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- conteúdo
-
FOILSÍA
Bí
l^OTS."®
.«□
z«k-
REDACTORES
—D. Miguel Solto-Mayor e Dr
Custodio Velloso.—DIRECTOR—Anlonio Joaquim de Mesquita Pimentel
SJSSÍÊSS.HSM»
7.° ANNO
PREÇO DA ASSIGNATURA
. 1&600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
»
6
» .
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição
....................................
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS, QIOTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&GOO
»
6
»
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...................... .........
10
N.° 963
AGRADECIMENTO
O Arcebispo
de
Braga, Pri
maz
das
Hespanhas, summa-
mente
penhoraio por
tantas
provas
da estima
e testemunhos
de consideração, que de
toda a
parte
do seu
arcebispado e de
fóra
cPelle
tem recebido por oc-
casião
da grave
enfermidade,
que
ha pouco padacera, na im
possibilidade de agradecer indi
vidualmente,
como desejava, a
todas as pessoas,
que o cum
primentaram
e pediram em suas
orações
pela conservação
da sua
vida,
dando
a Deus Nosso
Se
nhor
as devidas
acções de gra
ças por as
ter
benignamente at-
tendido,
é obrigado a servir-se
d’estemeio da imprensa para ma
nifestar
o
profundo sentimento
de
gratidão, de que o
seu cora
ção
se acha
possuido.
Residência
em S. João Baptis-
ta de Gabanas, 19 de julho de
1879.
João,
Arcebispo
Primaz.
30
3F& Jlk. CS-
A.
QUINTA-FEIRA
24 DE
JULHO
DE
4879
KabemuH
coiifltentem
reum.
Se
na
epoca,
que
vamos
atravessan
do,
nos
propozessemos
fazer
a
refutação
da
probidade
liberal,
que
campeia
nos
arraiaes
de
todos
os
partidos
liberaslas
do
nosso
paiz,
seria
soíficiente
aprovei
tarmos
as vozes estrondosas de
suas
tu-
bas
políticas,
pois
são
preciosos
mimos,
com
que esses
partidos
se
mimoseiam lo
dos
os
dias
em
seus
polilicos torneios.
Para
exemplo
das muitas provas
do
nosso
assérto,
transcrevemos
hoje
a
se
guinte
parte
edificante
d
’
um
artigo
do
«Diário
I Ilustrado»,
de
20
de
julho.
«E
preparam-se
os festejos
olíiciaes
para
o
dia
24
de
julho!
Seriam
mais coheren-
tes
se
envolvessem
em
crepes
a
bandeira
azul
e
branca,
accendessem
brandões
em
vez
de
luminárias,
se
no
logar
onde
se
levantam
as
galerias
para
os
convidados
armassem
um mausoléu,
se
substituíssem
o
Te-Deum
pelo
dies
ille,
se
trocassem
o
hymno
nacional
pela
marcha
fúnebre,
as alvoradas
e
as
salvas
reaes
pelos
ti
ros
e
descargas
que
a
ordenança
prescreve
para
os
dias
do
funeral.
Isto
é
de
barbaros,
tripudiar
assim
so
bre
um
cadaver.
Porque,
efifectivamente, a
constituição
do
estado
deixou
de existir.
Não
comprehendemos
o
que
possa
ser
uma
sociedade
desde
o
momento
em
que
a
sua
lei
organica
foi
calcada
e
feita
pe
daços
pelos
que
foram
chamados
a
velar
por
ella.
Em
nome
de
quem
governam
agora?
Qual
é
o fundamento
da aucloridade
que
se
arrogam?
Quem
poderá
obedecer-lhes
se
protestaram
contra
o
principio
do
po
der
legitimo?
Que
querem
invocar,
a
Car
la?
Apagaram
todos os seus
preceitos.
Mas
se
da
Carla
ousam
ainda
iallar,
quanto
baste
para
a
demonstração
sophistica
da
legitimidade
do
poder
que
indignamente
exercem,
fallemos
nós
d
’clla
ta
bem.
Tornem-se
effectivas
as
responsabilida
des
que
a
Carla
lhes
impõem.
Os
minis
tros,
diz
a
Constituição,
são
responsá
veis:
Por
traição.
A
d
’
este
governo
está
mais
do
que
reconhecida e
incontestavelmente
provada.
Trairam
o
rei
e
as
instituições;
trairam
a
patria.
Todos
os seus
actos
tendem
a
um unico
fim: o
sacrifício da
nossa
in
dependência.
Disseram-se
representantes
de
um
partido organisado,
affirmaram
por
isso
o
seu
direito
á
posse do
poder;
pro-
melteram
as
mais
seductoras
prosperida
des
aos
povos;
foram, emíim,
chamados
a
demonstrar
praticamente
a
verdade
das
suas asserções.
O que
fazem?
Escravisam
e
infamam o
systema
constitucional
e
os
homens legalmente incumbidos
de
cum-
pril-o
e
fazei
o
cumprir;
e
depois
de
te
rem
contraído
cs
hábitos mais
torpes,
e
depois
de
se
lerem
affeito
a
todas
as
villanias,
e
depois de
terem
meditado
to
das
as infamias, dislribuem-as por
lodos
os
fuccionarios
do
estado, e
dizem
que
estes
são o
que
elles
são
e
foram
sem
pre.
Porque
mais são responsáveis?
Por
peita,
suborno
ou
concussão.
O
que
faz
este
governo?
Agracia
com
dadivas
corruptoras
os
seus
apaniguados,
colloca nos
cargos
públicos
os que
não
offerecem
garantias
algumas
para
exer-
cel-os,
antes
se
recommendam
apenas
pela
dissolução
dos
seus
precedentes.
O
que
será isto senão
a
peita,
o
suborno,
a
con
cussão,
na sua significação
mais
genuina?
Porque
são ainda
responsáveis?
Por
abuso
do
poder.
O
que
tem
elle
feito?
Tem
sido
in
strumento
de
vinganças
pessoaes
e
mes
quinhas,
tem
sacrificado
famílias inteiras,
tem
roubado
direitos
adquiridos,
tem
manchado
reputações
illesas,
tem
afronta
do
a
justiça,
tem
commettido
as
mais
re
pugnantes
violências,
as
mais
horrorosas
atrocidades.
Porque
mais
leetn
de
responder?
Pela falta
de
observância
da
lei.
Já
a
observaram
por
ventura?
Não
a
in
fringiram
desde
o
primeiro
dia!
Depois
de
terem
investido
com o
poder
mode
rador,
investiram
com
o
poder
legislati
vo,
apossaram-se
de
todas
as
suas atlri-
buições,
não
para
exercel
as, que
isso
fôra
absurdo,
mas
para
obstar
a
que
elle
as
exerça.
Tudo quanto
decretam é
contra
rio
ao
que
a
lei
prescreve,
tudo
quanto
ordenam
destroe
o
que
os
codigos deter
minam.
Teem
mais
alguma
responsabilidade?
Teem; pelo
que
fizeram
contra
a
liber
dade,
segurança
ou
propriedade
dos
cida
dãos.
Desde
que
elevaram
á
cathegoria
de
aucloridades
os
indivíduos
mais
temíveis,
os
primeiros
contra
os quaes
os
povos
tetn
de
estar
prevenidos,
é
claro
que at-
tentaram
contra a
propriedade,
a
segu
rança e
a
liberdade
dos cidadãos.
Para
quem
hão
de estes
agora
appellar, se
os
perseguidores,
os
seus
algozes
são
os
de
positários
do
mando
e
do
poder?...
Finalmente,
porque
mais
são
respon
sáveis
os
ministros, segundo
a lei expressa
da
Carta?
Por
qualquer
dissipação
dos
bens
pú
blicos.
Que
maior
dissipação
póde
haver
do
que esta!
Pois
viu-se
já
appiicação
mais
escandalosa
dos dinheiros
públicos?
Que
quer
dizer
o
dispôr
dos
recursos da
na
ção
um
governo
que
não
merece
a
con
fiança publica, e
que
escolhe
para
seus
agentes
pessoas,
que
egualmente
a
não
merecem,
por
que
trazem
no
facto
da
nomeação
o
peccado
mortal
da sua
ori
gem?
Em
vista,
pois,
dos
preceitos
funda-
mentaes
da
lei
organica
do
estado,
não
ha
responsabilidade
que
não
peze
sobre
o
aetual
gabinete.
E
haverá
tribunal
que
lhe
peça
as
de
vidas
contas
e
lhe
appiique
as
merecidas
penas?
Ha;
esse
tribunal
é
o
paiz.
Desde
que o ministério
annulou
a
representação
nacional,
é
preciso
que
a
nação
se
le
vante
como
um
só
homem,
para
se
re
presentar
a
si
mesmos.
E
’
este o
perfil
do
partido
progres
sista,
traçado
pelo
exasperado
orgão
re
generador.
