comerciominho_10071879_957.xml
- conteúdo
-
FOff^lIAL
lOSA
„
BS
NOTICIOSA..
REDACTOilES—D.
Miguel Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
—
DIRECTOR—Anlonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
«SESSÍ
7.°
ANNO
PREÇO
DA ASS1GNATURA
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.............2&000
?
»
6
»
.............1&050
»
sendo
duas
assignaluras
3&600
Brazil,
12 mezes, moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso.................... 10
PUBLICA-SE
AS TERÇAS,
QLIATAS E
SABBADOS.
N.° 957
Braga,
12 mezes..................................
1&600
»
6
»
.............................
850
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha....................... 20
Repetirão........................................ 10
QUINTA-FEIRA
10 DE JULHO DE 1879
A
política
e
n«
irmandades
ou
confrarias.
Promettemos voltar
a
este assumpto
e
o
fazemos
mais
cedo
do
que tencioná
vamos
para
dar
ao
snr.
padre
Domingos
Moreira Guimarães,
uma explicação
do
nosso
pensamento
que
elle
não
compre-
bendeu.
Também
nós
não
comprehendemos
co
mo
é
que
as
nossas
considerações
sobre
um
assumpto
de
interesse
geral
para
as
corporações
que
estão
no
seio
da Egreja
Catholica,
e
em
que
se
não
personifica
ninguém,
nem
se
accusa
nenhuma
cor
poração
ou
irmandade,
sobresaltou o
ani
mo
do
snr.
padre
Moreira,
para
vir
re
querer
explicações
do
que
a
todos
foi
claro.
Sim,
senhor,
nós
vamos
explicar
os
nossos
assertos,
mas
não
desfazer
accu-
sações,
porque
as
não
fizemos,
nem des-
aggravar
oflendidos
porque
os
não
vemos.
Não
oflendemos
ninguém,
e
isto,
pelo
menos,
devia ser claro ao snr.
padre
Moreira,
porque
quasi
no fundo
do
nos
so
artigo
alli
está
bem
expressa a inten
ção
de
não
offender
nem
escandalisar
ninguém.
«Faltando
assim,
não
alludimes
nem
accusamos
ninguém:
prevenimos
maiores
males para
as
corporações,
e
aconselha
mos
o
que a todos
ha-de
parecer
o
mais
rasoavel
e
conveniente».
As
insinuações
pois
que
diz
estarem
no
nosso
artigo,
não
estão
realmente
se
não
na
phantasia
de
sua
rev.
a
.
senão
vejamol-o.
Im
abuso
inqualificável
começou
a
introdusir-se
na administração
das
irman
dades
e
confrarias,
que
é
forçoso
cortar
quanto
antes,
dissemos
nós,
e
este
abuso
é
a
especulação
politica.
E
’
clarissimo
das nossas
palavras
que
nos
não dirigimos
a
nenhuma
corporação
particular.
Apontamos
o abuso;
e
este
não
se
dá?
Innegavelmente.
A
politica
in
vadiu
tudo;
não
ha
logarejo,
nem
repar
tição,
nem sala,
nem
canto
que
ella
não
tenha
tomado.
O
espirito
da
politica
ou
o espirito
do
século
e
das
temporalidades
domina
todas
as
classes,
sem exceptuar
mesmo
a
do clero
que também se
envolve
nas
lidas
degradantes
dos partidos, em
favor
da
politica
liberal,
tão
contraria
á
egreja
e
á
sua doutrina.
Ha
infehzmente
padres
que
se
dizem
liberaes
e que
trabalham
pela
causa
do
liberalismo,
o
qual
tem
rebaixado,
empobrecido
e
affrontado
a
egreja.
Não
penetrou
a
influencia
ou
o
es
pirito da
politica
nas irmandades
e
con
frarias?
E
’
muito
verdade
e
os
factos
o
de
monstram
evidenlemente.
Os
proprios
po
líticos
o
asseveram.
Como
se
qualificou
o
acto
da
dissolução
da
Meza
da
Misericór
dia,
pelo snr.
marquez
de
Vallada?
Como
a decisão
do
snr.
Fontes
que
mandou
proceder
poucos
dias
antes
do
dia
mar
cado
no
estatuto
á eleição da nova
Meza,
só
para
dar
gosto
aos
seus
partidários?
Como
se
qualificou
uma
eleição composta
de
membros,
todos
pertencentes
a
uma
facção
politica?
Como
se
caracterisou
ti-
nalmenle
o
acto
da
suspensão
da
eleição
que
devia fazer-se no
dia
2 do coirente
e
não
se
fez?
Tudo
isto se
fez
por
po
litica,
aflirmam
os
partidários
de
todas
as
ficções liberaes.
E qual
a
causa
d
’
estas
dissoluções
e
successvias
eleições
que
n
’outros
tempos
senão
podiam
fazer
por
falta de
concorrentes,
e
agora
se
prepa
ram
com
tanta azafama,
e
se fazem
com
tão
grande numero
de
irmãos?
Eis
aqui
a
explicação
do
que
aflir-
mamos
—que
as
eleições
das
irmandades,
feitas
com
a
mira
nas
conveniências
po
líticas
dos
partidos,
dão
causa
ou
pre
texto
para
a aucloridade
intervir
.e
dis
solver
as
Mezas.
Isto
não
é accusar a
Meza actual
da
Misericórdia,
nem
nenhuma
das transadas;
é
expor
os
factos
e
tirar
as consequên
cias
dos
mesmos.
Condemnamos
o
abuso
quer
elle
seja
da
aucloridade
que violenta
as
corporações, quer
das
corporações
que
não
usam
prudenlemente
dos
seus
direi
tos.
Se
a
consciência
diz a
alguém
—
Me
me
adsurn qui feci,
não
nos
arguam
a
nós,
que
nada
temos
com
as
pessoas.
Se
lembramos
o
facto
de
se
ter
sus
pendido
ou
prohibido
a eleição
da
Mise
ricórdia
que
ainda
está
por
fazer,
não
aflirmamos
que
a
Meza
fosse
culpada, an
tes
desaprovamos
a
ordem
da
suspensão
no proprio
dia. Apontamos
o
facto
para
comprovar
o
nosso
asserto
de que
é
al
tamente
prejudicial
ao
bem
das irmanda
des,
misericórdias ou
confrarias
o deixa
rem
as
Mesas
ou
os
confrades
dominar-
se
do
espirito
político, ou
obrar
com
fins
políticos.
Se isto
carece
de
explicação
nós
nos
explicamos
melhor
dizendo
que
as
Mesas
não
são
superiores
aos
seus
com
promissos ou
estatutos
e
que
por
isso
estes
se
devem
cumprir
íielmente; que
tanto
nas
eleições
das
Mesas
como
na
ad
missão
de irmãos se
não
deve
olhar
á
cor
politica
dos
propostos
mas ás
suas
boas
qualidades
moraes;
que se não
faça
politica
com
estas
eleições
ou
nomeações,
porque
a
aucloridade
é
zelosa mais
que
ninguém
dos
interesses
políticos
do
seu
partido,
e
por
isso
hade
embicar
com
as
irmandades
não
lhes
approvando
os
orçamentos
ou dissolvendo
as
administra
ções
com
o
mais
futil
pretexto
E
não
ha
sobejo
motivo
para
acon
selhar
isto
a
todas
as
corporações,
mas
prindlpalmente
á
da
Misericórdia que
an
da
ha
tempos
sob
a
fiscalisação
da
auclo
ridade
civil?
Se
os
mesarios
se
converterem
em
agentes de
poli ica
poderão
bem
servir
e
administrar
as irmandades?
Também
se
algum
papalvo
crê
que
não
póde
haver
nas
corporações
nenhum ge-
nero
de
especulação
monetaria
que leia
os relatórios,
termos
de
juntas,
decisões
de
tribunaes,
e a
escripturação
das
cor
porações
e
poderá
desenganar
a
sua
in-
nocencia.
Tem-se
abusado
e
continuar-se-ha
abu
sar
se
não houver
vigilância
e
prudência.
Creio
que
nos
temos
explicado
calhe-
goricamenle
para nos
não
attribuirem
fal
sidades
ou
calumnias.
Será
necessária
nova explicação?
Se
fôr,
estamos
promptos
a dal-a,
porque
o
tempo
hade
ir
aclarando
mais a questão,
e
forne
cendo
novos
testimunhos
em
favor da
verdade
e
da
justiça
com
que
advogamos
o
interesse
das
corporações
«ecclesiasticas.
Não
abandonamos
o
assumpto.
BIBLIOGRAPHIA.
