comerciominho_05071879_955.xml
- conteúdo
-
E^ÍF
è
L
Sí/A
„
POI^ITICA
®S
WOTICIOSA.
REDACTORES
—D. Miguel Soíto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
W
7.°
ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
. 1&600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
»
6
» .
Correspondências partic. cada
linha
Annuncios cada
linha
........................
Repetição
...........................................
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.............................. 2Ã000
»
6
».............................. 1&050
»
sendo
duas assignaturas 3»600
Brazil, 12
mezes,
moeda forte. . 3&600
Folha
avulso ................................ 10
N.°
953
ZS
2FL A,
G
f
SABBADO
5
DE JULHO DE
1879
Visita
S
”
aistoral «£«
Ex.'“° e 5Sev.mo
Snr.
Arcebispo
Primaz,
[
Continuação!
Esta
bênção
da
nossa ultima morada-
é uma fonte
perenne,
um
manancial
riquís
simo
de
lições
uteis
e
muito
proveitosas
aos
homens.
Daremos
uma
ideia
d
’ella,
tal como
teve
logar
no
cemiterio
de Barcellos.
Para tornar
o
cemiterio
mais
respeitá
vel,
para
que
a
nossa
ultima
morada
seja
um
logar
mais
sagrado
para
<
s
nossos
res
tos
mortaes,
a
bênção
é
reservada
aos
Pre
lados.
que
podem
delegar
em
qualquer
sa
cerdote
o
poder
de
a
fazer.
Quanto
mais
o
homem
se torna
des-
presivel, quanto mais
se
aproxima
do
pó
e
do
nada,
tanto
mais
a
Religião
calholica
o
cerca
de respeito
e
solicitude.
Oh!
instituição
admiravel
e
divina,
que,
baixada
do
prefulgentissimo throno
do
um
Deus
Todo
Misericordioso,
não
te
dedignas
rastrear
até
ás
nossas
profundas
misérias,
para
lhes
dar conforto
! 1
No
dia
anterior
aquelle,
em
que
devia
ler
logar
a
bênção, piantaram-se
no
cemi
terio
cinco
cruzes
de
madeira,
quatro
da
estatura
de
um
homem
e
uma
mais
alta,
dispostas
também
em
fórma
de
cruz,
de
sor
te
que
no
meio
do
cemiterio
ficasse
a
cruz
mais
alta,
na
extremidade
anterior
e
pos
terior do
mesmo
cemiterio
duas
outras
cruzes
e
nas
lateraes
as
duas
restantes.
Junto
de cada
uma
das
cruzes
collocou-se
um pequeno
madeiro
com
ires
velas,
postas
na
sumidade
d'elle.
No
centro
do
cemiterio,
por
sobre
a
cruz
média, tinha-se
construído um
pavi
lhão
riquíssimo
com
bandeiras
e
galharde
tes,
que tremulavam
ao
vento.
Diante
da
cruz,
que se
erguia sob o
pavilhão,
eslava
o
faldislorio.
A
noite,
qne se
segue
á
plantação
das
cruzes
para a
bênção
do
cemiterio, recorda
as
trevas
do
tumulo;
assim
como
a cere-
monia
da
bênção
no
dia
seguinte é
uma
viva
imagem
da
resurreição.
Estas
cruzes,
assim
erguidas
ao
alto,
diante
do
pequeno
madeiro,
que
sustenta
as
velas, que
depois
serão
collocadas
nos
braços
das
mesmas
cruzes,
annunciam
que
Jesus
Chrislo protege ainda
no
tumulo os
despojos
do
homem,
conservando-os
sob
a
sua
omnipotência,
que
saberá
dar-lhes
a
vida
no
dia, que
aprouver á
Sua
infinita
Sabedoria.
Na
capella,
a
que
já nos referimos,
o
Excm.
0
Snr.
Arcebispo
paramenlou-se
de
amito,
alva,
cingulo.
estola,
pluvial
de
cor
branca,
mitra
simples
e
báculo;
e
d’
a-
qui foi
procissionalmente,
acolytado
por
dois
conegos,
no
meio
de
grande
multi
dão
de povo,
até
ao
pavilhão,
que occu-
pava
o
centro
do
cemiterio
e
cubria a
cruz
média.
Chegado
alli, cantou
S.
Exc.a
uma
ora
ção
própria
e em
seguida
prostraram-se
todos
para
cantar
as
ladainhas
dos
Santos.
Antes
de
terminar
as
ladainhas
o
Exm.°
Prelado
levantou-se
e
cantou
os
versos: Ul
omnibus
(idelibus
defunclis
requiem
celer-
nam
donare
digneris,
Te
rogamus
audi
nos;
Ul
hoc
coemelerium purgare et benedicere di
gneris,
Te
rogamus
audi
nos,
etc.
Depois
tornou
a
ajoelhar
junto
ao
faldislorio
para
acabar
as
ladainhas.
Terminadas
que
ellas
foram, levantou-
se
S.
Exc.*
Revm?
e
benzeu
a
agua e
o
sal
com
as
mesmas
orações
e
ceremonias,
que se
usam
na
bênção
da
primeira
pe
dra
para a
construcção
de uma Egreja.
Bensida
a
agua,
o virtuoso
Prelado
dirigio-se á
cruz
collocada
na
extremida
de
do
cemiterio
anterior
á
cruz
média,
e,
deposta
a mitra,
entoou
a
antiphona
Asper
ges
me
etc.
Depois
o clero cantou
em
se
guida
o
Psalmo
Miserere
com
gloria
e
no
tim
d
’
ella
repetio-se
a
mesma
antiphona.
O
Prelado recebeu
então
a mitra,
diri
gindo-se
em
volta
do
cemiterio
pela sua
direita, aspergindo-o
de
agua
benta,
e
vol
tou
á
mesma
cruz,
d
’
onde
fez ponto
de
partida
para o
circuito
em roda do
cemité
rio.
Chegado
ali,
depoz a
mitra,
cantou
uma
oração
e
no
fim
d
’ella
incensou
a
cruz
e
coilocou
na
summidade
da
mesma
uma
das
tres
velas accesas
e
as
outras
duas
nos
dois
braços
d
’
ella.
D’
esta
cruz
seguio
pelo
centro
do
cemi
terio
até
á
cruz
collocada
na outra
extre
midade
diametralmente opposta, aspergindo
sempre
o
cemiterio,
cantando-se
entretanto
alguns
Psalmos.
Depois
S. Exc.a cantou
nova
oração,
incensou
a
ciuz
e
coilocou
pela
mesma ordem
e
do
mesmo
modo
as
velas
accesas
nos
braços
e
summidade
da^
mesma
cruz.
E assim
procedeu
com
relação
ás
ou
tras
cruzes.
Collocadas
sobre
um
madeiro
secco,
privado
de
seiva
e
de
vida,
fiel
imagem
do
homem
no
tumulo,
estas
velas
accásas
annunciam
manifestamente
a
nossa
res
surreição;
e
o
seu numero designa a
Santíssima
Trindade,
em
nome
e pela
omnipotência
de
Quem
se
deve
operar a
mesma
ressurreição.
A
oração,
que
o
eximio
Prelado
can
tou
no principio
da
bênção,
revela
com
efíeito
o
espirito
d’
eslas
imponentes
ce
remonias e
é
concebida
n
’
estes
termos
:
«Oh
Deus
Omnipotente
e
cheio
de
mi
sericórdia,
vós
que
sois
a
guarda
das
al
mas,
a
ancora da
salvação
e
a
esperança
dos
fieis,
escutae
favoravelmente
esta
nossa
humilde
oração
e dignae-vos,
com
a
vossa
bênção celeste,
purificar
este logar
e
lor-
nal-o
santo,
afim
de
que
os
corpos,
que
aqui
repousarem
depois
do
curso
da
vida,
mereçam,
no
grande
dia de juizo,
a
fe
liz
immortalidade
e
uma
parle da
bem-
aventurança
eterna
com
as
almas
dos
jus
tos».
Por
ultimo
o
Excm.
0
Prelado
veio
á
cruz
média,
que
estava
sob
o
pavilhão,
cantou
uma
oração
e
um
Prefacio
proprio,
e
no fim
d
’elle
thurificou
a
mesma
cruz
e
pregou
nos
braços
d
’
ella
as
velas ac
cesas,
pela
mesma forma
como
havia
pro
cedido
ante
as
outras
quatro
cruzes.
Aca
bada
esta
ceremonia,
cantou
outra
oração
e
deu
solemnemenle
a
bênção
pastoral aos
circumstanles,
concedendo-lhes
quarenta
dias
de
verdadeira
indulgência.
Todas
estas
ceremonias da
bênção
do
cemiterio
foram praticadas no
meio do
mais
religioso
silencio
e profunda
venera
ção
pelos
altos
mysterios,
que
ellas
repre
sentavam;
aquelías
dez
mil
almas,
que
de
longe
tinham
vindo para
assistir
a
um acto
tão
solemne,
curvavam-se
reve
rentes
ante
os
augustos
mysterios da
Egreja
Calholica,
que,
solicita
e
carinho
sa
mãe,
se
desvéla
dar
aos
seus
filhos
o
que
ha
de
mais desejável
para
elles:
a
salvação
eterna
de
suas almas.
