comerciominho_03071879_954.xml
- conteúdo
-
RGK<l<AlOSz%,
la
1WOT1CVOSA.
REDACTORES—
D.
Miguel
Sollo-Mayor e Dr.
Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio
Joaquim de
Mesquita Pimentel.
—
—— - - - -- - - raw—■iwiimn- - - - - J
——_ _ i ■
7."
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes.................................... 1&G00
»
ti
»................................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios cada
linha.........................
Repetição
...........................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBÃDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.............................. 2&000
*
6
»
.........................
1&050
»
<
Brazil, 12
mezes,
6
»
.............
ÍZ---
sendo
duas
assignaturas
3&600
.
, moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso...................... íõ
N.° 954
JI
—
À»
íZàr
QL1NTA-FEIRA
5 DE
JULHO DE 1879
Ao
meu
illuslrado
amigo,
o
Exm.°
Snr. José
de
Freilas d
’Amorim
Barbosa.
Se
no
meu
diccionario
commetto
al
gum
êrro
involuntário
(felizmenle
até
ago
ra
de
pequena
monta)
quando
curo
por
informações,
não
se
deu
este
caso
com
a
breve e
imparcial
ssjma
biographia
do
sempiterno
turbulento
Saldanha,
o
Gari-
boldi porluguez.
Se o
meu
nobre
amigo quizesse.
com
animo
despreoccupado,
accusar o
tal
meu
artigo
biographico,
seria
por
ter
eu oc-
cultado muitas
mazellas
da
vida
d
’
aquelle
homem,
mais
notável
pela
sua
pluralidade
de
phisiognomias,
do
que
pelas suas
fa
çanhas
militares.
Louvo
todavia
a
nobreza
de
caracter
do Snr.
Amorim
Barbosa,
mostrando
a
sua
gratidão
por
aquelle
que
foi por
tan
tos
annos
seu
chefe
e
seu
amigo; mas
esse
louvável sentimento—
hoje
tão
raro!
—não lhe impõe
o
dever
de
negar
factos
históricos
contemporâneos e
evidentissi-
mos.
Adorne
o
seu
fetiche
com
quantas
vir
tudes
possa imaginar,
mas
deixe
os
mais
escreverem
a historia
como
ella
é,
e não
como
o
meu
amigo
queria que
fosse.
Todos os
homens
de
bôa
fé,
qualquer
que
seja
a
soa
opinião
política,
devem
confessar
que
eu,
quando
no
Portugal
Antigo
e
Moderno,
conto,
em
rápidos
tra
ços,
a
vida
d
’
um
inimigo
da
legitimi
dade,
o faço sempre sem
insultos,
e
com
a
maxima
circumspecção
e
imparcia
lidade,
para
qne o
publico
me
não
deite
á
conta
de
rancor
político,
o
que
não
é
mais do
que
verdade,
notoria
e
pro
vada.
Saldanha
foi
meu
incarniçado
inimigoi
político
por
espaço
de
vinte
e
cinco
annos
(1826
a
1851) e
m
m porisso
deixei
de
o
tratar
com
muita
benevoiencia,
e
de
lhe
fazer
elogios,
quando
os
mereceu;
nem
de
alludir
á
sua bravura
incontestá
vel—ainda
que
quasi sempre
mal
entendida,
pois
a
empregou
contra
portuguezes.
Vamos
aos
pontos
controvertidos
pelo
meu
nobre
amigo.
Não guardo
n’
esta
res
posta
a
ordem
chronologica
dos
factos,
porque
S.
Exc.
a
lambem
a
não
guardou;
vou
respondendo
ao
seu
artigo, pela
or
dem
que seguiu.
l.
°
—
Tenho na
mais
alta
consideração
o
snr.
Amorim
Barbosa;
mas
dedico
o
maior
respeito
ao
meu
esclarecido
amigo
o
Exm.°
snr.
J.
L.
Carreira
de
Mello,
cuja
Historia
Chronologica,
escripla
com
tanta
verdade,
rectidão
e
imparcialidade,
tenho
seguido
sempre
no
meu dicciona
rio.
Pois
veja
o
meu
illustrado
impugna-
dor o
que
diz
aquelle
distincto
escriptor,
a
paginas
431, da
2.» edição
da
sua
obra;
depois venha
dizer-me
quem
errou,
se
S.
Exc.
a
se
o
snr.
Carreira
de
Mello.
E
mais—
então
onde
foi
prisioneiro
dos
cabralistas,
o
conde
de BotnSm,
se
não
foi
em
Torres
Vedras?
Onde
estava
elle
em
23 de
setembro
de
1846?—
Desejo
bas
tante
que o
meu
amigo
me
tire
d
’
estas
duvidas.
Saltemos
agora
para
traz
quasi
13
an
nos.
2.
°
—Nega
S.
Exc.
a
que
os
liberaes
tivessem
na
batalha
d
’
Almoster grande
numero
de
officiaes
mortos!
De
duas
uma
—ou os
nossos
tiros eram de
polvora
sêc-
ca,
ou
os
oíliciaes
do
Saldanha estavam
no
quartel
da saude.
Escolha.
Ora
olhe
—
eu
n
’
esse dia
era
alferes
do
regimento
de caçadores da
Beira-Baixa
!.n.°
8)
e
assisti na
acção
desde
a
ma
drugada
até ao
sol
pôsto.
Não
encobri
a
perda
dos
meus, e
queria
V.
Exc.
a
que
encobrisse
a
dos
contrários?
—
Eu vi
na
minha
frente,
vários
corpos
do
Saldanha,
que
se
batiam
como
leões,
e
os
realis
tas
não
lhe
ficaram
a
dever
nada
em
bra
vura.
As
nossas
bailas
não
levavam sobre-
scripto,
que
dissesse
—
para
as
praças
de
prel
—
Os oíliciaes
do
Saldanha
sustenta
vam os seus
lugares
nas
fileiras
inimigas,
e
não
traziam
couraças:
como
é
então
que
as
nossas
bailas
só
attingiam
os
co
ronéis
e
os
soldados?—
Os
liberaes
(içaram
tão
estafados,
e
soílreram
tão
grandes
perdas,
que
nos
deixaram
retirar
pacifica-
mente
em
bôa
ordem,
para
as
nossas po
sições, sem se
lembrarem
de
nos
incom-
dar.
Aqui
não
curei
por
informações,
con
tei
o
que
ví, e
nunca
falto
á verdade
(por mais
desagradavel
que
ella seja para
os
meus)
quando
relato
os
acontecimen
tos
de
que
fui testimunha.
’
3.°
—
Não
assisti á
tomada (isto é—
á
entrada)
de
Leiria
por
Saldanha,
em
15
de
janeiro
de
1834; mas
quer
vêr
o
que
diz
o
Snr.
Carreira
de
Mello,
a
pag.
352
da
sua cilada
obra?
—
E’
isto—
«A
cavallaria
de Saldanha
não
deu
quartel. Esta
acção
da tomada
de
Leiria,
foi
uma
das
que
mais
deslustraram
a
guer
ra civil
da
successão.
»
N’
esla
mesma
pagina
ha
tres
notas
com
respeito
a
este
facto
—
eil-as
—
<3.
a—
A
guarnição
não
che
gava
a
2;000
homens,
quasi
todos milicianos
e voluntá
rios
realistas,
com
um es
quadrão
do
regimento
de
cavallaria
n.°
1.
Retirou
so
bre
a
estrada
dos
Machados,
sendo logo
feito
prisioneiro
Osorio
(o
commandante) com
muitos
oíliciaes
e
soldados.»
4.
a
—
Os fugitivos
eram
immolados
a
um furor
de
barbaros.
Quizeramaquiapro-
ximar-se
das
atrocidades pra
ticadas
pelos
christinos,
na
Navarra e
Vascongadas.»
«E
’ notável
que
o
tão
hu
manitário
marechal
Salda
nha,
diga
no seu
oílicio
ao
ministro
da
guerra,
que se
vangloria
de
que todo o
seu
eslado-maior tivesse
lido
A
HONRA
DE TINGIR
AS SUAS
ESPADAS
NO
SANGUE
DE
portuguezes
,
que
Unham
o
crime,
como
elles,
de
pensar
diversamenle.
»
5.
a
—
Sobretudo,
o
que
mais escandaloso se tornou,
foi
O MANDAR FUZILAL O COR
REGEDOR,
HOMEM HONRADÍS
SIMO,
que
por
querer salvar
o
cofre,
foi
apanhado.
(Noia
do
snr.
general Lemos.)»
Aqui
tem
como
correram
as
cousas
n
’
esse
dia
de
tristíssima
memória.
Já
vê
que
aquillo
a
que S.
Exc.
a
chama
(aqui
para
nós,
pouco dtlicada-
mente
......
)
refinada
calumnia, não
é
mais
que
uma
verdade
nua
e
crua:
e
lambem
vê
que
eu
no
diccionario
ainda não
con
tei
tudo.
4.
°
—
Perdão:
eu
não
disse
que
o
Cam
po
do
Quadro
era
na
então
villa
de
San
tarém
—
disse
«no
campo
do Quadro
(San
tarém)» o
que
muda
de
ligura;
pois
não
póde negar
que o campo do
Quadro
é
no
districto
de
Santarém.
