas
ilhas
do
mar
das
índias
16;
na
China
13;
no
Japão
5;
na Aus
trália
226;
nas
ilhas ausiralianas
4;
na
Nova
Zulandia 81;
nos
Estados-Unidos
9:894;
no
Canadá
535;
em
Cuba
30;
no
Haiti
32; no
México
1
J;
no
Brazil
256;
em
differentes
estados
da America
do
Sul
179.
Mas
esta
estatística
é
deficientissima:
onde
estão
a Rússia,
a
Inglaterra,
etc.,
etc.?—
pergunta
o nosso
distincto
collega
da
«Ordem».
Um
como
mifliares.
—
O
conda
La-
dislau
Plater
escreve
de
Zurich ao
nosso
collega
«Missions
Catholiques»
a
seguime
noticia:
«Um
dos
perseguidores
mais
encarni
çados
do
catholicismo,
o
abbade
Senéry-
howski,
renegado
ha
muitos
annos,
cego
instrumento
do
governo
russo,
acaba
de
ser
condemnado
a
desterro,
como
crimi
noso
de roubo na
administração
d’uma
escola
scismatica
russa,
que
elle
tinha fun
dado.
Foi
este
mesmo
indivíduo
que na
diocese de
Minks, vendeu
publicamente
os
vasos sagrados.»
São
d
’estes
homens
que
as
seitas
he
réticas
recebem
e
acceitam.
E
’
sempre
certo
o
dito
d’
um
protestante:
Os
catholicos
mondam
o
seu
jardim
e
deitam
para
o
nosso
as
hervas
damni-
nhas
e
ruins.
Zelo
pela
salvação
das
almas.
—Um
joven
missionário,
que
se
achava
gravissimamente
enfermo,
foi
chamado
por
outro
enfermo
que
reclamava
o
seu
mi
nistério.
O
sacerdote
não
vacillou
um
só
in
stante.
A
sua acquiescencia
áquelle
con
vite
correspondia
a
uma sentença
de
morle;
porém,
acceitou-a
alegremenle
e
só
viu
uma
cousa:-Um
calliolico
moribundo, que
pedia
o
ultimo
conforto
da
religião
de
que
elle
proprio
ia
ficar
privado.
O
joven
sacerdote
parle em
meio
d
’uma
chuva
incessante
e
percorre,
a
pé,
treze
léguas
que
o
separavam
da
casa
<)o
enfermo.
E
’
impossível
dizer
quantas
vezes
se
viu
obrigado
a
parar
em
viagem
tão
ter
rível.
Chegou,
finalmente,
á
cabeceira
do
doen
te,
e desempenhou
as
funcções
do
seu
sa
grado
ministério.
Quando
terminou
este
acto
tão
edificante,
sentiu
que
ia
compa
recer
perante
o
tribunal
divino,
antes
do
enfermo,
e
sem
ser assistido
de
outro
sacerdote.
Então,
segundo
a
praxe
seguida
en>
missões
remotas, administrou
a
si
mesmo
o Sagrado
Viatico
e
exhalott
o
ultimo
sus
piro
á
vista
do
enfermo.
O
reverendo
Peyramale,
gran-
«le
servo
«le
Hnria.
—
Poucos
dias
de-
pois da
sua chegada á
freguezia,
um
in
feliz
pae de
família,
perseguido
por
divi
das,
foi
narrar-lhe a
sua triste
vida
e
pe
dia-lhe
um
conselho.
O
padre
Peyramale
contemplou-o
em
silencio e
reflectiu
um
instante.
A quan
tia
era
grande
e elle
não
tinha
di
nheiro.
—
O
conselho,
que lhe
posso
dar,
é
o
seguinte:
pegue
n’
aquelle
freio
que
alli
está
pen
lurado.
O
pobre
homem,
boquiaberto,
olhava
para
o
padre,
não
ousando
queixar-se,
mas
pensando,
de
si
para
si, que
Peyra-
mal escolhera
má
occasião
para se
diver
tir.