Oh
homens
!
não
temais
a morte!
por
que
ella
não
é
outra
cousa
mais
do
que
um
somno,
de que
em
breve
desperta
reis
!
vêde a
cruz,
o
glorioso
emblema
de
ressurreição
e
da
immortalidade,
que
vos
espera
no
proprio
logar
da
sepultura;
—
a
cruz
erguida
n
’
este
campo
santo
da
egualdade,
que
nos
mostra
o
nada,
que
somos,
e
nos
aponta
para
o
céo,
onde
tudo seremos
com
a
misericórdia
de
Deus!
Logo
que
o nobre
Prelado terminou
a
bênção,
voltou processionahnente á
mesma
capella,
onde
se
havia
revestido
para a
soleranidade,
que
acabava de
ter
logar.
Depois
de
desparamentado, foi
Sua
Exc.*
no
seu
carro
para
a
Egreja
da Ordem
Terceira,
onde
o
revd.0
Conego Aguiar
celebrou
Missa,
que
é
de
preceito
cele
brar-se
no
fim
da bênção
dos
cemitérios;
assistindo
innurneravel
multidão
de
gente
a
esta
Missa.
(Continua)
A
politiea
e ag irmandades an
eonfrariaa.
Um abuso
inqualificável
começou
a
dominar
na administração das
irmandades
e
confrarias,
o
qual
é
forçoso
cortar
quan
to
antes,
para que
estas
corporações
não
venham
a
sentir
as
lunestas
consequen-
FOLHETIM
H0RTE A0
CLEIHCAUSMO
POR
MONSENHOR
GAUME.
Na
epocha
que
vamos
atravessando,
a
apparição
de
um
bom
livro,
é
um
lacto
notável.
Quando
por
toda
a
parte
cresce
de
dia
para
dia
a
aluvião
de
impressos,
em
que
para
se
encontrar
um
livro
san,
é
ne
cessário
lançar mão
da
lanterna
de Dio-
genes,
é
um
grande
serviço
feito
á
reli
gião
e
á
patria
a
publicação d
’
uma
obra,
que,
combatendo os
principaes
vicios
do
século,
leve
as
consolações
da
fé
ás almas
tristes
e
atribuladas
pela
impiedade que
lavra
por
toda
a parle.
Foi
o
que
teve
em
vista
o
meu
par
ticular
amigo
Joaquim
Antonio
Pacheco,
proprietário
da
Livraria
Calholica,
em
Lisboa,
editando
uma
das
melhores
pro-
ducções
lilterarias
do
bem
conhecido
Mon
senhor
Gaume
—
Morte
ao clericalismo.
O
estylo
do
livro
é
o
estylo
do
histo
riador
imparcial;
aqui
simples
como
a
ver
dade
que
narra,
acolá
energico
como
a
grandeza
dos
factos qne
descreve,
e
sem
pre
grave,
magestoso
e sincero.
Possue
esta
preciosa
obra
valiosos
titulos
para
ser
muito
recommendada
a
todos que se
dedicam
a
estudos sérios
e uteis.
A
traducção
foi
confiada a um dos
ecclesiaslicos
mais distinctos
e abalisados
da nossa
terra,
o
revd.
1110
snr.
Joaquim
Antonio
d
’Aguiar,
bacharel
formado na
Sagrada
Theologia,
pela Universidade
de
Coimbra;
e
saiu
tão
perfeita, que
mais
parece
original,
pois
tão
primorosa
e
ele
gante
a
soube
fazer
o
illustre traductor
da
Egreja
e a
Civilisação.
Nao
podemos
resistir
á
tentação
de
transcrever
alguns
dos
dourados
periodos
que
adornam
as
paginas
d
aquelle
inspi
rado
livro.
Abrmdo
a
paginas
2,
depara-se
logo
com
os seguintes eloquentíssimos
perío
dos:
«Morte ao
clericalismo
I
Donde
parte
«este
grito
sanguinário?
Parte
dos jor-
«naes,°dos
antros
tenebrosos
das
socieda-
«des secretas,
e dos
clubs;
parte
das
«camaras
legislativas;
parle
dos
lheatros,
«das
academias
e
das
oHicinas;
parte
das
«cidades
e dos
campos;
e
como
o
rugido
«do tigre,
como
o ruido
da
tempestade,
«
levanta-se
formidável
das
camadas
mais
«baixas
da
sociedade.
«Morte
ao clericahsmo
!
Gomo
lhe
«preparam
elles
a
morte?
Começam
por
«fustigar
a victima.
Fustigam-n
’
a,
dando-
«Ihe
por
nome
uma
alcunha que
a
torna
«despresivel.
Em
vez
de
lhe
chamarem
acalholicismo,
chamam-lhe
clericalismo.
«Fusligam-n
’
a,
repelindo
mil
vezes
ao
dia
«que
o
clericalismo
é
o
pae
da
ignoran-
«cia,
da
superstição,
da
escravidão,
e
do
«embrutecimento
humano;
o
irreconciliá
vel
inimigo
da
sociedade moderna Fus-
«tigam-n
’a,
excitando
contra
ella
todos
os
«odios,
todas
as
cóleras,
e
todos
os
ge-
«neros
de
repulsões
e
de
maldições.
A
paginas
7:
«Morte ao
clericalismo!
Por
mais que
«façaes,
não
o
fareis
morrer.
Reis, im-
«peradores.
ministros,
deputados,
senado-
ares,
académicos,
jornalistas,
franc-mações,
«impios
de
todas
as
côres
e
de
todas as
«cathegorias,
elle vos
sepultará
a todos
«na
sepultura
que tiverdes
cavado
para
«elle.
Como os
vossos predecessores, os
«perseguidores
das antigas eras,
mais
«poderosos do
que vós, ficareis
desde
«largo
tempo
reduzidos
a
pó, ao
passo
«que
elle
permanecerá
de pé, cheio
de
«mocidade
e
de
vida».
Emíim,
se
quizessemos fazer
menção
de todos os
bellos periodos
que
encerra
aquelle
specimen
de lilteratura,
teríamos
que
copiar lodo o
livro,
porque
não
ha
um
só que
não respire
sciencia,
verdade
e
energia.
E’
um
livro
curiosissimo,
porque
junto
á
parle religiosa,
é
enriquecido
com
todos
os
usos,
costumes
e
sacrifícios
existentes
ainda
hoje,
principalmente entre
os
povos
d
’
Africa,
Azia
e
America,
o
que
o torna,
como
se
vê,
mais e mais recoramendavel.
Ninguém
deixará,
pois
de
possuir,
pela
diminuta
quantia
de
400
reis,
um
livro
que
deve
ser
um
dos primeiros
das fa
mílias
catholicas,
já
pelo
nome
do
seu
auctor,
já
pelo
elevado
assumpto
de que
trata.
Além
d’
i^to
é
dever
de lodo
o
bom
catholico
coadjuvar
todos
os
emprehendi-
mentos
nobres
e
generosos,
que
tenham
por
fim
a
defeza
da
nossa
santa
religião
e
a
refórma
dos
costumes.
N
’este
caso
está o
livro
que
recom-
mendamos;
além
d
’
isso
o
seu
editor
de
seja,
se
elle
for bem
acceite,
publicar
mais
algumas
obras
uteis
e
de
propagan
da,
dos
mais
notáveis
escriptores calho-
licos,
fundando
uma
bibliolheca
,
com
o
titulo
de
Bibholheca
das
Famílias
Chris-
làs.
Receba,
pois,
o
meu
presado
amigo
Joaquim
Antonio
Pacheco,
sinceros
para
béns,
pelo
grande
serviço
que
prestou
á
religião,
editando
o
formoso
volume
Morte
ao
clericalismo,
que
os
catholicos
devem
ler
altenlainente
para
que
conheçam
quaes
os
fins
que
teem
em
vista
os
que
por
ahi
grilam,
aos quatro
ventos,
contra
o
clero
e
contra
a
religião.
Continue
a
publicar
livros
como
este
e
terá
edificado
solidamente
para
o tempo
e
para
a
eternidade.
J.
M.
R. Valente.
cias,
já experimentadas
por
outras
insti
tuições
ou
estabelecimentos. Queremos
fallar
da
especulação
política,
introduzida
nas
irmandades
de
maiores fundos,
e
dos
escandalosos
abusos
a
que
a política
dá
origem.
A
política
achando
pequeno
o
campo
em
que
até
agora
trabalhava
e
especu
lava,
entrou
pelas
sachristias,
e
apode
rou-se
d
’
esle
terreno,
que
o
zelo
religioso
até
aqui
guardava,
mas
que
hoje
a
in
cúria, desgraçadamente,
vae
cedendo
aos
vendilhões
e
traficantes
da política
par-
tidaria.