Recebemos
o
livro intitulado
Historia
do
Marechal Saldanha,
por
D.
Anlonio
da
Costa.
—E
’ o
primeiro
dos dois
volu
mes,
que
o
illustre
escriptor se
propoz
publicar.
Agradecendo
tam mimoso
offerecimen-
to,
cumpre-nos,
pela
muita
consideração,
em
que
temos
o
auctor
e
o
livro,
emit-
tir
nosso
parecer
sobre
o
conjunclo
de
tolos
o
l.° volume. Não é,
pois,
nosso
proposito
criticar
facto
por
facto,
induc-
ção
por
inducção,
pois
é
de
summa
dif-
ficuldade
avaliar
com reclidão e profun
deza
todos
os
traços
d
’
um
volumoso
li
vro
de
historia
em
uma
noticia
bibliogra-
phica.
Seja exemplo
a
polemica,
que,
so
bre
o
mesmo
assumpto,
se levantou en
tre
os
snrs.
Amorim
Barbosa.
Pinho
Leal
e
Joaquim
Martins
de
Carvalho.
Compulsar
um
livro
de
historia
e
no
tar
n
’elle
a
affirmação
de
factos,
que
ou
tros
contestam;
impugnar
inducções
falsas
e
restabelecer
as
verdadeiras,
manifestadas
pela
perspicácia
da
critica
sem
a qual er
rada correrá sempre a philosophia
da
his
toria,
é
trabalho,
que,
para
ser
conscien
cioso, demanda
tempo
e
espaço,
de
que
não
dispômos.
w
*
OFl
O
1.°
volume da
Historia
do
Mare
chal
Saldanha
tem
virtudes
e
tem
vicios,
no
sentido (se
entende)
em
que são
to
mados
estes
lermos
quando
se
aprecia
qualquer
genero
de
iilteralura.
Seu
estylo
é
levantado
na ideia
e é
correclo
na
fórma,
pois
que
o
assumpto
é
importante,
os conceitos,
com
que
o
reveste,
são
profundos e a
phrase
é
por-
lugueza
de
lei.
Pagina
primorosa
da vida
epica
d
’
um
guerreiro
talentoso
e
esforçado,
pecca,
no
entanto, pela impropriedade
do
estylo.
No
l.°
volume
da Historia
do
Mare
chal
Saldanha
não
se
encontra
a
fórma
verdadeiramenle
histórica,
cujo
sabor
é
sempre apreciável,
porque
nos
recorda
o
clacicismo
quinhentista
e
extrema
os
di
versos
generos
de
litteratura,
que
o
bom
senso,
auxiliado
pela
arte,
manda
que
se
distingam.
Lembra
nos, que
um
escriptor
contem
porâneo,
propondo-se
escrever a historia
d
’
uma
epocha
notável
da
França,
se
re
solveu
estudar
primeiro
o
estylo
hislonco.
O
snr.
D.
Anlonio da
Costa, porém,
não
o
entende
assim.
Ou
discuta
a
conslitu-
cionalidade
do
casamento
civil,
ou
escre
va
sobre
a
influencia
do
chistianismo
nas
sociedades,
ou
descreva
as
impressões,
que
sentiu
durante
o seu passeio
por
terras
do
Minho,
ou
historie
a
vida
marcial
de
Saldanha,
emprega
sempre o
mesmo
es
tylo,
como se
não
fora
êrro
confundir
os
generos
de litteratura n
’
esta
parte,
que
deve
ser
uma
das
suas
mais
accentuadas
caracteristicas.
Ainda
outro
vicio
e
este
mais
digno
de
acerada
censura.
•••
O
snr.
D.
Anlonio
da
Costa
não
es
creveu
uma verdadeira
historia
da
vida
militar
do
Marechal,
para
que
podesse
mais
tarde
ser
aproveitada
para
entrar
como
capitulo
da
historia
geral
de
Por
tugal
e
do
Brazil;
escreveu
um
longo
e
aprimorado
elogio
fúnebre
do notável
guer
reiro.
Na
longa
trajecloria
da
vida
de
Saldanha
só
encontrou
virtudes
civicas
para
engrandecer,
genio
militar para apre
goar,
desmedida
valentia
para
benemeren-
cias,
sendo
certo,
que
o
seu heroe foi
em
vida
e
depois
da
morte
alvo
de
gra
ves
accusações
e
de
accenluados
desme-
recimentos.
Se
o snr.
D.
Anlonio cala
essas
accu
sações,
será
porque
as
ignora?
ou
será
porque
as
consente?
ou
talvez
porque
sua
refutação é
difficil
empresa?
ou
se
aguar
dará
para
o
2.®
volume?
Escolha d’estas
hypotheses
o illustre
escriptor
e
o
seu
elevado
critério
reconhe
cerá,
que
em
qualquer
d’
ellas
ha
espinhos,
que
pungem
o
espirito
de
todo
o
con
sciencioso
escriptor.
Ensina
a critica
histórica,
quej
não
devemos
approximar
sómente
os
pontos
luminosos da historia d’
uma
nação, d’uma
instituição,
ou d
’
um
indivíduo;
ensina tam
bém,
que não
devemos
approximar
só
mente
os
pontos
negros
d
’essas
tres
in
dividualidades,
pois
que
no primeiro
caso
formaremos
uma
historia
brilhante,
sem
manchas,
sem
sombras,
sendo
certo
que
estas
tinham
direito
a
exigir
o
logar,
que
lhes
compelia;
no
segundo
caso
for
caremos
uma
historia
tenebrosa,
que
mui
to
deslôa
da
verdade
histórica.
O
snr.
1).
Anlonio
da
Costa
não
at-
tendeu
a
esta
maxima
da
critica
e
legou-
nos um livro
imppossivel
de
ser
acredi
tado
por
quem
conhece,
que
não
ha
ca
pitão,
que
não
tenha
o
seu
ponto vulne
rável por
mais favorecido
que
seja
pelo
anjo da
victoria. Achilles era
vulnerável
no
cancanhar.
O
proprio
Anjo
da
victoria
foi
vencido
pelos anglo-luzitanos.
Y.
COBRESPO.WmiA
Ao
meu
illustre,
illuatrado,
e
exe.
mJ
amigo,
Augusto
Soares
de
Azevedo
Unrbosa de
Pinho
Iieal
Amicus
Plalo,
sed
maçjis
amica
ve-
ritas.
Se
este
aphoristno
é
necessário
para
regular
lodos
os
actos
da
vida
domesti
ca,
e
publica dos
homens
de
todas
as
classes,
e
condicções,
em
todos
seus
ne
gócios e
conducta;
é
duplamenle
neces
sário
a
quem escreve
a
historia,
porque
a
historia
é
a
traducção
fiel
dos
factos,
dos
costumes,
dos
tempos,
e dos
ho
mens,
de
que
ella se
occupa,
e
é
um
compendio
seguro
das
virtudes
a imi
tar,
e
dos
vicios
a
corrigir.
Creio
que
o
meu
illustre
amigo,
o
snr.
Pinho
Leal
reconhecerá
como
ver
dadeira
esta
doutrina
elementar;
e
admit-
tidi ella,
ha-de
admittir
como
clausula,
sine
qua non,
(na
phrase
académica)
que
o
historiador
deve,
tanto,
quanto
possa,
ver,
e
examinar
por
seus
proprios
olhos,
e
não por
olhos
emprestados,
os.
lugares,
as
circumstancias,
e
os
acontecimentos,
de
que
ficáram
vestígios;
e
ouvir
as pes
soas,
que
n
’
elles
tiveram parle,
como
fizeram Tiers quando escrevia
a
historia
do consulado, e
do
império,
e
o
snr.
Henrique
Lasserre,
para
o
seu admiravel
livro
de N. Senhora de
Lourdes,
nem
um
dos quaes
foi
até
hoje
notado
de
menos
exaclo
em
tudo
o
que
escreveram.
Fui testemunha
ocular
da
mór
par
le
do
que escrevi
recliticando
o que
es
creveu
o
meu
illustre amigo;
e
dos que
não
vi
tenho
conhecimento
que
póde
ter
o
homem,
que
vive
ao
lado
do
seu
che
fe,
e
que
na
sua
secretaria
assiste,
e
faz
a
correspondência
oflicial em
todos
os
assumptos.
O
que vi é
para
mim
mais
certo,
do
que as
narrações dos
que
não
viram,
e
á
parle
as
afleições
pessoaes,
e
o
espirito
de
partido.
Apezar
do
que
diz
o
meu
amigo,
e
do
que escreveu
o
snr.