Não
quero
alrancar
o
«Commercio
do
Minho»
com
esta
resposta,
e
se
o
Snr.
Amorim
Barbosa se quer
desenganar,
e
ficar
sciente
de
que
eu disse
a
verdade
e
só
a
verdade,
leia
a
citada Historia
Chronologica,
na
pag.
202,
logo
no
l.°
periodo
—que diz—
«Algumas
tropas e
os
generaes
Sepulveda
e
Saldanha,
se
reúnem
ao
Snr.
Infante,
em
Santarém.»
E
na
3
a
nota allusiva
a
este
periodo,
diz o gene
ral
Lemos
—
«se
apresentou
(Saldanha)
com
lhomaz
d
’Avis
Mascarenhas.
no
Campo
do
Quadro,
ao
Snr.
D.
Mtquel,
a
quem
este
Senhor
abraçou
cordealmenle
,
e,
depois de
correr
para
elles,
logo
que
os
viu;
sen
do-lhe
depois
tão
adversários
estes
dois fi
dalgos!!!»
V.
Exc.
a
não viu
senão Sepulveda?
—
Também
não
linha
obrigação de
os
ver
todos
(nem
perdeu
muito
com
isso!...)
Termina
o
meu
amigo
por dizer
que
Saldanha
não
sabia
mentir
!...
Hom
’essa!
(Desculpe
esta
phrase
chula,
mas
a
cousa
não merece
outra
resposta.)
Pois
haveria
homem
mais
mentiroso?
Mentiu
a
todos
os
seus
juramentos;
mentiu
á
Snr '
D.
Maria
da Gloria;
mentiu
a
todos
os
que
se
fiaram
n
’
elle,
etc.
etc.
—
e
tudo
isto
por
muitas
vezes,
pelo
que
foi
cruelmente,
e
também
por muitas
vezes,
agredido
pe
los
seus
proprios.
Olhe, Snr. Amorim
Barbosa;
não
sei
quando
o
Snr.
Carreira
de
Mello
publi
cou
a
1.
a edicção
da
sua
Historia
Chro
nologica: a
2.*,
foi
publicada
em
1866
(dez
annos
antes
da
morte
do
Saldanha,
que
foi
em
Londres,
a
21
de
novembro de
1876)
e
nem
Saldanha,
por
si,
ou por
procurador,
nem
um
só
dos
seus ami
gos-senão
agora
V.
Exc.
a
—
se lembraram
de
desmentir
aquelle
esclarecido
escriptor,
cujas
obras
foram
approvadas
pelo antigo
Conselho
Superior
de
Inslrucção
Publica,
e
pelo
actual
Conselho
Geral
de
Inslrucção
Publica.
E
actualmente
passaram
em
jul
gado.
Um
sobrinho
do
marechal
Saldanha
(o
eminente
escripior.
o
Exn>.°
Snr.
D.
An-
tonio da
Costa
e
Souza
de
Macêdo) an
da
a publicar
a
historia
de seu
tio.
Não
lhe
deve
ser
desfavorável,
visto
que
é
da
familia;
inas,
se
V.
Exc.*
achar
poucos
os
elogios
alli
dirigidos
ao
seu
ídolo,
póde
escrever
outra
historia
do
sobredito
cujo;
FOLHETIM
PORTUGAL
E
OS
NOSSOS FIEIS ALUADOS,
OS
INGLEZES,
(Extr.
do
opusculo
Homenagem
ao
distincto
explorador d
’
Africa, S
erpa
P
into
;
por
Carlos
Faria,
e
Mello
Freitas).
Os
portuguezes
deixaram
por
todos
os
trilhos
e
desvios
da
África os
vestígios
da
sua
passagem,
e
embora
nos disputem
dia
a
dia
e
palmo
a
palmo
a extraordinária
hizarria dos
nossos
feitos,
mais
alto
do
<]ue
a
inveja
falia
a
historia
imparcial.
Se
alguma
vez adormecemos
depois
das
rijas
batalhas
da
restauração,
não
era
me
do,
mas cansaço,
o
que
nos
prostrava
no
Marasmo.
No
tempo
dos
nossos
guerreiros
D.
Francisco
de
Almeida,
saltando
em
terra
de
cafres
para castigar
a
insolência
do
gentio,
exclamou
presagioso:
«aonde
me
levam
os
meus
sessenta
annos?»
Respon
deu-lhe
uma
azagaia
que
o
derrubou.
Quem se
atreverá
porém
a
dizer
que
aquelle
homem
tremera?
(Jm
simples
momento
e
uma
unica
pbrase
de hesitação
não caraclerisa
um
indivíduo,
assim
como
de
modo
nenhum
caraclerisa
um povo.
Livingslone
em
novembro
de
1871,
agradecendo
ao
«New-York
Herald»
o
ler
enviado
Stanley
em
sua
procura,
escreveu
de
Ujiji:
«Estes
bellos
paizes
(cabeceiras
do
Zara-
beze)
estão
feridos
de.
maldição
com o
unico
fim
de
que
se
não
toque
no pri
vilegio
do
commercio
dos
escravos
que
possue
o
pequeno
sultão
de
Zanzibar,
e
de
que
os
direitos
da coroa
de
Portugal
que
passaram
ao estado de
mylho, sub
sistam
theoricamenle
até
ao
dia
em
que
a
África se torne
uma
nova
índia
para
os
negreiros
portuguezes».
Young, tenente
da
marinha
ingleza,
que
perlo
de
Nyanza
fundou
a
estação
de
Liviugstonia,
depois
de
uma
excursão
de
2
annos
fallou
ainda
na
colonia
do
Cabo
com
o
maior
desafogo contra
o
domiuio
portuguez,
attribuindo-nos
exclusivamente
o
pérfido
commercio
da
escravatura.
Mas,
snrs. philaiilropos,
esqueceis
que
Portugal
foi
o
primeiro
estado
que
aboliu
a
escravatura
nas
suas
colonias?
Esqueceis
que
D.
José
decretou
em
1773
a
abolição
da
escravatura
nas
ilhas
dos
Açores
e
Madeira?
Esqueceis
que
não
é
Portugal
quem
todos
os
annos
introduz
na China
o
execravel
contrabando
do
opio,
que
segundo
os
éditos
d’
aquelle
império,
vae
envenenar
annualmente milhões de
pessoas?
À
escravatura
faz-se centra nossa von
tade
no
centro
e
no
liltoral
da
África;
as
nossas
auctoridades não
protegem po
rém
um commercio
vil
como
o
do
opio,
e
se
as
metrópoles
fossem
culpadas
de
todos
os
factos
de
miséria,
tristeza
e
ver
gonha
que
se
dão
nas
colonias,
a
Grã
Bretanha
seria
a
unica
responsável
pela
morte
de milhares
e
milhares
de
indios
a
quem
a
fome
victíma
todos
os
annos na
província
de
Bengala.
Fallem
claro. A
’
Inglaterra agradam-lhe
sobremodo
as
nossas
possessões.
Em 1871
levantou
se
no atlantico.
em
frente
dos
Açores,
um
ilheu
quasi
cir
cular
de
um
quarto
de
legua
de periphe-
ria
e
40
a
50
braços
de altura.
Uma fra
gata
ingleza
que
por
alli
pairava,
tratou
logo
de
hastear
a
bandeira
da
sua
nação
sobre
a
lava
resfriada,
mas
a
mesma
ex
pansão vulcanica
que
a
trouxera
ao
lume
da
agua
a
desfez
e
se
encarregou
de a
sorver
entre
rolos
de
fumo
e
ondas
acin
zentadas,
estrangulando
a
ambição
cheia
de
rivalidades.
Os
nossos alliados
não
desperdiçam,
bem
se
vê,
a
occasião
de
se
espreguiça
rem
junto
dos
nossos
territórios,
não se
forrando
no
prazer de
nos
deprimirem
nos
convívios
litlerarios
e
documentos
pú
blicos,
sempre
que
podem.
Na occupação
ephemera
d
’
aquelle
ilheu
está
o melhor
symbolo
da
política
espolia-
dora
e
adunca
da
Inglaterra.
Os
inglezes pensam
infatigável e
sys-
lemalicamente em nos
expulsarem
dos
nossos
domínios
na África.
O
general
Grani
por
sentença
de
21
de
abril
de
1870,
e
o
marechal
de
Mac-
não
lhe
esquecendo
os
gloriosíssimos
faclos
seguintes
—
1.
»
—
a
sua amisade
ao
Snr.
D. Mi
guel
I,
e
o
seu
acrisolado realismo
du
rante
a guerra
da
poeira,
e
a
facilidade
com
que
mudou
de
opinião,
apenas
viu
que,
com
a
Snr.
a
D.
Isabel
Maria,
podia
muito
bem
ser
um rei
pequeno;
o
que
ceriamenie
se
não
daria
com
o
Snr.
D.
Miguel.
E,
na
verdade,
durante
a
regencia
d
’
aquella
Senhora,
reinou
e
governou,
me
recendo
do
publico
a denominação
de
D.
João
VII.
2.
®
—
o
acto
eminenlemenle
ccridoso
de
metter
os
realistas do
Porto
(1828)
em
um
navio
velho
e
rôlo,
fechando-os
no
porão,
e
maniando
pregar-lhe
as escoti
lhas,
para
que
elles
morressem
(mas
não
á
8
êde)
—
o
qne
lhes
aconteceria,
se
a
tripulação
de um
navio
inglez
os
não
sal
vasse,
já no
alto
mar.