E
’
contra
estes
vendilhões
do
templo,
contra
estes hypocritas, que
se
foram
anichar
atraz
dos
cofres
das
confrarias,
contra
estes especuladores
de
balandrau,
que
nós
nos pronunciamos
abertamente,
pondo
de
sobreaviso
todos
os confrades
para
que
deneguem
seus
votos,
e
não
confiem
a
gerencia
das corporações
a
taes
beatos.
A
egreja,
a
casa
da
oração,
a
casa
de
Deus
vivo,
não
é
logar
para
essas
pugnas
degradantes
da política
liberal.
Nem
mesmo
á
porta
do
templo
são per-
mitlidos
os
traficantes
e
vendilhões.
E
’
contrario
ao
espirito
de
verdadeira
fraternidade
e
caridade
christã
que
deve
animar
lodos
os
membros
d
’essas
corpo
rações,
essa
desconfiança,
e
rancor
com
que
reciprocamente
se
olham
os partidá
rios
políticos
muitas
vezes.
A’ sombra
da
cruz
do
altar
não
po
dem
estar
juntos
o
homem
da
política,
que
serve
na
corporação como
agente
do
seu
partido,
e
o
que
trabalha
com
a
vista
em
Deus
e
no
interesse exclusivo da ir
mandade.
E
’
altamenle
nocivo
ao bem
das
ir
mandades
e
confrarias
o confiar
a geren
cia
dos
seus
bens
a
indivíduos
dominados
do
espirito político,
que
se
não
harmo-
nisa
com
o
espirito
de
fraterna
união
e
zelo
religioso,
que
deve
inflamar
os
que
servem
nas irmandades.
E
se em
todos
os
tempos
isto
foi
prejudicial, hoje
que
a
sêde
do
dinheiro, e
a
especulação
mo
netária
está
no
espirito
de
uma
grande
parte,
é
necessária
a
maior
vigilância
e
cautella.
Como
os
Bancos
se achara
hoje
mais
ou
menos
desacreditados,
e
já
não é pos
sível
exploral-os
mais,
ao
menos
emquanto
a
memória
das
fraudes
e
escamotagens
dos
últimos
dias
se conservar
viva,
e
as
lagrimas
dos
illudidos
se
não
seccarem
de
lodo, é
muito
natural
que
os
especu
ladores
farejando
pecunia
nos cofres
das
corporações
da Egreja,
se
dirijam
para
alli
com cara de santaneiros
e
beatos,
a
ver
se
podem,
á
custa
dos
santos,
con
tinuar
com alguma
especulação
honrosa,
ainda
que
não
seja senão
ajustando
obras
sem
documentos
dos
contractos
e
despe-
zas
feitas,
ou
negociando
em
seu
proveito
com
os
materiaes
que
sobram
das
obras,
ou
outras
santas
especulações
muito
ho-
neslamente
feitas. Fóra
com
estes, em
bora
elles
se
digam
muito
honrados.
As
eleições
das
irmandades,
fei'as
com
a
mira
nas
conveniências
políticas
dos
partidos,
dão
causa
ou
pretexto
para
a
aucloridade
intervir;
e
as
dissoluções
das
Mezas
por
parle
d
’
esla
repetir-se-hão
con-
stantemenle.
E’
o
que
estamos
vendo.
Com
a
mudança
dos
ministérios
mu
dam
as
administrações
das
misericórdias
e
confrarias;
o
pessoal
é
substituído
por
outro
de
diflerenle
côr política, mas
sem
pre
da
côr
da
aucloridade,
e
as
suspen
sões
ou
dissoluções
repetem-se
em
cada
anno
ou
mez.
No
dia
2
devia
fazer-se a
eleição
da
Meza
da Misericórdia
d’
esta
cidade;
e quan
do os
irmãos
se
achavam
reunidos,
leu-
se-lhe
um
oflicio
da
aucloridade,
que
sus
pendia
ou
addiava
a eleição, e
os
irmãos
vão-se
para
suas
casas.
Qual
foi
o
mo
tivo?
A
política.
A
Meza,
diz-se,
fez
po
lítica,
elegendo
e
admiltindo
maior
nu
mero
de
irmãos
do
que
podia,
e
excluin
do
sempre
os
que não eram
do
partido
da
Meza.
Se
assim foi,
soffram
as
conse
quências
do
seu
proceder
como
políti
cos,
pois o
interesse
da
corporação
devia
acotiselhal-os
a
eleger
ou
admitlir
todos
os
homens
probos
e
honestos,
sem dis-
tincção
de côres
politicas.
Mas
também
não
approvamos
a
or
dem
da
suspensão
dada
pela
aucloridade
no
proprio
dia
da
eleição,
porque
esta
nada
prejudicava á
acção
da
aucloridade,
que
podia, depois de
feita
a
eleição,
dis
solver
a
Meza,
ou
fazer riscar
de
irmãos
os
que
a
Meza
transacta
tinha eleito
con
tra
a
prescripção
do
Estatuto.
A
polilica
traz
a
administração
d’
aquel-
la
Santa
Casa
em
desordem,
com
prejuiso
evidente de
uma
instituição
que necessita
dos
auxilios
de
todos
os
bons
cidadãos
e
fieis.
O
remedio
para
taes
males
é
facil.
Aflaslem
para
longe
os
politicões,
os
ambiciosos
e
todos quantos quizerem
es
pecular
com
os
cargos
e
attribuições
de
mezarios.
Se
ha,
em
algum,
desejo
sincero
de
bem
servir
taes
corporações, empregue
o
seu
zelo n
’
essas
corporações
mais
pobres,
que
tanto
necessitam
de
uma
administra
ção
desvellada
para
poderem
prosperar.
Pelas
sachristias, não ha caminho
direito
para
chegar
ás
cadeiras
de
deputado,
nem
aos
empregos
rendosos
e
pingues.
Nem
o
balandrau
da
Misericórdia,
nem
a
opa
de
nenhuma
irmandade
póde
cobrir
bem
a
ambição
dos
disfarçados
pretendentes
com
os
fins políticos
de tão
dedicados
irmãos.
Fallando
assim,
não
alludimos
nem
ac-
cusamos
ninguém
:
prevenimos
maiores
males
para as corporações,
e
aconselha
mos o
que
a todos
ha
de
parecer o
mais
rasoavel
e conveniente.
Todo
o irmão
ou confrade
que espe
cula
com
os
logares
e
attribuições
de
mezario
em
qualquer
corporação,
é in
digno
dos
suffragios das
juntas
ou
mezas
que tem
a obrigação de
eleger.
Para
longe
a
política
de taes
easas
e
de
taes
corporações.
Para
longe
os
especuladores
e
ambi
ciosos.
Voltaremos
ao
assumpto.
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
bacharel
formado
na
faculdade de Theologia
pela
Universidade
de
Coimbra.
Deão
da
Sê
Primaz,
e
fíeior
do
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
de
Braga
Primaz
das
Hispanhas,
etc.
Faço
saber, que
lendo vagado
alguns
logares
de
collegiaes
gratuitos,
e havendo
de
ser
providos
no
futuro
anno
leclivo
em
ordinandos
pobres,
que
forem
dignos
d’
esta
graça,
deverão
os
pretendentes
aos
ditos
logares
requerer
a
sua
admissão ao
Exc
mo
e
Revd.
n
‘
°
Snr.
Arcebispo Primaz,
até
ao dia
20 d
’
agoslo
proximo
futuro,
instruindo
os
seus
requerimentos
com
os
documentos
seguintes:
certidão
de
edade,
altestado
passado
pelo
seu
revd
0
parocho,
com
juramento,
de
sua
vida
e costumes,
de
ler
satisfeito
aos
preceitos
da
Egreja
e
de
ter
vocação
para
o
estado
ecclesias-
lico
;
altestado
de
pobreza;
altestado
pas
sado
por facultativo
em
como
foram
vac-
cinados
ou tiveram bexigas, que
são
sadios
e
não
padecem
moléstia
contagiosa;
fiança
ou
isenção
çlo
recrutamento, es-
criptura
de
património
e
certidões
dos
exames
que
tiverem
feito,
para
provarem
o
seu
adiantamento
nos
estudos,
pois
que,
em
egualdade
de
circumstancias,
serão
preferidos
os
que
tiverem
mais
habilitaçqe^.
littera
rias.
Outro
sim
faço
saber,
que
lodos os
collegiaes
tanto
gratuitos
como
porcionistas,
que
pretenderem
continuar
n
’
este Seminá
rio
no
futuro
anno
lectivo,
bem
como
os
que
de
novo
quizerem
ser
admittidos
na
qualidade
de porcionistas, deverão
requerer
também
ao Exc.
mo
e
Revd."
10
Snr.
Arce
bispo
Primaz,
até
ao
dia
20
de
setembro
proximo
futuro.
E
para
constar mandei
affixar
este
á
porta
do Seminário no logar do
-çostume.
Braga,
Seminário
Conciliar
de
S.
Pe
dro,
27
de junho
de 1879.