—
Depois,
continuou
o sacerdote,
sel-
lará
o
cavallo
que alli
anda
a
pastar
Em
seguida,
conduzd-o-ha
á
feira
de
Tarbes,
que
é
hoje
mesmo,
e
o
dinheiro,
que
lhe
derem
por
elle,
salval-o-ha.
—Mas
aquelle
cavallo ..
—
Aquelle
cavallo
é
meue
faço-lhe
pre
sente
d’
elle.
—
Ah!
senhor
cura,
que
poderei
fazer
no
seu
serviço
?
—
Póde
fazer
muito,
meu
amigo.
—
U
que?
—
Calar-se
e
não fallar
sobre
tal
as
sumpto.
Se
falia,
rec'arao
a
quantia
e
mando-o
intimar judicialmente.
Quando
o
pae
do
caridoso
sacerdote
veiu
a
casa do
filho, este
inventou
mil
pretextos
para
que o
pae
não
fosse
á
cavalhariça.
Mas.
finalmente,
na
visita
seguinte,
o pae
perguntou
lhe
pelo
ca
vallo.
—Está
bom,
replicou
o padre.
A
se
mana
passada,
foi
a
Tarbes,
sem
descaa-
çar
um
momento,
e
o
que
é
mais, sem
chegar
fatigado.
—Mas,
porque
é
que
não
está
na ca-
vallariça?
—
Porque
é
impossível
estar
lá.
—
Mas
eu
não
o
vejo
no
prado.
Peyramale
filho ficou
embaraçado.
0
velho
doutor
comprehendeu
o
seu emba
raço.
—
O
’
filho prodigo:
aposto
que o
ven
deste
e
gastaste
o
dinheiro.
—
Guardei
a
seila,
meu
pae,
e
já o
meu
pae vê
que
ha
circumstancias
atte-
nuanles.
Bem
que
esta resposta
não
denuncias
se
um profundo
arrependimento,
o
culpa
do
recebeu
perdão.
O
snr.
Peyramale,
depois
de
o
ler
deixado
andar
a
pé mandou-lhe
outro
ca
vallo,
que
levou
o
caminho
do
primeiro.
Assim
desappareceram,
em
cinco ou seis
annos, tres
ou
quatro
cavallos;
e
a
própria
seila desappareceu
com
o
ulti
mo.
A
familia
declaron-o incorrigível e
condemnou-o
a
andar
a pé,
toda
a
sua
vida.
—
Que
importa?
dizia elHe:
pelo
caminho
do
céo
anda-se
mais
depressa
a
pé
do
que
a
cavallo.
Um
«rgmento
eontrn
o
n«
*
clerical.
—
O
«Journal
Ofiiciel»
de
França
pubiica os
nomes
dos
alumnos
de
Paris,
declarados
admissíveis
á escola de
S.
Cyro,
depois
do
primeiro
exame
por
escripto.
Os
candidatos
admittidos,
na
capital,
aos
exames
foram
—
628,
e
d’
estes os
jul
gados
ad
aissiveis—
-307.
Ora só
a
escola
de
Santa-Genoveva,
dos
revd.
08
padres
jesuítas,
teve
104
es
colares
entre
os
307,
isto é mais d
’
uffl
terço!
Anpunciam
lambem,
que
o
alumno,
que
na
escola
de pontes
e
calçadas
obteve
este
anno
o
n.°
I,
é
lambem
um
alam
*
10
de
Santa
Genoveva.
,
Em
vista
de
tanta ignorância
e de
O
*
depressão
no
ensino,
prestes
os
jesuítas
ás
feras!
E
’
em
verdade
insupportavel
esta
es
túpida
mania
de
conquistar
os
primeiros
logares
escolares!
Não
póde
ser:
e
como
o
ão
ha
outro
meio... prohiba-se
aos
je
suítas
o
ensino
e
venlia o
systema
dos
Ferry,
dos Bert
e
dos
Spuller
e mais
mes-
traços
em
parvoíces
e
em
falsificações. Isto
é
que
é liberal
e
republicano!
