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KTOSUKK.A.
>S
lUSSTrifidSOííz^
REDACTORES—
D. Miguel Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlcl.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
. 1&600
830
40
20
Braga,
12
mezes.
»
6
» .
Correspondências
parlic.
cada linha
Annuncios
cada
linha.......................
Repetição........................................
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
.
2&000
6
»............................ 1^050
sendo
duas
assignaturas 3&600
, moeda
forte. . 3^600
10
Províncias,
12
mezes.
>
»
Brazil,
12 mezes,
Folha avulso
. .
N.°
960
^
k
S
s
&
s
Z.'
B
QUINTA-FEIRA
17 DE
JULHO
DE 1879
Diremos
poucas
palavras
em
resposta
ao
snr.
C
de
A.
Quizemos
nós
dizer,
em umas
leves
observações,
que
dirigimos
a este
snr.
n
’
um
dos nossos proximos passados
numeros,
que
nos governos,
assim
como
nos
indi
víduos,
nem
sempre
alguns
actos,
aliás
louváveis, de
religião
ou
de
piedade,
con
stituem
um
critério
seguro
para
poier-
mos
considerar
esses
governos
ou
esses
indivíduos
como
verdadeiramente
calholicos.
Applicando
depois
este principio
ao
actual governo
de
Hespanha,
procuramos
dedusir
d
’
ahi
que
os
seus actos
em
favor
da
Egreja,
podendo
não
significar
mais
que
um
simples
calculo
político,
prova
rão
tanto
o seu
sentimento
puro
e
sin
ceramente
calholico,
como
a
oílerta
de
uma
cruz
a
uma
egreja
por
um
certo
li
vre
pensador
francez
prova
e
significa
o
catholicismo
d
’
este.
Serão
com
effeito
esses
actos
tão
es
pontâneos,
tão
coherenles,
tão
expressi
vos, que forçosamenle
nos
obriguem
a
altribuil
os
a
um
sentimento
puro
e
re-
clo, que os
impulsione?
Ou,
pelo
contra
rio,
apparecerão
elles ao
lado
de
outros,
evidentemente
oppostos, com
pronuncia
do
sabor
liberal,
e
affectando
assim
uma
significação
equivoca,
que
póde
fazer
comque
sejam
olhados
mais
como
home
nagem
forçada ao
sentimento
religioso
da
grande
maioria
da
nobre
nação
hespa-
nhola,
do que
como
resultado
de
um
plano
preconcebido
de
restaurar
Iodas
as
cousas
em
Christo,
como
cumpre
que
o
faça
um governo
essencial
e
sinceramente
resolvido
a
travar
uma
lucta
a
lodo
transe
com
a revolução
anti-christã
dos
nossos
dias?
Eis
aqui
a
verdadeira
questão,
que
o
snr.
C. de
A.
não
conseguiu até
agora
resolver
d
’
uma
maneira
inteiramente
fa
vorável
ao
governo,
cujos
bons
créditos
advoga tão
ardidamente,
como
outr
’
ora
manifestara
o
seu
empenho
pelo
triumplio
da
causa
de
D.
Carlos
—
o que,
seja di-
cto
de passagem,
produziu
para
o
jornal,
que
publica as
suas
correspondências,
um
bom
accrescimo
no numero
dos
seus
lei
tores.
Poderá
o snr.
C.
de
A.
sustentar
—
e
isso
não
lh’o contestaremos
nós—que
o
que está
actualmente
em
Hespanha
é
me
nos
mau
do
que o
que
estivera
antes.
Mais
do
que
isto
porém
será
temeridade
aflirmal-o;
e
sobre
tudo
parece
nos
ab
surdo
que
para
ajudar
a
consolidar
alli
a
actual
ordem
de
cousas,
se
procure
ag-
grupar
em
torno
d
’
eila
os
que
até ao pre
sente
teem
rodeado
outra
bandeira
que,
por
ser
mais
franca
e
sinceramente
ca-
tholica,
oílerece
mais
solidas
garantias
ao
futuro
religioso
de
Hespanha.
Que
as
cousas
possam,
na nação vi-
sjnha,
chegar,
sob
o
ponto
de
vista
re
ligioso,
a
um
estado
mais
cabalmente
sa-
tisfactorio
para
os
calholicos,
é
indubitá
vel,
até
segundo
a
opinião
por
varias
ve
zes
manifestada
pelo snr.
C.
de
A.
Que
a
actual
dynaslia
reinante
com
a
fôrma
de
governo,
a
que
está
vinculada,
possa
realisar
esse
grande
desideratum.
é
para
nós e
para
muita
gente
boa,
objecto
de
grandíssimas
duvidas;
e
que
só
ao
par
tido
carlista
esteja
reservado
esse
impor
tantíssimo
papel
de
restaurador
da
mo
narchia
essencialmentc
catholica
de S.
Fernando,
é
ainda
uma
verdade,
a
que
lambem
o
snr.
C.
de
A.
pareceu
pres
tar
em
tempo
o
seu
assentimento,
quan
do
com
tanto enlhusiasmo
nos
nanava,
nas
columnas
da
«Palavra»,
os
progressos
dasarmas
carlistas,
e
quandoao
findar
aquella
guerra,
já
depois
de
alçado
ao throno
o
filho
de
Isabel
II,
lamentava
a queda
da
nobre
causa
pleiteada
pelo
snr. D.
Carlos
e
pelos
seus valorosos
soldados.
Hoje
......
Mudam-se
os
tempos,
e
com
elles nos
mudamos!
Deus
nos
defenda
de
prescrutar
as
razões
d’eslas
mudanças.
Commettcriamos
quiçá
um novo abuso
do
direito
de
escre
ver; e
incorreríamos
mais uma
vez
no
desagrado
do snr.
C.
de
A.,
o
que
por
maneira
alguma
desejamos.
Permitia
nos
porém
ao
menos,
que
di
gamos
sem
rebuço
o
que
pensamos
das
cousas
publicas
da
sua
palria.
Tanto
alli
como em
Portugal
nós
não
esperamos
vêr
seguir
a
governação
do
Estado
por
uma
estrada
francamente
catholica
em
quanto
subsistir
nas
duas
nações
o
parlamenta
rismo
com
as
dynastias
enfeudadas
á
ie-
volução.
Não
repetiremos
as
razões,
em
que
fundamos este
nosso asserto,
porque
amplamente
e
por
varias
vezes
as have
mos
expendido
no
nosso
jornal,
sem
que
até
agora
nos hajam
convencido
do
con
trario.
Os proprios
revolucionários
estão,
n
’esta parle,
de
accordo
comnòsco.
E
se
não
perguntem-lhes
quaes
dos
quatro
pre
ferem elles
nso
thronos
de
Hespanha
e
de
Portugal
—D.
Carlos
ou
D.
AtTonso,
D.
Miguel
ou
D.
Luiz I ?
A
longa
experiencia de muitos
annos
tem-nos
sobejamente
mostrado
o
que
po
demos
esperar
das instituições
e
governos
mais ou menos eivados
do
virus
revolu
cionário.
Dar-nos-hão,
quando
muito,
es
sa
polilica
fluctuante,
de
altalena,
como
lhe
chamou um
dia
o
immortal
Pio
IX,
que
se
approxima
uma
vez
de
Deus
para
dez
vezes
se
affastar d
’
elle.
Será
isto
o
bastante
a
contentar
um
verdadeiro
ca
lholico?
Não,
por
certo;
pois
que,
como
dizia
o
sabio
bispo
de
Poitiers
—
«não
é
ao
lado
do
fundamento
christão,
mas
sim
sobre
esse
mesmo
fundamento
que
deve
nascer a
ordem.
Fóra d’
ahi
tudo
é
agi
tação,
caducidade,
queda,
desordem,
anar-
chia, e
depois
o
regimen
despotico,
que
sereis
conderanados
a acceilar
no
meio
de
maldições».
Agora
ahi
tem
o snr. C.
de
A.
mais
um
motivo
para
nos
classificar
na
chus
ma dos
«intransigentes»
de Hespanha e
Portugal.
Creia
porém
que
tal
classifica
ção
não
nos
assusta
nem
nos
desgosta,
porque
de ha
muito estamos afeitos
a ouvir
gri
tar
contra
a
nossa obstinação
e intransi
gência
uns
certos calholicos,
que
julgam
salvar
a
Egreja
por meio
de
conciliações
impossíveis
com os
seus
proprios
inimigos
Trepidaríamos
um pouco vendo
que
en
tre
os
que
nos
apódam ha
homens, que
professam
á
Egreja amor e
respeito,
e
que
parece
consagrarem
á
sua
defesa
ta
lentos
e trabalhos,
se
o grande
Pio
IX
não nos
houvesse
premunido
de
que
des
tes
mesmos
homens, apparentemente
tão
respeitáveis,
se
compõe
uma
das
mais
nu
merosas e
temíveis
cohortes, que aggri-
dem hoje
o
catholicismo.
Não
permitta
Deus
que
venhamos
a
confundir
o
snr.