Depois,
apresentaremos
o
re
trato
do
partido
regenerador,
delineado
e
colorido
por
auctorisado
orgão progres
sista.
Todos
militam
no
campo
liberal,
in
suspeito
será,
pois,
o
seu
testemunho.
Habemus
confUentem
reum.
CHRONICA
ESTRANGEIRA
Segundo
noticias
de
Berlim,
recebidas
em
Roma,
vão
muito
adiantadas
as
ne
gociações
que
teem
por
fim
estabelecer
uma
intelligencia
entre
a
Allemanha
e
a
Santa
Sé.
Alguns
jornaes
revolucionários
que
dão
esta
noticia,
fazem-n
’
o
com
grande
des
peito.
Podéra
!
Parece
que
se
gorariam
as
esperanças
da
terminação
da
guerra
ingleza
contra
ós
zulus,
porque
Cetivayo
não
se
mostra
disposto
a
acceitar
as
condições
impostas
pela
Inglaterra.
Até
á
data
das
ultimas
noticias
o
general
Garnet,
que
partira para
o
thea-
tro
da
guerra
afim
de tomar
a
direcção
superior
d
’
esta
desastrosa
campanha,
de
via
ter
chegado
nos
princípios do
corrente.
Depois
de
escriptas
estas
linhas,
ba
seadas
nas
relações
dos
jornaes do
estran
geiro,
soubemos
por
um
telegramma
que
os
zulus
tinham
sido
derrotados
pelos
in-
glezes,
tendo-se submettido
os
mais
au
dazes
caudilhos
de
Celiwayo.
Bom
será
que
esta
noticia
seja
intei
ramente
verdadeira,
porque
significa
o
termo
d
’
aquella
desastrada
guerra.
—Parece
que
ainda
não
locou
o
seu
termo
a
questão
do
Afghanistan.
A
Inglaterra
não
retirou
as
suas
tro-
pas
de Candahar,
como
lhe
cumpria,
se
gundo
as
clausulas
do
tratado.
Será
por
causa
dos
calores
que
impedem
os
solda
dos de
fazerem
a marcha
até
Pishor
i
?
Será
porque
a
insurreição
de Badakshan,
dirigida
por
Mir-Baba-Khan,
inspira
re
ceio
a
Yakoub-Khau?
Convém
notar
que
as
aucloridades militares
declararam
que
havia
sido
um
êrro
a
entrega
de
Candahar
ao
emir
afhgan.
Segundo
ellas.
devia
con
servar-se
esta
posição
estratégica,
consi-
siderada
como
lendo
mais
importância
ainda do
que
a
occupação
dos
desfiladei
ros.
Diz-se
que
ha
já
negociações
entabu
ladas
e que
o
emir
Yakoub-Khan
não
se
opporá
á
occupação
de
Candahar
pelos
inglezes.
—A
questão
egypcia
parece
não
estar
de
todo
resolvida
com
a
nomeação
do
novo
khediva,
segundo
se
deprehende
do
seguinte
despacho
publicado
pelo
«Slan-
dards:
Os
russos
atlribuem
á
Inglateara
a
intenção
de
fazer
voltar
Tewik
ao
poder
com
Kheredin,
e contrabalançar
a
in
fluencia
da Rússia
em
Con-lanlinopla,
excit
ndo
o
espirito
de
independência
na
povoação
da
Syria
e
Ârabia.
O
estâdo
do
Egyptõ^é
singularíssimo.
Emquanto
a
Por1i.
’
p-ivand
■>
Tew
k
do
direito
de
ajustar
tratados
internacionaes,
o livra
de altender
aos compromissos
fi
nanceiros
contraídos
por seu
pae, o mes
mo
Tewik
rodeia-se dos
ministros
regei-
tados
por
aquelle.
de
fórma
que
entre
o
khediva
e
o
sultão
não
ficam
outros
meios
do que
os
repressivos
da
França
e
da Inglaterra,
p
ra
realisar
as
suas
exigências.
E
isto,
complica-se,
não sendo
idêntica
nem
muito
menor
a acção
das
potências.
A
Porta
apoiando-se
na
Rússia,
dá-lhe
lar
gas.
A
França
e
a
Inglaterra
liactam
de
im
por
pela
persuasão
o que
não
desejam
impor
pela
força.
A
Allemanha,
ao
contrario,
sustenta
com energia as
suas
reclamações;
a
Áus
tria
vaciila
na
resolução
pouco
segura
em
que se
acha o
conde
Andrassy,
e
entre
tanto
a
Italia, fiel
aos
hábitos
da sua
di
plomacia,
occulla
a
sua
opinião
e
os seus
desejos
quanto
é
possível.
—
Tornam se
cada dia
mais
severas
as
medidas
de
repressão
empregadas
pelas
aucloridades
russas
contra
os
manejos
revolucionários.
Por
outro
lado
a
perseguição
religiosa
também
não
cessa.
Pois
inúteis
serão,
como
o
futuro
o
mostrará,
todos
os
meios
que
o
governo
alli
emprega,
—emquanto
seguir
por
este
caminho.
—
A
«Germania»
annuncia
que a
dis
solução
do
landtag
prussiano
será
decre
tada
em
princípios
de
setembro,
e
*
que
a
convocação
do
novo
landtag
terá
logar
a
15
d
’
outubro.
O
partido
do
centro
vae
publicar
um
manifesto
eleitoral.
Te-Deum.
—
Assistimos
hontem
ao
Te-Deum,
que
o
clero
do
arcyprestado
de
Braga
mandou
celebrar,
na
egreja
do Gol-
legio,
em
acção
de
graças
pelas
melhoras
de
Sua
Exc.
a
Revd.
ma
,
o
Snr.
Arcebispo
Primaz
das
Hespanhas.
Foi
uma solemnidade imponente, em
que
tomaram
parte
os
snrs.
desembarga
dores
da
Relação
Ecclesiaslica
e seus ofifi-
ciaes,
professores
do
Seminário
e
do
Ly-
ceu,
parochos
do
arcyprestado
e
mais
clero.
Também assistiram
com
seus
supe
riores
os
educandos
do
Collegio
do
Espi
rito
Santo
e
os
orfãos
do
Seminário
de
S.
Caetano
e
outras pessoas
da
intimidade
do
Ex.m
®
Prelado,
entre
as
quaes
algumas
senhoras,
o
ex.
mo
snr.
deão,
D. Manoel
de
Novaes
e
o
ex.mo
snr.
dr.
Martins,
chanceller
mór
da Corte
e
Camara Ec
clesiaslica
de
Braga.
Fez
de
prestes
o
snr.
dr.
vigário
ge
ral,
e
revestiram-se
de
acolytos
o
snr.
desembargador
e
arcypreste
dr.
Dias
de
Araújo
e o
snr.
dr.
Brito,
desembargador
e promotor
das justiças
ecclesiaslicas
do
arcebispado.
Tomaram
capas
os
snrs. desembarga
dores
dr. Oliveira
Guimarães,
dr.
Morei
ra
Guimarães,
dr. Narciso,
o
professor
de
Theologia
Albuquerque,
padres Alves
de
Castro
e
Macedo
O
Te-Deum
foi
a
canto-chão,
alterna
do
com
musica
do
snr.
Luiz
Baptisla.
Depois
do
Te-Deum
dirigiu
se
o
clero
ao Paço
a cumprimentar
o
seu
venerá
vel Prelado,
i
ido
também
os
orphãos
do
se
minário
de
S.
Caetano.
Foram
todos
recebidos
na
sala do
thro-
no
pelo
mordomo.
Passados alguns
mo
mentos,
appareceu
S.
Ex.a
Rev.
ma
e
o
snr.
dr.
Vigário
Geral
disse
em
nome
de
lodos os
que
estavam
presentes
—
que
vi
nham
de
celebrar
um
Te-Deum
em
acção
de
graças
pelas
melhoras do f>eu
veneran
do
Pastor
;
que
todos
faziam
votos
ao
Altíssimo,
para
que
concedesse
a
tão
in-
clito
Prelado
dilatados
annos,
para
o
bom
[
governo
da
vasta
archidiocese, que
Deus
lhe
confiára.
A
esta
breve
allocução
respondeu
S.
Ex.
a
Rev.
ma
,
—que
na
historia
da
sua
já
longa
vida
se liam
factos
que
eram
im
portantes
para
si,
mas
que
entre
elles
o
mais
notável
era
o
que
se
escrevia
n
’aquelle
dia,
porque
significava
a
união
do
clero
com
o
seu Prelado,
união
tanto
mais ne
cessária,
quanto
mais
crua
é a guerra,
que
á
Egreja
se
promove,
guerra
que
estrondeia
ao longe
e que
algumas vezes
tem
perturbado
a
paz
da egreja
lusitana;
que
agradecia
lestimunho
tão
solemne
de
tanta
dedicação,
o
que
era
mais
um
mo
tivo
para
lazer votos
a
Deus
pela
pros
peridade
de
lodos
a
quem
lançava
a
sua
bênção
episcopal.
