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- conteúdo
-
sa
asavam*
tároMTiCA >5 rVCBTTXC: sáí
OíSS^
REDACTORES—
D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Àutonio Joaquim de
Mesquita Pimenlel.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes.................................. 1&600
»
6
»
.............................
850
Correspondências
partic. cada linha
40
Ahnuncios
cada
linha....................... 20
Repetição . ................................... jq
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
...
- •_ _ _ _ _ _ _ _ _
.
PREÇO DA ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes............................ 2&000
»
t> »
.............................
íèoso
»
sendo duas assignaturas 3&600
Brazil, 12
mezes, moeda forte. . 3&600
Folha
avulso................................... jo
N.°
961
S
3OL
A
CS-
A
SABBADÔ
19
DE JULHO DE 1879
Visita
Pantnral
do
Ex.
”
°
e
Rev,II1'
)
Snr. Arcebispo
íMtnaz.
(Conclusío)
A
’s
II
horas
da
manhã
regressava
aos
seus
aposentos o
Exc.
,n
’
e
Revd
mo Snr.
Arcebispo
Primaz.
Pelas
6 horas
da
tarde
foi
servido
a
S.
Exc.
a
Revd.ma
um
abundante
jantar,
a que
assistiram
todos
os
vereadores
da Ga
mara
Municipal,
conselheiro Rocha
Peixo
to,
Juiz
de
Direito,
Delegado,
Adminis
trador
do
concelho.
Conselheiro
Fonseca
Moniz,
Commendadores
Mendanha,
Faria
Machado,
Davifi
e
José
Marques
e
outros
muitos
cavalheiros
e
alguns
ecclesiasti-
cos
Em tempo
opportuno,
levantou-se
o
Exc.
ni
°
Snr
D.
João
Chrysostomo,
que
pronunciou
o
eloquente
discurso
seguinte:
«Senhores:
E’
necessário ser
util
aos
homens
para
lhes
ser
agradavel;
pois
que
a
sociedade
humana,
rigorosamente
fallando
e
como
vulgarmente
se
diz,
é
uma
verdadeira
troca
de serviços.
Nós
pagamos
os
tributos ao
Estado,
porque
o
Estado
assegura
o
nosso
direito
de
propriedade
e
garante
não
só
a
con
servação
e
tranquillidade
da
nossa
vida,
mas
também
o
exercício
legitimo
da
nossa
liberdade.
A
justiça
e
os
tribunaes,
que
a
ad
ministram:
a
auctoridade
publica
e
aquel
les
que
estão encarregados
de
a
repre
sentar:
a sciencia
e
o
magistério,
que a
communica
aos
filhos
do povo,
tudo
é
remunerado;
porque
tudo
isto
é
util,
é
necessário
á
sociedade
humana, que,
sem
justiça,
sem
auctoridade
publica,
sem
ma
gistério, não
podia
conservar-se,
nem
exis
tir
por muito tempo,
e
o
monstro
hor
rendo
da
anarchia,
que hoje
se
denomi
na
—socialismo,
communismo,
nihilismo
—
,
inimigo declarado
de
toda a
ordem
e
hie-
rarchia
social,
reinaria
sobre
as
ruínas
das
nossas casas
incendiadas
e
sobre
as
ossa
das
das
suas
numerosas
viclimas
Mas
quem
dá ao
Juiz,
ás
auctorida-
des, ao
mestre,
a
força,
a
coragem
ne
cessária
para
cumprirem
bem
e
devidamente
os
seus
deveres?
Quem
lhes
ensina,
in
culca
e
faz
cumprir
estes
deveres,
só
porque
são
deveres?
Quem
lhes
dá
a me
lhor
de
todas
as recompensas, quando
eiles
tèem cumprido
estes deveres,
que
é
o
testemunho
da sua
consciência?
E
’
a ideia
de Deus,
o
sentimento
da
Divindade,
é
a verdadeira religião.
Que
sei
ia,
porém,
a
religião
sem mi
nistros?
—
perguntava
Mr.
de
Portalis,
de
fendendo nas
Camaras
francezas a
Con
cordata
feita
entre
o
SS.
Padre
Pio
VII
e
Napoleão
I.
Que
seria
a
religião
sem
ministros,
sem
clero,
sem
sacerdotes?
Seria
o
mesmo
que
um
tribunal
de
justiça
sem
juizes;
seria
o
mesmo
que
úm
exercito
sem
sol
dados;
seria
o
mesmo
que
uma
instituição
sciemifica
sem mestres.
Que
seria
a
religião
christã
sem
pa
dres?
Uma
ideia,
uma lheoria
vã,
inútil
e,
senão
em
si
desprezível,
certamenle,
Pelo
menos,
despresada.
Eis
aqui
a origem
da
Egreja
e
a
jus
tificação
pleníssima
da exislencia
do
clero.
Póde
a
ignorância
de
muitos,
pó
le
a
doença
endemica
do
século
a
cleropho-
bia
d
’
alguns, podem as
paixões
crimino
sas
contrariar
esta
verdade;
mas
a
verdade
é
Deus;
e Deus,
que
permitte
esta
contesta
ção para
mostrar
a liberdade
de
pensar
do
homem,
nunca
poderá
ser
vencido.
Mas
que
deve
lazer
o
clero
calholico
para
ser
agradavel
aos
homens?
ser
lhes
util;
e
a
prova
d
’
esta
verdade
é
bem clara
e
manifesta
no
que se
tem
passado
n’
esta
minha visita
pastoral.
Tenho
procurado
ser
utd, no
cumprimento
do
meu
dever,
a
esta
va tissima
Archidiocese,
e
por
toda
a
parte
tenho encontrado
a
sincera dedi
cação
de muitos
e
o respeito
de
todos;
e
a
nobre
e
muito
antiga
villa
de
Barcel
los,
desde
a
minha
vinda,
tem
estado
sempre
de
festa
e
procurado
dar-me
to
das
as
provas da sua
dedicação,
que
eu,
como
homem,
como
Prelado
e
Pastor
es
piritual, podia
ambicionar.
Na
alegria,
pois,
do
meu
coração,
pro
fundamente
agradecido,
levanto
a
minha
voz
para
brindar
aos
habitantes
da
villa
de
Barcellos
e
seu
concelho,
e
a
todas
as
suas
auctcridades».
Depois
d’este
eloquentíssimo
discurso
de
S.
Exc.a
Revd.
‘
na,
failou
o Presidente
da Camara,
que
mostrou
mais esta vez
o
seu
talento
oratorio.
Principiou
por con
gratular-se
com
todos
os
Barcellenses
pela
honrosa
visita
do
Exc.
mo
Snr.
Arcebispo
Primaz,
que
eiles
jámais
olvidariam;
agra
deceu
em lermos
respeitosos, intima
e
profundamente
commovido,
a
obsequiosa
prova
de
deferencia, que
o
nobre
Prela
do
linha
dado
á
Camara
Municipal,
ben-
sendo o seu
cemiterio;
e asseverou
que
jámais
os
povos
do seu município
deixa
riam
de
patentear
em
toda
a
parte
um
vivo
testemunho
de
quão
profunda
era a
sua
gratidão
para
com o
insigne Prelado.
Apoz
o
sympathico
Presidente
da
Ca
mara
failou
seu
talentoso
irmão Dr.
Luiz
Novaes,
que
fez
egualmente
um
brilhante
discurso.
Fallaram
também
outros
cavalheiros,
terminando
o
jantar
ás
9
horas
e
meia.
No
dia
26,
pelas
9
horas
da manhã,
voltou o
Exc.
mu
e
Revd.
m0
Snr.
Arcebispo
Primaz
á
Egreja
da
Insigne
Collegiada
para administrar ainda
o chrisma
a
perto
de
tres
mil
pessoas,
que ainda
não tinham
podido
recebel-o
nos
dias
antecedentes.
A
’
uma hora
da tarde
regressou
Sua
Exc.a aos
seus aposentos.
Depois
do
jantar,
que
foi
servido
ás
tres horas,
o
Exc.
tn|)
Prelado dispoz
a
sua
partida
para
esta
cidade
pelas
o
ho
ras
da
tarde,
deixando
vivíssimas
saudades
a
lodos os
povos,
que
tão
sinceros
teste
munhos
deram
da
sua
filial
veneração
e
manifesta
dedicação
para
com o
nobre
Primaz
das
Hespanhas. Antes
da
sua
par
tida mandou
S.
Exc.a
Revd.
ma
entregar
ao
parocho
da
villa
de
Barcellos
uma
es
mola
para
distribuir
aos pobres
da
sua
freguezia.
Foi o
Exc.
tn0
Snr.
Arcebispo acompa
nhado
por
toda
a
vereação
da
Camara
Municipal,
por
muitos
cavalheiros
e
alguns
ecclesiasticos
até
ao
Paço
Arcbiepiscopal,
onde
chegaram
pelas
7
horas
da
tarde.