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
Já
tínhamos
dito
aos
nossos
leitores
que
se
achava
contractado
o
casamento
de
Sua
Alteza
a
Princesa Maria
Luiza
de
la
Tour
e
Taxis,
irmã
da
Senhora
Dona
Isabel
Maria
de
Bragança,
com
Sua
Al
teza
o
Principe
Frederico
de Hohenzol-
lern;
hoje
lemos
no «Univers»
a.
seguinte
noticia:
«Casou,
na
basílica de Saint-Emme-
ran„
de
Ratisbonne,
Sua
Alteza
o
Prin
cipe
Frederico
de Hohenzollern,
do
ramo
catholico
da
casa
real
da
Prussia,
com
Sua
Alteza
a
Princesa
Maria
Luiza
de
la
Tour e
Taxis.
«O
noivo
é
irmão mais moço
de
Sua
Alteza
o
Principe
de
Roumania.
A
noiva
é
filha
mais
velha
de
Sua
Alteza
a
Prin
cesa
Helena
de
la
Tour
e
Taxis,
Duqueza
des
Deux-Ponts,
Princesa
Palatina:
sua
irmã
mais
nova
é
a
Senhora
Duqueza
de
Bragança.
«Assistiram
á bênção
nupcial,
dada
por
Monsenhor
de
Senestrey,
Bispo
de
Ratisbonne,
Suas
Magestades, o
Rei
e a
Rainha
de
Saxe,
o
Senhor
Dom
Miguel
II
e a
Senhora
Duqueza
de
Bragança, o
Principe
e
a
Princesa
Leopoldo
de
Ho
henzollern, Sua
Alteza,
a
Infanta de
Por
tugal,
a
Senhora D.
Maria Antonia,
Suas
Altezas
os
Senhores
Conde e Condessa
de
Flandres, cunhado
e
irmã
do
noivo,
Sua
Alteza a
Princesa
Leopoldina
de
Ba
viera,
a
Senhora
Archidnqueza
Giselle,
filha
do
Imperador
d
’
Austria,
Suas
Alte
zas
o
Duque
Carlos
Theodoro
des
Deux-
Ponts
e
a
Duqueza, Infanta de Portugal,
D. Maria
José,
sua
esposa,
o Duque
Max
des
Deux
Ponts
e
sua
esposa
a Princesa
de Cabourg-Cohary,
filha
de Sua
Alteza
a
Princesa
Clementina
d
’Orleans,
o
Duque
e
a
Duqueza
d’
Anhalt, do
ramo
catho
lico
da
Casa
Alsacianna, muitas
notabili
dades
e
bem
assim
as
auctoridades
civis
e militares».
—
(Da Nação).
uzetilo
Festividade e
«Te-Deum».
—
Ama
nhã,
celebrar-se-ha
na
egreja
do
convento
dos
Remedios
a
festividade
do
SS.
Sacra
mento,
como conclusão
do
Mez
Eucha-
rislico,
cujo
devoto
exercício
alli
se
fez
durante
o
mez
de
junho.
A
festividade
constará de
vesperas
solemnes
hoje
ás
6
horas
da
tarde,
e
ama
nhã
Exposição
e
missa cantada,
e
ás
5
horas
da
tarde
sermão;
findo
o qual,
cantarão
as
meninas
do
coro um
solem
ne
Te-Deum,
em
acção
de
graças
pelo
fe
liz
restabelecimento
da
saude
do
nosso
Exc.'
no
Prelado,
terminando
tudo
com
pro
cissão
pelo
interior
do
templo,
e
a
Bên
ção
do
SS.
Sacramento.
Outra.
—
Na
segunda-feira,
7,
ás
10
horas
da
manhã, celebrar-se-ha
na
mesma
egreja
uma
missa cantada
com
o
SS.
Sa
cramento
exposto,
em
cumprimento
d
’
uma
promessa
que
um
devoto
fez
ao
SS.
Im-
maculado
Coração
de
Maria,
cuja
confra
ria
alli
se
acha
erecta.
Outra.
—
Na
terça-feira,
8, ás 8
ho
ras
da
manhã,
celebrar-se-ha
outra
missa
solemne
no
altar
do
SS.
Coração
de
Ma
ria,
do
mesmo templo,
em
cumprimento
doutro voto.
Feias
melhoras de Sua Exe.a
Hevd.
ma
—
Ante-honlem,
pelas
10
horas
da
manhã,
a
Associação
Clerical
Vimara-
nense
mandou
celebrar
um
Te-Deum,
na
egreja
de
S. Pedro,
da cidade
de Gui
marães,
em
acção
de graças
pelo
resta
belecimento de
S.
Exc.
a
Revd.
ma
o
Snr.
Arcebispo
Pi,iqiaz.
Chroniea Religiosa.—
A
’
manhã,
6:
Festividade
de
N.
Senhora
das
An
gustias,
na
egreja
parochial
de
S.
Victor,
com
missa
solemne,
e
sermão.
Exercícios
do
SS.
Coração
de
Jesus
no
Collegio.
Procissão
das
Dores
nos
Congregados.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
Falleeimento.
—
Viclima
d
’
um
ata
que
de
paralysia,
falleceu
na
Povoa
do
Varzim,
onde
estava
a
ares,
o
exc.mo
snr.
João
Evangelista
de Sousa
Torres
e
Al
meida,
irmão
dolsnr.
conselheiro
Torres
e
Almeida.
O
seu
cadaver
chegou
hontem
a esta
cidade,
e
foi
dado
á
sepultura
no jazigo
de
familia no cemilerio publico.
A
’
illustre
familia
que
este
aconteci
mento
enluta,
enviamos
os
nossos
com
primentos
de
pezame$.
Outro
—
Falleceu
em
Adanfe
a
snr.a
D.
Margarida
Constança
Ribeiro
da
Cu
nha
Menezes,
sobrinha
do
revd.
0
parocho
d
’aquella
freguezia.
Contava
apenas
17
annos.
Novena.
—
Começa
na
segunda-feira
a
novena
de
N.
Senhora
do
Carmo.
Eleição da lliserieordia. —
Por
ordem
superior
foi
adiada
a
eleição
da
Meza
da
Misericórdia,
que,
segundo
o
Compromisso d
’
aquella
Santa
Casa,
deve
ria
ter
logar
na
quarta-feira.
Remeltemos
o
leitor
para
as
considera
ções
que
este
facto
nos
suggeriu,
e
que
vão n
’outro logar d
’
esta
folha.
Festividade.
—
A
’
manhã
festeja-se
na
capella
de
S.
João
da
Ponte
a
imagem
do
Senhor
dos
Desamparados,
que
se
ve
nera
no seu
oralorio
no
logar
da
Ri
beira.
Hoje
á
noite
ha
arraial,
—
illuminação,
fogo
do
ar
e
preso
e
basar
de
prendas,
e
ámanhã
missa
solemne,
Exposição
lodo
o
dia,
e
de
tarde
sermão
e
Te-Deum.
Collegio
da Regeneração.—
O
fal-
lecido
e
prestantíssimo
Barão
do
Castello
de
Paiva
deixou
ao
azylo
da
Regeneração
d
’
esta cidade
a
quantia
de
500000
reis.
N.
Senhor da Piedade.—
Faz-se
ámanhã
na
Sé a
festa
de
N.
Senhor
da
Piedade,
com
missa
cantada
e
sermão
Camillo
Castello
Branco.—
Tem
estado
n
’
esta
cidade
o
grande
romancis
ta, snr.
Camillo
Castello
Branco.
Propagação da
Fé.
—
No
folheto
n.°
302
dos
Annaes
d
’
esta
utilíssima
as
sociação
vem
o
mappa
demonstrativo
das
quantias
recebidas
e enviadas
pelos
che
fes collectores
relativas
ao
anno
passado.
D
’
esta
cidade enviou
o
snr.
pa-
dre
João
Antonio
Velloso
a
somma
de
7340250
0 snr.
padre Francisco
Mar
tins
Farinha
1:8280840
0
snr.
padre
Manoel
Mar
tins
d’
Aguiar
2840800
A
exc.
m>
snr.
a
D.
Maria
Cla
ra
Dias
da
Costa
o sal
do
de 1877
310780
0
snr.
padre
Manoel
Maria
Teixeira
4130535
0 snr.
padre
Antonio
Joa
quim
ifAzevedo
Couto
1150200
No
mesmo
folheto
vem
os
poderes
e
privilégios
concedidos
aos
padres
collecto
res
da
Associação,
prorogados por
sete
annos
pelo
actual pontífice
Leão XIII.
A
obra
da
«Propagação
da
Fé»
é
uma
das
instituições
mais vantajosas
para
o
catholicismo
e
mais
recommendadas
pela
Egreja.
Inspeeçãs»
d® recrutas.—
Passa
a
ser
feita nos dias
8
e 23
de
cada
mez,
a
inspecção
de
recrutas
que
até
agora
era
feita
no governo
civil
d’
este
dis
tricto
nos
dias
14
e
29
de
cada
mez.