C.
de
A.
com
estes
ini
migos
encapotados,
e
talvez
inconscientes
da
”boa
causa
Não
quizeramos
porém me-
recer-lhe
as
mesmas
exprobrações,
que
aquelles
nos dirigem,
para
que da simi-
lhança
de
linguagem
não
se
lembre
al
guém
de querer
deduzir
identidade
de
in
tenções
e
de
pensamentos
entre
os nos
sos
aggressores.
Por
hoje
basta.
d
.
M. s.
Do
exc.
ma
snr.
Joaquim
Lopes Carreira
de Mello,
direclor
geral
e
proprietário
do
exemplaríssimo
collegio
de
N.
Senhora
da
Conceição,
em Lisboa,
socio
corres
pondente
do Instituto
de
Coimbra,
e au-
ctor
de
vários
livros
de
indispensável
me
recimento,
recebemos
a
carta
seguinte.
Desejáramos que
com
ella
terminasse
uma
controvérsia
entre
tres
cavalheiros
que
tanto
respeitamos.
Quanto
a
nós
(sem
querermos
emitir
a
nossa
opinião,
para
evitarmos
melindrar
nenhuma
das
parles)
julgamos
o assumpto
sulficientemenle
dis
cutido,
e
a
verdade plenamente
provada.
Eis
a
carta.
A
verdade
liistoriea
só.
Não
lenho
o «Commercio
do
Minho»,
mas
devo a
sua
leitura
ao
cuidado
d
’um
amigo
que
m
’o
oíferece.
E’
porisso
que
tenho
conhecimento
da
provocação
que o
snr.
José
de
Freitas Amorim
Barbosa
fez
ao
snr. Pinho
Leal,
com
respeito
ao
que
este
.nosso
amigo
escreveu
do
marechal
Saldanha,
no
Portugal
Antigo
e
Moderno.
Eu
ainda
não
tenho
o
casco
encurti-
çado a
tal
ponto,
que
não me recorde
dos
factos
contemporâneos,
sabidos
geral
mente,
de
muitos
dos
quaes
eu fui tes-
timunha
occular.
Quando
escrevi o
meu
livrinho—
His
teria
Chronologica
de
Portugal.—
em
1853,
tive
sempre
os
documentos
oíficiaes
á
vista, d
’
um
e
outro
lado
dos
contendores
Não
houve
reclamações
além
das
do
meu
amigo
general
Lemos,
que não
gostou
da
minha severidade,
e
depois
de estar
amua
do
comigo
muito
tempo,
veio
em
passoa
trazer-me
o
livro
com
as
suas
notas,
que
foram
publicadas
em
1866,
na
2.
*
edicção.
O
general
Lemos
não
foi
moço de
bo
tica,
como
diz
o
snr. Amorim
Barbosa,
foi
praticante
de pharmacia,
em
Santarém,
e
não
era
analpliabeto,
linha
seus estudos
de
humanidades,
e
muito soffriveis.
Em
Santarém
assentou
praça
em
cavallaria
n.°
10,
depois
passou
em
official
para
infanteria
n
°
4,
onde
fez
o
resto
da
guerra
peninsular.
Acabada
a
guerra
peninsular,
passou
á America.
Esteve
no
Uruguay,
Paraguay,
Rio
Grande,
e quasi
lodo
o
Brazil.
Não
querendo
annuir
ao
convite
pessoal
do
snr.
D.
Pedro
para
ficar
no
Brazil,
pela
independencia, recolheu
a
Portugal,
sendo
já tenente-coronel
Estava
assaz
adiantada
a
sua
carreira,
porque
tivera um
posto
por distincção
na
guerra
peninsular
e
dois
na
da
America.
Chegado
a
Portugal,
Lemos
não
se
envergonhou, sendo
tenente-coronel,
de
ir
estudar
o
curso
de
fortificação,
que
li
nha,
e
já
se
vê
que
era
um
official scien-
tifico.
O
snr.
Simão
José
da
Luz,
que
ainda
vive, foi
seu
condiscípulo
no
Col
legio
dos nobres,
ou
na
academia
de
ma
rinha.
Era
valente,
e
se não
era
um
estra
tégico
como
o
marechal
Saldanha,
era
um
láctico
muito
aproveitável,
e.
sobre
tudo,
era
ura homem
de consciência,
tiel
á
sua
causa.
Tinha
uma phisionomia
de
frade,
e muito
beato,
como
o
snr.
Amo
rim
Barbosa,
mas
d’
ahi
a
ser
tolo,
vae
muito.
Eu
lenho
cópia
da
opinião
por
escripto
que elle
deu
em
conselho
de
guerra,
no
cerco
do
Porto,
quando
o
marechal
Bourmont
se
preparava
para ata
car
a
cidade.
O
marechal
Saldanha
era
amigo
de
Lemos,
e
Terceira
era
igualmente,
talvez
até
mais
sincero.
Estando
no
Sobrallinho.
lhe
disse
Terceira:
«Se
v.
estivesse
no
logar
do
Mollelos,
eu
não
vinha
a Lisboa
em
1833».
Eu
não
sei
o que
o
snr.
Amorim
Barbosa
viu,
mas
sei
o
que
li
em
docu
mentos
officiaes, que se
podem examinar.
Como
quer
pois
negar factos
de hontem,
que
tanta
gente ainda
viva
presenceou?
Os
ossos
do
corregedor
de
Leiria,
lá
es
tão
ao
pé
d
’
uma
figueira,
no
quintal
da
estalagem
dos
Machados;
o
officio
de
Sal
danha
diz
o
que
digo
no
meu
livro,
com
a
diflferença
que
elle
diz
que
lodo
o
seu
estado-maior
tingiu
as
espadas
no
san
gue
dos
rebeldes
e
eu
digo dos porlugue-
zes.
Quando
eu,
em
Ourem,
em 1846,
es
tando
doente
me despedi do conde
de
Villa
Real.
D.
Fernando,
e segui
para
Sou-
re,
e
d
’
alli
para
a
minha
casa
da
Mea-
ll.ada,
chegava
a Torres-Novas
o conde
de
Bomfim, com
uma
divisão,
que
seguiu
para
Torres-Vedras
e
alli
foi
derrotada
e
prisioneira.
Então
não
foram
deportados
para
África
Bomfim,
pae
e
filho,
Villa-Real,
e
tantos
outros
d
’
aquellá
derrota?
Não
foi
Mousi-
nho
de Albuquerque,
chefe
d’
estado-maior,
morto
na
acção?
O
snr.
Amorim
Barbosa'
parece
que já
não
é
d
’
este
mundo.
Em
1847
lá
se
nos
foram reunir
ao
Porto
muitos
dos
que
tinham
sido
prisio
neiros
em
Torres-Vedras,
principalmente
as
praças
de
pret,
que
tendo
sido
encor-
poradas
nos
corpos
do
Saldanha,
se
pas
savam
logo
que
podiam
aos
seus
anterio
res
camaradas.
Esta
é a
verdade.
Eu
não
pretendo
que
o
snr.
Amorim
Barbosa,
tenha
a
fé
do
carvoeiro,
nem
tão pouco quero
im
por-lhe
a
minha
critica,
mas sim a
ver
dade
histórica,
contra
o
seu completo
es
quecimento,
que
se é
por
fraqueza
mental
então
lastimo
o
seu
estado.
Carreira
de
Mello.
C11R0NICA
ESTRANGEIRA
Não
nos
illudimos
quando
dissemos
que
a
morte
do
príncipe
Napoleão,
seria
a
morte
do
bonapartisnio.
Os
homens
grados
d
’
esse
partido
que
ainda
não
tomaram
a
resolução
de
abra
çar
abertamente
a causa
do
augusto
Conde
de
Chambord,
vivem profundamente des
unidos.
A simples
prespectiva
de
verem
um
dia
reinar
o
príncipe
Jeronymo,
cai-
do
no
maior
descredilo
para lodos
os
im
perialistas,
os
fórça a
deixar
o bonapar-
lismo.
Alguns dos
jornaes
que
mais
árdidamente
o
defendiam,
e
entre
estes
a
Correspon-
dance
bonapartisle,
não
occultam
a
opi
nião
de
que
o
seu
partido
passou
á
his
toria.
Outros
vão
mais longe
e
enfilei
ram-se ao
lado
dos
que
defendem
a
legi
timidade.
Assim
o
Courrier
du
Nurd-Est,
depois
de
ter
dicto
que
o
príncipe
Napo
leão
(Jeronymo)
é
inacceitavel
para
os
conservadores
e
para
os
christãos,
accres-
centa:
<E
’
necessário que
os
bonapartislas
escolham
entre
a
Republica,
que
nos
go
verna, e
a
Monarchia,
que
nos
espera.
Ora,
a
5
d’
agosto
de
1873
o
snr.
con
de de Paris indo
a
Frohsdorf
saudar o
augusto
chefe
da casa
de
Bourbon,
fez
desapparecer
1830
e
reatou
a
cadeia
tão
tristemenie
rompida
da antiga
tradicção
nacional.