Bespachos
de
instrueçfto
pu
bliea.
—
Foi
promovido
a
lente
cathedra-
tico
da
faculdade
de
mathematica
da
Uni
versidade
de
Coimbra,
o
snr.
dr.
Gonçalo
Xavier
de
Almeida
Garretl.
Foi
jubilado
o
professor
da
escola
medico
cirúrgica
do
Porto,
o
snr.
João
Xavier
cTOIiveira
Barros.
Foram
creadas
cadeiras
de
instrucção
primaria,
para
o sexo
masculino,
em Tra-
vassô,
concelho
de
Vizeu,
para
o
sexo
feminino, na
freguezia
de
Santa Barbara,
concelho
de
Angra
do
Heroísmo,
e
na
freguezia
de
S.
Matheus,
concelho
de
Sania
Cruz
da
Graciosa
Oa
padrea
affo
inúteis.
—
Hade
ser
a
liberalíssima
«Revolução
de Setem
bro»
que
o
provará
nas
linhas
que se
guem:
Chegou
ha
pouco
vindo
da
índia
o
revd.
0
José
Benjamin
Rodrigues, sacerdote
que
goza
n
’aquelie
paiz
de
muitas
sym-
pathias
e
respeito
pelo
seu
dislincto
ca
rácter
e notáveis
dotes
de orador
e
de
escriptor.
Não
são
infelizmente
bem
conhecidos
entre
nós
os
valiosos
serviços
que
este
digno
ecclesiastico
tem
prestado,
em
toda
a
parte
onde
tem
estado,
a
bem
da
in
strucção
e
da
educação
moral
dos
po
vos.
São
sobre
tudo
dignos
de
muito
apreço
os
seus
serviços,
em
defeza
dos
direitos
-do
real
padroado
porluguez
da índia,
a
cujo
respeito
publicou dois
extensos
fo
lhetos.
notáveis
ambos
não
sómente
pela
fluência do esiylo
e
vigor
logico, mas
ainda
pela
grande
copia
de
argumentos
que
produz,
e
pelo
grande
numero
de fa
ctos em que
se
baseia.
São bem poucos, sobre
tudo
lá
fóra,
-os
homens
que
trabalham
para
manter
a
honra
e
sustentar
os
direitos
da
nação,
em
questões
tão
dilficeis e importantes como
a
do
real
e
vastíssimo
padroado
da
índia,
mas
por isso
mesmo
cumpre
á
imprensa
tornar
conhecidos
do
publico
os
relevan
tes serviços prestados
á
nação
em
tão
distantes
regiões.
O
sur.
padre
Benjamim
Rodrigues,
durante
os
seis
annos e
meio
que
exerceu
o
cargo
de
vigário
geral
de
Ceylão.
dedicou
tolos
os
seus
esforços
e
os
recursos
das suas
altas
faculdades,
em
defesa
dos
direitos
de
Portugal,
e
a
mis
são
d
’aquella
grande
ilha
lhe
deve
im
portantes
melhoramentos.
Promoveu
a
edi
ficação
de
algumas
egrejas,
a reediticação
d’outras, e
fundou
quasi á
sua
custa a
escola
de
S.
João em
Colombo.
Conhecedor
profundo
das
liuguas orien-
taes
e
versado
nos estudos
clássicos,
s.
exc.a
regeu
durante
muitos
annos,
com
grande
competência,
as
cadeiras
de
theo-
logia,
a
de
historia e
as
das
linguas
in-
gleza
e
mahrath,
no seminário
de Rachol
e na
villa
de
Mapuçá,
onde
é
actualmente
parocho.
No
púlpito
é escutado
com
grande de
voção
pelos
povos
da
índia.
Entre
as
suas
notáveis
orações
temos
presente
uma
que
nos
agradou
bastante
pela
elevação
dos
conceitos e
excellencii
do
estylo,
—
foi a
que
s
exc."
pronunciou,
na
egreja
paro-
chiai
de
Margão,
á
memória
do
finado
governador
geral, general
João
Tavares
d
’Almei:fa,
de saudosa
memória.