Alli
o
Exc.mo
Prelado
recebeu
muito
amavelmente
todos
estes
cavalheiros,
es-
furçando-se
ainda
por
lhes
mostrar
o
seu
agradecimento
pelos
testemunhos
de con
sideração
e
respeito,
que
lhe
haviam
dad<>.
E
’
esta
laboriosa
vida
dos
Prelados
da
epoclta
actual
necessária
e
proficua para
resistir
eflicazmente
ás
ideias
delelerias,
que
infelizmente
devastara
e perturbam
o
so
ego
d’
aiguns
populares.
O
nosso
insigne
Prelado
compenetroh-
se
perfeitamente
da
alta
missão,
de
que
Deus
em
sua Providencia
o
investira,
para
dedicar-se d’
alma
e
coração
á lucla por
fiada
e
sem
tréguas,
a
que
os
interesses
mundanos
e
as
más
paixões arrastam os
homens.
Quando
vemos um
venerando
ancião,
como
o
nosso zeloso
Prelado,
furtar-se
ás
commodidades,
que
a
sua
edade
e
os
seus
já
longos e
valiosos
serviços
exigem,
para
descer
até
ao
meio
dos povos,
afim
de
os
encorajar
e
ensinar
a
resistir
ás
sata-
nicas
perturbações
e
dissolventes
propa
gandas do
erro
e
da
mentira,
e
de os
confirmar
na
sua
fé
e
nas
suas
crenças
religiosas;
os
nossos corações
de
filhos
humildes
e
dedicados
enchem-se
de
uma
verdadeira
alegria,
e
fervorosas
orações
e
ardentes
preces
acodem expontâneas
aos
nossos
lábios
para
as
dirigirmos
ao
Altís
simo,
a
Quem
deprecamos, na
humildade
do
nosso
nada,
a
conservação
da
vida
e
saude
de nosso
tão
bom
Pae,
como
egre-
gio
Pastor,
o
Exc.
m
°
e
Revd.mo
Senhor
Dom
João
Chrysostomo de
Amorim
Pes
soa.
Braga, 27
de
maio
de
1879.
O
haiiiipiirtiMino
em
dicMoluçno.
Tudo
n
’
este
mundo
é
providencial.
Muitas
vezes
acontece,
que
esquecendo-
se
este
principio
de
sã philosophia,
se
procurem
explicar
por
meras
causas
ac-
cidentaes,
successos
da
maior
transcen
dência.
Loucura
humana
que
nada
prejudica
o
plano
divino.
Bossuet
disse uma
vez
—
os
homens
movem-se,
mas
Deus os
guia.
E
com
effeito
seria
temeridade
o
que
rer
desligar
os
acontecimentos
da von
tade
suprema
que
preside
a
lodo este
grande
movimento,
que
constantemente
se
opera
na superfície
da
terra.
Não
previra
de certo
Napoleão
I,
quan
do
assombrava
o
mundo
com
a
gloria
prodigiosa
de
seus
feitos
admiráveis,
que
setenta
annos
mais
tarde
a
zagaia
d
’
um
selvagem
poria
termo
á
sua
dynastia.
E
comtudo
o
facto deu-se,
indepen
dente
com
certeza
da
vontade
dos ho
mens.
O
throno
que
se
alçou
sobre vi-
ctorias
estupendas,
cae
esfacelado
ás
inãos
d
’
um
selvático
habitante
da
Zulandia.
A
corôa que
fulgia
esplendorosa
com
o
brilho
de
cem combates,
parte-se
re-
pentinamente
aos
primeiros
golpes
d
’
uma
setla
africana.
E
quando
a Europa
inquieta, banindo
Deus
de
seus planos, se
esforça
por
des-
cubrir
no
futuro
a
solução
de
tantos
pro
blemas
que
a
preoccupam,
um
barbaro
desconhecido lhe
envia
esta
sentença es-
cripta
com
o
sangue d’
um
grande
impé
rio
moribundo—tudo
n
’
este
mundo
é
pro
videncial.
O
luto
pelo joven principe
que
se
íinára
ás
mãos
dos
zulus,
é
também
o
luto
das
esperanças
bonapartistas.
As
combinações mais
bem
dirigidas
não
chegarão
a
vencer
o
impossível.
Nem
o
interesse,
nem
a habilidade
conseguirão
nunca
reparar
o
golpe, que
foi
de
morte
para
um partido
que
fez o
seu tempo.
Entre
o
duque
de
Reichslad,
e
o
tnailogrado
principe
Luiz
Napoleão
raedea-
ram
bastantes
annos,
que
não
decorreram
inutilmente.
As
circumstancias
da
familia
Bonaparte
não
são
em
1879
o
que eram
em
1832.
E
se
já n’esta
data
havia quem
jul
gasse
morto
o
império,
hoje
ninguém
por
certo
ousará
vaticinar-lhe
um
resurgi-
menlo.
Quem ha
que
lh
’o
proporcione?
Jero-
nymo
Bonaparte,
o
Plon-Plon
de
amigos
e
adversários?
Impossível.
O
homem
que
se
cubriu
de
ridículo
na
Crimeia,
que
durante
a
guerra franco-
prussiana
desertou
do
exercito,
em
que
era
general,
para
se
acolher
á
sua quinta
de recreio
na
Italia,
será,
quando mui
to,
o
Filippe
Equalité
dos
Bonapartes,
nada
mais.
A
França
tem
ainda
a
fé
e
o brio
necessários,
para
não
elevar
um
homem
que
renegou
de
Deus,
da
familia e
da
patria.
Nem o
bonaparlismo,
em que
figura
tanta gente
honrada,
carece
de
dignida
de,
para
que
se
acercasse
do
ingrato,
que
no
senado
cospiu
as
maiores
affrontas
so
bre
o
tumulo de
Napoleão
111,
a
quem
devia
um
palacio,
uma fortuna,
e
por
esposa
uma
santa
princesa
martyr.
Não,
quando fosse
possível
uma
res
tauração
imperial,
não
seria
na
pessoa
de
Jeronymo
Bonaparte.
O
homem,
que,
propondo-se
deputado
pela
Córsega,
se mancomunou
com os
inimigos
mais declarados
de
sua familia,
é
indigno
por certo
de figurar
na
linha
dos
Napoleões.
O
bonaparlismo
pois
deixou
de
exis
tir.
A
irreparável perda
que soífreu,
é
o
principio
d
’
uma
dissolução
que
se não
fará
esperar.
Chislehurts
é
hoje
um
deserto
só
po-
veado
de
dores
e lagrimas.
A
França,
o
mundo
inteiro
curvam-se
respeitosos
ante
a
magestade
d
’
essas
do
res
que fazem
d
’
uma
mãe
desolada
rai
nha
dos
tristes
destinos;
mas nem
a
Fran
ça
nem
o
mundo
se
recordarão
com
sau
dades
do
collosso
que
caiu
ferido
em
Se
dou,
para
ir finar-se inglorio nos
plainos
d
’Africa.
O
império
expirou.
E
’
a
opinião
geral
da
Europa,
que
considera
o principe
Jeronymo
Bonaparte,
como
o
seu filho
Victor
Napoleão,
peque
nos
de
mais,
para
que
possam
dar
vida
a
um cada
ver.
O
problema
político
simplificou-se
por
tanto.
A
França
tem
hoje
apenas duas
so
luções
por
que possa
optar.
O
presente
é
da
republica;
mas
o
fu
turo
será
da
monarchia.
Esta chegará
finalmente,
e
pelo
mes
mo
caminho
que
aquella
lhe
está
pre
parando.
Assim
é,
que
Deus
costuma
fazer
vin
gar
seus
desígnios
—
tudo neste
mundo
é
providencial.
M. MARINHO.
Para
qualquer parte
que
nos
volte
mos,
descobrimos
nos
horizontes da
re-
dondesa
que
nos
cerca,
nuvens
de
tem
pestade,
e
imagens
de
susto
e de
terror,
que
ameaçam
o
mundo
de
um
cataclismo
proximo!
Aqui,
é
a
esterilidade
dos
fructos,
que
nos
ameaça
com a
fome!
Acolá,
é
a
usura
crescente
dos
usu
rários,
que
nos
empobrece!
Alli,
são
os
vicios,
os
crimes,
e
os
peccados
sem
conta,
que
chamam
sobre
nós
a
cólera
divina!
Mais
além,
é
a
guerra
contra
a
Egreja
de
Deus,
que
nos precepita,
e
empurra
com
ura
luror
sem
exemplo
para os
abys-
mos!
D
’
um
lado,
são
os
edificadores
da
nova
babel
junctando,
e
acumulando
matcriaes
para levantarem
asylo
contra
o
diluvio,
aos
quaes
Deus
confunde
mudando
lhes a
linguagem
para
que
senão entendam!
D
’oulro
lado,
são as
borrascas
s; piadas
pelos
folies
dos
oíficiaes
de
Vulcano,
que
levantam
em fagulhas
o
fogo
das
forjas
para
incendiarem o
mundo!