3.0
—[Iludir
com
promessas
falazes,
va
rias
tropas
e
muitos
paizanos,
para
se
revoltarem
contra o seu
legitimo
rei;
e
assim
que
viu
o
caso
mal
parado,
aban
donar
cobardemente
os que
se
tinham
fiado
na
sua
palavra
honrada,
e
fugir
para
a
Inglaterra,
deixando
os
seus sol
dados
expostos
ao
castigo,
pelo
crime
de
traição
(1828.)
O
snr.
Amorim
Barbosa,
entende
na
sua
consciência
que
isto
foi
um
acto
pro
prio
de
um
brioso militar
porloguez?
Pois
este
seu
creado,
classifica-o
de indigno
até
do
mais
reles
soldado.
4
o
—
p
ez
a
mesma
gracinha,
na
Beira,
em
1851,
ao
batalhão
de
caçadores
n.°
1.
e
a alguma
cavallaria
qne
havia
engana
do
(o
homem
que
nunca
mentiu)
fugindo
para a
Galliza,
pelo
qne
mereceu
—mes
mo dos
seus
—
o cognome
de
horoe
de
Lobios.
Estas quatro
flores,
e
outras
mais, de
muita
formosura,
deve
o meu
amigo col-
local-as
na
coroa
civica
da
sua
divinda
de, e
hào-de
ficar-lhe
a malar!
Escreva,
meu
bom
amigo,
escreva
a
historia do
seu
idolo,
e
ponha-o
uns
pou
cos
de
furos
acima
das
eslrellas;
que
não
serei
eu
que
lhe
vá á
mão.
Não
vale
a
pena.
Termino
este
artigo,
longo
e
maçador,
protestando
ao
snr.
Amorim
Barbosa
a
mais
sincera
amisade e
a
gratidão
mais
indelevel.
Lá
por
S.
Exc.
a
gostar
do
Saldanha,
e eu
embirrar
solemnemente
cora elle,
não
é
caso
de
ficarmos
inimigos.
Vá-lhe fazendo
quantos
elogios quizer,
que
eu
não
me
embaraço
com
isso;
mas
deixe-me
dizer
a
verdade, contra,
ou a
favor,
de
gregos
e
troyanos.
Augusto Soares d
’
Azevedo
Barbosa
de
Pinho
Leal.
GHR0N1GA
ESTRANGEIRA
A
recente
morte
do
príncipe
Napoleão.
occorrida
na
guerra
ingleza
na
Zulandia,
occupa
ainda
muito
a
imprensa
estran
geira.
E’
opinião
muito geral
que
este
acon
tecimento
será
a
morte
do
partido
bona-
partista.
Parece
que
prelendêra
apresentar-se
como
herdeiro
dos suppostos
direitos
á
coroa
imperial,
o
principe
Napoleão,
filho
de
Jero-
nyrao,
e
casado
com
a
princeza Clotilde,
filha
do
finado
Victor Manoel. Assim
o
indica
a
sua
vinla
para
Paris,
logo
que
a
França
chegou
noticia
da
morte
de
seu
primo.
E’
certo,
porém,
que elle
pelo
seu caracter antipathico
e nota
de
cobar
dia, defeito
indesculpável
aos
olhos
d
’
um
francez,
nenhumas
sympathias
gosa
entre
aquelle
partido.
Alguns
imperialistas
celebraram
ha
dias
em
Paris
uma
reunião,
mas
nada
decidi
ram
sobre
a
questão
hereditária.
Discorrendo
sobre
este
assumpto,
um
grande
jornalista
francez
recorda
a
seguin
te
anedocta de
tempo
do
império:
Por
occasião
do
altentado
de
14
de
janeiro
de
1848
quando se
espalhou
em
Lyão
o
boato
da
morte
do
imperador, o
velho
marechal
Castellane,
governador da
cidade,
assistia
a
uma
reunião
familiar.
O
marechal
reuniu
logo
os
seus
ofliciaes,
e
fallou-lhes
assim:
«O
que
será
agora
da
França? O imperador
acaba
de
ser
morto;
elle
não
deixa senão
um
filho
de
tres annos,
sob
a
tutella
d
’
uma mulher
inexperiente.
E’
minha
opinião que
só
ha
um
unico
meio
de
salvação:
chamar
o
conde
de
Chambord
e
assental-o
sobre
o
throno
de Napoleão
III».
Este
conselho
foi
unanimente
applaudido,
e
o
marechal
telegraphou
a sua
resolução
ao
ministério.
Pode
imaginar-se
a
commoção
que
um
tal
despacho
excitou.
O imperador
leve
a
prudência
de
não
olhar
a
cousa
pelo la
do
trágico,
e
disse
aos
seus
ministros:
<0
marechal
de Castellane
ama
o
seu
paiz,
eu
prohiho
que
o
inquietem».
E
o
velho
marechal
morreu
governador
de
Lyon.
O alludido jornalista conclue:
Não
eslará
aqui
tuna
indicação
para
a
presente conjunclura? Nós
cremos
que,
pela
mesma
força
das coisas,
ella
será
seguida.
Restam
em
frente
uma
da
outra
a
monarchia
e
a
republica:
se
apraz
á
re
publica
despedaçar-se
por suas
próprias
mãos
a
França não
deverá
por isso
pe
recer;
é
na
união
dos bons cidadãos que
ella
achará
a
sua
salvação,
e
só um
ho
mem
resta
n
’
esle'
momento,
fóra
da
re
publica,
em
torno
do
qual
se
possam
agrupar
os bons cidadãos.
—
A
’
cerca
da
recente
conducta
de
Bis
mark.
diz um
correspondente
de
Ber
lim:
A
evolução
política
de
Bismark
conti
nua
sendo
o
grande acontecimento do
dia.
A
entrada
d uma facção dos
liberaes
na-
cionaes
nas
fileiras da
opposição
e
a
pas
sagem
do centro á
maioria,
a
demissão
do presidente
e
do
vice-presidenle
do rei-
chstag,
liberaes
conservadores
ambos,
deixando
o
posto
a
uni
conservador
e
a
um
calholico;
a
voz
que insistenlemente
corre
ha
oito
dias
da
demissão
imminen-
te
do ministro
dos
cultos,
Falk,
auctor
das
leis
de
maio,
são
factos
caracteristi-
cos
que
assignalam
a
inauguração
(Fuma
nova
política
interna
por parte do chan
celler. O
partido
nacional
liberal
está
pro
fundamente
desalentado
e
prevê
que
o
ac-
cordo
do
principe
de
Bismark
durará
pou
co tempo, principalmente no
caso
de
se
restabelecer a
paz
entre
a Egreja
e
o
go
verno.
—
Aos
anteriores
attentados
dos
infer-
naes
nihilistas
da
Rússia
lemos
a
accres-
centar
agora
os
incêndios.
Além
do
de
Orenburgo,
e
do
de
Irbitt,
que
foi quasi
inteiramente
consumida
pelas chammas,
muitos
outros
teem
rebentado.
Segundo
o
«Tagblalt»
de Vienna,
ci
dades,
villas,
e
aldeias,
são
diariamente
presas
das
chammas.
Em muitas
localidades
fixam
mani
festos
que
advertem á
povoação
do
dia
e
hora
precizas
em
que começará
o
fogo.
O
governo
supprime
todos
os
despachos
re
lativos
a
estes
incêndios.
Os
nihilistas
também
recorrem
ao
ve
neno. Lê
se
uma
correspondência
de
S.
Petersburgo:
São
horríveis
os
meios
de
que
os
nihilistas
se
servem
afim
de
atrair
as suas
victimas.
Um
joven
official
chamado
Dj...,
filho d
’
um logar-tenente
general, encon
trou
um
seu conhecido,
que
o
convi
dou
a tomar chá
em
sua casa.
Aquelle
acceitou;
encontrando
na
reunião
muitos
jovens
e
algumas
damas.
Tomou
o
chá;
porém
cemo
a
conversação d
aquella
gen
te
o
desgostava
pelas
phrases
subversivas
que
devia
escutar,
pediu
para retirar
se.
Então dois
homens
se
dirigiram
a
elle,
arrancaram-lhe
o
sabre,
e
apontando-lhe
ao
peito
um
rewolver
fizeram-no
jurar
que
se
callaria.
Voltou
a
casa;
porém
recordando-se
do
juramento,
e sentindo
remorsos,
perguntou
ao
capellão
do
seu
regimento
se
aquelle
era
valido.
O
sa
cerdote
aconselhou-o
a
que
revelasse
tu
do
ao
seu
chefe,
e
no
dia
seguinte
foram
presos
lodos
os
indicados.
No
mesmo
diaDj...
recebeu
uma
car
ta
dizendo-lhe
que se
preparasse
para
morrer
no
dia
17
de
março.
N
’
esse
dia
foi
a
sua
casa
cercada
pela
policia,
não
lendo
ahi
podido entrar
ninguém;
porém
pela noite
foi
encontrado
cadaver.
Milhares
de
nihilistas
são
deportados
para
a
Sibéria.
Entre
os
condemnados
figuram
senhoras
d’alta posição.