Desde
esse
dia,
não
ha
Orlea-
nismo,
e
se
a
palavra
ainda
resta
na
linguagem polilica
como
formula
d
um
cer
to
conjuncto
de
ideias
e
de tendências,
ella
não
representa
nenhum
partido.
A
fracção que ella
designava
fundiu-se
no
grande
exercito
monarchico
com
o
Prin
cipe
que disse estas
bellas e
leaes
pala
vras:
—
Eu
não
sou
um pretendente,
sou
um
herdeiro.
A
ideia
monarchica,
isto
é
a
heredi
tariedade,
a
ordem,
a estabilidade,
n
’
uma
palavra a prosperidade,
está
pois
repre
sentada
pelo
Senhor
conde
de
Chambord,
isto
é
pelo
homem
d'esle
século
que
mos
tra
no
mais
alto
grau
as
mais
puras
vir
tudes,
e
cujo
nome
é
synonimo
de
honra,
de
probidade,
de
patriotismo.
—
O
seguinte
decreto
do
maire
de
Cha-
lons-sur-Saône
põe
de
manifesto
a
situa
ção
deplorável
da
França:
«Nós,
maire
da
cidade
de
Chalons-
sur-Saône:
—
Vistas
as
leis
de
16
e
21
d
’
agosto
de
1790
—
Considerando
que
em
uma
das
procissões
que
se
verificaram
no
ul
timo
domingo,
15
do
corrente,
na
nossa
cidade,
se
cantou
o
hymno: Salvae
a
Roma
e
á
França
em nome
do
Sagrado
Coração;
que
este
cântico
é
anli-francez
e
póde perturbar
a
paz
publica;
—
Decre
tamos.
—
Art.
l.°
O
canto
do
hymno
Sal
vae
a
Roma
e
á
França
em
nome
do
Sagrado
Coração
fica
forrnalmenle prohi-
bido
na
via
publica.-Ari.
2.® Em caso
de
contravenção
se
instaurará
um
proces
so.—
Art. 3.®
O
commissario
de
policia
está
encarregado
da
execução
do
presente
decreto.
Chalons-sur-Saône,
19
de
junho,
etc.»
Ora
não
dá vontade de berrar
com
pulmões
de
ferro:
Vtua
a
Republica?
—Conlinúa
a
perseguição
religiosa
na
Allemanha.
As
leis
de
maio
pareciam
conceder
um privilegio
ás
Irmãs hospi
taleiras,
pelos
seus
grandes
serviços du
rante
a
guerra
do
Schleswi
em
1866,
e
a
da
França
em
1871.
No
entanto
ellas
teem-se
visto
na
dolorosa precisão
de
abandonar
o
paiz
ou serem tidas
por
funccionarias,
sob
as ordens
das
aucto
ridades
governativas.
Segundo
um periodico,
ha
na
Prussia
426
enfermeiras
leigas, 1,063
diaconizas
e
3,409
irmãs.
Não podem admittir
no
viças
nem
dispor
profissões
sem
aucto-
risação
expressa do
ministro
dos
cultos,
que
geralmenle
a
tem
negado.
Nas
escolas
ainda
se
passam
coisas
peores.
Na
normal
de
Buren
ha
um di-
reclor
ecclesiaslico
que não se atreve a
celebrar,
e
que raras
vezes ouve
inissa.
Em
Munsler
falta absolutamenle o
ensino
religioso.
Em Aqnisgram a lyrannia
gO-
vernativa
tem
convertido
n
’
uma
babylonia
as
escolas
dirigidas
pelo
sacerdote
Lauer,
unido
a
uma
protestante.
De
nada
ser
viu o
protesto
de
4,000
paes
de
familia.
Em
Posen
foi
desterrado
o
licenciado
Chotowski
por
ler
prógado
um
sermão
em
logar
d
’
um seu amigo que caiu
enfermo
de
repente.
Na
Rússia
passa-se
uma
coisa simi-
Ihante
ao
que
se
dá
na
Allemanha.
Como
já
temos
dicto,
as
relações
com
a
Santa
Sé
melhoram de
dia para
dia,
e
suppõe-se
provável
o fim da
persegui
ção
contra
os
calholicos.
Pois
sem
em
bargo
os
filhos
da
Egreja
n
’aquelie
impé
rio
continuam
a
ser
viclimas
da
tyranuia
feroz
dos
scismaticos
—
Eis
um
caso
curi.oso:
O
general
go
vernador
de
S. Pelersburgo fez
saber
ao
publico
que
se
alguém
se
deixasse
ater-
rorisar
por
cartas
comminatorias,
resol-
vendo-se
porisso
a
satisfazer
sommas
aos
que
as
dirigem,
será tido
por
delinquen
te
e
castigado
como
tal.
Assim
os
pobres
didadãos
acham
se
entre
dois
fogos:
em
logar
d
’
um
medo teem
dois.
Trez
commerciantes
e
proprietários
de
casas
foram
recenlemente
condemnados,
porque,
amedrontados
pelas
ameaças,
re-
metteram
quantias
aos
nihilistas.
Estes
con
tinuam
sequestrando,
escrevendo
cartas
ameaçadoras
e
incendiando.
N
’
uma das
suas
ultimas
proclamações
estavam
debuxados
cinco
patíbulos,
por
debaixo
dos
quaes
estava
escripto:
«Para
o
vigésimo
quinto
anniversario
do
rei
nado
do
lyranno
Alexandre
Nikolaje-
witscli».
—
A
«France
Nouvelle»
communica-nos
uma
noticia
muito
grave
Contém-se
ella
no
seguinte
despacho
que
lhe
transmittem
de
Constantinopla:
Circula
o
boato
de que
se
o
firman
d
’investidura
do
khediva,
que
devia
ser
communicado
a
M.
Fourniere
a
M.
Layard,
não
restabelece
o
firman
de
1873, a
França
e
a Inglaterra
estão
decididas
a
procla
?ar
a imlependencia
do
Egypto.
Aquelle
nosso
collega
dá, porém,
esta
noticia
com todas
as
reservas.
A
proposilo
do
Egypto,
não deixa
de
l,
r
interesse
o
seguinte
ácerca
da dynas
tia
i
-inante n
’
aquelie
paiz;
O
fundador
da
dynastia
foi
Mohammed-
UZ2TILSÃ
Grmnle
festãvidnde. —
Tem
logar
no
domingo
a
grande
festividade
de
Nos
sa
Senhora
do
Carmo, considerada
como
a
primeira
das
festividades
d’
esta cidade.
No
sabbado
de tarde
haverá
vesperas
soletnnes
a
grande
instrumental,
e
á
noite
será
illuminada a
fachada
do
templo,
to
cando
junto
d
’elle
uma
banda
de
musica
emquanto
se
lança
o
fogo
do
ar.
No
domingo
tem
missa
com
Exposição
do
Santíssimo,
a
qual
se prolongará
até
á
tarde,
e
sermão.
Precedendo Bênção
Papal
e Te-Deum
a
instrumental,
sairá
a
procissão,
que
percorrerá
o itinerário
seguinte:
ruas
do
Carvalhal
e
Santo
André,
campo
Novo,
rua
das
Convertidas,
campo
de
Sanl
’
Anna
(lado
sul),
largo
do
Barão
de
S. Marti-
nho,
rua
do
Souto
e
rua Nova
de
Sousa,
praça
d
’
Alegria, rua
dos
Biscainhos,
cam
po
de
D.
Luiz
e
rua
do
Carmo.
O
andor
é
riquíssimo.
Cercam-no
pri
morosas
molduras
de prata,
e
tem
o saial
bordado
a
oiro fino,
vendo-se
no
meio
d
’
elle em
escudo
branco
as
armas
dos
carmelitas.
A
bellissima imagem
da
Vir
gem
do
Carmo, obra
esculpturada
por
um
religioso
da
Ordem,
ergue-se sobre
nu
vens
rodeada
de
anjos,
tendo
aos
pés
S.
Simão
Stock
em
altitude
de
receber
o
escapulário.
Numerosos
anginhos,
sós
ou
em
gru
pos,
e córos
que
cantarão
alternadamen
te
louvores
á Virgem,
irão
no
centro
das
alas,
que
são
formadas
pela
irmandade,
communidade
dos
orfãos
de
S.
Caetano,
e
clero.
A
novena
tem
sido
muito
concorrida
de
fieis.
f
*
eh
*
8
naeihoras
de
Sua
Ex».3
Hevd.
ma
—
A’
s
orações
com
que
na
pa-
rochia!
egreja
de
S.
Paio,
da
villa
d
’
Ar-
cos
de
Vai
de
Vez,
se
pediu
a
Deus
pe
las
melhoras
do
Exc.
rao
e Revd.n
‘
,J
Snr.
Arcebispo
Primaz,
por
occasião da
grave
enfermidade
que
o acommelteu,
seguiu-se
no
dia
6
do
corrente
um
solemne
Te-Deum
na
mesma egreja,
para agradecer
á
Pro-
Ali-pachá,
sob
o
nome de
Mehemed-Ali.
l.°
Mehemet-Ali,
1.° vice-rei
do
Egiy-
pto,
era
arnauta, nascido
em
1769,
em
Cavala
(Turquia
europea).