Resultado dos
cxamea
feitos
pelos nlumnos «lo «urso theolo-
gsco
no Seminário Conciliar de
BSraga, no
fim do anno
leetivo de
IS99-IS99:
í.°
anno
COLLEGIAES
Approvados
>
Reprovados
nemine
simpliciler
7
9
1
EXTERNOS
Approvados
»
Reprovados
nemine
simpliciler
27
9
8
2.°
anno
COLLEGIAES
Approvados
»
Reprovados
nemine
simpliciler
6
10
4
EXTERNOS
Approvados
»
Reprovados
nemine
simpliciter
15
24
4
3.°
anno
COLLEGIAES
Approvados
»
nemine
simpliciler
7
4
EXTERNOS
Approvados nemine
simpliciler
15
12
A
’
cse.
Somma
total
162
ma enmnra.
—Pedem-nos
para
que
lembremos
á
exc.1318
camara
a
ne
cessidade
de
abastecer
d
’agua o
tanque
denominado
do
Cavallinho,
á
entrada
da
rua
dos
Biscainhos.
E
’
este
tanque
de
muita
utilidade
para
grande
numero
de
pessoas
que
d
’
elle se
servem
para
a
lavagem
de
roupas.
Ha
tempos
que
lhe
escasseia
a
agua,
que
é
desviada
não
sabemos
para
onde;
porisso
rogamos
á
exc.
ma
camara
que
tome
em
consideração
este
pedido.
Transferencia.—
O
snr.
Eduardo
Ta
vares,
delegado
do thesouro
n
’
este dis
tricto,
foi
transferido
para
idêntico
logar
no Funchal
(ilha
da Madeira).
Historia e
Sentimentalismo.--
Assim
se
intitula um
livro,
que
a
incan-
çave!
casa
Chardron
tem
em
via
de
pu
blicação,
devido
á
incomparável
penna
do
snr.
Camillo
Castello
Branco.
Deve
apparecer
á
venda
por
estes
dias.
Santa liaria Magilalena.—
Conio
prenoliciámos,
veio
hontem
conduzida
p
r0
‘
cissionalmente
para
a
Misericórdia,
a
1Bia
‘
gem
de
Santa
Maria
Magdalena,
acoinp
3-
nhada
com
algumas
irmandades.
de
vista
original
que
não
deixa
de
ter
in
teresse.
Parece
que
ter
algumas
escolas
sem
Deus
e
livrar-se
dos
Jesuítas
é
um
luxo
muito
dispendioso.
Estes projectos farão
o
mesmo
que
fazem
todos
os
ingenhos
da
Revolução;
destruirão
sem
serem
ca
pazes
de
reedificar,
anniquilarão sem
po
derem
compensar
d
’
algum
modo
o
que
fi
zeram
desapparecer.
Quando
estes
adoradores
da
humanida
de,
da
gloria
nacional,
do
progresso
mo
derno
fizerem
pelos
deuses
que
elles
ve
neram
o
que
a
Egreja
faz
a
seu
Sobera
no
Mestre,
então,
e
só
então,
poderão
com
exilo
emprehender
substilur
as
in
stituições
d
’
esta
pelas
suas.
Mas
quando
estes
adoradores
da humanidade,
alhana-
rão
para
a
sua
causa o
longo
caminho
que
os
filhos
da
Egreja tem
percorrido?
Quando abandonaram
elles
os
amigos,
a
posteridade
e todo
o
pensamento
da
fa
milia,
todo
o
sonho de
alegria
e
não só
toda
a
riqueza
como
toda
a
propriedade
pessoal?
Quando,
sacrificando-se
assim
intei
ramente
pelo
bem
commum,
sem
poupa
rem
no
holocausto
uma
só
manifestação
de
sua
independencia;
quando
quererão
elles por
milhares
e
por
centenas, espon
taneamente
dar
os
seus
bens
mais
pre
ciosos
e
sacrificar-se
a si
mesmos
pelos
seus
similhanles?
Nunca.
Os
legisladores
de Versailles
podem
fallar
de
seus
princípios
republicanos
tão
preconisados,
dos
interesses
da
humani
dade,
da
importância
da educação...
Mas emquanto
os outros
faliam,
os
«clericaes»
obram.
Laços
de familia,
propriedade,
vonta
de
própria,
esperança
de
vantagens,
hon
ras, a
vida
mesmo,
os
clericaes
dão
tu
do
pela
educação
e
prosperidade
do
paiz.
Uma
tal obra não
póde
ser
posta de
lado,
só
se
os
apostolos
do progresso
se
declaram
promptos
a
fazer
os
mesmos
sacrifícios. Todavia,
a
pobreza
voluntária
não
é
uma virtude que
se ensina
nas
suas
confrarias,
e
quando
elles
fazem
leis
para o ensino,
as
suas
escolas
sem
Deus
devem
ser
pagas pela
própria
nação
sob
a fórma d
’impostos.
Os seus
professores
não
trabalham
se
não
por
dinheiro.
Taxas
as mais pezadas.
escolas
infe
riores,
um
pessoal docente assalariado,
em
numero
insufUciente;
eis
o que
M.
Julio
Ferry
offerece
como
devendo
substituir
vantajosamente
o
ensino
dos congreganis-
tas, d
’estes
religiosos
verdadeiramente
de
dicados, ao
povo,
preslando-lbe
livremente,
em
cada
novo
anno
escolar,
preciosos ser
viços,
desinteressados,
totalmenle
difleren-
les
d
’
esse
falso
culto
da
humanidade pro
fessado
só
da
bocca
,e
dos
lábios
por
M.
Julio
Ferry
e
seus
collegas.
Egreja» a eoneursn.—
Está
aberto
concurso
para
provimento
das egrejas pa-
rochiaes
constantes
da
relação
seguinte:
Agneda
de
Baixo
(S.
Martinho;,
con
celho
de
Agueda,
diocese
de
Aveiro.
Angeja
(Nossa
Senhora
das Neves), con
celho
de
Albergaria,
diocese
de
Aveiro.
Cabreiros
(S.
Miguel),
concelho
de
Bra
ga,
diocese
de
Braga.
Carrazedo
de
Monte
Negro
(S.
Nico-
lau),
concelho
de
Valle
Passos,
diocese
de
Braga.
Corval
(S.
Pedro), concelho
de
Re-
guengos,
diocese
de
Evora.
Cossourado
(Nossa
Senhora
da
Nativi
dade),
concelho
de Coura,
diocese
de
Braga.
Crasto
(S.
Martinho),
concelho
da
Pon
te
da
Barca,
diocese
de
Braga.
Cuba
(S.
Vicente),
concelho
de
Cuba,
diocese
de
Beja.
Eiró
(Salvador),
concelho
de
Boticas,
diocese
de
Braga.
Eivas
(S
Pedro),
concelho
de
Eivas,
diocese
de
Eivas.
Escudeiros
(S.
Pedro),
concelho de
Braga, diocese
de
Braga.
Faiões
(Santo Estevão),
concelho
de
Chaves,
diocese
de
Braga.
Figueiredo
(S.
Salvador),
concelho
de
Braga,
diocese
de
Braga.
Louriçal
(S.
Thiago),
concelho
de
Pom
bal,
diocese
de
Coimbra.
Macinhata
de Seiça (Santo
André),
con
celho
de
Oliveira
de
Azemeis,
diocese
de
A
vci
ro.
Mcsscjâna,
^Nossa
Senhora
dos
Heme
-
dios),
concelho
de
Aljustrel,
diocese
de
Beja.
,,
,
Parada
(S.
Paio),
concelho
de
Braga,
diocese
de
Braga.
Penso
(Santo
Estevão),
concelho
de
Braga,
diocese
de
Braga.
Penso
(S.
Vicente), concelho
de Braga,
diocese
de
Braga.
Assassinato
d
’um
portuguez.
—
Sabe-se
por communicação oílicial
do
nos
so
cônsul
em
Pernambuco,
que
n'aqtiella
cidade
foi
assassinado
no
dia
4
de
júftho,
no
seu
proprio
escriptorio,-
Bernardo
da
Silva
Lopes,
natural
d’
esta
cidade
de
Braga, deixando
testamento
datado
de
1857,
no
qual
inslitue
herdeiros
de
seus
bens
dois
irmãos,
que
residem
em
Por
tugal,
e a sua
terça lega
para
ser
dis
tribuída
pelas
pessoas
pobres
da
sua
fre
guezia.
O
assassinato
presume-se
ter
sido com-
metlido com o
fim
de
roubar
aquelle
in
feliz,
visto
que
foi
encontrado
seu
cofre
aberto,
e
sem valores
alguns dentro
d
’
el-
le,
calculando-se
que
o
roubo
excedeu
a
50:000^000
reis,
em
vista do
movimento
commercial
e
bancario
a
que
o assassi
nado
se dava.
O
nosso
cônsul
em
Pernambuco
tem
solicitado
das
auctoridades
superiores
da
repartição
da
policia,
d
’
aquella
cidade,
as
providencias
necessárias
para
descobrir-se
o
auctor
d
’estes
crimes, mas
até
agora
tem
sido
improfícuas
as
suas
diligencias.
Atravet
<1»
provincia.------
Alguns
banhistas
das
Caídas
de
Vizella
offerece-
ram
terça-feira,
ás
damas
que
alli
se acham,
uma
«soirée» que teve
logar
no
hotel do
Cruzeiro
do
Sul.
