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-
JSí
ÍWT»®..!
IOSA.
REDACTORES
—D. Miguel SoUo-Mayor c
Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO DA ASSIGNATURA
l
Províncias, 12
naezes............................ 2SOOO
»
6
»
............................
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&6ÍIQ
Brazil,
12
inezes, moeda
forte. . 3&600
Folha
avulso................................... 10
7.°
ANNO
P«EÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes..................................1&600
»
6
»
.............................
830
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha....................... 20
Repetição
........................................
to
PUBLICA-SE
AS TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
N.°
956
TERÇA-FEIRA 8
DE JULHO DE A879
Ainda
se
não
dissiparam
lolairnente
os
commentarios
que provocou
em
todo
este
malfadado
paiz
a
queda
do
ministé
rio
presidido
pelo
snr.
Fontes.
Porque
caiu
esse
ministério
estando
sãos
e
fortes
os espeques
que
sustenta
vam
a
caranguejola
liberal? Quem
o
der
rubou?
Foi
a
votação?
foi a
opinião
pu
blica?
foi
algum
cyclone
que
se
não
pre
viu?
Oque
foi?
E
’
curioso
e instructivo o
ouvir
sobre
o
caso
as
opiniões
dos corrilhos.
Este
opina
que
o
governo
já
não
ti
nha
maioria
parlamentar,
mas
uma
maioria
para
lamentar:
aquelle
sustenta
que
o
mi
nistério
caiu
porque
elle
mesmo
desapru-
mou
as
escoras
e
quiz
cair
sobre
eilas:
esfoutro
aílirma até
que
o
ministério
não
caiu,
mas
está suspenso
d’um
braço
real,
mais forte
que
as
maiorias,
e
que
em
breve
o real
proleclor
o
assentará
sobie
novas
bases
bem
mais solidas.
Ainda
ha
quem
desminta
todos
estes,
e
assevere
que
não
foi
por
nada
d’
isto
que
elle
caiu,
mas
por
uma
evolução
es
trategica
que
deve
augmentar
a
força
do
partido
regenerador:
que
foi
o
snr.
Fon
tes,
que
lendo
agora
todos
os
dentes
for
talecidos,
e
assegurada
a
posse do poder
no
momento
que
julgar
mais
opportuno,
combinou
com
os
seus
principaes
servi
dores
dar
folga
á
opposição
que
estava
insofírida e
impaciente,
e
deixal-a
ir
lu-
ctar
com
as difticuldades
e
embaraços
da
situação
que
lhe preparára.
Isto
é o
mais
conforme
á
giria
libe
ral,
e
á
provada capacidade
dos
homens
que
são
chamados
a
governar
este
mal-i
ladado
paiz.
Caiu
o
ministério,
e
agora
começa
a
cair
tudo que
lhe
estava
ligado.
Os fieis
servidores do
Estado
que tinham
accei-
tado
os
lugares
e
empregos
só
por
dedi
cação
ao
paiz,
adivinhando
a
ruina
da
pa-
Iria
etn
que
não
querem
tomar
parle,
pedem
a demissão
dos seus cargos,
e
vão
silenciosos,
mas esperançados,
submel-
ter-se
á
rude prova
de
fidelidade
ao
par
tido caido.
Os
pobres
deputados
que
não
espera
vam
tal
reviravolta
em
tão
breve tempo,
e
que
contavam
viver
vida
folgada
na ca
pital
durante
o
periodo
da presente
legis
latura,
eil-os
recolhendo
aos pátrios
lares,
e
fazendo
a
sua entrada
nas
cidades
e
villas
furtivamente
e
sem
o
costumado
apparato
das
carruagens
e
dos foguetes,
.lá
ninguém
os
vae
esperar
á
estação
do
caminho
de ferro,
nem
os
cumprimenta
na
chegada.
Os
conselheiros
de
districlo,
ainda
ha
pouco assentados
á
meza
do
orçamento
municipal,
ao
engolir
dos
primeiros
bo
cados
engasgam-se
assustados
com a
lem
brança de
serem
talvez
já
os
últimos,
e
não
praguejam
contra
o
syslema infernal
que
nos
governa,
porque
é
um crime
não
deflender
os
aclos
da
auctoridade
e
maldizer
tão
feliz regimen.
As aucloridades
atiram
com
a
vara
ao
chão
para
que
lh
’a não
tirem
das
mãos,
porque
sabem,
que
havendo
outro
minis
tério
ha
outra
justiça,
outra
honradez,
outra
probidade,
outra
rectidão,
e
outro
modo
de
governar.
Ficam
sem
aquellas
varas
ou
aquellas espadas sobre que
o
go
verno
não
tem
poder
direclo,
para
po
der passal-as
a
outras
mãos
senão
em
casos
determinados.
Até
os
pobres
regedores
vão caindo.
Coitados!
ainda ha pouco
vinham
na
frente
das
musicas
com
bandeiras
desen
roladas
e
dando
vivas
áquelle
a
cujo
fa
vor
deviam
a
vara
de
auctoridade.
e
já
agora
são
condemnados
a
entregar
aos
rapazes
da escola
a
bandeira
que
lhes
ti
nham
levado
e
a
empunhar
outra
vez
a
aguilhada
no
serviço
da
lavoura.
Que
transtorno
geral
no
paiz
por
causa d
’
um
ministério
caido!
que
profun
do
abalo
que
chega até
aos
regedores
e
cabos
de
policia!
E
como
havemos
nós
de
consolar
tan
tos
tristes, tantos caidos
da
sua
influen
cia
política?
Aos
que negociaram a
tempo
com
o
governo,
e
lhe
pilharam largas postas
que
agora ninguém
póde
tirar-lhes,
a
esses
os
parabéns:
esses
fizeram
jogo
seguro,
ga
nharam
a partida.
Aos
infelizes
que
molestaram
os
hom-
bros
permittindo
que outros
se
alteassem
sobre
elles,
ou
que
foram
degrau
para
os
espertos
subirem,
a
esses
diremos:
—
não desanimeis
porque
o
machinismo
li
beral
não
desmanchou
complelamente;
mu
daram-se apenas
algumas
rodas,
que
de
pois
de
concertadas
voltarão
a servir.
Descançae
os
hombros
e
fortalecei-os,
<jue
o
vosso
grupo
hade
necessitar d’
eiies
ou
tra
vez.
Mas
se
não
quereis
ser
outra
vez
illu-
didos
e
ludibriados, se
não
quereis
mais
ser
joguete
da
política
liberal,
e
se
estaes
convencidos
que
tão
bons
são
os
que so
bem
como os
que
descem
do
poder,
en
tão
affastae
para
longe
de
vós
todos
os
especuladores,
todos
os
fingidos
amigos
do
povo
e
da
liberdade,
todos
os
sangue-
sugas
e
parasitas
que
ahi
medram
e
vi
vem
folgadamente,
lautamente,
á
custa
do
nosso
suor,
do
nosso trabalho
e
das nos
sas
fadigas.
O
negro
sudário.
A
actual
situação
política,
na
sua
desesperação
por
não
ter
empalmado
ha
mais
tempo o
poder,
começa
a
desenro
lar
perante
o
publico
o
sudário
dos
seus
antecessores. Ainda
bem
que
tiveram
a
coragem
precisa
para
o
fazerem!
E,
di
ga-se
em
homenagem
á
verdade,
nunca
vimos
um
governo,
como
o
regenerador,
que
tão
insolitamente
desbaratasse
o
suor
e
as
lagrimas
do
povo,
distribuindo
ás
mãos
largas,
para sustentar
ociosos
e
va
dios,
o
producto de tantos
trabalhos
e
sacrifícios.
Aqui estão
os
grandes
homens,
que
na sua
ascenção
prometteram
economia
e
moralidade;
aqui
estão
os
homens
que se
diziam
esteio
da
dynastia
Cobourgo
Golha
e
que
não
fizeram
mais
do
que
desacre
ditarem-na,
—
se
credito
ainda
tinha.
Em
que
se
gastaram
tantos
centena
res
de
contos
de
reis?
Era
que?
—
per
gunta
o
povo;
—
em gratificações
avultadas,
e
pensões
a
amigalhotes
que
nenhum
serviço
fizeram
senão aos
respectivos
es
tômagos.
Que
miséria
!
Como
se
escarnece do
pobre povo!
Pede-se-lhe
o
sacrifício
do
seu
trabalho,
do
seu
suor,
e
das
suas
lagrimas,
para tudo
repartirem
pelos
ma-
landrins
e
pelos
amoucos
desavergonhados.
Para isto
é
que
o
governo
transacto
mandava
aos
seus
delegados
de
fazenda
apertar
com as
cobranças,
isto
é,
—
man
dava
esmagar
os
pobres
contribuintes,
encobrindo
esta
faina
com os decantados
apuros
do
thesowro
!
Para
isto
é
que o
FOLHETIM
A
SÈ DE BRAGA.
—
E’
velho
como
a
Sé
de
Braga,
diz
o
annexim.
As noticias
sobre
a
antiguidade
do
edifício
chegam
a
degenerar
em fabulas,
escreve
um auctor
moderno.
Parece
to
davia
ter
sido templo de
divindade
pagã
durante
a
dominação
romana.
Tanto
se
confunde
a
mente
nas vagas
conjecturas
das
desencontradas
tradições,
corno
o
olhar
se
desvaira ao fixar
e
comparar
as
varias
architectnras
que
caracterisam as
difie-
rentes
partes
da
egreja,
da
clauslra,
das
capellas
adjuntas,
e
do
portico.