Foi
nomeado
pelo
sultão,
pachá do
Egypo,
em
9
de
julho
de
1805.
Recebeu
depois,
por fir
man de 13
de
fevereiro
de
1811,
o
di
reito
de
hereditariedade
na sua familia.
Mehemet-Alli
morreu
a
2
de
agosto
de
1849.
O
filho primogénito
de
Mehemet-
Ali,
Ibrahim-pachá,
o vencedor
de
Nezib,
fallecido
antes
de
seu
pae
(1843),
teve
por
successor,
como
segundo
vice-rei:
2.
°
Abbas-pachá,
filho
de
Toussoum-pa
chá
e
neto
de
Mehemet-Ali.
Morreu
em
13
de
julho
de
1854.
3. °
Mohammed
Said-pachá
succedeu-
Ihe.
Said-pachá
era
filho
de
Mehemet-Ali.
Mas,
segundo
a
regra
do
seniorat, usada
entre
os
turcos,
sendo
Abbas-pachá
mais
edoso
do
que
seu
tio Said-pachá, reinou
antes
d
’elle.
Said-pachá
morreu
em
18
de
janeiro
de
1863.
4.
°
Ismail-pachá
é o
quarto
vice-rei
do
Egypto.
Filho primeiro
de Porahim-pa-
chá e
neto
de
Mehemet-Alli, succedeu
a
seu
tio
Said
pachá
em
virtude
de
direito
fixado
no
seniorat.
Tres
annos
depois da
sua
exaltação
ao throno,
obteve
do sul
tão
a
successão
em
linha direcla
na
sua
familia,
em
logar
do
modo
porque
estava
estabelecida.
Mohammed
Tewfik,
que
foi
agora no
meado
pelo
governo
turco
khediva
do
Egy
pto,
nasceu
em
1852.
Tem
27
annos:
casou
com a princeza
Emineh,
filha
do
fallecido
priocipe
EI
Hamy-pachá.
D
’
este
consorcio
nasceram:
em
1874,
o
príncipe
Abbas-bey;
em
1876,
o
prín
cipe
Mehemed-Ali;
em
1876,
a
princeza
Nazleh-Hassem.
—
Até o
presente
Mohamed-
Tewfik
desempenhou
no
estado
de
seu pae,
as
funeções
de
presidente
do conselho
pri
vado. A
competência
d
’este
conselho
é
larguíssima: abraça
os
negocios
dos
diíTe-
rentes ministérios.
Todos,
indistinctamen-
te,
devem
ser
submettidos
ao
seu
exame
e
saneção.
E
’
portanto
de
crer,
que Tew-
fik
conheça
bem
os negocios
do
paiz
e
a
situação
do
reino.
Tewlik
é
o
quinto
rei do
Egypto.
Quanto
ao príncipe
Ab-el-Halim,
mem
bro
mais
edoso
da
familia Mehemet-Ali,
depois
de
Ismail,
nasceu
em
1832;
é
filho
do
fundador
da
dynastia,
e
por
consequên
cia,
tio
de
Ismail
e de Tewlik.
Halirn
tem
o
titulo
de
ministro
sem pasta, da Porla-
ottomana.
>
vidência o
restabelecimento
em
que
já
se
encontra
o
venerando
Prelado.
Ofíiciou
o
revd.
0
arcipreste
e
foi nu
meroso
o concurso
dos
fieis,
achando-se
.o
templo
vestido
dos
ornatos
proprios
da
solemnidade.
Rasão
teem
os
fieis,
para
se
interessarem
pela saude
do
respeitabilíssi
mo Antistite, a
cuja
vida
está
ligada a
realisação
de
grandes
projectos
que
hão-
de
assignalar
o
seu
pontificado
n’
esta
vas
tíssima
archidiocese.
Chroniea
Keligins».
—
Hoje:
—
Ex
posição
do
Santíssimo
na
egreja
do
Car
mo.
Amanhã
começa
a
Novena de
Sant
’
Anna.
Theaes.—
No
dia
5
de
msio,
alguns
alumnos
do
seminário Pio,
de
Roma, de
fenderam
theses,
a
que
presidiu
o
nosso
SS.
Papa
Leão
XIII.
Bem-haja o
precla
ro
Pontífice, que
assim
anima
a
instruc-
ção,
que é,
depois da
moralidade,
o
mais
poderoso
esteio
humano
da
Egreja Catho
lica.
Louvores
sejam
tributados
também
ao Exc.mo
Primaz
das Hespanhas,
que,
inspirado
dos
mesmos sentimentos do
Primaz
Universal,
promove
com
vivo
in
teresse
a
defeza de
theses
por
alguns
alumnos
do
seu seminário,
que
foi
fre
quentado
este
anno, por
162
estudantes
lheologos.
Em
mais
longo
trecho
fallaremos
de
esta
grande
festa
da
instrucção,
que terá
logar
no
dia
24
do corrente.
Portugal
antigo
e moderno.—
Recebemos o
fascículo
n.°
139
do
Por
tugal
antigo
e
moderno,
do
nosso
infati
gável
escriptor
Pinho
Leal.
Comprehende
as
folhas
26
e
27, que
vão
de
paginas 405
a
436
do
volume
VIIL
Contém
curiosissimas
e
minuciosas
no
ticias
descriptivas
de
varias
terras
e
to
gares,
como
Santa
Calharina
de Azoia,
Santa
Cruz
da
Batalha,
Santa
Luzia
(mon
te
do
concelho
de
Vianna) etc,
etc.
Traz
também
uma
excellente
descripção
do
sanctuario
de
N.
Senhora
do
Carmo
da
Penha,
a
3
kilometros
ao
E.
de
Gui
marães,
na
serra
de
Santa
Catharina,
a
mais
bella
e pittoresca
d
’
esta
província,
na
opinião
do
esclaredido
auctor
do
dic
-
cionario
de
que falíamos.
Ao
anr.
padre
Domingos
Mo
reira
fiuimariee.
—
Prevenimos
sua
rev.
a
de que
a
resposta
ao
seu
amavel
Communicado
lá
vae
breve. As
insolên
cias
com
que
abocanha
a redacção
d
’
esle
jornal,
hão
de
ter
o
necessário
correctivo,
e
como
trouxe
ad
rem
os
fogareos
da
Mi
sericórdia, ha
de acceitar
as
pinhas,
e
vêr
como
ellas
ardem.
Exposto»,—
Desde
o
l.°
de janeiro
do
corrente anno
até
ao
dia 30
de
junho
ultimo
deram
entrada
no
hospício
muni
cipal
de
Braga
160
expostos.
Historio de
Portugal
llluatra-
da.
—
Recebemos
o
fascículo
n.
31
da His
toria
de
Portugal
Illustrada,
que
a
Em
preza
Litleraria
de
Lisboa
traz em
publi
cação
A’
ex.
lna
camara.—
Ha por
essas
ruas
grande
numero
de
casas
que
amea
çam imminente
ruina.
Chamamos
para
este
objecto toda
a
attenção
da ex.ma
camara.
Não
continue
a
dizer-se
que
os
de
Braga
só
depois
de roubados
é
que
tran
cam
as
portas.
A
respeito da
fal&ifleação
de
vinhos.—
O
snr.
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro,
proprietário
d
’
um
acreditado
ar
mazém
de vinhos
na
rua do
Souto,
di
rigiu
ao
«Diário
do
Minho» uma
carta
a
proposito
d
’uma
local
publicada
n
’
aquelle
jornal,
e por
nós
transcripta,
onde
se
alludia
a
ter
sido
julgado venenoso algum
vinho encontrado
n'um
armazém
d
’
aquella
rua.
O
nosso
collega,
satisfazendo o
pedido
do
snr.
Carneiro,
declara
que
a
allusão
não
se
entendia com o
seu estabeleci
mento.
Eífectivamente
não podia
entender-se,
porque
é
de
todos
conhecida a
probidade
e
honradez
daquelle
cavalheiro.
Pelo facto
de
lermos
transcripto
a
referida
local,
cumpre-nos
fazer
esta
de
claração.
Melhoramentos
uhh
cadeias
de
esta
eidade.
—
No
passado
domingo
os
exc.
mos snrs. dr.
Rodrigo
Lobo
d
’
Avila,
digníssimo
delegado
do
procurador
régio
n
’esta
comarca,
e
dr.
Malheiro,
presidente
da
camara,
foram
visitar
as
cadeias
d
’esta
cidade
para examinarem
o
estado
do edi
fício, e
resolveram:
mandar
soalhar
algu
mas
prisões
que
se
acham
em
deplorarei
estado,
abrir
janellas
para ventilação,
con
struir
um tanque
no terreiro
para
lava
gem
da
roupa,
caliar
todo
o
edifício,
e
fazer uma
enfermaria
para
os
presos
quando
doentes.
O
zelo
e
a
caridade com
que
o
snr.
dr.
delegado
tem
procurado
beneficiar os
infelizes
presos, estão
acima
de
todo
o
elogio.