—
E’
provável
que
se
possa
chegar
a
uma intelligencia
no assumpto
das
fron
teiras
gregas
Em
Janina
accumulain-se
elementos
formidáveis
de guerra,
tendo
já
concen
trado
n'aquelle
ponto
as
tropas
da
Thes-
salia
e
do
Epyro.
A
Rússia
aconselha
a
resistência,
e
intriga
para
que
se
não
chegue
a
um
accordo.
Está
iinminente
a
formação
d
’um
novo
ministério presidido
por
Mamud,
chefe
do
partido
russofilo.
(J
embaixador
francez
Fournier
cele
brou
uma importante
conferencia
com
o
sultão,
na
qual se
expõe,
d’
um
modo
energico
e decidido
os graves
inconve
nientes
que
pódem
sobrevir,
no
caso
de
ficar
resolvida a
questão
grega
em
bre
ve praso,
e
com
relação
ao
tratado
de
Berlim.
Chrosiiea
religiogt»
—
Hoje:
—
Expoç
sição
do
Santíssimo
na
egreja
do
Carmo.
A
’manbã,
4:
—
Exposição do
Santíssimo
na
egreja das
Therezas.
Asaoeíação
Catholica.
—
Domingo
6;
pratica
do
director
espiritual
ás 10
horas
da manhã
na
egreja
do
Populo.
Distribuição
dos
prémios
ás
creanças
da
doutrina,
e
encerramento
da
catecbese.
Catechese
popular
na
egreja
de S.
Marcos,
ás
quatro
e
meia
da tarde.
Começam as
lições
sobre
os
Sacramen
tos.
Partido.—
Hontem
de manhã
parti
ram
para
Guimarães
os
exc.11106
snrs.
con
de
e
condessa
da Redinha.
S.
exc.
as
vão
alli visitar
os
seus no
bres
parentes,
os exc.
mos
viscondes
de
Lindoso,
e
tencionam
regressar
a
esta
ci
dade
no
proximo
sabbado.
Os
nossos
nobilíssimos
hospedes
teem
sido
aqui
visitados
por
muitas
senhoras
d
’
alta
distincção
e
por
numerosos
cava
lheiros,
tanto
d
’esta
cidade
como
das
vi-
sinhanças.
Basar.—
O
basar
de
prendas
promo
vido
pela
commissão
encarregada
da con-
sirucção
da
capella
de S.
Victor-o-Velho
continua
no
proximo
domingo,
6
do
cor
rente
no
centro
do
jardim
de
Sant
’
Anna,
ás mesmas
horas
em
que
principiou do
mingo
proximo
passado.
E’
de
esperar
da
religiosidade
dos
bracarenses
que
coadjuvem
com
a
sua
con
corrência
ao
bazar
uma
obra
tatn
meri
tória,
e
tão urgente
para
as
necessida
des espiriluaes d
uma
grande
parte
da
freguezia
de
S.
Victor.
Xova Meas».
—Na
eleição
a que
se
procedeu
da
nova Meza
da
irmandade
de
Nossa
Senhora
das
Dôres,
da
egreja
dos
Congregados,
ficaram
eleitos
os
snrs:
Juiz
—
Bento Miguel
Leite
Pereira.
Vedor
—Francisco
de Campos
de
Cas
tro
d’
Azevedo
Soares.
Ex-vedor
—Dr.
José
Alves
de
Moura.
Secretario
—Joaquim
Eduardo
de
Sou-
za
Menezes.
Cartorário
—
Manoel
Bernadino
da
Cu
nha
e
Silva.
Thesoureiro
da
irmandade
—
José
Joa
quim
(1’
Oliveira.
Thesoureiro
da
devoção
—
José
Francis
co
d
’
Araujo
Guimarães.
Mordomos—
Manoel José
Barbosa de
Brito
e
José
Pinto
de
Lima.
Zeladores
—
José
Ferreira
de
Carvalho,
Francisco
Gomes Pacheco
e
Antonio
Ana-
eleto
Aranjo.
Outra
—
Procedeu-se
no
sabbado
á
eleição
da
Meza
que tem
de administrar
as
irmandades de
S.
Pedro
e
S. Thomaz,
erectas
na
egreja
de
N.
Senhora da
La
pa,
e
ficou
composta
dos
seguintes
snrs:
Prior—O revd.®
Antonio
Joaquim
da
Conceição
e
Silva.
Presidente—
Revd.®
José
Luciano
Go
mes
da Costa.
Secretario—
Revd.® Joio
Baplista
de
Aguiar.
Thesoureiro
—
Revd.®
João
Baplista
de
Aguiar.
Vedor
da
Fazenda—
Revd.
0
abbade Gas
par
João
dos
Reis
Magalhães.
Ex-vedor—
Revd
0 João
José
Vaz
da
Costa
Amorim.
Vedor das
missas
—
Revd."
Gabriel
An
tonio
Pinheiro
Ex-thesoureiro
—
Revd.
0
João
Nepouio-
ceno
Pimenta.
Mordomos
—
Revd.®
s
Francisco
Maria
Lopes
Pereira
Lobo
e
Francisco
da Costa
Macedo.
Deputados
—
Revi.®
3
José
Maria
Gomes
da
Costa,
Manoel da
Costa
e
Joaquim
Antonio
de
Carvalho.
S'
«eerrsação.
—
Na
segunda-feira
ce
lebrou-se
a
encerração
do
Mez
Eucharisli-
co,
na
capella
do
convento
de
S.
There-
sa.
Teve
no
domingo
de
tarde
vesperas
solemnes
a
instrumental,
e
na
segunda-
feira
houve
communhão
geral,
na
qual
orou o
revd.
0 João
Manoel
Teixeira,
ás
11
horas missa
solemne,
e
de
tarde
ser
mão,
Te-Deum
e
Bênção
do
Santíssimo.
Foi
orador
o exc.
‘
n
®
snr.
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
um
dos ornamen-
Mahon
pela
de
24
de
junho
de
1875
de
cidiram
a
nosso
favor
as
questões
qne
a Inglaterra
oppôz
aos
direitos
de
Por
tugal sobre
Bolama
e
Lourenço
Marques.
Sujeitamo-nos
á
arbitragem,
correndo
o
risco
da demanda
e
o
perigo
de
per
dermos
o que
por
tantos
títulos
nos
per
tencia,
como
então
bem se evidenciou.
Assim
como
os
inglezes
se
agarraram
a
Malta
e
a Hiogoiand;
assim
como
se
fortificaram
em
Aden
e
se
empoleiraram
em
Gibraltar; assim
como sob
a
mascara
de prolecção annexarain o
Transwaall,
e
a
pretexto de
alliança
occuparam
Chypre;
assim
como partindo
de
uma
pequena
doação
extorquida
nas
trevas
das
nossas
diíliculdades
polilicas
se
alastraram
na
índia;
assim como todos
os
dias
apagam
nas
nossas
possessões
os
primeiros
nomes
geographicos
que lhes
pozeram
os
nossos
valentes
descobridores
e
os
nossos gran
des
cabos
de
guerra;
assim
se
dispõem
a ailribuir-nos
a
mais
perversa
indole,
atando nos
ao
pelourinho; tratando-nos
de
barbaros
e
de
negreiros,
e
despejando
so
bre
nós
a
cornucopia
das
affronlas,
por
que
sabem
que
não
nos
podemos
vingar
e
porque
apenas
nos
é
licito
lavrar
pro
testos
num idioma que a
Europa
não
conhece.
Livingstone,
Cameron
e
Young,
que
as
aucloridades
porluguezas
protegeram
com
disvelo
na
África,
espalham
a
todos
os
ventos que
Angola e Moçambique,
dois
farrapos
das
nossas
antigas
glorias,
nos
devem
ser
expropriadas
por
utilidade
ge
ral.
A
Inglaterra
transbordando
de
popu
lação,
alija
todos
os
annos centenas
de
milhares
de
emigrantes
para
as suas pos
sessões
ultramarinas.
Não
cabe
tanta
gente
na metropole.
A
’
falta
de
terreno
accres-
ce
a
sua
qualidade
de nação
toda
plan
tada
no mar.
IFaqui
lhe
provém
uma
po
derosa marinha e
a
sua
virtude
e
força
coloniaes.
Os
seus
emigrantes
estabelecem-se
no
paiz
a
que
se
dirigiram
e
não
alimentam,
como
os
nossos,
este
simples
desejo
—
voltar
á
patria
—
sentimento
sublime
que
por
si
prova
e
elogia a
pureza
e
candura
da
nossa indole
cruamente
calumniada
A
nós
não
nos
domina
o
interesse;
domina-nos
o
coração.
Portugal,
possuindo
ubérrimos
terrenos
que não
foram
conquistados
ao
oceano
como
os
Hollanda,
e
que
não
tem
a
as
pereza
e
rebeldia
de
tracto
dos
da
Suis-
sa,
occupa
uma
area
tres
vezes
maior
que
aquelles
estados,
e
mantém
colonias
que
medem vinte
vezes
a
metropole.
Se
é
certo
que
nos
falta
população
no
Aleralejo,
também
é innegavel que
o Bra
zil
altrae
a
melhor
parte
dos
nossos
com
patriotas.
Com
estes
poderiam coloniar
com
prospero
e
avultado
proveito.
Não
se busque
pois na
fraqueza
do
nosso sangue,
nem
na barbarie
do
nosso
genio,
a
causa
da
pobreza
e
estaciona
mento
das
nossas vastas possessões.