E assim
terminou
esta
solemnidade,
de
gratas
recordações
para
o
venerável
Pre
lado
e
para
todos
os
que exiAtam
quan
do
observam
um
facto,
que significa —
união
do
clero
e
dos
fieis
com
os
seus
pastores—
.
Bem
merecidas
são
estas
manifestações,
porque
o
Exc.1110
Snr
D.
João
Chrysos-
torno
reune
ás
virtudes
dos maiores
pre
lados
d
’
esta
archidiocese
a
força
e
o
con
selho
para
governar,
ainda que
tenha
de
ferir
interesses
ou
melindrar
susceptibili-
dades.
Theisss.—
São
as
seguintes
as
que
foram
escolhidas
para
a
defeza
e
impu
gnação,
que
deve
ter
logar
hoje
pelas
9
horas
da manhã,
na
sala
da
Relação
Ec-
clesiastica:
Historicce
veritati
absonum,
et
prorsus
absurdum
mythicurn
Slraussii
systema
im-
pugnamus.
Christum
non
lantum
honoris
sed
et
jurisdiclionis
Ecclesice
Primatum
Pelro
immediate
contulisse
adversus
Micheaud
defendimus.
Adversus
genesiacam
Moysis
narralio-
nem
scienlia
naturoe
nullam
solidam
obje-
dionem
opponere
potes
t.
Edtnundi
Bicheri doclrina
Ecclesiasticce
potestati
infensissima
est.
Preside
o
snr.
dr.
Moreira
Guimarães.
Argumentam
os
snrs.
drs.
Brito,
Albu
querque.
Luiz
Dias,
e
Vaz.
Clironiei»
religloian.—
Hoje:
Expo
sição
do
Santíssimo
na egreja
da
Mise
ricórdia.
Começa
a
novena de
Santo
Affonso
de
Ligoritf?
no
templo da
Lapa.
A
’
manhã.-
—In
iulgencia das
7
egrejas,
em
Braga.
Exposição
do
Santíssimo
no
Bom
Je
sus
do
Monte.
Festa
de
S.
Thiago
em
Santa
Cruz.
Festa
de S.
Christovão
em
S.
João
da
Ponte.
Exercícios
de
N.
Senhora
da
Torre,
no
Collegio.
Festividade.
—
No
domingo
tem lo
gar na
egreja
parochial
de
S.
Lazaro
a
pomposa festividade do
Santíssimo
Sacra
mento.
Tem
no
sabbado
de
tarde vesperas
so-
lemnes
a
grande
instrumental,
e
rio
do
mingo
de
manhã
missa
cantada,
e sermão,
e
de tarde
procissão,
que
este
anno
é
feita
com
desusado
esplendor.
No
sabbado á
noite
ha
arraial
em
frente
do
templo.
e.abinete
portugaiez
de
leitura
no
Blio
de
Janeiro.—
Recebemos
o
relalorio
da
direcloria
do
Gabinete
porlu-
guez
de leitura
no
Rio
de
Janeiro,
res
peitante
ao
anno
de
1878.
Este
sympathico
estabelecimento
é
in-
disputavelmente
o
primeiro
a
honrar
o
nome
portuguez
no
vastíssimo
império do
Brazil
Grandes
são
os beneficios
que
elle
tem
proporcionado
e
continuará
a
pro
porcionar
aos
nossos compatriotas resi
dentes
na
côrte
d
’
aquelle
império. Dois
motivos
irresistíveis
para
que
saudemos
enlhusiasticamente
os
benemeritos
cava
lheiros
que
leem
tomado
a
peito
a
pros
peridade do
Gabinete.
A
respectiva
directoria
tenciona
en
vidar
todos
os
esforços
para
solemnisar
no
Rio
de
Janeiro
o
terceiro
Centenário
do
grande
Camões—
10
de
junho
de
1880
—,
tencionan
lo
lambem
lançar
n
’
esse
dia
a
primeira
pedra
para
um sumptuoso
edifí
cio
destinado
a
uma
bibliotheca
portugueza
n
’aquella capital.
Honra
áquelles
nossos
illustrados
e di
gnos
compatriotas!
9.
Thiago
da
Cruz.
—
Tem
logar
ámanhã
a
romaria
de
S. Thiago
da
Cruz,
no
concelho
de
Villa
Nova
de
Famali-
cão.
Costuma
concorrer
alli
muito
povo
de
esta
cidade.
'nnta
Alaria
Magdalena.
—
Foi
hontem
de
tarde
conduzida procissional-
1
mente
para
a
Ponte
a
Imagem
de
Santa
Maria
Magdalena,
que,
como
dissemos,
é
levada
para
a
sua
capella
da
Falperra
em
virtude
da
romagem
que
alli
tem
lo
gar
nos
dias
28
e
29
do
corrente.
Juiz
de direito.
—
Na
ausência
do
snr.
dr.
Sampaio, juiz
de
direito
n
’esta
cidade,
está exercendo
aquelle logar
o
snr.
dr.
Correia
Velloso.
Estatua
de
M.
Pedro
V.
—
Tem
logar
no
dia
31
do
corrente
a
inaugura
ção
da
estatua
de
D.
Pedro
V.
Os
feste
jos que
commemorarão
este
acontecimen
to,
são
feitos por
subscripção
publica,
que
está
promovendo
uma
commissão
para
esse
fim
organisada,
a
convite
do
snr.
presidente
da
camara
municipal
d’esta
ci
dade.
La
Vaturalezn.
—
Recebemos
o
n.°
81 de La
Naturaleza, publicação
illustra-
da,
cujo
fim
é
pôr
ao
alcance
de
todos
os
progressos
scientificos
modernos.
O
sum-
mario
é
o
seguinte:
A
circulação
do
sangue
—
A phospho-
rescencia
—
O
alcoolismo—
Missões
scienti-
ficas
francezas
no
grande
archipelago
indio
—
Eduardo
Spach—
Miscellanea—
Uma
ser
pente
do mar.
Este numero
contêm
dez
excellentes
gravuras,
entre
ellas
o
consumo
do
álcool
em
França.
—Chefe
clavak
de
Romeo.
Ser
pente
do
mar.
Esta
elegante revista
semanal,
de
ma
gnifica
impressão
e
preciosas gravuras,
tem
por
fim
pôr
ao
alcance
de
todos
os
progressos
reaiisados
nos
multíplices
ramos
do saber humano.
Apezar
d
’
esta
condição, o seu
preço é
muito
diminuto
pois só
custa
a
assigna
tura
80
reales
reis)
por
anno,
tan
to
em
Madrid
como
nas
províncias.
Póde
pedir-se um
numero
para
amostra,
á
re-
dacção
do
dicto
periodico,
Pizarro,
15,
Madrid.
Ineendio.
—
Refere
o
«Ecco
Popular»
de
Guimarães,
que
por
causa
de
nm
fo
guete
estiveram
para
ficar
reduzidas a
cinzas as
casas
do
passal
pertencentes
ao
parocho
da egreja
de
Guardizella
d
’
aquelle
concelho.
Ainda
assim
consta
que
os
prejuízos
são
avultados,
pois
arderam
quasi
total
mente
as casas próximas
á
residência
d’a-
quelle
parocho.
o
Capitão
Angelo.
—
Este
lindo ro
mance
acha-se
á
venda,
por
80
reis,
no
escriptorio
d
’
este
jornal,
e
em
casa
do
snr.
Manoel
José
Vieira
da
Rocha,
na
rua
do
Souto.
Preço
doi
cerenes,
—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo...........................................................
750
Centeio.........................................................
460
Cevada.......................................................... 500
Milho
alvo.
...............................................
600
Milho
branco
.........................................
540
Milho
amarello.........................................
540
Painço...........................................................600
Feijão vermelho......................................... 700
»
branco.........................................700
»
amarello
..........................................
480
»
rajado..............................................
400
»
fradinho.........................................450
Batatas
..........................................................
489
Azeite
(almude)
.....................................
6$000
Ateavez da
provineia
—
Succedeu
ha
dias
na
freguezia
de
Perre
um
grande
desastre.
Utn lavrador
d’aquella
íreguezia,
que
acompanhava
os
bois
que
tangiam
uma
nóra
ou
engenho
de
tirar
agua,
foi
apa
nhado
pela lança,
que
se
desprendeu
de
repente,
levando
tal
pancada
no
ventre,
que
falleceu
poucas
horas depois.
—
Dizem
de Vianna:—Já principiou
a
construir-se
o
abarracamenlo
para
a
feira
franca
de
N.
Senhora
d
’
Agonia.
que
an-
nualmente
costuma
ter
logar
n
’
esta cida
de.
Attirmam nos
que
ha
grande
encom-
menda
de
barracas.
—
Dizem
de
Ponte
do
Lima:
—Tivemos
a
satisfação
de
saber
que
está
livre
de
perigo
o
revd.
