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- conteúdo
-
lETOBlaHff.ák
MOSSA.,
*
“«»ti.
REDACTORES—D. Miguel Sotlo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.° ANNO
«
Xi*
xiwrsv
*
Braga,
12
mezes.....................................10600
»
6
»
...............................
850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada linha........................ 20
Repetição
...........................................
10
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes.............................. 20000
»
6
»..............................10050
»
sendo
duas assignaturas 30600
Brazil, 12
mezes, moeda forte. . 30600
Folha
avulso...................................... 10
PUBLICA-SE
AS TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
N.° 952
3B
G
/à.
SABBADO 28 DE
JUNHO DE 1879
VÍMitA
Pastoral
do
Ex.
“° e
Hev.
rao
Snr.
Arcebispo
Primaz.
[
Continuação!
A
inlelligencia
humana,
similhante
ao
sol,
que
algumas
vezes
é
obscurecido
pe
las
nuvens
da
tempestade,
soífre
algumas
vezes
também
esta
lucta
com
a
ignorân
cia,
com
as paixões
e
com
os
interesses
maleriaes;
mas
a
lucta é
necessária
para
a
gloria,
porque
a
victoria
não
se
alcança,
senão
luctando.
No
substancioso
discurso,
que
V.
Ex.a,
Senhor
Presidente
da
Camara
Municipalgda
nobre
e
muito antiga
villa
de
Barcellos,
tem
pronunciado,
acaba
de
dar
uma
prova
d
’
esla
verdade,—
da
verdade,
que
tenho
afiirmado,
disendo
que a
intelligencia
hu
mana
é
a
rainha
do
mundo,
e
que
é
ella
a
quem
de
direito
só
compete
diri
gir
os
destinos
dos
povos
nos
caminhos
do
progresso,
da
civilisação
e
da
sua
ver
dadeira
felicidade.
Na
sua
grande
e
cultivada
intelligen-
cia,
V.
Exc?
comprehendeu
perfeitamen
te
e
expoz
claramenle
não
só
a
situação
difficil
e
cheia
de
perigos,
em
que
se
acha
a
sociedade
civil
e
religiosa,
mas
lambem
o
fim
ultimo,
predominante
d’
esta
minha
visita
pastoral,
que
certamente
visa
bem
alto
na
esphera
do
legitimo
interesse
da
Religião
Catholica,
e
que
eu,
no
cumpri
mento
do
meu
rigoroso dever
de Prelado,
julguei
indispensável fazer
agora
e
de
continual-a
para
o
futuro,
se
os
meus
au-
nos
não
me
impedirem
de
fazel-a,
se
as
minhas
já
poucas
forças
não me
faltarem,
se a
graça
de
Deus
me
ajudar
e
se
o meu
espirito, sempre fraco
e
agora
abatido
e
prcfundamente
impressionado
em
presença
de tantos
e
taes
perigos,
não
succumbir
n
’este
meu
empenho
bem
determinado
e no
desempenho
do
meu
dever
bem
reconhe
cido.
No século
do
vapor,
na
epocha
da
ele-
ctricidade,
no
correr desordenado
das
ideas,
e
das
ideas
deleterias
e
dissolven
tes,
como
V.
Exc.
a
justamente
as
tem
chamado,
n
’este
século,
n
’
esta
epocha,
n
’
este
caminho,
quem
pára, morreu;
mor
reu
para
a
sociedade,
pelo
abandono, pelo
esquecimento
em
que
fica;
porque a
so
ciedade
passou
avante no
seu
caminhar,
e
não
attende,
nem
aprecia
senão
o
traba
lho
d’
aquelles,
que
a
acompanham
no
ca
minho,
que
ella
vae
fazendo,
impellida
pela
Providencia
de
Deus.
E
n
’este caminho
a
Egreja
Catholica
não
pode,
não
deve,
não deixará
nunca
de
acompanhar
a
sociedade,
como
se
fôra
o
seu
Anjo
Tutelar,
lembrando-lhe
o
ultimo
destino
do
homem, ensinando
o
caminho
da
virtude
e
fazendo
conhecer a
todos,
que
não
ha
moralidade
sem
preceitos,
e
preceitos
moraes
sem
religião
;
assim
como
não
ha
leis
humanas
sem
sociedade
e
so
ciedade
bem
governada
sem
Deus.
E
’
este
o
meu
modo
de
pensar,
e é
lambem
este
o
meu
dever
de
Prelado
da
Egreja
Catholica,
que
eu
reconheço
e
pro
curarei
cumprir,
e
de
certo
cumprirei fa-
cjl
e agradavelmente,
quanto
me
seja
pos
sível,
se for coadjuvado
pelas
intelligencias
mais
robustas
d
esta
vasta
Diocese
Bra
carense,
para
as
quaes
eu
apéilo
e
chamo
cm
auxilio.
.
Na
justa
expansão
d
’
estes
meus
sen
timentos
não,
eu
não
me
esquecerei
de
cumprir
outro
dever egualmente sagrado
e
rigoroso
—
de manifestar o
meu
profundo
reconhecimento
pelos testemunhos
inequí
vocos
de
respeito,
de
consideração
e de
amor
filial,
que
tenho
recebido dos
no
bres
Barcellenses,
dos
habitantes
d
’
esta
villa
tam
famosa
e
tam antiga,
que
a
sua
origem
prehistorica
fica
envolvida
na
ob
scuridade
do
passado,
e
tam
longe
e
tam
distante,
que
não
será
facil
marcar
a
epo
cha
da
sua
fundação.
Acceite,
pois,
V. Exc.
a,
Senhor Pre
sidente
da
Camara
Municipal
da
nobre
e
muito
antiga
villa
de
Barcellos,
como
muito
digno
representante
dos
povos
de
este
município,
esta minha
confissão
pu
blica
da
mais
sincera
gratidão,
e
possa
ella
servir
de
penhor
da
minha boa
von
tade
para com
todos
os
seus
munícipes,
aos
quaes
dou
a
minha
bênção
pastoral
em
nome
do
Padre,
do
Filho
e
do
Espi
rito Santo.»
Concluído
este
acto
solemne,
em
que
os
povos
d’
aquelle
importantíssimo
muni
cípio
de
Barcellos
faziam,
pelo
seu
digno
representante,
os seus
sinceros
protestos
de amor
entranhado
e
dedicação
profunda
ao
venerando
Prelado,
duas
vezes
Primaz,
tomou
S. Exc.®
Revm.
’
logar
debaixo
do
pallio,
indo
processionalmente
para a
Egreja
da
Insigne
e
Real
Collegiada
d
’aquella
vil
la,
na
fórma
do
que fica
dito
a respeito
das
suas
entradas
solemnes
em
Villa
do
Conde
e
na
Povoa
de
Varzim.
As
ruas
por
onde
se fazia
o
transito
da procissão,
estavam
compleiamente
cheias
de povo,
a
quem
o
magnanimo
Prelado
dava,
commovido,
a
sua
bênção;
as
ca
sas todas
adornadas
de
cobertores,
bandei
ras
e galhardetes;
e
no
rosto
dos
habitan
tes
d
’esta
importante
villa
eram
bera
visí
veis
e
manifestas
a
satisfação,
a
alegria
e o
entbusiasmo
que
os
animavam
na
veneranda
presença
do
seu
bom
Pastor.
Na
Egreja
da
Collegiada era
egualmente
grande
a coocurrencia
de gente,
que
aguardava,
anciosa,
o
momento
em
que
podesse
ver
de perto
o
seu respeitável
Prelado,
que
ella tanto
ama e
estremece
em
seus
corações.
Logo
que S. Exc.’
chegou
á
Egreja
to
cou-se
corathra o hymno
do Prelado.
A’
porta
principal
foi
incensado
pelo
Revm.0
Chantre
Caravanna <>a
fórma
do eslylo,
dirigindo-se directamente
á
capella
do
San
tíssimo
Sacramento
e
depois
d
’
ella á ca-
pella-mór.
Em
seguida deu o
annel
a
beijar
aos
ecclesiaslicos,
auctoridades
e
confrarias,
e
por
fim
a
bênção
pastoral
a todas
as
pes
soas
presentes.
No
fim
d
’
esla
ceremonia
o
Presidente
da
Camara
oífereceu
logar no
seu
carro
ao
Exm.
0
Senhor
Arcebispo,
que
acceitou
agradecido,
dirigindo-se
com elle
e
com
seu Secretario
a
casa
do
Revm.
0
Commen-
dador Manoel
Sebastião
d
’
Almeida
Peixoto,
i
que
estava
luxuosamente
adornada
para
receber
tam
honrosa
visita
e tam
nobre
hospede.
O
Snr.
Almeida
Peixoto
effectivamente
fez
todos
os
esforços
e
empregou
todos
os
meios, que a
sua
grande
foriuna
lhe
pro
porciona,
para
tornar
ricamenle
confortá
vel
e soberbamente
pomposa
a
casa
da
sua
habitação,
que
é
por
sem
duvida
alguma
uma
das
primeiras
casas
de Barcellos;
es
merou-se mesmo
com a
humildade,
que
tanto
o
ennobrece,
em
prestar
as
maiores
honras
e
o
mais
profundo
respeito
e
a
mais
alta
consideração,
que
é
devida
ao
nobre
personagem,
que
elle
hospedava.
No
dia
22,
quinta-feira
da
Ascenção
do
Senhor,
pelas 10
horas
da
manhã
sá
bio
o
venerando
Prelado
de
casa
com
a
sua
cruz
alçada
em
direcção
á
Egreja
da
In
signe
e
Real
Collegiada.
Assim
que entrou
na
Egreja,
que es
tava
cheia
de povo,
a
orchestra,
dirigida
pelo
snr.