Emquanto
se
admira
a delicadeza
dos
rendilhados
das
arcadas
ogivaes
d’este
portico,
do
mais
puro
estylo
manuelino,
e as
suas
abobadas
de
laçaria,
tão
per
feitas
como
as
da
claustra,
observa-se
a
quasi
tosca
simplicidade
das arcarias
que
sustentam
as
tres
naves
da
vasta
egreja,
eíTeilo
de uma
reconstrucção
moderna,
da
qual
desdiz
absolutamente
a
riqueza
ar-
chiteclonica
da
capella
mór,
reedificada
pelo
arcebispo
D.
Diogo
de
Sousa
no
co
meço do
século
XVI,
no
estylo
ogival
flo
rido.
E
’
nos
lados
d
’
essa
capella
que
*
estão,
em
tumulos
de
singela
ornamentação,
os
restos
do
conde D.
Henrique,
de
Borgo-
nha,
senhor
do condado
de
Portugal,
e
de
sua
mulher
a condessa de
Portugal,
3o
depois
princeza
e
rainha,
D.
Thereza,
filha
bastarda
de
D.
Affonso
VI
de
Leão
e
de Ximena
Nunes
Manniones. Foi
em
homenagem
aos restos
d
’
estes
príncipes,
pae
e
mãe
do
primeiro
rei
portuguez,
e
reedificadores
do
templo
em
1100,
que o
arcebispo
D.
Diogo
de Sousa
mandou
la
vrar
a
delicada
archilectura
da
capella-
mór.
O
retábulo
d
’
esta
capella
é
um
qua
dro
sacro
de
mármore
branco
em
alto
relevo,
trabalho
delicadíssimo
de
uns
ar
tistas
biscainhos,
que
vieram
estabelecer-
se
em
Braga no
século
XVI
e
que
deram
o
nome
a
uma
das
ruas
da
cidade.
N’
um
ponto escuro
da
egreja,
que
a
enorme
massa
dos
córos
assombreia,
pro-
ximo
do
guarda-vento,
existe
uma
pre
ciosidade
artística
de
subido
valor,
e
que
com
difficuldade
póde
apreciar-se. E’ o
tumulo
do
infante
D.
Aflonso,
primeiro
filho
de
el-rei
D. João
I
E’
de bronze
lavrado
em
altos
relevos
de
primoroso
desenho
e
correclissima
execução.
Sobre
o
tampo do
sarcophago
tem
deitada
a
fi
gura
do
joven
príncipe,
que
fallecera
aos
10
annos
de
edade.
Dois
anjos
lhe velam
o
somno
perpetuo.
Os
lavores
são
em
geral
allegorias
e
phantasias.
Este
pre
cioso
monumento,
fabricado
em
Flandres
no século
XV,
foi
presente
de
uma
irmã
do
finado,
á
infanta
D.
Isabel,
mulher
do
duque
de
Borgonha, Philippe
o
Bom.
Tem
baldaquino
de folha
do
mesmo
metal,
igualmente
lavrado.
Encheu-nos
de
orgulho
nacional
a,
or-
ganisação
da corporação
dos
ciceroní
nesta
egreja.
E
’ inteiramente
á
italiana.
Um
mostra o côro
e
as
capellas
exteriores
e
apresenta
o
visitante
ao da egreja,
que,
finda
a
sua
respeitável
missão,
o
apresenta
ao
da
sachrislia,
para
receberem
todos
es
pórtula.
—Este snr.
arcebispo, que
aqui
vê-
des
inteiro,
de
carne
e
osso,
como
era
de
seu
natural,
e
só
uma
cutilada,
que
lá
tem
na
cara,
e
que
lhe
deram
na
ba
talha
de
Aljubarrota,
não
póde
ser
cana
lizado,
nos
disse
com
a
mais
imperturbá
vel
gravidade
archeologica
o
cicerone
do
claustro,
apresentaudo-nos
o
corpo
do
ar
cebispo
D. Vicente Loureuço
na
capella
da
Annunciação.
—
Mas
porque
é
que
lhe
não
fazem a
canalisação,
interrogou
o
nosso
compa
nheiro
da
excursão,
que,
conhecedor
de
todas
as
particularidades do
trajecto,
já
nos
tinha
annunciado
esta
metamorphose
linguística
do
cicerone.
—
Por
se
ter
gabado
de haver
corta
do
uma
orelha a
um
soldado na
dita
ba
talha
de
Aljubarrota.
Os
senhores
bem sa
bem
que
não
era
proprio
de
um
santo
gabar-se
de
uma
coisa
d
’
aquellas!
—
Mas
S.
Thiago
também
foi...
—
Venham os
senhores
agora
ver
a
bella peça
do
côro,
coisa
rica
no
dizer
das pessoas
que
sabem.
E
’
realmente
obra
digna
de
vcr-se o
côro,
talha dourada,
de
grande
relevo,
com
muitas
figuras
era
vulto, de
phan-
tasiado
desenho,
e
boa
esculptura,
sus
tentado
em
fortes
pilastras
ornamentadas,
representando
em
figuras
de
tamanho
quasi
natural
as
luctas
do
christianismo com
as
religiões
gentílicas,
de
que
se
vêem
os
idolos
e
emblemas.
Tem
dois
magníficos
orgãos
este
côro.
—
Os
francezes
levaram
d
’aqui
uns
pou
cos
de carros
cheios
de
prata,
nos dizia
outro
cicerone,
mostrando-nos
uma
esta
tueta
de
prata
representando
a
Virgem
Maria,
só lhe
escaparam
—
foi
quasi
um
milagre
de
Deus contra
aquelles
jacobinos
—
os
paramentos
ricos,
em
que
ha
estas
preciosidades
do
snr.
D.
fr.
Caetano
Bran
dão,
estas
capas,
estes
sapatos
que
elle
calçava
nas
grandes
solemnidades.
—
Calçava
com
riqueza,
mas
com
pouca
elegancia.
—
AI»!
elle
nunca
foi
janota!
—
Este
chapéo
do
snr.
arcebispo
é
tam
bém
muito
curioso...
tem
séculos...
E
ia
abrindo
os grandes
gavetões
da
sachristia,
e
referindo,
a
trechos,
noticias
truncadas
dos
vários
santos
e
prelados
com
que se
ennobrece
a
historia
da
Sé,
des
de
S.
Pedro
de Rates
até
S.
Geraldo,
que
baptisou
D. Affonso
Henriques, e do ar
cebispo
Pedro
Julião,
que foi
Papa
João
XXI,
e
de outros
varões
celebres,
e
mais
que
a
egreja
foi
primitivamenle
templo
de
Isis, deusa da
castidade,
mas
que
de
isto
não
ha
certeza, e
que
na
festa
do
Sacramento
ha uma
usança
antiga
de
se
dar
a
pitança
de
um
coxão
de
carneiro,
uma
rosca
de
pão,
e
um
caneco
de
vi
nho
ao cantante
da
missa,
aos
acolitos,
ao
abbade,
ao sub-chantre,
ao
organista,
ao
mestre
capella, ao sachristão,
e ao
servente da
egreja,
dignidade
na qual
elle
depoente
se
comprazia
de
estar investido,
comprazendo-se
lambem
de
estar
no
gosó
da
pitança
supramencionada.
Não
pudémos ouvir
a missa
que
alli
se
celebra
n’
uma
das
capellas
pela
antiga
lithurgia do
rito
mosarabico,
e
pelo
seu
breviário.
Cortejamos
a
estatua
que
cobre
os
restos
de
D.
Gonçalo
Pereira,
avô
do
grande
condestavel
fr. Nuno
de
Santa
Ma
ria,
e
saimos
a
ir
respirar
o
ar, e
ver
o
vistoso
panorama
que se
gosa
do
adro
da
egreja
de
Nossa
Senhora
de
Guadelupe,
vendo
também
o
templo
de Nossa
Senhora
Branca.
Eduardo
Coelho.
desgraçado
que
não
tinha
um
real para
pão,
era
confiscado
cruamente,
e
coagido
a
ir
vender
os
últimos
farrapos
com
que
se cobria,
para
o
producto d
’estes
ser
applicado
em gratificações
olficiaes,—
sus
tentar
vicios,
e abrir raais
larga margem
n<x
campo
da
immoralidade
!
Eis
aqui como
somos
governados
por
aquelles,
que
em
logar
de
plantar
a
ar
vore da Uberdade,
enxertaram
a
figueira
do
diabo,
que
só
dá
figos
nocivos
e
ve
nenosos.
Quando
te desilludirás,
ó
povo!
CHROMCÃ
ESTRANGEIRA
Os jornaes
allemãcs
referem-se
a
uma
alliança
entre
a
Rússia e a França,
contra a
Allemanha
e
a
Inglaterra.
Qual
seja
o
grau
de
veracidade d
’
es
ta
grave
noticia, ainda
se
não
sabe
ao
certo,
assim
como
qual o objectivo
d
’essa
alliança.
Comqnanto os
jornaes francezes insi
nuem
que
Bismark não cessa
de
procurar
pretextos
de levar
a
effeito
os
seus
pro-
jectos
contra
a
França,
não
nos
parece
que
assina
seja;
por
outro
lado diz-se que
o
chanceller
apenas
pretende
guerrear
a
actual política
franceza.