0
abbade
da
Correlhã,
que,
como
era
sabido,
foi
mordido
de
um
cão
hydrophobo.
—
Dizem
de
Valença:
—O
digno
admi
nistrador
d
’
esle
concelho
acaba
de
fazer
uma
*
visita
a
todas as tabernas
e
arma
zéns
de
vinhos
d’
esta
villa,
no
intuito
de
se
apurar
se
todos
os
que
estão
expostos
á
venda
são
ou
não
artificiaes.
Foi
uma
providencia
acertada,
já
posta
em
pratica
em
algumas localidades
pelas
respectivas
auctoridades
administrativas
no
intuito de
obstar
a
que
os
consumidores
fossem
in
dignamente
logrados
e
que
os
commercian-
les
se
locupletassem
á
custa
do
publico,
com grave
detrimento da
sua
saude.
E
bastava
esta
ultima
consideração
para
que
este
assumpto
não
fosse
olvidado.
Incon
testavelmente
que
a salubridade
publica
deve
merecer
toda
a attenção
dos
gover
nos,
porisso
que
a
vida dos
cidadãos
não
póde
e&tar á
mercê
de
especulações
ignó
beis.
—
Dizem
de
Guimarães:
—
Sabbado
pas
sado um
pobre
lavrador,
caseiro
da
quin
ta
da
Veiga,
propriedade
do
snr.
José
Martins
da
Costa,
indo
a
guiar
um
carro
de
bois,
carregado
de
pedra,
caiu,
e
com
tanta
infelicidade
que
uma
das
rodas
pas
sou-lhe
pelos
peitos, deixando-o
instanta
neamente
morto.
—
Em
Gontinhães
procede-se
á
explo
ração
d’
uma
fonte
d
’aguas
férreas
do
lado
de
cima
da
estrada
de
macdam,
junto
á
ponte
d’
Ancora,
onde
ha
ricos
mananciaes
d
’
essas
aguas
para que
possam usar d
’
ellas
os
banhistas
que
alli
aílluirem
na
próxi
ma
epocha
balnear.
—
Vae
vêr
a luz
publica
em
Vianna
mais
um
jornal.
Será
diário e
promet-
te
guardar
a
mais
stricta
imparcialidade
em
politica.
O
seu
titulo
é
«Diário
de
Vianna.»
—
Falleceu repentiuamenie
em
Guima
rães
a
snr.
’
D.
Anna Ribeiro
Gomes
de
Abreu,
filha
do snr.
Gaspar
Ribeiro
Go
mes
d
’
Abreu.
I,eão
XIII
e
o
orientaliata
Con
solo.
—
Escreve
a
«Unitá
Cattolica»:
«O
Papa
recebeu
ha
pouco
em audiên
cia
particular
o
douto
orientalista israelita
Beniamino
Consolo,
que
apresentou
ao
Papa
a
sua
tradocção do
livro
de
Job
e
dos
Threnos
de
Jeremias.
Leão
XIII
aco
lheu
mui
benevolamente
a
offerla.
fazendo
o
elogio
do defuncto cardeal
Bazili,
sa
pientíssimo
mestre
orientalista. Discorren
do
a proposito
dos estudos
sobre
hebraico,
Consolo
disse
ler
encontrado
no Congresso
dos
orientalistas,
celebrado
o anno pas
sado
em
Florença,
além
do
seu
carissimo
amigo
o
professor
Lasinio, vários
eccle-
siasticos
como
monsenhor
Falbiani,
o ab
bade
Valerca
e
muitos
outros,
assaz
pe
ritos
e
profundos na língua
hebraica. O
Papa
mostrou-se
depois
muito
satisfeito
com
Consolo,
que
tinha
resolvido
vir
a
lioraa
e ficar perraanentemente,
com
o
fim
de
promover melhor
a
cultura
do
hebraico».
Isto
faz-se, já se
vê,
porque
o
Papa
é
ignorante
e
amigo
da ignorância.
Nada
importa
para
certa
gente
que
os factos
os desmintam:
calam-se
hoje,
para
áma
nhã
continuar
a
calumnia,
escreve,
e
muito
bem,
o
nosso
presado
collega
da
«Ordem».
E
’
o
fiel cumpiimento
do
conselho do
mestre:
Mentir,
mentir
sempre,
que
da
mentira
alguma
coisa
ficará
Pois
assim
como
elles
são
tenazes
em
mentir,
sejamos
nós
constantes
em
des-
mentil-os.
Factos
para
a
frente.
A
respiração.—
São
da
«Revue
du
Monde
Catholique»
os
paragraphos
que
va
mos
transcrever:
«N’esta
estação
em
que
as
affecções
dos
orgãos
respiratórios
se
embravecem
d
’
uma
maneira
particular,
é
bom
pergun
tar-se
se
deve
respirar
pelo
nariz
ou
pela
bocca,
ou
indifferentemente
por
um
ou
ou
tro
d
’estes
orgãos?
Eis
aqui
sobre este
respeito,
algumas
informações
que
resumimos
dos
«Mundos
Scientificos»
e
que
nos
parecem
interes
santes.
Ha
muitos
motivos
para
considerar o
na>iz
como
a saida
natural
dos
pulmões
O
resultado
é
que
póde
haver
muitas
vantagens
respirando-se
pelo
nariz.
1. ®
Se
respirarmos
pelo
nariz,
estare
mos
muitas vezes no
caso
de
descobrir
cheiros
prejudiciaes,
que
se
acham
no
ar
que
respiramos,
e
será
um
aviso
ulil
para
evitar
enfermidades;
2.
°
O
interior
do
nariz
é
pelludo,
o
que
póde
fazer
parar
algumas
matérias
prejudiciaes,
taes
como
o
pó.
As
pessoas
que
fizeram
estudos
a
este
respeito,
ad
quiriram
a convicção
de
que
os
miasmas
não
podem
introduzir-se
no
tanque
quan
do
respiramos
por
este
orgão.
Tem-se
visto
pessoas
viverem
em
paragens
insa
lubres, dormir
sobre
as
margens
de
rios
insalubres
e
que
comtudo
tem
escapado
a
todas
as
febres
d
’
esles
paizes.
Attri-
bue-se
este
resultado
unicamente
ao ha
bito
de
respirar
pelo
nariz;
3.
° Quando
se
respira
pelo
nariz,
não
ha
senão
muito
pouco
ar,
ou
talvez
ne
nhum,
que
chegue
aos
pulmões
sem
ter
estado
em
contacto
com as
membranas
d’
este orgão
e
pensa-se
que
estas
mem
branas podem
mais ou
menos
neulralisar
muitas matérias contagiosas.
Respirando-
se
por
este
orgão,
a
temperatura
do
ar
abranda-se
e
permitte evitar
muitas
affec
ções
perigosas
que
poderiam
occasionar
um grande
volume
de ar
respirado
pela
bocca
Respirar
pelo
nariz
é
pois
um
bom
costume.
M.
Catelin,
o
celebre viajante,
atravez
das
tribus
indianas
da
America
do
norte,
teve
occasião
de
apreciar
a
vantagem
de
este
modo
de
respirar
«Depois
de
ler
verificado que
estas
tribus
eram
isentas
d
’
um
numero
consi
derável
de
afiecções,
que
embravecem
en
tre
as
nações
civilisadas,
diz
M.
Desenne,
M.
Catelin
julgou
poder
achar a
causa
principal
no
habito
que
os indios
tomam
desde
tenra
edade,
de
lerem a
bocca
sempre
fechada,
fóra
dos
momentos
da
refeição
e
da
conversação.
A
educação
materna
preoccupa-se constanlemente de
este
modo
habitual
de
respirar».
JLei
do
eaaamento
civil
na
Ita-
lía.
—
Em
Italia,
os
protestos
contra
a
lei
do
casamento
civil
continuam.
Ainda lia
pouco,
500
parochos
da
Lom-
bardia, reunidos
no
santuario
de Cara-
vaggio,
declararam
e assignaram
um
pro
testo no qual
manifestavam que
estavam
dispostos
a
morrer,
antes
que
a
faltar
aos
deveres
de
seu
ministério.
Que
energia!
que
bello
exemplo!
Viação aeeelerada,
—
Acaba
de pu-
blicar-se
na
Allemanha
um
interessante
estudo sobre
a
velocidade dos
comboios
de
caminhos
de
ferro,
nos diflerentes
pai
zes
da
Europa.
E’
na
Inglaterra,
entre
Londres
e
Do
ver, Londres
e Ymk,
Londres
e Has.tings.
que
os
comboios
marcham
com a maior
rapidez.
A
sua
velocidade
media
é
de
80
kilometros
por
hora
Na
Bélgica
alguns
expressos
percorrem
perto
de 67 kilometros
por
hora.
Em
França
os
trens
expressos
de
Pa
ris
a Bordéus,
percorrem
termo
medio
63
kilometros.
Outrotanto
succede
com
os
comboios
correios
da
linha
de Berlim a Colonia.