Manoel
Leite,
locou o
hymno de
S.
Exc.
a
Revm.
’
;
e
etn
quanto
o eximio
Prelado
se
paramentou
cantou-se
lercia,
e
em
seguida
celebrou
solemnemente
de
Pon
tifical
na
fórma
do
eslylo,
acolytado
pelos
revd.
os
conegos
da
Collegiada.
Terminada
a
Missa
de
Pontifical,
can-
lou-se
a
hora
de
nôa
e
no
fim
da
oração
do
dia
e
cantado
um
solemne
Te-Deum,
deu
a
bênção
do
SS.
Sacramento
o rev.°
Chantre,
relirando-se
S.
Exc.
’
Revm.
8
no
lira
da
bênção
para
a
sua residência,
que.
como
já dissemos
era
na
casa
do
revm.0
snr.
Almeida
Peixoto.
A
’s
6
horas
da
tarde
começou
o
jan
tar,
para
o
qual
haviam
sido
convidadas
as
auctoridades
e
as
pessoas
mais
gradas
da villa.
Quasi
no
fim
do jantar
o
Excm.0
Pre
lado,
em
um
eloquente
discurso,
agradeceu
á
Camara
Municipal eás
auctoridades
da
co
marca
de
Barcellos as provas
de
dedica
ção e
amor,
que
lhe haviam
dado,
e
affir-
mou
que
o
seu
coração
estava
cheio
de
gratidão
em
vista
d
’
esles
testemunhos
sin
ceros,
que
os povos,
seus
filhos em
Jesus
Chrislo,
por
toda a
parte
lhe
tinham dado;
e
brindou
a
todas
as
pessoas,
que
se acha
vam presentes,
e
ao
dono
da
casa
em
es
pecial, pela
maneira
obsequiosa
como
o
havia
recebido
e
hospedado.
Depois
do
insigne Prelado,
levantou-se
o
talentoso
Presidente
da
Camara
Muni-
pal,
que,
em
um
pequeno
mas
eloquente
discurso,
engrandeceu
a
prudente
e
sabia
administração
d’
esta
vastíssima
Diocese,
louvou a
reforma
que
o
Exm.
0
Prelado
tem
dado
aos
estudos
ecclesiaslicos,
pro
curando
d
’
este
modo
a
instrucção
para o
seuj
clero,
que
tanto
é
necessária
n
’estes
calamitosos
tempos,
e
confessou
que
era
cordeal
a sua adhesão
a
todos
os
actos
e
determinações
do
sapiente
governo
de S.
exc.
’
Rev."
”
Em
seguida failou o
Dr.
Delegado,
que,
em
uma brilhante oração,
demonstrou
a
conveniência
e
a
proficuidade
das
visi
tas
pastoiaes
dos
Prelados e,
alludindo
ao
eloquente
discurso,
que
S.
Exc.
’
Revm.
’
havia
recitado
na
sua
entrada
so-
iemne,
asseverou
que,
sendo
o
mundo
go
vernado
pela
inlelligencia,
os
povos
d
’
esla
Archidiocese
sómenle
tinham
a agradecer
a
Deus,
por
lhes
haver
dado
um Prelado,
que,
pelo
seu
tino
governalivo,
pela
sua
elevada
inlelligencia
e
pelo
seu
zelo
apos-
toiico,
tam
sabiamenle
os
regia.
Apoz
o
Delegado
tomou
a
palavra
o
Dr. Faria
Rego,
respeitável
ancião,
que
em
poucas
palavras
fez
também
a
apolo
gia
do sabio
governo
do
venerando
Pre
lado e
congratuiou-se
com
todos
os
Dioce
sanos
de
S.
Exc.
’
Rev.
m
’
por haverem
tam
bom Pae
e
tão
solicito
Pastor.
Por
ultimo
ergueu
se
o
Exc."
10
Snr.
Arcebispo e,
com
elle,
todos os
convivas,
que
em
phrase
energica
e viva, em
eslylo
elevado
e
cheio de
uncção,
agradeceu
caío-
rosamente
mais
estes
solemnes
testemu
nhos, que
acabava
de
receber
de
pessoas
tam
respeitáveis
;
e
disse
que
esses
testemu
nhos,
pela
fórma
como
lhe
foram
dados,
eram
mais
uma
prova
do
que
elle
havia
affirmado
:
que
a
inlelligencia tem
sido e
será
sempre
a
rainha do
mundo.
Logo
depois
apressou-se
a usar
do
seu
facundo
verbo
o
syinpathico
Presidente
da
Camara
que
em
subidos
conceitos
mostrou
a
influencia
benefica
da religião sobre
a
sociedade;
indicou
os progressos
e a pros
peridade
que esta deve
áquella;
fez
notar
grandeza
do
homem,
quando
Jobserva
os
preceitos
da
Egreja,
e
a
sua pequenez,
quando
os
despreza
;
e
finalmente dirigio
um
brinde
enlhusiasla
e
caloroso
ao
escla
recido
Prelado,
como
magnanimo Príncipe
da
Egreja
Catholica.
Quando
o jantar lindou
eram
D
horas
da
noite.
Durante
elle
esteve
tocando|á
porta
da
casa
uma
philarmonica
algumas
’
peças do
seu
variado
repertório.
No
dia
23.
pelas
9
horas
da
manhã
entrou
na
Collegiada
o
Exm.
0
Snr.
Arce
bispo
Primaz,
que
começou
logo
a
adminis
trar
o
Santo
Chrisma,
havendo
feito
pre-
viamente
uma eloquente
e
substanciosa
hu-
milia,
como já
havia
feito em
Villa
do
Con
de
e
na
Povoa
de
Varzim.
A
’
s
2
horas
e
meia
cessou
S.
Exc.a
Revm.®
de
chrismar
e
retirou-se
para
os
seus
aposentos;
porque
effectivamente
vio
que
não era
possível
conferir
o
sacramen
to
da
Confirmação
a
todas as
pessoas,
que
tinham
vindo
para
o
receber;
ainda
assim
calcula-se
o
numero
das
pessoas
chrisma-
das n’este
dia
em
tres mil
e
quinhentas
aproximadamente.
Pelas
3
horas
foi
servido
o
jantar,
que
terminou
pouco antes
da
5.
A
’
s 5
horas
sahio
a
pé o incansável
e
zeloso
Prelado,
acompanhado
d
’alguns
ec-
clesiasticos,
em
direcção
á
capella
do
Se
nhor
da
Cruz
para
examinar
de
perto
a
magnifica
esculptura
do
Senhor
dos
Passos,
feita
em
Roma,
que
é
realmente
uma
obra
perfeita
da
arte
christã. No
rosto
do
Senhor
lè-se
a
amargura
e
o soflfri-
menlo
com
toda a resignação,
de que
só
menle
era
capaz
o
Homem
Deus,
A
posição,
em
que o
esculptor
O re
presentou
cahido
por
terra,
amparando-se
e
firmando-se
no
braço esquerdo
e
sobraçan
do a
cruz
com
o
direito,
com
os
seus
for
mosos
olhos embaciados pela
amargura,
que
olham para
o
infinito,
e
a
túnica
apertada
por grosseiro
cordel,
foi
certa
mente
uma
bella
manifestação
do
mais
me
morando
lacto,
que
lia
1846 annos
teve
lo
gar
nas ruas
da deicida
Jerusalem,
que,
na
phrase
da
Escriptura,
assassinava
todos
os
prophelas,
que
a
ella
eram enviados.
O
andor,
em
que
está
esta
excellente
imagem
e
que
foi
bordado
todo
a
ouro
no
Porto,
é
magnifico,
riquíssimo.
O Excm.
0
Prelado,
depois
de ver
e
examinar
á
sua
vontade
tudo
o
que
havia
de
melhor
na
capella,
dirigio-se
egualmen-
le
a
pé
á
Egreja
da
Ordem
Terceira,
on
de
o esperavam
os
irmãos
d
’
aquella vene
rável
Ordem
do
Serapbico
S.
Francisco.
Assim
que
elle
deu
entrada
no
espaçoso
templo,
tocou-se
o|
hymno
do
Prelado,
e
S.
Exc.
’
Revm.
’
,
depois
de fazer
breves
oração no
altar do Sacramento,
visitou
lo
dos
os
altares
e conversou
muito
aífavel-
mente
com os
irmãos
ministros,
pergun
tando-lhes
se
a Ordem
Terceira
fazia
a
procissão
de cinza,
se
era
rica
esta
Ordem
<>u
pelo
menos
tinha
os
meios
necessá
rios
para
a despeza
do
culto,
se
tinha
a
seu
cargo
algum
hospital
etc.
No
fim
da
visita
deu
o
annel
a
beijar
a
todo
o
povo,
que
alli
se
achava,
reti
rando-se
em
seguida
para
a
sua
residên
cia
acompanhado
do
Administrador
do
concelho,
Presidente
da
Camara
e
eccle-
siasticos
da
sua
comitiva.
A
’s
8
e
meia
horas
da
noite
o
snr.
Manoel
Leite
quiz
fazer
uma
surpreza
ao
Excm.
0
Prelado,
apresentando
a
sua
nu
merosa
orchestra
n’
uma
das
salas
da
ha
bitação
de
S.
Exc.
’
, a
tocar
o
hymno
do
Exm.° Snr.
Arcebispo
com
nove
meninas
pobres e decentemente vestidas, que
o
can
taram
muito
bem.
O
Exm.
0
Prelado
dignou-se
agradecer
esta
fineza
e
presenteou
as
meninas
com
uns
registos
bensidos
pelo
Santo
Padre e
com
uma
esmola.