—Escreve
o «Pungolo»
de
Milão:
—
O
governo
está
vivamente,
preoccupado
com
o
numero
sempre
crescente
d
’estrangeiros
inlernacionalistas,
que, ha
tempos
a
esta
parte, véem
para
Itália. Afim
de
remediar
este
inconveniente,
decidiu-se
expulsar
im-
medialamente
todos
os
que
não
poderem
dar
um
motivo
plausível
da
sua
vinda á
Italia,
ou
justificar
os
seus
meios
d
’
exis-
tencia.
Esta
medida
já
foi
posta
em
pratica,
tendo
sido
expulso
um
certo
numero
d
’in-
dividuos.
—
Cm
despacho
de Vienna
assegura
que
as
potências
não
acceitam
os
lermos
da
circuhr
e
u
que
a
Porta
lhes
notifi
cou a
deposição
do
khediva,
e
affirma-se
nos
círculos diplomáticos
que
os
embai
xadores
em
Constantinopla
estão
encarre
gados
de
fazerem
as
reservas de
direito
no
intuito
de
estabelecerem
que
á
exce-
pção
da
mudança
pessoal
do
khediva,
el
las
não
admittem
que
haja
qualquer
alte
ração respeitante
á
semi-independencia
que
existia
entre
o
Egypto
e
a
Turquia.
Estas
reservas
serão motivadas
por
ter
a
Porta
declarado
que
fica
abrogado
o
firman
de 1873.
—
A
Italia
de Humberto é
assim
apre
ciada
por
um
diário
liberal
dos
mais
avan
çados:
«A
Italia está
atravessando
um perío
do
de
crise
e
de
convulsões.
A
inundação,
ao norte,
devasta
os
seus
campos:
ao
sul,
a
lava do
Etna
incen
diou
as
searas.
A
miséria
fere
as
duas
extremidades
do
paiz,
e
o futuro
entre-moslra-se
com
um aspecto
sombrio
e
ameaçador,
por
que
a
fome
é
má
conselheiro.
Os
impostos
são
demasiado
orfferosos
e
os
municipos
abusam
do
direito
que a
lei
lhes
confere
para
tributarem.
De
tempos
a
tempos
as
populações
manifestam
o
seu descontentamento,
e
produzem-se
acontecimentos
graves
como
aquelles
de
que
foi thealro
a
cidade
de
Calatabiano,
na
Sicília.
A
população
d
’
esta
cidade,
cançada
de
supportar
uma
administração
que
delapi
dava
indignamente
o
dinheiro
dos
con
tribuintes,
revoltou
se e
percorreu
as ruas
soltando
grilos
sediciosos
contra
o
muni
cípio
e
o syndico.
Depois
de
affirmarem
platonicamente
o
seu resentimento, dirigiram-se
ao
palacio
municipal,
dando
vivas
á
Ita-
lia.
Forçaram
as
portas
guardadas
por
ca
rabineiros,
introduziram-se
nos
archivos
e
incendiaram-os.
Travou-se
lucta
desesperada
entre
os
amotinados
e
a
força
publica,
havendo
effusão
de
sangue.
Tres
carabineiros
e um
soldado
fo
ram
mortos;
dos
paizanos morreram
mui
tos
e
bouve
grande
numero
de
feri
dos.
De Messina
e
de
Catanea
enviaram-se
reforços
ás
auctoridades
locaes,
mas
os
últimos
telegrammas
não
dizem
se
a
or
dem
foi
restabelecida.
—Acaba
de
se
publicar
o
texto
do
tratado
de
paz
celebrado
em
26
de
maio
em
Gandamak,
entre
a
Inglaterra
e
o
èmir
YacubKhan.
Eis
as
principaes
diposições:
Haverá paz
e
amisade
perpetuas
en
tre
Inglaterra,
o
emir
e
os
seus
succes-i
SECCÃO COMMERCIAL
Desconfiança
geral
—
Economia
do
governo
—
Estado
da
agricultura.
Para
onde
vamos?
E
’
esta
a
epigraphe
de
um
excellente
artigo
publicado
no
«Commercio
Portuguez»
de
3
do
corrente.
Ao
examinarmos
o
movimento
do
com
mercio
e
da
industria,
essa roda
mestra
que
por
motor
só
tem
o
capital,
retraí
do
este,
vemos
a
roda
paralisada
porque
as
forças
lhe
escasseam.
Em
vista
do
desalento
que
vae
lavran
do
e
paralisando
a
industria
e
affectan-
do o
commercio,
também
nós
perguntamos
com
o
referido
collega
Para
onde
vamos?
Os
bancos
desconfiando
do commercian-
le e
do
industrial,
negando-lhes
recursos,
limitando-se
a
empréstimos
a
corpos
col-
lectivos
é
á
compra
de
titulos
de
divida
publica,
de pouca utilidade
nos
servem;
os
avaros
do
capital,
com elle
fechado
na
arca
á
prova
de
fogo,
mais
concorrem
para
que
as
artes,
a industria
e
commer
cio
paralizem,
e
uns
e
outros
para
que
a
miséria
publica
faça sentir-se
pronunciadamente
em
toda
a
parte.
Mal
entendidos
receios
dos capitalistas,
que
assim
concorrem
para
a
decadência
do
seu
paiz,
faz
entorpecer
milhares
de
bra
ços,
e
com
a
falta
de
trabalho pódem
até
conduzir
a
nação
a
um abysmo de
des
graças
e
miséria,
de que
tarde
poderá
le
vantar-se.
Não encontramos
nenhum
ramo
de uti
lidade
publica
que
não
esteja
affectado de
inércia
por
falta
de
recursos
pecuniários,
tudo
devido
ao
retraimento
do
capital,
á
mal
entendida economia e
aos
infundados
receios
de
muitos.
N
’esle
caminhar
desconfiado
e
receoso,
n
’
esle
acanhado
movimento na
vida
eco
nómica,
n
’
este
retraimento
de
nossas
for
ças,
n
’esta
indifferença
deplorável
com
que
olhamos
para
a
industria
opprimida,
pa
ra
o
commercio
decadente,
vamos
certa
e
inevitavelmente
para
a
miséria.
Os
bancos
não
teem
confiancia
em
nin
guém,
mas lambem
poucos
confiam
n
’
el-
les.
Os
titulos de divida
nacional,
ainda
conservam
um preço quasi ao par;
mas
será
isto
indicio de
que
o
nosso
thesou-
ro
merece
confiança?
De certo
que
não.
O
governo obtem
empréstimos
com
facilidade,
porque
no
ultramar
ainda
te
mos
vastas
possessões
que
são
vistas por
Outras
nações
com
olhos
cubiçosos
e
são
o
penhor
da
philantropia
ingleza e
fran
ceza
que
nos
soccorre,
pois
o
estado
do
paiz é
cada
vez
peior.
Apesar
das
economias
promettidas
pe
lo
governo
actual,
vêmos
que
no
mez
de
junho
a
divida
flucttiaiite
cresceu
nada
me
nos
de
615:625^000 rs.
'
sores.
Yacub-Khan decretará
plena
e
in
teira
amnistia aos
seus súbditos.
O
emir
regulará
as suas
relações
com
os
estados
estrangeiros
em
conformidade
com
as
iu-
slrucções
de
Inglaterra:
não
celebrará
tra
tado
algum
com
outros
estados
nem
lhes
fará
guerra,
sem
contar
préviamente
com
o recurso dos
inglezes.
Com estas
con
dições,
a
Inglaterra apoiará o
emir
con
tra
toda
a
aggressão
estrangeira, submi-
nistrando-lhe
tropas,
armas
e
dinheiro.
Um
representante
inglez
residirá
em
Cabul,
com uma escolta
conveniente;
e,
além
d
’
isso,
poderão
ser
enviados
agentes
inglezes
e tropas.
O
emir,
pelo
seu
lado,
poderá
lornar-se
representante
em
Cal
cutá.
Os
súbditos
inglezes
poderão
commer-
ciar
livremente
no
Afghanistan,
e
para
este
fim
se
celebrará
um
tratado
com-
mercial.
Estabelecer-se-ha
uma
linha
le-
legrapliica
á
custa
da
Inglaterra,
desde
o
forte
de
Kuram
até
Cabul.
Serão
restituí
dos
ao
emir
Kandahar
e
Djellalabad;
mas
os
dislrictos
de Kuram,
ao
SE.
de
Cabul,
e
de
Pashin
e
Sebi,
ao
S,
ficarão
sob
a
protecção
e
administração
da
Inglaterra.
O
governo
inglez
continuará
vigiando
as
passagens
do
Khaiber
e
de
Michini,
entre Peshawur e
de
Djedaiabad.
Afim
de
auxiliar
o
emir
na
cobran
ça
e
manutenção
da sua auctoridade
legi
tima,
a
Inglaterra
pagará
a
elle e
aos
seus
successores
um
subsidio
annual
de
alguns
milhões.
Este
tratado
foi
ratificado
no
dia
30
de
maio
ultimo.
A
demarcação
dos
limi
tes
dos
districlos
de
Kuran,
Pesbin
e
Sebi
é
indicada
n’
um
appendice
que
ainda
não
se
publicou.
Para
attenuar
de
alguma
sorte
este
encargo
do
paiz,
fez
o
governo
uma gran
de
economia
negando
aos
quarentenarios
do
Lasareto os
remedios
gratuitos,
eco
nomia
que
é
calculada
em l:700$000
rs.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Apesar
dos
bons desejos do
aclual
go
verno
em
promover
o
melhoramento
ma
terial
da
nação,
de
equilibrar
a receita
com
a
despeza.
de
cortar
as gratificações
e
muitas
coisas
mais
que
nos
promelteu,
ainda
assim
o
paiz
vae
rosnando o
sic
valeas
do
rato
vendo
o
gato
escondido
e
coberto
de
pulvorosa
farinha.