Carreira
de
Mel
lo,
insisto
no
que disse,
porque
vi
—
O
conde
do
Bomfim não
commandou
algu
ma
das
divizões vencidas
em
Torres
Ve-
dras;
nunca
esteve
em
Santarém no
tem
po
da paluleia
(como
lhe
cbamáram) quem
foi
então
prizioneiro
foi
um
filho
d
’
esse
conde
(assim
como
o
conde
da
Taipa,
a
quem
Saldanha
deixou
escapulir
vestido
em
trages
de
mulher.
Tenho
um
genro,
que
era
já
ofTicial,
e que
manobrou
no
exercito
do
Mare
chal
n
’
aquella
batalha;
e
um
filho
que
era
então
sargento
no
do
commando
do
Mousinho;
e
prefiro
as
informações
d
’
estes
dois homens,
que
viram,
á
do$
que
não
viram.
O
que
disse
dos
successos
na
bata
lha
de
Almosler
foi
o
que
vi
e
presen-
ceei
muito
a
sangue
frio;
e
o
que
achei
no
exame
dos
feridos
conduzidos
nas
am-
bulancias
para
o
hospital;
o
que
li
nas
participações
dos
commandantes dos
cor
pos,
que
entráram
n
’aquella acção,
e
o
que
escrevi
no
relatorio
ao
ministro
da
guerra,
zarcunhado
pelo
Gcrvis da
Atou-
guia,
e
corrigido
pelo
Marechal;
e
não
se
admire
o
snr.
Pinho
Leal de
não
ha
ver
fóra
de
combale
tantos
olficiaes,
co
mo
elle disse,
porque
aquella
batalha
foi,
da
parte
das
tropas
de
D.
Miguel,
uma
desordem
desde
o
principio
até
ao
fim.
Basta
que
lhe
diga:
que
era
general
o
Lemos,
homem
sem
instrucção,
nem
sciencia
maior,
que
principiou
por
moço
d
’
uma
botica
de frades
aqui
n
’
esta
terra:
que na
vespera
d
’
esse
dia
já o
Marechal
estava
sciente,
p
r aviso
d
’
um dos
trai
dores
do
snr.
D.
Miguel,
das
forças
que
o
haviam
de
atacar,
do
logar,
e
da
hora:
e
que
tanta
foi
a
desordem
no
ataque que
o
Becan,
coronel
de
lanceiros,
pôde
de
fender-se
(elle
só)
de
12
dragoens
de
Chaves
que
o
cercavam,
e
dos
quaes
ma
tou
parte
sem
que
recebesse
uma
belis
cadura! O
dilema
do
meu amigo
é
fóra
de
proposito
a
este
respeito.
Que
necessidade
lmha
o
exercito
mi-
guelista
de
dar
descargas
cerradas
antes
de
mettido
em
ordem
de batalha, e
do
inimigo
estar
collocado
onde
ella
devia
ler
lugar,
e para
o
qual
se
dirigia
em
varias
columuas
a
coberto
de
montes,
e
sumida
por
valles?
Pois
ahi tem um
dos
primeiros
erros
do general
de
D.
Mi
guel, e
a
causa
de
dar
tantos
tiros
ao
vento.
Parece
que o
nosso
amigo
nunca
foi
militar.
Na
noite
d’
esse
dia
disse
eu
ao
Marechal
(se
bem
me
recordo)
estas
palavras
«se
v.
exc.a
no
começo da acção,
«mandasse
obliquar
a
linha
da Asseca
«
sobre
a
esquerda
pondo
a
na
reclaguarda
<tdo
inimigo,
leria
aprisionado
lodo
esse
«exercito!
Ao
que
elle
me
respondeu
per-
«gumando
e
ie
de
Santarém
saisse
uma
<
força sobre
a
ponte
da
Asseca,
não
seria
«eu
o
prisioneiro»?
!
Não
diga
o
meu
illustre
amigo:
que
o
exercito
vencido
se
retirou
em
boa
or
dem
para as suas
posições.
Um
exercito
balido
nunca
se
retira
em
boa ordem,
e
muito
menos
quando
o
commandante
se
chama
Lemos:
olhe o
meu
amigo
que
ainda
ha
muita
gente
viva,
que presen-
ceou
os
magotes
que
se
safáram
pelo
Se-
curió,
e
lugares
circumvisinhos
e
que
só
se
juntaram
em
Santarém.
Não
quero,
nem
devo
crer
o
que
es
creveu
o
snr.
Carreira
de
Mello,
a
res
peito
da
tomada
de Leiria,
e
admiro-me
de
que
tivesse
a
ingenuidade
de
dizer
que
a
guarnição
andava
por
2:000
homens,
força
muito
superior
á
do
Marechal,
se
nhora
d
’
uma
praça
fechada,
e
que
fa
cilmenle
poderia
resistir-lhe!
Não
assisti
a essa
tomada;
mas passando-me
pelas
mãos
o processo
feito
aos
tres
soldados
(de
cavallaria)
que
se
apresentaram,
des
ertando
depois
(facto
que
narrei
nos meus
interrogatórios) e
lendo
visto
a conducla
do
Marechal,
que
os
salvou
de serem
arca-
busados,
não
posso, como
disse,
crer que
essas
increpações
feitas
pelo
snr.
Carrei
ra
de
iMello,
sejam
outras
tantas
verda
des
consentidas
pelo
Marechal
Saldanha.
A
linguagem
do
narrador
é
apaixo
nada,
e
demasiado livre,
e
sem
provas!
Não
é
assim
que
se
escreve
a
historia.
O
snr. Mello
presenceou
o
que
narra?
Viu
por
ventura
a
participação
do
Mare
chal
ao
ministro
da
guerra,
sobre
o
que
se
passou
na
tomada
de
Leiria?
Aonde
a
viu,
e
quem
lh
’a
mostrou?
Mais
cri
tica,
snr.:
longe
de
nós
a
fé
do
car
voeiro!
Se
o
snr.
Carreira
de
Mello
contasse
os assassínios,
e
perseguições
feitas
pelos
malhados
aos
pobres
realistas,
que
os
não
n
i
a
m offendido,
andaria
melhor
por
se-
trem
factos presenceados por
muitas
pes
soas
ainda
vivas:
eu,
que lenho
razões
de
saber o
que
se
passou
em
todas as
oparações
d
’
aquelle
Marechal,
nunca
ouvi
aliar
na
tal
carnificina
de
Leiria,
nem
fna
morte
do
corregedor,
insisto
no
que
escrevi
—O
Marechal
Saldanha sómente
ba
tia
os
realistas
no
campo das
batalhas;
fóra
delle
protegia-os,
verdade, de
que
indiquei
algumas
provas,
a
que posso
jtin-
tar
outras
muitas,
que correram
debaixo
dos
meus
olhos,
e
que
me
passaram
pe.
GAZETILHA
Pelas
melhoras
de
XHa
Exe.
a
Kevd.
,na
—
No
dia
6 do
corrente,
o
rev.°
arcipreste
de
Ponte
do
Lima, juntamenle
com
todo
o
clero
da
sua freguezia cele
braram
um solemne Te-Deutn,
na egreja
matriz
do
Mosteiro
de
Refojos
do
Lima,
em
acção
de graças pelo restabelecimento
do
Exc."10 e
Revd.
mo
Snr. Arcebispo Pri
maz;
assistindo
a
este
religioso
acto
as
pessoas
mais
gradas
d
’
aquella
freguezia
e
um
grande
concurso
de
fieis.
Festividade.—
No domingo leem
lo
gar
em
S.
João
do
Souto
a pomposissi-
ma
festividade
do
Santíssimo
Sacramento.
Tem
no sabbado
vesperas
solemnes a
instrumental,
e
no
domingo
missa
canta
da,
sermão
e
procissão
de tarde,
a
qual
percorrerá
o
itinerário
seguinte:
rua
de
S.
João, Traz-da-Sé.
rua
da
Sé,
largo
de
S.
Miguel-o-Anjo, praça
da Alegria, rua
Nova, rua
do
Souto,
rua
de
S.
Marcos,
recolhendo
á mesma
egreja.
Moirée.
—
Os
Ex.
raOS
Snrs
Viscondes
de Lindozo
deram
em
a noite
de
domin
go,
6
do
corrente,
uma
bonita
soirée
em
obséquio
a
seus
primos
os Ex.m
°
s
Condes
da
Redinha,
que
hospedavam
em
casa
de
S.
Ex.
’
s
,
e
para
solemnisar
o
regresso
de seu
filho, o
joven
e
sympa-
ttiico Visconde,
que
acaba Tde
concluir
a
sua
formatura
em
direito.