A
’
porta
da
casa
esteve
lambem
to
cando
algumas
peças
uma
philarmonica
até
que
S.
Exc.
’
Revm.®
se
recolheu
aos
seus
aposentos.
No
dia
24
voltou
novamente
o
zeloso
Prelado
á
Egreja
da
Collegiada
para conti-
nnar
a
administração
da
Confirmação
a
to
das
as
pessoas
que
atli estavam
para
a
receber;
e,
depois
de
ter
chrismado
mais
de
tres
mil
e
seiscentas
pessoas, voltou
á
sua
residência
pelas
3
horas
da
tarde, ha
vendo antes
feito
annunciar
que
elle
con
feriria
ainda
o chrisma
na
segunda-feira,
ás
pessoas
que
o
não
poderam
receber
n
’a-
quelle
dia.
No domingo,
25,
S.
Exc.
a
Revm.
a
di-
rigio-se
pelas
7
horas
da
manhã
no
seu
carro á
capella
do
Senhor da Cruz
para
alli
celebrar Missa.
O povo
enchia
a
capel
la
por
fórma
tal,
que
era
quasi
impossível
a
entrada
n
’
ella.
fCo
itinúa)
Ce«»r
Canto
e
o snr.
Ennes.
Voltamos
hoje novamentente á carga,
no
intuito
de
mais uma
vez
pormos
em
relevo
o
cynismo
e petulante
audacia
do
snr.
Ennes.
pretendendo
deturpar mísera
velmente a
monumental obra histórica
de
Cesar
Cantu.
Pareceu-nos
tão
vil
e
infame
o pro
cedimento
do
snr.
Ennes
e por
outro
la
do
tão
pedantesca e
atrevida
a
sua
ten
tativa,
que
não
perderemos
occasião
de
mostrar
perante
o publico
o
que é
e
o
que
vale
s.
s.*
junclamente
com
a
ex
pendida
obra.
D
’
esta
vez,
é
ainda
do
nosso
muito
estimável
collega
o
«Apostolo»
do
Rio
de
Janeiro,
que transcrevemos
o
artigo
dire-
ctivo
que
versa
sobre
o
assumpto
em
questão.
Bem
haja
a
imprensa
catholica
do
im
pério,
que
tão
justa
e
desassombradameote
verbera
o
insolito
e
inaudito
procedimento
d
’
um
homem,
que
tem
sido
um
incansá
vel
apostolo
do
erro
e
da
calumnia
no
seu
paiz
e que
pretende
alargar
por
mais
longe o
proselytismo
das suas
doutrinas
deleterias
e
das
suas
theorias absurdas.
Temos
notado
que muitos
jornaes
ca
tholicos
teem
guardado
um
silencio que
bem
se
póde
chamar
criminoso,
sobre
um
as
sumpto,
em
que
toda
a
imprensa
catholi
ca.
pondo
de
parte
divergências
de
inte
resse
secundário
e
quaesquer
animosida
des
mais
ou
menos
justas, devia
unir-se
e
erguer-se como
um
só
orgão
para
es
magar
com
sua
força
e
auctoridade
o
al-
tentado
inqualificável
do
auctor
dos
Laza-
ristas.
Comprehendemos
a
lastimosa
cons
piração do
silencio,
observada
pelos
perió
dicos
liberaes
que
timbram
de
mais
sé
rios
e
moderados,
bem
como
os
elogios
torpes
e
d’
encommenda dos
restantes.
O
oiro
inspira,
como
sempre, mais
uma
vez
esses orphãos da verdade
e
do
senso com-
mum.
O
interesse
e
a
conveniência
é
o
unico
mobil
a
que
obedecem
cégamente
esses
jornalistas
corruptos
e venaes, que
vivem
do abuso
constante
que
fazem
da
sublime
instituição
da
imprensa.
Procedem
mal.
mas
são
logicos.
Na
imprensa
catholica, porém,
tal
procedimento
nem
é
justo,
nem logico,
nem
desculpável,
nem
digno.
E
’
simples
mente
péssimo.
Se Antonio
Ennes
rea-
lisar
o
seu
fim.
poderia
agradecel-o á
in
justificável
attitude
de
muitos
jornaes
ca-
tholicos.
Eis
o artigo
do
nosso
collega
brazi-
leiro:
Já
tratamos
da grande
audacia
com
que
o
snr.
Ennes
tenta
fazer
a
traducção
da
Historia
Universal
do
eminente
sabio
o
snr.
Cesar Cantú.
Além do
crime
de
apoderar-se
da
pro
priedade
alheia,
commette
o
snr. Ennes
o
de
envenenador,
porque
alterando
como
pretende
as
opiniões
do
illustre
nhistoria-
dor,
interpretando
os
factos
a
seu modo,
é,
não ha duvida,
um
propinador
de ve
neno á
mocidade que
aspira
á
educação
litteraria.
As
ideias
do
snr.
Ennes
são
más,
são
perversas,
porque
damnificam
e
pervertem
aquelles
que
se
fiarem
nellas:
os
Laza-
ristas,
triste
parto
da
sua
perversão,
é
a
prova
a
mais
antbentica do
que
estamos
a
dizer,
assim
■
como
a
justificação mais
plausível
da
opposição
que
lhe
fazemos
em
bem
da mocidade
e em
defeza
da
pro
priedade e
orthodoxia
do
auctor
da
Hisloria
Universal^ que
é
respeitado por todos
os
homens
honestos
e
de
juizo
e
contrariado
sómente pelos
que
vivem engolfados
no
erro
e
tem
particular
prazer
em
estender
a rêde
do
mal
sobre
os
que ainda
não
commungam
com elles.
Os
Lazarislas
pervertem,
fazem
mal
aos
já em
parte
pervertidos,
mas
a
Historia
mal
interpretada,
alterada,
damnifica
aos
innocentes,
que
a
estudam
para
instruir-
se;
d
’ahi superior
o
perigo
que
podem
res
terám
visto
em
minha
carta
ultima
precedente;
fez
até
que
alguns
Liberaes
mais
mansos
se
envergonhassem
do
Li
beralismo.
E para
de
alguma
sorte
sa
cudirem
de
si
a
nota
de
pertencerem á
irmandade,
fazem uma
distincção
entre
Liberalismo
bom,
e
Liberalismo
mao.
Ura
Correspondente,
anonymo para
o
publico,
mas
evidentemente
pessoa
d’im-
portancia,
pelo
modo
porque
o
Times
re
cebe
a
communicação,
quer
estabelecer
po-
silivamente
esta
differença,
dizendo,
que
Liberalismo
e
Líber alistas,
sara
cousas
mui
to
diflerentes
de
Liberdade
e
de Liberaes.
Nós
porém
sabemos,
por
experiencia,
que
os
taes
que
se
arrogam
o titulo
de
'Li
beraes»,
perlendetn monopolizar para
si
o
falso
nome
tal
qual,
e
não
admittem
a
distincção
que
o
bom
Correspondente
quer
estabelecer.
Nem
era
muito
possível
que
admillis-
sem
tal
distincção;
porque,
como
o
tal
systema
chamado Liberal
é,
um
amálga
ma de
mentiras
e
de
imposturas
(em
Por
tugal,
pelo
menoi—
e
creio
que
no
Bra-
zil),
é
claro
que
os
adeptos
d’elles não
podiam
querer
que se
lhe
tirasse
a
mas
cara,
e
que
apparecesse
nú
e
crú
em
sua
verdadeira
luz e
côres.
Estou
desejando
fortemente
vêr
che
gar
a
Inglaterra o
novo
Cardeal;
pois
es
tou
muito
enganado,
se
a
sua
presença,
e
a
influencia
de
seu
nome,
não
vêm
a
causar antes
de
muito
novas
acqursi-
ções
importantes
ao Catholicismo
n
’este
paiz.
II.
—
Na
sua
carta
de
16 do
corrente,
o
Correspondente
regular
do
Times
em
Pa
ris,
dá-lhe,
em um
paragraphilo,
a
se
guinte
informação,
que
convém
fique
tam
bém
archivada
no
Apostolo;
pois dará
a
explicação
de muito
do
que
se
passa
e
passará
em
França.
Lembro
porém
de
novo
aos
leitores,
as
declarações
authen-
ticas
e
oíliciaes
da
Maçonaria
Francezá
(mãi
da
Portugueza
e
Brazileira), de
que
não
quer
nada
com Deus
ou
Santa
Maria;
tendo-lhes
dado
a
demissão
solemne
e
of-
frcialrnente,
como
em tempo
competente
noticiei.
Diz
o
Correspondente:
—
«t)
Français
dá
uma
lista
dos Sena
dores
e
Deputados
que sam
Maçons.
In-
clue
tres
Ministros,
os
Senhores
Le
Boyer,
Ferry
e
Tirard;
quatro
ex-minislros,
os
Snrs.
Gambelta,
Jules
Simon,
Jules
Fa-
vre,
e Crèmieux;
e
também
Louis
Blanc,
Lilrè,
e
outros,
quinze Senadores;
e
seten
ta
Depulados.ii
/Noventa
Pedreiros,
a
martellarem
para
demolir
a
França
Chrislianissima
!
Se
d
’
esta
vez ella
ainda
escapa
de
pé,
e
não
troca
por
«Pedreirissima»
aquelle
velho
titulo,
milagre será
de
algum
velho
San
to
—
de
S.
Luiz,
por
exemplo!
HL
—
Vae-se
brevemente
abaixar
o
pan-
no,
concluir-se
a
farça
politico-beílica,
re
presentada
pelos
Inglezes no
Afghanistan.
Yacoub-Khan,
o novo
Soberano on
Salra-
pa nominal,
ficará governando o
paiz, se
gundo
as
ordens
e direcções
de
um
Maire-
du-palais
Inglez que
residirá
na
Capital,
como Representante
da
Ingleza,
índia
isto
é,
da
Inglaterra.