En
Roma
está
o foco
do
fogo
sagra
do.
e
multiplicam-se
os
Prometheus
para
lh
’
o
roubarem;
e
os
que
estendem
as
mãos
para
isso,
vêem-se
cercados
de
abu
tres,
dispostos
a lhes
roerem
as
entra
nhas!
Na
Allemanha, o
homem
de
ferro
está
de
maça
em
punho
para
descarregar
so
bre
os
Prometheus até
os
aniquilar!
Na
Rússia,
as
aves
carnívoras
adejam
á
espera
dos
cadaveres,
que
o
nihilismo
vae
fazendo!
Na
Áustria
o Cesar
colloca-se
ás
por
tas do
Vaticano
para
defender
o senado
contra
os
Mários,
e
os
Sylas!
Em
França
reunem-se
as
legiões
saí
das
do
homem
dos
sepulcros
para
en
trarem
nos
porcos
á
voz
do
Filho de
Deus!
Na
Inglaterra levanta-se a
iucta
entre
o
Arcanjo
e
Lusbel, para
que
os
rebel
des
sejam
precipitados
nas
trevas
inferio
res,
e
os
fieis
fiquem
no
goso
do
Reino
da
Luz!
Na
Hespanba
vão
apparecendo
signaes
que
ora
annunciam
bonança,
ora
annun-
ciam
chuvas de
pedra,
e
graniso!
E
em
Portugal?!
Oh!
Em
Portugal
só
ha
trevas,
e
signaes
de destruição!
Está
maldito;
estendeu
a
mão
á
Arca das
la-
boas
da Lei e
foi
fulminado
como
Oza!
Matou
os
Servos do
Senhor;
profanou os
vasos
do
templo,
como
fez
Balthazar;
e
o
dedo
de
Deus escreveu
a
sentença na
parede
da
casa dos festins!
Seccaram-se
os
laranjaes; d
’
anno
para
anno
vão
pe
recendo
milheiros
d
’arvores
de
fructo;
as
vinhas
enchem-se
de
cinseiro;
o
fructo
da
arvore
de
Minerva
mirra-se
antes
da
maturação;
as
searas
definham se,
e
a
pro-
ducção
diminue
por toda
a
parte;
o
vento
aquillão,
e
devastador
sopra
todo
o
an
no;
toda
a
natureza
animal,
e vegetal
se
ressente
sem
causa
conhecida;
lodos
os
trabalhos
da
sciencia
para
curar,
e
preve
nir
estes
males,
se
frustram!
Mas
no
meio
de tudo
isto
ainda
ha
quem
folgue! Folgam os militares,
e
os
empregados
públicos,
os
agiotas,
e
os
commercieiros,
ao
passo que
o
resto
da
humanidade
padece,
geme,
e
se
definha!
E
a
vida
d
’
estes
lodos,
e
de
todos
estes
é
andar
de
corpo
direito,
umas
vezes
em
danças,
outras
vezes
nas
comedias, e
nos
cavallinhos,
e
nos
toiros,
e nos
descan
tes,
e
nas
musicalas,
e
nos
clubs,
e
no
jogo,
e
nos
alcoices,
e
no
serviço
do
diabo!
Rehgião?
Não sabem
o
que
isso
é!
Egreja?
Sim:
é
lugar para
divertimen
to,
e
para
profanações,
e
para
mexericos,
e
para
agrados,
e
sorrisos!
Domingos,
e dias
santos?
São
dias
para
as
tafulas
mostrarem as
tafularias.
para
ir-se
ao
baile,
ao
passeio,
á
musica,
e
para
toda
a
casta
de
divertimentos!
São
dias
para
mercados,
e
traficaocias,
e para
andar-se
em delirio;
e
aos
mais escrupu
losos
basta que vejam
a
missa,
cujos
mys-
terios
desconhecem,
e
cujas
palavras
não
ouvem
nem entendem,
e
cujo
cerimonial
ignoram.
Deus
não
precisa
de
nós
(dizem el-
les).
Desgraçados,
que
se
condemnam!
E
nós
não
precisamos
de Deus?
di
zei?
Não
estaes
vendo
na
nossa
conserva
ção
um
milagre
permanente?
Não
vedes
desaparecer
d
’
um
momento
para
o
outro
muitos
homens,
e
mulheres,
que
ostenta
vam o
v
;gor
da
vida,
e
que
caem
de
re
pente
fulminados
pelo
sopro do
Anjo
in
visível
da
morte?!
Vistes
no
tempo
da
crença
viva,
e
do
culto
devido
a
Deus,
o
que
estaes
vendo
rfestes
dias?
males
desconhecidos,
e
a
se
augmentarem
cada
vez
mais?!
Explicae-nos
as
razões
das
differenças,
se
podeis!
Se
continuardes
no
caminho,
que le-
vaes,
conhecereis
tarde,
e
sem
remedio,
o
que
o
avarento
da Escriptura conheceu,
e sentiu;
e
embalde
apellareis
para
o
pobre
que
descançava
no
seio
de
Abra-
hão!
Convertei-vos
emquanto
é
tempo
por
que
não
sabeis
a
hora,
que o Supremo
Juiz,
vos chamará a contas.
Oremos
a
Deus
para
que
salve
o
nosso
paiz
da
ruina
a que está
proxirao.
José
de
Freitas
Amorim
Barboza.
3® ’
e
julluo
do
(Do
nosso correspondente!
Continuam
os crentes
da egrejinha
grta a
esperar
cousas
do
arco
da
velha
dos
actuaes
árbitros
dos
destinos
do
paiz;
este,
porém,
ostenlá-se
indifferenle
diante
de
tamanha
azafama
dos
que
pre
tendem.
dizem
elles,
collocar
a
nação
na
melhor
das
situações
possíveis.
Hão
de
pôr.
Não
dormem
os
differentes partidos,
e
corrilhos.
Todos
fazem o
que
pódem
no
intui
to
de
levarem
á nova
camara
deputados
seus.
D
’
esla
salva-se
a
patria.
O numero
dos
papalvos
é infinito, e
o
dos
espertos
bastante para
conduzir
os
cegos
até
o
circo,
onde
teem
de ser
im-
molados
á
ambição
dos
patriotas
de
todos
os
matizes.
A crise
de
trabalho
está
ainda
longe
de
terminar,
mormente
para
os
povos
manipuladores
do
tabaco,
em
disponibili
dade
por
obra,
e
graça
dos excellentissi-
mos
argentarios,
que
ahi
nos vendem
pa
pelão
por
tabaco,
e
lixo por
hollanda
e
virginia. Tudo
já
se
sabe,
á
sombra
da
liberdade...
do
commercio.
Os
padeiros
revoltam-se
contra
a
ideia
de
nos
venderem
o
pão a pezo,
segun
do
a
postura
da
camara,
a qual
levou
uma
bofetada
da
aucloridade
superior,
de
pois
do
conselho
de districto
lhe
ler
ap-
provado
a
medida.
Esta foi
suspensa.
Ve
remos
como se
resolve
a
questão,
se
a
favor
dos que nos
estão
a impingir
ga
to
por
lebre,
se
a
favor
do
publico.
O governo
francez
negou
a
Mac-Mahon,
e
a
outros
generaes
a
licença
pedida
para
irem
assistir
ao
funeral
do
príncipe
Napo-
leão.
Aqui tendes
mais uma prova da
tolerância
da
republica,
e
também
do
le-
gitimismo do
ex-presidente,
que
afinal,
tem
sido,
e
creio
que
ainda
é
um pha-
natico
partidário
do império.
Que lhe
pres
te.
Nem
por
isso
a
grande
causa
deixa
rá
de
prevalecer,
e
mais
depressa do
que
muitos
pensam.
Foi
nomeado
mestre
de
ceremonias
do Núncio
o
beneficiado
Leilão, um
dos
que se
negaram
a
ir
ás
exequias
que
aqui
houve
por
alma
do
Rei
proscripto.
Um
dos
jornaes
faz
rasgadissimos
elogios
ao
tal
padre
liberal,
e
louva muito
o
Nún
cio
pela escolha
A
nova é
do
noticiarista
do
referido
jornal,
que
parece
estar na
aldeia
e
não
vê
as
casas,
quando
beija
a
mão
do
Nún
cio
pela
honra
que
fez
ao
snr.
Leitão,
o
í.®
lilhurgico
porluguez,
e
um
sacerdote
de
provada
(?)
illustração.
Como
harrnonisarão
esses
senhores
o
Syllabus
com
os
altos
encomios
ao
novo
mestres
de
ceremonias
do
Núncio?
O
Syl
labus
não
acceita
o
liberalismo,
por
im-
compativel
com
o calholicismo, o
rev.°
Leitão é
clérigo
liberal,
logo...
o
corola-
rio
é
evidente.
A
camara franceza
já
votou
a
lei
con
tra o
ensino
religioso. A
audacia
republi
cana
já
declina
a
tonteira.
Quos
Deus vult
perdere
prius
dementai.
A
luva
foi
arro
jada
á
grande
maioria
da
nação
franceza.