Foi convidada para
este
fim
a banda
do
batalhão
de
caçadores 7.
—
Falleceu
em
Caminha
a
religiosa
D.
Bernarda,
do
convento
de Santa
Clara
d
’
aquella
villa.
—O
movimento
de
doentes
no
hos
pital
da
Misericórdia
da
cidade
de
Gui
marães
durante
o
anno
decorrido
desde
1
de
julho
de
1878
a
30
de
junho
de
1879,
foi
o
seguinte:—Existiam em
1
de
julho
de 1878
99;
entraram
durante o
anno 1656;
sairam
1537;
falleceram
123;
ficaram
existindo
em
30
de
junho
de
1879,
93.
—
D
’estes
dados se
vè
claramente
os
importantes
serviços
que
o hospital
da
Misericórdia
presta
á
humanidade,
e
as
suas
excellentes
condições
resaltam
da
cifra
da mortalidade, que
representa
7,008
por
cento
dos
doentes
alli
tratados,
cL
Ira pequeníssima
e
muito
inferior
á
da
niaior
parte dos
hospitaes.
—
N
’estes
últimos
dias
tem
aífluido
gran
de
numero
de
banhistas
a
Vizella.
—
Enr
Ire
as
pessoas
da
nossa melhor sociedade
que
ahi
se acham,
contamos
os
exc.
‘
n)S
snrs.
Marquezes
de Monfalim,
visconde
de
Vilar
Allen,
D.
Laura
de
Faria,
D.
Ma
ria
da Gloria
Ribeiro
de
Faria,
I).
Emi-
lia
Allen,
D.
Olinda
Pinto
Leite,
D.
Laura
Allen,
D.
Elisa
Archer, D. Libania
Gui-
Iherraina
de
Faria,
Cyrillo
Machado,
com-
mendador
Francisco Antonio
de Lima, dr.
João
Affonso
d’Espergueira,
Joaquim
Pinto
da Fonseca
e
João
Baplista
Pereira
de
Magalhães.
—
Na
segunda-feira
foram
arrematados
perante
a
repartição
de
fazenda
do
dis-
triclo
de
Vianna,
os
direitos
de
portagem
da
ponte
de
madeira
sobre o
rio
Lima,
pelo
tempo
qu^ decorrer
desde
o
l.°
de
este
mez,
até
a
epoca
em
que
se
achar
aberto
ao
transito
o
taboleiro
superior
da
ponte
metalica.
—O
preço
da
arrematação
foi
na
razão
de 600$000
reis
ao anno.
—Falleceu
em Barcellinhos,
o
snr.
An
tonio
J.
de
Sousa
Ramos
Júnior, estu
dante
da
escola
Medico-Cirurgica
do
Porto.
—
Na segunda
quinzena
do mez
de
ju
nho
ultimo,
o
preço
do
kilo
da
carne
nos
talhos
do
concelho
de
Vianna
foi
de
2i0
de
vacca,
de
320
de porco,
e
de
60 de
carneiro.
—
Foi
preso
em
Barcellos
Miguel
An
tonio
da
Moita,
natural
da
freguezia de
Alhães, concelho
de
Villa
Verde,
mas
es
tabelecido como
sapateiro
na
de
S.
Julião
de
Tabuaço,
do
concelho
de
Vieira,
pelo
furto
de
uma
egoa,
feito
no
dia
prece
dente
n
’
esta
ultima
freguezia.
la
vendel-a
ao
mercado
que
no
dia 26
se
fazia
n
’
a-
quella
villa.
No
mesmo
dia
26
foi
remet-
lido ao
poder
judiciário com
os
respecti-
*os
aucios
de
investigação
e
perguntas.
—
Foi declarada de utilidade
publica
a
expropriação
de
dilferenles
terrenos
situa
dos
na freguezia
de
Santa
Eulalia,
con
celho
de
Monsão,
do
districto
de
Vian
na, para
a
construcção do
lanço
da
es
trada
real
n.°
23,
de
Caminha
a
Mel-
gaço.
—
Tem-se dado
em
Barcellos,
nos
ul-
timos
tempos
tres
casos
de febre
typhoide,
dois
dos quaes
fataes.
Uei-Ferry,
—
Lemos
no
Veek
!y
Re-
‘gisler:
Aquelles
cuja
consciência
não
foi
mo
vida
pelo
projecto
de
lei
Ferry,
farão
va
ler
contra
elle
mais d’
uma
obejecção
quan
do
elle
atacar
a
sua bolsa;
este
lado
fl-
■nanceiro
da
questão,
apresenta
um
ponto
Priscos
(S.
Thiago),
concelho
de
Bra
ga,
diocese
de
Braga.
Salgueiro
(S.
Pedro),
concelho
de
Castello
Branco,
diocese
de
Castello
Branco.
Salto (Santa
Maria),
concelho
de
Monte
Alegre,
diocese de
Braga.
Santa
Lucrecia
(S.
Thiago),
concelho
de
Braga, diocese de Braga.
Semelhe
(S.
João Baplista),
concelho
de
Braga,
diocese
de
Braga.
Tougues
(S.
Vicente), concelho
de
Vil
la
do
Conde,
diocese
do Porto.
Troviscal
(S.
Bartbolomeu).
concelho
d
’
Oliveira
do
Bairro,
diocese
de
Aveiro.
Turquel
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho de
Alcobaça,
diocese
de
Lisboa.
Venade
(Santa
Eulalia),
concelho
de
Caminha,
diocese
de
Braga.
Villa
Cova
da
Lixa (Salvador),
conce
lho
de
Felgueiras,
diocese
de
Braga.
mttssionario»
na
Chinn.—
Os
mis
sionários
na
China
começaram
a
publica
ção
d’
um
jornal
em lingua
chineza,
inti
tulado
«Yik
Man
Loh».
Tem
por
fim
refutar
as
doutrinas
de
Confucio.—O
segundo
numero,
além
de
um
exceilente
noticiário,
contém
um arti
go sobre
geographia,
outro
a respeito
do
imperador
Káo,
e
outro
em
que se de
monstra
que
a alma
humana não
está
no
ar,
como
julgam
os
chinezes
® Peru.
SJaíãvi»
e
CliiSi.—
As
tres
republicas do sul
da
America,
actualmen-
le
em guerra, tem
as
seguintes
extensões
e
populações:
O
Perú
mede
1.500:000 kilometros
quadrados,
a
Bolivia
mede 801:540;
e o
Chili 362:340.
Cardeal
Maisiwisag.—
Dizem
OS
jor-
naes
de
Londres
que
o
Em.1110
Cardeal
Manning
se
pôz
á
frente
d’
um
movimento
de
Sociedades de temperança
de
Londres,
começado
afim de chamar
a
attenção do
governo
sobre
os
males*
e
perigos
que
resultam
para
a
população da
metropole
d
’
um
abastecimento
d
’
agua
defeituosissimo.
o» zulus.
—
O
«Times»,
fallando da
guerra
dos
zulus,
diz
que
apezar
de
todos
os
sacrifícios,
não
se
póde dizer
que
as
opera
ções
tenham
realmente
começado,
e infe
lizmente
tudo parece
indicar
que
esta
campanha
será
mais
séria
do
que
em prin
cipio
se
pensava.
«Tinha-se dito, accrescenta
o
orgão
de
City,
que
bastava
uma
unica
victoria
para
pôr
termo
á
campanha;
mas
é
bem
difficil saber
se
hoje,
como
será
possível
alcançar
uma
tal
victoria, sobre
selvagens
que
não
se apresentam
senão
em
peque
nas
partidas,
que não
teem
capital
que
possa
ser
occupada,
nem
linhas
de
com
municação
a
interceptar,
nem
exercito
collectivo
que
se
possa
attacar e
desba
ratar,
segundo
as
regras
ordinárias
da
guerra.
A
Inglaterra
encontra-se
na
África
diante
de um
inimigo
inatacavel,
que
está
por
toda
a
parte
e
não
está
em
nenhu
ma;
e
o
fim
d
’esta
guerra
parece
hoje
mais
affastado
do
que
nunca».
O
«Times»
comtudo
é
de
opinião
que,
custe
o
que
custar,
é
necessário
termi
nar
com
esta
triste
aventura,
filha
da
po
lilica
pessoal
de
sir
Bartle-Frère;
«e
o
paiz, diz
elle,
saudará
com
alegria
o dia
em
que
a Inglaterra
concluir a
paz
na
África, ainda que
ella
se
não
conclua
se
não
á
custa
dos
maiores sacrifícios».
As
ultimas noticias
do
Cabo
justificam
perfeilamente
as previsões do
«Times».
Os
lelegrammas
annunciam que
remava
o
mais
profundo
terror
na
colonia
do
Na
tal,
onde
se temia
mais
do que
nunca
uma
invasão
dos
zulus.
Um
destacamento
de tropas
coloniaes
foi
surprehendido
no
dia
3
do
corrente
pelos zulus,
que
mataram
mais
de
vinte
homens.
Este
acontecimento
causou
profunda
impressão
na
colonia.
VLTIHAS JIÍOfflCIAS
Lisboa
2—A
divida
fluctuante
era
30
de
junho
eslava
em
11.883:3755900
reis.