Na
Italia,
o
máximo
é
de.
50 kilome
tros
entre
Bolonha e
Brindisi;
na
Áus
tria
é
de
40
a
48
kilometros;
na
Rússia
na
linha
de
S.
Pelersbnrgo
a
Moscovia,
e
na Suissa
entre
Genebra
e
Lansanna
e
entre
Zurick
e
Romanshorn,
a
velocida
de
é
de
43
kilometros.
A
Santa
Sé
e
a
Rússia.
—
Diz-SC
que o
czar,
durante
a
sua
permanência
na
Livadia,
impressionado
pela
carta
que
o
Papa
lhe
escreveu
em
seguida
ao
at-
tentado
de
Solowieff,
tem
estudado
seria-
mente
as
condições
da
Egreja
calholica
na
Polonia
e
na
Rússia.
Segundo
uma
correspondência
de Ro
ma,
publicada
pelo «Soleil», teem-se re
cebido
no
Vaticano
b
'as
noticias
sobre
as
excellentes
disposições
do
czar
a
res
peito
das
reclamações
da )Sanla
Sé,
para
melhorar
as
condições
da
Egreja
na
Rússia
e
na
Polonia.
O
czar
ao
seu
governo
que
preparas
se
um
projecto
de
convenção
entre
a
Santa
Sé
e
a
Rússia.
Segundo a
correspondência
do
«Soleil»,
propõe se
n
’este
projecto:
1.
°
A
conclusão
d
’
uma
concordata
so
bre
a
base
do
statu
quo,
para
a
Egreja
calholica da
Polonia
e
do
resto
do
império
russo:
2°
Amnistia
completa para
todos os
bispos
ou
sacerdotes
desterrados na
Sibé
ria:
3.®
Liberdade
absoluta
de
communica-
ções
entre
a
Santa
Sé
e
o
governo
russo,
para tudo
quanto
dependa
do
poder
ec-
clesiastico
e
reconhecimento,
por parle
da
Santa
Sé,
das
leis
do
estado:
O
czar,
no
caso
de
vagarem algumas
sés episcopaes,
reserva-se
o
direito d
’
apre-
sentar
tres
candidatos
entre
os
quaes
a
Santa
Sé
deverá
eleger:
5.°
A
nomeação
para
as
dioceses
de
segunda
ordem
será
submetlida
á
appro-
vação
do governo
russo.
A
Santa
Sé nomeará
um
representan
te
em S.
Pelersbnrgo,
a
côrte
do
czar
um
embaixador
no
Vaticano.
Publicamos
este
extracto
do
indicado
projecto
com
a
devida
reserva,
embora
alguns
jornaes
catholicos
da
Italia
o
tenham
reproduzido.
—
E.
Respaelios.
—
Por
decretos
de 19
do
corrente
eflectuaram-se os
seguinte?:
O
presbytero Manoel
Pires
de
Mattos
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
San
ta Maria
Magdalena
do
Peso,
no
concelho
da
Covilhã,
diocese
da
Guarda.
O
presbytero
Custodio
José
Tavares,
parocho collado
na egreja
de S.
Bartho-
lomeu
da
Castanheira —
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Lou-
zã,
no
concelho
dos
Olivaes,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero
Gaspar
Antunes
da
Cos
ta,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Thia
go
de
Tremez—
apresentado
na
egreja
pa
*
ro
chial
de
Pei
*
r0
de
Óbidos,
diocese
a
e
Lisboa.
O
presbytero
Lino José
Roque—
apre-
entado
na
egreja
parocbial
de Nossa Se-
.
ora da
Calçada
de
Carnicaes, no
con-
relho
(,
e
Trancoso,
diocese
de
Pinhel.
Declarado
sem
effeito,
a
pedido
do
interessado,
o
decreto de
16
de
janeiro
ultimo,
pelo
qual
o
presbytero
Antonio
Jacome
da
Costa,
parocho
collado na
egre-
ia
de
S.
Vicente
de
Oleiros,
na
diocese
primaz
de
Braga,
foi
apresentado
na
egre
ja
parochial
de
S.
Thomé
de
Caldellas.
da
mesma
diocese.
Cari
*
!»
4
*
’’
catliolica
dos
eatho-
licos
italiano».—
A
«Unitá
Cattolica»,
acaba
de
remetler
20:000
liras,
perto
de
íiualro
contos
de
reis,
para
o
Dinheiro
de
S.
Pedro.
E
ainda
bem as não
tinha
remettido,
já
recebia
estas
duas
offertas:
«N.
N.
depõe
aos pés
do
Santo
Padre
a
oflerta
de
mil
liras,
implorando
especial
bênção
para
si
e
para
os
seus.
—
Turim.
Um
anonymo
offerece
Ires
mil
liras para
o
Santo
Padie.
imploran
do
por
seu
intermédio
a
cura
de
grave
moléstia»
.
Esta
prova de
dedicação
e
amor
ao
Santo
Padre
fez
dizer
á
«Unitá
Catholica»:
«Ainda
hoje havíamos
deposto aos pés
do
Santo
Padre Leão XIII vinte mil
liras,
recolhidas
pela
«Unitá
Cattolica»
para
o
Dinheiro
de
S.
Pedro, e eis
que
já
hoje
os
italianos
mandam
novas
offertas
para
fizermos
outra
remessa.
«De
Turitn
uma
piedosa
e
gentil
me
nina
rernette
a
avultada
somma
de
mil
liras,
e
um
anonymo
manda
pelo
correio
uma
offerta
de
Ires
mil
liras.
Sentimo-
nos
alegres
para
podermos
proclamar
que
a
slirpe
dos
Cornelios
ainda
não
está
exlincta
na
nossa
Italia,
e
que ainda
ho
je
ha
pessoas
ás
quaes
se
póde
applicar
o
elogio
que
nos
Act.
dos
Apost.
se
tri
buta ao ceotnrião
da côrte
italica:
Religio-
sus
ac
timens
Deurn
cum
ornai
domo
sua,
fociens
eleemosynas
multas
plebicet
depre-
cans
Deum
sernper.
São
homens
religiosos,
tementes
a Deus,
que fazem muitas
es
molas,
e
em
particular proveem
a
nobi
líssima
pobresa
do
Chefe
da
Egreja,
e
tratam
a
Leão
XIII como
o
Centurião
tratava
a
S.
Pedro,
quando
estava
em
sua
casa
na Cesareia
da Palestina».
O
eomle
de
Chntubord.
—
O «Truth»,
de
Londres,
insere
em
um
dos seus
nu
meros
mais
recentes
estas curiosas
infor
mações
sobre
a
vida
particular
do
conde
de Chambord:
«A
vida
que
o príncipe
leva
em
Frohs-
dorí
é
de
uma simplicidade
extrema.
O
con
de
levanta-se muito
cedo,
algumas
vezes
ás
4
e
cinco
horas,
e,
quando
não
vae
á
caça,
trabalha sem
interrupção, até horas
d
’
almoço.
Passa
não raro toda a
manhã
desenhan
do,
pintando,
escrevendo
e
lendo.
O
con
de
pinta
muito
bem
como
amador.—Os
seus
escriptores
favoritos
são
madama
de
Sévigné,
Montanhe
e
Molière. O
príncipe
estudou
o
estylo
de
madama
de
Sévigné
com muito
aproveitamento,
e
santo
as
sim
que é
um
dos
mais distinctos
entre
os
personagens
que
se
dedicam
na
Euro
pa
á
arte epistolar;
S.
A.
entrega-se
tam
bém
a
leituras graves
—
de
obras
históricas,
profundamente
philosophicas,
etc.
Os
dois
assumptos em
que
é
mais
versado
são o
socialismo
e
a
organisação
do
exercito
al-
lemào,
os quaes
estudou
a
fundo.
Em
seguida
ao
lunch,
que é
servido
ao
meio
dia,
o
príncipe dá um
passeio,
em
carro
fechado,
com
sua
senhora.
O
jintar
é
ás
6
horas,
e
dura
tres
quartos;
ás
7
menos
um
quarto,
o
conde
de
Cham
bord
e
sua
família vão
tomar
café
no
sa-
lão,
e
o
piano,
as
cartas
e
a conversa
fecham
invariavelmente
a
soirèe.
—
P. de
J.
Portugtieze»
fallecidos.
—
De
28
a
29
de
junho,
falleceram no
Rio
de
Ja
neiro
os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
Emilia
Bruno
Braga.
70
annos,
soltei
ra;
João
Climaco
Gonçalves,
50
a.,
s.;
Manoel
Antonio
Alves da Cunha,
60
a.,
s.;
Antonio
Lopes
Ribeiro.
42
a.,
s.;
Theo-
d°ra
Emilia
de
Campos,
64 a
,
viuva;
«'rancisco
Rodrigues
Albernaz,
47
a.,
ca-
sado:
José da
Silva Thomé, 31
a.,
ca
sado.