JVovo
ehefe
da
eatnçfto do
ea-
mínho
de
ferro.—
O
snr.
Cândido
Lou
reiro, chefe
da
estação
do
caminho
de
ferro
do
Porto,
foi
transferido
para
idên
tico
logar
na
estação d
’
esta cidade.
Cireulor.
—
Foi
expedida
uma
circu
lar
aos
presidentes
das
relações
para
que
ouçam
os
juizes
de
direito,
empregados
no
fôro,
advogados
e
solicitadores,
sobre
a
conveniência
de
modificar
as
tabellas
de
emolumentos
e
salarios
judiciaes.
Preço
dos
eereaea.
—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo...........................................................
800
Centeio.........................................................
460
Cevada..........................................................
SOO
Milho
alvo
..................................................
600
Milho
branco
.........................................
SSO
Milho
amarello........................................
S30
Painço...........................................................
660
Feijão vermelho.........................................
720
»
branco
...........................................
680
»
amarello............................................
500
»
rajado
..................................
.
.
400
»
fradinho
...........................................
400
Batatas..........................................................
480
Azeite
(almtide)....................................... 6$000
Eeite
frio.—
O
costume
de beber
lei
te
frio
no
verão, como
um
refrigerante,
póde
ser
fatal.
Muitas
pessoas
morrem
victimas
d
’esta
imprudência.
O
frio
glacial
do
leite
para-
lysa
a
circulação
do
sangue
e
a
gangre
na
declara-se
em
seguida.
E
’
um
facto
comprovado
que
lançan
do
um
pouco
de leite
coalhado
e
frio
sobre
as
raizes
d
’
uma arvore,
esta
morre
infallivelmente.
O
orvalho.
—
Acreditou-so
por
muito
tempo,
e ainda hoje
ha muita
gente
que
assim
pensa,
que
0
orvalho
provém
da
humidade
do
ar.
E,
comtudo,
não
ha
tal.
Um
sabio
chamado
Muschenbroek
tinha
uma
papoila
no
seu jardim.
Guarneceu
de
laminas
de chumbo a
terra
em
que
se
achava
a
dita
papoila,
e encerrou
a
planta
dentro
de
uma
campanula
de
vidro.
Chegada
a
noite
0
vegetal
cobriu
se
de
uma
forte
orvalhada.
Em
presença d
’
aquellas
precauções
não
era dado
asseverar
que
0
orvalho
provi
nha
da humidade
do
ar.
Vem
simplesmente
da
transpiração das
plantas.
E,
com
efleito,
estas suam
vapor
que
se condensa
em
agua sob
a
influen
cia
do
ar
frio
das
noites.
íls
Jeauitftg
defendidos
por
um
orgão
da
revolução.—
E
’
para
nolar-
se que
ha
uns
que
atacam
directamenle
a
Egreja, outros
eutão
rodeiam
e
vão
pri
meiro
atacando
as
instituições.
E
é
por
isso
que
nós
vemos
muitos
que
se
chamam
calholicos,
e
comtudo
não
só
odeiam,
senão
ainda
movem
crua
guerra
ás suas
instituições.
As
Ordens
Religiosas,
e.
em
especial
os
Jesuítas,
são
sempre
as'‘
pri-
meiras
viclimas
na
arena
do
sacrifício hu
mano.
Mas
a
injustiça
das
accusações
que
de
continuo
lhes
são
formuladas,
é
tal,
que não
raro
vemos
seus
apostados
ini
migos
até
desviarem-se
do
calendário
re
volucionário e
deixarem
passar a
verdade
que
lhes
abica
por entre
as
falsidades
e
calumnias,
adrede
inventadas:
é
por
isso
que
ainda
apparece
um
racionalista
como
Emilio
Olivier,
e
um
jornal
tão
declarada-
mente
hostil
á
Religião
e
á
Egreja, e
portanto
aos
Jesuítas,
como
é
a
«Li
berte»
de Paris, que
não
tem
duvida
de
tomar
a
defeza
dos Jesuítas
nos
insultos
que
seus
gratuitos
delraetores
da má
fé
todos
os
dias
lhes
dirigem;
O
citado
periodico
«Liberté»
expres
sa-se
nos
seguintes
termos:
«Os
membros
da Companhia
são quasi
todos
homens
eminentes.
Entre
elles
en
contram
se
representadas
todas
as
profis
sões
liberaes.
Citemos
alguns
numeros.
0
padre
Montfort
é engenheiro
da
Escola
Polytechnica;
0
padre
Turquand, oíficial
de
artilheria;
0 padre
Jomand,
engenheiro
de
ca
minhos
de
ferro;
0
padre
Benazé, engenhei
ro
de
construcções
navaes;
0
padre
d
’
Es-
claibes,
engenheiro
de minas;
0
padre
Saus-
sier,
é
um antigo oíficial
de
marinha;
0
padre
Berniere,
é
também
antigo
oíficial
de
marinha;
0
pa
Ire
Plat,
foi
capitão
de
navios.
Os
PP.
Lapedie,
Escoflier
e
Fe-
vre,
foram,
os
dois
primeiros, ofliciaes
de
Eslado-Maior
e
0
terceiro
oíficial
de
ca-
valleria.
O
padre
Joubert, tem
a
borla
de
doutor
em
Sciencias;
0
padre
Legonix,
a
Idiutor
em
Sciencias
naturaes;
o
padre
Verdier.
desempenhou
como
supra-nume-
fjrio
uma
cadeira
de
historia».
Então que
diz o
collega
«Partido do
Povo»,
«Democracia»
e
tulti
quanti
afinam
pela
mesma
nota,
da
confissão
do
collega
«Liberté»?
Póde-se
dizer,
que
ou
«Parti
do
do
Povo»
não
sabe
o
que
diz
quan
do
abocanha algum
Jesuila,
em
sonhos,
ou
que
a «Liberdade»
está
em
erro.
Uma
mensagem
ao
collega
francez
em
que
lhe
peça
mais
prudência,
conclue o
nosso
collega
da
«Ordem».
prezos
sua
Rnssia.—
Durante
a noi
te
de 26
para
27
de
junho,
foram
pre
zas
em
Kieff
mais
de
400
pessoas.
De
vespera,
fôra
snrprehendido
um
estudan
te
na
occasião
em que
levava
clandesti-
namente
um pacote
contendo
impressos
revolucionários;
interrogado, confessou
que
pertencia
a
uma
sociedade
secreta,
reve
lando
o
logar
onde
ella
se
reunia.
Na
referida noite,
um certo
numero
de
policias, reforçados
por
uma
compa
nhia
militar,
cercaram
a
casa
denuncia
da
e
prenderam
uns
400
indivíduos,
en
tre
os quaes 30
estudantes
da
universi
dade.
A
policia
apoderou-se
ao
mesmo
tem
po,
e
no
mesmo
local,
de
uma
grande
porção
de
carabinas, rewolvers,
cartuchos
e dynamite.
Azeite
falsificado.
—
Procedendo-se
a
um
varejo no
armazém
do
snr.
Anlo-
nio
Henriques
Nogueira,
do
Porto,
en-
tontraram-se
duas
pipas com
azeite
puro
e
um
tanque
contendo
700
litros
de
azei
te
misturado
com
oleo
de
semente
de
algodão,
pelo
que
se
instaurou
na alfan-
dega o
respeclivo
processo.
Assassínio. —
Por
participação
offi-
cial
consta que
no
dia
14
de
maio
ulti
mo
(oi
assassinado no
districto
de
S.
Mi
guel
do
Guaná,
Pará,
o
súbdito
porlu-
guez
Francisco
de Oliveira,
por
alcunha
Manoel Triste,
que
aPi
possuia
um pe
queno
negocio
de
lavoura.
0
assassino,
Joaquim
Sodré,
foi
im-
mediatamente
prezo
e
processado.
Parece
que
deu
causa
a
este homicídio
algumas
rixas sobre
posse
e
divisão
de
terrenos.
Emigrantes —
Durante
o
anno de
1877
entraram
nos
portos
do
império
do
Brazil
29.029
emigrantes,
sendo:
Italianos
13:582
Porluguezes
7:965
Allemães
2:316
Russo-allemães
2:115
Austríacos
1:6(16
Francezes
383
Suissos
162
Hespanhoes
107
Varias
nacionalidades
799
Pragmática
ingleza.
—
A
«Gazela
de
Londres»,
de
21
de
junho ultimo,
ex-
prime-se
assim:
«Secretaria
do
lord
camarista:
Ordem
para
a
côrle
tomar
luto,
a
datar
de
domingo,
22
do
corrente,
em
honra
de
sua
alteza
imperial
o
fallecido
príncipe
Napoleão,
sendo
o
luto
como
segue:
As
senhoras devem
trajar
vestidos
pre
tos,
luvas
brancas
e
sapatos,
plumas,
le
ques
brancos
ou
pretos
e
joias
de
oiro
liso,
ou
de
prata,
pérolas
e
diamantes.
Os
homens,
casaca
preta
de
côrte,
ospadim
e fivelas
pretas.