Esta
talhou
á
sua
vontade
uma
«fronteira
scientiíica»,
unico
objecto
in-
nocente
com que
se
engendrou
esta
guer
ra;
em
continuação
da outra sem-cere-
monia
scientiíica
da
occnpação
de
Qneta,
como
preparação
para o
drama
qne
aca
ba
de
desfechar,
á
plena
satisfação
In-
gleza.
Como o
Brazil
tem
muito
pouco
que
ázer
com
tal
negocio,
ommitto
de
rela
tar
detalhes
de
tudo
aquillo;
-que
os
cu
riosos
poderám
ver
em
qualquer
folha
ngleza.
O
Times
expressa,
sem
papas
al
gumas
na
lingua,
que
a
cousa
convinha
á
Inglaterra,
e
que
isso
era
justificação
jastante.
IV.—A
guerra
em
África
com
os
zu-
us,
offerece
ainda
difliculdades
considerá
veis
a
vencer;
tanto
assim,
que
para lá
se vam enviar mais
forças
e
materiaes
de
guerra. O
negocio
terá
de
custar
caro
á
Inglaterra; mas pouca
duvida
póde
ha
ver,
de
que
a
final os
Inglezes
ganharam
a
partida,
e,
dia
mais
dia
menos,
anne-
xarára
ás
Possessões
Inglezas,
o
todo,
ou
a
melhor
parte
do
território,
como
lhes
faça conta.
A.
R. SARAIVA.
causar
os
Lazaristas
e
a
obrigação
rigo
rosa
em
que
estamos
de
combater
a
tal
pretenção
NN.
O
Brasil
perde ainda
mais
do que
Por
tugal,
porque
os
falsos
princípios, as
dou
trinas da
matéria
se
tem
propagado
aqui
muito
mais
do
que
lá.
A
educação
religiosa predomina
com
mais
força
alli
e
a
regeneração
se
tem
feito
com
muito
mais
proveito
ao
povo.
O
liberalismo,
por
exotico
em
Portugal,
está
em
decadência,
reagindo
a
doutrina
catholica:
o seu
jornalismo
tem
progre
dido,
é admiravel
a
sua
altitude
em
pro
mover
o
bem:
maravilhosa
é
a
publicação
de
edições orthodoxas.
O
contrario dá-se
entre
nós
e portanto
maior
é
o
perigo:
as
tentativas
do
libera
lismo se succedem
sem
interrupção, e
para
exemplo
basta
acompanhar
as
doutrinas
que
na camara
temporária
se
tem
expen
dido.
Todo
o
cuidado
e
prevenção
são
ne
cessários
para
fazer
malograr
a
intenção
NN,
afim
de que
se
não
venha
envenenar
ainda
mais
o
povo,
qne
anda tão
trans
viado
por
falta
do
ensino religioso
da
ex
plicação
do
Evangelho.
Leiam
os
nossos
leitores
o
protesto
que o
illustrado
auctor
da
Historia
Uni
versal
publicou
no
«Jornal
do
Gommercio»
de
Lisboa,
e
as
cartas,
em
fórma
de
pro
testo,
que dirigiu
ás
redacções da
«Pala
vra»,
do
Porto, e
da
«Voce
delia
Veri-
tà»,
de
Roma,
que
publicamos
em
se
guida.
Seja
cada
um
propagador
da
verdade,
creando
obstáculos
moraes
para
que
aborte
entre nós,
como abortará em
Portugal, a
pretenção
do
livre-pensador
positivista, que
por
todos
os
meios
ao
seu
alcance
ataca
o
catholicismo.
(As
cartas
a
que
se
refere
o
nosso
illuslrado
collega,
já
foram publicadas
nes
ta
folha).
A
’
reiincçSa <!<» «Conimereio do
Minho».
Londres,
23
de
Maio,
1879.
I.
—
Os
leitores
do Apostolo
deverám
confessar,
que
o
Correspondente
de
Lon
dres
ajuizou
assas
bem, quando,
primei
ro
que
outra
folha qualquer,
esta annun-
ciou
que
se
aproximava
o
momento
de
fazer-se
ao
Doutor
(agora
Girdeal)
Newinan,
a
justiça
de
lhe
impor
mesmo
nolens
volens, a mais
alta
dignidade
que
a Igre
ja
Catholica
póde
conceder,
abaixo
do
Pontificado.
Desde
que
primeiro
se
annunciou
—
mesmo
hesilantemente
ainda—que
se tra
tava
de
conferir
ao
tão alto quanto
mo
desto
Doutor
a
purpura
Cardinalícia,
não
creio
se
haja
passado
um
só
dia em
que
a
imprensa
aqui
deixasse
de
occupar-se
mais
ou menos
de
Sua
Eminência;
e
nun
ca
de outra
sorte
qne
com
alta
aprecia
ção
e
merecido elogio.
Tem-se
continuado
a subscripção
para
augmentar
ao
mui
modesto
novo Príncipe
da
Igreja,
um
rendimento
mais adequado
á
sua
nova
posição;
e
segundo os
annun-
cios
de Roma
nas
noticias
de
hontem,
não
tardaremos a
ter
aqui
terceiro
Car
deal
Inglez;
pois
se
annuncía
a
sua
par
tida
da
cidade
Eterna
para
a
Patria
nos
princípios
da semana
próxima futura.
Terá
pois
a
Congregação
dos
Padres
de S. Filippe
Neri
aqui
o
seu notabilís
simo
e
agora
dignamente
elevado
Chefe;
e
devemos
esperar
e
rogar
ao
Altíssimo,
que
conserve
ao
realmente
Eminentíssimo
Cardeal
os
dias,
até
que
possa
ver
con
struída
e
completa
a
nova
e magnifica
Igreja
que se
trata
de
edificar
para
o
con
vento
dos
Congregados
Oratorianos;
e
que
segundo
os
desenhos
e
planos adoptados,
ha
de
ser
um dos
mais
bellos
e
notá
veis
ornamentos
arehiteclonicos d’
esta
mon
struosa
Capital:
^E
que
deveriam
pensar,
em
vista
d
’
isto,
se
tivessem
honra
ou
ver
gonha;
ou mesmo
senso-commum,
os
in
fames
demolidores
dos
conventos,
mostei
ros,
igrejas,
collegios,
em Portugal,
por
exemplo?!...
E
’
curioso vêr
como
os
Protestantes
mesmo,
que
tanto
se
aborreceram de
fu
gir-lhes
para
o
Catholicismo
um
homem
tal,
se
lisongeam
agora
tanto ou
mais
que
os
Catholicos
da
honra
que
o
Santo
Padre
conferiu
a
este
santo
e
grande
ho
mem.
O
que
elle,
com
ironia tão
fina,
e
bondosa
ao
mesmo
tempo,
disse
do
li
beralismo
no
discurso
que
pronunciou ao
receber
o commando
official
da
sua
no
meação
em
presença
de
tão notável
con
corrência
de
espectadores,
como
os
leito
Correspon^eneia
particular do
«Cammerelo do Minho»
Paris,
22
de
junho.
Começou
na
camara
a
discussão
dos
projeclos
Ferry
sobre
a
liberdade
do
en
sino
superiot.
Inscreveram-se
cêrca
de
40
oradores.
Toda
a
gente
honrada
é
hostil
a
esses
projectos
e
profliga o
re*
í
latorio
do
snr.
Spuller
contra
a
liberdade
■
do
ensino.
Este
deputado
radical
constata
'
os
progressos
das
congregações
docentes
e
nomeadamente
dos
Jesuítas,
isto
é,
a
■
mais
evidente
expressão
do sentimento
geral
em seu
favor, e
o
modo
como
os
seus
importantes
serviços
são
universal
mente
apreciados.
Elle
prevê
avisadamente
que
elles
esmagarão a
Revolução,
o
que
seria um
inconveniente
grave
para
os
revolucionários
que
ella
faz
ministros,
de
putados
e
funccionarios
d
’allo
e
baixo
cothurno.
O
collossal peticionamento
catholico
traz
furiosos
os
nossos
governantes,
e
é
preciso
convir
que ha
muito que não
seja de
molde
a
contental-os
Nas
peti
ções
dirigidas
á
camara
figuram
60:000
assignaluras,
e
nas
enviadas
ao
senado
ha
mais
d’
um milhão.
Por
outro
lado,
n
’estes
dias
teem
tido
logar
numerosas
reuniões
publicas
d
’
operarios
de
Paris, on
de
milhares
de
pessoas
teem
reivindica
do
contra
o
snr.
Ferry
os
direitos
do
pae
de
familia.
Se
pois
torem
votados
por
uma
camara
athea
os
projectos
do
ministro
dos
cultos,
a
maioria
dos
fran-
cezes
protestará
e
se
revoltará
contra
essa
iniquidade
que
deshonraria para
sempre
a
republica,
se
ella
ainda
'para
isso
pre
cisasse
de
mais
contingentes.
Prosegue
por
todos
os
meios
possí
veis
a
guerra
á
religião
e
ao
clero.
Pa
rece-me
que já
vos
fallei
dos
projectos
da
snppressão
das
capellanias
militares;
ago
ra um
grupo
de
deputados
da
esquerda
prepara
se
para
pedir
a
prohibição
do
habito
ecclesiastico,
como
em
93, e
que
os
seminaristas
sejam
obrigados
ao
serviço
militar.
A commissão
do
orçamento
propõe a
reducção
da
metade
dos
honorários
aos
bispos.
Afinal
esta
reducção
nos recursos
dos
nossos
caridosos
prelados
é
sómenle
imposta
aos
nossos pobres.