A
’
envidado
publiea.—
Milito re-
commendamos
ás
pessoas
caridosas
o
in-
leúz
Antonio
Marques
da
Costa,
morador
rua
de S.
Miguel-o-Anjo,
casa
n.°
4,
°
8
ndar,
que
se
acha
na
maior
neces-
sidade
e doente,
vivendo
só
da
caridade
as
pessoas que
o soccorrem
com
alguma
esmola.
A
’
eavidnde
publiea.
—
Recommen-
amos
ás
almas
caridosas
Anua
Joaquina,
de
8
annos
de
idade,
que
está
entrevada
ha 8
mezes. Vive
em
penúria
extrema.
Mora alraz
do
Theatro,
n.°
14.
A
’
caridade
publiea.—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas carita
tivas Leonardo da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A'
earidade
publiea.—
Recotnmen-
damos
ás
almas
caridosas Maria
Candida,
que
padece do
peito
ha
mais
de
seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida
Vive
em
extrema
pobreza.
Habita
no sotão
da
casa n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo.
ULTIMAS
NOTICIAS
Lisboa
22—
«Diário»:
—Exonerados os
administradores
de
Fafe e
Louzã,
sendo
nomeados
para
os
substituir,
em
Fafe, o
snr.
Florencio
Monteiro
Vieira
de
Castro,
e
em Louzã,
o
snr.
Luiz
Carlos
Simões
Ferreira.
Idem
22
—
A
’
uma
hora
da
noite
hou
ve incêndio
no
escriptorio
do
armazém
de
lá
da
fabrica do snr.
Daupias.
em
Alcan
tara.
Salvaram-se
os
livros
da
escriplura-
ção, sendo
o
prejuízo
de
quatro contos.
Os
primeiros
soccorros
foram
prestados
pelo
material
de
incêndios da
fabrica.
Despachos
do
ministério
da
fazenda:
Foi exonerado
o
snr. José
da Silva
Júnior,
escriplurario
do
escrivão
de fazenda
de
Morlagua.
Foi
transferido
o
escripturario
da
re
partição
de
fazenda
de Alcácer
para
Mor-
tagua
.
Consta
que
o
snr. Cabral, delegado
do
thesouro
de Bragança
será
transferido
para
o
Funchal,
indo
para
Bragança
o
snr.
Xavier,
visitador
do
imposto
do
sello
no
districto
de
Braga. Para
desempenhar
esta
commissão
em
Braga,
Porto
e
Vianna
será
transferido
o
visitador
de
Lisboa.
A
exposição
portugueza
no Rio
de
Ja
neiro
abrirá
no
fim
do
mez.
Na
Bolsa venderam-se 10 acções do
banco
de Lisboa
&
Açores a
84$700;
13
obrigações
da companhia
das
aguas
a
83$000;
10
ditas
prediaes
a
92-S600;
29
ditas
do emprestimo
para
a
compra
de
navios
a 87$500;
H
contos
em
inscripções
a
50,42; 20
ditos
para
31
de
agosto
a
50,61;
20:000
escudos
de
fundos
hespa-
nhoes
a
14.55.
A
alfandega rendeu
hoje
a
quantia
de
8:617$366
rs.
O
escrivão
da repartição
de
fazenda
de Villa
Verde
foi
transferido pira
a Fi
gueira;
o
de
Guimarães
para
Villa
Verde;
o
da
Figueira
para
Guimarães;
o
de
Santa
Marlha
de
Penaguião
para Villa Pouca
de
Aguiar;
o
de
Montalegre
para
Santa
Mar-
tha
de
Penaguião;
o
de
Boticas
para
Mon
talegre;
o
de
Vinhaes
para
Boticas;
o
de
Miranda
para
Vinhaes;
o
de
Villa
Nova
da
Cerveira
para
Miran
la;
para
Villa
Nova
da
Cerveira
foi
nomeado
o antigo
escri
pturario
Deodato
José
de
Carvalho.
Paris
19.
—
O
senado
approvou,
por
153
votos
contra
116,
o
projecto
regu
lando
a
residência
das
camaras em
Pa
ris,
com
as
modificações
approvadas
pela
camara
dos
deputados.
Londres
19.—
Dizem
de
Simla
que
o
major
Cavagnari
chegará
a
Caboul
em
23
do
corrente.
O
emir
mandou
ao seu
en
contro
uma
escolta
de honra.
New-York
19.
—
As
ultimas
noticias
do
Panamá
annunciara
que
os exercitos
allia-
dos
do
Perú
e
da
Bolivia
repeiliram
o
exercito chileno
que
occupava Bolama.
Os
chilenos
perderam
1:500
homens.
Houve
um
novo
combate
naval
entre
o
monitor
peruano
«Huascar»
e
o
coura
çado
chileno
«Blanco»
que
soffreu
muitas
avarias
Paris
21—
Houve
no
dia
de
Santo Hen
rique
um
banquete
legilimista presidido
pelo
marquez
Foresta,
o
qual,
falando
em nome
do
seu
rei, declarou-se aucto-
risado
a
desmentir
que
Henrique V
pre
fira
permanecer no
estrangeiro
a
affirmar
o
desejo
de
vir
a
França.
Londres
21—
Disem
do
Cabo da
Boa
Esperança
que
as
tropas
inglezas
chega
ram
á
capital
de
Cettiwayo, depois
de
ligeira
escaramuça.
Cettiwayo
incendiou
os
seus
depositos
e
kraaes
militares.
Um
telegramma
de Memphis annuncia
que
houve
hontem
4
obilos
de
febre ama-
relia
e
19
novos
casos.
A
população
foge
em
massa.
S.
Petersburgo
21
—Rebentou
um
in
cêndio
nas
barracas
da
feira
Nijni
Now-
gorod.
Resultaram
diversos mortos e
fe
ridos.
Rio
de
Janeiro 22
—A
exposição
por
tugueza
causa na
população
vivo
conten
tamento.
A
direcção
tem
recebido
do
governo
e
municipalidades muitos
obséquios.
A
municipalidade
felicitará
os
seus
col-
legas
de
Lisboa
e Porto.
A
rua
da
Guarda
Velha,
denominar-se-
ha
rua
da
Exposição
Portugueza.
Paris
22
—
0
snr.
major
Serpa
Pinto
fez
hontem
na
Sorbonne
uma conferen
cia
ácerca
da
sua recente viajem
á
Áfri
ca.
Foi
numerosa
a
concorrência e
teve
muitos
applausos.
O
snr.
Aguiar
vice-presidente
da so
ciedade
de geographia
de
Lisboa
fez
um
enthusiastico
elogio
á
França.
O
snr.
Mendes
Leal
em
nome
do
seu
governo
agradeceu
á
França
o
acolhimento
feito
ao
snr.
Serpa
Pinto.
O
almirante
La
Rouher
le
Noury
fez
o
elogio a Portugal,
dizendo
que
o
rei
favorece
muito as
viagens
e
descobertas
que
recordam
o
infante
D.
Henrique,
o
navegador.
Londres
22
—Dizem
do
Cabo,
em
17,
que
os zulos
foram
derrotados.
Submette-
ram-se
os
melhores
guerreiros
de
Cetti
wayo,
que
desertam.
Lord Chelmsford mandou
incendiar
os
dois
maiores kraaes
e
fez
grande
numero
de
prisioneiros.
Corre
o
boato
de
que
alguns corsários
devastam
as costas
do
golpho
Pérsico.
Terminou
a
crise
ministerial
em
Con
stantinopla.
O
sultão
aceitou
o
programma
de
Khereddine
Pachá.
SECÇÃO
D£
COIMUHC1DOS
Quando
eu publiquei o meu
pequeno
folheio, que
intitulei
Interrogatórios
e
con
fissões,
de
que
mandei
um
exemplar
ao
snr.
Pinho Leal para se
auxiliar
no
seu
trabalho
histórico
na
parle
relativa
ao Ma
rechal
Saldanha,
e
alguns
outros
aconte
cimentos d
’aquella epocha,
(1833,
a 1834)
não
foi
meu
intento
fazer
o
papel
de
historiador,
nem
de louvaminheiro de
ninguém,
e
sim,
e
simplesmente,
de mos
trar
a uns
certos,
que por
ahi
arrotam
postas
de pescada
(permitta-se-me
a
frase,
e
a
figura)
e
que
teem
talher
na
meza
do orçamento, á
custa
do
trabalho
alheio,
e
sem
merecimento,
nem
virtudes
pes-
soaes,
os
seus
vicios
de origem, offere-
cendo-lhes
em
contraste
os
serviços,
que
eu
prestei
á causa,
publica,
e
dos
quaes
nem
pedi,
nem
acceilei
remuneração
al
guma
a pensar
de
rogado para
isso
por
quem
podia dar-m
’
a.