A
còrte aliviará
o
seu luto,
domin
go
29,
como
segue:
Assenhoras pódem trazer
vestido
prelo
c
°in
fitas,
flores
ou
plumas,
e
enfeites
de
côr,
ou
vestido
alvadio
ou
branco,
com
guarnições
pretas.
Os
homens
continuarão
a
trajar
de
preto.
0
luto
findará
na
quarta-feira,
2
do
proximo
mez.
Konita
progresaSo.—
Um
grão
de
trigo
lançado
á
terra
produz
uma
espiga,
contendo 50
grãos.
Suppondo
a
succes-
stva
sementeira
do
producto
do
proprio
grão,
tcr-se-ha.
No
l.°
anno,
50 grãos;
no
2.°,
2:500;
3.°,
125:000;
no
4.°,
6.250:000; no
312.500:000;
no
6.°,
15.625:000:000;
e no
7.°,
781.250:000:000,
e assim
pro
gressivamente.
No
duodécimo
anno, ob-
ler-se
hiam
214.140:625:000.000
grãos
de
trigo,
que
dariam
para sustentar
a
huma
nidade.
^ortiijjuezeg
falte
eidos.
—
Fallece-
?
a|
n
no
Rio
de
janeiro
os
seguintes
subdi-
los
portuguez.es
:
José
Francisco
Coelho,
50 annos,
ca-
Sa
'lo;
Joaquim
Ribeiro Gomes,
47
a.,
c.;
Antonio
Joaquim
Correio Braga, 30
a.,
Francisco
Pereira
Jorge, 36
a.,
c.;
i
ifioel de
Sousa
Lopes
Bislos,
50
a.,
s.;
Felix Barcellos
de
Lima,
48
a.,
s.;
Antonio
da Silva,
46
a.,
s.;
José
Lou-
renço, 46
a
,
s.;
Anna
Pereira
dos
San
tos
Leal,
47 a.,
c.;
João
Ferreira
Aives
Pinto,
40
a.,
c.;
Antonio
Rodrigues
de
Almeida, 50
a.,
s.;
Maria
Candida da
Sil
va, 38
a.,
s.;
Manoel
d
’
Oliveira Guima
rães,
28
a.,
s.;
José
da
Silva Bastos,
40
a.,
s.;
João
José
d
’Araujo,
26
a.,
s.
A
’
caridade
publiea.
—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso.
Pedimos
que pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A’
caridade
piablica.
—
Recommen-
damos
ás
almas caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito
ha
mais
de seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida.
Vive
em
extrema
pobreza.
Habita
no
sotão
da
casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo.
UI/FIVIAS
NOTICIAS
Lisboa
15.
—
Foram
nomeados escri-
pturarios de
escrivão
de
fazenda
de
Pa
redes
de
Coura o
snr.
Miguel
Caetano
Gonçalves,
e
de
Alijó,
o
snr.
João Tei
xeira
Cavalleiro.
Na
Bolsa
venderam-se:
1
titulo
do ban
co de
Portugal
por
530$000
reis; 5 ac-
ções do
banco
Insulano
a
58$000;
10
ditas
da
companhia
do
gaz
de
Lisboa a
79$500;
10
ditas
do
empréstimo
da com
panhia
de
carruagens
lisbonenses
a 13$ 100;
20
ditas a
12$900;
2
contos
em
acções,
de
encontro,
da
companhia
das aguas a
25
0|0; 42
ditas
prediaes
a
92$600;
8
ditas
do
empréstimo
á cidade
de
Lisboa
a 87$600;
7
contos
em
inscripções
a
50,15;
9
diios
a 53 24; 5 ditos
a
50,15; 5
di
tos
a 50,25.
Os
fundos
portuguezes
em Londres
re
gularam
a
51
1|8
e
51
3[8;
os hespanhoes
a
15
3[I6
e
15
5[16,
e
os
consolidados
inglezes
a
97|12
e 97
5|8.
A
alfândega
rendeu
hoje a
quantia
de
10:617$205
rs.
Paris
12.—A camara
approvou
os pri
meiros
artigos
do
projeclo relativo
á
re
sidência
das
camaras
em
Paris,
e
addiou
para
terça-feira
o
voto
sobre
o
artigo
5.°,
modificado
pelo senado.
O
snr.
Lepére,
ministro
do interior, pediu
á
camara
que
acceitasse
a modificação
alim
de
evitar
demoras.
A
camara
resolveu
não
ter
ses
são
segunda-feira,
por
ser
o
centenário
da
tomada
da
Bastilha
pelo
povo de
Pa
ris.
Dizem
de
Berlim
que
foram encerradas
as
sessões
do
reichstag.
Bruxellas
13.
— A
«Eloile
Belga»
an-
nuncia
que foi
prezo
um
indivíduo por
haver
pronunciado
em
publico
palavras
injuriosas
contra
o
rei,
e
declarar que
fôra
designado
pela
sorte
para o
matar.
Vew-York
13.—
E
’
desmentido olTicial-
mente
o
boato
de
lerem
occorrido
em
Mem-
phis seis
casos
comprovados
de
febre
aina-
rella,
sendo
tres
fataes.
Londres
14.
—
Um
despacho
do
Cabo
da
Boa
Esperança
diz
que
ao
operar-se
um
reconhecimento
foi
morto
pelos
zulus
um
oílicial
inglez.
Berlim
14.
— Foram
nomeados
minis
tros
os
seguintes
snrs.:
Hoffmann,
ministro
do
commercio;
Putlkamer,
dos
cultos;
Lucius,
da
agricultura.
O
snr.
Hoffmann
foi
nomeado chefe
da
administração
dos
caminhos
de
ferro.
O
príncipe
Bismark
partiu
para
Kis-
singen.
Londres
15.—
O
snr.
Bourke,
negou
na
camara
dos
deputados que
os russos
te
nham
intenção
de
marchar
sobre
Merw.
Na camara
dos
lords,
o
marquez
de
Salisbury disse
que
não
resta
nem
um
soldado russo
na
Roumelia
e
que
as
tro
pas
russas
ainda
existentes
a
oeste
da Rush
retiram
rapidamente
para
o
porto
de
em
barque.
A SAIWIHII
'.\1
E
0
CALOR
Quando
apparecem
os
primeiros
calo
res,
o
corpo,
extenuado
pelos
excessos
de
prazeres,
pelas
vigílias,
os trabalhos
exaggerados
já phisicos
já
intellectuaes,
acha-se
sem
força
para
resistir
ás
in
fluencias
da
alhmospbera.
Assim é
que,
tanto
durante
os pri
meiros
calores coma
durante
os primei
ros
frios,
não
se
vê
senão
pessoas
tran
spirando,
ou
tiritando.
Está
reconhecido
que
esses
suores
re
petidos
e
não
combatidos
aggravam
con
sideravelmente
o
estado
anémico.
Pôde
pois
dizer-se
sem
receio
de
lodo
homem
que
o
calor
ordinário do
nosso
clima
o
fazem transpirar
até
o
debilitar
e
tornar
anémico.
O
que mais
geralmente
se
faz,
em
vez de
averiguar
a
causa
d
’
essa
debili
dade
é
augmental-a
ainda
por
um
regí
men
absurdo,
como por exemplo,
bebidas
geladas,
fructos,
cruezas,
etc. Então
já
não
se
transpira,
fica-se
abatido,
extenuado,
exhansto,
sem
força, sem
energia,
sem
vontade
para
luctar
contra
um
calor
or
dinário
de
23
a 30 graus.
D
’
ahi
as
co
res
pallidas,
a
debilidade
geral, os
males
do
eslomago, vertigens,
esvahimenlos,
ne
vralgias, enxaquecas,
etc.,
e
a
quanlida
de
enorme
de
accidentes
originados
por
esse empobrecimento
do
sangue.»
—
Vá
o
snr. tomar
as
agoas», insinua
um ami
go,
—
«aos
banhos
de
mar,
á
Suissa,
a
Ni-
za,
etc.»,
dizem
os
outros.
Qualquer
pessoa
póde
evitar
essas
via
gens,
muitas
vezes inúteis,
sempre
mui
dispendiosas,
que
as
occupações
de
cada
dia
ou
motivos
de
fortuna
tornam im
possíveis,
e
obter mais depressa, mais
economicamente sobretudo,
uma
cura
se
gura.
tomando
todos
os
dias
immediata-
mente
antes
de
cada
comida,
15
a
20
goltas de
ferro
bravais
(ferro liquido
em
goltas concentradas)
n’
uma
porção
de
vinho
ou
agoa
assucarada.
Todos
os
médicos reconhecem hoje a
superioridade
do Ferro
Bravais
sobre
os
demais
ferruginosos
—
Não
contendo
acido
algum,
não
póde
o
Ferro Bravais
enne-
grecer
os
dentes.
Emfim
como
não
tem
nenhum
cheiro
ou
sabor,
tomam
n
’o
sem
a
menor
repugnância
as
pessoas
mais
dif-
ficeis e
delicadas.
O
Ferro
Bravais tem,
naturalmente,
seus
admiradores
fanaticos.