Emquanto
estas
questões
agitam
e
apai
xonam
os
espíritos,
seriissimas
são
lan
çadas
á
margem,
e
os
deputados
traclam
apenas
de
questiúnculas
de
partido.
Tal
o
que se
deu
ha
dias
com o
snr.
Paulo
de
Cassagnac, a respeito
das
persegui
ções
movidas contra
elle,
por
haver
pu
blicado
no
seu jornal
artigos
hostis
ao
governo.
Escuso
de
vos dizer
que
essas
perseguições
foram
auclorisadas,
tudo
em
nome
da liberdade
da
imprensa,
que
os
nossos
bons republicanos não
cessam
de
reclamar
(mas
só
para
elles,
é
claro).
O
Senado
tractou
já do
regresso
das
camaras
a
Paris.
Ha
muito
tempo
que
esta
questão
trasia
agitada
os
espíritos,
e
entendia-se
conveniente
pôr-lhe
um
termo;
porisso
foi alli
votada
a
reunião
do
con
gresso,
isto
é,
o
principio
da
volta
das
camaras.
Tracta-se
agora
d
’aquella
reu
nião,
que
será
convocada,
segundo
se
diz
brevemente,
por
um decreto
do
poder
exe
cutivo.
No
dia
seguinte
á
sua
convocação o
governo
apresentará
ás
camaras
a
famosa
lei
de
garantia,
que
lem
por
fim
prote
ger,
por
meio d’uma
legião
de
gendar-
mes
as
deliberações
das duas
camaras,
depois do seu
regresso.
Cada
uma
d
’ellas
disporá
de
quatro
cohortes
de
pretoria-
nos,
commandadas
por
oíliciaes
nomeados
pelo
ministro
da
guerra
sobre
proposta
dos respectivos
presidentes.
Não
obstante
estas
e
outras
precauções
verdadeiramente
irrisórias,
visto
qne
entre
o
paiz
e aquel-
ias
assembleias
deliberativas não
existe
o
mínimo
accordo,
a
paz,
assim
custodiada,
não
promelle
longa
duração,
e
ninguém
desconhece
que
virão
não longe
novas
pertur
bações
cujo
alcance
não
se póde
prever.
----------------------------------------------- -
Lisboa, 83 de
junho de iSIO.
(Do
nosso correspondente)
Já
sabeis,
caro
director,
que
o
filho
de Luiz
Napoleão
foi
morto
pelos
zulus.
Foi
um
grande golpe
descarregado no
bo-
napartismo.
Todavia elle
parece
não
de
sistir
dos
seus
intentos.
Le
roi
estmort,
vive
le
roi.
Mas,
a
quem
chamará
o
partido
napo-
leonico
para
representante
do
throno
des
feito
em
Sedan? Elles dizem que
a
morte
do
infeliz
chamado
príncipe
imperial
não
significa
a
extineção
da esperança
de
um
dia
voltar
á
França
o
império
de
um
parente
do
conquistador
do
mundo;
mas
ha
tanta
esperança
fallaz!
Em
todo
caso
creio que
a
morte
do
alludido
príncipe
é
de
immenso
damno
para
o
partido
imperialista,
ainda,
aliás,
grande
e
energico.
Ha quem espere,
e
quem
aífirme
que
o
referido partido,
orfão
de
chefe,
que
realmente
possa
ter
prestigio
em
todo o
campo
imperialista,
acabará por
se
unir
ao
legitimista formando desde
logo ambos
o
grande
partido,
que
hade
salvar
a
Fran
ça.
E
decerto
a
restauração
do
direito
seria
alli
certa e
rapida,
tendo
por
au
xiliar
um
partido
como
o
bonaparlista,
ainda
muito
grande
pelo
numero,
e pela
coragem,
e
actividade,
que
o caracterisa.
Deus,
diz
o
provérbio,
escreve
direito
por linhas
tortas...
Em todo
caso,
repito,
a
morte
do
príncipe
Napoleão
abalou
profundamenle
o
edifício,
que
os
amigos
das
glorias
do
l.
°
império
tractavam
de
erguer
sobre
as
ruinas
da
fabrica
esmigalhada
pelo
teme
roso
abalo
de
Sedan.
Sexta
feira,
20,
falleceu
em
Pedrou-
ços, da
febre
amarella, um
operário,
e
adoeceu
um irmão
d
’elle,
que,
com ou
tros,
haviam sido
mandados
para
benefi
ciarem
ume
barca
ingleza,
a cujo
bordo
tinham
morrido,
do
alludido
mal,
umas
doze pessoas.
A respectiva auctoridade
tomou
pro
videncias,
e
até
agora
não
consta
que
ninguém
mais.
graças
a
Deos,
tenha
sido
atacado.
Todavia,
parece
que
o
serviço
da
policia
sanitaria não
é
cabalmente
feito.
Oxalá
qne
o
governo
o
não
descure;
vae
nisso
muito
a
segurança da
sáude
publica.
A
camara
de
Lisboa
soccorrerá,
com
2505000
reis
semanaes,
os
operários
das
fabricas
de
tabacos,
que
luctam
com
a
fome,
emquanto
os
argentarios
donos
d
’
ellas, estejam
colhendo
fabulosos
lucros
pelo augmento
dos preços,
por
ora
sem
razão
de
ser,
porque
as
fabricas
regorgi-
tam
de
tabacos,
despachados
antes
de
vigorar
a
actual
lei,
que
elevou
os
res-
peclivos
direitos.
Alem
da
esmola
da ca
mara,
o
governo civil
resolveu
promover
soccorros
alimentícios para
a
multidão
de
escravos,
a
quem
os
potentados, que
ahi
se
estão
locupletando á
custa
do tra
balho,
e
da
algibeira
alhea,
tem
negado
o
negro
pão
amassado
com
o
suor
e
com
as
lagrimas
d
’
aquelles infelizes.
Meditem
os operários,
e
confrontem
o
que
lhes
succede
sob
a
influencia
maligna
da
liberdade, com
o
modo,
sempre
de
todo
ponto
propicio,
como
a
rnonarchia
auxiliava
munificienlemenie
as
classes
ope
rarias.
Na
vespera
de
S.
João
foi
enorme
a
concorrência
ao Passeio
do
Rocio.
O
snr.
D.
Fernando
appareceu
alli
acompanhado
pelo
marquez
de
Pombal.
Andou
de
ci
ma para
baixo, de
baixo
para
cima,
aco-
tevellando-se com a
multidão,
sendo
ra
ríssimos
os que
lhes
tiravam
o chapéo.
Os
príncipes
da
dynastia
liberal
soffrem
Testas,
e outras,
mas
não
se
ineoinmo-
dam
com
isso.
O
caso
é
que
a
lista
civil
não
diminua,
e
que haja
para
o pagode.
Elles
lá
se entendem
uns
com
os
outros,
e
eu
também
os
percebo...
Falleceu
Francisco
Duarte
de
Araújo,
redactor da camara
beredilaria, e
homem
de
algum
merecimento
iitterario
Fora,
em
rapaz,
Lgitimista,
e
ainda
quando o
snr
D.
Miguel
I
morreu, compoz
uma
poesia, que
faz
honra
ao
auctor.
Nada
mais vos
póde
dizer
hoje
O
vosso
correspondente
A.
GAZETILHA
--35783
rei:
a
cidade
para
Coinponli
?'
es
recitas
d
inquestionavelmente
uma
companhia
de
primeira
ordem.
Representaram
os
dra
mas
a
Falsa
adultera,
o
Policia,
e
uma
opera
burlesca.
Como
nos
falta
espaço,
só
diremos
que
o desempenho
destas
peças
foi excel
lente.
Governador civil subiitituto.—
Foi nomeado
governador
civil
substituto
d
’
esle
districto,
o
snr.
dr.
João
Lobato.
Feata.
—
Com
arraial
hoje
á
noite
e
funcção
d’
egreja
amanhã,
fesleja-se o Santo
Antonio
na
capella
de
Santa Justa,
na
extrema
da
rua
dos
Pellames.
Fallecimento.
—
Com
a
devida
venia
transcrevemos
do
nosso
estimável
collega
o
«Conimbricense»,
a
seguinte
noticia
que
por carência
d
’
espaço
não publicamos
no
nosso
n.°
passado,
como
era
nossa
tenção.
Associamos-nos
á
dôr
que
pungiu
o
coração
do nosso
presado
amigo,
o
snr.
dr.
Messias
Fragoso, cavalheiro
muito
bemquisto
por
suas
virtudes
e altas
qua
lidade»
d’
espirilo,
e
professor
de
philoso-
phia
no
Seminário
Conciliar
de
S. Pedro
e
no
Lyceu
d’
esta
cidade:
Na
quarta-feira
falleceu
n
’
esta
cidade
o
nosso
amigo
o
snr.
José
Maria
Mendes
Fragoso,
escrivão
contador
da
imprensa
da Universidade.
Deixou
de
existir
um
homem
de
bem
em
toda
a
extensão
da
palavra.
O
snr.
Fragoso até
4834
dirigia
o
cartorio
do
escrivão
da provedoria
d'esta
cidade,
o
snr.
Bernardo
Joaquim
de
Sea-
bra.
Pela
extincção
d
’
este
ofíicio,
foi
o
snr.
Fragoso
nomeado
para
a
repartição
da
contadoria
do
districto
de
Coimbra,
sendo
contador
o
snr.
José
Narciso
de
Almei
da
e Amaral.
Quando
em
1846
aqui
esteve
governa
dor civil
o snr.
marquez
de
Loulé,
foi
o
snr.