Foi
uma
reunião
bem
agradavel,
em
que
se
via
um
grande
numero das
prin-
cipaes
familiâs de
Guimarães.
Houve
um
magnifico
chá
e abundantes
e
repetidos
serviçòs
de refrescos:
dançóii-se
bastante,
e
a
amabilidade, dos
donos
da
casa
e de
seus
filhos
davam
o
realce
áquella
festa.
Ias
mãos: e
se
elle
teve
noticia
dos
es-
criptos
do
snr. Carreira
de
Mello,
e
lhe
não
respondeu
foi
por estar
seguro
na
sua
consciência,
e
collocado
em
uma
al
tura,
a
que
as
bailas
não chegavam.
O
meu illustre
amigo
fez-me
sorrir
com
o
quinau
grammatical—
Campo
do
quadro
(em
Santarém)!
Não lh
’
o
acceilo:
as
palavras
campo do
quadro
em
Santa
rém
(com
parêntesis,
ou
sem
elle),
expri
mem
uma
ideia
simplesl
Se tivesse
dito
—O
campo
do
quadro
(adiante
da
Azam-
buja)
não
daria lugar
á
observação
que
lhe
fiz,
porque
n'esla
província
e
parte
do
Ribatejo,
não
conheço
outro campo
do
quadro,
se
não
esse
(sei quanto
me
basta,
a corographia
da Estremadura)
mas
n
’
esse
caso
dir-lhe-ia:
que
o snr.
D.
Miguel
na
sua
jornada
de
1823
veio pernoitar
a casa
de
Damaso
Xavier
dos
Santos,
no
car
taxo,
aonde
no
dia
seguinte
appareceu
um
dos;juizes
de
Lisboa,
trazendo-lhe
7:000$')00,
presente,
que
lhe valeu
ser
levado
a intendente geral
da
policia
e
depois
a
barão
de
Rendufe:
Saldanha
nem
alli,
nem
no
campo
do quadro,
nem
em
Santarém,
appareceu
n
’aquella
expedição.
Tenha
paciência,
meu amigo,
andou
mal
informado,
assim
como
o
tal
A
da
his
toria
chronologica.
Não
snr.,
repito-lhe desassombradamente
«o
Saldanha não sabia
mentir:
o
que
sa-
«bia
era
manobrar
de
maneira, que illu-
«disse
os,
com quem
tinha
de luctar»:
oc-
cultava
os
seus
pensamentos,
e
os
seus
planos
(a
isto
chama-se
estratégia,
e
não
mentira):
a
mentira
consiste
em
dizer
o
contrario da
verdade; coisa que
nunca
o
Marechal fez:
que
fingisse
pensar
uma
coisa
para
fazer
outra;
concedo-lh
’
o.
as
sim
como
que
lhe
chamem
manhoso
(eu
só
lhe
chamarei
prudente)
mas
mentiro
so!
não; e
por
não
ser
mentiroso, era
crédulo;
e
por ser
crédulo
fez
as
caras,
que
os
seus
inimigos
lhe
pozeram.
Podia
dizer muita
coisa no
assumpto,
mas
envergonho-me;
e
concluo
dizendo
ao
meu amigo
que
durante
as
minhas
relações
com
aquelle
(homem
sómente
lhe
pedi
trez
pequenos
favores
(não
para
mim)
que
elle
me
não
recusou,
e
que
só
d
’
elle
dependiam:
amei-o
como
um
filho
póde
amar seu
pae! quizera
ter
as
virtudes,
que
lhe
conheci: não pretendo
ganhar
elogiadores
da
sua
memória:
sei
que
cada
um diz
da
festa
como
lhe
vae
n
’ella,
e
talvez que seja
o
motivo
das
minhas
inspirações,
assim
como
o
das
contrarias
nos contrários
Não
as levo
a
mal;
nem
quebrarei
lanças com
Paladino
algum,
porque
eu sou
um
nada
em
coisa
nenhuma,
e
tenho
sempre debaixo
dos
olhos da
alma
o
nemo
est
ex
omni
parle
beatus.
José
de
Freitas
Amorim
Barboza.
Partida.
—
No
comboio
das
2
horas
e
14
minutos
da
tarde d’
hontem,
partiu
para
Coimbra
a
exc.
ma snr.
a
D.
Maria
José d
’Amorim
Pessoa,
irmã
do
veneran
do
Prelado d'esta
archidiocese,
que
aqui
esteve
durante
a
enfermidade
de
S.
Exc.
*
Revd.
“”
Entre
outras
pessoas
que
acompanha
ram
a
s.
exc.
*
á
estação,
notamos
os
exc.
m
°
s
snrs.
Deão,
dr.
Egydio,
director
das
obras
publicas
e
familia, etc.
Coniniuiiieado.—
Na secção compe
tente
damos
publicidade
ao que
nos
foi
enviado
pelo ex.,n0
snr.
dr.
Moreira
Gui
marães,
segundo
o
que promelteramos
em
o n.°
passado.
Em
outro
logar d’
esta
folha
respon
demos a
s.
exc.
’
, cumprindo
a promessa
que
fizemos
de
voltar
ao assumpto
que
deu
occasião
ao
incidente.
Comtudo
en
tendemos
completar
essa
resposta,
accres-
centando
aqui
algumas
considerações
mais.
Como
os
leitores
verão
claramenle,
a
linguagem
em
que
s.
exc
a
se
exprime,
pedindo
explicações
que
lavem
uma
pre
tendida
offensa
á
sua
honra
e
dignidade,
é
imprópria,
para
lhe
não darmos
outro
qualificativo,
em
todo
o
sentido.
Imprópria
do
caracter
e
da
posição
de
s.
exc.
a
,
por
que
destoa
do
conceito em
que o
temos
de
sacerdote
virtuoso
e
de
cavalheiro
il-
luslrado:
imprópria
para
com
um
orgão
da
imprensa
jornalista
que
timbra
em cumprir
escrupulosamente
a
sua
nobilíssima missão
de
defender
o bem
e
slygmatisar
o
mal,
tractando
as
questões
com desassombro,
sim,
mas com
justiça
e
imparcialidade;
e
imprópria,
finalmente,
pelos motivos
que
a
inspirou,
por
serem
simplesmente
gratui
tos,
pois,
como
parlicularmente
dissemos
a
s.
exc.
3
e
agora repetimos,
não
ha
ló
gica
no
céo,
na
terra
ou
no
inferno
em
face
da qual
pudesse
tirar
legitimamente
illações
que
lhe
sejam
desfavoráveis
ou
of-
fensivas,
ou
que
lhe
dessem
o
direito,
com
obrigação
correspondente,
de
nos
fa
zer
todas
as exigências
expressas
no
seu
communicado.
Cremos
que
toda
a
cidade
faz
justiça,
e
nós
egualmente,
ao
zelo,
actividade,
illustração
e
caracter
de
s.
exc.
*
para que
ousássemos
melindral-o
no
que
um homem
mais
presa
—
a
sua
honra.
Se
o
espaço
do
jornal
nol-o
permitli-
ra, nós
teríamos
mesmo
respondido a
s.
exc.
a
reproduzindo
na
integra
o
artigo
que
o
magoou,
bem certo, de que
s.
ex.a
,
reflectindo
melhor,
nos
daria
rasão
e
fa
ria
justiça,
como
nós egualmente
a
faze
mos.
Agora,
em
face
das explicações
que
hoje lhe
damos
e
da nossa
condescendên
cia,
por ventura
excessiva,
na
publica
ção d’
um escripto
que
nos
fere
gratui
tamente
e que só
o
grande
e
merecido
respeito
pela
sua
pessoa,
que
não
a
obri
gação,
nos
levou
a
publicar,
cremos
que
s.
exc.
’
ficará
.
tranquillo
e
satisfeito,
que
é
o nosso
maior
desejo.
Theatro.
—
Acha-se
entre
nós o dis-
tincto
actor Dias, que
vem
dar
tres
reci
tas
nas quaes
toma
parte
a
companhia
do
Príncipe
Real
do
Porto.
Dizia-se que debutaria hontem.
Óbito.
—
Na
freguezia
de
Agoas
San
tas,
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso,
fal-
leceu
o
snr.
Joaquim
José
Lopes
d’Almeida,
irmão
do
rev.°
padre
Francisco Xavier
Lo
pes
e
do
snr.
João
Baplista
Lopes,
hon
rado negociante
d
’esla
praça.
Espniieamento.
—
Foi entregue
ao
poder
judicial
Sebastião
José
Pereira
Gon
çalves,
barbeiro,
morador á
rua
de D.