Desejamos
todas
as
prosperidades
e
prompto restabelecimento
de saude
do
il
lustre
e
infatigável
parocho,
que
vem
pro
curar
na
mãe
palria
o
allivio aos
seus
incommodos.
Portugueze
*
falleeiilon.
—
De
23
a
28
de
junho, falleceram
no
Rio
de
Ja
neiro
os
seguintes
súbditos
porlugue-
zes:
José
Fernandes
da Silva,
26
annos,
solteiro,
lesão
do
coração;
Maria
José
de
Vasconcellos, 48
a.,
hepalo
henlerile;
Vio-
lauta
Maria
da
Conceição, 55
a.,
c.,
fe-
hre
amarelli;
Minoel
J
>sé
da
Assumpção,
95
a., c., tubérculos
pulmonares;
Manoel
José
da
Costa,
78..
c.,
idem;
Thomaz
da
Silveira
Carneiro,
45
a.,
c.,
idem; Anto
nio
José
da
Silva,
69
a.,
c.,
cachexia
scorbulica;
José dos
Santos.
39
a.,
s.,
pneumonia;
Antonio Ferreira
Birbosa,
53
a>- s.,
febre
lyphoide;
Domingos
José
Ri
beiro,
32
a.,
s.,
cachexia
escrofulosa;
José
Moreira
da
Silva, 57
a.,
c
, lysenleria
chronica;
João José de
Sousa,
56
a.,
c.,
ascite
chronica;
Balbina
de
Jesus Meirel-
l
es
de
Mesquita,
19
a.,
s.,
tubérculos
Pulmonares; Antonio
Morae
*
,
55
a.,
s.,
scorbuto;
João
de
Magalhães,
26 a.,
s
;
scrophulas; Antonio
Joaquim da Rua, 28
a.,
s.,
aneurisma
da
crossa
da
aorta;
José
Antunes,
65
a.,
s., pneumonia
typhoide;
Manoel
Francisco
de
Mello,
32
a.,
phty-
sica
pulmonar;
Francisco
José
da
Silva,
60
a.,
v.,
pneumonia;
José
Pereira
Go
mes Pedrosa,
62
a.,
c.,
lesão
no
coração;
Leopoldina
Candida,
27
a.,
c.,
tubérculos
pulmonares;
Alexandre
Rodrigues,
50.,
c.,
idem.
A
’
caridade
publiea.
—
Muito
re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas o
in
feliz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
3
o
andar,
que
se
acha
na
maior neces
sidade
e
doente,
vivendo
só
da
caridade
das pessoas
que
o
soccorrem
com alguma
esmola.
A
’
caridade
publiea.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna
Joaquina,
de 8
annos
de
idade,
que
está entrevada
ha
8
mezes.
Vive
em peouria
extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
A
’
earidade publiea.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria Candida,
que
padece
do
peito
ha
mais
de
seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida
Vive
em
extrema
pobreza.
Habita
no
sotão
da casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguei-o
Anjo.
prietários
stricto
cumprimento
nas
dispo
sições
relativas
aos
porteiros.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Sabbado 2
de
agosto
de
1879.
~'TJma
única recita
pela
Companhia
Dra-
malica
Nacional,
em
que tomam
parle
o
dislincto
e
popular
aclor
VALLE.
E
atriz
AURORA
DE
FREITAS.
A lindíssima comedia
em
3
actos
XAt
FKAGAH
EM
TERRA
FIRME
E
a
applaudida
comedia
em
1
acto
O
DI«BO
ATRAZ DA
PORTA
Principia
ás
9
horas.
IETITIAS
NOTICIAS
Lisboa
25.
—
0
«Diário»
nada
traz
im
portante.
As
noticias
de
Timôr
são
pouco
agrada-
veis.
0
rendimento
da
alfandega
tem
quasi
cessado.
0
estado tiygienico é
mau. Tem
sido
necessário
bater
alguns gentios
revolta
dos.