Fragoso
por
elie
convidado
para
ser
vir no
governo civil,
em razão
de lhe
merecer
especial
confiança;
e
eflectivamen-
te
alli
se encarregou
da
repartição de
fazenda,
que
então
era
muito importante.
Desde
1830
a
1834
dirigiu
a
impren
sa
da
excm.
a
snr.
a
D.
Elvira
Trovão,
as
sim
como fazia
a
escripturação
de
diffe-
rentes casas commerciaes,
entre
as
quaes
se
incluia a
do
rico
negociante
o
snr. An
tonio
de
Oliveira
e
Sá.
Pela reforma
da
imprensa da
Univer
sidade
em
1831,
foi
o
snr.
Fragoso
con
vidado
pela respectiva
commissão,
para
ir
dirigir
o cartorio
d
aquelle
estabelecimen
to,
o
que
aceitou.
Da
maneira
como
se
desempenhou
d
’
es-
se
cargo
pódem
dar
testemunho
todos
os
empregados
superiores
dos
ministérios
da
fazenda
e
reino,
os
quaes
lhe faziam
os
mais
altos
elogios,
tendo-o
na
conta de
um
dos
primeiros
empregados
de
conta
bilidade
do paiz.
Egualmente
póde
servir de
testemu
nho
da
pericia do
snr. Fragoso
o
pro
prio
cartorio
da
imprensa
da
Universida
de,
onde
está
na
maior
regularidade
e
apu
ro
toda
a
escripturação.
Nunca
lhe
foi
recambiada
nem
uma
unica
conta,
em
razão de
ler
algum
erro
ou
estar
mal
organisada,
quer
do
mini
stério
do
reino,
quer
da
fazenda.
Na
qualidade
de
secretario que foi do
definitorio
da
Venerável
Ordem
Terceira
da
Penitencia,
nos dois
Iriennios
de
1831
a
1834,
e
de
1854
a
1837,
sendo
ministro
o
nosso
respeitável
amigo
o snr. dr.
An
tonio
José
de
Freitas
Honorato,
hoje ar
cebispo
de
Mytilene
e
vigário
geral
do
pa-
triarchado,
coadjuvou
activamente
este
ze-
losissimo
ministro
nos
melhoramentos
e
prosperidade
da
mesma
Ordem
Terceira,
merecendo
especialisar-se
o
hospital,
para
o
augmento do
qual
o
definitorio
d
’aquel-
les
dois
triennios
concorreu
de
um
modo
notável
e
muito
eflicaz.
Como cidadão foi
o
snr.
Fragoso
em
toda
a
sua vida
exemplaríssimo,
de
uma
moral
austera,
e
um
optimo
chefe
de
fa
milia,
diligenciando
dar
a
seus
filhos
a
educação
que
lhes
permittiain
as
suas
cir
co
mstanci
as.
Damos
os
maiores
sentimentos
a
toda
a
familia
no
nosso
bom
e
antigo
amigo,
o
snr.
José
Maria
Mendes
Fragoso.
Xova pliarsnacia em Vianna.—
Abriu-se ha dias
em
Vianna
do
Castello
uma
nova pliarmacia,
que
se
denomina
Pharm
teia
Aurea
Viannense.
E
’
seu
proprietário
o
nosso
amigo o
snr.
Duarte
Pereira
Dias
Ribeiro,
cava
lheiro
illustrado
que
nesta
cidade
gosou
sempre
dos
melhores
créditos, de
que
é
digníssimo.
Felicitamos
os
viannenses.
Juramento e posse. —
Prestou
ju
ramento
na
quarta
feira
no governo
civil
d
’
este
districto
e
tomou
posse
na quin
ta-feira,
o
administrador
do concelho
da
Povoa de
Lanhoso,
o
snr. dr.
Augusto
Clemente
de
Sousa
Gião.
Administrador substituto.
—
O
snr.
Lourenço
da
Cunha
Velho
Sotto-
Mayor
foi
nomeado
administrador
substi
tuto
d
’
esle
concelho.
Exames d’
int»truefSo secunda
ria
—
Eis
os
artigos
do
decreto
relativo
aos
exames
d
’instrucção
secundaria:
Artigo
1.®
Para
os
exames
dos
alum-
nos
de
inslrucção
secundaria
que
se
des
tinam
aos
cursos
de
inslrucção
superior
ou
especial,
haverá
uma commissão
de
examinadores
em
cada
uma
das tres cir-
cumscripções
de
Lisboa,
Coimbra e Porto.
Art.
2.°
As
circiimscripções
dividem-se
era
secções;
a
saber:
1.
a
circumscripção
—
l.
a
secção—
Com
prehende
os
lyceus
de Lisboa,
Portalegre
e
Santarém
com a
séde de
exames
em
Lisboa.
2. a secção—
Comprehende
os
lyceus
de
Beja,
Evora
e
Faro,
com
a
séde
de
exa
mes
era
Evora.
2
a
circumscripção—
l.
a
secção
—
Com
prehende
os
lyceus
de
Castello
Branco,
Coimbra e
Leiria,
com a
séde
de
exames
em
Coimbra.
2.
a
secção
—Comprehende
os
lyceus
da
Guarda
e
Vizeu, e
as
aulas
secundarias
de
Lamego,
com
a séde
de
exames
em
Vizeu.
3.
a
circumscripção
—
1.a
secção—
Com
prehende
os
lyceus
de
Aveiro
e
Porto,
com
a
séde
de exames
no
Porto.
2
a
secção—
Comprehende
os
lyceus
de
Braga
e
Vianna
do
Caslello,
com
a
séde
de
exames
em
Braga.
3.
a
secção—Comprehende os
lyceus
de
Bragança
e
Villa Real,
com
a
séde
de
exa
mes
em
Villa
Real.
Art.
3.®
Nas
ilhas
adjacentes
os
exa
mes continuarão
a
ser
feitos
perante
com-
missões
espemaes
em
cada
um
dos
lyceus
respeclivos.
Art. 4.°
Depois
de
concluídos
os
exa
mes
das
diversas
disciplinas
nas
secções
que forem sédes
da circumscripção,
os
jurys
passarão
para
as
secções
iramedia-
tas
conforme
as
necessidades
do
serviço,
que
será regulado
pelos
presidentes
das
commissões
á
vista
dos
mappas
dos
alum-
nos
habilitados.
Art
’
3.°
A
gratificação
dos
presiden
tes
e
vogaes
das commissões
de exames
será
de
25300 reis
por
dia
util
de ser
viço.
Aos
vogaes,
que
não
residirem
no
local
dos
exames,
se
abonará,
a
tilulo
de
ajuda
de custo, a quantia de
1^300
reis
por
dia,
emquanto durar
o serviço
para
que
forem
nomeados. Os
dias de
jornada
de
ida
e
volta,
ou
de
passagem
de umas
para
outras
secções,
serão
pagos
em
se
parado,
a
razão
de
45000
reis
cada
um.
Com
relação
a
cada
jornada,
não
serão
abonados
aos
examinadores
mais do
que
tres
dias.
Art.
6.°
Ficam
derrogadas as
dispo
sições
dos
decretos
de 31 de
março
de
1873.
28
de
março
e
28
de abril
de
1877,
que
forem contrarias
ás
do
presente
de
creto.
UMHSMS NOTICIAS
Lisboa
23.—
Carta de
lei
auctorisando
o
governo
a
levantar
340
contos para
obras
no
ultramar.
Transferidos
os delegados
do
thesou
ro,
de
Vianna
para
Coimbra
e
o do
Fun
chal
para
Vianna.
O
snr.
José
Vicente
Nogueira
foi
no
meado escripturario
de fazenda de
Ou
rem.
Não
tem
havido
mais
casos
de
febre
amarella.
Um
dos
recolhidos
no
Lazareto
tem
meningite
e
não
febre
amarella.
Saiu
a
canhoneira
«Sado»
para
os
Aço
res
afira
de
evitar
que a barcà
ingleza
«Imogene»
communique
com
terra.
hlem
26.—
Na
bolsa venderam-se:
15
acções
do
Banco
Insulano
a
615000
reis;
46
obrigações
do caminho
de
ferro
do
Minho
a
88-5400;
3
contos
em
inscri
pções
a
51,0
í;
28
ditos
a
51.
Não
eflectuado:
1
titulo
do
Bàncò de
Portugal,
offerta
5395000
reis,
pedido
5405000;
20
acções
do
Banco
Ultramari
no,
offetta
5253OO,
pedido
545900; 29
obrigações
da
companhia
das
aguas,
de
coupons, oílerta
845700,
pedido
855000;
8
ditas
prediaes,
oílerta
835800,
pedido
8Í5000;
20
ditas
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
de
coupons,
oílerta
885400,
pedi
do
895000;
5
contos
em
inscripções,
of.
40,93,
pedido 51,10;
50:000
escudos
de
fundos
hespanhoes,
offerta
14,57,
pedido
14,64.
Os
fundos portuguezes
em
Londres
re
gularam
a 53 e 53
l
*
*
*
[
i
;
os hespanhoes
a
15
5 *
*
/
16
e
15
8 *
*
*
*
/ie;
os
consolidados
inglezes
a
97
e
98 */,
Chroniea
religiosa. —
Ahnanha,
29:
—
Festa de
S.
Pedro
na
capella da
Lapa,
e
de
Santa Felicidade
na
de S.
João
Ponte Exercícios
da
Senhora
da
forre
no Collegio. Exposição do
Sanlissi-
rao
no
Salvador,
e
no
Bom Jesus
do
Mon
te.
Indulgência plenaria
no
Carmo e
em
8.
Pedro
d
’
Esle.
JV.
Senlior
da
SSoa Vista.—
A
’
ma-
ohã
lesteja-se
na
capella
de
S.