Expondo
n
’
aquelle
meu
folheio
uma
parte
dos
serviços
pres
tados
a
constitucionaes, e
a
realistas,
ou
miguelistas (que
para
mim
eram
poriu-
guezes,
e
homens
como
eu era,
e
sou),
eu
não
podia
deixar
de
fallar
do
Mare
chal
Saldanha,
debaixo
de
cujas
ordens
servi;
fallando
do
homem
narrei
as
vir
tudes
que
lhe
conheci
pelo que
lhe
vi
praticar,
e
que
mui
explicitamente
expuz,
e
que
ninguém
será
capaz
de
contestar.
O
snr.
Pinho
Leal,
lendo
o
meu
fo
lheto, pediu-me
algumas
explicações,
que
eu lhe
dei,
e o satisfizeram;
mas
tendo
já
(segundo
supponho)
escripto
o seu
ar
tigo
sobre
o
Marechal
Saldanha,
e chegan
do-me
ás
mãos
o
excerpto
publicado no
«Commercio
do
Minho»,
doeu-me
profun
damente
lèr
n
’elle algumas
noticias
em
contrario,
ou
pelo
menos
muito
atlenuan-
tes,
do
merecimento
do
dito
Marechal
pe
los seus
antecedentes, e
consequentes,
epo-
chas
estas a
que
eu me
não
referira,
e
sómente
áquella
em
que
eu o
tratei.
As
palavras são
como
as
cerejas
(diz
o
vulgo)
e
foi porisso
que
com
o
nome do
Marechal
se
pegou
o
do Bomfim, o
do
general
Lemos,
e
outros,
em
que
em
não
cogitára,
e
absoluiamente
estranhos ao
meu
proposito; e
eis-nos
ahi
em
polemi
ca
histórica,
(eu,
o
snr.
Pinho
Leal,
Mar
tins
de
Carvalho,
e
por
ultimo
o snr.
Car
reira
de Mello!)
Do
que
eu
escrevi
a
respeito
das
vir
tudes
do
Marechal
durante
o
tempo
que
vivi
com
elle, nenhuma
força
será
bas
tante
para
me fazer relraclar:
do
que
dis
se
do
conde
de Bomfim
(em
que
nunca
ouvi
fallar
durante
a
estada
das forças
da
Patuleia
em
Santarém)
pude
finalmente
descobrir,
e
fallar
com um
homem,
a
que
presto
inteiro
credito,
que
me
cer
tificou
que
Bomfim
esteve
em
Santarém,
que
fôra
o
que
commandára
a
columna
derrotada
em
Torres
Vedras,
em
que
Ma
rinho
ia por
ajudante
general:
e este
meu
.nformador
foi
um
dos
que
saiu
n
’
essa
co
lumna.
N’
esta
parte
portanto
desliga-me,
e
dou
com
docilidade as
mãos
á
palma
tória.
A verdade
sobretudo.
Bomfim
foi
o
commandante
da
divisão
batida
em
Torres
Vedras,
e
lá
prisioneiro;
sim.
snr.
No
que
respeita
ao
general
Lemos,
acabo
de
saber
por
um
sacerdote
respei
tável
seu
contemporâneo
—
que
estivera
praticando
na
botica
dos
frades
do Car
mo—
que um
d
’
estes
frades
(fr.
João
da
Cruz)
lhe
ensinára latim:
que
elle se
pro
punha
á
vida
religiosa
maquella
Ordem:
que
com
a
entrada
de Junot
o
obrigaram
a
passar
para
uma
botica
ambulante
es
tabelecida
no
convento
de
S.
Domingos
(aqui),
e
que
elle
zangado
por
o
terem
tirado
d
’
onde
estava,
e
cortado a
sua
vo
cação,
assentára
praça,
entrára na
com
panhia
peninsular, e
que
sendo
sargento,
se
distinguira
na
primeira
batalha
em
que
entrou
contra
os
francezes,
de
tal
modo,
que
o
Marechal Bresford
o
cingira
no
cam
po
com a banda
de
alferes,
por
suas
pró
prias
mãos.
Se
disse:
que
era
analphabeto,
foi
por
que
o
modo
porque
correu
a
batalha
de
Almoster,
que
elle
cotnmandou,
tendo
ás
suas
ordens
oito
mil
homens
contra
pou
co
mais
de 3:000 commandados
pelo
Sal
danha,
me
deram
essa
ideia,
que
outro
qualquer
conceberia
á
vista
do
que se
pas
sou.
Não
desminto
portanto
o
snr.
Carreira
de
Mello;
tenho
como
verdades
o
que
elle
escreve no
«Commercio»
de
17
do
cor
rente;
acato
a
verdade,
e
estimo
muito
saber
as
virtudes do
general
Lemos;
nun
ca
menosprezei
a
sua
nobreza
de caracter:
vi-o
algumas
vezes
em
Lisboa
depois
da
convenção
d
’Evora
Monte:
não
mettia me
do;
e
fique
o
snr.
Carreira
de
Mello
sa
bendo:
que
muito
me
lisongeia
em
me
assimilhar,
no
beatismo,
com
aquelle
ge
neral;
assim
a
similhança
fosse
como
eu
desejo,
o
que, iofelizmenle
para
mim,
não
é.
Bem
vê
o meu illustre
explicador:
que
a
sarna
dos
partidos
políticos
nunca
se
me
pegou,
nem
pegará,
e que
preso
a
verdade
como
elle
presa,
etc.,
etc.
José
de
Freitas
Amorirn
Barboza.
AfilABECIEEITOS
Os
abaixo
assignados,
não
lhes
sendo
possível
agradecerem
a
todas
as pessoas
que
se
dignaram
acompanhar ao
cemité
rio
os
restos
mortaes
de
sua
presada
e
innocente
filhinha
Rosa
da
Conceição
Cor
rêa
da
Silva
Villas
Boas,
veem
por
este
meio
fazel-o,
protestando
a
todos
a sua
eterna
gratidão.
Também
agradecem,
pe-
nhoradissimos,
a
todas as
pessoas
que
se
dignaram
visital-os
pela
mesma
occasião.
Braga,
18
de
julho
de
1879.
Catharina
Teixeira
da
Silva
(2514)
José
Joaquim
Corrêa
Villas
Boas.
Profundamente
penhorados
pelas
pro
vas
de
amisade
e
consideração
que
rece
bemos
por
occasião
do
fallecimento
de
nosso
irmão
e
lio,
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Almeida,
vimos
agrade
cer
tantos
obséquios,
e
deixar aqui
o
si-
gnal
da
nossa
gratidão.
Braga,
19 de
julho
de
1879.
Francisco
Xavier
de
Sousa
Turres
e
Almeida
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres.
Maria
Angelina
Salgado
de Nápoles,
e
sua
mãe
Angélica
Marcellina
Salgado
Car
neiro,
em
extremo
penhoradas,
agradecem
a todas
as
pessoas
que
se
dignaram
di
rigir-lhes
os
seus
cumprimentos
de
peza-
mes,
e
acompanharam
ao
cemilerio
pu
blico os
restos
mortaes
de
sua
sempre
chorada filha
Beatriz
Angélica
Salgado
de
Nápoles;
e na
impossibilidade
de
agrade
cerem
pessoalmenle,
como
desejavam,
ma
nifestam
por
este
meio
o
seu
reconheci
mento
protestando
a todos sua profunda
gratidão.
(25i6)
—
-------
iTnninnrnwi
m
hiiii
íi
---niirni»iTraBiui
r'iiMmica.Ti«i»fiii'i»r3tapaw
—
ANNUNC1QS
Pelo
juizo
de
direito da comarca de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
do
l.°
of-
ficio
Freitas,
se
faz
publico
que
no dia
10
do
proximo
seguinte
mez
de
agosto,
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
Tribunal Judiciai,
situado
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
mesma,
se
tem
de
proceder
á
arrematação d
’
uma
morada
de
casas,
situada
na
rua dos
Chãos
de
Baixo,
com
o
numero
54, avaliada
livre
de
encargos
na
quantia
de
2:415«5000
rs.
penhorada
aos
executados
Rosa
Clara
de
Lima
e
Leonardo
da
Silva
Pereira
de
Li
ma,
moradores
na
dita rua
dos
Chãos,
nos
autos
de
execução
de
sentença
dic
ção
commercial
por
letlra,
que
lhes move
Joaquim
José
Gonçalves
Salgado,
nego
ciante
d
’
esta
cidade.
Braga
19
de
julho
de
1879.
O
escrivão
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verifiquei.
(2518)
Correia
Velloso.
Pelo
juizo
de direito da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
e
no
dia
dez
de
agosto
proximo
futuro,
por
dez
horas
da
manhã,
á
porta
do
tri
bunal
da
justiça
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
da
cidade
de
Braga, se
hade
proceder
á venda
em
hasla
publica,
de
uma
morada
de
casas
com
todas
as
suas
pertenças
e eido
junto,
tudo
situado
no
lo
gar
do
Carreiro,
ou
da
Portella,
freguezia
de
Palmeira,
da
dita
comarca,
avaliada
no
liquido
valor,
livre
de lodos
os
encargos
e
do
foro annual de
sessenta
reis
e
lau-
demio
da
quarentena,
que
pertence
á ca
mara
municipal
do
concélho
da dita cida
de,
e
a
prestação
periódica
de
nove
mil
e seis
centos
reis
annuaes
a
favor
do
reverendo
Manoel de
S.