Cartas
de
lei:
annexando
ao concelho
de
Monle-mór-o-Velho
as
freguezias
de Al-
farellos
e
Olineiro;
annexando
ao
conce
lho
de
Ovar as freguezias
d’Esraoriz,
Ma-
ceda
e
Cortegaçi;
annexando
ao
concelho
de
Santo
Thyrso
a
freguezia
de
S.
Mi
guel
das
Aves; auctorisando
a entrega
á
camara
de
Chaves
das
muralhas
da
villa;
dispensando
a
camara
de
Faro
de
resti
tuir
a
quantia que
tirou
do
cofre
de
viação
para
outras
obras;
approvando o
contracto
para
a
illuminaçào
a
gaz
da
cidade
de
Braga.
Licença
de
30
dias
ao
snr.
Adriano
Sampaio,
juiz
da comarca de
Braga.
Na
Bolsa
venderam-se:
5
contos
em
inscripções
a
49,89;
3
ditos
a
50;
18
ditos
a
50,03;
6
ditos
de
coupons
a
50.01;
10
ditos
para
31
do
corrente
a
50,20;
2400
pesos
da
divida
externa,
cora
o
2.®
semestre
de
1878,
a 16,21;
1400
escudos
de fundos hespanhoes,
idera
a
15,15.
Idera
3
—
O
escrivão
ordinário
de
Vian
na
foi
transferido
para
Pinhel,
podendo
exercer
o
tabellionato.
Foi
nomeado
escrivão
de
Monsão
o
snr.
Albino
Lourenço.
Noticias
da
Guiné
dizem
que
o vapor
«Guiné»
incendiara
a
povoação
de
Orango
a
pedido do cônsul
austríaco,
para
obter
a liberdade dos
tripulantes
d
’
uma
barca
austríaca
que
encalhara
e
fora
saqueada
aelos
pretos
do
Orango,
reensando
estes
entregar
os
prisioneiros.
Um telegramma de
Penamacor
diz
ter
havido
grave
conflicto
entre
os
guardas
da
íiscalisação
e
contrabandistas
de
Quadra-
saes,
ficando tres
d
’estes
mortos.
Na
Bolsa
venderam-se:
1
titulo
do
lanco de
Portugal
por
530$000
reis; 4
obrigações
da
Companhia
das
Aguas
a
82$600
reis; 6
contos
em
inscripções
a
50.10;
6
ditos
a
50,15;
4
ditos
a
50
19;
9
ditos
a
50,20;
2
ditos
a
59,22;
16
di
tos a
50,25;
5
ditos
para
31
do
corrente,
a
50,40.
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
12:8665140.
Londres
2
—
O
«Morning
Post»
diz
que
o
governo
allemão
mandou
retirar
o côn
sul
da
ilha
de
Chypre,
em consequência
de
desintelligencia
com
as
au
oridades
in-
glezas.
Segundo
o
«Daily Telegraph» entre
o
rei
de
Italia e
o ministro
Depretis
surgiu
um grave
desaccordo
ácerca
da
questão
do
Egypto,
e não
seria
possível
que
hou
vesse
crise
ministerial.
Paris
2
—
Um telegramma
de Berlim
confirma
a
noticia da
demissão
dos
mi
nistros
Hobreeth
(finanças),
Friedenlsar
(agricultura),
e Falk
(dos
cultos).
Na
eleição
dos
deputados
na Áustria,
os liberaes,
até
ao
presente,
perdem
19
dos
seus
antigos
círculos.
Londres
2—Um
telegramma
de
Kin-
gstowne,
de Jamaica,
com
data
de
2
do
corrente,
anntincia
que
rebentaram sérios
tumultos
em
Port-du-prince:
os
insnrgen-
tes
fizeram
fogo
contra
o senado. Os
se
nadores
fugiram.
Grande
numero
de
feridos.
A
lucta
contintía.
flW
T 1'1
Ifl
ISglWgBMKLMaPWaaHBMHHBKXMWBaMHKIIillllilHIIMI IHI lilll Muni
hECLAMOS
Uma
revolução em medicina.
O
professor
Hardy
fazia
ha
alguns
me
zes
notar,
com
muitíssima
razão,
em
uma
de
suas
clinicas
do
hospital
da
Carida
de,
de
Paris,
á
qual eu
assistia, que fls
preparações
ferruginosas
liquidas
são
que
melhor
o
eslomago
supporla.
Reune
portanto
o
Ferro
Bravais (fer
ro
liquido
em
gottas
concentradas)
tan
to
para
o
medico
como
para
o
enfermo,
quantas
qualidades
se
podem
desejar
de
baixo
do
ponto de
vista
da
administração,
josto
que não
communica
nem
cheiro,
nem
tão
pouco
sabor
algum
ao
liquido
no
qual
se toma (agoa,
vinho,
etc.)
em
dozes
de
15
a
20
gottas
antes
de
cada
comida.
Emquanto
á
sua
efficaeia,
é
incontes
tável;
os
numerosos
leslimunhos
dos
mais
eminentes
médicos
contidos
no
folheto sobre
a
anemia
e
seu
tratamento
o
justificam
ir
recusavelmente.
(Este
folheto
envia-se
grátis
a
quem
o
pedir
ao
deposito
geral,
rua
Lafayelte,
13,
Paris).
Os
resultados
que
se
obteem
sobre
a
saude
geral,
ao
cabo
d
’
alguns
dias
de
tratamento,
são
verdadeiramente
surpre-
hendentes
e
cada
qual
pode
fazer
d
’isso
a agradavel
e
barata
experiencia.
«Quem não é
alguma cousa
anémico?...»
Doutor
PAULO
LABARTHE.
(Copiado
do Evènemenl,
de
Paris).
SAUDE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso da
delicio
sa
farinha de
saúde,
ISEW-a&ESGíÈitE
OU
BARRY de
Londres.
8®
anno»
d’invariaveí 8uee«n«o
6
Combatendo
as
indigestões (dispe
psia)
gasliica,
gastra'gia,
ílegma,
arrotos,,
amargor
na
bocca,
piluitas,
nauseas, vo-
mitos,
irrita-ções
mteslinaes, diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
bexigas,
falta
de respiração,
oppressào,
coogesiões,
mal dos
nervos,
diabethes, debilidade,
todas
as
de
‘
ordens
no
peito, na
gargan
ta,
do
aliio,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rios,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue- 85:00
curas,
comprebendendo
n’
ellas
as da
duqueza
de
Castlestuarl,
do
duque
de
Pluskow,
da
marqueza
de
Brehan, de
Lord
Stuart, par
dlnglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.—
Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de uma
dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos médicos lhe
darem só
pou
cos
mezes
de
vida.
CurtTn.
0
62:476.—
Saiote-Romaine-des-
lles
(Sàòne-et-Loíre.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A
Revalescière
du
Barry
poz
fim
aos meus
18
annos
de
soíTritnenios
do
estomago
e
dos
nervos,
de
fraquezas
e
de
suores
nocturnos.—J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
—
H
ydropsia
,
retenção
.
—
Tres
d
’
estes
casos
foram ra
dicalmenle
curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
resfriamento,
produz
a
sus
pensão
repentinamenle;
para
as
retenções
de
ourina
e doenças
de
estomago,
pro
duz
o
melhor
efleito
e
dissipa
a
melan
colia.
—
L
angevin
,
cura.
Cura
n.°
48:816.—
Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1856.
—
A
Hevalescière
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
em
muitas
doenças,
sobretudo
nas dia
bethes,
constipações
obstinadas
e
babituaes,
assim
como nas
diarréas
nas
afkcçõts
dos
rins e
da
bexiga,
uas
contracções
e
nas
hemorihoidas,
assim
como
nas
doenças
pulmooaies
e
dos
bronchios, nas
tossesre
na
tisica.
—
Doutor
R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
scientificas.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
econoniisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de
lfi
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis;
de 2 */, kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de 12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Bevaiescièrc clioenlatads*j
ella
res-
litue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás pessoas, e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de 12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis
;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas, 3$200
reis,
ou
25 reis
cad»
chavena.
118/ EAItílY
4:
C.a DimiTED.—
Place Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central ;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo 16,
Cisbot»,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J,
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E MI,
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa-
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos, pharm.,
Largo da
Ponte.
—
Braga.
Domingos J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A. Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
Viaun»
do
C«s-
«ello,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Gsimarâeo,
A. J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da Feira,
1;
José,
J.
da
Silva, drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penafficl,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.. Pra
ça
de
D. Pedro, 105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia Centrai,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte «lo Ui-
m*,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa do
Varzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
iHinho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
Cond», A. L.
Maia
Torr.s
pharm.
ANNUNCIOS
BANCO
COMMERCíAL AGRÍCOLA
E INDUSTRIAL
DE VILLA REAL
Soeiedsade anoisyinis de r«-Bjponsí*bi-
lidade limitada
A
Gerencia
annuncia que
no proximo
dia
9
do
corrente
começa
o pagamento
do
dividendo
do
l.°
semestre
d’este
an
no,
na
razão
de
3
p.
c.
ou I$500
reis
por
acção.