Na
província
do
Minho
antevê
se
um
anno
abundante
de
vinho
e
cereaes.
A
colheita
do
centeio
já
foi muito
boa
comparativamente
á
do anno
passado.
O
vinho
soffreu
alguma
coisa
com
a
inconstância
do
tempo no
mez
anterior,
mas
ainda
assim
parece
que
teremos
uma
colheita
regular.
O
milho
ostenta-se
viçoso
em
nossos
campos.
O
vinho
verde tem
baixado
de
preço,
e
assim
o
gado
vaccum,
do
qual
tem
ha
vido
exportação
regular,
attribuindo
se
a
baixa d
’
este
á
abundancia
de hervagem
em
consequência
das
chuvas
alternadas
que
houve
nos
ultimos
mezes,
sobre-
saltando
os
agricultores,
mas
que,
mercê
de
Deus,
lhes
ferlilisaram
os
campos.
0
tempo
corre propicio
para
o lavra
dor,
que
vê
o
sol
de julho
crear
e
desen
volver
os
fructos
que
a
terra
lhe
produz
com
tanto
suor
e
trabalho.
Encerramento.—
Teve
ante-hontem
logar
no
templo
do
convento
da
Penha,
hoje pertencente
ao
Asylo
de
D.
Pedro
V.
o
encerramento
do
Mez
Eucharistico.
De
manhã
houve
missa
a instrumental
e
Exposição
do
Santíssimo,
e
de tarde
sermão,
pelo digno vice-reilor
do
Semi
nário
de
S.
Pedro,
o
snr.
padre
João
Rebello,
e
no
fim
Te-Deum
e
Bênção
do
Santíssimo
Sacramento.
—
Em
S.
Victor
fez-se
com
toda
a
pompa
a
festividade
de
N.
Senhora
das
Angustias,
sendo lambem como
conclusão
do
Mez
de
Maria.
Houve
de
manhã
missa
solemne
com
Exposição
do SS.
e com
munhão
de
meninos,
e de tarde
sermão
pelo
revd.0
dr.
Moreira Guimarães, e
no
fim
Te-Deum
e Bênção
do
Santíssimo
Sa
cramento.
Doenfa.
—
Acha-se gravemente
enfer
mo o nosso
presadissimo
collega
da Pro
paganda
Catholica,
o
snr.
Francisco
Pe
reira
d
’
Azevedo.
Este
cavalheiro
está
actualmente
no
Bom
Jesus
do
Monte,
para
onde
veio
por
conselho
da
medicina.
Fazemos
votos
pelo
seu
restabeleci
mento.
Mortalidade.
—
Durante
o
mez findo,
sepultaram-se
no
cemiterio
publico
d
’
esta
cidade
61 pessoas, sendo
16
homens,
25
mulheres
e
20
creanças.
Donativos.
—
Os snrs.
João
dos San
tos Minho
e
José
Joaquim
Fernandes,
con
templaram o
hospital
de
S.
Marcos com
uma
cadeira
de
operações
para serviço do
mesmo
hospital.
A
cadeira,
que
foi importada
de Fran
ça,
custou
150$000
reis.
Peltvs
melhoras
de
S. Exc.
a
Stevm.
*
o
Snr. Arcebispo Primaz.
—
Com
a
devida
venia
transcrevemos
do
nosso
collega o
«Correio
do
Ave, de
4
do
corrente,
a
seguinte noticia
:
No
domingo
ultimo,
29
de
junho,
hou
ve
na egreja
do
convento
de
Santa
Cla
ra,
d’
esta
villa, a
expensas
da
exm.»
Ab-
jadessa
e
mais
communidade,
um
solemne
«Te-Deum»
em
acção
de
graças
pelo
res
tabelecimento
de
s.
ex.
a
revm.
a
o
snr.
Arcebispo
de
Braga.
Assistimos
áquelle
acto
religioso,
e d
’elle
vamos
contar o que
observamos.
Maravilhou-nos
profundamente
a
maes
tria
com
que
se
desempenharam
as
co
ristas
d’
aquelle
convento.
Mais
uma
vez
souberam
elevar
a
sua
reputação
e
in
contestável
merecimento
á
altura que
por
todos
lhes
é
reconhecido.
A
melodia
de
suas
vozes
cazava-se
tão
bem
com
os
sons harmoniosos
do
orgão,
que
com
or
gulho
dizemos:
estavam
sublimes.
A
egreja
estava decorada
com
toda
a
pompa,
mereêerido
espfecial
menção
a
ca-
pella-mór,
que
estava
riquíssima,
não
só
pelo
gosto,
como
pelos
adornos.
Bem
haja
a
exm.
a
AbbadeSSa
e
mais
comrtmriidade
que
não
se
demtíraram
em
agfadecer
âo
Altíssimo
rtíercê
quê
áca-
I
ba
de
conceder
á diocese
bracarense
pe.
lo
restabelecimento
do
seu
inclito
Prela
do,
e
porisso
se
tornam
dignas
dos
maio
res
louvores:
pela
nossa
parte
também
desde
já
lh
’
os
endereçamos.
E
’
este um
facto
que
deve
encher
de
satisfação
s.
ex.a
revm.
*
Assistiram
áquelle
acto
o
exm.
0 dr.
Julio
Graça,
administrador
d’
este
conce
lho,
o
illm.°
José
Maria
de
Castro,
Re-
gedor
d
’
esta
villa,
e
muitos cavalheiros
e
grande
concorrência
de
povo.
A
Ordem.
—
A
nova redacção d
’
este
nosso
presado
collega
de
Coimbra,
é
com
posta dos
seguintes
cavalheiros:
José Pires
Antunes,
estudante para o
5.°
anno
de
Theologia;
Alfredo Elviro
dos
Santos,
4.°
anno
de
Theologia;
Manoel
Aranha
Furtado
de
Mendonça,
idem;
Joaquim
Domingues
Mariz,
3.®
anno
de
Theologia;
Antonio
Augusto
d
’
Almeida
Silvano,
idem.
Commnnieado.
—
Acabamos
de re
ceber
um communicado do
rev.
‘
no
snr.
dr.
Moreira
Guimarães,
allusivo
ao
artigo
inserto
em
o
nosso
n.°
passado,
sob
a
ep
!
graphe
de
A
política
e
as
irmandades
ou
confrarias.
S.
exc.
a
julgando
algumas
expressões
d
’
esse
artigo
offensivas da
sua
honra,
pe
de-nos
explicações,
que
daremos
no pro-
ximo
n.°. não
nos
sendo
possível
fazel-o
n
’
este,
pelo
adiantado
da hora
em
que
nos
foi
entregue
o
seu
esciipto.
Trasladado.
—
Na quarta-feira
2,
foram
trasladados
para
o
seu
jazigo de
família
no
cemiterio
publico
d’
esta
cidade,
os
restos
mortars
dos
snrs.
D.
Pedro
de
Nápoles
Noronha
e
Veiga
e
Manoel
Cle
mente
Salgado
Carneiro.
Antes
de serem
dado
*
á
sepultura
tiveram
na
capella
do
cemiterio
olficios
fúnebres,
a
que assistiram
alguns
amigos
dos
illustres
finados.
Novo
secretario
geral,
•
—
No
Sab-
bado
chegou
a
esta
cidade o
novo
secre
tario
geral do
districto,
o
ex.
‘
n°
snr. dr.
Custodio
Freire.
HiiHeu Illuatmdo.
—
Do
snr.
Ja
nuário
Joaquim
da
Silva,
correspondente
n
’esta
cidade
do
Museu lllustrado,
aca
bamos
de receber
o
fascículo
correspon
dente
a
junho
d’
este jornal,—
fineza
que
agradecemos
áquelle
cavalheiro.
Irmandade
de
Aí.
Senhora
da
S
íujíss
.
—
Publicamos
em seguida
a
relação
dos
ill.
mos
e rev
m0S
senhores,
que
deram
seus
donativos
para
ajuda
das
obras
mais
urgentes
nas
casas
da
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Lapa,
durante
o anno
econo-
mico
de
1878-1879,
a
saber:
Antonio
Baptista
da
Silva
1$000
Antonio Gomes
Fernandes
de
Campos
33000
Antonio
Francisco
Pereira
d'Al-
meida
Cominho
23500
Antonio
Rodrigues
2$000
Custodio
de
Jesus
Vieira
Lopes
4$500
Domingos
José
Dias
33900
Francisco
da
Visitação
13500
João
de Guadalupe
Martins
Pi
nheiro
33000
João
Nepomuceno
Pimenta
1$a()0
João
Rebello
Cardoso
de Me
nezes
43500
José
Luciano
Gomes
da
Costa
43300
José Maria
da
Costa
23OOO
José
Maria
Esteves
Antunes
435OO
Manuel
de
S.
Bento
4$o00
Manuel
de
Santa
Catharina
Al
ves
Araújo
Gomes
4-3300
Somma
463500
Mospital
de
S.
Marcos.—
O
Pro
vedor
do
Hospital
de
S.
Marcos,
faz
pu
blico,
que
durante
a
estação
do verão
a
acceilação
e consultas
dos
doentes
pobres
teem
logar
lodos
os
dias
das
8
ás
9
ho
ras
da
manhã,
e
das 3
ás
4 horas
da
tarde.