A
travessia da
África,
levada
a
cabo
pela
perseverança
infatigável
e
coragem
heroica
do
major
Serpa
Pinto,
é
o
pro
testo
mais eloquente da
nossa
vitalidade
e
o
desmentido
formal
dos
que
por acinte
nos
rebaixavam,
dizendo
que
éramos
in
capazes
de
grandes
commeltimentos,
e que
etn
tudo havíamos
degenerado
dos
nossos
maiores.
E’
por
isso
que
nós,
que
applaudimos
sempre
com fervor
os
grandes
feitos,
e
que
prezamos
Portugal
como
sendo a
terra
que
nos
deu
o
berço,
saudamos
com
a
commoção
da alegria mais
profunda,
esse
homem
que
já
lem
o
nome
ornado com
a aureola
da
immorlalidade
—
o major
Ser
pa Pinto—
que
provou que
as
peregrina
ções
dos
estranhos
terão
sempre
que
es
tudar nos
nossos livros,
e
que
nem
a
furia
do
mar,
nem
a
aridez
do
deserto,
nem
o
rigor do
clima,
nem
os
miasmas
das
paragens
paludosas,
nem a
crueldade
dos
caminhos,
nem
a
selvageria
raivosa
do
gentio,
nem
o
rugir das
feras
retar
darão
nunca os
porloguezes,
quando
a
questão é de
brio
e
prende
com
o
que
o
nosso
povo
lem
de
mais
caro—
a
h°n
‘
ra,
—
de
mais
brilhante
—
a
historia
— e
de
mais
grandíloquo
e apaixonado—Camões-
tos
da nossa
Universidade,
o
qual
pro
nunciou
um
discurso
brilhantíssimo.
Esta
tocaotissima devoção
foi
promo
vida
por
algumas
senhoras
e
cavalheiros,
a
quem
cabem
justíssimos
louvores.
—
Igual
solemnidade
teve
logar
nos
Remedios
e
no
Salvador.
Santa
Tlarla
«lagdaleua.—
Ama
nhã
de
tarde
é
procissionalmente
condu
zida
para
a
R.
capella
da
Misericórdia,
a
devota
imagem
de
Santa
Maria
Magdale-
na,
que
n
’
aquelle
templo
íicará exposta á
veneração dos
fieis
para
obter
do
Altís
simo
a
continuação
do
bom
tempo,
que
n
’
estes
últimos
dias
tem
estado
muito
inconstante.
■
Diceionario
Popular. —
Recebemos
e agradecemos
os
fascículos
142
e
143
do Diccianario
Popular,
publicado
pela
empreza
editora
«Bibliotheca
dos
Dois
Mundos».
Itiua
obra exeellente.—
Tal
é
o
livro
que
com
o
titulo
de
As tres
rosas
escolhidas,
por
Monsenhor
Ségur,
acaba
de
ser
publicado
no
Porto
pelo
snr.
José
Fructuoso
da
Fonseca, editor
da
«Pala
vra».
Ahi
vão
alguns
paragraphos
da
pre
fação
do respeitável
traductor
portuguez,
o
exc.
IU0
snr.
conde
de
Samodães:
«E
’
um livro
lodo
cheio
de
unção,
sã
doutrina
e
excellentes
pensamentos.
Tem
por
si
além
do
nome
respeitável
do
es-
criptor,
a
maxima
auctoridade
que
ha
so
bre
a
terra,
o Summo
Pontifice.
Julgou
elie
que
o livro
merecia
louvores;
isto
nos
basta
para
que
o
consideremos
bom,
util e
profícuo.
Ha tres pontos
que
se
tratam
aqui,
o
amor
do
Papa,
o
amor
dá
Virgem
Ma
ria,
o
amor
do
Santíssimo
Sacramento
Que
santos
affectos
todos
estes,
que
parecem
separados, e,
não
deixando
de
ser
distinclos,
são
comtudo
idênticos
na
doutrina!
Quem ama 0
Papa,
confessa
a sua
dou
trina,
e
esta
é
a
da
Egreja
universal,
em
que
se
comprehende
a veneraçao
á
Virgem
Mãe
de
Deus,
0
respeito,
a
devoção
e
a
homenagem
pelo
Santíssimo Sacramento.
Quem
ama
a
Sanlissima
Virgem,
é
ver
dadeiro
e
sincero
catholico,
e
como
tal
res
peita
0
Papa
e
adora
0
Santíssimo
Sa
cramento.
Quem
ama
0
Santíssimo
Sacramento,
recebe-o
em
seu
peito
com
frequência,
e
aufere
n
’
esse
divino
manjar
infindas
graças,
que
0
levam
a
amar
a
Virgem
Mãe
de
Deus
ahi
occultb',
e
a
prestar
preitos
ao
Vigário
que
elie
estabeleceu
sobre
a
terra».
Sempre
que
temos
de
fallar
sobre
li
vros
do
grande
e
inlefesso
escriotor
ca
tholico
francez,
Monsenhor
de
Ségur,
bàs-
la-nos
apontar este
nome.
Na
verdade,
qual
é
0
catholico
de
quem
elie
seja
desconhecido?
Limitamos-nos
pois a
noticiar
a
pu
blicação
d
’esta formosíssima
obra do es-
criptor
mais
popular
da França,
e
a
tri
butar
ao
benemerito
traductor
os
louvo
res
que merece
por
levar
a
cabo
esta
publicação.
Vende-se por
200
reis,
na
redacção da
«Palavra».
Um
ovo
por
um real!
O
Mensageiro do Coroção de
Jeaiii.—
Recebemos
0
caderno
3.°
do
tomo
VI,
correspondente ao
mez
de ju
nho.
O
rev."
111 snr.
dr.
José
Rodrigues
Cosgaya,
que dirige
esta piedosa
publi
cação,
bem
merece
de
Deus
e
da
socie
dade pelos
serviços
valiosos
que
com
ella
está
prestando.
t
Homenagem
ao
diatineto
explo
rador
«TAfriea,
Serpa
4*into.—
Re
cebemos
um
folheto
assim
intitulado,
es-
cripto
pelos
snrs.
Carlos
Faria,
e
Mello
Freitas.
Está
excellentemente redigido.
E
’
d
’esle
opusculo
que
transcrevemos
0
esplendido
trecho
que
damos
em
fo
lhetim.
Methodo
João de £>eus.—A
Ca
mara
de
Guimarães
vae
convidar
0
snr.
João
José
Alves
de Araújo,
director
do
Collegio
Académico
d
’esta
cidade,
para
ir
alli
fazer algumas
conferencias
sobre
0
methodo
de
leitura
do
snr.
dr.
João
de
Deus.
Itiapeeçfto.
—
A
junta
de
revisão ins
pecionou
na
segunda-feira
14
mancebos,
ficando
6
apurados,
esperados
2,
e
isen
tos
6.
Falleciiuento.
—
Finou-se ha
dias
na
Su
a
casa
no
concelho
de
Villa
Verde,
a
snr.
a
D.
Angélica
de Barros e Abreu,
unica
irmã
que ainda
vivia
do
fallecido
■conde
do
Casal.
Movimento do
Hospital de S.
Mareou.
—
Doentes
existentes
em
15
de
junho: 90
homens
e
101 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
20
homens
e
30
mulheres.
Sahiram:
24
homens
e
19
mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
4
mulheres.
Ficaram em
tratamento
em
21
de
junho
84
homens
e
108
mulheres.
Preço dos eereaes.—
Na
terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o preço
dos
cereaes
foi:
Trigo
..........................................................
800
Centeio
........................................................
480
Cevada.........................................................
500
Milho
alvo
..................................................
62t»
Milho branco
.........................................
540
Milho
amarello
.........................................
520
Painço.......................................................... 680
Feijão
vermelho
.......................
.
740
»
branco......................................... 760
»
amarello...........................................540
»
rajado...............................................
420
»
fradinho
..........................................
440
Batatas.........................................................660
Azeite
(almude)...................................... 65OOO
teressado,
0 decreto
de
30 de setembro
ultimo,
que apresentou
0
presbytero
Fran
cisco
Mendes
Barata,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
João
Baplista
de Cambas,
diocese
da
Guarda,
na egreja
parochial
de S.
Matheus
de
Vinhaes
Velho,
da
mesma
diocese.
Declarado
sem
efleito, a
pedido
do
interessado,
0 decreto
de
20
de
março
ultimo,
que apresentou
0 presbytero
Ma-
rianno
da
Silva Correia, na
egreja
paro
chial
de
Nossa
Senhora
da
Piedade
de
Odeseixe,
no
concelho
de
Lagos,
diocese
do Algarve.
Historia
de
uma eonversiía.—
N’uma
carta
d
’um
missionário,
em
Yon-
Nan
(China),
publicada
■
nas
«Missions Ca-
tholiques»,
lê
se: —Vi,
em
Ta-pin-tay,
uma
mahometana
casada
em
segundas núpcias
com
0
calhecisla
da
chrislandade.
E
’ uma
mulher
d
’
uma
piedade
rarís
sima e
cuja
conversão
é
digna
de
se
com-
memorar.