Esperem-lhe
pela
pancada.
Depois,
meu
bom
amigo, não
é
só
em
França
que
a
nuvemsinha percursora
da
tempestade
adversa
ao
impio
liberalis
mo
se
divisa
já:
na
Allemanha
o
poder
ostenta-se
de
muito
má
catadura
contra
a
revolução.
Bismark,
o
antigo implacá
vel inimigo
da Santa
Sé,
o
protector
mais
affectuoso
do
liberalismo,
parece
ter
sentido,
finalmente,
como
os factos
o
provam,
que
era
indispensável
pactuar
com
a reacção,
porque
ia
nisso
a
salva
ção
dos
povos.
Estendeu,
pois,
a mão
ao
ultramontanismo,
como
os revolucionários
chamam
aos
amigos
da
ordem
publica,
e
da
religião catholica, e
apoiando-se
no
elemento
conservador
do
parlamento,
acer
ca-se de
ministros
retrógrados,
descobre-
se
ante
o Vaticano, resolvido
a
restituir
á
Egreja
os
seus direitos,
até
agora
atro-
pellados
pelo
poder
leigo..
Louvado
seja
Deus
!
Elle,
diz
o
provérbio,
«escreve
direito
por
linhas
tortas».
Falia
se
aqui
na
próxima
nomeação
de
Luiz
de
Carvalho
para
governador
civil
de
Lisboa.
E
’
um
dos
caracteres mais
honestos
do
partido
liberal.
Não
tem
de
mau senão o
ser
liberal.
E’
irmão do
nosso
conde
da
Redinha.
O
governo
acaba
de
crear
uma
com-
missão
para
estudar
a
crise
agrícola.
Esta
gente
liberal estuda
ha
cerca
de
quarenta
e
seis
annos;
torna a estudar,
e cada
vez
sabe
menos.
São
quarenta
os
nomea
dos;
todos
pares,
deputados,
titulares
de
fresca
data.
E
’ tudo
gente
liberanga,
por-
ique
no
seio
do partido
legitimista
não
ha
[lavradores,
nem
ninguém
que
passa
ser
'mil
á
causa
da
agricultura.
A
omniscien-
‘
cia
foi-se
toda
agrupar
em volta
da
ban
deira
bastarda. E
a
prova
é
a
invejável
situação
em
que
nos
achamos.
Alguns
jornaes
d
’aqui
dizem
que
o
enlhusiasmo
foi
incalculável
na
Regoa
no
dia
da
inauguração do
caminho
de
ferro;
todavia
outros
negam
esses
delírios.
O
progressismo
aflirma
qoe
houvera
muitos
vivas
ao
neto
do
1.®
imperador
do
Bra
zil;
mas
os
contrários
não
o
confirmam.
E
’
notável
esta
conversão
instantanea
dos
que
ainda ha
poucos
mezes
mandavam que
se
pozessem
escriptos
no
palacio
d
’
Aju-
da
!
Estão
agora
mais
dynaslicos
do
que
o
proprio
snr.
D.
Luiz.
São
todos
optimos
!
Porisso
lhes
quer
cada
vez mais
O vosso
caturra
correspondente
A.
SAZETILBA
Chronie»
religiosa.
—
A
’tnanhã:
—
Na
Sé,
procissão
do
Sacramento.
No
Carmo,
festa de N.
Senhora,
com
Exposição
e
sermão
de
manhã,
e de
tarde
procissão.
Exercícios
nos
Terceiros.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
Lahoratorio
chimico.—
Os
proprie
tários d
’
esla
cidade
resolveram
fazer
ac-
quisição d’
mn
laboratorio
chymico,
desti
nado
á
analyse
dos
vinhos.
Ninguém
deixará
de louvar
os seus
iniciadores,
quando
de
todos
é
reconhe
cida
a
sua
necessidade,
altentas
as
innu-
meras falsificações
de
que
está
sendo
vi-
ctima
o
povo, e a
vinicultura.
Santa
Maria
Magdalena.
—
A
’s
seis
horas
da
tarde
de
quarta-feira
é
San
ta
Maria
Magdalena
conduzida
procissio-
nalmente
para
a capella
de
S.
João,
d
’
on-
de
seguirá
para a
sua
capella
da
Fal-
perra,
pela
razão
de
ler
alli
logar
nos
dias 28
e
29
a
romagem
e
festa
da
mes
ma
devotíssima
Santa.
Theatro.
—
Consta
nos
que leremos
hoje
um
espectaculo
dado
pelo
distincto
actor
Dias.
Enchente completo:
ora
verão.
Para
a
historia.
—
Vamos
narrar
um facto
muito
chistoso,
digno d’
uma
com-
memoração
histórica,
e
d
’uma estampa
no
«Pae
Paulino».
Ha
mezes
que
no
campo
de Santa
Anna se
ergueu
uma
eslatua que
ainda
hoje
se
conserva
embrulhada
n
’
um panno
meio
sujo, que tem
as
armas
porlugue-
zas,
á
espera
do dia
da
solemne
inaugu
ração.
A
causa
d
’
esta
embrulhada
é tão
curiosa,
que
deve ir
á
historia:
narre
mos.
Um
conego,
já
fallecido,
legou á ca
mara
d
’esta
cidade
uma
quantia para
em
frente
da
sua
morada
se
erigir
uma
esta
tua.
O
artista
trabalhou
e
apromptou a
obra,
que
depois
de
examinada
e
appro-
vada,
içou
ao
pedestal,
cobrindo-a
e em
brulhando-a
n
’um
panno.
Uma
guarda
mi
litar
vigiou
desde
logo a
obra
d
’
arte
e fi
cou-se
á
espera
do dia
da
inauguração,
em
que
havia
de
cair
o
panno
e mani
festar-se
o
homem
da
eslatua.
Porém
o
mais
curioso
é
o
que
se
segue.
O
es-
culptor collocou
a
estatua,
embolsou
o
dinheiro
e
levou-se;
o testamenteiro ven
do
cumprida
a
vontade
do
testador
disse:
—
Muito
bem,
nada
mais
me
resta
a
fazer.
Agora
a
camara
municipal
sendo
instada
para
que mande desvendar a
estatua,
re
cusa-se
a
fazel-o,
porque
se
não
julga
auctorisada
a
isto.
De
sorte
que
ninguém
quer
tocar
na estatua. Pois
aquillo
será
algum
phantasma?
Salaredepo!
Passou
o
sabbado
d
’
AIIeiuia,
em
que
ae dizia
que
havia
de
descobrir-se,
e
na
da.
Veio
o
dia
29 d’abril,
anniversario da
Carta,
e
dia
de
galla
no campo
liberal,
e
ainda
nada:
ninguém
lhe
quer
tocar.
Chega
finalmcnte
o
dia
8
do
corrente
em
que
costuma haver
illutninação
e
fogueto-
rio
em
pirraça
aos festejadores
do
anni
versario
dos
Papas,
e
apezar
de
se
ter
espalhado
que
n
’esse
dia
era
certo
o
de-
sembrulhamento
da
obra,
ella
permane
ceu
embrulhada,
e
assim estará
até
que
algum
vendaval
ou
foguete
vá
rasgar
ou
queimar
o
trapo
que
a
cobre.
Isto
parece
incrível,
mas
é
uma
rea-
idade.
Ora,
vamos,
porque
se
não
descobre
a
estatua?
Digam
ao
menos
o
motivo,
por
que
nós
lembraremos
algum
meio
de
re
mediar
o
mal.
Estar
alli
uma
sentinella
dia
e
noite
a
guardar aquelle
embrulho!:
Querem
um conselho?
Ahi
vae e
hade
fazer
efTeito.
Pela
alta
noite,
um
policia
■
sóbe
ao pedestal,
(tendo-se
prevenido
oi
commandante
da
guarda),
tira
o
farrapo
[
á estatua,
e
está
acabada
a
questão;
d
’
ou-
tra
sorte
estão
a
fazer com
que
o dia da
inauguração
seja um dia
de...
eternas
lu
minárias.
Donativo.
—
Uma
devota anonyma
of-
fereceu
a
Santa
Maria
Magdalena,
que
ora
está
na
capella
da
Misericórdia,
quatro
lindíssimos
ramos.
Obíto.
—
Falleceu
em
Barcellos
o
rev.»
snr.
Manoel
Sebastião
d
’
Almeida
Peixoto,
ecclesiastico que
gosava
alli
geraes
sym-
pathias.
Renilinifiitn
telegraptiieo.
—
A
estação
telegraphica
d
’
esta
cidade
rendeu
no
mez
de
junho
214^490
reis.
Atravez
«la
provineia.
—
Falleceu
em
Guimarães
o snr.
Joaquim Gomes da
Silva
Reis,
antigo
facultativo
d
’
aquella
ci
dade.
—
Estão
em
Vianna
os
exm.
0
’
condes
da
Redinha,
da
illustre casa
Daum
e
Lo-
rena.
—
Em
Villa
Nova
de
Cerveira
falleceu
o
snr.