O
Provedor
do
Hospital
de
S. Marcos
faz publico,
que,
procedendo-se
á
abertura
das
caixas
das esmolas pertencentes ao
mesmo
Hospital,
n
’aquella
que
está
na
Egreja
sobre
o
púlpito
esquerdo,
com
o
titulo
«Esmola
para tratamento
dos
doen
tes»
se
acharam
quatro
libras
em ouro,
assim
como
também
se achou
uma libra
na
caixa
de
S.
Bento.
Em
nome
dos
pobres
agraciados,
agradece
aos
generosos
bemfeitofes.
A
falsificação
dos vinhos.
—
Es
creve
o
«D.
do
Minho»;
Por
noticias
recebidas,
ofUcialmente,
do
Porto,
sabemos
que
as
amostras'
d.e
vinho
que para
aquella
cidade
tinham
ido
afim de
ser
analysádas
e
que representa-
vatn
o
vinho
de
varias
pipas,
lacradas
pela
auctoridade em
alguns
armazéns
d
’
esta
ci
dade,
eram
amostras
de
um
vinho
con
trafeito,
e
tão
nocivo
á
saude
que,
pelo
seu
uso
continuado,
podia malar
o
con
sumidor
em
pequeno
praso
de
tempo.
Queixou-se
muita
gente
de
que
o
«Diário
do Minho» gritava constantemente
contra
a
falsificação
dos
vinhos,
sem
ra
zão,
sem motivos
justificados.
Que
dirão
agora
os
snrs.
optimistas
ao
saberem
que
vão
ser processados
alguns
donos
de
armazéns
de
vinhos,
estabeleci
dos
nesta cidade,
e
alguns
em
ruas
tão
publicas
como é
a
rua
do
Souto?
Aguardamos
a desculpa,
chata
e
ine
pta,
por
certo.
No
entanto,
de
novo
pedimos
ás
au-
ctoridades
competentes
uma
pequena
vi
sita
a
todos
os
estabelecimentos
que
ne
goceiam
em
bebidas,
pois
que
em
Braga
ha
ainda
muito
e muito
<que
lacrar».
Womenffto.
—
Foi
nomeado
segundo
commandante
da
companhia
de bombeiros
inunicipaes
de Braga,
o
snr.
Fernando
Cândido
das
Neves
Pereira,
empregado
na
repartição
de
fazenda do
dislriclo.
Diz
um
collega que esta
nomeação
foi
recebida
com
geral
desagrado
em
toda
a
companhia,
e
esta
vae
protestar
solern-
nemente
contra
tal
nomeação.
Epid«mi».
=Lè-se
no «Dislriclo
da
Guarda»
:
Por
pessoa fidedigna
da
Covilhã
sou
bemos
ha dias
que
n
’uma
freguezia
rural
próxima
d
’aquella
cidade,
Sobral
de
Ca-
segas,
está
grassando
uma epidemia
hor
rorosa.
Presume-se
que
a
doença
fôra
tran-
smitlida por
um
indivíduo
d
’
alli
que
an
dara
trabalhando no
ramal
de
Caceres.
Apezar
d
’
alguns estudos
feitos
com
respeito
ao
mal
que está
dizimando
os
habitantes
d
’
aquella
povoação,
ainda
nada
se
sabe.
Suppõe-se
que
é
uma
febre
ty-
phoide.
As
auctoridades
da Covilhã teem
em
pregado
alguns
meios para allenuar
o
mal
crescente;
porém,
falta
dinheiro
e
não
ha
meio
de
obtel-o
senão
com muita
mo
rosidade.
Dedicação
d
’
u>n
eeclesiatftico.
—
0
revd.°
padre
Dussol. parodio
de
Sail-
lant
fPuy
de-Dome,
França), achou
a
morte
quando
procurava
salvar
a vida
a
um
rapazito.
Este
lamentável acontecimento
teve
lagar
emquanto
se
levantava
para
uma
columna
uma
estatua da
Virgem
Imtnacu-
lada.
0
revd.°
padre
Dussol
dirigia
os
tra
balhos;
porém
viu
de repente
a
escada
que
servia
para
fazer
subir
uma
grande
pedra
inclinar-se
lentamenle
para o
lado
e
ameaçava
esmagar na sua
queda
um
rapazito
que
estava
olhando
admirado
pa
ra
este
trabalho.
Sem
lançar
conta
ao
pe
rigo,
o
digno
e
zeloso sacerdote
corre
pa
ra
o
rapaz, agarra-o
pelos
braços
e
ar
ranca-o
á
morte;
mas
n
’
este
momento
é
elle pilhado
pela
pedra
e
cahe
victima
da
sua
dedicação.
Que
dtrào
a
isto
os
meninos bonitos
que
dizem
que
os
padres
são uns
egoís
tas,
uns
ambiciosos,
etc.?
Continutíndo
sempre
na
mentira
dirão que
isto é
uma
excepção
á
regra,
e nós
diremos
Com
ver
dade
que
esta
é
a
regra
e
por
consequên
cia
o
contrario
é que
é a
excepção.
Miais
incêndios
n»
Rússia.
—
Um
'elegramma
de
Moscow
para
o
jornal
«No
vo
Tempo»,
com data
de 23 do
mez
passa
do
diz. o
seguinte:
Na
pequena
cidade
de Syzzave
(pro
víncia
de
Samara) declararam-se quatro in
cêndios,
devidos
á malevolência.
A
policia
bata
de
seguir
a
pista dos
malfeitores; a
população
está
muito
commovida.
Apreciação
insuspeita.
—
A
«Ga-
Zfi
ta
da
Noite»
traduz
do
jornal
hespanhol
<El
Tribuno»
o
seguinte:
«Causa
inveja
a
liberdade
de
que
gosa
a
imprensa
do
reino
de Portugal.
Recommendamos
ai>s
nossos
conserva-
dores
a
leitura
dos
artigos
que,
sob
a
epigraphe
Papas e
Reis,
está
publicando
0
jornal
democrático
«Partido
do
Povo».
Se
entre
nós
algum
jornal
se
atreves-
se
a
publicar
artigos
assim,
com
certeza
0
tribunal da
imprensa
nos
tomaria
sé-
r|
as contas».
Sem
commentarios.
bestas
da
Rainha
Santa.
—
A
«Gór-
tespondencia
de
Coimbra»
dá
o
seguinte
Pccgtamma
das
festas da
Rainha
Santa
Iz
*
bel.
EiU;
?
_ *A
mesa
da
irmandande
da
Rainha
a
nta
Izabel faz
publico
que
nos
dias
10,
>
T2
e
13
de'
julho
terão logar
as fes-
£S
.
ein
honra
da
Augusta
Padroeira
de
l(n
bra,
deveífo
estas
celebrar-se
còrn
toda
a
pompa
e
esplendor
do
costume.
No
dia
10,
pelas
oito
horas
da
tarde,
a
imagem da
Rainha
Santa
sairá
do
real
mosteiro
de
Santa
Clara,
sendo
precedida
pela
respectiva
irmandade
e
acompanhada
por
uma
guarda
de honra.
Feito
o
trajecto
da
ponte
sobre
o
Mon
dego,
o
cortejo
entrará
na
cidade
pela
rua
do
Sargento
Mór,
seguirá
pela
praça
do
Commercio, rua
dos
Sapateiros,
largo
do
Pocinho,
rua da
Louça, praça
8
de
Maio,
dando
entrada
no magestoso
tem
plo
de
Santa
Cruz.
A Santa
Rainha
será
alli
recebida
de
baixo
do
pallio, e
depois
conduzida
ao al
tar,
que
de
ante
mão está preparado, can-
tar-se-ha
um solemne
Te-Deum
a
grande
instrumental.
Nos
dias 11, 12
e
13
a
sagrada
ima
gem
estará
exposta
na egreja
de
Santa
Cruz,
onde
receberá
a
visita
e
adoração
dos
fieis.
No
dia
12,
pelas
dez
horas da noite,
será
queimado
o
fogo
preso
no
largo
da
Portagem
e
Caes
Novo,
tocando
por
esta
occasião
a
phylarmonica
«Boa
União».
No
dia
13,
domingo, pelas
dez
horas
da
manhã,
cantar-se-ha
na
egreja
de
San
ta
Cruz
missa
solemne
com
exposição do
Santíssimo
Sacramento,
prégando
ao
evan
gelho
o
distincto
orador
sagrado
Eduardo
Augusto
Nunes,
bacharel
formado
na
fa
culdade
de
theol
>gia.
A
Sé
de
Hraga.
—
E’
exlraclado
dos
folhetins
Passeios
na
Provinda,
que
anda
publicando
o
nosso
collega o
snr.
Eduar
do
Coelho, o
trecho
que
hoje
damos em
folhetim.
Marnvilliaa
<la
Creação.
—
Rece
bemos
o
fascisculo n.°
12
das
Maravilhas
da
creaç.ão,
ou
Historia
e
descripção iílus-
trada
dos animaes,
pelo snr.
Pedro M.
Posser, obra
muito
curiosa,
e
cuja publi
cação
é
feita
com a
maxima
regularidade.
Agradecemos.
IKarie
no
cleriealiMino.
—
Recebe
mos
um
exemplar
d
’
este
magnifico
livro,
devido
á
penna
brilhante
de
Monsenhor
Gaume.
Em
o
n.°
antecedente
d
’
esta
folha
já
publicamos
um
escripto
do
nosso
amigo
o
snr.