Morava
em
Pienkiao
e
era
ca
sada
com
um
mahometano
que
passava
0
seu
tempo
a
espancal-a,
a
murmurar
dos
visinhos
e
a
extorquir-lhes
0
seu
pão
de
cada
dia.
Ella,
da
sua
parte,
pagava
com
usu
ra
ao
marido
as
pancadas
que
este
lhe
dava.
O
interior
d
’
esta
casa
era
um
puro
inferno.
Um
dia,
a
mulher
encontra
um
cbris-
tão
que
lhe
recommenda
a
doçura
e
lhe
pede
que
se
converta.
Pouco
tempo
depois,
converte-se
no
fim
de
dois
mezes.
e
0 missionário,
jul
gando-a
bem
preparada
e
instruída,
quer
administrar-lhe
0
baptismo.
A
neophyta
va-
cilla
entre
0
desejo
e
0 temor.,
—Porque
são
esses
medos?
pergunta-
lhe
0
missionário.
—Porque,
se meu
marido
0
sabe,
ma
ta-me
com toda
a certeza; com
tudo,
quero
receber
0
baptismo
e entrego-me
nas
mãos
de
Nosso Senhor.
O
missionário
baptisa-a
e
a
nova
christã
volta mode-tamenle
para
sua
casa.
—
D
’
onde
vens?
pergunta-lhe
0
marido.
—De
casa
dos
christãos.
O
marido
pega
n
’um
banco
e maltra
ta-a
sem piedade.
A
mulher,
toda
magoa
da,
diz
lhe
com
uma
voz
suavíssima;
—
Bale
á
tuâ
vontade porque
nem
por
isso
te
quero
menos...
Podes
matar-me,
porque
te
perdoo.
Admirado
d
’esta
generosidade,
0 ma
hometano
exclama:
—
A que
devo
allribuir
esta
mudança
tão
repentina?
—
Sou
christã.
—
Pois
bem;
também
eu
quero
ser
christão
e
seguir
a
mesma
lei
que
tu
segues.
O
musnhnano
foi
baptisado
e,
poucos
dias
do
seu
baptismo
morreu
da
peste que
então
grassava
em
Pienkiao.
A
viuva
casou
com
0
calhecisla
de
Ta-pin-tay
e
faz a
edificação
de
toda
a
chrislandade.
Livingstone.—
A
cidade
de
Glasgow
levantou
um
monumento
a
um
dos seus
mais heroicos
filhos, 0
grande
explorador
africano.
0
dr.
Livingslone.
Tanto
chumbo!—
Uma
folha
medica
franceza,
referindo
as
perdas
dos
france
zes
e
piemontezes
na
batalha
de
Solfe-
rino
—2:000
mortos
e 10.000
feridos,
ac-
crescenta
que
os
austríacos haviam dispa
rado
8.400:000 tiros
D
’esle
calculo
re
sulta que,
a 400 tiros
de espingarda,
caía
um
soldado
ferido,
e
a
4:200,
um morto.
Uma
bala
não pesa mais
de 30
grammas,
foram portanto
necessários
136 kilogram-
mas
de
chumbo
para
matar
um
homem!
Porlug
ueie»
fallecidoM.
—
De 29
de
maio
a
6
de junho,
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes
súbditos
portu-
guezes:
Joaquim
Bernardo
Martins
Caruncho,
63
annos,
viuvo;
Manuel de
Azevedo
Al
meida, 44 a.,
c.;
Narciso da
Costa
Gui
marães,
45
a.,
s.;
Manuel
Baplista
de'
Oliveira,
39
a.,
c.;
Luiz
Gonçalves,
46
a.,
c.;
Arthur
Frederico
Monteiro
Alves
Cabral,
41
a.,
s.;
Maria
Balbina,
80
a.,
v.;
João
José
de
Mello,
58
a.,
v.;
João
José
da
Cunha
Riper,
65
â.,
s.;
Manuel
José
Carangúeijo,
28
a.,
c;
José
Ber
nardo
Correia.
20
a.,
s.;
Anna
Ferreira
dos
Santos.
45
a.,
c.;
Francisco
Pereira
de
Pinho,
43
a
,
s.;
Maria
Ludovina
Can
dida,
50 a.,
v.;
Manuel Moraes
da
Silva,
84
a.,
v.;
Antonio
Ferreira
Solto
Sobri
nho,
29
a.,
s.; José
Marinho,
37
a.,
c.;
Antonio
Duarte
da
Silva,
36
a.,
s.; An
tonio
Vieira
Lagé,
39
a
,
s.;
Antonio
Gonçalves
Ferraz,
41 a,,
c.,
Antonio
da
Silva Santos,
36
a.,
c.;
José
Tavares
da
Silva,
23
a.,
s.; José
Pereira
de
Barros,
50
a.,
s.;
Manuel
Ignacio
da Silva,
40
a.,
c
; José
Maria Lopes,
56
a.,
s.;
Ma
O
hotel <la Boa Visto, no fóoin
Jesus
do
Monte.—
Dos
folhetins
Pas
seios
na província,
que
0
nosso collega
do
«Diário
de
Noticias»,
0
snr.
Eduardo
Coelho,
anda a
publicar
n
’aquelle
jornal,
tomamos
os
seguintes
paragraphos:
«Chovia copiosamente
quando
subíamos
a
montanha
do
sanctuario.
íamos
porém
n
’
um
bom coupé,
alugado
em
Braga,
e
dirigido
por
um habilíssimo
cocheiro,
que
no
trajo e
na «pose» parecia
um
dos
ele
gantes
cocheiros
de
Londres:
chapéo alto
de feltro,
casaco
de caulc/iouc, luva
de
camurça,
e ar
grave
e
aprumado
de
um
gentleman.
Requisilamol-o
para
nos
con
duzir
a
Guimarães
e
Villa
Nova
no
dia
seguinte.
As
suas
maneiras,
e
a
sua
evidente
boa
educação
explicavam
certas
circum-
stancias
romanescas,
que
ao
redor
d
’elle
segredavam
os
que
0
conheciam.
—
E’
filho
de
um
doutor,
cursou
estu
dos
superiores,
exerce
um
pequeno
em
prego,
e,
pela
sua grande
vocação
para
a
arte
de
guiar cavallos
e conduzir
trens,
pratica
a
profissão
de cocheiro
nas
horas
vagas.
Em
Paris
este
homem
era
uma
celebridade.
Não
podia,
porém,
ser
outro 0
trem,
e
0
cocheiro
para
o
hotel
da
Boa
Vis
ta,
que
póde
ser
cotejado
com muitos
estabelecimentos
de
igual
natureza
no
es
trangeiro.
E
’ preciso
dizer
isto,
que
é
verdade,
e
para
que
cesse
a
tradição
da
anachronica
estalagem
nacional,
em geral
feia
e
suja,
de
ha
25
annos.
Ha
25
an
nos
custava
a
encontrar
por
essas
pro
víncias fóra
uma
pousada
aceiada
e
com-
moda;
muitas
vezes era-se
forçado
a
dor
mir
á
la
belle
èloile, no
trem,
ou
cobre-
tão
debaixo
das
arvores,
ás
vezes
na
ca-
vallariça,
e
era
mimoso regalo
e
fôfa
e
excepcional
cama
a
manjadoura.
Aqui
e
alli
encontrava-se
a
estalagem
posilga,
me
donha
e
imunda.
A communicação e
a
aproximação
pelas vias
acceleradas,
e
pe
ias óptimas
estradas
ordinárias
transformou
tudo.
Agora
acham-se
muito
rasoaveis ho
téis
por
todas
essas
terras,
alguns
opti-
mos.
como
este
do
Bom
Jesus,
que
não
inveja
os
bons
das
estações campestres
dos
arredores
de
Paris
e
Londres,
e
das
es
tações
de
Allemanha,
como
0
Grande
cen
tral,
do
Porto,
como
0
Lealdade,
da
Po
voa
de
Varzim,
como
0
Cualro
naciones,
de
Vigo.
Vastas
casas,
alegres,
arejadas,
bons
quartos, rasoaveis e aceiadas
ca
mas,
meza
limpa,
farta
e
variada,
e
me
nos
mau serviço
de
criados.
Este
aqui
não
póde ser
mais agrada-
vel,
e
a
sua posição
na montanha, ao
pé
do
sanctuario,
os
formosos
panoramas
que d
’
aqui se
disfructam
e
a
estação
le-
legraphica no
edilicio
oflerecem
todas
as
co^ntnodidades
ao
excursionista;
é
porisso
0
rendez-vous
de
muitas
famihas
de
todos
os
pontos
da
província,
e
do
Porto
e
de
Lisboa,
sendo
também
a
Cintra,
0
Har-
monville,
0 Schwalbach
de muitos noivos.
11
faut
que
chacun soi
de
son
èpoque.
O
Boa
Vista
está
á
altura
da
situaçao.
A
’
nossa
chegada
havia
duas famihas
de
Lis
boa,
duas
do
Porto,
vários
avulsos,
e
uns
noivos.»
OespíiCÈiíiH e©cl ©si
císticos. uss-
pachos
eifectuados
por
decretos
de
26 de
juuiiv.
t
O
presbytero
Antonio Mendes
de Abreu,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Thiago
Par
de
Ceia,
na
diocese
de
Coimbra-
—
apresentado
ria egreja
parochial
dé
Nossa
Senhora
da
Graça de
Bobadella,
no
con
celho
de
Oliveira
do
Hospital,
da
mesma
d
locese.