Sebastião
de
Portugal
Marreca,
filho
do
snr.
José
Francisco Portugal
Mar
reca,
d
’
aquella
villa.
—Escrevem
de Guimarães:
—
Infeliz
mente
continúa
a
vender-se
aqui,
em
Vi-
sella
e
nas Taipas,
vinhos
adulterados
e
artiíiciaes,
cujas
substancias
nocivas
já
por
ahi
vão
produzindo
os seus
resultados
fu
nestos.
Muitas
tem
sido
as
queixas
dos
consumidores,
que
se
sentem
de
nauseas,
dôres
de
estomago
e
do
ventre;
e,
se
não
põem cobro
ás
traficancias que
se
fazem
com o
vinho,
não
será
para
ad
mirar
que
qualquer
dia
tenhamos
de
re
gistrar
algum envenenamento. A
impuni
dade
dos
contrafactores
teem-os
encora
jado
a
fazer
o mesmo
com
o
azeite
e
ou
tros
líquidos,
e,
já
que
estes
abuzos
estão
assim
arreigados
e
espalhados,
bom
seria
que
o snr.
administrador
os
levasse
ao
conhecimento
do
exm.
0
snr. governador
civil,
afim
de s. exc.
a
providenciar
no
mesmo
sentido
em
que
o
fez
o
exm.°
snr.
governador
civil
do
Porto,
e
cujas
medidas
foram
recebidas
com applauso ge
ral
de
seus
habitantes.
—O
conselho
geral
das alfandegas
re
solveu
que
uns
tubos
metálicos,
.
pedidos
a
despacho
na
alfandega
da
cidade
de
Vian
na
pela
Companhia
Geral Bracarense,
pa
guem
o
direito
de
chumbo
em
obra.
—
Falleceu
em
Guimarães
o
snr.
Ma
noel
Joaquim
de
Passos, antigo
armador
d
’aquella
cidade.
—
Consta
a
um collega
de
Ponte
do
Lima
que
foi
encontrado,
n
’
um
cami
nho
do logar
dos Casaes,
na freguezia
de
Souto,
o cadaver
de uma
mulher,
que
faltava
n
’
aqnella
parochia desde
segunda
feira
passada. A
infeliz
teria
70
annos
de
edade.
Ignora-se
o
que deu causa
á
sua
morte.
—
Dizem
de Valença:
—
Esteve
n
’
esta
praça
o
snr. José
Monteiro,
commandan
te
de
engenheiros
da
província
de
Pon-
tevedra,
acompanhado
do
snr.
senador
D.
Lourenço
Cuenca
e
d
’
oulros
cavalheiros
da
fronteira
cidade
de Tuy.
S.
ex.a
vinha
encarregado
pelo governo
hespanhol
de
analysar
qual
dos
traçados feitos
para o
enlace
do
caminho
de
ferro
do
Minho
coin
o
de
Vigo
a
Orense
mais
se
harmonisa-
va
com
as
exigências
militares
e com as
condições
de
defeza.
S.
ex.
a
,
n
’este exame,
foi
acompanhado
pelo
distincto
engenhei
ro
militar d’
esta
praça
o
snr.
major
Avel-
lar
Machado
e
por
alguns cavalheiros
d
’es-
ta
villa.
A
opinião
de
s.
ex.
a
foi
a
mais
favoravel
ás pretensões
das
duas
povoa
ções
de
Valença
e
Tuy,
pois
que
optou
pelo
traçado
central,
no
qual a
ponte
é
lançada no
antigo
caes
a
vapor. E
de
maior
conveniência
era
para
esta
terra
que
não
existisse,
por
muito tempo, a
incerteza
sobre
o
local
da
ponte,
porque
terminada
ella
já
não
haveria
rasão
que
justificasse
a
paralysação dos
trabalhos
do
caminho
de
ferro
acima
da
estação
pro
visória
em
Segadães;
paralisação
que
cau
sa
muitos
prejuisos,
não
só
aos
viajan
tes,
mas
lambem
ao
commercio
d
’
esta
villa.
—
Foram
julgados
quites
para
com
a
fazenda,
pela gerencia
respeitante
ao
anno
de
1876-1877.
os
snrs.
Alexandre
José
Soares
de
Oliveira,
director do
correio
de
Coura:
—
João Coelho
de
Araújo
Ma
lheiro,
director
do
correio
de
Ponte
do
Lima:—e
José
Antonio
de
Mendonça,
di
rector
do
correio
de
Villa
Nova
de Cer
veira.
Peregrinação.
—
Em
Roma
está-se
organisando
uma
peregrinação
aos
Logares
Santos,
á frente
da
qual
se
acha
o
dou
tor
Esnesto
Picrotti.
Está
destinado
o
dia
10
de
outubro
para
a partida.
,
O
itiner
rio
será
—Roma
(logar
da
reu-
-
\
Nápoles, Alexandria,
Cairo,
Canal
Bl
<iiez
Terra
Santa,
Damasco,
Bolbec,
Cedros
do
Libano e
Balrut.
Calcula-se
a
viagem
de
ida
e
volta
em
ita e
oito
dias,
e
as
despezas
a fazer
sele
!uantia
de
reis,
pouco
mais ou
menos,
SoáOOO.
lei
Ferry.—
A’
cerca
da
votação da
Ferry,
escreve
«Le
Soir>:
6
«Em presença
d
’esta
votação,
que
pro-
íundamente
lamentamos, repetimos que a
L
Ferry
é
anli-liberal,
impolilica
e
pro-
ria
P
a
^
a destruir
o
governo
republica
do
cuja consolidação
sinceramente
deseja-
^«Apesar
do
que
dizem os
seus
parti
dários.
esta
lei
ataca
fortemente
a
liber
dade
dos
paes
de
familia;
leva
o
susto
ás
consciências
calholicas.
e
suscita á
repu
blica esse
poderoso inimigo,
que
se
cha
ma
a
Egreja, inimigo
ante
o
qual
o
pro-
oi-io
snr.
de
Bismark
se
viu
forçado
a
curvar
a
cabeça.
...
,
«Mas
a
lei
não
foi
ainda
approvada
pelo
Senado.
E
nós
desejamos
que
a ca
mara
alta
faça
uma
applicação
mais
justa
do
S
princípios
da
liberdade e ao
mesmo
t»mno
cure melhor dos
verdadeiros
inte-
t
empo
cure melhor dos
resses
da republica.
»
Ao
mesmo
respeito
leil»:
cSerá
o
Senado
mais
escreve
<Le
So-
intelligente.
mais
sabio,
mais
prudente
que
a camara?
Se
umbem
elle
fecha
os ouvidos
á
verdade
e
os olhos
á
luz;
se
elle
vota o
artigo
7,»,
o
mal só lerá
um
remedio,
a mu
dança
de
regimen.»
—
E.
«5 tortulho comestível.—
Todas
as
especies
d
’
esle
genero
não
envenenam;
e
o
de
que
vamos
fallar
é excellente
para
comer.
Tem
o
pé
curto,
liso
e
cheio,
quando
novo, e
ôco
quando
amadurece.
0
capacete
d’este
cogumello
é
oval,
ama-
rellado
e apresenta
os
bordos
em
figura
de
losango.
Ila
tortulhos
com
o
pé
e
capacete
bran
cos.
Também
os
ha castanhos.
Tolos
são
bons.
Encontram-se
debaixo
das
pinheiros,
dos
olmos,
dos
castanheiros
e
carvalhei
ras;
e
também junto
ás silveiras
e
sobre
a
casca velha
em
monte
nas
fabricas
de
cortumes.
0
cogumello
não
é
difficil
sobre
a
qua
lidade
da terra;
mas
prefere
em
todo
o
caso
solo
leve,
silicioso.
Não
apurando
a
vista,
é
facil
passar
sem
os
vêr;
porque
quasi
sempre
a her-
va
verde
ou
secca os
encobre.
Os
que
fazem
vida
de
apanhar
tortulhos
para
vender,
levam comsigo
algumas
cabeças
de
gado
suino,
que,
usan
lo
do
olfato
admi
rável
que
possuem,
correm
para
os
sitios
onde
ba
esta planta.
Frei
Germano
d Annecy.
—
Diz
a
«Província
de
S.
Paulo»,
que
este
illustre
aslronomo acaba
de
percorrer
as
distan
cias
que
vão
de Casa-Branca
a
Uberaba
na
direcção
do
sul
a
norte
e
achou
os
resultados
seguintes
em
relação
á
altura
média
acima do
nivel
do
tnar:
Rosário)
660
metros
530
780
860
500
960
530
450
750
collocada,
e
Casa-Branca
(egreja
do
Rio
Pardo
(ponte)
Cajurú
(matriz;
Batalaes
(matriz)
Rio
Sapucahy
(ponte)
Franca
(matriz)
Santa
Rita
do
Paraizo
Rio
Grande
(porto)
Uberava
(matriz)
Casa-Branca
acha-se
ximativamente
a
22°,
15
’
e
Uberaba
a
19°,4O
’
de
latitude;
entre ambas
as
po-
v
oações
medeia
o
espaço de
300
kdome-
•ros,
ou
50
léguas.