R
Valente,
respeitante
a
esta
obra;
hoje limilamo nos
porisso a
agradecer
esta
preciosíssima
offerta
e
a
recommendal-a
com
todo
o
empenho.
O
niathematico
Volpieelli.
—
O
illustre
mathematico
Paulo
Volpieelli
fal-
leceu
em
Rouen,
munido
com
todos os
Sacramentos
da
Egreja,
e depois
de
ter
recebido
a
Bênção
Aposlolica,
que
lhe
foi
levada
pelo
seu
amigo,
o
irmão
do
Papa.
Monsenhor
Pecci.
Depois dos
funestos
acontecimentos de
1870,
Volpieelli tivera
a
desgraça
de se
deixar
arrastar
no
turbilhão
político
hostil
á
Egreja,
e
tinha-se,
não
sómente
ligado
ao
novo
estado
de
cousas,
prestan
do
juramento
ao
rei
usurpador,
mas
tam
bém tinha
assignado
uma
mensagem
schis-
malica
ao
professor Dcellinger.
A
sua
morte
christã
reparou
este
la
mentável escandalo
e
lá
está
o
seu tes
tamento
para
prova
do
seu
arrependimento
e
da conversão
sincera
para
os
seus
de
veres.
Effectivamente,
no
testamento
lê-se
a
seguinte
declaração:
«Recommendarido
a minha
alma
ao
Todo
Poderoso
e
a
toda
a
côrte
celeste,
de
claro
perante
Deus
e
os homens que
as
sim como
acreditieji
firraemenle
de
espirito
e
de
coração
tudo
o
que
crê
e
ensina
a
Egreja
Catholica,
Aposlolica
Romana,
as
sim
quero
para
o
futuro
viver
e
morrer,
com a
ajuda
de Deus, n’
esta
mesma
fé.
E
se
nos
tneus
áçiós
ou
meus
escriplos
se
encontrasse
alguma
cousa
que
esteja
em
desaccordo
com
esta
profissão
de
ca-
tholico
sincero
quê
acabo
de
fazer
(como
foi
a
assignathra
qué
dei
á
mensagem
de
alguns
professores
da
universidade roma
na
para
Dcellinger, sem
lhe
examinar
primeiro
o
conteúdo),
entendo pela
pre
sente
declaração
desapproval-os,
condem-
nal-os
e
declaral-os
contrários aos
meus
princípios
calholicos
e
aos verdadeiros
sen
timentos
da
minha
vontade».
Que
dirão
a
isto,
pergunta
um
nosso
exceílenle
collega,
os
fanfarrões que
dizem
que
a
sciencia é
incompatível
com
a
reli
gião?
O
prireeipe Napoleão.
—
O
descen
dente
do
primeiro
homem
de
guerra d’
es-
te
século, do general
afortunado
que
ten
tou
avassalar lodo
o
mundo
depois
de
o
calcar
aos
pés
de seus
soldarj^s; o
des
cendente
do
homem que soltando
as azas
ás
aguias
da
republica
as
levou
de
vi
ciaria
em
victoria
até
as
fazer
pousar
nais
pyratnides
do
Egyptq,
até
as
fazer
pairar
por sobre os
alcaçarefe
dos mo-
narchas da
Europa,
e
de
as
mostrar
por
entre
as ameias
de
quantos
castellos
for
tificados
ousaram
impedir-lhe
a
passagem;
o
descendente
d’esse
homem,
que
levara
seus
soldados,
animados
pelo desejo
da
gloria,
e
mais
ainda
animados
pelo
mais
feroz
dos
barbarismos,
a
toda
a
parle
onde
havia
monumentos
que incendiar,
preciosidades
que roubar,
mulheres
que
violar,
livres
que
assassinar
e reis
que
desthronar;
o
descendente
d
’
esse
homem,
de
quem
o
nome
só
faria
tremer
a
hu
manidade,
lá
deixou
a
vida
entre
os
areaes
africanos,
como
a
deixaria
um simples
soldado
do
exercito
inglez!
O
filho
de
Napoleão
III
morreu
in
gloriamente,
como
ingloriante
havia
mor
rido
o
pae.
E
’
que a
Providencia,
ainda
que
tarde,
não
deixa
sem
castigo
os
grandes
crimes,
quer
elles
se
pratiquem
na obscuridade,
quer
sejam
perpeirados
á luz
do dia,
acobertados
pelo
prestigio
d
’
um
grande
nome.
Os
crimes que
a
soldadesca
infrene,
impia
e
desmoralisada,
ao mando
do
l.°
Napoleão,
commettera
pela
Europa;
o
qua
dro
horroroso
de
intrigas
e
miseráveis
vinganças
que
estendera
pela
França
no
reinado do
3.° Napoleão,
e
o
desprezo,
ou
antes
o
modo
infrene
e
estúpido
com
que
o
sendeiro
de Sedan
entregou
Ro
ma
á rapacidade das
hostes
revoluciona
rias
deviam acarretar
sobre
a
familia
na-
poleonica
as
maiores
desgraças.
Lá
ficou
pois
em África,
atravessado
por
17
feridas,
o
unico
representante
dos
Napoleões.
Assim
como
esta
familia
caminhou
ra
pidamente
pela
estrada da gloria, assim
lambem,
apenas
chegou
ao
medonho
abys-
mo
da
desgraça,
rolou
com
a
mesma
ra
pidez.
E
de toda
essa
familia
de
impe
radores
e
reis,
nada resta
a
não
ser um
quadro
triste
onde
se
vê
a
ossada
d’
um
joven infeliz e
ajoelhada
junto
d
’
ella
a
figura
triste
d
’uma
mãe
que
chora
o
uni
co
filho,
quando
bem
enxutas
não
eram
as lagrimas
choradas
pelo
throno
e
pelo
marido.
Em
meio d
’
este
quadro
é a
pallida
figura
d’
esta
mulher
a
unica
causa
que
nos
commove.
De
tudo
quanto
amava
nada
lhe
deixou
a
Providencia.
Se não
fosse
uma mulher christã,
te
ria
como
refugio
em
tao
triste
momento
o
suicídio;
é
catholica,
tem
a
cruz
para
n
’
ella
se
abraçar,
e
como não
foi
possí
vel
aos
maiores
de
seu
filho
arrazar os
refúgios
dos
desgraçados,
tem
um
con
vento
onde
possa
esquecer
as
dores
que
a
matam,
ou
onde
possa ao menos
cho
rar livremente.
Lá
morreu
o
ultimo
Napoleão
sobre
a
terra
que
o
primeiro
ensanguentára;
lá
vae
procurar
repouso
a
viuva
infeliz
no
logar
que
os
Napoleões
tentaram
arra
zar!
Altos
juizos
de Deus!
—
P. C.
0
estádio aetuiil
da
Europa.—
E’
horroroso
o quadro
que
n
’
este
instante
offerece
a
Europa.
Na
Rússia
o
nihilismo
lenta
fazer
desapparecer
tudo desde
o
czar
até
a
mais
remota
figura
da auclori-
dade.
Ao
lêr
as
noticias
que
nos
trazem
os
jornaes
estrangeiros,
quer-nos
parecer
que
tudo
quanto
se
diz
não
é
mais
que
uma
invenção
dos jornalistas.
Infelizmen-
te
é
uma
verdade,
e
verdade
terrível, que
faz
tremer
em
seus fundamentos
o mais
solido império
do
mundo.
Na
Inglaterra
não
é menos
horrível
o
quadro
em
vista
das
fallencias
que
alli
se
tem
realisado.
E’
de pasmar,
porque
isto
é
também
uma
especie
de
nihilismo,
que
por
outra
fórma
lenta
arruinar
o
cre
dito
e
com
elle
a
sociedade.
Em
França
é
outra
sorte
de
nihilis
mo
que se
ergue
em
meio
de
tantas
ruí
nas e
desgraças,
e
estes querem
no
pri
meiro
plano
vêr
o
cadaver
da Religião
Catholica! Infelizes,
que
teem
de
morrer
sem
verem realisados
seus
sonhos.
Na
llalia
é
o
fundo
do quadro
todo
negro,
triste
como
noite
de
medonha
tem
pestade,
e
no
meio
d
’
esse quadro
só
uma
luz
esplende,
só
uma
luz
brilha
como
for
moso
sol.
Só
o
Papa,
representante
de
Chrislo,
se
apresenta
firme
em
meio
do
seu
pos
to,
sem
temer
as
pn.das
enraivecidas
que
tentam
despedaçar
todos os
thro-
nos,
todas
as
instituições,
mas
que
se
quebram
de
encontro
ás
paredes
do
Va
ticano, sem
que
ao
menos o
façam
va
cilar.
■
>.
i.i <i
Em
Portugal
festeja
se
o
regresso do
major Serpa
Pinto,
e
exaltam o
arrojo
do,
dénçàado
explorador.
Ha
de
ser
sempre
assim
a
nossa gente.
Tem
por
ahi
havi
do
uma grilaria
espantosa
para
mostrar
que
nada
se
deve
aos
frades,
aos missio
nários,
e
agora
que
vem
da
África um
homem
que
não
fez
nada,
nada
absoluta
mente
comparado
com o que
fizeram
os
frades,
e
eis
que
se
põe
o
homem
na
Como bem disse
ha
pouco
na
cama-
ra dos deputados o
illustrado governador
do
bispado
d
’
Aveiro,
nada
se
póde
espe
rar
d’
esta
viagem
á
África.