Sebastião
das
Carvalheiras
a imagem
de
N.
Senhor
da
Boa-Vista,
venerado
no
seu
oratorio
Junto
da.
mesma
capella.
Hoje
a
noite
ha
alli
arraial,
— illumina-
Çao,
fogo,
e
basar
de
prendas, tocando
enquanto
este
durar
a
bania
dos
«Ar-
ustas
Bracarenses».
Ahnanhã
cania-se
missa
solemne
a
in-
S|,
umental e
de
tarde
ha
sermão,
con-
buindo o
basar.
de
S. Pedro.—
Está
em
a subscripção
aberta n
’es-
o
Dinheiro
de
S.
Pedro.
ia
do
Baqpiet.
—Tivemos
adas
nestas
tres
ultimas
pela
companhia do
Biquei,
que
é
A
alfandega
rendeu
a
quantia
de
reis
11:6135836.
—
Foi
nomeada
a
commissão
de in
quérito
ás
repartições
publicas,
compon-
do-se
dos
seguintes
snrs.:
Ferrer,
presidente;
condes
de Ri»
Maior
e
de
Castro,
Mamede,
Cau
da
Cos
ta,
Barros
e
Sá,
Sequeira
Pinto,
Costa
Lobo,
Franzini,
Marianno
de
Carvalho,
Emygdio
Navarro,
Antonio
de
Seixas,
Car
los
Testa,
Francisco Beirão,
José
Pedro
Nogueira,
Avila
Júnior,
Alberto
Carlos,
Lucas
Falcão,
Pereira
de
Miranda,
Pi
nheiro
Chagas,
Vaz
Prelo,
Pires
de
Lima,
dr.
Bocage,
Alves
da
Fonseca,
Cunha
Vianna,
Martins
Tenreiro,
Vasconcellos
Gusmão,
José
Baplista
Andrade,
José
Mes
quita
da
Rosa,
Francisco
Mendes,
Pinheiro
Borges
e
Henrique
Pires.
Foram
nomeados
administradores
sub
stitutos
os
snrs.:
de
Coura,
José
Luiz
Nogueira;
dos
Arcos, Antonio
de Solto-
Maior;
de
Tabua,
Antonio
Lemos
Corte
Real;
de
Barcellos,
José
da
Cunha
Oso-
rio.
Paris
23.
—
Desmente-se
0
boato de
que
a
esquadra
franceza
que
se
acha
em
Athenas
recebeu
ordem
de
partir para
Alexandria.
A
esquadra
foi
simplesmente
para
Salonica
fazer
as
evoluções e
exer
cícios
habiluaes.
Constantinopla
23.
— A
Porta
recebeu
hoje
annuncio
de
que é
oílicial
a
abdica
ção
do
khediva,
succedendo-lhe
0
príncipe
Mahomed
Tewfik.
Paris
24.
—
Até
ao
presente
não
é
conhecido
nenhum
testamento
do
princi-
pe
Luiz
Napoleão.
Crê
se
que
algum
existe,
mas
que não tem
caracter
político.
Paris
25.
—
Dizem
do
Cairo
que
ha
alli
crença
de que
0
khediva
abdicará
hoje.
Londres 25.
—
Dizem
de
Janina
em
24
ao
«Standard»
que
os
turcos
fazem
enér
gicos
preparativos
de
guerra.
Chegaram
os
reforços
a
Joio,
na
Al-
bania.
Tem-se
reunido
grandes
bandos
de
ba-
chi-bousouks
em
Valparaiso.
Assegura-se
que
0
presidente
do
Pe
rú
chegou
a
Iquique
desembarcando
com
1:500
homens
em Pisagua.
New-York, 21.
—
O snr. Kelman em
consequência
da noticia
de
que
vários
agen
tes
da
Bolivia
vem
dos Eslados-Unidos
equipar
os
corsários,
recommendou
ás
au-
cloridades
stricta
neutralidade.
Madrid
26.
—
Foi
ordenada
na
Hespa-
nha
quarentena
de tres
dias
para
as
em
barcações
procedentes
de
Portugal.
Londres
25.
—
Dizem
de
Sofia
ao
«Stan
dard»
que
tem
havido
combales
nas fron
teiras,
entre
as
tropas
ollomanas
e
os
insurgentes
da
Macedonia.
CORREIO
Vianna.
—
Snr.
Caetano
Luiz
da
Silva.
Recebemos.
Ficamos
sciente.
Idem.
—Snr. José
da
Costa
Couto
Mon
teiro.
Em
aberto desde
14
de dezembro
de 1878,
dia em
que
principiou
a re
messa.
Louzada.—
Revd.
mo
padre
Antonio
José
Ferreira.
Recebido.
Coura.
— Revd."
13
padre
Miguel
José
Rodrigues.
Recebemos e
muito
agradece
mos
os
obséquios.
Paris.—
Monsieur
Saavedra:
Nous
avons
reçu
votre
lelire
et
nous
vous
écrirons
ao
commenceraenl
du mois
prochain,
satis-
faisant
à
vos désirs.
ÃS
F£LSIFIC ÇÕES
PERIGOSAS
Tem 0
snr.
R.
Bravais
recebido
va
rias
queixas que podem
resumir-se
do
modo
seguinte:
«Temos comprado em
dif-
ferentes
pharmacias
ferro dialisado
que
não
nos
tem
feito
bem
nenhum»,
dizem
essas
pessoas.
A todos
tem
respondido
sempre
0
snr. Bravais:
«
E
’
F
erro
B
ravais
[ferro
dialisado
Bravais
J
que
tendes
tomado?»
—
não;
era
um
pretendido
feiro
dialisado
prepardo
em más
condições
e vendido
por
baixo
preço.
Ha
uma grande
diíferença
entre
0
Ferro
Bravais e
0
ferro
dialisado
prepa
rado
por
uma
pessoa
qualquer.
As
pes
soas
que creem,
de
boa
fé,
comprar
vec-
dadeiro
ferro
dialisado
Bravais
são, mui
tas
vezes,
indignamente
enganadas,
pois
a
competência
e
a falsificação com
que
só
se
atacam
os
bons
productos
parecem
ter
escolhido
com preferencia
o
ferro Bra
vais.
Prevenimos
pois
o
publico que
recuse
absolulamente
todo
o prodncto
similar
que
lhe
seja
olferecido
por
baixo
preço
como
Ferro
dialisado
Bravais,
sempre
que
não
leve
na capsula do
frasco
a
íirma
R. Bravais
&
C.
a
e
no rotulo a
marca
de
fabrica:
aux chevaux
marins
(aos
ca-
vallos marinhos)
Está
reconhecido
hoje
pelos
principaes
médicos
e
chimicos
que
o
teem
experi
mentado,
que
o
Ferro
Bravais,
com
pre
paros
especiaes
para
que
o
snr.
Bravais
obteve tres privilégios
d
’invenção e
com
condições
absolutamente
especiaes
d
’
insta-
lação,
não
póde
ser
imitado.
Poderão
os
leitores
fazer
uma
ideia
das
diíliculdades
de
fabricação,
quando
re
parem
que
todo
o frasco
que
sae
da
fa
brica
do
Ferro
Bravais
era Asnières, foi
submettido
a
uma
preparação
de
80
a
90
dias
e
a
vigilância
de
cada
minuto.
As
sim
o
publico
gosa
de
todas
as
garantias
possíveis,
pois
cada
frasco
vendido
no
de
posito
geral,
rua
Lafayelte,
n.°
13,
em
Paris,
ou
em
seus
depositos
no
estran
geiro
foi ensaiado
e
provado
por
meio
dos
reactivos
chimicos
que se usam
ge
ralmente.
Facil
é
portanto
comprehender
que
seja
rnalerialmente
impossível a qual
quer
dar
uma
preparação
similar
que
passa
compara-se
ao
Ferro
Bravais
(ferro
dia
lisado
Bravais),
como
energia
e
efiicacia.
Assim
pois rogamos tanto
aos
snrs.
médicos como
aos
compradores,
que,
com
o
fim
de frustrar
a
competência
que
até
se atreve
a
copiar
e
apropriar-se
os
títu
los
dos
artigos
que a Imprensa
consagra
ao
Ferro Bravais,
e
desesperar
os
imita
dores
e
falsificadores
que
surgem cada
dia
com
grande
detrimento
da
saude
pu
blica,
se
sirvam
especificar
e
exigir
as
gottas
concentradas
de Ferro
Bravais.
Vende
se
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Bainharia,
77—
79
e
nas
principaes
phar-
macias
do
reino.
ANNUN
CIOS
Antonio
Lobo
de
Sousa
Carvalho,
na
tural
de
Cabeceiras
de
Basto,
e
residente
na
rua
de S.
Marcos,
d
’esta cidade, de
clara,
para
todos
os
efleitos,
que não
paga
divida
alguma
que seus
filhos
te
nham
contraído
até
hoje
ou
a
que
por
ventura
contraiam
de
ora
em
diante.
Braga,
21
de
junho
de
1879.
(2473)
EUITO3
I»E
30 «IAS.
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
cidade
e
comarca
de Braga
e
cartorio
do
escrivão
abaixo
assignado,
correm
éditos
de
30
dias,
citando,
chamando
e
requerendo
to
das
as
pessoas
incertas
e
quaesquer
cre
dores
ou
legatários
desconhecidos
ou
re
sidentes
fóra
da
comarca,
que
se
julguem
com
algum
direito
ao
casal
do
finado
José
Martins
d
’Araujo
Ponlevedra,
viuvo,
mo
rador
que
foi
na
rua
de
S.