Bento,
da
mesma
cidade, na
quantia
de
seis centos e
oito
mil
sele
centos
e
trinta reis,
penhorada
a
Anna
Joaquina
Correia
e
marido
Ma
noel
Antonio
da Silva
Chaves,
em
exe
cução
movida
por
Thereza
Dias
Corrêa
e
maiido
Antonio José
Corrêa,
todos
da
di
ta
freguezia
de
Palmeira;
para
cujo
caso
se
passaram
editaes,
e
por
eiles são
ci
tados
todos
os
credores
incertos
para
os
fins
designados
na lei.
Braga
19
de
julho
de
1879.
O
Escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
a
exactião.
(2519)
Manoel Joaquim
Corrêa
Velloso.
CASA.
Vicente
Arrenda se uma,
na
rua
das
Aguas
n.°
101.
Tem
bons
com
modos. Trata-se
na
rua
de
S.
n.° 56.
(2475)
KAPAZ
FIGIIIO.
Desappareceu
ha
tres
semanas
Antonio
Ferreira,
de
10
annos
d
’
edade,
filho
de
José Ferreira,
carpinteiro,
da
rua
dos
Pellames,
n.°44.
Quem
d
’elle
souber quei
ra
participal-o
ao
pae,
que
pagará
todas
as
despezas.
(2517)
CASA
PARA
1HKIÍ.VBAK.
Arrenda-se
o
t.°
andar
da
casa sita
no
campo
de
D.
Luiz
1,
em
que
func-
ciona
o
Banco Commercial,
d
’
esta
cidade,
desde
o proximo
S.
Miguel
em
diante.
Quem
a
pretender
poderá
vel-a
todos
os
dias
das
10
horas
da
manhã
ás
3 da
tarde.
Trata-se na
mesma
casa
com
a
commissão
liquidataria
do
mesmo
Banco.
O
secretario da direcção
do
Asylo
de
Infancia
Desvalida
de
D.
Pedro
V,
na
rua
do
Anjo
n.°
32.
está
aulhorizado
a
receber
propostas
em carta
fechada para
o
apiamenlo
e
reconstrução
da
parede
do
edilicio
do extincto
convento
da
Pe
nha,
voltada
ao
poente,
e
abertura
de
vinte
e
oito
janellas
no
pavimento
terreo
e
andar
nobre,
na
referida
parede.
O
prazo
da
recepção
das
propostas
começará
a
ser
contado
no
dia
24
do
corrente
mez
de julho e terminará no
dia
3
do
proximo
mez
de agosto
pelas
12
horas
da
manbã.
As
propostas
deverão
designar
sepa-
radamrnte
o
preço
do
apiamento
e
re-
constiucçào
da
parede,
e
o
preço
da
con
strução
das
janellas,
e
não
deverão
in
cluir
disposições
em
desaccordo
com as
condições
e
projeclo
das
obras,
que
es
tarão
patentes
ao publico
todos
os
dias
das 10
horas
da manhã
até
ás
3
horas
da
tarde,
em
casa
do
ill.
“
*
°
snr.
João
Augusto
da
Cunha,
no
largo do
Barão
de S. Martinho.
As propostas
serão
abertas
no
dia
3
do
proximo mez de
agosto,
pelas
12
ho
ras
da
manhã,
na
secretaria
do
mesmo
Asylo,
perante
a
respectiva
direcção
e
na
presença
dos
proponentes,
e
será
acceite
o
que
oíferecer
preços
inais
favoráveis,
se
estes
convierem.
Braga,
22
de
julho
de
1879.
O
secretario
(2520) José
Maria
Gomes
Bello.
EDITAL
A
Camara
Municipal
da
cidade
e
Conce-
lho
de
Braga
Faz
saber,
que
no dia
8
d
’
agosto pro
ximo
futuro,
pelas
11
horas
da
manhã,
no
Paço
do Concelho
se
ha
de
arrematar
o
rendimento
do
armazém
por
baixo
do
Tribunal
Judiciário,
com
as
condições
que
se
acham
patentes
na
Secretaria
Munici
pal.
Braga
18
de
julho
de
1879=-Eu
An
tonio
Manoel
Alves
Costa,
Escrivão
da
Camara,
o
subscrevi.
O
Presidente
Joaquim
José
Malheiro da Silva.
8
asm
MMâm
O
ELIXIR SARRAZIN
Companhia
Edificadora e Indus
trial Bracarense
Soeiedade
anntiyma
de
reaponaabi-
liUnde limitada
Por
ordem
do
Exm.°
Snr.
Presidente
da
assembleia
geral
convido
os
snrs.
ac-
cionislas
a
reunirem-se
em
sessão
ordi
nária
no
dia
31
do corrente
pelas
11
horas
da manhã, no
escriptorio
da
Com
panhia,
para dar cumprimento ao
que
dis
põem
os
artigos
27
e
28
dos Estatutos.
Braga
16
de
julho
de 1879.
O
Secretario
(2510)
José
Pinto
Barbosa.
TABACARIA
5O-KUA
DO
CAJKVALIIAL
—
50
BRAGA
MW
BAMTO
Meio grosso,
cada
250
gram.
300
reis
Vinagrinho
>
a
300
»
Secco
»
»
300 »
Pacotinhos
de
25 gram.
30
»
Garante-se
a
boa
qualidade.
Grandes
descontas
para
revender.
(2515)
(
a
1
X.
I
I
Offerece-se
um
muito bem
conhecido
n
’esta
praça,
para
casa
de
modas
ou pan-
nos,
muito
habilitado,
e
com
bastante
pra
tica;
dá
as
melhores
informações.
Carta
a
esta
redacção
com
as
iniciaes
M.
.1.
C.
B.
(2499)
DINHEIRO A JURO
A
confraria de Santo
Antoniq
da
Pra
ça Municipal
tem
650^000
reis
para
mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
Vende-se
uma
victoria
que
trabalha
de
lança
e
baral,
uma cama
de
pau
preto
de
bilros
torcidos,
e 6 cadeiras,
tudo
de
pau
preto.
Quem
pretender
falle
com
Fran
cisco
d
’
Araujo
Coelho,
da
rua
da
Ponte,
n.°
80.
(2504)
ARRENDAM-SE
Tres
moradas
de casas
de
dous
anl
dares,
construidas
de
novo,
com
quinta-
e
agua, sitas na rua
de S.
Geraldo
n.os
18,
20
e
22.
Para
ver
e
traclar
na
mesma
rua
u.°
17.
(2466)
,
VENDE-SE
a casa
da
rua
do
An
jo
n.°
11
e
11 A.
Quem
a
pre-
tenler dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Mim LWÍLLIHL
BARATISSIIWO
TRATAMEJTO
©
mm
swmim
cura
as
gottas
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
o
lumbago
©
swxa
SlBIAXffi
cura
as
dôres
sciaticas;
0
ELIXIR 8ABRAZI1Í
cura
as
enxaquecas.
ADOPTADO
POR TODOS
HOSPITAES
FRANCEZES
PREMIADO
PELAS ACADEMIAS
Deposito
no
Porto—FERREIRA & IRMÃO
77
—
RUA DA BANHARIA
—
79
3.a
MORADA ACIMA DA ESQUINA
DA PONTE NOVA
PRE^°.............................................
yooo REIS.
Caixa
penhorista
Bracarenae
na
Travessa
de D.
Cualdim
d
’
esta
eidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as 8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objeelos
empenhados na
mesma
caixa
com atrazo
de
juros
de
tres
raezes
os
venham
pagar
on
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
machias
para
coser
DA
Companhia
fabril
SINGER
tí—
rua de S.
Vicente
—
1»
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
S8S:si«
machinas
de costura!!!
mais
«0:400
que
em
1876.
A
Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações de soo
reis
aemiiiineH
sem prestação,
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a prompto
paga
mento.
cura
os
rheumatismos
agudos;
cura
os
rheumatismos
chronicos-
IKGB
Para
famílias, alfaiates,
óostureiras,
chapelleiros e
sapateiros
4 COMPANHIA FABRIL
IKGE
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o publico
que te
nha todo o cuidado para não
ser
enganado
com as
machinas
imitações,
como algumas
pes
soas,
por infelicidade d’ellas,
o
tem
sido.
As
machinas
legitimas SUVGEH
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17,
RUA DE
S. VICENTE, 1?
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos dislrictos
de
Portugal
e His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa do
comprador
Peçam catbalogos
illustrados
com lista
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
RESPONSÁVEL
-Luiz Baplísta
da
Siha
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1^79
Parte de Comércio do Minho (O)