E
senão
esperemos.
—
P.
C.
ULTINAS
NOTÍCIAS
Lisboa
4.
—
«Diário»
:
—Exonerados
os
professores
primários
de
Vermoim,
conce
lho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
e
An
cas,
concelho
de Ànadia.
A
’
inauguração
do
caminho
de ferro
da
Regoa
assistem
os snrs.
ministros
das
obras
publicas
e
da
justiça,
a
qual
terá
logar
no
dia
14.
Idem 5
—
Foi nomeado
professor
de
ar-
chitectura
da
Academia
Portuense
de
Bel-
las
Artes,
e
commissario
dos
estudos
de
Vizeu
o snr.
Antonio
Correia
de
Sousa
Montenegro.
Foram aposentados
os
professores
pri
mários
de
S.
Gonçalo,
concelho
da
Guar
da,
e
o
de
Lordosa,
concelho
de Vizeu.
Foi creada
uma
cadeira
de ensino pri
mário
do
sexo femenino na
freguesia
da
Faia,
concelho
da
Guarda.
Foram apresentados
os
seguintes
pres-
byteros:
Diocese
da
Guarda—
Joaquim
José
Pe
reira,
na
egreja
de
Unhaes
Velha;
Manoel
Antonio
Gonçalves,
na
de Nossa
Senhora
da
Piedade.
Diocese
do
Porto
—
Miguel
Antonio
da
Fonseca
Sousa, na
freguesia
de S.
Faus-
tino.
do
concelho
da
Regoa.
Foi
declarada
sem
effeito a
apresenta
ção
de José
Correia
Dias
d
’
Almeida,
na
egreja
de
S.
Paio
de
Oleiros,
diocese do
Porto
Portaria
dirigida
aos governadores
civis
providenciando
ácerca
do
afilamento
de pe
sos
e
medidas.
Na
Bolsa
venderam-se:
2
contos em
inscripções
a
50,20;
13
ditos
a
50,15;
5
ditos
de
coupons
a
50,15;
10
ditos
para
31
do
corrente
a
50,32;
10
ditos
a
50,20.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
12:703^130.
Paris
3.
—
O
senado
approvou
por
159
votos
contra
104
o
projecto
fixando
a
sede
das
camaras
em Paris.
O
tribunal
de
primeira
instancia
absol
veu
o
snr.
Paulo
Cassagnac
da
querella
dada
contra
elle
pelo ministério
publico,
em
consequência
de
vários artigos publi
cados
no «Pays».
Um
lelegramma
de
Berlim
assegura
que
estão
nomeados
tres
conservadores
para
substituírem
os
ministros
demissionários.
Roma
3.—O
supremo
tribunal
regei-
tou o
rècurso
da
condessa
Lambertini
con
tra
os
herdeiros
do
cardeal
Anlonelli.
Londres
3.—
Dizem
da
cidade
do
Cabo,
em
16
de
junho,
ao
«Daily
News»,
que
Cetiwayo
fez
propostas
de paz e
que
lord
Chelmsford
oífereceu
armistício
aguardan
do
as
condições
definitivas
da
paz.
Espera-se
que
as
negociações
pacifi
cas obtenham
bom
resultado
Rema
4
—
O
«Popolo
Romano» diz
que
depois
da
votação
na
camara
reu
niu-se
o
conselho de ministros;
em se
guida
Deprelis
foi
apresentar
ao rei
a
de
missão
do
gabinete.
A Porta
desmente
a
fusão
das
regên
cias
de Tunis
e
Tripolis.
Londres
4.
—
A
esquadra
chilena
vol
tou
a
bloquear
Iquique.
Uma
carta
do
khediva exprime
o
de
sejo
de
pôr
fim
á
crise financeira.
Londres
4
—
Noticias do
Cabo
da
Boa
Esperança,
em
26
de
junho,
dizem que
o
tenente
Carey
vae responder a
conselho
de guerra.
Hiviam
chegado
a
Pelersmailz-
burgo
no
dia
2,
emissários
de Cetiwayo
afim
de
pedirem
ás
auctoridades
inglezas
que
fixem
a
data
de
quando ha-de
co
meçar
a
conferencia
que deve
tractar
as
condições
de
paz.
Os
emissários
foram en
viados
para o quartel general Corre o
boato
de
que será
negociado
um
armis
tício
de
15
dias.
S.
Petersburgo
4—
Tem
havido
novos
incêndios
em
varias localidades
da Rússia.
Corre
o
boato
que
rebentaram
desor
dens entre
os
camponios
do
dislriclo
de
Taraschini por
causa
da
falsa
esperança,
na
repartição
de
terras.
RECLAMOS
SALVAE
AS CREANÇAS peia
doce
Revalesctère
du
Barry
de
Londres.
—
Por
toda
a
parte
se
deplora
que
a
creança
—
a
alegria
da
familia
e
a
esperança
da
na
ção
—
é
muito
mal
tratada.
Sóraenle
devi
do
á
ignorância
das
mães
e
das
amas,
mor
rem
ellas
oo
primeiro
anno,
60:000
em
França
e
40:000 em Inglaterra
I
Esta mi
séria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
do
leite
muito frequente, ou antes
ao
uso
de
leite
de
vacca
ou
de cabra,
ou
á
açorda
—alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma
irritação
da mucosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
diarréa,
os
vomitos.
contí
nuos,
a
alrophia,
as
caimbras,
os
espas
mos,
a morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma
creança,
uma
vez
com-
promettida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
não
leem
poder de
reparar
o
mal
I
E
’
um
flagello
para a
familia
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha
comtudo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
tem
sido
provado
durante
vin
te
e oito
annos; é
sustentar
as
creanças
de
peno
e
as
creanças
doentes
e fracas
de
qualquer edadecoro a
Revalesciére
Du
Barry,
ires
vezes
ao
dia,
simplesmente
cosida
com
agua
e
sal.
B.
’,
flnuliueiite,
o
sustento
por
exeelleueia
Que,
elle
eó
consegue
evitar
todos
os aeeidentes
d»
in
fância.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes
da
sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados
Cura n.° 80:416.-0
snr.
doutor
F.
W.
Beneke,
professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de
Marbourg,
refere-se
da
se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em 8
de
abril
de 1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
filhos
á
Revalesciére
Du
Barry.
«A
creança,
na
edade
de quatro
an
nos,
soifria
sem
causa
apparente,
uma
alrophia
completa,
com
cootinuos
vomitos
que resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e a
lodos
os
tratamentos
da
sciencia
medica.
A
Revalesciére
fez
parar
immediatamenie
os
vomitos
e
res-
■tabeleceu-lhe
complelamente
a
saude em
seis
semanas.
De
todas
as
minhas
expe
riências
feitas
posleriormenle
com a
Re-
valeseiére
obtive
os
mesmos
resultados.
E
’
quatro
vezes
mais
nutritiva que
a
carne».
Cura
n.°
70:410.
—-
Fabiica
de
Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.
—
Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
duiante
um
an-
no
pela
sua
Revalcseiére,
e
que a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não ha
na
aldeia
creança
tão
forte
como
o
meu
fi
lho em
relação
á
sua
edade.
—
M
ekcier
.
Cura
n.°
87:421.— Bruxellas,
23
de
unho
de 1874.—
O
meu
filho
mais novo,
abandonado
oa
edade
de
quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos, não
queria
to
mar
nem
digeria
alimento algum,
e acha
va-se,
por
consequência,
n
’
um
estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo
a
sua
exi
stência;
foi
então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalesciére
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que
continuou
a ali
mentar-se
exclusivamente
durante
alguns
mezes.
Hoje, que
lera
donze annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saue.—
-D
esweiit
.
E
’
seis
vezes mais nutritiva do que a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
l
h
kilo,
500
; de
*
/x
kilo
800
rs
;
de
um
kilo, l£40Ó
reis;
de 2
*
/
t
kilos,
3$200 reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalesciére
chocolatada
$
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas»,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário;
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cads
chaveoa.
DU
BARRÍ
<
*
C.
*
DIMITED.—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Qs
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-l
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os-
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
.
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
oa,
(por
grosso
e
miudo)
.
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barra!
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12
—
l
*
or-
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI.
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa-
pharra.—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
phann..
Largo
da Ponte.
—
Braga,
Domingos J.
V.
Machado,
drog..
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31
—
Pipa &
’rmão,
rua do Souto.
—
Viaiana do
C
m
-
teílo,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de Barros,
drog.,
Rua grande,
140.
—
Guiuinr£«K,
A
J.
Pereira Martms.
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog..
Rua
da Bainha,
29
e
33.
—
PennBtl.
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R.
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs..
Pra
ça
de
D. Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
Fonte
dc»
Ui-
ma.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoo do
Varzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—Villa
de>
Conde,
A. L.
Maia
Torr
s
pharm.
A61ÀDECIMMT0S
Manoel
Messias
Mendes
Fragoso,
pro
fundamente
penhorado,
agradece
a
todas
as
pessoas
que
o
visitaram
por occasião
do
fallecimento
de
seu
muito
querido pae.
Braga
9
de
julho
de
1879.
(2490)
ANNUNCIOS
AO
PUBLICO
Cera
de
qualidade garantida
igual
á
mais
superior
que
appareça
no
mercado
em
velas,
grumo
e
flor
da
Companhia
Ceriíica
Portuense.
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada.
Capital
200:000^000.
Praça
de
Carlos
Alberto
—
Porto.