Que
tomem
as
pessoas
que
ainda o
não
experimenta
ram,
um ou
dois frascos
e
quando, mer
cê
a
este
conselho,
tiver
rejuvanescido
o
seu
sangue
empobrecido,
quando
se
achar
mais
cálido
e
com
mais
vigor,
se
felici
tarão
pelo
terem
ensaiado.
Devemos
rogar
ao
publico
que
des
confie
das
imitações perigosas
vendidas
como
ferro
dialisado
e
que
não
teem
ne
nhuma
das
qualidades
do Ferro
Bravais.
Deverá
certificar-se,
antes
de
comprar o
frasco,
da
firma
e
da marca
da fa
brica.
Vende-se
o
Ferro
Bravais
no
deposito
geral,
rua
Lafayette,
13,
Paris;
e
em
to
das
as
pharmacias.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
Snr.
redaclor.
Rogo-lhe
o
favor
de
publicar
no
seu
muito lido
e
accreditado
jornal,
as
con
tas
da
receita
e
despeza
feita
com
a
festa
ao
Senhor
da
Boa
Vista,
que
se venera
atraz
da
capella
de S.
Sebastião,
no
dia
28
e
29
de
junho
proximo
findo.
A
receita
é
a
seguinte:
Remessas
na
manhã
do
dia
29
7$000
Extraordinário
1$895
Obtido
por
cartas
30U
Esmolas
recebidas
de
tarde
2$080
De
uma
mordoma
500
Rendimento
da
bandeja na
egreja
2$760
Leilão
no
dia
28
e
29
2f$150
De
mais
cartas
que
se
remet-
teiam
6$3I5
Dadiva
de
duas
juizas
6$500
Dadiva
do
juiz
4$500
Do
carlorario
1$50()
Peditorio
pela
cidade
8$385
Dadiva de
2
vedores
4$500
67$685
Agora
a
despeza:
Musica
e
palanquç
26$760
Illuminação
14$000
Fogo
16$160
Cera
para
a
egreja
7$970
Tropa
'
2$200
Direitos
da
egreja
3$500
Trabalho
de
4
mulheres, duran
te
2
dias
1$80()
Fl
>res
para
a
egreja
530
Refresco
para
o pregador
660
Vinho,
doces,
stearina
e
papel
920
Annuncios
no
«Commercio
do
Minho»
340
Papel
para
licenças
130
Concerto
de
3
bancos
360
A
2
homens
que ficaram
de
noite
480
Apregoador
1$500
Ao
Victorino,
também
pregoeiro
300
Por
imprimir
300
caitões
e
200
cartas
2$000
Somma.......
79$6IO
Receita.......
67$685
Déficit.........
11
$935
Este
déficit
foi
rateado
pelos
devotos.
Manoel
José
Moreira.
RECLAMOS
SAÚDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVALESCIEHE
DE BARRY de
Londres.
30
amioM
<l
’
invariavel
sueccaao
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psias)
gastrica, gaslralgia,
flegma,
ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intes-
tinaes,
bexigas,
diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma, falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do alito,
dos bronchios,
da
bexi
ga,
do
ligado, dos
rins,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre as
quaes
contam-se
a
do
du
que de Pluskow, da
exra.
a snr.
a
marque-
za
de
Brehan,
de
Lord
Stuart
de Decies,
par d’
inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.
—Vervant,
28
de
mar
ço
de
1866.
—
Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
«evalescière
salvou-me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naturalmele
fraco,
estava arruinado
em
consequência
de
um-
horrível
dispepsia
que
durava
ha
oito
ân
uos,
tratado
sem
resultado
algum
tavoral
vel
pelos médicos,
declaravam
que
alguns
mezes
de
vida
me
restariam,
quando a
eminente virtud
e da
sua
Kevaleacière
me
restituiu
a
saude.
—
A.
B
runeliére
,
cura.
Cura
n.°
45:270.
—
Tisica.
—
M.
Ro-
berts,
d
’uma constipação
pulmonar
com
tosse,
vomotos,
constipação e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.
—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Marilimos),
julho de
1871.
—
«De
pois
que fiz
uso
da
sua benefica
Reva-
ieaeíère,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de
que
soffro ha
dois
annos teude a
desap-
parecer assim
como
os
incommodos
que
sentia
em
todos
os
membros.
E
’
seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preço»
tixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
A
kilo,
500
; de
í/i
kilo
800
rs
;
de
una
kilo,
l$400
reis;
de
2
1
/
1
kilos,
3$200
reis;
de 6
ki-
los,
6$400;
é
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Bevaleseière
ehweolatasla
;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somuo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e sustenta dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Ern
pó
e
em paus,
era caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24 cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1$400
;
ds
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cadi
chavena.
8J»«J SIABHtY
«fe CJ.
a
BiI
VSlTKn.
—
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros,.
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central ;
snr.
Serzedello & C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
l«ísbo», (por
grosso
e miudo)
;
Azevedo Filhos,
praça
de
D.
Pedro.
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12
—B
*
or-
t®,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
BEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI,
NHO.
—
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa-
pbann.
—
íiarecil»»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
phaim.,
Largo
da
Ponte.
—
firaga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31—
Pipa
&
Armão,
rua
do
Souto.
—
Vianias»
«lo
tcllo,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva, drog.,
Rua
da Bainha,
29
e
33.—
f*
*
en
*
Sel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77; J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua
de
Cedoíeita,
160;
Fontes
&
C.a
, drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 225
a
227.
—
JPonte
do
I»i-
■ta.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
PotoM do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s.
pharm.
CASAS
Arrendam-se
duas,
na
rua das
Aguas
n.°
s
100 e
101.
Tem
bons
•
‘
commodos.
Tratam-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56.
(2475)
A6UDECIltmOS
O
abaixo
assignado
agradece
cordeal-
mente
a
todas
as
pessoas que
se
digna
ram
cumprimental-o
por
occasião
do
grave
desastre
que
teve
logar
no
dia
24
do
mez
passado
—
dia
de
S. João,
bem como
aos
exm.
08
snrs.
conde
de
Margaride e
Custodio
Arnozo,
sendo
estes
cavalheiros
os
primeiros
que
compareceram
no
local
do
desastre
e
prestaram
os
primeiros
soc-
corros;
a
todos
em geral protesta o
seu
reconhecimento
e
indelevel gratidão.
Braga
10
de
julho
de
1879.
(2498) Francisco
Rebello
Bizarro.
ANNUNCIQS
CAPELLÀO
Acha-se
vago
o
Irmandade
da
SS.
quem
o
pertender
Meza.
logar
de
Capellão
da
Trindade
do
Populo:
faça requerimento
á
(2509)
GBANDENOVIDADE
Acaba
de
chegar à bella exposição, situada
no Campo de
SanfAnna,
n.°
59
Executado
em
tamanho
natural,
e
ricamente
vestido,
consiruido em
Roma,
pelos
hábeis
artistas
LARROQUET
e
ADINSERT.
A
CELEBRE
MLLIIER
HOMEM DO PORTO
E
0 SEU NAMORO.
AS
BELLAS E
ENCANTADORAS
MULHERES DO GRANDE
SERRALHO DO SULTÃO DA
TURQUIA
são
typos
de
uma
formosura
sem
igual,
vestidas
com
seus
riquíssimos
trajos
orienta
es.
Grande
collecção
de
figuras
de movimento
nunca
vistas
n
’
esta
cidade
e
outras
muitas
novidades.
Preços
ao
aleanee
de
todos.
ENTRADA
GERAL
(sem o
reservado)
4
0 njSZS!!!
Está
aberta
das
7
e
meia horas
da
tarde em
diante.
Também
ha vários
jogos re
creativos.
(2508)
MO3ÍTJE-P1O
I>E
S.
JOSÉ.
Por ordem
do
snr.
presidente
da
As
sembleia
Geral,
são convidados todos
os
sccios
do
MotUe-pio
que
estejam
no
goso
dos
seus
direitos,
a
reunirem-se
em As
sembleia
Geral,
no dia
20
do
corrente,
ás
duas
horas
da
tarde, na
casa
da
As
sociação
no
largo
de
Santo
Agostinho;
sómenle
para
dar
cumprimento
ao
dis
posto
no
art.° 41,—
1.°
do
respectivo
es
tatuto.
Braga
11
de
julho
de
1879.
O
l.°
secretario
(2501) Anlonio
Luiz
Rodrigues.
ihihi
.
A
Camara
Municipal
d’
esla
Cidade
e
Con
celho
de
Braga
Faz
saber,
que
tendo
sido
arrematado
o
imposto
denominado
dos
carros,
por
termo
de 30 de
maio
ultimo,
e
que
foi
approvado
por
accordão
da Commissão
Districtal
de
13
de
junho
seguinte,
são
condições
especiaes
da
mesma
as
seguin
tes:
Abolição
do
§
unico
do
artigo
84 do
Codigo de
Posturas que
exceptuava
do
pagamento
do dito
imposto
os
carros
em
pregados
nas
obras
do
município;
e
bem
assim os
das
propriedades
existentes
den
tro
das
barreiras.