O
relogio
de
NapoleAo
I
entre
os
a
u
j
OSs
_Q
s
jomaes
de
Berlim
narrara
a
seguinte
historia
d
’
uma
relíquia
de
fa
mília,
que levava
comsigo o
príncipe
im
perial,
na
occasião
de
receber
a
desastro
sa
morte
na
guerra
contra
os
zulus:
Entre
os
objectos
que
pertenceram
a
Napoleão
I
e
que passaram ás mãos de-
se»
sobrinho
Napoleão
111.
encontra-se
'im
relogio
que
o primeiro
Bonaparte
le-
Vava
constantemenle
nas suas grandes
ex-
Pedições
militares,
e
que nunca
abando
nou
até
á hora
da
morte
na
ilha
de
San
to
Helena.
.
Napoleão
I
tinha
comprado
este
relo
*
de
pouco
valor,
sem
duvila,
em
Mar
selha,
quando
era
apenas
tenente de
ar-
tdheria,
e
que.
não
obda.it
: os
múltiplos
re
p>ros
de
que
necessitava,
não
quiz
nun-
trocai-.),
uenj quando
foi
elteilo
cônsul,
De,
n
mesmo
quando
foi eleito imp
.
Um
dia
tiranl
»
Napoleã;
:
cc:
g'a
n.i
"
nbservou
bera
o
n
o
ver
n
»
»
»
»
»
»
apro-
fizesse
algumas
observações,
retorquiu-lhe
o imperador:
<Admira-se
do
meu
relogio
parar?
Tatn-
i
iem nós
pararemos
algum
dia».
Mais
tarde
passou
o
relogio
a
ser
pro-
:
iriedade
de
Napoleão
111,
que,
como
seu
tio. o
levava sempre
em
todas
as expe
dições,
desde
o
dia
em
que
foi
nomeado
iresidente
da
republica,
até
ao momento
da
sua
morte
em
Chislehures,
usou-o
constantemente.
Conta-se
que
no
dia em
que
Napo-
eão
111
partiu para
se
pôr
á
frente
das
suas
tropas
contra
os
allemães,
na
guerra
de
1870, o
historico
relogio
parou
subi
tamente.
O
imperador,
que,
como
todos
os homens,
não podia
ser
superior
a cer
tas
superstições,
viu
n
’este incidente
um
tenebroso
presagio
que
segundo
se
diz,
o
jreocctipou
vivamente
durante
todo
o
dia.
Por
occasião
da
morte
de
Napoleão
III.
a
imperatriz
Eugenia
deu
este
relo
gio a
seu
filho,
que nunca o
deixava
e
declarara
que
o
guardaria
como
preciosa
recordação
dos
seus
antepassados.
O
príncipe
partiu,
pois,
com a
relí
quia para a
guerra
d
’
Africa.
Sem
duvida
o
zulu
que
se
apoderou
do
relogio
ignora
o
valor
historico
d’esse
objeclo,
que
um
desgraçado
acontecimen
to
entregou
ás
suas
mãos.
Desígnios
da
Providencia!
—
E.
Opinião
insuspeita, —
Uma
folha
franceza,
que
tem
pouco
d
’
escrupulosa
em matérias
de
fé,
disse
uma
verdade
austera.
«Os
calholicos devem
erigir
uma
esta
tua
a
Jules
Ferry.
—
Antes
do odioso
pro
jecto,
havia
em
França
trinta
e
ciuco
mi
lhões
de
calholicos inválidos, agora
exis
tem
trinta
milhões
de
calholicos
d
’
antes
quebrar
que
torcer.
D
’aquelles
trinta
e cinco
milhões,
não
será
exaggero
ailirmar
que
vinte
perten
ciam
á
familia
republicana:
que
vinte
e
cinco
detestavam
os
jesuítas
e
que,
na
actualidade,
graças
á
lei
Ferry,
não
an
dará
longe
da
verdade
quem disser
que
os
jesuítas
se
teem
tornado
sympathicos
aos
vinte
e
cinco
milhões
e
que a
repu
blica
começou
a
ser
fulminada
pelos
vin
te
milhões,
que
ainda ha pouco,
a pro
clamavam
enthusiasticamente.
Os
calholicos
acham-se
resolvidos
a
combatei,
a
todo
o trance,
o
monopolio
do
alheismo:
é
inquestionável
que
o atheis-
mo
e a republica
hão
de
succumbir
na
lucta.—
E.
A
’
caridade
publica.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Anna
Joaquina,
de
8
annos
de
idade,
que
está entrevada
ha 8 mezes.
Vive
em
penúria extrema.
Mora
atraz
do
Theatro,
n.°
14.
A’
caridade
publiea.
—
Recotnmen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas Leonardo
da
Silva
Guimarães. O seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso. Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A’ earidade publiea.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece do
peito
ha
mais de
seis
mezes,
e
se
acha impossibilitada
para ga
nhar
a
vida
Vive
em
extrema
pobreza.
Habita
no
sotão
da
casa
n.°
4,
na
rua
S.
Miguel-o-Anjo.
UtLTa.nAS
NOTICIAS
Lisboa
17—
Na
Bolsa
venderam_-se:^
acções
da
companhia
do
Gaz
a
79^500;
20
ditas prediaes
a
16$5a0; 10
obrigações
da
companhia
das
Aguas
a
83^000;
16
ditas
prediaes
a
92^600;
4
ditas
de cou-
pons a
91^800;
9
ditas
do
empréstimo
para
a
compra
de
navios
de
guerra
a
87$000-
44
ditas
do caminho
de
ferro
do
Minho
’
e
Douro
a
87^500;
8
contos
em
inscripções
a
50,23;
5
contos
mais
a
50,20;
5
ditos
a
50,25;
o
ditos
a
50,20.
Os
fundos
portuguezes
em
Londres
re
gularam
a
50
7|8
e
51
1(8;
os
hespanhoes
a
15
1|8
e
15
1|4.
e
os
consolidados
inglezes
a
97
7[8
e
98.
A
alfandega
rendeu
hoje
a quantia
de
12:900^961
rs.
.
Paris
15—
No
senado:
a
sub-commis-
são
que
ba-de
dar o
parecer
sobre
o
pro-
í?^>-rv
fipmi
c.Omnosla
com
cinco
contra
contra
jeclo
Ferry ficou
composta
com
membros
favoráveis
ao
projecto
quatro,
representando
135
votos
223
a
favor.
Na
reunião
das
erador.
eã
i
o
seu
re'o-
do
tnirechal
Berlhiar,
ki
parado;
notou-o
tira-
e
com
se
admirasse
de
mesquinha
e
!he
uni
iiia
tão
A
camara,
apesar
da
opinião
contra
ria
do
ministro
do
inferior,
rejeitou
o
artigo
5.°
da
lei
e
do
regresso
das
ca-
maras
a
Paris,
tal
como
foi
alterado
pelo
senado, approvando
a
redacção
do
artigo
conferindo
aos
presidentes
das camaras
o
direito
de
requisitarem
directamente
a
força
armada.
Hontem,
n’
um banquete
em
Rouen,
o
snr.
Lesseps
disse
que
os
trabalhos
do
canal
de
Panamá,
se
não
se
começarem
quanto
antes,
durarão
dez
annos,
e
hão-
de custar
mil
milhões
de
francos.
Londres 16
—
Em
Glasgow
foi
eleito
um
deputado
liberal,
em
substituição de um
conservador.
Dizem
de
Constantinopla
que
a
esqua
dra
ingleza
regressará
a
Besika
na
próxima
semana.
Roma
16
-A
folha
oílicial
publica
os
decretos da
nomeação
do
novo
ministé
rio.
0
snr.
Cairoli
foi
encarregado
interi
namente da
pasta
d
’
agricultura,
o
snr.
Boneli,
também
interino
da
marinha.
Os
senadores
discutirão
ámanhã
com
Cairoli,
a
questão
das
moagens.
Paris
17=
Vários
despachos
annunciam
terem
rebentado
desordens na
Bulgaria
para
os
lados
de
Rasgrad,
e
que
para
os
lados de Jamboli
também
appareceram
bandos
de insurgentes
armados. Crê
se
que
o
movimento
é
dos
mulsumanos
motiva
do
pelas crueldades
dos
búlgaros.
Um
telegramma
de
Haia annuncia que
o
gabinete hollandez
pediu
a
sua
demis
são
e
que
o
rei
encarregou
os
snrs.
Vam-
putte
e
Creners
de formarem
um
novo
ministério
Dizem
de
Bucharest, que o
ministério
deu a
sua demissão
e
que
a camara
se
reuniu
em sessão para
o
edificar.
Roma
17=Houve
hontem
á
noite
reu
nião
de
grande
numero
de
deputados,
os
quaes se
pronunciaram
a
favor
de
De-
prélis. A
«Reforma»
diz
que
a
maioria
combaterá
o
novo
ministério.