Declarado
sem
efleito,
a
pedido
do
in
ria
Delphina, 30
a.,
c.;
Bernardo
Perei"
ra
Gomes,
30
a.,
s.;
Antonio
Moreira,
28
a.,
c.;
Maria
d
’Altneida,
18
a.,
s.J
Isabel Ignacia,
52
a.,
s.;
José
dos
San
tos
Ferreira,
40
a.,
s.;
Maria
dos
Anjos;
23
a.,
v.;
Joaquim
Martins
Ferreira
da
Cruz, 61 a.,
v.
Total
33.
Sendo
7
de
febre
amarella
e
os
restantes
de
diversas
enfermidades.
VIiTlMAS
NOTICIAS
Lisboa
30.
—
«Diário»:
—
Carta
de
lei:
concedendo
0
praso
de
3
mezes
para a
revalidação
de
todos
os
documentos que
não
estejam
devidamente
sellados;
e
ele
vando
0
subsidio
ao
Monte-Pio
oíTicial.
Olficio
do cônsul
de Pernambuco
nar
rando
o
assassínio
de
Bernardino
Lopes,
natural
de
Braga.
Instilue
para
herdeiros
seus
irmãos
re
sidentes
em
Portugal
Decreto
licenceando as
praças
de
pret
e
todos
os
que
tiverem
direito
a
baixa
definitiva
até
1883.
Na
Bolsa
venderam-se
5
obrigações
do
caminho
de
ferro
do
Minho
de
cou
pons
a
885400;
13
contos
em
inscripções
a
50,90; 3
ditos
a
50,91; 2
ditos
de
cou
pons
a
50,91.
A
alfandega
rendeu
durante
0 mez
fin
do
a
quantia
de
259:3125565
rs.
Lisboa,
1—
«Diário»:
Aberto
concurso
para
as
egrejas
de
Aguada
de Baixo,
Macinhata
de
Seixa,
e
Troviscal
d
’Angeja,
na
diocese
de
Aveiro;
Cabeceiras,
Carrasedo,
Crasto,
Eira,
Es
cudeiros,
Faiões,
Figueiredo, Parada,
Pe-
nho
de
Priscos,
Ribeira,
Salto
Santa Lu-
crecia,
Semelhe,
Venade,
Villa
Cova da
Lixa,
na
diocese
de
Braga;
Lourical
na
de
Coimbra
e Tougues
da
do
Porto.
Na
Bolsa
venderam-se:
30
acções
do
Banco
Lisboa e
Açores
a
885'100 reis;
10
obrigações
da
Companhia
das Aguas a
825300:
20
ditas
mais
a
825'250;
9
di
tas
predias
a 915300;
53
ditas
do
ca
minho
de
ferro
do
Minho
e Douro
a
855700;
5
contos
em
inscripções a
49,40;
11
di
tos a
49,60;
13
ditos
de
coupons
a
49,60.
A
aifandega
rendeu
a
qnantia
de
reis
12:026569<L
Paris
29 —Na
camara
dos
deputados
terminou
a
discussão da
generalidade
do
projecto
do
snr.
Ferry
relativo
á
instruc-
ção
superior,
resolvendo-se
por
366
votos
contra
150
passar
a
discussão
á
especia
lidade.
No
senado realisou se
uma
interpel-
lação
do
snr.
Gavardie,
da direita,
acer
ca
dos
pretendidos
ataques
contra
a ma
gistratura
pelas
numerosas
demissõss
e
transferencias.
O'
snr.
Le
Royer
respon
deu
que quer
que
a
magistratura
seja
respeitável
e
respeitada,
e também
respei
tadora
das
instituições
da
republica
O
senado
approvou
por
grande
maioria
uma
moção
de confiança,
auclorisaudo
0 mi
nistro
a
faser
respeitar
as
instituições
re
publicanas
pelos
funccionarios
públicos.
A
’
manhã
ha
reunião
bonapartisla.
Segundo
um
lelegramma
publicado
no
«Temps»,
0
governo
inglez
teria
recebido
um
relatorio confidencial,
que
conserva
secreto,
sobre
a morte
do
príncipe
Na
poleão.
Lord
Chelmsford
annuncion
que
proce
de
a
um
inquérito
para
averiguar
as cir-
ctimslancias
da
morte
do
príncipe.
No
dia
10
do corrente
houve
uma
es
caramuça
entre os zulus
e
a
cavallaria
ingleza
da
qual
foi
im
rlo
um
tenente.
Londres
29.
—
O
«Observer»
publica
um
lelegramma
de
Buenos-Ayres
annun-
ciando
que
por
tratado
com o
Chili
a
re
publica
Argentina fica
possuidora
de
toda
a
Patagonia.
S.
Petersburgo, 28. —
O
ministro
do
interior
ordenou
varias
medidas
contra
os
agitadores
vagabundos
que
procuram ex
citar
as
populações
espalhando
boatos
da
repartição
de
terras.
Paris
30—Foram
lidos
0
testamento
do
príncipe
Luiz
Napoleão e
0
codicilio
an-
tiexo.
Não
tomou
nenhuma
resolução.
Ferdinand
Barrot
e
Mural
foram
incum
bidos
de
ir
a
casa
de
Jeronymo
Napoleão
communicar as
disposições
do
testamento.
O
snr.
Rouher
declinou
essa
missão,
de
clarando
que
desde
a
morte do
príncipe
Napoleão.
se cingiu
simplesmente
a tomar
nota
da
communicação.
CORREIO
Barcellos.
—Revd.
m
°
snr.
padre
Manoel
Sebastião
d
’
Almeida
Peixoto Recebemos
agradecido.
Agora
esperamos
a
relação.
Mancellos.
—Revd.1110
snr.
padre
José
'Victorino
Pinto
de
Carvalho.
Satisfizemos,
como
verá.
Arcos.
—Snr.
Manoel
Marinho
de
Sou
sa
Barros.
Recebemos.
Pelo correio
escre
veremos
com
extensão.
Entretanto
mil
agradecimentos.
Tomar.
—Snr.
José
Antonio Falcão.
Recebido.
Satisfaremos.
Famalicão.
—
Snr.
Francisco
José
Mon
teiro
da
Silva.
Cumprimos.
Melgaço.—
Snr. Elias
de
Jesus
Marques.
Recebemos.
Ponte do
Lima.—
Antonio
Joaquim da
Costa
e
Sousa.
Tudo
recebido.
Mil
agra
decimentos
por
tanto zelo
e
actividade.
liEGLAMOS
SAÚDE
1
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes, nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVALESCIÉRE
DD
BARRY
de
Londres.
30 «uno*
d’lnvari«vel aueeeíset»
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgia,
llegma,
arrotos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes,
bexigas,
diar-
léa,
disenteria, cólicas,
tosse,
asihma,
fal
ta
de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
debilidade,
to
das
as
desordens
no peito, na garganta,
do
alito,
dos broncbios, da
bexiga, do
fí
gado,
dos
rins,
dos
intestinos, da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas
entre
as quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da exm.
a
snr.
a
marqueza
de
Bre-
hao,
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’ln-
glaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc., etc.
Cura
n.
“
63:476.
—
Mr.
Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia,
de
sof-
frimentos
d’
estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74:422.
—
Prostração.—Bald-
win, da
mais
completa
decadência
de
saú
de,
de
patalysia
dos
membros por
efteito
e
excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.
—
Verdum,
16
de ja
neiro
de
1872.
—
Havia
cinco
annos que
soílria
graves
incommodos
no lado
direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não
hesito
em
certificar
que a
sua
Hevaleaeière
me
salvou
a
vida.—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.
‘
e
Martin,
do
amenorrhea.
Suppressão
de
menstruaçãe
e
dança
de
São
Goido,
declarada
incurá
vel.
perfeitamente
curada
pela
Hevalea-
eière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de
1/,
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
1^400
reis; de
2
*/,
kilos,
3$200 reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12 kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é a
Revalesciére choeulutada;
ella
res-
titue
o
appeitite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mait
que
a
carne,
e que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
era caixas
de
folha
de
lata
de 12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25 reis
cad»
chavena.
DU BARRI «fc
C.’ LIMITE».
-
Place
Vendòme, 26,
Paris. 77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo do
Corpo
Santo
16,
Lisb«a,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
Barrai
&
hmãos,
rua
Aurea,
12—
For-
to,
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E MI,
NH0.=Aveiro,
F.
E. da
Luz
e
Costa-
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos, pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Aotonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31
—Pipa
&
jrmão.rua
do
Souto.
—
Viwnna
doCw-
-telK»,
Affonso drog.,
roa
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—Guimarães,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Aotonio
d
’
Aranjo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog..
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
Miranda,
pharm.
—
Porío,
M.
J.
de Suo
sa
Ferreira
<Sc
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R, de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36; Viuva Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes &
C.
a
,
drogs.. Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225
a
227.
—Pente
«Ao
3A-
m«.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—Povoa do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valeiaça <lo Minho,
Francisco
José de
Sousa, pharm.—
VilBa
d»»
Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s. pharm.
ANNUNCIOS
Vende-se
em uma
das
principaes
ruas
d’esta
cidade
uma
boa
morada
de
casas,
acabada
ha
poucos annos
de
construir:
tem
bons
commodos e boas
sallas,
poço
com
muito
boa
agua
e
um
grande
quintal.