—
Despachos
do
ministério
da
justiça:
Collocado
no
quadro da
magistratura,
sem
exercício,
o
juiz
de
direito
de
Sil
ves.
Demittidos
os
snrs.
Marrocos
Paes,
escrivão
de
Caminha,
e
Emilio
Coelho,
con
tador
de
Meda.
Nomeados
contadores:
de
Meda,
o
snr.
João
Antonio;
de
Rezende,
o snr.
Abreu
Freire;
de
Porto
de
Moz,
o snr.
Joaquim
Augusto
Mano, no impedimento
do
snr.
Joaquim
Pedro
Sanches.
Auclorisado
o
escrivão
de
Pico de
Re
galados
a exercer
o
tabellionato.
Na
Bolsa venderam-se: 100
acções
do
Banco
Lisboa
e Aoçores a
8155'JO; 33
obrigações
da Companhia
das
Agoas
a
83$000;
17
ditas
do
empréstimo
para
a
compra
de
navios
de guerra
a
87$800;
6
contos
em
inscripções
a
50,38;
2
ditos
a
50.38.
Idem
26.—
Foi
extinclo
o
incêndio
no
Pinhal
de
Leiria.
O
fogo lavrou
1:600
melros de
extensão,
e
em
alguns
pontos
sobre
1:000
metros de
largura.
—
Transferidos
os
professores:
de
Ca-
paroza,
concelho
de
Tondella,
para
Cou
tos de Cima,
concelho
de
Vizeu, e
de
Alinodovar
para
S.
Gonçalo,
concelho
da
Guarda.
Transferida
a
professora
de
Carrazeda
de Anciães
para
a
freguezia de
Castello
Branco,
concelho
de
Mogadouro.
Na
Bolsa
venderam-se:
5
acções
do
Banco
Ultramarino
a
480000; 2J
ditas
do
Banco
Lisboa
&
Açores
a
850009;
,
45
obrigações
da
companhia das
aguas
a
83$;
50
ditas
do
empreslimo
feito
á cidade
de
Lisboa
a
8700500;
7
ditas prediaes
a
92$600;
6
contos
em
inscripções
a
50,36;
6
ditos
de
coupons
a
50,40;
10:00
)
es
cudos
de
fundos
hespanhoes
a
14,50.
Os
fundos
portuguezes
em Londres
regularam
a
51
e
41
1[4;
os
hespanhoes
a
°I5
1|
16
e
15
3|16;
e os
consolidados
inglezes
a
98
e
98
1|8.
A
alfandega
rendeu
hoje
a
quantia
de
14:711^160
reis.
Paris
24.
—
Foi
agraciado
com
a
gran-
cruz
de
cavalleiro
da
Legião
de Honra
o
viajante portuguez
Serpa
Pinto.
Londres
24.
-Os
jornaes
inglezes
feli
citam-se
pela
victoria
de
Ulundi,
que
vin
gou
o
desastre
de
izandula,
e recom-
mendam
que
Cetuwayo
seja
tratado
com
generosidade.
O
rei dos
zulus relirou-se
a
15
mi
lhas
de Ulundi.
Londres
25
—Confirma-se
a
revolução
do
Haiti
e
a
fuga
do
presidente
pelo
ca
nal.
S.
Pelersburgo
24
—
No
dia
22
foram
destruídas
por um incêndio varias
casas
de
Ouralsck.
Uma
ordem
do
governador
de
S.
Pelersburgo
recommenda
aos
pro
JUiCLAMOS
caldo
de
Revalesciére
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite, e de
que
continuou
a ali
mentar-se
exclusivamente
durante
alguns
mezes.
Hnje,
que tem
donze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saue.
—
D
eswebt
.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
tixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
*
/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
*
/,
kilos,
30200
reis;
de 6
ki
los, 60400;
e de
12 kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Bevaleseière
ehoeotHtada
$
ella
res-
tuue
o
appetlite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e que
o chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de 24
chave-
aas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas, 35200 reis, ou
25
reis
cada
chavena.
DIT
BARRY «S!
<J.
a
LIMITED.