KIXI.AMOS
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVA.LESCIEHE
DL1 BARRY de Londres.
30
annos
d
*
invariavel
aueetMo
Combatendo
as
indigestões (dispe-
gastrica, gastralgias,
flegmas,
arro-
de
10
______
coramissões
no
sena
do,
o
snr.
Wadingion,
dt
fendendo
o
pro-
iecto
Ferrv,
negou
que
seja atacada
a
li
berdade
dos
paes
de
familia.
Di
se
que
o
gabinete
quiz
beneficiar
uma
sociedade
que
sempre
se
mostrou
inimiga
dos
go
vernos.
SECÇ10
D£
COMUNICADOS
Snr.
redaclor.
Convicto
de
que
quanto
v.
tem adu-
sido
no
seu
bem
conceituado
jornal
con
tra
as
falsificações
dos
vinhos, tem
sido
cora
o
fim
de
que
se faça
justiça;
espero
por
isso dè
cabimento
em um
dos
pri
meiros
numeros ás
seguintes
linhas
que
julgo
necessário
tornar publicas,
para
des-
aggravo
da
minha
dignidade
e
illucidaçào
do
publico
sensato.
Em
4
de
dezembro
p.
p.
veio ao
meu
estabelecimento a juncta
de
saude,
e
exa
minando
os
vinhos
que
tinba
no
meu ar
mazém
poz
em
duvida
o
contido n’
uma
pipa,
que
por
ser
verde,
da
colheita
de
1877
e
muito
delgado
eslava
um
pouco
brando.
A
’
falta
d
’aparelhos
e
peritos
que
se
prestassem a
fazer
aqui
o exame,
foi
mandado
para
o
Porto para
ahi
ser
exa
minado.
Confiado
na
justiça
que
ahi
se me
faria,
porque
tinha
e
tenho
na
melhor
couta
a
casa
em que comprei o
vinho,
e
o
que
de tnais a
mais
se
me tem
com
provado
pela
conservação
em
que
se
tem
mantido durante
dois
annos,
e
se
fora
adulterado
não
teria
assim
acontecido,
fa
ziam-me esperar
utna
justa
apreciação.
Não
succedeu
porém
assim,
para
o
que
muito
concorreria
de
certo
a
decom-
pozição
que
uma
pequena
quaniidade
de
vinho
verde
soffreria
dentro
d’
uma
botija
durante
o
tempo
que
mediou
em
se
pro
ceder
á
analyze
e
do
que
é
prova
bem
clara
as
diversas
requisições
d
’
amoslras
que
fizeram
entre
as
quaes
d
’
umas
ás
outras
mediaram
talvez
60
dias,
espaço
bera
sutficiente
para
o
vinho n
’essas con
dições
perder
em sua
qualidade
alcoolica.
E
querendo
tornar
bem
patente
a
leal
dade
das
minhas
affirmações,
requeri
me
fosse
concedido
mesmo
á
minha
custa
proceder-se
a
outro
exame
que
feito
com
rapidez
e
era
maior
quantidade
tinha,
para
mim,
me
faria
justiça.
Como
porém
a
lei
me
não
faculta
um
tal
desaggravo,
tenho
a
subjeitar-me
áquella
apreciação,
reservando-me
para
quando
conveniente
for
trazer
á
luz
resultado
d
’esta
pendencia.
E
’
o que se
me
offence
expor-lhe
a
verdade
que
De
v.
etc.
c.
17
—
7
—
79.
■inloniò
José
Alves.
4
isia)
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na bocca, pi-,
tuilas,
nauseas,
vomilos,
irritação
intesti
nal,
bexigas,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da be
xiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se a
do
du
que
de
Pluskow
e
da
exm.
a
snr.
a
mar-
queza
de
Brehau,
da
snr.
*
duqueza
de
Cas-
tlesluard,
do
Lord
Stuard
d
’
Inglaterra,
do
doutor
e
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—
A
de
Brehao,
de
sete
annos
ligado,
destomago,
emmagrecimento, pal
pitações nervosas
em
lodo
o corpo,
agita
ção
nervosa e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—M
ie
Martin,
de
sup-
pressão
da menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeilamente
curada
pela
KevaleMcière.
Cura
n.°
65:112.
—E. Payard,
de
gas-
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
estomago
intumecida.
Cura
n.
u 62:845.
—M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
de
asthma
com
suflocações du
rante
a
noite.
Cura
n.°
70:421.
—M.
A.
Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e distincios
médicos
tinham
declarado
que não
havia meio
de
cu-
ral-a.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
*
cincoenta
vezes
o
seu preço
em
remedios.—
Preços
tixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
*
/,
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
l$400
reis;
de
2
i/
i
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
os,
6$400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
RevaSeseièrc
choenlntada
)
ella
res-
titue
o
appettite.
digestão,
somno,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
maia
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas de
folha
de
lata de
12
chavenas,
500
reis;
de
24 cháve
nas,
800
reis
;
de
48 chavenas, l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
JSAKRÍ
C.
a
I.ITIITEI).
—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77 Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
’
Largo
do
Corpo
Santo
16, iasb®a,
(por
grosso e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
ra,
J.
de
Sousa
Ferreira &
irmão,
rua
da
ganharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI,
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa-
pharm.
—
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
phartn.,
Largo
da
Ponte.
—
Hraga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Phartn.,
ma
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
'rmão,
rua do
Souto.—
Vúasana
<1
r
€»a-
trllo»,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua grande,
140.
—
A
J.
Pereira
Martins,
oharm.—Antonio d’
Araujo
Carvalho.
Cam
po
da Feira,
1;
José,
J.
da silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.—í
’
en«W,
Miranda, phartn.
—
Porta, M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Umão,
Rna
da
Banha-
-ia,
77,
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Veimelba;
E. J.
Pinto,
pbarm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rna
de
■edofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
, drog
.^Pra
ça
de
D.
Pedro, 105 a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a
227.—di»
ã.L«
de
Decies,
par
professor
Wur-
snr.
a
marqueza
de
doença
do
o
e
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Potea
«So
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pbarma.
—
Vuiença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
de Conde,
A.
L. Maia
Torns,
pharm.
Os
abaixo
assignados,
não
lhes
sendo
possível
agradecerem
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
acompanhar
ao
cemité
rio
os
restos
mortaes
de
sua
presada
e
innocenle
filhinha
Rosa
da
Conceição
Cor
rêa
da
Silva
Villas
Boas,
veem
por
este
meio
fazel-o.
protestando
a
todos
a
sua
eterna
gratidão.
Também
agradecem, pe-
nhoradissimos,
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
visital-os
pela
mesma
occasião.
Braga,
18
de
julho de
1879.
Calharina
Teixeira
da
Silva
(2514)
José Joaquim
Corrêa
Villas Boas.
•.wrfflfPfFfssnffffíwnw
ANNUNCIOS
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anonjnia
de
responsabi
lidade
limitada
Por ordem
do Exm.°
Snr.
Presidente
da
assembleia
geral
convido
os
snrs.
ac-
cionistas
a
reunirem-se
em
sessão
ordi
nária
no
dia
31
do corrente
pelas
11
horas
da
manhã,
no
escriptorio
da
Com
panhia,
para
dar
cumprimento
ao
que
dis
põem
os
artigos
27
e
28
dos Estatutos,
Braga
16
de
julho
de
1879.
O
Secretario
(2510)
José
Pinto
Barbosa.
Pelo
juizo
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
no
dia vin
te
e
sete
do corrente
mez
de
julho,
por
dez
horas da
manhã,
á
porta
do
tribu
nal
da
justiça,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
da
cidade,
de
Braga,
teem de
voltar
á
praça,
peia
segunda
vez,
por
ame-
tade
do
seu
valor,
duas moradas
de
ca
sas sobradadas,
com
seus
respectivos
quin-
taes
e
poço
mieiro,
designadas
pelos
nu
meros
noventa
e
dois e vinte
e nove,
sitas
na
rua
da
Ponte, da
dita
cidade,
sendo
uma
na
quantia de
seiscentos
mil
reis, e
outra
na
de
quatrocentos
mil
reis,
penhoradas
por
execução
movida
por
Daniel de
Moraes
Lopes,
e
mulher
Rosa
Maria
Coelho,
contra
Joaquim
Fernandes,
ourives, e
mulher
Antonia
Maria
Duarte
Matta,
e
madrasta
d
’
esta,
Custodia
Maria
Go
mes.
todas moradoras
na
dita
rua
da
Pon
te;
para
cuja
arrematação
se
passaram
edilaes,
e por
elles
a citar quaesquer
cre
dores
incertos,
a
fim
de
que,
querendo,
usarem
dos
direitos
que lhes
facultam
as
les
vigentes.
Braga
15
de
julho
de
1879.
Verifiquei
a
exaclidão.
A.
Carneiro
de
Sampaio.
O
Escrivão
(2512)
Antonio
José Gonçalves.