Pedro V,
por
ter
espancado o
snr.
An-
lonio
José
Maciel
Rodrigues
de
Lima,
es
tudante d
’um
optimo
comportamento
n
’
es-
ta
cidade
Informa-nos
pessoa
fidedigna
que
da
parle
do
snr.
Maciel
não
houve
a
míni
ma
provocação,
e
que este
cavalheiro nem
sequer
conhecia
o
aggressor.
Maravilhas
«ta
creaçiío.Distribuiu-
se
o
fascículo
n.°
13,
que
recebemos
e
agradecemos,
das
Maravilhas
da
Creação,
por
pedro
m
.
posser
, e cujo
escriptorio
é
no 1.®
andar da
Livraria
Franco-Lu-
zitana,
rua
do Ouro,
246
e
2
Í8—-Lis
boa.
Portugal
antigo
e moderno.
—
D
’
esta
obra
extraordinária,
com
que
o
snr.
Pinho
Leal está
enriquecendo
a
lilteratura
nacional,
transcrevemos
o
seguinte
artigo
sobre
o
Sameiro
—
monte,
Minho,
na
fregue
zia
de
Espinho,
concelho,
comarca,
districtQ
administrativo,
arcebispado
e
3
kilometros
ao N.
E.
de
Braga,
e
de
2
ao
S.
do
Bom
Jesus
do
Monte.
E
’
fragoso
e
ingreme,
mas revestido
■de
permanente
verdura.
Do
seu cume
se
descobrem
sete
San-
ctuarios, todos
dedicados
á
Santíssima
Virgem
—
as
cidades
de
Braga,
Vianna
e
Guimarães, e
as
villas
de
Harcellos
e
Es-
pozende,
Santo
Thyrso,
Villa
do
Conde~~
o
Alto
do
Morangueiro,
na
serra
do
Ge-
rez
—
negreja
da
Lapa,
do Porto—grande
numero
de
freguezias
—
e
uma
vasta
exten
são
do
Oceano
Atlântico.
A
’ custa dos fieis,
se
construiu
aqui
um
monumento,
dedicado
á
Puríssima
Conceição
da
Santíssima
Virgem,
lançan
do-se-lhe
a
l.
a pedra,
a
14
de
junho
de
1863,
dia
anniversario
d
’aquelle
em
que,
no
anno de
1637,
se
jurou
em
Braga,
em
synodo,
celebrado
pelo
arcebispo,
D.
Sebastião
de Mattos e
Noronha
a
crença
da
Immaculada
Conceição
de
Maria
San-
lissima.
A
imagem,
de
mármore,
da Senhora,
collocada
no
monumento,
chegou
a
Braga
a
6
de agosto de
1869,
foi
benzida
so-
lemnemente,
pelo arcebispo
D.
José
Joa
quim d’
Azevedo
e
Moura (já
fallecido)
a
29
do
mesmo
mez,
depois
de
estar
col
locada
no
seu logar,
desde
o
dia
12.
A
imagem,
fóra
o
globo
e
a
base,
tem
3m
,10
d
’
allura.
Foi feita
por Emygdio
Carlos Amattu-
ci,
do
Porto
(já
fallecido)
o
qual,
tendo
ajustado
a
sua
esculptura
em
1864,
só
a
deu
concluída
em
julho
de
1869.
Ainda
á
custa
dos fieis,
anda
em
con-
strucção
uma
formosíssima
egreja.
lam
bem
dedicada
a
Nossa
Senhora
da Concei
ção.
Principiaram
as
obras,
em
31
de
agos
to de
1863,
mas
teem sido
morosas,
por
falta
de
meios.
As
paredes
ja
leem 3,mo0
de
alto,
mas, segundo
o
risco,
a
sua
altura
será
de
14 metros,
por
5,!“
6a
de
largo,
e
8
de
fundo.
Representa
uma
cruz
romana,
e
cora-
memora o
concilio
ecumenico
do
Vati
cano.
A
formosíssima
imagem
de
Nossa
Se
nhora
da
Conceição,
que
hade
hir
para
esta
capella,
chegou
a
Braga
no
dia
7
de
agosto
de
1878.
Emquanto
não
vae
para
o seu
desti
no, está
exposta
no
templo
de
Nossa
Se
nhora
do
Populo,
que
foi
de
religiosos
agostinhos
caçados (gracianos) no Campo
da
Vinha.
A
imagem
foi
esculpida
em Roma
(de
proposito
para
esta
capella)
por
Eugênio
Maccagnani.
Do
Sameiro
vae
uma
óptima
estrada
para
o
famosíssimo
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
a
qual
é
um
formosís
simo
passeio.
A
commissão
encarregada
de
promo
ver
os
d-nativos
para
estas obras,
é
composta
de
cavalheiros
da
maior
probi
dade,
e
que
teem
empregado
toda
a
sua
sollicitude
para
que
ellas
se
concluam.
Na
exploração
dos
terrenos
d
’este
mon
te,
se
descobriram
magnificas
nascentes
de
óptima agua
potável,
que,
além
de
darem muito
mais valor
ao sitio,
pódem
abastecer
Braga,
com muito pouca
des-
peza.
Exniiies.
—
Começaram
na
segunda-feira
os
exames
de
passagem
no
lyceu d’esta
cidade.
Horas
Roinantieas.
—
D
’esta
acre-
diladissima
empreza
editora
acabamos
de
receber
o
jogo
denominado
a
Volta
do
mundo
em
oitenta
dias,
que
ella
olferece
como
brinde
aos
seus
assignantes.
Muito
agradecemos
esta
delicadíssima
offerta.
.Carlos
V
corrige
dignamente
um
despresivel
adulador.
—
Ao
im
perador Carlos
V,
apresentou-se
um
dia
em certa
cidade
de
Hespanha,
um
adu
lador,
denunciando-llie
vilmenle
o
sitio
em
que
se occultára
receioso,
um
cava
lheiro
de
Toledo,
que
tinha
combalido
nas
tropas
dos
desventurados
coinmunei-
ros.
—
«Mais valia,
disse-lhe
o
imperador
com severa dignidade,
que
dissésseis a
esse
cavalheiro,
que
eu
estava
aqui,
em
vez
de
me
dizerdes onde
elle
está.
Doençn,
—
Tem
estado
gravemente
enfermo
o filho mais
velho
do
snr.
Ma
noel
Joaquim da
Costa,
honrado
proprie
tário
do
Hotel
da
Porta
Nova.
Foi ante-honlem
operado
pelo
snr.
Alves
Passos.
Preço
dos
cereaes.
—
Na
terça-feiri
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo
.
.
.
Centeio.
.
.
Cevada.
. .
Milho
alvo.
.
Milho
branco
Milho
amarello
Painço. .
.
Feijão
vermelho
800
490
59»
680
510
520
700
700
,
branco........................................... 700
t
amarello............................................ 500
y
rajado
................................................
400
9
fradinho
...........................................
360
Batatas
..........................................................
480
Azeite
(alrnude).....................................
65000
Atravez
da
província.
—O
vapor
<jo
bacalhau
importado
pela alfandega
da
«cidade
de
Vianna
no
anno
economico
findo
em
30 de
junho,
foi
de
reis
299:4975237,
representanlo
2.527:413
kilogrammas.
Os
importadores
d
’
este
genero,
procedente
da
Noruega
e
Terra
Nova,
(oram
os
snrs.
Chaves
&
C.
a
,
Hunl,
Roop
Teage
&
C.
a
,
Norton
Lemos
&
C.
a
,
Noble
&
Murai,
José
Gonçalves
Leite,
e
Araújo
&C3
__
Foram
julgados
quites
para
com
a
fazenda
os
snrs.
José
Maria Veríssimo
de
Moraes,
director
do
correio
de Valença,
desde
1
de
junho
de
1876
até
30
de
ju
nho de
1877, e
Anlonio
Gonçalves
Ro
ma,
recebedor
da comarca de
Melgaço,
pela
sua
gerencia
no
anno
de
1876-
1877.
—
Por
despacho
do
S.
T.
Administra.-
tivo,
publicado
no
«Diário
do
Governo»
de
3
do
corrente, foram
declarados
su
jeitos
ao
serviço
da
armada
os
mance
bos:
—
Antomo,
sobrinho
de
Anlonio
Gon
çalves,
e
João,
filho de
Rosa
Joanna,
ambos
da
freguezia
de
Monserrate, da
ci
dade
de
Vianna.
—
Veritica-se
hoje
a
abertura
do
Asylo
de
Infancia
Desvalida
de
D.