—
Place
Vendòme, 26,
Paris. 77 Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1, Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro.
31,
32; Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Par
lo,
J.
de Sousa
Ferreira
á
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI,
NH0.=Aveíro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa-
pharm.
—
Bareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
phartn..
Largo
dà
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A. Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31
—
Pipa
&
'.rmão,
rua
do
Souto.—
Vianna
do
Ca»-
tcllo,
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
Cuimsrfies,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
FenaUel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
Irmão, Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Poiate
do
IA-
n»s»,
A. J. Rodrigues Barbosa, pharm.
—Povoa
do
Vitrzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sonsa,
pharm.
—
Villa
Coadé,
a
.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
SALVAE AS CREANÇAS
Peia
doce
Revalescière
da
Barry
de
Londres.—
Por
toda
a
parte se
deplora
que
a
creança
—
a
alegria da
familia
e a esperança
da
na
ção
—é
muito
mal
tratada.
Sómenle
devi-
do
á
iguorancia
das
mães
e
das
amas,
mor
rem ellas
no
primeiro
anno, 60:000 em
França
e
40:000
em
Inglaterra
I
Esta
mi
séria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
do
leite, muito frequente,
ou antes
ao
aso
de
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma
irritação
da
mucosa,
e,
como
consequência inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
diarréa,
os
vomilos
contí
nuos,
a
alrophia,
as
caimbras, os
espas
mos,
a morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma creança,
uma
vez
com-
promettida,
as d<ogas
mais
bem
escolhidas
não
teem
poder
de
reparar o
mal !
E’
um
(lagelto para
a
familia
e para
o
paiz
esta
cruel
destruição
!
Ha
comtudo
um
meio
simples
e
pouco dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que lem
sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito
e
as
meanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edadecom
a
Revalesciére
Du
Barry,
tres'
vezes
ao dia,
simplesmente
cosida
com agua
e
sal.
K
’, finalmeute,
o
sustento
por
excellencia
que,
elle
hó
consegue
evitar
todos os
aeeidentes
da
in
fância.
Citemos
algumas das
ptovas
abundan
tes
da
sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais desesperados
Cura
n.° 80:416.-0
snr.
doutor
F.
W. Beneke, professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de
Marbourg,
refere-se
da se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em 8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida de
um
de
meus
filhos
á
Revalestciére
Du
Barry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro an
nos,
solíria
sem
causa
apparenle,
uma
alrophia
completa,
com
contínuos
vomilos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
lodos
os
tratamentos
da
scieucii
medica.
A
Revalesciére
fez
parar
immediatamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a saude
em
seis
semanas.
De
todas
as minhas
expe-
Hencias
feitas posteriormente com
a
Re
valesciére
obtive
os
mesmos
resultados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
Cura
n.°
70:4'10.
—
Fabrica
de
Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.—
Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho, muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
ao-
no
pela
sua
Revalesciére,
e
que
a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são
uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não
ha
na
aldeia
creança
tão
forte como
o
meti
fi
lho
em
rtlação
á
sua
edade.
—
M
ercier
.
Cura
n.°
87:421.
—
Bruxellas, 23 de
unho
de
1874.—-O
meu
filho
mais
novo,
abandonado
ua
edade
de
quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria
to
mar
uetn
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por
consequência, n
’
ura
estado
de
fraqueza
que
punha
em perigo
a
sua
exi
stência;
foi
então
que
lhe
fiz
preparar
um
ANNUNCIOS
&
J8»0
José
de
Carvalho Mattos,
rua
de
S.
Victor, n.°
76, lem
para
dar
a
juro
a
quantia
de
350$0()0,
por
escriptura,
a
5
p.
c.
(2521)
AGI
AS MINERAES
Vende-se
na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria—
de
Vidago,
Verim,
d’
Enlre-os-Rios,
de
Sei-
dlilz,
das Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide.
Al
calinas
de Moura
e
de Vichy.
(2505)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMIGO PROPHILATIGO
Esta
injecção
é a
unica
e eíficaz
que
cura
em
seis
ou
oito dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
742,
proximo
ao
Palacio
de
Chrystal.