Sebastião,
d’
esta
cidade,
para que
fiquem
scientes
de
que
se
anda
procedendo
a inventario
de
menores,
e
venham
n
’aquelle praso,
que
correrá
na
fórma
da
lei,
deduzir
e
allegar
seus
direitos, assistindo
aos
ler
mos
do
inventario,
sob
pena
de
revelia
e
lançamento.
Braga
8
de
Maio
de
1879 e
nove.
0
Escrivão
do
4.°
offlcio
Gaspar
Augusto
d
’
Oliveira
Faria
Bastos.
Verifiquei
a
exaclidão.
(2472)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Os
devotos
do
Senhor
da
Boa-Vista,
que
se
venera
atraz
da
capella
de
S.
Se
bastião
das
Carvalheiras,
teem
determina
do
festejar
nos dias
28
e
29
do
corrente
mez,
na
dita
capella,
aquella
milagrosa
Imagem.
No
dia
28
á
noite
terá
logar
no
pi
toresco locai
das
Carvalheiras
uma
linda
e
vistosa
illuminação,
fogo
prezo e
basar
de
prendas,
durante
o qual
distrabirá
os
concorrentes
uma
banda
de
musica
d
’
esta
cidade.
No
dia
29
haverá
exposição
todo
o
dia,
serrnão
de
tarde,
e
no
fim
Te-Deum.
0
basar continuará
na tarde
de
do
mingo.
(2471)
ARRENDA-SE
Uma
casa
na
rua
da
Boa-
Vista
n.°
116;
tem
bons
com-
modos,
quintal,
agua
limpa
com
pia
para lavar
roupa,
tirada
por
bomba
de
ferro
Para
tratar
na mesma
rua
n.°
113.
(2470)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA EDIÇÃO
Novamente
correcta
e muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de S.
Exc.
3
Revm.
3
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga, na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
e
nas
livra
rias
de
Manoel Malheiro,
rua do
Almada,
Porto,
e
Catholica,
de
Lisboa.
Preço=l6O
em
brochura,
e
240
enca
dernado.
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do escrivão
Gonçalves,
no
dia treze
de
julho
proximo
seguinte
por
dez
horas
da
manhã,
á
porta do
tri
bunal
da
justiça,
sito no
largo
de
Santo
Agostinho
da
mesma cidade,
se
ha
de
pro
ceder
á venda
em
hasta
publica, de
duas
moradas de
casas
sobradadas,
com
seus
respectivos quintaes
e
poço
mietro,
designa
das
pelos
numeros
de policia,
noventa
e
dous
e
vinte
e nove,
sitas
na
rua
da
Ponte,
da dita
cidade,
avaliadas
no
liqui
do
valor,
livre,
uma
na
quantia
de
um
conto
e
duzentos
mil
reis,
e
outra na
de
oito
centos
mil
reis,
penhoradas
por
execução
movida
por
Daniel
de
Moraes
Lopes,
e mulher,
Rosa Maria
Coelho,
con
tra
Joaquim
Fernandes,
ourives, e
mulher,
Antonia
Maria
Duarte
Motta,
e
madrasta
d
’esta,
Custodia
Maria
Gomes,
todos
mo
radores
na
dita
rua
da
Ponte,
para
cuja
arrematação
se
passaram
editaes
a citar
quaesquer credores
incertos
afim
de que.
querendo,
usarem
dos
direitos que lhes
facultam
as
leis
vigentes.
Braga
18
de
junho
de 1879.
0
escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
(2469)
Adriano
Carneiro
de Sampaio.
VENDE-SE
a
casa
da
rua
do
An-
j°
n,
°
e
A-
Quem
a
pre-
tenler dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Uma
morada
de
casas com
gran-
TigL de
quintal, sita
na
rua
das
Car-
valheiras, n.°
17.
Para
ver
e tractar
na
rua
de
S.
Ge
raldo
n.°
17.
(2465)
ARRENDAM-SE
Tres moradas
de
casas
de dous
an
dares,
construídas
de
novo,
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
S.
Geraldo
n.os
18,
20
e
22.
Para
ver
e
tractar
na
mesma
rua
n.°
17.
(2466)
Fabrica de papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria Eraearense
—
27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
PORQUATO
A
grande
festividade
e
romaria
para
commemorar
o
27.°
anniversario
da
trasladação
do
inclyto
Martyr
S. Torqtialo,
Arcebispo Bracarense,
terá
logar
no
dia
6,
primeiro
domingo
do
proximo
mez
de
Julho,
e
será
precedida
de
uma
no
vena
que
principiará
no
dia
27
do
corrente,
segundo
o costume
dos
annos
ante
riores.
No
dia
5
do
proximo
mez
de
Julho,
vespera
da
solemnidade,
se
farão
os
si-
gnaes
festivos do
estylo,
tocando
na
tarde
d
’
esse
dia
uma
banda
de
musica
no lo
cal
da
romaria, e
tanto
n
’
esle
dia
como
no
seguinte,
dia
6,
estará
patente
á
vene
ração
dos
fieis,
desde
o
nascimento
até
ao
occaso
do
sol,
a veneranda relíquia,
o
corpo
inteiro
de
S.
Torquato.
No
dia
6,
durante
o
tempo
em
que
se
não
estiverem
celebrando
alguns
dos
actos
de
culto
externo,
se
ouvirão
no
local
da
romaria
os
sons
de
duas
bandas de
musica
marcial,
e
depois
das
10
horas
da
manhã
cantar-se-ha a
musica
vocal
e
instrumental
a
missa
solemne,
com exposição
do
Santíssimo
Sacrameuto,
havendo
sermão
no
fim
do Evangelho.
Depois das
4
horas
da
tarde
fará o
seu
transito
em
volta
do grande
adro
que
circumda
o
sanctuario,
a
imponente
e
apparatosa
procis
são,
ornada de trez
coros
de
musica,
e figuras
representando
as
virtudes que
o
santo praticou
em
sua
vida,
e
de
dous
carros
triumphaes
allusivos ás
virtudes
da
Diligencia
e
Fortalesa
do
Santo
que
no
cumprimento
do
seu
dever
de
bom
pastor
se
dispoz
a
persuadir
com a
sua
voz
ao
deshumano
general
Muça
que
poupasse
as
vidas
dos fieis, confiadas
ao
seu
exercício
pastoral,
o
que
não
alcançou,
mas
antes
soffreu
o
martyrio,
succumbindo
ao
golpe
da
cimitarra
do
cruel
general.
A
’
noite
queimar-se-ha
um abundante
e
variado
fogo
do
ar
e
preso,
produ-
cto
dos
melhores
artistas d
’
este
genero na provincia,
entre
os
quaes
entrará o
dislincto pyrotechnico Antonio Pereira Caneco,
de
Cabeceiras
de
Basto,
e
será
bri-
Ihanlementè
illuminado o
escadario
fronteiro
ao sanctuario.
A
Meza administradora
não
se
poupa
a
exforços
e
emprega
os
meios
ao
seu
alcance
para
que
esta
solemnidade
seja
celebrada
com
o
lustre
e
esplendor
que
caracterisam
as ceremonias
religiosas
do
culto
calholico.
(2467)
Adoptido
em
todos
os
Hospitaes.
(FERRO
DIALISADO
BRAVAIS)
Recommendado
por
todos
os
Médicos.
>
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRAIICAS,
etc.
f
O Ferro
Bravais
(ferro
liquido
em
gottas
concentradas)
é
o
uni-',
•
exempto
de
qualquer
acido;
não
tem
cheiro
nem
sabor,
não
produzi
prisão
do
ventre,
diarrhea,
irritação nem
cança
o
estomago;
alem
d
’
isto
«
e o
unico que
nao
faz
os
dentes
pretos.
E
’
o mais economico de
todos os íerraginosos, pois que um frasco dura um
mez.
$
Deposito
geral
em
Pariz,
13,
rue
Lafayette
(Perto da
Opera),
e
cm
todas
as
Pharmáàias.
Desconfiar-se
das
imitações perigosas i-exijir a marca de fabrica que vae juncta.
•
Btiuvia-se
grátis
a
quem
o
pedir
por
carta
franqueada,
um
interessante
folheto sobre
a
Anemia
e
o seu
tratamento.
V-
Deposito
no
Porto, Ferreira &
Irmão,
e nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
BILHETES
DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
.WP.UilCTO «fc PALHEIRO
27,
Praça
do
Bardo
de S. Mar
Unho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220 e 240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do Barão
de
S. Marlinho,
27
Com capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
8?, Prafa do SBarSo de S. Marti-
nlio,
9?
ÂPPAIHC10 &
MALHEIRO
iS
11A
v
&
Caixa
penhorista Bracarense na
Travessa de
D.
Gualiliin
d’esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos empenhados na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a avultadissima
despeza
que está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n'esle
acto
de caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira Bemardes.
AOS PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusitana, rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem obrigação de entregar
lo
dos
os
dias na
repartição
policial,
e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
DINHEIRO
A JURO
A
confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal
tem
650^000
reis
para
mu
tuar,
a
5
p.
c.
(2461)
Ceremonial
segundo
o
rito Romano
que
deve observar-se
na
Tercia
e
missa
conventual
cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbylero
JOÃO REBELLO
CARDOSO
DE MENEZES,
Vice-Reilor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário,
e
no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço
....................................
120
rs.
PADRE
SENNA
FREITAS
cíti
rn;
i v í.iiiiiu
Preço
120
reis.
A
’
venda
no
Porto,
Livraria
Portuen
se,
editora,
121
—
Rua
do
Almada
—
123»
e
nas
principaes
livrarias
de
Coimbra,
Lisboa
e
Braga.
A
APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA DA
SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no escriptorio d’
este
jornal.
Preço.
...
30 reis.
RESPONSÁVEL
—
Luiz Baptisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