Maria Pia,
da
villa
de
Ponte
do
Lima.
—
Foram
prezos
em
Ponte
do
Lima
dois
peixeiros
por
se
suspeitar
lerem
as
sassinado
um companheiro,
quando
da fre
guezia
de Lanhezes
se
dirigia
com
elles
para
aquella
villa.
—
Uma
mulher
da freguezia
de
Santa
Maria d’
Arcozello,
lendo
necessidade
de
ir
a
Ponte do
Lima,
deixou
em
casa
o
filho,
que
contava,
se
tantos,
6
annos,
e quando voltou,
encontrou
a
casa
redu
zida a
cinzas,
e,
do
filho, apenas os
os
sos,
pois a
infeliz
creança.
que
estava
a
dormir,
foi
envolvida e
devorada
pelas
chammas
de um
incêndio.
—
Durante
o
mez
de
junho
findo
se
pultaram-se no
cemiterio
municipal
de
Guimarães
os cadaveres
de
13
pessoas
fallecidas
n
’
aquella
cidade,
nos hospitaes
e
em
seus
domicílios.
—
Esteve
brilhante
o
«Te-Deum»
man
dado
celebrar
pela
Associação
Clerical
Vi
maranense
em
acção
de
graças
pelo
res
tabelecimento
de
S.
Exc.
a
Revm.
a
o
Snr.
Arcebispo
Primaz. Assistiu
um
numeroso
clero.
—Na
eleição
da
meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia de
Villa
Nova
de Cer-
veira
saiu
eleito provedor
o snr.
Abilio
de
Carvalho
Fontes,
escrivão—José
An
lonio
de
S.
Carvalho,
thesoureiro
—
Anlo
nio
José da
Silva,
e
mezarios
conselhei
ros
—
Anlonio
José
Lacão,
Manoel
José
da
Cosia,
Antonio
José
Martins
da
Costa,
João
José Lopes,
José
Pereira
Rebello,
Tho-
mazd’
Aquino
dos
Santos, Manoel
Fernandes
Baixinho
e Januario
José
Ribeiro.
Deportados
russos.—
Dizem
de
S.
Pelersburgo:
O
«Nijini-Nowgorod»
partiu
para
a
ilha
de
Jakhalina,
levando
a seu
bordo
600
grilhetas.
Assistiram
á
partida
as
auctoridades
civis
e
militares. No
numero
dos
depor
tados
contavam-se
100
tartaros
condem-
nados
por
assassínios
e
roubos,
alguns
búlgaros
condemnados
pelos
tribunaes
rus
sos durante
a
guerra,
ires incendiarios
e um
velho
de 79
annos,
que
commelteu
49 assassinatos.
A
’
queima-roiipa.
—
Noticiam
de
Armamar:
«No
dia
29
de
junho
ultimo foi
as
sassinado
com
um
tiro
de
espingarda, na
povoação
de
S.
Romão,
concelho
de
Ar
mamar,
Francisco
d
’Aguiar,
por
Cândido
Dias,
ambos
do
dito
povo,
lendo
o
as
sassino
8
annos d
’edade.
«0
assassino
lançou
mão
da
arma para
a
disparar
contra
uma
creada
do
pae, com
quem
estava
altercando; porem
como
o
assassinado
estivesse
presente
e
quizesse
obstar,
voltou
a
o
assassino
para
elle
e
desfechou-lhe
a
arma
á
queima-roupa.»
Portuguezeg
falleeldoa.
-De
13
a
16
de
junho,
falleceram
no
Rio
de
Ja
neiro
os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
João
José
Bettçncpnrt,
61
annos,
ca
sado;
Isabel
Candida
de
Sousa,
68 v.;
Cuilhermina Rosa
da Piedade, 46
c.;
José
Paim
Moniz, 36 c;
David
José
Martins,
^5;
João Chamoinha
de
Sousa
Saturnino,
s.;
Maria
Delfina,
40 v.;
José Mari
nho,
32
s.;
Claudina Candida de
Jesus,
18
v.;
João
Braga,
50;
Manoel Pereira
<lo
Rego,
26 c.; Alexandre
Tavares,
23
8.;
José
Gonçalves
Regufe,
25;
David Mo
reira,
40
s.;
Domingos
José
Gonçalves
Braga,
48 c.;
Pedro
Marcolino
Monteiro,
64
s.;
Antonio
Paim, 21
s.
—
Por informação
do
consulado
de
Por
tugal
em
Pernambuco consta
haverem
fal-
lecido
n
’aquelle
districto
consular,
duran
te
o
mez
de maio ultimo,
os
seguintes
súbditos
portuguezes:
Antonio
Alves
Barbosa,
75
annos,
Ber-
nardino
da
Silva Lopes,
60
s.;
João
da
Silva
Caixeiro,
37
s.;
José
de
Medeiros,
70
c.;
Joaquim
Gomes
da
Costa, 20 c.;
José
Simões
Pereira,
35
s.;
José
Alves
Barbosa,
61
c.
ILTIUAS
VOTÍCIAS
Lisboa
7.
—
«Diário»:—
Exonerado
o
snr.
Gouveia
Valladares,
governador
civil
de
Ponla
Delgada,
sendo
nomeado
para
o
sub
stituir
o
snr.
Veríssimo
de
Aguiar
Ca
bral.
Transferidos
os
professores
de
Torgue-
da,
no
concelho
de
Villa
Real,
para
Ma-
theus,
no
mesmo
concelho;
o
de
Valreu
no
concelho
de Villa
Verde
para
Carva
lheira,
no
concelho
de
Ferrão do
Bouro.
Promovido
por
3
annos
o
professor
Theodoro
de
Almeida
á
cadeira
de
Ver-
moim,
concelho
de
Villa
Nova
de
Fama-
licão.
Aviso
de
que
os
requerimentos
para
a
admissão
de
alumnos
no
collegio
militar
devem
dar
entrada
até
ao
fim
do
mez.
Decreto
auctorisando
o
governo
a
le
vantar
o
empréstimo
de
364
contos
para
diversas
obras,
pelo
ministério
das
obras
publicas.
Portaria
mandando
abrir
o
lanço
do
caminho
de
ferro
do
Juncai
á
Regoa
no
dia
14
do
corrente e
parecer
da
respe-
ctiva
commissão
sobre
este
lanço.
Idem
8.
—
«Diário»:—
Decreto
nomean
do
as
commissões
dos exames
de instruc-
ção
seundaria
nas
tres
circumscripções.
Para
presidente
da
terceira
foi
nomeado
o
snr.
dr.
Anlonio
PiríJto
de
Magalhães
Aguiar.
Nomeados
escripturarios
de
escrivães
de
fazenda, da
Maia
o
snr.
Cypriano
Mar
tins
e
de
Espozende
o
snr.
Francisco
Moreira
Pinto.
Transferidos
os
escripturarios,
da
Maia
para
Canavezes,
o
de
Portei
para
Arruda,
e
o
de
Arruda
para Portei.
Na
Bolsa venderam-se:
2
acções do
Banco
Insulano
a
615000
reis;
18
obriga
ções
da Companhia
das Aguas
a
735000;
de
coupon
a 82$700; 2
ditas
mais
a
825900;
10
obrigações
prediaes
a
925000;
15
ditas
de coupons
a
915800; 50
ditas
do
caminho
de
ferro do
Minho de
cou
pons externo
a 875400;
5
contos
em
in-
scripções
a
50,25;
5
ditos
a
50,24;
3
ditos
a
50,23;
14
ditos
a
50,20.
Os
fundos
portuguezes
em
Londres
re
gularam
a
51 7/8
e 52,00; os
hespanhoes
a
15
e
15 1/1,
e
os consolidados ingle-
zes
a 98
e
98
1
/8.
A
alfandega rendeu
a quantia
de
reis
15:2475310.
Inslallou-se
a
commissão
da
divisão
co
marcã,
que
se
dividiu
em
cinco
sec
ções.
A
primeira
ficou
composta
dos
snrs.
Luiz
Nogueira,
Carlos
Ribeiro,
e
Pires
de
Lima,
secretario.
—
Disltictos
de
Braga,
Vianna,
Porto
e
Aveiro.
A
segunda dos
snrs.
Barros
e
Si,
Tho-
maz
Ribeiro,
Silveira
da
Moita,
Bandeira
Coelho,
e
Navarro,
secretario.—
Disirictos
de
Bragança,
Villa
Real, Guarda
e
Vi-
Z6U.
A
terceira
dos
snrs.
Holbeche,
Navar
ro,
Victor
dos
Santos,
Carlos
Ribeiro,
e
Melicio,
secretario.