Preço de
cada
frasco
—4HO
rs.
(2506)
VENDE-SE
a
casa
da
rua do
An-
jo
n.°
11
e
II
A.
Quem
a pre-
t
e
nter dirija-se
á
rua
D. Pedor
V
n.°
1.
BILHETES DE
ViSITA
COM
N1TIDKZ
E
PERFEIÇÃO
iOO
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPABm®
«fc
MALHEIRO
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Marlinho,
27.
Bilhetes de
visita
em
branco:
Cento,
200, 220
e 240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27
ILTODS
M
fflUSSÃ
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
*9,
Praça
do
XSaráo
de
S.
Marti-
nlio,
*
9
ÁPPÁBIC10
&
MALHEIRO
«
ru
»
a
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam
po
de
SanfAnna,
n.°
68.
(2298)
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e
10,
d
’
esta
cidade, duas
moradas
de casas
construí
das
de
novo;
tracla-se
com
Antonio
Sil-
verio
de
Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2431)
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
aiicinyiiia
de
responsabi
lidade limitada
Por
ordem
do
Exm.
0
Snr.
Presidente
da
assembleia
geral
convido
os
snrs.
ac-
cionistas
a
reunirem-se
em
sessão
ordi
nária
no
dia
31
do
corrente
pelas
11
horas
da manhã, no escriplorio
da
Com
panhia,
para
dar
cumprimento ao que
dis
põem
os
artigos
27
e
28
dos
Estatutos.
Braga
16
de
julho
de
1879.
O
Secretario
(2510) José
Pinlo
Barbosa.
ARRENDAM-SE
Tres
moradas
de
casas
de
dous
an
dares,
construídas
de novo,
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de S.
Geraldo
n.°
’
18, 20 e
22.
Para
ver
e
tractar
na
mesma rua
n.°
17.
(2466)
Caixa
penhorista Braearenae
na
Travessa
de-D.
Gualdim
d’esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com alrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal
tem
650^000
reis
para mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em consideração
a avulladibsima
despeza
que
está
custan
do
o fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital de
S.
Marcos,
empenha
n’este
acto
de caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
JLourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardos.
GRANDES
CORRIDAS
DE
N0 HYPP0DR0M0
PROVISORIO. NA
JIATTA DO BOM JESUS DO MONTE
PROMOVIDAS
POR
UMA
COMMISSÃO
DE
AMADORES
SWBWW
í
BWW®
BK
WS
Prémio do Sanctuario
Prémio das senhoras
Corrida
negativa
para
jumentos
aparelhados
de
sellim
e
bridão,
montados
por
amadores,
que
só
pódem
ser
os
que
tiverem
corrido
na
primeira corrida.
As
condições
d
’esta
corrida
são as
seguintes:
I
a Vencerá
o
que
chegar
por
ultimo;
2.
a
Nenhum
amador
podérá
montar
o
seu
corredor,
mas sim
aquelle
dos
in-
scriptos.
que
por
sorte
lhe
pertencer
no
acto
da
partida;
3.
®
E
’
probibido
montar
com
esporas.
Entrada
500
rs.
Extensão=37O
metros
aproximadamente.
Prémio das
Hospedarias do
Bom Jesus
Corrida
para
garranos
em
andadura, montados
por
lavradores
ou
amadores.
Entrada
gratuita.
Exlensão=-l:500
metros
aproximadamente.
Inscripção
depois
de
terminada a
primeira corrida.
Prémio de consolação
Metade
do
producto
das
entradas
de
todas
as
corridas.
Corrida
ao
trote
para
cavallos
e
egoas
nacionaes de
l,
m
50,
que não tenham
sido
classiticados
em
alguma
corrida
publica,
e
montados
por
amadores.
Entrada 500
rs.
Extensão=l:500
metros
aproximadamente.
1.
a
Recebem-se
as
inscripções
em
casa do
snr.