ÉDITOS
DE
40 DIAS
Pelo juizo
de direito da comarca
e
cidade
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves, a
requerimento
de
Dona Ma
ria
Emilia
da
Cunha,
solteira,
maior,
da
freguezia
de
Tebosa, da
mesma
comarca,
na qualidade
de
arrematante
de
diversas
propriedades
de
easas
e
terras
cultas
e
incultas,
tcdas
situadas
na sobredita
fre
guezia,
penhoradas
em
execução
movida
pela
dita
arrematante
e
suas irmãs, con
tra
Samoel
Pinto
da
Cunha,
ausente
em
parte
incei
la no
Impetio
do
Brazil, se
publicaram
éditos
de
quarenta
dias, citan
do
os
credores
hypolhr
carios,
José
Pinto
da Cunha
Ferras,
Anselmo
Pinto
da
Cu
nha, ausentes
no
dito
Império,
e
a
fir
ma
commercial
Brito
Cimeiro e compa
nhia.
estabelecida
na
cidade do Rio
de
Janeiro
do
mesmo Império, cada
um
d
’
a-
quelles',
pelo
seu
credito
de
quatrocentos
mil
reis,
é
esta,
pela
de
qualerze
contos
quatrocentos
e
seis mil
cento
cincõenta
e
cinco
reis,
para
na segunda
audiência
do
mesmo
juizo,
posterior
ao
praso
do
éditos,
que
começará
a
correr depois
da
publi
cação
do
segundo
annuncio
na
folha of-
ficial,
e
em
um
dos
periódicos
da
dita
cidade,
comparecerem
no tribunal
da
jus
tiça
da dita
comarca,
sito
no
largo de
Santo
Agostinho,
para
verem
accusar a
citação,
e
ahi
lhes
será
assignado
o
pra
so
legal,
para
dentro
d
’
elle
allegarem o
que se
lhes
offerecer,
sob
pena
de
re
velia
e
lançamento,
julgando-se
as
pro
priedades
arrematadas
livres
para
a
arre
matante
de
todo
e
qualquer
encargo,
e
devidamente
expurgadas,
e
os
credores
só
mente
com
o direito salvo
sobre
o
pro-
ducto da
arrematação
em
deposito;
com
declaração
que lhes
foi nomeado para
advogado
o
bacharel
José
Borges
Pache
co
Pereira
de
Faria,
da
dita
cidade.
As
referidas
audiências
fazem-se
ás
segundas
e
quintas-feiras,
excepto
nos
dias
santi
ficados
ou
feriados, em
que
se
transfe
rem
para os
seguintes,
que
o
não
sejam
também.
Braga
10
de
julho
de 1879.
Verifiquei
a
exactião.
A. Carneiro
de
Sampaio.
O
Escrivão
(2511)
Antonio
José
Gonçalves.
MONTEPIO
»E
S. JOSÉ.
Por ordem
do snr.
presidente
da
As
sembleia Geral,
são
convidados
todos
os
socios
do
Monte
pio
que estejam
no
goso
dos
seus
direitos,
a
reunirem-se
em
As
sembleia
Gerai,
no
dia
20
do
corrente,
ás
duas
horas
da
tarde,
na
casa
da
As
sociação
no
largo
de Santo
Agostinho;
sómente
para
dar
cumprimento
ao
dis
posto
no
art.0
41,
—
1.°
do
respectivo
es
tatuto.
Braga 11 de
julho
de
1879.
O
l.°
secretario
(2501)
Antonio
Luiz
Rodrigues.
Manoel de
Barros
Braga,
representante
do
acreditado
commerciante
de
Villa
No
va
de
Gaia
o snr.
Joaquim
Coelho
Bra-
gante.
tem a honra
de
annunciar
aos
seus
freguezes
e
amigos
que abriu
o
seu de
posito
de
vinhos
no
largo
de
S. Fran
cisco
n.°
13
A,
onde
poderão
encontrar
os
vinhos
propriamente
genuinos
do
Porto.
Previne
os
seus
freguezes
que
todes
os
bilhetes
das
garrafas
são
rubricados,
ten
do
na
rolha
a
marca
de
fogo
—
BRA-
GANTE
—
e
o
carimbo
em
lacre.
O
proprietário
responsabilisa-se pela
pu
reza
dos
seus
vinhos dos
quaes
garante
a
sua
qualidade.
(2478)
CAPELLAO
Acha-se
vago
o
Irmandade
da SS.
quem
o
pertender
Meza.
logar
de
Capellão
da
Trindade
do
Populo:
faça
requerimento
á
(2509)
C
a
í
X. EI
bU *
Offerece-se
um muito
bem
conhecido
n’
esta
praça,
para
casa
de modas
ou
pan-
nos,
muito habilitado,
e
com
bastante
pra
tica;
dá
as
melhores
informações.
Carta
a
esta
redacção
com
as
iniciaes
M.
J.
C. B.
(2499)
ijiaiseiko
a
jusíu
Na
confraria
de Santo
Amaro
da
Sé
Primaz
existe
para mutuar
a
juro
de
5
p.
c.
a
quantia
de
700$000
reis.
(2485)
C.ISA»
Arrendam-se
duas,
na
rua
das
Aguas
n.°
s
100
e
101.
Tem
bons
commodos.
Tratam-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56.
(2475)
Desconfiar
das
falsificações.
E£
Deposito no Porto, Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77 e
79.
Unico successor
dos
Carmelitas
Rue
de 1’Abbaye,
14
Contra
a
Apoplexia,
o
Cholera,
Flatos,
Desmayos,
Indigestões,
Febre
amarella,
etc.
Veja-se
o
prospecto
que
deve
envolver
cada
frasco.
Exlja-se
o rotulo branco e preto que devem
levar pegado, os
frascos
de
lodos os tamanhos,
e a assignalura inclusa :
BíLHETES
DE VSITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
ABFAK1CI©
«fc iKAKHEIRO
27,
Praça
do
Bardo de S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240 reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
M
SBO.
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e veludo.
9
9,
Prafa
do
SESarão
de
S.
Marti-
nlío,
91
AFhKIClO
í
MÁ! lIElitO
.BK
Vende-se
uma
vicloria
que trabalha
de lança
e
baral,
uma
cama
de
pau
prelo
de
bilros
torcidos,
e
6
cadeiras,
tudo
de
pau
prelo.
Quem
pretender
falle
com Fran
cisco
d
’
Araujo
Coelho, da
rua
da
Ponte,
n.°
80.
(2504)
DINHEIRO
A
JURO
A confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal
tem
650^000
reis
para
mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
VENDE-SE
a
casa da
rua
do
An-
L
J°
n.°
11
e
11
A.
Quem
a
pre-
lenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Caixa
penhorista
Brnenren.e
na
Travessa de
D.
dualdim d’
esta
eidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noute
na mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão se
rão
ven
lidos.
ARRENDAM-SE
Tres
moradas
de
casas
de dous
ani
dares,
construídas
de novo,
com
quinta-
e
agua,
sitas
na rua
de S.
Geraldo
n.°
s
18,
20
e
22.
Para ver
e
tractar na
mesma
rua
n.°
17.
(2466)
JOSE'
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja
de
fato
feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S. Martinho
—13
e
Participa
aos
seus
amigos
e fre
guezes,
lauto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem ura bonito
e
vaiiado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
2^500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
ques inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800 ;
mautas
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
(íca-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(2249)
AGUA
de
MELISSÁ
dos Carmelitas
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS
MISSIONAMOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcla
e
muito augmentadj
com
novas
orações
e
devoções
indul-
"
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
*
Revm
*
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em Braga, na
typographia
Lusitana,
rua
Nova n.°
4,
e
nas
livra,
rias
de
Manoel Malheiro,
rua
do
Almada
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=l60
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Devoção
muito agradavel
e
util
para
ser
recitada
em
presença
do
SS.
Sacra,
mento,
e
com especialidade no
mez de
junho,
dedicado
ao
Santíssimo Coração de
Jesus.
Vende-se
no
escriptorio
da
Typogra-
pbia Lusitana,
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
4.
Preço.
...
10
reis.
A
APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA
DA SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no escriptorio
d
’
esle
jornal,.
Preço.
...
30
reis.
A
Meza
da
Santa Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa G.
Pereira
Remardes.
DO
ALTO
DOURO
D.<
CASA
»E
VlfcDA
F®
ICA
RUA DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalhe
as seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
»
»
.
180
>
Lagrima
........................................
200
»
Branco
de
meza
............................
210
»
tinto
de
meza
fino. ...
240
»
de
prova
secca.
....
300
«
Malvasia
de
2.a
............................
360
í
»
velho
....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
.......
700
>
Velho
de
1854
.
...
600
»
a
retalho
para
meza
60
e
80, o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de todos estes
vinhos,
po-
dendo
todo
e
qualquer consumidor
tnan-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo chymico.
RESPONSÁVEL
—
Luiz Baplísta da
Siha
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITANA—18'0
Parte de Comércio do Minho (O)