—
Dislrictos
de
Coim
bra,
Leiria.
Santarém
é
Portalegre.
A
quarta
dos
snrs.
Pinheiro
Chagas,
Mendonça
Cortes,
e
Beirão,
secretario.
—
Dislrictos
de
Caslello Branco,
Evora,
Beja
e
Faro.
A
quinta
dos
snrs.
Nogueira
Margio-
chi,
Vasconcellos,
e
Holbeche,
secretario.
—Dislrictos
de
Lisboa e
ilhas.
Pariz
5.
—
Na
camara
dos
deputados
continuou
a
discussão
do projecto
Ferry.
O
snr.
Keller defendeu
o
ensino
dos
jesuítas,
e
repellin
a
accusação
de que os
jesuítas
não
são
francezes.
O
snr.
Berth atacou os jesuítas,
di
zendo
que
é
necessário
arrancar
a
juven-
ludfe'-a
*
O
’
seu pernicioso
ensino^
O
snr.
LabassAtjire
pfoleslou
em
ler
mos
violentos,
e
foi
chamado
á
ordem.
Dizem
de
Sófia,
que
o general Dou-
donkoff
annunciou
que será
impossível ás
tropas
russas
evacuarem
a
Bulgaria
ale
o
dia
3
de
agosto.
Nos
círculos
russos
cre-se
que
as
po
tências
não
protestarão.
Vienna 5.
—Entre
353
círculos
são
co
nhecidos
os
resultados em
226.
Estão
eleitos
136 liberaes
e
130
con
servadores
e
nacionaes.
Os
liberaes
perdem
33
círculos.
Roma
5.—
Continúa
no
mesmo
estado
a
crise. A
situação
complicou-se
em
con
sequência
da
coalisão
dos
partidos.
Pera
6.
—
Chegou
hontem
a
Constan
tinopla
o
príncipe
Batemberg,
e recebeu
do
sultão
a
investidura
como
príncipe
da
Bulgaria.
Pouco
depois
partiu
para
Varna.
Paris 6.—
Foi
reduzido
a
12:000
ho
mens
o
eflfectivo
do
exercito
egypcio.
Londres
6.—O
«New-York
Herald»
pu
blica
um
telegramma
noticiando
que
os
chinezes
retomaram
Kashhar,
onde
fizeram
numerosas
matanças.
Berlim
7 —A
«Folha
official»
annun-
cia
que
o
snr.
Biliar,
conservador,
foi
nomeado
ministro
das finanças.
Em
Irkoutsk
(Sibéria),
foram
devora
dos
por
um incêndio
quatro quarteirões
d
’
esta
povoação.
Roma
8.—
Noticiam
os
jornaes
que
o
rei
encarregou
o
snr.
Cairoli
de
formar
o
novo
gabinete.
O
snr.
Cairoli
acceitou
e
conta
que a
nova
situação
será
apoiada
pelos
grupos
Depretis
e
Farni.
SECÇÃO
DE
COMIUKICADOS
Snr.
redactor.
.Tendo
v.
no
artigo
a
que
deu
por
epigrapbe—
A
política
e as
irmandades
ou
confrarias
—
inferido varias insinuações
al-
tamenie oílensivas
para
a
Meza
da real
irmandade
da
Misericórdia
a
que
tenho
a
honra
de
presidir,
julgo
dever d
’
honra
dirigir-me
a
v.
e
pedir explicação
clara
de
seus
assertos.
Empraso
a
sua honra
e
o
seu
cava
lheirismo
para
que diga
francamenle
«quaes
os prejuízos
que
lemos
dado
áquella
re
ligiosa
e
benefica
instituição»=quaes
as
desordens
que
alli se tem
dado=quaes
os
actos
políticos que
a
Meza
tem
pra-
clicado
com
prejuízo
da
Santa
Casa
ou
aggravo do
publico=quàes
os
polilicões
que
alli
foram
especular
com os
cargos
e
attribuições
de
mezarios=-quaes
os
que
negoceiam
em
seu
proveito
com os ma-
leriaes
que
sobram
das obras=quaes as
santas
especulações
honeslamente
teitas=
bem
como qualquer
outro
aelo
que
incri
mine
nossa administração.
Quem
tem
coragem
de
insinuar,
lam
bem
a
deve
ter
para
accusar
franca
e
claramenie.
Se
é
cavalheiro
desça á
liça,
formule
a
accusação
em
lermos
claros
e
precisos,
porque
tem
.pela
frenle
contradictor
leal
e
que
de
prompto
levanta
a luva
que
lhe
arremeçar:
se
sómente
procura
ferir
pelas
costas,
só
o
fará
quando
de
todo
em
lodo
escassearem
os
meios
de desforço.
A
’
vante,
não trepide:
provoco-o.
Braga
5
de
julho
de
1879.
Domingos Moreira
Guimarães.
BAMtO
»O
VIIVIIO
Resumo
do
Aclivo
e
Passivo
em 30 de
Junho
de
i
879.
Aetivo
Caixa:
exislencia
em
metal.
86:114-5854
Agencias
no
paiz
....
114:493^533
Acções
de c. própria
.
.
64:800-5000
Papeis
de
credito
Fundos
públicos,
nacionaes
e estrangeiros..................... 121:3425429
Acções
de
Bancos.
.
.
.
47:921594o
Hypothecas de
raiz
.
.
.
129:7315309
Empréstimo
sobre
penhores
.
10:4735410
Empréstimos
a Gamaras
Mu-
nicipaes
e
á
Junta
Geral
.
140:0315118
Leiras
descontadas
.
.
.
173:0575244
Leiras
a
receber
....
31:3525054
Letras
em
liquidação.
.
. 56:9205009
Agencias
no
estrangeiro.
.
86:38p5279
Contas
correntes
garantidas
. 515:0595193
.
.
84:7
8
25857
.
.
38:6715806
.
.
12:0005000
.
.
91:2575560
.
.
1:8535625
.
.
35:0005000
Diversos
devedores.
Contas
em
liquidação
Caução
da
gerencia.
glleilos
depositados.
Mobilia
.....................
Editicio
do
Banco.
1.841:2495118
Passivo
Capital
....................................
600:0005000
Fundo
de
reserva.
.
. .
160:0005000
Reserva
para
decima
Notas
em
circulação.
Depositantes
á
ordem
Depositos
a
praso.
Diversos
credores
.
Saques
e
remessas
de
Saques
e
remessas
agencias:
Dividendos
a
pagar
.
.
Gerencia
do Banco.
.
.
Credores
d
’efifeitos
depositad
Leiras
a
pagar. .
.
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
.
.
3:7585062
.
.
3255000
.
.
202
3755989
661:1475105
. .
64:4735326
n. c.
11:9955758
das
4:4435308
1:1725444
12:0005000
9
<
:257536O
1875960
28:1125606
1.841:2495118
Braga, 7
de
Julho
de 1879.
Pelo
Banco
do
Minho
Os GERENTES.
Domingos
José
Soares.
Antonio
José
Gonçalves Braga.
AWADECIKESTOS
Manoel
Messias
Mendes
Fragoso,
pro
fundamente
penhorado,
agradece
a
todas
as
pessoas
que
0
visitaram
por
occasiào
do
fallecimento
de
seu
muito
querido
pae.
Braga
9
de
julho
de 1879.
(2490}
ANNUNCIOS
Tendo
fallecido
no
dia
9
do
passado
junho
0 snr. Germano
Joaquim
Barreio,
os
abaixo
assignados,
mulher
e
filhos pe
dem
aos
seus
amigos
e
do
finado
a
ca
ridade
de
assistirem
a
uma missa
rezada
que
terá
logar
na
real
capella
de
Santa
Cruz,
na
quinta-feira,
10 do
corrente,
pe
las
9
horas
da
manhã;
fineza
pela
qual
lhes
ficarão
altamente
agradecidos.
Braga
7
de
julho
de
1879.
Josefa
Maria
Barreto
Thereza
de
Jesus
Barreto
(2491)
Júlio
Joaquim
Barreto.
MCUW10
Maria
das
Dôres
Gomes,
viuva
de
Ma
noel
Gomes,
ex-feitor
da
casa
das
Hor
tas,
d
’
esta
cidade,
e
moradora
na
rua
da
Boa-Vista,
n.°
135,
declara
que não
tem
dividas
algumas
por
escriptura, letra, ou
outro
qualquer
titulo, e
nem
mesmo
de
primor.
Se
porém
houver
alguém
que se
julgue
no
direito
de
credor
com
relação
á
mesma,
a
annuncianle
peie para que
assim lh’o
faça
saber,
afim de evitar com
plicações
na
eventualidade
do
seu
falleci
mento.