João
Augusto da
Cunha
(Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho)
até ao
dia
2
d
’agosto;
2.
a
Não
ha pesagens;
3.
a
O
praso
para
a inscripção
da
ultima
corrida
termina
depois
de
effectuada
a
primeira;
4.
a
Não
terá
logar
nenhuma
das
corridas
ao
trote
quando
não
corram
pelo me
nos
3
cavados;
5.
a
Os amadores
montarão
com
fato
rigoroso
de
corridas,
e
deverão
no
acto
da
inscripção
declarar
as
côres
de que
usam,
não
podendo
haver
uniformi
dade
no
modo de empregar as mesmas
côres;
6.
a
Os
commissarios
ficam
com
direito
de
poder
alterar
a
ordem
d’
estas corri
das,
e
substituir
as de
trote quando
se
não
realizem
as
condições
exi
gidas n
’
este
programma, por
outras quaesquer, de
armonia
com
os
in-
scriptores;
7.
a Estas corridas só
poderão
ser
adiadas
se
o
tempo
não
permittir
que
se
ef-
fectuem.
(2522)
AdopUdo
em
todos
os ilospitaes.
(FERRO DIÃLYSARO
BRATAIS)
Recommendad
>
por
tolos
os
il.-dicos
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA. PE30AS
B3ANCAS.
etc.
O Ferro
Bravais {ferro
liquido em gottas concentradas) é o uni-o
exemplo de qualquer acido;
não tem cheiro nem sabor, não prod-r/í?;
prisão do
ventre, diarrhea, irritação nem canca o estomago; alem d’is!- -
e
o único que não faz os aenles pretos.
íS
ET
o
mais
econoiRico de
todos os ferruginosos, pois que
um frasco tora cm mez.
j£
Deposito geral
em
Pariz. 13,
rue Lafayette (Perto da Opera), e em todas as P/iarmacias.
®
Desconfiar-se
das imitações perigosus u exijir a marca de fabrica que vae jiincta.
I&hnvia-se
grátis
a
quem
o
pedir
por
carta
franqueada,
um
interessante
folheto sobre a Anemia
e
o seu
tratamento.
Deposito no
Porto,
Ferreira
&Dmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
Corrida
de
velocidade
para
jumentos
apparelhados
de
sellim
e
bridão,
e monta
dos
por
amadores.
Entrada
500
rs.
Exlensão=37O
metros
aproximadamente.
Prémio da
Companhia
Carris
de Ferro
Corrida
em
tres
proras
ao
trote
para
garranos,
que
não
tenham
mais
de
l,
m
35,
montados
por
amadores.
Entrada
500
rs.
Exlensão=-700
metros
aproximadamente
cada
prora.
Fabrica
a vapor de
fundição
ferro e
metaes
Travess»
de
§.
João—Braga.
N’
esta
fabrica,
única na
província
do
Minho,
fabrica-se toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem pou
pado
a sacrifícios
para
poder
elevar
este
<3
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero do
Porto
e
outras loca
lidades,
pois
que no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos no Porto
N’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras fundidas, avul
sas,
como são:
boxas para
eixos
de
carrua.
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para jardins,
bombas
de
qualquer
pres-
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
colnmnas
e
com
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia,
dores,
fuzos
de novo syslema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores para soalhos, canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos. Além
d
’
eslas
obras,
que
ha
feito,
toma
encommendas para
todas
que
possam fazer-se
de
ferro,
aço
ou metal.
Também
concerta
todas
as obras d
’
este
genero
principalmente
bombas
de poços.
,
W
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
MACHINAS
PARA COSER
DA
Companhia
fabril SINGER
19—
rua
de
S.
Vicente
—
19
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o mundo
conhece e que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de 1877,
machinas
de
costura!!!
mais
eotiso
que
em
1876.
A Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
&oo reis
eemnnnes
sem
prestação
de
entrada ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto paga
mento.
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico
que
te
nha todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas.
por
infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas legitimas
siXGEít
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA FABRIL
SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 1?
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e
His-
panha.
,
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2443)
Parte de Comércio do Minho (O)