Vende em
velas
de qualquer
tamanho
a
retalho,
400
reis
cada
459
grammas
(antigo
arratel),
de
5
a
15 kilos
340
reis
cada
arratel
e de
15 kilos
para cima
gran
de abatimento
e
praso.
Em
grummo
ou
flor:
Preços
muito
modicos e
o
piaso
que
convier
ao
com
prador de 60 kilos para
cima.
(2491)
REUNIÃO
DE
CREDORES
Pelo
snr. Juiz
Commissario
da
massa
fallida
de
Joaquim
d
’
Assumpção,
d’
esta
cidade,
foi
designado
p^ra a reunião
dos
credores
o
dia
16
do
corrente
pelas
10
horas
da manhã,
no
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
afim
de
se
tratar
da votação
de
concordata
apresen
tada
pelo fallido.
Braga
4
de
julho
de
1879.
O
Curador
Fiscal
Pelo
Banco
do
Minho
Os
Gerentes
Domingos
José
Soares
(2489)
José
Marques
da
Silva.
TABACARIA BRACARENSE
8Í-RUA DO
8OUTO-8»
BRAGA
Novo
sortimento
de
rapé
barato
Sêcco
meio-grosso
em
250
gr.
260
rs.
Vinagrinho
»
»
»
rs.
Meio-grosso
Rosa
»
»
»
rs.
Vinagrinho
em
25
>
25
rs.
Meio-grosso
em 250
»
240
rs.
(2482)
idoptido
em
Wos
os
Uospitaes.
(FERRO
DIALYSADO
BRAVAIS)
Recotmcndadi
por
todos os
Mfilico-
Contra
a ANEMIA,
CHLOSOSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS-
etc.
g
O Ferro Bravais (ferro
liquido
em gottas concentradas) é o tini
-n
Jj l
exemplo
<le qualquer
acido; não tem cheiro nem sabor, não produz «É
prisão do
ventre, diarrhea, irritação nem cança o estomago; alem d’isto
kt
;'
e
0
unico que não faz os áenles pretos. '
«
E, 0 fflajs
econ3niiC
Q
|0!j0s os ferruginosos,
pois que nm írasco dura um mez.
|
•jé Deposito geral
em
Pariz.
13,
rue Lafayette (Perto da Opera),
e em todas as Pharmacias. |
Desconfiar-se das imitações perigosas &*exijir a
marca de fabrica que vae juncta.
• s
KSnvia-se grátis
a
quem
o
pedir
por
carta
franqueada,
um
interessante folheto
sobre
a
Anemia e
o
seu
tratamento.^
Deposito
no
Porto,
Ferreira &
Irmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
preço,
nos
Gavieiras;
dono,
na
n.°
83.
Aluga-se
uma
casa construí
da de
novo,
com
com
modos
para
familia,
e
por
diminuto
Atalantes,
fim
da
congosta
das
quem
a
pretender
falle com
seu
rua
do
Conselheiro
Januario,
(2492)
NOVA
CARREIRA
ENTRE
BRAGA
E
POVOA
DO
VARZIM
José
Antonio Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão,
annunciam
aos
seus
amigos
e
fre
guezes
que
desde
o
dia
10
do
corrente
inclusive,
principiam
com
a
sua
carreira
entre
esta
cidade
e
a
villa
da
Povoa
do
Varzim
—
como
nos
annos anteriores.
Sae
d
’
esta
cidade
ás
4
horas
da
manhã
e che
ga
a
Barcellos ás
6
e
meia;
demorando-
se
alli
meia
hora,
sae
ás 7,
chegando
á
Povoa
ás
10
horas
da
manhã.
Da
Povoa
sae
ás
4
horas
da
manhã
e
chega
a
Barcel
los
ás
7;
demora-se
alli meia
hora,
e
chega a
esta
cidade
ás
10
e
meia
horas
da
manhã.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda
nos seus
antigos
escriplorios:
em
Braga,
casa
de
Antonio
Joaquim
Loureiro,
rua
Nova,
n.°
2,
e
na
Povoa
na do
sur.
Francisco
dos
Santos
Cunha, rua
do
Rego.
Também
acceita
passageiros na
ultima
hora
para
Barcellos
e
vice-versa.
Preço»!
De
Braga
a
Barcellos
e vice-versa,
dentro
300
reis, fóra 250.
De
Braga
á
Povoa e
vice-versa,
600
reis
dentro,
e
fóra
500.
Cada
passageiro
tem
10
kilos
de
ba
gagem,
e
o
excesso
20
reis
em
cada
kilo.
Braga
8
de
julho
de 1879.
O
Gerente
(2493)
Antonio
Joaquim
Loureiro.
S tiupregadas
com
o mais grão successo,
depois
mais
de 40 annos por
a maior parte
dos
médicos
por curar a cKlorosis (fluxo
branco)
doança das mancebas
filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado
:
« Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de Bland)
vantagems incontesta-
«
veis
sobre todos os outros
ferreos e eu
«
o miro como o melhor
anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE, ex-prisidente da Academia
de
Medicina.
«
De todas as preparações ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
«
las
de
Bland parece-nos
devem estar na
I
«
primeira fila. » — Diccionario univ. de
Medicina,
t.
n,
page 99.
Como
prova da authenticidade, o
nome do Inventor e»U cravado sobre
cada pílula como aqui junto
Depositos:
Paris,
t, r.Pavenne.
Em
Lisboa, snr.
Barreio, Lorêto n.° 28—3
(27
*
)
TABACARIA BRACAREASE
«1
—
RUA
DO SOUTO
—87
BRAGA
Deposito
de
tabacos
das
melhores
fa
bricas nacionaes.
Descontos
vantajosos
aos
snrs.
estanqueiros.
Deposito
de cbaruios
estrangeiros da
Casa
Havaneza
de
Lisboa.
(2483)
DINHEIRO
A
JURO
Dá-se
na
confraria
de
N.
Senhora
da
Boa
Memória da
Sé
Primaz
260^000
reis
a
juro
de
5
p. c.
(2477)
ÉDITOS
DE
30
DIAS.
Pelo
juizo
de
direito
d
’esla
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
do
6.»
otficio
do mesmo
juizo,
José
Luiz
d
’
0li.
veira
Pessa,
e no inventario
orphanolo-
gico
que
se
processa
por
fallecimento
d
e
Miguel
José
da
Silva
Franqueira, viuvo
morador
que
foi
na
rua
das Aguas, d’
es’
la
cidade,
no
qual
é
lingna
inventariante
a
filha
do inventariado,
Maria
Thereza de
Jesus,
moradora
na
mesma
rua,
correm
éditos
de
30
dias
a
coutar do
2.°
annun.
cio
publicado
n
’
esla
folha,
citando
e
cha
mando
todos
os credores
incertos
e
os
legatários
desconhecidos
ou
residentes
fóra
d
’
esta
comarca
que
se
julgam
com
algum
direito
ao
casal, para
que
o
venham
de
duzir
no
inventario
dentro
do
referido
praso,
sob
pena de revelia
e sem
prejuiso
do
andamento
do
mesmo
inventario.
Braga
23
de
junho
de
1879.
A.
Carneiro
Sampaio.
O
escrivão
(2487)
José
Luiz
d’
Oliveira Pessa.
BANCO
COMMERCIAL
AGRÍCOLA
E
INDUSTRIAL
DE
VILLA
REAL
Sociedade
anonyma
de
responsabi
lidade
limitada
A
Gerencia
annuncia
que
no
proximo
dia
9
do
corrente
começa
o pagamento
do
dividendo
do
l.°
semestre d
’
estean
no,
na
razão
de
3
p.
c.
ou
l$500
reis
por
acção.
O
pagamento
é
na
séde
do
Banco,
e
nas
agencias
do
costume.
Banco
de
Villa
Real,
3
de
julho
de
187(k
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Joaquim José
d
’Oliveira
Guimarães.
(2484)
DIMIEOW
A
JURO
Na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz
existe
para
mutuar a
juro
de
5
p.
c.
a
quantia
de
760$000
reis.
(2485)
Na
Pharmacia
e
Drogaria
de
J
L
Pipa
&
Irmão
da
rua
do Souto n.°
a?
em
Braga
Continúa
haver
deposito
das
aguas mi-
neraes
do
Vidago,
Pedras
Salgadas,
de
En
tre
os
Rios,
e
das
preconisadas
aguas
de
Soeches.
(2486)
VENDE-SE
a casa
da rua
do
An
jo
n.°
11
e
11
A. Quem
a
pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Manoel
de
Ramos
Braga
representante
do
acreditado
commerciante
de
Villa
No
*
va
de
Gaia o
snr.
Joaquim
Coelho Bra-
gante,
tem
a
honra de
annunciar aos
seus
freguezes e
amigos
que
abriu
o
seu de
posito
de
vinhos
no
largo
de
S.
Fran
cisco
n.°
13
A,
onde
poderão
encontrar
os vinhos
propriamente
genuínos
do
Porto.
Previne
os
seus
freguezes
que
iodes
os
bilhetes
das
garrafas
são rubricados,
ten
*
do
na
rolha
a
marca de fogo-
—
BKA-
GANTE
—
e
o
carimbo
em
lacre.
O
proprietário responsabilisa-se pda
P
“
'
reza dos
seus
vinhos dos
quaes
gara°
a
sua qualidade.
(2478)
RESPONSÁVEL
—Lniz Baptista da Siha-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUS1V
pí
A"'1
^
Parte de Comércio do Minho (O)