Quem
a
pretender
comprar
deixe
carta n
’esla
redacção
para
ser
procurado,
com
as ini-
ciaes
M.
A.
C.
(2476)
lOiliL
Eduardo
Tavares,
primeiro
official
do
Mi
nistério
da
Fazenda,
Fdalgo
Cavalleiro
da
Casa
Real,
Commendador
da
Ordem
Militar
de
Nossa
Senhora da
Conceição
de
Villa
Viçosa, Cavalleiro
das ordens
de
S.
Maurício
e
S.
Lazaro
do Reino
de llalia,
e
de
Izabel
a
Catholica do
Reino
de
Hespanha,
membro
de
diversos
\
institutos
lilterarios
nacionaes e
estran
geiros,
e
Delegado
do
Thesouro
no
dis
tricto
de
Braga
por
sua
Mageslade
El-
Rei
que
Deus
Guarde.
Faço saber
que
no
«Diário do
Gover
no»
de
30
de
junho
proximo
passado
foi
publicada
a
seguinte
lei,
sobre
a
qual
chamo
a
attenção
de
todos
aquelles
a
quem
ella
posa
aproveitar
n’
este
districto.
MINISTÉRIO DOS
NEGOCIOS
DA
FA
ZENDA
Gabinete
do
Ministro
Dom
Luiz,
por
graça
de
Deus.
Rei
de
Portugal
e
dos Algarves,
etc.—
Fazemos
saber
a
todos
os nossos
súbditos
que
as
côrtes
geraes
decretaram,
e
nós
quere
mos
a
lei
seguinte:
artigo
1.°
E
’ concedido o
praso
de tres
mezes
para
a
revalidação,
nos
termos do
artigo
10
e seus
§§
da
lei
de
2
de
abril
de
1873,
de
todos
os
documentos,
titulos,
livros
e
papeis
de
qualquer
natureza que
á
data
da
presente
lei se
não
achem
de
vidamente sellados.
§
unico.
A
disposição
d’
esta
lei
co
meçará
a
ter
effeito
desde
a sua
publi
cação
no
«Diário do
Governo».
artigo
2.°
Fica
revogada toda
a
legislação
em
contrario.
Mandamos
portanto a
todas
as
auclo-
ridades.
a
quem
o
conhecimento
e
execu
ção
da
referida
lei pertencer,
que
a
cum
pram
e
guardem
e
façam
cumprir
e
guar
dar
tão
inleiramente
como
n’
ella
se
con
tém.
O
ministro e
secretario
d
’estado
dos
negocios
da
fazenda a
faça
imprimir,
pu
blicar
e
correr.
Dada no
Paço
em
23
de
junho
de
1879.
=EL-REI,
com
rubica
e
guarda=Henrique
de
Barros
Gomes
(Logar
do
sello
grande
das
armas
reaes)».
Repartição
de
Fazenda
do
Districto
de
Braga
em
1
de
julho
de
1879.
O
Delegado
do
Thesouro
(248
1)
Eduardo
Tavares.
VENDE-SE
a
casa da rua
do
An-
j°
n.°
11
e
11
A.
Quem
a pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
TABACARIA
BRAÍAREASE
»O
souto
—
8»
BRAGA
Novo
sortimento de
rapé
barato
(2482)
Sècco
meio-grosso
em
250
g
r
-
260
rs.
Vinagrinho
>
»
rs.
Meio-
grosso
Rosa
»
>
»
rs.
Vinagrinho
em
25
25
rs.
Meio-grosso
em
250
210
rs.
»IS1I£IKO A
JL IIO
Na
irmandande
de
Nossa
Senhora
d’A-
juda
de S. Sebastião
das
Carvalheiras,
ha
650.000
reis
para
dar
a
juro
de 5
por
cento.
O
secretario
(2179)
Bernardo
José Fernandos
Carneiro.
EB1T«S
UE
30
OI.&S.
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga, e carlorio de
Ribeiro,
correm
édi
tos
de
30
dias,
citando
e
chamando
to
das
as
pessoas incertas
e
residentes
fóra
da
comarca,
que se
queiram
oppor
á
jus
tificação
que
Antonio
Teixeira
Pinto e
ir
mão
Ignacio
Teixeira
Pinto,
solteiros
de
maior
edade,
naturaes
e
residentes
na fre
guezia
de Nossa
Senhora
da
Expectação
de
Santa
Maria
de
Emeres, comarca
de
Vai
Passos,
passarem
por
este
juizo
e
carlorio
do dito
escrivão,
para se
julga
rem
habilitados
como
únicos
e
universaes
herdeiros
de
seu
lio
Manoel
Teixeira
Pin
to,
fallecido
n
’
esla
mesma
cidade
no
es
tado
de
solteiro;
—
por
tanto todas as
pes
soas
que
pretenderem
fazer
tal opposição
deverão
comparecer
na
segunda
audiência
d’este
juizo,
findo que
seja
o
praso
des
tes
éditos,
que começará
a
correr
desde
a
publicação
do
segundo
annuncio da
fo
lha
official,
afim
de
verem
accusar
a cita
ção,
installar
acção,
e marcar-se-lhes
o
praso
de
tres
audiências
para
contestar
querendo,
qualquer
direito
que lhes
as
sista.
sob
pena
de revelia
e
lançamento,
e
de
se seguirem
todos
os
mais
termos
até
final; declarando
que as
audiências
n’
este
juizo
se
fazem
todas
as
segundas
e
quintas-feiras
de cada semana,
não
sen
do
dia santificado
ou
feriado,
porque
sen
do-o
serão
no
immediato
não
santificado
on
feriado,
no
tribunal
judicial,
sito no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
mesma
cidade.
Braga
1
de
julho
de
1879.
O
escrivão
João
Marcos
de
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei a
exactidão.
(2480)
A. Carneiro
de Sampaio.
TABACARIA
BRACAREASE
81—RUA BO SOUTO —
89
BRAGA
Deposito
de
tabacos
das
melhores
fa
bricas
nacionaes.
Descontos
vantajosos
aos
snrs.
estanqueiros.
Deposito
de
charutos
estrangeiros
da
Gasa
Havaneza
de
Lisboa.
(2483)
Manoel de Ramos
Braga representante
do
acreditado
commerciante
de
Villa No
va
de
Gaia
o
snr.
Joaquim
Coelho
Bra-
gante,
tem a
honra
de
annunciar
aos
seus
freguezes e
amigos
que
abriu
o seu
de
posito
de vinhos no
largo
de S.
Fran
cisco
n.°
13
A,
onde poderão
encontrar
os vinhos
propriamente
genuínos
do
Porto.
Previne
os
seus
freguezes
que todos
os
bilhetes
das
garrafas
são
rubricados,
ten
do
na
rolha a
marca
de
fogo —
BRA-
GANTE —
e
o
carimbo
em
lacre.
O
proprietário
responsabilisa-se
pela
pu
reza
dos seus
vinhos
dos
quaes
garante
a
sua
qualidade.
(2478)
DINHEIRO A JURO
Dá-se
na
confraria
de
N.
Senhora
da
Boa
Memória
da Sé
Primaz
260^000
reis
a juro
de
5
p.
c.
(2477)
AOS
PROPRIETÁRIOS DOS IIOTEIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição policial,
e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S,
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam-
&OsL
y0
(]
e
Sanl
’
Anna,
n.°
68.
(2298)
RESPONSÁVEL
—Luiz
Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—1879
c
as.ts
Arrendatn-se
duas,
na
rua
das
/•ijaL
Aguas
n.°
s
100 e
101.
Tem bons
commodos. Tratam-se na
rua
de.
S.
Vicente
n.°
56
(2475).
Antonio
Lobo
de Sonsa Carvalho,
na
tural
de Cabeceiras
de Basto,
e
residente
na
rua
de
S.
Marcos,
d’
esta
cidade,
de
clara,
para
todos
os
efleitos,
que
não
paga
divida
alguma
que seus
filhos
te
nham
contraído
até
hoje
ou
a
que
por
ventura contraiam
de
ora
em
diante.
Braga,
21
de
junho
de
1879.
(24
73)
_____________________
ARRENDA-SE
a
Uma
casa
na
rua
da
Boa-
Visia
n.°
116; tem
bons
com-
modos,
quintal,
agua
limpa
com
pia
para
lavar
roupa,
tirada
por
bomba
de
ferro
Para
tratar
na
mesma
rua n.°
113.
(2470)
BILHETES DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPAR1CI0
«fe
MALHEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do Barão
de
S.
Martinho^
271.
IIMDS
©SM
Com
capas
de
marfim, Ébano,
madre-,
pérola,
massa
e
veludo.
99,
Praça do Barão de 8. Marti-.
■ilio,
89
APPA1HCI0
& MALHEIRO
DINHEIRO
A JURO
A confraria de Santo
Antonio da
Pra
ça
Municipal
tem
650$000 reis
para
mu
tuar, a
5
p. c.
(2461)
Fabrica de papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabaearia ISrnearense
—27,
Rua do
Souto
27
—
(2340)
Caixa
penhorista Braenrense na
Travessa
de
».
Gualdim
d’est»
eidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as 8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão se--
rão
vendidos.
Parte de Comércio do Minho (O)