(2495)
altíçuu
Quem
achasse
um
titulo d'Egresso que
se
perdeu
no dia 7
do
corrente
desde
o
largo
do
Paço
até
o Governo
Civil,
queira
entregal-o
na
rua
Nova
n.°
26,
e
rece
berá
alviçaras.
.
(2496)
Aluga-se
uma casa
construí
da de
novo,
com
commodos
para familia,
e
por diminuto
preço,
nos
Alalantes,
fim da
congosta
das
Gavieiras;
quem
a
pretender
falle
com seu
dono,
pa
rua
do
Conselheiro
Januario,
n.°
83.
(2492)
DINHEIRO A JURO
Na
irmandande
de
Nossa
Senhora
d
’
A-
joda de
S.
Sebastião
das
Carvalheiras,
ha
650.000
reis
para
dar
a
juro
de
5
por
cento.
O
secretario
(2479)
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro^
NOVA
CARREIRA
ENTRE
RRAGA
E
POVOA
DO
VÂRZIM
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão, annunciam
aos
’
seus
amigos
e
fre
guezes
que desde
o
dia
10 do
corrente
inclusivè,
principiam
com
a
sua carreira
entre
esta
cidade
e
a
villa
da
Povoa
do
Varzim
—
como
nos
annos
anteriores.
Sae
d
’esta
cidade
ás
4
horas
da
manhã
e che
ga
a
Barcellos
ás
6
e
meia; demorando-
se
alli
meia hora,
sae
ás
7, chegando
á
Povoa
ás
10
horas
da manhã.
Da
Povoa sae
ás
4
horas
da
manhã
e
chega
a Barcel
los
ás
7;
demora-se
alli
meia
hora,
e
chega
a
esta
cidade
ás 10
e
meia
horas
da
manhã.
Os
bilhetes
acham-se
á venda
nos
seus
antigos
escriptorios:
em Braga,
casa
de
Antonio
Joaquim Loureiro, rua
Nova,
n.°
2,
e
na Povoa
na
do
snr.
Francisco
dos
Santos
Cunha,
rua
do
Rego.
Também
acceita
passageiros
na
ultima
hora
para
Barcellos
e
vice-versa.
Preçoat
De Braga a
Barcellos
e
vice-versa,
dentro
300
reis,
fóra
250.
De
Braga
á
Povoa
e
vice-versa,
600
reis
dentro,
e
fóra
500.
0
M®
iOBAOT
O ELIXIR SARRAZIN
cura
os
rheumatismos
chronicos;
©
SUBMffl cura
as
gottas;
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
o
lumbago;
©
cura
as
dôres
scialicas;
MACHINAS
PARA COSEU
DA
Companhia
fabril SINGER
I«
—
rua
de
S.
Vicente—
11
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
qu
é
todo
o mundo
conhece
e
que
nunca
tive-
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
machinas
de
costura!!!
mais
eotioe
que
em
1876.
A Companhia Fabril
Cada passageiro
tem
10
kilos de
ba
gagem,
e
o
excesso
20
reis
em
cada
kilo.
Braga
8
de
julho
de
1879.
O
Gerente
(2493)
Anlonio
Joaquim
Loureiro.
AO
PUBLICO
Cera
de
qualidade
garantida
igual
á
mais
superior
que
appareça
no
mercado
em
velas,
grumo
e
flor
da Companhia
Cerifica
Portuense.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada. Capital
200:0000000.
Praça
de
Carlos
Alberto—
Porte.
0
ELIXIR
SAHfíâin
cura
-
*
ADOPTADO
POR
TODOS
HOSPITAES FRANCEZES
PREMIADO
PELAS ACADEMIAS
Deposito no Porto—FERREIRA & IRMÃO
77—RUA
DA BANHARIA—79
3.a
MORADA
ACIMA
DA ESQUINA DA PONTE NOVA
PREÇO
............................
. . .
1$000
REIS.
Vende
as
suas magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
aq
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
s«o
rei»
«emanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10 por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A COMPANHIA
FABRIL
Vende
em
velas
de
qualquer
tamanho
a
retalho,
400
reis
cada
459
grammas
(antigo arraiei),
de
5
a
15
kilos
340 reis
cada
arratel
e
de
15
kilos
para cima
gran
de
abatimento
e
praso.
Em
grummo
ou
flor:
Preços
muito
modicos
e
o
piaso
que
convier
ao com
prador
de
60
kilos
para
cima.
(2491)
DINHEIRO
A
JURO
Dá-se
na
confraria
de
N. Senhora
da
Boa Memória
da
Sé
Primaz
2600000
reis
a
juro
de
5 p
c.
(2477)
CREADO
Quem
precisar
d
’
um
creado,
ou
para
ajudante
de
cosinha,
ou
para servir á
me
za,
dirija-se
á
typographia
Luzitana,
n
’
esta
cidade.
(2488)
BILHETES
DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
APPAKIC1O
«fc VI
AI.
HEI
HO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Mar
linho, 27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200, 220 e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Mar
linho,
27
1LHWS
M
fflKSSA
Com
capas
de marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
Praça
do
Bardo
de S.
Marti-
nlio,
•
»
4PPABICI0
4 «ALHEIRO
BKAGA
Manoel de
Barros
Braga,
representante
do
acreditado
commerciante
de
Villa
No
va
de
Gaia o
snr.
Joaquim
Coelho
Bra-
gante,
tem
a
honra
de
annunciar
aos
seus
freguezes
e
amigos
que
abriu
o
seu
de
posito
de
vinhos
no
largo
de
S.
Fran
cisco
n.°
13 A,
onde poderão
encontrar
os
vinhos propriamente
genuínos
do
Porto.
Previne
os
seus freguezes
que
todos
os
bilhetes
das
garrafas são
rubricados,
ten
do
na
rolha
a
marca de
fogo
—
BRA-
GANTE
—
e
o
carimbo
em
lacre.
O proprietário responsabilisa-se
pela
pu
reza dos
seus
vinhos
dos quaes
garante
a
sua qualidade.
(2178)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal tem
6500000
reis
para mu
tuar,
a
5
p. c.
(2461)
CASAS
Arrendam-se
duas,
na
rua
das
Aguas
n.os
100
e
101.
Tem
bons
commodos.
Tratam-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56.
(2475)
ARRENDAM-SE
Tres
moradas
de
casas
de
dous anl
dares,
consiruidas
de novo,
com
quinta-
e
agua,
sitas
na
rua
de
S.
Geraldo
n.
0!
18,
20
e
22.
Para
ver
e
tractar
na
mesma
rua
n.°
17.
(2466)
Na Pharmacia
e
Drogaria
de
J
L
Pipa
&
Irmão
da
rua
do
Souto
n.°
57
em
Braga
Continúa
haver deposito
das
aguas
mi-
neraes
do
Vidago, Pedras
Salgadas,
de
En
tre
os
Rios,
e
das
preconisadas aguas
de
Soeches.
(2486)
VENDE-SE
a
casa
da
rua
do
An-
jo
n.°
11
e
11
A.
Quem
a
pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
jtjílL
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam-
fcíaása.
p
0
je
SanfAnna,
n.°
68.
(2298)
WM
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e
10,
d
’esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construí
das
de novo;
tracta-se
com
Antonio
Sil-
verio de
Paiva,
na
rua
de
S. Marcos.
(2431)
íII.VHEIliO
A
JIRO
Na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz
existe para
mutuar
a
juro
de
5
p.
c.
a
quantia
de
7000000
reis.
(2485)
Fabrica
de
papel
de
Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas e preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Bracarense
—
27,
Bua
do
Souto
27
—
(2340)
Caixa
penhnrista
Bracarenae
na
Travessa
de
1).
Cualdim
d’esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as 8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objeclos
empenhados
na mesma
caixa
com atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
RETRATOS
DO
P.e
ANTONIO
VIEIRA
Vendem-se
na
rua
da
Sé
n.°
4,
e
na
administração
d
’
este
jornal.
Preço
200
rs.
Garante
todas
as
suas
machinas
nãtx
só
no seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o
publico que te
nha
todo
o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas, por
infelicidade
d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SIAftER
só
se
encontram
á
venda
na Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
8.
Marcos,
empenha
n
’esle
acto
de
caridade
a
devoção
de seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Cosia
G.
Pereira
Bernarde^
RESPONSÁVEL
—Luiz
Baplista da
Siha-
BRAGA,
TYPOGRÀPHIA LUSITANA—18"^
Parte de Comércio do Minho (O)