O
pagamento
é
na
séde
do
Banco,
e
nas
agencias
do
costume.
Banco
de
Villa
Real, 3 de julho de
1879.
Os
gerentes,
Francisco Ferreira
da
Cosia
Agarez.
Joaquim
José
d
’
Oliveira
Guimarães.
(2484)
niSIlIEKKO
A JURO
Na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz
existe
para
mutuar
a
juro
de
5
p.
c. a
quantia
de
7G0$000
reis.
(2485)
Na
Pharmacia
e Drogaria
de
J.
L.
Pipa
&
Irmão
da
rua
do Souto
n.°
57
em
Braga
Continúa
haver
deposjto
das aguas mi-
neraes
do
Vidago,
Pedras
Salgadas, de
En
tre
os
Rios, e
das preconisadas
aguas
de
Soeches.
(2486)
EBITOS BE 80 BMS.
Pelo juizo de
direito
d
’esta comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
do
6.®
officio
do
mesmo
juizo,
José
Luiz dOli-
veira
Pessa,
e no
inventario
orphanolo-
gico
que se processa
por
fallecimento
de
Migue!
José
da
Silva
Franqueira,
viuvo,
morador
que
foi
na
rua
das Aguas, d’
es-
ta
cidade,
no
qual
é
lingua
invenlariante
a
filha do inventariado,
Maria
Thereza
de
Jesus,
moradora
na
mesma
roa, correm
éditos
de
30
dias
a
contar
do
2.®
annun-
cio
publicado n
’esta
folha,
citando e
cha
mando
todos os
credores
incertos
e
os
legatários
desconhecidos
ou
residentes
fóra
d
’
esla
comarca
que
se
julgam
com
algum
direito
ao
casal,
para que
o
venham
de
duzir
no
inventario
dentro
do
referido
praso,
sob
pena
de revelia
e sem
prejuiso
do
andamento
do
mesmo
inventario.
Braga
23
de
junho
de 1879.
A.
Carneiro
Sampaio.
O
escrivão
(2487) José
Luiz
d’Oliveira
Pessa.
CREADO
Quem precisar
d
’
um
creado,
ou
para
ajudante
de
cosinha, ou
para servir
á
me
za,
dirija-se
á typographia
Luzitana,
n’
esta
cidade.
“
(2488)
REUNIÃO
DE CREDORES
Pelo
snr.
Juiz
Commissario
da
massa
fallida
de
Joaquim
d
’Assumpção,
d
’
esla
cidade,
foi
designado
pira
o
dia
16
do
corrente
pelas
10
horas da
manhã,
no
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
afim
de
se
tratar
da votação
de
concordata
apresentada
pelo
fallido.
Braga
4
de
julho
de
1879.
O
Curador
Fiscal
Pelo
Banco
do
Minho
Os
Gerentes
Domingos José
Soares
(2489)
José
Marques
da
Silva.
Vende-se
em
uma
das
principaes
ruas
d
’esta
cidade
uma
boa
morada
de
casas,
acabada
ha
poucos
annos
de
construir: tem
bons
commodos
e
boas
sallas,
poço
com
muito
boa
agua
e
um
grande
quintal.
Quem
a
pretender comprar
deixe
carta
n
’
esta
redacção
para ser procurado,
com
as
ini-
ciaes
M.
A.
C.
(2476)
f
VENDE-SE
a
casa da rua dó
An-
jo
n.°
11
e
11
A.
Quem
a
pre-
t
en
t
er
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Deposito
no Porto,
Ferreira
&
irmão,
Banharia,
77
e
79.
EB1T63 BE 8« MB.<9.
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
«le
Ribeiro,
correm
édi
tos
de
30
dias,
citando
e
chamando
to
das
as
pessoas
incertas
e
residentes
fóra
da
comarca,
que
se
queiram
oppor
á
jus
tificação que
Antonio
Teixeira
Pinto
e ir
mão
Ignacio
Teixeira Pinto,
solteiros
de
maior
edade.
naturaes
e
residentes na fre
guezia
de
Nossa
Senhora
da
Expectação
de
Santa
Maria
de
Emeres,
comarca
de
Vai Passos,
passarem
por
este
juizo
e
cartorio
do
dito
escrivão,
para
se
julga
rem
habilitados
como
únicos e
universaes
herdeiros
de
seu
lio
Manoel
Teixeira
Pin
to,
fallecido
n
’
esta
mesma cidade
no
es
tado
de
sol
lei
ro; —
-
por
tanto
todas
as
pes
soas
que
pretenderem
fazer
tal
opposição
deverão
comparecer
na
segunda
audiência
d'esle
juizo,
findo
que
seja
o
praso
des
tes
éditos,
que começará
a
correr
desde
a
publicação
do
segundo annuncio
da
fo
lha
official.
afim
de verem
accusar
a
cita
ção.
instaliar
acção,
e marcar-se-lbes
o
praso
de tres audiências
para
contestar
querendo,
qualquer
direito
que
lhes
as
sista,
sob
pena
de revelia
e
lançamento,
e
de
se
seguirem
todos
os
mais
termos
até
final;
declarando
que
as
audiências
n
’
este
juizo
se
fazem
todas
as
segundas
e
quintas-feiras
de
cada
semana,
não
sen
do dia
santificado
ou
feriado,
porque sen
do-o
serão
no
immedialo
não
santificado
ou
feriado,
no
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo Agostinho, d’
esta
mesma
cidade.
Braga
1
de
julho
de
1879.
O
escrivão
João
Marcos
de
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(2480)
A. Carneiro
de
Sampaio.
TABACARIA BRACARENSE
39—
«UA DO SOUTO
—89
BRAGA
Novo
sortimento de
rapé barato
(2482)
Sêcco
meio-grosso
em
250
gr-
260
rs.
Vinagrinho
s
»
»
rs.
Meio-grosso
Rosa
»
>
»
rs.
Vinagrinho
em
25
>
2o
rs.
Meio-grosso
em
250
>
240 rs.
Manoel
de
Ramos
Braga
representante
do acreditado
commerciante
de
Villa
No
va
de
Gaia o
snr.
Joaquim
Coelho
Bra
gante.
tem
a
honra
de
annunciar
aos
seus
fregnezes
e
amigos
que
abriu
o
seu de
posito
de vinhos
no
largo
de
S.
Fran
cisco
n.°
13
A,
onde
poderão
encontrar
os
vinhos
propriamente
genuínos
do
Porto.
Previne
os
seus
freguezes que
todos
os
bilhetes
das
garrafas
são
rubricados,
ten
do
na
rolha
a
marca
de
fogo —
BRA-
GANTE
—
e
o
carimbo
em
lacre,
O proprietário
responsabilisa-se
pela
pu
reza
dos
seus
vinhos
dos
quaes
garante
a
sua qualidade.
(2478)
DINHEIRO
A JURO
A
confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal tem
650<^000
reis
para mu
tuar,
a
5
p. c.
(2461)
Fabrica
de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de diílerentes marcas
e preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Uraeareuse
—27, Rua
do
Souto
27
—
(2340)
TABACARIA
BRACARENSE
89—BUA B» SOUTO—
81
BRAGA
Deposito
de
tabacos
das melhores
fa-,
bricas
nacionaes.
Descontos
vantajosos aos
snrs. estanqueiros.
Deposito
de
charutos
estrangeiros
da
Casa Havaneza
de
Lisboa.
(2483)
D1SHE1RO
A
JU«O
Na
irmandande
de Nossa Senhora
d
’A-
juda
de S.
Sebastião
das
Carvalheiras,
ha
650.000
reis
para
dar
a
juro
de
5
por
cento.
O
secretario
(2479)
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro.
DINHEIRO A JURO
Dá-se
na confraria
de
N.
Senhora da
Boa
Memória
da Sé Primaz
260^(100
reis
a juro
de
5
p.
c.
(2477)
CASAS
t
Arrendam-se
duas,
na
rua
das
:
':hÃ
Aguas
n.
os
100
e
101.
Tem
bons
commodos.
Tratam-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.
“
56.
(2475)
ARREHM-SE
Tres
moradas
de casas de
dous
anl
dares, construídas
de
novo,
com
quinta-
e
agua, sitas na rua
de S.
Geraldo
n.
”
18,
20
e
22.
Para
ver
e
tractar
na
mesma
rua
n.°
17.
(2466)
BILHETES
DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPARICIO <fe TIAL1IEIRO
27,
Praça
do
Barão
de'S.
Martinho, 21,
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
21
Binssií
Com
capas
de marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
89,
Praça
do Barão de S. Jttarti-
nlio,
3 9
AlTAltICIO
4 HALIIEIRO
ii>5
Caixa
penhorista Bracarense 1,8
Travessa de D. Gualdim
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
h°
raS
da
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os mutuários
que
d"
verem
objeetos
empenhados na
mesnti»
caixa
com
atrazo
de juros
de tres
_m
eze£
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
RESPONSÁVEL
—Lniz Baptista da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—’0
Parte de Comércio do Minho (O)