O
carros
que,
estando
dentro
das
bar
reiras,
houverem
de
sahir
para
transitar
nas
ruas
e
praças
da
cidade,
devem
ser
acompanhados
do
recibo d
’
esse
dia
do
im
posto
competente, que
será
previamenle
comprado
na
barreira
que
ticar
mais
pró
xima.
Os carros
das
propriedades
sitas
den
iro
da
cidade pela
primeira
vez que
no
dia
sabirem as
barreiras, visarão
o recibo
que
acompanha
o
carro
no
respectivo
bi
lheteiro,
e
o
mesmo
farão
no
seu
regres
so
immediato,
afiin
de n
’
essa
entrada
se
rem dispensados
de
pagar
o respectivo
imposto;
ficando
sempre
na
intelIigencia
de que
todas
as
vezes
que
n'esse
dia
tornarem
a
entrar
as
barreiras, terão
de
pagar
novamente
o
imposto.
E
para
conhecimento
de
todos
e
nin
guém
allegar
ignorância,
se
mandou
afli-
xar
o
presente
edital
nas
competentes bar
reiras
e
publicar por
bando em
todas as
ruas
e
praças da cidade.
Braga
3
de
ju
lho
de 1879.
O Presidente
da
Camara
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
EDITAL.
A
Camara
Municipal
d
’
esla
Cidade
e
Con
celho
de Braga
Faz
saber,
que
ficam
espaçadas
para
o
dia
18 do
corrente
pelas 11
horas
da
manhã,
no
Paço
do
Concelho, as
arre
matações
das obras
das
ruas
de
S.
Thia-
go
e do
Poço,
e
de
um caminho
em
Souto-Chão.
Bem
assim
se
hade
arrematar
por tem
po
de
seis
mezes,
ou
por
um
anno,
á
escolha
da
mesma
camara,
o
rendimento
de
lodos
os
estrumes
ou
lixo
do
campo
denominado
do
Salvador,
da
rua
do
mes
mo
nome,
e
avenida
para
o
Carmo,
e
com as
demais
condições
já
publicadas.
Braga
4
de
Julho
de
1879.
O
Presidente
da
Camara
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
EDITAL.
A
Camara
Municipal d
’esta Cidade e
Con
celho
de Braga
Faz
saber,
que
no
dia
25
do
corren
te,
pelas
11
horas
da manhã, no Paço
do
Concelho
se
hade
arrematar
a
obra
dos
passeios
da
Lapa,
ao norte
da ca-
pella do
mesmo
nome, incluindo o
atrio
d
’
esta,
sob
a
base de
licitação
de
2$000
reis
cada melro
quadrado,
e
com
as
de
mais
condições
já publicadas.—Braga
4
de
Julho
de
1879.
O
Presidente da
Camara
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
ÉDITOS WE
30
DIAS.
Por
este juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
do
6.®
oflicio
do
mesmo
juizo que
este
assigna,
e no
inventario
orpbanologico
a
que
se
procede
por
fallecimento
de
Francisco
Go
mes, viuvo,
morador
que
foi
no
logar
do
Gontijo,
freguezia
de S.
Marlinho
de
Du-
me,
d’
esta
comarca,
em
que
é
lingua
invenlariante
a
irmã
do
fallecido;
Jerony-
ma
Gomes,
da
mesma
freguezia,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
do
2.°
an-
nuncio
publicado
n’
esle
jornal,
citando
e
chamando
todos
os
credores
incertos
e
legatários
desconhecidos
ou
domiciliados
fóra
d
’
esta
comarca,
que
se
julguem
com
algum
direito
e
acção
ao cazal
inventa
riado,
para
que
o
venham
deduzir
no
in
ventario,
dentro
do
referi
Io
praso, sob
pena
de
revelia
e
sem
prejuízo
do anda
mento
do
processo.
Braga
12
de
julho de
1879.
Verifiquei.
Adriano Carneiro de
Sampaio.
O
Escrivão
(2507) José Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
ALVIÇIRAS
Perdeu-se na
quinta-feira
á
noite,
des
de
o
campo
de
SanfAnna
até
á
rua
do
Alcaide,
um
rubim
de
primeira
qualidade
e
fórma
oval.
Pede-se
á
pessoa
que o
achar
o
favor
de
o
entregar
n
’
esta
redac-
ção,
ou no
café
Faria,
recebendo
alviça-
ras.
Previnem-se
os snrs.
ourives
para
que
não
o
comprem
e
igual
prevenção
se
fez
já
para
diíTerenles
terras.
(2502)
tiiiims
DE COBRE
Vendem
se
duas
em
bom
estado.
46, RUA DE SANTO
ANDRÉ, 46.
(2497)
CAIXEIRO
Oflerece-se
um
muito
bem
conhecido
n
’esta
praça, para
casa
de
modas
ou pan-
nos,
muito
habilitado,
e
com bastante
pra
tica;
dá
as
melhores
informações.
Carta
a
esta
redacção
com
as
iniciaes
M.
J.
C.
B.
•
(2499)
TABACARIA
50
—
RUA
DO
CAStVAElIAL
—
50
BRAGA
Sortido
em
rapè XABREGAS
Meio
grosso,
em
250
gram.
400
reis
Cruz
de
Malta,
»
»
450
>
Meio
grosso secco
»
»
580
»
»
»
pacotinhos
de
25
gram.
40 »
Variedade
em
tabacos
de
todas
as
fa
bricas.
Satisfaz
se
com
promptidão qual
quer
pedido
com
VANTAJOSAS
COMMISSÕES.
(2500)
Vende-se
uma
vicloria
que
trabalha
de
lança
e baral,
uma
cama
de
pau
preto
de
bilros
torcidos,
e 6
cadeiras,
tudo de
pau
preto.
Quem
pretender
falle
com
Fran
cisco d’Araujo
Coelho,
da
rua
da
Ponte,
n.«
80.
(2504)
Manoel
de
Barros
Braga,
representante
do
acreditado
commerciante
de
Villa
No
va
de
Gaia
o
snr.
Joaquim
Coelho
Bra-
gante,
tem a honra
de
annunciar
aos
seus
freguezes
e
amigos
que
abriu
o
seu de
posito
de vinhos
no
largo
de
S.
Fran
cisco
n.°
13
A,
onde poderão encontrar
os
vinhos propriamente genuínos
do
Porto.
Previne
os
seus
freguezes
que
todos
os
bilhetes
das
garrafas
são rubricados, ten
do
na rolha a
marca
de
fogo —
BRA-
GAATE
—
e
o
carimbo
em
lacre.
O
proprietário responsabilisa-se
pela
pu
reza
dos
seus
vinhos
dos
quaes
garante
a
sua
qualidade.
(2478)
DINHEIRO
A
JURO
Na
confraria
de Santo
Amaro da
Sé
Primaz
existe
para
mutuar
a
juro
de
5
p.
c.
a
quantia
de
700$000
reis.
(2485)
BILHETES DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo correio,
francos
de
por
.
te
sem
augmento
de
preço.
APPARICIO
KUHriito
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Marlinho,
27
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27
ffRífS
HIDSSA
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
Praça
do
!turão
de
S.
Marti,
nho,
81
APPARICIO
l
SIAÍ.IlEIliO
11»
íi
A 4»
A,
DINHEIRO
A
JURO
A confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra-
ça
Municipal
tem
650^000
reis
para
mu-,
luar,
a 5
p. c.
(2461)
Fabrica
de papel
de
Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos.
de
diflerenles
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
^raearense
—
27,
Rua
do
Soulo 27—
(2340)
VENDE-SE
a
casa da rua
do
An-
'tTka,
J°
n
-°
O
e
11
A
-
Quem
a
pre-
c&jm.
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Caixa
penhorista
Braearense
na
Travessa
de
D.
Gualdim
d
’
eata
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noule
na mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os mutuários que
ti
verem
ohjectos empenhados
na
mesma
caixa
com atrazo
de
juros
de
Ires
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
Fabrica
a vapor de fundição
ferro
e metaes
Travessa
de
S.
João—Braga.
N
’
esla
fabrica,
única
na
província da
Minho,
fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder elevar
este-
melhoramento
de industria
á
altura de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
pois
que
no
seu estabelecimento se
fazem obras
de
todos
os
tamanhos
e quali
dades
pelos
preços
que
possam
ser
encontra
dos
no
Porto.
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo-
de
5:000 kilos
e
maiores,
sendo preciso,
achando-se
já
muitas
obras fundidas,
avul
sas,
como
são:
buxas
para
eixos
de
carrua
gens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de»
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins, bonibas
de qualquer
pres
são
até
á
altura de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prensas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
systema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleit
’
03
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Além d
’
estas
obras,
que
'
ia
feito,
toma
encommendas
para
todas
q
ue
possam
fazer-se
de ferro, aço
ou
metal.
Também
concerta
todas
as
obras
deste
genero
principalmente
bombas
de
poços-
O proprietário
Anlonio
Germano Ferreirinha.
RESPONSÁVEL -Luiz
Baplista (la
Sil«
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
